Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio

de Janeiro

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Centro de Ciências Humanas e Sociais – CCHS LICENCIATURA EM HISTÓRIA
UNIRIO/CEDERJ

PRIMEIRA AVALIAÇÃO A DISTÂNCIA - 2013.1 DISCIPLINA:
HISTORIA E DOCUMENTO(OBRIGATÓRIA)

Coordenação: Professora Ana Maria Mauad

Nome: ANDRE LUIZ CORREIA Matrícula:13116090140 E-mail:correiaalc@yahoo.com.br Telefone: 35944580 Polo:Duque de Caxias Cidade em que reside:Rio de Janeiro
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A questão do Tempo
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Hartog, François, Regime de Historicidade(Time, History and the Writing of the Order of time). Disponível Acesso em: em

history: 24/02/2013.

http://www.fflch.usp.br/dh/heros/excerpta/hartog/hartog.html.

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a saber: em primeiro lugar. neste caso. Neste sentido. passado e futuro na escrita histórica. Desta forma. adota a noção de Regimes de Historicidade. Com isso. e. no qual. Sendo assim. Assim. em segundo lugar. a idéia de regime possui maior significância comparado à noção de época. regime é uma experiência temporal que liga presente. a Historia Magistra de acordo com visão do autor esta circunscrita desde a Antiguidade Clássica até a Revolução 2 .O presente trabalho visa elaborar uma resenha sobre o artigo de François Hartog Regime de Historicidade no qual o autor traz uma contribuição relevante para inteligibilidade dos sentidos da História no percurso histórico da sociedade ocidental. François Hartog inicialmente debate a idéia de tempo e História sob o olhar da crise das grandes narrativas na atualidade. o Historiador basicamente nos ensina que se podem ter dois Regimes de Historicidade: o primeiro é chamado Historia Magistra cujos acontecimentos pretéritos são utilizados como exemplos para condicionar o presente e o futuro. especialmente suscitando que a Historia e outras disciplinas acadêmicas deveriam buscar enunciados mais condizentes com o momento hodierno. ao refletir sobre a noção de tempo. Para ele. Isto é. a história também poderia agora nos orientar neste momento com um instrumental conceitual para construção de novos sentidos para compreensão da Historia nos documentos históricos. Hartog. o desenvolvimento histórico e a utilização por Hartog de vários pensadores relevantes para confirmação de sua tese. discutir pontos críticos da abordagem do historiador francês sem a pretensão de esgotar o assunto. são extremamente valiosas as concepções que distinguem os conceitos de época e regime. bem como a conseqüente definição da noção de Regime de Historicidade na obra do historiador francês. especialmente trazendo à luz o arcabouço teórico-conceitual. sem possuir uma conotação da história vivida. finalmente. mas apenas de trazer à tona questões problematicas inscritas no texto do historiador. Enquanto a noção de época estaria associada ao sentido de periodização ou cronologia histórica. a analise critica do texto será encaminhada sob três vieses inter-relacionados. será feita uma breve síntese do artigo colocando em tela o modo como o autor discute a temática principal.

3 . Método da História. o segundo caso seria a visão cristã de historia dominada pela transcendência e teleologia. Mais um outro exemplo seria tanto a volta pelos renascentistas ao passado greco-romano. O primeiro caso seria a pré-história da Historicidade. Destarte. Aliado a isso. neste sentido. como também os gregos com os heróis homéricos se enquadraram neste escopo teórico. De la vicissitude ou variété dês choses l”univers. neste caso. bem como denotavam igualmente momentos de convívio entre os dois regimes. Num primeiro momento. bem como o caso de Napoleão que viveu o limiar de ambos os regimes de historicidade. desenvolve um percurso histórico baseado no texto de alguns autores que de acordo com seu ponto de vista seriam testemunhas essências para compreender o processo de mudança que estava ocorrendo da Historia Magistra para o regime moderno de historicidade e deste para o presentismo. por sua vez. a saber: o desenvolvimento histórico e o emprego de alguns pensadores que se inscrevem nestes regimes de historicidade e nos quais iniciaram um processo de transição de um regime para outro. o segundo é chamado regime moderno de historicidade no qual a historia é vista como um processo linear. então.Francesa. Hartog. Hartog. o regime moderno de historicidade começa no final do século XVIII e se estende até 1989. e finalmente nos Ensaios de Montaigne. vê nas obras de J. mas que já começavam a questionar os exemplos do passado para o entendimento do presente e do futuro. feito essas breves considerações teóricas inscritas na obra de Hartog. pode se observar que Hartog estabeleceu exemplos de temporalidades singulares que objetivavam confirmar os regimes de historicidade predominantes. pode-se discutir uma outra dimensão colocada no texto do historiador francês. progressivo e contínuo de acumulo de fatos e acontecimentos para se obter um objetivo final ou uma teleologia. Desta maneira. textos modelares que ainda se utilizavam de pressupostos históricos da Historia Magistra. ou seja. Loys le Roy em seu. Bodin. o autor vê no exemplo de dois povos da Antiguidade uma preparação para os regimes de historicidade. tanto os mesopotâmios através dos oráculos históricos.

4 . a supervalorização do presente traz inconvenientes para época atual. especialmente pela descrença no passado e no futuro e inquietações para as gerações futuras. Nesta acepção. ou seja. neste contexto. percebe-se claramente uma visão sombria do futuro bem como uma nostalgia recorrente no texto de Hartog. é relevante destacar a critica levantada por certos historiadores à corrente positivista de História e.Num segundo momento. Hartog começa a identificar uma crise no regime moderno de historicidade. como igualmente apresentado através de vários intelectuais pelas mudanças paradigmáticas propostas por estes nas Ciências humanas. Deste modo. com isso. tanto demonstrado através de exemplos históricos que a historia linear e teleológica não conseguia retratar totalmente a realidade histórica. Neste sentido. quando o passado exemplar não entusiasma e nem valida o passado. feito esta abordagem teórica e histórica da obra de François Hartog. o regime moderno de historicidade muito empregado pelos historiadores positivistas era criticado pela sua adesão total a idéia de progresso e de nação. a subordinação do passado e do futuro ao presente trouxe uma nova perspectiva histórica. Por outro lado. podem se aventar alguns pontos críticos com o propósito de dialogar de forma mais profunda com o texto do historiador F. Hartog destaca os textos de Braudel e Lucien Febvre. os regimes de historicidade podem funcionar como uma História Universal e assim desvalorizam as histórias pessoais do cotidiano. Portanto. o Historiador elabora generalizações a partir de momentos históricos específicos. um primeiro ponto a considerar é o pessimismo latente no texto do historiador francês. para Hartog. Hartog. Outro ponto que pode ser levantado é a utilização de exemplos históricos particulares para se obter um conceito generalizante. Hartog identifica como a crise das metanarrativas estabelece um outro momento histórico: o presentismo. o historiador francês cita a obra de Chateaubriand como um exemplo do regime moderno de historicidade. bem como historiadores que centravam seus trabalhos no presente. Segundo ele. Mais uma outra questão seria uma preponderância do plano geral em detrimento ao plano particular. Finalmente. isto é. sobretudo deixando de lado temporalidades de povos indígenas e de grupamentos sociais marginalizados.

usp. vale considerar que o empreendimento intelectual de F. Referencia Bibliográfica Hartog.fflch. entretanto. François. obviamente. the Order of time). sobretudo ao questionar a noção de eterno presente e colocar em tela um recurso teórico para inteligibilidade dos escritos históricos. History and the Writing of history: 24/02/2013. todas as criticas supracitadas podem ser justas.br/dh/heros/excerpta/hartog/hartog. regime de historicidade(Time.html. Hartog é notável. Disponivel Acesso em: em http://www. 5 .Logo.