You are on page 1of 57

Cultura do Girassol

1. Introdução
 1.1 Doenças cardíacas:

Características do óleo; Diferenças entre qualidade de óleos.
 1.2 Origem:

México e Norte dos Estados Unidos – oeste da América do Norte.

1.3 Evolução da cultura: Da América do Norte até América Central (Incas) até Europa (Espanha); Destaque após Segunda Guerra (combustível); Da Europa (imigrantes) até o Brasil – SP (IAC) – RS – 1984.

1. Introdução

1. Introdução

1. Introdução
Produção e produtividade em 2005
Área plantada (ha) Goiás R. G. do Sul Paraná Brasil 8.616 6.028 5.121 70.000 * Produção (ton) 12.383 9.292 3.657 85.051 Produtividade (kg/ha) 1.437 1.541 714

00 0.17 0.34 38.60/1 0.94/1 0.36 11.20 65.83 37.79/1 2.00 1.96 46.62 21.20 0.22 Canola 6.89/1 0.33/1 .05 64.81/1 0.20 Milho 17.46 36.35/1 0.94 12.Comparação das características de óleos e azeites Girassol Saturados Mono-insaturados Palmitoleico Oleico Poli-insaturados Linoleico Linolênico 11.57/1 2.66 Soja 16.00 2.60 4.25 6.62 0.40 65.83/1 0.26 0.84 Oliva 14.64/1 1.30 34.72 22.64 Eicosenoico Relações Poli-insaturados Linoleico/oleico Fonte: Exterbrás.65 59.22 0.78 35.91 0.38 6.30 --64. 0.88 46.36 37.57 1.16/1 1.66 53.77 75.63 70.14 1.30 23.30 29.20 --23.32/1 0.40 Arroz 23.00 3.26 22.00 5.

Consumo humano. Não precisa hidrogenar para armazenar – soja precisa. . Utilização          Medicinal – doenças coronárias. Consumo por aves. Melífera – 20 a 25 kg/ha de mel. Farinha para pão – quando misturada com trigo ou milho. Torta – 32% proteínas e 24% fibras. Alto índice de iodo – quantidade de oxigênio para se saturar.2. Ornamental.

3 milhões de ha . Utilização Biodiesel • Solução viável na substituição do petróleo a partir de fontes renováveis. (para o Paraná) 3.2. • Programa Nacional de Biodiesel.

2. Utilização .

3. .1 Taxonomia: Dicotiledônea Gênero: Helianthus Espécie: annuus 3.estatura de 1 a 3 m. oco (tecido esponjoso).2 Descrição da planta: Caule: .nós e entre-nós.cilíndrico. . Características da planta  3.  .

.

pivotante.flores liguladas e tubiformes.filotaxia.3.2 Descrição da planta Folhas: . Inflorescência: . .no receptáculo – brácteas (caracterizar estádio e impedem queda natural).até 4 metros.tamanho.senescência. . Raízes: .pecílo (resistência à seca). . . .resistência à seca.número. .arquitetura. . . .

.

Medição dos caracteres .

.

.

2 Descrição da planta Flores: .casca semente 25/75% grãos pretos. . .aquênio . .movimento heliotrópico.hermafroditas (protandria).número de abelhas. . .peso de mil grãos entre 35 e 70g (média de 40 a 50).3. Fruto ou semente: .cor x tamanho do grão x teor de óleo. 30/70% grãos rajados.fecundação cruzada (alógama) por insetos. . .completa = cálice – corola – gineceu – androceu.

.

.

.... R2 – internódio abaixo da inflorescência com 0. . R7 – amarela atrás do capítulo.4. R5 – antese... . R6 – antese completa (podem ou não cair as flores). R4 – inflorescência começa a abrir.0 cm. R8 – atrás do capítulo amarelo – brácteas verdes – poucos ou nenhum ponto marrom. V4... R9 – maturação fisiológica – brácteas amarela ou marrons – atrás do capítulo marrom. R3 – internódio abaixo da inflorescência com mais de 2..2 Estádios de desenvolvimento  Escala de Schneiter e Miller (1991) Fase vegetativa V2.V22 até V35 Fase reprodutiva R1 – aparecimento do botão floral...0 cm..5 a 2.

Estádios fenológicos .

Duração e exigências das principais fases de desenvolvimento .

Fase vegetativa Planta com quatro folhas (V-4) Planta com dezoito folhas (V-18) .

Fase reprodutiva Aparecimento do broto floral Primeira fase de alongamento do broto floral .

Fase reprodutiva Primeira fase de alongamento do broto floral Segunda fase de alongamento do broto floral .

Fase reprodutiva Primeira fase do florescimento caracterizada pelo aparecimento de flores liguladas (floração inicial) .

10 – 100% das flores abertas .1 – 10% das flores abertas R 5.5 – 50% das flores abertas R 5.Fase reprodutiva Segunda fase do florescimento caracterizada pela porcentagem de flores abertas R 5.2 – 20% das flores abertas R 5.

.

Fase reprodutiva Terceira fase do florescimento (floração final) .

Fase reprodutiva Primeira fase de desenvolvimento de aquênios em que o dorso do capítulo apresenta cor amarelo-claro Segunda fase de desenvolvimento de aquênios em que o dorso do capítulo apresenta cor amarelo-escuro e brácteas verdes .

Fase reprodutiva Maturação fisiológica .

5. . Ciclo  90 a 150 dias dependendo do clima e da cultivar.

sistema radicular e menos doenças na raiz). clima temperado a topical (Uruguai 30°S até Yugoslavia 50°N). temperatura determina o ciclo. Solo: Ideal de médio a arenoso (des.6. precipitação – 100 mm/mês é suficiente. Clima e solo  Clima: até 5 folhas resiste até 5-8°C.  .

Irrigação por pivô central .Bolívia .

. menos chuvas = menos doenças. Época de semeadura    Agosto a outubro. Semeadura no cedo: maior período de enchimento de grãos. maior teor de óleo. melhor preço nas indústrias.7. Plantio de janeiro.

Calagem.1 Calagem: acidez reduz estatura da planta.8. saturação de bases – de 60 a 70%.2 (CaCl2).0 (água). **produção diminui a pH abaixo de 5. reduz produção. pH – 6. . Nutrição e Adubação  8.

8. Calagem. Teor no solo Baixo Médio Alto Fósforo a adicionar (kg/ha) de P2O5 60 40 25 Potássio a adicionar (kg/ha) de K2O 80 60 30 . Para produção de 1.500 a 2.2 Recomendação de fósforo e potássio: Para solos com 26 a 40% de argila.000 kg/ha. em solos cultivados. Nutrição e Adubação  8.

aplicar de 1 a 2 kg/ha. bronzeamento de folhas. diminui estatura das plantas. 8. Deficiência: enrugamento de folhas.4 Micronutrientes: Boro: variação com o genótipo. depende da matéria orgânica do solo e do pH. média em torno de 60 kg/ha – em função da MO do solo. capítulos pequenos.  . Calagem. sementes chochas. Nutrição e Adubação  8.8.3 Nitrogênio: 1/3 na semeadura e 2/3 em cobertura.

.2 Densidade e espaçamento: 45 a 55 mil plantas/ha.70 a 0.90 m entre linhas (/20). espaçamento de 0.5 a 3.5 kg/ha. Tratos Culturais  9.1 Profundidade de semeadura  9.9. consumo médio de sementes = 2.

PRÉ: Alachlor (Laço).4 D – 10 dias de carência. capinas – com 15 dias de intervalo (dentro e fora da linha). Clethodim (Select fase de registro). . Herbicidas: PPI: Trifluralina. período crítico – 2 a 6 semanas após a emergência – PTPI de 30 dias (crescimento lento). folhas largas de 10 a 20%.9. PÓS: Sethoxydim (Poast*** ver registro).3 Controle de plantas daninhas: papuã – de 9 a 58% de perdas na produtividade. Dessecação: 2. Tratos Culturais  9.

convivência Período crítico de prevenção à interferência 120 PAI PCPI 100 % Rendimento 80 60 40 20 0 0 10 20 30 40 50 60 120 DAE .9. Tratos Culturais • • Período anterior à interferência .

 lagarta falsa medideira (Pludi nu).10.  lagarta rosca (Agrotis sp.  burrinho (Epicauta excavada). .  vaquinha (Diabrotica soeciosa).).  besouro pardo. Pragas  Formigas cortadeiras.

.

. Doenças  Ferrugem.  oídio.  Sclerotinia sclerotiorum.  míldio.  Sclerotium rolfsii.  alternaria.11.

Alternaria .

Sclerotinia sclerotiorum .

.

Cultivares .12.

Cultivares .12.

Cultivares .12.

Maturação fisiológica: 30 a 35% água nos grãos: colher cedo – debulha e pássaros.13. . brácteas e capítulos amarelos a marrons. Colheita  Mecânica: fechar ventilador. 10% período mais longo. 500 rpm no cilindro. 14 a 16% de água. Secar artificialmente até: 11% por curto período.

Teor de água após o florescimento 100 90 Teor de água (%) 80 70 60 50 40 30 20 10 0 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 Dias após o florescimento .

Colheita Colheita de girassol usando plataforma de soja Plataforma de soja adaptada para colheita de girassol .

Colheita .

Produtos obtidos: casca e óleo crú. solvente e farinha de extração que comprimida porma os pellets. extração por solvente. limpeza. Produtos obtidos: casca. classificação.14. secagem. destilação do óleo. classificação. moagem e extração. . Extração do óleo  Processo 1: Armazenamento. esfarelamento. retirada do solvente e tostagem da farinha. descascamento. descascamento e laminação. óleo crú e tortas. secagem.  Processo 2: Limpeza.

65%). pH entre 3.7% (milho – 8. milho safrinha – 18 ton/ha.15. Proteína – 11.8 e 4. Ensilagem        Fonte: Pecuária leiteira – DBO Rural – nov/95. girassol – 25 ton/ha (até 37 ton/ha). Brasil é melhor quando 100% maduro – silagem mais seca. .2%. EUA – colhe quando 75% dos grãos estão maduros.

Proteína bruta Fibra Gordura Extrato nitrogenado Minerais 12.0 1.T.2 2. K – 0.3 (Ca – 0.66) . P – 0.D.0 10.6 1.0 N.15. Ensilagem Composição da silagem de girassol (%) Matéria seca Proteína digestível 22.1 7.2 2.40.40.34. N – 0.