Topografia palavras gregas "topos" (lugar) e "graphen" (descrever), a descrição exata e minuciosa de um lugar.  a arte de representar no papel a configuração de uma porção de terreno com todos os seus acidentes e objetos que se achem em sua superfície.  determinar e representar a forma, a dimensão e a posição relativa de uma porção limitada da superfície terrestre.

Determinar:
• contorno (ângulos e relevo), • dimensão (distâncias e área) e • posição relativa (Norte e distância a pontos conhecidos) de porção limitada (30 Km de extensão máxima) da superfície terrestre, do fundo dos mares ou do interior de minas, desconsiderando a curvatura resultante da esfericidade da Terra.

base de qualquer projeto e de qualquer obra realizada por engenheiros ou arquitetos:  obras viárias  grandes obras de engenharia, pontes, portos, viadutos, túneis,  núcleos habitacionais  trabalhos de terraplenagem;  planejamento urbano, Paisagismo  Aeroportos  Barragens, usinas hidrelétricas  Telecomunicações  sistemas de água e esgoto  Irrigação e drenagem  reflorestamento

tem por finalidade. mapear grandes porções de superfície. levando em consideração as deformações devido à sua esfericidade. ciência muito mais abrangente. menos complexa e restrita.  .  Topografia. é apenas um capítulo da Geodésia.Topografia tem por finalidade mapear uma pequena porção da superfície (área de raio até 30km)  Geodésia.

Ocupa-se com o estudo das dimensões e suas respectivas medidas  . é a parte da topografia que estuda o conjunto das operações necessárias para a obtenção dos elementos indispensáveis à representação gráfica do terreno. assim como. Topologia –trata dos estudos das formas da superfície da Terra e das leis que regem seu modelado. trata a manipulação e utilização de plantas topográficas Topometria – Ligada á cartografia.

levantada topograficamente. a esta projeção ou imagem figurada do terreno dá-se o nome de Planta ou Plano Topográfico. . .a superfície terrestre. é representada através de uma Projeção Ortogonal Cotada e denomina-se Superfície Topográfica.

etc. posições ou pontos a serem levantados. etc. onde se relacionam os métodos de     levantamento.trabalho prático da Topografia pode ser dividido em cinco etapas:  Tomada de decisão. volumes. Mapeamento ou representação: produzir o mapa ou carta a partir dos dados medidos e calculados. Trabalho de campo ou aquisição de dados: fazer as medições e gravar os dados. equipamentos. Cálculos ou processamento: elaboração dos cálculos baseados nas medidas obtidas para a determinação de coordenadas. Locação. .

Norma Brasileira para execução de Levantamento Topográfico. com instrumental adequado à exatidão pretendida. de distâncias horizontais. o levantamento topográfico é definido por:  "Conjunto de métodos e processos que.“ .De acordo com a NBR 13133 (ABNT. primordialmente. determinando suas coordenadas topográficas. 3). A estes pontos se relacionam os pontos de detalhe visando a sua exata representação planimétrica numa escala pré-determinada e à sua representação altimétrica por intermédio de curvas de nível. com eqüidistância também pré-determinada e/ou pontos cotados. através de medições de ângulos horizontais e verticais. verticais e inclinadas. implanta e materializa pontos de apoio no terreno. 1991. p.

para finalidades especiais . pelo grau de precisão  expedito: levantamento rápido. demorado e custoso  de precisão: usado em pequenas extensões. com equipamentos primários e utilização limitada  regular: levantamento com equipamentos sofisticados. com avaliação e ajustamento dos erros. barato.

determina a cota ou altitude de um ponto (coordenada Z)  Planialtimétricos – determinação dos dois levantamentos .determina a posição planimétrica dos pontos (coordenadas X e Y)  Altimétricos . pela natureza dos dados levantados  Planimétricos .

sem as deformações que os outros modelos apresentam. matematicamente através de medidas gravimétricas (força da gravidade) realizadas sobre a superfície terrestre. No entanto. de definições matemáticas adequadas à sua representação. devido à irregularidade da superfície terrestre. até o momento. Este modelo. B) Modelo Geoidal superfície terrestre representada por uma superfície fictícia definida pelo prolongamento do nível médio dos mares (NMM) por sobre os continentes. irá apresentar a superfície do terreno  deformada em relação à sua forma e posição reais. O modelo geoidal é determinado. o modelo real não dispõe. evidentemente. A) Modelo Real representação da Terra na realidade. .

o terreno representado segundo este modelo apresenta-se bastante deformado no que diz respeito à forma das suas feições e à posição relativa das mesmas. Modelo Elipsoidal a Terra é representada por uma superfície gerada a partir de um elipsóide de revolução.a Terra é representada como se fosse uma esfera. É a simplificação utilizada pela Topografia. com deformações relativamente maiores que o modelo geoidal. Esta aproximação é válida dentro de certos limites e facilita bastante os cálculos topográficos.Considera a porção da Terra em estudo como sendo plana.   Modelo Plano . é o mais distante da realidade. . Modelo Esférico .

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• datum vertical é uma superfície de nível utilizada no referenciamento das altitudes tomadas sobre a superfície terrestre.25 • SIIRGAS 2000 . Clarke (1858).• modelo matemático teórico da representação da superfície terrestre. mais conhecido como Internacional 67 com os parametros: DATUM = SAD 69 (CHUÁ).257222101 .378. f = 1 .adota o elipsóide de revolução GRS80 (Geodetic Reference System 1980).160 m. • elipsóides mais utilizados estão os de Bessel (1841). Hayford (1909) e o Internacional 67 (1967). são utilizados: • o Geodetic Reference System .GRS 67.378. é utilizado no referenciamento das posições tomadas sobre a superfície terrestre.b/a = 1 / 298. Helmet (1907). • datum horizontal.137 m f = 1/298. a = 6. No Brasil. cujos semi-eixo maior e achatamento são: a = 6.

(Movimento de Rotação) Equador: é o círculo máximo da Terra. Paralelos: são os círculos cujos planos são paralelos ao plano do equador. Normal ao Elipsóide: é toda linha reta perpendicular à superfície do elipsóide de referência. é a direção na qual atua a força da gravidade. Esta linha possui um desvio em relação à vertical do lugar. Meridianos: são as seções elípticas cujos planos contém a linha dos pólos e que são normais aos paralelos. Os Paralelos mais importantes são: Trópico de Capricórnio ( = 23026'S) e Trópico de Câncer ( = 23026’N). . Vertical do Lugar: é a linha que passa por um ponto da superfície terrestre (em direção ao centro do planeta) e que é normal à superfície representada pelo Geóide naquele ponto. cujo plano é normal à linha dos pólos.      Linha dos Pólos ou Eixo da Terra: é a reta que une o pólo Norte ao pólo Sul e em torno do qual a Terra gira.

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positivamente para o norte (N) e negativamente para o sul (S). e o meridiano do lugar (aquele que passa pelo ponto em questão). Longitude(): de um ponto da superfície terrestre é o ângulo formado entre o meridiano de origem. Sua contagem é feita com origem no equador e varia de 0 a 90. Sua contagem é feita de 0 a 180. conhecido por Meridiano de Greenwich (na Inglaterra).   Plano Horizontal do Observador: é o plano tangente à superfície terrestre ou topográfica num ponto qualquer desta superfície. . positivamente para oeste (W ou O) e negativamente para leste (E ou L). Latitude(): de um ponto da superfície terrestre é o ângulo formado entre o paralelo deste ponto e o plano do equador.

Estes valores dependem do elipsóide de referência utilizado para a projeção do ponto em questão.é o nome dado aos valores de latitude e longitude que definem a posição de um ponto na superfície terrestre. latitude longitude .

000 km enquanto para o Hemisfério Sul variam de 10.   Coordenadas UTM Universal Transversa de Mercator (E. As abscissas variam de 500 a 100 km à Oeste do Meridiano Central e de 500 a 700 km a Leste do mesmo . Para o Hemisfério Norte as ordenadas variam de 0 a 10.N): é o nome dado aos valores de abcissa (E) e ordenada (N) de um ponto sobre a superfície da Terra.000 a 0 km. O cilindro tangencia o Equador. assim dividido em 60 arcos de 6 (60 x 6 = 360). quando este é projetado sobre um cilindro tangente ao elipsóide de referência.

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 Lineares  Angulares  Superfície  Volume O sistema de unidades utilizado no Brasil é o Métrico Decimal .

046. mm(E-03).34 m Unidades de Medida de Superfície  cm2(E-04). m2 e Km2(E+06)  are = 100 m2  acre = 4.400 m2 Unidades de Medida de Volume  m3  litro = 0.86 m2  hectare (ha) = 10. m e Km(E+03)  polegada = 2. dm(E-01).Unidades de medida linear  m(E-06).42 ha = 24.001 m3 .84 ha = 48.0254 m  Milha = 1609.000 m2  alqueire paulista = 2.200 m2  alqueire mineiro (geométrico) = 4. cm(E-02).54 cm = 0.

    METRO A origem do metro ocorreu em 1791 quando a Academia de Ciências de Paris o definiu como unidade padrão de comprimento. Sua dimensão era representada por 1/10. O metro é uma unidade básica para a representação de medidas de comprimento no sistema internacional (SI).000 de um arco de meridiano da Terra. a Conferência Geral de Pesos e Medidas estabeleceu a definição atual do "metro" como a distância percorrida pela luz no vácuo durante o intervalo de tempo de 1/299.458 s. .792.000. Em 1983.

Nome Valor Numérico Símbolo Nome Valor Numérico 10-1 10-2 10-3 Símbolo Decametro 101 Hectometro 102 Kilometro 103 Dam Hm Km Decimetro centimetro milimetro dm cm mm .

(O – 360)o  Minutos .999999)o  Grados  Grado – (0 – 400)g  Radianos  Rad = 2 π   Relação 360o = 400g = 2π .99)”  Grau decimal  graus .  Unidades de Medida Angular Grau sexagesimal  Graus .(0 – 359.(0 – 59)’  Segundos – (0 – 59.

o método analítico utilizam dimensões cotadas para o cálculo • métodos gráficos utilizam dimensões tiradas graficamente • Area de figuras geométricas conhecidas: Quadrado = base x altura Triângulo qualquer = base x altura (perpendiculares entre si) Triângulo retângulo = base x altura ÷ 2 Trapézio = média das bases (maior e menor) x altura .

o Numérica. representação gráfica da escala numérica.valores medidos na própria carta.É a relação existente entre as dimensões representadas na carta e seus valores reais no terreno. graduado de modo a indicar diretamente. e a distancia real (D) no terreno. o Gráfica. representada em forma de fração. distancia gráfica(d) na carta. E = d/D . ela é um segmento de reta.

• o Pontos Principais N .Norte S .Oeste (poente) o Pontos colaterais o Pontos subcolaterais NNE Norte-nordeste ENE Este .nordeste ESE Este .sudeste SSE Sul-sudeste SSO Sul-sudoeste OSO Oeste-sudoeste ONO Oeste-noroeste NNO Norte-noroeste NE Nordeste SE Sudeste SO Sudoeste NO Noroeste .Sul E ou L .Este ou Leste (nascente) O ou W .

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no sentido horário.  .  A declinação magnética é o ângulo formado entre os eixos que definem os pólos magnéticos e os pólos verdadeiros (geográficos) do globo terrestre.O azimute é o ângulo medido a partir da direção norte (meridiano magnético ou meridiano verdadeiro/geográfico). até o alinhamento de interesse.

 A conversão de um azimute ao outro. RJ/ano ) Azv = Azmg + δ δ = δo + v ( t . cujo cálculo necessita de dados da Carta Magnética do Brasil (Observatório Nacional. sempre necessita da declinação magnética ( δ ).to ) .

Linhas Isopóricas .lugar geométrico dos pontos de uma região que tem a mesma variação de declinação. .lugar geométrico dos pontos de uma região que tem a mesma declinação magnética.        Az v = azimute verdadeiro Az mg = azimute magnético medido em campo com bússola δo = declinação inicial obtida através da interpolação de curvas isogônicas v = variação anual obtida através da interpolação de curvas isopóricas t = data do levantamento (medição do azimute em campo) to = data da CARTA MAGNÉTICA Linhas Isogônicas .

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Naturais: • são aqueles ocasionados por fatores ambientais • classificados como erros sistemáticos e dificilmente podem ser evitados • são passíveis de correção  Instrumentais:  são aqueles ocasionados por defeitos ou imperfeições dos instrumentos ou aparelhos utilizados nas medições  classificados como erros acidentais e ocorrem ocasionalmente  podendo ser evitados e/ou corrigidos com a aferição e calibragem constante dos aparelhos.  . Pessoais:  ocasionados pela falta de cuidado do operador  classificados como erros grosseiros  não são passíveis de correção.

A soma dos ângulos internos de um triângulo é igual a 180° Seno sen a = Cateto Oposto (c) Hipotenusa (a) Cosseno cos a = Cateto Adjacente (b) Hipotenusa (a) Tangente tg a = Cateto Oposto (c) Cateto Adjacente (b) O quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos. a2 = b2 + c2 (Teorema de Pitágoras) .

Lei dos senos a/sen(A)=b/sen(B)= c/sen(C)= 2R asenB=bsenA.2bc cos(A) . csenB=bSenC Lei dos cossenos a² = b² + c² .

senC 2 senA Conhecendo C.altura Area = a2 .senC .senB.C e (a) Triângulo retângulo Área = ½ base.Triângulo oblíquo Conhecendo A.(a) e (b) Área = ½ ab.B.