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PEDAGÓGICA II

P RÁTICA

PESQUISA E

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Pesquisa e Prática Pedagógica II

SOMESB
Sociedade Mantenedora de Educação Superior da Bahia S/C Ltda.
Gervásio Meneses de Oliveira William Oliveira Samuel Soares Germano Tabacof

Presidente ♦ Vice-Presidente ♦ Superintendente Administrativo e Financeiro ♦ Superintendente de Ensino, Pesquisa e Extensão ♦

Superintendente de Desenvolvimento e>> Planejamento Acadêmico ♦ Pedro Daltro Gusmão da Silva

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Faculdade de Tecnologia e Ciências - Ensino a Distância
♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ Coord. de Softwares e Sistemas ♦ Coord. de Telecomunicações e Hardware ♦ Coord. de Produção de Material Didático ♦ Diretor Geral Diretor Acadêmico Diretor de Tecnologia Gerente Acadêmico Gerente de Ensino Gerente de Suporte Tecnológico Waldeck Ornelas Roberto Frederico Merhy Reinaldo de Oliveira Borba Ronaldo Costa Jane Freire Jean Carlo Nerone Romulo Augusto Merhy Osmane Chaves João Jacomel

EQUIPE DE ELABORAÇÃO/PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO:

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Gerente de Ensino ♦ Jane Freire Autor (a) ♦ Olenêva Sanches Sousa Supervisão ♦ Ana Paula Amorim ♦
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Revisão Final ♦ Carlos Magno Equipe ♦ Ana Carolina Alves, Cefas Gomes, Delmara Brito, Ederson Paixão, Fabio Gonçalves, Francisco França Júnior, Israel Dantas, Lucas do Vale e Marcus Bacelar Editoração ♦ Marcus Vinicius de O. Bacelar Ilustração ♦ Fabio Gonçalves, Francisco França Junior Imagens ♦ Corbis/Image100/Imagemsource
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Sumário A CONCEPÇÃO DA MATEMÁTICA À LUZ DE UMA GESTÃO PARTICIPATIVA ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 07 INTRODUÇÃO ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 07 GESTÃO ESCOLAR E O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO A Gestão Participativa ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 07 ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 10 10 11 12 15 17 19 ○ Por que devemos estudar Gestão Escolar no Curso de Licenciatura em Matemática? ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Quais os instrumentos que a Escola dispõe paraefetivar a Gestão Participativa? ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Como posso integrar minha área de conhecimento à Gestão Escolar? ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ A Educação a Escola e o Educador A Escola tem uma Educação O Que é Contextualização? ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ O Que é Interdiciplinaridade? Habilidades e Competências Qual o Papel do Educador? ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 19 20 20 23 23 25 27 29 ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Princípios Norteadores do Projeto Político-Pedagógico O Que é Projeto? ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Por Que Projeto na Escola? ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ O ProjetoPolítico-Pedagógico ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Princípios Norteadores do Projeto Político-Pedagógico ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Projeto Político-Pedagógico como Organização do Trabalho Pedagógico da Escola ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 32 33 34 34 35 Finalidade da Escola ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Estrutura Organizacional Currículo ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Tempo Escolar ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 3 .

Relações de Trabalho ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 36 Pesquisa e Prática Pedagógica II CONCEPÇÃO DA MATEMÁTICA Tendências Contemporânes ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 38 38 39 40 42 43 44 ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Etnomatemática ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Cenário Para Investigação Pedagogia de Projetos ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Modelagem Matemática ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Concluindo: Para que serve a Matemática? ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 4 .

somos todos aprendizes da mesma Grande Escola. permeados por uma atividade orientada de elaboração. a escola e o educador Conteúdo 03: Princípios norteadores do projeto político-pedagógico Conteúdo 04: O projeto político-pedagógico como organização do trabalho pedagógico da escola Tema 02: Concepção da Matemática Conteúdo 01: Tendências contemporâneas Como esta é só uma etapa dos seus estudos. Quando tomamos consciência do crescimento advindo do conhecimento. Atenciosamente. Conheça a estrutura da nossa disciplina: Bloco temático (transversal): A concepção da Matemática à luz de uma Gestão Participativa Tema 01: Gestão Escolar e o Projeto político-pedagógico Conteúdo 01: A gestão participativa Conteúdo 02: A educação. procuramos torná-las também suas. Enquanto professores e professoras. Profª.Apresentação da Disciplina Caro(a) aluno(a). sem perder de vista a sua opção por Licenciatura em Matemática. E o desenvolvimento da disciplina Pesquisa e Prática Pedagógica II é fruto das nossas aprendizagens que. nós nos tornamos humildes: o conhecimento é infinito! Assim. simultaneamente. somos vanguardistas de várias ações pedagógicas que se refletem nas mais diversas questões humanas. educadores(as) e educandos. Somos. e com a mesma proposta metodológica que você já conhece. vamos nos dar muito bem. pretendemos desenvolver estudos sobre alguns pontos básicos da pesquisa e prática pedagógica. estamos aqui entendendo você como agente de transformação. nesta oportunidade. Sei que. e considerando sempre a sua crítica e reflexão acerca da concepção de Matemática e dos fatores abraçados pela educação. Prazer em conhecê-lo(a)! Com certeza. esperamos de você dedicação e amor para que venha a adquirir uma práxis mais tranqüila e mais coerente com os verdadeiros propósitos da Educação. Por isso. que busca uma aprendizagem significativa à efetiva promoção da cidadania. você também é educador(a). Olenêva Sanches Sousa 5 . organização e execução de um Seminário Presencial. como eu. Atento a todos esses fatores. numa gestão participativa.

Pesquisa e Prática Pedagógica II 6 .

A CONCEPÇÃO DA MATEMÁTICA À LUZ DE UMA GESTÃO PARTICIPATIVA Introdução Você escolheu a profissão de educador.O que é Matemática? 7 . Naturalmente. principalmente. O educador deve trazer aos seus educandos esses conhecimentos historicamente acumulados e construídos. Deste modo. queremos deixar claro que o que aqui estamos chamando de concepção da Matemática privilegia a busca de respostas às seguintes questões: . enfatizando os aspectos de formação do educador crítico e reflexivo. obviamente. que no seu caso é a Matemática. A humanidade. mas sua formação primeira já se iniciou a partir da própria avaliação silenciosa que você fazia e faz dos seus próprios professores e professoras. além disso. na sua evolução histórico-cultural. A identidade do educador carrega. mas deve. aspirações e necessidades. nesta disciplina. Mas. constrói conhecimentos permeados por filosofias que atendam aos seus interesses. E é exigido que o educador possa realizar um trabalho que tome por base as perspectivas atuais e que pretenda a promoção da cidadania do futuro. Você pode e deve estar pensando coisas deste tipo: .Como meu professor poderia prever que as tecnologias da informação e comunicação chegariam aonde chegaram e travariam uma relação tão íntima com a educação e com a humanidade? Eis aí o motivo principal de estarmos. científicas. a sua trajetória histórica. Então é de se esperar que o educador tenha uma atitude crítica e reflexiva em relação às necessidades demandadas pela sociedade do seu tempo. desde o inicio. estar atento às tendências contemporâneas que abrem releituras e perspectivas ao sentido do trabalho pedagógico. aquilo que ensinamos hoje deve servir ao cidadão que estamos formando para o amanhã.Como saberei o que uma criança de hoje precisará amanhã? . mas também o seu domínio das dimensões pedagógicas. filosóficas e éticas em prol da sociedade em que vivemos. o educador deve também construir uma visão filosófica panorâmica das concepções da sua área de atuação.

Isto exige uma postura de pró-atividade e um processo constante de crítica e reflexão acerca das necessidades que emergem das realidades dos seus educandos. sempre.com. ética..O que se deve considerar para o trabalho pedagógico da Matemática escolar? Pesquisa e Assim.uol. justiça. o que pensa sobre esta diferença? Expresse aqui as suas reflexões. E você. Por isso. escolhemos como tema transversal (você verá falar disso ainda nesta disciplina) a Concepção da Matemática para o exercício profissional de um educador crítico e reflexivo. que no seu caso são os de Matemática. etc.Para que serve a Matemática? . professor é aquele que professa ou ensina e educador é aquele que promove a educação integral do ser humano. Você já deve ter observado que optamos por deixar de lado a palavra PROFESSOR para utilizar a palavra EDUCADOR. respostas a esses questionamentos e a muitos outros Pedagógica II que devem permear a sua ação de educador crítico e reflexivo. Momento de Reflexão Para D’Ambrosio(2002). criatividade. sensibilidade. a idéia é colocar os conhecimentos científicos. a nossa intenção passa por mostrar a você a necessidade de Prática estar buscando. 8 . Então. para a Pesquisa e Prática Pedagógica II. a serviço dos interesses e necessidades humanos. estudo. Mas você há de convir que este objetivo passa especialmente pela crítica e pela reflexão contínuas da sua própria prática pedagógica.br O educador é um sujeito atento às tendências contemporâneas e com capacidade para promover no aluno condições favoráveis à autonomia do seu próprio crescimento. Conheça o grande Educador Matemático Ubiratan D’Ambrosio e a sua proposta Etnomatemática. ação. Visite o site: http://vello. Esta exigência implica em outras exigências à sua formação: compromisso.sites.

oferecer uma educação matemática de dimensão crítica. 88-89) Você conhecerá melhor os Ambientes de Aprendizagem propostos por Skovsmose. dentro do enfoque antropológico. Um sujeito crítico é também um sujeito reflexivo. Cabe a nós. do abstrato e do social é a chave da educação científica.3) Mas o importante nisto tudo é que você não pode perder de vista a sua responsabilidade na construção da sua práxis. estarmos buscando sempre nossa formação contínua no sentido de acompanhar essas transformações. uma vez que o individuo é parte da sociedade e a realidade é também social. a interação do meio. enquanto educador. Para isso.. sugere a Etnomatemática. “A aprendizagem é efetuada pela modificação da consciência do homem no seu relacionamento com o mundo” (Borges. sem dúvida. Assim. pp.” (Skovsmose. dessa maneira.D’Ambrosio(2002). Você. educadores e educadoras. protagonista de nossa história. 1995. “Referências à vida real parecem ser necessárias para estabelecer uma reflexão detalhada sobre a maneira como a Matemática pode estar operando enquanto parte de nossa sociedade.) Minha expectativa é que a busca de um caminho entre os diversos ambientes de aprendizagem possa oferecer novos recursos para levar os alunos a agir e refletir e. O educador é um articulador de saberes teóricos e práticos que utiliza uma ação dialógica construtora de significados à cidadania e à qualidade de vida dos seus educandos. é. Momento de Reflexão Tomando por base a citação em evidência. sua capacidade crítica e reflexiva torna-se essencial ao seu trabalho. p. as quais cientificamente chamamos de mudanças de paradigmas. 2000. registre aqui como você vê um educador crítico e reflexivo na área de Matemática.. (. O mundo passa por transformações profundas. Aguarde! 9 .

também atores sociais. de longe. simultaneamente. da escola e da sociedade. diversa. Todos nós que fazemos parte de uma unidade escolar somos focos da visão estratégica de uma gestão. E esta autonomia só é conquistada quando se consegue um efeito de sinergia entre os sujeitos da comunidade escolar. hoje. O foco principal desta relação está no envolvimento profissional de todos os segmentos escolares nas decisões. especialmente no que tange ao consenso e à clareza dos objetivos. que é a escola. Conto com você na compreensão de que. no sentido de conquistar uma autonomia para realizar um ensino significativo aos seus alunos e respeitoso à suas realidades. E estamos entrelaçados numa rede complexa de relações interdependentes. de mudanças de postura da gestão escolar. considerando todas as condições favoráveis a uma aprendizagem efetivamente promotora da cidadania. é plural. seu papel e suas contribuições. então. não foi fácil optar pelas situações crítico-reflexivas dos nossos Momentos da Crítica e da Reflexão. construindo sua identidade. Optei. E a gestão escolar deve estar atenta a essas características que marcam a nossa escola e que demandam novas ações por parte dos atores escolares. é de se esperar que estejamos em processo de mudanças na escola e.Pesquisa e Prática Pedagógica II A GESTÃO ESCOLAR E O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO A Gestão Participativa Por Que Devemos Estudar Gestão Escolar no Curso de Licenciatura em Matemática? Como membro de uma comunidade escolar. heterogênea. especialmente a escola pública. ampliando as possibilidades de autonomia da escola. Com tamanha complexidade e com o quadro de educação que ilustra o nosso país. em Matemática. O princípio desta gestão é a mobilização dos valores humanos através de ações estrategicamente articuladas e o seu objetivo é a impressão de mudanças na qualidade da educação. A nossa escola. Conto com você! 10 . você é sujeito ativo de uma gestão participativa. pela utilização de situações que têm algum sentido e utilidade para os processos de aprendizagem. nos ensinos fundamental e médio. “Pausa para BATE-PAPO” Esta é nossa primeira parada. conseqüentemente. Entendo que elas devem. instigar a sua motivação pessoal e o seu interesse pela relevância do que está estudando para a qualidade da educação. Vários estudos têm apontado a relação entre o sucesso escolar e a prática da gestão participativa.

basta dispor desses instrumentos para alcançar tamanhos objetivos? A resposta é definitivamente NÃO. Mas. a escola pública possui dois instrumentos determinantes para a sua autonomia: o Plano de Desenvolvimento da Escola – PDE e o Projeto Político-Pedagógico – PPP. A funcionalidade das ações advindas desses instrumentos emerge da qualidade de participação na sua elaboração e conseqüente legitimação por planejamentos e decisões da equipe da escola. N. não é igual Não é igual. “Meu cabelo não é igual A sua roupa não é igual Ao seu tamanho. reflita e registre alguns princípios que devem ser desenvolvidos para que a gestão participativa se efetive. mesmo com todas as diferenças. não é igual Ao seu caráter. também conhecido como Projeto Pedagógico ou Proposta Pedagógica. não é igual” (Pitty) De Olho na Lei A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB. no Artigo 3º. O projeto ou proposta pedagógica é um documento que define os papéis social.º 9394/96. Aguarde! Este é um dos nossos objetos de estudo.Momento de Reflexão Inspirando-se neste trecho da música Máscara. prevê. Quais os Instrumentos Que a Escola Dispõe Para Efetivar a Gestão Participativa? Hoje. inciso VIII. Embora ambos os instrumentos indiquem o mesmo princípio participativo. Também é relevante o processo avaliativo a que esses documentos se expõem frente à comunidade escolar. cultural e educacional da escola. um ensino público ministrado com base no princípio da gestão democrática. eles diferem nas suas preocupações: O Plano de Desenvolvimento da Escola atinge as áreas 11 .

você pode. enquanto o Projeto Pedagógico é mais amplo. 12 . reflexão e ação na prática pedagógica. mas abrem-se possibilidades de novas formas e espaços comunicativos. ou classe média). Só assim lutaremos arduamente para participar ativamente na elaboração. falamos de uma cidadania planetária. como cidadãos e cidadãs. Ora. o Pensador? Até quando? Gabriel. Isto não só como profissional da educação. virar a cara pra não ver. a sua formação integral. Tudo isto tendo como foco principal o processo ensinoaprendizagem para o exercício da cidadania. bem como novas posturas e maior comprometimento. Lembramos aqui que. mas. somos protagonistas de mudanças. A tarefa não é fácil. Sim. pois todo o seu planejamento gira em torno do processo ensinoaprendizagem. Atividade Complementar Que tal pensarmos em sintonia com Gabriel. se o nosso plano de trabalho objetiva esta amplitude. mas a primeira mudança tem que acontecer em nós mesmos. Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer. hoje. rico. tanto o Plano de Desenvolvimento da Escola quanto o Pesquisa e Projeto Pedagógico devem contemplar os aspectos básicos administrativos. pode crer. É nosso “dever de classe e de casa”! Se plantarmos o nosso plano de trabalho na aprendizagem significativa dos educandos. Não adianta olhar pro chão. com muita fé e pouca luta. A democracia é o resultado de nosso esforço e exercícios diários de participação. o Pensador Não adianta olhar pro céu. implementação e acompanhamento de todos os documentos e ações que norteiam a prática escolar. você deve. financeira e pedagógica. as suas aspirações. No entanto. jamais perderemos de vista as suas necessidades. Prática Pedagógica II pedagógicos e relacionais. porque dela depende a sua inserção social e a sua efetiva cidadania. enfim. antes de tudo. Como posso integrar minha área de conhecimento à Gestão Escolar? É muito fácil! Mas este pequeno embasamento teórico e essas breves reflexões aqui apresentadas em Pesquisa e Prática Pedagógica II não são suficientes à prática da democracia escolar. Até quando você vai ficar usando rédea? Rindo da própria tragédia? Até quando você vai ficar usando rédea? (Pobre. que atenda às relações saudáveis e ética em via da justiça e da paz mundial. é claro que estaremos comprometidos com aquilo que acreditamos. diante das desastrosas catástrofes construídas pela humanidade na sua trajetória histórico-cultural.administrativa. Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve.

não vê é deprimente. me mato de tanto ralar. chamou de traficante. procuro trabalho.. Até quando você vai ficando mudo? Muda que o medo é um modo de fazer censura. mas aonde que eu chego se eu fico no mesmo lugar? Brinquedo que o filho me pede. seu velho ‘tá sem dente. como um educador crítico e reflexivo deve nortear a sua práxis para a promoção da cidadania. que eu saiba falar. seu filho sem escola. Não peço arrego. falou que era bandido. O cara me pede o diploma. ninguém manda na gente. E quando a mente muda. Escola. Acordo bem cedo. cadeia! Sem terra. não tenho diploma. e absolveu os PMs de vigário! Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!) Até quando vai fica sem fazer nada? Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!) Até quando vai ser saco de pancada? A polícia só existe pra manter você na lei. “Na sua opinião. não tenho trabalho. na frente da TV. não pude estudar. Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!) Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!) Até quando vai ser saco de pancada? Você tenta ser feliz. você que é inocente foi preso em flagrante! É tudo flagrante! É tudo flagrante! Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!) Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!) Até quando vai ser saco de pancada? A polícia matou o estudante. lei do mais fraco: ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco. A programação existe pra manter você na frente.Até quando você vai levar cascudo mudo? Muda. A justiça prendeu o pé-rapado. enterra! Sem renda. lei do silêncio. Acordo. não tenho dinheiro pra dar. Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá. que é pra te entreter. considerando as graves situações da desigualdade social brasileira? 13 . se renda! Não! Não!! Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!) Até quando vai fica sem fazer nada? Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!) Até quando vai ser saco de pancada? Muda. A gente muda o mundo na mudança da mente. quero trabalhar. Você se faz de surdo. que eu ande arrumado.. soltou o deputado. Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura. ‘Cê tenta ser contente e não vê que é revoltante. Na mudança de postura a gente fica mais seguro. Consigo um emprego. até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai ficar de saco de pancada? Até quando você vai levando? 1. muda essa postura. esmola! Favela. que quando a gente muda o mundo muda com a gente. a gente anda pra frente. não vê que é absurdo. E quando a gente manda. começa o emprego. E querem que eu seja educado. que é pra você não ver que o programado é você. na mudança do presente a gente molda o futuro! Até quando você vai ficar levando porrada. não tenho sossego nem tempo pra raciocinar. você ‘tá sem emprego e a sua filha ‘tá gestante.

a harmonia? 2. Pesquisa e Prática Pedagógica II 2. o mundo muda com a gente”. faz uso dos conceitos matemáticos. em sua receita especial. O alto desenvolvimento lógico-matemático tem garantido à humanidade a justiça. responda: 1. mas ela pode deixar de priorizar a estética do prato e o sabor da comida? Tomando por base o questionamento acima. a ética. Aponte algumas mudanças positivas que podem advir do exercício de uma Gestão Participativa.“Quando a gente muda. Momento de Reflexão Uma boa cozinheira. Como um Educador Matemático crítico e reflexivo pode estar desenvolvendo uma Educação Matemática para além dos conceitos matemáticos? 14 .

Analise o quadro abaixo e apenas reflita: Que sentido temos dado à Educação? Os novos paradigmas têm colocado a escola numa nova posição frente aos seus educandos e têm oferecido novos instrumentos democráticos para que a escola crie uma identidade e uma autonomia coerentes à realidade. O reconhecimento da escola por parte da sociedade decorre. não haverá a mínima possibilidade de o Brasil se considerar uma nação democrática”. A escola representa. em parte. Por outro lado. que obtenha êxito na vida e que possa caminhar no sentido de uma cidadania planetária. subjetivo e coletivo. a Escola e o Educador Já vimos que neste século XXI várias constatações justificam a mudança da gestão escolar e a mudança da prática pedagógica. Ela é o espaço pedagógico. As exigências deste século têm forçado a escola a repensar seu papel na construção de sujeitos ativos. que limita o sujeito ao êxito econômico. (Dimenstein 2001. sob este aspecto. p. que lhes permitam uma qualidade no exercício do viver e conviver. Enquanto milhares de crianças brasileiras deixarem de freqüentar a escola para trabalhar. demonstram as mudanças necessárias a um novo sujeito. Assim. capacidades e competências favoreça a reflexão. da sua posição estratégica de promoção do desenvolvimento social e da qualidade de vida. social e político de formação dos cidadãos. Torna-se evidente que uma prática que solidarize os diversos interesses. é também uma prática social. então a própria dinâmica social. mas para a vida. e a prática pedagógica. a crítica e a efetiva participação dos seus envolvidos.164) 15 . com múltiplas habilidades e competências. promotora de habilidades e competências não só para o novo mercado de trabalho.A Educação. a escola é direito de todo cidadão. é muito mais exigida e deve dar conta de algo muito mais amplo que simplesmente transmitir alguns conhecimentos pré-determinados. por exemplo. Expressões corriqueiras contemporâneas como aprender a ser e a conviver. A escola. criativos. A dinâmica do mundo tem demandado das escolas um processo igualmente dinâmico. o modelo capitalista tem proporcionado à educação uma visão de mundo reducionista. hoje. é de todos. Momento de Reflexão “Crianças trabalhadoras.

PCN: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: introdução. elaborar e cumprir um plano de trabalho. Verifique os Temas Transversais que compõem os Parâmetros Curriculares Nacionais: . O outro documento que norteia a educação formal são os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN. . estes devem elaborar e executar sua proposta pedagógica. como também criar processos de articulação da sociedade com a escola.65 Dica: Conheça os PCN! 16 .Saúde.Trabalho e Consumo. tanto para as áreas de conhecimento privilegiadas no currículo escolar. . Isto amplia largamente o seu compromisso com a promoção da cidadania. 1998. . estes adquirem a incumbência de participar da elaboração da proposta pedagógica. velar pelo cumprimento do plano de trabalho docente. devem zelar pela aprendizagem dos alunos e colaborar com a articulação escola-família-comunidade. 2001 De Olho na Lei A LDB prevê uma escola vinculada ao mundo do trabalho e à prática social. São Paulo: Ática.Ética. quanto para os temas – Temas Transversais. Pesquisa e Prática Pedagógica II Sugestão de leitura: DIMENSTEIS. Quanto ao papel dos professores. O cidadão de papel.Pluralidade Cultural. .Orientação Sexual.Meio Ambiente. Além disso. que representam grandes questões relevantes da nossa sociedade. . Gilberto. p. que constituem uma proposta de re-orientação curricular. e. administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros. acatando tal vínculo em sua filosofia e metodologia pedagógica.Nas linhas abaixo. segundo esta. registre suas reflexões acerca da relação gestão democrática e Brasil democrático. Em se tratando do papel dos estabelecimentos de ensino.

. 17 . Além disso. os novos paradigmas educacionais priorizam a participação da comunidade na seleção dos dirigentes escolares e no acompanhamento qualitativo do processo pedagógico. . na escola. todos devem ganhar? Responda com argumentações. Desse modo.evidência da necessidade do trato de temas urgentes (Temas Transversais).maior participação comunitária. “Mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito” (Albert Einstein) Momento de Reflexão Na sua opinião. . . Exemplos desta participação são o colegiado escolar e o grêmio escolar A Escola Tem uma Identidade? A identidade da escola pode e deve ser construída.incorporação de procedimentos.Os PCN enfatizam alguns aspectos previstos pela LDB.autonomia escolar.valorização dos trabalhos docentes. diversidade esta que emerge dos ideais de justiça e que converge para a igualdade. desde que esta sirva de norte para um tratamento diferenciado que garanta a todos o mesmo ponto de chegada.compromisso com a promoção da cidadania. .uso de tecnologias de comunicação e informação. atitudes e valores aos conteúdos. os PCN também se caracterizam por: . A identidade como instituição de educação deve ser diversificada com bases no meio social e na clientela (contexto). A identidade supõe uma inserção social que leve à definição de vocação própria que se diversifica ao incorporar o contexto no perfil adotado para a escola.estimular nos alunos o compromisso e a responsabilidade com a própria aprendizagem. tais como: . .

Essenciais se tornam os aspectos qualitativos da avaliação. redija um pequeno texto que apresentes as seguintes reflexões: .a situação que você julga mais comprometedora para a cidadania do povo baiano. elaborando e formulando propostas pedagógicas próprias. e que deverá ter valor para todos e ter o educador como seu protagonista. 18 . direito de todos. A diversificação demanda.algum(ns) modo(s) da escola minimizar os resultados indesejáveis. Na verdade. A eficácia supõe a existência de autonomia da escola e dos sistemas de ensino. A análise criteriosa destes instrumentos exige uma auto-avaliação da escola e a aquisição de capacidade para planejar melhorias no processo. obrigatoriamente.o movimento do ensino médio. que deve utilizar mecanismos para sinalizar e atender eficazmente o ponto de chegada comum. a identidade escolar deve estar liberta da padronização burocrática. sendo exercida a partir da proposta pedagógica. tornam-se relevantes referências às competências e aos Pesquisa e conteúdos almejados a partir de um processo ensino-aprendizagem bem Prática Pedagógica II sucedido. no período. podendo ser caracterizada por um mandamento da LDB. Para tal. . busca-se equacionar todos os recursos sem perder de vista a promoção da aprendizagem e a contextualização da escola. Às políticas educacionais cabe a possibilidade de desenvolver novos mecanismos de compreensão que superem as desigualdades educacionais. previstas nas leis em vigência. Nessas propostas. Tomando por base esse gráfico. um sistema de avaliação permanente a partir das competências básicas para todos os discentes. pautada na lei. Momento de Reflexão Analise o gráfico abaixo dos Indicadores Educacionais de Movimento e Rendimento Escolar: taxas de aprovação. 1998-2002. Bahia. na Bahia. reprovação e abandono no ensino médio. .

uma vez que parte do princípio de que todo conhecimento mantém um diálogo permanente com os outros conhecimentos. A contextualização torna-se essencial para uma aprendizagem significativa por associá-la com experiências da vida cotidiana ou com conhecimentos espontaneamente adquiridos. Assim. O Que é Interdisciplinaridade? A interdisciplinaridade se efetiva como prática pedagógica quando se relacionam as disciplinas em atividades e projetos de estudo.br www. deve “contaminar” a organização curricular. levando em consideração a vida pessoal. O exercício da cidadania.gov. a relação interdisciplinar pode ir da simples comunicação de idéias até a integração mútua de conceitos diretores. pesquisa e ação. social e cultural. segundo os PCN.mec.br O Que é Contextualização? Contextualizar pedagogicamente significa assumir que todo conhecimento envolve uma relação de reciprocidade entre sujeito e objeto.gov.gov. tornando-se relevante para que os educandos aprendam a olhar o mesmo objeto sob perspectivas diferentes. 19 . facilitando o processo de concreção dos conhecimentos abstratos que a escola trabalha. cotidiana e convivência como contexto mais próximo do aluno e. Deste modo. da terminologia. a contextualização acata áreas. Para tal fim.inep.br www.Quer conhecer mais sobre os dados estatísticos da educação brasileira? Pesquise nos seguintes sites: www. mobilizando as competências cognitivas já adquiridas.sec. vive e observa no dia-a-dia”. interdisciplinaridade e contextualização são recursos complementares que ampliam as possibilidades de interação entre disciplinas e áreas. por este motivo. da metodologia e dos procedimentos de coleta e análise de dados. da epistemologia. “fazendo a ponte entre o que se aprende na escola e o que se faz. deve dar significado a qualquer conteúdo.ba. sendo um ótimo recurso para retirar o aluno da condição de expectador passivo. âmbitos ou dimensões da vida pessoal.

Um projeto pedagógico é sempre feliz uma vez que consegue integrar as disciplinas a partir da compreensão das múltiplas causas ou fatores que intervêm sobre a realidade. . Moraes (1997) afirma que. intervir. dentre elas a sócio-econômica. . Assim. comunicação e negociação de significados e registro sistemático de resultados. Pesquisa e compreender. Entendendo que o conhecimento se constrói por força da ação. por conta disso. O valor histórico e social dos conhecimentos é dimensionado por um eixo históricocultural. uma vez que este é mediador direto do processo pedagógico. ampliando a percepção dos educandos para questões que lhes façam sentido e lhes sejam úteis. mudar. A vivência de uma prática pedagógica interdisciplinar permite ao aluno adquirir o entendimento da importância das diversas linguagens que lhes são apresentadas no seu exercício da cidadania.Aprender a conviver. tendo em vista uma sociedade em mutação constante. o novo educador sabe-se também educando e.Aprender a ser. são os “pilares da educação”: . fica fácil reconhecer a intersubjetividade e um sujeito coletivo e até mesmo. Habilidades e Competências A escola de hoje incorpora como diretrizes gerais e orientadoras da proposta curricular as quatro premissas apontadas pela UNESCO como eixos estruturais na sociedade contemporânea. mobilizando competências e habilidades Pedagógica II para deduzir.Aprender a conhecer.O eixo integrador da interdisciplinaridade pode ser o próprio objeto de conhecimento. aproximação e transformação da realidade. mas sempre deve partir da necessidade sentida pelas escolas e alunos de explicar. que supõe a preparação do indivíduo para elaborar pensamentos autônomos e críticos. focando o desenvolvimento da intuição e da criatividade como meio de possibilitar a investigação dos problemas [não só problemas matemáticos!] em todas as direções possíveis. pois facilita a compreensão. um projeto de investigação. uma consciência 20 . que garante o aprender a aprender e uma educação permanente.Aprender a fazer. um plano de intervenção. deve priorizar o diálogo e o papel das emoções sobre o pensamento. que desenvolve o conhecimento do outro e a percepção das interdependências. o que submete o currículo a uma prova de validade e relevância social. que envolve o desenvolvimento de habilidades e o estímulo ao surgimento de novas aptidões. Observe as habilidades e competências que podem emergir dessas premissas! Você já conhece. dentro desta complexidade. prever algo que desafia uma disciplina isolada Prática e atrai a atenção de mais de um olhar. tirar inferências e fazer previsões a partir do fato observado. uma educação preocupada com os interesses da sua comunidade deve utilizar projetos pedagógicos interdisciplinares. . Qual o Papel do Educador? É claro que as mudanças de paradigma têm determinado a mudança da escola e que esta perpassa pela mudança da postura do educador. além de trabalhar todas as linguagens necessárias para a constituição de conhecimento.

Dentro das novas tendências educacionais. mesmo tempo. 9) O que você pensa desta afirmação? Considerações Finais Se nós entendermos a contextualização como meio essencial a uma aprendizagem significativa e útil. esta é apontada por Ponte como um processo permanente. conferindo ao educador o papel de protagonista ativo na concepção. onde as responsabilidades das ações refletirão positivamente às gerações futuras. dentro da sua diversidade.espiritual que alargue a probabilidade de um novo sistema ético. inseridos num ambiente em rede e cujas experiências representam ações traduzidas em forma de conhecimento. flexibilizando currículos. rompendo conceitos. p. interrelacionando conhecimentos. Ponte (1998) considera a importância da reflexão na ação e sobre a ação. Quebrando limites. pintando uma nova cara de escola que compartilha das necessidades dos seus educando que compreende suas realidades. condição qualitativa essencial para o desempenho do exercício da cidadania. como condição à competência profissional do educador. não há como fugir da construção de uma identidade escolar que. provê estes jovens de habilidades e competências passíveis de aplicação nas práticas de suas vidas. que os auxilia na construção de sua criticidade e autonomia. 21 . de Schön. espera-se que o educador adquira uma visão de mundo que permita entender a educação como fomentadora da produção de significados. está-se. que desperta e ao. para sujeitos sócio-culturais. Momento de Reflexão “Não é possível recriar a escola se não se modificam o reconhecimento e as condições de trabalho dos professores”. em suma. busque a elaboração de um projeto político-pedagógico que contemple os anseios da sua comunidade e que vá ganhando uma autonomia frente às questões sócioeconômico-culturais que abraça. Enfatizamos aqui a importância de considerar a importância do conhecimento específico da disciplina sob sua responsabilidade. (Hernández 1998. aos poucos. realização e avaliação da formação. Como a graduação do educador é o início efetivo da sua formação.

Ao final. geramos e cuidamos de outros humanos e garantimos a nossa sobrevivência. que enfatiza os dados matemáticos apresentados pelo autor. isto é. O Sol é uma estrela de 5ª grandeza da Via Láctea. dormimos 8 horas e trabalhamos 8 horas. O tempo médio de vida humana é de 60 anos. diariamente. se somos ricos ou pobres. Diariamente. se somos famosos ou desconhecidos. consumimos aproximadamente 1 Kg de alimento. 2000. A distância entre a Terra e o Sol é de 150 milhões de quilômetros. os seres humanos? A galáxia Via Láctea contém 100 bilhões de estrelas.900 dias. dormimos 20 anos e trabalhamos 20 anos. Nos outros 20 anos. Precisamos de aproximadamente 1/3 de horas diárias para buscar condições de manter nosso corpo vivo. A Escola e o Conhecimento.. Os últimos 20 anos são para a nossa desmontagem. Assim. Uma dessas espécies classificadas é a nossa. se somos formados ou analfabetos. Ao redor do Sol giram 9 planetas. Até agora. A espécie humana tem aproximadamente 5. Precisamos nos preocupar com o destino de nossos dejetos. sem levar em conta o local ou a época em que nascemos ou moramos. nós morremos.. 41. O sistema solar se originou há 4.000 plantas. Precisamos de aproximadamente 1/3 de horas diárias para dormir. São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire. Dos 60 anos de vida. A Terra é o 5ª planeta em tamanho que gira ao redor do Sol.5 bilhões de indivíduos. Durante a nossa vida. 21. Leia-o e analise algumas respostas através dos tempos: Quem somos nós.. Já classificamos 750. Na Terra existem de 3 a 30 milhões de espécies de vida diferentes.5 milhão de espécies de vidas. Temos esta forma humana existe há 35. a espécie humana. geramos aproximadamente1 Kg de dejetos.Atividade Complementar Pesquisa e Prática Pedagógica II Esta é uma adaptação de um texto. CORTELLA. Diariamente.000 anos e somos a espécie dominante. consumimos 22 toneladas de outras formas de vida. toda a espécie humana consome 5.5 milhões de toneladas. Mário Sérgio.000 insetos.000 vertebrados e 250. o homem só conseguiu classificar 1.5 bilhões de anos na Via Láctea. 22 . Diariamente. os primeiros 20 anos são para montagem de nossa estrutura. Destes 60 anos.

1.

Inspirando-se no texto acima e tomando por base o “aprender a ser”, na sua opinião, pode a Matemática ser instrumento de uma aprendizagem significativa para o nosso autoconhecimento e evolução?

2.

Leia com atenção a afirmação abaixo

Lins (1999) diz que somos diferentes e não podemos seguir um mesmo mecanismo de desenvolvimento cognitivo porque as experiências são interpretadas diferentemente. Assim, toda a ênfase deve ser dada ao diálogo, levando em conta a interação social. A consideração dos significados produzidos fora da escola torna-se, então, uma exigência a uma aprendizagem significativa. Que caminhos você vê para uma aprendizagem significativa em Matemática?

Princípios Norteadores do Projeto Político-Pedagógico O Que é Projeto?
Quando se fala em projeto vêm à mente planos, idéias, soluções. Também passa por nossa cabeça a autonomia, a liberdade, o poder de direcionamento, a participação, o coletivo, os benefícios, os investimentos e, por fim, o mais esperado, o êxito. e, realmente, tudo isto lhe está associado. O projeto pedagógico é aquele que se desenvolve na prática do processo educacional. O projeto é um instrumento para atender demandas e necessidades entendidas por

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uma coletividade para beneficiar um determinado público. Mas ele também é um empreendimento que, por sua vez, demanda atividades interrelacionadas e coordenadas. Abraçando tamanha complexidade, não resta dúvida que trabalhar Pesquisa e através de projetos na escola é mover uma ação pedagógica dinâmica, onde Prática Pedagógica II todos da comunidade escolar devem exercer um papel ativo, haja vista o seu potencial de construir uma escola inserida na realidade e aberta a múltiplas relações sociais. Os alunos, agora co-autores de suas aprendizagens, adquirem independência, decisão, comprometimento, responsabilidade e ação, uma vez que estão imbuídos de atividades que lhes têm sentido e utilidade. As possibilidades de reconstruções curriculares se ampliam e, respeitando a vida cotidiana das salas de aula, vão-se desenvolvendo competências, conhecimentos, habilidades de forma prazerosa e dinâmica. Melhor que isto é vesti-lo de um caráter empreendedor que dinamiza as potencialidades e as ações. Como um projeto é de certa forma resultado de um efeito de sinergia, pode-se dizer que, inicialmente, ele é gerado de um esforço intelectual coletivo que cria um leque de necessidades, possibilitando a formação de uma teia complexa das diversas relações que podem ser estabelecidas através de parcerias, apoios, patrocínios, voluntariados, etc. Dentro do processo pedagógico, o projeto é também uma forma de se exercitar e vivenciar uma nova prática avaliativa, que não poderia deixar de ser processual, uma vez que não poderia ser de outra maneira. Na verdade, um processo inicia-se numa avaliação (diagnóstico), desenvolve-se num processo contínuo de avaliação e finda com uma avaliação, que na maioria das vezes privilegia o caráter qualitativo. Por que projeto? Naturalmente, porque há problemas a serem sanados que precisamos identificar, compreender suas causas e conseqüências e inverter a situação no sentido de solucioná-los através da definição de alguns objetivos e metas metodologicamente sistematizados, considerando os recursos materiais e humanos e o tempo disponível para obter um êxito.

Momento de Reflexão
Reflita e descreva um dos seus projetos de vida, buscando argumentos que o justifique. Aponte seus objetivos, os meios de conseguir êxito no empreendimento, os possíveis parceiros, os recursos que necessita, o tempo necessário, etc.

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De Olho na Lei
O Artigo 12, inciso I, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional prevê que “os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica”.

Por Que Projeto na escola?

“Mudar é difícil, mas é possível.” (Paulo Freire, fev. 1997, em sua última visita ao Recife)

Diante de sua perspectiva participativa, colaborativa, prospectiva e contextualizada, o projeto foi inserido na prática escolar como uma maneira de viabilizar mudanças positivas e qualitativas na escola e, conseqüentemente, na educação e na sociedade. Hernández (1998, p.61) diz que os projetos implicam numa visão do conhecimento e do currículo que “pode contribuir para essas mudanças na Escola”.

“Os projetos constituem um “lugar”, entendido em sua dimensão simbólica, que pode permitir: a) Aproximar-se da identidade dos alunos e favorecer a construção da subjetividade (...). b) Revisar a organização do currículo por disciplinas e a maneira de situá-lo no tempo e no espaço escolares (...). c) Levar em conta o que acontece fora da Escola, nas transformações sociais e nos saberes, a enorme produção de informação que caracteriza a sociedade atual, e aprender a dialogar de uma maneira crítica com todos esses fenômenos”. (Hernández, 1998, p.61)

Ao assumir a sua responsabilidade de promotora da cidadania é de se esperar que a escola assuma também o compromisso de “projetar” esta ação responsável, elaborando uma proposta pedagógica que concretize os seus objetivos. É esta proposta que aqui chamamos de projeto político-pedagógico.

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8.. se encontram um lugar para isso. à atividade manual e à intuição também é uma forma de aprendizagem.Momento de Reflexão Pesquisa e Prática Pedagógica II Você acha que um projeto “encomendado” pode ser funcional na escola? Decerto os projetos são realidades vivas de vida. Só assim todos podem sentir-se em situação de respeito e igualdade na sua elaboração. 5. sentimento e ação. Um percurso que busca estabelecer conexões entre os fenômenos e que questiona a idéia de uma versão única da realidade (. Uma forma de aprendizagem em que se leva em conta que todos os alunos podem aprender. Não se esquece que a aprendizagem vinculada ao fazer..). Eles incorporam nossos esforços de pensamento. Há diferentes formas de aprender aquilo que queremos ensinar (e não sabemos se aprenderão isso ou outras coisas) (. a interpretação e a crítica (como contraste de pontos de vista) (.. 83-86) 26 ..). 7. Uma aproximação atualizada aos problemas das disciplinas e dos saberes. Assim. 3.)” (Hernández... pp.). emocional e de ação da comunidade escolar.. 1998.).. O docente ensina a escutar: do que os outros dizem também podemos aprender (.). (. 2. os projetos da escola também devem ser desenvolvidos pelo esforço coletivo da busca do melhor consenso racional. Onde predomina a atitude de cooperação e o professor é um aprendiz. implementação e avaliação. (.. 4. Cada percurso é singular e é trabalhado em diferentes tipos de informação (..).... (. 9..).). Você pode pensar: todos os projetos dão certo? Os educadores e educadoras devem assumir que postura em relação à construção do êxito dos objetivos? “Aspectos que caracterizam os projetos de trabalho: 1.... 6. Um percurso por um tema-problema que favorece a análise. e não um especialista (..

com isso. requer alicerces nos pressupostos de uma teoria pedagógica crítica viável. . estas não se fazem sem ela”. de sociedade e de mundo que norteiem os seus objetivos. que aparece na definição de ações educativas. Não pretendemos. fazendo valer a postura crítica e reflexiva do educador e uma atitude de comprometimento e ética. Se quisermos mudar de vida. Como o projeto tem uma visão de futuro. aponta duas dimensões em relação recíproca: . mas legitimar e fazer valer os objetivos dos projetos. Esperamos que você já tenha percebido a complexidade e a imprevisibilidade inerentes ao trabalho com projetos. implementação e avaliação devam discutir e eleger uma visão de homem.a dimensão pedagógica. mas assumir o comprometimento social da escola com uma prática pedagógica que objetive mudanças sociais.a dimensão política.13) chama a atenção de que o projeto político-pedagógico “é construído e vivenciado em todos os momentos. por todos os envolvidos com o processo educativo da escola”. É preciso acreditar e vislumbrar as mudanças almejadas. não nos basta sonhar ou elaborar projetos. que é refletida no compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade. na escola. segundo a mesma autora. de um lado a educação não é a alavanca das transformações sociais. Considerando sua intencionalidade. torna-se evidente que os envolvidos na sua elaboração. A construção do projeto político-pedagógico. Veiga (2001. tentar fazer da educação a única responsável pela transformação social. de outro. é preciso vivenciar um processo contínuo de avaliação e auto-avaliação da práxis pedagógica. Por isso. p.Momento de Reflexão Descreva sucintamente o que você entende da seguinte posição de Hernández: “O professor é um aprendiz” O Projeto político-Pedagógico Até agora você estudou sobre o projeto como ação pedagógica. Mais uma de Paulo Freire: Se. mas também o domínio 27 .

remetem-se aos estudos da Pesquisa e pesquisadora Ilma Passos Alencastro Veiga.br/jpoesia/pessoa. também Prática Pedagógica II privilegiaremos a mesma autora. abrindo espaços para outros estudiosos. no que se refere a projeto político-pedagógico. Registre sua opinião nas linhas abaixo. Não é bastante não ser cego Para ver as árvores e as flores.com. Há só cada um de nós.html 28 . Quer saber mais sobre a vida e obra de Fernando Pessoa? http://www.secrel. Nós. É preciso também não ter filosofia nenhuma. E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse. e todo o mundo lá fora. Com filosofia não há árvores: há idéias apenas. Que nunca é o que se vê quando se abre a janela. Leia. Momento de Reflexão A arte como leitura de mundo. analise. como uma cave. aqui. Não Basta Alberto Caeiro Não basta abrir a janela Para ver os campos e o rio. Há só uma janela fechada. deleite-se com o poema abaixo e estabeleça uma relação com a construção do projeto político-pedagógico.de bases teórico-metodológicas que concretizem as concepções assumidas. artistas e críticos da Educação e da Sociedade nos Momentos da Crítica e da Reflexão e nas Atividades Complementares. Eis a importância de estarmos discutindo a concepção da Matemática! Os diversos referenciais utilizados para elaboração desse material.

representa a destreza do manejo com os meios. Informe-se! “A formação continuada deve estar centrada na escola e fazer parte do projeto políticopedagógico. É um direito que pode possibilitar progressão funcional e desenvolvimento profissional. mas estender à discussão da escola como um todo e suas relações com a sociedade. como já pudemos ver no tema 01 deste estudo. que frente aos desafios. 3º princípio: Gestão Democrática Pela abrangência das dimensões pedagógica. na execução e na avaliação do seu referido programa. administrativa e financeira. da escola compromissada com a construção de projeto político-pedagógico.20-21) 29 .) Por isso. compete à escola: a) proceder ao levantamento de necessidades de formação continuada de seus profissionais. a gestão democrática “não é um princípio fácil de ser consolidado. metodologia de pesquisa e ensino. evitando assim a evasão e a repetência. Daí. pesquisar e divulgar a arte e o saber direcionados para uma intencionalidade definida coletivamente” (p.. a liberdade deve ser considerada. Assim. “O significado de autonomia remete-nos para regras e orientações criadas pelos próprios sujeitos da ação educativa. gestão democrática. não deve limitar-se aos conteúdos curriculares. pois julga elementos essenciais à profissionalização do magistério.a política. passarem a fazer parte dos programas de formação continuada. instrumentos. avaliação. remuneração. valores e conteúdos.19) 5º princípio: Valorização do Magistério Você já refletiu um pouco sobre esta questão no tema 01. É preciso garantir a todos o mesmo ponto de chegada. que contempla o aspecto participativo e volta-se para os fins. pois trata-se da participação crítica na construção do projeto político-pedagógico e na sua gestão”. 2001. condições de trabalho. b) elaborar seu programa de formação. Por este motivo. entre outras”. sem imposições externas (.a formal ou técnica. contando com a participação e apoio dos órgãos centrais.Princípios Norteadores do projeto Político-Pedagógico 1º princípio: Igualdade de condições para acesso e permanência na escola. 2º princípio: Qualidade para todos. (p. também.. A qualidade deve garantir o desempenho satisfatório de todos. ensinar. Formação Refere-se à indissociabilidade entre a formação inicial e a formação continuada do educador. (Veiga. no sentido de fortalecer seu papel na concepção. formas e técnicas. Para Veiga a qualidade do ensino escolar mantém íntima relação com a formação. Trata-se de uma qualidade bidimensional: . (todos os princípios em cursiva) Refere-se à igualdade de oportunidades pela quantitativa ampliação de ofertas e qualitativa manutenção de qualidade. questões como cidadania. . pp. novas tecnologias de ensino. Vamos dar uma olhada em cada coisa separadamente? I.18) 4º princípio: Liberdade Liberdade é um princípio constitucional associado diretamente à autonomia e ambos são inerentes à prática pedagógica. Assim. a formação continuada dos profissionais. como liberdade para aprender. deve haver clareza na definição dos meios e dos fins do projeto político-pedagógico.

Artigo 3°: Todo indivíduo tem direito à vida..recursos físicos e materiais.Pesquisa e Prática Pedagógica II I. 30 .)” .) A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado. Utilizando os seus conhecimentos recém-adquiridos. também devem ser contempladas num projeto político-pedagógico.recursos didáticos.. você terá oportunidade de refletir e se expressar acerca de alguns artigos e incisos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades (.redução do número de alunos na sala de aula. Remuneração Atividade Complementar Nessa atividade. relacione as palavras-chaves selecionadas por você com as dimensões. Artigo 1°: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Leia e analise atentamente esses trechos retirados de artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.. Selecione cuidadosamente 08 (oito) palavras-chaves que. à liberdade e à segurança pessoal. . . Tomando por base este trecho retirado do preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos. sugira uma atividade pedagógica que possa democratizar o conhecimento do seu conteúdo na comunidade escolar. “A Assembléia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações. se esforcem. II.. de acordo com seu julgamento. Artigo 7°: Todos são iguais perante a lei (. incluem-se como condição de trabalho: .dedicação integral à escola... devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.) Artigo 16°: (. . tendo-a constantemente no espírito. a fim de que todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade. pelo ensino e pela educação. Dotados de razão e de consciência. princípios e objetivos do projeto políticopedagógico. Condições de trabalho Dentre outras.

Todos têm direito (.. A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão. de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.. como membro da sociedade.. fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade.. Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade.. Quem trabalha tem direito a uma remuneração eqüitativa e satisfatória. 31 .) Artigo 20°: Toda a pessoa tem direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas... Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o gênero de educação a dar aos filhos. 3. A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais (.Artigo 19°: Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão (. sociais e culturais indispensáveis (. Artigo 29° O indivíduo tem deveres para com a comunidade. pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. Artigo 22°: Toda a pessoa..) 2. 3. às funções públicas do seu país.. A educação deve ser gratuita. em condições de igualdade. bem como o desenvolvimento das atividades das Nações Unidas para a manutenção da paz. Toda a pessoa tem direito à educação.) Artigo 26°: 1.. em função do seu mérito. Toda a pessoa tem direito de acesso.) a salário igual por trabalho igual. o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade...) 2.. 2. tem direito à segurança social.) Artigo 25° 1.. Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar (. a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos. que lhe permita e à sua família uma existência conforme a dignidade humana (. e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos econômicos. Artigo 21°: 1. Toda a pessoa tem o direito de tomar parte na direção dos negócios públicos do seu país (. Toda a pessoa tem direito ao trabalho (..) 2.. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional dever ser generalizado.) Artigo 23° 1. Artigo 27°: 1.

sentindo. pedindo pra gente cantar Eu tenho tanta alegria. à dependência e aos efeitos negativos do poder autoritário e centralizador dos órgãos da administração central” (Veiga. 22 Visto desta maneira. Momento de Reflexão Inspire-se nesta letra-visão de Chico Buarque para estabelecer uma analogia entre o Projeto Político-Pedagógico e o Carnaval. o projeto político-pedagógico constitui-se um trunfo aos membros da comunidade escolar em prol do real. abafada. Pesquisa e Prática Pedagógica II “Nessa perspectiva. é uma forma de contrapor-se à fragmentação do trabalho pedagógico e sua rotinização. 2001.O Projeto Político-Pedagógico como Organização do Trabalho Pedagógico da Escola Você conheceu anteriormente os princípios norteadores do projeto político-pedagógico e a reflexão sobre esses princípios é tarefa fundamental à significativa construção do mesmo. pensando que eu vou aturar E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar ‘Tô me guardando pra quando o carnaval chegar Eu vejo a barra do dia surgindo. escutando e não posso falar ‘Tô me guardando pra quando o carnaval chegar Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não posso pegar Há quanto tempo desejo seu beijo molhado de maracujá ‘Tô me guardando pra quando o carnaval chegar E quem me ofende. Como espaço plural e social. reconhecimento dos seus valores como co-construtores do exercício da cidadania. distante. Registre aqui suas conclusões. pisando. a construção do projeto político-pedagógico é um instrumento de luta. Quando o Carnaval Chegar Quem me vê sempre parado. adiada. embora tardio. sabendo. humilhando. p. cabe à escola a luta pela organização do seu trabalho pedagógico com vistas à sua unidade e democracia. quem me dera gritar ‘Tô me guardando pra quando o carnaval chegar 32 . garante que eu não sei sambar ‘Tô me guardando pra quando o carnaval chegar Eu ‘tô só vendo.

Veiga propõe a análise de alguns elementos básicos. Isto é relevante para que se encontrem algumas respostas que poderão nortear decisões coletivas e consensuais no sentido de reforçar aquelas finalidades sóciopolíticas e culturais que mantenham uma relação mais íntima com a promoção da cidadania.Acreditando nas contribuições relevantes que os elementos constitutivos da organização escolar podem oferecer à construção do projeto político-pedagógico. por este motivo. Qualquer um pode começar agora E fazer um novo fim.” (Chico Xavier) Na sua opinião. a seguir: Finalidade da Escola Referem-se à intencionalidade da escola e. Momento de Reflexão “Embora ninguém possa voltar atrás E fazer um novo começo. em relação à escola. é o projeto político-pedagógico uma possibilidade de construção de um novo começo e de um novo fim? 33 . A autora sugere que se levantem questionamentos para a análise das finalidades da escola para que se possam compreender aquelas que são mais e menos enfatizadas. faz-se necessário que os educadores tenham clareza quanta às mesmas.

(Veiga. a interpretação e a crítica das culturas dominante e popular. por este motivo. na escola. E o projeto políticopedagógico pode propiciar a construção de uma nova forma de organização que dê uma nova cara à escola e que atenda aos reais interesses e demandas da sua comunidade. ambiente escolar. . a interação entre sujeitos que têm um mesmo objetivo e a opção por um referencial teórico que o sustente.). 34 . também condutora da fragmentação e do controle hierárquico. Currículo Sob o ponto de vista de Veiga. para apontar a possibilidade de um controle social voltado para a emancipação. ele passa por uma ideologia e expressa uma cultura e.O currículo não é neutro.O currículo está vinculado ao contexto social. A inviabilidade desta função escolar é atribuída por Veiga aos Prática Pedagógica II pressupostos que embasam a estrutura burocrática. pelas normas. etc.” (p. 2001. evitando assim a fragmentação e hierarquização do conhecimento escolar. devemos privilegiar.O currículo evidencia um controle social na medida em que é instrumentalizado por um currículo oculto. de Moreira (1992). ele representa os processos inerentes a uma metodologia de construção coletiva do conhecimento escolar. pp. valores dominantes presentes nos recursos didáticos e pedagógicos (livros didáticos. comprometido com os diversos fatores que bem podem contribuir para a melhoria do processo ensinoaprendizagem.O currículo tem uma característica integradora na medida em que deve estabelecer íntima relação com uma idéia integradora. A autora sugere.Estrutura Organizacional Não é preciso ser muito esperto para perceber que a nossa escola não tem honrado com o cumprimento do seu papel de formadora de cidadãos Pesquisa e e cidadãs. o currículo se refere à organização do conhecimento escolar. ele “implica.26) Entendendo o currículo como uma construção social do conhecimento. . que se aprofundem questionamentos acerca da estrutura organizacional da escola de modo a dar conta do desvelamento da realidade escolar no sentido de estabelecer novos modos de organização (pensados coletiva e consensualmente) que atendam efetivamente às suas finalidades. Sendo o conhecimento dinâmico. Tais entendimentos evidenciam não somente a necessidade de se estar refletindo e discutindo o processo de produção do conhecimento escolar como também de estar melhor compreendendo as questões curriculares Considerações Básicas Para a Organização Curricular . então. . necessariamente. tanto histórica quanto culturalmente. isto é. 27-29) Atenção! Veiga traz o discurso curricular crítico.

Física Sexta Geografia Artes Artes Matemática História Para atender aos reais objetivos da educação e da escola. 35 .” D’Ambrosio (2002) Momento de Reflexão Registre o que você pensa sobre este questionamento. etc. Física Ed. há urgência em introduzir dimensões sócioculturais e éticas dentro da educação científica e a escola grita por um currículo dinâmico que reflita o que acontece na sociedade. “Grades curriculares ou prisões da curiosidade? As grades curriculares funcionam. como verdadeiras prisões da curiosidade.29) HORÁRIO ESCOLAR Segunda Inglês Ciências Ciências Português Português Terça História História Matemática Matemática Português Quarta Português Português Geografia Geografia Matemática Quinta Ciências Inglês Matemática Ed. 2000. da vontade de aprender!” (Almeida & Fonseca Júnior. 14) Tempo Escolar O tempo escolar é ordenado pelo calendário escolar. que sistematiza horários. dias letivos e não letivos. períodos. conseqüentemente. sem dúvida. freqüentemente. e o currículo é. da participação. E tempo é. p. da inventividade. deve-se pensar e instalar mecanismos que garantam a participação político-decisória de todos. datas. especialmente o pedagógico. uma peça-chave na excelência da qualidade de qualquer trabalho. organizado em períodos fixos de tempo para disciplinas supostamente separadas” (p.“No mundo de hoje. “A organização do tempo do conhecimento escolar é marcada pela segmentação do dia letivo.

A avaliação é contínua. Avaliação A avaliação é o grande sinalizador do processo pedagógico. Numa visão crítica. Cada membro da comunidade escolar. descentralizando o poder e estabelecendo novas relações que certamente mexerão na dinâmica de todo processo pedagógico.Relaçoes de Trabalho Uma organização participativa do trabalho pedagógico implica evidentePesquisa e mente em uma revista na qualidade das Prática Pedagógica II relações interpessoais.Criação coletiva (proposição de alternativas de ação)” (Veiga.imprime uma direção às ações dos educadores e dos educandos. a explicação e a compreensão dos problemas. E solidariedade.é ato dinâmico que qualifica e oferece subsídios ao projeto político-pedagógico. Como instrumento valioso e poderoso da prática escolar.Descrição e problematização da realidade escolar. é. 36 “Leia com atenção este trecho retirado do PCN e utilize-o como base para responder o seguinte questionamento: . Obviamente. .Compreensão crítica da realidade descrita e problematizada. a avaliação abraça o diagnóstico. participação. relações desta natureza podem privilegiar o diálogo e a reflexão coletiva.. a avaliação deve prezar pelos princípios da democracia. MOMENTOS DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO 1º . Mudanças de postura e atitude devem ser consideradas. 32) Atividade Complementar 1. 2001. da inclusão social. O projeto político-pedagógico deve ser a “cara” da escola e acompanhá-lo e avaliálo é também avaliar os resultados da organização do trabalho escolar. 3º . coletividade tornam-se palavras de ordem. sujeito e objeto do processo avaliativo. sem perder de vista o seu caráter coletivo “A VISÃO GLOBAL DE AVALIAÇÃO . simultaneamente. do desenvolvimento humano. etc. 2º . criando coletivamente ações alternativas. Há uma criação coletiva conferida pela autocrítica. p. reciprocidade.

do peixe. como a sua participação ativa na construção do projeto político-pedagógico pode contribuir para a organização do seu trabalho pedagógico em sala de aula? “(. pilantra. nem participa dos acontecimentos políticos. e favoreçam a criatividade. O preço do feijão. “Inspirando-se neste poema. o trabalho coletivo. do sapato e do remédio depende das decisões políticas. O Analfabeto político é tão burro que se Orgulha de estufar o peito dizendo Que odeia a política. O corrupto e o lacaio das empresas Nacionais e multinacionais. da farinha. a argumentação. o menor abandonado. Ele não sabe que o custo de vida..) O ensino da Matemática prestará sua contribuição [à construção da cidadania] à medida que forem exploradas metodologias que priorizem a criação de estratégias.. do aluguel. escreva algumas linhas sobre a seguinte relação: Comprometimento político X Currículo oculto O Analfabeto Político Bertold Brecht O pior analfabeto é o analfabeto político. (. 31) 2. a iniciativa pessoal e a autonomia advinda do desenvolvimento da confiança na própria capacidade de conhecer e enfrentar desafios.. 37 . Ele não ouve.Sendo você um professor de Matemática de uma escola.) a Matemática deverá ser vista pelo aluno como um conhecimento que pode favorecer o desenvolvimento do seu raciocínio. a comprovação. de sua sensibilidade estética e de sua imaginação” (PCN – Matemática. O assaltante e o pior de todos os bandidos. Que é o político vigarista. não fala.. Não sabe o imbecil que da sua Ignorância política Nasce a prostituta. o espírito crítico. de sua capacidade expressiva. p. a justificativa.

pedagógico Princípios Educador Matemático crítico e reflexivo Cidadania CONCEPÇÃO DA MATEMÁTICA Tendências Contemporâneas Como já mencionamos anteriormente.o que se deve considerar para o trabalho pedagógico da Matemática escolar? Por um motivo especial (logo você verá!). a intenção de vislumbrar uma educação voltada para garantir.o que é Matemática? . neste estudo. E isto não é novidade para ninguém! 38 . educador ou educadora) e com sua relação com a escola (como aluno. a promoção da cidadania de nossas crianças e jovens. no futuro. estabelecendo conexões com a sua experiência de sala de aula (como educando. Vamos lá! Os conhecimentos matemáticos são pertinentes a inúmeras atividades humanas.Organizando as Idéias Pesquisa e Prática Pedagógica II Profissionais da educação Educandos Comunidade Gestão Escolar Participativa Projeto Político. Queremos de você uma leitura atenta. professor(a). decidimos colocar a pauta das discussões na ordem inversa dos questionamentos.para que serve a Matemática? . Privilegiaremos alguns breves estudos sobre algumas tendências contemporâneas em Educação Matemática que se mostram no auge das discussões. por concepção de Matemática buscamos respostas às seguintes questões: . Pedimos mais ainda: que mantenham um olhar fixo na promoção de uma aprendizagem significativa à promoção da cidadania. família). Temos. crítica e reflexiva.

12) No entanto. não sei onde. aprofundar seus estudos e ir “bolando” formas de viabilizá-las. é comum se ouvir dizer: “não sei Matemática” ou “não entendo nada de Matemática” como se o exercício de viver e conviver em sociedade não abraçasse o conhecimento matemático. Freire nos remete a algumas reflexões: . como nem quando devo usar. etc. Trata-se portanto de uma situação paradoxal. portanto dinâmico. p. um novo sentido ao conhecimento matemático é tarefa prioritária de todo educador matemático. tão pouco útil. Etnomatemática Falar em etnomatemática é falar dos estudos incansáveis e insaciáveis do educador Ubiratan D`ambrosio. cultural. precisamos rever a Matemática que estamos trabalhando nas escolas. a Matemática escolar. Paulo Freire é lembrado por D’Ambrosio (2002). Como grande educador. . como o logaritmo. Por outro ângulo. nunca usarei.temos dado à Matemática o seu significado humano. tão pouco significativa. social? . e suas ações dentro desta realidade são o próprio conhecimento. se invertermos a pergunta para: onde se usa a Matemática?. e a propõe como ponto de partida para o desenvolvimento dos conteúdos programáticos e cumprimento dos objetivos docentes. Precisamos rever a forma com que estamos trabalhando esta Matemática acadêmica. É ele quem define a etnomatemática como arte e técnica de explicar. . conhecer e entender os diversos contextos culturais.temos dado oportunidade aos nossos alunos de se sentirem matemáticos?. muitas vezes.etc. etc. Precisamos re-significar o conhecimento matemático para atender às exigências vigentes de uma aprendizagem significativa. os indivíduos são influenciados por ela.“A Matemática tem uma função quase tão essencial em nossa vida quanto a linguagem”. (D’Ambrosio. caracteriza-se por um universo totalmente abstrato. nunca usei. para enfatizar a necessidade de se mostrar a naturalidade do exercício matemático para que os alunos se assumam como matemáticos. a resposta mais obtida será: não.o conhecimento matemático escolar tem atendido às necessidades da cidadania?. 2002) 39 . Sendo o papel da escola a promoção da cidadania.temos considerado os princípios humanos como princípios matemáticos?. etc. podemos claramente solicitar de você que faça uma pesquisa informal que objetive saber onde e quando as pessoas usam ou usaram alguns dos conceitos matemáticos exigidos na educação formal. (Lungarzo. E provavelmente este fator passe uma impressão distorcida aos educandos no sentido de vê-la tão alheia à vida real. portanto cultural? . Por este ângulo. Provavelmente. Parece que ofertar. em caráter de urgência. a resposta será quase que unânime: “em tudo”. 1990. etc. Diz que imbuídos da realidade. E todas essas reflexões nos remetem a outras tantas: . . Eis aí o ponto em que queremos chegar. Assim. a fórmula de Baskara ou muitos outros. no exercício da sua cidadania.etc.têm os alunos entendido a Matemática como uma construção humana. etc. Cabe a você analisar as tendências atuais.

é ofuscado pelo fato de a humanidade ter se distanciado de tal maneira da paz. Somos levados a concluir que o fato de a humanidade ter construído um corpo de conhecimentos tão elaborado quanto a Matemática.Momento de Reflexão Pesquisa e Prática Pedagógica II O que você acha deste pensamento de D’Ambrosio? “Obviamente. 2000. Geralmente o livro didático representa as condições tradicionais.. Sua expectativa deixa claro é que a busca de um caminho entre os diversos ambientes oferte aos educandos recursos para sua ação e reflexão e dê à Educação Matemática uma dimensão crítica. procurando entender quando.. e pressupõe. Para isso.)Os alunos são convidados a se envolverem em processos de exploração e argumentação justificada.br Cenário Para Ivestigação Veja como funciona um cenário para investigação: “(. (. que amplia a Educação 40 . Matemática e Paz se estranham.. como e porque a Matemática e a Ética se distanciaram. o primeiro à Educação Matemática tradicional.) O desafio é dar sentido ao conceito de Ética Matemática. caracteriza-se pela criticidade. apenas uma resposta correta.” http://vello. é necessário um reexame da História da Matemática. obviamente.uol.. Duas conclusões podem ser tiradas: exercícios previamente formulados excluem a sua relevância à aula de matemática em si mesma. a uma Abordagem de Investigação. Deste modo. que o contrapõe. O Paradigma do Exercício caracteriza-se pela exposição docente de idéias e técnicas matemáticas.sites. seguidas do trabalho discente de resolução de exercícios. onde se enquadram os Exercícios e. onde.” (Skovsmose. como a do trabalho por projetos. previamente selecionados pelo professor. resultados de um cruzamento entre dois paradigmas de práticas de sala de aula e três tipos de referências possíveis dos Conceitos Matemáticos. p.66) Skovsmose (2000) apresenta uma exposição e discussão dos seis possíveis Ambientes de Aprendizagem.com. Os paradigmas referem-se. que oferece aos educandos recursos para fazer suas investigações. o segundo. A Abordagem de Investigação é marcada pelas múltiplas formas que pode adquirir.

Caracterizado como recurso para a produção de exercícios. como parte da nossa cultura tecnológica. fazendo do professor um orientador para o acompanhamento de todo o processo e para as reflexões sobre os resultados dos cálculos. à Semi-realidade. Assim. Apresenta exercícios baseados na vida real e possibilita questionamentos e suplementos à informação dada pelo exercício. o Cenário para Investigação torna-se uma propriedade relacional. Considerando as referências que visam levar educandos a produzirem significados para conceitos e atividades matemáticos. Observe: Ambiente de Apredizagem Exercícios Matemática Pura Dominado por exercícios apresentados no contexto da Matemática pura. Skovsmose alerta que nenhum dos ambientes em particular representa o objetivo último para a Educação Matemática. capaz de oferecer suporte na resolução de problemas. havendo relevância apenas para o aspecto quantitativo. exerce muitas funções e demanda reflexão. considerando.Matemática das habilidades matemáticas puras à competência de interpretar e agir numa situação social e política estruturada pela Matemática. de um lado. Emerge aí uma Educação Matemática crítica que inclui o interesse pela própria Educação Matemática como suporte da democracia. explorações e explicações discentes mais abrangentes. pois convida os alunos a formularem questões e buscarem explicações. portanto. uma realidade construída intencionalmente. que os educadores passeiem pelos diversos ambientes na busca de oferecer uma educação matemática crítica. à Realidade. pois envolve. onde aparecem situações da vida real. a produção de diferentes significados. três possibilidades podem ser observadas: a à Matemática Pura. um convite docente. Um ambiente que pode dar suporte a um trabalho de Investigação é aqui chamado de Cenário de Investigação. Sob este olhar. então. Semi-Realidade Realidade Apresenta referências reais. permite aos educandos. Cenário Para Investigação Caracterizado pelo envolvimento apenas de números e figuras geométricas. uma aceitação discente. Sugere. a Matemática. além dos conceitos. 41 . e do outro. Constituído por exercícios com referências a uma situação artificial. seu único propósito é a resolução do exercício.

com a qual os alunos são levados a agirem ativamente em seus processos de aprendizagem.19-20) Diante de sua perspectiva participativa. o que pode representar para os docentes um movimento de uma Zona de Conforto para uma Zona de Risco. prospectiva e contextualizada. Skovsmose (2001) propõe o trabalho com projetos como condição ao exercício da democracia em sala de aula. o projeto deve ser considerado na Educação Matemática como uma perspectiva de viabilizar mudanças positivas e qualitativas no trato com o conhecimento matemático em via do exercício da cidadania. 2001... Hernandez (1998) destaca também o aspecto colaborativo e a possibilidade de diálogo com outros projetos. afirmando que os projetos implicam numa visão do conhecimento e do currículo que pode contribuir favoravelmente para as mudanças na escola. Esta transcendência delicada pode contribuir para o abandono das autoridades da sala de aula e para a geração da Autonomia Intelectual. colaborativa. Liberdade é um princípio constitucional. uma forma de gerar a autonomia da escola. tornando-se um sujeito que e a aprendizagem é. têm sido os projetos de trabalho.Momento de Reflexão Pesquisa e Prática Pedagógica II Leia com atenção o texto abaixo: “Desafiar o Paradigma do Exercício representa uma maneira de quebraro contrato com a Educação Matemática tradicional. o que retrata um processo de construção da autonomia do educando. caracterizada por novas formas de trabalho colaborativo dentro da comunidade escolar. 2000) Descreva ou sugira alguma situação de sala de aula na qual o professor se coloca na Zona de Risco. “(.” (Skovsmose. essa alternativa promove à escola um alicerce no real e uma abertura às múltiplas relações com o exterior. associado diretamente à autonomia e ambos são inerentes à prática pedagógica. através do projeto político-pedagógico. pp. Para Jolibert (1994).) liberdade para aprender. pesquisar e divulgar a arte e o saber direcionados para uma intencionalidade definida coletivamente” (Veiga. diz Veiga (2001). Pedagogia de Projetos A Pedagogia de Projetos é um modo de organização da prática pedagógica. Faça comentários sobre a situação escolhida. a Pedagogia de Projetos envolve os alunos como co-autores de suas aprendizagens. De modo mais amplo. ensinar. assim. pondera. encarada como uma ação. Para Josette Jolibert. 42 .

pode também concretizar o aspecto cidadão do Ensino da Matemática. lembrando-se de descrever o procedimento. Barbosa (2003). haja vista a perspectiva de aplicabilidade. Justifique a sua escolha. Malheiros (2003) considera Anastácio(2003) para explicitar que a Modelagem nasce da necessidade sentida pelo aluno. Suponha que sua intenção de educador(a) seja demonstrar às suas crianças a utilidade das quatro operações matemáticas básicas e que. por sua vez. Modelagem Matemática A Modelagem Matemática. Sugira uma atividade que elas poderão realizar neste ambiente. para isso. preparação para o uso da Matemática em outras áreas. desenvolvimento de habilidades investigativas. então. diz Barbosa (2003). facilitação da aprendizagem. Sugira e descreva um ambiente real aonde você poderá levar seus alunos a problematizar e investigar as formas geométricas. o tempo e os recursos necessários ao êxito do cumprimento do seu objetivo. e compreensão do papel sócio-cultural da Matemática. propõe as atividades de Modelagem como forma de desafiar a ideologia da certeza. Podemos dizer. A Modelagem Matemática. por meio da Matemática. você decidiu contemplar em seu planejamento uma visita a um supermercado.Momento de Reflexão O projeto é um planejamento criterioso. acaba por recair sobre a aquisição de habilidades e responsabilidades para resoluções de problemas concretos e de tomadas de decisões diante de alguns fatos estudados. pela percepção da conexão com outras áreas de conhecimento. no qual os alunos. podem problematizar e investigar situações com referência na realidade. educando matematicamente nossos alunos para a ação crítica na sociedade e para o exercício da cidadania. Momento de Reflexão Imagine que você e seus alunos estão desenvolvendo estudos de formas geométricas. é um ambiente de aprendizagem. 43 . no seu viver cotidiano e. Aponta alguns argumentos à inclusão curricular da Modelagem Matemática: motivação para o estudo da Matemática. a autonomia. considerando o objetivo explícito da educação básica.

” G. (Santo Agostinho) O livro da natureza foi escrito exclusivamente com figuras e símbolos matemáticos.) a Matemática desempenha papel decisivo. interfere fortemente na formação de capacidades intelectuais. na estruturação do pensamento e na agilização do raciocínio dedutivo do aluno. (Descartes) Os números governam o mundo.. 1998.Concluindo: Para que Serve a Matemática? Pesquisa e Prática Pedagógica II Como construção humana. (Platão) Sem os recursos da Matemática não nos seria possível compreender muitas passagens da Santa Escritura. para que serve a Matemática? 44 . ao mostrar que ela tem sido desenvolvida para dar respostas às necessidades e preocupações de diferentes culturas. tem muitas aplicações no mundo do trabalho e funciona como instrumento essencial para a construção de conhecimentos em outras áreas curriculares. 59) “Praticamente todas as pessoas. Liberdade de construir. Do mesmo modo. 1997. liberdade de fazer suposições. 1990) A Matemática apresenta invenções tão sutis que poderão servir não só para satisfazer os curiosos como também para auxiliar as artes e poupar trabalho aos homens..” (Napoleão) Momento de Reflexão Agora é com você: Na sua opinião.. em diferentes momentos históricos (.” (Lungarzo. Analise algumas situações que podem ajudá-lo(a) a refletir sobre a resposta a este questionamento: “(. Cantor “O avanço e o aperfeiçoamento das matemáticas estão ligados à prosperidade do Estado.)” (PCN. com qualquer grau de instrução. a Matemática é útil ao exercício do viver e conviver.” (PCN. p. pois permite resolver problemas da vida cotidiana. (Galileu) ”A essência da matemática é a sua liberdade. p. se utilizam de uma ou outra forma de Matemática.. 15) “A Matemática faz parte da vida das pessoas como criação humana.

durante a viagem. meu senhor. por que exiges 7 moedas? Se o teu amigo contribuiu com 3 pães. que deu 3 pães. Com grande surpresa. quando chegasse a Bagdá. assim. deve receber apenas uma moeda. Todos os seus companheiros tinham perecido e ele. E tomando as moedas do mercador. – Como justificar. milagrosamente. tinha conseguido escapar ao se fingir de morto. o mercador reconheceu que era lógica. Deu para seu companheiro quatro moedas. 3 pães. Ao concluir sua narrativa. que a divisão das 8 moedas. Socorreram o infeliz e tomaram conhecimento de sua desgraça: era um bem-sucedido mercador de Bagdá que viajava numa caravana que tinha sido atacada por nômades do deserto. pagaria 8 moedas de ouro pelo pão que comesse. mas não é matematicamente correta. pediu alguma coisa para comer. 8 pedaços para cada um. – Esta divisão – retorquiu o calculista – de sete moedas para mim e uma para meu amigo. Pelo nome de Maomé! Retrucou o mercador. A divisão. cabendo. 9 pedaços e comeu. Maravilhado. ao cair da tarde. conforme provei. Assim fizeram. o meu companheiro deu. pois estava quase a morrer de fome.Atividade Complementar Leia atentamente este texto extraído do livro “O Homem que Calculava”. guardando para si as quatro restantes. chegaram na célebre cidade de Bagdá. o meu companheiro. perfeita e irrefutável a demonstração apresentada pelo matemático Beremiz e imediatamente se dispôs a pagar da forma que tinha sido defendida. No dia seguinte. 7. pode ser muito simples. 8. Beremiz tinha 5 pães e seu companheiro. ó estrangeiro. Houve. 45 . Como tinha prometido. na realidade. recebeu a seguinte resposta: – Perdão. é matematicamente correta. comi 8. um total de 24 pedaços. 15 pedaços. portanto. logo deu apenas um. a pérola do Oriente. Se eu dei 5 pães devo receber 7 moedas. por que afirmas que ele deve receber uma única moeda? O Homem que Calculava aproximou-se do mercador e falou: – Vou provar-vos. mercador. é matematicamente correta. o mercador quis entregar 5 moedas a Beremiz e 3 a seu companheiro. como disse. Se eu dei 5 pães. AS TRÊS DIVISÕES DO HOMEM QUE CALCULAVA Numa antiga aldeia nos arredores de Bagdá. dei. feita desse modo. Quando. é claro. dei. se o meu companheiro deu 3 pães. Beremiz e seu companheiro de viagem encontraram um pobre viajante roto e ferido. Os 7 pedaços que eu dei e o que ele forneceu formaram os 8 pedaços que couberam a você. também. pela forma por mim proposta. O mercador fez a proposta de compartilhar esses pães entre eles e que. tão disparatada forma de pagar 8 pães com 8 moedas? Se contribuíste com 5 pães. contribuiu com 9 pedaços. dividiu-as em duas partes iguais. mas não é perfeita de acordo com meus princípios éticos. tínhamos fome. ó senhor. Dos 15 pedaços que dei. eu tirava um pão da caixa em que estavam guardados e repartia-o em três pedaços.

2.” (Charles Chaplin. Analisando este trecho do discurso final do filme O Grande Ditador. 1. redija um pequeno texto que aborde a importância de estarmos desenvolvendo práticas pedagógicas norteadas por princípios éticos. O avião e o rádio nos aproximaram. tente demonstrar a sua concepção de Matemática. respondendo a seguinte pergunta: O que é Matemática? 3. pela fraternidade universal e pela união de todos. A verdadeira essência dessas invenções clama pela bondade humana. Sem essas virtudes. cidadão(ã) e considerando os seus estudos mais recentes em Licenciatura em Matemática. professor(a). escreva a sua opinião sobre que princípios devem nortear um plano de trabalho de um educador matemático ao lançar mão das tecnologias da informação e comunicação.1940) De acordo com sua experiência como aluno(a). precisamos de afeição e doçura.Pesquisa e Prática Pedagógica II Inspirando-se nesta leitura. a vida será violenta e tudo estará perdido. Mais do que inteligência. 46 . “Mais do que máquinas. precisamos de humanidade.

instigante. organizada e coerente. porém sem perder o caráter acadêmico. Lembre-se que essa atividade pertence à disciplina. Deve ser ilustrado. O cartaz não deve deixar dúvidas quanto às informações transmitidas e deve nortear a apresentação da equipe no seminário. Etapa 2 Elaboração do Cartaz O cartaz é uma forma de comunicação visual que deve expor a quem o observa e analisa todas as informações que se pretende transmitir de forma clara. Lembramos que sua observação foi norteada pela entrevista e pela análise documental do projeto políticopedagógico. podemos dizer que ele é uma exposição escrita que tem por finalidade descrever alguma situação anteriormente pesquisada ou vivenciada. em PPPI. De um modo geral. Estamos. Finalizando essa parte da caminhada. A Atividade Orientada deve ser realizada em três etapas que estão descritas logo abaixo. consulte as orientações dadas para a construção do cartaz. Atividade Etapa 1 Elaboração do Relatório O relatório é um documento muito comum em todas as profissões. Objetivamos vislumbrar mudanças no processo ensino-aprendizagem em Matemática. e tem caráter obrigatório. tornando-o essencial à efetiva promoção da cidadania. portanto. O nosso relatório deverá expor fatos e situações levantadas e/ou analisadas nas atividades de observação. Estamos vencendo mais uma etapa de nossa caminhada acadêmica! Inicialmente. em fase de elaboração de um Relatório. estaremos direcionando para a confecção da Atividade Orientada que visa o desenvolvimento de competências e habilidades para a execução de um seminário cujo tema transversal é “A CONCEPÇÃO CRÍTICA E REFLEXIVA DO EDUCADOR MATEMÁTICO”. cujo modelo se encontra no anexo 01. lembremos que a disciplina Pesquisa e Prática Pedagógica II ( PPP II) é uma oportunidade para você desenvolver o exercício da crítica e da reflexão acerca da Gestão Escolar e do Projeto Político-Pedagógico à medida que se processa a sua formação acadêmica. 47 .Orientada Caro(a) Educando(a). entrevista e análise donumetal. devendo ser realizada e direcionada para a construção do seminário.

anteriormente. a observação do ambiente escolar e a pesquisa documental do Projeto Político-Pedagógico. Busque aprofundar-se mais 48 . já destinamos 12 (doze) horas de PPP II nas disciplinas anteriores. Para a confecção do Folder siga o modelo que se encontra no anexo 02. 33). pudemos ver. esperamos de você responsabilidade com a construção do seu próprio conhecimento. da Disciplina e do seminário que será apresentado. Lembramos que a atividade orientada deve ser realizada no ambiente de tutoria. que a linha de base da orientação se processará em 03 (três) etapas: Etapa 01: elaboração do relatório de observação Etapa 02: elaboração do cartaz Etapa 03: elaboração do folder Em relação à pesquisa. Agora você dispõe de mais 8 horas para a elaboração da atividade orientada. p. ORIENTAÇÕES PARA REALIZAÇÃO DA ATIVIDADE ORIENTADA Caro (a) Educando (a). da Faculdade. Este modelo encontra-se disponível para download no AVA. você poderá baixá-lo e preenchê-lo com as informações referentes ao seminário.A seguir daremos as orientações para a realização das etapas. 2 horas de reuniões. mas algumas atividades essenciais à elaboração do seminário deverão ser realizadas fora do ambiente de tutoria. 1 Quanto à construção do seminário: Como aconteceu em Pesquisa e Prática Pedagógica I. durante as duas semanas letivas da disciplina. 3 horas de elaboração do relatório. observando a seguinte carga horária: • • • 3 horas de pesquisa. Utilize os momentos fora da tutoria para ampliar o seu conhecimento com pesquisas que enriqueçam a sua formação e a construção do seminário. o material impresso de PPP I nos diz que “constitui-se em requisito indispensável à elaboração do seminário” (ANO. realizando a entrevista com o gestor da escola. Então. Como é do seu conhecimento. Dessa forma. Pesquisa e Prática Pedagógica II Etapa 3 Elaboração do Folder O folder é um material impresso e que deverá apresentar resumidamente os dados de identificação dos colaboradores. que é a culminância deste material impresso.

Isto é muito favorável ao êxito de um trabalho de grupo. da análise documental e da observação numa pesquisa científica. além de oferecer orientações importantes à produção do relatório. do cartaz e do folder. remeta-se ao seu material impresso de Pesquisa e Prática I. estaremos disponibilizando um modelo de Relatório. Lance mão desses. abri-lo. Agora. leitura e análise coletiva de todo material desenvolvido e trabalhado nas disciplinas anteriores. Comecem a exercitar pensamentos e atitudes coletivas. um folder e um seminário. Em resumo.Sobre o papel da entrevista. Busque também conhecer mais sobre o papel do relatório como instrumento de comunicação de resultados de pesquisas. ETAPA 01: ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO Convém que estejamos reunindo documentos utilizados na entrevista. compromisso. salvá-lo. Isto é fundamental para o desenvolvimento da escrita do relatório. afinal. você e sua equipe devem se organizar no sentido de realmente selecionar e ordenar os fatos e situações que foram mais relevantes na sua atividade de observação. no Centro de Recursos do SAE. Para facilitar o seu trabalho. Além disso. Esteja atento às orientações e realize as atividades com compromisso. Neste momento. Assim. na análise documental e na observação. Compreenda melhor a técnica de estudo do seminário. buscando estabelecer relações com os dados levantados e registrados na entrevista e na análise documental e na observação. participação. Atitudes como essas (atenção. de outros autores e também da Internet. pois ele lhe servirá de apoio para a construção do seminário. de alguns autores que tratam de abordagens qualitativas da pesquisa e metodologia do trabalho científico. em muito lhe serão úteis ao desenvolvimento de suas habilidades e competências para exercer a sua profissão de educador-pesquisador crítico e reflexivo. você dispõe. mãos à obra! 2 Quanto à realização das etapas Agende a primeira reunião com sua equipe para organização. parta do princípio de que a construção do relatório tem por maior objetivo divulgar os dados obtidos em suas “andadas” na escola. não somente em relação à sala de aula. Juntos. nas referências deste material impresso. Todo este material se constitui num processo evolutivo de construção do seminário que culminará em uma apresentação presencial. façam registros dos pontos que a equipe julga mais relevante. imprimi-lo e utilizá-lo na escrita do seu relatório. Para tal. tudo isto lhe servirá de norte ao desenvolvimento desta atividade. Isto é muito importante porque além de demonstrarem e ilustrarem as situações e os fatos relatados são comprobatórios do que está sendo relatado. orientadas nesta disciplina. Você deve fazer o download do documento. boa relação interpessoal). Por este motivo. associadas ao exercício da pesquisa teórica e prática. você já recebeu no AVA do PPP I orientação sobre “como fazer uma pesquisa inteligente na Internet”. Aqui. você e sua equipe deverão elaborar um relatório de observação. participe ativamente nos encontros de equipe e mantenha um bom relacionamento com seus colegas. um cartaz. 49 . mas também em relação à dinâmica de uma escola comprometida com a formação de cidadãos e cidadãs.

na ordem em que aparecerão no desenvolvimento do relatório. Aqui. bem como. O corpo do relatório deve conter as seguintes seções: Introdução: é a apresentação do assunto. sobre a presquisa científica.Ações importantes e preliminares à escrita do relatório: Pesquisa e Prática Pedagógica II . . as expectativas. ilustrar suas conclusões. . busque. colocando o número da página correspondente a cada etapa. Elas seguem a norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. • local. • nota.realização de um breve estudo bibliográfico sobre ENTREVISTA. Busque a 50 . deve-se listar até 03 (três) palavras-chave do trabalho. a entrevista e a análise documental. é importante você estar revendo a etapa número 01 de PPP I. Ao final do resumo.estudo coletivo do modelo de relatório que ora apresentamos. Conclusão: onde deve ser feita uma revista crítica e reflexiva da pesquisa para expor as conquistas alcançadas. vocês devem ter a preocupação de oferecer ao leitor uma idéia do todo a ser relatado. O resumo não deve ultrapassar 10 (dez) linhas. . porque valem muito a qualidade do texto produzido e o modo como vocês utilizam este texto para argumentar. para se fundamentar em bases sólidas e científicas. em algarismo arábico. justificar. para tanto. sem entrar em maiores detalhes. destacando os aspectos mais relevantes. fazendo citações que levarão à conclusão final. contendo: • nome do relator. especialmente no sub-tema selecionados para sua equipe. as conseqüências e implicações dos fatos e situações levantadas. ANÁLISE DOCUMENTAL. • título. as limitações. pesquise. bem como descritos e analisados os resultados. Produção Textual. SUMÁRIO: relação das etapas do trabalho. • Ano de publicação. REFERÊNCIAS: relação das referências utilizadas para a execução do relatório.apropriação de autores que versam sobre o subtema de estudo. OBSERVAÇÃO e RELATÓRIO. Descrição e Análise de Dados: onde devem ser registrados os procedimentos metodológicos. • Título. Nome do relator.estabelecimento de relações entre a observação. contendo: • • Nome da instituição responsável. • ano da publicação em algarismos arábicos RESUMO: síntese do conteúdo do relatório. Você já deve ter observado que existe uma padronização para essas referências. • Local. Fundamentação Teórica: nesta seção vocês deverão apresentar os pressupostos teóricos que nortearão o desenvolvimento do trabalho. Conheça melhor a estrutura básica do modelo de relatório que está publicado no SAE: CAPA. FOLHA DE ROSTO. Aqui.

Referências e Anexos devem ser utilizados como títulos. Descrição e Análise de Dados. ANEXOS: têm por finalidade esclarecer ou documentar o que foi exposto no corpo do relatório. já começaram?! ETAPA 02: ELABORAÇÃO DO FOLDER Para a elaboração do folder. Conclusão. Caprichem no cartaz ! Ele vai expressar a qualidade do seu trabalho coletivo. no início da página destinada a cada um deles. Introdução. ETAPA 03: ELABORAÇÃO DO CARTAZ Inicialmente. antes. Alguns aspectos que devem ser considerados para o cartaz: . deve ter uma diagramação com capacidade de provocar fruição. . Fundamentação Teórica. mas sem perder de vista o seu caráter acadêmico. Conhecer a ABNT é extremamente importante para o desenvolvimento deste e de qualquer trabalho científico. deve servir de apoio à apresentação de toda a equipe.tratando-se de um material ilustrativo. Devem ser enumerados e receber títulos.Mandar fazê-lo numa gráfica.tratando-se de um recurso complementar à exposição oral. 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345 Dicas para a melhor qualidade estética e acadêmica do cartaz: . . Sumário.tratando-se de um recurso didático. torna-se importante uma releitura da elaboração do cartaz. . você pode seguir a orientação dada em PPP I e que consta no modelo que está no anexo 02. Atenção: Resumo. 51 . E aí. deve manter uma coerência com o que está sendo exposto oralmente. durante e mesmo depois da exposição oral do seu seminário presencial. deve ter uma organização que lhe confira clareza e objetividade dos conteúdos.tratando-se de um recurso pedagógico. .ABNT em bibliotecas.Enriquecê-lo com pequenos textos e chamadas que explicite ao leitor alguns argumentos teóricos importantes ao conteúdo exposto.

Releia as orientações para construção do seminário. discussão e debate.qualidade dos recursos materiais. que no nosso caso se trata de um painel.planejamento criterioso.ORIENTAÇÃO PARA O SEMINÁRIO PRESENCIAL Em PPP I. Deste modo. garantindo a todos as mesmas condições de participação (semi-círculo é uma forma interessante de dispor a sala de aula!). . . O seminário é instrumento muito valioso na exposição de informações acerca de uma determinada pesquisa.organização esquemática dos tópicos que serão abordados na apresentação. você já obteve orientação acerca de Seminário.clareza e objetividade na exposição (afinal. vocês já têm conhecimento da importância de estar utilizando um recurso didático visual como fonte de ilustração e enriquecimento da sua apresentação. a clareza das informações e a postura crítica e reflexiva dos apresentadores. A esta altura. no material impresso de PPP I e as utilize para a construção deste. busquem uma estratégia de apresentação oral que garanta a unidade do trabalho. . Viu que ele abraça as atividades de pesquisa. . o público ouvinte deve desenvolver aprendizagens com a exposição!) Você é o(a) grande responsável por sua formação! E esta atividade é uma grande oportunidade! Aproveite! 52 . Tenham como objetivo do grupo a sua compreensão e visão global por todos os membros da equipe. que no nosso caso é o painel. .organização da sala de apresentação.expressão oral dos apresentadores. discutidas e analisadas! O relatório construído se constitui no eixo norteador da apresentação oral do seminário. .organização global da apresentação do grupo. Pesquisa e Prática Pedagógica II Alguns aspectos relevantes ao êxito da apresentação do seminário: . Fique atento(a) à importância da clareza e objetividade com que você e sua equipe tratarão os fatos e situações levantadas. O fato da exposição oral se caracterizar pelo trabalho colaborativo é o fato de que NÃO deve ser traduzido como trabalho fragmentado. .competência (entenda como estudo crítico e reflexivo do(s) conteúdo(s) abordado(s).

Anexo 1 .MODELO DE RELATÓRIO INSTITUIÇÃO NOME DO RELATOR TÍTULO DO RELATÓRIO LOCAL DATA 53 .

Educação a Distância. como requisito de avaliação da disciplina Pesquisa e Prática Pedagógica II (Escreva por extenso o nome completo do seu curso) do curso _____________________________________ LOCAL DATA 54 .Pesquisa e Prática Pedagógica II NOME DO RELATOR TÍTULO Relatório apresentado à Faculdade de Tecnologia e Ciências .

RESUMO Faça uma síntese do conteúdo do relatório. 55 . Palavras-chave: liste até 03 (três) palavras-chave. O resumo não deve ultrapassar 10 (dez) linhas. destacando os aspectos mais relevantes.

.......... 56 REFERÊNCIAS Exponha em ordem alfabética as referências utilizadas....... 3...... citando autores relevantes (usar a norma vigente da ABNT . entrevista e análise documental... • o que espera com o referido relatório...... DESCRIÇÃO E ANÁLISE DE DADOS. ANEXOS.. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA. REFERÊNCIAS.... Tomando por base estes procedimentos....... INTRODUÇÃO Pesquisa e Prática Pedagógica II SUMÁRIO 1..... objetividade e minúcias........... INTRODUÇÃO. Registre aqui os fundamentos teóricos que embasam o sub-tema selecionado à sua pesquisa. citadas no corpo do relatório......... decrevendo-os e analisando-os com clareza. DESCRIÇÃO E ANÁLISE DE DADOS Registre os procedimentos metodológicos utilizados na pesquisa (entrevista.. análise documental e observação).. reflexivo e argumentativo os aspectos relevantes. • limitações encontradas e possibilidades de superação para outras experiências........ 6..............1.. 2........ escreva com clareza e objetividade as conclusões da pesquisa..... 2... Faça uma apresentação do assunto...... • objetivo(s) do trabalho • caminho percorrido no trabalho..........FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3....NBR 10520) 4... CONCLUSÃO......... 5................... considerando a norma vigente da ABNT ( NBR 6023) ............. busque trazer todos os resultados.... Você pode considerar: • conquistas alcançadas na observação.. A sua redação deve contemplar os seguintes aspectos: • objeto de estudo... CONCLUSÃO Tomando por base a etapa anterior.. 4. sem entrar em maiores detalhes.. buscando avaliar de modo crítico.. oferecendo ao leitor uma idéia do todo a ser relatado...........

ANEXO Nº 1 TÍTULO: Entrevista 6. ANEXO Nº 4 TÍTULO: Documento comprobatório (controle de freqüência) Obs. 57 .). ANEXO Nº 2 TÍTULO: Análise documental 6.: outros documentos podem ser anexados (fotos. etc. ANEXO Nº 3 TÍTULO: Registros da observação.1.3. mapa especial da unidade de ensino.2. respeitando os mesmos critérios apresentados anteriormente.4. 6.ANEXOS Dê títulos aos documentos que respaldam as observações feitas e coloque-os na ordem cronológica de execução: 6.

MODELO DO FOLDER DO SEMINÁRIO PRESENCIAL II 58 .Pesquisa e Prática Pedagógica II Anexo 2 .

Segundo Kant (1724-1804). livre de qualquer fator estranho ou exógeno com uma influência subjugante. ANALOGIA: relação ou semelhança entre coisas ou fatos. COGNIÇÃO: ato ou efeito de conhecer. como membro de um Estado. tal como uma paixão ou uma inclinação afetiva incoercível. além de obter muitas outras informações interessantes. 2001. liberdade. Conhecer bem a língua materna é bem exercer a nossa cidadania. percepção. compreensão. capacidade apresentada pela vontade humana de se autodeterminar segundo uma legislação moral por ela mesma estabelecida. se acha no gozo de direitos que lhe permitem participar da vida política. de Antonio Houaiss. É também uma maneira de estarmos ampliando o nosso vocabulário e. representações. os nossos discursos. É o melhor modo de estarmos seguros do verdadeiro sentido daquilo que lemos e escrevemos. sem que sinta imposições restritivas de ordem estranha. conseqüentemente. “ A língua é minha pátria” Caetano Veloso Este glossário foi organizado tendo como referência o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. direito de um indivíduo tomar decisões livremente. Ler e escrever demandam uma compreensão das palavras. independência moral ou intelectual. ou de compreender algo. um dos três tipos de função mental [As funções mentais se dividem em afeto.Glossário Caro(a) colega. Nele. CIDADANIA: condição de pessoa que. série de características funcionais e estruturais da representação ligadas a um saber referente a um dado objeto. AUTONOMIA: capacidade de se autogovernar. etimologias. cognição e volição]. CONCEPÇÃO: faculdade ou ato de apreender uma idéia ou questão. da Editora Objetiva. processo ou faculdade de adquirir um conhecimento. podemos entender diferentes significados. 59 . pensamentos e lembranças. PSICOLOGIA: conjunto de unidades de saber da consciência que se baseiam em experiências sensoriais. faculdade que possui determinada instituição de traçar as normas de sua conduta. Investir num bom dicionário é um dever de todo educador crítico e reflexivo.

opiniões. lei. intenção de fazer ou realizar (algo). pertinente a ou característico de um indivíduo. esquema. Pesquisa e prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social. arte. valores. etc. maneira de proceder na prática. proposição elementar e fundamental que serve de base a uma ordem de conhecimentos. plano. passível de manifestar-se simultaneamente nos âmbitos individual e coletivo. começo. refletindo especialmente a respeito da essência das normas. ”ação de lançar para a frente. extensão”. ditame moral. 60 . benefícios. regra. necessidades ou mudanças. ação concreta. FILOSOFIA: fonte ou causa de uma ação. gozar. razão. distorcem.). FRUIÇÃO: posse. gerais. coesão. delineamento. ou de uma ação ou processo. ato de aproveitar satisfatória e prazerosamente alguma coisa. utilizar (vantagens. trabalho ou operação associados. ciência ou ofício. plano. causa primeira. PRINCÍPIO: o primeiro momento da existência (de algo). particular. Prática Doutrina moral do filósofo alemão Kant (1724-1802) e de seus epígonos. descrição escrita e detalhada de um empreendimento a ser realizado. comportamento costumeiro. convicções. preceito. ação de aplicar. Pedagógica II caracterizada pela formulação de leis e imperativos morais que se fundamentam em formas universais e apriorísticas da razão. antecipatório. coesão dos membros de um grupo ou coletividade em prol de um objetivo comum. projectus. SUBJETIVO: que existe na mente. o que serve de base a alguma coisa. pessoal. individual. PROATIVO (pró-atividade): que visa antecipar futuros problemas. que pertence ao sujeito pensante e a seu íntimo (em contraste com as experiências externas. FRUIR: desfrutar. usufruto de vantagem ou oportunidade. raiz. início. e comprometida com a apropriação intelectual dos objetos externos. universais).ÉTICA: parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam. emocional e cognitiva do ser humano. PROJETO: idéia. sem ligação imediata com a experiência concreta ou com os valores efetivamente cultivados nas sociedades ou na história. educação. exercitar uma teoria. instrução. usar. SUBJETIVIDADE: realidade psíquica. PRÁXIS: prática. ETIMOLOGIA: lat. cooperação. desejo. de se estender. SINERGIA: ação ou esforço simultâneos. disciplinam ou orientam o comportamento humano. no futuro.

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Educação a Distância Democratizando a Educação.EaD Faculdade de Tecnologia e Ciências . www.ftc.Pesquisa e Prática Pedagógica II FTC .br/ead 64 .