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23NOV2012Deixe um comentário
por lu em Uncategorized

Patroclo, por Jacques Louis David (1780) I – A Teoria Queer: Segundo a wikipedia “A Teoria queer, oficialmente queer theory, é uma

teoria sobre o gênero que afirma que a orientação sexual e a identidade sexual ou de gênero dos indivíduos são o resultado de uma construção social e que, portanto, não existem papéis sexuais essencial ou biologicamente inscritos na natureza humana, antes formas socialmente variáveis de desempenhar um ou vários papéis sexuais.” Para quem desejar aprofundar-se no assunto sugerimos a leitura de um dos artigos (disponíveis em PDF): A Teoria QUEER e a Sociologia: o desafio de uma analítica da normalização, de Richard Miskolci ou TEORIA QUEER – UMA POLÍTICA PÓS-IDENTITÁRIA PARA A EDUCAÇÃO , deGuacira Lopes Louro. II – Compêndio de alguns “posts” em discussões, a respeito da “Teoria Queer”, em que estive envolvido, no Facebook: - Em 24 de junho:

reforço extremo do estereótipo da bicha-desmunhecadabibelô e bichinho de estimação de dondoca. patologias e insultos” (Butler. “a bicha mor da Bahia” (A Tarde. 1985). caixas dos supermercados. raro.” (apud Cohen. e o fenômeno andrógino Laerte/Sônia. praças publicas. Morton. seguindo assim o primeiro dogma queer. “O slogan dos teóricos queer deveria ser: “fodemos com categorias”. ser queer é entrar e celebrar o espaço lúdico de uma indeterminação textual” (Morton. a essência do camp é a sua predileção pelo inatural: pelo artifício e pelo exagero” (SONTAG. as festas juninas desconstroem e positivam uma prática linguística/social que degrada os sujeitos: “Queer adquire todo o seu poder precisamente através da invocação reiterada que o relaciona com acusações. interiorano. chegando a vaticinar “a falência das afirmações identitárias” (Bento. As festas juninas adotam o caipira como inspiração performática. sobretudo das mais abjetas. ícone atual dos defensores da metamorfose ambulante. assumindo como modelo “o estranho. o caipira. exemplos hipersimbólicos da heteronormatividade homofóbica. defendida por aqueles que veem o modelo heterossexual como o único correto e saudável.” (Lopes. “Ser gay é ter uma simples identidade. 200). Mais ainda: a estética junina/caipira ao primar pelo exagero das cores e maquiagens. civilizado. pré-industrial. se enquadra perfeitamente na estética “camp”. o tabaréu. 2002). O abjeto caipira. Como @s queeers do sul maravilha não perceberam a importância icônica desta festa nordestina? Que oportunidade fantástica perdem igualmente os teóricos queers de botar o dedo na ferida. 2004). desatenção aliás frequentemente observada pela omissão dos mesmos teoricistas que perderam fantástica oportunidade de discutir nacionalmente dois momentos recente e emblemáticos relativamente à dialética dos papéis de gênero na contemporaneidade brasileira: o fenômeno “Crô”.TEÓRICOS QUEERS BRASILEIROS “NÃO FODEM AS CATEGORIAS”: Se omitem em discutir Crô. . É o “arraia da capitá”. 1987). com roupas estereotipadas e maquiagem carregada. Eis boa síntese da queernormatividade. talvez ridículo. exatamente o oposto do urbano. extraordinário” (Louro. fundador do GGB “orgulho da Bahia” (Caetano) e Pesquisador I-A do CNPq. Ambos modelitos tão ao gosto destes teoric@s. citadino. deixando de dissecar teoricamente a folclórica quadrilha de São João e de atacar a reproideologia do hiper-repronarrativo casamento na roça. Ao valorizar o matuto. Colling) As Festas juninas ainda não mereceram a devida atenção dos autointitulados Teóricos Queers Tupiniquins. Laerte e Festa de São João… Luiz Mott. 2002. excêntrico. neo-roussaunianos apaixonados pelas identidades nômades e performatividades esquisitas. da novela Fina Estampa. 2011). outro fetiche d@s queers: “Na realidade. se torna modelo positivo e todo mundo se traveste de caipira: crianças nas escolas.

Produto de intelectuais burgueses. acusando de “ignorância” ou de “pouca leitura” aos “pobres” e aos libertários. não para esclarecimento e mobilização das massas – a teoria queer. que militam nos movimentos sociais. – post de Luiz Mott. sociológicas e antropológicas ligadas aos papéis de gênero) acaba gerando. uma ação entre conservadora (ou pelo menos contra-revolucionária) e reacionária.Em 3 de julho: Da mesma maneira que a “nova história” neutraliza o potencial revolucionário e constestador da história – pois é uma história apolítica e “desengajada”. em alguns pontos essenciais. não pude deixar de comentar com os palestrantes que se existe um descompasso entre realidade social e teoria que busca explicá-la não se pode culpar . A teoria queer gera invisibilização e imobilismo social! Uma análise isenta demonstra bem de qual camada da sociedade vem e a qual camada da sociedade serve a teoria queer. com possibilidade de ação social concreta. na maior parte das vezes. sogras. transexuais/transgêneros. para discutir a teoria da performatividade: “O gênero é performativo porque é resultante de um regime que regula as diferenças de gênero. procedem dos mesmos festivais pagãos europeus. que é a identidade (comum). bissexuais) já que retira deles o elemento fundamental que os levaria a uma ação/articulação política. feita para distração e prazer das elites. no 24 de junho. decano do Movimento Gay Brasileiro. seguindo a mesma performance determinada pelo Concílio de Trento (Sec. aqui o começo do inverno. se não me identifico e não sou capaz de me enxergar como parte de um contingente maior de pessoas. após um seminário do qual participei. luz-fogueira/trevas se perpetua entre os humanos há milênios. poderemos empreender uma ação juntos. Viva São João.XVII). em sua essência “revolucionária” (por reintroduzir as variantes históricas. homossexuais masculinos. Nossas fogueiras de São João. o seu pedantismo e elitismo. com sua coreografia e hierarquização de gênero inspirada no Antigo Regime. de países do centro do sistema capitalista hegemônico. Incrível a força da natureza essencializando diferentes culturas. jamais tiveram direitos individuais ou sociais negados… Dia desses. com a presença do noivo e noiva devidamente paramentados. s/d). via de regra.XVI) e pelas Constituições do Arcebispado da Bahia (Sec. pois desmobiliza os sujeitos (lésbicas. onde o binarismo verão/inverno. Casamento heterossexual tradicionalíssimo. tudo controlado pelo padre. tão queer e heteronormativo ao mesmo tempo! Kakakaka….Colling. para exercitarem todo o seu proselitismo intelectual. Se eu me identifico com você. a fim de tentar transformar a sociedade na qual eles (por serem da camada social e por terem a titulação acadêmica que tem) tem todos os privilégios. sogros. sendo que. fundador do Grupo Gay da Bahia . que usam uma linguagem intencionalmente hermética e cifrada. lá celebrando o solstício de verão. Nada melhor que a quadrilha caipira. me invisibilizo e me imobilizo. Neste regime os gêneros se dividem e se hierarquizam de forma coercitiva” (Butler. mãe. pai. 2002).

não necessitam de políticas públicas específicas. ou então daqueles que. dizendo que.mas essa é uma ação indiretamente nociv a para a comunidade LGBT.nunca senti nem um fiapo de desejo por mulheres.apagando a memória gay.Teóricos queer acreditam que o desejo é um devir.e durante muitos anos sofri com intensa homofobia internalizada. forma adeptos ou simpatizantes que rotulam as pessoas como ignorantes.Eu nasci gay.se considerar que no estágio atual.baseados em última instância.e no final concordam implicitamente com os homofóbicos quando dizem que a ”opção” ou ”identidade” pode ser mudada.Foucault cometeu sério e grosseiro equívoco quando inventou que a identidade gay(e consequentemente.também a comunidade gay) nasceu em 1869.resultado da medicalização e patogenização. estranhamente.tenho a impressão que a teoria queer segue pelo mesmo caminho. transcrito em Blog) entre Toni Reis e Luiz Mott Mais definições em trânsito . – meu post . por relativizarem suas posições.A teoria queer ignora isso sobejamente e parece olhar com desprezo para o casamento do mesmo sexo(judith butller não afirmou que o casamento gay é uma resposta envergonhada à epidemia de AIDS. APENAS PORQUE NÃO CONCORDAM COM ELES! Estranho.pessoas LGBT no mundo todo ainda lutam desesperadamente para obter o reconhecimento de direitos civis.E por fim.fui criado para ser heterossexual.continuei o que sempre fui.Não conheço os benefícios da teoria queer para a comunidade. não desejam transformação social.é bem verdade que ingenuamente pretende desnormatizar os heterossexuais também.salvo engano?).E a revelia disso.e tal como fracassou o comunismo em sua tentativa de derrubar a desigualdade.a realidade… Uma teoria que procura.Alguns posicionamentos relevantes: Debate (via e-mail. iletradas ou que tem pouca leitura. né? Onde está a COERÊNCIA? Onde está a ligação entre a teoria e a prática social? Teoria queer não deveria ser um artifício.Eu acho muito suspeita essa relação entre o marxismo e o construcionismo social.Em 23 de novembro: ”A teoria queer tem contribuído para a destruição do passado gay com essa tentativa de ”desnormatização” das identidades dos sujeitos. ou que diz que procura “pensar para além das categorias” ou “para além dos rótulos”.em apoio à idéia dela de cura gay. um subterfúgio: não deveria ser usada apenas como hálibi social dos que não tem coragem de se posicionarem com clareza em relação à sua orientação sexual.reforçando o vácuo sobre o sujeito homossexual.” – brilhante post de Walter Silva III .quando se socorre da miopia de Foucault sobre a história. por já serem favorecidos pela sociedade tal como ela está.não acredito na teoria de identidades socialmente construídas.meu desejo se mantém estável a longo da vida.gay.que não há essência gay.uma afirmação insustentável historicamente.mas já vi citações de construcionistas sociais no site da Marisa Lobo.nas políticas de identidade.

patrocinado pelo Fundo de Cultura da Bahia. machistas e homofóbicos no Stonewall 40 + 20 de setembro de 2010 By Adé Diversidade Acabo de voltar do Seminário Nacional STONEWALL 40 + O QUE NO BRASIL?. disse textualmente que “a teoria queer colocou em cheque a identidade” e que a história mostra “a falência das políticas identitárias”. boa parte deles adeptos da teoria queer.Mais sobre o diálogo com a Teoria Queer Mott chama teóricos queers de racistas. Por eu ter questionado a teoria queer. Outro conferencista.LGBT na luta pela igualdade plena de nossa comunidade. Berenice Bento. de orientação sexual desconhecida. “a sociologia não valeria nada se não levar a felicidade da humanidade”. corifeu da teoria queer na Bahia. Quer dizer. o pai da sociologia. a Dra. criticou a agenda do Mov. UFRS. machistas e homofóbicos… Stuart Hall – A identidade cultural na pós-modernidade (baixar-livro todo) http://www. UFBa. da UFRN. a Dra. afirmar-se homossexual=falência. considerando equivocada nossa demanda pelo reconhecimento do direito ao casamento e atribuindo ao desejo do estado em nos controlar a segmentação do nosso povo em LGBT. Berenice Bento disse ipsis verbis estas barbaridades epistemológicas : “a teoria é uma prática” e “a teoria é por natureza contra o poder”. . promovido pelo CUS – Grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade. Leandro Colling. Completando que as afirmações identitárias têm provocado guerras. Apesar do apoio de diversas ongs . caem de moda e como dizia Durkheim. Serão 3 tardes e noites de debates com professores de diversas universidades de norte a sul. sair do armário.institutoadediversidade.br/cultura/mott-chama-teoricosqueers-de-racistas-machistas-e-homofobicos-no-stonewall-40/ Mott chama teóricos queers de racistas. gay assumido.com. sob coordenação do Dr. Fernando Seffner . conflitos. dizendo que teorias passam.

na oportunidade irei convida-lo para minha banca. Ao defender as sexualidadesmovediças. vale ressaltar. gritei com todos os pulmões: “Esses palestrantes são brancos racistas e homofóbicos. Luiz Mott (Recebido por e-mail) 5 Responses to Mott chama teóricos queers de racistas. Pesquiso “Homoerotismo feminino” lendo a obra de Cassandra Rios. Revoltado com tanta intolerância e desrespeito à alteridade. ó costumes). na hora de concluir os trabalho. machistas e homofóbicos no Stonewall 40 + 1. uma forma de dá visibilidade aos estudos da mulher. à afirmação identitária. sendo mais tolerantes com outros participantes. e da mulher lésbica. Lamentável ver o professor usar de tão baixas .Este seminário confirma a preocupação de diversos de nossos militantes: os/as teóricos queer brasileiros constituem gravíssima ameaça aos alicerces do movimento de libertação lgbt. as metamorfoses ambulantes. se possível para contataá-lo… Mais uma vez adore as colocações. cortaram-me a palavra após 2 minutos e meio. pois acho a homofobia parte principalmente daqueles grupos que se autodenominam de “diferente”… 2. dão um golpe na nossa política de afirmação identitária como estratégia para enfrentarmos a homofobia que mata um lgbt a cada dois dias. Porque não ousam questionar a afirmação identitária dos negros?!” Oh tempora! Oh mores! (Ó tempos. conquistamos tais direitos a duras penas. desejaria o e-mail de Luiz Mott. sou da UEPB. militantes desde a primeira hora. em grande parte estudantes do dito professor queer. Carla on 25 de janeiro de 2011 at 11:07 Estive em eventos em que o professor Mott mas me pareceu um resistente as novas necessidades intelectuais do que um ativista contra opressão sexual. Desejaria Muito que ele fosse um apreciador de minha dissertação de mestrado que no momento desenvolvo e. Cordialmente. O auditório. aplaudiram efusivamente os teóricos contrários ao casamento lgbt. E o pior é que vários dest@s queers usufruem os prazeres homoeróticos que nós. Na hora do debate final. Juviniano Gomes de Cantalice on 6 de outubro de 2010 at 18:37 Gostei muito dos comentários e tenho um respeito profundo pela percepção do senhor Luiz Mott. Usam os homossexuais como objeto de estudo para ganhar dinheiro.

html Posto algumas palavras respondidas após uma crítica queer ao movimento LGBT. fazendo um péssimo uso das palavras dos praticantes e teóricos queers. .palavras . o senhor “branco” deveria ter cautela ao se pronunciar a favor do movimento negro. se seguissemos essa lógica .foi fruto da luta. de tão fracas argumentações. E Carlinhaaaa…o ”senhor branco” deve sim ter cautela ao se pronunciar sobre o movimento negro. 4.do sangue e do trabalho dos negros. Daniel Rodrigues on 30 de setembro de 2011 at 15:05 Mott está certo. Professor.com. http://niltonluz.br/2012/02/mais-sobre-o-dialogo-com-teoriaqueer. o seu prórpio questionamentos em determinado evento quando desconsiderou qualquer manifestação heterossexual a favor dos homossexuais. walter on 30 de setembro de 2011 at 14:40 Essa teoria queer é muito boa para as terapias de ”reversão do homossexualismo”. Para todo o resto é uma inutilidade imprestável. A abolição. 3. Daí defendem a sua extinção e a no lugar a ideia de sexualidade e gênero absolutamente fluidos sem nunca ter uma essência. Esse povo da teoria queer trabalham fortemente em favor da homofobia excludente e da marginalização de LGBTs. O povo dessa teoria defende suas posições como se estivéssemos numa tal realidade pós-moderna em que todos os problemas relacionados às identidade sexuais estariam ultrapassados.ao contrário do que consta nos livros escolares. Como têm a pachorra de serem contra a igualdade de direitos de LGBTs? Com que direito se opõe aos direitos de outras pessoas? Em que são melhores do que Malafaia e cia? Esses teóricos queer andam lado a lado com os homofóbicos defensores da reorientação sexual. "Todo o texto que se referir ao movimento social ou à luta política na qual nos inserimos é passível de ser julgado. Pura falácia política para mais tarde tentar viabilizar a tal reorientação.blogspot. Quero tabém quesstionar aqui . Essas feministas radicais e esse punhado de gays caolhos querem destruir a demanda LGBT pela raíz. A teoria queer e os teóricos queers não estão acima da crítica social. seria interessante se fazer mais educado e mais cnhecedor das causas queers. Ninguém está em uma torre de marfim de onde pode julgar o movimento LGBT sem ouvir as reações.

rejeita. Qualquer teórico fala de um lugar. que são também as condições da luta política concreta. que . São os limites da teoria. Como disse Rosa Luxemburgo. branco. "você não sentirá o peso dos grilhões se não se movimentar". Pessoas são mortas e agredidas todos os dias. Negra Cris. Será que Nildes Sena. ou da utilização política e normativa da teoria. Wesley Francisco ou Millena Passos se enquadram na sua descrição? Não sei se grupos "ousados e transgressores" conseguem aglutinar tamanha diversidade de raças. fazendo tirinhas. que ia das "mais pegáveis" às "menos pegáveis". divide. representam sim a militância com suas limitações e contradições. Mas por que deslegitimar a luta coletiva? As "instituições" do movimento LGBT são importantes. comportamentos. trans. por condições econômicas estáveis. Alguns lutam contra isso escrevendo. sem direito à diferença. de uma origem. etc. mas tem outros dizendo que a palavra "homofobia" deveria substituir todas as "fobias". A realidade é bastante dura para aqueles que não estão protegidos pela universidade. pergunto quem está mesmo na zona de conforto. repleta de características pré-determinadas. protegido pelas paredes da Universidade. Portanto. intersex. Mais uma vez. Não posso deixar de notar. Um teórico queer pode eventualmente defender uma sigla múltipla. Aliás. do sudeste do país. também não acho que seja por isso que as pessoas não acordam de madrugada para ver militantes.Nem Leandro Colling nem a teoria queer representam uma gama de sujeitos. utilizam da intelectualidade para se fazer superiores ao contexto social em que vivem. Escrevi em meu blog que " poucas coisas seriam mais . pela brancura da sua pele.repito falam de um lugar social. de ideologia conservadora e avessos a mobilizações sociais de qualquer tipo. ou nos pontos de prostituição fazendo campanha de conscientização de travestis. rolou um sistema de notas que pontuavam e classificavam pessoas de acordo com uma tabela de notas. Elas obedecem aos interesses dos agentes. Vai ser transgressor nos pontos de pegação distribuindo camisinha. É por que a alienação afasta. origens. É fácil ser ousado e transgressor no ENUDS. cadê as travestis no ENUDS? O Congresso da ABEH vai incluir as transexuais como? Quantas intersex vão apresentar trabalhos no Queer Paradigms? É fácil representar uma "gama de sujeitos" invisíveis e sem voz. ou desconstruindo conceitos. uma vez situados em um lugar desprivilegiado (como gays). Têm ojeriza às disputas sociais porque cresceram em ambientes privilegiados e. E quero te lembrar que a teoria queer oferece guarida a muitos homens brancos. ironicamente. Bárbara Alves. que suas adjetivações sobre o movimento LGBT procuram nos colocar dentro de uma caixinha. A luta individual e das grandes figuras públicas é importante. invisibilizando lésbicas. Esse a qual me refiro é homem. A própria referência a Toni Reis confirma isso. No ENUDS.

Eu me sentiria melhor. Lembro sempre do meu espanto quando vi o conservadorismo do movimento LGBT do interior. mas isso não significa que defendam isso ou mesmo que não vivam a sua sexualidade livremente. de onde criticam a militância sem considerar as condições de disputa com a heteronormatividade.com. o evento não conseguiu transversalizar a temática. A maioria dos queers não quer dialogar com a militância. E poderia propor-lhes uma ação sem avaliar as condições locais. mas exigências do enfrentamento da homofobia apresentada localmente. negro ou LGBT. Assim. mas isso não seria militância.blogspot. Foi importante para aprofundar minha opinião sobre os limites do diálogo entre os teóricos queers e o movimento LGBT. Foi uma perda inestimável. Com o tempo. Nilton Luz" Posted 14th February 2012 by BlackMean 9º ENUDS: repensando diálogo com os queers Participei do GT de Identidades do Nono Encontro Nacional de Diversidade Sexual. E não faria isso sem ampliar minha compreensão. LGBT precisam conquistar o respeito da comunidade para que lhes seja permitido sobreviver e ainda lutar contra a homofobia. Como exceção da histórica. Beijos homoafetivos. os enudianos eram capazes de classificar pessoas em notas que iam de “mais pegáveis” a “menos pegáveis”. Eventos como o ENUDS também oferecem um espaço ainda mais privilegiado de proteção e de vivência das sexualidades desviantes (sim. os diálogos com Sueli Messeder. Mas eu poderia agir diferente. afora o discurso libertário. entendi que não era conservadorismo. Eles não irão jamais fazer esse debate com os movimentos sociais. quilombos e no interior afora. Poucas coisas seriam mais burguesas e excludentes.burguesas e excludentes. Gilmaro Nogueira e Leandro Colling pouco servem de termômetro para a teoria queer no Brasil. com as realidades diferentes.br/2012/02/9-enuds-repensando-dialogo-comos. Óbvio que essas experiências sequer se comparam com as vivências das comunidades populares ou mesmo nos matos. privilegiado) de morador de um centro urbano. e potencialmente piores do que a sua. Seria tranqüilo se não sentisse tanta crítica e rejeição ao movimento LGBT. Posted 5th February 2012 by BlackMean Labels: Teoria e Debate http://niltonluz. Não se misturam. Os fatores de classe e de raça de fato explicam os próprios queers hegemônicos. elas usam como tática um comportamento social dentro dos ditames da sociedade moralista. com o coletivo. Militância é se preocupar com o outro." E jamais vi isso em um evento do movimento estudantil. Poderia julgar a militância local do meu lugar privilegiado (sim.html . as enudianas são bichas e sapatas. Lá. na UFBa. embora não queiram ser rotuladas). combativa e extremamente identitária mesa de abertura com mulheres lésbicas negras de candomblé. Pelo contrário. A Universidade é seu espaço privilegiado. Aqui na Bahia. São apenas respostas às condições sociais concretas. aplicando acriticamente minhas opiniões superiores.

São apenas respostas às condições sociais concretas. Poderia julgar a militância local do meu lugar privilegiado (sim. Os fatores de classe e de raça de fato explicam os próprios queers hegemônicos. Eventos como o ENUDS também oferecem um espaço ainda mais privilegiado de proteção e de vivência das sexualidades desviantes (sim. Pelo contrário. Poucas coisas seriam mais burguesas e excludentes. afora o discurso libertário. Militância é se preocupar com o outro. elas usam como tática um comportamento social dentro dos ditames da sociedade moralista. Foi importante para aprofundar minha opinião sobre os limites do diálogo entre os teóricos queers e o movimento LGBT. os diálogos com Sueli Messeder. Eles não irão jamais fazer esse debate com os movimentos sociais. Com o tempo. Mas eu poderia agir diferente. LGBT precisam conquistar o respeito da comunidade para que lhes seja permitido sobreviver e ainda lutar contra a homofobia. o evento não conseguiu transversalizar a temática. Gilmaro Nogueira e Leandro Colling pouco servem de termômetro para a teoria queer no Brasil. embora não queiram ser rotuladas). de onde criticam a militância sem considerar as condições de disputa com a heteronormatividade. na UFBa. mas isso não seria militância. E poderia propor-lhes uma ação sem avaliar as condições locais. mas exigências do enfrentamento da homofobia apresentada localmente. Não se misturam. A Universidade é seu espaço privilegiado. entendi que não era conservadorismo. com o coletivo. e potencialmente piores do que a sua. mas isso não significa que defendam isso ou mesmo que não vivam a sua sexualidade livremente. as enudianas são bichas e sapatas. Posted 5th February 2012 by BlackMean Labels: Teoria e Debate . E não faria isso sem ampliar minha compreensão. os enudianos eram capazes de classificar pessoas em notas que iam de “mais pegáveis” a “menos pegáveis”. Lá. Óbvio que essas experiências sequer se comparam com as vivências das comunidades populares ou mesmo nos matos. Eu me sentiria melhor. Assim. privilegiado) de morador de um centro urbano. Como exceção da histórica. com as realidades diferentes. aplicando acriticamente minhas opiniões superiores. Seria tranqüilo se não sentisse tanta crítica e rejeição ao movimento LGBT. A maioria dos queers não quer dialogar com a militância. Foi uma perda inestimável. Lembro sempre do meu espanto quando vi o conservadorismo do movimento LGBT do interior. quilombos e no interior afora.9º ENUDS: repensando diálogo com os queers Participei do GT de Identidades do Nono Encontro Nacional de Diversidade Sexual. combativa e extremamente identitária mesa de abertura com mulheres lésbicas negras de candomblé. Aqui na Bahia.