Conversão de Energia

Renato Mello
Engenheiro Eletricista
Transformadores
- Máquina elétrica estática.
- Funcionamento: princípio da indução eletromagnética
(indução mútua).
- Os circuitos não são ligados eletricamente
(fisicamente).
- Os circuitos são indutivamente acoplados.
- Grau de acoplamento magnético (dependência do meio
magnético).
Transformadores
- Bobina ou enrolamento PRIMÁRIO: circuito
que recebe energia de uma fonte externa.
- Bobina ou enrolamento SECUNDÁRIO:
circuito que entrega energia a uma carga
conectada aos seus terminais.
Transformadores
- Esquema elétrico:
Definições
V
1
: tensão de alimentação do primário.
r
1
: resistência do circuito primário.
L
1
: indutância própria da bobina primária.
I
1
: corrente do circuito primário.
E
1
: tensão induzida na bobina primária, por todo o fluxo
que enlaça esta bobina.
V
2
: tensão nos terminais do enrolamento secundário.
r
2
: resistência do circuito secundário.
L
2
: indutância própria da bobina secundária.
I
2
: corrente do circuito secundário, entregue à carga.
E
2
: tensão induzida na bobina secundária, por todo o fluxo
que enlaça esta bobina.
Definições
ϕ
1
: fluxo de dispersão que enlaça a bobina
primária.
ϕ
2
: fluxo de dispersão que enlaça a bobina
secundária.
ϕ
m
: fluxo mútuo, compartilhado, e que enlaça
as bobinas primária e secundária.
M: indutância mútua entre as duas bobinas,
produzida pelo fluxo mútuo.
Definições
- Convenção dos Pontos:
- Identifica a polaridade instantânea da tensão alternada
induzida nos dois enrolamentos (primário e secundário), devido à
ação transformadora.
- Princípio: Lei de Lenz  uma fem induzida fará com que a
corrente circule em um circuito fechado, num sentido tal que seu
efeito magnético se oponha à variação que a produziu.
Definições
- Convenção dos Pontos (regra):
- Se a tensão primária é positiva (em determinado instante) no
terminal com ponto da bobina primária, então a tensão secundária
será positiva (no mesmo instante) também no terminal com ponto
da bobina secundária.
- Se a corrente primária entra no terminal com ponto da bobina
primária, então a corrente secundária fluirá saindo do terminal
com ponto da bobina secundária.
Definições
- Convenção dos Pontos (regra):
Montagem das bobinas
- Quanto ao tipo de montagem das bobinas no núcleo, os
transformadores classificam-se em:
-tipo Núcleo ou NÚCLEO ENVOLVIDO ou core type:
Montagem das bobinas
-tipo Couraça ou NÚCLEO ENVOLVENTE ou shell type:
Tipos de transformadores
- Transformador de Unidade/elevador (geração 
transmissão).
- Transformador de Subestação/abaixador (transmissão
 distribuição).
- Transformador de Distribuição (distribuição).
- Transformador de Potencial (TP).
- Transformador de Corrente (TC).
Transformador Ideal
Considerações:
- Linearidade magnética do núcleo (permeabilidade magnética
μ = constante);
- Permeabilidade magnética do núcleo infinita (μ  ∞), ou
seja,
a relutância magnética R  0 (fluxos de dispersão nas bobinas é
nulo);
- Acoplamento magnético perfeito (coeficiente de acoplamento
K = 1);
- Resistência dos enrolamentos desprezíveis (r = 0);
- Indutâncias L
1
e L
2
não apresentam perdas e nem
capacitância de fuga;
- Perdas no núcleo desprezíveis (P
f
=0).
Transformador Ideal
Modelo esquemático e circuito equivalente (monofásico):
Transformador Ideal -
funcionamento
- Possui apenas o fluxo mútuo ϕ
m
, que enlaça ambas as
bobinas;
- Aplicando a tensão alternada V
1
no primário, circula uma
corrente I
1
, que produz o fluxo ϕ
m
, na direção apontada;
- A fem induzida primária, E
1
, de acordo com a convenção dos
pontos e com a Lei de Lenz, produz uma polaridade positiva na
parte superior da bobina primária, que se opõe instantaneamente
à tensão aplicada V
1
.
- Da mesma forma, no secundário, considerando a direção de
ϕ
m
, a polaridade positiva de E
2
deve ser tal que crie um fluxo
desmagnetizante oposto ao ϕ
m
. Uma carga ligada aos terminais
do secundário produz uma corrente secundária I
2
, que circula em
resposta à polaridade de E
2
e produz um fluxo desmagnetizante.
Análises de carga (fasoriais)
- Transformador ideal, operando a vazio.
(* Análise 1)
- Transformador ideal, operando com carga (indutiva)
(* Análise 2)
Transformador ideal -
expressões
- Das análises anteriores, tem-se:
- Resultando em:
- Considerando que a componente de carga da corrente
primária, I’
1
, é muito maior que a corrente de magnetização I
m
,
podemos escrever:
(onde I
m
é desprezível)
2 2 1
'
1 I N I N · = ·
a
N
N
I
I
= =
2
1
1
'
2
· · ·
~ + = 1 1
.
m 1 ' ' I I I I
Transformador ideal -
expressões
- Desta forma, pode-se escrever, para o trafo ideal:
- Sendo a chamada de relação de espiras ou relação de
transformação.
a
N
N
I
I
= =
2
1
1
2
Transformador ideal -
expressões
- Com relação às tensões (fem) induzidas nas bobinas primária
e secundária, pelo enlace do fluxo ϕ
m
, podemos escrever:
- De onde concluímos:
dt
t d
N t e
m ) (
) ( 1 1
|
· ÷ =
dt
t d
N t e
m ) (
) ( 2 2
|
· ÷ =
2
1
2
1
) (
) (
N
N
t e
t e
=
Transformador ideal – influência
da função senoidal
- Como...
- Considerando a fem senoidal...
- Tem-se...
- Onde...
dt
d
N t e
|
· ÷ = ) (
dt t e
N
d ) (
1
· ÷ = |
) ( ) ( 0 t sen E t e e · =
dt t sen E
N
t
}
· · ÷ = ) (
1
) ( 0 e |
) cos( ) cos( ) ( 0
0
t t
N
E
t e | e
e
| · = · =
N
E
e
|
0
0 =
Transformador ideal – influência
da função senoidal
- Mas podemos escrever...
(onde A é a área da seção transversal do núcleo, e B é o fluxo
máximo permissível)
- De onde escrevemos...
- Substituindo...
- Temos...
- Para esta amplitude, temos o seguinte valor eficaz da tensão:
A B· = 0 |
N A B E · · · = e 0
f t e 2 =
A B N f E · · · = t 2 0
2
0 E
Eeficaz =
A B N f Eeficaz · · · · = 44 , 4
Transformador ideal – influência
da função senoidal
- A equação estabelece o máximo fluxo mútuo permissível,
para uma dada frequência e uma dada tensão aplicada.
- A máxima densidade de fluxo permissível deve permanecer a
mesma, sob pena de sobreaquecimento do transformador
(maiores perdas no núcleo).
- Os transformadores projetados para operação em uma
determinada frequência não podem ser operados em outra
frequência sem as correspondentes alterações na tensão aplicada.
A B N f Eeficaz · · · · = 44 , 4
Transformador ideal -
expressões
- Desta forma, pode-se escrever, para o trafo ideal:
- Ou seja...
- Como no trafo ideal as resistências dos enrolamentos são
desprezadas, podemos escrever:
(módulo dos fasores)
A B N f E · · · = 1 1 2t
A B N f E · · · = 2 2 2t
a
N
N
E
E
= =
2
1
2
1
2 2
1 1
E V
E V
=
=
Transformador ideal -
expressões
- Concluindo...
(valores de pico ou eficaz)
- A relação de espiras (ou de transformação) de um trafo ideal
afeta somente o módulo das tensões e correntes primárias e
secundárias, mas não os ângulos de fase.
- Tanto o lado de “baixa tensão” quanto o lado de “alta tensão”
de um transformador podem ser usados como primário. Depende
da aplicação desejada. Devemos sempre lembrar:
N
1
: bobina que recebe energia (primário)
N
2
: bobina que fornece energia (secundário)
a
N
N
I
I
E
E
V
V
= = = =
2
1
1
2
2
1
2
1
Transformador ideal -
expressões
- Desta forma...
a > 1  transformador ABAIXADOR
a = 1  transformador ISOLADOR
a < 1  transformador ELEVADOR
Valores de impedância
refletidos
- Relembrando (cálculo de impedância)...
Valores de impedância
refletidos
- Transformador ideal...
Valores de impedância
refletidos
- Definições:
- Z
1
: impedância do primário (“vista” do primário do
trafo).
- Z
2
: impedância do secundário (“vista” do secundário do
trafo).
- Sabemos que:
2
1
2 1
N
N
V V · =
1
2
2 1
N
N
I I · =
Valores de impedância
refletidos
- Mas...
- Podemos escrever...
- Chegando à expressão...
1
1
1
I
V
Z =
2
2
2
I
V
Z =
2
2
1
2
2
1
1
|
.
|

\
|
· =
N
N
I
V
I
V
2
2
1
2 1
|
.
|

\
|
· =
N
N
Z Z
Valores de impedância
refletidos
- Concluindo...
- Uma impedância qualquer Z
2
no secundário do transformador
será vista do primário através do transformador como sendo uma
valor
- Z
1
: impedância vista do primário, chamada valor da
impedância Z
2
refletido (ou referido) ao primário do
transformador.
2
2
1 Z a Z · =
2
2
1 Z a Z · =
Observações
- A fonte de alimentação determina V
1
(tensão aplicada);
- O transformador determina V
2
(tensão induzida);
- A impedância de carga (Z
2
) determinar I
2
e θ
2
.
- Os valores I
2
, V
2
e θ
2
são relacionados entre si.
Transformador Real
Considerações:
- Linearidade magnética do núcleo (permeabilidade magnética
μ = constante);
- Permeabilidade magnética do núcleo finita (μ ≠ ∞), ou seja,
a relutância magnética R ≠ 0 (há fluxos de dispersão nas bobinas);
- Acoplamento magnético não é perfeito (coeficiente de acoplamento
K < 1);
- Resistência dos enrolamentos não são desprezíveis (r ≠ 0);
- Indutâncias L
1
e L
2
não apresentam perdas e nem
capacitância de fuga;
- Perdas no núcleo não desprezíveis (P
f
≠ 0);
- Os circuitos serão estudados a parâmetros concentrados.
Formação do modelo
matemático
Φ
d1
= fluxo de dispersão na bobina 1
Φ
m1
= fluxo de magnetização da bobina 1
Φ
d2
= fluxo de dispersão na bobina 2
Φ
m2
= fluxo de magnetização da bobina 2
Φ
m
= fluxo mútuo
m d total | | | + = 1 1
2 1 m m m | | | ÷ =
2 1 1 1 m m d total | | | | ÷ + =
- Indutância Própria:
- Pelas considerações anteriormente feitas, o fluxo na bobina 1
será:
Formação do modelo
matemático
i
N
L
| ·
=
2
2 2
1
1 1
1
1 1
1
N
i L
N
i L
N
i L m m
total
·
÷
·
+
·
= |
- Aplicando o Teorema de Ampère aos circuitos magnéticos:
Formação do modelo
matemático
1 1 1 i N R m m · = ·|
m
m
R
i N 1 1
1
·
= |
2 2 2 i N R m m · = ·|
m
m
R
i N 2 2
2
·
= |
- E considerando as expressões já vistas:
- Podemos chegar às seguintes expressões:
Formação do modelo
matemático
1
1 1
1
N
i Lm
m
·
= |
2
2 2
2
N
i Lm
m
·
= |
2
1
2
1 2
|
.
|

\
|
· =
N
N
L L m m
2
2
2
1
2
1
1
1 1
1
1 1
1
N
i
N
N
L
N
i L
N
i L
m
m
total ·
|
.
|

\
|
· ÷
·
+
·
= |
- Portanto, o fluxo de enlaçamento da bobina 1 será:
- Ou:
Formação do modelo
matemático
2
1
2
1 1 1 1 1 1 1 i
N
N
L i L i L N m m total · · ÷ · + · = ·|
|
.
|

\
|
· ÷ · + · = · 2
1
2
1 1 1 1 1 1 i
N
N
i L i L N m total |
- Derivando a expressão anterior em relação ao tempo, teremos:
- Logo:
Formação do modelo
matemático
|
.
|

\
|
· ÷ · + · = 2
1
2
1 1
1
1 1 ' i
N
N
i
dt
d
L
dt
di
L e m
|
.
|

\
|
· ÷ · + · = · 2
1
2
1 1
1
1
1
1 i
N
N
i
dt
d
L
dt
di
L
dt
d
N m
total |
- Considerando o circuito estudado, temos:
Formação do modelo
matemático
1 1 1 1 ' e i r v + · =
|
.
|

\
|
· ÷ · + · + · = 2
1
2
1 1
1
1 1 1 1 i
N
N
i
dt
d
L
dt
di
L i r v m
- A equação anterior nos fornece a tensão vista do primário do
transformador, sendo traduzida pelo circuito elétrico abaixo:
Formação do modelo
matemático
- Onde temos:
Corrente do secundário, refletida ou referida ao primário do trafo:
Corrente de magnetização do núcleo do trafo:
Tensão induzida devido ao fluxo mútuo:
Formação do modelo
matemático
1
2
2 2 '
N
N
i i · =
2
1
2
1 i
N
N
i im · ÷ =
dt
L e m
m
1 1
di
· =
- Para o transformador real, teremos então as seguintes tensões
terminais:
Formação do modelo
matemático
1
1
1 1 1 1 e
dt
di
L i r v + · + · =
2
2
2 2 2 2 e
dt
di
L i r v + · ÷ · ÷ =
- Se considerarmos o conceito de transformador ideal, afim de
trabalhar com as expressões/relações conhecidas, podemos
evoluir para o modelo de circuito abaixo:
Formação do modelo
matemático
- Para este último modelo matemático, podemos escrever:
Formação do modelo
matemático
1
1
1 1 1 1 e
dt
di
L i r v + · + · =
2
2
2 2 2 2 e
dt
di
L i r v + · ÷ · ÷ =
dt
L e m
1 m
1 1
di
· =
2
1
2
1
N
N
e
e
=
1
2
2
2 '
N
N
i
i
=
2 1 1 ' i i im ÷ =
- Tendo em vista as perdas no núcleo (histeresis e correntes de
Foucaut), foi estabelecido um outro circuito elétrico equivalente
para o trafo, largamente usado na engenharia elétrica de
potência, conforme abaixo:
r
f1
= resistor fictício que representa as perdas no núcleo.
Formação do modelo
matemático
- Para este último modelo matemático, podemos escrever:
Formação do modelo
matemático
1
1
1 1 1 1 e
dt
di
L i r v + · + · =
2
2
2 2 2 2 e
dt
di
L i r v + · ÷ · ÷ =
2
1
2
1
N
N
e
e
=
1
2
2
2 '
N
N
i
i
=
1 1
1 m
1 1
di
f f m i r
dt
L e · = · =
2 1 1 ' i i iv ÷ =
1 1 1 f v m i i i ÷ =
- Para o regime permanente de uma alimentação senoidal, de
frequência angular ω, teremos:
MODELO I:
Modelos matemáticos em
regime permanente
- MODELO I – expressões:
Modelos matemáticos em
regime permanente
- - -
+ · = 1 1 1 1 E I Z V
- - -
+ · ÷ = 2 2 2 2 E I Z V
1 1 1 jX R Z + =
2 2 2 jX R Z + =
- -
· = 1 m 1 1 I m Z E
1 1 m m jX Z =
2
1
2 1
N
N
E E · =
- -
1
2
2 2 '
N
N
I I · =
- -
- - -
÷ = 2 1 1 m ' I I I
MODELO II:
Modelos matemáticos em
regime permanente
- MODELO II – expressões:
Modelos matemáticos em
regime permanente
- - -
+ · = 1 1 1 1 E I Z V
- - -
+ · ÷ = 2 2 2 2 E I Z V
1 1 1 jX R Z + =
2 2 2 jX R Z + =
2
1
2 1
N
N
E E · =
- -
1
2
2 2 '
N
N
I I · =
- -
- -
· = 1 1 1 v m I Z E
1 1 1 // m f m jX R Z =
- - -
÷ = 2 1 1 ' I I Iv
- - -
÷ = 1 1 1 m I f v I I
- Tendo em vista o modelo abaixo:
Circuitos equivalentes com
valores referidos ao primário
- Referindo ou refletindo o lado secundário ao primário, teremos:
Circuitos equivalentes com
valores referidos ao primário
- Resumindo:
impedâncias longitudinais
 impedância transversal
Circuitos equivalentes com
valores referidos ao primário
1 1 1 jX R Z + =
2 2 2 ' ' ' jX R Z + =
1 1 1 // m f m jX R Z =
- Impedância LONGITUDINAL: Z
1
e Z’
2
- Impedância TRANSVERSAL: Z
m1
Impedâncias de um
transformador
- Modelo utilizado para análise do transformador sob carga.
Modelo simplificado, reduzido
ou aproximado
- Onde tem-se:
Modelo simplificado, reduzido
ou aproximado
2 1 1 ' Z Z Ze + =
1 1 e m Z Z >>
2 1 ' Z Z ~
2
'
1
2 1
e Z
Z Z = ~
- Onde tem-se:
Modelo simplificado, reduzido
ou aproximado
1 1 e 1 R e e jX Z + =
2 1 1 e ' R R R + =
2 1 1 ' X X Xe + =
2
R
'
1 e
2 1 = ~ R R
2
'
1
2 1
e X
X X = ~
Determinação das Impedâncias
de um Transformador
Para a determinação das impedâncias de um
transformador, devemos submetê-lo à realização de 2
ensaios:
- Ensaio à vazio;
- Ensaio de curto-circuito.
Ensaio à vazio
- Este ensaio é realizado alimentando-se um dos
enrolamentos do transformador com tensão e frequência
nominais, ficando o outro enrolamento em circuito aberto.
- Geralmente alimenta-se o enrolamento de tensão
inferior, pois neste caso a maior parte dos instrumentos de
medição ficará submetida ao nível desta tensão inferior, o
que é mais conveniente levando-se em conta também que,
em laboratório, os grupos motor-gerador nem sempre têm
condições de gerar tensão ao nível do lado de tensão
superior.
Ensaio à vazio
- Esquema de montagem:
Ensaio à vazio
Através do ensaio à vazio, determina-se:
- Perdas no núcleo ou no ferro (histerese e Foucaut);
- Impedância do ramo magnetizante (impedância
transversal);
- Corrente à vazio;
- Fator de potência à vazio.
Ensaio à vazio
- Considerando o modelo matemático do transformador,
em regime permanente, temos:
Ensaio à vazio
- Como Z
m1
>> Z
1
tem-se:
Ensaio à vazio
- Medições efetuadas no ensaio (valores eficazes):
- P
0
(em Watts);
- V
0
(em Volts); (procedimento do ensaio)
- I
0
(em Ampères).
- Na prática, tem-se: I
0
≈ 2 a 4% de I
nom.
.
- Determinação das grandezas R
f1
e X
m1
. (análise)
(caso o ensaio seja feito no lado de tensão inferior, a
impedância encontrada está referida a este lado)
Ensaio de curto-circuito
- Este ensaio é realizado curto-circuitando-se um dos
enrolamentos do transformador e aplicando-se no outro
enrolamento uma tensão ajustável, até que circule corrente
nominal, em ambos os enrolamentos.
- Geralmente curto-circuita-se o enrolamento de tensão
inferior, e aplica-se a tensão ajustável necessária ao
enrolamento de tensão superior.
Ensaio de curto-circuito
- Esquema de montagem:
Através do ensaio de curto-circuito, determina-se:
- Perdas no cobre (efeito Joule nos enrolamentos);
- Impedância longitudinal (resistências dos enrolamentos
e reatâncias de dispersão);
- Queda de tensão interna produzida ou provocada pelo
transformador, quando à plena carga;
- Fator de potência de curto-circuito.
Ensaio de curto-circuito
- Considerando o modelo matemático do transformador,
em regime permanente, temos:
Ensaio de curto-circuito
- Como Z
m1
>> Z’
2
tem-se:
Ensaio de curto-circuito
- Medições efetuadas no ensaio (valores eficazes):
- P
CC
(em Watts);
- V
CC
(em Volts);
- I
CC
(em Ampères); (procedimento do ensaio)
- Na prática, tem-se: V
CC
< 10% de V
nom.
.
- Determinação das grandezas R
e1
e X
e1
. (análise)
(caso o ensaio seja feito no lado de tensão superior, a
impedância encontrada está referida a este lado)
Ensaio de curto-circuito
- Lista: Exercício 1.
Exercício...
- Seja o modelo matemático completo do transformador,
referido ao lado primário:
Transformador com condições variáveis de carga
no secundário, e seu efeito no ângulo de fase do
primário
- Na operação com carga, podemos considerar I
1
≈ I’
2
,
já que I
v1
é pequena, pois Z
m1
>> Z
1
(ou Z
m1
>> Z’
2
). Ou
seja, utilizamos o modelo reduzido:
Transformador com condições variáveis de carga
no secundário, e seu efeito no ângulo de fase do
primário
- Análise para carga indutiva (θ
2
> 0);
- Análise para carga capacitiva (θ
2
< 0);
- Análise para carga resistiva (θ
2
= 0).
(diagramas fasoriais)
Transformador com condições variáveis de carga
no secundário, e seu efeito no ângulo de fase do
primário
- Regulação de tensão é a variação relativa da tensão
secundária de um transformador entre vazio e plena carga.
- Um exame nos 3 casos correspondentes às diferentes
cargas (análises anteriores) mostra que a diferença entre a
tensão secundária refletida V’
2
e a tensão primária aplicada
V
1
, é igual a queda de tensão na impedância equivalente
do transformador, referida ao primário (Z
e1
.I
1
).
Regulação de tensão de um
transformador
- - - -
· = A = ÷ 1 1 2 1 ' I Z V V V e
- Isto implica em que a relação entre a tensão refletida
nos terminais do secundário sob carga, V’
2
, e a tensão
aplicada V
1
guarda a mesma proporção que a existente
entre a tensão nos terminais do secundário com carga e a
sua tensão à vazio.
Regulação de tensão de um
transformador
( ) 100 % Re
arg 2
arg 2 2
·
÷
=
a c
a c vazio
V
V V
são gulaçãoTen
- Considerando o circuito (modelo reduzido) referido ao
lado secundário, temos:
Regulação de tensão de um
transformador
1 2 2 ' V E V vazio = =
2 arg 2 V V a c =
( ) 100 100 % Re
2
2 2
arg 2
arg 2 2
·
÷
= ·
÷
=
V
V E
V
V V
são gulaçãoTen
a c
a c vazio
- Para qualquer valor conhecido da corrente de carga I
2
,
é possível computar a fem E
2
, e a regulação de tensão do
transformador.
Regulação de tensão de um
transformador
( ) 100 % Re
2
2 2
·
÷
=
V
V E
são gulaçãoTen
- Análise para carga indutiva (θ
2
> 0);
- Análise para carga capacitiva (θ
2
< 0);
- Análise para carga resistiva (θ
2
= 0).
(diagramas fasoriais)
Regulação de tensão de um
transformador
) ( ) Re cos ( 2 2 2 2 2 2 2 2 2 I Xe sen V j I V E · + · + · + · = u u
) ( ) Re cos ( 2 2 2 2 2 2 2 2 2 I Xe sen V j I V E · ÷ · + · + · = u u
) ( ) Re ( 2 2 2 2 2 2 I Xe j I V E · + · + =
- Fórmula geral da fem E
2
:
Regulação de tensão de um
transformador
) ( ) Re cos ( 2 2 2 2 2 2 2 2 2 I Xe sen V j I V E · ± · + · + · = u u
- Lista: Exercício 2.
Exercício...
- O ajuste do tap em um transformador possibilita uma
compensação das quedas de tensões existentes, tanto pela
linha ou rede de alimentação, quanto pela carga ligado ao
trafo.
- No caso de transformadores de potência (ou de força),
os taps são ajustados automaticamente em função das
quedas de tensões produzidas pelas cargas (comutador de
taps, atuando conforme o ajuste do Controle Automático de
Tensão).
TAPs de um transformador
TAPs de um transformador
2
1
2
1
N
N
E
E
=
2
2
1
1
N
E
N
E
=
undário primário
espira
Volt
espira
Volt
sec
|
|
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
- Se N
2
é fixo, e pretendemos
ter um determinado valor de E
2
,
precisamos ajustar a relação
E
1
/ N
1
.
- Aspecto prático: ajustes de um controle automático de
tensão (CAT).
TAPs de um transformador
- É a razão entre a potência de saída (potência útil) e a
potência de entrada (potência motora).
Rendimento ou Eficiência de um
transformador
1
2
P
P
P
P
entrada
saida
= = q
100 (%)
1
2
· =
P
P
q
- No transformador, teremos:
- Desta forma:
Rendimento ou Eficiência de um
transformador
¿
÷ = Perdas P P 1 2
ferro cobre P P Perdas + =
¿
100 (%)
2
2
·
+ +
=
ferro cobre P P P
P
q
- Observações:
1)
- As perdas no ferro dependem da tensão e da
frequência de alimentação do transformador.
- Para tensão e frequência nominais, as perdas no ferro
são constantes, independentemente da carga.
2) As perdas no cobre (efeito Joule nos enrolamentos)
variam com a carga.
Rendimento ou Eficiência de um
transformador
Foucaut histerese ferro P P P + =
- Expressão geral do rendimento (considerando o circuito
equivalente do transformador, referido ao lado secundário):
Rendimento ou Eficiência de um
transformador
100
Re cos
cos
(%)
2
2 2 2 2 2
2 2 2
·
· + + · ·
· ·
=
I P I V
I V
ferro u
u
q
- Condição de rendimento máximo:
- O rendimento máximo em um transformador ocorrerá
quando as perdas no cobre se igualarem às perdas no
núcleo.
Rendimento ou Eficiência de um
transformador
0
2
. = ¬
dI
d
máx
q
q
ferro P I = ·
2
2 2 Re
2
2
Re
ferro P
I =
- Enrolamentos concordantes: enrolados no mesmo
sentido  Polaridade subtrativa
Polaridade de transformadores
monofásicos
- Enrolamentos discordantes: enrolados em sentidos
contrários  Polaridade aditiva
Polaridade de transformadores
monofásicos
Métodos de determinação da polaridade:
- Método do golpe indutivo;
- Método da corrente alternada;
- Método do transformador padrão.
Polaridade de transformadores
monofásicos
- Liga-se os terminais de tensão superior H
1
e H
2
a uma fonte de corrente contínua;
- Instala-se um voltímetro entre esses terminais
de modo a obter uma deflexão positiva ao se ligar
a fonte CC (chave comutadora na posição 1);
Método do golpe indutivo
- Em seguida, coloca-se a chave comutadora na
posição 2, transferindo-se o voltímetro para os terminais de
baixa tensão;
- Desliga-se a tensão de alimentação e observa-se o
sentido de deflexão do voltímetro;
- quando as duas deflexões são em sentidos OPOSTOS, a
polaridade é SUBTRATIVA;
- quando as duas deflexões são em sentidos IGUAIS, a
polaridade é ADITIVA.
Método do golpe indutivo
- Aplica-se uma tensão alternada aos terminais de
tensão superior, com um voltímetro entre estes terminais
(posição 1 da chave comutadora);
- Altera-se a chave comutadora para a posição 2, e faz-
se a leitura de tensão no voltímetro;
Método da corrente alternada
- Se a primeira leitura do voltímetro for MAIOR que a
segunda, a polaridade é SUBTRATIVA;
- Se for MENOR, a polaridade é ADITIVA.
Método da corrente alternada
- Compara-se o transformador a ser ensaiado com um
transformador padrão de polaridade conhecida, e que tenha
a mesma relação de transformação;
- Liga-se entre si, na tensão inferior, os terminais da
esquerda, conectando-se um voltímetro entre os terminais
da direita;
Método do transformador
padrão
- Aplica-se uma tensão reduzida nos enrolamentos de
tensão superior, que devem estar em paralelo (definindo-se
assim as buchas H
1
e H
2
do trafo ensaiado);
- Se o valor da tensão medida pelo Voltímetro for
praticamente nula, os dois transformadores têm a mesma
polaridade;
- Se o valor da tensão medida pelo Voltímetro for o
dobro da baixa tensão esperada, os dois transformadores
têm a polaridade oposta.
(método pouco utilizado)
Método do transformador
padrão
Paralelismo de transformadores
- Para os trafos monofásicos T
1
e T
2
, tem-se as
seguintes relações de transformação:
- Se a
2
> a
1
, tem-se E’
2
> E’’
2
, sendo:
E’
2
: fem induzida no secundário do trafo T
1
.
E’’
2
: fem induzida no secundário do trafo T
2
.
Paralelismo de transformadores
2
1
1
' E
E
a =
2
1
2
' ' E
E
a =
- Sendo:
I
circ.
: corrente de circulação que se estabelece na
malha formada pelos secundários dos trafos T
1
e T
2
, devido
à diferença de tensões ∆E
2
, onde:
- Tem-se, portanto:
Paralelismo de transformadores
2 2 2 ' ' '
- - -
÷ = A E E E
2 2
2 2
2 2
2
.
' ' '
' ' '
' ' ' Z Z
E E
Z Z
E
I circ
+
÷
=
+
A
=
- - -
-
- Para a
1
= a
2
, tem-se ∆E
2
= 0, e consequentemente
I
circ.
= 0.
- Se uma carga for conectada, tem-se no trafo T
1
uma
queda de tensão:
e no trafo T
2
uma queda de tensão:
Paralelismo de transformadores
2 2 2 ' ' '
- -
· = A I Z V
2 2 2 ' ' ' ' ' '
- -
· = A I Z V
- Como a tensão terminal secundária (no barramento de
carga) tem de ser a mesma, então:
ou seja:
- Se tivermos E’
2
= E’’
2
, teremos também:
Paralelismo de transformadores
2 2 2 ' ' '
- - -
= = V V V
2 2 2 2 2 2 2 ' ' ' ' ' ' ' ' '
- - - - -
= · ÷ = · ÷ V I Z E I Z E
2 2 2 2 2 2 ' ' ' ' ' ' ' ' '
- - - -
A = A = · = · V V I Z I Z
- Portanto, segundo o divisor de corrente, tem-se as
seguintes correntes de contribuição de cada trafo para a
carga:
Paralelismo de transformadores
2 2
2
2 2
' ' '
' '
'
Z Z
Z
I I
+
· =
- -
2 2
2
2 2
' ' '
'
' '
Z Z
Z
I I
+
· =
- -
2 2 2 ' ' '
- - -
+ = I I I
E também:
2 2 2 ' ' '
- - -
· = A = A I Z V V eq
2 2
2 2
' ' '
' ' '
Z Z
Z Z
Zeq
+
·
=
- Desta forma, tem-se para cada trafo, as seguintes
Potências Aparentes complexas:
- A potência aparente total fornecida pelos dois trafos
será:
Paralelismo de transformadores
2 2 1 '
- - -
· = I V ST
2 2 2 ' '
- - -
· = I V ST
1 1 1 T T T jQ P S + =
2 2 2 T T T jQ P S + =
2 1 T T S S S
- - -
+ =
Análise das Potências concatenadas pelos trafos T
1
e T
2
:
- 1º caso:
Se (ou seja, os ângulos das impedâncias Z’
2
e
Z’’
2
são iguais), mas com │Z’
2
│≠│Z’’
2
│, teremos:
S
T1
em fase com S
T2
, onde │S
T1
│≠│S
T2
│, com
│I’
2
│≠│I’’
2
│.
Paralelismo de transformadores
2
2
2
2
' '
' '
'
'
R
X
R
X
=
- 2º caso:
Se (ou seja, os ângulos das impedâncias Z’
2
e
Z’’
2
são iguais), e com │Z’
2
│=│Z’’
2
│, teremos:
S
T1
em fase com S
T2
, onde │S
T1
│=│S
T2
│, com
│I’
2
│=│I’’
2
│.
Ou seja:
Paralelismo de transformadores
2
2
2
2
' '
' '
'
'
R
X
R
X
=
2 1 T T S S
- -
= 2 2 ' ' '
- -
= I I
- 3º caso:
Se (ou seja, os ângulos das impedâncias Z’
2
e
Z’’
2
são diferentes), mas com │Z’
2
│=│Z’’
2
│, teremos:
com ângulos de S
T1
e S
T2
diferentes, e │S
T1
│=│S
T2
│, e
│I’
2
│=│I’’
2
│.
Paralelismo de transformadores
2
2
2
2
' '
' '
'
'
R
X
R
X
=
2 1 T T S S S
- - -
+ =
- 4º caso: (caso geral)
│S
T1
│≠│S
T2
│, e com ângulos de S
T1
e S
T2
diferentes.
Paralelismo de transformadores