FARMACOLOGIA DOS DISTÚRBIOS HEMÁTICOS

Disciplina de Farmacologia

sangue
IMPORTÂNCIA: - OFERTA DE NUTRIENTES - RETIRADA DOS METABÓLITOS - TRANSFERÊNCIA TÉRMICA

UMA DAS FUNÇÕES MAIS IMPORTANTE DO SANGUE É O TRANSPORTE DOS GASES (O2 E CO2)

Abordagem geral para o tratamento das desordens hemáticas

Principais Causas de Desordens Hemáticas I. POLICITEMIA VERA III. Anemias II. METAHEMOHLOBINEMIA . HEMOCROMATOSE IV.

do grego (anhaîma): an + haîma ( falta) (sangue) A anemia = marcante redução : 1.2 .1 – em número 1. da massa total de eritrócitos 1.redução do hematócrito 1. da quantidade de Hgb .

tomamos c/ base para caracterizar um quadro de anemia Taxa de hemoglobina < 12g/dL Hematócrito < 37 .

atenção O HTC como dado isolado nem sempre expressa um resultado confiável normal Hemorragia Anemia crônica Hiper hidratação desidratação Volemia normal HTC normal anemia anemia .

Redução do número de hemácias ou hemoglobina Diminui transporte De oxigênio Diminui HTC Diminui PA Diminui viscosidade hipóxia Ativa simpático acidose Diminui RVP taquicardia .

Compensações Fisiológicas Metabolismo anaeróbico Forma 2-3 difosfoglicerato que diminui afinidade da HGB pelo O2 Aumenta atividade simpática Redistribui o sangue pelos diferentes tecidos • Aumento atividade cardíaca Aumento do débito cardíaco • Diminuição da RVP • Diminuição da viscosidade .

NEOPLASIAS .ANEMIAS 1.HEMOGLOBINOPATIAS 3. CAUSAS ENDÓCRINAS.INFECÇÕES – SEQUESTRO ESPLÊNICO . DOENÇAS CRÔNICAS: INFECCIOSAS – CIRROSE – INFECÇÕES . B12 3. PERDAS: HEMORRAGIA AGUDA OU CRÔNICA 2. FÓLICO.2 – DEFEITOS INTRAGLOBULARES .1 – FALTA SUBST. ESSECIAIS: FERRO – ÁC. SUPRARRENAL 5.3 – INFILTRAÇÕES: LESÕES MEDULARES 4.: HIPOTIREOIDISMO – INS. PRECURSORAS: A ANEMIA APLÁSTICA 3.ESFEROCITOSE . AUMENTO DA DESTRUIÇÃO 2.2 – FALTA CÉLS.1 – DEFEITOS EXTRAGLOBULARES . PRODUÇÃO INADEQUADA 3. VITAM.ANTICORPOS .AGENTES FÍSICOS – DROGAS – HEMÓLISE MECÂNCIA 2.

ANEMIA NORMOCÍTICA NORMOCRÔMICA CONTAGEM DE RETICULÓCITOS AUMENTADO PÓS HEMORRAGIA PÓS PÓS HEMÓLISE HEMÓLISE ALTERADA ANEMIA APLÁSTICA INFIL. RENAL MIXEDEMA HEPATOPATIAS . LEUCEMIA MIELOMA MIELOFIBROSE METÁSTASES DIMINUIDO OU NORMAL MIELOGRAMA BIOPSIA DE MEDULA MEDULA NORMAL NORMAL INSUFIC.

– HGB obs.diminui formação de anticorpos . = peso ( HTC des. – HTC obs. vol.ANEMIAS POR AUMENTO DAS PERDAS ESTANCAR HEMORRAGIA RESTAURAR VOLEMIA • SANGUE TOTAL: após grandes perdas ( 2 ml/ Kg / hora ) • PAPAS DE HEMÁCIAS recomendada quando HGB for menor 10g% vol. = peso ( HGB des.) vantagem: -repor hemácias sem aumentar volemia .

Defeitos extraglobulares * anticorpos * agentes físicos * drogas * infecções * sequestro esplênico * hemólise mecânica 2. Secundária a distúrbio metabólico * deficiência de glicose 6 fosfato desidrogenase * deficiência de piruvato quinase * deficiência de hexoquinase .Principais Causas das Anemias I. Defeitos globulares * membrana: esferocitose (ausência de espectrina) * hemoglobinopatias 3. Aumento da destruição (hemólise) 1.

Falta de subst. Essencial * ferropriva * ác. Falta de céls. Precursoras * anemia aplástica 3.Principais Causas das Anemias II. Produção inadequada 1. Infiltrações . Fólico * vitamina B12 2.

2.ANEMIA HEMOLÍTICA 1. 3. AFASTAR O AGENTE CAUSAL TRANSFUSÃO DE SANGUE ESTIMULAR A PRODUÇÃO DE HEMÁCIAS .

7. EXPANSÃO MEDULAR REACIONAL (Após 7 a 12 dias do início da hemólise : reticulocitose ( de 10 a 80% das hemácias) . NA FALTA DE HAPTOGLOBULINA ( Hb se liga a albumina ou se perde na urina) 6.esgota o ac. ICTERÍCIA (BILIRRUBINA > 4 mg% . HEMOSSIDERINÚRIA( sinal de hemólise extravascular). Esplenomegalia ( pensar em esferocitose. DE HAPTOGLOBULINAS (carreia HGB livre até SRE) 5. DA HGB LIVRE NO PLASMA 4. DE ESTERCOBILINOGÊNIO E UROBILINOGÊNIO 3.Principais Sinais de hemólise 1. talassemia. glicurônico ) 2.anemia hemolítica auto-imune ) 8.

3 . infecção por Perfringens .1 .3 . 2 .Anemias hemolíticas auto-imunes 2.Esferocitose 1.Causas intrínsecas: 1.Defeitos enzimáticos hereditários .Def.anemia falciforme 1.6 .5 .hiperesplenismo 2.2 .1 . de G6Pdesidrogenase.talassemia .2 .Malária.Principais Causas de Hemólise 1 .Trauma mecânico ( CID ou próteses vasculares) 2.Def.3-DPG. .Distúrbios da hemoglobina .1 .infecções graves e queimaduras 2.4 .Reação transfusional 2. peçonha de serpentes.Devido a drogas (associado a def.Causas extrínsecas: 2. de G6P desidrogenase) 2. de 2.

Bem como torna as hemácias menos resistentes as variações de osmolaridade .ENFERMIDADE CRÔNICA DE CARÁTER HEREDITÁRIO CARACTERIZADA POR HEMÓLISE DE ERITRÓCITOS ESFEROIDAIS. UMA DIMINUIÇÃO DOS LIPÍDIO E 2. A célula tem dificuldade em mudar sua estrutura para passar pelos pequenos vasos capilares 2. AUSÊNCIA DE ESPECTRINA (proteína periférica) 1. SE OBSERVA na mebrana dos eritrócitos: 1.

.

ausência ou produção diminuída de componentes da Hgb. Principais tipos: .talassemia (mais frequente entre populações oriundas do Mediterrâneo) .anemia falciforme (ocorre com maior frequência na população negra do Brasil .Resultado de alterações.

TRANPLANTE DE MEDULA ÓSSEA . Tto. ESPLENECTOMIA 3.DEFEITO NA MOLÉCULA DE HEMOGLOBINA TRATAMENTO 1. DA SOBRECARGA DE FERRO (DESFEROXAMINA) 4. TRANSFUSÃO DE SANGUE 2.

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doença genética: mutação onde ác. Glutâmico da Hgb é substituido por valina É UMA DRÁSTICA ALTERAÇÃO DAS HEMÁCIAS Vive 120 dias Vive 20 dias Esfregaço .

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Quando a HGB perde o O2 forma longos prolongamentos que mudam a forma da hemácia .

Céls.Normal vs. S Sem CIRCULAÇÃO ocorre lesão e dor .

Alteradas são + facilmente destruidas no baço Fraqueza extrema Dor Hemorragia ocular Acidente vascular cerebral Síndrome torácica ( + pneumonia) Priaprismo Anemia Diagnóstico: detecção da Hgb S e esfregaço Icterícia .complicações • • • • • • • • • céls.

Manejo da anemia falciforme • • • • • • • Hidratação durante a crise Repouso Analgésicos (alívio da dor) Estilo de vida saudável Previnir infecções (antibióticos) Oxigênio nos casos de hipóxia Transfusão de sangue (Hgb < 6g/Dl) .

Deficiência de glicose -6-fosfato desidrogenase Erro inato ligado ao cromossoma X Mutações no gene codificante para a enzima (G6PD) A manifestação é mais graves nos homens (HY) do que nas mulheres (XX) Nas mulheres só se alteração ocorrer nos 2 cromossomas X .

). sulfonas. com hemoglobinúria e icterícia após quadros infecciosos ou exposição a drogas com efeitos oxidantes (sulfonamidas. analgésicos. . antimaláricos etc. antipiréticos. tornando-as vulneráveis à desnaturação oxidativa da hemoglobina.deficiência de (G6PD) altera diretamente a estabilidade das hemácias. o que por sua vez leva a episódios hemolíticos intermitentes A apresentação clínica mais grave é a hemólise aguda.

ANEMIA hipocrômica microcítica Pensar em CHCM baixo e VCM baixo Dosar férro sérico normal diminuido aumentado Anemia sidroblástica Avaliar Fe medular Eletroforese de HGB PÓS HEMÓLISE MEDULA NORMAL Hemoglobinopatia An. Falciforme talassemia aumentado Doença crônica ausente deficiência de ferro .

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A RESERVA DE FERRO NO ORGANISMO DISTRIBUI-SE ENTRE Conteúdo do ferro do organismo em mg/Kg de peso 1. 6 ……… 2. Ferro essencial homens mulheres * hemoglobina ………………… 31 ……… 28 * mioglobina / enzimas…………. Ferro de armazenamento…… 13 ……… 5 4 PRINCIPALMENTE NO SISTEMA RETÍCULO ENDOTELIAL E HEPATÓCITO .

Fe dietético +/.15mg/dia Líquido intersticial Mucosa intestinal absorve 1mg/dia 1 mg perdido por Descamação mucosa eritrócitos extravasados bile Fe plasmático 3mg renova 10x / dia Transportado p/ transferrina Trocas no fígado 6 mg/dia Eritrócito s 2100mg renova 18mg/dia Reserva de ferritina Retículo endotelial 25mg/dia fezes .

NECESSIDADE DE FERRO DIÁRIA lactente 67 ug / kg criança 67 ug / kg 20 ug / kg 21 ug / kg Adolescente masc. Adulto fem. 21 ug / kg Adulto masc. Gravidez da metade até o final 80 ug / kg . 13 ug / kg Adolescente fem.

ABSORÇÃO INTESTINAL +++ Luz ++ Redutase DMT1 transpotador de metal divalente ++ Heme OX Ferr Ferritina ++ Citoplasma Ferroportina HFE = PROTEINA AUSENTE NA HEMOCROMATOSE TfR-HFE Tf +++ plasma Cada molécula de transferrina ( beta globulina) transporta 2 íons Fe+++ .

FATORES FAVORÁVEIS FERRO INORGÂNICO FORMA FERROSA Ph ÁCIDO DEFICIÊNCIA DE FERRO ↑↑ ERITROPOPIESE GRAVIDEZ HEMOCROMATOSE 2. FATORES DESFAVORÁVEIS FERRO ORGÂNICO FORMA FÉRRICA Ph ALCALINO EXCESSO DE FERRO ↓↓ ERITROPOPIESE INFECÇÕES CHÁS .Absorção de ferro 1.

Captação e ciclo do ferro no eritroblasto na medula óssea HFE TfR Fe+++ Tf (Fe+++)2 Tf HEME HFE (receptor p/ transferrina) Tf: transferrina .

Síntese da hemoglobina Transferrina + ferro Transferrina Transferrina Ribossomos Cadeias α e β Ferritina Glicina + B6 + Succinil CoA Fe Mitocôndria Fe Heme (x4) Globinas α2 β2 Aminoácidos δALA Protoporfirina Hemoglobina Porfobilinogênio Coproporfirinogênio Uroporfirinogênio .

Indicação para o uso do ferro • Perdas de sangue: .menstruação: uma das causas + comum em mulheres (perdas de até 30 mg no período) • Dieta pobre • Malabsorção: .acloridria .sangramento GI .gastrectomia .

p/ taxa de produção de hemácias .Tratamento: princípios gerais A resposta ao tto. Capacidade do paciente tolerar e absorver o ferro 3. Gravidade da anemia 2. é influenciada por… 1. Presença de outras doenças Avaliar eficácia do Tto.

TRATAMENTO ORAL DROGA ( % ) DE FERRO SULFATO FERROSO FUMARATO FERROSO GLICOLATO FERROSO LACTATO FERROSO 20 % 33% 12 % 19 % ADULTOS: 2mg/Kg/dia CRIANÇAS: 5 mg/Kg/dia POSOLOGIA Substância + utilizada p/ intensificar absorção de ferro ÁCIDO ASCÓRBICO .

Ferroterapia oral A capacidade do paciente tolerar e absorver o ferro representa um fator importante p/ a resposta terapêutica. Existem limites bem definidos para tolerância GI ao ferro .

RRegulação da Absorção do Ferro Luz intestino normal Célula mucosa Carreador Ferritina Plasma deficiência Carreador Ferritina Sobrecarga Quanto mais ferro o organismo precisa menos apoferritina produz Carreador aumenta ferritina e diminui absorção Aumenta perda fecal Ferritina .

2 . na presença de doses crescente.4 1.7 1.9 2.O intestino delgado regula a absorção e. limita a sua absorção A taxa de absorção não acompanha o aumento da posologia Resposta média ao ferro oral Dose total mg /dia 35 105 195 390 absorção estimada % mg 40 24 18 12 14 25 35 45 ↑da HGB g/l de sangue / dia 0.

REAÇÕES ADVERSAS: A intolerância a terapia oral depende da quantidade de ferro solúvel • PIROSE • NÁUSEAS • VÔMITOS • DIARRÉIA • GASTRALGIA • DOR ABDOMINAL CONSTIPAÇÃO/ DIARRÉIA • .

FERRO SORBITOL: .TRATAMENTO PARENTERAL: PRODUTOS 1.via IM profunda SÓ DEVE SER TENTADO SE HOUVER ABSOLUTA NECESSIDADE devido ao alto risco de reação anafilá- tica .via IM profunda e eventualmente EV 2. FERRO DEXTRAN: .

ADMINISTRAÇÃO POR VIA IM: ABSORÇÃO LENTA QUE PODE DURAR ATÉ 4 SEMANAS PRINCIPALMENTE POR VIA LINFÁTICA Ferro dextran por via EV • • • Dissolver em 250 – 1000 ml de soro fisiológico administrar lentamente 0.5ml ( esperar 1 hora) Se não ocorrer nenhuma reação administrar o restante lentamente .

INFLAMAÇÕES INTESTINAIS REAÇÕES ADVERSAS • Cefaléia * mal-estar * linfadenopatia * febre *artralgia • EXACERBAÇÃO DA ARTRITE REUMATÓIDE • flebite com uso prolongado • ANAFILAXIA (raro) . SÍNDROMES DISABSORTIVAS 3. INTOLERÂNCIA GÁSTRICAS AS ALTAS DOSAGENS 2.INDICAÇÕES para via EV: 1.

66 x peso Kg x 100 - -----------------------------14.QUANDO INICIAR ? NÍVEIS DE SATURAÇÃO DE TRANSFERRINA < 20 % A DESPEITO DA TERAPIA ORAL COM QUANTIDADES ADEQUADAS CÁLCULO DA DOSE HGB obs x g/dL x 100 Fe = 0.8 .

INTOXICAÇÃO COM FERRO pico de concentração máxima ocorre entre 3 – 6 horas ingesta de grandes quantidades de sais de Fe .

Etapas Cronológica da Intoxicação. (nem todos os pacientes apresentam todas as etapas) ESTAGÁGIO 1: (entre 30-120 min.) distúrbios GI… * náuseas * vômitos * diarréia * dor abdominal * sangramento ESTÁGIO 2: (período quiescente) raramente o paciente é encontrado neste estágio .

12 horas) além dos distúrbios GI… * hipotensão * cianose * depressão do SNC ESTÁGIO 4: ( entre 2 – 4 dias ) * lesão tissular principalmente nos tecidos mais vascularizados (fígado –rins) * desenvolve distúrbios respiratórios e acidose ESTÁGIO 5: ( depois de 4 dias) raramente atinge esta fase Se o paciente sobrevive podemos observar entre 2 – 4 semanas obstrução intestinal.ESTÁGIO 3: ( entre 2. .

CONDUTA INGESTA < 20mg/kg 20 – 60 mg/kg > 60 mg/kg > 250 mg/kg SINAIS PRINCIPAIS Alteração GI limitada Severos distúrbios GI Severa intoxicação sistêmica Alto risco de mortalidade CONDUTA observação Emesis com IPECA + observação Tratamento hospitalar Tratamento hospitalar .

Provocar vômitos com IPECA Condição: • • • • Se ingesta ocorreu entre 30 – 60 min. ATENÇÃO: não empregar soluções salinas riscos de causar distúrbios hidroleletrolíticos Uso de deferoxamina por VO pode aumentar absorção de ferro .Conduta na ingesta excessiva de ferro 1. Paciente alerta e cooperativo Ou exame radiológico negativo.

PACIENTE ASSINTOMÁTICO Ou com concentração plasmática menor do que 500mcg/ dL exame radiológico negativo OBSERVAÇÃO: O paciente apresenta baixo risco de apresentar um agravamento do quadro .Tratamento da intoxicação sistêmica 1.

Transfusão de sangue: • ocasionalmente nas intoxicações muito grave ou com sinais de insuficiência renal . Respiratória) 2.hipotensão arterial .TRATAMENTO DO PACIENTE SINTOMÁTICO Concentração de ferro plasmático acima de 500 mcg/ dL 1.disfunção respiratória 3.alterações neurológicas . Administrar desferoxamina por via EV • Não se recomenda seu uso por mais de 24h (disf. Cuidados a serem observados com o uso de desferoxamina Administração rápida pode causar: .lesão ocular .

séricas DEFICIT DE VIT.ANEMIA: NORMOCRÔMICA mACROCÍTICA CHCM normal Pensar em VCM alto Anemia megalobástica Dosar vitam. B12 DÉFICIT ÁC. FÓLICO Não se observam diferenças entre ambas deficiências a não ser alteações neurológicas DIAGNÓSTICO DIERENCIAL: TESTE DE SCHILLING .

Superpulação bacteriana .DOSAR VITAMINAS SÉRICAS ⇓ FOLATOS ⇓ B12 Fazer teste de Schilling com fator intrínseco CORRIGIDO Anemia perniciosa gastrectomia NÃO CORRIGIDO .Doença ileal .

Distúrbios neurológicos * parestesias * diminuição da sensação vibratória e posição * diminuição dos reflexos(compromete coordenação motora) * A longo prazo: perda da memória – confusão – dist.CONSEQUÊNCIAS 1. Mucosas frágeis favorece a ocorrência de sangramento 3. Anemia megaloblástica compromete a replicação do DNA e consequente produção e maturação celular 2.visual .

Pteroilglutâmico) PRINCIPAIS FONTES • FÍGADO • LEVEDURAS •VEGETAIS FRESCOS • atenção: mais de 90% do ác. Fólico é destruído pelo cozimento .Ácido fólico (ác.

Pteroilglutâmico ) ABSORÇÃO como poliglutamato é absorvido no duodeno onde é reduzido e metilado pela diidrofolato redutase no fígado é captado por endocitose é armazenado na forma de poliglutamato . fólico (ou ác.Ác.

deficiência

1. 2. 3. 4.

Álcoolismo ( diminui ingesta ) Síndrome de malabsorção Aumento da demanda Drogas: - que inibem a diidrofolato redutase (metotrexate trimetropim) - que inerferem com a captação e armazenamento do ác. Fólico (fenitoina - fenobarbital)

tratamento
I. Oral: ác. fólico II. Parenteral: ác. Folínico (leucovorin) • não tem qualquer vantagem sobre o ác. Fólico por via oral • só é usado em pacientes que tomam medicamentos que inibem a diidrofolato redutase • Nunca deve ser usado em anemias megaloblástica devida a deficiência de vit. B12.

Cianocobalamina – vit. b12
• SUAS RESERVAS SÃO ELEVADAS ASSIM AS NECESSIDADES DIÁRIAS SÃO PEQUENAS. ORIGEM É NORMALMENTE PRODUZIDA POR BACTÉRIAS DO SOLO – ÁGUA E FLORA NORMAL DO TUBO GI

.

NOS AUMENTOS DE DEMANDA 2. POR VIA ORAL SÓ É EFETIVO NAS .intramuscular profunda (quantidades acima de 100 mcg são rapidamente eliminadas pelos rins) . POR VIA PARENTERAL: .DEFICIÊNCIAS .TRATAMENTO 1.

das anemias 1. CIRURGIA ELETIVA . PACIENTES AIDÉTICOS 4. DA INSUFICIÊNCIA RENAL 3. REFRATÁRIAS 2. PACIENTES EM QUIMIOTERAPIA 5.

Estímulo da Produção 1. Anabolizantes 3. Glicocorticóides . Eritropoietina 2.

ERITROPOETINA O2 renal .

ERITROPOIETINA • eritropoetina: hemoprex .eritina AUMENTA RETICULÓCITOS EM 10 DIAS AUMENTA HEMOGLOBINA E HTC 2 – 6 SEMANAS .tinax • eritropetina beta: recormon • eritropoetina humana: eprex .

insuficiência renal .em aidédicos . cirurgia eletiva 3.pacientes em uso de quimioterápicos 2.Indicação da Eritropoetina • Nos casos de: 1. Importante no tratamento da anemia (cancer) . anemias .

CONDUTA : 1. AJUSTAR A POSOLOGIA DE MODO A AUMENTAR O HTC LENTAMENTE NUM PERÍODO DE 2 – 4 MESES ATÉ O VALOR DE 33-36% 3. MONITORAR RIGOROSAMENTE O PACIENTE 2. NÃO SE RECOMENDA VALORES > DO QUE 36% INFARTO DO MIOCÁRDIO E MORTE RISCO DE 4. ATENÇÃO: NUNCA DEVE SER UTILIZADA PARA SUBSTITUIR UMA TRANSFUSÃO DE EMERGÊNCIA EM PACIENTE COM ANEMIA POTENCIALMENTE FATAL .

Reações Adversas da Eritropoetina • • • coagulação no dialisador hipertensão arterial (pelo aumento rápido do htc) convulsão .

Sua utilazação pode ser evidenciada por marcadores nos exames antidoping .Atenção: a eritropoietina tem sido usada de modo ilícito por atletas: 1. Aumentar sua resistência física 2.

Hormônios Androgênicos • • • • • • • • • testosterona oximetolona nandrolona REAÇÕES ADVERSAS: MASCULINIZAÇÃO EM MULHERES ACELERAÇÃO DA IDADE ÓSSEA RETENÇÃO HÍDRICA INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA AUMENTO DO RISCO DE CÂNCER .

GLICOCORTICÓIDES • • DEXAMETAZONA PREDNISONA • • • • • • • REAÇÕES ADVERSAS: SÍNDROME DE CUSHING INIBIÇÃO EIXO HIPOTÁLAMO/HIPÓFISE IRRITAÇÃO GÁSTRICA OSTEOPOROSE ASTENIA MUSCULAR INFECÇÕES .

ANEMIA SIDEROBLÁSTICA Esse tipo de anemia que pode ser hereditária ou secundaria a enfermedades crônicas ou as vezes ao tratamento com tuberculostáticos. É resistente ao tratamento com ferro .

ALA SINTETASE Defeito mitocondrial diminui atividade .Se caracteriza p/ má utilização do Fe o que leva a um aumento da ferritina serica.

A FORMA HEREDITÁRIA RESPONDE BEM A TERAPIA COM VIT. B6 FORMA ADQUIRIDA RARAMENTE RESPONDE BEM AO TRATAMENTO FARMACOLÓGICO TORNA NECESSÁRIO TRANSFUSÕES DE SANGUE .

. caracterizado por aumento da produção de hemácias esplenomegalia predisposição a trombose. mielofibrose e leucemia aguda Tratamento : flebotomias frequentes.trastorno mieloproliferativo crônico.

afeta 0.3 – 0.hemocromatose Se caracteriza por erro genético que leva a intoxicação com o íon ferro Embora rara.8% da população americana .

Principais sintomas: fadiga. fraqueza. impotência. diminuição da libido . perda de peso. dores nas juntas e/ou dor abdominal. hiperpigmentação.

diagnóstico molecular: avaliar mutação p/ HFE .saturação transferrina >45% ..dosar ferritina sérica .biopsia hepática .

Hemocromatose hereditária: Normal células das vilosidades duodenais ferr o DMT1 Deficiência de ferro células das vilosidades duodenais ferr o DMT1 Hemocromatose células das vilosidades duodenais ferr o DMT1 48horas 48horas 48horas DMT1 células da cripta duoden al HFE DMT1 células da cripta duoden al HFE DMT1 células da cripta duoden al HFE * sangue portal sangue portal sangue portal Ferro Transferrina Na hemocromatose a falta da proteína HFE faz com que as células intestinais percam a capacidade de avaliar a quantidade de ferro absorvido * HFE mutado .

Pessoa normal

hemocromatose

Transferrina saturada

Sem HFE

No fígado HFE impede a captação de ferro pelo hepatócito

Hepatócito é sobrecarregado de ferro

Na hemocromatose o ferro atinge níveis tóxicos principalmente para: fígado – coração – hipófise tireóide – pâncreas e articulações

Mais indicado é a flebotomia. Não é recomendado o uso de desferoxamina

A metahemoglobina é formada quando o Ferro da molécula heme é oxidado do estado ferroso (Fe2+) para o estado férrico (Fe3+).METAHEMOGLOBINA . A metahemoglobinemia ocorre quando a hemoglobina é oxidada em uma velocidade maior que a capacidade enzimática normal para a redução da hemoglobina .

Benzocaína . .Cloroquina .Anilina (corante aminofenólico) .Solo e superfície aquática contaminados por nitratos 2. NÃO TÓXICAS: Deficiências enzimáticas congênitas. TÓXICAS: Os agentes mais freqüentemente são: .Nitratos Primaquina Cloratos Nitrofenol Nitroprussiato de sódio - 4-dimetilaminofenol .CAUSAS 1.Dapsona .

o paciente pode estar assintomático.SINTOMATOLOGIA: 1. Uma cianose acinzentada característica é observada quando os níveis de metahemoglobina > 1. A metahemoglobinemia é caracterizada por cianose na ausência de doenças cardíacas ou pulmonares.5 g/Dl (10% do total de hemoglobina de um indivíduo normal) . . Neste nível. refratária a administração de Oxigênio 2.

Toxicidade da metahemoglobina 15 % = cianose + alguma sintomatologia 30 – 40 % = anoxia originando sintomas tais como * cefaléia * vertigem * debilidade * taquicardia * dispnéia 40 – 70% = vômitos – estupor – perda da consciência Acima 70% = risco de morte .

3. não execendo a 4 mg/Kg (máximo de 7 mg/Kg) à 1% intravenosamente em 5 minutos. Azul de Metileno: este antídoto específico está indicado em qualquer paciente com sintomas e/ou sinais de hipóxia (mudanças mentais.TRATAMENTO 1. taquicardia. dor torácica). dispnéia. 5. Dose inicial de Azul de Metileno: 1 a 2 mg/Kg. Nos casos que não há resposta ao Azul de Metileno ou quando o Azul de Metileno está contra-indicado (deficiência G6PD). as seguintes medidas podem ser consideradas: Exsanguineotransfusão Oxigenação hiperbárica . Identificação do agente para prevenção de nova exposição. 4. Oxigênio: alto fluxo de oxigênio 2. Somente estas medidas são usualmente adequadas para os casos leves. Descontaminação gastrintestinal e cutânea podem ser necessárias.

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