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Caro Colega, primeiro se vc foi nomeado não precisa procuração, basta citar a nomeação de fls. tal, na petição. ok.

Quanto a fazer o pedido de liberdade, este deverá ser feito em petição apartada, até porque este pedido tramita em processo autonomo. não esqueça de pedir a condenação do Estado no pagamento de honorários, uma vez que este é um direito do advogado quando nomeado, na tabela de honorários da OAB, consta o valor. boa sorte Sim, você poderia em defesa preliminar reiteirar o pedido anteriormente formulado, caso ja o tenha feito, ou requere-lo nesse momento, pois se observarmos o que se encontra contido no art. 396-A, abaixo, a defesa poderá além de arguir, requerer. Art. 396-A. Na resposta, o acusado poderá argüir preliminares e alegar tudo o que interesse à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua intimação, quando necessário. o mesmo deixa possivel o pedido de liberdade provisória na defesa preliminar, pois ao dispor que o acusado pode "alegar tudo o que interesse à sua defesa" deixa margens a requerer nesse sentido.

O Acusado fora denunciado pelo Ministério Público, pela prática dos delitos descritos no art. 129, caput c/c §9 do mesmo artigo do decreto-Lei nº. 2.848/1940 , ou seja, segundo a peça acusatória, o quadro fático encontrado comportava o tipo penal de lesão corporal contra ascendente. Na hipótese ventilada neste modelo de petição, o Acusado fora preso em flagrante com pedras de Crack em seu veículo durante uma blitz da polícia militar, sendo lavrado, em virtude disto, o auto de prisão em flagrante contra o mesmo e em face de uma outra pessoa que o acompanhava no veículo. Em DEFESA PRELIMINAR, apresentada na forma do art. 396-A, do Decreto- Lei n.º3.689/41 do Código deProcesso Penal, o Acusado defende a tese de que haveria a necessidade de desclassificar o crime de lesão corporal( art. 129, caput c/c §9 do mesmo artigo do decreto-Lei nº. 2.848/1940 ), visto que não houve agressão à ascendente de Aperreio, por arte do reú ,o que ocorreu foi uma discussão acalorada entre Aperreio e sua mão e esta passou a gredi-lo, então para se defender ele acabou atingindo a senhora sua mãe. Ao revés, sequer houve a apreensão do clular – objeto

e objetos destinados a preparação, detenção de usuários, embalagem e pesagem da droga, etc. Ademais, os relatos encontrados no inquérito sugeriam que inexistia o intento de traficar. Pediu-se, pois, a desclassificação do delito, na forma do que dispõe o art. 28, § 2º, da Lei 11.343/2006. Quanto à imputação do delito de associação para o tráfico, previsto no art. 35, caput, da Lei 11.343/2006, requereu-se a absolvição. Em verdade, não existia o animus necandi do acusadospara prática do delito de agressão, em que pese houvesse o entendimento que tratava-se de crime de lesão corporal contra ascendente. Sustentou-se que a regra comentada, para que fosse aplicada, far-se-ia mister um

sem fiança. no entender da defesa. 44 da mencionada lei. deixando de existir a proibição da liberdade provisória. 312 do Código de Processo Penal. Delimitou-se. neste tópico. a necessidade da realização de exame de dependência toxicológica. Há. SEM FIANÇA. Ao revés. Deslocou-se. tornando-oinimputável. ocupação lícita. formulou-se PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. que havia aparente conflito aparente de normas(antinomia). que a prisão em flagrante traduz-se em uma segregação cautelar. Guilherme de Souza Nucci. Luis Flávio Gomes. em se tratando de crime de tráfico ilícito de entorpecentes. diante do que fora ventilado no depoimento do Acusado na fase do inquérito. por outro ângulo. foram evidenciadas notas jurisprudenciais de diversos Tribunais. Na visão da defesa. 33. No tocante ao conflito de normas. De outro lado. Evidenciou-se. o princípio constitucional da presunção de inocência. para tanto. entendimentos diversos quanto à concessão da liberdade. ademais. da Lei de Drogas. Nestor Távora e Rosmar Rodrigues Alencar. juntando. debateu-se firmemente quanto à permissibilidade de tal pleito. mais. II. . tais como Noberto Avena. o que sequer foi cogitado na peça proemial. trata o tema com abundância. para demonstrar que o mesmo foi incapaz de compreender a ilicitude do crime. Apesar dos acirrados debates nos Tribunais. jurisprudência e regras legais sobre o enfoque. em se tratando de crime de tipificado no art. era réu primário e de bons antecedentes. sobretudo no tocante ao estudo do critério cronológico para afastar a colisão de regras.quadro fático que demonstrasse uma união dos Acusados de modo estável e permanente para tal finalidade. Entretanto. droga esta que foi capaz de inibi-lo de entender a ilicitude do propósito de utilização da droga. Negado fortemente na peça a imputação que lhe fora feita pelo Parquet. Enfocou-se. Não havia qualquer prova de propósito de manter uma meta comum entre os Acusados. visto que uma lei geral posterior(Lei 11. à luz do que prevê o art. da Lei nº. todos a consentir a concessão da liberdade provisória. em tópico próprio. na medida em que o art. 8072/90( Lei dos Crimes Hediondos ) fora alterado por aquela citada norma. caso de prisão preventiva. Outrossim. linhas de sorte a evidenciar que o Acusado ostentava quaisquer das hipóteses aludidas no art. em consonância com tais estipulações doutrinárias. O exame pretendido. aos crimes hediondos. havia revogado tacitamente uma lei especial anterior(Lei 11. 2º. deveria prevalecer. inc. inicialmente. pois. Ademais. portanto. decerto. prova de que o mesmo possuía residência fixa. à luz dadoutrina de juristas nacionais. foram estipuladas considerações do jurista italiano Noberto Bobbio.343/2006). o mesmo demonstrou ser viciado na droga apreendida. o pleito fora delimitado com alicerce em notas doutrinárias. não foi o de questionar se o Acusado era ou não dependente da droga.464/2007). não sendo. também foram insertas considerações sobre este propósito e pensamento. também. o qual. com maestria.

caso não fosse este o entendimento.343/2006). Arrolou-se testemunhas em número de cinco. pleiteou-se a diminuição da pena. da Lei 11.modelodepeticoes. 55.343/2006. a desclassificação do crime de tráfico para o crime de porte e consumo próprio e. mais. como previsto no art. Subsidiariamente. § 4º.br/modelo/peticao/visualizar/1842011113501.swf . a liberdade provisória sem fiança e.com. 33.(art. 11. no âmago da defesa. a absolvição pelo crime de associação para o tráfico. § 1º. da Lei nº. http://www. diante destes fundamentos.Pediu-se.