You are on page 1of 17

PROCESSO CIVIL CONHECIMENTO

Da formação, suspensão e extinção do processo

1. Formação: em linhas gerais, a formação do processo deve ser analisada sob a ótica de ambas as partes na demanda. Sob a ótica do autor, o processo se inicia com o despacho do magistrado recebendo a petição inicial ou ainda, nas comarcas que contêm mais de um juízo competente, com a distribuição da petição inicial (art. 263 do CPC), peça esta que deverá atender objetivamente os requisitos dos arts. 282 e 283 do CPC. A regra é que a distribuição das ações seja feita livremente através de sorteio, sendo somente excluído dele aqueles juízes que previamente tenham declarado seu impedimento ou suspeição para aquele determinado tipo de ações que está sendo distribuída (arts. 134 e 135 do CPC). Inobstante a tais regras, importante ainda lembrar que as ações podem também ser distribuídas por dependência a um determinado juízo, diante da existência de algum vínculo preexistente do processo (art. 253 do CPC): a) Conexão ou continência de causas (arts. 103 e 104 CPC); b) Desistência anterior de processo idêntico; c) Ajuizamento pelas partes de ações idênticas. Constatada a regularidade da inicial, o juiz ordenará a citação do réu e o processo terá regular seguimento; caso exista qualquer vício em relação aos requerimentos formulados, o juiz poderá determinar a emenda da petição inicial no prazo de até 10 dias (art. 284 do

CPC), ou determinar seu indeferimento (art. 295 do CPC). Sob a ótica do réu, o processo estará devidamente formado quando constituída a relação jurídica processual através da citação válida (art. 219 do CPC). 1.1. Suspensão: o Código relaciona nos incisos do art. 265 do CPC, as causas de suspensão do processo, sendo que as principais causas dizem respeito à incapacidade ou morte das partes e seus advogados, da apresentação de exceções, por motivo de força maior ou convenção das partes, pelas férias forenses, ou por determinadas questões prejudiciais, como p. ex., o incidente de falsidade documental. Com o processo suspenso, é vedada a prática de atos processuais, exceto os considerados urgentes (art. 266 do CPC). Da mesma maneira, os prazos ficam suspensos e somente retomarão seu curso pelo tempo remanescente após determinação específica do juízo, com a intimação da parte para impulsioná-lo. Assim, temos como casos de suspensão do processo: a) Perda da Capacidade ou Morte da Parte ou do Advogado: o processo fica suspenso até que seja integrada a capacidade da parte, ou, no caso de óbito, da parte até a regular habilitação do espólio ou dos herdeiros (art. 43 do CPC). Exceção a essa regra existe se o direito em litígio for de natureza personalíssima (por exemplo, divórcio), quando então o processo será extinto. No caso especifico de falecimento do advogado, o juiz suspenderá o processo e determinará a intimação da parte para a constituição de um novo patrono em 20 dias. Se o autor não constituir novo advogado no prazo legal, há a extinção do processo sem

julgamento do mérito. Se o réu não constituir novo advogado é imposta a decretação da revelia. (art. 265, § 2º, do CPC); b) Convenção das partes: a convenção de ambas as partes pode suspender o processo por, até no máximo, 6 meses. Importante anotar que a suspensão pela convenção das partes não interrompe os prazos peremptórios, como o prazo para apresentação de defesa do réu; c) Oferecimento de exceções processuais: as exceções são espécies de defesa do réu contra o respectivo órgão jurisdicional que preside o julgamento do processo (art. 304 do CPC). Essas defesas tendem a discutir a incompetência do juízo (art. 112 do CPC), a suspeição do juiz (art. 135 do CPC) ou, ainda, seu impedimento (art. 134 do CPC) para julgar o processo; d) Existência de questões prejudiciais: essas questões prejudiciais são questões impeditivas do julgamento da demanda, posto que influenciam no respectivo julgamento do mérito e sem sua regular decisão o processo em apreço não poderá ser julgado. Nessas hipóteses, o período de suspensão não poderá exceder um ano. Findo o prazo, prossegue-se o processo (art. 265, § 5º, do CPC); e) Por Motivo de Força Maior: trata-se de um evento inevitável e imprevisível que impede a realização do ato processual, como o alagamento, incêndio no fórum, falta de luz, etc...; f) Nos demais casos regulados pelo Código: o CPC apresenta ainda outros casos de suspensão do processo, como por exemplo nas hipóteses de instau-

1

ao passo que a primeira. § 4º. depois a nulidade do feito e sua consequente extinção. incidente de falsidade documental (art. a litispendência é a situação gerada pela instauração da relação processual idêntica em juízo (mesmas partes.ração das respectivas intervenções de terceiros (arts. A extinção do processo por ausência de uma das condições da ação não faz coisa julgada material. d) Perempção. a coisa julgada .trata-se de ações fundadas em direito personalíssimo. porque não podem existir para que o processo seja válido. e. decadência ou prescrição. como. por exemplo. etc. Diante dessas hipóteses. conforme o caso. A perempção é a perda do direito de demandar daquele que. inadequação do procedimento ou ausência de emenda da inicial. do processo. só se consuma a desistência se o réu consentir (art. A desistência distingue-se da renúncia. 791. deverá a parte interessada apontá-la no primeiro momento em que falar nos autos para levar a extinção do processo sem julgamento do mérito.1. por consequência.é a imutabilidade da decisão que ocorre depois de esgotados todos os recursos e que impede o conhecimento repetido da lide pelo judiciário. Se o réu é revel a desistência não depende da manifestação ou concordância do réu (não contestou . Extinção do processo sem resolução de mérito: encontra-se relacionada junto ao art. do CPC. que a lei atribui o caráter personalíssimo à iniciativa da ação. é admissível a repetição da ação desde que se corrija o defeito que levou à extinção. a ação de revogação de doação por ingratidão do donatário. pressupondo anterior tentativa de correção do vício ou ainda que o defeito seja insuprível. apenas a ação. f) Convenção de Arbitragem . por três vezes. 60.2.. sendo certo que. ou quando o autor não promover os atos e diligências que lhe competiam por mais de 30 dias. 295 do CPC. como por exemplo. 72 e 79 do CPC). porém. como por exemplo. a decisão não resolve a lide. antes de extinguir o processo. São os chamados pressupostos objetivos negativos. extingue-se também o processo como consequência. que a extinção somente ocorre se não for possível a preservação.as hipóteses previstas são impeditivas da constituição e desenvolvimento regular do processo. em tais casos. não há óbice em que o autor intente novamente a ação (art. que pessoas capazes de contratar podem fazer em matéria de direitos patrimoniais disponíveis. marcando o juiz prazo para que seja sanado o defeito. i) Confusão . Nos demais casos. e) Ausência de condições da ação . Leva a perda do objeto da ação e. g) Desistência da ação .se o autor desistir da ação. portanto admite posterior reiteração da demanda (art. 1. A morte do autor ou do réu ou de qualquer um deles. formal. do CPC).a confusão extingue a obrigação quando na mesma pessoa se confundem as qualidades de credor e devedor. ausência de bens na execução (art. em qualquer tempo e em qualquer grau de jurisdição. novamente. III. do CPC). litispendência e coisa julgada . solene e escrito. Esta extinção pode se dar por: a) Indeferimento da inicial . Extinção do processo: a extinção do processo nada mais é do que o ponto final colocado junto ao conflito de interesses pela Jurisdição. 267.ocorre nas situações elencadas junto ao art. com fundamento no art. Caso esta convenção tenha sido estabelecida para o litígio específico.o compromisso arbitral é o acordo. salvo nas hipóteses do inciso V.2. submetendo as questões relativas a esses direitos a árbitros não pertencentes ao Poder Judiciário.desinteresse). Embargos de Terceiro (art. 267. do CPC). 1052 do CPC). 560 do CC. a sua extinção. não pode acarretar desde logo a extinção do processo. O juiz conhecerá de ofício. Logo. provocando a extinção do processo. interesse de agir e possibilidade jurídica do pedido. parágrafo único.tal situação ocorre quando as partes negligenciam sua atividade processual e o deixam parado por mais de um ano. o pátrio poder. que poderá. o direito a alimentos. não transmite o direito que se funda a ação e. o direito à separação judicial. permitindo o prosseguimento pelos sucessores. V e VI. porque ninguém pode nele prosseguir. admitindo nossa lei processual duas formas: 1. 267 do CPC. mesma causa de pedir e mesmo pedido). 158. ser intentada. IV. 268 do CPC). ainda que parcial. desde que sanado o vício e pagas as despesas do processo anterior extinto. portanto. sob pena de nulidade. Há casos. A desistência só produz efeitos depois de homologada por sentença . não transmite a ação. 64.. A desistência até a citação do réu é ato unilateral do autor e produzirá efeito extintivo do processo independe de manifestação do réu..falta de pressuposto processual. Conclui-se. b) Abandono da causa . as hipóteses previstas no art. As 2 . se nele nada puder ser preservado (art. III. o juiz deve determinar a intimação pessoal da parte para que dê regular andamento ao feito. deu causa à extinção do processo por abandono. 267. 282/283 do mesmo Códex. a decadência. porque esta atinge o próprio direito discutido.as condições da ação podem ser enumeradas como legitimidade de parte. 13 do CPC). por conseguinte. salvo a ocorrência de fato superveniente impeditivo. diante da ausência dos requisitos legais previstos junto aos arts. conforme preceitua o art. do CPC.(art. Após a manifestação. 394 do CPC). 268 do CPC). c) Ausência de pressupostos processuais . Ex: a incapacidade das partes provoca inicialmente a suspensão do processo. h) Intransmissibilidade da ação . etc. ou ainda nos casos de ausência de condições da ação ou de pressupostos processuais.

Ainda que exista concordância do réu para com essa alteração. Entretanto. como ato formal que é. A prescrição pode ser entendida como a perda do direito de ação pelo seu não exercício em seu tempo oportuno no prazo estabelecido pela lei. tornando o fato incontroverso. ou porque é incapaz.o juiz aborda a lide e aplica o direito ao caso concreto. Esta extinção pode se dar por: a) Acolhimento ou rejeição do pedido mediato . após isso. ou porque o direito não comporta esse tipo de manifestação de vontade. até mesmo. 264. e) Renúncia . a petição inicial somente poderá ser alterada até a decisão de saneamento do processo (art. Em tais casos. é a perda do próprio direito material pelo seu não exercício no prazo legal. atribuindo também um valor à causa. ou quando suspeitar que a parte atribuiu valor diminuto para tentar fraudar as custas processuais de distribuição. § 5º. Difere da confissão. A confissão não resulta necessariamente em sentença de mérito favorável ao autor. a decisão resolve a lide. aliado ao fato de naquele juízo específico já existir decisão 3 . perante a Lei Civil. 219. 1. Caso a petição inicial não atenda as regras expostas. d) Prescrição e decadência . pois é quem tem interesse em se desvincular do processo. não se consulta a parte contrária para se ver de sua concordância ou não. Da petição inicial: a petição inicial é o ato formal do autor que introduz a causa em juízo. prosseguindo o processo. mas sempre a sentença terá a natureza de sentença de mérito. do CPC). ressalvada as hipóteses em que a parte detém por força de lei capacidade postulatória. pode dispensar a produção das demais provas. de oficio pelo juiz ao despachar a inicial (art. § 2º. o autor deve também indicar as provas que pretende produzir para demonstrar a verdade dos fatos alegados e requerer especificamente a citação do réu. Importante ainda mencionar a figura do julgamento improcedente liminar nas demandas repetitivas (art. nos casos de matéria somente de direito. 284 do CPC). 348 do CPC). além de não conter os vícios do art. c) Transação . LINK ACADÊMICO 1 DA PETIÇÃO INICIAL E DO PEDIDO 1.demais dependem de provocação. 296 do CPC). pois esta consiste no reconhecimento de fatos desfavoráveis ao confitente e favoráveis à parte contrária (art. 261 do CPC). 282 do CPC e vir acompanhada dos documentos considerados indispensáveis à sua propositura (art. nas causas de valor de até 20 salários mínimos (Lei nº 9. Este não admitirá o reconhecimento somente no caso de não ter o réu possibilidade. o mesmo é remetido ao Tribunal para julgamento do recurso. do CPC).2. É um elemento de prova que. passa a alteração a depender de sua expressa anuência. Deve ainda a petição inicial relatar os fatos e os fundamentos jurídicos do pedido e o pedido com as suas devidas especificações. o que.o reconhecimento jurídico do pedido é a submissão do réu à pretensão material formulada pelo autor.a prescrição ou a decadência podem ser reconhecidas. possibilitando ao juiz o exercício de um juízo de retratação num prazo de 48 horas. 331.099/95). 258 e 259 do CPC. A petição inicial poderá ser alterada pelo autor até a regular citação do réu e. 295 do CPC. Frise-se que todas as causas devem ter um valor a ser fixado segundo as normas dos arts.245/91). parágrafo único cc art. com a consequente condenação do autor nas despesas e honorários de advogado. como por exemplo na Justiça do Trabalho ou nos Juizados Especiais Cíveis. por sua vez. Por fim. uma vez ser ato de ordem unilateral do autor pelo qual abre mão de seu direito material. não sendo realizado acarretará seu indeferimento pelas hipóteses previstas no art. Caso a retratação seja feita o processo tem seguimento regular. se o direito é irrenunciável. por não produzir efeitos no plano do direito material. É uma forma de autocomposição. a fim de analisar uma eventual reconsideração desse indeferimento (art. Caso réu não concorde com o valor atribuído à causa o mesmo poderá impugnar este em peça autônoma por meio de um incidente denominado impugnação do valor da causa (art. de fazer essa aceitação que importa em transigência. Aceita. deve ser elaborada de forma escrita e por advogado. não será acolhida pelo juiz. sob pena de ser indeferida. após a regular manifestação do réu ou. o juiz pode mandar corrigir de ofício o valor da causa quando for fixado em desacordo com a lei. 285-A do CPC).a transação pode ser espontânea ou provocada pelo convite à conciliação. Deve conter os requisitos do art. desde logo. que desafia recurso de apelação no prazo de 15 dias. em geral do réu. b) Reconhecimento jurídico do pedido . Via de regra. Extinção do processo com resolução de mérito: elenca o art. no sistema do Código. a mesma poderá ser emendada no prazo de 10 dias (art. 283 do CPC). o juiz profere sentença de mérito. 269 do CPC as hipóteses de extinção do processo com resolução do mérito. 295 do mesmo Código. após a dilação probatória. Excepcionalmente. ou ainda segundo os valores atribuídos pela legislação especial (como por exemplo na Lei do Inquilinato para as ações de Despejo .na renúncia. colocando um ponto final no conflito de interesses deduzido em juízo com força imutável e definitiva. na qual as partes resolvem o litígio e o extinguem no plano do direito material.2. a manifestação de vontade é ineficaz e. A decadência.Lei nº 8. conforme as circunstâncias. uma vez que ao juiz compete velar pela regularidade procedimental. A decisão que indefere a petição inicial é uma sentença. Caso contrário.

do CPC). mas não material. que o juiz seja competente para julgar os pedidos e que seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento (art. 288. regra geral. a decisão fará coisa julgada formal.899/81). que pode ser definida. assemelhando-se a situação em apreço aquela do indeferimento da petição inicial (art. declaratória. pedindo que o juiz conheça de um posterior em não podendo acolher o anterior. (art. porém. sendo proibida a alteração após o saneamento do processo . não fazer ou entrega de coisa. podendo ser modificado pelo autor. em síntese. a doutrina anota que o pedido por ser simples (o principal e único) ou complexos (que abrangem mais de uma pretensão). devendo em ambas as hipóteses determinar a citação do réu para constituir a relação jurídica processual válida e assim ter curso o feito. mas. Só se cumprirá ou um ou outro. ou ainda em petição simples avulsa. e do pedido mediato (é o benefício. o pedido é propriamente o provimento jurisdicional buscado pela parte junto ao Estado-Juiz. deve ser composto pela obtenção de uma tutela jurisdicional especifica e os consequentes efeitos práticos do julgamento. Assim. o autor deverá empregar o procedimento ordinário caso haja interesse na cumulação. podemos afirmar que a causa de pedir é constituída pelos elementos remotos (narração dos fatos) e próximos (fundamentação jurídica). § 2º. o pedido fornecido na inicial é imutável. d) Alternativos: quando. IV cc art.. §1º. LINK ACADÊMICO 2 DA TUTELA ANTECIPADA Em linhas gerais consiste no adiantamento do pedido inicial (ou dos efeitos da sentença).art. do CPC) ou reconsiderar seu julgamento (art.: adoção e destituição de pátrio poder. A cumulação de pedidos. 285-A. Os complexos subdividem-se em: a) Cumulativos propriamente ditos: são aqueles em que há uma soma de pretensões. sendo facultado ao juiz. seja pela citação do réu para apresentação de contrarazões de apelação. No que tange à sua classificação. 145/28). 472 do CPC. seja na própria inicial. Para concessão da tutela antecipada devem estar presentes na situação deduzida em 4 . por exemplo. 292. se não obtiver a conduta desejada. Do pedido: em linhas gerais. 267. constitutiva ou mesmo a providência executiva. manter a sentença (art. e em não podendo o juiz acolher o pedido principal passa a examinar o sucessivo. constituindose em verdadeira coação sobre o de- vedor para que respeite a decisão judicial.judicial de total improcedência em processo semelhante (pretensão que já tenha sido controvertida em outro processo e julgada improcedente pelo mesmo juízo). como regra geral. do CPC). que deve ser pleiteada nos próprios autos do processo de conhecimento. apenas alterando o nome e a qualificação das partes. 264. O pedido da inicial. 2. uma vez que juízo já possui posição firmada quanto à pretensão deduzida. 285-A. a qualquer momento do processo. § 1º. c) Sucessivos: o código denomina o pedido subsidiário de sucessivo. prestações periódicas vincendas (art. 252 do CC e art. após esta. uma vez que a ausência do réu ao processo ofende o art.. como por exemplo. sendo facultado ao magistrado a reproduzir a sentença anteriormente prolatada. pede-se a prática por terceiro se a obrigação é fungível ou a conversão em perdas e danos se a obrigação é infungível. o que gera respectivamente as definições de causa de pedir próxima e remota. Ex. Caso o autor se mantenha inerte. contra o sujeito passivo da relação jurídica processual. cautelar ou preventiva). Havendo um tipo de procedimento para cada pedido. ou até mesmo de pedidos implícitos cuja falta de formulação não prejudica sua apreciação pelo juiz. Ex: Separação Judicial cc Alimentos. pela natureza da obrigação. Caso o juiz entenda necessário em relação às circunstâncias da causa. nos casos de obrigação de fazer ou não fazer. o devedor puder cumprir a prestação de mais de um modo. situação esta que podemos definir através da formalização junto à petição inicial do pedido imediato (é o tipo de providência jurisdicional pretendida: sentença condenatória. o bem jurídico de direito material que se pretende seja tutelado pela sentença . 20 do CPC). sendo. Caso o autor pretenda recorrer. lícita a formulação de pedidos genéricos nas hipóteses dos incisos I.bem material ou imaterial pretendido). seja pela citação do réu para apresentação de contestação. Assim. poderá fixar essa multa cominatória de oficio. O CPC determina que os pedidos devem ser certos e determinados. honorários advocatícios (art. correção monetária sobre o valor da condenação (Lei nº 6. um ou outro pode ser concedido autonomamente. como o fato jurídico que o autor coloca como fundamento de sua demanda. 461 do CPC). com força de execução se necessário. entende-se. parágrafo único. parágrafo único. b) Subsidiário: quando o autor formula um principal. somente até a citação do réu e. (JTJ 165/11. De regra. como sucessivo o pedido que é feito cumulativamente com um primeiro. Esse pedido encontrase devidamente lastreado em uma Causa de Pedir (ou Causa Petendi). como por exemplo. do CPC. 286 do CPC. 290 do CPC). do CPC). 295 do CPC). no caso de Dano Moral. II e III do art. é permitida desde que os pedidos sejam compatíveis entre si. (art. e) Cominatórios: pedido para que seja imposta uma penalidade a parte que deixar de cumprir a ordem judicial emanada em relação a uma obrigação de fazer. Porém. o pedido principal é o da prática do ato ou abstenção de fato. poderá fazê-lo através de Apelação. etc. apenas com o consentimento do demandado.

deve o juiz conseguir restabelecer a situação fática (ou pelo menos os efeitos dela decorrentes) antes da propositura da demanda. e 461-A. um juízo que é formado quando ainda não foi realizado plenamente o contraditório em primeiro grau de jurisdição. “a título de antecipação de tutela. que possa colocar-se. c) A credibilidade. a alienação da coisa litigiosa não altera a legitimidade das partes. salvo se por qualquer razão. A efetivação da tutela antecipada observará.é um fato processual da existência de um processo em andamento. tal exigência que a tutela antecipada não pode ser concedida de ofício pelo juiz. a execução da sentença vai alcançar a coisa. Diante de seu caráter de provisoriedade. b) Induzir litispendência . LINK ACADÊMICO 3 DA CITAÇÃO DO RÉU 1. § 3º. fazendo referência a uma modalidade de prova. deve ser rejeitado (art. por exemplo. anulando consequentemente todos os atos que se seguirem (art. 273 do CPC a tutela antecipada NÃO poderá ser concedida. em caso de improcedência da ação. Por fim. e d) A própria urgência (a este respeito ver Luiz Guilherme Marinoni.quando o bem material sobre o qual litigam as partes é coisa infungível. § 3º cc art. a tutela antecipada pode ser concedida a qualquer tempo (ou seja. requerer providência de natureza cautelar. A chamada “prova inequívoca”. 273. do CPC). no que couber e conforme sua natureza. de modo que a falta de alguma de suas formalidades legais a torna nula. ex.significa a fixação de competência de um juízo em face de outros juízos que também seriam em tese competentes.2. A “verossimilhança” a ser exigida pelo julgador deve sempre considerar: a) O valor do bem jurídico ameaçado de lesão. §6º. Melhor explicando: o legislador pretendeu deixar claro que o juiz somente deve conceder este tipo de tutela antecipatória quando for provável que aquele que a postula obterá um resultado final favorável. em qualquer grau de jurisdição. de acordo com as regras de experiência. testemunhal e pericial. ambos do CPC). f) Reversibilidade do provimento jurisdicional. o comparecimento espontâneo do réu. ainda que a situação preencha todos os requisitos delimitados pelo art.pp. as normas referentes à execução provisória previstas nos arts. poderá ser concedida posteriormente quando surgir. Caso isso não seja possível. quando presentes os respectivos pressupostos. supre a falta de citação (art. do CPC).. O efeito negativo da litispendência. a qualquer tempo. ou parcela deles. portanto. Além dessa hipótese. vale deixar consignado que havendo perigo de irreversibilidade. 214 do CPC). 273 do CPC faz referência à prova inequívoca. 475-O. b) A dificuldade de se provar a alegação. situação que tem apenas ligação com o fato de que o juiz tem. que o juiz pode conhecer de ofício. V. Por sua vez. ainda que em mãos de 5 . 273. do CPC (art. nesse caso. Assim. a proibição de existir ação idêntica é matéria de ordem pública. 461.002. do CPC). ressaltando.juízo os requisitos específicos do art. 219 do CPC). a saber:a) Prova inequívoca do alegado. como é óbvio. Em se tratando de concessão por ordem liminar ou sua denegação da mesma forma. salientando ainda hipótese legislativa expressa prevendo que caso o autor. 213 do CPC).210 e ss). A citação válida produz sensíveis efeitos para a relação jurídica processual como um todo (art. apenas pode ser compreendida como a prova suficiente para o surgimento do verossímil. 267. requerimento da parte e reversibilidade do provimento jurisdicional” haja vista a dificuldade de compreensão de tais tópicos: O art. §§ 4º e 5º. Ficando nessa hipótese o demandante obrigado a responder pelos eventuais danos causados a parte contrária (art. mas sim que qualquer alteração jurídica em sua titularidade é irrelevante e ineficaz para o processo.7ªed. As ações são idênticas quando há identidade de partes. que continuam a demanda como partes principais. São Paulo. Se não instaurado. 273. prova inequívoca). todavia que também a qualquer tempo pode ser revogada ou modificada em decisão fundamentada. capaz de convencer o julgador da “verossimilhança da alegação”. requerimento específico da par- te nesse sentido. o primeiro foi antes extinto sem julgamento do mérito também. tais como: a) Tornar prevento o juízo . § 7º. ou seja. o pedido e causa de pedir. salvo se a obrigação puder ser substituída por dinheiro. cabendo. deve ser extinto e. Isto não quer dizer que a coisa se torna inalienável. c) Receio de dano irreparável ou de difícil reparação. Ab initio vale tecer comentários acerca dos termos “prova inequívoca. Malheiros. deferir a medida cautelar em caráter incidental do processo ajuizado (art. do CPC). seja do autor. Quanto ao requerimento da parte. c) Tornar a coisa litigiosa . ainda que indeferida liminarmente. poderá o juiz. ao lado das provas documental. verossimilhança da alegação. b) Verossimilhança da alegação. seja do réu (como p.” A este fenômeno processual denominamos de fungibilidade formal. 273. inciso I. da alegação. 524 do CPC). d) Abuso do direito de recorrer. na reconvenção). Não está. Citação: é o ato pelo qual o réu é chamado em juízo com o objetivo de se defender. desta decisão caberá recurso de Agravo de Instrumento (art. O segundo processo.. mostrarem-se incontroversos (art. a citação válida vincula definitivamente ao processo e seu resultado. não pode o juiz conceder a tutela antecipada. A antecipação da tutela. Ed. se já instaurado. a tutela antecipada poderá ser concedida quando um ou mais dos pedidos cumulados. 273 do CPC. e) Requerimento da parte. Em outras palavras.

223. nas hipóteses de lides consumeristas e/ou lides processadas perante o JEC (art. e) Interromper a prescrição . apesar de indispensável (STJ-RT 819/182. não se fará a citação. c) Por carta rogatória: é o ato de comunicação processual pelo qual a carta deve ser expedida quando o ato tiver que ser praticado no exterior. situação na qual regra geral será nomeado para sua defesa um curador especial (art. podendo o oficial de justiça proceder à entrega da contrafé a qualquer pessoa que encontrar no local. em caso de luto (falecimento de cônjuge ou parente do morto em linha reta ou colateral até segundo grau pelo prazo de 7 dias). não mais pertence ao procedimento citatório. I.terceiros. entregando-lhe a contrafé. 2. porque exige a efetiva entrega da carta ao citando. do CPC). Por fim. de modo que os prazos decorrentes da citação correm da data da juntada do mandado em cartório e não do envio da carta (RESP 180917/SP). 227 e 228 do CPC. mas dentro do território nacional. Essa forma de citação tem por objetivo coibir a ma-fé do réu que pretende prejudicar o processo ao se utilizar da ocultação para evitar a citação. sendo ônus do prejudicado comprovar a nulidade (RT 826/290. se incerto ou não sabido o seu paradeiro ou ainda a inacessibilidade do local em que se encontre admitem essa modalidade de citação. o juízo poderá opor-se ao cumprimento dos pedidos formulados pelo órgão remetente diante das situações previstas no art. por AR ou pelo correio (art. Isso acontece se o autor promove a citação do réu propiciando os elementos para que se efetive nos dez dias seguintes ao despacho que a determinou. assegurando que somente a entrega da correspondência no endereço do destinatário torna válida a citação. porque esta é a última oportunidade para que o réu deixe de opor-se ao cumprimento da obrigação ainda sem ônus. d) Por carta precatória: ato de comunicação processual que deve ser execu- tado fora dos limites territoriais da Comarca. nem tampouco pode recusar seu cumprimento (RESP 174529/PB). 209 do CPC. Assim temos: 2.em consonância com o art. ou a dívida será declarada no próprio processo. prazo esse que pode ser prorrogado até noventa dias. 217 do CPC). requerer a citação por edital. do CPC. aplicando-se nessas hipóteses a teoria da aparência. ou a dívida é líquida e certa. o local será tido como inacessível.fica o devedor em situação de descumprimento da obrigação. enquanto o réu estiver participando de culto ou celebração religiosa.(art. 219. e nesse caso a mora ocorre a partir do vencimento. d) Constituir o devedor em mora . 593. 9º do CPC). cc o art. o qual. Citação real: a citação real pode ser: a) Por mandado. justificando as razões do pedido . 222 do CPC). 202 . (cópia da petição da inicial). Caso o país em que esteja o réu se recuse a cumprir a carta rogatória. 488/121. 231. dirigindo-se à residência do réu. nos termos do art. sendo a citação realizada em prestígio ao devido processo legal. que pode. §5º. do CPC) junto ao Aviso de Recebimento (AR). as circunstâncias podem já ser do conhecimento do autor. inclusive os juros legais . 231 a 6 . pelo oficial de justiça. a seguir especificadas como sendo de maneira real (na qual o citando objetivamente recebe o mandado citatório) ou de maneira ficta (o réu não recebe formalmente nada. contudo. ficando o devedor em mora a partir da citação. Os efeitos materiais da citação. Das modalidades de citação: a citação pode ser realizada. A formalidade prevista no art. A regra é que o comprovante de recebimento da carta seja assinado pelo destinatário. contudo. de duas formas distintas. Se resistir e vier a perder a demanda arcará com os efeitos da mora a partir da citação. b) Por edital: a condição de ser o réu pessoa incerta. A jurisprudência. do CC. Os requisitos da citação por mandado estão previstos no art. 629/123). dirigindo-se à autoridade judiciária estrangeira. 202 e 203 do CPC. 838/232). Todavia. Excepcionalmente. parágrafo único. pois basta a investidura (jurisdição) para assegurar a solenidade e segurança necessária à produção dos efeitos de direito material. 229 do CPC. é forma de citação real. facultando a parte a utilização da citação por edital (art. do CPC). da Lei nº 9099/95). dos noivos. porque a eventual alienação se considera em fraude de execução . em regra. a prescrição considerar-se-á interrompida a partir da propositura da ação. importante lembrar que. Citação ficta: a citação ficta por sua vez pode ser: a) Por hora certa: sendo cabível nas hipóteses dos arts. 710/192. A validade e eficácia das cartas está condicionada aos requisitos dos arts. quando o réu estiver se ocultando. nos três primeiros dias de casamento e dos doentes enquanto for grave seu estado (art.1. desde logo. a constituição em mora e a interrupção da prescrição se produzem ainda que a citação tenha sido ordenada por juiz incompetente. exigindo-se do mesmo a assinatura do recibo (art. sob pena de nulidade. por intermédio de autoridades diplomáticas. 592. Somente pode ser realizada quando existir essa suspeita de ocultação e o comparecimento do oficial de justiça por pelo menos 3 vezes ao local sem conseguir concluir o ato citatório. 2. I . Se a citação demorar a efetivar-se não por culpa do autor. b) Por carta. V.2. dar-lhe-á conhecimento da ação. § 1º. O juiz também poderá reconhecer de oficio a prescrição. tem abrandado essa regra. 18. II.arts. A regra é que o juízo destinatário da carta não tem competência para proceder à análise de conveniência ou legalidade do ato processual requerido. salvo para se evitar perecimento de direito. 225 do CPC.

A defesa é processual. 334 do CPC) e determinando 7 . Da contestação: é o ato processual pelo qual o réu apresenta sua resposta à pretensão do autor. portanto dispensado de prova. os efeitos de presunção de veracidade dos fatos afirmados pelo autor e não impugnados especificadamente pelo réu. 319 do CPC). exceção. 295 do CPC). IV cc art. pós reforma (Lei nº 11. sendo facultado ao juiz. seja pela citação do réu para apresentação de contra-razões de apelação. O prazo para apresentação de resposta do réu regra geral é de 15 dias. b) Ônus da impugnação especificada: é o ônus de impugnar os fatos especificadamente. como regra geral. LINK ACADÊMICO 4 (objeção. regra geral. Ressalvadas as hipóteses do art. se os fatos não impugnados estiverem em contradição com a defesa em seu todo ou se outro litisconsorte contestar os mesmos fatos que já ficaram controvertidos. o prazo será em dobro (art. 301 do CPC) e uma defesa de mérito. 131 do CPC). 334 do CPC). A contestação está sujeita a dois princípios. 241. torna o fato alegado incontroverso. Assim. gerando em decorrência deste fato. 285-A do CPC. sob pena de preclusão desta oportunidade. O art. Caso o réu não apresente regularmente sua contestação. sendo apresentada através de uma preliminar de contestação se a matéria é de objeção (ex. a decisão fará coisa julgada formal. querendo. O não cumprimento desse princípio.277/06). 232 CPC. possibilita ao juiz. 267. assemelhando-se a situação em apreço aquela do indeferimento da petição inicial (art. começando a contar. É o ônus da parte de alegar toda a matéria. mas não material. Caso o autor se mantenha inerte. 1. apenas alterando o nome e a qualificação das partes. da juntada aos autos do último mandado de citação devidamente cumprido. objetivando evitar a análise do mérito. tornando os fatos incontroversos (art. §1º. A presunção de veracidade decorrente da revelia não é absoluta. modificativo ou impeditivo do direito do autor) ou direta (quando consiste em resistência que ataca a própria pretensão do autor. quando existe a impugnação do instrumento (ação ou processo) de que se pretende valer o autor para a afirmação do seu direito.: litispendência e a coisa julgada. a contestação excepcionalmente também admite complementação diante da ocorrência de fatos supervenientes. contestação. devendo em ambas as hipóteses determinar a citação do réu para constituir a relação jurídica processual válida e assim ter curso o feito.art. Os requisitos estão descritos no art. sob pena de não poder fazê-lo posteriormente (art. ou quanto à matéria considerada absoluta (não preclui) como. no caso de impedimento do juiz e prescrição. do CPC). do CPC). (art. faculta o magistrado a reproduzir a sentença anteriormente prolatada. a revelia induz o efeito da confissão ficta. poderá fazê-lo através de Apelação. 3. a saber: a) Princípio da even- DAS MODALIDADES DE RESPOSTA DO RÉU A resposta do réu pode ser definida como a resistência que este opõe ao pedido formulado pelo autor. em caráter alternativo ou subsidiário. negando-a quanto aos fatos ou quanto ao direito material). não se aplicando tal princípio na hipótese de direito superveniente (direito subjetivo) decorrente da situação de fato ou de alteração legislativa que venha se apurar no caso (hipótese de retroatividade da lei). seja pela citação do réu para apresentação de contestação. III. uma vez que a ausência do réu ao processo ofende o art. sob pena de ser considerados verdadeiros. A falha de qualquer um deles anula o ato. Sendo vários réus com procuradores diferentes. presunção de veracidade. sendo todos requisitos essenciais. podendo ser indireta (quando consiste em opor fato extintivo. nas questões que o juiz dela reconhecer de ofício ( nulidade absoluta) ou na hipótese de prescrição. Da mesma forma que a inicial. uma vez que juízo já possui posição firmada quanto à pretensão deduzida. (art. se a inicial não tiver acompanhada de documento indispensável. aliado ao fato de naquele juízo específico já existir decisão judicial de total improcedência em processo semelhante (pretensão que já tenha sido controvertida em outro processo e julgada improcedente pelo mesmo juízo). por meio de uma defesa processual tualidade: todas as defesas devem ser apresentadas de uma só vez. produzirá uma situação processual denominada REVELIA (art. reconvenção. 472 do CPC. se existirem elementos nos autos que levem à conclusão contrária. suspeição ou impedimento do juiz. 320 do CPC. materiais processuais de ordem pública) ou uma exceção em sentido estrito se a alegação é de incompetência relativa. Da dispensa de citação (e sua realização posteriormente a sentença). 191 do CPC). 285-A. não está obrigado o juiz a decidir em favor do pedido do autor (art. Esse princípio comporta exceção quando o fato não comportar confissão. 300/302 do CPC). A defesa é de mérito quando impugna o direito do autor. sendo considerado um ato processual pelo qual o réu impugna o processo e a pretensão do autor. dentro do qual deve o réu apresentar. §2º. nos casos de matéria somente de direito. sendo realizada através da contestação de maneira substancial ou material. 285-A. expondo todos os motivos de fato e de direito de sua resistência. A contestação pode ter matéria de caráter processual (sob a forma de preliminar) e de mérito. por exemplo. do CPC) ou reconsiderar seu julgamento (art.233 do CPC. manter a sentença (art. Caso o autor pretenda recorrer.

sob pena de preclusão. Verificando a incapacidade ou irregularidade na representação. contra o revel aplica-se o disposto no art. Das exceções processuais: a exceção deverá ser apresentada em peça autônoma e será processada em apenso aos autos principais. Não sendo cumprida a determinação no prazo. o juiz extinguirá o processo se o defeito se referir ao autor (art. 1. Não determina a extinção do processo.” (art. 2. 1. podendo o réu alegar. 304. reabrindose o prazo para contestar. 330. f) Coisa julgada . dependendo. 104 do CPC) que deve ser alegada como preliminar de contestação. quer expondo fatos impeditivos. Assim. a ser regularmente intimado na pessoa de seu advogado. ex.a matéria está disciplinada nos arts. c) Inépcia da Petição inicial . de alegação da parte. o juiz suspende o processo e marca o prazo razoável para ser sanado o defeito. alegando-se como preliminar de contestação. A falta dessa última é motivo também de inépcia da inicial. extinguindose o processo com julgamento de mérito.verifica-se quando se repete ação idêntica a que está em curso...Exigência expressa da lei para permitir a parte poder litigar em juízo. revel. daí sua arguição não depender de exceção. não contestando a ação ou abandonando-a. vedado ao mesmo discutir questões já decididas sobre as quais ocorrer preclusão.o julgamento antecipado da lide (art. e 268. apesar de não constar expressamente neste rol. Todavia. 301 do CPC): as matérias de objeção são alegadas em preliminar da contestação. o autor não domiciliado no Brasil ou aqui não possuindo bens. Das preliminares . porque se a extinção foi sem julgamento do mérito.art.comparecendo o réu está suprida a falha de citação. cabe ao réu alegar na contestação.” Ocorrendo a revelia. mas pode o réu apresentar-se apenas para alegar o vício. bem como a competência de juízo por distribuição (arts. poderá o réu ingressar a qualquer momento no processo. uma vez que a inépcia pode determinar o indeferimento da inicial de plano. 3º). A mesma coisa acontece com a continência (art.devendo ser alegada em exceção ritual do art. do CPC).ocorre quando se reproduz ação idêntica a outra que já foi julgada por sentença de mérito de que não caiba mais recurso. sob pena da extinção do processo sem julgamento do mérito. (arts.se o juiz não observar os vícios de ofício. 322 do CPC.307/96. 267. j) Carência da ação . É importante que o réu impugne especificamente as alegações produzidas na petição inicial. Assim temos: a) Inexistência ou nulidade de citação . Do mérito: quanto ao mérito. até seu efetivo ingresso na demanda. como verdadeiros. 103 e 106 do CPC). entretanto. Da estrutura da contestação. modificativos ou extintivos do direito do autor. A absoluta não se prorroga. “o autor não poderá alterar o pedido. mas altera a competência territorial e em razão do valor. do CPC). com a procedência ou improcedência do pedido. h) Incapacidade da parte. É indispensável que o primeiro tenha-se se encerrado com sentença de mérito. 321 do CPC).2. podendo regra geral serem conhecidas de ofício pelo juiz. ou excluirá o terceiro do processo se sua situação for irregular. do CPC). 7º a 13 do CPC. 267.objeções processuais (art.perda do direito de ação quando o autor der causa por três vezes. VI. passando.refere-se à falta de uma das condições da ação: legitimidade. Assim.. pois. declarará o réu revel se a ele couber a correção da irregularidade. do CPC). i) Convenção de Arbitragem . A competência territorial é relativa . 285 do CPC “não sendo contestada a ação se presumirá aceitos pelo réu. e) Litispendência . V. 267.quando entre duas ações lhe for comum o objeto e a causa de pedir. O juiz não pode conhecer dessa matéria de ofício. b) Incompetência absoluta .a incompetência absoluta trata-se da competência em razão da matéria e funcional. como regra. II. d) Perempção . 214 do CPC). sob pena de se ver prorrogada. os fatos articulados pelo autor. g) Conexão . a defesa versa objetivamente contra a pretensão do autor. à extinção do processo sem julgamento do mérito. parágrafo único. o juiz poderá exigir a prestação de caução para que o mesmo possa aqui litigar no intuito de garantir as despesas processuais e os honorários advocatícios. defeito de representação ou falta de autorização . ou a causa de pedir. o réu não é mais intimado dos atos do processo. 302 e 304 do CPC). que a demanda não pode ser submetida ao juízo estatal. sob pena de estas serem tidas como verdadeiras uma vez que fatos incontroversos não precisam ser provados (Art. É considerada uma defesa processual indireta para questionar a parcialidade do juiz quanto aos fatos relacionados pelo Código de 8 .Conjunto formado pela cláusula compromissória e pelo compromisso arbitral (Lei Arbitragem n° 9. interesse processual e possibilidade jurídica do pedido. devendo ser analisadas antes do mérito. Para que produza tais efeitos é indispensável que no mandado de citação conste a cominação expressa da parte final do art. Da estrutura da contestação. Esse dispositivo visa coibir abusos que eventualmente poderiam ocorrer uma vez que. Reconhecida a carência também se extingue o processo (art. III. a ação pode ser repetida. correndo contra o mesmo os prazos independentemente de intimação. k) Falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar . a partir desta data. quer atacando o pedido formulado. em sede de preliminar. sendo p. nem tampouco demandar declaração incidente. a contar da data em que ele ou seu advogado for intimado da decisão (art. sendo.1.

devendo. caso não sejam alegados em momento oportuno são atingidos pelo fenômeno da preclusão. (art. Deve ser apresentada através de petição diferente da contestação. em seu próprio nome. Se o processo primitivo for extinto antes da oportunidade de defesa (rejeição da inicial. A reconvenção possui natureza jurídica de ação. passível de Recurso de Apelação. etc.1. no mesmo momento processual. na qual o excipiente explanará suas razões da incompetência do juízo e indicará devidamente qual o juízo competente para o julgamento da causa. ou ainda sua incompetência relativa para o julgamento a causa. A perda do prazo para sua apresentação (trata-se de preclusão consumativa). por meio de petição fundamentada. de mesmo rito. juntamente com a contestação. Da exceção de impedimento e/ou suspeição (art. 4. Do resultado desse julgamento pelo magistrado. 103 e 106 do CPC). 258 e 259 do CPC. do CPC) e igualmente. sendo. tais como: a) Legitimidade ad causam: o réu da ação passa a ser o autor do contra-ataque. no processo de execução. o processo será suspenso e o juiz poderá reconhecer seu impedimento/suspeição ordenando por consequência a remessa dos autos ao seu substituto legal. se o réu demandar também em nome de outrem. c) Pendência da ação principal e mesmo rito processual: somente é possível a reconvenção se pendente processo anterior. portanto. Caso o juiz rejeite de plano a reconvenção. escolha de rito processual.. através de incidente proces- 9 . Com a apresentação da exceção. impugnar o valor da causa (art. 134 e 135 do CPC. no processo cautelar. o tribunal condenará o juiz nas custas processuais e determinará a remessa dos autos ao seu substituto legal. salientando que dessa decisão não se admite nenhum recurso. por função. 2.Processo Civil como suspeição ou impedimento.. que terá. 282 e ss do CPC. quando este demandar em nome de outrem (art. não exclui a possibilidade da ação própria autônoma. d) Competência do mesmo juiz para julgamento: classifica-se como de natureza funcional.2 Da exceção de incompetência relativa (art. Caso a reconvenção seja admitida. fixação de honorários advocatícios. ser deduzida através de uma petição inicial. a ser apresentada no prazo de 15 dias. se procedente. Da impugnação do valor da causa: o autor na petição inicial deverá atribuir à causa um valor de acordo com os requisitos do art. em separado. b) Oportunidade: a reconvenção é uma das alternativas da resposta do réu. em peças distintas (simultaneamente). Não pode o réu. é mesma incompatível com o procedimento sumário. bem como no procedimento do juizado especial cível. porque decorre das funções que o juiz exerce no processo. após ajuizada a reconvenção. devendo ser apresentadas no prazo máximo de 15 dias contados do conhecimento do fato que gerou o impedimento ou a suspeição do magistrado. que deve atender aos ditames do art. devem ser observadas algumas regras específicas relacionadas aos pressupostos processuais e regularidade procedimental. 304 do CPC). 524 do CPC) dirigido ao Tribunal competente. Uma vez oferecida. não havendo suspensão do processo. ocorrer a hipótese de desistência ou extinção do processo anterior. por exemplo) não há que se falar em reconvenção. caberá agravo de instrumento no prazo de 10 dias (art. será julgada conjuntamente a ação. isso não acarretará a extinção da reconvenção. sendo o autor reconvindo intimado via imprensa oficial. Caso o mesmo não reconheça os motivos alegados pela parte. 3. Da reconvenção: qualifica-se como um contra-ataque do réu em face do autor. Se. Tendo em vista que a reconvenção amplia os limites da relação jurídica processual deduzida em juízo. na pessoa de seus advogados. junto ao próprio juízo da ação originária. não havendo o que se falar em preclusão. no mesmo feito e juízo em que é demandado. Importante consignar que os motivos de impedimento por se tratarem de matéria de ordem pública. lembrando que esta regra é pertinente para o caso de legitimação ordinária. reconvir ao autor. 261 do CPC).. o processo será suspenso até o efetivo julgamento da exceção. era incompetente para julgamento da causa. remetendo o feito ao tribunal para julgamento. parágrafo único. Já os motivos da suspeição. apresentará suas razões em 10 dias. Processamento: A reconvenção deve ser oferecida em petição própria. servir como base para o recolhimento de custas processuais. portanto. 524 do CPC). se torna competente diante da inércia da parte. 307 e seguintes): consiste na modalidade de resposta do réu que tem por objetivo arguir a incompetência relativa do juízo a fim de impedir a prorrogação da competência. 2. 315. na mesma sentença. recebendo as denominações de réu reconvinte e autor reconvindo. Uma vez recebida. que pode vir a ser reunida à anterior em caso de conexão ou continência (arts. este poderá no prazo da contestação. de maneira simultânea com a contestação. Para cabimento da reconvenção. podem ser alegados em todo e qualquer momento processual. de início. 312 e seguintes): podem ser apresentadas tanto pelo autor quanto pelo réu diante das hipóteses elencadas junto aos arts. Caso a exceção seja desprovida de fundamento a mesma será arquivada. admite-se recurso de agravo de instrumento no prazo de 10 dias (art. será processada nos mesmos autos. para apresentar sua resposta no prazo de 15 dias. e viceversa. Caso o réu não concorde com o valor atribuído pelo autor. ocorrerá a preclusão e o juízo que. Caso o réu não apresente esta exceção.

do CPC). sendo que o pedido de declaração está entre as providências prelimi- nares logo após a contestação e antes do julgamento conforme o estado do processo. o juiz poderá imediatamente determinar a extinção do processo. bem como outros de natureza extraprocessual (arts. a ação declaratória incidental for rejeitada liminarmente. Da audiência Preliminar (art. porém. O autor pode ajuizá-la em até 10 dias contados da intimação sobre a contestação do réu (art. Após regular manifestação da parte contrária. ou. seja abordando a relação jurídica de direito material antecipadamente ou ainda promover o saneamento do feito. por sua vez. Caso a decisão seja efetuada no curso do processo. do CPC. o julgamento da ação declaratória incidental será feito na mesma sentença da ação principal. 2º . que subordina e condiciona a resolução da lide em andamento. a teor do art. o juiz designará audiência preliminar de tentativa de conciliação. se for o caso. O réu. 524 do CPC). 331 do CPC): se não ocorrer qualquer das hipóteses previstas nas seções precedentes. impõe-se o chamado “julgamento antecipado da lide” (art. inicia-se a fase saneadora do processo. para a qual serão as partes intimadas 10 .060/50). Se. 6. e versar a causa sobre direitos que admitam transação.060/50).1. Além do momento adequado. a realizar-se no prazo de 30 (trinta) dias (prazo impróprio). 325 e 470. não depende somente da convicção antecipada do juiz. quando a questão de mérito for unicamente de direito. quando a controvérsia sobre a existência de uma relação jurídica surge como questão prejudicial à decisão de demanda já proposta. que não possuam condições de arcar com as custas do processo e honorários de advogado sem prejuízo de seu próprio sustento e de sua família (art.060/50). 1. desafiando recurso de Agravo de Instrumento (art. 524 do CPC). Assim temos: a) Extinção do processo com ou sem resolução do mérito (art. deve ser apresentada em petição especifica. Assim.sual específico. requerendo a revogação da gratuidade diante da demonstração que a declaração de pobreza apresentada pela parte não condiz com a realidade.art. momento no qual o magistrado revisa todas as condições de regularidade do processo para colocá-lo em termos e definir quais os atos e/ou providências que deverão ser tomados pelo próprio juiz daquele momento em diante. 330 do CPC). Qualquer das partes poderá impugnar os benefícios concedidos a outra.060/50). sem ou com resolução do mérito. 34 do CPC no que tange as verbas de sucumbência. 267 / 269 do CPC): notando o juiz a ocorrência de quaisquer das hipóteses previstas junto aos arts. um incidente processual que será autuado em apartado. Impugnação dos benefícios da gratuidade de justiça: os benefícios da gratuidade de justiça são concedidos àqueles juridicamente pobres. cabendo desta apelação. 1. mas da natureza da controvérsia e da situação objetiva constantes dos autos. De regra. b) Do julgamento antecipado da lide. da Lei nº 1. contudo. porque a certeza das relações jurídicas já é um bem protegido pelo direito. 5º. o juiz proferirá sua decisão (regra geral interlocutória . aplicando-se a ela o disposto no art. o julgamento conforme o estado do processo ocorre antes da fase instrutória (produção de provas). por consequência. 4º da Lei nº 1. 329 do CPC e também não há razão para decisão saneadora ou designação de audiência preliminar. situação esta que desafia recurso de Apelação (art. Da ação declaratória incidental: a ação incidental vem regulada nos arts. 17 da Lei nº 1. não houver necessidade de produzir prova em audiência. Regra geral. 162. 267 do CPC). 269 do CPC) ou sem resolução do mérito (art. Esse prazo é preclusivo. 267 ou 269 do CPC. sendo de direito e de fato. caberá agravo de instrumento. Entende-se a questão prejudicial como sendo uma relação jurídica controvertida. sendo o ônus dessa prova do próprio impugnante. e quando ocorrer a revelia. sobre o cabimento ou não do julgamento antecipado. o juiz poderá determinar sua extinção com (art. respectivamente. §2º. 4º do CPC). 6º e 9º da Lei nº 1. LINK ACADÊMICO 5 FASE DE SANEAMENTO E O JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO Com o encerramento da fase postulatória. também poderá apresentar essa ação no prazo da contestação. I. a ação declaratória incidental somente será recebida e julgada conjuntamente ao pedido principal se a questão prejudicial for uma relação jurídica controvertida constituindo pressuposto para julgamento da lide e o juiz for competente em razão da matéria. podendo ser concedido pelo juiz com base em declaração especifica (art. ou seja. Pode ser proposta autonomamente (art. A decisão. do CPC. (art. e será instruído devidamente para analise da situação de pobreza da parte beneficiada. julgando-o no estado em que o mesmo se encontra. Do julgamento conforme o estado do processo: estando o processo devidamente ordenado. parágrafo único. 333. 5. se as partes não fizerem o pedido de declaração incidente no momento oportuno não poderá mais fazê-lo. mas pode também ser proposta em caráter incidental. gerando. 330 do CPC): quando o caso não é de extinção do processo nos termos do art. admite-se recurso de Agravo de Instrumento (art. Os benefícios da gratuidade de justiça compreendem todos os atos do processo do inicio ao final em todas as instâncias. 325 do CPC). por se tratar de decisão interlocutória.

cabe ao juiz interpretá-la segundo o seu livre convencimento não sendo admitida no processo civil uma hierarquia de provas (art. sendo nula qualquer convenção ou instrumento pactuado entre as partes que regule a produção de provas de maneira diferente ao estabelecido na lei. poderá o juiz inverter o ônus da prova quando se tratar de relação de consumo (art. podendo o juiz desde logo sanear o processo e ordenar a produção da prova nos termos do art. Das provas: no processo. Assim. a tortura. a parte que sofrer prejuízo processual poderá recorrer através de Agravo Retido no prazo de 10 dias (art. confessados ou em cujo favor milita a presunção legal estão dispensados de prova (art. 1. bem como a parte. 524 do CPC). Vale deixar consignado que esta audiência não é mais obrigatória se o direito em litígio não admitir transação. pode. por estado ou profissão. sendo imprescindível a regular intimação pessoal para o ato. afastadas as possibilidades de extinção do processo ou do julgamento antecipado da lide. 343 do CPC). o juiz sopesar de maneira livre o valor dado as provas produzidas no feito e nele basear seu convencimento (art. salvo se da decisão puder causar prejuízo grave ou de difícil reparação a parte. Frise-se que o ônus da prova independe da vontade das partes. O momento regular de seu requerimento é o da inicial para o autor e o da contestação para o réu. pautando o juiz pelo livre convencimento motivado quando do julgamento do feito. Caso contrário ocorrerá a preclusão. 347 do CPC). 334 do CPC). podendo. modificativos ou extintivos do direito do autor. os meios de prova são os instrumentos pessoais ou materiais trazidos ao processo para revelar ao juiz a verdade de um fato. designa audiência de instrução e julgamento. ou.1. 1. Difere objetivamente do interrogatório judicial que tem por finalidade precípua o esclarecimento de fatos relativos à causa por simples determinação judicial. 331. com poderes para transigir. Assim. Nessa decisão. 131 do CPC). denotando. Como regra. 337 do CPC). os fatos notórios. sem a presença das partes que ainda não foram ouvidas. 523 do CPC). o autor deve provar os fatos constitutivos de seu direito e o réu os fatos impeditivos. Da mesma forma. Das espécies de prova. ou ainda através de meios ilegítimos que violam a integridade da pessoa humana. Quanto a valoração da prova. independentemente de requerimento da parte. O depoimento pessoal será tomado da mesma forma prevista para a inquirição das testemunhas.2.3. 342 a 347 do CPC): definese como espécie de prova solicitada pela parte adversa. determina as provas pleiteadas pelas partes que serão produzidas e. Da Confissão (arts. em síntese que aquele que alega incumbe provar. X. sendo sua admissibilidade feita regra geral quando do despacho saneador e sua produção realizada em audiência de instrução e julgamento (art. a prova é todo o meio destinado a convencer o juiz a respeito da verdade de uma situação de fato. pela nova redação do art. Lei n° 8. achando-se livre de vícios.2. 331. 348 do CPC). quando então caberá recurso de Agravo de Instrumento (art. Conforme amplamente sintetizado por nossa doutrina. Das questões decididas neste despacho judicial. Do depoimento pessoal (arts. admitindo-se perguntas somente do advogado da parte adversa. do CDC.078/90). PROVAS E ESPÉCIES DE PROVAS 1. deva guardar sigilo (art. do CPC): atingindo o processo esta fase. portanto. A tendência moderna é no sentido de não se admitir a prova cuja obtenção tenha violado o princípio ou norma de direito material/constitucional (a inviolabilidade do sigilo de correspondência ou de comunicação telefônica). Esta valoração ficará evidente quando da prolação da sentença. §2º. 436 do CPC).1. delega-se ao juiz o exame de conveniência da realização deste ato processual. que deverá ser fundamentada conforme exigência constitucional (art.ex. Excepcionalmente. 6º. ou ainda determinar que a parte prove as questões de direito em ocorrendo as hipóteses de direito municipal.1. do CPC. Dentre eles destacam-se: 1. estadual. 93. como por exemplo. bem como superada as possibilidades de acordo entre as partes. significa dizer que o processo se encontra em termos para ser julgado. o juiz fixa os pontos controvertidos sobre os quais deverá recair a prova. podendo ser determinado em qualquer momento processual. da CF). todavia.a comparecer. estrangeiro ou consuetudinário (art. A teoria geral do ônus da prova tem como norte o disposto no art. sobre as preliminares arguidas em contestação pelo réu). incontroversos. Assim. A parte que deixar de responder ao que foi perguntado ou ainda empregar evasivas poderá suportar a aplicação da pena de confissão. A confissão pode ser par- 1 1 . decide as questões processuais pendentes de maneira fundamentada (p. objetivando a confissão pelo depoente sobre fatos considerados controversos envolvidos na ação. abster-se de depor sobre fatos criminosos ou torpes a ela imputados e também sobre aqueles que. §2º. 1. que poderá objetivamente se manifestar pelo desinteresse na realização desta audiência. 331. o juiz proferirá a decisão de saneamento. podendo estas se fazerem representar por procuradores ou prepostos. se as circunstâncias da causa evidenciarem ser improvável sua obtenção. se for necessária a produção de prova oral. 348 a 354 do CPC): é a admissão de um fato contrário ao próprio interesse e favorável ao adversário (art. Do saneamento do processo (art. LINK ACADÊMICO 6 FASE INSTRUTÓRIA. VIII. 333 do CPC.

b) Exibição incidental.art. os litisconsortes (art. 343. vale ressaltar que o documento particular admite prova em contrário quanto aos fatos nele contidos. todavia.1. esgotase o interesse material do autor) ou ainda a constatação de um fato sobre a coisa (com a finalidade probatória futura ou com a finalidade de ensejar outra ação principal). ser também considerada a prova documental um CD-ROM/DVD-ROM . esgota-se o interesse material do autor. Da Prova Documental (art. o recurso de agravo de instrumento (art.4. quanto aos documentos públicos estabelece o Código uma presunção absoluta não só de sua formação. o documento poderá ser autêntico. da falta de comparecimento ou recusa de depor (art. ao beneficiário aceitar somente a parte que lhe é aproveitável. 486 do CPC). Assim. mas o objeto material da prova (documento ou coisa) se encontra em poder da outra parte ou de terceiro.1. por exemplo. também. No que diz respeito à força probante dos documentos. caso seja produzida de maneira viciada (erro. também. Admitida esta juntada de documentos. pois a parte ignorava sua existência ou não possuía acesso ao mesmo. exibida a coisa. 302 do CPC). os documentos indispensáveis. não se admitindo. Todavia. o documento particular também faz prova de que o autor fez a declaração a ele atribuída e do documento constante. 4º. Frise-se que. 398 do CPC). Os documentos podem ser públicos ou particulares segundo sua origem. mas também dos fatos (art. que pode ser material ou ideológica. a sua conformidade com a verdade). mas não ser veraz. regra geral. a sua materialidade) ou de veracidade (refere-se ao conteúdo. assumindo todas as consequências decorrentes de seu ato. da falta de impugnação especificada dos fatos . mas também o documento obtido posteriormente ou todo aquele que não foi juntado anteriormente. ou ainda se o documento for comum as partes (art. do CPC ou de ação inciden- 12 . se o requerido aludiu ao documento ou à coisa no processo com o intuito de constituir prova. o art. 355 a 363 do CPC): se caracteriza como um expediente processual a ser utilizado pela parte quando esta necessitar fazer prova de um direito ou fato. rejeitando as demais. Da Exibição de documento ou coisa (art. Regra geral a recusa da parte na exibição do que foi pleiteado não é admitida pelo juízo se o requerido tiver a obrigação legal de exibir. A confissão pode ser extrajudicial (quando realizada. quando a lei exigir como essencial o instrumento público a forma e a prova. na inicial e na contestação. inserida em ação pendente. A confissão é considerada irretratável. 283 e 297 do CPC parecem autorizar que a parte junte apenas. Por fim. esse direito à exibição não é absoluto. 366 do CPC). A doutrina reconhece três espécies ou tipos de pedido de exibição: a) Exibição como resultante de ação autônoma principal. Para que desapareça a força que emana do documento público. (se decorrer da revelia . dolo ou coação). Assim. de modo que. 363 do CPC. só cabe à parte a prova por outro meio moralmente legítimo. conforme o art. 844 do CPC). c) Exibição cautelar preparatória com a finalidade de ensejar uma outra ação principal autônoma (de modo que.5. do CPC) e da recusa em exibir documento por determinação do juiz (art. Poderá. 359 do CPC). dolo. 399 do CPC. 358 do CPC). devendo estar revestidos das características de autenticidade (refere-se à integridade formal do documento. devendo o pedido conter os requisitos do art. Os arts. Dessa decisão caberá. poderá ser revogada. (art. Aqui. 397 do CPC admite a juntada a qualquer tempo de documentos considerados novos. somente a declaração de falsidade elide essa presunção. Aquele que confessa (confitente) deve ter capacidade para se obrigar em relação aos fatos confessados.art. o único meio é a declaração de falsidade. exibida a coisa. padecendo de falsidade ideológica. são ad solemnitatem e não pode o juiz dá-los como praticados sem o respectivo instrumento solene (art. 356 do CPC. Diante de uma recusa que o juiz considera legítima. coação). 364 do CPC). regra geral através de ação anulatória (art. Ressalvadas as hipóteses de vício de vontade (erro. pela parte ou seu procurador) ou tácita. porém. 1. 319 do CPC). a parte contrária deverá ser ouvida no prazo de 5 dias (art. efetivamente. 1. 364 a 399 do CPC): de maneira singela entende-se como prova documental qualquer coisa capaz de demonstrar a prova de um fato. podendo. com a finalidade probatória. A declaração de falsidade de documentos pode ser pedida por meio de ação autônoma. o juiz requisitar às repartições públicas os documentos necessários ao deslinde da causa nas hipóteses previstas junto ao art. não prejudicando. sendo considerada ato indivisível. 354 do CPC). portanto. por instrumento público em cartório) ou judicial (quando realizada em juízo). O vício de autenticidade é falsidade material. uma fita magnética (filme) ou até mesmo uma mídia eletrônica (MD). o conceito de documento extrapola os limites da simples “prova escrita”. Frise-se que documento novo não é só o documento que antes não existia. No curso do processo. 524 e ss do CPC). Essa confissão judicial pode ser classificada como espontânea (se a parte espontaneamente deseja confessar) ou provocada (decorrendo do depoimento pessoal) ou ainda expressa (quando é a formulada. II. Esse pedido de exibição cautelar ou preparatório será feito com os requisitos do processo cautelar (art. ex.cial ou integral. §2º. 350 do CPC). O pedido incidental probatório será feito por pe- tição nos próprios autos principais. desde que a juntada não venha a perturbar o andamento do processo ou causar surpresa à parte contrária. p. podendo o juiz acolher tal excusa caso ocorram quaisquer das hipóteses do art.

Pelo princípio da persuasão racional. Se tiver conhecimento dos fatos. 1. dispensar as restantes. em questão de estado da qual não possa o juiz obter a prova de outra maneira. Se o órgão judicial não reconhecer a incapacidade. não sendo admitida também a prova exclusivamente testemunhal quando o contrato exceder ao décuplo do salário mínimo (art. de imediato. d) Juiz. o Presidente da República. do CPC). Suspeitos de prestar depoimento: a) Os condenados por crime de falso testemunho. Assim temos conforme art. Os juízes de direito serão previamente consultados quanto aos dias e ao horário para serem ouvidos. faculta-se o adversário da parte que a arrolou. d) O cego e o surdo. relatando sobre este em juízo. do CPC). 400 a 419 do CPC): conceitua-se testemunha como sendo uma pessoa capaz. 331.). Poderão as testemunhas também serem substituídas quando vierem a falecer. sendo vedado à parte que o arrolou substituí-lo. além das sanções previstas nas leis que regulamentam as diversas profissões. mas nunca entre uma parte e a outra parte. admite-se a oitiva destas testemunhas como informantes do juízo (art. Da decisão incidente caberá recurso de Agravo de Instrumento (art.8. Quando sobre os fatos relevantes. A perícia pode consistir em exame (inspeção sobre coisas. b) O que é parte na causa. A contradita (arts. advogado e outros que tenham assistido à parte.tal no curso da demanda em que o documento foi apresentado. b) Os interditos por demência. os Ministros de Estado. será fixado pelo juiz quando da decisão de saneamento (art. se o mesmo for arrolado como testemunha não deverá depor. ex. móveis semoventes para verificação de fatos ou circuns- 13 . para trazer elementos de convicção ao magistrado para auxiliá-lo no deslinde da causa. ou. c) O inimigo capital ou o amigo íntimo da parte. em qualquer grau. como p. O prazo para juntada do rol de testemunhas. salvo se o exigir o interesse público. Com relação às questões de família. cabendo às partes a juntada do rol em até 10 dias contínuos antes da audiência. Além das apresentadas no rol. 405 do CPC: I. Primeiro serão ouvidas as testemunhas do autor e depois do réu (art. sob pena de preclusão. 1. §4º. 401 do CPC). É cabível entre as partes e as testemunhas. bem como a coloca em segundo plano.7. em razão do cargo público. 411 do CPC). d) O que tiver interesse no litígio. ou colateral até o 3º grau. aplica-se a regra do art. §2º. distinta dos sujeitos processuais que. não há gradação de valor entre as provas. sob pena de ser conduzida coercitivamente e de arcar com as despesas processuais a que deu causa pelo adiamento da audiência (art. No procedimento sumário o rol já deve constar da inicial. da sentença caberá apelação (art. mas é a própria lei que faz restrições do uso da prova testemunhal. 418 do CPC) pode determinar acareação a fim de que se esclareça a verdade. a prova testemunhal é a última a ser produzida. 405. Momentos da produção da prova testemunhal: a prova testemunhal é requerida na inicial e na contestação e deferida na fase de saneamento. as mencionadas nas declarações das partes e de outras testemunhas e que tenham conhecimento de fatos relevantes ainda não totalmente esclarecidos. Como ação autônoma. divergirem as declarações de duas ou mais testemunhas entre si ou as de alguma com o depoimento da parte. e os militares e funcionários públicos serão requisitados ao comando ou chefia. com a reforma do CPC. 413 do CPC). 513 do CPC). A testemunha regularmente intimada está obrigada a comparecer em juízo para prestar seu depoimento junto à audiência de instrução e julgamento. pois estas não estão sob compromisso. 407 do CPC.1. c) os doentes mentais que não possuam capacidade no momento dos fatos ou época da oitiva.6. declarar-se-á impedido. não estiverem em condições de depor por enfermidade ou que não tiver sido encontrada pelo oficial de justiça por mudança de endereço (art. 400 do CPC).1. 524 do CPC). c) O que intervém com tutor ou representante legal da pessoa jurídica. o impedimento ou a suspeição. o juiz (art. quando a ciência dos fatos depender dos sentidos que lhes faltam. No caso da omissão deste. 420 a 439 do CPC): também chamada de prova técnica. Da Prova Pericial (art. etc (art. se tratar do autor e na primeira audiência com a contestação tratando-se do réu. consiste na utilização do trabalho de experts da confiança do juiz. (arts. Da Prova Testemunhal (art. têm prerrogativas para depor em sua residência ou local de trabalho. 414 e 415 do CPC) será ofertada oralmente em audiência após a qualificação da testemunha e antes do início de seu depoimento. se quiser. II. III. impedidos de prestar depoimento: a) Cônjuge. podendo o juiz. 412 do CPC). b) O que por seus costumes não for digno de fé.1. Em relação ao número de testemunhas. todavia. Algumas pessoas. Especificamente quanto ao juiz da causa. 409 do CPC). 154 do CP). para atestar sua existência. sob pena de incidir no crime de violação de segredo profissional (art. por ter conhecimento do fato ou ato controvertido entre as partes.. Na audiência. 1. ascendente e descendente. incapazes de prestar depoimento: a) Os menores de 16 anos. a recusa de se prestar depoimento as testemunhas que estão impedidas sob a alegação de sigilo profissional. caso o fato já esteja provado por documento ou confissão (art. ou seja. Admite-se. as partes poderão oferecer no máximo 10. contraditar a testemunha. podem ser também ouvidas as testemunhas referidas. se não conhecer dos fatos excluirá seu nome do rol de testemunhas (art. 408 do CPC. pessoas. arguindo o motivo. 276 e 278 do CPC). sendo três para cada fato. convidada na forma da lei.

Com a colhei- 14 . será do autor a responsabilidade pelo pagamento. no intuito de esclarecer fatos e circunstâncias envolvendo pessoas e coisas do processo.ex.1. que é a pessoa nomeada pelo juiz em razão de suas qualidades pessoais (p. respectivamente. sujeita-se ao motivos de impedimento e suspeição (arts. se ambas fizeram este requerimento ou o juiz determinou sua produção de ofício. 432 do CPC). 441 do CPC). vistoria (inspeção sobre imóveis). No intuito de acompanhar o perito judicial durante o desenvolvimento de seus trabalhos as mesmas poderão se utilizar de um assistente técnico independente. por sua vez. inclusive. 437 e 438 do CPC). 431-A do CPC). podendo requerer prorro- gação do prazo (desde que justificado) por uma única vez (art. poderá o juiz de ofício – ou a requerimento da parte – determinar a realização de uma segunda perícia (arts. engenheiro) para apresentar um trabalho visando trazer conclusões técnicas ao julgador em relação ao caso. partilha ou processos administrativos e nas execuções para estimação de coisa a partilhar ou penhorada) e arbitramento (a atribuição de valor quando a coisa ou direito tem elementos imponderáveis que necessitam da integração da experiência pessoal do árbitro). 134 e 135 do CPC). é realizada na sede do juízo. 125. 145 a 147 do CPC). 433. Caso nesses depoimentos as testemunhas se referirem a outras. ex. deve o perito judicial dar ciência do dia e do local em que será realizada a prova pericial (art. 451 do CPC). Ao iniciar os trabalhos. (art. gráfico ou fotografia. avaliação (estimação do valor em moeda de coisas. 2.art. (art. ou ainda em caso de eventual defeito ou omissão quando da elaboração do laudo.. p. 452 do CPC: oitiva dos peritos e assistentes técnicos (se for o caso). depoimento pessoal do réu e oitiva de testemunhas do autor e do réu. sendo permitido. passará a produção da prova oral. quando feita em inventário. 1.9. Quando o juiz perceber a controvérsia entre depoimentos poderá determinar na própria audiência a realização de acareação no sentido de se apurar a verdade. Da audiência de instrução e julga- mento: superada a possibilidade de extinção do processo ou de seu julgamento antecipado. médico. inquirição de pessoa enferma impossibilitada de se locomover. depoimento pessoal do autor. sob pena de nulidade da prova. por um perito. 431-B do CPC). poderá o juiz escutar estas testemunhas referidas em outra audiência se assim desejar (art. Caso a matéria não tenha sido suficientemente esclarecida quando da realização da perícia. 433 do CPC). A audiência. as partes. ou ainda poderá determinar a extração de cópia das peças do processo e envio das mesmas ao Ministério Público no sentido de se apurar eventual crime de falso testemunho. o técnico entregar suas conclusões sob a forma de um laudo no prazo assinalado pelo juiz (pelo menos 20 dias antes da audiência de instrução e julgamento . regra geral. Deve. 440 e 443 do CPC): é o exame realizado pelo próprio juiz da causa.. quando esta será realizada no próprio hospital (art. 475-J. mas somente com a parte. A audiência poderá ser adiada por convenção das partes ou quando não puder comparecer por motivo justificado o perito. Infrutífera esta. §2° do CPC). as avaliações em regra serão feitas por oficiais de justiça. o advogado ou as testemunhas (art. ou caso o requerimento tenha partido do Ministério Público. direitos ou obrigações. Concluída a diligência.contador.tâncias que interessem à causa). Poderá o juiz anteriormente à instrução tentar novamente a conciliação (arts. o juiz mandará lavrar auto circunstanciado. e 448 do CPC). após a regular intimação via imprensa oficial da apresentação do laudo do perito judicial (art. 418 do CPC). devendo as partes e eventuais testemunhas serem regularmente intimadas. que se responsabilizará pelo pagamento de seus honorários de acordo com o trabalho a ser desenvolvido. bem como a responsabilidade processual por dolo ou culpa (arts. obedecendo à ordem estabelecida junto ao art. Sendo considerado auxiliar da justiça. IV. a retratação do depoimento pela parte. A inspeção pode ser feita na sede do juízo ou no local onde se encontra a pessoa ou coisa. o juiz decidirá sobre as provas orais a serem produzidas e designará audiência de instrução e julgamento. parágrafo único. o juiz utilizar-se de perito de sua confiança para auxiliá-lo na inspeção a ser desenvolvida de modo a facilitar sua compreensão (art. o juiz esclarecendo as partes os pontos controvertidos da causa (art. ainda. Este assistente não tem qualquer vínculo com o juízo. 176 do CPC). excepcionalmente ser realizada em outro local dependendo das circunstâncias. A sua finalidade é a de criar no íntimo do juiz percepções pessoais que irão auxiliá-lo a formar sua convicção sobre determinados elementos constantes nos autos. sendo a data publicada na imprensa oficial para regular conhecimento. podendo. apresentarão seus pareceres no máximo em 10 dias. do CPC). Todavia. (art. inclusive. podendo o auto ser instruído de desenho. 33 do CPC). 453 do CPC). salvo se estes não possuírem condições técnicas para realizar esse mister. quando então o juiz poderá efetivamente nomear peritos de sua confiança (art. sendo facultado às partes a utilização de mais de um assistente técnico. nos casos de execução. A perícia será feita. podendo. 443 do CPC). Os honorários periciais serão pagos pela parte que pleiteou a prova pericial. ainda. regra geral. Sempre que a perícia se revelar complexa pela existência de regras de mais de uma área técnica. poderá o juiz nomear mais de um perito. Excepcionalmente. mencionando nele tudo quanto for útil ao julgamento da causa. Os assistentes. Da Inspeção Judicial (arts.

ex. Sendo as questões de ordem complexa ou ainda no caso específico de requerimento das partes poderá o juiz substituir os debates orais pela apresentação de memoriais escritos. Em relação à própria eficácia da sentença. Assim. modificar a prestação jurisdicional que extinguiu o processo sem resolução do mérito (art. Prolatada a sentença. torna-se praticamente impossível enumerar todos porque os referentes ao direito material dependem do tipo de relação jurídica controvertida decidida pela sentença. Ocorre quando estiverem esgotados todos os recursos previstos na lei processual. o qual não poderá mais modificar a prestação jurisdicional dada. esgota-se a atividade do juiz. a sentença de divórcio). não podendo ser de natureza diversa do pedido. 162. p. fazem a coisa julgada formal. portanto as sentenças em meramente declaratórias (que declaram um direito. Sentença . 1. Importante: Apesar de não previsto junto ao art. 454 do CPC). aplicando a lei ao caso concreto segundo a fundamentação.. do CPC). o pedido formulado pelo autor. modificam ou extinguem uma determinada relação jurídica. produzindo. ou porque foram todos utilizados e decididos. 463 do CPC). imutabilidade dos efeitos que se projetam fora do processo (torna-se lei entre as partes) e impede que nova demanda seja proposta sobre a mesma lide. Todas as sentenças.ex. ou porque decorreu o prazo de sua interposição. Oferecidos os memoriais ou encerrado os debates. com a adequação do direito ao caso concreto. 267 do CPC). a saber: a) Coisa julgada formal: consiste na imutabilidade dos efeitos da sentença dentro do processo em que ela foi proferida. Da Coisa Julgada . Dos efeitos da sentença e sua regular eficácia: a declaração. ao Ministério Público. condenatórias (declaram um direito e impõe uma condenação. o juiz poderá em caso específico de indeferimento da inicial (art. § 1°. em certo momento. Quanto aos efeitos secundários. obrigando o suposto devedor a cumprir a obrigação imposta na sentença em caso do não cumprimento espontâneo da mesma. LINK ACADÊMICO 7 DA SENTENÇA E DA COISA JULGADA 1. sentença é o ato do juiz que decide a causa com ou sem resolução de mérito. a partir do trânsito em julgado. 269 do CPC). 463 do CPC. o tópico final em que. isto é. Com a certificação do trânsito em julgado dá-se ao vencedor o direito de iniciar a execução do que lhe foi concedido junto ao processo de conhecimento. o chama- 15 . determinando a retomada do regular prosseguimento do feito. estas passaram também a ser classificadas como executivas (a satisfação do vencido não depende de outra fase processual. 460 do CPC). A sentença deve ser proferida segundo o pedido do autor (limite objetivo). 267 ou 269 do CPC. 267 do CPC). a sentença que declara a autenticidade ou falsidade de um documento). Com a reforma do CPC. c) Dispositivo ou conclusão: é a conclusão. ou que deixa de apreciar pedido expressamente formulado (citra petita) são consideradas nulas..ta da prova oral o juiz encerrará a instrução processual e passará aos debates orais. §3º. p. 456 do CPC). 296 do CPC). Faltando o dispositivo (conclusão) se diz que o ato judicial é inexistente. pelo prazo sucessivo de 20 minutos para cada um.extra petita). A coisa julgada pode ser dividida em formal e material. classificando. quando do julgamento da apelação que permite o juízo de retratação (art. b) Fundamentação: revela a argumentação seguida pelo juiz. o juiz proferirá a sentença em dez dias (art.ultra petita). ex. mandado de segurança. lei entre as partes. porque define a lide (art. diante das hipóteses do art. possessória) ou mandamentais (contém uma ordem judicial e devem ser cumpridas especificamente. 467 do CPC). Havendo falta do relatório e do fundamento se diz que a sentença é nula.Considerações Gerais: define-se coisa julgada como sendo a imutabilidade dos efeitos da sentença ou da própria sentença que decorre de estarem esgotados os recursos eventualmente cabíveis (art. produz-se para o futuro. b) Coisa julgada material: consiste na imutabilidade dos efeitos da sentença no mundo jurídico. prorrogáveis para mais 10 (art. no todo ou em parte. despejo. vale deixar consignado que sentenças declaratórias e condenatórias produzem efeito ex tunc. nem condenar o réu em quantidade superior ou diferente do objeto que lhe foi demandado (art. só podendo alterá-la nas hipóteses de erro material ou ainda quando devidamente provocado através de embargos de declaração (art. A sentença possui requisitos expressos delimitados junto ao art. a condenação ou a constituição são efeitos primários da sentença também chamados principais. p. ou seja. já o efeito das sentenças constitutivas é normalmente ex nunc. 458 do CPC. sob pena de crime ou de multa. desde logo.1. fixando desde logo o prazo para tanto (art. se for o caso. portanto. o juiz acolhe ou rejeita. tornando-se. sentença que condena ao pagamento de pensão alimentícia) ou constitutivas (declaram um direito e criam. 295 do CPC). tanto a sentença que julga além do pedido (se diz . Se a sentença julga o mérito.ex.Considerações Gerais: com a definição prevista junto ao art. p. a saber: a) Relatório: é o resumo do processo feito pelo juiz descrevendo-o em seus termos essenciais. obrigação de fazer). diz-se que é definitiva. 454. em seguida ao advogado do réu e.ex. que julga fora do pedido (se diz . Nos demais casos é meramente processual ou terminativa (art.. concedendo a palavra primeiro ao advogado do autor. como p. pondo-se fim à lide. sendo tais requisitos considerados essenciais. 2.

art. são aqueles cujo titular é perfeitamente identificável e cujo objeto é divisível e cindível. Assim. as próprias partes litigantes no processo. 1. ocorre também (salvo algumas exceções) a coisa julgada material. 485 do CPC .do efeito negativo da coisa julgada material. 5º CPC). 15 da Lei nº 5. p. CPC Comentado.ex. 10 ED. 2. 2. Importante: Especificamente para as sentenças de mérito. bem como no caso da procedência dos embargos à execução de dívida ativa da Fazenda Pública. não podendo beneficiar ou prejudicar terceiros que não participaram da relação jurídica deduzida em juízo (art. Limites objetivos da coisa julgada: a coisa julgada tem seus limites objetivos fixados conforme a análise dos próprios elementos objetivos da ação (pedido + causa de pedir). os direitos difusos são direitos cujos titulares não se pode determinar. por meio da ação rescisória . A imutabilidade da coisa julgada é uma garantia constitucional de modo que nem a lei pode violá-la (art. podemos ainda considerar como limite objetivo da coisa julgada o reexame necessário previsto nas hipóteses elencadas junto ao art. Em tais hipóteses a parte poderá se utilizar de ações revisionais . não produzem coisa julgada material. bem como da situação prevista junto ao art. Estado. 475 do CPC. ligados entre si ou com a parte contrária. O que caracteriza um direito individual comum como homogêneo é sua origem comum. o direito do consumidor de ser alvo de publicidade não enganosa e não abusiva. I. no prazo de 02 anos contados da data do trânsito em julgado. por exemplo: o direito dos alunos de determinada escola de ter assegurado a mesma qualidade de ensino em determinado curso. art. Assim. Por sua vez. sendo relevante deixar consignado que somente a parte dispositiva da sentença é que produz a coisa julgada. a sentença relativa à guarda dos filhos. onde a coisa julgada pode ser estendida a fundamentação/ motivação da sentença diante da ampliação do thema decidendum. No mais existe ainda previsão expressa para rediscussão de questões que já foram objeto de sentença meritória no caso de a relação jurídica ser continuativa. 471 do CPC). na ação popular.. O objeto desses direitos é indivisível . c) as sentenças proferidas em ação de alimentos (Art. os titulares são indeterminados. 472 do CPC). alcançando assim a parte específica em que se encontra resolvida a questão prejudicial de mérito. Tal exigência estará dispensada nas causas em que o valor da condenação ou o direito controvertido não excederem a 60 (sessenta) salários mínimos . 4º e art. Após o trânsito em julgado da sentença e ocorrendo a coisa julgada material. Por fim.e. por exemplo. por relação jurídica base. cc Lei nº 7. Município e suas respectivas autarquias e fundações de direito público. Inobstante a este fato. b) as sentenças proferidas em jurisdição voluntária (art. É difuso. RT. Assim como nos direitos difusos. em outra ação poderão ser rediscutidas. A grande novidade trazida pelo CDC no particular foi permitir que esses direitos individu- 16 . As questões enunciadas no art. XXXVI. Nelson Nery Junior. não faz também. Sobre ações coletivas e nas ações civis públicas. A ligação entre os titulares se dá por circunstâncias de fato. i. do CPC). da CF no que tange às ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade. d) as sentenças em geral. pág. caso a mesma tenha sido proferida em desfavor da União. Quanto aos direitos coletivos.717/65. Limites subjetivos da coisa julgada: este limite se encontra ligado ao próprio elemento subjetivo da ação. mas determináveis. ressalvada as hipóteses de ações coletivas e civis públicas.em casos de grave defeito formal ou de conteúdo da decisão. por exemplo: o direito de respirar ar puro. há tratamento especial da coisa julgada. tendo sobrevindo modificação quanto a situação fática ou de direito utilizado pelo julgador na anterior decisão. a lei exige obrigatoriamente o reexame da sentença pela instância superior independentemente de recurso voluntário. da CF).078/90. o objeto desse direito também é indivisível. (esgotamento dos recursos). 471. 267 do CPC) ressalvadas as hipóteses descritas junto ao inciso V. Apenas para lembrar as definições doutrinárias do tema em comento. como por exemplo ocorre com a sentença de alimentos. os direitos individuais homogêneos. em face da natureza de certas relações jurídicas discutidas. não pode ser cindido.111 do CPC). Por fim. 706/707. revisional de alimentos (art.2.1. caso em que a parte pode pedir revisão do que foi estatuído na sentença.478/68.347/85). ainda há possibilidade de desfazê-la. parece claro que os efeitos da coisa julgada somente serão imutáveis para as partes. podendo a ação ser repetida em juízo desde que sanado o defeito que impediu o julgamento de mérito. Frise-se que as sentenças que extinguem o processo sem resolução do mérito (art. (art. na qual é possível a repetição da demanda se a ação foi julgada improcedente por deficiência de provas (Lei nº 4. quando sobrevêm modificação no estado de fato ou de direito. 5°. 469 do CPC não fazem coisa julgada e. 102. 18) e nas ações coletivas (Lei nº 8.. coisa julgada material: a) as sentenças chamadas determinativas. proferidas em casos de relações jurídicas continuativas. §2º. DF. quando ocorre a coisa julgada formal.. Exceção temos nas ações declaratórias incidentais (art. É coletivo. 2007. bem como não será aplicado o duplo grau de jurisdição quando a sentença se fundamentar em julgamento pelo plenário do STF ou ainda quando estiver baseada em Súmula do STF ou de outro Tribunal Superior competente. tendo o novo juiz total liberdade de reapreciá-las segundo sua livre convicção. que consiste na proibição de qualquer outro juiz vir a decidir a mesma ação.

São Paulo-SP. Cursos de Pós Graduação. diante da ocorrência dos vícios previstos junto ao art. A coleção Guia Acadêmico é uma publicação da Memes Tecnologia Educacional Ltda. Assim. por qualquer meio ou processo. a sentença produzirá coisa julgada em reação aos terceiros (art. MBA em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP). devendo ser complementada com o material disponível nos Links e com a leitura de livros didáticos. Da Coisa Julgada Material e a Ação Rescisória: a ação rescisória é o meio processual destinado a desconstituir a coisa julgada material (sentença de mérito transitada em julgado).com. 472 do CPC). na execução da rescisória se recomporá a lesão causada. objetivando a tutela dos titulares dos direitos individuais homogêneos. g) Prova falsa. asseverando que este ato não pode se apresentar como simples reiteração da matéria decidida na ação anterior. 491 do CPC).ais pudessem ser transferidos coletivamente em juízo. em caso de falecimento do suposto pai. (A esse respeito vide também Carlos Eduardo Ferraz de Matos Barroso.delegando a competência onde deva ser produzida. pag. h) Documento novo. mas de uma única demanda. Assim. Concussão ou Corrupção do juiz. 2004. Saraiva. LINK ACADÊMICO 8 A coleção Guia Acadêmico é o ponto de partida dos estudos das disciplinas dos cursos de graduação. c) Dolo da Parte vencedora. A ação rescisória deve ser julgada por um Tribunal competente hierarquicamente superior a quem proferiu a sentença que se pretende rescindir.Conhecimento – 1ª edição . e) Ofensa a coisa julgada. Sorteado o relator. 492 do CPC). admite-se a Rescisória de Rescisória. I a IX. esta será feita por carta de ordem . sob pena dos vícios restarem convalidados pelo decurso do tempo. que é aquela onde facilmente pode ser colhida. Pós-graduado em Direito Processual Civil (Unisantos/SP). A violação dos direitos autorais caracteriza crime.3. em outros processos ainda que possa sofrer prejuízo em decorrência da decisão. É terminantemente proibida a reprodução total ou parcial desta publicação. do CPC tiver ocorrido na relação processual da ação rescisória antecedente. atendidos os pressupostos da legitimidade ad causam entre as partes da ação de estado. principalmente no que diz respeito ao pedido de rescisão do julgado. f) Violação a literal dispositivo de lei. b) Impedimento ou Incompetência absoluta do juiz. Em havendo necessidade de prova.2009 Autor: Fabrício Posocco. a pretensão de atacar o acórdão que julgou a primeira ação rescisória somente terá cabimento se algum dos fatos mencionados no art. Com ou sem resposta. sem prejuízo das sanções civis cabíveis. Tem legitimidade para propor ação. 485. alegar-se prejudicado ou contestar esta filiação quando da partilha dos bens em processo de inventário simplesmente por não ter participado do processo originário. a saber: partes. 485 do CPC. o estranho não terá direito de discutir a matéria decidida. Professor de Direito Processual Civil e Direito do Consumidor em Faculdades. Deve ser proposta em até 02 anos contados do trânsito em julgado da decisão. prossegue-se. 495 do CPC). MP e terceiro interessado. 323 a 331 do CPC). São fundamentos para a propositura da demanda rescisória são as hipóteses taxativas declinadas junto ao art. 487 do CPC. 191).br Todos os direitos reservados. 485 do CPC: a) Prevaricação. sendo devidamente instruída com o comprovante de recolhimento de 5% (cinco por cento) do valor dado a causa. Assim. j) Erro de Fato. 17 . d) Colusão para fraudar a lei. sendo este prazo considerado decadencial. Direito de Família (IBDF/CEU). coletiva. Por fim. como no procedimento ordinário. a título de multa que será revertida diretamente a parte contrária na hipótese de inadmissibilidade da demanda por unanimidade ou improcedência. e Cursos Preparatórios para OAB/Carreiras Jurídicas. Frise-se que a ação rescisória não suspende a execução da sentença que se pretende rescindir. devendo estar junto ao polo passivo as mesmas partes do processo em que foi proferida a sentença rescindenda. desistência ou transação inválidas. Caso a rescisória tenha sido julgada procedente e já se houver consumado a execução. Apenas para ilustrar. caso tenham sido citados no processo em litisconsórcio necessário todos os interessados. não poderá o herdeiro. Teoria Geral do Processo de Conhecimento. 488 do CPC. Não se trata de pluralidade subjetiva de demandas (litisconsórcio). Já nas causas relativas ao estado de pessoas. A inicial da ação rescisória deve atender os requisitos estipulados junto ao art. este mandará citar o réu assinalando o prazo de quinze a trinta dias para responder (art. Direito do Consumidor (IBDC/SC). Advogado militante. 489 do CPC). Processo Civil . as pessoas indicadas no art. 2. sendo possível que mais de uma comarca receba a delegação se as circunstâncias assim o exigirem (art. por ser a sentença prolatada inerente à própria situação da pessoa. portanto insuscetível de suspensão ou interrupção (art. tomemos o exemplo “a ação de investigação de paternidade ajuizado por filho concebido fora do casamento. com as providências preliminares e o julgamento conforme o estado do processo (arts. salvo nas hipóteses de medida cautelar ou tutela antecipada concedidas em sentido contrário (art. i) Confissão. Endereço eletrônico: www. A legitimidade passiva é exclusiva do pretenso pai e nenhum herdeiro ou cônjuge poderá participar do processo por ausência de vínculo jurídico com a questão proposta.memesjuridico.” Uma vez reconhecida a paternidade será ela oposta a qualquer pessoa. sem a expressa autorização do autor e da editora.