Júri Popular

Histórico Não existe um consenso acerca das origens do Tribunal do Júri, havendo registros históricos que dão conta de sua utilização tanto na Grécia antiga quanto em Roma. “Entretanto, em que se pese a autoridade das palavras que se sucederam, a maior parte da doutrina não exita em afirmar que a verdadeira origem do Tribunal do Júri, tal qual o concebemos hoje, se deu na Inglaterra, quando o Concílio de Latrão, em 1215, aboliu as ordálias ou Juízos de Deus, com julgamento nitidamente teocrático, instalando o conselho de jurados. Ordálias correspondiam ao Juízo ou julgamento de Deus, ou seja, crença de que Deus não deixaria de socorrer o inocente.” Após a Revolução Francesa de 1789, em muito pela conjuntura política momentânea, a França importou para o seu ordenamento jurídico o Tribunal do Júri. É sabido que naquele momento histórico as mais tradicionais famílias detentoras ou influentes no poder nacional não gozavam de prestígio junto a grande massa popular – plebe -, devido à histórica exploração a que os submeteram. Os magistrados, todos oriundos dessas castas familiares, não gozavam da confiança do povo. Assim, era necessário montar um poder judiciário no qual o ofício jurisdicional pudesse ser exercido pelo novo estamento social que chegava ao poder. O Júri, dado a sua estrutura, era a melhor opção. Da França o instituto se espalhou por quase toda a Europa, exceto Holanda e Dinamarca”. (http://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=3851, autora Edneia Freitas Gomes Bisinotto, acessado em 7de agosto de 2012) No Brasil “No Brasil, o Tribunal do Júri teve um histórico mais favorável, apesar de em determinados períodos passar certas crises institucionais. Foi disciplinado em nosso ordenamento jurídico pela primeira vez pela Lei de 18 de junho de 1822, a qual limitou sua competência ao julgamento dos crimes de imprensa, sendo que o mesmo era formado por Juízes de Fato, num total de vinte e quatro cidadãos bons, honrados, patriotas e inteligentes, os quais deveriam ser nomeados pelo Corregedor e Ouvidores do crime, e a requerimento do Procurador da Coroa e Fazenda, que atuava como o Promotor e o Fiscal dos delitos. “Os réus podiam recusar dezesseis dos vinte e quatro nomeados, e só podiam apelar para a clemência real, pois só ao Príncipe cabia a alteração da sentença proferida pelo Júri”.

Com a Constituição Imperial de 1824, passou a integrar o Poder Judiciário como um de seus órgãos, tendo sua competência ampliada para julgar causas cíveis e criminais. Em 1832 foi disciplinado pelo Código de processo Criminal, o qual conferiu-lhe ampla competência, só restringida em 1842, com a entrada em vigor da lei n. 261. Após várias discussões, quando da promulgação da Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 24 de fevereiro de 1891, foi aprovada a emenda que dava ao art. 72, § 31, o texto “é mantida a instituição do Júri”. O Júri foi, portanto, mantido, e com sua soberania. Importante inovação adveio da Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 16 de julho de 1934, com a retirada do antigo texto referente ao Júri das declarações de direitos e garantias individuais, passando para a parte destinada ao Poder Judiciário, no art. 72, dizendo: “É mantida a insti tuição do Júri, com a organização e as atribuições que lhe der a lei”. Pouco mais adiante, “com a Constituição de 1937, que não se referia ao Júri, houve opiniões controvertidas no sentido de extingui-la face ao silêncio da Carta. Contudo, logo foi promulgada a primeira lei nacional de processo penal do Brasil republicano, o Decreto-lei n 167, em cinco de janeiro de 1938, instituindo e regulando a instituição”. A Constituição democrática de 1946 restabeleceu a soberania do Júri, prevendo-o entre os direitos e garantias constitucionais. A Constituição do Brasil de 1967, em seu art. 150, § 18, manteve o Júri no capítulo dos direitos e garantias individuais, dispondo: “São mantidas a instituição e a soberania do Júri, que terá competência no julgamento dos crimes dolosos contra a vida”. Da mesma forma, a Emenda Constitucional de 1969, manteve o Júri, todavia, omitiu referência a sua soberania. O art. 153, § 18, previa: “é mantida a instituição do Júri, que terá competência no julgamento dos crimes dolosos contra a vida”. A Lei nº 5.941, de 22 de novembro de 1973, alterou em alguns pontos o Código de Processo Penal, estabelecendo a possibilidade de o réu pronunciado, se primário e de bons antecedentes, continuar em liberdade, o que foi disposto no art. 408, § 2º, além da redução do tempo para os debates para duas horas e meia hora, para a réplica e a tréplica, consecutivamente. Na atual Carta Magna, é reconhecida a instituição do Júri estando disciplinada no artigo 5º, XXXVIII.” (http://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=3851, autora Edneia Freitas Gomes Bisinotto, acessado em 7de agosto de 2012) Evolução importante a ser destacada é aquela advinda da Lei 11.689/08, que trouxe alterações ao procedimento afeto ao Tribunal do Júri.

Princípios constitucionais “O Tribunal do Júri no Brasil, após todo o percurso histórico, passou a ter, com a Carta Magna de 1988, quatro princípios constitucionais basilares: a plenitude de defesa, o sigilo das votações, a soberania dos veredictos e a competência para os crimes dolosos contra a vida (art. 5°, inciso XXXVIII, da CF). A plenitude de defesa, atribuída à instituição do Júri, traz aparente redundância do direito constitucional à ampla defesa (art. 5°, LV, da CF). Todavia, são dois preceitos diferentes impostos pelo legislador constituinte. Aramis Nassif esclarece que a plenitude de defesa no Tribunal do Júri foi estabelecida “para determinar que o acusado da prática de crime doloso contra a vida tenha „efetiva‟ e „plena‟ defesa. A simples outorga de oportunidade defensiva não realiza o preceito, como ocorre com a norma concorrente”. Escrevendo sobre a matéria, ensina Guilherme de Souza Nucci: Um tribunal que decide sem fundamentar seus veredictos precisa proporcionar ao réu uma defesa acima da média e foi isso que o constituinte quis deixar bem claro, consignando que é qualidade inerente ao júri a plenitude de defesa. Durante a instrução criminal, procedimento inicial para apreciar a admissibilidade da acusação, vige a „ampla defesa‟. No plenário, certamente que está presente a ampla defesa, mas com um toque a mais: precisa ser, além de ampla, „plena‟. Nessa perspectiva, amparado pela plenitude de defesa, poderá o defensor usar de "todos" os argumentos lícitos para convencer os jurados, uma vez que estes decidem por íntima convicção, ou seja, julgam somente perante a consciência de cada um, sem fundamentarem e de forma secreta. (...) No mesmo sentido, deve o Juiz-Presidente observar atentamente o trabalho desenvolvido pela defesa, pois, sendo este deficiente, deverá dissolver o Conselho de Sentença (...), em harmonia com o princípio da plenitude de defesa. Ademais, deve-se ressaltar que, segundo ensina Pontes de Miranda, “na plenitude de defesa, inclui-se o fato de serem os jurados tirados de todas as classes sociais e não apenas de uma ou de algumas”. O sigilo nas votações visa resguardar a liberdade de convicção e opinião dos jurados, para uma justa e livre decisão, sem constrangimentos

é suprema. determinar novo julgamento. entre as cláusulas pétreas da Constituição de 1988. D) o Tribunal pode anular o julgamento e determinar a realização de um novo. IX. em benefício do réu. no caso de decisão manifestamente contrária à prova dos autos. Nesse sentido. se entender que a decisão dos jurados afrontou manifestamente a prova dos autos. feita pela votação dos quesitos pertinentes. quando for o caso. IX. por vício processual. conclui-se que seus adeptos são favoráveis à extinção das salas secretas. os jurados de qualquer tipo de influência ou. da CF) somente pode ser restringido em duas hipóteses: defesa da intimidade e exigência do interesse social ou público. com certeza. FALAR SOBRE O ART. III. genericamente. assim apontado por decisão judiciária de órgão togado. terá a última palavra sobre um crime doloso contra a vida”. §§ 1º E 2º DO CPP. não podendo ser modificada pelos magistrados togados”. Mas. pois no caso de apelação das decisões do Júri pelo mérito (art. é a exímia lição de Aramis Nassif: Assegura a Constituição o sigilo das votações para preservar. com o julgamento pelo Júri. 5°. Trata-se de princípio relativo. depois do julgamento. apenas por uma vez. assim entendida necessária por alguns juízes com base na norma da Carta que impõe a publicidade dos atos decisórios (art. “Entende-se que a decisão dos jurados. hoje. “soberania quer dizer que o júri. Analisando tais posicionamentos. inciso LX. Por isso mesmo a jurisprudência repeliu a ideia de eliminação da sala secreta. da CF). A soberania dos veredictos está. Trata-se de uma mínima exceção à regra geral da publicidade. sendo que ambas são incompatíveis.decorrentes da publicidade da votação. em relação a este princípio há posicionamentos doutrinários contrários. da CF. ou. A estes. No ensinamento de Guilherme de Souza Nucci. não podendo . 93. disposta no artigo 93. de eventuais represálias pela sua opção ao responder o questionário. cabe apenas a anulação. para prestigiar a imparcialidade e idoneidade do julgamento.593. Julio Fabbrini Mirabete destaca que: A soberania dos veredictos é instituída como uma das garantias individuais. A forma sigilosa ou secreta da votação decorre da necessidade de resguardar-se a independência dos Jurados no ato crucial do julgamento. 483. segundo os quais o princípio da publicidade (art.

bem como todos os crimes preterdolosos com resultado morte. ou seja. infanticídio (art. nada impede que este possa recorrer ao pedido revisional. 129. Com relação ao latrocínio. Tal soberania está assegurada com o retorno dos autos ao Tribunal do Júri para novo julgamento. de antemão. 125. Tais crimes estão previstos no início da Parte Especial do Código Penal: homicídio simples. também vale recordar que a Carta Magna consagra o princípio constitucional da amplitude de defesa. consumados ou tentados. Exemplo: homicídio culposo (art. LV). Aliás. § 3º do CP .homicídio culposo – art.jurisway. “Para ser assim denominado. autora Edneia Freitas Gomes Bisinotto. 124. importa trazer a baila as seguintes orientações sumulares advindas do Supremo Tribunal Federal: . 126 e 127). dessa forma. (http://www. 5°. art.ser atingida enquanto preceito para garantir a sua liberdade. declarou que a garantia constitucional da soberania do veredicto do Júri não exclui a recorribilidade de suas decisões. Não pode. também instituído em seu favor. se o tribunal popular falha contra o acusado. E ainda. instigação ou auxílio ao suicídio (art. o que vem de amparo dessa pretensão. 302 do CTB – homicídio culposo na condução de veículo automotor –. Finalizando os princípios constitucionais do Júri. encontramos a sua competência para os crimes dolosos contra a vida. deve estar presente na ação do agente o animus necandi.asp?id_dh=3851. Cabe esclarecer. privilegiado ou qualificado (art. ser invocada contra ele. todos os crimes que não forem dolosos contra a vida possuem como juiz o monocrático como competente. a atividade criminosa deste deve se desenvolver com o obje tivo de eliminar a vida”.org. e que entre estes está a revisão criminal. 121. e aborto (arts. 122). §3º). que crimes dolosos contra a vida não são todos aqueles em que ocorra o evento MORTE. induzimento.br/v2/dhall. como lesões corporais seguidas de morte. acessado em 7de agosto de 2012) Desta forma. 123). para suprir as deficiências daquele julgamento. Assim. o Supremo Tribunal Federal. com os recursos a ela inerentes (art. CP. 121 §§ 1° e 2°).

Na mesma toada. se um Promotor de Justiça cometer um crime doloso contra a vida. a competência será do STJ (CRFB/88. c) infanticídio – artigo 123. mesmo aceitando alguma das excludentes de ilicitude. continua com competência para julgar os demais crimes conexos. Há que se destacar que somente a Constituição Federal é que pode trazer tais exceções. Bem de ver que se o crime for cometido em concurso de agentes. . pois a regra de conexão é de vertente processual. haverá a necessidade de cisão do processo. ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima. Entretanto. se um governador cometer um crime doloso contra a vida. art. Importante registrar que mesmo o Conselho de Sentença absolvendo o acusado da prática do crime doloso contra a vida. cuja competência é para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida: a) homicídio – artigo 121. 105. a competência será do Tribunal de Justiça do estado em que atua. I. uma pessoa com foro privilegiado e ou não. Competência originária: O Tribunal do Júri é um órgão de 1ª instância da Justiça Comum Estadual ou Federal. quando o homocídio se consuma. a).603: A competência para o processo e julgamento de latrocínio é do Juiz singular e não do Tribunal do Júri. 610: Há crime de latrocínio. ao tribunal do Júri também existe a competência para o exame dos crimes conexos com aqueles praticados. d) aborto – artigos 124 a 127. enquanto a competência do Tribunal do Júri é de naipe constitucional. Ponto importante a ser registrado é o fato de que as pessoas que possuem juízo com prerrogativa de função não estão submetidas ao julgamento do tribunal do júri. b) instigação ou auxílio ao suicídio – artigo 122. Assim. mesmo cometendo crime doloso contra a vida.

deve ser observada as suas normas específicas. O procedimento tem início com a denúncia ou queixa subsidiária. mas apresenta diferenças e regramentos que lhe são próprios. ao contrário dos demais procedimentos que são únicos. valendo as demais orientações do CPP como refúgio sempre que houver omissão no texto reservado ao tribunal do júri e que não contrariar a sua essência. se assemelha ao rito comum ordinário. Vale destacar aqui que a peça acusatória pode ser rejeitada pelos motivos delineados a no art. uma vez que somente a Constituição Federal pode prever norma que excepcione seu texto. Súmula 721do STF: A COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL DO TRIBUNAL DO JÚRI PREVALECE SOBRE O FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO ESTABELECIDO EXCLUSIVAMENTE PELA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. previsto no art. sumário da culpa. O Procedimento do Tribunal do Júri. Nesta defesa poderá ser alegada preliminares e deverá ser trazida a baila toda a matéria que importe à defesa. Com o recebimento da denúncia ou queixa. sendo estas rechaçadas. Procedimento.Já aconteceu casos em que Constituições Estatuais determinaram a competência para o julgamento pelo Tribunal de Justiça estadual. A primeira fase do tribunal do júri é de competência do juiz de direito ou juiz federal. somente sendo salutar que nos pedidos esteja expresso que o órgão de acusação busca a pronúncia e após o julgamento pelo Emérito Conselho de Sentença para que ao final seja o réu condenado pela prática do crime doloso contra a vida. Cada parte poderá arrolar até 8 testemunhas. Outro ponto importa a ser registrado sobre a denúncia ou queixa crime subsidiária deve observar o contido no art. oferecer documentos arrolar testemunhas (CPP . juízo de acusação ou judicium accusationis”. Aqui vale a mesma regra do rito comum ordinário e das demais previsões constantes no CPP acerca das testemunhas. 395 do CPP. Esta primeira fase é chamada de “juízo de admissibilidade. É importante registrar que como se trata de um procedimento especial. será determinada a citação do acusado para responder por escrito a acusação no prazo de 10 dias. 41 do CPP. 406 e seguintes do Código de Processo Penal é escalonado o que significa que ele ocorre em partes distintas. mesmo nos crimes dolosos contra a vida para Deputados Estaduais e Delegados de Polícia.

à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa. 409: Apresentada a defesa. concedendo-se a palavra. § 6o Ao assistente do Ministério Público. impertinentes ou protelatórias. bem como aos esclarecimentos dos peritos. . 406. 411 e seguintes). 412 dispõe que o prazo máximo para a conclusão desta primeira etapa é de 90 dias. § 4o As alegações serão orais. prorrogáveis por mais 10 (dez). O art. 408). em seguida. Na audiência de instrução. o juiz ouvirá o Ministério Público ou o querelante sobre preliminares e documentos. 411. 410 do CPP fixa o prazo de 10 dias para que o juiz ordene a realização de diligências e designe data para a inquirição das testemunhas. pelo prazo de 20 (vinte) minutos. à acusação e à defesa. o juiz deverá nomear um defensor para tanto (CPP. § 5o Havendo mais de 1 (um) acusado. § 1º). Vejamos o teor do art. às acareações e ao reconhecimento de pessoas e coisas. respectivamente. O prazo tem início com o efetivo cumprimento do mandado ou do comparecimento espontâneo do réu se citado por edital ou ocorrer citação inválida (CPP. pois se trata de prazo impróprio conferido ao magistrado.art. art. A audiência de instrução e julgamento (CPP. cuja transcrição se faz necessária: Art. Já o art. observar-se-á. podendo o juiz indeferir as consideradas irrelevantes. após a manifestação deste. proceder-se-á à tomada de declarações do ofendido. serão concedidos 10 (dez) minutos. 384 deste Código. Este prazo está alinhado com a súmula 710 do STF. A não observância deste prazo não redunda em consequências para o processo. se possível. em 5 dias. § 1o Os esclarecimentos dos peritos dependerão de prévio requerimento e de deferimento pelo juiz. § 3o Encerrada a instrução probatória. o acusado e procedendo-se o debate. art. 406. § 3º). interrogando-se. o disposto no art. Quedando-se inerte. se for o caso. art. pois existe previsão expressa para que a acusação tome conhecimento do contido na defesa. § 2o As provas serão produzidas em uma só audiência. nesta ordem. o tempo previsto para a acusação e a defesa de cada um deles será individual. prorrogando-se por igual período o tempo de manifestação da defesa. Aqui há ponto que diverge do rito comum.

As opções são as que se seguem: 1. fundamentadamente. independentemente da suspensão da audiência. pois somente a pronúncia dá seguimento ao feito.§ 7o Nenhum ato será adiado. pois neste procedimento anômalo não se faz sentença condenatória. 381) Seção II Da Pronúncia. ART. ou o fará em 10 (dez) dias. . TECER BREVES COMENTARIOS SOBRE A SENTENÇA (CPP. 2. Vejamos: Art. determinando o juiz a condução coercitiva de quem deva comparecer. § 9o Encerrados os debates. salvo quando imprescindível à prova faltante. cumpre ao magistrado proferir decisão. 414. Não se convencendo da materialidade do fato ou da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação. Impronúncia. com as peculiaridades inerentes ao rito especial do Tribunal do Júri. da Impronúncia e da Absolvição Sumária Após o encerramento da fase instrutória. melhor estudar as opções que encerram o processo ou o remetem a outro juízo. impronunciará o acusado. 4. Pronúncia Impronúncia Absolvição Desclassificação Por uma questão de metodologia. o juiz proferirá a sua decisão. § 8o A testemunha que comparecer será inquirida. com a apresentação das alegações derradeiras. A decisão prolatada pelo togado pode ser revestida de características diversas. observada em qualquer caso a ordem estabelecida no caput deste artigo. o juiz. 414 do Código de Processo Penal. A impronúncia encontra seu suporte jurídico no art. 3. ordenando que os autos para isso lhe sejam conclusos.

DO . É importante destacar aqui que esta sentença – de impronúncia – não se trata de absolvição. A impronúncia deve ter lugar em situações excepcionais. cit. que a pronúncia requer conjunto de provas mais robusto que aquele suporte probatório mínimo que se faz necessário para o recebimento da denúncia e. São requisitos basilares da sentença de impronúncia: Não estar convencido o juiz da materialidade (existência do crime em si) Não estar convencido o juiz da existência de indícios suficientes de autoria ou participação. como se depreende. Revela perceber. 484). I E IV. que somente faz coisa julgada secundum eventos probationis. A REQUERIMENTO DO PROMOTOR DE JUSTIÇA. A decisão de impronúncia não é uma decisão que examina o mérito da causa. Para ilustrar. § 2º. que não deve ir a júri fato que esteja sustentado por prova apta à condenação do acusado ou que não tenha indicativo de possibilidade de seu reforço probatório ulterior. porquanto reflete a deficiência probatória. 415 do CPP. o que demonstra o caráter precário desta decisão. 847). (ob. O juiz deve zelar para que não seja afastada a competência constitucional dos jurados. ob. Enquanto não ocorrer a extinção da punibilidade. 121. não pode ser feito um comparativo com o art. 386 II e V do CPP. POR DESPACHO DO JUIZ. é importantíssima para se exarar esse ato judicial”. A atividade hermenêutica. mas possui conteúdo terminativo. segundo entendimento corredio.Parágrafo único. “A impronúncia encerra o judicium accusationis sem inaugurar a segunda fase”. (Távola.TRIBUNAL DO JÚRI HOMICÍDIO QUALIFICADO (ART. especialmente no plenário do julgamento. É considerada sentença porque encerra o processo. imunizando o acusado contra nova denúncia. cit. NÃO PODE A AÇÃO PENAL SER INICIADA. “A regra que vigora na fase do encerramento da primeira etapa do rito escalonado do júri é o in dubio pro societate. poderá ser formulada nova denúncia ou queixa se houver prova nova. logo. pois neste caso haverá coisa julgada material. SEM NOVAS PROVAS. como acontece nas hipóteses do art. O Parágrafo único estampa a possibilidade do manejo de nova ação se forem apresentadas novas provas. de outro. segue julgado extraído do nosso Tribunal de Justiça: RECURSO CRIMINAL . que significa que o processo foi extinto em virtude da ausência de provas. Segue a mesma linha a SÚMULA Nº 524: ARQUIVADO O INQUÉRITO POLICIAL. de um lado. mas não com o vagar necessário.

SUPOSTA VINGANÇA DE QUEM TERIA ENCOMENDADO A EXECUÇÃO . na fase jurisdicional tais indícios não foram de nenhuma forma reproduzidos e não encontram amparo nos depoimentos acima descritos. Relator: Des. RECURSO DEFENSIVO PRETENDENDO A DESPRONÚNCIA DO RÉU POR AUSÊNCIA . 155 E 414 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL IMPRONÚNCIA QUE SE IMPÕE. mutatis mutandis: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO.ANÁLISE APROFUNDADA DA PROVA QUE COMPETE AO CONSELHO DE SENTENÇA.CÓDIGO PENAL) ELEMENTOS COLIGIDOS INCAPAZES DE ESTABELECER O NECESSÁRIO LIAME ENTRE TRÊS ACUSADOS E O DELITO NARRADO NA DENÚNCIA . 413 do Código de Processo Penal. Dessarte.AUSÊNCIA DE PROVAS PRODUZIDAS SOB O CRIVO DO CONTRADITÓRIO IMPOSSIBILIDADE DE AFERIÇÃO DOS "INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA" . pois. consoante exigência da norma constante do art. Moacyr de Moraes Lima Filho) Extrai-se da fundamentação: Desse modo. 155.INTELIGÊNCIA DOS ARTS. CORRÉU . os "indícios suficientes" de autoria para fundamentar a decisão de pronúncia. Assim. diante da inexistência de outros elementos a dar suporte à versão estampada na fase inquisitorial. 2012. PRONÚNCIA. caput. QUALIFICADORAS .MANUTENÇÃO . em homenagem ao art.MATERIALIDADE E INDÍCIOS SUFICIENTES DE SUA PARTICIPAÇÃO NO CRIME DECISÃO PROVISIONAL DE MERO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE . considerando que. do Código de Processo Penal. Edemar e Rudimar teriam participado das agressões direcionadas à vítima. a impronúncia em relação a eles é a medida que se impõe.SUPOSTO MANDANTE DO DELITO ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA . Nesse sentido.CRIME COMETIDO MEDIANTE DISSIMULAÇÃO VERSÃO QUE ENCONTRA AMPARO EM PROVA JUDICIALIZADA EXAME QUE INCUMBE EXCLUSIVAMENTE AOS JURADOS. apesar de na fase extraprocessual haver indícios de que Josias. de Concórdia.046830-2. TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO PELO MOTIVO TORPE. (Recurso Criminal n. não se verificam presentes.MOTIVO TORPE .

p. ed. IMPRONÚNCIA.. conforme depoimento de familiares e amigos foi denunciado como mandante do crime. em 16/9/2008) E: HOMICÍDIO. j.] de decisão terminativa de natureza processual (interlocutória mista terminativa). de Blumenau. que não analisa o mérito da causa. (Recurso Criminal n. só faz coisa julgada formal. aquela que juiz togado algum teria condições de julgar procedente. j. 2008. O juiz não diz que o réu é inocente. rel. para que motivem a decisão de pronúncia apresentar expressivo 'grau de probabilidade que. A inexistência de indícios precisos. Nos termos do art. "O indício suficiente de autoria oferece uma relativa relação entre um primeiro fato e um seguinte advindo da observação inicial. 61 e 62).016078-8. embora tenha ameaçado a vítima. por essa razão. Guilherme de Souza. sem qualquer outro elemento de convicção. que a impronúncia se trata: [. Des. RECURSO MINISTERIAL DESPROVIDO. Hipótese em que um único indício não é suficiente.. RECURSO PROVIDO PARA DESPRONUNCIAR O ACUSADO. ou seja. mas que. 2007. por ora. Hermínio Alberto Marques.0502089. sendo insuficientes os indícios advindos de testemunhos "por ouvir dizer". rel. que vinculem a autoria do fato ao suposto acusado. e devem tais indícios. 414. sem excluir dúvida tende a aproximar-se da certeza'" (PORTO. desde que respeitadas a teoria da prova e o sistema constitucional de direitos e garantias fundamentais" (NUCCI. FRAGILIDADE E IMPRECISÃO QUE IMPEDEM A AFERIÇÃO DA SUPOSTA AUTORIA DO FATO.DE PROVAS SEGURAS A RESPEITO DA AUTORIA. caput. 12. nos termos do artigo 414 do Código de Processo Penal. 2008. derradeiramente. Júri. São Paulo: Revista dos Tribunais. de Itajaí. 2008. p. do Código de Processo Penal. Surgindo novas provas o processo pode ser reaberto a qualquer tempo. parágrafo único). AUSÊNCIA DE INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA. acarreta a sua impronúncia. 72). Roberto Lucas Pacheco. O recorrido. (Recurso Criminal n. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 414 DO CPP. INDÍCIOS ADVINDOS DE TESTEMUNHOS DE 'POR OUVIR DIZER'. para a pronúncia exige-se indícios suficientes de autoria ou de participação. condenando o réu. não há prova . até a extinção da punibilidade (CPP. Des. Torres Marques. e que. concordantes e convincentes. 413. Tribunal do Júri. em 9/2/2010) Salienta-se. indícios variados. São Paulo: Saraiva. "Não se remete ao Tribunal do Júri a causa perdida. art.

(CAPEZ. despronunciando (ou impronunciando) o réu. encaminhará os autos ao tribunal ad quem. ed. Curso de processo penal. uma vez que absolvição sumária importa na ausência de instrução processual. inciso LXXVIII). art. caso o juiz não se retrata e resolva sustentar sua decisão. 590/591) Questão importante a ser abordada. o que no meu entender não está terminologicamente correto. O juiz. absolverá desde logo o acusado. inicialmente.suficiente para a questão ser debatida perante o Júri. 589. necessário gizar que parte da doutrina trata esta hipótese de absolvição como sendo sumária. 415. Haverá despronúncia pelo juiz que prolatou a decisão quando ele se retratar ao apreciar a admissibilidade do recurso em sentido estrito interposto (art. Aqui. A despronúncia pode se dar pelo juiz de primeiro grau ou pelo tribunal. a absolvição será prolatada após a instrução processual. ainda que pelos próprios fundamentos nela lançados. De outro prisma. alterando sua decisão de pronúncia para impronúncia. havia sido pronunciado. A sentença de impronúncia é atacada mediante apelação (CPP. “Despronúncia é o termo cunhado pela doutrina que equivale a impronúncia de um acusado que. fundamentadamente. é que nesta fase processual. como ocorre nas hipóteses do art. 5º. quando: I – provada a inexistência do fato. apreciando o mérito do recurso em sentido estrito pode reconhecer que não foi correta a pronúncia. Fernando. quando há concurso de agentes. um dos acusados pode ser impronunciado enquanto o outro será pronunciado. trouxe um rol taxativo que autoriza o juiz togado a absolver o réu sem a necessidade de mandar o processo ao Conselho de sentença. Equipara-se à rejeição da denúncia ou queixa. São Paulo: Saraiva. CPP). 16. em respeito ao princípio da celeridade processual (CRFB/88. Com maior vagar. 416) Despronúncia. Art. isto é. A única diferença é que o legislador. 397 do CPP – não aplicável ao rito do júri. a decisão exarada pode ser mesclada. Neste particular. p. vamos ver esse tema. que. . art. 2009. com a feitura de todas as provas pertinentes. Da absolvição após encerrada a instrução na primeira fase do rito escalonado do Tribunal do Júri.

CPP)” “provado não ser ele autor ou partícipe do fato: a prova da negativa de autoria ou participação. III – o fato não constituir infração penal. acusado que manifestamente está amparado com causa que não redundará em condenação. 26 do Decreto-Lei no 2.º 11. Tal inserção. não se enquadra na subsunção típica. devendo o magistrado ter absoluta certeza para adotar alguma das hipóteses do art. e veio em boa hora. não podendo ser reiniciada a ação penal. que foi espontâneo. “demonstrada causa de isenção de pena ou de exclusão do crime : são as excludentes de culpabilidade e de ilicitude. a decisão absolutória antecipada”. passa a viabilizar a absolvição sumária. IV – demonstrada causa de isenção de pena ou de exclusão do crime. Mais uma vez. Parágrafo único. elegida em grau de certeza. mas fica demonstrado. a denúncia é julgada improcedente.689/08. é de todo modo oportuna. o que antes era resolvido com a impronúncia. que já autorizavam. Quando prolatada sentença absolutória.848. fique categoricamente demonstrado que o fato.II – provado não ser ele autor ou partícipe do fato. mesmo antes da Lei n. de modo que está revestida pela coisa julgada material. obstaculizando-se também a ação civil ex delicto” “o fato não constituir infração penal: é possível que ao final da primeira fase. em que pese ter ocorrido. o que não certificava o direito. Dai o cuidado que se deve ter ao prolatar tal espécie de sentença. é de bom alvitre anotar que: “provada a inexistência do fato: historicamente. inviabilizando eventual ação civil ex delicto (art. Mais uma vez. como um aborto que aparentemente era criminoso quando da proposta da denúncia. no transcorrer da primeira fase. afinal. mesmo se houver a descoberta de novas provas. salvo quando esta for a única tese defensiva. Não se aplica o disposto no inciso IV do caput deste artigo ao caso de inimputabilidade prevista no caput do art. a prova da inexistência do fato levava à impronúncia. evita-se o desgaste da etapa de submissão ao plenário popular. aquele decreto não promove coisa julgada material. em laudo pericial. 66. Com a absolvição realizada pelo juiz a quo. tem ensejo a absolvição sumária sendo mais um fundamento até então não contemplado legalmente”. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. advertindo-se ainda que a absovição sumária com tal fundamento tranca qualquer pretensão indenizatória. . Sobre as hipóteses que autorizam a absolvição sumária. 415 do CPP. a nosso sentir. percebe-se o espírito de ampla conjugação da absolvição preliminar.

Contra a sentença de impronúncia ou de absolvição sumária caberá apelação) Decisão de desclassificação da infração penal contra a vida. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. II. APLICAÇÃO. entende que ainda vive o art. DO CPP). mormente pela possibilidade de mantença da prisão cautelar decretada. ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA DECRETADA (ART. NÃO CABIMENTO. RECURSO DE OFÍCIO. 121. SUPERVENIÊNCIA DA LEI N. Art. Todavia. INC. RECURSO NÃO CONHECIDO. Des. 574. 11. 2012. Parte da doutrina.689/2008 QUE REVOGOU A ANTIGA DISPOSIÇÃO DO ART. Marli Mosimann Vargas) Por fim. deve determinar a extração de cópias dos autos para o juiz competente. II. DO ART. TRIBUNAL DO JÚRI. DO CPP.037866-3. IV. INC. do CPP. DO CP). apontado para a extinção de tão ultrapassado recurso: REEXAME NECESSÁRIO. (Lembrar aos alunos que este particular é diverso da decisão de absolvição exarada no plenário. HOMICÍDIO SIMPLES (ART. (Reexame Necessário n. 416. tal questão tem perdido espaço no campo doutrinário e a jurisprudência tem seguido caminho inverso. 415 do CPP. rel.848. de Xanxerê.Sobre a inimputabilidade. Discussão tem sido travada no campo doutrinário acerca da permanência ou não do reexame necessário da sentença que absolve o réu ao término da primeira fase do rito escalonado do tribunal do Júri. CAPUT. 574. vale recorda a regra prevista no parágrafo único do artigo em exame: “Não se aplica o disposto no inciso IV do caput deste artigo ao caso de inimputabilidade prevista no caput do art. Digno de registro é que se existir crimes conexos ao doloso contra a vida e o magistrado absolver o acusado com esteio nas possibilidades do art. Falar sobre a sentença absolutória imprópria versus demais teses defensivas. 411 DO CPP E ESTABELECEU RECURSO PRÓPRIO PARA OS CASOS DE ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA. salvo quando esta for a única tese defensiva”. 26 do Decreto-Lei no 2. PELO SENTENCIANTE. pelo conselho de sentença). . necessário registrar que o recurso pertinente contra a decisão que decreta a absolvição nesta fase processual é a apelação (CPP. 415.

quando do encerramento de sua primeira fase. devendo tal questão ser examinada pelo magistrado singular. no rito dos crimes dolosos contra a vida. Todavia. . (ob.Como já visto. p. Prolatada a decisão. por entender presentes todos os requisitos necessários para tanto. não é o júri competente para apreciar o processo. Remetidos os autos do processo a outro juiz. Todavia. Seguindo esta toada. cit. em discordância com a acusação. deve o processo aguardar por eventual recurso em sentido estrito de alguma das partes. Assim como também cabe ao órgão a quo o exame dos crimes culposos que resulte a morte da vítima. Parágrafo único. “É mister deixar bem vincado que a desclassificação que se tem em vista aqui é a do crime doloso contra a vida para outro delito que não seja de competência do tribunal do júri. Note-se bem que o juiz não deve dizer o tipo que entende enquadrada a conduta descrita. da existência de crime diverso dos referidos no § 1º do art. A decisão de desclassificação da infração penal contra a vida tratada neste tópico é a prolatada pelo juiz singular. Somente depois de transcorrido o prazo para o recurso voluntário é que o processo deve ser remetido ao juiz competente. na decisão que opera a desclassificação deve o juiz decidir sobre eventual mantença ou não da prisão preventiva decretada. por tal razão. Quando o juiz se convencer. remeterá os autos ao juiz que o seja. A primeira é que o magistrado poderá julgar o processo de plano. à disposição deste ficará o acusado preso. 74 deste Código e não for competente para o julgamento. Desclassificação tem a ver com uma nova definição jurídica dada aos fatos pelo juiz. É uma decisão que assenta a incompetência do júri. duas vertentes se levantam. apreciando os fatos reconhecerá que o crime ali descrito é diverso de quaisquer tipificações de delitos contra a vida. nem sempre que há um crime doloso que tenha resultado a morte será o tribunal do júri competente. entende que existe crime doloso contra a vida e que não teria competência para julgar o feito. com decisão preclusa. disciplina o art. 852). uma decisão declinatória”. Aceitando a competência. ou seja. Ele deve apenas afirmar que não se trata de crime contra a vida e que. O magistrado. Questão controversa é quando o juiz que recebe o processo. Aqui tecer comentários sobre a possibilidade de suscitar o conflito negativo de competência. A opinio delicti é do Ministério Público. 419. o tribunal do júri somente tem competência para o exame e julgamento dos crimes dolosos contra a vida e dos eventuais conexos.

(ob. a peça processual que dá início a 2ª fase do rito do Júri. isto é. se convencido da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação. debates. indicando provas. motivadamente. podendo inclusive indicar provas e requerer diligências. e. com produção probatória. entretanto. para que a instrução seja retomada. 384 do CPP (mutatio libelli) “permitindo-se que a acusação adite a inicial. O juiz. fundamentadamente. tratando-se de acusado solto. devendo o juiz declarar o dispositivo legal em que julgar incurso o acusado e especificar as circunstâncias qualificadoras e as causas de aumento de pena. oportunizando a desclassificação. no caso de manutenção. não tendo havido alteração fática. há defensores da necessidade de aplicação do art. enfim. revogação ou substituição da prisão ou medida restritiva de liberdade anteriormente decretada e. p. 854). Vejamos o teor do art. na qual são colocados os limites da acusação formulada. Pronúncia A pronúncia é a única decisão ao término da primeira fase do rito escalonado do Tribunal do Júri que dá seguimento ao processo remetendo os autos ao exame pelo Conselho de Sentença. § 1o A fundamentação da pronúncia limitar-se-á à indicação da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação. A sua natureza jurídica é de decisão interlocutória mista não terminativa. não haverá aditamento à inicial. e na sequência. no juízo competente. agora em razão dos novos fatos. § 3o O juiz decidirá. 413 do CPP: Art. O magistrado fará menção da . cit. e após a instrução e debates. prolação de sentença. Não deve tecer valorações subjetivas em prol de uma parte ou de outra. As teses da acusação e da defesa não são rechaçadas na totalidade. Explicar o que significa isso. pronunciará o acusado. 413. terá cabimento a sentença”. as partes devem se manifestar. “A pronúncia é uma decisão com fundamentação técnica. § 2o Se o crime for afiançável. Por outro lado. deve haver manifestação defensiva.Todavia. para que o contraditório seja respeitado. o juiz arbitrará o valor da fiança para a concessão ou manutenção da liberdade provisória. sobre a necessidade da decretação da prisão ou imposição de quaisquer das medidas previstas no Título IX do Livro I deste Código. interrogatório do imputado. e apenas novo enquadramento legal.

Assim foi decidido: ART. cit. 408. previstas no próprio tipo penal ou em seus parágrafos são admitidas. 11. uma excludente de ilicitude restou configurada. o art. (ob. § 2º) e o concurso de pessoas.viabilidade da imputação e da impossibilidade de se acolher naquele momento. atenuantes ou agravantes. as hipóteses de omissão penalmente relevante (art. § 1º. circunstâncias ou causas de aumento de pena específicas. Também são admitidas as causas que permitem a aferição do tipo penal por extensão. pois dizem respeito ao tipo penal expresso. em sendo o caso de pronúncia. 13. tendo em vista que a denúncia não detalhou a conduta de cada acusado pela suposta prática dos . admitindo os que se sustentam e recusando aqueles evidentemente improcedentes. existe a necessidade do exame de cada qualificada levantada pela acusação. Segundo a Min. De igual forma. recentemente referido pelo STJ. o juiz não declara que a tese é sem cabimento: antes. como a tentativa. 29 não se relaciona apenas ao aspecto da dosimetria da pena. o juiz examinará o suporte probatório dos crimes conexos. se não houver certeza de que.689/2008). do CPP (anterior à Lei n. A Turma deu provimento ao recurso especial do Parquet para consignar que. razão pela qual deve ser assegurado o julgamento do réu pelo tribunal popular. admitir a acusação. Na pronúncia o juiz deverá apontar quais são as qualificadoras que deverão ser enfrentadas no julgamento em plenário. Na decisão de pronúncia não se pode apreciar circunstâncias judiciais. nem tampouco de privilégio que reduza a pena. Ressaltou que. 843). É o júri o juiz dos fatos e a pronúncia fará um recorte deles. contudo. O juiz togado não deverá exarar motivação tendenciosa ou que tenha o condão de influenciar os jurados ao receberem cópia da peça”. 29 do CP – referente ao concurso de pessoas – deve ser mencionado quando da indicação do tipo penal incriminador nos termos da antiga redação do art. para. in casu. compondo o próprio tipo base. por exemplo. o caput do referido art. ao final. mas influencia na tipicidade da conduta por se tratar de norma de extensão. deve ele afirmar que a dúvida que recai sobre a tese não autoriza seu acolhimento imediato. salientando a possibilidade do júri acolhê-la ou rejeita-la. PRONÚNCIA. p. na decisão de pronúncia. a permitir uma adequação típica de subordinação mediata. Assim. SENTENÇA. 29 DO CP. Relatora. INDICAÇÃO. Acatada a imputação do crime contra a vida. Explicar a diferença entre qualificadora e circunstância agravante genérica. As teses de defesa são enfrentadas. a indicação do dispositivo é imprescindível para a tipicidade formal. a tese da legítima defesa. dada a sua imprescindibilidade para a tipicidade formal. por exemplo.

critérios que deverão ser sopesados quando da dosimetria da pena. A lista geral dos jurados. 425. 426. como se vê da redação do art. Rel. Anualmente. § 1o Nas comarcas onde for necessário. continuado). Ponto importante a ser registrado é o fato de o juiz poder utilizar da emendatio libelli quando prolatar a pronúncia. consumado ou tentado. Min. ao classificar o crime.000. REsp 944.000 (um milhão) de habitantes. com indicação das respectivas profissões. a serem discutidas em plenário de julgamento. não constando a informação de quem teria disparado a arma contra as vítimas. embora o acusado fique sujeito a pena mais grave.000 (cem mil) habitantes e de 80 (oitenta) a 400 (quatrocentos) nas comarcas de menor população. Art. Laurita Vaz. Na pronúncia também não haverá agravantes e atenuantes. julgado em 21/6/2011. com as cautelas mencionadas na parte final do § 3 o do art. universidades. Igualmente não constará na decisão manifestação acerca de concurso de crimes (formal.delitos de homicídio e homicídio tentado. assim dispõe: “O Juiz da pronúncia. Lei 3. depositadas as cédulas em urna especial.” Preparativos para o Júri Alistamento dos jurados Art. repartições públicas e outros núcleos comunitários a indicação de pessoas que reúnam as condições para exercer a função de jurado. 7º da Lei de Introdução ao Código de Processo Penal (Dec. ainda. instituições de ensino em geral. sindicatos. O art. serão alistados pelo presidente do Tribunal do Júri de 800 (oitocentos) a 1. entidades associativas e culturais.931/41).676-RS. de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) nas comarcas de mais de 100. associações de classe e de bairro. será publicada pela imprensa até o dia 10 de outubro de cada ano e divulgada em editais afixados à porta do Tribunal do Júri.500 (um mil e quinhentos) jurados nas comarcas de mais de 1. material. 418 da Lei de Regência: “O juiz poderá dar ao fato definição jurídica diversa da constante da acusação. não poderá reconhecer a existência de causa especial de diminuição da pena”. 426 deste Código. . organizada lista de suplentes. poderá ser aumentado o número de jurados e. § 2o O juiz presidente requisitará às autoridades locais.

O serviço do júri é obrigatório. § 3o Os nomes e endereços dos alistados. origem ou grau de instrução. mas a doutrina está divergindo acerca de sua sobrevivência após as alterações ocorridas em 2008. sob a responsabilidade do juiz presidente. 437. o recurso em sentido estrito ainda permanece para combater a apreciação da reclamação. § 1o Nenhum cidadão poderá ser excluído dos trabalhos do júri ou deixar de ser alistado em razão de cor ou etnia. completada. III – os membros do Congresso Nacional. V – os Magistrados e membros do Ministério Público e da Defensoria Pública. permanecerão guardados em urna fechada a chave. § 2o Juntamente com a lista. de advogado indicado pela Seção local da Ordem dos Advogados do Brasil e de defensor indicado pelas Defensorias Públicas competentes. 581. 436. Estão isentos do serviço do júri: I – o Presidente da República e os Ministros de Estado. profissão. de ofício ou mediante reclamação de qualquer do povo ao juiz presidente até o dia 10 de novembro. de acordo com a condição econômica do jurado. § 2o A recusa injustificada ao serviço do júri acarretará multa no valor de 1 (um) a 10 (dez) salários mínimos. a lista geral de jurados será. (está previsto no CPP. Art. . o recurso em sentido estrito. art. (Explicar) Função de jurado Art. II – os Governadores e seus respectivos Secretários. § 4o O jurado que tiver integrado o Conselho de Sentença nos 12 (doze) meses que antecederem à publicação da lista geral fica dela excluído.§ 1o A lista poderá ser alterada. após serem verificados na presença do Ministério Público. classe social ou econômica. das Assembléias Legislativas e das Câmaras Distrital e Municipais. serão transcritos os arts. obrigatoriamente. a critério do juiz. credo. IV – os Prefeitos Municipais. sexo. direcionado ao Presidente do TJ). XIV. data de sua publicação definitiva. Para Nucci. em cartões iguais. O alistamento compreenderá os cidadãos maiores de 18 (dezoito) anos de notória idoneidade. 436 a 446 deste Código. § 5o Anualmente. raça.

até o julgamento definitivo. Ao jurado que.VI – os servidores do Poder Judiciário. sem causa legítima. enquanto não prestar o serviço imposto. Art. bem como nos casos de promoção funcional ou remoção voluntária. Nenhum desconto será feito nos vencimentos ou salário do jurado sorteado que comparecer à sessão do júri. ressalvadas as hipóteses de força maior. Art. nas licitações públicas e no provimento. filosófica ou política importará no dever de prestar serviço alternativo. de 2008) Art. X) Art. 443. até o momento da chamada dos jurados. no Poder Judiciário. . 439. 438. Art. Art. VIII – os militares em serviço ativo. 440. preferência. X – aqueles que o requererem. IX – os cidadãos maiores de 70 (setenta) anos que requeiram sua dispensa.689. filantrópico ou mesmo produtivo. VII – as autoridades e os servidores da polícia e da segurança pública. 441. deixar de comparecer no dia marcado para a sessão ou retirar-se antes de ser dispensado pelo presidente será aplicada multa de 1 (um) a 10 (dez) salários mínimos. 439. estabelecerá presunção de idoneidade moral e assegurará prisão especial. § 2o O juiz fixará o serviço alternativo atendendo aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. de cargo ou função pública. Art. na Defensoria Pública. em caso de crime comum. a critério do juiz. no Ministério Público ou em entidade conveniada para esses fins. Constitui também direito do jurado. A recusa ao serviço do júri fundada em convicção religiosa. do Ministério Público e da Defensoria Pública. de acordo com a sua condição econômica. O exercício efetivo da função de jurado constituirá serviço público relevante e estabelecerá presunção de idoneidade moral. § 1o Entende-se por serviço alternativo o exercício de atividades de caráter administrativo. 439 deste Código. na condição do art. assistencial. sob pena de suspensão dos direitos políticos. demonstrando justo impedimento. em igualdade de condições. Somente será aceita escusa fundada em motivo relevante devidamente comprovado e apresentada. (Redação dada pela Lei nº 11. (Vide art. O exercício efetivo da função de jurado constituirá serviço público relevante. 295. 442. mediante concurso.

POSSIBILIDADE. 445 deste Código. § 2o Sendo relevantes os motivos alegados. pois figuram como vítimas pessoas de prestígio e influência na localidade. quando a medida não tiver sido por ele solicitada. No caso. de Lebon Régis. 427. EXEGESE DO ART.010148-8. PEDIDO DE DESAFORAMENTO DE JULGAMENTO. quando convocados. do assistente (inovação). (Pedido de Desaforamento n. cabível apenas se comprovada. serão aplicáveis os dispositivos referentes às dispensas. 446. TRIBUNAL DO JÚRI. 427 DO CPP. CRIME DE HOMICÍDIO SIMPLES NA FORMA TENTADA (OITO VEZES). estão influenciados pelo acontecido. O desaforamento é medida excepcional. poderá determinar o desaforamento do julgamento para outra comarca da mesma região. O jurado. será responsável criminalmente nos mesmos termos em que o são os juízes togados. Art. o que autoriza a realização do julgamento em comarca diversa. onde não existam aqueles motivos. Torres Marques) . § 3o Será ouvido o juiz presidente. que compõem o corpo de jurados. DÚVIDA SOBRE A IMPARCIALIDADE DO CONSELHO DE SENTENÇA EM RAZÃO DA REPERCUSSÃO DA PRÁTICA DELITUOSA NA LOCALIDADE. Aos suplentes. houve efetiva demonstração de que os moradores da localidade. a parcialidade dos jurados. por fatos objetivos. preferindo-se as mais próximas. rel. o relator poderá determinar. faltas e escusas e à equiparação de responsabilidade penal prevista no art. Des. PRATICADO NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. consignada na ata dos trabalhos. a requerimento do Ministério Público. § 1o O pedido de desaforamento será distribuído imediatamente e terá preferência de julgamento na Câmara ou Turma competente. Se o interesse da ordem pública o reclamar ou houver dúvida sobre a imparcialidade do júri ou a segurança pessoal do acusado. 444. Art. 445. O jurado somente será dispensado por decisão motivada do juiz presidente. fundamentadamente. DEFERIMENTO. no exercício da função ou a pretexto de exercê-la. o Tribunal. 2012. a suspensão do julgamento pelo júri. Do Desaforamento Art. justamente porque os delitos praticados pelo acusado causaram grande repercussão no município. do querelante ou do acusado ou mediante representação do juiz competente.Art.

PEDIDO NÃO CONHECIDO. se no foro de destino sobrevierem motivos para que o processo seja reaforado e se no de origem as razões tiverem cessado. INVIABILIDADE. diligências ou incidentes de interesse da defesa. não se computará o tempo de adiamentos. contado do trânsito em julgado da decisão de pronúncia. possível” (Nestor Távola. 428. o reaforamente é. salvo. sob pena de nulidade da decisão. PEDIDO DE DESAFORAMENTO. rel. de Descanso. excepcionalmente. AUSÊNCIA DE TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO QUE PRONUNCIOU OS RÉUS. quanto a fato ocorrido durante ou após a realização de julgamento anulado. p. O desaforamento também poderá ser determinado. nas reuniões periódicas previstas para o exercício. 2012. o acusado poderá requerer ao Tribunal que determine a imediata realização do julgamento. Ainda. Volnei Celso Tomazini) Art. Des. REPRESENTAÇÃO DO JUIZ DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA COMARCA DE DESCANSO. em razão do comprovado excesso de serviço.003644-2.§ 4o Na pendência de recurso contra a decisão de pronúncia ou quando efetivado o julgamento. O REAFORAMENTO não é admitido mesmo tendo cessado as causas que deram ensejo ao deslocamento da competência. (Pedido de Desaforamento n. ouvidos o juiz presidente e a parte contrária. nesta última hipótese. Da decisão que deferir ou negar o desaforamento somente vai ser passível de ataque por meio de habeas corpus. § 2o Não havendo excesso de serviço ou existência de processos aguardando julgamento em quantidade que ultrapasse a possibilidade de apreciação pelo Tribunal do Júri. se o julgamento não puder ser realizado no prazo de 6 (seis) meses. “Todavia. 861). QUESTIONAMENTO ACERCA DA IMPARCIALIDADE DO CONSELHO DE SENTENÇA DIANTE DA REPERCUSSÃO DOS FATOS NA REGIÃO. não se admitirá o pedido de desaforamento. . in verbis: “ É NULA A DECISÃO QUE DETERMINA O DESAFORAMENTO DE PROCESSO DA COMPETÊNCIA DO JÚRI SEM AUDIÊNCIA DA DEFESA”. É o que diz a súmula 712 do STF. é imprescindível que a defesa seja ouvida caso exista o pedido de desaforamento formulado por qualquer dos outros legitimados. (antes o prazo era de um ano a contar do recebimento do libelo) § 1o Para a contagem do prazo referido neste artigo.

os processos preparados até o encerramento da reunião. Ao receber os autos. Organização da pauta. 423. II – fará relatório sucinto do processo. Art. Art. até o máximo de 5 (cinco). Quando a lei local de organização judiciária não atribuir ao presidente do Tribunal do Júri o preparo para julgamento. Deverão ser remetidos. para a realização de julgamento. e adotadas as providências devidas. no caso de queixa. apresentarem rol de testemunhas que irão depor em plenário. o juiz presidente: I – ordenará as diligências necessárias para sanar qualquer nulidade ou esclarecer fato que interesse ao julgamento da causa. determinando sua inclusão em pauta da reunião do Tribunal do Júri. também. oportunidade em que poderão juntar documentos e requerer diligência. aqueles que estiverem há mais tempo na prisão. II – dentre os acusados presos. será afixada na porta do edifício do Tribunal do Júri a lista dos processos a serem julgados. 429. no prazo de 5 (cinco) dias. § 2o O juiz presidente reservará datas na mesma reunião periódica para a inclusão de processo que tiver o julgamento adiado. o juiz competente remeter-lhe-á os autos do processo preparado até 5 (cinco) dias antes do sorteio a que se refere o art. . 422. terão preferência: I – os acusados presos. obedecida a ordem prevista no caput deste artigo.Preparação do processo para julgamento em Plenário Art. os precedentemente pronunciados. o presidente do Tribunal do Júri determinará a intimação do órgão do Ministério Público ou do querelante. Salvo motivo relevante que autorize alteração na ordem dos julgamentos. e do defensor. Deliberando sobre os requerimentos de provas a serem produzidas ou exibidas no plenário do júri. 433 deste Código. 424. para. § 1o Antes do dia designado para o primeiro julgamento da reunião periódica. III – em igualdade de condições. Parágrafo único. Art.

§ 2o A audiência de sorteio não será adiada pelo não comparecimento das partes. CERCEAMENTO DE DEFESA POR INDEFERIMENTO DE SUBSTITUIÇÃO DE TESTEMUNHA DE DEFESA. Art. 432. o disposto no art. presidido pelo juiz. Durante o julgamento não será permitida a leitura de documento ou a exibição de objeto que não tiver sido juntado aos autos com a antecedência mínima de 3 (três) dias úteis. 434. hora e local das sessões de instrução e julgamento. 433. PEDIDO EFETUADO PELA DEFESA EM . 431. O sorteio. Sorteio e convocação dos jurados Art. Art. Em seguida à organização da pauta. § 1o O sorteio será realizado entre o 15o (décimo quinto) e o 10o (décimo) dia útil antecedente à instalação da reunião. quando houver requerimento. da Ordem dos Advogados do Brasil e da Defensoria Pública para acompanharem. Serão afixados na porta do edifício do Tribunal do Júri a relação dos jurados convocados. Os jurados sorteados serão convocados pelo correio ou por qualquer outro meio hábil para comparecer no dia e hora designados para a reunião. o juiz presidente mandará intimar as partes. além do dia. 420 deste Código. em dia e hora designados. no que couber. Parágrafo único. Art. cabendo-lhe retirar as cédulas até completar o número de 25 (vinte e cinco) jurados. as testemunhas e os peritos. O assistente somente será admitido se tiver requerido sua habilitação até 5 (cinco) dias antes da data da sessão na qual pretenda atuar. Art. Estando o processo em ordem. observando. se for possível.Art. No mesmo expediente de convocação serão transcritos os arts. os nomes do acusado e dos procuradores das partes. far-se-á a portas abertas. para a sessão de instrução e julgamento. o juiz presidente determinará a intimação do Ministério Público. 479. o ofendido. para a reunião periódica ou extraordinária. 430. o sorteio dos jurados que atuarão na reunião periódica. § 3o O jurado não sorteado poderá ter o seu nome novamente incluído para as reuniões futuras. 435. Juntada de documentos: Art. sob as penas da lei. dando-se ciência à outra parte. 436 a 446 deste Código.

segue o barco. Jurados (25) d) e)  . salvo se ele não foi intimado para o ato. sem a testemunha. 798. e se na sessão consignar em ata (art. salvo se ele não foi intimado para o ato. 462): assinar o termo respectivo. PRECLUSÃO DO PEDIDO EM FACE DO DISPOSTO NO ARTIGO 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. 457). 479 do CPP como finalidade evitar surpresa para a parte ex adversa. se o assistente não comparece ( o júri não será adiado. DOCUMENTOS QUE FORAM ACOSTADOS AOS AUTOS INTEMPESTIVAMENTE. "a". art. somente quando a parte é devidamente intimada da juntada do documento é que o prazo se inicia. CERCEAMENTO DE DEFESA POR INDEFERIMENTO DE LEITURA DE DOCUMENTOS EM PLENÁRIO INEXISTENTE. 2010. § 5º.PLENÁRIO.002110-8. 457). se ausente qualquer dos requisitos. 457. Assim. se morar na comarca – atendidos todos estes requisitos: mandar conduzir para a mesma sessão e. adiar o júri. o prazo de 3 (três) dias úteis estabelecidos no referido dispostivo deve iniciar-se a partir da intimação. do CPP. (Habeas Corpus n. Des. 453). IMPOSSIBILIDADE DE SEREM UTILIZADOS PELA PARTE INTERESSADA DURANTE OS DEBATES. 455). Se já não mora mais na comarca ou está em lugar incerto e não sabido. nos termos do art. da Capital. se a testemunha não comparece (se for declarada pelas partes como imprescindível. se tiver endereço certo e for encontrada pelo oficial. art. 454): se o MP não comparece (adiar. 461). FORA DO PRAZO ESTIPULADO NO ARTIGO 479 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. art. se o advogado não comparece (adiar. ou seja não se computando o dia do início. Carlos Alberto Civinski) Roteiro do Júri  a) b) c) Diligências Até a abertura da sessão: resolver o caso de dispensa dos jurados. “A cláusula de imprescindibilidade só vigora quando a testemunha reside na comarca.Verificação das 25 cédulas (art. se o réu solto não comparece (o júri não será adiado. não há como adiar-se o julgamento na expectativa de que a parte possa substituí-la por outra” (RT 652/316). art. 798. na impossibilidade. 456). art. rel. resolver antes da sessão. . e será contado nos termos do § 1º do art. no endereço fornecido pela parte. §2 o). salvo dispensa assinada por ele e pelo defensor. Resolver também caso de adiamento do júri (art. PRAZO DE TRÊS DIAS ÚTEIS CONTADOS A PARTIR DA INTIMAÇÃO DA PARTE EX ADVERSA. art. Tendo o art. em se tratando de réu preso deverá comparecer.

.. Ademais. NULIDADE. Convoco nova sessão para o dia ./.. SÚMULA 7/STJ.resolver sobre as escusas: aceitar somente na forma do art. as . (ou deixar para resolver as escusas e multas depois. . . ” Todavia. aplicar a multa de 1 a 10 salário-mínimo ao jurado faltoso. art..hs. (AgRg no Ag 1141872/RS. Escrivã a chamada dos 25 jurados sorteados”. No processo penal pátrio. DJe 16/11/2009) (em havendo mais de 15 jurados. vigora o princípio geral de que somente se proclama a nulidade de um ato processual quando há a efetiva demonstração de prejuízo.. 2./. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO. caso a sessão seja instalada... que se coloquem na urna as cédulas dos presentes.1. às . Desde já intimadas as partes para o sorteio dos jurados em . “Deixo de instalar a sessão do Tribunal do Júri por falta do número legal de jurados.. o STJ: já decidiu: PROCESSO PENAL. julgado em 13/10/2009. Se não for a última sessão... no cenário das nulidades. JÚRI. 2o. consignando este motivo na ata. Não houve manifestação contrária à pretensa nulidade no momento. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO. desde já dizer: “Tendo ocorrido a falta de _____ jurados. que o escrivão anote os ausentes.. “Proceda a Sra... CONDENAÇÃO CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS... 442 e 443. 1. procederei ao sorteio de jurados suplentes que deverão ser notificados para comparecerem à próxima sessão”. NÃO-ARGUIÇÃO EM MOMENTO OPORTUNO. tendo a defesa concordado expressamente com a instalação da sessão de julgamento com 14 jurados.. IMPOSSIBILIDADE. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA. 563 do Código de Processo Penal e a Súmula 523/STF. 436.. 463) . nos termos do que dispõe o art.suplentes: se for a última sessão do mês não há necessidade de sorteio.. Rel. designa-se nova data e procede-se ao sorteio dos suplentes. art.. 464 e 465) 2.... QUINTA TURMA./. AGRAVO IMPROVIDO..que respondam „presente‟. dizendo: “ As escusas e aplicação da multa prevista no CPP serão apreciadas posteriormente ”) . 444) par.. (em havendo menos de 15 jurados. não foi demonstrado prejuízo advindo da alegada irregularidade para a defesa.. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. HOMICÍDIO.:00 horas.

......... .. para proceder ao pregão: após.. São impedidos de servir no mesmo Conselho: I – marido e mulher. Será submetido a julgamento o processo n. 4.. § 2o Aplicar-se-á aos jurados o disposto sobre os impedimentos. art. 3.. que a Justiça Pública move contra .. art. 463) o Juiz determina que o réu sente-se ao lado de seu defensor.... 463) - escrivã entrega ao oficial a lista.. III – sogro e genro ou nora. IV – irmãos e cunhados... ... Separadas as de acusação das de defesa”. V – tio e sobrinho. durante o cunhadio. nem as respostas umas das outras..2.. a suspeição e as incompatibilidades dos juízes togados.. certificará a diligência nos autos (CPP.. independentemente da causa determinante do julgamento posterior.... madrasta ou enteado.. 448) Art. 448... “Declaro instalada a sessão.. mas antes advirto que não poderão servir no mesmo Conselho: (CPP. art.... II – ascendente e descendente.. “A seguir procederei ao sorteio dos sete jurados que formarão o Conselho de sentença... 449.. VI – padrasto. 458).. Não poderá servir o jurado que: I – tiver funcionado em julgamento anterior do mesmo processo. § 1o O mesmo impedimento ocorrerá em relação às pessoas que mantenham união estável reconhecida como entidade familiar. Ou dizer: “A aplicação das sanções à testemunha faltosa será feita em momento posterior”  Formação do Conselho de Sentença .o juiz confere se estão na urna todas as cédulas dos jurados presentes. . . art.. “Recolham-se as testemunhas a lugar de onde não possam ouvir os debates. Art. Apregoe o Sr.. Porteiro as partes e as testemunhas (CPP.ver sanção à testemunha faltosa (até dez salários mínimos.

em razão das recusas. . “Convido Suas Excelências. 469. as recusas poderão ser feitas por um só defensor. sob pena de exclusão do Conselho de sentença. art. a sessão será adiada em face do “Estouro de urna”.os jurados excluídos por impedimento ou suspeição serão computados para o número legal (CPP. Não poderão falar com outras pessoas. Verificando que se encontram na urna as cédulas relativas aos jurados presentes. convidando-o a tomar assento. uma a uma. até o número de sete. deverão manifestar seu impedimento ou suspeição”. Se forem 2 (dois) ou mais os acusados. §2o ). Poderão sempre dirigir a palavra a mim”.o juiz tira da urna as cédulas. motivo pelo qual deverá ser observado o disposto no art. 5. Art. 467. “Advirto-os. E não poderão falar entre si sobre o processo. sem motivo. 469. 463. que depois de sorteados. . 7. mostra primeiro para a defesa e depois para a promotoria.II – no caso do concurso de pessoas. os jurados não poderão comunicar-se com outras pessoas nem manifestar sua opinião sobre o processo. 6. § 2o Determinada a separação dos julgamentos. 429 deste Código. ainda. “Os jurados que estiverem em qualquer das circunstâncias das quais foram advertidos. o juiz presidente sorteará 7 (sete) dentre eles para a formação do Conselho de Sentença. III – tiver manifestado prévia disposição para condenar ou absolver o acusado. não for obtido o número mínimo de 7 (sete) jurados para compor o Conselho de Sentença. § 1o A separação dos julgamentos somente ocorrerá se. Se o jurado for aceito. (art. poderá existir discórdia entre os defensores de cada. Se for recusado. lerá em voz alta seu nome. aplicar-se-á o critério de preferência disposto no art. 468) Não sendo alcançado o número de jurados necessários para compor o Conselho de Sentença. houver integrado o Conselho de Sentença que julgou o outro acusado. em caso de co-autoria. será julgado em primeiro lugar o acusado a quem foi atribuída a autoria do fato ou. o juiz tira outra cédula. A defesa e a promotoria podem recusar até 03 jurados cada uma. Havendo mais de um acusado. o Promotor de Justiça e o Advogado Defensor a se aproximarem para o sorteio dos jurados”. Algum dos jurados está nesta situação? . Art.

. juntamente com o juiz. art. . de acordo com a vossa consciência e os ditames da Justiça”.. “Convido a todos a se levantarem para exortação e compromisso dos jurados.formado o conselho de sentença. reconhecimento de pessoas e coisas e esclarecimento dos peritos..” 9. de pé: 8. responda comigo: “Assim o prometo” “Senhor Jurado .. advogado do réu. “Podem sentar-se. .. em nome da Lei.. . art.possível a acareação (CPP. (CPP. “Cada jurado..perguntar as partes se possível dispensar as testemunhas (até pela possibilidade de acareação ou inquirição na réplica ou tréplica)..de acusação: ordem de inquirição: juiz... 473). § 3o) “As partes e os jurados poderão requerer acareações. “Passaremos à fase de inquirição de testemunhas”.. 11. concito-vos a examinar com imparcialidade esta causa e a proferir a vossa decisão.perguntar para cada um dos jurados: 10. . bem como a leitura de peças que se refiram. O jurado recebe cópia da pronúncia ou de decisões posteriores dela confirmatórias e do relatório do processo. mas por ora estão dispensados”. se não for dispensada. promotor.....perguntas feitas diretamente às testemunhas.de defesa: ordem de inquirição: juiz.” os jurados sorteados. 473 c/c 229).. “Senhores Jurados. advogado do réu e jurados (obs: todos diretamente e os jurados por repergunta: 473.. . responda comigo. assistente e jurados.. o Juiz. depois de chamado seu nome. Inquirição de testemunhas (CPP. 473 e seguintes) 12. assistente. consignar em ata)  Eventuais diligências (CPP.  Instrução em Plenário (art. . art. assinamos o termo de compromisso.. bem como a reinquirição na réplica ou tréplica. Os senhores jurados não sorteados se quiserem podem nos honrar com a presença. §2 o).. assim que depõe volta à sala própria. 472) .primeiramente a vítima (se possível).. .. 473. promotor. art.. (se for dispensada...

Se forem perguntar: Procurem não exteriorizar seus sentimentos com relação ao processo. RJTJSP 111/488). .Os jurados não poderão ler peças do processo por pedido das partes. “Para dar início aos debates. 480)”. se houver. art.578-3-Itu. Interrogatório do réu (CPP. par. art. competirá aos procuradores fazer o ajuste da divisão do tempo. Des. 477. . 477).” 13. fala depois do promotor.não usar algemas. 477) . antecipadas ou não repetíveis. . 16. além da matéria delineada na acusação. . Ary Belfort.ler a denúncia.  Debates (CPP. § 3 o .perguntas diretas para o acusado. pedir ao orador que indique a folha dos autos onde se encontra a peça por ela lida ou citada (CPP. . . O Juiz poderá ou não perguntar aos jurados se têm alguma pergunta a fazer ao réu através dele.interrogatório em si. isso pode causar nulidade (ACri nº 56. justificando: art. as causas especiais de aumento de pena e circunstâncias agravantes e tudo o mais que importar para o caso de condenação. o Juiz Presidente . “A seguir concedo a palavra ao defensor do réu para defesa pelo tempo de uma hora e meia” (CPP. art. às provas colhidas por carta precatória e às provas cautelares. “Passaremos ao interrogatório do réu”. . pelo tempo de uma hora e meia” (CPP. 2 o). compete a acusação alegar. .tempo de duas horas e meia.exclusivamente. art. se for mais de um réu (CPP. Perguntas objetivas. art. O ajuste do tempo para o promotor de para o assistente deverá ser realizado entre eles. . art. 465. j.“os senhores jurados têm algum esclarecimento objetivo a fazer ao réu? ” Se tiverem o façam a mim e eu pergunto ao acusado. 15.tempo de duas horas e meia. 465) . “Daremos início aos debates. Promotor de Justiça. 477. par.assistente. do direito constitucional. 476 até 478) 14.durante o debate. salvo se necessário. . Todavia.advertência costumeira. Cientifico aos jurados que poderão a qualquer momento. se for mais de um réu (CPP.22/12/87. art. concedo a palavra ao Dr. Se houver mais de um acusado e defensores diferentes. e por intermédio deste Juiz. 2 o).As cópias entregues aos jurados não podem estar grifadas.

477) . 2 o ) 19. 477. par. 476. Terá uma hora para a tréplica”. art. §4o ) . §4o). §1º). Os jurados poderão pedir pela acareação ou reinquirição de testemunhas. Nessa proibição se incluem objetos e jornais ou qualquer escrito sobre a matéria de fato tratada no processo. “Consulto a defesa se pretende usar da faculdade da tréplica?” (CPP. se for o caso (CPP. art. art. Nesse caso cabe ao juiz aferir da indispensabilidade. “Vossa Excelência está com a palavra. caput) . referir ao silêncio do acusado (art. XIII): “regulamentar. ou . art.reinquirição de testemunha. 18.resposta negativa: o juiz presta esclarecimentos (CPP.tempo de duas horas se for mais de um réu (CPP. Terá uma hora para a réplica”. podendo conceder até 3 (três) minutos para cada aparte requerido. Poderão pedir a conversão do julgamento em diligência considerada indispensável. §4o ). art. que serão acrescidos ao tempo desta última. Promotor de Justiça se pretende usar da faculdade da réplica?” (CPP. 477. 20. 476. (CPP. 497. sobre o que falarão a acusação e defesa. art. 476. 2 o ) Durante os debates poderão ser realizados apartes (art. par. Livro de Direito é permitido. por prazo não superior ao da réplica ou tréplica. 477. 480). art.tempo de duas horas se for mais de um réu (CPP. 478. durante os debates. art. (CPP. “Vossa Excelência está com a palavra. 17. (CPP.deve ficar atento para que um dos acusados não saia prejudicado e tenha a sua defesa cerceada (art. 476. §4o ) . 478. 477. I). II). art. quando a outra estiver com a palavra.reinquirição de testemunha. art. “Consulto ao Dr.” Em Plenário Não será permitida a leitura de documentos que não foram juntados aos autos com antecedência de três dias. “Estão os jurados habilitados a julgar ou precisam de mais esclarecimentos?” . -  21. Também não poderão referir a pronúncia ou ao uso de algemas como argumento de autoridade (art. a intervenção de uma das partes. Consulta aos jurados (CPP. se for o caso (CPP. 479). 480). art.

art. indagando sobre: I – a materialidade do fato. ao defensor) tem algum requerimento ou reclamação a fazer. Parágrafo único. Art. Os quesitos serão formulados na seguinte ordem. constar na ata. SÚMULA Nº 162 do STF: É ABSOLUTA A NULIDADE DO JULGAMENTO PELO JÚRI. para o qual convido os senhores jurados. QUANDO OS QUESITOS DA DEFESA NÃO PRECEDEM AOS DAS CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES. POR FALTA DE QUESITO OBRIGATÓRIO. o presidente levará em conta os termos da pronúncia ou das decisões posteriores que julgaram admissível a acusação. de modo que cada um deles possa ser respondido com suficiente clareza e necessária precisão. Os quesitos serão redigidos em proposições afirmativas.resposta positiva: o juiz passa a ler os quesitos formulados para o julgamento (CPP. 482. 482).  Quesitos SÚMULA Nº 156 do STF: É ABSOLUTA A NULIDADE DO JULGAMENTO. 485. . O Conselho de Sentença será questionado sobre matéria de fato e se o acusado deve ser absolvido. 23. art. simples e distintas. “que já foram apresentados à acusação e a defesa anteriormente. do interrogatório e das alegações das partes. 484) -Se houver reclamações ou requerimentos.se não houver sala especial. “Indago se as partes (ao promotor. PELO JÚRI. retirar o réu e convidar os circunstantes a que deixem a sala (CPP. 24. além da Senhora Escrivã e dos Senhores Oficiais de Justiça. 483. Se a diligência não puder ser realizada o Conselho será dissolvido. ou seja as conseqüências das respostas afirmativas ou negativas no julgamento (CPP. “Proceder-se-á agora o julgamento. sobre os quesitos?. art. [na sala secreta se dará significação legal de cada um. §1o ). mediante quesito a ser formulado. Art. 482).” (CPP. . (Marrey). . Na sua elaboração. Suas Excelências.transferir a decisão ao Conselho de Sentença. 22. a Promotora de Justiça e o Advogado Defensor. art. sem qualquer insurgência quanto aos quesitos”. . “Passo a ler os quesitos formulados para o julgamento”.leitura dos quesitos. Dirijamo-nos todos à sala secreta”.

os quesitos serão formulados em séries distintas. para ser respondido após o 2 o (segundo) ou 3o (terceiro) quesito. art. § 6o Havendo mais de um crime ou mais de um acusado. conforme o caso.  Votação dos quesitos (CPP.§2o ). reconhecidas na pronúncia ou em decisões posteriores que julgaram admissível a acusação.distribuição de cédulas com as palavras sim e não. 485) . art.II – a autoria ou participação. § 1o A resposta negativa. V – se existe circunstância qualificadora ou causa de aumento de pena reconhecidas na pronúncia ou em decisões posteriores que julgaram admissível a acusação. sendo este da competência do Tribunal do Júri. . para ser respondido após o segundo quesito.o jurado poderá consultar os autos ou examinar material de prova existente em juízo . o julgamento prossegue. devendo ser formulados quesitos sobre: I – causa de diminuição de pena alegada pela defesa. o juiz formulará quesito acerca destas questões. a qualquer dos quesitos referidos nos incisos I e II do caput deste artigo encerra a votação e implica a absolvição do acusado. . § 2o Respondidos afirmativamente por mais de 3 (três) jurados os quesitos relativos aos incisos I e II do caput deste artigo será formulado quesito com a seguinte redação: O jurado absolve o acusado? § 3o Decidindo os jurados pela condenação. . III – se o acusado deve ser absolvido. de mais de 3 (três) jurados. aos jurados. II – circunstância qualificadora ou causa de aumento de pena. § 4o Sustentada a desclassificação da infração para outra de competência do juiz singular.não se permite a interferência da acusação ou da defesa sob pena de sua retirada da sala (CPP. será formulado quesito a respeito. IV – se existe causa de diminuição de pena alegada pela defesa. 485. § 5o Sustentada a tese de ocorrência do crime na sua forma tentada ou havendo divergência sobre a tipificação do delito.

. solicita aos jurados que coloquem o seu voto na primeira urna a ser passada pelo Oficial de Justiça. A decisão. 492. “Terminada a votação incomunicabilidade dos jurados”. 490. . inicialmente. 387 deste Código. a acusação não fundamentou a qualificadora do meio cruel apenas nos seguidos golpes. mas também no padecimento da vítima. depois de esclarecer se existe alguma dúvida. art. apenas adequou a pena.o Juiz lê o quesito dando explicação legal e. assinam o termo do art. que foi amarrada na cama e não faleceu logo nas primeiras marteladas. se foram colocadas. reduzindo oito meses da fixada em 1º grau. Acrescentou que a ata do Tribunal do Júri mostra que os jurados. os Jurados. oficiais de Justiça (art. . todas as sete cédulas não utilizadas. 488. n. .se houver contradição na resposta dos quesitos. . art. em plenário. desembargador Carlos Alberto Civinski. observou que. o Juiz. não manifestaram dúvida sobre a redação dos quesitos. o Juiz verificará. acusação. sem dubiedade ou perplexidade em sua interpretação. declaro estar encerrada a Lavratura da sentença Art. mandando o escrivão escreve-los em termo especial (CPP. na urna que também será passada pelo outro Oficial. 25. Cabe recurso a tribunais superiores (Ap. sem as identificar e. assim. em atenção às causas admitidas pelo júri. o presidente proferirá sentença que: I – no caso de condenação: a) fixará a pena-base. b) considerará as circunstâncias agravantes ou atenuantes alegadas nos debates. na primeira os sete votos. Crim. defesa. 490).prejudicado qualquer quesito. em relação a outra já proferida. c) imporá os aumentos ou diminuições da pena. parágrafo único). nas segunda urna. unânime. 488) .a seguir. O relator. questionados pelo juiz. Em seguida. submetendo à nova votação os quesitos referentes a esta resposta (CPP. verificará os votos. 491). e a cédula não utilizada.. . d) observará as demais disposições do art. o juiz assim o declarará (CPP.finda a votação. 2011.após a votação de cada quesito.a votação se dará por maioria. o juiz explicará no que consiste a contradição. com a leitura do quarto voto positivo ou negativo cessa a votação. o que autoriza afirmar que compreenderam seus significados.079864-2). lendo em voz alta “sim” ou “não”.

II – no caso de absolvição: a) mandará colocar em liberdade o acusado se por outro motivo não estiver preso b) revogará as medidas restritivas provisoriamente decretadas. aos dedicados funcionários do Poder Judiciário desta Comarca. “Consulto as partes se pretendem fazer uso da palavra ”. ao nobre Promotor de Justiça. de competência do juiz singular. agradeço. “Agradeço aos senhores Jurados a presença e o cumprimento do dever legal. ainda. c) imporá.e) mandará o acusado recolher-se ou recomendá-lo-á à prisão em que se encontra.  Retorno ao plenário 26. ao Defensor. quando o delito resultante da nova tipificação for considerado pela lei como infração penal de menor potencial ofensivo. o crime conexo que não seja doloso contra a vida será julgado pelo juiz presidente do Tribunal do Júri. aplicando-se. em consonância com os artigos 494 e 495 do CPP . Em todo júri realizado deverá ser formulada uma ata. f) estabelecerá os efeitos genéricos e específicos da condenação. “Convido a todos a se levantarem para a leitura da sentença” . o disposto no § 1o deste artigo. aplicando-se. (neste momento as partes poderão externar o desejo de recorrer).099. se for o caso. 27. “Declaro encerrada a presente Sessão do Tribunal do Júri da Comarca de *****”.encerrada a leitura da sentença: 28. de 26 de setembro de 1995. se presentes os requisitos da prisão preventiva. no que couber. etc. a presença de todos. § 1o Se houver desclassificação da infração para outra. em especial a polícia militar do Estado. a medida de segurança cabível. 69 e seguintes da Lei no 9. o disposto nos arts. ao presidente do Tribunal do Júri caberá proferir sentença em seguida. 29. § 2o Em caso de desclassificação.

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