O PAPEL TUTOR EM AMBIENTES ONLINE

Este ensaio tem por objetivo refletir sobre o papel do tutor em ambientes de educação a distância na Internet, focando nas suas principais funções, e destacando as principais diferenças entre suas atividades e aquelas atribuídas ao professor convencional. As competências e habilidades necessárias ao tutor de ambientes online são enfatizadas, demonstrando quais novas funções deve assumir para tornar a educação online eficiente e que realize as metas propostas pelo modelo pedagógico adotado.

1. Professor e Tutor
A ligação aluno-professor ainda é, no imaginário pedagógico, uma dominante, o que torna a tutoria um ponto-chave em um sistema de ensino a distância (Maia, 1998, apud Niskier, 1999:391).

A tutoria como método nasceu no século XV na universidade, onde foi usada como orientação de caráter religioso aos estudantes, com o objetivo de infundir a fé e a conduta moral. Posteriormente, no século XX, o tutor assumiu o papel de orientador e acompanhante dos trabalhos acadêmicos, e é com este mesmo sentido que incorporou aos atuais programas de educação a distância (Sá, 1998). A idéia de guia é a que aparece com maior força na definição da tarefa do tutor. Podemos definir tutor como o “guia, protetor ou defensor de alguém em qualquer aspecto”, enquanto o professor é alguém que “ensina qualquer coisa” (Litwin, 2001:93). A palavra professor procede da palavra “professore”, que significa “aquele que ensina ou professa um saber” (Alves; Nova, 2003). Na perspectiva tradicional da educação a distância, era comum sustentar a idéia de que o tutor dirigia, orientava, apoiava a aprendizagem dos alunos, mas não ensinava. Assumiu-se a noção de que eram os materiais que ensinavam e o lugar do tutor passou a ser o de um “acompanhante” funcional para o sistema. O lugar do

ensino assim definido ficava a cargo dos materiais, “pacotes” auto-suficientes seqüenciados e pautados, que finalizava com uma avaliação semelhante em sua concepção de ensino (Litwin, 2001). Pensava-se desta forma quando “ensinar” era sinônimo de transmitir informações, ou de estimular o aparecimento de determinadas condutas. servindo de apoio ao programa (Litwin, 2001). Edith Litwin (2001:99) destaca ainda que quem é um bom docente será também um bom tutor. Um bom docente “cria propostas de atividades para a reflexão, apóia sua resolução, sugere fontes de informação alternativas, oferece explicações, facilita os processos de compreensão; isto é, guia, orienta, apóia, e nisso consiste o seu ensino”. Da mesma forma, o bom tutor deve promover a realização de atividades e apoiar sua resolução, e não apenas mostrar a resposta correta; oferecer novas fontes de informação e favorecer sua compreensão. “Guiar, orientar, apoiar” devem se referir à promoção de uma compreensão profunda, e estes atos são responsabilidade tanto do docente no ambiente presencial como do tutor na modalidade a distância. De maneira geral, os conhecimentos necessários ao tutor não são diferentes dos que precisa ter um bom docente. Este necessita entender a estrutura do assunto que ensina, os princípios da sua organização conceitual e os princípios das novas idéias produtoras de conhecimento na área. Sua formação teórica sobre o âmbito pedagógico-didático deverá ser atualizada com a formação na prática dos espaços tutoriais. Shulman (1995, apud Litwin, 2001:103) sustenta que o saber básico de um docente inclui pelo menos: • • conhecimento do conteúdo; conhecimento pedagógico de tipo real, especialmente no que diz respeito às estratégias e à organização da classe; Nesse contexto, a tarefa do tutor consistia em assegurar o cumprimento dos objetivos,

• • • •

conhecimento curricular; conhecimento pedagógico acerca do conteúdo; conhecimento sobre os contextos educacionais; e conhecimento das finalidades, dos propósitos e dos valores educativos e de suas raízes históricas e filosóficas.

O

ensino

a

distância

difere

completamente,

em

sua

organização

e

desenvolvimento, do mesmo tipo de curso oferecido de forma presencial. No ensino a distância, a tecnologia está sempre presente e exigindo uma nova postura de ambos, professores e alunos (Alves; Nova, 2003). Para que um curso seja veiculado a distância, mediado pelas novas tecnologias, é preciso contar com uma infra-estrutura organizacional complexa (técnica, pedagógica e administrativa). O ensino a distância requer a formação de uma equipe que trabalhará para desenvolver cada curso, e definir a natureza do ambiente online em que será criado (Alves; Nova, 2003). A diferença entre o docente e o tutor é institucional, que leva a conseqüências pedagógicas importantes. As intervenções do tutor na educação a distância, demarcadas em um quadro institucional diferente distinguem-se em função de três dimensões de análise (Litwin, 2001:102), conforme está na seqüência. ™ Tempo – o tutor deverá ter a habilidade de aproveitar bem seu tempo, sempre escasso. Ao contrário do docente, o tutor não sabe se o aluno assistirá à próxima tutoria ou se voltará a entrar em contato para consultá-lo; por esse motivo aumentam o compromisso e o risco da sua tarefa. ™ Oportunidade – em uma situação presencial, o docente sabe que o aluno retornará; que caso este não encontre uma resposta que o satisfaça, perguntará de novo ao docente ou a seus colegas. Entretanto, o tutor não tem essa certeza. Tem de oferecer a resposta específica quando tem a oportunidade de fazer isso, porque não sabe se voltará a ter.

esquecendo das peculiaridades desses ambientes. os contextos educacionais assumem um valor especial. vista sob o ângulo do tempo. A atividade mais rejeitada pelos alunos foi o chat. 2003). . sem nenhuma identidade específica. Nova. começando por assinalar uma contradição” (idem). enquanto os professores preferiram as atividades de fixação. que requerem do tutor uma análise fluida. rica e flexível de cada situação. da Universidade Federal de Santa Catarina. A atual tendência de caracterização dos professores de ambientes de EaD é a de reprodutora do docente tradicional ou como um suposto tutor.™ Risco – aparece como conseqüência de privilegiar a dimensão tempo e de não aproveitar as oportunidades. que imprimem as condições institucionais da EaD. Tais conhecimentos dos docentes em geral nos conduzem à situação específica dos saberes requeridos ao tutor da EaD. Nestes ambientes. Em uma pesquisa realizada por Cerny e Erny (2001. oportunidade e risco. que pode se converter em uma construção errônea sem que o tutor tenha a oportunidade de adverti-lo. cuja função se limita a auxiliar na aprendizagem. “O tutor deve aproveitar a oportunidade para o aprofundamento do tema e promover processos de reconstrução. O risco consiste em permitir que os alunos sigam com uma compreensão parcial. os pesquisadores constataram que os alunos preferiam as atividades individuais. apud Alves. Vários estudos comprovam que os professores nos ambientes de EaD tendem a reproduzir suas práticas como se estivessem em uma sala de aula convencional. Iranita Sá (1998) faz um paralelo entre as várias diferenças entre as funções do professor convencional e o do tutor nos ambientes de EaD (Tabela 1). o qual utilizou a Internet como mídia principal. considerado improdutivo e desorganizado. com alunos e professores do Curso de Especialização a Distância em Marketing.

sob outras formas. incluída a ocasional face a face Avaliação de acordo com parâmetros definidos. Passando. nos rígidos horários de orientação e sala de aula Diversificadas fontes de informações (material impresso e multimeios) Interatividade entre aluno e tutor. 47. investigador do conhecimento. com flexíveis horários.).. Interação entre aluno/aluno e aluno/professor. p. Educação a Distância: Processo Contínuo de Inclusão Social. 2001). em situações em que o tutor mais ouve do que fala Processo centrado no professor Processo centrado no aluno Processo como fonte central de informação Convivência. CEC.. a ser aquele que imprime a direção que leva à apropriação do conhecimento que se dá na interação. concentrando-se na criação. lugares distintos e meios diversos Fonte: Sá. em comum acordo.Tabela 1 – Paralelo entre as Funções do Professor e do Tutor EDUCAÇÃO PRESENCIAL EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Conduzida pelo Professor Acompanhada pelo tutor Predomínio de exposições o tempo Atendimento ao aluno. Fortaleza. O novo papel do professor-tutor precisa ser repensado para que não se reproduzam nos atuais ambientes de educação a distância concepções tradicionais das figuras do professor/aluno. 1998. controle e correção das avaliações pelo professor Atendimento. sim. É preciso superar a postura ainda existente do professor transmissor de conhecimentos. o tempo inteiro Ritmo de processo ditado pelo professor Contato face a face entre professor e aluno Elaboração. trata-se de fazer aprender (. Iranita. da própria prática e da aprendizagem individual e grupal (Almeida. pode-se redefinir o papel do professor: “mais do que ensinar. Pierre Lévy (2000) faz uma reflexão sobre interação. Neste contexto. em um mesmo ambiente físico. incentivador. facilitador. valorizando-se o trabalho de parceria . em consultas inteiro individualizadas ou em grupo. pelo tutor e pelo aluno Atendimento pelo tutor. 2000:139). O professor-tutor atua como mediador. pelo professor. de professores e alunos. novas linguagens e instrumentos de mediação. não descartada a ocasião para os “momentos presenciais” Ritmo determinado pelo aluno dentro de seus próprios parâmetros Múltiplas formas de contato. na gestão e na regulação das situações de aprendizagem” (Perrenoud.

cognitiva..org. 2003:19). Sugere que. reconhecer a ausência da presença física. Nova. incluir múltiplos tipos de interação.sesc. O papel do professor como repassador de informações deu lugar a um agente organizador. mas orientar a construção do conhecimento pelo aluno. conhecer seus aprendizes. conhecer o ambiente online. ser parte de uma equipe de trabalho com diversas especialidades.. desenvolver comunidades de aprendizagem. Hanna (apud Alves. 2003:37) apresenta algumas sugestões para o professor que deseja iniciar algum curso a distância. aprender sobre a tecnologia.br). “Seu lugar de saber seria o do saber humano e não o do saber informações” (Alves. as ferramentas reguladoras da própria atividade e do pensamento dos sujeitos envolvidos (http://www.elaborando-se situações pedagógicas onde as diversas linguagens estejam presentes. dinamizador e orientador da construção do conhecimento do aluno e até da sua auto-aprendizagem. e .. As linguagens são. estabelecer o tamanho de classe desejável. aprender sobre os recursos tecnológicos. aprender por meio do diálogo. ele deve: • • • • • • • • • • • • • • • • conhecer sua fundamentação pedagógica. Sua função não é passar conteúdo. definir sua regras para as aulas online. determinar sua filosofia de ensino e aprendizagem. criar relacionamentos pessoais online. na verdade. interação e socialização.. estar preparado e ser flexível. o instrumento fundamental de mediação. Nova. Sua importância é potencializada e sua responsabilidade social aumentada. aprender mais habilidades para o ensino online. criar múltiplos espaços de trabalho. logo no início. sendo a comunicação mais importante do que a informação.

Na formação acadêmica. necessita de formação especializada. sobretudo. o alicerce do construtivismo pedagógico (Grossi. 1998:46). liderança. a capacidade de ouvir. Além disso.1992). O bom desempenho desses profissionais repousa sobre a crença de que “só ensina quem aprende”. bem como motivar o aluno para o estudo.em todos os níveis de ensino. Hoje. também são relevantes. de cursos complementares e de extensão. mas especialmente para os profissionais da educação. habilidade de mediar questões. Neste sentido. destacando-se as técnicas metodológicas e didáticas. Bordin. especialmente. “O tutor se encontra diante de uma tarefa desafiadora e complexa” (Litwin. empatia com os alunos. às diferenças do outro. regulamentar a atividade. . a idéia da formação permanente vigora para todas as profissões. 2003). é preciso investir no aperfeiçoamento do tutor e.voltado para a pós-graduação. Para exercer competentemente estas funções. 2001:103). cordialidade e.1 Segundo o Livro Verde (SocInfo. além de definir e acompanhar indicadores de qualidade (Alves. através da renovação curricular para todas as áreas de especialização. Na formação pessoal.• esclarecer suas expectativas sobre os papéis dos aprendizes. acompanhar e avaliar atividades. pressupõem-se capacidade intelectual e domínio da matéria. e Ouvir no sentido da palavra “escutar” mencionada por Paulo Freire (1997): escutar significa a disponibilidade permanente por parte do sujeito que escuta para a abertura à fala do outro. deve conhecer com profundidade os assuntos relacionados com a matéria e área profissional em foco. para que o ensino a distância alcance o potencial de vantagem que pode oferecer. • 1 geração de conhecimentos . 2000). A habilidade para planejar. sugere algumas iniciativas: • alfabetização digital . Nova. ao gesto do outro. deve ser capaz de lidar com o heterogêneo quadro de alunos e ser possuidor de atributos psicológicos e éticos: maturidade emocional. pois este necessita ter uma excelente formação acadêmica e pessoal. “Exige-se mais do tutor de que de cem professores convencionais” (Sá.

É importante que o professor comente adequadamente as mensagens dos alunos. No ambiente online. tentando motivar seus alunos a explorarem o material mais profundamente do que o fariam na sala de aula presencial. Além de proporcionar aos docentes capacitação sobre as técnicas de EaD. O docente pode trazer assuntos gerais para serem lidos e comentados. as quais servirão para estimular debates posteriores.diz respeito ao fomento de um ambiente social amigável. deve-se realizar práticas de tutoriais para ampliar os temas de estudo. Ele conduz o grupo de maneira mais livre. Quais seriam seus papéis e funções? (Alves. Nova. o professor atua como animador. gerencial. É importante que se ofereçam permanentemente cursos preparatórios. Pratt. 2002) classificaram as várias tarefas e papéis exigidos do professor online em quatro áreas: pedagógica. para que conheçam o funcionamento dessa modalidade de ensino. essencial à aprendizagem online. especialmente nas áreas próximas das novas tecnologias. apud Palloff. permitindo aos alunos explorar o material do curso. técnica e social. • Função pedagógica . O Papel do Tutor Pensar em novos modelos de educação a distância implica em pensar também sobre os papéis dos principais sujeitos do processo de aprender e ensinar: alunos e professores.• aplicação da tecnologia da informação e comunicação . ou a ele relacionados. o professor torna-se um facilitador. além de fazer perguntas visando a estimular o pensamento crítico sobre o assunto discutido.desde o nível médio. O papel do professor em qualquer ambiente educacional é o de garantir que o processo educativo ocorra entre os alunos. (Nesse contexto. 2003:18). 2.) . sem restrição. As instituições de EaD devem ter a preocupação de formar o tutor através de cursos de capacitação e averiguar o seu desempenho. Mauri Collins e Zane Berge (1996.

Semelhante ao espaço comunitário. referem-se a essa função como “estímulo às relações humanas. Todos precisamos estar cônscios do impacto que a EaD online tem na aprendizagem e facilitar a mudança de paradigma necessária ao aluno para que ele tenha maior impacto. ao seu ritmo. Além disso. isso inclui manter o grupo unido. estamos ciente também de que esse espaço adquire grande importância. Os professores devem conhecer bem a tecnologia que usam para atuar como facilitadores do curso. 2002:104). de modo que. com a afirmação e o reconhecimento da contribuição dos alunos. Ele é responsável por enviar um programa para o curso com as tarefas a realizar e as diretrizes iniciais para discussão e adaptação. . O professor de um curso online é também seu administrador. Conscientes de que os professores precisam ensinar diferentemente nesse meio e de que os alunos também atuam diferentemente. • Função técnica .2 Em seguida. sendo então capaz de transmitir tal domínio da tecnologia aos seus alunos.depende do domínio técnico do professor. Pratt. O professor é responsável por facilitar e dar espaço aos aspectos pessoais e sociais da comunidade online. possa ministrar um curso online. Collins e Berge (1996. 2002:109). Palloff (2002) sugere que no começo do curso sejam enviados um plano de ensino. ajudar de diferentes 2 Código de normas de comportamento que deve ser seguido ao participar da Internet.envolve normas referentes ao agendamento do curso. à elaboração de regras e à tomada de decisões. aos objetivos traçados. Rena Palloff sugere que seja destinado um espaço em separado para acompanhar o fluxo da aprendizagem em todo o processo.• Função gerencial . mesmo um professor menos proficiente. os participantes podem comentar e debater sobre suas expectativas em relação ao curso. Pratt. • Função social .significa facilitação educacional. apud Palloff. deverá haver um suporte técnico disponível. as diretrizes e as regras aceitas pela “netiqueta”. “Usar a tecnologia para aprender exige mais do que conhecer um software ou do que se sentir à vontade com o hardware utilizado” (Palloff.

intercâmbio de experiências e informações. facilitar a construção de conhecimentos. Neste espaço costuma-se dialogar ou discutir assuntos sobre o material designado para o curso. Para dar um sentido de comunidade ao grupo. Dessa forma. É um local independente e sagrado. professores e alunos. com simulações ou projetos. contamos sobre nossas vidas. fundamental para a qualidade da aprendizagem na sala de aula online. Para ele. dominar bem o conteúdo. para que todos se conheçam. Palloff e Pratt (2002) têm o hábito de criar um espaço comunitário no site dos seus cursos para que todos. acompanhando o processo para enriquecê-lo com seus conhecimentos e experiências. por exemplo: iniciar seus cursos pelas apresentações dos alunos. criando a sensação de trabalho em equipe. Segundo Gutiérrez e Prieto. possam relaxar e conversar. tornando real o fato de que o grupo é composto por pessoas.formas os participantes a trabalharem juntos por uma causa comum e oferecer aos alunos a possibilidade de desenvolver sua compreensão da coesão do grupo”. Outra estratégia utilizada é a de elaborar previamente uma atividade em grupo. estabelecer relações empáticas com o aluno. Observam que o elemento humano sempre surge quando seres humanos interagem eletronicamente. suas características são: ser capaz de uma boa comunicação. através da reflexão. o tutor poderá usar algumas estratégias. e constituir uma forte instância de . Ao atuar juntos. concluem Palloff e Pratt. viagens. cria-se uma atmosfera confiante e aberta. sua função é a de fazer a ligação entre a instituição e o aluno. buscar as filosofias como uma base para seu ato de educar. como. Gutiérrez e Prieto (1994) nomearam de “assessor pedagógico” o professor de EaD. possuir uma clara concepção de aprendizagem. Esses elementos são a essência dos princípios necessários para construir e manter a comunidade virtual. emoções – é um esforço feito por todos para tornar o grupo coeso e para manter a conexão mútua. cuja finalidade é que os participantes se conheçam melhor e o trabalho em grupo seja mais confortável. É essencial que o grupo online desenvolva uma atitude de confiança. com sua própria experiência de vida e saberes.

pois sua responsabilidade. o papel do tutor é: • • • • • • • • • • • comentar os trabalhos realizados pelos alunos. atualizar informações sobre o progresso dos estudantes. O professor de EaD deve ser valorizado. . corrigir as avaliações dos estudantes. que se expressa ajudando nas dificuldades e na promoção do estudo e aprendizagem autônoma. Para Arnaldo Niskier (1999). e a orientadora. organizar círculos de estudo. além de ser maior por atingir um número infinitamente mais elevado de alunos. fac-símile e e-mail. o tutor em EaD exerce duas funções importantes . ajudá-los a compreender os materiais do curso através das discussões e explicações. o educador a distância reúne as qualidades de um planejador. ajudar os alunos a planejarem seus trabalhos. Participa na produção dos materiais. pedagogo. provocada pelo esclarecimento das dúvidas levantadas pelos alunos. buscando se antecipar aos alunos na sua solução. promover reuniões grupais e a de avaliar.personalização. fornecer feedback aos coordenadores sobre os materiais dos cursos e as dificuldades dos estudantes. o educador tenta prever as possíveis dificuldades.a informativa. e mantém uma avaliação permanente a fim de aperfeiçoar o próprio sistema. e técnico de Informática. Nesta modalidade de ensino. comunicador. seleciona os meios mais adequados para sua multiplicação. destacam-se a de estabelecer redes. e servir de intermediário entre a instituição e os alunos. supervisionar trabalhos práticos e projetos. Conforme Niskier (1999:393). Dentre as tarefas prioritárias do “assessor pedagógico”. fornecer informações por telefone. torna-o mais vulnerável a críticas e a contestações em face dos materiais e atividades que elabora. De acordo com Iranita Sá (1998). responder às questões sobre a instituição.

O tutor esclarece dúvidas de seus alunos. melhorar. acompanha-lhes a aprendizagem. chats e de outros mecanismos de comunicação. corrige trabalhos e disponibiliza as informações necessárias. 2001). 1998:45). Assim. Ao estabelecer o contato com o aluno. A falta de coerência pode significar um dos problemas mais sérios que pode enfrentar um programa dessa modalidade. agregando-lhe valor. A tutoria é necessária para orientar. É necessário que exista coerência entre a atuação do tutor e os objetivos da proposta. pois muito da orientação necessária já se encontra no próprio material didático. dirigir e supervisionar o ensinoaprendizagem. Constata-se que a função do tutor deve ir além da orientação. das propostas de avaliação ou da criação de comunidades de aprendizagem. recomendação de atividades ou de leituras complementares. sob a forma de questionário. o tutor complementa sua tarefa docente transmitida através do material didático. terminando por avaliar-lhes o desempenho. O apoio tutorial . listas. os programas de educação a distância privilegiam o desenvolvimento de materiais para o ensino em detrimento da orientação aos alunos. correio-eletrônico. Sua intervenção poderá melhorar a proposta. O tutor pode mudar o sentido da proposta pedagógica pela qual foram concebidos o projeto.“No ensino a distância o trabalho do tutor fica de certo modo diminuído considerando-se o clima de aprendizagem autônoma pelos alunos” (Sá. torna-se possível traçar um perfil completo do aluno: por via do trabalho que ele desenvolve. do seu interesse pelo curso e da aplicação do conhecimento pós-curso. Os materiais de ensino se convertem em portadores da proposta pedagógica da instituição. o programa ou os materiais de ensino. das tutorias. Conforme Litwin (2001). dos grupos de discussão. Se o tutor tiver formação adequada estará apto a entender. enriquecer e aprofundar a proposta pedagógica oferecida pelos materiais de ensino no âmbito de um determinado projeto (Litwin. Esse material se torna objeto de reflexão e análise no âmbito da tutoria.

2002:13). O professor-autor desenvolve o teor do curso. O tutor. conforme delineado a seguir. . entra em ação o professortutor cujo papel é o de promover a interação e o relacionamento dos participantes.realiza. A tutoria é o método mais utilizado para efetivar a interação pedagógica. Após a conclusão do conteúdo pelo professor-autor. embora ambos sejam profissionais virtuais. Existem significativas diferenças entre o professor-autor e o professor-tutor. Uma série de habilidades e competências é a ele necessária (Maia. O contato com o aluno começa pelo conhecimento da estrutura do curso. e é preciso que seja realizado com freqüência. a intercomunicação dos elementos (professor-tutor-aluno) que intervêm no sistema e os reúne em uma função tríplice: orientação. de forma a contemplar todas essas potencialidades (Maia. escreve e produz o conteúdo e atua na organização dos textos e na estruturação do material. Todas as atividades. Os tutores comunicam-se com seus alunos por meio de encontros programados durante o planejamento do curso. docência e avaliação. ao avaliar o ensinoaprendizagem. tarefas e exercícios propostos devem ser cuidadosamente corrigidos o mais rápido possível. e é de grande importância na avaliação do sistema de ensino a distância. É preciso que ele conheça as possibilidades e ferramentas do ambiente. A eficiência de suas orientações pode resolver o problema de evasão no decorrer do processo. fichas de avaliação e de observação. para que o tutor tenha a chance de interferir na aprendizagem e fazer o acompanhamento necessário. coteja o grau de satisfação do aluno com o curso através de métodos estatísticos. de forma rápida e eficaz. 2002). pois deverá interagir com a equipe de desenvolvimento para entender a potencialidade dos recursos a serem utilizados e elaborar o desenho de texto e do conteúdo do curso. portanto.

o que exigirá do tutor uma habilidade gerencial de pessoas extremamente eficiente. com culturas e interesses diversos. O tutor deve ter um bom equipamento e recursos tecnológicos atualizados. conhecer sites de busca e pesquisa. segundo um processo de construção contínuo (Alessandrini. ser motivador e empenhado. agilidade e aptidão no ambiente que está utilizando. É preciso ser um usuário dos recursos de rede.deve ter capacidade de gerenciar equipes e administrar talentos. Deve ter domínio sobre o conteúdo do texto e do assunto. com clareza.¾ Competência tecnológica . ter sido mediador em algum grupo (e-group). além de uma boa conexão com a Web. com vivências bastante diferenciadas. ser capaz de comunicar-se textualmente. as atividades e eventos relacionados ao assunto. utilizando o mesmo ambiente em que estará desenvolvendo sua tutoria. a bibliografia recomendada. usar emails. formado por pessoas de regiões distintas. O tutor deve ter participado de pelo menos um curso de capacitação para tutoria ou de um curso online. participar de listas e fóruns de discussão. habilidade de criar e manter o interesse do grupo pelo tema. não deixando margem para questões e colocações dúbias que venham a prejudicar a aprendizagem. conhecer os sites internos e externos. A tutoria deve agregar valor ao curso. É provável que o grupo seja bastante heterogêneo.domínio técnico suficiente para atuar com naturalidade. Competências e Habilidades no Ensino Online As competências são formadas passo a passo. a fim de ser capaz de esclarecer possíveis dúvidas referentes ao tema abordado pelo autor. preferencialmente. 2002:166). O tutor deve deixar claras as regras e a netiqueta do curso. ¾ Competências sociais e profissionais . conhecer a netiqueta. 3. inclusive com plug-ins de áudio e vídeo instalados. .

com capacidade para conviver em grupo. com domínio de conhecimento. o mesmo não ocorre quando o “bem” que se disputa. São indivíduos preparados para lidar com situações complexas e inesperadas. Isso nos leva necessariamente ao significado original de competência. As competências não se desenvolvem em um vazio de conteúdos. Ao contrário. 2002). dependendo da demanda das novas funções. é o conhecimento. que pode ser caracterizada como a colocação do conhecimento tecnológico a serviço de empresas. A origem comum é o verbo “competir”. o de “se buscar junto com” (idem). sensível às diferenças interpessoais. “Indivíduos competentes utilizam suas potencialidades de forma integral. e seu emprego sempre se deu em referência às pessoas que têm uma qualidade especial para resolver situações complexas e fazer com perfeição determinada coisa. Pode-se dar ou vender o conhecimento que se tem sem precisar ficar sem ele. com a intenção de lucro. com capacidade para avaliar novas situações enfrentando-as com criatividade” (Ribeiro. Trata-se de uma noção extremamente pragmática. compreendemos que. Refletindo sobre esses significados. 2002:140). a conquista (no sentido de ganhar/vencer) é exclusiva de uma das partes envolvidas. ou que “se busca junto com alguém”. O conhecimento não é perecível. que em latim significa “buscar junto com”. O uso do conceito de competência é bastante familiar a qualquer um de nós. com habilidades cognitivas para converter sua qualificação em outra. solucionando-as de modo criativo. não se gasta. É também interessante analisar o parentesco semântico entre as idéias de competência e de competitividade. Tempos depois passou a significar “disputar junto com” (idem). se um bem material é disputado com alguém. sem o exercício de atividades concretas ou sem o intermédio de equipamentos disponíveis . “esforçar-se junto com” ou “pedir junto com”.A idéia de competência surge no discurso dos administradores como a “capacidade de transformar uma tecnologia conhecida em um produto suficientemente atraente para os consumidores” (Machado.

fazer determinada coisa” (Ferreira. p. às capacidades pessoais que transcendem os conteúdos. 2002:154). 1024). através de habilidades que expressam a capacidade que o indivíduo possui para encontrar uma solução para a questão que se apresenta a ele (Alessandrini. talento especial para artes e capacidade psicomotora” (idem. significa “qualidade que uma pessoa ou coisa tem para um determinado fim” (idem. que sobrevivem as transformações cada vez mais rápidas no cenário mundial. 2002). aptidão específica. Assim. Entretanto. simetria (Saraiva. destreza. capacidade de liderança. atuando da melhor maneira possível. É a “qualidade de quem é capaz de apreciar e resolver certo assunto. quando entramos em desequilíbrio temporário. A competência pode manifestar-se por intermédio da aptidão para resolver qualquer situação-problema. 1999:512). Em outras palavras. nem os conteúdos nem os equipamentos são fins em si mesmos. É o resultado do diálogo entre habilidades e aptidões que possuímos e utilizamos para buscar um novo ponto de equilíbrio. A competência manifesta-se em um conjunto. ¾ Capacidade – origina-se da palavra latina “capacitas”. ¾ Habilidade – vem do latim “habilitas”. disposição para alguma coisa” (Saraiva. isolados ou combinados: capacidade intelectual geral. ¾ Competência – origina-se do latim e significa proporção. A competência envolve uma série de habilidades. pensamento criativo ou produtivo.(os meios). por meio da articulação de várias habilidades. A noção de competência refere-se a capacidade de compreender uma determinada situação e reagir adequadamente frente a ela. 395). “notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos. 1993:539). Vejamos a origem etimológica das palavras competência. As competências a serem desenvolvidas dizem respeito à formação pessoal. que significa aptidão. . p. “Manter o foco no desenvolvimento de competências pessoais compatível com o âmbito desejado” (Machado. ou seja. vários conteúdos ou instrumentos podem servir ao desenvolvimento de cada competência. habilidade e capacidade. 1993:260).

• Compreender os fenômenos – pré-disposição mental para conhecer e compreender o mundo mental para conhecer e compreender o mundo que nos cerca. 2002:145). e agir/interagir com ele. Cabe ao sujeito eleger o procedimento que o levará a um possível melhor resultado diante do desafio (situação de desequilíbrio) que estiver enfrentando (Alessandrini. • • Enfrentar situação-problema – ser criativo. . articular e colocar em ação valores. 4/99 (apud Alava.” A sociedade do conhecimento requer do profissional contemporâneo um conjunto de competências. ou seja. 2002) indica um entendimento do conceito de competência como a “capacidade de mobilizar. construir argumentos. Santos. Diferentes habilidades concorrem para criar determinada situação para que a competência possa emergir. Maia. conhecimentos e habilidades necessárias para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho. ou como se as competências fossem macro-habilidades” (Machado. No campo da formação profissional. a Resolução CNE/CEB n No.As formas de realização das competências foram chamadas de habilidades. Habilidades e aptidões dialogam constantemente para desvendar estratégias possíveis que criam e constituem respostas para situações-problema recentes ou antigas. com rapidez para enfrentar situações-problema adequadamente. tornado-o capaz de desempenhar suas funções com sucesso (Vidal. perceptivo e tomar decisões Construir argumentos – estabelecer raciocínio conseqüente. Um conjunto de habilidades caracteriza a competência no âmbito prefigurado: “é como se as habilidades fossem micro-competências. 2002). 2002).

As competências constituem. Da pessoalidade – somente pessoas podem ser competentes ou não.• • Elaborar propostas – requer todas as outras competências. as competências profissionais revelam-se em um professor reflexivo. diversas formas de linguagens utilizadas hoje. 2002). As competências revelam-se também na escolha de estratégias adaptadas aos objetivos educacionais estabelecidos e às exigências éticas da profissão (Alessandrini. conforme vêm. Não é um conhecimento acumulado. No contexto educacional. e toda tentativa de atribuição de competência a objetos ou artefatos parece inadequada. Quanto mais delimitado é o âmbito de referência. é a capacidade de se recorrer ao que se sabe para realizar o que se deseja. mais simples é caracterizar uma pessoa competente. Desse modo. 3. a noção de competência é muito fecunda e abrangente. padrões de articulação do conhecimento a serviço da inteligência. Da mobilização – uma competência está sempre associada a uma mobilização de saberes. Objetos não podem ser competentes. 2. Nilson Machado (2002) caracterizou a idéia de competência com base em três princípios distintos. Elaborar Dominar a linguagem – domínio da língua nativa como também das propostas às questões lançadas pelo mundo contemporâneo. o que se projeta. Os professores não desenvolverão competências se não se perceberem como organizadores de situações didáticas e de atividades que tenham sentido para os . 1. portanto. Do âmbito de ação – não existe competência sem a referência a um contexto no qual ela se materializa. capaz de avaliar e se avaliar de acordo com uma postura crítica. A competência sempre tem âmbito de referência (esfera de atuação). A referência à idéia de competência nunca pode prescindir da consideração do contexto no qual ela se realizará.

implementação e avaliação de cursos a distância. ao mesmo tempo. Contudo. portanto. ensejando aprendizagens fundamentais (Perrenoud. 1. uma equipe multidisciplinar para preparar um curso. podemos perceber que estes são multidimensionais e que é necessária. As mais destacadas são as que sustentam e retratam a importância das habilidades de comunicação e das habilidades técnicas. envolvendo-os e. Sua evolução rápida a condena a ser sempre imperfeita. Elaborar bons curso para a web não é tarefa das mais fáceis. As competências requeridas para utilizar as ferramentas telemáticas adequadamente não têm valor intrínseco. Aos olhos dos professores. próprias à função de ensinar. Várias competências e habilidades são requeridas da equipe de planejamento. Analisando os componentes da equipe e quais seus papéis no desenvolvimento de um curso. desenvolvimento e implementação do . as competências técnicas têm um valor simbólico pouco significativo e ocupam uma posição periférica no campo das competências profissionais. Vejamos à frente. o uso das tecnologias da educação obriga os professores a reformularem a pedagogia e de sua prática profissional. Competências técnicas – permitem a utilização funcional dos dispositivos materiais e informáticos.alunos. São consideradas necessárias. As competências pedagógicas são vistas como necessárias. pouco valorizadas. 2002). As habilidades desejadas para a formação de uma equipe de desenvolvimento de cursos na Web devem estar subentendidas na definição da equipe necessária de um projeto. De acordo com Seraphin Alava (2002). como podemos ver na Tabela 2 (Campos. mas são percebidas como de segunda ordem. 2. A razão do sucesso alcançado por alguns cursos reside na interação da equipe de elaboração. a formação de professores nas tecnologias da informação e da comunicação está relacionada a duas categorias distintas de competências. Competências pedagógicas – permitem seu emprego no contexto do ensino. 2000).

2002.(Mimeo) HABILIDADES TÉCNICAS Habilidade de Planejamento Habilidades Organizacionais curso. Rio de Janeiro. . Informática na Educação Baseada na Web. SENAC. Gilda. dependem de implementação tecnológica e dos agentes que uma equipe deve possuir para a viabilização do projeto.Tabela 2 – Habilidades Desejadas para a Elaboração de Cursos na Web HABILIDADES DE COMUNICAÇÃO Comunicação Interpessoal Habilidades de Colaboração e Trabalho em Equipe Habilidade de Escrita Habilidades de Feedback Proficiência em Linguagem Conhecimento de EaD Conhecimento de Tecnologia Conhecimento ao Acesso da Tecnologia Fonte:Campos. A Tabela 3 descreve as principais relações entre os papéis e as competências que devem possuir os organizadores de cursos online. Para que os cursos de EaD se realizem.

conhecimento básico de tecnologia e treinamento. Ligação entre a instituição e a localização remota. entre alunos e instituição. Fonte:Campos. entre professorconteudista e alunos.B. Aplicação da metodologia. projeto didático com tecnologias interativas. Provedor de suporte (cronograma e registro de alunos). Manutenção/funcionamento dos equipamentos. estilo. conhecimento das tecnologias para o desenvolvimento de programas referentes à integração assíncrona e aos aspectos de implementação de banco de dados multimídia Administrador Tutor Capacidade de gerenciamento do sistema. projeto instrucional. responsabilidade pela parte administrativa. Produto da Competência Clareza. Projetista gráfico/web designer Layout de texto. Webmaster Capacidade de trabalho em equipe. Editor/Gerente de projeto Proficiência em língua nacional e em edição. Gilda H. Gerência das operações e pessoal de suporte.Tabela 3 – Relação entre Papel e Competências na Equipe de EaD Papéis Conteudista/professor Orientador pedagógico Competências Principais Planejamento. Configuração necessária à infraestrutura dos equipamentos. 2002. gramática. conhecimento do conteúdo. Geração de metodologia. Capacidade de trabalho em equipe. teoria geral da educação. SENAC. Projeto de tela com layout claro. conhecimento básico de tecnologia e treinamento. Pessoal de suporte Conhecimento de serviços de suporte e da modalidade de educação a distância. Planejamento de Projetos em EaD. projeto gráfico. Design instrucional. Capacidade de análise de dados e avaliação. Desenvolvimento de software. capacidade de redação de relatórios. relatórios. Clareza. organização do planejamento. Contato com o projetista didático. Rio de Janeiro. teoria geral da educação. Projetos de cursos. (Mimeo) . Implementação de banco de dados multimídia. Provisão de ferramentas e instrumentos para avaliação. Ligação entre os alunos. Projetista didático Capacidade de trabalho em equipe. Especialista em Informática/ coordenador de desenvolvimento de software Capacidade de trabalho em equipe. conhecimento de metodologia. material facilitador do aprendizado.

Belloni (1999) menciona três aspectos desta demanda que considera fundamentais: 1 nível e qualidade da educação. apud Leite..atualização e retreinamento. e organização e responsabilidade. (EUA). ( Moran. além das habilidades relacionadas ao uso do computador. 1998.desenvolvimento de competências para atuar em carreiras múltiplas. Em geral. disponibilidade de recursos. para se inscreverem nos cursos.1. educação permanente. 3 . como não mais sendo aquele que "ensina" o tempo todo a alunos que "aprendem". Muitos estudos discutem a necessidade de mudança no papel do professor. independência no trabalho.. por outro lado o aluno já está pronto para a Internet. capacidade de convivência. O perfil do aprendente da EaD está se modificando e se diversificando rapidamente sob a influência da revolução tecnológica e da globalização. Ensino e aprendizagem são hoje dinâmicas que se alternam entre seus participantes. Características do Aluno Online As novas tecnologias exigem muito esforço dos professores e. 1999): ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ capacidade de aprendizagem ativa. 2000). Nos cursos online oferecidos pela Universidade Central da Flórida. capacidade de gerenciar seu tempo. os alunos de EaD são adultos que já trabalham. eles também precisam possuir as seguintes habilidades para estudo online (Universidade Central da Flórida. Nas sociedades contemporâneas. que tem produzido uma clientela mais reflexiva e exigente em termos de qualidade.3. há uma demanda crescente pela educação ao longo da vida. os professores comunicam aos seus participantes que. 2 . principalmente quando a tecnologia eletrônica é utilizada como recurso de ensino. .

deve-se evitar a observação passiva por parte dos aprendizes e motivar algumas outras atividades. ou independente. 2003). participar de discussões. sejam líderes. Segundo Hanna (apud Alves. capaz de autogestão de seus estudos é ainda embrionário. Nova. Este modelo de aprendizagem é apropriado a adultos maduros e motivados (Belloni. saber ouvir os outros. A Tabela 4 a seguir ilustra alguns exemplos de aprendizagem. e de modo a atender à estrutura do conteúdo a ser trabalhado. tais como: • • • • • • • • • • • levá-los a criar e compartilhar conhecimentos e experiências. 1999). Os procedimentos devem ser selecionados dentre aqueles sintonizados com a proposta educacional adotada. resolver problemas. sejam integrados com todos do grupo. e sejam pró-ativos. A aprendizagem autônoma é um processo de ensino e aprendizagem centrada no aprendente. sua descrição e como podemos fazer isto: . gerenciar seu tempo efetivamente. Uma vez organizado o conteúdo. sejam automotivados e capazes de se planejarem. Procedimentos de ensino ou estratégias pedagógicas são atividades planejadas para possibilitar a ocorrência da aprendizagem. é preciso compreendermos o que desejamos que o aluno realize e como tencionamos que ele aprenda.O conceito do aprendente autônomo. ter mente aberta para aprender. ensinar os colegas.

2002. fornecidos por professores. a construção colaborativa de modelos. Busca em programas hipermídia ou rede com tema definido. Entre as estratégias que podem ser utilizadas podemos incluir o estudo baseado na resolução de casos. baseados em um estudante típico. Descrição Como Utilizar a Tecnologia Busca livre na Internet. alunos e outras fontes. e os alunos livres para explorar métodos. originalmente não planejados. principalmente quando . não tem que descobrir a regra. Gilda H. Fonte: Campos. Memorização. mas com guia e ajuda em cada estágio. Sistemas hipermídia com excursão definida. Descoberta Linear/ Intrínseca Exploração Indutiva Exploração Dedutiva Aprendizagem de Recepção Direcionada (exercício e prática) Aprendizagem de Recepção Imprevista Direcionada rigidamente. São estratégias complexas que exigem ambientes flexíveis que potencializem estas dimensões. SENAC. a participação em seminários e debates e ainda atividades que incluam a interação com o campo de trabalho. Os objetivos de cada passo da aprendizagem são fixados. o desenvolvimento de projetos individuais e/ou de grupos. Multimídia / rede. Aluno livre para explorar métodos. objetivos ou projetos.(Mimeo) Ferramentas de trabalho cooperativo. Pode ser programado.B. nenhuma orientação é explicada. Fatos e observações. As estratégias de aprendizagem em um programa de EaD requerem atividades que desenvolvam as dimensões sociais e intencionais deste processo. Hipermídias adaptativas que privilegiam os interesses dos alunos. O aluno recebe o argumento. Multimídia adaptativa/rede. Planejamento de Projetos em EaD. Os macro objetivos são fixados. O guia e reforço são pré-programados.Tabela 4 – Estratégias de Aprendizagem em EaD Tipo de Aprendizagem Descoberta Imprevista Descoberta por Livre Exploração Descoberta Guiada A aprendizagem não é planejada. Aprendizagem de fatos. A compreensão do problema mostrada pela habilidade de aplicá-la a exemplos. sentenças e operações sem entender os conceitos envolvidos. Apresentação multimídia. Rio de Janeiro.

demonstrando os procedimentos e deixando que o aluno dê seguimento à sua atividade de comportamento ou da atividade pretendida. . Estes três níveis de acompanhamento e suporte ao aluno podem ir desde o mais estruturado até o mais aberto. Para os facilitadores dos cursos a distância apoiarem o processo de aprendizagem dos alunos são propostos alguns níveis de orientação (idem): 1. por meio de relatos de casos mostrando foram tomadas mesmo demonstrando com um especialista perseguiria a solução de um problema. e 3. analisar suas atividades. modelagem parecidos. caracteriza-se como por as oferecer soluções ao aluno um exemplo ou do tarefa. 2002b).dá suporte sistemático ao aluno até que seja capaz de agir sozinho. promover feedback. treinamento .consideramos que os alunos participantes podem estar em diferentes localidades geográficas e contextos socioculturais e com várias intencionalidades e perspectivas em relação aos conhecimentos (Campos. dar conselhos. por exemplo. propor problemas realistas. tutoramento . de acordo com a teoria de aprendizagem que norteia o curso. iniciando uma maneira autônoma. interessantes e relevantes para os alunos. Algumas recomendações podem ser feitas sobre a montagem do ambiente de aprendizagem (idem): • • • apoiar as atividades de aprendizagem em tarefas e problemas. provocar reflexões e articular os conhecimentos adquiridos. como. 2.objetiva motivar os alunos. propor problemas que permitam ao aluno predizer os acontecimentos e testar suas soluções.

(3) disponibilização das perguntas de cada estudante para todos. a saber (idem): o distribuição da informação. estudantes e administradores. Estes são fatores que podem ser aplicados tanto para o ensino a distância como para o ensino presencial (Maia. devemos considerar algumas vantagens relacionadas aos cursos na Web. com suas respectivas respostas.disponibilização de aulas. entre os próprios estudantes: (1) a qualquer hora (2) com discussão prévia antes da solução final. o publicação de perguntas mais freqüentes. Para tanto. compondo uma espécie de tutorial. o conteúdo e suas características docentes para empreender a metodologia mais adequada ao aprendizado. proporcionando maior elaboração do trabalho. criar atividades em grupo e encorajar múltiplas interpretações. o aconselhamento entre pares. e guiar a construção do conhecimento. projetos e outros materiais educacionais. o discussão livre. e o biblioteca . o comunicação bidirecional entre estudantes e tutores. o introdução da discussão e trabalho em grupo. O professor deve ter como objetivo principal o desenvolvimento de metodologias de ensino apropriadas para garantir e promover a aprendizagem. . 2002). o diálogo e a negociação no trabalho em grupo. o conferência síncrona (chat) possibilita que estudantes (geograficamente dispersos) participem interativamente. O professor-tutor deve levar em conta seus alunos.• • • estimular a colaboração.

Cabe a ele converter em ferramentas úteis ao acesso à informação e às novas e eficientes vias de comunicação (Mercado. desenvolvimento e acompanhamento de atividades entre professores e alunos e que estabelecem um elevado grau de interatividade. 1999). A mudança qualitativa nos processos de aprendizagem é o cerne da mudança de paradigma na aquisição dos conhecimentos e da constituição dos saberes. O capítulo anterior define ambientes de aprendizagem que foram desenvolvidos para permitir a interatividade e promover o relacionamento. . vários dispositivos foram concebidos especialmente para a partilha de banco de dados e o uso de conferências e mensagens eletrônicas (Nunes. repetindo o modelo da EaD tradicional. apud Mercado. na forma de interação entre quem aprende e quem ensina. As transformações decorrentes da inserção tecnológica na sociedade exigem mudanças reais nos contextos de ensino-aprendizagem. Estes novos recursos tecnológicos possibilitam trabalhos mais atrativos e com grande potencial inovador. Interatividade e Mudança de Papel Mas mesmo a tecnologia mais sofisticada é inútil sem o julgamento e a visão humana para dirigir um empreendimento no sentido de alcançar suas metas ( Penzias. Seu eixo pedagógico vincula-se ao aprendizado cooperativo. e do modo como se reflete sobre a natureza do conhecimento” (Teodoro. gerando a auto-aprendizagem eletrônica. pois para que uma verdadeira mudança ocorra. Introduzir tecnologia na educação não leva a mudança tecnológica. 2002). deve haver “a mudança do modo como se aprende. 1999:34).1993).1990:200 ). Porem. embora baseada em uma nova mídia digital (Maia. Nos AVAs. A inovação traz consigo um novo enfoque metodológico. Alguns ambientes não conseguem promover a interatividade ou o relacionamento. auxiliado por diversos recursos. é o professor quem provoca o processo inovador nas aulas.4.

O organismo e o meio exercem influência recíproca e esta influência produz conflitos que. ao tratar da “zona de desenvolvimento proximal”.1997). De acordo com Vygotsky (1991). Nestas teorias. É papel do professor-tutor cobrir a distância entre o nível atual do aluno e seu nível de conhecimento potencial. Para Vygotsky (1991). são necessários auxiliares externos que façam a mediação adequada entre alunos e conhecimentos. o papel do tutor tem sido somente o de animar a discussão dos estudantes ou atuar como agendador de tarefas. Para quem se dispõe à mudança e a assumir uma nova postura frente à educação. enfatizando a interação do aprendiz com o meio ambiente e com as demais pessoas. o aluno é o centro de seu percurso em direção ao conhecimento. 2002). conceitos de extrema importância para a aprendizagem mediada por computador (Lucena. maduro e crítico. porque ocasiona mudança real (Alava. originam mudanças e elaborações que conduzem à aquisição de um conhecimento. Na abordagem construtivista. por sua vez. Nunes. Estas teorias vêem enfatizar os conceitos de cooperação e de centralização do ambiente educacional no aluno. a aprendizagem se realiza no social.1997). Apenas utilizar as tecnologias de informação e comunicação (TIC) não é inovador. A discrepância entre o patamar em que ele se encontra e aquele que pode atingir resolvendo problemas com assistência de um par mais capaz produz a “zona de desenvolvimento proximal”.Para que os alunos possam usufruir das possibilidades reais da inovação tecnológica. Estas teorias fundamentam-se na construção de estruturas mentais capazes de receber novos conhecimentos. 2003). as abordagens construtivistas-interacionistas de Piaget e Vygotsky servem como paradigmas consistentes para a promoção dessas mudanças (Lucena. Em muitos cursos a distância. a função do . quando seu uso está associado a um novo modelo de aprendizagem. passa a ser inovação educacional. Isso retira a perspectiva formativa que existe na relação professor/aluno (Alves. se faz necessário que o professor tenha interiorizado as novas tecnologias através de um processo pessoal.

1993). mas principalmente na capacidade de mobilizar a comunidade em torno da sua própria aprendizagem. a tecnologia da Internet e a criação dos ambientes virtuais de aprendizagem tornaram possível um cenário de trocas de aprendizagem e de atividades colaborativas em tempo real. Sob óptica do professor. incentivando cada um a se tornar responsável pela motivação de todo o grupo. o docente torna-se um animador da inteligência coletiva dos grupos dos quais se encarrega. concentrar-se. incitação ao intercâmbio dos saberes. sua personalidade comunitária. Sua atividade será centrada no acompanhamento e no gerenciamento da aprendizagem.professor é desequilibrar. interação etc – passaram a ser ampla e livremente utilizados tanto pela linguagem oral e popular como pela linguagem escrita e acadêmica. 1998). Segundo Vianney (2000). tornando-se aprendizes e autores da construção do conhecimento. mediação relacional e simbólica e acompanhamento personalizado do percurso da aprendizagem (Nunes. especialmente os que chegam e os que se afastam por motivos diversos. Pierre Lévy (1999) ressalta que o . seu estilo coletivo. como líder comunitário. Professores e alunos adquirem papéis neste novo cenário de um mundo interconectado. Leite (1999) ainda ressalta que este precisa • • • • adquirir e desenvolver a capacidade de incentivar a troca dentro da comunidade e o compartilhamento de descobertas. a acomodação e o reequilíbrio do novo conhecimento construído (Rego. ser capaz de ajudar a comunidade a encontrar seu ritmo de interação e de trabalho. não apenas no domínio de um conteúdo e de técnicas didáticas. No livro Cibercultura. A palavra interatividade e seus correlatos – interativo. procurar integrar na comunidade todos os seus componentes. de manter o clima de ajuda mútua. para que aconteçam a assimilação. de fomentar o debate. No aprendizado cooperativo assistido por computador (Computer Supported Cooperative Learning – CSCL).

Se essa mudança decorre.problema da interatividade não está no uso do termo. garantindo assim sua usabilidade. de uma forma eficiente e amigável. conferências eletrônicas – até mensagem participativa – por intermédio de dispositivos que variam de videogames com um só participante até a comunicação em mundos virtuais. Para que o professor virtual desempenhe bem sua função docente. envolvendo negociações contínuas. Os sistemas que existem para a interação humana devem ser baseados na representação daquelas atividades que interessam aos usuários. na eficiência da . Nesta acepção do termo. em parte. respectivamente. A interatividade de um sistema computacional sucede. Lévy fala de tipos diferentes de interatividade que vão. da mensagem linear – por meio de dispositivos que variam desde a imprensa. de transformar os envolvidos na comunicação. Segundo Lévy (1995:176). o direcionamento da evolução técnica tem também relação direta com os novos conceitos de comunicação e de agente da comunicação. através da sua interface. Para Lévy (1999). a interface efetua essencialmente operações de transcodificação e de administração dos fluxos de informação”. ou um sistema informático e uma rede de comunicação. TV e cinema até. basicamente. rádio. da evolução técnica que possibilita cada vez mais a participação dos agentes. o objetivo de sua proposta de ensino deve estar centrado na aprendizagem desse grupo. através de uma interface tecnológica. em emissores e receptores da mensagem. crescente com a evolução dos dispositivos técnicos. é necessário que tenha em mente o desejo de compartilhar um determinado conhecimento com seu grupo de alunos. mas em não explicar o que se entende por ele. o que caracteriza a interatividade é a possibilidade. em seu livro As Tecnologias da Inteligência. A tarefa do professor-tutor é mediar um grupo de estudantes a distância. ao mesmo tempo. “interface designa um dispositivo que garante a comunicação entre dois sistemas informáticos distintos. Utilizando um quadro de dupla entrada (relação com a mensagem/dispositivo de comunicação).

2002). O docente continua sendo concebido como transformador de processos pedagógicos.comunicação e na formatação de uma metodologia que motive. O professor. o professor continua a definir o conteúdo do curso (conteudista) e a dirigi-lo (tutor). O marco diferencial de maior impacto entre a educação presencial e a distância é a importância que adquirem nos ambientes virtuais as interações dos alunos com os professores e a colaboração que resulta de tais interações. A educação a distância não enfatiza a tecnologia nem o espaço físico como centro de sua atenção. 2002:12). . Concluímos que deve ser destacada a importância do professor-tutor como elemento central na intermediação do aluno com o conhecimento em ambientes de educação online. A importância do mestre deve ser realçada e valorizada na EaD. Percebemos que a comunidade está se desenvolvendo quando os participantes começam a ir ao encontro do outro e a tomar conta do desenvolvimento do próprio curso (Palloff. Os participantes também assumem seus papéis nesse grupo de estudo que interage através da tecnologia. Entretanto. incentive e valorize o conhecimento da equipe e seu relacionamento durante o percurso (Maia. Pratt. A formação de uma comunidade de alunos. comunicador de informações. 2002). mas determina a qualidade do seu professor como o fator mais relevante. Nos cursos online. há espaço para que os alunos explorem o conteúdo de forma colaborativa ou para que busquem seus interesses. prepara o terreno para bons resultados na aprendizagem (Palloff. especialmente quando a EaD é a aplicação desejada. por meio da qual o conhecimento seja transmitido e os significados sejam criados conjuntamente. no papel de facilitador. Nenhum outro elemento pode ser mais relevante na qualidade do ensino do que a competência do professor. animador. exerce várias funções: de organizador. Pratt. quer atue em ambiente presencial ou a distância.

E. As Tecnologias da Inteligência: O Futuro do Pensamento na Era da Informática. B. Campinas. 2002. 2002c. “Desenvolvimento de Competências e a Participação Pessoal na Construção de um Novo Modelo Educacional. (Mimeo). 1999. Rio de Janeiro. SENAC. Fernando José et al. Artmed. . B. SENAC. Maria Luiza. 2002a. (p. S. Novo Dicionário Aurélio Século XXI: O Dicionário da Língua Portuguesa. Educação a Distância.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALAVA. Informática na Educação Baseada na Web. & BORDIN. A Mediação Pedagógica: Educação a Distância Alternativa. P. Artmed. As Competências para Ensinar no Século XXI: A Formação dos Professores e o Desafio da Avaliação. 1999. ALVES. J. Gilda H. B.” In Tecnologia Educacional. GUTIÉRREZ. & PIETRO. Autores Associados. A. O. Projeto NAVE. 137-155) ALMEIDA. CAMPOS.) Rio de Janeiro. “Atividades não Presenciais: Preparando o Aluno para a Autonomia. B. Cristina D. 1992. FERREIRA. P. Educação a Distância: Formação de Professores em Ambientes Virtuais e Colaborativos de Aprendizagem. Papirus. São Paulo. Pierre. Planejamento de Projetos em Educação a Distância. 145:4-10. Ed. Gilda H. Nova Fronteira. SP. São Paulo. Porto Alegre. et al. 2001. LEITE. SENAC. Rio de Janeiro. (org. Rio de Janeiro. F. Abr/Mai/Jun. 2002b. 1995. No. LÉVY. CAMPOS. CAMPOS. (Mimeo). ALLESSANDRINI. Gilda H. Ano XVII. O Papel do Professor em Cursos na Web: A Tutoria. 2003. Campinas. Petrópolis: Vozes. Editora 34. NOVA. Cristiane. 2002. L.” PERRENOUD. (3a. Futura. Educação a Distância: Uma Nova Concepção de Aprendizagem e Interatividade. ABT. 1999.).) Paixão de Aprender. 1994. D. BELLONI. Ciberespaço e Formações Abertas: Rumo a Novas Práticas Educacionais? Porto Alegre. Rio de Janeiro. Seraphin (org. (Mimeo). Lynn. GROSSI.

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