COMPOSIÇÃO E ESTRUTURA DA ATMOSFERA

:

CONCEITO DE CLIMA E TEMPO : O tempo é caracterizado como as condições atmosféricas de um local em um determinado momento. O clima, por sua vez, é o conjunto de variações do tempo de um local, sendo classificado após longas observações dos fenômenos atmosféricos.

AS ESTAÇÕES DO ANO: As estações do ano acontecem por causa da inclinação da terra em relação ao sol. O movimento do nosso planeta em torno do sol, dura um ano. Esse movimento recebe o nome de translação e a sua principal conseqüência é a mudança das estações do ano. SOLSTÍCIO: destribuição desigual da radiação solar entre os hemisférios. EQUINÓCIO:distribuição equilibrada da radiação solar entre os hemisférios. AS DIFERENTES LATITUDES: A distribuição da radiação solar que chega a superfície terrestre é desigual por causa da esfericidade terrestre. + próximo do equador: menor latitude, maior temperatura + próximo dos pólos: maior latitude, menor temperatura. As linhas que ligam os pontos com a mesma temperatura são chamadas isotérmicas. A RELAÇÃO ENTRE PRESSÃO, TEMPERATURA E ALTITUDE: quanto menor a altitude, maior a pressão e temperatura e vice e versa.

A CONTINENTALIDADE, A MARITIMIDADE E A AMPLITUDE TÉRMICA: Amplitude térmica: diferença entre temperatura máxima e mínina. Continentalidade: são as áreas mais distantes do oceano, onde ocorre pouca troca de massas de ar com o oceano, apresentando alta amplitude térmica. Maritimidade: consiste na influência dos oceanos sobre o clima das áreas litorâneas decorrente da maior troca de ventos entre mar e região costeira. OS TIPOS DE PRECIPITAÇÃO:

MASSAS DE AR E FRENTES: Massa de ar é uma parcela extensa e espessa da atmosfera, com milhares de quilômetros quadrados de extensão, que apresenta características próprias de pressão, temperatura e umidade, determinadas pela região na qual se originam. Devido às diferenças de pressão, as massas de ar que compõem a atmosfera, estão em constante movimento. Os deslocamentos dessas massas ocorrem de uma área de alta pressão (Baixa temperatura e alta densidade) para uma área de baixa pressão (Temperatura alta e densidade baixa), por causa da diferença de temperatura atmosférica, que produz uma diferença de densidade resultando em uma diferença de pressão. Uma massa de ar pode ser entendida como uma grande porção da atmosfera que se desloca sobre a superfície terrestre carregando parte das características da região onde se originara, como a temperatura e a umidade. Existem grandes extensões da superfície terrestre que têm características semelhantes,como,por exemplo, as regiões polares,desérticas,as vastidões marítimas quentes ou frias, etc. As frentes são áreas de contato entre duas massas de ar.

TIPOS DE CLIMA DO MUNDO:

TIPOS DE CLIMA DO BRASIL:

AS CORRENTES MARINHAS E O CLIMA: As correntes marinhas quentes, por exemplo, favorecem a evaporação da água do mar, estabelecendo um clima ameno e chuvoso, enquanto que as frias originam climas rudes, isto é, secos e sem chuvas. 1) As Correntes das Guianas e do Brasil, aliadas a outros fatores, permitem um clima úmido e chuvoso nas regiões setentrional (norte/nordeste) e oriental (leste) do Brasil, respectivamente; 2) As Correntes marinhas frias do Labrador e de Benguela, por outro lado, impedem a evaporação da água do mar e, são responsáveis pela formação de desertos como o de Atacama (Chile) e o de Kalahari (Namíbia - África), também, respectivamente. EL NINÕ E LA NINÃ: El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical, e que pode afetar o clima regional e global, mudando os padrões de vento a nível mundial, e afetando assim, os regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias.

La Niña representa um fenômeno oceânico-atmosférico com características opostas ao EL Niño, e que caracteriza-se por um esfriamento anormal nas águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical. Alguns dos impactos de La Niña tendem a ser opostos aos de El Niño, mas nem sempre uma região afetada pelo El Niño apresenta impactos significativos no tempo e clima devido à La Niña.

AQUECIMENTO GLOBAL: Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc), na atmosfera. Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infra-vermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor. O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas conseqüências em nível global. Consequências do aquecimento global : Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas; Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas do planeta Terra; Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas; Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas tem sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças. Protocolo de Kyoto: Este protocolo é um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país. O BURACO NA CAMADA DE OZÔNIO: A camada de ozônio bloqueia a passagem dos raios ultravioleta, que são prejudiciais para seres humanos, animais e plantas. Após o buraco ter sido descoberto, em 1986, vários acordos internacionais foram fechados para eliminar os químicos que destruíam a camada de ozônio, os clorofluorcarbonetos, ou CFCs.A produção destes químicos foi restrita pelo Protocolo de Montreal, que entrou em vigor em 1987 e é considerado um sucesso.Porém, os químicos utilizados para substituir os CFCs também não são benignos e acredita-se que contribuam bastante para o aquecimento global.

A POLUIÇÃO DO AR E INVERSÃO TÉRMICA: Nos grandes centros urbanos tem-se o problema da excessiva poluição atmosférica. No verão o ar aquecido tende a ascender, contribuindo para a dispersão de poluentes. No inverno ocorre a inversão térmica, o ar mais frio fica sobre a superfície e aprisiona os poluentes, agravando a poluição.

A CHUVA ÁCIDA: A chuva ácida é uma das principais conseqüências da poluição do ar. As queimas de carvão ou de petróleo liberam resíduos gasosos, como óxidos de nitrogênio e de enxofre. A reação dessas substâncias com a água, forma ácido nítrico e ácido sulfúrico, presentes nas precipitações de chuva ácida. Os poluentes do ar são carregados pelos ventos e viajam milhares de quilômetros; assim, as chuvas ácidas podem cair a grandes distâncias das fontes poluidoras, prejudicando outros países. O solo se empobrece, a vegetação fica comprometida. A acidificação prejudica os organismos em rios e lagoas, comprometendo a pesca. Monumentos de mármore são corroído, aos poucos, pela chuva ácida. A ILHA DE CALOR NAS METRÓPOLES: As ilhas de calor ocorrem principalmente devido a maior capacidade de absorção de calor das estruturas presentes nas zonas urbanas, como o asfalto, concreto e outros. Consiste também em parcelas de ar com temperaturas mais elevadas que formam sobre os centros das grandes cidades.

TRABALHO DE GEOGRAFIA

LETÍCIA CETRA FRANCO DA ROCHA Número: 27