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DIREITO PENAL

PARTE GERAL

TÍTULO II DO CRIME (ART. 13 AO 25) TÍTULO III DA IMPUTABILIDADE PENAL (ART. 26 AO 28) TÍTULO IV DO CONCURSO DE PESSOAS (ART. 29 AO 31)

Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. iniciada a execução. por ato voluntário do agente.O agente que.Salvo disposição em contrário. por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto. c) com seu comportamento anterior. Crime culposo II .A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado.tentado. proteção ou vigilância. só responde pelos atos já praticados.Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. Pena de tentativa Parágrafo único .TÍTULO II DO CRIME Relação de causalidade Art. por si só. voluntariamente. imputam-se a quem os praticou. entretanto. Desistência voluntária e arrependimento eficaz Art. quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal. Crime impossível Art.doloso. de que depende a existência do crime.consumado. b) de outra forma. Superveniência de causa independente § 1º . 14 . O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado. . produziu o resultado.O resultado. desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza. não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. os fatos anteriores. criou o risco da ocorrência do resultado. pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado.Diz-se o crime: Crime consumado I . é impossível consumar-se o crime. quando. até o recebimento da denúncia ou da queixa. reparado o dano ou restituída a coisa. a pena será reduzida de um a dois terços. somente é imputável a quem lhe deu causa.A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando. 16 . Tentativa II .Diz-se o crime: Crime doloso I .Não se pune a tentativa quando. 13 . assumiu a responsabilidade de impedir o resultado. negligência ou imperícia. Relevância da omissão § 2º . diminuída de um a dois terços. Art. 18 . Art. Arrependimento posterior Art. 15 . quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo. quando o agente deu causa ao resultado por imprudência.culposo. 17 .

se existisse.em legítima defesa. senão quando o pratica dolosamente. supõe situação de fato que. ninguém pode ser punido por fato previsto como crime.O desconhecimento da lei é inescusável. Estado de necessidade Art. em qualquer das hipóteses deste artigo.Responde pelo crime o terceiro que determina o erro. Excesso punível Parágrafo único . as condições ou qualidades da vítima. Erro sobre a ilicitude do fato Art. ter ou atingir essa consciência.Salvo os casos expressos em lei. Erro sobre elementos do tipo Art.O agente.em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente. Agravação pelo resultado Art. 19 . 20 . se previsto em lei. Descriminantes putativas § 1º . que não provocou por sua vontade. não era razoável exigir-se. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. cujo sacrifício.Pelo resultado que agrava especialmente a pena. Erro determinado por terceiro § 2º . nas circunstâncias. direito próprio ou alheio. Exclusão de ilicitude Art. mas permite a punição por crime culposo. 24 . responderá pelo excesso doloso ou culposo. II . Não se consideram.Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual. senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. III . se evitável. 22 . Erro sobre a pessoa § 3º . não manifestamente ilegal. nas circunstâncias. 23 . tornaria a ação legítima.em estado de necessidade. Parágrafo único . por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. poderá diminuí-la de um sexto a um terço.O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. só é punível o autor da coação ou da ordem. 21 .Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem. Coação irresistível e obediência hierárquica Art.Não há crime quando o agente pratica o fato: I . se inevitável.Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato. de superior hierárquico. isenta de pena. neste caso. nem podia de outro modo evitar. quando lhe era possível. .O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo.Parágrafo único .É isento de pena quem. O erro sobre a ilicitude do fato.

Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. ao tempo da ação ou da omissão.A pena pode ser reduzida de um a dois terços. Redução de pena Parágrafo único . ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial.Não excluem a imputabilidade penal: I . Emoção e paixão Art. 28 . usando moderadamente dos meios necessários.a emoção ou a paixão. § 1º . não possuía. voluntária ou culposa. por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado. a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. TÍTULO III DA IMPUTABILIDADE PENAL Inimputáveis Art. § 2º .A pena pode ser reduzida de um a dois terços. se o agente. era.§ 1º . atual ou iminente. . a pena poderá ser reduzida de um a dois terços. por embriaguez completa.Entende-se em legítima defesa quem. Menores de dezoito anos Art.Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado.É isento de pena o agente que. 25 . em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 26 .a embriaguez. ao tempo da ação ou da omissão. proveniente de caso fortuito ou força maior. Legítima defesa Art. Embriaguez II .Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis. pelo álcool ou substância de efeitos análogos. § 2º .É isento de pena o agente que. era. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. repele injusta agressão. por embriaguez. se o agente. a direito seu ou de outrem. ao tempo da ação ou da omissão. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 27 . proveniente de caso fortuito ou força maior.

salvo quando elementares do crime. § 2º . concorre para o crime incide nas penas a este cominadas.TÍTULO IV DO CONCURSO DE PESSOAS Regras comuns às penas privativas de liberdade Art. Circunstâncias incomunicáveis Art.Quem. a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. essa pena será aumentada até metade. salvo disposição expressa em contrário. Casos de impunibilidade Art. 29 .Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal. 31 . na medida de sua culpabilidade. . § 1º . de qualquer modo. 30 . não são puníveis. a determinação ou instigação e o auxílio.O ajuste. pelo menos.Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave. se o crime não chega. ser-lhe-á aplicada a pena deste.Se a participação for de menor importância. a ser tentado. na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave.