Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”

Faculdade de Engenharia – Campus de Ilha Solteira
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica







LOCALIZAÇÃO DE FALTAS FASE-TERRA EM CIRCUITOS
RADIAIS DE DISTRIBUIÇÃO ATRAVÉS DE ALGORITMOS DE
BUSCA INTELIGENTE










Aluno : Rodrigo Aparecido Fernandes Pereira
Orientador: José Roberto Sanches Mantovani




Ilha Solteira – SP
Fevereiro de 2003
Dissertação submetida à Faculdade de
Engenharia de Ilha Solteira - UNESP –
como parte dos requisitos para obtenção
do título de Mestre em Engenharia
Elétrica.

Sumário
I - INTRODUÇÃO..................................................................................................... 1
II – METODOLOGIA............................................................................................. 10
2.1 - FORMULAÇÃO DO PROBLEMA......................................................................... 11
2.2 - TÉCNICA DE CÁLCULO DE CURTO CIRCUITO .................................................. 15
2.2.1- As Transformações por Componentes Simétricas ................................... 16
2.2.2 – Equações Básicas – Curto Circuito....................................................... 18
2.2.2.1 - Curto-Circuito Trifásico .................................................................. 18
2.2.2.2 - Curto-Circuito Fase – Terra............................................................. 19
2.2.2.3 – Curto circuito Fase-Fase (Fases B e C)........................................... 21
2.2.2.4 - Cálculo das correntes simétricas de curto-circuito utilizando
formulação matricial ...................................................................................... 23
2.2.2.4.1 - Construção de Circuitos de Seqüência...................................... 24
2.2.2.4.2 - Equações Gerais das Correntes e Tensões Pós-falta................. 24
2.3 – FLUXO DE POTÊNCIA TRIFÁSICO......................................................... 28
2.4 – AFUNDAMENTO DE TENSÃO EM SISTEMAS DE ENERGIA
ELÉTRICA ............................................................................................................ 33
2.4.1 – Estimando afundamentos de tensão....................................................... 33
2.4.2 – Magnitude de afundamentos individuais ............................................... 34
2.4.3 – Duração dos afundamentos.................................................................... 34
2.4.4 – Obtenção da magnitude do afundamento de tensão através de medições.
............................................................................................................................ 35
2.4.4.1 – Tensão RMS.................................................................................... 35
2.4.4.2 – Componente fundamental da tensão ............................................... 35
4.4.4.3 – Pico de tensão.................................................................................. 36
2.5 - DETERMINAÇÃO DO FASOR DA CORRENTE DE FALTA FASE-TERRA ATRAVÉS DE
MEDIÇÕES................................................................................................................ 36
2.6 - MÉTODO PARA ESTIMAR A RESISTÊNCIA DE FALTA......................................... 38
2.6.1 – Tratamento Estatístico para Estimar a Resistência de Falta. ............... 39
2.7 - LOCALIZAÇÃO DO PONTO SOB FALTA.............................................................. 43
2.7.1 – LOCALIZAÇÃO DE FALTAS – SISTEMA 1 ...................................................... 43
2.7.2 – Localização de faltas – Sistema 2.......................................................... 47

III – ALGORITMOS PARA LOCALIZAÇÃO DE FALTAS FASE-TERRA. . 49
3.1 - Base de dados ............................................................................................ 49
3.2 - Base de conhecimento................................................................................ 50
3.3 - Regras de Identificação do Local em Falta............................................... 50
3.4 - Atualização da base de dados.................................................................... 51
3.5 – Algoritmos dos sistemas localizadores de faltas....................................... 51
3.5.1 – Sistema 1............................................................................................ 52
3.5.1.1 – Algoritmo do módulo localizador de faltas................................. 52
3.5.1.2 – Algoritmo do módulo para estimar a resistência de falta............ 54
3.5.1.3 – Algoritmo do módulo de atualização das taxas de falta por seção
do alimentador............................................................................................ 54
3.5.2 – Sistema 2............................................................................................ 55
3.6 – Diagramas de blocos dos sistemas localizadores de faltas ...................... 55
3.6.1 – Sistema 1............................................................................................ 56
3.6.2 – Sistema 2............................................................................................ 60
IV – TESTES E RESULTADOS ............................................................................ 61
4.1 – ALIMENTADOR RURAL. ................................................................................... 61
4.1.1 – Sistema 1............................................................................................ 61
4.1.2 – Sistema 2............................................................................................ 79
4.2 - Alimentador urbano – Sistema 2. .............................................................. 85
4.3 – Comentários dos testes e resultados ......................................................... 95
V – CONCLUSÃO................................................................................................... 97
APÊNDICE A - MODELAGEM DE LINHAS DE TRANSMISSÃO E
DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA (SEQÜÊNCIAS POSITIVA,
NEGATIVA E ZERO) PARA CÁLCULO DE CURTO CIRCUITO. ............. 101
A.I - INDUTÂNCIA DE CONDUTORES COM RETORNO PELO SOLO
(SOLO IDEAL) ...................................................................................................... 102
A.II - INDUTÂNCIA DE UM GRUPO DE N CONDUTORES COM
RETORNO PELO SOLO (SOLO IDEAL) ......................................................... 105

A.III - INDUTÂNCIAS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO TRIFÁSICA
SIMPLES, SEM CABOS PÁRA-RAIOS E SEM TRANSPOSIÇÃO (SOLO
IDEAL).................................................................................................................... 105
A.IV - IMPEDÂNCIAS DE SEQÜÊNCIA POSITIVA, NEGATIVA E ZERO
DE LINHAS DE TRANSMISSÃO TRIFÁSICA SIMPLES, SEM CABOS
PÁRA-RAIOS E SEM TRANSPOSIÇÃO (SOLO IDEAL). ............................. 107
A.V - IMPEDÂNCIAS DE CONDUTORES COM RETORNO PELO SOLO
(SOLO REAL)........................................................................................................ 109
A.V .1 - MÉTODO EXATO DE CARSON................................................................... 109
A.V .2 - MÉTODO APROXIMADO........................................................................... 112
A.VI – PROCEDIMENTO PARA CÁLCULO DAS IMPEDÂNCIAS DE
SEQÜÊNCIA POSITIVA, NEGATIVA E ZERO DE REDES DE SISTEMAS
DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA, CONSIDERANDO-SE
SOLO REAL. ......................................................................................................... 113
A.VI.1 - TRECHO TRIFÁSICO. ................................................................................ 113
A.VI.2 - TRECHO BIFÁSICO. .................................................................................. 114
A.VI.3. TRECHO MONOFÁSICO COM RETORNO PELO SOLO. ................................... 114
A.VII – CÁLCULO DAS IMPEDÂNCIAS DE SEQÜÊNCIA POSITIVA, NEGATIVA E ZERO DE
REDES COMPACTAS DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA................................ 115
A.VIII – IMPEDÂNCIAS DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO PARALELAS, SEM CABOS PÁRA-
RAIOS. ................................................................................................................... 118
A.VIII.1 – Considerando-se solo ideal............................................................. 118
A.VIII.2 – Considerando-se solo real .............................................................. 120
APÊNDICE B – DADOS DE BARRAS E LINHAS DOS ALIMENTADORES
DE DISTRIBUIÇÃO UTILIZADOS NOS TESTES. ......................................... 122
B.I – ALIMENTADOR DE DISTRIBUIÇÃO COM CARGAS COMERCIAIS
E RESIDENCIAIS. ................................................................................................ 122
B.II – ALIMENTADOR DE DISTRIBUIÇÃO COM CARGAS RURAIS...... 131
APÊNDICE C – DISTRIBUIÇÃO T DE STUDENT......................................... 146















RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo a localização de faltas fase-terra,
possibilitando assim que as equipes de manutenção atuem com rapidez na eliminação
e/ou nos reparos necessários na rede proporcionando para seus clientes o
fornecimento confiável de energia com qualidade e ainda mantendo os índices de
qualidade de energia e de fornecimento dentro dos padrões aceitáveis. A metodologia
proposta foi desenvolvida a partir de duas premissas básicas:
- Aquisição e monitoramento de dados na saída dos alimentadores na subestação:
O processo de localização de faltas é baseado na aquisição do valor da corrente de
falta fase-terra na subestação e compará-lo com valores obtidos através de simulação
para as várias barras pré-especificadas para o alimentador sob análise. Para se obter
resultados de melhor qualidade, são considerados nas simulações das correntes de
falta, três valores de resistências de falta fase-terra que são calculados com base em
um histórico que contém valores estimados para a resistência de falta. A estimativa
desta resistência é obtida com base nas faltas localizadas com sucesso no
alimentador.
- Aquisição e monitoramento de dados na saída dos alimentadores na subestação e
um conjunto pontos, mínimos necessários, alocados no alimentador para
aquisição dos valores de tensão pré e pós-falta: O segundo sistema foi projetado e
Resumo

desenvolvido com base na estrutura e resultados obtidos com o primeiro e nos
conceitos de afundamento de tensão em sistemas de energia elétrica. Este sistema
tem uma solução de contorno para o problema de localização de faltas, pois utiliza o
valor da corrente falta medida na subestação para estimar o valor da resistência de
falta. A partir do valor estimado da resistência de falta, é então calculado os valores
das tensões pós-falta nas barras onde existem medições e estes valores são
comparados com os valores de tensões pós-falta medidos. A barra que fornece as
menores diferenças entre as tensões medidas e calculadas, para todas as barras de
medição, é então apontada como o local provável da falta.
Apresentam-se resultados para dois alimentadores reais, sendo um deles rural
e o outro urbano.



















1












I - INTRODUÇÃO

A desregulamentação, privatização e a automação das empresas do setor de
distribuição de energia elétrica juntamente com as novas normas que impõem índices
de qualidade a serem atendidos para o fornecimento de energia elétrica, propiciam
estudos, pesquisas e desenvolvimento de equipamentos, técnicas matemáticas,
algoritmos e sistemas computacionais para detecção e localização de faltas.
Com a finalidade de atender os índices de fornecimento a seus clientes com uma
energia de boa qualidade, além de tornar também o sistema mais confiável, os
equipamentos localizadores de faltas instalados nos sistemas de distribuição têm a
finalidade de registrar as faltas (curto circuito) ocorridas e alguns parâmetros pré e
pós-falta e com isso auxiliar os operadores do sistema, apontando para o local de
ocorrência dessa falta. Uma vez determinado o local da falta, é acionada uma equipe
de manutenção para que seja efetuado, no menor tempo possível, o devido reparo
para que o sistema possa voltar a atender normalmente todos os seus clientes.
Dentre as principais dificuldades encontradas pela grande maioria das
técnicas empregadas na localização das faltas estão a topologia da rede, as variações
nas impedâncias da rede devido a reconfiguração, a existência ou não de cogeração
no sistema considerado, a distribuição e os níveis de cargas na rede que se refletem
diretamente nas correntes e tensões pré-falta, as seções da rede com condutores de

Capítulo I - Introdução
2
diferentes bitola e o conhecimento exato da impedância do sistema que se encontra
atrás da subestação.
Segundo Tang et al. [1], as técnicas de localização de faltas podem ser
classificadas em três categorias:
− Técnicas baseadas em tensões e correntes de freqüência fundamental,
principalmente na medição de impedâncias;
− Técnicas baseadas em ondas viajantes e componentes de altas
freqüências; e,
− Técnicas baseadas em acessos a bases de dados aproximados.
As técnicas baseadas em medição de impedâncias contam com uma grande
quantidade de trabalhos publicados na literatura e com pesquisas consideráveis para
o desenvolvimento de localizadores de faltas baseadas na aquisição de dados em
apenas um local da linha, chamado método de um terminal, e em aquisição de dados
de dois pontos da linha, chamado método de dois terminais. Entretanto, igual a
qualquer outro método baseado em freqüência fundamental eles sofrem limitações
devido à resistência de falta, carregamento das linhas e parâmetros das fontes entre
outros fatores. Os principais fatores que afetam a precisão destes métodos são:
− O efeito combinado da corrente de carga e resistência de falta. O valor
da resistência de falta pode ser particularmente alto para faltas à terra,
as quais representam a maioria das faltas em redes aéreas, o que pode
prejudicar diretamente na identificação da falta, associado com os
diferentes valores das correntes de carga nas várias seções que
dificultam na identificação do valor exato da corrente de falta;
− Imprecisão na identificação do tipo de falta;
− Influência dos efeitos mútuos em componentes de seqüência zero;
− Incertezas sobre os parâmetros das linhas, particularmente impedância
de seqüência zero. É freqüentemente difícil obter uma impedância de
seqüência zero (Z
0
) precisa para a linha. O valor de Z
0
é afetado pela
resistividade do solo que pode ser difícil de se medir ou pode ser
variável. Um erro de 20% em Z
0
,

pode introduzir um erro de 15% no
local estimado para a falta.
Capítulo I - Introdução
3
− Precisão insuficiente do modelo da linha, isto é, linhas não transpostas
são representadas como sendo transpostas e capacitâncias shunts são
desconsideradas;
− Presença de reatores e capacitores série e shunts;
− Fluxo de carga desbalanceado;
− Erros de medidas, erros de transformadores de potencial e de corrente
e qualidade de resolução do sistema de conversão analógico/digital
(A/D).
Melhorar a estimação do local da falta é importante para eliminar ou reduzir
erros causados pelos algoritmos localizadores de faltas. Os algoritmos serão mais
precisos se mais informações sobre o sistema estiverem disponíveis. Vários métodos
de localização de faltas, com aceitável grau de precisão para a maioria das aplicações
práticas têm sido desenvolvidos usando técnicas de medição de impedância em um
terminal. A maior vantagem é que não necessitam de canais de comunicação.
Quando canais de comunicação estão disponíveis os métodos de medição em dois
terminais para localizadores de faltas para linhas de transmissão podem ser
utilizados. Esses métodos não requerem alta velocidade na comunicação e podem ser
implementados usando um modem ou canais de comunicação similares. A técnica de
dois terminais oferece melhorias na estimação da localização da falta sem qualquer
aproximação e sem informações referentes à rede externa, tais como impedâncias da
fonte.
Por muitos anos, as empresas de energia têm reconhecido os métodos das
ondas viajantes como um caminho alternativo para superar as imprecisões e
limitações dos métodos tradicionais de localização de faltas baseados em medições
de grandezas de freqüências fundamentais. Sistemas de ondas viajantes fornecem
melhor precisão que qualquer outro anteriormente disponível, mas foram
gradualmente abandonados devido a problemas de confiabilidade e manutenção, os
quais levaram a uma perda gradual do interesse e confiança nesta técnica.
Recentemente, os métodos de ondas viajantes têm reaparecido como uma alternativa
para localização de faltas. Isto é, em geral devido às empresas de energia desejarem
localizadores de faltas mais rápidos e precisos, associado a melhoramentos em
aquisição de dados, nos sistemas de comunicação e sincronização de tempo (Global
Positioning System - GPS). Os métodos de localização de faltas usando ondas
Capítulo I - Introdução
4
viajantes são independentes da configuração da rede e dos dispositivos instalados
nesta. Estas técnicas são muito precisas, mas requerem alta taxa de amostragem e sua
implementação é mais cara que a implementação das técnicas de medição de
impedâncias.
Outros esforços recentes têm sido enfocados no desenvolvimento de técnicas
para localização de faltas usando base de conhecimento aproximadas, tais como
redes neurais, sistemas especialistas e teoria fuzzy. Tais técnicas freqüentemente
dependem de informações externas de gerenciadores de centros de controle de
distribuição, tais como sistema SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition
System), posição de chaves na subestação e no alimentador, medições de grandezas
elétricas no alimentador e sensores de tensão nas cargas.
Na literatura encontram-se propostas várias técnicas de localização de faltas
em sistemas de transmissão e subtransmissão [5,6,8,9] e sistemas de distribuição
[2,3,4,7]. Aggarwal et al. [2] utilizam para localizar faltas em sistemas de energia
elétrica o conceito de tensão superposta, que é a diferença entre a tensão total pós-
falta e a tensão pré-falta em regime permanente no provável ponto de incidência da
falta. Esta tensão superposta é então injetada no suposto ponto em falta para checar
as correntes nas fases não faltosas. Somente quando o suposto ponto em falta
coincide com o real ponto em falta, as correntes superpostas nas fases não faltosas
são iguais ou muito próximas de zero. Este processo além de necessitar do registro
dos fasores tensão e corrente pré e pós-falta das três fases na subestação, também
considera que a impedância (ohm/Km) da rede é constante em toda a sua extensão,
caracterizando assim uma rede composta por um único tipo de condutor. Quando se
trata de redes com seções de condutores de bitola diferente, devem ser feitas
alterações no algoritmo de localização de faltas. Segundo os autores, os resultados
apresentados neste trabalho, para um sistema radial sem ramificações com quatro
cargas conectadas em pontos distintos, e ainda considerando ou não uma cogeração
situada na extremidade do alimentador, foram satisfatórios.
Saha et al. [3] apresentam um algoritmo que considera os aspectos
construtivos das redes, podendo ser compostas por condutores de diferentes bitolas
cujos parâmetros podem mudar de seção para seção. Este algoritmo faz a localização
da falta em dois passos. Primeiro, a impedância de malha de falta é calculada
utilizando-se as tensões e correntes medidas antes e durante a falta. Em seguida, as
Capítulo I - Introdução
5
impedâncias ao longo do alimentador são calculadas assumindo faltas em cada seção
sucessiva. Por comparação da impedância medida e da impedância calculada uma
indicação do local da falta é obtida.
Pettissalo et al. [4] apresentam um algoritmo cujo objetivo principal é estimar
as correntes de cargas nas medições feitas antes, durante e depois da ocorrência da
falta e fazer a compensação para a corrente de carga superposta na corrente de falta.
Após a compensação da corrente de carga, a distância da falta é calculada. Este
método considera o alimentador composto por um único tipo de condutor e utiliza
um grande número de medições, tais como, corrente em regime permanente nos
outros alimentadores da subestação, corrente de carga em regime permanente no
alimentador em análise, tensão pré e pós-falta na subestação.
Adu [5] apresenta uma técnica para localização de faltas em linhas de
transmissão, com geradores em ambos as extremidades da linha que, no entanto,
utiliza apenas informações referentes à barra local. Nesta barra são instalados os
instrumentos para medir as tensões e correntes pré e pós-falta em ambas as fases da
linha de transmissão. Através de um algoritmo baseado na reatância da linha, assim
como todos os outros métodos anteriormente citados, é possível fazer a estimação da
distância da barra local até o ponto em falta.
Girgis e Fallon [6] propõem um método baseado no conceito de impedância
aparente que utiliza dados registrados em um único terminal da rede para a
localização de faltas. As correntes pré-falta podem ser determinadas usando-se os
dados pré falta do sistema. Hipóteses sobre a resistência e a corrente de falta não
necessitam ser consideradas. Este método utiliza o conceito de impedância aparente
que é baseado nas redes de seqüência positiva, negativa e zero e na hipótese de linhas
idealmente transpostas. Os autores apresentam a técnica para localização de faltas
para linhas de transmissão radiais com várias derivações para cargas e os dados estão
disponíveis somente no lado da fonte da linha. Um conceito modificado de
impedância aparente que leva em consideração as correntes de carga usando dados
trifásicos é desenvolvido. Este método é baseado no uso dos fasores tensão e corrente
trifásicas para calcular o local da falta e considera que a rede é composta por um
único tipo de condutor.
Dugan et al. [7] propõem um monitor de energia desenvolvido para analisar
os dados no próprio local onde ele se encontra instalado. Os dados e os resultados
Capítulo I - Introdução
6
das análises podem ser visualizados, segundos após a ocorrência do evento, usando
um navegador de internet. Em adição ao monitoramento dos fenômenos da qualidade
de energia, o monitor possui várias características vantajosas. Uma dessas
características é estimar a distância do local de ocorrência da falta. A estimação da
distância da falta é executada no próprio instrumento de monitoramento e os
resultados são automaticamente disponíveis aos usuários. Os dados disponíveis para
o instrumento são as formas de ondas das tensões e correntes trifásicas medidas na
subestação para um determinado alimentador e as impedâncias de seqüência positiva
e zero do alimentador primário (fonte). Segundo ainda os autores, muitas técnicas
têm sido propostas e implementadas para sistemas de transmissão e distribuição.
Contudo, nenhumas destas técnicas podem ser implementadas dentro de
instrumentos monitores, pois elas requerem muitos dados armazenados e grande
poder computacional tais como memórias e processadores. A técnica apresentada
pelos autores é baseada na aproximação da impedância aparente. Contudo,
diferentemente da aproximação apresentada em [6], onde a distância desconhecida e
a resistência de falta são calculadas usando as partes real e imaginária da equação da
impedância aparente, é proposto calcular a distância através de uma equação que tem
como variável a resistência de falta. Observa-se também que esta metodologia
considera a rede composta por um único tipo de condutor.
Bollen [8] apresenta um método baseado nos método estocásticos de
previsão, que segundo o autor quando comparado aos métodos de monitoramento
apresenta imediatamente a precisão requerida. Basicamente os métodos de previsão
estocástica se resumem a: i) Determinar a área do sistema em que os curto circuitos
serão considerados; ii) Dividir esta área em pequenos setores. Curtos-circuitos dentro
de cada um destes setores levariam a afundamentos de tensão com características
similares. Cada pequena parte é representada por um local de falta em um modelo do
circuito elétrico do sistema de energia; iii) Para cada local de falta, a freqüência de
curto circuito é determinada. Esta freqüência de curto circuito é o número de curto
circuito por ano nas pequenas partes do sistema representado por um local de falta;
iv) Utilizando o modelo do circuito elétrico do sistema de energia, as características
dos afundamentos de tensão são calculadas para cada local de falta; v) Os resultados
de iv) e v) são combinados para obter informações estocásticas sobre o número de
Capítulo I - Introdução
7
afundamentos de tensão com certas características dentro de certas escalas e desta
forma se obtém o provável local da falta no sistema de energia.
Abur e Galijasevic [9] apresentam um método baseado no conceito de
contornos de vulnerabilidade para estimar e expressar a probabilidade de algumas
áreas do sistema de energia elétrica serem afetadas pelo problema de afundamento de
tensão e desta forma determinar o local em falta. O método proposto pelos autores
consiste dos seguintes passos: i) Após a ocorrência e detecção da falta, mede-se o
afundamento de tensão em cada uma das barras onde existem aparelhos de medição;
ii) Calcula-se, individualmente, o afundamento de tensão para todas as barras onde
existem aparelhos de medição; iii) Calcula-se a diferença (δ
i,k
) entre as magnitudes
das tensões calculadas e medidas para cada uma das barras; iv) Considerando-se
todos os possíveis locais para ocorrência da falta e todas as barras onde existem
aparelhos de medição, estima-se a barra em falta pela minimização da diferença δ
i,k
;
v) Aceita-se a estimativa obtida com maior freqüência como o local mais provável de
incidência da falta. Para empregar esta metodologia e estimar o local da falta com
grau aceitável de precisão, a resistência de falta deve ser previamente estimada. Para
estimar a resistência de falta propõem o seguinte procedimento: i) Em um ponto de
medição selecionado, mede-se o afundamento de tensão assumindo que a falta
ocorreu em um local desconhecido; ii) Gera-se um conjunto de contornos de tensão
para todas as combinações de locais de falta e resistência de falta; iii) Encontrar o
contorno que fornece a melhor combinação entre o afundamento de tensão medido e
o calculado. Escolher como uma solução parcial o local e a resistência de falta para
este contorno; iv) Repete-se o procedimento para todos os pontos de medição para
encontrar todas as soluções parciais; v) Analisam-se todas as soluções parciais para
encontrar a mais provável localização da falta e sua respectiva resistência de falta.
Este método foi desenvolvido para ser aplicado em sistemas de transmissão, mas
segundo os autores, com algumas modificações, ele pode ser empregado em sistemas
de distribuição de energia. Uma vantagem deste método, é que ele pode ser aplicado
em sistemas onde a bitola dos condutores muda de seção para seção.
O presente trabalho tem como objetivo a localização de faltas fase-terra,
possibilitando assim que as equipes de manutenção atuem com rapidez na eliminação
e/ou nos reparos necessários na rede proporcionando para seus clientes o
fornecimento confiável de energia com qualidade e ainda mantendo os índices de
Capítulo I - Introdução
8
qualidade de energia e de fornecimento dentro dos padrões aceitáveis. A metodologia
proposta foi desenvolvida a partir de duas premissas básicas:
- Aquisição e monitoramento de dados na saída dos alimentadores na subestação:
O processo de localização de faltas é baseado na aquisição do valor da corrente de
falta fase-terra na subestação e compará-lo com valores obtidos através de simulação
para as várias barras pré-especificadas para o alimentador sob análise. Para se obter
resultados de melhor qualidade, são considerados nas simulações das correntes de
falta, três valores de resistências de falta fase-terra que são calculados com base em
um histórico que contém valores estimados para a resistência de falta. A estimativa
desta resistência é obtida com base nas faltas localizadas com sucesso no
alimentador.
- Aquisição e monitoramento de dados na saída dos alimentadores na subestação e
um conjunto pontos, mínimos necessários, alocados no alimentador para
aquisição dos valores de tensão pré e pós-falta: O segundo sistema foi projetado e
desenvolvido com base na estrutura e resultados obtidos com o primeiro e nos
conceitos de afundamento de tensão em sistemas de energia elétrica [8]. Este sistema
tem uma solução de contorno para o problema de localização de faltas, pois utiliza o
valor da corrente falta medida na subestação para estimar o valor da resistência de
falta. A partir do valor estimado da resistência de falta, é então calculado os valores
das tensões pós-falta nas barras onde existem medições e estes valores são
comparados com os valores de tensões pós-falta medidos. A barra que fornece as
menores diferenças entre as tensões medidas e calculadas, para todas as barras de
medição, é então apontada como o local provável da falta.
Apresentam-se resultados e descrições sobre a qualidade dos sistemas
localizadores de faltas em dois alimentadores reais, sendo um deles rural e o outro
urbano.
Este trabalho está organizado da seguinte forma:
No capítulo II apresentam-se a concepção filosófica que propiciou e norteou o
desenvolvimento do sistema computacional, para a determinação e localização de
faltas fase-terra: 1) Disponibilidade física de equipamentos de proteção, medição e
aquisição de dados existentes na subestação de distribuição; 2) Conceitos de
inteligência artificial relacionados com atualizações e buscas em bases de dados e
conhecimentos; 3) Métodos e técnicas para análise de circuitos elétricos equilibrados
Capítulo I - Introdução
9
e desequilibrados, tais como curto circuito, fluxo de potência e localização do ponto
de incidência da falta; 4) Tratamento estatístico para a determinação do intervalo de
confiança para a resistência de falta, considerando zonas rural e urbana e o ponto de
incidência da falta.
No capítulo III apresentam-se os projetos dos sistemas completos para
localização de faltas, detalhando-se os aspectos computacionais envolvidos em cada
módulo.
No capítulo IV apresentam-se os testes e resultados obtidos com os sistemas
localizadores de faltas desenvolvidos e implementados. Utilizou-se nos testes dois
alimentadores reais de distribuição, sendo um com a maioria dos consumidores
localizados na zona rural e o outro com consumidores comerciais e residenciais.
No capítulo V serão feitas as considerações finais e as conclusões deste
trabalho.



10













II – METODOLOGIA

Neste trabalho são propostos dois algoritmos computacionais para localização
de faltas em alimentadores radiais de distribuição. Na concepção do primeiro
algoritmo, considerou-se que as informações disponíveis do alimentador são apenas
as medições na subestação, ou seja, a metodologia é baseada na comparação do valor
real para a corrente de neutro medida na saída do alimentador, na subestação, com os
valores de correntes de falta obtidos através de simulação computacional que utiliza
os parâmetros elétricos do sistema de distribuição sob estudo. O valor real da
corrente de neutro é obtido através da aquisição e tratamento dos fasores das
correntes pré e pós-falta para as três fases do sistema. O segundo sistema originou da
experiência no desenvolvimento e testes com o primeiro e baseia-se na determinação
do valor da resistência de falta para todas as barras do alimentador, a partir do real
valor da corrente de curto circuito medida na subestação, e na posterior comparação
dos valores de tensão pós-falta, medidas e calculadas utilizando-se a resistência de
falta estimada, para algumas barras do alimentador. Neste capítulo tratam-se das
técnicas de análise de circuitos elétricos equilibrados e desequilibrados e do
tratamento estatístico da resistência de falta para a determinação do ponto de
incidência da falta em alimentadores de distribuição de energia elétrica.
Capítulo II - Metodologia

11
2.1 - FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

O princípio da técnica proposta para a localização de faltas fase-terra está na
aquisição dos fasores corrente pré e pós-falta das três fases e dos valores das tensões
pós-falta para algumas barras do sistema. Fazendo-se a soma dos três fasores de
corrente pré-falta, obtém-se a corrente pré falta de desequilíbrio presente no sistema.
Da mesma forma, pode-se obter a corrente de desequilíbrio pós falta somando-se os
fasores de correntes trifásicas pós falta. Subtraindo-se o fasor resultante para a
corrente pré falta de desequilíbrio do fasor resultante para a corrente pós falta de
desequilíbrio, obtém-se o fasor da corrente de curto circuito no ponto em falta.
A figura 2.1 mostra, de forma simplificada, a estrutura dos dois sistemas
dedicados à localização de faltas desenvolvidos e implementados. As figuras 2.2 e
2.3 ilustram, de forma mais completa, os diagramas de blocos desses sistemas.

Figura 2.1 – Estrutura simplificada dos sistemas para localização de faltas.

No sistema da figura 2.2, através da simulação de faltas em alguns pontos
pré-determinados, comparam-se os valores das correntes de faltas com o valor obtido
através das medições. Assim, identifica-se primeiramente a possível seção da linha
onde ocorreu a falta. Após a localização da seção em falta, determina-se o local desta
falta. No entanto, para isto é necessário que se tenha um excelente modelo elétrico
para representar o sistema além do conhecimento das impedâncias de seqüência
positiva e zero da fonte. Nesta metodologia, como se utiliza a matriz de impedâncias
de barra e as impedâncias de seqüência positiva e zero das seções da rede, é possível
localizar faltas com precisão mesmo em sistemas onde as seções não são compostas
pelo mesmo tipo de condutor. É evidente que a precisão dos resultados depende dos
parâmetros e do estado do sistema no instante de ocorrência da falta e também da
Capítulo II - Metodologia

12
resistência de falta envolvida. O estado do sistema é obtido através de um fluxo de
carga, sendo as cargas modeladas de acordo com a curva de carga típica para o
alimentador sob estudo.
O algoritmo é composto ainda por mais dois módulos sendo um para estimar
a resistência de falta para uma falta que já ocorreu e cujo local foi determinado com
exatidão, e outro para atualizar o índice de faltas por seção, considerando um período
de cinco anos. O módulo para estimar a resistência de falta é baseado no princípio de
que é conhecida a magnitude da corrente de falta, o local exato de ocorrência da falta
e do conhecimento dos parâmetros do sistema, tais como impedâncias de seqüência
positiva e zero e da tensão pré falta no local de ocorrência da falta. O valor estimado
para a resistência de falta é então armazenado em uma lista que contém o histórico
desses valores. Para isto é feita uma distinção entre as zonas rural e urbana, pois os
valores das resistências de falta são tipicamente diferentes para as mesmas. O
módulo que atualiza o índice de faltas por seção faz a aquisição, via usuário, do
local, dia, mês e ano da ocorrência da falta e armazena em um banco de dados.
Quando existe uma diferença de um ano entre duas datas deste banco de dados, é
então realizada a atualização dos índices de faltas por seção. Isto é feito levando-se
em consideração que os índices referentes ao ano mais antigo são substituídos pelos
índices do ano atual.
Quando é feita a localização de uma falta, o algoritmo faz a aquisição do
fasor que representa a corrente de falta. Através da simulação computacional de
faltas em pontos pré-estabelecidos, utilizando-se três valores de resistência de falta,
as possíveis regiões são determinadas e classificadas. Os três valores para a
resistência de faltas são determinados com base nos valores contidos no histórico de
resistências de faltas, considerando um intervalo de confiança com 95% de
probabilidade do valor médio da resistência de falta pertencer a este intervalo.







Capítulo II - Metodologia

13








F
i
g
u
r
a

2
.
2



D
i
a
g
r
a
m
a

d
e

b
l
o
c
o
s

d
o

p
r
i
m
e
i
r
o

s
i
s
t
e
m
a

l
o
c
a
l
i
z
a
d
o
r

d
e

f
a
l
t
a
s

Capítulo II - Metodologia

14







F
i
g
u
r
a

2
.
3



D
i
a
g
r
a
m
a

d
e

b
l
o
c
o
s

d
o

s
e
g
u
n
d
o

s
i
s
t
e
m
a

l
o
c
a
l
i
z
a
d
o
r

d
e

f
a
l
t
a
s

Capítulo II - Metodologia

15
O segundo sistema foi projetado e desenvolvido com base na estrutura e
resultados obtidos com o primeiro e nos conceitos de afundamento de tensão em
sistemas de energia elétrica [8,15] e ainda na possibilidade de se ter medição de
tensão em pontos remotos do alimentador. Este sistema tem uma solução de contorno
para o problema de localização de faltas, pois utiliza o valor da corrente falta medida
na subestação para estimar o valor da resistência de falta. A partir do valor estimado
da resistência de falta, é então calculado os valores das tensões pós-falta nas barras
onde existem medições e estes valores são comparados com os valores de tensões
pós-falta medidos. A barra que fornece as menores diferenças entre as tensões
medidas e calculadas, para todas as barras de medição, é então apontada como o
local provável da falta.
Nas próximas seções detalham-se as funções e técnicas de simulação que
compõem os módulos do diagrama da figuras 2.2 e 2.3.

2.2 - TÉCNICA DE CÁLCULO DE CURTO CIRCUITO
Os sistemas de distribuição de energia elétrica estão susceptivos a faltas que
podem ser temporárias ou permanentes. As faltas temporárias são aquelas cuja
duração é limitada ao período necessário para restabelecer o serviço através da
operação automática do equipamento de proteção que desligou o circuito ou parte
dele. As faltas permanentes são todas as interrupções não classificadas como
temporárias ou programadas. Na tabela 2.1 [10], apresentam-se dados estatísticos
entre os tipos de faltas e a composição das mesmas.
Tabela 2.1 – Composição Probabilística entre os tipos de faltas e composição
das mesmas.
% Permanentes (%) Transitórias(%)
Trifásicas 2 95 5
Fase-Fase 11 70 30
Fase-Terra 79 20 80
Outros 8 - -

Essas faltas no sistema são normalmente provocadas pela ação de descargas
atmosféricas, contatos de árvores e animais às partes vivas do sistema, falhas de
equipamento e erro humano.
Capítulo II - Metodologia

16
A determinação das correntes simétricas de curto circuito envolve a solução
de circuitos elétricos com vários nós e várias malhas. Calcular a corrente de curto
circuito em uma determinada barra do sistema de energia elétrica, consiste em
reduzir todo o sistema de energia a uma única fonte de tensão e também a uma única
impedância equivalente para a barra sob análise, obtendo-se assim um sistema com
uma única malha. Desta forma, a corrente que circula nesta malha é a corrente de
curto circuito para a barra considerada. A aplicação do teorema de Thévenin para a
redução de sistemas é uma técnica que simplifica muito os cálculos, mas que se torna
inviável para grandes sistemas, devido ao elevado número de cálculos e
simplificações envolvidas. Nesta subseção serão descritos e apresentados as
principais técnicas encontradas na literatura para cálculo de correntes de curto
circuito em sistemas de energia elétrica [10,11,12,13]. Inicialmente serão deduzidas
as equações algébricas para cálculo dos diferentes tipos de curto circuito (trifásico,
fase-fase e fase-terra), baseadas na teoria de decomposição em componentes
simétricas e análise de circuitos desequilibrados de corrente alternada. Estas
equações constituem-se em ferramentas essenciais para localizar o possível ponto em
falta. Finalmente apresenta-se a metodologia para cálculo das correntes simétricas
utilizando os conceitos de componentes simétricas e tratamento matricial.

2.2.1- As Transformações por Componentes Simétricas

A complexidade envolvida na análise do curto-circuito para sistemas
desequilibrados pode ser consideravelmente reduzida utilizando-se o método dos
componentes simétricos [10,11,12,13]. A grande vantagem deste método é a
decomposição das correntes e tensões de fase, assimétricas, em um conjunto de
componentes com características simétricas. Considerando-se I
A
, I
B
e I
C
como sendo
três correntes de fase desequilibradas, por definição, pode-se decompô-las em nove
novos componentes, de acordo com o conjunto de equações a seguir:
2
2
1 0
2 1
2
0
2 1 0
C C C C
B B B B
A A A A
I I I I
I I I I
I I I I
⋅ + ⋅ +
⋅ + ⋅ +
+ +



α α
α α (2.1)
ou na forma matricial:
Capítulo II - Metodologia

17
s p
TI I ·
(2.2)
sendo:
o
j
e
120
· α e
1
1
1
]
1

¸

·
2
2
1
1
1 1 1
α α
α α T (2.3)
denominada matriz de transformação de componentes simétricas (matriz de
transformação linear T).
Os vetores corrente:
1
1
1
]
1

¸


C
B
A
p
I
I
I
I (2.4)
e,
1
1
1
]
1

¸


2
1
0
A
A
A
s
I
I
I
I ou para simplificar
1
1
1
1
]
1

¸


2
1
0
I
I
I
I
s
(2.5)
representam as correntes de fase e os componentes simétricos, respectivamente.
Invertendo-se a equação (2.2), obtém-se:
p s
I T I
1 −
· (2.6)
sendo
1
1
1
]
1

¸

·

α α
α α
2
2 1
1
1
1 1 1
3
1
T (2.7)
Os vetores do conjunto de equações a seguir:
1
1
1
]
1

¸


C
B
A
p
V
V
V
V e
1
1
1
]
1

¸


2
1
0
A
A
A
s
V
V
V
V ou para simplificar
1
1
1
]
1

¸


2
1
0
V
V
V
V
s
(2.8)
representam as tensões reais de fase e os componentes simétricos da tensão,
respectivamente, e aplicando-se a matriz de transformação linear T aos fasores
tensão, tem-se:

1
Deve-se lembrar sempre que os componentes I
0
e I
+
, I
-
referem-se à fase a.

Capítulo II - Metodologia

18
p s
s p
V T V
TV V
1 −
·
·

(2.9)

2.2.2 – Equações Básicas – Curto Circuito

Nesta subseção será apresentado o equacionamento para cálculo das correntes
de curto circuito em sistemas de energia elétrica [10,11,13].

2.2.2.1 - Curto-Circuito Trifásico

A figura 2.4 ilustra as condições em que ocorre um curto circuito trifásico,
sólido, em que as condições de contorno para as tensões são:
0 · · ·
CN BN AN
V V V
(2.10)


Figura 2.4 – Curto Circuito Trifásico.

Decompondo as tensões em componentes simétricas, resulta em:
1
1
1
]
1

¸

1
1
1
]
1

¸

·
1
1
1
]
1

¸

CN
BN
AN
AN
AN
AN
V
V
V
V
V
V
α α
α α
2
2
2
1
0
1
1
1 1 1
3
1
(2.11)
Substituindo-se (2.10) em (2.11) conclui-se que:
0
2 1 0
· · ·
AN AN AN
V V V (2.12)
Considerando-se que a tensão pré-falta é composta apenas por componentes
de seqüência positiva, tem-se na forma matricial:
Capítulo II - Metodologia

19
1
1
1
]
1

¸


1
1
1
]
1

¸


1
1
1
]
1

¸

·
1
1
1
]
1

¸

2
1
0
2
1
0
2
1
0
0 0
0 0
0 0
0
0
A
A
A
a
AN
AN
AN
I
I
I
Z
Z
Z
E
V
V
V
(2.13)
Uma vez que a única fonte de geração de fem é de seqüência positiva, e
considerando as relações (2.12), e sendo:
1
2
1 A B
I I ⋅ · α (2.14)
1 1 A C
I I ⋅ · α (2.15)
obtém-se a equação:
1
Z
E
I I I
a
C B A
· · · (2.16)
que fornece o módulo da corrente de curto circuito trifásico. As correntes devido ao
curto-circuito trifásico têm o mesmo módulo e estão defasadas entre si de 120
o
, o que
configura uma falta simétrica.

2.2.2.2 - Curto-Circuito Fase – Terra

A figura 2.5 ilustra as condições em que ocorre uma falta fase-terra com uma
resistência de falta R
f
.

Figura 2.5 – Curto-Circuito Fase - Terra.
As condições de contorno para as correntes e tensões para uma falta fase-terra
são:
I
A
≠ 0 I
B
= 0 I
C
= 0 correntes de falta

A f A
R I V · V
B
≠ 0 V
C
≠ 0 tensões de falta
Decompondo a corrente I
A
em componentes simétricas, tem-se:
Capítulo II - Metodologia

20
1
1
1
]
1

¸

1
1
1
]
1

¸

·
1
1
1
]
1

¸

0
0
1
1
1 1 1
3
1
2
2
2
1
0 A
A
A
A
I
I
I
I
α α
α α (2.17)
Considerando o ponto de curto-circuito e a equação matricial (2.17), o
Thévenin equivalente para seqüência positiva, negativa e zero:
Figura 2.6 – Equivalente Thévenin para o curto-circuito fase - terra.
Aplicando a lei de Kirchhoff para as tensões nos circuitos de seqüência da
figura 2.6, tem-se:
1 1 1
I Z E V ⋅ − ·
a A
(2.18)
2 2 2
0 I Z V ⋅ − ·
A
(2.19)
0 0 0
0 I Z V ⋅ − ·
A
(2.20)
Para obter os valores das tensões de fase, aplica-se a transformação de
componentes simétricas aos fasores de tensões de seqüência zero, positiva e negativa,
como mostrado a seguir:
1
1
1
]
1

¸

1
1
1
]
1

¸

·
1
1
1
]
1

¸

2
1
0
2
2
1
1
1 1 1
A
A
A
C
B
A
V
V
V
V
V
V
α α
α α (2.21)
Da equação (2.21) e do conjunto de equações (2.18) a (2.20), tem-se que a
tensão na fase A é definida por:
2 2 1 1 0 0 A A a A A
I Z I Z E I Z V − − + − · (2.22)
que através de manipulações algébricas, fornece o valor da corrente de falta fase-
terra no ponto sob análise:
f
a
A
R ⋅ + + +

·
3
3
2 1 0
Z Z Z
E
I
(2.23)
em que:
E
a
: Tensão de Thévenin de seqüência positiva (pré-falta) no ponto em curto-
circuito;
Z
1
: Impedância de Thévenin de seqüência positiva no ponto;
Capítulo II - Metodologia

21
Z
2
: Impedância de Thévenin de seqüência negativa no ponto;
Z
0
: Impedância de Thévenin de seqüência zero no ponto;
R
f
: Resistência de falta.
Sabendo-se que I
A0
= I
A1
= I
A2
, pode-se calcular as contribuições parciais para
cada seqüência e depois decompô-las (pode-se desprezar ou não as correntes pré-
falta). Os diagramas de seqüência positiva, negativa e zero são interligados em série,
como mostrado na figura 2.7.

Figura 2.7 – Diagrama de seqüência para o curto-circuito fase - terra.

2.2.2.3 – Curto circuito Fase-Fase (Fases B e C)

A figura 2.8 ilustra as condições físicas do circuito na incidência de uma falta
fase-fase sólida no sistema. Observando-se esta figura, pode-se verificar as seguintes
condições de contorno para uma falta entre as fases B e C:
0 · A I
180 j
B C B C e I I I I · ⇒ − ·
(2.24)


Figura 2.8 – Curto-Circuito Fase-Fase.
Capítulo II - Metodologia

22
Substituindo-se (2.24) em (2.6), tem-se a seguinte equação matricial para as
correntes de seqüência:
1
1
1
]
1

¸

1
1
1
]
1

¸

·
1
1
1
]
1

¸

180
2
2
2
1
0
0
1
1
1 1 1
3
1
j
B
B
A
A
A
e I
I
I
I
I
α α
α α
(2.25)
As tensões, para o ponto de curto-circuito, numa falta fase-fase são dadas por:
a
AN E V ·
(2.26)
CN BN V V ·
(2.27)
Substituindo (2.26) e (2.27) em (2.9) para decompor as tensões em
componentes simétricas, tem-se a seguinte equação matricial:
1
1
1
]
1

¸

1
1
1
]
1

¸

·
1
1
1
]
1

¸

BN
BN
a
AN
AN
AN
V
V
E
V
V
V
α α
α α
2
2
2
1
0
1
1
1 1 1
3
1
(2.28)
Das equações (2.25) e (2.28) conclui-se que:
2 1 AN AN V V ·
(2.29)
A figura 2.9 mostra os diagramas de seqüência positiva, negativa e zero para
o local de incidência da falta.

Figura 2.8 – Equivalente Thévenin para o curto-circuito fase - fase.
Aplicando a lei de Kirchhoff para as tensões nos diagramas de seqüência da
figura 2.9, pode-se definir as tensões de seqüência positiva e negativa são dadas por:
1 1 1 A a AN
I Z E V ⋅ − · (2.30)
1 2 2 2 2
0
A A AN
I Z I Z V ⋅ · ⋅ − · (2.31)
Fazendo-se uso da equação (2.29), isto é, igualando-se (2.30) e (2.31), chega-
se a:
2 1
1
Z Z
E
I
+
·
a
A

(2.32)
Capítulo II - Metodologia

23
Os diagramas de seqüência positiva e negativa podem ser conectados como
mostrado na figura 2.10.

Figura 2.10 – Diagrama de seqüência para o curto-circuito fase - fase.

Aplicando-se a matriz de transformação linear T nos componentes de
seqüência da corrente obtém-se:
0 · A I
(2.33)
( ) 1
2
A B I I α α − ·
(2.34)

A corrente na fase C pode ser determinada de acordo com a equação (2.24).

2.2.2.4 - Cálculo das correntes simétricas de curto-circuito utilizando formulação
matricial

A aplicação do teorema de Thévenin para a redução de sistemas é uma
técnica que simplifica muito os cálculos, mas que se torna inviável para grandes
sistemas, devido ao elevado número de cálculos e simplificações envolvidas. Desta
forma, quando se tratar de grandes sistemas de energia elétrica, é conveniente a
utilização da formulação matricial para a determinação das correntes de curto-
circuito, eliminando assim a necessidade do cálculo das impedâncias de Thévenin
para cada barra do sistema, de forma isolada [12].
Para um sistema com cargas desequilibradas ou com faltas desequilibradas,
não se pode considerar que as tensões e correntes possuem simetria trifásica. Desta
forma, a análise do curto-circuito tem que ser estendida para as três fases.


Capítulo II - Metodologia

24
2.2.2.4.1 - Construção de Circuitos de Seqüência

O cálculo das correntes de curto-circuito em um dado sistema envolve a
construção do modelo matemático adequado desse sistema. No estudo de redes
desequilibradas, deve-se construir, individualmente, os modelos de seqüência
positiva, negativa e zero.
Conhecendo-se as impedâncias de seqüência de todos os elementos do
sistema pode-se construir um circuito de seqüência positiva, um de seqüência
negativa e um de seqüência zero para o sistema com n barras. A partir da equação
(2.35), obtém-se a matriz de admitância de barra seqüência.
( )
( )

Ω ∈
·
− ·
K
m
km bus
km bus
y k k
y m k
,
,
Y
Y

(2.35)
sendo: y
km
: a admitância do elemento que se encontra entre as barras k e m;

k
: conjunto de todas as barras vizinhas da barra k;
Invertendo-se a equação (2.35), obtém-se a matriz de impedância de barra
(Z
bus
) da rede.

2.2.2.4.2 - Equações Gerais das Correntes e Tensões Pós-falta

Com a finalidade de distinguir as variáveis pré e pós-falta, valores de fase e
componentes simétricos, fixar-se-á algumas regras quanto aos símbolos utilizados no
equacionamento desenvolvido a seguir:
1. Condições pré-falta serão indicadas pelo “expoente” 0;
2. Condições pós-falta serão indicadas pelo “expoente” f;
3. Valores de fase de correntes e tensões serão indicados coletivamente
pelo índice p, e individualmente pelos índices A, B e C;
4. Componentes simétricos serão indicados, ou coletivamente pelo índice
s, ou individualmente pelos índices 1, 2 ou 0;
5. Índice numérico sempre refere-se à indicação da barra.
Para fins de análise, seja uma falta desequilibrada na barra q, provocando as
correntes de falta
f
Aq
I ,
f
Bq
I ,
f
Cq
I que resultam nos valores das tensões pós-falta
f
Aq
V ,
Capítulo II - Metodologia

25
f
Bq
V ,
f
Cq
V nas fases A, B e C, respectivamente, como mostrado na figura 2.11, ou
vetorialmente:
1
1
1
]
1

¸

·
f
Cq
f
Bq
f
Aq
f
pq
I
I
I
I
(2.36)
e
1
1
1
]
1

¸

·
f
Cq
f
Bq
f
Aq
f
pq
V
V
V
V
(2.37)


Figura 2.11 – Falta desequilibrada na barra q do sistema de energia.

Utilizando-se as propriedades das transformações de componentes simétricas,
as equações (2.36) e (2.37) são representadas pelas equações a seguir:
f
sq
f
s
f
sq
I Z V · (2.38)
e
f
sq
f
s
f
sq
V Y I · (2.39)
sendo:
f
s
Z : Matriz de impedância de falta seqüência zero, positiva e negativa;
f
s
Y : Matriz de admitância de falta seqüência zero, positiva e negativa.
As tensões pós-falta de barra são dadas pela equação:
f
sbus
f
sbus sbus
f
sbus
I Z V V + ·
0
(2.40)
Capítulo II - Metodologia

26
Escrevendo-se a equação (2.40) na forma de n componentes vetoriais, pode-
se então determinar
f
sq
I , como:
f
sq snq sn
f
sn
f
sq sqq sq
f
sq
f
sq q s s
f
s
I Z V V
I Z V V
I Z V V
− ·
− ·
− ·
0
0
1
0
1 1
L L L L L L L L
L L L L L L L L
(2.41)
Através das equações (2.41) e (2.38) obtém-se:
0 1
) (
sq sqq
f
s
f
sq
V Z Z I

+ · (2.42)
Nas análises anteriores, as tensões pré-falta são consideradas equilibradas,
contendo somente componentes de seqüência positiva, isto é:
1
1
1
]
1

¸

·
1
1
1
]
1

¸

·
+
0
0
0
0
0 0 0
i i si
V V V para i=1,2,...,n (2.43)
sendo n o número de barras do sistema em estudo, e o vetor da equação (2.43) obtido
por uma análise de fluxo de carga, ou assumido igual a 1,0 pu.
Até este ponto, todas as equações foram deduzidas considerando-se que exista
a matriz de impedância de falta
f
s
Z . No entanto, existem casos em que deve-se
trabalhar com a matriz de admitância
f
s
Y , pois não é possível definir
f
s
Z .
Assim, o vetor corrente de falta é definido por:
0 1
) (
sq
f
s sqq
f
s
f
sq
f
s
f
sq
V Y Z I Y V Y I

+ · · (2.44)
sendo: I a matriz identidade de ordem 3 x 3;

sqq
Z uma matriz diagonal tendo seus elementos da diagonal principal obtidos
das matrizes de impedância de barras de seqüência positiva
2
e zero, isto é:
1
1
1
]
1

¸

·
·
+ −
+
qq qq
qq
qq
sqq
z z
z
z
0 0
0 0
0 0
0
Z
(2.45)
Nas equações anteriores, as matrizes
f
s
Z e
f
s
Y são definidas de acordo com o
tipo de curto-circuito em que se deseja determinar as correntes de curto-circuito. A

2
Para sistemas de distribuição radiais as matrizes de seqüência positiva e negativa são idênticas.
Capítulo II - Metodologia

27
seguir serão definidas essas matrizes para os casos de curto-circuito trifásico sólido
com contato simultâneo com a terra, trifásico sólido sem contato simultâneo com a
terra, bifásico (fase-fase) e fase-terra.

Curto-circuito trifásico sólido, sem contato simultâneo com a terra.

Para o curto-circuito trifásico sólido sem contato simultâneo com a terra as
matrizes de impedância de falta e admitância de falta são definidas por:
1
1
1
]
1

¸
⋅ +
·
Z
Z
Z Z
Z
g
f
s
0 0
0 0
0 0 3
(2.46)
1
1
1
1
1
1
]
1

¸

⋅ +

·
Y
Y
Y Y
Y Y
Y
g
g
f
s
0 0
0 0
0 0
3

(2.47)

Curto-circuito bifásico sem contato com a terra.

Para este tipo de curto-circuito a matriz de impedância de falta não pode ser
definida, como mostrado em (2.48) e a matriz de admitância de falta é definida como
mostrado em (2.49):
1
1
1
]
1

¸

∞ ∞ ∞
∞ ∞ ∞
∞ ∞ ∞
·
f
s
Z (2.48)
1
1
1
]
1

¸


− ·
1 1 0
1 1 0
0 0 0
f f
s
Y Y (2.49)





Capítulo II - Metodologia

28
Curto-circuito fase-terra.

Para este tipo de curto-circuito a matriz de impedância de falta, novamente não pode
ser definida, sendo igual (2.48) e a matriz de admitância de falta é definida como
mostrado a seguir:
1
1
1
]
1

¸

·
1 1 1
1 1 1
1 1 1
3
f
f
s
Y
Y (2.50)

2.3 – FLUXO DE POTÊNCIA TRIFÁSICO
O cálculo de fluxo de potência em uma rede de energia elétrica consiste
essencialmente na determinação do estado da rede, da distribuição dos fluxos e de
algumas outras grandezas de interesse. Nesse tipo de problema, a modelagem do
sistema é estática, significando que a rede é representada por um conjunto de
equações e inequações algébricas. Essa representação é utilizada em situações nas
quais as variações com o tempo são suficientemente lentas para que se possa ignorar
os efeitos transitórios. O cálculo de fluxo de potência é, em geral, realizado
utilizando-se métodos computacionais desenvolvidos especificamente para a
resolução do sistema de equações e inequações algébricas que constituem o modelo
estático da rede. O cálculo de fluxo de potência é um dos módulos dos sistemas
propostos e implementados para a localização de faltas e tem por objetivo obter o
estado da rede para cálculos das correntes de curto circuito e afundamento de tensão.
As equações básicas do fluxo de potência são obtidas impondo-se a conservação das
potências ativa e reativa em cada nó da rede, isto é, a potência líquida injetada deve
ser igual à soma das potências que fluem pelos componentes internos que têm este nó
como um de seus terminais. Isso equivale a se impor a primeira Lei de Kirchhoff. A
segunda lei de Kirchhoff é utilizada para expressar os fluxos de potência nos
componentes internos como funções das tensões (estados) de seus nós terminais [16].
O método para cálculo de fluxo de potência descrito nesta seção utiliza o modelo
trifásico das redes de distribuição radiais e/ou conexas, usando uma técnica de
compensação mult-port e formulações básicas das leis de Kirchhoff. Este método
possui excelentes características de convergência e é muito robusto [17]. Os ramos
do sistema de distribuição são ordenados e enumerados começando pelo nó raiz. Os
Capítulo II - Metodologia

29
ramos de uma camada somente serão enumerados depois que todos os ramos da
camada anterior forem enumerados, conforme ilustrado na figura 2.12.

Figura 2.12 - Rede de distribuição radial
A figura 2.13 representa uma seção de uma linha trifásica (ramo l) de um
sistema trifásico, e a matriz de impedância série (Z
l
) pode ser representada por:
1
1
1
]
1

¸

·
l cc l bc l ac
l bc l bb l ab
l ac l ab l aa
l
Z Z Z
Z Z Z
Z Z Z
Z
, , ,
, , ,
, , ,

(2.51)


Figura 2.13 - Seção da linha (ramo l)
O processo iterativo para o cálculo do fluxo de potência consiste em adotar a
tensão especificada na barra de referência, V
r,abc
, (nó raiz) e atribuir valores de tensão
a todos os nós do sistema (V
l,abc
):
abc a
o
abc i ,
) (
,
V V · i = 1, 2, ..., n (2.52)
em que n é o número de nós do sistema e, normalmente, V
i,abc
= V
r,abc
.
Depois disso é calculada a injeção de corrente para cada nó da rede:
) 1 (
, ,
) 1 (
,
, ) (
,


⋅ −

,
_

¸
¸
·
k
abc i abc i
k
abc i
abc i k
abc i
V Y
V
S
I
(2.53)
ou escrevendo a equação (2.53) nas componentes de fases a, b e c:
Capítulo II - Metodologia

30

( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( ) 1
*
*
*
*
1
*
1
*
1




1
1
1
]
1

¸


1
1
1
]
1

¸


1
1
1
1
]
1

¸

·
1
1
1
]
1

¸

k
ic
ib
ia
ic
ib
ia
k
ic ic
k
ib ib
k
ia ia
k
ic
ib
ia
V
V
V
Y
Y
Y
V S
V S
V S
I
I
I

(2.54)
sendo:
S
i, abc
: Injeção de potência especificadas no nó i;
V
i ,abc
: Tensão no nó i;
Y
i,abc
: Admitância de todos os elementos shunts conectados nó i;
K : Contador do número de iterações;
* : Operador complexo conjugado.

Partindo dos ramos da última camada em direção ao nó raiz as correntes são
calculadas em cada ramo fazendo-se a soma da corrente do próprio nó com a
corrente de todos os ramos que derivam até o mesmo nó, ou seja:

,
_

¸
¸
+ − ·
m do nó q que deriva
nos ramos correntes
k
q
k
b
) ( ) (
I J b = m, m-1, ..., 1 (2.55)
em que q é o receptor do ramo b e m é o número de ramos do sistema. Usando a
notação por fases:
( )
( )
( )


1
1
1
]
1

¸

+
1
1
1
]
1

¸

− ·
1
1
1
]
1

¸

M l
k
lc
lb
la
k
qc
qb
qa
k
bc
bb
ba
J
J
J
I
I
I
J
J
J

(2.56)
sendo:
J
b, abc
: fluxos de corrente na respectiva seção da linha b;
M : Conjunto de ramais que derivam do nó q.

Nas equações (2.55) e (2.56), o sinal negativo é para ficar consistente com a
injeção de corrente em (2.53) e (2.54).
Partindo-se do nó raiz para as últimas camadas calcula-se a nova tensão para
cada nó da seguinte maneira:
) ( ) ( ) ( k
l l
k
p
k
q
J Z V V − · l = 1, ..., m (2.57)


Capítulo II - Metodologia

31
Usando a notação por fase:
( ) ( )
( ) k
lc
lb
la
l cc l bc l ac
l bc l bb l ab
l ac l ab l aa
k
pc
pb
pa
k
qc
qb
qa
1
1
1
]
1

¸


1
1
1
]
1

¸


1
1
1
]
1

¸

·
1
1
1
]
1

¸

J
J
J
Z Z Z
Z Z Z
Z Z Z
V
V
V
V
V
V
, , ,
, , ,
, , ,

(2.58)
sendo:
Z
ii,l
: Impedância própria da fase i do ramo l;
Z
ji,l
: Impedância mútua entre as fases i e j do ramo l;
p, q: Nós receptor e emissor do ramo l.

Usa-se como critério de convergência a variação das potências ativa e reativa
dos nós da rede. As variações das potências ativa e reativa em cada nó, para todas as
fases são calculadas por:
( ) ( ) ( )
( )
ia ia ia
k
ia
k
ia
k
ia
S V Y I V S − − ⋅ · ∆
2
*
*

( ) ( ) ( )
( )
ib ib ib
k
ib
k
ib
K
ib
S V Y I V S − − ⋅ · ∆
2
*
*

( ) ( ) ( )
( )
ic ic ic
K
ic
K
ic
K
ic
S V Y I V S − − ⋅ · ∆
2
*
*

(2.59)

O processo retorna para o cálculo das injeções de correntes nos nós e é
repetido até que
k
abc i,
S ∆ esteja dentro de uma tolerância especificada. A figura (2.14)
apresenta o diagrama de blocos da metodologia para cálculo de fluxo de potência
trifásico para sistemas radiais de distribuição.
O algoritmo desenvolvido para redes radiais não pode ser aplicado diretamente para
resolver redes fracamente malhadas. Para redes com estas características, a estrutura
e filosofia do algoritmo para redes radiais podem ser utilizadas sendo necessário a
aplicação de alguns conceitos da teoria de circuitos com vistas a quebrar as
interconexões da rede, criando os chamados breakpoints. A partir dos cálculos das
correntes dos breakpoints de cada malha determinam-se as tensões da abertura dos
breakpoints do circuito, para cada iteração até a convergência [17].




Capítulo II - Metodologia

32


























Figura 2.14 - Fluxograma do algoritmo para fluxo de potência trifásico para redes
radiais





S
S
N
N
Máxima
Iteração ?
Imprimir
Resultados
Imprimir
Diagnósticoo
Fim
K=k+1
Início
Leitura dos dados e condições
iniciais da rede
Cálculo das correntes nodais
Equação (2.54)
Cálculo das correntes dos ramais
Equação (2.56)
Cálculo das tensões nodais
Equação (2.57)
Cálculo da variação das Potências Atival e Reativa
Equação (2.58)

Convergiu ?
Capítulo II - Metodologia

33
2.4 – AFUNDAMENTO DE TENSÃO EM SISTEMAS DE ENERGIA
ELÉTRICA

Afundamentos de tensão devidos a curtos-circuitos são reconhecidos como
um importante problema com relação à qualidade de energia elétrica. Em particular,
equipamentos eletrônicos tais como computadores, reguladores de velocidades e
sistemas de controle de processos são extremamente sensíveis a variações da tensão
da rede.
A magnitude e a duração são duas características importantes dos
afundamentos de tensão. A magnitude do afundamento, também chamada de sags, é
a tensão RMS da rede em porcentagem ou em pu. Em contra partida, a redução que a
tensão da rede sofre no momento em que ocorre uma falta é definido como sendo
dips. Assim, a soma da magnitude do afundamento e da redução que a tensão da rede
sofre no momento da falta é igual à tensão pré-falta (ou nominal) do sistema de
energia. A duração do afundamento de tensão é o tempo em que a tensão se encontra
abaixo da tensão nominal. Este tempo geralmente encontra-se entre 0.08 s e 1 s,
tempo este em que engloba a atuação da maioria dos equipamentos utilizados para a
eliminação das faltas em sistemas de distribuição de energia elétrica. [8,15].
Faltas em sistemas de energia industrial e comercial produz o mesmo
fenômeno de redução da tensão que ocorre na eliminação de faltas remotas. Uma
falta em um alimentador ocasiona a queda da tensão em todos os outros
alimentadores. A redução da magnitude da tensão em qualquer posição particular do
sistema depende da corrente de falta e da impedância. Os conceitos físicos e as
equações desenvolvidas para estudo de afundamentos de tensão foram reestruturadas
e adequadas com vistas a determinação de faltas fase-terra em alimentadores de
distribuição de energia.

2.4.1 – Estimando afundamentos de tensão

Os afundamentos de tensão associados com a eliminação de faltas têm muitas
características previsíveis. É possível prever a magnitude do afundamento para faltas
individuais calculando-se a queda de tensão na carga crítica. Prever a duração do
Capítulo II - Metodologia

34
afundamento requer uma estimativa do tempo total de atuação para a eliminação da
falta dos dispositivos de proteção de sobrecorrente. A forma de onda do afundamento
da tensão é algo previsível através da análise de registros dos dados de afundamentos
e com o auxílio da análise dos transitórios na rede.
Prever as características para um afundamento de tensão causado por uma
falta específica em uma determinada localização do sistema é simples. Deve-se
preparar um modelo elétrico exato do sistema, aplicar a falta, e calcular a magnitude
do afundamento na carga crítica. Usando-se as características dos dispositivos de
proteção pode-se estimar a duração do afundamento e então, comparam-se as
características do afundamento com a capacidade de sensibilidade do equipamento
para determinar se o processo terá uma interrupção.

2.4.2 – Magnitude de afundamentos individuais

A habilidade para calcular as magnitudes dos afundamentos para faltas
específicas é essencial para o processo de predição. Estes cálculos requerem
conhecimento das impedâncias da rede, impedâncias de falta e a localização relativa
da falta à carga sensível. É também necessário conhecer as conexões dos
transformadores do sistema e as tensões pré-faltas. Para calcular a magnitude do
afundamento de tensão em um determinado ponto do sistema, deve-se utilizar a
equação (2.41) e em seguida utilizar a equação (2.2) para que se tenham os valores
por fase.

2.4.3 – Duração dos afundamentos

Cada afundamento de tensão dura tanto quanto os equipamentos de proteção
permitem o fluxo da corrente de curto-circuito. Existem muitos tipos de
equipamentos para eliminação de faltas, e cada um tem um tempo mínimo para
atuação e eliminação da falta. Tempos de atrasos intencionais são comumente
introduzidos para permitir a coordenação entre dispositivos em séries. Além disso,
muitas faltas nas linhas são temporárias e religadores automáticos, podem ser
utilizados para reenergizar a linha e restabelecer o serviço dentro de poucos
segundos.
Capítulo II - Metodologia

35

2.4.4 – Obtenção da magnitude do afundamento de tensão através de medições.

A magnitude do afundamento de tensão pode ser determinada de várias
maneiras [8]. A maioria dos monitores obtém a magnitude do afundamento de
tensões RMS. Existem várias maneiras alternativas de quantificar o nível de tensão.
Dois exemplos óbvios são a magnitude da componente de freqüência fundamental da
tensão e o pico de sobretensão para um ciclo ou semiciclo. Contanto que a tensão é
senoidal, não importa se a tensão RMS, tensão fundamental ou pico de tensão é
usado para obter a magnitude do afundamento de tensão. Mas especialmente durante
o afundamento de tensão, este não é freqüentemente o caso.

2.4.4.1 – Tensão RMS

Como os afundamentos de tensão são inicialmente registrados como pontos
amostrados no tempo, a tensão RMS terá que ser calculada das tensões amostradas
no domínio do tempo. Isto é feito através do uso da seguinte equação:

·
·
N
i
i rms
v
N
V
1
2
1
(2.60)
sendo:
N : o número de amostras por ciclo;
v
i
: tensões amostradas no domínio do tempo.

2.4.4.2 – Componente fundamental da tensão

Usar a componente fundamental da tensão tem a vantagem de se poder
determinar também a mudança no ângulo de fase. A componente fundamental da
tensão como uma função do tempo pode ser calculada por:
( ) ( )


⋅ ·
t
T t
j
fund
d e v
T
t V τ τ
τ ω
0
2

(2.61)
sendo:
T
π
ω

·
2
0
e T um ciclo da freqüência fundamental. Note que isto resulta na
tensão complexa como uma função do tempo. O valor absoluto da tensão complexa é
Capítulo II - Metodologia

36
a magnitude da tensão como uma função do tempo; este argumento pode ser usado
para obter a mudança do ângulo de fase. De uma maneira similar pode-se obter a
magnitude e o ângulo de uma componente harmônica da tensão como uma função do
tempo. Isto é conhecido como análise tempo – freqüência e é uma área bem
desenvolvida dentro de processamento digital de sinal com uma grande aplicação
potencial em engenharia de potência.
O método da tensão RMS tem a vantagem de poder ser aplicado facilmente
para uma janela de meio ciclo. Obter a tensão fundamental de uma janela de meio
ciclo é mais complicado.

4.4.4.3 – Pico de tensão

O pico de tensão como uma função do tempo pode ser obtido através do uso
da seguinte expressão:
( ) τ
τ
− ·
< <
t v V
T
peak max
0

(2.62)
sendo v(t) a amostragem da forma de onda da tensão e T um inteiro múltiplo de um
semiciclo.

2.5 - DETERMINAÇÃO DO FASOR DA CORRENTE DE FALTA FASE-TERRA
ATRAVÉS DE MEDIÇÕES

Considere a figura 2.15 que mostra o esquema elétrico de conexão dos
instrumentos para a medição das correntes de fase e de neutro nos alimentadores de
distribuição.

Capítulo II - Metodologia

37

Figura 2.15 – Esquema de ligação dos equipamentos para medição das correntes de
fase e de neutro
Com o arranjo mostrado na figura 2.15, pode-se medir os valores das
correntes nas três fases do alimentador e também a corrente de desequilíbrio, ou a
corrente de neutro, para o alimentador. De acordo com a conexão dos instrumentos
de medição, a corrente de neutro é dada pela soma dos fasores das correntes de fase.
Considerando o circuito elétrico mostrado na figura 2.16 e sendo
BF
A
I ,
BF
B
I e
BF
C
I os
fasores das correntes pré-falta nas fases A, B e C respectivamente, o fasor que
representa a corrente pré-falta de desequilíbrio é dado por:
BF
C
BF
B
BF
A
BF
N
I I I I + + · (2.63)


Figura 2.16 – Diagrama unifilar de um sistema de distribuição com falta ocorrendo
na barra 4.
Considerando que ocorra uma falta permanente na fase A, como ilustrado na
figura 2.16 e que após a ocorrência desta falta, as correntes de carga, em todas as
Capítulo II - Metodologia

38
fases, não sofram nenhum tipo de alteração, as correntes pós-falta que circulam nas
fases podem ser definidas por:
CC
BF
A
AF
A
I I I + ·
BF
B
AF
B
I I ·
BF
C
AF
C
I I ·
(2.64)
O fasor que representa a corrente pós-falta de desequilíbrio é dado por:
AF
C
AF
B
AF
A
AF
N
I I I I + + · (2.65)
Manipulando-se algebricamente as equações (2.63) e (2.65), obtém-se o fasor
da corrente de falta:
BF
N
AF
N CC
I I I − · (2.66)

2.6 - MÉTODO PARA ESTIMAR A RESISTÊNCIA DE FALTA
A estimação da resistência de falta é feita com base na equação (2.23),
mostrada novamente a seguir:
f
F F F
BF
F
cc
R ⋅ + + +

·
3
3
2 1 0
Z Z Z
V
I
(2.67)
Extraindo-se o módulo da equação (2.66), tem-se:
f
F F F
BF
F
cc
R ⋅ + + +

·
3
3
2 1 0
Z Z Z
V
I (2.68)
Utilizando-se a propriedade de números complexos que afirma que o módulo
da divisão é igual à divisão dos módulos, a equação (2.68) pode ser escrita da
seguinte forma:
f
F F F
BF
F
f
F F F
BF
F
cc
R R Z Z Z
V
Z Z Z
V
I
⋅ + + +

·
⋅ + + +

·
3
3

3
3
2 1 0 2 1 0
(2.69)
A equação (2.68) pode ser escrita como:
f
F
T
BF
F
cc
R ⋅ +

·
3
3

Z
V
I (2.70)
sendo:

F
T
F
T
F F F F
T
jX R + · + + ·
2 1 0
Z Z Z Z
O módulo do denominador da equação (2.70) é definido como:
Capítulo II - Metodologia

39
( ) ( )
2 2
3 3
F
T f
F
T f
F
T
X R R R + ⋅ + · ⋅ + Z (2.71)
Substituindo-se (2.71) em (2.70) e manipulando-se algebricamente, tem-se:
( ) ( )
cc
BF
F
F
T f
F
T
X R R
I
V ⋅
· + ⋅ +
3
3
2 2
(2.72)
Elevando-se ao quadrado ambos os lados da equação (2.73), têm-se:
( ) ( )
2
2 2
3
3

,
_

¸
¸

· + ⋅ +
cc
BF
F
F
T f
F
T
X R R
I
V
(2.73)
Isolando-se o termo R
f
na equação (2.73), finalmente chega-se a:
( )
3
3

2
2
F
T
F
T
cc
BF
F
f
R X
R

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸

·
I
V

(2.74)

2.6.1 – Tratamento Estatístico para Estimar a Resistência de Falta.

O equacionamento desenvolvido para o cálculo das correntes de falta fase-
terra depende de algumas variáveis, que são parâmetros do sistema de energia, e
também da resistência de falta que é um parâmetro no qual seu valor exato é difícil
de ser determinado e que influi diretamente na segurança e precisão das técnicas de
cálculos de correntes de curto circuito fase-terra e na determinação do provável
ponto de incidência da falta. Assim, pode-se considerar que esta variável é de caráter
probabilístico. Buscando estimativa com boa precisão para a resistência de falta,
utilizou-se o conceito de intervalo de confiança. O intervalo de confiança para este
parâmetro foi obtido através do valor verdadeiro da resistência de falta armazenado
na base de dados do sistema localizador de faltas, ao longo do tempo. No sistema 1, o
processo para estimar a resistência de falta é executado, via usuário, após a
localização exata do ponto em falta e utiliza a equação (2.74), sendo que a tensão
pré-falta do ponto em falta,
BF
F
V , é determinada em função das tensões pré-falta das
barras inicial e final, da distância do local da falta até a barra inicial da seção e do
comprimento total da seção. Assim, a equação (2.74) pode ser escrita como:
Capítulo II - Metodologia

40
( )
( )
3
3

2
2
F
T
F
T
cc
BF
m
BF
k
BF
k
f
R X
L
d L
R

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
⋅ − −

·
I
V V V

(2.75)
sendo:
BF
k
V : Tensão pré-falta da barra inicial da seção k-m;

BF
m
V : Tensão pré-falta da barra final da seção k-m;
d : Distância entre a barra inicial e o local de incidência da falta;
L : Comprimento total da seção entre as barras k e m.
A teoria de intervalo de confiança é utilizada para determinar o intervalo que
será utilizado para a resistência de falta nas simulações de faltas no sistema de
distribuição de energia elétrica sob estudo.
Como a variância (σ
2
) da população de resistência de falta é desconhecida, é
necessário calcular a estimativa S (desvio padrão) a partir da amostra. A variância
estimada (S
2
) é definida por [14]:
1
1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸


·


·
·
n
i
n
i
i
i
n
x
x
n
S
1
2
1 2 2
1
1
(2.76)
A média da amostra, x , é definida como:

,
_

¸
¸
·
n
N x
2
,
σ
µ (2.77)
e
( ) 1 , 0 N
n
x
Z →

·
σ
µ

(2.78)
sendo: n: Número total de elementos da amostra;
x
i
: i-ésimo elemento da amostra;
µ: Média populacional;
σ: Desvio padrão da população.
Considerando a variável aleatória:
Capítulo II - Metodologia

41
( )
σ σ
σ
σ
µ µ
S
N
S
Z
S
n
x
n
S
x
t
1 , 0
· · ⋅

·

·
(2.79)
mas pelo teorema de Fisher, tem-se:
( )
1
1
2
1 2
1
2
2

· ⇒ · −


n
x S
x
S
n
n
n
σ σ

(2.80)
então,
( )
1
1 , 0
2
1

·

n
x
N
t
n

(2.81)
A distribuição definida pela equação (2.81) é conhecida como distribuição
“t” de Student, no caso, com n-1 graus de liberdade.
O gráfico da função densidade da variável “t” de Student é simétrico e tem a
forma da distribuição Normal, porém, menos “achatada”, sua média vale 0 e a
variância
2 − ϕ
ϕ
, sendo ϕ o grau de liberdade e ϕ > 2.


Figura 2.17 – Função distribuição de probabilidade da variável “t”.

Sendo:
n
S
x
t
n
µ −
·
−1

(2.82)
o intervalo de confiança para a distribuição de Student é dado por:
Capítulo II - Metodologia

42

Figura 2.18 – Intervalo de confiança

α
α α
− ·
,
_

¸
¸
< < − 1
2 2
t t t P (2.83)
Substituindo (2.83) em (2.83), tem-se:
α
µ
α α
− ·

,
_

¸
¸
<

< − 1
2 2
t
n
S
x
t P
(2.84)
A equação (2.84) pode ser escrita em função da amostra populacional, como a
mostrado a seguir:
α µ
α α
− ·

,
_

¸
¸
+ < < − 1
2 2
n
S
t x
n
S
t x P (2.85)
A tabela C1 – Apêndice C, contém os valores para os parâmetros
2
α
t ,
considerando um dado α e um dado grau de liberdade (n-1). Assim, para construir o
intervalo de confiança dado por (2.85), deve-se calcular a média amostral x , o
desvio padrão estimado S e buscar na tabela C1 – Apêndice C, o valor de
2
α
t para o
α desejado.







Capítulo II - Metodologia

43
2.7 - LOCALIZAÇÃO DO PONTO SOB FALTA
Nesta seção, com base nos conceitos teóricos equações e técnicas de cálculo
de correntes de curto circuito, afundamento de tensão e resistência de falta
apresentados nas seções anteriores, serão descritos os métodos para estimar os locais
das falas no alimentador:
1. Com medição apenas na subestação – Sistema 1;
2. Com medições na subestação e em pontos estratégicos do alimentador
– Sistema 2.

2.7.1 – LOCALIZAÇÃO DE FALTAS – SISTEMA 1

O princípio da metodologia proposta para a localização de faltas é baseado na
comparação entre os valores das correntes de faltas resultantes de simulação em
alguns pontos pré-determinados do sistema de distribuição e do valor da corrente de
falta medido no relé de neutro da subestação.

Figura 2.19 – Diagrama unifilar do sistema de distribuição. Falta no ponto F.

A figura 2.19 ilustra um diagrama unifilar de um sistema de distribuição de
energia elétrica. Considerando que ocorra uma falta fase-terra, na fase A, no ponto F,
localizado entre as barras k e m, a corrente para esta falta pode ser determinada a
partir da equação (2.23). Para fazer uso de (2.23), deve-se conhecer previamente a
Capítulo II - Metodologia

44
tensão pré-falta no ponto de ocorrência da falta e as impedâncias (equivalentes de
Thévenin) de seqüência zero, positiva e negativa. A princípio a tensão pré-falta no
ponto de ocorrência da falta não é conhecida, mas levando-se em consideração que
as tensões nas fases A, B e C, para as barras k e m, são conhecidas através da
utilização de um fluxo de potência trifásico, as tensões no ponto F podem ser
determinada.

Figura 2.20 – Seção do alimentador de distribuição.

A figura 2.20 representa apenas a seção do sistema de distribuição de energia
elétrica, mostrado na figura 2.19, onde ocorre a falta. A corrente de carga nesta seção
da linha pode ser expressa por:
km
BF
m
BF
k
km
Z
V V
I

· (2.86)
sendo:
BF
k
V : Tensão pré-falta na barra k;

BF
m
V : Tensão pré-falta na barra m;

km
Z : Impedância de seqüência positiva do trecho k-m.
Não existindo derivações de carga entre as barras k e m, isto é, a corrente no
trecho k-m é constante, a tensão pré-falta no ponto F pode ser expressa por:
km kf
BF
k
BF
f
I Z V V − · (2.87)
sendo:
kf
Z : Impedância de seqüência positiva do trecho k-f.
Substituindo a equação (2.86) na equação (2.87), resulta em:

,
_

¸
¸ −
− ·
km
BF
m
BF
k
kf
BF
k
BF
f
Z
V V
Z V V (2.88)
Capítulo II - Metodologia

45
Conhecendo-se a impedância total (Z
km
) e o tamanho (L) do trecho k-m, a
impedância (z
km
), em ohm/Km, da linha no trecho do sistema considerado pode ser
calculada da seguinte maneira:
L
km
km
Z
z · (2.89)
A equação (2.89) fornece o valor da impedância da linha em ohm/Km, que
pode ser utilizado para calcular o valor total da impedância da linha no trecho k-f.
Isto pode ser feito como:
d
L
d
km
km kf
Z
z Z · ⋅ · (2.90)
sendo: d : Distância entre a barra k e o ponto F de ocorrência da falta;
z
km
: Impedância de seqüência positiva, em ohm/Km, do trecho k-m.
Substituindo-se a equação (2.90) na equação (2.88), obtém-se:
d
L
km
km
BF
m
BF
k BF
k
BF
f
Z
Z
V V
V V

,
_

¸
¸ −
− · (2.91)
Eliminando o termo Z
km
da equação (2.91), resulta em:
d
L
BF
m
BF
k BF
k
BF
f

,
_

¸
¸ −
− ·
V V
V V (2.92)
Rearranjando a equação (2.92), tem-se que a tensão no ponto F pode ser
determinada por:
( )
L
d L
BF
m
BF
k
BF
k BF
f
V V V
V
− −
· (2.93)
A equação (2.93) fornece o valor da tensão pré-falta no ponto F de ocorrência
da falta. Para determinar a corrente de falta no ponto F, utilizando-se a equação
(2.23), ainda é necessário conhecer os valores das impedâncias equivalentes de
seqüência zero, positiva e negativa e da resistência de falta. As impedâncias
equivalentes de seqüência zero, positiva e negativa, para a barra k da figura 2.20,
podem ser determinadas através da inversão da equação (2.35). As impedâncias
equivalentes para o ponto F de ocorrência da falta podem ser determinadas, devido
ao sistema ser radial, utilizando-se as impedâncias equivalentes da barra k, as
impedâncias do trecho k-m da linha, o comprimento do trecho k-m da linha e a
distância entre a barra k e o ponto F.
Capítulo II - Metodologia

46
Invertendo-se a equação (2.35), tem-se que a impedância equivalente para a
barra k é definida pelo elemento da posição kk da matriz de impedância de barra, isto
é:
( ) k k
bus k
, Z Z · (2.94)
Como o sistema é radial, a impedância equivalente para o ponto F pode ser
expressa por:
( )
kf bus f
k k Z Z Z + · , (2.95)
sendo:
kf
Z : Impedância da linha entre a barras k e o ponto F.
Substituindo (2.94) e (2.90) em (2.95), tem-se que a impedância equivalente
para o ponto F, pode ser determinada pela seguinte expressão:
d
L
km
k f
Z
Z Z + · (2.96)
Substituindo as equações (2.93) e (2.96) na equação (2.23) e fazendo as
considerações necessárias, tem-se que a corrente de falta fase-terra, para a fase A, no
ponto F é dada pela expressão:
( )
f
km
k
km
k
km
k
BF
m
BF
k
BF
k
A
R d
L
d
L
d
L
L
d L
⋅ + + + + + +
− −

·
3
3
0
0
2
2
1
1
Z
Z
Z
Z
Z
Z
V V V
I
(2.97)
sendo:
BF
k
V : Tensão pré-falta na barra k;
BF
m
V : Tensão pré-falta na barra m;
1
k
Z : Impedância equivalente de seqüência positiva para a barra k;
1
km
Z : Impedância de seqüência positiva da linha entre as barras k e m;
2
k
Z : Impedância equivalente de seqüência negativa para a barra k;
2
km
Z : Impedância de seqüência negativa da linha entre as barras k e m;
0
k
Z : Impedância equivalente de seqüência zero para a barra k;
0
km
Z : Impedância de seqüência zero da linha entre as barras k e m;
R
f
: Resistência de falta;
L : Comprimento da linha entre as barras k e m;
d : Distância entre a barra k e o ponto F.
Capítulo II - Metodologia

47
Considerando
1
k
Z =
2
k
Z e
1
km
Z =
2
km
Z e manipulando algebricamente a equação
(2.97) a expressão da corrente de falta fase-terra, para a fase A, se reduz a:
( )
( ) ( ) d L R
d L
km km f k k
BF
m
BF
k
BF
k
A
⋅ + ⋅ + ⋅ ⋅ + + ⋅
⋅ − ⋅ − ⋅
·
0 1 0 1
2 3 2
3 3
Z Z Z Z
V V V
I
(2.98)
A variável d na equação (2.98) representa a distância da barra k ao ponto em
falta F. Assim, manipulando-se algebricamente a expressão (2.98) e isolando-se a
variável d, obtém-se a seguinte expressão:
( ) [ ]
( ) ( )
L
R
d
BF
m
BF
k A km km
A f k k
BF
k

− ⋅ + ⋅ + ⋅
⋅ ⋅ + + ⋅ − ⋅
·
V V I Z Z
I Z Z V
3 2
3 2 3
0 1
0 1
(2.99)


2.7.2 – Localização de faltas – Sistema 2

O método de localização de faltas do sistema 2, é baseado na corrente de
curto circuito obtida através da medição das correntes de fases pré e pós-falta na
subestação, para o alimentador em falta, e em tensões de algumas barras remotas no
sistema. A partir da obtenção da corrente de curto circuito, calcula-se o valor da
resistência de falta para todas as barras do sistema de distribuição de energia elétrica,
através da equação (2.74), mostrada novamente a seguir:
( )
3
3

2
2
F
T
F
T
cc
BF
F
f
R X
R

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸

·
I
V

(2.100)

Utilizando-se o valor calculado da resistência de falta, equação (2.100),
utilizando-se a equação (2.101), simula-se faltas fase-terra em cada uma das barras
do alimentador.
0 1
) (
sq
f
s sqq
f
s
f
sq
f
s
f
sq
V Y Z I Y V Y I

+ · · (2.101)
Em seguida, utilizando-se a equação (2.102), calcula-se as componentes de
seqüência positiva, negativa e zero das tensões pós-falta para todas as barras de
medição.
Capítulo II - Metodologia

48
f
sq snq sn
f
sn
f
sq sqq sq
f
sq
f
sq q s s
f
s
I Z V V
I Z V V
I Z V V
− ·
− ·
− ·
0
0
1
0
1 1
L L L L L L L L
L L L L L L L L
(2.102)

Aplicando a matriz de transformação de componentes simétricas aos
resultados obtidos em (2.102), obtém-se os valores das tensões pós-falta por fase.
Escolhendo-se então a tensão na fase faltosa, calcula-se o módulo das diferenças das
tensões pós-falta medidas e calculadas. Este processo é executado para todas as
barras do sistema de distribuição. Após isto é calculado o módulo da diferença das
tensões pós-falta medidas e calculadas para todas as barras de medição, como a
seguir:
i
calc
i
med i
V V − · δ i = 1, ...., nbm (2.103)

sendo:
i
med
V : Tensão medida na barra de medição i;

i
calc
V : Tensão calculada para a barra de medição i;
nbm: Número total de barras de medição.
Uma vez calculados os δ
i
para as barras de medição, assume-se como sendo o
local de incidência da falta (LIF) a barra que fornece o conjunto que minimiza as
diferenças de tensões para todas as barras de medição, ou seja:
( )
i k
LIF δ min ·
i = 1, ....,nbm
k = 1, ...., nb
(2.104)
sendo:
nb: Número total de barras do sistema.



49













III – ALGORITMOS PARA LOCALIZAÇÃO DE FALTAS FASE-TERRA.

Os algoritmos para localização de faltas fase-terra em circuitos radiais de
distribuição foram desenvolvidos com base nas técnicas de cálculo de curto circuito e
afundamento de tensão em sistemas de distribuição de energia elétrica, juntamente
com a base de dados elétricos e estatísticos de ocorrência de faltas no alimentador e
com uma base de conhecimento baseada em regras if-then.

3.1 - Base de dados

A base de dados é formada pelos parâmetros elétricos do alimentador, tais
como impedâncias de seqüência positiva e zero das seções do alimentador,
comprimento de cada seção do alimentador, identificação da barra, isto é, se esta tem
uma carga conectada ou é uma derivação de ramal e da localização da barra (rural ou
urbana), além de dados estatísticos de ocorrência de falta nas seções do alimentador,
do histórico das resistências de falta para cada local de falta (rural ou urbana), do
fasor da corrente de falta medido na subestação e dos valores das tensões pós-falta
em algumas barras remotas (sistema de aquisição de dados). Como o alimentador
pode possuir vários ramais em derivações, para formar a base de dados, faz-se uma
classificação destes considerando três categorias, a saber:
Capítulo III – Algoritmos para localização de faltas fase-terra

50
− Categoria principal: saindo da subestação, é o trecho de
maior comprimento considerando que os condutores deste não
sofram mudança de bitola;
− Categoria 1º lateral: são as derivações que partem do trecho
classificado como categoria principal a terminam em uma nova
derivação de ramal ou em um ponto onde ocorra mudança de
bitola dos condutores;
− Categoria 2º lateral: são as derivações que partem dos trechos
classificados como categoria 1º lateral. Para alimentadores
rurais, são incluídos nesta categoria apenas os ramais que têm
um comprimento maior ou igual a 500 m.

3.2 - Base de conhecimento

A base de conhecimento é composta por regras if-then em associação com
rotinas para cálculo de correntes de curto circuito e fluxo de potência, rotina para a
estimação da resistência de falta (rural e urbana), rotina para cálculo do afundamento
de tensão (tensão pós-falta), rotina para determinar o local da falta e rotinas para
atualização dos dados estatísticos de ocorrência de falta nas seções do alimentador.

3.3 - Regras de Identificação do Local em Falta

Para o sistema 1, as regras para identificação do local são compostas por
declarações if-then que através da comparação do valor absoluto da corrente de falta
medida com os valores absolutos das correntes de falta calculadas para cada uma das
barras do sistema, determina a provável seção faltosa. Em seguida, por comparação
do valor absoluto das tensões das barras que delimitam a seção, é identificada qual a
barra localizada à montante da falta. Conhecendo-se a barra à montante da falta, a
base de conhecimento faz a busca de todos os parâmetros necessários para estimar o
local da falta através da equação (2.99).
Para o sistema 2, as regras para identificação do local são compostas por
declarações if-then que através da comparação dos valores medidos e calculados das
Capítulo III – Algoritmos para localização de faltas fase-terra

51
tensões pós-falta nas barras de medição remotas, determina-se a provável barra em
falta.

3.4 - Atualização da base de dados

Existem dois itens na base de dados do sistema 1 que são atualizados via base
de conhecimento durante a execução do algoritmo. O primeiro é o histórico da
resistência de falta para as zonas rural e urbana. Isto é feito toda vez que o usuário
executa o módulo para estimar a resistência de falta para uma falta que já foi
localizada no circuito. Desta forma, a cada execução deste módulo é adicionado à
base de dados mais um valor de resistência de falta. A adição deste valor na base de
dados é feita considerando-se a zona (rural ou urbana) onde ocorreu a falta no
sistema. Esta distinção é feita, pois os valores das resistências de falta para cada uma
dessas localidades podem ser bem diferentes. O histórico das resistências de falta
será utilizado para a determinação do intervalo de confiança para a média da
resistência de falta, quando for executado o módulo de localização de falta.
O segundo item que é atualizado pela base de conhecimento é a taxa de
ocorrência de faltas nas seções do alimentador. Esta base de dados é composta por
um histórico dos últimos cinco anos para as taxas de faltas nas seções do
alimentador. Toda vez que o módulo de atualização desta base é executado, é
armazenada a seção e a data de ocorrência da falta (dia, mês e ano). Assim, quando o
módulo de localização da falta é executado, é feita uma verificação para checar se há
um intervalo de um ano entre a ocorrência de duas faltas. Em caso afirmativo, as
taxas de falta correspondente ao ano mais antigo são trocadas pelas taxas do ano
atual.

3.5 – Algoritmos dos sistemas localizadores de faltas

Nesta seção são descritos os algoritmos propostos e implementados para a
localização de faltas fase-terra, referentes aos sistemas 1 e 2.



Capítulo III – Algoritmos para localização de faltas fase-terra

52
3.5.1 – Sistema 1

O sistema localizado de faltas desenvolvido e implementado é composto de
três blocos distintos cuja execução é iniciada com a intervenção do usuário. Estes
módulos são os seguintes:
− Módulo localizador de falta: parte principal que executa todo
o processo de localização da falta que ocorreu no alimentador;
− Módulo para estimar a resistência de falta: módulo
secundário que executa o cálculo da resistência de falta para
uma falta que já ocorreu no sistema e foi previamente
localizada. Este módulo é importante, pois faz o refinamento
do valor da resistência de falta propiciando um aumento na
precisão do Módulo Localizador de Falta;
− Módulo de Atualização das Taxas de Falta por Seção:
módulo secundário responsável pela atualização das taxas de
falta armazenadas na base de dados. As taxas de falta são
utilizadas pelo Módulo Localizador de Falta para especificar
em uma lista de prováveis locais de ocorrência da falta, quais
destes tem maiores probabilidade de ser o local procurado.
A seguir será descrito o algoritmo de cada um dos módulos descritos acima.

3.5.1.1 – Algoritmo do módulo localizador de faltas

O algoritmo deste módulo segue os seguintes passos:
i. Busca na base de dados, das impedâncias de seqüência positiva e zero e do
comprimento das seções do alimentador;
ii. Busca na base de dados, os dados das barras do alimentador (localização –
rural/urbana, cargas, derivações de ramais);
iii. Montagem das matrizes de impedância de barra de seqüência positiva e zero;
iv. Levantamento do perfil de tensão pré-falta do alimentador (fluxo de
potência);
Capítulo III – Algoritmos para localização de faltas fase-terra

53
v. Busca dos valores das resistências de falta (de acordo com a localização rural
e urbana) armazenadas no histórico da base de dados;
vi. Cálculo do intervalo de confiança ao nível de 95% para a média da resistência
de falta;
vii. Para cada barra do alimentador, simula-se três faltas fase-terra, sendo a
primeira com o valor mínimo do intervalo de confiança para a média da
resistência de falta, a segunda com o valor médio do intervalo de confiança
para a média da resistência de falta e o terceiro com o valor máximo do
intervalo de confiança para a média da resistência de falta;
viii. Leitura do fasor da corrente de falta (I
cc
);
ix. Para cada seção do alimentador, verifica-se:
bi
cc cc
bf
cc
I I I ≤ ≤
sendo:

bi
cc
I o fasor da corrente de falta obtido através de simulação para a barra
inicial da seção considerada;

bf
cc
I o fasor da corrente de falta obtido através de simulação para a barra final
da seção considerada.
Em caso afirmativo, calcula-se utilizando a equação (2.84) a distância da falta
à barra inicial da seção. Armazena-se a seção e a distância calculada em um banco de
dados. Este passo deve ser repetido considerando-se cada um dos três valores de
correntes de falta calculados para cada barra, no passo vii;
x. Busca das taxas de faltas por seção do alimentador na base de dados;
xi. Classificação decrescente de acordo com as taxas de faltas para cada uma das
seções encontradas;
xii. Mostrar resultados;
xiii. Finalizar.






Capítulo III – Algoritmos para localização de faltas fase-terra

54
3.5.1.2 – Algoritmo do módulo para estimar a resistência de falta

O algoritmo deste módulo segue os seguintes passos:
i. Busca dos dados das seções do alimentador na base de dados;
ii. Montagem das matrizes de impedância de seqüência positiva e zero;
iii. Busca dos dados das barras do alimentador;
iv. Leitura do fasor da corrente de falta;
v. Levantamento do perfil de tensão do alimentador;
vi. Leitura da seção e do local de ocorrência da falta na seção;
vii. Identificação da localização (rural/urbana) de ocorrência da falta;
viii. Cálculo do valor da resistência de falta;
ix. Armazenar este valor no histórico da base de dados de acordo com a
identificação feita em vii;
x. Finalizar.

3.5.1.3 – Algoritmo do módulo de atualização das taxas de falta por seção do
alimentador

O algoritmo deste módulo segue os seguintes passos:
i. Leitura da seção de ocorrência da falta;
ii. Leitura da data de ocorrência da falta;
iii. Armazenar estas informações em um histórico;
iv. Verificar se no histórico existem registros de faltas (datas) cujo intervalo de
tempo entre eles seja igual a um ano. Em caso afirmativo, substituir as taxas
de faltas do ano mais antigo presente na base de dados pelos valores do
histórico. Em caso negativo ir para o passo vi;
v. Limpar histórico;
vi. Finalizar.




Capítulo III – Algoritmos para localização de faltas fase-terra

55
3.5.2 – Sistema 2

O sistema localizado de faltas desenvolvido e implementado é composto por
um único bloco cuja execução é iniciada com a intervenção do usuário. Este módulo
chamado de Módulo localizador de falta é composto por rotinas que executam todo o
processo de localização da falta que ocorreu no alimentador.
O algoritmo deste módulo segue os seguintes passos:
i. Busca na base de dados, das impedâncias de seqüência positiva e zero e do
comprimento das seções do alimentador;
ii. Busca na base de dados, os dados das barras do alimentador (localização –
rural/urbana, cargas, derivações de ramais);
iii. Montagem das matrizes de impedância de barra de seqüência positiva e zero;
iv. Levantamento do perfil de tensão pré-falta do alimentador (fluxo de
potência);
v. Utilizando-se o valor da corrente de curto circuito medida, calcula-se o valor
da resistência de falta para cada uma das barras do sistema;
vi. Com o valor da resistência de falta calculada para cada barra, simula-se uma
falta fase-terra em cada barra;
vii. Com o valor da corrente de curto circuito, para cada barra, obtida através da
simulação, calcula-se o valor da tensão pós-falta para todas as barras remotas
de medição;
viii. Calcula-se o módulo da diferença das magnitudes das tensões medidas e
calculadas para cada uma das barras de medição;
ix. Assume-se como sendo a barra em falta, a barra do sistema que fornece as
menores diferenças entre as tensões medidas e calculadas.
x. Finalizar.

3.6 – Diagramas de blocos dos sistemas localizadores de faltas

Nesta subseção apresentam-se os diagramas de blocos de cada um dos três
módulos que compõem o sistema 1 e do módulo que compõe o sistema 2.

Capítulo III – Algoritmos para localização de faltas fase-terra

56
3.6.1 – Sistema 1

































Cálculo da tensão em
cada barra do sistema
(fluxo de potência)
Valores de resistência
de falta contidos no
histórico
Montagem das matrizes
de impedância de barra
de seqüência positiva e
zero.
Início
Dados das seções
do alimentador:
Impedâncias de
seqüência positiva e
zero e comprimento.
Dados das barras do
alimentador:
Carga, localização
(rural/urbana)
i = 1,3
i = 1
Calcular o valor médio
do intervalo de
confiança para a
resistência de falta
N
S
) (
) (
k
k
bi
cc cc
cc
bf
cc
I I
I I


Cálculo da distância
entre a falta e a barra
inicial da seção
Armazenar a distância
calculada e a seção
A
B
i = 3
Calcular o valor máximo
do intervalo de
confiança para a
resistência de falta
i = 1,3
i = 1
Simular faltas em todas
as barras com o valor
médio do intervalo de
confiança para a
resistência de falta
k = 1, seções
i = 2
Calcular o valor mínimo
do intervalo de
confiança para a
resistência de falta
N
S
N
S
N
S
S
N
Capítulo III – Algoritmos para localização de faltas fase-terra

57





























Figura 3.1 – Diagrama de blocos do módulo localizador de faltas.


S

N

N

N

S

N

Fim

k = 1, seções
) (
) (
k
k
bi
cc cc
cc
bf
cc
I I
I I



B

S

i = 2

k = 1, seções

) (
) (
k
k
bi
cc cc
cc
bf
cc
I I
I I



A

i = 3

S
Simular faltas em todas
as barras com o valor
mínimo do intervalo de
confiança para a
resistência de falta
Simular faltas em todas
as barras com o valor
máximo do intervalo de
confiança para a
resistência de falta
Cálculo da distância entre
a falta e a barra inicial da
seção
Cálculo da distância entre
a falta e a barra inicial da
seção
Armazenar a distância
calculada e a seção
Armazenar a distância
calculada e a seção
Taxas de faltas por seção
Classificação dos locais
de faltas encontrados
Resultados
Capítulo III – Algoritmos para localização de faltas fase-terra

58

Seção em falta e local
da falta na seção
Fim
Cálculo da tensão em
cada barra do sistema
(fluxo de potência)
Montagem das matrizes
de impedância de barra
de seqüência positiva e
zero.
Início
Dados das seções
do alimentador:
Impedâncias de
seqüência positiva e
zero e comprimento.
Dados das barras do
alimentador:
Carga, localização
(rural/urbana)
Identificação do local
(rural/urbano) da seção
em falta
Cálculo da resistência
de falta
Armazenar o valor da
resistência de falta no
histórico

Figura 3.2 – Diagrama de blocos do módulo para estimar a resistência de falta.
Capítulo III – Algoritmos para localização de faltas fase-terra

59

Fim

Armazenar os dados
lidos em um histórico
Início

Leitura da seção de
ocorrência da falta

Leitura da data de
ocorrência da falta
Existem datas,
com intervalo de
tempo entre elas,
igual a um ano?
Substituir as taxas de
faltas da base de dados,
referentes ao ano mais
antigo pelas taxas do
histórico
S
N


Figura 3.3 - Diagrama de blocos do módulo de atualização das taxas de falta por
seção do alimentador.





Capítulo III – Algoritmos para localização de faltas fase-terra

60
3.6.2 – Sistema 2





























Figura 3.4 - Diagrama de blocos do módulo localizador de faltas.


k = 1, nb_medição
Calcular a tensão pós-
falta na barra de
medição k
Para a barra k, calcular:
| Tensão medida –
Tensão calculada |
Início
Dados das seções do
alimentador;
Impedâncias de
seqüência positiva e
zero.
Dados das barras do
alimentador:
Carga, localização
(rural/urbana)
Tensão pós-falta nas
barras remotas de
medição, corrente de
curto-circuito
Montagem das
matrizes de impedância
de barra de seqüência
positiva e zero
Cálculo da tensão em
cada barra do sistema
(fluxo de potência)
I = 1, nbarra
Cálculo da resistência
de falta (Rf) para a
barra i.
Cálculo da corrente de
curto circuito fase-terra
para a barra i, usando
Rf.
Encontrar a barra cuja corrente de falta
fornece os menores |Tensão medida –
Tensão calculada| para todas as barras
de medição
Assumir esta barra
como sendo o provável
local da falta.
Resultados
Fim


61










IV – TESTES E RESULTADOS

Nesta seção apresentam-se os testes e os resultados obtidos pelos sistemas
localizadores de faltas desenvolvidos e implementados (sistema 1 e 2) para
alimentadores radiais de distribuição, sendo um deles tipicamente rural e o outro
urbano com cargas residenciais e comerciais.

4.1 – ALIMENTADOR RURAL.
4.1.1 – Sistema 1

O sistema localizador de faltas (sistema 1) foi testado para um alimentador de
distribuição real, predominantemente rural, de configuração radial. A figura 4.1
ilustra o diagrama unifilar deste alimentador antes da aplicação do conceito de
classificação dos ramais em categorias. A figura 4.2 ilustra o diagrama unifilar do
alimentador utilizado para testes, já com os ramais classificados em categorias. Após
a classificação dos ramais, foram levantados todos os parâmetros elétricos do
alimentador. Deve-se ressaltar que o perfil de tensão do alimentador é obtido
considerando-se todos os ramais com suas respectivas cargas. Para a utilização do
sistema localizador de faltas são consideradas apenas as seções mostradas na figura
4.2.
Como não se tinha conhecimento dos reais valores das correntes de curto
circuito fase-terra, das taxas de faltas por seção e da resistência de falta típica para o
alimentador teste, estes dados foram criteriosamente estimados. Os valores para a
Capítulo IV – Testes e Resultados

62
resistência de falta foram gerados aleatoriamente, levando-se em consideração a
hipótese de que, tipicamente, este valor é maior ou igual a 5 ohms e menor ou igual a
20 ohms para regiões rurais. As taxas de faltas foram sorteadas aleatoriamente para
cada seção, considerando que estas se encontram no intervalo entre 0 e 10 faltas
seção/ano. Os valores das correntes de curto circuito para inicializar o banco de
dados do sistema foram estimados considerando-se valores de resistência de falta
entre 5 e 20 ohms.




















Capítulo IV – Testes e Resultados

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Capítulo IV – Testes e Resultados

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Capítulo IV – Testes e Resultados

65
Após as considerações iniciais, fez-se o levantamento do perfil de tensão,
considerando-se que cada transformador destinado a consumidores rurais do
alimentador da figura 4.1 estava com um carregamento de 30% da sua potência total.
Escolheu-se aleatoriamente 6 seções e os pontos de incidência e da resistência de
falta nas seções. Após isto, foram calculados os reais valores para a corrente de curto
circuito fase-terra para cada uma das seções selecionadas. Na tabela 4.1 estão os
parâmetros considerados nos testes para cada uma das seções.
Tabela 4.1 – Seções, resistência de falta e correntes de falta fase-terra.
Seções
Barra
Inicial
Barra
Final
Comprimento
da seção (m)
Local de
incidência
da falta
(m)
Resistência
de Falta (Ω)
Corrente de falta
(A)
6 7 4025,4 2150,0 16,5 179,13 - j74,39
9 10 1571,8 549,0 10,3 259,75 - j78,66
14 15 2576,1 1873,0 8,6 120,89 – j51,16
33 34 699,0 364,0 18,3 120,37 – j37,36
17 18 487,6 124,7 6,9 436,14 - j138,10
20 21 1322,0 382,0 13,8 175,17 - j65,50

Os ensaios foram realizados considerando que a primeira falta ocorrida foi
entre as barras 6 e 7. Como ainda não havia nenhum valor estimado para a resistência
de falta e considerando que o sistema localizador de falta deve ser iniciado com três
valores de resistência de falta, para que seja possível determinar um intervalo de
confiança, foram escolhidos os valores de 10, 15 e 20 ohms. Iniciando o processo de
localização da falta e entrando com o valor da corrente de falta para a seção 6-7, isto
é, (179,13 – j74,39) A, foram localizadas as seções listadas na tabela 4.2 como
sendo as prováveis seções de incidência da falta.






Capítulo IV – Testes e Resultados

66

Tabela 4.2 – Prováveis seções para a incidência da falta com corrente de
(179,13 – j74,39) A.
Seção Resistência de falta (Ω) Taxa de falta
12 13
Valor mínimo para a
resistência de falta igual a
2,55
0,5
11 12 2,5
4 26 2,3
6 7 1,8
42 52 1,4
42 43 0,9
19 20
Valor médio para a resistência
de falta igual a 15,00
0,7
4 5 2,4
2 9 2,3
3 25 2,3
4 26 2,3
2 17
Valor máximo para a
resistência de falta igual a
27,45
1,2

A figura 4.3 ilustra o diagrama unifilar do alimentador em que as seções da
tabela 4.2 que representam os possíveis pontos de incidência desta falta simulada
estão marcadas em negrito.



Capítulo IV – Testes e Resultados

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9
,
1
3

-

j
7
4
,
3
9
)

A
.

Capítulo IV – Testes e Resultados

68
A localização da falta na seção 9-10 foi realizada considerando que a
resistência de falta, de 16,5 ohm para a falta na seção 6-7, já estava presente no
histórico de resistências de falta. Assim, entrando com o valor da corrente de falta
para a seção 9-10, isto é, (259,75 - j78,66) A, foram localizadas as seções listadas na
tabela 4.3 como sendo as prováveis seções de incidência da falta.
Tabela 4.3 – Prováveis seções para a incidência da falta com corrente de
(259,75 - j78,66) A.
Seção Resistência de falta (Ω) Taxa de falta
4 26 2,3
6 7 1,8
54 40 1,7
19 42 1,5
19 20 0,7
10 31 0,5
10 11
Valor mínimo para a
resistência de falta igual a
8,77
0,5
4 5 2,4
2 9 2,3
4 26 2,3
17 54 1,7
18 41 1,5
18 19
Valor médio para a resistência
de falta igual a 15,38
1,4
2 3 2,4
2 9 2,3
2 17
Valor máximo para a
resistência de falta igual a
21,98 1,2

A figura 4.4 ilustra o diagrama unifilar do alimentador em que as seções da
tabela 4.3 que representam os possíveis pontos de incidência desta falta simulada
estão marcadas em negrito.




Capítulo IV – Testes e Resultados

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,
7
5

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7
8
,
6
6
)

A
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Capítulo IV – Testes e Resultados

70
A localização da falta na seção 14-15 foi realizada considerando que a
resistência de falta, de 10,3 ohm para a falta na seção 9-10, já estava presente no
histórico de resistências de falta. Assim, entrando com o valor da corrente de falta
para a seção 14-15, isto é, (120,89 – j51,16) (A), foram localizadas as seções listadas
na tabela 4.4 como sendo as prováveis seções de incidência da falta.
Tabela 4.4 – Prováveis seções para a incidência da falta com corrente de
(120,89 – j51,16) A.
Seção Resistência de falta (Ω) Taxa de falta
36 37 1,9
14 15
Valor mínimo para a
resistência de falta igual a 9,08 1,6
34 50 1,8
34 35 1,6
13 36 1,2
13 14
Valor médio para a resistência
de falta igual a 14,36
1,1
23 24 2,8
12 33 1,7
12 13
Valor máximo para a
resistência de falta igual a
19,64
0,5

A figura 4.5 ilustra o diagrama unifilar do alimentador em que as seções da
tabela 4.4 que representam os possíveis pontos de incidência desta falta simulada
estão marcadas em negrito.











Capítulo IV – Testes e Resultados

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(
1
2
0
,
8
9



j
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1
,
1
6
)

A
.

Capítulo IV – Testes e Resultados

72
A localização da falta na seção 33-34 foi realizada considerando que a
resistência de falta, de 8,6 ohm para a falta na seção 14-15, já estava presente no
histórico de resistências de falta. Assim, entrando com o valor da corrente de falta
para a seção 33-34, isto é, (120,37 – j37,36) (A), foram localizadas as seções listadas
na tabela 4.5 como sendo as prováveis seções de incidência da falta.
Tabela 4.5 – Prováveis seções para a incidência da falta com corrente de
(120,37 – j37,36) A.
Seção Resistência de falta (Ω) Taxa de falta
15 16
Valor mínimo para a
resistência de falta igual a
8,71
1,4
36 51 2,1
36 37 2,0
14 38 1,7
14 15
Valor médio para a resistência
de falta igual a 13,40
1,6
33 49 1,9
33 34 1,8
13 36 1,2
13 14
Valor máximo para a
resistência de falta igual a
18,09

1,1

A figura 4.6 ilustra o diagrama unifilar do alimentador em que as seções da
tabela 4.5 que representam os possíveis pontos de incidência desta falta simulada
estão marcadas em negrito.


Capítulo IV – Testes e Resultados

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0
,
3
7



j
3
7
,
3
6
)

A
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Capítulo IV – Testes e Resultados

74
A localização da falta na seção 17-18 foi realizada considerando que a
resistência de falta, de 18,3 ohm para a falta na seção 33-34, já estava presente no
histórico de resistências de falta. Assim, entrando com o valor da corrente de falta
para a seção 17-18, isto é, (436,14 - j138,10) (A), foram localizadas as seções
listadas na tabela 4.6 como sendo as prováveis seções de incidência da falta.
Tabela 4.6 – Prováveis seções para a incidência da falta com corrente de
(36,14 - j138,10) A.
Seção Resistência de falta (Ω) Taxa de falta
2 9 2,3
3 4 2,3
3 25 2,3
2 17
Valor mínimo para a
resistência de falta igual a
9,96
1,2

Não foram encontradas possíveis seções com correntes de faltas fase-terra de
(436,14 - j138,10) (A), considerando o valor médio do intervalo de confiança (14,10
ohm) e o valor máximo do intervalo de confiança (18,24 ohm) para a resistência de
falta.
A figura 4.7 ilustra o diagrama unifilar do alimentador em que as seções da
tabela 4.6 que representam os possíveis pontos de incidência desta falta simulada
estão marcadas em negrito.






Capítulo IV – Testes e Resultados

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3
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,
1
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,
1
0
)

A
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Capítulo IV – Testes e Resultados

76
A localização da falta na seção 20-21 foi realizada considerando que a
resistência de falta, de 6,9 ohm para a falta na seção 17-18, já estava presente no
histórico de resistências de falta. Assim, entrando com o valor da corrente de falta
para a seção 20-21, isto é, (175,17 - j65,50) (A), foram localizadas as seções listadas
na tabela 4.7 como sendo as prováveis seções de incidência da falta.
Tabela 4.7 – Prováveis seções para a incidência da falta com corrente de
(175,17 - j65,50) A.
Seção Resistência de falta (Ω) Taxa de falta
11 12 2,5
21 22
Valor mínimo para a
resistência de falta igual a
9,13
1,6
11 12 2,5
7 8 2,4
20 45 2,4
4 26 2,3
7 29 2,1
43 53 1,8
43 44 0,7
20 21
Valor médio para a resistência
de falta igual a 13,20
0,5
11 12 2,5
4 26 2,3
6 7 1,8
42 52 1,4
42 43 0,9
19 20 0,7
11 32
Valor máximo para a
resistência de falta igual a
17,27
0,3

A figura 4.8 ilustra o diagrama unifilar do alimentador em que as seções da
tabela 4.7 que representam os possíveis pontos de incidência desta falta simulada
estão marcadas em negrito.

Capítulo IV – Testes e Resultados

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(
1
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5
,
1
7

-

j
6
5
,
5
0
)

A
.

Capítulo IV – Testes e Resultados

78
Em todos os resultados apresentados, deve-se verificar que existe a
possibilidade da falta ocorrer também em algum dos ramais que foram eliminados
quando da classificação em categorias e que se originam nas seções apontadas como
sendo as possíveis para a incidência da falta.
A figura 4.9 mostra o comportamento do intervalo de confiança para a resistência de
falta à medida que vão sendo incorporadas na base de dados informações do
comportamento do sistema frente à incidência de novas faltas.
Comportamento do Intervalo de Confiança para a
Resistência de Falta
0
5
10
15
20
25
30
0 1 2 3 4 5 6
Incidências de faltas
R
f

(
o
h
m
)
Minima
Média
Máxima

Figura 4.9 – Comportamento do intervalo de confiança para a resistência de falta
após a incidência de faltas no alimentador.

Na figura acima, verifica-se que o intervalo de confiança que foi utilizado
para localizar a primeira falta que ocorreu no alimentador estava entre 2,55 e 27,45,
sendo o valor médio do intervalo igual a 15,0 ohms. Após a atualização do histórico
que contém os valores das resistências de faltas, com o valor da resistência de falta
estimado para a primeira falta ocorrida no alimentador, o intervalo de confiança
utilizado para a localização da segunda falta ocorrida estava entre 8,77 e 21,98 ohm,
sendo o valor médio do intervalo igual a 15,38 ohms. Assim, pode-se verificar que
após a incidência de faltas no alimentador, o intervalo de confiança para a resistência
Capítulo IV – Testes e Resultados

79
de falta tende para um valor médio em torno de 13,0 ohm com limite mínimo em
torno de 9,0 ohm e máximo em torno de 17,0 ohm. Isto significa que a probabilidade
da média do valor da resistência de falta para este alimentador pertencer ao intervalo
entre 9,0 e 13,0 ohm é 95% e o sistema localizador de faltas localizará faltas
ocorridas no alimentador cujo valor da resistência de falta pertença ao intervalo de
confiança determinado através dos valores das resistências de faltas presentes no
histórico de resistências de faltas. Isto é evidente nos resultados apresentados para a
localização da falta entre as barras 17 e 18 quando a seção 17-18 não é apontada
como uma provável seção em falta, pois resistência de falta suposta para a falta foi
de 6,9 ohms e o intervalo de confiança utilizado para a localização desta falta estava
entre 9,96 e 18,24 ohm.

4.1.2 – Sistema 2

O sistema localizador de faltas (sistema 2) foi testado para o alimentador de
distribuição rural real, de configuração radial cujo diagrama unifilar é mostrado na
figura 4.1. A figura 4.2 ilustra o diagrama unifilar do alimentador utilizado para
testes, já com os ramais classificados em categorias.
Como não se tinha conhecimento dos reais valores das correntes de curto
circuito fase-terra, do valor da resistência de falta e dos reais valores das tensões pós-
falta nas barras remotas de medição, estes dados foram estimados. Foram escolhidas
como barras de medição, a barra de saída do alimentador na subestação e as barras
remotas 5, 13 e 19. A barra da subestação foi escolhida devido à facilidade em se
instalar os equipamentos de medição, a barra 5 a 13 e a 19 foram escolhidas por se
localizarem na região central da seção principal onde se encontram. As demais
condições de testes são as mesmas utilizadas para este alimentador com o sistema 1,
exceto que escolheu-se somente 3 seções das listadas na tabela 4.1 para simular a
localização da incidência da falta no alimentador. Os valores das tensões pós-falta
para as barras de medição estão na tabela 4.10.




Capítulo IV – Testes e Resultados

80
Tabela 4.10 – Tensões pós-falta para as barras de medição.
Caso Seção Barra de Medição Tensão Medida (V)
S/E 12724,68
5 9191,68
13 11902,34
1

6-7
19 12322,95
S/E 12569,43
5 12424,81
13 6314,69
2 9-10
19 12158,21
S/E 12899,45
5 12771,95
13 4711,99
3 14-15
19 12507,99


A figura 4.10 mostra o gráfico do módulo das diferenças de tensões pós-falta
medidas e calculadas para as barras de medições remotas, considerando-se a
incidência de uma falta em cada uma das barras do sistema. Este gráfico foi plotado
com base nos dados de entrada para o caso1 da tabela 4.10, ou seja, para uma falta
incidindo na seção 6-7 do alimentador. O gráfico da figura 4.11 ilustra de forma
ampliada o gráfico da figura 4.10.

Capítulo IV – Testes e Resultados

81
Módulo da diferença entre as tensões pós-falta
medidas e calculadas
0
2000
4000
6000
8000
10000
12000
0 10 20 30 40 50 60
Barra em falta
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(
V
)
DeltaV_1
DeltaV_5
DeltaV_13
DeltaV_19

Figura 4.10 – Gráfico da diferença entre as tensões pós-falta medidas e calculadas
para as barras de medição remotas – caso 1.
Módulo da diferença entre as tensões pós-falta
medidas e calculadas
0
50
100
150
200
250
300
1 11 21 31
Barra em falta
D
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T
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(
V
)
DeltaV_1
DeltaV_5
DeltaV_13
DeltaV_19

Figura 4.1 1 – Gráfico da figura 4.10 ampliado – caso 1.

Na figura 4.11 é possível verificar que a barra encontrada pelo sistema
localizador de falta como sendo o ponto provável da falta é a barra 7, ou seja, a barra
final da seção onde realmente houve a incidência da falta. Verifica-se também que a
Capítulo IV – Testes e Resultados

82
barra 28 é outra candidata a ser o local provável da falta. O fato de haver mais de
uma barra provável, neste caso já era previsível, pois a falta incide na linha da seção.
A figura 4.12 mostra o gráfico do módulo das diferenças de tensões pós-falta
medidas e calculadas para as barras de medições remotas, considerando-se a
incidência de uma falta em cada uma das barras do sistema. Este gráfico foi plotado
com base nos dados de entrada para o caso2 da tabela 4.10, ou seja, para uma falta
incidindo na seção 9-10. O gráfico da figura 4.13 ilustra de forma ampliada o gráfico
da figura 4.22.
Módulo da diferença entre as tensões pós-falta
medidas e calculadas
0
2000
4000
6000
8000
10000
12000
1 11 21 31 41 51
Barra em falta
D
i
f
e
r
e
n
ç
a

d
e

T
e
n
s
ã
o

(
V
)
DeltaV_1
DeltaV_5
DeltaV_13
DeltaV_19

Figura 4.12 – Gráfico da diferença entre as tensões pós-falta medidas e calculadas
para as barras de medição remotas – caso 2.


Capítulo IV – Testes e Resultados

83
Módulo da diferença entre as tensões pós-falta
medidas e calculadas
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
1 11 21 31
Barra em falta
D
i
f
e
r
e
n
ç
a

d
e

T
e
n
s
ã
o

(
V
)
DeltaV_1
DeltaV_5
DeltaV_13
DeltaV_19

Figura 4.13 – Gráfico da figura 4.12 ampliado – caso 2.

Na figura 4.13 verifica-se que a barra encontrada pelo sistema localizador de
falta como sendo o ponto provável da falta é a barra 9, ou seja, a barra inicial da
seção onde realmente houve a incidência da falta. Verifica-se também que a barra 30
é outra candidata a ser o local provável da falta. O fato de haver mais de uma barra
provável, neste caso já era previsível, pois a falta incide na linha da seção.
A figura 4.14 mostra o gráfico do módulo das diferenças de tensões pós-falta
medidas e calculadas para as barras de medições remotas, considerando-se a
incidência de uma falta em cada uma das barras do sistema. Este gráfico foi plotado
com base nos dados de entrada para o caso3 da tabela 4.10, ou seja, para uma falta
incidindo na seção 14-15. O gráfico da figura 4.15 ilustra de forma ampliada o
gráfico da figura 4.14.
Capítulo IV – Testes e Resultados

84
Módulo da diferença entre as tensões pós-falta medidas e
calculadas
0
1000
2000
3000
4000
5000
6000
7000
8000
9000
0 10 20 30 40 50 60
Barra em falta
D
i
f
e
r
e
n
ç
a

d
e

T
e
n
s
ã
o

(
V
)
DeltaV_1
DeltaV_5
DeltaV_13
DeltaV_19

Figura 4.14 – Gráfico da diferença entre as tensões pós-falta medidas e calculadas
para as barras de medição remotas – caso 3.
Módulo da diferença entre as tensões pós-falta medidas e
calculadas
0
100
200
300
400
500
10 20 30 40
Barra em falta
D
i
f
e
r
e
n
ç
a

d
e

T
e
n
s
ã
o

(
V
)
DeltaV_1
DeltaV_5
DeltaV_13
DeltaV_19

Figura 4.15 – Gráfico da figura 4.14 ampliado – caso 3.
Na figura 4.15 é verifica-se que a barra encontrada pelo sistema localizador
de faltas como sendo o ponto provável da falta é a barra 15, ou seja, a barra final da
seção onde realmente houve a incidência da falta. Verifica-se também que as barras
Capítulo IV – Testes e Resultados

85
37 e 38 são outras candidatas a serem o local provável da falta. O fato de haver mais
de uma barra provável, neste caso já era previsível, pois a falta incide na linha da
seção.

4.2 - Alimentador urbano – Sistema 2.

O sistema localizador de faltas (sistema 2) foi testado para um alimentador de
distribuição urbano real, de configuração radial. A figura 4.16 ilustra o diagrama
unifilar deste alimentador antes da aplicação do conceito de classificação dos ramais
em categorias. A figura 4.17 ilustra o diagrama unifilar do alimentador utilizado para
testes, já com os ramais classificados em categorias. Após a classificação dos ramais,
foram calculados todos os parâmetros elétricos do alimentador. Diferentemente do
sistema 1, nas seções consideradas não existem cargas entre as barras iniciais e
finais, isto é, para a utilização do sistema localizador de faltas são consideradas todas
as seções mostradas na figura 4.16.
Como não se tinha conhecimento dos reais valores das correntes de curto
circuito fase-terra, do valor da resistência de falta e dos reais valores das tensões pós-
falta nas barras remotas de medição, estes dados foram estimados. Foram escolhidas
como barras de medição, a barra de saída do alimentador na subestação e as barras
remotas 48 e 107. A barra da subestação foi escolhida devido à facilidade em se
instalar os equipamentos de medição, a barra 48 foi escolhida por ser uma barra
localizada na região do centro de cargas e a barra 107 foi escolhida por ser uma barra
localizada próximo ao final do alimentador.
Após as considerações iniciais, fez-se o levantamento do perfil de tensão do
alimentador, considerando-se a carga em cada transformador como sendo a
somatória do consumo de todos os clientes atendidos por este transformador.
Escolheu-se aleatoriamente 4 locais no alimentador para simular a ocorrência da
falta. Após isto, foram calculados os reais valores para a corrente de curto circuito
fase-terra para cada um dos locais escolhidos. A tabela 4.11 contém os parâmetros
considerados nos testes
Capítulo IV – Testes e Resultados

86

F
i
g
u
r
a

4
.
1
6



D
i
a
g
r
a
m
a

u
n
i
f
i
l
a
r

d
o

a
l
i
m
e
n
t
a
d
o
r

u
r
b
a
n
o

u
t
i
l
i
z
a
d
o

p
a
r
a

t
e
s
t
e
s
.

Capítulo IV – Testes e Resultados

87



F
i
g
u
r
a

4
.
1
7



D
i
a
g
r
a
m
a

u
n
i
f
i
l
a
r

d
o

a
l
i
m
e
n
t
a
d
o
r

u
r
b
a
n
o

c
l
a
s
s
i
f
i
c
a
d
o

e
m

c
a
t
e
g
o
r
i
a
s
.

Capítulo IV – Testes e Resultados

88
para cada um dos locais em falta. A tabela 4.12 contém as tensões pós-falta medidas
nas barras remotas de medição.
Tabela 4.11 – Seções, resistência de falta e correntes de falta fase-terra.
Seções
Caso Barra
Inicial
Barra
Final
Comprimento
da seção (m)
Local de
incidência
da falta (m)
Resistência
de Falta (Ω)
Corrente
de falta
(A)
1 5 6 200 200 29.4 253,23-
j16,07
2 82 84 50 50 35.7 202,92-
j19,80
3 19 20 50 0 18.3 377,32-
j48,77
4 113 115 200 50 10.5 536,00-
j16,75

Tabela 4.12 – Tensões pós-falta para as barras de medição.
Caso Barra de Medição Tensão Medida (V)
S/E 13473,35
48 12748,66 1
107 12694,94
S/E 13534,15
48 12701,63 2
107 12617,69
S/E 13299,19
48 12279,77 3
107 12228,00
S/E 13030,49
48 11289,46 4
107 10580,96

A figura 4.18 mostra o gráfico do módulo das diferenças de tensões pós-falta
medidas e calculadas para as barras de medições remotas, considerando-se a
Capítulo IV – Testes e Resultados

89
incidência de uma falta em cada uma das barras do sistema. Este gráfico foi plotado
com base nos dados de entrada para o caso1 das tabelas 4.11 e 4.12, ou seja, para
uma falta incidindo na barra 6.
Módulo da diferença entre as tensões pós-falta
medidas e calculadas
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
0 15 30 45 60 75 90 105 120 135
Barra em falta
D
i
f
e
r
e
n
ç
a

d
e

T
e
n
s
ã
o

(
v
)
DeltaV_1
DeltaV_48
DeltaV_107

Figura 4.18 – Gráfico da diferença entre as tensões pós-falta medidas e calculadas
para as barras de medição remotas – caso 1.

Analisando-se o gráfico da figura 4.18, verifica-se que o ponto de mínimo
para o módulo da diferença entre as tensões pós-falta medidas e calculadas para as
três barras de medição, ocorre respectivamente entre as barras 1 e 15. O gráfico da
figura 4.19 ilustra o mesmo gráfico da figura 4.18, com um zoom na região entre as
barras 1 e 11.
Capítulo IV – Testes e Resultados

90
Módulo da diferença entre as tensões pós-falta medidas
e calculadas
0
50
100
150
200
250
300
1 6 11
Barra em falta
D
i
f
e
r
e
n
ç
a

d
e

T
e
n
s
ã
o

(
V
)
DeltaV_1
DeltaV_48
DeltaV_107

Figura 4.19 – Gráfico da figura 4.18 com um zoom na região entre as barras 1 e 11 –
caso 1.
Na figura 4.19 é possível verificar que a barra encontrada pelo sistema
localizador de falta como sendo o ponto provável da falta é a barra 6, o que
corresponde exatamente à barra onde realmente incidiu a falta. Verifica-se também
que as outras barras na vizinhança da barra 6 podem ser candidatas à incidência da
falta.
A figura 4.20 mostra o gráfico do módulo das diferenças de tensões pós-falta
medidas e calculadas para as barras de medições remotas, considerando-se a
incidência de uma falta em cada uma das barras do sistema. Este gráfico foi plotado
com base nos dados de entrada para o caso2 das tabelas 4.11 e 4.12, ou seja, para
uma falta incidindo na 84.
Capítulo IV – Testes e Resultados

91
Módulo da diferença entre as tensões pós-falta
medidas e calculadas
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
0 50 100 150
Barra em falta
D
i
f
e
r
e
n
ç
a

d
e

T
e
n
s
ã
o

(
V
)
DeltaV_1
DeltaV_48
DeltaV_107

Figura 4.20 – Gráfico da diferença entre as tensões pós-falta medidas e calculadas
para as barras de medição remotas – caso 2.

Analisando-se o gráfico da figura 4.20, verifica-se que existem vários locais
onde de ocorrência do ponto de mínimo para o módulo da diferença entre as tensões
pós-falta medidas e calculadas para as três barras de medição. O gráfico da figura
4.21 ilustra o mesmo gráfico da figura 4.20, com um zoom a partir da barra 50.
Módulo da diferença entre as tensões pós-falta
medidas e calculadas
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
50 70 90 110 130
Barra em falta
D
i
f
e
r
e
n
ç
a

d
e

T
e
n
s
ã
o

(
V
)
DeltaV_1
DeltaV_48
DeltaV_107

Figura 4.21 – Gráfico da figura 4.20 com um zoom a partir da barra 50 – caso 2.
Capítulo IV – Testes e Resultados

92
O gráfico da figura 4.21 mostra que o ponto de mínimo para o módulo da
diferença entre as tensões pós-falta medidas e calculadas para as três barras de
medição, ocorre em três pontos diferentes. O gráfico da figura 4.22 mostra o gráfico
da figura 4.21, com um zoom na região entre as barras 80 e 90.
Módulo da diferença entre as tensões pós-falta
medidas e calculadas
0
2
4
80 85 90
Barra em falta
D
i
f
e
r
e
n
ç
a

d
e

T
e
n
s
ã
o

(
V
)
DeltaV_1
DeltaV_48
DeltaV_107
.
Figura 4.22 – Gráfico da figura 4.21 com um zoom na região entre as barras 80 e 90
– caso 2.

Na figura 4.22 é possível verificar que existem duas barras que são excelentes
candidatas a ponto provável da incidência da falta. Esta indicação é admissível, pois
verificando no diagrama unifilar e nos dados do sistema, vê-se que estas duas barras,
83 e 84, iniciam-se na barra 82 e distam 50 metros desta, além de terem cargas
iguais, sendo que apenas a bitola do condutor utilizado nas seções são diferentes.
Essa duplicidade na indicação do local da falta mostra uma excelente qualidade do
sistema proposto devido ao fato deste localizar uma região potencial para a
ocorrência da falta.
A figura 4.23 mostra o gráfico do módulo das diferenças de tensões pós-falta
medidas e calculadas para as barras de medições remotas, considerando-se a
incidência de uma falta em cada uma das barras do sistema. Este gráfico foi plotado
com base nos dados de entrada para o caso3 das tabelas 4.8 e 4.9, ou seja, para uma
falta incidindo na 19.
Capítulo IV – Testes e Resultados

93
Módulo da diferença entre as tensões pós-falta
medidas e calculadas
0
200
400
600
800
1000
1200
0 20 40 60 80 100 120 140
Barra em falta
D
i
f
e
r
e
n
ç
a

d
e

T
e
n
s
ã
o

(
V
)
DeltaV_1
DeltaV_48
DeltaV_107

Figura 4.23 – Gráfico da diferença entre as tensões pós-falta medidas e calculadas
para as barras de medição remotas – caso 3.

Analisando-se o gráfico da figura 4.23, verifica-se que existem vários locais
onde de ocorrência do ponto de mínimo para o módulo da diferença entre as tensões
pós-falta medidas e calculadas para as três barras de medição. O gráfico da figura
4.24 ilustra o mesmo gráfico da figura 4.23, com um zoom entre as barras 15 e 25.
Módulo da diferença entre as tensões pós-falta
medidas e calculadas
0
10
20
30
40
50
60
70
80
15 20 25
Barra em falta
D
i
f
e
r
e
n
ç
a

d
e

T
e
n
s
ã
o

(
V
)
DeltaV_1
DeltaV_48
DeltaV_107

Figura 4.24 – Gráfico da figura 4.23 com um zoom entre as barras 15 e 25 – caso 3.
Capítulo IV – Testes e Resultados

94
O gráfico da figura 4.24 mostra que o ponto de mínimo para o módulo da
diferença entre as tensões pós-falta medidas e calculadas para as três barras de
medição, ocorre na barra 19. Esta foi exatamente a barra onde se assumiu que houve
a incidência a falta para o caso 3.
A figura 4.25 mostra o gráfico do módulo das diferenças de tensões pós-falta
medidas e calculadas para as barras de medições remotas, considerando-se a
incidência de uma falta em cada uma das barras do sistema. Este gráfico foi plotado
com base nos dados de entrada para o caso4 das tabelas 4.11 e 4.12, ou seja, para
uma falta incidindo entre as barras 113 e 115.
Módulo da diferença entre as tensões pós-falta
medidas e calculadas
0
500
1000
1500
2000
2500
3000
3500
0 50 100 150
Barra em falta
D
i
f
e
r
e
n
ç
a

d
e

T
e
n
s
ã
o
(
V
)
DeltaV_1
DeltaV_48
DeltaV_107

Figura 4.25 – Gráfico da diferença entre as tensões pós-falta medidas e calculadas
para as barras de medição remotas – caso 4.

Analisando-se o gráfico da figura 4.25, verifica-se que existem vários locais
onde de ocorrência do ponto de mínimo para o módulo da diferença entre as tensões
pós-falta medidas e calculadas para as três barras de medição. O gráfico da figura
4.26 ilustra o mesmo gráfico da figura 4.25, com um zoom entre as barras 100 e 141.
Capítulo IV – Testes e Resultados

95
Módulo da diferença entre as tensões pós-falta
medidas e calculadas
0
20
40
60
80
100
120
140
160
180
200
100 110 120 130 140
Barra em falta
D
i
f
e
r
e
n
ç
a

d
e

T
e
n
s
ã
o
(
V
)
DeltaV_1
DeltaV_48
DeltaV_107

Figura 4.26 – Gráfico da figura 4.25 com um zoom entre as barras 100 e 141 – caso
4.
O gráfico da figura 4.26 mostra que o ponto de mínimo para o módulo da
diferença entre as tensões pós-falta medidas e calculadas para as três barras de
medição, ocorre na barra 114. Este não é o ponto assumido para a incidência da falta,
porém a barra 114 está localizada nas proximidades do real local assumido para a
incidência da falta. A indicação da barra 114 se deve principalmente ao fato do local
da falta não estar mapeado como uma barra. A falta foi assumida estar entre as barras
113 e 115, isto é, a 50 metros da barra 113. Aqui, verifica-se novamente outra
característica importante do sistema localizador de faltas, que é a indicação de uma
barra nas proximidades do local exato da falta quando esta ocorre no meio da linha.

4.3 – Comentários dos testes e resultados

Em todos os testes realizados verifica-se que:
Sistema 1: Necessita de históricos para determinação dos pontos de
incidência da falta – resistência e taxas de faltas. Além disso, não utiliza medição em
pontos remotos. Os resultados obtidos têm grau de confiabilidade adequado e
apropriado para alimentadores rurais de longa extensão e baixo carregamento. Os
testes realizados com o alimentador urbano, cujo comprimento das seções é
relativamente curto, não apresentaram resultados promissores.
Capítulo IV – Testes e Resultados

96
Sistema 2: Desde que bem situados os pontos de aquisição de dados das
tensões, apresentaram resultados com excelente grau de precisão. Este sistema é
indicado para redes urbanas com elevada densidade de carga e desde que haja
possibilidade de se ter um conjunto de pontos mínimos de medições de tensões em
pontos estrategicamente localizados.



97













V – CONCLUSÃO

Neste trabalho foi proposta uma metodologia para localização de faltas fase-
terra em sistemas de distribuição de energia elétrica, possibilitando que após a
incidência de uma falta permanente no sistema de distribuição, se obtenha um
mapeamento das possíveis seções de incidência das faltas e a localização dos pontos
de defeito, o que permite determinar as chaves que possam ter atuado fazendo com
que as equipes de manutenção atuem com rapidez na eliminação desta e/ou reparos
necessários na rede. Para as companhias de distribuição, a rápida localização de
faltas reflete tanto na redução de gastos e no tempo em que os funcionários ficam
destinados na tarefa de restabelecimento do fornecimento de energia, quanto na
melhoria dos índices de qualidade, tais como o DEC e o DIC. Para os consumidores,
principalmente os rurais, a rápida localização das faltas reflete na diminuição dos
transtornos causados pelas longas interrupções no fornecimento e na continuidade do
serviço. Assim como a maioria das metodologias propostas para esta finalidade, a
metodologia apresentada, necessita um modelo confiável das cargas, das redes do
sistema de energia e das fontes presentes no sistema.A metodologia utilizada no
sistema 1, apresenta uma maneira adaptativa para atualização do valor da resistência
de falta utilizada nas simulações para localização da falta. Este é um parâmetro de
grande importância na localização de faltas fase-terra, pois os valores das correntes
Capítulo V – Conclusão

98
de falta são dependentes deste parâmetro. Como foi verificado nos resultados
apresentados o intervalo de confiança para o valor médio da resistência de falta, após
a atualização do histórico das resistências de faltas, tende para um intervalo que
representa realmente o valor da resistência de falta típica para o alimentador em
análise. Os resultados apresentados são de boa qualidade, uma vez que eles
especificam quais são as possíveis seções do alimentador que podem ter uma falta
cuja corrente seja igual á medida na subestação. Houve um caso em que o algoritmo
não conseguiu apontar a real seção em falta devido ao fato da resistência de falta
estar um pouco distante dos valores do intervalo utilizado nas simulações, porém, as
seções apontadas estão próximas da real seção em falta.
Com relação à metodologia utilizada pelo sistema 2, ressalta-se a necessidade
dos pontos de aquisição dos valores das tensões pré e pós faltas localizados em
pontos estratégicos do alimentador. Através dos testes realizados pode-se constatar
que em todos os casos analisados, a aquisição dados na subestação e mais dois
pontos no alimentador fornece resultados com bom grau de precisão.
O algoritmos propostos e implementados podem ter suas eficiências
significativamente melhoradas, se forem consideradas informações relacionadas com
setores automatizados dos sistemas de distribuição, call center, chaves religadoras,
etc.
Futuros desenvolvimentos deste trabalho estão relacionados com o uso
simultâneo das informações das correntes de carga e curto circuito e dos
afundamentos de tensão na rede de distribuição, que deverão propiciar uma melhoria
significativa na precisão do algoritmo de localização de faltas. Técnicas para
melhorar a precisão da estimativa da resistência de falta serão pesquisadas e
implementadas. Dentre estas técnicas está sendo pesquisado o método de Monte
Carlo. Parâmetros relacionados com estudo de confiabilidade do sistema de
distribuição (índices de faltas permanentes), melhoram significativamente as
estimativas de localização dos pontos de falta.



99













REFERÊNCIAS

1 – TANG, Y.; WANG, H. F.; AGGAWAL, R. K.; JOHNS, A. T. Fault Indicators in
Transmission and Distribution Systems. Disponível em: http://www.ieee.org.
Acesso em: 15 jun. 2002.
2 - AGGARWAL, R. K.; ASLAN, Y.; JOHNS, A. T. New Concept in location for
overhead distribution systems using superimposed components. IEE Proceedings
Generation, Transmission and Distribution, London, v. 144, n. 3, p.309-316, 1997.
3 – SAHA, M. M.; PROVOOST, F.; ROSOLOWSKI, E. Fault location method for
MV cable network. Disponível em: http://www.ieee.org. Acesso em: 10 jun. 2002.
4 – PETTISSALO, S.; SAUNA-AHO, S.; LEHTONEN, M.; MÄENPÄÄ, R.;
KURU, J. A new application for fault location in distribution networks. Espoo: VTT,
2000. 13p. (TESLA-report, 34/2000).
5 – ADU, T. A new transmission line fault locating system. IEEE Transactions on
Power Delivery, New York, v. 16, n. 4, p.498-503, 2001.
6 – GIRGIS, A. A.; FALLON, C. M. Fault location techniques for radial and loop
transmission systems using digital fault recorded data. IEEE Transactions on Power
Delivery, New York, v. 7, n. 4, p.1936-1945, 1992.

Referências
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estimation technique for single line-to-ground faults in a radial distribution system.
Disponível em: http://www.ieee.org. Acesso em: 30 jun. 2002.
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9 – ABUR, A.; GALIJASEVIC, Z. Fault location using voltage measurements. IEEE
Transactions on Power Delivery, New York, v. 17, n. 2, p.441-445, 2002.
10 – GIGUER, S. Proteção de sistemas de distribuição. Porto Alegre: SAGRA, 1988.
344p.
11 – ANDERSON, P. M. Analysis of faulted power systems. New York: IEEE,
1995, 513p.
12 – ELGERD, O. I. Introdução à teoria de sistemas de energia elétrica. São Paulo:
McGraw-Hill, 1978. 604p.
13 – ROBBA, J. E.; OLIVEIRA, C. C.; SCHMIDT, H. P.; KAGAN, N. Introdução a
sistemas elétricos de potencia: componentes simétricas. 2. ed. São Paulo: E. Blücher,
2000. 467p.
14 – FONSECA, J. S.; MARTINS, G. A. Curso de estatística. 6. ed. São Paulo:
Atlas, 1996. 320p.
15 – CONRAD, L.; LITTLE, K. Predicting and preventing problems associated with
remote fault-clearing voltage dips. IEEE Transactions on Industry Applications, New
York, v. 27, n. 1, p. 167-172, 1991.
16 – MONTICELLI, A. J. Fluxo de carga em redes de energia elétrica. São Paulo: E.
Blücher, 1983.
17 – Cheng, C. S.; Shirmohammadi, D. A three-phase power flow method for real-
time distribution system analysis. IEEE Transactions on Power Systems, New York,
v. 10, n. 2, p. 671-679, 1995.
18 – FUCHS, R. D. Transmissão de energia elétrica. v. 2, Livros Técnicos e
Científicos, 1977.






101












APÊNDICE A - MODELAGEM DE LINHAS DE TRANSMISSÃO E
DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA (SEQÜÊNCIAS POSITIVA,
NEGATIVA E ZERO) PARA CÁLCULO DE CURTO CIRCUITO.

Para a determinação dos níveis de curto circuito em sistemas de transmissão e
distribuição de energia elétrica, existe a necessidade de representar todo o sistema de
energia elétrica, por um modelo equivalente adequado. Esta representação envolve a
determinação dos parâmetros de todos os componentes elétricos do sistema, tais
como, geradores, linhas de transmissão e/ou distribuição e transformadores. Além
disso, em função da metodologia adotada para cálculo dessas correntes, existe ainda
a necessidade de fazer a decomposição dos parâmetros elétricos do sistema, em
parâmetros de seqüência positiva, negativa e zero.
Neste apêndice tem-se como objetivo descrever a metodologia adotada para a
determinação dos parâmetros de seqüências positiva, negativa e zero de linhas de
transmissão e distribuição de energia elétrica [18]. Os parâmetros relativos a algumas
estruturas de sistemas de distribuição foram equacionados com objetivos específicos
deste trabalho de pesquisa.
Apêndice A
102
A.I - INDUTÂNCIA DE CONDUTORES COM RETORNO PELO SOLO
(SOLO IDEAL)

Considerando-se um condutor A, de raio r
a
, cilíndrico e retilíneo, suspenso a
uma altura h, metros, sobre um solo ideal, isto é, um condutor perfeito e homogêneo,
sendo paralelo ao mesmo. O solo constitui o retorno do circuito do condutor A.
Uma vez que o percurso da corrente através do solo não pode ser estabelecido
como um percurso homogêneo e uniforme, pode-se admitir um condutor equivalente
em seu lugar. Esse condutor, por ora considerado ideal, é paralelo ao condutor A,
encontrando-se a uma profundidade da superfície do solo igual à altura do condutor
A sobre o mesmo, como mostrado na figura A1. Esse condutor recebe o nome de
condutor-imagem e a teoria eletromagnética fundamente a utilização de condutores
imagem, através da unicidade da solução da equação de Laplace (∇
2
V = 0, laplaciano
do potencial eletrostático igual a zero na ausência de cargas livres).

Figura A1 – Condutor com retorno pelo solo

A equação que descreve o fluxo total concatenado pelo condutor A, aplicado
ao sistema da figura A1, pode ser escrita como:
] / [
2
ln 10 2
'
7
m s V
r
h
I
a
a a

,
_

¸
¸ ⋅
⋅ ⋅ ⋅ ·

φ

(A1)

'
a
r : Raio Médio Geométrico (RMG) do condutor A.
Apêndice A
103
Considere que, existem dois condutores com retorno pelo solo, nas mesmas
condições descritas anteriormente. Cada condutor terá o seu condutor-imagem, como
mostrado na figura A2.

Figura A2 – Dois condutores com retorno pelo solo.

Adotando-se, para fins de análise, somente o condutor A, e marcando-se um
ponto P de referência pode-se obter o fluxo total que enlaça o condutor A, como
descrito na equação a seguir:
] / [ ln ln
2
ln ln 10 2
'
'
'
7
m s V
d
D
d
d
I
r
h
d
d
I
AB
AB
P b
bP
b
a
a
P a
aP
a aP

1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
+ ⋅ +

,
_

¸
¸
+ ⋅ ⋅ ⋅ ·

φ

(A2)

Considerando-se que o ponto P está se afastando dos condutores, ou seja,
1 lim lim
' '
' '
· ·
∞ →
∞ →
∞ →
∞ →
P b
bP
d
d
P a
aP
d
d
d
d
d
d
P b
bP
P a
aP


(A3)
Substituindo-se a equação (A3) na equação (A2), obtém-se:
] / [ ln
2
ln 10 2
'
7
m s V
d
D
I
r
h
I
AB
AB
b
a
a
a a

,
_

¸
¸
⋅ + ⋅ ⋅ ⋅ ·

φ

(A4)
De forma análoga, para o condutor b, obtém-se:
Apêndice A
104
] / [
2
ln ln 10 2
'
7
m s V
r
h
I
d
D
I
b
b
b
AB
AB
a b

,
_

¸
¸
⋅ + ⋅ ⋅ ⋅ ·

φ

(A5)
As equações (4) e (5), podem ser escritas na seguinte forma matricial:
] / [

2
ln ln
ln
2
ln
10 2
'
'
7
m s V
I
I
r
h
d
D
d
D
r
h
b
a
b
b
AB
AB
AB
AB
a
a
b
a

1
]
1

¸


1
1
1
1
]
1

¸

⋅ ⋅ ·
1
]
1

¸


φ
φ


(A6)
Da definição de indutância, ou seja, fluxo concatenado por corrente, tem-se
que a matriz de indutâncias do sistema da figura A2 é dada por:
[ ] ] / [

2
ln ln
ln
2
ln
10 2
'
'
7
m H
r
h
d
D
d
D
r
h
L
b
b
AB
AB
AB
AB
a
a
1
1
1
1
]
1

¸

⋅ ⋅ ·



(A7)
Analisando-se a matriz de indutâncias (A7), verifica-se que:
− os termos da diagonal, que dizem respeito aos próprios condutores são
indutâncias próprias ou auto-indutâncias;
i. os termos fora da diagonal mostram a influência dos condutores
vizinhos, representando as indutâncias mútuas.
As linhas aéreas de transmissão são construídas tendo seus condutores a
altura finita sobre o solo, e paralelos ao mesmo. Em condições normais de operação,
em que as correntes nas linhas trifásicas são razoavelmente equilibradas, as correntes
no solo são insignificantes e assim o efeito do solo sobre os valores das indutâncias
ou das reatâncias indutivas pode ser desprezado. O mesmo não acontece quando da
ocorrência de faltas assimétricas em sistemas aterrados, quando a influência do solo
pode ser marcante.
Por outro lado, o solo nunca é ideal. Ele possui resistência, devendo-lhe
atribuir igualmente, reatância. Também, não é homogêneo. Seus efeitos são incluídos
nos cálculos, empregando-se, para tanto, os resultados dos trabalhos de Carson e
outros pesquisadores.




Apêndice A
105
A.II - INDUTÂNCIA DE UM GRUPO DE N CONDUTORES COM
RETORNO PELO SOLO (SOLO IDEAL)

Para um sistema composto de n condutores A, B, C, D, ..., N, de raios r
a
, r
b
,
r
c
, r
d
, ..., r
n
, paralelos entre si e ao solo ideal, pode-se escrever sua equação com base
na generalização da equação (A8) para este sistema, da seguinte forma:
[ ] ] / [

2
ln ln ln ln
ln
2
ln ln ln
ln ln
2
ln ln
ln ln ln
2
ln
10 2
'
'
'
'
7
m H
r
h
d
D
d
D
d
D
d
D
r
h
d
D
d
D
d
D
d
D
r
h
d
D
d
D
d
D
d
D
r
h
L
n
n
CN
CN
BN
BN
AN
AN
CN
CN
c
c
BC
BC
AC
AC
BN
BN
BC
BC
b
b
AB
AB
AN
AN
AC
AC
AB
AB
a
a
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
]
1

¸

⋅ ⋅ ·

L
M M M M M
L
L
L




(A8)

A.III - INDUTÂNCIAS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO TRIFÁSICA
SIMPLES, SEM CABOS PÁRA-RAIOS E SEM TRANSPOSIÇÃO (SOLO
IDEAL).
Considerando-se inicialmente uma linha trifásica, a circuito simples, sem
cabos pára-raios, sendo a, b e c os seus condutores de fase, que são percorridos pelas
correntes I
a
, I
b
e I
c
de um sistema trifásico. A equação de fluxos, ou seja, a equação
(A7) estendida para esta linha do sistema pode ser escrita como segue:
] / [

m s V
I
I
I
f f f
f f f
f f f
c
b
a
cc bc ac
bc bb ab
ac ab aa
c
b
a

1
1
1
1
1
]
1

¸


1
1
1
]
1

¸

·
1
1
1
]
1

¸




φ
φ
φ

(A9)
sendo que os termos f
ii
e f
ij
são definidos de acordo com a equação (A8).
Como os coeficientes de campo são funções das dimensões físicas das linhas,
os valores das indutâncias e conseqüentemente das reatâncias indutivas de cada uma
das fases poderão não ser iguais, ocasionando, portanto, um desequilíbrio nas
correntes das três fases, mesmo quando as tensões a elas aplicadas estejam
equilibradas no início da linha. Esse desequilíbrio, em geral é bastante pequeno e, a
princípio pode ser desprezado.
Apêndice A
106
Considerando-se então que o sistema se mantenha equilibrado, nestas
condições, tem-se:
0

· + +
⋅ ⋅ ⋅
c b a
I I I
(A10)

Considerando apenas o fluxo na fase a, φ
a
, seu valor é máximo no instante em
que i
a
=I
max
. Nesse mesmo instante, nas fases b e c, tem-se que i
b
= i
c
= -0.5 I
max
.
Aplicando-se estas considerações na equação (A11), tem-se que:
] / [
2
1
2
1
max
max
max
max
max
max
m s V
I
I
I
f f f
f f f
f f f
cc bc ac
bc bb ab
ac ab aa
c
b
a

1
1
1
1
1
1
]
1

¸


− ⋅
1
1
1
]
1

¸

·
1
1
1
]
1

¸




φ
φ
φ

(A11)

Desenvolvendo (A11), tem-se que as indutâncias nas fases a, b e c podem ser
expressas por:
( ) ] / [
2
1
m H f f f L
ac ab aa a
+ ⋅ − · (A12)
( ) ] / [
2
1
m H f f f L
bc ab bb b
+ ⋅ − · (A13)
( ) ] / [
2
1
m H f f f L
bc ac cc c
+ ⋅ − · (A14)

As indutâncias das equações (A12) - (A14) são denominadas indutâncias
aparentes das três fases da linha de transmissão. Não possuem propriamente um
significado físico, porém são aquelas que são sentidas pela fonte que alimenta a
linha.
Considerando-se um trecho de comprimento unitário de uma linha de
transmissão, sendo alimentado por uma fonte de tensão trifásica e equilibrada, as
correntes que fluirão na linha serão I
a
, I
b
e I
c
, que provocarão em cada uma das fases
as seguintes quedas de tensão:
] [ V L j I V
a a a
⋅ · ∆
⋅ ⋅
ω
(A15)
] [ V L j I V
b b b
⋅ · ∆
⋅ ⋅
ω
(A16)
Apêndice A
107
] [ V L j I V
c c c
⋅ · ∆
⋅ ⋅
ω
(A17)
portanto o sistema somente se manterá equilibrado se ocorrer L
a
= L
b
= L
c
, o que será
possível se os coeficientes de campo próprios e mútuos forem iguais. Para que os
coeficientes de campo próprios f
ii
sejam iguais, é necessário que:
a – os raios médios geométricos dos condutores sejam iguais;
b – as alturas h
i
dos três condutores sejam iguais.
Quanto aos coeficientes de campo mútuos, estes só serão iguais se as
distâncias d
ij
e D
ij
forem iguais. A primeira parte da condição é cumprida por meio
de uma disposição em triângulo eqüilátero. Porém, esta disposição, como qualquer
outra, não satisfaz a condição de igualdade dos termos D
ij
. Desta forma,
considerando-se o efeito do solo, haverá sempre um certo grau de desequilíbrio. Com
exceção feita aos cálculos das impedâncias de seqüência nula, na maioria dos casos
de linhas de transmissão de energia elétrica em freqüência industrial, o efeito da
presença do solo pode ser desprezado. Nesse caso, a disposição em triângulo
eqüilátero satisfaz tanto a igualdade dos coeficientes de campo próprios como
mútuos.
A.IV - IMPEDÂNCIAS DE SEQÜÊNCIA POSITIVA, NEGATIVA E ZERO
DE LINHAS DE TRANSMISSÃO TRIFÁSICA SIMPLES, SEM CABOS
PÁRA-RAIOS E SEM TRANSPOSIÇÃO (SOLO IDEAL).

Considerando-se o solo como sendo ideal, sua influência nos valores das
resistências de seqüência é considerada como sendo nula, ou seja, os valores das
resistências de seqüência serão dependentes apenas do tipo de condutor utilizado na
linha de transmissão.
Da mesma forma, os valores das indutâncias não são influenciados pelo solo,
considerando-se este como sendo ideal. Sob estas hipóteses, a matriz de impedâncias
da linha de transmissão pode ser determinada como:
.] . / [
0 0
0 0
0 0
comp unid
L L L
L L L
L L L
j
R
R
R
Z Z Z
Z Z Z
Z Z Z
cc bc ac
bc bb ab
ac ab aa
c
b
a
cc bc ac
bc bb ab
ac ab aa

1
1
1
]
1

¸

⋅ ⋅ +
1
1
1
]
1

¸

·
1
1
1
]
1

¸

ω

(A18)
sendo: R
i
: resistência do condutor i da linha por unidade de comprimento;
L
ii
: indutância própria fase i da linha por unidade de comprimento;
L
ij
: indutância mútua entre as fases i e j da linha por unidade de comprimento;
Apêndice A
108
ω: freqüência angular do sistema;
Aplicando-se a transformação linear de decomposição em componentes
simétricos na matriz de impedâncias da equação (A18), determinam-se as
impedâncias de seqüência positiva, negativa e zero da rede:
[ ] [ ] [ ][ ] .] . / [
1
comp unid Ω ·

T Z T Z
S

(A19)
sendo:
1
1
1
]
1

¸

·
2
2
1
1
1 1 1
α α
α α T , a matriz de transformação de componentes simétricos;
1
1
1
]
1

¸

·

α α
α α
2
2 1
1
1
1 1 1
3
1
T ;
120
1
j
e ⋅ · α .
A equação (A19) fornece as impedâncias de seqüência positiva, negativa e
zero para redes transmissão e distribuição, mas deve-se notar que os três circuitos de
seqüência serão desacoplados, isto é, os elementos fora da diagonal da matriz Z
S

serão iguais a zero, se e somente se, a rede for trifásica com transposição. Quando a
rede é trifásica sem transposição, ou ainda quando a rede é formada por apenas uma
ou duas fases, os três circuitos de seqüência não são desacoplados, isto é, os
elementos fora da diagonal da matriz Z
S
são diferentes de zero. Logo, deve-se
observar que para estes casos a equação (A19) representa uma técnica aproximada de
se obter os equivalentes de seqüência positiva, negativa e zero para redes em tais
condições.
De (A19), tem-se que:
( ) ( ) [ ]
ac bc ab cc bb aa comp unid comp unid
Z Z Z Z Z Z Z Z + + − + + · ·


+

3
1
. . / . . /
(A20)
( ) ( ) [ ]
ac bc ab cc bb aa comp unid
Z Z Z Z Z Z Z + + + + + ·

2
3
1
0
. . /
(A21)






Apêndice A
109
A.V - IMPEDÂNCIAS DE CONDUTORES COM RETORNO PELO SOLO
(SOLO REAL)

Para a determinação das expressões para o cálculo das reatâncias indutivas
das linhas aéreas de transmissão e/ou distribuição, consideraram-se sistemas
equilibrados. Essas reatâncias, de acordo com a teoria das componentes simétricas,
são, nos sistemas desequilibrados, as reatâncias indutivas de seqüência positiva e as
de seqüência negativa, iguais entre si. A determinação das reatâncias indutivas de
seqüência zero é, portanto, necessária, a fim de que também os sistemas
desequilibrados possam ser examinados.
Nos sistemas trifásicos, as componentes de seqüência zero das correntes são
iguais em módulo e fase, fluindo nos condutores de fase e retornando por um
percurso que consiste somente no solo, num condutor neutro, nos cabos pára-raios ou
numa combinação dos mesmos. Uma vez que o retorno comumente se dá pelo solo,
ou pelo solo em paralelo com outro percurso, como os cabos pára-raios, para a
determinação das reatâncias indutivas e resistências às correntes de seqüência nula é
necessário empregar métodos que tomam em devida consideração a resistividade do
solo, bem como a distribuição de correntes no mesmo.

A.V .1 - MÉTODO EXATO DE CARSON

Carson considerou condutores paralelos ao solo, admitindo a resistividade do
solo como sendo uniforme e tendo extensão infinita. Demonstrou que as impedâncias
próprias e mútuas de circuitos com retorno pelo solo são iguais às impedâncias para
um circuito envolvendo solo perfeito – no qual se pode considerar um condutor-
imagem à mesma profundidade que a altura do condutor sobre o solo acrescida de
um fator de correção P+jQ, aplicável a ambas as impedâncias.
Seja o arranjo mostrado na figura A3, contendo dois condutores a e b a uma
altura h
a
e h
b
sobre o solo, com suas imagens às distâncias D
ab
e D
ba
,
respectivamente.
Apêndice A
110

Figura A3 – Condutores com retorno pelo solo.
Carson definiu:
a – impedância própria dos circuitos de retorno pelo solo:
( ) ] / [ 10 134 . 25
2
log 10 935 . 28
4
'
4
Km jQ P f
r
h
f j r Z
i i
i
i
i p
i
Ω + ⋅ ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ ⋅ + ·
− −

(A22)
b – impedância mútua dos circuitos de retorno pelo solo:
( ) ] / [ 10 134 . 25 log 10 935 . 28
4 4
Km jQ P f
d
D
f j Z
ij ij
ij
ij
m
ij
Ω + ⋅ ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ ⋅ ·
− −

(A23)

Os fatores P e Q estão relacionados com a influência do solo real nos valores
das impedâncias de linhas de transmissão e são determinados em função das
variáveis p e θ por expressões deduzidas pelo próprio Carson. As variáveis p e θ são
diferentes para as impedâncias próprias e mútuas. Assim:
a – para as impedâncias próprias:
ρ
θ
f
h p
i i
i
⋅ ⋅ ⋅ ·
·
−3
10 620 . 5
0
(A24)
sendo: ρ a resistividade do solo em [ohm/m
3
].
b – para as impedâncias mútuas:
Apêndice A
111
ρ
θ
f
D p
rad
h h
x
tg
ij ij
j i
ij
ij
⋅ ⋅ ⋅ ·
+
·


4
1
10 1004 . 28
] [

(A25)

Para a determinação de P e Q, Carson obteve com base na teoria
eletromagnética equações aplicáveis em três campos de variação de p. Para
problemas relacionados a sistemas de energia elétrica, em geral p < 0.25, deve-se
usar as expressões:
] / [ 2 sen
16 2
ln 6728 . 0 2 cos
16
cos
2 3
8
2 2
Km
p p p p
P Ω ⋅ +
,
_

¸
¸
+ ⋅ + − · θ θ θ θ
π

(A26)
] / [ cos
2 3
1
2
ln
2
1
0386 . 0 Km
p
Q Ω + + − · θ
(A27)

Nos casos em que, p > 0.25, equações mais complexas deverão ser
empregadas.
Com os valores de P e Q calculados, obtém-se as matrizes de correção que
serão aplicadas às matrizes de resistência dos cabos e de suas reatâncias indutivas, de
ordem igual ao número de condutores da linha. A matriz de impedâncias, levando-se
em consideração o efeito do solo real, será dada por:
[ ]
] / [
0 0 0 0
0 0 0 0
0 0 0 0
0 0 0 0
0 0 0 0
Km
Q Q Q Q Q
Q Q Q Q Q
Q Q Q Q Q
Q Q Q Q Q
Q Q Q Q Q
k
x x x x x
x x x x x
x x x x x
x x x x x
x x x x x
j
P P P P P
P P P P P
P P P P P
P P P P P
P P P P P
k
r
r
r
r
r
Z
ss sr sc sb sa
rs rr rc rb ra
cs cr cc cb ca
bs br bc bb ba
as ar ac ab aa
ss sr sc sb sa
rs rr rc rb ra
cs cr cc bc ac
bs br bc bb ab
as ar ac ab aa
ss sr sc sb sa
rs rr rc rb ra
cs cr cc cb ca
bs br bc bb ba
as ar ac ab aa
ss
rr
cc
bb
aa

,
_

¸
¸
1
1
1
1
1
1
1
1
]
1

¸

+
1
1
1
1
1
1
1
1
]
1

¸

+
+
1
1
1
1
1
1
1
1
]
1

¸

+
1
1
1
1
1
1
1
1
]
1

¸

·
L
L
M M M M M M
L
L
L
L
L
M M M M M M
L
L
L
L
L
M M M M M M
L
L
L
L
L
M M M M M M
L
L
L

(A28)
para k = 25.134 10
-4
f.
Apêndice A
112
A matriz de impedâncias resultante pode ser reduzida a uma matriz 3x3,
empregando-se a chamada redução de Kron, onde o efeito dos cabos pára-raios é
refletido em cada uma das fases.
Para efeito de cálculos das impedâncias de seqüência positiva e negativa,
também neste caso, os termos de correção, podem ser desprezados, pois sua
influência sobre o valor total é mínima. O mesmo não ocorre com as impedâncias de
seqüência nula, uma vez que o solo, em paralelo com os cabos pára-raios (quando
estes existirem), constituem os percursos das correntes dessa seqüência.

A.V .2 - MÉTODO APROXIMADO

Devido ao elevado número de cálculos envolvidos no método exato de
Carson, para a determinação das impedâncias de linhas de transmissão e distribuição,
em solos reais, pode-se assumir algumas simplificações neste método, que não
comprometerão os resultados finais. Estas simplificações consistem em
desconsiderar nas equações (A26) e (A27) os termos que contenham θ. Nessas
condições, o termo de correção da resistência devido ao solo torna-se constante e
proporcional à freqüência do sistema, enquanto que o termo de correção da reatância
indutiva é proporcional à resistividade do solo e inversamente proporcional à
freqüência.
Portanto, as impedâncias próprias e mútuas são dadas por:
] / [ log 10 935325 . 28 10 88 . 9
'
4 4
Km
r
D
f j f R Z
i
e
i ii
Ω ⋅ ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ + ·
− −

(A29)
] / [ log 10 935325 . 28 10 88 . 9
4 4
Km
d
D
f j f Z
ij
e
ij
Ω ⋅ ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ ·
− −

(A30)
sendo: ] [ 368 . 658 m
f
D
e
ρ
· ;
·
i
R resistência do i-ésimo condutor [ohm/Km];
·
'
i
r raio médio geométrico do i-ésimo condutor [m];
·
ij
d distância entre os condutores das fases i e j [m]
A distância D
e
pode ser interpretada como sendo a distância entre os
condutores das fases e um único condutor de diâmetro unitário, que serve de retorno
Apêndice A
113
às correntes que fluem nos condutores da linha, pois os valores de D
e
são em geral
muito grandes, comparados com a distância horizontal x
ij
(figura A3) entre
condutores.
Para a determinação das impedâncias de seqüência positiva, negativa e nula,
das linhas de transmissão e distribuição quando se utiliza o método aproximado,
deve-se proceder da mesma maneira como foi descrito no item A.VI –1.

A.VI – PROCEDIMENTO PARA CÁLCULO DAS IMPEDÂNCIAS DE
SEQÜÊNCIA POSITIVA, NEGATIVA E ZERO DE REDES DE SISTEMAS
DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA, CONSIDERANDO-SE
SOLO REAL.

Figura A4 – Linha de distribuição com seções trifásica, bifásica e monofásica.

Considerando-se o sistema de distribuição de energia elétrica mostrado na
figura A4, formado por uma seção trifásica, uma seção bifásica e uma seção
monofásica com retorno pelo solo (MRT), o procedimento para determinar as
impedâncias seqüências desta rede é o seguinte:

A.VI.1 - TRECHO TRIFÁSICO.

Considerando-se o solo como sendo real, pode-se determinar a impedância do trecho
trifásico da rede através da equação (A28) ou das equações (A29) e (A30). Em
Apêndice A
114
seguida, aplica-se a transformação por componentes simétricos para obtenção das
impedâncias seqüenciais, como mostrado a seguir.
[ ] [ ] [ ] T T Z
S
1
1
1
]
1

¸

·

cc bc ac
bc bb ab
ac ab aa
Z Z Z
Z Z Z
Z Z Z
1
(A31)
( ) ( ) [ ] ] / [
3
1
Km Z Z Z Z Z Z Z Z
ac bc ab cc bb aa
Ω + + − + + · ·
− +
(A32)
( ) ( ) [ ] ] / [ 2
3
1
0
Km Z Z Z Z Z Z Z
ac bc ab cc bb aa
Ω + + + + + · (A33)

A.VI.2 - TRECHO BIFÁSICO.

Considerando-se o solo como sendo real, pode-se determinar a impedância do
trecho bifásico da rede através da equação (A28) ou das equações (A29) e (A30). Em
seguida, aplica-se a transformação por componentes simétricos para obtenção das
impedâncias seqüenciais, como mostrado a seguir.
[ ] [ ] [ ] T T Z
S
1
1
1
]
1

¸

·

0 0 0
0
0
1
bb ab
ab aa
Z Z
Z Z
(A34)
( ) ( ) [ ] ] / [
3
1
Km Z Z Z Z Z
ab bb aa
Ω − + · ·
− +
(A35)
( ) ( ) [ ] ] / [ 2
3
1
0
Km Z Z Z Z
ab bb aa
Ω + + · (A36)
Na determinação dos elementos da matriz de impedâncias da equação (A34),
deve-se observar quais são as fases existentes no trecho bifásico da rede. Caso
existam as fases b e c, deve-se zerar os termos referentes à fase a e adicionar os
termos referentes à fase c. O mesmo procedimento deve ser observado quando se tem
as fases a e c.

A.VI.3. TRECHO MONOFÁSICO COM RETORNO PELO SOLO.

Considerando-se o solo como sendo real, pode-se determinar a impedância do
trecho monofásico (MRT) da rede através da equação (A28) ou das equações (A29) e
Apêndice A
115
(30). Em seguida, aplica-se a transformação por componentes simétricos para
obtenção das impedâncias seqüenciais, como mostrado a seguir.
[ ] [ ] [ ] T T Z
S
1
1
1
]
1

¸

·

0 0 0
0 0 0
0 0
1
aa
Z
(A37)
] / [
3
1
Km Z Z Z
aa
Ω · ·
− +
(A38)
] / [
3
1
0
Km Z Z
aa
Ω · (A39)

Na determinação dos elementos da matriz de impedâncias da equação (A37),
deve-se observar qual é a fase existente no trecho monofásico da rede. Caso exista a
fase b, deve-se zerar os termos referentes às fases a e c, e adicionar os termos
referentes à fase b. O mesmo procedimento deve ser observado quando se tem a fase
c.
A.VII – CÁLCULO DAS IMPEDÂNCIAS DE SEQÜÊNCIA POSITIVA,
NEGATIVA E ZERO DE REDES COMPACTAS DE DISTRIBUIÇÃO DE
ENERGIA ELÉTRICA.

De acordo com a norma para redes compactas de distribuição, o cabo
mensageiro (responsável pela sustentação) da rede deve ser interligado ao neutro da
rede secundária nos pontos de aterramento da rede secundária. Desta forma, a
modelagem da rede compacta, deve ser feita levando-se em consideração a presença
de um cabo pára-raio.
Para fins de análise, sejam A, B e C os condutores das fases e M um cabo
mensageiro (pára-raio), como mostrado na figura A5. A equação matricial das
quedas de tensão para esta rede poderá ser escrita, considerando as impedâncias
definidas de acordo com as equações (A28) ou (A29) e (A30).
Apêndice A
116

Figura A5 – Espaçador losangular utilizado na linha compacta


1
1
1
1
1
1
]
1

¸


1
1
1
1
1
1
]
1

¸

·
1
1
1
1
1
1
]
1

¸





m
c
b
a
mm mc mb ma
cm cc cb ca
bm bc bb ba
am ac ab aa
m
c
b
a
I
I
I
I
z z z z
z z z z
z z z z
z z z z
V
V
V
V
L
M
L L L L L
M
M
M
L

(A40)

Por meio da equação (4A0), pode-se determinar o valor da corrente I
m
que
circula ao longo da linha, desviando-se para o solo através dos pontos de
aterramento, voltando ao cabo mensageiro em outro ponto de aterramento, como
mostrado na figura A6.

Figura A6 – Circulação de corrente em pára-raios multiaterrados.
Apêndice A
117
Essas correntes são responsáveis por perdas de energia nos cabos, estruturas e
solo, que nem sempre são desprezíveis. Além da resistência e da indutância dos
cabos pára-raios, a resistência e a indutância do solo também influenciam em seu
valor.
A equação (A40) pode ser escrita de forma generalizada, como matriz
particionada. Assim, ela será válida para linhas trifásicas com qualquer número de
condutores e cabos pára-raios.

I
I
Z Z
Z Z
V
V
M
F
MM MF
FM FF
M
F
1
1
1
]
1

¸


1
1
1
]
1

¸

·
1
1
1
]
1

¸



L
M
L L L
M
L (A41)
Desenvolvendo-se a equação (41), tem-se:
[ ] [ ] [ ] [ ] [ ] ( )
M FM F FF F
I Z I Z V ⋅ + ⋅ · ∆
(A42)
[ ] [ ] [ ] [ ] ( ) 0
M MM F MF
I Z I Z ⋅ + ⋅ ·
(A43)
Através da equação (A43), pode-se obter o valor da corrente que circula pelo
cabo mensageiro, isolando-se o termo [I
M
], isto é:
[ ] [ ] [ ] [ ]
F MF MM M
I Z Z I ⋅ ⋅ ·
−1

(A44)
Substituindo-se a equação (A44) na equação (A42), tem-se:
[ ] [ ] [ ] [ ] [ ] ( ) [ ]
1
F MF MM FM FF F
I Z Z Z Z V ⋅ ⋅ ⋅ − · ∆


(A45)
Analisando-se a equação (A45), verifica-se que o termo
[ ] [ ] [ ]
MF MM FM
Z Z Z ⋅ ⋅ −
−1
representa o efeito do cabo pára-raios nos valores das
impedâncias da linha com um cabo pára-raios. Escrevendo-se este termo de correção
com as devidas impedâncias, tem-se:
[ ] [ ] .] . / [
1
comp unid z z z
z
z
z
z
cm bm am
mm
cm
bm
am
Ω ⋅
1
]
1

¸


1
1
1
]
1

¸

· ∆Z (A46)
ou,
Apêndice A
118
[ ] .] . / [
2
2
2
comp unid
z
z
z
z z
z
z z
z
z z
z
z
z
z z
z
z z
z
z z
z
z
mm
cm
mm
bm bm
mm
cm am
mm
cm bm
mm
bm
mm
bm am
mm
cm am
mm
bm am
mm
am

1
1
1
1
1
1
1
]
1

¸

· ∆Z
(A47)
Aplicando os fatores de correção aos valores das reatâncias das fases, tem-se:
[ ] .] . / [
2
2
2
comp unid
z
z
z
z
z z
z
z
z z
z
z
z z
z
z
z
z
z
z z
z
z
z z
z
z
z z
z
z
z
z
mm
cm
cc
mm
bm bm
bc
mm
cm am
ac
mm
cm bm
bc
mm
bm
bb
mm
bm am
ab
mm
cm am
ac
mm
bm am
ab
mm
am
aa

1
1
1
1
1
1
1
]
1

¸

− − −
− − −
− − −
· Z
(A48)
As impedâncias de seqüência positiva, negativa e zero, podem ser calculadas
substituindo-se os coeficientes da equação (A48) nas equações (A20) e (A21).

A.VIII – IMPEDÂNCIAS DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO PARALELAS, SEM
CABOS PÁRA-RAIOS.
A.VIII.1 – Considerando-se solo ideal

Sejam A
1
, B
1
, C
1
, A
2
, B
2
e C
2
os condutores das fases, como mostrado na
figura A7 e , , , , , ,
2 2 2 1 1 1
c b a c b a
I I I I I I as correntes de fase dos condutores.

Figura A7 – Duas linhas trifásicas simples em paralelo.
Apêndice A
119
A equação dos fluxos, por fase, em função das correntes, que deverá indicar o
enlaçamento de todos os fluxos do sistema poderá ser escrita como a seguir.
1
1
1
1
1
1
1
1
]
1

¸


1
1
1
1
1
1
1
1
]
1

¸

·
1
1
1
1
1
1
1
1
]
1

¸

2
2
2
1
1
1
2
2
2
1
1
1
2 2 2 2 2 2 1 2 1 2 1 2
2 2 2 2 2 2 1 2 1 2 1 2
2 2 2 2 2 2 1 2 1 2 1 2
2 1 2 1 2 1 1 1 1 1 1 1
2 1 2 1 2 1 1 1 1 1 1 1
2 1 2 1 2 1 1 1 1 1 1 1
c
b
a
c
b
a
c c b c a c c c b c a c
c b b b a b c b b b a b
c a b a a a c a b a a a
c c b c a c c c b c a c
c b b b a b c b b b a b
c a b a a a c a b a a a
c
b
a
c
b
a
I
I
I
I
I
I
f f f f f f
f f f f f f
f f f f f f
f f f f f f
f f f f f f
f f f f f f
φ
φ
φ
φ
φ
φ
(A49)
As indutâncias de qualquer circuito dependem apenas do meio em que se
localiza tal circuito e da geometria deste circuito. Para fins prático da determinação
da indutância de um sistema trifásico considere que a corrente
2 1
a a
I I · ,
2 1
b b
I I · e
2 1
c c
I I · , e então a equação (A49) pode ser escrita da seguinte forma:
Para o circuito 1:
1
1
1
]
1

¸


1
1
1
]
1

¸

+ + +
+ + +
+ + +
·
1
1
1
]
1

¸

1
1
1
1
1
1
2 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1
2 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1
2 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1
c
b
a
c c c c b c b c a c a c
c b c b b b b b a b a b
c a c a b a b a a a a a
c
b
a
I
I
I
f f f f f f
f f f f f f
f f f f f f
φ
φ
φ

(A50)
Para o circuito 2:
1
1
1
]
1

¸


1
1
1
]
1

¸

+ + +
+ + +
+ + +
·
1
1
1
]
1

¸

1
1
1
2
2
2
2 2 1 2 2 2 1 2 2 2 1 2
2 2 1 2 2 2 1 2 2 2 1 2
2 2 1 2 2 2 1 2 2 2 1 2
c
b
a
c c c c b c b c a c a c
c b c b b b b b a b a b
c a c a b a b a a a a a
c
b
a
I
I
I
f f f f f f
f f f f f f
f f f f f f
φ
φ
φ

(A51)

Esta forma para resolver o problema de cálculo de indutâncias é um artifício
matemático baseado na teoria dos circuitos trifásicos e muito utilizada na prática.
Fornece valores de indutâncias com boa precisão, não se tratando, pois de um
método exato. Deve-se ressaltar que os parâmetros de linhas de transmissão –
resistência, indutância e reatância, são fatores inerentes dos sistemas elétricos e
independem de existir ou não correntes elétricas circulando pelos mesmos.
Aplicando a definição de indutância nas equações (A50) e (A51), tem-se que:
- A matriz de indutâncias para a linha 1 é definida por:
[ ]
1
1
1
]
1

¸

+ + +
+ + +
+ + +
·
2 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1
2 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1
2 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1
1
c c c c b c b c a c a c
c b c b b b b b a b a b
c a c a b a b a a a a a
f f f f f f
f f f f f f
f f f f f f
L
(A52)
Apêndice A
120
- A matriz de indutâncias para a linha 2 é definida por:
[ ]
1
1
1
]
1

¸

+ + +
+ + +
+ + +
·
2 2 1 2 2 2 1 2 2 2 1 2
2 2 1 2 2 2 1 2 2 2 1 2
2 2 1 2 2 2 1 2 2 2 1 2
2
c c c c b c b c a c a c
c b c a b b b b a b a b
c a c a b a b a a a a a
f f f f f f
f f f f f f
f f f f f f
L
(A53)
Logo, as matrizes de reatâncias das linhas podem ser definidas por:
[ ]
1
1
1
]
1

¸

+ + +
+ + +
+ + +
⋅ ⋅ ⋅ ·
2 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1
2 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1
2 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1
2
1
c c c c b c b c a c a c
c b c b b b b b a b a b
c a c a b a b a a a a a
f f f f f f
f f f f f f
f f f f f f
f X π
(A54)
[ ]
1
1
1
]
1

¸

+ + +
+ + +
+ + +
⋅ ⋅ ⋅ ·
2 2 1 2 2 2 1 2 2 2 1 2
2 2 1 2 2 2 1 2 2 2 1 2
2 2 1 2 2 2 1 2 2 2 1 2
2
2
c c c c b c b c a c a c
c b c a b b b b a b a b
c a c a b a b a a a a a
f f f f f f
f f f f f f
f f f f f f
f X π
(A55)

A.VIII.2 – Considerando-se solo real

Considerando-se duas redes paralelas, como ilustrado na figura A7, a
matricial das quedas de tensão para estas redes poderá ser escrita, considerando-se as
impedâncias definidas de acordo com as equações (A28) ou (A29) e (A30).
1
1
1
1
1
1
1
1
]
1

¸


1
1
1
1
1
1
1
1
]
1

¸

·
1
1
1
1
1
1
1
1
]
1

¸







2
2
2
1
1
1
2
2
2
1
1
1
2 2 2 2 2 2 1 2 1 2 1 2
2 2 2 2 2 2 1 2 1 2 1 2
2 2 2 2 2 2 1 2 1 2 1 2
2 1 2 1 2 1 1 1 1 1 1 1
2 1 2 1 2 1 1 1 1 1 1 1
2 1 2 1 2 1 1 1 1 1 1 1
c
b
a
c
b
a
c c b c a c c c b c a c
c b b b a b c b b b a b
c a b a a a c a b a a a
c c b c a c c c b c a c
c b b b a b c b b b a b
c a b a a a c a b a a a
c
b
a
c
b
a
I
I
I
I
I
I
z z z z z z
z z z z z z
z z z z z z
z z z z z z
z z z z z z
z z z z z z
V
V
V
V
V
V
(A56)
Para fins prático da determinação da impedância de um sistema trifásico
considere que a corrente
2 1
a a
I I · ,
2 1
b b
I I · e
2 1
c c
I I · , e então a equação (A56) pode ser
escrita da seguinte forma:
Para o circuito 1:
1
1
1
]
1

¸


1
1
1
]
1

¸

+ + +
+ + +
+ + +
·
1
1
1
]
1

¸




1
1
1
1
1
1
2 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1
2 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1
2 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1
c
b
a
c c c c b c b c a c a c
c b c b b b b b a b a b
c a c a b a b a a a a a
c
b
a
I
I
I
z z z z z z
z z z z z z
z z z z z z
V
V
V

(A57)



Apêndice A
121
Para o circuito 2:
1
1
1
]
1

¸


1
1
1
]
1

¸

+ + +
+ + +
+ + +
·
1
1
1
]
1

¸




1
1
1
2
2
2
2 2 1 2 2 2 1 2 2 2 1 2
2 2 1 2 2 2 1 2 2 2 1 2
2 2 1 2 2 2 1 2 2 2 1 2
c
b
a
c c c c b c b c a c a c
c b c a b b b b a b a b
c a c a b a b a a a a a
c
b
a
I
I
I
z z z z z z
z z z z z z
z z z z z z
V
V
V

(A58)

Esta forma para resolver o problema de cálculo de impedâncias é um artifício
matemático baseado na teoria dos circuitos trifásicos e muito utilizada na prática.
Fornece valores de impedâncias com boa precisão, não se tratando, pois de um
método exato. Deve-se ressaltar que os parâmetros de linhas de transmissão –
resistência, indutância e reatância, são fatores inerentes dos sistemas elétricos e
independem de existir ou não correntes elétricas circulando pelos mesmos.
Aplicando a definição de impedância nas equações (A57) e (A58), tem-se
que:
- A matriz de indutâncias para a linha 1 é definida por:
[ ]
1
1
1
]
1

¸

+ + +
+ + +
+ + +
·
2 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1
2 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1
2 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1
1
c c c c b c b c a c a c
c b c b b b b b a b a b
c a c a b a b a a a a a
z z z z z z
z z z z z z
z z z z z z
Z
(A59)
- A matriz de indutâncias para a linha 2 é definida por:
[ ]
1
1
1
]
1

¸

+ + +
+ + +
+ + +
·
2 2 1 2 2 2 1 2 2 2 1 2
2 2 1 2 2 2 1 2 2 2 1 2
2 2 1 2 2 2 1 2 2 2 1 2
2
c c c c b c b c a c a c
c b c a b b b b a b a b
c a c a b a b a a a a a
z z z z z z
z z z z z z
z z z z z z
Z
(A60)

Assim, para determinar as impedâncias de seqüência positiva e negativa para
cada uma das duas linhas da figura A7, deve-se substituir os coeficientes das
matrizes de impedâncias definidas em (A59) e (A60), na equação (A20). Para
determinar as impedâncias de seqüência zero deve-se utilizar o mesmo procedimento
utilizado para determinar as impedâncias de seqüência positiva e negativa, porém
utilizando-se a equação (A21).






122













APÊNDICE B – DADOS DE BARRAS E LINHAS DOS ALIMENTADORES
DE DISTRIBUIÇÃO UTILIZADOS NOS TESTES.
Neste apêndice estão os dados de barras e linhas dos alimentadores utilizados
nos testes.
B.I – ALIMENTADOR DE DISTRIBUIÇÃO COM CARGAS COMERCIAIS
E RESIDENCIAIS.

Tabela B1 – Potência ativa e reativa das barras do alimentador de
distribuição, em 13,8 KV, localizado na zona urbana.
Barra
Potência
Ativa da
Carga
(KW)
Potência
Reativa da
Carga
(KVAr)
Capacitor
na barra
(KVAr)
3 41,40 17,64 0,00
4 0,00 0,00 0,00
5 69,00 29,39 0,00
6 69,00 29,39 0,00
7 103,50 44,09 0,00
8 69,00 29,39 0,00
Apêndice B
123
9 69,00 29,39 0,00
10 0,00 0,00 0,00
11 0,00 0,00 0,00
12 7,91 3,37 0,00
13 69,00 29,39 0,00
14 69,00 29,39 0,00
15 103,50 44,09 0,00
16 41,40 17,64 0,00
17 103,50 44,09 0,00
18 0,00 0,00 0,00
19 69,00 29,39 0,00
20 103,50 44,09 0,00
21 103,50 44,09 0,00
22 103,50 44,09 0,00
24 2,76 1,18 0,00
25 41,40 17,64 0,00
27 103,50 44,09 0,00
28 0,00 0,00 0,00
29 69,00 29,39 0,00
30 103,50 44,09 0,00
31 103,50 44,09 0,00
32 103,50 44,09 0,00
33 103,50 44,09 0,00
34 103,50 44,09 0,00
35 0,00 0,00 200,00
36 11,41 4,86 0,00
37 103,50 44,09 0,00
39 2,76 1,18 0,00
41 69,00 29,39 0,00
42 69,00 29,39 0,00
43 69,00 29,39 0,00
Apêndice B
124
44 103,50 44,09 0,00
45 41,40 17,64 0,00
46 0,92 0,39 0,00
47 103,50 44,09 0,00
49 103,50 44,09 0,00
50 69,00 29,39 0,00
51 103,50 44,09 0,00
53 1,10 0,47 0,00
54 103,50 44,09 0,00
55 69,00 29,39 0,00
58 9,20 3,92 0,00
59 103,50 44,09 0,00
60 3,50 1,49 0,00
61 2,76 1,18 0,00
62 5,06 2,16 0,00
64 69,00 29,39 0,00
65 69,00 29,39 0,00
66 3,22 1,37 0,00
68 103,50 44,09 0,00
69 6,44 2,74 0,00
70 103,50 44,09 0,00
71 69,00 29,39 0,00
72 7,82 3,33 0,00
73 1,75 0,74 0,00
74 103,50 44,09 0,00
75 103,50 44,09 0,00
76 103,50 44,09 0,00
77 5,43 2,31 0,00
79 69,00 29,39 0,00
80 103,50 44,09 0,00
81 103,50 44,09 0,00
Apêndice B
125
83 69,00 29,39 0,00
84 69,00 29,39 0,00
85 103,50 44,09 0,00
86 103,50 44,09 0,00
88 69,00 29,39 0,00
89 69,00 29,39 0,00
91 41,40 17,64 0,00
93 103,50 44,09 0,00
94 21,62 9,21 0,00
95 0,00 0,00 0,00
96 69,00 29,39 0,00
97 5,52 2,35 0,00
99 21,62 9,21 0,00
100 69,00 29,39 0,00
101 103,50 44,09 0,00
102 103,50 44,09 0,00
104 69,00 29,39 0,00
105 69,00 29,39 0,00
106 69,00 29,39 0,00
109 99,82 42,52 0,00
110 103,50 44,09 0,00
111 103,50 44,09 0,00
112 69,00 29,39 0,00
114 0,00 0,00 200,00
115 27,60 11,76 0,00
120 27,60 11,76 0,00
121 50,60 21,56 0,00
123 14,26 6,07 0,00
125 14,26 6,07 0,00
126 41,40 17,64 0,00
127 14,26 6,07 0,00
Apêndice B
126
129 41,40 17,64 0,00
131 103,50 44,09 0,00
132 103,50 44,09 0,00

As barras que não estão presentes na tabela B1 não contém carga.

Tabela B2 – Resistência, reatância e comprimento de cada uma das seções do
alimentador de distribuição, em 13,8 KV, localizado na zona urbana.
Seção
Barra
Inicial
Barra
Final
Distância
(m)
Resistência
de seqüência
positiva(Ω)
Reatância de
seqüência
positiva(Ω)
Resistência
de seqüência
zero(Ω)
Reatância de
seqüência
zero(Ω)
Sistema - 0,0000000 1,087800 0,000000 0,985400
1 2 900 0,331110 0,426057 0,491166 1,742402
2 3 50 0,051270 0,025491 0,060162 0,098621
2 4 100 0,036790 0,047340 0,054574 0,193600
4 5 40 0,014716 0,018936 0,021830 0,077440
5 6 200 0,073580 0,094679 0,109148 0,387200
6 7 200 0,073580 0,094679 0,109148 0,387200
7 8 200 0,073580 0,094679 0,109148 0,387200
8 9 10 0,003679 0,004734 0,005457 0,019360
9 10 50 0,018395 0,023670 0,027287 0,096800
10 11 100 0,158480 0,051814 0,176264 0,198075
11 12 60 0,095088 0,031089 0,105758 0,118845
12 13 30 0,047544 0,015544 0,052879 0,059422
13 14 160 0,253568 0,082903 0,282022 0,316920
11 15 30 0,047544 0,015544 0,052879 0,059422
15 16 10 0,015848 0,005181 0,017626 0,019807
16 17 20 0,031696 0,010363 0,035253 0,039615
17 18 40 0,063392 0,020726 0,070506 0,079230
18 19 40 0,041016 0,020393 0,048130 0,078897
Apêndice B
127
19 20 50 0,051270 0,025491 0,060162 0,098621
18 21 150 0,153810 0,076472 0,180486 0,295863
10 22 30 0,011037 0,014202 0,016372 0,058080
22 23 70 0,025753 0,033138 0,038202 0,135520
23 24 50 0,079240 0,025907 0,088132 0,099037
24 25 20 0,031696 0,010363 0,035253 0,039615
25 26 30 0,047544 0,015544 0,052879 0,059422
26 27 60 0,061524 0,030589 0,072194 0,118345
27 28 40 0,041016 0,020393 0,048130 0,078897
28 29 20 0,020508 0,010196 0,024065 0,039448
29 30 120 0,123048 0,061178 0,144389 0,236690
28 31 20 0,020508 0,010196 0,024065 0,039448
26 32 20 0,031696 0,010363 0,035253 0,039615
32 33 5 0,007924 0,002591 0,008813 0,009904
33 34 25 0,039620 0,012954 0,044066 0,049519
23 35 10 0,003679 0,004734 0,005457 0,019360
35 36 70 0,025753 0,033138 0,038202 0,135520
36 37 10 0,003679 0,004734 0,005457 0,019360
37 38 10 0,003679 0,004734 0,005457 0,019360
38 39 70 0,025753 0,033138 0,038202 0,135520
38 40 100 0,036790 0,047340 0,054574 0,193600
40 41 60 0,095088 0,031089 0,105758 0,118845
40 42 50 0,079240 0,025907 0,088132 0,099037
42 43 10 0,015848 0,005181 0,017626 0,019807
40 44 30 0,011037 0,014202 0,016372 0,058080
44 45 40 0,014716 0,018936 0,021830 0,077440
38 46 60 0,022074 0,028404 0,032744 0,116160
46 47 20 0,007358 0,009468 0,010915 0,038720
47 48 120 0,044148 0,056808 0,065489 0,232320
48 49 50 0,018395 0,023670 0,027287 0,096800
49 50 20 0,007358 0,009468 0,010915 0,038720
Apêndice B
128
50 51 170 0,062543 0,080477 0,092776 0,329120
48 52 100 0,036790 0,047340 0,054574 0,193600
52 53 60 0,095088 0,031089 0,105758 0,118845
53 54 30 0,047544 0,015544 0,052879 0,059422
54 55 130 0,206024 0,067358 0,229143 0,257497
52 56 20 0,031696 0,010363 0,035253 0,039615
56 57 80 0,126784 0,041451 0,141011 0,158460
57 58 50 0,051270 0,025491 0,060162 0,098621
57 59 60 0,061524 0,030589 0,072194 0,118345
59 60 20 0,020508 0,010196 0,024065 0,039448
48 61 40 0,014716 0,018936 0,021830 0,077440
61 62 10 0,003679 0,004734 0,005457 0,019360
62 63 50 0,018395 0,023670 0,027287 0,096800
63 64 30 0,020880 0,015578 0,026215 0,059456
64 65 20 0,013920 0,010385 0,017477 0,039637
65 66 30 0,020880 0,015578 0,026215 0,059456
66 67 20 0,013920 0,010385 0,017477 0,039637
67 68 30 0,047544 0,015544 0,052879 0,059422
67 69 20 0,031696 0,010363 0,035253 0,039615
69 70 20 0,031696 0,010363 0,035253 0,039615
67 71 50 0,034800 0,025963 0,043692 0,099093
71 72 40 0,027840 0,020770 0,034954 0,079274
72 73 40 0,027840 0,020770 0,034954 0,079274
73 74 20 0,013920 0,010385 0,017477 0,039637
74 75 110 0,076560 0,057118 0,096122 0,218004
63 76 20 0,007358 0,009468 0,010915 0,038720
76 77 30 0,011037 0,014202 0,016372 0,058080
77 78 50 0,018395 0,023670 0,027287 0,096800
78 79 70 0,025753 0,033138 0,038202 0,135520
79 80 70 0,025753 0,033138 0,038202 0,135520
80 81 30 0,011037 0,014202 0,016372 0,058080
Apêndice B
129
81 82 30 0,011037 0,014202 0,016372 0,058080
82 83 50 0,079240 0,025907 0,088132 0,099037
82 84 50 0,018395 0,023670 0,027287 0,096800
84 85 30 0,011037 0,014202 0,016372 0,058080
85 128 20 0,007358 0,009468 0,010915 0,038720
128 86 30 0,011037 0,014202 0,016372 0,058080
86 87 20 0,007358 0,009468 0,010915 0,038720
57 88 100 0,102540 0,050981 0,120324 0,197242
78 89 50 0,018395 0,023670 0,027287 0,096800
89 90 50 0,018395 0,023670 0,027287 0,096800
90 91 180 0,066222 0,085211 0,098233 0,348480
91 92 20 0,007358 0,009468 0,010915 0,038720
92 93 30 0,030762 0,015294 0,036097 0,059173
92 94 70 0,071778 0,035687 0,084227 0,138069
92 95 100 0,036790 0,047340 0,054574 0,193600
95 96 40 0,041016 0,020393 0,048130 0,078897
95 97 50 0,051270 0,025491 0,060162 0,098621
97 98 60 0,061524 0,030589 0,072194 0,118345
98 99 110 0,174328 0,056996 0,193890 0,217882
98 100 40 0,041016 0,020393 0,048130 0,078897
100 101 110 0,112794 0,056080 0,132356 0,216966
95 102 60 0,022074 0,028404 0,032744 0,116160
102 103 40 0,014716 0,018936 0,021830 0,077440
103 104 30 0,020880 0,015578 0,026215 0,059456
103 105 150 0,104400 0,077888 0,131076 0,297278
105 106 210 0,146160 0,109043 0,183506 0,416190
106 107 30 0,020880 0,015578 0,026215 0,059456
107 108 100 0,069600 0,051925 0,087384 0,198186
108 109 100 0,158480 0,051814 0,176264 0,198075
108 110 30 0,047544 0,015544 0,052879 0,059422
110 111 20 0,031696 0,010363 0,035253 0,039615
Apêndice B
130
107 112 170 0,062543 0,080477 0,092776 0,329120
112 113 110 0,040469 0,052074 0,060031 0,212960
113 114 110 0,174328 0,056996 0,193890 0,217882
113 115 200 0,316960 0,103628 0,352528 0,396150
115 116 200 0,316960 0,103628 0,352528 0,396150
116 117 200 0,316960 0,103628 0,352528 0,396150
117 118 200 0,316960 0,103628 0,352528 0,396150
90 119 110 0,112794 0,056080 0,132356 0,216966
119 120 70 0,025753 0,033138 0,038202 0,135520
120 121 70 0,025753 0,033138 0,038202 0,135520
119 122 70 0,071778 0,035687 0,084227 0,138069
122 123 130 0,206024 0,067358 0,229143 0,257497
123 124 20 0,031696 0,010363 0,035253 0,039615
124 125 20 0,031696 0,010363 0,035253 0,039615
125 126 40 0,063392 0,020726 0,070506 0,079230
126 127 40 0,063392 0,020726 0,070506 0,079230
128 129 60 0,061524 0,030589 0,072194 0,118345
104 130 70 0,048720 0,036348 0,061169 0,138730
130 131 20 0,007358 0,009468 0,010915 0,038720
130 132 100 0,069600 0,051925 0,087384 0,198186
132 133 40 0,027840 0,020770 0,034954 0,079274
133 134 40 0,027840 0,020770 0,034954 0,079274
88 135 100 0,102540 0,050981 0,120324 0,197242
119 137 150 0,055185 0,071010 0,081861 0,290400
88 136 130 0,133302 0,066276 0,156421 0,256414
122 139 150 0,153810 0,076472 0,180486 0,295863
114 138 200 0,316960 0,103628 0,352528 0,396150
20 140 150 0,153810 0,076472 0,180486 0,295863
132 141 100 0,069600 0,051925 0,087384 0,198186


Apêndice B
131
B.II – ALIMENTADOR DE DISTRIBUIÇÃO COM CARGAS RURAIS.

Tabela B3 – Potência ativa e reativa das barras do alimentador de
distribuição, em 11,4 KV, localizado na zona rural.
Barra
Potência
Ativa da
Carga
(KW)
Potência
Reativa da
Carga
(KVAr)
1 0,0000 0,0000
96 7,7940 4,5004
47 7,7940 4,5004
5 45,4650 26,2523
7 27,2790 15,7514
115 19,4850 11,2510
125 11,6910 6,7506
11 27,2790 15,7514
95 19,4850 11,2510
4 27,2790 15,7514
13 45,4650 26,2523
10 27,2790 15,7514
6 27,2790 15,7514
8 27,2790 15,7514
109 7,7940 4,5004
127 11,6910 6,7506
102 7,7940 4,5004
9 27,2790 15,7514
100 19,4850 11,2510
2 45,4650 26,2523
99 19,4850 11,2510
104 3,8970 2,2502
Apêndice B
132
3 27,2790 15,7514
61 3,8970 2,2502
12 27,2790 15,7514
126 3,8970 2,2502
94 3,8970 2,2502
105 11,6910 6,7506
46 77,9400 45,0040
117 3,8970 2,2502
139 12,9900 7,5007
26 3,8970 2,2502
136 7,7940 4,5004
121 3,8970 2,2502
124 3,8970 2,2502
112 11,6910 6,7506
133 3,8970 2,2502
116 3,8970 2,2502
30 7,7940 4,5004
118 7,7940 4,5004
39 11,6910 6,7506
123 3,8970 2,2502
37 7,7940 4,5004
135 7,7940 4,5004
146 19,4850 11,2510
82 7,7940 4,5004
50 7,7940 4,5004
108 19,4850 11,2510
45 7,7940 4,5004
106 7,7940 4,5004
31 3,8970 2,2502
Apêndice B
133
23 11,6910 6,7506
131 3,8970 2,2502
41 3,8970 2,2502
33 11,6910 6,7506
134 11,6910 6,7506
107 7,7940 4,5004
73 3,8970 2,2502
24 3,8970 2,2502
89 3,8970 2,2502
66 7,7940 4,5004
137 3,8970 2,2502
69 3,8970 2,2502
71 3,8970 2,2502
40 3,8970 2,2502
128 3,8970 2,2502
36 3,8970 2,2502
113 3,8970 2,2502
64 7,7940 4,5004
28 3,8970 2,2502
32 3,8970 2,2502
38 58,4550 33,7530
53 3,8970 2,2502
103 11,6910 6,7506
88 3,8970 2,2502
72 3,8970 2,2502
68 3,8970 2,2502
52 3,8970 2,2502
44 3,8970 2,2502
58 3,8970 2,2502
Apêndice B
134
60 3,8970 2,2502
111 3,8970 2,2502
101 3,8970 2,2502
91 3,8970 2,2502
74 3,8970 2,2502
57 3,8970 2,2502
86 3,8970 2,2502
43 3,8970 2,2502
97 7,7940 4,5004
35 7,7940 4,5004
42 3,8970 2,2502
29 3,8970 2,2502
54 3,8970 2,2502
90 3,8970 2,2502
63 3,8970 2,2502
85 7,7940 4,5004
83 7,7940 4,5004
92 3,8970 2,2502
77 3,8970 2,2502
138 7,7940 4,5004
49 11,6910 6,7506
140 0,2598 0,1500
81 7,7940 4,5004
78 7,7940 4,5004
27 3,8970 2,2502
21 0,2598 0,1500
80 3,8970 2,2502
147 3,8970 2,2502
34 3,8970 2,2502
Apêndice B
135
48 3,8970 2,2502
142 0,2598 0,1500
145 3,8970 2,2502
25 0,2598 0,1500
110 3,8970 2,2502
119 7,7940 4,5004
129 3,8970 2,2502
132 3,8970 2,2502
93 7,7940 4,5004
114 7,7940 4,5004
76 3,8970 2,2502
65 3,8970 2,2502
75 3,8970 2,2502
22 0,2598 0,1500
143 0,2598 0,1500
84 7,7940 4,5004
87 3,8970 2,2502
51 3,8970 2,2502
98 29,2275 16,8765
55 12,9900 7,5007
59 3,8970 2,2502
14 11,6910 6,7506
15 2,5980 1,5001
144 11,6910 6,7506
62 3,8970 2,2502
67 12,9900 7,5007
70 3,8970 2,2502
79 3,8970 2,2502
130 58,4550 33,7530
Apêndice B
136
122 11,6910 6,7506
120 3,8970 2,2502

As barras que não estão presentes na tabela B3 não contém carga.

Tabela B4 – Resistência, reatância e comprimento de cada uma das seções do
alimentador de distribuição, em 11,4 KV, localizado na zona rural.
Seções
Barra
Inicial
Barra
Final
Distância
(m)
Resistência
de
seqüência
positiva(Ω)
Reatância
de
seqüência
positiva(Ω)
Resistência
de
seqüência
zero(Ω)
Reatância
de
seqüência
zero(Ω)
Sistema - 0,972047 0,901925 0,985702 2,244414
1 149 89 0,061944 0,046213 0,077772 0,176385
149 150 445 0,456303 0,226867 0,535442 0,877727
150 16 105 0,107667 0,05353 0,12634 0,207104
14 148 450 0,46143 0,229416 0,541458 0,887589
148 151 189 0,193801 0,096355 0,227412 0,372787
151 103 45 0,071316 0,023316 0,079319 0,089134
149 153 452 0,463481 0,230436 0,543864 0,891533
153 49 54 0,085579 0,02798 0,095183 0,10696
153 154 111 0,077256 0,057637 0,096996 0,219986
149 155 97 0,099464 0,049452 0,116714 0,191325
155 3 33 0,033838 0,016824 0,039707 0,06509
3 156 53 0,054346 0,02702 0,063772 0,104538
156 157 5 0,005127 0,002549 0,006016 0,009862
156 4 51 0,052295 0,026 0,061365 0,100593
156 158 166 0,170216 0,084629 0,199738 0,327422
158 159 9 0,009229 0,004588 0,010829 0,017752
158 5 49 0,050245 0,024981 0,058959 0,096649
5 160 30 0,030762 0,015294 0,036097 0,059173
158 161 85 0,087159 0,043334 0,102275 0,167656
Apêndice B
137
161 162 52 0,053321 0,02651 0,062568 0,102566
162 136 22 0,022559 0,011216 0,026471 0,043393
162 6 26 0,02666 0,013255 0,031284 0,051283
161 163 90 0,092286 0,045883 0,108292 0,177518
161 164 127 0,130226 0,064746 0,152811 0,250497
164 165 10 0,010254 0,005098 0,012032 0,019724
164 7 52 0,053321 0,02651 0,062568 0,102566
164 166 131 0,134327 0,066786 0,157624 0,258387
166 167 27 0,027686 0,013765 0,032487 0,053255
166 10 43 0,044092 0,021922 0,051739 0,084814
10 11 164 0,168166 0,083609 0,197331 0,323477
11 168 43 0,044092 0,021922 0,051739 0,084814
168 169 13 0,01333 0,006628 0,015642 0,025641
168 170 67 0,068702 0,034158 0,080617 0,132152
170 171 16 0,016406 0,008157 0,019252 0,031559
171 172 24 0,02461 0,012236 0,028878 0,047338
170 13 54 0,055372 0,02753 0,064975 0,106511
168 12 81 0,083057 0,041295 0,097462 0,159766
166 174 121 0,124073 0,061687 0,145592 0,238663
174 173 25 0,025635 0,012745 0,030081 0,04931
174 175 62 0,063575 0,031608 0,074601 0,12229
175 176 21 0,021533 0,010706 0,025268 0,041421
175 177 13 0,01333 0,006628 0,015642 0,025641
175 9 62 0,063575 0,031608 0,074601 0,12229
174 8 45 0,046143 0,022942 0,054146 0,088759
8 178 30 0,030762 0,015294 0,036097 0,059173
155 2 134 0,137404 0,068315 0,161234 0,264304
163 17 1185,2 2,931592 0,625941 3,142368 2,359422
17 179 264,5 0,654241 0,139691 0,701279 0,52655
179 220 43,2 0,068463 0,022384 0,076146 0,085568
220 95 212,1 0,336136 0,109898 0,373856 0,420117
Apêndice B
138
220 96 101,8 0,161333 0,052747 0,179437 0,20164
179 18 224,6 0,555548 0,118618 0,595491 0,44712
18 180 619,3 1,531839 0,327072 1,641975 1,232863
180 100 232,6 0,368624 0,12052 0,40999 0,460722
180 181 121 0,191761 0,062695 0,213279 0,23967
181 99 231 0,366089 0,119691 0,40717 0,457553
181 182 861,7 1,365622 0,446483 1,518867 1,70681
182 98 82 0,129954 0,042488 0,144536 0,162421
182 183 90,9 0,144058 0,047099 0,160224 0,18005
183 97 109,6 0,173694 0,056788 0,193185 0,21709
183 48 309,9 0,49113 0,160572 0,546242 0,613834
18 184 2925,1 4,635698 1,515617 5,155898 5,793885
184 185 445,7 0,706345 0,230936 0,785609 0,882819
185 61 75,8 0,120128 0,039275 0,133608 0,150141
185 186 150,8 0,238988 0,078136 0,265806 0,298697
186 59 75,4 0,119494 0,039068 0,132903 0,149348
186 187 131,5 0,208401 0,068136 0,231787 0,260468
187 145 36,8 0,058321 0,019068 0,064865 0,072892
187 188 139,8 0,221555 0,072436 0,246417 0,276909
188 60 443,2 0,702383 0,229641 0,781202 0,877867
188 189 949,2 1,504292 0,49182 1,673098 1,880126
189 63 121,3 0,192236 0,062851 0,213808 0,240265
189 190 411,2 0,65167 0,21306 0,724798 0,814483
190 140 216,8 0,343585 0,112333 0,38214 0,429426
190 64 233,9 0,370685 0,121193 0,412281 0,463297
188 191 660,4 1,046602 0,342181 1,164047 1,308086
191 58 63,6 0,100793 0,032954 0,112104 0,125976
191 192 462,8 0,733445 0,239796 0,81575 0,91669
192 57 82,5 0,130746 0,042747 0,145418 0,163412
192 193 535 0,847868 0,277206 0,943012 1,0597
193 56 87,9 0,139304 0,045545 0,154936 0,174108
Apêndice B
139
193 194 532,5 0,843906 0,275911 0,938606 1,054748
194 55 106,4 0,168623 0,05513 0,187545 0,210752
194 195 550 0,87164 0,284978 0,969452 1,089411
195 54 623,5 0,988123 0,323062 1,099006 1,234996
195 196 164,3 0,260383 0,085131 0,289602 0,325437
196 52 926,2 1,467842 0,479903 1,632557 1,834568
196 53 122,9 0,194772 0,06368 0,216628 0,243434
184 197 235,1 0,372586 0,121815 0,414397 0,465674
197 62 122 0,193346 0,063213 0,215042 0,241651
197 198 965,7 1,530441 0,50037 1,702181 1,912808
198 65 118,7 0,188116 0,061503 0,209225 0,235115
198 199 966,5 1,531709 0,500784 1,703592 1,914392
199 200 144,5 0,229004 0,074872 0,254701 0,286218
200 66 95,2 0,150873 0,049327 0,167803 0,188567
200 138 326 0,516645 0,168914 0,574621 0,645724
199 201 430,8 0,682732 0,223216 0,759345 0,853306
201 202 171,9 0,272427 0,089069 0,302998 0,340491
202 272 418,2 0,662763 0,216687 0,737136 0,828349
272 72 83,8 0,132806 0,04342 0,147709 0,165987
272 141 200,2 0,317277 0,103732 0,352881 0,396546
202 207 127,7 0,202379 0,066167 0,225089 0,252941
207 142 182,3 0,288909 0,094457 0,321329 0,36109
207 208 138 0,218702 0,071504 0,243244 0,273343
208 73 90,2 0,142949 0,046736 0,15899 0,178663
208 209 137,5 0,21791 0,071245 0,242363 0,272353
209 143 211,7 0,335502 0,109691 0,373151 0,419324
209 210 159,5 0,252776 0,082644 0,281141 0,315929
210 74 100 0,15848 0,051814 0,176264 0,198075
210 211 142,5 0,225834 0,073835 0,251176 0,282257
211 75 71,7 0,11363 0,037151 0,126381 0,14202
211 212 156,8 0,248497 0,081245 0,276382 0,310581
Apêndice B
140
212 76 138,5 0,219495 0,071763 0,244126 0,274334
212 213 288,8 0,45769 0,149639 0,50905 0,57204
213 214 216 0,342317 0,111919 0,38073 0,427841
214 77 42 0,066562 0,021762 0,074031 0,083191
214 78 675,9 1,071166 0,350212 1,191368 1,338787
78 135 771,2 1,222198 0,399591 1,359348 1,527553
213 215 314,1 0,497786 0,162748 0,553645 0,622153
215 79 176,5 0,279717 0,091452 0,311106 0,349602
79 93 136,8 0,216801 0,070882 0,241129 0,270966
215 216 829,1 1,313958 0,429592 1,461405 1,642238
216 80 159 0,251983 0,082385 0,28026 0,314939
216 217 788 1,248822 0,408296 1,38896 1,560829
217 218 685 1,085588 0,354927 1,207408 1,356812
218 82 515 0,816172 0,266843 0,90776 1,020085
218 219 782,7 1,240423 0,40555 1,379618 1,550331
219 84 364,8 0,578135 0,189018 0,643011 0,722577
219 83 80,3 0,127259 0,041607 0,14154 0,159054
217 81 1504,5 2,384332 0,779545 2,651892 2,980035
201 67 830,5 1,316176 0,430317 1,463873 1,645011
67 203 559,5 0,886696 0,2899 0,986197 1,108228
203 68 107 0,169574 0,055441 0,188602 0,21194
203 204 520,6 0,825047 0,269745 0,91763 1,031177
204 69 138,9 0,220129 0,07197 0,244831 0,275126
204 205 519 0,822511 0,268916 0,91481 1,028008
205 114 217,2 0,344219 0,11254 0,382845 0,430218
205 206 71,6 0,113472 0,037099 0,126205 0,141822
206 70 132,6 0,210144 0,068706 0,233726 0,262647
206 71 400,5 0,634712 0,207516 0,705937 0,793289
17 94 465,5 1,151414 0,245845 1,234199 0,926688
94 221 931,1 2,303076 0,491743 2,468663 1,853575
221 92 149 0,236135 0,077203 0,262633 0,295131
Apêndice B
141
221 222 335,5 0,829859 0,177188 0,889525 0,667892
222 91 159,2 0,2523 0,082488 0,280612 0,315335
222 90 62,5 0,09905 0,032384 0,110165 0,123797
222 20 69,2 0,171166 0,036547 0,183473 0,137759
20 223 312,5 0,49525 0,161919 0,550825 0,618984
223 89 196,4 0,311255 0,101763 0,346182 0,389019
223 224 920,3 1,458491 0,476846 1,622158 1,822882
224 88 54,7 0,086689 0,028342 0,096416 0,108347
224 225 282,6 0,447864 0,146427 0,498122 0,559759
225 87 260,3 0,412523 0,134872 0,458815 0,515589
225 226 309,2 0,49002 0,16021 0,545008 0,612447
226 85 543,2 0,860863 0,281455 0,957466 1,075942
226 86 327,2 0,518547 0,169536 0,576736 0,648101
152 227 721 1,142641 0,37358 1,270863 1,428119
227 101 135,2 0,214265 0,070053 0,238309 0,267797
227 228 158 0,390813 0,083445 0,418912 0,314536
228 46 133,7 0,330707 0,070611 0,354484 0,266162
46 229 1454,2 3,596964 0,768009 3,855579 2,89493
229 45 470,6 1,164029 0,248539 1,247721 0,936841
229 230 206,6 0,511025 0,109112 0,547767 0,411286
230 44 1193,1 1,890825 0,618195 2,103006 2,36323
230 231 1153,4 2,852935 0,609147 3,058056 2,296116
231 43 264,8 0,419655 0,137204 0,466747 0,524502
231 232 2533,2 6,26587 1,337863 6,716374 5,042935
232 111 404 0,640259 0,209329 0,712107 0,800222
232 233 474,5 1,173676 0,250598 1,258061 0,944605
233 234 183,5 0,453887 0,096912 0,486521 0,3653
234 34 98,8 0,156578 0,051192 0,174149 0,195698
234 235 586,4 1,45046 0,309696 1,554746 1,167368
235 33 103,3 0,255513 0,054556 0,273883 0,205643
235 236 330,5 0,523776 0,171246 0,582553 0,654637
Apêndice B
142
236 137 364,2 0,577184 0,188707 0,641953 0,721388
137 32 410,5 0,65056 0,212697 0,723564 0,813097
236 31 526,4 0,834239 0,27275 0,927854 1,042666
31 238 188 0,297942 0,097411 0,331376 0,372381
238 30 744,8 1,180359 0,385912 1,312814 1,475261
238 239 680 1,077664 0,352337 1,198595 1,346908
239 29 378,5 0,599847 0,196117 0,667159 0,749713
239 240 106 0,167989 0,054923 0,18684 0,209959
240 27 126 0,199685 0,065286 0,222093 0,249574
240 241 441,9 0,700323 0,228967 0,778911 0,875292
241 147 330,3 0,523459 0,171142 0,5822 0,654241
241 28 328 0,519814 0,169951 0,578146 0,649685
233 35 256,2 0,633711 0,135307 0,679273 0,510027
35 242 610,4 1,509824 0,322371 1,618378 1,215146
242 243 596,1 1,474453 0,314819 1,580464 1,186678
243 113 115 0,182252 0,059586 0,202704 0,227786
243 244 545 1,348058 0,287832 1,44498 1,084952
244 38 127 0,20127 0,065804 0,223855 0,251555
244 36 250 0,618375 0,132033 0,662835 0,497684
36 245 327,2 0,809329 0,172805 0,867518 0,651369
245 37 156,8 0,248497 0,081245 0,276382 0,310581
245 246 1184,8 2,930603 0,62573 3,141308 2,358625
246 247 312,2 0,772227 0,164883 0,827748 0,621508
246 40 649,7 1,029645 0,336637 1,145187 1,286892
247 39 51 0,080825 0,026425 0,089895 0,101018
247 248 411,6 1,018093 0,217379 1,091292 0,819387
248 146 159 0,251983 0,082385 0,28026 0,314939
248 249 681,8 1,686432 0,36008 1,807684 1,357285
249 41 65,2 0,103329 0,033783 0,114924 0,129145
249 42 770,1 1,220454 0,399021 1,357409 1,525374
242 250 2363,7 3,745992 1,224732 4,166352 4,681893
Apêndice B
143
250 104 428,5 0,679087 0,222024 0,755291 0,84875
104 105 1105,1 1,751362 0,572599 1,947893 2,188924
250 106 2401,5 3,805897 1,244318 4,23298 4,756765
106 251 167,8 0,265929 0,086944 0,295771 0,332369
251 107 533,8 0,845966 0,276584 0,940897 1,057323
251 237 918,3 1,455322 0,47581 1,618632 1,81892
237 108 74,8 0,118543 0,038757 0,131845 0,14816
237 110 103,4 0,163868 0,053576 0,182257 0,204809
110 109 916 1,451677 0,474618 1,614578 1,814365
154 252 537,7 0,374239 0,279201 0,469864 1,065644
252 115 247,6 0,392396 0,128292 0,43643 0,490433
252 253 427 0,297192 0,22172 0,37313 0,846253
253 116 495 0,784476 0,25648 0,872507 0,98047
253 254 864,7 0,601831 0,448996 0,755609 1,713711
254 255 413,7 0,655632 0,214355 0,729204 0,819435
255 119 91,2 0,144534 0,047255 0,160753 0,180644
255 118 97,2 0,154043 0,050363 0,171329 0,192529
254 256 1012,9 0,704978 0,525949 0,885113 2,007422
256 257 739,1 1,828164 0,390342 1,959605 1,471354
257 120 148,6 0,235501 0,076996 0,261928 0,294339
257 258 2233,9 5,525552 1,179793 5,922828 4,447108
258 121 185 0,457598 0,097704 0,490498 0,368286
258 122 1024,5 1,623628 0,530836 1,805825 2,029276
122 259 117,4 0,290389 0,062003 0,311267 0,233713
259 123 142 0,225042 0,073576 0,250295 0,281266
259 260 1421 3,514844 0,750475 3,767554 2,828837
260 124 157 0,38834 0,082917 0,41626 0,312546
260 261 333,8 0,529006 0,172956 0,588369 0,661174
261 125 302,3 0,479085 0,156634 0,532846 0,59878
261 262 146,9 0,232807 0,076115 0,258932 0,290972
262 130 142 0,225042 0,073576 0,250295 0,281266
Apêndice B
144
262 126 161,7 0,256262 0,083784 0,285019 0,320287
262 263 114,5 0,18146 0,059327 0,201822 0,226796
263 129 299,8 0,475123 0,155339 0,528439 0,593828
263 264 47,2 0,074803 0,024456 0,083197 0,093491
264 265 308,5 0,488911 0,159847 0,543774 0,611061
265 144 73,7 0,1168 0,038187 0,129907 0,145981
265 128 373,9 0,592557 0,193733 0,659051 0,740602
264 127 206,2 0,326786 0,106841 0,363456 0,40843
256 266 2808,7 1,954855 1,45842 2,454354 5,56644
266 139 792,1 1,25532 0,41042 1,396187 1,56895
266 267 238,9 0,166274 0,124049 0,20876 0,473465
267 278 795,6 1,967917 0,420181 2,109406 1,58383
278 131 239,6 0,592651 0,12654 0,635261 0,476981
278 132 625,3 1,54668 0,330241 1,657883 1,244808
267 271 1738,7 1,210135 0,902821 1,519346 3,445854
271 133 155 0,245644 0,080312 0,273209 0,307016
271 19 819,6 0,570442 0,425578 0,716199 1,624329
19 25 653,4 1,035508 0,338554 1,151709 1,29422
25 268 156,2 0,247546 0,080934 0,275324 0,309393
268 24 127,3 0,201745 0,065959 0,224384 0,252149
268 269 55,9 0,08859 0,028964 0,098532 0,110724
269 270 191,4 0,303331 0,099172 0,337369 0,379115
270 23 135,7 0,215057 0,070312 0,23919 0,268787
270 22 553,1 0,876553 0,286584 0,974916 1,095551
22 15 641 1,015857 0,332129 1,129852 1,269659
269 21 2166 3,432677 1,122296 3,817878 4,290299
118 117 767,2 1,215859 0,397519 1,352297 1,51963
276 47 54,8 0,086847 0,028394 0,096593 0,108545
275 26 47,8 0,075753 0,024767 0,084254 0,09468
277 50 97 0,153726 0,05026 0,170976 0,192133
277 51 334 0,529323 0,173059 0,588722 0,66157
Apêndice B
145
150 14 258 0,264553 0,131532 0,310436 0,508884
151 273 49,2 0,05045 0,025083 0,059199 0,097043
228 275 332,3 0,526629 0,172179 0,585725 0,658202
275 276 83,8 0,132806 0,04342 0,147709 0,165987
276 277 953,9 1,511741 0,494256 1,681382 1,889435
274 152 686,2 1,08749 0,355549 1,209524 1,359189
273 102 51,2 0,081142 0,026529 0,090247 0,101414
102 112 207,5 0,328846 0,107514 0,365748 0,411005
273 274 341,8 0,350482 0,174254 0,411267 0,674173
274 134 96,5 0,152933 0,050001 0,170095 0,191142
























146













APÊNDICE C – DISTRIBUIÇÃO T DE STUDENT

Tabela C1 – Distribuição t de Student [14]
α
n-1
0,50 0,25 0,10 0,05 0,025 0,01 0,005
1 1,00000 2,4142 6,3138 12,706 25,542 63,657 127,32
2 0,81650 1,6036 2,9200 4,3127 6,2053 9,9248 14,089
3 0,76489 1,4226 2,3534 3,1825 4,1765 5,8409 7,4533
4 0,74070 1,3444 2,1318 2,7764 3,4954 4,6041 5,5976
5 0,72669 1,3009 2,0150 2,5706 3,1634 4,0321 4,7733
6 0,71756 1,2733 1,9432 2,4469 2,9687 3,7074 4,3168
7 0,71114 1,2543 1,8946 2,3646 2,8412 3,4995 4,0293
8 0,70639 1,2403 1,8595 2,3060 2,7515 3,3554 3,8325
9 0,70272 1,2297 1,8331 2,2633 2,6850 3,2498 3,6897
10 0,69981 1,2213 1,8125 2,2281 2,6338 3,1693 3,5814
11 0,69745 1,2145 1,7959 2,2010 2,5931 3,1058 3,4966
12 0,69548 1,2089 1,7823 2,1788 2,5600 3,9545 3,4284
13 0,69384 1,2041 1,7709 2,1604 2,5326 3,0123 3,3725
Apêndice C

147
14 0,62000 1,2001 1,7613 2,1448 2,5096 2,9768 3,3257
15 0,69120 1,1967 1,7530 2,1315 2,4899 2,9467 3,2860
16 0,69013 1,1937 1,7459 2,1199 2,4729 2,9208 3,2520
17 0,68919 1,1910 1,7396 2,1098 2,4581 2,8982 3,2225
18 0,68837 1,1887 1,7341 2,1009 2,4450 2,8784 3,1966
19 0,68763 1,1866 1,7291 2,0930 2,4334 2,8609 3,1737
20 0,68696 1,1848 1,7247 2,0860 2,4231 2,8453 3,1534
21 0,68635 1,1831 1,7207 2,0796 2,4138 2,8314 3,1352
22 0,68580 1,1816 1,7171 2,0739 2,4055 2,8188 3,1188
23 0,68531 1,1802 1,7139 2,0687 2,3979 2,8073 3,1040
24 0,68485 1,1789 1,7109 2,0639 2,3910 2,7969 3,0905
25 0,68443 1,1777 1,7081 2,0595 2,3846 2,7874 3,0782
26 0,68405 1,1766 1,7056 2,0555 2,3788 2,7787 3,0669
27 0,68370 1,1757 1,7033 2,0518 2,3734 2,7707 3,0565
28 0,68335 1,1748 1,7011 2,0484 2,3685 2,7633 3,0469
29 0,68304 1,1739 1,6991 2,0452 2,3638 2,7564 3,0380
30 0,68276 1,1731 1,6973 2,0423 2,3596 2,7500 3,0298
40 0,68066 1,1673 1,6839 2,0211 2,3289 2,7045 2,9712
60 0,67862 1,1616 1,6707 2,0003 2,2991 2,6603 2,9146
120 0,67656 1,1559 1,6577 1,9799 2,2699 2,6174 2,8599

0,67449 1,1503 1,6449 1,9600 2,2414 2,5758 2,8070