correção monetária. (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 12.

288, de 2010) Conteúdo § 2o Havendo acordo ou condenação com Aula: 09/05/2012 .................................................................................................. fundamento em dano 1 causado por ato de Aula do dia 10.05.2012 ........................................................................................ discriminação étnica nos termos 7 do disposto no art. Aula on line: 24/05/2012 .................................................................................... 1o desta Lei, a prestação 14 em dinheiro reverterá AULA DIA 14/06 ................................................................................................ diretamente ao fundo de 16 que trata o caput e será Aula dia 28/06/2012 ........................................................................................... utilizada para ações de 21 promoção da igualdade étnica, conforme definição do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, na hipótese de Aula: 09/05/2012 extensão nacional, ou dos Conselhos de Promoção de Igualdade Racial estaduais ou locais, nas Tema: Teoria Geral do Processo Coletivo hipóteses de danos com extensão regional ou 8. Liquidação e Execução da sentença local, respectivamente. (Incluído pela Lei nº coletiva de pagar 12.288, de 2010) 8.1. Difusos e coletivos (2 modelos) Esse fundo previsto no artigo 13 depende de Dentro da liquidação dos difusos e coletivos regulamentação, e na verdade são vários temos 2 modelos de execução: destinatários: A) Liquidação e Execução da Pretensão Coletiva Fundo Federal = Art. 15 da lei de ação civil pública. Fundo Estadual = 26 estados + DF. Art. 15. Decorridos sessenta dias do trânsito Cada fundo tem um fundo ver legislação do em julgado da sentença condenatória, sem que a fundo do Estado onde prestar concurso. associação autora lhe promova a execução, deverá fazê-lo o Ministério Público, facultada igual O professor nos falará apenas do fundo iniciativa aos demais legitimados. (Redação dada federal, como paradigma então temos a Lei pela Lei nº 8.078, de 1990) 9008/95 – fundo é gerido por um conselho, sendo Toda vez que temos uma execução que que recebe o dinheiro das condenações em ação manda alguém pagar, neste caso teremos uma civil pública, sendo que há uma série de multas execução desta, e para tanto é necessário: aplicadas por órgãos administrativos que também Legitimidade: vão para o fundo. Principal: Autor da ação coletiva. Subsidiária: qualquer outro colegitimado. Esse “fundão” deveria ser utilizado para (PCP da indisponibilidade da ação coletiva) reparação os bens lesados (ex.: questão de O que é faculdade para os colegitimados é acessibilidade, poluição etc.) o problema é que o dever para o MP legitimado principal. dinheiro que vai para este fundo Federal, ocorre que isso não vem ocorrendo, pois precisa de Destinatário das indenizações: projeto de lei, orçamento etc. o que retira rapidez Se for o caso de dano ao patrimônio público na aplicação dos recursos. (direito difuso por excelência) aplicaremos o artigo 18 da lei de improbidade administrativa 8429/92 + art. 14 4717/65 - lei da ação popular. Competência A liquidação e execução desde 2005 ocorre Neste caso o dinheiro vai para a pessoa através do processo sincrético, sendo o juiz jurídica lesada. competente é o juiz da condenação. (art. 475-P. CPC) Tirando o caso de dano ao patrimônio público Art. 475-P. O cumprimento da sentença para os demais bens difusos o destinatário desse efetuar-se-á perante: (Incluído pela Lei nº 11.232, valor é do FUNDO DE REPARAÇÃO DOS BENS de 2005) LESADOS. (art. 13 da LACP) I – os tribunais, nas causas de sua competência originária; (Incluído pela Lei nº Art. 13. Havendo condenação em dinheiro, a 11.232, de 2005) indenização pelo dano causado reverterá a um II – o juízo que processou a causa no fundo gerido por um Conselho Federal ou por primeiro grau de jurisdição; (Incluído pela Lei nº Conselhos Estaduais de que participarão 11.232, de 2005) necessariamente o Ministério Público e III – o juízo cível competente, quando se representantes da comunidade, sendo seus tratar de sentença penal condenatória, de sentença recursos destinados à reconstituição dos bens arbitral ou de sentença estrangeira. (Incluído pela lesados. Lei nº 11.232, de 2005) § 1o. Enquanto o fundo não for Parágrafo único. No caso do inciso II do regulamentado, o dinheiro ficará depositado em caput deste artigo, o exeqüente poderá optar pelo estabelecimento oficial de crédito, em conta com juízo do local onde se encontram bens sujeitos à

DIREITOS DIFUSOS

expropriação ou pelo do atual domicílio do executado, casos em que a remessa dos autos do processo será solicitada ao juízo de origem. (Incluído pela Lei nº 11.232, de 2005) B. Liquidação e execução da pretensão individual decorrente. (art. 103, §3º e art. 104 do CDC) Art. 103. § 3° Os efeitos da coisa julgada de que cuida o art. 16, combinado com o art. 13 da Lei n° 7.347, de 24 de julho de 1985, não prejudicarão as ações de indenização por danos pessoalmente sofridos, propostas individualmente ou na forma prevista neste código, mas, se procedente o pedido, beneficiarão as vítimas e seus sucessores, que poderão proceder à liquidação e à execução, nos termos dos arts. 96 a 99. Art. 104. As ações coletivas, previstas nos incisos I e II e do parágrafo único do art. 81, não induzem litispendência para as ações individuais, mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais, se não for requerida sua suspensão no prazo de trinta dias, a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva. A preocupação da ação é reparação do dano do rio, mas quando ele o fez na sentença, dizendo que o culpado foi a empresa x, também ganha o pescador prejudicado indireto que ele transporte “in utilibus” a sentença proferida nos difusos e coletivos para satisfazer a pretensão individual dele. A preocupação aqui é com o meio ambiente e não com o pescador, ele ganha por tabela. Legitimidade São as vítimas e eventuais sucessores. (art. 103, §3º e 104 do CDC) Destinatário Aqui o dinheiro não vai para o fundo, o destinatário são as vítimas e seus sucessores. Quando o juiz profere sentença dentro dos difusos ele diz para reparar o meio ambiente, a vítima, e não fala para os sucessores. Então quanto deverá ser pago aos sucessores da vítima? Aqui teremos que ter a liquidação, é necessária. Ocorre que a liquidação neste caso tem uma particularidade, pois a liquidação no CPC é apena para provar o “quantum debeatur”, mas nessa não é assim, eles além de provar o “quantum debeatur” devem provar também o nexo de causalidade entre o evento e a sua condição pessoal. Ex.: juiz manda pagar para o fundo R$400 mil de indenização. Então pega a sentença e transporto “in utilibus”, então para tanto deve primeiro provar que é pescador neste exemplo, para apenas depois liquidar. Diz isso, por exemplo, o professor Candido Dinamarco.de habilitação, mas para o professor é melhor chamarmos de liquidação imprópria. Competência:

Temos uma regra de competência dupla, pois o autor dessa ação (liquidação/execução) tem duas opções de ajuizamento: 1ª Opção: pode adotar a regra do artigo 1º, I do CDC, e o fará ajuizando a ação em seu domicílio. 2ª Opção: podem ajuizar no juízo da ação. (Artigo 98, §2º, I ) 8.2. Individuais Homogêneos (3 modelos) A. Liquidação e Execução da Pretensão Individual Correspondente (art. 97 do CDC) Art. 97. A liquidação e a execução de sentença poderão ser promovidas pela vítima e seus sucessores, assim como pelos legitimados de que trata o art. 82. Parágrafo único. (Vetado). Ex. uma sentença que condena o banco a pagar o expurgo inflacionário da poupança a todos os poupadores, aqui a preocupação é com o indivíduo. Ex.2: pílula de farinha. Cada mulher que comprovou ter sofrido um dano, foi indenizada pela empresa farmacêutica. A.1) Legitimidade Vítimas e sucessores. A.2) Destinatário Vítima e sucessores. Valem as mesmas considerações do item anterior quanto a liquidação. (liquidação imprópria, significa dizer que a pessoa deve comprovar o nexo de causalidade) A.3) Competência Ou domicílio do autor, vítima ou sucessor, ou juízo da condenação (artigo 98, I CDC) ou artigo 101 do CDC a critério do liquidante) Súmula 345 do STJ: “são devidos honorários advocatícios pela fazenda pública...” Artigo 1º D da lei 9494/97 diz que não serão devidos honorários advocatícios pela fazenda pública nas execuções não embargadas. Faz a liquidação, apura o quantum, então vem a fazenda dizendo que concorda, é não embargada e não cabe honorários? Vide súmula supra. B. Execução Coletiva da Pretensão Individual Correspondente (artigo 98 do CDC) Art. 98. A execução poderá ser coletiva, sendo promovida pelos legitimados de que trata o art. 82, abrangendo as vítimas cujas indenizações já tiveram sido fixadas em sentença de liquidação, sem prejuízo do ajuizamento de outras execuções. (Redação dada pela Lei nº 9.008, de 21.3.1995) § 1° A execução coletiva far-se-á com base em certidão das sentenças de liquidação, da qual deverá constar a ocorrência ou não do trânsito em julgado. § 2° É competente para a execução o juízo:

e manda o valor para o fundo criado pela lei. . A legitimidade só ocorre após a liquidação das pretensões individuais. e se surgirem novas vítimas e sucessores? Neste elas tem direito a reparação? Caso a resposta seja positiva não é licito que o causador do dano seja chamado a repará-lo.° 7. sem habilitação do número esperado de interessados. C.3) Destinatários Vítimas e sucessores. o segundo. 82 promover a liquidação e execução da indenização devida.008. faz a empresa pagar a quantidade em tese. Em caso de concurso de créditos decorrentes de condenação prevista na Lei n. nas ações previstas nos arts. 81. direta ou indireta.da ação condenatória.a União.3. II . 99. C.4) Competência Juízo da condenação (artigo 98. Por isso alguns autores sustentam que o prazo prescricional para a liquidação / execução da pretensão individual correspondente é de 1 ano. C. dá para estimar a quantidade de lotes de pílulas de farinha feitos e assim estimar as vítimas.I . 82 do CDC) Legitimados coletivos – defensoria. pouco importando o direito material em debate. as outras tantas ~300 não conseguiram provar ou não apareceram. até porque a jurisprudência é pouca. quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano. O produto da indenização devida reverterá para o fundo criado pela Lei n. II . Por outro lado o fundo não se presta para pagamento de indenizações individuais. 8.3.° 7. II do CDC) C. § 3° (Vetado). B. 100 do CDC)  Fluid Recovery Art.o Ministério Público. Então o CDC diz que se passado 1 ano do transito em julgado da sentença e não houver habilitação de interessados em número equivalente do dano o autor pode fazer liquidação um dano aproximado.1) Legitimidade (art. Decorrido o prazo de um ano sem habilitação de interessados em número compatível com a gravidade do dano. 100. Ex..2) Tem legitimidade (Artigo 82 CDC) Art.. pois ninguém guarda a caixa da pílula.: Caso do Microvilar. 99 do CDC) Art. ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido.as entidades e órgãos da Administração Pública. no caso de execução individual. 82. Para os fins do art.: é mais ou menos a estimativa das indenizações. § 1° O requisito da pré-constituição pode ser dispensado pelo juiz.) II . 2º fator: número de vítimas e sucessores que não se habilitaram. Essa é a ideia da “Fluid Recovery”.da ação condenatória.3) Destinatário Fundão da lei de ação civil pública. dispensada a autorização assemblear. Preferências no Pagamento da Indenização (art. Liquidação e Execução da Pretensão Coletiva Residual. Então pega o valor aproximado da indenização e multiplica pela quantidade que estima-se faltando. de 24 de julho de 1985 e de indenizações pelos prejuízos individuais resultantes do mesmo evento danoso (individuais homogêneos).347. de 21. quando coletiva a execução. Ex. MP. vez que já o fez ao fundo. por exemplo. Uma vez efetuada a reparação ao fundo. de 24 de julho de 1985. §2º. especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código.2) Condição para que façam a liquidação da “fluid recovery”: Decurso do prazo de 1 ano do transito em julgado. poderão os legitimados do art. (Artigo 98. §2º. III . Qual é o critério para fixação do valor devido? 1º fator A gravidade do dano. ainda que sem personalidade jurídica. devem ter aparecido aproximadamente 50 mulheres. não tinha como a vítima provar que tomou o comprimido. II CDC) § 2° É competente para a execução o juízo: (.1995) I .5) Crítica: A “Fluid Recovery” temos um problema gravíssimo na “fluid recovery”. O que é mais grave fraudar a poupança ou colocar o medicamento falso no mercado. C. os Estados. estas terão preferência no pagamento. C. (art. Parágrafo único. IV .da liquidação da sentença ou da ação condenatória. § 2° (Vetado). são legitimados concorrentemente: (Redação dada pela Lei nº 9. B. associação. parágrafo único.as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. quando coletiva a execução. (trata-se de típica hipótese de representação processual de modo que a rigor não estamos diante de um verdadeiro processo coletivo (ação pseudo coletiva / falso coletiva) B. a mesma coisa a quantidade de vítimas de um acidente aéreo.347. 91 e seguintes.4) Competência A competência só tem uma opção o do juízo da ação. os Municípios e o Distrito Federal.

que o prazo de prescrição de ação civil pública segue o direito material. Nomenclatura Há duas acepções para ação civil pública: 1ª acepção: Diz que é qualquer ação não penal ajuizada pelo MP ou afins. Ação Civil Pública . Qual o prazo para anular por ação coletiva contrato? REsp 1. Generalidades A. 14. e ai para quem vai? O artigo 99 do CDC estabelece que seja reparado a vítima e seus sucessores. suspensão dos direitos políticos. ação civil “ex delicto”. 2ª acepção: qualquer ação não penal ajuizada pelo MP ou afins para tutela dos direitos metaindividuais. Previsão Legal Art.347 de 24 de julho de 1985. ficará sustada enquanto pendentes de decisão de segundo grau as ações de indenização pelos danos individuais. (contados do transito em julgado) Essa súmula 150 diz que a prescrição da execução corre no mesmo prazo que a prescrição da ação.DICA: Muito cuidado na prova. As sanções contra servidores do quadro (5 anos) Qual o prazo prescricional da ação civil pública? (2 posições) Artigo 21 da lei de ação popular REsp 4006545/SP Ministro Luiz Fux REsp 1070896/SC Ministro Luiz Felipe Salomão Em ambas decisões eles dizem que é necessário aplicar o micro sistema da ação civil pública. entraria além das ações coletivas. E quem tá coberto de razão é o voto da Ministra Nanci. B.  Termo inicial da prescrição nos casos de ação coletiva para anulação do contrato.Sem prejuízo das penalidades definidas pela legislação federal. b) Regras sobre prescrição das ações coletivas. Quando vamos para a improbidade a administrativa é artigo 23 da lei 8429/92. para aguardar a indenização dos individuais. E disse ela que o prazo prescricional era de 10 anos. Essa acepção é mais ampla. “prescreve a execução no mesmo prazo da prescrição da ação”.114. 37. pré-sociedade. Súmula 150 do STF. pois e o autor iniciar a questão chamando de “ação coletiva” ele adota a 2ª posição. §1º. por exemplo. vem 12 anos então já se passou muito tempo então o prazo corre da data da descoberta. C) Prescrição da Execução / Liquidação Coletiva Se for difusos e coletivos regra. a anulatória de casamento. se temos um a execução dos difusos para começar e liquidação dos individuais começando. o não cumprimento das medidas necessárias à preservação ou correção dos . ação rescisória e as ações coletivas seriam todas ações civis públicas. ATENÇÃO . O § único do artigo 99 estabelece. então ele é um direito imprescritível. Então se é responsabilidade civil 3 anos. entretanto. Na ação popular a regra que trata da prescrição da ação popular ela tem previsão no artigo 21 da lei 4717/65. um compasso de espera. salvo na hipótese de o patrimônio do devedor ser manifestamente suficiente para responder pela integralidade das dívidas. para somente após fazer o pagamento do fundo. irá se sobrestar o pagamento do difusos. Apenas Cassio Scarpinella Bueno diz que é prescritível. REsp 995995/ DF Nanci Andrighi Estabeleceu em um processo de seguro saúde. direito do consumidor 5 anos. E o artigo diz com todas as letras que a prescrição da ação popular é de 5 anos.ACP 1. Às vezes a nulidade vem do ano de 1990. Ação Coletiva = ACP? (2 posições na doutrina) 1ª Posição – do professor: para ele a ação coletiva e ação civil pública é a mesma coisa. estadual e municipal. da lei 6938/81 Art 14 . Prescrição Nas Ações Coletivas a) casos de Imprescritibilidade STJ tem pacificado que tem 2 tipos de pretensões que são imprescritíveis. ou fundo ou pescador. 2ª Posição – Ação coletiva é para tutela dos individuais homogêneos e a ACp para tutela dos difusos e coletivos.094/RS Nos casos de anulação de contrato o prazo prescricional começa a contar do fim do contrato independentemente de quantas prorrogações forem realizadas. a destinação da importância recolhida ao fundo criado pela Lei n°7. §5º da CF) Agora as sanções são prescritíveis. renova 3. com o difuso pronto para receber. Nos individuais homogêneos (2 posições) 1) Súmula 150 do STF 2) prazo de 1 ano do artigo 100 do CDC “Fluid Recovery”. mas é posição isolada. 2º Tema: Danos ao meio ambiente são STJ diz que o meio ambiente é um direito pré-humano. perda do cargo isso prescreve. 1º Tema: Reparação do Erário (art. A empresa tem dinheiro para pagar apenas 1. Para efeito do disposto neste artigo. ação anulatória de casamento. Quem define prescrição é a regra de direito material e não de processo.Parágrafo único. renova 3 anos. 9.

. Obs. Súmula 329 do STJ “o MP tem legitimidade para propor ação civil pública em defesa do patrimônio público” Súmula 470 do STJ “o MP não tem legitimidade para pleitear. artigo 129. pois entende que deve haver a tutela inibitória. personalidade? Não diz o ministro então não podemos falar em dano moral coletivo. estabelece que o caso era do banco que colocou atendimento de gestantes e idosos no 2º andar. o professor vai dividir em 3: . é um típico caso que cabe dano moral A dúvida questão está nos difusos. (não se determina os que passaram. a i indenização decorrente do DPVAT em benefício do segurado”.inconvenientes e danos causados pela degradação da qualidade ambiental sujeitará os transgressores: (. O problema é que este artigo criava algo que não existia e então precisava de regulamentação que foi consolidada a ação civil pública através de 2 diplomas posteriores: Lei 7347/85 – lei de ação civil pública. por danos causados ao meio ambiente. que estabeleceu uma série de regras que acabaram sendo aplicadas a ação civil pública. pois este é ligado a personalidade da pessoa.2: O dano moral difuso o STJ tem duas posições: 1ª posição: REsp 971844/RS e REsp 598298/MG Ambos relatados pelo ministro Luiz Fux nesses julgados o STJ diz que não há dano moral difuso. com a dignidade da pessoa. Ordem urbanística. 2ª posição Estabelece o STJ no REsp 105. Luiz Guilherme Marinoni divide a tutela preventiva em 2 modalidades. O Momento da potencialização foi exatamente com o CDC com a lei 8072/90. Qualquer outro direito difuso coletivo ou individuais e homogêneos5.7274/RS Eliana Calmon. III. Obs. O Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal. para evitar novos danos. Objeto da ACP Quando vamos estudar o objeto veremos sobre o que recai. Súmula 643 do STF “o MP tem legitimidade para promover ação civil pública cujo fundamento seja ilegalidade de reajuste de mensalidade escolares. Tutela ressarcitória: ela pressupõe a existência de dano. cabe dano moral? O STJ decidiu Obs. em ação civil pública. Não é dinheiro que vai para cada um dos velhinhos. uma sanção.3: os autores dividem o meio ambiente em 3 ou 4. Essa ação civil pública que surgiu na lei que trata da política nacional do meio ambiente. e no §1º dizia. a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros. Destinatário do dano moral difuso? Fundo de reparação dos bens lesados. e sim para a comunidade. 3º e no 11. A coletividade indeterminada. e CF/88. o que tutela esse algo? Isso encontramos no artigo 1º. Imaginemos as casas Bahia tem um cadastro de crediário enorme. Patrimônio histórico cultural4. Surgiu nesta lei. e a divide em 2 espécies: 1ª Espécie: tutela inibitória: A tutela inibitória é a tutela que objetiva vedar ou evitar a prática do ilícito. Ordem econômica. ATENÇÃO: se nos perguntar onde houve a consolidação veio nessas duas últimas. 2. tem dignidade. afetados por sua atividade. pois ela previa a ação penal do MP no caso de crime ambiental. independentemente da existência de culpa. é qualquer um deles) ATENÇÃO: qual a posição a ser adotada na prova desses julgados? O do Luiz Fux ou da Eliana Calmon? O professor não sabe. como ocorre no difuso. da ação necessária para reparação do meio ambiente. o CDC fez um perfeito casamento com o CDC formando o núcleo do processo coletivo. e por um erro ela manda todos para o SERASA.Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo. Ressarcir = reparar o dano e não $. O objeto é a tutela preventiva inibitória ou de remoção do ilícito¹ ou ressarcitória (material ou moral)² dos seguintes direitos e interesses metaindividuais: Meio ambiente³. A tutela preventiva: é o primeiro objeto da ação civil pública Com a tutela preventiva queremos evitar que haja o ilícito. Quando temos uma ação civil pública para tutelar os individuais ou homogêneos ou ação coletiva quando falam alguns temos que indenizar as pessoas ou seus sucessores. é o poluidor obrigado. Consumidor. Todos da lei de ação civil pública. 2ª Espécie: tutela da remoção do ilícito: Seria para fazer cessar o ilícito já praticado.1: Nos individuais homogêneos é pacifico o entendimento de que pode haver ação de dano moral. previu expressamente que o MP teria legitimidade para IQcivil e ação civil pública.) § 1º . sem elevador. para o professor a melhor é a da ministra Eliana Calmon..

é uma certificação administrativa de que determinado bem tem valor histórico cultural.. Há ainda quem inclua um 4º 4º.??? Tanto que o STJ no julgamento do RESp 706791/PE estabelece que a ação civil pública serve para tutela de qualquer . Obs. o tombamento é um atestado administrativo. então podemos proteger ambos os bens.. ar.3º. quando pegamos a lei 7347/85 concluímos que em virtude da decorrência da lei ação civil pública cc com o CDC chegamos a conclusão que ele tutela tanto difusos e coletivos .1º Meio Ambiente Natural: (definição art. flora. Pois colocou a defesa do meio ambiente no início e repetiu várias vezes ao colocar o patrimônio histórico cultural. terra. 3º.. o que poderia nos deixar a impressão errada de que. Quando temos um bem tombado precisamos provar que ele tem valor histórico e cultural? Não pois se ele já é tombado isso já está provado.. Enfim o ônus da prova é do autor. A lei de ação civil pública foi repetitiva. e do meio ambiente. Agora e se o bem não for tombado posso protegê-lo alegando que tem valor histórico cultural? Sim. Iº 6938/81) fauna.. 15 últimos minutos) . não fala em individual homogêneo. Meio ambiente cultural: patrimônio histórico cultural. 2º.3: é forma de meio ambiente. o que muda é a prova a ser feita. Obs. Meio ambiente artificial: ordem urbanística.. Inclusive a súmula 736 do STF diz que para julgar sobre o meio ambiente do trabalho é da justiça do trabalho.? mas. mas ainda que não tivesse feito teríamos a proteção pois estaria abrangidas em meio ambiente.5: A rigor a lei de ação civil pública neste tópico 5 só fala em direito difuso e coletivo. ocorre que se o bem não for tombado compete ao autor a prova do valor histórico cultural. posso. ATENÇÃO: prova da CESPE – questão do bem tombado: o bem que não é tombado pode ser protegido através de uma ação civil pública sobre o fundamento que temos que proteger o patrimônio público...? (deu problema na transmissão.. Trabalho: (os que classificam em 3 colocam o meio antiente do trabalho no meio artificial) Quando a lei de ação civil pública fala na defesa do meio ambiente fala na defesa de todos.

STJ) a) concorrente e disjuntiva Concorrente significa dizer que vários podem. § 3° (Vetado). (Redação dada pela Lei nº 11. II . Disjuntiva significa que um legitimado não depende do outro. se não houver cônjuge supérstite ou este não puder ser nomeado. de 11. (Incluído pela Lei nº 11. ainda que sem personalidade jurídica.448. § 2° (Vetado). direta ou indireta.9. nas ações previstas nos arts. ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido.STJ) § 6° Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais. (Redação dada pela Lei nº 11. de 2010) I . que terá eficácia de título executivo extrajudicial. 81. Para os fins do art. Legitimidade 3. parágrafo único.o Ministério Público. II . 990.448. (Incluído pela Lei nº 11. pois a legitimidade é disjuntiva. de 2010) Vigência . mas um depende do outro? É a Legitimidade para ser inventariante (art. o seja. § 1º O Ministério Público. Art. estético. de 1990) § 4. de 2007).o cônjuge ou companheiro sobrevivente. do Distrito Federal e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei. III . quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano.195. de 21. de 11. os Municípios e o Distrito Federal.2012 Tema: Ação Civil Pública (continuação) 3. quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano.448. (Redação dada pela Lei nº 12. entre suas finalidades institucionais. ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido.a autarquia.448.a União. de 2007).o herdeiro que se achar na posse e administração do espólio. 5o Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar: (Redação dada pela Lei nº 11. especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código.9.o Ministério Público.1990) (Vide Mensagem de veto) (Vide REsp 222582 /MG . de 2007). à ordem econômica. (Incluído pela Lei nº 11. à livre concorrência ou ao patrimônio artístico. histórico. (Incluído pela Lei nª 8. § 3º Em caso de desistência ou abandono da ação por associação legitimada. 91 e seguintes.195. a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil. turístico e paisagístico. de 2007). b) inclua. § 3° Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada.o herdeiro que se achar na posse e administração do espólio. o Ministério Público assumirá a titularidade ativa. vários podem. I .1990) (Vide Mensagem de veto) (Vide REsp 222582 /MG .° Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União.078.195. vejamos: Art. IV .008. os Estados. 990 CPC) é legitimidade concorrente não disjuntiva. são legitimados concorrentemente: (Redação dada pela Lei nº 9.Aula do dia 10. I .as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código.1990) § 5.as entidades e órgãos da Administração Pública.a União. de 2007).9. o Distrito Federal e os Municípios. 82 cdc + art. (Redação dada pela Lei nº 12.078.078. (Incluído pela Lei nª 8. (Incluído pela Lei nª 8.o cônjuge sobrevivente casado sob o regime de comunhão.a associação que. desde que estivesse convivendo com o outro ao tempo da morte deste. os Estados. a proteção ao meio ambiente.078. mediante cominações. atuará obrigatoriamente como fiscal da lei. V . § 2º Fica facultado ao Poder Público e a outras associações legitimadas nos termos deste artigo habilitar-se como litisconsortes de qualquer das partes. de 2007). fundação ou sociedade de economia mista. IV . de 2007).1.448.448.3. (Incluído pela Lei nº 11. 82. III . concomitantemente: (Incluído pela Lei nº 11.05. dispensada a autorização assemblear.° O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo juiz. o Ministério Público ou outro legitimado assumirá a titularidade ativa. empresa pública. Pergunta – concurso: exemplo de legitimidade concorrente não disjuntiva. devem ser nomeados nesta ordem que vem prevista no 990. II . de 2010) Vigência II .a Defensoria Pública. de 11.448. (Redação dada pela Lei nº 8. se não houver cônjuge ou companheiro sobrevivente ou estes não puderem ser nomeados.1995) I . desde que estivesse convivendo com o outro ao tempo da morte deste. O juiz nomeará inventariante: (Vide Lei nº 12. ao consumidor. de 2007).448. Significa dizer que vários podem e um não pode depender do outro. Quem celebra TAC não precisa da concordância do MP. 5º LACP) Art. se não intervier no processo como parte. § 1° O requisito da pré-constituição pode ser dispensado pelo juiz. Ativa (art.

tem controle judicial na representação. Posição diz que a Legitimidade É Extraordinária. onde não houver inventariante judicial. Órgãos Públicos Não Autônomos. se Ihe foi confiada a administração do espólio ou toda a herança estiver distribuída em legados. diz que o juiz não controla a representação. 3ª Posição (posição dominante/majoritária é dividida) – Nelson Nery júnior: Se for individual homogêneo: a legitimação é extraordinária. quem decide se o objeto está dentro das suas finalidades institucionais é o próprio autor e não o juiz. é a posição mais tradicional. Esse litisconsórcio é ativo. salvo nas associações.pessoa estranha idônea. intimado da nomeação. de reparação de danos seja ajuizada em rol diverso da lei. facultativo. (PCP da adequada representação – em nosso sistema só a lei determina legitimados) Quando nossa lei elegeu os legitimados para ação civil pública ela colocou: Órgãos Públicos Autônomos (MP/Defensoria).: defensoria com MP. Os que dizem que não tem. O inventariante. e já foi a dominante. Ex. Para eles todos os meta individuais são extraordinários. MP – protagonista do processo coletivo. Extraordinária / substituição processual. microvilar pílula de farinha. MP com defensoria e associações. f) Legitimados em Espécie 1º. Não existem outros legitimados além dos estabelecidos na legislação. V . Ex. pessoa para tanto precisa de autorização legislativa expressa que diga com todas as letras que essa pessoa possa assim agir. IV . Sociedade Civil (associações). (Luiz Manuel Gomes Júnior) ele diz que não podemos querer classificar legitimação do processo coletivo à luz de regras do processo individual. e mesmo entre os MP’s. inicial. o compromisso de bem e fielmente desempenhar o cargo. Neste caso quem verifica a pertinência temática é o autor / próprio legitimado.: ação civil pública para pagar aos poupadores uma indenização. salvo nas associações. Fala inclusive que é possível ter litisconsórcio inclusive entre todos os legitimados.o inventariante judicial.III . pois o legislador assim definiu que seja. além do legitimado ativo também o juiz verifica a pertinência temática. dentro de 5 (cinco) dias. Isso é importante. nosso sistema não admite que a ação coletiva. A legitimação é exclusiva do processo coletivo. não tem controle judicial na representação. b) legitimidade ativa é “ope legis” A legitimidade depende de lei. mas em defesa de direito alheio. Parágrafo único. Ex. Posição estabelece que a legitimidade para propositura é Legitimidade Coletiva. d) Litisconsórcio Ativo – (art. o autor coletivo age em nome próprio. na verdade ele extinguiria o processo. mas não mais o é). Nery fala que legitimação autônoma para condução do processo é aquela que não depende da participação no processo do titular do direito material.: para quem defende esta posição se a defensoria resolve atuar para defesa de consumidores que foram lesados por defeito em série no console Playstation 2ª posição: Sim. além de legitimação ordinária e extraordinária. pois: 1ª posição: Não. mas tendo em vista a consideração sobre PCPs o que ele faz é chamar o outro legitimado. Além do legitimado ativo o juiz também verifica a pertinência temática. 5º. pessoa age em nome próprio em defesa de direito alheio. mas na defesa de direito alheio. Se for os Naturalmente Coletivos – DIFUSOS E COLETIVOS . o que significa que o autor age em nome próprio. quem verifica a pertinência temática (quem tem legitimidade ou não) é o autor. pois há uma legitimação autônoma para conduzir o processo. Pessoa Jurídica de Direito Privado. c) Natureza Da Legitimação Ativa No sistema brasileiro temos 2 tipos de legitimação: Ordinária – quando uma pessoa age em nome próprio em defesa de interesse própria.ele chama de legitimação autônoma para a condução do processo. unitário (ou todos perdem ou ganham). mas essa titularidade não vem do direito material.: a defensoria ajuizar ação para discutir defeito em console Playstation o Juiz pode fazer o controle e dizer que a defensoria não tem legitimidade. ação civil pública do acidente aéreo. do contrário ela não age com legitimação extraordinária.o testamenteiro. pois Playstation não é mercadoria de consumo de hipossuficiente então não tem legitimidade. Quer dizer que o sujeito entra com a ação.qualquer herdeiro.: não posso querer pegar uma “bola e encaixar no quadrado” Ele sugere que se crie um 3º modelo. prestará. §2º da LACP) É possível na ação civil pública a formação de litisconsórcio entre todos os legitimados. mas eles tem autorização legal para agir em nome próprio. teríamos que falar em legitimação coletiva. se houver. (Hugo Nigro Mazzili quanto Cássio Scarpinela Bueno adotam essa posição. nenhum estando na posse e administração do espólio. Existem 3 posições a respeito deste tema: 1ª. . Ex. Vl . 2ª. Ex. O raciocínio dele se aproxima muito ao do Luiz Manuel. e) Existem 2 posições sobre o controle judicial da representação nas ações coletivas.

Lei orgânica do MP nacional – LONP 8625/93.: defesa da saúde pública.1: Não há previsão constitucional de que a defensoria pode entrar com ação civil pública. deve o direito ser indisponível e terem natureza social. devemos procurar a ampliação da legitimidade. ou mesmo social. Defensoria Pública – (previsão legal art. ele mostra para que o MP serve. na dúvida devemos seguir admitindo a legitimidade. se há duvida se o interesse é individual indisponível. para a proteção do patrimônio público e social. A briga é quando analisamos os individuais homogêneos. pois quanto mais pessoas defendendo o interesse melhor. em ação civil pública. da moralidade. Propaganda enganosa. Dos Individuais Indisponíveis. incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa. 5º. 2ª Posição: diz que o MP só representa adequadamente os interesses individuais homogêneos se eles forem indisponíveis ou tiverem natureza social. pois é difuso. Ex.Lei Orgânica da Defensoria). em todos os graus. Ex. I lei 7347/85. neste caso o MP também tem representação adequada. meio ambiente. Pois ele fala que há um interesse social em serem evitadas decisões individuais conflitantes. Obs. 129. Art. Obs. (é direito individual homogêneo) O interesse é indisponível? Não.) III . (art. do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. 134 da CF. ele diz que o MP pode propor ação civil pública e instaurar inquérito civil. então o STJ prova que adota essa posição. A indenização decorrente do DPVAT em benefício do segurado”. Além dessa previsão legal ainda a encontramos em outras 3 leis: Art. a jurisprudência é a vetora deste pensamento: É pacífico o entendimento de que o MP sempre representa adequadamente a tutela dos interesses difusos e coletivos estrito senso. 5º. Restritiva – (posição do professor) os que assim veem a defensoria entendem que a concepção da defensoria é a de possibilidade de defesa apenas dos hipossuficientes econômicos. pois quando tem os individuais homogêneos existem na doutrina duas posições a respeito dos individuais homogêneos: 1ª Posição: Nelson Nery Júnior ele diz que quando for individual e homogêneo.: do console do PlayStation. Obs. é social? Não. A 2ª posição é largamente prevalecente da jurisprudência do superior tribunal de justiça. 5º. pois a CF só atua nos direitos individuais e sociais indisponíveis). III da CF. 127 da CF) Pegar o artigo 127 Art. A previsão legal da atuação dele está no artigo 129. a doutrina acompanhada pela jurisprudência vai fazer um “estrago”. se adotarmos a posição do Nery pode o MP entrar com a ação? Sim. II da LACP acrescentado pela lei 11448/07 e art. 4º incisos XIV e XVI da lei complementar 80/94 com as alterações da lei complementar 132 de 2009 . Interesses Sociais.1: previsão legal da atuação do MP no processo coletivo. (art. o que significa dizer que o MP pode propor a ação nos 4 temas seguintes: Defesa da Ordem Jurídica. 2º. Temos as 4 finalidades do MP no artigo 127.. pode o MP entrar com ação? Sim. de que nos individuais homogêneos não pode. 127. Súmula 470 do STJ “o MP não tem legitimidade para pleitear. Obs.. que estabelece que a defensoria pública é o órgão essencial à função jurisdicional do Estado. LXXIV CF  falta de dinheiro) neste caso só pode entrar com ação civil pública relativa a hipossuficientes econômicos. 5º. pois não basta o MP verificar se tem legitimidade.Obs.2: Para que serve a defensoria pública? Resposta: Art. é meramente patrimonial. . e então o MP sempre tem legitimidade para atuar nos difusos e coletivos. LXXIV (assistência aqueles que comprovarem ausência de recursos). Trata exaustivamente da finalidade do MP. Regime Democrático.: todavia na dúvida. São funções institucionais do Ministério Público: (. do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos.3: Defesa dos Necessitados ATENÇÃO: Qual o Conceito de Necessitados? 2 posições: 1ª.2: a finalidade institucional do MP (art. patrimônio público.promover o inquérito civil e a ação civil pública. A partir deste artigo 127 (finalidade institucional). Lei complementar 75/93 – lei orgânica do MPU. O entendimento é que como nos difusos e coletivos o objeto da ação é indivisível há sempre um interesse social. incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica. essencial à função jurisdicional do Estado. agora se adotarmos a 2º posição com relação ao problema do Playstation. Obs. não pode. Pois tem como característica em comum o objeto indivisível. O Ministério Público é instituição permanente. 127. dos necessitados na forma do art. pois o interesse não é social e é indisponível.

(U. Poderia propor em temas relacionados a previdenciário? Pode. Com base neste exemplo defendem que a hipossuficiência é tanto financeira quanto institucional.E. Essa é a posição do Ministro Teori Abino Zavaski. reconhece-se a legitimação de entes despersonalizados destes órgãos com prerrogativas a defender (artigo 82. neste caso a defensoria poderia entrar com ação civil pública para defesa dos consumidores do console Playstation. Possibilidade da Defensoria Pública Ajuizar ACP – (quando o professor falar em ACP ele quer dizer inclusive coletiva) 1ª Posição: diz que nunca! É a posição sustentada na ADI 3943 ajuizada pela CONAMP. pode propor ação civil pública? Não. seria uma atividade típica da instituição. ex. Ex. universidades públicas federais): Neste caso tem finalidade institucional. está 3ª posição. na maioria dos municípios é pasta da prefeitura. Outro grupo de potencialmente necessitados são os Mutuários do SFH.2ª. IV da LACP. ou jurídico.849/RS. Qualquer um pode propor. ele sustenta que nos individuais homogêneos a defensoria pode. e ninguém sabe se o ausente era rico ou não. 3º. sustenta que pode porque no momento da liquidação e execução da sentença a parte deve provar que é necessitado. que é uma associação com finalidades de defender o trabalhador. Admitida a legitimação ampla para as ações coletivas. e não apenas os necessitados se beneficiarão. quer dizer viola o art. III do CDC) Ex. agora se for empresa pública tem também estatuto. não resta dúvida de que todos. 3º. institucional. Relatora da adi é a Carmen Lucia (acompanhar está parado no STF) Viola o art.: ele diz isso pois em seu entendimento a defensoria poderia entrar com ação coletiva. A posição restritiva do professor é sobre a possibilidade da defensoria propor ação apenas nos casos em que tivermos pobres no conceito econômico. a defensoria só poderia fazê-lo para aqueles que fossem efetivamente hipossuficientes 3ª posição: diz que pode em todos os meta individuais. 4º legitimado: Administração indireta – (autarquias. Qual o legitimado mais amplo que temos? Administração indireta. a CF não garante a exclusividade do MP para a ACP. ou seja. 2 condições para que a associação possa propor ação civil pública: .515/MG. pode ou não ser. o argumento / fundamento que usam é que a autorização viola a atribuição do MP em ajuizar a ação civil pública. a união interesse federal. ela tem legitimidade para propor em nome próprio e não do órgão público. Por isso para o professor o argumento da CONAMP é sem fundamento. ex. por exemplo. a administração direta seria um verdadeiro legitimado universal. II lei da ação civil pública é inconstitucional. O MP sustenta nessa ADI que o artigo 5º. 2ª Posição: diz que só pode nos individuais homogêneos. O STJ tem 2 belos julgados demonstrando a legitimidade. e o 129. 127 da CF. é que nãodá para entrar com a ação pois não dá para saber se os titulares são pobres. 5º e último legitimado ativo: Associações As Associações devem ser analisadas em um conceito amplo. e ele pode propor ação em nome próprio. fundações e agências. Ex. neste caso eles estariam em exercício de uma atividade atípica / anômala / anormal. relator ministro José delgado e o REsp 1. pois o MP é que tem que ajuizar a ação civil pública. ou titulares dos direitos materiais são necessitados. exemplo. 129. mas dizem que também tem legitimidade para defender o hipossuficiente organizacional. quer dizer o município interesse municipal. sociedades de economia mista. Nas duas. O INSS é autarquia.: presidiários (sistema penitenciário) são potencialmente necessitados. no caso dos expurgos inflacionários. pois entra na locução da associação. ele é hipossuficiente jurídico. O argumento para derrubar o 134. DF e Municípios): A administração direta é o único que parte da doutrina afirma não haver restrição de atuação.: PROCON. nada haver com o INSS. 3º legitimado em espécie: Administração Direta . da sentença coletiva. não precisa de prova dá para presumir. ela tem legitimidade para propor ação em defesa do meio ambiente. tanto na administração direta quanto na indireta. Porém existem coletividade que são potencialmente necessitados. mas no caso da execução da eventual sentença. E mais que isso alegam que não cabe ação coletiva pela defensoria pública porque não há como se aferir se os tutelados. sindicado. empresas públicas. Contudo a atuação deve-se restringir aos interesses do legitimado. secretaria do meio ambiente. não dá para saber se são pobres e isso violaria o artigo 134 da CF. Ampliativa – (para prova da defensoria é essa é a posição que deve ser defendida como prevalente) por esta concepção eles dizem que podem defender os hipossuficientes econômicos. Para o partido político.: curadoria especial de ausentes quem faz? é a defensoria. Quem compra casa de CDHU.106. Partido político. e isso podemos verificar na lei que a criou se for autarquia. associação em sentido lato a lei estabelece no artigo 5º. Ex.: a ANAC tem regulamento. representação adequada da defensoria pública para todos os meta individuais REsp 912.

e mais a relação de todos filiados. MP (art. Significa dizer que se o presidente for réu em ação civil . Não precisa de autorização para isso. porque quando vamos anular contrato. 4. Ação civil pública não há necessidade do litisconsórcio de forma que é o autor da ação civil pública.: ADEXF. Inclusive a ação civil pública diz que o MP fiscalizará. XXI da CF. A rigor é o caso concreto. é o direito material quem tem que definir se o litisconsórcio é ou não necessário.3. ele diz que quem tem que definir se o litisconsórcio é facultativo ou necessário é o direito material. diz a doutrina. m E DF. ele irá trabalhar como órgão opinativo. Ex. Na doutrina prevalece o entendimento de que este dispositivo é ineficaz por não contemplar a hipótese do artigo 5º. ou anula para todos ou anula para ninguém. Não havendo previsão na lei sobre legitimidade passiva. ATENÇÃO: A lei de ação civil pública estabelece no §4º do artigo 5º da lei. este artigo falam que todos vão ser réu. Na doutrina 2 posições a respeito deste tema: 1ª Posição: como não tem previsão legal se aplica o microssistema. coletiva o juiz pode dispensar a constituição anua. as associações poderão representar seus filiados quando estiverem representados socialmente. não há regra de foro privilegiado na ACP. sobre quem vai ser réu. basta estar entre as finalidade. onde vemos se à associação está entrando com ação dentro da sua finalidade institucional? No estatuto da associação. ex. Temos que invocar o artigo 6º da LAP – Lei de Ação Popular.1ª condição: Constituição Anua. 2ª Posição: se não tem previsão legal é porque o legislador não quis impor o litisconsórcio necessário. irá dar parecer. Exceção: há uma única hipótese em que o STJ diz que o litisconsórcio será necessário é a hipótese cuja pretensão seja a anulação de ato ou negócio jurídico. Competência na Ação Civil Pública (ATENÇÃO: tudo que virmos aqui neste ponto não vale para o Mandado de Segurança Coletivo) 4. e. por isso a 1ª posição vai estabelecer que os réus da ação civil pública formam o litisconsórcio necessário. STJ tem esse entendimento. tutela dos individuais homogêneos. será órgão opinativo. Quem melhor define esta questão é o Cássio Scarpinella Bueno. surge a necessidade de fazermos uma interpretação sobre o tema. ATENÇÃO – CUIDADO COM O ARTIGO 2º A.1. mas sim com foro privilegiado? Partindo-se da premissa de que a ação de improbidade administrativa não é uma ACP. Este dispositivo fala que se o objeto da ação tiver uma grande repercussão pública. social. 5º. AP ETIÇÃO INCIAILA DEVERÁ OBRIGATIRAMETNE ESTAR INSTRUIDA COM A ATA DE ASSEMBLEIA DA ENTIDADE SSSOCAITIVA QUE A AUTORIZOU. para carreiras públicas. O que investigamos aqui é que se tem foro privilegiado nas ações civis públicas. Para esta segunda posição o legislador estabelece que como não há regra em contrário a consequência prática é que o litisconsórcio é facultativo.: O IDEC só irá entrar com a ação civil pública em caso de defesa do consumidor. § ÚNICO DA LEI 9494/97. A posição dominante (STJ) é a 2ª posição. Significa dizer que a associação ou partido político para propor ação civil pública deve estar constituída e em funcionamento ao menos 1 ano. Ex. ACOMPANHADAS DA ATA DA ASSEMB LEIA DA ENTIDADE ASSOCIATIVA QUE A ATUTORIZOU. é o caso concreto. 3. Para evitar a constituição de associações “ad hoc”. Esse dispositivo é altamente criticado. ACOMPANHADA DA RELAÇÃO NOMINAL DOS SEUS ASSOCIADOS. Critério Funcional Hierárquico Ele é um critério que tem várias finalidades. NAS AÇÕES COLETIVAS PARA A TUTELA DOS INDVIDUAIS HOMOG~ENEOS PROPOSTAS POR ASSOCIAÇÕES CONTA u. estabelece uma hipótese de dispensa da constituição anua.(??? rever 1:48???) 3. Ele é útil para falar das hipóteses de foro privilegiado.2. não pela 1ª instância. mas a jurisprudência fala em sentido contrário e para concurso o que vale é a jurisprudência. decide quem quer processar. e quando o MP não for o autor ele irá trabalhar com órgão opinativo. caso em que todos os contratantes serão réus / demandados. então obviamente falaremos da iniciativa privativa. pois para entrar com a ação ela deve apresentar cópia da ata da associação que autoriza a ação. juiz nos embargos na execução não é o da cautelar. 2ª condição: pertinência temática. Não precisa ser a finalidade principal. E SUAS AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES. se existe uma autoridade que tem direito de ser julgado. a exigência é quase impossível de ser cumprida e isso eles fizeram propositadamente para que o cara não consiga entrar com a ação contra órgão público. Legitimidade Passiva Não há previsão na LACP sobre legitimidade passiva. § único. sobre quem vai ser réu. nesta hipótese ele irá autorizar que se ajuíze ação civil pública independentemente de estar constituída a mais de 1 ano. o autor da coletiva que entra. §1º da LACP) O MP quando não for parte será “custos legis”.

A grande dúvida está na justiça federal e estadual. I. e eventualmente na justiça estadual. (A doutrina chama esta hipótese de conflito federativo) (. pois servidor público não é lei trabalhista. as chamadas comuns. “f” e art. organismo internacional ou Estado estrangeiro. 105-A da lei 9504/97) Não tem ACP na justiça eleitoral. Quando vamos analisar a competência da justiça eleitoral que está no artigo 121 da CF. toda ACP é julgada em 1º grau.) n) a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados. lei esta que não existe. Quando houver conflito federativo a competência para julgar seria do STF. originariamente: (. segundo o professor isso não está correto. mas que foi recepcionada pela CF/88 como lei complementar. colocando dispositivo que diz não caber procedimentos da ação civil pública na justiça eleitoral. 102. Ações civis coletivas para impedir determinada categoria de fazer greve. precipuamente. e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados. A 2ª definição é a causa de pedir. 102. cabendo-lhe: I . II. 102. que diz que julga a justiça federal julga causas em que haja como partes em que haja de um lado M. Critério Material “Critério do assunto”. plebiscito. pois ai é servidor público. Cuidado: A justiça do trabalho tem competência para julgar todas ações sobre o meio ambiente do trabalho de trabalhadores celetistas. I. (.processar e julgar.. essa lei sofreu uma reforma legislativa em 2009. justiça do trabalho. pois que tipo de ação com esses dois temas são julgados pelo STF? Todas. ou cidadão brasileiro. A primeira definição de competência da justiça federal é pelo critério da parte 109.) f) as causas e os conflitos entre a União e os Estados. é muito comum existe a sumula 736 do STF.. (art.. Eles colocam que seriam duas hipóteses de foro privilegiado na ação civil pública. ele não define nada. A regra do art. ATENÇÃO: QUANTO à IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA a regra é que também se processam em 1º grau.. na justiça eleitoral recentemente houve alteração legislativa que praticamente inviabilizou o cabimento de ação civil pública na justiça federal. ela fala que compete a justiça do trabalho julgar ações cujo pedido ou causa de pedir tenham como causa de pedir / fundamento seja discussão sobre condições de trabalho. porque a competência da justiça federal ou se fixa pela parte do processo. a União e o Distrito Federal.pública será julgado em 1ª instância. 109 pode ser bipartida.. Na trabalhista pode ter? a competência da justiça do trabalho tem previsão no 114 da CF? a justiça do trabalho julga ação civil pública? sim. ou entre uns e outros. significa dizer que ela será na mesma situação da individual é a regra do artigo 109 da CF. uma colocação não tecnicamente correta. Isso será julgado pelo STF porque é caso de conflito federativo e de interesse da magistratura. Crimes políticos. essa regra da parte é a regra que diz que a justiça federal julga processos que tenha quem na parada? U. mas há acesa a polêmica nas hipóteses em que o réu for agente político.. mas quando for agente político há uma briga enorme se quem julga é 1º ou 2º grau (pegar a aula “on line” sobre foro privilegiado na ação de improbidade administrativa. “n” todos da CF. ou seja. seriam hipóteses de interesse da magistratura. questões relacionadas a sufrágio. “Art. que é lei ordinária. depende se servidor ou celetista é a justiça do trabalho. a guarda da Constituição. Toda ação discutindo meio ambiente de trabalho é da justiça trabalhista. Compete ao Supremo Tribunal Federal. são do STF. Sendo em 1ª instância devemos decidir em qual justiça julgaremos? Eventualmente pode ser na justiça eleitoral.)” (ações de interesse da Magis) Hermes Zanetti jr. inclusive as respectivas entidades da administração indireta. Temos dois dispositivos na CF que devemos dar atenção: Art. pois a lei que define a competência da justiça eleitoral é o Código eleitoral. Autarquias federais e empresas públicas federais. . e não porque são ações civis pública. Na justiça eleitoral em PCP não cabe ação civil pública. O critério para definir se a competência da ACP é da federal é o mesmo do processo individual. e Didier cometem uma impropriedade. federal. ou ações de interesse da magistratura e por isso será julgada no STF. ACP não existe regra de foro privilegiado na ACP. não é porque é ação civil pública que será julgado pelo STF e sim porque é causa de conflito federativo. pois que tipo de ações com esses dois temas são julgados pelo STF: no casos dos dispositivos supra. Na improbidade corre em 1º grau. I e 109. já que diz que a competência será definida por lei complementar. A 1ª definição é a parte. 4.2. mas não de foro privilegiado na ACP. A regra do artigo 109 da CF é regra que pode ser bipartida. De acordo com o artigo 105-A da lei 9504/97 lei das eleições. 2ª hipótese seria nos casos em mais dos membros da magistratura sejam interessados. pois colocam como 2 hipóteses de foro privilegiado na ACP: o professor não concorda.

se o juiz decide que não há ele devolve para a comarca. 3º critério: é o critério valorativo. e neste caso ele juiz de direito tem que remeter os autos para a justiça Súmula 150 do STJ: “compete a justiça federal decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a presença. eles apontam que poderiam ajuizar em qualquer justiça. 4. mas e no caso do Menino Chan? A justiça federal.3. Podemos ter então uma ação civil pública adotada pelo MPF na justiça Estadual. e seria bem da União. mas sim se um dos entes quis participar. então o professor tem em sua comarca muita ACP por rio que corta os Estados de MG e SP. Agora se o dano for regional ele fala que são competentes as capitais dos Estados atingidos. 2ª posição: (STJ) é a posição da jurisprudência – é que o MPF apesar de não estar no 109. O que esse dispositivo diz é que se o dano.. então ele é quem decide pelo interesse do IBAMA é o juiz federal. quem julga? Nesse tema temos duas posições na doutrina: 1ª posição: (para o professor é a melhor da doutrina) diz que o MPF pode ajuizar ACP em qualquer justiça. o juiz decide se tem repercussão para o rio todo. é o juiz das causas da União) Essa súmula é importante. até 600 salários é dos regionais. além do territorial é o valor. o professor sempre pede para o IBAMA se manifestar. justiça estadual. Súmula 42 do STJ “compete a justiça comum estadual processar e julgar as causas civis. isso depende da parte. pois a competência para decidir quem tem competência é o juiz federal. se ele decidir que há interesse do IBAMA ele continua.” Fala que sociedade de economia mista não é competência da federal então ACP contra banco do Brasil quem julga? Justiça Estadual. e para o professor devemos adotar essa posição na prova. agora se tiver a competência é da justiça federal.  segundo o professor essa regra do artigo 93 é uma das piores regras de coletivo que temos. Critério territorial Hoje entende-se que para todos os metaindividuais (=difusos. coletivos e individuais homogêneos) vamos aplicar a regra do 93 do CDC. portanto. suas autarquias ou empresas públicas. no processo. a ACP será ajuizada na vara de xixirica da serra. ou suposto dano. vínculo com o 109 da CF. agora se ele tem interesse será da justiça federal. cumulado com o 2º da lei de Ação Civil Pública. nem nada. I. para fins de competência ele só pode ajuizar a ação na justiça federal. Então se o dano foi no rio que passa em xixirica da serra. da união. a mesma coisa Acp contra Petrobras é a justiça estadual pois é economia mista. Agora se o dano for nacional ele diz que pode ser no Brasil inteiro. e neste caso é incabível a suscitação de conflito de competência. ex. e a mesma coisa o MP. se não o juiz estadual não tem competência.” Batendo a ação na justiça o juiz avalia se há ou não interesse da União. Homicídio contra policial rodoviário federal em exercício é crime contra a União federal e quem julga é a justiça federal. não há conflito de competência. Isso foi decidido no conflito de competência 112137/SP. nem empresa. I da lei 12153/2009. pois é sociedade de Economia Mista. Se o professor manda para a justiça federal. ATENÇÃO não cabe ACP nos juizados especiais cíveis. pois ele é autarquia federal responsável pelo Meio ambiente. pois muitas vezes o que define a competência da justiça federal é mesmo a parte. conforme artigo 3º. pois quem tem que definir se há ou não interesse do IBAMA é o juiz federal. mas se ele fala que não há competência ele devolve para justiça estadual. federais ou da fazenda pública. §1º. Só serve para definição da competência dos juizados especiais. se houver há interesse da união.4. e ai o caso é da justiça Estadual. ou seja. (???? Ele intima o IBama para se manifestar. E o MPF. mas não é isso que define a competência do bem como bem público. Quem define a competência não é se o bem é da união. Caixa economia e correios justiça federal. . o que significa dizer que a competência da justiça federal existe toda vez que tivermos como causa de pedir a aplicação de um contrato internacional. O IBAMA é quem tem que recorrer da decisão do juiz federal que declina a competência / interesse da União. (o Juiz é quem decide. pois havia um tratado assinado pelo Brasil sobre tráfico internacional de crianças. e na maioria das vezes o IBAMA fala que o dano é marginal então não teria interesse. Entenderam que o MPF só pode ajuizar ACP na justiça federal. A competência em SP para definir se é competência do foro central ou regional. I. ele pode se manifestar dizendo se o dano foi ou não marginal.Julga pela causa de pedir quando há o traço da internacionalidade. 4. e as ACP ajuizadas pelo MPF. inclusive podendo ser o dano suposto (tutela preventiva) for local a regra diz que a ação civil pública é ajuizada no local do dano. da lei 10259/2001 JEF e artigo 2º. as capitais dos Estados atingidos + o DF. adota esta posição Hermes e Fredie Didier. Não teria. Exemplo prático do professor: rio que divide a comarca dele em SP com MGo que define a competência não é o bem ser da União. e REsp 1057878/RS. pois não é nem autarquia.: Quem julga questão de guarda de criança? Federal ou estadual? Estadual. pois são empresas federais.

quem julga? É dano local. então é uniforme o entendimento de que as regras de critério territorial aqui é de competência absoluta.: caso que o professor tem em sua comarca em que o dano atingiu Patrocínio Paulista X Passos / Cassia. mas são Paulo não tem nada haver comisso.: do caso do dano que atingiu as comarcas de Patrocínio Paulista/SP X Passos / Cassia-MG. a coisa julgada é diferente. um produto que só vende nessas comarcas. regional ou nacional? Quem julga? SP. pois a legitimidade ativa é diferente. perda da função publica. parágrafo 4 da CF: importa em suspensão dos direitos políticos. Lei 8429/1992: trata da improbilidade administrativa. Ex. mas assim o é no individual. o juiz federal de Franca tem competência sobre a região que abrange patrocínio paulista então tem que ser declinada a competência e enviado para justiça federal de competência do local do dano. A legitimidade ativa é somente do MP e pessoa jurídica interessada. Ex. até o ano de 2000 havia o entendimento de que se o dano for local a competência é do local do dano. valendo a decisão do juiz prevento. há duas posições na doutrina e na jurisprudência: . Previsão legal e sumular: o lastro da improbidade administrativa está no artigo 37. e o procedimento é diferente. TEMOS um dano que atingiu 3 comarcas próximos a capital: Rio Claro. 113 do CPC (fala da consequência causada pela incompetência absoluta). que ficam distantes do local. Quando estudamos critério territorial o estudamos para dizer que ele é critério relativo. agora se for local é uma das sedes das duas comarcas atingidas. pois lá não tinha justiça federal. Não há lei que explica este conceito. o objeto é a tutela de direitos exclusivamente difusos. E se o juiz julgar o processo que não era para ser em patrocínio paulista. O grande problema da legislação é que não houve definição do que é dano regional ou nacional. Denomina a ação de ação civil de improbidade administrativa. Mas a súmula 183 foi cancelada. Trata-se de uma espécie de violação da moralidade administrativa. Denomina a ação de ação civil publica de improbidade administrativa. que dano é esse? Regional. B) nos demais casos o que define a competência é a prevenção. com fases de defesas preliminares e prévias. a coisa julgada é no sentido de se improcedente não poderá novamente ser discutido (é caso de direito administrativo sancionatório e in dúbio pro reo) e o rito é especial. . pois embora não tenha sede de justiça federal em Patrocínio Paulista. Próxima aula TAC e IQ civil Aula on line: 24/05/2012 AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA A ação civil de improbidade administrativa é uma ação civil pública? Sobre a questão. Está inserida no microssistema do processo coletivo. cabe até rescisória disso. Se julgar é caso de nulidade absoluta. em seguida ir para o Senado. no caso franca. porque SP é o local do dano? é caso de nulidade. bem como o que é dano nacional. no caso dado de exemplo que irá julgar é uma das duas comarcas e a decisão é para ambos. A lei entende que há a improbilidade administrativa civil sem prejuízo da ação penal cabível. o objeto é diferente. Agora se o dano tivesse pego a capital ai sim poderia a capital estar preventa. CONSTITUCIONALIDADE DA LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA A alegação de constitucionalidade formal foi objeto de julgamento na ADI 2182: o projeto teve início na Câmara. O indivíduo pelo mesmo fato pode responder civilmente e penalmente (duplo sancionamento permitido). aqui o que o critério territorial protege é o interesse público. e houve modificações e retornou para a Câmara que . inclusive. O que significa dizer que as regras são de competência absoluta significa dizer que se o juiz de patrocínio paulista recebeu um processo que atinge a capital ele tem que de ofício mandar para BH. o que seria mais lógico. Ex. Piracibaba e Americana. Depende de regulamentação de lei.STJ entende que é uma ação civil pública. mas era em SP. indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário na forma e gradação previstas em lei. de modo que a doutrina corretamente aponta: A) que o processo só é julgado na capital do Estado ou no DF. CUIDADO: COM O CANCELAMENTO DA SÚMULA 183 DO STJ. mas se for nacional piora. SP. O conceito de improbidade administrativa é conceito jurídico indeterminado.Cássio Scarpinella Bueno e Fernando Gajardoni entendem que a ação civil de improbidade administrativa não é uma ação civil pública. sobre todas as demais áreas atingidas pelo evento. interessa que no local do dano não há juiz federal. Não é permitida a defensoria ou associações etc. art. se ele também for atingido. um de cada lado do rio. Não existe hoje no Brasil nenhuma regra que delegue ao juiz estadual para julgar a ACP da justiça federal. local ou nacional? Se entendermos que é regional teremos que entrar em BH. Mas no caso da comarca do professor quando o IBAMA vinha e dizia que era de seu interesse ele teria que julgar.ATENÇÃO: O grande problema da lei é que o legislador não define o que é dano regional.

sejam arbitrários. que foi objeto da ADI 4295. o rol de legitimados é menor do que o da ação civil pública. Administrador que desobedece recomendação do MP sem motivo.O agente deve ter liberdade funcional. É pacífico o entendimento no STJ que salvo nas hipóteses em que se pretende anulação de ato administrativo. administrador que pratica ato contra parecer da assessoria jurídica comete ato de improbidade administrativa. permitindo que o intérprete. ainda não julgada pelo STJ. impressão de desprezo. É a posição adotada por Fernando Gajardoni. exercendo parcela de poder do Estado. . Traz os atos menos graves. A defensoria pública pode propor? Não pode pois está fora dos fins institucionais da Defensoria Pública. A pessoa jurídica lesada sempre figurará como ré. a lei da ação popular. Foi alegada a teoria do “over breadth doctrine”: estabelece que as normas são inconstitucionais toda vez que houver uma excessiva abertura do texto. agente publico. LEGITIMIDADE ATIVA Artigo 17 caput a lei de improbidade. ainda que sem remuneração. MP e administração direta. que não cabe tal ação contra agente político. migrando para o polo ativo ou fique inerte. Tal tese defende que 13 artigos da lei são inconstitucionais pois os termos em que redigida a lei são extremamente abertos ex. A alegação de inconstitucionalidade material. a própria lei preve que se aplica. Espécies de improbidades: . CABIMENTO DA AIA. Não há pronunciamento da jurisprudência neste sentido. se pedir nulidade de ato jurídico. Nem toda ilegalidade é uma improbidade. indicar SUBSIDIARIAMENTE.ação de improbidade administrativa CONTRA AGENTES POLÍTICOS E A COMPETENCIA PARA JULGA-LOS STF entende.Corrente 1: é qualquer daqueles elencados no artigo 1 da lei de improbidade. É clausula geral já que os dois anteriores sempre irão afetar os princípios. parágrafo 3 da Lei. Assim. deve haver litisconsórcio necessário. mas o administrador que age com dolo. especialmente os juízes. dois MP’s etc. inclusive os que exercem mandato. dentro de 30 dias da efetivação da medida cautelar. Não pode ter chefe. cargo emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo 1 da lei de improbidade. Serão réus os agentes públicos. equivocadamente. . barateamento da coisa publica. com sanções mais graves. abusando na interpretação. A ilegalidade para ser improbidade deve ter algo a mais: o descaso. Mas toda improbidade é uma ilegalidade. aplica-se ao que mesmo não sendo agente publico induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie de forma direta ou indireta. Assim. o litisconsórcio passivo na ação civil de improbidade é FACULTATIVO. . É a posição de Cássio Scarpinella Bueno.O agente deve ter forma de investidura e desinvestidura prevista na CF. entenda que viola os princípios.fez outras alterações e não retornou para aprovação do Senado e foi direto para sanção presidencial. Somente punido a título de dolo. Somente punidos a título de dolo. Na improbidade cabe interpretação extensiva.Artigo 9 estabelece as hipóteses de atos que geram enriquecimento sem causa do agente. se o MM juiz não entender que é caso dos dois primeiros. Legitimidade passiva: artigo 2 e 3 da lei 8439/92 estabelecem quem são os réus na improbidade administrativa. A lei não quer punir o administrador inábil ou inexperiente. Ex. por previsão de seu artigo 17. Ex.Artigo 11 estabelece as hipóteses dos atos que violam os princípios da administração pública. Trata-se de servidores públicos. . OBJETO DA AÇÃO IMPROBIDADE ADMINSTRATIVA CIVIL DE É do MP e da pessoa jurídica interessada. que podem ser pessoas jurídicas de direito publico ou de direito privado. A definição de agente político exige a convergência de dois fatores: . É possível a formação de litisconsórcio ativo? Ex. . Traz os atos mais graves. Por tal motivo é possível formação de litisconsórcio ativo. Quem é a pessoa jurídica interessada? Na doutrina há duas posições a respeito do tema: . o que não é recomendável do ponto de vista do direito sancionatório.Artigo 10 estabelece as hipóteses dos atos que causam prejuízo ao Erário. O regime jurídico da ação civil de improbidade administrativa: não se subsume ao princípio da reserva legal. mas pode mudar de lado.Corrente 2: somente as pessoas jurídicas de direito publico. Podem ser condenados por dolo ou culpa grave. não incluindo as de direito privado. A lei preocupa-se com a sanção ao agente público. ao realizar PEÇAS PARA O MP. STF entendeu que não há inconstitucionalidade.. dano ao patrimônio público. O rol de improbidades é exemplificativo. Ex2.

garantir aplicação da lei penal e garantia da instrução processual. promovendo as medidas necessárias a sua garantia. Quanto aos demais agentes políticos. Parte da doutrina entende que o juiz de primeiro grau não pode aplicar este dispositivo se o agente público estiver sujeito a foro privilegiado no crime. Entende que não há regra constitucional expressa de foro privilegiado para ação civil de improbidade administrativa. O IQcivil Ele serve para o ajuizamento responsável da ação civil pública. O IQCivil é muito semelhante ao IQpolicial na questão da formação da opinião do MP. do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. 2115 e 4927 da Corte Especial que cabe AIA contra todos os agentes políticos. e demais servidores públicos em geral. juízes. com base no artigo 9 e 10 por órgão colegiado. Somente é cabível para garantia da instrução processual. e por ato doloso.439 RJ. Ele quer dizer que o MP não pode ajuizar sem elementos. como presidente. Quando o tribunal decreta a perda do cargo. governador será julgado pelo STJ. menos presidente. Ex. que estabelece que a suspensão dos direitos políticos somente se efetiva com o transito em julgado da sentença condenatória. III . III e artigo 8º.promover. a ação penal pública. inclusive do DL201/67 (crimes de prefeitos) cabe e é em primeira instância. Segue a regra do artigo 20 caput. STJ entendeu. Posição da doutrina majoritária: contra todos os agentes políticos. E o julgamento sempre será feito em primeiro grau. inclusive os previstos na lei 1079/50 e DL 201/67 (que tratam da sanção penal) menos o presidente. AULA DIA 14/06 Tema: 5. Cabe improbidade em face de ex político. Não cabe ação civil de improbidade contra agentes políticos da lei 1. . Art. Pena de perda do cargo público: artigo 20: deixa claro que a perda da função pública só ocorre após o transito em julgado. Inquérito Civil 5. no julgamento das reclamações 2790. É o posicionamento do STJ no julgamento do Resp 924. Juiz pelo tribunal de justiça.sofreu uma atenuação por conta do artigo 1 inciso I da LC 64/90. Prefeito julgado pelo TJ.Entram chefes do executivo. caso haja pedido de perdimento do cargo. que tem regime próprio de julgamento previsto na CF. Independentemente do transito em julgado da condenação. ainda que diverso do que estava quando cometeu o ato. se torna inelegível.se a agente dificultar a descoberta da verdade.079/50(em regime próprio de responsabilização). B. com decisão muito bem fundamentada. II . na forma da lei. que julgava caso de ministro de Estado. promotor de justiça. Deputado federal STF. A. Tal regra –artigo 20. e o arquivamento quem faz é o próprio MP. parlamentares. Pena de suspensão dos direitos políticos. ministro de Estado e do STF. CNMP editou Resolução 23/2007 do conselho do MP Resolução 82/2012 do Conselho do MP disciplina a audiência pública no âmbito do MP. Poderá determinar o afastamento quando a medida for necessária a instrução processual. São funções institucionais do Ministério Público: I .1.promover o inquérito civil e a ação civil pública. e para que ele possa fazer o ajuizamento responsável da Ação Civil Pública. a regra do caput. Lei de ficha limpa estabeleceu a inelegibilidade dos condenados por improbidade a suspensão dos direitos políticos. governador. §1º da Lei de Ação Civil Pública 6437. da ordem econômica. sempre me primeira instancia. Conceito do Inquérito Civil – é um procedimento investigativo para a formação do convencimento do MP sobre a necessidade da tutela dos interesses metaindividuais. para a proteção do patrimônio público e social. Agora o Inquérito policial o presidente é a polícia e o arquivamento quem faz é o judiciário. Trata-se de hipótese diferente do artigo 312 do CPP: prisão preventiva por 4 fundamentos: garantia da ordem publica. 129. É exceção. privativamente. Características do Inquérito Civil A 1ª Característica: Procedimento meramente informativo – significa dizer que não aplica sanção alguma. ministros de Estado. com a redação da LC 135/2010. que diz que somente após o transito em julgado. Hoje há três posições a respeito do tema: STF no julgamento da Reclamação 2138. Nestes casos. Gerais Previsão legislativa: CF artigo 129. a pena alcança o agente no cargo onde ele estiver. O presidente do IQcivil é o promotor. quem julga é o foro do crime (por existência de competência implícita suplementar).zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição. procurador geral da república. Tirando essas duas diferenças os objetivos são muito parecidos o de permitir que elas tenham uma investigação antes da ação. mas o procedimento é meramente informativo de forma que não há sanção alguma. Advogado público não é agente político.

quanto a investigação já que a ação civil pública é instrumento típico de investigação do MP e atípica da Defensoria. elementos para a sua atuação. de 14. Nos atestados de antecedentes que Ihe forem solicitados. regulamenta o artigo 27. O MP ele ao investigar pode realizar a nominada audiência pública. É ferramenta exclusiva do MP. (Incluído pela Lei nº 6. § 2º Somente nos casos em que a lei impuser sigilo. III da CF quando fala em inquérito civil ele diz o inquérito civil serviria para . da autoridade ou particulares.900. 5ª E última Característica do Inquérito civil: O IQcivil é privativo do MP. Estas audiências públicas são geralmente feitas dentro do IQcivil. 20. vejamos: Art. O MP tem uma audiência em que ele não sabe se é melhor para coletividade agir de forma A ou be. Em caráter excepcional o MP pode por analogia ao artigo 20 do CPP decretar o segredo das investigações. A 3ª característica é que o IQcivil não é obrigatório. de qualquer organismo público ou particular.: ele não sabe se é melhor colocar passarelas no ponto b ou a da rodovia. O que são essas audiências públicas? As audiências públicas são atos públicos necessários para que o MP colha junto à sociedade. pois o CF 129. e ninguém melhor que especialistas para dizer tanto. se a parte que se sentir prejudicada pelo segredo das investigações pode impetrar um MS – Mandado de Segurança contra o promotor. o judiciário pode.1981) O artigo 20 do CPP diz quando a autoridade policial pode decretar o segredo do inquérito. o inquérito civil é facultativo. com autorização prevista na lei da ADI. o segredo só pode ser decretada quando a publicidade puder prejudicar as investigações. inquérito civil. cabendo ao juiz requisitá-los. O MP tem muito mais atribuições dadas na lei orgânica. mas a que estamos vendo é so do MP que é a regulamentada pela resolução do MP. Para o professor essa corrente é a correta. isso nas hipóteses da sociedade.A 2ª característica é a natureza administrativa (não judicial). tem que haver uma fundamentação idônea. devemos Lê-la. pois o inquérito civil é privativo para tutela dos interesses meta individuais. A audiência pública não é só do MP. informações. Só em caráter excepcional ele irá decretar o sigilo. ou requisitar. o interessado poderá requerer às autoridades competentes as certidões e informações que julgar necessárias. A regra impõe a publicidade total do inquérito civil. certidões. Ex. hipótese em que a ação poderá ser proposta desacompanhada daqueles documentos. 2ª Característica / finalidade – servir de base para celebração de TAC Quando o MP investiga ele descobre coisas erradas. quando a publicidade puder prejudicar o segredo das investigações e ai ele pode decretar o sigilo. o qual não poderá ser inferior a 10 (dez) dias úteis. através da oitiva de cidadãos e especialistas. A 4ª característica como regra é público. e muitas vezes ele chama o investigado para colher informações. poderá ser negada certidão ou informação.: evitar que pessoa que será investigada esconda provas. A regra é a publicidade. A defensoria pública não pode instaurar IQcivil. no prazo que assinalar. A defensoria investiga pedindo informações. 8º Para instruir a inicial. essa audiência pública tem previsão na resolução nº 82/2012. sob sua presidência.4. tem controle disso? Sim. D. § único inciso IV da lei 8625/93 LOMP “que estabelece como atribuição do MP a realização de audiências Públicas”. haverá interesse da sociedade. Possibilidade de instauração para a tutela de direitos individuais. salvo no caso de existir condenação anterior. 3ª Característica / finalidade . O inquérito civil é vinculado a tutela dos direitos? duas posições: 1ª posição: Diz que não. Ex. O promotor tem que fazer motivação idônea para poder decretar o segredo das investigações.servir de base para realização de audiências públicas. Parágrafo único. a serem fornecidas no prazo de 15 (quinze) dias. para ouvir especialistas sobre assuntos específicos e auxiliar nas decisões. a autoridade policial não poderá mencionar quaisquer anotações referentes a instauração de inquérito contra os requerentes. exames ou perícias. mas deve ficar claro que existe audiência pública fora da atuação do MP. por meio do STF promover audiências públicas. § 1º O Ministério Público poderá instaurar. A autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade. por exemplo. A ideia de uma audiência pública é democratizar o processo coletivo. por exemplo. ele pode ser autoridade coatora no MS. ela pode até requisitar informações como qualquer outro legitimado. e muitas vezes a pessoa não tinha conhecimento sobre aquelas obrigações. Art. Finalidades do Inquérito Civil Os comentaristas da lei de ação civil pública costumam dizer que o IQ civil tem 3 finalidades: 1ª Característica / finalidade – Inquérito civil tem por finalidade colher provas. pois se o MP já tiver documentos suficientes / provas ele não irá determinar a instauração do inquérito. Se o MP já tiver elementos suficientes para propor a ação não é necessário a instauração do IQcivil pode ajuizá-lo diretamente.

ex.Provocar a ação de autoridade.028. Comunicação falsa de crime ou de contravenção Art. até mesmo pelo prejuízo que pode causar a instauração de um IQcivil para uma pessoa ainda que seja improcedente. pois isso pode dar ensejo a uma série de falsas acusações. C. Ela causa de per si um prejuízo muito particular para quem está sendo investigado. do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. se a imputação é de prática de contravenção. pois são considerados como tuteláveis por (. por cautela. a despeito de a CF não dizer. ele baixa uma portaria de oficio. Quando o promotor não tem segurança para instaurar o fato. a maioria entende que a representação apócrifa é válida. se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto. essa provocação pode ser uma representação escrita ou oral. 339.A pena é aumentada de sexta parte. mecanismos para contornar esse problema. 340 . e só o fato de a pessoa ser investigada não traz bons fluídos.detenção. para a proteção do patrimônio público e social. Essa segunda posição é melhor segundo o professor. por estar faltando polícia na cidade resolve investigar o fato e começa a investigar a partir desta portaria. de dois a oito anos. mas a maioria é anônima. Fases do Inquérito Civil (São 3 as fases) 5. Resolução 23 do CNMP. O professor está considerando os individuais homogêneos também.1 – 1ª Fase: da Instauração do Inquérito Civil A. arquivado posteriormente. O problema é por trás de uma representação apócrifa pode estar escondido um crime: Temos duas posições sobre a possibilidade da representação apócrifa: 1ª Posição: O STF não tem aceito a representação apócrifa sob o fundamento de que ela pode esconder o autor de denunciação caluniosa. ATENÇÃO: Representação Apócrifa esperase que quem representa represente pessoalmente.. instauração de investigação administrativa. inclusive para utilizar em concurso. e o grande problema é que como não se identifica quem é o representante não se consegue aplicar o artigo 339 do CP. 5. Art. contra a . de 2000) Pena . O fato é que o MP cause instaure abusivamente o IQcivil a parte pode reclamar com o chefe do Promotor. O segundo recurso contra instauração do Inquérito civil é pela via judicial. Promotor tem chefe administrativamente procurador da república do MPF e procurador geral de justiça do MP estadual. inclusive individual. ou multa.2.2. Como não se sabe quem está mentindo não se poderá punir quem mente. Entao ele faz uma investigação preliminar antes da instauração. comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado: Pena . mas por si só não pode sustentar uma acusação. É o que acontece na maioria das vezes. o primeiro mecanismo é de via administrativa: da decisão do promotor que determina a instauração do inquérito civil pode caber recurso para o Órgão Superior do MP.promover o inquérito civil e a ação civil pública. mas ai já causou o prejuízo. e ele é um procedimento extraordinário quando recebe uma representação apócrifa.” A primeira posição não pode para os individuais puramente individuais. então é por bem que o MP instaure antes uma investigação. então quando se tem uma instauração abusiva do inquérito civil existem 2 meios. Procedimento Preparatório de Inquérito Civil Ele tem por objetivo / escopo formar o préconvencimento da autoridade ministerial.tutela desses interesses III . se o promotor quiser investigar uma instituição que não atendeu apenas 1 criança. de processo judicial. Ele pode obrigar o promotor a investigar. Ex. Dar causa à instauração de investigação policial. 2ª forma: Requisição do Procurador Geral Fato é que o procurador geral tem poder de requisitar ao promotor a investigação. e multa..A pena é diminuída de metade. 2ª posição: defendida por Hugo Nigro Mazzili ele sustenta que o Inquérito civil serve para investigar qualquer lesão para o direito. Formas de Instauração Resolução 23 do CNMP. 3ª forma: Instauração por Representação (forma mais comum de instauração): Alguém representa / provoca o promotor de justiça. Instauração abusiva de inquérito civil.).reclusão. B. 2ª Posição: dizem que a representação apócrifa é válida para instaurar uma investigação. Existem 3 formas de instauração do Inquérito civil: 1ª forma: De Ofício O promotor de ofício instaura o Inquérito civil. imputando-lhe crime de que o sabe inocente: (Redação dada pela Lei nº 10. de um a seis meses. As posições são bem rachadas não tem majoritária. § 2º . ATENÇÃO: embora o STF entenda assim para concurso é a menor. o de verificar que a instauração foi abusiva. § 1º . que é o dispositivo que fala do crime de denunciação caluniosa.

quando cônjuge. vedado ao advogado pleitear no processo. imputando-lhe crime . Efeito da Instauração Artigo 26. até o terceiro grau. 135. Pois imagine um dano nacional quem poderia instaurar? Promotor extraterrestre? Por isso ele pode sim. do mesmo modo é pacífico o entendimento de que não é causa de impedimento do MP o fato dele também figurar como vítima no dano difuso. se ele for vítima do dano e beneficiário da ação.quando nele estiver postulando. aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa. consangüíneo ou afim.trinta dias.alguma das partes for credora ou devedora do juiz. e 135 do CPC. o seu cônjuge ou qualquer parente seu. Causas de impedimento e suspeição. porém. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I .quando for órgão de direção ou de administração de pessoa jurídica.a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente. D. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. coletivo. Impedimento e suspeição do MP É uniforme o entendimento de que aplica-se ao MP as regras do artigo 134. III . IV . consangüíneo ou afim. No momento em que o promotor instaura o procedimento para investigar a decadência fica obstada. parente. é. É crime de denunciação caluniosa por aquele que dá causa á instauração indevida e dolosa do Inquérito civil. Art. § 1° Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços. III .(Vetado).que conheceu em primeiro grau de jurisdição. para dizer que é abusiva. Dar causa à instauração de investigação policial. em linha reta.em que interveio como mandatário da parte. § 2° Obstam a decadência: I . e as pretensões individuais começam a decair. propaganda enganosa etc. donatário ou empregador de alguma das partes.receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo. ou subministrar meios para atender às despesas do litígio. ou prestou depoimento como testemunha. O MP pessoa física mora na cidade. IV . instauração de investigação administrativa.amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes. Art. É defeso ao juiz exercer as suas funções no processo contencioso ou voluntário: I . 134. de modo que só após que ele termine a investigação IQ e entenda pela não instauração de ação assim começa o prazo. II . inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz. VI . 339. e a autoridade coatora é o Promotor.interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes. neste caso não podemos dizer que o MP está impedido. na via administrativa. Parágrafo único.a instauração de inquérito civil. II . de seu cônjuge ou de parentes destes. II . ATENÇÃO: Da mesma maneira que é pacífico o entendimento que o MP atua é pacifico o entendimento de que atuam as causas de impedimento do 134 e 135 do CPC. writ adequado é o Mandado de segurança. oficiou como perito. E esse entendimento é interessante para a pessoa física. às vezes há um dano metaindividual que atinge toda a cidade. pois para ele enquanto houver investigação não prescreve 5. de alguma das partes. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis. mulher etc. de processo judicial.instauração do IQcivil. V . ou individual homogêneo. 1º Recurso contra instauração do Inquérito civil  é regulamentado pela Resolução 23 do CNMP.1 Instauração. Parágrafo único.: Ele está suspeito para investigar pai. a fim de criar o impedimento do juiz. tendo-lhe proferido sentença ou decisão. em linha reta ou. o impedimento só se verifica quando o advogado já estava exercendo o patrocínio da causa. na colateral. como advogado da parte. V . No caso do no IV. O 2º recurso é pela via judicial  Mandado de segurança  Coautor é o Promotor. Art. para atacar o IQcivil instaurado abusivamente. como um rio poluído ele bebe daquela água. em linha reta ou na colateral até o terceiro grau. até seu encerramento.noventa dias. funcionou como órgão do Ministério Público.2. Quando o promotor investiga obsta (=para) o prazo decadencial. III do CDC diz que o efeito automático da instauração do inquérito civil é obstar a decadência do direito à reparação do dano. Ex. §2º. quando: I . ou na linha colateral até o segundo grau. parte na causa. 26. Poderá ainda o juiz declarar-se suspeito por motivo íntimo. inclusive o promotor. O artigo 339 do CP Art. que deve ser transmitida de forma inequívoca. III . D. II .herdeiro presuntivo.de que for parte.

Sobre isso é uniforme o entendimento de que não tem. § 2º . Há então falso testemunho no IQ civil segundo o 342 do CP.2001) § 2o O fato deixa de ser punível se. de 28. Como o IQ civil é processo administrativo tem dever de dizer a verdade no IQ civil. por exemplo.268. e multa. ou em juízo arbitral: (Redação dada pela Lei nº 10. sob pena da prática do crime previsto no artigo 10 da lei de ação civil pública. tradutor ou intérprete em processo judicial. mas no inquérito civil se o investigado se calar o MP pode entender em desfavor e instaurar a ação. 342 .2001) Pena .8. o retardamento ou a omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil. O investigado é obrigado a depor? Não há como negar que o investigado não é obrigado a depor.O fato deixa de ser punível. Poderes do MP no âmbito do Inquérito civil (O promotor tem 3 gamas de poderes) O promotor tem poderes que a defensoria pública não tem.reclusão.268. inquérito policial. Instrução Lei 8625/1993 artigo 26 – LONMP A.reclusão. tradutor ou intérprete em processo judicial. antes da sentença.ORTN. e multa. antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito.As penas aumentam-se de um terço. 342. § 2º . O promotor de justiça pode ouvir quem ele quiser no IQcivil. por exemplo. punido com pena de reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos. pois o investigado desde que ele seja investigado não é obrigado a depor pelo PCP que veda a autoincriminação. ou negar ou calar a verdade como testemunha. o agente se retrata ou declara a verdade. já que a CF fala que à casa é asilo inviolável. pois o silêncio não pode ser interpretado em desfavor do investigado.reclusão.A pena é diminuída de metade. ou negar ou calar a verdade. inclusive de pessoas físicas. isso se você for o investigado você não é obrigado a depor. Constitui crime. ou administrativo. quando requisitados pelo Ministério Público.2. ou em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta. O MP pode ir em qualquer lugar repartição para investigar. há posição contrária é minoritária. § 1o As penas aumentam-se de um sexto a um terço. policial ou administrativo. a recusa. fato prejudicial a incolumidade. ou em juízo arbitral: Art. O 342 deixa isso claro.de que o sabe inocente: (Redação dada pela Lei nº 10.268. o máximo que ele poderá é presumir que ele agiu assim.Fazer afirmação falsa. 10. Obs. É uniforme que há exceção a esse poder de requisição de informações. de um a três anos. Não responder a uma requisição do MP a luz desse dispositivo é crime. § 3º .Se o crime é cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal: Pena . ou seja. agora se não for ele precisa de mandado. os dados telefônicos.A pena é aumentada de sexta parte. A briga surge quando se fala em dados bancários e dados fiscais. se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto. esse poder de vistoria e inspeção é apenas em órgãos públicos.(Redação dada pela Lei nº 10. e então precisa de um mandado para entrar em local privado. o agente se retrata ou declara a verdade. contador. 5. nos casos de sigilo constitucional o MP não tem poder de requisição. se. que ele é limitado nos casos de sigilo constitucionalmente previstos. de documentos e informações.8.2001) 3º Poder: requisição de qualquer entidade pública ou privada. pois para esses dois casos temos na doutrina 2 posições: 1ª posição Nelson Nery e Hugo Nigro Mazzili no sentido de que como o sigilo bancário tem . ou seja. O que o MP não pode requisitar diretamente. ele não pode quebrar sigilo telefônico. de 28. 2º Poder: Intimação para prestar depoimento sob pena de condução coercitiva. se o crime é praticado mediante suborno. então pode intimar as partes para ser ouvida na procuradoria. Ele pode intimar requisitar sob pena de condução coercitiva. 1º Poder: Poder de vistoria e inspeção. de dois a oito anos. mais multa de 10 (dez) a 1. perito. de 28. e multa. o MP pode mas não o juiz. de 2000) Pena . dados telefônicos.(Redação dada pela Lei nº 10. Fazer afirmação falsa. de 2 (dois) a 6 (seis) anos.: Há falso testemunho no inquérito civil? Artigo 342 do CP é o dispositivo que fala do crime de falso testemunho. se a imputação é de prática de contravenção.028. se o crime é praticado mediante suborno ou se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal. § 1º . como testemunha.000 (mil) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional . Falso testemunho ou falsa perícia Art.2. § 1º . por estar protegido pelo sigilo constitucional? O MP não pode requisitar diretamente. perito.8. mas o juiz não. os dados de correspondência. Art.

já que se consegue controlar os atos da administração pública. O conceito de patrimônio público é amplíssimo: bens e direitos da administração direta. Objeto da Ação popular: tutela preventiva – inibitória ou de remoção do ilícito. só com base nelas julgar procedente a ACP. 3) Rejeitar o arquivamento. então há 2 opções possíveis: 1ª. 5º.296.2. a legitimidade na ação civil pública é concorrente disjuntiva tem vários legitimados. eles não têm status constitucional de modo que o MP pode requisitar tais dados diretamente.Patrimônio público . Tal entendimento está superado pela jurisprudência. 2ª posição: STF e STJ Apesar de tais sigilos (bancário e fiscal) estarem explicitados em norma infraconstitucional ambos decorrem da garantia à intimidade. Enquanto que a popular somente tutela direitos difusos. significa dizer que o réu investigado pode trazer mais elementos para dizer que ele está certo ao pedir o arquivamento a outra parte pode trazer documentos afirmando que não deve arquivar etc. a ação popular integra em sentido lato o mecanismo de democracia direta. que tutela o direito público subjetivo ao governo honesto. Neste caso ele irá promover o arquivamento fundamentado do IQcivil. a prova colhida no IQC deve ser repetida judicialmente. indireta (inclusive sociedade de economia mista e empresa pública). bens e direitos de . ATENÇÃO: até a data do julgamento / sessão qualquer interessado pode se manifestar. Conclusão do Inquérito civil Promotor instaura IQcivil. é mais ou menos os mesmos fundamentos do inquérito policial. Contudo.Moralidade administrativa . a validade da prova extrajudicial se potencializa. (Vide Lei nº 9. de dados e das comunicações telefônicas. já no caso do Ministério Público Federal é a Câmara de Coordenação e Revisão – CCR. 2ª. quando entender que o promotor deixou de colher uma prova importante. Se mandasse para o mesmo estaria violando o livre convencimento do MP. autores mais modernos têm sustentando que se o MP permitir a colheita da prova no IQC em contraditório.é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas. Para o administrativista. Aula dia 28/06/2012 AÇÃO POPULAR GENERALIDADES Conceito de ação popular e natureza: é writ constitucional. XII . fazer perícias e etc. de modo que eles têm lastro constitucional (art. É momento da acusação. Exatamente pela falta de contraditório é que. Para Celso de Mello. XII da CF) e só podem ser quebrados pelo Judiciário. Pode o promotor concluir que não é caso de ajuizar a ação civil pública. a ação popular é mecanismo constitucional de controle popular da legalidade/lesividade dos atos em geral. entretanto.Patrimônio histórico-cultural. A ação civil pública tem objeto maior: tutela difusos e individual homogêneo. de 1996) Mesmo os adeptos da 2ª posição. 2) Converter o julgamento em diligência. não podendo o juiz. no último caso. Promotor chega a conclusão que o caso é de ajuizamento de ação de natureza coletiva. por ordem judicial.previsão na lei complementar 105/201. Esse órgão será encaminhado a um relator que designará uma sessão de julgamento. irá fazer o encaminhamento do IQcivil devidamente arquivado com os fundamentos para o órgão superior do MP. Se eventualmente for arquivado. chegando a sessão de julgamento o CSMP ou CCR tem 3 opções: 1) homologar o arquivamento. 5. sem intervenção do poder judiciário. Vale destacar que após a colheita da prova o promotor pode rever a anterior postura. salvo.Meio ambiente . b) Contraditório Em virtude da natureza investigativa do inquérito civil não há procedimento contraditório. Alguns poucos autores sustentam que a ação popular não pode ter natureza preventiva porque a CF fala em: atos lesivos. especialmente da administração pública. homologado. É ação de caráter cívico administrativo: para Hely Lopes Meirelles. especialmente por conta da ação popular ambiental (não há necessidade de esperar colocar fogo na floresta para que se entre com a ação popular).3. É um procedimento especial de legislação extravagante.. esses caras quando obviamente for homologada a atuação só prejudica a atuação do próprio MP. e o sigilo fiscal no artigo 198 do CTN. podendo até dispensar a sua repetição em juízo. são uníssonos uniformes no sentido da possibilidade do MP requisitar diretamente dados bancários e fiscais do poder público. e quando ele promove este arquivamento fundamentado ele no prazo de 3 dias. e quando ele vai fazer o arquivamento pelo órgão superior do MP o órgão no caso do MP Estadual é o CSMP.ou ressarcitória dos seguintes bens e direitos difusos: . nada impede a atuação de outros legitimados. Neste caso será nomeado outro promotor que irá atuar como “longa manus”. nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. com o investigado podendo ouvir testemunhas.

Assim. eleitor de 16 a 18 anos de idade poderá propor ação popular. alguns temperamentos: atenua-se o rigor de tal entendimento: em matéria ambiental.Posição Majoritária: é o conceito do artigo 7. O rol de ilegalidades do art2 da LAção popular não é taxativo. ação popular para defesa do consumidor: não cabe. de forma. não pode propor ação popular. Já moralidade administrativa é um padrão ético e de boa fé no trato com a coisa pública. mas é de presunção absoluta. Contra ato legislativo – leis. 4 e artigo 15 da CF: brasileiro nato poderá ter seus direitos suspensos mas não cassados. LEGITIMIDADE ATIVA Cidadão nato ou naturalizado. Pessoa jurídica. Ex. O meio ambiente e patrimônio histórico cultural é uma inovação. o MP pode assumir. entendeu-se que o rol é taxativo. entretanto. admite-se que a lesividade seja suposta para fins de permissão da tutela preventiva. Cabe contra atos ilegais e lesivos. Do mesmo modo. Se ninguém assumir a titularidade. tendo a ilegalidade como causa de pedir autônoma. transferir. É atrelado ao exercício dos direitos políticos ativos. Pela regra do artigo 4 da Lei de Ação Popular. É necessário estar quite com a justiça eleitoral para propor AP. Conceito de cidadão: qualquer pessoa da coletividade. É possível o ajuizamento de AP onde o eleitor não vota? Sim. resguardar. O vício gera nulidade. Pode ser violado não só pela Administração Pública. a lei que decreta a desapropriação). defende que em virtude do que consta no artigo 225 da CF pessoa jurídica poderia propor ação popular ambiental. Exceto nos casos de meio ambiente e patrimônio histórico cultural. creches). isto é.Posição Minoritária: o conceito de quitação é ter votado ou justificado/ pagado multa da última eleição . a consequência prática é que. A jurisprudência disse que quando há lesão a moral administrativa. Já em caso de ato lesivo. não bastando um ou outro. Exceto leis de efeitos concretos (é ato administrativo com “roupagem” de lei. na proporção do dinheiro público investido.725/Sp. Suspensão ou cassação dos direitos políticos artigo 12 parágrafo 1.Pessoas responsáveis pelo ato atacado . Ver nova Sumula 489 do STJ. inexistência de motivos e desvio de finalidade. há hipóteses em que a lesividade é legalmente presumida. A AP tutela direitos difusos. o título de eleitor é cancelado se a pessoa não votar/justificar ou pagar multa em três pleitos consecutivos. Se houver ação popular com superveniência da suspensão dos direitos políticos do autor. Cabe contra atos ilegais (a CF ao dizer ato ilegal quis dizer ato viciado). há duas teses: .Pessoa jurídica lesada . Doutrina minoritária. Exceto nos casos contra sentença homologatória de acordo (posição do STJ). Há. isto porque não é possível provar a lesividade da nomeação de parente que trabalhe bem em gabinete. Sobre o conceito de quitação. nos casos para defesa da moralidade o acolhimento da popular. Do mesmo modo. pela Súmula 365 do STF. em regra. Cabe ação popular contra ato administrativo (conceituado como toda manifestação de vontade praticada pelo poder público tendente a adquirir. entretanto. Prevalece o entendimento que o MP não pode propor ação popular. Cabe ação popular contra ato de particular? Em regra geral não. É lei que por si só já causa prejuízos. basta provar a ilegalidade pois a lesividade é in re ipsa: decorre do próprio fato. Há. extinguir ou declarar direitos)? Sim. LEGITIMIDADE E LITISCONSÓRCIO necessário PASSIVO . modificar. no objeto. Lei que cria município é lei de efeito concreto.somente para estrangeiros naturalizados que perderam sua nacionalidade. a ação popular ambiental é uma espécies de ação civil público cujo legitimado ativo é o cidadão.em regra não é cabível ação popular. independentemente da ocorrência de lesividade. parágrafo 3 do Código Eleitoral.206 MG) implicitamente o ministro Luiz Fux reconheceu legitimidade para propor ação popular. um precedente do STJ (Resp 700. Ex. a jurisprudência majoritária segue firme no entendimento de que para procedência da ação popular é necessário que o ato seja concomitantemente ilegal e lesivo.pessoas privadas subvencionadas pelo Poder Público. cujos titulares são indeterminados ou indetermináveis: há consequência prática de que não há vínculo de área. pelo princípio do interesse jurisdicional por conhecimento do mérito. mas também pelo particular. STJ no julgamento do recurso especial 818. Contra ato judicial não cabe. bem como o patrimônio de entidades privadas subvencionadas (ex. Pode-se atacar atos comissivos e omissivos. Para alguns autores. que é ato que viola um dos requisitos do Ato administrativo: vícios de competência. outros cidadãos serão convidados a assumir a titularidade ativa. embasada por Rosa Nery.

sem anular. a inversão prevista no CDC. igualmente. produzir prova e chegar na mesma fase em que estava antes quando suspendeu o processo. Artigo 7. . Suspende o processo. Litisconsórcio é simples.. manda citar o litisconsorte.Beneficiários diretos. REsp 879999/MA. inciso III da LAP: é a regra de legitimação passiva ulterior. Há.