VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB

DIREITO TRIBUTÁRIO - 2ª Fase 2012.1 Teses Tributárias

SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Informativo nº 0498 Período: 21 de maio a 1º de junho de 2012. Primeira Turma TRANSPORTADOR. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. EXTRAVIO. AVARIA. MERCADORIAS IMPORTADAS. O transportador não responde, no âmbito tributário, por extravio ou avaria de mercadorias importadas sob o regime de suspensão de impostos e destinadas à comercialização em loja franca (duty free). É que tais mercadorias permanecerão com suspensão do pagamento de tributos até a sua venda, quando, então, a suspensão converter-se-á automaticamente em isenção de tributos (art. 15, §§ 2º e 3º, do DL n. 1.455/1976). Assim, caso a internação se realizasse normalmente, não haveria tributação em razão da isenção de caráter objetivo incidente sobre as mercadorias importadas. Logo, como houve extravio, não há responsabilidade subjetiva do transportador em virtude da ausência de prejuízo fiscal. Precedentes citados: REsp 726.285-AM, DJ 6/3/2006; AgRg no REsp 1.127.607-SP, DJe 20/11/2009, e AgRg no REsp 1.090.518-RJ, DJe 24/8/2011. REsp 1.101.814-SP, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, julgado em 22/5/2012. Informativo nº 0498 Período: 21 de maio a 1º de junho de 2012. Primeira Turma PARCELAMENTO TRIBUTÁRIO. CANCELAMENTO. ARROLAMENTO DE BENS. O parcelamento tributário que prevê a redução de alguns encargos de mora, reduzindo o montante original do crédito tributário, não constitui motivo para o cancelamento do arrolamento de bens que foi efetuado pela Receita Federal, nos termos do art. 64 da Lei n. 9.532/1997, em razão de o débito fiscal atingir em 2001 valor superior a R$ 500 mil, o que, in casu, representaria mais de 30% do patrimônio conhecido do devedor. REsp 1.236.077-RS, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 22/5/2012. Informativo nº 0497 Período: 7 a 18 de maio de 2012. Quinta Turma AÇÃO PENAL. DESCAMINHO. TRIBUTO NÃO CONSTITUÍDO. A Turma entendeu que não há justa causa para a ação penal quanto ao crime de descaminho quando o crédito tributário não está devidamente constituído. Apenas com a sua constituição definitiva no âmbito administrativo realiza-se a condição objetiva de punibilidade sem a qual não é possível a instauração de inquérito policial ou a tramitação de ação penal. Precedentes citados: HC 139.998-RS, DJe de 14/2/2011, e HC 48.805SP, DJ de 19/11/2007. RHC 31.368-PR, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 8/5/2012. Informativo nº 0496 Período: 23 de abril a 4 de maio de 2012. Segunda Turma

COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012.1

VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB
COMPETÊNCIA. MEDIDA CAUTELAR FISCAL. COMARCA SEM VARA FEDERAL. INTERESSE DE AGIR. EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO. PARCELAMENTO POSTERIOR À CONSTRIÇÃO. Em preliminar, a Turma decidiu que a incompetência relativa para julgamento de medida cautelar fiscal deve ser arguida por meio de exceção, no prazo da resposta, sob pena de a matéria ficar preclusa. No caso, a cautelar foi ajuizada na Justiça Federal com competência territorial sobre a comarca da sede da empresa. Por força do disposto no art. 109, § 3º, da CF e art. 15, I, da Lei n. 5.010/1966, a Justiça estadual também seria competente, por delegação, para apreciar a ação. Em outras palavras, por tratar-se de competência federal delegada à Justiça estadual, os dois juízos teriam competência para apreciar a matéria. Nesse contexto, se o contribuinte tivesse o interesse de ser a ação processada no seu domicílio, deveria apresentar exceção para que a incompetência territorial fosse reconhecida. Como a arguição da incompetência foi feita fora do prazo da resposta, ficou perpetuada a competência do juízo federal. Em outra preliminar, a Turma entendeu que o parcelamento requerido após a realização de constrição patrimonial e ajuizamento da execução fiscal não afeta o interesse de agir do fisco. Assim, se a suspensão da exigibilidade do crédito em razão do parcelamento for posterior à constrição, ou a garantia permanece na medida cautelar fiscal, ou se transfere para a execução fiscal, na qual poderá ser pleiteada a sua substituição, conforme a ordem prevista no art. 655 do CPC. O que não pode ocorrer é o crédito tributário ficar sem garantia alguma, já que a constrição foi realizada antes mesmo do pedido de parcelamento e já havia execução fiscal em curso. REsp 1.272.414-SC, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 24/4/2012. Informativo nº 0493 Período: 12 a 23 de março de 2012. Primeira Turma TERMO INICIAL. PRESCRIÇÃO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. ITCMD. O cerne da controvérsia diz respeito ao dies a quo da prescrição para a ação de repetição de indébito de imposto (ITCMD) sobre a transmissão de bem imóvel mediante doação. Na espécie, o contribuinte, em razão de acordo de separação judicial, prometeu doar nua-propriedade de bem imóvel às filhas. Para isso, recolheu, em 29/12/1998, o imposto de transmissão correspondente. Todavia, em razão de ação proposta pela exesposa, a promessa de doação foi declarada ineficaz por decisão transitada em julgado em 8/8/2002, com o consequente registro imobiliário do bem em nome da ex-esposa. Daí, o recorrente requereu a repetição de indébito administrativamente, em 17/11/2006, a qual foi negada em 30/7/2007, dando ensejo à demanda judicial ajuizada em 15/8/2007. O fato gerador do imposto de transmissão (art. 35, I, do CTN) é a transferência da propriedade imobiliária, que apenas se opera mediante o registro do negócio jurídico no ofício competente. O recolhimento do ITCMD, via de regra, ocorre antes da realização do fato gerador, porquanto o prévio pagamento do imposto é, normalmente, exigido como condição para o registro da transmissão do domínio. Assim, in casu, não é possível afirmar que o pagamento antecipado pelo contribuinte, ao tempo de seu recolhimento, foi indevido, porquanto realizado para satisfazer requisito indispensável para o cumprimento da promessa de doação declarada em acordo de separação judicial. Considerando, portanto, que é devido o recolhimento antecipado do ITCMD para fins de consecução do fato gerador, não se mostra possível aplicar o art. 168, I, do CTN, porquanto esse dispositivo dispõe sobre o direito de ação para reaver tributo não devido. Deve, portanto, na espécie, ser mantido o entendimento do acórdão a quo de que o direito de ação para o contribuinte reaver a exação recolhida nasceu (actio nata) com o trânsito em julgado da decisão judicial do juízo de família (de anulação do acordo de promessa de doação) e o consequente registro imobiliário (em nome exclusivo da ex-esposa) que impediram a realização do negócio jurídico prometido, na medida em que, somente a partir desse momento, configurou-se o indébito tributário (lato sensu) pelo não aproveitamento do imposto recolhido. Assim, na hipótese, aplica-se, por analogia, o disposto no art. 168, II, do CTN. Precedentes citados: REsp 771.781-SP, DJ 29/6/2007, e AgRg no AgRg no REsp 764.808-MG, DJ 12/4/2007. REsp 1.236.816-DF, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 15/3/2012.

COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012.1

VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB
Informativo nº 0493 Período: 12 a 23 de março de 2012. Primeira Turma IMPORTADOR. LOCATÁRIO. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. A empresa locatária de aparelho de ultrassom diagnóstico (recorrente), mesmo com a isenção especial do art. 149, III, do Dec. n. 91.030/1985 (Regulamento Aduaneiro), foi responsabilizada pelo Fisco para pagar os tributos incidentes sobre a importação do bem (imposto de importação e de IPI), com base no art. 124, I, do CTN. Isso caracterizaria a solidariedade de fato porque a recorrente se enquadraria nos termos do art. 1º do referido codex, por possuir interesse comum na situação. Porém, a Fazenda Nacional, ao lançar o auto de infração, não incluiu o responsável tributário principal, atacando diretamente a locatária, que assumiu a responsabilidade em razão de seu particular interesse na situação. De acordo com o art. 121 do mencionado código, o sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento do tributo. Assim, devendo o tributo de importação ser pago pelo importador, dele é a obrigação principal de pagá-lo, sendo dele também a responsabilidade por burlar a isenção e ter contra si auto de infração sob esse título. Sabe-se da possibilidade de a Fazenda Nacional indicar responsável solidário, in casu, solidariedade de fato, mas, sendo certa a legitimidade do importador para responder pelo tributo, deve ele constar no auto de infração que serve de supedâneo ao crédito tributário. Tanto é assim que o art. 134 do supradito codex dispõe que, nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação (principal) pelo contribuinte, respondem solidariamente com ele aqueles que intervieram ou se omitiram. O STJ já reconheceu que a responsabilidade tributária deve ser atribuída ao contribuinte de fato autor do desvio, e não a terceiro de boa-fé, como na hipótese dos autos, em que o recorrente não tem a possibilidade de verificar a origem fiscal do aparelho. Conforme demonstrado, o contribuinte originário é o importador. Assim, a interpretação de tal dispositivo deixa clara a intenção do legislador de impor ao contribuinte principal a responsabilidade pela obrigação. Na verdade, está a se erguer uma nova forma de substituição tributária, visto que de solidariedade, estritamente, não se trata, por não haver devedor principal inscrito para a vinculação da solidariedade. Com essas ponderações, a Turma deu provimento ao recurso da empresa locatária, julgando prejudicado o recurso da Fazenda Nacional. Precedente citado: EDcl no AgRg no REsp 706.254-RO, DJe de 6/5/2008. REsp 1.294.061-PE, Rel. Min. Francisco Falcão, julgado em 15/3/2012. Informativo nº 0489 Período: 5 a 19 de dezembro de 2011. Terceira Turma DIREITO INTERTEMPORAL. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. NOVA CLASSIFICAÇÃO. FALÊNCIAS EM CURSO. Como consabido, a Lei n. 11.101/2005 e a LC n. 118/2005 alteraram sensivelmente a classificação dos créditos tributários na falência, deixando eles de ocupar posição privilegiada em relação aos créditos com garantia real. Assim, no caso dos autos, a quaestio juris cinge-se à seguinte questão de direito intertemporal: no que tange à classificação dos créditos na falência, aplica-se o art. 186 do CTN (alterado pela LC n. 118/2005) a falências decretadas sob a égide da anterior Lei de Falências (DL n. 7.661/1945)? O tribunal a quo reconheceu a natureza processual da alteração do codex tributário, fazendo aplicá-la de imediato às falências já em curso. Nesse contexto, a Turma entendeu que o marco para incidência da Lei n. 11.101/2005 é a data da decretação da falência, ou seja, da constituição da sociedade empresária como falida. Consignou-se que a lei em comento (art. 192) deixa claro que, constituída a situação de falido antes da vigência do novo estatuto legal a disciplinar a falência, as normas que regerão o concurso serão aquelas constantes no DL n. 7.661/1945. Assim, visto que, no decreto em questão, o crédito tributário tem prevalência, sendo privilegiado em relação ao crédito com garantia real, não há falar em satisfazerem-se os credores com referidas garantias, antes de se esgotarem os créditos tributários. Ademais, destacou-se a natureza material contida na alteração do privilégio de pagamento do crédito tributário, ou
COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012.1

VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB
seja, na ordem de classificação dos créditos na falência (novel redação do art. 186 do CTN, alterado pela LC n. 118/2005). Dessa forma, não há confundir a norma que disciplina o privilégio dos créditos, ou seja, que lhes agrega certa prerrogativa em face de outros, com norma procedimental, cuja aplicação alcança os processos em andamento. Dessarte, com essas, entre outras considerações, a Turma, prosseguindo o julgamento, deu provimento ao recurso, declarando aplicável o DL n. 7.661/1945 no que tange à classificação dos créditos na falência, inclusive dos créditos fiscais. REsp 1.096.674-MG, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 13/12/2011. Informativo nº 0483 Período: 12 a 23 de setembro de 2011. Primeira Seção CPMF. SUSPENSÃO. EXIGIBILIDADE. LEVANTAMENTO. DIFERENÇAS. TAXA SELIC. TJLP. INEXISTÊNCIA. Os recorrentes ajuizaram mandado de segurança para não pagar CPMF. Efetuaram os depósitos judiciais dos valores devidos na data do vencimento do tributo, sem os acréscimos correspondentes à multa e aos juros moratórios. Se o pedido fosse julgado procedente, o contribuinte teria direito à devolução dos valores acrescidos da remuneração pela taxa Selic. No curso do processo, foi publicada lei federal que beneficiou os contribuintes inadimplentes com o Fisco. A benesse possibilitou o pagamento de tributos federais com dispensa de multa e incidência de juros pela TJLP. Contudo, o mandamus foi julgado improcedente, tendo sido o imposto declarado constitucional. Portanto, o recorrente não pode se beneficiar de lei que dispense, relativamente aos débitos, multa e juros moratórios, para apropriar-se da diferença de valores postos à disposição do juízo até o trânsito em julgado da sentença, como se vencedor fosse da ação, sob pena de transformar o benefício concedido na lei em instrumento de especulação ou planejamento tributário. REsp 1.235.353-PR, Min. Rel. Herman Benjamin, julgado em 14/9/2011. Informativo nº 0480 Período: 1º a 12 de agosto de 2011. Primeira Seção REPETITIVO. TRIBUTÁRIO. PARCELAMENTO. PAGAMENTO. REMISSÃO. ANISTIA. Trata-se de recurso especial sob o regime do art. 543-C do CPC c/c Res. n. 8/2008 no qual a Seção decidiu, entre outras questões, que, de acordo com o art. 156, I, do CTN, o pagamento extingue o crédito tributário. Se o pagamento por parte do contribuinte ou a transformação do depósito em pagamento definitivo por ordem judicial (art. 1º, § 3º, II, da Lei n. 9.703/1998) somente ocorre depois de encerrada a lide, o crédito tributário tem vida após o trânsito em julgado que o confirma. Se assim é, pode ser objeto de remissão e/ou anistia neste ínterim (entre o trânsito em julgado e a ordem para transformação em pagamento definitivo, antiga conversão em renda) quando a lei não exclui expressamente tal situação do seu âmbito de incidência. Já quanto ao art. 32, § 14, da Portaria Conjunta n. 6/2009 - PGFN/RFB, ele somente tem aplicação nos casos em que era possível requerer a desistência da ação. Se houve trânsito em julgado confirmando o crédito tributário antes da entrada em vigor da referida exigência (em 9/11/2009, com a Portaria Conjunta n. 10/2009- PGFN/RFB), não há que falar em requerimento de desistência da ação como condição para o gozo do benefício. Entendeu a Seção, ainda, que os eventuais juros compensatórios derivados de suposta aplicação do dinheiro depositado na forma do art. 151, II, do CTN não pertencem aos contribuintes depositantes. No caso concreto, embora o processo tenha transitado em julgado em 12/12/2008 (portanto desnecessário o requerimento de desistência da ação como condição para o gozo do benefício) e a opção pelo benefício tenha antecedido a ordem judicial para a transformação do depósito em pagamento definitivo (antiga conversão em renda), as reduções cabíveis não alcançam o crédito tributário em questão, pois o depósito judicial foi efetuado antes do vencimento, não havendo rubricas de multa, juros de mora e encargo legal a serem remitidas. Daí a Seção conhecer em parte do recurso e, nessa parte, dar-lhe provimento. Precedente citado: REsp 392.879-RS, DJ 2/12/2002. REsp 1.251.513-PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 10/8/2011.
COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012.1

concedeu-se a ordem para suspender o curso do procedimento investigatório até o resultado definitivo do parcelamento do débito administrativamente concedido à ora paciente pela Receita Federal. segundo a impetrante.611-DF. tendo as instâncias ordinárias entendido que ela deveria incidir sobre o monte mor. do CPC estabeleça que a existência de ônus não mencionados no edital pode tornar a arrematação sem efeito.111-RJ. SUB-ROGAÇÃO. 9° da Lei n.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB Informativo nº 0479 Período: 27 de junho a 1º de julho de 2011. providência não pleiteada na insurgência do MPF. no REsp. Maria Thereza de Assis Moura. 244 da lei processual civil. ademais. HC 100. responsabilizá-lo por eventuais encargos incidentes sobre o bem omitidos no edital compromete a eficiência da tutela executiva e é incompatível com os princípios da segurança jurídica e da proteção da confiança. Salientou-se que. do STJ: HC 29.092. a base de cálculo da taxa judiciária em processo de inventário. DJ 30/6/2006. e HC 40. ao dar provimento ao recurso especial. na jurisprudência do STF. AgRg no Inq 2. os referidos débitos sub-rogam-se no valor da arrematação (assim como ocorre com os débitos tributários nos termos do art. extrapolou os limites recursais. DÉBITO. do CTN).954DF. MEAÇÃO.025-RJ. podendo o arrematante requerer a reserva de parte do produto da alienação judicial para pagar a dívida. REsp 1. 130. 10. parágrafo único. HC 68. Nancy Andrighi. 694. bem como suspender a pretensão punitiva e o curso do prazo prescricional. DJ 26/3/2007. visto que. III. na hipótese. Rel. Precedentes citados do STF: HC 81. Trata-se de uma questão de competência. submetendo a ora paciente. RHC 16. ao restabelecer o procedimento investigatório.745-SP. de nenhuma violação da independência das esferas administrativa e judicial. DJe 13/6/2008. entendeu que o acórdão ora atacado. DJ 13/5/2005. Informativo nº 0477 Período: 13 a 17 de junho de 2011. julgado em 14/6/2011. parcelado o débito fiscal nos termos do referido dispositivo.605-SP. julgando extra petita e divergindo do entendimento deste Superior Tribunal. e EDcl no REsp 1. CÔNJUGE SUPÉRSTITE. suspende-se também a pretensão punitiva e a prescrição. Relator afirmou que não há motivo para que a taxa judiciária incida sobre a totalidade dos bens do casal. Ressaltou que.407-SP. DJe 4/12/2009. Dessarte. a procedimento investigatório e à circunstância de ver contra si instaurada ação penal por crime tributário cuja dívida encontra-se parcelada e regularmente adimplida.684/2003. Precedentes citados: REsp 540. julgado em 28/6/2011.515-MT. embora o art. Sexta Turma SONEGAÇÃO FISCAL. Min. DJ 16/5/2005. DJ 6/2/2006. pois só à autoridade administrativa cabe efetuar o lançamento definitivo do tributo. Informativo nº 0475 Período: 30 de maio a 3 de junho de 2011. incluindo-se aí a meação do cônjuge supérstite. Quarta Turma INVENTÁRIO. deve ser excluída a meação do cônjuge sobrevivente. procedera ao julgamento extra petita. Discute-se. PARCELAMENTO. qual seja. entre outras questões. sem a exclusão da meação do cônjuge sobrevivo. DÉBITOS CONDOMINIAIS. pretende obstar o formal prosseguimento da investigação em desfavor da paciente. A Turma. Terceira Turma ARREMATAÇÃO.044. Segundo a Min. Relatora. DJe 17/2/2011. § 1º. Trata-se de habeas corpus contra acórdão que. nesse caso. sem justa causa. Sustenta a inventariante que. REsp 1. TAXA JUDICIÁRIA. Min. segundo dispõe o art.1 . DJe 12/8/2008. Observou-se. A Turma. taxa judiciária e custas judiciais “são espécies tributárias COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012.218-SP. da base de cálculo da taxa judiciária. consignou que o arrematante não responde pelas despesas condominiais anteriores à arrematação do imóvel em hasta pública que não constaram do edital da praça. O Min. é preferível preservar o ato mediante a aplicação do art. Rel. pois o escopo maior da norma penal é o pagamento do tributo. não se tratar.537GO.114.890-RS. Diante disso.

no processo de inventário. no seu dizer. Concluiu.101/2005. destinado essencialmente a partilhar a herança deixada pelo de cujus. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. julgado em 2/6/2011. sendo o espólio responsável tributário na forma do art. mantendo. EDcl no AgRg no CC 110. Segunda Seção COMPETÊNCIA. apenas passa a ser recolhido de modo diferido a fim de que a sociedade empresária possa adimplir a obrigação tributária de forma íntegra. DJe 30/10/2008. Precedentes citados: CC 104. CC 61. do CTN. caso o executivo fiscal prossiga. DJ 19/4/2007. foi nomeado o juízo da vara de falências e recuperações judiciais para solucionar as medidas urgentes em caráter provisório. em relação jurídica de direito privado. ADI 2. DJ 25/2/2000. ao prosseguir o julgamento. e CC 81. 187 do CTN. Segunda Turma EXECUÇÃO FISCAL. Salientou que a concessão desse incentivo não viola o art. REsp 898. a Turma deu provimento ao recurso para afastar a meação do cônjuge sobrevivente da base de cálculo da taxa judiciária. com isso. ressaltou-se a orientação deste Superior Tribunal de que as execuções de natureza fiscal não são suspensas em razão do deferimento da recuperação judicial. mantendo a decisão que deferiu parcialmente a liminar para determinar o sobrestamento da execução fiscal por ela proposta – em trâmite na Justiça do Trabalho – até que o conflito de competência seja julgado. e CC 87. do STJ: REsp 343. Ademais. deve ser assegurado o direito de acesso aos planos de parcelamento fiscal. Luis Felipe Salomão. seu ciclo produtivo.272-RJ. Rel. negou provimento ao recurso sob o fundamento. consignou o Min. segundo aresto da Corte Especial. 11.040-PR.1 . 155-A. não obstante a existência de precedentes da Primeira Seção deste Tribunal sobre o tema. DJe 28/4/2010. a sociedade empresária em recuperação não poderá valer-se do benefício do parcelamento – modalidade que suspende a exigibilidade do crédito tributário – nos termos dos arts. Esse conflito foi suscitado por sociedade empresária em recuperação judicial. da Lei n. DEVEDOR FALECIDO. a meação do cônjuge supérstite não é abarcada pelo serviço público prestado. 9º. do CTN e 6º. Logo. Relator que. há a incidência do art. DJ 9/12/2003. A Seção rejeitou os embargos declaratórios opostos pela União.772-MG. DJ 8/9/2000. Na oportunidade. como a controvérsia imediata diz respeito à taxa judiciária devida. processo de inventário de bens. Luis Felipe Salomão. mas nelas é vedado ao juiz praticar atos que comprometam o patrimônio do devedor ou excluam parte dele do processo de recuperação.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB resultantes da prestação de serviço público específico e divisível e que têm como base de cálculo o valor da atividade estatal referida diretamente ao contribuinte”.294-RS. de que. Diante do exposto. entre outros. a taxa judiciária deve ser calculada sobre o valor dos bens deixados pelo de cujus. XII. Min. § 2º. Informativo nº 0470 Período: 25 a 29 de abril de 2011. Na espécie. Informativo nº 0472 Período: 9 a 13 de maio de 2011. de caráter evidentemente tributário.922-RJ. do RISTJ. EXECUÇÃO FISCAL. Rel. tampouco pode ser considerada proveito econômico. excluindo-se a meação do cônjuge supérstite. tendo em vista que o feito executivo foi apresentado contra o devedor e não contra o espólio.638-SP. julgados em 11/5/2011. porquanto pertencente por direito próprio e não sucessório ao cônjuge viúvo.898-MT. no processo de inventário. Precedentes citados do STF: ADI na MC 1. Trata-se de REsp em que se discute a possibilidade de alteração do polo passivo da relação processual. III. DJ 20/6/2005. a qual pleiteia sejam suspensos os atos de constrição determinados pelo juízo trabalhista e seja declarada a competência do juízo da recuperação para decidir sobre seu patrimônio. §§ 3º e 4º. Ressaltou ainda o Min. Relator que. REsp 437.764-DF. mesmo em recuperação judicial. Com efeito. Min. os empregos gerados e a satisfação de interesses econômicos e de consumo da comunidade. qual seja. que a doutrina e a legislação atuais entendem que às sociedades empresárias. sendo que aquele já havia falecido à data do ajuizamento da ação executiva. portanto. DJ 4/6/2007. por maioria.525-SP. 131. a demanda originalmente ajuizada contra o COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. A Turma.718-SP. § 7º. porquanto o crédito não perde seus privilégios.

b e c do parágrafo único do art. COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012.901-GO. Mauro Campbell Marques. Desse modo. 8/2008-STJ em que a Seção decidiu que o magistrado não pode. Assim. não exclui o exame pelo STJ da correta interpretação da citada norma remissiva. DJe 19/5/2010. ainda que redirecionado ao FGTS (contribuições devidas a outras entidades e fundos). 11. Precedentes citados: AgRg no REsp 1.222. por se tratar de recurso da Fazenda Nacional. 11. 11 da Lei n. bem como à teleologia da norma remissiva que. REsp 1. à data em que foi proposta a ação executiva. REMISSÃO. o que.941/2009. o devedor já havia falecido. Destacouse ainda que a legislação não estabeleceu remissão para as contribuições instituídas pela Lei n. Rel. a concessão da remissão deu-se nessas quatro faixas distintas. REsp 1. após a averiguação fática.561-RS.121/1991.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB devedor com citação válida pode ser redirecionada àquele quando a morte ocorre no curso do processo de execução. 4) demais débitos administrados pela SRF que não os discriminados no item 3. julgado em 26/4/2011.935-AM. I.606-RJ.778-RJ. conceder a remissão de crédito tributário nos termos da Lei n. 8. Mauro Campbell Marques. devendo-se observar. Observou-se que. Min. DJe 9/11/2010. DJe 10/12/2010. DJe 25/8/2010.095-MG. b e c do parágrafo único do art.187-BA. das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros assim entendidos outras entidades e fundos inscritos em dívida ativa da União no âmbito da PGFN. junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) ou à Secretaria da Receita Federal (SRF). Ressaltou-se. que o valor consolidado dos débitos corresponde ao limite legal. a remissão abrange as contribuições sociais destinadas ao FGTS instituídas pela LC n. deu provimento ao recurso da Fazenda Nacional e determinou o retorno dos autos à origem para a correta aplicação da norma remissiva. Primeira Seção REPETITIVO. do CTN. dentro de cada uma delas. Informativo nº 0469 Período: 11 a 15 de abril de 2011. com vencimento superior a cinco anos em 31/12/2007 cujo somatório seja inferior a R$ 10 mil. Precedentes citados: REsp 1. Rel.121/1991.941/2009 (a qual prevê a remissão dos créditos tributários para com a Fazenda Nacional vencidos há cinco anos ou mais cujo valor consolidado seja igual ou inferior a R$ 10 mil) sem observar a necessidade de averiguar. 543-C do CPC c/c a Res. o redirecionamento pressupõe correta a propositura da ação. que essa interpretação se dá devido ao art. Dessarte. AgRg no REsp 1. 110/2001. ao prosseguir o julgamento. 11. por se tratar de recurso dos trabalhadores e não da Fazenda Nacional. Min. julgado em 13/4/2011. o que.208. DJ 12/2/2008.184. à qual deve a sua origem. 20 da Lei n. quais sejam entidades e fundos administrados pela SRF. não há falar em substituição da certidão de dívida ativa. no entanto. Diante do exposto.056. e AgRg no REsp 1.522/2002). REsp 1. em vigor. teve como objetivo alcançar maior eficiência na cobrança de vários débitos de um mesmo sujeito passivo em uma só execução fiscal. 449/2008 foi convertida na Lei n.1 . visto que. Entre outras considerações. 7-STJ). Ademais. que não os discriminados no item 1. 2) aqueles inscritos em dívida ativa da União no âmbito da PGFN (também incluindo os não tributários referentes ao crédito rural).207. a existência de outros débitos. n. na exposição de motivos da citada MP.909-MT. explicou-se que a MP n. se o tribunal de origem consignou. 11 da Lei n. VI. do CPC. de ofício.189. das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros. haja vista a carência de ação que implica a extinção do feito sem resolução do mérito nos termos do art. e AgRg no Ag 865. não há como infirmar tal conclusão em REsp (Súm. a qual definiu que o somatório para efeito da concessão da remissão deveria ser efetuado considerando-se separadamente quatro espécies distintas de débitos para com a Fazenda Nacional: 1) aqueles decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a. DJe 18/12/2009. o que não é o caso.036/1990 (Lei do FGTS). não foi preenchido o requisito da legitimidade passiva. Entretanto. a Seção. 267. 11. inclusive para fins de superar o limite legal de arquivamento da execução fiscal (previsto em R$ 10 mil no art.157. como visto. 10. 111. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. não ocorreu na hipótese. ainda. 3) aqueles decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a. a consolidação de todos os débitos de um mesmo sujeito passivo. Trata-se de recurso julgado sob o regime do art. n.

§ 2º. a questão da constitucionalidade formal do § 2º do art. 2º da mesma lei (no que se refere à hipótese de suspensão da prescrição). Essa definição teve como pressuposto investigar se. bem como. é aplicável apenas a inscrições de dívida ativa não tributária. o Min. AVERBAÇÃO. RESERVA. 174 do CTN. concluiu que as mesmas razões adotadas pelo STF para declarar a inconstitucionalidade do citado parágrafo único determinam a inconstitucionalidade. invocando a Súmula Vinculante n. Assim. § 2º. Dessa forma. RESERVA LEGAL. da LEF. visto que tais dispositivos preservam sua validade e eficácia em relação a créditos não tributários objeto de execução fiscal e. 8º. § 2º. a Turma. deu provimento ao recurso. 2º. ou seja. da Lei n. com estrita observância do que dispõe o art. 5º do DL n. bem como do § 3º do art. coube definir. § 3º. nesse julgamento. Ressaltou. a priori. da LEF. no entanto. 8º. II. do § 3º do art. que o reconhecimento da inconstitucionalidade deve ser parcial. editado na vigência da referida EC. 1/1969). 9. 8º. é inaplicável à hipótese dos autos. o STF julgou inconstitucional o parágrafo único do art. LC. não revogou o inciso I do parágrafo único do art. a negativa de aplicação do art. essencialmente. entendeu que a imposição da averbação para efeito de concessão do benefício fiscal poderia funcionar a favor do meio ambiente. Portanto. para acórdão Min. 8º da LEF (que cria hipótese de interrupção da prescrição). 10-STF. de que lei ordinária não era apta a dispor sobre matéria de prescrição tributária.393/1986. por ser lei ordinária. como mecanismo de incentivo à averbação e. o que constitui ofensa ao art. julgado em 7/4/2011. originário Min.569/1977. dada a sua estreita relação com o tema. sem redução de texto. por ostentar esse dispositivo. por maioria. mas não a existência da averbação em si. 97 da CF/1988.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB Informativo nº 0468 Período: 28 de março a 8 de abril de 2011. a.027. por fim. Trata-se de incidente de inconstitucionalidade dos arts. promovida pela LC n. que fosse apreciada a controvérsia constitucional suscitada na causa.1 . REsp 1. incidindo ao fato o art. O STF deu provimento ao recurso da Fazenda para anular o acórdão e determinou. Apenas a determinação prévia da averbação (e não da prévia comprovação) seria útil aos fins tributário e ambiental. o citado art. 1.051-SC. Humberto Martins. em relação aos créditos tributários. Também apontou ser jurisprudência pacificada no STJ que tem respaldo em recentes precedentes do STF em casos análogos. em consequência.830/1980 (Lei de Execuções Fiscais – LEF) suscitado em decorrência de decisão do STF. 8-STF). com isso. da Lei n. ser jurisprudência pacífica deste Superior Tribunal que o art. o qual. a prescrição e a decadência tributária eram matérias reservadas à lei complementar. tratando de suspensão de prazo prescricional de créditos tributários (Súmula Vinculante n. 174 do CTN na sua redação originária. 174 do CTN. que. Rel. fazendo-o. Asseverou. § 3º. Assim. A Fazenda Nacional. 2º da mesma lei. por maioria. 2º. segundo a qual. Mauro Campbell Marques. Informativo nº 0465 Período: 28 de fevereiro a 4 de março de 2011. já à época. PRESCRIÇÃO TRIBUTÁRIA. ou seja. 8º da LEF. alegando. na data em que foram editados os citados dispositivos (1980). na parte que dispõe sobre matéria prescricional. via transversa. A prova da averbação de reserva legal é dispensada no momento da declaração tributária. da LEF tem aplicação restrita às execuções de dívidas não tributárias. já no regime constitucional de 1967 (EC n. do § 2º do art. interpôs recurso extraordinário (RE) contra acórdão deste Superior Tribunal. pela mesma linha de argumentação. A Turma. Rel. da LEF sem declarar a sua inconstitucionalidade. Ressaltou. natureza de LC. ainda. justamente com base nesse entendimento. § 2º. 6. visto que o despacho que ordenou a citação do executado deu-se antes da entrada em vigor da modificação legislativa. 118/2005. Segunda Turma ISENÇÃO. a Constituição mantinha a matéria neles tratada (prescrição tributária) sob reserva de lei complementar (LC). reafirmou a jurisprudência do STJ sobre COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. impediria a degradação ambiental. Trata a controvérsia de prescindibilidade da averbação da reserva legal para fins de gozo da isenção fiscal prevista no art. 10. e 8º. 97 da CF/1988. Explicou que a mesma orientação é adotada em relação ao art. Observou. também. Corte Especial INCONSTITUCIONALIDADE PARCIAL. Relator que a recente alteração do art.

126-RS. Ocorre que. o deferimento da inclusão dos débitos tributários no Refis pressupõe a aferição da autoridade fiscal atinente aos requisitos necessários. De fato. julgada em 2/3/2011. nos autos de ação declaratória de inexigibilidade de crédito tributário c/c repetição de indébito proposta em desfavor da União Federal. A Corte Especial. embora o art. DJe 14/11/2008.190-PR.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB a matéria. a ser apresentada pelas pessoas jurídicas optantes do referido programa.189-PB. USURPAÇÃO.162-RJ.467-SP. Hamilton Carvalhido. Informativo nº 0460 Período: 13 a 17 de dezembro de 2010. Precedentes citados do STF: RE 106.604-RS. ao prosseguir o julgamento. 10. Ante o exposto. DJe 1º/2/2010. a superveniente demonstração de ausência do requerimento formal de desistência não tem respaldo legal para motivar a exclusão do parcelamento do crédito tributário do programa (arts. AgRg nos EDcl no REsp 786. DJ 5/10/2006. Rel.765-SP. DJ 17/9/2007. que instituiu a declaração Refis.585-PR. Min. Rel. 2º. REsp 721. DJe 28/5/2010.964/2000 estabeleça as hipóteses de exclusão da pessoa jurídica que aderiu ao mencionado programa. negou-se provimento ao agravo regimental. Rel. AgRg no REsp 740. determinando a suspensão do desconto do imposto de renda (IR) sobre os valores recebidos a título de auxílio-creche. Luiz Fux. EDcl no AgRg no REsp 250. da Lei n.125-SP. Ressaltou-se que não cuida a espécie de antecipação de tutela para suspender ato do Conselho da Justiça Federal. não havendo falar em usurpação de competência a autorizar o cabimento da reclamação. REsp 112.299-SP. Os votos vencidos acolhiam o incidente de inconstitucionalidade em maior extensão.1 . DJ 14/7/2007. § 2º. DJ 21/3/2005. Min. RE 559.882-RS. DJe 2/6/2010. DJ 29/8/2005. deferiu a antecipação da tutela.020-SP.103-PR. DJ 12/9/1986. Min. REsp 199. DJ 6/12/2004. Assim. o incidente para reconhecer a inconstitucionalidade parcial dos arts. DJ 4/4/2005.127. 43/2000. AI no Ag 1. mas não estabeleceu sanção de exclusão do programa pela ausência de requerimento formal de desistência de todos os recursos administrativos referentes a crédito tributário parcelado. e Rcl 4. Igualmente. a Corte Especial. Informativo nº 0457 Período: 22 a 26 de novembro de 2010. já interposto. AgRg na Rcl 4.536-AL. ao fundamento de que não importa usurpação de competência do STJ a decisão proferida por juiz federal de juizado especial que. DJ 16/5/2005. DJe 5/5/2010. previu o modo de formalização do pedido de desistência do contencioso administrativo. como o pedido de desistência de recurso administrativo. ao prosseguir o julgamento. EDcl no AgRg no REsp 730.707-RO. DJe 14/11/2008.723-RJ. COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012.855-SP. julgado em 23/11/2010.190-AL.724-RJ.104-RJ. AgRg na Rcl 3. § 3º. DJ 16/5/2005. PROCESSO ADMINISTRATIVO PENDENTE. STJ. e 8º. Precedentes citados: AgRg na Rcl 4. RE 560. Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação ajuizada pela Fazenda Nacional. 7º e 8º da Lei n. julgado em 17/12/2010. Corte Especial COMPETÊNCIA. sem redução de texto. não contemplou a situação de verificação superveniente de pendência de recurso administrativo concernente ao crédito tributário incluído no programa.664-RS. DJe 25/3/2009. Primeira Turma REFIS.626-RS.810-PR. RE 556. decisum impugnável por meio de recurso adequado.038. DJ 23/5/2005. REsp 1. DJ 19/6/1995. REsp 673. 6. operando-se a preclusão. Cinge-se a controvérsia em saber se a ausência de formalização do pedido de desistência de processo administrativo fiscal constitui causa legal para a exclusão do contribuinte do Programa de Recuperação Fiscal (Refis). do STJ: REsp 667. 9. e AgRg nos EDcl no REsp 623. por maioria. DJe 5/12/2008.037. e REsp 958. Precedentes citados: REsp 1. a INRF n. Teori Albino Zavascki.684/2003). EREsp 36. entendeu que efetivamente a referida decisão não usurpa a competência do STJ. DJe 8/11/2010.217-SP. 5º da Lei n.830/1980. REsp 611. Assim. acolheu.

Dessarte. e 179). 17. DÉBITOS TRIBUTÁRIOS. à luz da CF/1988 (arts. do CTN). A Turma negou provimento ao recurso. Trata-se de mandado de segurança coletivo impetrado contra o secretário da fazenda estadual que apontou inferior hierárquico como o responsável pelo ato de aplicação da lei ao caso particular (expedição de norma individual e concreta). impetrou MS. Precedentes citados: RMS 27. previdenciárias e creditícias. 123/2006. SIMPLES.777-BA. In casu. extinguindo o feito sem resolução do mérito. por ter seu pedido administrativo de ingresso no Simples nacional indeferido pela secretaria da fazenda estadual em razão de possuir débitos tributários junto à Fazenda Nacional sem exigibilidade suspensa. 146. A recorrente (empresa de confecções e artigos de vestuário). julgado em 16/11/2010.376-SE. entre outras razões. e REsp 1. Assim. ostentem tratamento jurídico diferenciado quanto à simplificação de suas obrigações administrativas. PREVIDÊNCIA PRIVADA.775-RJ. alegando inconstitucionalidade e ilegalidade da vedação prevista no art. 45. prerrogativa de foro não extensível ao servidor responsável pelo lançamento tributário ou pela expedição da certidão de regularidade fiscal. visto que tem a incumbência legal de efetuar a retenção do tributo na fonte. DJe 3/3/2008. DJe 15/6/2009. já que é imposto a todos os contribuintes. c/c art. O tribunal a quo negou a segurança por não vislumbrar qualquer inconstitucionalidade ou ilegalidade na lei mencionada. RETENÇÃO. Primeira Turma INSCRIÇÃO. Para que a teoria da encampação seja aplicável ao MS. Primeira Turma MS. Min. sua indicação como autoridade coatora implica alteração na competência jurisdicional. Assim. III. ofensa aos princípios da isonomia. 121. TEORIA DA ENCAMPAÇÃO. reiterando o entendimento de que o fundo de previdência privada é o responsável tributário pela retenção do imposto de renda referente à complementação de aposentadoria. Embora as microempresas e as empresas de pequeno porte. para tanto. Com essas. Informativo nº 0456 Período: 15 a 19 de novembro de 2010. Luiz Fux. é inaplicável ao caso a teoria da encampação porque. julgado em 16/11/2010 Informativo nº 0456 Período: 15 a 19 de novembro de 2010. Rel. da livre iniciativa e livre concorrência. 17. RMS 30. É certo que a exigência de regularidade fiscal do interessado em optar pelo Simples não encerra ato discriminatório. parágrafo único. é parte legítima para integrar o polo passivo de ação que objetiva o depósito judicial das parcelas vincendas de imposto de renda incidente sobre os valores percebidos a título de complementação de COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. tributárias.1 . é mister o preenchimento dos seguintes requisitos: existência de vínculo hierárquico entre a autoridade que prestou informações e a que ordenou a prática do ato impugnado. da LC n. a inscrição no Simples nacional submete-se à aferição de inexistência de débitos com o INSS ou com as fazendas públicas estaduais ou municipais federal ou ainda com a federal (art. DJe 19/8/2009. ao passo que compete originariamente ao TJ o julgamento de MS contra secretário de Estado. a Turma negou provimento ao recurso. Primeira Turma LEGITIMIDADE. a impetrante não preencheu o requisito concernente à regularidade fiscal. Luiz Fux. parágrafo único.779-DF. mantendo a denegação do MS por carência da ação. sem configurar. não apenas às micro e pequenas empresas. da LC n. RMS 21. É que tal tratamento não exonera as microempresas e as empresas de pequeno porte do dever de adimplir as suas obrigações tributárias. d. V. devendo repassá-lo aos cofres públicos (art. Min. embora o secretário tenha defendido o mérito do ato. II. impossibilitando a concessão do benefício tributário. 123/2006).142-RS. a Turma negou provimento ao recurso.115. Precedente citado: MS 12. ausência de modificação de competência estabelecida na CF/1988 e manifestação a respeito do mérito nas informações prestadas. V. IR.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB Informativo nº 0456 Período: 15 a 19 de novembro de 2010. Rel.

5º da Lei n. como no caso. In casu. ademais. 151. Luiz Fux. DJ 17/8/2006.355-SP. Rel. Trata-se de recurso especial interposto pelo MP que busca a reforma do acórdão recorrido para que se determine o prosseguimento da apuração dos delitos previstos nos arts.249/1995. o recorrido utilizou recibos falsos para tentar dar aparência de veracidade às informações prestadas ao Fisco. REsp 825. julgado em 18/11/2010.201-RS. Precedentes citados: REsp 945. Relator que o art. não atendendo. 9. USO.103. É que o mencionado artigo. 3. A Turma negou provimento ao recurso especial sob o entendimento de que as atividades de compra de veículos usados para revenda e de recebimento de automóvel como parte de pagamento consistem em operação mercantil. DOCUMENTO FALSO. Segunda Turma VEÍCULOS USADOS. até o julgamento da ação de repetição de indébito. Herman Benjamin. Asseverou o Min. foi instaurado inquérito policial contra o recorrido a fim de apurar a eventual prática do crime do art. n. e não prestação de serviços. condicionou-a à apresentação pelo interessado de prova da propriedade dos bens juntamente com a certidão de inexistência de ônus reais. da Lei n. Primeira Turma REFIS. DJe 1º/9/2008. PROVA.503-DF. DJ 13/6/2005. Rel. A Turma. e EDcl no Ag 508. FALSIDADE IDEOLÓGICA. do CTN). OPERAÇÃO MERCANTIL. 9. por não terem sido satisfeitas as exigências do art. ao estabelecer a faculdade de equiparar tais atividades às de venda por consignação. manteve o entendimento do tribunal a quo que reconhecia o indeferimento do pedido de adesão ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis). teria seu sentido esvaziado caso essa equiparação resultasse na majoração do custo tributário das operações. REVENDA. Informativo nº 0456 Período: 15 a 19 de novembro de 2010. 1º. e REsp 739.298-SC. visto tratar-se de hipótese de suspensão do crédito tributário (art. nos termos do art. DJ 30/8/2007. que devem ser interpretados literalmente.005-PB. ao admitir a anticrese como modalidade de garantia necessária à adesão ao acordo de parcelamento de débitos tributários.885-RJ. III. REsp 1.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB aposentadoria. Min. aos requisitos legais.201. EDcl no AgRg no REsp 707. entre outras questões. 15.707-RS. o recorrente é titular apenas do direito de ocupação do imóvel ofertado em anticrese. DJe 18/2/2010. 111 do CTN. DJe 14/5/2008. julgado em 18/11/2010. Informativo nº 0455 Período: 8 a 12 de novembro de 2010. quando exigidos os comprovantes do efetivo pagamento das referidas despesas.040-AL. o delito de falsidade ideológica. julgado em 16/11/2010. em anticrese ofertada como garantia. VI. ABSORÇÃO. 11 do Dec. Luiz Fux.059.083. Min.639-PE.152. GARANTIA.1 . Quinta Turma SONEGAÇÃO FISCAL. REsp 1. REsp 1. Noticiam os autos que o recorrido fez deduções em sua declaração de imposto de renda de despesas médico-odontológicas e. § 1º.137/1990 (crime contra a COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. Ressaltou. In casu. bem como de laudo circunstanciado para atestar a produtividade do bem imóvel (frutos e rendimentos). 8. ANTICRESE. REsp 1.274-DF.431/2000.716/1998. no que se refere à qualidade de titular do domínio pleno de bem imóvel.243DF. Rel. praticando. são consideradas como operação mercantil. Min. PROPRIEDADE. REsp 664. DJ 22/3/2004. motivo pelo qual não se aplica a base de cálculo do IRPJ e CSLL disposta no art. I. Precedentes citados: REsp 1. portanto. assim. ambos do CP. ser inconcebível considerá-las como prestação de serviços para fins de base de cálculo de IRPJ e CSLL quando. da Lei n. nas hipóteses de incidência de PIS e Cofins. 299 (falsidade ideológica) e 304 (uso de documento falso). Informativo nº 0456 Período: 15 a 19 de novembro de 2010. DJ 28/2/2005 .

(RMS-28456) (Informativo 667. não objeto do mandado de segurança e do acórdão recorrido. a Turma.compreende os informativos 664 ao 668 Imunidade Tributária Fundação educacional e certificado de entidade beneficente . No entanto.909/94 e o Decreto 2. não se conheceu da impetração na parte em que se alegava quebra de isonomia tributária. a Lei 12. a 1a Turma negou provimento a recurso ordinário em mandado de segurança no qual fundação educacional pretendia afastar decisão do Ministro de Estado da Previdência e Assistência Social que.742/93 e revogara o art.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB ordem tributária). 55 da Lei 8. por entender que seriam questões novas. Pois. Registrou-se vigorar sobre a matéria. conforme consta do próprio acórdão recorrido. § 7o.993-MG. porque o princípio da legalidade tributária diria respeito à exigência de lei para instituição ou aumento de tributos. e ocorrência de tributação in natura ofensiva à imunidade do art. no intuito de ocultar o crime praticado.2000.1. hoje. 2o do Decreto 752/93 c/c o art. cujo art. RMS 28456/DF.2012. ao manter decisão do Conselho Nacional de Assistência Social.742/93 e 8. esta Corte decidira não haver imunidade absoluta nem afronta ao art. Laurita Vaz. quanto à renovação periódica do certificado de entidade beneficente. reputou-se que lei instituíra requisito a ser cumprido por entidade beneficente para obtenção do mencionado certificado. Preliminarmente. 22. da CF. visto que houve o pagamento integral do débito tributário. Cármen Lúcia. Rel. Daí o REsp do MP. Realçou-se que.711-PR. que revogara o Decreto 752/93.1 . rel. TRIBUTÁRIO.98 a 31. rel. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL INFORMATIVO MENSAL MAIO . Na espécie. RMS 28456/DF.12. 195. julgado em 9/11/2010. o que. TAXA DE FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL. a falsidade ideológica e o uso de documento falso foram praticados após a consumação do crime contra a ordem tributária. daquele Ministério — vide Informativo 611.089-MG RELATOR: MIN. 195. o cancelamento do certificado da ora recorrente teria sido mantido com fundamento no Decreto 752/93 e na Resolução 46/94. 1a Turma) Fundação educacional e certificado de entidade beneficente . em se tratando de condutas diversas. Min. as Leis 8. ao se exigir que a recorrente aplicasse 20% de sua receita bruta em gratuidade.101/2009 — que alterara a Lei 8. determinando o prosseguimento do inquérito policial.503-MG. DJe 8/2/2010. I. Diante do exposto. COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012.5. e HC 103. 2o.2008 e que estariam em vigor. NO RE N. teria cancelado seu certificado de entidade beneficente de assistência social relativo ao período de 1o. Precedentes citados: HC 98. O fundamento do ato coator seria a não aplicação de 20% da receita bruta da recorrente em gratuidade conforme exigência prevista no inciso IV do art. REsp 996. (RMS-28456) (Informativo 667. Não obstante. JOAQUIM BARBOSA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. do Ministério da Previdência e Assistência Social.3. REG. 1a Turma) AG. não há como admitir que a extinção da punibilidade com relação ao crime de sonegação fiscal em razão da quitação integral dos débitos tributários atinja os demais crimes pelos quais estava sendo investigado o recorrido. Min. Rejeitou-se a assertiva de violação ao art. da Resolução 46/94. 150. da CF.5.536/98. impetrado habeas corpus em seu favor. HC 76.212/91 —. 13 manteria a obrigatoriedade de aplicação de pelo menos 20% da receita bruta anual da entidade de educação em gratuidade. DJe 31/8/2009.647-MG. DJe 4/8/2008. o que não se teria.4 Destacou-se que o ato coator dataria de 11. Min.2012. III. a ordem foi concedida para determinar o trancamento do inquérito policial.3 Em conclusão. deu provimento ao recurso para cassar a decisão recorrida. da CF. Relatora. Para a Min. visto que não há o nexo de dependência entre as condutas delituosas. 602. ao se estabelecer essa exigência. Cármen Lúcia. discutindo se o crime de sonegação fiscal absorve a eventual prática dos crimes de falsidade ideológica e de uso de documento falso. 22. § 7o. quando da renovação do certificado. evidencia a autonomia entre os delitos. por maioria.

V – A imunidade tributária prevista no art. inexistiria a vinculação de o acessório seguir o principal. negar provimento ao recurso extraordinário.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB EXAÇ'ES COBRADAS PELA UNIÃO E PELO "RGÃO ESTADUAL. FINSOCIAL. atribuindo-lhes excepcionais efeitos infringentes. EXCEPCIONALIDADE. a natureza das atividades desenvolvidas pelo contribuinte é fator decisivo na resolução de questões atinentes à legitimidade constitucional da cobrança dos diversos tributos abarcados sob o rótulo de FINSOCIAL. VI – Embargos de declaração acolhidos para. relator para o acórdão o Ministro Sepúlveda Pertence. EMBARGOS ACOLHIDOS E RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESPROVIDO.1 .. III – Hipótese configuradora de erro sanável. assentou a constitucionalidade do art. portanto.308-PR: RELATOR: MIN. II da Constituição). as atividades de fiscalização ambiental exercidas pela União e pelo estado não se sobrepõem e. JULGAMENTO COM BASE EM PRECEDENTE INAPLICÁVEL À ORA EMBARGADA. os impostos. 1a Turma) Informativo 664 EMB ECLD NO RE N. RE 250844/SP.. Ademais. Por não serem mutuamente exclusivas. INAPLICABILIDADE ÀS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. prejudica o exame de eventual efeito confiscatório da múltipla cobrança. não se estendendo às contribuições sociais. O disposto na alínea c do inciso IV do artigo 9o é subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas entidades nele referidas: . rel. concluiu-se que a exação por ele instituída possui natureza de contribuição para o financiamento da seguridade social.2 Exigir de entidade imune a manutenção de livros fiscais é consentâneo com o gozo da imunidade tributária. relator. CONSTITUCIONAL. CONFISCO. BITRIBUTAÇÃO DESCARACTERIZADA. II – Apesar de a ora embargada dedicarse exclusivamente à prestação de serviços. FATOR DECISIVO NA APLICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE SOBRE O TRIBUTO. EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IV – O Supremo Tribunal Federal. não lhe caberia o cumprimento de obrigação acessória de manter livro de registro do ISS e autorização para a emissão de notas fiscais de prestação de serviços — v. no Direito Tributário. livros e escrita fiscal de suas atividades. 150. EFEITOS INFRINGENTES. Informativo 662. 14. RICARDO LEWANDOWSKI. 150. Marco Aurélio.5. Essa a conclusão da 1a Turma ao negar provimento a recurso extraordinário no qual o recorrente alegava que. Min. Marco Aurélio. (RE-250844) (Informativo 668. RAZ'ES RECURSAIS INSUFICIENTES PARA CONCLUIR PELA DESPROPORCIONALIDADE OU PELA IRRAZOABILIDADE DA COBRANÇA. DA CONSTITUIÇÃO.2012. via embargos declaratórios. com isso. exclusivamente. as razões recursais impedem que se examine a acumulação da carga tributária e.755/PE. D. no julgamento do RE 150. Na espécie. Ao não trazer à discussão o texto da lei estadual que institui um dos tributos. Luiz Fux explicitou que. não ocorre bitributação. nos termos da jurisprudência desta Corte. d. Imunidade tributária e obrigação acessória . 28 da Lei 7. Aludiu-se ao Código Tributário Nacional (“Art. Reajustou o voto o Min.manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão”). assim como se sujeitaria à fiscalização do Poder Público. da Constituição Federal abrange. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA PREVISTA NO ART. por não ser contribuinte do tributo. I – Segundo a jurisprudência desta Corte. O Min. o Tribunal de origem entendera que a pessoa jurídica de direito privado teria direito à imunidade e estaria obrigada a utilizar e manter documentos. ATIVIDADE DESENVOLVIDA PELO CONTRIBUINTE. VI. o acórdão impugnado julgou a lide com base em precedente aplicável apenas às empresas que se dedicam à venda de mercadorias ou mercadorias e serviços. porquanto haveria obrigações acessórias autônomas e obrigação principal tributária. Agravo regimental ao qual se nega provimento. VI.738/1989. 29. às instituições financeiras e às sociedades seguradoras. 145. Informativo 663 COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. TRIBUTÁRIO. III . É condição constitucional para a cobrança de taxa pelo exercício de poder de polícia a competência do ente tributante para exercer a fiscalização da atividade específica do contribuinte (art. 177.

eventuais diligências realizadas pelo Ministério Público em procedimento por ele instaurado com o inquérito policial. ART. § 3º. Não se confundem. AO ARGUMENTO DE ILEGALIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO INVESTIGATÓRIO PROCEDIDO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO E DE NÃOCONSTITUIÇÃO DEFINITIVA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Tudo isso é resultado de um contexto de falta de lei a regulamentar a atuação do Ministério Público. parágrafo único. para que a ação do Estado não resulte prejudicada e não prejudique a defesa dos direitos fundamentais. vigilância e controle. 144. são comumente citadas. abuso de poder. RICARDO LEWANDOWSKI. A afronta à Constituição. dentre outras. Não é razoável se dar menos formalismo à investigação do Ministério Público do que aquele exigido para as investigações policiais. inevitavelmente. DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. art. ALEGADA FALTA DE JUSTA CAUSA PARA PERSECUÇÃO PENAL. II – Agravo regimental improvido. como também se formalize o ato investigativo.] excessos cometidos pelos próprios agentes e organismos policiais. IV. por sua própria natureza.613/98). sob pena de agredir. É que esse campo tem-se prestado a abusos. direitos fundamentais. AGRAVO IMPROVIDO. devendo a atuação dar-se de forma subsidiária e em hipóteses específicas. DIVULGAÇÃO. concussão ou corrupção. nos termos do art. as investigações realizadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF (Lei 9.391-SE: RELATOR: MIN. FALTA DE JUSTA CAUSA NÃO CARACTERIZADA. a exemplo do que já enfatizado pelo Min. ou. em seu art.REG. § 3º). NA REDAÇÃO DADA PELA LEI COMPLEMENTAR 104/2001. ainda. seria apenas indireta. POSSIBILIDADE DE INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. HABEAS CORPUS. pelo TCU. pela Receita Federal. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. A celeuma sobre a exclusividade do poder de investigação da polícia judiciária perpassa a dispensabilidade do inquérito policial para ajuizamento da ação penal e o poder de produzir provas conferido às partes. Celso de Mello quando do julgamento do HC 89. § 1º.837/DF: “situações de lesão ao patrimônio público. EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. No modelo atual. NO RE N.1 . pela CVM. não entendo possível aceitar que o Ministério Público substitua a atividade policial incondicionalmente. mutatis mutandis. GILMAR MENDES. O pleno conhecimento dos atos de investigação. 614. pelo INSS e. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 84. e § 4º. 1. I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. por que não lembrar. Convém advertir que o poder de investigar do Ministério Público não pode ser exercido de forma ampla e irrestrita. da CF. Não há controvérsia na doutrina ou jurisprudência no sentido de que o poder de investigação é inerente ao exercício das funções da polícia judiciária – Civil e Federal –. SÍTIO ELETRÔNICO. II. EXCEPCIONALIDADE DO CASO. sem qualquer controle. [. ORDEM DENEGADA. 4º. OFENSA INDIRETA. E esta atividade preparatória. nos casos em que se verificar uma intencional omissão da Polícia na apuração de determinados delitos ou se COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. as sindicâncias e os processos administrativos no âmbito dos poderes do Estado. INFORMAÇÕES RELATIVAS À LISTA DE DEVEDORES INSCRITOS NA DÍVIDA ATIVA. se ocorrente. não interfere na relação de equilíbrio entre acusação e defesa. a atuação das comissões parlamentares de inquérito (CF. exige não apenas que a essas investigações se aplique o princípio do amplo conhecimento de provas e investigações.. CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. na medida em que não está imune ao controle judicial – simultâneo ou posterior. A atividade de investigação. merece. Precedentes. À guisa de exemplo. a quem por lei seja cometida a mesma função.. 198. Disso tudo resulta que o tema comporta e reclama disciplina legal.965-MG: RELATOR: MIN. O próprio Código de Processo Penal. como bem afirmado na Súmula Vinculante 14 desta Corte. 58. pelo Bacen. seja ela exercida pela Polícia ou pelo Ministério Público. Informativo 661 HC N. como tortura. Menos razoável ainda é que se mitigue o princípio da ampla defesa quando for o caso de investigação conduzida pelo titular da ação penal. dispõe que a apuração das infrações penais e da sua autoria não excluirá a competência de autoridades administrativas. consentânea com a responsabilidade do poder acusatório.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB AG. violências arbitrárias. ademais.

o presente caso não versa. ICMS. no primeiro caso. a partir do precedente firmado no HC 81.º. como a redução. TRIBUTÁRIO. Admitir o contrário valeria por despojar-se o instituto das vantagens que determinaram a sua concepção e adoção. da máquina-fiscal e da evasão fiscal a dimensões mínimas.406/98). Naquele julgamento. NÃO OCORRÊNCIA NA ESPÉCIE. 2. se valeu de critério de estimativa que a aproxima o mais possível da realidade. A EC nº 03/93. não dando ensejo a restituição ou complemetação do imposto pago. não deixando margem para cogitar-se de momento diverso. aperfeiçoou o instituto. ora alterando ou falsificando nota fiscal. DO ESTADO DE ALAGOAS. apreciou-se caso regido pelo Convênio ICMS 13/1997. mas definitivo. Convênio que objetivou prevenir guerra fiscal resultante de eventual concessão do benefício tributário representado pela restituição do ICMS cobrado a maior quando a operação final for de valor inferior ao do fato gerador presumido. da Lei 8. O fato gerador presumido. do previsto no art. excepcionalíssima. Ação conhecida apenas em parte e. por igual. 2. já previsto em nosso sistema jurídicotributário. Assim. jurisprudência remansosa no sentido de que o crime de sonegação fiscal (art. sim. No caso concreto. a restituição apenas seria COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. Insta lembrar que um dos argumentos que motivaram a mudança de orientação na jurisprudência desta Corte foi a possibilidade de o contribuinte extinguir a punibilidade pelo pagamento.º). art. maior comodidade. que tem natureza regulamentar. propriamente. nesta ação. na hipótese de sua não-realização final. 3.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB configurar o deliberado intuito da própria corporação policial de frustrar. nas hipóteses em que a base de cálculo real é inferior à presumida. Irrelevante que não tenha sido subscrito por todos os Estados. situação esta que sequer se aproxima da hipótese dos autos. ALEGADA OFENSA AO § 7. para definir-lhe a base de cálculo. que tem o fato gerador da obrigação principal como a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência.º.º DO DEC. cometido por 16 (dezesseis) pessoas. a um só tempo. plenamente razoável concluir pela razoabilidade da instauração da persecução penal. e a Corte concluiu pela impossibilidade da restituição do tributo pago a maior. eficiência e celeridade às atividades de tributação e arrecadação. por isso mesmo. Anoto que o procedimento investigatório foi instaurado pelo Parquet com o escopo de apurar o envolvimento de servidores públicos da Receita estadual na prática de atos criminosos. No entanto.º DO ART. julgada improcedente”. 498 DO DEC. incisos I a IV.º DO ART. Nº 37. constata-se situação. ILEGALIDADE DA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL ANTE A FALTA DE CONSTITUIÇÃO DEFINITIVA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. 2 (dois) advogados e 1 (um) empresário. encontrando-se regulamentado por lei complementar que. portanto. que justifica a atuação do Ministério Público na coleta das provas que fundamentam a ação penal. De fato. nesta Corte. ora solicitando ou recebendo vantagem indevida para deixar de lançar tributo. formou-se. ao introduzir no art. A lei complementar. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA.137/1990) somente se consuma com o lançamento definitivo. dado tratar-se de sistema instituído pela própria Constituição. definiu o aspecto temporal do fato gerador presumido como sendo a saída da mercadoria do estabelecimento do contribuinte substituto.º E 7. CLÁUSULA SEGUNDA DO CONVÊO 13/97 E §§ 6. 1º. aliás. A circunstância de ser presumido o fato gerador não constitui óbice à exigência antecipada do tributo. de crimes supostamente praticados por servidores públicos em detrimento da administração tributária. a adequada apuração de determinadas infrações penal”. sendo 11 (onze) delas fiscais da Receita Estadual. se não se cuida de concessão de benefício (LC 24/75. economia. propiciando. em que o regime da substituição tributária é facultativo para o contribuinte. na conformidade. ORDEM DENEGADA. 114 do CTN. no futuro. 150 DA CF (REDAÇÃO DA EC 3/93)O DIREITO DE PETIÇÃO E DE ACESSO AO JUDICIÁRIO. senão. Nº 35.245/91 (REDAÇÃO DO ART. nessa parte. do decreto. sobre sonegação de tributos. mas. Impossibilidade de exame. em função da qualidade da vítima ou da condição do suspeito.611/DF. 150 da CF/88 o § 7. 2. Daí. como meio para aquisição do benefício fiscal da redução da base de cálculo do imposto. tendo em vista a investigação encetada sobre suposta prática de crimes contra a ordem tributária e formação de quadrilha. de modo a simular crédito tributário. 1. outros 2 (dois) policiais militares. não é provisório. INC. ao delinear a figura do fato gerador presumido e ao estabelecer a garantia de reembolso preferencial e imediato do tributo pago quando não verificado o mesmo fato a final.1 .

Lei que não está em vigor por ordem cautelar do Guardião da Constituição não pode ser literalmente violada. com a seguinte ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. Rel. REGIME DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. 7 . em suas decisões. age com o mesmo tipo de limitações do Congresso Nacional. o STF. julgando improcedente ação rescisória. Respeito ao papel de legislador negativo do STF.Pelo método da ponderação de interesses é possível conciliar normas jurídicas contraditórias entre si. MUDANÇA DE ENTENDIMENTO DO STF. Min.851.Ação rescisória julgada improcedente. o fato de a decisão rescindenda haver sido proferida com base na ADI-MC 1. 3 . Decisão unânime. que a questão do trânsito em julgado da decisão judicial não é óbice para a desconstituição do acórdão.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB devida caso o fato gerador do tributo não ocorresse em sua integralidade. já que a decisão cautelar foi cassada. encontrando o justo espaço de convivência entre elas. Voto vencido.Enquanto legislador negativo. era escorada em liminar do STF proferida em sede de controle concentrado de constitucionalidade. 4 . Acórdão em sentido contrário. Efeito ex tunc.. ainda que na vigência e nos termos de liminar concedida na mesma ação direta de inconstitucionalidade”. Eficácia retroativa da decisão de mérito da ADI. com eficácia ex tunc. mesmo em contradição com o julgamento da ADIn. Liminar concedida em reclamação. 2 . segundo o entendimento do STF. uma vez que a Corte de Justiça do Estado de Sergipe julgou improcedente o pedido rescisório e manteve decisão judicial que determinou a restituição do valor do imposto pago a maior por meio do regime facultativo de substituição tributária. com base na parêmia do in medio virtus. já que a ação rescisória foi tempestivamente ajuizada. 5 . Oponibilidade erga omnes e força vinculante. mormente se cuidando do mesmo processo. através da pesquisa dos valores constitucionais que representam. Caracterização. 6 . especialmente se cuidando de regras de caráter tributário. Agravo improvido.A liminar exarada em sede de controle concentrado de constitucionalidade tem força contra todos. razão pela qual não se pode atacá-la pela via rescisória. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. Aplicação do princípio da máxima efetividade das normas constitucionais. por fim. Reputa-se ofensivo à autoridade de sentença de mérito proferida em ação direta de inconstitucionalidade. O acórdão reclamado.1 .A liminar deferida pelo sistema austríaco de controle constitucional de validade das leis retira. a norma de vigência. COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. mesmo em sede de ADIn. Rel. ICMS. Ademais. com efeito ex tunc. quando a postura adotada no acórdão fustigado pela rescisória. Consigno. Irrelevância.A mudança de interpretação. Tudo isso está de acordo com o julgamento do agravo regimental na medida cautelar nesta reclamação. ainda que proferida no âmbito do STF. adotou entendimento contrário. Julgamento. oriundo do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe possui a seguinte ementa: AÇÃO RESCISÓRIA.851. Prolação durante a vigência e nos termos de liminar expedida na ação direta de inconstitucionalidade. PRETENDIDA AFRONTA AO PARÁGRAFO 7º DO ARTIGO 150 DA CONSTITUIÇÃO. Min. para suspender os efeitos do acórdão impugnado. 1 . CLÁUSULA SEGUNDA DO CONVÊNIO ICMS Nº 13/97. Ofensa à sua autoridade.Não se pode conceder efeito retroativo a decisão do STF que faz as vezes de norma repristinante. onde a necessidade de segurança jurídica é maior”. Ilmar Galvão tampouco é suficiente para sustentá-la. Ilmar Galvão. o acórdão que. não rende ensejo à declaração de violação literal dos dispositivos invocados. Sentença de mérito. em ação rescisória. O confronto entre a decisão reclamada e a indicada como paradigma permite evidenciar que a autoridade do acórdão proferido por este Tribunal foi efetivamente desrespeitada. contrariamente ao decidido no julgamento de mérito da ADI 1. inclusive os tribunais. no julgamento de mérito da referida ação direta de inconstitucionalidade.

Brasília. para que a execução se processasse de forma menos gravosa. 45. VI. 685. Prosseguindo a execução fiscal no tocante à TLP. EXTENSÃO. dada a dissociação entre as atividades inerentes à atuação da OAB e as atividades providas em benefício individual dos associados.662. 3. mesmo em sede de embargos à execução. 27 de março de 2012. VI. do CPC. MATÉRIA RESERVADA AO PROCESSO DE EXECUÇÃO. por força da própria sistemática legal (art. REG. 334.843. a defesa. ementado nos seguintes termos. Ministro Gilmar Mendes . TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA. DJ de 18. Publique-se. através da comprovação de que os serviços prestados pelo ente administrativo ou se patrimônio estão desvinculados dos objetivos institucionais’ (STJ. 150.09. INAPLICABILIDADE. ARTIGO 150. IV e 62 da Lei 8. o momento para processamento do incidente de excesso de penhora é o seguinte à avaliação. Nesse sentido. assentou: “CONSTITUCIONAL. 45. da Constituição Federal) conferida a esta. In casu. NO RE N. REsp 320948/MG. segundo o qual o Estado não está obrigado a restituir o valor do ICMS pago a maior por meio do regime da substituição tributária facultativa regida pelo Convênio ICMS 13/1997. 161. IMPOSSIBILIDADE. dada a dissociação entre as atividades inerentes à atuação da OAB e as atividades providas em benefício individual dos associados. A DA CONSTITUIÇÃO. 1. EXCESSO DE PENHORA. do CPC). apresentar prova de fato impeditivo em relação à este favor constitucional (art.Relator Informativo 660 AG. ÓRGÃO DA OAB. parágrafo único. O fato da Caixa de Assistência dos Advogados integrar a estrutura maior da OAB. A circunstância de a Caixa de Assistência integrar a estrutura maior da OAB não implica na extensão da imunidade. VALOR DOS IMÓVEIS SUPERIOR AO CRÉDITO EXECUTADO.816-BA: RELATOR: MIN. Trata-se de entidade destinada a prover benefícios pecuniários e assistenciais a seus associados. IMUNIDADE RECÍPROCA. ÓRGÃO DA OAB. AUSÊNCIA DE BENS EM SUBSTITUIÇÃO. todavia. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. LUIZ FUX. divergindo do entendimento desta Corte.851. A caixa de Assistência dos Advogados. DJ de 02/06/2003). a embargante não indicou outros bens em substituição ao imóvel penhorado. ART. Por não se revelar instrumentalidade estatal. IV. CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS. não desempenha as atividades inerentes à Ordem dos Advogados do Brasil (defesa da Constituição. 150. “A”. Min Eliana Calmon. 4. verbis: “EMENTA: CONSTITUCIONAL. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. a da Constituição). PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. julgo procedente a presente reclamação.12. Não o fazendo. nos próprios autos da execução fiscal. 1. TRIBUTÁRIO. Precedentes. não cabe a apreciação de excesso de penhora em sede de embargos do devedor. por extensão. não implica a extensão da imunidade tributária recíproca (art. 2ª Turma.906/1994. 150. da justiça social Também não lhe compete privativamente promover a representação.. permanece lídimo o gravame sobre o único bem encontrado. a Caixa de Assistência dos Advogados não é protegida pela imunidade tributária recíproca (art. IPTU. EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. o RE n. 333. COBRANÇA INDEVIDA. TRIBUTÁRIO. I. o acórdão originariamente recorrido. Relator o Ministro Joaquim Barbosa. Comunique-se. CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DA BAHIA. MUNÍCIPIO DE SALVADOR. 2. A Caixa de Assistência dos Advogados. instituída nos termos dos arts. “a”. 1. 2. Há ‘presunção juris tantum quanto à imunidade da autarquia (. como órgão componente da Ordem dos Advogados do Brasil (art. com base na jurisprudência desta Corte (art. a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil). RISTF).” 2.1 . 2ª Turma. Rel. 3. VI. Lei nº 8. haja vista que. IMUNIDADE RECÍPROCA. da ordem jurídica do Estado democrático de direito. dos direitos humanos. do CPC). própria da OAB (§ 5º do art. Ademais. 45 do Estatuto da Ordem).906/94) goza da imunidade (IPTU). CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO ESTADO DA BAHIA. I.. de forma que caberia ao Município.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB Ante o exposto. COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012.). Recurso extraordinário conhecido e ao qual se dá provimento. de acordo com o julgamento de mérito da ADI 1. IV. de acordo com o art. VI. para cassar a decisão reclamada e determinar que outra seja proferida em seu lugar. 233.

RE-RG 242. do RISTF. TRIBUTÁRIO. DECL. e assim. CONTRIBUINTE DE FATO. do CPC. I .689.134-RG/MG. não tem o benefício da imunidade em questão. CREDITAMENTO. se reconheceu a repercussão geral do tema. patrimônio ou renda do próprio ente beneficiado. Precedentes. III . com fundamento no art. PRECEDENTES. VI. INAPLICABILIDADE. RELATOR: MIN. Imposto de renda. Agravo regimental a que se nega provimento. CÁRMEN LÚCIA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. NO ARE N. DA CONSTITUIÇÃO. da Constituição somente se aplica ao imposto incidente sobre serviço. EMBARGOS ACOLHIDOS. SUJEITO ATIVO. RICARDO LEWANDOWSKI EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. 543-B. NO AI N. Min. ART. NO AG. AYRES BRITTO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. 663. 3. 150. NÃO-TRIBUTAÇÃO E ISENÇÃO. MUNICÍPIO. EMB. 218. parágrafo único. a. Rel. Recurso extraordinário devolvido ao Tribunal de origem. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 543-B do CPC. A. em 11/2/2012. tornar sem efeito o acórdão. atribuindo-lhes efeitos infringentes. AGRAVO IMPROVIDO. razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. bem como a decisão agravada. Embargos de declaração acolhidos. o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. ICMS. RICARDO LEWANDOWSKI EMENTA: TRIBUTÁRIO. AG. determinar a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja observado o disposto no art. dar provimento ao agravo para admitir o recurso extraordinário e. 834. Precedentes.1 . REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. 418. VI. IMPOSSIBILIDADE.Verifica-se que este caso é análogo ao versado no ARE 665. IMPORTAÇÃO. Índice a ser utilizado na correção monetária das demonstrações financeiras das pessoas jurídicas no ano-base de 1990. Tributário. NO RE N.552-MG. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não há direito à utilização de créditos do IPI na aquisição de insumos não-tributados. 1. REG.140-SC RELATOR: MIN. isentos ou sujeitos à alíquota zero.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB para garantia do executivo fiscal. II . IMUNIDADE RECÍPROCA. IPI. Ademais. 4. 5.Agravo regimental improvido. Mérito pendente. Repercussão geral reconhecida.Embargos de declaração acolhidos para. 328. REG.Como o Município não é contribuinte de direito do ICMS relativo a serviços de energia elétrica. 2.233-MG RELATOR: MIN. REG. Informativo 658 AG. NO AG. ICMS. NO AI N. RELATOR: MIN. com base no disposto no art.365-SP RELATORA: MIN. Agravo regimental desprovido. 150. 2. uma vez que esta não alcança o contribuinte de fato.Apelação parcialmente provida. 743. AQUISIÇÃO DE INSUMOS FAVORECIDOS PELA ALÍQUOTAZERO. EMB. REG.” 3. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO AO FUNRURAL: EXIGIBILIDADE DAS EMPRESAS URBANAS.816-PE. DECL.A imunidade do art. SERVIÇOS DE ENERGIA ELÉTRICA. Joaquim Barbosa. GILMAR MENDES Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. 4. REG. I . na qualidade de contribuinte de direito. AG. no qual. NO RE N. II . CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO.

Consignou-se haver. para prover essa conformidade e a indispensável segurança jurídica. anotou-se que essa espécie de legislação retaliatória alastrar-se-ia pela Federação.1 O Plenário referendou medida cautelar concedida pelo Min.2 COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. 23.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB Informativo 657 REPERCUSSÃO GERAL EM ARE N. independentemente de se tratar de consumidor final — contribuinte do tributo — ou mero intermediário.6. NO RE N. 1. Min. em síntese. DESTINATÁRIO JURÍDICO. porém. (ADI-4705) ICMS: operação interestadual e comércio eletrônico . e dá outras providências. Tem repercussão geral a discussão sobre qual é o sujeito ativo constitucional do Imposto sobre Circulação de Mercadorias. IPI. Na sequência. Enfatizou-se que seria impossível alcançar integração nacional sem harmonia tributária e que o modelo.582/2011. Agravo regimental desprovido. para posterior comercialização. a mesma densa probabilidade de procedência constante da ADI 4565 MC/PI (DJe de 27. AQUISIÇÃO DE INSUMOS FAVORECIDOS PELA ALÍQUOTAZERO E NÃO-TRIBUTAÇÃO. 665. do Confaz.2011). o diploma legal impugnado outorgaria à mencionada unidade estatal competência para cobrar ICMS nas operações interestaduais em que o destinatário estivesse localizado em seu território. TRIBUTÁRIO. A DA CONSTITUIÇÃO. IX. ADI 4705 Referendo-MC/DF. isto é. IMPORTAÇÃO DE MATÉRIA-PRIMA. PROPRIEDADES. PROPOSTA PELO RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. é desembaraçada por estabelecimento sediado no Estado de São Paulo e que é o destinatário do produto acabado. em razão da simetria entre os quadros fático-jurídicos examinados. POSTERIOR REMESSA PARA ESTABELECIMENTO INDUSTRIAL LOCALIZADO EM MG PARA INDUSTRIALIZAÇÃO. À primeira vista. este tornar-se-ia injusto à medida que crescesse a intensidade das operações intermediárias por sistema eletrônico de comunicação remota.2012. nas operações interestaduais que destinem mercadorias ou bens a consumidor final. IMPORTAÇÃO. fixar-se-ia na “regra de origem”. com o objetivo de neutralizar a alegada injustiça do modelo de tributação estabelecido pela Constituição. AYRES BRITTO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.927-PR RELATOR: MIN. adotado por alguns Estados-membros da Federação e pelo DF. IMPOSSIBILIDADE. Explicouse que. REG. JOAQUIM BARBOSA Ementa: TRIBUTÁRIO. com base no protocolo especificado. DESEMBARAÇO ADUANEIRO EM SÃO PAULO. cuja aquisição ocorrer de forma não presencial. Joaquim Barbosa em ação direta de inconstitucionalidade. Relativamente ao risco à prestação jurisdicional pelo decurso de tempo. Joaquim Barbosa.1 . 479. escolhido pelo constituinte de 1988. nem do constituinte derivado.2. 155. aparentemente. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não há direito à utilização de créditos do IPI na aquisição de insumos não-tributados ou sujeitos à alíquota zero. ESTABELECIMENTO COMERCIAL VAREJISTA LOCALIZADO EM SP. A norma questionada cuida da exigência de parcela do ICMS. SUJEITO ATIVO. Reputou-se que. aduziu-se que o Confaz ou cada um dos Estados-membros singelamente considerados não poderiam substituir a legitimidade democrática da Assembleia Constituinte. na determinação dessa regra. adequado ou não. mas. ICMS. da qual relator. 2. ART. Precedentes. rel. RETORNO AO ESTABELECIMENTO PAULISTA. AG. do Estado da Paraíba. para suspender a aplicação da Lei 9. incidente sobre operação de importação de matériaprima que será industrializada por estabelecimento localizado no Estado de Minas Gerais. no presente feito.134-MG RELATOR: MIN. destacou-se que essa legislação seguiria modelo aprovado no Protocolo ICMS 21/2011. Informativo 655 ICMS: operação interestadual e comércio eletrônico . §2º. CREDITAMENTO. o chamado comércio eletrônico.

em tese. Por fim. preocupação com o tema.1 . legitimidade para pleitear a restituição. com isso. Joaquim Barbosa. JOAQUIM BARBOSA EMENTA: TRIBUTÁRIO. O Min. Tem repercussão geral a discussão sobre a incidência do IPI sobre operações com bacalhau (peixe seco e salgado). ADI 4705 Referendo-MC/DF.2012. dos valores recebidos pelas cooperativas e provenientes não de seus cooperados. GENERAL AGREEMENT ON TRADE AND TARIFFS. 23. 627. SUJEIÇÃO PASSIVA À CONTRIBUIÇÃO DESTINADA AO CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL. mas de terceiros tomadores dos serviços ou adquirentes das mercadorias vendidas. na modalidade de cálculo conhecida como diferencial de alíquota. muito menos. que se deveria buscar algum modelo jurídico para a espécie. como a pessoa que suportaria a carga econômica do tributo. 146. que seria o consumidor. Tem repercussão geral a discussão sobre a cobrança do ICMS de empresa optante pelo SIMPLES NACIONAL. COOPERATIVAS. a tendência seria que o recolhimento indevido se tornasse fato consumado de dificílima reversão. ARTS. LC 84. haja vista que as atividades dessas empresas poderiam concentrar-se em certa unidade federada e.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB Além da segurança jurídica institucional. porque assegurado ao Estado da Paraíba o direito de lançar — respeitado o devido processo legal — os créditos tributários que entendesse devidos para evitar. a decadência. tendo em conta mudança de quadro fático. (ADI-4705) REPERCUSSÃO GERAL EM RE N. PROPOSTA PELO RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. dos princípios da isonomia. Gilmar Mendes acentuou a relevância da matéria tratada a envolver e-commerce. da seletividade e da extrafiscalidade e do conceito de industrialização. JOAQUIM BARBOSA EMENTA: TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL EM RE N. BACALHAU (PEIXE SECO E SALGADO).315-RJ RELATOR: MIN. rel.2. de igual modo.355/1994. III. JOAQUIM BARBOSA EMENTA: TRIBUTÁRIO. ART. PROPOSTA PELO RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. 1º. COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. II. o relator informou que a decisão concentrar-se-ia basicamente na grave questão federativa e que não caberia a Estado-membro dispor sobre a matéria e. Discorreu-se que. APLICAÇÃO DE METOLOGIA DE CÁLCULO CONHECIDA COMO DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA À EMPRESA OPTANTE PELO SIMPLES NACIONAL. esvaziar as demais. 146-A DA CONSTITUIÇÃO) E DA REGRA DA NÃOCUMULATIVIDADE (ART. ALEGADAS USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DA UNIÃO PARA ESTABELECER O TRATAMENTO FAVORECIDO DAS MICRO E DAS PEQUENAS EMPRESAS (ART. assinalou-se que a retaliação unilateral prejudicaria o elemento mais fraco da cadeia de tributação.280-RJ RELATOR: MIN. REPERCUSSÃO GERAL EM RE N. Vislumbrou que. DECRETO LEGISLATIVO 30/1994 E DECRETO 301.783-RO RELATOR: MIN. 155. fazê-lo de forma retaliatória. § 2º DA CONSTITUIÇÃO). IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO E DE TRANSPORTE INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL. Os Ministros Luiz Fux e Ayres Britto sinalizaram. na base de cálculo de contribuição destinada ao custeio da seguridade social. Registrou. ALCANCE DE ACORDO INTERNACIONAL. TRATAMENTO. 597. Situação associada ao problema tecnológico. à luz do GATT. 632. Acrescentou-se não haver risco de irreversibilidade dos efeitos da cautelar. ter-se-ia contexto a afetar o próprio equilíbrio federativo. ENCAMINHAMENTO DE PROPOSTA PELA EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. por exemplo. Min. por derradeiro. Tem repercussão geral o debate sobre a compatibilidade da inclusão. no qual haveria mudança de paradigmas. não teria. e se costumaria exigir dos vendedores a obtenção de autorização individual dos consumidores para formulação desse pedido. § 2º DA CONSTITUIÇÃO. C E 172. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS.

revela inequívoco objetivo de distribuição de lucros a investidores públicos e privados. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS. 478. DECL.867-SP RELATOR: MIN. CONTRIBUIÇÃO DESTINADA AO CUSTEIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA. REPERCUSSÃO GERAL EM RE N. REPERCUSSÃO GERAL EM RE N. PROPOSTA PELO RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL. CARÁTER INFRINGENTE. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. para dar provimento ao recurso extraordinário da União. SELETIVIDADE.1 . Ademais. PAGAMENTO EM PECÚNIA. TERCEIROS CUJAS ESFERAS JURÍDICAS RESTARIAM ATINGIDAS CASO PROCLAMADA A INVALIDADE DA SISTEMÁTICA DO VALE-TRANSPORTE. Proposta pelo reconhecimento da repercussão geral da possibilidade de o Judiciário estabelecer alíquota inferior àquela correspondente à classificação do produto que a autoridade fiscal entende como correta. A cobrança da exação. SUSTENTADA APLICAÇÃO APENAS ÀS INDÚSTRIAS ALIMENTÍCIAS.043/1982. TRIBUTÁRIO. ART. NATUREZA INDENIZATÓRIA. JOAQUIM BARBOSA EMENTA: TRIBUTÁRIO. VALE-TRANSPORTE. e no regime da Lei 9. JOAQUIM BARBOSA EMENTA: TRIBUTÁRIO. seja sob a Constituição Federal de 1988. EXAME DA RELAÇÃO ENTRE OS SERVIÇOS PÚBLICOS PRESTADOS E O OBJETIVO DE DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS A INVESTIDORES PÚBLICOS E PRIVADOS COMO ELEMENTO DETERMINANTE PARA APLICAÇÃO DA SALVAGUARDA CONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SELETIVIDADE. 606. Repercussão geral da matéria reconhecida e jurisprudência reafirmada. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. SUPOSTA ABRANGÊNCIA PARA ALÉM DO DOMÍNIO TRIBUTÁRIO. 150. DELIMITAÇÃO DA EXTENSÃO DOS EFEITOS DA DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DOS DISPOSITIVOS NORMATIVOS. 600. PARTICIPAÇÃO ACIONÁRIA DISPERSA E NEGOCIADA EM BOLSA DE VALORES. EXPRESSA REJEIÇÃO DA POSSIBILIDADE DE INSTITUIÇÃO DA COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. JOAQUIM BARBOSA EMENTA: TRIBUTÁRIO. Informativo 654. que envolve a produção de embalagens para acondicionamento de água mineral. discute-se se tais critérios teriam ou não sido respeitados pelo Tribunal de origem neste caso.933-SP RELATOR: MIN. NO RE N. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.923/1975 e 87.424/1996. COBRANÇA NOS TERMOS DO DL 1.410-SP RELATOR: MIN. SALÁRIO-EDUCAÇÃO. é constitucional a cobrança da contribuição do salárioeducação. INCIDÊNCIA. Precedentes. seja sob a Carta de 1969. PROCESSUAL.247/87. 5º DO DECRETO Nº 95. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. VI. LUIZ FUX EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB REPERCUSSÃO GERAL EM RE N. A DA CONSTITUIÇÃO. 4º DA LEI Nº 7.923/1975 E 87. 660. Tem repercussão geral a questão consistente em saber se a imunidade tributária recíproca se aplica a entidade cuja composição acionária. PRETENSÃO DE IMPUGNAÇÃO DAS PREMISSAS QUE EMBASARAM O ACÓRDÃO EMBARGADO.422/1975 e dos Decretos 76. ADMISSÃO DE INTERVENÇÃO NAS MODALIDADES DE ASSISTÊNCIA SIMPLES E RECURSO DE TERCEIRO PREJUDICADO. C L I P P I N G D O DJ EMB. nos termos do DL 1. Nos termos da Súmula 732/STF. CONSTITUCIONALIDADE SEGUNDO AS CARTAS DE 1969 E 1988.043/1982 é compatível com as Constituições de 1969 e 1988.418/85 E ART. PRECEDENTES.422/1975 E DOS DECRETOS 76. objeto de negociação em Bolsas de Valores. ART. INOCORRÊNCIA DE DESCARACTERIZAÇÃO.314-PE RELATOR: MIN. APLICAÇÃO DE ALÍQUOTA MAIS FAVORÁVEL À OPERAÇÃO DE INDUSTRIALIZAÇÃO DE EMBALAGENS. CONSTITUCIONAL.

247/87. INOCORRÊNCIA DE VÍCIO NO PRONUNCIAMENTO. no acórdão recorrido. para afastar a incidência de contribuição previdenciária pelo só pagamento da verba em dinheiro. art. 4º da Lei nº 7. 5º do Decreto nº 95. Estando os crimes tributários entrelaçados. MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE PAGAMENTO DO BENEFÍCIO DO VALE-TRANSPORTE.283-RJ RELATOR: MIN. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS. COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. 3. FUNDAMENTAÇÃO CALCADA NO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA LEGALIDADE TRIBUTÁRIA (CF. 5º DO DECRETO Nº 95. mormente quando adotada expressamente tese jurídica contrária à pretendida descaracterização da natureza jurídica do vale-transporte pelo só fato de ser pago em pecúnia.247/87 exclusivamente no que concerne ao domínio tributário. de operadoras de transporte coletivo urbano que colocam em prática a vigente sistemática do vale-transporte. 5. Tem-se por admissível a intervenção de terceiros. no mais.418/85. *noticiado no Informativo 652 HC N. ‘a’ e § 4º. 195. cujas esferas jurídicas restariam sensivelmente atingidas na hipótese de a declaração de inconstitucionalidade do referido dispositivo normativo. ‘A’ E § 4º). À LUZ DA FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO EMBARGADO. notadamente à luz dos art. em recurso extraordinário decidido sob o regime da repercussão geral. A compreensão da fundamentação dos votos da maioria vencedora revela a necessária restrição dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade do art. I. de forma expressa e categórica. for entendida em termos abrangentes. 4º DA LEI Nº 7. 4. nos termos do voto do Relator. RESTRIÇÃO AO ÂMBITO TRIBUTÁRIO. constante do acórdão embargado. Inexiste omissão quanto ao exame do art. 5º do Decreto nº 95. INADMISSIBILIDADE DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. 195.247/87. INCONSTITUCIONALIDADE RESTRITA AO DOMÍNIO TRIBUTÁRIO.1 . produzindo efeitos para além do domínio exclusivamente tributário. ante a formalização do processo administrativofiscal. OMISSÃO QUANTO À ANÁLISE DO ART. 2. da CF. ANÁLISE DA CAUSA SOB O ÂNGULO DO DEVER INFRACONSTITUCIONAL DE PAGAMENTO DO BENEFÍCIO EM VALES. o fenômeno da suspensão do processo.418/85 diante da expressa manifestação do voto do relator acerca do referido enunciado normativo. I.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA PARA COMBATER A BURLA À “VERDADE SALARIAL”. MARCO AURÉLIO CRIMES TRIBUTÁRIOS – ENTRELAÇAMENTO – PROCESSO ADMINISTRATIVOFISCAL – PROCESSO-CRIME – SUSPENSÃO. Manifesta-se o caráter infringente de embargos de declaração quando interpostos de modo a questionar a firmeza das premissas que embasaram o acórdão embargado. DE MODO A AFASTAR A INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. nos termos do art. 105. 150. Descabe arguir omissão quanto aos dispositivos constitucionais reputados violados se o acórdão embargado considera. mantendo-se hígida. cabe estender a todos. ART. 150. Embargos de declaração acolhidos. INOCORRÊNCIA. EXAME ESPECÍFICO PELO VOTO DO RELATOR. ART. I) E DA AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR A AMPARAR A INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA (CF. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO QUANTO AO DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL REPUTADO VIOLADO.418/85 e do art. I) a interpretação que chancela a incidência de contribuição previdenciária sobre os valores pagos em pecúnia a título de vale-transporte sem lei complementar que o permita. 1. notadamente à luz dos domínios remanescentes do direito positivo. a análise da causa sob o ângulo material do dever infraconstitucional de pagamento do benefício em vales. 6. ILICITUDE RESGUARDADA NO QUE CONCERNE AOS OUTROS DOMÍNIOS DO DIREITO POSITIVO. DELIMITAÇÃO DOS EFEITOS DA DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. destacando-se. 4º da Lei nº 7. ofensiva ao princípio da legalidade tributária (CF. a sistemática do vale-transporte para os demais fins. sem que a incidência tributária possa ser instituída como modalidade de sanção política a fim de combater eventual burla ao princípio da verdade salarial.

1 . Sustenta. do próprio trânsito em julgado. embargos declaratórios. QUADRO FÁTICOJURÍDICO ESPECÍFICO. aplicada à operação que não gerou débito tributário. no tocante aos crimes tributários. § 1º. tendo em conta o disposto no § 2º do art. PROPORCIONALIDADE.452-RO RELATOR: MIN. acompanhado dos consectários legais. ED: extinção de punibilidade pelo pagamento integral de débito e prescrição retroativa . ora embargante. III.684/2003. Ayres Britto. art. § 2º. o Colegiado indeferiu pleito de sustentação oral formulado pela defesa. a ocorrência de prescrição retroativa da pretensão punitiva do Estado. Vale notar que. 109. TRIBUTÁRIO. De início. daquele diploma penal. 69) — v. rel. o parlamentar. 337-A. embasado no art. I. à posição do STF no sentido de que essa norma não ofende o princípio do contraditório nem vulnera o postulado da plenitude de defesa. Surge a configurar a existência de justa causa situação concreta em que o Ministério Público haja atuado a partir de provocação da Receita Federal tendo em conta auto de infração relativa à sonegação de informações tributárias a desaguarem em débito do contribuinte. JOAQUIM BARBOSA EMENTA: CONSTITUCIONAL.12. REPERCUSSÃO GERAL EM RE N. e no art. assim como da publicação da respectiva decisão. CRIME TRIBUTÁRIO – JUSTA CAUSA.2011. 9º. À derradeira. 1º. fora condenado pela prática dos crimes de apropriação indébita previdenciária e de sonegação de contribuição previdenciária (CP. RAZOABILIDADE. “MULTA ISOLADA”. PUNIÇÃO APLICADA PELO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. Reportou-se. No ponto. é preciso perquirir a necessidade de esgotamento do processo administrativo-fiscal para iniciar-se a persecução criminal. bem assim sobre a ocorrência de prescrição retroativa da pretensão punitiva do Estado. c/c art. Argüi que teria completado 70 anos de idade em momento anterior ao início da própria sessão de julgamento que o condenara. IV. Informativo 602. 115.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB Informativo 653 HC N. ainda.1 O Plenário iniciou julgamento de embargos de declaração opostos sob a alegação de que o acórdão condenatório omitira-se sobre o entendimento desta Corte acerca de pedido de extinção de punibilidade pelo pagamento integral de débito fiscal. e art. 108. (AP-516) ED: extinção de punibilidade pelo pagamento integral de débito e prescrição retroativa . pugna pelo acolhimento dos embargos com efeitos infringentes. Proposta pelo reconhecimento da repercussão geral da discussão sobre o caráter confiscatório.2 COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. portanto. 131 do RISTF (“Não haverá sustentação oral nos julgamentos de agravo. AP 516 ED/DF. MARCO AURÉLIO CRIME TRIBUTÁRIO – PROCESSO ADMINISTRATIVO – PERSECUÇÃO CRIMINAL – NECESSIDADE. acontecera antes da publicação do acórdão e. caput. desproporcional e irracional de multa em valor variável entre 40% e 05%. argüição de suspeição e medida cautelar”). Caso a caso. PROPOSTA PELA EXISTÊNCIA DA REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL DEBATIDA. e art. 71. ainda pendente. afirma que o adimplemento total. c/c o art. ainda. Informativo 650. 640. Argumenta que a extinção de punibilidade poderia ocorrer a qualquer tempo. da Lei 10. DEVER INSTRUMENTAL RELACIONADO À OPERAÇÃO INDIFERENTE AO VALOR DE DÍVIDA TRIBUTÁRIA (PUNIÇÃO INDEPENDENTE DE TRIBUTO DEVIDO). a ordem jurídica constitucional não prevê a fase administrativa para ter-se a judicialização. Na situação. Min.037-ES RELATOR: MIN. 168-A. CARÁTER CONFISCATÓRIO. *noticiado no informativo 650 Informativo 651.

Acentuou que. o caráter manifestamente protelatório do recurso. Considerou estar-se diante de embargos que buscariam. Definitividade que limitaria. para efeitos de extinção da punibilidade. em caráter excepcional.12. relator. por não mais existir pretensão punitiva do Estado passível de suspensão ou anulação. Celso de COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. Condenação definitiva que afastaria o direito constitucional da presunção de nãoculpabilidade. utilizada como causa extintiva de punibilidade. a possibilidade de se reconhecer o pagamento do tributo como causa de extinção da punibilidade. o que. A respeito. de pretensão de reexame de questão já enfrentada e repelida pelo Plenário. em contraposição à pretensão executória do Estado. com propósito de retardar o início do cumprimento das penas aplicadas. Pontuou. então. após a retificação deste. enfatizou que o debate explícito sobre a tese fora provocado pela própria intervenção do advogado constituído. cabendo-lhe processar e julgar. também.1 . que determinara: a) retificação da ata da sessão para que passasse a constar. Igualmente. a Constituição quando quisera aludir à decisão transitada em julgado o fizera de maneira expressa. Min. informou que teria requisitado informações detalhadas à Secretaria da Receita Federal e obtivera o esclarecimento da “liquidação por pagamento” dos débitos objetos do presente processocrime. além das causas próprias de Corte Constitucional. Matéria esta alusiva ao fato de o réu não contar mais de 70 anos de idade na precisa data de exame da ação penal. diante das peculiaridades da jurisdição do STF. Após digressão evolutiva da jurisprudência do STF. por esta Corte. excluída a hipótese de cabimento de embargos infringentes. de ordinário. rel. sob pretexto de vício inexistente. como órgão de cúpula do Judiciário nacional. observou encontrar-se em tramitação nesta Corte a ADI 4273/DF (pendente de julgamento). carregaria diferença em relação ao trânsito em julgado perante os demais órgãos do Poder Judiciário.2011. sublinhou que se trataria de questão de ordem pública e espécie de apreciação. Anotou que. Inferiu que o tratamento particularizado decorreria do fato de competir. Dessumiu ser o caráter definitivo da decisão condenatória. Registrou. o embargante corroborara. ao conferir-lhe o direito de impor a sanção ao apenado. a reparação do dano seria simples circunstância atenuante e. Por outro lado. em regra.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB O Min. explicitou que. Ante a assertiva de quitação integral do débito fiscal. a rediscussão do que já decidido. Destacou que a força que conferiria imutabilidade às decisões judiciais viria da inacessibilidade a recurso. Ayres Britto. rejeitou os embargos declaratórios e indeferiu o pedido de reconhecimento de extinção da punibilidade pelo superveniente pagamento do débito tributário. uma vez exercida em definitivo essa pretensão estatal. precipuamente. os termos dos embargos aclaratórios. também o plexo de jurisdição tipicamente ordinária. em que se notaria o objetivo. substituindo-o pelo juízo da culpa. que daria efetividade concreta à pretensão punitiva estatal. Assim. pela simples leitura das razões nele lançadas. teria ficado inviabilizada a eficácia jurídico-penal do pagamento completo da dívida no caso concreto. sem menção ao trânsito em julgado. conforme o resultado da decisão colegiada do Supremo. Por fim. Reputou que. o julgado condenatório do Plenário da Suprema Corte em ação penal originária seria definitivo e anunciaria o momento de se dar cumprimento à pena. com a sentença condenatória. ao STF. em seguida. e b) posterior republicação do acórdão. Nessa contextura. (AP-516) ED: extinção de punibilidade pelo pagamento integral de débito e prescrição retroativa . verificados os marcos interpretativos.3 Relativamente ao pedido de extinção da punibilidade pelo superveniente pagamento do débito fiscal. tempestivamente. de tribunal de última instância. daria tratamento diverso a decisões definitivas de mérito desta Corte. 1º. assinalou que a extinção da punibilidade pela quitação do débito tributário seria apenas admissível enquanto existente pretensão punitiva estatal. originariamente ou em competência recursal. AP 516 ED/DF. 115 do CP. irrecorrível do ponto de vista processual. sob a relatoria do Min. a jurisdição do STF quando exercida em única ou última instância prescindiria do trânsito em julgado para sua decisão ganhar foros de definitividade. a deliberação de firmar como marco interruptivo da prescrição a data da assentada de julgamento em que proferida a condenação. até mesmo de ofício. o que teria motivado o afastamento da incidência de causa de redução do prazo prescricional em virtude da senilidade a que se refere o art. Ayres Britto. concluiu inexistir omissão a suprir. a guarda da Constituição. Pontuou que.

Ayres Britto. da Lei nº 8. GUERRA FISCAL. 1º. (HC-108037) REPERCUSSÃO GERAL EM RE N.051/2004). ICMS. Assim. § 2º. 3º. 1º. por maioria. 40. 1º.11. Assentou-se que a Lei 8. a necessidade de esgotar-se a via administrativa. nos termos do art.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB Mello. TRIBUTÁRIO. no momento de proferir a sentença”). rel.830/1980 (REDAÇÃO DA LEI 11. 462 do CPC (“Se.1 .830/1980. ART. incisos I a IV. 102 e 155. MANIFESTAÇÃO PELA EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. MARCO INICIAL. Consignou-se que seria construção pretoriana a necessidade de exaurimento do processo administrativo-fiscal para ter-se a persecução criminal e que o Ministério Público imputara a prática criminosa concernente à omissão de informações em declarações do imposto de renda com base em auto de infração que resultara em crédito tributário. Luiz Fux.2011. de competência da justiça do trabalho. Min. III. Min. ART. I DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ARTS. assentando a falta de justa causa.2011. em que se questiona a constitucionalidade dos artigos 67 a 69 da Lei 11. 40. JOAQUIM BARBOSA EMENTA: CONSTITUCIONAL. 173 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. B DA CONSTITUIÇÃO. previsto no art. (AP-516) Crime tributário e oferecimento de denúncia antes da constituição definitiva do crédito tributário . uma vez prolatada sentença condenatória — confirmada em âmbito recursal e transitada em julgado — ao alijamento respectivo.FINANCEIRO. em razão de a denúncia ter sido apresentada e recebida antes desse momento do processo administrativo.11. 8º DA LC 24/1975. condição imposta pela Constituição somente à justiça desportiva e ao processo referente ao dissídio coletivo.137/90 não exigiria. 636. denegou habeas corpus em que se pleiteava o trancamento de ação penal.562-SC RELATOR: MIN. ART. REPERCUSSÃO GERAL EM RE N. Após. Dias Toffoli.2011. Min. Luiz Fux acrescentou que no curso da ação penal houvera a constituição definitiva do crédito tributário. RESERVA DE LEI COMPLEMENTAR DE NORMAS GERAIS PARA DISPOR SOBRE PRESCRIÇÃO. JOAQUIM BARBOSA EMENTA: CONSTITUCIONAL. de ofício ou a requerimento da parte. rel. Portanto. para a configuração da prática criminosa. Marco Aurélio. rel.941/2009. Vencido o Min. ESTORNO BASEADO EM PRETENSA CONCESSÃO DE BENEFÍCIO FISCAL INVÁLIDO POR OUTRO ENTE FEDERADO.2 O Min. Possui repercussão geral a discussão sobre o marco inicial da contagem do prazo de que dispõe a Fazenda Pública para localizar bens do executado. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. SUPREMACIA DAS DISPOSIÇÕES DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL POR FORÇA DA CONSTITUIÇÃO. HC 108037/ES. § 4º da Lei 6. HC 108037/ES. descaberia potencializar a construção jurisprudencial a ponto de chegar-se. por estar pendente de conclusão o procedimento administrativo-fiscal. § 4º DA LEI 6. AP 516 ED/DF. 2º.1 A 1ª Turma. antes do lançamento definitivo do tributo”). algum fato constitutivo. caberá ao juiz tomá-lo em consideração. ESTORNO DE CRÉDITOS POR INICIATIVA UNILATERAL DE ENTE FEDERADO. CUMULATIVIDADE. ante a ausência de constituição definitiva do crédito tributário à época em que recebida a denúncia. 628. aplicável o art.075-RS RELATOR: MIN. que concedia a ordem e aplicava a Súmula Vinculante 24 (“Não se tipifica crime material contra a ordem tributária. 29. TRIBUTÁRIO – ADMINISTRATIVO .137/90. modificativo ou extintivo do direito influir no julgamento da lide. 29. 146. depois da propositura da ação. Marco Aurélio. (HC-108037) Crime tributário e oferecimento de denúncia antes da constituição definitiva do crédito tributário . pediu vista o Min.12. ART.

2011. não poderia ser limitada pelo efetivo recebimento de moeda ou dinheiro. COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. nesse aspecto. desse modo. quando o vendedor fizesse a entrega para o comprador. Min. juntamente com a ocorrência do fato jurídico tributário. que o fato gerador da obrigação ocorreria com o aperfeiçoamento do contrato de compra e venda.1 A contribuição ao Programa de Integração Social . então. ter-se-ia. ao pagamento do PIS e da COFINS também sobre valores não ingressados em suas contas. a.1 . RE 586482/RS. que definiria como fato gerador do imposto a aquisição virtual. negar provimento a recurso extraordinário em que se argumentava. a ter jus ao recebimento do respectivo preço. Nesse contexto. Min. que para o recolhimento mensal das aludidas contribuições. bem como pelo art.COFINS são exigíveis no que se refere a vendas a prazo inadimplidas. a primeira não pressuporia o repasse físico dos recursos para o patrimônio do contribuinte. passando. diferenciando-se a disponibilidade econômica — patrimônio economicamente acrescido de um direito ou de um elemento material identificável como receita — da disponibilidade financeira — efetiva existência dos recursos financeiros. com a disponibilidade jurídica da receita. portanto. Salientou-se. (RE-586482) PIS e COFINS: vendas a prazo inadimplidas . bastando o acréscimo. 23. mesmo que contábil. Dias Toffoli. e não o regime de caixa. Assim.2011. (RE-586482) PIS e COFINS: vendas a prazo inadimplidas . equivalente ao preço estipulado quando da celebração do contrato. o que as vincularia. a disponibilidade jurídica ou econômica da receita. rel.3 Quanto ao aspecto temporal da hipótese de incidência da COFINS e da contribuição para o PIS. rel. não haveria demonstração de capacidade contributiva efetiva. em face do regime contábil adotado. em síntese. cujos valores faturados não tenham sido recebidos. respectivamente. Além disso.PIS e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social . Reputou-se que o Sistema Tributário Nacional fixara o regime de competência como regra geral para apuração dos resultados da empresa. desses recursos no patrimônio da pessoa jurídica. aduziu-se que as mutações patrimoniais decorreriam de relações jurídicas integrantes do ativo ou do passivo da pessoa jurídica.404/76. como conseqüência natural do princípio da competência do exercício. 9º da Resolução 750/93.2 Inicialmente. registrado o direito de crédito que o vendedor passaria a deter em face do comprador. que o STF teria firmado orientação do sentido de que a disponibilidade jurídica é presumida por força de lei.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB Informativo 649. do poder de dispor. 23. Ocorreriam. que passaria a compor o aspecto material da hipótese de incidência das contribuições em questão. como regra geral. Pelo primeiro. constatou-se que a Corte teria firmado entendimento no sentido de que os fatos geradores do PIS e da COFINS seriam as operações econômicas exteriorizadas no faturamento (sua base de cálculo). vedada a tributação de parcelas que não exteriorizassem a riqueza do contribuinte. como na hipótese de vendas inadimplidas. Esse evento deveria ser vertido em linguagem competente.11. Ademais. considerando-se realizadas as receitas e incorridas as despesas no momento da transferência dos bens e da fruição dos serviços prestados.11. consideraria que “faturamento” envolveria não só “emitir faturas”. da Lei 6. de direitos ou de obrigações para com terceiros. e não com o recebimento do preço acordado. Frisou-se ser esse o momento em que nasceria a relação jurídica. haveria o reconhecimento simultâneo das receitas e das despesas realizadas. assim compreendido como receita bruta das vendas de mercadorias e serviços de qualquer natureza. Dias Toffoli. por inexistir substrato econômico. do Conselho Federal de Contabilidade. ou seja. independentemente de seu efetivo recebimento. independentemente do recebimento do valor correspondente. Essa a conclusão do Plenário ao. representativas. para as pessoas jurídicas. Nesses casos. isto é. e não efetiva. § 1º. Afirmou-se que essa sistemática seria confirmada pelos artigos 177 e 187. pois. mas também o resultado das operações empresariais do agente econômico. RE 586482/RS. PIS e COFINS: vendas a prazo inadimplidas . as empresas seriam obrigadas a escriturar como receitas o total das vendas faturadas. por maioria.

uma vez mais. a reafirmar. sujeito passivo dos tributos. efeitos perversos. no âmbito do Estado Democrático de Direito. Min. e a legislação preveria a denominada provisão para devedores duvidosos. que o caso ora em exame justifica.637/2002 e 10. na linha de decisões que proferi nesta Suprema Corte (RTJ 144/435-436.1 . Haveria. Min. Este asseverava que receita auferida seria somente a que ingressara na contabilidade da empresa. projetando-se nas relações jurídico-fiscais mantidas com os contribuintes. as vendas inadimplidas — a despeito de poderem resultar no cancelamento e na devolução da mercadoria —. as situações excludentes do crédito tributário contempladas na legislação do PIS e da COFINS ocorreriam apenas quando fato superveniente viesse a anular o fato gerador do tributo. visto que valores não recebidos seriam inábeis a compor a base de cálculo. Min. Permaneceria. Não caberia ao intérprete. art. Dias Toffoli. (RE-586482) PIS e COFINS: vendas a prazo inadimplidas . RE 586482/RS. art.354/RS.598/77. pois é necessário advertir que a prática das competências impositivas por parte das entidades políticas investidas da prerrogativa de tributar não pode caracterizar-se como instrumento. CELSO DE MELLO – RE 428. cuja interpretação deveria ser restritiva. CELSO DE MELLO. Min. a ação das instâncias governamentais. § 4º e 1. deformam os princípios que estruturam a ordem jurídica. assim. o fato imponível. rel. 1º. a permitir que determinada empresa. diferentemente dos casos de cancelamento de vendas. 23. extinguindo-se. nunca quando ele subsistisse perfeito e acabado. que os desvios inconstitucionais do Estado. Celso de Mello consignava que o Fisco não poderia apropriar-se de parcelas a serem recolhidas com base em mera presunção de receita. parcelas redutoras do preço de venda quando constantes da nota fiscal de venda dos bens ou da fatura de serviços e independentes de evento posterior à emissão desses documentos. § 1º. COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. por isso mesmo. de recolher o tributo. Dias Toffoli. na ilegitimidade desse comportamento do aparelho governamental. 10. Asseverou-se que as vendas canceladas não poderiam equiparar-se às inadimplidas porque. enquanto não efetivamente canceladas. (RE-586482) VOTO DO MINISTRO CELSO DE MELLO A controvérsia instaurada na presente causa sugere e estimula reflexões que me levam. por resultar hipótese de exclusão de crédito tributário. O Min. verificado o inadimplemento. que proviam o recurso. ainda.11. Leis 9. a teor do art.11. que. rel. a capacidade contributiva não se faria presente.2011. as obrigações do credor e do devedor.718/98. em que o negócio jurídico seria desfeito.2011. Cumpre assinalar. Assim. Ademais. Rel. assim. assumiria os riscos da inadimplência.833/2004).4 Sublinhou-se inexistir disposição legislativa a permitir a exclusão das chamadas vendas inadimplidas da base de cálculo das contribuições em discussão. implicariam crédito para o vendedor oponível ao comprador.g. normas a definir que não integrariam renda e receita as vendas canceladas.940/82. portanto. quando uma empresa vende a prazo. A necessidade de preservação da incolumidade do sistema consagrado pela Constituição Federal não se revela compatível com pretensões fiscais contestáveis do Poder Público. subvertem as finalidades do sistema normativo e comprometem a integridade e a supremacia da própria Constituição da República. geram. busca impor ao contribuinte um estado de submissão tributária absolutamente inconvivente com os princípios que informam e condicionam.Vencidos os Ministros Celso de Mello e Marco Aurélio.). v. Sob esse prisma. pudesse lançar como perda do período eventuais vendas atingidas por insolvências. arbitrariamente manipulado pelas pessoas estatais. excluir as vendas inadimplidas da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS. ao fim de cada exercício social. 111 do CTN. 23. que. Rel. Destacou-se que o mesmo ocorreria com os descontos incondicionais. devolvidas e os descontos incondicionais (Decretos-lei 1. venha a conduzir à destruição ou ao comprometimento da própria ordem constitucional. plenamente. como ocorreria nas vendas inadimplidas. divorciando-se dos parâmetros estabelecidos pela Lei Magna. que. no exercício do seu poder de tributar. Ricardo Lewandowski destacou que. sob a alegação de isonomia.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB RE 586482/RS. O Min. 12. por outro lado. que se reiterem tais asserções. o autor do negócio jurídico teria duplo prejuízo: não receberia e teria.

331/SP). consubstanciador de direitos e garantias oponíveis ao poder impositivo do Estado (Pet 1. os requisitos concernentes à plausibilidade jurídica (que se mostra densa) e ao “periculum in mora”. em 1819. 552) . Jr. É por isso que não constitui demasia reiterar a advertência de que a prerrogativa institucional de tributar. inciso III. inviabilizando-lhe. que institui. devo reconhecer que se impõe o acolhimento da pretensão cautelar deduzida pela agremiação partidária (DEM) que ajuizou a presente ação direta. eis que . consideradas as observações que venho de fazer. Tenho para mim que o art. arbitrariamente. em livre tradução. de anterioridade mitigada) traduz garantia fundamental que compõe o próprio “estatuto constitucional dos contribuintes” e que representa. Daí a necessidade de rememorar. por inteiro. do célebre caso “McCulloch v. “um poder que somente pode ser exercido dentro dos limites que o tornem compatível com a liberdade de trabalho. Min. que. ora impugnado. sempre.reside. SYDNEY SANCHES). Knox” (277 U. Min. coativamente. injustamente. a clássica advertência de OROSIMBO NONATO. ainda que como “dissenting opinion”. Cabe relembrar. tenho enfatizado a importância de que o exercício do poder tributário. transgrediu. no dever jurídico de estrita fidelidade dos entes tributantes ao que imperativamente dispõe a Constituição da República. entre nós. as diversas espécies tributárias existentes. a garantia constitucional da anterioridade tributária.567. de um sistema de proteção destinado a ampará-lo contra eventuais excessos (ou ilicitudes) cometidos pelo poder tributante ou. a anterioridade tributária (não importando que se trate de anterioridade comum ou que se cuide. de um verdadeiro “estatuto constitucional do contribuinte”. passo a examinar o litígio constitucional ora submetido ao julgamento do Supremo Tribunal Federal. neste ponto. de forma particularmente expressiva.S. em julgamento final sobre a matéria (ADI 939/DF. na espécie.1 . na perspectiva das relações entre a Administração Tributária e o contribuinte. deve submeter-se. O postulado que consagra. em nosso sistema jurídico.RDA 34/132). do caso ”Panhandle Oil Co. 218). investido de competência institucional para neutralizar eventuais abusos das entidades governamentais. quando do julgamento. de modo frontal. que reputo essenciais ao julgamento deste pedido de medida cautelar. o sujeito passivo da obrigação tributária. não lhe outorga o poder de suprimir (ou de inviabilizar) direitos de caráter fundamental. clara limitação constitucional ao poder impositivo das pessoas políticas. em essência. que o COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. em favor dos contribuintes. pelo menos enquanto existir esta Corte Suprema”. aos modelos jurídicos positivados no texto constitucional. “in” Informativo/STF nº 125). consubstanciada em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal (RE 18.como relembra BILAC PINTO. 150. na linha do que destacou esta Suprema Corte. Maryland”. decisivas limitações à competência estatal para impor e exigir. inclusive ao poder da União Federal. nos termos da própria Carta Política. ao fazê-lo. de comércio e de indústria e com o direito de propriedade” (grifei). 675-676) . em conhecida conferência sobre “Os Limites do Poder Fiscal do Estado” (RF 82/547-562. alínea “c”. à maneira do que já o fizera o Chief Justice JOHN MARSHALL. Rel. tal como definida no art. v. State of Mississippi Ex Rel. (“The power to tax is not the power to destroy while this Court sits”). o exercício de atividades legítimas. de 15/09/2011. como na espécie. Assentadas tais premissas. culminam por asfixiar. que “o poder de tributar não pode chegar à desmedida do poder de destruir” (RF 145/164 . que o ordenamento positivo reconhece ao Estado. constitucionalmente assegurados ao contribuinte. em “dictum” segundo o qual. em acórdão no qual aquele eminente e saudoso Magistrado acentuou. da Constituição da República. O fundamento do poder de tributar – tal como tem sido reiteradamente enfatizado pela jurisprudência desta Suprema Corte (RTJ 167/661. muitas vezes deslembradas da existência. pelo Estado. eis que plenamente configurados. pois este dispõe.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB Bem por isso. no julgamento. Torna-se importante assinalar. em essência. CELSO DE MELLO. E. “o poder de tributar não significa nem envolve o poder de destruir. contra exigências irrazoáveis veiculadas em diplomas normativos editados pelas instâncias governamentais. em 1928. ainda. proferidas. o que só faz conferir permanente atualidade às palavras do Justice Oliver Wendell Holmes. 16 do Decreto presidencial nº 7. a função tutelar do Poder Judiciário.466/PB.essa extraordinária prerrogativa estatal traduz. Rel.

de um lado. sobre representarem importante conquista político-jurídica dos contribuintes. tal comportamento equivaleria a atribuir.especialmente neste momento em que se amplia o espaço do dissenso e se intensificam. cuja lição enfatiza que o princípio da anterioridade representa: “(. Na concreção do seu alcance – e na própria linha da jurisprudência desta Suprema Corte (RTJ 87/374) -. esses postulados têm por destinatário exclusivo o poder estatal. o princípio da anterioridade. ou a majoração de tributos já existentes.4.g. p. a possibilidade ao contribuinte de previamente organizar e planejar seus negócios e atividades. 906. assim. 27ª ed. de outro. em função de uma norma tão claramente hostil a valores constitucionais básicos. as relações de antagonismo entre o Fisco e os indivíduos . Atlas. enquanto categorias fundamentais que são. à imperatividade de suas restrições. em matéria tributária.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB princípio da anterioridade representa.. Não se pode ignorar que o princípio da anterioridade das leis tributárias reflete. COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. “garantia individual do contribuinte”. de que a cobrança de novos tributos. perpetrada pela Senhora Presidente da República. O respeito incondicional aos princípios constitucionais evidencia-se como dever inderrogável do Poder Público. especificamente configurada na justa expectativa do contribuinte quanto à certeza e à previsibilidade da sua situação fiscal. como a garantia da anterioridade tributária. ex. Não posso desconhecer .) a garantia individual do contribuinte. por determinação da Senhora Presidente da República. não pode ser tolerada nem admitida. uma das expressões fundamentais em que se apóiam os direitos básicos proclamados em favor dos contribuintes. esta Suprema Corte (ADI 939/DF. constituem expressão fundamental dos direitos outorgados. força normativa superior àquela de que se acham impregnadas as emendas à Constituição. v.introduz um perigoso fator de desequilíbrio sistêmico e rompe. a harmonia que deve presidir as relações. em julgamento final. § 4º.que desempenham. quaisquer que sejam os contribuintes.” (grifei) O fato irrecusável. as quais – insista-se – não podem desrespeitar matérias postas sob proteção das cláusulas pétreas. A ofensa do Estado a esses valores . Nem se diga que é novo o tema ora versado nesta sede de fiscalização abstrata de constitucionalidade. sempre tão estruturalmente desiguais. art. absurdamente. deverá vir estabelecida em lei que seja por si conhecida com antecedência. aos sujeitos passivos das obrigações fiscais. se fosse lícito à Administração Tributária desconsiderar. IV). p. entre as pessoas. “Direito Constitucional”. dispõe de competência para afetar direitos e garantias individuais. Rel. oponível. um papel subordinante na própria configuração dos direitos individuais ou coletivos . Abre-se. pelo ordenamento positivo. por isso mesmo. transgredir o “estatuto constitucional dos contribuintes”. Essa transgressão constitucional. “Princípio da Anterioridade . A eficácia do princípio da anterioridade não pode ser comprometida por normas de direito positivo de evidente invalidade jurídico-constitucional.) e adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (ADI 939/DF). em favor e em defesa dos contribuintes. em seus aspectos essenciais. 60. também em matéria tributária.1 . neste caso. tal como o proclamou. pessoa natural ou jurídica. dentre os quais a garantia da anterioridade tributária. em dezembro de 2008. é um só: nem mesmo o Congresso Nacional. tornando imediatamente exigíveis as novas alíquotas fiscais do IPI resultantes da majoração estabelecida por ato da Presidência da República.. Min. impende considerar a advertência do magistério doutrinário (LISE DE ALMEIDA.. como assinala a doutrina (ALEXANDRE DE MORAES. não pode o Executivo. a uma simples deliberação executiva.que os princípios constitucionais tributários.. “in” RDTr 55/321. Esse postulado essencial de nosso sistema jurídico não pode ser visto nem compreendido como mera formulação retórica. 1991). Com maior razão. Desde que existem para impor limitações ao poder de tributar.Evolução no Direito Brasileiro e sua situação na Constituição”. pelo E. pois a questão em exame já foi apreciada por outros Tribunais judiciários. SYDNEY SANCHES). de decisão proferida. como se verifica. O fim primordial desta limitação constitucional é a tutela da segurança jurídica. que se submete. e o Poder. como os direitos e garantias individuais (CF. 2011. por intermédio de simples decreto presidencial. a qualquer das entidades políticas investidas de competência impositiva. por completo. sob pena de grave conspurcação do regime constitucional de direitos e garantias fundamentais que o ordenamento positivo estabeleceu. item n. 9. de tal modo que o mesmo tenha ciência do gravame a que se sujeitará no futuro próximo. pois. mediante exercício de seu poder reformador.

estendendo-se àqueles previstos nos incisos I. EDUARDO SABBAG (“Manual de Direito Tributário”. Juíza VÂNIA HACK DE ALMEIDA – grifei) Cabe registrar. Saraiva). III e V do art.. 108/111. item n.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB Tribunal Regional Federal da 4ª Região../2ª tir. ainda.. item n. ‘C’. APLICABILIDADE. 150 refiram-se apenas à lei em sentido estrito. Malheiros). 67/68.. 2ª ed.5. como REGINA HELENA COSTA (“Curso de Direito Tributário”. no ponto. ao ato do Poder Executivo. 3.. em julgamento que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “TRIBUTÁRIO.. Poder de Tributar”..71.. ROQUE ANTONIO CARRAZZA (“Curso de Direito Constitucional Tributário”.. a invocação de “razões de Estado” como fundamento de legitimação de práticas inconstitucionais (RE 204.. o que culminaria por introduzir. é de se supor que a Emenda nº 42 abrangeu tal situação... Saraiva). plenamente compatível com a exigência constitucional que consagra o princípio da não surpresa. É que tal argumento.3.. também..2..2. por inaceitável. 2009. com redação outorgada pela EC nº 42.. Rel. especial. 2.. O artigo 150. da função extrafiscal inerente ao IPI.não podem ser invocadas para viabilizar o COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012.. não podem justificar o desrespeito que a Senhora Presidente da República vem de cometer ao editar a norma ora questionada.. como se vê das lições de eminentes autores.). a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite.. O exercício do poder ‘discricionário’ de modificar a alíquota do IPI deve conterse nos limites estabelecidos na lei... Min. a partir da invocação de tais fatores.MOTIVOS QUE NÃO JUSTIFICAM O DESRESPEITO ESTATAL À CONSTITUIÇÃO (.. que essa visão jurisprudencial do tema. É inaplicável o argumento de que as limitações ao poder de tributar contidas nas alíneas ‘a’. Na verdade.. de preocupante desnacionalização da produção industrial brasileira e. 3ª ed. 2. 1/68-147. a inaceitável adoção de medidas de caráter normativo . § 1º. um preocupante fator de ruptura e de desestabilização político-jurídica: “LEIS DE ORDEM PÚBLICA .. “in” “Curso de Direito Tributário Brasileiro”.012143-2/RS Rel. 26ª ed. p. 4... 2010... p. Examinando a existência de expressa previsão de majoração de tributos por atos normativos que não a lei em sentido estrito (decretos). embora conveniente aos desígnios do Governo. à vontade do Príncipe. II..... vol. A alteração de alíquota efetivada por decreto não pode ser interpretada como atribuição. nota de rodapé nº 24.Razões de Estado . Quartier Latin). CELSO DE MELLO..769/RS.).RAZÕES DE ESTADO .2... 153.g.. pragmaticamente.08.. excluídas as exceções estabelecidas no art. a autoridade hierárquico-normativa da própria Constituição da República.” (Apelação/Reexame Necessário nº 2007. 150..... estabelece quais os tributos que não se submetem a essa exigência.. 2. sustentando-se.que muitas vezes configuram fundamentos políticos destinados a justificar.. ao dispor sobre o princípio da anterioridade mínima... inciso III. 2010. O parágrafo 1º. no sistema de direito positivo.. que se justificaria a imediata exigibilidade das novas alíquotas majoradas pertinentes à exação tributária em referência. ALTERAÇÃO DE ALÍQUOTAS POR MEIO DE DECRETO.. Tais alegações. 2011. determina que devem transcorrer noventa dias da publicação da lei que instituiu ou majorou tributo para que este possa incidir. . representa expressão de um perigoso ensaio destinado a submeter. 217/218. de poderes superiores aos da própria lei. ‘b’ e ‘c’ do inciso III do art. 128. 2009. dentre os quais não se inclui o IPI. tem o beneplácito do próprio magistério da doutrina. alínea ‘c’.. que esse ato do Poder Executivo encontraria fundamento legitimador em razões decorrentes da existência de notória crise econômica internacional. em defesa da validade constitucional do decreto editado pela Senhora Presidente da República.1 . ART. JOSÉ EDUARDO SOARES DE MELO (“IPI – Teoria e Prática”.. porquanto o referido imposto não está elencado em uma das exceções à limitação constitucional da anterioridade nonagesimal. 1.. ‘ex parte principis’. ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. do mesmo artigo. p. cabendo a aplicação da anterioridade nonagesimal. de modo ilegítimo... da Constituição Federal. III. 153. 157. IPI. Malheiros) e PEDRO MENEZES TRINDADE BARRÊTTO (“Limitações Constitucionais. p. v. Alegou-se.. item n. contudo. item n..

(RE-601392) ECT: ISS e imunidade tributária recíproca . Presidente. aplicar-se-iam as restrições à imunidade recíproca constitucionalmente estabelecidas para as autarquias. desproveu o recurso. em afronta ao art. todas as atividades exercidas pela recorrente. a qual dispõe sobre as sociedades por ações. tendo em conta a sua condição de empresa pública. da CF — se a imunidade tributária recíproca alcança. 173.1 . ao acentuar o caráter polivalente da instituição.567.4 O Plenário retomou julgamento de recurso extraordinário em que se discute — à luz do art. o recurso fora interposto de acórdão em que se limitara o colimado benefício aos serviços tipicamente postais mencionados no art. cujo item 16 da exposição de motivos autoriza a ECT a adquirir participações societárias e a constituir subsidiárias para a execução de atividades compreendidas em seu objeto social e seu item 19 prevê. por isso. 16. também considerou incabível a COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. § 1º. ele deveria se limitar aos tributos de competência da União. relator. Luiz Fux. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos . Na espécie. 16 do Decreto nº 7. o recebimento de mensalidades de associações e sindicatos e de inscrições em vestibulares e concursos. se mantido o subsídio cruzado. a manutenção do equilíbrio federativo. Ricardo Lewandowski acrescentou que a jurisprudência do STF deveria ser revista em face da Medida Provisória 532/2011. O Min. Rel. Realçou. Destacou que. Na linha do que já exposto pelo Min. Min.) não podem frustrar a plena eficácia da ordem constitucional. sob pena de impor aos demais entes federados o custeio de serviço público não incluído entre suas competências. Informativo 628.11. Por fim. e em face das razões expostas. defiro o provimento cautelar ora requerido. § 2º. comprometendo-a em sua integridade e desrespeitando-a em sua autoridade. 150.ISS relativamente àqueles não abarcados pelo monopólio concedido pela União — v. A Corte de origem entendera lícito ao município recorrido a cobrança de Imposto sobre Serviços .5 O Min. que a imprensa divulgara recentemente que a ECT caminharia no sentido de possuir banco próprio. CELSO DE MELLO) Sendo assim. que prevê a sujeição das empresas públicas ao regime jurídico-tributário próprio das empresas privadas. Joaquim Barbosa. no que foi acompanhado pelos Ministros Cármen Lúcia. rel. 173. Rejeitou. RE 601392/PR.404/76. acrescentou que não teriam sido objeto de maiores questionamentos a venda de títulos de capitalização.. suspendendo. de ingressar em serviços de telefonia móvel. que não se regeriam pelos princípios da universalidade. de modo que os serviços desvinculados de suas finalidades essenciais. VI. As normas de ordem pública (.2011. reiterou que eventual imunidade tributária concedida aos serviços prestados em regime de livre concorrência significaria vantagem competitiva em relação aos demais agentes do mercado. Marco Aurélio e Cezar Peluso.. a execução e a aplicabilidade do art. De igual forma. Aduziu que essas atividades seriam econômicas em sentido estrito e. haja vista que a incidência de tributação repercutiria no preço final dos serviços e produtos comercializados pela ECT. a. o argumento de subsídio cruzado — desoneração tributária de atividades que custeariam o serviço postal —. ademais.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB descumprimento da própria Constituição. para a recorrente. editado pela Senhora Presidente da República.ECT. 9º da Lei 6. da CF. com eficácia “ex tunc”.538/78. Marco Aurélio.227-AgR/SP. Ricardo Lewandowski. a aplicação subsidiária da Lei 6. e §§ 2º e 3º. não seriam alcançados pela aludida benesse. de atuar no mercado digital e de participar de projeto de trem de alta velocidade. os quais não caracterizariam serviço público. como os da situação em comento. ainda. de 15/09/2011. Atividades essas incompatíveis com o monopólio a ela atribuído. ou não. Ao destacar que a recorrente possuiria posição privilegiada no mercado.” (AI 725. subordinadas à regra prevista no art. asseverou que. Informativo 648 ECT: ISS e imunidade tributária recíproca . o regime jurídico da ECT aproximar-se-ia ao das autarquias. consoante julgados da Corte. bem como essa extensão ofenderia a ratio essendi da imunidade recíproca. qual seja. É o meu voto. II. da continuidade e da modicidade tarifária — mas sim pela dinâmica de formação de preços do mercado —. Min. Joaquim Barbosa. em voto-vista. da CF. O Min.

de modo a ser obrigatoriamente sustentada pelo Poder Público. CARÊNCIA SUPERVENIENTE DA AÇÃO. Deixou evidenciado o autor que. DE INCINDIBILIDADE DA LEI. 2. se a ECT se desviara do âmbito do serviço postal. Min. ressaltou que a base do monopólio da ECT estaria sofrendo esvaziamento. INTERESSE PROCESSUAL. como privilégio. no seu entender. incidiriam as mesmas normas existentes para as empresas privadas. ARTIGO 155. Por fim. (RE-601392) Informativo 646 ADI N. PRELIMINAR DE AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA TEMÁTICA PARCIALMENTE ACOLHIDA.2011.1 . g. Joaquim Barbosa. na situação dos autos.11. O primeiro registrou.2011. sujeitar-se-ia a condições decorrentes desse status. diante da evolução tecnológica. UTILIZAÇÃO DE POLÍTICA DESONERATÓRIA PELO DF. NECESSIDADE DE CONSENSO DE TODOS OS ENTES FEDERATIVOS. Cezar Peluso enfatizou ser opção político-constitucional do Estado a prestação de determinadas atividades em caráter exclusivo. os Ministros Ayres Britto.11. ICMS. em exercício de atividade absolutamente necessária e mais importante do que a própria compostura jurídica ou a estrutura jurídico-formal da empresa. não significaria entrave ou incompatibilidade com o regime de privilégio no seu setor específico. reputou possível a adoção de política tarifária de subsídios cruzados. a exemplo da exigência de prévia licitação e da realização de concurso público.2. Min. 16. DA CF. Joaquim Barbosa. não extensíveis à iniciativa privada. em atendimento que alçaria todos os municípios brasileiros (integração nacional) com tarifas módicas. em reforço ao que referido. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. Ademais. imunidade absoluta. de início. RE 601392/PR. (RE-601392) ECT: ISS e imunidade tributária recíproca . com as instituições e de exercer direitos outros fundados na própria Constituição. em igualdade de condições com outras empresas.6 Em divergência.RE 601392/PR. DECRETOS ATACADOS QUE FORAM REVOGADOS OU CUJOS EFEITOS SE EXAURIRAM. frisou não haver comprometimento do status de empresa pública prestadora de serviços essenciais.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB concessão do privilégio de não-recolhimento do ISS. o fizera sabendo que teria de se submeter às regras reservadas à iniciativa privada. Gilmar Mendes e Celso de Mello proveram o extraordinário. PARCIAL PROCEDÊNCIA. porquanto os Correios realizariam também direitos fundamentais da pessoa humana — comunicação telegráfica e telefônica e o sigilo dessas comunicações —. “GUERRA FISCAL”. tornando-se ultrapassada. PRELIMINARES DE INÉPCIA DA INICIAL. I . Concluiu outrossim que. sob pena de desorganização desse serviço. O Min. Em arremate. mesmo quando exercesse atividades fora do regime de privilégio. se assim não fosse. independentemente de sua lucratividade. os textos legais são. Gilmar Mendes. INCISO XII. § 2º. O relator reafirmou necessário estabelecer a seguinte distinção: quando se tratar de serviço público. haja vista que a recorrente seria longa manus da União. observou que o fato de pagar imposto. inclusive as tributárias. dado que os municípios o tributariam de modo distinto. O Min. universal e de preços módicos. pediu vista o Min. E DE IMPOSSIBILIDADE DE CONTROLE CONCENTRADO DE DECRETO REGULAMENTAR REJEITADAS. frustrar-se-ia o objetivo do legislador de viabilizar a integração nacional e dar exeqüibilidade à fruição do direito básico de se comunicar com outras pessoas. ainda que lhe gere prejuízo. Após. Assim. Além do mais. na sua COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. Celso de Mello assinalou que essas outras atividades existiriam para custear o desempenho daquela sob reserva constitucional de monopólio e que. a extensão do regime de imunidade tributária seria natural. enquanto não houver a mudança preconizada na ADPF 46/DF (DJe de 26. rel. Ressurtiu que a recorrente. quando envolvido o exercício de atividade privada. a imunidade recíproca aplicar-se-ia em relação ao ISS. o Min. rel. RICARDO LEWANDOWSKI EMENTA: CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. sendo conditio sine qua non para a viabilidade de um serviço postal contínuo.549-DF RELATOR: MIN.Rejeição da preliminar de inépcia da petição inicial pela ausência de indicação dos dispositivos legais apontados como violadores da Constituição Federal.2010). Assinalou que. que a manutenção do correio aéreo nacional e dos serviços postais e telegráficos pela recorrente não poderia sofrer solução de continuidade. LEI COMPLEMENTAR 24/75. 16. Dias Toffoli.

JOAQUIM BARBOSA EMENTA: TRIBUTÁRIO. assim como ela. NO AI N. na sua integralidade.Parcial procedência da ação para declarar a inconstitucionalidade do artigo 2º. do artigo 6º.Rejeição da preliminar de incindibilidade das leis para efeitos do exercício do controle concentrado de constitucionalidade. COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DA UNIÃO. justamente para evitar o deflagramento da perniciosa “guerra fiscal” entre eles. quando violados algum destes. E 195. que declara que as isenções a que se faz referência serão concedidas e revogadas nos termos dos convênios celebrados e ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal. e dos parágrafos 1º e 2º. enquanto que os Decretos 21. Evidente necessidade de consenso entre os entes federativos. violadores do ordenamento constitucional pátrio. Precedentes do STF. mas que. 194.Necessidade de aprovação pelo CONFAZ de qualquer política extrafiscal que implique na redução ou qualquer outra forma de desoneração do contribuinte em relação ao ICMS. posto que alegação dessa natureza não pode ser invocada quando o normativo atacado trata individualmente questões diferentes. de um lado. razão pela qual. APLICABILIDADE DA ORIENTAÇÃO AOS CASOS ANÁLOGOS.O Decreto 20. Gilmar Mendes). min.2011. de 13 de janeiro de 2000 teve os seus efeitos integralmente exauridos. ** noticiado no Informativo 629 AG.10. VIII . *Republicado por haver saído com incorreção no DJe de 3. § 2º. assim como não faz qualquer menção aos incentivos ou benefícios tributários relacionados ao ICMS.540 (rel.483.Alegação preliminar de ofensa indireta à Constituição que se confunde com próprio mérito da controvérsia travada. IV . no que diz respeito ao ICMS. de outro. pois o mencionado diploma normativo não traz referência específica alguma à competência legislativa estadual. Interesse processual. por sua vez. V . ARTS.082/00 e 21. posto não se tratar de mero antagonismo entre ato infralegal. perfeitamente possível o exercício do controle de constitucionalidade. mediante deliberação dos Estados membros e do Distrito Federal. todos da Lei 2.O controle de constitucionalidade concentrado não encontra obstáculo na norma constitucional de eficácia contida. IDENTIDADE DE TEXTOS LEGAIS DESNECESSÁRIA. de 14 de julho de 1999. está regulamentada pela Lei Complementar 24/1975. supostamente estaria a atentar contra o texto constitucional. REG.077/00. seus incisos I. A questão. II .Rejeição da alegação de impossibilidade de controle concentrado de decreto regulamentar. de 19 de novembro de 1999. fato que implicou na carência superveniente da ação. inciso XII. 155. VII .380/1986 DO ESTADO DE MINAS GERAIS.823-MG RELATOR: MIN. IX . a regulamentação de isenções. ALCANCE DE PRECEDENTE FIRMADO PELA CORTE. 21. X . No julgamento do RE 573. III . CONTRIBUIÇÃO DESTINADA AO CUSTEIO DE SERVIÇOS DE SAÚDE. À lei complementar restou discricionária apenas a forma pela qual os Estados e o Distrito Federal implementarão o ditame constitucional. 149.O art. CAPUT.107/00 foram revogados. o Pleno desta Corte considerou inconstitucional a cobrança de contribuição destinada ao custeio de COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. VI . inciso I e seus §§ 2º e 3º. da Constituição Federal dispõe competir à lei complementar. LC 64/2002 E LEI 9. do artigo 5º. II DA CONSTITUIÇÃO. Possibilidade. do artigo 7º. A regulamentação relegada à lei federal deve necessariamente respeitar os fins e os limites traçados pela norma constitucional. Precedentes do STF. A controvérsia enfrentada diz respeito ao ato administrativo normativo editado em perfeita consonância com a lei regulamentada.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB integralidade. 740.427.957. e lei em sentido formal. 1. inciso I.1 . II e III e seu parágrafo único. incentivos e benefícios fiscais a serem concedidos ou revogados.Acolhimento da alegação de ausência de pertinência temática do autor para a discussão da constitucionalidade da Lei 2. g.

150 DA CONSTITUIÇÃO REPUBLICANA. REG. são irrelevantes para fins de aplicação da orientação geral e abstrata firmada no precedente. conquanto entendesse correta a tese de que o crime de formação de quadrilha não se configuraria como decorrência pura e simples do fato de sócios gerenciarem uma pessoa jurídica envolvida em crimes tributários. art.333-SP COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. 1. Agravo regimental ao qual se nega provimento.380/1986) ser topicamente diferente do texto examinado no precedente (LC 64/2002). rel. relator. cumprindo examinar. HC 92499/SP. Ressaltou. a partir da reunião de pessoas num corpo societário. 2. pela existência de peculiaridade determinante. ALÍNEA “A” DO INCISO VI DO ART. Ausência de razões que justifiquem a reversão ou a superação do precedente. se os indícios se confirmariam com mais nitidez. cometer crimes contra a ordem tributária.10.1 . não seria o caso de aplicá-la ao caso. red. por isso não se aplica a imunidade tributária recíproca prevista na alínea “a” do inciso VI do art. entende que o Município não é contribuinte de direito do ICMS sobre serviços de energia elétrica e telefonia. 18. 288) para consecução de crimes contra a ordem tributária — v. Destacou sua preocupação com a prática do parquet de denunciar pelo crime de sonegação e. 100. Considerou que os indícios apontados para se chegar à pretensão punitiva quanto ao crime de quadrilha não seriam idôneos. 150 da Constituição Federal. Observava ser este o núcleo da denúncia. Informativo 568. TRIBUTÁRIO. ao longo da instrução criminal. Informativo 645. Assim. que a submete ao regime tributário. Marco Aurélio. orig. lançar. HC N. 2. Crimes contra a ordem tributária e quadrilha . não se presumiria — por essa criação — o dolo específico do delito de formação de quadrilha. Precedentes. O ponto essencial a ser examinado é o sentido retirado a partir da interpretação do texto. Cármen Lúcia.607-SC RELATOR: MIN. Afirmou ver com reserva denúncias que contivessem convergência de imputação de crime fiscal e de crime de quadrilha. a 1ª Turma concedeu habeas corpus para determinar o trancamento de ação penal quanto à imputação aos pacientes da suposta prática do delito de formação de quadrilha (CP. a descrição dos comportamentos dos pacientes não tornaria factíveis ou óbvios os indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas para a prática do crime em questão. MUNICÍPIO. 736. que denegava a ordem. INAPLICABILIDADE. (HC-92499) AG. ICMS. p/ o acórdão Min. CONTRIBUINTE DE FATO. na medida em que apenas a União tem competência para instituição de tal tributo. O critério decisivo para reconhecimento da incompatibilidade constitucional da exação é sua compulsoriedade.2011. também. Ayres Britto. a norma jurídica. Ayres Britto. Min. por maioria. bem como a circunstância de o texto legal examinado neste caso (Lei 9. Assinalava que. Mencionou que não se poderia partir do pressuposto de que se formalizaria uma pessoa jurídica para a prática de crimes. na medida em que não poderia imaginar que alguém constituiria uma sociedade simplesmente para sonegar.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB serviços de saúde pública. ou ainda a inaplicabilidade da orientação firmada para caso análogo. Destacava que poderia haver a associação de pessoas para praticar atos empresariais lícitos e. NO AI N. no ponto. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Prevaleceu o voto do Min. mormente pessoas que possuíssem ficha ilibada. Agravo regimental desprovido. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. SERVIÇOS DE ENERGIA ELÉTRICA E TELEFONIA. que a inicial acusatória teria de reunir dados e indícios para se chegar a essa conclusão. AYRES BRITTO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. isto é. de fato. O fato de os serviços de saúde terem sido postos à disposição ou terem sido prestados. Vencido o Min.5 Em conclusão. devida por servidor público. A Min. paralelamente. Marco Aurélio. a imputação por formação de quadrilha. que me parece juridicamente correta. ao acrescentar que. 3.

de forma que o acolhimento de qualquer deles pelo Judiciário é suficiente em si para justificar a conclusão pela inaplicabilidade da punição. ORDEM CONCEDIDA. JOAQUIM BARBOSA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. Esse afastamento foi justificado com singelo apelo à segurança jurídica. AYRES BRITTO EMENTA: HABEAS CORPUS. pela Associação dos Magistrados Estaduais .960/2009. incisos I a IV. 112 do CTN. pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho Anamatra e pela Confederação Nacional das Indústrias . da Lei nº 8.088-RN RELATOR: MIN. deu origem à Súmula Vinculante 24: “Não se tipifica crime material contra a ordem tributária. TRIBUTÁRIO. Informativo 643 Precatório: regime especial e EC 62/2009 . 1º da Lei 8. 100 da CF e acrescentou o art. inserido no § 12 do art.137/1990. da minha relatoria (Primeira Turma).611. NECESSIDADE DESCARACTERIZADA. da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence (Plenário). na medida em que foi reconhecida a instabilidade da jurisprudência sobre a inclusão do IHT – Indenização por Horas Trabalhadas na base de cálculo do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza. HC 84.2 O Plenário retomou julgamento conjunto de ações diretas. 1º. Informativo 631. de tão pacífica. 100 da CF e de todo o art. 3. no caso concreto. a aplicação da segurança jurídica pode decorrer diretamente tanto da Constituição como do Código Tributário Nacional (art. 1. do art.423. d) do fraseado “independentemente de sua natureza”. 97 do ADCT (especificamente COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012.Anamages. DENÚNCIA OFERECIDA ANTES DA CONSTITUIÇÃO DEFINITIVA DO DÉBITO TRIBUTÁRIO. julgou parcialmente procedente a ação para o fim de declarar a inconstitucionalidade: a) da expressão “na data de expedição do precatório”. contida no § 2º do art. 5º da Lei 11.137/1990). 100 da CF. “instituindo regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados. 100 da CF. Agravo regimental ao qual se nega provimento. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA (INCISOS I E II DO ART. Ayres Britto. 97 ao ADCT. Distrito Federal e Municípios” — v. f) do § 15 do art. constante do § 12 do art. 2. instaurada para apurar infração aos incisos I a IV do art. 97 do ADCT. 97 da Constituição era inaplicável. A denúncia ministerial pública foi ajuizada antes do encerramento do procedimento administrativo fiscal. A proteção conferida pelo CTN não é absorvida pelo princípio constitucional. para que aos precatórios de natureza tributária se apliquem os mesmos juros de mora incidentes sobre o crédito tributário. Jurisprudência que. relator. como não houve declaração oculta de inconstitucionalidade. c) da expressão “índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança”. Ordem concedida para trancar a ação penal. PEDIDO DE TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. o art. de modo a tornar ocioso o art.1 . previsto no art. Essa oscilação jurisprudencial ocorreu no próprio STJ. A configurar ausência de justa causa para a ação penal. antes do lançamento definitivo do tributo”. do inciso II do § 1º e do § 16. 100 da CF. O acórdão-recorrido afastou a aplicação da multa moratória. 97 DA CONSTITUIÇÃO. O Min. *noticiado no Informativo 632 AG.137/90. que alterou o art. 112). AFASTAMENTO COM BASE EM SINGELO APELO À “SEGURANÇA JURÍDICA”. DECLARAÇÃO ESCAMOTEADA DE INCONSTITUCIONALIDADE. Portanto. e) por arrastamento (itens “c” e “d” acima). NO RE N. b) dos §§ 9º e 10 do art. É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à necessidade do exaurimento da via administrativa para a validade da ação penal. propostas pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. 1º DA LEI 8. REG. EXCEPCIONALIDADE CONFIGURADA.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB RELATOR: MIN. Vício processual que não é passível de convalidação. Os parâmetros de controle se somam. em que se questiona a constitucionalidade da Emenda Constitucional 62/2009. 601. APLICAÇÃO DO ART.CNI. Precedentes: HC 81. MULTA MORATÓRIA. ambos do art. 100 da CF. Em relação às multas.

com discussão. precedida de razoável intervalo. (ADI-4425) Precatório: regime especial e EC 62/2009 . criara benefício anteriormente inexistente para os idosos e para os portadores de deficiência. 6. Min. 6º. 6. Ayres Britto.2011.3 Inicialmente.2011. Ayres Britto. 14 e 15. Ayres Britto. rel. definidos na forma da lei. serão pagos com preferência sobre todos os demais débitos. rel. 6. rel.2011. Min. rel.2011. até o valor equivalente ao triplo do fixado em lei para fins do disposto no § 3º deste artigo. Concluiu. Min. rel.1 . 100. relativamente à expressão “na data da expedição do precatório”. 6. 6. Asseverou que a exigência de 2 turnos para a apreciação do projeto de emenda constitucional não teria sido cumprida. rel.2011.2011.10. ainda. 6. da razoabilidade e da proporcionalidade. (ADI-4357) ADI 4372/DF. Min. Entretanto. (ADI-4372) ADI 4400/DF. ou sejam portadores de doença grave. Min.2011. ADI 4357/DF. rel. (ADI-4372) ADI 4400/DF. (ADI-4425) Precatório: regime especial e EC 62/2009 . que o montante correspondente ao triplo do fixado em lei como obrigação de pequeno valor sairia de uma lista preferencial de precatórios — a dos débitos de natureza alimentícia — para integrar outra mais favorecida. da CF [“Os débitos de natureza alimentícia cujos titulares tenham 60 (sessenta) anos de idade ou mais na data de expedição do precatório.2011. 6. sendo que o restante será pago na ordem cronológica de apresentação do precatório”]. 6. rel. Destacou. 4º.10. sucessivas sessões deliberativas não atenderia ao requisito da realização de segunda rodada de discussão e votação.10. (ADI-4357) ADI 4372/DF. Ayres Britto.10. que a quantia sobejante respeitaria a prioridade do § 1º do mesmo preceito constitucional. outrossim. (ADI-4425) COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. procedeu ao exame dos pretensos vícios de inconstitucionalidade material. sendo os demais por arrastamento ou reverberação normativa).10.4 No tocante ao art. rel. ADI 4357/DF.2011. § 2º. 9º. (ADI-4400) ADI 4425/DF. rediscussão e nova votação do projeto em menos de 1 hora. Advertiu que o artifício de abrir e encerrar.10. (ADI-4372) ADI 4400/DF. 6. rel. Min. numa mesma noite. dado que a proposta fora aprovada no mesmo dia. porquanto a preferência deveria ser estendida a todos credores que completassem 60 anos de idade na pendência de pagamento de precatório de natureza alimentícia.10. em primeira análise.2011. 2º. Min. § 2º). (ADI-4400) ADI 4425/DF. (ADI-4357) ADI 4372/DF. Em seguida. 60. 6.10. Ayres Britto. em face da inobservância do devido processo legislativo (CF. assinalou que a emenda. Min.10. em fraude à vontade objetiva da Constituição. admitido o fracionamento para essa finalidade. Min. rel. o relator acolheu a alegação de inconstitucionalidade formal da referida emenda. Min. 6. entendeu haver transgressão ao princípio da igualdade. Ayres Britto.2011. Ayres Britto. Min. art.10.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB o caput e os §§ 1º. Ayres Britto. Ayres Britto. 6. Ayres Britto. Ayres Britto. Min. votação. 8º. ADI 4357/DF.10. sem que com isso se cogitasse de ofensa à autoridade das decisões judiciais. (ADI-4400) ADI 4425/DF. Ayres Britto.10. em reverência aos princípios da dignidade da pessoa humana. rel.2011.

assentou a inconstitucionalidade da frase “permitida por iniciativa do Poder Executivo a compensação com débitos líquidos e certos. rel. Ayres Britto. Min.10. a inconstitucionalidade parcial do § 12 do art. Min.2011. previsto no mesmo § 12 em apreço. sob pena de perda do direito de abatimento. Min. quais sejam. Ayres Britto. incluída parcelas vincendas de parcelamentos. 6. 100 da Constituição Federal”. 97 do ADCT. 6.6 O relator declarou. 100 da CF (“A partir da promulgação desta Emenda Constitucional. também reputou afrontado o princípio constitucional da isonomia. ainda. 6. Antes da expedição dos precatórios. Min. o fraseado “independentemente de sua natureza”. Na seqüência. bem como do inciso II do § 1º e do § 16. contida no inciso II do § 9º do art. valor correspondente aos débitos líquidos e certos. rel. ADI 4357/DF. será feita pelo índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança.5 Quanto aos §§ 9º e 10 do art. de igual modo.2011. após sua expedição. ambos do art.10. e que esta Corte já consagrara não estar refletida. incidirão juros simples no mesmo percentual de juros incidentes sobre a caderneta de poupança. Ayres Britto. ao cobrar crédito de que titular. independentemente de regulamentação.2011. o Tribunal solicitará à Fazenda Pública devedora. rel.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB Precatório: regime especial e EC 62/2009 . para os precatórios de natureza tributária.2011. para os fins nele previstos”]. a atualização de valores requisitórios. Min. Ayres Britto. rel. (ADI-4372) COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. Aludiu que. independentemente de sua natureza. reflexamente. não estaria obrigado a compensá-lo com eventual débito seu em face do credor contribuinte. Aduziu que os dispositivos consagrariam superioridade processual da parte pública — no que concerne aos créditos privados reconhecidos em decisão judicial com trânsito em julgado — sem que considerada a garantia do devido processo legal e de seus principais desdobramentos. inscritos ou não em dívida ativa e constituídos contra o devedor originário pela Fazenda Pública devedora até a data da expedição do precatório. No momento da expedição dos precatórios. no que diz respeito à expressão “índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança”. Enfatizou que a Fazenda Pública disporia de outros meios igualmente eficazes para a cobrança de seus créditos tributários e não-tributários. (ADI-4357) ADI 4372/DF. para resposta em até 30 (trinta) dias. considerou inconstitucional. inscritos ou não em dívida ativa e constituídos contra o credor original pela Fazenda Pública devedora.2011. 6. no índice estabelecido na emenda questionada. uma vez que aquele ente. Reiterou que esse tipo unilateral e automático de compensação de valores embaraçaria a efetividade da jurisdição. afirmou a afronta à garantia da coisa julgada e. deles deverá se abatido. a perda de poder aquisitivo da moeda. (ADI-4425) Precatório: regime especial e EC 62/2009 . rel. Ayres Britto. o contraditório e a ampla defesa. informação sobre os débitos que preencham as condições estabelecidas no § 9º. 6. (ADI-4357) ADI 4372/DF. ressalvados aqueles cuja execução esteja suspensa em virtude de contestação administrativa ou judicial.1 . (ADI-4400) ADI 4425/DF.10. a título de compensação. Min. apontou tratar-se de compensação obrigatória de crédito a ser inscrito em precatório com débitos perante a Fazenda Pública. (ADI-4372) ADI 4400/DF. 100 da CF [“§ 9º.10. desrespeitaria a coisa julgada e afetaria o princípio da separação dos Poderes. ADI 4357/DF. Dessa maneira. ao postulado da separação dos Poderes. § 10. Pelos mesmos motivos. Ayres Britto. ficando excluída a incidência de juros compensatórios”).10.10. Realçou que essa atualização monetária dos débitos inscritos em precatório deveria corresponder ao índice de desvalorização da moeda. até o efetivo pagamento. ressalvados aqueles cuja exigibilidade esteja suspensa nos termos do § 9º do art. deveriam ser aplicados os mesmos juros de mora incidentes sobre todo e qualquer crédito tributário. no fim de certo período. Assim.2011. rel. 97 do ADCT. e para fins de compensação da mora. 6.

inclusive os emitidos durante o período de vigência do regime especial instituído por este artigo. farão esses pagamentos de acordo com as normas a seguir estabelecidas. ou parcela de cada precatório indicada pelo seu detentor. Min. do livre e eficaz acesso ao Poder Judiciário e da razoável duração do processo. (ADI-4357) ADI 4372/DF.10. apreciou o § 15 do art. e sem prejuízo dos acordos de juízos conciliatórios já formalizados na data de promulgação desta Emenda Constitucional”). 6. haja vista o não-adimplemento. rel. que os titulares de crédito assim inscritos os levassem a leilão.2011. ante a falta daquela espécie legislativa. Min. Ayres Britto. 6. (ADI-4425) Precatório: regime especial e EC 62/2009 .admitirão a habilitação de precatórios.2011. rel. permitida por iniciativa do Poder Executivo a compensação com débitos líquidos e certos. Frisou que esses artigos ampliariam. . ambos do art. relativos às suas administrações direta e indireta. o Distrito Federal e os Municípios que. (ADI-4400) ADI 4425/DF. Min.2011.8 relator entendeu adequada a referência à EC 62/2009 como a “emenda do calote”. verificou a inconstitucionalidade do inciso I do § 8º e de todo o § 9º. Ayres Britto. 97 do ADCT. prorrogado por 10 anos pela Emenda Constitucional 30/2000. os Estados. 3º. 100 da Constituição Federal.10. Min. durante anos. Salientou que a Constituição possibilitara à lei complementar estabelecer regime especial para pagamento de precatórios pelas unidades federativas e que. II . Além disso. de ordens judiciais de pagamento em desfavor do erário. dispondo sobre vinculações à receita corrente líquida e forma e prazo de liquidação”) e o art.10. em relação aos quais não esteja pendente. Distrito Federal e Municípios devedores. 6. 6. registrou que os preceitos impugnados subverteriam os valores do Estado de Direito. por parte do Estado. mas limitado a percentual pequeno de sua receita. ADI 4357/DF. rel. recurso ou impugnação de qualquer natureza. 100 desta Constituição Federal. 6.. 13 e 14. 100 da Constituição Federal. estejam em mora na quitação de precatórios vencidos. o tema fora instituído pelo art.10. b) propor-se-ia a adimpli-las.10. outrora. 100 da CF (“Sem prejuízo do disposto neste artigo. § 9º Os leilões de que trata o inciso I do § 8º deste artigo: I . (ADI-4400) ADI 4425/DF.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB ADI 4400/DF. na data de publicação desta Emenda Constitucional.ocorrerão por meio de oferta pública a todos os credores habilitados pelo respectivo ente federativo devedor. 9º. 12. 97 do ADCT (“Até que seja editada a lei complementar de que trata o § 15 do art.. III . Ayres Britto. por ato do Poder Executivo. sendo inaplicável o disposto no art.10. rel. Distrito Federal e Municípios.2011. (ADI-4372) ADI 4400/DF.serão realizados por meio de sistema eletrônico administrado por entidade autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários ou pelo Banco Central do Brasil.1 . obedecendo à seguinte forma. 97 do ADCT (“§ 8º A aplicação dos recursos restantes dependerá de opção a ser exercida por Estados.7 Em passo seguinte. o cumprimento de sentenças judiciais com trânsito em julgado e desfavoráveis ao Poder Público. 11. do devido processo legal. rel. ressalvados aqueles cuja exigibilidade esteja suspensa nos termos da legislação. cujo prazo já teria sido.2011. Min. no âmbito do Poder Judiciário. de suas próprias dívidas. exceto em seus §§ 2º. lei complementar a esta Constituição Federal poderá estabelecer regime especial para pagamento de crédito de precatórios de Estados. 10. c) forçaria. com esse comportamento. 6. IV COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. Ayres Britto. rel. ou que já tenham sido objeto de abatimento nos termos do § 9º do art. por mais 15 anos. inscritos ou não em dívida ativa e constituídos contra devedor originário pela Fazenda Pública devedora até a data da expedição do precatório. Ayres Britto. Após breve explicação sobre os 2 modelos de regime especial de pagamento de precatório. Ayres Britto.2011. sublinhou que o Estado: a) reconheceria o não-cumprimento. Min. Mencionou que esse calote feriria o princípio da moralidade administrativa. Desse modo. que poderá ser aplicada isoladamente ou simultaneamente: I destinados ao pagamento dos precatórios por meio do leilão. (ADI-4425) Precatório: regime especial e EC 62/2009 .

2011.10.9 Acrescentou que na ADI 4400/DF haveria. Min. (ADI-4400) ADI 4425/DF.. INCISO COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. (ADI-4400) ADI 4425/DF. RICARDO LEWANDOWSKI EMENTA: CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. Ayres Britto. 6.10. Evidenciou que essa norma prejudicaria a autonomia dos tribunais do trabalho. de forma inconciliável. V .2011. a partir de informações adicionais.2011. Consignou que idêntica solução alcançaria os incisos II e III do § 8º do art. na maioria dos entes federados. rel. 6. CARÊNCIA SUPERVENIENTE DA AÇÃO.o mecanismo de formação de preço constará nos editais publicados para cada leilão. deságios e outros embaraços. Além disso. Ayres Britto. PRELIMINARES DE INÉPCIA DA INICIAL. 97 do ADCT (“§ 4º As contas especiais de que tratam os §§ 1º e 2º serão administradas pelo Tribunal de Justiça local. na forma estabelecida por lei própria da entidade devedora. 2. Ayres Britto. Ayres Britto. Min. Após. DE INCINDIBILIDADE DA LEI. Min..a competição por parcela do valor total ocorrerá a critério do credor. rel. 6.ocorrerão na modalidade deságio. 6. ordenar que suas decisões condenatórias contra a Fazenda Pública fossem cumpridas de forma integral. (ADI-4372) ADI 4400/DF. Min. 97 do ADCT (“§ 8º . DECRETOS ATACADOS QUE FORAM REVOGADOS OU CUJOS EFEITOS SE EXAURIRAM. ADI 4357/DF. mas sim compromisso dos governantes quanto ao cumprimento de decisões judiciais. Por fim.2011. (ADI-4357) ADI 4372/DF. 6. também. rel. por malferir os princípios da moralidade. Luiz Fux.serão realizados tantas vezes quanto necessário em função do valor disponível. inclusive mediante leilões. observou que o pagamento de precatórios não se contraporia. pelo maior percentual de deságio. remissão ao § 4º do art. 6. rel. Ayres Britto. não faltaria dinheiro para o adimplemento dos precatórios. “GUERRA FISCAL”. Ayres Britto. VIII .2011. Ayres Britto. Min. ou por outro critério a ser definido em edital.10.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB considerarão automaticamente habilitado o credor que satisfaça o que consta no inciso II.10. pois esse ramo especializado da justiça federal decairia do poder de. rel. UTILIZAÇÃO DE POLÍTICA DESONERATÓRIA PELO DF. na vigência do regime especial de pagamento de precatórios. à prestação de serviços públicos. ARTIGO 155. rel.2011. em ordem única e crescente de valor por precatório. associado ao maior volume ofertado cumulado ou não com o maior percentual de deságio.2011. (ADI-4425) Precatório: regime especial e EC 62/2009 .549-DF RELATOR: MIN. IX . que poderá prever criação e forma de funcionamento de câmara de conciliação”).10. rel.10. II . E DE IMPOSSIBILIDADE DE CONTROLE CONCENTRADO DE DECRETO REGULAMENTAR REJEITADAS. 6.1 . para pagamento de precatórios expedidos pelos tribunais”). arrematou que configuraria atentado à razoabilidade e à proporcionalidade impor aos credores a sobrecarga de novo alongamento temporal do perfil das dívidas estatais em causa. ICMS. (ADI-4372) ADI 4400/DF. PRELIMINAR DE AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA TEMÁTICA PARCIALMENTE ACOLHIDA. da impessoalidade e da igualdade. ADI 4357/DF. § 2º. constatou que. INTERESSE PROCESSUAL.10. Min. VI . Nesse contexto. VII . Min. 6. (ADI-4357) ADI 4372/DF. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE.10. pediu vista o Min.a quitação parcial dos precatórios será homologada pelo respectivo Tribunal que o expediu”). III destinados a pagamento por acordo direto com os credores. Min.destinados a pagamento a vista de precatórios não quitados na forma do § 6° e do inciso I. podendo ser fixado valor máximo por credor. rel.2011. com deságio sobre o valor desta. Ayres Britto. (ADI-4425) ADI N.

de outro. a 1ª Turma proveu. corrigidas monetariamente e acrescidas de juros legais. perfeitamente possível o exercício do controle de constitucionalidade. está regulamentada pela Lei Complementar 24/1975. VII . X . no seu entender. aos recorrentes.082/00 e 21. inciso XII. Deixou evidenciado o autor que. ou não. Interesse processual. § 2º. na sua integralidade.1 . assim como ela. Informativos 572 e 611. g. incentivos e benefícios fiscais a serem concedidos ou revogados. assim como não faz qualquer menção aos incentivos ou benefícios tributários relacionados ao ICMS. fato que implicou na carência superveniente da ação. ao fundamento de que as obrigações previstas durante a vigência do fundo teriam sido cumpridas e. NECESSIDADE DE CONSENSO DE TODOS OS ENTES FEDERATIVOS. supostamente estaria a atentar contra o texto constitucional. razão pela qual. diante do decurso do tempo.Rejeição da alegação de impossibilidade de controle concentrado de decreto regulamentar. Evidente necessidade de consenso entre os entes federativos. I . 21. pois o mencionado diploma normativo não traz referência específica alguma à competência legislativa estadual. por maioria. g.957. extinto unilateralmente pela Administração antes do óbito de parte dos filiados. Precedentes do STF. de 14 de julho de 1999.O controle de constitucionalidade concentrado não encontra obstáculo na norma constitucional de eficácia contida. do artigo 7º. a regulamentação de isenções. PARCIAL PROCEDÊNCIA. violadores do ordenamento constitucional pátrio. * noticiado no Informativo 629 Informativo 639 Fundo de pensão facultativo e restituição de contribuições . LEI COMPLEMENTAR 24/75. à restituição de contribuições recolhidas de servidores para fundo de pensão facultativo (montepio).077/00.Rejeição da preliminar de inépcia da petição inicial pela ausência de indicação dos dispositivos legais apontados como violadores da Constituição Federal.Parcial procedência da ação para declarar a inconstitucionalidade do artigo 2º. VIII Necessidade de aprovação pelo CONFAZ de qualquer política extrafiscal que implique na redução ou qualquer outra forma de desoneração do contribuinte em relação ao ICMS. III . À lei complementar restou discricionária apenas a forma pela qual os Estados e o Distrito Federal implementarão o ditame constitucional.Rejeição da preliminar de incindibilidade das leis para efeitos do exercício do controle concentrado de constitucionalidade. Tratava-se de recurso em que se discutia o direito.107/00 foram revogados.427. por sua vez. Precedentes do STF. A regulamentação relegada à lei federal deve necessariamente respeitar os fins e os limites traçados pela norma constitucional. IX . quando violados algum destes. bem como pelo fato de inúmeros empreendimentos econômicos terem sido beneficiados com o incentivo fiscal contestado. A controvérsia enfrentada diz respeito ao ato administrativo normativo editado em perfeita consonância com a lei regulamentada. II .VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB XII. V Acolhimento da alegação de ausência de pertinência temática do autor para a discussão da constitucionalidade da Lei 2. não tendo ocorrido a morte dos aderentes.O Decreto 20. Aduziu-se que o plano. A questão. os textos legais são. haveria mera expectativa de direito — v. Impugnava-se acórdão do tribunal de justiça que afastara a responsabilidade estadual pelos ônus decorrentes da citada ruptura. seus incisos I. todos da Lei 2. mediante deliberação dos Estados membros e do Distrito Federal. IV . II e III e seu parágrafo único. enquanto que os Decretos 21. recurso extraordinário para determinar a devolução. no que diz respeito ao ICMS. e lei em sentido formal. sempre fora COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. Possibilidade. de 13 de janeiro de 2000 teve os seus efeitos integralmente exauridos.O art. de 19 de novembro de 1999. mas que. justamente para evitar o deflagramento da perniciosa “guerra fiscal” entre eles. da Constituição Federal dispõe competir à lei complementar. na sua integralidade. e dos parágrafos 1º e 2º. XI . 155. inciso I e seus §§ 2º e 3º. do artigo 6º. posto não se tratar de mero antagonismo entre ato infralegal. VI . que declara que as isenções a que se faz referência serão concedidas e revogadas nos termos dos convênios celebrados e ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal. de contribuições pagas a fundo de reserva. posto que alegação dessa natureza não pode ser invocada quando o normativo atacado trata individualmente questões diferentes. desde sua instituição.6 Em conclusão de julgamento. DA CF.Alegação preliminar de ofensa indireta à Constituição que se confunde com próprio mérito da controvérsia travada.483. inciso I.Necessidade de modulação de efeitos da declaração de inconstitucionalidade. de um lado. do artigo 5º.

77 e Regulamento do Imposto de Renda de 1994 . (RE-486825) Fundo de pensão facultativo e restituição de contribuições . sentença esta mantida em sede recursal. por órgão fracionário. que. Ademais. isentando apenas os lucros recebidos por sócios residentes ou domiciliados no Brasil (Lei 8. o legislador interno não poderia revogar isonomia prevista em acordo internacional. seria incontroversa a existência de uma relação jurídico-obrigacional. sob pena de se chancelar o enriquecimento estatal sem causa. a União também interpusera recurso extraordinário. quanto a dividendos enviados por pessoa jurídica brasileira a sócio residente na Suécia. 5º da CF — a qual não admite a possibilidade de nova lei suprimir todos os efeitos válidos e todas as relações jurídicas legitimamente estabelecidas sob o regime de lei anterior —. o que ensejara a interposição de recursos especial e extraordinário.2011.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB custeado pelas contribuições dos participantes. com a concessão da benesse. Alegara. (RE-486825) Informativo 638 PLENÁRIO Contribuintes residentes ou domiciliados no estrangeiro: tratado internacional e lei posterior . Ocorre que o pleito fora julgado improcedente. independentemente da natureza jurídica do instituto. custeado pelo sistema estadual. embora gerido pelo Estado.7 Consignou-se que. 98 do CTN. rel. art. ao afastar a aplicação dos preceitos legais referidos.383/91. haja vista que.2011. da CF. Sustenta. não obstante a existência de convenção internacional firmada entre o Brasil e aquele Estado.RIR/94). Nada obstante. na origem. 6. pois aquela Corte. Ayres Britto. Ayres Britto. por considerar. em que defende a mantença da tributação aos contribuintes residentes ou domiciliados fora do Brasil. Fixadas essas premissas. A pessoa jurídica pleiteara. como de seguro. Min. Min. para tanto. nos termos do art. que garantiria aos beneficiados cobertura ao evento morte durante o sistema de pensão especial.9. Argumenta que a incidência do art. reputou-se que o dano suportado pelos servidores e derivado do rompimento unilateral pela Administração do plano de pensão consubstanciaria direito à indenização.9. asseverou-se que. o plano de pensão complementar era facultativo. tendo em conta que a existência do plano de pensão por prolongado lapso de tempo conferira tônus de estabilidade à relação entre os recorrentes e o Estado. esclareceu-se que os recorrentes. Este último. sua inconstitucionalidade. Assinalou-se que. ou não. entendeu-se violada a garantia constitucional do inciso XXXVI do art. no ano-base de 1993. a concessão de tratamento isonômico entre os residentes ou domiciliados nos mencionados Estados. decorrido tempo superior a duas décadas desde a edição da lei que criara o plano de pensão. estaria evidenciado o caráter mescladamente tributário e securitário da relação jurídica. art. Com o provimento do recurso pelo STJ. Na espécie.1 O Plenário iniciou julgamento de recursos extraordinários em que discutida a obrigatoriedade. caracterizada uma das mais eminentes expressões do protoprincípio da segurança jurídica.1 . na situação em COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. teria declarado. na forma do art. ainda. RE 486825/RJ. § 6º. adviera legislação infraconstitucional que permitira essa tributação (Lei 8. ofensa ao art. em decorrência de sua adesão facultativa.383/91. 75). da retenção na fonte e do recolhimento de imposto de renda. RE 486825/RJ. 98 do CTN. que negavam provimento ao apelo extraordinário. 37. 6. ao aderirem ao plano de pensão. na presente situação. rel. Ao salientar que lei posterior fizera retroagir sua eficácia temporal para impedir a produção dos efeitos futuros de ato jurídico anteriormente consolidado. 97 da CF. Vencidos os Ministros Cármen Lúcia e Marco Aurélio. garantindo a manutenção dos benefícios apenas aos dependentes dos participantes que já estavam no gozo das pensões. a natureza do montepio. a qual assegura tratamento não discriminatório entre ambos os países. e que esse fundo não excluíra ou substituíra a existência do regime obrigatório de previdência. estabeleceram uma relação jurídica com o Estado e iniciaram o adimplemento de suas obrigações (pagamento de contribuições mensais). o próprio Estado o extinguira (por meio de novo ato legislativo).

(RE-460320). Gilmar Mendes. Reputou que a tese da legalidade ordinária. RE 460320/PR. lá originariamente surgidas. registrou que. recentemente. sobretudo o art. no âmbito tributário. Julgou.3 O relator frisou. 24 da Convenção entre o Brasil e a Suécia para Evitar a Dupla Tributação em Matéria de Impostos sobre a Renda e o art. com a participação de diplomatas e de funcionários das respectivas administrações tributárias. Pontuou que essa complexa cooperação internacional seria garantida essencialmente pelo pacta sunt servanda. nem demandaria reserva de plenário. na medida em que permite às entidades federativas internas do Estado brasileiro o descumprimento unilateral de acordo internacional.383/91 em face de disposições constitucionais. mas sim de outras normas infraconstitucionais. II e § 2º. 49. Por fim. pelas peculiaridades. inclusive em sede estadual e municipal. 31. Além disso.8. asseverou que. de modo a conciliar interesses e a permitir que esse instrumento atinja os objetivos de cada nação. a recorribilidade extraordinária. boa-fé e estabilidade do atual panorama COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012. com o menor custo possível para a receita tributária de cada qual. sociais e políticas entre as nações. apontou que. dado que tanto o nacional sueco quanto o brasileiro têm direito a isenção disposta no art. após digressão evolutiva da jurisprudência do STF relativamente à aplicação de acordos internacionais em cotejo com a legislação interna infraconstitucional. 27). 49. I. Isso porque essa inaplicabilidade não equivaleria à declaração de inconstitucionalidade. 84. Salientou que. improcedente o pedido formulado na ação declaratória. Assinalou o cabimento de recurso extraordinário contra decisão proferida pelo STJ apenas nas hipóteses de questões novas. seria ampla. rel. relator. Demandariam extenso e cuidadoso processo de negociação.8. I. Dessa forma. Ante a prejudicialidade da matéria. VIII. conflitaria com princípios internacionais fixados pela Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados (art. inicialmente. RE 460320/PR.1 . ao conferir superioridade hierárquica aos tratados internacionais em relação à lei ordinária. 5º. Min. todos da CF. o combate à dupla tributação internacional e à evasão fiscal internacional. observados os requisitos gerais pertinentes. estaria defasada com relação às exigências de cooperação. proveu o recurso extraordinário da União e afastou a concessão da isenção de imposto de renda retido na fonte para os não-residentes. no entanto. desde que residentes ou domiciliados no Brasil. 97 da CF. Gilmar Mendes. Gilmar Mendes. admitindo-o. 98 do CTN. ainda que diante da legislação infraconstitucional. 75 da Lei 8. II e § 2º. notadamente no que se refere ao direito tributário. 31. o recurso interposto pela União.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB apreço. assentando o prejuízo do apelo extremo da sociedade empresária. VIII. o Estado Constitucional Cooperativo reinvindicaria a manutenção da boa-fé e da segurança dos compromissos internacionais. 77 da Lei 8. que.2011. todos da CF. a cooperação internacional viabilizaria a expansão das operações transnacionais que impulsionam o desenvolvimento econômico. 84. submetendo-se somente à Constituição. apreciou. ademais. esta Corte afirmara que as convenções internacionais de direitos humanos têm status supralegal e que prevalecem sobre a legislação interna.383/91. tanto quanto possível. Quanto à suposta afronta aos artigos 2º. aduz inexistir violação ao princípio da isonomia. e contribuiria para o estreitamento das relações culturais. consignou que o acórdão recorrido não afastara a aplicação do art. (RE-460320) Contribuintes residentes ou domiciliados no estrangeiro: tratado internacional e lei posterior . reiterou que a possibilidade de afastamento da incidência de normas internacionais tributárias por meio de legislação ordinária (treaty override). transgredira os artigos 2º. Min. os tratados internacionais em matéria tributária tocariam em pontos sensíveis da soberania dos Estados. que envolve garantias fundamentais dos contribuintes e cujo descumprimento colocaria em risco os benefícios de cooperação cuidadosamente articulada no cenário internacional. rel.2011. em se tratando de recurso da parte vencedora (no segundo grau de jurisdição). 5º. No tocante ao art. a partir do pronunciamento do STJ. Contribuintes residentes ou domiciliados no estrangeiro: tratado internacional e lei posterior – 2 O Min. Nesse contexto.

que o acórdão recorrido tornara equivalentes situações incomparáveis.VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Coordenação Pedagógica OAB internacional. 75). 596. ART. rel. Após. (RE-460320) RE N. Dias Toffoli. RICARDO LEWANDOWSKI EMENTA: CONSTITUCIONAL. 25 DA LEI 8. Por sua vez. tanto os residentes como os não residentes estariam isentos do imposto de renda retido na fonte de rendimentos provenientes de dividendos ou lucros distribuídos por pessoas jurídicas tributadas no Brasil (Lei 9. 31. ao estipular a alíquota de 15% no imposto de renda na fonte incidente sobre lucros e dividendos de residentes ou domiciliados no exterior. 98 do CTN seria compatível com a nova ordem constitucional e sua subsunção. NA REDAÇÃO DADA PELO ART.1 . I. como sujeito de direito público externo.2011. não transgrediria os artigos 2º. por outro lado. aos súditos suecos. 24) — e geralmente tutelado na vedação à discriminação em todos os tratados contra a bitributação da renda — seria a nacionalidade. os Estados pactuantes acordaram não conferir tratamento desvantajoso aos súditos do outro Estado-parte. por intermédio daquela. 150. a Lei 8. Enfatizou que a República Federativa do Brasil. 150. 84. Gilmar Mendes. b) o art. Mencionou que. VIII. não poderia assumir obrigações nem criar normas jurídicas internacionais à revelia da Constituição. no entanto. II. tratamento não concedido aos nacionais brasileiros. todos da CF. No que concerne ao art. 98 do CTN pela ordem constitucional independeria da desatualizada classificação em tratados-contratos e tratados-leis. II – Necessidade de lei complementar para a instituição de nova fonte de custeio para a seguridade social. inexistir justificativa para a restrição da cooperação internacional pelo Brasil por motivos de regramentos típicos de âmbito interno. desde que residente no Brasil. RE 460320/PR. uma vez que estendera a todos os súditos suecos residentes no exterior benesses fiscais concedidas só aos residentes no Brasil.212/1991. da CF. também. no caso.8. INCIDÊNCIA SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO. Min. 1º da Lei 8. eventual tratamento mais benéfico. 543-B do CPC. II e § 2º. ao misturar critérios distintos como a residência e a nacionalidade. em suma.4 Ressaltou.540/1992.383/91. então.249/95.8. Gilmar Mendes. em ofensa ao art. II.*noticiado no Informativo 634 COMPLEXO EDUCACIONAL DAMÁSIO DE JESUS 2ª Fase OAB – EXAME 2012.177-RS RELATOR: MIN. independentemente da nacionalidade do contribuinte. art. Aduziu que o elemento de conexão predominante na convenção Brasil-Suécia (art. (RE-460320) Contribuintes residentes ou domiciliados no estrangeiro: tratado internacional e lei posterior . Assim. II. art. por ampliar. distinguiu a vedação à discriminação da isonomia tributária. Min. rel. pediu vista o Min. contida no art.540/1992. II.2011. sem impedir. Considerou que o acórdão adversado. Observou. O relator arrematou. TRIBUTÁRIO. os residentes no exterior foram tributados. atualmente. que o entendimento de predomínio dos tratados internacionais não vulneraria os dispositivos tidos por violados. da CF em virtude da exigência de dupla contribuição caso o produtor rural seja empregador. da CF. 10). prevista no tratado internacional em apreço. que a recepção do art. não teria sido violada. enquanto os residentes no Brasil foram isentos dessa exação por lucros e dividendos apurados em 1993 (Lei 8. 150. 1º DA LEI 8. a legislação brasileira assegurara ao súdito sueco a isenção. que: a) a cláusula de reserva de plenário. INCONSTITUCIONALIDADE. da CF. Concluiu. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA. Aludiu que. e c) a extensão concedida pelo STJ ofenderia o art. Considerou. EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA. 49. aplicando-se aos casos semelhantes o disposto no art. 31. confundira o critério de conexão nacionalidade com o de residência. 5º. ainda.383/91 utilizou a residência como critério. 97 da CF. 150. Logo.RE 460320/PR. I – Ofensa ao art. III – RE conhecido e provido para reconhecer a inconstitucionalidade do art.