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José Hamilton Borges OAB/SP 153.999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331.

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE CASA BRANCA/SP.

CARLOS CESAR NEGRINI, brasileiro, solteiro, profissão, portador da cédula no de identidade sob o nº (RG) nº ______SSP/SP, inscrito CPF/MF ________ ,

residente nesta cidade e Comarca Casa Branca, Estado de São Paulo, domiciliado na _________, n.º ____, ___________, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, por intermédio de seus advogados que esta subscreve, propor a presente AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO, contra BANCO FINASA S/A, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob n.º 57.561.615/0001-04, na pessoa de seu representante legal, com sede na Cidade de Deus – Prédio Novíssimo – 2º andar – Vila Yara – Osasco/SP, o que o faz com fulcro no artigo 81 e seguintes do Código de Defesa do Consumidor e pelos fatos e fundamentos de direito a seguir expostos:

José Hamilton Borges OAB/SP 153.Taxa de Serviços Correspondentes: R$ 350.15 (sete mil e duzentos e quarenta e seis reais e quinze centavos).999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331.19 (duzentos e trinta e seis reais e dezenove centavos). Veja claramente Consumidor. existência e a finalidade de referidos encargos. elencadas inseriu sem nem no ao que Código cláusulas menos contrariando de Defesa do no a abusivas esclarecer requerido requerente. para adquirir uma de MOTOCICLETA Crédito ZERO – KM. Ocorre requerido acresceu indevidamente. Pagamentos de serviços de (quatrocentos e quarenta e nove centavos). . celebrou com o requerido uma Cédula Bancário Alienação 3696798203. sob ano n.28 (setecentos e noventa e nove reais e vinte e oito centavos).28 (setecentos e noventa e nove reais e vinte e oito centavos). contrato da as o normas Meritíssimo.00 (trezentos e cinquenta reais). CG. terceiros R$ reais e vinte 449. no valor de R$ 7. que ao sobre o valor pela financiado. abusivamente requerente o e na financiamento. sendo: . cujas prestações com seus encargos e juros corresponderam a 48 (quarenta e oito) parcelas fixas no valor de R$ 236.28 e oito Total: R$ 799.246.069 DOS FATOS: O requerente em 08/09/2008.º fabricação/modelo 2008. suportadas despesas quantia de R$ 799. modelo TITAN-KS Fiduciária.

José Hamilton Borges OAB/SP 153.09. de 11. da sua obra Contratos de Crédito Bancário. ou seja. Não há dúvida quanto à aplicação do Código de Defesa do Consumidor. Da Obediência dos contratos bancários ao CDC: Sem com seus clientes. Bem acertada e esclarecendo a questão em tela. cuja mercadoria é a moeda. suas cláusulas já são pré-determinadas e já estão expressas no formato de formulário já impresso pela entidade requerida. aos contratos bancários.1990. que é o bem ou o serviço.069 Ressalte-se que referida contratação. em . as entidades financeiras. ipsi literis: Contratos bancários e o Código de Defesa do Consumidor. é a lição do Ilustre professor ARNALDO RIZZARDO. às como regras Instituições Financeiras que são. não cabendo à requerente analisar e muito menos discutir substancialmente o conteúdo ali fixado. se deu por forma de verdadeiro CONTRATO DE ADESÃO. introduzido pela Lei nº 8078.070/90. usam nas suas atividades negociais uma série de contratos. sombra devem de dúvidas os Bancos. ao celebrarem contratos estreita obediência elencadas na Lei 8. às págs. ou adere às cláusulas ali estabelecidas ou não recebe a contraprestação. o nosso Código de Defesa do Consumidor.999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331. Como é bastante comum. 24. ou seja.

da simples análise dos ensinamentos do mestre Nelson Nery. nº 19. d) serviços.069 geral de adesão. demonstrado que os contratos bancários justa. sombra nas de apregoados insigne mestre . inequivocamente. de tais b) por serem na e oferecidos de modo amplo e geral. págs. in Consumidor. resta. pelo pontos homem releva médio. revista de do Brasileiro autores 6ª Comentado Anteprojeto. sofrem a incidência e deste diploma legal. nomenclatura Consumidor Direito Defesa do do e própria Sistema pela artigo Código pelos habitualidade para a profissionalismo na sua prestação. Consumidor editora (Nelson Nery Júnior. a saber: a) serem vulneráveis por os serem remunerados. observar há pelo sem que. o emérito doutrinador Nelson Nery Júnior professa que restam caracterizados os serviços bancários como inegáveis relações de consumo em decorrência de quatro circunstâncias específicas.José Hamilton Borges OAB/SP 153. c) por tomadores do CDC. §2º. edição. Financeiro. despersonalizado. a eles aderindo aqueles que necessitam de crédito para suas atividades. razão pela qual a atividade jurisdicional externar-se-á mais equânime adequada. (Grifo nosso) Neste diapasão. Assim.999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331. das principalmente quando observado o poderio econômico instituições financeiras. do CDC. Com relações dúvidas travadas todos os efeito. 46) Forense Universitária. bem como do que está escrito no artigo 3º.

José Hamilton Borges OAB/SP 153. e submetida à finalidade da norma. 4º: A Política Nacional das Relações de Consumo. A vulnerabilidade do dito homem médio em relação ao Fornecedor. de mais o não pode necessidade contratar. conforme a interpretação finalista instituída pelo próprio CDC. tem por objetivo o atendimento das .069 Nelson Nery Júnior.999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331. Assim. incisos I e III. a qual vem claramente determinada pelo seu art. à enquanto Consumidor. 4º. pois ele foi quem dita todas as condições dos pactos. sendo que este. impôs sua superioridade fixando a seu favor todos os seus pontos relevantes. 2º deve ser interpretada de acordo com o sistema de tutela especial do Código. inclusive. a regra do seu art. em razão da necessidade daqueles de firmar os diversos contratos. que por seu poder econômico. fazendo com que aquele se inflectisse diante da sua vontade manifestamente imposta. mais forte. tendo em vista fugir que. principalmente que assimetria informacional. e. evidentemente. monopoliza a vontade da parte. Fornecedor. instituição bancária é flagrante. fazendo ser suprimida a livre autonomia da vontade. que assim dispõem: Art. A igualdade que reina geralmente nos atos constitutivos e na execução do contrato firmado é puramente teórica. fraco. no a vulnerabilidade tange a do consumidor. levou sensível vantagem no negócio.

para uma mais ampla.José Hamilton Borges OAB/SP 153. razão pela qual mister se faz a aplicação do que têm Código de como parte Defesa do o Consumidor nas e a demandas hipossuficiente instituição bancária. ordem entre econômica (art. são vistos como conceitos limítrofes que não conseguem acompanhar a amplitude axiológica dos fatos sociais. III de proteção os do harmonização com quais dos a se interesses necessidade de modo a funda dos de a participantes das relações de consumo e compatibilização consumidor e nos desenvolvimento viabilizar base na econômico princípios e tecnológico. e a proteção das de seus de interesses consumo.999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331. necessária a exorbitação da esfera de conceituação legal. a melhoria da sua qualidade de vida. da Constituição Federal). na atual conjuntura jurídica nacional. hoje. saúde a e segurança. bem como transferência harmonia relações atendido os seguintes princípios: I . . em si. O Código de Defesa do Consumidor Brasileiro trouxe.069 necessidades dos consumidores. econômicos. 170. sendo. sempre com boa-fé equilíbrio nas relações consumidores e fornecedores. alguns conceitos ditos como econômicos que.reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo. donde será assegurada uma prestação jurisdicional adequada e efetiva. portanto. o respeito a sua dignidade.

as ou de o equiparam-se ou ou O CDC mútuo aos não. Para os efeitos das práticas comerciais e da proteção as nele contratual previstas. como . se amplia. a o entendimento. da 4ª Turma. 2ª ed. o Min. 1995. portanto. sendo. inclusive o dinheiro determináveis práticas bancárias. e com apoio na doutrina. Código de Defesa do Consumidor vem sendo aplicado a todos os negócios financeiros. banco é crédito. O produto da empresa de crédito. e consumidor o mutuário ou creditado. O unicidade desta repertório linha de jurisprudencial e. Ruy Rosado de Aguiar. para proteger quem os assim equiparados. rel. foram consideradas pela jurisprudência brasileira como submetidas às normas e ao novo espírito do CDC de boa-fé obrigatória e equilíbrio contratual. no REsp 57974-0-RS. por vezes. aponta portanto. pois relações de consumo.999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331. É o caso do art.069 Convém ressaltar o que é professado com maestria pela Eminente Jurista Cláudia Lima Marques. A questão chegou ao Superior Tribunal de Justiça e. conforme decisão a seguir: O conceito de consumidor. como um todo. as operações bancárias no mercado. em sua obra Contratos no Código de Defesa do Consumidor. (RT 697/173). a saber: Apesar das posições contrárias iniciais.José Hamilton Borges OAB/SP 153. fornecedora. p. 29. rege de bem consumidores expostas as abertura às de operações todas pessoas. 143. após submeter os bancos. RT. no CDC. juridicamente consumível.

3. está disposições Defesa Consumidor. porque relações massa bancárias surge desigualdade forças vulnerabilidade do usuário. §2º do CDC. atividade bancária. outro.José Hamilton Borges OAB/SP 153. bem como o o ordenamento seja no plano deve CDC jurídico ser repugna aos qualquer comercial. desse incompatibilidade . que é o consumidor final desses serviços. como instituição bancária. o Supremo Tribunal Federal adotou o posicionamento de ser plenamente aplicável o art. trabalhista. crédito. 5°. e seus direitos devem ser igualmente de protegidos nas contratos a como de o de e de qualquer há com onde. tendo em vista que a defesa do consumidor possui respaldo na Carta Política de 1988. inquestionavelmente. qualquer financeira e há. como de destinatário final. De fato.” Deste modo. não porque seja fornecedor de um produto. pacificando a questão. não havendo no dispositivo mencionado qualquer inconstitucionalidade. toda pessoa Não física ou jurídica que utiliza. inciso XXXII).069 prestadores submetido de as serviços ao CDC. consumidor é. Código de no corpo do do acórdão: “O recorrente. bancários. Depois delongas discussões acerca da constitucional. difusa mais e a especialmente utilização evidência. V) e garantia individual (art. contratos abusividade. segundo a Corte Suprema. que a postou como princípio geral da atividade econômica (art. mas porque presta um serviço consumido pelo cliente. 170 inc.999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331. modo. aplicado matéria. do relatou.

999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331. se sujeita as às cláusulas que já são previamente estipuladas. traz. tendo em vista que os contratos são instrumentos de circulação de riquezas. para efetuar a compra do tão almejado veículo. elas se completam. incluindo abusivas objeto da discussão na presente demanda.069 entre a lei consumerista e a atividade prestada pelos Bancos. importância em parte deriva da constatação que os contratos de consumo guardam intrínseca relação com a economia. relações de rapidez. e vice versa. DOS CONTRATOS DE ADESÃO: No caso em tela temos a celebração de um contrato de adesão. Uma das mais comuns cláusulas abusivas em contratos de adesão é a . nas quais apenas uma das partes. onde a requerente. o consumo depende do desenrolar da economia de mercado. sai beneficiado em relação ao aderente.José Hamilton Borges OAB/SP 153. via de regra. ao necessitar do crédito da financeira requerida. aquele que está propondo a aderência a toda a proposta. Ao contrário. Assim. por suprimir a prévia discussão do conteúdo entre fornecedor e consumidor. Entretanto. cláusulas abusivas. anteriormente Itália. como salientado. o contrato de adesão. isto é. tidos como na uma obstante mormente existam os contratos do do de adesão de podem ser não necessidade antes mundo globalizado. processo globalização. Sabemos que os contratos de adesão surgiram como forma eficiência de proporcionar e dinamismo às maior uniformidade. e sua consumo.

inexistindo de negociações preliminares modificação cláusulas. Caracteriza-se por ser um negócio jurídico bilateral. parte. o que fere claramente o CDC. Segundo Orlando Gomes: "O contrato de adesão caracteriza-se por permitir que seu conteúdo seja pré-construído por uma das partes. neste contrato não há oportunidade de negociações. eliminada a livre discussão que precede normalmente à formação dos contratos". e devido à necessidade de adquirir o bem ou o serviço o indivíduo acaba por aceitar as condições que lhe são impostas. para de modo o geral e constituir conteúdo normativo e obrigacional de futuras relações concretas. Define-se o contrato de adesão como o negócio jurídico no qual a participação de um dos sujeitos da relação sucede pela aceitação em bloco de uma série de cláusulas abstrato. formado pelo concurso de vontades (embora restrito). pela esse tipo de contrato as apresenta-se como a adesão alternativa de uma das partes ao traçado e outra.069 de eleição do foro do estipulante em detrimento do foro do domicílio do consumidor. próprias dos contratos paritários. e que na maioria das vezes não são esclarecidas ou informadas pelo funcionário da instituição responsável pela .999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331. Em esquema contratual sua formação. formuladas pela outra antecipadamente.José Hamilton Borges OAB/SP 153. Segundo de Ana Maria os Zauhy Garms: isto "As por a brilhante observação grandes que instituições tipo de utilizam-se dos contratos de adesão para praticarem abusos contra consumidores.

o consumidor. Neste sentido. Ana Maria Zauhy. e conseqüente afastamento desta. o que gera grande desigualdade nas relações de consumo entre as partes contratantes. 54 definindo o tenham sido aprovadas autoridade estabelecidas ou modificar unilateralmente substancialmente fornecedor de produtos ou serviços. enquanto que a exigência de que a parte suscite a incompetência do foro está inviabilizada pelas mesmas circunstâncias que levaram ao reconhecimento da abusividade da eleição do foro. 2001. Cláusulas Abusivas nos Contratos de Adesão à luz do Código de Defesa do Consumidor/outubro.(Grifo Nosso) (GARMS. sem que o consumidor discutir conteúdo." Tomando como exemplo. uma das cláusulas mais comuns é a de eleição do foro do estipulante em detrimento do foro do domicílio do consumidor. porque a nulidade da cláusula faz desaparecer a razão pela qual a ação foi proposta no juízo que se dá por incompetente.999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331. Essa decisão não conflita com a Súmula 33 do STJ. cujas cláusulas ou competente possa 54 – Contrato de Adesão pela é aquele pelo seu em seu art. nos contratos de adesão. conforme exposto. deve o juiz reconhecer de ofício a nulidade da cláusula abusiva.) Os contratos de adesão são unilaterais. contrato de adesão: "Art. e segundo corrente dominante na doutrina. bem redigida é a redação do Código Consumerista. assim como declinar da competência para o juízo do domicílio do réu.José Hamilton Borges OAB/SP 153. in casu.069 realização do contrato". .

foi exatamente o de ludibriar o requerente.. do Código de Defesa do Consumidor.) de se modo os a respectivos forem dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. remunerar um Não a se despesas evidentemente. feitas pela a destinando-se instituição. adicionalmente. que o intuito esta único e exclusivo do requerido. correspondentes.. inserindo cláusula abusiva. Assim. serviço . repassando o encargo de verificar a possibilidade de serviços correspondentes. cláusula no de VII (Especificações ora debatido. do que uma cláusula estritamente abusiva e desnecessária. denominação de Taxa de Serviços Correspondentes." Não se chega a resultado diverso. que é claro ao determinar que "Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão instrumentos os consumidores redigidos (. nada mais é. parte final.999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331. Veja consumidor.069 DAS CLÁUSULAS ABUSIVAS: DA TAXA DE ABERTURA DE CRÉDITO “TAC” A pagamento). caso se pretenda que o encargo sob análise tem como suporte de incidência o simples fato de ter sido prestado reembolsar destina. ora Excelência. com de a inserida contrato. serviços as assim. ferindo claramente os ditames da Lei Consumerista. tem incidência o art. à própria requerente. 46.00 (trezentos e cinquenta reais).José Hamilton Borges OAB/SP 153. no valor de R$ 350. quando na verdade esta obrigação é dele próprio.

que impõe a pena de nulidade de pleno direito às cláusulas contratuais que estabeleçam "obrigações consideradas iníquas. que são sua forma de remuneração. assim como de desarrazoada a fixação. única hipótese em que seria admitida sua cobrança. pois o banco ou financeira age em função exclusiva do seu interesse. que coloquem o . o que impediria. 51. como é usual. portanto. do valor do encargo ora examinado em percentual da quantia emprestada. A não se entender dessa forma. o que autoriza qualificar de excessivos os valores cobrados. além de inexigível pela falta de esclarecimento no contrato sobre sua destinação. IV. abusivas. de justa causa à taxa ela e de diz para que prestação denominada respeito diminuir serviços a correspondentes. certamente não relação com o valor do crédito concedido. ou seja. A cláusula contratual que impõe o pagamento da taxa de serviços correspondentes.999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331. a quantia de R$ 350. à luz dessas considerações. do Código de Defesa do Consumidor.069 prestado ao cliente. feitas pelo atividade neste pois requerido caso. enquadrase entre aquelas previstas no art. cobrir despesas com a manutenção de uma secretária? Ainda feitas com que assim não fosse. as despesas têm serviços correspondentes.00. um advogado de de cobrar para uma hipotética "taxa de serviços apoio". simplesmente risco de despesas sua profissional integram o custo operacional coberto pelos juros.José Hamilton Borges OAB/SP 153. por exemplo. de apenas o Falta. “contratação”. que chegam à casa dos três dígitos. O único serviço que presta é a si próprio. portanto.

no valor de R$ 449. incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade": configura-se como iníquo o regulamento negocial que impõe ao contratante a obrigação de ressarcir de as despesas feitas pelo contratado sua com o objetivo diminuir os riscos de atividade profissional.069 consumidor em desvantagem exagerada. ao instrumentalizar o financiamento com os meios necessários para que o consumidor cumpra com sua obrigação. não podem ser impostas para consumidor.” Antônio Hernam de Vasconcellos e Benjamin. ou seja. ao tratar das práticas abusivas. O custo com as despesas serviços de terceiros. Assim. esclarece: "prática abusiva (lato sensu) é a desconformidade com os padrões mercadológicos de boa conduta em relação ao consumidor.. ferindo claramente os ditames da Lei Consumerista.) de se modo os a respectivos forem dificultar a compreensão de seu sentido e alcance.. pois constitui um ônus da financeira. que é claro ao determinar que "Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão instrumentos os consumidores redigidos (. A instituição financeira.28. do Código de Defesa do Consumidor.999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331. tem incidência o art. parte final.José Hamilton Borges OAB/SP 153. . 46. DA TARIFA DE PAGAMENTOS SERVIÇOS TERCEIROS: O valor referente a pagamento de Serviços de Terceiros inserida no contrato ora debatido. nada mais é do que uma cláusula estritamente abusiva e desnecessária.

o poderá reconhecer os abusiva da boa determinada fé e da cláusula atendidos princípios sobre (CDC.069 São - no dizer irretocável de de Gabriel A. O requerido. todos do CDC. 39. ao cobrar pela prestação desse serviço aos consumidores.. Demais disso. inciso V e 51. Por discorrer abusivas que: "são aquelas notoriamente desfavoráveis à parte mais fraca na relação contratual de consumo (. compatibilidade com o sistema de proteção ao consumidor. o custo pela prestação de serviços terceiros. nas Stiglitiz relações de "condições irregulares negociação consumo". pelo contratante do mesmo. p.fé. mas. o art." (in CPC Comentado. cit.. ainda que a aludida cobrança esteja prevista. sua elenco 51). violam frontalmente o disposto no art. 1996) Assim. vez. 1687/1688.) Sempre Juiz que verificar a existência e declarar de desequilíbrio na posição contratual das partes no contrato de consumo.José Hamilton Borges OAB/SP 153. seja pela ótica da ordem pública e dos bons costumes" ( op. Nelson Nery das se que Júnior ao exemplificativo comentários cláusulas aplicam afirma inteiramente às práticas abusivas aqui tratadas. em cláusula contratual .999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331. condições estas que ferem os alicerces da ordem jurídica. seja pelo prisma da boa. §1º.). inciso I. ad argumentandum. há que ser remunerado não pelo consumidor/requerente.

contestar a presente ação. c-) trazer aos autos. não resta afastado o caráter de abusividade que a mesma se reveste. 6. para condenar o requerido a pagar em dobro. b-) Seja a presente ação julgada integralmente procedente. requer: a-) A citação do requerido no endereço declinado no preâmbulo desta. DO PEDIDO Amplamente claramente os dispositivos legais.069 firmada pelo consumidor-contratado.José Hamilton Borges OAB/SP 153.56 (mil quinhentos e noventa e oito reais e cinquenta e seis centavos). no demonstrada elencados de a no inserção CDC e do requerido de cláusulas eminentemente abusivas. inciso VIII do CDC e art.999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331. uma vez da declarada a relação de consumo. no importe total e corrigido de R$ 1. segundo regra do art. 355 do CPC. pela cobrança indevida de: “Taxa de Serviços Correspondente”.598. estando igualmente repelida pelo artigo 51 do CDC. e “Pagamento de serviços terceiros”. compelindo a requerida a documentos oriundos contratação. sob pena de revelia. que ferem demais ora dispositivos contrato financiamento discutido. para querendo. os quais deverão ser pagos devidamente corrigidos até a data do efetivo pagamento. . Inversão todos do os ônus da prova.º.

E. Atribui à presente o valor de R$ 1. Termos em que. Deferimento.069 d-) Pretende provar o alegado por todos os meios de prova em direito novos admitidos. testemunhas depoimento pessoal do representante legal da requerida.56 (mil quinhentos e noventa e oito reais e cinquenta e seis centavos).069 . LUCELAINE CRISTINA BUENO OAB/SP 331. Casa Branca. 20 de março de 2013.598.999 ADVOCACIA ___________________________________________ Lucelaine Cristina Bueno OAB/SP 331.José Hamilton Borges OAB/SP 153. P. documentos. notadamente pelos e documentos anexos.