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Conceito de pena


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Finalidade da pena
Princípios norteadores da pena Tipos de pena que o Brasil adota Aplicação da pena.

” Att: Medida de segurança não é pena. . Conceito de pena: “Resposta estatal. consistente na privação ou restrição de um bem jurídico ao autor de um fato punível não atingido por causa extintiva da punibilidade.

Essencialmente curativa ATT: A pena volta-se ao passado. enquanto a medida de segurança trabalha com periculosidade. Finalidades da pena: Pena . . enquanto a medida de segurança olha o futuro.Retribuição . A pena trabalha com culpabilidade.Ressocialização Medida de Segurança .Prevenção .

” . pune-se alguém pelo simples fato de haver delinquido. o mal causado.a) Teoria Absoluta ou Retribucionista “Para essa teoria. Passa a ser meio de combate à ocorrência e à reincidência de crimes.” b) Teoria Preventiva ou Utilitarista “Para essa teoria a pena passa a ser algo instrumental. Você quer apenas retribuir com um mal.

c) Teoria Mista ou eclética “Reuniu em uma só teoria as duas finalidades anteriores” No Brasil. 2) Prevenção . 3) Ressocialização. a pena tem tríplice finalidade: 1) Retribuição.A prevenção pode ser geral quando visa à sociedade e pode ser especial. . quando visa o delinquente.

Princípio da Personalidade ou Intransmissibilidade da Pena. 3. CF) . XLV. Princípio da Anterioridade – Esta lei tem que ser anterior aos fatos que busca incriminar. Princípio da Reserva Legal – Não há crime ou pena sem lei. 5º. (Art.PRINCÍPIOS NORTEADORES DA PENA 1. 2.

6. (Art. 5º. 5. 5.CF) 4. . Exceção: perdão judicial.PRINCÍPIOS NORTEADORES DA PENA Princípio da Individualização da Pena. Princípio da Proporcionalidade da Pena. 7. CF) . Princípio da Humanidade ou Humanização da Pena (art. Princípio da Inderrogabilidade ou da Inevitabilidade da Pena. XLVI. XLII e XLVIX .º.

32 CP): Reclusão Detenção Prisão Simples .1) DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE: Há três espécies de penas privativas de liberdade (art.

394 CPP (Ordinário.OB: VER. ART. Sumário e sumaríssimo) .

49 CP) .2) PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS (ART. Limitação de fim de semana. 43 CP) São cinco espécies: 1. Prestação de serviços comunitários 2. Interdição temporária de direitos 4. Prestação pecuniária 5. Perda de bens e valores 3) PENA PECUNIÁRIA (MULTA) (ART. 3.

77 e 78 CP). 2ª Em seguida serão consideradas as circunstâncias atenuantes (art. 65 e 66 CP) e agravantes (arts. . não é a última etapa da sentença). 3ª.AS TRÊS FASES DE APLICAÇÃO DA PENA (art. 68 CP) 1ª. A pena-base será fixada atendendo-se ao critério do Art. as causas de diminuição e de aumento. Outras etapas da sentença: d) Fixação do Regime Inicial e) Possibilidade de substituição por penas alternativas e sursis (Arts. 61 e 62 CP). 59 deste Código. Por último (última etapa do cálculo da pena.

. Há jurisprudência sugerindo 1/6 para cada circunstância judicial favorável ou desfavorável.JURISPRUDÊNCIA: STJ Súmula nº 231: A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal.

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26. 96 E 97 DO CP .Ob: PREVISTO NO ART.

2.1. b) Efeitos penais secundários da condenação – interrupção da prescrição. 92. reincidência. etc. O efeito penal pode ser: a) Efeito penal primário da condenação – submete o condenado à execução forçada. 91. do CP) b) Efeitos específicos (art. Os efeitos extrapenais podem ser: a) Efeitos genéricos (art. do CP) .

São mencionadas no artigo 107 do CPB. Ex. 2. I) Lei 9.CONCEITO: São as causas que extinguem o Direito de punir do Estado. art. ANISTIA. 48. II) a) Anistia: Competência exclusiva da União (CF. XVII) e privativa do Congresso Nacional (CF. com a sanção do Presidente da República. Insuscetível de anistia crimes hediondos e equiparados. 107. GRAÇA e INDULTO (ART. . MORTE DO AGENTE (ART. 1. Ressarcimento do dano (Art. 21. Art. 107. 312. VIII).437/97. as quais não são taxativas. §3º).

GRAÇA e INDULTO (ART. a condenação e os efeitos secundários (penais e extrapenais). ANISTIA. (ver Lei 8.072/1990) GRAÇA Individual Depende provocação interessado Coletivo Não depende de provocação do interessado INDULTO .2. 107. subsistindo o crime. atingindo apenas efeitos executórios penais. via decreto. II) b) Graça e indulto: ambos concedidos pelo Presidente da República.

Perdão judicial. 103 CP) ou perempção (art. nos casos em que a lei a admite (inciso V). Prescrição. Abolitio criminis. (inciso III). . nos casos previstos em lei (inciso IX).3. 5. 4. 60 CPP) (inciso IV). Retratação do agente. decadência (art. 6.

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099/95) . 522.1.137/90 e Crime de Sonegação fiscal – Lei 4.249/1995). 3. Decurso do prazo de suspensão condicional do processo sem revogação (art. 2. 34 da Lei 9. 312. § 2º e 337-A. § 3º CP). Reconciliação nos crimes de calúnia. 4. Apropriação indébita previdenciária e sonegação de contribuição previdenciária (arts. CPP). § 1º do CP). O pagamento de tributo e acessórios antes do recebimento da denúncia (Crimes contra a ordem tributária – Lei 8.729/65. 89. conforme art. 5. difamação e injúria (art. § 5º da Lei 9. 168-A. Ressarcimento do dano no peculato culposo (art.

intercorrente ou superveniente) Lei 12. (DASMASIO.717) ESPÉCIES A) Prescrição da pretensão punitiva (art. 2004. p. concreta.CONCEITO: "É a perda da pretensão punitiva ou executória do Estado pelo decurso do tempo sem o seu exercício". 110 do CPB) . (abstrata.234/2010) B) Prescrição da pretensão executória (Art. 109 do CPB). retroativa.

Súmula 438: “É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento em pena hipotética.STJ . independentemente da existência ou sorte do processo penal”. FIM DA PRESCRIÇÃO VIRTUAL .

Ronaldo Marinho PREPARATÓRIO OAB 2013 .Prof.