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28/05/13

Uma visita à autodefesa no processo penal. Apontamentos sobre o seu significado e as suas projeções - Revista Jus Navigandi - Doutrina e Peças
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Uma visita à autodefesa no processo penal.
Apontamentos sobre o seu significado e as suas projeções
Vinícius Lins Leão Lima
Elaborado em 04/2008. Página 1 de 1 Desativar Realce A

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RESUMO
O presente trabalho procura expor, de um modo claro e didático, o conceito e as subdivisões do direito à autodefesa no processo penal, aliando a opinião da doutrina especializada às decisões dos Tribunais Superiores sobre a matéria. A análise concentra-se nos desdobramentos do direito à autodefesa, hoje reconhecidos na literatura jurídica e no dia a dia da jurisprudência: o direito à audiência, o direito de presença e o direito de postulação pessoal. Palavras-chave: garantias. autodefesa. processo penal.

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1 INTRODUÇÃO
Os manuais da graduação, em regra, não discorrem detidamente sobre a autodefesa no processo penal. Muitos desses livros, ao contrário, limitam-se a dizer apenas que esta garantia decorre do princípio da ampla defesa. O assunto, porém, desafia essa abordagem contida. Primeiro, pela sua importância no quadro das garantias processuais do réu. Segundo, em face do desenvolvimento analítico do tema em importantes decisões do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça.

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2 A ampla defesa no processo penal
A Constituição Federal de 1988 contemplou com a garantia da ampla defesa os dois modelos básicos de processo estatal, por onde o Estado soluciona os conflitos de interesses levados ao seu conhecimento: o processo administrativo e o jurisdicional (art. 5º, inciso LV: "aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes."). É no processo penal, todavia, que a ampla defesa recebe uma forma toda própria, distinta da que normalmente possui nos demais tipos de processo – ou seja, nos processos civil e administrativo. Tal garantia, na persecução criminal, envolve o direito do acusado à defesa técnica e à autodefesa. Explicanos Fernandes (2005, p. 293):
Quando, nas Constituições, se assegura a ampla defesa, entende-se que, para a observância desse comando, deve a proteção derivada da cláusula constitucional abranger o direito à defesa técnica durante todo o processo e o direito à autodefesa. Colocam-se ambos em relação de diversidade e complementariedade.
[01]

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petições. etc. recursos. jus. é possível citar. DATIVO OU CONSTITUÍDO – INOBSERVÂNCIA. DIANTE DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.681/RJ. em acórdão que recebeu a seguinte ementa: SENTENÇA CONDENATÓRIA – RÉU PRESO – NECESSIDADE DE DUPLA INTIMAÇÃO: TANTO A DO SENTENCIADO QUANTO A DO SEU DEFENSOR.net/Curso… Deixa a Tua Mãe com um Sorriso. + Info Aqui. O outro precedente importante sobre a matéria foi o HC 73.br/revista/texto/11250/uma-visita-a-autodefesa-no-processo-penal 2/7 . Ela é reconhecida também pela jurisprudência e pelo sistema normativo brasileiros. (grifos do relator). A primeira refere-se ao julgamento do HC 3. duas importantes decisões. 392 DO CPP. dos seus arrazoados. pelo menos. ADVOGADO CONSTITUÍDO INTIMADO.28/05/13 Uma visita à autodefesa no processo penal. [02]. pessoalmente. Cursos c/ Bolsa Emprego Ncursos.Revista Jus Navigandi . a ampla defesa vai além do trabalho técnico do defensor.. o Ministro Celso de Mello reafirmou a jurisprudência da Corte sobre o tema. CONSAGRADOS EXPRESSAMENTE PELA NOVA ORDEM CONSTITUCIONAL. seja por advogado constituído ou defensor público. Nesse julgamento. independentemente de possuir capacidade e é marcada principalmente pelo seu caráter disponível [04]. INSUFICIÊNCIA PARA CARACTERIZAR O TRÂNSITO EM JULGADO. DESSA FORMALIDADE ESSENCIAL À PRESERVAÇÃO DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DA AMPLA DEFESA – PEDIDO DEFERIDO. e tem por características essenciais a indisponibilidade e a efetividade . Conceito e características da ação controlada (ação controlada stricto sensu e entrega vigiada) A primeira consiste no direito à assistência profissional no curso do procedimento. sem Compromisso! 3 A autodefesa no processo penal A garantia da autodefesa não é simples especulação doutrinária.Doutrina e Peças Supremo Tribunal Federal volta a discutir a questão depois de posição já consolidada Crime organizado Por que sou a favor da aprovação da PEC 37 Investigação criminal presidida pelo Ministério Público: o poder de escolher o que investigar A ação controlada como instrumento investigatório. AMPLA DEFESA É MAIS DO QUE A DEFESA TÉCNICA.com. INDEPENDENTEMENTE DO ENTENDIMENTO CONTRÁRIO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO. Ou seja. Em sede jurisprudencial. COMPREENDE TAMBÉM A AUTO DEFESA. Apontamentos sobre o seu significado e as suas projeções . ANULAÇÃO DO PROCESSO PARA QUE O PACIENTE SEJA INTIMADO PESSOALMENTE E POSSA EXERCER O SEU DIREITO DE RECORRER. VIOLAÇÃO DA CLÁUSULA DO DUE PROCESS OF LAW. no processo penal. QUE NÃO FOI [05]. INTELIGÊNCIA DO INCISO II DO ART.o processo penal proíbe o patrocínio meramente contemplativo ou aparente postulatória [03]. exercer atos típicos de defesa. Já a segunda – a autodefesa – confere ao acusado o direito de. NO CASO. onde ficou consolidada a idéia de que "a ampla defesa é mais do que a defesa técnica: compreende também a autodefesa" Transcrevemos a ementa abaixo: PROCESSUAL PENAL.452-0/DF. ela alcança também a atuação defensiva do próprio réu. RÉU DE BONS ANTECEDENTES E PRIMÁRIO. que se desenrola ao longo do procedimento criminal. oriundo do Superior Tribunal de Justiça. Advogado Direito Trabalho AdvogadoNunoGo… Especialista em Direito do Trabalho Escritório da zona de Oeiras/Parede PESSOALMENTE INTIMADO DA SENTENÇA CONDENATÓRIA POR ERRO DO CARTÓRIO. julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

a garantia em exame exige que (I) o imputado seja ouvido – face a face com juiz [10] .. e. 8º. possibilitandolhe que. O juiz criminal. 179) que: [.e que (II) a sua manifestação goze de relevância processual. item 2. primeira parte). ainda. com o seu defensor" (art.388. não importando se constituído ou dativo.br/revista/texto/11250/uma-visita-a-autodefesa-no-processo-penal 3/7 . em suma. jus. item 1). por conseqüência. assim. é. observou o Ministro Peluso. sentado à frente do órgão julgador. oponha exceções contra testemunhas e indique fatos ou provas – ainda que inverossímeis – que estabeleçam sua inocência ou que lancem dúvidas – das quais ele se beneficia – sobre o teor acusatório. o réu. sem dúvida.Doutrina e Peças . objeto do art. pois o réu na audiência de instrução pode colaborar decisivamente com o trabalho do seu defensor. como condição essencial à efetividade do direito de audiência. notadamente naqueles importantes à instrução do processo. principalmente a testemunhal (Convenção Americana sobre Direitos Humanos.com. Concretiza-se no interrogatório.2. As duas normas foram incorporadas ao direito interno pelos Decretos 678. por exemplo. 3. Ou seja. A garantia do "right to be present" é indispensável à efetividade da própria defesa técnica. sustentar um possível álibi. no direito de participar da produção da prova. Pode. art. negar a própria autoria do crime. alínea b.. alegar uma excludente de ilicitude.]" (art. de viva voz. que é. respectivamente. alertar o seu advogado sobre o vínculo de amizade íntima entre a vítima e o depoente. a imediata requisição de ofício pelo juiz. consiste. art. 8º. 616). [06] No tocante ao plano normativo. informá-lo da existência de um elemento de prova contrário ao depoimento da testemunha da acusação. aliena d. Neste ponto.1 O direito de audiência É o direito do acusado de apresentar. diretamente. Neste momento processual. de 25 de setembro de 2002.] o acusado terá direito a estar presente na audiência de julgamento e a defender-se a si próprio ou a ser assistido por um defensor da sua escolha [. [07] 3. permite ao acusado refutar a denúncia e declinar argumentos que lhe justifiquem a ação [08]. de 6 de novembro de 1992.. (grifos do relator). o momento em que o acusado exerce a autodefesa. 465) [09]. no julgamento do HC 88. por excelência. em sua integridade. desfia a sua versão dos fatos e os argumentos com os quais pretende desacreditar a peça de acusação. o direito de ser ouvido no curso do processo penal (Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Ainda sobre esse tema. governado pelo chamado princípio da presunção de inocência. É nesta oportunidade que o acusado pode. p.] o conteúdo defensório do ato de inquirição adstringe-se à defesa pessoal do imputado. o juiz-presidente do Tribunal do Júri deve formular quesito específico sobre as questões argüidas pelo réu em plenário (CPP. como tal. observa Pedroso (2001. é ato que. inc. esclarecendo os fatos e as circunstâncias sobre as quais a testemunha irá depor. b) direito de presença e. por exemplo. item 2. em última análise.914/SP: O direito de ser ouvido pelo magistrado que o julgará constitui conseqüência linear do direito à informação acerca da acusação. se tanto o acusado preso quanto o seu defensor. a garantia em questão vem expressa na Convenção Americana sobre Direitos Humanos: "[é] direito do acusado defender-se pessoalmente ou de ser assistido por um defensor de sua escolha e de comunicar-se. Assim também no Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional: "[. art. 185). c) direito de postulação pessoal. Da mesma forma. item 1.2 As várias expressões da autodefesa A doutrina especializada decompõe a autodefesa em três garantias fundamentais: a) direito de audiência. da Constituição da República.28/05/13 Uma visita à autodefesa no processo penal. a sua defesa perante o juiz da causa. Precedentes.. possibilitando. primeira parte). O acusado pode. O ato culminante do direito de audiência é. e 4. exponha antecedentes que justifiquem ou atenuem o crime. Apontamentos sobre o seu significado e as suas projeções . 8º. silenciar-se etc.Revista Jus Navigandi . art. o interrogatório (CPP. forem regularmente intimados da sentença penal condenatória.2 O direito de presença É o direito do acusado de se fazer presente em todos os atos processuais.. art. 67. LVII. deve examinar na sentença as alegações feitas pelo acusado no correr do interrogatório. Trata-se de garantia tão cara ao réu que a lei admite a possibilidade do Tribunal escutá-lo por ocasião do julgamento do recurso (Código de Processo Penal. alíneas d e f). 3..O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de reconhecer que o direito à ampla defesa – que compreende a autodefesa e a defesa técnica – somente será respeitado.2. 5º. livremente e em particular.

sob pena de nulidade absoluta. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. o Supremo Tribunal Federal. Curso de processo penal. embora preso. etc. 2002. 623) [13]. Luiz Flávio. 18. 4. sozinho. [15] O juiz da causa. [16] 4 CONCLUSÕES A garantia da ampla defesa. HC 88. nesta situação. FERNANDES. praticar atos privativos de bacharel em direito. elaborar defesa prévia. recentemente. A autodefesa desdobra-se em outras três garantias fundamentais: a) o direito à audiência. GIANELLA. BRASIL. ______. como arrazoar recursos.).2007 CAPEZ. A garantia da autodefesa está positivada em tratados internacionais devidamente incorporados ao sistema processual brasileiro: a Convenção Interamericana sobre Direitos Humanos e o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional. eis que razões de mera conveniência administrativa não têm . sob a égide do contraditório. PIOVESAN. É hipótese excepcional de atribuição de capacidade postulatória ao próprio réu. É dizer: o "jus postulandi" do acusado limita-se tão somente à iniciativa processual.2.] o acusado.28/05/13 Uma visita à autodefesa no processo penal. pelo contrário. Apontamentos sobre o seu significado e as suas projeções . seja ela da ação. 5.. 2002. sem advogado ou defensor público). Por exemplo: a) o ato de interposição alguns recursos (CPP. j. 4.12.com.914/SP. art. São Paulo: Saraiva. compreende o direito à defesa técnica e à autodefesa. decidiu que: [. Ministro Cezar Peluso. Flávia (Coord. Relator Ministro Celso de Mello. as alegações do Poder Público concernentes à dificuldade ou inconveniência de proceder à remoção de acusados presos a outros pontos do Estado ou do País. sempre. jus. requer do órgão julgador a mesma atenção e cuidado dispensados à defesa técnica. levar adiante a sua defesa através recursos. Assistência jurídica no processo penal: garantia para efetividade do direito de defesa. O sistema interamericano de proteção dos direitos humanos e o direito brasileiro. Supremo Tribunal Federal. 577). ed. os atos processuais. 3. sujeito da relação jurídico-processual. REFERÊNCIAS BRASIL. no processo penal.10. não exclui a assistência posterior da defesa técnica. ed. São irrelevantes. 2007.Doutrina e Peças Com base nesse fundamento. imediatamente. Berenice Maria. HC 86. de assistir e de presenciar. que se realiza. 2. deve. b) a legitimidade para propositura do habeas corpus (CPP. A defesa técnica e a autodefesa não se excluem: ao contrário. 654) e da revisão criminal (CPP. tem o direito de comparecer. DJU de 05. notadamente aqueles que se produzem na fase de instrução do processo penal. permitindo a este apenas a prática do ato inicial do procedimento. Fernando.02. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. como o pedido relativo à progressão do regime. O direito de postulação penal. GOMES.3 O direito de postulação pessoal É o direito que assiste o acusado de. providenciar a defesa técnica do imputado. O reconhecimento de tais prerrogativas. por óbvio.2006. In: GOMES.2007. 2000. [11] 3..br/revista/texto/11250/uma-visita-a-autodefesa-no-processo-penal 4/7 .Revista Jus Navigandi . c) o direito de formular pedidos no curso da [14] execução penal.634/RJ. DJU de 09. c) direito de postulação pessoal. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Processo penal constitucional. Antônio Scarance. do recurso ou do incidente. b) o direito de presença e. para esse efeito. pessoalmente (leia-se. Supremo Tribunal Federal. Luiz Flávio. constituem garantias processuais interdependentes. contudo. art. incidentes processuais ou ações autônomas de impugnação [12]. 14. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Reação defensiva à imputação. art.nem podem ter precedência sobre as inafastáveis exigências de cumprimento e respeito ao que determina a Constituição. não encerra a possibilidade de o réu. A autodefesa não significa uma garantia meramente formal ou simbólica. realizar sustentação oral etc. A lei prevê expressamente os atos postulatórios que são facultados ao réu sem a intermediação do defensor. As garantias mínimas do devido processo criminal nos sistemas jurídicos brasileiro e interamericano: estudo introdutório. 2005.

analisando a prova. 03 Pedroso (2001. deva ser erudita e brilhante. Curso de Processo Penal. Processo Penal. amplitude e limites. Direitos e garantias individuais no processo penal brasileiro. 2000. Princípios do processo civil na Constituição Federal. (OLIVEIRA.05. Supremo Tribunal Federal. isto é. NERY JUNIOR. 22. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. p. Antônio Scarance. 3. 4. Ver Súmula 523 do STF: "No processo penal. por conseguinte.863.06. há pouco tempo. 8º. vale dizer. Nelson. 4. ed. 06.2006.452/DF. O direito de defesa: repercussão. Superior Tribunal de Justiça. Processo penal. 8. 31. ed. tem vislumbre quando o acusado. não deve figurar no processo penal como simples fantasia legal. No mesmo sentido. ed. 24): "Embora meio de defesa. descartou a possibilidade da realização do interrogatório por videoconferência.02. In: GOMES. j. Isso não significa. 20. Fundamentos de direito público.2007 09 BRASIL. cabe a ele o juízo de oportunidade e conveniência do exercício de tal direito".09. 10 A propósito.2006. 35) empresta à locução "autodefesa" outro sentido.com.2005. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais.1995 p. PIOVESAN. Carlos Ari. Cf. 2000. 293). 1. Sobre a característica da efetividade. Relator Ministro Celso de Mello. 678/92). ed. 2002. o Supremo Tribunal Federal. Rogério Lauria. 05 BRASIL. porém.685-1/RJ.: GOMES. 6. PEDROSO. Relator Ministro Adhemar Maciel. GOMES FILHO. Apontamentos sobre o seu significado e as suas projeções . Luiz Flávio. 252) expende interessantes considerações: "A defesa técnica do acusado. dentre outros argumentos. Eugênio Pacelli de. v. Belo Horizonte: Del Rey. HC 73. 3. 2. Ministro Cezar Peluso. tal expressão significa "patrocínio próprio. 2004. TOURINHO FILHO. FERNANDES. possuindo habilitação técnico-jurídica. DJU de 01. baseando-se. As nulidades no processo penal. As nulidades no processo penal. 07 FERNANDES. ou que chegue ao extremo de.1995. HC 88. São Paulo: Revista dos Tribunais. FERNANDES. Fernando de Almeida. Curso de Processo Penal. já que o acusado tem verdadeiro direito a ser ouvido pelo juiz da causa (art. HC 30. Luiz Flávio.914/SP. concluir deva o réu ser condenado. Supremo Tribunal jus.504/RJ. 2004. p.2005. Rogério Lauria.10. p. p. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. j. Direitos e garantias individuais no processo penal brasileiro. cuja extensão deve compreender o direito do réu ao contato direto e pessoal com o juiz da causa (BRASIL. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Notas 01 FERNANDES. GOMES FILHO. Processo penal constitucional. real. Antônio Magalhães. 1ª T. 2001).04. Eugênio Pacelli de. 188). Superior Tribunal de Justiça.Revista Jus Navigandi . HC 3. 2001. DJU de 06. Cf. 3. DJU de 05. OLIVEIRA. As garantias mínimas do devido processo criminal nos sistemas jurídicos brasileiro e interamericano: estudo introdutório. p. DJU de 04. 2004). Fernando da Costa. que não é o acolhido pela maioria da doutrina. Relator Ministro Hamilton Carvalhido. Antônio Scarance. São Paulo: Malheiros. Supremo Tribunal Federal. do Pacto de São José da Costa Rica – Decreto n.: TUCCI. ed. Antônio Magalhães. 2005.). no direito à audiência. Ada Pellegrini. TUCCI. posiciona-se Oliveira (2004. colocada em ângulo sombrio e a título de mera espectadora. 3. Deve ser efetiva. O sistema interamericano de proteção dos direitos humanos e o direito brasileiro. Flávia (Coord. como um nada a requerer ou aguarda-se Justiça. a falta de defesa constitui nulidade absoluta. 08 BRASIL.Doutrina e Peças GRINOVER. Pedroso (2001. SUNDFELD. Processo penal.br/revista/texto/11250/uma-visita-a-autodefesa-no-processo-penal 5/7 . 2004. ed. 2004. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Belo Horizonte: Del Rey. Para o referido autor. 2004. 06 BRASIL. postula e debate em causa própria"." (PEDROSO. p. amplitude e limites. Antônio Scarance. 2. ed. 2. São Paulo: Revista dos Tribunais. São Paulo: Revista dos Tribunais. semelhante modalidade de defesa encontra-se no âmbito de disponibilidade do réu. ed. 93. Ada Pellegrini. São Paulo: Saraiva. mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu". 8. 02 Tucci (2004. Antônio Scarance (2005. ed. ed.28/05/13 Uma visita à autodefesa no processo penal.08. como uma entidade sempre presente. j. ed. 2000. Fernando de Almeida. O direito de defesa: repercussão. 27. 04 GRINOVER. São Paulo: Revista dos Tribunais. mas que não se limite a expressões vagas e de nenhum conteúdo. ed.

Apontamentos sobre o seu significado e as suas projeções. 714). Cf. No mesmo sentido.edit.com. PIOVESAN. 13 O Supremo Tribunal Federal. Disponível em: <http://jus. HC 88. 217). optando por conduzir sozinho a sua defesa perante o Júri.12. Nessa obra cinematográfica (dirigida por GREGORY HOBLIT). º 8.Revista Jus Navigandi . Vinícius Lins Leão. p. j. RvC (REVISÃO CRIMINAL) 4886/SP. sem prejuízo das sanções civis. Antônio Scarance (2005.1993 p. Luiz Flávio.02. j. 8 maio 2008 . CRAWFORD é elogiado pela juíza-presidente. Uma visita à autodefesa no processo penal. Supremo Tribunal Federa. n.pt/curso-mobile Escola de Tecnologia Mobile EDIT. ed. no processo penal. 15 Essa hipótese extrema é vista no filme Um crime de mestre (Fracture). Relator Ministro Celso de Mello. o personagem principal. ano 13. penais e administrativas". lançado no ano de 2007. Teresina. 16 O art. DJU de 23.634/RJ. observa Capez: "O direito à ampla defesa.1990. Relator Ministro Celso de Mello. HC 86. . 12 GOMES.com. p. 6919.2007).03. 29. 133). TED CRAWFORD.28/05/13 Uma visita à autodefesa no processo penal. (Curso de processo penal. Comentários 0 Comentar Para comentar é necessário efetuar o login Acesse com seu cadastro do Jus Navigandi: OU Utilize o login do Facebook para se cadastrar rapidamente ou para autenticar-se! Por quê? E-mail: Senha: Mantenha-me conectado Entrar usando o Facebook (Recomendado) jus. realiza-se por meio do direito à autodefesa e do direito de presença (de o réu estar presente e acompanhar todos os atos processuais). DJU de 09.Doutrina e Peças Federal. BRASIL. Apontamentos sobre o seu significado e as suas projeções . 1772. Jus Navigandi. Supremo Tribunal Federal. é acusado de ter tentado matar a sua esposa. 11 BRASIL. 14 FERNANDES.10.br/revista/texto/11250/uma-visita-a-autodefesa-no-processo-penal Entrar 6/7 . em função do embate jurídico travado com o promotor público WILLY BEACHUM. logo. 14.Inscrições abertas! Autor Vinícius Lins Leão Lima Advogado Criminal em Natal/RN Fale com o autor Veja todos os artigos publicados pelo autor Informações sobre o texto Como citar este texto (NBR 6023:2002 ABNT): LIMA. 2007. DJU de 05.906. Em certa altura do processo. enuncia que "são nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB. de 4 de julho de 1994.2006.com. 0 Assuntos relacionados Tw eetar 0 Direito Processual Penal Defesa do acusado Curso Programação Mobile www.914/SP. aliás. 4º da Lei n.04. CRAWFORD abdica do direito de ser assistido por um advogado. a citação e a intimação constituem pressuposto básico fundamental para a plena realização do princípio da ampla defesa".) (2000. interpretado por ANTHONY HOPKINS. No início do julgamento. Acesso em: 28 maio 2013. decidiu que o referido artigo fora recepcionado pela Constituição Federal de 1988. Ministro Cezar Peluso. a bela JENNIFER CRAWFORD.2007.br/revista/texto/11250>. São Paulo: Saraiva. 18. 294). p. Flávia (Coord. por considerá-lo compatível com o princípio constitucional da indispensabilidade da intervenção do advogado (art.

Apontamentos sobre o seu significado e as suas projeções .br/revista/texto/11250/uma-visita-a-autodefesa-no-processo-penal 7/7 . jus. é rápido e gratuito. monografias. petições. Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização . Todos os direitos reservados. Publique seu texto na Revista Jus Navigandi Artigos.com. pareceres e jurisprudência FALE CONOSCO ANUNCIE NO JUS AJUDA DÚVIDAS JURÍDICAS PRIVACIDADE QUEM SOMOS LIVRARIA Jus Navigandi.Revista Jus Navigandi .28/05/13 Uma visita à autodefesa no processo penal.Doutrina e Peças Entrar Esqueceu sua senha? Não tem Facebook e quer se cadastrar? Você pode fazer seu cadastro agora mesmo.