EVOLUÇÃO DO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR DE CRIANÇAS NASCIDAS PREMATURAS ATÉ A IDADE PRÉ-ESCOLAR URZÊDA, Renan Neves 1; FORMIGA, Cibelle

Kayenne Martins Roberto 2
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Acadêmico do Curso de Fisioterapia da Universidade Estadual de Goiás (UEG); Fisioterapeuta, Professora do Curso de Fisioterapia da UEG. Grupo PET-

Fisioterapia, UEG, Unidade ESEFFEGO. E-mail: cibellekayenne@gmail.com

PALAVRAS-CHAVE: Desenvolvimento Neuropsicomotor, prematuridade, follow-up

INTRODUÇÃO A ocorrência de prematuridade está presente em todos os lugares e classes sociais, sendo decorrente de situações diversas e imprevisíveis, gerando custos sociais e financeiros para as famílias e para sociedade. Pode afetar a estrutura familiar alterando seus anseios e expectativas em relação ao futuro e comportamento da criança prematura (RAMOS; CUMAN, 2009). Existem evidências de que quanto mais precoce for o diagnóstico de atraso no desenvolvimento e a intervenção, maiores serão as chances da criança não desenvolver sequelas futuras. (FORMIGA, 2009).

OBJETIVO O presente estudo acompanhou longitudinalmente o desenvolvimento neuropsicomotor de crianças nascidas prematuras e de baixo peso até a idade préescolar com o objetivo de identificar e acompanhar possíveis distúrbios para o desenvolvimento neuropsicomotor nas diferentes idades de avaliação destas crianças.

MATERIAL E MÉTODO Participaram do estudo 10 crianças que nasceram pré-termo (idade gestacional <37 semanas) e com baixo peso (<2.500g), no Hospital Materno Infantil de Goiânia (HMI-GO).

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linguagem e pessoal-social) e o classifica em risco ou normal (FRANKENBURG et al. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os dados biológicos das crianças estão apresentados na Tabela 1. Na primeira avaliação as crianças foram avaliadas no ambulatório do HMI-GO e na segunda avaliação elas foram avaliadas na própria residência.5 5 2 1 2 1 4 Máximo 2405 2100 36 32 9 10 6 4 121 Mínimo 1020 1400 28 17 1 3 0 1 108 A Figura 1 ilustra o desempenho das crianças na avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor. A média do peso ao nascer a média da idade gestacional classifica a amostra como de alto risco para o desenvolvimento neuropsicomotor. TABELA 1 – Dados biológicos das crianças avaliadas. A amostra foi constituída por 6 meninas e 4 meninos. porém com a possibilidade de surgir problemas neuropsicológicos.. 1992). A frequência de risco para problemas no desenvolvimento foi maior aos 6 anos de idade. 2 .A coleta de dados foi realizada em duas idades: aos 6 meses de idade corrigida e aos 6 anos de idade. muitos prematuros conseguem atingir a idade pré-escolar com desenvolvimento neuropsicomotor normal. comportamentais e de aprendizagem à medida que novos desafios intelectuais aumentam na escola. De acordo com Rugolo (2005). As crianças foram avaliadas por meio do Teste de Triagem do Desenvolvimento de Denver II que contempla quatro áreas do desenvolvimento (motor amplo e fino. (n=10) Característica Peso ao nascer (em gramas) Peso aos 6 anos (em gramas) Idade Gestacional (em semanas) Idade Materna (anos) Apgar 1 Apgar 5 Nº de complicações clínicas Nº de complicações da gestação Altura aos 6 anos (cm) Média 1580 1750 32 26 6 8 4 2 112 DP 470 170 2. Os dados foram analisados descritivamente.

pois aumenta a possibilidade de identificação precoce de problemas para o desenvolvimento e o encaminhamento para serviços de saúde a fim de aproveitar as capacidades plásticas do sistema nervoso e desenvolver capacidades em todas as áreas do comportamento da criança (FORMIGA. Detecção de Risco para Problemas no Desenvolvimento de Bebês Pré-termo no Primeiro Ano. K. C. n. RUGOLO. 1.. CUMAN. K. n. R. 2009). FIGURA 1 – Prevalência total do risco para o desenvolvimento neuropsicomotor Desenvolvimento Neuropsicomotor 10 10 6 Frequência 5 4 0 0 Risco Normal Risco Normal 6 anos 6 meses de ICC CONCLUSÃO Os resultados do estudo revelaram que as crianças tiveram aumento do risco para problemas do desenvolvimento quando avaliadas no primeiro e sexto ano de idade. 2009. Tese de Doutorado. p. 2005.101-110.R. 2. FRANKENBURG. n. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FORMIGA.K. Universidade de São Paulo. RAMOS. W. v. A. 2009. São Paulo. O estudo reforça a necessidade do acompanhamento preventivo do desenvolvimento de crianças nascidas prematuras e de baixo peso. L. 91-97. S. 89. C. 2009. p. N.81.1. et al. 330p. 297-304. v. p. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.M. Fatores de risco para prematuridade: Pesquisa documental. v. Illinois. 3 . Escola de enfermagem Anna Nery. M. Pediatrics. Crescimento e desenvolvimento a longo prazo do prematuro extremo. 13. 1992.O acompanhamento de crianças que nasceram prematuras e de baixo peso em seus primeiros anos de vida é importante. The Denver II: A Major Revision and Restandartization of the Denver Development Screening Test. Jornal de Pediatria. H. S.