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Logística de transportes e distribuição – caso do Wal-Mart A maior rede varejista do planeta, o Wal-Mart, planeja mais um importante

passo rumo a excelência de seus serviços logísticos. Na década de 80 o WalMart foi o pioneiro na implantação do sistema VMI – onde os estoques nas lojas do Wal-Mart eram controlados pelo fornecedor dos produtos. Desta vez, o Wal-Mart quer ser o responsável pelo transporte dos produtos de quase todos os fornecedores para as mais de 4.000 lojas nos Estados Unidos. A idéia é assumir este transporte quando o Wal-Mart for capaz de realizar o mesmo serviço com custos menores, pois a rede tem escala suficiente para fazer o transporte de qualquer produto melhor que a maioria dos fabricantes o faz atualmente: desde comida para cachorro até cadeiras de jardim. “Isso permitirá liberar nossos fornecedores para fazer o que fazem de melhor: fabricar produtos para nós”, destaca o Vice-Presidente de Transporte Corporativo da rede. E com preços menores, as vendas tendem a aumentar. Como fazer um sistema desse tamanho dar certo? Este sistema tem todos os ingredientes para ser mais um sucesso justamente por seu tamanho. O Wal-Mart tem volume suficiente para forçar os fornecedores a entrar neste novo sistema, caso seja vantajoso para a grande rede. Como o fornecedor estará livre do transporte,cobrará preços menores, que em teoria serão repassados aos consumidores, conseguindo assim uma pequena vantagem no mercado, muito competitivo nessa indústria. Para dar uma noção do volume, em 2009 o Wal-Mart economizou US$ 200 milhões através de embalagem, agendamento e roteamento mais eficiente dos caminhões nos EUA. Além do total financeiro, os caminhões rodaram 160 milhões de km a menos, despejando menos poluentes na atmosfera. Até o momento, a maioria dos fornecedores envia seus produtos até os Centros de Distribuição da rede, que de lá despacha para as lojas e centros regionais usando seus 6.500 caminhões e 55 mil reboques. No novos sistema, o Wal-Mart usará ainda mais sua frota, bem como terceirizará parte dos transportes dos fornecedores às lojas. Com maior volume de transporte, a rede melhorará os indicadores de entregas no prazo e poderá negociar preços melhores para combustíveis. Com o compartilhamento de dados dos transportes dos fornecedores, a rede vê redução de preços de até 6%. Coloque isso em escala com as vendas de US$ 408 bilhões do último ano e as oportunidades são imensas. E o lado negativo? Os fabricantes que atualmente negociam o transporte e que cederem aos desejos da grande rede sofrerão o maior abalo: perderão grande parte do volume transportado e certamente encontrarão preços maiores para o transporte para outros clientes, graças ao menor volume. Os concorrentes do

.Wal-Mart comprarão os mesmos produtos por preços maiores. e assim o WalMart ganha duas vezes.