Uma certa tarde, Vovô Gui ouviu Cristian falar alto e zangado.

— O Téo quebrou meu carro de bombeiro! — Eu pisei nele sem querer — disse Téo. — Desculpe, Cristian. — Tem conserto? — perguntou Téo ao Vovô Gui. — Vou dar uma olhada. Com certeza podemos dar um jeito. — Nunca mais vou deixar o Téo mexer nos meus brinquedos — decidiu Cristian.

— Ora, Cristian — falou Vovô Gui — , o Téo pediu desculpas. — É difícil perdoar o Téo, Vovô… Mesmo ele sendo meu amigo. — Eu já lhes contei a história do Dino, o dinossauro? — quis saber Vovô Gui. — Ainda não — respondeu Cristian. — O amigo dele quebrou o carrinho dele também? — perguntou Téo.

— Não exatamente. Mas, uma vez, aconteceu um acidente que não deixou sua irmã nada feliz. Vamos lá na oficina. Enquanto conserto esse caminhão posso contar para vocês a história do Dino e sua turma.

A chuva já durava vários dias. Até que, certa manhã… — O sol saiu! — anunciou Dino cheio de alegria. — Vai ser um dia ótimo para brincar lá fora! Dino saiu de casa correndo para encontrar seus amigos. — Lico! — chamou Dino. Os dois dinossauros ficaram felizes em se reencontrarem.

— Onde está a Susi? — quis saber Dino. — Vamos ver se ela quer brincar conosco — propôs Lico. — Já sei do que podemos brincar: “caça bandeira”! — disse Dino mostrando uma bandeira que trouxera de casa. — Ótima ideia! Vamos lá! — concordou Lico.

Dino e Susi taparam os olhos e começaram a contar devagar: “Um, dois, três, quatro, cinco…”

Enquanto isso, Lico escondeu a bandeira em um tronco oco. — Lá vamos nós! — gritaram Dino e Susi. Os dois procuravam por toda parte. Finalmente Susi passou pelo esconderijo, olhou no oco da árvore e viu a bandeira. — Achei! — gritou. — Vou pegar você! — gritou Lico, quando saiu correndo atrás de Susi. Nesse momento, Dino pegou a bandeira e saiu em disparada. — Peguei a bandeira! — Vou pegar você antes de chegar à sua base! — disse Lico.

Enquanto os três brincavam, Dina, irmã de Dino, cuidava das flores que tão cuidadosamente havia plantado. Ao ouvir o som da correria e os risos altos do irmão e seus amigos, vindo da floresta na direção do seu jardim, levantou as mãos e gritou: — Não! Parem! — mas já era tarde demais.

— Minhas flores! Meu jardim! Todo o trabalho que tive! — O que aconteceu com a cerca em volta do jardim? — perguntou Dino. — A terra ficou fofa por causa da chuva e a cerca caiu — explicou Dina. Dino ficou triste com o que havia acontecido e tratou de acertar as coisas com a irmã.

— Desculpe, Dina, por ter estragado os canteiros. — Talvez possamos ajudar a arrumar o jardim da Dina — propôs Susi. — Sim! E podemos consertar a cerca para que isso não volte a acontecer — sugeriu Lico.

Dina pensou por um momento e concordou. — Eu perdoo você, Dino. E obrigado por me ajudarem a recuperar minhas plantas. Assim, os quatro amigos se puseram a trabalhar e, não demorou, o jardim estava bonito de novo.

— Como este carro de bombeiro — disse Vovô Gui e empurrou o brinquedo para Cristian. — Obrigado, Vovô! — agradeceu Cristian.

— Desculpe por quebrar seu carrinho. Vou ter mais cuidado da próxima vez — prometeu Téo.

— Téo, eu perdoo você por quebrar meu carro de bombeiro. Desculpe-me por ficar zangado com você — disse Cristian.

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