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Introdução

A

importância

da

família

é imensurável,

primeiro, porque foi a primeira instituição que Deus

estabeleceu sobre a terra, segundo, porque foi exatamente nela que Deus planejou os princípios

básicos da sociedade; foi bem acertado o

pensamento de Rui Barbosa, que disse: A pátria é a família amplificada. Só assim podemos entender porque tantos ataques maléficos direcionados a

família; porque desestruturando as famílias

desmorona-se a nação. Assim sendo, a essência da tradicional frase que diz: “A família é a célula mater da sociedade”, é uma verdade irrefutável. Outra afirmativa que a reveste de uma importância sem

igual; é que a “igreja começa na família”. Porquanto

a família deve ser uma igreja em miniatura, e a

igreja uma família ampliada, por isso, a família se

torna um fator determinante tanto para a igreja

como também para a sociedade em geral. Então examinemos as Escrituras Sagradas, que é a nossa

regra de fé e prática, na qual estão exarados os

princípios divinamente traçados para o bem estar da

“Família Cristã”

Como vai a Família?

1. No mundo, à cada cinco casamento,

dos

não dão

certo, um fica regular e apenas dois dão certo. 2. No Brasil à cada três casamentos, dois não dão certo.

3. Consta

que

nos

fóruns

tribunais,

18,6%

dos

processos são da área de família.

4.

Consta que no Brasil ocorre cerca de 10 separações de

casais por hora.

  • 5. Segundo informação contida no Livro Excelentíssimos

Senhores, de Rubem Amorece, a duração de um

casamento nos grandes centros dura aproximadamente

10 anos.

  • 6. Segundo a UNICEF, 30,5% das famílias brasileiras com

crianças entre 0 e 6 anos vivem na miséria, ou seja, com

uma renda mensal de meio salário mínimo.

  • 7. Informações da mesma fonte acima, dão conta de que

em 1998, havia no Brasil 5.349 crianças notificadas com

HIV positivo herdado da mãe.

  • 8. A revista Veja ano 32 número 38 trouxe o triste relato de que 69% dos meninos de rua vão dormir em casa. Destes, 75% são submetidos a algum tipo de violência pelos familiares; e segundo a mesma fonte, o Brasil tem atualmente cerca de 20.000 jovens infratores, dos quais, 8.000 estão presos.

9. Segundo a revista Veja ano 34 número 11, a idade

média da primeira relação sexual das mulheres é de

15 anos, significa que caiu 5 anos em relação ao ano

de 1970.

  • 10. O Ministério da Saúde informa que somente no ano

de 1997, nasceram 26.924 crianças de meninas

menores de 14 anos.

  • 11. O aborto mata 4 milhões de crianças por ano no

mundo; 400 mães morrem por ano em decorrência do

processo abortivo.

  • 12. Segundo o IBGE, 26% das famílias brasileiras são

chefiadas por mulheres.

  • 13. Segundo uma entrevista realizada pela Revista Veja,

53% dos homens buscam relações sexuais com

prostitutas.

  • 14. 70% dos casos de violência contra mulheres

acontecem em casa.

POPULAÇÃO POPULAÇÃO DELINQUENTES POPULAÇÃO BRASILEIRA EVANGÉLICA FILHOS DE CARCERÁRIA EVANGÉLICOS
POPULAÇÃO POPULAÇÃO DELINQUENTES POPULAÇÃO
BRASILEIRA EVANGÉLICA FILHOS DE CARCERÁRIA
EVANGÉLICOS

Teorias Errôneas:

a) Teoria de que o fruto proibido fosse a maçã. b) Teoria de que o fruto proibido fosse o sexo. c) Teoria da evolução das espécies.

A ORIGEM DA FAMÍLIA CRISTÃ.

  • A família é uma instituição divina, Gn 2.18.

  • A solução para o problema da solidão do homem, Gn 2.18.

  • Adão descansou em Deus ao preparar-lhe uma esposa,

Gn 2.21.

  • Deus criou a mulher usando a costela de Adão, Gn 2.22.

Quatro pontos básicos da Família, Gn 2.24.

Por isso “deixa” o homem pai e mãe......(INDEPENDÊNCIA) Se “une” à sua mulher ..............................................(UNIÃO) “Ilustração das 2 folhas coladasTornando-se os “dois una só carne” ..................(UNIDADE) O homem e sua mulher estavam nus, e não se

envergonhavam, Gn

2.25................................

(INTIMIDADE)

“De um Deus fez dois, e dos dois, quer fazer um”

1. Servir a Deus, Gn 3.8

  • 2. Proporcionar bem-estar ao homem, Gn 2.18

  • 3. Bem-estar social

  • 4. Bem-estar afetivo

  • 5. Bem-estar sexual e procriação, Gn 1.28

Vemos no Antigo Testamento que se e a família

israelitas obedecessem ao Senhor, seriam prósperas e

felizes:

  • Felicidade, Sl 128.1

  • Prosperidade material, Sl 128.2

  • Bênção na vida urbana, Dt 28.3

  • Bênção na vida rural, Dt 28.3,4.

  • Bênção na vida doméstica, Dt 28.5,8

  • Bênção dentro e fora de casa, Dt 28.6

  • Bênçãos sobre os inimigos, Dt 28.7

  • Bênçãos sobre as condições atmosféricas, Dt 28.12a

  • Bênçãos financeiras, Dt 28.12b

Igualdades e Diferenças.

Homem e mulher se assemelham no aspecto espiritual, porque tanto o homem como a mulher foram criados conforme

à imagem e semelhança de Deus. Contudo, a constituição

feminina é diferente da constituição masculina. Analisemos os

pontos a seguir:

  • a) Diferença física.

  • b) O homem é mais biológico que afetivo.

A mulher é mais afetiva que biológica

  • c) O homem é um ser basicamente lógico e a mulher é um

ser basicamente emotivo. Por isso a mulher guarda mais

facilmente datas que envolvem sua emoção.

  • d) Deve ser pelo fato da mulher ser emotiva que Deus

repetidas vezes diz: “Maridos ame sua mulher”.

  • e) O homem é mais racional e a mulher mais intuitiva. O

homem é mais pratico e a mulher vê mais o lado estético

estético das coisas. O homem vê o conjunto e a mulher

vê os detalhes.

f) A Bíblia mostra a diferença entre o homem e a mulher desde o nascimento. 1º) - Quando nascia um menino, a purificação da mulher era 40 dias. Se fosse menina, era 80 dias, Lv 12.2-5. 2º) - Quando votos eram feitos à Deus envolviam

pessoas, a qualificação do homem era o dobro da

mulher, Lv 27.1-8.

No casamento homem e mulher se completam, desde

que não ignorem as diferenças.

1) Diferença constitucionais do homem e da mulher.

2) Diferenças Temperamentais. 3) Diferenças devido a formação, costumes, etc .. Ilustração: Casando as diferenças

Conceitos Básicos Sobre a Família

Conceito de família

A palavra

(familia,

ae),

é

usada

para definir um

conjunto de pessoas que mantém um vínculo doméstico,

íntimo, ou seja, duas pessoas de sexo diferente legalmente

casadas, sendo pois, marido e esposa ou pai, mãe e filhos.

Ela é o sistema social menor, que forma o sistema social

maior, que é a sociedade.

Conceito de Lar

O termo “lar” vem do latim ”lare” que significa parte da cozinha onde se acendia fogo para preparar os alimentos e

aquecer o ambiente; daí vem o termo lareira. O lar, pois, é o

ambiente onde vive a família; ela deve ser aquecida não só pelo calor da lareira, mas acima de tudo, pelo calor humano.

Conceito de Casamento

O casamento é uma instituição social de origem divina,

fundada diretamente por Deus, no princípio da raça humana,

para dar origem e sustentação à família. Deus mesmo proveu o primeiro casamento entre Adão e Eva, quando ainda estavam no Éden, Gn 2. 18,22-24. Portanto, casamento é a união legítima entre um homem e uma mulher.

Conceito de amor e amar

Amar é viver para o outro, para fazê-lo feliz e vice-

versa. É um auto-sacrifício mútuo entre duas pessoas.

Sacrifício este alimentado pela comunhão amorosa entre

ambas as partes.

amor é uma auto-dedicação voluntária, amorosa e

recíproca entre duas pessoas, sendo essa auto-dedicação

mantida pela comunhão entre estas duas pessoas.

Conceito de Matrimônio

Do latim “matrimonium” significa “maternidade legal”, daí significar também casamento, núpcias, enlace, etc.

Conceito de Cônjuge

“Cônjuge” significa “estar sob o mesmo jugo com alguém”, ou seja, tanto homem como mulher estão debaixo de normas e

princípios em caráter de igualdade, sem que um seja superior ao

outro. Homem e mulher têm estruturas físicas, sentimentais e emocionais diversas e Deus, que os criou sabe muito bem destas

diferenças. Daí porque estabeleceu funções distintas para o marido e para a mulher na vida conjugal, o que não é senão a constatação de que eles são seres distintos, embora, diante de

Deus, sejam iguais, pois para o Senhor não há acepção de

pessoas, Dt 10.17. Marido e mulher devem viver em união, em

unidade de propósitos, não querendo um dominar ao outro, mas

sabendo que nem mesmo os próprios corpos estão sob seu

domínio, mas, sim, sob o domínio do cônjuge.

Os inimigos do Lar Cristão

Os inimigos do Lar Cristão
Os inimigos do Lar Cristão
Os inimigos do Lar Cristão
Os inimigos do Lar Cristão
Os inimigos do Lar Cristão
Os inimigos do Lar Cristão

O DEVER DE AMAR

“Vós maridos, amai vossas mulheres.” Ef 5.25,28; Cl

3.19.

a) No relacionamento do casal, o homem é o principal

iniciador amoroso, Dt 24-5. O amor da mulher é retributivo.

  • b) Definição do amor no grego:

1- - Eros (instintivo)

Os jovens precisam diferenciar entre Eros (instintivo) e Storge (afetivo), pois o primeiro leva a paixão cega. 2- - Storge (afetivo)

Romântico, familiar, conjugal, doméstico, une

almas, vidas, corações e não apenas corpos. Este amor

é sacrificial, exige disciplina, lealdade, respeito e honra.

3- - Phileo (filantrópico) Fraternal, amizade, social, humanitário, patrístico.

4- - Ágape (divino)

Este é o amor com que o marido deve amar a sua esposa,

pois a Bíblia diz amai vossas mulheres como Cristo amou

a Igreja. Este amor é:

Voluntário, Gl 2.20; Profundo, Jo 15.13; Sacrificial, Jo 3.16 e

Incondicional, I Jo 4.19.

O amor deve crescer. Jesus censurou a Igreja de Éfeso,

porque deixou o seu primeiro amor, Ap 2.4. O que nutre o amor ?

  • 1. Proteção e cuidado.

·

  • 2. Tratamento especial, I Pe 3.7.

·

  • 3. Carinho, Ct 1.2,15,16; 5.16; 7.11,12.

·

  • 4. Banir com ciúme doentio, é veneno para o casamento.

·

  • 5. Atração mútua, física e mental.

·

  • 6. Confiança mútua.

·

  • 7. Respeito mútuo.

·

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA

Pelo fato de ser a primeira instituição divina, a família é a principal base para todas as demais instituições e

atividades. No lar os filhos recebem as primeiras refeições,

como também, as primeiras lições de vida; aliás, se os pais falharem na chamada “educação de berço”, o prejuízo será irreparável, tanto para o filho como para os pais e a

sociedade em geral. Esta é uma responsabilidade unicamente dos pais. Para os pais, a importância da família reside no fato de que, se a família desmorona, desmorona- se também, a vida profissional, econômica, espiritual, ministerial, social, emocional e psicológica. A família é tão importante quanto é bela. No dizer de Eula Kennedy Long, “a coisa mais bela do mundo” Em seu livro “Corações Felizes”, ela transcreve uma parábola de W.O. Goodwin, autor e negociante cristão, que diz:

Um artista, que já era autor de muitas telas de grande beleza, pensou um dia que ainda não havia pintado “Sua Tela”, a que seria a suma expressão de sua arte. E como seguisse por uma estrada poeirenta a procurar alguma idéia,

encontrou-se com um velho padre que lhe perguntou o que

pretendia fazer. Não sei ainda, respondeu o artista. Desejo

pintar a coisa mais bela do mundo. Não poderá dizer-me o

que é? É muito simples, disse o padre. Você encontrará em

qualquer igreja ou crença. A coisa mais bela do mundo é a

fé.

O artista continuou a caminhar. Daí a algum tempo, encontrou-se com uma jovem noiva e perguntou-lhe qual era

a coisa mais bela do mundo. É o amor, respondeu a moça. O

amor faz da pobreza, riqueza; suaviza as lágrimas; e

transforma as pequenas coisas em portentos. Sem ele não

existe beleza.

O artista prosseguiu a procurar. Como um veterano

de guerra passasse tropegamente pelo seu caminho, o

pintor fez-lhe a mesma pergunta. E o velho soldado

respondeu: A coisa mais bela do mundo é a paz. E a mais

feia é a guerra. Onde existe paz, existe beleza.

Fé, amor, e Paz, como poderei pintá-los? Perguntou a si mesmo o artista. E abanando tristemente a cabeça, voltou desanimado para casa. Mas ao transpor seu limiar, encontrou a coisa mais bela do mundo: No olhar de seus filhos, viu a Fé. No sorriso da esposa, brilhava o mor. E ali, no seu lar, havia a paz a que se referira o soldado. Desta forma, o artista conseguiu pintar a “coisa mais bela do mundo”. E ao terminar o seu trabalho, denominou-o LAR

LIÇÃO 2 - O PAPEL DA

ESPOSA
ESPOSA

A

principal

característica de uma família não é felicidade,

filhos ou prosperidade. É

obediência à Palavra de

Deus. A felicidade e senso

de

realização

experimentados pela

família resultam dessa obediência. Os dois requisitos básicos para se ter felicidade são ouvir a

Palavra de Deus e guardá-

la.

A Esposa Como Auxiliadora

Deve se constituir motivo de grande satisfação para a

mulher, o fato dela ser o primeiro ser criado com o

propósito de completar afetuosamente a alguém, I Co

11.9. A mulher desempenha a função de auxiliadora em

vários sentidos:

  • a) Auxiliadora no sentido afetivo Isto a faz mulher dum só homem, o seu marido. Deste modo ela se entrega a ele com amor e inteireza de coração.

  • b) Auxiliadora

no

sentido

social

Deste

modo

ela

contribui no sentido de conservar a imagem do seu

marido como um homem de bem diante da igreja e da

sociedade, das quais são parte inseparável.

c) Auxiliadora no sentido administrativo Nesta área a mulher funciona como um ponto de equilíbrio entre as

receitas e despesas do lar. E com sua intuição, participa

positivamente nas decisões do marido.

  • d) Auxiliadora no sentido profissional Quando as coisas

não vão bem na área profissional, todo marido espera

encontrar na esposa o apoio necessário.

  • e) Auxiliadora no sentido espiritual Alguém disse que a

mulher representa 50% do sucesso ministerial do obreiro. A

mulher, com a sensibilidade que lhe é peculiar, auxilia espiritualmente o marido, e como passa maior tempo com os filhos, ela é responsável por quase 100% da formação espiritual dos filhos.

A Esposa Deve Ser Virtuosa

Provérbios 31. 10-31 dá todas as características da

esposa como mulher virtuosa. Segundo este texto, a mulher

cristã virtuosa deve levar uma vida moralmente sadia, honesta e de confiança à toda prova. Deve ser fiel tanto em pensamentos como nas ações. Deve portar-se de forma tal a nunca atrair propositalmente a atenção impura de outros homens, pois é fiel a seu marido. A Bíblia diz: “Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias de sua vida”.

A Esposa Ante o Relacionamento Sexual.

O

padrão de

Deus para as esposas, segundo

a

primeira carta de Paulo aos Coríntios, 7.4,5, é que o ato

sexual entre marido e esposa, é absolutamente legítimo

como coroamento do relacionamento afetivo entre ambos. É

neste aspecto que o casamento foi estabelecido com o

propósito de frear a fornicação e o adultério, I Co 7.2. deste

modo, nem o marido, nem a esposa, têm o direito de

defraudar um ao outro. Significa que não tem o direito de

evitar ou boicotar um ao outro no relacionamento sexual.

A Esposa Como Mãe e Mestra.

À mulher coube a sublime

responsabilidade de procriar e de

trazer

filhos

à

luz,

Gn

1.28.

Portanto, foi Deus quem planejou a maternidade, pois condicionou

a

mulher

biologicamente

para

este

fim. Porém,

o

sucesso

da

esposa como mãe não se

restringe

à

geração

de

filhos,

mas, sobretudo, na educação dos

mesmos. Licurgo, o célebre

jurista que deu leis a Esparta, quis dar uma lição prática sobre

a educação de filhos. Criou dois cachorros, irmãos de pai e

mãe. Um

ficou em

sua

casa, onde o alimentou com comida

abundante; o outro treinou-o na arte de caçar. Certa vez

levou ambos à praça pública. À vista de grande multidão, pôs

no chão ramos de espinhos e, entre esses, alimentos

delicados; depois, soltou uma lebre. Libertou os cães e cada

um se dirigiu para o que estava acostumado: Um para a

comida e outro foi correr atrás da lebre. Vejam! Dizia Licurgo,

estes dois cães têm a mesma descendência e origem; mas

sua criação diferente os fez encaminhar para aquilo a que foram treinados. Se assim é com os animais irracionais, imagine com os nossos filhos.

Os pais amam muito a seus filhos, a questão é que andam muito ocupados, de maneira

Os pais amam muito a seus

filhos, a questão é que

andam muito ocupados, de

maneira que não podem dar

a atenção devida.

É necessário discipliná-los. E o

que é disciplina? A palavra “disciplina” tem origem latina e significa “ensino metódico”, “ensino continuado”, “ensino

voltado para a obtenção de uma boa ordem”. “Disciplina” é palavra derivada de “docere”, que significa “ensinar” (daí, por exemplo, “corpo docente”, ou seja, corpo de professores, de

ensinadores). Logo, portanto, vemos que “disciplina” não se confunde com castigo, nem

com punição, castigo e punição

são apenas uma das formas de disciplina. A disciplina

envolve, deste modo, a ação de ensino, a ação de ensino com

método, de um ensino voltado para um objetivo. Segundo o Dicionário Teológico, disciplina é o regime de ordem imposta por força da lei, ou consentida por um pacto, ou aliança, livremente estabelecido. A correção é a essência da disciplina.

É o amor, a alma da correção, pois o Senhor Deus castiga a

todos quantos ama, e aqueles a quem toma por filhos. Nas

Sagradas Escrituras, a disciplina é uma das prerrogativas que

Jeová usa para preservar os termos da aliança que ele firmou

primeiramente com os filhos de Israel, e, mais tarde, com os

que vieram a receber a Cristo. Para que a disciplina vingue

seus objetivos, os judeus contavam com os Dez

Mandamentos e as outras legislações do Pentateuco. Na

Igreja Primitiva, havia normas congregacionais para se manter

a ordem e a decência entre os salvos, I Co 5. 1-13. Disciplinar

não é banir; é tornar o santo mais santo. Os pais não têm a

função de serem os “eternos bonzinhos”,

os “eternos saciadores de desejos”, mas devem ser aqueles

que ensinam e que, na medida do necessário, verifiquem se

está havendo o aprendizado por parte dos seus alunos, que

são, precisamente, os seus filhos. Nunca podemos retirar a

disciplina da criança, Pv 23.13, inclusive a parte da

disciplina relativa à correção, pois a correção é uma

demonstração de amor, Hb 12.6. Contudo, não devemos

confundir disciplina ou correção, com violência familiar. A

violência familiar pode vir através do uso da intimidação verbal ou não-verbal. Precisamos alertar os pais para o fato de que eles podem esconder-se atrás de textos bíblicos que falam da disciplina, mas assim mesmo estarem praticando a violência familiar, pois seu tratamento e sua conduta vão além das normas e dos princípios da Palavra de Deus.

Doze regras para se criar um filho delinqüente, de

autoria de Maria das Graças Cunha:

1. Comece desde a infância

a

dar

a

seu filho

tudo

o que

quiser. Desta maneira ele crescerá achando que o mundo

tem que dar-lhe tudo.

  • 2. Quando ele aprender palavrões ria-se dele. Isto o fará pensar que é engraçadinho e o encorajará a aprender frases “mais engraçadinhas” ainda, que mais tarde vão lhe deixar completamente sem jeito.

  • 3. Nunca lhe dê treinamento espiritual algum. Espere até que ele tenha vinte e um anos e deixe-o “decidir por si mesmo”.

  • 4. Evite o uso da palavra “errado”. Pode desenvolver nele um complexo de culpa. Isto condicionará seu filho a acreditar mais tarde quando for preso por roubar um carro, que a

sociedade está contra ele e que está sendo perseguido.

5. Apanha

tudo

que

seu

filho

deixar

espalhado:

Livros,

sapatos, roupas e brinquedos, faça tudo por ele e assim ele

se acostumará a jogar todas as responsabilidades em cima

dos outros.

6. Deixe-o ler tudo que lhe caia nas mãos. Cuide sempre que

as vasilhas, pratos, talheres e copos sejam esterilizados. Mas

deixe que sua mente se alimente de lixo. 7. Brigue com seu esposo freqüentemente na presença deles.

Deste modo, eles não ficarão chocados mais tarde quando o

lar desmoronar.

8. Dê-lhe todo o dinheiro que quiser, não permita que ele trabalhe para ganhar dinheiro; por que teria que adquirir as

coisas com a mesma dificuldade que você?

9. Satisfaça qualquer desejo de comida, bebida e conforto

que ele tenha. Veja que todos os seus desejos sensuais

sejam gratificados. A inibição dos desejos pode dar origem a

uma perniciosa frustração.

10.

Tome

partido

dele

contra

vizinhos,

professores

e

policiais. Todos eles estão de prevenção contra seu filho.

11.

E

quando

ele

estiver

seriamente

envolvido

em

dificuldades. Desculpe-se a si mesmo, dizendo: “Nunca

consegui fazer nada com ele”.

12. Prepare-se para uma vida de tristezas e sofrimento. Você está fazendo tudo para tê-la.

A Bíblia diz: “O homem insensato despreza a sua mãe”, Pv 15.20. Enquanto você está criando estes filhos insensatos, pode até ser muito querida por eles, mais tarde é

que eles irão odiá-la, pois você não teve nem amor nem

força suficiente para deter sua insensatez.

A Esposa como Dona-de-Casa.

O lar cristão é a evidência mais convincente no mundo, da realidade do Evangelho. Nele vemos pessoas vivendo um

relacionamento tão achegado e realizado, a ponto de

destacar a personalidade de cada um de seus membros. Os

quais amam e servem tanto a Deus, como também uns aos

outros; resolvem conflitos e obedecem a Deus. Mas um lar

com estas características não é mero fruto do acaso. É

resultado do esforço de cada um dos seus integrantes, e

especialmente da esposa, mãe e dona-de-casa. É a mulher

que determina o ambiente do lar. A esposa, como dona-de-

casa empenha-se na organização doméstica, fazendo com que cada coisa tenha o seu lugar, estabelecendo tempo para tudo e um planejamento a ser seguido. A mulher que deseja uma casa bem arrumada, deve ser zelosa e trabalhadora, pois uma casa bem organizada exige esforços como

qualquer realização das mais nobres. Para se ter uma idéia

da força e do esforço mostrados pela dona-de-casa no

sentido de por todas as coisas em ordem e ainda cozinhar,

lavar e passar, do começo das suas lides domésticas até à

noite quando ela vai para a cama, segundo uma enciclopédia

de curiosidades, ela tem feito tanta força, que se usada num

só momento, daria para suspender três elefantes a meio

metro de altura.

A Esposa e a Submissão ao Marido.

“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas ao

vosso próprio marido, para que também, se algum não

obedece à palavra, pelo procedimento de sua mulher

seja ganho sem palavra” I Pedro 3.1

Essa doutrinação pedrina destinava exclusivamente às mulheres cujos lares eram divididos, pois quando o

Evangelho chegou naquelas regiões, muitas mulheres se

converteram a Cristo, ao passo que os seus maridos não.

Porquanto, este texto não serve de base para que os jovens

convertidos justifiquem um namoro com os infiéis, alegando

que após o casamento ganharão seus cônjuges pelo

procedimento cristão; porque este texto doutrina as mulheres

crentes, cujos maridos ainda não obedecem à palavra, isto é,

não são convertidos; a essas mulheres ensina o apóstolo o

dever de submeterem-se aos seus próprios maridos, mesmo

que ainda os mesmos não sejam crentes; ora, se esse

ensino aplica-se às mulheres que não têm maridos crentes,

não temos dúvidas que o mesmo ensino se aplica àquelas,

cujos maridos obedecem à palavra. Porém, “ser submissa” não significa ser inferior, porque em Cristo ambos são iguais, Gl 3.28. Imaginemos duas pessoas montadas num cavalo; uma terá que inevitavelmente assumir a liderança, a fim de conduzir o animal, ainda que as duas pessoas tenham iguais

condições e capacidades, mas o cavalo não pode ser

dirigido por duas pessoas ao mesmo tempo, então a pessoa

que está atrás deve se conscientizar que as rédeas devem

estar nas mãos daquela que está na frente. Assim acontece

no lar, ainda que ambos tenham condições de liderar, por

amor à ordem, o marido deve assumir a liderança, e a

mulher que veio depois, deve lhe sujeitar por amor. É claro

que o apóstolo estabelece aqui uma regra geral, e não trata

das exceções, porque há casos em que a mulher não deve

obedecer ao seu marido, por exemplo: A história relata que

na Roma antiga, havia maridos que obrigavam as suas

esposas a prostituírem-se com interesses financeiros; neste

caso, como também em casos de relações sexuais ilícitas, a mulher crente não deve obedecer. E apesar do marido ser cabeça da mulher, como diz as Escrituras, ele não deve proceder como um mandão, como um ditador, pois no caso dele ser um cristão, ele também tem o dever de ser submisso, porque “ser submisso” é uma característica de todo cristão autêntico, sem levar em consideração o sexo,

analise os textos seguintes:

“sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus” Efésios 5.21

“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por

humildade; cada um considere os outros superiores a si

mesmo” Filipenses 2.3

Contudo, no âmbito da vida doméstica, o Senhor Deus

delineou o organograma, estabelecendo como cabeça o

homem e não a mulher. Porém sobre a submissão da

mulher o apóstolo Paulo foi além, quando disse:

“Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor” Efésios 5.22.

Por que a mulher se sujeita a Cristo ? Porque ele provou o

seu grande amor, entregando-se a si mesmo por todos nós,

Rm 5.8; nos amou primeiro, I Jo 4.19, e depois de tudo isso,

nos enviou o Espírito Santo Consolador, Jo 14.16, e nos fez

Significa que a submissão da mulher à Cristo constitui-se

numa resposta ao seu imensurável amor. De mesma forma,

se o marido deseja que sua esposa lhe obedeça, deve amar a

sua mulher como Cristo amou a igreja, e a si mesmo se

entregou por ela, Ef 5.25. A mulher crente, cujo marido não obedece à palavra, tem a grande responsabilidade de evangeliza-lo sem palavra, isto é, demonstrar uma autêntica vida cristã a fim de ganhá-lo para Cristo. Quando uma mulher se converte deve ter um procedimento tal, de forma que o seu marido nunca diga: “O Cristianismo piorou minha mulher”, muito pelo contrário, sua conduta deve levá-lo a reconhecer o seguinte: “O Cristianismo melhorou minha mulher, talvez possa fazer a mesma coisa por mim”.

Esposa Como Ideal de Beleza Feminina

“Adornos externos”

...

pelo

procedimento de sua mulher seja ganho sem

palavra, considerando a vossa vida casta em temor. O

enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no

uso de jóias de ouro, na compostura de vestes, mas o

homem encoberto no coração, no incorruptível trajo de um

espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus”

I Pedro 3.1b-4

Segundo o apóstolo Pedro, a vida casta em temor das

esposas crentes, seria melhor que qualquer mensagem

evangelística, pois é com uma vida pura que levariam os seus

esposos não crentes, a simpatizarem-se pelo cristianismo. Alguém disse que quem passou pela experiência tem muito mais vantagem do que aquele que tem apenas o argumento, porquanto o silêncio de uma vida pura persuade eficientemente, ao passo que o argumento pode falhar.

A palavra “casta” é a tradução do termo grego “agnos”, que significa “puro”. O apóstolo ensina que a mulher crente deve estar livre das influências morais corruptoras do paganismo, caracterizado pela licenciosidade sexual, e outros atos inconvenientes. Em suma, a pureza de uma mulher crente deve ser demonstrada em suas palavras, em suas atitudes, na maneira de tratar esposo e filhos, nas suas vestes, em seus ornamentos e enfeites, etc. Diz o apóstolo: “O enfeite

delas não seja o exterior” Significa que a mulher não deve se avaliar, e nem ser avaliada pelos enfeites exteriores, e sim pelas jóias imperecíveis da graça divina em seu íntimo. Porém, o apóstolo não ensina que as mulheres devem ser descuidadas em seu vestuário; o descuido e relaxamento

com a aparência, além de chamar uma atenção negativa

para si, denigre e deprecia o próprio Evangelho de Cristo, e

acima de tudo, segundo as Escrituras quem assim procede é

O apóstolo Pedro também não está proibindo as mulheres de fazerem tranças no cabelo, e nem de usaram frisos, e muito menos vestidos luxuosos, como muitos afirmam; o que o apóstolo está dizendo, é que as mulheres crentes devem evitar

a ostentação nos penteados, no uso de jóias e modo de vestir,

como se tais enfeites fossem os instrumentos com os quais

conquistariam os seus maridos para Cristo. A mulher crente

deve se trajar de tal maneira, que não chame a atenção para

os adornos ou para o seu corpo, e sim, para a sua maneira de

ser, para o seu procedimento, pureza, santidade, para um

caráter genuinamente cristão, de forma a revelar Cristo em sua

vida. O que faz a diferença na vida de uma mulher, não são os

enfeites, adereços, nem a sua maneira de vestir com uma

exagerada exibição externa, e sim Cristo, como bem expressou

Elizabet Eliot :

“O fato de ser mulher, não me faz um tipo de cristão

diferente, mas o fato de ser uma cristã, me faz um tipo de

mulher diferente”

“Adornos do interior”

“Vesti-vos com a seda da honestidade, com o linho fino da santidade e com a púrpura da castidade; assim

adornadas, Deus será o vosso amigo”.

Tertuliano

Quando uma mulher procura chamar atenção para o seu

exterior, e não para o seu interior, prova ter um caráter vazio

das virtudes cristãs, isto é, prova que não há nada de

especial em seu interior que realce a sua dignidade, por isso

procura impressionar com uma extravagante exibição

exterior. A mulher que age assim identifica-se com o

personagem que a Bíblia descreve como sendo o aferidor da

medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura, Ez 28.12, contudo sobre o conteúdo do seu interior, a Bíblia diz:

Encheu-se de violência, corrompendo a sua sabedoria, tornando-se por fim, num espanto para todos os povos, Ez

Porém, a mulher que valoriza a sua beleza interior,

identifica-se com o próprio Senhor Jesus, que a Bíblia

descreve como quem não tinha parecer nem formosura, em

quem não havia nenhuma beleza exterior para que o

desejássemos, Is 53.2; contudo, a Bíblia diz que nele habita

corporalmente toda a plenitude da divindade, Cl 2.9. Em

suma, a mulher crente deve ser moderada, não deve

exagerar nos adereços externos, a ponto de ofuscar o seu

brilho interior, mas também não deve se descuidar do seu exterior, a ponto de chamar para si uma atenção negativa; deve viver em santificação, porque a santidade é um fator determinante no equilíbrio e moderação do seu exterior; portanto a mulher crente deve ter uma sensibilidade

espiritual que seja capaz de julgar corretamente o que ela

deve, e o que não deve usar.

Devemos nos preocupar muito mais com o que é interno e

espiritual, do que com o que é apenas externo e terreno.

Conta-se que Sêneca dizia:

“Grande é aquele que usa sua louça de barro como se

ela fosse de prata; não menor é aquele que usa a sua

prata como se ela fosse uma louça de barro”.

 

O

papel

do

marido

no

lar

se

reveste

de

uma

importância sem igual, pelo fato de que, à exemplo do

Senhor, o marido exerce o papel de rei, profeta e sacerdote.

Como profeta ele é o porta-voz de Deus no lar; como

sacerdote, deve interceder pelos filhos diariamente; e como

rei,

cabe a ele exercer

autoridade e governar bem a sua

própria casa. Porém, antes de comentarmos sobre o papel

do marido no lar, estudaremos, ainda que sucintamente,

sobre os temperamentos humanos.

TEMPERAMENTOS

O nosso temperamento é herdado e congênito, e não pode ser mudado.

Pode ser controlado pelo Espírito Santo, à medida que progride a nossa

santificação e segundo os entendidos do assunto, o temperamento é

herdado 50% dos pais, 25% dos avós,18% a 19% dos bisavós, 6% dos

trisavós, leia Êx 20.5.

O estudo dos temperamentos humanos nos facilita:

  • Conhecer melhor a nós mesmos.

  • Conhecer melhor o nosso cônjuge.

  • Ser mais prudente em nosso relacionamento. Os primeiros estudos científicos do temperamento

foram feitos pelo maior médico da Antigüidade, o

médico grego Dr. Hipócrates (460 - 370 a.C.). Foram tão

bem elaborados que não sofreram mudanças até os

dias atuais.

Existem quatro tipos gerais de temperamentos:

1º) Introvertido ou melancólico. 2º) Extrovertido ou colérico.

3º) Super introvertido ou fleumático.

4º) Super extrovertido ou sangüíneo.

Eu preciso saber qual é o meu temperamento e também o da minha esposa ?
Eu preciso saber qual é o meu
temperamento e também o da
minha esposa ?

Sendo, pois, o casamento indissolúvel, se faz necessário

que haja um sincronismo entre

as

diferenças

sexuais,

emocionais,

psicológicas;

as

diferenças próprias da formação

familiar,

como

também

as

diferenças temperamentais.

Ilustrações

1.

É perfeccionista (tende a procurar defeitos nos outros).

  • 2. Quer tudo perfeito (cônjuge perfeito, filhos perfeitos, etc. Entre em conflito consigo).

  • 3. É organizado na vida e no trabalho.

  • 4. É calado.

  • 5. É muito sensível.

  • 6. É sacrificial em relação ao próximo.

  • 7. É quieto.

  • 8. É propenso à depressão, mau humor, amuado, etc.

  • 9. Facilmente se zanga, daí ter insônia.

    • 10. Tem tendência ao pessimismo.

12.Quer ver e ouvir tudo o que se passa à sua volta.

"Se não praticar a autocrítica e não viver com Cristo,

estará sempre carrancudo, tanto na face como na voz, ainda que seja uma pessoa boa de coração“.

12.Quer ver e ouvir tudo o que se passa à sua volta. "Se não praticar a

É ativo, decidido, prático, vivo, definido.

Tem espírito de liderança, às vezes é insuportável em casa, na escola, no trabalho, no lazer, em viagens, quer liderar tudo.

É apressado em tudo. É otimista. É tendente a hiperestesia (Sensibilidade excessiva e dolorosa).

Fala muito, quando deve e quando não deve. Às vezes fala quando não deve, e quando deve falar, não fala.

1-É submisso, frio, calmo, lento, passivo, parado.

2-Aprecia as artes e a natureza, flores, etc. 3-Costuma se atrasar com tudo e apressar os outros.

4-É tendente a gostar de música dolente. 5-É organizado na vida e no trabalho. 6-Costuma perder as suas coisas e culpar os outros.

7-Tem a tendência inata a ser bruto, ditador, mau, insensível e preguiçoso.

1-É submisso, frio, calmo, lento, passivo, parado. 2-Aprecia as artes e a natureza, flores, etc. 3-Costuma

1. É emocional, chora com facilidade,

 

é

afetuoso,

é

brincalhão, é alegre e animado.

 

2.

Conversa

quase

sempre

trocando

as

coisas

e

as

pessoas

3 - Dá para orador, humorista, vendedor

4- É gregário, é explosivo (dá curto-circuito). 5- É precipitado, não mede conseqüências dos atos.

6- É imprudente na vida amorosa, nas finanças, nos negócios, nos compromissos, etc. Quando se arrepende, é tarde.

7- É propenso à ira instantâneas, mas não guarda ressentimentos.

8- É propenso à perda total ou parcial a vontade por doença). 9- Se cansa facilmente, por causa da muita e constante perda de energia física, emotiva e mental.

10-Não descobre nem admira as belezas naturais, o por do sol, o canto das aves, o sorriso de uma criança, etc.

1º) - A ignorância dos temperamentos dos cônjuges resulta muitas das vezes nos chamados “Incompatibilidade de Gênios”. A propósito, pergunte ao seu cônjuge qual é o seu temperamento, e onde você precisa controlar mais ?

2º) - Não podemos julgar os outros à luz do nosso temperamento. 3º) - Não podemos confundir temperamento com:

  • a) Falta de educação, má formação social.

  • b) Disfunções orgânicas do indivíduo.

  • c) Defeitos do caráter.

1º) - A ignorância dos temperamentos dos cônjuges resulta muitas das vezes nos chamados “Incompatibilidade de

Enchei-vos do Espírito, Ef 5.18.

E o resultado será:

1º) Uma vida alegre, Ef 5.19.

2º) Uma vida de gratidão, Ef 5.20.

3º) Uma vida submissa Ef 5 21

OS DEZ MANDAMENTOS PARA O MATRIMÔNIO FELIZ

I Confiar total e completamente um no outro.

II Deixar que o amor seja o guia supremo. III Evitar dar crédito a evidências circunstanciais. IV Estar disposto a sacrifícios.

  • V Lembrar que o companheirismo começa no lar

VI Não permitir ressentimentos.

VII Levantar um altar familiar. VIII Estar pronto a perdoar e a esquecer. IX Por a vontade de Deus acima da vontade individual.

O MARIDO COMO CABEÇA DA FAMÍLIA

O marido, diz a Palavra de Deus, deve ser a cabeça do

casal, I Co 11.3, ou seja, a direção, o planejamento familiar, a

estruturação dos projetos, dos fins a ser perseguidos deve ser

de iniciativa e decisão do marido. Isto, entretanto, não quer

dizer, como têm entendido os homens brasileiros, típicos

machistas latino-americanos, que o marido deva ser um ditador

no lar, o único senhor, o dono absoluto da verdade, que pela

ameaça, pela força física e pela brutalidade domine os demais

membros da família. Em primeiro lugar, a Bíblia diz que, embora

o marido seja a cabeça da mulher, Cristo é a sua cabeça, I Co

11.3. Ora, toda e qualquer decisão, toda e qualquer autoridade

do marido está submetida a Cristo e à sua vontade. O marido é,

assim, mero despenseiro de Cristo no lar e, como tal, deve ser

achado fiel ao seu Senhor, I Co 4.1,2. Quão diferente é, pois, o

modelo bíblico do que vemos, freqüentemente, nos lares de

crentes brasileiros !

A

cabeça

do

casal

importa

em ter capacidade

intelectual, em pensar, em ter condições de dirigir os demais

membros da família. Lamentavelmente, vemos, hoje em dia, famílias desorientadas, perdidas, em que a mulher é obrigada a tomar decisões e a dar as rédeas na sua casa, porque o marido não tem juízo, não pensa, não raciocina, não se comporta como um verdadeiro "macho". Na Bíblia, o "macho"

é aquele que pensa, que projeta, que planeja, não o que

espanca, bate e usa da força bruta. Um marido que não tem

capacidade de planejamento, que não prevê todas as

hipóteses possíveis corre o risco de deixar sua família em

situação difícil, ainda que seja santo, como é o caso do profeta

cuja viúva teve de ter o socorro miraculoso de Eliseu para

superar a dificuldade por ele deixada, I Rs 4.1-7. Portanto, o

marido deve ser o provedor e protetor do lar, tanto no aspecto

material como também moral e espiritual. Na lei de Moisés há

uma determinação que demonstra que a proteção, é

responsabilidade do marido e pai, leia:

“O PARAPEITO DO LAR”

“Quando edificares uma casa nova, farás no seu telhado um

parapeito, para que não ponhas culpa de sangue na tua

casa, se alguém de alguma maneira cair dela”,

Deuteronômio 22.8

A Lei exigia a construção do parapeito em volta do terraço a fim de evitar que alguém caísse e morresse.

Embora

o

texto

seja

literal,

faremos

uso

dele,

para

ilustrarmos sobre a necessidade do parapeito moral e

espiritual, que o marido e pai deve construir na sua casa. É

bem possível que o parapeito material de sua casa esteja

sólido. Mas, e o parapeito moral e espiritual? Seria uma

calamidade um filho sofrer um acidente na sua estrutura

moral por culpa do pai! A fim de enfatizarmos sobre a

importância desse parapeito, transcrevemos a seguir, uma

estatística sobre duas famílias americanas, uma família

convertida e outra totalmente incrédula:

Um moço totalmente incrédulo, casou-se com uma

moça

incrédula.

Ambos

eram

qualquer

princípio

cristão.

A

seguinte resultado:

rebeldes e

destituídos de

sua

descendência

teve

o

1026 descendentes. 300 morreram prematuros.

  • 100 foram parar na penitenciária, condenados em média de

13 anos de reclusão.

  • 190 ingressaram no meretrício.

  • 100 foram alcoólatras.

Esta família custou ao governo americano milhões de dólares, pois mais de 60% dos seus membros sofreram as

conseqüências da incredulidade do casal tronco.

Um pastor que viveu nos tempos coloniais, autor do

conhecido sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, que comoveu o país; quando moço casou-se com uma moça crente de elevadas qualidades. E essa união teve o seguinte resultado:

  • 729 descendentes.

  • 300 foram pastores.

    • 65 foram professores de escolas secundárias.

13 foram presidentes de Universidades.

  • 60 autores de bons livros.

3 foram membros do Congresso Americano.

1 foi Vice-Presidente dos Estados Unidos. Com exceção de um neto que se desviou, nenhum outro descendente pesou negativamente no orçamento da União.

O MARIDO É O PROTETOR DO LAR

O MARIDO É O PROTETOR DO LAR

Portanto, é dever do marido, como cabeça do lar, construir

o parapeito moral e espiritual; e isso somente é possível com o

temor a Deus, amor sem reserva à família, muita dedicação,

oração e dependência espiritual, exemplo de vida, e finalmente,

com o exercício da disciplina, como preceitua a Palavra de Deus.

Caso contrário, pode ocorrer o que ocorreu com um pai que recebeu uma carta de adeus de seu filho de apenas 19 anos de idade; caso ocorrido em um hospital de São Paulo, a carta dizia:

Pai, acho que neste mundo ninguém procurou descrever

seu próprio cemitério. Não sei como meu pai vai receber este

relato, mas preciso de todas as forças enquanto é tempo. Sinto

muito, meu pai, acho que este diálogo é o último que tenho com o

senhor, sinto muito

mesmo...

Sabe, pai, está em tempo do senhor

saber a verdade de que nunca desconfiou. Vou ser breve e claro,

bastante objetivo. O tóxico me matou, travei conhecimento com

meu assassino aos 15 anos de idade. É horrível, não, pai?

Sabe como conheci essa desgraça? Por meio de um cidadão

elegantemente vestido, bem elegante mesmo, e bem falante,

que me apresentou ao meu futuro assassino: A droga. Eu tentei recusar, tentei mesmo, mas o cidadão mexeu com o meu brio, dizendo que eu não era homem. Não é preciso dizer mais nada, não é pai? Ingressei no mundo do vício. No começo foi o devaneio; depois as torturas e a escuridão. Não

fazia nada sem que o tóxico estivesse presente. Em seguida,

veio a falta de ar, o medo, as alucinações. E logo após a

euforia do pico novamente, eu me sentia mais gente do que

as outras pessoas, e o tóxico, meu amigo inseparável, sorria,

sorria. Sabe, meu pai, a gente, quando começa, acha tudo

ridículo e muito engraçado. Até Deus eu achava cômico. Hoje

no leito de um hospital reconheço que Deus é mais

importante que tudo no mundo. E que sem a sua ajuda eu

não estaria escrevendo esta carta. Pai, eu só estou com 19

anos, e sei que não tenho a menor chance de viver. É muito

tarde para mim. Mas ao senhor, meu pai, tenho um último

Pedido a fazer; mostre esta carta a todos os jovens que o

senhor conhece. Diga-lhes que em cada portão de escola,

em cada cursinho de faculdade, em qualquer lugar, há

sempre um homem elegantemente vestido e bem falante que

irá mostrar-lhes o futuro assassino e destruidor de suas

vidas e que os levará à loucura e à morte, como aconteceu

comigo. Por favor, faça isso, meu pai, antes que seja tarde

demais para eles. Perdoe-me,

pai...

Já sofri demais, perdoe-

me também por fazê-lo padecer pelas minhas loucuras. Adeus, meu pai Algum tempo após escrever esta carta, o jovem morreu.

CRISTÃO

OS DEZ MANDAMENTOS PARA O PAI

I Não considerarás nenhum outro grupo mais importante do que

a tua família e a ela serás fiel em todas as circunstâncias. II Ensinarás aos teus filhos a amar, respeitar e obedecer. III Serás um esposo atencioso e dedicado.. IV Não falarás de modo impróprio a um cristão. V Farás do domingo um dia separado para Deus. VI Providenciarás o bem básico e espiritual para sua família. VII Promoverás e dirigirás o culto doméstico no lar. VIII Serás honesto em todo o procedimento. IX Respeitarás os desejos e a liberdade individual dos seus. X Serás o chefe da família guiando-a com amor e temor de Deus

O MARIDO COMO O

AMADO DA ESPOSA

“O é um fogo que

arde sem se ver.”

Luiz de Camões

“O

amor

é

o

solo onde crescem

todas

as

demais

virtudes espirituais, o solo no qual surgem e se desenvolvem.

Dr. Champlin

Depois de Deus, o grande amor da vida de um homem deve ser sua esposa. O amor do marido pela esposa deve

ultrapassar todos os limites humanos, pois o verdadeiro amor do marido é de origem sobrenatural. É o amor “Ágape”, amor divino, Ef 5.25. Amor incondicional, voluntário, sacrificial e profundo. O

amor é a energia que vitaliza todos os elementos inerentes à vida

conjugal. Sem ele, a morte tem penetração até mesmo no mais

ínfimo detalhe da vida de um casal.

ORAÇÃO DOS DOIS

Pai e filho preparavam-se para dormir. O

menino, ajoelhado junto a seu pai, disse com voz

Depois de Deus, o grande amor da vida de um homem deve ser sua esposa. O

terna e fé viva: Deus santo, faze que eu seja

bom como meu pai, forte e sábio como ele. Peço

por Cristo, nosso amado Senhor. Amém. Assim

que o filho adormeceu, o pai se ajoelhou junto à

caminha e orou com sincera contrição e

comovido até à alma: Deus Pai, faze-me como

meu filho, puro e inocente e dá-me uma fé

simples como a dele. Por Cristo, Amém.

explodirá. Indeciso : nunca toma decisões, não sei, etc. Crítico : em tudo vê algo errado.
explodirá. Indeciso : nunca toma decisões, não sei, etc. Crítico : em tudo vê algo errado.
explodirá. Indeciso : nunca toma decisões, não sei, etc. Crítico : em tudo vê algo errado.

explodirá.

Indeciso: nunca toma decisões, não sei, etc.

Crítico: em tudo vê algo errado.

Explosivo: estopim curto, nunca se sabe quando

  • Preguiçoso: não trabalha.

  • Silencioso: não se comunica no lar, massacra com silêncio.

  • Desequilibrado: um dia está para cima, outro para baixo.

  • Insensível: nada lhe toca, não tem percepção, é frio.

  • Teimoso: nunca admite o erro.

  • Brincalhão: não leva nada a sério.

  • Liberal: não há doutrinas, nem disciplina

  • Negligente: negligencia a responsabilidade.

  • Ciumento: (sem causa) é imaturo, desconfiado, inseguro.

  • Camaleão: se comporta conforme o ambiente:

  • Democrático: toma decisões baseado em votações.

  • Ditador: manda sozinho, sem ouvir a opinião da esposa.

  • Hipócrita: fala bem da esposa e filhos na ausência, mas é hostil, calado e briguento na presença.

TIPOS DE MARIDOS IDEAIS

  • Amoroso.

  • Compreensivo.

  • Perdoador.

  • É convertido.

  • Romântico.

Sincero.

Cavalheiro.

Trabalhador.

Honesto.

Fiel.

Protetor.

Provedor. Que nota sua esposa lhe daria como marido ? De 0 a 10.

LIÇÃO 4

Pais e Filhos

Cuidar de Filhos é Cuidar de Vidas que Pertencem a Deus

Se Deus quisesse, Ele, que é Onipotente, poderia ter

feito o homem de modo diferente. Poderia ter criado uma

árvore que gerasse seres humanos; poderia ter feito aparecer

o homem dizendo apenas: Faça-se! Mas não foi assim. ? E

por que não foi assim? Porque, sendo o homem imagem e

semelhança de Deus, Ele quis que o ser criado participasse

diretamente da procriação de novos seres, dando-lhes, no

corpo, instrumentos maravilhosos, que são as glândulas, os órgãos e o instinto sexual. A procriação, portanto, é a continuação do ato criador de Deus, através do homem. Para

tanto, o Senhor dotou o homem de capacidade procriadora, e instituiu o matrimônio e a família, objetivando a legitimação desse processo complexo, de significado transcendental.

“Frutificai e multiplicai-vos”, Gn 1. 27,28, foi a ordem de Deus ao primeiro casal. Essa ordem não foi dada a solteiros, mas a

um casal. O uso dos órgãos sexuais, na união dos corpos, é

privativo dos casados, no plano de Deus. Fora do casamento,

qualquer relação sexual é ilegítima, é clandestina, é pecado. Na previsão de Deus, a procriação seria efetivada na união conjugal, sem as dores excessivas do parto. Mas, com a queda, o Senhor disse à mulher: “Com dor terás filhos”, Gn 3.16. ainda assim, como um estímulo à ação procriadora de

Deus, Ele colocou na união sexual o prazer, desfrutado pelo

casal, no leito conjugal. A procriação é algo sublime e

maravilhoso. Se o homem pensasse profundamente nisso, ante os insondáveis propósitos de Deus, ficaria feliz e orgulhoso de ser agente de tão grande processo, originado na mente infinita do Criador. O salmista teve essa visão, dada pelo Espírito Santo. Ele, assim se expressou, pensando na procriação:

...

Entreteceste-me

no ventre da minha mãe. Eu te

louvarei porque de um modo terrível, e tão maravilhosos fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha

alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram

encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido

como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o

meu corpo ainda informe

...

Salmos 139. 13-16.

Que grande revelação!

O homem de Deus recebeu o entendimento de coisa tão

profunda, muito antes de haver a ciência penetrado

nos

arcanos do corpo humano. Ele compreendeu que foi “entretecido no ventre” de sua mãe. Viu que isso não era comum nem simples, mas que a formação do ser humano, no ventre, é de um modo terrível, e tão maravilhoso.

A ciência, com permissão de Deus, já descobriu como se passa grande parte desse “modo terrível” e maravilhoso. Resumidamente, desejamos registrar aqui o que aprendemos

nos livros sobre concepção, e veremos que a Bíblia tem

razão, quando usa termos tão elevados para descrevê-la.

Como se sabe, cada mês, num dos ovários da mulher, um

óvulo se desenvolve e cresce. Ele tem cerca de um milésimo

de milímetro de diâmetro. Catorze dias depois, o óvulo é

lançado numa das “Trompas de Falópio”, que é uma espécie de condutor que vai até o útero. A viagem dura de dois a sete dias. A trompa de Falópio se movimenta, levando o óvulo em direção ao útero. Se, dentro de 12 a 24 horas, o óvulo encontrar um espermatozóide, será fecundado; se não, se

degenerará. Enquanto isso, o útero se prepara para receber

o óvulo fecundado, que se chama ovo. Na relação sexual, o

órgão masculino lança os espermatozóides em direção ao

útero da mulher. São cerca de 200.000.000, contudo,

somente um vai penetrar no óvulo para fecundá-lo. O

espermatozóide vai até a trompa, ali, pode esperar pelo

óvulo até dois dias. Se não o encontrar, morre. Encontrando-

o, penetra no óvulo, formando o ovo.

“Um só entre milhões!” Por que este em vez de qualquer outro? É impossível saber. A ciência ignora também. Nenhum olho humano viu um espermatozóide penetrar no óvulo. Mas os olhos de Deus viram o meu corpo ainda informe. Quando o espermatozóide penetra no óvulo, o seu

núcleo se funde com o núcleo do óvulo. Nasce a primeira

célula de um novo ser humano! Três horas depois da

fecundação, o ovo começa a se dividir, caminhando para o

útero. Era uma célula; agora são duas; depois quatro; oito,

dezesseis, e assim por

diante...

Chegando ao útero, o ovo

se liga à mucosa uterina. Nela penetra, fazendo um

verdadeiro “ninho”, onde se desenvolverá durante nove meses, alimentando-se e crescendo.

A vida e a estrutura de um homem ou de uma mulher estão definidas no lugar no lugar sagrado do útero materno: ”No oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra”. Com menos de dois milímetros, pesando um grama, ali está uma pessoa, um ser vivo, criado por Deus. A prática do

aborto, segundo entendemos pela Bíblia, é um crime hediondo,

um assassinato, pois, logo cedo, no útero, após a fecundação,

surge a primeira célula de uma pessoa, com seus caracteres

definidos, desde a estrutura interna, os ossos, os tecidos, até a cor e ondulação dos cabelos, e a cor dos olhos! O homem, principalmente, o servo de Deus, deve, então, sentir-se em um nível superior, por saber que pode contribuir para o surgimento de uma nova vida, um ser humano, que não existia antes. No

ato da procriação, o homem torna-se um co-participante da

obra criadora de Deus.

As Primeiras Doze Semanas de Vida.

Dezoito

dias

O coração

circulatórios próprios.

bate e bombeia

sangue por vasos

Cinco Semanas Aparecem o nariz a as bochechas; há indícios dos dedos.

Seis semanas Principia a funcionar o sistema nervoso.

Esboça-se o esqueleto; os rins, o estômago e o fígado começam

a trabalhar.

Sete semanas A criança ainda por nascer emite as suas próprias ondas cerebrais. O bebezinho tem já todos os seus

órgãos externos e internos. Apresenta uma face, olhos, nariz,

lábios e língua.

Nove e dez semanas Funcionam as glândulas tiróide e supra- renal. O bebê pode piscar os olhos, engolir e reagir a sons fortes.

Dez semanas A criança por nascer tem basicamente tudo que se pode achar na recém-nascida.

Doze semanas As impressões digitais acham-se completamente formadas; manter-se-ão inalteráveis pelo

resto da vida, a não ser pelo tamanho. O menino ou menina

tem já uns dez centímetros e pesa cerca de 29 gramas. Para

esta pequena criança tudo quanto agora resta é crescer, se

não for vítima de um aborto.

Para

ilustrar

a

gravidade

da

prática

do

aborto,

reproduzimos a seguir um “Diário de uma criança que não

chegou a nascer”

5 de outubro: Hoje iniciou minha vida. Papai e mamãe ainda não sabem. Sou menor do que uma cabeça de alfinete e,

mesmo assim, já sou um ser independente. Todas as minhas

características físicas e espirituais já estão determinadas.

Terei, por exemplo, os olhos do meu pai e os cabelos

louros e ondulados de minha mãe. Também isto está decidido: serei menina.

19 de outubro Meus primeiros vasos sangüíneos, minhas veias, são formadas. Como meus órgãos ainda não estão completos, mamãe ainda precisa sustentar-me

com seu metabolismo. Quando tiver nascida, somente

vou precisar do seu leite por algum tempo.

23 de outubro Minha boca está se formando. Daqui a um ano já vou sorrir quando meus pais se debruçarem sobre

meu berço. Minha primeira palavra será

“mamãe”...

A

afirmação de que ainda não sou uma pessoa, mas

somente parte do corpo de minha mãe, é realmente

ridícula! Não tenho, nem ao menos, o mesmo grupo

sangüíneo dela.

25

de

outubro

Meu coração começou a

bater. Ele

executará sua tarefa, sem descanso, até ao final de

minha vida. É uma grande maravilha!

2 de novembro Meus braços e minhas pernas começam a crescer; mas até ficarem totalmente completos e

utilizáveis, ainda vai passar um bom tempo, mesmo

após o meu nascimento.

12 de novembro Agora começam a nascer os meus dedos. Com eles vou conquistar meu mundo e firmar

amizade com outras pessoas.

20 de novembro Hoje o médico disse à minha mãe que ela me leva debaixo do seu coração. Como deve ser

grande sua alegria!

25 de novembro Agora já se poderia ver que vou ser menina. Certamente meus pais estão pensando como

vão me chamar. Ah! Se eu pudesse saber.

28 de novembro todos os meus órgãos estão completos. Fiquei muito maior.

10 de dezembro Estão nascendo meus cabelos e minhas sobrancelhas. Como minha mãe ficará feliz com sua

filhinha loura!

13 de dezembro Logo vou poder ver. Meus olhos somente estão fechados porque minhas pálpebras estão presas. Luz, cores, flores tudo deve ser maravilhoso! O

que mais me deixa feliz é que vou ver minha

mãe...

Se

não demorasse tanto! Ainda faltam mais de 6 meses...!

24 de dezembro Meu coração está completo. Dizem que há bebês que já nascem com o coração doente. Então

são feitos enormes esforços para salvá-los, por meio de operações. Graças a Deus, meu coração é perfeito, vou ser muito forte. Todos vão ficar felizes. 28 de dezembro Hoje minha mãe me matou!

Foi interrompido o maior projeto divino, a

vida. Inúmeras realizações não serão mais

realizadas. O sonho terminou. Não se sabe

quantos benefícios essa mãe furtou da humanidade, com este ato cruel e desumano.

A criança, ser humano em desenvolvimento,

necessita ser formada e moldada para, ao atingir a idade

adulta, poder cumprir os sublimes propósitos divinos

estabelecidos para o homem. Deus criou a família,

exatamente, para que haja esta formação e

desenvolvimento. A família é o ambiente em que a criança

deve ter a máxima valorização, pois, de certo modo, uma

das razões de ser da instituição familiar é a própria geração

e formação das crianças para a perpetuidade da espécie humana na Terra. Já vimos, na lição anterior, que os pais

têm uma autoridade dada por Deus na família, autoridade

esta que, como toda autoridade humana, é uma verdadeira

mordomia, ou seja, os pais recebem, da parte de Deus,

uma responsabilidade, algo que os juristas denominam de “poder-dever”.

Além dos pais serem co-participantes do ato criador de

Deus, são eles também responsáveis por educá-los, exercendo

uma posição de superioridade em relação aos filhos, os quais,

devem obedecer aos seus pais e lhes devotarem honra, não é

menos verdadeiro que, em correspondência a esta honra e

submissão, os pais, também, assumem compromissos diante

dos filhos e, o que é muito mais relevante, diante de Deus, uma

vez que terão de educar, sustentar (material e espiritualmente)

seus filhos até que eles próprios formem novas famílias,

consoante a própria determinação divina expressa em Gn 2.24.

Os pais cristãos precisam ter como base para o relacionamento

com os seus filhos, o próprio relacionamento que Deus, como

Pai celestial, mantém com os seus filhos espirituais. A Bíblia

demonstra que o relacionamento entre Deus e os primeiros pais

era um relacionamento marcado por algumas características,

que podemos aqui salientar, visto que tais características devem

estar presentes em toda relação entre pais e filhos, a saber:

“BÊNÇÃO” A primeira atitude divina em relação ao homem, após a criação, relatada nas Escrituras é a bênção, Gn

1.27,28. Assim como o primeiro

casal

foi

de

imediato,

abençoado por Deus, temos hoje, o costume dos noivos comparecerem no altar a fim de receberem a bênção de Deus para o seu enlace nupcial; contudo, não podemos esquecer

que os filhos também são bênçãos que Deus concede aos

pais, e os pais, enquanto verdadeiros instrumentos divinos

para a formação deste novo ser, devem, antes de tudo,

abençoar seus filhos. Os pais são abençoados para serem

abençoadores. Este, aliás, o sentido do velho costume de os

filhos pedirem a bênção de seus pais, costume este que,

lamentavelmente, é, hoje, raríssimo, mesmo no meio do povo

de Deus. A palavra hebraica usada no Velho Testamento para

bênção é uma das mais importantes da Bíblia. Ela é usada

cerca de 640 vezes no Antigo Testamento. Na vida da família

judaica, os filhos levavam muito a sério o fato de serem

abençoados pelos seus pais; Abraão pronunciou bênção para

seu filho Isaque. Isaque pronunciou bênção para seu filho

Jacó. Jacó pronunciou bênção para seus filhos. É bom que se

diga que palavras negativas podem destruir os filhos

emocionalmente. No costume judaico, antes que as crianças

aprendam a andar, elas são levadas nos braços pelos seus

pais, aos sábados e nos dias santos, para receberem a sua

bênção. Quando já sabem andar, devem ir de vontade própria

com o corpo inclinado e a cabeça baixa e receber a bênção.

Desde os tempos do Antigo Testamento até os nossos dias, a

bênção tem sido uma dádiva importante oferecida às crianças

judaicas. Na realidade, ela é um dever dos pais para com os

filhos. “INSTRUÇÃO” Deus jamais castigou ou puniu o homem sem antes lhe ensinar o que deveria fazer. Vemos que as primeiras palavras que Deus dirigiu aos seres humanos foram palavras de orientação, foram prescrições de regras, com indicação das conseqüências pela sua inobservância, Gn 1. 26,28-30; 2.16,17. Ser pai é ser modelo. Permita-se admitir

Permita-se admitir estar errado, quando falhar na presença dos filhos. Eles precisam de “PAIS HUMANOS” e saber que “ERRAR É HUMANO”. Não se mostre onipotente na presença

dos filhos. Eles precisam de pais ao alcance, e não de ídolos distantes. Permita-se dizer “NÃO SEI”, em vez de dizer: “agora

não tenho tempo, ou não posso, ou pergunte

para...

Com

certeza eles ficarão mais felizes por ter um pai ao alcance de

seu conhecimento, “um pai presente”. Não desrespeite “NORMAS” na presença de seus filhos, pois eles vão aprimorar os erros vistos nos pais. “LIBERDADE COM RESPONSABILIDADE” Quando Deus prescreveu ordens e regras para o primeiro casal, fê-lo de forma a garantir a liberdade para o casal primordial. “De toda a árvore do jardim, comerás livremente”, Gn 2.16b, disse o Senhor, garantindo, assim, que os nossos primeiros pais teriam

o livre-arbítrio, ou seja, o poder de escolher entre obedecer, ou

não, ao Senhor.

Assim, os pais devem, também, relacionar-se com seus filhos de modo a preservar-lhes a liberdade. Deus nunca foi um ditador ou um tirano cruel e os pais não devem se comportar desta maneira com relação a seus filhos. Entretanto, liberdade não se confunde com libertinagem. “CUIDADO CONTÍNUO” Deus não criou o primeiro casal e o deixou à própria sorte. Muito pelo contrário, Deus tratou de criar condições para que o casal cumprisse com o papel a ele destinado. Deus fez um jardim no Éden e nele colocou o homem, havendo, no jardim, todo o necessário para a sobrevivência com qualidade do ser humano, Gn 2.8-14. Os pais, também, não devem, simplesmente, gerar os filhos e deixá-los à própria sorte, na escola do “Deus te crie” ou, como dizem outros, na “escola da vida”, mas devem criar as condições para que as crianças possam se desenvolver e se formar como homens e mulheres de caráter e de habilidades mínimas para viverem em sociedade. Os pais devem criar o “jardim” no qual, os filhos possam se tornar

fisicamente sadios, onde também possam se tornar adultos com

virtudes espirituais e morais. “INTERESSE E ACOMPANHAMENTO”

Deus

não

se

contentou, apenas, em criar condições para que o casal

primordial vivesse

bem,

mas

também,

diariamente,

ia

ao

encontro do casal, para com ele dialogar, Gn 3.8, permitindo

aos nossos primeiros pais que apresentassem suas dúvidas,

angústias, desejos. Deus, dia após dia, fazia o

acompanhamento do casal primordial e se colocava

à

sua

disposição

para

todo

e

qualquer

assunto, orientando-os,

ensinando-lhes e aprofundando a comunhão que existia entre o

Criador e

suas mais sublimes criaturas terrenas. Os pais,

também, devem se apresentar, diariamente, a seus filhos,

mostrando interesse, companheirismo e elucidando todas e

quaisquer questões que se apresentem ao longo da vida. É

interessante que os pais estejam sempre atentos ao

comportamento dos seus filhos, a fim de evitar desvios de rota.

Foi devido ao interesse e acompanhamento que Deus detectou

o problema, antes mesmo que o homem dele tomasse

consciência, pois, viu Deus que não era bom que o homem

estivesse só, Gn 2.18, criou, desta forma, uma estratégia para

solucioná-lo. “ENSINO PRÁTICO” Deus, apesar de ser onipotente, não é

um ser que prive o homem de iniciativas e de ações em geral.

No episódio da criação da mulher e da família, Deus, embora

tenha previsto o problema, não trouxe, de imediato, a solução,

nem impediu que o homem solitário, por si só, entendesse a

problemática e tirasse importantes lições a respeito dela. Ao

ver que o homem estava solitário, o Senhor fê-lo saber, em

primeiro lugar, que tinha inteligência, algo que mostrou de

forma prática, pois fez o homem nomear todos os animais, Gn

2.19,20. O homem, assim, percebeu sua importância na ordem da criação, sua inteligência e, simultaneamente, conscientizou- se de que estava solitário. Só, então, Deus providenciou o aparecimento da mulher e da família, Gn 2.21.

Com esta atitude, Deus nos mostra que os pais não devem

fazer tudo para seus filhos, mas, sempre sob sua

orientação, permitir que os filhos, paulatinamente, através

de ações próprias, venham a adquirir independência e

façam o que está ao seu alcance. É um grave erro a super

proteção que caracteriza a educação de certas famílias,

que cria homens e mulheres dependentes, sem iniciativa.

Deus nunca faz aquilo que o homem pode fazer. O

treinamento da criança no processo de educação deve responder a três importantes perguntas:

1. A criança deve fazer isso? (uma questão de valor)

  • 2. A criança pode fazer isso? (uma questão de competência)

  • 3. A criança quer fazer isso? (uma questão de motivação). O ensino jamais deve faltar na família. Verdade é que, à

medida que os filhos vão crescendo e adquirindo

independência, a

intervenção dos pais vai diminuindo, mas jamais os pais

deixarão de ser mestres dos seus filhos. Até à hora da morte,

os pais têm algo a ensinar a seus filhos, como se vê nas

Escrituras, como nos casos de Jacó, Gn 49 e Davi, I Rs 2.1-

11.

A Mordomia do Lar

Definição:

Mordomo Mor “maior” Domo “da casa” = Administrador

As finanças em muitos lares tem sido um cavalo de batalha. O

controle financeiro proporciona bem-estar na família.

1. Ponto Básicos:

a)

Ter

uma

concepção

bíblica

sobre

o

dinheiro,

Mt

Ser dizimista, Ml 3.10; Ag 1. 6-11.

Investir no Reino de Deus (missões), I Rs 17. 8-16.

  • b) Ter habilidade para fazer orçamento, Ex 16. 17,18.

  • c) Não permitir disperdício, Jo 6.12.

  • d) Saber aplicar a sobra, Lc 19.23.

  • e) Evitar tomar empréstimo, Dt 15.6; Rm 13.8. Para comprar itens supérfluos. Para comprar itens que desvalorizam

  • f) Antes de comprar qualquer coisa, pense:

O que, por que, quando, onde e como comprar?

Não esqueça da ordem de prioridades domésticas.

  • g) Manter as despesas sempre abaixo da receita familiar.

Não gastar por conta do dinheiro que ainda não recebeu.

  • h) Procurar viver de acordo com o seu poder aquisitivo, Pv

13.7; Hb 13.5; I Tm 6.8.

  • i) Saber usar economicamente os seguintes itens:

Alimentos

Sabão Sabonete Creme dental

Shampoo Creme de barbear

Papel higiênico

Energia

Telefone Água, etc. etc.

Introdução

A família foi a primeira instituição criada por Deus para os

homens, pois, sem ela, não poderia haver o cumprimento de

todas as tarefas atribuídas ao homem pelo Senhor. Antes da

queda, era a única instituição necessária para que houvesse a

plenitude de vida ao homem. Entretanto, depois da queda, diante

da necessidade da salvação do homem, Deus iniciou o Seu

plano, existente desde antes da fundação do mundo, Ap 13.8,

para o resgate do homem, plano este que contemplava um

grande mistério: a Igreja, que seria uma nova instituição, destinada a reunir, novamente, os homens com Deus, Ef 3. 9,10.

Ora, ambas as instituições foram criadas por Deus e cada uma tem um propósito diverso: a família, como vimos na lição

anterior, busca conceder os meios para que o homem cumpra o

seu papel nesta terra; a Igreja é uma reunião dos salvos para

pregar o evangelho, atingir a perfeição espiritual e perseverar até

o fim, a fim de alcançar a glorificação do corpo. Deste modo,

vemos que a família e a Igreja têm objetivos distintos, mas que

se interdependem, pois não pode um salvo cumprir sua tarefa na

Igreja sem fazê-lo dentro de sua família.

A FAMÍLIA COOPERANDO COM A IGREJA

A família exerce um papel primordial para a

vida da igreja local. Como bem afirmou a verdade

prática desta lição, é impossível que surja alguma

igreja sem família, daí porque ser fundamental que a

família colabore e coopere para a igreja, inclusive

porque, sem a família, a igreja simplesmente não

existirá. É neste passo, portanto, que devemos

repudiar, com veemência, práticas religiosas que têm

como finalidade a exclusão do integrante do grupo

social religioso do seu convívio familiar. Alguns têm

defendido esta prática com base numa distorcida

interpretação da passagem de Lc 14.26, segundo a

qual, a vida cristã estaria em contradição com a vida

familiar, o que, entretanto, não é verdade.

O texto nada mais fala senão que devemos dar

prioridade a Deus sobre todas as coisas, mas jamais

diz que a condição para que alguém sirva a Jesus é

a de abandonar a sua família, tanto que o texto fala

em aborrecer familiares e a si mesmo. Seguindo o

raciocínio destas pessoas, então, para se servir a

Jesus, era preciso se suicidar ou odiar a si mesmo?

Claro que não! A família, portanto, simplesmente por

existir, já está contribuindo para o êxito da igreja

local, já que sua existência permite que haja igrejas

locais. Sem a família, a igreja, simplesmente, não

existirá e não poderá cumprir o seu papel. Eis um

dos mais importantes motivos para que o diabo

tente destruir as famílias, pois, em as destruindo, estará atingindo, de modo fatal, as igrejas locais.

A primeira cooperação que a família pode dar à

igreja é a de ser um lar onde o fogo do Espírito

Santo nunca se apague, o de ser um altar dedicado a

Deus. É por isso que Josué podia dizer que, ainda

que os demais israelitas escolhessem servir a outros

deuses, sua casa continuaria servindo ao Senhor, Js

24.15 e porque a igreja não sucumbiu quando

ocorreu a primeira grande perseguição, que

procurou isolar os apóstolos do restante dos

crentes. A força da igreja não pode estar na sua

liderança, no seu governo, mas em cada família que

a compõe. A segunda forma de cooperação da

família com a igreja local é o bom testemunho,

pratica de boas obras que farão com que os homens

A importância do testemunho é tanta que a Bíblia Sagrada

diz que o testemunho do crente entre os seus familiares

que não são crentes é fundamental para a salvação dos

demais integrantes da família, I Co 7.16; I Pe 3.1. Se um

integrante da família tem este poder e autoridade, que

dizer de uma família inteira? A família de Filipe era uma

referência na igreja de Cesaréia, At 21.8,9, com certeza, a

fonte de autoridade de seu ministério ali, como, via de

regra, deve ser a família de todo obreiro, I Tm 3. 4,5. A

terceira forma de cooperação da família com a igreja local é a educação doutrinário-religiosa dos integrantes da família, mais precisamente, dos filhos pelos pais ou, então, dos integrantes crentes mais antigos em relação aos novos convertidos. A família deve, também, transmitir

a Palavra de Deus às crianças e aos jovens e adultos

neoconversos, de modo a incutir-lhes a vontade de Deus

através das Sagradas Escrituras.

Esta é uma atividade que é, precipuamente, da família,

que não poderá ser, em absoluto, substituída por

qualquer departamento ou segmento da igreja local, Dt 6.6-9. A quarta forma de cooperação da família com a igreja local é a sua presença regular nas reuniões e atividades da igreja. Sem que a família participe das atividades e reuniões da igreja local, não há como a

igreja, que é formada de famílias, poder cumprir o seu

propósito de evangelização e de aperfeiçoamento

espiritual dos crentes. É preciso que a família participe

ativamente de todas as reuniões e atividades da igreja

local. É importante salientar que os cultos promovidos

pelo departamento da mocidade, deve ter a participação

dos pais e vice-versa. Um bom modelo a ser seguido é,

precisamente, o da Escola Bíblica Dominical, onde,

apesar do respeito às especificidades de cada faixa

etária e de gênero, as famílias não são repartidas nem

desunidas na igreja local.

A quinta forma de cooperação da família com a igreja local é a contribuição financeira. A igreja, como sabemos, enquanto organização, é uma pessoa jurídica e, como tal, depende de recursos materiais para a sua subsistência. Como ensina conhecido líder das Assembléias de Deus no Brasil, “Deus é o dono da prata e do ouro, prata e ouro que colocou no bolso dos crentes”. Por isso, é indispensável que, na organização do orçamento familiar, as famílias participantes da igreja local não se esqueçam de providenciar recursos para a igreja, seja através do dízimo, seja através de contribuições voluntárias, seja, ainda, através da participação da ajuda aos necessitados do apoio

econômico-financeiro da igreja local. Aliás, é desta

contribuição que dependerá a própria realização de uma

das tarefas da igreja local, que é a assistência social.

A sexta forma de cooperação da família com a igreja local

está na abertura de espaço do lar para a evangelização.

As famílias devem abrir suas portas para que a igreja

efetue seu trabalho de evangelização e de discipulado e

integração dos novos convertidos. Na medida do

possível e dentro das possibilidades de cada casa,

devem os familiares colaborar com o trabalho de

evangelização da igreja local, disponibilizando seus lares

para a realização de cultos de pregação da Palavra de

Deus, como também para a realização de reuniões de

oração e de estudo da Palavra de Deus, sempre sob a

supervisão e coordenação da liderança da igreja. Muitas

vezes, em virtude das dificuldades trazidas pelo trabalho

de cada um, pela própria distância de certas áreas do

templo da igreja local ou outras dificuldades, torna-se

impossível a freqüência de determinado segmento da

igreja a algumas reuniões da igreja local.

As famílias devem estar sensíveis a isto e se colocar à

disposição para suprimento destas deficiências, visando,

sempre, o crescimento da igreja local, tanto na

quantidade, quanto na qualidade. A sétima forma de

cooperação da família com a igreja local está na

hospitalidade. As famílias devem abrir suas portas para hospedar visitantes e convidados de outras

comunidades quando da realização de grandes reuniões e festividades na igreja local. Sabemos que os dias são trabalhosos e, mormente nas grandes cidades,

impregnadas de violência e criminalidade, a prática da

hospitalidade tem exigido um critério cada vez mais

rigoroso e, não raro, passa a ser algo totalmente

inexistente no nosso meio. Entretanto, cabe às famílias,

com prudência, promover esta atividade, que muito

contribuirá para o bem-estar dos domésticos da fé e para

a própria qualidade do trabalho que estará se

desenvolvendo.

A IGREJA COOPERANDO COM A FAMÍLIA

A primeira forma de cooperação da igreja com a

família é a consideração da sua estrutura familiar.

Jamais a igreja local poderá tomar qualquer atitude,

qualquer medida sem levar em conta o que isto

representará para as famílias de que se compõe. A liderança da igreja deve sempre, em seu planejamento, ter como fator relevante de toda e qualquer medida a ser tomada qual o efeito, qual a repercussão que se terá na vida familiar de cada membro esta, ou aquela,

providência. Não pode a liderança levar em conta os laços e relacionamentos familiares, desprezando a Palavra de Deus, mas nunca poderá ser negligente a

ponto de não avaliar quais as conseqüências que se

lançarão sobre as famílias uma certa ação.

Paulo, nas saudações de suas epístolas, sempre

menciona famílias e casas, a indicar que sempre levava

em conta este aspecto no seu ministério. A segunda

forma de cooperação da igreja com a família é a oração.

A igreja local é formada por justos e a Bíblia nos ensina

que a oração do justo pode muito em seus efeitos, Tg

5.16. Faz-se necessário que a igreja local ore

continuamente pelas famílias, peça a Deus discernimento

para a solução dos problemas familiares bem como identifique os dardos inflamados que o inimigo tem lançado sobre as famílias da igreja local. Outrossim, a igreja deve, sempre, despertar nos crentes um desejo e um hábito de oração, pois, sem a oração familiar, não há

como a família subsistir e famílias que não oram forma

uma igreja que não ora. A terceira forma de cooperação

da igreja com a família é o aconselhamento.

A igreja local deve ter pessoas preparadas para

aconselhar os integrantes das famílias, pessoas idôneas, dotadas de conhecimento e graça de Deus, que sejam referências para promoção de aconselhamento a casais, em suas dificuldades conjugais; a pais e filhos, nos problemas oriundos do conflito de gerações; aos jovens,

no tocante a namoro e noivado. A liderança da igreja

deve estar bem assessorada por homens e mulheres de

Deus que possam servir de conselheiros a estas

pessoas, pois, como nos ensina Salomão, na multidão

dos conselheiros, tanto há segurança quanto os projetos

se confirmarão, Pv 11.14; 15.22. Lamentavelmente, nos

nossos dias, temos muitos mexeriqueiros, mas

pouquíssimos conselheiros. A quarta forma de

cooperação da igreja com a família é a visita. Dissemos

que cada família deve ser um altar dedicado ao Senhor,

deve ser o início da igreja, pois, como ensina um grande

líder das Assembléias de Deus, a

igreja não começa na porta do templo, mas na casa de

cada um de nós. Se a família é uma extensão da igreja

local, não pode ficar à mercê da igreja, deve ser,

constantemente, visitada pela igreja local, a fim de que

sejam aumentados os laços da família com a igreja, bem

como se crie um efetivo comprometimento da família com

a obra de Deus. Notadamente as famílias necessitadas e

que estão sob acompanhamento devem ser alvo de

visitas por parte da liderança da igreja local, a fim de que

o trabalho que está sendo realizado seja verificado “in loco”. A quinta forma de cooperação da igreja com a família é o ensino do modelo bíblico de família,

promovendo dentro das possibilidades, seminários,

palestras para adolescentes e jovens, reuniões especiais

para a família, encontro de casais, etc. A sexta forma de

cooperação da igreja com a família é a preservação da

sua intimidade. É imperioso, fundamental que os

assuntos e temas familiares sejam tratados com

sigilo, com respeito à intimidade de seus integrantes, sem exposição, constrangimento ou

vexame perante a igreja local e perante a

sociedade como um todo. Recentemente, lemos

uma entrevista de uma filha de pastor que estava

extremamente ressentida com a igreja,

precisamente porque, segundo ela, tratam a

família do dirigente da igreja local não como um

exemplo, mas como uma vitrine que deve estar à

exposição contínua dos membros. Sem dúvida alguma este tem sido o comportamento de

muitos nas igrejas locais, com os quais não

podemos concordar.

CONCLUSÃO

Como

vimos,

não

igreja

da

família,

nem

podemos

separar

a

esta

daquela; ambas

fazem parte do grande projeto de Deus para a humanidade. A Igreja é um somatório de família,

porque não dizer, a Igreja é uma família

ampliada, mas a família é uma igreja em

miniatura. Portanto, convém que as nossas

famílias sejam sólidas, unidas e espirituais;

porque, assim sendo, nossas igrejas também

serão sólidas, unidas e espirituais.

A COMUNICAÇÃO NO LAR

Textos: Tg 3.5-11; I Pe 3.10; I Co 1.10

Dois tipos de Comunicação:

Negativa, Tg 3.10; Tg 3.5.

Benefícios da Comunicação:

1ª) Positiva, Ef 4.29; Pv 18.19-21 2ª)

1º) Integração. 2º) Conhecimento. 3º) Desenvolvimento.

4º) Revelação.

Três pontos importantes da comunicação:

Falar, o mais fácil.

Ouvir, Tg 1.19; Pv 18.13. Compreender, o mais difícil.

5ª) Categoria:

4ª) Categoria:

3ª) Categoria:

2ª) Categoria:

1ª) Categoria:

Apenas superficial. Troca de Informações

Troca de idéias e opiniões

Verbalização de sentimentos e emoções

Profundo discernimento, participação mútua de idéias, opiniões e

sentimentos.

Palavras que matam o casamento, Ef 4.29.

Estúpido. Mentiroso. Depois.

Você é muito enrolado. Vê se te enxerga.

Se recolha à sua insignificância.

Me arrependo de ter casado com você.

Palavras que restauram o casamento

Palavras de apreciação (Muito obrigado(a).

Palavras de percepção (Você está lindo(a).

Palavras de humildade (Me perdoe).

Palavras de elogia (Está delicioso).

Palavras de estímulo (Ótimo).

Palavras de amor (Eu te amo). Palavras de reconhecimento (Foi muito bom).

Não pode ser perdoado o pecado não confessado.

·

Não pode ser lembrado o pecado perdoado.

·

Não pode ser rejulgado o pecado já julgado.

·

Perdão é mais importante que condenação.

·

Perdão é mais importante que a cura.

O QUE É IMPORTANTE EM UMA CONVERSAÇÃO?

·

O momento adequado.

·

O lugar adequado

·

O tom de voz.

·

Ser claro e objetivo.

·

Respeitar a opinião do outro.

·

Não ferir a sensibilidade do cônjuge.

·

Atacar o problema e não a pessoa. Não fugir do assunto e apresentar soluções.

·

Ouvir antes de responder, Pv 18.13; Tg 1.19.

Falar com amor, Ef 4.15.

·

Falar de maneira que seja entendido, Pv 15.23,28.

·

·

Não brigar, pode até discordar, Pv 17.14; 20.3.

·

Não responder com raiva, Pv 15.1.

·

Não implicar, Pv 17.9.

· Atacar o problema e não a pessoa. Não fugir do assunto e apresentar soluções. ·

Textos: I Co 7.2-5; Hb 13.4.

Textos: I Co 7.2-5; Hb 13.4. O SEXO ERA DESFRUTADO ANTES DA QUEDA. Leia, Gn 1.28,31;

O SEXO ERA DESFRUTADO ANTES DA QUEDA.

Leia, Gn 1.28,31; 2.24. Leito sem mácula, Hb 13.4. (leito no grego é koite, que significa implantação de espermatozóide). Sexo sem pecado.

Textos: I Co 7.2-5; Hb 13.4. O SEXO ERA DESFRUTADO ANTES DA QUEDA. Leia, Gn 1.28,31;

BÊNÇÃO DO RELACIONAMENTO SEXUAL:

  • Companheirismo.

  • Unidade física.

  • Unidade emocional.

  • Unidade espiritual.

  • Procriação.

  • Satisfaz seu instinto sexual.

  • Satisfaz seu senso de masculinidade.

  • Faz crescer o amor pela esposa.

  • É o ponto clímax da experiência conjugal

A IMPORTÂNCIA DO SEXO PARA A MULHER

  • Satisfaz seu senso de feminilidade.

  • Assegura-lhe do amor do marido.

  • Relaxamento do sistema nervoso.

  • É o ponto clímax da experiência matrimonial. AJUSTAMENTO CONJUGAL

 Satisfaz seu instinto sexual.  Satisfaz seu senso de masculinidade.  Faz crescer o amor

“Não havendo ajustamento na área sexual, não haverá em

nenhuma outra área.”

O cônjuge deve compreender o direito que o outro tem sobre o seu corpo, I Co 7.3,4.

O cônjuge deve pensar no prazer sexual do outro.

  • Deve haver uma comunicação entre os cônjuges.

  • Deve haver democracia no leito.

  • Os cônjuges devem estar de acordo com os desejos um do outro.

  • Evite o egoísmo, I Co 7.5; I Tm 4.3.

  • Reserve tempo suficiente para o exercício do ato.

  • A privacidade do casal é importante.

  • O homem se excita pelo que vê e a mulher pelo que ouve.

  • Não esqueça do namoro romântico.

  • O marido não deve esquecer de perfumar, raspar a barba e se cuidar

fisicamente.

  • A esposa sempre é mais cuidadosa na área do asseio, mas de vez em

quando aparece uma porquinha.

A relação sexual não presta exclusivamente para a procriação. Por que ?

  • O sexo, o romantismo não sufoca a espiritualidade. É possível ser

espiritual e ao mesmo tempo ser carinhoso(a), Gn 26.8,9; Dt 24.5.

“O sexo é uma dádiva de Deus, para ser utilizado conforme as leis da sua palavra. Ele é uma força poderosa, para o bem ou para o mal, depende de como o homem escolhe expressá-la”.

 A esposa sempre é mais cuidadosa na área do asseio, mas de vez em quando

AS TÉCNICAS BÍBLICAS DO ATO CONJUGAL. a) Para ele

  • Estimulação (olhar).

  • Jogo do amor, Ct 1.2; 2.6,14; 4.1-7,10,11; 7.1-8.

  • Relação sexual (penetração).

  • Clímax (orgasmo).

b) Para ela

  • Estimulação (carícia).

  • Jogo do amor, Ct 5.3-5, 10-16.

  • Relação sexual (penetração).

  • Clímax (orgasmo).

  • Relaxamento

"O livro de Cantares pode ser interpretado de três formas: Deus e Israel, Cristo e a Igreja e Marido e sua esposa."

Quando o casal deve abster-se do sexo?

  • Por consentimento mútuo.

  • Por tempo determinado.

  • Para oração, ou por doença

Cuidado com as relações pornográficas, Rm 1.26,27. a) Taras: desejo sexual anormal, doentio, descontrolado, desenfreado e crônico. Analfilia: coito anal. Cuninlingofilia: coito bucal do homem. Felatofilia: coito bucal da mulher. Estupro ou violação: é coito contra a vontade. Recomendação bíblica: I Tm 6.11 e I Ts 4.3-8 Cuidado com Linfogranuloma venéreo, uma doença que antigamente se

localizava nos genitais, com a perversão do sexo oral, a doença se

transferiu para a boca e garganta e até nos olhos.

b) Masturbação (ou onanismo, devido a Onã, Gn 38.9). · É um desvio do sexo.

É auto-excitação ou auto-satisfação sexual efetuada por qualquer meio, exceto pelo ato heterointerpessoal. 95% entre os rapazes e 80% entre as moças. É uma quebra de I Co 7.4 (poder sobre o próprio corpo). Deixa a pessoa viciada. Pode provocar um fracasso no desempenho nupcial nas núpcias. Reduz o ato sexual normal É egoísta, busca a sua auto-satisfação. É pecado de impureza, no homem está atrelada a visão memorizada e na mulher a lembrança de algum fato.

RESULTADO:

SENTIMENTO DE CULPA.

  • c) Sadismo sexual

    • Sentir prazer em aplicar torturas.

  • d) Masoquismo sexual.

    • Sentir prazer em ser torturado.

  • e) Fetichismo.

    • Ver, tocar ou cheirar objetos da pessoa desejada.

  • f) Escopofilia.

    • Sentir prazer em apenas ver o corpo da pessoa desejada e nada mais.

  • g) Satiríase / Ninfomania.

    • Desejo sexual exagerado, insaciabilidade sexual.

      • h) Zoofilia ou bestialismo ou zooerastia.

.i) Incesto.

  • Sexo entre parentes.

j) Necrofilia ou vampirismo.

  • Sexo com cadáveres.

k) Pedofilia.

  • Sexo com crianças.

l) Gerontofilia.

  • Prática sexual anormal com velhos, por parte de adolescentes.

m) Prostituição / Fornicação.

  • Relação pré ou extraconjugal.

  • Adultério (termo original: Moicheia)

n)

Homossexualismo masculino, Rm 1.27.

  • Proibido no Velho Testamento, Lv 18.22; 20.13

  • Condenado no Novo Testamento, I Co 6.9; I Tm 1.10; Ap 21.8.

  • Este foi o pecado de Sodoma, Gn 13.5,24,25; Jd 7.

  • o) Homossexualismo feminino.

    • Chamado lesbianismo devido a poetiza grega Safo, que fundou uma

escola para moças na Ilha grega de Lesbos, amou uma moça e não sendo correspondida, afogou-se.