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Perspectivas FAB.

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ANÁLISE

FAB: perspectivas

Acima A escolha do vencedor do programa F-X2 não pode demorar muito, porque os Mirage 2000 não passarão de 2015-2016 (Foto: Segurança & Defesa).

Este artigo analisa as perspectivas para o futuro da Força Aérea Brasileira (FAB) em suas diversas áreas, a partir da implementação de vários programas atualmente em curso. n ALEXANDRE FONTOURA
ma Força Aérea não se limita aos vetores da aviação de caça, embora eles sejam sua ponta de lança. Por trás, existe toda uma estrutura logística, operacional, de treinamento, ma‐ nutenção, bases aéreas e uma série de outras aviações (de trans‐ porte, de reabastecimento em voo, etc.) que lhe dão apoio. Mas, comecemos o trabalho pela caça.

U

Aviação de caça
Quando esse texto era escrito, em meados de maio, ainda pa‐ recia distante o anúncio de um vencedor do processo de escolha do programa F‐X2, embora tudo indicasse que o Rafale era a opção preferencial do governo. Não nos aprofundaremos nisso, mas vale lembrar que a escolha não pode tardar muito mais, uma vez que os 12 Dassault Mirage 2000B/C (F‐2000B/C na FAB) que equipam o 1º Grupo de Defesa Aérea (1ºGDA) dificilmente irão continuar ope‐ rando além de 2015/2016. Os últimos AT‐26 Xavante em uso pelo 1º Esquadrão do 4º Grupo de Aviação também durarão pouco tempo pois, a partir de 2011, a unidade passará a operar com o F‐5M e deverá ser transfe‐ rida da Base Aérea de Natal (RN) para a Base Aérea de Manaus (AM). Esse cronograma poderá, entretanto, ser um pouco atrasado, pois o PAMA‐SP, aparentemente, vem encontrando dificuldades 4 SEGURANÇA & DEFESA

para disponibilizar para modernização os 11 F‐5E/F Tiger II ad‐ quiridos à Real Força Aérea da Jordânia, por falta de alguns compo‐ nentes. De qualquer forma, o plano é que o programa F‐5M seja encer‐ rado no próximo ano, com a entrega das últimas unidades à FAB. O F‐5M tem ajudado no desenvolvimento de uma doutrina de em‐ prego de mísseis BVR (Beyond Visual Range, ou Além do Alcance Vi‐ sual), mísseis de curto alcance com guiagem IR por meio de miras montadas no capacete, radar multimodo com capacidade lookup/look-down, armas inteligentes (bombas guiadas a laser, mísseis anti‐radar, etc), casulos Litening (designação de alvos e navega‐ ção/ataque), Reccelite (reconhecimento) e Skyshield (interferência eletrônica). A maior parte desses itens pode ser compartilhada com os A‐29A/B Super Tucano e com os A‐1M (A‐1 modernizado). Em 20 de fevereiro de 2009 foi publicado no Diário Oficial da União o extrato de dispensa de licitação nº 1/2009, referente à mo‐ dernização de 43 A‐1 (AMX) e tendo como contratada a EAI (Em‐ braer Aviation International). O valor do contrato é de cerca de US$ 148 milhões. Outro contrato, no valor de cerca de US$ 187 milhões, foi assinado com a empresa israelense Elbit Systems, para o forne‐ cimento de equipamentos por meio de sua subsidiária brasileira, a Aeroeletrônica (AEL). O processo de modernização em si teve iní‐ cio em 2007, com o recebimento, pela Embraer, de um A‐1 (mono‐ posto) e um A‐1A (biposto). A previsão é que em 2011 seja entregue o primeiro A‐1M e que o programa esteja concluído em 2014. A modernização dos A‐1 resolverá o problema da subutilização da aeronave, uma vez que ela atualmente opera sem radar e sem outros equipamentos essenciais, e sofre pela falta de padronização entre os três lotes produzidos. Assim, haverá a padronização dos sistemas de navegação e comunicação, que serão similares aos do

último esquadrão a operar o Xavante. e serão instalados lançadores internos de chaff/flares. O SABER X60/M60 tem tecnologia inteiramente nacional. Esses aviões seriam os de matrículas 5505. na Base Aérea de Canoas (RS). e os pilotos poderão usar mostrador montado no ca‐ pacete (HMD) modelo DASH 4. foi apresentada oficialmente para uso no Exército. De qualquer modo. há planos de ativação futura de unidades semelhantes. Seu al‐ cance inicial é da ordem de 60 km. 5519. bem como bombas com guiagem laser e infraverme‐ lho. o protótipo do SABER X60 entrou em funcionamento poucos meses depois. 5512. duas telas multi‐funcio‐ nais (MFCD) de 152×208mm e um MFCD de 104 x127mm. os pilotos de A‐1M poderão visualizar o terreno e outras aeronaves a longa distância. somava‐se o 5656. Há tempos. israelense. já em pleno funcionamento. A cabine terá iluminação compatível com uso de óculos de visão noturna (NVG). operando lado a lado com os F‐5M e do lote inicial de 36 unidades do futuro avião de combate da FAB (F‐X2). com recursos do Ministério de Ciência e Tec‐ nologia. Um radar semelhante. Com alcance máximo IFF de 75 km. já foram vistos em operação nor‐ mal. pode localizar simultaneamente 40 alvos (de asa fixa ou rotativa). fechou um contrato de US$7 milhões com a Embraer para o desenvolvi‐ mento e entrega de múltiplas unidades do ima‐ geador térmico NavFLIR. o radar nacional SABER (Sistema de Acom‐ panhamento de Alvos Aéreos Baseado na Emissão de Radiofre‐ quência) X60/M60 poderá suprir a necessidade. em outras bases aéreas. Em junho de 2009. poeira ou fumaça. A aquisição de sistemas de radar móveis. 5537. Ao lado O 1º/4ºGAv. Esse radar está sendo desenvolvido pelo CTEx (Centro de Tecnologia do Exér‐ cito) e pela OrbiSat. e será introduzido o radar SCP‐1 Scipio. é tridimensional (alcance. vai mudar-se para Manaus e passar a empregar o F-5M (Foto: Segurança & Defesa). F‐5M e A‐1M.QXD 06/06/10 00:31 Page 5 programa do F‐5M e A‐29. Hoje. a empresa americana FLIR Systems Inc. o mesmo valendo para algum sistema de defesa baseado em mísseis de médio alcance. a aviação de caça da FAB estará equipada com apenas um modelo.000m. 5524. da Mectron. cujo número final deverá superar as 100 unidades. No primeiro caso. Entretanto. Essa no‐ tícia nunca foi admitida como verdadeira pela FAB e. devido a falhas no armazenamento. deixando dez células mais voadas. azi‐ mute e elevação) e opera com teto máximo de 5. encontra‐se em fase final do projeto. Com construção iniciada em fevereiro de 2006. equipada com sistemas portáteis SA‐18 Igla. com alcance de até 60km e capacidade IFF (Identification Friend or Foe) é essencial para o aprimoramento da capacidade de defesa das instalações da FAB. o que entre SEGURANÇA & DEFESA 5 . independentemente de o avião estar ou não transportando um casulo Litening. o SABER X200. e os novos ar‐ mamentos incluem mísseis para uso em missões de supressão de defesas (SEAD) e antinavio. Provavelmente a FAB os havia imobilizado por razões di‐ versas. e seu peso total é da ordem de 200 kg. a força de 43 A‐1M modernizados será. mesmo na escuridão total. a primeira variante funcional do equipamento. de fato. incluindo os de matrícula 5512. instalado no nariz da aeronave. para fornecimento de peças de reposição ou para descarga posterior. É possível também que a FAB tenha selecionado as melhores células para a modernização entre as 53 disponíveis. a FAB dispõe apenas de uma Companhias de Auto‐Defesa An‐ tiaérea (CAAD). 5519 e 5658. foi divulgada uma notícia de que um total de dez A‐1 da FAB teria sido afetado por corrosão marinha na Base Aérea de Santa Cruz (RJ). Em 2007. O NavFLIR é um sistema fixo de infraver‐ melho. substituindo os Mirage 2000. vá‐ rios dos A‐1 supostamente inutilizados. A próxima CAAD a ser ativada deverá ser a da Base Aérea de Campo Grande. 5650. agora. vem lutando para colocar o maior número delas em operação. 5527. para instalação nos A‐1M. como falta de peças e. mas com alcance de 200km.Perspectivas FAB. Acima O programa de modernização dos F-5 deverá ser concluído em 2011 (Foto: Segurança & Defesa). de visada frontal. Os sis‐ temas defensivos incluirão novo receptor de alerta radar (RWR) no lugar do atual ELT‐56X. em caso de conflito. Defesa de Bases Aéreas A distribuição meios aéreos em bases fixas torna essas insta‐ lações um alvo prioritário da aviação inimiga. ou que tenham sido muito “canibalizadas”. Com ele. O RWR poderá lançar chaff e flares automaticamente (Automatic Flare Release). por pelo menos 20 anos. 5651 e 5658 — a eles. com ne‐ blina. para prover uma camada extra à defesa antiaérea. Também serão incluídos novos sistemas HOTAS e HUD (com campo de visão de 24o). A partir de 2025‐2030. Não há motivos que im‐ peçam o desenvolvimento de variantes do SABER M60 e do futuro SABER M200 para a FAB e até para a Marinha do Brasil. Ou‐ tras modificações estão previstas. uma das melhores plataformas de ataque da América do Sul. além dos A‐29 Super Tucano. que estava imobilizado na Base Aérea de Santa Maria (RS).

Em 10 de maio de 2010. Neste sentido. como os modelos da em‐ presa Santos Lab e Flight Solutions. A empresa gaúcha Aeroeletrônica (AEL) assinou um acordo com a FAB. antes desse estágio. uma demonstração com um exemplar. Outros. Não se tratando de venda ou arrendamento. que em termos de equipamentos SAR seriam mais modernos do que os SC‐105 atual‐ mente em uso. propostas já vieram de fabricantes da Rússia. aprofundar o aprendizado e estudo sobre a ope‐ ração de ART. na FAB). tornando‐se uma Força Aérea preparada para atuar no Século XXI. bem como nas linhas do Correio Aéreo Nacional. a FAB solicitou e recebeu da empresa EADS CASA uma proposta para o fornecimento de mais oito C‐295. O importante é que as ARTs. 54 dos cerca de 80 Bandeirante atualmente em carga na FAB serão modernizados. o Elbit Hermes 450 e o Hermes 900. em vários tamanhos e graus de sofisticação. e terá a participação de militares da Marinha e do Exército. novos. para Busca e Salvamento (SAR). e pela modernização dos C‐95A. Entretanto. ou Medium-Altitude Long-Endurance). do qual seriam adquiridas 50 unidades. os A-1 ainda permanecerão em serviço por cerca de 20 anos (Foto: Segurança & Defesa). C‐95B e C‐95C. seja em missões de reconhecimento e vigilância no campo de batalha. o que permitiria uma decisão mais abalizada. Seu papel na integração nacional. notadamente na Amazônia. visualizou a necessidade do emprego de Veículos Aéreos Não‐Tripulados (VANTs). como possivelmente em versões armadas. trazidos de Israel. Esquadrão “Orus” (o “olho que tudo vê”). terminologia que está sendo aban‐ donada em favor do termo ART (Aeronaves Remotamente Tripu‐ ladas). incluindo os sistemas de navega‐ Ao lado Maquete do radar multifunção SCP-1 a ser instalado nos A-1 modernizados (Foto: Segurança & Defesa). e o Denel Bate‐ leur (este do tipo MALE. que receberia também os dois C‐105 do 1º/15º GAv — passando então a contar com oito aeronaves. Não faltam VANT/ART no mercado. O primeiro esquadrão da FAB a operar VANT/ART será o 1º/17ºGAv. sendo quatro configurados como C‐105 e quatro configurados como SC‐ 105. que em poucas semanas será substituído por dois ou‐ tros. muitas vezes.Perspectivas FAB. Os novos C‐105 provavelmente somar‐se‐iam aos dois SC‐105 (que seriam reconvertidos para C‐105) do 1º/10ºGAv. Inicialmente. Al‐ guns são nacionais. outras vantagens traria economia de escala e maior padronização. Em junho de 2009. podem vir a ser fabricados no Brasil. é reconhecido até internacionalmente. No total. Espera‐se que o contrato seja assinado ainda em 2010. disponibilizando dois Hermes 450 para avaliação pelas Forças Armadas brasileiras. na história da institui‐ ção. Na verdade. o convê‐ nio não gerou ônus para o Brasil. Tenente‐Brigadeiro‐do‐Ar Juniti Sato. com a FAB decidindo‐se pela desativação dos C‐95 versão executiva. A equipe de avaliação será capitaneada pela FAB. substituindo em definitivo os SC‐95B Bandeirante. para uso ao lado do C‐95 Bandeirante. possivelmente. foram en‐ tregues ao 1º/10ºGAv (Esquadrão “Pelicano”). prioritário. por meio de associação com as em‐ presas fabricantes estrangeiras. Os quatro novos SC‐105. Dois exemplares con‐ figurados como SC‐105. entre eles os SC‐95B do 1º/10ºGAv e dez dos P‐95 Bandeirante Patrulha. o SC‐95B 6546 já foi transferido para o 5º ETA. 6 SEGURANÇA & DEFESA . O evento foi pre‐ senciado pelo Comandante da Aeronáutica. estão contempladas no futuro da FAB. Transporte e REVO ARTs (VANTs) A FAB quer recuperar o atraso vivido nas últimas duas décadas. França e Israel. a FAB pensava em adquirir uma aeronave do porte do Hermes 450. sendo um deles de emprego estratégico. como o Scorpion e o Falcão. em Manaus. A aeronave selecio‐ nada foi o CASA C‐212. Mais adiante. da Avibrás. deverão ser ativados outros três esquadrões equipados com ART. após conversão para transporte. A Aeroeletrô‐ nica fornecerá a nova aviônica. dos quais 12 foram ini‐ cialmente encomendados e entregues. a serem montadas no Brasil em um dos PAMA. Os C‐115 Buffalo foram substituídos pelo avião espanhol EADS CASA C‐295 (C‐105 Amazonas. mais antigos. da Suécia e. na Base Aérea de Campo Grande. formariam a dotação do 1º/10ºGAv. Outros dois C‐105 foram alocados ao 1º/15ºGAv. oito deles equipando o 1º/9ºGAv (Esquadrão “Arara”). onde operam ao lado de três SC‐95B Bandeirante. Com referência ao Bandeirante. foi concluído que havia necessidade de. a ser sediado na Base Aérea de Campo Grande (MS). foi abandonada. este com sede na Base Aérea de Ca‐ chimbo (PA). A idéia. entretanto. inicialmente o plano da FAB era selecionar um modelo estrangeiro que fosse simples e que já es‐ tivesse em produção. No caso de mísseis superfície‐ar de médio alcance. foi realizada na Base Aérea de Santa Maria A aviação de transporte da FAB sempre teve destaque e papel preponderante e. mais mo‐ dernos.QXD 06/06/10 00:31 Page 6 Acima Após a modernização. além de dez P‐95 Bandeirante Patrulha.

desenvolver e fabricar um caça supersônico.saabgroup.Perspectivas FAB. A Suécia é uma delas.com .gripen.com. Uma decisão a favor do Gripen NG é uma decisão que envolve parceria e independência para futuras gerações do poder aéreo. NOME FUNÇÃO DOMINIO GRIPEN NG BRASIL CAÇA MULTIMISSÃO OPERAÇÕES AÉREAS Encontre mais informações e assista ao novo video sobre o Gripen NG Brasil no www. proporcionando autonomia nacional para a operação e o desenvolvimento de futuros projetos de caças supersônicos. poucas nações têm a capacidade de projetar.QXD 06/06/10 00:31 Page 7 GRIPEN NG BRASIL O VOO MAIS ALTO DO BRASIL ATUALMENTE. gerando milhares de empregos sustentáveis para o Brasil. Isso assegurará ao País acesso a todos os níveis de tecnologias-chave.br www. e para o desenvolvimento do setor industrial aeroespacial. O Brasil poderá ser a outra. Agora existe uma oportunidade única para que o Brasil se torne um parceiro no programa de desenvolvimento do Gripen NG.

será aberta licitação. com seu IFF. equipando o 6º Esquadrão de Trans‐ porte Aéreo (6ºETA). o 2461 voltou a operar no ano passado. o 2005.Perspectivas FAB. de C‐390 para KC‐390: todos os aviões sairão de fábrica prontos não apenas para reabastecer outras aeronaves em voo. entre outras unidades. em Curitiba (PR). equipada com motor P&W PT6A‐114. Chile e África do Sul (que já manifestaram o desejo de participar do programa). demons‐ trada para o 7ºETA. e os EMB‐120ER receberam as matrículas 2005. enquanto os EMB‐120RT foram designados C‐97 e ma‐ triculados 2006‐2008. O trabalho vem sendo realizado pelo PAMA‐GL. Al‐ gumas informações dão conta de que todos os 22 Hercules da FAB seriam elevados ao padrão C‐130M. um exemplar foi adquirido para equipar o Centro de Lançamento de Alcântara. Oferecido pela Cessna à FAB em 1986 para uso na Amazônia. após um período no PAMA‐GL. A frota de Bandeirante modernizados será complementada por dois tipos de aeronave. já daria à Embraer a “massa crítica” ne‐ cessária à concretização do programa. em “T”. ção. que futuramente poderá ainda receber jatos exe‐ cutivos Embraer Phenom. foi aceita. com apoio de uma empresa privada. A FAB poste‐ riormente adquiriu dez exemplares da versão 208B (C‐98A na FAB). C. e portanto não seriam modernizadas. cujo custo está estimado em US$10 mi‐ lhões. respectivamente designa‐ dos C‐98 e C‐98A). Cindacta II. somada a outras vindas de países como Portugal. A primeira é o Embraer EMB‐120 Bra‐ silia. sendo posteriormente transferido para o Parque de Material Aeronáutico dos Afonsos (PAMA‐AF). Mais tarde. como o 1º/2º GT. Uma outra modificação ditou a mudança do nome do programa. O montante a ser in‐ vestido é de US$35 milhões. O desenvolvimento passou a ser gerenciado pela Aeronáutica. sendo nove EMB‐120ER e três EMB‐120RT. a FAB adquiriu usados mais 12 EMB‐120. O terceiro protótipo do Brasília. O 2010 foi configurado como VC‐97 e des‐ tinado ao 6ºETA. que poderá chegar a 25 anos. dos quais 11 eram C‐130E e os restantes K/C‐130H) e seus quatro Boeing KC‐137. Abaixo Se confirmada a aquisição de mais oito C295. Ao lado da substituição e modernização de aeronaves de trans‐ porte leves e médias. A maior parte da frota já recebeu o “Glass Cockpit”. por ser mono‐ motor. o Caravan foi inicialmente recusado. como também serem reabastecidos. 6ºETA. representaria um multiplicador da capacidade dos mísseis SA-18 Igla em uso na FAB (Foto: Segurança & Defesa). em Belém (PA). houve a padronização de aviônicos e sistemas de comunicação de um lote de dez C‐130H adquiridos à Aeronautica Militare Italiana (AMI) em 2001. recebendo novos componentes estruturais e sistemas de combustível e hi‐ dráulico. a FAB vem se dedicando à modernização e substituição das aeronaves maiores. pois terão uma sonda 8 SEGURANÇA & DEFESA . Inicialmente pensado pela Embraer para usar o máximo de componentes do Embraer 190. Constatada sua robustez e confiabilidade. O processo dará às aeronaves um novo ciclo de vida útil. sediado em Brasília (DF). Para essa etapa. Modernizado ou não. a FAB passará a contar com um total de vinte desses cargueiros (Foto: S. que os elevou ao pa‐ drão C‐130H LOW. e Legacy (VC‐ 99B) para o GTE.QXD 06/06/10 00:31 Page 8 Ao lado O radar SABER M60. o C‐390 (designação inicial) teve seu projeto totalmente reformulado após a manifestação do inte‐ resse da FAB. 7ºETA e Grupo Especial de Inspeção em Vôo (GEIV). Essa encomenda. 7ºETA. várias outras foram feitas na con‐ figuração externa. em Manaus (AM). Duas das células mais afetadas seriam exa‐ tamente os dois KC‐130H (2461 e 2462). dos quais quatro (2001 a 2004) foram encomendados em 1986 e designados VC‐97. Os demais aviões foram distribuídos ao 3ºETA (Rio de Janeiro. Mais adiante. incluindo a adoção de uma asa especialmente projetada (em vez de usar uma asa de EMB‐190. modificada) e a nova cauda. Depois. com possi‐ bilidade de aquisição de um segundo lote com igual número de uni‐ dades. dados de voo e controle. como os 22 Lockheed K/C‐ 130E/H Hercules em uso (de um total de 29 adquiridos. Primeiro. foi adquirido pela FAB e distribuído ao Centro Téc‐ nico Aeroespacial. o C‐130 já tem seu substituto definido na forma de um lote inicial de até 30 Embraer KC‐390. mas tam‐ bém o tornarão muito mais competitivo no mercado mundial. Todos foram revisados pela Embraer. Um quinto VC‐97. RJ). Nem mesmo a versão equipada com flutuadores. 2009 e 2011‐2016. quando passou por revitalização. A segunda aeronave é o versátil Cessna Caravan (208A Caravan I e 208B Grand Caravan ou Caravan II. outras cinco. enquanto outras apontam que algumas das células estariam no limite da vida útil. que foram distribuídas ao 1ºETA. Será também realizada uma revitalização da célula. A FAB também adquiriu aeronaves EMB‐145 (C‐99A) que equipam unidades de transporte. mais potente. Neto). foram revitalizados e modernizados cinco C‐130E pela empresa americana Derco Aerospace Inc. designado YC‐97 e com ma‐ trícula 2000. Entretanto. foram adquiridas mais duas aeronaves do tipo e. não chegou a ser incorporado à FAB. para o qual a empresa vis‐ lumbra um mercado a ser disputado de cerca de 700 aeronaves nos próximos 20 anos. comunicações. Além de mudanças internas. posteriormente. o que se refletiu em modificações que não apenas ade‐ quarão melhor o avião às especificações da Força Aérea. um modelo EMB‐120RT.

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a FAB deverá emi‐ tir um RFP (Request for Proposal) para quatro a oito jatos de trans‐ porte e reabastecimento em voo. permi‐ tindo a rápida conversão para transporte ou para REVO. No setor de transporte de autoridades. aviônicos e outros componentes de quatro dos Boeing 707 desativados pela FAA. e seus dois Boeing 737‐200 (VC‐96) foram desativados e substituídos pelos dois novos Em‐ braer EMB‐190 (VC‐2). com o recebimento das primeiras unidades de série em 2016. cedendo em troca a célula desativada do Boeing 707 que era usado para transporte presidencial e três AT‐26 Xavante. a FAB ainda enfrentará o problema de manter em condições de uso os atuais KC‐137. permitindo à Fuerza Aérea Argentina (FAA) recuperar a operacionalidade de seis de seus próprios Mirage III. por exemplo. em versão C‐ SAR e para operações especiais. que tem capacidade de carga 20% superior à do Boeing 767. Tanques extras — de modelo similar aos que equi‐ pam os atuais KC‐130 — poderão ser rapidamente instalados na cabine de carga dos KC‐390. alguns dos novos helicópteros EC725 e H‐60. Além disso. Entretanto. trens de pouso e outras partes e peças de Mirage IIIE/DBR. estendendo consideravelmente sua vida útil (Foto: Segurança & Defesa). incluir a substituição dos motores turbojatos Pratt & Whitney JT3C6. É provável. Abaixo Um total de 54 Bandeirante da FAB serão modernizados. serão equi‐ pados para REVO. Portanto. porém. que no futuro outras aerona‐ ves do inventário da FAB recebam capacidade de serem reabastecidas em vôo.Perspectivas FAB. além de maior disponibi‐ lidade de células no mercado. Outras alterações na frota do GTE serão mencionadas mais adiante. Esses tanques são removíveis. 10 SEGURANÇA & DEFESA . Ao lado O venerável UH-1H estará se despedindo da FAB ainda em 2010 (Foto: Segurança & Defesa). após re‐ centes acordos com a Argentina e o Paraguai. bem como o F‐X2. as dificuldades para a FAB aumentaram a partir do mo‐ mento em que a revisão dos motores JT3C6 deixou de ser realizada no Brasil. já mencionamos o uso do Legacy pelo GTE. em‐ bora se saiba que os russos têm interesse em apresentar uma pro‐ posta. os P‐3AM e. como os E‐99 e R‐99. fora de uso em sua força aérea. Provavelmente a escolha ficará entre o Airbus Military A330 MRTT (Medium Range Tranker-Transport) e o Boeing KC‐767. A previsão de entrega do primeiro protótipo do KC‐390 é para meados de 2014. possivel‐ mente. revisados pela Embraer. haverá muito mais “clien‐ tes” para a frota de aeronaves‐cisternas da FAB. o que é mais provável. RJ). Os aviões poderão ser adquiridos novos de fábrica ou serem convertidos a partir de variantes civis. para substituir os quatro KC‐137 que equipam o 2º Esquadrão do 2º Grupo de Transporte (Esqua‐ drão “Corsário”). Da mesma forma. A unidade já utiliza um Airbus A319 em con‐ figuração VIP (o VC‐1 presidencial). O primeiro acordo foi fechado em março. ganharão algum “fôlego”. o Paraguai re‐ ceberá três T‐27 Tucano de segunda‐mão da FAB. Neste caso. ainda. Os quatro KC‐137. Todos os F‐5M e A‐1M da FAB. Logo após a definição da concorrência F‐X2. por modernos turbofan CFM International CFM56. e em troca re‐ ceberá motores. até a entrada em serviço dos novos reabastecedo‐ res. aparentemente a FAB preferiria o A330. que poderia. e o segundo no início de maio deste ano. Carneiro). A FAB cederá à Ar‐ gentina aviônicos.QXD 06/06/10 00:31 Page 10 Ao lado A aquisição de dois EMB-190 em configuração VIP permitiu a retirada de serviço dos Boeing 727-200 do GTE (Foto: D. sobre o cockpit. sediado na Base Aérea do Galeão (Rio de Janeiro. Eles já passaram do ponto onde seria re‐ comendável uma modernização mais extensa.

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e pensou‐se em uma variante do EMB‐190. o problema é de solução mais fácil. identificar e atacar submarinos submersos (Foto: EADS CASA). Mas os potenciais problemas estruturais dos P‐3 Orion são amplamente conhecidos por seus operadores. com recomendações. como decorrência do “Acordo de Fernando de Noronha”. O painel é da Thales Avionics. foram adquiridos. Nos casos mais graves. Patrulha Em apenas duas ocasiões. sendo substituídos por um lote inicial de dez P‐95A Bandeirante Patrulha. de um total de nove unidades operacionais. O avião re‐ cebeu instrumentos de comunicação. Esses nove exemplares estão sendo moderniza‐ dos nas instalações da EADS CASA. os três pri‐ meiros quadrimotores turboélice Lockheed P‐3AM Orion. 12 SEGURANÇA & DEFESA . existe o programa ASLEP (Aircraft Service Life Extension Program) da Lockheed Martin. quando re‐ cebeu 28 Lockheed A‐28 Hudson. em sua história. que operará a aeronave. o programa foi abandonado. Portanto.S. mais modernos. depois comple‐ mentados por um lote com igual quantidade de P‐95B. O P‐3AM pode identificar e Ao lado Inicialmente recusado pela FAB. rece‐ berá um novo Centro de Apoio de Missão e um treinador tático para a tripulação. A segunda ocasião foi quando. o Esquadrão “Orungan”. o Cessna Caravan demonstrou sua utilidade é hoje é um vetor importante na aviação de transporte (Foto: Segurança & Defesa). em atendimento à Estratégia Nacional de Defesa (END). piloto automático digital. e a U. A primeira ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial. o que ocasionou atraso na sua modernização. a FAB recuperará a capacidade de detectar. A Base Aérea de Salvador (BA). Entretanto. A FAB ainda planejou a remotorização e modernização da aeronave. recebeu 14 Lockheed P2V‐5 Neptune (P‐ 15) e 13 Grumman S‐2A Tracker (P‐16A). como a necessi‐ dade de instalação de um bomb bay. Como as cé‐ lulas escolhidas pela FAB tinham apenas 60% de sua vida em fa‐ diga operacional consumida. uma decisão da FAB que afeta a aviação de trans‐ porte é a transferência de várias de suas unidades para a região central do País. sede do 1º/7ºGAv. durante as décadas de 60 e 70. guerra A/S e A/Sup. a FAB operou equipamento razoavelmente moderno. Para recuperar uma capacidade crível no cenário de patrulha marítima. Os P‐3AM devolverão à FAB a capacidade de patrulhar setores marítimos bastante afastados do litoral. das 12 adquiridas dos esto‐ ques da U. As aeronaves em modernização estão recebendo novos equi‐ pamentos como sensores de alta tecnologia. Comparado ao P‐15. cobrindo áreas bem maio‐ res do que seria possível com o P‐95.S. optou‐se pelos P‐3A modernizados. gerando apenas o inconveniente de um atraso de vários meses no cronograma. por diversas razões. Por último. A Em‐ braer chegou a propor a versão de patrulha marítima do EMB‐145. Os P‐15 foram precocemente desativados em 1978. a FAB iniciou o programa P‐X. com a desativação dos úl‐ timos P‐16. até o final do ano. A FAB se prepara para receber. oito Grumman S‐2E (P‐16E). que visa a substituir grandes componentes estruturais. compatível com o do CASA C‐295 (C‐105A). incluindo radar com capacidade SAR (Sinthetic Aperture Radar) com plena integração com o sistema de controle tático CASA FITS. 14 Lockheed PV‐1 Ventura. Com isso. Navy. na Espanha. A situação agravou‐se nos anos 90.Perspectivas FAB. o Bandeirante Patrulha era apenas um pa‐ liativo. Durante a revitalização das células foram identificadas racha‐ duras nas asas de algumas unidades. a FAB obteve e ope‐ rou aeronaves de patrulha marítima e guerra A/S no estado da arte. incluindo as asas. um sistema HACLCS (Harpoon Aircraft Command and Launch Control System) para disparar mísseis antinavio Harpoon Block I (já adquiridos pela FAB). mas. seis Consolidated PBY‐5 (versão aerobote) e 14 PBY‐5A Catalina (versão anfíbia). navegação e de controle do motor. e as células foram revitalizadas. não havia como atender alguns requisitos técnicos da FAB. Posteriormente.QXD 06/06/10 00:31 Page 12 Acima Com o P-3AM. Navy envia relatórios atualizados. além de seis helicópteros Sikorsky H‐34.

QXD 06/06/10 00:31 Page 13 .Perspectivas FAB.

orientado por uma mira montada no capacete do artilheiro. Os três primeiros de um total de 12 adquiridos para equipar o 2º/8ºGav. especializado em busca e salvamento. com seus sensores e torpedos A/S. de onde os mais aptos são enviados para a aviação de caça de primeira linha. de emprego geral. Uma defende a tese de que 14 SEGURANÇA & DEFESA . Assim. com mais tempo. oito da versão C‐SAR. e deverá concentrá‐los na Academia da Força Aérea. para missões semelhantes às que agora serão alocadas ao P‐3AM. sempre com alta disponibilidade. Os atuais nove H‐34/VH‐34 Super Puma em uso pela FAB de‐ verão ser modernizados a um nível o mais próximo possível dos novos EC725. bem mais mo‐ dernos). a Embraer poderá projetar uma nova aeronave baseada na família 190. e outros foram emprestados à Argentina). operando ao lado dos Neiva T‐25 Universal.Perspectivas FAB. a primeira de fabricação russa adqui‐ rida pela FAB. sinais de que deixará de operar tão cedo. Se for necessário. Operações Aéreas Especiais e emprego geral. pode ser usado para tiros de aviso e de des‐ truição. No ano passado. O canhão de 23mm.62mm). bipostos A‐29B vêm sendo empregados no 2º/5ºGAv. Forma‐ ram‐se hoje. agora voltada para as próprias necessida‐ des da Força. pode ser usado em missões de ataque e também em operações aéreas especiais (além dos dois tripulantes. enquanto a tropa embarcada pode desembarcar e efetuar a prisão dos ocupantes da aeronave que tenha pousado. foram recentemente incorporados. a aviação de asas rotativas da FAB vem modificando sua doutrina operacional. A FAB já lançou um programa de modernização de 80 T‐27. outra aeronave longeva na FAB e que não deu. duas linhas de opinião quanto ao sistema a ser adotado para treinar os pilotos do F‐X2. Desde que o Exército foi autorizado e implantou sua própria avia‐ ção. enquanto os modelos C‐SAR mobiliariam o 1º/10ºGAv. como missões de SAR e Combat‐SAR (Busca e Salva‐ mento em Combate). Além disso. A FAB vem submetendo os T‐25 a melhorias. Os últimos H‐1H da FAB serão retirados de serviço já em 2010. mesmo que tentem a fuga pousando em pistas improvisadas ou ro‐ dovias. No futuro. de canos rotativos. usadas pelo narcotráfico. pode ser empregado em missões de interceptação de pequenas aeronaves mono e bimotoras. O Mi‐35M. Mas a aeronave de asas rotativas cuja introdução em serviço mais tem causado comentários na FAB é o Mil Mi‐35M Hind. o AH‐2 Sabre poderá ser usado de forma a complementar os A‐29 Super Tucano do 1º/3ºGAv.QXD 06/06/10 00:31 Page 14 Acima Os Legacy foram adquiridos para servir ao Grupo de Transporte Especial (Foto: Segurança & Defesa). Asas Rotativas Essa é uma área que vem sofrendo grandes evoluções na FAB. nos anos 80. Esquadrão “Pantera”. designado AH‐2 Sabre na FAB. entretanto. Os H‐60 são armados com metralhadoras de M134 Minigun (7. na FAB. Também é possível que o 3º/8GAv. e equipados com cockpit compatível com NVG. ou uma versão do KC‐390. 2º/3ºGAv e 3º/3ºGAv. ser produzidas sob li‐ cença no Brasil. e usados na instrução dos novos pilotos de asas rotativas da FAB. mais básica. não faltando opções no mercado mundial que possam. além de outros equipamentos. o Esquadrão “Poti”. o 7º/8ºGAv completou as primeiras cinco mil horas de operação com a aeronave. um KC-130H) continua sendo uma das aeronaves mais importantes para a FAB. é provável que sejam todos concentrados no 1º/11ºGAv. que hoje emprega os CH‐34. Atualmente. O 2º/8ºGAv. Quanto aos pouco mais de 20 Helibras Esquilo em uso na FAB. sendo substituídos por Sikorsky H‐60 Black Hawk. Esquadrão “Harpia”). por enquanto. emitirá um RFP para selecionar um novo treinador. foi transferido para a Base Aérea de Boa Vista (RR) e reequi‐ pado com a nova aeronave. na formação dos futuros líderes de esquadrilha. estão devolvendo seus AT‐27 Tucano. antes equipado com H‐50 Esquilo e sediado em Natal (RN). visando a exten‐ são de seu tempo de serviço. Com isso. A próxima unidade a substituir seus H‐1H pelo Black Hawk será o 5º/8ºGAv. a serem montados em Itajubá pela Helibras. muito Abaixo O C-130 (na foto. Treinamento A aquisição de 99 A‐29 Super Tucano pela FAB causou uma “sobra” de treinadores básicos T‐27 Tucano (alguns estão sendo transferidos ao Paraguai. antes que sejam enviados para um dos “Terceiros”. e mais dois serão da versão VIP. para o Grupo de Transporte Especial (que também substituiu seus dois VH‐55 Esquilo biturbina por dois EC135. ao menos no que se refere aos aviônicos. como sub‐ marinos. Esquadrão “Puma”. uma vez que existem diferenças estruturais entre o Super Puma/Cougar e os novos Caracal. pode transportar oito infantes numa cabine). Oito deverão ser da versão transporte. sediado na Base Aérea de Belém (PA). atacar tanto alvos de superfície. daí o empenho em submeter a frota a uma contínua modernização (Foto: Segurança & Defesa). antes que consigam fugir. de um total de 16 encomendados (seis já em operação no 7º/8ºGAv. inclusive. os três esquadrões do 3ºGAv. seja mobiliado com a versão básica do EC725. Como estão recebendo o A‐29 Super Tucano. A FAB receberá um total de 18 helicópteros Eurocopter EC725 Caracal. mais sofisticada e melhor equipada. com o míssil Harpoon. os Super Puma modernizados seriam transferidos para o 1º/8ºGAv. extensamente modificada e com alguma solução técnica que possibilite a instalação de um bomb bay. em Natal. o Esquadrão “Falcão”.

mísseis BVR de origem estrangeira (Derby. como o italiano Aermacchi M346 Master e o coreano T‐50 Golden Eagle. Também é importante ressaltar que. sediado em Recife (PE). de cinco Legacy. No fu‐ turo. Conclusão A FAB vem caminhando. Entretanto. em termos de doutrina ope‐ racional da FAB. recebendo o equipamento MAGE (Medidas de Apoio à Guerra Eletrônica) Thales DR‐3000 e equipando o 1º/6ºGAv. as aeronaves passaram a ser denominadas R‐35AM.QXD 06/06/10 00:31 Page 15 o A‐29 basta. Es‐ quadrão “Carcará”. Entre as armas em desenvolvimento destacamos mísseis ar‐ar de curto alcance com guiagem IR (MAA‐1A. No mercado mundial há oferta de alguns mo‐ delos. Com a modernização. montada sobre a célula do EMB‐190. mas não podemos deixar de regis‐ trar o que representou. com a introdução em ser‐ viço. Missões especiais Na FAB há uma série de missões especiais. só o tempo dirá se esse tipo de aeronave será ou não necessário. vários Gates Learjet 35A ficaram dis‐ poníveis. ‐1B e A‐Darter). o aparecimento de um “excedente” de T27 Tucano. de Israel) já foram adquiridos. tudo o que um piloto de caça vivencia no cockpit de um caça pode ser experimentado no cockpit do A‐29. que já operava esse tipo de aeronave na versão R‐35A. Não abordaremos todos os casos. que agora serão modernizados e concentrados na AFA (Foto: Segurança & Defesa). a aeronave reabastece dois A-1M (Foto: Embraer). de reconhecimento fotográfico. novos exemplares poderão ser necessárias. Todas essas ações colocarão. graças ao maior número de consoles para operadores de radar e mesmo pelo uso de sistemas mais poderosos e de maior alcance. exe‐ cutadas por aeronaves especiais. entre outros efeitos. que poderão atender aos requisitos brasileiros. Algumas dessas aeronaves foram modernizadas e modificadas. até mesmo do Continente. não seria de se estranhar se. n Abaixo O substituto do C-130 na FAB será o Embraer KC-390. a FAB vem in‐ vestindo na aquisição de armas inteligentes e de outros equipa‐ mentos. que por sinal é também a do C-99 (Foto: Segurança & Defesa). a passos largos. rumo à recuperação do patente atraso. Ao lado A integração do A-29 Super Tucano à FAB gerou. após a defi‐ nição e recebimento dos primeiros novos caças da FAB. após 2016. que a deixou pelo menos 20 anos atrás de mui‐ tos países. principalmente após o recebimento de seu novo caça. além de mísseis anti‐radar (MAR‐1). a FAB no cami‐ nho de se tornar a maior e mais bem equipada Força Aérea do Con‐ tinente e uma das melhores do Hemisfério Sul. Além da aquisição de novos meios aéreos e da modernização de vários dos atuais. A segunda ar‐ gumenta que a operação de um grupo (24‐32) de jatos de treinamento modernos é fundamental para a boa formação do piloto de caça. definitivamente.Perspectivas FAB. visando a aqui‐ sição de um LIFT (Lead-In Fighter Trainer) para a FAB. uma vez que os sistemas são muito parecidos. Além disso. seja emitido um RFP. com muito maior capacidade. Acima A introdução na FAB do E-99 e do R-99 revolucionou a doutrina operacional da Força — com a vantagem de que a célula básica é a mesma. no GTE. a do EMB-145. pois com exceção da velocidade. Assim. a introdução em serviço dos cinco E‐99 e dos três R‐99 Guardião na Força Aérea. ou mesmo uma nova aeronave. antinavio e ar‐superfície. Na concepção artística. SEGURANÇA & DEFESA 15 .