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AULA 10 – BIOSSEGURANÇA

DEFINIÇÃO: é o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, visando à saúde do homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e na qualidade dos resultados. (TEIXEIRA E VALLE, 1996) Os profissionais de saúde que trabalham com a diversidade de agentes desencadeadores de doenças (agentes físicos, químicos e biológicos) estão potencialmente expostos a esses riscos. A transmissão de agentes biológicos relacionados com os profissionais de saúde ocorre por meio de diferentes materiais e vias de aquisição que propiciam grande comprometimento para esses profissionais, tais como: percutânea, cutânea, mucosa, sangue, fluidos corpóreos, secreções, fezes, aerossóis primários e gotículas. As medidas de prevenção de infecções tornaram-se mais reconhecidas pelos profissionais de saúde diante da epidemia da AIDS, que fez surgir a necessidade de uma conscientização coletiva voltada para a prevenção, exigindo uma divulgação mais intensa de medidas relacionadas à transmissão de doenças no trabalho. Com isso, os profissionais que atuam diretamente na assistência hospitalar devem ser motivados a utilizar equipamentos de proteção individual (EPI) e seguirem as medidas preventivas diárias, mesmo que os assistidos não sejam portadores de doenças infecciosas. Todo profissional que atua em instituições de saúde está exposto a contaminações, mesmo aqueles que trabalham em setores administrativos. Alguns estudos divulgados registram os seguintes acidentes:   Materiais biológicos humanos que contaminam lesões cutâneas previamente existentes; Ferimentos com objetos perfurocortanes não contaminados com qualquer produto biológico, mas que tenham aberto uma barreira cutânea, permitindo a entrada de micro-organismos durante a sua atividade de rotina;  Objetos perfurocortantes contaminados ou sob suspeita de sangue ou qualquer outro produto biológico;  Respingos de qualquer produto biológico, principalmente sangue em mucosas; 1. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL DEFINIÇÃO: os equipamentos de proteção individual destinam-se a proteger a integridade física dos profissionais. Sua adequação está diretamente ligada à atividade que se vai desenvolver e tem como objetivo a proteção do profissional ou paciente exposto a substâncias perigosas, seja por absorção, inalação ou contato físico; 1.1 PRINCIPAIS EPI´s a) Máscara Protegem a mucosa nasal e dos aerossóis primários e perdigodos contaminados. Segundo as entidades normativas, esse equipamento é considerado eficiente se apresentar um mínimo de filtração bacteriana de 95%. Sempre que o procedimento gerar gotículas de sangue ou outros fluidos corporais, ou ainda, quando o paciente apresentar sintomatologia respiratória, as máscaras e os óculos protetores deverão ser usados.

para a utilização de medidas que. tais como: idade. De acordo com CDC (Center of Deseases Control). o risco de infecções de fontes conhecidas ou não. especialmente ao risco biológico. ao máximo. Utilização de EPI´s: luvas. independentemente do diagnóstico ou do estado infeccioso do paciente. auxiliam a redução e até mesmo impedem a difusão de uma série de doenças que o ambiente hospitalar proporciona. O termo precaução veio ampliar a questão do isolamento. Além deles. respingar ou pulverizar o rosto do profissional envolvido. Existem outros fatores que também podem facilitar o estado infeccioso. O objetivo é reduzir. aventais. em algumas ocasiões. O profissional que não fizer uso desses equipamentos corre maior risco de infecções. tais como punção venosa periférica. e que a disseminação de uma infecção no ambiente hospitalar acontece mediante a presença de três elementos: a fonte de infecção. máscaras não estéreis e protetores oculares. . 2. irradiação. uso de corticoides. passaram a ser denominadas precauções-padrão. doença de base. d) Aventais Evitam a contaminação das roupas e protegem a pele do profissional. Os óculos devem ser lavados entre um paciente e outro de forma rotineira. no seu conjunto. 1996). o profissional deve adotar medidas de precaução. conhecido ou não. A utilização desses equipamentos deve ser seguida rigorosamente enquanto o profissional estiver trabalhando. b) Óculos protetores Os óculos são muito suscetíveis a lesões microscópicas e macroscópicas face sua limitada vascularização e baixa imunidade. 2. PRECAUÇÕES E ISOLAMENTO Independente de qualquer diagnóstico.Máscaras e protetores faciais e oculares ajudam a proteger as mucosas dos olhos. As precauções-padrão compreendem os seguintes procedimentos:   Lavagem das mãos: antes e após contato com o paciente (com água e sabão). as precauções-padrão são designadas para reduzir a transmissão de microorganismos de fontes de infecção conhecidas ou nãoç com indicação para todos os pacientes (CDC. PRECAUÇÕES PADRÃO Nos hospitais. quando se entra na unidade de paciente infectado ou colonizado por microrganismo resistente e deverão ser trocadas quando contaminadas com material infeccioso. botas ou propés. c) Luvas Devem ser utilizadas nos procedimentos de risco ocupacional aos fluidos corporais. nariz e boca. são necessárias perneiras. procedimentos invasivos. entendido a segregação de pessoas. uso de antimicrobianos. para evitar borrifamentos de fluidos corpóreos. as práticas antes chamadas de isolamento. a suscetibilidade do hospedeiro e a virulência do agente causal. pois os líquidos corporais podem borrifar. drogas imunossupressoras e a própria suscetibilidade do paciente.1. São indicados como barreira de proteção aos profissionais de saúde.

o quarto privativo com pressão negativa é a indicação absoluta. difteria faríngea (Corynebeacterium diphitheriae). São utilizadas em associação às precauções-padrão e se baseiam em três vias de transmissão: aérea por perdigodos (gotículas de saliva). Algumas patologias são transmitidas por perdigotos. se mantém no ar a uma distância de 1 metro. Essas partículas são pesadas e. de acordo com as determinações da CCIH. estreptococcus (grupo A) em crianças. Essas partículas minúsculas. pneumonias causadas por: arbovírus (Haemophilus influenzae) em crianças. Porém. c) PRECAUÇÕES NA TRANSMISSÃO POR CONTATO (DIRETO OU INDIRETO) O contato direto se dá pelo contato físico com o paciente. pele a pele. portanto. 2. ele deverá usar máscara N95. gerando colonização. A substituição do ar deve ser feita. a filtragem do ar com filtros de alta eficiência deve ser feita antes da circulação para outras áreas do hospital e as portas dos quartos devem ser sempre fechadas. deverá usar máscara cirúrgica. de tamanho menor de 5µ. ou pelas mãos. por exemplo: gripe (influenza). micoplasma. nessas ocasiões. Elas podem ser eliminadas pela tosse. Essas patologias sugerem a ocupação de quarto privativo sem necessidade de ventilação especial e o uso de máscaras para aproximação a menos 1 metro do paciente. b) PRECAUÇÕES NA TRANSMISSÃO AÉREA POR AEROSSOL (COM O AR) Essa transmissão deverá ser associada às precauções-padrão indicadas para pacientes cuja infecção se dá por micro-organismos transmitidos por aerossóis. aspiração e outros. O paciente submetido a essas precauções deve ser transportado o mínimo possível somente se necessário e deverá usar máscara cirúrgica durante todo o transporte. meningococcemia (meningococco). coqueluche (bordetella pertussis). no mínimo. Essa é a mais importante e a mais frequente via de transmissão das infecções hospitalares. o paciente poderá ser alocado em enfermaria comum. fala ou na realização de vários procedimentos como broncoscopia. na conjuntiva. de preferência durante todo o tempo de internação. No caso de a instituição não possuir quartos privativos disponíveis. O transporte do paciente infectado deve ser o mínimo. Vacinação contra hepatite B. Nesses casos. espirro. no máximo. somente quando for imprescindível e. a) Precauções na transmissão por gotículas de saliva Ocorre quando perdigodos contaminados de uma pessoa infectada são arremessados a uma curta distância pelo ar e sedimentadas na mucosa nasal. higienização das mãos e aventais . 6 vezes por dia. ficam suspensas no ar por fluidos longos e por isso podem se dispersar por longas distâncias e consequentemente inalados pelo hospedeiro suscetível.2. PRECAUÇÕES BASEADAS NAS VIAS DE TRANSMISSÃO (ISOLAMENTO) Essas precauções nos advertem para pacientes suspeitos ou reconhecidamente infectadas e/ou colonizados por micro-organismos de alta transmissibilidade e de importância epidemiológica. na boca do hospedeiro ou na pele íntegra. meningococco. pelo ar) e contato. Os pacientes identificados com precauções por contato têm indicação relativa para a ocupação de quarto privativo associado à utilização de luvas limpas e não estéreis. aérea (aerossol. O contato indireto se dá através do contato de um hospedeiro com objetos inanimados que estejam contaminados.

Deve ser utilizados artigos (estetoscópio e termômetro) exclusivos para cada paciente. . Se for impossível esses artigos devem ser limpos e desinfetados antes que se faça uso em outro paciente.limpos de contato.