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TJ MG

so designa também as atividades judiciais especiais e a
ação das autoridades administrativas em assuntos específicos e atividades públicas determinadas: processo
militar, processo trabalhista, processo eleitoral, processo
administrativo e processo fiscal. Nesse ponto, o processo
se entrosa com variada legislação lateral, como a trabalhista, militar, eleitoral e outras, além das leis estaduais
referentes à organização judiciária e ao ministério público. No que se refere ao processo civil e penal, o conjunto
é ainda denominado direito judiciário.

OFICIAL JUDICIÁRIO
Atos de Ofício
Processos: conceito, espécies, tipos de procedimento;
distribuição, autuação e registro; protocolo; petição inicial; numeração e rubrica das folhas nos autos; guarda,
conservação e restauração dos autos; exame em cartório, manifestação e vista; retirada dos autos pelo advogado; carga, baixa, conclusão, recebimento, remessa,
assentada, juntada e publicação; lavratura de autos e
certidões em geral; traslado; contestação.
Termos processuais cíveis e criminais e autos: conceitos,
conteúdo, forma e tipos.
Atos do Juiz: sentença, decisão interlocutória e despacho; acórdão.
Atos processuais: forma, nulidade, classificação e publicidade; processos que correm em segredo de justiça.
Citação e intimação: conceito, requisitos, modalidades de
citação: via postal, mandado, por edital; cartas precatória, rogatória e de ordem. Intimação na Capital e nas
comarcas do interior; intimação do Ministério Público;
contagem do prazo de intimação.
Prazos: conceito, curso dos prazos, prazos das partes,
do juiz e do servidor, processos que correm nas férias.
Apensamento de autos: procedimento; requisitos da
carta de sentença.
Autos suplementares: quando são obrigatórios, peças
que devem conter; sua guarda.
Cumprimento de Sentença e Processo de Execução:
citação, intimação, penhora, arresto, avaliação, impugnação e embargos à execução.

Processo civil
O processo civil moderno deriva da fusão das tradições romana e germânica. No direito romano, o juiz, no
exercício da função pública, emitia o veredito de acordo
com a opinião que formava a partir da apreciação das
provas fornecidas pelas partes em litígio. A validade do
julgamento, portanto, se aplicava a cada caso específico.
Por essa característica, o processo romano era pouco
formalista e privilegiava a expressão oral. No processo
civil germânico, pelo contrário, o julgamento se adequava
a princípios solidamente estabelecidos de antemão. O
juiz se limitava a conduzir o processo e a decisão final
tinha caráter de satisfação da vontade divina.
São princípios fundamentais do processo civil: (1) o
de que é o instrumento ou meio de provocação do poder
judiciário no que entende com a tutela do direito e a
atuação da lei, limitada a autodefesa privada a poucos
institutos; (2) o de que a realização do direito importa a
faculdade de recorrer ao judiciário por meio de ações
competentes e na forma da lei processual; (3) o de que
ninguém deve ser condenado sem ser chamado à justiça
para ser ouvido e apresentar a defesa que tiver; (4) o
princípio político, ou seja, o de assegurar a máxima garantia dos direitos com um mínimo de sacrifício da liberdade; (5) o princípio lógico da escolha de meios mais
seguros e rápidos para a revelação da verdade; (6) o
princípio jurídico da igualdade dos litigantes, destinado a
garantir a imparcialidade da decisão; (7) o princípio econômico, no sentido de evitar o desnecessário encarecimento das demandas, assegurando o benefício da justiça gratuita à parte que não estiver em condições de
pagar as custas do processo.

1) Processos: conceito, espécies, tipos de procedimento; distribuição, autuação e registro; protocolo;
petição inicial; numeração e rubrica das folhas nos
autos; guarda, conservação e restauração dos autos;
exame em cartório, manifestação e vista; retirada dos
autos pelo advogado; carga, baixa, conclusão, recebimento, remessa, assentada, juntada e publicação;
lavratura de autos e certidões em geral; traslado;
contestação.
Processos

Quanto aos princípios específicos do processo, destacam-se: (1) o de garantir, por meio de arguições especiais, a impugnação de leis inconstitucionais; (2) o de
assegurar os direitos subjetivos mediante ações adequadas, de rito disciplinado na lei processual; (3) o de defesa
garantida por meio de citação regular, prazos certos e
possibilidade de opor exceções com base em erro no
procedimento; (4) o da admissibilidade da defesa de
direito próprio em processo alheio, por meio dos institutos do litisconsórcio ativo ou passivo, da oposição e dos
embargos de terceiros, inclusive interposição de recursos
por interessado alheio à demanda; (5) de duplo grau de
jurisdição, salvo processos de alçada, de pequeno valor,
admitido o recurso extraordinário ao Supremo Tribunal
Federal, em certos casos; (6) o do livre convencimento
do juiz, vedada a decisão além ou fora do pedido; (7) o
da execução das decisões, inclusive a título provisório,
se o recurso não tem efeito suspensivo; (8) o da impugnabilidade da sentença nula por via de embargos à execução ou ação rescisória; (9) o da apuração da verdade
real, admitida por exceção à verdade formal; (10) o da
segurança formal do processo, com proferição de despacho saneador, intermédio, expurgador de defeitos e falhas; (11) o da supervisão da autoridade do juiz, a quem

Conceito
Para ser efetiva, a lei precisa ir além da determinação
dos direitos e obrigações das pessoas físicas e jurídicas:
deve estabelecer também o conjunto de normas por
meio das quais os tribunais julgarão esses direitos e
deveres. Esse conjunto de normas, ou processo judicial,
é a forma de garantir solução justa e eficaz para as numerosas disputas que surgem numa sociedade complexa.
Processo, em sentido amplo, é uma sequência de atos que se estabelecem entre as partes e os órgãos
jurisdicionais do estado, configurando uma relação de
direito, com o objetivo de administrar justiça. Em linguagem jurídica, processo é o conjunto de atos praticados
(pelo autor, réu, juiz, testemunhas, peritos, escrivães
etc.) para tornar efetiva a prestação jurisdicional, isto é, o
ato pelo qual o estado faz valer o direito objetivo, a norma jurídica e eventualmente protege direitos subjetivos.
Há tantas classes de processos como ramos do direito substantivo, e por isso se distingue entre processo
civil, relativo aos direitos em geral, e processo penal, que
se realiza na esfera da justiça criminal. A palavra proces-

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cabe dirigir o processo e velar pelo bom andamento da
causa; (12) o da imediatez e da concentração, importando contato do juiz com as partes e presença nas provas;
(13) o da oralidade, com fixação pelo juiz do objeto da
demanda e dos pontos em que se manifestou a divergência, a fim de evitar surpresas e o risco de longos
arrazoados, travando-se os debates e proferindo-se a
sentença em audiência.

fere aos indivíduos, no referente à liberdade e à dignidade. Além do que for aplicável, quanto aos princípios já
referidos, ao processo penal se aplicam os da: (1) legalidade, importando a obrigatoriedade da ação, sua indiscricionalidade e seu oficialismo; (2) unidade e indivisibilidade; (3) publicidade, banidos os processos secretos,
restrita a incomunicabilidade dos réus e obrigatória a
comunicação da prisão ao juiz; (4) solidariedade, possibilitada a intervenção do ofendido e até, em certos casos,
a privatividade da ação.

O código do processo civil brasileiro regula, em suas
disposições gerais, os atos e termos judiciais, o valor das
causas, sua distribuição e registro, as despesas judiciais,
custas e honorários advocatícios, o benefício da justiça
gratuita, a representação das partes e sua capacidade
processual e a intervenção de terceiros na demanda,
além de disciplinar a atividade e competência dos juízes,
serventuários e peritos, e de tratar do processo em geral.
Este se desdobra pela instância, com o petitório, exposição inicial em que a parte, chamada autor, qualifica a si e
ao réu contra quem formula o pedido, indica os fundamentos jurídicos deste e os fatos em que estriba; seguem-se a citação, por mandado, com hora certa, por
edital, precatória ou rogatória, e a defesa, por via direta
(contestação), indireta (exceções de incompetência do
juízo, suspeição, litispendência e coisa julgada), ou por
via inversa (reconvenção, isto é, a contrapretensão formulada pelo réu ao autor). São reguladas, ainda, a suspensão, absolvição e a cessação de instância, a prova e
os respectivos incidentes. Trata das nulidades, fixando o
princípio de que não devem ser pronunciadas quando
não tiver havido prejuízo para as partes, e do julgamento
e sua eficácia.

A ação penal é irrevogável, irrenunciável, oficial e pública, iniciando-se pela denúncia ou queixa exercida pelo
ofendido ou seu substituto legal. O processo exige citação do réu ou sua apresentação, quando preso, para a
defesa e assistência dos atos processuais, possibilitada
a fiança, em casos de menor gravidade, e a produção de
prova. Na primeira instância, o processo é o comum, o
do júri e os especiais, para os crimes de falência, responsabilidade dos funcionários públicos, calúnia e injúria
e dos crimes contra a propriedade imaterial, além do
processo sumário, para as contravenções, e o da competência dos tribunais, para os delitos comuns e funcionais
cujo julgamento lhes caiba. Tal como no civil, no processo penal nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade
não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa,
ou que não houver influído na apuração da verdade
substancial ou na decisão da causa, e a incompetência
do juízo anula somente os atos decisórios. Além dos
recursos, o código do processo penal regula as concessões do habeas-corpus e a execução das penas e das
medidas de segurança.
Espécies de Processos

Chama-se processo ordinário o processo comum estabelecido para as ações sem rito especial prescrito no
código, sendo certo, contudo, que a contestação, em
muitos casos, faz cair a ação no rito ordinário. Têm processos especiais as ações executivas, cominatórias, de
consignação em pagamento, de nulidade de patente, de
recuperação de título ao portador, de reserva de domínio, de despejo, de renovação de contrato de locação,
possessórias, de divisão e de demarcação de terras e
várias outras, bem como os chamados processos administrativos, como os de inventário e partilha, e os acessórios.

A legislação processual civil contempla três espécies
de processo: processo de conhecimento (ou de cognição), processo de execução e processo cautelar.
Processo de conhecimento é aquele que tem por objetivo obter do Estado, através de um juiz, o reconhecimento de um direito que está sendo resistido por alguém.
É a pretensão levada ao Poder Judiciário a fim de que
este, considerando as provas produzidas, possa declarálo como um direito líquido e certo, ou seja, que deve ser
respeitado.

Processo penal

Quando alguém propõe um processo de conhecimento, o seu direito exposto ao juiz ainda é duvidoso. A parte
contrária, ou seja, aquela contra quem é movido o processo, precisa se manifestar sobre o pedido do autor
(contraditório) e, depois de cumpridas as demais formalidades legais atinentes ao processo, o juiz profere uma
sentença, julgado a ação procedente ou improcedente.
Caso julgue procedente o pedido do autor, seu direito
passa de duvidoso para uma categoria de um direito
concreto, certo e exigível, por força da sentença judicial
transitada em julgado.

Entende-se por direito penal o conjunto de procedimentos por meio dos quais se apura a responsabilidade
criminal de um indivíduo, com a finalidade de puni-lo.
Historicamente, o processo penal obedeceu a duas modalidades gerais: o processo acusatório e o processo
inquisitório. O primeiro identifica-se com o processo
penal romano, fundado na igualdade entre acusador e
acusado. A apresentação de provas e a argumentação
da defesa se realizavam publicamente, com acusador e
juiz perfeitamente separados. O processo inquisitório,
próprio dos regimes autoritários, vigorou por exemplo
durante a Idade Média e constituiu o instrumento de
administração da justiça do Santo Ofício. Nele, a instrução do processo e o julgamento são secretos, a pessoa
do juiz se confunde com a do acusador e a relação de
poder entre acusador e acusado é desequilibrada em
favor do primeiro. Modernamente, adota-se em geral um
sistema misto entre esses dois tipos de processo, com
instrução secreta e debates públicos.

A título de exemplo, podemos mencionar uma ação
de indenização movida por Paulo Henrique contra Ricardo Antonio, visando uma indenização porque este, em
um programa de rádio, lhe fez acusações inverídicas,
caluniosas, injuriosas e difamatórias. O pedido de Paulo
Henrique será encaminhado ao juiz através de uma petição inicial (requerimento).
Se no decorrer do processo ficar provado que ele, Ricardo Antonio, de fato, lhe fez acusações infundadas, e o
juiz julgar procedente a ação, o direito de Paulo Henrique
que até então era duvidoso passou a ser um direito líqui-

O processo penal visa à estrutura da ação penal, em
termos de assegurar poder punitivo do estado, com segurança dos direitos e garantias que a constituição con-

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do, certo e exigível, por força do título executivo judicial
representado pela sentença transitada em julgado. O
processo inicialmente movido por Paulo Henrique (ação
de indenização) é exemplo de um processo de conhecimento, pois, inicialmente, o seu direito era duvidoso.
Agora, com a sentença proferida pelo juiz, reconhecendo
o seu direito, passou a ser um direito líquido e certo.

feito, o número de seu registro, os nomes das partes e a
data do seu início; e procederá do mesmo modo quanto
aos volumes que se forem formando.

Processo de execução – Esse tipo de processo vem
logo após o término do processo de conhecimento. Este,
como se sabe, termina com uma sentença de mérito, isto
é, uma decisão judicial pondo fim ao processo. Se tal
sentença transitar em julgado, inicia-se, portanto, o processo de execução.

Às partes, aos advogados, aos órgãos do Ministério
Público, aos peritos e às testemunhas é facultado rubricar as folhas correspondentes aos atos em que intervieram.

O escrivão numerará e rubricará todas as folhas dos
autos, procedendo da mesma forma quanto aos suplementares.

Os termos de juntada, vista, conclusão e outros semelhantes constarão de notas datadas e rubricadas pelo
escrivão.

O processo de execução tem por objetivo fazer com
que o Estado obrigue o devedor de uma obrigação a
cumpri-la, sob pena de uma sanção. A obrigação aqui
referida pode ser decorrente de uma sentença judicial
transitada em julgado, que equivale a um título executivo
judicial, ou através de títulos de crédito ou documentos
que preencham certas formalidades apontadas em lei,
chamadas também de títulos executivos extrajudiciais.
Assim como a sentença judicial transitada em julgado
equivale a um título judicial, são considerados títulos
extrajudiciais que representam um direito líquido e certo
de recebimento de quem os possui o cheque, a nota
promissória, a duplicada, a letra de câmbio, a escritura
pública ou outro documento público assinado pelo devedor; o documento particular assinado pelo devedor e por
duas testemunhas, bem como aqueles outros indicados
no art. 585 do Código de Processo Civil.

Os atos e termos do processo serão datilografados
ou escritos com tinta escura e indelével ou digitalizadas,
assinando-os as pessoas que neles intervieram. Quando
estas não puderem ou não quiserem firmá-los, o escrivão
certificará, nos autos, a ocorrência.
É vedado usar abreviaturas.
Quando se tratar de processo total ou parcialmente
eletrônico, os atos processuais praticados na presença
do juiz poderão ser produzidos e armazenados de modo
integralmente digital em arquivo eletrônico inviolável, na
forma da lei, mediante registro em termo que será assinado digitalmente pelo juiz e pelo escrivão ou chefe de
secretaria, bem como pelos advogados das partes.
É vedado usar abreviaturas.
Não se admitem, nos atos e termos, espaços em
branco, bem como entrelinhas, emendas ou rasuras,
salvo se aqueles forem inutilizados e estas expressamente ressalvadas.

Enfim, o processo de execução deve ser utilizado
quando o credor tiver certeza prévia do seu direito e a
lide se firmar apenas na inércia do devedor de cumprir
sua obrigação.
Processo cautelar – é aquele utilizado em caráter
emergencial, para, em caráter provisório e com base no
periculum in mora (perigo da demora) e no fumus boni
iuris (fumaça do bom direito), pedir ao juiz providências a
fim de que o direito que está sendo discutido ou que
ainda será submetido ao Poder Judiciário, seja preservado, isto é, não desapareça, pois, se tal fato ocorrer, irá
comprometer o pedido formulado na ação principal que
está tramitando em juízo ou que esteja na iminência de
ser ajuizada. Portanto, o processo cautelar é uma medida de urgência, que deve ser proposta se observados os
requisitos
acima
indicados.
http://blogdodpc1.blogspot.com/

Autuação
A autuação, também chamada formação de processo, obedecerá a seguinte rotina:
a) Prender a capa, juntamente com toda a documentação, com colchetes, obedecendo a ordem cronológica
do mais antigo para o mais recente, isto é, os mais antigos serão os primeiros do conjunto;
b) Apor, na capa do processo, a etiqueta com o respectivo número de protocolo;
c) Apor, na primeira folha do processo, outra etiqueta
com o mesmo número de protocolo;

Processo e procedimento

d) Numerar as folhas, apondo o respectivo carimbo
(órgão, número da folha e rubrica do servidor que estiver
numerando o processo);

Processo é uma sequência de atos interdependentes,
destinados a solucionar um litígio, com a vinculação do
juiz e das partes a uma série de direitos e obrigações.

e) Ler o documento, a fim de extrair o assunto, de
forma sucinta, clara e objetiva;

Procedimento é o modo pelo qual o processo anda,
ou a maneira pela qual se encadeiam os atos do processo. É o rito, ou o andamento do processo. Os procedimentos são comuns ou especiais, conforme sigam um
padrão geral ou uma variante.

f) Identificar, na capa, a unidade para a qual o processo será encaminhado;
g) Registrar, em sistema próprio, identificando as
principais características do documento, a fim de permitir
sua recuperação. Ex.: espécie, nº, data, procedência,
interessado, assunto e outras informações julgadas importantes, respeitando as peculiaridades de cada órgão
ou entidade;

O procedimento comum divide-se em ordinário e sumário.
Autuação e registro

h) Conferir o registro e a numeração das folhas;

Ao receber a petição inicial de qualquer processo, o
escrivão a autuará, mencionando o juízo, a natureza do

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―CONFIDENCIAL‖ ou ―RESERVADO‖ será processada por servidor com competência para tal. Fatos e fundamentos do pedido Toda peça inaugural deve trazer os fundamentos fáticos e jurídicos do pedido.. Equivale à descrição dos fatos que geraram a incidência da norma jurídica ao caso concreto. nem rasurar.. devendo ser utilizado carimbo próprio para colocação do número. Apenas em casos excepcionalíssimos a lei permite a substituição processual.. Petição inicial Petição inicial é a peça processual que instaura o processo jurídico. já que tal termo é designado à pessoa do condenado. prenomes. As peças subsequentes serão numeradas pelas unidades que as adicionarem.. anotando-se as informações necessárias... formaliza-se na invocação da tutela jurisdicional do Estado. aposto no canto superior direito da página. estado civil. Fls... por fim... os nomes. apondo um ―X‖ sobre o carimbo a inutilizar. Nenhum processo poderá ter duas peças com a mesma numeração. a capa do processo não será numerada. os fundamentos jurídicos e o pedido. petitório inaugural.. profissão. a capacidade de terceiro pleitear em Juízo direito alheio.. Com frequência utilizam-se outra expressões para designar o Réu. detalhando o pedido e declinar o valor da causa... inutilizar a anterior. Numeração de Folhas e de Peças As folhas dos processos serão numeradas em ordem crescente. for constatada a necessidade da correção de numeração de qualquer folha dos autos. Fundamento jurídico é a natureza do Direito que o autor reclama em juízo. O CPC. causando a substituição da vontade das partes pela vontade de um julgador imparcial e equidistante. como é o caso das democracias.. no Direito Brasileiro.. lacrarem o envelope do processo. não apresentando defesa. Quando..... e.. do órgão ou entidade. executado. em seu art. arrolante Nos casos em que a peça do processo estiver em tamanho reduzido.. peça isagógica. etc. conforme faixa numérica de autuação.. 2o.. suplicado. peça introdutória. Autor: requerente... o órgão de destino e o carimbo correspondente ao grau de sigilo... ou seja.. no entanto. apondo o número do processo. suplicante. A autuação de documentos classificados como ―SECRETO‖. domicílio e residência do autor e do réu.. ocorram os efeitos da revelia. A petição inicial no Processo Civil Brasileiro O documento não encadernado receberá numeração em sequência cronológica e individual para cada peça que o constituir.. renumerando as folhas seguintes. além dos fatos e fundamentos jurídicos do pedido. peça autoral. devendo ser descartado.. A petição inicial é a forma como o indivíduo retira o Poder Judiciário de sua inércia e o convoca para atuar no caso concreto. as unidades de protocolo central ou setorial. As seguintes expressões são sinônimos de petição inicial: Peça vestibular. Atos de Ofício 4 .. tornando a petição inicial no único instrumento válido para a atuação estatal nos litígios instaurados nas relações interpessoais. sendo que.. o processo autuado e registrado para a unidade específica correspondente. Todo direito subjetivo nasce de um fato. A correspondência não autuada seguirá as regras desta norma para ser registrada em sistema próprio e encaminhada à unidade de destino. devendo... afirma que "nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte a requerer nos casos as formas legais".. levando ao Juiz-Estado os fatos constitutivos do direito. justificante.. Ela deverá indicar. Rubrica . também chamada de causa de pedir. por intermédio de uma petição endereçada ao juiz ou tribunal. Nas formas de Estado onde o particular não pode realizar a autocomposição de seus conflitos por não deter o monopólio da força...... tais como requerido. As mensagens e documentos resultantes de transmissão via fax não poderão se constituir em peças de processo.. será colada em folha de papel branco. peça prefacial. por remeter a uma ideia pejorativa. O Código de Processo Civil brasileiro estabelece os critérios para que uma petição inicial seja considerada apta. não sendo admitido diferenciar pelas letras ―A‖ e ―B‖.. a primeira folha.. recebendo. fisicamente... j) O envelope encaminhando a correspondência não será peça do processo. O fato é aquilo que leva o autor a reclamar a prestação jurisdicional. o Juiz ou Tribunal a que se dirige o Autor. sem rasuras. Partes da petição inicial Rubrica .TJ MG i) Encaminhar. referentes ao endereço do remetente. O direito de agir. . . por falha ou omissão. O Direito de Agir O Direito de ação deve ser exercido pelo próprio interessado.. o indivíduo precisará da intervenção do Estado nos conflitos que não se resolvam pela via negocial.. peça pré-ambular. deve requerer a citação do réu para que. apondo-se o carimbo da numeração de peças de tal forma que o canto superior direito do documento seja atingido pelo referido carimbo... Fls. os relativamente incapazes serão assistidos e os totalmente incapazes serão representados. após a autuação.. peça exordial.. requerer a prestação jurisdicional.. certificando-se da ocorrência. sem rasuras. Réu: o termo "Réu" deixou de ser utilizado nos últimos tempos. da mesma forma que os demais documentos.. geral e abstrato... A numeração das peças do processo é iniciada no protocolo central ou setorial da unidade correspondente. o número 1.

esses atos processuais poderão ser praticados segundo as regras ordinárias. A causa de pedir deve ser decorrência lógica dos fatos e fundamentos anteriormente narrados. o mencionados no § 2 deste artigo. digitalizando-se o documento físico. a forma pela qual o banco de dados poderá ser acessado para aferir a autenticidade das peças e das respectivas assinaturas digitais. na forma desta Lei. o 5 . 12.869. até o final do prazo para interposição de ação rescisória. por motivo técnico. uma declaração (constitutiva ou desconstitutiva) ou se o que se busca é garantir uma tutela jurisdicional futura. inclusive da Fazenda Pública. ainda que de natureza criminal ou trabalhista. o pedido pode ser condenatório. que deverá ser posteriormente destruído. o o § 6 Os documentos digitalizados juntados em processo eletrônico somente estarão disponíveis para acesso por meio da rede externa para suas respectivas partes processuais e para o Ministério Público. o § 2 A arguição de falsidade do documento original será processada eletronicamente na forma da lei processual em vigor. Os documentos produzidos eletronicamente e juntados aos processos eletrônicos com garantia da origem e de seu signatário. Art. nos autos de processo eletrônico. Lei. autuados na forma dos arts. intimações. fornecendo-se recibo eletrônico de protocolo. intimações e notificações. todos em formato digital. serão considerados tempestivos os efetivados até as 24 (vinte e quatro) horas do último dia. o o § 4 Feita a autuação na forma estabelecida no § 2 deste artigo. respeitado o disposto em lei para as situações de sigilo e de segredo de justiça. Art. 166 a o 168 da Lei n 5. de 11 de janeiro de 1973 . dos recursos e das petições em geral. 10. o § 1 Quando o ato processual tiver que ser praticado em determinado prazo. Do Processo Eletrônico o Art. na forma estabelecida nesta Atos de Ofício o § 3 No caso do § 2 deste artigo. o processo seguirá a tramitação legalmente estabelecida para os processos físicos. será precedida de publicação de editais de intimações ou da intimação pessoal das partes e de seus procuradores. o prazo fica automaticamente prorrogado para o primeiro dia útil seguinte à resolução do problema. o § 2 Quando. sem necessidade da intervenção do cartório ou secretaria judicial. o escrivão ou o chefe de secretaria certificará os autores ou a origem dos documentos produzidos nos autos. pelas repartições públicas em geral e por advogados públicos e privados têm a mesma força probante dos originais. o § 2 Os autos de processos eletrônicos que tiverem de ser remetidos a outro juízo ou instância superior que não disponham de sistema compatível deverão ser impressos em papel. a rede mundial de computadores e acesso por meio de redes internas e externas. deverão ser preservados pelo seu detentor até o trânsito em julgado da sentença ou. os quais serão devolvidos à parte após o trânsito em julgado. pelas procuradorias. for inviável o uso do meio eletrônico para a realização de citação. o o § 2 No caso do § 1 deste artigo. o autor indica o direito subjetivo que pretende exercitar contra o réu e aponta o fato de onde ele provém. acrescentando. pelo Ministério Público e seus auxiliares. conforme se requeria um bem da vida. o § 3 Os órgãos do Poder Judiciário deverão manter equipamentos de digitalização e de acesso à rede mundial de computadores à disposição dos interessados para distribuição de peças processuais.TJ MG Ao postular a prestação jurisdicional. se manifestem sobre o Art. A conservação dos autos do processo poderá ser efetuada total ou parcialmente por meio eletrônico. o § 5 A digitalização de autos em mídia não digital. Todos os atos processuais do processo eletrônico serão assinados eletronicamente na forma estabelecida nesta Lei. todas as citações. se o Sistema do Poder Judiciário se tornar indisponível por motivo técnico. utilizando. serão feitas por meio eletrônico. Parágrafo único. 11. Dependendo da natureza da tutela requerida. o § 4 (VETADO) o § 5 Os documentos cuja digitalização seja tecnicamente inviável devido ao grande volume ou por motivo de ilegibilidade deverão ser apresentados ao cartório ou secretaria no prazo de 10 (dez) dias contados do envio de petição eletrônica comunicando o fato.Código de Processo Civil. serão considerados originais para todos os efeitos legais. 8 Os órgãos do Poder Judiciário poderão desenvolver sistemas eletrônicos de processamento de ações judiciais por meio de autos total ou parcialmente digitais. A distribuição da petição inicial e a juntada da contestação. notificações e remessas que viabilizem o acesso à íntegra do processo correspondente serão consideradas vista pessoal do interessado para todos os efeitos legais. por meio de petição eletrônica. em tramitação ou já arquivados. 9 No processo eletrônico. o § 1 As citações. no prazo preclusivo de 30 (trinta) dias. situação em que a autuação deverá se dar de forma automática. ressalvada a hipótese de existir segredo de justiça. quando admitida. O pedido O pedido consiste naquilo que o autor pretende com a tutela reclamada. ressalvada a alegação motivada e fundamentada de adulteração antes ou durante o processo de digitalização. declaratório ou acautelatório. sendo dispensada a formação de autos suplementares. podem ser feitas diretamente pelos advogados públicos e privados. pelas autoridades policiais. Art. respectivamente. para que. preferencialmente. intimação ou notificação. o § 1 Os autos dos processos eletrônicos deverão ser protegidos por meio de sistemas de segurança de acesso e armazenados em meio que garanta a preservação e integridade dos dados. ou pertinentes a juizado especial. o § 1 Os extratos digitais e os documentos digitalizados e juntados aos autos pelos órgãos da Justiça e seus auxiliares. o § 3 Os originais dos documentos digitalizados.

de ofício. A competência de juízo não pode ser substituída por convenção das partes: não há eleição de juízo (só existe eleição de foro). Art. considerada sua eficiência. durante a Semana da Tecnologia. Art.quando houver ajuizamento de ações idênticas.se o requerente postular em causa própria. ao juízo prevento.se a procuração estiver junta aos autos principais. o Sistema CNJ de processo judicial eletrônico (anteriormente denominado Projudi). 256. A lei determina a livre distribuição dos processos. porque não importando o quanto diferente possam ser. Tais preceitos impedem que as partes possam dispor livremente a respeito do juízo que pretendem para julgar suas demandas. na Vara de Registros Públicos do Fórum Lafayette.TJ MG desejo de manterem pessoalmente a guarda de algum dos documentos originais.no caso previsto no art. Extravio de processo Havendo desaparecimento ou extravio de processo. II . I . com outra já ajuizada. 254. tendo sido extinto o processo. todos necessariamente devem observar uma ressalva que a lei orienta: devem impedir a escolha do juízo pela parte. mandará proceder à respectiva anotação pelo distribuidor. O processo eletrônico foi implantado. o § 2 O acesso de que trata este artigo dar-se-á por qualquer meio tecnológico disponível. salvo: I . Será cancelada a distribuição do feito que. Não convém se analisar um por um dos diversos procedimentos de distribuição determinados pelos tribunais de todo o Brasil. Para George Marmelstein Lima. foi lançado como projeto-piloto no Juizado Especial da UFMG. em média. 8ª e 10ª Turmas Recursais Cíveis do Grupo Jurisdicional de Belo Horizonte (portaria 007/2009). Processo eletrônico em MG Art. à sua chefia. nos locais em que existam mais de um órgão jurisdicional com idêntica competência de foro. preferentemente o de menor custo. o servidor que primeiro tomar conhecimento do fato comunicará. Independentemente das ações adotadas anteriormente. onde são homologados 2 mil casamentos por mês. E para José Frederico Marques. do Gutierrez (em 29 de julho) e das Relações de Consumo (em 01 de setembro) e nas Turmas Recursais da Unidade UFMG (6ª. já está sendo usado para tramitar eletronicamente todas as habilitações de casamentos feitas na capital mineira. foram fixados no Código de Processo Civil preceitos – artigos 251 e 252 – a fim de obrigar a distribuição livre dos processos em comarcas que possuam mais de um juiz com competência para julgar uma causa. É defeso distribuir a petição não acompanhada do instrumento do mandato. os que contenham informações indispensáveis ao exercício da função judicante. 13. Distribuição Art. III . Em 2009. Atos de Ofício A autoridade administrativa que tiver ciência do fato promoverá a sua apuração imediata. todos estes juízes seriam igualmente competentes para decidir sobre as mesmas causas e as partes poderiam propor suas ações diretamente aos juízes que lhes conviessem. Art. for reiterado o pedido. O juiz. que seria determinantemente lesiva ao princípio do Juiz Natural. sem julgamento de mérito. não for preparado no cartório em que deu entrada. para os efeitos deste artigo. corrigirá o erro ou a falta de distribuição. marcando a entrada do TJ na era do processo eletrônico. Isso significa que. Em Minas. Nenhum cidadão pode pretender escolher deliberadamente o seu juiz. Para tanto. também. de ofício ou a requerimento do interessado. em agosto de 2007. dentre outros existentes ou que venham a ser criados. o ocorrido. em 30 (trinta) dias. ainda que em litisconsórcio com outros autores ou que sejam parcialmente alterados os réus da demanda. Art. o § 1 Consideram-se cadastros públicos. Parágrafo único. o servidor responsável pela reconstituição do processo observará o seguinte procedimento: 6 . o processo judicial eletrônico foi implantado nos outros quatro Juizados Especiais de Belo Horizonte (Juizados Especiais Cíveis do Barreiro (em 04 de abril). compensando-a. 253. sob pena de lesão irreparável ao princípio do Juiz Natural.quando. o Sistema CNJ já foi instalado nas 5ª. Distribuir-se-ão por dependência as causas de qualquer natureza: Ao longo de 2008. 251. por conexão ou continência. devendo ser distribuídos onde houver mais de um juiz ou mais de um escrivão. A distribuição poderá ser fiscalizada pela parte ou por seu procurador. 252. A homologação de casamentos responde por 50% dos processos da Vara de Registros Públicos de Belo Horizonte. mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar. pelo que não será permitida a escolha de vara ou juízo do foro competente (inclusive no foro de eleição). se a região possui mais de um juiz cível de primeiro grau. o juiz. Atualmente. obedecendo a rigorosa igualdade. Havendo reconvenção ou intervenção de terceiro. III . Art.quando se relacionarem. Justiça e Cidadania. a livre distribuição é o ―corolário do princípio constitucional do juiz natural. 37. Será alternada a distribuição entre juízes e escrivães. para ali ser ajuizada a ação e correr o processo. na Justiça Comum de 1ª Instância. O legislador preocupou-se em evitar esta prática.‖ Art. II . O magistrado poderá determinar que sejam realizados por meio eletrônico a exibição e o envio de dados e de documentos necessários à instrução do processo. 257. ainda que mantidos por concessionárias de serviço público ou empresas privadas. 255. Todos os processos estão sujeitos a registro. 7ª e 9ª Turmas em 09 de abril).

porque ―vencido‖. A nova perícia terá encontrado uma situação de fato que. contrafés e mais reproduções dos atos e documentos que estiverem em seu poder (art. Há que se analisar. este sim obrigado a proceder à restauração dos autos. a possibilidade de as partes. Quem paga as custas do processo e os honorários de advogado. A Lei concebe a restauração de autos como ação de uma das partes contra a outra. homologado pelo juiz. dirimindo eventual controvérsia sobre o conteúdo de documentos ou declarações duvidosamente reconstituídos.066). pelo qual foi dado conhecimento à chefia.069). Não se deve excluir. ainda. exibindo as cópias. de ofício. a restauração de autos. contra o que dispõe o artigo 1. condenação do autor nos ônus da sucumbência. Poderá haver controvérsia. que podem ter natureza contenciosa ou voluntária. não contra mas em face da outra. por exemplo. requererem a restauração dos autos. atende ao caso mais comum: aquele em que uma delas tem mais interesse do que a outra no prosseguimento do processo principal. por se haver constatado que ele próprio. conforme haja ou não acordo entre as partes.065 e parágrafos). Para responder. não terão reproduzido exatamente suas declarações anteriores. como previsto no artigo 1. sendo necessária sentença do juiz. do desaparecimento ou extravio do processo. não se apurando quem deu causa ao desaparecimento ou constatando-se que a culpa foi de terceiro? Não se pode condenar o réu. 1. Por documentarem o desenvolvimento de uma relação processual.069. O processo moderno não com- Ao julgar a restauração. a vontade das partes é insuficiente. ainda que meramente homologatória. pedindo ao juiz que julgue restaurados os autos. já não será a mesma da perícia anterior. resgatando as suas informações e obtendo cópias de documentos que o constituíam. Determina a Lei que. os autos têm a natureza de documento público. 1. O mais razoável é que suporte cada parte os honorários de seu patrono e metade das custas. na sentença.063 do Código de Processo Civil e. quiçá oferecendo desde logo as cópias que cada uma tinha em seu poder. as disposições que regem a matéria. deu causa ao desaparecimento dos autos. 1. uma das partes afirmando. Revel. porque indispensável sentença para que a restauração produza seus efeitos próprios.063 a 1. 1. regulando-a nos artigos 1. mas apenas um direito contra o Estado-juiz. pode qualquer das partes promover-lhe a restauração‖ (art. Eles documentam o desenvolvimento da relação processual. qual o significado de ―julgar restaurados os autos‖. c) Reconstituir o processo. A parte contrária é citada para contestar o pedido. As testemunhas. Se for o caso. 1. Evidentemente. ao julgar restaurados os autos. É uma ação declaratória de fato. desde o ato que a constituiu até o seu estágio atual.069. supre o processo desaparecido.067. nesse caso. Diz a Lei que. seguirá o processo os seus termos (art. mais do que em outras ações. necessária. 1. contra o disposto em seu artigo 2º: ―Nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer. reinquirem-se as testemunhas e renova-se a perícia (art. O juiz precisa dos autos até mesmo para decretar a extinção do processo. a de o juiz determinar. Pode o juiz agir de ofício? A legitimação ativa e passiva é exclusivamente das partes? Pode ser condenado nas custas e em honorários o juiz. resumidamente. Eis aí. nos casos e formas legais‖. Documentos terão sido irremediavelmente perdidos. são reconstituídos ―mediante cópias e. pelos meios ordinários de prova‖. lavra-se auto que.067). O réu. presumem-se verdadeiros os fatos alegados pelo requerente (art. aos autos desaparecidos. necessariamente pública. o juiz profere uma declaração de fato: afirma que os autos da restauração correspondem. permitindo o prosseguimento do processo. que o juiz haja de dirimir. ―verificado o desaparecimento dos autos. Mas o juiz não poderia julgar restaurados os autos sem citação das partes. ele próprio deu causa ao desaparecimento dos autos. ainda que não seja parte? A concepção da restauração de autos como processo de jurisdição contenciosa. Não se poderia. embora acolhido seu pedido. em outras palavras. Concordando. Constituem instrumento para o exercício da jurisdição.065). que a cópia da petição inicial ou da contestação. b) Fazer representação ao chefe da unidade a que estiver jurisdicionado. uma terceira hipótese. será de jurisdição voluntária. sem possibilidade de reconstituição. negar ao juiz o poder de determinar a restauração. Julgada a restauração. pois.069. à semelhança do que ocorre na separação e no divórcio. Constitui exercício de direito público subjetivo. porque expressamente afastado o princípio da sucumbência pelo artigo 1. um processo iniciado de ofício. por isso. começamos determinando o significado da sentença a ser proferida. porque através dela não se veicula qualquer direito subjetivo do autor contra o réu.063). ou seu procurador. Observe-se que. na falta. não tem obrigação alguma em face do autor. Responde pelas custas da restauração e honorários de advogado quem houver dado causa ao desaparecimento dos autos (art. em qualquer dos casos. assim. O procedimento. Trata-se de pura ação. com condenação nas Atos de Ofício 7 . porque o pedido somente pode ser atendido pelo juiz. não estará o juiz a declarar que foram reconstituídos tais como se achavam no estado em que desapareceram. Restauração de autos O Código de Processo Civil insere a restauração de autos entre os processos de jurisdição contenciosa. embora deva colaborar. o juiz condene nas custas e honorários a parte que deu causa ao desaparecimento (art. custas e em honorários daquela que haja dado causa ao desaparecimento. e especialmente se. Neles se inserem os documentos da causa que. especialmente. reinquiridas. não corresponde ao original. pelo decurso do tempo. no exercício de uma atividade que teria natureza administrativa. Pode ocorrer. juntamente com o documento. o escrivão ou o advogado que haja dado causa ao desaparecimento.TJ MG a) Ordenar a documentação que caracterize a busca de localização do processo dentro de uma capa. porém. apresentada pela outra. de ação proposta por uma das partes. a quem compete autorizar a reconstituição do processo. ainda que. de comum acordo. 1. Haveria. na medida possível. perdidos juntamente com os autos.

1. a quem quer que possa ter algum direito dependente do processo principal. PEÇA DO PROCESSO – É o documento que. Art. seguirá o processo os seus termos.TJ MG o porta iniciativa judicial. Termos utilizados referentes ao processo Parágrafo único. DISTRIBUIÇÃO . O responsável pelo desaparecimento dos autos. mas a qualquer interessado.É a união definitiva e irreversível de 01 (um) ou mais processo(s)/documento(s). levar.cópia dos requerimentos que dirigiu ao juiz. ou de um documento a um processo. não à afirmação da possibilidade da iniciativa judicial. I . desde que pertencentes a um mesmo interessado e que contenham o mesmo assunto. nestes se prosseguirá sendo-lhes apensados os autos da restauração. 1. sempre que possível. 1.065.069. 1. o § 3 Não havendo certidão de documentos. oferecendo: DESAPENSAÇÃO . seja uma das partes.quaisquer outros documentos que facilitem a restauração. lavrarse-á o respectivo auto que. 1.066. NUMERAÇÃO DE PEÇAS – É a numeração atribuída às partes integrantes do processo. nestes se prosseguirá‖. Art. contrafés e mais reproduções dos atos e documentos que estiverem em seu poder. Quem houver dado causa ao desaparecimento dos autos responderá pelas custas da restauração e honorários de advogado. pois. observar-se-á o disposto no art. Pode acontecer também por prevenção.064. mas em ação própria. far-seá nova perícia. seja o juiz. III . o processo é distribuído para um juiz ou ministro que já seja relator da causa ou de processo conexo.br o § 2 Remetidos os autos ao tribunal. nota fiscal. suprirá o processo desaparecido. ou seja. entre outros. integra o processo.069. o § 2 Não havendo certidão ou cópia do laudo. estes serão reconstituídos mediante cópias e. a 01 (um) outro processo (considerado principal). sem prejuízo da responsabilidade civil ou penal em que incorrer. pela atribuição do poder de agir ao Ministério Público. Na petição inicial declarará a parte o estado da causa ao tempo do desaparecimento dos autos. Art. Verificado o desaparecimento dos autos. Se o desaparecimento dos autos tiver ocorrido depois da produção das provas em audiência. JUNTADA . o § 2 Se a parte não contestar ou se a concordância for parcial. pelos meios ordinários de prova. a ação será distribuída. brochura. que a propositura da ação de restauração de autos não compete apenas às partes. como corolário. termo de convênio. como decorre do artigo 1. o juiz mandará repeti-las. mas se estas tiverem falecido ou se acharem impossibilitadas de depor e não houver meio de comprovar de outra forma o depoimento.certidões dos atos constantes do protocolo de audiências do cartório por onde haja corrido o processo. Segue-se. Art. ainda que proferida em processo de jurisdição contenciosa. responde por perdas e danos.063. observandose os princípios da publicidade. 1. PÁGINA DO PROCESSO – É cada uma das faces de uma folha de papel do processo.068. poderão ser substituídas. qualquer que seja a natureza da ação a que se refiram os autos que se devam restaurar.É a separação física de processos apensados. como o credor com penhora no rosto dos autos extraviados. o § 1 Aparecendo os autos originais. da alternatividade e do sorteio.tex. o § 1 Serão reinquiridas as mesmas testemunhas. esta será junta aos autos e terá a mesma autoridade da original. sempre que for possível e de preferência pelo mesmo perito. sob diversas formas.http://www. com efeito suspensivo. Julgada a restauração. JUNTADA POR ANEXAÇÃO . contrato. A sentença que julga restaurados os autos. cabendo-lhe exibir as cópias. o § 1 Se a parte concordar com a restauração. FOLHA DO PROCESSO – São as duas faces de uma página do processo. DA RESTAURAÇÃO DE AUTOS Art. passagem aérea. § 4 Os serventuários e auxiliares da justiça não podem eximir-se de depor como testemunhas a respeito de atos que tenham praticado ou assistido. o § 5 Se o juiz houver proferido sentença da qual possua cópia. mas da legitimidade do Ministério Público. 1. pode qualquer das partes promover-lhes a restauração. ao relator do processo. ou seja. o § 2 Os autos suplementares serão restituídos ao cartório. Se o desaparecimento dos autos tiver ocorrido no tribunal.É a união de um processo a outro. A natureza pública dos autos deve. fita de vídeo. Da sentença cabe apelação. nestes prosseguirá o processo. pois ―aparecendo os autos originais. Havendo autos suplementares.067. Art. o escrivão ou um terceiro. assinado pelas partes e homologado pelo juiz. O interesse público é atendido por outra forma.Escolha do juiz ou relator do processo. Ex: Folha. na falta. No caso de um juiz ou ministro declarar-se impedido é feito novo sorteio. folha de talão de cheque. não faz coisa julgada. aí se completará a restauração e se procederá ao julgamento. Art. inconfundível com a de restauração de autos. processar.pro. o § 1 A restauração far-se-á no juízo de origem quanto aos atos que neste se tenham realizado.Lavrar um auto contra alguém. deles se extraindo certidões de todos os atos e termos a fim de completar os autos originais. 803. Atos de Ofício 8 . II . A parte contrária será citada para contestar o pedido no prazo de 5 (cinco) dias. por sorteio. AUTUAR . realiza-se por Anexação ou Apensação. Far-se-á a distribuição de acordo com o regimento interno do tribunal. reunir em forma de processo (a petição e documentos apresentados em juízo). qual seja.

TERMO DE RETIRADA DE FOLHA OU PEÇA – É uma nota utilizada para registrar a retirada de folha(s) ou peça(s) do processo. pode ser por intermédio de carimbo específico. isto é.É a movimentação do processo de uma unidade à outra. poderá exigir a anexação de um ou mais processos como complemento à sua decisão. A regra.quando houver vista em comum . destinado a controlar a movimentação da correspondência e do processo e fornecer dados de suas características fundamentais. No Supremo. incluídos aqueles referidos na Constituição Federal como imprescindíveis à administração da Justiça. Da carga de autos pelo advogado A Lei nº 11. alterou a redação do § 2º do art. E . o advogado assinará carga no livro competente. sempre que Ihe competir falar neles por determinação do juiz. vá tornar-se obsoleta e venha a dar lugar total às peças digitalizadas pelo escâner. TERMO DE DESENTRANHAMENTO DE PEÇAS – É uma nota utilizada para informar sobre a retirada de peça(s) de um processo.a obtenção de cópia de peças necessárias ao estudo do processo e manifestação sem que precisem se ajustar na partilha do prazo. A primeira crítica a fluir é que o legislador. pode ser por intermédio de carimbo específico.requerer. ou imaginado que o Estado mantivesse serviço de fotocópias em todos os ambientes forenses. encarregada de dar suporte às atividades de recebimento e expedição de documentos no âmbito da área a qual se vincula. o § 2 Sendo comum às partes o prazo. REGISTRO . aos interessados.969. o § 1 Ao receber os autos. não houvesse filas para atendimento aos seus usuários.retirar os autos do cartório ou secretaria. PROTOCOLO SETORIAL – É a unidade localizada junto aos setores específicos dos órgãos ou entidades. poderão os seus procuradores retirar os autos. 155. pelo prazo legal. TERMO DE RESSALVA – É uma nota utilizada para informar que uma peça foi retirada do processo quando do ato da anexação. tem a finalidade de descentralizar as atividades do protocolo central. 40. PROCESSO PRINCIPAL – É o processo que. ao proceder a anexação foi constatada a ausência de uma peça. a partir do elevador. não se diga que uma hora é benesse quando comparada aos 45 minutos antes conferidos pelos provimentos da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho. através de sistema próprio. ao fixar o prazo de uma hora. para que os cartórios não façam carga ordinária aos profissionais que sem parcimônia retiram os autos para reproduzir peças e culminam prejudicando o exercício da Advocacia pelo patrono adverso. PROTOCOLO CENTRAL – É a unidade junto ao órgão ou entidade. PROCEDÊNCIA – A instituição que originou o documento. assim. Por outro lado. TERMO DE JUNTADA DE FOLHA OU PEÇA – É uma nota utilizada para registrar a juntada de folha(s) ou peça(s) ao processo. como procurador. aplica-se aos casos de retirada durante a fluência de prazo comum. também. Atos de Ofício Noutro enfoque é preciso lembrar que a retirada de autos em carga regulada no CPC há muito se constitui em problema à Advocacia. bem como procedimentos expressados por despachos. embora a fotocopiadora. 40 do CPC para permitir ao advogado retirar autos mediante carga pelo prazo de uma hora com o propósito de reproduzir peças processuais. ressalvada a obtenção de cópias para a qual cada procurador poderá retirá-los pelo prazo de 1 (uma) hora independentemente de ajuste. pode ser por intermédio de carimbo específico. um advogado dotado de super poder para receber os autos e cumprir o seu desiderato em carga relâmpago. TERMO DE DESAPENSAÇÃO – É uma nota utilizada para registrar a separação física de dois ou mais processos apensados. pela natureza de sua matéria. autos de qualquer processo. instruções para pagamento de despesas. em cartório de justiça e secretaria de tribunal. III .TJ MG PETIÇÃO . interna ou externa. ou que nestes. é um pedido escrito dirigido ao Tribunal. Outras petições podem ser apresentadas durante o processo para requerer o que é de interesse ou de direito das partes. TERMO DE ENCERRAMENTO – É uma nota utilizada para registrar o encerramento do processo. circunstância muito difícil em grandes comarcas ou mesmo quando os procuradores têm sua base em localidades distintas. como explicita o art. circunstância não rara e que resulta no pedido de garantia e reabertura de prazos.De forma geral. O advogado tem direito de: I . pois em caso contrário a carga terá que ser procurada ao final do expediente da repartição para que o prazo de devolução termine no início do turno subsequente.examinar. deve ter pensado no ´Doctor Flash. pareceres técnicos. A Petição Inicial é o pedido para que se comece um processo. o documento é protocolado e autuado pelos órgãos autorizados a executar tais procedimentos. feita em sistema próprio.É a reprodução dos dados do documento. a Petição (PET) é um processo. Mas servirá.969. haverá necessidade de regulamentar-se a retirada dos autos. didaticamente. (Redação dada pela Lei nº 11. encarregada dos procedimentos com relação às rotinas de recebimento e expedição de documentos. pode ser por intermédio de carimbo específico. salvo o disposto no art. A finalidade da lei é permitir aos patronos . pode ser por intermédio de carimbo específico. só em conjunto ou mediante prévio ajuste por petição nos autos. ainda. TRAMITAÇÃO . 1º da lei. em tempo próximo. além de novas publicações. II . Art. pode ser por intermédio de carimbo específico. vista dos autos de qualquer processo pelo prazo de 5 (cinco) dias. anexos ou. de 2009) PROCESSO ACESSÓRIO . primeiro porque quando o 9 . PROCESSO – É o documento ou o conjunto de documentos que exige um estudo mais detalhado.É o processo que apresenta matéria indispensável à instrução do processo principal. de 06 de julho de 2009. nos casos previstos em lei.

Ela e a demanda inicial reúnem-se em um processo só. a impossibilidade de sucesso da demanda. João Moreno Pomar É portanto uma das modalidades de resposta. Conceito e justificação sistemática Reconvenção é a demanda de tutela jurisdicional proposta pelo réu em face do autor. ou as consequências jurídicas que o autor pretende. podem ocasionar fim do processo antes mesmo do magistrado apreciar o conteúdo do direito pretendido. modificativo.099/95) não há reconvenção. após o réu ser citado. 300 do CPC dispõe acerca da contestação: Ou seja. 162 do CPC para autorizar a escrivania a realizar de ofício atos ordinatórios. o réu introduz no processo uma nova pretensão. Os argumentos de origem formal se relacionam à ausência de alguma formalidade processual exigida. Aquela primeira hipótese. Compete ao réu alegar. Dessa forma. Nestes casos. por meio de pedido contraposto.br. o mandado de citação será juntado aos autos do processo e. É a chamada defesa direta ou de mérito. impeditivo ou extintivo do direito alegado pelo autor). no processo pendente entre ambos e fora dos limites da demanda inicial. em regra. na contestação. É neste instrumento que o réu deve rebater todos os argumentos do autor. e materiais. Lei nº 9.906/94 que assegura a obtenção de cópias sem a confiança dos autos. Esses argumentos. como ocorre no processo penal. provavelmente terá que continuar sujeitando-se a fazê-lo acompanhado por um servidor.no prazo de defesa. demonstrando. e realmente a reconvenção é ato de exercício do direito de demandar. pois este é o momento oportuno para que o mesmo possa alegar todas as suas razões. ou sumaríssimo (Juizados Especiais. pois é através da contestação que o réu impugna o pedido formulado pelo autor da ação. dentro do mesmo processo em que o autor vem exercendo o seu próprio. o réu poderá se manifestar sobre aspectos formais. tanto processual. determinados argumentos de defesa que não foram alegados em sede de contestação. na qual o réu ataca o fato gerador do direito do autor. Essa é a chamada defesa indireta. a ser julgada em conjunto com a do autor. Art. ou retardaria o procedimento até que seja sanada a imperfeição. a reconvenção ocorre quando o réu processa o autor. A contestação é a peça que comporta a toda a defesa do réu. A terceira hipótese a lei antes referida tentou resolver com 60 minutos. caso a contestação não seja apresentada no prazo legal. claramente. No processo civil é necessário que o réu deduza todas as matérias de defesa que serão utilizadas na própria contestação. entretanto. O princípio da concentração (ou princípio da eventualidade) determina que o réu deve. www. implícito o de pronta juntada do instrumento procuratório e a subsequente carga ao patrono da parte. quando o advogado precisa reproduzir peças de um processo para decidir se aceita a causa. Não há possibilidade. de 15 dias a contar da juntada aos autos do mandado de citação cumprido. Prazo Contestação O prazo para que o réu ofereça contestação ao pleito autoral é. 40 do CPC. Na contestação. em sede de contestação. de aguardar um momento mais propício para expor as teses de defesa. Com ela. presumindo-se verdadeiros (presunção relativa) os fatos alegados pelo autor na petição inicial. diz-se também que ela seria uma ação dentro da ação. nem mesmo no inciso XIII do art. dependendo da gravidade. começará a correr o prazo para apresentação de contestação. e que não fora cumprida pelo autor em sua peça inicial.jurisway. e quando a tem. Assim. mediante petição deferida pelo juízo ou intimação de vista exclusiva ou em prazo comum. caso não apresentada. Reconvenção Reconvenção é um instituto de direito processual. junto com a reconvenção e as exceções. Menos tecnicamente. pelo qual o réu formula uma pretensão contra o autor da ação. para instruir outro feito ou simplesmente para alcançá-las ao colega de outra comarca. é mérito da causa. ampliado quanto ao objeto.TJ MG advogado não tem procuração somente pode examinar os autos em cartório ou secretaria. Nos processos que seguem o rito sumário. tornar-se-á revel o réu naquela ação. defendendo-se no plano do mérito. II e III do art. Essa defesa pode ser (i) direta (quando o fato constitutivo do direito alegado pelo autor ou os efeitos jurídicos por ele produzidos são negados) ou (ii) indireta (quando o réu argúi um novo fato. Trata-se da modalidade processual de resposta mais comum. O art. é através da contestação que o réu apresentará defesa sobre o próprio mérito da ação. A estrutura complexa do objeto não compromete a unidade do processo. dentro do prazo para contestar. concedendo ou não a tutela jurisdicional pedida pelo autor e concedendo ou não a pedida pelo réu que reconveio.org. expondo as razões de fato e de direito. formular uma pretensão contra o autor da ação. a pretensão do réu se da na própria ação. A imperfeição apontada pelo réu retiraria do autor a possibilidade de seguir adiante. e a segunda resolveu-se indiretamente quando a Lei nº 8. em que duas pretensões se põem perante o juiz para que ele se pronuncie afinal sobre ambas. No entanto. o qual prossegue sendo um só. com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir. ainda não foi adequadamente enfrentada pelo legislador. sob pena de não poder mais se utilizar de Atos de Ofício 10 . No processo de rito ordinário o réu pode. ocorrerá a revelia. No processo com reconvenção ocorre um dos possíveis casos de objeto do processo composto. Já os aspectos materiais se relacionam ao conteúdo do direito que o autor reivindica.952/94 acrescentou o § 4º ao art. a partir dessa data. toda a matéria de defesa. Assim. alegar toda a matéria de defesa. E. cujo objeto se alarga em virtude do pedido do réu. 300. razão pela qual. sem que se forme um novo processo. se aquelas modificações não forem estendidas à hipótese. ressalta-se a grande importância da contestação para a defesa do réu. neste caso. 7º da Lei nº 8. quanto de mérito. como disposto nos incisos I.

evitando a duplicação de atos instrutórios. uma demanda). é indispensável que o réu-reconvinte esteja amparado pelo dúplice requisito das condições da ação e dos pressupostos processuais relacionados com sua capacidade e correta representação por advogado. Nem é adequado contrapor a reconvenção à ação principal. sujeita-se aos pressupostos gerais de admissibilidade da tutela jurisdicional. Corno demanda. a doutrina mais antiga referia-se a ela como uma ação dentro da ação e também a punha em confronto com a demanda inicial. Mediante ela pode-se trazer ao juízo a pretensão a uma sentença de qualquer espécie constitutiva. que é a postura metodológica consistente em direcionar todo o processo e realizar todos os seus atos com vista à satisfação deste . exercendo faculdades e poderes inerentes à condição de parte. A reconvenção potencia o resultado social de pacificação a ser obtido mediante o processo. b) objeto distinto do objeto da demanda do autor. podendo ele propor sua demanda em termos de resposta ou omitir-se naquele momento. condenatória ou meramente declaratória sem que haja uma necessária correlação entre a natureza da sentença pedida em reconvenção e a que o autor pedira na inicial (mas é necessária alguma conexidade: art. tolhido por maus costumes verbais que prejudicam o bom entendimento do instituto (arts. chega ao juízo pela via da reconvenção. mais corretamente.como se o autor tivesse sempre razão e suas razões de pressa ou urgência fossem sempre mais dignas que as do réu. 315. Depois. A reconvenção é uma das técnicas com que o legislador procura otimizar a eficiência do processo como instrumento para a tutela jurisdicional . cuja apresentação em juízo repercute depois no conteúdo da sentença de mérito a ser proferida. muito menos. Em resumo. A disciplina e o correto entendimento da reconvenção giram em torno desse binômio que a caracteriza. sendo ela ao mesmo tempo uma resposta e uma demanda. c) consequente alargamento do objeto do processo. caso prefira propô-la depois. colocada ao lado de uma outra demanda já proposta antes.sem que com isso fique prejudicado seu direito de ação e. à luz de uma só instrução. mais rápido. os quais serão relacionados (a) com a possibilidade de propor a demanda em via reconvencional e (b) com os aspectos formais dessa propositura. são pressupostos da reconvenção (I) as condições da ação e os normais requisitos exigidos para a correta propositura da demanda e (u) os requisitos próprios a esse modo de demandar em juízo. falando de um suposto binômio ação e reconvenção. porque ela é autônoma e não acessória à inicial. pelo mérito. Pressupostos gerais Logo ao deduzir sua reconvenção no processo. A própria ação declaratória incidental.TJ MG Eis. os elementos da definição: a) nova demanda.. ela se rege por requisitos próprios. fora do processo em que foi citado . A reconvenção e um instituto que em si mesmo constitui repúdio à perniciosa ideia do processo civil do autor. Mas o próprio Código de Processo Civil incorre nessas imprecisões. Ação dentro da ação é um absurdo terminológico. ela é uma demanda dentro do processo pendente. dela pode o réu-reconvinte desistir. a reconvenção terá a natureza que seu conteúdo lhe atribuir. com maior proveito útil. seja integralmente. 317 e 318). a reconvenção é uma das possíveis reações do réu ao estímulo externo consistente na pro- Atos de Ofício 11 . só sendo admissível o julgamento da reconvenção. 318). 297 do Código de Processo Civil. tanto quanto a inicial do autor. em síntese. a reconvenção é mera faculdade que o sistema processual oferece ao réu. positura da demanda inicial pelo autor. porque um poder de agir não pode estar dentro de outro poder de agir. também a reconvenção é uma ação (ou. as duas demandas serão julgadas em uma sentença só (art. Distinguir entre ação e reconvenção é igualmente impróprio porque. o direito que tivesse ao bem da vida pretendido. que a prova seja produzida segundo as regras ordinárias etc. Nada impede o réu de propor sua demanda em separado. o que é seguro fator de sua legitimidade entre as instituições do processo civil de resultados. A reconvenção é regida por requisitos de duas ordens. esse processo se dispõe a produzir duas. O réu que responde reconvindo já se faz atuante no processo. c) unidade do processo e não processo novo. não uma defesa. conforme o caso. mas ao reconvir toma-se uma parte participante do contraditório (ainda quando não haja oferecido contestação). é um contra-ataque. 315). mas pela via da reconvenção ele o faz de modo mais econômico. Como exercício do direito de demandar em juízo e direito ao processo. Ao demandante que reconvém dá-se o nome de réu-reconvinte. quando proposta pelo réu. Eis por que. Ela é urna resposta sem finalidade defensiva. Seu conteúdo e finalidade são os de uma demanda de provimento jurisdicional. se estiverem presentes todos os pressupostos a que ele é ordinariamente condicionado. A reconvenção como resposta e como demanda Pressupostos gerais e especiais A reconvenção e uma das possíveis respostas do réu à demanda inicial e como tal arrolada no art. referentes (a) às hipóteses em que se admite inserir no processo a demanda do réu e (b) às circunstâncias formais desse ato. Assim colocada. sem conceitos maduramente definidos. referentes às duas faces de sua conceituação. porque não lhe serão impostas as demoras do segundo processo. mas sempre uma resposta. em vez de preparar e produzir uma só tutela. seja para excluir apenas algum dos reconvindos. a qual lhe dedicará um capítulo específico e relativamente autônomo em relação ao que decide sobre a demanda do autor. evitando o risco de decisões conflitantes porque. como espécie de resposta do réu. dando então origem a um novo processo. proposta pelo réu. no curso do processo é indispensável que se realizem os atos normais de discussão em contraditório. chamando-se autor-reconvindo o seu adversário. e mais seguro. Como resposta. Ela impõe àquele uma espera um pouco maior e pode criar embaraços à sua pretensão. cujo conhecimento lhe chegou mediante a citação. parte ele já era desde a citação. a desistência dependerá sempre da anuência do excluído ou de todos. Sendo a reconvenção uma demanda.porque. mas isso é feito em nome da maior eficiência da Justiça e da dignidade do sistema processual.

todas apoiadas na premissa de que nenhum fato é por sua própria natureza constitutivo. 283) etc. quer para o fim da reconvenção ou para outro qualquer. quando o juiz. porque para tanto não seria necessária a reconvenção . STJ). seja para tornar possível a reconvenção. como será o do marido. Não indeferida a petição que reconvém. impeditivo. tiver de formar convicção única sobre os fundamentos de ambas. pede a anulação do contrato de compra-e-venda. para decidir sobre as duas ou várias demandas propostas. diferentes. para qualquer desses efeitos. No último caso figurado. a propositura da demanda reconvencional não está correta e. O réu de uma demanda de condenação a pagar dinheiro defende-se em contestação. mas. a reconvenção deve vir amparada por todos os requisitos referentes à correta propositura da demanda e demais pressupostos ordinariamente exigidos em relação à demanda inicial do processo. Se o autor pediu a condenação do réu a cumprir uma cláusula contratual. o provimento jurisdicional pedido deve ser potencialmente apto a proporcionar uma efetiva melhora em sua esfera de direitos (interesse de agir) e tanto ele como o autor-reconvindo precisam estar em urna legítima relação de adequação com a causa proposta (legitimidade ad causam ativa e passiva). 241 do Código de Processo Civil. existente entre as duas causas" (Barbosa Moreira). ou o do comprador que. Os fundamentos chegam a ser praticamente idênticos na contestação e na reconvenção. A conexidade com os fundamentos da defesa é mais íntima do que a conexidade com os da demanda inicial. sinta-se de algum modo influenciado pelo julgamento da demanda inicial ou vice-versa. sujeita-se ao indeferimento. A conexidade pela causa petendi.p. Esse prazo é elevado ao quádruplo para o Ministério Público e Fazenda Pública.ex. em caráter autônomo. A demanda do réu-reconvinte deve ser juridicamente possível.uma defensiva e outra. 297). tanto quanto a petição inicial do processo. ainda assim o juiz continua fiscalizando a presença dos pressupostos para o julgamento do mérito. considera-se satisfatoriamente configurada a hipótese de comunhão de causas de pedir.. 103). modificativo ou extintivo de direitos . jamais se exige tão intensa que as duas demandas estejam rigorosamente amparadas pelos mesmos fundamentos. 1. ele pedirá a condenação deste a pagar-lhe o saldo que afirme existir a seu favor. ao julgar o pedido reconvencional.dependendo sempre do modo como ele é invocado em cada caso concreto (Micheli). 267). 282 do Código de Processo Civil e estar acompanhada dos documentos indispensáveis (art. O petitum deduzido em reconvenção precisa inserirse no mesmo contexto jurídico-substancial em que se situa o do autor. réu em processo de anulação de casamento. embora o art. autorizar a formação do litisconsórcio etc. A conexidade com a inicial. reconvir em ação de investigação de paternidade.009). como demanda de tutela jurisdicional que é. mas nem uma nem outra deve ser levada a extremos de exigência. Idem. sem qualquer diferença. a reconvenção do réu será satisfatoriamente conexa com a demanda inicial se trouxer o pedido de condenação daquele a cumprir uma obrigação posta a seu cargo pelo mesmo contrato. alegando compensação do suposto crédito do autor com outro seu. em reconvenção a um pedido de condenação pelo preço. Basta a parcial identidade de títulos. Essa é apenas uma das combinações possíveis. e conta-se em dobro para os litisconsortes passivos representados pelo mesmo advogado e para os beneficiários da assistência judiciá- O pedido reconvencional não será o contraposto do pedido formulado pelo autor. não se admite. porque de uma só alegação o réu extrai duas consequências jurídicas . também positivo e líquido (CC. 315 CPC). se faltar alguma condição da ação. ainda que mais tênue. reconvencional. reconvindo. Requisitos formais específicos Como resposta à demanda inicial. p. sem qualquer influência da mera circunstância de essa demanda ser trazida como resposta. Mas a reconvenção é admissível quando a improcedência da Atos de Ofício 12 .enfim. art.. O grau de convergência dos fundamentos é ainda menos intenso quando se trata de reconvenção. reconvir em ação de separação judicial.sabendo-se que a rejeição da demanda (improcedência) já é em si mesma concessão de tutela jurisdicional plena ao réu. Pressupostos especiais: a conexidade O mais destacado pressuposto específico da demanda reconvencional é sua conexidade com a demanda inicial ou com os fundamentos da defesa que o próprio réu-reconvinte formula em contestação ("o réu pode reconvir ao autor no mesmo processo. 315 o vínculo. As condições da ação reconvencional medem-se segundo os metros ordinários e sempre em relação à nova causa proposta por essa via. ou de todas. chegando quase ao ponto de uma coincidência completa. para pedir a mesma separação que em contestação o réu repele (mas por fundamentos distintos. obviamente).' enquanto ele se limitasse a opor esse fato apenas em defesa.. sob pena de inviabilizar-se o próprio instituto da reconvenção. para pedir a declaração de que o réu não é filho do autor. como a mais ampla das modalidades das relações entre demandas. poderá ser em razão do pedido ou da causa de pedir (art. na reconvenção pode ser fato constitutivo do direito afirmado pelo réu. . o máximo que poderia postular seria a improcedência da demanda do autor. bastando alguma razoável ligação entre as duas causas para que o juiz. há pura conexidade por identidade de pedidos. a reconvenção é sujeita à propositura no prazo de quinze dias a contar da citação consumada (art. que reconvém para pedir a separação judicial. mas as conclusões. excluindo do processo o objeto da reconvenção quando for o caso (art. Faltando algum pressuposto processual. seja para provocar a prorrogação da competência. "Deve ter-se por suficiente para satisfazer o requisito do art. 188 seja explícito somente na concessão desse grande beneficio para contestar (interpret. Todos esses pressupostos são os mesmos a que o réu-reconvinte estaria sujeito se houvesse optado por ajuizar sua demanda separadamente.TJ MG A demanda reconvencional deve ser redigida segundo as exigências do art. demanda do autor não for suficiente para propiciar ao réu o bem a que ele aspira . fora do processo em que foi citado (e não como resposta à citação). toda vez que a reconvenção seja conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa": art. observados os preceitos contidos nos incisos do art. O mesmo fato alegado como extintivo na contestação em que o réu afirma não mais existir o direito do autor.ex.

ainda que acima do oferecido pelo expropriante. quando defendidos por uma defensoria pública ou órgão assemelhado (CPC. 20 e 24). bem como os respectivos meios de prova" (art. 211. 294. sem negar-lhe julgamento. onde sentença de mérito não existe.060. d) a ação de desapropriação. mediante alegação de ter sido ele ofendido em sua posse (art. Seu formalismo é muito maior que o deste e dessa mera irregularidade formal não decorre prejuízo o para o adversário (arts. onde cabe ao juiz fixar afinal o valor a ser pago. 250) . § 5 ). de 26. 31). porque o resultado a que ambos conduzem é o mesmo: ampliação do objeto do processo pela introdução de mais um pedido.2. Ações dúplices Em algumas espécies de litígios ou tipos de procedimento a lei permite que o réu.TJ MG ria. 9. art. 1. Seu campo mais propício é o procedimento ordinário. inc. Na enorme casuística existente na jurisprudência atual sobre a admissibilidade da reconvenção (Theotônio Negrão) não está mais presente. 31).sempre que não dê causa a mal-entendidos (é preciso deixar claro onde termina uma resposta e principia a outra). e) nos processos dos juizados especiais cíveis. Trata-se do pedido contraposto ulterior. § 1 e 250). Não se admite no processo de liquidação de sentença. nessas hipóteses. o qual é funcionalmente competente para a reconvenção. também presente no sistema dos juizados cíveis (lei n. 31). Admite-se a reconvenção em ação rescisória. de o o 5. § 1 ). art. Em Portugal.9. 706 consagra dispositivo análogo. 278.50.41. Ela deve ser redigida em peça separada da contestação. fora dos casos estritos em que a lei o admite. desde que em contestação o expropriado haja impugnado a oferta (dec-lei n.95. quando for o caso de formular pedido contraposto. conhecer de pedido contraposto deduzido em contestação.9. b) a ação de consignação em pagamento e a de prestação de contas. desde que ela também contenha um pedido de rescisão da mesma sentença ou acórdão (capítulo de sentença diverso daquele impugnado pelo autor da primeira rescisória). lei n. a qual vem ali definida como "o ato comum pelo qual as partes submetem ao juiz suas respectivas pretensões e os pontos sobre os quais estão em desacordo. só porque especiais. necessidade de dar ao autor oportunidade para impugnar o novo pedido.099. a pura e simples negativa em relação aos procedimentos especiais. "É admissível reconvenção em ação declaratória" (Súmula 258 STF). sentença única. 9. nem nos embargos à execução. mas a inobservância dessa exigência constitui mera irregularidade formal que não prejudica nem conduz à nulidade do ato (art. onde cabe ao juiz condenar o próprio autor a pagar ao réu o saldo eventualmente apuo rado contra ele (arts. como dispõe o art. arts. § 1 ) e nos processos perante os juizados especiais cíveis (LJE. onde por via mais singela se obtém o mesmo resultado da reconvenção. de 26.9.12. nas quais se permite ao réu pedir proteção possessória em contestação. 57). nos quais são expressamente autorizados os pedidos contrapostos (lei n. No sistema do Código de Processo Civil brasileiro. que não tem a finalidade de propiciar diretamente a tutela jurisdicional plena (meras medidas de apoio ao processo principal). art.365. o título executivo ou o crédito em sua aptidão a proporcionar a tutela executiva. mas. 191. a tendência dos tribunais é admitir a reconvenção mesmo em processos especiais. destinado a obter para si urna tutela jurisdicional fora dos limites do pedido feito Atos de Ofício 13 .95) e conta com o respaldo de prestigiosas legislações estrangeiras. 3. 899. 5 . Também não se reconvém nos processos das chamadas ações dúplices.95.099. instrução conjunta. em contestação. de 26. No côde judiciaire belga o art. o 278. de 14 de junho de 1991 instituiu a petição conjunta. sem a menor necessidade de reconvir. é ato específico do processo de conhecimento de jurisdição contenciosa. 282.099. § 2 e 918). nem no cautelar. o pedido contraposto deduzido em contestação produz resultados práticos análogos. afirmada pela lei corno adequada e admissível em alguns casos bem identificados (falta o interessenecessidade). só terá utilidade quando veicular pedido de declaração incidente. art. 36). formule pedido contraposto ao do autor.515. porque eles se limitam a discutir a própria execução.-Não há qualquer incompatibilidade procedimental nos procedimentos que se convertem em ordinário a partir da resposta. que não têm por objeto uma pretensão a ser satisfeita mediante sacrifício de interesse alheio. nessas causas. ou seja. Espécies de processos e tipos de procedimento A reconvenção. análoga ao que existe no processo dos juizados especiais. Tais são os chamados judicia duplicia. c) as ações possessórias. 297 do Código de Processo Civil e é de toda conveniência para maior clareza e evitar tumultos. Não se admite no executivo nem no monitório. art.6. nem é admissível nos processos de jurisdição voluntária. como no passado. de 21. 17 da Lei dos Juizados Especiais (lei n. quando ela for inócua em virtude da admissibilidade de pedido contraposto ou quando a natureza substancial da causa não comportar a contra-ação do réu (conversão da separação judicial em divórcio: lei n. A ideia dos pedidos contrapostos simultâneos está presente no art. art. 244. I). inventário). Não existe qualquer diferença funcional entre o pedido contraposto e a reconvenção. de declarada inspiração gaulesa.77. por este. nos quais a própria contestação amplia o objeto do processo e torna absolutamente inócua eventual reconvenção . 922). Mas a reconvenção não deve ser pura e simplesmente indeferida. A petição inicial da reconvenção é dirigida ao juiz da causa em que o réu foi citado (art. de 26. A diferença que existe é meramente formal e pouco mais que nominal. salvo essas situações. A razão da inadmissibilidade da reconvenção nesses processos é sua absoluta incapacidade de proporcionar ao réu algum beneficio maior do que aquele que pode ser obtido mediante aquela iniciativa mais simples e menos formal. como demanda de tutela jurisdicional mediante sentença. Na França o nouveau côde de procédure civile admite a requête conjoirrte. 9. 6. O contrário não é admissível. É legítimo excluí-Ia quando houver incompatibilidade entre ela e a estrutura do procedimento (falência. conquanto não haja o instituto da petição conjunta (pedidos contrapostos simultâneos). São casos de ações dúplices no direito brasileiro: a) todas as causas que se processam pelo rito sumário (art. o dec-lei n. que com ela ou sem ela terminará com a declaração do quantum devido.a qual. o sendo a reconvenção vedada no sumário (art. cumpre ao juiz conhecer do pedido formulado em reconvenção como mero pedido contraposto.

mas representante. d) reconvenção dirigida só a um dos litisconsortes ativos do processo pendente. em situações nas quais ele se mostra capaz de produzir uma tutela jurisdicional mais ampla. É admissível formular reconvenção contra a reconvenção quando o autor-reconvindo tiver. procurando extrair do processo o máximo de proveito útil que ele seja capaz de oferecer. reconvir ao represen- Atos de Ofício É admissível reconvir sem contestar Para a admissibilidade da reconvenção não e necessário que o réu também conteste a demanda inicial.). § 1º). em seu próprio nome.ou seja. sabendo-se que representante não é parte. ele ficaria privado do direito à reconvenção. negar a utilidade do próprio instituto da reconvenção. as mesmas da demanda inicial. onde está escrito que o réu pode reconvir ao autor. pela garantia constitucional da liberdade. qualquer disposição ou motivo que impeça (a) a reconvenção movida em litisconsórcio pelo réu e mais uma pessoa estranha ao processo (litisconsórcio ativo na reconvenção). Reconvenção subjetivamente ampliativa ou restritiva A dicção do art. c) reconvir um dos litisconsortes passivos.porque nesses casos é necessário o litisconsórcio entre eles (art. e (b) a restrição proibitiva de cumular depois o que teria sido possível cumular antes. significaria negar o valor da estabilização da demanda. Essa é uma demanda que poderia ter sido cumulada desde o inicio e. este reconveio para pedir que o autor fosse condenado a cumprir outra e o autor volta a reconvir pedindo a condenação do réu por uma terceira cláusula. porque (a) quem demanda em nome de outrem não é autor. Não há na lei. mas não excluídas a priori pelo sistema do processo civil. sem poderem ser mais nem menos numerosas que estas. nos termos do art. que alimentam a utilidade do processo como meio de acesso à tutela jurisdicional justa e efetiva. acima de tudo. dá a falsa impressão de que as partes da demanda reconvencional deveriam ser. Antigo doutrinador brasileiro disse que "não cabe a reconvenção quando nela não se verificar a identidade de pessoas" (Jorge Americano) e essa frase foi tomada pela doutrina mais recente como portadora de um "princípio segundo o qual a reconvenção deve ser movida pelo réu do processo principal contra o seu autor". Ao contrário. 10 º. Essa redação é confusa e incompreensível. 315. para pedir a condenação do réu também por estes. e isso sucederia em todos os casos de litisconsórcio necessário na demanda reconvencional. pelo qual se exige que na reconvenção estas sejam apresentadas na mesma qualidade em que figuram na demanda inicial (Amaral Santos).TJ MG Reconvenções sucessivas tante do autor. quando este demandar em nome de outrem" (art. porque é conexa à defesa que o autor-reconvindo apresentou à reconvenção. É ditame do princípio da economia processual a busca do máximo de resultado na atuação do direito com o mínimo emprego possível de atividades processuais (CintraGrinover-Dinamarco). portanto não pode ser acrescida ao processo mediante reconvenção sucessiva. a de realizar a pacificação social mais ampla possível. alegando compensação e pedindo condenação do autor-reconvindo. em última análise. As possíveis demoras que a ampliação subjetiva possa causar não são suficientes para afastar sua admissibilidade. Essa segunda demanda do autor não é conexa à sua primeira e não havia razão.) . pelo saldo. 315) . contudo. em decorrência da qual nemo ad agere cogi potest. A reconvenção subjetivamente menos ampla (restritiva) é autorizada. b) o réu não pode. quando em relação à demanda reconvencional o litisconsórcio não seja necessário. b) reconvir ao autor e mais alguma pessoa estranha (litisconsórcio passivo na reconvenção). Impedir de modo absoluto a nova reconvenção significaria restringir as potencialidades pacificadoras do processo. fortes razões existem para admitir essas variações. "Não pode o réu. fundada em atos praticados pelo autor e seu cônjuge. uma pretensão conexa à reconvencional do réu ou aos fundamentos da defesa oposta a esta (art. mais que qualquer outra reconvenção. Não se admite reconvenção que não tenha no pólo ativo o réu nem no passivo. alegando por sua vez que os serviços foram mal prestados e causaram danos. necessária e rigorosamente. As reconvenções restritivas não têm sequer o inconveniente de retardar a marcha do processo. sem a participação de seus colitigantes. não o sendo em relação à do autor. porque o processo não tem a destinação de oferecer tutela rápida ao autor a todo custo mas. Onde houver mais benefícios sociais de pacificação. As hipóteses de admissibilidade de cumular reconvenções sucessivas no mesmo processo são improváveis e raras. em seu próprio nome ou no nome de quem quer que seja. 315. sem acréscimos nem reduções (Clito Fornaciari Jr. Mas (segunda hipótese): o autor pedira a condenação do réu a cumprir uma cláusula contratual. por sua vez. reconvir ao autor. Essas duas modalidades de respostas são relativamente 14 . O que se extrai do estranho palavreado do parágrafo é o princípio da identidade bilateral das partes. A admissibilidade da reconvenção subjetivamente ampliativa é expressão da legítima tendência a universalizar a tutela jurisdicional. isoladamente. Daí o equilíbrio entre (a) a autorização. 315. acima disso. Fundamento da reconvenção: a prestação de serviços ao autor. por isso é admissível.mas desde que a nova demanda a propor não seja portadora de uma pretensão que ele poderia ter cumulado na inicial e não cumulou. legitimamente imposta pela lei (arts. O réu reconvém em um processo com pedido pecuniário. mas permitir que o autor reconviesse trazendo matéria que não é nova porque já poderia ter sido objeto da primeira iniciativa processual. 264 e 294). Demandado por alguém e sendo titular de uma pretensão conexa. Não podendo ampliar a relação processual. nada terá de ilegítimo urna razoável espera a mais. par. sob pena de um deles não poder fazê-lo isoladamente. nem obrigar todos os réus a reconvir. em propô-la antes. Reconvém também este depois. nem na boa razão. Não seria legítimo pôr o réu numa situação em que devesse escolher entre reconvir em relação a todos os autores e não reconvir. ou talvez sequer interesse. invocar a urgência do autor como fundamento da recusa às reconvenções ampliativas é filiar-se inconscientemente às superadas premissas do processo civil do autor. para reconvir o réu tem necessidade de incluir o marido e a mulher . é também. o autor. sete ser possível introduzir pela reconvenção um sujeito a mais ou propor reconvenção que não envolva todos os autores e todos os réus.

109 do Código de Processo Civil. é inegável essa admissibilidade. 316). As exceções de suspeição ou impedimento do juiz são admissíveis como resposta à reconvenção. porque ele já manifestou seu interesse pela causa. ainda que também aquela possa vir a ser acolhida como procedente. Sem disposição legal em contrário e sem qualquer razão lógica ou ética que a impeça ou desaconselhe. ela pode perfeitamente ser capaz de propiciar a tutela jurisdicional postulada pelo reconvinte. Ao autor que não responde à reconvenção não se aplica o efeito consistente em presumir verdadeiros os fatos alegados pelo reconvinte (art. 327. juntamente com a contestação. provavelmente. 326. da conexidade existente entre a reconvenção e a causa pendente (seja com a demanda inicial. porque (a) o autorreconvindo não tem legítimo interesse em negar a competência do foro onde ele próprio propusera sua demanda inicial e (b) quanto à demanda reconvencional. 319). 322 do Código de Processo Civil.060. A admissibilidade da reconvenção desacompanhada de contestação é também assegurada pelo princípio constitucional da liberdade das partes. ou aos fundamentos da defesa (art. nem se pode reconvir formulando demanda fundada em direito real sobre imóvel. sem que este disponha de poderes especiais (citação indireta). a informação da propositura da nova demanda. quando conexa à demanda inicial do autor. causas de recusa do juiz. dependentes de prova. exclusivamente quando fundadas em razões pertinentes à causa reconvencional. tanto quanto a oferece ao autor para que diga sobre a contestação do réu (arts. 297 e 316) contados a partir da intimação feita ao advogado (ordinariamente pela imprensa). por preclusão. mas sempre que houver necessidade o juiz dará oportunidade ao réu-reconvinte para que se manifeste sobre a resposta à reconvenção. outra reconvenção. ou ela é conexa ao litígio pendente e por isso sujeita-se à competência do juiz da causa. Oferecida ou não a resposta à reconvenção. se intimação) porque toda citação traz consigo uma intimação e os tribunais exigem que essa intimação deixe claro o fim a que se destina . mas. eles se tornam controvertidos no processo e. seja com os fundamentos da defesa) decorre a possibilidade de prorrogar a relativa (art. par.2. porque a postulatória estará consumada. processada e julgada em outro juízo (não seria uma reconvenção). deixando explícito que a intimação é feita para o fim específico de responder a ela no prazo de quinze dias. § 5º). esse é um dos raros casos em que no direito brasileiro se permite a citação endereçada ao advogado. ou não o é e então trata-se de inadmissibilidade da reconvenção e não incompetência para processá-la e julgá-la (art. para a demanda que o réu pretende inserir no processo. segue os rumos ordinários deste . quando presentes os requisitos. em processo pendente local diferente do forum rei sitae (art. Sabido que a reconvenção ou se liga por conexidade à demanda inicial. Fica-se portanto no campo puramente opinativo e conceitual. Também por incompetência absoluta é inadmissível reconvir em ação rescisória. mas não tem o de trazê-lo ao processo e fazêlo parte. O prazo ordinário para a resposta à reconvenção é de quinze dias (arts. O art. Sem conexidade essa competência não se prorrogaria. cada uma delas se apresenta estruturada segundo seu próprio objetivo. havendo vozes no sentido de que o caso é de citação e não intimação. ela se reputa integrada ao processo e ao procedimento e. A exceção de incompetência relativa é inadmissível nesse momento. 315). formulando pedido não-rescisório que não se inclua na competência originária do tribunal. Deixar de contestar aquela pode até ser um louvável comportamento ético do réu que não tenha razões para resistir ao pedido do autor. que é o autor-reconvindo. que estaria maculado se se exigisse do réu a apresentação de uma. Reconvenção e competência A admissibilidade da reconvenção é condicionada à competência absoluta do juiz da causa pendente. que lhes são hierarquicamente subordinadas. que ele já era antes. Atos de Ofício Não o diz a lei. Por isso. colidentes com a trazida na recon- 15 . 5º. 315). portanto. Se a reconvenção do réu que não contestou negar os fatos alegados na petição inicial. 102). 95) etc.TJ MG Procedimento independentes entre si e têm finalidades e configurações distintas. 191) e os beneficiários da assistência judiciária. 1.intimar a contestar a reconvenção no prazo de quinze dias. o juiz faz anotar no distribuidor o seu ajuizamento (art. 398). terá também fornecido sua versão dos fatos. 253. de 5. pela qual é competente para a reconvenção o mesmo juiz da causa. desenvolvendo fundamentos e deduzindo demandas que não são coincidentes em ambas nem ligadas por uma necessária relação lógica. Observada a competência absoluta. é óbvio que sem contestar o réu não terá essa segunda possibilidade. harmoniza-se perfeitamente com essas disposições e sequer se poderia pensar em uma reconvenção proposta. tanto que propusera a demanda inicial. para que a outra pudesse ser admitida. art. porque a seu modo está ativo no processo e portanto não é merecedor do tratamento estabelecido no art. não se admite a reconvenção quando o processo estiver pendente perante uma Justiça e a demanda do réu pertencer à competência de outra: a competência de jurisdição tem fundamento em preceitos constitucionais e não pode ser derrogada pelas normas infraconstitucionais do Código de Processo Civil. sendo quadruplicado para a Fazenda Pública e o Ministério Público (art. já não podem ser alegadas pelo autor. esse ato tem o efeito de transmitir ao demandado.50. quando defendidos por órgão específico (lei n. Da citação. Tal é um reflexo da rigidez da competência absoluta. mas as tenha para demandar a tutela de seu interesse.passando-se então à fase ordinatória. tanto quanto sucederia se tivesse sido apresentada a contestação: não se aplica o efeito da revelia ao reconvinte que não contestou. sem que no caso essa distinção terminológica tenha qualquer importância prática (se citação. Recebida a petição portadora da reconvenção.) e manda intimar o autor-reconvindo na pessoa do defensor (art. 316 do Código de Processo Civil emprega o verbo intimar e não citar. A regra contida no art. preexistentes à propositura desta. 315). 188) e duplicado para os litisconsortes representados por defensores diferentes (CPC. que não comporta prorrogações sequer por conexidade entre duas ou mais demandas. A resposta à reconvenção pode consistir somente em contestação ou também. O réu que reconvém sem contestar não é revel. mas também sequer a reconvenção seria admissível (art. art.

a ela. A unidade da sentença de mérito a ser proferida ao fim do processo com reconvenção. por falta de pressupostos. no sistema do Código de Processo Civil. suscetíveis de imunização pela coisa julgada material. mas o processo não se extingue. separação dos cônjuges. n. Vista De acordo com o princípio da publicidade dos atos processuais. ou vice-versa. nos incisos I e II do citado artigo. 318 do Código de Processo Civil.em que o exigir o interesse público. A unidade de processo é conceito elementar no trato de todos os casos de objeto do processo composto. ou vice-versa. 317 do Código de Processo Civil: "a desistência da ação ou a existência de qualquer causa que a extinga não obsta ao prosseguimento da reconvenção". 522). A reconvenção não dá origem a um processo novo. 513). O que pode suceder é que. O direito de consultar os autos e de pedir certidões de seus atos é restrito às partes e a seus procuradores. apenas para esses processos. repartida esta em capítulos destinados a uma e a outra (infra. mas todos esses capítulos e seus preceitos estão contidos na unidade formal de uma sentença só. são proferidos os julgamentos referentes a uma e a outra. sendo natural que duas causas. o ato judicial que no curso do procedimento declara inadmissível o julgamento do mérito da demanda inicial e não o da reconvenção. a qual não é outra coisa senão o reconhecimento de que ela se distingue da demanda principal. A esse propósito. inc. porque também os impedimentos ao julgamento do mérito da reconvenção não obstam ao prosseguimento da causa proposta pelo autor na demanda inicial. Consequentemente. todavia. Ele não põe fim a processo algum mas limita-se a restringir o objeto do processo pendente (arts. ditada pelo art. por quem não seja parte ou seu advogado. determinando o prosseguimento da outra. 317 reconhece a recíproca autonomia entre elas. que demonstrar interesse jurídico. pela mesma sentença que julga o mérito da outra. Parágrafo único. §§ 1 e 2 ): exclui a reconvenção ou a demanda inicial. III). art. Os atos processuais são públicos. Cândido Rangel Dinamarco É absolutamente inadmissível cindir o julgamento de meritis. seja por cúmulo de demandas na inicial. do mesmo modo como ampliar-lhe o objeto não é criar processo novo. Como podem faltar pressupostos para o julgamento do mérito em relação ao objeto da ação sem que falte para o da reconvenção. fluindo o prazo recursal segundo as regras ordinárias (art.naturalmente. Eis um dos casos em que os fatores indicados pelo art. desde que não tramite em segredo de justiça. pode requerer ao juiz certidão do dispositivo da sentença. determinando que os processos nessas situações corram em segredo de justiça. Quando a inadmissibilidade do julgamento do mérito de uma das demandas é pronunciada ao fim do procedimento.TJ MG venção. é permitida a vista dos autos do processo em cartório por qualquer pessoa. o objeto do processo introduzido por aquela não é o mesmo posto por esta. é muito natural que eventual impedimento ao julgamento de uma não atinja o da outra. legitima-se na conexidade entre esta e o litígio originário. que convergem ao julgamento necessariamente conjunto de ambas as causas. Art. 302. e não sentença. o julgamento de uma delas não seja admissível . Unidade de processo e autonomia da reconvenção Embora ligadas por conexidade. o recurso cabível é o mesmo em relação aos dois capítulos de sentença (apelação. a qual tem o efeito processual de pôr fim ao processo embora distintos os julgamentos das duas demandas propostas. Esses dois aspectos são importantes para a compreensão dos modos como. essa sentença apresenta dois capítulos autônomos. Alguns Juízes são demasiadamente rigorosos quanto ao exame de processos em cartório. insculpido no caput do artigo 155 do CPC. 318 é consequência da conexidade entre inicial e reconvenção. Um dos princípios fundamentais do processo é o princípio da publicidade dos atos processuais. sejam julgadas por uma só sentença .caso em que é dever do juiz proferir decisão interlocutória excluindo do processo uma delas. alimentos e guarda de menores. dado que a conexidade é um dos requisitos desta (art. 318 do Código de Processo Civil e aos próprios fundamentos do instituto da reconvenção. A Lei restringiu essa publicidade. em que o interesse social ou a defesa da intimidade exigem. a reconvenção e a causa originária são portadores de distintos pedidos de tutela jurisdicional. conversão desta em divórcio. apenas em situações de interesse público ou em que haja necessidade de preservação da intimidade. o o 162. 16 . é de agravo e não de apelação o recurso adequado (art. 155. acima de tudo. pela diversidade de objetos. condenatória ou meramente declaratória. Atos de Ofício Il . ou seja. Esse enunciado apresenta no entanto somente um dos lados da realidade.226). Essas duas proposições constituem expressão da autonomia da reconvenção. antecipando-se o da reconvenção ou o da primeira demanda e deixando o da outra para final. como se existisse uma relação processual pertinente à demanda inicial do autor e outra. Correm.). a declaração de inadmissibilidade da outra é puramente terminativa e portanto não recebe tanta estabilidade. Enquanto o art. O terceiro. em segredo de justiça os processos: I . esse ato judicial de parcial julgamento do mérito seria nulo por infração ao art. 1. É uma decisão interlocutória. como o ato é um só. Reduzirlhe o objeto não significa extinguir processo algum.que dizem respeito a casamento. em virtude da oposição formulada por terceiro etc. diz o art. bem como de inventário e partilha resultante do desquite. 506 etc. Mas. pela ocorrência do litisconsórcio. reunidas em um processo só. para que somente a outra prossiga. o art. filiação. há a restrição de consulta aos autos prevista no parágrafo único do citado artigo. cada um deles portador de seu próprio preceito. 267 do Código de Processo Civil como extintivos do processo não causam efetivamente essa extinção mas se limitam a impedir o julgamento de parte de seu objeto. O julgamento de uma delas pelo mérito terá os efeitos substanciais de uma sentença constitutiva. Assim.

no artigo 7º. Nome do Advogado Nº da OAB Para fazer cessar o atentado ao exercício da profissão de advogado. se preferir. cabe impetração de mandado de segurança com pedido de liminar (. 2. ESTATUTO DA OAB (art.. CPC – ―ATENTADO AO EXERCÍCIO DA PROFISSÃO. CPC). CF). precedente da relatoria da Ministra Eliana Calmon. afugentando os impedimentos ao imprescindível exercício profissional do advogado. XV). Assim.215/63. 40. cf). Por isso. ou retirá-los pelos prazos legais. pois pelas vias oblíquas se impede o exercício do direito de defesa ampla e irrestrita. proíbe tais atos. com obrigatória atenção aos legítimos interesses em causa (art. representa abuso de autoridade.PROCESSUAL CIVIL . tem direito assegurado de ter vista dos autos. indispensável a administração da justiça (art. (. 2. F. com as seguintes ementas: Art.ART. em cartório ou na repartição competente. tem direito assegurado de ter vista dos autos. uma vez que não examinado os autos do processo. indispensável à administração da justiça (art. em delongar sua exibição.04. com ementa nos seguintes termos: ―ADMINISTRATIVO – PROCESSO DISCIPLINAR – VISTA DOS AUTOS AO ADVOGADO – LEI 8. dentre outros diplomas legais. estado civil. chamando a atenção para ocorrência de atentado ao livre exercício de atividade regulamentada por lei federal na hipótese em exame. É que sem o manuseio dos autos não tem como o advogado saber do seu conteúdo e formular a adequada defesa.. X. E 133. II. ADVOGADO. O advogado tem direito de ter vista dos processos administrativos ou judiciais em cartório. VISTA DOS AUTOS. I E II. de 12.DIREITOS DO ADVOGADO (ART. a recusa ou a dificuldade oposta pelo servidor público. caracterizando-se ATENTADO AO EXERCÍCIO DA PROFISSÃO DE ADVOGADO. XVII E XVIII -. O embaraço. XII. sob pena de cerceamento de defesa. em seu nome. LEI 4..7º. O advogado. que demonstram evidente e ostensiva má vontade e firme propósito de impedir a vista do processo ou levar o advogado a desistir de vê-lo na repartição. remarcar a data da exibição e atos afins. No curso do prazo para interposição do processo administrativo. nacionalidade. 5.‖ ―O advogado. 8º. cabe impetração de mandado de segurança contra a autoridade competente. como se extrai da dicção do mencionado dispositivo: 3. E 155. as oportunas considerações de Samuel Monteiro: ―MANDADO DE SEGURANÇA . C. devendo tal impetração ser seguida de representação ao Ministério Público competente‖. ART. XVI. O posicionamento da jurisprudência I. ter vista dos autos. 40. autorizado pelo advogado abaixo assinado a examinar e retirar os autos do processo em epígrafe nesta Vara. em precedentes de sua relatoria. o que gera um processo criminal. com relação ao direito do advogado de ter vista de processo administrativo é remansosa. 5. Óbice administrativo ou burocrático à consulta dos autos impede a fluência do prazo recursal. 8. O mais importante é que esses fatos ofendem a garantia constitucional do contraditório pleno e amplo. assinando livro de carga e demais instrumentos necessários. na repartição ou. III. como objetiva manifestação da sua atividade e louvação ao princípio da LIBERDADE DA PROFISSÃO‖. ainda que a mando do seu chefe. I.. Ofende também a garantia Constitucional da ampla defesa e do contraditório. que se traduz por uma resis- Atos de Ofício 17 . necessariamente.027.ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza.215/63) – ART. lx. desde que estejam disponíveis ou com publicação de vista. LX. A publicidade dos atos jurisdicionais é avessa as dificuldades criadas. A legislação que interessa ao estudo A matéria encontra-se disciplinada. F.906. aos servidores federais. 89. o advogado do interessado tem o direito de.). ARTS. I. um processo administrativo e uma possível ação de responsabilidade civil contra todos os responsáveis. XIV. em seus arts. A Lei Federal nº. o delito de atentado decorre da recusa. inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil sob o número XXXX/UF..). 133. Nesse sentido. V. ―a.) contra o chefe da repartição onde se encontra o processo a ser examinado. É também o entendimento do Ministro Milton Luiz Pereira. 133. 2º.904/94. I. Introdução A jurisprudência. da Lei 8. retirá-los pelos prazos legais. I E II. da dificuldade ou do embaraço. ladeado esse direito. O posicionamento da doutrina Sobre o assunto. 89. XIV. Mandado de segurança concedido‖. Advogado e direito de vista de processo LUIZ CLÁUDIO BARRETO SILVA Advogado: é cabível a negativa de vista de processo? IV. Fica o advogado Fulano de tal. Cc. 7º São direitos do advogado: XV . se estará impedindo o advogado de formular defesa contra todos os pontos relevantes que interessem aos direitos do contribuinte ou do responsável tributário. cuja ação penal é pública e incondicionada. .90. em retardar ou marcar vários dias a frente para exibi-lo. principalmente no Superior Tribunal de Justiça. 1. bem como representação ao Ministério Público pelo nítido abuso de autoridade e cerceio da atividade lícita. A afronta a esse direito configura abuso de autoridade e se constitui em atentado ao livre exercício de profissão regulamentada por lei federal.. como objetiva manifestação da sua atividade e louvação ao principio da liberdade da profissão (LEI 4.TJ MG Autorização para exame e retirada de processo de secretaria Nº DE PROCESSO: VARA: AUTOR: RÉU: tência não justificada em mostrar o processo. 1.

despachos e decisões de diversas unidades organizacionais de uma instituição. informações.É toda informação registrada em um suporte material. formas e conteúdos.TJ MG 3. foram utilizados os seguintes conceitos e definições: DOCUMENTO . suscetível de consulta.É o termo que caracteriza a abertura do processo. recebida e expedida. contendo imagens estáticas. fenômenos. CONCEITOS E DEFINIÇÕES DISTRIBUIÇÃO . De acordo com seus diversos elementos. o despacho pode ser favorável ou desfavorável à pretensão solicitada pelo administrador. Ex. A desatenção a esse preceito constitui atentado ao livre exercício de atividade profissional regulamentada por lei federal e cerceamento de defesa. datilografados ou impressos. com bitolas e dimensões variáveis. contendo registros fonográficos. Ex. Documentos iconográficos: São documentos em suporte sintético. quer jurisprudencial. tratados e armazenados em computador.É a separação física de processos apensados. os documentos podem ser caracterizados segundo o gênero. A correspondência particular é a espécie informal de comunicação utilizada entre autoridades ou servidores e instituições ou pessoas estranhas à Administração Pública Federal. ou requeira análises.É toda espécie de comunicação escrita. microficha. tem se mostrado como remédio jurídico eficaz. que poderá ocorrer quando houver interesse da Administração ou a pedido do interessado. Ex. contendo representações geográficas arquitetônicas ou de engenharia. oficial e particular. em papel emulsionado.: mapas. à exceção dos processos. no sentido de que o advogado tem direito de ter vista de processo administrativo ou judicial nos moldes preconizados pela legislação disciplinadora da matéria. pois comprova fatos. o desmembramento de processo dependerá de autorização e instruções específicas do órgão interessado. Esse direito não pode ser ladeado.: filmes e fitas vídeomagnéticas. tendo deixado de atender as formalidades indispensáveis ou de cumprir alguma disposição legal. a) Caracterização quanto ao gênero Documentos textuais: São os documentos manuscritos.: Quanto à natureza: A correspondência classifica-se em interna e externa. A impetração de mandado de segurança contra o ato da autoridade coatora. DESAPENSAÇÃO . DILIGÊNCIA – É o ato pelo qual um processo que.: fotografias (diapositivos.: rolo. que circula nos órgãos ou entidades. contendo imagens em movimento. a) Interna e externa A correspondência interna é mantida entre as unidades do órgão ou entidade. jaqueta e cartão-janela. 1. podem e devem ser adotadas as demais medidas recomendadas pela doutrina. Para efeito desta norma. mediante utilização de técnicas específicas. servidor público ou não.: discos e fitas audiomagnéticas. DESMEMBRAMENTO – É a separação de parte da documentação de um ou mais processos para formação de novo processo. a fim de corrigir ou sanar as falhas apontadas. conforme descrito a seguir. Atos de Ofício 18 . quer doutrinário. CORRESPONDÊNCIA . Documentos cartográficos: São os documentos em formatos e dimensões variáveis. A correspondência externa é mantida entre os órgãos ou entidades da Administração Pública Federal. Além disso. plantas e perfis. Documentos filmográficos: São documentos em películas cinematográficas e fitas magnéticas de imagem (tapes). como visto em numerosos precedentes. é devolvido ao órgão que assim procedeu. DESENTRANHAMENTO DE PEÇAS . ampliações e negativos fotográficos). formas de vida e pensamentos do homem numa determinada época ou lugar. Ex. 2. a espécie e a natureza. Documentos micrográficos: São documentos em suporte fílmico resultante da microrreprodução de imagens. estudo. AUTUAÇÃO E/OU FORMAÇÃO DE PROCESSO . Documentos informáticos: São os documentos produzidos. desenhos e gravuras. com a finalidade de criar bases para a implantação de sistemas informatizados unificados no âmbito a que se destina. OBJETIVO Esta norma tem por objetivo equalizar os procedimentos gerais referentes à gestão de processos e correspondência. PROCEDIMENTOS GERAIS PARA UTILIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE PROTOCOLO DESPACHO – Decisão proferida pela autoridade administrativa em caso que lhe é submetido à apreciação. conjugadas ou não a trilhas sonoras. prova e pesquisa.É a remessa do processo às unidades que decidirão sobre a matéria nele tratada. b) Oficial e particular A correspondência oficial é a espécie formal de comunicação mantida entre os órgãos ou entidades da Administração Pública Federal ou destes para outros órgãos públicos ou empresas privadas. ―RECURSO PROVIDO‖. Considerações finais É predominante o entendimento. A expedição é a remessa da correspondência interna ou externa no âmbito da Administração Pública Federal. Documentos sonoros: São os documentos com dimensões e rotações variáveis. Na formação do processo deverão ser observados os documentos cujo conteúdo esteja relacionado a ações e operações contábeis financeiras. Ex.É a retirada de peças de um processo. V. Ex. c) Recebida e expedida A correspondência recebida é aquela de origem interna ou externa recebida pelo protocolo central ou setorial do órgão ou entidade.

para sua identificação em sistema próprio.: medida provisória. a fim de. em caso de devolução. A correspondência oficial expedida será encaminhada por intermédio do protocolo central do órgão ou entidade. em sentido amplo. exijam tramitação preferencial. REGISTRO E DISTRIBUIÇÃO DE DOCUMENTOS Ao receber a correspondência e proceder à abertura do envelope. Toda correspondência oficial expedida será acondicionada em envelope. ou utilizando-se de meios próprios para efetuar a entrega.: traslado. e identificando o motivo da devolução. auto de infração. c) Correspondência Recebida e expedida Correspondência Recebida A correspondência recebida será entregue no protocolo central de cada órgão ou entidade da Administração Pública Federal. portaria. que esclarecem os assuntos.funeral. convênio. c) se contém o comprovante de recebimento. o nome. por meio dos serviços da empresa de correios. cargo. Ex. Nenhuma correspondência poderá permanecer por mais de 24h (vinte e quatro horas) nos protocolos. Atos de Ofício O protocolo central receberá a correspondência e verificará se o destinatário ou a unidade pertencem ou não ao órgão ou entidade. termos (transação. bem como nome e endereço do remetente. para as providências cabíveis. intimação. outros que. b) se está acompanhado dos respectivos anexos. seguido da sigla da unidade. e providenciar a respectiva devolução. a espécie do documento e o órgão emissor. circular. sejam autorizados a deles tomarem conhecimento em razão de sua responsabilidade funcional. ajuste etc. 4. PROCEDIMENTOS COM RELAÇÃO À CORRESPONDÊNCIA a) Toda correspondência oficial expedida deverá conter. atestado. estatuto. destinados à correspondência ou processo.: Ressalta-se que o documento oficial faz referência ao cargo do destinatário e não à pessoa que o ocupa. no canto superior esquerdo. Ex: aviso. Documentos Urgentes: São os documentos cuja tramitação requer maior celeridade que a rotineira. regulamento. despacho decisório. d) se a correspondência será autuada ou não. 19 . véspera de feriados ou pontos facultativos. A correspondência de caráter particular recebida pelas unidades de protocolo central ou setorial deverá ser encaminhada diretamente ao destinatário. exposição de motivos.TJ MG disco flexível (disquete). termo. Atos de ajuste: São representados por acordos em que a Administração Pública Federal. devolverá a correspondência ao remetente. edital.: parecer. folhas de pagamento. Ex. Atos de correspondência: Objetivam a execução dos atos normativos. despacho interlocutório. A seguir. Ex. visando a fundamentar uma solução. caso em que deverá ser anexado o instrumento de procuração. a empresa de correios o localize. b) Caracterização quanto à espécie Atos normativos: Expedidos por autoridades administrativas. Documentos Ostensivos: São documentos cujo acesso é irrestrito. instrução normativa. apondo o carimbo. contrato. contendo.é parte. Ex: tratado. para posterior distribuição. auxílio . diárias para afastamento da Instituição. com a finalidade de dispor e deliberar sobre matérias específicas. memorando. mensagem. do número de ordem. Atos enunciativos: São os opinativos. portanto. Atos comprobatórios: São os que comprovam assentamentos. /Ano: Destinatário Pronome de tratamento Nome: Cargo ou função: Unidade: Órgão: Endereço: CEP: 3. b) A correspondência particular não será expedida pelas unidades de protocolo central ou setorial do órgão ou entidade. voto. embora sem ligação íntima com seu estudo e manuseio. certidão. Atos de assentamento: São os configurados por registros. Estadual ou Municipal . A correspondência oficial interna será encaminhada por intermédio do protocolo setorial. ata. disco rígido (Winshester) e disco óptico. telefax. acórdão. RECEBIMENTO. salvo aquelas recebidas às sextas-feiras. ofício. o protocolo setorial deverá observar: a) se está assinado pelo próprio remetente. a espécie e número da correspondência. telegrama. em caso negativo. decisão.) e. licitações judiciais ou administrativas. conforme o caso. destinatário. demissão. consubstanciando assentamento sobre fatos ou ocorrências. Documentos Reservados: São aqueles cujo assunto não deva ser do conhecimento do público em geral. assunto e da data da emissão. deverá ser aberto. por conveniência da Administração ou por força de lei.: apostila. quando um documento oficial for encaminhado para um destinatário que não ocupe mais o cargo. se for o caso. tratar o documento conforme os procedimentos descritos abaixo. Remetente Nome: Cargo ou função: Unidade: Órgão: Endereço: CEP: Espécie: nº. mandados de segurança. por seu representante legal ou procurador.: Pedidos de informação oriundos do Poder Executivo. regimento. cópia autêntica ou idêntica. c) Caracterização quanto à natureza Documentos Secretos: São os que requerem rigorosas medidas de segurança e cujo teor ou característica possam ser do conhecimento de servidores que. Ex. pedidos de exoneração ou dispensa. decreto. decisões etc. lei. endereço do destinatário. relatório. conforme modelo a seguir: Ex. do Poder Judiciário e das Casas do Congresso Nacional. carta. notificação. alvará. Ex. telex. ordem de serviço. resolução.

5 DESENTRANHAMENTO DE PEÇAS A retirada de folhas ou peças ocorrerá onde se encontrar o processo... 5. a fim de informar aos usuários.TJ MG As unidades de protocolo central remeterão a correspondência lacrada. ficará em primeiro lugar.. b) Retirar a capa do processo acessório. Exemplos que caracterizam os processos principais e acessórios: Processo Principal Processo Acessório Inquérito Administrativo . obedecendo a numeração já existente no principal. permanecerá vago o lugar correspondente à peça desentranhada.1 JUNTADA POR ANEXAÇÃO A juntada por anexação será feita somente quando houver dependência entre os processos a serem anexados.. em tempo real.. para formar outro.. os processos poderão ser desapensados no protocolo setorial da unidade onde se encontrarem. no ato da apensação. serão executadas pelo protocolo central ou pelo setorial da unidade correspondente... o processo acessório contiver ―TERMO DE RETIRADA DE PEÇA‖... d) apor despacho de encaminhamento em cada processo a ser desapensado. Se.. bem como a juntada de processos.. c) tornar sem efeito a anotação da capa do processo feita à época da apensação. conforme o número de páginas. numérico-cronológica e iniciada a cada ano.... a desapensação.2 JUNTADA POR APENSAÇÃO Observar.. d) Lavrar o ―TERMO DE JUNTADA POR ANEXAÇÃO‘ na última folha do processo mais antigo.. mediante determinação... O processo que tiver folha ou peça retirada conservará a numeração original de suas folhas ou peças. sobrepondoa à capa do processo principal e manter os processos sobre as duas capas. renumerando suas páginas.. A metodologia para a desapensação será: a) separar os processos.. e) registrar em sistema próprio. controlando por meio de sistema próprio. d) anotar na capa do processo que ficar em primeiro lugar o número do processo apensado.. utilizando-se o ―TERMO DE DESMEMBRAMENTO‖..6 DESMEMBRAMENTO DE PEÇAS A separação de parte da documentação de um processo.. na renumeração do conjunto processado... o ―TERMO DE DESENTRANHAMENTO‖.. f) Registrar.3.. que deverá ser sequencial.. A dependência será caracterizada quando for possível definir um processo como principal e um ou mais como acessórios. em sistema próprio. ao protocolo setorial da unidade à qual pertença o destinatário. A desapensação ocorrerá antes do arquivamento. sua localização. no entanto. usar o carimbo de desentranhamento de peça... responsável pela numeração.. na capa do processo principal. c) Renumerar e rubricar as peças do processo acessório.. PROCEDIMENTOS COM RELAÇÃO A PROCESSOS 5.... de seu dirigente. e) Anotar. b) manter as folhas de cada processo com sua numeração original. 5.. a seguinte metodologia: a) manter superposto um processo ao outro. na juntada por apensação. ficando em segundo lugar o processo que contenha o pedido de juntada. O protocolo central do órgão ou da entidade manterá um controle da expedição de correspondência...3. 20 . as peças do conjunto processado serão renumeradas a partir do processo acessório.... e) Registrar. a juntada por anexação.. ocorrerá mediante despacho da autoridade competente.. Prestação de Contas Licença sem vencimentos .. Quando a retirada de folhas ou peças for a pedido de terceiros... c) Proceder à autuação dos documentos retirados.............. após o último despacho.. mediante despacho prévio da autoridade competente.. conforme esta norma...4 DESAPENSAÇÃO Após a decisão final..... na juntada por anexação. mediante determinação. Cancelamento de Licença A desapensação. onde consta o recibo da parte interessada. 5. a juntada por apensação.. em sistema próprio.3 JUNTADA A juntada de processos será executada pelo protocolo central ou setorial da unidade correspondente. É vedada a retirada da folha ou peça inicial do processo.. permanecendo vago o número de folha(s) correspondente(s) ao desentranhamento. d) Correspondência Expedida O controle da expedição de correspondência caberá ao respectivo protocolo setorial.. b) lavrar o ―TERMO DE DESAPENSAÇÃO‘ no processo que solicitou a juntada.. apondo-se o carimbo de desentranhamento... A metodologia adotada para juntada por anexação é: a) Colocar em primeiro lugar a capa e o conteúdo do processo principal. devendo.. Atos de Ofício 5. o qual. b) Apor o ―TERMO DE DESMEMBRAMENTO‖ no local onde foram retirado os documentos. esta providência ser consignada expressamente no ―TERMO DE RESSALVA‖ a ser lavrado imediatamente após o ―TERMO DE JUNTADA‖.. por despacho de seu dirigente. presos por colchetes ou barbante. conforme metodologia a seguir: a) Retirar os documentos que constituirão outro processo.. o número do processo acessório que foi juntado.1 AUTUAÇÃO OU FORMAÇÃO DE PROCESSO 5. lavrar. 5. Sempre que houver retirada de folhas ou peças. Defesa contra Auto de Infração Aquisição de Material . c) lavrar o ‗TERMO DE JUNTADA POR APENSAÇÃO‘ na última folha do processo mais antigo. formando um único conjunto. Recurso contra decisão de Inquérito Auto de Infração ...... Na juntada por anexação... 5. por despacho.

TJ MG
5.7 DILIGÊNCIA
Quando o processo envolver pessoas ou instituições
estranhas à Administração Pública Federal, será devolvido ao protocolo central do órgão ou da entidade, para
que convoque o interessado afim de, no prazo máximo
de trinta dias, cumprir a exigência.
A convocação do interessado para cumprir diligência
não pertencente à Administração Pública Federal e será
feita através de correspondência expedida pelo setor de
comunicação do órgão ou entidade que a solicitar.
Vencido o prazo, sem o cumprimento da exigência, o
órgão responsável anexará ao processo cópia da convocação expedida e o remeterá à instituição que determinou a diligência.

Havendo desaparecimento ou extravio de processo, o
servidor que primeiro tomar conhecimento do fato comunicará, à sua chefia, o ocorrido.
A autoridade administrativa que tiver ciência do fato
promoverá a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar.
Independentemente das ações adotadas anteriormente, o servidor responsável pela reconstituição do
processo observará o seguinte procedimento:
a) Ordenar a documentação que caracterize a busca
de localização do processo dentro de uma capa, juntamente com o documento, pelo qual foi dado conhecimento à chefia, do desaparecimento ou extravio do processo;
b) Fazer representação ao chefe da unidade a que
estiver jurisdicionado, a quem compete autorizar a reconstituição do processo;
c) Reconstituir o processo, resgatando as suas informações e obtendo cópias de documentos que o constituíam;
M. Planejamento, Orçamento e Gestão
Unidade: XXXX
CONFERE COM O ORIGINAL
Data: -------/--------/-------Servidor
d) Apor uma folha inicial informando que aquele processo está sendo reconstituído, constando o número do
processo, procedência, interessado e assunto e outras
informações julgadas necessárias;
e) Atribuir nova numeração ao processo reconstituído;
f) Registrar, no sistema próprio, a ocorrência, citando
o número do processo extraviado e o atual.

5.8 ENCERRAMENTO DO PROCESSO E ABERTURA DE VOLUME SUBSEQUÊNTE
5.8.1 O encerramento dos processos será:
a) Por indeferimento do pleito;
b) Pelo atendimento da solicitação e cumprimento
dos compromissos arbitrados ou dela decorrentes;
c) Pela expressa desistência do interessado;
d) Quando seu desenvolvimento for interrompido por
período superior a um ano, por omissão da parte interessada.
Os autos não deverão exceder a 200 folhas em cada
volume, e a fixação dos colchetes observará a distância,
na margem esquerda, de cerca de 2cm.
Quando a peça processual contiver número de folhas
excedente ao limite fixado nesta norma, a partir do próximo número, formar-se-ão outros volumes.
Não é permitido desmembrar documento, e se ocorrer a inclusão de um documento que exceda às 200
folhas, esse documento abrirá um novo volume.
Ex: No caso de processo contendo 180 folhas, ao
qual será incluído um documento contendo 50, encerrarse-á o volume com 180 e abrir-se-á novo volume com o
referido documento de 50 folhas.
O encerramento e a abertura de novos volumes serão efetuados mediante a lavratura dos respectivos termos em folhas suplementares, prosseguindo a numeração, sem solução de continuidade, no volume subsequente.
A abertura do volume subsequente será informada no
volume anterior e no novo volume, da seguinte forma:
No volume anterior, após a última folha do processo,
incluir-se-á ―TERMO DE ENCERRAMENTO DE VOLUME‖, devidamente numerado e no novo volume, proceder conforme abaixo.
5.8.2 ABERTURA DO VOLUME SUBSEQUÊNTE
No novo volume, logo após a capa, incluir-se-á
―TERMO DE ABERTURA DE VOLUME‖ devidamente
numerado, obedecendo-se à sequência do volume anterior.
A abertura de um novo volume será executada diretamente pelo protocolo central ou setorial das unidades
correspondentes, que deverão providenciar o preenchimento da nova capa, certificando a sua abertura e atualizando o sistema de protocolo correspondente. Os volumes deverão ser numerados na capa do processo, com
a seguinte inscrição: 1º volume, 2º volume etc.
Documento encadernado ou em brochura, bem como
os de grande volume, serão apensados ao processo com
a colocação da etiqueta de anexo contendo o número do
processo e a palavra ―anexo‖.

6. CARIMBOS
Os carimbos sugeridos nesta norma poderão ser emitidos por via informatizada, nos casos dos órgãos e entidades que utilizam sistemas próprios de protocolo, com
medidas definidas pela conveniência de cada instituição,
preservando as recomendações quanto às informações,
conforme os exemplos a seguir.
6.1 CONFERE COM O ORIGINAL
O carimbo ―confere com o original‖ será utilizado para
autenticar a reprodução do documento ou peças de processo, cujos originais são imprescindíveis à Administração.
Esse carimbo tem a identificação do órgão ou entidade onde o documento está sendo autenticado e os seguintes campos a serem preenchidos:
a) data da autenticação;
b) assinatura do servidor.
Exemplo:
6.2 CONFERIDO
O carimbo ―conferido‖ será usado nas unidades de
protocolo para registrar a quantidade de folhas ou peças
inseridas no processo, quando da autuação.
Os campos próprios desse carimbo serão preenchidos com as seguintes informações:
a) quantidade de peças que constituem o processo;
c) rubrica do servidor e sigla do órgão autuado.
Exemplo:
M. Planejamento, Orçamento e Gestão
Unidade: XXXX
CONFERIDO
Processo autuado com
................................. peças(s).
Data: -------/--------/--------

5.9 RECONSTITUIÇÃO DE PROCESSOS

Atos de Ofício

21

TJ MG
O carimbo de ―numeração de folha ou peça‖ será utilizado para registrar a inclusão de uma ou mais peças no
processo.
Caberá ao protocolo central ou setorial do órgão ou
entidade que inserir uma ou mais folhas, bem como
peças no processo, fazer a aposição do carimbo de ―numeração de folha ou peça‖, preenchendo com os seguintes dados:
a) número da folha ou peça;
b) rubrica do servidor que fez as anotações;
O nome do órgão ou entidade deverá circundar o carimbo. Os órgãos ou entidades serão representados por
abreviaturas, na palavra inicial, conforme detalhado abaixo, seguido de seu EM BRANCO
Fls. ...................
Rubrica ............
respectivo nome, constando, também, à volta do carimbo, a sigla da unidade específica que tenha autuado o
processo ou inserido peças.
Exemplo:
Agência – A.
Fundação – F.
Instituto – I.
Ministério – M.
Secretaria – S.
Documentos de tamanho pequeno (Ex.: guias de depósito bancário, DARF) serão colados no centro da página do processo e carimbados de forma que o carimbo
atinja seus cantos superiores direito e esquerdo, observando para não prejudicar informações constantes do
verso.
Exemplo:

Servidor
6.3 CONFIDENCIAL
O carimbo ―confidencial‖ será utilizado para facilitar a
identificação do documento ou processo cujo teor somente será conhecido por servidor autorizado.
Usarão o carimbo ―confidencial‖, os servidores competentes para classificar o documento como tal.
Esse carimbo será aposto sobre o lacre do envelope
que protege o documento ou processo, precedido da
assinatura do servidor que o classificou.
As unidades de protocolo também usarão esse carimbo após a autuação de documento classificado como
―confidencial‖, observados os procedimentos definidos
nesta norma.
Exemplo:
6.4 DESMEMBRAMENTO
Exemplo:
M. Planejamento, Orçamento e Gestão
Unidade: XXXX
PROCESSO N.º:
TERMO DE DESMEMBRAMENTO
Página(s) ______ a _______
retirada(s) por motivo de
desmembramento.
________________ _____/_____/_____
Servidor Data
CONFIDENCIAL
6.5 DESENTRANHAMENTO DE PEÇAS
Exemplo:
M. Planejamento, Orçamento e Gestão
Unidade: XXXX
PROCESSO N.º:

6.9 NUMERADOR-DATADOR
O carimbo ―numerador-datador‖ será usado para registrar, em ordem numérico-cronológica, os processos
formados pelas unidades de protocolo.
Esse carimbo registrará, no processo, os seguintes
elementos:
a) nome ou sigla da unidade administrativa responsável pela autuação;
b) número do processo;
c) data da autuação.
Será opcional, a cada órgão, a utilização do carimbo
numerador-datador.

TERMO DE DESENTRANHAMENTO
Em ......../......../......., faço a
retirada do presente processo da(s)
peça(s) nº.(s) .................................,
por motivo de ...................................
Servidor
6.6 DEVOLUÇÃO DE CORRESPONDÊNCIA
O carimbo ―devolução de correspondência‖ será usado pelos órgãos e entidades, para comunicar ao serviço
dos correios a não localização do interessado.
Exemplo:
M. Planejamento, Orçamento e Gestão
Unidade: XXXX
DESTINATÁRIO NÃO LOCALIZADO
EQUÍVOCO NA ENTREGA
MUDOU-SE
OUTROS _______________________________
(INDICAR)
DEVOLVIDO À ECT EM ______/______/______
______________________________
SERVIDOR

6.10 RESERVADO
xxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxx
xxx
Fls. .........
Rubrica....
Fls. .........
Rubrica....
SECRETO
O carimbo ―reservado‖ será usado para caracterizar
os documentos cujo assunto não deva ser do conhecimento do público em geral.
Usarão o carimbo ―reservado‖, os servidores competentes para classificar o documento como tal.
Esse carimbo será aposto sobre o fechamento do envelope que protege o documento ou processo, precedido
da assinatura e identificação do servidor que o classificou.
As unidades de protocolo também deverão usar este
carimbo após a autuação de documento classificado

6.7 EM BRANCO
Ao autuar um processo, apor o carimbo ―EM BRANCO‖, em páginas e espaços que não contenham informações.
Exemplo:
6.8 NUMERAÇÃO DE FOLHA OU PEÇA

Atos de Ofício

22

TJ MG
como ―reservado‖, observados os procedimentos definidos nesta norma.
Exemplo:

Servidor
6.15 TERMO DE JUNTADA POR APENSAÇÃO
Este termo será lavrado no protocolo central ou setorial, na juntada por apensação.
Exemplo:
M. Planejamento, Orçamento e Gestão
Unidade: XXXX

6.11 SECRETO
O carimbo ―secreto‖ será utilizado para salvaguardar
o documento ou processo cujo trato requeira alto grau de
segurança e cujo teor deva ser, exclusivamente, do conhecimento de servidores diretamente ligados ao seu
estudo ou manuseio.
Poderão usar o carimbo de ―secreto‖, exclusivamente, os servidores competentes para classificar o documento como tal.
Esse carimbo será aposto sobre o lacre do envelope
que protege o documento ou processo, precedido da
assinatura e identificação do servidor que o classificou.
As unidades de protocolo também deverão usar este
carimbo após a autuação de documento classificado
como ―secreto‖, observados os procedimentos definidos
nesta norma.
Exemplo:

TERMO DE JUNTADA POR APENSAÇÃO
Em ......../......../........., atendendo o
despacho do(a)................................................, faço
apensar ao presente processo de nº
................................................... o(s) processo(s)
nº(s) .........................................................................
Servidor
6.16 TERMO DE RESSALVA
Este termo será lavrado no protocolo central ou setorial, quando, no momento da anexação de processos, for
constatada a ausência de peça(s) em um dos processos
anexados.
Exemplo:
M. Planejamento, Orçamento e Gestão
Unidade: XXXX

6.12 TERMO DE ABERTURA DE VOLUME
Este termo será lavrado, no protocolo central ou setorial, na abertura de volume.
Exemplo:
M. Planejamento, Orçamento e Gestão
Unidade: XXXX

TERMO DE RESSALVA
As peça(s) de nº(s) .............................................
do processo nº .........................................................
após a juntada por anexação, corresponde(m) à(s)
peça(s) nº(s) .............. do conjunto processado.
Servidor

TERMO DE ABERTURA DE VOLUME
Aos........dias do mês
de...................de.........., procedemos a abertura deste
volume nº.............. do processo
nº..................................., que se inicia com a folha
nº...............................Para constar, eu (nome do
servidor) .................................................,(cargo do
servidor) ................................. subscrevo e assino.
Servidor
RESERVADO

6.17 URGENTE
O carimbo ―urgente‖ será usado em documentos cuja
tramitação requeira maior celeridade que a rotineira.
Usarão o carimbo ―urgente‖ os servidores competentes para classificar o documento como tal.
Esse carimbo será aposto na capa do processo, ou
sobre o documento assim classificado.
Exemplo:

6.13 TERMO DE ENCERRAMENTO DE VOLUME
Este termo será lavrado no protocolo central ou setorial, no encerramento de volume.
Exemplo:
M. Planejamento, Orçamento e Gestão
Unidade: XXXX

7. DISPOSIÇÕES FINAIS
7.1 Observar princípios éticos dispensados aos documentos, mantendo absoluta discrição com relação às
informações neles contidas.
7.2 Dispensar adequado tratamento físico aos documentos, observando cuidados de higiene no seu manuseio, fazer furos centralizados, fazer as dobras necessárias com simetria, utilizar material adequado, como cola
apropriada, evitar uso de grampos metálicos, clips, preservar informações ao apor elementos, como carimbos,
etiquetas, etc.
7.3 Caberá a cada órgão ou entidade desenvolver
seu respectivo manual operacional das ações destinadas
ao serviço de protocolo, detalhando as rotinas e procedimentos, com base nesta norma.
7.4 Cada órgão ou entidade deverá ter uma comissão
credenciada, com competência para receber documentos
de caráter sigiloso, como confidenciais, secretos e reservados.
7.5 Caberá a cada órgão ou entidade definir sua própria estrutura de protocolo, definindo quanto à existência
de protocolo central e/ou setorial.
7.6 As dúvidas e casos omissos serão dirimidos junto
ao Departamento de Logística e Serviços Gerais, subordinado à Secretaria de Logística e Serviços Gerais do
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

TERMO DE ENCERRAMENTO DE VOLUME
Aos......... dias do mês de ......................
de........, procedemos ao encerramento deste
volume nº .............. do processo
nº...................................................., contendo.........
folhas, abrindo-se em seguida o volume nº.............
Servidor
6.14 TERMO DE DESAPENSAÇÃO
Este termo será lavrado no protocolo central ou setorial, quando ocorrer a desapensação de processos.
Exemplo:
M. Planejamento, Orçamento e Gestão
Unidade: XXXX
TERMO DE DESAPENSAÇÃO
Em ......../......../........., faço desapensar do
processo nº ..............................................................
o(s) processo(s) de nº(s) .........................................
................................................................................,
que passam a tramitar em separado.

Atos de Ofício

23

depois de estudá-los.756. Nos embargos infringentes e na ação rescisória. a requerimento do agravante. Distribuídos. da alternatividade e do sorteio. ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor. à conclusão do relator.12. Art. que faça conveniente prevenir ou compor divergência entre câmaras ou turmas do tribunal. (Incluído pela Lei nº 9. pelo voto de 3 (três) juízes. não haverá revisor.11. na câmara ou turma. (Redação dada pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 11. ao órgão competente para o julgamento do recurso. de 26. o § 3 Nos recursos interpostos nas causas de procedimentos sumários. (Redação dada pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 5. dará a palavra. o relator apresentará o processo em mesa.1998) o § 2 Quando manifestamente inadmissível ou infundado o agravo. o presidente.10. sendo relevante a fundamentação. de 30. deste não se conhecendo se incompatível com a decisão daquela. o autor do primeiro voto vencedor.2001) Atos de Ofício 24 . provido o agravo. no prazo de cinco dias. sucessivamente. Parágrafo único. de 17. de 17.2001) o § 1 Ocorrendo relevante questão de direito. (Redação dada pela Lei nº 9. em seguida. o julgaa mento prosseguirá na 1 (primeira) sessão ordinária subsequente à devolução. que designará dia para julgamento. depois de feita a exposição da causa pelo relator. o § 1 Será revisor o juiz que se seguir ao relator na ordem descendente de antiguidade. o recurso terá seguimento.12. Na sessão de julgamento. remição de bens. o presidente anunciará o resultado do julgamento. 551. ao recorrente e ao recorrido. Art. a qualquer juiz é facultado pedir vista do processo. 559.756. o § 2 O revisor aporá nos autos o seu "visto". (Redação dada pela Lei nº 10. de despejo e nos casos de indeferimento liminar da petição inicial. O relator poderá. 520.1973) DA ORDEM DOS PROCESSOS NO TRIBUNAL Art. A apelação não será incluída em pauta antes do agravo de instrumento interposto no mesmo processo. designando para redigir o acórdão o relator. o § 2 Afixar-se-á a pauta na entrada da sala em que se realizar a sessão de julgamento. Parágrafo único. de 17. O relator fará nos autos uma exposição dos pontos controvertidos sobre que versar o recurso. se este for vencido. o espaço de 48 (quarenta e oito) horas. o § 1 Entre a data da publicação da pauta e a sessão de julgamento mediará. 558. se o recurso não for de embargos declaratórios ou de agravo de instrumento. ou de Tribunal Superior. adjudicação. o presidente do órgão julgador requisitará o processo e reabrirá o julgamento na sessão ordinária subsequente. levantamento de dinheiro sem caução idônea e em outros casos dos quais possa resultar lesão grave e de difícil reparação. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 10. 549. o § 3 Salvo caso de força maior. O relator negará seguimento a recurso manifestamente inadmissível. de embargos infringentes e de ação rescisória. de 26. e. prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal. Tratando-se de apelação.419. Qualquer questão preliminar suscitada no julgamento será decidida antes do mérito. de 2006) Art. acórdãos e demais atos processuais podem ser registrados em arquivo eletrônico inviolável e assinados eletronicamente. 554.1998) o § 1 -A Se a decisão recorrida estiver em manifesto confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal. esse órgão colegiado julgará o recurso. suspender o cumprimento da decisão até o pronunciamento definitivo da turma ou câmara.12. apresentados ao presidente.1998) o § 1 Da decisão caberá agravo.1998) Art. Art. (Incluído pela Lei nº 11. Art. os restituirá à secretaria com o seu "visto" .925. ser descentralizados. mediante delegação a ofícios de justiça de primeiro grau. (Incluído pela Lei nº 10. não devolvidos os autos no prazo.12. Os autos remetidos ao tribunal serão registrados no protocolo no dia de sua entrada. Art. 557. 553. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas.1995) Art.1995) Parágrafo único. de 17.12. cabendo-lhe pedir dia para julgamento.352. (Redação dada pela Lei nº 9. a fim de sustentarem as razões do recurso. cabendo à secretaria verificar-lhes a numeração das folhas e ordená-los para distribuição. de 30.352. (Incluído pela Lei nº 9. nem solicitada expressamente sua prorrogação pelo juiz. o tribunal condenará o agravante a pagar ao agravado multa entre um e dez por cento do valor corrigido da causa. dispensada nova publicação em pauta. pelo menos. 560.280. (Incluído pela Lei nº 9. 555. Parágrafo único. Art.2001) Art.139. Art. devolvidos os autos pelo relator. Proferidos os votos. Os recursos interpostos nas causas de procedimento sumário deverão ser julgados no tribunal.950.280. Far-se-á a distribuição de acordo com o regimento interno do tribunal. Os autos serão. o relator poderá dar provimento ao recurso. poderá o relator propor seja o recurso julgado pelo órgão colegiado que o regimento indicar.12. Os serviços de protocolo poderão.1994) Art.TJ MG o § 2 Não se considerando habilitado a proferir imediatamente seu voto.756. a decisão será tomada. 550. reconhecendo o interesse público na assunção de competência. improcedente. devendo devolvê-lo no prazo de 10 (dez) dias. do Supremo Tribunal Federal. mandando publicar a pauta no órgão oficial. devendo ser impressos para juntada aos autos do processo quando este não for eletrônico. 547. ou. nos casos de prisão civil.11.12. pelo prazo improrrogável de 15 (quinze) minutos para cada um. observando-se os princípios da publicidade. terá precedência o agravo. No julgamento de apelação ou de agravo.139.12. de 1º. Parágrafo único.756. de 2006). 552. a secretaria do tribunal expedirá cópias autenticadas do relatório e as distribuirá entre os juízes que compuserem o tribunal competente para o julgamento. 556. que. de 13. ou de Tribunal Superior. Aplicar-se-á o disposto neste artigo as hipóteses do art. contados da data em que o recebeu. participará do julgamento do recurso o juiz que houver lançado o "visto" nos autos.352. Art. com publicação em pauta. Os votos. 548. na forma da lei. dentro de 40 (quarenta) dias. Se ambos os recursos houverem de ser julgados na mesma sessão. se não houver retratação. os autos serão conclusos ao revisor. proferindo voto. a critério do tribunal. os autos subirão. de 26. de 2006) o o § 3 No caso do § 2 deste artigo.

TJ MG Parágrafo único. quando o próprio juiz toma a iniciativa de instaurar o processo. 2008. conceituado como capacidade de decidir imperativamente e impor decisões. encontra-se o inventário. Além disso. em outras palavras. Lavrado o acórdão. substituir-se às partes e dizer qual delas tem razão. fica a critério do próprio interessado a provocação do Estado-juiz ao exercício da função jurisdicional. função e atividade. Rejeitada a preliminar. 565. 564. seguir-se-ão a discussão e julgamento da matéria principal. Por isso. Preferirá aos demais o recurso cujo julgamento tenha sido iniciado. ou princípio da iniciativa das partes. exercendo o poder e cumprindo a função que a lei lhe comete. ordenando a remessa dos autos ao juiz. quando se trata de pretensões insatisfeitas que poderiam ter sido atendidas espontaneamente pelo obrigado. podemos dizer que a jurisdição é. poder. Ao ser proposta a ação. o juiz não pode instaurar o processo. Somente em casos especialíssimos a própria lei institui certas exceções à regra da inércia dos órgãos jurisdicionais.925. em muitos casos. de oficio. Princípios inerentes à jurisdição A jurisdição. a jurisdição. Art. Vale ressaltar que. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada” (art. CPC. d. havendo necessidade. (Redação dada pela Lei nº 8. É esse conflito de interesses que leva o suposto prejudicado a dirigir-se ao juiz e a pedir-lhe a tutela jurisdicional. inertes (nemo judex sine atore. Como poder.41). sua atuação sem a provocação do interessado viria. Coisa julgada é a imutabilidade dos efeitos de uma sentença. seja expressando imperativamente o preceito (através de sentença com resolução de mérito). fomentar conflitos e discórdias onde não existiam. o que já ficou definitivamente julgado. b. como já estudamos. que se inicie. quem tem uma pretensão invadir a esfera jurídica alheia para satisfazer-se. como atividade.1973) Art. a experiência evidencia que. para as partes. Definitividade: outra característica importante da jurisdição é que os atos jurisdicionais e somente eles são suscetíveis de se tomarem imutáveis. a fim de ser sanado o vício. é informada por alguns princípios fundamentais: Principais características da jurisdição a. 561. em virtude da qual nem as partes podem repropor a mesma demanda em juízo ou comportar-se de modo diferente daquele preceituado. nem os juizes podem voltar a decidir a respeito. a preferência será concedida para a própria sessão. pois. a jurisdição é entendida como o complexo de atos do juiz no processo. Não cumpre a nenhuma das partes interessadas dizer definitivamente se a razão está com uma ou com a outra. Todo acórdão conterá ementa. E. se nenhuma das pessoas mencionadas nos artigos antecedentes o requerer no prazo legal‖‘ (Carvalho Figueiredo. precisa o Estado de algum instrumento que lhe permita exercer a função jurisdicional.950. como atividade sua. com justiça. de 13. 989. senão excepcionalmente. Essa pacificação é realizada mediante a atuação da vontade do direito objetivo que rege o caso concreto apresentado. Tal característica é inerente ao princípio da demanda. imparcialmente. expressa o encargo que têm os órgãos estatais de promover a pacificação dos conflitos apresentados. ―Entre as situações mais relevantes que permitem ao Estado-juiz prestar a tutela jurisdicional sem provocação. Assim. necessariamente. Se tiverem subscrito o requerimento os advogados de todos os interessados. o qual indica que o Poder Judiciário. dificilmente teria ele condições para julgar imparcialmente. disposto no ad.12. nem o próprio legislador pode emitir preceitos que contrariem. e tal instrumento é o processo. e o Estado desempenha essa função sempre mediante o processo. Art. ao mesmo tempo. ou se com ela for compatível a apreciação do mérito. de maneira que o Estado somente poderá exercer essa função se for provocado e esta provocação se dá através da propositura de uma ação. mediante a qual este se substitui aos titulares dos interesses em disputa para. pronunciandose sobre esta os juízes vencidos na preliminar. Como função. um desses institutos fundamentais. seja realizando no mundo das coisas o que o preceito estabelece (através da execução forçada). as atividades daqueles que estão envolvidos no conflito trazido à sua apreciação. Já afirmamos que a jurisdição é uma das funções do Estado. poderão os advogados requerer que na sessão imediata seja o feito julgado em primeiro lugar. solucionando a pendência. a jurisdição é a manifestação do poder estatal. Como decorrência do princípio da demanda. sem prejuízo das preferências legais.1994) Art. órgão incumbido de oferecer a jurisdição. Mesmo porque tal situação acabaria por ser contraproducente. 5º. ne procedat judex ex officio). segundo o qual ‗o juiz determinará. Art. Da jurisdição A jurisdição é uma das funções do Estado. buscar a pacificação do conflito que os envolve. c. sendo a finalidade maior da jurisdição a pacificação social. o inventário. depende da provocação do titular da ação. todas as normas de cunho processual estão relacionadas ou têm por objeto. 562. o Estado substitui. Inércia: é também característica da jurisdição o fato de que os órgãos jurisdicionais são. Caráter substitutivo da jurisdição: ao exercer Atos de Ofício 25 . (Redação dada pela Lei nº 5. a ação e o processo. Apenas o Estado pode. nem pode. Além disso. 563. mediante a realização do direito justo e através do processo. Versando a preliminar sobre nulidade suprível. XXXVI). INSTITUTOS FUNDAMENTAIS DO PROCESSO CIVIL: JURISDIÇÃO. ou princípio da ação. por sua própria índole. Lide: a existência do conflito de interesses qualificado por uma pretensão resistida é uma característica constante na atividade jurisdicional. no processo civil essa proposição encontra algumas exceções (autotutela. A jurisdição é inerte. ao Judiciário cabe a última palavra. Desejando proferir sustentação oral. para movimentar-se no sentido de dirimir os conflitos de interesses. como função estatal de dirimir conflitos interindividuais. de 1º. serão as suas conclusões publicadas no órgão oficial dentro de 10 (dez) dias. converterá o julgamento em diligência. o tribunal. em surgindo o conflito. Parágrafo único. de ofício. A CF estabelece que ―a lei não prejudicará o direito adquirido. AÇÃO E PROCESSO Simone Diogo Carvalho Figueiredo O direito processual está todo estruturado sobre três institutos fundamentais: a jurisdição. autocomposição e arbitragem).10.

expressão que pressupõe a idéia de pessoas que se situam em posições antagônicas. como um dos seus poderes. preferindo. Atos fora do território em que o juiz exerce a jurisdição depende da cooperação do juiz do lugar (carta precatória e rogatória). não o faz em nome próprio e muito menos por um direito próprio. Nem mesmo pode um juiz. Como dos demais Poderes. abertura de testamento e codicilo. temos uma ação de cobrança ou uma separação judicial litigiosa. c. O princípio da inevitabilidade significa que a autoridade dos órgãos jurisdicionais. Além disso. sendo uma emanação da soberania estatal. pode ocorrer que. A jurisdição pressupõe um território em que ela é exercida. mas o faz em nome do Estado. A título de exemplo. 11. que independe de sua vontade e consiste na impossibilidade de evitar que sobre elas e sobre sua esfera de direitos se exerça a autoridade estatal. pois tal fenômeno é típico das sentenças jurisdicionais. Na jurisdição voluntária compete ao juiz. Nessa intervenção o Estado age emitindo uma declaração de vontade. curatela dos interditos. tanto a separação como o divórcio.210 do CPC: homologação de separação judicial consensual. a. existe um conflito de interesses apresentado em juízo. atendendo a seu próprio critério e talvez à sua própria conveniência. cada qual na defesa de seu interesse. O princípio da inafastabilidade da jurisdição (ou princípio do controle jurisdicional ou princípio da indeclinabilidade). delegar funções a outro órgão. nem pode o juiz. distribuídos em comarcas (Justiças Estaduais) ou seções judiciárias (Justiça Federal). a participação de um órgão público. sem incidir o caráter substitutivo. impõe o legislador. dirimir a lide com justiça. c) indelegabilidade. mas faculdade conferida aos separandos ou aos divorciandos. coisas vagas. Os magistrados só têm autoridade nos limites territoriais do Estado. não é adequado falar em partes. pois não são de uso obrigatório. o Tribunal de Justiça de cada Estado-membro sobre o território deste. também chamada de jurisdição propriamente dita. 126). de forma mais simplificada. dada a relevância ou a própria natureza da matéria discutida. com a conseqüente produção da coisa julgada. antes disso.441 /2007. não há coisa julgada. ou seja. a CF fixa o conteúdo das atribuições do Poder Judiciário. escusarse de proferir decisão (CPC. Importante: Com o advento da Lei n. Atos de Ofício Da ação Vedada que é a autotutela (salvante aqueles raríssimos casos em que a lei a permite) e dado que o Estado reservou para si. b. XXXV. o que acontece é que o juiz se insere entre os participantes do negócio jurídico. a pretexto de lacuna ou obscuridade da lei.103 a 1. para a validade de alguns atos. e não pode a lei alterar a distribuição feita pelo legislador constituinte. 5º. expresso no art. agente deste que é. impõe-se por si mesma. Não pode a lei ―excluir da apreciação do Poder Judiciário qualquer lesão ou ameaça a direito‖. pois. No entanto. também se infere daí que cada juiz só exerce a sua autoridade nos limites do território sujeito por lei à sua jurisdição. garante a todos o acesso ao Poder Judiciário. Jurisdição contenciosa e jurisdição voluntária Na jurisdição contenciosa. desejando também que o ato atinja o resultado visado pelas partes. art. para que seja solucionado pelo Estado-juiz. embora não haja a presença de um conflito de interesses. como os juízes são muitos no mesmo país. a função jurisdicional. realizá-los pela via extrajudicial. e. É que cada magistrado. no exercício dessa função. verificar se houve observância das normas jurídicas na realização do ato jurídico. que podem requerer a instauração do processo de separação consensual (jurisdição voluntária) ou. Além disso. Assim. o qual não pode deixar de atender a quem venha a juízo deduzir uma pretensão fundada no direito e pedir solução para ela. 1. ou administrativa. é impróprio falar em ação. organização e fiscalização das fundações. conforme a vontade da 26 . em atividade meramente homologatória. mas apenas um negócio entre os interessados com a participação do magistrado.TJ MG a) investidura. O princípio da investidura significa que a jurisdição só será exercida por quem tenha sido regularmente investido na autoridade de juiz. cabe-lhe. ou graciosa. o objetivo dessa atividade não é uma lide. sendo indispensável a presença do juiz. d. não havendo interesses em conflitos. Assim. Os procedimentos de separação e de divórcio extrajudiciais não ferem o direito de ação. pela mesma razão. e) inafastabilidade ou indeclinabilidade. pois esta se conceitua como o direito-dever de provocar o exercício da atividade jurisdicional contenciosa. por exemplo. A situação das partes perante o Estado-juiz é de sujeição. independentemente da vontade das partes ou de eventual pacto de aceitarem os resultados do processo. b) aderência ao território. A jurisdição voluntária está formalmente capitulada nos arts. Esses atos praticados pelo juiz recebem da doutrina o nome de jurisdição voluntária. como não se trata de atividade jurisdicional. d) inevitabilidade. o STF e o STJ exerce a jurisdição sobre todo o país. exercendo a função jurisdicional. ademais. declaração e divisão de bens de ausente. podem ser realizados no cartório. O princípio da indelegabilidade resulta do princípio constitucional segundo o qual é vedado a qualquer dos Poderes delegar atribuições. desde que consensuais. herança jacente. por meio de escritura pública. da CF. JURISDIÇÃO CONTENCIOSA Inicia-se mediante provocação Existência de lide A jurisdição atua resolvendo o litígio (substitutividade) Existência de partes JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA Inicia-se mediante provocação Acordo de vontades A jurisdição integra o negócio jurídico para lhe dar validade Existência de interessados A decisão faz coisa julgada A decisão não faz coisa julgada e. em uma intervenção necessária para a consecução dos objetivos desejados. O princípio da aderência ao território corresponde à limitação da própria soberania nacional ao território do país.

a prestação 27 . deverá o autor indicar os seus sujeitos (locador e locatário). de forma que o Estado a exercita por solicitação de quem lhe exponha uma pretensão a ser tutelada pelo direito (CPC. ainda que a resposta do juiz se exaura na pronúncia de carência da ação (porque não se configuraram as condições da ação). para que se atinja uma sentença de mérito. Contudo. os titulares dos interesses em conflito Atos de Ofício Legitimidade extraordinária— substituição processual (previsão legal) Representação processual Alguém. ao menos em tese. Ressalte-se que a legitimação extraordinária é excepcional e somente poderá ocorrer se devidamente autorizada por lei federal. Embora a todos esteja garantido o direito de provocar a tutela jurisdicional. em cada caso concreto. VI. então. na falta de qualquer delas. 30 do CPC: ―para propor ou contestar a ação é necessário ter interesse e legitimidade‖. no caso do Ministério Público. Ao afirmar em juízo a existência de uma relação jurídica. quem o exercita será declarado carecedor de ação. em alguns casos. defende direito ou interesse alheio c. 2º). com propriedade ou condomínio. abstrato e condicionado de exigir do Estado a prestação jurisdicional em um caso concreto. no caso do gestor de negócio. em uma ação de alimentos. enquanto o locatário tem legitimidade passiva. prevista no ordenamento jurídico. por exemplo. ―Impõe-se a existência de um vinculo entre os sujeitos da demanda e a situação jurídica afirmada. que lhes autorize a gerir o processo em que esta será discutida. e o devedor. defende direito ou interesse alheio Alguém. em nome próprio. a legitimidade passiva. 267. defendendo em nome próprio interesse alheio. Assim. também denominada pela maior parte da doutrina. em nome próprio. Legitimidade para a causa e Interesse de agir. dispensando o órgão jurisdicional de decidir o mérito de sua pretensão. E autônomo porque existe independentemente do direito material. Nessa hipótese. o pedido de penhora de bens pertencentes ao Estado. haverá legitimação extraordinária. por fim. no do condômino. a jurisdição é uma função provocada. são legitimados para agir. É direito público porque é dirigido contra o Estado. não se pode autorizar que qualquer pessoa leve a juízo qualquer pretensão sobre qualquer objeto litigioso. na defesa de interesses individuais homogêneos dos consumidores. O autor deverá ser o titular do interesse que se contém na sua pretensão com relação ao réu (o titular do direito é quem deve ir a juízo para pleitear referido direito). na defesa de interesse alheio. e não sua substituta. como expressões sinônimas. portanto. Assim. No entanto. Em princípio. Interesse de agir: referida condição da ação consiste na necessidade de obter uma providência jurisdicional para alcançar o resultado útil previsto no ordenamento jurídico em seu benefício. art. para que ele preste a atividade jurisdicional. Exemplo: Ao ajuizar uma demanda. Esses sujeitos da relação jurídica material deduzida no processo é que terão legitimidade para estar em juízo. mas para defesa de interesse alheio). o pagamento de dívidas oriundas de jogo ou aposta. Importante: Não devemos confundir substituição processual com representação processual. adotada pelo CPC. pois o substituto é parte no processo. Pode ocorrer que determinado pedido não tenha a menor condição de ser apreciado pelo Poder Judiciário. o menor é o legitimado ativo para a ação em que se pleiteiam alimentos em face de seu pai (legitimado passivo). ou a que não haja vedação. Conceito de ação Em síntese. segundo a qual legitimado é aquele que defende em juízo interesse que lhe pertence. frise-se que. o credor é quem tem legitimidade ativa para a respectiva ação de cobrança. 179). É direito subjetivo porque cada pessoa a titulariza individualmente. a ação é um direito subjetivo público. poderá uma norma jurídica autorizar que alguém vá a juízo. o autor afirma em sua petição inicia a existência de uma relação jurídica (aquele que propõe uma ação de despejo afirma existir entre ele e a parte adversa uma relação de locação). A regra. é a da legitimidade ordinária. é juridicamente impossível o pedido de prisão civil por dívida (salvo em raríssimas hipóteses legalmente admitidas). Contudo. julgando extinto o processo sem resolução do mérito (art. Surge. (legitimação ordinária). Legitimidade “ad causam” (qualidade das partes para agir): a segunda condição da ação é a legitimidade ou legitimação para agir (legitimatio ad causam). E. é sua representante. em nome alheio. para a ação de despejo. em nome próprio. na ação de despejo. por exemplo.TJ MG lei reguladora do conflito. Dispõe o art. Condições da ação (PLI) O direito constitucional de ação. enquanto sua genitora. por exemplo. Essa provocação do exercício da função jurisdicional é feita pelo uso da ação. até para que se não converta em abuso. porque já excluído de pronto pelo ordenamento jurídico sem qualquer consideração acerca das peculiaridades de caso concreto. atuando em nome alheio sobre interesse alheio. Assim. é condicionado porque o autor só pode exigir do Poder Judiciário uma decisão quando presentes as condições da ação. Assim. a legitimidade ativa é daquele que se diz locador. defende direito ou interesse próprio Alguém. é preciso que. em defesa da propriedade em comum. terá havido exercício da função jurisdicional. substituição processual. posto que caracterizada pela inércia. É abstrato porque é exercido mesmo que a sentença seja desfavorável ao autor. a. Dessa forma. em defesa do interesse do gerido. o menor e parte legítima. segundo a sua própria vontade. Possibilidade jurídica do pedido: obviamente que não se pode ir a juízo para pleitear o que bem se entende. O pedido deverá consistir em uma pretensão que esteja. Assim. deve-se verificar a presença das condições da ação e. 2006. Ou seja. a noção de legitimidade ad causam” (Didier Junior. Legitimidade ordinária (regra geral) b. autônomo. a lei concede direito de ação a quem não seja o titular do interesse substancial. São as chamadas condições da ação e são as seguintes: Possibilidade jurídica do pedido. Assim. ativa e passivamente. Pois bem. enquanto a legitimidade passiva é daquele que o autor apontou como o locatário. enquanto o representante não é parte no processo. mas a quem se propõe a defender interesse de outrem (vai-se a juízo em nome próprio. do CPC). tem o seu exercício condicionado pela lei ordinária. tem legitimidade ativa o locador.

b) a causa do pedido. por exemplo. Assim. No entanto. não chegará a apreciar o mérito. segundo a qual bastaria a afirmação da relação jurídica fundamentadora do pedido). objeto). Os fatos constitutivos também concorrem para a identificação da ação proposta. de maneira que sua situação jurídica será objeto de apreciação judiciária. Identificação das ações a.TJ MG jurisdicional seja necessária e adequada (necessidadeutilidade + adequação). ou seja. Verificada essa situação. portanto. serão diversas entre si se uma delas se fundar na falta de pagamento dos aluguéis e a outra em Atos de Ofício a. Por esse modo exige que na inicial se exponha não só a causa próxima — os fundamentos jurídicos. Exemplo: Na ação em que o pedido é o pagamento da dívida. e. Partes: são as pessoas que participam do contraditório perante o Estado-juiz. 282. V. abrangendo. pois é necessário mencionar o contrato de locação. mesma causa de pedir e mesmo pedido. a indenização pretendida. Na ação de anulação de contrato. ou providência jurisdicional. c) uma providência jurisdicional sobre uma pretensão quanto a um bem (pedido. uma vez reconhecida. Isso quer dizer que. Causa de pedir: ao autor impõe-se a narrativa dos fatos dos quais deduz ter o direito que alega. a causa petendi próxima e a causa petendi remota. embora exercendo o poder jurisdicional. declaratória. material ou imaterial. ocorre o fenômeno da litispendência. b. responderá pelas custas de retardamento (§ 3º. a causa de pedir é constituída do elemento fático e da qualificação jurídica que deles decorre. Desses dados. 267. 267. do CPC). Duas ações são idênticas se têm as mesmas partes. podemos afirmar que. indicando os fatos constitutivos do seu direito e a base jurídica em que se apóia. O Código exige que o autor exponha na inicial o fato e os fundamentos jurídicos do pedido. Não se concebe o ingresso de alguém em juízo senão para pedir ao órgão jurisdicional uma medida. e a causa de pedir próxima são os fundamentos jurídicos que justificam o pedido. referentes ao mesmo imóvel. quais sejam: Em nosso sistema processual vigora a teoria da substanciação. 267. deverá o autor expor que é credor por força de um ato ou contrato (causa remota) e que a dívida se venceu e não foi paga (causa próxima). Tanto o imediato como o mediato identificam o pedido e. O pedido é imediato ou mediato. conseqüentemente. constitutiva ou mesmo providência executiva ou cautelar. ou seja. Litispendência: ocorre litispendência quando estão em curso duas ou mais ações idênticas. para a teoria da substanciação. VI. não basta pedir o despejo. e essa individualidade se infere dos elementos que a compõem. bem como não há interesse em impetrar mandado de segurança para a cobrança de créditos pecuniários (ausência de adequação do provimento). pois o CPC impõe a descrição dos fatos dos quais decorre a relação do direito (em contraposição à teoria da individualização. b. Pedido mediato é a utilidade que se quer alcançar pela sentença. anteriormente 28 . a qualquer tempo e grau de jurisdição. infração contratual de outra natureza. no direito processual brasileiro. o despejo do locatário. causa de pedir e pedido. não há interesse em promover ação para que o Estado declare o estado civil de casado de alguém (ausência de necessidade). e a adequação refere-se à exigência de que o provimento solicitado seja apto a corrigir o mal de que o autor se queixa. c. A necessidade da tutela repousa na impossibilidade de obter a satisfação do alegado direito sem a intercessão do Estado (não há outro meio de obter a satisfação senão pela propositura da ação). pedindo ao Estado uma providência jurisdicional que a tutele. e não dos pressupostos processuais). Como cada ação tem uma individualidade que a identifica. Quem age formula uma pretensão quanto a um bem em relação a outrem. A causa de pedir remota são os fatos constitutivos. diante da ausência das condições da ação. a entrega de coisa. art. a ação. a paternidade. dando lugar à anulação (causa próxima). o feito deverá ser extinto sem resolução do mérito (art. portanto deve ser conhecida de oficio pelo magistrado. se ambas estão em curso. o pedido do autor. Assim. II. deverá o autor expor o contrato (causa remota) e o vício que o macula. o autor tem o ônus de fundamentar o seu pedido. Elementos da ação A ação se individualiza e se identifica por seus elementos constitutivos. ao promover uma ação postulando o reconhecimento de um direito. ou provimento. ingressa em juízo pedindo uma providência jurisdicional quanto a um bem pretendido. que se encontram em todas as ações. o bem material ou imaterial pretendido pelo autor. entre as mesmas partes. Assim. bem como dos seus fundamentos jurídicos. o juiz. resulta que são elementos da ação: a) um sujeito ativo e um sujeito passivo (partes). as razões que suscitam a pretensão e a providência (causa de pedir). Em outras palavras. A carência da ação é matéria de ordem pública. Imediato é o pedido relativo à providência jurisdicional solicitada: sentença condenatória. os fatos constituem e fazem nascer a relação jurídica de que decorre o pedido. do CPC). na petição inicial de qualquer processo cível (art. Assim. Carência da ação A ausência de qualquer das condições da ação enseja o que se denomina ―carência da ação‖ (somente enseja ―carência da ação‖ a ausência das condições da ação. levará à extinção do feito sem resolução do mérito (art. e. É tão importante identificar a ação que a lei exige a clara indicação dos elementos identificadores logo no ato introdutório da demanda. Pedido (objeto): o objeto da ação é o pedido do autor. por exemplo. Duas ações de despejo. Coisa julgada: ocorre coisa julgada também quando se reproduz ação idêntica. O autor. bem como aquele que se vê envolvido pelo pedido (réu). semelhantes ou totalmente diferentes dependendo dos seus elementos: partes. do CPC). do CPC). É aquele que deduz a pretensão (autor). pela análise dos elementos da ação é possível constatar alguns fenômenos processuais. a natureza do direito controvertido — como também a causa remota — o fato gerador do direito. Assim. segue-se que duas ações são idênticas. III e IV. se o réu não alegar a carência da ação na primeira oportunidade em que lhe caiba falar nos autos (prazo da resposta). com a ação.

mas o objeto de uma. para o réu o processo é inexistente. § 3º. o processo deverá ser extinto sem resolução do mérito (art. primeiro. IV. A exemplo da conexão. em duas de suas formas: capacidade de direito e capacidade de estar em juízo. deve examinar se o processo se instaurou validamente. a partir dos procedimentos judiciais (ordinário. a ponto de o juiz não estar isento de pronunciar a própria invalidade nele ocorrida. do CPC). o instrumento por meio do qual a jurisdição opera. Pressupostos processuais Os pressupostos processuais são os requisitos mínimos necessários à existência e ao desenvolvimento válido e regular do processo. por definição. Assim como na litispendência. 122-123). havendo ações conexas tramitando em separado. Determina a lei que. Pressupostos processuais de existência ou de constituição válida da relação processual Pressupostos processuais de existência são aqueles requisitos cuja ausência importa na inexistência da relação processual. A reunião de ações. existem pressupostos de existência do processo e pressupostos de validade do processo. É. 282 e 283 do CPC. Nos termos do art. e o juiz do processo. ainda que incompetente. atende ao princípio da economia processual e à necessidade de evitar decisões contraditórias. c) citação — enquanto não citado. a fim de que sejam decididas simultaneamente (art. o juiz. de ofício e a qualquer tempo e grau de jurisdição. abrange o das outras (art. do CPC. o juiz. serão havidos por inexistentes os atos praticados por advogado sem procuração que não forem ratificados pela exibição do mandato em quinze dias (prorrogáveis por outros quinze). Há a necessidade de evitar a repropositura daquela ação que já foi três vezes extinta. a capacidade postulatória é atribuída ao advogado regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil e que tenha recebido procuração da parte. em regra. por abandono (art. ―Processo é uma relação jurídica. de forma que poderá o juiz. dá causa à extinção de processos idênticos. investido de jurisdição. No entanto. imparcial. 267. e. mediante a atuação da vontade concreta da lei. 2007. c. Conexão: ocorre conexão quando duas ou mais ações têm o mesmo pedido ou a mesma causa de pedir. Pressupostos processuais de desenvolvimento válido e regular do processo Uma vez existente o processo. na coisa julgada. b) competência e imparcialidade do juiz — além de a parte dirigir seu pedido a um órgão regularmente investido de jurisdição (pressuposto de existência). Os pressupostos processuais são considerados matéria de ordem pública. 37. No entanto. d. Os pressupostos processuais de validade são: a) petição inicial apta — para que o processo seja válido e se desenvolva regularmente há necessidade de que a petição inicial preencha todos os seus requisitos legais. de forma que a ausência de um pressuposto processual impõe a extinção do feito sem resolução do mérito (art. Ressaltese que a reunião não deve ser ordenada quando uma das causas já tiver sido julgada (Súmula 235 do STJ: ―A conexão não determina a reunião dos processos. por sua vez. do CPC). caput e parágrafo único. levarão à extinção do feito sem resolução do mérito. ―B‖. V. se o réu não alegar a ausência dos pressupostos processuais. pois não se pode confundir existência com validade. pode ordenar a reunião dessas ações. em duas ou mais ações. representada por advogado regularmente constituído. haverá processo. Embora os pedidos sejam diferentes. Ressalte-se que. o processo deve ser extinto sem resolução do mérito (art. do CPC). Exemplo: o locador ingressa com ação requerendo o despejo por falta de pagamento em certo número de meses em contrato de locação e. V. pois. este deve ser competente. Em geral. Só existe processo se instaurado perante órgão do Estado apto ao exercício jurisdicional. Exemplo: ―A‖ promove ação em face de ―B‖. b) petição inicial (demanda) — deve a parte requerer a instauração do processo mediante a formulação da petição inicial. mesmo se a petição inicial não preencher seus requisitos (inepta). Verificada a perempção. não devemos confundir a validade do processo com sua existência. sumário e especial)‖ (Orione Gonçalves Correia. Continência: ocorrerá sempre quando houver. 267. do CPC). se ausentes. responderá pelas custas de retardamento (art. a ação anteriormente proposta já foi decidida em caráter definitivo. submetida a uma instrumentalização metódica (o procedimento) para que possa desenvolver-se perante o Poder Judiciário. o locatário ajuíza ação de consignação em pagamento desses mesmos aluguéis (identidade da causa de pedir). Perempção: perempção é a perda do direito de ação quando o autor. por ser mais amplo. por sua vez. 267. por três vezes consecutivas.TJ MG ajuizada. A prestação jurisdicional só é alcançada por meio do processo válido. de ofício ou a requerimento de qualquer das partes. demandas continentes serão reunidas a fim de que sejam decididas simultaneamente. essencialmente definidos nos arts. propõe ação em face de ―A‖ requerendo a anulação de cláusula do mesmo contrato. Por isso. o primeiro engloba o segundo. São eles: a) jurisdição — órgão judicante. concomitantemente. A metodização e a instrumentalização se dão. pleiteando a anulação de determinado contrato. 104 do CPC). 267. verificar a ausência dos pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo e extinguir o feito sem resolução do mérito. c) capacidade das partes — o terceiro pressuposto processual de validade é referente à capacidade das partes. Para desempenhar a atividade jurisdicional. Atos de Ofício 29 . O processo O processo é indispensável à função jurisdicional exercida com vistas à eliminação aos conflitos com justiça. em sendo provocado. d) capacidade postulatória — deve a parte encontrar-se em juízo. identidade das partes e da causa de pedir. resta-nos verificar a presença dos pressupostos processuais de validade. nesse caso. na primeira oportunidade em que lhe caiba falar nos autos. 268. parágrafo único. do CPC). 105 do CPC). Assim. Mesmo o processo inválido se forma e tem existência. se um deles já foi julgado‖).

inexistente o processo. é chamada de competência. Assim. devem estar ausentes. derrogação e prorrogação). pois todo juiz exerce jurisdição.TJ MG segundo as regras definidas na legislação civil. E regra de estabilidade do processo junto aos arts. ao contrário. inclusive no tocante à pessoa. considera-se proposta uma ação no momento de sua distribuição ou quando despachada pelo órgão competente. Brasil todas as causas do Território Nacional. ou mesmo os embargos de declaração para o STJ e STF. que significa proporção. Pressupostos processuais de existência Pressupostos processuais de validade Pressupostos processuais negativos Jurisdição Petição inicial apta Competência e imparcialidade Capacidade das partes Citação válida Litispendência Petição inicial (demanda) Citação Capacidade postulatória 2. Todavia. ao juízo (foros regionais) e à territorial absoluta (art. a CF disciplina a competência de jurisdição e a competência hierárquica dos tribunais superiores. Frederico Marques). Assim. sendo que não há previsão expressa nesse sentido. regra de distribuição de atribuições (Arruda Alvim e Humberto Theodoro). É preciso que se dividam as tarefas jurisdicionais entre diversos juizes e órgãos. Tem sua fonte na lei. sob pena de invalidade do processo. Assim. Pressupostos processuais negativos Pressupostos processuais positivos são aqueles que devem estar presentes para que o juiz resolva o mérito da demanda. algum órgão haverá de ter competência para apreciar a questão. Podemos exemplificar com os casos de união estável até a Lei de 1994. Já se a citação se deu na própria pessoa do réu. Hipoteticamente. posto que a presença levaria à extinção do feito sem resolução do mérito. em diversos níveis jurídico-positivos. b) alteração superveniente da matéria ou hierarquia (competências absolutas). e as Constituições Estaduais regulam a competência dos tribunais locais. foi realizada pelo correio nas hipóteses em que a lei proíbe. Há que atentar para a vedação dos tribunais de exceção e do princípio do juiz natural. assim. no momento em que se perpetua à competência do juízo. As leis federais regulam a competência territorial. por uma impossibilidade prática e física. ou d) desmembramento de comarca (em uma ação reivindicatória que corre sob determinada comarca que é desmembrada e o imóvel está situado na nova comarca instalada modifica-se a competência). portanto. acerca de sua atribuição jurisdicional. mas foi inválida (pressuposto processual da validade). as leis de organização judiciária regulam a competência de juízo e a competência interna. 3. Assim. o STF admite a existência de competência implícita. Vê-se aí a perpetuação. Essa distribuição aos diversos órgãos e juízes. são considerados pressupostos processuais negativos a litispendência. a citação existiu. seria possível acometer a um único juiz no Há vários órgãos abstratamente competentes para julgar determinada causa. como quis o legislador (que disse menos do que queria). Algumas questões que se reputam importantes: 1. Assim. alguns ainda entendem que se trata de Atos de Ofício c) perda da competência pelos critérios modificativos (conexão. nenhuma modificação do estado de fato (mudança de domicílio do réu) ou de direito (ampliação do teto da competência em razão do valor da causa) superveniente poderá alterá-la. continência. se a citação se deu em pessoa homônima do réu. que se refere ao próprio poder (Vicente Greco e Moacyr Amaral). 95). Há exceções: a) supressão do órgão judiciário (extinção de uma vara cível). definindo quais os casos que essa atividade pode ser concretizada. por exemplo. A competência sempre decorre de lei. É manifestação do princípio constitucional do juiz natural. Ernani Fidélis dos Santos. quando não houver regra expressa. 87 do CPC) — não basta que as regras de competência sejam fixadas pela lei. a coisa julgada e a perempção. Renato Montans de Sá Jurisdição é o poder do Estado de dizer o direito. outros. a fim de tornar a tutela a ser prestada mais ágil e efetiva. Coisa julgada A regra da perpetuação da jurisdição (à qual melhor seria chamar de perpetuação da competência) consiste na cristalização da competência de dado juízo no momento da propositura da ação. 263 do CPC. simetria. Sabemos que. para estar em juízo deverá ser devidamente representada. pois delimita as hipóteses em que o órgão jurisdicional pode julgar a lide. a criação de varas de falência remete os autos da vara cível para a vara especializada. No entanto. a competência é o limite da jurisdição. existem determinados requisitos que. Quando processada. mas. este não foi citado. Alguns autores entendem que a competência é medida de poder (Athos Gusmão Carneiro. apenas um deles será competente para a causa. É necessário que se saiba qual dentre os vários juízos competentes será responsável pela demanda ajuizada. d) citação válida — não basta que haja citação: esta tem de ser válida. não se pode deixar aos cuidados de um único magistrado o encargo de dirimir todas as lides que se apresentam na sociedade e ensejam a busca do Judiciário. Perpetuatio Jurisdictionis (art. pois essa regra se aplica a todos os casos de competência absoluta. Todavia. E una e pode ser exercida em abstrato por todos os órgãos jurisdicionais. Critérios de competência: 30 . Assim. Perempção COMPETÊNCIA Assim. de acordo com o art. quer-se dizer que. 264 e 294. se a parte possuir capacidade de assumir direitos e obrigações. mas não puder exercê-los sozinha. A jurisdição legitima o exercício do poder pelo Estado. É importante falar em ―função‖ e não em ―hierarquia‖. O termo ―competência‖ deriva do verbo competere. a qual corporifica.

cumprimento de disposições de última vontade e todas as ações em que o espólio for réu. partilha. 96 do Código de Processo Civil define a competência do foro de domicílio do autor da herança (de cujus) para inventário. dano moral. b. Critérios: Importante: Na maioria dos casos. a competência é absoluta. por exemplo). Atos de Ofício Competência da justiça comum 31 . se negativo. se a justiça é federal (art. salvo nos casos também discriminados no art. deve-se seguir a regra da localização dos bens. competência das justiças especiais. Na verdade não é um critério. ré ou interveniente. seja em relação à pessoa. Será vista com mais vagar no item 6. É de se verificar. seja em relação à hierarquia. ocorre a: • Justiça do Trabalho (art. 45. por lá deverá correr a ação principal). • competência concorrente (art. 6) Competência de foro É a competência territorial. Absoluta Material Funcional Interesse público Declarada de ofício Relativa Territorial Valor da causa Interesse particular Só com provocação das partes Não se prorroga Pode haver prorrogação Por meio de objeção (art. • Justiça Eleitoral (art. desde a obtenção do título de eleitor até a diplomação dos eleitos. competência exclusiva (art. Exceção de incompetência 301. Exemplo: Ação rescisória é endereçada ao tribunal. d. deve ser homologada pelo STJ. ação contra o presidente da República sempre é remetida ao Supremo. a competência da justiça federal é avocada quando a União for autora. se o de cujus não possuía domicílio certo quando do falecimento. IX) 3) O art. 5. por exemplo. É aferível sob a ótica vertical (hierarquia — primeiro grau. por exclusão. quando. utilize-se dos quatro parágrafos do artigo. 95 do Código de Processo Civil versa sobre direitos reais sobre bens imóveis. 4. Os quatro parágrafos que se sucedem especificam a aplicação do art. competência interna. competência internacional. competência (federal/estadual). como também sob a horizontal (assim. assim. Material (competência absoluta): o que determina a competência é a lide em questão. a justiça estadual. 124 da CF) — afeta apenas os crimes militares.TJ MG 1. • Justiça Militar (art. se a cautelar preparatória foi distribuída na 4ª Vara Cível. mas sempre é importante atentar para as nuances de cada uma. a. bens imóveis situados no Brasil. O foro dos bens imóveis será sempre o da Situação da coisa. segundo grau e tribunais superiores). permitindo a opção entre o foro de domicílio ou o de eleição. 3. 95. competência originária dos tribunais. 89 do CPC): ocorre quando só o juiz do Brasil é competente para conhecer da demanda. 114 da CF) — abrange todas as relações decorrentes do contrato de trabalho e afins (acidente do trabalho. 109 da CF). esse artigo excepciona algumas situações. Todavia. Veja o quadro que diferencia a competência absoluta da relativa: O art. 2. c. Os arts. antes de tudo. ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. e sim a forma de dividir entre os órgãos judiciários as suas funções. competência territorial. bens objetos de inventário. Todavia. São situações de dificílima incidência no Exame. O art. 94. Importante: Para que uma sentença estrangeira possa produzir efeitos no Brasil. podemos enumerar três hipóteses: O primeiro critério a ser verificado é se a competência será internacional. Assim. 88 do CPC): quando tanto o juiz estrangeiro quanto o juiz brasileiro são competentes para conhecer da ação. 95 ao 100 do Código de Processo Civil estabelecem regras especiais. se o art. então. Em nosso sistema. da justiça 6. Se a Competência originária dos tribunais Existem casos em que a competência se dará diretamente no Tribunal como competência originária. que foram acrescidas pela EC n. arrecadação. 94 carecer de informações de fato para chegar ao foro competente. 1) Competência internacional 4) comum Competência da justiça especial O quarto critério a ser verificado é o das justiças especializadas. Funcional (competência absoluta): decorre da função do magistrado. • 2) 5) Competência interna A justiça comum é delimitada pela justiça federal e estadual. 94 do Código de Processo Civil estabelece a regra de que ações fundadas em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis serão propostas no foro de domicílio do réu. 121 da CF) — competente para todas as questões que decorrem da tramitação eleitoral. Valor da causa (competência relativa): decorre da competência entre a justiça comum e os Juizados Especiais. aplica-se. Exemplo: a ação de separação judicial deve ser endereçada à Vara de Família (para o Exame de Ordem seguir a Lei de Organização Judiciária do Estado de São Paulo). Territorial (competência relativa): é a competência de comarcas ou seções judiciárias.

TJ MG
pessoa deixou bens em uma única comarca, será lá o
foro competente. Se, entretanto, deixou em várias
comarcas, a lei não deu opção: será no domicílio do
óbito.

exceção quando for fiscal da lei. Art. 114 do CPC.
Derrogação

O art. 97 do Código de Processo Civil trata da
competência nas ações em que o ausente for réu,
dispondo que deverá correr no foro de seu último
domicílio.

E a forma expressa. As partes podem eleger o foro
competente para o julgamento da causa (art. 78 do CC,
c/c o art. 111 do CPC). O que se elege é o foro, não o
juízo. Deve constar em contrato escrito e mencionar
expressamente o negócio jurídico.

O art. 98 do Código de Processo Civil dispõe que a
ação em que o incapaz for réu será processada no
domicílio de seu representante legal.

Com a modificação do art. 112, parágrafo único, é
possível ao magistrado desconsiderar a eleição de foro
de contrato de adesão cuja cláusula seja abusiva.

O art. 99 do Código de Processo Civil (art. 109 da
CF) define que o foro da Capital do Estado ou do
Território será competente para conhecer das ações em
que a União figure como autora, ré ou interveniente.

Não se permite eleição de foro em ações reais, nem
sobre direitos indisponíveis.
A eleição de foro não prevalece sobre a conexão, por
isso uma demanda poderá ser remetida ao juízo
prevento, ainda que esteja correndo no foro eleito.

O art. 100 do Código de Processo Civil define foros
privilegiados — trata-se de hipóteses de competência
territorial.

Conexão e continência
Ocorre conexão quando, entre duas causas, for
comum o pedido (objeto) ou a causa de pedir. Ocorre
continência quando duas causas possuem as mesmas
partes, a mesma causa de pedir, mas o pedido de uma,
por ser maior, abrange o da outra.

Foros privilegiados (art. 100):
I — residência da mulher nas ações de separação,
divórcio e anulação de casamento. Também se
aplica para a união estável (art. 226 da CF);

Prevenção

II — domicílio do alimentando — na ação que se
pede alimentos;

É critério para a exclusão dos demais juízos
competentes de um mesmo foro. É, na verdade,
instrumento para verificar em qual juízo as causas que
devem ser julgadas conjuntamente serão reunidas. O
sistema criou um método territorial para verificar a
competência:

III — domicílio do devedor — para as ações de
anulação de títulos (extraviados ou destruídos);
IV —do lugar:
a)

sede — pessoa jurídica;

b)

agência ou sucursal — em relação
obrigações que ela, pessoa jurídica, contraiu;

c)

onde exerce a atividade — quando se tratar de
sociedade de fato;

d)

lugar onde deva cumprir obrigação (quesível ou
portável).

às

Se os juizes têm a mesma competência territorial,
o juízo prevento é aquele que despachou em
primeiro lugar (art. 106);

Se os juizes têm competência territorial diversa, o
juízo prevento será aquele que determinou a
primeira citação válida.
INTERVENÇÃO DE TERCEIROS

V — do lugar do ato ou do fato:

Renato Montans de Sá

a) ação de reparação de dano (acidente de veículo:
por exceção, poderá ser proposta tanto no
domicílio do autor quanto no lugar de fato);

Dinâmica da competência

Assiste ao magistrado o dever de praticar os atos
destinados a solucionar os conflitos de interesses dentro
de um processo. Assim, ao longo de toda essa fase,
analisará as alegações das partes e as provas trazidas e
proferirá a sentença de mérito, esgotando sua tarefa
jurisdicional (ao menos em parte).

A modificação da competência consiste na
modificação da competência decorrente de lei ou da
vontade das partes. É o fenômeno processual no qual
um juízo abstratamente incompetente passa a ser
concretamente competente para a causa.

Quando não couber mais recurso dessa decisão,
opera-se a coisa julgada. Essa situação, tendente à
imutabilidade dos efeitos da sentença, atinge,
geralmente, somente as partes litigantes no processo. É
o que se chama de limite subjetivo da coisa julgada.

Só há modificação da competência relativa (arts. 102
e 114 do CPC); a absoluta não poderá ser modificada.

Todavia, as relações de direito material que entram
em conflito e dão ensejo a um processo nem sempre se
limitam a atingir o autor e o réu. Estas relações estão
profundamente relacionadas a outras relações,
entrelaçadas como verdadeiras teias, e podem, por
vezes, atingir pessoas que não sejam partes no
processo.

b) ação contra o gestor de negócio ou administrador.

Há dois casos de modificação legal: conexão e
continência. E dois casos de modificação convencional:
prorrogação (tácita) e derrogação (expressa).
Vejamos os casos:
Prorrogação

Todas as vezes que os efeitos da sentença incidirem
ou estiverem na iminência de incidir em uma pessoa
estranha à lide originária, haverá a possibilidade da
intervenção deste terceiro na lide.

A incompetência relativa é argüida por meio de
exceção. Não sendo oposta, prorroga-se a competência.
É meio tácito de prorrogação. O MP não pode argüir

Atos de Ofício

32

TJ MG
Dessa forma, todo aquele que não for parte no
processo pode ser chamado de terceiro (assim como no
campo do direito material, em um contrato de compra e
venda, terceiro é todo aquele que não é nem comprador
nem vendedor).

assistente não poderá renunciar se o assistido não
desejar.
Oposição (arts. 56 a 61 do CPC)
Ocorre oposição quando o terceiro reivindica para si,
no todo ou em parte, o objeto da ação disputado pelos
demandantes.

Mas não é só. A qualidade de ―ser‖ terceiro também
comporta outra divisão. Há os terceiros desinteressados,
aos quais pouco importa a existência do processo, e
aqueles ditos interessados, cujos efeitos da sentença de
dado processo, consoante afirmado, atingem, direta ou
indiretamente, a sua esfera jurídica. São estes que
iremos estudar agora e que são legitimados a ingressar
como terceiros.

Considera-se a oposição uma verdadeira ação
proposta pelo terceiro em face dos demandantes
originais (autor e réu) da ação principal.
Exemplo: Assim, se A disputa com B a titularidade de
um imóvel e C entende ser o proprietário desse mesmo
bem, C ingressará no processo nas condições de
opoente para disputar com as partes originárias o
domínio do imóvel.

Há de se considerar que, a despeito de o sufixo
presente na palavra ―intervenção‖ trazer, em seu bojo,
uma conotação ativa, nem sempre o terceiro ingressa
por livre e espontânea vontade; por vezes, ele é trazido
para dentro do processo.

Cuidado: A oposição é muito parecida com os
embargos de terceiro, mas com eles não se confunde.
Enquanto o terceiro ingressa no processo apenas para
retirar um bem seu que foi indevidamente constritado, na
oposição o terceiro ingressa para discutir o mérito da
causa com o autor e o réu. Lá, o direito é outro (um
crédito, v.g.), mas o bem é usado para pagamento da
obrigação.

O sistema processual apresenta cinco hipóteses de
intervenção de terceiros.
Assistência (arts. 50 a 55 do CPC)
A assistência ocorre quando o terceiro ingressa nos
autos do processo para auxiliar um dos demandantes,
pois ele tem interesse jurídico na vitória de um deles.
Essa modalidade classifica-se em:

Já que se trata da busca de uma pretensão jurídica,
dentro de uma ação originariamente ajuizada, a oposição
tem caráter de prejudicialidade no que se refere à ação
anteriormente ajuizada, o que significa dizer que o juiz
deverá sempre julgar a ação judicial do opoente para
somente depois decidir o processo principal.

a) Simples: quando o assistente mantiver relação
jurídica com o assistido.
Exemplo: João aluga um imóvel para Pedro, que, por
sua vez, subloca-o para Antônio. Pedro deixa de pagar o
aluguel a João, que lhe demanda. Essa ação de despejo
poderá ter Antônio figurando como assistente de Pedro,
porque tem interesse jurídico em que o réu vença a
demanda (afinal, se o despejo for decretado, quem sairá
é Antônio).

Mas é importante que se diga: sempre dentro da
mesma sentença!
A oposição é facultativa, e o seu ingresso é permitido
até a prolação da sentença. Todavia, existe uma
importante distinção processual quanto ao momento do
ingresso do opoente na lide principal.

b) Litisconsorcial: quando o assistente também
for titular da relação jurídica com o adversário do
assistido, havendo vínculo com o assistido e com o
outro demandante.

Assim:
a. Se o opoente intervier no processo antes da
audiência de instrução, debates e julgamento, o
juiz autuará a oposição em apenso (trata-se de
um incidente) e designará apenas uma audiência
para que os litigantes e o terceiro demonstrem a
juridicidade do seu direito, sabendo que uma
única sentença será proferida.

Exemplo: Se Maria e Joana forem proprietárias de
um imóvel, e Célia ingressa com uma ação para discutir
a propriedade apenas de Maria, Joana poderá intervir
como assistente, pois tem interesse jurídico em que urna
das partes vença a demanda.

b. Se o opoente, contudo, intervier no processo
depois de realizada a audiência de instrução, a
oposição tramitará na mesma vara, contudo, em
autos apartados, ou seja, em processo distinto.
Dessa forma, o juiz determinará a suspensão do
processo principal (pelo prazo de 90 dias) até que
haja, no processo do terceiro, a audiência de
instrução, debates e julgamento, quando então
reunirá ambas as ações para julgá-las
conjuntamente.

O assistente ingressará na ação judicial por meio de
simples petição, em qualquer momento processual,
expressando seu interesse na demanda. Os
demandantes (autor e réu) serão intimados para se
manifestarem, no prazo de cinco dias, sobre o ingresso
do assistente na demanda.
Se ambos os litigantes concordarem com o ingresso
do assistente na relação processual, ele ingressa no
processo no Estado em que se encontra. Se um dos
demandantes, contudo, não concordar com o ingresso
do assistente, o juiz de direito instaurará um incidente ao
processo principal, para que seja verificada a juridicidade
da intervenção, decidindo sobre seu ingresso.

Nomeação à autoria (arts. 62 a 69 do CPC)
A nomeação à autoria é a correção do pólo passivo
da demanda, pois o autor ajuizou a ação contra a pessoa
errada. Esta, por sua vez, deverá, no prazo de defesa e
desde que preenchidos os requisitos legais, nomear à
autoria: aquele que praticou o ato inquinado ilegal.

O assistente litisconsorcial poderá praticar todos os
atos do processo como se fosse parte autônoma. Já o
assistente simples, por ter uma relação menos intensa
com o objeto litigioso, poderá praticar todos os atos,
desde que convirja para tanto o assistido. Assim, o

Atos de Ofício

A nomeação à autoria é uma forma híbrida de
intervenção de terceiro, pois não se pressupõe

33

TJ MG
verdadeiramente a existência de um terceiro, e sim a
substituição do pólo passivo da demanda.

Mas pergunta-se: para quê esperar por uma futura
ação regressiva se já é possível, por economia
processual, colocar o terceiro no processo para que ele
responda segundo o resultado da lide? Essa medida
processual de se trazer o terceiro no próprio processo
denomina-se denunciação da lide.

Essa substituição recebe o nome de ―extromissão
processual‖.
Importante: Geralmente, quando o autor demandar
contra uma pessoa que não mantém relação jurídica
processual com ela, ou seja, litigar em face de parte
ilegítima, compete a esta pessoa alegar, em preliminar
de contestação, a sua ilegitimidade.
Todavia, existem apenas dois casos em que a parte
não pode alegar preliminar de contestação, pois deverá
nomear à autoria.

Importante: Antes de explicar as hipóteses de
cabimento, é muito polêmico o enunciado do art. 70 ao
asseverar que a denunciação da lide é obrigatória. De
acordo com majoritária doutrina, apenas a hipótese do
inciso 1 (evicção) é obrigatória; as demais, não. Logo, no
Exame de Ordem, não cometa esse erro! Nesse caso,
siga a doutrina, e não o texto de lei.

Existem duas hipóteses distintas e taxativas para
nomeação:

As hipóteses de cabimento da denunciação da lide
estão enumeradas no art. 70 do CPC.

1) O réu nomeia à autoria se, na qualidade de
mero detentor, for demandado em nome próprio.
Quem for citado deverá nomear aquele que for o
possuidor ou o proprietário.

a.
Evicção: trata-se da perda da coisa por decisão
judicial. Ex.: o indivíduo aliena a terceiro um bem que
não seja seu. Se o adquirente for demandado em ação
judicial para devolver o bem e se encontrar na iminência
de perdê-lo, poderá denunciar à lide o vendedor, pois ele
é responsável pelos riscos da evicção. Como dissemos,
essa modalidade é obrigatória; as demais, a despeito do
que diz a lei, não!

Exemplo clássico é o caseiro e o depositário. Imagine que A invadiu a propriedade de B e colocou C como
caseiro. Quando B encontrar C, certamente irá demandar
contra ele (pois está na sua propriedade). C, então, deve
nomear A à autoria, já que ele praticou o esbulho.

b.
Posse indireta: a evicção auxilia não só o
adquirente pelo domínio, como também pela posse. Se
um terceiro pleitear a propriedade daquele que exerce a
posse, poderá denunciar o demandado à lide. Imagine
que alguém locou um imóvel que não lhe pertence e não
tinha autorização para tanto. O proprietário demandará o
locatário (que está no imóvel) e este denunciará o
locador por um motivo: descumprimento contratual;
afinal, o locador se comprometeu a deixar no imóvel o
locatário pelo período aprazado no contrato e terá,
portanto, direito a receber uma indenização por quebra
de cláusula contratual.

2) Há outra hipótese de nomeação à autoria: as
ações de indenização intentada pelo proprietário ou
titular de um direito sobre a coisa, toda vez que o
responsável pelos prejuízos alegar que praticou o ato por
ordem ou por cumprimento de instruções de terceiro.
Trata-se do mero executor de ordens.
Assim, se um réu é demandado por ter praticado um
ato ilícito (jogar lixo no terreno do vizinho), esse réu pode
nomear à autoria aquele que determinou a ordem (seu
chefe, por exemplo).

c.
Por lei ou contrato: trata-se do mais comum
dos casos de denunciação da lide. Ocorre todas as
vezes que alguém tiver alguma relação jurídica com
outrem,
imposta
por
lei
ou
estabelecida
convencionalmente, que garanta determinado proveito
econômico.

Realizada a nomeação à autoria no prazo de defesa,
por meio de petição simples, o autor será intimado para
se manifestar em cinco dias. Caso o autor aceite, deverá
promover a citação do novo nomeado; contudo, se não
concordar com a nomeação à autoria, ou se o próprio
nomeado recusar a nomeação, o processo tramitará
contra o nomeante, devolvendo-se o prazo para a
defesa.

Pedro demanda contra Túlio porque este bateu em
seu carro. Túlio, quando for citado, poderá denunciar à
lide a seguradora, pois existe com ela um vínculo de
garantia.

Importante: Ao contrário da assistência e da
oposição, que são facultativas, a nomeação à autoria é
obrigatória.

A denunciação da lide poderá ser requerida tanto
pelo autor quanto pelo réu. Pelo autor, sua oportunidade
é na petição inicial, e, pelo réu, no prazo de defesa. O
denunciado será citado para apresentar a defesa, e o
processo principal ficará suspenso.

Denunciação da lide (arts. 70 a 77 do CPC)
A denunciação da lide traz à relação jurídica
processual um terceiro (denunciado) para que se evite
uma futura ação de regresso contra este. Dessa forma, o
denunciado será obrigado a ressarcir determinada
obrigação, decorrente de seu dever de garantia.

Chamamento ao processo (arts. 77 a 80 do CPC)
O chamamento ao processo permite ao réu chamar a
juízo os co-devedores da obrigação que não foram
acionados judicialmente pelo autor, a fim de que
respondam solidariamente pela obrigação.

Isso porque certas pessoas têm a obrigação, no
mundo jurídico, de reparar danos em processo alheios
por vínculos legais ou contratuais.

A é credor e tem quatro devedores: B, C, D e E. Cada um lhe deve uma de café. A dívida é solidária. A cobra
apenas de B as quatro sacas. B poderá chamar ao processo os demais co-obrigados para integrar a lide e responder igualmente pela demanda. Trata-se de litisconsórcio ulterior.

Essa vinculação entre a parte do processo e um
terceiro pode ser exercida posteriormente por meio de
uma ação de regresso.
Assim, se o réu pagou R$ 1.000,00 em um processo
decorrente de acidente de carro, pode depois cobrar da
seguradora o valor que despendeu no processo, porque,
com a seguradora, existe um vinculo jurídico contratual.

Atos de Ofício

Trata-se de uma modalidade facultativa em razão da

34

uma relação que envolve três sujeitos de direito: juiz. Ou seja. absoluta (art. pois padece de complemento: fulano é legítimo. o nosso sistema permite a existência de parte ―ilegítima‖. I — quando o fiador chamar o devedor ao processo. 3º do CC) ou relativamente (art. Capacidade de ser parte (qualquer um). é considerado incapaz. Assim. entretanto. capacidade de estar em juízo (qualquer um que seja capaz). Se se tratar de absolutamente incapaz. III — quando o devedor chamar os demais devedores ao processo. Não confundir ainda com a capacidade postulatória. Partes Lembrem-se: O processo. Por incrível que pareça. • Capacidade postulatória (apenas os advogados). mas não podem postular em juízo senão com seus pais. Por fim. Não confundir capacidade com legitimidade. autor e réu. estudaremos agora o conceito de partes e de litisconsórcio. tenha direitos. PARTES. 8. o conceito de parte é processual. afinal. As partes têm relevante importância no estudo e entendimento do processo em virtude de se trabalhar na linha de confluência com o direito material (Direito Civil) em questões como personalidade. a possibilidade de estar por si em juízo. muitas vezes por descuido e/ou por falta de estudo. que é condição da ação. algumas regras importantes sobre partes e que merecem comentários: Regra 1 — Quem é “parte processual” deve ter sido “parte material‖: ou seja. ele será representado em juízo. O chamamento será feito no prazo de defesa. a primeira regra que se deve colher é o conceito de capacidade. Por uma questão metodológica. a lei. Relembrando: Capacidade de ser parte — qualquer pessoa. Geralmente. A capacidade é conceito intransitivo. Não necessariamente são as pessoas que figuraram na relação de direito material. É oração sindética: reclama um complemento. A capacidade será integralizada na medida da incapacidade. será assistido. independentemente da definição que se lhe empreste. na relação de direito material. Nem por isso se perde a condição de parte. Trata-se de regra eminentemente gramatical. somente poderá propor a ação o titular do direito material controvertido. então. Já o litisconsórcio. Partes. eram co-obrigados com a parte chamante. 77 do CPC: Exemplo: Assim. tem um alto grau de incidência na prova. que nada mais é do que o processo em movimento. As partes envolvidas em um acidente de carro também. evitando que o réu sucumbente ajuíze. Regra simples para a prova: olhou para o processo. futuramente. É o que tentaremos evitar. Legítimo para quê? Estudaremos importantes diferenças entre os procedimentos que servirão de base para o estudo do mais importante deles: o rito ordinário. estudar as partes (quem está ―dentro‖). E podemos estabelecer a diferença entre capacidade de ser parte e capacidade de estar em juízo. as perguntas sobre essa matéria são comumente fáceis. 4º do CC). Após o estudo subjetivo do processo. Para entendermos bem o conceito de parte (e isso é de grande importância para a prova). a fim de que os chamados apresentem contestação no prazo legal. A segunda é a capacidade de fato. capacidade. a capacidade que toda pessoa (qualquer pessoa) tem para adquirir direitos ou contrair obrigações na esfera civil. para ser parte. é preciso ter figurado na relação jurídica que deu ensejo ao processo. pois não necessita de complemento: fulano é capaz e ponto. outorga para prática de atos etc. historicamente. Importante: A capacidade de ser parte é a capacidade de direito. que chamamos. Entretanto. ou seja. qual seja. • Legitimidade de parte (qualquer um que seja capaz e que tenha participado da relação que ensejou o processo). pois é parte mesmo que não Atos de Ofício • 35 . pois se pode demandar contra a pessoa errada ou postular direito em juízo que não lhe pertence. de capacidade para estar em juízo.TJ MG economia processual. depois. Já a legitimidade tem conteúdo transitivo. a capacidade para o exercício do direito. sempre será visto sob duas óticas: não só no aspecto objetivo (aí o processo é visto com um conjunto de atos) como no seu subjetivo. Três são as hipóteses do chamamento previstas no art. Quem não tem capacidade de fato. são os sujeitos interessados na demanda (à exclusão do juiz). preferimos trabalhar primeiro com as intervenções de terceiro (quem está de ―fora‖) para. capacidade de direito — somente os capazes. que vêm da palavra ―parcial‖. basta figurar na inicial. o nome do sujeito está lá — ele é parte. ação regressiva contra aqueles que. Exemplo: Os menores de 16 anos podem contrair direitos. Para ser parte legítima. que é exclusiva dos advogados (Lei n. ninguém poderá pleitear em nome próprio direito alheio. São aqueles que pedem e contra quem se pede determinada providência jurisdicional. salvo nos casos previstos em lei. alguns examinandos perdem preciosos pontos nessas questões. somente de direito. Se se tratar de relativamente incapaz. Entretanto. ou seja. as partes do contrato não cumprido serão as mesmas da ação para cumprimento. passaremos a estudar o procedimento.906/94). II — quando o fiador chamar os demais fiadores ao processo (nas obrigações em que tenha mais de um fiador e apenas um deles foi demandado). e o feito ficará sobrestado até que todos os chamados sejam citados. LITISCONSÓRCIO E PROCEDIMENTO Renato Montans de Sá Introdução Dando continuidade aos estudos preparatórios para o Exame de Ordem. não se pode confundir com parte legítima.

10. a situação de direito material conflituosa pode atingir mais de uma pessoa. assim. temos o condomínio ou a dívida solidária. no curso do processo. Importante: são dois os seus fundamentos — o primeiro refere-se à economia processual. acontece o que chamamos de litisconsórcio. § 1º. em casos especiais (art. 42 e 43 do CPC. que o art. ativa ou passivamente. Opera-se o litisconsórcio quando duas ou mais pessoas litigam. 2. não-cumprimento de um contrato de transporte). as partes possuem o mesmo bem jurídico ou têm o dever de cumprir a mesma prestação. o litisconsórcio classifica-se em facultativo (compete ao autor escolher contra quem vai demandar ou ao lado de quem) ou necessário (é aquele que não pode ser declinado. vende o imóvel para C. por seus herdeiros. No que se refere à sua obrigatoriedade na formação.: solidariedade. indica-se aquele da ação de despejo em que dois ou mais inquilinos parciais sofrem ação de despejo por falta de pagamento. e pode ser ativo (pluralidade de autores). À sua posição. dar-se-á a sucessão (e não a substituição. o litisconsórcio poderá ser unitário. Essas pessoas podem tanto buscar o Judiciário individualmente quanto em conjunto. depois que o inventário se findar. também chamado de incidental (nasce no curso do processo).: gestor de negócios. eles podem demandar em conjunto. Já o simples acontece ocasionalmente. Nesse caso. Exemplo: Se. temos a citação dos cônjuges — art. Por fim. em conjunto. III — entre as causas houver conexão com o objeto ou com a causa de pedir. Afinal. ativa ou passivamente. O. para evitar a propositura de diversas demandas com maior desgaste probatório e gasto de dinheiro. Trata-se da regra da legitimação extraordinária. Hipóteses do litisconsórcio Dois ou mais indivíduos podem litigar em conjunto. se a ação ainda estiver em curso. Exemplo: O unitário é a regra. depois. 103 do CPC. cujo objetivo é evitar decisões conflitantes referentes ao mesmo objeto. ela abrange todas as anteriores. ―engavetamento‖.TJ MG real imobiliária — art. parágrafo único. com a morte de qualquer das partes. associações ou sindicatos na defesa de seus membros ou associados). Exemplo: De necessário. Classificação O litisconsórcio pode ser classificado em relação: 1. que diz que. Relaciona-se com a causa de pedir remota da demanda. As vezes. C poderá entrar na qualidade de assistente (porque tem interesse em que uma das partes vença a demanda). que agora responderão pelo processo. do CPC — ou a ação de divisão e demarcação de terras. nos termos do art. o processo continuará com o seu espólio (haverá sucessão processual) e. Nesse caso. e assim o litisconsórcio poderá ser inicial (nasce com a propositura da ação) ou ulterior. e não a mulher. Essa troca se chama sucessão. ou simples. Todavia. podem obter resultados diferentes também. 43. isto é. nos termos exatos do art. 264): trata-se da estabilização subjetiva da demanda. à relação de direito material controvertida (ex. elas poderão demandar em conjunto. se todos vão ao Judiciário por ações diferentes. conforme o art. disputando. trata-se da relação jurídica de direito material em comum (ex. Esse instituto liga-se à causa de pedir próxima.: batida de carro. no mesmo processo. II— os direitos ou as obrigações derivarem do mesmo fundamento de fato ou de direitos: todo direito tem como origem ―fatos jurídicos‖. com vistas à obtenção da tutela. na qual todos os confinantes e confrontantes devem ser citados. 4. Como exemplo tradicional. § 1º. 42. por fim. Exemplo: A disputa com B a propriedade de um imóvel na justiça. 3. 46 do CPC. morrer o réu. 46. condomínio). no mesmo processo. como diz a lei) por seu espólio e. IV — houver afinidade de questões. ou seja. reputamse conexas. Essa venda não altera a legitimidade das partes. quando não há essa imposição. B. não se alteram as partes do processo. segundo relaciona-se com a harmonia dos julgados. ocorrem exceções. quando: Litisconsórcio I — houver comunhão de direitos ou obrigações relativamente à lide. permanecendo B como réu. Como exemplo. ou seja. após a citação. na qual não se está obrigado a demandar COntra todos. para uma ação Atos de Ofício Observe-Se. 47 do CPC. Se esses fatos jurídicos atingem várias pessoas. quanto à uniformidade da decisão. A primeira hipótese está prevista no art. A pode concordar com a troca de partes e C pode entrar no lugar de B. as decisões sempre serão iguais para todos. Nesse caso. disputando em nome próprio direito próprio. porque agora C ingressa no processo. De facultativo. 36 . 10. nem pela vontade das partes). no curso do processo. Todavia. preconizadas nos arts. temos o usucapião. Regra 2 — Perpetuatio legitimationis (art. em que o réu traz os demais co-obrigados para responder pela obrigação no curso da lide. Assim como no art. duas ou mais ações quando lhes for comum o objeto ou a causa de pedir. 60 do CPC). que diz que a venda do objeto litigioso não altera a legitimidade das partes em juízo. nessa segunda situação. Exemplo: O ulterior pode acontecer quando o litisconsórcio for obrigatório e o autor não o formou (chama apenas o marido. quando se impõe ao juiz o dever de julgar a demanda de modo uniforme para todos os litisconsortes. Ao momento de sua formação. direito alheio. Pense nos moradores de um condomínio que são desapropriados para a demolição do imóvel. haverá sucessão para os herdeiros. no qual os confinantes e confrontantes (que são réus) não terão o mesmo resultado que o proprietário (réu). passivo (pluralidade de réus) ou misto (pluralidade de autores e réus). prevê a possibilidade de pessoa estranha à relação material propor a ação (ex. do CPC). agora em nome próprio. devendo o juiz determinar a sua formação ou o seu chamamento ao processo.

Todavia. 4. em cada uma delas. para que a jurisdição exerça sua finalidade de dirimir um conflito na relação jurídica de direito material. os atos de um auxiliam os demais. Leia-se ―imóvel‖ no lugar de ―prédio‖. consoante a regra indicada no art. Quando se tratar de litisconsórcio unitário. o juiz de direito poderá. por isso é aplicado em nível residual para os demais procedimentos. as providências e medidas que lhes são características. 48 do CPC. de 60 (sessenta) salários mínimos. O Direito Processual Civil comporta. 5. se se tratar de litisconsórcio facultativo. está previsto no contrato que o locatário deve pagar o condomínio). Há de se considerar sempre a regra indicada no art. podendo ser acima de 60 salários mínimos. Agora o critério não é mais o valor. para o rito sumário. Procedimento especial — codificado ou legislação extravagante. Se for simples (se a decisão não precisar ser igual para todos). Não se deve confundi-la com a cobrança executiva (art. Assim.TJ MG do CPC indica a existência do chamado litisconsórcio multitudinário. 509 e 320. Refere-se ao número demasiado de litisconsortes em um dos pólos da demanda. Importante: Os procedimentos são indeclináveis. Contrato de arrendamento rural e de parceria agrícola. Em razão de vários fatores. o processo assume diferentes feições e ritmos. 191 do Código de Processo Civil. assistindo às partes o dever de adotar. qualquer causa até 60 salários mínimos se aplica ao rito sumário. De ressarcimento por danos ocasionados em acidente de veículo de via terrestre. com instruções distintas. é facultativa tanto a escolha do rito sumário quanto a do Juizado Especial Cível. Portanto. Essas diferenças entre os diversos processos no sistema são chamadas de procedimento. basicamente. Notas importantes: Procedimento Entende-se por processo o meio pelo qual a ação se desenvolve. Todo procedimento comum ou especial possui uma estrutura lógica. relativamente aos danos causados em acidente de veículo. Não cabem. Essa cobrança se aplica nos casos em que o condomínio (representado pelo síndico) cobra o condômino (proprietário) — obrigação propter rem. Arrendamento rural é o contrato de locação de imóvel rural e parceria agrícola também. por esse motivo. 585. serão considerados litigantes distintos — os atos e omissões de um não atingem os demais —. b.: processo de interdição). Não só a famosa batida de carro como também qualquer veículo terrestre é abrangido por esta alínea. três tipos de processo: o de conhecimento (livro 1). em decorrência do contrato de locação (ou seja. Atenção: O litisconsórcio apenas poderá ser limitado aplicando-se a regra anteriormente citada. Nas causas. pois o necessário. Assim. podem ser aplicados os atos previstos ao rito ordinário (aplicação subsidiária. do CPC. De cobrança de quaisquer quantias devidas a condomínio. e no segundo. Nas causas cujo montante não exceda o valor. a. deve ser mantido. Assim. este não se comunica com os demais. O valor e a natureza da causa são critérios adotados para indicar a adoção desse procedimento. uns mais demorados. para o rito sumário. Veja que as causas enumeradas a seguir independem do valor. 272. com ―frases‖ ligadas entre si. dividindo-o em vários processos apensos. A diferença estabelecida entre o rito ordinário e o rito sumário é que os atos deste são mais concentrados e o processo é mais célere. do CPC). de ofício. 2. Vejamos: 1. por exemplo). criou um processo mais conciso. outros mais céleres. Procedimento sumário (art. De cobrança de seguro. o de execução (livro 2) e o cautelar (livro 3). Por que mais célere? Porque o legislador separou. Trata-se de ação indenizatória. e sim a matéria. os procedimentos podem ser: Procedimento comum — ordinário ou sumário. as causas que comumente são de mais fácil prova. 3. isto é.: vazamento de um apartamento em outro). V. do CPC). Deve-se considerar que o rito ordinário é tratado de modo completo e exaustivo. parágrafo único. com parte daquilo que o parceiro cultivou. sujeita à preclusão. que é a cobrança do locador ao locatário do condomínio. com vários atos. De ressarcimento por danos em prédio urbano ou rústico (rural). É importante entender esta premissa: Caracteriza-se o rito sumário pela concentração procedimental dos atos. • Se o valor da causa for de até 40 (quarenta) salários. quando suas disposições forem omissas. 275 do CPC) Atos de Ofício • 37 . conforme demonstram os arts. qualquer que seja o valor. o rito sumário pode ser aplicado em duas possibilidades: Muito importante: A participação do litisconsorte e os efeitos da sentença irão variar de acordo com a natureza do litisconsórcio. vigente no País. mas em uma única sentença. causando dificuldade à defesa do réu ou à rápida solução do litígio. O litisconsórcio. A diferença é que no primeiro caso o pagamento se faz em dinheiro. Nesse caso. 1. fracionar. qualquer dano causado em um imóvel será seguido por esta ação (ex. se a parte praticar um ato negativo (confissão. Tanto no sumário quanto no especial. as causas que versem sobre o estado ou a capacidade das pessoas (ex. com menos atos. como o valor da causa e a natureza do direito material controvertido. mesmo que seja em número demasiado. consoante o art. mesmo sendo unitário. a parte não pode eleger um procedimento quando houver outro expressamente indicado em lei (princípio da indeclinabilidade dos procedimentos).

906/94). com exceção da documental. 38 . no procedimento sumário. mesmo aqueles para os quais está prevista forma especial (v. Audiência preliminar (art. pode-se afirmar que ato processual é o ato jurídico. 280 do CPC).. carta precatória. b. considerando os sujeitos que os praticam. ou. Postulatória: abrange o ajuizamento da ação. ordinatória. réplica. o processo nada mais é do que uma série coordenada de atos que estabelecem um diálogo entre as partes e o juiz. Solenes são aqueles para os quais a lei prevê determinada forma como condição de validade. CPC). o ato de vontade humana. III — atos do escrivão ou do chefe de secretaria (arts. Nos demais casos previstos em lei. por isso. De cobrança de honorários dos profissionais liberais. no rito sumário. CPC). a extinção do processo (art. haverá necessidade de um procedimento maior —‗ seja porque houve impugnação do valor da causa e o juiz o elevou. sob pena de preclusão. 329 do CPC). lhe preencham a finalidade essencial‖. declaração incidental. para facilitar o estudo dessa matéria. Atos de Ofício Decisória: prolação da sentença. c. e deverá ser citado ao menos dez dias antes da audiência. Todavia.: o advogado pode valer-se da execução por expressa previsão no estatuto da advocacia (Lei n. Adotando a teoria que classifica os atos processuais segundo a sua origem. modificar. portanto. a adjudicação compulsória.). por exemplo. deveria ter sido. nos casos de seguro (art. As provas devem ser requeridas na contestação. porque se trata de uma ação de natureza dúplice em que se formula o pedido contraposto O juiz de direito poderá converter a ação para o rito ordinário. 6. o usucapião especial (Lei nº 6. salvo a assistência. g. Citação: o réu é citado para apresentar. isto é. devem ser citadas 20 dias antes da audiência. com a juntada do rol de testemunhas. Instrumento de que se vale o Estado-juiz para solucionar o litígio. Forma Quanto à maneira como devem ser praticados. De fato. servindo como fonte subsidiária para os demais procedimentos. capaz de criar. O juiz deve fixar a audiência em 30 dias. Ordinatória: abrange as providências preliminares — revelia. os atos e os termos processuais não dependem de forma especial (princípio da liberdade das formas). Esta alínea está perdendo a eficácia com a possibilidade de denunciar a lide. defesa em audiência.969/81). reputando-se válidos os que. II — atos do juiz (arts. bem como a indicação do assistente técnico e formulação de quesitos. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fudada em contrato de seguro (guardem bem esse artigo!). não é admissível ação declaratória incidental nem intervenção de terceiros. o julgamento antecipado da lide (art. o réu apresentará sua contestação e/ou as exceções rituais (se houver). 154 do CPC declara que ―os atos e termos processuais não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir. 244 do CPC que declara que. c. Ex. I — atos da parte (arts. Importantíssimo: Nos termos do art. Atos Processuais Gediel Claudino de Araujo Júnior Quanto ao procedimento. d. a revisional de aluguéis (Lei n. se quiser. isto é. 7. 8. conservar ou extinguir a relação jurídica processual. o caput do art. a citação do réu e a apresentação das defesas. 8. seja porque as provas apresentadas são complexas — e. No mesmo sentido. O médico. segue a regra especial em detrimento da regra geral (CPC). instrutória e decisória. 283 e 396 do CPC). sem cominação de Importante: Não cabe reconvenção no rito sumário. citação por hora certa etc. serão válidos. se tiverem alcançado a sua finalidade essencial (princípio da instrumentalidade das formas). 162 a 165. Assim. carta rogatória. pelos agentes da jurisdição. ―quando a lei prescrever determinada forma. ultrapassando o teto de 60 salários mínimos. caso seja necessária a produção de prova técnica. o engenheiro. 158 a 161. Petição inicial: a petição inicial deve preencher os requisitos dos arts. Em não havendo acordo. pelo menos. Regra geral. o CPC divide os atos processuais em: Atenção: As fazendas têm prazo em dobro nesse caso. realizados de outro modo. carta de ordem. Afirmou-se que o procedimento ordinário é o mais hábil para a realização do processo de conhecimento. dividiremos o procedimento ordinário em quatro fases cronológicas: postulatória. 280. 331 do CPC). 330 do CPC) e o saneamento (art. mas. Instrutória (arts.245/91) etc. 332 a 454 do CPC): são produzidas as demais provas. o dentista e os demais profissionais liberais que não receberam os honorários em contra-prestação dos serviços prestados poderão ingressar com uma ação de cobrança pelo rito sumário. se o estatuto de classe tiver previsão de ação específica. ressalvados os casos de lei especial. que já foi produzida (arts. a fim de possibilitar a entrega da tutela jurisdicional. Pode-se indicar. temos: Conceito e classificação a. b. 331 do CPC): as partes podem comparecer pessoalmente ou se fazer representar por um preposto com poderes para transigir. os atos processuais podem ser ―solenes‖ e ―não solenes‖. apesar de realizados de outra forma. ou mesmo por terceiros ligados ao feito. com rol de testemunhas e requerimento para perícia. CPC). 282 e 283 do Código de Processo Civil. praticado dentro do processo pelas partes. citação por edital. Destarte.TJ MG Procedimento ordinário É a possibilidade de cobrar da seguradora o valor que se despendeu em uma ação de acidente de veículo terrestre. 166 a 171. a norma do art. a.

provando a veracidade das alegações da parte (v. trouxe a lume normas gerais sobre a informatização do processo judicial. A fim de cumprir a sua missão. 269 do CPC. unilaterais ou bilaterais. g.TJ MG nulidade. Se. a Lei procurou viabilizar juridicamente a prática de atos processuais por meio eletrônico. razão pela qual deve velar pela correção da marcha processual. segundo a nova redação do § 1º do art. a realização prática do ―processo eletrônico‖ ainda vai depender não só de regulamentação específica. De forma geral. Quanto a isso. seja na área civil. podendo a lei limitar a presença. com ou sem caráter decisório.419. que declara que ―todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos. na forma da lei. no caso de ter conhecido o mérito do pedido. agravo retido. Basicamente. CPC). Isto é. outrossim. petições diversas. art. fiscalizando os atos praticados pelas partes e dirigindo a colheita de outros.. termo que indica o idioma próprio de um país. IX). CPC). intimações. lhe alcançar a finalidade‖. No caso dos atos praticados por petições. o juiz é o delegado do Estado. Observe-se. sob pena de nulidade. A diferença do atual conceito em relação ao anterior está no fato de que agora a prolação da sentença só implica a extinção do processo. No mesmo sentido. em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação‖. desistência da ação.). filiação.. sentença é o ato processual por meio do qual o juiz entrega a tutela jurisdicional. I. contestação no rito sumário. a norma esculpida no art.419/06. conforme o caso. ao contrário. petição inicial.. esclarecemos que serão comentadas. O terceiro. o juiz pratica muitos atos dentro do processo. que se a sentença julga procedente ou improcedente o pedido do autor.. a sentença deixa de conhecer o pedido do autor. 156. o responsável pela entrega da tutela jurisdicional. inclusive as audiências (arts. 155 e 444. Neste sentido. assim entendido qualquer forma de armazenamento ou tráfego de documentos e arquivos digitais. atos dispositivos. perícias. supracitado. em determinados atos. conversão desta em divórcio. CPC). e fundamentadas todas as decisões. 155 do CPC. g. inclusive os juizados especiais. a sentença não põe fim ao processo. g. decisões interlocutórias e despachos.). no nosso caso. às próprias partes e a seus advogados. credenciamento dos advogados etc. 267 do CPC. II. 93. atos instrutórios. conforme norma esculpida na própria Constituição Federal (art. Publicidade Buscando garantir a veracidade. Julgado procedente o pedido. podendo ser levados a efeito oralmente (v. que envolvem o requerimento de uma providência determinada (v. bem como de inventário e partilha resultante do desquite‖. contestação. fundada sempre em um dos incisos do art. transação etc. 162. CPC).). CPC). exceções. audiências. estes devem ser preferencialmente públicos. Entretanto. que diz que ―os atos processuais são públicos. 154 do CPC com a seguinte redação: ―Todos os atos e termos do processo podem ser produzidos. juntada de documentos. 157 do CPC informa que ―só poderá ser junto aos autos documento redigido em língua estrangeira. 269. 154 do CPC. 160. impugnações.). g. a língua portuguesa (art. já a sentença. CPC). depoimento pessoal etc. ou sentença definitiva. pode requerer ao juiz certidão do dispositivo da sentença. testemunhos. O direito de consultar os autos e de pedir certidões de seus atos é restrito às partes e a seus procuradores. 269. transmitidos. ou. reconvenção. Parágrafo único.. que só se extinguirá com a efetivação do direito reconhecido ao autor. separação dos cônjuges. para a regra geral introduzida pelo §2º do art. estabelecimento de protocolos entre os tribunais. correção e transparência dos atos processuais. acrescentou o § 2º ao art. CPC). de 19 de dezembro de 2006. 162. 56 a 80. I. o juiz considerará válido o ato se. mas principalmente da criação das condições mínimas necessárias à sua implantação (v. a parte pode exigir recibo (art. por meio eletrônico (v. 269. no entanto. dada pela Lei nº 11. seja porque as partes transigiram (art. Segundo o CPC.). ou reconhecido a ocorrência dos casos previstos nos incisos IV e V do art. Correm.‖ Atos da parte Atos da parte são aqueles praticados pelo autor. Atente-se. firmada por tradutor juramentado‖. pois envolvem atos. em primeiro grau (art. informatização dos órgãos judiciais de 1ª e 2ª instância. ou somente a estes. CPC). penal e trabalhista. 468. 267 e 269‖. na forma da lei.. petição inicial. conforme art.). produzindo a coisa julgada material (art. II — que dizem respeito a casamento. se o juiz apontar que ficou caracterizada alguma das hipóteses previstas no art. Atos de Ofício 39 . seja porque o juiz acolheu o pedido do autor (art. diz-se que se trata de sentença terminativa. alimentos e guarda de menores. A petição inicial é o ato pelo qual o autor dá início ao processo. resolvendo ou não a lide.). em segredo de justiça os processos: I — em que o exigir o interesse público. o tenha julgado improcedente (art. ―é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. exceção. g. III. g. que deixa claro que todos os atos e termos do processo poderão ser praticados e armazenados. a doutrina classifica os atos da parte em: atos postulatórios. o art. seja porque o réu reconheceu a sua procedência (art.232/05. que impede seja a questão novamente discutida pelo Poder Judiciário. debates etc. Atos do juiz No processo. 269 do CPC. contestação. em que as partes auto-regulam a tutela jurisdicional. cota nos autos etc. os atos do juiz consistirão em sentenças. CPC). que demonstrar interesse jurídico. que passa a ser apenas homologatória (v. ou por escrito (v. 329. diz-se que se trata de sentença de mérito. a ser emitida pelos órgãos do Poder Judiciário. pelo réu e por terceiros intervenientes (arts. CPC). distribuição de petições inicial. quando acompanhado de versão em vernáculo. Língua Os atos processuais devem ser praticados em vernáculo. 18 da Lei nº 11. armazenados e assinados por meio eletrônico. sendo nulos os atos grafados em outra língua que não o português. que englobam os atos destinados a convencer o juiz. reconvenção etc. também chamados de negócios processuais. g. todavia.. Processo eletrônico A Lei nº 11. 269. citações. No que concerne às regras atinentes à informatização do processo civil. sentenças etc. realizado de outro modo. respostas. nos itens próprios.

assim considerado aquele período de férias coletivas dos juízos de primeiro grau e dos tribunais. abertura de vista. além de a parte ser capaz (art. os chamados ―autos do processo‖. Já os ―despachos‖ englobam todos os demais atos do juiz que. ou atos absolutamente nulos. têm como propósito dar andamento ao processo (princípio do impulso oficial). salvo nos casos permitidos em lei etc. que são aqueles que produzem efeitos enquanto não argüido o vício pelo interessado. atos praticados por advogado que não deixa de apresentar a procuração etc. em razão de deferência (v. ainda. sentença prolatada por quem não é juiz. como qualquer ato Atos de Ofício 40 . sua ordem. II — o ato será considerado válido se. também a capacidade postulatória (art. Governador etc. 267 do CPC. ou atos relativamente nulos. deve ser representada por advogado ou pelo Ministério Público. que declara que ―a nulidade dos atos deve ser alegada na primeira oportunidade em que couber à parte falar nos autos. A citação e a penhora poderão. nos casos previstos em lei. sob pena de preclusão‖ (v. portanto. visto que para a prática do ato processual exige-se. no entanto. juízes em plantão permanente. normalmente entre 2 e 31 de janeiro e de 2 a 31 de julho (art. pode-se afirmar que o sistema de nulidades dos atos processuais é informado pelas seguintes normas: I — não há nulidade sem prejuízo. juntada de petição. por sua vez. LOM). Presidente. Atos do escrivão De início.. é o ato pelo qual o juiz. comunicação e movimentação do processo.. CC/2002). conclusão etc. III — as nulidades só podem ser argüidas pela parte prejudicada. CPC). 655 do CPC etc. que deve ser fixado entre 6 (seis) horas de um dia e as 20 (vinte) horas do mesmo dia (art. que não deverão ser praticados atos processuais nos feriados. 66. que produz a coisa julgada formal. sentença proferida por juiz que não colheu as provas. estão sujeitos às exigências comuns de validade previstas no Código Civil (art. Ordinariamente. Ministros. Com efeito. 176. 104. deve-se acrescentar que. o ajuizamento de novo feito sobre a mesma questão. sendo que o juiz. em casos excepcionais. deverá indicar os atos atingidos. forma prescrita ou não defesa em lei. praticam uma série de atos que envolvem documentação. 36. alcançar sua finalidade essencial (princípio da instrumentalidade das formas). sendo lícito que este faça uso de auxiliares. regularmente juramentados. objeto lícito. deve ser reconhecida e declarada judicialmente. e que estão sujeitos a preclusão. os tratadistas classificam as nulidades dos atos processuais em três categorias. 5º. g. 175. quais sejam: agente capaz. CPC). sentença sem relatório ou fundamentação. inspeção. g. que. CC/2002). que a Emenda Constitucional nº 45/2004 acabou com o conhecido período de férias forenses (art.). de interesse da justiça (v. a referida emenda acrescentou o inciso XII ao art. conforme norma do art. mediante autorização expressa do juiz (art. os atos processuais. ainda. De modo geral. embora não tenham caráter decisório. e cuja declaração de nulidade pode ser feita a pedido da parte interessada ou de ofício pelo próprio juiz (v. Tempo e lugar dos atos processuais Os atos processuais devem ser realizados em dias úteis. de regra. Registre-se. O horário do protocolo deve ser estabelecido pela lei de organização judiciária competente. penhora de bem desrespeitando a ordem de preferência contida no art. No entanto. Decisão interlocutória. deve-se esclarecer que os atos atribuídos ao escrivão (art. que são aqueles que não produzem efeitos. sendo vedado férias coletivas nos juízos e tribunais de segundo grau.). extinção indevida do processo sem julgamento do mérito. quais sejam: I — atos inexistentes. expedição do mandado.TJ MG fundada em um dos incisos do art. que envolvem a constituição física do feito. g. CPC). nos dias em que não houver expediente forense normal. salvo no caso de a sentença ter acatado alegação de perempção. deferimento ou indeferimento de pedido liminar. ao fazê-lo. saneamento do feito.. CPC). 163. atos que não se apresentam com requisitos mínimos para provocar efeitos no mundo jurídico. e só por ele (art.. seja relativa ou absoluta. CPC). com a seguinte redação: III — atos nulos. realizar-se em domingos e feriados ou fora do horário estabelecido. ou conforme dispusesse a lei de organização judiciária de cada Estado. jurídico. g. este demanda que os atos Nulidades dos atos processuais Não obstante haja regras próprias no trato do sistema de nulidades. nos chamados atos ordinatórios (v. Recebe a denominação de acórdão o julgamento proferido pelos tribunais (art. insanáveis e não sujeitos a preclusão. 166. §1º. no curso do processo. 173. 172. II — atos anuláveis. atos praticados por juiz relativamente incompetente. CPC) não precisam ser necessariamente praticados apenas pelo servidor que ocupa esta função.‖ IV — toda nulidade. CPC).g. 243. CPC). visto que se apresentam faltos de requisito essencial. que é a prestação da tutela jurisdicional. Prazos Processuais Os atos processuais devem ser realizados no edifício do Fórum ou Tribunal (art.). No campo da capacidade. g. As espécies desses atos. citação que não foi feita na pessoa do réu. tendentes a levá-lo a cumprir a sua finalidade. petição não assinada pelo advogado.. Observe-se. dentro do expediente normal do fórum. ―A atividade jurisdicional será ininterrupta. CPC). são os ―não-atos‖ (v. tempo e forma como se realizam é que dão origem aos muitos procedimentos previstos no CPC. efetuar-se em outro lugar. o que possibilita.). 245 do CPC. g. § 2º. quando não há expediente forense (art. ou seja. funcionando. realizado de forma incorreta. doença grave). Podem. resolve questão incidente (v.. constatação) e a pedido da parte (v. qualquer que seja o procedimento.. g. Conceito e classificação O processo acontece por meio da ocorrência de uma série de atos processuais. litispendência ou coisa julgada.. 93 da Constituição Federal. 172. recebimento ou não de recurso etc.). sentença não assinada pelo juiz — RT 508/64.).

CPC).TJ MG processuais sejam praticados dentro de certo tempo. que questões já tratadas voltem a ser discutidas pelas partes. g. obrigando-as a caminhar para a frente. bem como as mencionadas no art. 185.). Próprios são os prazos das partes. quando nesta é publicada a decisão ou a sentença (art. 178. prazo para recorrer etc. IV — quando o ato se realizar em cumprimento de carta de ordem. assim considerados os fixados na própria lei processual (v. CPC). da sentença ou do acórdão. (c) convenção das sobrestamento. e com inclusão do de vencimento. prazo do edital.. o art. não se interrompendo nos finais de semana e feriados (art. 241 do CPC declara que começa a correr o prazo: III — Quanto a sua natureza I — quando a citação ou intimação for pelo correio. prazo para apresentação do rol de testemunhas etc. (a) obstáculo criado pela parte contrária (v. g. Com efeito. Contagem dos prazos Os prazos processuais só começam a correr e terminam em dia útil. acidentes do trabalho. prazo de suspensão do processo requerido conjuntamente pelas partes). quando possam ser prejudicados pelo adiamento. com escopo de evitar que o processo se arraste indefinidamente. 242. ou fonte. CPC. IV — Quanto ao seu curso V — quando a citação for por edital. prazo para juntar documentos. 182. Não tendo a lei ou o juiz fixado prazo certo para a prática de certo ato processual a cargo da parte. apresentar alegações finais etc. CPC). Prazos especiais O Ministério Público e a Fazenda Pública têm direito a prazo em quádruplo para responder e em dobro para recorrer (art. este será de 5 (cinco) dias (art. do escrivão e do curador especial. peremptórios (art. III — quando houver vários réus. levando o Estado a falhar na sua missão de resolver a lide. 177 do CPC que os atos processuais realizar-se-ão nos prazos prescritos em lei. devendo ser contados com exclusão do dia do começo. da data de juntada aos autos do aviso de recebimento. prazo para a resposta do réu. os prazos são ―contínuos‖. LAJ). A fim de atender a este propósito. O art. CPC). pode-se dizer que as portas vão se fechando atrás das partes. denunciação da lide. g. Numa figura de linguagem. 181. (e) nas intervenções de terceiros provocadas pelas partes (nomeação à autoria. convencionais. Atos de Ofício 41 . sendo que sua inobservância não gera sanção processual. 191.). o juiz determinará os prazos. 188. que estão sujeitos a preclusão. 179. ademais. Todavia. que não podem ser alterados ou prorrogados por convenção entre as partes e/ou do juiz (v. o prazo em dobro (art. g. prazo para efetuar diligências. da data de juntada aos autos do mandado cumprido. precatória ou rogatória. da data de sua juntada aos autos devidamente cumprida. da data de juntada aos autos do último aviso de recebimento ou mandado citatório cumprido. 189. Quanto a sua natureza. que é a perda da faculdade de praticar o ato processual. vedando. finda a dilação assinada pelo juiz‖.. até que o (d) oposição de exceções (incompetência relativa. aqueles fixados pelo juiz nos casos permitidos em lei (v. de modo geral. tendo em conta a complexidade da causa. 5º. Preclusão (b) morte da parte ou de seu representante legal. que podem ser alterados. se esta for omissa. CPC). CPC). prazo para cumprimento de alguma diligência determinado pelo juízo. De outro lado. suspeição e impedimento). Há alguns prazos que correm mesmo durante as férias forenses. chamamento ao processo). prazo para oferecer exceções e reconvenção. g.060/50. CPC). prazo para internosição dos recursos etc. suspende-se o curso do prazo processual com o advento das férias forenses (art. 174 do CPC informa que se processam durante as férias e não se suspendem pela superveniência delas: (a) os atos de jurisdição voluntária. prorrogados. CPC) e nos seguintes casos (art. o juiz proferirá os despachos de expediente no prazo de 2 (dois) dias e as decisões no prazo de 10 (dez) dias (art. prazo para contestar. são chamados de impróprios os prazos do juiz. CPC). podem os prazos ser classificados em próprios e impróprios. pela vontade das partes e/ou do juiz (v. (b) as causas de alimentos provisionais. os prazos são: dilatórios (art. uma vez que não estão sujeitos a preclusão. art. o legislador fixou prazos para a realização de cada ato processual previsto no procedimento. g. declara o art. 184 e 240. Já os litisconsortes com diferentes procuradores e os Defensores Públicos têm. II — quando a citação ou intimação for por oficial de justiça. o processo deve caminhar necessariamente em direção à sentença. pode-se conceituar prazo como o espaço de tempo em que o ato processual pode ser validamente praticado. dies ad quem (arts. retirada dos autos). bem como os necessários à conservação de direitos. de dação ou remoção de tutores e curadores.. § 5º. Assim. A doutrina tradicional classifica os prazos processuais da seguinte forma: I — Quanto a sua fonte (c) todas as causas que a lei federal determinar (v. 275. Salvo motivo justificado. Com efeito.).). prazo para arrolar testemunhas. Lei nº 1. partes requerendo Iniciado. mas apenas disciplinar ou administrativa.). Quanto a sua origem. De regra. II — Quanto ao tipo de sanção Quanto ao tipo de sanção aplicada aos sujeitos do ato. CPC): O prazo para interposição de recurso conta-se da data em que os advogados são intimados da decisão... os prazos podem ser classificados em: legais. Reputam-se intimados na audiência. que são aqueles fixados pelas próprias partes (v. 180... execução fiscal etc. dies a quo. judiciais. g.

CPC). 879. Não se deve. Efeitos O art. regra geral. é que se caracteriza a litispendência. mais uma vez. considera-se prevento aquele que despachou em primeiro lugar (art. Segundo o art. no dia do falecimento e nos 7 (sete) dias seguintes. segundo o CPC. quando a parte perde o direito de praticar o ato em razão da prática de outro ato que seja com ele incompatível (v. não interessa. dos interesses do incapaz. CPC). quando a perda da faculdade de praticar o ato ocorre em razão do decurso do prazo fixado na lei ou pelo juiz. rogatórias. em linha reta. CPC). deve ordenar a reunião das ações propostas em separado. Citação Conceito III — torna litigiosa a coisa. 503. mesmo que tenha esquecido alguma questão e esteja ainda dentro do prazo original. 213 do CPC. aquele que foi condenado e que efetuou o pagamento não pode depois recorrer. no caso de juízos localizados em comarcas diversas. ou na linha colateral em segundo grau. I — preclusão temporal. CPC): A proibição de rediscutir questões já tratadas ou da renovação de atos processuais. Contudo. no caso de que este não o tenha. ser feita pessoalmente ao réu ou ao seu representante legal (art. de atos processuais denominados. ficando seu possuidor proibido de proceder a qualquer alteração sem autorização do juiz. Neste caso. §§ 1º. No caso. no âmbito de sua competência. g. bem como entre os deste e os dos demais Poderes. e justamente por esta razão deve. 103 e 104. o autor deverá citar o representante legal do citando. comarcas diversas. ficandolhe defeso tornar a praticá-lo mesmo que o prazo ainda não tenha se esgotado. efetuar a citação quando se verificar que o réu é demente ou está impossibilitado de recebê-la (art. III. que ocorre quando a parte pratica o ato. 301. proíbe-se seja feita a citação. ao trazer o réu ao processo. Comunicação dos Atos Processuais Introdução O desenvolvimento do processo reclama a constante comunicação entre o juiz e as partes. 214. para conhecer das ações.419/06 chega a declarar que as cartas precatórias. podese afirmar que preclusão é a perda da faculdade de praticar o ato processual. citação e intimação. CPC). 105. que ainda está em curso. tre (art. nos 3 (três) primeiros dias de bodas. de ordem e. a mesma causa de pedir e o mesmo pedido (art. todas as comunicações oficiais que transitem entre órgãos do Poder Judiciário. disciplinar a prática e a comunicação dos atos processuais por meios eletrônicos. III — preclusão consumativa. seja para informar as partes sobre uma decisão ou convocá-las para praticar ou participar dos atos que sejam de seu interesse. isto é. sob pena de ser obrigado a restabelecer o estado anterior e responder por perdas e danos (art. é chamada de preclusão. a fim de que sejam decididas simultaneamente (art. 2º e 3º. O instituto da prevenção envolve a fixação da competência num único juízo quando da ocorrência da conexão ou continência (arts. se o réu protocola sua contestação no quinto dia. CPC). Caracterizada a ocorrência da conexão ou da continência. de ofício ou a requerimento de qualquer das partes ou do Ministério Público. 218. se a conexão ou continência deu-se entre ações que estão tramitando perante juízes que têm a mesma competência territorial (mesma comarca). art. que os §§ 1º e 2º do art. 217. isto é. CPC). consangüíneo ou afim. ainda. ―citação é o ato pelo qual se chama a juízo o réu ou o interessado a fim de se defender‖. salvo para evitar o perecimento do direito (art. bem ou mal. Na verdade. CPC). CPC). considera-se prevento aquele onde primeiro deu-se a citação. II — induz litispendência. ressalte-se. 106. Como se percebe. não pode mais fazê-lo novamente.. 216. o juiz. o art.419/06. evitando-se decisões conflitantes. respectivamente pelas Leis nº 11. Com arrimo neste conceito. Por exemplo: o prazo para contestar no rito ordinário é de 15 dias. Além das formas e meios tradicionais para a prática dos atos processuais. Destarte. I — a quem estiver assistindo a qualquer ato de culto religioso. no processo. e não com a simples distribuição da ação. 154 do CPC. Tratando-se de juÍzes com competência territorial diferente. CPC). deve-se verificar qual é o juízo prevento. Esta comunicação ocorre sob as ordens do juiz. devem ser feitas preferencialmente por meio eletrônico. 7º da referida Lei nº 11. CPC). Considerando que é a citação válida que forma a relação jurídica processual. Com o escopo de viabilizar esta reunião dos processos. atrelar. II —preclusão lógica. somente com sua ocorrência. de um modo geral. segundo o CPC. prevento o juiz. faculta aos tribunais. onde quer que este se encon- Atos de Ofício A citação válida tem o efeito de submeter. 42 . ou. fazendo uso. acrescidos. seja para chamar o réu ou terceiro interessado para tomar ciência do processo. que as determina e fiscaliza o seu cumprimento.280/06 e 11.TJ MG encontrem a saída (sentença). seja porque já foram praticados. Ocorre litispendência quando se reproduz ação anteriormente ajuizada. enquanto grave o seu estado. a doutrina reconhece três espécies de preclusão: III — aos noivos. IV — aos doentes. 219 do CPC informa que a citação válida produz os seguintes efeitos: I — torna. 215. que serão comentadas nos próximos itens. para tanto. a citação aperfeiçoa a relação jurídica processual (art. seja porque a parte deixou de praticá-los no tempo oportuno ou porque já praticou outro ato com ele incompatível. Registre-se que uma ação é idêntica à outra quando tem as mesmas partes. II — ao cônjuge ou a qualquer parente do morto. requerer que o juiz nomeie curador especial com poderes para receber citação e cuidar. o bem jurídico disputado ao deslinde da causa. competente.

227 e 228. declara que a prescrição se interrompe pelo simples despacho do juiz. CC/2002). e tendo restado negativas todas as tentativas para localizar o réu. Assim como acontece no caso da citação por hora certa. Se o oficial não encontrar o réu no seu domicílio ou residência. incerto ou inacessível o lugar em que se encontrar. por oficial de justiça. A intimação das partes e dos advogados. o art.). 397. 234 do CPC.. não o encontrando. para o autor se manifestar em réplica sobre a contestação. correndo da data da primeira publicação (art. indicando seu prazo. III — nos casos expressos em lei‖. CPC). CPC). o parágrafo único do art. g. o oficial obter nota de ciente do citando. ou certificar que este se recusou a tanto. Enquanto a citação é essencial para completar a relação jurídica processual. para que faça ou deixe de fazer alguma coisa‖. se presumirão aceitos pelo citando. como verdadeiros. interrompe o prazo que a parte tinha para ajuizar a ação. Todavia. a citação equivale a uma interpelação. segundo o art. Feita a citação por hora certa. uma vez que por ela se chama o réu ou o interessado a fim de se defender. Deve. em razão de não ter procurado o Poder Judiciário dentro do prazo previsto em lei (art. Com efeito. Prescrição é a perda da faculdade que a pessoa tem de fazer valer seu direito por meio da tutela jurisdicional. a intimação. por publicação no Diário Oficial e na própria audiência.TJ MG IV — constitui em mora o devedor. no prazo máximo de 15 (quinze) dias. sendo que esta última hipótese ainda depende de regulamentação específica. Ao final do prazo fixado pelo juiz. 202. considera válida as intimações que sejam dirigidas ao endereço residencial ou profissional informados na exordial. para que o terceiro venha depor em juízo. para que a parte se manifeste sobre certidão negativa do oficial de justiça. citá-lo. quando as intimações tenham que ser feitas pessoalmente (v. para que as partes especifiquem as provas. sem vencimento. Tratando o feito de obrigação sem termo certo. por sua vez. 206. CPC). para que as partes tomem ciência da data de audiência. constituindo em mora o devedor (art. uma vez no órgão oficial e pelo menos duas vezes em jornal local. 238 do CPC. Modalidades O edital de citação deverá ser fixado na sede do juízo e publicado. a citação válida interrompe a prescrição. esta far-se-á por meio de oficial de justiça. cabe ao escrivão remeter ao réu cópia da petição inicial e do despacho do juiz que a recebeu. 236. 223 e 285. intimação para participar de perícia técnica. Não comparecendo nos autos o réu citado por hora certa. sob pena de nulidade. 92. III — quando for ré pessoa de direito público. devendo constar da publicação. voltará em certo horário (hora certa). de preferência em horários diferentes. começando. nas comarcas onde circula órgão de imprensa oficial. bem como a advertência de que. 219. Nos casos ressaltados no art. então. V — interrompe a prescrição. salvo: I — nas ações de estado. § 5º. 231 do CPC declara que ―far-se-á a citação por edital: I — quando desconhecido ou incerto o réu. como o exame de DNA). a correr o prazo para apresentação de resposta. Na citação pelo correio. CPC). havendo suspeita de ocultação. Intimação V — quando o réu residir em local não atendido pela entrega domiciliar de correspondência. fazendo certidão detalhada do Atos de Ofício Entretanto. primeiramente deverá procurá-lo em seu domicílio por três vezes. CPC). deverá intimar qualquer pessoa da família. se o réu não comparecer. por edital e por meio eletrônico. inciso I. 92. 222 ou quando frustrada a citação pelo correio. onde o encontrar. CPC. dando-lhe ciência de tudo (art. Comparecendo no dia e hora previamente designados. é apenas uma forma de o juiz avisar terceiros e as partes sobre determinados pontos do processo (v. intimação para prestar depoimento pessoal. deverá fazer a citação do réu. deverá proceder com a citação por hora certa (citação ficta). telegrama ou radiograma. se este não se encontrar. uma vez que não há certeza jurídica de que ele foi realmente citado. em consonância com o princípio da probidade processual. o CPC. art. II. II — quando for ré pessoa incapaz. o oficial dará por feita a citação. mesmo incompetente. que a remessa deve ser feita com aviso de recebimento (AR). isto é. é feita pela só publicação do ato no referido órgão. a parte pode requerer que ele seja citado por edital. o réu é considerado citado. Neste caso. acrescentado pela 43 .. em sua falta. onde houver. Intimação. A intimação pode ser feita por escrivão (ato de oficio). 5º. na chamada citação ficta. Registre-se que o Ministério Público e os Defensores Públicos devem ser sempre intimados pessoalmente (art. e só se considera efetuada a citação se a correspondência for recebida pelo próprio citando. IV — nos processos de execução. sendo que esta interrupção retroage à data da propositura da ação. II. consignando expressamente o prazo para apresentação da contestação. o Código Civil de 2002. não sendo contestada a ação. se o interessado a promover no prazo e na forma da lei processual. a qualquer vizinho. que deverá ser fixado pelo juiz entre 20 e 60 dias. entregando a contrafé à mesma pessoa que intimou anteriormente. contestação ou embargos. 232. Neste sentido. a fim de efetuar a citação. II— quando ignorado. CPC). CPC). Lei nº 1. ou seja. Não sendo possível a citação real (correio ou oficial de justiça). 229. art. A princípio deve ser feita pelo correio.060/50. que. Registrese. Os arts. g. o juiz lhe nomeará curador especial (art. CC/2002). art. os nomes das partes e de seus advogados (art. que ordenar a citação. por oficial de justiça. 221 e 222 do CPC informam que a citação pode ser feita pelo correio. ocorrido (arts. ou. VI — quando o autor a requerer de outra forma. ainda. §2º. informando ao perito que foi nomeado etc. lendo-lhe o mandado e entregandolhe a contrafé (cópia da petição inicial). a quem incumbe procurar o réu e. 236. os fatos articulados pelo autor (arts. ―é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo. o juiz lhe nomeará curador especial (art. no dia imediato. ademais. Segundo o CPC. LAJ). o escrivão enviará ao réu carta.

eventualmente.419/06. Lei nº 8. VII — o requerimento para a citação do réu. a fim de que realmente se cumpra o ato (art. ser declarado em todas as cartas o prazo dentro do qual deverão ser cumpridas. VI — as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados.. 128. IV. da carta precatória e da carta rogatória: II — ser instruída com os documentos indispensáveis à propositura da ação. O art. quem pensa ter sido violado em seus direitos deve procurar o Estado-juiz. 39. às regras previstas no art. A fim de cumprir este desiderato. V. isto é. cabe à pessoa interessada provocar. atentando o juiz. a parte deve primeiramente apurar qual é o foro competente para a ação que pretende ajuizar. a parte deve inicialmente verificar a existência de foro de eleição ou de alguma norma especial para a ação em especial (v. a fim de verificar a existência de varas especializadas naquela comarca (v. segundo o art. há várias ações que têm requisitos próprios (v. CPC). o Poder Judiciário (nemo judex sine actore) . que lhe constitui o objeto. o exercício do direito de exigir a tutela jurisdicional do Estado. I. quando for o caso. com as suas especificações. 265. se dá por meio de um ato processual escrito denominado ―petição inicial‖. Endereçamento Com escopo de endereçar corretamente a petição inicial. cumprindo às partes atualizar o respectivo endereço sempre que houver modificação temporária ou definitiva como já se disse. para os quais também se deve estar atento. 219. a indicação incorreta do foro não provoca o indeferimento da petição inicial. são imprescindíveis para a obtenção do direito pretendido. pode-se afirmar que a petição inicial é o ato processual escrito por meio do qual a pessoa exerce seu direito de ação. o advogado deve consultar as normas de organização judiciária. o CPC. g.280. 204. ao fazer o endereçamento. II — carta precatória: quando a citação ou intimação for emitida por juiz e for dirigida a outro juiz de igual categoria jurisdicional. mas apenas. fazer uso da: I — carta de ordem: quando a citação ou intimação for emitida por Tribunal e destinada a juiz que lhe for subordinado (art. 15 da Lei nº 11. Escolhido o foro. I —o juiz ou tribunal. III — a menção do ato processual. Em outras palavras. do CPC e art. passando. divisão.). de 6 de dezembro de 2006. profissão e residência do autor e do réu. exige que a petição inicial indique: Quando a citação ou intimação tiver que ser feita fora do território da comarca. II. no caso de incompetência absoluta. Requisitos da petição inicial Comunicações fora da comarca A fim de traçar os exatos parâmetros da lide. IV — informar o número do CPF do autor. g. CPC).). o CPC lhe empresta ―caráter itinerante‖. em outras palavras. Deve. Note-se que com o objetivo de tornar a carta mais eficaz. III — carta rogatória: quando a citação ou intimação for emitida por autoridade judiciária brasileira e for dirigida à autoridade judiciária estrangeira (arts. ademais. É ela que dá início ao processo. I — a indicação dos juízes de origem e de cumprimento do ato. o número do CNPJ. às circunstâncias que envolvem a facilidade de comunicação e a natureza da diligência (art.. conforme o caso. infância e juventude etc. III — o fato e os fundamentos jurídicos do pedido. deverá endereçar sua petição. a petição inicial. V — o valor da causa. a remessa dos autos para o juízo competente. IV — o encerramento com a assinatura do juiz. deve ainda: I — mencionar o endereço onde o advogado receberá intimação. que até então permanece inerte (art. contestação ou embargos. g. para onde. possessórias. do despacho judicial e do instrumento do mandato conferido ao advogado. b. A provocação do Poder Judiciário. CPC). fazenda pública. provocando a atividade jurisdicional do Estado. 91 e seguintes do CPC. II — o inteiro teor da petição.382. causando prejuízos às partes. 338 do CPC. desde que a prova solicitada seja imprescindível e que a carta tenha sido requerida antes da decisão de saneamento. que declara que ―presumem-se válidas as comunicações e intimações dirigidas ao endereço residencial ou profissional declinado na inicial. além do cuidado com sua forma e apresentação.TJ MG Lei nº 11. Petição Inicial Conceito Segundo o princípio dispositivo ou da inércia. segundo os arts. CPC). família e sucessões. ―suspender o processo‖ (art. ou. quando fixar o prazo. a relação jurídica processual só se complete com a citação válida do réu (art. Atos de Ofício 44 . Destarte. CPC). 58. 2º. evitando que erros no seu preenchimento a tornem excessivamente morosa. art. IV — o pedido. Além destes requisitos. 203. pauliana etc. art.. Seja qual for o caso. 210 e 211. adoção. 201. possibilitando ao juiz saber sobre o que terá que julgar (art. estado civil. demarcação. em caso negativo. prenomes. a parte poderá. CPC). Não são apenas estes os requisitos da petição inicial. III — obedecer o procedimento aplicável ao caso. a que é dirigida. por meio do ajuizamento de uma ação. A correta compreensão e o domínio dos requisitos legais da petição inicial. 202 do CPC informa que são requisitos essenciais da carta de ordem. com a redação que lhe deu a Lei nº 11. pode ser apresentada a juízo diverso do que dela consta. 282. CPC). A expedição de carta precatória e rogatória tem efeito de. embora. 283 e 295. CPC). de 16 de fevereiro de 2006.245/9 1). ou. II — os nomes.

propriedade. razão pela qual deve ser sempre determinado.. expresso. o valor do pedido principal. art. CPC).TJ MG I — nas ações universais. profissão.‖ II — quando não for possível determinar. 259 do CPC declara que o valor da causa deve constar sempre da petição inicial e será: I — na ação de cobrança de dívida. viola o art. o de maior valor. profissão. v. g.5. seja constitutiva. inventário). requerendo. g.245/91). a quantia correspondente à soma dos valores de todos eles. Mm. REsp 1 67. Neste sentido. base sobre a qual fincou-se o julgado recorrido para admitir o valor indicado pelo autor‖ (STJ. 258 do Código de Processo Civil. balconista. posse. a petição inicial deve indicar ainda em qual pessoa deverá ser feita a citação. 3ª Turma. as conseqüências do ato ou do fato ilícito (v. III.99. serão atingidas pela eficácia da sentença. Note-se que neste exemplo o que motiva o autor a buscar a tutela jurisdicional é a inadimplência do inquilino (causa de pedir próxima) e o que justifica a sua pretensão é o contrato de locação que existe entre as partes (causa de pedir remota). o autor deve fazer constar na petição inicial os fatos e os fundamentos jurídicos que justificam o seu pedido. sempre que possível. a soma de 12 (doze) prestações mensais. Rel. já o segundo indica a ―causa de pedir remota‖. pedidas pelo autor. 258. individualização da pessoa. nesta Cidade e Comarca. delimitando a lide (conflito).). o fato que justifica a pretensão do autor. prenome. 58. cumprimento. razão pela qual deve ser: certo. CPC). Neste caso.. se não puder o autor individuar na petição os bens demandados (v. VI — na ação de alimentos.). sem pertinência com os autos. 260. e eu lhe indico o direito‖ (da mihi factum. isto é. isto é.. conforme a velha máxima latina ―narre-me o fato.). o autor tem autonomia para fixar um valor segundo critérios subjetivos próprios. no sentido de informar com segurança quais os limites da pretensão do autor. ademais de agredir a lógica do razoável. que o autor não precisa indicar as disposições legais que disciplinam a sua pretensão. o CPC exige os elementos que entende necessários para a correta identificação das partes. adoção etc. No caso de se pedirem prestações vencidas e vincendas. validade. Assinale-se.l 44. Pedido O pedido deve expressar o que o autor espera do Estado-juiz. a soma do principal.. de incapazes e de entes despersonalizados (v. ação de prestação de contas). o art. prenomes. Carlos Alberto Menezes. No caso de pessoas jurídicas. determinado. indenização etc. estado civil e domicílio ignorados. olhos pretos. possessórias. massa falida). não se aceitando pedido apenas implícito. de demarcação e de reivindicação. sendo que a vítima ainda está em tratamento). regulamentação de visitas. Com efeito. ser a conclusão lógica dos fatos. Pedido imediato expressa o desejo que o autor tem de obter uma sentença. g. somando-se com as vencidas (art. g. dabo tibi jus). portanto. g. honorários advocatícios e. modificação ou rescisão de negócio jurídico. demandadas. O pedido deve. investigação de paternidade sem pedido de alimentos. fora da realidade. Provas O autor deve requerer expressamente na petição 45 . g. estado civil. por exemplo: ―Zéca (moreno claro. ativa ou passivamente. podendo ser encontrado no Bar Secos e Molhados. alimentos.475-SP. o autor tenha dificuldades para atender por inteiro à norma (nome.. 60 kg).. I. separação judicial sem bens. o autor deve servir-se das normas previstas no CPC ou de leis extravagantes (v. 286. isto é. é importante que apresente elementos que possibilitem a imediata. III — quando a determinação do valor da condenação depender de ato que deva ser praticado pelo réu (v. estas serão iguais a uma prestação anual.65 m. o pedido é classificado em imediato e mediato. CPC): VII — na ação de divisão. visto que o juiz conhece o direito. domicílio e residência do autor e do réu‖. ademais. aproximadamente 1. ação de despejo. espólio. por exemplo: o autor informa que locou imóvel de sua propriedade para o réu (fundamento jurídico) e que este está inadimplente com o pagamento do aluguel (fundamento de fato). g. indicando que o primeiro representa a ―causa de pedir próxima‖.. o que motiva o autor ir a juízo. desde que o valor imputado seja compatível com as circunstâncias gerais do caso. Valor da causa O valor da causa deve. os sujeitos do processo. Nestas ocasiões. seja declaratória. seja condenatória. DJ 31. IV — se houver também pedido subsidiário. domicílio). brasileiro. quando pertinente. Lei nº 8. o valor do contrato. estado civil. representar o valor econômico do pedido. conversão de separação em divórcio. investigação de paternidade etc. E compreensível que em certas ações (v. O fato e os fundamentos jurídicos do pedido A doutrina tradicional distingue os fundamentos de fato dos fundamentos jurídicos. ainda. centro. III — sendo alternativos os pedidos. naquilo que a doutrina chama de ―pedido concludente‖. II — havendo cumulação de pedidos. a jurisprudência. é obrigatória a atribuição de um valor à causa (art. alteração de guarda. 275. com o escopo de servir como justo parâmetro na fixação das custas processuais. ação de reparação de danos. Qualificação das partes Neste item. podendo ser genérico em algumas circunstâncias (art. Com efeito. Já o pedido mediato é o próprio bem da vida buscado pelo autor em face do réu (v. a rescisão do contrato e o despejo do inquilino inadimplente (pedido). Atos de Ofício V — quando o litígio tiver por objeto a existência. do tipo de procedimento aplicável ao processo (art. ou pessoas. p. in verbis: ―A fixação de um valor absurdo. ou oportuna.u.. a estimativa oficial para lançamento do imposto. nº 00. Ordinariamente. da pena e dos juros vencidos até a propositura da ação. A fim de apurar o valor correto da causa. 25 anos.). a petição inicial deve informar os ―nomes. as pessoas que.g. CPC). Mesmo que a ação não tenha conteúdo econômico imediato (v. de modo definitivo. Destarte. isto é. situado na Rua Verde.

por exemplo: o autor está pleiteando. § 5º). embora seja comum observar petições iniciais neste sentido. ou quando a lei exige a intimação pessoal do advogado (art. com escopo de fazer o pedido de citação de forma correta. CPC). 893 do CPC.060/50. isto é. Verificando o juiz que a petição inicial não atende a algum dos requisitos legais. bem como oferecer quesitos. 276. O processo é apenas o instrumento do qual se vale o Estado para prestar a tutela jurisdicional (princípio da instrumentalidade). CPC). 236 e 237. ou a complete. com a reforma promovida pela Lei nº 11. note-se que o interesse. em outros. seja em razão da ocorrência de alguma das outras hipóteses previstas no CPC. 251. determinará que o autor a emende. Em alguns casos o réu é citado para responder. IV — quando o juiz verificar. CPC). se quiser. após o que os autos são conclusos para o juiz a fim de que verifique se foram cumpridos os requisitos dos arts. CPC). usando de todos os meios permitidos em direito. seja porque o autor não atendeu à determinação para emendá-la. Inegável que tal entendimento encontra-se em consonância com o princípio da instrumentalidade do processo. LAJ). quando a petição inicial se apresenta incompleta ou quando desatende aos requisitos legais. O desatendimento desta norma implicará a preclusão do direito de arrolar testemunhas. nome. razão pela qual deve o juiz necessariamente dar oportunidade para que o autor a emende ou a complete antes de extinguir o processo sem julgamento do mérito. CPC). endereço e profissão das pessoas que irão confirmar os fatos alegados na exordial. o que poderá ser devastador para as pretensões do autor. 166.. deverá proceder com a indicação do assistente técnico (art. sob pena de ser indeferida (art. CPC). 284. porque isto não resolve a lide. a necessidade da tutela jurisdicional. 219. que deverá ser oportunamente intimado para tanto. de 16 de fevereiro de 2006. CPC). 219. deve restar evidente da narração dos fatos. Destarte. I. A forma de fazer o pedido de citação do réu varia de acordo com o procedimento aplicável à ação. conforme a quantidade de juízos competentes na comarca (art.TJ MG inicial a produção das provas que entende serem necessárias para demonstrar a verdade dos fatos que informou. o pedido for juridicamente impossível ou contiver pedidos incompatíveis entre si. ou outro requisito específico daquele feito em especial (v. tanto a decadência como a prescrição podem ser reconhecidas de ofício pelo juiz. no prazo de 10 (dez) dias. Não atende ao requisito legal do art. deve ainda o juiz indicar expressamente o motivo por que entende que o autor deve emendar ou completar a petição inicial. II — quando a parte for manifestamente ilegítima. mas tome as providências necessárias para efetivá-la (art. as perguntas que deverão ser respondidas pelo perito. instrumento do contrato. e assim por diante. CPC). o que mantém as partes em conflito. há casos em que a petição inicial acaba por ser indeferida. Lei nº 1. o autor deve ainda apresentar na petição inicial o rol de testemunhas. já em outros. da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. assim considerados aqueles destinados a provar fatos que não possam ser provados de outra forma ou que sejam da essência do ato. isto é. o que implicará a extinção do feito sem julgamento de mérito (art. o Estado-juiz preferencialmente procura abrir oportunidade para que o autor a emende ou a complete (art. certidão de casamento. 52. oitiva de testemunhas (art. o art. 282 e 283 do CPC. isto é. 214. desde logo. Entretanto. em nome próprio. é citado para receber certo valor ou bem.280. Emenda da petição inicial Distribuída ou protocolada a petição inicial. ação de consignação em pagamento). colocando em risco a ordem jurídica e a paz social. título executivo etc. Requerimento de citação do réu Indeferimento da petição inicial Somente com a citação do réu a relação processual se aperfeiçoa (art. CPC). a jurisprudência tem entendido suprida esta exigência quando consta o endereço do escritório em papel timbrado ou na procuração ad judicia. bem como. por exemplo: certidão de nascimento. ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento do mérito. g. ou seja. o parágrafo único informa que se considera inepta a petição inicial quando lhe faltar pedido ou causa de pedir. extinguindo o feito sem julgamento de mérito. I. 407. 295 do CPC declara que a petição inicial será indeferida: I — quando for inepta. A indicação específica e expressa das provas a serem produzidas pode ser feita da seguinte forma: “Ação de Divórcio Litigioso: provará o que for necessário. sem os quais não pode o juiz apreciar o mérito do pedido. certidão de propriedade. deverá já apresentar os quesitos. Destarte. Rol de testemunhas e quesitos da perícia Quando o procedimento aplicável ao caso for o comum sumário. 283 e 396. assim como.‖ providencie a sua autuação (art. é citado para comparecer em audiência de conciliação. CPC) e depoimento pessoal do réu. 284. Com efeito. III — quando o autor carecer de interesse processual. 39. neste caso só haverá o 46 . 282. do CPC só tem aplicação nas comarcas onde não circula órgão oficial de imprensa (arts. A fim de tornar este direito efetivo. Ainda no campo das provas. a parte deve estar atenta às regras do procedimento aplicável ao caso. razão mais do que suficiente para que o autor não só faça o requerimento de citação da parte passiva. razão pela qual este não tem interesse em indeferir a petição inicial. do CPC o simples protesto genérico por provas. no caso de requerer perícia técnica. não se deve olvidar que cabe ao autor anexar à petição inicial os documentos que sejam indispensáveis à propositura da ação (arts. 267. Endereço para intimação do advogado A norma do art. por exemplo: não tem interesse processual quem deseja cobrar dívida que ainda não venceu. art. em especial pela juntada de documentos (anexos). esta é encaminhada ao escrivão para que Atos de Ofício V — quando não for adequado ao pedido o procedimento escolhido. Entende a melhor doutrina que a emenda da petição inicial constitui direito subjetivo do autor. a decadência ou a prescrição (art. § 2º. direito material que não é seu. VI. § 5º. De qualquer forma. CPC).

seja porque ele é relativamente incompetente(território e valor da causa) ou porque é suspeito(art. ao fazer menção a coisa julgada. · RECURSO COM DUPLO EFEITO – Ao se aviar um recurso. não obstante isso. · RETRATAÇÃO DO JUIZ – é o arrependimento do juiz acerca de uma decisão. preclui o direito de oferecer a contradita. A exceção SUSPENDE o processo. Portanto.134).TJ MG · CONTRADITA – é o ato do advogado impugnar a testemunha arrolada pela parte contrária. · INEPCIA DA INICIAL – é uma das causas de indeferimento da petição inicial – art. 267. em regra).: Mariana ajuizou ação de Alimentos contra Paulo. Consiste na venda do bem penhorado. 463. forma e tipos. oferecer contestação e reconvenção. · ADJUDICAÇÃO – é um ato previsto no processo de execução por quantia certa. se o réu protocolar uma exceção no 10o dia do prazo para oferecer resposta(que é de 15 dias. 47 . Dilatórias são aquelas que acusam a existência de um vício SANÁVEL. extinguindo o processo sem julgamento do mérito (art. naquelas comarcas onde não circula órgão oficial de imprensa. caso queira. Importante saber que o artigo 301 do CPC. Iniciado o depoimento. o bem será vendido a quem oferecer lance maior. enquanto não houver o julgamento do recurso. Portanto. nesse caso. Ex. · HASTA PUBLICA – é um ato previsto na execução por quantia certa. Ex. mesmo que inferior ao valor da avalição. Só não pode ser preço vil. A ação de Paulo contém a ação de Mariana. Neste sentido a norma do art. indeferimento se não for possível adaptar-se o pedido do autor ao tipo de procedimento legal previsto para o caso. Peremptórias são aquelas que acusam a existência de um vício INSANÁVEL e. em sua contestação. está se referindo à situação de já haver o Poder Judiciário decidido uma questão. o autor poderá apelar. permitindo ao juiz que se retrate. É a fase onde o juiz recebe as alegações das partes. · PRELIMINARES – defesa processual. · EXCEÇÃO – é um tipo de resposta do réu. É cabível nos casos de a parte ter feito Agravo ou Apelação contra sentença que indeferiu a petição inicial(art. Ou seja. Há dois tipos de hasta: Praça(se o bem penhorado for imóvel) e Leilão (se o bem penhorado for de outro tipo). Isso se dá porque a testemunha é impedida(art. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. Essa venda é realizada pelo Poder Juduciário. A inépcia se dá em quatro situações: 1) quando a petição inicial não tiver pedido ou causa de pedir. EFEITO SUSPENSIVO é aquele que faz com que a decisão recorrida seja suspensa. Estão elencadas no artigo 301 do CPC. Trata-se de vício INSANÁVEL. portanto. 296 do CPC que declara que ―indeferida a petição inicial. não tenha nenhum eficácia. que é considerado pelos tribunais como o abaixo de 50% do valor da avaliação. · COISA JULGADA – quando uma decisão já não comporta mais recurso. A contradita tem momento exato de acontecer: exatamente logo após o compromisso da testemunha – antes de ser feita a primeira pergunta pelo juiz. reformar sua decisão. todavia. CPC). com trânsito em julgado. vedado inovar no processo após a sua publicação (art. Isso quer dizer que o Poder Judiciário irá rever a decisão recorrida. A adjudicação se dá pelo valor da avaliação. os autos serão imediatamente encaminhados ao tribunal competente‖. Ou seja: oobjeto de uma ação está contido no objeto de outra. no prazo de 15 dias que tomou ciência da causa de suspeição ou impedimento do juiz.135) ou impedido(art.: Parentesco com as partes. Há preliminares DILATÓRIAS e PEREMPTÓRIAS. Diz-se que um recurso tem DUPLO EFEITO quando ele provoca efeito SUSPENSIVO e efeito DEVOLUTIVO à decisão. têm o poder de causar a extinção do processo sem resolução do mérito. 2) quando a petição inicial contiver pedido juridicamente impossível. cabe o recurso de apelação. Quando o juiz determina a realização da hasta. ao ser detectado pelo juiz. Não sendo reformada a decisão. conteúdo. 295 do CPC. quando do final da exceção. VI— quando não constar o endereço do advogado para intimação. suspeita(art. 135) ou não tem capacidade para testemunhar(é menor de idade ou incapaz por problemas mentais). 134). no caso da sentença que indefere a petição inicial. sendolhe. IMPORTANTE: todo recurso tem efeito devolutivo. dizendo se está correta ou não. ser proposta ação idêntica requerendo outro julgamento da questão. na continência. 3) quando a petição inicial contiver pedidos incompatíveis entre si. · IMPEDIMENTO – PREVISTO NO ARTIGO 134 DO CPC. vícios. Paulo ajuizou ação de Separação Juicial c/c Oferecimento de Alimentos contra Mariana. sem resolução de mérito. a lei abre uma exceção. 2) Termos processuais cíveis e criminais e autos: conceitos. O preparo é requisito essencial para recorrer. ele designa duas datas diferentes. onde as partes postulam. a serem arguidos pelo réu. ao invés de o bem ser vendido e o produto da venda passado ao credor. I. facultado ao juiz. há continência entre elas. Todavia. CPC). temos duas ações onde o objeto de um é mais abrangente que o do outro. ele provoca efeitos na decisão recorrida. para não afetar a igualdade entre as partes. · FASE POSTULATÓRIA – é a fase processual que inicia com a petição inicial e finaliza com a resposta do réu. Parágrafo único. Atos de Ofício · DESERÇÃO – situação que ocorre quando a parte recorrente não faz o preparo ( não paga as custas) do recurso. e. Como se sabe. que consiste em o credor. através de Oficial de Justiça. ele terá. Portanto. o bem será vendido a quem oferecer lance maior. Circunstâncias objetivas que tornam o juiz da causa proibido de atuar. o obriga a extinguir o processo. 4) quando da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. Esse segundo processo. Na segunda hasta. a deserção faz com que o recurso não seja conhecido. mais cinco dias de prazo para. nenhuma aplicabilidade. Essas duas últimas também podem ser feitas pelo Autor. que tem o objetivo de substituir o juiz da causa. a requerimento seu. com a sentença o juiz acaba o seu ofício. de regra. EFEITO DEVOLUTIVO é aquele que faz com que a competência para conhecer aquela lide seja devolvida ao Poder Judiciário (agora em uma instância superior ao julgador anterior). Da sentença que indefere a petição inicial. ficar com o bem penhorado como pagamento. será extinto. que. Na primeira ocasião. será entregue o próprio bem ao Exequente. 296). enquanto não for decidida. igual ou superior ao valor da avaliação do bem. · CONTINENCIA – Fenômeno processual parecido com a conexão. mas nem todo recurso tem duplo efeito.

d) que não se verifique motivo legítimo. seja poder público (administrativo). o Tribunal decidiu que a decisão recorrida estava correta. Mesmo assim. · EMENDA – petição feita pelo autor. NADA DE CITAR TESTEMUNHAS. cabimento. na mesma lide. voluntariamente. entendeu o Tribunal que a decisão recorrida estava equivocada. · PEREMPÇÃO – prevista no artigo 268 do CPC. no prazo de 15 dias. AUTOR. logo após a fase postulatória. · PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS – exigências previstas no CPC para constituição e desenvolvimente válido de um processo. como poder privado (pátrio poder. Só o Réu pode ser citado. quando ocorrem os seguintes elementos: a) que o fato incriminado constitua crime. eles CONHECEM DO RECURSO. · CITAÇÃO – ato processual de dar conhecimento ao Réu da existência de ação contra ele. não há necessidade de propor nova petição inicial. em cumprimento a determinação do juiz. Abolitio criminis – Expressão latina utilizada em Direito Penal.. inércia. de um mês a um ano. b) que o tenha praticado um funcionário público ou pessoa investida de autoridade pública. A jurisprudência caracteriza a sua existência.legitimidade. se forem cabíveis. 2. regulamento ou costume anteriormente vigentes. Significa a extinção do crime devido à publicação de lei que extingue o delito anteriormente previsto no ordenamento jurídico. numa mesma sessão de julgamento. concedendo-lhe o prazo para apresentar sua resposta. O julgamento de um recurso é composto de duas fases. o processo será extinto sem resolução de mérito. PROMOTOR. só que. · CUMPRIMENTO DE SENTENÇA – fase da ação condenatória que acontece quando.TJ MG · CONHECER DO RECURSO sual das partes. a extinção do processosem resolução de mérido por três vezes. Se for DADO PROVIMENTO AO RECURSO. 3. não aceitando proceder ao seu julgamento de mérito. procuração dos advogados juntada aos autos. · DAR PROVIMENTO AO RECURSO · PENHORA – ato do processo de execução por quantia certa que consiste em determinar. O Código Penal prevê pena de detenção. Em regra. a fim de adequar a petição inicial ao artigo 282 do cpc. Depois disso. ou seja: se a decisão recorrida irá ser modificada ou mantida. arrecadação dos bens e verificação dos credores etc. Quando o autor de uma ação abandona a causa. o processo deve ser sanado de quaisquer nulidades. de uma regra ou regulamento. para que não sejam maculadas . tornar nulo ou sem efeito um ato anterior. Emprego de violência para execução de um ato. que o justifique. A ausência de pressupostos processuais é sanável. · CONTESTAÇÃO – meio de resposta do réu onde ele apresenta sua defesa. por inação. Ex. preparo. Abuso de autoridade – 1. suprimir. com a nomeação do síndico. É o momento que antecede a instrução. Excesso de limites nas funções administrativas cujas atribuições são definidas e determinadas em lei. Abertura de falência – ato pelo qual se declara o estado de insolvência de um devedor comerciante e se autoriza o processo de falência correspondente. por mais de 30 dias. em contraponto à petição inicial apresentada pelo autor. SANEAMENTO DO PROCESSO – fase do processo. não poderá entrar com o quarto processo. A primeira fase consiste em decidirem os desembargadores ou ministros se o recurso preenche todos os requisitos formais – tempestividade. Cumprimento de sentença é uma verdadeira execução de titulo judicial. O ápice da instrução se dá com a AIJ – Audiência de Instrução e Julgamento. ele só é citado uma vez. acrescentar. por uma nova lei. interesse recursal etc). capacidade proces- Atos de Ofício 48 . c) que haja sido cometido no exercício de sua função. dentre o universo de bens do devedor. . a fim de alterar. eles NÃO CONHECEM DO RECURSO. Trocando em miúdos: se o autor provocou. ou sejam aceitam o recurso para julga-lo. citação válida. Consiste a sucumbência em ressarcir as despesas processuais desembolsadas pela parte contrária e honorários advocaticios fixados pelo juiz para o advogado vencedor. juiz competente. QUE SÓ OCORRE SE ELE FOR CONHECIDO. Portanto. ocorre a perempção – que é a perda do direito de o autor propor de novo a ação. Maria Emília A segunda fase do recurso. essa não o fez.: Representação da parte por advogado. tomando as providencias cabíveis para saneamento. só quem pode ser citado é o Réu. Se isso acontecer. por abandono. decreto ou regulamento. ou que se concluiu segundo os próprios desejos anteriormente manifestados. ab-rogação somente ocorre em virtude de lei ou regulamento que venha implantar novos princípios. A falência se abre no domicílio do devedor ou no lugar em que ele tem o seu principal estabelecimento. toda vez que o juiz quiser se comunicar com o Requerido. fará uma intimação.. Isso quer dizer que o recurso será extinto sem análise da questão por ele trazida. é o julgamento do mérito. que se efetiva sob proteção de um princípio de autoridade. onde o juiz verifica a existência de vícios. por já existir um processo em andamento. revogar. enfim: modificar sua petição inicial. Portanto. Abuso de poder conferido a alguém. para quem comete esse crime. · SUCUMBÊNCIA – penalidade imposta à parte que perde uma ação. Ab-rogação – É a revogação total de uma lei ou decreto. Se for NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO. · ADITAMENTO – petição feita pelo autor. após trânsito em julgado da sentença que condenou alguém a cumprir uma obrigação. por três vezes. · INSTRUÇÃO – fase processual onde o juiz colhe as provas para formar seu convencimento. determinando a anulação ou cassação da lei. Glossário de Termos Jurídicos A A contento – Diz-se de tudo que se fez satisfatoriamente. Se estiverem presentes os requisitos. aquele(s) que vai(vão) ser expropriado(s) para satisfazer o direito do credor. Se não estiver presente algum requisito. É ainda a ação de cassar. poder conjugal).

Ação de improbidade administrativa – Ação ajuizada contra pessoas físicas ou jurídicas que praticaram atos de improbidade administrativa. temporária e emergencialmente. porque o bem violado é exclusivamente privado (por exemplo. Só o MP pode propor a ação penal pública em juízo. Pode ser preparatória. bem como das entidades autárquicas e das sociedades de economia mista. Exercícios de atos não outorgados ou não expressos no mandato ou na procuração. a Mesa do Senado Federal. um queixa por crime de calúnia. o meio ambiente. Ad argumentandum tantum – Somente para argumentar. Ação civil pública – É uma ação destinada a proteger interesses difusos ou coletivos. Pode ser usada em dez casos previstos no Código de Processo Civil. Ou será proposta perante os Tribunais de Justiça dos Estados quando se tratar de inconstitucionalidade de norma ou ato normativo estadual ou municipal perante as Constituições Estaduais. a Constituição Federal atribui ao Supremo Tribunal Federal a competência para processar e julgar o litígio entre Estados estrangeiros ou organismos internacionais e a União. Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) – Ação que tem por objeto principal a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. mas sim o proponente da medida (cautelar inonimada de sustação de protesto. conservar e assegurar elementos do processo (pessoas. É proposta perante o Supremo Tribunal Federal. Pode ser ajuizada pelo Ministério Público ou outras pessoas jurídicas. Nesse caso. pede-se ainda que a pessoa devolva os recursos eventualmente desviados. ou pública. A ação tem por objetivo reaver a soma despendida nessa reparação da pessoa cujo dano foi por ela. a Corte declarará a constitucionalidade da norma ou ato. proposta no curso da ação principal. dos Estados ou dos Municípios. 2. busca e apreensão) e inominada. sequestro. A Constituição Federal de 1988 ampliou o âmbito de incidência da ação popular também às hipóteses de ofensa à moralidade administrativa. responsabilizando quem comete danos contra os bens tutelados. Atos de Ofício 49 . Ação de reintegração de posse – Ação pela qual o possuidor de uma coisa avoca a proteção da Justiça para reaver o que lhe foi usurpado ou espoliado. se o juiz assim entender) de uma relação ou situação jurídica. como incidente da própria ação. quando promovida pela pessoa que foi ofendida. como as demais ações cíveis. Pode ser privada. Ação declaratória – É um pedido que a pessoa faz para que o Judiciário declare a existência (ou inexistência. por meio de um proceso. Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) – Ação que tem por objeto a declaração da constitucionalidade de lei ou ato normativo federal. e incidental. Por meio da ACP. quando antecede a propositura da ação principal. Arbitrariedade. Excesso de mandato. a Mesa da Câmara dos Deputados ou o procurador-geral da República. ou seja. inclusive entre os órgãos da administração indireta. a que o Código de Processo Civil não atribui nome. ele vai agir por intermédio do Ministério Público. causado. Por exemplo. A ação cautelar pode ser nominada (arresto. Ação penal – É a ação para examinar a ocorrência de crime ou contravenção. A Lei nº 4. além da imposição de sanções políticas (suspensão dos direitos políticos. Se julgada improcedente. Prática de atos que excedem as atribuições conferidas em lei ou que escapam à alçada funcional. Ação de jurisdição voluntária – É aquela ação em que não há conflito entre duas partes adversárias. Ação cível originária – É a ação cível que se inicia nos tribunais. e não nos juízos monocráticos. A ação é penal pública quando os crimes têm reflexos na sociedade. Por exemplo. para proteger o patrimônio público e social. por isso o próprio Estado (Poder Judiciário) tem interesse na sua punição e repressão. Geralmente. cuja responsabilidade direta e principal a ele pertencia. individualmente. o consumidor para obter reparação de danos. as ações declaratórias de direitos são ações de jurisdição voluntária. Ação cautelar – Ou medida cautelar ou processo de medida cautelar. Ação regressiva – É fundada no direito de uma pessoa (direito de regresso) de haver de outrem importância por si despendida ou paga no cumprimento de obrigação. Acautelar – Ato de defender-se ou prevenir-se. Ação – Direito que tem qualquer cidadão para buscar uma decisão judicial. A competência para processar e julgar a ação cível originária tem natureza funcional e funda-se na qualidade da parte ou na matéria de litígio. pede-se que os réus sejam condenados à obrigação de fazer ou deixar de fazer determinado ato. Distrito Federal e Territórios. que é espécie de crime contra a honra). É proposta perante o Supremo Tribunal Federal quando se tratar de inconstitucionalidade de norma ou ato normativo federal ou estadual perante a Constituição Federal. com a imposição de multa em caso de descumprimento da decisão judicial. públicas ou privadas. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. Ação rescisória – Pede a anulação de uma sentença ou acórdão de que não cabe mais recurso. Ação popular – É o direito que assiste a cada cidadão de pleitear perante a Justiça a anulação ou declaração de nulidade de atos lesivos ao patrimônio da União. Somente podem propor ADC o presidente da República. Ação de execução – Ação para obrigar cumprimento de um direito já reconhecido. Exorbitância dos poderes conferidos. Acórdão – Decisão judicial proferida por um grupo de juízes. ação de pedido de naturalização. coisas e provas) para evitar prejuízo irreparável que a demora no julgamento principal possa acarretar. por exemplo). Por exemplo. Estados.898/65 regula o direito de representação e o processo de responsabilidade administrativa civil e penal nos casos de abuso de poder. inelegibilidade).TJ MG Abuso de poder – 1. Tem a finalidade de. Ela é privada quando é o próprio ofendido que pede a punição do ofensor.

ADCT – Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Ajuizar – Propor uma ação. equivale a acórdão. imediatamente. Anistia – É o termo que se usa na linguagem jurídica para significar o perdão concedido aos culpados por delitos coletivos. mesmo a parte tendo advogado. Poderão. Administração Pública – É o conjunto de órgãos e serviços do Estado. Acréscimo de informação. representa a União. Apelação – É um dos recursos de que se pode utilizar a pessoa prejudicada pela sentença a fim de que. que a ela se integram. 107. como portaria. e. Agravo – Recurso contra decisão interlocutória ou contra despacho de juiz ou membro de tribunal agindo singularmente. pronuncie uma nova sentença. Pode acontecer também de. este não comparecer a um ato judicial. de caráter judicial ou administrativo.187/2005). Ver artigos 522 a 529 do Código de Processo Civil com redação dada pela Nova Lei de Agravo (Lei nº 11. valendo-se da qualidade de funcionário público (artigo 321 do Código Penal). Será interposto quando existir risco de a decisão causar lesão grave e de difícil reparação à parte. Ad cautelam – Por cautela. que interessam à causa. Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) – Proposta perante o Supremo Tribunal Federal. a declaração da inexistência do ato ou do negócio. ou em relação a terceiros. de um a três meses. tribuna ad hoc. o ato atingido por esta decisão. Adição da denúncia – É o ato pelo qual o promotor público. Amicus curiae – Amigo do tribunal. Tem por chefe o advogado-geral da União. ou seja. quando cumprida ou extinta a pena. Código Penal). estatuto ou regulamento) também tem a consequência de tornar cassado. para que cessem as sanções penais contra eles e se ponha em perpétuo silêncio o acontecimento apontado como criminoso (art. de bem-estar individual dos cidadãos e progresso social. Advogado dativo ou assistente judiciário – É o advogado nomeado por um juiz. direta ou indiretamente. aí. diante da solicitação de quem tenha interesse na sua ineficácia jurídica. reconhecendo a existência de vício ou defeito em ato ou negócio jurídico.307/96. É. pois. Aditamento – Adição. Pena: detenção. significando o terceiro no processo que é convocado pelo juiz para prestar informações ou esclarecer questões técnicas. Ad nutum – Condição unilateral de revogação ou anulação de ato. vem aditá-la para incluir novos nomes ou novos fatos. sem vigência. e. Atos de Ofício Aresto – Decisão de um tribunal. conhecendo o mérito da apelação. especialmente de caráter político. as regras de direito que serão aplicadas na arbitragem.TJ MG Agravo retido – Recurso admitido contra decisões interlocutórias em que o agravo permanecerá retido nos autos a pedido do agravante e que deverá ser interposto nas decisões proferidas na audiência de instrução e julgamento e das posteriores à sentença tendo seu exame apenas depois do julgamento do processo se houver sido interposto recurso de apelação pelo vencido. formando razões e contra-razões dos litigantes para o respectivo julgamento. II. subindo a ação à superior instância. A anulação do ato jurídico (decorre de sentença) torna inefetiva e inexistente toda sua eficácia jurídica. ou multa. nº 9. Anulação – É o ato ou a decisão. Advocacia-Geral da União – Instituição que. Se o interesse é ilegítimo: detenção. livremente. tem por objetivo evitar ou reparar lesão a 50 . Ad hoc – Para isso. que. relativos a direitos patrimoniais disponíveis. inclusive jurídicas. judicial e extrajudicialmente. A arbitragem poderá ser de direito ou de equidade. na oitiva das testemunhas. que o compuseram. nos casos em que ocorrer inadmissão da apelação e nos casos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida. que se indica anulável ou que se apresenta inválido. que possa ter interesse nele. Antecipação de tutela – ver Tutela Antecipada. A anulação do ato administrativo ou de autoridade (decorre de ato administrativo. Advocacia administrativa – É patrocinar. entre pessoas capazes de contratar. Poderão as partes escolher. diretamente ou através de órgão vinculado. Alvará de soltura – Ordem judicial que determina a liberdade de uma pessoa que se encontra presa. Ad referendum – Para aprovação. Arbitragem – É uma forma para solucionar litígios. após ter oferecido a denúncia. seja perante os próprios agentes. também. confirmando ou modificando a primeira decisão judicial. as partes convencionar que a arbitragem se realize com base nos princípios gerais de direito. será posta. como por exemplo. de três meses a um ano. nos usos e costumes e nas regras internacionais de comércio. quando possível. Diz-se de pessoa ou coisa preparada para determinada missão ou circunstância: secretário ad hoc. ingressar em juízo. desde que não haja violação aos bons costumes e à ordem pública. mais multa. bem como a atividade administrativa em si mesma. no curso de uma ação. decreto. Cabe-lhe ainda as atividades de consulta e assessoramento jurídico do Poder Executivo. Agravo de instrumento – Recurso admitido contra decisões interlocutórias em que o agravo será processado fora dos autos da causa onde se deu a decisão impugnada. para prestar assistência a uma pessoa que não possui condições de pagar as custas do processo ou os honorários do advogado. Lei da Arbitragem. a um documento com a finalidade de complementá-lo ou esclarecê-lo. interesse privado perante a administração pública. a ação do Estado para satisfação de seus fins de conservação. em liberdade (artigo 685 do Código de Processo Penal). vem declará-lo inválido ou desfeito. a critério das partes. rescindido. é necessário um defensor dativo.

após julgamento do último recurso cabível e interposto. na qual constam indicações como nomes do autor e réu. Artigo 5º do Decreto-Lei nº 200/67. Chamado também de embargo. patrimônio e receita próprios. Mas. pelo desvio desses bens. seja natural ou artificial. Bem público – Tanto pode ser tomado no sentido de coisa integrada ao domínio público. que não estiverem em condições de pagar as despesas ou custas judiciais. 102. ou do representante e representado. não pode ser objeto de alienação. também chamada de autotutela. sem prejuízo do sustento próprio e de sua família. por exemplo. que proclama que somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros do Tribunal ou do respectivo órgão especial poderá ser reconhecida a inconstitucionalidade de ato normativo do Poder Público. Lei nº 9. Desse modo. para seu sossego. A assistência judiciária compreende também a isenção de taxas judiciárias. que são atribuídos a sua competência. Autuação – É o ato que consiste em dar existência material a um processo ou procedimento: junta-se a inicial. comprovadamente pobres. tal como ocorre nos imóveis. É o procedimento decorrente do princípio da reserva de plenário. perante a autoridade. de crime inexistente ou praticado por outrem. que pode ser. de utilizar a atividade jurisdicional do estado. Assistência judiciária – Direito previsto na Constituição para as pessoas.020/95. seja promovendo todas as medidas e diligências indispensáveis a sua realização. como. A auto-executoriedade administrativa. Auto-acusação falsa – É um dos crimes praticados contra a administração da justiça. Lei Complementar nº 98/99 e Lei Complementar nº 80/94. ou multa (artigo 341 do Código Penal). põe-se uma capa. Atos de Ofício Bens imóveis – Os que. por extensão. art. significando res nullius. para seu melhor funcionamento. resultante de ato do Poder Público. exponham suas posições sobre assunto investigado. incluindo todos os anexos e volumes. como tudo que a ele se fixou em caráter permanente. para executar atividades típicas da Administração Pública. inciso LXXIV. Consiste em acusarse. criado por lei. despesas de editais. por força de lei ou cláusula contratual. evitando que seja injustamente prejudicado. membro do Ministério Público ou servidor da Justiça sobre o qual haja uma desconfiança de parcialidade ou envolvimento com a causa. para sua tranquilidade e para a sua segurança. A pena prevista é de detenção. indenizações etc. modificar ou extinguir direitos.212/01. os bens imóveis. transferir. por sua natureza de imobilidade ou fixação ao solo. a Administração Pública por si só cumpre as suas funções com os seus próprios meios. também se designam pela mesma expressão os bens móveis. Artigo 653 do Código de Processo Civil. Bem inalienável – É aquele que.TJ MG Autarquia – É o serviço autônomo. com todos os documentos relativos ao caso. preceito fundamental. ordenada pela justiça. sem se desafazerem ou se destruírem. como pode significar todo benefício ou utilidade que se promove para o bem-estar da coletividade. na desapropriação ou na cobrança da dívida ativa. isto é. emolumentos. Bens propriamente imobiliários. em todos os graus. como meio acautelador de segurança ou para garantir o credor quanto à cobrança de seu crédito. as pessoas ou entidades descritas no art. por imóveis se entende o solo. Pode haver ocasiões em que na audiência pública chegue-se a uma solução intermediada pelo Ministério Público. § 1º. É promovida através da Defensoria Pública – incumbida da orientação jurídica e a defesa. mas de modo permanente. resguardar. seja dirigindo os negócios públicos. sobre os quais incidem duas espécies de domínio: o direto (de senhor) e o útil (de possuidor). B Baixa dos autos – Expressão que significa a volta dos autos do grau superior para o juízo originário. Ver: artigos 5º. Ato administrativo – Designa todo o ato praticado por delegado dos poderes públicos no exercício de suas funções administrativas. direitos que são diretos e direitos que são úteis. gestão administrativa e financeira descentralizada. A validade do ato jurídico requer agente capaz. objeto lícito e forma prescrita ou não proibida em lei.882/99 e Constituição Federal. Ato jurídico – Denominação que se dá a todo ato lícito. Lei nº 10. sobre os quais também incidem os direitos de seu proprietário. que requeiram. em seu todo. subsiste na regra geral. mais a data. isto é. ainda quando tal execução interfira na esfera privada do administrado. 51 . breve descrição do assunto e o número que aquele processo/procedimento recebeu. previsto no art. uma denúncia ou uma representação. 97 da Constituição Federal. Por meio da arguição de inconstitucionalidade. com personalidade jurídica. Autos – É o nome que se dá ao conjunto das peças que compõem um processo. dele não se possam mover. Bens dominiais – Ou bens dominicais. Ver a Lei nº 9. salvo quando a lei expressamente exclui tal poder. daqueles necessitados que comprovarem insuficiência de recursos. Artigos 81 a 85 do Código Civil. por exemplo. que tenha por fim imediato adquirir. O procurador convoca uma audiência pública para que todas as partes interessadas. Audiência pública – Instrumento de atuação extrajudicial do Ministério Público com o objetivo de colher subsídios para a instrução de procedimento ou inquérito civil público. em sentido próprio. Arresto – Apreensão judicial de bens do devedor. Arguição de Inconstitucionalidade – Também chamada de incidente de inconstitucionalidade. Arguição de suspeição – Processo utilizado para afastar de causa um juiz. Assim. bem como representantes da sociedade civil. e 134 da Constituição Federal. 103 da Constituição impugnam atos ou legislação de natureza normativa que contrariem os preceitos da Carta Magna. de três meses a dois anos. Auto-executoriedade administrativa – É poder da Administração Pública de executar as suas próprias decisões sem haver necessidade da tutela judicial.

o inteiro teor da petição. seja concedendolhes lucros desproporcionais em relação a sua contribui- Atos de Ofício 52 . Calúnia – Crime contra a honra. Citação – Citação é o ato pelo qual se chama a juízo o réu ou o interessado a fim de se defender. para recolocá-lo sob o poder destes. Há seis Câmaras. para solicitar-lhe que seja feita determinada diligência que só pode ter lugar no território cuja jurisdição lhe está afeta. a menção do ato processual. Os bens públicos são inalienáveis. O bis in idem. o vínculo de cidadania estabelece direitos e obrigações da pessoa com o Estado. A busca e apreensão se faz para procurar e trazer a coisa litigiosa. A capacidade divide-se em dois tipos: a) capacidade de direito: em que a pessoa adquire direitos. A bitributação é vedada pela Constituição Federal. ou em mão do procurador. domesticados ou domésticos. para procurar e apreender a coisa roubada ou sonegada. e outra arbitrária. Artigos 201 e seguintes do Código de Processo Civil. dos Estados federados e dos Municípios. Ver Lei 4. seja porque se deixou de cumprir ato subsequente. Em regra. mas nem todas possuem a capacidade de exercício do direito. onde se discute quanto ao direito sobre elas. A 1ª CCR Cláusula leonina – Que tenha o objetivo de atribuir a uma ou a alguma das partes contratantes vantagens desmesuradas em relação às outras. Caducar – Ficar sem efeito ou sem valor. é expedida por carta. deprecado. Bens públicos – Os bens de uso comum e os pertencentes ao domínio particular da União. Na bitributação há uma competência privativa. quando a parte o preferir. Com isso. a 5ª CCR. estar em pleno gozo do exercício de seus próprios direitos na relação jurídica processual. Bitributação – Diz-se quando duas autoridades diferentes. para trazer as coisas à custódia do juízo. o encerramento com a assinatura do juiz. mas. possui na relação processual a capacidade de direito (adquire direitos) e a capacidade de exercício (gere seus próprios direitos). a mando dos chefes ou líderes partidários. ordinariamente. patrimônio público e social. decretam impostos que incidem. e b) capacidade de exercício ou de fato: em que a pessoa exerce seu próprio direito. Bens semoventes – São os bens constituídos por animais selvagens. que saiu do poder de seus pais ou tutores. C Cabo eleitoral – São pessoas que. Não se confunde com o bis in idem. geralmente na época de campanha. de índios e minorias. O juiz que expede a precatória é chamado de deprecante e o que recebe. Artigo 7º do Código de Processo Civil e artigos 1º a 5º do Código Civil (sobre capacidade e incapacidade). Busca e apreensão – É a diligência policial ou judicial que tem por fim procurar coisa ou pessoa que se deseja encontrar. e a 6ª CCR. seja sob o mesmo título ou sob nome diferente. Tem como requisitos essenciais: a indicação dos juízes de origem e de cumprimento do ato. de matéria criminal e controle externo da atividade policial.737/65 (Código Eleitoral) e Lei 9. ou matéria já tributada. conclui-se que todas as pessoas têm capacidade de direito.TJ MG sem a intervenção do homem (naturalmente) ou por sua vontade (artificialmente). trata de questões relativas à matéria constitucional e infraconstitucional. Em sentido lato. Pelo Código Civil toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. devem conseguir mais integrantes para se filiarem ao partido político ou conseguir mais eleitores para votarem nos candidatos da legenda. A precatória. não se diz proibido por lei. Câmaras de Coordenação e Revisão – Órgãos colegiados do Ministério Público Federal que tem as atribuições de coordenar. a pedido de uma das partes. telefone e fax. Capacidade civil – Capacidade significa a aptidão que a pessoa tem de adquirir e exercer direitos. a 2ª CCR. a busca e apreensão é de natureza criminal. ou seja. de consumidor e ordem econômica. o menor. Bis in idem – Significa imposto repetido sobre a mesma coisa. Mas admite-se em juízo civil e comercial. Também se procede a diligência para procurar e trazer à presença da autoridade. a 3ª CCR. artigo 138).504/97 (estabelece normas para as eleições). que era da regra. embora imposto injusto e antieconômico. integrar e revisar o exercício funcional dos membros do MPF. podendo ou não exercê-los. jurídica ou natural. a incapacidade é a exceção. dizem-se públicos os bens destinados ao uso e gozo do povo. facultando aos cidadãos prerrogativas para o desempenho de atividades políticas (artigos 12 e 14 da Constituição Federal). isto é. a 4ª CCR trata de questões referentes ao meio ambiente e patrimônio cultural. sobre a mesma matéria tributável. Capacidade processual – É a capacidade de a pessoa ser parte (autor ou réu) e estar em juízo. que se faz excedente e contrariamente. mas exorbitando uma delas das atribuições que lhes são conferidas. para trazê-la à presença da autoridade que a determinou. deficientes mentais etc). seja porque se renunciou a ele. Artigo 1º e seguintes do Código Civil. não surtir mais efeito. Cidadania – Qualidade das pessoas que possuem direitos civis e políticos resguardados pelo Estado. igualmente competentes. como aqueles que o Estado reserva para uso próprio ou de suas instituições e serviços públicos. que consiste em imputar falsamente a alguém fato definido como crime (Código Penal. de categoria igual ou superior a de que se reveste. que a ordenou. ao que se institui na Constituição. Assim. conferida ao poder que está autorizado a cobrar determinado imposto. decorrente da tributação. radiograma. ou seja. ato ou objeto. Carta precatória – É o expediente pelo qual o juiz se dirige ao titular de outra jurisdição que não a sua. são incapazes aqueles discriminados pela legislação (menores de 16 anos. por telegrama. impenhoráveis e imprescritíveis. do despacho judicial e do instrumento do mandato conferido ao advogado. Carta rogatória – É o expediente pelo qual o juiz pede à Justiça de outro país a realização de atos jurisdicionais que necessitam ser praticados em território estrangeiro. A pessoa. seja porque não se usou o direito que se tinha. que lhe constitui o objeto.

porque desigualariam as partes na execução do contrato. Ver artigo 58 da Lei nº 8. o perfeito atendimento do interesse público. no sentido de fazer diminuir a sua vontade ou de obstar a que se manifeste livremente. dois advogados indicados pela OAB e dois cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada. § 4º. Saiba mais no endereço www. devem ser julgadas por determinado juiz. concorrência pública está limitada a regras formuladas nas leis e regulamentos. Por exemplo. Pena: detenção. dois juízes indicados pelo STF e pelo STJ. para realização de um negócio ou execução de uma obra. A coisa julgada torna imutável e indiscutível o que o juiz ou tribunal decidiu. mesmo que coerção. verificada pela execução da medida. de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou. somente lhes outorgando direitos.TJ MG ção contratual. Já as ações judiciais contra a atuação dos conselheiros serão julgadas pelo STF. Coação – 1. numa ação penal contra um morador da capital paulista. três do MP dos estados. seja porque as isenta de quaisquer ônus ou responsabilidades. Não seriam elas lícitas em um contrato de direito privado. Consiste em exigir. Cláusulas exorbitantes – São as que excedem do direito comum (privado) para consignar uma vantagem ou uma restrição à administração ou ao contrato. Equipara-se a consumidor a coletividade de pesso- Concorrência pública – Concorrência no sentido de competência de preço ou procura. Quem vai decidir esse conflito é o Tribunal Regional Federal da 3ª Região. O MPF de São Paulo oferece a denúncia. Competência – É a medida ou extensão do poder de jurisdição de um juiz. e multa (artigo 316 do Código Penal). Tem a finalidade de garantir o melhor serviço e o melhor preço. Consiste em deixar o funcionário. Compõe-se de 15 membros e possui como órgãos o Plenário. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. compreendida pelos limites em que se encerra a jurisdição de um juiz de Direito.cnj. alegando que a competência seria do juízo federal de Guarulhos. é responsável pelo controle da atuação administrativa e financeira do MP. de dois a oito anos. a Presidência. que não pode ser alterado nem mesmo pela via de Emenda à Constituição. quase sempre em favor da administração. o direito de raízes romântico-germânicas caracterizado pela predominância do direito positivo. Originariamente. obrigando todos que tentem molestar seus direitos a respeitá-los. que pessoas. pelo processo de colonização. Consumidor – É toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente. mostrando-se o apoio ou a proteção legal. a fim de que o agente de coação logre realizar o ato jurídico. Condescendência criminosa – É um dos crimes praticados por funcionários públicos contra a administração. 2. Também chamada de cláusula exorbitante. as Comissões e a SecretariaGeral.gov.gov. mas em razão dela. A relação das cláusulas pétreas encontra-se no art. 60. consentindo esta com constrangimento ou pela violência. mas o juiz se dá por incompetente para julgar a causa. espalhou-se pelos países de língua inglesa. uma vez que decorrem da lei ou dos princípios que regem a atividade administrativa. O CNMP pode receber denúncias contra membros ou órgãos do Ministério Público e determinar punições aos promotores e procuradores. Conselho Nacional de Justiça – Órgão de controle externo do Poder Judiciário. de 15 dias a um mês. ou multa (artigo 320 do Código Penal). para si ou para outrem. Porém.br. o direito costumeiro reconhecido pelos juízes. de que lugar. de que participa a outra pessoa. Comarca – A circunscrição territorial. significa ―Direito Comum‖. são absolutamente válidas em um contrato administrativo. que tentou embarcar para o exterior com passaporte falso. da Constituição Federal de 1988. foi instituído pela Emenda Constitucional nº 45 (Reforma do Judiciário). Contrapõe-se ao Civil Law. Ato de constranger alguém. Coisa julgada – A expressão é usada para designar o momento em que a decisão judicial se torna definitiva. indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado. vantagem indevida. por indulgência. O objetivo é impedir inovações em assuntos cruciais para a cidadania ou o próprio Estado. como os Estados Unidos. a competência diz que causas.cnmp. tendo sido preso no aeroporto de Guarulhos. a Corregedoria. Ou seja. Saiba mais no endereço www. Conflito de competência – É o pedido para que uma autoridade imediatamente superior àquela onde ele é suscitado decida quem terá poder para agir em determinada situação. Presidido pelo procurador-geral da República. de melhor oferta. o Conselho é composto por mais 13 integrantes: quatro do MPU. Os conselheiros permanecem no cargo por dois anos e podem ser reconduzidos uma única vez. não sendo mais possível entrar com qualquer recurso contra ela. o qual se sobrepõe sempre sobre o particular. sempre. É a ação conduzida por uma pessoa contra outra. Cláusula pétrea – Dispositivo constitucional imutável.br Common law – Expressão que se refere à família jurídica originada na Inglaterra e que. Um dos elementos fundamentais do direito. Conselho Nacional do Ministério Público – Criado pela Emenda Constitucional nº 45 (Reforma do Judiciário).666/93. direta ou indiretamente. Cabe ao Senado Federal julgar os membros do Conselho nos crimes de responsabilidade. Existem conflitos negativos de competência (quando ambas os juízes dizem que não são competentes para julgar a causa) e conflitos positivos (quando dois juízes se dizem competentes para a mesma causa). dentre eles a supremacia do interesse público sobre o privado. Concessa venia – Com a devida permissão. Concussão – É um dos crimes praticados por funcionário público contra a administração. quando lhe falte competência. A Atos de Ofício 53 . que é avocada pelo sujeito do direito. em face da contribuição também prestada pelas demais partes. Visam estabelecer prerrogativas em favor de uma das partes. A pena prevista é de reclusão. isto é. objetivando.

mas conduta ou comportamento de inteiro conteúdo político. O crime hediondo é inafiançável e insuscetível de graça. a segurança interna do país. quer isoladamente. latrocínio. que se deseja inculcar como legítima. Contenda – Litígio. apenas tipificado e nomeado como crime. com infração de dever funcional. Caracteriza-se pela oferta ou promessa indevida a funcionário público. contrabando significa importar ou exportar mercadoria proibida ou iludir.079/50 regula o crime de responsabilidade cometido por presidente da República. falsificação. Definido legalmente como a infração penal a que a lei comina pena de reclusão ou de detenção. Artigo 334. inciso I. lesar ou expor a perigo um bem juridicamente protegido pela lei penal. em geral restritivas da liberdade (reclusão ou detenção). que haja intervindo nas relações de consumo. Contencioso – Todo ato que possa ser objeto de contestação ou de disputa. Corrupção passiva – Quando é o próprio funcionário quem solicita ou recebe. a probidade na administração. de três meses a um ano. quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio. Contribuição que o Estado exige. Pena: de um a quatro anos de reclusão. efeitos não-penais. A doutrina define crime como o "fato proibido por lei sob ameaça de uma pena" (Bento de Faria). Segundo a Constituição Federal de 1988. Crime – 1.848/40). ainda que cometido por um só agente. é um adjetivo que qualifica o crime que. é punido com pena de prisão simples e/ou de multa. A Lei nº 1. sem que tenha essa natureza. II. toda matéria obscura ou controversa ou todos os litígios havidos com o poder administrativo. Correição parcial – Providência administrativojudiciária utilizada contra despachos que importarem em inversão tumultuária do processo. ao sentido de voluntário (em que não há contestação nem disputa) ou ao gracioso (em que não se admite contenda). mi-la. tráfico de drogas. indulto ou anistia. dessas infrações). alteração. do Código Penal . Contrafração – Falsificação de qualquer coisa ou ato. Contravenção – É uma infração penal classificada como um ―crime menor‖. Nem lhe corresponde. atentado violento ao pudor. Contrabando – Também chamado de descaminho. extorsão mediante sequestro e na forma qualificada.TJ MG as. Crime culposo – É o crime que teve como causa a imprudência. o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. o cumprimento da lei e das decisões judiciais. omitir ou retardar ato de ofício. Contribuição social – É um tipo de tributo que a União pode criar para custear os serviços de assistência e previdência social. sob o ponto de vista de ordem pública e tendo em face a utilidade comum. Um exemplo é a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Ação ou omissão que venha a causar dano. a inabilitação para exercício de cargo público. quer alternativa ou cumulativamente com a pena de multa. se. aquele em que o agente teve a intenção maldosa de produzir o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo (artigo 18. Ex. governadores e secretários de Estado. Contribuição de melhoria – É um tipo de tributo. são crimes de responsabilidade os atos do presidente da República que atentam contra a Constituição e especialmente contra: a existência da União. o pagamento de direito ou imposto devido pela entrada. artigo 5º. desde que tais fatos ocorrem em razão da função. homicídio qualificado. dos proprietários de imóveis que foram beneficiados por ela. não é crime. o direito de ampla defesa da acusação ou para proteção do seu direito (Constituição Federal. ou sanções. terrorismo. extorsão qualificada pela morte. genocídio. Se o funcionário pratica. ou multa (artigo 317 do Código Penal). do Código Penal). em consequência da vantagem ou promessa. cedendo a pedido ou influência de outrem. exatamente. estupro. no todo ou em parte. deixa de praticar ou retarda ato de ofício. Estão legitimados para propor correição parcial o réu. A pena é aumentada em um terço. corrupção ou alteração de produto destinado a fins tera- Corrupção ativa – Crime praticado por particular contra a Administração em geral. desde que não haja recurso específico ao caso. negligência ou imperícia do agente. Segundo o Código Penal. se prevista e punida pela lei penal (artigo 18. o querelante. o livre exercício dos Poderes Legislativo e Judiciário. o exercício dos direitos políticos. a inegibilidade para cargo político. Corpus juris civilis – Ordenamento do Direito Civil. individuais e sociais. São considerados hediondos: tortura. a lei orçamentária. Crime de responsabilidade – A rigor. isto é. artigo 85. ministros de Estado e do STF. por isso. uma vez demandada em juízo. Crime doloso – É o crime voluntário. imitação fraudulenta. Contencioso administrativo – Assim se designa o órgão da Administração Pública a que se atribui o encargo de decidir. inciso LV). Contraditório – Princípio constitucional que assegura a toda pessoa.: os jogos de azar são contravenções penais. disputa. penas (de natureza criminal). fiança e liberdade provisória. homicídio. de um a oito anos. direta ou indiretamente. por sua natureza. diretamente em função de uma obra pública. vantagem indevida. para si ou para outrem. ainda que fora dela ou antes de assu- Atos de Ofício 54 . igualmente.Decreto-Lei 2. e multa. O crime de responsabilidade dos prefeitos e vereadores tem sua base legal no Decreto-Lei nº 201/67. a pena é de detenção. o Ministério Público. A sanção aqui é substancialmente política: a perda do cargo pelo infringente (eventualmente. 2. pela saída ou pelo consumo de mercadoria. A pena prevista para este crime é de reclusão. do tipo das que caracterizam as infrações criminais propriamente ditas. Por isso. causa repulsa. ainda que indetermináveis. epidemia com resultado morte. do Ministério Público e dos poderes constitucionais das unidades da federação. para determiná-lo a praticar. Crime hediondo – Em Direito Penal. opondo-se. ou aceita promessa de tal vantagem. Sinônimo de controvérsia.

a fim de defendê-lo contra a agressão ou a ofensa que se ousa atirar sobre eles. para onde se enviou carta precatória a fim de aí ser cumprida. Desaforamento – É o deslocamento de um processo. Deprecada – Denominação que se dá à carta precatória. e multa. que não põe fim ao processo). ao mesmo tempo. provocada por petições das partes ou do julgamento do pedido. Descaminho – Desvio de mercadoria para não serem tributadas. Se a imputação é de prática de contravenção.TJ MG pêuticos ou medicinais. de 2 a 8 anos. ou mesmo a anulando. Decisão interlocutória – É o ato pelo qual o juiz. que se mostra necessária ao andamento do processo. a sua honra. De facto – De fato. Atos de Ofício 55 . Deprecar – Requisitar de juiz de jurisdição estranha à sua a prática de ato ou diligência. Considera-se também hediondo o crime de genocídio previsto nos artigos 1°. LXXIV. mas os seus bens de ordem moral. ou multa. Artigo 339 do Código Penal. Opõese a de jure. Código Penal: art. negar uma pretensão formulada em juízo. integral e gratuita. 24. A pena prevista é de detenção. um pedido. dirigido contra a segurança do Estado. no curso do processo. instauração de investigação administrativa. Denegar – Indeferir.848/40). Demanda – É todo pedido feito em juízo. Consiste em desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela. ADCT. de processo judicial. desde que ambos resultem de uma infração ou transgressão à lei. se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto. Denunciação da lide – Designação que se dá ao ato pelo qual o autor de uma demanda tenta trazer a juízo a pessoa de quem houve a coisa ou o direito.889/56. Dano moral – Assim se diz da ofensa ou violação que não vem ferir os bens patrimoniais. para garantir o direito à evicção (perda). Decisão judicial – Todo e qualquer despacho proferido por um juiz ou tribunal. de um foro para outro. Decadência – Perda de um direito pelo decurso do prazo prefixado por lei ao seu exercício. de uma pessoa. no território sob jurisdição do juiz para quem se depreca. ou juízo. artigo 22. a sua pessoa ou a sua família Data venia – Com devido consentimento. Custos legis – Fiscal da lei. seja praticado individualmente ou por grupo de pessoas. A pena prevista é de reclusão. D Dano material – Assim se diz da perda ou prejuízo que fere diretamente um bem patrimonial. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. em qualquer processo ou ato submetido a sua apreciação e veredito.Decreto-Lei n° 2. Difere do contrabando por omitir mercadoria que poderia entrar no país. Crime político – Todo fato culposo. seja em referência a sua soberania. consistente em abandonar o país e ir residir em outro local que lhe for determinado. tais sejam os que se referem a sua liberdade. revogação. Desacato – É um dos crimes praticados por particular contra a administração em geral. sem o pagamento de imposto devido ou contra- Deferir – Acolher um requerimento. dada a vênia. XIII. Lei nº 1. já iniciado. daqueles necessitados que comprovarem insuficiência de recursos. A denúncia dá início à ação penal pública. de 6 meses a 2 anos. Derrogação – É a ab-rogação. 134. Deportação – Pena que se impõe a uma pessoa. para que sejam processadas penalmente. Diz-se das circunstâncias ou provas materiais que têm existência objetiva ou real. restringindo a sua utilidade. Código de Processo Civil: artigos 70 a 76. em todos os graus. 331. anulação parcial de uma lei. decide questão incidente (ou seja. Constituição Federal: artigos 5º. pronunciamento do juiz que resolve questão incidente. uma pretensão. A lei fiscal não considera a distinção: descaminho de mercadorias ou contrabando de mercadorias proibidas equivalem-se. Decisão – Denominação genérica dos atos do juízo. Em sentido estrito. De jure – De direito. o que não ocorre no primeiro caso. imputando-lhe crime de que o sabe inocente. no sentido de introduzir clandestinamente mercadoria permitida ou proibida. propriamente ditos.060/50. Expressão respeitosa com que se pede ao interlocutor permissão para discordar de seu ponto de vista. a pena é diminuída de metade. incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa. transferindo-se para este a competência para dele conhecer e julgá-lo. Denunciação caluniosa – É um dos crimes contra a administração da justiça. Deprecado – Designação dada ao juiz. 2° e 3° da Lei n° 2. em regra por crime político. Deprecante – Juiz que ordenou a expedição da carta precatória na qual se faz requisição da prática de diligência ou ato na jurisdição do juiz deprecado. sob sua direção. diminuindo o valor dele. Decisão monocrática – Decisão proferida por um único juiz. Denúncia – Peça de acusação formulada pelo Ministério Público contra pessoas que praticaram determinado crime. Defensoria Pública – É instituição essencial à função jurisdicional do Estado. tentado ou consumado (Veja Código Penal . A pena é aumentada de sexta parte. Consiste em dar causa à instauração de investigação policial. Também chamado dano patrimonial. a sua independência ou à forma de seu governo.

o de prisão administrativa e o de internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou outro estabelecimento adequado. Estados e Municípios. defe- 56 . Por exemplo. ou nos lugares públicos. no Brasil ou no estrangeiro. do acervo de bens particularmente indispensáveis à utilidade e necessidade pública. Recurso impetrado ao próprio juiz ou tribunal prolator da sentença ou do acórdão. bem como às demais interessadas no assunto. mas da mesma forma é uma ofensa à dignidade. Economicidade – É a relação entre custo e benefício a ser observada na atividade pública. Por exemplo. reputados de utilidade coletiva. Divisas – qualquer valor comercial que permita a efetuação de pagamentos no exterior sob a forma de compensação. determinando que seja enviado ofício a determinado órgão requerendo informações a respeito do assunto que ele investiga. num procedimento administrativo. que se constitui em crime ou delito. Constitui-se. procedimento ou inquérito policial para esclarecimento de questões relacionadas aos assuntos nele tratados. mas a situação que gera a ilegalidade – cobrança da assinatura mensal – é a mesma para todos que utilizam aquele serviço. para conhecimento das próprias pessoas nele mencionadas. certa notícia. em que firmam teorias ou se fazem interpretações sobre a ciência jurídica. não. é a intenção de praticar ato criminoso. Edital – Ato pelo qual se faz publicar pela imprensa. A primeira instância se constitui no juízo onde se inicia a ação principal. posta como princípio para o controle da Administração Pública (artigo 70. o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito tipicamente difuso. categoria ou classe de pessoas. assim. Ver artigo 139 do Código Penal. que deva ser divulgada ou difundida. Efeito suspensivo – Suspensão dos efeitos da decisão de um juiz ou tribunal. Direitos difusos – São aqueles que possuem natureza indivisível e dizem respeito a uma massa indeterminada de pessoas. Código Penal: artigos 318 e 334. reforme ou revogue. com consciência e vontade. na difamação. como União. Fulano é corrupto). para dar seguimento ao feito. São inalienáveis e imprescritíveis. Diferença entre difamação e calúnia: na calúnia. Diligência – Providências a serem executadas no curso de um processo. Dolo – No sentido penal. porque afeta um número incalculável de pessoas. Doutrina – Conjunto de princípios expostos nos livros de Direito. Domínio público – Soma de bens pertencentes às entidades jurídicas de Direito Público. Por exemplo. pelo que se consideram subordinados a um regime jurídico excepcional. Os despachos apenas ordenam a realização de determinadas providências. Por exemplo. Detração – É o ato de abater no período da pena privativa de liberdade e na medida de segurança o tempo de prisão provisória. seja por ação ou omissão. decorrente do uso a que se destinam. ação civil pública que pede a inexigibilidade de fiador para estudantes inscritos no FIES. Por exemplo: as ações que pedem a ilegalidade da cobrança mensal de assinatura de telefone. E Direito de petição – A garantia constitucional dada a qualquer pessoa de apresentar requerimento ou representar aos Poderes Públicos em defesa de direitos e contra abusos de autoridade. Difamação – É um dos crimes contra a honra tipificados no ordenamento jurídico brasileiro. Existe entre eles uma relação jurídica préestabelecida.TJ MG Direitos individuais homogêneos – São os que decorrem de um único fato gerador. Ver artigo 42 do Código Penal. a Polícia Federal realiza diligências para descobrir como os documentos daquelas pessoas foram parar nas mãos dos criminosos. Dilação – Expressão usada para requerer a prorrogação de prazos processuais. para que os declare. atingindo as pessoas individualmente ao mesmo tempo e da mesma forma. que se destinam ao uso comum do povo ou os de uso especial. que vai da citação inicial válida até a sentença. o procurador da República profere despacho. oposta aos efeitos da sentença e destinada a impedir ou desfazer a execução requerida pelo exequente. riamente ao que impõe a lei. Direitos coletivos – São os que pertencem a determinado grupo. É um direito que diz respeito ao titular de cada conta. Os direitos dos consumidores são típicos direitos individuais homogêneos. e provocar contra ele desprezo ou menosprezo público. anterior a qualquer fato ou ato jurídico. o fato imputado é considerado crime pelo nosso ordenamento jurídico (por exemplo. fato ou ordem. de início indeterminadas. que não podem ser individualizadas. Constituição Federal). Despacho – São todos os atos praticados no curso de um processo ou de um procedimento que não possuem conteúdo decisório. Os mais comuns são os embargos declaratórios. Duplo grau de jurisdição – Princípio da organização do Judiciário que determina a existência de instância inferior e superior. A segunda instância é aquela em que se recebe a causa em grau de recurso que será julgada pelo tribunal. em um inquérito que investiga o crime de evasão de divisas por meio da utilização de ―laranjas‖. Uma diligência pode ser decidida por iniciativa do juiz (de ofício) ou atendendo requerimento do Ministério Público. defesa do executado. mas determináveis em algum momento posterior. mas considerados improdutivos. Atos de Ofício Embargos – São um tipo de recurso ordinário para contestar a decisão definitiva. até que o tribunal tome a decisão final sobre um recurso. É a imputação ofensiva atribuída contra a honorabilidade de alguém com a intenção de desacreditá-lo na sociedade em que vive. mas sem que se possa considerar que eles sejam restritos a um único indivíduo. que não estão ligadas entre si por qualquer relação jurídica préestabelecida.

isto é. tendo como finalidade esclarecer. em locais restritos e determinados. Empresas de economia mista – São as empresas que aliam o poder público com o privado. independentemente do cargo político. equivalente à contestação. a respeito de todos ou em relação a todos. com patrimônio próprio e capital exclusivo da União ou de suas entidades da administração indireta. a partir do presente momento. do Decreto-Lei Nº 200/67. ou seja. Embargos de declaração – Ou embargos declaratórios. visto que os embargos de declaração não visam modificar o conteúdo da decisão. ilícitos. conjuntamente com o particular. exatamente quando se tratar de equívoco material e o ordenamento jurídico não contemplar outro recurso para a correção de flagrante equívoco. como. posição social ou prestígio. Ver artigo 5º. contrato). Erga omnes – Contra todos. relacionado com uma sentença. é a remuneração que os notários e os oficiais registradores recebem pela contraprestação de seus serviços. procura se auto-beneficiar em detrimento de outrem. Se o desacordo for parcial. Ementa – Súmula que contém a conclusão do que diz o enunciado de uma decisão do judiciário ou do texto de uma lei. Embargos infringentes – É o recurso cabível quando não for unânime o julgado proferido em apelação e em ação rescisória. ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional. ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional. é induzir ou manter alguém em erro para se beneficiar. ou qualquer outro meio fraudulento". excepcionalmente. com referência a magistrados e membros do Ministério Público. partilha etc. criada por lei para desempenhar atividades de natureza empresarial que o governo seja levado a exercer. induzindo ou mantendo alguém em erro. tornar clara a decisão. será mantida. Quer dizer que a decisão não tem efeito retroativo. receitas públicas. Empresa pública – É a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado. nos casos de: comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa. para si ou para outrem. vantagem ilícita. Recurso contra decisão que contém obscuridade. Estado de sítio – Instrumento que pode ser utilizado pelo presidente da República. seja ela fundada em título judicial (sentença) ou em título extrajudicial (duplicata. por exemplo. pondo o país ou nação em situação de vigilância ou de defesa contra as ameaças de perturbações ou contra as perturbações ou atentados a sua integridade política ou territorial. tal como o que decorre de uma certidão por esta fornecida. com a finalidade de convertê-lo. Ver artigos 530 a 534 do Código de Processo Civil. Embargos à execução – Meio pelo qual o devedor se opõe à execução. Estado de Direito – É o que assegura que nenhum indivíduo está ―acima da lei‖. ou seja. Ver artigo 136 da Constituição Federal. É instituído através de decreto. cheque. Ver artigos 137 a 139 da Constituição Federal. Enriquecimento ilícito – Ou sem causa. Emolumento – Pela Constituição Federal de 1988. oficialmente. sem ser fundado numa operação jurídica considerada lícita ou uma disposição legal. penhora. Embargos de terceiro – Meio defensivo utilizado por quem intervém na ação de outrem por haver sofrido alteração na sua posse ou direito. Diz-se que um país vive sob Estado de Direito quando sua Constituição e suas leis são rigorosamente observadas por todos. omissão ou contradição. as áreas a serem abrangidas e as respectivas medidas coercitivas. vale do momento em que foi proferida em diante. É o que se promove empobrecendo injustamente outrem. Porém. Estado de defesa – Instrumento que o presidente da República pode utilizar. situação geográfica e fatores socioeconômicos de relevância. em prejuízo alheio. meios de transporte. denomina-se de vitaliciamento. em princípio. mediante artifício. em que se apura se o nomeado tem condições para ser efetivado no cargo. Ex officio – Por obrigação do ofício. arrecadação. ou seja. A decretação do estado de sítio é solicitada pelo presidente da República ao Congresso Nacional. a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza.TJ MG Entrância – Hierarquia das áreas de jurisdição (comarcas) que obedece às regras ditadas pela Lei de Organização Judiciária de cada estado. ardil. Ex nunc – De agora em diante. depósito. após nomeação. Embargos de divergência – Recurso cabível quando ocorre divergência de turmas ou seções dos tribunais. sequestro. O estelionato é uma figura delituosa que através de meios fraudulentos. é ―obter. inciso II. A tal período. os embargos com efeito infringente. a jurisprudência tem admitido. a substância do julgado. Estágio confirmatório ou estágio probatório – É o período de exercício. para modificar a decisão embargada. sem qualquer razão jurídica. venda judicial. densidade demográfica. os embargos serão restritos à matéria objeto da divergência. ou seja. Em qualquer caso. sa do executado por dívida fiscal. Ato que se executa por dever do ofício. em virtude de arresto. Estado de emergência – Declaração emanada do Poder Público. Atos de Ofício 57 . para preservar ou prontamente restabelecer. podendo tal entidade revestir-se de qualquer das formas admitidas em Direito. Estelionato – Segundo o artigo 171 do Código Penal. É uma contribuição paga por toda pessoa que se favoreça de um serviço prestado por uma repartição pública. e declaração de estado de guerra ou resposta à agressão armada estrangeira. são as empresas que o Estado participa (com capital e direito a voto). que deverá indicar a sua duração. por motivos de conveniência ou contingência administrativa. movimento forense.

cautelares ou de antecipação de tutela. a fim de ocultá-la. Diferente da extradição. Excesso de exação – É um dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral. Fumus boni juris – Fumaça do bom direito. emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso. Ver artigo 316. Consiste em inovar artificiosamente. o Legislativo julga o presidente da República e os ministros do Supremo Tribunal Federal nos crimes de responsabilidade.TJ MG Falso testemunho – É a afirmativa consciente de uma pessoa a respeito de fatos inverídicos ou contrários à verdade. contra o escrivão ou serventuário da justiça ou contra o perito nomeado para funcionar na causa. O foro especial é determinado por lei e não se pode ir a ele sem que o caso. procedimento. o estado de lugar. no foro criminal. A função jurisdicional compete ao Poder Judiciário. Flagrante delito – É o exato momento em que o agente está cometendo o crime. quando o criminoso é perseguido após a execução do crime. lhe seja atribuído. Para que constitua delito. sem a presença do juiz. Quer dizer que a decisão tem efeito retroativo. Feito – É o mesmo que processo. Artigo 139. mediante a realização do direito justo e através do processo" (Cintra. prestada perante autoridade judiciária que a convocou para depor. Ex vi legis – Por força da lei. Exceção da verdade – Meio de defesa que se faculta ao acusado por crime de calúnia ou injúria para provar o fato atribuído por ele à pessoa que se julga ofendida e o processou por isso. parágrafo 7º. Foro especial ou privilegiado – É aquele que se atribui competente para certas espécies de questões ou ações. ou. ou. Ex tunc – Desde o início. consistindo na exigência de tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido. Expulsão – Medida administrativa tomada pelo presidente da República para retirar do território nacional um estrangeiro que se mostra prejudicial aos interesses do País. ação etc. Fraude processual – É um dos crimes contra a administração da justiça. quando não há perseguição mas o criminoso é apontado pelo próprio ofendido ou é encontrado em situação que faça presumir sua culpabilidade. por solicitação deste. Grinover e Dinamarco). quando devido. significa o sistema em que os Poderes do Estado mutuamente se controlam. Exceção de suspeição – Assim se diz da alegação de suspeita de parcialidade que possa ser feita contra juiz. Para ocorrer o flagrante é necessária a certeza visual ou evidência do crime. Exceptio veritatis – Exceção da verdade. valendo também para o passado. é necessário que a pessoa altere intencionalmente a verdade. parágrafo único. a expulsão é uma decisão tomada pelo Poder Executivo. Freios e contrapesos – Da expressão checks and balances. Expressão que significa que o alegado direito é plausível. isto é. em virtude da lei. desde então. Função jurisdicional – É uma das funções do Estado. Extemporâneo – Intempestivo. Se a inovação se destina a produzir efeito em processo penal. do Código Penal. ou ainda. quando após sua prática. F G Facultas agendi – Direito de agir. É geralmente usada como requisito ou critério para a concessão de medidas liminares. como. ainda que não iniciado. Ver artigo 347 do Código Penal. Diz-se do julgamento proferido em desacordo com o pedido ou natureza da causa. que a lei não autoriza. A pena prevista é de detenção. Extra petita – Além do pedido. Extrajudicial – Locução empregada para designar atos que se fazem ou se processam fora do juízo. a pedido do país de origem do estrangeiro. O flagrante pode ser impróprio. por exemplo. as penas aplicam-se em dobro. ou presumido. ou em que são processadas e julgadas certas pessoas. O exercício do direito subjetivo. de três meses a dois anos. Excesso de poder – É a expressão usada para indicar todo ato que é praticado por uma pessoa. um indivíduo para ser processado e julgado perante seus tribunais. do Código Penal. Refere-se a efeitos provenientes desde o início da nulidade. A jurisdição como função "expressa o encargo que têm os órgãos estatais de promover a pacificação de conflitos interindividuais. os vestígios encontrados e a presença da pessoa no local do crime dão a certeza deste ser o autor do delito. Extradição – É o ato pelo qual um Estado entrega a outro. e multa. Exação – Arrecadação ou cobrança de valores pertencentes ao fisco. de coisa ou de pessoa. na pendência de processo civil ou administrativo. com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito. fora do tempo oportuno. em virtude de mandato ou função. em razão da matéria ou da pessoa. Somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. promovida por pessoa a quem se atribui o encargo de os receber e guardar. bem como no juízo de admissibilidade da denúncia ou queixa. contra o órgão do Ministério Público. fora dos limites da outorga ou da autoridade que lhe é conferida. Atos de Ofício 58 . quando há perseguição. Ver artigo 301 e seguintes do Código de Processo Penal. o presidente da República tem o poder de veto aos projetos de lei e o Poder Judiciário pode anular os atos dos demais Poderes em casos de inconstitucionalidade ou de ilegalidade. que é julgada pelo Supremo Tribunal Federal.

não sendo obrigado a fazer ou a cumprir certos encargos Atos de Ofício 59 . e regrado de uma geração a outra. normalmente. combater argumentos ou um ato. inciso LXVIII. resultante da aliança promovida. o pai e o filho estão no primeiro grau. Homicídio – Morte de uma pessoa causada por outra. que venha assegurar o exercício de um direito ou a execução de um ato. apresentando as razões. por ambição. a fim de lhe dar firmeza e validade para que tenha força obrigatória. parágrafos 2º (homicídio qualificado) e 3° (homicídio culposo). assim. a superior corresponde aos tribunais. assim. descendo em seguida. Assim. imparcialidade. A tipificação é feita pelo Código Penal. O direito ao habeas corpus é assegurado pela Constituição. que prende ou vincula os parentes entre si. em lesão aos cofres públicos. direta ou indireta. legalidade e lealdade às instituições. Na linha reta. manifestada na deliberação de matar ou na intenção indeterminada de matar. 5º. o grau é determinado. Traduz a ordem de hierarquia judiciária. Habeas corpus – Medida que visa proteger o direito de ir e vir. da natureza dos meios utilizados para executar o homicídio. em vista da intensidade do dolo. adotada para evidência da proximidade ou remoticidade. regulamentado pela Lei nº 9. A qualificação do homicídio. Homicídio doloso – Quando há a vontade homicida do agente. que compõem a primeira instância. apresenta o crime agravado ou de maior gravidade. Imunidade – São regalias e privilégios outorgados a alguém. os irmãos são colaterais em segundo grau. Revela. sendo cada cônjuge ligado aos parentes do outro pelos mesmos graus em que estes se encontrem. Grau de parentesco – É a medida da distância ou o espaço. O avô e o neto têm parentesco de segundo grau. de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrida ou concorra com mais de 50% do patrimônio ou da receita anual. H Improbidade – Qualidade do homem que não procede bem. porque se remontam até o pai e. o habeas corpus é preventivo. Assim. Hipossuficiente – Aquele que tem direito à assistência judiciária. do presidente e do vice-presidente da República cuja pena é a destituição do cargo.: impetrou mandado de segurança. Golpe de Estado – Expressão usada para designar o ato de força posto em prática pelo próprio governo a fim de se sustentar no poder. dos municípios. do Distrito Federal. impetrou habeas corpus. O que entra em demanda sem direito. Homologação – Decisão pela qual o juiz aprova ou confirma uma convenção particular ou ato processual realizado. estadual ou municipal. porque entre eles há apenas uma geração. Ou o atentado ou conspiração levada a efeito para derrubar o poder ou governo instituído. indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União. malícia ou emulação. Ex. inciso LXXII. Quando há apenas ameaça a direito. I Impeachment – Impedimento. aos juízes. Homicídio qualificado – Designação dada à figura delituosa do homicídio já enumerado pela lei penal com os elementos qualificativos. art. embora não tenha tido a intenção criminosa. O habeas data também serve para pedir a retificação ou o acréscimo de dados aos registros (CF. com visível falta de honradez e de retidão de conduta no modo de agir perante a administração pública direta. É concedido sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. que se divide em inferior e superior. Grau de jurisdição – É o mesmo que instância. Improbus litigator – Litigante desonesto. opera-se de igual modo. tendo por base o autor comum.TJ MG Garantia constitucional – É a denominação dada aos múltiplos direitos assegurados ou outorgados aos cidadãos de um país pelo texto constitucional. A inferior corresponde. de forma dolosa ou culposa. O grau de parentesco por afinidade. pela evidência de cada geração. A contagem de grau é feita de dois modos: na linha reta e na linha colateral. que viole os deveres de honestidade. compondo outro em seu lugar. por ilegalidade ou abuso de poder. de território. na ascendência ou descendência. no recebimento de qualquer vantagem econômica. o grau de perversidade do agente ou a visível maldade de sua prática. há que se subir até que se encontre o tronco comum e dele descer até a pessoa cujo parentesco se quer graduar. por não ser honesto. à lei e aos bons costumes. havido entre os parentes. Improbidade administrativa – Ato praticado por agente público. de 12/11/97). Homicídio culposo – Que resulta de ato negligente. contrário às normas da moral. em superfaturamento. do Supremo Tribunal Federal. duas gerações se registram. Habeas data – É uma ação impetrada por alguém que deseja ter acesso a informações relativas a sua pessoa. Entre os atos que configuram a improbidade administrativa estão aqueles que importem em enriquecimento ilícito. Na linha colateral. do modo de ação ou desejo de fugir à punição. dolosa ou culposa. no artigo 121 (homicídio simples). artigo 5º. dos estados. os comandantes das Forças Armadas. para que se isente de certas imposições legais. Impetrar – Requerer ou solicitar a decretação de qualquer medida judicial. ministros de Estado.507. Imprescritível – Qualidade ou indicação de tudo que não é suscetível de prescrição ou que não está sujeito a ela. que estejam em posse de qualquer órgão público federal. Processo políticocriminal para apurar a responsabilidade dos governadores e secretários de Estado. pela prática de qualquer ação ou omissão. dentro de um processo. imprudente ou inábil do agente. Impugnar – Contestar. pelos efeitos legais que produz.

Se vários membros do MPF atuam em um mesmo processo. Apenas haverá pronunciamento do tribunal quanto ao dissídio. inciso LXXI. Atos de Ofício 60 . à soberania e à cidadania. Inquérito – Procedimento para apurar se houve infração penal. haver divergência prévia na interpretação do direito. Entende-se ofensa que venha atingir a pessoa. em julgamento. Incapacidade civil – São as pessoas que não estão aptas ao exercício ou gozo de seus direitos. não puderem exprimir sua vontade. Após a designação. preponderando o entendimento de que estará vinculado à interpretação fixada pela corte. artigo 140. Inaudita altera par – Sem ouvir a outra parte Inamovibilidade – Prerrogativa constitucional assegurada aos magistrados e membros do Ministério Público. fixando a tese jurídica. Ver artigos 3º a 5º do Código Civil. no entanto. ou seja. mesmo por causa transitória. Não fica sujeito a ordens de quem quer que seja. tenham o discernimento reduzido. Essa possibilidade apenas se confirma entre membros de um mesmo ramo. a seus bens ou a sua vida. os que. nem a superiores hierárquicos. Infraconstitucional – Toda regra que não conste do texto constitucional é inferior a ela. Tem cabimento nos julgamentos de recursos. mediante decisão do órgão colegiado competente. cada um pode emitir sua convicção pessoal acerca do caso. Inquérito Civil Público – É o procedimento interno instaurado pelo Ministério Público Federal para a investigação de danos ou ameaça de dano a bens de interesse difuso. tem inteira autonomia. elas são consideradas infraconstitucionais. coletivo ou individuais homogêneos. procuradores da República não substituem procuradores do Trabalho ou promotores de Justiça. ou em virtude de decisão do tribunal competente. diante do interesse público.TJ MG Inconstitucionalidade – É a contrariedade da lei ou de ato normativo (resolução. Essa incompatibilidade pode ser formal (não foram observadas as regras necessárias ao processo de elaboração e edição legislativa) quanto material (diz respeito ao próprio conteúdo da lei ou do ato normativo. os viciados em tóxicos. Independência funcional – Cada procurador. decretos) ao que dispõe a Constituição. podendo ser substituídos uns pelos outros. total ou parcialmente. a causa não é julgada. São relativamente incapazes os menores de 16 anos e maiores de 18 anos. Incompetência – Falta de competência. e depender a solução do julgamento. a sua honra. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 anos. Infligir – Aplicar pena ou castigo.: somente o procurador-geral da República pode designar procuradores para atuarem numa força-tarefa. o procurador-geral não tem nenhum poder de dizer quais medidas o procurador deve adotar em seu trabalho. será admitido conforme critérios de conveniência e oportunidade. indica-se o pedido e a eventual concessão de mandado. a favor do prejudicado. salvo por promoção aceita. Caberá ao órgão do qual proveio o incidente julgá-lo. no exercício de suas funções. não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos. a hierarquia no MPF é considerada com relação a atos administrativos e de gestão. magistrados e membros não podem ser removidos a pedido ou por permuta. inexistindo direito processual à sua instauração. exercendo supremacia hierárquica sobre todas as outras leis. Desse modo. diplomatas). O incidente pode ser suscitado por membro do órgão julgador. Ex. os ébrios habituais. Ver artigo 5º. ou obrigações. pois a Constituição é a lei suprema de um país. Por essa prerrogativa. In verbis – Nestas palavras. Incidente de uniformização de jurisprudência – Instituto que objetiva uniformizar a interpretação do direito no âmbito dos tribunais. significa que membros não se vinculam aos processos nos quais atuam. Indivisibilidade – Princípio do Ministério Público. É atribuída a certas pessoas em face de funções públicas exercidas (parlamentares. A partir do inquérito se reúnem elementos para que seja proposta ação penal. os que. os pródigos. por deficiência mental. ou de ofício. falta de autoridade ou dos conhecimentos necessários para o julgamento de alguma coisa. In rem verso – Para a coisa. No incidente de uniformização. entre outros. In casu – No caso em apreço. não estão obrigados a adotar o mesmo entendimento do colega. se ele está conforme os princípios e normas constitucionais). por enfermidade ou deficiência mental. de reexame necessário e também nos casos de competência originária do tribunal. sem desenvolvimento mental completo. sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. ainda que tenham sido editadas para regulamentar algum artigo da Constituição. Tal substituição se dá apenas no MPF. In pari causa – Em causa semelhante. A imunidade coloca as pessoas sob proteção especial. da uniformização da tese. remoção a pedido. Injunção – Na técnica constitucional. devidamente demonstrada. A incapacidade pode ser absoluta ou relativa. Ver artigo 476 do Código de Processo Civil. Em decorrência desse princípio. e os que. pelas partes interessadas e pelo Ministério Público. Geralmente o ICP é preliminar ao ajuizamento das ações civis públicas. Indiciar – Proceder a imputação criminal contra alguém. São três os pressupostos para a instauração do incidente: estar o julgamento em curso. os excepcionais. Injúria – É um dos crimes contra a honra tipificado no Código Penal. da Constituição Federal. Incapacidade – Falta de qualidades ou ausência de requisitos indispensáveis para o exercício ou gozo de direitos. Uma vez suscitado. em desrespeito a seu decoro.

Juizados especiais – Órgãos jurisdicionais criados pela União. Julgamento – Ato da decisão jurisdicional efetuado pelo Juiz ou pelo Tribunal ao resolver uma causa. Lei marcial – Que submete. Jure et facto – Por direito e de fato. eleitorais e do trabalho. em função de um poder. Júri – Designação dada à instituição jurídica. Outros vêm da advocacia e do Ministério Público (a Constituição reserva um quinto dos cargos nos tribunais a estas duas áreas). para que faça ou deixe de fazer alguma coisa. que os tribunais dão às leis. Ver artigo 25 do Código Penal. Interpelação judicial – Instrumento judicial pelo qual a pessoa faz petição dirigida ao juiz. mediante os procedimentos oral e sumariíssimo. providos por juízes togados. A terceira instância são os tribunais superiores (STF. A intervenção só pode ocorrer nos casos e limites estabelecidos pela Constituição Federal: quando houver coação contra o Poder Judiciário. Ver artigos 234 a 242 do Código de Processo Civil. Intervenção federal – É a medida de caráter excepcional e temporário que afasta a autonomia dos estados. é composta pelo juiz de direito de cada comarca. Regra geral e permanente a que todos estão submetidos. Está regulada nos artigos 1. Jurisdição – Extensão e limite do poder de julgar de um juiz. ocupante do cargo em caráter vitalício. Lei – 1. para pedir esclarecimentos acerca da conservação e ressalva de seus direitos ou manifestar qualquer intenção de modo formal. fixa os pontos controvertidos sobre que incidirá a prova. São efetuadas de ofício. e pelos estados. onde são julgados recursos. Interesses coletivos ou difusos – São interesses comuns de pessoas não ligadas por vínculos jurídicos. formada por homens de bem. Tribunal especial competente para julgar os crimes dolosos contra a vida. expressar. durante o estado de guerra. em tempos normais. Ver artigos 451 e seguintes do Código de Processo Civil e artigos 394 a 405 do Código de Processo Penal. Instrução criminal: fase processual penal destinada a deixar o processo em condições para o julgamento. tornando. salvo disposição em contrário. assim. a que se atribui o dever de julgar acerca de fatos. presumivelmente certa a ciência. ou leigo. STJ.TJ MG Juiz classista – Juiz não togado. A primeira instância. por este. onde em geral começam as ações. escrever uma sentença. Ver artigo 98 da Constituição Federal e Lei n° 9. que nela reside a suprema força do Estado. redigir. TSE) que julgam recursos contra decisões dos tribunais de segunda instância. Isonomia – Igualdade legal para todos. e pelos tribunais regionais federais. L Lato sensu – Em sentido amplo. de mesmo sentido. de forma indeterminada. Trata 61 . Lavrar – Exarar por escrito. maior. questões que interessam a todos.406/02). ou togados e leigos. uma ata. Instância – Grau da hierarquia do Poder Judiciário. Juris tantum – De direito somente.768 a 1. com a suspensão de garantias civis e políticas. que todos serão submetidos às mesmas regras jurídicas (artigo 5º da Constituição Federal). eleitoral e do trabalho. permitidos. em processos pendentes. Legítima defesa – Toda ação de repulsa levada a efeito pela pessoa a ataque injusto a seu corpo ou a seus bens. ou seja. ouvidas as partes. de praticar certos atos da vida civil. pelas leis constitucionais. denominado vogal. DF ou municípios. para garantir seu livre exercício. nos casos concretos que são levados a julgamento. Jurisprudência – É a interpretação reiterada. asseguradas. emitir. o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo. levados ou trazidos a seu conhecimento. Princípio de que todos são iguais perante a lei. formulado solenemente pela autoridade constituída. A segunda instância. O objetivo da interpelação é que o juiz intime o requerido. Instrução – Fase processual em que o juiz. quando houver representação do procurador-geral da República. J Juiz togado – Juiz com formação jurídica obrigatória. quando outro meio não se apresenta para evitar o perigo ou a ofensa que dela possa resultar. pelo juiz federal. da vontade ou declaração de conhecimento de quem requer a intimação. a transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau. Ver artigo 867 e seguintes do Código de Processo Civil. A maioria pertence à carreira da magistratura. todas as pessoas a regime especial. no Distrito Federal e nos territórios. Justiça Federal – Órgão do Poder Judiciário constituída pelos Tribunais Regionais Federais e os Juízes Federais. Intimação – É o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo.099/95. competentes para a conciliação. que lhe é delegado pela soberania popular. Preceito escrito. nas hipóteses previstas em lei. Atos de Ofício Lei Orgânica do Ministério Público da União – Lei Complementar nº 75/93. O que resulta do próprio direito e somente a ele pertence. Ver artigos 106 a 110 da Constituição Federal. TST. escrever. 2. em exercício de representação paritária de empregados e empregadores junto à Justiça do Trabalho. que dispõe sobre a organização e o funcionamento do Ministério Público da União. é formada pelos tribunais de Justiça e de Alçada. Interdição – É um ato judicial pelo qual se declara a incapacidade de determinada pessoa natural. quando for desobedecida ordem ou decisão judiciária.778 do Novo Código Civil (Lei nº 10.

o réu ou o interessado. ativo – quando for autor. M Ma-fé – Consciência da ilicitude na prática de um ato com finalidade de lesar direito de terceiro. que é ruinosa. locupletando-se abusivamente à custa do dono do negócio administrado. petição inicial. antes do seu julgamento. antecipando o seu retorno ao convívio em sociedade. sob qualquer forma. em que são levados em consideração qualidade. conscientemente.TJ MG Licitação – Ato em forma de concorrência. convite. Leis temporárias – São leis que contam com período certo de duração. mudança de residência por mais de oito dias sem comunicação à autoridade do lugar onde se encontra). prazo e outras circunstâncias previstas no edital ou no convite. Um mandado de busca e apreensão também pode ser expedido para pessoas. principalmente menores abandonados ou quando os pais estão em demanda de divórcio ou anulação de casamento. Liberdade assistida – Regime de liberdade aplicada aos adolescentes autores de infração penal ou que apresentam desvio de conduta. em virtude de grave inadaptação familiar ou comunitária. São leis auto-revogáveis. Atos de Ofício Mandado de citação – Ato mediante o qual se chama a juízo. processo. São leis auto-revogáveis. passivo – quando réu. estabelece suas principais funções e seus instrumentos de atuação. Lide – Litígio. Ver artigos 83 a 90 do Código Penal e artigo 131 da Lei de Execução Penal. inciso I. Liberdade de pensamento – Liberdade de opinião. Pode a qualquer momento ser revogada. desvia valores ou subtrai bens em seu benefício. suas crenças e suas doutrinas. rendimento. caso o acusado infrinja alguma das condições que lhe forem impostas pelo benefício (não comparecimento obrigatório perante a autoridade quando intimado. Liberdade provisória – É aquela concedida em caráter temporário ao acusado a fim de se defender em liberdade. pois perdem a eficácia pela cessação das situações que as ensejaram. Lex legum – Constituição. que é abusiva. vinculados pelo direito material questionado. das disposições gerais. É a matéria conflituosa que está sendo discutida em juízo. Liminar – Pedido de antecipação dos efeitos da decisão. Mandado – Ordem escrita da autoridade. Locupletamento – Enriquecimento. Litis contestatio – Contestação da lide.: guerra. Libelo – Exposição articulada por escrito em que a pessoa. a fim de se defender. Mandado de busca e apreensão – Ordem do juiz. Leis excepcionais – São leis editadas para reger fatos ocorridos em períodos anormais. na concessão de serviço ou obra pública. soltar etc. é o procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização. para ser trazida a juízo e aí ficar sob custódia do próprio juiz. auxiliar. etc. expondo a questão que se objetiva e as razões jurídicas em que se funda. para o fim de vigiar. mesmo que em poder de um depositário por ele designado ou do depositário público. preço. mediante determinados requisitos. promovido pela Administração Pública direta ou indireta. Liberdade de reunião – É consequência da liberdade de associação e faz parte das liberdades individuais. possam causar degradação ambiental considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicadas ao caso. Ex. instalação. escolhendo livremente seus governantes e instituindo por sua vontade soberana os órgãos que devem exercitar a soberania nacional. Malversação – Toda administração que é má. Liberdade política – Direito que se confere ao povo de se governar por si mesmo. Licenciamento ambiental – Segundo a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) nº 237/97. É concedido quando a demora da decisão causar prejuízos. entre os interessados habilitados na compra ou alienação de bens. artigo 1º. Mandado de injunção – Garantia constitucional concedida sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. o ministro relator também avalia se o pedido apresentado tem fundamentos jurídicos aceitáveis. por meio de oficial de justiça. pleito judicial. É ainda a administração em que o administrador. ampliação e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetivas ou potencialmente poluidoras ou daquelas que. concurso ou leilão. Tem nomes específicos de acordo com o objetivo: prender. Litisconsorte – Participante de um litisconsórcio. onde se desperdiçam seus valores ou se dilapidam bens. epidemia. Na administração pública em que bens são furtados ou desviados há ocorrência de peculato. tomada de preços. vem perante a justiça pedir o reconhecimento de seu direito. Litisconsórcio – Reunião ou presença de mais de uma pessoa no processo que figuram como autores ou réus. tratar e orientar. Ver artigos 46 a 49 do Código de Processo Civil. É chamado de mandado judicial quando expedido por juiz ou ministro de tribunal. à soberania e à cidadania. Compete ao STF o processo 62 . em virtude da qual se assegura ao indivíduo o direito de pensar e de exprimir seus pensamentos. pois possuem data certa para perder a vigência. iniciando a demanda contra outrem. Ao examinar a liminar. mandando que se apreenda coisa em poder de outrem ou em certo lugar. inundações. Liberdade condicional – Benefício concedido aos condenados.

Ministério Público Militar e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) e o Ministério Público Estadual. bem como todas as infrações cometidas contra o patrimônio da FFAA. da Constituição Federal. de um dos Tribunais Superiores. incontestável. Seção I (Do Ministério Público). Ministério Público – Instituição permanente. Alguns órgãos. É concedida quando a demora da decisão causar prejuízos (periculum in mora). com a finalidade de resguardar direitos. serviços ou interesses da União. sendo a procuração o seu instrumento. Minervae suffragium – Voto de minerva. Mens legis – O espírito da lei. do Tribunal de Contas da União. Ministério Público Militar – Atua exclusivamente em matéria criminal. que está sendo violado ou ameaçado por ato manifestamente ilegal ou inconstitucional de uma autoridade. a Escola Superior do Ministério Público da União. Nele é que se funda o pedido do autor. do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. a de nº 75/93. apurando e buscando a punição dos autores de crimes militares praticados por integrantes das Forças Armadas no exercício de suas atividades. tutela antecipada e mandado de segurança. quando se trata de atribuições. apesar de pertencer à estrutura do MPU. Ministério Público do Trabalho. o ministro relator também avalia se o pedido apresentado tem fundamentos jurídicos aceitáveis (fumus boni iuris). tentou praticá-lo ou prepara-se para praticá-lo. embora regidos pela mesma lei complementar. Em Direito Político. Medida cautelar – O mesmo que liminar. para. Ou seja. essencial à função jurisdicional do Estado. no entanto. opinião da parte em atos do processo. fiscalizando o cumprimento da legislação e procurando regularizar e mediar as relações entre empregados e empregadores. da Câmara dos Deputados. Ministério Público da União – Instituição que abrange quatro ramos com áreas de atuação. Lei nº 1. Medida de segurança – Medida de defesa social aplicada a quem praticou um crime.TJ MG e julgamento originário do mandado de injunção quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do presidente da República. Manifestação – Em Direito Administrativo. a Auditoria Interna e a Secretaria do MPU. incisos LXIX e LXX. É um ato de precaução. em seu nome. Meritum causae – Mérito da causa. é a questão que deu origem à Atos de Ofício Mutatis mutandis – Com as devidas alterações. Atuam no MPT os procuradores do Trabalho. que também chefia o MPF. É o pedido para antecipar os efeitos da decisão. expressão de agrado ou desagrado em reuniões populares de natureza política. o MPT também pode ser árbitro ou mediador em dissídios coletivos. própria existência daquela ação. são comuns entre os ramos: o Conselho de Assessoramento Superior. Mérito – É o assunto principal que está sendo discutido em um processo. 63 .533/51 e Lei n° 4. o MPDFT não cuida de matérias da competência da Justiça Federal. Ver artigo 5º. O chefe do MPU é o procurador-geral da República. do Senado Federal. Mandato – Opera-se o mandato quando alguém recebe de outrem poderes. Promotores de Justiça e procuradores de Justiça são as designações de seus membros. sempre que estiverem em discussão bens. das mesas de uma dessas casas legislativas. as diferenças entre os ramos do MPU ficam evidentes. organização espacial e administração distintas. Mandamus – Mandado de segurança. opinião sobre determinado assunto. que determina uma providência a ser tomada antes da discussão do feito. da Constituição Federal. praticar atos. Além disso. livres de qualquer perturbação ou molestação.348/64. antes do seu julgamento. de suas entidades autárquicas e empresas públicas federais. Ver artigos 653 e seguintes do Código Civil. da Constituição Federal – artigos 127 a 130. ou do próprio STF. Ministério Público Federal – Atua nas causas de competência da Justiça Federal e nas de competência do Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal. Medida liminar – Decisão judicial provisória proferida nos 1º e 2º graus de jurisdição. Ver Capítulo IV (Das Funções Essenciais à Justiça). O Ministério Público abrange o Ministério Público da União (Ministério Público Federal. incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica. Ministério Público do Trabalho – Trata de matérias decorrentes das relações de trabalho que envolvam interesse público. Ao examinar a liminar. inciso LXXI. A medida disciplinar vai desde a repreensão até a demissão. para que nela se conservem e se mantenham. Manutenção de posse – Remédio legal usado pelas pessoas que se vêem perturbadas em sua posse. dependendo da gravidade do ato que tenha sido praticado. A pessoa a quem se assegura a posse ou é mantida nela diz-se manutenida. fiscalizar o direito de greve nas atividades essenciais e propor ações pedindo a nulidade de cláusulas ilegais em contratos trabalhistas e acordos coletivos. Ver artigo 5º. Modus operandi – Maneira de agir. mas das que competem às Justiças Estaduais. do Congresso Nacional. Mandado de segurança – É a ação que tem por objetivo garantir o reconhecimento judicial de um direito líquido e certo. Ministério Público do Distrito Federal e Territórios – Atua em causas correspondentes àquelas em que oficiam os ministérios públicos estaduais. parecer. Geralmente concedida em ação cautelar. Mas. Em Direito Processual. Medida disciplinar – Correção imposta administrativamente ao funcionário por transgressão a preceito regulamentar ou a bem da ordem e da disciplina. desde que o agente revele periculosidade social e probabilidade de que voltará a delinquir. ou administrar interesses.

também. queixa-crime (querelante e querelado). se não puder o autor individualizar na petição os bens demandados. valor ou qualquer outro bem móvel. indicativo de réu. mandado de segurança (impetrante. Pode ser genérico quando se tratar de ações universais. O Conselho Nacional do Ministério Público. de 2 a 12 anos. modelo. impetrado). resultante da ausência de uma das condições necessárias para sua validade. Lei n° 8. Cartório. valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. Numerus clausus – Número limitado. Deve ser certo ou determinado. O OAB – Ordem dos Advogados do Brasil. ou de inferiores a superiores hierárquicos. se o funcionário público. Aplica-se a mesma pena. a indiferença do agente que. Numerus apertus – Número ilimitado. especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos. Obligatio non faciendi – Obrigação de não fazer. N Negativa de autoria – A defesa fundada na afirmação de que não foi o réu o autor do fato. com base no que a lei dispõe sobre aquele assunto. Oficial de Justiça – É o serventuário da Justiça encarregado de proceder às diligências que se fizerem necessárias ao andamento do julgamento da causa e ordenadas pela autoridade judiciária. a fim de que possa usar das medidas legais ou das prerrogativas que lhe sejam asseguradas por lei. Parte – São os sujeitos do processo. Ver os artigos 286 a 294 do Código de Processo Civil. do Código Penal. Obligatio faciendi – Obrigação de fazer. tabelionato. Pedido – É um dos requisitos da petição inicial. valor ou bem. Negligência – É a inércia psíquica. inciso II. Ver artigo 18. por meio da qual ele diz sua opinião sobre o pedido do autor. Onus probandi – Ônus da prova. Norma – Regra. As denominações que as partes recebem variam em função do tipo de ação proposta.TJ MG Ofício – Comunicação escrita e formal entre autoridades da mesma categoria. quando não for possível determinar. pelo formato do papel (formato ofício). É.906/94. Ver Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil. A pena prevista para este crime é de reclusão. Nepotismo – Patronato ou favoritismo na nomeação dos integrantes da administração Pública. ou desviá-lo. Occasio legis – Oportunidade da lei. e multa. P Paciente – Em Direito Penal. O parecer do Ministério Público não obriga o juiz a proferir sentença segundo a posição do órgão. por meio das Resoluções nº 1/2005 e nº 7/2006. Pátrio poder – É o complexo de direitos que a lei confere aos pais. Ex: ação penal (autor e réu). ou a particulares. de modo definitivo. Nexo causal – É a ligação da conduta ao resultado nos crimes materiais. que também é de seu interesse. vedam a prática a membros e servidores da instituição. Notitia criminis – Comunicação do crime. Parecer – É a manifestação do Ministério Público em uma ação. órgão de classe dos advogados. paradigma. podendo tomar as devidas cautelas exigíveis. Ver artigos 312 e 313 do Código Penal. É o termo utilizado para designar o favorecimento de parentes em detrimento de pessoas mais qualificadas. O seu registro nela é obrigatório no Brasil para o exercício da advocacia. Caracterizase pela apropriação efetuada pelo funcionário público de dinheiro. Notícia-crime –É o fato criminoso que chega ao conhecimento da autoridade competente para investigá-lo. Peculato – É um dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral. embora não tendo a posse do dinheiro. designa a pessoa que sofrerá a condenação. público ou particular. Notificação – Aviso judicial pelo qual se dá conhecimento a uma pessoa de algum fato. Non bis in idem – Sem repetição. e que se caracteriza não só por obedecer a determinada fórmula epistolar. não o faz por displicência. assim. em proveito próprio ou alheio. Pari passu – Simultaneamente. forma ou tudo que se estabelece em lei ou regulamento para servir de padrão na maneira de agir. em proveito próprio ou alheio. Patrimônio público – Conjunto de bens que pertencem ao domínio do Estado e que se institui para atender a seus próprios objetivos ou para servir à produção de utilidades indispensáveis às necessidades coletivas. Parquet – Expressão francesa que designa Ministério Público. Atos de Ofício 64 . as consequências do ato ou do fato ilícito e quando a determinação do valor da condenação depender de ato que deva ser praticado pelo réu. relaxamento ou preguiça mental. Nulidade – Ineficácia de um ato jurídico. mas. Peças – Instrumentos de um processo. sobre a pessoa e os bens do filho. ou concorre para que seja subtraído. comunicação escrita e formal que as autoridades e secretarias em geral endereçam umas às outras. Locução latina empregada para significar que não se devem aplicar duas penas sobre a mesma falta. de que tem a posse em razão do cargo. o subtrai.

Ver artigo 42 do Código Civil. Preposto – Representante de alguém em uma ação. por carta ou por qualquer outro meio. Preliminar – São questões que devem ser decididas antes do mérito. antes de publicação da lei. Pretório – Sede de qualquer tribunal. Prejudicado – Na terminologia processual. quando necessário. Permissa venia – Com o devido respeito. extinguindo a punibilidade do acusado ou condenado. a discussão sobre a competência de um juiz para julgamento de uma causa constitui espécie de preliminar. em razão de interesse público concernente à segurança. conclusão ou consequência que se tira de um fato conhecido para se admitir como certa. verdadeira e provada a existência de um fato desconhecido ou duvidoso. Se não existir disposição em contrário. Por exemplo. designa a situação de certos atos ou medidas que. como própria. limitando ou disciplinando direito. as sociedades e as fundações. Revela-se a deliberação direta do povo. por não tê-lo feito na forma devida ou na oportunidade devida. sem abuso ou desvio de poder. caso sejam julgadas procedentes. de trabalho ou obra intelectual produzida por outrem. os municípios. tornaram-se improfícuas ou inúteis. de comum acordo. Precário – O que não se mostra em caráter efetivo ou permanente. as pessoas jurídicas de direito público. Plágio – Apresentação. o Distrito Federal e os territórios. em que reside o poder soberano do Estado sobre matéria que é submetida a seu veredicto. para que se cumpra em sua jurisdição ato forense de interesse do juiz deprecante (que fez o pedido). Poder de polícia – Atividade da administração pública que. Já o poder de alterar o texto de uma Constituição já em vigor cabe ao poder constituinte derivado ou constituído. Petição – De forma geral. Precatório – É o nome que se dá ao documento expedido pelo Poder Judiciário contra o Poder Público para que este efetue o pagamento de seus débitos oriundos de condenação em sentenças transitadas em julgado. Prazo dilatório – É aquele em que as partes. no que couber. o julgamento das preliminares pode impedir o próprio julgamento do mérito. porque dizem respeito à própria formação da relação processual. pelas normas do Código Civil. tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. Periculum in mora – Perigo na demora. Pessoas jurídicas de direito público externo – São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público. O precatório informa o valor da dívida.TJ MG Pedido de reconsideração – Direito de petição que se assegura ao servidor público de modificar decisão superior prejudicial aos seus interesses. é um pedido escrito dirigido ao tribunal. mas é feito. para que as dívidas sejam pagas aos respectivos credores. regula a prática de ato ou a abstenção de fato. O poder de elaboração de uma nova Constituição compete ao poder constituinte originário. à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. e como adjetivo. concedido ou promovido em caráter transitório. Precatória – Pedido feito por um juiz a outro. a que se tenha dado estrutura de direito privado. Presunção – Dedução. Requisição feita pelo juiz de execução da decisão irrecorrível contra Fazenda Pública. federal ou estadual ou municipal. Por isso. Preclusão – Perda do direito de manifestar-se no processo. Poder constituinte – É o poder de criar ou modificar normas constitucionais. Atos de Ofício Prescrição da pretensão punitiva – A prescrição da pretensão punitiva refere-se à perda do direito do Estado de punir ou de executar a pena pelo decurso do tempo. Pessoas jurídicas de direito privado – São pessoas jurídicas de direito privado: as associações. à higiene. assim também a legitimidade da parte para fazer aquele pedido. A petição Inicial é o pedido para que se comece um processo. Prescrição – Perda da ação atribuída a um direito. que fica assim juridicamente desprotegido. regem-se. Pessoas jurídicas de direito público interno – São a União. Ver artigo 44 e seguintes do Código Civil. precedida. com observância do processo legal e. decadência em função do prazo vencido. Corresponde à própria carta precatória. os estados. em vista de certas circunstâncias. aos costumes. Polícia judiciária – Denominação dada ao órgão policial que tem por missão averiguar fatos delituosos ocorridos ou contravenções verificadas para que os respectivos delinquentes ou contraventores sejam punidos. Outras petições podem ser apresentadas durante o processo para requerer o que é de interesse ou de direito das partes. de autorização do Poder Executivo. expressa por meio de votação acerca de assunto de vital interesse político ou social. sua origem. à ordem. Ver artigo 181 do Código de Processo Civil. interesse ou liberdade. quanto ao seu funcionamento. credor e devedor. dado. podem reduzir ou prorrogar. Plebiscito – Manifestação da vontade popular. 65 . revogável. à disciplina da produção e do mercado. É regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. em consequência do não uso dela durante determinado tempo. as autarquias e as demais entidades de caráter público criadas por lei. Iniciam sua personalidade jurídica com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro.

editada pelo Conselho Superior do MPF em 2004. Princípios – Os princípios são mandamentos que se irradiam sobre as normas. da Constituição Federal. o meio de execução etc. Não existe prazo para encerrar um procedimento administrativo na área cível. exercido pelo Poder Judiciário. dando-lhes sentido. Procedimento administrativo – É a autuação de uma representação feita ao Ministério Público. Os procuradores do DF são organizados 66 . Os Procuradores dos Estados são organizados em carreira. por exemplo. no interesse da Justiça. da Constituição Federal. judiciário e executório. e que é instrumento de composição das lides. autos. Procurador de Justiça – Membro do Ministério Público Estadual ou do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. em relação a determinado caso. garante que o indivíduo só será privado de sua liberdade ou terá seus direitos restringidos mediante um processo legal. com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases. Prima facie – À primeira vista. publicidade. legalidade.960/89. Prisão temporária – Espécie de prisão provisória ou cautelar. Privilegium fori – Privilégio de foro. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. Eles constituem o próprio ―espírito‖ do sistema jurídico-constitucional. Prisão especial – É a prisão realizada em quartéis ou prisão especial de pessoas que. Ver artigo 319 do Código Penal. Prisão em flagrante – É uma medida cautelar de natureza processual que dispensa ordem escrita da autoridade judicial. Prisão preventiva – É a que se efetiva ou se impõe como medida de cautela ou de prevenção. Ver artigos 301 e 302 do Código de Processo Penal. Pode ser um pedido de benefício ou a apuração de denúncia por infração praticada. Princípio do devido processo legal – Previsto pelo artigo 5º. Ver Lei nº 7. por meio de um juiz natural. impróprio. encontra-se em flagrante delito próprio. pelo fato de tomar conhecimento da mesma em primeiro lugar. devido ao cargo que exercem ou nível cultural que possuem. inciso XLVI. e multa.em questões judiciais e extrajudiciais. o Direito Tributário. Privilegium immunitatis – Privilégio de imunidade. ou que é encontrado com instrumentos. encaminha cópia do procedimento à Polícia Federal para instauração do inquérito policial. Processo administrativo – Processo relativo a servidor no exercício de suas atribuições. na qual o ingresso depende de concurso público de provas e títulos. que é perseguido em situação que se faça presumir ser o autor do crime. armas ou demais objetos do delito. pelo princípio da igualdade tributária e pelo princípio da anterioridade (nenhum tributo pode ser cobrado no mesmo exercício financeiro em que foi publicada a lei que o instituiu ou aumentou). assegurados o contraditório e a ampla defesa. Procurador do Estado – Pessoa que exerce a representação judicial e a consultoria jurídica da respectiva unidade federada. evitando-se a padronização da sanção penal.TJ MG Prevaricação – É um dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral que consiste em retardar ou deixar de praticar. Prevenção – Critério que mantém a competência de um magistrado em relação a determinada causa. O tempo em que a pessoa ficou em prisão preventiva é Atos de Ofício Procurador do Distrito Federal – Pessoa que exerce a representação judicial e a consultoria jurídica do Distrito Federal. que restringe a liberdade de locomoção de uma pessoa. a pena deve ser individualizada nos planos legislativo. A representação é separada conforme sua natureza (cível ou criminal). Oficia perante os juízes das Varas da Justiça Federal de primeira instância. pleito judicial. a função jurisdicional. Processo – Atividade por meio da qual se exerce concretamente. Prisão preventiva para extradição – Processo que garante a prisão preventiva do réu em processo de extradição como garantia de assegurar a aplicação da lei. Procurador da República – Membro da carreira inicial do Ministério Público Federal. 107 e 219 do Código de Processo Civil. conjunto de peças que documentam o exercício da atividade jurisdicional em um caso concreto. indevidamente. impessoalidade e eficiência. por tempo determinado e durante o inquérito policial. que é de 30 dias. determina diligências ou. conforme Resolução nº 77. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. ato de ofício. Aquele que está cometendo o crime. A pena prevista é de detenção. se for o caso. devem ser recolhidas em locais especiais quando presas provisoriamente. acabou de praticar a infração. apenas na criminal. harmonia e lógica. Procurador federal – Representante de órgãos da administração indireta da União – autarquias. de três meses a um ano. Ver artigo 295 e 296 do Código de Processo Penal. Princípio da individualização da pena – Por esse princípio. fundações e agências reguladoras . Para cada crime tem-se uma pena que varia de acordo com a personalidade do agente. o procurador responsável irá tomar todas as medidas necessárias à apuração dos fatos: requisita informações. Ver artigo 132 da Constituição Federal. Ver artigo 5º. o Direito Penal é regido pelo princípio da presunção de inocência e pelo da irretroatividade da lei penal (uma lei não pode punir atos praticados antes da sua edição). quase flagrante ou flagrante presumido e deve ser preso pelas autoridades ou pode ser detido por qualquer um do povo. a fim de investigar a ocorrência de crimes graves. Alguns exemplos: a administração pública é regida por princípios como os da moralidade. Ver artigos 106. São servidores do Poder Executivo Federal. recebe número e é encaminhada ao procurador. É condição para se iniciar o processo de extradição. A partir daí. computado posteriormente ao período a que foi condenado. mesmo sem haver ainda condenação. inciso LIV. litígio.

adiar propositadamente. Atos de Ofício R 67 . enunciar. Queixa – 1. Proferir – Decretar. entre os integrantes da carreira maiores de 35 anos. Significa que somente o promotor natural é que deve atuar no processo. o procurador-geral da República tem assento no plenário. Dos direitos constitucionais defendidos pelos procuradores dos direitos do cidadão podemos destacar a liberdade. Promotor – Membro do Ministério Público Estadual. afastando um procurador e designando outro para atuar naquela causa. pelo presidente da República. e o procurador-geral da República. Provas – Demonstração da existência ou da veracidade daquilo que se alega como fundamento do direito que se defende ou que se contesta. para iniciar processo contra o autor ou autores do crime. Pode haver ainda unidades descentralizadas do MPF nos municípios onde houver Vara Federal – as Procuradorias da República Municipais. igualdade. Petição inicial nos crimes de ação privada ou crimes de ação pública em que a lei admite a ação privada. na defesa dos interesses individuais e sociais indisponíveis. A queixa-crime pode ser apresentada por qualquer cidadão — é um procedimento penal de caráter privado. dignidade. Procuradoria da República – Instância do Ministério Público Federal onde atuam os procuradores da República perante a Justiça Federal de primeiro grau. Procuradoria Geral da República – Terceira instância do Ministério Público Federal onde atuam os subprocuradores-gerais da República. Quinto constitucional – Diz-se da parte que a Constituição reserva a membros do Ministério Público e a advogados na composição dos tribunais. Um procurador somente se afasta de um processo por algum dos motivos previstos em lei ou quando mudam de área de atuação ou cidade. Procuradoria Regional da República – Segunda instância do Ministério Púbico Federal onde atuam os procuradores regionais da República perante os Tribunais Regionais Federais. Exposição do fato criminoso feita pelo próprio ofendido. Procurador regional da República – Atua nos Tribunais Regionais Federais. No Supremo Tribunal Federal. Ver artigo 288 do Código Penal. Q Quadrilha – Grupo com o mínimo de três pessoas que possuem como objetivo a prática de ato ilícito estabelecido em lei como crime. Qui tacet. significa investidura ou nomeação pela qual alguém é provido em um cargo ou ofício. É ouvido na maioria dos processos e pode atuar como parte em ação. o que impede a chefia da instituição de efetuar designações casuísticas. feita pela parte ofendida ou por seu representante legal. dentre outros. Ver artigo 132 da Constituição Federal. Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão – É o órgão responsável pela coordenação do ofício dos direitos do cidadão no MPF. Sediada na capital do estado. é o centro administrativoinstitucional do MPF. É escolhido pelo presidente da República.TJ MG em carreira. A PFDC também interage com órgãos do Estado e representantes da sociedade civil em busca de soluções ou melhoramentos na efetivação dos direitos dos cidadãos. Nesse ofício são tratadas questões relacionadas aos direitos constitucionais da pessoa humana. 2. ou por quem tiver legitimidade para representá-lo. Provimento – Admissão do recurso pela autoridade judiciária a quem foi proposto. na qual o ingresso depende de concurso público de provas e títulos. com a participação da OAB em todas as suas fases. Procurador-geral da República – Chefe do Ministério Público Federal e do Ministério Público da União. O procuradorgeral da República é processado e julgado pelo STF. Sediada em Brasília. prolongar abusivamente. à direita do presidente. por exemplo. acessibilidade. educação. No Direito Administrativo. permitidas reconduções. A PFDC proporciona informações e subsídios à atuação dos procuradores regionais dos direitos do cidadão e dá encaminhamento aos procedimentos administrativos pertinentes a sua área temática. Quorum – Número mínimo de juízes ministros necessário para os julgamentos. e aprovado pelo Senado Federal. perante o Superior Tribunal de Justiça. perante o Supremo Tribunal Federal e Tribunal Superior Eleitoral. Qualificação do crime – Nova configuração atribuída ao crime para que se lhe aplique pena maior ou mais agravada. Prolação – Ato pelo qual se profere ou se enuncia o que é feito. consentire videtur – Quem cala consente. Significa publicação. Tem mandato de dois anos. assistência social. que exerce suas funções como representante da sociedade. Num tribunal constituído. visando a garantia do seu efetivo respeito pelos Poderes Públicos e pelos prestadores de serviços de relevância pública. A Procuradoria Geral da República também é a sede da Procuradoria Geral Eleitoral. 4 lugares devem ser preenchidos por integrantes do Ministério Público (2) e por advogados (2). que corresponde à denúncia na ação penal pública. depende de autorização do Senado. Promotor natural – Princípio reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal como decorrente das cláusulas da independência funcional da inamovibilidade dos integrantes do MP. Ocupa o segundo nível da carreira dos membros do MPF. Queixa-crime – Exposição do fato criminoso. de 20 juízes. Sua destituição. saúde. Todo meio lícito e apto a firmar a convicção do juiz na sua decisão. Protelar – Procrastinar. direito à informação e livre expressão e segurança pública.

Repristinação – Instituto pelo qual se restabelece a vigência de uma lei revogada pela revogação da lei que a tinha revogado. contra decisões de outros tribunais. advém a lei "C". 109. Ex: a lei "A" é revogada pela lei "B". Ver artigos 15. entidades de classe. É uma das formas de atuação extrajudicial do MP. 836.250/67. que servirá de base para o julgamento. parágrafo 1º. Recurso especial – Recurso ao Superior Tribunal de Justiça. Em matéria eleitoral. Responsabilidade civil – Obrigação que uma pessoa tem de assumir. O prazo para apresentação do recurso é de três dias. na mesma instância ou em instância superior. 354. c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição (artigo 102. Após a leitura. da Lei de Execução Penal). vindo de Tribunais Superiores. parágrafo único. 315 a 318. depois de transitar em julgado a sentença que. Recurso ordinário criminal – Cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal de decisão única ou de última instância da Justiça Militar. não existindo repristinação automática (nem a Constituição Federal pode repristinar automaticamente uma lei). podendo fazê-lo por escrito ou pessoalmente na Procuradoria. Este poderá propor.após aprovada pelo Legislativo. Revel – Réu que não comparece em juízo para defender-se. Pode ser oriunda de negócio jurídico. readmissão em cargo público com ressarcimento de todas as vantagens a ele inerentes. Recurso – Instrumento para pedir a mudança de uma decisão. Revelia – Sem conhecimento ou sem audiência da parte revel. de ato ilícito ou de lei. contra o autor. no País ou no es- Atos de Ofício 68 . Revisão criminal – Pedido do condenado para que a sentença seja reexaminada. É toda notícia de irregularidade que é levada ao conhecimento do Ministério Público. Recurso extraordinário – De competência do Supremo Tribunal Federal. Referendo – É uma forma de consulta popular sobre um assunto de grande relevância. na qual o povo manifesta-se sobre uma lei . quando o pedido for negado naquelas instâncias. trangeiro. Ver artigos 34. verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime. 160. Reintegração – Ato ou efeito de reintegrar(-se). é dada a palavra aos representantes das partes e. Deve haver dispositivo expresso. Res judicata – Coisa julgada. inciso III. dirigida ao juiz da causa.453/77. Relatório – Exposição resumida do processo. parágrafo 3º). Remição de pena – Consiste na redução de um dia de pena por três dias trabalhados. em única ou última instância. ou negar-lhes vigência. o cidadão apenas ratifica ou rejeita o que lhe é submetido. quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivo da Constituição. Res judicata pro veritate habetur lat – A coisa julgada é tida por verdade. pelo condenado que cumpre pena em regime fechado ou semi-aberto (artigo 126. Reconvenção – É uma das possibilidades de resposta do réu. as consequências jurídicas advindas dos seus atos. Uma decisão judicial poderá ser objeto de recurso especial quando: contrariar tratado ou lei federal. b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal.518 a 1. Também é usado para pacificar a jurisprudência. apenas recurso especial. por determinação legal. Lei n° 6. para unificar interpretações divergentes feitas por diferentes tribunais sobre o mesmo assunto. que revoga a lei "B" e diz que a lei "A" volta a viger. argumentando que ela é injusta. A representação também pode ser feita por pessoas jurídicas. complementar ou emenda à Constituição . representação é a denúncia de irregularidade apresentada pelo MPE à Justiça Eleitoral. Não cabe recurso ordinário ao STF de decisão que tenha concedido o habeas corpus. dentro do mesmo processo. do Código de Processo Civil. o relator pronuncia seu voto. em seguida. 2. A reclamação é feita contra o ato injusto. Lei n° 5. Qualquer cidadão pode representar ao MPF. Relator – Ministro ou juiz a quem compete examinar o processo e resumi-lo num relatório. de cabimento restrito às causas decididas em única ou última instância. inciso II. O relator é designado por sorteio e tem prazo de 30 dias para examinar o processo e encaminhá-lo ao revisor. entidades privadas. julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face de lei federal.553. Reclusão – Prisão com isolamento (regime fechado). associações civis ou órgãos da administração pública. uma outra ação através de petição escrita. do réu. do Código Civil. para que seja desfeito ou para que se repare a injustiça.seja ordinária. 159. A reclamação pode ser dirigida contra a própria autoridade que praticou o ato. Recurso ordinário em habeas corpus – O recurso só subirá ao Supremo. ou seja. Ver artigo 63 do Código Penal. lida pelo relator no início da sessão de julgamento. quando houver ofensa à lei federal. 1. desde que em função administrativa. o tenha condenado por crime anterior. Recomendação – Documento enviado a órgãos públicos para que cumpram determinados dispositivos constitucionais ou legais. A revisão criminal é Reincidência – Em matéria penal. Assim. Axioma jurídico segundo o qual aquilo que foi objeto de julgamento definitivo não pode ser novamente submetido à discussão. 253. Representação – 1. por força de decisão judicial ou administrativa. A partir da representação ocorre uma investigação do Ministério Público. 297. der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal. dentro do prazo de 15 dias. em casos previstos na lei. de caráter excepcional.TJ MG Reclamação – Pedido para o reconhecimento da existência de um direito ou a queixa contra atos que prejudicam direitos do reclamante.

T STF – Supremo Tribunal Federal. Taxa – É um tipo de tributo. S Segredo de Justiça – Característica de certos atos processuais desprovidos de publicidade. Suspensão de segurança – Pedido feito ao presidente do STF para que seja cassada liminar ou decisão de outros tribunais. Tergiversação – Pratica tergiversação o advogado que. em face da dúvida de que não possam exercer suas funções com a imparcialidade ou independência que lhes competem. Revisor – Ministro que confirma. simultânea ou sucessivamente. Sigilo funcional – É o dever imposto ao funcionário público para que não viole nem divulgue segredo de que teve conhecimento em razão de sua função. em certos casos. em regra. Ver artigos 101 a 103 da Constituição Federal. é a reunião de todos os elementos de um crime. ou medida anterior. expressa em lei. órgão máximo da Justiça no Brasil. por exigência do decoro ou interesse social. de forma a resolver o problema que estão causando ou a compensar danos e prejuízos já causados. declaração de suspensão de direitos. como uma taxa judiciária. por meio de despacho fundamentado. A suspensão só poderá ser concedida. Sonegar – Ocultar ou deixar de declarar a existência de certa coisa para a subtrair ou livrar do destino que deve ser dado. recurso ordinário criminal. Ver artigo 335. vem modificar ou alterar uma situação firmada em fato anterior. Superveniência – Acontecimento jurídico que. Suborno – É um dos resultados da corrupção. a cumprirem determinadas condições. parágrafo único. pela entrega de determinada coisa. um resumo. Sursis – É o mesmo que suspensão condicional da pena. Contribuição que o Estado exige diretamente em função de um serviço determinado e específico. Sequestro – É uma das medidas destinadas a conservar os direitos dos litigantes. perante os procuradores da República. para o juiz obrigá-lo a cumprir o determinado no documento. desde que: o condenado não seja reincidente em crime doloso. sendo passível de sanção penal. Suspeição – Situação. representada em dinheiro.TJ MG ajuizada quando já não cabe nenhum outro recurso contra a decisão. em princípio. Constitui-se na apreensão e no depósito de bens móveis. semoventes ou imóveis. direta ou indiretamente. a ação deve ser ajuizada no STJ. podendo ser suspensa. É a oferta ou o recebimento. Sentença – Decisão do juiz que põe fim a um processo. à saúde. Ver artigos 104 e 105 da Constituição Federal. revisão criminal. Sucumbência – Princípio que atribui à parte vencida em um processo judicial o pagamento de todos os gastos decorrentes da atividade processual. para que se possa tomar uma nova orientação ou para que se permita a adoção de medida que desfaça ato. caso contrário. Subprocurador-geral da República – Atua nos processos que tramitam no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. não seja indicada ou cabível a substituição por penas restritivas de direitos. Diz-se da causa sobre a qual o juiz ainda não se pronunciou. ou de frutos e rendimentos destes. advogados. O TAC antecipa a resolução de problemas de uma maneira mais rápida e eficaz do que se o caso fosse a juízo. os antecedentes. Sub judice – Sob juízo. Súmula – É um extrato. para si ou para outrem. sendo neste último por designação do procurador-geral da República. um compêndio das reiteradas decisões exaradas pelos tribunais superiores versando sobre uma determinada matéria. A causa deve ser fundada em questão constitucional. à segurança e à economia pública. do Código Penal. em única ou última instância. É a concretização daquele fato abstratamente descrito como criminoso pela lei. bem como os motivos e as circunstâncias autorizem a concessão do benefício. ação penal. Ver artigos 77 a 82 do Código Penal e artigos 156 a 163 da Lei de Execução Penal. Existe revisor nos seguintes processos: ação rescisória. que impede os juízes. representantes do Ministério Público. funcionarem no processo em que ela ocorra. Stricto sensu – Em sentido estrito. nos casos de lesão à ordem. ou que venha imprimir novo rumo à solução de uma contenda judicial. Atos de Ofício 69 . É sempre o ministro mais antigo no tribunal depois do relator. por dois a quatro anos. de vantagem indevida. Termo de Ajustamento de Conduta – Instrumento extrajudicial por meio do qual as partes se comprometem. Tipicidade – É típico o fato que se enquadra perfeitamente na descrição legal de um crime. mas em razão dela. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. defende e patrocina as mesmas partes. em mandado de segurança. não superior a dois anos. Ver artigo 317 do Código Penal. Sine qua non – Indispensável. serventuários ou qualquer outro auxiliar da Justiça de. em trâmite judicial. STJ – Superior Tribunal de Justiça. completa ou corrige o relatório do ministro relator. Nesses casos o direito de consultar os autos e de pedir certidão fica restrito às partes e seus advogados. a conduta social e personalidade do agente. Se a parte descumprir o acordado no TAC. a culpabilidade. o procurador da República pode entrar com pedido de execução. Aplica-se à execução da pena privativa de liberdade. ou deixar de cumprir dever a que não é lícito se furtar.

o Ministério Público. Ultra petita – Além do pedido. Tocantins e Distrito Federal. Ver artigo 332 do Código Penal. Pará. Existem atualmente cinco TRFs. escolhidos dentre cidadãos de notória idoneidade. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. A unidade só existe dentro de cada Ministério Público. intermediar ou facilitar a entrada. no território nacional. b) o sigilo das votações. e considerados os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena. Consiste em solicitar. Ver artigo 5°. Ro- Atos de Ofício Uniformização de jurisprudência – Ato pelo qual o tribunal. e multa. na forma da lei. Última instância – Aquela que põe termo final ao processo e de cuja decisão não cabe mais recurso. tutoria. de três a oito anos. Tribunal do júri – É o tribunal composto de um juiz de direito.099/95. A pena é reclusão. Amapá. Composta por desembargadores. sete dos quais constituirão o conselho de sentença em cada sessão de julgamento. como a possibilidade de que a demora no julgamento da causa resulte em prejuízo irreparável à parte. Rio Grande do Norte e Sergipe. se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário. tem jurisdição sobre os estados do Acre. oriundos da magistratura federal. E a 5ª Região. de dois a cinco anos. Alagoas. U Transitar em julgado – Expressão usada para uma decisão (sentença ou acórdão) de que não se pode mais recorrer. Tutela antecipada – É a antecipação de um ou mais pedidos feitos pelo autor na ação. Transação penal – Nos crimes de menor potencial ofensivo. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. Tráfico internacional de pessoas – Promover. Mato Grosso. Ver artigos 3° a 5° do Código Tributário Nacional e artigo 145 da Constituição Federal. O serviço do júri será obrigatório. Turpis causa – Causa torpe. exigir. Tribunal Regional Federal – Segunda instância da Justiça Federal. em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano. da Constituição da República). raima.TJ MG Tipo penal – É a descrição abstrata. com sede no Rio de Janeiro. Única instância – Instância que não se gradua em mais de uma ou onde o processo se subordina a uma única jurisdição. sendo irrelevantes para qualificá-la: a denominação e demais características formais adotadas pela lei. Paraíba. Diz-se que o MP é uno porque os procuradores integram um só órgão. A 3ª Região tem sede em São Paulo e tem jurisdição sobre São Paulo e Mato Grosso do Sul. serem cidadãos maiores de vinte e um anos. Rondônia. Ver artigo 231 do Código Penal. bem como a existência de provas que convençam o juiz da veracidade da alegação. amparo. Tributo – Tributo é toda prestação pecuniária compulsória. Minas Gerais. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. abrangidas ou não pela Lei dos Juizados Especiais Criminais. por lei ou por testamento. a destinação legal do produto da sua arrecadação. Goiás. e de 21 jurados que serão sorteados dentre os alistados. seja porque já passou por todos os recursos possíveis. Constitucionalmente são assegurados para as atividades do Tribunal do Júri a) a plenitude de defesa. Bahia. estabelecida em norma penal incriminadora. Ver artigo 89 da Lei nº 9. com sede em Brasília. A 4ª Região. de pessoa que venha exercer a prostituição ou a saúda de pessoa para exercê-la no exterior. Una voce – Consensual. Tráfico de influência – É um dos crimes praticados por particular contra a administração em geral. abarca os estados do Ceará. O título comprova a existência daquela dívida. a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função. Expressão empregada para qualificar a decisão judicial que ultrapassa o interesse manifestado pelas partes na ação. inciso XXXVIII. certeza e exigibilidade. Maranhão. Podem ser judiciais (quando derivam de atos firmados em um processo judicial) ou extrajudiciais. vantagem ou promessa de vantagem. cobrar ou obter. d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. de comportamentos do agente capazes de violar bem juridicamente protegido. poderá propor a suspensão do processo. Unidade – Um princípio institucional do Ministério Público (artigo 127. reconhecendo a divergência do objeto submetido a julgamento. desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime. parágrafo 1º. Exige alguns requisitos. proteção. Piauí. c) a soberania dos veredictos. por dois a quatro anos. São tributos: impostos. abrange os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A 1ª Região. abrange os estados da Região Sul. taxas e contribuições de melhoria. inexistindo entre o MPF e o MP Estadual ou entre o MP de cada estado. Amazonas. O TRF-2. sob a direção de um só chefe. defesa. pede a interpretação fundamental de 70 . devendo os jurados. Tutela – Encargo ou autoridade que se confere a alguém. para si ou para outrem. A pena é aumentada da metade. sediada em Porto Alegre. bem como para representá-lo ou assistir-lhe nos atos da vida civil. ao oferecer a denúncia. e multa. que não constitua sanção de ato ilícito. bem como membros do Ministério Público Federal e advogados (quinto constitucional). cuja sede fica em Recife. Ver artigo 273 e parágrafos do Código de Processo Civil. Pernambuco. para administrar os bens e dirigir e proteger um menor que se acha fora do pátrio poder. seja porque o prazo para recorrer terminou. São requisitos obrigatórios de todo título executivo a liquidez. dependência ou sujeição vexatória. Título executivo – É o documento que se apresenta perante um juiz para se requerer a execução de uma dívida ou obrigação a que se comprometeu o devedor. salvo o extraordinário. A pena prevista é de reclusão. da Constituição Federal e os artigos 433 a 438 do Código de Processo Penal. que é o seu presidente.

Sentença Sentença jurídica é o nome que se dá ao ato do juiz que extingue o processo decidindo determinada questão posta em juízo. e multa. ou multa. de ofício ou a requerimento da parte. Vara – É uma divisão na estrutura judiciária que corresponde à lotação de um juiz. exercer sem qualquer legitimidade uma função. Quando forem proferidos. de 13. as cidades formam as Subseções Judiciárias. a qual lhe servirá de título para transcrição no Registro de Imóveis. dar vista. no curso do processo. além daquela correspondente à violência. Nas mesmas penas deste artigo incorre quem a) permite ou facilita. o § 4 Os atos meramente ordinatórios. de seis meses a três anos. nem oposição. fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma. Vênia – Pedido de licença ou de permissão para contestação ou contradição respeitosa. indevidamente.g. mediante atribuição. 3) Atos do Juiz: sentença. acórdão. Ver artigo 322 do Código Penal. devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessários. o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública. Voto – Posição individual do juiz ou ministro manifestada no julgamento de um processo.(Incluído pela Lei nº 11. artigos 183. no exercício de função ou a pretexto de exercê-la.257/01). Violação de sigilo funcional – É um dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral. As sentenças e acórdãos serão proferidos com observância do disposto no art. possuir como seu um imóvel. e. Usura – Cobrança manifestamente desproporcionada de juros. independem de despacho. 163. do acesso restrito. Dos Atos do Juiz Art. Quando utilizado na terminologia jurídica brasileira. a cujo respeito a lei não estabelece outra forma. ou facilitar-lhe a revelação. se o fato não constitui crime mais grave. as demais decisões serão fundamentadas.TJ MG seus pares para a controvérsia. 165. Ver artigos 550 a 553 e 618 a 619 do Código Civil. pode ser feita eletronicamente. Consiste em revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo. decisões interlocutórias e despachos. é a aquisição do domínio pela posse continuada.) – Por exemplo. por sua vez. funciona da seguinte maneira: o Estado é chamado de Seção Judiciária. o § 3 São despachos todos os demais atos do juiz praticados no processo. 162. sem interrupção. Ex. Modalidade de aquisição de coisa imóvel ou móvel em razão do decurso do tempo desde que atendidos determinados requisitos definidos na lei civil. Violência arbitrária – É um dos crimes praticados por funcionário público contra a adminstração em geral.1994) Art. no todo ou em parte. refere-se sempre ao mandado de segurança e ao habeas corpus.390 e seguintes do Código Civil. Vista – Ato pelo qual alguém recebe os autos de um processo como direito de tomar conhecimento de tudo o que nele se contém. No caso da Justiça Federal. A pena prevista é de detenção. A assinatura dos juízes. registrando em súmula a decisão. W Usufruto – É o direito real de fruir as utilidades e frutos de uma coisa. resolvendo o conflito de interesses que suscitou a abertura do processo entre as partes. o § 1 Sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. móveis ou imóveis. 191 da Constituição Federal e artigos 9° e seguintes do Estatuto da Cidade (Lei n° 10. datados e assinados pelos juízes. verbalmente. Os despachos. resolve questão incidente. submetendo-os aos juízes para revisão e assinatura. de 2005) V o § 2 Decisão interlocutória é o ato pelo qual o juiz. Cada Vara está sob a responsabilidade de um juiz titular. adquirir-lheá o domínio. podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença.419. os frutos e utilidades. Ver artigo 325 do Código Penal. abrangendo-lhe.12. são divididas em Varas. de 2006). independentemente de título de boa-fé que. ainda que de modo conciso. ordem escrita. b) se utiliza. como a juntada e a vista obrigatória. a pena será de reclusão. 164. se presume. Voluntas legis – A vontade da lei.g. Por exemplo. A sentença assume feições próprias de acordo com os 71 . o usucapião de imóvel: aquele que. tração Pública ou a outrem. Usurpação – É uma ação forçada para retirar uma coisa de alguém. de seis meses a dois anos. 458. Ver artigos 1. de dois a seis anos. ou ainda. Vacatio legis – Período de tempo entre a publicação da lei e a sua vigência. por 20 anos. Verbi gratia (v. 267 e 269 desta Lei. Se da ação ou omissão resulta dano à Adminis- Atos de Ofício Art. Art.952. na forma da lei.232. Pode recair em um ou mais bens. Os atos do juiz consistirão em sentenças. A pena prevista é de detenção. decisão interlocutória e despacho. sentenças e acórdãos serão redigidos. decisões. as quais. em tal caso. Parágrafo único. o taquígrafo ou o datilógrafo os registrará. (Redação dada pelo Lei nº 11. Consiste na prática de violência.: pedir vista. Usucapião – Na definição de Clóvis Beviláquia. Recebe a denominação de acórdão o julgamento proferido pelos tribunais. (Incluído pela Lei nº 8. em todos os graus de jurisdição. O usufruto de imóveis deve ser registrado no Cartório de Registro de Imóveis. enquanto temporariamente destacado da propriedade. Writ – Termo inglês que significa mandado.

mas hoje não é mais assim.quando o réu reconhecer a procedência do pedido. Sentença no ordenamento jurídico brasileiro Tipos de sentenças  Sem resolução de mérito (art. mas em todos eles compreende a finalidade essencial de solucionar uma questão posta em julgamento.são as que resolvem a pendenga. Desta forma. ao contrário XI . vez que muitas vezes se faz necessária a liquidação da sentença e/ou sua execução. 269 CPC) . além do registro de tudo que ocorreu no transcorrer do processo.869. cada prova não tem um valor pré-determinado pela lei. etc. se o juiz não analisar todos os pedidos é chamada citra petita Vl . conforme artigo 162. Art. servindo de compreensão do dispositivo e também de instrumento de aferição da persuasão racional e lógica da decisão. será nula o que. o tópico final em que.quando. Gera coisa julgada meramente formal.quando não concorrer qualquer das condições da ação. Se analisar fora do pedido a sentença. X . IV . O juiz somente pode decidir sobre questões propostas no processo. b) fundamentação: são as razões que levaram o juiz a decidir dessa ou daquela forma. aplicando a lei ao caso concreto. o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias. inciso IX. Art. desde que o faça em consonância com as provas dos autos e fundamente sua decisão. descrevendo-o em seus termos essenciais. ação rescisória. Ao contrário. Se a sentença julga o mérito. desde que sanados os eventuais "vícios" que levaram à extinção sem resolução de mérito. é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. no todo ou em parte. o que impossibilita ingresso de nova ação para decidir o mesmo mérito. porque define a lide. Extingue-se o processo. c) dispositivo: é a conclusão. Sua falta também gera nulidade. pois ainda caberá recurso dessa decisão. até a o momento da sentença. No Brasil. as razões que fundaram seu pedido. III .quando o autor desistir da ação. Haverá resolução de mérito: I . Gera coisa julgada material. 267.TJ MG diversos sistemas jurídicos existentes.quando ocorrer confusão entre autor e réu. De igual modo. pois mesmo esta pode ser atacada por meio de recurso. Nos demais casos é meramente terminativa. Vlll .quando o autor renunciar ao direito sobre que se funda a ação. sem julgar-lhe a causa.extingue o processo sem analisar a questão que se deseja resolver por meio do processo. é o ato do juiz pelo qual o mesmo extingue o processo. Não põe fim ao processo. acolhe ou rejeita. a legitimidade das partes e o interesse processual. Os requisitos estão expressos no artigo 458 do Código de Processo Civil e são essenciais:~ III . afirmar que a sentença era o ato do juízo que dava fim a causa não era correto. nessa parte. não põe fim ao processo. Sentença no Processo Civil A sentença no Brasil. A fundamentação é garantia prevista no artigo 93. É esta parte da sentença que transita em julgado. como a qualificação das partes. dão uma resposta (tutela) à necessidade das partes no caso concreto. IV . 267 CPC) . 267 e 269 desta Lei. V . diz-se que é definitiva. Vll . a) relatório: é o resumo do que contém os autos.pela convenção de arbitragem. o que é chamado princípio do livre convencimento motivado ou princípio da persuasão racional. 269. a resposta do requerido/réu.quando a ação for considerada intransmissível por disposição legal. é chamado de extra petita. IX . de 11 de janeiro de 1973). Il . É o documento que vai assegurar à parte vencedora o seu direito. Revela a argumentação seguida pelo juiz. por uma das causas do art. sem resolução de mérito: I . é válida a sentença. O juiz é livre para decidir. no meio jurídico.  Com resolução de mérito (art. V . o relatório é dispensado. quais as pretensões do autor.quando ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes. A antiga redação do Código de Processo Civil afirmava que a sentença era o o ato do juiz que punha término ao processo.quando o juiz indeferir a petição inicial. Atos de Ofício 72 .quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. Requisitos da sentença II . segundo a fundamentação. rejeitando ou provendo seus pedidos (em sua totalidade ou não) ou ainda. 267 do CPC. o que possibilita ingresso de nova ação pretendendo o mesmo objetivo. O juiz não pode deferir ou indeferir um pedido sem fundamentar. A falta do relatório acarreta nulidade da sentença. A falta de dispositivo não leva à nulidade. ainda que muito sucinto.quando se verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo. pois se entende que mesmo após a sentença o processo continua. como a possibilidade jurídica. mas ao fato da sentença ser considerada como inexistente.quando o juiz acolher a alegação de perempção. da Constituição Federal. o pedido formulado pelo autor. por não promover os atos e diligências que Ihe competir. Assim sendo deve-se entender a sentença como o ato do juiz pelo qual o mesmo julga a causa em seu mérito de forma parcial ou plena. quando for o caso.quando as partes transigirem. litispendência ou de coisa julgada. Se foi julgado além do pedido é chamado ultra petita. decidindo ou não o mérito da causa.nos demais casos prescritos neste Código. Se existente o relatório. No juizado.quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor. § 1º. do Código de Processo Civil Brasileiro (Lei nº 5.

e frequentemente a inobservância de uma forma pode acarretar a 73 . plenário etc. o voto vencido. as quais atribuem como mandamentais. levado à assinatura da autoridade a quem compete referendá-la ou decretá-la. o deferimento ou não de produção de provas e o julgamento das exceções. Decisão interlocutória Decisão interlocutória. a termos adequados. 556 e 564.  Sentença constitutiva . plenário etc. na qualidade de relator. ainda englobam a obrigação de fazer e de não-fazer.  Sentença ultra petita .). órgão especial. via de regra. dos membros componentes do órgão julgador (câmara. os atos jurídicos em geral costumam ser classificados em solenes ou não solenes. sem dar uma solução final à lide proposta em juízo (característica esta da sentença). mas tão-somente os principais pontos da discussão. ou o resumo do que se contém uma 'norma. Caso a votação não seja unânime. dando mais do que o postulado. de presidente ou vice-presidente. órgão especial.TJ MG Acórdão do que está contido na fundamentação. excluindo as obrigaçoes ativas e omissivas. sob a alegação de que as formas ensejam longas e inúteis querelas.advertia Chiovenda_ "abundam censuras às formas judiciais. que emanam de um órgão monocrático.determina o cumprimento de uma prestação. resumida. seja um desembargador ou ministro de tribunais — estes. Ainda existem as 3 classificações da sentença em relação à análise do pedido (o que não diz respeito à nada do acima exposto):  Sentença citra petita . Alguns autores ainda atribuem a expedição de ordm de fazer ou de não fazer. 563 do Código Processo Civil. classificação e publicidade. porque toda e qualquer questão surgida no desenvolvimento do processo pode gerar decisão judicial. seção. processos que correm em segredo de justiça. o entendimento divergente. a lugares e tempo expressamente previstos em lei.  Sentença declaratória . no ordenamento jurídico brasileiro.  Sentença mandamental .cria ou modifica uma relação jurídica. em que a parte desfavorecida da sentença (erroneamente chamada de vencida). Atos de Ofício "Entre os leigos". 163. Solenes são aqueles para os quais a lei prevê uma determinada forma como condição de validade. São exemplos: o deferimento ou não de liminar. o que determina a citação do Réu ou nomeia perito. expedida para que alguma das partes cumpra algo. Quanto à forma. Não é possível elencar exaustivamente as decisões interlocutórias. Forma é o conjunto de solenidades que se devem observar para que o ato jurídico seja plenamente eficaz.declara e contém ordem. 164. Despacho Despachos são ―todos os demais atos do juiz praticados no processo. ou seja.o juiz não examina tudo que foi pedido. se subordinam à forma escrita. seção. e o resultado da votação. turma. 162). 458. os acórdãos devem ser proferidos em observância ao disposto no art. Acórdão é a decisão do órgão colegiado de um tribunal (câmara. não abrangendo toda a extensão e discussão em que se pautou o julgado. por exemplo. deve apresentar o nome de seu relator.alguns doutrinadores dizem que a condenação diz respeito à pecúnia.  Sentença extra petita . o relatório. que decide questão incidental. Outros dispositivos que fazem referência ao acórdão no Código de Processo Civil são os arts. São atos que dizem respeito apenas ao andamento normal do processo. a fundamentação e a parte dispositiva — na qual se encontra a decisão propriamente dita —. nulidade. que se diferencia da sentença. literalmente tem de pagar à parte favorecida (erroneamente chamada de vencedora). quanto os atos de sua competência. art.o juiz examina além do que foi pedido. os atos de forma livre. normalmente. ou seja. de ofício ou a requerimento da parte. da conclusão a que se chegou. É através da forma que a declaração de vontade adquire realidade e se torna ato jurídico processual.a cujo respeito a lei não estabelece outra forma‖ (CPC. da decisão interlocutória e do despacho. O recurso cabível contra as decisões interlocutórias no direito processual civil brasileiro é o agravo que pode ser de duas espécies: agravo retido e o agravo de instrumento. Trata-se. De acordo com o art. Outros além desta.declara a existência ou inexistência de uma relação jurídica. que significa o resumo que se faz dos princípios expostos em uma sentença ou em um acórdão. 165 do Código de Processo Civil brasileiro. 4) Atos processuais: forma. obrigatoriamente. como. devem conter. que podem ser praticados independentemente de qualquer solenidade e que se provam por quaisquer dos meios de convencimento admitidos em direito. portanto. por exemplo. seja este um juiz de primeiro grau. como as demais decisões judiciais. turma. isto é. E não solenes.  Sentença executiva . Os atos processuais são solenes porque. Há constituição de um novo estado jurídico. Este registro é especialmente importante pois as decisões não-unânimes comportam embargos infringentes. que não transita em julgado. e uma ementa conforme o art. é um dos atos processuais praticados pelo juiz no processo. o acórdão de uma representação. Classificação das Sentenças Naturezas da Sentença em processo de cognição (conhecimento):  Sentença condenatória . O acórdão. mesmo que de um membro apenas órgão julgador deverá ser exposto no acórdão.o juiz decide coisas diversas da postulada pelas partes.).

247. a forma. portanto. Art. conforme se vê dos arts. baseado no sujeito que tenha praticado o ato processual. as solenidades exageradas e imotivadas. a não ser que dela tenha decorrido a não consecução da finalidade do ato. que dele dependam. expressamente. desde que não resulte prejuízo à defesa. 244. de maneira que o ato não produzirá eficácia jurídica. consistentes em declarações unilaterais ou bilaterais de vontade. todavia. No entanto é de ser observado que a orientação seguida pelo CPC brasileiro é a subjetiva. e não por mero capricho do legislador. de maneira clara. É nulo o processo. Nulidades Art. prevalecer sobre a forma a substância e a finalidade do ato processual. Quando. atos de conclusão – atos decisórios do juiz e dispositivos das partes (renúncia. que levaria ao caos e à inutilização do processo como meio hábil de composição dos litígios (pois é impossível conceber-se o processo desligado da forma. Quando a lei prescrever determinada forma. condenar é o excesso de formas.TJ MG perda do direito. 154. conforme o mesmo dispositivo legal. não incide a regra liberal do art. sem cominação de nulidade. como os oficiais de justiça. as formas que prescrevem são relevantes. produzem imediatamente a constituição. ressalvada a observação feita por José Frederico Marques. 158. Quando a lei prescrever determinada forma. Para o Código. como soem ser os do processo. ou suprir-lhe a falta. Anulado o ato. a fim de que sejam repetidos. muito embora. quando o Ministério Público não for intimado a acompanhar o feito em que deva intervir. direção e formação). Parágrafo único. sua ausência carreia a desordem. (considerando o objeto do ato praticado). atos de desenvolvimento – destinados à movimentação do processo: instrução (provas e alegações) e ordenação (impulso. e ambicionam-se sistemas processuais simples e destituídos de formalidades. Se o processo tiver corrido. o Por isso. testemunhas. Dar-se-á o aproveitamento dos atos praticados. razoavelmente. provando a parte legítimo impedimento. o juiz não a pronunciará nem mandará repetir o ato. peritos. que dela sejam independentes. 158-161. 154 dispõe que "os atos e termos processuais não dependem de forma determinada. desenvolvimento e conclusão. o texto legal cominar. Não se aplica esta disposição às nulidades que o juiz deva decretar de ofício. Classificação dos atos processuais Não há consenso na doutrina sobre a classificação dos atos processuais. ainda que a ciência da in ius vocacio tenha efetivamente chegado ao réu. no sentido de que os atos de auxiliares e terceiros ainda não foram sistematizados. O erro de forma do processo acarreta unicamente a anulação dos atos que não possam ser aproveitados.com Assim. 248. a nulidade de uma parte do ato não prejudicará as outras. ou retificados. A nulidade dos atos deve ser alegada na primeira oportunidade em que couber à parte falar nos autos. 249. enquanto outros preferem o critério subjetivo. a classificação não seja completa. ordenando as providências necessárias. atos da parte. http://www. reputam-se de nenhum efeito todos os subsequentes. a pena de nulidade para a inobservância de determinada forma. mas sua inobservância não é causa de nulidade. senão quando a lei expressamente a exigir". Art. todavia. realizados de outro modo. As citações e as intimações serão nulas. quanto possível. Art. c. O que se pode. Mas. O juiz. Uns preferem critérios objetivos. o art. Dos Atos da Parte Parágrafo único. 243. 246. sob pena de nulidade. o juiz o anulará a partir do momento em que o órgão devia ter sido intimado. nos atos jurídicos mais importantes. transação. Art. b. reputar-se-ão válidos os atos que. A experiência. pois que. Atos de Ofício 74 . é sempre instituída pra segurança das partes. ainda quando houver a exigência de determinada solenidade. sob pena de preclusão. sem conhecimento do Ministério Público. as modernas legislações processuais não sacrificam a validade de atos por questões ligadas ao excessivo e intransigente rigor de forma. outras pessoas praticam atos processuais. atos do escrivão. Ihe alcançar a finalidade. quando feitas sem observância das prescrições legais. as prescrições legais. Art. etc). como no caso das citações (art. Sem se chegar ao extremismo da ausência de forma. declarará que atos são atingidos. lhe preencham a finalidade essencial. quando se relacionam com atos meramente instrumentais. 162-165. atos de iniciativa – destinados a instaurar a relação processual (petição inicial). ao pronunciar a nulidade. na visão objetiva os atos processuais podem ser: a. o juiz considerará válido o ato se.angelfire. Realmente. nosso Código faz. Art. A classificação objetiva mostra os atos de acordo com os momentos essenciais da relação jurídica processual: nascimento. Assim. a confusão e a incerteza". Art. a fim de se observarem. devendo praticar-se os que forem necessários. realizado de outro modo. o § 1 O ato não se repetirá nem se Ihe suprirá a falta quando não prejudicar a parte. 245. a decretação desta não pode ser requerida pela parte que Ihe deu causa. 250. tem demonstrado que as formas são necessárias no processo tanto ou mais que em qualquer relação jurídica. A virtude está no meio-termo: a forma é valiosa e mesmo imprescindível na medida em que se faz necessária para garantir aos interessados o proveito que a lei procurou visar com sua instituição. Parágrafo único. atos do juiz e 166-177. todavia. § 2 Quando puder decidir do mérito a favor da parte a quem aproveite a declaração da nulidade. Art. nem prevalece a preclusão. a modificação ou a extinção de direitos processuais. Os atos das partes.247).

salvo se aqueles forem inutilizados e estas expressamente ressalvadas. papéis e documentos que entregarem em cartório. o § 1 Serão. cotas marginais ou interlineares. 267 e 269 desta Lei. O escrivão numerará e rubricará todas as folhas dos autos. inciso Xl. de 2006). por meio de petição. (Redação dada pela Lei nº 8. o número de seu registro. fora do horário estabelecido neste artigo.1994) o § 4 Os atos meramente ordinatórios. de 2006). o § 1 Depois de conferir a cópia. 168. É vedado usar abreviaturas. a ocorrência. devendo o juiz decidir de plano. vista. dos quais constará a reprodução de todos os atos e termos do processo original.952. como a juntada e a vista obrigatória. nos autos. a natureza do feito. o § 2 Quando se tratar de processo total ou parcialmente eletrônico. Parágrafo único. serão sempre acompanhados de cópia. de 13. Não se admitem. esta deverá ser apresentada no protocolo. submetendo-os aos juízes para revisão e assinatura. bem como pelos advogados das partes. Art. o juiz mandará riscá-las. ou de outro método idôneo. 166. dentro do horário de expediente. observado o o disposto no art. nos termos da lei de organização judiciária local. resolve questão incidente. 162. Art. sob pena de preclusão. (Incluído pela Lei nº 11. arrazoados. Poderão as partes exigir recibo de petições. o § 2 Os autos suplementares só sairão de cartório para conclusão ao juiz. de ofício ou a requerimento da parte. de 2006). pode ser feita eletronicamente. o § 2 A citação e a penhora poderão. impondo a quem as escrever multa correspondente à metade do salário mínimo vigente na sede do juízo. verbalmente.952. da estenotipia. Art. os atos processuais praticados na presença do juiz poderão ser produzidos e armazenados de modo integralmente digital em arquivo eletrônico inviolável. o § 1 Sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. (Incluído pela Lei nº 11. Quando estas não puderem ou não quiserem firmá-los. emendas ou rasuras. da Constituição Federal.12. e procederá do mesmo modo quanto aos volumes que se forem formando. quando o adiamento prejudicar a diligência ou causar grave dano. de 13.952. É defeso lançar. Salvo no Distrito Federal e nas Capitais dos Estados. nos autos. de 13.12. em todos os graus de jurisdição. Quando forem proferidos.1994) Art. o § 3 Quando o ato tiver que ser praticado em determinado prazo. o escrivão ou chefe da secretaria irá formando autos suplementares. 171. em qualquer juízo ou tribunal. eventuais contradições na transcrição deverão ser suscitadas oralmente no momento da realização do ato. no curso do processo. É lícito o uso da taquigrafia.12.12. decisões. Ao receber a petição inicial de qualquer processo. registrando-se a alegação e a decisão no termo. aos advogados. A assinatura dos juízes.1994) Parágrafo único.419. o taquígrafo ou o datilógrafo os registrará. Art. ou nos dias úteis. 160. A desistência da ação só produzirá efeito depois de homologada por sentença. datados e assinados pelos juízes. de 2006). Os atos e termos do processo serão datilografados ou escritos com tinta escura e indelével. (Incluído pela Lei nº 11. Art. e mediante autorização expressa do juiz. Atos de Ofício o § 3 No caso do § 2 deste artigo.232. aos peritos e às testemunhas é facultado rubricar as folhas correspondentes aos atos em que intervieram. (Incluído pela Lei nº 8. Parágrafo único. 172. conclusão e outros semelhantes constarão de notas datadas e rubricadas pelo escrivão. decisões interlocutórias e despachos. de 13. Art. devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessários. procedendo da mesma forma quanto aos suplementares.419. (Redação dada pela Lei nº 8.419. Os atos do juiz consistirão em sentenças. mencionando o juízo. ainda que de modo conciso. assinando-os as pessoas que neles intervieram. 163. (Redação dada pelo Lei nº 11. realizar-se em domingos e feriados. Do Tempo Art. as demais decisões serão fundamentadas. o escrivão a autuará. na forma da lei. As sentenças e acórdãos serão proferidos com observância do disposto no art. todavia.952.952. mediante registro em termo que será assinado digitalmente pelo juiz e pelo escrivão ou chefe de secretaria.12.TJ MG Parágrafo único. Art.1994) 75 . 458. 169. Art. Os termos de juntada. (Redação dada pela Lei nº 8. todas as petições e documentos que instruírem o processo.419.952. a cujo respeito a lei não estabelece outra forma. Recebe a denominação de acórdão o julgamento proferido pelos tribunais. de 13. (Incluído pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 8. datada e assinada por quem os oferecer. os nomes das partes e a data do seu início. em casos excepcionais.1994) Dos Atos do Escrivão ou do Chefe de Secretaria Art. não constantes de registro público. concluídos depois das 20 (vinte) horas os atos iniciados antes. de 2005) o o § 2 Decisão interlocutória é o ato pelo qual o juiz. na falta dos autos originais. o escrivão certificará. sentenças e acórdãos serão redigidos. Às partes.1994) Art. nos atos e termos.(Incluído pela Lei nº 11. 164. o § 3 São despachos todos os demais atos do juiz praticados no processo. independem de despacho. na forma da lei. espaços em branco. Os despachos. de 13. Dos Atos do Juiz Art. 170. bem como entrelinhas. DO TEMPO E DO LUGAR DOS ATOS PROCESSUAIS Art. das 6 (seis) às 20 (vinte) horas. 159. aos órgãos do Ministério Público. Os atos processuais realizar-se-ão em dias úteis. 165. 161.12. 5 . 167. o § 1 É vedado usar abreviaturas.

o direito de praticar o ato. Art. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos § 1 O juiz fixará o dia do vencimento do prazo da prorrogação. porém. tendo em conta a complexidade da causa. Atos de Ofício 76 . São feriados. 177. ou de obstáculo arguido pelo interessado e acolhido pelo juiz. Art. 181. Art. estabelecido pela lei ou pelo juiz. I e III. Art. 846). Processam-se durante as férias e não se suspendem pela superveniência delas: § 2 Verificada a justa causa o juiz permitirá à parte a prática do ato no prazo que Ihe assinar. à parte provar que o não realizou por justa causa. Art. 173. 178. bem como as mencionadas no art. reduzir ou prorrogar o prazo dilatório. 187. I . a arrecadação. Excetuam-se: prorrogar quaisquer prazos.10. de dação ou remoção de tutores e curadores. Art. o sequestro. computar-seão os prazos. só tem eficácia se. Das Disposições Gerais Art. 190. É defeso às partes.TJ MG Art.a produção antecipada de provas (art.1990) Art. será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte. de 1º. o § 1 Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil se o vencimento cair em feriado ou em dia em que: (Redação dada pela Lei nº 5. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. contados: Art. Art. 240 e parágrafo único). DOS PRAZOS Art.da data em que houver concluído o ato processual anterior.925. referida no n Il. e que a impediu de praticar o ato por si ou por mandatário. Podem. Art. a nunciação de obra nova e outros atos análogos.10. os prazos que este Código Ihe assina. de comum acordo.as decisões. o II . o juiz determinará os prazos. extingue-se. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor. requerida antes do vencimento do prazo. O juiz proferirá: I . mas nunca por mais de 60 (sessenta) dias. ficando salvo. Art. se Ihe foi imposto pela lei. a prisão. Art. certificará o serventuário o dia e a hora em que ficou ciente da oro dem. O prazo para a resposta do réu só começará a correr no primeiro dia útil seguinte ao feriado ou às férias. Decorrido o prazo. todavia. Os atos processuais realizar-se-ão nos prazos prescritos em lei. 191. a abertura de testamento. Em caso de calamidade pública.925. de 13. O prazo. os domingos e os dias declarados por lei. Em qualquer grau de jurisdição. a penhora. Art. a separação de corpos. Parágrafo único. 189. o depósito. 182.as causas de alimentos provisionais. de 1º.079. I . 183. alheio à vontade da parte. 174. excluindo o dia do começo e incluindo o do vencimento. a convenção. pode o juiz exceder. 275. no prazo de 10 (dez) dias. no prazo de 2 (dois) dias.1973) III . I . Do Lugar o § 2 Os prazos somente começam a correr do primeiro dia útil após a intimação (art. quando determinada pelo juiz. II . (Redação dada pela Lei nº 8. independentemente de declaração judicial. quando possam ser prejudicados pelo adiamento. I . é contínuo. 265. § 2 As custas acrescidas ficarão a cargo da parte em favor de quem foi concedida a prorrogação. O juiz poderá. Durante as férias e nos feriados não se praticarão atos processuais. Quando esta for omissa.1973) o II . efetuar-se em outro lugar.9. 176.todas as causas que a lei federal determinar. Ao receber os autos. Incumbirá ao serventuário remeter os autos conclusos no prazo de 24 (vinte e quatro) horas e executar os atos processuais no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. A superveniência de férias suspenderá o curso do prazo. de interesse da justiça.os atos de jurisdição voluntária bem como os necessários à conservação de direitos. 180. casos em que o prazo será restituído por tempo igual ao que faltava para a sua complementação.o expediente forense for encerrado antes da hora normal. a busca e apreensão. Podem as partes. poderá ser excedido o limite previsto neste artigo para a prorrogação de prazos.for determinado o fechamento do fórum. Art. e bem assim o arresto. reduzir ou prorrogar os prazos peremptórios.os despachos de expediente. II . o Parágrafo único. por igual tempo. Os atos processuais realizam-se de ordinário na sede do juízo. Salvo disposição em contrário. § 1 Reputa-se justa causa o evento imprevisto. (Redação dada pela Lei nº 5.da data em que tiver ciência da ordem. 175. 184. Suspende-se também o curso do prazo por obstáculo criado pela parte ou ocorrendo qualquer das hipóteses do art. Computar-se-á em quádruplo o prazo para contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. Art. a fim de evitar o perecimento de direito.a citação. havendo motivo justificado. os embargos de terceiro. o que Ihe sobejar recomeçará a correr do primeiro dia útil seguinte ao termo das férias. Art. 185. II . 179. para efeito forense. ainda que todas estejam de acordo. Não havendo preceito legal nem assinação pelo juiz. em razão de deferência. nas comarcas onde for difícil o transporte. 186. se fundar em motivo legítimo. 188. porém. o Parágrafo único. não se interrompendo nos feriados.

hoje em dia. o princípio da publicidade do processo está relacionado ao direito de acesso às fontes de informação (Constituição. em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação”. designando outro juiz para decidir a causa. às próprias partes e a seus advogados. sob pena de nulidade. conversão desta em divórcio. perderá o direito à vista fora de cartório e incorrerá em multa.TJ MG A GARANTIA DA PUBLICIDADE DO PROCESSO E A DIVULGAÇÃO DE ATOS PROCESSUAIS PELA MÍDIA: LIMITES E PRECAUÇÕES ATINENTES AO PROCESSO CIVIL para contestar. Os atos processuais são públicos. todavia. a doutrina costuma dividir a publicidade dos atos processuais em duas categorias: a da publicidade interna. de modo geral. 93. 1965. quanto a terceiros. Compete ao juiz verificar se o serventuário excedeu. Em outras palavras. 12). a Convenção Européia para a Salvaguarda dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais (1950). riscar o que neles houver escrito e desentranhar as alegações e documentos que apresentar. IX. e fundamentadas todas as decisões. o juiz mandará instaurar procedimento administrativo. em seus artigos 5º. A garantia da publicidade dos atos processuais está prevista na Constituição da República. 192. O terceiro. aquela dirigida às partes e seus procuradores. para recorrer e. Distribuída a representação ao órgão competente. 198. os prazos que este Código estabelece. Il . O advogado deve restituir os autos no prazo legal.515. Art. a garantia da publicidade dirige-se tanto aos sujeitos processuais. cujas bases consistiam. em segredo de justiça os processos: I . que estabelecem. VIJANDE. Com apoio nessa distinção quanto ao destinatário da garantia. Trata-se de garantia consagrada nos ordenamentos jurídicos de diversos países e em importantes tratados internacionais. XIV).em que o exigir o interesse público. destinada a terceiros alheios à relação jurídica processual. Correm. O relator.1977) Parágrafo único. ou seja. Apurada a falta. separação dos cônjuges. sejam estes escritos ou orais. como dito. 196. de 26. 88). No que tange à publicidade interna. Art. ou somente a estes. mandará o juiz. Art. p. O direito de consultar os autos e de pedir certidões de seus atos é restrito às partes e a seus procuradores. para falar nos autos. conforme as circunstâncias. de modo que. a publicidade dos atos processuais tem sido considerada. instaurar-se-á procedimento para apuração da responsabilidade. e a da publicidade externa. por exemplo. 195 e 196. que demonstrar interesse jurídico. não há dúvidas de que ele deve ser o mais amplo possível. fora das hipóteses de sigilo legalmente permitidas (Constituição da República. 193. (Redação dada pela Lei nº 6. sem motivo legítimo. até mesmo Atos de Ofício 77 . que a elevou à categoria de direito fundamental. p. Apurada a falta. Em todos os atos e termos do processo é obrigatório o uso do vernáculo.que dizem respeito a casamento. Art. as quais. Quando a lei não marcar outro prazo. intimado. De fato. IX e Código de Processo Civil. pois. Art. 194. Como conquista do pensamento liberal. artigo 5º. 156. É lícito a qualquer interessado cobrar os autos ao advogado que exceder o prazo legal. a inobservância dessa garantia acarreta nulidade do ato processual em questão. as intimações somente obrigarão a comparecimento depois de decorridas 24 (vinte e quatro) horas. como. 234 e GARCÍA. alimentos e guarda de menores. na vedação a julgamentos arbitrários e secretos. bem como de inventário e partilha resultante do desquite. parte integrante da garantia constitucional do direito à informação (DINAMARCO. Só poderá ser junto aos autos documento redigido em língua estrangeira. A disposição do artigo anterior aplicar-se-á aos tribunais superiores na forma que dispuser o seu regimento interno. respectivamente: “a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem” e “todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos. A publicidade do processo surgiu. em determinados atos. Se. estão representadas pelos atos processuais. Aplicam-se ao órgão do Ministério Público e ao representante da Fazenda Pública as disposições constantes dos arts. 157. art. Art. Existem dois modos de se compreender a publicidade do processo: a admissão dos terceiros (ou seja. Art. LX e 93. Parágrafo único. de ofício. quando acompanhado de versão em vernáculo. firmada por tradutor juramentado. como exigência natural do Estado liberal. no âmbito do processo. Art. não os devolver dentro em 24 (vinte e quatro) horas. poderá avocar os autos em que ocorreu excesso de prazo. podendo a lei limitar a presença. do público) para assistir as atividades processuais e a necessidade de que toda a atividade processual seja realizada na presença de ambas as partes (CHIOVENDA. na forma da Lei de Organização Judiciária. 199. correspondente à metade do salário mínimo vigente na sede do juízo. Art. o juiz comunicará o fato à seção local da Ordem dos Advogados do Brasil. bem como na possibilidade de participação de todos os cidadãos nos assuntos públicos. 155. art. 1996. para o procedimento disciplinar e imposição da multa. 195. pode requerer ao juiz certidão do dispositivo da sentença. Art. 197. Qualquer das partes ou o órgão do Ministério Público poderá representar ao presidente do Tribunal de Justiça contra o juiz que excedeu os prazos previstos em lei. Tamanha é a importância da publicidade que o ordenamento brasileiro considera nulos os atos realizados sem a observância dessa garantia processual. 155). Helena Najjar Abdo Da Verificação dos Prazos e das Penalidades Art. filiação.12. 2005. Não o fazendo. p. sobretudo.

que a publicidade mediata. a legítima participação e possibilidade de reação das partes do processo estão condicionadas obviamente. Esse tipo de demanda tem. 158). são relativamente poucas as pessoas que costumam assistir às audiências e sessões de tribunais ou que se interessam pela leitura dos autos (1980. Com efeito. primordialmente. que a rejeição de determinada defesa processual deduzida por uma das partes (tal como a alegação de ilegitimidade passiva. a publicidade imediata traduz-se na possibilidade conferida ao público de acessar o local em que se realizam os atos processuais e. A finalidade da publicidade conferida a terceiros não está relacionada ao respeito à garantia do contraditório. a publicidade levada a cabo pelos meios de comunicação social. ou seja. ou seja. essa publicidade geral está ligada à possibilidade de terceiros – assim entendidos. quanto àquele outorgado a terceiros – dizem respeito. Evidentemente. de modo que este possa tomar as providências cabíveis no sentido de reagir contra tal ato. pelo cidadão comum. recorrendo da mencionada decisão. ainda que assim não seja. a qual se contrapõe à publicidade mediata (também conhecida por publicidade indireta ou extraprocessual). pois. pp. como esclarece a melhor doutrina. 1980. Não faz sentido. ou seja. Com efeito. 1955. 5º. a situação fica mais complexa quando se trata da publicidade dos atos processuais conferida ao público em geral. a publicidade das audiências. Ao lado da publicidade imediata. com certa margem de segurança. 2005. o processo civil também vem ganhando espaço no noticiário da mídia. À medida que a sociedade de massa foi se desenvolvendo. interesse somente para as partes do processo ou. com a respectiva divulgação pela mídia. pela própria lei. não seja levada ao conhecimento daquele que deduziu tal defesa. Paralelamente. citar os casos que envolvem questões de Estado. da honra e da imagem das partes envolvidas no processo (Constituição da República. PUBLICIDADE IMEDIATA E PUBLICIDADE MEDIATA Não se pode conceber. ao aspecto imediato da publicidade. O artigo 444 do mesmo diploma prevê. (CARNELUTTI. Como o próprio nome sugere. pode-se dizer. no dizer de CARNELUTTI. 1617). 234). (GOMES DA CRUZ. Como se vê. p. art. Todavia. p. uma vez que. como leciona BARBOSA MOREIRA. por exemplo. AS FUNÇÕES DA GARANTIA DA PUBLICIDADE Como exemplos de interesse público apto a justificar o curso do processo sob segredo de justiça. levar a público toda e intimidade de um casal que enfrenta uma separação litigiosa e/ou disputa a guarda dos filhos. de natureza estratégica. um dos braços do Estado. junto com o avanço dos meios de comunicação. bem como no resguardo da intimidade. Embora a doutrina não se aprofunde muito acerca dessa questão. têm recebido massiva cobertura dos meios de comunicação de massa. 5º. até porque já está abarcada pela garantia do contraditório. aquele que se desenvolve mediante a presença física dos eventualmente interessados. em alguns casos. alimentos e guarda de menores (inciso II). tal como um informe ou uma certidão dos autos.TJ MG para assegurar a efetividade da garantia do contraditório (Constituição. por exemplo. já há algum tempo. o contato direto e pessoal dos interessados com os atos processuais foi se tornando cada vez mais raro e menos importante. que constitui o público máximo que pode comparecer pessoalmente a salas de audiências. tem por objetivo primordial o de permitir o controle dos atos do Poder Judiciário. p. casos relacionados a inventos (propriedade industrial) etc. em segredo de justiça aqueles processos em que o exigir o interesse público (inciso I) ou disserem respeito a casamento. separação de cônjuges. mas. costuma-se Atos de Ofício Entender as funções da garantia da publicidade é tarefa indispensável para que seja possível compreender 78 . art. X). a publicidade em relação às partes e seus procuradores é questão pacífica. tal como questões relativas à defesa do consumidor ou do meio-ambiente. como se verá adiante. conversão desta em divórcio. correndo. à ciência dos atos que lhes dizem respeito (DINAMARCO. ver e ouvir tudo aquilo que ali se diz ou se faz. por exemplo). sessões de julgamento etc. 4). Essa publicidade é necessariamente limitada a uma centena de pessoas. com isso. Trata-se da chamada publicidade imediata (também denominada de publicidade direta ou processual). No dizer de CARNELUTTI. o Código de Processo Civil brasileiro contém normas próprias para disciplinar a situação: o artigo 155 dispõe que os atos processuais são públicos. mas. da vida privada. excetuando as hipóteses do artigo 155 acima referido. eventual interesse de terceiros fica suplantado pela necessidade de preservar a intimidade dos envolvidos. As considerações do item anterior – tanto no que tange ao acesso conferido às partes e a seus procuradores. desde que tal divulgação se dê dentro de determinados limites e de acordo com as próprias finalidades da garantia geral da publicidade. por exemplo. mas se realiza por algum modo intermediário. todavia. tal como ocorre nos feitos que tramitam sob o chamado segredo de justiça. LV). como todos aqueles que não ocupam uma posição particular no processo – estarem fisicamente presentes nos locais em que se celebram os atos processuais (1955. que não desperta grandes discussões. Normas de conteúdo análogo também são encontradas no Código de Processo Penal (artigos 20 e 792. 4). processos que envolvem ―celebridades‖ e aqueles que discutem algum tipo de interesse coletivo. filiação. O acesso de terceiros aos atos processuais é limitado. alguns atos processuais realizados em processos considerados “relevantes” passaram a ser objeto de publicidade mediata. a razão de ser desses dispositivos funda-se na prevalência da preservação do interesse público sobre a publicidade geral. geralmente. também seria parte integrante da garantia geral de publicidade dos atos processuais. aquela que não pressupõe o contato direto da pessoa interessada com os atos do processo. como se verá na sequência. existe a publicidade mediata. também. É mais comum que se realize a publicidade mediata de processos de natureza criminal. caput e § 1º) e na Consolidação das Leis do Trabalho (artigo 770). demandas cuja publicidade possa comprometer a segurança nacional e a manutenção da ordem pública. p.

A conjugação dessas ideias não deixa dúvidas de que a importância da publicidade mediata do processo diz respeito muito mais à consecução da segunda finalidade da garantia geral da publicidade. Entende-se que esse ponto merece atenção porque a divulgação dos atos e acontecimentos processuais pelos meios de comunicação alarga. A primeira lição que se deve ter em mente é a de que a publicidade do processo não é uma garantia que se exaure em si mesma: trata-se. o significado original previsto para o princípio da publicidade. a garantia da publicidade dos atos processuais tem dois escopos fundamentais. é mister que se realize sob os olhos do público. Tem relevância. EFEITOS DA PUBLICIDADE DO PROCESSO REALIZADA PELA MÍDIA E LIMITES À SUA REALIZAÇÃO Cumpre. isto é. a garantia da publicidade justifica-se pela necessidade de se conferir ao público a possibilidade de participar da administração da justiça e. A cláusula do devido processo legal impede que o indivíduo veja-se privado da liberdade ou de seus bens. a atuação dos meios de comunicação para que se permita um maior acesso popular às informações acerca de processos de interesse público. pressão do poder estatal. o que a publicidade processual tem condições de oferecer não é. vêse sozinho e desesperado ao tentar defender-se de imputação cujo teor desconhece completamente. a publicidade de uma decisão interlocutória concedendo ou denegando a antecipação de efeitos da tutela em demanda que verse. dentre os quais se encontra o princípio da publicidade. mediante um procedimento legítimo. mas apenas o exercício de uma espécie de vigilância crítica. uma vez que amplia consideravelmente o conhecimento dos atos processuais.TJ MG qual a sua importância para o ordenamento jurídico e. O segundo escopo da garantia da publicidade consiste. sejam eles de que natureza forem. inciso LIV da Constituição da República. atingindo um número indeterminado de pessoas. muitas vezes eleitos pelo voto popular. aquela realizada pelos meios de comunicação social) na concretização dos escopos da garantia da publicidade examinados no item precedente. intitulada O Processo. a proposital demora no cumprimento de atos processuais. na verdade. A obra do autor tcheco FRANZ KAFKA. sem a garantia que pressupõe a tramitação de um processo desenvolvido sob os contornos da lei. no mais das vezes. ao julgar às claras. também. esse segundo escopo da garantia da publicidade dos atos processuais afina-se com o disposto no caput do artigo 37 da Constituição. pois. Não é por outro motivo que a garantia da publicidade integra a cláusula do due process of law. a narrativa acaba sendo entremeada pela perspectiva subjetiva do narrador. tais como a parcialidade dos juízos. exatamente. p. a participação concreta e genuína do público na administração da justiça. Pode-se afirmar que são duas as principais funções costumeiramente atribuídas à publicidade dos atos processuais: (i) a de proteger as partes contra juízos arbitrários e secretos (como parte integrante da garantia do devido processo legal) e (ii) a de possibilitar a participação e o controle públicos sobre o exercício da atividade jurisdicional. de algum modo. Ali se narra o desenrolar de um processo em que nenhuma garantia é respeitada e no qual o réu. que impõe a publicidade aos atos da administração pública. Além disso. Em suma.. No ordenamento brasileiro. É por tal motivo que se diz que a mídia desempenha algumas 79 . consistente em permitir o controle popular do exercício da jurisdição. Em outras palavras. consoante lição de MAURO CAPPELLETTI. a divulgação dos atos processuais pelos meios de comunicação social potencializa os efeitos da publicidade. ou seja. pois. arbitrários. A primeira dessas funções. quais os limites que cercam tal garantia. consiste em pôr o indivíduo a salvo de procedimentos e julgamentos parciais. o magistrado tende a ater-se exclusivamente a critérios jurídicos. o protagonista Josef K. de uma garantia instrumental ou de segundo grau. verdadeiras interessadas no desenvolvimento de um processo justo. uma garantia posta a serviço de outras garantias. que. de certo modo. esse primeiro propósito da garantia da publicidade aproveita principalmente às partes. feita num processo sigiloso e fechado. prevista no ordenamento brasileiro no artigo 5º. neste momento. sobre atos de improbidade administrativa. é um profissional da comunicação. a utilização da tortura como meio de prova. em grande medida. ressaltar o papel desempenhado pela publicidade mediata (ou seja. 28). A ideia que se firmou na origem é a de que. é muito ilustrativa dessa situação. Além dessa primeira função. em especial quando os atos processuais ganham publicidade em decorrência de sua divulgação pela mídia. em servir de instrumento de fiscalização popular sobre o exercício da função jurisdicional. o primeiro escopo da publicidade é o de resguardar o jurisdicionado de toda sorte de abusos perpetrados no exercício da função jurisdicional. os meios de comunicação social são a única ferramenta capaz de fazer chegar determinada informação a um grande número de pessoas. leigo em matéria de direito e de processo. aqueles que. permite ao cidadão não apenas tomar conhecimento de como vem sendo exercida a função jurisdicional em assuntos de interesse público. tenham relevância para a sociedade. Com efeito. a exigência de pagamento de custas em valores exagerados. em não havendo contato direto do destinatário da informação com o ato processual. a corrupção. parciais e secretos (função que integra a garantia do devido processo legal) e (ii) servir de instrumento de fiscalização do exercício da atividade jurisdicional. Em realidade. que são os de (i) proteger as partes contra juízos arbitrários. mas também fiscalizar a atuação de agentes da administração pública. Como se vê. a duração propositalmente excessiva do processo etc. secretos e inquisitoriais (1969. imparcial e conforme o devido processo legal. Sendo a atividade jurisdicional também uma ex- Atos de Ofício Nos dias de hoje. Com efeito. despindo-se de qualquer influência espúria e mantendo a sua independência. por exemplo. também de controlá-la.

sendo que a principal delas é a de informar. do sentido verdadeiro dos acontecimentos. todavia. cessários ao desenvolvimento de um processo livre de vícios e em consonância com o devido processo legal. verifica-se que a realização publicidade mediata do processo encaixa-se dentro das funções dos meios de comunicação social. Nesse caso. Em suma. Todavia. na máxima medida possível. por outro. Consiste em uma postura a ser adotada pelo emissor da mensagem. na verdade. foi a cobertura dada pela mídia ao inquérito policial e ao subsequente processo penal para apuração de responsabilidade no desabamento do Edifício Palace II. fiscalizar a atuação dos órgãos públicos e de seus servidores. sem juízos de valor ou distorções subjetivas. sobretudo. costumam ser elencadas uma série de outras funções derivadas. Isso não quer dizer. em cadeia nacional de televisão. também a delimita. interesses e preconceitos. quando realizada pelos meios de comunicação social. estimular o debate popular sobre determinados assuntos relevantes para a sociedade. em primeiro lugar. interesses de qualquer ordem ou no senso comum. a redação imparcial. a atribuição das informações às fontes. Em outras palavras. as quais devem ser respeitadas para que se evite a desinformação. deve sujeitar-se à observância da regra da objetividade.) são salutares e contribuem para a resolução dos principais problemas enfrentados na efetivação da publicidade mediata dos atos processuais. na medida em que destaca o seu papel sobejamente informativo. A ausência de objetividade contribui negativamente para a construção da imagem do Poder Judiciário. p. Também deve impedir que a omissão e a consequente incompletude do relato acarretem juízos equivocados e prejuízo à formação da opinião pública livre. a isenção. erguido pela construtora do ex-deputado Sergio Naya. por um lado. Sendo assim. 197). um verdadeiro método de trabalho. é natural o entendimento de que ela não pode desbordar das finalidades da própria garantia constitucional da publicidade. o profissional da comunicação deve preocupar-se com a preservação da objetividade e. ocorrido no Brasil. pressupostos ne- Atos de Ofício É de se lembrar que a publicidade mediata do processo tem papel relevante na construção da imagem do Poder Judiciário perante a opinião pública. mas nunca a de tomar para si o exercício da função jurisdicional ou. a fim de transmitir ou comunicar o fato tal como ele se apresenta na realidade. o respeito ao contraditório mediante a apresentação dos diversos ângulos.TJ MG funções consideradas essenciais para o funcionamento da sociedade. “checkability”. Desse modo. A objetividade pode ser definida como a qualidade. ela tem de ser. de se despojar. à ausência de preferências. tais como a equidistância. tais como a de entreter. a abstenção de manifestação opinativa em matéria técnica. uma vez que serve para proporcionar ao público em geral a oportunidade de fiscalizar o exercício da atividade jurisdicional por um dos poderes do Estado.250/67) protege a apenas a divulgação objetiva de atos judiciais. Com efeito. baseada em opiniões pessoais. ao lado dessa função principal de informar. entre outras. fato que foi reconhecido pela própria sentença absolutória proferida no processo penal em questão. à isenção. sentimentos. quando. essa questão jamais fora levantada no processo. algumas medidas coerentes com a objetividade (tais como a seleção do que deve ser divulgado com base no interesse público. mais do que uma característica da própria mensagem. precisa respeitar alguns elementos. em contraposição à função de julgar. Ao realizar a publicidade mediata de atos processuais. posições ideológicas. ou seja. Para que uma mensagem seja considerada objetiva. os quais. que pertence exclusivamente ao Poder Judiciário. subsidiar o público para a realização de suas escolhas. O que se deve ter em mente é que a publicidade mediata nada mais é senão um desdobramento. a publicidade do processo. há que se tomar toda a cautela em relação aos desvios ocasionados pela exacerbação da publicidade mediata dos atos processuais. a objetividade é. opiniões pessoais. a de alterar a verdade. A própria Lei de Imprensa (Lei nº 5. 1992. Além disso. Assim. em vez de contribuir para o alcance dos escopos naturais dessa garantia. A NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DA REGRA DA OBJETIVIDADE Todavia. verídica. de elementos subjetivos. a qual afirmou que a divulgação dada às conclusões da prova pericial foi absolutamente falseada e distorcida. sem que se tenha qualificação para tanto. educar. como se pode inferir dos termos utilizados nos incisos IV e V do artigo 27. a objetividade também pode corresponder à imparcialidade. divulgando para o público informações distorcidas e que não refletem a realidade do processo. que a publicidade mediata pode ser ilimitada e descontrolada. os órgãos de mídia desempenham a tarefa de intermediar a divulgação acerca das ocorrências relativas a processos considerados relevantes para a sociedade como um todo. possibilidade de verificação das referências e fontes citadas ou consultadas (McQUAIL. também. teses e partes em conflito etc. No exercício da publicidade mediata. que dá uma representação fiel de um objeto. ainda. essa função dos meios de comunicação de massa e. Um exemplo dessa situação. a informação equivocada e a violação às regras da imparcialidade e da independência do órgão jurisdicional. a clareza e a “verificabilidade” ou “checabilidade” – do inglês. a imparcialidade. que havia sido utilizada ―areia da praia‖ para a construção do edifício. podem gerar efeitos processuais diametralmente opostos. principalmente quanto à 80 . uma modalidade da garantia geral da publicidade dos atos processuais. O reconhecimento da importância da publicidade mediata dos atos processuais enobrece. o caráter ou a condição do que é objetivo. eventuais críticas ou mesmo opiniões favoráveis dirigidas a atos processuais (judiciais ou não) hão de ser formuladas por pessoas especializadas e gabaritadas a tanto e não de maneira atécnica. a comprovação das afirmações realizadas. que é o Judiciário. tendo sido divulgado. difundir a cultura. a ausência de qualificativos exagerados. Para evitar distorções e preservar o devido processo legal. a conduta da maior parte dos meios de comunicação de massa divorciou-se completamente da realidade dos autos.

inclusive no âmbito civil. CONSIDERAÇÕES FINAIS A publicidade dos atos processuais. IX da Constituição da República. sendo mais comum. Na Justiça do Trabalho. pois dizem respeito a estado de pessoa. no plano político. Com efeito. Os casos indispensáveis do segredo judicial não se estendem à Justiça do Trabalho. especificamente no que tange à publicidade mediata do processo. conforme acima se examinou. poderão consultar. ao mesmo tempo em que assegura que a publicidade mediata se realize de forma correta. Nesse sentido. de lege ferenda. Tais atitudes projetam efeitos deletérios para o processo e são absolutamente prejudiciais ao devido processo legal. Publicidade imediata é aquela que se desenvolve mediante a presença física ou contato direto dos eventualmente interessados no ato processual. separação de cônjuges. manifestação da opinião em lugar da exposição de fatos etc. nos dias atuais. não é observada a objetividade. a mídia estabelece ao realizar a publicidade mediata de processos judiciais. o atendimento ao interesse público na seleção da notícia. No exercício da publicidade do processo. Todavia. em vez de contribuir para o alcance dos escopos naturais dessa garantia. Enfim. mas também uma verdadeira garantia processual.TJ MG justiça de suas decisões. Como se não bastasse. recato e paz familiar. dentre outros. a de alterar a verdade. é necessário reconhecer que o exercício da liberdade de comunicação e do direito à informação não pode revestir-se de um caráter absoluto. a publicidade processual e o devido processo legal expressem. Em suma. ou seus procuradores. Correm. prevista nos artigos 5º. quanto por parte do próprio magistrado. devendo ser limitado quando oferecer qualquer ameaça a essas garantias. a objetividade também serve de escudo protetor do livre convencimento (motivado) do juiz. A CLT também declara que os atos processuais serão públicos. II ? que dizem respeito a casamento. a importância da publicidade mediata do processo diz respeito à consecução da segunda função da garantia geral da publicidade. descompromisso com a veracidade da informação e com a linguagem técnica. cumpre repelir os juízos paralelos que. do com as próprias finalidades da garantia geral da publicidade. esta se subdivide em duas categorias: publicidade imediata e publicidade mediata. Segredo de justiça 1) Sigilo que cerca determinados tipos de processo. os quais. salvo a parte escrita no processo. LX e 93. daquilo que é mera opinião sobre o fato. divulgando para o público informações distorcidas e que não reflitam a realidade dos autos. sem que seja possível separar o que constitui verdadeiramente o fato. Daí porque a crítica voltada aos atos processuais das partes ou do próprio órgão jurisdicional ganha dimensão exacerbada. alimentos e guarda de menores. incorrendo-se em precipitação na divulgação de informações não confirmadas. em segredo de Justiça os processos: I ? em que o exigir o interesse público. tanto por parte do público (opinião pública). filiação. tais como a separação entre fato e opinião. no futuro. a estrita observância ao dever de veracidade e a abstenção da promoção de juízos paralelos. cuja inobservância gera nulidade do processo ou do ato processual realizado. se regulamente a adoção da regra da objetividade. mas nunca a de tomar para si o exercício da função jurisdicional ou. todavia. consistente em permitir o controle popular do exercício da jurisdição. A CLT permite o segredo quando houver ?interesse social?. valores convergentes e não mais conflitantes. sobretudo quando pretenda condicionar a atividade jurisdicional em nome do que pareça mais acertado aos ―formadores‖ da opinião pública. a imparcialidade e independência judiciais podem ver-se ameaçadas pela publicidade mediata. as partes. há que se tomar toda a cautela em relação aos desvios ocasionados pela exacerbação da publicidade mediata dos atos processuais. previne a formação de ideias preconcebidas e condicionamentos externos de qualquer natureza. que seja realizada pelos meios de comunicação social. enquanto que a publicidade mediata é aquela realizada por intermédio de algum outro ―meio‖. se esta for realizada sem a observância da objetividade. conversão desta em divórcio. A publicidade mediata – realizada pela mídia – também pode ser considerada parte integrante da garantia geral de publicidade dos atos processuais. no processual. desde que seja realizada dentro de determinados limites e de acor- Atos de Ofício 81 . ao não admitir que esta – especialmente a publicidade mediata – seja realizada de modo contrário ao perfil de justiça e equidade que deve pautar o processo. os órgãos de mídia devem ater-se à tarefa de intermediar a divulgação acerca das ocorrências relativas a processos considerados relevantes para a sociedade como um todo. ainda. Nesse sentido. A cláusula do due process of law funciona como limite à publicidade. é não só um princípio do ordenamento jurídico brasileiro. os processos nos cartórios ou secreta- Duas são as principais funções da garantia da publicidade: (i) a de proteger as partes contra juízos arbitrários e secretos (como parte integrante da garantia do devido processo legal) e (ii) a de possibilitar a fiscalização do público sobre o exercício da atividade jurisdicional. do sistema de oralidade. A publicidade dos atos processuais decorre. Trata-se de medida útil e necessária para que a liberdade de comunicação. pois. podem gerar efeitos processuais diametralmente opostos. com ampla liberdade. Para que se crie um ambiente adequado à manutenção da imparcialidade e da independência judiciais. preconiza-se a adoção da regra da objetividade como limite e precaução para a divulgação de atos processuais pela mídia. muitas vezes. são medidas importantes para a salvaguarda de uma série de garantias processuais. A principal justificativa que sustenta a necessidade de observância à regra da objetividade é a preservação do devido processo legal. Os elementos que compõem a regra da objetividade aplicada à publicidade do processo civil. consulta a um número limitado de fontes. 2) Os atos processuais são públicos. Quanto à presença física ou não do destinatário da publicidade. do regime democrático e. Nesses juízos paralelos. acima enunciadas. espera-se que a proposta aqui formulada sirva de inspiração para que.

TJ MG
rias e as partes poderão requerer certidões dos processos em curso, ou arquivados, as quais serão lavradas
pelos escrivães ou chefes de secretaria ? independentemente, pois, de qualquer ato do juiz. Do despacho
deste dependerão as certidões dos processos que correrem em segredo de Justiça. saberjuridico.com.br

cial, os requisitos mencionados no art. 202, bem como
a declaração, pela agência expedidora, de estar reconhecida a assinatura do juiz.
Art. 207. O secretário do tribunal ou o escrivão do juízo deprecante transmitirá, por telefone, a carta de ordem, ou a carta precatória ao juízo, em que houver de
cumprir-se o ato, por intermédio do escrivão do primeiro
ofício da primeira vara, se houver na comarca mais de
um ofício ou de uma vara, observando, quanto aos requisitos, o disposto no artigo antecedente.

5) Citação e intimação: conceito, requisitos, modalidades de citação: via postal, mandado, por edital;
cartas precatória, rogatória e de ordem. Intimação na
Capital e nas comarcas do interior; intimação do
Ministério Público; contagem do prazo de intimação.

o

§ 1 O escrivão, no mesmo dia ou no dia útil imediato, telefonará ao secretário do tribunal ou ao escrivão do
juízo deprecante, lendo-lhe os termos da carta e solicitando-lhe que Iha confirme.

DAS COMUNICAÇÕES DOS ATOS (CPC)
Seção I
Das Disposições Gerais

o

§ 2 Sendo confirmada, o escrivão submeterá a carta
a despacho.

Art. 200. Os atos processuais serão cumpridos por
ordem judicial ou requisitados por carta, conforme hajam
de realizar-se dentro ou fora dos limites territoriais da
comarca.

Art. 208. Executar-se-ão, de ofício, os atos requisitados por telegrama, radiograma ou telefone. A parte depositará, contudo, na secretaria do tribunal ou no cartório
do juízo deprecante, a importância correspondente às
despesas que serão feitas no juízo em que houver de
praticar-se o ato.

Art. 201. Expedir-se-á carta de ordem se o juiz for
subordinado ao tribunal de que ela emanar; carta rogatória, quando dirigida à autoridade judiciária estrangeira; e
carta precatória nos demais casos.

Art. 209. O juiz recusará cumprimento à carta precatória, devolvendo-a com despacho motivado:

Seção II
Das Cartas

I - quando não estiver revestida dos requisitos legais;
II - quando carecer de competência em razão da matéria ou da hierarquia;

Art. 202. São requisitos essenciais da carta de ordem, da carta precatória e da carta rogatória:

III - quando tiver dúvida acerca de sua autenticidade.

I - a indicação dos juízes de origem e de cumprimento do ato;

Art. 210. A carta rogatória obedecerá, quanto à sua
admissibilidade e modo de seu cumprimento, ao disposto
na convenção internacional; à falta desta, será remetida
à autoridade judiciária estrangeira, por via diplomática,
depois de traduzida para a língua do país em que há de
praticar-se o ato.

II - o inteiro teor da petição, do despacho judicial e do
instrumento do mandato conferido ao advogado;
III - a menção do ato processual, que Ihe constitui o
objeto;
IV - o encerramento com a assinatura do juiz.

Art. 211. A concessão de exequibilidade às cartas
rogatórias das justiças estrangeiras obedecerá ao disposto no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.

o

§ 1 O juiz mandará trasladar, na carta, quaisquer
outras peças, bem como instruí-la com mapa, desenho
ou gráfico, sempre que estes documentos devam ser
examinados, na diligência, pelas partes, peritos ou testemunhas.

Art. 212. Cumprida a carta, será devolvida ao juízo
de origem, no prazo de 10 (dez) dias, independentemente de traslado, pagas as custas pela parte.

o

§ 2 Quando o objeto da carta for exame pericial sobre documento, este será remetido em original, ficando
nos autos reprodução fotográfica.

Seção III
Das Citações

o

§ 3 A carta de ordem, carta precatória ou carta rogatória pode ser expedida por meio eletrônico, situação
em que a assinatura do juiz deverá ser eletrônica, na
forma da lei. (Incluído pela Lei nº 11.419, de 2006).

Art. 213. Citação é o ato pelo qual se chama a juízo
o réu ou o interessado a fim de se defender. (Redação
dada pela Lei nº 5.925, de 1973)
Art. 214. Para a validade do processo é indispensável a citação inicial do réu. (Redação dada pela Lei nº
5.925, de 1973)

Art. 203. Em todas as cartas declarará o juiz o prazo
dentro do qual deverão ser cumpridas, atendendo à
facilidade das comunicações e à natureza da diligência.

o

§ 1 O comparecimento espontâneo do réu supre,
entretanto, a falta de citação. (Redação dada pela Lei nº
5.925, de 1973)

Art. 204. A carta tem caráter itinerante; antes ou depois de Ihe ser ordenado o cumprimento, poderá ser
apresentada a juízo diverso do que dela consta, a fim de
se praticar o ato.

o

§ 2 Comparecendo o réu apenas para arguir a nulidade e sendo esta decretada, considerar-se-á feita a
citação na data em que ele ou seu advogado for intimado
da decisão. (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1973)

Art. 205. Havendo urgência, transmitir-se-ão a carta
de ordem e a carta precatória por telegrama, radiograma
ou telefone.

Art. 215 Far-se-á a citação pessoalmente ao réu, ao
seu representante legal ou ao procurador legalmente
autorizado.

Art. 206. A carta de ordem e a carta precatória, por
telegrama ou radiograma, conterão, em resumo substan-

Atos de Ofício

82

TJ MG
o

§ 4 Não se efetuando a citação nos prazos mencionados nos parágrafos antecedentes, haver-se-á por não
interrompida a prescrição. (Redação dada pela Lei nº
5.925, de 1973)

o

o

§ 5 O juiz pronunciará, de ofício, a prescrição. (Redação dada pela Lei nº 11.280, de 2006)

§ 1 Estando o réu ausente, a citação far-se-á na
pessoa de seu mandatário, administrador, feitor ou gerente, quando a ação se originar de atos por eles praticados.

o

§ 2 O locador que se ausentar do Brasil sem cientificar o locatário de que deixou na localidade, onde estiver
situado o imóvel, procurador com poderes para receber
citação, será citado na pessoa do administrador do imóvel encarregado do recebimento dos aluguéis.

o

§ 6 Passada em julgado a sentença, a que se refere
o parágrafo anterior, o escrivão comunicará ao réu o
resultado do julgamento. (Redação dada pela Lei nº
5.925, de 1973)

Art. 216 A citação efetuar-se-á em qualquer lugar em
que se encontre o réu.

Art. 220. O disposto no artigo anterior aplica-se a todos os prazos extintivos previstos na lei.

Parágrafo único. O militar, em serviço ativo, será citado na unidade em que estiver servindo se não for conhecida a sua residência ou nela não for encontrado.

Art. 221. A citação far-se-á:
I - pelo correio;

Art. 217. Não se fará, porém, a citação, salvo para
evitar o perecimento do direito:

II - por oficial de justiça;

I - (Revogado pela Lei nº 8.952, de 1994)

III - por edital.

I - a quem estiver assistindo a qualquer ato de culto
religioso; (Renumerado do Inciso II pela Lei nº 8.952, de
1994)

IV - por meio eletrônico, conforme regulado em lei
própria. (Incluído pela Lei nº 11.419, de 2006).
Art. 222. A citação será feita pelo correio, para qualquer comarca do País, exceto: (Redação dada pela Lei
nº 8.710, de 1993)

II - ao cônjuge ou a qualquer parente do morto, consanguíneo ou afim, em linha reta, ou na linha colateral
em segundo grau, no dia do falecimento e nos 7 (sete)
dias seguintes; (Renumerado do Inciso III pela Lei nº
8.952, de 1994

a) nas ações de estado; (Incluído pela Lei nº 8.710,
de 1993)

III - aos noivos, nos 3 (três) primeiros dias de bodas;
(Renumerado do Inciso IV pela Lei nº 8.952, de 1994

b) quando for ré pessoa incapaz; (Incluído pela Lei nº
8.710, de 1993)

IV - aos doentes, enquanto grave o seu estado. (Renumerado do Inciso V pela Lei nº 8.952, de 1994

c) quando for ré pessoa de direito público; (Incluído
pela Lei nº 8.710, de 1993)

Art. 218. Também não se fará citação, quando se verificar que o réu é demente ou está impossibilitado de
recebê-la.

d) nos processos de execução; (Incluído pela Lei nº
8.710, de 1993)
e) quando o réu residir em local não atendido pela
entrega domiciliar de correspondência; (Incluído pela Lei
nº 8.710, de 1993)

o

§ 1 O oficial de justiça passará certidão, descrevendo minuciosamente a ocorrência. O juiz nomeará um
médico, a fim de examinar o citando. O laudo será apresentado em 5 (cinco) dias.

f) quando o autor a requerer de outra forma. (Incluído
pela Lei nº 8.710, de 1993)

o

§ 2 Reconhecida a impossibilidade, o juiz dará ao
citando um curador, observando, quanto à sua escolha, a
preferência estabelecida na lei civil. A nomeação é restrita à causa.

Art. 223. Deferida a citação pelo correio, o escrivão
ou chefe da secretaria remeterá ao citando cópias da
petição inicial e do despacho do juiz, expressamente
consignada em seu inteiro teor a advertência a que se
refere o art. 285, segunda parte, comunicando, ainda, o
prazo para a resposta e o juízo e cartório, com o respectivo endereço. (Redação dada pela Lei nº 8.710, de
1993)

o

§ 3 A citação será feita na pessoa do curador, a
quem incumbirá a defesa do réu.
Art. 219. A citação válida torna prevento o juízo, induz litispendência e faz litigiosa a coisa; e, ainda quando
ordenada por juiz incompetente, constitui em mora o
devedor e interrompe a prescrição. (Redação dada pela
Lei nº 5.925, de 1973)

Parágrafo único. A carta será registrada para entrega
ao citando, exigindo-lhe o carteiro, ao fazer a entrega,
que assine o recibo. Sendo o réu pessoa jurídica, será
válida a entrega a pessoa com poderes de gerência geral
ou de administração. (Incluído pela Lei nº 8.710, de
1993)

o

§ 1 A interrupção da prescrição retroagirá à data da
propositura da ação.(Redação dada pela Lei nº 8.952, de
1994)

Art. 224. Far-se-á a citação por meio de oficial de
justiça nos casos ressalvados no art. 222, ou quando
frustrada a citação pelo correio. (Redação dada pela Lei
nº 8.710, de 1993)

o

§ 2 Incumbe à parte promover a citação do réu nos
10 (dez) dias subsequentes ao despacho que a ordenar,
não ficando prejudicada pela demora imputável exclusivamente ao serviço judiciário. (Redação dada pela Lei nº
8.952, de 1994)

Art. 225. O mandado, que o oficial de justiça tiver de
cumprir, deverá conter: (Redação dada pela Lei nº 5.925,
de 1973)

o

§ 3 Não sendo citado o réu, o juiz prorrogará o prazo até o máximo de 90 (noventa) dias.(Redação dada
pela Lei nº 8.952, de 1994)

Atos de Ofício

83

TJ MG
I - os nomes do autor e do réu, bem como os respectivos domicílios ou residências;(Redação dada pela Lei
nº 5.925, de 1973)

I - quando desconhecido ou incerto o réu;
II - quando ignorado, incerto ou inacessível o lugar
em que se encontrar;

II - o fim da citação, com todas as especificações
constantes da petição inicial, bem como a advertência a
que se refere o art. 285, segunda parte, se o litígio versar
sobre direitos disponíveis;(Redação dada pela Lei nº
5.925, de 1973)

III - nos casos expressos em lei.
o

§ 1 Considera-se inacessível, para efeito de citação
por edital, o país que recusar o cumprimento de carta
rogatória.
o

III - a cominação, se houver; (Redação dada pela Lei
nº 5.925, de 1973)
IV - o dia, hora e lugar do comparecimento; (Redação
dada pela Lei nº 5.925, de 1973)

§ 2 No caso de ser inacessível o lugar em que se
encontrar o réu, a notícia de sua citação será divulgada
também pelo rádio, se na comarca houver emissora de
radiodifusão.

V - a cópia do despacho; (Redação dada pela Lei nº
5.925, de 1973)

Art. 232. São requisitos da citação por edital: (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1973)

VI - o prazo para defesa; (Redação dada pela Lei nº
5.925, de 1973)

I - a afirmação do autor, ou a certidão do oficial,
quanto às circunstâncias previstas nos ns. I e II do artigo
antecedente; (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1973)

VII - a assinatura do escrivão e a declaração de que o
subscreve por ordem do juiz. (Redação dada pela Lei nº
5.925, de 1973)

II - a afixação do edital, na sede do juízo, certificada
pelo escrivão; (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1973)
III - a publicação do edital no prazo máximo de 15
(quinze) dias, uma vez no órgão oficial e pelo menos
duas vezes em jornal local, onde houver; (Redação dada
pela Lei nº 5.925, de 1973)

Parágrafo único. O mandado poderá ser em breve
relatório, quando o autor entregar em cartório, com a
petição inicial, tantas cópias desta quantos forem os
réus; caso em que as cópias, depois de conferidas com o
original, farão parte integrante do mandado. (Redação
dada pela Lei nº 5.925, de 1973)

IV - a determinação, pelo juiz, do prazo, que variará
entre 20 (vinte) e 60 (sessenta) dias, correndo da data da
primeira publicação; (Redação dada pela Lei nº 5.925, de
1973)

Art. 226. Incumbe ao oficial de justiça procurar o réu
e, onde o encontrar, citá-lo:

V - a advertência a que se refere o art. 285, segunda
parte, se o litígio versar sobre direitos disponíveis.(Incluído pela Lei nº 5.925, de 1973)

I - lendo-lhe o mandado e entregando-lhe a contrafé;
II - portando por fé se recebeu ou recusou a contrafé;

o

III - obtendo a nota de ciente, ou certificando que o
réu não a apôs no mandado.

§ 1 Juntar-se-á aos autos um exemplar de cada puo
blicação, bem como do anúncio, de que trata o n II deste
artigo. (Renumerado do Parágrafo único pela Lei nº
7.359, de 1985)

Art. 227. Quando, por três vezes, o oficial de justiça
houver procurado o réu em seu domicílio ou residência,
sem o encontrar, deverá, havendo suspeita de ocultação,
intimar a qualquer pessoa da família, ou em sua falta a
qualquer vizinho, que, no dia
imediato, voltará, a fim
de efetuar a citação, na hora que designar.

o

§ 2 A publicação do edital será feita apenas no órgão oficial quando a parte for beneficiária da Assistência
Judiciária. (Incluído pela Lei nº 7.359, de 1985)
Art. 233. A parte que requerer a citação por edital,
alegando dolosamente os requisitos do art. 231, I e II,
incorrerá em multa de 5 (cinco) vezes o salário mínimo
vigente na sede do juízo.

Art. 228. No dia e hora designados, o oficial de justiça, independentemente de novo despacho, comparecerá
ao domicílio ou residência do citando, a fim de realizar a
diligência.

Parágrafo único. A multa reverterá em benefício do
citando.

o

§ 1 Se o citando não estiver presente, o oficial de
justiça procurará informar-se das razões da ausência,
dando por feita a citação, ainda que o citando se tenha
ocultado em outra comarca.

Seção IV
Das Intimações

§ 2 Da certidão da ocorrência, o oficial de justiça
deixará contrafé com pessoa da família ou com qualquer
vizinho, conforme o caso, declarando-lhe o nome.

Art. 234. Intimação é o ato pelo qual se dá ciência a
alguém dos atos e termos do processo, para que faça ou
deixe de fazer alguma coisa.

Art. 229. Feita a citação com hora certa, o escrivão
enviará ao réu carta, telegrama ou radiograma, dandolhe de tudo ciência.

Art. 235. As intimações efetuam-se de ofício, em
processos pendentes, salvo disposição em contrário.

o

Art. 236. No Distrito Federal e nas Capitais dos Estados e dos Territórios, consideram-se feitas as intimações pela só publicação dos atos no órgão oficial.

Art. 230. Nas comarcas contíguas, de fácil comunicação, e nas que se situem na mesma região metropolitana, o oficial de justiça poderá efetuar citações ou intimações em qualquer delas.(Redação dada pela Lei nº
8.710, de 1993)

o

§ 1 É indispensável, sob pena de nulidade, que da
publicação constem os nomes das partes e de seus
advogados, suficientes para sua identificação.
o

Art. 231. Far-se-á a citação por edital:

Atos de Ofício

§ 2 A intimação do Ministério Público, em qualquer
caso será feita pessoalmente.

84

710. Quando o réu estiver fora do território da jurisdição do juiz processante.por carta registrada. III . 353. o (§ 3 renumerado pela Lei nº 8. Parágrafo único.o juízo e o lugar. as intimações serão feitas às partes. de 1993) II . As intimações podem ser feitas de forma eletrônica. Salvo disposição em contrário. a precatória será imediatamente devolvida. diretamente pelo escrivão ou chefe de secretaria.710. Far-se-á a intimação por meio de oficial de justiça quando frustrada a realização pelo correio. V . da data de sua juntada aos autos devidamente cumprida. conforme regulado em lei própria. IV . As intimações consideram-se realizadas no primeiro dia útil seguinte. os prazos para as partes. Art. quando o réu estiver no território sujeito à jurisdição do juiz que a houver ordenado. de 1993) o § 1 Verificado que o réu se encontra em território sujeito à jurisdição de outro juiz.952. 355. (Incluído pela Lei nº 11. O prazo para a interposição de recurso conta-se da data.a declaração de entrega da contrafé. de 1993) Atos de Ofício Art. 241. se tiverem ocorrido em dia em que não tenha havido expediente forense. de 1993) IV . Presumem-se válidas as comunicações e intimações dirigidas ao endereço residencial ou profissional declinado na inicial. (Redação dada pela Lei nº 8. de 2006). 242. Se houver urgência. III .710. Parágrafo único. (Redação dada pela Lei nº 8. 352. Art.o nome do réu. 351. (Redação dada pela Lei nº 8. poderá ser expedida por via telegráfica. Art. Não dispondo a lei de outro modo.o fim para que é feita a citação. (Redação dada pela Lei nº 8. depois de lançado o "cumpra-se" e de feita a citação por mandado do juiz deprecado. tendo domicílio na sede do juízo. de ofício ou a requerimento da parte. Art.o juízo do lugar. o dia e a hora em que o réu deverá comparecer.o juiz deprecado e o juiz deprecante.419. não o havendo. 239. que conterá em resumo os requisitos enumerados no art. (Redação dada pela Lei nº 8. o número de sua carteira de identidade e o órgão que a expediu. de 1994) o o Art. para a Fazenda Pública e para o Ministério Público contar-se-ão da intimação.quando a citação for por edital. de 1993) DAS CITAÇÕES E INTIMAÇÕES (CPP) CAPÍTULO I DAS CITAÇÕES Parágrafo único. se houver órgão de publicação dos atos oficiais. A citação inicial far-se-á por mandado. aos seus representantes legais e aos advogados pelo correio ou. I .952. (Incluído pela Lei nº 11. a este remeterá o juiz deprecado os autos para efetivação da diligência.o fim para que é feita a citação. de todos os atos do processo. desde que haja tempo para fazer-se a citação. 362.a subscrição do escrivão e a rubrica do juiz. finda a dilação assinada pelo juiz. se for desconhecido. da data de juntada aos autos do aviso de recebimento. III . com todas as especificações.710. mandará intimar pessoalmente os advogados para ciência da nova designação.079. Parágrafo único. os advogados das partes: V . I .710. precatória ou rogatória. A certidão de intimação deve conter: (Redação dada pela Lei nº 8.quando o ato se realizar em cumprimento de carta de ordem. de 2006).quando houver vários réus.710.710.quando a citação ou intimação for por oficial de justiça. II . para o fim previsto no art. em que os advogados são intimados da decisão. se presentes em cartório. quando possível. A precatória indicará: I .o nome do querelante nas ações iniciadas por queixa. (Incluído pela Lei nº 8. de 1993) o § 2 Certificado pelo oficial de justiça que o réu se oculta para não ser citado.(Redação dada pela Lei nº 8. 356.a sede da jurisdição de um e de outro.382. de 1993) I . competirá ao escrivão intimar. o juiz. Nas demais comarcas aplicar-se-á o disposto no artigo antecedente. cumprindo às partes atualizar o respectivo endereço sempre que houver modificação temporária ou definitiva. II . § 1 Reputam-se intimados na audiência. quando nesta é publicada a decisão ou a sentença. II . VII . A precatória será devolvida ao juiz deprecante.pessoalmente. 238. da sentença ou do acórdão.a nota de ciente ou certidão de que o interessado não a apôs no mandado.710. o dia e a hora em que o réu deverá comparecer. Art. mencionando. de 1993) IV .a residência do réu. Ill . independentemente de traslado. O mandado de citação indicará: I . (Redação dada pela Lei nº 8. depois de reco- 85 . 354. Começa a correr o prazo: (Redação dada pela Lei nº 8.TJ MG Art. ou. (Redação dada pela Lei nº 8. 354. será citado mediante precatória. da data de juntada aos autos do mandado cumprido. de 1994) Art. VI . § 2 Havendo antecipação da audiência. Art. de 1993) Art. de 1990) II . 237. se for conhecida. Art.a indicação do lugar e a descrição da pessoa intimada. 240. da data de juntada aos autos do último aviso de recebimento ou mandado citatório cumprido.o nome do juiz. a precatória. contestação ou embargos.710. os seus sinais característicos. com aviso de recebimento quando domiciliado fora do juízo.quando a citação ou intimação for pelo correio.

1996) o § 4 Comparecendo o acusado citado por edital. dispeno sará a aplicação a que alude o § 1 . de 2008). no que for aplicável.271. se for o caso. (Redação dada pela Lei nº 11. no caso de n II. o oficial de justiça certificará a ocorrência e procederá à citação com hora certa. n I. de o § 1 A intimação do defensor constituído. Verificando que o réu se oculta para não ser citado. bem como sua residência e profissão. (Redação dada pela Lei nº 10. Art. os seus sinais característicos. o de acordo com as circunstâncias. observado o disposto no art. incluindo. de 2008). IV .(revogado). Art. da qual conste a página do jornal com a data da publicação. 370. a hora e o lugar em que o réu deverá comparecer. As citações que houverem de ser feitas em legações estrangeiras serão efetuadas mediante carta rogatória. de 2008). no caso de mudança de residência. (Redação dada pela Lei nº 9. 394 e seguintes deste Código. ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional. de 17. de 17. o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11. devendo a afixação ser certificada pelo oficial que a tiver feito e a publicação provada por exemplar do jornal ou certidão do escrivão. de 2008). No caso do artigo anterior. da entrega da contrafé.4. se constarem do processo. sob pena de nulidade. Art. II .leitura do mandado ao citando pelo oficial e entrega da contrafé. (Incluído pela Lei nº 9.719.271. de 17. Art.719. como acusado. Nas intimações dos acusados. não comparecer. 367. e sua aceitação ou recusa. será citado por edital. na certidão. 227 a 229 da Lei n 5.1996) II .o juízo e o dia. Adiada.o prazo. 371. ou da sua afixação. de 11 de janeiro de 1973 . citado por edital. se o acusado não comparecer. citado ou intimado pessoalmente para qualquer ato. de 1º.271. (Redação dada pela Lei nº 9. de 17. o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11. podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e. de 17. a intimação far-se-á diretamente pelo escrivão.869. por mandado. na forma estabeleo cida nos arts. Completada a citação com hora certa. A citação do militar far-se-á por intermédio do chefe do respectivo serviço. 364. o que a estação expedidora mencionará. deixar de comparecer sem motivo justificado. onde houver. de 2008). ou por qualquer outro meio idôneo. II . o disposto no Capítulo anterior. será notificado assim a ele como ao chefe de sua repartição. 365.(revogado). 366.4.4. de 17. ser-lhe-á nomeado defensor dativo. (Redação dada pela Lei nº 11. São requisitos da citação por mandado: Parágrafo único.2003) Art. Art.4. do advogado do querelante e do assistente far-se-á por publicação no órgão incumbido da publicidade dos atos judiciais da comarca.719. do que se lavrará termo nos autos.4. Será admissível a intimação por despacho na petição em que for requerida. será citado mediante carta rogatória. O dia designado para funcionário público comparecer em juízo. (Redação dada pela Lei nº 9. V . o nome do acusado.719. o prazo será de trinta dias. o prazo será fixado pelo juiz entre 15 (quinze) e 90 (noventa) dias. 368. ou.271. O processo terá completada a sua formação quando realizada a citação do acusado. Art.o nome do juiz que a determinar. 357. se houver. suspendendo-se o curso do prazo de prescrição até o seu cumprimento. o § 4 A intimação do Ministério Público e do defensor nomeado será pessoal.TJ MG nhecida a firma do juiz. (Incluído pela Lei nº 11. na presença das partes e testemunhas. em qualquer tempo. o § 1 Não sendo encontrado o acusado. O processo seguirá sem a presença do acusado que. ou via postal com comprovante de recebimento. ou. 357. Atos de Ofício 86 . Estando o acusado no estrangeiro. de 17. 363. (Redação dada pela Lei nº 9.12.4.719.o nome do réu. o processo observará o disposto nos arts. dia e hora para seu prosseguimento. de 2008).1996) Art. CAPÍTULO II DAS INTIMAÇÕES I . o juiz marcará desde logo.o fim para que é feita a citação.4.271. (Redação dada pela Lei nº 9. Art. (Incluído pela Lei nº 11. será procedida a citação por edital.792.719.1996) Art. nos termos do disposto no art.4. com o prazo de 15 (quinze) dias. a instrução criminal. por qualquer motivo. Art. será observado. de 2008). de 17.1996) Art. nem constituir advogado.Código de Processo Civil. (Redação dada pela Lei nº 9. 361. 372. Se o réu não for encontrado.4. na qual se mencionarão dia e hora da citação. Art.1996) o Art. 312. O edital de citação indicará: I . (Redação dada pela Lei nº 11. e. Art. 369. (Redação dada pela Lei nº 11. decretar prisão preventiva. (Incluído pela Lei nº 11. O edital será afixado à porta do edifício onde funcionar o juízo e será publicado pela imprensa. 362. o § 3 A intimação pessoal. feita pelo escrivão.271.1996) o § 2 Caso não haja órgão de publicação dos atos judiciais na comarca.declaração do oficial. 359. (Incluído pela Lei nº 9. 358. será pessoalmente citado. (Redação dada pela Lei nº 9.271.1996) Parágrafo único.719. I .271.1996) Art. de § 3 2008). se não for conhecido. 360.271.719. não comunicar o novo endereço ao juízo. em lugar sabido. § 2 2008). Se o réu estiver preso. de 17.719. Se o acusado. das testemunhas e demais pessoas que devam tomar conhecimento de qualquer ato. que será contado do dia da publicação do edital na imprensa. III .

a abertura de testamento. concluídos depois das 20 (vinte) horas os atos iniciados antes. independentemente de declaração judicial. dentro do horário de expediente. bem como as mencionadas no art. Art. É defeso às partes.10. 174. Suspende-se também o curso do prazo por obstáculo criado pela parte ou ocorrendo qualquer das hipóteses do art. efetuar-se em outro lugar. ficando salvo. de dação ou remoção de tutores e curadores. mas nunca por mais de 60 (sessenta) dias. (Incluído pela Lei nº 8.os atos de jurisdição voluntária bem como os necessários à conservação de direitos. casos em que o prazo será restituído por tempo igual ao que faltava para a sua complementação. de 13.952. quando o adiamento prejudicar a diligência ou causar grave dano.TJ MG Seção I Das Disposições Gerais 6) Prazos: conceito.o expediente forense for encerrado antes da hora normal.as causas de alimentos provisionais. 177. Processam-se durante as férias e não se suspendem pela superveniência delas: o § 2 Verificada a justa causa o juiz permitirá à parte a prática do ato no prazo que Ihe assinar. Art. fora do horário estabelecido neste artigo.1973) III .925.9. 185. o juiz determinará os prazos. Não havendo preceito legal nem assinação pelo juiz. ou nos dias úteis. e mediante autorização expressa do juiz. a prisão. São feriados. Podem. prorrogar quaisquer prazos. e que a impediu de praticar o ato por si ou por mandatário. Os atos processuais realizam-se de ordinário na sede do juízo. Art. 179. o § 2 A citação e a penhora poderão. a fim de evitar o perecimento de direito. (Redação dada pela Lei nº 8.a citação. Durante as férias e nos feriados não se praticarão atos processuais. das 6 (seis) às 20 (vinte) horas. nas comarcas onde for difícil o transporte. de 13.10. Os atos processuais realizar-se-ão nos prazos prescritos em lei. O prazo para a resposta do réu só começará a correr no primeiro dia útil seguinte ao feriado ou às férias. DO TEMPO E DO LUGAR DOS ATOS PROCESSUAIS Seção I Do Tempo Art. 181. os domingos e os dias declarados por lei.1994) Art. Salvo disposição em contrário. de 13. todavia. (Redação dada pela Lei nº 8. o § 1 Serão. em casos excepcionais. a arrecadação. o sequestro.952. todavia. o que Ihe sobejar recomeçará a correr do primeiro dia útil seguinte ao termo das férias. poderá ser excedido o limite previsto neste artigo para a prorrogação de prazos.1994) o § 2 As custas acrescidas ficarão a cargo da parte em favor de quem foi concedida a prorrogação. de comum acordo. 173. o depósito. Art. por meio de petição. Excetuam-se: I .079. 172. 265. requerida antes do vencimento do prazo. a penhora. 178. ou de obstáculo arguido pelo interessado e acolhido pelo juiz. estabelecido pela lei ou pelo juiz. 180.1973) II . 176. de 1º. a busca e apreensão. (Redação dada pela Lei nº 8. de 13. e bem assim o arresto. Art. Art. porém. o § 1 Reputa-se justa causa o evento imprevisto. de 13. Art. nos termos da lei de organização judiciária local.12. do juiz e do servidor. de interesse da justiça. Os atos processuais realizar-se-ão em dias úteis. os embargos de terceiro. Podem as partes. I . o § 1 O juiz fixará o dia do vencimento do prazo da prorrogação. 182. Parágrafo único.1994) Art. se fundar em motivo legítimo. Decorrido o prazo. para efeito forense.1990) Art. a convenção. O juiz poderá. 183. A superveniência de férias suspenderá o curso do prazo. Art. I e III. o direito de praticar o ato. 5 . é contínuo. observado o o disposto no art. da Constituição Federal. extingue-se. o § 1 Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil se o vencimento cair em feriado ou em dia em que: (Redação dada pela Lei nº 5.12. de 1º.todas as causas que a lei federal determinar. alheio à vontade da parte. realizar-se em domingos e feriados. a nunciação de obra nova e outros atos análogos. será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte.952. (Redação dada pela Lei nº 5. a separação de corpos.1994) Art. computar-seão os prazos.a produção antecipada de provas (art. 846). à parte provar que o não realizou por justa causa. Seção II Do Lugar II . 175. Quando esta for omissa. 275. I . 184. em razão de deferência. o § 3 Quando o ato tiver que ser praticado em determinado prazo.12. O prazo. reduzir ou prorrogar o prazo dilatório. esta deverá ser apresentada no protocolo. reduzir ou prorrogar os prazos peremptórios. quando possam ser prejudicados pelo adiamento. inciso Xl. II .925. porém. tendo em conta a complexidade da causa. Parágrafo único. prazos das partes. Art. processos que correm nas férias. não se interrompendo nos feriados. o § 2 Os prazos somente começam a correr do primeiro dia útil após a intimação (art. curso dos prazos.952. CAPÍTULO III DOS PRAZOS Atos de Ofício 87 . (Redação dada pela Lei nº 8. 240 e parágrafo único).for determinado o fechamento do fórum.12. só tem eficácia se. ainda que todas estejam de acordo. Em caso de calamidade pública. excluindo o dia do começo e incluindo o do vencimento.

Art. nos autos. entre protocolados ou entre protocolados e processos. 195. instaurar-se-á procedimento para apuração da responsabilidade. O juiz proferirá: I . certificará o serventuário o dia e a hora em que ficou ciente da oro dem. contados: 1. O Apensamento de processos ou protocolados será executado mediante solicitação de autoridade superior. sem que forme parte integrante do mesmo. 188. referida no n Il. serão sempre acompanhados de cópia. Art. Se. designando outro juiz para decidir a causa. 197. 198. 189. o processo principal). Salvo no Distrito Federal e nas Capitais dos Estados. os prazos que este Código Ihe assina. Solucionada a questão que justificou a união. 191. Art. riscar o que neles houver escrito e desentranhar as alegações e documentos que apresentar. o § 1 Depois de conferir a cópia.TJ MG Art. na falta dos autos originais. O relator. por igual tempo. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. de ofício. Poderão as partes exigir recibo de petições. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. Art. de modo geral. 192. arrazoados. É defeso lançar. O apensamento de dois ou mais processos ou protocolados é recomendado quando a decisão sobre uma questão exigir que sejam formalmente consideradas as informações e documentos contidos nos diversos processos ou protocolados apensados entre si: Parágrafo único. Distribuída a representação ao órgão competente. para recorrer e. o escrivão ou chefe da secretaria irá formando autos suplementares. 199. correspondente à metade do salário mínimo vigente na sede do juízo. Seção II Da Verificação dos Prazos e das Penalidades Art. sem motivo legítimo. não constantes de registro público. peças que devem conter. não os devolver dentro em 24 (vinte e quatro) horas. pode o juiz exceder. A disposição do artigo anterior aplicar-se-á aos tribunais superiores na forma que dispuser o seu regimento interno. Durante o período em que estiverem apensados os processos e protocolados terão trâmite idêntico. em lei. Ao receber os autos.as decisões. 195 e 196. as intimações somente obrigarão a comparecimento depois de decorridas 24 (vinte e quatro) horas. Art. 4. para o procedimento disciplinar e imposição da multa.da data em que houver concluído o ato processual anterior. o juiz mandará riscá-las. dos quais constará a reprodução de todos os atos e termos do processo original. poderá avocar os autos em que ocorreu excesso de prazo. Aplicam-se ao órgão do Ministério Público e ao representante da Fazenda Pública as disposições constantes dos arts. na forma da Lei de Organização Judiciária. Parágrafo único. Art. perderá o direito à vista fora de cartório e incorrerá em multa. conforme as circunstâncias. 8) Autos suplementares: quando são obrigatórios. para falar nos autos. 161. mandará o juiz. voltando a ter trâmites independentes. cotas marginais ou interlineares.da data em que tiver ciência da ordem. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor. Art. quando determinada pelo juiz. Art. Apensamento e desapensamento Objetivo II . Compete ao juiz verificar se o serventuário excedeu. 159. todas as petições e documentos que instruírem o processo. Art. O registro será efetuado nos autos que recebeu o apensamento ( ou seja. Apurada a falta. Estabelecer procedimentos para apensamento e desapensamento de processos ou protocolados. requisitos da execução provisória. Em qualquer grau de jurisdição. papéis e documentos que entregarem em cartório. datada e assinada por quem os oferecer. Apurada a falta. 196. O apensamento é o ato de colocar processo ou protocolado junto a outro. O advogado deve restituir os autos no prazo legal. Não o fazendo. impondo a 88 . sua guarda. ou desapensamento. 194. 6. 2. o juiz mandará instaurar procedimento administrativo. uma união de processos ou protocolados em caráter temporário. os prazos que este Código estabelece. havendo motivo justificado. Incumbirá ao serventuário remeter os autos conclusos no prazo de 24 (vinte e quatro) horas e executar os atos processuais no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. I . 5. Qualquer das partes ou o órgão do Ministério Público poderá representar ao presidente do Tribunal de Justiça contra o juiz que excedeu os prazos previstos Atos de Ofício Art. É lícito a qualquer interessado cobrar os autos ao advogado que exceder o prazo legal. Art. O Apensamento poderá ocorrer entre processos. 186. no prazo de 10 (dez) dias. Art. no prazo de 2 (dois) dias. 3. 7) Apensamento de autos: procedimento. obrigando-os a tramitarem juntos durante um certo período. intimado. 190. 193. 187.os despachos de expediente. Computar-se-á em quádruplo o prazo para contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. É portanto. Quando a lei não marcar outro prazo. o § 2 Os autos suplementares só sairão de cartório para conclusão ao juiz. Art. 160. O Apensamento. II . só poderão ser efetuados pelo Setor de Protocolo da Unidade. o juiz comunicará o fato à seção local da Ordem dos Advogados do Brasil. Art. os processos ou protocolados deverão ser desapensados. Art. se Ihe foi imposto pela lei.

444. Ela conterá os elementos previstos nos incisos I a V do art. de ofício ou a requerimento. (Incluído pela Lei nº 10.2002) II .444. São requisitos essenciais da sentença: I . 590. o juiz decidirá em forma concisa.952. (Incluído pela Lei nº 8. 159 do Código de Processo Civil) e estão em quase completo desuso. Art. que conterá os nomes das partes. avaliação.1994) A carta de sentença surgiu em razão do banimento progressivo dos autos suplementares. caso verifique que se tornou insuficiente ou excessiva. O juiz proferirá a sentença. o pedido formulado pelo autor. o § 2 Não cumprida a obrigação no prazo estabelecido.952.5. 590. se necessário com requisição de força policial. (Incluído pela Lei nº 10. o § 1 Tratando-se de entrega de coisa determinada pelo gênero e quantidade. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer. 616). utilizar-se-á a carta de sentença extraída pelo escrivão ou pelo chefe de secretaria antes da subida ao órgão ad quem dos autos principais.952. Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito. 460. fixará o prazo para o cumprimento da obrigação. depois da propositura da ação. (Incluído pela Lei nº 8.5.1994) Os autos suplementares só existem nas comarcas do interior dos Estados (art. de 13. abrangendo: o § 1 A obrigação somente se converterá em perdas e danos se o autor o requerer ou se impossível a tutela específica ou a obtenção do resultado prático correspondente. se houver. impugnação e embargos à execução. determinar as medidas necessárias. (Incluído pela Lei nº 8.444. É defeso ao juiz proferir sentença. expedir-se-á em favor do credor mandado de busca e apreensão ou de imissão na posse. 462. que as partes Ihe submeterem. f) A sentença que julgou a habilitação (art. 1060).12. o § 3 Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. arresto. bem como condenar o réu em quantidade superior ou em objeto diverso do que Ihe foi demandado. na hipótese do parágrafo anterior ou na sentença.12. desfazimento de obras e impedimento de atividade nociva. a pedido do interessado. que prescinde de habilitação. impor multa diária ao réu.1994) c)Contestação. 287). de 13.2002) Art.5. remoção de pessoas e coisas.952. é instruir a execução provisória. o § 6 O juiz poderá. modificar o valor ou a periodicidade da multa. no todo ou em parte.12. demonstrando a pretensão de executar. parágrafo único). Parágrafo único. bem como o registro das principais ocorrências havidas no andamento do processo. (Incluído pela Lei nº 10. e) Decisão que admitiu o recurso. conforme se tratar de coisa móvel ou imóvel. o § 3 Aplica-se à ação prevista neste artigo o diso o posto nos §§ 1 a 6 do art. independentemente de pedido do autor. (Redação dada pela Lei nº 10.o relatório. poderá o juiz. de 13.2002) DA SENTENÇA E DA COISA JULGADA Seção I Dos Requisitos e dos Efeitos da Sentença Art. Na sua falta. modificativo ou extintivo do direito influir 89 . § 2 A indenização por perdas e danos dar-se-á sem prejuízo da multa (art. de 13.12. acolhendo ou rejeitando. o credor a individualizará na petição inicial. ainda quando decida relação jurídica condicional. 458. algum fato constitutivo. (Redação dada pela Lei nº 8.5. em que o juiz analisará as questões de fato e de direito. 461-A. aquela para se avaliar a inteligência e o alcance do pedido. Se.(Incluído pela Lei nº 10. Parágrafo único. citado o réu.1994) o a)Atuação (inciso I). para caracterizar a provisoriedade. de 7. A medida liminar poderá ser revogada ou modificada. (Incluído pela Lei nº 8. de 7. de 7. de 7. em decisão fundamentada. a qualquer tempo. (Incluído pela Lei nº 10.444.444. pois há habilitações que dela não dependem (art. o § 5 Para a efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente. intimação. penhora. este a entregará individualizada. fixando-lhe prazo razoável para o cumprimento do preceito. 459. A sentença deve ser certa.o dispositivo. 461.5.TJ MG quem as escrever multa correspondente à metade do salário mínimo vigente na sede do juízo. a suma do pedido e da resposta do réu. de 13. de ofício.2002) Art. em que o juiz resolverá as questões. é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou mediante justificação prévia. tais como a imposição de multa por tempo de atraso. 461. de natureza diversa da pedida. o juiz. Na ação que tenha por objeto a entrega de coisa. Atos de Ofício Art.1994) b)Petição inicial e procuração das partes. é vedado ao juiz proferir sentença ilíquida. de 7. determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento.1994) Além desses elementos mínimos.2002) 9) Cumprimento de Sentença e Processo de Execução: citação. de 13. para os efeitos do art. se for suficiente ou compatível com a obrigação. busca e apreensão. cabendo ao devedor escolher. a fim de facilitar a prova da legitimidade superveniente.5. Sua função. (Incluído pela Lei nº 8. ao conceder a tutela específica. de 7. se procedente o pedido. III .12. A falta de quaisquer das peças evidencia simples irregularidade cabendo ao juiz ordenar a emenda ao despachar a inicial (art. impropriamente designada de despacho. no prazo fixado pelo juiz.952.os fundamentos. d) Título exequendo. toda e qualquer peça útil reproduzir-se-á na carta. o § 4 O juiz poderá.2002) Art. Quando o autor tiver formulado pedido certo. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou. se lhe couber a escolha.444. a favor do autor.12.952. 166. a exemplo da prova da sessão de direitos.

a outra parte.12. de 2005) Il . ou o direito controvertido. o juiz for competente em razão da matéria e constituir pressuposto necessário para o julgamento da lide. o § 1 Do requerimento de liquidação de sentença será a parte intimada.232.352. que torna imutável e indiscutível a sentença. sendo isso possível e não excluído pelo título. 463. não beneficiando. de ofício ou a requerimento da parte. no juízo de origem.232. no momento de proferir a sentença. (Incluído pela Lei nº 10. Art.925. VI).232. que julgar total ou parcialmente a lide. a cujo respeito se operou a preclusão. a sentença: (Redação dada pela Lei nº 10. de 2005) Seção Da Coisa Julgada o § 2 Não se aplica o disposto neste artigo sempre que a condenação. processando-se em autos apartados. cumprindo ao liquidante instruir o pedido 90 . de 2005) I . o juiz ordenará a remessa dos autos ao tribunal. de 2005) Art. Art. 470. 466-C. de 26.que julgar procedentes.TJ MG no julgamento da lide. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário. procede-se à sua liquidação. 466. no curso do processo. Art. 467.12. (Incluído pela Lei nº 11. 466-A. Passada em julgado a sentença de mérito. de 26. produzirá todos os efeitos da declaração não emitida. Art. Atos de Ofício IX SENTENÇA o § 2 A liquidação poderá ser requerida na pendência de recurso. Art. Faz. relativas à mesma lide.por meio de embargos de declaração. Art.2001) III .nos demais casos prescritos em lei. (Redação dada pela Lei nº 10. ou Ihe retificar erros de cálculo. de 2005) II . Parágrafo único. a sentença. bem como no caso de procedência dos embargos do devedor na execução de dívida ativa do mesmo valor. Art. nem a oferecer.352. (Incluído pela Lei nº 11. 466-B.352. Quando a sentença não determinar o valor devido. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos. o Município.ainda quando o credor possa promover a execução provisória da sentença.12. II . de 26.2001) o § 1 Nos casos previstos neste artigo. uma vez transitada em julgado. consistente em dinheiro ou em coisa. II . de ofício ou a requerimento da parte. Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas.embora a condenação seja genérica. Publicada a sentença. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição. (Incluído pela Lei nº 10. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada. o Estado.12. (Incluído pela Lei nº 11.2001) Art.2001) Art. de 1º. Tratando-se de contrato que tenha por objeto a transferência da propriedade de coisa determinada. o juiz só poderá alterá-la: (Redação dada pela Lei nº 11. III . 469. que a parte poderia opor assim ao acolhimento como à rejeição do pedido. 468. A sentença. 5 e 325). nem prejudicando terceiros.12. a ação não será acolhida se a parte que a intentou não cumprir a sua prestação. os embargos à execução de dívida ativa da Fazenda Pública (art. de 2005) I . estabelecida como fundamento da sentença. de 26. for de valor certo não excedente a 60 (sessenta) salários mínimos. 474. 471. Se aquele que se comprometeu a concluir um contrato não cumprir a obrigação. na pessoa de seu advogado. as questões já decididas. coisa julgada a resolução da o questão prejudicial.232. deverá o presidente do tribunal avocá-los.os motivos. Art.352. não o fazendo. de 26. ou de outro direito. A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. (Incluído pela Lei nº 11. 585.se. tem força de lei nos limites da lide e das questões decididas. o § 3 Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em jurisprudência do plenário do Supremo Tribunal Federal ou em súmula deste Tribunal ou do tribunal superior competente. de 26.232.2001) Art.232. inexatidões materiais. de 2005) I . salvo: I . todavia. 472. no todo ou em parte. 475.12. I . haja ou não apelação.352. todos os interessados. Denomina-se coisa julgada material a eficácia. caberá ao juiz tomá-lo em consideração. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária. ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença. Condenado o devedor a emitir declaração de vontade. (Incluído pela Lei nº 11.2001) II Art. caso em que poderá a parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença. 473. Nas causas relativas ao estado de pessoa. 475-A. decidida incidentemente no processo. se houverem sido citados no processo. não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo tribunal.a apreciação da questão prejudicial. É defeso à parte discutir. (Incluído pela Lei nº 10. sobreveio modificação no estado de fato ou de direito. se a parte o requerer (arts. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: Art.1973) Art.proferida contra a União. a sentença produz coisa julgada em relação a terceiros.para Ihe corrigir. em litisconsórcio necessário.a verdade dos fatos. (Redação dada pela Lei nº 10. poderá obter uma sentença que produza o mesmo efeito do contrato a ser firmado.pendente arresto de bens do devedor. reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas.232. e as respectivas autarquias e fundações de direito público.352. Não fazem coisa julgada: CAPÍTULO DA LIQUIDAÇÃO DE (Incluído pela Lei nº 11. II . (Redação dada pela Lei nº 5. nos casos e formas legais. o Distrito Federal. tratando-se de relação jurídica continuativa.10. salvo se ainda não exigível.

475-F. sobre o qual poderão as partes manifestar-se no prazo de dez dias. o juiz. quando a memória apresentada pelo credor aparentemente exceder os limites da decisão exequenda e. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) V – excesso de execução. (Incluído pela Lei nº 11.232. (Incluído pela Lei nº 11. referidos no art. Far-se-á a liquidação por arbitramento quando: (Incluído pela Lei nº 11. o procedimento comum (art.232. ou pessoalmente. 614. se necessário. de 2005) I – falta ou nulidade da citação. a liquidação desta. expedir-se-á mandado de penhora e avaliação. 236 e 237). de 2005) o § 2 Se os dados não forem. (Incluído pela Lei nº 11. o juiz proferirá decisão ou designará. de 2005) Parágrafo único. (Incluído pela Lei nº 11. não o efetue no prazo de quinze dias. indicar desde logo os bens a serem penhorados. 475-J. apresentados pelo devedor. Da decisão de liquidação caberá agravo de instrumento. nomeará avaliador. configurar-se-á a situação prevista no art. (Incluído pela Lei nº 11. a multa de dez por cento incidirá sobre o restante. Far-se-á a liquidação por artigos. (Incluído pela Lei nº 11.232.232. por execução. se não o forem pelo terceiro. (Incluído pela Lei nº 11. É defeso. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11.232. de 2005) CAPÍTULO DO CUMPRIMENTO DA (Incluído pela Lei nº 11.232. (Incluído pela Lei nº 11. por depender de conhecimentos especializados. de 2005) o § 5 Não sendo requerida a execução no prazo de seis meses. poderá requisitá-los. se o processo correu à revelia. de 2005) Art. de 2005) § 1 Do auto de penhora e de avaliação será de imediato intimado o executado. na liquidação. de 2005) Art.232. é defesa a sentença ilíquida. de 2005) o § 4 Se o credor não concordar com os cálculos o feitos nos termos do § 3 deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) Art. 362. injustificadamente.232. Apresentado o laudo. o juiz. de 2005) Art. de imediato. ainda. de 2005) II – inexigibilidade do título. 272).232. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) o § 2 Caso o oficial de justiça não possa proceder à avaliação.232. de 2005) o § 3 Nos processos sob procedimento comum sumário. Caso o devedor. (Incluído pela Lei nº 11. Quando a determinação do valor da condenação depender apenas de cálculo aritmético.232. se for o caso. de 2005) Art. no que couber. tratando-se de obrigação por quantia certa.232. de 2005) o § 3 O exequente poderá. podendo oferecer impugnação.TJ MG com cópias das peças processuais pertinentes. querendo. o valor devido. de 2005) Art. 475-G.232. A impugnação somente poderá versar sobre: (Incluído pela Lei nº 11. inciso II. (Incluído pela Lei nº 11. por mandado ou pelo correio.232. (Incluído pela Lei nº 11. assinandolhe breve prazo para a entrega do laudo. mas a penhora terá por base o valor encontrado pelo contador. (Incluído pela Lei nº 11.232.232. 475-L. 475-I. o credor requererá o cumprimento da sentença. far-se-á a execução pelo valor originariamente pretendido. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) III – penhora incorreta ou avaliação errônea. (Incluído pela Lei nº 11.232. o juiz mandará arquivar os autos.232. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) o § 4 Efetuado o pagamento parcial no prazo previsto no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11. 475-D.232. 275. 475-B. O cumprimento da sentença far-se-á conforme os arts. o seu representante legal.232. 475-E. no prazo de quinze dias.232. condenado ao pagamento de quantia certa ou já fixada em liquidação. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. reputar-se-ão corretos os cálculos apresentados pelo credor. instruindo o pedido com a memória discriminada e atualizada do cálculo. observar-seá.232. nos termos dos demais artigos deste Capítulo.232. de 2005) o § 1 Quando a elaboração da memória do cálculo depender de dados existentes em poder do devedor ou de terceiro. e. o montante da condenação será acrescido de multa no percentual de dez por cento e. de 2005) IV – ilegitimidade das partes. de 2005) Atos de Ofício X SENTENÇA 91 .232. a requerimento do credor e observado o disposto no art. cumprindo ao juiz. inciso II. para determinar o valor da condenação. 461 e 461-A desta Lei ou. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) Art. em seu requerimento. a seu prudente critério. houver necessidade de alegar e provar fato novo. Na liquidação por artigos. ao credor é lícito promover simultaneamente a execução daquela e. de 2005) o § 1 É definitiva a execução da sentença transitada em julgado e provisória quando se tratar de sentença impugnada mediante recurso ao qual não foi atribuído efeito suspensivo. fixando prazo de até trinta dias para o cumprimento da diligência. fixar de plano.232. de 2005) I – determinado pela sentença ou convencionado pelas partes.232.232. discutir de novo a lide ou modificar a sentença que a julgou. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) Art. sem prejuízo de seu desarquivamento a pedido da parte. na pessoa de seu advogado (arts. alíneas ‗d‘ e ‗e‘ desta Lei. de 2005) II – o exigir a natureza do objeto da liquidação. 475-C. de 2005) Art. de 2005) o o § 3 Poderá o juiz valer-se do contador do juízo. Requerida a liquidação por arbitramento. em autos apartados. na forma do art.232. (Incluído pela Lei nº 11. audiência. quando.232.232. 475-H.232. desta Lei. 475-J desta Lei.232. ou. na falta deste. (Incluído pela Lei nº 11. a requerimento do credor. de 2005) o § 2 Quando na sentença houver uma parte líquida e outra ilíquida. o juiz nomeará o perito e fixará o prazo para a entrega do laudo. nos casos de assistência judiciária. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) Art.

de 2005) IV – decisão de habilitação. transação ou prescrição. observadas as seguintes normas: (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) Art. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. caso em que caberá apelação. de 2005) Parágrafo único.232. (Incluído pela Lei nº 11.232.232.232. homologada pelo Superior Tribunal de Justiça. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11.232. no juízo cível. de 2005) § 2 Deferido efeito suspensivo. homologado judicialmente. em excesso de execução. pleiteia quantia superior à resultante da sentença. 544). (Incluído pela Lei nº 11.232. outras peças processuais que o exequente considere necessárias. sob sua responsabilidade pessoal: (Redação dada pela Lei nº 12.232. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. caso contrário. sobrevindo acórdão que modifique ou anule a sentença objeto da execução. modificativa ou extintiva da obrigação. 475-J) incluirá a ordem de citação do devedor. de 2005) IV – a sentença arbitral. ou fundado em aplicação ou interpretação da lei ou ato normativo tidas pelo Supremo Tribunal Federal como incompatíveis com a Constituição Federal. (Incluído pela Lei nº 11. a impugnação será instruída e decidida nos próprios autos e. (Incluído pela Lei nº 11.232. até o limite de sessenta vezes o valor do salário-mínimo. de 2005) o § 1 No caso do inciso II do caput deste artigo. que se obriga. de difícil ou incerta reparação.TJ MG VI – qualquer causa impeditiva. de 2005) III – a sentença homologatória de conciliação ou de transação. desde que superveniente à sentença. de 2005) 92 .232. arbitrada pelo juiz e prestada nos próprios autos. se for o caso. de 2005) I – sentença ou acórdão exequendo. de 2005) VII – o formal e a certidão de partilha. por arbitramento. do mesmo modo que a definitiva. 475-N. é lícito ao exequente requerer o prosseguimento da execução. somente nesta ficará sem efeito a execução. de 2005) III – o levantamento de depósito em dinheiro e a prática de atos que importem alienação de propriedade ou dos quais possa resultar grave dano ao executado dependem de caução suficiente e idônea.232. de 2005) II . (Incluído pela Lei nº 11. A impugnação não terá efeito suspensivo. conta e responsabilidade do exequente.232. aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal. de 2005) § 3 A decisão que resolver a impugnação é recorrível mediante agravo de instrumento.232. de 2005) o § 3 Ao requerer a execução provisória. (Incluído pela Lei nº 11. se a sentença for reformada. podendo o advogado declarar a autenticidade. (Incluído pela Lei nº 11.232.232. de 2005) III – procurações outorgadas pelas partes. (Incluído pela Lei nº 11. no que couber. salvo quando da dispensa possa manifestamente resultar risco de grave dano. conforme o caso. o exequente instruirá a petição com cópias autenticadas das seguintes peças do processo. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) II – fica sem efeito. exclusivamente em relação ao inventariante.232. de qualquer natureza.232.232. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) I – corre por iniciativa. de 2005) o § 1 Ainda que atribuído efeito suspensivo à impugnação. se a sentença provisória for modificada ou anulada apenas em parte. para liquidação ou execução.232. o mandado inicial (art. como pagamento. de 2010) Art.322. ainda que inclua matéria não posta em juízo. (Incluído pela Lei nº 11. A execução provisória da sentença farse-á. de 2005) Art. considera-se também inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. IV e VI. de 2005) I – a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer.232. podendo o juiz atribuir-lhe tal efeito desde que relevantes seus fundamentos e o prosseguimento da execução seja manifestamente suscetível de causar ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação. de 2005) VI – a sentença estrangeira.232. (Incluído pela Lei nº 11. de 2010) II – a sentença penal condenatória transitada em julgado. de 2005) o I – quando. (Incluído pela Lei nº 11. sob pena de rejeição liminar dessa impugnação. Nos casos dos incisos II. de 2005) o o § 2 A caução a que se refere o inciso III do caput deste artigo poderá ser dispensada: (Incluído pela Lei nº 11.232.232.nos casos de execução provisória em que penda agravo perante o Supremo Tribunal Federal ou o Superior Tribunal de Justiça (art. de 2005) o § 2 Quando o executado alegar que o exequente. 475-O.232. oferecendo e prestando caução suficiente e idônea. São títulos executivos judiciais: (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) Atos de Ofício V – facultativamente. (Redação dada pela Lei nº 12.232. nos casos de crédito de natureza alimentar ou decorrente de ato ilícito. cumprir-lhe-á declarar de imediato o valor que entende correto.232. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) o § 1 Para efeito do disposto no inciso II do caput deste artigo. o exequente demonstrar situação de necessidade. (Incluído pela Lei nº 11. restituindo-se as partes ao estado anterior e liquidados eventuais prejuízos nos mesmos autos.232. salvo quando importar extinção da execução. (Incluído pela Lei nº 11.232.232. entregar coisa ou pagar quantia. 475-M. em autos apartados. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) V – o acordo extrajudicial. (Incluído pela Lei nº 11. novação. não fazer. a reparar os danos que o executado haja sofrido. compensação.322. de 2005) II – certidão de interposição do recurso não dotado de efeito suspensivo. arbitrada de plano pelo juiz e prestada nos próprios autos.

12.1973) o § 1 Este capital.232.10. declarar inexistente.232. observar-se-á o seguinte: (Incluído pela Lei nº 8. Art. passada em julgado. (Redação dada pela Lei nº 5.953.232. de 1º. O credor tem a faculdade de desistir de toda a execução ou de apenas algumas medidas executivas. o juiz mandará liberar o capital. de 2005) III . de 2005) Art.232. de 13. ou na sentença.232. sempre que. reconhecido como tal no título executivo. (Incluído pela Lei nº 11. de sentença arbitral ou de sentença estrangeira. quando se tratar de sentença penal condenatória. (Redação dada pela Lei nº 5.925. conforme as circunstâncias. I . (Incluído pela Lei nº 11. representado por imóveis. assim definido na legislação própria. (Incluído pela Lei nº 11. 567.10. que deu lugar à execução. cessar o desconto em folha ou cancelar as garantias prestadas. em valor a ser arbitrado de imediato pelo juiz. Quando o juiz decidir relação jurídica sujeita a condição ou termo.o credor a quem a lei confere título executivo. a obrigação resultante do título executivo. ainda que fundadas em títulos diferentes.232. sendo o mesmo o devedor. de 2005) I . nos casos de sub-rogação legal ou convencional. a requerimento do devedor.1973) Parágrafo único.o fiador judicial. de 2005) V . Atos de Ofício 93 . 569. este a indicará na petição inicial da execução. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. Ihes for transmitido o direito resultante do título executivo. o § 5 Cessada a obrigação de prestar alimentos.925.232. quando a sentença.925. ou. este será citado para exercer a opção e realizar a prestação dentro em 10 (dez) dias. DO PROCESSO DE EXECUÇÃO TÍTULO DA EXECUÇÃO EM GERAL I CAPÍTULO DAS PARTES I Art. É lícito ao credor. de 2005) o § 1 Devolver-se-á ao credor a opção. de 2005) I . desde que para todas elas seja competente o juiz e idêntica a forma do processo. de 13. 572. de 1º. a extinção dependerá da concordância do embargante. os herdeiros ou os sucessores do devedor.1973) II .o sub-rogado.925. 475-P. o credor não poderá executar a sentença sem provar que se realizou a condição ou que ocorreu o termo. cumular várias execuções. se outro prazo não Ihe foi determinado em lei. Art.10.12. 573. pagando o credor as custas e os honorários advocatícios. casos em que a remessa dos autos do processo será solicitada ao juízo de origem. os herdeiros ou os sucessores do credor. (Redação dada pela Lei nº 5. 475-Q. por fiança bancária ou garantia real.232. (Incluído pela Lei nº 11. 574.1994) o § 3 Se sobrevier modificação nas condições econômicas.1994) o § 4 Os alimentos podem ser fixados tomando por base o salário-mínimo. de 2005) o § 2 Se a escolha couber ao credor. de 13.925. se o devedor não a exercitou no prazo marcado. Na desistência da execução. no todo ou em parte. II – o juízo que processou a causa no primeiro grau de jurisdição.232. No caso do inciso II do caput deste artigo. II . ou nela prosseguir: I – os tribunais. (Incluído pela Lei nº 11. poderá a parte requerer. o juiz.o cessionário. O cumprimento da sentença efetuar-seá perante: (Incluído pela Lei nº 11.1994) a) serão extintos os embargos que versarem apenas sobre questões processuais. de 1º.TJ MG Art. Podem promover a execução forçada: Art.12.10.o responsável tributário. Art. nos casos prescritos em lei. 571. Art. o exequente poderá optar pelo juízo do local onde se encontram bens sujeitos à expropriação ou pelo do atual domicílio do executado. com o consentimento do credor.232.925. quanto a esta parte. de 2005) III . será inalienável e impenhorável enquanto durar a obrigação do devedor. (Incluído pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 5.1973) Art. (Incluído pela Lei nº 11. por morte deste.10. 568. cuja renda assegure o pagamento do valor mensal da pensão. de 1º.10. 475-R. 566. redução ou aumento da prestação. quando a escolha couber ao devedor.o espólio. (Incluído pela Lei nº 8. Podem também promover a execução. Quando a indenização por ato ilícito incluir prestação de alimentos. no que couber. III – o juízo cível competente. São sujeitos passivos na execução:(Redação dada pela Lei nº 5. as normas que regem o processo de execução de título extrajudicial. a obrigação.232. de 1º.953.o Ministério Público. (Redação dada pela Lei nº 5. Aplicam-se subsidiariamente ao cumprimento da sentença. (Incluído pela Lei nº 11. o § 2 O juiz poderá substituir a constituição do capital pela inclusão do beneficiário da prestação em folha de pagamento de entidade de direito público ou de empresa de direito privado de notória capacidade econômica. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 8.953.232. O credor ressarcirá ao devedor os danos que este sofreu. de 2005) II . quando o direito resultante do título executivo Ihe foi transferido por ato entre vivos. nas causas de sua competência originária. no contrato.o devedor. de 2005) Parágrafo único.o novo devedor. de 1º. que assumiu.1973) Art.1973) IV . de 2005) b) nos demais casos. poderá ordenar ao devedor constituição de capital. títulos da dívida pública ou aplicações financeiras em banco oficial.o espólio. de 2005) Art. Nas obrigações alternativas.

de intérprete. IV .o crédito decorrente de foro e laudêmio.382. com meios considerados idôneos pelo juiz. penhor. 587. Art. na conformidade do disposto no Livro I. Art. que Ihe tocar.1994) CAPÍTULO III DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA REALIZAR QUALQUER EXECUÇÃO Seção Do Inadimplemento do Devedor I o § 2 Não dependem de homologação pelo Supremo Tribunal Federal.382. 581. os títulos executivos extrajudiciais. para ter eficácia executiva.o juízo cível competente. 579. para efetivar a execução. de 2006). processar-se-á perante: I . bem como os de seguro de vida. Art. o instrumento de transação referendado pelo Ministério Público.10. de 13. II . para o cumprimento de suas obrigações.382. (Redação dada pela Lei nº 11. e este. VII .382. exigir o implemento da do outro.382.o crédito de serventuário de justiça. V . Não dispondo a lei de modo diverso. 578. bem como de encargos acessórios.a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União.382. 586.12. de 2006). Título IV. IV .2001) III . de 13. (Redação dada pela Lei nº 11.1994) II . (Redação dada pela Lei nº 11. embora nele não mais resida o réu. O título. o juiz determinará os atos executivos e os oficiais de justiça os cumprirão. for necessário o emprego da força policial. o documento particular assinado pelo devedor e por duas testemunhas. de 2006). 580. quando recebidos com efeito suspensivo (art. de 2006). Ficam sujeitos à execução os bens: 94 . se ela não corresponder ao direito ou à obrigação. há de satisfazer aos requisitos de formação exigidos pela lei do lugar de sua celebração e indicar o Brasil como o lugar de cumprimento da obrigação. O devedor poderá. de 2006). quando a dívida deles se originar.os contratos garantidos por hipoteca.1994) I . de 1º. recusar a oferta.o juízo que decidiu a causa no primeiro grau de jurisdição. mediante a execução da contraprestação pelo credor. emolumentos ou honorários forem aprovados por decisão judicial. O devedor responde. depositando em juízo a prestação ou a coisa.a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor.12. (Redação dada pela Lei nº 11. sem justo motivo. (Redação dada pela Lei nº 5. de 2006).12. é provisória enquanto pendente apelação da sentença de improcedência dos embargos do executado. de 13.(Redação dada pela Lei nº 8. 576. consubstanciada em título executivo. a duplicata. entretanto.a letra de câmbio.382. O credor não poderá iniciar a execução. Art. por disposição expressa. dos Territórios e dos Municípios. ou o foro de qualquer dos domicílios do réu. exonerar-se da obrigação. 575.TJ MG CAPÍTULO DA COMPETÊNCIA II Seção II Do Título Executivo Art. VI . a ação poderá ainda ser proposta no foro do lugar em que se praticou o ato ou ocorreu o fato que deu origem à dívida. o § 1 A propositura de qualquer ação relativa ao débito constante do título executivo não inibe o credor de promover-lhe a execução. Em todos os casos em que é defeso a um contraente. 591. Art. Sempre que. (Redação dada pela Lei nº 11.os tribunais superiores. ainda. ou de tradutor. estabelecida no título executivo. (Redação dada pela Lei nº 11. não permitindo que o credor a receba. a Fazenda Pública poderá escolher o foro de qualquer um dos devedores. A execução fiscal (art. 582. É definitiva a execução fundada em título extrajudicial. quando houver mais de um.953. 739). 585. oriundos de país estrangeiro. de 27. ressalvado ao devedor o direito de embargála. quando o título executivo for sentença penal condenatória ou sentença arbitral. ou nela prosseguir.953. a lei atribuir força executiva. pela Defensoria Pública ou pelos advogados dos transatores. tais como taxas e despesas de condomínio. se não o tiver.953. para serem executados. o juiz a requisitará. Atos de Ofício IV Art. (Redação dada pela Lei nº 8. de 2006).358. Art. será processada perante o juízo competente.12. a nota promissória. antes de cumprida a sua obrigação. no de sua residência ou no do lugar onde for encontrado. 577. documentalmente comprovado. nas causas de sua competência originária. de perito. dos Estados. sem cumprir a contraprestação.1973) Art. (Redação dada pela Lei nº 8. (Incluído pela Lei nº 11. CAPÍTULO DA RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL Art. salvo as restrições estabelecidas em lei. se o devedor se propõe satisfazer a prestação. Parágrafo único. ou. VIII . fundada em título extrajudicial. (Redação dada pela Lei nº 10. mas poderá recusar o recebimento da prestação. Art. correspondente aos créditos inscritos na forma da lei. se o devedor cumprir a obrigação. caso em que requererá ao juiz a execução.todos os demais títulos a que. (Redação dada pela Lei nº 11. Na execução fiscal. fundada em título judicial. líquida e exigível. A execução. A execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre em título de obrigação certa. não se procederá à execução. Vl) será proposta no foro do domicílio do réu. Parágrafo único. A execução pode ser instaurada caso o devedor não satisfaça a obrigação certa. de 2006). (Redação dada pela Lei nº 11. no foro da situação dos bens.382.925.382. de 2006). com todos os seus bens presentes e futuros. do Distrito Federal. 592. caso em que o juiz suspenderá a execução. Capítulos II e III.o crédito. líquida e exigível. anticrese e caução. decorrente de aluguel de imóvel. quando as custas. A execução. a debênture e o cheque. Art.

anticrese ou usufruto. que estiver.10. Ressalvado o caso de insolvência do devedor. pela penhora. não indica ao juiz. que pagar a dívida. 596. (Redação dada pela Lei nº 5. de 2006).frauda a execução. livres e desembargados. 601. 599.1994) V Art. Art. (Redação dada pela Lei nº 5. poderá nomear à penhora bens livres e desembargados do devedor. pedir a citação do devedor e instruir a petição inicial: Art.(Redação dada pela Lei nº 5. Art. O credor. Recaindo mais de uma penhora sobre os mesmos bens. (Redação dada pela Lei nº 5. cada herdeiro responde por elas na proporção da parte que na herança Ihe coube.1973) II .1973) III .925. (Redação dada pela Lei nº 5. (Redação dada pela Lei nº 11. sitos na mesma comarca.925. (Redação dada pela Lei nº 11. exigível na própria execução. de 1º. de 1º. ao tempo da alienação ou oneração.1973) V . (Redação dada pela Lei nº 5. quando a penhora recair sobre bens gravados por penhor. demandado pelo pagamento da dívida.12. 597. 595. tem direito a exigir que sejam primeiro excutidos os bens da sociedade. nos casos em que os seus bens próprios. Considera-se em fraude de execução a alienação ou oneração de bens: I . por direito de retenção. IV .10. Art. em 5 (cinco) dias. Aplicam-se subsidiariamente à execução as disposições que regem o processo de conhecimento. de 2006). de 1º. de 13.925.resiste injustificadamente às ordens judiciais. de 1º.382. 613. 614. mas.quando.nos demais casos expressos em lei.do cônjuge. de 13. 600. reservados ou de sua meação respondem pela dívida.12.1973) IV . hipoteca.10.com a prova de que se verificou a condição. em montante não superior a 20% (vinte por cento) do valor atualizado do débito em execução.requerer a intimação do credor pignoratício. de 1º. Os bens particulares dos sócios não respondem pelas dívidas da sociedade senão nos casos previstos em lei. o direito de preferência sobre os bens penhorados.advertir ao devedor que o seu procedimento constitui ato atentatório à dignidade da justiça.925.intimado. juros. I . (Redação dada pela Lei nº 8. de 2006). o § 1 Cumpre ao sócio.12.925. despesas e honorários advocatícios. O juiz pode. Atos de Ofício 95 . quando executado. multa essa que reverterá em proveito do credor. em que tem lugar o concurso universal (art.TJ MG I .se opõe maliciosamente à execução.10. ou ocorreu o termo (art. que alegar o benefício deste artigo. o § 2 Aplica-se aos casos deste artigo o disposto no parágrafo único do artigo anterior. quando se tratar de execução por quantia certa. 572). CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. quando por mais de um modo pode ser efetuada. (Incluído pela Lei nº 8. O espólio responde pelas dívidas do falecido.10. Os bens do fiador ficarão. II .953. II .10.10. ou anticrético. hipotecário. 612. Nos casos previstos no artigo anterior.quando sobre eles pender ação fundada em direito real. 593. tratando-se de execução fundada em direito real ou obrigação reipersecutória. quais são e onde se encontram os bens sujeitos à penhora e seus respectivos valores. quando em poder de terceiros. ao requerer a execução. quantos bastem para pagar o débito. I . sem prejuízo de outras sanções de natureza processual ou material. o devedor incidirá em multa fixada pelo juiz.ordenar o comparecimento das partes.alienados ou gravados com ônus real em fraude de execução. feita a partilha. CAPÍTULO DAS DISPOSIÇÕES GERAIS II .(Redação dada pela Lei nº 8.953. Cumpre ao credor. Art. cada credor conservará o seu título de preferência. Art. III .953. em qualquer momento do processo:(Redação dada pela Lei nº 5. se os do devedor forem insuficientes à satisfação do direito do credor. na posse de coisa pertencente ao devedor. de 2006).1973) Art. II . corria contra o devedor demanda capaz de reduzi-lo à insolvência. Cumpre ainda ao credor: I . (Redação dada pela Lei nº 11. de 1º.do sucessor a título singular. Parágrafo único. 751.382. O fiador.do devedor. que responda ao credor pela dívida principal.com o título executivo extrajudicial.925. 594. empregando ardis e meios artificiosos. nos termos da lei.do sócio. de 1º. Art.382. 598. realiza-se a execução no interesse do credor. não poderá promover a execução sobre outros bens senão depois de excutida a coisa que se achar em seu poder. sujeitos à execução. ou usufrutuário. TÍTULO II DAS DIVERSAS ESPÉCIES DE EXECUÇÃO Parágrafo único.1973) I . nomear bens da sociedade.925.1994) Art. que adquire. Art. porém.com o demonstrativo do débito atualizado até a data da propositura da ação. se o devedor se comprometer a não mais praticar qualquer dos atos definidos no artigo antecedente e der fiador idôneo. O juiz relevará a pena. III . poderá executar o afiançado nos autos do mesmo processo. o sócio. III). Considera-se atentatório à dignidade da Justiça o ato do executado que: (Redação dada pela Lei nº 11.1973) Art.1994) II . de 13.indicar a espécie de execução que prefere. O fiador.382. 615. III .

617. (Incluído pela Lei nº 11. se necessário. no prazo de 10 (dez) dias. Art. quando esta não Ihe for entregue. ou não se acha acompanhada dos documentos indispensáveis à propositura da execução. o devedor será citado para entregá-las individualizadas. constante de título executivo extrajudicial. de 7. (Incluído pela Lei nº 11. em 48 (quarenta e oito) horas. II). que Ihe corresponde.1973) o § 1 O exequente deverá comunicar ao juízo as averbações efetivadas.se o devedor não for regularmente citado. 620. ao despachar a inicial. 629. § 1 Não constando do título o valor da coisa. Art. Se o executado entregar a coisa. 572.444. (Incluído pela Lei nº 11. expedir-se-á. ou usufrutuário.382. ficando o respectivo valor sujeito a alteração. que somente será ouvido depois de depositá-la.10. nos o termos do § 2 do art. será citado para.382. de cujo poder ela houver sido tirada.2002) I . nem admitidos embargos suspensivos da execução. Quando por vários meios o credor puder promover a execução. de 13. a liquidação prévia é obrigatória.382. expedir-se-á mandado contra o terceiro adquirente. 627. 628. 18 desta Lei. Art. ouvindo perito de sua nomeação. 619. de 1º.TJ MG III . 737.382. se Ihe couber a escolha. de 1º. salvo se esta tiver de prosseguir para o pagamento de frutos ou ressarcimento de prejuízos. 626. Quando a execução recair sobre coisas determinadas pelo gênero e quantidade. o exequente far-lhe-á a estimativa.2002) Art. (Redação dada pela Lei nº 10. 615-A. anticrético. de 2006). que não houver sido intimado. O devedor poderá depositar a coisa. este a indicará na petição inicial. de 7. Art. 625.12. apresentar embargos. 630.5. de 2006). II .2002) o Art. mas a citação do devedor deve ser feita com observância do disposto no art. no prazo de 10 (dez) dias de sua concretização. (Redação dada pela Lei nº 11. poderá fixar multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação.382. mandado de imissão na posse ou de busca e apreensão. hipotecário. de 7. o credor o depositará ao requerer a entrega da coisa. Parágrafo único.2002) o § 3 Presume-se em fraude à execução a alienação ou oneração de bens efetuada após a averbação (art. hipoteca. registro de veículos ou registro de outros bens sujeitos à penhora ou arresto. 623. (Redação dada pela Lei nº 10. se deteriorou. e o juiz decidirá de plano. (Redação dada pela Lei nº 8.5. Art. A alienação de bem aforado ou gravado por penhor. para fins de averbação no registro de imóveis. (Redação dada pela Lei nº 10.382. de 7. de 2006). impugnar a escolha feita pela outra. Art. (Incluído pela Lei nº 11. O devedor de obrigação de entrega de coisa certa. É nula a execução: o § 2 Serão apurados em liquidação o valor da coisa e os prejuízos. o valor da coisa. sujeitando-se ao arbitramento judicial. de 2006).se instaurada antes de se verificar a condição ou de ocorrido o termo.5.444. o § 5 Os tribunais poderão expedir instruções sobre o cumprimento deste artigo.2002) IV . 593). 621. obter certidão comprobatória do ajuizamento da execução. de 2006).382.953. ou ao credor pignoratício. (Redação dada pela Lei nº 5. O juiz. sob pena de ser indeferida. de 7. de 2006). 624.925. 616. de 2006). nos casos do art. Art. 622. Alienada a coisa quando já litigiosa. III . se houver saldo em favor do credor. anticrese ou usufruto será ineficaz em relação ao senhorio direto. ou que Ihe assegura o cumprimento. (Incluído pela Lei nº 11.(Redação dada pela Lei nº 5. Não sendo a coisa entregue ou depositada.1973) o § 4 O exequente que promover averbação manifestamente indevida indenizará a parte contrária. 586). 96 . não for encontrada ou não for reclamada do poder de terceiro adquirente. Depositada a coisa. (Incluído pela Lei nº 11. se o executado não for obrigado a satisfazer a sua prestação senão mediante a contraprestação do credor. O credor tem direito a receber. O exequente poderá. seguro o juízo (art. Art. além de perdas e danos. deferida pelo juiz. quando quiser opor embargos. CAPÍTULO DA EXECUÇÃO PARA A ENTREGA DE COISA II Seção Da Entrega de Coisa Certa I Atos de Ofício II Art. (Incluído pela Lei nº 10.10.444. Art. ou. Qualquer das partes poderá. o exequente não poderá levantá-la antes do julgamento dos embargos. interrompe a prescrição. com identificação das partes e valor da causa. Seção Da Entrega de Coisa Incerta Art. lavrarse-á o respectivo termo e dar-se-á por finda a execução. A propositura da execução. satisfazer a obrigação ou. Art.5. (Redação dada pela Lei nº 10.444. Art. mas se essa couber ao credor. no ato da distribuição. líquida e exigível (art.5. Se houver saldo em favor do devedor. Art.se o título executivo extrajudicial não corresponder a obrigação certa. o juiz mandará que se faça pelo modo menos gravoso para o devedor. processando-se o incidente em autos apartados. caso se revele insuficiente ou excessivo. em vez de entregá-la. este poderá cobrá-lo nos autos do mesmo processo. em favor do credor.provar que adimpliu a contraprestação. dentro de 10 (dez) dias. 618.925. determinará que o credor a corrija.444. 219. será determinado o cancelamento das averbações de que trata este artigo relativas àqueles que não tenham sido penhorados. Verificando o juiz que a petição inicial está incompleta.pleitear medidas acautelatórias urgentes.1994) o § 2 Formalizada penhora sobre bens suficientes para cobrir o valor da dívida. ou sendo impossível a sua avaliação. conforme se tratar de imóvel ou de móvel. Havendo benfeitorias indenizáveis feitas na coisa pelo devedor ou por terceiros.

os móveis. 646. Se o contratante não prestar o fato no prazo. de 13.2002) Art. o juiz poderá reduzi-lo se excessivo.12.no usufruto de bem móvel ou imóvel. bem como os pertences de uso pessoal do executado. ouvidas as partes. Na execução de obrigação de fazer ou não fazer. A execução por quantia certa tem por objeto expropriar bens do devedor. o devedor não satisfizer a obrigação.382. IV . o juiz houver aprovado. 635. Parágrafo único. Se o valor da multa estiver previsto no título. aplicando-se outrossim o disposto no art. pertences e utilidades domésticas que guarnecem a residência do executado. (Redação dada pela Lei nº 11. o credor requererá ao juiz que Ihe assine prazo para desfazê-lo. Seção I Da Obrigação de Fazer Parágrafo único. de 13. 642.953. contados da apresentação da proposta pelo terceiro (art. 685-A desta Lei.953. decidir que aquele o realize à custa do executado. (Redação dada pela Lei nº 11. 648. a obrigação resolve-se em perdas e danos. fixará multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação e a data a partir da qual será devida. 633. 645.953. de 2006). Não estão sujeitos à execução os bens que a lei considera impenhoráveis ou inalienáveis. (Redação dada pela Lei nº 11. 461. Seção I Da Penhora. requerer que ela seja executada à custa do devedor. ao terceiro. O direito de preferência será exercido no prazo de 5 (cinco) dias. Parágrafo único. é lícito ao credor. Se o fato puder ser prestado por terceiro. Se. Subseção I Das Disposições Gerais Art. CAPÍTULO IV DA EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE Parágrafo único. não havendo impugnação.1994) Parágrafo único. observando-se. A expropriação consiste: I . de 13. (Redação dada pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 10. II 97 . a cuja abstenção estava obrigado pela lei ou pelo contrato. (Redação dada pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. Aplicar-se-á à execução para entrega de coisa incerta o estatuído na seção anterior. O valor das perdas e danos será apurado em liquidação. 644. Art. (Redação dada pela Lei nº 11. no prazo fixado. respondendo o devedor por perdas e danos. ou mandar executar. Parágrafo único. I . (Redação dada pela Lei nº 8.382.382. Art. fundada em título extrajudicial.1994) Seção III Das Disposições Comuns às Seções Precedentes Art. o juiz mandará avaliar o custo das despesas necessárias e condenará o contratante a pagá-lo. a obrigação pessoal do devedor converter-se-á em perdas e danos. Se o devedor praticou o ato.na adjudicação em favor do exequente ou das o pessoas indicadas no § 2 do art. Art. 637. de 2006). 632. Art. ou haver perdas e danos. seguindo-se a execução para cobrança de quantia certa. em caso contrário. o juiz. o credor poderá requerer ao juiz que Ihe assine prazo para cumpri-la.5. 649. 643. no prazo de 10 (dez) dias. Nas obrigações de fazer. 591). 634. (Redação dada pela Lei nº 11. 634. de 2006). ou se o praticar de modo incompleto ou defeituoso.382.na alienação em hasta pública.os bens inalienáveis e os declarados.382. de 2006). Prestado o fato.12. II . de 2006).382. de 2006). Quando o objeto da execução for obrigação de fazer.444. III . que o autorize a concluí-lo. por conta do contratante. caso em que ela se converte em indenização.382.1994) Art. 633. o juiz ouvirá as partes no prazo de 10 (dez) dias. São absolutamente impenhoráveis: Art. de 2006). o devedor será citado para satisfazê-la no prazo que o juiz Ihe assinar. Havendo recusa ou mora do devedor.os vestuários. parágrafo único). se outro não estiver determinado no título executivo. 636. 631. CAPÍTULO III DA EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER E DE NÃO FAZER Art. subsidiariamente. Art. o credor requererá ao juiz que mande desfazer o ato à sua custa. terá preferência. (Redação dada pela Lei nº 11.382. O exequente adiantará as quantias previstas na proposta que.382. II . sob sua direção e vigilância. não sujeitos à execução. Art. 647. Art. Não sendo possível desfazer-se o ato.na alienação por iniciativa particular. Art. de 2006). quando for convencionado que o devedor a faça pessoalmente. (Redação dada pela Lei nº 11. de 2006). salvo os de elevado valor ou que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um médio padrão de vida. Havendo recusa ou mora do devedor. decidirá a impugnação. Ouvido o contratante no prazo de 5 (cinco) dias. (Incluído pela Lei nº 8. por ato voluntário. salvo se de elevado valor. nos próprios autos do processo. da Avaliação e da Expropriação de Bens (Redação dada pela Lei nº 11. de 7. Art.12. ou a repará-lo. poderá o credor requerer ao juiz. 638.TJ MG Art. Se o credor quiser executar. em igualdade de condições de oferta. dará por cumprida a obrigação. Parágrafo único. é lícito ao juiz. o disposto neste Capítulo. A sentença relativa a obrigação de fazer ou não fazer cumpre-se de acordo com o art. a fim de satisfazer o direito do credor (art. a requerimento do exequente. Seção Da Obrigação de Não Fazer Atos de Ofício III . de 2006). ao despachar a inicial.382. as obras e trabalhos necessários à prestação do fato.

de 2006). mais juros. o juiz fixará. a qualquer tempo.382. de ofício ou a requerimento do exequente. (Redação dada pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 11. o oficial de justiça procederá de imediato à penhora de bens e a sua avaliação. Ao despachar a inicial. desde que trabalhada pela família. de 2006). contados da data em que foi intimado do arresto a que se refere o parágrafo único do artigo anterior.os livros.382. Subseção II Da Citação do Devedor e da Indicação de Bens (Redação dada pela Lei nº 11.bens imóveis.382. § 3 2006).navios e aeronaves. pecúlios e montepios.382. de 2006). os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal. A penhora observará. assim definida em lei.382.382. II . a quantia depositada em caderneta de poupança. de 2006). a verba honorária será reduzida pela metade.382. soldos. (Redação dada pela Lei nº 11. Antes de adjudicados ou alienados os bens. certificará o ocorrido. V . de 2006). VI . (Redação dada pela Lei nº 11.382. remunerações. V . de 2006). (Redação dada pela Lei nº 11. X .382. os utensílios. (Redação dada pela Lei nº 11. o § 4 A intimação do executado far-se-á na pessoa de seu advogado. Art. o § 1 A impenhorabilidade não é oponível à cobrança do crédito concedido para a aquisição do próprio bem. III . (Redação dada pela Lei nº 11. por partido político. efetuar o pagamento da dívida.382. em espécie ou em depósito ou aplicação em instituição financeira. Art. observado o disposto o no § 3 deste artigo. 655. (Incluído pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 11.382. Parágrafo único. (Redação dada pela Lei nº 11. requerer a citação por edital do devedor. de 2006). os frutos e rendimentos dos bens inalienáveis. saúde ou assistência social. de plano. I . se o respectivo auto e de tais atos intimando. Podem ser penhorados. de 2006). de 2006). na mesma oportunidade. (Redação dada pela Lei nº 11. o § 3 O juiz poderá. de 2006). caso em que o juiz poderá dispensar a intimação ou determinará novas diligências.a pequena propriedade rural.382.o seguro de vida. não encontrando o devedor. o (VETADO). terá o devedor o prazo a que se refere o art. munido da segunda via do mandado.382. (Incluído pela Lei nº 11. a intimação do executado para indicar bens passíveis de penhora. 655). Compete ao credor. salários. de Art. de 2006). (Incluído pela Lei nº 11. o § 2 O disposto no inciso IV do caput deste artigo não se aplica no caso de penhora para pagamento de prestação alimentícia. (Redação dada pela Lei nº 11. de 2006). (Incluído pela Lei nº 11. pagando ou consignando a importância atualizada da dívida.ações e quotas de sociedades empresárias.382.até o limite de 40 (quarenta) salários mínimos.694.382. O oficial de justiça. (Incluído pela Lei nº 11. 651. subsídios. não o tendo. de 2006).382. a seguinte ordem: (Redação dada pela Lei nº 11. (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11. VIII . será intimado pessoalmente. XI . de 2006). Parágrafo único. (Redação dada pela Lei nº 11.382. O executado será citado para. (Redação dada pela Lei nº 11.382. 652.veículos de via terrestre. 653. convertendo-se o arresto em penhora em caso de nãopagamento. (Redação dada pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. não o encontrando. 652-A. as máquinas.382. (Redação dada pela Lei nº 11. de 2006). IV . de 2006). determinar. de 2006). as ferramentas. de 2006). 654. de 2006).os recursos públicos do fundo partidário recebidos.382. Findo o prazo do edital.382. IX . o oficial certificará detalhadamente as diligências realizadas. o executado. o oficial de justiça procurará o devedor três vezes em dias distintos. as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e sua família. No caso de integral pagamento no prazo de 3 (três) dias. (Redação dada pela Lei nº 11. de 2006). o § 1 Não efetuado o pagamento.382. Art. VII .382. 650. no prazo de 3 (três) dias. de 2006). VII . Art. (Redação dada pela Lei nº 11. Art. de 2006).os recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação compulsória em educação. (Incluído pela Lei nº 11. arrestar-lhe-á tantos bens quantos bastem para garantir a execução. pode o executado. Nos 10 (dez) dias seguintes à efetivação do arresto. nos termos da lei. salvo se destinados à satisfação de prestação alimentícia. lavrando- Atos de Ofício 98 . (Redação dada pela Lei nº 11.bens móveis em geral. os instrumentos ou outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício de qualquer profissão.382. de 2006). de 2008) Parágrafo único. 652. (Incluído pela Lei nº 11.382. de 2006). de 2006). Art.382. de 2006). salvo se essas forem penhoradas. na inicial da execução. de 2006). dentro de 10 (dez) dias.382.os vencimentos. (Incluído pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 11.TJ MG IV . os honorários de advogado a serem pagos pelo o executado (art.percentual do faturamento de empresa devedora. o § 2 O credor poderá.382. VI .382. custas e honorários advocatícios. preferencialmente. a todo tempo. indicar bens a serem penhorados (art. pensões. § 4 ). 20. proventos de aposentadoria.os materiais necessários para obras em andamento. à falta de outros bens.382. de 2006).dinheiro. o § 5 Se não localizar o executado para intimá-lo da penhora. remir a execução. de 2006).

382.se fracassar a tentativa de alienação judicial do bem.382.se incidir sobre bens de baixa liquidez.pedras e metais preciosos. X . Art. custas e honorários advocatícios. o juiz. podendo no mesmo ato determinar sua indisponibilidade. detenção ou guarda de terceiros. de 2006). preferencialmente por meio eletrônico. o § 2 Não se levará a efeito a penhora. Estados e Distrito Federal com cotação em mercado. penhorando-se. a meação do cônjuge alheio à execução recairá sobre o produto da alienação do bem. (Redação dada pela Lei nº 11. o § 2 Recaindo a penhora em bens imóveis. (Incluído pela Lei nº 11.se o devedor não indicar o valor dos bens ou omitir qualquer das indicações a que se referem os incisos I a IV do parágrafo único do art. Para possibilitar a penhora de dinheiro em depósito ou aplicação financeira. (Incluído pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 11. a penhora houver recaído sobre bens já penhorados ou objeto de gravame. II . (Redação dada pela Lei nº 11. a requerimento do exequente. Atos de Ofício III o § 3 No caso do parágrafo anterior e bem assim quando não encontrar quaisquer bens penhoráveis. (Incluído pela Lei nº 11.382.382. IX .382.382. de 2006). ou (Redação dada pela Lei nº 11. se a coisa pertencer a terceiro garantidor. de acordo com o disposto no art. outros houverem sido penhorados. ao qual cabe exclusivamente a responsabilidade pelos atos praticados. (Redação dada pela Lei nº 11. se os bens inicialmente penhorados (art.694. quando evidente que o produto da execução dos bens encontrados será totalmente absorvido pelo pagamento das custas da execução. Art. (Incluído pela Lei nº 11. informações sobre a existência de ativos tão-somente em nome do órgão partidário que tenha contraído a dívida executada ou que tenha dado causa a violação de direito ou ao dano. Art. 656. no prazo fixado pelo juiz. de 2006). Se o devedor não tiver bens no foro da causa. (Incluído pela Lei nº 11. havendo bens livres. pignoratícia ou anticrética. VI . o 15-A da Lei n 9. (Redação dada pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. Art. Parágrafo único. de 2006). 658. será intimado também o cônjuge do executado. (Redação dada pela Lei nº 11. a fim de serem imputadas no pagamento da dívida. (Redação dada pela Lei nº 11. entregando ao exequente as quantias recebidas. Art.títulos e valores mobiliários com cotação em mercado. o § 1 As informações limitar-se-ão à existência ou não de depósito ou aplicação até o valor indicado na execução. de 2006). (Redação dada pela Lei nº 11. de 2006). (Incluído pela Lei nº 11. se for o caso. o § 3 Na penhora de percentual do faturamento da empresa executada. IV . certidão negativa de ônus.382. nos termos do que estabelece o caput deste artigo. de 19 de setembro de 1995. 649 desta Lei ou que estão revestidas de outra forma de impenhorabilidade.TJ MG VIII .382. o juiz.382. Tratando-se de penhora em bem indivisível. 655-A.382. A parte poderá requerer a substituição da penhora: (Redação dada pela Lei nº 11.382. de 2006). 747).títulos da dívida pública da União. parágrafo único).se não incidir sobre os bens designados em lei. será nomeado depositário. 652) forem substituídos por outros. o § 1 Efetuar-se-á a penhora onde quer que se encontrem os bens.382. 659. preferencialmente.382. de 2006).382.382. far-se-á a execução por carta. VII . 600). de 2006).382. de 2006). Ouvida em 3 (três) dias a parte contrária. de 2006). (Redação dada pela Lei nº 11.382. de 2006). (Redação dada pela Lei nº 11. a requerimento do exequente. de 2006). III .382. o § 2 A penhora pode ser substituída por fiança bancária ou seguro garantia judicial. o § 2 Compete ao executado comprovar que as quantias depositadas em conta corrente referem-se à hipótese do inciso IV do caput do art. lavrar-se-á o respectivo termo. (Redação dada pela Lei nº 11. sobre a coisa dada em garantia. de 2008) Subseção Da Penhora e do Depósito Art.382.se não obedecer à ordem legal.se. de 2006).382. mais 30% (trinta por cento). com a atribuição de submeter à aprovação judicial a forma de efetivação da constrição. I . (Incluído pela Lei nº 11. juros. requisitará à autoridade supervisora do sistema bancário. de 2006). 668 desta Lei. bem como absterse de qualquer atitude que dificulte ou embarace a realização da penhora (art. 657. será também esse intimado da penhora. 14. o § 4 Quando se tratar de execução contra partido político. de 2006). o 99 . de 2006). de 2006). XI . exibir a prova de sua propriedade e.096. de 2006). o § 1 É dever do executado (art. (Redação dada pela Lei nº 11. O juiz decidirá de plano quaisquer questões suscitadas. V . de 2006). o § 1 Na execução de crédito com garantia hipotecária. ainda que sob a posse. (Incluído pela Lei nº 11. informações sobre a existência de ativos em nome do executado. havendo bens no foro da execução.382. de 2006). A penhora deverá incidir em tantos bens quantos bastem para o pagamento do principal atualizado.382. de 2006). de 2006). contrato ou ato judicial para o pagamento.382. até o valor indicado na execução. avaliando-se e alienando-se os bens no foro da situação (art.outros direitos. 655-B. indicar onde se encontram os bens sujeitos à execução. de 2006). requisitará à autoridade supervisora do sistema bancário. (Redação dada pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. bem como de prestar contas mensalmente.382. (Redação dada pela Lei nº 11.se.382. em valor não inferior ao do débito constante da inicial.382. a penhora recairá. o § 3 O executado somente poderá oferecer bem imóvel em substituição caso o requeira com a expressa anuência do cônjuge. de 2006). de 2006).

quando apresentada certidão da respectiva matrícula. II . (Incluído pela Lei nº 11. pedras e objetos preciosos deverão ser depositados com registro do valor estimado de resgate. Considerar-se-á feita a penhora mediante a apreensão e o depósito dos bens. lavrar-se-á para cada qual um auto. com a sua qualificação.quanto aos créditos.a nomeação do depositário dos bens.382. o oficial de justiça comunicará o fato ao juiz. salvo se: Art. II . Art. ao executado incumbe: (Incluído pela Lei nº 11.382. (Incluído pela Lei nº 11. III . que será assinado por duas testemunhas. Art.382. especificá-los. de 2006). de 2006). independentemente de ação de depósito. de 2006).444.382. pessoalmente ou na pessoa de seu advogado. situá-los e mencionar as divisas e confrontações. indicando o número de cabeças e o imóvel em que se encontram. providenciar. sob critérios uniformes. requerer a substituição do bem penhorado. (Incluído pela Lei nº 11. Art. independentemente de onde se localizem. Os oficiais de justiça lavrarão em duplicata o auto de resistência.382. Parágrafo único. de 2006). de que o Estado-Membro da União possua mais de metade do capital social integralizado. 664. a penhora de numerário e as averbações de penhoras de bens imóveis e móveis podem ser realizadas por meios eletrônicos. a penhora de imóveis. de 2006). de 2006). ou. Na hipótese prevista neste artigo.o credor desistir da primeira penhora. de 2006). (Redação dada pela Lei nº 11. Atos de Ofício II . Parágrafo único. O juiz autorizará a alienação antecipada dos bens penhorados quando: Art. 661. a fim de auxiliar os oficiais de justiça na penhora dos bens e na prisão de quem resistir à ordem. de 2006). e art. no prazo de 10 (dez) dias após intimado da penhora. V . de 7. feita. Sempre que necessário.a descrição dos bens penhorados. o produto da alienação não bastar para o pagamento do credor. 668. do qual será intimado o executado.a indicação do dia. na Caixa Econômica Federal.382. Se o devedor fechar as portas da casa. arrombando portas. sem prejuízo da imediata intimação do executado (art. mediante a apresentação de certidão de inteiro teor do ato. de 2006).atribuir valor aos bens indicados à penhora.382. lavrando-se um só auto se as diligências forem concluídas no mesmo dia.em mãos de depositário particular. 663. 620).TJ MG oficial descreverá na certidão os que guarnecem a residência ou o estabelecimento do devedor. e lavrando de tudo auto circunstanciado. de 2006).sujeitos a deterioração ou depreciação. os demais bens. 100 . O auto de penhora conterá: I . O executado pode. para presunção absoluta de conhecimento por terceiros. os bens poderão ser depositados em poder do executado. Art. (Redação dada pela Lei nº 11. III . os móveis e os imóveis urbanos. descrevendo a origem da dívida. as quantias em dinheiro. a respectiva averbação no ofício imobiliário.382. (Incluído pela Lei nº 11. Art. a quem entregarão o preso. e por este ato constituído depositário. III . (Incluído pela Lei nº 10. Art.2002) o § 2 As jóias. cabendo ao exequente. a fim de obstar a penhora dos bens. e (Incluído pela Lei nº 11. solicitando-lhe ordem de arrombamento. pelos Tribunais. entregando uma via ao escrivão do processo para ser junta aos autos e a outra à autoridade policial. § 4 ). o II . 660. Havendo mais de uma penhora.382. indicar as respectivas matrículas e registros. (Incluído pela Lei nº 11. ou por estarem penhorados. (Redação dada pela Lei nº 11. será realizada por termo nos autos. Do auto de resistência constará o rol de testemunhas. (Incluído pela Lei nº 11. o título que a representa e a data do vencimento.382. designado pelo juiz.em poder do depositário judicial.5. III . mês. II . de 2006). I .382. 670. I . Art. Não se procede à segunda penhora.a primeira for anulada. Deferido o pedido mencionado no artigo antecedente. ano e lugar em que foi IV . 665. bem como os papéis de crédito.382. móveis e gavetas. o § 1 Com a expressa anuência do exequente ou nos casos de difícil remoção.houver manifesta vantagem. independentemente de mandado judicial. Parágrafo único.382.quanto aos semoventes. Os bens penhorados serão preferencialmente depositados: (Redação dada pela Lei nº 11. IV . as pedras e os metais preciosos. presentes à diligência. por serem litigiosos os bens. desde que comprove cabalmente que a substituição não trará prejuízo algum ao exequente e será menos onerosa para ele devedor (art.executados os bens. Art. ou em um banco.quanto aos bens imóveis. 667. ou agências suas no lugar. identificar o devedor e qualificá-lo. particularizar o estado e o lugar em que se encontram. o o § 6 Obedecidas as normas de segurança que forem instituídas. dois oficiais de justiça cumprirão o mandado. (Incluído pela Lei nº 11.quanto aos móveis.os nomes do credor e do devedor. (Incluído pela Lei nº 11.no Banco do Brasil. I . em falta de tais estabelecimentos de crédito. de 2006). de 2006). de 2006). o 652. incisos IV e VI. 17. o juiz requisitará força policial. onde presumirem que se achem os bens. com os seus característicos. em qualquer estabelecimento de crédito.382. 666. I . o § 5 Nos casos do § 4 . arrestados ou onerados. § 3 A prisão de depositário judicial infiel será decretada no próprio processo. 662. o § 4 A penhora de bens imóveis realizar-se-á mediante auto ou termo de penhora.

tendo em conta o crédito reclamado. de preferência. (Redação dada pela Lei nº 11.382. quanto ao mais. nos mesmos autos.10. 679. recaindo. Art.a descrição dos bens. Art.925. Parágrafo único. conforme as regras da imputação em pagamento. Art. A avaliação será feita pelo oficial de justiça (art. 668. 676. I .10. considerar-se-á em fraude de execução. 678. em vez da subrogação. o § 4 A requerimento do credor. 680). que tenha por objeto prestação ou restituição de coisa determinada.382. o juiz determinará o comparecimento. de 2006). inciso V). antes da arrematação ou da adjudicação. duplicata. de 2006). II . que houver outorgado a concessão. de 1º. sobre todo o patrimônio. de 2006). o credor poderá levantar os juros. um dos seus diretores. correndo sobre ela a execução. 652). Art. 674.ao credor do terceiro para que não pratique ato de disposição do crédito. se não receber o crédito do devedor. ou sobre determinados bens. que este Ihe der. o juiz decidirá. Atos de Ofício 101 . caso em que declarará a sua vontade no prazo de 10 (dez) dias contados da realização da penhora. a fim de Ihes tomar os depoimentos. devendo conter: (Redação dada pela Lei nº 11. ao conceder a autorização para navegar ou operar. depositando em juízo a importância da dívida. o § 1 O credor pode preferir. 673.TJ MG Parágrafo único. 671. do Depósito e da Administração de Empresa e de Outros Estabelecimentos Subseção IV Da Penhora de Créditos e de Outros Direitos Patrimoniais Art.1973) Art. representada por letra de câmbio. porém. Art. o § 2 A sub-rogação não impede ao sub-rogado. Quando a penhora recair em estabelecimento comercial. penhorando outros bens do devedor. a alienação judicial do direito penhorado. provada por certidão ou publicação no órgão oficial. o § 3 Se o terceiro negar o débito em conluio com o devedor. Parágrafo único. porém.o valor dos bens. far-se-á. o juiz ouvirá sempre a outra antes de decidir. ouvindo-se. de 1º. Quando a penhora recair sobre a renda. sobre determinados bens ou sobre todo o patrimônio. Quando o direito estiver sendo pleiteado em juízo. A penhora de empresa. do devedor e do terceiro. que recair nele e na ação que Ihe corresponder. Subseção VI Da Avaliação Art. depositá-la. nota promissória. caso sejam necessários conhecimentos especializados. fixando-lhe prazo não superior a 10 (dez) dias para entrega do laudo. em audiência especialmente designada. nomeando o juiz como depositário. Recaindo a penhora sobre direito.382. 672. sugerindo os possíveis desmembramentos. Quando a penhora recair em crédito do devedor. 683. parágrafo único. o § 2 O terceiro só se exonerará da obrigação. (Redação dada pela Lei nº 11. de prosseguir na execução. (Redação dada pela Lei nº 5. os rendimentos ou as prestações à medida que forem sendo depositadas. averbar-se-á no rosto dos autos a penhora. A penhora de crédito. determinando-lhe que apresente em 10 (dez) dias a forma de administração. conforme o valor do crédito. escolhendo o depositário. considerar-se-á feita a penhora pela intimação: (Redação dada pela Lei nº 5. será havido como depositário da importância. Art. cheque ou outros títulos. O laudo da avaliação integrará o auto de penhora ou.925. mas o juiz. sobre a renda. ou sendo estes rejeitados. A penhora sobre navio ou aeronave não obsta a que continue navegando ou operando até a alienação. 716 a 720. mas o terceiro confessar a dívida. o juiz nomeará avaliador. o oficial de justiça o penhorará. a fim de se efetivar nos bens. no vencimento. Quando uma das partes requerer a alienação antecipada dos bens penhorados. o poder público. de direito a rendas. será apresentado no prazo fixado pelo juiz. o devedor será intimado para. (Redação dada pela Lei nº 5. industrial ou agrícola. esteja ou não em poder do devedor.ao terceiro devedor para que não pague ao seu credor. o credor fica sub-rogado nos direitos do devedor até a concorrência do seu crédito. bem como em semoventes. em caso de perícia (art. o disposto nos arts. o juiz nomeará um depositário. abatendo-se do crédito as importâncias recebidas. É admitida nova avaliação quando: (Redação dada pela Lei nº 11. com os seus característicos.925. não permitirá que saia do porto ou aeroporto antes que o devedor faça o seguro usual contra riscos. plantações ou edifício em construção. de 1º.10. que forem adjudicados ou vierem a caber ao devedor. 677. Art. o avaliador. I . de 2006). das ações das sociedades e dos títulos de crédito negociáveis em bolsa será o da cotação oficial do dia. ou de prestações periódicas. 680. às partes ajustarem a forma de administração. O valor dos títulos da dívida pública.1973) Art. Quando a penhora recair sobre dívidas de dinheiro a juros. prosseguirá a execução os seus ulteriores termos. 681. o avaliará em partes. far-se-á pela apreensão do documento. Quando o imóvel for suscetível de cômoda divisão. II . ressalvada a aceitação do valor estimado pelo executado (art. Subseção V Da Penhora. caso em que o juiz homologará por despacho a indicação.382. Art. o depositário apresentará a forma de administração e o esquema de pagamento observando-se. a quitação. e a indicação do estado em que se encontram. Feita a penhora em direito e ação do devedor.1973) o § 1 Ouvidas as partes. 675. o § 2 É lícito. Enquanto não ocorrer a hipótese prevista no artigo seguinte. e não tendo este oferecido embargos. que funcione mediante concessão ou autorização. 682. Art. o § 1 Se o título não for apreendido.

o juiz mandará lavrar o auto de adjudicação. É lícito ao exequente. de 2006). 685-C. se o valor dos penhorados for inferior ao referido crédito.382. expedindo-se a respectiva carta. (Redação dada pela Lei nº 8.382. comprovada por certidão ou publicação oficial. ou transferi-la para outros bens mais valiosos. Não se procederá à avaliação se: I . 668. assegurando preferência aos sócios.382. Subseção Da Alienação em Hasta (Redação dada pela Lei nº 11.a descrição do bem penhorado. 685-A.382. de 13. se superior.houver fundada dúvida sobre o valor atribuído ao bem (art. pelo cônjuge.382. Após a avaliação. poderá mandar o juiz.382. Parágrafo único. e. (Redação dada pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. 685. de 2006). ou transferi-la para outros. Subseção Da Alienação por Iniciativa (Incluído pela Lei nº 11. I . ou. (Incluído pela Lei nº 11.382. o § 5 Decididas eventuais questões. (Incluído pela Lei nº 11. esta será intimada. de 2006).reduzir a penhora aos bens suficientes. procedida por exequente alheio à sociedade. o adjudicante depositará de imediato a diferença. pelo adquirente e. 685-B. de 2006). (Incluído pela Lei nº 11. mandado de entrega ao adquirente.o exequente aceitar a estimativa feita pelo executado (art. fundamentadamente. pelo adjudicante.925. se bem móvel. a cópia do auto de adjudicação e a prova de quitação do imposto de transmissão. terá preferência o cônjuge. (Redação dada pela Lei nº 11. posteriormente à avaliação.382. A carta de adjudicação conterá a descrição do imóvel.382. de 2006). se for o caso. de 2006). executado. procederse-á entre eles à licitação.menção da existência de ônus.382. com suas características e.382. com remissão à matrícula e aos registros. o § 1 Se o valor do crédito for inferior ao dos bens.382. (Incluído pela Lei nº 11. III . IV . VI-B Particular o § 3 Os Tribunais poderão expedir provimentos detalhando o procedimento da alienação prevista neste artigo. a execução prosseguirá pelo saldo remanescente.1973) o § 4 No caso de penhora de quota. Il . se bem imóvel. de 2006). bem como. os quais deverão estar em exercício profissional por não menos de 5 (cinco) anos. o exequente poderá requerer sejam eles alienados por sua própria iniciativa ou por intermédio de corretor credenciado perante a autoridade judiciária.10.382. e dispondo sobre o credenciamento dos corretores.382. Art. II . o juiz dará início aos atos de expropriação de bens.382. Não realizada a adjudicação dos bens penhorados. o § 2 Idêntico direito pode ser exercido pelo credor com garantia real.382. as condições de pagamento e as garantias. parágrafo único.qualquer das partes arguir. (Incluído pela Lei nº 11. veículos e semoventes. A adjudicação considera-se perfeita e acabada com a lavratura e assinatura do auto pelo juiz. (Incluído pela Lei nº 11. de 2006). II .se verificar. de 1º. com remissão a sua matrícula e registros. de 2006). inciso V). se bem imóvel. de 2006). assinado pelo juiz.382. o § 2 A alienação será formalizada por termo nos autos. III . Art. Atos de Ofício 102 .382. de 2006).925.o dia e a hora de realização da praça. (Incluído pela Lei nº 11. será expedido o edital de hasta pública. Subseção Da (Incluído pela Lei nº 11.se tratar de títulos ou de mercadorias. ou o local.o valor do bem. pelo VI . que bastem à execução. pelos descendentes ou ascendentes do executado. o preço mínimo (art. de 2006). VII Pública Art. (Incluído pela Lei nº 11.10. de 2006). a requerimento do interessado e ouvida a parte contrária: I . descendente ou ascendente.ampliar a penhora. (Redação dada pela Lei nº 11. de 2006). tratando-se de imóvel.1973) o § 3 Havendo mais de um pretendente. requerer lhe sejam adjudicados os bens penhorados.1994) Art. 668. a ocorrência de erro na avaliação ou dolo do avaliador. de 2006).382. Uma vez cumpridas essas providências.382. expedindo-se carta de alienação do imóvel para o devido registro imobiliário. (Redação dada pela Lei nº 5. Art.953. o § 1 O juiz fixará o prazo em que a alienação deve ser efetivada. 684. sendo direito e ação. VI-A Adjudicação Art. dia e hora de realização do leilão.a comunicação de que.12.382. de 2006). se o valor dos penhorados for consideravelmente superior ao crédito do exequente e acessórios. se o bem não alcançar lanço superior à importância da avaliação. pelos credores concorrentes que hajam penhorado o mesmo bem. que conterá: (Redação dada pela Lei nº 11. recurso ou causa pendente sobre os bens a serem arrematados. inciso V). a comissão de corretagem. (Redação dada pela Lei nº 11. 686. se for presente. ficando esta à disposição do executado. 680). de 1º. (Incluído pela Lei nº 11. em que foram penhorados. de 2006). II . que houve majoração ou diminuição no valor do bem. pelo escrivão e. pelo executado. parágrafo único. pelo exequente. (Incluído pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 5. se bem móvel. de 2006). (Redação dada pela Lei nº 11. V .o lugar onde estiverem os móveis. de 2006). de 2006).382. os autos do processo.382. inclusive com o concurso de meios eletrônicos. em igualdade de oferta. a situação e divisas. Não requerida a adjudicação e não realizada a alienação particular do bem penhorado. ou mandado de entrega ao adjudicante. se for presente. ou (Redação dada pela Lei nº 11. a forma de publicidade. se bem móvel. de 2006). (Incluído pela Lei nº 11. Parágrafo único. seguir-se-á. que tenham cotação em bolsa. de 2006). de 2006). nessa ordem. oferecendo preço não inferior ao da avaliação.TJ MG I . (Redação dada pela Lei nº 11.

382. de 2006). Art. neste caso. (Incluído pela Lei nº 11. O procedimento previsto nos arts. de 2006). no âmbito das suas respectivas competências. (Incluído pela Lei nº 11. dando o bem por arrematado pelo apresentante do melhor lanço ou proposta mais conveniente. em resumo. (Redação dada pela Lei nº 8. A arrematação far-se-á mediante o pagamento imediato do preço pelo arrematante ou. regulamentarão esta modalidade de alienação. por meio de mandado. nunca inferior à avaliação. de 2006).1994) o § 2 As propostas para aquisição em prestações. sendo o restante garantido por hipoteca sobre o próprio imóvel. (Redação dada pela Lei nº 8.925. (Incluído pela Lei nº 11. mediante caução. o § 1 A publicação do edital será feita no órgão oficial. autenticidade e segurança.1973) Art. podendo o juiz aplicar-lhe a pena de suspensão por 5 (cinco) a 30 (trinta) dias. constará do edital o valor da última cotação anterior à expedição deste. oferecendo para os que não tiverem licitante preço igual ao da avaliação e para os demais o de maior lanço. III . 686 a 689 poderá ser substituído. a praça ou o leilão. se não tiver procurador constituído nos autos.dos mandatários. de 2006). com antecedência mínima de 5 (cinco) dias. (Redação dada pela Lei nº 11. o juiz mandará publicar pela imprensa local e no órgão oficial a transferência. quanto aos bens confiados a sua guarda e responsabilidade. o porteiro ou o leiloeiro. Art.12. de 13. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 8.do juiz. com observância das regras estabelecidas na legislação sobre certificação digital. que serão juntadas aos autos.382. a requerimento do exequente.dos tutores. dentro de 3 (três) dias. de 13.1994) em convênio com eles firmado. mas. O edital será afixado no local do costume e publicado.382. será dispensada a publicação de editais. inclusive recorrendo a meios eletrônicos de divulgação.382. ou no lugar designado pelo juiz. de 2006). síndicos ou liquidantes. (Incluído pela Lei nº 8. de 1º.1994) I . edital ou outro meio idôneo. 688. (Redação dada pela Lei nº 11. 689. Art. o leilão. de 13.382. membro do Ministério Público e da Defensoria Pública. de 2006). com oferta de pelo menos 30% (trinta por cento) à vista.12.953. O escrivão. os pagamentos feitos pelo arrematante pertencerão ao exequente até o limite de seu crédito. que culposamente der causa à transferência.382. pelo menos uma vez em jornal de ampla circulação local.10. a modalidade e as condições de pagamento do saldo. onde estiverem os bens. (Redação dada pela Lei nº 5. o juiz poderá alterar a forma e a frequência da publicidade na imprensa.1994) 103 . o § 4 O juiz poderá determinar a reunião de publicações em listas referentes a mais de uma execução. Não se realizando. hora e local da alienação judicial por intermédio de seu advogado ou. de 1º.925. Parágrafo único. a sua alienação pelo maior lanço (art.382. se o valor dos bens exceder o seu crédito. Art. quanto aos bens de cuja administração ou alienação estejam encarregados. Parágrafo único. quem estiver interessado em adquiri-lo em prestações poderá apresentar por escrito sua proposta.382.1994) o § 3 O juiz decidirá por ocasião da praça. o § 2 Atendendo ao valor dos bens e às condições da comarca.953. (Redação dada pela Lei nº 8. 687. o § 5 O executado terá ciência do dia.TJ MG em dia e hora que forem desde logo designados entre os dez e os vinte dias seguintes. (Incluído pela Lei nº 11.382. O Conselho da Justiça Federal e os Tribunais de Justiça. não estará obrigado a exibir o preço. o § 4 No caso de arrematação a prazo. O exequente. curadores.953. carta registrada. 690-A.382. o preço da arrematação não será inferior ao da avaliação. 690. no prazo de até 15 (quinze) dias. prosseguirá a praça ou o leilão no dia útil imediato. será preferido aquele que se propuser a arrematá-los englobadamente. com exceção: (Incluído pela Lei nº 11. Não será aceito lanço que. 691. Parágrafo único. o § 1 Tratando-se de bem imóvel. de 2006). 684. administradores. de 2006). de 13. Se a praça ou o leilão for de diversos bens e houver mais de um lançador.953.12. (Redação dada pela Lei nº 5.382. mandar divulgar avisos em emissora local e adotar outras providências tendentes a mais ampla publicidade da alienação. de 2006). nesse caso. em segunda praça ou leilão. Sobrevindo a noite.12. 692). de 13. sob pena de ser tornada sem efeito a arrematação e.10. se vier a arrematar os bens.382. É admitido a lançar todo aquele que estiver na livre administração de seus bens. escrivão e demais servidores e auxiliares da Justiça.953. à mesma hora em que teve início. (Redação dada pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 8. depositará. de 2006). (Redação dada pela Lei nº 11.382. de 2006). de 2006). testamenteiros.1994) II .1973) o § 2 A praça realizar-se-á no átrio do edifício do Fórum. (Incluído pela Lei nº 11. de 2006).382. Art. responde pelas despesas da nova publicação. 689-A. por motivo justo. indicarão o prazo. ofereça preço vil.953. o § 3 Quando o valor dos bens penhorados não exceder 60 (sessenta) vezes o valor do salário mínimo vigente na data da avaliação. (Redação dada pela Lei nº 11. os bens serão levados a nova praça ou leilão à custa do exequente. 692. com uso de páginas virtuais criadas pelos Tribunais ou por entidades públicas ou privadas Atos de Ofício Art. (Incluído pela Lei nº 11. independentemente de novo edital. atendendo aos requisitos de ampla publicidade. quando o credor for beneficiário da justiça gratuita. II. Art. a diferença. o § 3 Os editais de praça serão divulgados pela imprensa preferencialmente na seção ou local reservado à publicidade de negócios imobiliários.12.382. de 2006). o § 1 No caso do art.12. por alienação realizada por meio da rede mundial de computadores. e os subsequentes ao executado. (Redação dada pela Lei nº 11. de 2006). de 13.

Parágrafo único. se necessário. que poderá abranger bens penhorados em mais de uma execução. V . III . algum pretendente assegurar. de 2006). ordem judicial de entrega ao arrematante.a prova de quitação do imposto de transmissão.por vício de nulidade. a arrematação considerar-se-á perfeita. (Redação dada pela Lei nº 11.953. Efetuado o leilão. I . Será suspensa a arrematação logo que o produto da alienação dos bens bastar para o pagamento do credor.382.382. Art. por qualquer modo idôneo e com pelo menos 10 (dez) dias de antecedência. VI . 706. 702. Vl. (Redação dada pela Lei nº 11. IV . anunciando a alienação. o senhorio direto. todos os demais bens serão alienados em leilão público. nos 5 (cinco) dias seguintes. II .10. Se o arrematante ou seu fiador não pagar o preço no prazo estabelecido. Quando o imóvel admitir cômoda divisão.382. (Redação dada pela Lei nº 11. de 2006). de 2006). V .quando realizada por preço vil (art. o juiz o confiará à guarda e administração de depositário idôneo. 696. (Redação dada pela Lei nº 11.382. Art. (Incluído pela Lei nº 11.382. de 2006). Ressalvados os casos de alienação de bens imóveis e aqueles de atribuição de corretores da Bolsa de Valores. o § 4 Findo o prazo do adiamento. 692). de 2006). em benefício do incapaz. a perda da caução. o preço da avaliação. haverá do exequente também a diferença. pelo arrematante e pelo serventuário da justiça ou leiloeiro. §§ 1 e 2 ). de 2006). Não havendo lançador. o juiz impor-lhe-á. Art. I . I .se não for pago o preço ou se não for prestada a caução. de 2006).382.nos casos previstos neste Código (art. O leiloeiro público será indicado pelo exequente. far-se-á a alienação do imóvel em sua integridade. lavrar-se-á o auto.382. Art. 746. na forma prevista no art. Art. 703. voltando os bens a nova praça ou leilão. 694. Cumpre ao leiloeiro: o § 2 No caso de procedência dos embargos. Art. que não seja de qualquer modo parte na execução. durante o adiamento. de 2006). adiando a alienação por prazo não superior a 1(um) ano. Art. à ordem do juiz.realizar o leilão onde se encontrem os bens. o juiz. com remissão à sua matrícula e registros.382. IV . Art. 698. A arrematação constará de auto que será lavrado de imediato. de 2006). de 2006). o § 3 Sem prejuízo do disposto nos dois parágrafos antecedentes. de 13. (Redação dada pela Lei nº 11. valendo a decisão como título executivo. II .12. a existência de ônus real ou de gravame (art. nele mencionadas as condições pelas quais foi alienado o bem. Art. (Redação dada pela Lei nº 11. caso inferior ao valor do bem. (Incluído pela Lei nº 8. de 2006). ser tornada sem efeito: (Renumerado com alteração do paragrafo único. de 1º. poderá requerer que a arrematação Ihe seja transferida. de 2006).prestar contas nas 48 (quarenta e oito) horas subsequentes ao depósito. dos quais não serão admitidos a participar o arrematante e o fiador remissos. o produto da alienação.a descrição do imóvel. (Redação dada pela Lei nº 11. o executado terá direito a haver do exequente o valor por este recebido como produto da arrematação. de 2006).382. expedindo-se. de 2006). Art. ainda que venham a ser julgados procedentes os embargos do executado. dentro em 24 (vinte e quatro) horas.a requerimento do arrematante. o juiz poderá autorizar a locação do imóvel no prazo do adiamento. 698). (Redação dada pela Lei nº 11.receber do arrematante a comissão estabelecida em lei ou arbitrada pelo juiz. Vl . de 2006). (Incluído pela Lei nº 11. 695.TJ MG Parágrafo único. mediante caução idônea. o § 2 Se o pretendente à arrematação se arrepender. que pagar o valor do lanço e a multa.expor aos pretendentes os bens ou as amostras das mercadorias. 701.a cópia do auto de arrematação.382.receber e depositar. o credor com garantia real ou com penhora anteriormente averbada. o juiz Ihe imporá a multa de 20% (vinte por cento) sobre o valor da avaliação. 704.382. III .382.publicar o edital.382. (Redação dada pela Lei nº 11.925. (Redação dada pela Lei nº 11.quando o arrematante provar. acabada e irretratável. 707. 705. o § 1 A arrematação poderá. e (Redação dada pela Lei nº 11. Art. de 2006). de 2006). ordenará a alienação judicial de parte dele. Quando o imóvel de incapaz não alcançar em praça pelo menos 80% (oitenta por cento) do valor da Atos de Ofício 104 . Não se efetuará a adjudicação ou alienação de bem do executado sem que da execução seja cientificado. 686. o imóvel será alienado. o § 1 Se. Assinado o auto pelo juiz. A ordem de entrega do bem móvel ou a carta de arrematação do bem imóvel será expedida depois de efetuado o depósito ou prestadas as garantias pelo arrematante. III . 686. inciso V) não mencionado no edital.1994) avaliação. de 2006). 693. o juiz ordenará a alienação em praça. na hipótese de o o embargos à arrematação (art.1973) II . de 2006). ou no lugar designado pelo juiz. Parágrafo único.382. (Redação dada pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. no entanto.382. (Redação dada pela Lei nº 11. em favor do exequente.382.382. A carta de arrematação conterá: (Redação dada pela Lei nº 5. a requerimento do devedor. desde que suficiente para pagar o credor. O fiador do arrematante.382. Seção II Do Pagamento ao Credor Art.382. (Redação dada pela Lei nº 11. pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11.

a execução for movida só a benefício do credor singular. custas e honorários. de 2006).382. 722. juros. Já o processo de execução se mostrava como o caminho para fazer atuar. requerendo as provas que irão produzir em audiência. a fronteira entre a tutela cognitiva e a executiva era evidente. II . a importância que sobejar será restituída ao devedor. Na sentença. (Redação dada pela Lei nº 11. 720. 731.382. de 2006). Art. por força da penhora. quando o reputar menos gravoso ao executado e eficiente para o recebimento do crédito. ouvido o executado. O juiz pode conceder ao exequente o usufruto de móvel ou imóvel. proferirá o juiz decisão. Art. juros. (Redação dada pela Lei nº 11. assim em relação ao executado como a terceiros. o administrador exercerá os direitos que cabiam ao executado. o dinheiro ser-lhes-á distribuído e entregue consoante a ordem das respectivas prelações. o credor dará ao devedor. (Incluído pela Lei nº 11. de 2006). de 10. 709. de 2006). Art. de 1991) (Vide Lei nº 9.232. (Redação dada pela Lei nº 11. 716.382. de 2006). Art. Art. no caso de sentença definitiva. 717. Concorrendo vários credores. O exequente usufrutuário poderá celebrar locação do móvel ou imóvel.213. Distinção entre tutela cognitiva e executiva Até a edição da Lei nº 11.382. Havendo discordância. 713. 708.far-se-á o pagamento na ordem de apresentação do precatório e à conta do respectivo crédito. de 2006). ordenar o sequestro da quantia necessária para satisfazer o débito. 724. de 22 de dezembro de 2005. Pode ser administrador: I . § 1 Após a manifestação das partes sobre o laudo. citar-se-á a devedora para opor embargos em 10 (dez) dias. consentindo o credor. Estando o credor pago do principal. Art. Art. Art.o juiz requisitará o pagamento por intermédio do presidente do tribunal competente.382. cabendo aos demais concorrentes direito sobre a importância restante. não havendo título legal à preferência.TJ MG Subseção I Das Disposições Gerais II .382. (Redação dada pela Lei nº 11. Art. a quem. ordenará a expedição de carta para averbação no respectivo registro. Decretado o usufruto. o usufruto do imóvel penhorado. Ouvido o executado. observar-se-ão as seguintes regras: (Vide Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 11.382. (Redação dada pela Lei nº 11.382. o juiz decidirá.pelo usufruto de bem imóvel ou de empresa. o presidente do tribunal. o inquilino pagará o aluguel diretamente ao usufrutuário. PROCESSO DE EXECUÇÃO Art. E lícito ao credor. 710. quitação da quantia paga. Com efeito. o Seção III Da Execução Contra a Fazenda Pública Art.382. requerer-lhe seja atribuído. III .não houver sobre os bens alienados qualquer outro privilégio ou preferência.o credor. salvo se houver administrador. (Redação dada pela Lei nº 11. até que o exequente seja pago do principal. em pagamento do crédito. Ao receber o mandado de levantamento.pela entrega do dinheiro. Subseção II Da Entrega do Dinheiro Art. depois de ouvido o chefe do Ministério Público. Parágrafo único. cabe o direito de preferência sobre os bens penhorados e alienados. caso deferido o usufruto de imóvel. por meio de Art. 712. o juiz nomeará administrador que será investido de todos os poderes que concernem ao usufrutuário. Se o imóvel estiver arrendado. Se o credor for preterido no seu direito de preferência. até a satisfação integral de seu crédito. 730. I . consentindo o devedor. observada a anterioridade de cada penhora. Atos de Ofício 105 . de 2006). Art. ou cognição. ou seja. Parágrafo único. § 2 Constarão da carta a identificação do imóvel e cópias do laudo e da decisão. incontestável. de 2006). 721. de 2006). perde o executado o gozo do móvel ou imóvel. a regra jurídica concreta que deveria disciplinar a situação litigiosa. a partir da publicação da decisão que o conceda. custas e honorários advocatícios. não obstante fizessem parte da mesma estrutura. II . Os credores formularão as suas pretensões. mas a disputa entre eles versará unicamente sobre o direito de preferência e a anterioridade da penhora. no prazo legal.pela adjudicação dos bens penhorados. II .494. por termo nos autos. 719. (Redação dada pela Lei nº 11. se esta não os opuser. O juiz autorizará que o credor levante. Subseção IV Do Usufruto de Móvel ou Imóvel (Redação dada pela Lei nº 11. o juiz decidirá a melhor forma de exercício do usufruto. o processo de conhecimento e o de execução eram tutelas judiciais autônomas e distintas. Art. Findo o debate. (Redação dada pela Lei nº 11. Na execução por quantia certa contra a Fazenda Pública. de 2006). o juiz nomeará perito para avaliar os frutos e rendimentos do bem e calcular o tempo necessário para o pagamento da dívida. de 2006). antes da realização da praça. que expediu a ordem. 718. Parágrafo único. O usufruto tem eficácia. receberá em primeiro lugar o credor que promoveu a execução.9. instituído anteriormente à penhora.382.382. 711. 723. o Estado-juiz se limitava a formular. a decisão judicial estabelecia o direito do credor e a respectiva obrigação do réu. Quando o usufruto recair sobre o quinhão do condômino na co-propriedade.1997) Art. No processo de conhecimento. o dinheiro depositado para segurar o juízo ou o produto dos bens alienados quando: o I . Art. poderá.o devedor. O pagamento ao credor far-se-á: I .

principalmente. além da simplificação de alguns procedimentos. o processo de execução passa a abranger apenas as ações fundadas em títulos extrajudiciais. assim considerando. em especial. os titulares dos títulos a quem a lei confere força executiva estão dispensados de ajuizar o processo de conhecimento. Embora este belo sistema tenha tão apropriadamente estruturado a tutela cognitiva e executiva. à medida que apresentam um prévio juízo de valor sobre as normas jurídicas. a possibilidade. Entre as principais alterações devem-se destacar: a possibilidade de o credor indicar na petição inicial os bens que devem ser preferencialmente penhorados. passando a compor o procedimento do próprio processo de conhecimento. Além de estar sujeito aos princípios processuais gerais. que informam e guiam o sistema jurídico. regra geral. CPC). por meio de atos executivos e respeitando-se os princípios e pressupostos que até então eram características específicas da ação de execução. normalmente por meio de medidas que visavam à expropriação de bens do patrimônio do devedor. o 106 . que o processo de execução seja ajuizado com arrimo em certos títulos. a norma jurídica concreta estabelecida no processo de conhecimento. buscando simplificar e agilizar a execução dos títulos judiciais. não se deve olvidar da execução contra a Fazenda Pública. Com a esperada Lei nº 11. que exige cada vez com mais veemência um Judiciário que não se apresente apenas como formalmente justo. não mais um ―processo de execução‖.382/06. Esta demanda por uma justiça mais célere tem provocado uma série de reformas das leis brasileiras. assim como o processo de execução de alimentos (arts. de forma geral. Com efeito. Já os títulos indicados no art. CPC). Sensível. 585. mas que sua atuação realmente faça justiça. podendo demandar diretamente a tutela executiva (v. o legislador trouxe novamente coerência ao sistema. as referidas alterações eram apenas parte do pacote. ou seja. isto é. a sua incapacidade para efetivamente realizar o direito reconhecido‘ no processo cognitivo. 585 do CPC. distinta. CPC). servindo de parâmetros tanto para o legislador como para aqueles que militam na área jurídica. mas uma ―fase‖ executória do processo de conhecimento. letra de câmbio. Todavia. a possibilidade de o devedor requerer o parcelamento do débito. trouxe a lume a Lei nº 11.). duplicata. contrafé. sendo a execução feita no mesmo processo. a Lei nº 11. ainda sujeita ao processo de execução mesmo que arrimada em título judicial (arts. Não obstante a distinção retromencionada indicasse uma patente interligação entre o processo de conhecimento e de execução. Isto absolutamente não quer dizer que a execução em si foi eliminada. agora. A este respeito vejam-se as alterações feitas nos arts. não mais se mostrando capaz de atender à demanda de uma sociedade moderna. 475-N do CPC arrimam. a fim de torná-la mais eficaz e menos custosa.952/94 e 10. contratos de aluguel etc. o direito reconhecido na sentença. e autoriza. sendo inegável que o Código de Processo Civil é o alvo mais constante. De fato. que serão citados e explicados em capítulo próprio. as fronteiras entre o processo de conhecimento e de execução nunca mais serão como no passado. a lei autorizava. a quem a lei confere eficácia executiva (art. alterou o processo de conhecimento. Mais recentemente veio a lume a já citada Lei nº 11. no processo de execução o Estado-juiz ―realizava o direito‖. como uma última fase onde se Atos de Ofício Princípios informativos Princípios são normas jurídicas. 732 a 735. CPC). escritas ou não. agora ao se estudar ou mencionar o processo de execução deve-se considerar que se trata de um processo arrimado num dos títulos indicados no art. Muito se critica o seu excesso de formalidades. já há longo tempo que ele vinha apresentando sinais de esgotamento.. a realização dos atos materiais tendentes a efetivá-la. Em outras palavras. entre os meios executórios. apenas as execuções fundadas em título extrajudicial (art. a execução fundada em título judicial é ―fase‖ do processo de conhecimento.232/05 procedeu com a integração das atividades cognitivas e executivas num só processo. realizará. mas se estende até que se realize efetivamente o direito reconhecido e declarado na decisão judicial. que. 461 e 461-A pelas Leis nº 8. apenas esta deixou de constituir uma tutela autônoma.TJ MG medidas coativas. a transformação do processo de execução fundado em título judicial em ―fase‖ do processo de conhecimento tem como um de seus principais condões a dispensa de nova citação do devedor. de 6 de dezembro de 2006. 585. contratos de hipoteca. a fim de pagar o credor (satisfação do crédito). o legislador. isto é. nota promissória. com suficiente certeza para que o credor se tenha por habilitado a pleitear. o que se vê é que o legislador preferiu sacrificar um duvidoso tecnicismo em favor de medidas que buscam dar efetividade ao processo. Em resumo.444/02. como disse. g. cheque. regra geral. e nem poderia. de o credor requerer a adjudicação do bem ou a sua venda por iniciativa particular ou através de agentes credenciados. às muitas críticas que se fazem à demora e ineficiência do processo executivo. mas apenas um processo (de conhecimento). Após tantas reformas. Como se vê. mesmo que contra a sua vontade (força estatal). seja ele de conhecimento ou de execução. 730 e 731. desde logo. atendendo no tempo próprio às necessidades dos jurisdicionados.382. considerando que neles já se acha contida a norma jurídica disciplinadora das relações entre as partes. por sua vez. no sentido de que estes se completavam como peças de um quebra-cabeça. As alterações introduzidas trouxeram inegáveis vantagens para o credor.232/05. não há mais que se falar em petição inicial. estabelecendo. há que observar que nem sempre o processo de execução era precedido de um processo de conhecimento. citação e recolhimento de novas taxas. que basicamente reformulou as normas que tratam do ―processo de execução‖. tão claras e evidentes. o legislador já vinha há algum tempo fazendo pequenas reformas que buscam tornar mais efetivo o comando emanado na sentença. de recursos e.232/05. Na verdade. Em outras palavras. que agora não mais termina com a sentença procedente positiva. pouco menos de um ano após a publicação da Lei nº 11. agora não serão mais dois processos distintos. enquanto no processo de conhecimento o Estado-juiz declarava o direito para o caso concreto. De fato. que. Entretanto. a possibilidade de o devedor interpor embargos sem antes ter seguro o juízo pela penhora.

o processo executivo e a fase executiva do processo de conhecimento visam. ressalvado ao devedor o direito de embargá-la‖. qualidade e quantidade. da inadimplência do devedor surge o interesse de agir para o credor. sem cumprir a contraprestação que lhe tocar (art. Deve-se ressaltar.). só pode alcançar o patrimônio do devedor. Com efeito. Com efeito. que declara que ―o credor não poderá iniciar a execução. presentes e futuros. se caracteriza quando o devedor não satisfaz espontaneamente obrigação certa. o processo de execução e a fase de execução do processo de conhecimento. que têm capacidade postulatória. a promover o processo de execução (art. regularmente constituído. ou reconhece.382/06. poderá fazê-lo depositando em juízo a prestação ou a coisa. CPC).‖ Pressupostos específicos Pressupostos processuais constituem condição para o estabelecimento válido da relação jurídica processual. mas poderá recusar o recebimento da prestação. e a subordinação às normas legais (v. que demandam seja o processo iniciado por meio de petição inicial. por exemplo: sucessor a título singular. regra geral. 653. CPC). nos contratos bilaterais. No caso de o devedor desejar exonerar-se da sua prestação. quais sejam: inadimplência do devedor. 475-I e 475-N. embora a execução possa acabar por sujeitar também o patrimônio de outras pessoas que não figuram como devedoras. CPC). que envolvem a inexistência de fatos impeditivos (v. a extinção dos embargos dependerá da concordância do embargante. II— ―pressupostos de validade‖. do devedor (art. litispendência. Título executivo Título executivo pode ser conceituado como o documento que. informa que ―a execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre em obrigação cena. g. 5º. que completa a relação jurídica processual. CPC). 475-N do CPC. líquida e exigível. 476 do Código Civil. legitima o credor de uma obrigação líquida. 580 do CPC. possuem dois pressupostos específicos. ou seja. na chamada ―responsabilidade secundária‖. que. ou nela prosseguir. segundo normas legais. objetivos. inclusive. CPC). o direito do credor. a Súmula 27 do STJ: ―Pode a execução fundar-se em mais de um título extrajudicial relativos ao mesmo negócio. Neste sentido. CPC). III — princípio da utilidade e da satisfação: Por força destes princípios os atos executivos não podem ser usados como simples forma de castigar o devedor (art. com a redação que lhe deu a Lei nº 11. 586. sócio. cônjuge. ou seja. ou a iniciar a fase executiva do processo de conhecimento (arts. ademais. o interesse processual à tutela executiva só nasce após o cumprimento da contraprestação. 591. competente. caso em que requererá ao juiz a execução. No caso de a obrigação envolver prestações recíprocas. Destarte. Neste sentido. estabelecida no título executivo. 592 e 593. LXVII). No caso de terem sido interpostos embargos. convenção de arbitragem etc. que é quem tem jurisdição. que demandam a presença de um juiz regularmente investido (princípio do juiz natural). seja ela provisória ou definitiva. CPC). e imparcial. assim entendido o crédito perfeitamente determinado quanto ao seu valor. petição inicial elaborada nos termos do art. exigindo o cumprimento do contrato. CPC). Toda execução é real. por fim. distribuída ou protocolada perante órgão do Poder Judiciário. o devedor poderá se opor a ela suscitando a ―exceção do contrato não cumprido‖ (exceptio non adimpleti contractus). independentemente da concordância ou não do devedor. coisa julgada. não permitindo que o credor a receba.). cujo conhecimento é fundamental para a compreensão da tutela executiva. estes serão extintos se versarem apenas sobre questões processuais. g. 580. se o devedor cumprir a obrigação. como preferem alguns doutrinadores. Com efeito. se limitarem ao quanto necessário para a satisfação do crédito (art..TJ MG processo de execução e agora também a ―fase‖ executiva do processo de conhecimento têm seu próprio grupo de princípios. 569. Também a fase executiva do processo de conhecimento arrima-se necessariamente num dos títulos apontados no art.. Assim como ocorre em relação aos princípios. caso em que o juiz suspenderá a execução. apontam-se a seguir alguns dos princípios mais citados na doutrina brasileira: representada por advogado ou pelo Ministério Público. que o processo de execução pode estar fundado em mais de um título. IV — princípio da disponibilidade: O credor tem a faculdade de desistir de toda a execução. perempção. assim reconhecido o documento que. existência de título executivo. A doutrina tradicionalmente classifica os pressupostos processuais em: I — ―pressupostos de existência‖. certa e exigível. 582. sem que apresentem efetivamente qualquer vantagem ao credor. I — princípio do título: Embora o art. Inadimplência do devedor II — princípio da patrimonialidade: O primeiro dos pressupostos específicos diz respeito à―inadimplência do devedor‖. os bens. na chamada ―responsabilidade originária‖. Embora não haja uma lista taxativa. líquida e exigível‖. 282 do CPC. 580. do mesmo diploma legal. segundo o art. que se subdividem em: subjetivos. ou de apenas algumas medidas executivas (art. a citação válida do réu. conforme norma prevista no art. devendo. terceiros que tenham adquirido bens em fraude de execução (arts.382/06. apresentação do instrumento de mandato. a norma do art. 583 do CPC tenha sido expressamente revogado pela Lei nº 11. vedando-se a coerção pessoal por meio da prisão civil. além de estarem sujeitos aos pressupostos gerais do direito processual civil e às condições da ação. CPC). no caso de o credor ajuizar processo de execução sem ter cumprido a sua parte na obrigação. salvo nos casos expressamente autorizados pela própria Constituição Federal (art. se ela não corresponder ao direito ou à obrigação. requisitos necessários. e parte que tenha capacidade processual e esteja regularmente Atos de Ofício Já o art. 620. declara. 581 do CPC. escolha correta do procedimento etc. o processo executivo deve necessariamente arrimar-se num título (art. pagando o credor as custas e os honorários advocatícios. o princípio do título permanece. sobre o qual não haja dúvidas 107 . nos demais casos. somente depois de cumprir a sua obrigação poderá a parte exigir o implemento da do outro. segundo as normas de organização judiciária. ou. e.

a sentença proferida no estrangeiro. exclusivamente em relação ao inventariante. conforme procedimento previsto nos arts. a cédula de crédito rural. CPC). VI — a sentença estrangeira. objeto de capítulo próprio nesta obra.. seu representante ou herdeiros e. estabeleçam. a sentença estrangeira será executada por carta de sentença extraída dos autos da homologação. não recebendo o herdeiro os bens que compõem o seu quinhão. Homologada. as decisões proferidas por juízes de outros Estados. inciso 1.). ou de tradutor. o instrumento de transação referendado pelo Ministério Público. VII — o formal e a certidão de partilha. o CPC não apenas confirma o acerto do que já vinha acontecendo. 475-A a 475-H. art. Qualquer que seja o exeqüente. Já no caso dos títulos judiciais que não determinem o valor devido. a cédula e a nota de crédito à exportação. a fim de dar segurança jurídica aos acordos. No Brasil. declara ser efeito da sentença penal ―tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime‖. onde proliferam negócios envolvendo cidadãos de países diferentes. qualquer que fosse a matéria (reconhecimento de dívidas. decorrente de aluguel de imóvel. o credor deve primeiramente promover a sua liquidação. do Estado. resilição de contrato etc. No mesmo diapasão. Considerando que a nova sistemática implantada pela Lei nº 11. por fim. III — os contratos garantidos por hipoteca.). bem como os de seguro de vida.232/05 e apenas ratifica o que tradicionalmente já vinha acontecendo. não fazer. emolumentos ou honorários forem aprovados por decisão judicial. do Distrito Federal. V — o crédito. as partes buscavam a chancela do Poder Judiciário. 269. quanto a eventuais preceitos condenatórios. o que enseja a execução de preceitos condenatórios. a vítima. a fim de dar à avença natureza de título judicial. tais como taxas e despesas de condomínio. CF). não fazer. VIII — todos os demais títulos. a debênture e o cheque. a fim de apurar-se o quanto é devido (quantum debeatur). II — a sentença penal condenatória transitada em julgado: O art. anticrese e caução. acrescentada pela Lei nº 11. art. A parte final (―ainda que inclua matéria não posta em juízo‖). embora soberanos e independentes. 586. como também procura incentivar ainda mais a transação extrajudicial. 475-A a 475-H do CPC. aos herdeiros e aos sucessores a título universal ou singular. dentro de certos limites. para cada situação (fazer. específicos.232/05 tornou fase do processo de conhecimento a execução da sentença. Este inciso foi acrescentado pela Lei nº 11. de intérprete. por meio de acordos internacionais. g.382/06. deve este previamente proceder com a liquidação da sentença (arts. Títulos executivos judiciais O art. 572. regras que levem um Estado a acatar. a duplicata. 109. do Código Penal. declara que são títulos executivos extrajudiciais: I — a letra de câmbio. entregar coisa ou pagar quantia: A redação anterior deste inciso declarava apenas que constituía título executivo judicial ―a sentença condenatória proferida no processo civil‖. o documento particular assinado pelo devedor e por duas testemunhas. 475-N do CPC declara que são títulos executivos judiciais: I — a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer. na chamada execução diferida (art. que é nula a execução se o título executivo extrajudicial não corresponder a obrigação certa. a boa convivência entre os povos e a manutenção de relações amistosas e comerciais exigem que os Estados. mormente porque passou a prever procedimentos próprios. junto a um dos juízes federais (art. IV — o crédito decorrente de foro de laudêmio.TJ MG quanto a sua existência e. Na eventualidade de a sentença possuir uma parte líquida e outra ilíquida. inciso 1. procura deixar claro que o objeto do acordo pode ser cobrado em execução. II — a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor. CPC). cédula hipotecária. em outras palavras. § 2º. correspondente aos créditos inscritos na forma da lei. CPC. o legislador preferiu especificar individualmente a natureza do provimento concedido pela decisão judicial. deve ser previamente homologada pelo STJ (art. de perito. entregar e pagar). ainda que inclua matéria não posta em juízo: A sentença que homologa acordo é sentença de mérito (art. o legislador deu a ela a mesma eficácia da sentença proferida pelo juiz togado. bem como de encargos acessórios. como se disse. aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal: Estes títulos têm força executiva. CPC). quando as custas. III. apenas em relação ao inventariante. que não esteja sob dependência de termo ou condição. 91. 483. CPC). 585 do CPC.232/05. de qualquer natureza. até excepcionalmente. IV — a sentença arbitral: Ao incluir a sentença arbitral no rol dos títulos executivos judiciais. por disposição expressa. declara ainda o CPC. X. penhor. a nota promissória. o Ministério Público podem ajuizar processo executivo em face do réu. 484. 618. V — o acordo extrajudicial. Ao expressamente mencionar o tema. com a redação que lhe deu a Lei nº 11. Com efeito. a que. Sendo assim. Títulos executivos extrajudiciais O art. documentalmente comprovado. VI — o crédito de serventuário de justiça. contrato escrito de honorários advocatícios etc. líquida e exigível. a fim de gerar efeitos em nosso território. art. a cédula de crédito bancário. e faz coisa julgada entre as partes. quando for necessário. homologado judicialmente: Atos de Ofício 108 . poderá exigir a entrega por via executiva. homologada pelo Superior Tribunal de Justiça: Num mundo globalizado. a lei atribuir força executiva (v. do Território e do Município. fixação de pensão alimentícia. faculta ao credor promover simultaneamente a execução da parte líquida e a liquidação da parte ilíquida. pela Defensoria Pública ou pelos advogados dos transatores. III — a sentença homologatória de conciliação ou transação. mesmo que parte da matéria não fosse originalmente objeto da demanda. VII— a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União. o CPC.

objetiva a realização do direito reconhecido na sentença ou em um título com força executiva. contudo.”.” O processo de execução se apresenta diferente conforme o ângulo pelo qual se analisam as suas características. o legislador optou por permitir. III — quanto ao processo: § 2º . §1º-: I — sentença ou acórdão exeqüendo. do CPC: “É definitiva a execução da sentença transitada em julgado e provisória quando se tratar de sentença impugnada mediante recurso ao qual não foi atribuído efeito suspensivo.A caução a que se refere o inciso III do caput deste artigo poderá ser dispensada: I — quando. CPC). § 3º . nos próprios autos do processo principal. III — o levantamento de depósito em dinheiro e a prática de atos que importem alienação de propriedade ou dos quais possa resultar grave dano ao executado dependem de caução suficiente e idônea. A execução provisória da sentença farse-á. 732 a 735. Neste sentido a norma do art. por princípio. outras peças processuais que o exeqüente considere necessárias. quanto à natureza da prestação devida. observadas as seguintes normas: I— corre por iniciativa. execução por quantia certa contra devedor solvente. que se obriga. o art. na denominada execução coletiva. II—fica sem efeito. II — certidão de interposição do recurso não dotado de efeito suspensivo. 111 — procurações outorgadas pelas partes. IV — quanto à eficácia do título executivo: Tanto o processo de execução quanto a fase executiva do processo de conhecimento podem ainda ser classificados. regra geral. De fato. duas espécies de processo executivo. salvo quando da dispensa possa manifestamente resultar risco de grave dano. Execução provisória e definitiva Considerando a natureza da tutela executiva. caracteriza-se a execução sucessiva quando a sentença for toda ilíquida. V — facultativamente. sob certas circunstâncias. conta e responsabilidade‖ do credor. Com efeito. que a cautela do juiz não deve inviabilizar o objetivo da lei.Ao requerer a execução provisória. tem características próprias que procuram garantir não sofra o devedor prejuízos irreparáveis.232/05. podendo o advogado valer-se do disposto na parte final do art. 544). pode-se. o exeqüente demonstrar situação de necessidade. 730 e 731.O. ou em autos próprios. quando recebidos com efeito suspensivo (art. como no caso dos exemplos retromencionados.232/05. até o limite de sessenta vezes o valor do salário mínimo. findo o processo de 109 . se a sentença for reformada. Art. 475O do CPC. e contra devedor insolvente.TJ MG Espécies de execução improcedência dos embargos do executado. por ora. 739). na chamada execução singular. considerando que no caso da Fazenda Pública (arts. arbitrada de plano pelo juiz e prestada nos próprios autos. que fica obrigado a indenizar. seja de sentenças ou de processo de execução fundado em título extrajudicial. que é possibilitar a satisfação do crédito o mais breve possível. para o caso de levantamento de depósito em dinheiro e a prática de atos que importem alienação de propriedade. sobrevindo acórdão que modifique ou anule a sentença objeto da execução. e a norma do art. § 1º. somente nesta ficará sem efeito a execução. IV — decisão de habilitação. A fase executiva do processo de conhecimento pode ser simultânea ou sucessiva. Ressalte-se que a ―execução definitiva‖ é processada nos autos principais. normalmente por meio de atos que levam à expropriação ou desapossamento de bens do devedor. II — quanto à natureza da prestação devida: Tanto na fase executiva do processo de conhecimento quanto no processo de execução podemse distinguir. o exeqüente instruirá a petição com cópias autenticadas das seguintes peças do processo. a reparar os prejuízos que o executado haja sofrido. sempre ―definitiva‖. com a redação que lhe deu a Lei nº 11. no entanto. como já se disse. Considera-se ―simultânea‖ quando a sentença se apresenta com uma parte líquida e outra ilíquida. no caso de títulos extra-judiciais. a execução deveria ser. o processo de execução deve. 587 do mesmo diploma legal: ―~ definitiva a execução fundada em título extrajudicial. demandando que o credor primeiro proceda com a sua liquidação. 544. se a sentença provisória for modificada ou anulada apenas em parte. aqueles fundados em título executivo judicial. no que couber do mesmo modo que a definitiva. que. CPC) e execução de alimentos (arts. restituindo-se as partes ao estado anterior e liquidados eventuais prejuízos nos mesmos autos. II— nos casos de execução provisória em que penda agravo de instrumento junto ao Supremo Tribunal Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça (art. atendendo a considerações de ordem prática. quanto à natureza do título. mormente a questão da excessiva demora para o julgamento dos recursos. o que permite ao credor simultaneamente executar a parte líquida e proceder com a liquidação da parte ilíquida. fato que pode trazer irrecuperáveis prejuízos ao credor. 585. declara: I — quanto à natureza do título: Depois da Lei nº 11. CPC) ainda se faz necessário o ajuizamento de ―processo de execução‖. nascida do desejo do legislador de preservar os direitos do credor. Todavia. todos os prejuízos comprovados do devedor. 475 . em execução definitiva ou provisória. Observe-se. se for o caso.No caso do inciso II deste artigo. de difícil ou incerta reparação. afirmar que ainda existem. no sentido de que esta seja realmente capaz de garantir os danos do executado. 475-1. é provisória enquanto pendente apelação da sentença de Atos de Ofício A lei expressamente declara que a execução provisória corre por ―iniciativa. nos casos de crédito de natureza alimentar ou decorrente de ato ilícito. execução de obrigações de fazer ou de não fazer. quanto à eficácia do título executivo. a ―execução provisória‖. e aqueles arrimados em título executivo extrajudicial (art. ser apenas aquele fundado em título extrajudicial. § 1º . conta e responsabilidade do exeqüente. por arbitramento. Por outro lado. por exemplo: A execução provisória. três espécies de execução: execução para entrega de coisa certa ou incerta. Outro ponto que merece destaque é aquele que exige caução suficiente e idônea.

bem como de suspeição ou impedimento do juiz. 791 e 792 do CPC. terá início a atividade jurisdicional satisfativa. 745-A. findo o qual se inicia o prazo da prescrição qüinqüenal intercorrente. CPC). 741. até o máximo de 6 meses (§3º). o prosseguimento da execução manifestamente possa causar ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação. a simples interposição dos embargos não impede o andamento regular da execução. durante o trâmite do feito podem ocorrer acontecimentos que provoquem a sua paralisação temporária. os embargos do executado não terão efeito suspensivo. sendo relevantes seus fundamentos. 266. salvo no caso de sentença que seja desfavorável à Fazenda Pública. 189 a 206 do Código Civil. como se disse. que. e defeso às partes praticar quaisquer atos processuais. no entanto. CPC). embargos do executado podem. ao menos. 475-O do CPC. acrescida pela Lei nº 11. não mais tendo o efeito de suspender a execução. 739-A do CPC. depósito ou caução suficientes”. a requerimento do embargante.” Não se deve ainda olvidar de que após a Lei n~ 11. de regra. CPC). a execução será suspensa pelo prazo máximo de 1 (um) ano. além de aplicáveis ao processo de execução. possibilitando à Fazenda a interposição de embargos (art. Suspensão da execução II — nas hipóteses previstas no art.382/06. desprovida de efeito suspensivo.TJ MG conhecimento. os autos do processo retornam à origem. excepcionalmente conceder o efeito suspensivo (art. ou pedido do devedor no sentido de que seja a execução declarada extinta em razão da ocorrência da prescrição. salvo providências cautelares urgentes (art. que os embargos não devem ser vistos como ―uma resposta‖ do executado. que deve ser calculada segundo as regras previstas nos arts. no entanto. vez que de acordo com as novas disposições trazidas pela Lei nº 11. suspende-se o processo por um ano. 730 e 731. o processo deve seguir a sua marcha natural até o fim.»). 739-A. ser de duas espécies: embargos à execução. mesmo porque no processo executivo não há contraditório. 456 e 795. caso inferior ao valor do bem. Note-se que a norma legal nem mesmo recomenda sejam os embargos autuados em apenso. por cautela. ficando o procedimento legalmente impedido de prosseguir (art. 739-A): Na execução fiscal. mediante provocação do credor e presentes os pressupostos necessários. Findo o referido prazo sem que sejam 110 . 694 do CPC: “No caso de procedência dos embargos. 265. A situação é um pouco diferente no caso do processo de execução. 475-J do CPC. têm natureza jurídica de ―ação de cognição incidental‖. acrescido pela Lei nº 11. CPC). Neste período de ―suspensão‖. oferecer ―impugnação‖. Os incisos referidos declaram que se suspende o processo: I — pela morte ou perda da capacidade processual de qualquer das partes. 475-M. mas como uma ação que impugna os pressupostos da ação executiva.232/05 os embargos não mais constituem o meio adequado para que o executado resista ao procedimento executivo arrimado em título judicial. nos termos do § 1º do art. ação de execução ou simplesmente fase executiva do processo de conhecimento. Qualquer que seja o caso. por meio da expropriação de bens do devedor. Os Atos de Ofício o “Em execução fiscal. os embargos à execução devem. formados pelo próprio exeqüente. a sentença de mérito positiva nem sempre terá a força de extinguir o processo.392/06. que. como se depreende do § 2º do art. Nestes casos. se aplicam também à fase executiva do processo de conhecimento. transitada em julgado a sentença judicial. alterar o seu limite e extensão. não localizados bens penhoráveis.232/05. que tem como objetivo dar satisfação ao crédito do credor. declaram expressamente que se suspende a execução: I — no todo ou em parte. o processo é suspenso e enviado ao arquivo. III — quando penhoráveis: devedor não possuir bens A falta de bens penhoráveis impossibilita a execução. III — quando for oposta exceção de incompetência do juízo. conforme o art. título judicial. segundo o parágrafo único do art. sendo que durante o período de suspensão não corre o prazo prescricional (Súmula 314 do STJ: Os embargos constituem o meio de que dispõe o devedor para resistir aos atos executivos e. onde aguardará eventual manifestação do credor apontando a descoberta de bens do devedor sujeitos à penhora. com a prolação da sentença (arts. embargos à arrematação e à adjudicação. Já a ―execução provisória‖ deverá ser processada em autos suplementares. qualquer que seja o procedimento aplicável ao caso. II — pela convenção das partes. salvo quando o juiz. Os arts. a partir da vigência da Lei nº 11. por sua vez. Observe-se. I a III: Iniciado. conforme § 3º do art. que poderá se estender numa fase executiva. conforme norma do art. em não sendo encontrados bens sobre os quais possa recair a penhora. 475-R do CPC. o executado terá direito a haver do exeqüente o valor por este recebido como produto da arrematação. Salvo no caso. Não havendo bens.232/05. segundo a melhor doutrina. CPC). normalmente. da câmara ou do tribunal. a requerimento do embargante. 793. haverá do exeqüente também a diferença.062. 736 do CPC. segundo o § 1º do referido artigo. CPC). e desde que a execução já esteja garantida por penhora. atribuir efeito suspensivo aos embargos quando. inclusive com a possibilidade da arrematação do bem penhorado sem prévia caução. como já se disse. procurando desconstituí-la ou. CPC). pode tal efeito ser-lhe atribuído se relevantes os seus fundamentos e prosseguimento da execução seja manifestamente suscetível de causar ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação (art. Ressalte-se. “o juiz poderá. fundado em título extrajudicial. mostrando a disposição do legislador de não permitir que os embargos representem um embaraço para o bom andamento da execução. de concessão de efeito suspensivo. CPC). o executado deve. 1. ser distribuídos por dependência e autuados em apartado. vez que neste caso a cobrança continua sujeita ao ―processo de execução‖ (arts. que embora também seja. onde. quando recebidos com efeito suspensivo os embargos à execução (art.055 a 1. de seu representante legal ou de seu procurador (arts. Regra geral.

795. caso indeferida. No caso de nova inadimplência. devem conter o número de matrícula. LEF). Independente de despacho judicial e dando fé pública. pagamentos etc. do qual a fase executiva faz pane. seria incorreto falarse em nova sentença. exceto casos proibidos em lei. o juiz ordenará o arquivamento dos autos (art. o exeqüente levantará a quantia depositada e serão suspensos os atos executivos. mesmo que simplesmente para declarar cumprida a obrigação. e pode ocorrer por simples liberalidade do credor ou em razão de novação. de ofício ou a requerimento da parte. entender que o silêncio do legislador indica que cumprida a obrigação o juiz deve tão-somente determinar o arquivamento do feito passa a incômoda impressão de que fica faltando uma conclusão que dê segurança ao devedor e resolva eventuais questões pendentes (registro. o processo retomará seu curso normal mediante pedido do credor. De fato. o oficial reproduz. ouvindo o excepto dentro de 15 dias. textos de um assento ou documento arquivado em sua serventia. 794 do CPC informa que se extingue a execução quando: I — o devedor satisfaz a obrigação: embora o texto mencione apenas o devedor. inexatidões materiais. seguir-se-ão os atos executivos. poder-se-ia dizer que esta fase executiva também deveria ser extinta por uma nova sentença (art. conforme o caso. as partes podem requerer ao juiz que suspenda a execução pelo prazo convencionado. A partir de 2010 todas as certidões de registro civil. isto ocorre quando o credor concede um prazo para o cumprimento voluntário da obrigação. desde que ele reconheça o crédito do exeqüente. já foi sentenciado. o art. é cedo para tirar conclusões. de forma autêntica e absolutamente confiável. da folha e do termo sob o qual foi lavrado. Certidão é um documento no qual o Oficial do cartório certifica que o registro encontra-se devidamente lavrado nos livros sob sua responsabilidade. ressalvados os casos de processo de execução.TJ MG encontrados bens penhoráveis. Novidade de discutível legalidade trazida pela Lei n~ 11. (E) 20 dias. Não havendo preceito legal nem assinação pelo juiz. 111 . (E) de cobrança de seguro. Arrimados no novo art. Não se observará o procedimento sumário nas causas (A) cujo valor for superior a 60 vezes o valor do salário mínimo. A Lei nº 11. o fim da obrigação. mais seis parcelas mensais). (C) a suscitação do incidente de falsidade não suspenderá o processo principal. inclusive custas e honorários de advogado. 304. compensação. Havendo transação. 475-R do CPC. fazendo inserir na certidão. o número do livro. casamento ou óbito. sem novo ―processo‖. as mesmas constarão da certidão.).232/05 não estabeleceu a necessidade de uma ―decisão judicial‖ que ponha fim à ―fase executiva‖ que foi incorporada ao próprio processo de conhecimento. quando se alcançar este objetivo. em breve.0 novo artigo 745-A do CPC permite que o executado deposite. Informa o § 1º do referido artigo que. vez que o processo de conhecimento. CC). o melhor caminho. no caso o nascimento. Normalmente. (D) 15 dias. no prazo para embargos. em regra. o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte será de (A) 48 horas. PROVA SIMULADA 01. liberação. obrigatoriamente. De qualquer forma. Todavia. III — o credor renunciar ao crédito: pela renúncia. por provimento normativo do Conselho Nacional de Justiça. tal solução encontra evidentes problemas. de forma parcelada o valor que lhe é cobrado (30% a vista. Gediel Claudino de Araujo Júnior IV — pedido das partes: O que é uma certidão? Comum na prática forense que as partes busquem o cumprimento voluntário da obrigação mesmo depois do ajuizamento da ação de execução. datilográfico. a sua liberação graciosa. dação em pagamento e transação. (B) a confissão espontânea somente poderá ser feita pela própria parte. a prática e o debate irão com certeza indicar. (D) de ressarcimento por danos em prédio urbano. ano do registro e livro relativos ao registro. Extinção do processo executivo Sabendo-se que o objetivo do processo executivo é a satisfação do credor. A certidão poderá ser emitida por meio manual. o juiz só poderá alterá-la para corrigir. por transação ou por qualquer outro meio. De outro lado. mantido o depósito”. É correto afirmar que (A) conclusos os autos. ou quando este concede um parcelamento do débito. este só se extingue. nas obrigações pecuniárias. relativamente aos danos causados em acidente de veículo. Atos de Ofício 03. (B) 5 dias. que identifica o cartório. computadorizado ou ainda por reprodução através de outros sistemas seguros autorizados em lei. CPC). (C) de cobrança de condômino de quaisquer quantias devidas ao condomínio. ou lhe retificar erros de cálculo. introduzido pela referida lei. “sendo a proposta deferida pelo juiz. II — o devedor obtém. que declarasse. Se o registro tiver recebido averbações ou anotações após a sua lavratura. o que demanda a extinção do processo executivo. (C) 10 dias. (D) publicada a sentença. ou ainda o número do registro ou pasta ou caixa em que o documento encontra-se arquivado. (B) de arrendamento rural e de parceria agrícola.382/06. a remissão total da dívida: remissão é perdão da dívida. o credor voluntariamente abre mão de seu direito material. 40. V — parcelamento do débito a pedido do devedor: No documento constam as principais informações sobre o ato. 02. o juiz mandará processar a exceção. o pagamento pode ser feito até mesmo por terceiros (art.

entrelinhas ou emendas nos atos e termos processuais. ou a causa de pedir. (C) suspenderá o processo por 90 dias. (E) poderá alterar o pedido. A apelação será recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo quando interposta de sentença que (A) homologar a divisão ou a demarcação. 08. inclusive. não poderão disciplinar a prática e a comunicação oficial dos atos processuais por meios eletrônicos. (B) perempção. é correto afirmar que (A) consistirão em sentenças. de ofício ou a requerimento da parte. independentemente de promover nova citação do réu. salvo promovendo nova citação do réu. para qualquer comarca do País. transmitidos. (C) litispendência. que (A) os atos e termos processuais dependem de forma determinada. o juiz poderá permitir. (C) não poderá alterar o pedido. estabelecido pela lei ou pelo juiz. a parte principal ficará impedida de reconhecer a procedência do pedido ou de desistir da ação. Sobre os atos do juiz. Verificando o juiz que a petição inicial não preenche os requisitos básicos exigidos no Código de Processo Civil. após a regular interrupção do processo. Se o autor não cumprir a diligência. decisões interlocutórias. não se interrompendo nos feriados. a seu critério. (B) não podem as partes. ainda que promova nova citação do réu. 11. no âmbito da respectiva jurisdição. (B) suspenderá o processo por 30 dias. no prazo de 10 dias. (E) incompetência relativa. em regra. por duas vezes. em nenhuma hipótese. cuja forma será expressamente estabelecida por lei. ou a existência de qualquer causa que a extinga. (E) uma vez estando assistida. determinará que o autor a emende. alegar (A) nulidade de citação. armazenados e assinados por meio eletrônico. uma vez que já ocorreram os efeitos da revelia. a quem estiver assistindo a qualquer ato de culto religioso. Sobre os prazos processuais.TJ MG (E) a desistência da ação. é correto afirmar que (A) a assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento. e. (B) poderá alterar o pedido. é correto afirmar que (A) o prazo. resolve questão incidente. (B) pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. a quem será assegurado o direito de responder no prazo de 15 dias. 07. (D) será feita por hora certa quando. que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas. (D) se qualquer das partes alegar que falta ao assistente interesse jurídico. e em todos os graus de jurisdição. (D) computar-se-ão os prazos. obsta o prosseguimento da reconvenção. A citação (A) não será realizada. (D) não se admitem. salvo promovendo nova citação do réu. nas ações de estado. (D) não poderá alterar o pedido. rasuras. apenas. no curso do processo. 04. o autor (A) não poderá alterar o pedido. reduzir ou prorrogar o prazo dilatório. antes de discutir o mérito. de comum acordo. o uso do idioma estrangeiro de origem da parte. Sobre os atos processuais em geral. uma vez que já ocorreram os efeitos da revelia. o réu não poderá. a quem será assegurado o direito de responder no prazo de 10 dias. (B) os Tribunais. (D) nos atos e termos processuais em que um estrangeiro figurar como parte litigante. na forma da lei. (E) é lícito o uso da taquigrafia. o desentranhamento da petição e da impugnação a fim de serem autuadas em apenso. o juiz determinará. (C) os prazos peremptórios poderão ser modificados a critério do juiz da causa pelo prazo que julgar necessário. ou a complete. (E) indeferirá a petição inicial. prorrogável por mais 30. Ocorrendo a revelia. o pedido do assistente será deferido. 09. (C) são despachos todos os demais atos do juiz (excluídas as sentenças e as decisões interlocutórias) praticados no processo. ou a causa de pedir. salvo quando a lei expressamente a dispensar. prorrogável por mais 30. (E) inicial do réu é indispensável para a validade do processo. independentemente de promover nova citação do réu. (C) será feita pelo correio. o comparecimento espontâneo do réu não supre a falta de citação. (C) julgar procedentes os embargos à execução. sendo assim. inclusive. mas não a causa de pedir. 05. ou a causa de pedir. (E) confirmar a antecipação dos efeitos da tutela. nos processos de execução. (C) Não havendo impugnação dentro de 15 dias. ou a causa de pedir. salvo disposição em contrário. mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra. (D) decidir processo cautelar. 10. sem o encontrar. Sobre o fenômeno da assistência. mas não da estenotipia no primeiro grau de jurisdição. 112 . pode-se afirmar. para qualquer comarca do País. (E) a superveniência de férias interrompe o curso do prazo. poderá intervir no processo para assisti-la. incluindo o dia do começo e excluindo o do vencimento. (D) conexão. (B) condenar a prestação de alimentos. Atos de Ofício 12. (E) os atos processuais são sempre públicos e de livre acesso. salvo no procedimento sumário. uma vez que já ocorreram os efeitos da revelia. (C) todos os atos e termos do processo podem ser produzidos. (D) julgará extinto o processo com resolução de mérito. prorrogável por mais 60. (B) decisão interlocutória é o ato pelo qual o juiz. corretamente. o juiz (A) suspenderá o processo por 60 dias. 06. Na contestação. é contínuo. o terceiro. o oficial de justiça houver procurado o réu em seu domicílio. (B) será feita pelo correio.

O juiz deverá extinguir o processo sem resolução de mérito por ausência de uma das condições da ação. Deferida a petição inicial. (B) a confissão espontânea somente poderá ser feita pela própria parte. (C) litispendência. (E) incompetência relativa. será possível Célia ter deferido o pedido de deslocamento do processo para a localidade onde atualmente reside. 17. (B) perempção. desde que haja concordância do réu. acerca da ação de consignação em pagamento. ouvindo o exceto dentro de 15 dias. Diogo juntou à inicial documentos comprobatórios dos danos sofridos e requereu prova testemunhal e o depoimento pessoal de Teresa. 14. Caso um pintor tenha sido contratado para realizar a pintura de um muro e recebido por esse contrato pagamento adiantado. o réu não poderá. o juiz mandará processar a exceção. (E) a desistência da ação. em razão de prejuízos sofridos em decorrência de acidente de carro provocado pela ré. Regularmente citado. Marcada audiência de instrução e julgamento e dada a natureza do litígio. alegar (A) nulidade de citação. Não havendo preceito legal nem assinação pelo juiz. 13. a todo momento que tente executar os serviços contratados. assinale: C – se a proposição estiver correta E – se a mesma estiver incorreta Luzia ajuizou ação em face de Pedro. A respeito dos atos processuais. (C) 10 dias. (E) 20 dias. Em que pese a citação válida ser essencial para o desenvolvimento regular do processo. 24. 19. Julgue os itens a seguir. Paulo teve seu carro abalroado pelo veículo conduzido por Eduardo. A respeito da disciplina do litisconsórcio. o juiz poderá determinar o comparecimento de Diogo e Teresa ao início da audiência para tentar conciliar as partes. de ofício ou a requerimento da parte. o prazo estabelecido pela lei é contínuo e não se interrompe nos feriados. A possibilidade de efetuar a consignação em pagamento mediante depósito extrajudicial só existe para obrigações de pagar em dinheiro. julgue os itens subsequentes. inexatidões materiais. 16. reservando-se a outras obrigações o procedimento judicial. Ao contrário do que ocorre com os prazos estabelecidos pelo juiz. o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte será de (A) 48 horas. julgue os itens que se seguem. Paulo ajuizou ação de indenização. ainda que não tenha obtido acordo na audiência preliminar. a ré contestou e foi marcada audiência preliminar. (D) conexão. 22. Considerando tratar-se de competência relativa. Considerando essa situação hipotética. existem atos que.TJ MG Com base nessa situação hipotética. 21. praticados por apenas um dos litisconsortes. ou lhe retificar erros de cálculo. de forma que não será possível a sua juntada posterior. A audiência de instrução e julgamento poderá ser adiada se Diogo e Teresa assim convencionarem. Atos de Ofício 113 . 25. Com base nessa situação hipotética. antes de discutir o mérito. mas. julgue o item subsequente. 18. aproveitarão a todos. 20. por necessidade da empresa na qual trabalha. ele po- Célia ajuizou contra Ronaldo ação de separação judicial com pedido de alimentos. requerendo a sua condenação ao pagamento de R$ 30 mil a título de danos morais e R$ 20 mil a título de danos materiais. na qual não houve acordo entre as partes. o juiz só poderá alterá-la para corrigir. encontre obstáculos criados pelo próprio contratante. 15. a primeira providência que ele deverá adotar é entregar a petição ao juiz para despachá-la. (B) 5 dias. obsta o prosseguimento da reconvenção. 23. (D) publicada a sentença. Diogo ajuizou ação contra Teresa. 26. Devidamente citada. Pedro apresentou contestação. A ausência de indicação do rol de testemunhas na petição inicial implicará preclusão. requerendo que o juiz fixasse pensão alimentícia para o filho dos dois. Nas questões que se seguem. No curso do processo. julgue o item seguinte. No litisconsórcio unitário. ou a existência de qualquer causa que a extinga. 27. a autora passou a residir em outra cidade. Como não logrou êxito em ver seu prejuízo ressarcido por Eduardo. É correto afirmar que (A) conclusos os autos. julgue o próximo item. hoje com cinco anos de idade. (C) a suscitação do incidente de falsidade não suspenderá o processo principal. Eduardo será citado para oferecer contestação. Com base nessa situação hipotética. é possível que seja suprida a sua falta ou nulidade. Na contestação. (D) 15 dias. julgue os itens a seguir. Caso o escrivão receba a petição inicial de uma ação de indenização por perdas e danos.

d) todas as alternativas estão corretas 29. A exemplo do que ocorre no caso de indeferimento liminar da petição inicial. de modo que. Há matérias que demandam pronunciamento de ofício pelo julgador. Com relação às disposições gerais dos recursos. em casos como os das ações universais nas quais for impossível individuar os bens demandados. b) os direitos ou as obrigações derivarem do mesmo fundamento de fato ou de direito. Há conflito de competência: a) quando dois ou mais juízes se declaram competentes.TJ MG 35. estiver domiciliado no Brasil. 33. Os pedidos devem ser certos e determinados. c) nas ações que envolvam litígios coletivos pela posse da terra rural e nas demais causas em que há interesse público evidenciado pela natureza da lide ou qualidade da parte. autos de qualquer processo. recebida a apelação e mantida a decisão recorrida. 39. na ação em que o fiador for réu. c) entre as causas houver conexão pelo objeto ou pela causa de pedir. ativa ou passivamente. se houver a perda da posse em razão da ação. os autos serão remetidos ao tribunal independentemente da citação do réu. caberá ao senhorio pagar-lhe indenização. O advogado tem direito de: a) examinar. se ainda em curso. mesmo que isso piore a situação do recorrente. deferindo ao autor a possibilidade de efetuar pedido genérico quanto à extensão do bem. Compete ao Ministério Público intervir: a) nas causas em que há interesses de incapazes. interdição. 28. a dívida comum. se o órgão julgador de uma apelação detectar que houve violação literal de disposição de lei. como requisitos alternativos a presença de risco de grave dano de difícil ou incerta reparação ou a relevância dos argumentos apresentados nos embargos. vista dos autos de qualquer processo pelo prazo de 5 (cinco) dias. b) requerer. salvo o disposto no art. curatela. a suspensão do processo por acordo entre as partes não pode superar o limite de seis meses. 38. b) quando dois ou mais juízes se consideram incompetentes. c) retirar os autos do cartório ou secretaria. em que se admite que essa suspensão ultrapasse o referido prazo para viabilizar acordos de parcelamento do débito. b) nas causas concernentes ao estado da pessoa. pelo prazo legal. quanto a sua qualidade e extensão. a lei prevê exceção a essa exigência. É competente a autoridade judiciária brasileira quando: a) o réu. como procurador. em razão dela. Quanto à intervenção de terceiros. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. c) quando entre dois ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de processos. É admissível o chamamento ao processo: a) do devedor. a respeito do processo de execução. nos casos previstos em lei. 155. O inquilino pode denunciar à lide o senhorio. 114 . b) dos outros fiadores. d) todas as alternativas estão corretas 31. d) todas as alternativas estão corretas 32. não serão conhecidos os recursos apresentados fora do prazo contado a partir da leitura da decisão em audiência. 34. d) ocorrer afinidade de questões por um ponto comum de fato ou de direito. já que. em conjunto. ser interrompido e totalmente restituído à parte no caso de falecimento de seu advogado. no mesmo processo. ainda. declaração de ausência e disposições de última vontade. no caso do julgamento liminar da demanda repetida. ressalvando-se a possibilidade de esse prazo. pátrio poder. julgue os itens que se seguem. sempre que Ihe competir falar neles por determinação do juiz. qualquer que seja a sua nacionalidade. c) a ação se originar de fato ocorrido ou de ato praticado no Brasil. 36. julgue os itens subsequentes. 40. casamento. Em regra. da intimação das partes ou da publicação do dispositivo do acórdão em órgão oficial. e) todas as alternativas estão corretas 30. c) de todos os devedores solidários. será possível a reforma da sentença recorrida. quando para a ação for citado apenas um deles. em cartório de justiça e secretaria de tribunal. salvo quanto ao processo de execução. Duas ou mais pessoas podem litigar. quando: a) entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide. parcial ou totalmente. Julgue os seguintes itens. d) todas estão corretas Julgue os próximos itens. derá servir-se do rito especial da ação de consignação em pagamento para cumprir a sua obrigação. O alienante pode ingressar na relação processual em que terceira pessoa reivindica a coisa vendida do adquirente como opoente com a finalidade de preservar a validade da alienação e garantir sentença favorável a este último. Atos de Ofício 41. 37. tutela. A concessão de efeito suspensivo aos embargos à execução depende da segurança do juízo e de pedido do executado. caso uma terceira pessoa ajuíze contra o primeiro ação possessória com o fim de reaver a posse do bem alugado. A tempestividade é um dos pressupostos recursais e. fixando-se. inclusive. Contudo. b) no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação. acerca da petição inicial e do pedido. de modo que o bem jurídico pretendido esteja definido.

o juiz tomará os depoimentos pessoais. (D) interpor agravo de instrumento junto ao tribunal competente. através das leis. por edital. e) todas as alternativas estão corretas 44. Atos de Ofício As provas serão produzidas na audiência nesta ordem: o perito e os assistentes técnicos responderão aos quesitos de esclarecimentos. (B) houver fundado receio de dano irreparável. A citação far-se-á: pelo correio. III e IV 51. O juiz exerce o poder de polícia. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições do Código de Processo Civil. conciliar as partes. (C) apelar. por oficial de justiça. pois do despacho de indeferimento não cabe recurso. onde o encontrar. 47. d) todas as alternativas estão corretas 45. a) b) c) d) 54. Jurisdição é (A) a faculdade atribuída ao Poder Executivo de propor e sancionar leis que regulamentem situações jurídicas ocorridas na vida em sociedade. facultado ao juiz. Extingue-se o processo com resolução de mérito. d) o encerramento com a assinatura do juiz. em que o juiz analisará as questões de fato e de direito. d) todas estão corretas Suspende-se o processo pela convenção de arbitragem. bem como o registro das principais ocorrências havidas no andamento do processo. pela perda da capacidade processual de qualquer das partes. O juiz NÃO concederá a antecipação da tutela pretendida do pedido inicial se (A) houver fundado receio de dano de difícil reparação. primeiro do autor e depois do réu. que conterá os nomes das partes. aplicando o Direito ao caso concreto. b) ordenar que se retirem da sala da audiência os que se comportarem inconvenientemente. que as partes Ihe submeterem. requeridos no prazo e na forma do art. c) prevenir ou reprimir qualquer ato contrário à dignidade da Justiça. que Ihe constitui o objeto. do despacho judicial e do instrumento do mandato conferido ao advogado. serão inquiridas as testemunhas arroladas pelo autor e pelo réu. no prazo de 48 horas. em que o juiz resolverá as questões. de pleitear. o autor poderá (A) intentar nova ação. (E) apelar. a qualquer tempo. (D) houver perigo de irreversibilidade do provimento antecipado. Indeferida a petição inicial. as regras jurídicas de observância obrigatória. todas estão corretas 115 . e) todas estão corretas 49. b) velar pela rápida solução do litígio. competindo-lhe: a) assegurar às partes igualdade de tratamento. quando (A) o juiz pronunciar a prescrição. reformar sua decisão. (E) o juiz acolher a alegação de coisa julgada. d) todas as alternativas estão corretas 46. mas o juiz não poderá reformar a decisão. 435. (E) o instrumento pelo qual o Estado procede à composição da lide. (A) (B) (C) (D) (E) 53. b) proceder direta e pessoalmente à colheita das provas. b) os fundamentos. c) o dispositivo. (D) o direito individual público. (D) o autor desistir da ação. posto que não cabe o juízo de retratação no recurso de apelação. São requisitos essenciais da sentença: a) o relatório. finalmente. Incumbe ao oficial de justiça procurar o réu e. quando o juiz acolher a alegação de perempção. 43. quando o juiz acolher a exceção de litispendência. 42. c) a menção do ato processual. (C) ficar caracterizado o abuso do direito de defesa. estabelecendo. dirimindo os conflitos de interesses. (B) a faculdade outorgada ao Poder Legislativo de regulamentar a vida social. da carta precatória e da carta rogatória: a) a indicação dos juízes de origem e de cumprimento do ato. perante o Estado a solução de um conflito de interesses. ou certificando que o réu não a apôs no mandado. (C) não ocorrer a possibilidade jurídica do pedido. citá-lo: a) lendo-lhe o mandado e entregando-lhe a contrafé. São requisitos essenciais da carta de ordem. (B) interpor recurso de agravo retido. Compete ao juiz em especial: a) dirigir os trabalhos da audiência.TJ MG d) todas as alternativas estão corretas 48. (E) ficar caracterizado o manifesto propósito protelatório do réu. c) exortar os advogados e o órgão do Ministério Público a que discutam a causa com elevação e urbanidade. por meio eletrônico. III III IV - a) b) c) d) 50. c) requisitar. a força policial. conforme regulado em lei própria. quando necessário. quando ocorrer a confusão entre autor e réu. d) tentar. competindo-lhe: a) manter a ordem e o decoro na audiência. a suma do pedido e da resposta do réu. c) obtendo a nota de ciente. (B) o juiz acolher a alegação de perempção. b) portando por fé se recebeu ou recusou a contrafé. subjetivo e autônomo. Estão corretas APENAS todas estão corretas II e III I e III II. d) todas as alternativas estão corretas 52. b) o inteiro teor da petição. (C) o poder das autoridades judiciárias regularmente investidas no cargo de dizer o direito no caso concreto.

enquanto parte. certidão de qualquer ato ou termo do processo. na segunda. em seu próprio nome. ou quando tiver oficiado no processo.A associação de classe que impetra mandado de segurança coletivo em defesa dos interesses de seus membros age como substituto processual. recorrer e. como advogado da parte.Haverá sentença com resolução de mérito nas seguintes situações: juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor. pelo correio. é defeso praticar qualquer ato processual. representado por sua genitora. suspende o processo principal. pois. c) F-F-F-V-F. IV . direito alheio. d) todas estão corretas I- Em caso de desistência da ação. separação judicial. A decisão acerca da impugnação possui natureza interlocutória. face ao interesse público revelado pela natureza do direito material que defende. exercer o juízo de retratação. V . quando aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa. no prazo da contestação. b) Caracteriza-se a suspeição de parcialidade do juiz quando este for interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes. 56. na defesa de interesse alheio. e) É incumbência do escrivão fornecer. interdição e declaração de ausentes é feita. ainda que haja a anuência tácita ou expressa do réu. proferindo o juiz sentença liminar. de modo geral. que trata dos feitos que tramitam em segredo de justiça.Se a parte pleiteia. tutela. a sentença será definitiva de mérito e ocasionará a coisa julgada material. bem como de impedimento ou suspeição do juiz. o substituto defende em nome próprio direito alheio. Analisando essa disposição legal e as assertivas abaixo: I . e) Em relação à reconvenção. na primeira. marque a alternativa INCORRETA: a) Caracteriza-se o impedimento do juiz quando. d) Toda causa deve ter um valor certo atribuído. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. III e V. portanto. se necessário. d) Os motivos de impedimento e suspeição aplicam-se ao serventuário de justiça. observado o disposto no artigo 155 do Código de Processo Civil. quando este demandar em nome de outrem. III . estiver postulando. porque. do auxílio de perito.O Ministério Público. todavia. II e III. Em relação ao juiz e aos auxiliares da justiça. réu reconhecer a procedência do pedido. quando não for parte. reproduzindo-se o teor da anteriormente prolatada. IV . III . c) ainda quando o credor possa promover a execução provisória da sentença. e) V-V-F-F-F. reconvir ao autor. em peças autônomas. ocasionando a suspensão do processo principal para a oitiva do autor e. e. funciona como substituto processual e possui legitimidade ordinária. c) IV e V. 59. A sequência correta é a) V-V-V-F-V. a reconvenção e a exceção são modalidades de resposta e devem ser oferecidas. Julgue verdadeira (V) ou falsa (F) as assertivas seguintes: Atos de Ofício 116 . sendo parte. como no caso da ação de alimentos promovida por filho menor. no processo. com fundamento na carência de ação. sem autorização legal. curatela.A substituição processual difere da representação processual. que não sofrem preclusão. transação entre as partes. anteriormente. defende em nome alheio o direito alheio. e) II. independentemente de despacho judicial. d) IV. c) O recebimento da exceção de incompetência do juízo. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: a) embora a condenação seja genérica. 58.Ao indeferir a petição inicial por inépcia. decadência ou prescrição. quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de total improcedência em outros casos idênticos. Analise as assertivas abaixo: I . II . ou subministrar meios para atender às despesas do litígio. b) pendente arresto de bens do devedor. Marque a alternativa INCORRETA: a) Após a citação e o saneamento do processo. b) I. II . Está(ão) correta(s) apenas: a) I. falar nos autos.O substituto processual é aquele que age em nome próprio.TJ MG 55. em virtude do princípio da estabilização da lide. a fim de evitar danos irreparáveis. 57. ou na linha colateral até o segundo grau. O artigo 6º do Código de Processo Civil dispõe que ―ninguém poderá pleitear.A citação pode ser dispensada. Durante a suspensão. pode o juiz.Os prazos para o Ministério Público contestar e recorrer serão computados em dobro e em quádruplo. diante da apelação. é lícito deduzir novas alegações quando competir ao juiz conhecer delas de ofício. determinar a realização de atos urgentes. a consequência será a extinção do processo com resolução do mérito. divórcio. seu cônjuge ou qualquer parente seu. simultaneamente. até que seja definitivamente julgada. c) Os motivos de impedimento e suspeição aplicam-se ao órgão do Ministério Público. pelo réu. salvo quando autorizado por lei‖. sob pena de preclusão. ainda que não haja conteúdo econômico imediato. o autor renunciar ao direito sobre que se funda a ação. b) F-V-F-V-F. via de regra. b) Após a contestação.A contestação. ao ajuizar uma ação civil pública. violando. a alteração do pedido ou da causa de pedir não poderá ser feita sob qualquer hipótese. consanguíneo ou afim. matérias. em nome próprio. d) F-V-F-F-V. por exemplo. pátrio poder. ao perito e ao intérprete. a exemplo do Ministério Público. Em relação às partes litisconsorciadas que possuam diferentes procuradores. o reconhecimento de direito alheio. respectivamente. A impugnação ao valor da causa poderá ser feita.A citação para as ações relativas a casamento. em linha reta. no procedimento ordinário. II . o dispositivo citado no enunciado desta questão. da câmara ou do tribunal. como perito. não pode o réu. em nome próprio. podendo o magistrado. juiz pronunciar a perempção. 60. V .

dizendo se está correta ou não. ocasiona a presunção de veracidade dos fatos afirmados pelo autor. a requerimento seu. o que demonstra aplicação dos princípios da fungibilidade e da instrumentalidade das formas. existindo prova inequívoca. os embargos à execução de dívida ativa da Fazenda Pública estão sujeitas ao reexame necessário. 61. EXCEÇÃO – é um tipo de resposta do réu. b) I. Iniciado o depoimento. quando presentes os respectivos pressupostos. A exceção SUSPENDE o processo. desde que. o juiz se convença da verossimilhança da alegação e haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. o qual pode ser concedido de ofício. litispendência. que consiste em o credor. no todo ou em parte. c) Se o autor. enquanto não houver o julgamento do recurso. ao ser detectado pelo juiz. o réu deve alegar. em regra). ou. Portanto. b) Não faz coisa julgada a verdade dos fatos. a título de antecipação de tutela. na contestação. IMPORTANTE: todo recurso tem efeito devolutivo. ADJUDICAÇÃO – é um ato previsto no processo de execução por quantia certa. o juiz conhecerá diretamente do pedido. 3) quando a petição inicial contiver pedidos incompatíveis entre si. autorizando o julgamento antecipado da lide e a fluência de prazos independentemente de intimações cartorárias. INEPCIA DA INICIAL – é uma das causas de indeferimento da petição inicial – art. expondo as razões fáticas e jurídicas com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir. em virtude da revelia. ou fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou manifesto propósito protelatório do réu. 135) ou não tem capacidade para testemunhar(é menor de idade ou incapaz por problemas mentais). mais cinco dias de prazo para. será entregue o próprio bem ao Exequente. ente privado ou público. 295 do CPC.A ausência de resposta do réu validamente citado. dependendo. 65. proferindo sentença. d) É definitiva a execução fundada em título extrajudicial.TJ MG III . 117 . CONTRADITA – é o ato do advogado impugnar a testemunha arrolada pela parte contrária. de apelação para serem remetidas ao tribunal. Atos de Ofício Considera-se fraude à execução a alienação ou oneração de bens. ficar com o bem penhorado como pagamento. preclui o direito de oferecer a contradita. A inépcia se dá em quatro situações: 1) quando a petição inicial não tiver pedido ou causa de pedir. Isso se dá porque a testemunha é impedida(art. Assinale a alternativa INCORRETA: a) A coisa julgada material. 2) quando a petição inicial contiver pedido juridicamente impossível.135) ou impedido(art. é INCORRETO afirmar que: a) A tutela antecipada trata-se de um pedido de natureza satisfativa. Ou seja. tal como o Estado ou Município. for prescindível a produção probatória em audiência. porquanto poderá ser revogada ou modificada a qualquer tempo. III e V. haverá o julgamento conforme o estado do processo. EFEITO SUSPENSIVO é aquele que faz com que a decisão recorrida seja suspensa. seja porque ele é relativamente incompetente(território e valor da causa) ou porque é suspeito(art. deferir a medida cautelar em caráter incidental do processo ajuizado. A contradita tem momento exato de acontecer: exatamente logo após o compromisso da testemunha – antes de ser feita a primeira pergunta pelo juiz. estabelecida como fundamento da sentença. d) IV. RECURSO COM DUPLO EFEITO – Ao se aviar um recurso. Está(ão) correta(s) apenas: a) I e V. 64.134). Isso quer dizer que o Poder Judiciário irá rever a decisão recorrida. Essas duas últimas também podem ser feitas pelo Autor. ao invés de o bem ser vendido e o produto da venda passado ao credor. V . não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário. b) A providência que antecipa a tutela é meramente provisória. ele provoca efeitos na decisão recorrida. não tenha nenhum eficácia. Diz-se que um recurso tem DUPLO EFEITO quando ele provoca efeito SUSPENSIVO e efeito DEVOLUTIVO à decisão. consiste na eficácia. quando sobre eles pender ação fundada em direito real. é provisória enquanto pendente apelação da sentença de improcedência dos embargos do executado. Tratase de vício INSANÁVEL. que tem o objetivo de substituir o juiz da causa. se o réu protocolar uma exceção no 10o dia do prazo para oferecer resposta(que é de 15 dias. suspeita(art. IV . nenhuma aplicabilidade. no prazo de 15 dias que tomou ciência da causa de suspeição ou impedimento do juiz. pois. o juiz poderá. 67. coisa julgada e incompetência absoluta constituem defesas processuais indiretas. e) Nas questões que se seguem.A alegação perempção. em decisão fundamentada. EFEITO DEVOLUTIVO é aquele que faz com que a competência para conhecer aquela lide seja devolvida ao Poder Judiciário (agora em uma instância superior ao julgador anterior). quando recebidos com efeito suspensivo. requerer providência de natureza cautelar. toda a matéria de defesa. seja pessoa física ou jurídica. mas nem todo recurso tem duplo efeito. sem resolução de mérito. enquanto não for decidida. e) II. assinale: C – se a proposição estiver correta E – se a mesma estiver incorreta 63. que. ele terá. sendo de direito e de fato. c) I. A adjudicação se dá pelo valor da avaliação. 134). oferecer contestação e reconvenção. e) No julgamento antecipado da lide. quando do final da exceção. que torna imutável a sentença. caso queira. d) Quando o juiz pronunciar a prescrição da ação. Sobre a antecipação dos efeitos da tutela de mérito e o julgamento antecipado da lide. 4) quando da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. 62. o obriga a extinguir o processo. quando a questão de mérito for apenas de direito. c) As sentenças que julgam procedentes. III e V.Em razão do princípio da eventualidade ou da concentração. que evita a perpetuação do processo. que será extinto com resolução do mérito. 66. II e III.

é INCORRETO afirmar que A) a parte pode renunciar ao prazo para recorrer. Se isso acontecer. D) a reconvenção e a intervenção de terceiro correm em apenso. C) a Lei no 9. 82. Quando o autor de uma ação abandona a causa. Estão elencadas no artigo 301 do CPC. 70. Importante saber que o artigo 301 do CPC. que é considerado pelos tribunais como o abaixo de 50% do valor da avaliação. Paulo ajuizou ação de Separação Juicial c/c Oferecimento de Alimentos contra Mariana. por mais de 30 dias. portanto. será extinto. é de cinco dias. Há preliminares DILATÓRIAS e PEREMPTÓRIAS. É a fase onde o juiz recebe as alegações das partes. não haverá reembolso. O preparo é requisito essencial para recorrer. INSTRUÇÃO – fase processual onde o juiz colhe as provas para formar seu convencimento. 75. Depois disso. para não afetar a igualdade entre as partes. Mesmo assim. concedendolhe o prazo para apresentar sua resposta. NADA DE CITAR TESTEMUNHAS. o processo será extinto sem resolução de mérito. A) no caso de extinção do processo em razão de acordo realizado entre as partes. o bem será vendido a quem oferecer lance maior. Só o Réu pode ser citado. a extinção do processosem resolução de mérido por três vezes. CONTINENCIA – Fenômeno processual parecido com a conexão. Ex. Trocando em miúdos: se o au- Atos de Ofício 118 . FASE POSTULATÓRIA – é a fase processual que inicia com a petição inicial e finaliza com a resposta do réu. Só não pode ser preço vil. há continência entre elas. as custas devem ser recolhidas ao final do processo. ocorre a perempção – que é a perda do direito de o autor propor de novo a ação. COISA JULGADA – quando uma decisão já não comporta mais recurso. nesse caso. A Lei Estadual no 14. alterar determinados prazos processuais. PRELIMINARES – defesa processual. o interessado depositará. AUTOR.: Mariana ajuizou ação de Alimentos contra Paulo.. D) quando tramitam nos Juizados Especiais.. Quando o juiz determina a realização da hasta. 72. nesta última.099/95. B) a distribuição dos embargos do devedor e de terceiro é feita por dependência em relação aos autos do processo principal. B) no caso de redistribuição do feito a outra vara da Justiça Estadual. pois se trata de prazo estabelecido exclusivamente a seu favor. 71. a serem arguidos pelo réu. através de Oficial de Justiça. e. 79. Circunstâncias objetivas que tornam o juiz da causa proibido de atuar. 81. tor provocou. temos duas ações onde o objeto de um é mais abrangente que o do outro. Há dois tipos de hasta: Praça(se o bem penhorado for imóvel) e Leilão (se o bem penhorado for de outro tipo). na continência. dispensa a distribuição nos Juizados Especiais. O ápice da instrução se dá com a AIJ – Audiência de Instrução e Julgamento. que rege a matéria. não obstante isso. ele designa duas datas diferentes. IMPEDIMENTO – PREVISTO NO ARTIGO 134 DO CPC.TJ MG 68. por três vezes. Ou seja: oobjeto de uma ação está contido no objeto de outra. 69. 74. em cumprimento a determinação do juiz. De acordo com o que se determina nessa Lei. igual ou superior ao valor da avaliação do bem. É cabível nos casos de a parte ter feito Agravo ou Apelação contra sentença que indeferiu a petição inicial(art. 78. HASTA PUBLICA – é um ato previsto na execução por quantia certa. 296). CITAÇÃO – ato processual de dar conhecimento ao Réu da existência de ação contra ele. só quem pode ser citado é o Réu. 76. não poderá entrar com o quarto processo. mesmo sendo o valor do acordo inferior ao das custas recolhidas. em contraponto à petição inicial apresentada pelo autor. Essa venda é realizada pelo Poder Juduciário. fará uma intimação.939. ele só é citado uma vez. o pagamento das novas custas. inércia. é CORRETO afirmar que. B) as partes podem.: Parentesco com as partes. ou não havendo fixação pelo Juiz. o bem será vendido a quem oferecer lance maior. por abandono. Portanto. em havendo concordância entre elas. Peremptórias são aquelas que acusam a existência de um vício INSANÁVEL e. na mesma lide. 80. Dilatórias são aquelas que acusam a existência de um vício SANÁVEL. Todavia. no silêncio da lei. na hipótese de haver dois réus. Considerando-se o que se estabelece no Código de Processo Civil quanto a esta matéria. PROMOTOR. os efeitos não se sujeitam ao pagamento de custas. A ação de Paulo contém a ação de Mariana. 83. sendo necessária a correspondente anotação na distribuição. de 29 de dezembro de 2003. RETRATAÇÃO DO JUIZ – é o arrependimento do juiz acerca de uma decisão. ser proposta ação idêntica requerendo outro julgamento da questão. em sua contestação. EMENDA – petição feita pelo autor. passa a ser em dobro para o procurador comum constituído por eles. que regulamenta o recolhimento de despesas devidas ao Estado no âmbito da Justiça Estadual. 77. no prazo de 30 dias da sua entrada. Na segunda hasta. a deserção faz com que o recurso não seja conhecido. D) o prazo para realização dos atos processuais a cargo da parte. onde as partes postulam. com trânsito em julgado. mesmo que inferior ao valor da avalição. DESERÇÃO – situação que ocorre quando a parte recorrente não faz o preparo ( não paga as custas) do recurso. Esse segundo processo. toda vez que o juiz quiser se comunicar com o Requerido. ao fazer menção a coisa julgada. CONTESTAÇÃO – meio de resposta do réu onde ele apresenta sua defesa. é INCORRETO afirmar que A) a ausência de preparo da ação. Na primeira ocasião. por inação. C) o prazo para contestar. C) quando há expedição de ofícios e outros expedientes de andamento processual. Consiste na venda do bem penhorado. 73. Ex. está se referindo à situação de já haver o Poder Judiciário decidido uma questão. PEREMPÇÃO – prevista no artigo 268 do CPC. ocasiona cancelamento da distribuição. têm o poder de causar a extinção do processo sem resolução do mérito. Portanto. vícios. a fim de adequar a petição inicial ao artigo 282 do cpc. Considerando-se o que determina a lei com relação a esta matéria. Portanto.

à execução. 87. o Juiz nomeará advogado dativo para acompanhar o ato. é contado em dobro. findo o qual. em 19 de abril 2005. se procede à liquidação para apurar o valor devido. D) na citação editalícia. é INCORRETO afirmar que. inicia-se o prazo de contestação. D) o prazo para a Fazenda Pública e o Ministério Público contestarem. C) a sentença deverá conter. C) mesmo estando em local certo e conhecido. Considerando-se que 19 de abril de 2005 foi uma terça-feira. uma vez apresentada a certidão da matrícula deste.P. Considerando-se as regras estabelecidas no Código de Processo Penal. em se tratando de fatos supervenientes. se impõe a intimação do cônjuge. os fundamentos e o dispositivo. se procede. 89. Considerando-se as normas do Código de Processo Civil relativas aos atos do Juiz. B) as exceções de incompetência relativa. é permitida a citação ou intimação por Oficial de Justiça fora da Comarca em que este exerce suas funções. D) 9 de maio de 2005. 84. A) a pedido do interessado e não ocorrendo o cumprimento do julgado. B) inexistindo bens penhoráveis ou não se localizando o devedor. do Escrivão e do Chefe de Secretaria. Atos de Ofício 93. B) ocorrendo a suspensão do processo por convenção das partes. é INCORRETO afirmar que. B) a juntada e a vista obrigatórias. a intimação do devedor quanto à penhora realizada é ato imprescindível. no caso de extinção do processo sem julgamento de mérito. B) em estando o réu solto. B) 4 de maio de 2005. fora do horário determinado em lei. o processo ficará suspenso até que se proceda à substituição pelo espólio. a critério do Juiz. A) ocorrendo a morte de qualquer uma das partes. o prazo do edital variará. Considerando-se o que determina o Código de Processo Civil sobre esta matéria. A citação deu-se pelo correio. porém. o termo final para embargos orais ou escritos é a audiência de conciliação designada. B) a reparação de danos resultantes de acidente de trânsito. a penhora será realizada por termo nos autos. B) para se iniciar o prazo para embargos à execução. prescindindo-se de carta precatória. Considerando-se a execução nos Juizados Especiais. dependem de determinação do Juiz. surgidos no decorrer do processo. pessoa física. o relatório. D) sendo ilíquida a sentença. C) 6 de maio de 2005. uma questão que surgiu entre os litigantes. a ele próprio ou ao seu defensor. 119 . Considerando-se o que determina o Código de Processo Civil. a ele próprio ou ao seu defensor. expediente forense em 21 de abril de 2005.Considerando-se o que determina o Código de Processo Civil quanto à resposta do réu. D) ocorrendo uma questão prejudicial a ser decidida noutro Juízo. no processo principal. C) as causas de até 60 salários mínimos. A) independentemente de onde se localize o bem imóvel. o feito não poderá ficar mais de seis meses paralisado. Considerando-se o que determina o Código de Processo Civil com relação ao prazo para substituição de partes e dos procuradores. 92. por igual tempo ao anteriormente fixado. é INCORRETO afirmar que se processam durante as férias forenses A) a investigação de paternidade. no procedimento ordinário. Considerando-se as regras do Código de Processo Civil. da qual será intimado o executado. uma vez oferecida simultaneamente com a contestação. com data de recebimento do AR/Postal. C) na execução fundada em título extrajudicial. devem ser processadas em apenso aos autos principais. terá a faculdade de apresentar-se em forma concisa. como se tratam de despachos de conteúdo ordinatórios. C) a sentença exeqüenda. entre 20 e 60 dias. ressalvada a hipótese de comparecimento espontâneo. a lei autoriza o Juiz da causa a suspender o feito pelo prazo máximo de um ano. antes de executá-la. residente na Comarca de Belo Horizonte. os herdeiros residentes fora da Comarca serão citados por edital. 88. A) em estando o réu preso. a citação e a penhora se realizarão em domingos e feriados ou em dias úteis. É INCORRETO afirmar que a carta de sentença extraída para fins de execução provisória deverá conter A) a contestação. D) o despacho saneador. é INCORRETO afirmar que. é CORRETO afirmar que A) a exceção. Não houve. 91. intentou ação de cobrança pelo procedimento ordinário contra B. decisão definitiva. prescindindo-se de nova citação. se considera feita a penhora pela intimação do terceiro devedor para que não pague ao seu credor. no processo de inventário. é INCORRETO afirmar que a intimação do réu da sentença se fará. B) em havendo autorização judicial e em se tratando de casos excepcionais. A) desde que se trate de Comarcas contíguas e de fácil comunicação. 85. C) ocorrendo o falecimento do procurador de qualquer das partes. fica suspensa até que haja. salvo a argüição de incompetência absoluta. necessariamente. D) a sentença. a execução frustrada será extinta. é INCORRETO afirmar que. 90. já tendo sido iniciada a audiência de instrução e julgamento. 86. desde logo. B) a petição inicial e procuração das partes.TJ MG C) recaindo a penhora sobre bens móveis e semoventes. O AR/Postal foi juntado aos autos em 20 de abril de 2005. suspeição e impedimento. devem ser apresentadas no prazo de 15 dias contados da citação. é INCORRETO afirmar que A) o que caracteriza a decisão interlocutória é haver ela resolvido. A. é CORRETO afirmar que o prazo para contestação terminará em A) 3 de maio de 2005. D) recaindo a penhora sobre crédito do devedor.S. D) as liminares para conservação de direitos. no curso da causa. C) as exceções.

o processo será extinto. é de 10 dias. A) pela Lei no 9. B) que. II. D) os crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano. restou parcialmente derrogado o art. A) desde que se empregue o procedimento ordinário e se trate de pedidos compatíveis e do mesmo Juízo competente. D) pelo Código de Processo Penal o prazo para o recurso em sentido estrito é de cinco dias. o réu formular pedido em seu favor. D) as causas que versem sobre estado e capacidade das pessoas. O auto é lavrado. D) as quatro as afirmativas estão corretas.099/95. sem resolução de mérito.099/95 (Juizados Especiais Cíveis). em existindo. o prazo do recurso criminal. D) nenhuma das anteriores 103. precatória e rogatória. por edital. A autuação consiste na aposição de capa na petição inicial e documentos que a instruem. Considerando-se o que determinam estes dois instrumentos legais sobre a matéria. juntamente com as razões. podendo a ação ser intentada no domicílio de qualquer um deles.TJ MG C) em estando o réu em local incerto e não sabido. proferir decisão a ser submetida ao Juiz togado. pois o prazo para a Fazenda Pública contestar passou a contar em dobro. até mesmo. a seu defensor constituído. A penhora formaliza-se mediante auto ou termo. B) se nem o autor nem o réu tiverem domicílio ou residência no País. 95. mediante arbitramento. é INCORRETO afirmar que. C) nenhuma outra espécie de intervenção. C) não só pela falta de contestação mas também pela ausência da pessoa do réu ou de seu representante legal. salvo para as contravenções penais.099/95. O termo é lavrado. de regra. em havendo urgência. é INCORRETO afirmar que A) a ausência do autor a qualquer audiência do processo. IV. com poderes para transigir à audiência de conciliação. depois. C) os crimes do âmbito da Justiça Castrense. é admitida no procedimento dos Juizados. 188 do Código de Processo Civil. da negatória de paternidade. C) na contestação. a ação deverá ser proposta no foro da Capital da República Federativa do Brasil. é INCORRETO afirmar que. B) em face de suas complexidades. Considerando-se a realização de intimação por carta. B) a norma proíbe a reconvenção. Para o procedimento sumário. Analise estas afirmativas concernentes a atos dos auxiliares da Justiça: I. Considerando-se o que determina a Lei no 9. obedece ao disposto em Convenção internacional. Considerando-se o processo de conhecimento. Considerando-se o que a lei determina em sede de Juizados Especiais. contados da ciência da decisão. 102. D) em estando o réu em local incerto e não sabido e não tendo ele defensor constituído. o prazo para apelação. nos próprios autos. que codifica os atos normativos da Corregedoria Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais. pelo Escrivão ou Chefe de Secretaria. comunicações de flagrantes. pode-se concluir que A) apenas as afirmativas I e IV estão corretas. A) As regras aplicáveis ao protocolo de petições estendem-se às petições iniciais. implica a extinção deste pela contumácia. o prazo para o recurso em sentido estrito que rejeitou a denúncia ou queixa é de cinco dias. C) apenas as afirmativas I. D) o Juiz leigo pode instruir o processo e. é de cinco dias. a regra do foro subsidiário permite que o autor demande no local onde for encontrado o réu ou no domicílio do próprio autor. 100. é CORRETO afirmar que os Juizados Especiais Estaduais são competentes para processar e julgar A) as contravenções penais. III. injustificadamente. 9. inquéritos policiais. C) o cumprimento da carta de ordem. Considerando-se o que estabelece o Provimento n. o foro do domicílio do autor da herança no Brasil é o competente para todas as ações em que o espólio for réu. é INCORRETO afirmar que A) a carta precatória pode ter como destinatário Juízo diverso do que nela consta para a prática do ato. é (são) INADMISSÍVEL (VEIS) A) a produção de prova pericial. C) que o pedido contraposto deverá ser apresentado em peça autônoma. cujo prazo é de três dias. serão transmitidas por telegrama. caso o Autor deixe de comparecer a quaisquer das audiências. II e III estão corretas. B) as cartas de ordem. 161/CGJ/2006. a cumulação entre procedimentos diversos é admitida. muito embora seja lícito ao réu formular o pedido contraposto. precatórias e quaisquer outros documentos que demandem prévia distribuição para as Varas do Foro. C) pelo Código de Processo Penal. às ações de Estado não se aplica o procedimento sumário � como é o caso da separação judicial. seguidos de outros 8 dias para oferecimento de razões. ou exclui. caso sejam opostos embargos de declaração contra a sentença. B) ser ré a Fazenda Pública. A) mesmo que o óbito ocorra no exterior. 101. jurado da lista geral. D) tratando-se de réu cujo domicílio é desconhecido ou incerto. pelo Oficial de Justiça. B) É vedado o cancelamento de registro de protocolo. B) pela Lei no 9. 96. 98. C) tratando-se de co-réus com domicílios distintos. 99. D) que o prazo de recurso será interrompido. Considerando as disposições da Lei n. essa competência é concorrente. se caracteriza a revelia no procedimento sumário. salvo o caso de contrato de seguro. B) os crimes comuns e os de procedimentos especiais. 97. da adoção. nos próprios autos em que tramita a ação. B) apenas as afirmativas II e III estão corretas. Atos de Ofício 120 . Considerando-se a competência territorial. D) no que toca ao procedimento sumário.099/95. salvo na hipótese da decisão que inclui. é INCORRETO afirmar que. fora dos autos e. assinale a afirmativa CORRETA. por radiograma ou por telefone. da revogação de doação. sobre o protocolo e distribuição de petições. A partir dessa análise. 94. é CORRETO afirmar A) que a sentença ilíquida proferida em sede de Juizado Especial deverá ser executada. é juntado a eles.

B) apenas as afirmativas II e IV são corretas. I. contradita e acórdão. A) Incompetência relativa. profissão e domicílio das partes. ordenada a citação. D) rol de testemunhas. Atos de Ofício 115. B) Litispendência e coisa julgada. em vista das outras provas produzidas. D) que. a ausência da sua intimação implicará nulidade do processo. Segundo o Código de Processo Civil. C) do militar. B) Despacho. A análise permite concluir que A) apenas as afirmativas I e IV são corretas. C) Prescrição e decadência.TJ MG C) As petições. com destaque. assinale a afirmativa INCORRETA. no dia do falecimento do seu pai e nos 7 dias seguintes. II. sentença e parecer. assinale a afirmativa INCORRETA. C) É decisão que desafia agravo de instrumento. 112. A respeito da produção de provas. é INCORRETO afirmar A) que. D) apenas as afirmativas III e IV são incorretas. decisão interlocutória. 107. é permitido ao autor aditar o pedido inicial. o nome e prenome completos das partes. C) Decorre da ausência de apresentação de defesa pelo réu citado. D) O juiz indeferirá a prova pericial. Sobre o saneamento do processo. 111. separação e divórcio. em caso de denunciação da lide. C) aqueles que digam respeito a casamento. Ressalvada a hipótese de perecimento de direito. D) dos noivos. 104. D) que a falta de citação não pode ser suprida pelo simples comparecimento espontâneo do réu. deverão arcar igualmente com a antecipação dos honorários do perito. A) Despacho ordinatório. fato e fundamentos jurídicos do pedido e provas que se pretende produzir. sem necessidade de dilação probatória. A nulidade de cláusula de eleição de foro em contrato de adesão não pode ser declarada de ofício do juiz. de comum acordo. Considerando as disposições do Código de Processo Civil sobre nulidades. B) que é defeso às partes. A) É realizado mediante despacho ordinatório. presumir-se-ão verdadeiros. B) que. prenomes. Assinale o que NÃO é permitido alegar em contestação. 105. os fatos alegados na petição inicial e não especificamente impugnados pelo réu. B) É o efeito da citação inválida. C) Em regra. assinale a afirmativa CORRETA. Sendo obrigatória a intervenção do Ministério Público. ainda que de comum acordo. Considerando o prazo do réu para apresentar resposta. computam-se os prazos incluindo o dia do começo e o do vencimento. o direito de praticar o ato. são requisitos da petição inicial. Comparecendo o réu apenas para arguir a nulidade e sendo essa decretada. D) É o momento processual para fixação dos pontos controvertidos da lide. ou o número do registro no CNPJ. no procedimento comum. nos 3 primeiros dias das bodas. extingue-se. sem qualquer tipo de abreviação. B) aqueles em que o interesse público exigir. A alegação de nulidade relativa dos atos não está sujeita à preclusão. se necessário. A) Uma parte apenas poderá requerer o depoimento pessoal da outra parte. D) Conclusão dos autos. correm em segredo de justiça os seguintes processos. sentença de mérito e acórdão. reduzir ou prorrogar prazos dilatórios. 121 . C) que. D) As petições apresentadas ao Protocolo Geral devem mencionar. B) do filho. Assinale os atos judiciais previstos no Código de Processo Civil. analise as seguintes afirmativas. sentença e acórdão. 109. B) requerimento de citação. independentemente de declaração judicial. B) Quando ambas as partes requerem a produção de prova pericial. em domingos e feriados. 110. decorrido o prazo. filiação e alimentos. profissão. contendo o Código de Endereço Postal . de acordo com o Código de Processo Civil. quesitos e assistente técnico. C) nomes. em regra. após a citação. em serviço ativo. D) Nulidade de citação. EXCETO A) os eleitorais. e o domicílio e a residência do autor e do réu. se for desnecessária. III. Sobre a revelia. é INCORRETO afirmar A) que o prazo para contestar será em dobro para o Ministério Público e a Fazenda Pública. o número da Carteira de Identidade ou qualquer outro documento válido como prova de identidade no território nacional. Segundo o Código de Processo Civil. C) Despacho de mero expediente. estado civil. mediante consentimento do réu. excepcionalmente. o número do registro do CPF. 113. B) É o momento processual para designar audiência de instrução e julgamento. será feita a citação A) de quem estiver assistindo a qualquer culto religioso. considerar-se-á feita a citação na data em que ele ou seu advogado for intimado da decisão. Sobre a citação no processo de conhecimento. 106. 114. C) que a citação poderá realizar-se. 108. é INCORRETO afirmar A) que as partes podem. D) aqueles que digam respeito a casamento. estado civil. mas dependerá de provocação das partes. ofícios e documentos recebidos por facsímile não se submetem ao registro de protocolo. EXCETO A) valor da causa e juízo ou tribunal a que é dirigida e pedido. tratando-se de pessoa jurídica. D) Implica procedência dos pedidos iniciais. A) É a pena aplicada à parte que deduz pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso. C) apenas a afirmativa III é incorreta. IV. Considerando as regras de contagem de prazo previstas no Código de Processo Civil. tratando-se de pessoa natural.CEP. de acordo com o Código de Processo Civil. podendo ser suscitada em qualquer fase do processo. reduzir ou prorrogar os prazos peremptórios. ficará suspenso o processo.

A) É provisória a execução da sentença transitada em julgado e definitiva quando se tratar de sentença impugnada mediante recurso ao qual não foi atribuído efeito devolutivo. B) Quando a decisão é publicada em audiência. o juiz designará o prazo de 48 horas. contados da data que tiver ciência da ordem determinada pelo juiz. B) Quando na sentença houver uma parte líquida e outra ilíquida. o pedido formulado pelo autor. poderá o autor aditar o pedido inicial. esta não se sujeitará a homologação. perderá o direito à vista fora de cartório e incorrerá em multa. acolhendo ou rejeitando. D) Do auto de penhora e avaliação será de imediato intimado o executado. o prazo para a prática do ato processual a cargo da parte será de 10 dias. D) o relatório. Considerando-se o que prevê o Código de Processo Civil. de natureza diversa da pedida. em que o juiz resolverá as questões que as partes lhe submeterem. B) que o juiz proferirá a sentença. quando já iniciada a audiência. B) o dispositivo. 120. assinale a afirmativa INCORRETA. as custas decorrentes dessa iniciativa. quando o autor tiver formulado pedido certo. C) Caso o devedor. B) remeter os autos conclusos e executar os atos processuais em 48 horas. o juiz mandará. é CORRETO afirmar A) que compete ao serventuário verificar se o juiz excedeu. assinale a afirmativa CORRETA. A) Não sendo assinalado pelo juiz. desde que estejam de acordo. Considerando os prazos para os atos do serventuário previstos no Código de Processo Civil. A respeito dos prazos previstos no Código de Processo Civil. 117. Considerando a previsão do Código de Processo Civil sobre o cumprimento de sentença. Considerando as regras aplicáveis às audiências contidas no Código de Processo Civil. quando a citação for por correio. A) Pode o juiz dispensar a produção das provas requeridas pela parte cujo advogado não compareceu à audiência. obtida a conciliação. por sua conta. far-se-á a citação pelos correios quando frustrada a realização por meio de oficial. em autos apartados. C) As partes poderão renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor. D) A prescrição e a decadência não podem ser pronunciadas de ofício. é CORRETO afirmar que incumbirá ao serventuário A) remeter os autos conclusos e executar os atos processuais em 24 horas. C) No caso de morte de um dos advogados. D) remeter os autos conclusos e executar os atos processuais no prazo de 5 dias. contados da data em que houver concluído o ato processual anterior. o prazo para contestar será em dobro. bem como o registro das principais ocorrências do processo. sem justo motivo. assinale a afirmativa INCORRETA. ao credor é lícito promover simultaneamente a execução daquela e. B) Os pontos controvertidos devem ser fixados na audiência de instrução e julgamento. quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. ou. C) Em regra.TJ MG B) que. C) que apenas o serventuário poderá cobrar os autos do advogado que exceder o prazo legal. D) As intimações consideram-se realizadas no primeiro dia útil seguinte. B) que. 123. Atos de Ofício 124. que conterá os nomes das partes. C) A petição inicial será indeferida quando for inepta. se houver mais de um réu com diferentes procuradores. 122. perante o presidente do Tribunal de Justiça. os prazos estabelecidos pelo Código. querendo. as partes devem ser ouvidas após as testemunhas. de ofício. 121. por mandado ou por correio. riscar o que neles houver escrito ou desentranhar os documentos e alegações juntados. no todo ou em parte. se imposto por lei ou da data em que tiver ciência da ordem judicial. EXCETO A) os fundamentos. São requisitos da sentença. A) O procedimento comum é aplicado a todas as causas. a síntese do pedido e da resposta. A) Quando a citação for por edital. Considerando as regras previstas no Código de Processo Civil sobre sentença. contra o juiz que exceder os prazos previstos em lei. se imposto por lei. não tendo o advogado restituído os autos no prazo legal. é INCORRETO afirmar A) que é defeso ao juiz proferir sentença em favor do autor. correndo. contados da data que tiver ciência da ordem determinada pelo juiz. C) o dispositivo. 119. B) Serão em quádruplo os prazos para contestar e recorrer. 116. Considerando as regras do Código de Processo Civil que tratam das citações e intimações. Se intimado. no prazo de 15 dias. C) que. na pessoa de seu advogado. não devolver os autos em 48 horas. C) que não se interrompe nos feriados. ou pessoalmente. antes do perito e assistentes técnicos. o montante da condenação será acrescido de multa no percentual de 10%. D) que é de competência exclusiva do Ministério Público apresentar representação. 122 . D) As partes. D) que. é vedado ao juiz proferir sentença ilíquida. C) remeter os autos conclusos em 24 horas e executar os atos processuais em 48 horas. o seu representante legal. na falta desse. a liquidação dessa. assinale a afirmativa CORRETA. o prazo para contestar corre da data de juntada aos autos do aviso de recebimento. de acordo com o Código de Processo Civil. o prazo inicia com o fim da dilação assinada pelo juiz. podendo oferecer impugnação. B) Até a sentença. D) que. condenado ao pagamento de quantia certa ou já fixada em liquidação. contados da data em que houver concluído o ato processual anterior. Sobre a verificação dos prazos e penalidades previstos no Código de Processo Civil. consideram-se nesta intimados os advogados. no qual o juiz analisará as questões de fato e de direito. não o efetue no prazo de 15 dias. poderão reduzir ou prorrogar os prazos peremptórios. se tiverem ocorrido em dia que não tenha havido expediente forense. assinale a afirmativa CORRETA. para fins de regularização da representação processual da parte. D) Em audiência de instrução e julgamento. 118.

134. o Ministério Público ou qualquer interessado promover a restauração. C) Ao receber o recurso do autor contra a sentença. assinale a afirmativa INCORRETA. dispensando-se a remessa dos autos à Justiça Pública Estadual. o juiz poderá decidir não manter a decisão e determinar o prosseguimento da ação. o taquígrafo ou datilógrafo a registrará. A) Quando houver dúvida acerca da autenticidade. B) Se não lhe for conferido caráter itinerante. B) Havendo autos suplementares. A) A vista obrigatória independe de despacho. A) Do auto de penhora e avaliação. 131. D) Não encontrado o acusado. B) indicação do prazo para cumprimento. ainda que inválida. por mandado ou correio. se expedida por esse meio. assinale a afirmativa INCORRETA. assinale a afirmativa INCORRETA. 133. assinale a afirmativa INCORRETA. C) Sendo a citação frustrada pelo correio. 9. o processo prosseguirá nestes. submetendo-a à revisão e assinatura do juiz. deverá ser determinada a sua citação por edital. o oficial de justiça deverá proceder à citação por hora certa. A) Verificado o desaparecimento dos autos. far-se-á por meio de oficial de justiça. reproduzindose o teor das decisões anteriores. A) O Juizado Especial Criminal. assinale a afirmativa INCORRETA. A) A citação do réu poderá ser dispensada. C) Sentença é o ato pelo qual o juiz resolve o processo com base em alguma das situações previstas nos artigos 267 e 269 do Código de Processo Civil ou resolve questão incidente. B) o valor da causa exceder a vinte vezes o salário mínimo. Sobre as decisões judiciais. C) Considera-se inacessível o lugar em que se encontrar o réu o país que se recusar o cumprimento de carta rogatória. provido por juízes togados ou togados e leigos. 135. o juiz mandará repeti-las. Considerando a hipótese de ser distribuída petição inicial.099/95 (Juizados Especiais Criminais). poderão as partes. correndo da primeira publicação. do prazo. quando A) o réu deixar de comparecer a quaisquer das audiências. na falta de advogado. 126. A) A citação. 132 Considerando as disposições da Lei n. cuja matéria controvertida for unicamente de direito e já houver sido proferidas sentenças de total improcedência do pedido em outras ações idênticas. 129. B) rejeita exceção de incompetência. segundo o Código de Processo Civil: A) inteiro teor da petição. 125. que variará entre 20 e 60 dias. Os processos em trâmite perante os juizados especiais cíveis serão extintos. assinale a afirmativa INCORRETA. C) houver partes incapazes. C) saneia o processo. Sobre as hipóteses de recusa ao cumprimento da carta precatória previstas no Código de Processo Civil. do despacho judicial e instrumento de mandato conferido aos advogados. D) Quando a sentença for proferida verbalmente. A respeito da fase de cumprimento de sentença. uma vez em jornal local e pelo menos duas no órgão oficial. D) se tratar de ação proposta por microempresas. quando for atribuído efeito suspensivo. B) A eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes. D) Após três tentativas frustradas. 128. assinale a afirmativa INCORRETA. 127. B) O julgamento colegiado proferido pelos tribunais recebe denominação de acórdão. Sobre a previsão de restauração dos autos no Código de Processo Civil. sem resolução de mérito. NÃO é requisito essencial das cartas de ordem. com a citação do réu.TJ MG B) Quando a parte for beneficiária da assistência judiciária gratuita. B) Poderá ser proferida imediata sentença. C) A competência do Juizado será determinada pelo lugar em que foi praticada a infração. D) O autor deverá ser intimado para manifestar seu interesse no prosseguimento da ação. 130. Considerando as disposições do Código de Processo Civil sobre a citação por edital. tem competência para o julgamento e execução das infrações de menor potencial ofensivo. D) Quando carecer de competência em razão da matéria ou hierarquia. que será decidida nos próprios autos. B) É de competência dos Juizados Especiais Criminais o julgamento das contravenções penais e os crimes cuja pena máxima prevista em lei não seja superior a 2 anos. assinale a afirmativa INCORRETA. C) indicação do caráter deprecante. Considerando as disposições do Código de Processo Civil acerca das citações. Atos de Ofício 123 . torna prevento o juízo. o executado será intimado pessoalmente. induz litispendência e faz a coisa litigiosa. precatória e rogatória. devendo ser praticada por servidor. D) assinatura eletrônica do juiz. D) A publicação do edital deverá ocorrer no prazo máximo de 60 dias. A) Deve constar a determinação. cumulada ou não com multa. D) Quem houver dado causa ao desaparecimento dos autos responderá pelas custas e honorários de advogado. B) O prazo para oferecimento de impugnação ao cumprimento de sentença é de 10 dias. havendo suspeita de ocultação. C) Quando não estiver revestida dos requisitos legais. C) Se o desaparecimento dos autos tiver ocorrido depois da produção das provas em audiência. a publicação do edital será feita apenas no órgão oficial. D) julga o pedido sem resolução de mérito. Possui natureza jurídica de sentença o ato judicial que A) indefere provas. pelo juiz.

50. III. 05. EXCETO A) nas causas em que as autarquias federais forem parte. se omitindo o juiz. 138. 22. em seu próprio nome. que é limitado a 3. não é permitida a substituição de testemunhas. 53. que será extinta. A C C C C C C C C C 71. 136. 138. B A D C A C A A B C 121. 38. 85. o rol de testemunhas. do depósito ou da juntada da prova da fiança bancária. 139. 105. 129. será deferida pelo juiz a substituição da penhora por depósito em dinheiro ou fiança bancária. provoca a suspensão do processo. 34. 72. 92. 130. Atos de Ofício 124 RESPOSTAS 01. 114. contados da intimação da penhora. 03. é CORRETO afirmar A) que são suspeitos os que já tiverem sido condenados por crime de falso testemunho. 116. A C A B B C D A B D 101. o cônjuge e o que tiver interesse no litígio. 55. C) apenas a afirmativa I é correta. D E E A D C E D A E 51. 93. B) se existir litígio sobre posse de propriedade rural. 35. D) Não sendo o cumprimento de sentença requerido no prazo de 6 meses perante o juízo que processou a causa no primeiro grau de jurisdição. D B B D C D B A A C 111. B) apenas as afirmativas I e III são corretas. 70. 123. 82. 122. 113. I. A 16. 84. 73. assim como a exceção de incompetência relativa. 100. 104. 98. 78. B) O prazo para oferecimento de embargos é de 15 dias. segundo o Código de Processo Civil. B) apenas a afirmativa IV é correta. 137. 68. 99. 136. 103. 09. 132. B) que não podem depor os menores de 16 anos. D) que. 23. C) nas causas em que houver interesse de pessoas relativamente incapazes. independentemente de nova citação do réu. 62. sem resolução de mérito. C A D D B C D C D C 91. 77. 67. 65. D) apenas as afirmativas II e IV são corretas. Analise as seguintes afirmativas a respeito da revelia e seus efeitos. C) apenas a afirmativa I é correta. quando este demandar em nome de outrem. II. 59. D D D D D E B C D B 61. 112. B 19. após apresentação do rol.TJ MG C) Ao requerer a execução provisória. 24. A análise permite concluir que A) apenas as afirmativas II e III são corretas. havendo transitada em julgado a sentença. 102. A) Em qualquer fase do processo. 60. 109. C) que. 107. 76. 125. 140. 44. A B B D E C E C E E 21. 37. 134. C 15. 07. A análise permite concluir que A) apenas as afirmativas III e IV são corretas. 57. D) apenas as afirmativas I e III são corretas. 26. proferindo sentença. 128. 110. algum deles contestar a ação. 58. B 11. C E C C C C E C E C 31. C 20. 126. Não pode o réu. 06. 46. C D D C B A B C D A . o que é parte na causa e o inimigo capital da parte. 137. III. 95. assinale a afirmativa CORRETA. 29. E 14. Serão aplicados os efeitos da revelia mesmo se. A exceção de incompetência absoluta. 43. Analise as seguintes afirmativas sobre meios de defesa do réu previstos no CPC. 30. Sobre o depoimento testemunhal. 108. 124. A intervenção do Ministério Público é obrigatória. 10. 64. 02. 83. C C B C A C B D A D 131. reconvir ao autor. C) O oferecimento de embargos à execução independe de oferecimento de caução. o juiz conhecerá diretamente do pedido. 25. 90. 135. 42. 119. 52. 87. 127. 56. 118. 39. C C C C C C C C C C 81. 96. 106. D) nas causas em que houver pedido de declaração de ausência. 117. Ocorrendo a revelia. 79. 133. havendo pluralidade de réus. 86. os autos deverão ser arquivados. 27. o exequente deverá instruir a petição com cópias da sentença ou acórdão. deverá ser apresentado pelas partes até 30 dias antes da audiência. 74. 140. 120. poderá o autor alterar seu pedido ou a causa de pedir. 40. A 12. 33. 94. D 13. 54. 88. IV. Considerando a previsão legal de cobrança judicial da dívida ativa da Fazenda Pública. 89. D 18. E 17. 36. 49. 139. 66. certidão de interposição de recurso não dotado de efeito suspensivo e procurações outorgadas pelas partes. 80. O revel apenas poderá intervir no processo antes da sentença. 08. 28. D) É admitida a reconvenção em sede de embargos à execução. 04. I. 47. IV. assim como a reconvenção. 97. 75. II. A desistência da ação obsta o prosseguimento da reconvenção. 45. E C E C E D E D D D 41. 32. 63. 115. A reconvenção deverá ser apresentada juntamente com a contestação. Ocorrendo revelia. 48. 69.