Vocabulário Internacional de Metrologia

3ª Edição Novembro 2008

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Concepção de capa Isabel Silva

ISBN 972-763-00-6 © reprodução proibida

Índice
Índice......................................................................................................................................1 Prefácio (à edição portuguesa)................................................................................................3 Prefácio (à edição internacional) .............................................................................................4 Introdução...............................................................................................................................5 Convenções ............................................................................................................................9 Âmbito .................................................................................................................................. 11 Capítulo 1: Grandezas e unidades ......................................................................................... 13 Capítulo 2: Medição .............................................................................................................. 25 Capítulo 3: Dispositivos de medição ...................................................................................... 41 Capítulo 4: Propriedades dos dispositivos de medição ........................................................... 45 Capítulo 5: Padrões .............................................................................................................. 53 Anexo A (Informativo): Esquemas Conceptuais ..................................................................... 61 Bibliografia............................................................................................................................ 75 Lista de Acrónimos................................................................................................................ 78 Indice Alfabético dos Termos em Português .......................................................................... 79 Índice Alfabético dos Termos em Inglês ................................................................................ 81 Índice Alfabético dos Termos em Francês ............................................................................. 84 Dicionário Trilingue ............................................................................................................... 87

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

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Prefácio (à edição portuguesa)
Em 1985, a Direcção-Geral da Qualidade publicou a 1ª Edição do VIM, depois de um trabalho de consenso a que em boa hora a Comissão Técnica Portuguesa de Normalização de Metrologia (CT 62) meteu mãos à obra, conseguindo num prazo notável elaborar e aprovar a tradução portuguesa do Vocabulário Internacional de Metrologia editado em 1984 por quatro organizações internacionais: BIPM, IEC, ISO e OIML. Na sua versão final, colaboraram inúmeras entidades do campo da ciência e da investigação, além de outras Comissões Técnicas de normalização. Em 1996, o IPQ promoveu a elaboração de uma 2ª Edição, com base na revisão efectuada em 1994 à 2ª Edição internacional. Essa nova edição, uma vez extinta a CT 62, foi preparada no seio da Comissão Permanente para a Metrologia do Conselho Nacional da Qualidade, e permaneceu, durante quatro meses, em consulta pública tendo em vista obter contribuições para a sua melhoria. Foi então editada uma 2ª edição do VIM, com base no trabalho desenvolvido internacionalmente pelo Grupo de Trabalho, no qual participaram oito organizações consagradas e para a qual contribuíram peritos nacionais, individual e colectivamente, quer através do Laboratório Nacional de Metrologia quer através do Organismo Nacional de Normalização. A 3ª Edição internacional agora editada foi produzida, ao longo de 10 anos de trabalho, pelo Grupo de Trabalho 2 do Comité Conjunto para os Guias de Metrologia (JCGM), presidido pelo Director do Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), e constituído pelo BIPM, Comité Electrotécnico Internacional (IEC), Federação Internacional de Química Clínica e Laboratórios Médicos (IFCC), Organização Internacional de Normalização (ISO), União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), União Internacional de Física Pura e Aplicada (IUPAP), Organização Internacional de Metrologia Legal (OIML) e a organização para a Cooperação Internacional da Acreditação de Laboratórios (ILAC). Esta 3ª Edição do VIM constitui a 1ª edição do Guia ISO/IEC 99, em português. Esta Edição nacional foi traduzida pelo IPQ e é uma versão trilingue onde se faz acompanhar a tradução para português das definições dos termos constantes da versão internacional, com as respectivas designações em inglês e francês, separadas por uma barra “/”, para além de um dicionário trilingue no final. Este Vocabulário em português – traduzido a partir da edição internacional, tal como se referia na 1ª edição, enquanto documento normativo puro não é imperativo. Porém, mal seria que obtido o consenso possível entre as organizações mais representativas a nível científico, desde logo fosse ignorado. Com a sua publicação, recomenda-se vivamente a sua atenta utilização por todas as entidades, instituições, empresas e especialistas. O IPQ manter-se-á igualmente atento em relação à eventual necessidade da sua revisão.

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Prefácio (à edição internacional)
A ISO (Organização Internacional de Normalização) é uma federação mundial de organismos nacionais de normalização (membros da ISO). Em geral, a elaboração de Normas internacionais é confiada aos comités técnicos da ISO,. Cada membro interessado num assunto tem o direito de integrar o comité técnico criado para o efeito. As organizações internacionais, governamentais e não-governamentais, em ligação com a ISO participam igualmente nos trabalhos. A ISO colabora estreitamente com a Comissão Electrotécnica Internacional (IEC), no que respeita à normalização electrotécnica. As Normas internacionais são redigidas em conformidade com as regras das Directivas ISO/IEC, Parte 2. Os projectos de Guias adoptados pelo Comité ou pelo grupo responsável são submetidos ao sufrágio dos membros. A sua publicação como Guias requer a aprovação por um mínimo de 75 % dos membros votantes. Chama-se a atenção para o facto, que certos elementos do presente documento podem ser objecto de direito de propriedade intelectual ou de direitos análogos. A ISO não será responsabilizável pela identificação de tais direitos. Esta primeira edição do Guia ISO/IEC 99 anula e substitui a 2ª edição do VIM e é equivalente a uma sua 3ª edição. Para mais informação, ver a Introdução (0.2). No presente documento, notar que a conhecida publicação «GUM» foi agora adoptada sob a referência Guia ISO/IEC 98-3:2008. Quando um parágrafo específico é citado, refere-se ao Guia ISO/IEC 98-3:2008.

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Introdução
0.1 Geral Em geral, um vocabulário é um “dicionário terminológico que contém designações e definições e um ou mais assuntos específicos” (ISO 1087-1:2000, §3.7.2). O presente Vocabulário diz respeito à metrologia, a “ciência da medição e suas aplicações”. Ele abrange também os princípios básicos aplicáveis às grandezas e unidades. O domínio das grandezas e unidades pode ser tratado de inúmeras formas. O capítulo 1 deste Vocabulário constitui uma destas formas e baseia-se nos princípios contidos nas várias partes da norma internacional ISO 31, Grandezas e unidades, presentemente em substituição pela ISO/IEC 80000, Grandezas e unidades, e ainda na brochura “SI, The International System of Units” (publicada pelo BIPM). A 2ª edição do VIM foi publicada em 1993. A necessidade de abranger as medições em química e na biomedicina pela primeira vez, bem como a incorporação de conceitos suplementares como os relacionados com a rastreabilidade metrológica, a incerteza de medição e as propriedades qualitativas levou a esta 3ª edição. Para melhor reflectir o conteúdo desta edição e sublinhar o papel essencial dos conceitos no desenvolvimento de um vocabulário, o título foi adaptado: “VOCABULÁRIO INTERNACIONAL DE METROLOGIA. Conceitos Básicos e Gerais e Termos Associados” Neste Vocabulário, considera-se que não há diferença fundamental nos princípios básicos das medições na física, na química, na biomedicina, na biologia ou na engenharia. Além disso, tentou-se ir ao encontro das necessidades conceptuais das medições nos domínios da bioquímica, ciências alimentares, ciência forense e biologia molecular. Alguns conceitos que existiam na 2ª edição do VIM não aparecem nesta 3ª edição, porque deixaram de ser considerados fundamentais ou gerais. Por exemplo, o conceito “tempo de resposta” usado para descrever o comportamento temporal de um sistema de medição não é incluído. Conceitos relacionados com dispositivos de medição não cobertos por esta 3ª edição do VIM podem ser encontrados em outros vocabulários como o da norma IEC 60050, Vocabulário Internacional Electrotécnico. Para os conceitos relacionados com a gestão da qualidade, acordos de reconhecimento mútuo ou metrologia legal, o leitor é conduzido para a bibliografia especializada. O desenvolvimento desta 3ª edição do VIM levantou questões fundamentais acerca das diferentes abordagens filosóficas usadas na caracterização das medições, que se sumarizam a seguir. Estas diferenças levaram, em alguns casos, a dificuldades no estabelecimento das definições compatíveis com essas abordagens. Nesta 3ª edição, tais abordagens são tratadas em pé de igualdade. A evolução no tratamento da incerteza de medição, de uma abordagem de “erro” (por vezes chamada de “tradicional” ou de “valor verdadeiro”) para uma abordagem de “incerteza”, conduziu a reconsiderar alguns dos conceitos que figuravam na segunda edição do VIM. O objectivo das medições na abordagem de “erro” era o de determinar uma estimativa do valor verdadeiro a mais próxima possível desse valor verdadeiro único. O desvio em relação ao valor verdadeiro seria devido a erros sistemáticos e aleatórios. Estes dois tipos de erros, que se admitem distinguíveis, têm de ser tratados diferentemente. Não se pode estabelecer nenhuma regra que indique o modo de os combinar, para se obter o erro total, que caracterize o resultado de uma dada medição, sendo este em geral uma estimativa. Somente é possível estimar um limite superior do valor absoluto do erro total, por vezes abusivamente denominado de “incerteza”. Na Recomendação do CIPM INC-1 (1980) sobre a expressão das incertezas, sugere-se que as componentes da incerteza de medição sejam agrupadas em duas categorias, Tipo A e Tipo B, de acordo com o método usado na sua avaliação, estatístico ou outros, combinando-as para obter uma variância em conformidade com as regras da teoria matemática da probabilidade, tratando também as componentes de Tipo B em termos das suas variâncias. O desvio-padrão

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VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA resultante é uma expressão da incerteza da medição. Uma descrição da abordagem de “incerteza” é descrita pelo GUM – Guide to the Expression of Uncertainty in Measurement, GUM (1993, corrigido em 1995) que focalizou o tratamento matemático da incerteza num modelo da medição explicito, baseado na assumpção de que a mensuranda pode ser caracterizada por um valor essencialmente único. Para além disso, no GUM, bem como nos documentos da IEC, são dadas indicações sobre a abordagem de “incerteza” no caso de uma única indicação de um instrumento de medição calibrado, uma situação normal na metrologia industrial. O objectivo da medição na abordagem “incerteza” não é o de determinar um valor tão próximo quanto possível do valor verdadeiro. Esta abordagem começa por reconhecer que a informação obtida numa medição só permite atribuir um intervalo de valores à mensuranda, baseada na assumpção de que não foram cometidos erros na medição. Informações adicionais pertinentes podem reduzir o conjunto de valores atribuíveis à mensuranda. Mesmo na medição mais sofisticada, não pode reduzir-se o intervalo de valores a um só valor, porque a quantidade de informação na definição da mensuranda é finita. A incerteza definicional impõe então um limite mínimo a qualquer incerteza de medição. O intervalo pode ser representado por um dos seus valores denominado “valor medido”. No GUM, a incerteza definicional é considerada desprezável relativamente às outras componentes da incerteza de medição. O objectivo da medição é então o estabelecimento da probabilidade deste valor único estar no interior de um intervalo de valores medidos, baseando-se na informação obtida pelas medições. Os documentos da IEC focalizam-se em medições com uma simples indicação que permitem estudar se as grandezas variam no tempo pela determinação da compatibilidade dos resultados da medição. A IEC trata também o caso das incertezas definicionais não desprezáveis. A validade dos resultados da medição depende grandemente das propriedades metrológicas do instrumento, determinadas na sua calibração. O intervalo dos valores atribuídos à mensuranda é o intervalo dos valores dos padrões que teriam dado a mesma indicação. No GUM, o conceito de valor verdadeiro é mantido para descrever o objectivo da medição mas o adjectivo “verdadeiro” é considerado redundante. A IEC não utiliza o conceito para descrever este objectivo. No presente Vocabulário, o conceito e o termo são mantidos, tendo em conta a sua utilização frequente e a importância deste conceito. 0.2 História do VIM Em 1997, foi constituído o Joint Committee for Guides in Metrology (JCGM), presidido pelo Director do BIPM, composto pelas sete Organizações Internacionais que tinham preparado as versões originais do Guia para a expressão da incerteza de medição (GUM) e do Vocabulário internacional dos termos básicos e gerais de metrologia (VIM). Este JCGM assumiu o trabalho do Technical Advisory Group 4 (TAG 4) da ISO que tinha desenvolvido inicialmente o VIM e o GUM. O JCGM foi inicialmente constituído por representantes do Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), a Comissão Electrotécnica Internacional (IEC), a Federação Internacional de Química Clínica (IFCC), a Organização Internacional de Normalização (ISO), a União Internacional da Química Pura e Aplicada (IUPAC), a União Internacional da Física Pura e Aplicada (IUPAP) e a Organização Internacional de Metrologia Legal (OIML). Em 2005, o ILAC (Cooperação Internacional da Acreditação de Laboratórios) juntou-se oficialmente ao JCGM. O JCGM tem dois grupos de trabalho: o WG 1 para o GUM tem a missão de promover o uso do GUM e preparar Suplementos ao GUM para alargar a sua aplicação e o WG 2 para o VIM tem a missão de rever o VIM e promover a sua aplicação. O WG 2 é composto por até dois representantes de cada organização membro, podendo ser acompanhados de um número limitado de peritos. A 3ª edição do VIM foi preparada pelo WG 2. Em 2004, foi submetido um primeiro documento de trabalho da 3ª edição do VIM, para comentários e propostas, às 8 organizações representadas no JCGM que, na maioria dos

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VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA casos, consultaram os seus membros e associados, incluindo numerosos Laboratórios Nacionais de Metrologia. Os comentários foram estudados e discutidos, tomados em consideração quando adequados e respondidos pelo WG 2. Um documento final da 3ª edição foi submetido em 2006 às 8 organizações para revisão e aprovação. Todos os subsequentes comentários foram considerados e tomados em conta adequadamente pelo WG 2. A 3ª edição do VIM foi aprovada por unanimidade por todas as organizações-membro do JCGM.

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Convenções
Regras terminológicas As definições e termos dados nesta 3ª edição, bem como os seus formatos, respeitam tanto quanto possível as regras terminológicas estabelecidas nas normas ISO 704, ISO 1087-1 e ISO 10241. Em particular, aplica-se o princípio da substituição, segundo o qual é possível em qualquer definição substituir um termo referindo um conceito algures existente no VIM, pela definição correspondente, sem introduzir contradição ou circularidade. Os conceitos estão agrupados em 5 capítulos por uma ordem lógica em cada capítulo. Em algumas definições, o uso de conceitos não definidos, chamados “primitivos”, é imprescindível. Neste Vocabulário, esses conceitos incluem: sistema, componente, fenómeno, corpo, substância, propriedade, referência, exame, magnitude, material, dispositivo e sinal. Para facilitar a compreensão das diferentes relações entre vários conceitos dados neste Vocabulário, foram introduzidos diagramas-conceptuais de carácter informativo no Anexo A. Número de referência Os conceitos existentes, em ambas as 2ª e 3ª edições, têm uma dupla referência: a da 3ª edição a negrito e a da 2ª edição em parêntesis sem negrito. Sinónimos São admitidos múltiplos termos para os mesmos conceitos. Quando existe mais de um o primeiro é o preferido e é utilizado sempre que possível. Impressão a negrito Os termos utilizados numa definição são impressos a negrito. No texto de uma dada entrada, os termos que são definidos algures no VIM são também impressos a negrito na primeira aparição. Citações No texto, entre aspas simples ou duplas são usadas para referir citações de outros termos salvo quando estão em negrito, ou para isolar palavras ou grupos de palavras do seu contexto. Sinal decimal O sinal decimal em português é a vírgula na linha. Termos portugueses “medida” e “medição” A palavra portuguesa “medida” tem múltiplos significados. Assim, neste Vocabulário (como nas edições anteriores) é utilizada a palavra “medição” para significar o acto da medição e a palavra “medida”, em regra, está associada ao resultado da medição. Símbolo de “igual por definição” O símbolo “:=” significa “é igual por definição”, tal como está estabelecido nas séries de normas ISO/IEC 80000.

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VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA Intervalo O termo "intervalo" é utilizado junto com o símbolo [a; b] para referir o conjunto de números reais x tais que a ≤ x ≤ b , em que a e b > a são números reais. O termo "intervalo" é utilizado aqui para “intervalo fechado”. Os símbolos a e b são os “limites” do intervalo [ a; b ].
EXEMPLO [-4; 2]

-5

-4

-3

-2

-1

0

1

2

3

x

Limite a = -4

Limite b = 2

Os dois limites -4 e 2 do intervalo [-4; 2] podem ser referidos como -1 ± 3. A última expressão não identifica o intervalo [-4; 2]. Gama do intervalo Gama A gama do intervalo [ a; b ] é a diferença b − a e identifica-se como r [ a; b ] .
1

EXEMPLO r [-4; 2] = 2 - (-4) = 6

-5

-4

-3

-2

-1

0

1

2

3

x

r=6

Nota: Em inglês, este conceito é denominado “range” ou “span”.

1

Nota do tradutor: a letra “r ” provém do inglês “range” e foi adoptada no português, tal como no francês, muito embora o termo francês seja “étendue”, 10

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Âmbito
Neste Vocabulário, são dados as definições e os termos associados, em português, inglês e francês, para um sistema de conceitos básicos e gerais, usados em Metrologia, juntamente com diagramas conceptuais que mostram as suas relações. É dada informação adicional na forma de Exemplos e Notas em diversas definições. Este Vocabulário pretende ser uma referência para cientistas e engenheiros – incluindo físicos, químicos, médicos, bem como para professores e técnicos – envolvidos no planeamento e realização de medições, qualquer que seja o nível de incerteza e campo de aplicação. Pretende ser também uma referência para organizações governamentais e intergovernamentais, associações comerciais, organismos de acreditação, reguladores e associações profissionais. São referidos conceitos para descrever a medição segundo diferentes abordagens. As organizações que integram o JCGM podem seleccionar os conceitos e definições de acordo com as respectivas terminologias. Todavia, este Vocabulário pretende promover a harmonização global da terminologia metrológica.

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Capítulo 1: Grandezas e unidades
1.1 (1.1) grandeza / quantity / grandeur propriedade de um fenómeno, corpo, ou substância, que se pode exprimir quantitativamente sob a forma de um número e de uma referência
NOTA 1 O conceito genérico de uma grandeza pode ser subdividido em conceitos específicos a vários níveis, como indicado na tabela seguinte. A coluna da esquerda da tabela apresenta conceitos específicos do conceito de grandeza. Estes são conceitos genéricos para as grandezas individuais da coluna da direita. raio, r comprimento, l comprimento de onda, λ energia cinética, T calor, Q carga eléctrica, Q resistência eléctrica, R concentração da quantidade de matéria da entidade B, c B número volúmico da entidade B, C B dureza Rockwell C (150 kg de carga), HRC(150 kg) NOTA 2 raio do círculo A, r A ou r (A) comprimento da radiação D do sódio, λ D ou λ (D; Na) energia cinética da partícula i num dado sistema, T i calor de vaporização da amostra i de água, Q i carga eléctrica do protão, e resistência eléctrica da resistência i num dado circuito, R i concentração da quantidade de matéria de etanol na amostra de vinho i , c i (C 2 H 5 OH) número volúmico de eritrocitos na amostra de sangue i , C (Erys; B i) dureza Rockwell C da amostra de aço i , HRC i(150 kg)

energia, E

Uma referência pode ser uma unidade de medida, um procedimento de medição, um material de referência ou uma combinação deles. Os símbolos das grandezas são definidos na norma internacional ISO/IEC 80000, Grandezas e unidades. Os símbolos das grandezas são escritos em itálico. Um dado símbolo pode indicar diferentes grandezas. O formato preferido pela IUPAC-IFCC para a designação de grandezas na biomedicina é “Sistema−Componente; grandeza em sentido geral”. EXEMPLO: “Plasma (Sangue)−Ião de sódio; concentração de quantidade de matéria igual a 143 mmol/l numa dada pessoa em determinado momento”.

NOTA 3

NOTA 4

NOTA 5

Uma grandeza tal como definida aqui é um escalar. Contudo, um vector ou um tensor cujos componentes sejam grandezas também são considerados grandezas. Em caso de ambiguidade, o termo ”grandeza” pode ser qualificado, por exemplo, “grandeza física”, “grandeza química”, “grandeza biológica” ou grandeza de base e grandeza derivada.

NOTA 6

1.2 (1.1, nota 2) natureza de uma grandeza / kind of quantity / nature de grandeur natureza / kind / nature aspecto comum a grandezas mutuamente comparáveis

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NOTA 1 Em inglês, o termo “grandeza em sentido geral” e “grandeza” são frequentemente usados para kind of quantity. Em francês, o termo “nature” só é usado em expressões tais como “grandeurs de même nature” (em inglês, “quantities of the same kind”). EXEMPLOS: As grandezas diâmetro, perímetro e comprimento de onda, são geralmente consideradas grandezas da mesma natureza, nomeadamente, da natureza da grandeza denominada comprimento. As grandezas calor, energia cinética e energia potencial são geralmente consideradas grandezas da mesma natureza, nomeadamente, da natureza da grandeza denominada energia. NOTA 2 O agrupamento de grandezas segundo a sua natureza é de certo modo arbitrário. EXEMPLO: As grandezas momento de força e energia, por convenção, não são consideradas da mesma natureza, apesar de terem a mesma dimensão. Do mesmo modo, a capacidade térmica e a entropia, bem como o número de entidades, permeabilidade relativa e a fracção mássica. NOTA 3 Grandezas da mesma natureza, num dado sistema de grandezas, têm a mesma dimensão da grandeza. Contudo, grandezas com a mesma dimensão não são necessariamente da mesma natureza.

1.3 (1.2) sistema de grandezas / system of quantities / système de grandeurs conjunto de grandezas associado a um conjunto de relações não contraditórias entre essas grandezas
NOTA As grandezas ordinais, tais como a dureza Rockwell C, não são usualmente consideradas parte de um sistema de grandezas porque apenas estão relacionadas com outras grandezas mediante relações empíricas.

1.4 (1.3) grandeza de base / base quantity / grandeur de base grandeza num subconjunto convencionalmente escolhido de um dado sistema de grandezas, no qual nenhuma grandeza do subconjunto possa ser expressa em função das outras
NOTA 1 O subconjunto mencionado na definição é denominado o conjunto das grandezas de base. EXEMPLO: O conjunto de grandezas Grandezas (ISQ) é dado em 1.6. NOTA 2 de base do Sistema Internacional de

As grandezas de base são referidas como mutuamente independentes, dado que uma grandeza de base não pode ser expressa como o produto de potências das outras grandezas de base. A grandeza “número de entidades” pode ser considerada uma grandeza de base em qualquer sistema de grandezas.

NOTA 3

1.5 (1.4) grandeza derivada / derived quantity / grandeur dérivée grandeza, num sistema de grandezas, definida em função das grandezas de base desse sistema
EXEMPLO: Num sistema de grandezas que tenha as grandezas de base comprimento e massa, a massa volúmica é uma grandeza derivada, definida como o quociente da massa pelo volume (comprimento ao cubo).

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VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA 1.6 Sistema Internacional de grandezas / International System of Quantities / Système international de grandeurs ISQ sistema de grandezas baseado nas sete grandezas de base comprimento, massa, tempo, corrente eléctrica, temperatura termodinâmica, quantidade de matéria e intensidade luminosa
NOTA 1 Este sistema de grandezas está publicado na norma internacional ISO/IEC 80000, Grandezas e unidades. O Sistema Internacional de Unidades (SI), ver item 1.16, está baseado no ISQ.

NOTA 2

1.7 (1.5) dimensão da grandeza / quantity dimension ou dimension of a quantity / dimension d'une grandeur dimensão / dimension / dimension expressão da dependência de uma grandeza em relação às grandezas de base de um sistema de grandezas sob a forma do produto de potências de factores correspondendo às grandezas de base omitindo qualquer factor numérico
EXEMPLO 1: No SI, a dimensão da grandeza força é expressa como dim F = L M T . EXEMPLO 2: No mesmo sistema de grandezas, dim ϱ B = M L é a dimensão da –3 grandeza concentração mássica do componente B e M L é também a dimensão da
-3 –2

massa volúmica ϱ . EXEMPLO 3: O período T de um pêndulo de comprimento l, num local com a aceleração da gravidade g, é:

T = 2π

l g

ou T = C (g ) l

onde C ( g ) =

2π g

Assim,

dim C( g ) = L-1/2 T
NOTA 1 Uma potência de um factor é o factor elevado a um expoente. Cada factor é a dimensão da grandeza de base. A representação simbólica convencionada da dimensão de uma grandeza de base é uma única letra maiúscula romana direita. A representação simbólica convencionada da dimensão de uma grandeza derivada é o produto de potências das dimensões das grandezas de base de acordo com a definição da grandeza derivada. A dimensão da grandeza Q é notada por dim Q . Ao estabelecer a dimensão de uma grandeza não interessa o carácter de escalar, vector ou tensor. Num dado sistema de grandezas, – grandezas da mesma natureza têm a mesma dimensão, – grandezas de diferentes dimensões são sempre de natureza diferente e – grandezas da mesma dimensão nem sempre são da mesma natureza.
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NOTA 2

NOTA 3

NOTA 4

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NOTA 5 No ISQ, os símbolos que representam as dimensões das grandezas de base são: Grandeza de base comprimento massa tempo corrente eléctrica temperatura termodinâmica quantidade de matéria intensidade luminosa Símbolo da dimensão L M T I Θ N J

Assim, a dimensão da grandeza Q é notada por dim Q = L α M β T γ I δ Θ ε N ζ J η onde os expoentes, denominados expoentes dimensionais, são positivos, negativos, ou zero.

1.8 (1.6) grandeza adimensional / quantity of dimension one / grandeur sans dimension grandeza de dimensão um / dimensionless quantity / grandeur de dimension un grandeza para a qual todos os expoentes dos factores correspondentes às grandezas de base na sua dimensão são zero
NOTA 1 O termo “grandeza adimensional” é vulgarmente usado na linguagem portuguesa. Ele resulta do facto de que todos os expoentes são zero na representação simbólica da dimensão dessas grandezas. O termo “grandeza de dimensão um” reflecte a convenção segundo a qual a representação simbólica de tais grandezas é o símbolo 1 (ver ISO 310:1992, subcláusula 2.2.6). As unidades de medida e os valores das grandezas adimensionais são números, mas tais grandezas fornecem mais informação do que um número. Algumas grandezas adimensionais são definidas pelas relações entre duas grandezas da mesma natureza. EXEMPLOS: ângulo plano, ângulo sólido, índice de refracção, permeabilidade relativa, fracção mássica, factor de atrito, número de Mach. NOTA 4 Os números de entidades são grandezas adimensionais. EXEMPLOS: Número de espiras numa bobine, número de moléculas numa dada amostra, degenerescência (número de níveis energéticos) de um sistema quântico.

NOTA 2

NOTA 3

1.9 (1.7) unidade de medida / measurement unit ou unit of measurement / unité de mesure unidade / unit / unité grandeza escalar, definida e adoptada por convenção, com a qual qualquer outra grandeza da mesma natureza pode ser comparada para exprimir a relação das duas grandezas sob a forma de um número
NOTA 1 NOTA 2 As unidades de medida têm nomes e símbolos designados por convenção. As unidades de medida da mesma dimensão são designadas pelo mesmo nome e símbolo, mesmo quando as grandezas não são da mesma natureza. Por exemplo, joule por kelvin e J/K são respectivamente o nome e símbolo da unidade de medida de capacidade térmica e da unidade de medida de entropia, que não são geralmente consideradas grandezas da mesma natureza. Contudo, existem alguns casos especiais de nomes de unidades de medida de uso restringido a certas grandezas de uma natureza especificada. Por exemplo,

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a unidade de medida ‘segundo à potência menos um’ (1/s) é chamada hertz (Hz) quando usada para frequências e becquerel (Bq) quando usada para a actividade de radionuclidos. NOTA 3 As unidades de medida de grandezas adimensionais são números. Em alguns casos são dados nomes especiais a estas unidades, por exemplo, radiano, esterradiano e decibel, ou -3 são expressas por quocientes tais como milimole por mole igual a 10 e micrograma por -9 quilograma igual a 10 . Para uma dada grandeza, o termo “unidade” é muitas vezes associado ao nome da grandeza, tal como “unidade de massa”.

NOTA 4

1.10 (1.13) unidade de base / base unit / unité de base unidade de medida que é adoptada por convenção para uma grandeza de base
NOTA 1 Num sistema de unidades coerente, há apenas uma unidade de base para cada grandeza de base. EXEMPLO: No ISQ, o metro é a unidade de base de comprimento. No sistema CGS, o centímetro é unidade de base de comprimento. NOTA 2 Uma unidade de base pode ser também usada para uma unidade derivada da mesma dimensão. EXEMPLO: A pluviosidade, definida como volume por área, tem o metro como unidade de medida coerente no SI. NOTA 3 Para o número de entidades, o número um, símbolo 1, pode ser considerado a unidade de base em qualquer sistema de unidades.

1.11 (1.14) unidade derivada / derived unit / unité dérivée unidade de medida para uma grandeza derivada
EXEMPLOS: O metro por segundo, símbolo m/s e o centímetro por segundo, símbolo cm/s, são unidades derivadas da velocidade no SI. O quilómetro por hora, símbolo km/h, é uma unidade de medida de velocidade fora do SI mas aceite para uso com o SI. O nó, igual a uma milha náutica por hora, é uma unidade de medida fora do SI.

1.12 (1.10) unidade derivada coerente / coherent derived unit / unité dérivée cohérente unidade derivada que, para um dado sistema de grandezas e para um dado conjunto de unidades de base, é o produto de potências das unidades de base sem outro factor de proporcionalidade que o número um
NOTA 1 NOTA 2 Uma potência de uma unidade de base é a unidade de base elevada a um expoente. A coerência só pode ser determinada relativamente a um sistema de grandezas particular e a um dado conjunto de unidades de base. EXEMPLOS: Se o metro, o segundo e a mole são unidades de base, o metro por segundo é a unidade derivada coerente de velocidade quando a velocidade é definida pela equação da grandeza v = dr / dt , e a mole por metro cúbico é a unidade derivada coerente de concentração de quantidade de matéria quando a concentração de quantidade de matéria é definida pela equação da grandeza c = n / V . O quilómetro por hora e o nó, dados como exemplos de unidades derivadas em 1.11, são unidades derivadas não coerentes nesse sistema.

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NOTA 3 Uma unidade derivada pode ser coerente num sistema de grandezas e não o ser noutro. EXEMPLO: O centímetro por segundo é a unidade derivada coerente de velocidade no sistema de unidades CGS mas não é uma unidade derivada coerente no SI. NOTA 4 A unidade derivada coerente para qualquer grandeza adimensional num dado sistema de unidades é o número um, símbolo 1. O nome e o símbolo da unidade de medida um não são geralmente indicados.

1.13 (1.9) sistema de unidades / system of units / système d'unités conjunto de unidades de base e unidades derivadas, dos seus múltiplos e submúltiplos, definidos de acordo com as regras de um dado sistema de grandezas 1.14 (1.11) sistema coerente de unidades / coherent system of units / système cohérent d'unités sistema de unidades, baseado num dado sistema de grandezas, no qual a unidade de medida para cada grandeza derivada é uma unidade derivada coerente
EXEMPLO: O conjunto das unidade SI coerentes e as relações entre essas unidades. NOTA 1 Um sistema de unidades só é coerente relativamente a um sistema de grandezas e às unidades de base adoptadas. Para um sistema coerente de unidades, as equações de valores numéricos têm a mesma forma, incluindo factores numéricos, das correspondentes equações das grandezas.

NOTA 2

1.15 (1.15) unidade fora do sistema / off-system measurement unit ou off-system unit / unité hors système unidade de medida que não pertence a um dado sistema de unidades
EXEMPLO 1: O electrãovolt (cerca de 1,602 18 × 10 energia fora do sistema, relativamente ao SI.
-19

J) é uma unidade da grandeza

EXEMPLO 2: O dia, a hora e o minuto são unidades de medida fora do sistema, relativamente ao SI.

1.16 (1.12) Sistema Internacional de unidades / International System of Units / Système international d'unités SI Sistema de unidades baseado no Sistema Internacional de grandezas, incluindo os nomes e símbolos das unidades, as séries de prefixos e os respectivos nomes e símbolos, juntamente com as regras para o seu uso, adoptado pela Conferência Geral de Pesos e Medidas (CGPM)
NOTA 1 O SI baseia-se nas sete grandezas de base do ISQ e os nomes e os símbolos das unidades de base estão contidos na tabela seguinte:

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Grandeza de base Nome comprimento massa tempo corrente eléctrica temperatura termodinâmica quantidade de matéria intensidade luminosa NOTA 2

Unidade de base Nome metro quilograma segundo ampere kelvin mole candela Símbolo m kg s A K mol cd

As unidades de base e as unidades derivadas coerentes do SI constituem um conjunto coerente, chamado “conjunto das unidades do SI coerentes”. Para uma descrição completa do Sistema Internacional de unidades, ver a corrente edição da brochura SI publicada pelo Bureau International des Poids et Mesures (BIPM) e disponível no sítio do BIPM www.bipm.org. Na álgebra das grandezas, a grandeza ‘número de entidades’ é frequentemente considerada uma grandeza de base, com a unidade de base um, símbolo 1. Os prefixos SI para os múltiplos e submúltiplos das unidades são: Prefixo Prefixo Factor Nome Símbolo da h k M G T P E Z Y 10 − 10 10
1

NOTA 3

NOTA 4

NOTA 5

Factor

Nome deci centi mili micro nano pico femto atto zepto yocto

Símbolo d c m µ n p f a z y

10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

1 2 3 6 9 12 15 18 21 24

deca hecto quilo mega giga tera peta exa zetta yotta

−2 −3 6

10 − 10 10

−9 − 12 15

10 − 10

− 18 21 24

10 − 10 −

1.17 (1.16) múltiplo de uma unidade / multiple of a unit / multiple d'une unité unidade de medida obtida pela multiplicação de uma dada unidade de medida por um inteiro superior a um
EXEMPLO 1: O quilómetro é um múltiplo decimal do metro. EXEMPLO 2: A hora é um múltiplo não-decimal do segundo. NOTA 1 Os prefixos para os múltiplos decimais das unidades SI de base e derivadas são dados na NOTA 5 de 1.16.

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NOTA 2 Os prefixos SI representam estritamente potências de 10 e não devem ser usados para potências de 2. Por exemplo, 1 kilobit não deve ser usado para representar 1 024 bits 10 (2 bits), mas sim 1 kibibit.

Prefixos para os múltiplos binários: Factor Nome (2 ) (2 ) (2 ) (2 ) (2 ) (2 ) (2 ) (2 )
10 8 10 7 10 6 10 5 10 4 10 3 10 2 10 1

Prefixo Símbolo Yi Zi Ei Pi Ti Gi Mi Ki

yobi zebi exbi pebi tebi gibi mebi kibi

Fonte: IEC 80000-13

1.18 (1.17) submúltiplo de uma unidade / submultiple of a unit / sous-multiple d'une unité unidade de medida obtida pela divisão de uma dada unidade de medida por um inteiro superior a um
EXEMPLO 1: O milímetro é um submúltiplo decimal do metro. EXEMPLO 2: Para o ângulo plano, o segundo é um submúltiplo não decimal do minuto. NOTA Os prefixos SI para os submúltiplos decimais são dados na NOTA 5 de 1.16.

1.19 (1.18) valor de uma grandeza / quantity value ou value of a quantity / valeur d'une grandeur valor / value / valeur conjunto de um número e de uma referência constituindo a expressão quantitativa de uma grandeza
EXEMPLO 1: Comprimento de uma dada barra: 5,34 m ou 534 cm EXEMPLO 2: Massa de um dado corpo: 0,152 kg ou 152 g EXEMPLO 3: Curvatura de um dado arco: 112 m −
1

EXEMPLO 4: Temperatura Celsius de uma dada amostra: −5 °C

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EXEMPLO 5: Impedância eléctrica de um dado elemento de um circuito a uma dada frequência, em que j é a unidade imaginária: (7 + 3j) Ω EXEMPLO 6: Índice de refracção de uma dada amostra de vidro: 1,32 EXEMPLO 7: Dureza Rockwell C de uma dada amostra (150 kg de carga): 43,5 HRC(150 kg) EXEMPLO 8: Fracção mássica de cádmio numa dada amostra de cobre: 3 µg/kg ou 3 × 10
−9

EXEMPLO 9: Molalidade de Pb 1,76 µmol/kg

2+

numa dada amostra de água:

EXEMPLO 10: Concentração de quantidade de matéria arbitrária de lutropina numa dada amostra de plasma (norma internacional 80/552 da OMS): 5,0 UI/L NOTA 1 O valor de uma grandeza tanto pode ser, de acordo com o tipo de referência: - o produto de um número por uma unidade de medida (ver os Exemplos 1, 2, 3, 4, 5, 8 e 9); a unidade um é geralmente omitida para as grandezas adimensionais (ver os Exemplos 6 e 8); - um número e a referência a um procedimento de medição (ver o Exemplo 7); - um número e um material de referência (ver o Exemplo 10). NOTA 2 NOTA 3 O número pode ser complexo (ver o Exemplo 5). O valor de uma grandeza pode ser apresentado em mais de uma forma (ver os Exemplos 1, 2 e 8). No caso de uma grandeza vectorial ou tensorial, cada componente tem um determinado valor. EXEMPLO: Força vectorial actuando numa dada partícula, coordenadas cartesianas: (F x ; F y ; F z) = (−31,5; 43,2; 17,0) N. por exemplo, em

NOTA 4

1.20 (1.21) valor numérico de uma grandeza / numerical quantity value ou numerical value of a quantity / valeur numérique d'une grandeur valor numérico / numerical value / valeur numérique número na expressão do valor de uma grandeza, que não o número usado como referência
NOTA 1 Para as grandezas adimensionais, a referência é uma unidade de medida que é um número e não é considerado parte do valor numérico de uma grandeza. EXEMPLO: Numa fracção de quantidade de matéria igual a 3 mmol/mol, o valor numérico da grandeza é 3 e a unidade é mmol/mol. A unidade mmol/mol é numericamente igual a 0,001, mas este número 0,001 não é parte do valor numérico da grandeza, que permanece 3.

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NOTA 2 Para grandezas que têm uma unidade de medida (i.e. aquelas que não grandezas ordinais), o valor numérico {Q} de uma grandeza Q é frequentemente notado {Q} = Q/[Q], em que [Q] nota a unidade de medida. EXEMPLO: Para um valor de uma grandeza de 5,7 kg, o valor numérico da grandeza é {m} = (5,7 kg)/kg = 5,7. O mesmo valor da grandeza pode ser expresso como 5 700 g no qual neste caso o valor numérico da grandeza é {m} = (5 700 g)/g = 5 700.

1.21 álgebra das grandezas / quantity calculus / algèbre des grandeurs conjunto de regras e operações matemáticas aplicadas às grandezas que não as grandezas ordinais
NOTA Na álgebra das grandezas, as equações das grandezas são preferidas às equações dos valores numéricos porque as equações das grandezas são independentes da escolha das unidades de medida, enquanto as equações dos valores numéricos o não são (ver ISO 31-0:1992, subcláusula 2.2.2).

1.22 equação das grandezas / quantity equation / équation aux grandeurs relação matemática entre grandezas num dado sistema de grandezas, independente das unidades de medida
EXEMPLO 1: Q 1 = ζ Q 2 Q 3 em que Q 1 , Q 2 , e Q 3 notam diferentes grandezas e onde ζ é um factor numérico. EXEMPLO 2: T = (1/2) mv , em que T é a energia cinética e v a velocidade de uma partícula especificada de massa m.
2

EXEMPLO 3: n = It/F em que n é a quantidade de matéria de um componente univalente, I a corrente eléctrica, t a duração da electrólise e F a constante de Faraday.

1.23 equação das unidades / unit equation / équation aux unités relação matemática entre as unidades de base, as unidades derivadas coerentes e outras unidades de medida
EXEMPLO 1: Para as grandezas do Exemplo 1 do item 1.22, [Q 1 ] = [Q 2 ] [Q 3 ] em que [Q 1 ], [Q 2 ], e [Q 3 ] representam as unidades de medida de Q 1 , Q 2 e Q 3 , respectivamente, desde que estas unidades de medida estejam num sistema coerente de unidades. EXEMPLO 2: J := kg m /s , em que J, kg, m, e s são os símbolos para o joule, quilograma, metro e segundo, respectivamente. (O símbolo “:=” significa “é igual por definição”, tal como está estabelecido nas séries de normas ISO 80000 e IEC 80000).
2 2

EXEMPLO 3: 1 km/h = (1/3,6) m/s.

1.24 factor de conversão entre unidades / conversion factor between units / facteur de conversion entre unités relação entre duas unidades de medida para grandezas da mesma natureza
EXEMPLO: km/m = 1 000 e consequentemente 1 km = 1 000 m.

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NOTA As unidades de medida podem pertencer a diferentes sistemas de unidades. EXEMPLO 1: h/s = 3 600 e consequentemente 1 h = 3 600 s; EXEMPLO 2: (km/h)/(m/s) = (1/3,6) e consequentemente 1 km/h = (1/3,6) m/s.

1.25 equação dos valores numéricos / numerical value equation ou numerical quantity value equation / équation aux valeurs numériques relação de igualdade entre os valores numéricos, baseada numa dada equação das grandezas e das unidades de medida especificadas
EXEMPLO 1: Para as grandezas do Exemplo 1 do item 1.22, {Q 1 } = ζ {Q 2 } {Q 3 } em que {Q 1 }, {Q 2 }, e {Q 3 } representam os valores numéricos de Q 1 , Q 2 e Q 3 , respectivamente, desde que estejam expressos em unidades de base ou unidades derivadas coerentes ou ambas. EXEMPLO 2: Na equação da energia cinética de uma partícula, T = (1/2) mv 2 , se 2 m = 2 kg e v = 3 m/s, então {T} = (1/2) × 2 × 3 é a equação dos valores numéricos que dá o valor numérico 9 para T em joules.

1.26 grandeza ordinal / ordinal quantity / grandeur ordinale ou grandeur repérable grandeza definida por um procedimento de medição adoptado por convenção, que pode ser classificada com outras grandezas da mesma natureza, segundo a ordem crescente ou decrescente das suas expressões quantitativas, mas para a qual não podem ser estabelecidas relações algébricas entre elas
EXEMPLO 1: Dureza Rockwell C. EXEMPLO 2: Número de octanas para combustíveis. EXEMPLO 3: Magnitude de um sismo na Escala de Richter. EXEMPLO 4: Nível subjectivo de dor abdominal humana numa escala de zero a cinco. NOTA 1 As grandezas ordinais só podem entrar em relações empíricas e não têm nem unidades de medida nem dimensões. As diferenças e as relações entre grandezas ordinais não têm significado físico. As grandezas ordinais são estabelecidas de acordo com escalas ordenadas (ver 1.28).

NOTA 2

1.27 escala de valores / quantity-value scale / échelle de grandeurs escala de medição / measurement scale / échelle de mesure conjunto ordenado de valores de grandezas de uma dada natureza, utilizado para classificar grandezas dessa natureza em ordem crescente ou decrescente nas suas expressões quantitativas
EXEMPLO 1: Escala de temperatura Celsius. EXEMPLO 2: Escala de tempo. EXEMPLO 3: Escala de dureza C de Rockwell.

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1.28 (1.22) escala de referência / ordinal quantity-value scale / échelle ordinale escala ordinal / ordinal value scale / échelle de repérage escala de valores de uma grandeza, estabelecida por acordo formal, permitindo apenas a ordenação quantitativa de grandezas
EXEMPLO 1: Escala de dureza C de Rockwell. EXEMPLO 2: Escala do número de octanas para combustíveis. NOTA Uma escala de referência pode ser estabelecida por medições de acordo com um procedimento de medição.

1.29 escala de referência convencional / conventional reference scale / échelle de référence conventionnelle escala de valores definida por um acordo formal

1.30 propriedade nominal / nominal property / propriété qualitative atributo /---/ attribut propriedade de um fenómeno, corpo ou substância a que não pode ser atribuída expressão quantitativa
EXEMPLO 1: Sexo de um ser humano. EXEMPLO 2: Cor de uma amostra de tinta. EXEMPLO 3: Cor de um spot test em química. EXEMPLO 4: Código dos países ISO de duas letras. EXEMPLO 5: Sequência de aminoácidos num polipeptido. NOTA 1 Uma propriedade nominal tem um valor que pode ser expresso por palavras, por código alfanumérico ou outro processo. Uma propriedade nominal não pode ser confundida com o valor nominal de uma grandeza.

NOTA 2

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Capítulo 2: Medição
2.1 (2.1) medição / measurement / mesurage ou mesure processo experimental para obter um ou mais valores razoavelmente atribuíveis a uma grandeza
NOTA 1 NOTA 2 NOTA 3 A medição não se aplica a propriedades nominais. A medição implica a comparação de grandezas, incluindo a contagem de entidades. A medição pressupõe uma descrição da grandeza compatível com o uso pretendido de um resultado da medição, um procedimento de medição e um sistema de medição calibrado, a funcionar de acordo com o procedimento de medição especificado, incluindo as condições de medição.

2.2 (2.2) metrologia / metrology / métrologie ciência da medição e suas aplicações
NOTA A metrologia compreende todos os aspectos teóricos e práticos da medição, qualquer que seja a incerteza de medição e o domínio de aplicação.

2.3 (2.6) mensuranda / measurand / mesurande grandeza que se pretende medir
NOTA 1 A especificação de uma mensuranda exige conhecimento da natureza da grandeza, a descrição do estado do fenómeno, corpo ou substância de que a grandeza é uma propriedade, incluindo qualquer componente relevante e as entidades químicas envolvidas. Na 2ª edição do VIM e na IEC 60050-300:2001, a mensuranda é definida como a “grandeza submetida à medição”. A medição, incluindo o sistema de medição e as condições nas quais a medição é efectuada, pode alterar o fenómeno, corpo, ou substância de tal forma que a grandeza sob medição pode diferir da mensuranda. Neste caso, é necessária uma correcção adequada. EXEMPLO 1: A diferença de potencial entre terminais de uma bateria pode diminuir se na medição for usado um voltímetro que tenha uma condutância interna elevada. A diferença de potencial em circuito aberto pode ser calculada sabendo as resistências internas da bateria e do voltímetro. EXEMPLO 2: O comprimento de uma barra em equilíbrio com a temperatura ambiente de 23 °C pode ser diferente do comprimento da barra à temperatura de referência de 20 °C, que é a mensuranda. Neste caso, é necessária uma correcção adequada. NOTA 4 Na química, “analito”, ou o nome de uma substância ou composto, são termos por vezes usados para ‘mensuranda’. Esta utilização é errónea porque estes nomes não se referem a grandezas.

NOTA 2

NOTA 3

2.4 (2.3) princípio de medição / measurement principle ou principle of measurement / principe de mesure fenómeno que serve de fundamento a uma medição

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EXEMPLO 1: Efeito termoeléctrico aplicado à medição de temperatura. EXEMPLO 2: Absorção de energia aplicada à medição de concentração em quantidade de matéria. EXEMPLO 3: Diminuição da concentração de glucose no sangue de um coelho em jejum, aplicada na medição da concentração de insulina numa preparação. NOTA O fenómeno pode ser de natureza física, química ou biológica.

2.5 (2.4) método de medição / measurement method ou method of measurement / méthode de mesure descrição genérica da sequência lógica de operações seguidas numa medição
NOTA Os métodos de medição podem ser classificados de várias maneiras, como: - Método de medição de substituição, - Método de medição diferencial, - Método de medição a zero; ou - Método de medição directo, - Método de medição indirecto. Ver IEC 60050-300:2001.

2.6 (2.5) procedimento de medição / measurement procedure / procédure de mesure ou procédure opératoire descrição detalhada de uma medição de acordo com um ou mais princípios de medição e um dado método de medição, baseado num modelo de medição e incluindo todos os cálculos para obter um resultado da medição
NOTA 1 Um procedimento de medição é usualmente documentado com detalhe suficiente para permitir a um operador executar a medição. Um procedimento de medição pode incluir uma incerteza-alvo. Um procedimento de medição é por vezes denominado em inglês standard operating procedure, abreviadamente SOP. O termo “mode opératoire de mesure” era utilizado na segunda edição do VIM francesa.

NOTA 2 NOTA 3

2.7 procedimento de medição de referência / reference measurement procedure / procédure de mesure de référence procedimento de medição considerado como fornecendo resultados de medição adequados ao fim pretendido na avaliação da fidelidade da medição dos valores medidos, obtidos por outros procedimentos de medição para grandezas da mesma natureza, na calibração, ou na caracterização de materiais de referência

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VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA 2.8 procedimento de medição primário / primary reference measurement procedure ou primary reference procedure / procédure de mesure primaire ou procédure opératoire primaire procedimento de medição de referência usado para obter um resultado da medição sem relação com um padrão de medição para uma grandeza da mesma natureza
EXEMPLO: O volume de água escoado por uma pipeta de 50 ml a 20 °C é medido por pesagem da água escoada num recipiente, efectuando a diferença da massa do recipiente com a água e antes de a receber e corrigindo a diferença de massa para a temperatura da água, por intermédio da massa volúmica (densidade). NOTA 1 O Comité Consultivo para a Quantidade de Matéria – Metrologia em Química (CCQM) usa para este conceito o termo “método de medição primário”. O CCQM (5ª Reunião, 1999) definiu dois conceitos subordinados, denominados “procedimento de medição primário directo” e “procedimento primário de medição de relação”.

NOTA 2

2.9 (3.1) resultado de medição / measurement result ou result of measurement / résultat de mesure ou résultat d'un mesurage conjunto de valores que são atribuídos à mensuranda juntamente com qualquer outra informação relevante
NOTA 1 Um resultado de medição geralmente contém ‘informação relevante’ acerca do conjunto de valores da grandeza, alguns dos quais podem ser mais representativos do que outros. Isto pode ser expresso na forma de uma função de densidade de probabilidade (FDP). Um resultado de medição é geralmente expresso como um único valor medido e uma incerteza de medição. Se a incerteza de medição é considerada desprezável para um determinado objectivo, o resultado de medição pode ser expresso por um único valor medido. Em muitos domínios, este é o modo usual de expressar um resultado de medição. Na literatura tradicional e na edição anterior do VIM, o resultado de medição era definido como um valor atribuído à mensuranda e podia significar uma indicação ou um resultado bruto ou corrigido, conforme o contexto.

NOTA 2

NOTA 3

2.10 valor medido / measured quantity value / valeur mesurée valor medido de uma grandeza / measured value of a quantity ou measured value / --valor de uma grandeza que representa um resultado de medição
NOTA 1 Numa medição que envolva indicações repetidas, cada indicação pode ser usada para obter o correspondente valor medido. Este conjunto de valores medidos individuais pode ser usado de seguida para calcular um valor medido resultante, como uma média ou uma mediana, cuja incerteza de medição associada é geralmente menor. Quando a gama de valores verdadeiros que se consideram representativos da mensuranda é pequena comparada com a incerteza de medição, um valor medido pode ser considerado como sendo uma estimativa de um valor verdadeiro essencialmente único e é frequentemente uma média ou mediana de valores medidos individuais obtidos em medições repetidas. No caso em que a gama de valores medidos que se consideram representativos da mensuranda não é pequena, comparada com a incerteza de medição, um valor medido é frequentemente uma estimativa da média ou mediana do conjunto de valores verdadeiros da grandeza.

NOTA 2

NOTA 3

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NOTA 4 No Guia ISO/IEC 98-3:2008, os termos “resultado de medição”’ e “estimativa do valor verdadeiro da mensuranda” ou apenas “estimativa da mensuranda” são usados para ‘valor medido’.

2.11 (1.19) valor verdadeiro / true quantity value / valeur vraie valor verdadeiro de uma grandeza / true value of a quantity ou true value / valeur vraie d'une grandeur valor de uma grandeza consistente com a definição da grandeza
NOTA 1 Na abordagem de “erro”, da descrição de uma medição, o valor verdadeiro é considerado único e, na prática, desconhecido. A abordagem de “incerteza” reconhece que na sequência incompleta da quantidade de informação obtida de uma grandeza, não há um valor verdadeiro único mas antes um conjunto de valores verdadeiros consistentes com a definição. De qualquer modo, este conjunto de valores é em princípio e na prática impossível de conhecer. Outras abordagens dispensam completamente o conceito de valor verdadeiro e avaliam a validade dos resultados de medição através do conceito de compatibilidade metrológica. No caso especial das constantes fundamentais, considera-se que a grandeza tem um único valor verdadeiro. Quando a incerteza definicional associada a uma mensuranda é considerada desprezável em relação a outras componentes da incerteza de medição, pode considerar-se que a mensuranda tem um valor verdadeiro “essencialmente único”. Esta é a abordagem do Guia ISO/IEC 98-3:2008, em que a palavra “verdadeiro” é considerada redundante .

NOTA 2

NOTA 3

2.12 valor convencional / conventional quantity value / valeur conventionnelle valor convencional de uma grandeza / conventional value of a quantity ou conventional value / valeur conventionnelle d'une grandeur valor de uma grandeza atribuído por convenção a uma grandeza para um dado fim

EXEMPLO 1: Valor convencional da gravidade (ou “aceleração devida à gravidade”). g n = 9,806 65 m·s −
2

EXEMPLO 2: Valor convencional da constante de Josephson. K J-90 = 483 597,9 GHz·V −
1

EXEMPLO 3: Valor convencional de uma dada massa-padrão. m = 100,003 47 g NOTA 1 O termo “valor convencionalmente verdadeiro” é usado por vezes para este conceito, mas o seu uso é desencorajado. Por vezes, um valor convencional é uma estimativa de um valor verdadeiro. Um valor convencional é geralmente considerado associado a uma pequena incerteza de medição que pode ser nula.

NOTA 2 NOTA 3

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2.13 (3.5) exactidão / measurement accuracy / exactitude de mesure exactidão de medição / accuracy of measurement ou accuracy / exactitude aproximação entre um valor medido e um valor verdadeiro de uma mensuranda
NOTA 1 O conceito ‘exactidão de medição’ não designa uma grandeza e não lhe é atribuído um valor numérico. Uma medição é dita mais exacta quando tem um menor erro de medição. O termo “exactidão de medição” não deve ser usado para justeza de medição e o termo fidelidade de medição não deve ser usado para exactidão de medição, embora esteja relacionado com ambos estes conceitos. A exactidão de medição é por vezes entendida como a aproximação entre os valores medidos que são atribuídos à mensuranda.

NOTA 2

NOTA 3

2.14 justeza de medição / measurement trueness / justesse de mesure justeza / trueness of measurement ou trueness / justesse aproximação entre a média de um número infinito de valores medidos repetidos e um valor de referência
NOTA 1 A justeza de medição não é uma grandeza e portanto não pode ser expressa numericamente, mas na ISO 5725 são dadas características da justeza. A justeza de medição está inversamente relacionada com o erro sistemático de medição mas não está relacionada com o erro aleatório de medição. A “exactidão de medição” não pode confundir-se com a “justeza de medição” nem inversamente. Em português, seguiu-se a aproximação latina à língua francesa, tanto neste novo termo como no seguinte.

NOTA 2

NOTA 3

NOTA 4

2.15 fidelidade de medição / measurement precision / fidélité de mesure fidelidade / precision / fidélité aproximação entre indicações ou valores medidos obtidos por medições repetidas no mesmo objecto ou objectos semelhantes em condições especificadas
NOTA 1 A fidelidade de medição é usualmente expressa na forma numérica por características tais como, o desvio-padrão, a variância, ou o coeficiente de variação, nas condições especificadas. As ‘condições especificadas’ podem ser, por exemplo, condições de repetibilidade, condições de fidelidade intermédia ou condições de reprodutibilidade (ver ISO 57253:1994). A fidelidade de medição é usada para definir a repetibilidade de medição, a fidelidade intermédia de medição e a reprodutibilidade de medição. Por vezes, o termo “fidelidade” é erradamente usado para designar a exactidão de medição. O termo ‘precisão’ que desapareceu do VIM logo na 1ª edição internacional, em 1984, reaparece agora apenas na versão inglesa. Em português tal como em francês, optou-se pela sua não reintrodução, pela confusão generalizada desse termo com todos os vários

NOTA 2

NOTA 3

NOTA 4

NOTA 5

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conceitos usados para caracterizar a qualidade dos resultados da medição (exactidão, justeza e fidelidade).

2.16 (3.10) erro de medição / measurement error / erreur de mesure erro / error of measurement ou error / erreur diferença entre o valor medido de uma grandeza e um valor de referência
NOTA 1 O conceito de erro tanto pode ser usado: a) quando há um valor de referência único, o que ocorre se uma calibração é efectuada por meio de um padrão de medição com incerteza de medição desprezável, ou se é dado um valor convencional, caso em que o erro é conhecido, ou b) se a mensuranda é supostamente representada por um único valor verdadeiro ou um conjunto de valores verdadeiros de amplitude desprezável, caso em que o erro é desconhecido. NOTA 2 O erro de medição não deve confundir-se com um erro de produção ou um erro humano.

2.17 (3.14) erro sistemático / systematic measurement error ou systematic error of measurement ou systematic error / erreur systématique componente do erro de medição que em medições repetidas permanece constante ou varia de uma forma previsível
NOTA 1 O valor de referência para um erro sistemático é um valor verdadeiro, ou um valor medido de um padrão de incerteza de medição desprezável, ou um valor convencional. O erro sistemático e as suas causas podem ser conhecidos ou desconhecidos. Deve aplicar-se uma correcção para compensar um erro sistemático conhecido. O erro sistemático é igual ao erro de medição menos o erro aleatório.

NOTA 2

NOTA 3

2.18 erro de justeza / measurement bias ou bias / erreur de justesse estimativa de um erro sistemático 2.19 (3.13) erro aleatório / random measurement error ou random error of measurement ou random error / erreur aléatoire componente do erro de medição que em medições repetidas varia de forma imprevisível
NOTA 1 O valor de referência para um erro aleatório é a média que resultaria de um número infinito de medições repetidas da mesma mensuranda. Os erros aleatórios de um conjunto de medicões repetidas formam uma distribuição que pode ser sumarizada pela esperança matemática, geralmente assumida como nula, e pela sua variância. O erro aleatório é igual ao erro de medição menos o erro sistemático.

NOTA 2

NOTA 3

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2.20 (3.6, notas 1 e 2) condição de repetibilidade / repeatability condition of measurement ou repeatability condition / condition de répétabilité condição de medição num conjunto de condições, que inclui o mesmo procedimento de medição, os mesmos operadores, o mesmo sistema de medição, as mesmas condições operativas e a mesma localização, e medições repetidas no mesmo objecto ou objectos similares, num curto intervalo de tempo
NOTA 1 Uma condição de medição só é uma condição de repetibilidade para um conjunto determinado de condições de repetibilidade. Na química, usa-se por vezes o termo “condição de fidelidade intrasérie” para designar este conceito.

NOTA 2

2.21 (3.6) repetibilidade de medição / measurement repeatability / répétabilité de mesure repetibilidade / repeatability / répétabilité fidelidade de medição para um conjunto de condições de repetibilidade 2.22 condição de fidelidade intermédia / intermediate precision condition of measurement ou intermediate precision condition / condition de fidélité intermédiaire condição de medição, num conjunto de condições que inclui o mesmo procedimento de medição, o mesmo local e medições repetidas no mesmo objecto ou objectos similares, durante um intervalo de tempo alargado, mas que pode incluir outras condições que se fazem variar
NOTA 1 As condições que se fazem variar podem abranger novas calibrações, os padrões, os operadores e os sistemas de medição. A especificação das condições deve referir, na medida do possível, as que se fazem variar e as que ficam inalteradas. Na química, o termo “condição de fidelidade intermédia inter-séries” é por vezes usado para designar este conceito.

NOTA 2

NOTA 3

2.23 fidelidade intermédia de medição / intermediate measurement precision / fidélité intermédiaire de mesure fidelidade intermédia / intermediate precision / fidélité intermédiaire fidelidade de medição para um conjunto de condições de fidelidade intermédia
NOTA Na ISO 5725-3:1994, são dados termos estatísticos relevantes.

2.24 (3.7, nota 2) condição de reprodutibilidade / reproducibility condition of measurement ou reproducibility condition / condition de reproductibilité condição de medição num conjunto de condições, que inclui os diferentes locais, operadores e sistemas de medição e medições repetidas no mesmo objecto ou objectos similares
NOTA 1 Os diferentes sistemas de medição podem usar diferentes procedimentos de medição.

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NOTA 2 A especificação das condições deve referir, na medida do possível, as que se fazem variar e as que ficam inalteradas.

2.25 (3.7) reprodutibilidade de medição / measurement reproducibility / reproductibilité de mesure reprodutibilidade / reproducibility / reproductibilité fidelidade de medição para um conjunto de condições de reprodutibilidade
NOTA Nas ISO 5725-1:1994 e ISO 5725-2:1994, são dados os termos estatísticos relevantes.

2.26 (3.9) incerteza de medição / measurement uncertainty / incertitude de mesure incerteza / uncertainty of measurement ou uncertainty / incertitude parâmetro não-negativo que caracteriza a dispersão dos valores da grandeza que são atribuídos à mensuranda a partir das informações usadas
NOTA 1 A incerteza de medição inclui componentes provenientes de efeitos sistemáticos, tais como componentes associadas a correcções e valores atribuídos a padrões, bem como a incerteza definicional. Por vezes, os efeitos sistemáticos conhecidos não são corrigidos mas incorporados como componentes da incerteza. O parâmetro pode ser, por exemplo, um desvio-padrão, denominado incerteza-padrão (ou um múltiplo dele), ou a metade da largura de um intervalo, para um nível de confiança determinado. A incerteza de medição compreende em geral muitas componentes. Algumas destas podem ser estimadas por uma avaliação de tipo A da incerteza de medição a partir da distribuição estatística dos valores da grandeza em séries de medições e podem ser caracterizadas por desvios-padrão. Outras, que podem ser estimadas por uma avaliação de tipo B da incerteza de medição, podem também ser caracterizadas por desvios-padrão, avaliados através de funções de densidade de probabilidade baseados na experiência ou outras informações. Em geral, para um dado conjunto de informações, subentende-se que a incerteza de medição está associada a um determinado valor atribuído à mensuranda. Uma modificação deste valor implica uma modificação de incerteza associada.

NOTA 2

NOTA 3

NOTA 4

2.27 incerteza definicional / definitional uncertainty / incertitude définitionnelle componente da incerteza de medição resultante da informação intrinsecamente finita da definição da mensuranda
NOTA 1 A incerteza definicional é a incerteza de medição mínima possível numa qualquer medição concreta de uma dada mensuranda. Qualquer alteração na informação descritiva implica outra incerteza definicional. No Guia ISO/IEC 98-3:2008, D.3.4 e na IEC 60359 o conceito ‘incerteza definicional’ é denominado “incerteza intrínseca”.

NOTA 2 NOTA 3

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2.28 avaliação de tipo A da incerteza de medição / Type A evaluation of measurement uncertainty / évaluation de type A de l'incertitude avaliação de tipo A / Type A evaluation / évaluation de type A avaliação de uma componente da incerteza de medição através de análise estatística dos valores medidos obtidos em condições de medição especificadas
NOTA 1 Para vários tipos de condições de medição, ver condição de repetibilidade, condição de fidelidade intermédia e condição de reprodutibilidade. Para informações sobre análise estatística, ver por exemplo o Guia ISO/IEC 98-3:2008. Ver também o Guia ISO/IEC 98-3:2008, 2.3.2, a ISO 5725, a ISO 13528, a ISO/TS 21748 e a ISO 21749.

NOTA 2 NOTA 3

2.29 avaliação de tipo B da incerteza de medição / Type B evaluation of measurement uncertainty / évaluation de type B de l'incertitude avaliação de tipo B / Type B evaluation / évaluation de type B avaliação de uma componente da incerteza de medição por outro processo que não a avaliação de tipo A
EXEMPLOS: Avaliação baseada em informação: - associada a valores da grandeza, referidos em publicações credíveis; - associada ao valor de um material de referência certificado; - obtida num certificado de calibração; - relacionada com a deriva; - obtida a partir da classe de exactidão de um instrumento de medição verificado; - obtida a partir de limites deduzidos da experiência pessoal. NOTA Ver também o Guia ISO/IEC 98-3:2008, 2.3.3.

2.30 incerteza-padrão de medição / standard measurement uncertainty / incertitude-type incerteza-padrão / standard uncertainty of measurement ou standard uncertainty / --incerteza de medição expressa sob a forma de um desvio-padrão 2.31 incerteza-padrão combinada / combined standard measurement uncertainty / incertitudetype composée incerteza-padrão combinada de medição / combined standard uncertainty / --incerteza-padrão que é obtida a partir das incertezas-padrão individuais associadas às grandezas de entrada num modelo de medição
NOTA No caso de existirem correlações entre as grandezas de entrada num modelo de medição, devem ser tidas em conta as covariâncias no cálculo da incerteza-padrão combinada. Ver também o Guia ISO/IEC 98-3:2008, 2.3.4.

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VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA 2.32 incerteza-padrão relativa / relative standard measurement uncertainty / incertitude-type relative incerteza-padrão dividida pelo valor absoluto do valor medido da grandeza 2.33 balanço de incerteza / uncertainty budget / bilan d'incertitude formulação de uma incerteza de medição e dos componentes dessa incerteza, bem como dos seus cálculos e da sua combinação
NOTA Um balanço de incerteza deve incluir o modelo da medição, as estimativas e as incertezas de medição associadas às grandezas no modelo da medição, as covariâncias, o tipo de funções de densidade de probabilidade usadas, os graus de liberdade, o tipo de avaliação de incerteza de medição e o factor de expansão.

2.34 incerteza-alvo / target measurement uncertainty / incertitude cible incerteza-alvo de medição / target uncertainty / incertitude anticipée incerteza de medição especificada como um limite superior e escolhida com base no uso pretendido para os resultados de medição 2.35 incerteza expandida de medição / expanded measurement uncertainty / incertitude élargie incerteza expandida / expanded uncertainty produto da incerteza-padrão combinada por um factor superior a um
NOTA 1 O factor depende do tipo de distribuição de probabilidade da grandeza de saída no modelo de medição e da probabilidade de expansão escolhida. O termo “factor” nesta definição refere-se a factor de expansão. A incerteza expandida é denominada “incerteza global” no parágrafo 5 da Recomendação INC-1 (1980) (ver ISO/IEC 98-3:2008) e simplesmente “ incerteza” nos documentos da IEC.

NOTA 2 NOTA 3

2.36 intervalo de expansão / coverage interval / intervalle élargi intervalo contendo o conjunto dos valores verdadeiros de uma mensuranda com uma dada probabilidade, baseada na informação disponível
NOTA 1 Um intervalo de expansão não é necessariamente centrado no valor medido. Ver o Guia ISO/IEC 98-3:2008 - Suplemento 1. Um intervalo de expansão não deve ser designado “intervalo de confiança” para evitar a confusão com o conceito estatístico (ver o Guia ISO/IEC 98-3:2008, 6.2.2). Um intervalo de expansão pode ser deduzido da incerteza expandida (ver o Guia ISO/IEC 98-3:2008, 2.3.5).

NOTA 2

NOTA 3

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2.37 probabilidade de expansão / coverage probability / probabilité de couverture nível de confiança / --- / --probabilidade do conjunto de valores verdadeiros da mensuranda estar contido no intervalo de expansão especificado
NOTA 1 Esta definição pertence à abordagem de “incerteza” tal como apresentada no ISO/IEC 983:2008. O nível de confiança não deve confundir-se com o conceito estatístico com a mesma designação, muito embora seja utilizado na versão inglesa do ISO/IEC 98-3:2008.

NOTA 2

2.38 factor de expansão / coverage factor / facteur d'élargissement número superior a um pelo qual a incerteza-padrão combinada é multiplicada para se obter a incerteza expandida
NOTA O factor de expansão é usualmente simbolizado por k (ver também o Guia ISO/IEC 983:2008, 2.3.6).

2.39 (6.11) calibração / calibration / étalonnage operação que, em condições especificadas, num primeiro passo, estabelece a relação entre os valores da grandeza com incertezas de medição provenientes de padrões e as indicações correspondentes com incertezas de medição associadas e, num segundo passo, usa esta informação para estabelecer uma relação para obter o resultado de medição de uma indicação
NOTA 1 Uma calibração pode ser expressa sob a forma de um enunciado, uma função de calibração, um diagrama de calibração, uma curva de calibração, ou uma tabela de calibração. Em alguns casos, pode consistir numa correcção aditiva ou multiplicativa da indicação com uma incerteza de medição associada. A calibração não deve ser confundida com o ajuste de um sistema de medição, muitas vezes denominado erradamente “auto-calibração”, nem com a verificação da calibração. Frequentemente, o primeiro passo da definição é tomado como sendo a calibração.

NOTA 2

NOTA 3

2.40 hierarquia de calibração / calibration hierarchy / hiérarchie d'étalonnage sequência de calibrações de uma referência determinada até ao sistema de medição final, em que o resultado de cada calibração depende da calibração prévia
NOTA 1 NOTA 2 A incerteza de medição aumenta necessariamente ao longo da sequência de calibrações. Os elementos de uma hierarquia de calibração são padrões ou sistemas de medição, operados de acordo com procedimentos de medição. Para esta definição, a ‘referência’ pode ser a definição de uma unidade de medida através da sua realização prática, um procedimento de medição ou um padrão. Uma comparação entre dois padrões pode ser vista como uma calibração se a comparação for usada para verificar e, se necessário, corrigir o valor da grandeza e a incerteza atribuídas a um dos padrões.

NOTA 3

NOTA 4

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VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA 2.41 (6.10) rastreabilidade metrológica / metrological traceability / traçabilité métrologique propriedade de um resultado de medição através da qual o resultado pode ser relacionado a uma referência por intermédio de uma cadeia ininterrupta e documentada de calibrações, cada uma contribuindo para a incerteza de medição
NOTA 1 Para esta definição, uma “referência” pode ser a definição de uma unidade de medida através da sua realização prática, ou um procedimento de medição, incluindo a unidade de medida para uma grandeza não-ordinal, ou um padrão. A rastreabilidade metrológica exige o estabelecimento de uma hierarquia de calibração. A especificação da referência deve referir a data em que a referência foi usada no estabelecimento da hierarquia de calibração, bem como qualquer outra informação metrológica relevante acerca da referência, como, por exemplo, quando foi realizada a primeira calibração da hierarquia de calibração. Para medições com mais do que uma grandeza de entrada no modelo de medição, cada um dos valores das grandezas de entrada deve ser rastreado e a hierarquia de calibração pode formar uma estrutura ramificada ou uma rede. O esforço envolvido no estabelecimento da rastreabilidade para cada um dos valores das grandezas de entrada deve ser proporcional à importância relativa da sua contribuição para o resultado da medição. A rastreabilidade metrológica de um resultado da medição não assegura por si só que a incerteza de medição seja adequada para um determinado fim, nem a ausência de erros humanos. Uma comparação entre dois padrões pode ser vista como uma calibração se a comparação for usada para verificar e, se necessário, corrigir o valor da grandeza e a incerteza atribuídos a um dos padrões. O ILAC considera que os elementos necessários para confirmar a rastreabilidade metrológica são uma ininterrupta cadeia de rastreabilidade metrológica a um padrão internacional ou a um padrão nacional, a incerteza de medição documentada, um procedimento de medição documentado, a competência técnica acreditada, a rastreabilidade ao SI e os intervalos de calibração (ver ILAC P-10, 2002). O termo abreviado “rastreabilidade” é por vezes usado para designar a rastreabilidade metrológica, assim como de outros conceitos como a “rastreabilidade da amostra’ ou de um documento ou de um instrumento ou de um material, significando a história (“rastro”) de uma entidade. Sempre que exista a possibilidade de confusão deve usar-se o termo completo “rastreabilidade metrológica”.

NOTA 2 NOTA 3

NOTA 4

NOTA 5

NOTA 6

NOTA 7

NOTA 8

2.42 cadeia de rastreabilidade metrológica / metrological traceability chain / chaîne de traçabilité métrologique cadeia de rastreabilidade / traceability chain / chaîne de traçabilité sequência de padrões e calibrações que é usada para relacionar um resultado de medição a uma referência
NOTA 1 Uma cadeia de rastreabilidade metrológica é definida através de uma hierarquia de calibração. A cadeia de rastreabilidade metrológica é usada para estabelecer a rastreabilidade metrológica de um resultado de medição. Uma comparação entre dois padrões pode ser vista como uma calibração se a comparação for usada para verificar e, se necessário, corrigir o valor da grandeza e a incerteza de medição atribuídas a um dos padrões.

NOTA 2

NOTA 3

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VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA 2.43 rastreabilidade metrológica a uma unidade de medida / metrological traceability to a measurement unit / traçabilité métrologique à une unité de mesure rastreabilidade metrológica a uma unidade / metrological traceability to a unit / traçabilité métrologique à une unité rastreabilidade metrológica em que a referência é a definição da unidade de medida através da sua realização prática
NOTA A expressão “rastreabilidade ao SI” significa rastreabilidade metrológica a uma unidade de medida do Sistema Internacional de unidades.

2.44 verificação / verification / vérification obtenção de evidência objectiva de que uma dada entidade satisfaz requisitos especificados
EXEMPLO 1: Confirmação de que um dado material de referência, tal como indicado, é homogéneo para o valor da grandeza e para o procedimento de medição respectivos, para porções de 10 mg de massa. EXEMPLO 2: Confirmação de que as propriedades metrológicas requeridas ou legalmente exigíveis são satisfeitas por um sistema de medição. EXEMPLO 3: Confirmação de que uma incerteza-alvo pode ser atingida. NOTA 1 NOTA 2 Quando aplicável, deve ser tomada em consideração a incerteza de medição. A entidade pode ser, por exemplo, um processo, um procedimento de medição, um material, um composto ou um sistema de medição. Os requisitos a verificar podem ser, por exemplo, as especificações do fabricante. A verificação na metrologia legal, tal como definido no VIML [10], e na avaliação da conformidade, em geral, consiste no exame e na marcação ou emissão de um certificado de verificação de um sistema de medição. A verificação não deve confundir-se com calibração. Nem toda a verificação é uma validação. Na química, a verificação da identidade da entidade envolvida, ou da actividade, requer uma descrição da estrutura ou das propriedades dessa entidade ou actividade.

NOTA 3 NOTA 4

NOTA 5

NOTA 6

2.45 validação / validation / validation verificação de que os requisitos especificados são adequados para determinado uso
EXEMPLO: Um procedimento de medição, habitualmente utilizado para a medição da concentração mássica de azoto na água, pode também ser validado para medição no sérum humano.

2.46 comparabilidade metrológica de resultados de medição / metrological comparability of measurement results / comparabilité métrologique comparabilidade metrológica / metrological comparability comparabilidade de resultados de medição, para grandezas de uma dada natureza, que são rastreáveis a uma mesma referência

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EXEMPLO: Os resultados da medição, por exemplo, de distâncias entre a Terra e a Lua, e entre Paris e Londres, são metrologicamente comparáveis quando ambos estão rastreados à mesma unidade de medida, por exemplo, o metro. NOTA 1 NOTA 2 Ver Nota 1 ao 2.41 rastreabilidade metrológica. A comparabilidade metrológica de resultados de medição não necessita que os valores medidos e as incertezas de medição associadas, comparados entre si, sejam da mesma ordem de grandeza.

2.47 compatibilidade de medição / metrological compatibility of measurement results / compatibilité de mesure compatibilidade metrológica (de resultados da medição) / metrological compatibility / compatibilité métrologique propriedade de um conjunto de resultados de medição para uma mensuranda especificada, em que o valor absoluto da diferença em qualquer par de valores medidos é menor que um qualquer múltiplo escolhido da incerteza-padrão dessa diferença
NOTA 1 A compatibilidade metrológica de resultados de medição substitui o conceito tradicional de 'estar dentro do erro', já que representa o critério para decidir se dois resultados de medição se referem ou não à mesma mensuranda. Se, num conjunto de medições de uma mensuranda supostamente constante, um resultado de medição não é compatível com os demais, ou a medição não foi correcta (por exemplo, se a sua incerteza de medição foi subavaliada) ou a grandeza medida se alterou entre medições. A correlação entre medições influencia a compatibilidade de medição. Se as medições são inteiramente não-correlacionadas, a incerteza-padrão da sua diferença é igual à raiz quadrada da soma quadrática das incertezas-padrão, sendo menor para covariância positiva e maior para covariância negativa.

NOTA 2

2.48 modelo de medição / measurement model ou model of measurement ou model / modèle de mesure ou modèle relação matemática entre todas as grandezas envolvidas na medição
NOTA 1 Uma forma geral do modelo de medição é a equação h(Y , X 1, K, X n ) = 0 , em que Y, a grandeza de saída no modelo de medição, é a mensuranda que tem de ser deduzida da informação das grandezas de entrada no modelo de medição X 1 , K , X n . NOTA 2 Em casos mais complexos com duas ou mais grandezas de saída, o modelo de medição consiste em mais do que uma equação.

2.49 função de medição / measurement function / fonction de mesure função das grandezas, cujo valor, quando calculado utilizando valores conhecidos das grandezas de entrada no modelo de medição, é um valor medido da grandeza de saída no modelo de medição
NOTA 1 Se um modelo de medição h(Y , X 1, K, X n ) = 0 pode explicitamente ser expresso sob a forma Y = f ( X 1, K, X n ) , em que Y é a grandeza de saída no modelo de medição, a função f é a função de medição. Mais genericamente, f pode simbolizar um algoritmo, que fornece um valor de saída único y = f ( x1, K, xn ) para valores de entrada x1, K, x n .

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NOTA 2 A função de medição é também usada para calcular a incerteza de medição associada ao valor medido da grandeza Y.

2.50 grandeza de entrada num modelo de medição / input quantity in a measurement model / grandeur d'entrée dans un modèle de mesure grandeza de entrada / input quantity / grandeur d'entrée grandeza que deve ser medida, ou grandeza cujo valor pode ser obtido para calcular um valor medido de uma mensuranda
EXEMPLO: Quando o comprimento de uma barra de aço a uma temperatura especificada é a mensuranda, a temperatura, o comprimento e o coeficiente de expansão linear da barra são as grandezas de entrada no modelo de medição. NOTA 1 Uma grandeza de entrada num modelo de medição é frequentemente a grandeza de saída de um sistema de medição. As indicações, correcções e grandezas de influência podem ser grandezas de entrada num modelo de medição.

NOTA 2

2.51 grandeza de saída num modelo de medição / output quantity in a measurement model / grandeur de sortie dans un modèle de mesure grandeza de saída / output quantity / grandeur de sortie grandeza, cujo valor medido é calculado usando os valores das grandezas de entrada no modelo de medição 2.52 (2.7) grandeza de influência / influence quantity / grandeur d'influence grandeza que, numa medição directa, não afecta a grandeza a medir mas afecta a relação entre a indicação e o resultado da medição
EXEMPLO 1: Frequência na medição directa da amplitude constante de uma corrente alterna com um amperímetro. EXEMPLO 2: Concentração de quantidade de matéria de bilirrubina numa medição directa da concentração de quantidade de matéria de hemoglobina no plasma sanguíneo. EXEMPLO 3: Temperatura de um micrómetro usado na medição do comprimento de uma barra, mas não a temperatura da própria barra que pode entrar na definição da mensuranda. EXEMPLO 4: Pressão ambiente na fonte de iões de um espectrómetro de massa na medição de uma fracção molar. NOTA 1 Uma medição indirecta envolve a combinação de medições directas, cada uma das quais pode ser afectada por grandezas de influência. No ISO/IEC 98-3:2008, o conceito ‘grandeza de influência’ é definido tal como na 2ª edição do VIM, abrangendo não só as grandezas que afectam o sistema de medição, como na definição acima, mas também as grandezas que afectam a grandeza a medir. No ISO/IEC 98-3:2008 este conceito também não é limitado a medições directas.

NOTA 2

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2.53 (3.15) (3.16) correcção / correction / correction compensação num valor medido de um efeito sistemático conhecido
NOTA 1 NOTA 2 Ver no Guia ISO/IEC 98-3:2008, 3.2.3 a explicação do conceito de ‘efeito sistemático’. A compensação pode assumir diferentes formas, tais como, a soma de um valor ou a multiplicação por um factor, ou obtida numa tabela.

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Capítulo 3: Dispositivos de medição
3.1 (4.1) instrumento de medição / measuring instrument / instrument de mesure ou appareil de mesure dispositivo usado para realizar medições, isolado ou em conjunto com dispositivos complementares
NOTA 1 NOTA 2 Um instrumento de medição que pode ser usado isolado é um sistema de medição. Um instrumento de medição pode ser um instrumento de medição indicador ou uma medida materializada.

3.2 (4.5) sistema de medição / measuring system / système de mesure conjunto de um ou mais instrumentos de medição e frequentemente outros dispositivos, incluindo se necessário reagentes ou alimentações, associados e adaptados para fornecer informação destinada a obter valores medidos dentro de intervalos especificados para grandezas de naturezas determinadas
NOTA Um sistema de medição pode consistir num único instrumento de medição.

3.3 (4.6) instrumento de medição indicador / indicating measuring instrument / appareil de mesure indicateur ou appareil indicateur instrumento de medição que fornece um sinal de saída contendo informação acerca do valor da grandeza medida
EXEMPLOS: Voltímetro, micrómetro, termómetro, balança electrónica. NOTA 1 NOTA 2 Um instrumento de medição indicador pode fornecer a indicação sob a forma de registo. O sinal de saída pode ser visual ou acústico. Pode também ser transmitido a um ou mais dispositivos.

3.4 (4.6) instrumento de medição afixador / displaying measuring instrument / appareil de mesure afficheur ou appareil afficheur instrumento de medição indicador em que o sinal de saída é apresentado na forma visual 3.5 (4.17) escala de um instrumento afixador / scale of a displaying measuring instrument / échelle d’un appareil de mesure afficheur escala / --- / échelle parte de um instrumento de medição afixador, que consiste num conjunto ordenado de marcas associadas eventualmente a números ou valores de grandezas

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3.6 (4.2) medida materializada / material measure / mesure matérialisée instrumento de medição que reproduz ou fornece, de uma forma permanente durante o seu uso, grandezas de uma ou mais naturezas, cada uma com um valor atribuído
EXEMPLOS: Massa marcada, medida de capacidade (fornecendo um ou vários valores, com ou sem escala), resistência-padrão eléctrica, régua graduada, blocopadrão, gerador de sinais-padrão, material de referência certificado. NOTA 1 NOTA 2 A indicação de uma medida materializada é o valor atribuído. Uma medida materializada pode ser um padrão.

3.7 (4.3) transdutor de medição / measuring transducer / transducteur de mesure dispositivo, usado na medição, que faz corresponder a uma grandeza de entrada uma grandeza de saída segundo uma lei determinada
EXEMPLOS: Termopar, transformador de corrente eléctrica, extensómetro, eléctrodo de pH, tubo de Bourdon, bimetal.

3.8 (4.14) sensor / sensor / capteur elemento de um sistema de medição que é directamente submetido ao fenómeno, corpo ou substância que fornece a grandeza a medir
EXEMPLOS: Bobina de um termómetro de resistência de platina, rotor de um caudalímetro de turbina, tubo de Bourdon de um manómetro, bóia de um instrumento medidor de nível, fotocélula de um espectrómetro, cristal líquido termosensível cuja cor varia com a temperatura. NOTA Em alguns domínios, o termo “detector” é usado para este conceito.

3.9 (4.15) detector / detector / détecteur dispositivo ou substância que indica a presença de um fenómeno, corpo ou substância quando um valor limiar da grandeza associada é excedido
EXEMPLOS: Detector de fuga a halogéneo, papel de tournesol. NOTA 1 NOTA 2 Em alguns domínios, o termo “detector” é usado para o conceito de sensor. Na química, o termo “indicador” é frequentemente usado para este conceito.

3.10 (4.4) cadeia de medição / measuring chain / chaîne de mesure série de elementos de um sistema de medição que constitui o caminho de sinal desde o sensor até ao elemento de saída
EXEMPLO 1: Cadeia de medição electroacústica que compreende um microfone, um atenuador, um filtro, um amplificador e um voltímetro.

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EXEMPLO 2: Cadeia de medição mecânica que compreende um tudo de Bourdon, um sistema de alavancas, engrenagens e um mostrador mecânico.

3.11 (4.30) ajuste de um sistema de medição / adjustment of a measuring system / ajustage d'un système de mesure ajuste / adjustment / ajustage conjunto de operações realizadas num sistema de medição para que ele forneça as indicações correspondentes aos valores dados da grandeza a medir
NOTA 1 O ajuste de zero de um sistema de medição, ajuste de desvio, ajuste de gama (também chamado ajuste de ganho) são tipos diversos de ajuste. O ajuste de um sistema de medição não deve confundir-se com a sua calibração, a qual é prévia ao ajuste. Depois do ajuste de um sistema de medição, este deve ser geralmente recalibrado.

NOTA 2

NOTA 3

3.12 ajuste de zero / zero adjustment of a measuring system ou zero adjustment / réglage de zéro ajuste de um sistema de medição para que o sistema forneça a indicação zero, para um valor zero da grandeza a medir

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Capítulo 4: Propriedades dos dispositivos de medição
4.1 (3.2) indicação / indication / indication valor de uma grandeza fornecido por um instrumento de medição ou um sistema de medição
NOTA 1 A indicação pode ser apresentada na forma visual ou acústica ou pode ser transferida para outro dispositivo. A indicação é dada frequentemente pela posição de um ponteiro num mostrador em saída analógica, afixado ou impresso numericamente em saídas digitais, por um configuração codificada em saídas codificadas, ou pelo valor atribuído a uma medida materializada. A indicação e o valor da grandeza medida correspondente não são necessariamente valores de grandezas da mesma natureza.

NOTA 2

4.2 indicação do branco / blank indication / indication du blanc indicação de fundo / background indication / indication d'environnement indicação obtida a partir de um fenómeno, de um corpo ou de uma substância, semelhante ao fenómeno, corpo ou substância em estudo, mas cuja grandeza em causa supostamente não está presente nem contribui para a indicação 4.3 (4.19) intervalo de indicação / indication interval / intervalle des indications conjunto de valores compreendidos entre os valores extremos das indicações
NOTA 1 Um intervalo de indicação é usualmente expresso em termos do menor e do maior valor, por exemplo “99 V a 201 V”. Em alguns domínios, o termo inglês usado é “range of indications” e o termo francês é “étendue des indications”.

NOTA 2

4.4 (5.1) intervalo nominal de indicação / nominal indication interval / intervalle nominal des indications intervalo nominal / nominal interval / intervalle nominal ou calibre conjunto de valores, compreendidos entre as indicações extremas arredondadas ou aproximadas, que se obtém para uma dada posição dos comandos de um instrumento de medição ou sistema de medição e que serve para designar essa posição
NOTA 1 Um intervalo nominal de indicação é usualmente expresso pelos valores menor e maior, por exemplo, “100 V a 200 V". Em alguns domínios, o termo inglês é “nominal range”.

NOTA 2

4.5 (5.2) gama de medição / range of a nominal indication interval / étendue de mesure gama nominal ou gama / --- / étendue nominale valor absoluto da diferença entre valores extremos do intervalo nominal de indicação
EXEMPLO: Para um intervalo nominal de −10 V a +10 V, a gama de medição é 20 V.

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NOTA Em inglês, a gama de medição é por vezes denominado “span of a nominal interval”. Em francês o termo “intervalle de mesure” é por vezes usado inapropriadamente.

4.6 (5.3) valor nominal / nominal quantity value ou nominal value / valeur nominale valor arredondado ou aproximado de uma grandeza que caracteriza um instrumento de medição ou um sistema de medição que serve de guia para a sua utilização
EXEMPLO 1: O valor 100

marcado numa resistência-padrão.

EXEMPLO 2: O valor 1 000 ml marcado num balão volumétrico com um traço. EXEMPLO 3: O valor 0,1 mol/l da concentração de quantidade de matéria de uma solução de ácido clorídrico, HCl. EXEMPLO 4: O valor – 20 °C como o valor máximo duma temperatura Celsius de armazenagem. NOTA A propriedade nominal não pode ser confundida com valor nominal (ver Nota 2 de 1.30).

4.7 (5.4) intervalo de medição / measuring interval ou working interval / intervalle de mesure conjunto de valores de grandezas da mesma natureza que podem ser medidas por um dado instrumento de medição ou sistema de medição com uma dada incerteza instrumental, em condições especificadas
NOTA 1 Em alguns domínios, os termos ingleses “measuring range” e “measurement range” confundem-se. Em francês, por vezes os termos “intervalle de mesure” e “étendue de mesure” são confundidos incorrectamente. O limite inferior de um intervalo de medição não deve confundir-se com o limiar de detecção.

NOTA 2

4.8 condição de regime permanente / steady-state operating condition / condition de régime établi ou condition de régime permanent condição de funcionamento de um instrumento de medição ou sistema de medição na qual a calibração permanece válida para uma mensuranda que varia com o tempo 4.9 (5.5) condição estipulada de funcionamento / rated operating condition / condition assignée de fonctionnement condição de funcionamento que deve ser satisfeita durante a medição para que um instrumento de medição ou sistema de medição funcione em conformidade com o projectado
NOTA As condições estipuladas de funcionamento geralmente especificam os intervalos dos valores das grandezas a medir e das grandezas de influência.

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4.10 (5.6) condição limite de funcionamento / limiting operating condition / condition limite de fonctionnement condição de funcionamento extrema que um instrumento de medição ou sistema de medição suporta sem avaria e sem degradação das propriedades metrológicas logo que volta a ser utilizado nas suas condições estipuladas de funcionamento
NOTA 1 As condições limite de funcionamento podem ser diferentes para a armazenagem, transporte e funcionamento. As condições limite de funcionamento podem incluir valores limite para a grandeza a medir e para as grandezas de influência.

NOTA 2

4.11 (5.7) condição de funcionamento de referência / reference operating condition / condition de fonctionnement de référence condição de referência / reference condition / condition de référence condição de funcionamento estabelecida para avaliar o desempenho de um instrumento de medição ou sistema de medição ou para comparar resultados de medição
NOTA 1 As condições de funcionamento de referência especificam intervalos de valores da mensuranda e das grandezas de influência. Na IEC 60050-300, item 311-06-02, o termo “condição de referência” refere-se a uma condição de funcionamento na qual a incerteza instrumental especificada é a menor possível.

NOTA 2

4.12 (5.10) sensibilidade / sensitivity of a measuring system ou sensitivity / sensibilité quociente da variação de uma indicação de um sistema de medição pela correspondente variação do valor da grandeza medida
NOTA 1 NOTA 2 A sensibilidade pode depender do valor da grandeza a medir. A variação do valor da grandeza a medir deve ser maior do que a resolução.

4.13 selectividade / selectivity of a measuring system ou selectivity / sélectivité propriedade de um sistema de medição usado segundo um procedimento de medição especificado, para fornecer resultados de medição para uma ou mais mensurandas independentes umas das outras ou de qualquer outras grandezas no fenómeno, corpo ou substância em exame

EXEMPLO 1: Capacidade de um sistema de medição, incluindo um espectrómetro de massa, para medir a relação das correntes iónicas produzidas por compostos especificados sem dependência de outras fontes especificadas de corrente eléctrica. EXEMPLO 2: Capacidade de um sistema de medição para medir a potência de um componente de um sinal de uma dada frequência sem perturbação de outros componentes do sinal ou de sinais de outras frequências.

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EXEMPLO 3: Capacidade de um receptor para separar um sinal desejado de outros indesejados que têm muitas vezes frequências ligeiramente diferentes da do sinal desejado. EXEMPLO 4: Capacidade de um sistema de medição de radiações ionizantes para responder a uma dada radiação a medir na presença de outras radiações concomitantes. EXEMPLO 5: Capacidade de um sistema de medição para medir a concentração de quantidade de matéria de creatinina no plasma sanguíneo por um procedimento de Jaffé, sem influência das concentrações de glucose, ureia, acetona, ou proteína. EXEMPLO 6: Capacidade de um espectrómetro de massa para medir a abundância de 28 30 quantidade de matéria do isótopo Si e do isótopo Si no silício proveniente de um 29 depósito geológico sem interferência entre eles ou do isótopo Si. NOTA 1 Em física, há uma só mensuranda; as outras grandezas são da mesma natureza da mensuranda e são aplicadas à entrada do sistema de medição. Em química, as grandezas medidas implicam frequentemente diferentes constituintes na medição em curso e estas grandezas não são necessariamente da mesma natureza. Em química, a selectividade de um sistema de medição é geralmente obtida para grandezas associadas a constituintes seleccionados, para concentrações em intervalos determinados. O conceito de selectividade em física (ver Nota 1) é um conceito próximo de especificidade, tal como este é utilizado em química.

NOTA 2

NOTA 3

NOTA 4

4.14 resolução / resolution / résolution a menor variação numa grandeza a medir que provoca uma variação perceptível na correspondente indicação
NOTA A resolução pode depender, por exemplo, do ruído (interno ou externo) ou do atrito. Pode também depender do valor da grandeza a medir.

4.15 (5.12) resolução de um dispositivo afixador / resolution of a displaying device / résolutiond’un dispositif afficheur a menor diferença entre indicações afixadas que podem ser distinguidas significativamente 4.16 (5.11) limiar de mobilidade / discrimination threshold / seuil de discrimination ou seuil de mobilité ou mobilité a maior variação no valor de uma grandeza a medir que não causa variação detectável na correspondente indicação
NOTA O limiar de mobilidade pode depender, por exemplo, do ruído (interno ou externo) ou do atrito. Pode também depender do valor da grandeza a medir ou da forma como a variação é aplicada.

4.17 (5.13) zona morta / dead band / zone morte máximo intervalo no interior do qual se pode fazer variar nos dois sentidos o valor da grandeza a medir sem provocar alteração detectável na correspondente indicação

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NOTA A zona morta pode depender da velocidade de variação.

4.18 limiar de detecção / detection limit ou limit of detection / limite de détection valor medido, obtido segundo um determinado procedimento de medição, para o qual a probabilidade de se declarar falsa a ausência de um constituinte num material é β , para uma probabilidade α de se declarar falsa a sua presença
NOTA 1 NOTA 2 NOTA 3 A IUPAC recomenda valores por defeito iguais a 0,05 para α e β . O termo “sensibilidade” é desencorajado para este conceito. Em inglês, usa-se por vezes a abreviatura LOD.

4.19 (5.14) estabilidade / stability of a measuring instrument ou stability / stabilité ou constance propriedade de um instrumento de medição ou sistema de medição cujas propriedades metrológicas permanecem constantes no tempo
NOTA A estabilidade pode ser expressa quantitativamente de diversas formas. EXEMPLO 1: Pela duração do intervalo de tempo no qual uma propriedade metrológica se altera de um valor determinado. EXEMPLO 2: Pela alteração de uma propriedade num determinado intervalo de tempo.

4.20 (5.25) desvio instrumental / instrumental bias / biais instrumental ou erreur de justesse d’un instrument diferença entre a média das indicações repetidas e o valor de referência 4.21 (5.16) deriva instrumental / instrumental drift / dérive instrumentale alteração contínua ou incremental da indicação de um instrumento de medição no tempo, devida à variação das suas propriedades metrológicas
NOTA A deriva instrumental não é devida nem à variação da grandeza medida nem à variação de uma grandeza de influência identificada.

4.22 variação devida a uma grandeza de influência / variation due to an influence quantity / variation due à une grandeur d’influence diferença entre as indicações que correspondem a um mesmo valor medido, ou entre os valores fornecidos por uma medida materializada, quando uma grandeza de influência assume sucessivamente dois valores diferentes 4.23 (5.17) tempo de resposta (a um escalão) / step response time / temps de réponse à un échelon duração entre o instante em que o valor de entrada de um instrumento de medição ou sistema de medição é submetido a uma alteração brusca de um valor constante especificado

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VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA a um outro e o instante em que a indicação correspondente se mantém entre dois limites especificados em torno do valor final em regime estacionário 4.24 incerteza de medição instrumental / instrumental measurement uncertainty / incertitude instrumentale incerteza instrumental / --- / --componente da incerteza de medição proveniente do instrumento de medição ou sistema de medição em uso
NOTA 1 A incerteza de medição instrumental é obtida através da calibração do instrumento de medição ou sistema de medição, excepto para um padrão primário em que são usados outros meios. A incerteza de medição instrumental é usada numa avaliação de Tipo B da incerteza. As informações relativas à incerteza instrumental podem ser dadas nas especificações do instrumento.

NOTA 2 NOTA 3

4.25 (5.19) classe de exactidão / accuracy class / classe d'exactitude classe dos instrumentos de medição ou sistemas de medição que satisfazem certas exigências metrológicas destinadas a manter os erros de medição ou as incertezas instrumentais dentro de limites especificados nas condições estipuladas de funcionamento
NOTA 1 Uma classe de exactidão é usualmente indicada por um número ou um símbolo adoptado por convenção. As classes de exactidão também se aplicam a medidas materializadas.

NOTA 2

4.26 (5.21) erro máximo admissível / maximum permissible measurement error ou maximum permissible error ou limit of error / erreur maximale tolérée ou limite d’erreur valor extremo do erro de medição, em relação a um valor de referência conhecido, que é admissível em especificações ou regulamentos para uma dada medição, instrumento de medição ou sistema de medição
NOTA 1 NOTA 2 Usualmente o termo “erros máximos admissíveis” abrange os dois valores extremos. O termo “tolerância” não deve ser usado para designar “erro máximo admissível”.

4.27 (5.22) erro no ponto de controlo / datum measurement error ou datum error / erreur au point de contrôle erro de medição de um instrumento de medição ou sistema de medição num valor medido especificado 4.28 (5.23) erro no zero / zero error / erreur à zéro erro no ponto de controlo quando o valor medido especificado é zero
NOTA O ‘erro no zero’ não deve confundir-se com a ausência de erro de medição.

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VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA 4.29 incerteza de medição no zero / null measurement uncertainty / incertitude de mesure à zéro incerteza de medição quando o valor medido especificado é zero
NOTA 1 A incerteza de medição no zero está associada a uma indicação zero ou próxima de zero e abrange o intervalo em que se desconhece se o valor da mensuranda é pequeno demais para ser detectado ou se a indicação do instrumento de medição é resultante do ruído. O conceito de ‘incerteza de medição no zero’ também se aplica quando se obtém uma diferença na medição de uma amostra e do branco.

NOTA 2

4.30 diagrama de calibração / calibration diagram / diagramme d’étalonnage representação gráfica da relação entre a indicação e o correspondente resultado de medição
NOTA 1 Um diagrama de calibração é a banda do plano compreendida entre os eixos da indicação e do resultado de medição que representa a relação entre a indicação e um conjunto de valores medidos. Corresponde a uma relação multívoca em que a largura da banda para uma dada indicação fornece a incerteza instrumental. Outras formas de expressão desta relação incluem a curva de calibração e a incerteza de medição associada, uma tabela de calibração ou um conjunto de funções. O conceito é relativo a uma calibração em que a incerteza instrumental é grande comparada com as incertezas de medição associadas aos valores dos padrões.

NOTA 2

NOTA 3

4.31 curva de calibração / calibration curve / courbe d’étalonnage expressão da relação entre uma indicação e o correspondente valor medido
NOTA Uma curva de calibração exprime uma relação biunívoca que não fornece um resultado de medição uma vez que não contém informação sobre a incerteza de medição.

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Capítulo 5: Padrões
5.1 (6.1) padrão / measurement standard / étalon padrão de medição / etalon / --realização da definição de uma dada grandeza, com um valor determinado e associado a uma incerteza de medição, tomado como referência
EXEMPLO 1: Massa-padrão de 1 kg com uma incerteza-padrão de medição associada de 3 μg. EXEMPLO 2: Resistência-padrão de 100 associada de 1 μΏ. com uma incerteza-padrão de medição

EXEMPLO 3: Padrão de frequência de césio com uma incerteza-padrão relativa de -15 medição associada de 2 × 10 . EXEMPLO 4: Eléctrodo de referência de hidrogénio com um valor de 7,072 e com uma incerteza-padrão de medição associada de 0,006. EXEMPLO 5: Conjunto de soluções de referência de cortisona no serum humano com um valor certificado e uma incerteza-padrão de medição para cada solução. EXEMPLO 6: Material de referência fornecendo valores da grandeza com incertezaspadrão de medição para a concentração mássica para cada uma de dez proteínas diferentes. NOTA 1 A “realização de uma definição de uma dada grandeza” pode ser fornecida por um sistema de medição, uma medida materializada ou um material de referência. Um padrão é frequentemente usado como uma referência no estabelecimento de valores medidos da grandeza e de incertezas de medição associadas para outras grandezas da mesma natureza, estabelecendo assim a rastreabilidade metrológica através de calibração de outros padrões, instrumentos de medição ou sistemas de medição. O termo “realização” é usado aqui no sentido geral. Podem considerar-se três processos de “realização”. O primeiro, stricto sensu, consiste na realização física da definição da unidade de medida. O segundo, a “reprodução”, consiste, não na realização da unidade a partir da sua definição, mas no estabelecimento de um padrão reprodutível baseado num fenómeno físico, como é o caso de um laser de frequência estabilizada para reproduzir o metro, ou o efeito de Josephson para o volt ou o efeito quântico de Hall para o ohm. O terceiro processo, “adopção”, consiste na adopção de uma medida materializada como padrão, como é o caso do padrão de 1 kg. A incerteza-padrão associada a um padrão é sempre uma componente da incerteza-padrão combinada (ver Guia SO/IEC 98-3:2008, 2.3.4) num resultado de medição obtido usando o padrão. Frequentemente, esta componente é pequena comparada com outras componentes da incerteza-padrão combinada. O valor da grandeza e a incerteza de medição devem ser determinados quando o padrão é utilizado. Várias grandezas da mesma natureza ou de naturezas diferentes podem ser realizadas por meio de um único dispositivo, também denominado “padrão”. Em inglês, a palavra “embodiment” é por vezes usada no lugar de “realization”. Na ciência e tecnologia, a palavra inglesa “standard” é usada com pelo menos dois significados diferentes: como documento normativo escrito, tal como norma, especificação, recomendação técnica ou documento similar (em francês “norme” e em português “norma”)

NOTA 2

NOTA 3

NOTA 4

NOTA 5

NOTA 6

NOTA 7 NOTA 8

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e como padrão de medição (em francês “étalon”). Neste Vocabulário, tratamos apenas do segundo significado. NOTA 9 O termo “padrão” é por vezes usado para designar outras ferramentas metrológicas, por exemplo, programa informático padrão’ (ver ISO 5432-2).

5.2 (6.2) padrão internacional / international measurement standard / étalon international padrão reconhecido pelos signatários de um acordo internacional e destinado a utilização universal
EXEMPLO 1: O protótipo internacional do quilograma. EXEMPLO 2: Gonadotrofina coriónica, 4º padrão internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS), 1999, 75/589, 650 unidades internacionais por ampola. EXEMPLO 3: Água oceânica média normalizada de Viena VSMOW2 (Vienna Standard Mean Ocean Water) distribuída pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) para medições diferenciais das relações molares de diferentes isótopos estáveis.

5.3 (6.3) padrão nacional / national measurement standard ou national standard / étalon national padrão reconhecido por uma entidade nacional para servir de referência num Estado ou economia, na atribuição de valores a outros padrões de grandezas da mesma natureza 5.4 (6.4) padrão primário / primary measurement standard ou primary standard / étalon primaire padrão estabelecido através de um procedimento de medição primário ou criado como artefacto escolhido por convenção
EXEMPLO 1: Padrão primário de concentração de quantidade de matéria preparado por diluição de uma quantidade de matéria conhecida de uma substância química num volume de solução conhecido. EXEMPLO 2: Padrão primário de pressão baseado em medições separadas de força e de área. EXEMPLO 3: Padrão primário para a medição da relação molar de isótopos, preparada pela mistura de quantidades de matéria conhecidas de isótopos especificados. EXEMPLO 4: Padrão primário de temperatura termodinâmica, constituído por uma célula do ponto triplo da água. EXEMPLO 5: O protótipo internacional do quilograma como um artefacto escolhido por convenção.

5.5 (6.5) padrão secundário / secondary measurement standard ou secondary standard / étalon secondaire padrão estabelecido por intermédio de uma calibração com um padrão primário para uma grandeza da mesma natureza
NOTA 1 A relação pode ser obtida directamente entre o padrão primário e o padrão secundário ou envolver um sistema de medição intermediário, calibrado pelo padrão primário que atribua um resultado de medição ao padrão secundário.

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NOTA 2 Um padrão cujo valor seja atribuído por um procedimento de medição primário é um padrão secundário.

5.6 (6.6) padrão de referência / reference measurement standard ou reference standard / étalon de référence padrão concebido para a calibração de outros padrões de grandezas da mesma natureza numa dada organização ou num dado local 5.7 (6.7) padrão de trabalho / working measurement standard ou working standard / étalon de travail padrão que é usado correntemente para calibrar ou verificar instrumentos de medição ou sistemas de medição
NOTA 1 NOTA 2 Um padrão de trabalho é usualmente calibrado com um padrão de referência. Um padrão de trabalho destinado à verificação é também designado por “padrão de verificação / check standard / étalon de verification” ou “padrão de controlo / control standard / étalon de controle”.

5.8 (6.9) padrão itinerante / travelling measurement standard ou travelling standard / étalon voyageur padrão, por vezes de construção especial, previsto para ser transportado entre diferentes locais
EXEMPLO: Padrão de frequência de césio 133, portátil e alimentado por baterias.

5.9 (6.8) dispositivo de transferência / transfer device / dispositif de transfert dispositivo usado como intermediário na comparação de padrões
NOTA Por vezes, os padrões são usados como dispositivos de transferência.

5.10 padrão intrínseco / intrinsic measurement standard ou intrinsic standard / étalon intrinsèque padrão baseado numa propriedade inerente e reprodutível de um fenómeno ou substância
EXEMPLO 1: Célula do ponto triplo da água como padrão intrínseco de temperatura termodinâmica. EXEMPLO 2: Padrão intrínseco de diferença de potencial eléctrico baseado no efeito de Josephson. EXEMPLO 3: Padrão intrínseco de resistência eléctrica baseado no efeito quântico de Hall. EXEMPLO 4: Amostra de cobre como padrão intrínseco de condutividade eléctrica. NOTA 1 O valor de um padrão intrínseco é atribuído por consenso e não requer o estabelecimento de uma relação com outro padrão do mesmo tipo. A sua incerteza de medição é

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determinada tomando em conta duas componentes: a primeira associada ao seu valor de consenso e a segunda associada à sua construção, implementação e manutenção. NOTA 2 Um padrão intrínseco usualmente consiste num sistema preparado de acordo com os requisitos de um procedimento consensual e submetido a verificação periódica. O procedimento de consenso pode incluir disposições para aplicar as correcções necessárias à implementação. Os padrões intrínsecos baseados estabilidade excepcional. em fenómenos quânticos têm geralmente uma

NOTA 3

NOTA 4

O adjectivo “intrínseco” não significa que o padrão pode ser implementado e usado sem cuidados especiais ou que esteja protegido contra efeitos internos ou externos.

5.11 (6.12) manutenção de um padrão / conservation of a measurement standard / conservation d'un étalon conservação de um padrão / maintenance of a measurement standard / maintenance d'un étalon conjunto de operações necessárias à preservação das propriedades metrológicas de um padrão dentro de determinados limites
NOTA A manutenção inclui a verificação periódica de propriedades metrológicas pré-definidas ou a calibração, armazenagem em condições adequadas e cuidados especiais na sua utilização.

5.12 --- / calibrator / --padrão usado na calibração
NOTA Em inglês, o termo “calibrator” só é usado em determinados domínios.

5.13 (6.13) material de referência / reference material / matériau de référence MR / RM / MR material, suficientemente homogéneo e estável em determinadas propriedades, que foi preparado para uma utilização prevista numa medição ou para o exame de propriedades nominais
NOTA 1 O exame de uma propriedade nominal compreende a atribuição de um valor e da incerteza associada. Esta incerteza não é uma incerteza de medição. Materiais de referência com ou sem valores atribuídos podem servir para controlar a fidelidade, enquanto que apenas os materiais de referência com valores atribuídos servem para a calibração ou para o controlo da justeza de medição. Os materiais de referência compreendem materiais caracterizados por grandezas ou materiais caracterizados por propriedades nominais. EXEMPLO 1: Materiais de referência caracterizados por grandezas: a) água de pureza determinada, cuja viscosidade dinâmica é utilizada para a calibração de viscosímetros;

NOTA 2

NOTA 3

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b) serum humano sem valor atribuído para a concentração de quantidade de matéria de colesterol intrínseco, utilizado apenas para o controlo da fidelidade de medição; tecido de peixe com uma fracção mássica determinada de dioxina, utilizado como padrão numa calibração.

c)

EXEMPLO 2: Materiais de referência caracterizados por propriedades nominais: a) b) c) NOTA 4 paleta de cores indicando uma ou mais cores especificadas; sequência de ADN contendo ácidos nucleicos especificados; urina contendo 19-androstenediona.

Um material de referência pode ser, por vezes, incorporado num dispositivo especialmente fabricado. EXEMPLO 1: Substância cujo ponto triplo é conhecido numa célula de ponto triplo. EXEMPLO 2: Vidro transmissão. de conhecida densidade óptica num suporte de filtro de

EXEMPLO 3: Esferas microscópio. NOTA 5

de

granulometria

uniforme

montadas

numa

lâmina

de

Alguns materiais de referência têm valores atribuídos metrologicamente rastreáveis a uma unidade de medida fora de um sistema de unidades. Estes materiais abrangem vacinas cujas Unidades Internacionais (UI) foram atribuídas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Numa dada medição, um certo material de referência só pode ser usado ou para calibração ou para garantia da qualidade. As especificações de um material de referência devem incluir a sua rastreabilidade indicando a origem e o seu tratamento (Accred. Qual. Assur.:2006) [45]. A definição do ISO/REMCO [45] é análoga, mas utiliza o termo “processo de medição” para significar “exame” (ISO 15189:2007, 3.4) que abrange simultaneamente a medição da grandeza e o exame de uma propriedade nominal.

NOTA 6

NOTA 7

NOTA 8

5.14 (6.14) material de referência certificado / certified reference material / matériau de référence certifié MRC / CRM / MRC material de referência acompanhado de documentação emitida por uma entidade qualificada fornecendo valores de uma ou mais propriedades especificadas e as incertezas e rastreabilidades associadas, usando procedimentos válidos
EXEMPLO: Serum humano com valor atribuído para a concentração de colesterol e a incerteza associada, num certificado que o acompanha e usado como padrão numa calibração ou como material de controlo da justeza de medição. NOTA 1 NOTA 2 A “documentação” dever ter a forma de um ‘certificado’ (ver o ISO Guide 31:2000). Nos Guias ISO 34 e 35, por exemplo, são exemplificados procedimentos válidos para a produção e certificação de materiais de referência certificados. Nesta definição, o termo “incerteza” pode designar quer uma incerteza de medição quer uma incerteza associada ao valor de uma propriedade nominal, tal como a identidade ou a sequência. O termo “rastreabilidade’ pode designar quer a rastreabilidade metrológica do valor de uma grandeza quer a rastreabilidade do valor de uma propriedade nominal.
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NOTA 3

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NOTA 4 Os valores de grandezas especificados nos materiais de referência certificados exigem a rastreabilidade metrológica com uma incerteza de medição associada (ver Accred. Qual. Assur.:2006) [45]. A definição do ISO/REMCO é análoga (Accred. Qual. Assur.:2006) [45], mas utiliza “metrológico” tanto para uma grandeza como para uma propriedade nominal.

NOTA 5

5.15 comutabilidade de um material de referência / commutability of a reference material / commutabilité d'un matériau de référence propriedade de um material de referência, que exprime a aproximação, por um lado, da relação entre os resultados de medição obtidos para uma grandeza determinada desse material, usando dois procedimentos de medição, e por outro lado, da relação entre os resultados da medição para outros materiais especificados
NOTA 1 O material de referência em questão é usualmente um padrão e os outros materiais especificados são amostras de rotina. Os procedimentos de medição referidos na definição são o que precede e o que se segue ao material de referência em questão utilizado como padrão numa hierarquia de calibração (ver ISO 17511). A estabilidade de um material de referência comutável é verificada regularmente.

NOTA 2

NOTA 3

5.16 dado de referência / reference data / donnée de référence dado relacionado com uma propriedade de um fenómeno, de um corpo ou substância ou de um sistema de constituintes, cuja composição ou estrutura é conhecida, obtido a partir de uma fonte identificada, avaliado de forma crítica e de exactidão verificada
EXEMPLO: Dados de referência relativos à solubilidade de compostos químicos, publicados pela IUPAC. NOTA 1 Na definição, o termo “exactidão”, tanto pode designar a exactidão de medição como a exactidão de uma propriedade nominal. Em inglês “data” é uma forma plural e é correntemente utilizada no lugar do singular “datum”.

NOTA 2

5.17 dado de referência normalizado / standard reference data / donnée de référence normalisée dado de referência emitido por uma determinada entidade qualificada
EXEMPLO 1: Valores das constantes físicas fundamentais, avaliadas e regularmente publicadas pelo ICSU do CODATA. EXEMPLO 2: Valores dos “pesos atómicos”, ou mais correctamente, das massas atómicas relativas, dos elementos, tal como avaliados em cada dois anos pelo IUPACCIAAW na Assembleia Geral do IUPAC e publicados no Pure Appl. Chem. ou no J. Phys. Chem. Ref. Data.

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5.18 valor de referência / reference quantity value ou reference value / valeur de référence valor de uma grandeza cuja incerteza associada é considerada suficientemente pequena para que o valor possa servir de base na comparação com outras grandezas da mesma natureza
NOTA 1 O valor de referência pode ser o valor verdadeiro de uma mensuranda, sendo neste caso desconhecido, ou o valor convencional, sendo neste caso conhecido. Um valor de referência associado à sua incerteza de medição refere-se normalmente a: a) b) c) d) um material, por exemplo, um material de referência certificado; um dispositivo, por exemplo, um laser estabilizado; um procedimento de medição de referência; uma comparação de padrões.

NOTA 2

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Anexo A (Informativo): Esquemas Conceptuais

Os 12 esquemas conceptuais deste Anexo informativo destinam-se a fornecer: — — — — uma representação visual das relações entre os conceitos definidos e designados nos números precedentes; uma possibilidade de verificar se as definições apresentam relações adequadas; um quadro para identificar a necessidade de outros conceitos; uma verificação de que os termos estão suficientemente sistematizados.

Convirá recordar que um dado conceito pode ser descrito por numerosas características e que só as essenciais e distintivas são incluídas na definição. A dimensão da página limita o número de conceitos que é possível apresentar de uma forma legível, mas todos os esquemas estão relacionados em princípio, como se indica em cada esquema por referências a outros esquemas entre parênteses. As relações utilizadas são de três tipos conforme a ISO 704 e a ISO 1087-1. Para dois destes tipos, as relações são hierárquicas e associam conceitos superiores e subordinados. As relações de terceiro tipo são não-hierárquicas. A relação hierárquica designada como relação genérica (ou relação de género-espécie) associa um conceito genérico e um conceito específico; este último herda todos as características do conceito genérico. Os esquemas representam as relações sob a forma de uma árvore

ou

ou

onde um ramo curto terminado por 3 pontos indica que existe um ou mais conceitos específicos que não são representados e um ramo inicial mais grosso indica uma dimensão terminológica separada. Por exemplo,
1.10 unidade de base 1.9 unidade de medida 1.11 unidade derivada

onde o terceiro conceito pode ser “unidade de medida fora do sistema”. A relação de partição (ou relação parte-todo) é também uma relação hierárquica. Ela associa um conceito integrante e dois ou mais conceitos de partição que em conjunto constituem o conceito integrante. Os esquemas representam estas relações sob a forma de leque e uma linha contínua não interrompida indica que um ou mais conceitos de partição não foram considerados.

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Um par de dois dentes aproximados indica que existem diversos conceitos de partição de um determinado tipo. Um destes dentes está a tracejado para indicar que o seu número é indeterminado. Por exemplo:
1.4 grandeza de base

1.3 sistema de grandezas

1.5 grandeza derivada

1.22 equação das grandezas

Um termo entre parênteses designa um conceito que não é definido no Vocabulário mas que é considerado de compreensão generalizada.

1.15 unidade fora do sistema 1.9 unidade de medida (unidade de medida do sistema)

A relação associativa (ou relação pragmática) é uma relação não hierárquica que associa dois conceitos com certas relações temáticas. Há numerosos subtipos de relações associativas mas todas são indicadas por uma dupla seta. Por exemplo:
1.1 grandeza 2.1 medição 2.6 procedimento de medição 1.21 álgebra das grandezas 2.9 resultado da medição

2.48 modelo de medição

Para evitar esquemas demasiado complexos, não são representadas todas as relações associativas. Os esquemas põem em evidência que os termos derivados não têm sempre uma estrutura sistemática, frequentemente porque a metrologia é uma disciplina antiga, cujo vocabulário evoluiu mais por acrescento do que por criação de um conjunto completo e coerente.

62

Figura 1 — Esquema conceptual para parte da cláusula 1, acerca de “grandeza”

(propriedade) (natureza da propriedade) 1.30 propriedade nominal 1.1 grandeza 1.2 natureza de uma grandeza

1.19 valor de uma grandeza 2.11 valor verdadeiro

2.10 valor medido 1.27 escala de valores

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1.2 natureza de uma grandeza (grandeza expressa numa unidade de medida)

1.26 grandeza ordinal

2.12 valor convencional

1.21 álgebra das grandezas

2.6 procedimento de medição

1.28 escala ordinal

1.29 escala de referência convencional

1.25 equação dos valores numéricos

5.1 padrão 1.9 unidade de medida (ver Fig. 2) (referência) 1.20 valor numérico de uma grandeza 1.22 equação das grandezas 1.7 dimensão da grandeza 1.6 Sistema Internacional de grandezas 1.3 sistema de grandezas 1.23 equação das unidades 1.22 equação das grandezas

63
1.8 grandeza adimensional

1.4 grandeza de base

1.5 grandeza derivada

Figura 2 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 1, acerca de “unidade de medição”

1.1 grandeza (ver Fig. 1)

(grandeza expressa numa unidade de medida)

1.23 equação das unidades

1.26 grandeza ordinal 1.9 unidade de medida

1.24 factor de conversão entre unidades

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

1.17 múltiplo de uma unidade 1.18 submúltiplo de uma unidade

1.15 unidade fora do sistema

(unidade de medida do sistema)

1.13 sistema de unidades 1.10 unidade de base

64
1.3 sistema de grandezas 1.4 unidade de base 1.5 unidade derivada 1.12 unidade derivada coerente 1.11 unidade derivada 1.22 equação da grandeza (regra para o uso de unidades de medida) (unidade derivada não-coerente) 1.6 Sistema Internacional de grandezas 1.16 Sistema Internacional de unidades

1.14 sistema de unidades coerente

(sistema de unidades CGS)

Figura 3 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 2, acerca de “medição”

2.4 princípio de medição

2.2 metrologia

1.1 grandeza (ver Fig. 1)

2.5 método de medição

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

2.1 medição

1.19 valor de uma grandeza (ver Fig.1) (outra informação)

2.6 procedimento de medição

2.9 resultado de medição

2.10 valor medido (ver Fig. 4)

65
2.26 incerteza da medição 2.7 procedimento de medição de referência 2.47 compatibilidade metrológica de resultados de medição 2.3 mensuranda (grandeza medida) 2.46 comparabilidade metrológica de resultados de medição 2.8 procedimento de medição primário (referência) 2.48 modelo de medição 1.1 grandeza (ver Fig.1)

Figura 4 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 2, acerca de “valor da grandeza”

2.3 mensuranda

1.1 grandeza (ver Fig. 1)

1.19 valor de uma grandeza

4.1 indicação

3.1 instrumento de medição 3.2 sistema de medição

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

2.26 incerteza de medição (ver Fig. 6) 2.12 valor convencional 2.14 justeza de medição

2.1 medição (ver Fig. 3)

2.18 erro de justeza

2.15 fidelidade de medição (ver Fig. 5) (definição de uma grandeza)

66
2.17 erro sistemático 2.19 erro aleatório

5.18 valor de referência

2.10 valor medido

2.11 valor verdadeiro

2.16 erro de medição (ver Fig. 10)

2.13 exactidão de medição

(outra informação)

2.26 incerteza de medição

2.3 mensuranda

2.9 resultado de medição (ver Fig.3)

Figura 5 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 2, acerca de “fidelidade de medição”

3.1 instrumento de medição 2.1 medição (ver Fig. 3) 1.1 grandeza (ver Fig. 1)

ou 3.2 sistema de medição

2.10 valor medido

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

(condição de medição relativa à fidelidade)

2.26 incerteza de medição (ver Fig. 6)

1.19 valor de uma grandeza

4.1 indicação 2.15 fidelidade de medição

2.3 mensuranda

2.20 condição de repetibilidade 2.6 procedimento de medição (operador) 3.1 instrumento ou 3.2 sistema de medição de medição 5.12 padrão 2.39 calibração (condição de operação, ver Fig. 11) (local) (medição repetida) (duração) 2.22 condição de fidelidade intermédia 2.24 condição de reprodutibilidade

2.21 repetibilidade de medição 2.23 fidelidade intermédia de medição 2.25 reprodutibilidade de medição

67

Figura 6 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 2 acerca de “incerteza de medição”

2.32 incerteza-padrão relativa

2.33 balanço de incerteza

(avaliação de um componente da incerteza de medição)

2.29 avaliação de tipo B da incerteza de medição

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

2.34 incerteza-alvo 2.26 incerteza de medição 2.27 incerteza definicional

2.10 valor medido (ver Fig. 4)

2.28 avaliação de tipo A da incerteza de medição

2.35 incerteza expandida

2.30 incerteza-padrão

2.9 resultado de medição 2.31 incerteza-padrão combinada 2.3 mensuranda 1.19 valor de uma grandeza

68
2.38 factor de expansão 2.48 modelo de medição 2.49 função de medição 2.38 intervalo de expansão 2.37 probabilidade de expansão 2.11 valor verdadeiro

5.18 valor de referência

2.12 valor convencional

Figura 7 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 2 acerca de “calibração”

2.43 rastreabilidade metrológica a uma unidade de medida

2.41 rastreabilidade metrológica

2.47 compatibilidade metrológica de resultado de medição

2.44 verificação

(requisito)

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

1.9 unidade de medida

2.9 resultado de medição (ver Fig. 3) 1.19 valor de uma grandeza

2.26 incerteza de medição

2.45 validação

(requisito para uso previsto)

4.30 diagrama de calibração

2.46 comparabilidade metrológica de resultados de medição 2.42 cadeia de rastreabilidade metrológica

69

5.1 padrão ou 5.12 padrão (ver Fig. 12)

4.1 indicação (ver Fig. 10)

2.9 resultado de medição (ver Fig. 3)

(referência)

4.31 curva de calibração 2.10 valor medido (ver Fig. 3)

1.9 unidade de medida 2.39 calibração 5.1 padrão 3.1 instrumento de medição ou 3.2 sistema de medição (ver Fig. 9)

2.6 procedimento de medição

2.40 hierarquia de calibração

Figura 8 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 2 acerca de “valor medido”

2.50 grandeza de entrada num modelo de medição 1.1 grandeza (ver Fig. 1) 2.51 grandeza de saída num modelo de medição

2.48 modelo de medição

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

2.49 função de medição

2.53 correcção

2.10 valor medido

2.26 incerteza de medição (ver Fig. 6)

70

2.52 grandeza de influência

2.3 mensuranda

4.1 indicação

2.9 resultado de medição

4.2 indicação do branco

3.1 instrumento de medição

ou

3.2 sistema de medição (ver Fig. 9)

Figura 9 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 3, acerca de “sistema de medição”

3.7 transdutor de medição

(dispositivo de medição) 2.10 valor medido (ver Fig. 8) (elemento de um sistema de medição)

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

3.9 detector 3.2 sistema de medição 3.1 instrumento de medição 2.1 medição 4.1 indicação (ver Fig. 8 e Fig. 10) 3.3 instrumento de medição indicador 3.6 medida materializada (elemento de saída de um sistema de medição) 3.10 cadeia de medição

5.9 dispositivo de transferência

3.8 sensor

71

(sinal)

3.4 instrumento de medição afixador

3.11 ajuste de um sistema de medição

3.5 escala de um instrumento afixador

3.12 ajuste de zero

Figura 10 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 4, acerca de “propriedades metrológicas de um instrumento ou sistema de medição”

3.1 instrumento de medição 4.25 classe de exactidão 3.2 sistema de medição (ver Fig. 9) 4.2 indicação do branco 4.1 indicação 1.19 valor de uma grandeza 4.3 intervalo de indicação 4.6 valor nominal 4.7 intervalo de medição 4.5 gama de medição (propriedade metrológica de um instrumento de medição ou de um sistema de medição)

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

4.18 limite de detecção 4.19 estabilidade

4.20 desvio instrumental 4.21 deriva instrumental 4.22 variação devida a uma grandeza de influência 4.23 tempo de resposta (a um escalão) 4.24 incerteza de medição instrumental 4.26 erro máximo admissível 4.27 erro no ponto de controlo 4.28 erro no zero 2.16 erro de medição (ver Fig. 4) 2.26 incerteza de medição (ver Fig. 6)

4.4 intervalo nominal

72

(condição de funcionamento ver Fig. 11)

4.12 sensibilidade 4.13 selectividade

4.14 resolução 4.15 resolução de um dispositivo afixador 4.17 zona morta

4.29 incerteza de medição no zero

4.16 limiar da mobilidade

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA
Figura 11 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 4, acerca de “condições de funcionamento”
3.2 sistema de medição (propriedade metrológica de um instrumento de medição ou sistema de medição, (ver Fig. 10) 3.1 instrumento de medição

(dispositivo)

(condição de funcionamento)

2.39 calibração (ver Fig. 7)

4.8 condição de regime permanente

4.9 condição estipulada de funcionamento

4.11 condição de funcionamento de referência

4.10 condição limite de funcionamento

73

Figura 12 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 5 acerca de “padrão”

5.11 manutenção de um padrão 5.18 valor de referência 5.2 padrão internacional 1.19 valor de uma grandeza (ver Fig. 1)

5.16 dado de referência 5.15 comutabilidade de um material de referência

5.17 dado de referência normalizado 5.13 material de referência 3.1 instrumento de medição 3.2 sistema de medição 3.6 medida materializada (material de controlo da justeza) 5.12 padrão

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

5.3 padrão nacional

2.26 incerteza de medição

5.14 material de referência certificado

2.8 procedimento de medição primário (Ver Fig. 3)

5.4 padrão primário

1.1 grandeza (ver Fig. 1)

(certificado do material de referência)

74

5.1 padrão 5.5 padrão secundário

5.6 padrão de referência

(material de controlo da fidelidade)

5.7 padrão de trabalho

2.41 rastreabilidade metrológica

2.39 calibração (ver Fig. 7)

(material de controlo)

5.8 padrão itinerante 5.9 dispositivo de transferência 5.10 padrão intrínseco

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

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10 Em revisão com a referência ISO 80000-12, Quantities and units — Part 12: Solid state physics

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11 Será revisto e publicado na Web. 77

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Lista de Acrónimos

BIPM CCQM CGPM CODATA GUM IAEA ICSU IEC IFCC ILAC ISO ISO/REMCO

Bureau Internacional dos Pesos e Medidas Comité Consultivo para a Quantidade de Matéria — Metrologia em Química Conferência Geral dos Pesos e Medidas Committee on Data for Science and Technology Guia para a Expressão da Incerteza de Medição Agência Internacional de Energia Atómica Conselho Internacional para a Ciência Comissão Electrotécnica Internacional Federação Internacional de Química Clínica e Biologia Médica Cooperação Internacional em Acreditação de Laboratórios Organização Internacional de Normalização Organização Internacional de Normalização / Comité para os Materiais de Referência União Internacional de Química Pura e Aplicada União Internacional de Química Pura e Aplicada / Comissão para os Conteúdos Isotópicos e Massas Atómicas União Internacional de Física Pura e Aplicada Comité Comum para os Guias em Metrologia Grupo de Trabalho 1 – GUM do Comité Conjunto para os Guias em Metrologia Grupo de Trabalho 2 – VIM do Comité Conjunto para os Guias em Metrologia Organização Internacional de Metrologia Legal Vocabulário Internacional dos Conceitos Básicos e Gerais de Metrologia (1993) Vocabulário Internacional de Metrologia - Conceitos Básicos e Gerais e Termos Associados (2007) Organização Mundial da Saúde

IUPAC IUPAC/CIAAW

IUPAP JCGM JCGM/WG 1 JCGM/WG 2 OIML VIM, 2ª edição VIM, 3ª edição

WHO

78

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Indice Alfabético dos Termos em Português
A ajuste 3.11 ajuste de um sistema de medição 3.11 ajuste de zero 3.12 álgebra das grandezas 1.21 atributo 1.30 avaliação de Tipo A 2.28 avaliação de Tipo A da incerteza de medição 2.28 avaliação de Tipo B 2.29 avaliação de Tipo B da incerteza de medição 2.29 B balanço de incerteza 2.33 C cadeia de medição 3.10 cadeia de rastreabilidade 2.42 cadeia de rastreabilidade metrológica 2.42 calibração 2.39 classe de exactidão 4.25 comparabilidade metrológica 2.46 comparabilidade metrológica de resultados de medição 2.46 compatibilidade metrológica 2.47 compatibilidade metrológica de resultados da medição 2.47 comutabilidade de um material de referência 5.15 condição de fidelidade intermédia 2.22 condição de referência 4.11 condição de regime permanente 4.8 condição de repetibilidade 2.20 condição de reprodutibilidade 2.24 condição estipulada de funcionamento 4.9 condição limite de funcionamento 4.10 correcção 2.53 conservação de um padrão 5.11 curva de calibração 4.31 D dado de referência 5.16 dado de referência normalizado 5.17 deriva instrumental 4.21 desvio instrumental 4.20 detector 3.9 diagrama de calibração 4.30 dimensão da grandeza dimensão 1.7 dispositivo de transferência 5.9 E equação das grandezas 1.22 equação das unidades 1.23 equação dos valores numéricos 1.25 erro 2.16 erro aleatório 2.19 erro de justeza 2.18 erro de medição 2.16 erro máximo admissível 4.26 erro no ponto de controlo 4.27 erro no zero 4.28 erro sistemático 2.17 escala 3.5 escala de medição 1.27 escala de referência 1.28 escala de referência convencional escala de um instrumento afixador escala de valores 1.27 escala ordinal 1.28 estabilidade 4.19 exactidão 2.13 exactidão de medição 2.13 F factor de conversão entre unidades 1.24 factor de expansão 2.38 fidelidade 2.15 fidelidade de medição 2.15 fidelidade intermédia 2.23 fidelidade intermédia de medição 2.23 função de medição 2.49 G gama 4.5 gama de medição 4.5 gama nominal 4.5 grandeza 1.1 grandeza adimensional 1.8 grandeza de base 1.4 grandeza de dimensão um 1.8 grandeza de entrada 2.50 grandeza de entrada num modelo de medição 2.50 grandeza de influência 2.52 grandeza de saída 2.51 grandeza de saída num modelo de medição 2.51 grandeza derivada 1.5 grandeza ordinal 1.26 H hierarquia de calibração 2.40 I Incerteza 2.26 incerteza de medição 2.26 incerteza de medição instrumental 4.24 incerteza de medição no zero 4.29 incerteza definicional 2.27 incerteza expandida 2.35 incerteza expandida de medição 2.35 incerteza instrumental incerteza-alvo 2.34 incerteza-alvo de medição 2.34 incerteza-padrão 2.30 incerteza-padrão de medição 2.30 incerteza-padrão combinada 2.31 incerteza-padrão combinada de medição 2.31 incerteza-padrão relativa 2.32 indicação 4.1 indicação de fundo 4.2

1.29 3.5

79

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indicação do branco 4.2 instrumento de medição 3.1 instrumento de medição afixador 3.4 instrumento de medição indicador 3.3 intervalo de expansão 2.36 intervalo de indicação 4.3 intervalo de medição 4.7 intervalo nominal 4.4 intervalo nominal de indicação 4.4 J S justeza 2.14 justeza de medição 2.14 L limiar de mobilidade 4.16 limiar de detecção 4.18 M manutenção de um padrão 5.11 material de referência 5.13 material de referência certificado 5.14 medição 2.1 medida materializada 3.6 mensuranda 2.3 método de medição 2.5 metrologia 2.2 modelo de medição 2.48 MR 5.13 MRC 5.14 múltiplo de uma unidade 1.17 N natureza de uma grandeza natureza 1.2 nível de confiança 2.37 P padrão 5.1 padrão de medição 5.1 padrão de referência 5.6 padrão de trabalho 5.7 padrão internacional 5.2 padrão intrínseco 5.10 padrão itinerante 5.8 padrão nacional 5.3 padrão primário 5.4 padrão secundário 5.5 probabilidade de expansão 2.37 princípio de medição 2.4 procedimento de medição 2.6 procedimento de medição de referência 2.7 procedimento de medição primário 2.8 propriedade nominal 1.30 R rastreabilidade metrológica 2.41 selectividade 4.13 sensibilidade 4.12 sensor 3.8 sistema coerente de unidades 1.14 sistema de grandezas 1.3 sistema de medição 3.2 sistema de unidades 1.13 Sistema Internacional de grandezas 1.6 Sistema Internacional de unidades 1.16 submúltiplo de uma unidade 1.18 T tempo de resposta (a um escalão) transdutor de medição 3.7 U unidade 1.9 unidade de base 1.10 unidade de medida 1.9 unidade derivada 1.11 unidade derivada coerente 1.12 unidade fora do sistema 1.15 V validação 2.45 valor 1.19 valor convencional 2.12 valor convencional de uma grandeza 2.12 valor medido da grandeza 2.10 valor de referência 5.18 valor medido 2.10 valor nominal 4.6 valor numérico 1.20 valor numérico de uma grandeza 1.20 valor verdadeiro 2.11 valor verdadeiro da grandeza 2.11 variação devida a uma grandeza de influência verificação 2.44 Z zona morta 4.17 4.23 rastreabilidade metrológica a uma unidade de medida 2.43 rastreabilidade metrológica a uma unidade 2.43 repetibilidade 2.21 repetibilidade de medição 2.21 reprodutibilidade 2.25 reprodutibilidade de medição 2.25 resolução 4.14 resolução de um dispositivo afixador 4.15 resultado da medição 2.9

4.22

80

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Índice Alfabético dos Termos em Inglês
A accuracy 2.13 accuracy class 4.25 accuracy of measurement 2.13 adjustment 3.11 adjustment of a measuring system B background indication base quantity 1.4 base unit 1.10 bias 2.18 blank indication 4.2 C calibration 2.39 calibration curve 4.31 calibration diagram 4.30 calibration hierarchy 2.40 calibrator 5.12 certified reference material 5.14 coherent derived unit 1.12 coherent system of units 1.14 combined standard measurement uncertainty 2.31 combined standard uncertainty 2.31 commutability of a reference material 5.15 conservation of a measurement standard 5.11 conventional quantity value 2.12 conventional reference scale 1.29 conventional value 2.12 conventional value of a quantity 2.12 conversion factor between units 1.24 correction 2.53 coverage factor 2.38 coverage interval 2.36 coverage probability 2.37 CRM 5.14 D datum error 4.27 datum measurement error 4.27 dead band 4.17 definitional uncertainty 2.27 derived quantity 1.5 derived unit 1.11 detection limit 4.18 detector 3.9 dimension 1.7 dimension of a quantity 1.7 dimensionless quantity 1.8 discrimination threshold 4.16 displaying measuring instrument 3.4 E error 2.16 error of measurement 2.16 etalon 5.1 expanded measurement uncertainty expanded uncertainty 2.35 4.2 I indicating measuring instrument 3.3 indication 4.1 indication interval 4.3 influence quantity 2.52 input quantity 2.50 input quantity in a measurement model 2.50 instrumental bias 4.20 instrumental drift 4.21 instrumental measurement uncertainty 4.24 intermediate measurement precision 2.23 intermediate precision 2.23 intermediate precision condition 2.22 intermediate precision condition of measurement international measurement standard 5.2 International System of Quantities 1.6 International System of Units 1.16 intrinsic measurement standard 5.10 intrinsic standard 5.10 ISQ 1.6 K kind 1.2 kind of quantity L limit of detection 4.18 limit of error 4.26 limiting operating condition M maintenance of a measurement standard 5.11 material measure 3.6 maximum permissible error 4.26 maximum permissible measurement error 4.26 measurand 2.3 measured quantity value 2.10 measured value 2.10 measured value of a quantity 2.10 measurement 2.1 measurement accuracy 2.13 measurement bias 2.18 measurement error 2.16 measurement function 2.49 measurement method 2.5 measurement model 2.48 measurement precision 2.15 measurement principle 2.4 measurement procedure 2.6 measurement repeatability 2.21 measurement reproducibility 2.25 measurement result 2.9 measurement scale 1.27 measurement standard 5.1 measurement trueness 2.14 measurement uncertainty 2.26 measurement unit 1.9 measuring chain 3.10 measuring instrument 3.1 measuring interval 4.7 1.2

3.11

2.22

4.10

2.35

81

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measuring system 3.2 measuring transducer 3.7 method of measurement 2.5 metrological comparability 2.46 metrological comparability of measurement results 2.46 metrological compatibility 2.47 metrological compatibility of measurement results 2.47 metrological traceability 2.41 metrological traceability chain 2.42 metrological traceability to a measurement unit 2.43 metrological traceability to a unit 2.43 metrology 2.2 model 2.48 model of measurement 2.48 multiple of a unit 1.17 N national measurement standard 5.3 national standard 5.3 nominal indication interval 4.4 nominal interval 4.4 nominal property 1.30 nominal quantity value 4.6 nominal value 4.6 null measurement uncertainty 4.29 numerical quantity value 1.20 numerical quantity value equation 1.25 numerical value 1.20 numerical value equation 1.25 numerical value of a quantity 1.20 O off system measurement unit 1.15 off system unit 1.15 ordinal quantity 1.26 ordinal quantity value scale 1.28 ordinal value scale 1.28 output quantity 2.51 output quantity in a measurement model P precision 2.15 primary measurement standard 5.4 primary reference measurement procedure primary reference procedure 2.8 primary standard 5.4 principle of measurement 2.4 Q quantity 1.1 quantity calculus 1.21 quantity dimension 1.7 quantity equation 1.22 quantity of dimension one 1.8 quantity value 1.19 quantity value scale 1.27 R random error 2.19 random error of measurement 2.19 random measurement error 2.19 range of a nominal indication interval rated operating condition 4.9 reference condition 4.11 reference data 5.16 reference material 5.13 reference measurement procedure 2.7 reference measurement standard 5.6 reference operating condition 4.11 reference quantity value 5.18 reference standard 5.6 reference value 5.18 relative standard measurement uncertainty 2.32 repeatability 2.21 repeatability condition 2.20 repeatability condition of measurement 2.20 reproducibility 2.25 reproducibility condition 2.24 reproducibility condition of measurement 2.24 resolution 4.14 resolution of a displaying device 4.15 result of measurement 2.9 RM 5.13 S scale of a displaying measuring instrument 3.5 secondary measurement standard 5.5 secondary standard 5.5 selectivity 4.13 selectivity of a measuring system 4.13 sensitivity 4.12 sensitivity of a measuring system 4.12 sensor 3.8 SI 1.16 stability 4.19 stability of a measuring instrument 4.19 standard measurement uncertainty 2.30 standard reference data 5.17 standard uncertainty 2.30 standard uncertainty of measurement 2.30 steady-state operating condition 4.8 step response time 4.23 submultiple of a unit 1.18 system of quantities 1.3 system of units 1.13 systematic error 2.17 systematic error of measurement 2.17 systematic measurement error 2.17 T target measurement uncertainty 2.34 target uncertainty 2.34 traceability chain 2.42 transfer device 5.9 transfer measurement device 5.9 travelling measurement standard 5.8 travelling standard 5.8 true quantity value 2.11 true value 2.11 true value of a quantity 2.11 trueness 2.14 trueness of measurement 2.14 Type A evaluation 2.28 Type A evaluation of measurement uncertainty Type B evaluation 2.29 Type B evaluation of measurement uncertainty

2.51

2.8

2.28 2.29

4.5

82

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U uncertainty 2.26 uncertainty budget 2.33 uncertainty of measurement unit 1.9 unit equation 1.23 unit of measurement 1.9 V validation 2.45 value 1.19 value of a quantity 1.19 variation due to an influence quantity verification 2.44 W working interval 4.7 working measurement standard working standard 5.7 Z zero adjustment 3.12 zero adjustment of a measuring system zero error 4.28 3.12 5.7

2.26

4.22

83

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Índice Alfabético dos Termos em Francês
A
ajustage 3.11 ajustage d'un système de mesure 3.11 algèbre des grandeurs 1.21 appareil afficheur 3.4 appareil de mesure 3.1 appareil de mesure afficheur 3.4 appareil de mesure indicateur 3.3 appareil indicateur 3.3 attribut 1.30 B biais 2.18 biais de mesure 2.18 biais instrumental 4.20 bilan d'incertitude 2.33 C calibre 4.4 capteur 3.8 chaîne de mesure 3.10 chaîne de traçabilité 2.42 chaîne de traçabilité métrologique 2.42 classe d'exactitude 4.25 commutabilité d'un matériau de référence 5.15 comparabilité métrologique 2.46 compatibilité de mesure 2.47 compatibilité métrologique 2.47 condition assignée de fonctionnement 4.9 condition de fidélité intermédiaire 2.22 condition de fonctionnement de référence 4.11 condition de référence 4.11 condition de régime établi 4.8 condition de régime permanent 4.8 condition de répétabilité 2.20 condition de reproductibilité 2.24 condition limite 4.10 condition limite de fonctionnement 4.10 conservation d'un étalon 5.11 constance 4.19 correction 2.53 courbe d'étalonnage 4.31 D dérive instrumentale 4.21 détecteur 3.9 diagramme d'étalonnage 4.30 dimension 1.7 dimension d'une grandeur 1.7 dispositif de transfert 5.9 donnée de référence 5.16 donnée de référence normalisée E échelle 3.5 échelle de mesure 1.27 échelle de référence conventionnelle 1.29 échelle de repérage 1.28 échelle de valeurs 1.27 échelle d'un appareil de mesure afficheur 3.5 échelle ordinale 1.28 équation aux grandeurs 1.22 équation aux unités 1.23 équation aux valeurs numériques 1.25 erreur 2.16 erreur à zéro 4.28 erreur aléatoire 2.19 erreur au point de contrôle 4.27 erreur de justesse 2.18 erreur de justesse d'un instrument 4.20 erreur de mesure 2.16 erreur maximale tolérée 4.26 erreur systématique 2.17 étalon 5.1 étalon de référence 5.6 étalon de travail 5.7 étalon international 5.2 étalon intrinsèque 5.10 étalon national 5.3 étalon primaire 5.4 étalon secondaire 5.5 étalon voyageur 5.8 étalonnage 2.39 étendue de mesure 4.5 étendue nominale 4.5 évaluation de type A 2.28 évaluation de type A de l'incertitude 2.28 évaluation de type B 2.29 évaluation de type B de l'incertitude 2.29 exactitude 2.13 exactitude de mesure 2.13 F facteur de conversion entre unités 1.24 facteur d'élargissement 2.38 fidélité 2.15 fidélité de mesure 2.15 fidélité intermédiaire 2.23 fidélité intermédiaire de mesure 2.23 fonction de mesure 2.49 G grandeur 1.1 grandeur de base 1.4 grandeur de dimension un 1.8 grandeur de sortie 2.51 grandeur de sortie dans un modèle de mesure 2.51 grandeur d'entrée 2.50 grandeur d'entrée dans un modèle de mesure 2.50 grandeur dérivée 1.5 grandeur d'influence 2.52 grandeur ordinale 1.26 grandeur repérable 1.26 grandeur sans dimension 1.8 H hiérarchie d'étalonnage I incertitude 2.26 incertitude anticipée 2.34 incertitude cible 2.34
84

5.17

2.40

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incertitude de mesure 2.26 incertitude de mesure à zéro 4.29 incertitude définitionnelle 2.27 incertitude élargie 2.35 incertitude instrumentale 4.24 incertitude type 2.30 incertitude type composée 2.31 incertitude type relative 2.32 indication 4.1 indication d'environnement 4.2 indication du blanc 4.2 instrument de mesure 3.1 intervalle de mesure 4.7 intervalle des indications 4.3 intervalle élargi 2.36 intervalle nominal 4.4 intervalle nominal des indications 4.4 ISQ 1.6 J justesse 2.14 justesse de mesure L limite de détection 4.18 limite d'erreur 4.26 M maintenance d'un étalon 5.11 matériau de référence 5.13 matériau de référence certifié 5.14 mesurage 2.1 mesurande 2.3 mesure 2.1 mesure matérialisée 3.6 méthode de mesure 2.5 métrologie 2.2 mobilité 4.16 modèle 2.48 modèle de mesure 2.48 MR 5.13 MRC 5.14 multiple d'une unité 1.17 N nature 1.2 nature de grandeur P principe de mesure 2.4 probabilité de couverture 2.37 procédure de mesure 2.6 procédure de mesure de référence 2.7 procédure de mesure primaire 2.8 procédure opératoire 2.6 procédure opératoire de référence 2.7 procédure opératoire primaire 2.8 propriété qualitative 1.30 1.2 temps de réponse à un échelon 4.23 traçabilité métrologique 2.41 traçabilité métrologique à une unité 2.43 traçabilité métrologique à une unité de mesure transducteur de mesure 3.7 U unité 1.9 unité de base 1.10 unité de mesure 1.9 unité dérivée 1.11 unité dérivée cohérente 1.12 unité hors système 1.15 V valeur 1.19 valeur conventionnelle 2.12 valeur conventionnelle d'une grandeur 2.12 valeur de référence 5.18 valeur d'une grandeur 1.19 valeur mesurée 2.10 valeur nominale 4.6 valeur numérique 1.20 valeur numérique d'une grandeur 1.20 valeur vraie 2.11 valeur vraie d'une grandeur 2.11 validation 2.45 variation due à une grandeur d'influence 4.22 vérification 2.44 Z zone morte 4.17 2.14 R réglage de zéro 3.12 répétabilité 2.21 répétabilité de mesure 2.21 reproductibilité 2.25 reproductibilité de mesure 2.25 résolution 4.14 résolution d'un dispositif afficheur résultat de mesure 2.9 résultat d'un mesurage 2.9 S sélectivité 4.13 sensibilité 4.12 seuil de discrimination 4.16 seuil de mobilité 4.16 SI 1.16 sous-multiple d'une unité 1.18 stabilité 4.19 système cohérent d'unités 1.14 système de grandeurs 1.3 système de mesure 3.2 système d'unités 1.13 Système international de grandeurs 1.6 Système international d'unités 1.16 T

4.15

2.43

85

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86

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Dicionário Trilingue
PORTUGUÊS INGLÊS FRANCÊS VIM 1994 4.30 VIM 2007 3.11

ajuste / ajuste de um sistema de medição ajuste de zero

adjustment of a measuring system / adjustment zero adjustment of a measuring system / zero adjustment quantity calculus Type A evaluation of measurement uncertainty / Type A evaluation Type B evaluation of measurement uncertainty / Type B evaluation uncertainty budget measuring chain metrological traceability chain / traceability chain calibration calibrator accuracy class metrological comparability of measurement results / metrological comparability metrological compatibility of measurement results / metrological compatibility

ajustage d'un système de mesure / ajustage réglage de zéro

3.12

álgebra das grandezas avaliação de Tipo A da incerteza de medição / avaliação de Tipo A avaliação de Tipo B da incerteza de medição / avaliação de Tipo B balanço da incerteza cadeia de medição cadeia de rastreabilidade metrológica / cadeia de rastreabilidade calibração --classe de exactidão comparabilidade metrológica de resultados de medição / comparabilidade metrológica compatibilidade metrológica de resultados da medição / compatibilidade metrológica comutabilidade de um material de referência condição de fidelidade intermédia

algèbre des grandeurs évaluation de type A de l'incertitude / évaluation de type A évaluation de type B de l'incertitude / évaluation de type B bilan d'incertitude chaîne de mesure chaîne de traçabilité métrologique / chaîne de traçabilité étalonnage --classe d'exactitude comparabilité métrologique 5.19 6.11 4.4

1.21 2.28

2.29

2.33 3.10 2.42

2.39 5.12 4.25 2.46

compatibilité de mesure / compatibilité métrologique

2.47

commutability of a reference material intermediate precision condition of measurement / intermediate precision condition reference operating condition / reference condition steady state operating condition repeatability condition of measurement / repeatability condition

commutabilité d'un matériau de référence condition de fidélité intermédiaire

5.15 2.22

condição de funcionamento de referência / condição de referência condição de regime permanente condição de repetibilidade

condition de fonctionnement de référence / condition de référence condition de régime établi / condition de régime permanent condition de répétabilité

5.7

4.11

4.8

3.6, notas 1 e2

2.20

87

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condição de reprodutibilidade condição estipulada de funcionamento condição limite correcção curva de calibração dado de referência dado de referência normalizado deriva instrumental desvio instrumental

reproducibility condition of measurement / reproducibility condition rated operating condition limiting operating condition correction calibration curve reference data standard reference data instrumental drift instrumental bias

condition de reproductibilité condition assignée de fonctionnement condition limite correction courbe d’étalonnage donnée de référence donnée de référence normalisée dérive instrumentale biais instrumental / erreur de justesse d’un instrument détecteur diagramme d’étalonnage dimension d'une grandeur / dimension dispositif de transfert équation aux grandeurs équation aux unités équation aux valeurs numériques erreur aléatoire

3.7, nota 2 5.5 5.6 (3.15) (3.16)

2.24

4.9 4.10 2.53 4.31 5.16 5.17

5.16 5.25

4.21 4.20

detector diagrama de calibração dimensão da grandeza / dimensão dispositivo de transferência equação das grandezas equação das unidades equação dos valores numéricos erro aleatório

detector calibration diagram quantity dimension / dimension of a quantity / dimension transfer device quantity equation unit equation numerical value equation / numerical quantity value equation random measurement error ou random error of measurement ou random error measurement bias ou bias measurement error / error of measurement / error maximum permissible measurement error / maximum permissible error / limit of error datum measurement error / datum error zero error systematic measurement error / systematic error of measurement / systematic error ordinal quantity value scale / ordinal value scale / conventional reference scale

4.15

3.9 4.30

1.5

1.7

6.8

5.9 1.22 1.23 1.25

3.13

2.19

erro de justeza erro de medição / erro erro máximo admissível

erreur de justesse erreur de mesure / erreur erreur maximale tolérée / limite d’erreur 3.10 5.21

2.18 2.16 4.26

erro no ponto de controlo erro no zero erro sistemático

erreur au point de contrôle erreur à zéro erreur systématique

5.22 5.23 3.14

4.27 4.28 2.17

escala de referência / escala ordinal

échelle ordinale / échelle de repérage

1.22

1.28

88

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escala de referência convencional escala de um instrumento afixador / escala escala de valores / escala de medição estabilidade exactidão de medição / exactidão factor de conversão entre unidades factor de expansão fidelidade de medição / fidelidade fidelidade intermédia de medição / fidelidade intermédia função de medição gama de medição / gama nominal / gama grandeza grandeza adimensional / grandeza de dimensão um grandeza de base grandeza de entrada num modelo de medição / grandeza de entrada grandeza de influência grandeza de saída num modelo de medição / grandeza de saída grandeza derivada grandeza ordinal hierarquia de calibração incerteza de medição / incerteza conventional reference scale scale of a displaying measuring instrument quantity value scale / measurement scale stability measurement accuracy / accuracy of measurement conversion factor between units coverage factor measurement precision / precision intermediate measurement precision / intermediate precision measurement function range of a nominal indication interval quantity quantity of dimension one / dimensionless quantity base quantity input quantity in a measurement model / input quantity influence quantity output quantity in a measurement model / output quantity derived quantity ordinal quantity calibration hierarchy measurement uncertainty / uncertainty of measurement / uncertainty instrumental measurement uncertainty null measurement uncertainty definitional uncertainty expanded measurement uncertainty / expanded uncertainty target measurement uncertainty / target uncertainty
89

échelle de référence conventionnelle échelle d’un appareil de mesure afficheur / échelle échelle de grandeurs / échelle de mesure stabilité ou constance exactitude de mesure / exactitude facteur de conversion entre unités facteur d'élargissement fidélité de mesure / fidélité fidélité intermédiaire de mesure / fidélité intermédiaire fonction de mesure étendue de mesure / étendue nominale grandeur grandeur sans dimension / grandeur de dimension un grandeur de base grandeur d'entrée dans un modèle de mesure / grandeur d'entrée grandeur d'influence grandeur de sortie dans un modèle de mesure / grandeur de sortie grandeur dérivée grandeur ordinale / grandeur repérable hiérarchie d'étalonnage incertitude de mesure / incertitude 3.9 1.4 2.7 5.2 1.1 1.6 5.14 3.5 4.17

1.29 3.5

1.27 4.19 2.13 1.24 2.38 2.15 2.23

2.49 4.5 1.1 1.8

1.3

1.4 2.50

2.52 2.51

1.5 1.26 2.40 2.26

incerteza de medição instrumental incerteza de medição no zero incerteza definicional incerteza expandida de medição / incerteza expandida incerteza-alvo de medição / incerteza-alvo

incertitude instrumentale incertitude de mesure à zéro incertitude définitionnelle incertitude élargie

4.24 4.29 2.27 2.35

incertitude cible / incertitude anticipée

2.34

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incerteza-padrão de medição / incertezapadrão standard measurement uncertainty / standard uncertainty of measurement / standard uncertainty combined standard measurement uncertainty / combined standard uncertainty relative standard measurement uncertainty indication blank indication / background indication measuring instrument displaying measuring instrument indicating measuring instrument coverage interval indication interval measuring interval / working interval nominal indication interval measurement trueness / trueness of measurement / trueness discrimination threshold detection limit / limit of detection conservation of a measurement standard / maintenance of a measurement standard reference material ou RM certified reference material ou CRM measurement material measure measurand measurement method / method of measurement metrology measurement model / model of measurement / model incertitude-type 2.30

incerteza-padrão combinada / incertezapadrão combinada de medição incerteza-padrão relativa indicação indicação do branco / indicação do ambiente instrumento de medição instrumento de medição afixador instrumento de medição indicador intervalo de expansão intervalo de indicação intervalo de medição intervalo nominal de indicação justeza de medição / justeza limiar de mobilidade limiar de detecção manutenção de um padrão / conservação de um padrão material de referência ou MR material de referência certificado ou MRC medição medida materializada mensuranda método de medição metrologia modelo de medição

incertitude-type composée

2.31

incertitude-type relative indication indication du blanc / indication d'environnement instrument de mesure ou appareil de mesure appareil de mesure afficheur / appareil afficheur appareil de mesure indicateur / appareil indicateur intervalle élargi intervalle des indications intervalle de mesure intervalle nominal des indications / intervalle nominal / calibre justesse de mesure / justesse seuil de mobilité / mobilité limite de détection conservation d'un étalon / maintenance d'un étalon 6.12 5.11 4.19 5.4 5.1 4.1 4.6 3.2

2.32 4.1 4.2

3.1 3.4

4.6

3.3

2.36 4.3 4.7 4.4

2.14

4.16 4.18 5.11

matériau de référence ou MR matériau de référence certifié ou MRC mesurage / mesure mesure matérialisée mesurande méthode de mesure métrologie modèle de mesure / modèle

6.13 6.14 2.1 4.2 2.6 2.4 2.2

5.13 5.14 2.1 3.6 2.3 2.5 2.2 2.48

90

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múltiplo de uma unidade natureza de uma grandeza / natureza padrão / padrão de medição padrão de referência multiple of a unit kind of quantity / kind measurement standard / etalon reference measurement standard / reference standard working measurement standard / working standard international measurement standard intrinsic measurement standard / intrinsic standard travelling measurement standard / travelling standard national measurement standard / national standard primary measurement standard / primary standard secondary measurement standard / secondary standard measurement principle / principle of measurement coverage probability multiple d'une unité nature de grandeur / nature étalon étalon de référence 1.16 1.1, nota 2 6.1 6.6 1.17 1.2 5.1 5.6

padrão de trabalho

étalon de travail

6.7

5.7

padrão internacional padrão intrínseco

étalon international étalon intrinsèque

6.2

5.2 5.10

padrão itinerante

étalon voyageur

6.9

5.8

padrão nacional

étalon national

6.3

5.3

padrão primário

étalon primaire

6.4

5.4

padrão secundário

étalon secondaire

6.5

5.5

princípio de medição probabilidade de expansão / nível de confiança procedimento de medição procedimento de medição de referência

principe de mesure probabilité de couverture

2.3

2.4 2.37

measurement procedure

procédure opératoire / mode opératoire de mesure procédure opératoire de référence / mode opératoire de mesure de référence procédure opératoire primaire / mode opératoire primaire propriété qualitative / attribut traçabilité métrologique traçabilité métrologique à une unité de mesure / traçabilité métrologique à une unité

2.5

2.6

reference measurement procedure

2.7

procedimento de medição primário propriedade nominal / atributo rastreabilidade metrológica rastreabilidade metrológica a uma unidade de medida / rastreabilidade metrológica a uma unidade

primary measurement procedure / primary procedure nominal property metrological traceability metrological traceability to a measurement unit / metrological traceability to a unit

2.8

1.30 6.10 2.41 2.43

91

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repetibilidade de medição / repetibilidade reprodutibilidade de medição / reprodutibilidade resolução resolução de um dispositivo afixador resultado da medição selectividade sensibilidade sensor sistema coerente de unidades sistema de grandezas sistema de medição sistema de unidades Sistema Internacional de Grandezas ISQ Sistema Internacional de unidades SI submúltiplo de uma unidade tempo de resposta (a um escalão) transdutor de medição unidade de base unidade de medida / unidade unidade derivada unidade derivada coerente unidade fora do sistema validação valor convencional / valor convencional de uma grandeza valor de referência valor de uma grandeza / valor valor medido / valor da grandeza medido

measurement repeatability / repeatability measurement reproducibility / reproducibility resolution resolution of a displaying device measurement result / result of measurement selectivity of a measuring system / selectivity sensitivity sensor coherent system of units system of quantities measuring system system of units International System of Quantities ISQ International System of Units SI submultiple of a unit step response time measuring transducer base unit measurement unit ou unit of measurement / unit derived unit coherent derived unit off-system measurement unit / off-system unit validation conventional quantity value / conventional value of a quantity / conventional value reference quantity value / reference value quantity value / value of a quantity / value measured quantity value / measured value of a quantity / measured value

répétabilité de mesure / répétabilité reproductibilité de mesure / reproductibilité résolution résolution résultat de mesure / résultat d'un mesurage sélectivité sensibilité capteur système cohérent d'unités système de grandeurs système de mesure système d'unités Système international de grandeurs ISQ Système international d'unités SI sous-multiple d'une unité temps de réponse à un échelon transducteur de mesure unité de base unité de mesure unité dérivée unité dérivée cohérente unité hors système validation valeur conventionnelle / valeur conventionnelle d'une grandeur valeur de référence valeur d'une grandeur / valeur valeur mesurée

3.6

2.21

3.7

2.25

4.14 5.12 3.1 4.15 2.9 4.13 5.10 4.14 1.11 1.2 4.5 1.9 1.6 1.12 1.17 5.17 4.3 1.13 1.7 1.14 1.10 1.15 4.12 3.8 1.14 1.3 3.2 1.13 1.6 1.16 1.18 4.23 3.7 1.10 1.9 1.11 1.12 1.15 2.45 2.12

5.18 1.18 1.19 2.10

92

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valor nominal valor numérico de uma grandeza / valor numérico valor verdadeiro / valor verdadeiro da grandeza variação devida a uma grandeza de influência verificação zona morta nominal quantity value / nominal value numerical quantity value / numerical value of a quantity / numerical value true quantity value / true value of a quantity ou true value variation due to an influence quantity verification dead band valeur nominale valeur numérique d'une grandeur / valeur numérique valeur vraie / valeur vraie d'une grandeur variation due à une grandeur d’influence vérification zone morte 5.13 5.3 1.21 4.6 1.20

1.19

2.11

4.22 2.44 4.17

93