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Finanças Públicas
 2.º Ano Finanças Públicas 26 de Abril de 2013 Prof.

Nuno Cunha Rodrigues

2012/2013

No art. 2 da LTC podemos verificar que se refere ao âmbito de TC, em que no art. 2/1 da LTC se verifica uma série de entidades que integram a administração do estado. No art. 2/2 da LTC podemos ver outro tipo de entidades, como empresas publicas, que não estavam sujeitas,

anteriormente, ao controlo do TC e no art. 2/3 da LTC concretizando o Principio da Perseguição dos Dinheiros Públicos, pois refere que estão sujeitas ao TC as entidades de natureza publica ou privada desde que disponham de dinheiros públicos. O TC vai muito além das entidades presentes no estrito domínio do OE, pois o OE abrange apenas as entidades que integram o SPA (Sector Publico Administrativo, perímetro orçamental defenido no art. 2/2 da LEO), pode fiscalizar empresas publicas e privadas, na justa medida em que essas empresas privadas sejam beneficiarias de dinheiros públicos.

Esta competência é genérica, depois o Tribunal exerce Fiscalização Previa, Concomitante e Sucessiva.

Em sede de Fiscalização Previa, estas entidades, não estão todas sujeitas ao TC. Apenas estão abrangidas as entidades previstas no art. 5/1 alínea c) LTC, sendo muito mais reduzidas que as que o TC tem competência de jurisdição e controlo financeiro previstos no art. 2 da LTC.

Temos então presente no art. 2 da LTC o Principio da Perseguição de Dinheiros Públicos que vem da necessidade de controlar as empresas na fuga para o direito privado.

Célia Cordeiro n. 21202

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mas a forma de funcionamento interna do TC esta previsto no art. 77 (Primeira Secção). isto decorre do art. o TC é independente em termos jurisdicionais. e a outra metade de uma formação jurídica. E é por isto que os juízes que compõem a terceira secção devem provir maioritariamente da Magistratura (art. 16 a 28 da LTC relativamente ao critério dos juízes O TC funciona em 3 secções.º Ano 2012/2013 O TC tem a sua sede em Lisboa. 214/3 e 4 o TC pode funcionar descentralizado tendo secções regionais quer em Ponta Delgada quer no Funchal. As competências de cada uma estão previstas no art. sendo necessário apreciar os factos para posteriormente aplicar uma coima e/ou reposição dos dinheiros indevidamente aplicados. mas de acordo com a CRP. art. art. Atualmente a metade dos juízes do TC provem de áreas económicas. 21202 2 . 14/1 alínea a). Estas secções regionais funcionam com um juiz. 78/1 da LTC). Sancionatória ou Reintegratória. art. aprovar recursos das secções regionais). O Presidente do TC é nomeado pelo Presidente da República. 133 da CRP. 14/1 alínea b) da LTC. O TC na sede é composto pelo Presidente e 16 juízes nos termos do art. art. 78 (Segunda Secção) e 79 (Terceira secção) da LTC. em como apreciar relatórios de auditoria. não são juristas. Célia Cordeiro n.Finanças Públicas
 2. 15/4 da LTC). 15/1 alínea a) b) e c). Estes juízes gozam da mesma independência que qualquer outro juiz. A Segunda Secção diz respeito a auditorias que tenham sido realizadas e verificação externa de contas que tenham sido submetidas ao TC (art. 3/2 da LTC. A Terceira Secção diz respeito á apreciação quer de recursos de multas fixas pela 1ª e 2ª secções que r da responsabilidade Financeira. 7/2 LTC. sob proposta do Governo. art. juristas (articulação entre o Direito e a Economia). como qualquer outro tribunal. A Primeira Secção trata a Fiscalização Previa (Visto Prévio): compete apreciar questões relativamente ao visto prévio.

Trata-se de uma função consultiva proveniente do art. 41 da LTC que determina a forma como o TC vai emitir o parecer sobre a CGE e relativamente ao art. 51/1 temos entidades que não estão sujeitas ao perímetro orçamental mas que estão sujeitas ao TC.Finanças Públicas
 2. quer do art. 21202 3 . No art. 11 da LTC prevê a colaboração e articulação do TC com entidades comunitárias. 214/1 da CRP. 5/1 alínea c) da LTC determina o âmbito subjetivo de Fiscalização Previa do TC. No art. Não são formas de atuação de um órgão jurisdicional os pareceres sobre contas gerais do estado e projetos de legislação na área financeira. Em articulação com o art. 5/2 da LTC diz que compete ao TC dar pareceres pela solicitação da AR ou do Governo sobre projetos legislativos de matéria financeira. No art. 5/1 alínea a) da LTC o art. isto não retira a natureza jurisdicional do TC. bem como das contas das respectivas Assembleias Legislativas.º Ano 2012/2013 O art. Célia Cordeiro n. 51 e 52 da LTC estão previstas as entidades que estão sujeitas ao TC. 42 da LTC relativamente ás contas das RA. 5/1 alínea b) da LTC o art. Para além do TC nacional. também o TC Europeu pode ser considerado a dar pareceres e fiscalizar sobre dinheiros comunitários. 5/1 da LTC alínea a e b) determina que compete ao TC dar parecer sobre a CGE e sobre as contas das RA. O art. é a partir deste artigo que vamos determinar quais as entidades sujeitas á fiscalização. 73 da LEO. 5/1 alínea h) da LTC. art. O art.

é isto que se pretende com o visto prévio. 5/1 alínea f) da LTC competência para apreciar a legalidade. Não estão previstas as entidades do art. 42/6 da LEO. 21202 4 . 44/2 da LTC. é o que nos diz o art. Célia Cordeiro n. Pode haver situações em que esteja em causa a contração de divida e também nestes casos é necessário verificar se a contração da divida respeita os limites de endividamento fixados pela AR. o visto prévio tem por finalidade verificar se actos. ou representativo de responsabilidade financeira directa ou indirecta. estão conforme ás leis em vigor e se os respectivos encargos tem cabimento em verba orçamental própria. Se não for cumprido pode dar origem á fixação de coimas pelo TC.5/1 alinea c) da LTC e também nos art. O art. O art. cabimento orçamental. bem como a Economia. princio da legalidade. o TC apenas vai fiscalizar a utilização de dinheiros públicos que aquela entidade vai utilizar. 5/1 alínea e) da LTC. Verificar se a despesas cumprio o art. art. 12 da LTC prevê a colaboração que deve ser prestada ao TC pelos órgãos de controlo interno. 44 a 48 da LTC. A art. eficiência.Finanças Públicas
 2. Os sistemas de controlo interno previstos neste artigo são os sistemas previstos no art.º Ano 2012/2013 Forma como se efetiva a Responsabilidade Financeira. 2/3 da LTC porque este artigo refere-se a entidades privadas que utilizem dinheiros públicos e a competência do TC não vai abarcar toda a gestão dessas entidades privadas. eficácia e economicidade. Fiscalização previa do TC Traduz-se numa das formas de fiscalizao do TC e esta prevista no art. 2/1 e 2 da LTC. ou autocontrolo. 58/4 e 5 e 62 e 63 da LEO.44/1 . a criação de sistemas de autocontrolo que permitam assegurar a boa gestão publica. e que é julgada pela 3 secção do TC. execussao por duodécimos. antes da realizaçãoo da despesa chyamar o TC a apreciar se aquela despes cumpre ou nao com todos os requesitos previstos no art. porque isso seria interferir com a liberdade empresarial. Eficiência e Eficácia 3 E’s) das entidades referidas no art. contratos ou outros instrumentos geradores de despesa. 42/6 da LEO.

- Contratos que impliquem despesas nos termos do art. se o TC verificar que não foram respeitadas alguma destas condições. Nem todas as entidades publicas tem necessidade de enviar ao TC contratos para obtenção de visto prévio.Finanças Públicas
 2.º Ano 2012/2013 Nem todos os contratos tem a necessidade de visto prévio pelo TC. mesmo que não estejam sujeitos a visto previsto do TC. estão dispensados da apreciação do TC. estão sempre sujeitos a Fiscalização Sucessíveis. Esses contratos terão sempre que respeitar os limites de execução orçamental. 21202 5 . Economia e Eficácia. Célia Cordeiro n. - Nos contratos públicos é preciso levar ao TC o contrato vencedor do concurso. 42/6 alínea a) da LEO) realizado. podendo. atribuição de responsabilidade financeira ao executante. antes do inicio da obra. 48 da LTC. 48 da LTC. no caso de incumprimento. O Art. em primeiro lugar verificar se o concurso publico cumpriu os formalismos do Código dos Contratos Públicos (art. Temos que verificar que tipo de contratos estão sujeitos ao visto prévio do TC e que tipo de entidades. Em alguns actos ou contratos o visto prévio é fundamental porque sem ele a despesas não pode ser realizada. Todos os anos o OE estabelece valores abaixo dos quais os actos e contratos previstos na alínea c) do art. 46 da LTC diz que tipos de contratos estão sujeitos ao visto prévio do TC: (âmbito Objectivo) - Todos os actos e contratos no âmbito da divida publica fundada. Delimitar o âmbito subjetivo do Visto Prévio do TC. lógica de que as situações mínimas residuais o juiz não deve tratar. principio da Legalidade e verificar se há Cabimento Orçamental para aquela obra e se respeita o Principio da Eficiência. o TC não dará o visto prévio e a obra não poderá ser executada. para que este o aprecie.

47 da LTC que estabelece as exceções do art.º Ano 2012/2013 - Se o TC não se prenunciar no prazo de 30 dias dará lugar ao Visto Tácito nos termos do art. estão sujeitos á Fiscalização Previa do TC. 46 da LTC). Esta uma empresa municipal sujeita ao visto prévio do TC? No passado. Depois temos no art. ou seja. 5/1 alínea c) primeira parte. 5/1 alínea c) segunda parte. como prevê o art.Finanças Públicas
 2. 83 da LTC..). empresas publicas. municipais. 21202 6 .. ele imite esta declaração sem a verificação aprofundada (por norma esta figura não é utilizada). - No Art. 46 da LTC (Contratos de arrendamento. água. sendo mais fácil Célia Cordeiro n. - Declaração de conformidade prevista no art. 2/1 da LTC) pelo aviso prévio do TC (atenção não esquecer o âmbito objectivo em que há contratos. 2 da LTC estão sujeitas á Fiscalização Previa do TC. 46 da LTC. 2/2 da LTC um conjunto grande de entidades que estão sujeitas ao controlo e jurisdição do TC. 47 da LTC faz excluir uma série de contratos previstos no art. gabhado a dobrar e a fuga ao visto prévio do TC. outra coisa é saber se todos os contratos dessas entidades estão sujeitos ao visto prévio do TC e ai temos que ir ao art. 46 da LTC. significa que se o TC considerar que a situação é semelhante a uma apreciada no passado. As entidades previstas no art. luz. estabelece as entidades que estão abrangidas (art. No art. 85 da LTC. com a fuga para o direito privado a resposta seria não (presidentes de câmara que dirigiam ao mesmo tempo uma empresa municipal. - Nem todos os actos e contratos abrangidos pelo art. (Âmbito Subjetivo) - O Art. é como se tivesse sido autorizado.

Ex. que estão sujeitas ao visto prévio do TC. Porque apesar de ser uma empresa municipal. 5/1 alínea c) da LTC. por exemplo com obras publicas. 21202 7 . então o legislador veio acrescentar a parte final do art. Célia Cordeiro n. mesmo que formalmente sejam entidades privadas. “ sempre que resulta subtração de actos e contratos á fiscalização previa o TC”. porque temos que interpretar o art. empresas municipais. 2/2 da LTC. “de qualquer natureza”.º Ano 2012/2013 avançar. 2/2 estão sujeitas a visto prévio. Empresa (Municipal) de recolha de resíduos (Função Administrativa do Município). 5/1 alínea c) parte final para percebermos porque estão sujeitas. “funções administrativas originariamente a cargo da função publica”. 2/2 da LTC.Finanças Públicas
 2. 46 da LTC. art. “criadas pelo estado”. preenche os requisitos do art. 5/1 alínea c) parte final da LTC. e por conseguinte a maioria das empresas municipais estão sujeitas a visto prévio. art. Como não tem carácter comercial (não há exploração comercial) os seus actos e contratos estão sujeitos ao visto prévio do TC na justa medida em que esses actos e contratos estejam no âmbito do art. dizendo que algumas das entidades do art.