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FACULDADE PROJEÇÃO – FAPRO.

CURSO: DIREITO.
DISCIPLINA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL III.
PROFESSOR: LUIZ RIBEIRO.
ASSUNTO: RECURSOS E PROCESSOS NOS TRIBUNAIS.
Roteiro de aula (não revisado) elaborado com base na bibliografia ao final consignada.
RECURSOS:
1-TEORIA GERAL DOS RECURSOS:
Aula 01 – 10/08/12
1.1-fundamento-instrumento processual destinado a provocar o reexame de decisão
judicial, em regra por um órgão hierarquicamente superior àquele que a proferiu, o recurso
fundamenta-se na necessidade de satisfazer uma exigência da natureza humana de não se
conformar com uma única decisão que lhe seja desfavorável e na necessidade de se evitar
erros judiciários, ou seja, no inconformismo das partes quanto à decisão proferida
contrariamente aos seus interesses, e no interesse do próprio Estado de que a tutela
jurisdicional seja correta e justa.

1.2-conceito-“recurso é o remédio voluntário idôneo a ensejar, dentro do mesmo processo,
a reforma, a invalidação, o esclarecimento ou a integração de decisão judicial que se
impugna” (José Carlos Barbosa Moreira). Manejável pelas partes, pelo Ministério e por
terceiro, o recurso é o instrumento processual apto a viabilizar, dentro da mesma relação
processual, a reforma, a anulação, a integração ou o esclarecimento do decisório
impugnado. A parte vencida, por meio do recurso, apontando e demonstrando o vício da
decisão, provoca o reexame da matéria decidida, objetivando obter sua reforma, anulação,
integração ou esclarecimento. O órgão do judiciário competente para o reexame da decisão
recorrida, em regra, é o hierarquicamente superior àquele que a proferiu, entretanto, em
algumas situações, admite-se que o reexame seja feito pelo próprio órgão ou magistrado
que a prolatou.

1.3-natureza jurídica-a natureza jurídica do recurso é controvertida, existindo, sobre o
tema, duas correntes doutrinárias, ou seja, a primeira advoga a tese de que o recurso é um
desdobramento do direito de ação que vinha sendo exercido até a decisão proferida, assim,
ele é continuação do exercício do direito de ação, em fase posterior do procedimento; a
segunda, por sua vez, assevera que o recurso é uma ação nova dentro do mesmo processo,
dessa forma, é ele uma ação autônoma relativamente àquela que lhe deu origem, ação essa
de natureza constitutiva. “A doutrina dominante defende a idéia de que o recurso é

continuação do procedimento, funcionando como simples aspecto, elemento, modalidade
ou extensão do próprio direito de ação exercido no processo” (Barbosa Moreira, citado por
Luiz Orione Neto). “Os recursos não têm natureza jurídica de ação, nem criam um novo
processo. Eles são interpostos na mesma relação processual, e têm o condão de prolongar o
desfecho do processo” (Marcus Vinicius Rios Gonçalves).

1.4-objetivo-o recurso tem por finalidade a reforma, a invalidação, o esclarecimento ou a
integração de decisão judicial impugnada.
“Os objetivos possíveis são:
a) a reforma da decisão, diante de error in judicando, ou seja, de pronunciamento
marcado pela injustiça, em vista de a autoridade ter se distanciado da verdade formal
dos autos;
b) a invalidação do pronunciamento, diante de error in procedendo, ou seja, de a
autoridade ter infringido lei de procedimento, como é o caso da sentença proferida em
processo marcado pela nulidade da audiência de instrução e julgamento, pelo fato de o
magistrado ter indeferido (quando não deveria) a tomada de depoimento de testemunha
arrolada pelo vencido;
c) a integração ou o esclarecimento do pronunciamento, na hipótese do acolhimento
do recurso de embargos de declaração” (Misael Montenegro Filho). “Ao fundamentar o
seu recurso, o interessado poderá postular a anulação ou a substituição da decisão por
outra. Deverá expor quais as razões de sua pretensão, que podem ser de fundo ou de
forma, ter por objeto vícios de conteúdo ou processuais. Os primeiros são denominados
errores in procedendo e os segundos, errores in judicando. Aqueles são vícios
processuais, decorrentes do descompasso entre a decisão judicial e as regras do
processo civil, a respeito do processo ou do procedimento. Estes, a seu turno, são
vícios de conteúdo, de fundo, em que se alega a injustiça da decisão, o descompasso
com as normas de direito material. Em regra, o reconhecimento do error in procedendo
enseja a anulação ou declaração de nulidade da decisão, com a restituição dos autos ao
juízo de origem para que outra seja proferida; e o error in judicando leva à reforma da
decisão, quando o órgão ad quem profere outra, que substitui a originária. Os embargos
de declaração fogem à regra geral, porque sua finalidade é apenas aclarar ou integrar a
decisão, e não propriamente reformá-la ou anulá-la” (Marcus Vinicius Rios
Gonçalves).
1.5-cabimento-os recursos são meios idôneos para impugnar sentenças, decisões
interlocutórias e acórdãos.

1.5.1-sentença-“sentença é o ato pelo qual o juiz põe termo ao processo, decidindo
ou não o mérito da demanda” (antiga redação do artigo 162, § 1º, do CPC). “É o ato do juiz
que implica alguma das situações previstas nos arts. 267 e 269 desta Lei” (atual redação do
artigo 162, § 1º, do CPC). O artigo 267 do CPC preceitua que: extingue-se o processo, sem
resolução de mérito, nas hipóteses previstas em seus incisos, e o artigo 269 do CPC, por
seu turno, assevera que: haverá resolução de mérito nas hipóteses previstas em seus
incisos. A sentença classifica-se em definitiva, entendida como aquela em que o magistrado
resolve o mérito da demanda, ou seja, aquela em que o magistrado decide sobre o pedido
materializado na petição inicial, e terminativa, entendida como aquela em que o magistrado
não resolve o mérito da demanda, isto é, não decide sobre o pedido do autor.
1.5.2-decisão interlocutória-“é o ato pelo qual o juiz, no curso do processo, resolve
questão incidente” (artigo 162, § 2º, do CPC).

1.5.3-acórdão-acórdão é o julgamento(decisão) por órgão colegiado de tribunal,
assim, é decisão interlocutória o julgamento monocrático proferido por membro de tribunal.
Dessa forma, decisão interlocutória, no âmbito de tribunal, é o julgamento monocrático
proferido por um dos membros do tribunal (presidente, relator etc.).

1.6-classificação-segundo a mais autorizada doutrina, os recursos classificam-se em
ordinários e extraordinários (ou excepcionais); totais e parciais; de fundamentação livre e
de fundamentação vinculada; principal e adesivo.
1.6.1-recursos ordinários e extraordinários (ou excepcionais)-“São ordinários os
recursos cujo objeto imediato é a tutela do direito subjetivo, e excepcionais aqueles cujo
fim imediato é a tutela do direito objetivo. Encontram-se na primeira espécie recursos como
a apelação, o agravo e os embargos infringentes, e na segunda localizamos o recurso
extraordinário e o recurso especial. Nos recursos ordinários, em que o objeto imediato é a
tutela do direito subjetivo do recorrente, podem-se discutir questões de fato e de direito
(afinal, o direito subjetivo nasce quando uma situação fática concreta se enquadra na
descrição abstrata contida na norma; assim sendo, tanto os aspectos de fato como os de
direito podem ser aqui discutidos). Já nos recursos excepcionais, cujo objeto imediato é a
tutela do direito objetivo (Constituição da República e direito federal), e apenas
mediatamente se tutela o direito subjetivo, apenas questões de direito poderão ser
suscitadas ” (Alexandre Freitas Câmara).

1.6.2-recursos totais e parciais-esta classificação norteia-se pela abrangência do
inconformismo do recorrente em relação à decisão que lhe é desfavorável, assim, se a

impugnação recursal alcança a integralidade da decisão gravosa, trata-se de recurso total,
por outro lado, fala-se em recurso parcial, quando a insurgência atinge apenas parte do ato
decisório gravoso. “Deve considerar-se total o recurso que abrange todo o conteúdo
impugnável da decisão recorrida (não necessariamente seu conteúdo integral). Assim, serão
totais os embargos infringentes relativos a toda matéria em que se verificou desacordo no
julgamento da apelação ou da ação rescisória, ainda que a respeito de outra (s) matéria (s) a
deliberação tenha sido unânime. Classificar-se-á como parcial o recurso que, em virtude de
limitação voluntária, não compreenda a totalidade do conteúdo impugnável da decisão;
exemplo: o autor, que cumulara vários pedidos e os vira todos julgados improcedentes no
primeiro grau de jurisdição, interpõe apelação exclusivamente quanto à parte da sentença
referente a um (ou a alguns) dos pedidos” (José Carlos Barbosa Moreira). “São chamados
de recursos totais os recursos que têm por objeto a integralidade da parcela da decisão que
tenha gerado sucumbência à parte recorrente, enquanto os recursos parciais são aqueles nos
quais somente uma parcela da decisão que gerou a sucumbência da parte recorrente é objeto
do recurso. Utilizando-se a idéia de capítulos da sentença, que pode na verdade ser aplicada
para qualquer espécie de decisão, o recurso total é aquele que impugna a totalidade dos
capítulos da decisão que geraram sucumbência à parte, enquanto o recurso parcial é aquele
no qual somente um, ou alguns dos capítulos que geraram a sucumbência são objeto do
recurso, havendo no caso concreto capítulo que, apesar de gerar sucumbência à parte, não é
objeto de impugnação” (Daniel Amorim Assumpção Neves).
1.6.3-recursos de fundamentação livre e de fundamentação vinculada-“em
decorrência do princípio da dialeticidade, todo recurso deverá ser devidamente
fundamentado, expondo o recorrente os motivos pelos quais ataca a decisão impugnada e
justifica seu pedido de anulação, reforma, esclarecimento ou integração. Trata-se, na
realidade, da causa de pedir recursal. A amplitude das matérias dessa fundamentação divide
os recursos entre aqueles que têm fundamentação vinculada e os que têm fundamentação
livre” (Daniel Amorim Assumpção Neves). “Todo recurso necessita de fundamentação, o
que significa que o recorrente deve indicar os motivos pelos quais impugna a decisão, ou,
em outras palavras, o (s) erro (s) que a seu ver ela contém. Fundamentar o recurso nada
mais é, em regra, que criticar a decisão recorrida. Em certos casos, abstém-se a lei de fixar
limites a essa crítica, permitindo ao recorrente invocar quaisquer erros, noutros, ao
contrário, cuida de discriminar o tipo (ou os tipos) de erro denunciável por meio do recurso,
de tal sorte que a crítica do recorrente só assumirá relevância na medida em que afirme a
existência de erro suscetível de enquadramento na discriminação legal. Daí a distinção que
se pode estabelecer entre recursos de fundamentação livre e recursos de fundamentação
vinculada. No direito pátrio, a apelação constitui o exemplo por excelência da primeira
classe; a segunda vê-se representada pelo recurso extraordinário do art. 102, nº III, letra a,
da Constituição da República, no qual a única crítica relevante endereçável à decisão
impugnada é a de contrariar o dispositivo da própria Carta” (José Carlos Barbosa Moreira).
Assim, os recursos de fundamentação livre são aqueles cuja motivação não está fixada em
lei, ou seja, são aqueles em que a fundamentação alicerça-se apenas no inconformismo do
recorrente acarretado pelo prejuízo ou gravame a ele causado pela decisão, invocando
quaisquer erros do decisório impugnado; e, por outro lado, recursos de fundamentação
vinculada são aqueles cuja motivação está discriminada em lei, dessa forma, o recorrente
deve apontar erro (erros) suscetível de enquadramento no figurino legal.

1.6.3-recurso principal e adesivo (independência ou subordinação do
recurso)-“recurso independente é aquele oferecido pela parte dentro do prazo recursal sem
importar a postura adotada pela parte contrária diante da decisão impugnada. Recurso
subordinado é aquele interposto no prazo de contrarrazões de recurso apresentado pela
parte contrária, motivado não pela vontade originária de impugnar a decisão, mas como
contraposição ao recurso oferecido pela outra parte. O recurso independente condiciona-se
exclusivamente ao preenchimento de seus próprios pressupostos de admissibilidade para
que seja decidido no mérito, enquanto o recurso subordinado está condicionado ao
conhecimento do recurso independente e ao preenchimento de seus próprios pressupostos
de admissibilidade para que seja decidido no mérito” (Daniel Amorim Assumpção Neves).
“Sendo a decisão favorável em parte a um dos litigantes e em parte ao outro, podem ambos
recorrer, normalmente, no prazo comum, impugnando cada qual a parte cuja anulação ou
reforma lhe interesse. Os recursos serão, nesse caso, independentes. Se, porém, um dos
litigantes se houver abstido de recorrer no prazo comum, disporá ainda de outra
oportunidade para fazê-lo, ao ser intimado do recebimento do recurso interposto pelo
adversário, em se tratando de apelação, de embargos infringentes ou de recurso
extraordinário ou especial (art. 500, nº II). Em tal hipótese, ao primeiro recurso (interposto
no prazo comum) dá-se a denominação de principal; ao segundo, a de adesivo. Este será
interponível no prazo de que a parte dispõe para responder” (José Carlos Barbosa Moreira).
Aula 02 – 17/08/12
1.7-princípios-os princípios processuais e constitucionais orientadores dos recursos,
consoante a mais abalizada doutrina, são:
1.7.1-princípio do duplo grau de jurisdição-consiste no fato de que, em regra, o
conhecimento das causas cabe sucessivamente a dois órgãos jurisdicionais, o segundo
hierarquicamente superior ao primeiro. Nesse princípio repousa um dos alicerces dos
recursos e de sua teoria. “É inegável a correlação existente entre os recursos e o princípio
do duplo grau de jurisdição, na medida em que a consagração de recursos no sistema
processual implica dizer que a causa, em tese, será reapreciada por órgão de jurisdição
hierarquicamente superior à daquele que proferiu a decisão” (Luiz Orione Neto). O
princípio em questão satisfaz uma exigência da natureza humana de não se conformar com
uma única decisão que lhe seja desfavorável; permite o reexame de decisões injustas ou
ilegais, e até mesmo proferidas por juízes movidos pelo temor (coação), ou sentimentos
menos dignos; e, em virtude da possibilidade de reexame da decisão, recomenda ao órgão
judicante inferior maior cuidado ao proferi-la. “Duplo grau de jurisdição é aquele sistema
jurídico em que, para cada demanda, existe a possibilidade de duas decisões válidas e
completas no mesmo processo, emanadas por juízes diferentes, prevalecendo sempre a
segunda em relação à primeira” (Oreste Nestor de Souza Laspro, citado por Luiz Orione
Neto). O princípio do duplo grau de jurisdição labora em prol da efetividade dos princípios
constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa (artigo 5º, LIV
e LV, da CF), e, consequentemente, da efetiva e justa prestação da tutela jurisdicional.

e no âmbito recursal significa receber um recurso pelo outro. b) inexistência de erro grosseiro na interposição do recurso.7.2-princípio da taxatividade-é o princípio segundo o qual somente são recursos aqueles previstos em lei federal. Trata-se notoriamente de flexibilização do pressuposto de admissibilidade recursal do cabimento. para o conhecimento do recurso equivocado pelo correto: a) presença de dúvida objetiva a respeito do recurso cabível. sua criação está no âmbito da competência legislativa privativa da União. ou seja. o que não é absoluto. devendo ser destacada a situação que envolve a interposição concomitante do recurso especial e do recurso extraordinário” (Misael Montenegro Filho). “Pelo princípio em análise. fungibilidade significa troca. consiste na autorização.1. em regra. além das espécies recursais contempladas no artigo 496 do CPC. “somente podem ser considerados como recursos os meios de impugnação efetivamente arrolados por lei federal. 1. sentença ou acórdão não se admite. isto é. todas as demais previstas em leis federais (exemplo: Lei nº 9. logo. Dessa forma. de controvérsia na identificação do recurso adequado” (Luiz Orione Neto). em decorrência do sistema desenhado pelo CPC. para o recebimento de um recurso por outro. a existência. são recursos. “Malgrado o Código vigente não tenha adotado expressamente o princípio da fungibilidade recursal. em regra. A fungibilidade se funda no princípio da instrumentalidade das formas. segundo a doutrina. a interposição simultânea de mais de um recurso. considerando-se que. 1. recurso que não é cabível não é recebido/conhecido. Recurso é matéria processual. “Como o próprio nome sugere. em determinadas hipóteses. como princípio recursal. art. I. Exige-se. por força do artigo 22. sendo as demais figuras absolutamente inconstitucionais” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart).3-princípio da singularidade (unirrecorribilidade ou unicidade)-é aquele que orienta no sentido de que contra a mesma decisão. substituição.4-princípio da fungibilidade-a fungibilidade. c) prazo adequado para o recurso correto. Destarte.099/95. ou seja. . 41). na jurisprudência ou na doutrina. o recurso erroneamente interposto somente poderá ser conhecido se observou o prazo para o oferecimento do recurso correto. contra a decisão judicial é cabível a interposição de um só recurso.7. a respeito do recurso correto para impugnar determinada decisão. não se pode aplicar o princípio em comento quando o recurso interposto for evidentemente descabido.7. amparando-se na idéia de que o desvio da forma legal sem a geração do prejuízo não deve gerar a nulidade do ato processual” (Daniel Amorim Assumpção Neves). ou seja. mais precisamente receber o recurso que não se entende como cabível para o caso concreto por aquele que teria cabimento. a existência de controvérsia. da CF. na doutrina ou na jurisprudência. isso de modo algum afasta sua aplicação no caso de dúvida objetiva.

regularidade formal. é visualizado a partir do binômio necessidade/adequação. à luz da legislação vigente. interposto exclusivamente por um dos sujeitos. recorrível. Desse modo. A necessidade decorre da sucumbência e da impossibilidade de resolver a questão sem o recurso.8. legitimação e interesse). trazendo para ela situação mais prejudicial do que aquela existente antes do oferecimento do recurso” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). a interposição do recurso piorar a condição da parte. “Outro princípio importante para o sistema processual brasileiro diz respeito à proibição de que o julgamento do recurso.8-pressupostos recursais-são os requisitos necessários para que o mérito do recurso interposto seja examinado. se o recurso é mecanismo previsto para que se possa obter a revisão da decisão judicial. sendo normalmente a ela posteriores (tempestividade. não pode. Reformando para piorar a situação do recorrente o juiz do recurso estará decidindo extra petita e. Os recursos cíveis cabíveis estão previstos no artigo 496 e noutros artigos do CPC.1-cabimento . em contrário aos princípios agasalhados no CPC. O interesse recursal. a exemplo do que ocorre com o interesse processual (condição da ação). do CPC). Ora. só pode aviar recurso se a decisão for. Só a legislação federal pode prever recurso 1. e a adequação . O interesse de recorrer reside no prejuízo que a sentença causa à parte. O prejuízo resulta da sucumbência. pretende reexame da causa e nova decisão que melhore sua situação jurídica. I a X. são suscetíveis de recurso. ao julgá-lo. por suas relevâncias. piorar a situação desta (recorrente). A doutrina classifica os pressupostos recursais em intrínsecos. dessa forma. interposto exclusivamente por uma das partes. de ofício. tem interesse para o recurso a parte prejudicada pela decisão.o pressuposto em evidência significa que o recurso manejado pelo interessado deve estar taxativamente previsto em lei federal e ser adequado para impugnar o decisório a ele causador de gravame. conhecê-las. 1. Não se aplica o presente princípio quando se trata daquelas matérias que compete ao juízo.1. Portanto. por meio de recurso. e extrínsecos. acolhendo ou rejeitando. bem como em leis federais extravagantes. por isso.8. é intuitivo que sua finalidade deve cingir-se a melhorar (ou pelo menos manter idêntica) a situação vivida pelo recorrente.7. Sucumbente (vencido) é a parte a quem a sentença não atribuiu o efeito prático a que pretendia. entendidos como aqueles que dizem respeito à decisão impugnada em si mesma considerada e que são aferidos levando-se em consideração o conteúdo e a forma dela (cabimento. Não pode.2-interesse para o recurso . No recurso há o pedido de reformar para melhor e este é o pedido sobre o qual deverá pronunciar-se o juízo ad quem. em qualquer tempo ou grau de jurisdição (artigo 301. é a lei federal que prevê os decisórios que. 1.5-princípio da proibição do “reformatio in pejus”-significa que o órgão julgador do recurso. venha a tornar sua situação pior do que aquela existente antes da insurgência.o que justifica o recurso é o prejuízo (ou gravame) que a parte sofreu com a decisão ou sentença. inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer e preparo). A qual. entendidos como aqueles que dizem respeito a fatores externos à decisão que se busca impugnar. assim.

A renúncia pode ser tácita ou expressa. isto é.8. a desistência da ação. Daí porque são chamados pressupostos negativos de admissibilidade dos recursos” (Luiz Orione Neto). é aquele. se ambas as partes forem vencidas (procedência parcial do pedido).1-renúncia e desistência de recurso-a renúncia ocorre quando a parte vencida abre mão previamente do seu direito de recorrer. o interessado manifesta expressamente sua intenção de não apresentar recurso contra a decisão. um gravame. A expressa decorre de manifestação de vontade da parte (artigo 502 do CPC). 1. Todavia. do CPC). demonstrado o prejuízo (ou gravame). Tem legitimidade para recorrer a parte vencida. os impedimentos do mesmo poder são a renúncia ao recurso e a aquiescência à decisão. O recurso de terceiro prejudicado é uma das modalidades de intervenção de terceiros no processo. a quem este causou prejuízo. o reconhecimento jurídico do pedido. É o ato unilateral da parte.3-legitimidade para o recurso.o interesse para o recurso emerge do prejuízo (ou gravame) nascido da sucumbência. 1. o terceiro deve demonstrar o nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial (artigo 499. pois a desistência caracteriza-se como um fato extintivo do julgamento do mérito do recurso. Quando há sucumbência recíproca ai teremos as duas partes legitimas para oferecer o recurso. . estão também legitimados para recorrer o terceiro prejudicado e o Ministério Público (artigo 499 do CPC). Fato impeditivo: renuncia ao direito de recorrer. ou fiscal da lei (como parte). está legitimado para recorrer a parte vencida. que pleiteai no poder judiciário que aquele recurso não seja processado e julgado.4. § 1º.decorre da utilização do recurso adequado para impugnação da decisão gravosa. a presença de qualquer deles no processo faz com que o recurso seja inadmissível. estranho à relação processual por ocasião do ato decisório impugnável. conseqüentemente. ou seja. a renúncia ao direito sobre que se funda a ação.8. É a parte do processo que não teve acolhida a pretensão do direito material.4-inexistência de fato extintivo ou impeditivo do poder de recorrer (pressupostos negativos)-“o fato extintivo do poder de recorrer é a desistência do recurso. Fato extintivo: A desistência ela se manifesta após ser interposto o recurso. aceitação expressa ou tácita. também têm interesse para o recurso o Ministério Público e o terceiro. Do ponto de vista prático. A tácita é entendida como aquela que decorre da simples decadência do prazo recursal. não conhecível. com qualidade para recorrer. Todavia. aquele que é sucumbente. Terceiro prejudicado é aquele que não esta participando da relação processual. Terceiro prejudicado. mas que sofreu prejuízo na decisão proferida.8. ou seja. 1. por oportuno. estarão ambas legitimadas para recorrer. que. O MP também tem legitimidade quando ele está no processo como custus legis. Registrese. O interesse vem daquele que sofreu o prejuízo. quando deixa o interessado transcorrer em branco o prazo para recorrer. Assim. e como sucumbente ele tem o poder de provocar o reexame dessa decisão.

2-justa causa na interposição do recurso fora do prazo legal-“se. ressalvada a disposição contida no artigo 525. nos embargos infringentes. no recurso extraordinário e nos embargos de divergência. parágrafo único.5.2-aceitação expressa ou tácita da sentença-a parte. não depende de anuência do recorrido ou dos litisconsortes (artigo 501 do CPC).“Renúncia ao direito de recorrer é o ato pelo qual uma pessoa manifesta a vontade de não interpor o recurso de que poderia valer-se contra determinada decisão” (José Carlos Barbosa Moreira). Um dos pressupostos recursais extrínsecos.8. não poderá recorrer (artigo 503 do CPC). sem reserva alguma. no recurso ordinário. A interposição tempestiva do recurso dependerá de protocolo em cartório ou segundo a norma de organização judiciária.4. ou seja. Todavia. para o Defensor Público. A fluência do prazo para recurso está disciplinada nos artigos 242. ocorre quando já interposto o recurso. que suspenda o curso do processo. § 1º e 2º. 1.5. esta regra comporta exceções. Expirado o prazo legal. o prazo para interpor e para responder é de 15 (quinze) dias” (artigo 508 do CPC). caso a decisão impugnada tenha julgado o mérito da pretensão. por seu turno. ou quem exercer cargo equivalente. “Por tempestividade entende-se a necessidade de interposição do recurso no prazo legal. § 2º. tempestivamente. O prazo para a interposição dos embargos de declaração é de 05 (cinco) dias (artigo 536 do CPC). e 506 do CPC. visto que será contado em dobro: 01havendo litisconsórcio e os litisconsortes tiverem diferentes procuradores (artigo 191 do CPC). que aceitar expressa ou tacitamente a sentença ou a decisão. e portanto não continue a ser processado. do CPC). será tal prazo . que é exercitável a qualquer tempo. O prazo no agravo (retido. § 1º. no curso do qual se admite o recurso. 03quando houver no Estado a Assistência Judiciária. O prazo para interposição de recurso é idêntico para ambas as partes. de instrumento e nos próprios autos) é de 10 (dez) dias (artigo 522 do CPC) e no agravo interno é de 05 (cinco) dias (artigo 557. sobrevier o falecimento da parte ou de seu advogado.1-prazo para a interposição dos recursos previstos no CPC-“na apelação. a parte manifesta a vontade de que não seja ele submetido a julgamento. A desistência. Considera-se aceitação tácita a prática. de um ato incompatível com a vontade de recorrer (artigo 503. no recurso especial. 02-quando a parte for a fazenda ou o Ministério Público (artigo 188 do CPC).5-tempestividade-o recurso deverá ser interposto em tempo hábil. do CPC. durante o prazo para a interposição do recurso. e. A desistência. 1. do CPC). 1. “Chama-se desistência do recurso ao ato pelo qual o recorrente manifesta ao órgão judicial a vontade de que não seja julgado. o recurso que interpusera” (José Carlos Barbosa Moreira).8. Necessidade de interpor o recurso no prazo. precluso se torna o direito de recorrer. incidir o fenômeno da coisa julgada material” (Luiz Orione Neto). 1. sob pena de operar-se a preclusão temporal.8.8. ou ocorrer motivo de força maior.

o recurso. Trata-se de um pressuposto de admissibilidade do recurso. § 1º. se o recorrente..8. § 2º. O artigo 511 do CPC preceitua que: “no ato de interposição do recurso. os recursos devem ser interpostos por escrito. sob pena de deserção”. o recurso tem que ser escrito. para ser admitido e conhecido. e pelos que gozam de isenção legal (artigo 511. a interposição do agravo (em sua modalidade por instrumento) exige a instrução da peça inicial com certos documentos exigidos em lei (art. o recorrente comprovará. assim.7-preparo -preparo do recurso nada mais é do que o pagamento prévio das despesas com o seu processamento. copia da petição inicial.5.. se a parte não atende a qualquer um dos pressupostos o recurso não será atendido. “o exercício do direito de recorrer submete-se aos ditames legais para a interposição e tramitação do recurso. intimado. 525 do CPC)” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart).8. o respectivo preparo. por exemplo. 1.restituído em proveito da parte. “A extemporaneidade do recurso ocorre não apenas quando é interposto além do prazo recursal. do CPC). Assim. do herdeiro ou do sucessor.8. “São dispensados de preparo os recursos interpostos pelo Ministério Público. do CPC)”. Esta regra comporta a exceção contida no artigo 519 do CPC (a deserção pode ser relevada). quando exigido pela legislação pertinente.3-interposição do recurso antes do início do prazo-a jurisprudência sedimentou o entendimento no sentido de que é intempestivo o recurso oferecido antes do início do prazo. citado por Misael Montenegro Filho). não vier a supri-lo no prazo de cinco dias” (artigo 511. Não obstante possa o interessado ter direito a recorrer. Não basta a parte utilizar o recurso adequado .ele tem que ser observado as exigências legal para não se perder.. . inclusive porte de remessa e de retorno. “A insuficiência no valor do preparo implicará deserção. a parte tem que observar as exigência pela legislação. Aula 03 – 24/08/12 1. o recurso somente será admissível se o procedimento utilizado pautar-se estritamente pelos critérios descritos em lei. contra quem começará a correr novamente depois da intimação” (artigo 507 do CPC). 1. ele tem que ser interposto acompanhado com copia de determinados documento (ex: copia da procuração. visto que ele não poderá ser recebido se não for preparado no prazo estabelecido pela lei. pelos Estados e Municípios e respectivas autarquias. Nem todos os recursos dependem de preparo. é indispensável analisar a legislação pertinente. pela União.6-regularidade formal. Ex: agravo de instrumento – tem os requisitos do agravo de instrumento. para cada recurso o legislador estabelece os requisitos. mas também quando vem à luz aquém do termo inicial da existência jurídica do decisório alvejado” (Precedente do STF. há de ser interposto sob a forma preconizada em lei.

com exceção do agravo de instrumento. preliminar (no sentido estrito do termo.sob pena do recurso se tornar deserto(implica deserção).. a defensoria pública não precisam de “preparar” o recurso. a carência de qualquer um dos pressupostos importa na inadmissão do recurso. “Juizo a quo” – aquele que proferiu a decisão. “Juizo ad quem”.9. fazenda pública. Dessa forma. no juízo aquo (órgão prolator da decisão recorrida) e no juízo ad quem (órgão competente para o julgamento do recurso). Vide: Exclusivo do recurso de apelação . passam por um duplo juízo de admissibilidade. agravo regimental não precisa de pagamento de custas. 519 CPC – autoriza o juiz a relevar a pena de deserção e estabelecer um prazo para que o apelante promova o preparo. JUIZO DE MÉRITO – aquele que verifica. JUIZO DE ADMISSIBILIDADE . ao juízo de mérito.Art. Obs: EXEÇÕES: No agravo de instrumento. agravo regimental o juízo de admissibilidade é uno. denominadas juízo de admissibilidade e juízo de mérito.9-juízo de admissibilidade e juízo de mérito dos recursos-“o julgamento dos recursos divide-se em duas fases. ou seja. 1. de imediato. é pagar as custas do recurso). feito apenas por um órgão. e perante o qual o recurso é interposto. nesses casos não há o que se falar em preparo. Recolhimento das custas recursais. aquela que não foi feito o pagamento do preparo. significando que a decisão aqui proferida pode impedir que se passe ao juízo de mérito). verifica-se a presença dos requisitos de admissibilidade do recurso. O MP. e da provimento ou nega o provimento de recurso. 1.e preciso que a parte alegue e prove o justo motivo para o não preparo. mesmo que o “a quo” entenda que tem todos os pressupostos se o tribunal ad quem entender que carece qualquer um dos pressupostos ele não irá atender. fase do julgamento em que se vai examinar a procedência ou não da pretensão manifestada no recurso” (Alexandre Freitas Câmara). passa-se. Sendo positivo este juízo. agravo retido. Ex: Bahia – Brasília Vide Art. Sendo positivo esse juízo de admissibilidade ai sim passa para o juízo de mérito. essa decisão é irrecorrível. (quando se fala em preparo. Porte de remessa  ex: TRF. do agravo nos próprios autos e dos embargos de declaração.Juízo competente para a apreciação do recurso. Em regra é duplo é feito pelo juízo” a quo” e pelo juízo” ad quem” .Instruir a petição inicial com o comprovante do pagamento das custas processuais.o órgão do poder judiciário examina o recurso. Na primeira delas. o processo tem que retornar a origem.1-juízo de admissibilidade-os recursos. 511 CPC. Embargos de declaração. é o exame prévio . admitido o recurso. ou seja.

ou simplesmente a anula. ou dar-lhe provimento. além desses efeitos jurídicos. b) acarreta o adiamento da preclusão ou da coisa julgada da decisão impugnada. por entender-se fundada a impugnação. avultam-se: a) a ampliação procedimental da relação processual. ou seja. visto que vários atos processuais serão praticados após o pedido de reexame da decisão impugnada e até o julgamento do recurso interposto. . o exame do mérito do recurso está condicionado à presença dos referidos pressupostos recursais. especial. EM REGRA É DUPLO . negar-lhe provimento. no mérito. e agravo nos próprios autos. embargos de divergência - juízo de admissibilidade duplo. “caso este que se desdobra em dois: ou o órgão ad quem reforma a decisão recorrida. efeito expansivo. Se o tribunal entende que é procedente ele irá dar entendimento ao recurso seja para reforma ou para invalidar em caso de erro improcedento. conhecendo do recurso por entender presentes os pressupostos de admissibilidade. sendo positivo o juízo de admissibilidade. portanto.emerge. citado por Luiz Orione Neto). respectivamente de error in judicando ou de error in procedendo” (Barbosa Moreira. embargos de declaração. efeito substitutivo. efeito translativo. “Ao examinar o mérito do recurso. o juízo ad quem. 1. uma série de conseqüências jurídicas (efeitos jurídicos).10-efeitos dos recursos . passará ao exame do mérito do recurso. o tribunal ad quem certificará se a impugnação é procedente ou improcedente e. poderá.(???) Como os juízes proferem (a linguagem usada) . EXCEÇÕES: (UNO): Agravo de instrumento. agravo regimental.. ou dou lhe provimento. e no mérito nego o provimento. Apelação. A decisão do juízo aquo que nega seguimento a recurso por carência de pressupostos de admissibilidade é impugnável por meio de agravo de instrumento. Não conheço do recurso (por falta dos pressupostos de admissibilidade).. Desse modo. da interposição do recurso.. Conheço do recurso (quando o juízo de admissibilidade é positivo). presentes em todos os recursos. recurso ordinário.9.o órgão ad quem (competente para o julgamento do recurso). a moderna doutrina processual aponta os seguintes efeitos recursais: efeito devolutivo. Todavia. se lhe deve ou não dar provimento para anular a decisão por error in procedendo ou reformá-la por error in judicando” (Luiz Orione Neto). dentre elas. efeito diferido e efeito regressivo. agravo retido ( há uma discussão no sentido que é uno e que é duplo).2-juízo de mérito . conforme tenha reconhecido a presença. extraordinário. O juízo de mérito depende de juízo positivo de admissibilidade.pelo qual passam os recursos para aferir se estão presentes os pressupostos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade. por entender-se infundada a impugnação do recurso. 1. efeito suspensivo.

EXPANSIVO. que o efeito devolutivo se subdividiria em “efeito de transferência” – ou devolutivo stricto sensu – quando o recurso transferir a matéria para instância superior.. inerente ao sistema recursal.1-efeito devolutivo-comum a todos os recursos. Art. CPC. Visando uma nova decisão que lhe seja favorável. seguimento minoritário da doutrina.a interposição por si só.. Ex: Apelação tem efeito suspensivo. não se destinam ao reexame da matéria já decidida. Todavia. o. que. O efeito devolutivo é inerente a todos os recursos. . novo julgamento. reexaminando-o. profira. 497 CPC Art.. “Pode-se afirmar. os efeitos mais importantes dos recursos são o devolutivo e o suspensivo. dá-se o restabelecimento do poder de apreciar a mesma questão. é natural dos recursos. e “efeito regressivo”. 520 CPC Art. além de serem julgados pelo próprio órgão prolator da decisão embargada. segundo a mais abalizada doutrina. OS doutrinadores dizem que os efeitos mais importantes são o devolutivo e o suspensivo. pelo mesmo órgão judicial que a proferiu ou por outro hierarquicamente superior. O entendimento doutrinário majoritário é no sentido de que o efeito devolutivo é inerente a todos os recursos. com parte da doutrina. já acarreta conseqüências jurídicas. em regra.Registre-se. 542 §2. pelo efeito devolutivo. 475.10. por oportuno. acarreta o adiamento da preclusão ou em sentença de mérito adiar a . e dentre elas temo a ampliação (vário atos serão praticados a partir de então e até o julgamento pelo órgão competente. até o julgamento do recurso. SUSPENSIVO: efeito em que interposto o recurso suspende a eficácia. .DEVOLUTIVO.TRANSLATIVO. DEVOLUTIVO: É o poder de devolver. Não tendo efeito devolutivo. Em regra permeia os recursos. Quando se trata de embargos de declaração a decisão é em regra ao próprio (mesmo) órgão que proferiu a decisão. parte da doutrina afasta-o dos embargos de declaração e o faz sob o argumento de que eles.. Assim. DIFERIDO. no limite do recurso interposto. transferir o reexame da matéria impugnada em regra para outro órgão do poder judiciário hierarquicamente superior aquele que a proferiu.  REGRESSIVO. mas apenas ao esclarecimento de ponto contraditório ou obscuro e integração de ponto omisso. REGRESSIVO. §3º CPC 1. SUSPENSIVO. para o juízo “ad quem” a fim de que. CPC Art. esclarecimento ou a integração da decisão impugnada. Além dessa conseqüências temos os efeitos do recurso --. ~[. 521. SUBSTITUTIVO.  DE TRANSFERENCIA. visando a reforma ou a invalidação. consiste o efeito devolutivo na transferência do ato recorrido. quando a matéria objeto do recurso for devolvida ao próprio órgão que prolatou a decisão recorrida” (José Miguel Garcia Medina e Teresa Arruda Alvim Wambier). Art.

do CPC.10. não contam com efeito suspensivo. desde que haja pedido expresso nesse sentido e que fiquem demonstrados os requisitos exigidos pelo artigo 558. sendo relevante a fundamentação. Com efeito. adjudicação. por força do disposto no art. Não se confunde o efeito em exame. aquelas matérias que compete ao juízo. de imediato. O dissenso ocorre no que tange à aplicação do comentado efeito no julgamento dos recursos extraordinário e especial. e a parte tem urgência em obtê-la. parágrafo único. na doutrina e na jurisprudência. Tal providência depende de requerimento do agravante ou apelante. conhecê-las. Todavia. do CPC). mas apenas no devolutivo (exemplo: artigos 497 e 520 do CPC). surgindo duas importantes correntes doutrinárias . todavia. nos casos enumerados no art. sobre a possibilidade de o tribunal conhecer de ofício matéria de ordem pública no julgamento dos recursos ordinários. por não ser sempre essencial ao fim colimado pelos recursos. parágrafo único. há casos excepcionais em que a boa realização da justiça exige efetivação. I a VII. 1.1-efeito suspensivo concedido pelo relator-“o relator poderá. 1. ou seja. cabe a ela agravar de instrumento e postular a concessão de efeito suspensivo. nos casos de prisão civil. razão pela qual a lei abre exceção ao natural efeito suspensivo e dispõe que alguns recursos. Não se aplica. a eficácia executiva da decisão impugnada. não se admite contra ela a interposição de outro recurso. foram afastados do âmbito do efeito suspensivo (artigos 497 e 520. deferindo a liminar. o relator poderá atribuir-lhe efeito suspensivo.3-efeito translativo-é aquele que possibilita ao tribunal conhecer de matérias de ordem pública.2-efeito suspensivo-é o que impede a eficácia do ato decisório desde o momento da interposição do recurso e até que este seja decidido.1. ou seja. Se Juiz a quo concedeu a liminar. e a parte prejudicada teme que seja executada. das medidas deliberadas em juízo. o recurso especial.2. A regra é o recurso contemplar efeito suspensivo. uma vez interposto recurso com efeito suspensivo. para paralisar o cumprimento da medida. levantamento de dinheiro sem caução idônea e em outros casos dos quais possa resultar lesão grave e de difícil reparação. do CPC. o princípio da proibição do “reformatio in pejus”.10. em algumas situações. o recurso de agravo e o recurso de apelação. que o juízo a quo negou” (Marcus Vinicius Rios Gonçalves). “O parágrafo único estende esse poder às hipóteses de apelação não dotadas de efeito suspensivo. com o efeito devolutivo. I a VII. I a VII. I a X. de ofício. ou seja.10. remição de bens. quando o tribunal decide com base no efeito translativo. que devolve ao tribunal a apreciação daquilo que foi objeto do recurso. do CPC). que não foram objeto do recurso. pode pedir ao relator que conceda efeito ativo (ou suspensivo ativo).10. do CPC). não sendo possível que o relator a conceda de ofício. 1. suspender o cumprimento da decisão até o pronunciamento da turma ou câmara” (artigo 558 do CPC). no caso de agravo de instrumento ou de apelação (artigo 520. 520. ele pode ser afastado em determinados casos. Mas se o juiz de primeiro grau não concedeu a medida. Conquanto a decisão do relator a respeito seja unilateral. do CPC. conceder a tutela de urgência que foi negada pela primeira instância. a requerimento do agravante. 527. do CPC” (Marcus Vinicius Rios Gonçalves). O recurso extraordinário. fica suspensa até o julgamento dele pelo órgão competente. em qualquer tempo ou grau de jurisdição (artigo 301.2. que permite a apreciação pelo tribunal de questão (matéria de ordem pública) não ventilada no recurso. nas hipóteses previstas no artigo 520.2-efeito suspensivo ativo-“essa expressão é utilizada para designar a possibilidade de o relator liminarmente. É pacífico o entendimento. não devem ser recebidos nos dois efeitos.

por exemplo. Vide art. O efeito expansivo pode ser subjetivo ou objetivo e. que prevê que “o julgamento proferido pelo tribunal substituíra a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto do recurso”. substitua a decisão recorrida. as matérias de ordem pública. e não o julgamento do mérito recursal. Assim. podem ser enfrentadas e decidas pelo tribunal. A segunda corrente é atualmente chancelada pelo Superior Tribunal Justiça.5-efeito expansivo-“consiste na possibilidade de o julgamento do recurso ensejar decisão mais abrangente do que o reexame da matéria impugnada. que atingirá todo o ato impugnado (sentença). não mais existirá a decisão recorrida. É o efeito que permite ao tribunal por ocasião do julgamento do recurso. o mesmo será conhecido pelos órgãos de superposição. mas apenas a do tribunal” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). que é o mérito do recurso. ou seja. dá-lhe provimento e acolhe preliminar de litispendência. prequestionada a matéria objeto dos recursos. reconhecer e acolher matéria de ordem pública que não foi objeto do recurso.10. . “A corrente doutrinária contrária ao efeito translativo nos recursos extraordinários encontra fundamento para tal posicionamento na ausência de prequestionamento de tal matéria. Não tendo sido essa questão enfrentada tampouco decidida pelo tribunal inferior. voltado ao juízo de admissibilidade. uma vez preenchido o requisito de admissibilidade. 1. do recurso interposto apenas por um dos litisconsortes sob o regime de unitariedade (art. Dessa forma. O tribunal age (decide) de ofício sem qualquer provocação. Há efeito expansivo objetivo interno quando o tribunal. 509 do CPC): a decisão atingirá também o outro litisconsorte” (Nelson Nery Júnior. O efeito vem expressamente previsto pelo art. uma vez julgado o recurso. por esse efeito. qualquer que seja ela. É o caso. Há efeito expansivo objetivo externo quando o julgamento do recurso atinge outros atos além do impugnado. assim. e após esse momento aplica-se de forma irrestrita o efeito translativo do recurso” (Daniel Amorim Assumpção Neves). O efeito expansivo subjetivo ocorre quando o julgamento do recurso atinge outras pessoas além do recorrente e do recorrido. ainda que não tenham sido objeto do recurso. este. que atinge todos os atos processuais que foram praticados posteriormente à sua interposição. É esse o entendimento consagrado no Supremo Tribunal Federal” (Daniel Amorim Assumpção Neves). citado por Elpídio Donizetti).4-efeito substitutivo-ele “faz com que a decisão do juízo ad quem. há uma segunda corrente doutrinária “que aponta o prequestionamento apenas como um requisito especial de admissibilidade do recurso. ao apreciar apelação interposta contra sentença de mérito. conhecido o recurso. Todavia.sobre a questão.10. 512 do CPC. interno ou externo. 301 CPC. 1. ainda que a decisão do tribunal confirme a decisão recorrida sem nada alterar em sua essência. o que impediria sua análise pelos órgãos de superposição. não poderia ser objeto de apreciação pelos órgãos de superposição. como o provimento do agravo.

o desta. A apelação. . Efeito regressivo (juízo de retratação) “é a aptidão de que alguns recursos são dotados de permitir ao órgão a quo reconsiderar a decisão proferida. permite o juízo de retratação. para. conseqüentemente. Portanto. no prazo de 48 horas (art. 1. em regra. não permite ao juiz retratar da sentença por ela impugnada. do CPC): 1. do CPC) admitem o juízo de retratação. de exercer do juízo de retratação. não tem esse efeito. 1. à outra assiste a faculdade de. O agravo. retido ou inominado).1-introdução-o recurso adesivo tem cabimento exclusivamente no caso de sucumbência recíproca. § único. II – será admissível na apelação. o recurso principal. no prazo de cinco dias (art. que somente será julgado se o recurso principal for conhecido e julgado em seu mérito” (Daniel Amorim Assumpção Neves). é dotado de efeito regressivo. 285-A. § 1º)” (Marcus Vinicius Rios Gonçalves).10. o recurso adesivo é acessório e. nos embargos infringentes. Todavia. A apelação. III não será conhecido. porém. pode-se dar como exemplo o recurso de agravo retido. apesar de esgotado o prazo legal para a interposição de recurso. tornando-o prejudicado. do CPC) e a sentença de improcedência de plano. as apelações ofertadas contra sentença de indeferimento da petição inicial (artigo 296 do CPC) e contra sentença de rejeição liminar de ações que afrontem decisões proferidas em casos idênticos (artigo 285-A. preconiza o citado dispositivo legal que. O daquela será recurso principal. em suas variadas espécies. reconsiderá-la. que depende do conhecimento da apelação para ser julgado em seu mérito.12-recurso adesivo (artigo 500. o não conhecimento do recurso adesivo. no caso de ambas as partes serem parcialmente sucumbentes e de apenas uma delas recorrer. § 1º. Ao recurso adesivo se aplicam as mesmas regras do recurso independente. ao recurso interposto por qualquer deles poderá aderir a outra parte. sempre a análise do segundo dependa do conhecimento e julgamento do primeiro. I a III. conforme se infere da segunda parte do artigo 500 do CPC: “Sendo.PERMITE QUE TENHA UMA ABRANGENCIA MAIOR. oferecer também sua impugnação ao julgamento. O recurso adesivo fica subordinado ao recurso principal e se rege pelas disposições seguintes: I – será interposto perante a autoridade competente para admitir o recurso principal. Mas há atualmente duas hipóteses em que o juiz pode voltar atrás: a da sentença de indeferimento da inicial. 296.6-efeito diferido-“dá-se efeito diferido quando o conhecimento do recurso depende de recurso a ser interposto contra outra ou a mesma decisão. vencidos autor e réu. No segundo pode-se lembrar do recurso especial e do recurso extraordinário contra o mesmo acórdão. a sua inadmissibilidade ou deserção. no recurso extraordinário e no recurso especial. mas subordinado a outro. ou seja.11-juízo de retratação nos recursos (também denominado de efeito regressivo)-é a faculdade conferida ao juízo prolator da decisão recorrida (juízo a quo). como tal.12. pois sempre permite ao prolator da decisão reconsiderá-la. parágrafo único. essa regra comporta duas exceções. Dessa forma. Com efeito. gera. Também o recurso adesivo. ou se for ele declarado inadmissível ou deserto. preparo e julgamento no tribunal superior (artigo 500. uma vez interposto o recurso. no prazo de que a parte dispõe para responder. a desistência do recurso principal. encontradiça apenas em alguns recursos. O recurso de agravo. O recurso adesivo não é independente. 1. mais dentro de prazo limitado (prazo para resposta). SENTENÇA. No primeiro caso. se houver desistência do recurso principal. quanto às condições de admissibilidade. CPC)”. em regra. em todas as suas vertentes (de instrumento. segue as pegadas do recurso principal. INTERNO: FICA NA PROPRIA DECISÃO. o recurso adesivo.

porém. por força do artigo 500 do CPC. o recurso adesivo. § único).3-natureza jurídica-“o recurso adesivo não é recurso. que foi desfavorável ao recorrente. Já o recurso adesivo deverá ser interposto no prazo para a resposta do recurso respectivo.5-cabimento-o recurso adesivo é cabível na apelação contra sentença definitiva. podendo ser o recurso principal por um fundamento e o adesivo por outro e até ambos pelo mesmo fundamento.2-conceito-“é o recurso interposto pelo recorrido contra o recorrente principal. nos embargos infringentes.12. no processo.4-objeto-o objeto do recurso adesivo está circunscrito à parte da decisão. se cabe ser provido ou não. O recurso adesivo. O prazo para a interposição da apelação. quanto ao mérito. nos embargos infringentes a acórdãos do STF e do STJ. é privativo das partes (autor e réu). Portanto. A doutrina.6-pressupostos de admissibilidade-aplicam-se ao recurso adesivo as mesmas regras do recurso independente. assim. e. se conhecido. o prazo para apresentação da resposta e para a interposição do recurso adesivo é comum. ainda que. Dessa forma. . 1. com a finalidade de obter o reexame. 1. o recurso especial e o recurso extraordinário. ocupa a posição de parte. após a fluência do prazo comum. pela superior instância. necessariamente. o desconhecimento do recurso adesivo. não tem legitimidade para aforá-lo nem o terceiro prejudicado e nem o Ministério Público. passar-se-á ao julgamento do conhecimento do recurso adesivo. não na interposta contra sentença terminativa.12. os dois recursos se submetem a procedimento uno.12. recurso especial e recurso extraordinário” (Luiz Orione Neto). Far-se-á o julgamento do recurso principal e do recurso adesivo na mesma sessão. preparo e julgamento no tribunal superior (artigo 500. 1.1. ainda que em pequena proporção. na ordem em que foram interpostos. 1. contado da intimação da decisão que admitiu o recurso principal e abriu vista para resposta. tenha sucumbido em relação a ela.12. não é unânime em relação a esse tema. do recurso extraordinário e do recurso especial” (Misael Montenegro Filho). evidentemente. como recursos independentes. se lhe negue provimento. mas modo de interposição dos recursos de apelação. segue-se.7-julgamento do recurso adesivo-no tribunal superior. desde que. “O recurso adesivo não é senão um modo especial de interpor a apelação. não está subordinado ao recurso principal. dos embargos infringentes. como conseqüência insuperável. pode-se afirmar que o prazo para a interposição do recurso adesivo é também de 15 (quinze) dias. da parte da decisão que lhe seja desfavorável” (Luiz Orione Neto). Primeiro. é cabível também nos embargos infringentes a acórdão de tribunal de segundo grau. uma vez que este não sendo conhecido. no recurso especial e no recurso extraordinário. salvo quando este. O não conhecimento do recurso principal torna prejudicado o recurso adesivo.12. porquanto não previsto nos seus Regimentos Internos. O recorrente adesivo pode deduzir em seu recurso matéria diversa da que foi objeto do recurso principal. O prazo para a resposta na apelação. haver-se-á de decidir quanto ao conhecimento do recurso principal. assim. Conhecido o recurso principal. entretanto. embargos infringentes. visto que nesta uma das partes é sempre vencedora e outra vencida. É um procedimento recursal aplicado a quatro recursos: apelação. os embargos infringentes. do recurso extraordinário e do recurso especial. quanto às condições de admissibilidade. não. 1.12. sendo apreciados e julgados na mesma sessão. tem cabimento também no recurso especial e no recurso extraordinário. no que tange à matéria nele versada. a contar da intimação ou da publicação do ato impugnado (artigo 508 do CPC). é de 15 (quinze) dias. é de 15 (quinze) dias. dos embargos infringentes.

554 do CPC). apontando os pontos controvertidos sobre os quais versa o recurso (art. em seguida. posteriormente. Feito isso. no prazo máximo de dez dias (art. terá ele.. b)- . com pelo menos quarenta e oito horas de antecedência. do CPC). ou de algum órgão fracionário que atua em seu nome. poderão os advogados sustentar oralmente suas razões pelo prazo sucessivo – primeiro o recorrente e depois o recorrido – de quinze minutos (art. § 3º. do CPC). do CPC). Esse relator poderá ser o mesmo relator do recurso – se seu voto for vencedor no julgamento –. 549. os autos serão encaminhados ao revisor – salvo. § 1º-A. a2)-por motivo de mérito: quando se tratar de recurso manifestamente improcedente ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal. do CPC): a)-em qualquer tipo de recurso pode o relator negar-lhe seguimento (artigo 557 do CPC): a1)-por motivo de ordem processual: quando se tratar de recurso manifestamente inadmissível ou prejudicado. 551. também apondo seu “visto”. mesmo sendo apelação e embargos infringentes.. Finda a ocasião de manifestação das partes. em regra. a quem compete elaborar relatório. o código lhe atribui em alguns casos o poder de decidir. o relator restituirá os autos à secretaria do colegiado (câmara ou turma. 560. em julgamento singular. 563 do CPC). posteriormente. do CPC). o presidente anunciará o resultado. Porém. com o que se restituirão os autos ao presidente do colegiado para a designação de dia para julgamento do recurso. cada um dos juízes proferirá seu voto oralmente. 547 e 548 do CPC). seu mérito (art. se for o caso. os autos serão remetidos ao juiz relator. onde não haverá revisor –. exigem a conclusão dos autos. Lavrado o acórdão – que deve. Realizada a distribuição. ou outro dos juízes que participaram da votação – o primeiro que tiver proferido voto no sentido majoritário do entendimento do colegiado. esta data será incluída em pauta a ser publicada no órgão oficial. Tão-somente a apelação. As hipóteses de julgamento singular do recurso são (artigo 557. que têm o direito de assistir ao julgamento e. o exame e julgamento pelos seus pares. 1. caput e seu parágrafo único. examinando a admissibilidade do recurso e.1-julgamento singular do recurso no tribunal-o relator dirige o procedimento na instância recursal. caput. Proferidos os votos. Nos recursos oriundos das causas de procedimento sumário e de despejo. 564 do CPC)” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). Após o relatório. assim como acontece com as ações. que também lerá e estudará o caso. Determinado o dia pelo presidente da câmara ou da turma. nos casos de procedimento sumário e nas apelações contra indeferimento liminar da petição inicial (art. em regra. 1. em geral).13. valendo seu ato como decisão do tribunal. todavia. a um tribunal superior e será obtido pelo pronunciamento coletivo de seu plenário. de sustentar oralmente as razões de apelo ou as contra-razões oferecidas. ao revisor” (artigo 551 do CPC). conter ementa (art. suas conclusões deverão ser publicadas no órgão oficial. não julga sozinho. “Recebido o feito no tribunal. inclusive. que consiste em uma súmula do conteúdo da decisão –. designando o relator do acórdão. fará o relator exposição da causa e dos pontos controvertidos do recurso. tanto em matéria preliminar como de mérito. Fica afastada a possibilidade de sustentação oral no julgamento dos embargos de declaração e do agravo de instrumento (artigo 554 do CPC). para orientar. por exemplo. No dia do julgamento. obrigatoriamente. bem como na apelação ofertada contra o indeferimento liminar da petição inicial.13-julgamento do recurso no tribunal-o julgamento do recurso interposto cabe. não haverá revisor (artigo 551. após manifestação do relator. Isto se presta para a ciência das partes e de seus advogados. os embargos infringentes e a ação rescisória.. mas também como colegiado. registro próprio e distribuição perante os órgãos competentes do tribunal (arts. do STF ou de Tribunal Superior. com seu “visto”. § 3º.

II. como preceitua o art. do CPC)”. II. o recurso cabível é o recurso inominado e não a apelação (artigo 41 da Lei nº 9. é possível voltar a discutir todas as questões discutidas em primeiro grau. ao órgão competente para o julgamento do recurso. senão vejamos: contra sentença proferida nos Juizados Especiais. 1. entendida como ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos artigos 267 e 269 do CPC (artigo 162. e 109. § 1º. apenas.4-objetivo-“dois são os objetivos possíveis do recurso de apelação.3-cabimento-é cabível contra sentença (artigo 513 do CPC). cuidando. do CPC). se não houver retratação. por ter equivocadamente analisado os fatos e as provas do processo. de recurso padrão. § 1º. renovando-se integralmente o exame da causa. tanto as de fato quanto as de direito.1-introdução-a apelação é o primeiro. o relator apresentará o processo em mesa. Na apelação. embargos de declaração. aplica-se também aos demais recursos. entendida como ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos artigos 267 e 269 do CPC (artigo 162. do CPC). § 1º. com exclusão. No primeiro caso.14-recursos previstos no Código de Processo Civil (artigo 496): apelação. do Supremo Tribunal Federal.099/95). no que for cabível. 2-RECURSOS EM ESPÉCIE: 1-APELAÇÃO (artigos 513/521): 1.13. nas causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou pessoa domiciliada ou residente no País. “A apelação vem desde o direito romano e esteve sempre presente nos sistemas processuais afins ao nosso como o recurso ordinário e genérico que atende ao princípio básico do duplo grau de jurisdição. É o recurso que se presta para impugnar sentença. encontramo-nos diante do error in judicando. não é . O error in judicando apóia-se na alegação de que a sentença é injusta. a saber: a reforma da sentença ou a sua invalidação. pode ser objeto de recurso de apelação. visando a obter uma reforma total ou parcial da decisão impugnada. § 1º. o recurso terá seguimento (artigo 557. do error in procedendo. 1. Essa regra comporta algumas exceções. a justificar o pedido de reexame da decisão. c. “Esse recurso tem cabimento. e.1-recurso cabível da decisão singular do relator: “da decisão caberá agravo.em qualquer tipo de recurso o relator pode dar-lhe provimento (artigo 557. proferindo voto. em relação às quais tenha ocorrido a preclusão” (Vicente Greco Filho). desde que a decisão judicial possa enquadrar-se na definição dada pelo art. b. recurso previsto pelo Código de Processo Civil. no segundo. e. 162. visto que sua disciplina. e de maior amplitude. do CPC). no prazo de 5 (cinco) dias. § 1º-A. sempre que se tiver interesse em impugnar uma sentença. das questões decididas antes da sentença. contra sentenças terminativas ou definitivas. embargos infringentes. 1. 513 do CPC. ou seja. do CPC” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). contra sentença proferida por Juiz Federal. agravo. a depender da matéria que tenha sido incluída em seu interior por iniciativa do recorrente. recurso extraordinário. da CF e artigo 539. segundo a mais autorizada doutrina.2-conceito-“é o recurso que se interpõe das sentenças dos juízes de primeiro grau de jurisdição para levar a causa ao reexame dos tribunais do segundo grau. do CPC): “se a decisão recorrida estiver em manifesto confronto com súmula ou com jurisprudência dominante. o recurso cabível é o ordinário para o Superior Tribunal de Justiça e não a apelação (artigos 105. recurso ordinário. recurso especial. II. ou de Tribunal Superior”. provido o agravo. 1. e embargos de divergência em recurso especial e em recurso extraordinário. O equívoco do magistrado. ou mesmo sua invalidação” (Humberto Theodoro Júnior). 1. Qualquer tipo de sentença proferida em qualquer espécie de procedimento ou processo – seja de jurisdição voluntária ou contenciosa –.

1. os efeitos mais importantes da apelação são o devolutivo e o suspensivo. Sendo limitada (parcial). de natureza processual. No que tange ao efeito devolutivo. É o que se denomina de efeito devolutivo em extensão. dentre elas. O prazo é contado a partir da intimação da sentença. o pedido de nova decisão que pretende. nas razões do recurso que interpõe. uma série de conseqüências jurídicas (efeitos jurídicos). ainda que o tribunal dê provimento ao recurso. Nisso consiste o efeito devolutivo da apelação. mas da certificação do direito material em favor de pessoa diversa da que a prova dos autos e as alegações das partes indicavam como sendo o justo vencedor do litígio. conseqüentemente. Registre-se. Todavia.de natureza processual. O prazo para apresentação da resposta (contrarrazões) também é de 15 dias (sem exceções).5-prazo para a interposição da apelação-o prazo para a interposição é de 15 (quinze) dias. perante o direito brasileiro a interposição do recurso somente devolve (atribui) à apreciação do tribunal a matéria impugnada (tantum devolutum quantum apelatum). 1. a reforma (total ou parcial) ou a invalidação da sentença proferida pelo juiz singular (juízo a quo). por ela plantada ou já existente antes da sua prolação. assim. efeito translativo. efeito substitutivo e efeito expansivo (estudados no item 10). por oportuno.6-efeitos da apelação-emerge. visto que vários atos processuais serão praticados após o pedido de reexame da sentença impugnada e até o julgamento da apelação interposta. essa regra comporta as exceções contidas nos artigos 188 e 191 (prazo em dobro). também não acolhida pelo magistrado singular). não poderá ser decretado o despejo.6. b) acarreta o adiamento da coisa julgada da sentença apelada. a devolução alcançará apenas a matéria impugnada. portanto. da interposição do recurso de apelação. A petição deverá ser protocolada em cartório no prazo para interposição do recurso. A apelação objetiva a obter do juízo de segundo grau (juízo ad quem). por meio da apelação. porém. recorre a parte autora apenas em relação ao não acolhimento da pretensão à cobrança (deixando de lado a pretensão ao despejo. 1. A apelação pode ser plena ou limitada. permitindo assim ao . o conhecimento das questões suscitadas e discutidas no juízo de primeiro grau. além desses efeitos jurídicos. por meio da reapreciação da causa. deve a parte recorrente especificar.6. presentes em todos os recursos. já que essa matéria ficou fora do âmbito de sua cognição. se em uma ação de despejo por falta de pagamento. No error in procedendo. Por tal motivo.1-efeito devolutivo-a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada (artigo 515).1. § 1º). cumulada com pagamento de aluguéis.1-efeito devolutivo quanto à extensão-a extensão é limitada pelo pedido do apelante. o tribunal deverá limitar a acolher ou rejeitar o que lhe foi requerido pelo apelante (exemplo: se o pedido foi de reforma parcial não pode existir reforma integral). que. avultam-se: a) a ampliação procedimental da relação processual. ainda que a sentença não as tenha julgado por inteiro (artigo 515. Assim. encontramo-nos diante de sentença que retrata irregularidade formal. torna-se imperioso fazer uma distinção entre a extensão e a profundidade da devolução: 1. por falta de devolutividade desse tema. efeito suspensivo. denunciando a presença de um vício na atuação do magistrado” (Misael Montenegro Filho). “Em razão de regra decorrente da aplicação do princípio da demanda. a moderna doutrina processual aponta os seguintes efeitos da apelação: efeito devolutivo. conforme a impugnação atinja toda a sentença ou apenas parte dela. Transfere-se ao tribunal competente. segundo a mais abalizada doutrina. a apelação devolve ao tribunal o conhecimento da causa decidida pelo juiz de primeiro grau. reconhecendo o direito de receber os aluguéis não adimplidos.

ainda que se alegue apenas ausência de usucapião da área. o pedido de revisão de uma sentença de mérito pode calcar-se em argumentos como a errônea aplicação da regra sobre o ônus da prova. sem que isso infrinja o princípio em exame.6. §§ 1º e 2º. Mas na apelação. condenar à prestação de alimentos. e é vigente no que tange à ação proposta em juízo.. desde que se atenha. isto é. julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem. todas as questões suscitadas no processo que podem interferir em seu acolhimento ou em sua rejeição.1. ou seja. O efeito suspensivo consiste na suspensão da eficácia natural da sentença. quanto aos fundamentos desse pedido. “Se. se o réu. 1. É certo que. no recurso de apelação. ao pedido de revisão formulado pelo recorrente. A apelação será recebida só no efeito devolutivo quando interposta contra sentença que: homologar a divisão ou a demarcação. em sendo rejeitada a pretensão reintegratória. nas razões de seu recurso. § 2º. de outro. terá sempre efeito suspensivo. todavia. como prolonga a sua ineficácia. a eficácia executiva da sentença impugnada. até que ela seja confirmada em grau superior”. é lícito ao tribunal conhecer de todos eles – sem violação ao princípio da demanda –. dos seus efeitos normais (Moacyr Amaral Santos). de um lado. mas o recorrente pode servir-se de todos ou de apenas alguns deles. A apelação. 515. § 1º). É o que impede a eficácia da sentença desde o momento da interposição da apelação e até que esta seja decidida. em regra. do CPC.6. fixada a extensão do objeto do recurso pelo requerimento levado a efeito pelo recorrente. suspende os efeitos da sentença. porém. observando falta de prova da posse ou do esbulho. alegar a ausência da prova da posse e do esbulho e aduzir ainda exceção de usucapião. é livre para examinar a todos. alinha as hipóteses em que a apelação será recebida só no efeito devolutivo. terão de ser levadas em consideração pelo tribunal (artigo 515. rejeitar liminarmente embargos à execução ou julgá-los improcedentes. em seus incisos (I a VII). ou seja. Trata-se do desdobramento do princípio da fungibilidade da forma do fundamento (aplicável também aos demais recursos). 515. decidir o processo cautelar. A propósito é a lição do professor Ovídio A Baptista da Silva: “O recurso de apelação. porque não se extrapolou o limite do pedido de reforma formulado pelo recorrente (art. do CPC)” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). 1. ainda que não hajam sido expressamente referidos nas razões do recurso interposto (efeito devolutivo em profundidade). a que aludia Pontes de Miranda. A regra. todos os fundamentos.2-efeito devolutivo quanto à profundidade-a profundidade alcança os antecedentes jurídicos da decisão atacada. Observe-se que o pedido de nova decisão pode ter inúmeros fundamentos – por exemplo. Entretanto. a admissão de confissão em casos em que ela seria inaceitável etc. e . poderá o tribunal negar provimento ao recurso. o referido dispositivo. por conta do reconhecimento da usucapião sobre a área. ressalvadas as hipóteses contempladas pelo art. o autor poderá oferecer apelação para afastar a exceção acolhida. 520 do Código de Processo Civil e aquelas constantes de leis especiais.2-efeito suspensivo-a interposição da apelação suspende a eficácia executiva da sentença até o seu julgamento pelo órgão competente (tribunal ad quem). fica suspensa até o julgamento dela pelo tribunal competente.tribunal avaliar a extensão máxima que poderá dar à sua deliberação” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). devolutivo e suspensivo (artigo 520). ainda que a parte não tenha alegado. em sua defesa perante uma ação de reintegração de posse. ainda por exemplo. uma vez interposta apelação. a não apreciação de uma prova nos autos. o tribunal fica vinculado ao pedido de nova decisão formulado pelo recorrente. o que significa que sua interposição impede não só a execução provisória da sentença apelada. é a convergência dos dois efeitos. dessa forma. somado às regras oferecidas pelo art.

O relator. 330 do CPC. na íntegra. por error in judicando. julgando. o autor carecedor da ação. cumprida a diligência. e o processo estiver pronto para o imediato julgamento do mérito. ou seja. I a VII (apelação só no efeito devolutivo). está autorizado a decidir o mérito da causa. até que o tribunal julgue o recurso (artigo 558. pela procedência ou improcedência do pedido” (Alexandre Freitas Câmara). mesmo nas situações previstas no artigo 520. com a devida intimação das partes. porém não houver mais a necessidade de se produzir prova em audiência. para que o juiz profira sentença de mérito. 515 do CPC deve ser interpretado em consonância com as regras estampadas no art. por oportuno. põe fim ao processo por uma sentença processual. Onde e quando se aplica o princípio da causa madura? Onde – no tribunal. assim. “Têm-se. aquela que põe fim ao processo sem apreciar o mérito. recebida só no efeito devolutivo. os autos retornam ao juiz singular para julgar o mérito. Muito mais adequado . Quando – quando o juiz. determinar a suspensão do cumprimento da sentença. Desta feita. o tribunal pode julgar desde logo a lide. desde logo.8-apelação e nulidade sanável-constatando a ocorrência de nulidade sanável. Pede-se vênia. sempre que possível. isto é. se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento. § 4º. apesar de o texto falar em questão de direito. pensar que em caso assim o tribunal tenha de anular a sentença para que os autos baixem ao juízo de origem e lá seja sanado o vício.confirmar a antecipação dos efeitos da tutela. comporta a exceção contida no artigo 515. 1. a aplicação. poderá determinar a realização ou renovação do ato. do CPC). porém. que a apelação interposta contra sentença de indeferimento da petição inicial não está sujeita ao aludido dispositivo (art. § 3º). Todavia. o apelado poderá promover. outrossim. VI. Ora. especialmente no inciso I. Havendo recurso. quando a questão de mérito for de direito e de fato. quando ocorre o provimento. que a lei disse menos do que se queria dizer. não haverá. visto que seu comando exige que a demanda esteja em condições de imediato julgamento. “Observe-se. Dessa forma. reforma a sentença na sua conclusão e profere um julgamento sobre o mérito. aquelas que tratam do julgamento antecipado da lide.352/2001): nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito (art. para transcrever aquela notável lição doutrinária: “Causa madura é aquela que está completamente instruída e pronta para receber a sentença de mérito. que o demandante em momento algum juntou aos autos a procuração de seu advogado. o que não ocorre quando a sentença terminativa é proferida no limiar do processo. no caso de apelação contra sentença terminativa. “Recebida a apelação em ambos os efeitos. o tribunal. 1. a segunda instância tem dois caminhos a seguir: a) cassa a sentença. por exemplo. o fato é que o referido § 3º do art. desde que presentes os seguintes requisitos: versar a causa apenas sobre questão de direito. diante das peculiaridades da causa. fazendo baixar os autos. apesar de extinto o processo sem apreciação do pedido pelo juiz (art. essa regra. extraindo a respectiva carta” (artigo 521 do CPC). isto é. em regra. por exemplo. no julgamento da apelação. 267. assim.267). a execução provisória da sentença. Não se deve. é evidente que o vício de representação impede a apreciação do mérito da causa. parágrafo único). no caso de se ter verificado. prosseguirá no julgamento da apelação (artigo 515. Isso porque. § 3º (inovação introduzida pela lei 10. Registre-se. em lugar de julgar o mérito. o acolhimento do apelo. b) pelo princípio da causa madura. pode.7-apelação contra sentença terminativa-na apelação contra sentença terminativa. sobre a ação. do que já se denominou em sede doutrinária de teoria da causa madura. o juiz não poderá inovar no processo. o tribunal. 515. em segunda instância. “Pense-se. do CPC). qualquer óbice para que o tribunal julgue a lide” (Gilson Delgado Miranda e Patrícia Miranda Pizzol).

a qual conterá os nomes e a qualificação das partes (artigo 514. O prazo para resposta do apelado é de 15 (quinze) dias. da repetição do ato ou da realização do ato faltante). deve ser apresentado no ato da interposição da apelação. Assim.1-súmula impeditiva do recebimento do recurso de apelação-“o Juiz não receberá o recurso de apelação quando a sentença estiver em conformidade com súmula do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal” (artigo 518. O artigo 519. demonstrando os vícios e erros da sentença. preceitua que: provando o apelante justo impedimento.9-interposição da apelação (juízo a quo)-o recurso de apelação deve ser aviado através de petição dirigida ao juiz da causa. imprescindível apresente o apelante as razões do seu inconformismo. os fundamentos de fato e de direito (artigo 514. extinguir-se-á o processo sem resolução do mérito” (Alexandre Freitas Câmara). finalmente. § 1º. porém. Não sanado o vício. o juiz relevará a pena de deserção. “Não obstante o declarado no texto legal. . fixando-se um prazo para que se sane o vício e. do CPC. Da decisão que atribui efeito à apelação cabe agravo de instrumento. por exemplo. 1. na freqüente situação conhecida como cerceamento de defesa. desnecessário contenha a petição de interposição nova qualificação. se prossiga no julgamento da apelação.é converter o julgamento em diligência. 1.276/2006).276/2006). citando José Carlos Barbosa Moreira).9. em que se verifica que a parte vencida foi impedida de produzir uma prova que. estando o recorrente e o recorrido já qualificados nos autos. Este não é. 1. sob pena de deserção. I). as nulidades absolutas também podem ser sanadas (através. salvo quando este é dispensado pela legislação. fixando-lhe prazo para efetuar o preparo. do CPC. neste caso. que reforme total ou parcialmente aquela expedida pelo juiz de primeiro grau” (Gediel Claudino de Araújo Júnior). Também cabe agravo de instrumento no caso de inadmissão da apelação. por exemplo. cabendo ao tribunal apreciar-lhe a legitimidade. assim. o que poderia levar a que se considerasse que é inaplicável o disposto ali nas hipóteses de nulidade absoluta (como se dá. Por outro lado. § 2º. Convertido o julgamento em diligência e. os autos serão encaminhados ao tribunal para o devido julgamento do recurso. contado da intimação do recebimento do recurso.10-recebimento da apelação (juízo a quo)-interposta a apelação. sempre que possível a correção do vício. No direito processual. parágrafo introduzido pela Lei nº 11. isto é. Posteriormente. em cinco dias. do CPC.10. posteriormente. Apresentada a resposta. 515. devendo-se anular a sentença para que o vício seja sanado no primeiro grau de jurisdição. porém. III). poderia levá-la a resultado favorável). é de se considerar que também às nulidades absolutas se aplica o dispositivo aqui examinado. não se poderia aplicar o § 4º do art. parágrafo introduzido pela Lei nº 11. Poderia haver quem considerasse que. sanado o vício existente. o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso (artigo 518. após as contrarrazões (ou expirado o prazo sem elas) e admitido o recurso. e o pedido de nova decisão (artigo 514. o juiz. Sem o pagamento das custas devidas. A decisão referida neste artigo será irrecorrível. provocando a coisa julgada sobre a sentença apelada” (Humberto Theodoro Júnior. declarando os efeitos em que a recebe mandará dar vista ao apelado para responder (artigo518). se produzida. parágrafo único. 1. II). prossegue-se no julgamento da apelação. O comprovante do preparo. Interessante notar que fala o texto da lei em “nulidade sanável”. é facultado ao juiz.1-deserção-“denomina-se deserção o efeito produzido sobre o recurso pelo nãocumprimento do pressuposto do preparo no prazo devido. o entendimento correto. o recurso torna-se descabido. fazendo pedido expresso ao órgão ad quem de nova decisão. impugnando os argumentos que lhe dão arrimo e.

2. e no âmbito do tribunal.1-considerações gerais-o recurso de agravo. o agravo interno (regimental. faria com que o processo não tivesse mais fim.3. 2. dentre elas. isso se justifica por ser ele cabível contra todas as decisões interlocutórias proferidas no processo. sofreu significativas alterações. entendida esta. é a utilização do agravo retido. quando a decisão não extinguir o processo. caso suspendesse o andamento do feito ou a eficácia da decisão recorrida. do CPC) admitem o juízo de retratação. é passível de agravo (decisões que indeferem pedido de produção de prova pericial. as apelações ofertadas contra sentença de indeferimento da petição inicial (artigo 296 do CPC) e contra sentença de rejeição liminar de ações que afrontem decisões proferidas em casos idênticos (artigo 285-A. previsto no Código de Processo Civil.1. ficando o agravo de instrumento para as hipóteses nele excepcionadas. entendida como aquela em que o juiz. do CPC). Todavia. como julgamento monocrático proferido por um dos membros do tribunal (presidente. no curso do processo.1. e que é processado e decidido em autos instaurados no tribunal competente para julgá-lo. bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida. efeito atribuído também aos demais recursos previstos em lei. que são inúmeras. resolve questão incidente (artigo 162. apresenta. e.1.2. ou seja. o recurso de agravo só tem efeito devolutivo. eternizando-se no . 2. como modalidades. na forma retida. quando suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação.2-prazo-o prazo para a interposição do agravo de instrumento é de 10 dias (com as exceções previstas nos artigos 188 e 191). em regra. pedido de antecipação dos efeitos da tutela etc. § 2º.1. quando será admitida sua interposição por instrumento”.10. bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida. avulta-se a que introduziu modificações no caput do artigo 522 do CPC: “Das decisões interlocutórias caberá agravo. quando interposto. como modalidades. No caso do agravo.3-agravo de instrumento (artigos 522 e 524/529 do CPC): 2. essa regra comporta duas exceções. destinando-se à impugnação de decisão interlocutória. não permite ao juiz retratar da sentença por ela impugnada.1-agravo de primeiro grau (artigos 522/529 do CPC): 2.3. como o ato pelo qual o juiz.1.2. 2. A regra.).1-introdução-o agravo é espécie de recurso de grande valia na dinâmica forense. e estiver sujeita à preclusão. resolve questão incidente.1. inominado etc) e o agravo nos próprios autos contra decisão que não admite recurso especial ou recurso extraordinário. resolve questão incidente). em primeiro grau. no âmbito do tribunal.2. no curso do processo. de medida liminar em ação cautelar. ou seja.2.2.2.1-conceito-é o recurso que serve para impugnar decisão interlocutória proferida por juiz de primeiro grau (entendida como aquela em que o juiz. O mesmo prazo. 2.2-modalidades-o agravo. em primeiro grau. de 10 dias (sem exceções) também é conferido ao agravado para a devida apresentação de resposta (contrarrazões ou contraminuta).2-conceito-é a forma recursal que serve para impugnar decisão interlocutória proferida por juiz de primeiro grau (artigo 522 do CPC). 2.3-efeitos-“regra geral. o agravo retido (regra) e o agravo de instrumento (exceção).3.2-juízo de retratação na apelação-a apelação.187/2005. relator etc. e. 2-AGRAVO: 2.2. no curso do processo. § 1º.1. no prazo de 10 (dez) dias.). Dessa forma. salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação. com advento da Lei nº 11. por força do sobredito dispositivo.

constantes no processo. Em princípio.2.1. e.5-procedimento-o agravo de instrumento é interposto diretamente no tribunal competente para apreciá-lo. precisando esse saber se as partes estão devidamente representadas e como proceder às intimações.1. constantes no processo. a distribuição faz-se de imediato ao relator que lhe dará o devido processamento: 2. nos casos de prisão civil. dos dois mais importantes efeitos dos recursos (efeitos devolutivo e suspensivo). 2. Assim.3. a requerimento do agravante. adjudicação. sendo relevante a fundamentação. de cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição. CPC). com outras peças consideradas úteis pelo agravante (artigo 525. ainda.5.o nome e o endereço completo dos advogados. da certidão da respectiva intimação e das procurações outorgadas aos advogados do agravante e do agravado (artigo 525.3. conta apenas com o efeito devolutivo. A carência de qualquer das peças exigidas acarreta o não conhecimento do recurso por irregularidade formal. sua interposição possibilita ao juiz a reconsideração da decisão agravada. O recorrente.5. A . parágrafo único). O não atendimento dessa exigência.3.2. improcedência ou prejudicialidade (artigo 527. 2.2. mas o recorrente pode optar pelo serviço de correio.1. do CPC).1. desde que argüido e provado pelo agravado. mantendo-a ou modificando seu conteúdo. facultativamente.1-atribuição de efeito suspensivo ao agravo de instrumento-“o relator poderá. isto é.3-processamento do recurso no tribunal-Recebido o agravo de instrumento no tribunal. II. providência esta que tem razão de ser no fato de que o recurso é interposto no próprio tribunal.1-petição do agravo-a petição do recurso deve conter os seguintes requisitos (artigo 524 do CPC): I – a exposição do fato e do direito. III . ou.2.4-juízo de retratação no agravo de instrumento-o agravo de instrumento admite o juízo de retratação. I. importa inadmissibilidade do agravo (artigo 526. a interposição é feita através de petição protocolada na própria secretaria do tribunal. II – as razões do pedido de reforma da decisão.3. CPC).1. requerendo juntada. levantamento de dinheiro sem caução idônea e em outros casos dos quais possa resultar lesão grave e de difícil reparação. bem como fundamentar o pedido de reforma da decisão atacada. o agravo perderá seu objeto.2. após a interposição do agravo no tribunal. suspender o cumprimento da decisão até o pronunciamento da turma ou câmara” (artigo 558 do CPC).3. “O agravo confere oportunidade para que o juiz reaprecie a decisão tomada. CPC). remição de bens.2. quando devidos (artigo 525.3.5. do CPC).2. dará. 2. deve relatar a decisão e as razões pelas quais foi proferida.3.2-comunicação da interposição do agravo ao juiz da demanda-o agravante. pelo relator. no prazo de três dias. ciência de sua interposição ao juiz da causa.3. ou seja. assim como da relação dos documentos que instruíram o recurso.1-negativa liminar de seguimento do agravo (artigo 527. fazendo a remessa com registro e aviso de recebimento. 2.3.5. por manifesta inadmissibilidade. por outra forma prevista na lei local (artigo 525. 2. já o inciso III diz respeito à indicação do nome completo e do endereço dos advogados. para atender as exigências dos incisos I e II. o agravo de instrumento.1. aos autos do processo. e assim não poderá ser julgado pelo tribunal” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). Havendo atendimento ao pleito do recorrente.tempo” (Luiz Orione Neto). § 2º. sua interposição não suspende a eficácia da decisão recorrida. 2. A petição do recurso será obrigatoriamente acompanhada de cópia da decisão agravada. § 1º. I)-o agravo de instrumento pode ser indeferido liminarmente. I. Acompanhará também a petição do agravo o comprovante do pagamento das custas e do porte de retorno.1.

3-atribuição de efeito suspensivo ao recurso (artigo 523. ou de Tribunal Superior. 2. III)-o relator poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso (artigo 558).2. e. salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação. comunicando ao juiz sua decisão (artigo 527. Todavia. adjudicação. do CPC).1. do CPC).3. provido o agravo. legitimidade.2. O agravado. O agravo de instrumento.5. II)-o relator converterá o agravo de instrumento em agravo retido. Com efeito. facultando-lhe juntar a documentação que entender conveniente.5. conforme se depreende do artigo 497 do CPC. § 1º. no prazo de 5 (cinco) dias. improcedente. parágrafo único). suspender o cumprimento da decisão até o pronunciamento da turma ou câmara (artigo 558 do CPC). mandando remeter os autos ao juiz da causa. parágrafo único). nas comarcas sede de tribunal e naquelas cujo expediente forense for divulgado no diário oficial. IV. o relator apresentará o processo em mesa.5.3. remição de bens. o recurso terá seguimento (artigo 557. se não houver retratação.1. do Supremo Tribunal Federal. facultando-se.3. mandará ouvir o .2. que as prestará no prazo de 10 (dez) dias (artigo 527. observará o disposto no § 2º. bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida. obriga o destinatário a prestá-las em dez dias. Da decisão do relator. parágrafo único). V)-o relator. prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal.5.).3. 2. por alguma razão. III. uma vez exercida.3.4-requisição de informação ao juiz da causa (artigo 527.3. o artigo 557 do CPC preceitua que o relator negará seguimento a recurso manifestamente inadmissível. ao relator o julgamento de plano da própria questão recorrida. total ou parcialmente a pretensão recursal. a requerimento do agravante. A decisão concessiva de efeito suspensivo ao agravo de instrumento só é passível de reforma no momento do julgamento do agravo. como é o caso de retratação no juízo recorrido e de decisão final transitada no próprio processo.5-intimação do agravado (artigo 527. inadmissível. caberá agravo. A prejudicialidade ocorre quando. mandará intimar o agravado.6-oitiva do Ministério Público (artigo 527.2. preparo.2-conversão do agravo de instrumento em agravo retido (artigo 527. a intimação far-se-á mediante a publicação no órgão oficial (artigo 527.2.3. VI)-o relator. sob registro e com aviso de recebimento.5. V. A improcedência relaciona-se com o próprio mérito do recurso. salvo se o próprio relator a reconsiderar (artigo 527. 2. IV)-o relator poderá requisitar informações ao juiz da causa. nos casos de prisão civil. É uma faculdade do relator.3. dessa forma. do CPC). 2. em antecipação de tutela. interesse etc. na resposta.admissibilidade diz respeito aos pressupostos necessários ao conhecimento do recurso (tempestividade. conta apenas com o efeito devolutivo. para que responda no prazo de 10 (dez) dias. do art.3. sendo relevante a fundamentação. assim. proferindo voto. concluídas as providências consignadas nos incisos III a V do caput do artigo 527. o relator poderá. salvo se o próprio relator a reconsiderar (artigo 527.1. ao órgão competente para o julgamento do recurso. o recurso perde sua utilidade prática. A decisão de conversão do agravo de instrumento em agravo retido só é passível de reforma no momento do julgamento do agravo. entretanto. levantamento de dinheiro sem caução idônea e em outros casos dos quais possa resultar lesão grave e de difícil reparação. ou deferir.3. 2. para garantir o contraditório e o tratamento isonômico das partes.1. em regra. nas hipóteses acima alinhadas.1. por exemplo. é o recurso interposto fora do prazo. do CPC). por ofício dirigido ao seu advogado. 525 (artigo 527.

nas razões ou nas contra-razões da apelação porventura interposta contra a sentença.4-juízo de retratação no agravo retido-o agravo retido admite o juízo de retratação. ou seja. sua interposição possibilita ao juiz a reconsideração da decisão agravada.Ministério Público.2. eternizando-se no tempo” (Luiz Orione Neto). ou seja.1-conceito-é a forma recursal que serve para impugnar decisão interlocutória proferida por juiz de primeiro grau (artigo 522 do CPC). portanto.5.1. é realizado pelo órgão competente para julgá-lo (juízo ad quem). 2. retida nos autos. efeito atribuído também aos demais recursos previstos em lei. ficando o conhecimento subordinado à reiteração expressa de seu julgamento como matéria preliminar nas razões ou na resposta da apelação dirigida ao tribunal” (Luiz Orione Neto).4.3-efeitos-“regra geral. ficando. do CPC) por petição dirigida ao juiz da causa. sua interposição não suspende a eficácia da decisão recorrida.4. em prazo não superior a 30 (trinta) dias da intimação do agravado. visto que a devolução do reexame da decisão agravada. VI.1. “O agravo confere oportunidade para que o juiz reaprecie a decisão tomada.1.1. e que é processado e decidido pelo tribunal. “Agravo retido é o meio processual que a lei coloca à disposição das partes. o agravo perderá seu objeto. faria com que o processo não tivesse mais fim. 2. mantendo-a ou modificando seu conteúdo.1. o juiz poderá reformar sua decisão” (artigo 523.2. § 2º.1. A petição do recurso é encartada no próprio processo.1. entendida como aquela em que o juiz. 2.2.2-prazo-o prazo para a interposição do agravo retido é de 10 dias (com as exceções previstas nos artigos 188 e 191). caso suspendesse o andamento do feito ou a eficácia da decisão recorrida. e ouvido o agravado no prazo de 10 (dez) dias. do Ministério Público e de um terceiro. manifestar expressamente nesse sentido.5-juízo de admissibilidade-o juízo de admissibilidade do agravo retido é uno.4. para que . no mesmo processo em que foi proferida a decisão agravada. do CPC). para que se pronuncie no prazo de 10 (dez) dias (artigo 527. Havendo atendimento ao pleito do recorrente. do CPC). § 2º. o recurso de agravo só tem efeito devolutivo. dos dois mais importantes efeitos dos recursos (efeitos devolutivo e suspensivo). pedirá dia para julgamento (artigo 528 do CPC). o agravo retido. se o agravante o reiterar nas razões ou na resposta da apelação. O mesmo prazo. quando interposto. isto é.4. ou seja. cujo conteúdo não possui aptidão para causar dano irreparável. pedindo que permaneça no bojo dos autos. 2.3. só ocorrerá em momento posterior e se o agravante.6-procedimento (artigos 522/523 do CPC)-interpõe-se o agravo retido (que não está sujeito a preparo – artigo 522.2.4-agravo retido (artigos 522/524 do CPC): 2. com o escopo de obstar a preclusão de decisão interlocutória proferida por magistrado de primeiro grau de jurisdição.7-julgamento do agravo-o relator.2. resolve questão incidente (artigo 162. No caso do agravo. conta apenas com o efeito devolutivo. no curso do processo. Assim. isso se justifica por ser ele cabível contra todas as decisões interlocutórias proferidas no processo.2.3. o relator considerará prejudicado o agravo (artigo 529 do CPC). 2. 2.2. do CPC). pelo tribunal competente. parágrafo único.4. prolator da decisão impugnada.2.4. que são inúmeras. Se o juiz prolator da decisão agravada comunicar que a reformou inteiramente.1. 2. e assim não poderá ser julgado pelo tribunal” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). e. Daí falar-se em efeito devolutivo diferido. “Interposto o agravo. O agravo retido só operará seu efeito devolutivo no caso de ser reiterado pelo agravante nas razões ou nas contrarrazões da apelação que venha a ser interposta contra a sentença. se for o caso. de 10 dias (sem exceções) também é conferido ao agravado para a devida apresentação de resposta ao agravo.

2. no aguardo do curso do decêndio legal para interpor o recurso de agravo na forma escrita.2. do CPC): 2.2. portanto. ao órgão competente para o julgamento do recurso. que segundo a doutrina majoritária não desafia preparo e nem oitiva do agravado. devendo ser interposto oral e imediatamente. do agravo retido. o agravo retido só operará seu efeito devolutivo no caso de ser reiterado pelo agravante nas razões ou nas contra-razões da apelação que venha a ser interposta contra a sentença.1-conceito-“o agravo interno. provido o agravo. deve o recurso ser desde logo interposto.2. ouvir-se o agravado e. O agravo interno. O juízo de retratação. 2.2. O juiz. 2. Daí falar-se em efeito devolutivo diferido. mas. na apelação que venha interpor. bem como constar do respectivo termo (art. o relator apresentará o processo em mesa. do CPC). “Deparando a parte com decisão interlocutória proferida na audiência de instrução e julgamento. Desse modo.2-agravo no âmbito do tribunal: 2.6. pronunciar-se o juiz no juízo de retratação” (Alexandre Freitas Câmara). requerer expressamente a apreciação.dele o tribunal conheça. Proferida esta caberá ao agravante. Poderá o juiz. também denominado agravo inominado. em seguida e na mesma sessão. em seguida. 457). contra decisão interlocutória proferida em audiência de instrução e julgamento só se admite a interposição do agravo retido oral. cabendo ao juiz. agravinho. preliminarmente. 523” (Misael Montenegro Filho). Dessa forma. recebendo o agravo retido. se não retratar da decisão (juízo de retratação). ou decorrido o prazo sem a sua apresentação. desse modo. deverá abrir vista ao agravado para oferecer resposta (contrarrazões ou contraminuta). e o processo seguirá normalmente rumo à sentença.1-agravo interno (artigos 532. do CPC)-“das decisões interlocutórias proferidas em audiência de instrução e julgamento caberá agravo na forma retida. abrindo-se oportunidade para. manter sua decisão ou reformá-la.2. agravo regimental. de forma oral. . do CPC). e a resposta do agravado deve ser dada.4. na própria audiência. nada mais é do que uma nova oportunidade para que o juiz aprecie a questão decidida pelo decisório agravado. A inexistência desta reiteração implica desistência tácita do agravo retido. por ocasião do julgamento da apelação (artigo 523 do CPC). assistirá à preclusão da matéria. 545. no prazo de cinco dias.1. nele expostas sucintamente as razões do agravante” (artigo 523. ao revés. em face da redação do § 3º do art.2. terá atingido o seu objetivo. sem combatê-la naquele instante. de natureza terminativa ou definitiva.2. 558. “Proferida decisão interlocutória em audiência. § 1º. confirmá-la.2-procedimento-“da decisão caberá agravo. O recurso. em seguida. ou nas contrarrazões à apelação interposta pela outra parte. proferindo voto. que não será conhecido pelo tribunal. no curso da solenidade (audiência).1. ficando. com as partes presentes e sendo intimadas de imediato.1. no prazo de dez dias e. deverá o magistrado exercer o juízo de retratação. ficará o agravo retido nos autos. devendo as razões do recurso e o pedido nele formulado constar do respectivo termo. 2. a ser exercido pelo juiz após o oferecimento da resposta. é interposto por petição apresentada ao relator (a quem não é dado indeferir o recurso). admite a lei. agravo de mesa. afastada a possibilidade de oferecimento de agravo retido escrito. no âmbito dos tribunais” (Luiz Orione Neto). pelo tribunal. que. retratando-se o juiz de sua decisão. § 3º. quedando silente. Desse modo. No caso de o juiz não reformar sua decisão. se não houver retratação. § 3º.1-agravo retido oral (artigo 523. bem como apenas agravo. é o recurso cabível contra decisão interlocutória monocrática proferida por relator. a interposição de agravo retido oralmente. exercer o juízo de retratação. agravo simples. o recurso terá seguimento” (artigo 557. uma vez proferida decisão interlocutória numa audiência de instrução e julgamento. 557. e.

4-procedimento do agravo nos próprios autos na superior instância (STF ou STJ)-No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça. caberá agravo. 535 a 538 do Código de Processo Civil. do CPC. 2.2. 2.2.2.1-agravo manifestamente inadmissível ou infundado-“quando manifestamente inadmissível ou infundado o agravo. no prazo de 5 (cinco) dias. provido o agravo. Esta última parece-nos mesmo a melhor posição. Em seguida. não forem admitidos.2. prejudicado ou em confronto com súmula ou jurisprudência dominante no tribunal.2.4-resposta-o agravado será intimado.2. ao órgão competente. 2. se um ou ambos os recursos. 2. Parte da doutrina nega-lhes a natureza de recurso.2. do CPC). para no prazo de 10 (dez) dias oferecer resposta. § 3º.2. b) negar seguimento ao recurso manifestamente inadmissível. no caso de interposição conjunta. § 4º. do CPC). acatá-la” (Alexandre Freitas Câmara).2. conforme preconiza o artigo 544. o julgamento do agravo obedecerá ao disposto no respectivo regimento interno. ou seja. o recurso não admitido na origem. caberá agravo nos próprios autos.conhecer do agravo para: a) negar-lhe provimento. O agravante deverá interpor um agravo para cada recurso não admitido (artigo 544. com redação dada pela Lei nº 12. Em primeiro lugar.3-prazo-o prazo para a interposição do agravo nos próprios autos é de 10 dias (com as exceções previstas nos artigos 188 e 191).1-introdução-se for negativo o juízo de admissibilidade. o juízo de admissibilidade do agravo nos próprios autos é uno.2. cabendo ao intérprete. de imediato.2. preferindo considerar que se trata de mero incidente do julgamento. o recurso.2. 2. tão-somente. O agravo interno é processado e julgado no próprio processo onde foi proferida a decisão agravada.2.1-introdução-“previstos nos arts. onde foi proferida a decisão agravada terá seguimento. . se o acórdão recorrido estiver em confronto com súmula ou jurisprudência dominante no tribunal (artigo 544.5-da decisão do relator no agravo nos próprios autos cabe agravo interno-“da decisão do relator que não conhecer do agravo.2-conceito-é o recurso cabível contra decisão de presidente (ou de vice-presidente) de tribunal que não admite recurso extraordinário ou recurso especial.2.2.2. 2. do CPC). 2. proferindo voto. o tribunal condenará o agravante a pagar ao agravado multa entre um e dez por cento do valor corrigido da causa.2-agravo nos próprios autos contra decisão que não admite recurso especial ou recurso extraordinário (artigos 544/545 do CPC. § 2º. observado o disposto nos §§ 1º e 2º do art.2. podendo o relator: I . 3-EMBARGOS DE DECLARAÇÃO (ARTIGOS 535/538 DO CPC): 3. § 1º.2.2. se correta a decisão que não admitiu o recurso. Outros autores há que consideram os embargos de declaração verdadeiro recurso. os embargos de declaração são um instituto de natureza bastante controvertida. Assim.2. visto que é realizado apenas na superior instância (STF ou STJ). isto é. c) dar provimento ao recurso. ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor” (artigo 557. negar-lhe provimento ou decidir. de 10 dias (sem exceções) também é conferido ao agravado para resposta.2.2. há que se considerar que a atribuição de natureza recursal a determinado instituto é função do legislador.2.1.não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada. os autos serão remetidos à superior instância. como aliás são considerados pela lei processual. desde logo. I e II.apresentará o processo em mesa. II . 557 (artigo 545 do CPC). no prazo de 10 (dez) dias (artigo 544 do CPC). O mesmo prazo.322/2010): 2.

3. Não há. Parece-nos. do Ministério Público e de terceiro. com indicação do ponto obscuro. em petição dirigida ao juiz ou relator. proposições inconciliáveis entre si) ou omissão (quando o órgão prolator da decisão omite ponto sobre o qual devia pronunciar-se). porque esse recurso não se presta a adquirir nova decisão sobre a causa. é pacífico. proferindo voto. O artigo 537 preceitua: o juiz julgará os embargos em 05 (cinco) dias. embora seja fonte primária do direito.5-prazo-o prazo para a interposição dos embargos de declaração é de 05 dias (com as exceções previstas nos artigos 188 e 191). obscuridade (falta de clareza da decisão.4-fundamentos dos embargos de declaração-a interposição dos embargos de declaração está condicionada à existência na sentença. no decisório.6. dentro da mesma relação jurídica processual. assim. 3. 3. porém. mas apenas aperfeiçoar a decisão já tomada” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart).3. Não se abre vista à parte contrária para manifestação. I e II. objetivando novo pronunciamento perante o mesmo juízo prolator da decisão embargada. ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se o juiz ou tribunal (artigo 535. nos tribunais o relator apresentará os embargos em mesa na sessão subseqüente. como a doutrina.1-resposta do embargado-“é de se notar que a lei não prevê o contraditório nos embargos de declaração. nos embargos de declaração destinados a suprir omissão da decisão). do CPC). supra a omissão ou elimine contradição existente no julgado” (Humberto Theodoro Júnior). 3. a fim de completá-la ou esclarecê-la” (Luiz Orione Neto). segundo o qual o prazo das contra-razões é . no caso dos embargos de integração (ou seja. a jurisprudência (usus fori).3-objeto-“embora o CPC preveja que o objeto do recurso de embargos de declaração é a sentença ou o acórdão que apresenta omissão. obscuridade ou contradição. os princípios gerais de direito etc. em razão da possibilidade de se produzir efeito infringente do julgado. os costumes.” (Misael Montenegro Filho).2-conceito-é o recurso cabível quando na sentença ou no acórdão houver obscuridade ou contradição. “O recurso de embargos de declaração é um remédio jurídico que a lei coloca à disposição das partes. não exclui a incidência de outras fontes. não há que se falar em prazo para responder aos embargos. devendo ser destacado que a lei. deve-se dar oportunidade ao embargado para se manifestar (devendo se considerar o prazo de cinco dias para oferecimento das contra-razões.6-procedimento-o procedimento está disciplinado nos artigos 536/537. na decisão interlocutória ou no acórdão de algum dos vícios previstos no artigo 535. que. “Dá-se o nome de embargos de declaração ao recurso destinado a pedir ao juiz ou tribunal prolator da decisão que afaste obscuridade. 3. “Os embargos de declaração não se sujeitam a preparo e não conferem direito a resposta. genericamente observado. contradição ou omissão. tanto na doutrina quanto na jurisprudência. do CPC. contradição (ocorre a contradição quando estão presentes. a admissibilidade da espécie para o ataque de decisão interlocutória que apresenta qualquer dos vícios. contraditório ou omisso. oportunidade para oferecimento de contra-razões nos embargos de declaração. em respeito ao princípio. não estando sujeito a preparo. o que facilmente se compreende se tivermos em mente que a finalidade essencial do recurso é o esclarecimento da decisão já proferida. tornando difícil a sua exata interpretação ou verdadeira inteligência). I e II. no prazo de 05 (cinco) dias. a impugnação de qualquer decisão judicial que contenha o vício da obscuridade. Nos embargos de declaração não há intimação da outra parte para apresentar resposta. pois. ou seja. O artigo 536 dispõe: os embargos serão opostos. a viabilizar.

terá o magistrado de avaliá-lo por completo e. “Os embargos de declaração. Todavia. parágrafo único. uma vez que não há disposição legal em contrário. tornando-o inteligível. é mero reflexo do princípio da isonomia)” (Alexandre Freitas Câmara). É o que diz o artigo 538: os embargos de declaração interrompem o prazo para interposição de outros recursos. 3. que uma sentença omissa quanto a um ponto suscitado pode. o juiz ou o tribunal. Vale mencionar. com certa naturalidade. para que tão-somente a partir daí passe a correr o prazo (que é integral) para a interposição do recurso originariamente cabível contra a decisão embargada (art. todavia. que o juiz deixe de avaliar. o entendimento de que a referida interrupção de prazo não vinga se os embargos de declaração forem intempestivos. do CPC)” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). mantendo-se. assim. do CPC). declarando que o são.7. Imagine-se.idêntico ao da interposição do recurso. o que se pretende com os embargos de declaração é que o juízo dê outra redação ao provimento recorrido. pode resultar outra decisão também viciada. julgando procedente o pedido. 3. por qualquer das partes. ao contrário. na esteira de Flávio Cheim Jorge. um dos fundamentos da defesa (o mais importante).7. por exemplo.10-embargos de declaração ofertados contra decisão proferida em embargos de declaração-“note-se que. somente o não conhecimento deles (embargos de declaração) por intempestividade afasta a interrupção de prazo preconizada no artigo 38 do CPC. porém.1-efeito devolutivo-predomina na doutrina o entendimento de que os embargos de declaração ostentam efeito devolutivo. por ocasião do exame dos embargos de declaração. do julgamento dos embargos. aliás. o fluxo do prazo para a interposição de qualquer outro recurso. além de impedir que a decisão recorrida gere efeitos. Pense-se.2-efeito suspensivo-“os embargos de declaração têm efeito suspensivo. na doutrina e na jurisprudência. para o exame do ponto omitido. Predomina. para qualquer das partes (e não apenas para o embargante). “vícios como a contradição e a omissão podem. gerar uma decisão complementar .7-efeito interruptivo-a apresentação de embargos interrompe o prazo para interposição de outros recursos. Nisso não reside nenhuma atitude vedada por lei. Esse é o entendimento prevalente na doutrina e jurisprudência. Interrompido (e não apenas suspenso) esse prazo. porém. interpostos os embargos de declaração. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. interrompem. as partes deverão ser intimadas da decisão proferida em virtude dos embargos de declaração. 538. o que. trata-se de efeito devolutivo regressivo. caput. na sentença. Na reiteração de embargos protelatórios. se for o caso. o conteúdo da decisão.8-embargos manifestamente protelatórios-“quando manifestamente protelatórios os embargos. 3. que parece mais correto que os embargos de declaração só tenham efeito suspensivo se o recurso que puder ser interposto em seguida contra a decisão for dele dotado” (Marcus Vinicius Rios Gonçalves). acolhê-lo para julgar improcedente a demanda. alterar a substância da decisão recorrida. resulta da própria essência integrativa da decisão dos embargos de declaração” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). visto que a devolução é para o mesmo órgão que proferiu a decisão objurgada. por exemplo. 3. 3. a multa é elevada a até 10% (dez por cento). 3. ficando condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo” (artigo 538.9-embargos de declaração com caráter infringente-o recurso em exame tem por finalidade basilar apenas aperfeiçoar a decisão já tomada e não uma nova decisão sobre a demanda.

tendo como fundamento o entendimento esposado pelo voto minoritário” (Misael Montenegro Filho). Admitidos os embargos infringentes. no julgamento de apelação. mas contra tal decisão caberá agravo. 4. Dessa nova decisão. o relator pode indeferir liminarmente o recurso. não cabem os embargos contra acórdão não unânime proferido em apelação oriunda de sentença terminativa). do CPC). que a sentença objeto da apelação seja de mérito (logo. em grau de apelação. 4. deve existir voto vencido. 535 do CPC) no ato judicial” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). ainda que por decisão de maioria). os embargos infringentes exigem: que o acórdão seja proferido no julgamento de apelação ou ação rescisória.obscura. em ação rescisória. de imediato. caso a norma regimental assim o determine. ou mesmo contraditória no exame daquele ponto inicialmente omisso. em magistrado que não tenha participado do julgamento embargado (artigo 534 do CPC).2-prazo-o prazo para a interposição dos embargos infringentes é de 15 dias (com as exceções previstas nos artigos 188 e 191). 4. abrir-se vista ao recorrido para contrarrazões. caso em que a escolha recairá. devendo. pois. não se admitem embargos infringentes contra o decisório não unânime da rescisória. que não seguiu o entendimento manifestado pelos demais integrantes do órgão colegiado do tribunal. reforma a sentença de mérito ou.6-efeitos-os embargos infringentes produzem os efeitos devolutivo e suspensivo.3-pressupostos-além dos pressupostos de admissibilidade comuns aos demais recursos. Com a prolação do acórdão que julga o recurso de embargos infringentes. para que prevaleça o voto vencido. “Cabem embargos infringentes quando o acórdão não unânime houver reformado. em se tratando de ação rescisória. 4-EMBARGOS INFRINGENTES (ARTIGOS 530/534 DO CPC): 4. se o pedido tiver sido julgado improcedente ou se o processo tiver sido extinto em razão de preliminares processuais.1-conceito-“embargos infringentes são o recurso cabível contra acórdão não-unânime que. O mesmo prazo. ou seja. assim.4-objetivo-“o objetivo do recurso de embargos infringentes é o de obter a reforma do acórdão não unânime. no caso de apelação. o efeito devolutivo opera-se tão-somente em relação à matéria que constitua objeto dos embargos e nos limites da impugnação ou do pedido formulado pelo embargante. tenha reformado a sentença de mérito apelada (não é. embargável. que examinará a admissibilidade do recurso (artigo 531 do CPC). 4. 4. e assim sucessivamente. para o órgão competente para o julgamento dos embargos (artigo 532 do CPC). será escolhido novo relator. que a decisão atacada não seja unânime. ou seja. enquanto subsistir algum vício (daqueles apresentados pelo art. serão eles processados e julgados conforme dispuser o regimento do tribunal (artigo 533 do CPC) e. com o fim de complementá-la ou aperfeiçoá-la. portanto. ou houver julgado procedente ação rescisória” (artigo 530 do CPC). parágrafo único. Com . após o que os autos irão para o relator do acórdão embargado. Na apreciação das condições de admissibilidade. julga procedente o pedido de rescisão da sentença transitada em julgado” (Alexandre Freitas Câmara). cabem novos embargos de declaração. a sentença de mérito. o acórdão que a confirma. no prazo de cinco dias.5-procedimento-os embargos infringentes devem ser protocolados no cartório ou secretaria do tribunal (artigo 506. todavia. o acórdão a tenha julgado procedente. de 15 dias (sem exceções) também é conferido ao recorrido para a devida apresentação das contrarrazões ao recurso em questão. sempre que possível. e que. o recorrente pretende que o colegiado prolate decisão em substituição à anterior. que o acórdão não unânime.

a devolução se opera em relação à matéria impugnada e nos limites do voto vencido e do pedido do embargante. tratando-se de acórdão em apelação. A propósito é o magistério do professor Elpídio Donizetti: “assim. são os próprios da apelação. 515. que haja sido recebida apenas no efeito devolutivo. da CF). na ação rescisória. 5. “a”. tratando-se de embargos totais. no que evidentemente. 515. Dessa forma. c. da CF (recurso ordinário para o STF). a interposição do recurso ordinário farse-á perante o órgão a quo. parágrafo único do CPC). inclusive. 5-RECURSOS ORDINÁRIOS PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E PARA O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: 5. porque entre os juízes que pronunciaram o acórdão impugnado a divergência foi total. de um lado. §§ 1º e 2º). ou. de 15 dias (sem exceções) também é conferido ao recorrido para a devida apresentação das contrarrazões ao recurso. por oportuno. o disposto nos respectivos regimentos internos (artigo 540 do CPC). II. Consiste o efeito suspensivo na suspensão da eficácia do acórdão recorrido. e. da CF) cabe agravo (retido e de instrumento) para o STJ e não para o TRF (artigo 539. pouco importando como se haja disposto a sentença ou acórdão em relação a isso (art. nas hipóteses do art. será julgada à vista de todos os pontos discutidos nos autos e todos os fundamentos da demanda ou da defesa. b. da CF). Por outro lado.efeito. se denegatória a decisão. se esta havia suspendido o cumprimento da sentença ou do acórdão.5-procedimento dos recursos ordinários para o STF e STJ-os requisitos de admissibilidade e de procedimento dos sobreditos recursos.3-recurso ordinário para o Superior Tribunal de Justiça-é o instituto processual adequado para impugnar decisão em mandado de segurança proferida em única instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais dos Estados. hábeas data e mandado de injunção. II. da CF). II. devolve-se ao órgão competente para o julgamento daqueles (embargos totais) a apreciação de toda matéria objeto do acórdão recorrido. podendo. “b”. proferidas nas causas em que forem partes. em petição adequadamente fundamentada e portadora de pedido compatível com os fundamentos (art. um dado muito . e nos artigos 539/540 do CPC. Devendo observar no Supremo Tribunal e no Superior Tribunal de Justiça. c. “c”. 514). sendo parciais os embargos. proferida em única instância pelos Tribunais Superiores. II. II. 5.4-prazo-o prazo para a interposição do recurso ordinário é de 15 dias (com as exceções previstas nos artigos 188 e 191). 5. O mesmo prazo. da CF (recurso ordinário para o STJ). forem aplicáveis (vide itens referentes à apelação). ou seja. II. do CPC” (Marcus Vinicius Rios Gonçalves). Estado estrangeiro ou organismo internacional. que os embargos infringentes o têm. no juízo de origem.2-recurso ordinário para o Supremo Tribunal Federal-é o remédio jurídico manejável para impugnar decisão em mandado de segurança. que das decisões interlocutórias proferidas nessas causas pelos Juízes Federais (artigo 105. do Distrito Federal e Territórios. e no artigo 105. se denegatória a decisão (artigo 105. no silêncio da lei. do outro. 511). prosseguir com sua execução provisória. Município ou pessoa residente ou domiciliada no País (artigo 105. a sentença apelada perdura com a sua eficácia própria. etc. devolverá ao órgão destinatário toda a matéria impugnada (art.1-introdução-os recursos em questão têm assento constitucional. Registrese. trará a comprovação do preparo (art. sendo o caso. O efeito suspensivo diz respeito somente ao acórdão embargado. entende-se. quanto ao efeito suspensivo. 5. Além disso. caput-apelação total ou parcial). estando previstos nos artigos 102. bem como para atacar as decisões (sentenças) dos Juízes Federais (109. naquilo que for objeto dos embargos. “Eles só terão efeito suspensivo se a apelação da qual resultou o acórdão embargado era dotado de efeito suspensivo. 489.

6. “O recurso extraordinário bem como o recurso especial.6-recurso extraordinário: 6.1-julgamento da causa. por recurso extraordinário ou especial. permitir apenas o reexame da matéria de direito. 6. admitindo execução provisória (artigo 475-O do CPC). nas situações em que a execução.2-pressupostos-o recurso extraordinário. deste extraído como a costela de Adão”. “a”.1. precipuamente. 6. III. ou seja. ao contrário dos recursos comuns (ordinários) em que se permite o exame dos fatos e do direito. III. c)-julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição. § 2º.c. são desprovidos de efeito suspensivo.6. que violar a Constituição Federal. O mesmo prazo. enquanto couber nas instâncias ordinárias algum recurso. 6. a guarda da Constituição. “c”. mediante recurso extraordinário. e no artigo 105. em única (competência originária) ou última instância (competência recursal)-a Constituição. o que faz com que a decisão impugnada. Assim.2-base constitucional e legal-os recursos em questão têm assento constitucional. O recurso extraordinário e o recurso especial (recursos excepcionais) pressupõem o prévio esgotamento das vias recursais comuns. a fim de preservar sua autoridade e integridade. também exige a convergência dos pressupostos específicos a seguir expostos: 6. qual seja: preservar a unidade e a autoridade do direito constitucional e infraconstitucional” (Luiz Orione Neto). Demais disso.4-efeitos-os recursos extraordinário e especial serão recebidos no efeito devolutivo (artigo 542. “b”. da CF)-“compete ao Supremo Tribunal Federal.d.1-cabimento (artigo 102. estando previstos nos artigos 102. nas hipóteses nela previstas. 6. ainda que provisória da decisão. “d”.6. “c”. tem-se utilizado.6.2. 6-RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO ESPECIAL: 6. III. porque cabem tão-somente nas hipóteses especificadas na Constituição Federal.1-conceito-recurso extraordinário é o instituto processual apto a impugnar decisão judicial. quando a decisão recorrida : a)-contrariar dispositivo desta Constituição. 6. ou seja. 520). têm por objetivo. do CPC). 6. da CF (recurso especial para o STJ). seja desde logo eficaz. Dessa forma. “a”. da CF (recurso extraordinário para o STF). “que é uma variante do extraordinário. e ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial. no que tange ao recurso extraordinário. além de desafiar os pressupostos recursais inerentes aos demais recursos e a ele aplicáveis. a não ser nos casos em que não o tenha a própria apelação (incisos I a VII)”.importante: terá efeito suspensivo (art. não será possível deles se utilizar. “b”. de 15 dias (sem exceções) também é conferido aos recorridos para a devida apresentação das contrarrazões aos recursos extraordinário e especial.1-introdução-são recursos excepcionais. e desafiam pressupostos de admissibilidade muito mais rigorosos do que os demais recursos até aqui estudados. para dar efeito suspensivo aos sobreditos recursos. que os particulariza e os difere dos recursos chamados “comuns” ou “ordinários”. proferida em única ou última instância.3-prazo-o prazo para a interposição do recurso extraordinário e do recurso especial é de 15 dias (com as exceções previstas nos artigos 188 e 191). possa resultar prejuízo irreparável ou de difícil reparação. a. a ação cautelar. não . cabendo-lhe: III-julgar.b. b)-declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. e nos artigos 541/546 do CPC. 6. as causas decididas em única ou última instância. proposta perante o STF ou STJ.5-competência-compete ao Supremo Tribunal Federal a apreciação do recurso extraordinário. têm uma finalidade específica. d)-julgar válida lei local contestada em face de lei federal”.

2. o STF reputou inviável o acesso a via recursal extraordinária escudada em alegação de “ofensa à coisa julgada”. ou seja.6. Assim.6. nessa hipótese.2-quando a decisão recorrida declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal (artigo 102. 105/704). 107/661). apenas. julga válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. III.1-quando a decisão recorrida contrariar dispositivo da Constituição Federal (artigo 102. a exemplo do que ocorre com o recurso especial. 6. Dessa forma. sem “lei federal” de permeio. c)-a decisão. por determinação constitucional. visto que.2.3-quando a decisão recorrida julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal (artigo 102. atendidos os sobreditos pressupostos recursais. nesse caso. “direta e não por via reflexa” (RTJ. as causas decididas em única ou última instância. exige o esgotamento das vias recursais ordinárias.2-existência de questão constitucional-a questão constitucional diz respeito às hipóteses de cabimento preconizadas pelo artigo 102. devido a suposta inconstitucionalidade” (Elpídio Donizetti). haveria de ser disciplinada pelo legislador federal” (Luiz Orione Neto).2. é porque se sustenta que ela tratou de matéria que. “a” a “d”. a. provocado por recurso extraordinário. O termo lei ou ato normativo de governo local significa toda espécie normativa expedida pelos poderes estaduais. b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. a)-o recorrente deve demonstrar de forma inequívoca que a decisão impugnada violou frontalmente a Constituição Federal. distritais e municipais. 6. as decisões das Turmas Recursais dos Juizados Especiais. b)-“significa que a decisão recorrida.c. declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. precipuamente. deslindar .6. da CF.2. o que abre ensejo à utilização do recurso em questão a fim de garantir a prevalência da “Lex Mater”.2. Assim. “direta e imediata à Lei Magna” (RTJ. segundo interativa jurisprudência da excelsa Corte. III. segundo sólida jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Registre-se. a contrariedade a dispositivo da CF. podendo configurar. cabendo-lhe: julgar. III. 6. III.2. quando é o próprio texto constitucional que resultou ferido. 6. porque a matéria revestiase de caráter infraconstitucional. cabe ao Supremo Tribunal Federal. d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal” (artigo 102. situação de conflito indireto com a Constituição” (Luiz Orione Neto). Assim.b.6. por oportuno. da CF). III. c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição. a contrariedade à Constituição apta a ensejar o manejo do recurso extraordinário deve ser frontal e direta e não apenas reflexa ou indireta. ainda que por acaso também tenha sido violada. “Compete ao Supremo Tribunal Federal. hábil a render azo ao recurso extraordinário.condiciona a que a decisão impugnada (recorrida) tenha sido proferida por tribunal.2. caberá o aludido recurso contra acórdão ofensivo a autoridade ou a unidade de incidência ou inteligência da Constituição. que a decisão tenha sido proferida em única ou última instância. III. “Assinale que. exigindo. 6.2.2. que a interposição do recurso extraordinário. no âmbito do controle difuso de constitucionalidade. deve negar a aplicação (ou vigência) da lei ou tratado federal.6. podem desafiar recurso extraordinário para o STF. quando muito. 161/1029). d)-a hipótese em consideração está ligada à “distribuição constitucional de competência para legislar: se a lei local está sendo contestada em face da lei federal. a guarda da Constituição.d.4-quando a decisão recorrida julgar válida lei local contestada em face de lei federal (artigo 102. fica confinada aos casos em que essa ofensa seja “direta e frontal” (RTJ. A hipótese em comento tem aplicação quando o tribunal ou órgão colegiado competente. quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição.

de questões relevantes do ponto de vista econômico.4-repercussão geral da questão constitucional discutida (artigo 102. qual é o ato normativo que está em harmonia com a Constituição Federal. 6.4.418/2006. no caso concreto. § 1 o Para efeito da repercussão geral. da questão federal ou constitucional que se quer ver analisada pelo Superior Tribunal de Justiça ou Supremo Tribunal Federal. bem como do interesse público em discuti-la. haverá necessidade. “Preenche-se o prequestionamento com a presença. “É inadmissível o recurso extraordinário quando não ventilada. portanto. ficará dispensada a remessa do recurso ao Plenário.3-prequestionamento-traduz-se no fato de que o recurso só será admitido se o tema constitucional nele versado tiver sido objeto de debate e apreciação na instância originária. Consoante o preciso magistério do professor Alexandre de Moraes. em preliminar do recurso. a existência da repercussão geral. Como afirmado por Doreste Batista. § 5o Negada a existência da repercussão geral. quando a questão constitucional nele versada não oferecer repercussão geral. se a decisão impugnada tiver sido omissa a seu respeito ou se a pretensa ofensa à Constituição tiver origem em posicionamento do órgão julgador adotado pela vez primeira no próprio julgado recorrido.2. por faltar o requisito do prequestionamento”. 4 (quatro) votos. político. regulamentando o art. continua o citado mestre. preceitua que: “no recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso.2. ou não. pois possibilita ao Supremo Tribunal a análise da relevância constitucional da matéria. 6. não pode ser objeto de recurso extraordinário.2.6. da CF)o parágrafo 3º do artigo 102 da CF. efetivamente. § 2o O recorrente deverá demonstrar. a decisão valerá para todos os . na forma da lei. somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros”. O que importa. nos termos da lei.1-repercussão geral da questão constitucional discutida-a Lei nº 11.6. ou seja. § 3 o Haverá repercussão geral sempre que o recurso impugnar decisão contrária a súmula ou jurisprudência dominante do Tribunal. para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal. 543-A. § 3º. antes de interpor o recurso extraordinário. citado por Luiz Orione Neto). definir. a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso. de o Supremo Tribunal Federal entender essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas. decisão do tribunal recorrido acerca do tema debatido” (Fredie Didier Júnior. “Por isso. acrescentado pela EC 45/04. O Supremo Tribunal Federal. provocar o pronunciamento sobre a questão constitucional por meio de embargos de declaração” (Humberto Theodoro Júnior). 6. não conhecerá do recurso extraordinário. no mínimo. assim. a questão será relevante quando o interesse no seu desate seja maior fora da causa que propriamente dentro dela”. em decisão irrecorrível. deverá a parte. nos termos deste artigo. A partir da EC 45/04. será considerada a existência. os quais assim preceituam: Art. § 4o Se a Turma decidir pela existência da repercussão geral por.a questão. é verificar se houve. na decisão recorrida. “para que os recursos extraordinários sejam conhecidos e julgados. “trata-se de importante alteração nos requisitos de admissibilidade do recurso extraordinário. é preciso que ele tenha sido suscitado e decidido antes. a questão federal suscitada” (Súmula 282 do STF). que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. acrescentou ao Código de Processo Civil os arts 543-A e 543-B. social ou jurídico. 102. na decisão recorrida.6. § 3º. sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios. O enunciado desta Súmula é complementado pela Súmula 356 também do STF: “O ponto omisso da decisão. na tentativa de afastá-lo do julgamento de causas relevantes somente aos interesses particulares”.

pelos Tribunais dos Estados ou do Distrito Federal-a Constituição. além de desafiar os pressupostos recursais inerentes aos demais recursos e a ele aplicáveis. poderá o Supremo Tribunal Federal. não obstante. quando a decisão recorrida: a)-contrariar tratado ou lei federal.1. 6. que serão indeferidos liminarmente. tudo nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. essa função especial não lhe retira o caráter de instituto processual destinado à impugnação de decisões judiciárias. da CF)-“compete ao Superior Tribunal de Justiça: III-julgar em recurso especial. ou negar-lhes vigência. § 7o A Súmula da decisão sobre a repercussão geral constará de ata. que será publicada no Diário Oficial e valerá como acórdão.7-recurso especial: 6. nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.1-cabimento (artigo 105. o acórdão contrário à orientação firmada. 543-B. observado o disposto neste artigo. as causas decididas. cassar ou reformar. § 5o O Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal disporá sobre as atribuições dos Ministros. sobrestando os demais até o pronunciamento definitivo da Corte. Turmas de Uniformização ou Turmas Recursais. bem como proferido nova decisão sobre o caso concreto”. os recursos sobrestados serão apreciados pelos Tribunais. . a Suprema Corte. “tem uma finalidade eminentemente política. em única ou última instância. que violar a legislação federal. a manifestação de terceiros. § 3o Julgado o mérito do recurso extraordinário. na análise da repercussão geral. em única (competência originária) ou última instância (competência recursal). b. proferida em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais dos Estados e do Distrito Federal. b)-julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal. os recursos sobrestados considerar-se-ão automaticamente não admitidos. nos termos do Regimento Interno. Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica controvérsia. O recurso extraordinário. também exige a convergência dos pressupostos específicos a seguir expostos: 6. das Turmas e de outros órgãos. c)-der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja dado outro tribunal”. § 6 o O Relator poderá admitir. na análise da repercussão geral. terá tutelado a autoridade e a unidade da lei federal (especificamente das normas constitucionais). do Distrito Federal e Territórios. § 2 o Negada a existência de repercussão geral. III.7. subscrita por procurador habilitado.2. 6. a. liminarmente. Art.3-finalidade-o recurso extraordinário tem por escopo proteger a integridade e autoridade da Constituição. Mas.1-julgamento da causa.6. 6. consoante leciona Humberto Theodoro Júnior.7. 6. salvo revisão da tese. pelos Tribunais Regionais Federais. a fim de se obter a sua reforma. a fim de preservar a autoridade e a unidade do direito federal infraconstitucional.c. conhecendo do recurso e dando-lhe provimento. que poderão declará-los prejudicados ou retratar-se. pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais dos Estados.7. a análise da repercussão geral será processada nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.2-pressupostos-o recurso especial.1-conceito-recurso especial é o instituto processual apto a impugnar decisão judicial. nas hipóteses previstas na Constituição da República.recursos sobre matéria idêntica. no que tange ao recurso especial. a um só tempo. § 4o Mantida a decisão e admitido o recurso.7. § 1o Caberá ao Tribunal de origem selecionar um ou mais recursos representativos da controvérsia e encaminhá-los ao Supremo Tribunal Federal. Isto porque.

III. 541. do Distrito Federal e Territórios.2. alcançando atos administrativos em sentido amplo (praticados pelos Poderes Executivo.7. a decisão da Turma Recursal dos Juizados Especiais.2-quando a decisão recorrida julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal (artigo 105. podendo significar a inobservância ou a interpretação errônea de preceito legal. a negativa de vigência.b. . ou negar-lhes vigência. as causas decididas. contestado em face de lei federal.7. Dessa forma. faz se necessária a demonstração do dissídio jurisprudencial.2-existência de questão envolvendo lei federal-a questão envolvendo lei federal diz respeito às hipóteses de cabimento preconizadas pelo artigo 105.2. ou seja. “Compete ao Superior Tribunal de Justiça: IIIjulgar em recurso especial. b)-o recurso especial. pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais dos Estados.2. c)-“nesse caso. caberá o aludido recurso contra acórdão ofensivo a autoridade ou a unidade de incidência ou inteligência de Lei Federal.7.3-multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica questão de direito-a Lei nº 11.2.condiciona a que a decisão impugnada (recorrida).7. em qualquer caso. quando a decisão recorrida: a)-contrariar tratado ou lei federal. O problema envolvido é de mera legalidade. é preciso que ele tenha sido suscitado e decidido antes (prequestionado). 6. trata-se de saber se o ato administrativo respeitou ou não a lei federal. da CF).1-quando a decisão recorrida contrariar tratado ou lei federal. tem sentido amplo. ainda. parágrafo único)” (Elpídio Donizetti). da CF. ou ainda pela reprodução de julgado disponível na internet. mencionando. com indicação da respectiva fonte. confrontado pela decisão recorrida) lavrado em última instância ordinária.6. inclusive em mídia eletrônica. a.2. III.672. oficial ou credenciado. Vide item 6. 543-C. assim.3-prequestionamento-traduz-se no fato de que o recurso só será admitido se o tema envolvendo lei federal nele versado tiver sido objeto de debate e apreciação na instância originária. em única ou última instância. Legislativo e Judiciário). tem cabimento quando a decisão impugnada julgar válido ato de governo local (estadual. ou. 6. b) prova da divergência mediante certidão.c. Assim. municipal ou distrital). a. mencionada na parte final do dispositivo” (Elpídio Donizetti). Outros requisitos para essa hipótese de cabimento do REsp são: a) acórdão paradigma (isto é. acrescentou ao Código de Processo Civil o art.c.2.b. ou negar-lhes vigência (artigo 105. não se admite recurso especial pela divergência quando a orientação do STJ se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida (Súmula 83 do STJ).7.2. além de ter sido em única ou última instância. III. o qual assim dispõe: Art. 543-C.2. que não pode envolver julgados do mesmo tribunal (Súmula 13 do STJ).2. 6. ao contrário do que ocorre no recurso extraordinário. em que tiver sido publicada a decisão divergente. 6. Além disso. c)-der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja dado outro tribunal” (artigo 105. de 08 de maio de 2008. 6. tenha sido proferida por tribunal. b)-julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal. 6. cópia autenticada ou pela citação do repositório de jurisprudência. não pode ser objeto de recurso especial. III.3-quando a decisão recorrida der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja dado outro tribunal (artigo 105.3 (referente ao recurso extraordinário). III. no caso em comento. versando sobre o processamento do recurso especial quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica questão de direito. as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados (art. a)-“a expressão contrariar tratado ou lei federal.7.

6. II-a demonstração do cabimento do recurso interposto. . os recursos especiais sobrestados na origem: I . § 2 o Não adotada a providência descrita no § 1o deste artigo. poderá admitir manifestação de pessoas. os quais serão encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça. o processo será incluído em pauta na seção ou na Corte Especial. conforme dispuser o regimento interno do Superior Tribunal de Justiça e considerando a relevância da matéria. o recorrente fará a prova da divergência mediante certidão. poderá determinar a suspensão. devendo ser julgado com preferência sobre os demais feitos. § 5 o Recebidas as informações e. se for o caso. serão interpostos perante o presidente ou o vice-presidente do tribunal recorrido. § 6 o Transcorrido o prazo para o Ministério Público e remetida cópia do relatório aos demais Ministros. que conterão: I-a exposição do fato e do direito. por meio do recurso especial. cópia autenticada ou pela citação do repositório de jurisprudência. § 8o Na hipótese prevista no inciso II do § 7 o deste artigo. 6. é a manutenção da autoridade e unidade da lei federal. o relator no Superior Tribunal de Justiça. o recurso especial será processado nos termos deste artigo. nos tribunais de segunda instância. ao identificar que sobre a controvérsia já existe jurisprudência dominante ou que a matéria já está afeta ao colegiado. ou ainda pela reprodução de julgado disponível na Internet.7. em que tiver sido publicada a decisão divergente. Quando o recurso fundar-se em dissídio jurisprudencial. § 4o O relator. ficando suspensos os demais recursos especiais até o pronunciamento definitivo do Superior Tribunal de Justiça. ressalvados os que envolvam réu preso e os pedidos de habeas corpus.Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica questão de direito. § 9o O Superior Tribunal de Justiça e os tribunais de segunda instância regulamentarão. § 7o Publicado o acórdão do Superior Tribunal de Justiça. com indicação da respectiva fonte. os procedimentos relativos ao processamento e julgamento do recurso especial nos casos previstos neste artigo. após cumprido o disposto no § 4 o deste artigo. Através dele não se suscitam nem se resolvem nem questões de fato nem questões de direito local” (Humberto Theodoro Júnior).terão seguimento denegado na hipótese de o acórdão recorrido coincidir com a orientação do Superior Tribunal de Justiça. em petições distintas. dos recursos nos quais a controvérsia esteja estabelecida. aos tribunais federais ou estaduais a respeito da controvérsia. tendo em vista que na Federação existem múltiplos organismos judiciários encarregados de aplicar o direito positivo elaborado pela União. que antes era desempenhada pelo recurso extraordinário. órgãos ou entidades com interesse na controvérsia.4-finalidade – o recurso especial tem por escopo proteger a integridade e autoridade da lei federal. § 3 o O relator poderá solicitar informações. § 1 o Caberá ao presidente do tribunal de origem admitir um ou mais recursos representativos da controvérsia. III-as razões do pedido de reforma da decisão recorrida (artigo 541 do CPC). a serem prestadas no prazo de quinze dias. no âmbito de suas competências. Daí que não basta o inconformismo da parte sucumbente para forçar o reexame do julgamento de tribunal local pelo Superior Tribunal de Justiça.serão novamente examinados pelo tribunal de origem na hipótese de o acórdão recorrido divergir da orientação do Superior Tribunal de Justiça.8-procedimento-o recurso extraordinário e o recurso especial. Dito remédio de impugnação processual só terá cabimento dentro de uma função política. terá vista o Ministério Público pelo prazo de quinze dias. mantida a decisão divergente pelo tribunal de origem. ou II . oficial ou credenciado. “A função do recurso especial. qual seja a de resolver uma questão federal controvertida. far-se-á o exame de admissibilidade do recurso especial. nos casos previstos na Constituição Federal. inclusive em mídia eletrônica.

da qual caberá outro RE ou Resp. intima-se o recorrido para. para que admita ou não o recurso.2-da inadmissão do recurso – se for negativo o juízo de admissibilidade. assim. § 1º. Ainda não é o momento de o tribunal a quo proferir juízo de admissibilidade do RE ou Resp. mas entregue na secretaria e aí protocolada. § 2º. Cabe-lhe. § 1º. A petição do recurso. Na hipótese de o relator do recurso especial considerar que o recurso extraordinário é prejudicial àquele. no prazo para a interposição do recurso contra a decisão final. seção etc). a decisão é singular (decisão pelo próprio relator). apresentar contrarrazões. parágrafo único. via de regra. 6. nessa oportunidade. se este não estiver prejudicado (artigo 543. não será conhecido. embora dirigida ao presidente ou ao vice-presidente. Admitidos ambos os recursos (extraordinário e especial). a exemplo do que ocorre no sistema . O recurso é interponível no próprio tribunal a quo. para julgamento do recurso extraordinário (artigo 543. aquele RE ou Resp retido não poderá ser processado e. Em tese é cabível o Resp ou o RE. conseqüentemente. do CPC). do CPC). em qualquer caso. e. Nas razões ou contrarazões desse outro RE ou Resp deverá o recorrente requerer a apreciação do RE ou Resp que ficara retido. III. Registre-se. juntado aos autos do processo. em algumas situações devidamente delineada na legislação (artigo 557. quando interposto contra decisão interlocutória em processo de conhecimento.3-recurso especial ou recurso extraordinário retido-o recurso extraordinário. nele fique retido até que sobrevenha decisão final. conforme o caso. ou embargos à execução ficará retido nos autos e somente será processado se o reiterar a parte. do CPC). enviar o RE ou Resp retido ao primeiro grau para que. § 2º. a decisão interlocutória restou decidida pelo tribunal a quo. isto é. são os autos conclusos ao presidente (ou ao vice-presidente). em decisão irrecorrível.1-admissão do recurso-a decisão que admite o recurso extraordinário ou o recurso especial não desafia qualquer recurso. ou para contrarrazões (artigo 542. decisão esta que desafia agravo. não compete ao presidente (ou ao vice-presidente) examinar o mérito do recurso extraordinário ou do recurso especial. as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados (artigo 541. serão encaminhados ao Supremo Tribunal Federal para a apreciação do recurso extraordinário.8. não forem admitidos. do CPC). desde que presentes os requisitos constitucionais (CF. não considerar prejudicial. que a decisão do recurso especial (STJ) ou do recurso extraordinário. devolverá os autos ao Superior Tribunal de Justiça para julgamento do recurso especial (artigo 543. no prazo de 15 dias. do CPC). onde se encontram os autos principais. III). ou especial. no prazo de 15 dias (artigo 542. § 3º. Ofertada a impugnação.8. § 1º. 102. do CPC). 6. é da competência de um órgão colegiado (turma. e 105.mencionando. que deverá remetê-lo ao primeiro grau. todavia. do CPC). 6. no prazo de 5 dias. em decisão irrecorrível sobrestará o seu julgamento e remeterá os autos ao Supremo Tribunal Federal. no caso de interposição conjunta. por oportuno. Caso não haja reiteração. § 3º.8. visto que podem reexaminar os pressupostos de admissibilidade dos declinados recursos. A admissão ou não dos sobreditos recursos está vinculada à concorrência ou não de seus pressupostos de admissibilidades. tão-somente. cabe agravo nos próprios autos para o Supremo Tribunal Federal (no caso de recurso extraordinário) ou para o Superior Tribunal de Justiça (no caso de recurso especial). ao órgão competente para o julgamento do recurso (artigo 557. do CPC). cautelar. se um ou ambos os recursos. Posteriormente. “Proferido acórdão em agravo de instrumento. ou expirado o prazo sem ela. todavia. arts. não lhe é apresentada desde logo. se o relator do recurso extraordinário. Todavia. os autos serão remetidos ao Superior Tribunal de Justiça para o julgamento do recurso especial. posteriormente. não é vinculativa nem para o STF e nem para o STJ.

Dessa forma. Da mesma forma. I. citado por Elpídio Donizetti). também caberão os embargos quando. ou que. anteriormente interposto. da seção ou do órgão especial. no sentido de “desvinculado de qualquer recurso”. tampouco se poderá exigir da parte que efetivamente recorra da decisão final para poder reiterar seu desejo de ver o recurso extraordinário ou o recurso especial.4-recurso extraordinário ou recurso especial adesivo-o recurso extraordinário e recurso especial admitem a interposição de recurso adesivo. da seção ou do órgão especial. se ainda há na instância de origem a possibilidade de interposição de algum recurso ordinário (por exemplo: embargos infringentes). o prazo para o recurso extraordinário ou recurso especial. 7-EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL (STJ) E EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO (STF): 7. divergir do julgamento de outra turma. 498.8. cujo cabimento e procedimento estão delineados no artigo 500 do CPC (tema já anteriormente abordado). Evidentemente. em sede de recurso especial. Somente após o julgamento destes. Quando o dispositivo do acórdão contiver julgamento por maioria de votos e julgamento unânime. já que a lei alude à necessidade de reiteração no prazo do recurso”. I e II do CPC). Quando não forem interpostos embargos infringentes. 6. 7. O artigo 546 do CPC preceitua que: “é embargável a decisão da turma que: I-em recurso especial. “A interpretação que nos parece correta. Quanto às questões não unânimes terá primeiro de manejar os embargos infringentes. não se pode aviar o recurso extraordinário ou o recurso especial. e não necessariamente com o recurso. Assim. é embargável na divergência. do CPC). “Acontece. 523” (Nelson Nery Júnior. e forem interpostos embargos infringentes. e que é a sugerida pela letra da lei do dispositivo em questão. divergir do julgamento de outra turma. a parte vencida nas questões dirimidas por votação unânime estará em condições de interpor o recurso extraordinário ou especial desde logo. divergir do julgamento de outra turma ou do próprio . o julgamento divergir de outra turma ou do próprio plenário (artigo 546. do CPC (embargos de divergência em recurso especial). se o então recorrente não é agora sucumbente” (José Miguel Garcia Medina e Teresa Arruda Alvim Wambier). ficará sobrestado até a intimação da decisão nos embargos (artigo 498 do CPC). seção ou órgão especial.5-concomitância de embargos infringentes e de recursos especial e extraordinárioa interposição do recurso extraordinário ou do recurso especial pressupõe julgamento final (julgamento proferido em única ou última instância). relativamente ao julgamento unânime. ter-se-á a decisão de última instância capaz de legitimar o apelo ao Supremo Tribunal Federal ou Superior Tribunal de Justiça” (Humberto Theodoro Júnior). que num só decisório podem coexistir um julgamento final e outro não final. a apresentação de um requerimento “avulso”. o prazo relativo à parte unânime da decisão terá como dia de início aquele em que transitar em julgado a decisão por maioria de votos (artigo 498.2-conceito-é o instituto processual apto a impugnar decisão de turma. divergir do julgamento da outra turma ou do plenário”. parágrafo único. em recurso especial. porém. Na sistemática do art. II do CPC (embargos de divergência em recurso extraordinário).do agravo retido do art. É o que ocorre nos acórdãos do tribunal que aprecia a apelação ou ação rescisória quando algumas questões são solucionadas por unanimidade.1-introdução-os recursos em questão estão previstos no artigo 546. II-em recurso extraordinário. e outras. julgado. e no artigo 546. que divergir do julgamento de outra turma. em sede de recurso extraordinário. por maioria. 6. é a de que se deve admitir.8. nestes casos. em recurso extraordinário. apenas. toda decisão que.

bem como no caso de procedência dos embargos do devedor na execução de dívida ativa do mesmo valor (artigo 475. O artigo 475 do CPC preceitua que: “está sujeita ao duplo grau de jurisdição.plenário. remessa de ofício. a lei.4-procedimento-“interposta a espécie. sendo a parte contrária intimada. É nesse sentido a Súmula 45 do Superior Tribunal de Justiça: No reexame necessário. no prazo de cinco dias. Observando-se quanto ao mais o procedimento estabelecido no Regimento Interno (artigo 546. 7. abre-se vista ao Ministério Público para lançar parecer nos autos (na situação que envolve o art. Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em jurisprudência do plenário do Supremo Tribunal Federal ou em súmula deste Tribunal ou do tribunal superior competente (artigo 475. no todo ou em parte.2-conceito-“reexame necessário consiste na necessidade. §§ 2º e 3º. de 15 dias (sem exceções) também é conferido ao recorrido para a devida apresentação das contrarrazões. a fim de que ofereça contrarrazões no prazo de 15 dias. Se o exame for positivo. do CPC”. exatamente pelo fato de que é instituído para preservar a esfera jurídica da parte vencida. a sentença: I – proferida contra a União. recurso de ofício) tem por escopo o resguardo de certos interesses de ordem pública. promove-se o sorteio do relator. O mesmo prazo. não pode gerar a piora de sua situação. § 3º). no artigo 475 do CPC. de que a sentença. deverá o presidente do tribunal avocá-los (artigos 475.1-reexame necessário: 3. assim. Não se aplica o disposto neste artigo sempre que a condenação. parágrafo único do CPC). sendo julgado da mesma forma como apreciadas as demais espécies recursais da competência dos examinados tribunais” (Misael Montenegro Filho). se a parte tem interesse para recorrer. é defeso.1. que realiza o juízo de admissibilidade. o Estado. o juiz ordenará a remessa dos autos ao tribunal. examinando o preenchimento (ou não) dos requisitos que lhes são peculiares. constatando se o recurso foi interposto tempestivamente. do CPC). agravar a condenação imposta à Fazenda Pública” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). 7. imposta por lei. sempre que aqueles interesses não tenham prevalecido na sentença. se foi observada a regra da regularidade formal etc. II – que julgar procedentes. o Distrito Federal. § 2º). a fim de uniformizar a jurisprudência interna do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal. respeitando-se o princípio do contraditório e da ampla defesa. O exame pode resultar no indeferimento liminar do recurso. Nos casos previstos neste artigo. e as respectivas autarquias e fundações de direito público. os embargos à execução de dívida ativa da fazenda pública (artigo 585. ao Tribunal. VI). dirigido ao órgão que tem competência para apreciar os embargos de divergência. o Município. não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo tribunal. ato seguido da conclusão do processo ao relator e do pedido de inclusão do feito em pauta.1. “O reexame necessário.1-introdução-o reexame necessário (duplo grau de jurisdição. § 1º. prescreve a exigibilidade do cumprimento do duplo grau de jurisdição. para tornar-se eficaz. 82). o que pode gerar a interposição do recurso de agravo. for de valor certo não excedente a 60 (sessenta) salários mínimos. 3. obstando o seu seguimento. ainda que não tenha havido . 3-SUCEDÂNEOS DOS RECURSOS: 3.3-prazo-o prazo para a interposição dos embargos de divergência é de 15 dias (com as exceções previstas nos artigos 188 e 191). ou mesmo seu agravamento. ou o direito controvertido. haja ou não apelação. não o fazendo. seja reexaminada pelo tribunal. As exceções estão alinhadas no artigo 475. ou seja.

2.2. 3. isto é. c) inexistência de recurso para sanar o error in procedendo” (Humberto Theodoro Júnior). a parte . 3.3-pressupostos-“são. pelo juízo. de decisão interlocutória desfavorável. pois.nenhum recurso das partes. para a parte. Se o juiz não volta atrás. expediente frequentemente utilizado pelos advogados embora não previsto em lei. no processo. 3. 3. utilizado com freqüência pelos advogados.2.3-pedido de reconsideração: 3. quando para o caso não existir um recurso previsto na lei processual” (Nelson Nery Júnior. é cabível quando a sentença for desfavorável aos entes federados (União. não contemplada na legislação processual civil codificada ou extravagante.2-cabimento-a correição parcial é cabível quando o ato do juiz. ou seja. puder o magistrado revogar ou modificar a decisão a qualquer tempo. b) o dano. Administrativamente ilegal seria. que é formulado por petição própria e decidido pelo juízo prolator da decisão desfavorável à parte. não interrompe nem suspende o prazo para a interposição do agravo. Estado.1-introdução-o pedido de reconsideração. ou seja. 3.3. Ou melhor. corrigir atos de administração ou despachos de mero expediente.3. 3. não impugnável por recurso. quando a sucumbência da Fazenda Pública for de pequena monta (valor certo não excedente a 60 (sessenta) salários mínimos) ou quando a sentença estiver lastreada em jurisprudência do plenário do Supremo Tribunal Federal ou em súmula deste Tribunal ou de Tribunal Superior. a simples negativa do juiz em despachar petições da parte.2-conceito-é instituto processual. sem requerimento da parte. visando a retratação.3-natureza jurídica-“a hipótese contida na norma que acaba de ser transcrita nada tem a ver com recurso.4-cabimento-as hipóteses de cabimento do reexame necessário estão alinhadas nos incisos I e II do artigo 475 do CPC. a sentença – embora válida – não produz efeito senão depois de confirmada pelo tribunal” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). abuso ou omissão do juiz” (Humberto Theodoro Júnior). Trata-se de condição para a eficácia da sentença. quando cometidos com ilegalidade ou abuso de poder.3. que contenha erro ou abuso. Distrito Federal e Município) e respectivas autarquias e fundações de direito público. É condição indispensável para que possa transitar em julgado” (Marcus Vinicius Rios Gonçalves). ou reclamação: a) existência de um ato ou despacho. 3. puder causar à parte dano irreparável ou de difícil reparação.2-correição parcial: 3. “Trata-se – como adverte Rogério Lauria Tucci – de medida sui generis. por exemplo. em virtude de erro. quando. “A correição parcial é recurso de natureza puramente administrativa e serve para. não previsto em lei. citado por Luiz Orione Neto). podendo ser resumidas em sucumbência da Fazenda Pública.1. capaz de tumultuar a marcha normal do processo. A aludida regra é excepcionada pelas hipóteses contidas nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal. para provocar o reexame de questão objeto de decisão interlocutória quando o juiz puder fazer esse reexame de ofício.1-conceito-“a correição parcial é uma providência administrativa ou disciplinar destinada à correção de error in procedendo caracterizador de abuso ou inversão tumultuária da marcha do processo. 3. a norma deixa claro que. pressupostos da correição parcial.1. Abusiva seria a designação de audiência para data longínqua.3-procedimento-o pedido de reconsideração. sem justificativa” (Ernane Fidélis dos Santos). “O pedido de reconsideração não tem efeito suspensivo ou interruptivo do prazo de outros recursos. ou a possibilidade de dano irreparável. cuja finalidade precípua é a de coibir a inversão tumultuária da ordem processual. em certos casos.

No STF. da CR). Exemplo: “A circunstância de inexistir recurso contra o deferimento do protesto autoriza a impetração de mandado de segurança.4. § 3º. e art.4-mandado de segurança contra ato judicial: 3. se não tiver feito no prazo. quando achar que é o caso” (Marcus Vinicius Rios Gonçalves). seja determinada medida adequada à preservação da competência de tais tribunais. está sujeita a preclusão. I. ainda.016/2009). Se não é de ordem pública. ou não.4. 3. mormente em casos de divulgação de editais” (Humberto Theodoro Júnior). 3. 3. pode haver a reconsideração? É preciso distinguir se a decisão envolve matéria de ordem pública. ainda. l. pode-se admitir mandado de segurança contra decisão judicial” (RT: 506/161. quando não houver outro remédio eficaz e verificando o pressuposto de se tratar de direito líquido e certo. enquanto não julgado o recurso. reconsiderá-la. postule ao juiz a retratação.3. sendo apta a causar dano irreparável ou de difícil reparação. quando a deliberação judicial revelar-se ilegal e abusiva. não comportar recurso ou quando este não tiver idoneidade para lograr o efeito suspensivo ou o efeito ativo” (Luiz Orione Neto). por meio dessa via. No primeiro caso. III . as situações que podem reder azo à impetração de mandado de segurança contra atos judiciais dizem respeito a casos em que a decisão. II e III. para a interposição do agravo. caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público (art. ainda.de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. pois os agravos são dotados de juízo de retratação. caso em que. pretende o reclamante seja cassado o ato proferido em sentido contrário à decisão do STF/STJ ou. em controle difuso abstrativizado. nem para o juiz (preclusão pro judicato). o juiz pode. Assim. 102. Se a parte não agravou. se julgada procedente a reclamação. mas requeira que receba o seu pedido como agravo retido. e até quanto pode fazê-lo. mostrando-se. para que outra seja proferida com ou sem aplicação da súmula.1-introdução-“não se concederá mandado de segurança quando se tratar: II . 13 da Lei 8. a decisão não se terá tornado preclusa. e o juiz só poderá reconsiderá-la se dentro do prazo de dez dias. à luz do transcrito dispositivo legal. também é cabível reclamação contra ato administrativo ou decisão judicial que contrariar ou aplicar indevidamente súmula vinculante. não estará sujeito à preclusão. capaz de gerar graves prejuízos ao requerido. proferida em controle concentrado de constitucionalidade ou. Nesse prazo. o que permitirá ao juiz reconsiderá-la. enquanto não tenha havido o julgamento. 105. ambos da CR. 103-A. f. citada por Luiz Orione Neto). Melhor será que para não perder o prazo.038/90).4-momento da decisão de reconsideração-“a questão mais interessante que suscita é a de saber se o juiz pode reconsiderar a sua decisão.de decisão judicial transitada em julgado” (artigo 5º. o mandado de segurança não é meio idôneo para impugnar decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo ou decisão judicial transitada em julgado. I.terá perdido a possibilidade de agravar. 3. da Lei nº 12. que poderá reconsiderá-la a qualquer tempo. conforme o caso (art.2-cabimento excepcional de mandado de segurança contra ato judicial-“a nosso juízo. Por fim.5-reclamação-“para preservar a competência do STF ou do STJ ou garantir a autoridade de suas decisões. em caso negativo” (Marcus Vinicius Rios Gonçalves). e art. “Excepcionalmente. destaque-se que “não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha . Assim. nem para as partes. como há ainda a possibilidade de agravo. Ainda no que diz respeito à reclamação manejada perante o STF faz-se necessário anotar que a violação também pode ocorrer com relação à decisão com eficácia vinculante erga omnes. Se a parte agravou. deverá ser anulado o ato administrativo ou cassada a decisão judicial.

em primeiro plano.5. será autuada e distribuída ao relator da causa principal. no julgamento recorrido. terá vista do processo. após o decurso do prazo para informações. haverá a suspensão do julgamento do recurso ou da causa de competência originária da turma.038/90). remetendo-se. sempre que possível. a suspensão do processo ou do ato impugnado.3-legitimação-o incidente pode ser suscitado. câmara ou grupo câmaras).ordenará. prossegue-se no julgamento da causa ou do recurso. o Tribunal cassará a decisão exorbitante de seu julgado ou determinará medida adequada à preservação de sua competência. por oportuno. Não reconhecida a divergência. II . da que lhe tenha dado outra turma. Julgando procedente a reclamação. pois não é permitido que prossiga sem que antes delibere a respeito. isto é: a)-existência de julgamento em curso perante um tribunal – tem cabimento quando o tribunal. O Ministério Público. nas reclamações que não houver formulado. quando atua no processo como fiscal da lei. 93:416). que verificará se existe ou não a divergência apontada. b)-que esteja presente uma das situações enumeradas nos incisos I e II do artigo 476 do CPC – ou seja. a respeito da interpretação do direito controvertido. Predomina o entendimento de que o Ministério Público.4-procedimento-oferecido o incidente por algum juiz. que as prestará no prazo de dez dias.1-conceito-é o incidente levado a efeito com a finalidade de uniformizar a interpretação do direito dentro de determinado tribunal.2-pressupostos-a argüição do incidente de uniformização de jurisprudência desafia a convergência de dois requisitos. 1. que a argüição é uma faculdade do magistrado e não uma obrigação. cuja função não é ainda fixar a orientação jurisprudencial. o . grupo de câmaras ou câmaras cíveis reunidas. ao órgão competente para a apreciação da causa ou do recurso. O pedido também pode ser levado a efeito pela parte ao arrazoar o recurso ou em petição avulsa. Dessa forma. Ao despachar a reclamação. 1. câmara ou grupo de câmaras.1-procedimento da reclamação-“A reclamação. para evitar dano irreparável. O Presidente determinará o imediato cumprimento da decisão.desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal (Súmula 734 do STF)” (Elpídio Donizetti). Só pode ser suscitado em grau de recurso ou nos processos de competência originária do tribunal. em seguida. através de qualquer um de seus órgãos fracionários (turma. 3. Acolhida a divergência. mas sim a faculdade de fazê-lo” (RSTJ. conforme entendimento assentado na jurisprudência: “O magistrado não tem obrigação de suscitar o incidente de uniformização de jurisprudência. Qualquer interessado poderá impugnar o pedido do reclamante. a argüição pode ser ofertada pelo recorrente ou pelo recorrido. mas reconhecimento da existência do dissídio. ou do órgão especial competente. 1. Assim. A apreciação do incidente cabe. lavrando-se o acórdão posteriormente” (artigos 13/18 da Lei 8. há duas fases na apreciação do incidente: na primeira. não bastando a doutrinária. o relator: I . PROCESSOS NOS TRIBUNAIS: 1-Uniformização de jurisprudência (artigos 476/479): 1. instruída com prova documental. aprecia recurso ou ação de sua competência originária. os autos ao presidente do tribunal para designação do julgamento do plenário. A divergência apta a dar ensejo ao incidente é a jurisprudencial. por qualquer juiz que participa do julgamento. de ofício. ou que a interpretação seja diversa. também tem legitimidade para oferecer o incidente. será lavrado um acórdão. se necessário. Registre. dirigida ao Presidente do Tribunal. que haja divergência a respeito da tese jurídica (interpretação do direito). câmara. por cinco dias. pela parte ou pelo Ministério Público.requisitará informações da autoridade a quem for imputada a prática do ato impugnado.

terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta. mediante decisão de dois terços dos seus membros. nas esferas federal. que assim dispõe: Art. introduzido pela EC 45/04.6-súmula vinculante-o artigo 103-A da Constituição Federal. cujo objetivo é a validade e a interpretação de determinadas normas. como se o incidente não tivesse ocorrido. A decisão proferida pelo órgão julgador. que. Firmada a interpretação jurídica que deve prevalecer. estadual e municipal. na forma estabelecida em lei”. os autos serão devolvidos ao órgão julgador. preceitua que: “o Supremo Tribunal Federal poderá. § 3º. Na segunda. que deverá respeitá-la. de ofício ou por provocação. devendo. com base na interpretação dada pelo tribunal. § 2º. pois os órgãos do Poder Judiciário não devem aplicar as leis e atos normativos aos casos concretos de forma a criar ou aumentar desigualdades arbitrárias. Acolhido o incidente. Se.5-súmula-“o julgamento do incidente pode ser tomado por votação da maioria simples e valerá para a solução do caso no órgão suscitante. a revisão ou o cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade ou declaratória de constitucionalidade (artigo 103-A. aprovar súmula que. parágrafo único. de acordo com o Regimento Interno do Tribunal. anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada e determinará que outra seja proferida com ou sem aplicação da súmula. será objeto de súmula. que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. delibera sobre a existência de divergência capaz de ensejar a uniformização de jurisprudência. bem como proceder à sua revisão ou cancelamento. CF). não reconhecendo a divergência. Condição para expedição de súmula vinculante. restituirá os autos ao órgão julgador para que prossiga normalmente no julgamento do feito. de ofício ou por provocação. e constituirá precedente na uniformização da jurisprudência (artigo 479). 2 o O Supremo Tribunal Federal poderá. 1. Conforme Alexandre de Moraes. onde se fixará a interpretação jurisprudencial a ser observada. 1. a partir de sua publicação na imprensa oficial. é a ocorrência de controvérsia atual entre os órgãos do Poder Judiciário.órgão julgador. feito por todo o tribunal. for tomado pela maioria absoluta dos membros que integram o Tribunal. julgando-a procedente. e passa-se ao julgamento. A Súmula não tem força de lei para os casos futuros. ou entre esses e a administração pública. como instrumento de dinamização dos julgamentos e valioso veículo de uniformização jurisprudencial.1-regulamentação infraconstitucional da súmula vinculante-a súmula vinculante foi regulamentada pela Lei 11. CF).417/2006. do CPC). mas funciona. conforme o caso (artigo 103-A. a aprovação. O Ministério Público sempre será ouvido no incidente de uniformização de jurisprudência (artigo 478. onde se processava o recurso ou a causa. como tem evidenciado a prática do Supremo Tribunal Federal” (Humberto Theodoro Júnior). Contra o ato administrativo ou a decisão judicial que contrariar ou aplicar indevidamente a súmula cabe reclamação ao STF. O tribunal pode reconhecer ou não a divergência. lavrar-se-á o acórdão. 1. utilizar-se de todos os mecanismos constitucionais no sentido de conceder às normas jurídicas uma interpretação única e igualitária”. porém.6. Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei. desafia recurso. Na primeira hipótese indicará a interpretação a ser observada. após reiteradas decisões sobre matéria constitucional. A decisão do tribunal que fixa a interpretação jurisprudencial a ser observada é irrecorrível. após reiteradas decisões sobre matéria . de maneira a assegurar-se a segurança jurídica e o princípio da igualdade. “as súmulas vinculantes surgem a partir da necessidade de reforço à idéia de uma única interpretação jurídica para o mesmo texto constitucional ou legal. pois.

a revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante: I . os Tribunais Regionais do Trabalho. a manifestação de terceiros na questão.o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. a interpretação e a eficácia de normas determinadas. XI . determinando que outra seja proferida com ou sem aplicação da súmula. 2-Declaração de inconstitucionalidade (artigos 480/482): . revisão ou cancelamento de enunciado de súmula vinculante não autoriza a suspensão dos processos em que se discuta a mesma questão. incidentalmente no curso de processo em que seja parte.constitucional. poderá restringir os efeitos vinculantes ou decidir que só tenha eficácia a partir de outro momento. controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão. tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse público. IV – o Procurador-Geral da República. estadual e municipal. VIII – confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.a Mesa do Senado Federal. II . os Tribunais Regionais Eleitorais e os Tribunais Militares. 4o A súmula com efeito vinculante tem eficácia imediata.os Tribunais Superiores. nas esferas federal. 3o São legitimados a propor a edição. a revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante. § 2o No procedimento de edição. acerca das quais haja. o uso da reclamação só será admitido após esgotamento das vias administrativas. V . editar enunciado de súmula que. o Supremo Tribunal Federal fará publicar. VI . de ofício ou por provocação. o relator poderá admitir. procederá à sua revisão ou cancelamento. bem como proceder à sua revisão ou cancelamento. revisão ou cancelamento de enunciado de súmula vinculante. nas propostas que não houver formulado. § 2o O Procurador-Geral da República. nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 6 o A proposta de edição. § 1o O Município poderá propor. por decisão irrecorrível. o Supremo Tribunal Federal anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial impugnada. Art. revisão ou cancelamento de enunciado da súmula vinculante.o Defensor Público-Geral da União. X . Art. § 3o A edição. § 1 o O enunciado da súmula terá por objeto a validade. conforme o caso. o que não autoriza a suspensão do processo. entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública. os Tribunais Regionais Federais. conforme o caso. 7o Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrariar enunciado de súmula vinculante. § 2o Ao julgar procedente a reclamação. VII – partido político com representação no Congresso Nacional. Art. manifestar-se-á previamente à edição. § 1 o Contra omissão ou ato da administração pública. rever ou cancelar enunciado de súmula com efeito vinculante. terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta. na forma prevista nesta Lei. por decisão de 2/3 (dois terços) dos seus membros. mas o Supremo Tribunal Federal. a edição. a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula com efeito vinculante dependerão de decisão tomada por 2/3 (dois terços) dos membros do Supremo Tribunal Federal. em sessão plenária. Art. III – a Mesa da Câmara dos Deputados. o enunciado respectivo. o Supremo Tribunal Federal. em seção especial do Diário da Justiça e do Diário Oficial da União. a partir de sua publicação na imprensa oficial. 5o Revogada ou modificada a lei em que se fundou a edição de enunciado de súmula vinculante. os Tribunais de Justiça de Estados ou do Distrito Federal e Territórios. negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal.o Governador de Estado ou do Distrito Federal. sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação.o Presidente da República. IX – a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Art. § 4 o No prazo de 10 (dez) dias após a sessão em que editar.

Esta verdadeira cláusula de reserva de plenário atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público. a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. em seguida. os autos ao presidente do tribunal. decreto legislativo.2-conceito-é o incidente levado a efeito nos tribunais. a apreciação do incidente cabe. onde houver. não há preclusão do direito de suscitar a declaração de inconstitucionalidade.5-momento da argüição-trata-se de matéria de direito. 97 da Constituição Federal.2.4-legitimação-têm legitimidade para propor o incidente as partes do processo. resolução. Assim. o controle de constitucionalidade repressivo. municipal ou distrital.7-cláusula de reserva de plenário-o artigo 97 da CF preceitua que: “somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público”. voto da maioria absoluta dos membros do tribunal. lei complementar. que verificará se existe ou não o vício de inconstitucionalidade apontado. medida provisória. a que tocar o conhecimento do processo” (artigo 480). “A inconstitucionalidade de qualquer ato normativo estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta da totalidade dos membros do tribunal ou. Acolhida a argüição de inconstitucionalidade. via difusa. órgão competente para declarar a inconstitucionalidade do ato normativo impugnado. cuja competência é atribuída com exclusividade ao STF. aplicando-se para todos os tribunais. e também. ao órgão competente para a apreciação da causa ou do recurso. e emenda à constituição. 2. de ofício. ouvido o Ministério Público. com a finalidade de declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo (controle difuso). por força do artigo 97 da CF. 2. Os juízes integrantes do tribunal poderão desencadear o incidente. o Ministério Público. Não reconhecida a alegação de inconstitucionalidade. por ocasião do julgamento de recursos ou de processos de competência originária. 2. Oferecido o incidente por algum juiz.3-objeto-o incidente pode versar sobre a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal. nas razões de recurso. cuja função não é ainda a declaração da inconstitucionalidade da lei impugnada. na contestação. o relator. em petição avulsa e até mesmo por ocasião da sustentação oral. qualquer um dos juízes integrantes do órgão julgador da causa ou do recurso.8-procedimento-“argüida a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo do poder público. em respeito à previsão do art. câmara ou seção). logo. como preliminar de seus votos na sessão de julgamento. Dessa forma. em regra. também no controle concentrado” (Alexandre de Moraes). submeterá a questão à turma ou câmara. estadual. que permite a qualquer juiz ou tribunal declarar. visando a devida apreciação do plenário. .6-competência-a competência para examinar o cabimento ou não do incidente é do órgão do tribunal competente para o julgamento do processo (Turma ou Câmara). No Brasil. 2. 2. 2. lei ordinária. mas o reconhecimento da existência do incidente. E o Ministério Público poderá suscitá-lo em qualquer oportunidade que lhe caiba manifestar nos autos. no caso concreto. assim.1-introdução-controlar a constitucionalidade significa verificar a adequação (compatibilidade) de uma lei ou de um ato normativo com a constituição. dos integrantes do respectivo órgão especial. será lavrado um acórdão. em primeiro plano. e do controle difuso. sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (turma. é realizado pelo Poder Judiciário através do controle concentrado. a parte pode suscitá-la na inicial. de ofício. lei delegada. e para o Supremo Tribunal Federal. prossegue-se no julgamento da causa ou do recurso. remetendo-se. alcançando. exigindo-se. verificando seus requisitos formais e materiais (Alexandre de Moraes). 2.

2-manifestação dos legitimados à propositura de ação vinculada ao controle concentrado de constitucionalidade (artigo 482. remetendo-se. Na segunda. sobre a questão constitucional objeto de apreciação pelo órgão especial ou pelo Pleno do Tribunal. há duas fases na apreciação do incidente: na primeira. em primeiro plano. no prazo fixado em Regimento. Não reconhecida a alegação de inconstitucionalidade.1-conceito-é o procedimento desencadeado perante o STJ. por despacho irrecorrível. não declarando a inconstitucionalidade. A decisão do tribunal que declara a inconstitucionalidade da lei ou ato normativo é irrecorrível. ao órgão competente para a apreciação da causa ou do recurso. como se o incidente não tivesse ocorrido. ou do órgão especial competente. a respeito da argüição de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. mas reconhecimento da existência do incidente. será lavrado um acórdão. poderão manifestar-se no incidente de inconstitucionalidade. 2. por voto da maioria absoluta de seus membros. cuja competência lhe foi atribuída pela EC 45. delibera sobre o cabimento ou não da pretendida declaração de inconstitucionalidade. .1-manifestação do Ministério Público e da entidade estatal responsável pela edição do ato impugnado (artigo 482. § 1º)-o Ministério Público e as pessoas jurídicas de direito público responsáveis pela edição do ato questionado. 2. e passa-se ao julgamento. ou ao órgão especial. quando já houver pronunciamento destes ou do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a questão (artigo 481. poderá admitir. se assim o requererem. o órgão julgador. a manifestação de outros órgãos ou entidades (artigo 482. sendo-lhes assegurado o direito de apresentar memoriais ou de pedir a juntada de documentos. por escrito. em seguida. parágrafo único. feito por todo o tribunal. § 2º)-os titulares do direito de propositura referidos no art.pela parte ou pelo Ministério Público. onde será declarada ou não a inconstitucionalidade da lei ou ato normativo impugnado. A matéria em questão está disciplinada pelos artigos 483/484 do CPC e pela Resolução nº 9/2005 (STJ). Declarada a inconstitucionalidade da lei ou ato normativo impugnado. A apreciação do incidente cabe. pois não é permitido que prossiga sem que antes delibere a respeito. que verificará se existe ou não o vício de inconstitucionalidade apontado. que deverá respeitá-la.3-manifestação de outros órgãos ou entidades (amicis curiae)-o relator. 3-Homologação de sentença estrangeira (artigos 483/484 do CPC): 3. restituirá os autos ao órgão julgador para que prossiga normalmente no julgamento do feito. observados os prazos e condições fixados no Regimento Interno do Tribunal.8. os autos ao presidente do tribunal para designação do julgamento do plenário. 103 da Constituição poderão manifestar-se. Os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário. considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes.8. § 3º). O Ministério Público sempre será ouvido no incidente de declaração de inconstitucionalidade (artigo 480 do CPC). Acolhido o incidente.8. cuja função não é ainda a declaração de inconstitucionalidade. A decisão proferida pelo órgão julgador. a argüição de inconstitucionalidade. prossegue-se no julgamento da causa ou do recurso. lavrar-se-á o acórdão. com base na decisão (declaração de inconstitucionalidade) proferida pelo tribunal. desafia recurso. com a finalidade de conferir a uma sentença estrangeira força e eficácia de decisão nacional. a inconstitucionalidade da lei ou ato normativo. Acolhida a argüição de inconstitucionalidade. Na primeira hipótese declarará. 2. onde se processava o recurso ou a causa. O tribunal pode declarar ou não a inconstitucionalidade da lei ou ato normativo. Dessa forma. haverá a suspensão do julgamento do recurso ou da causa de competência originária da turma. os autos serão devolvidos ao órgão julgador. câmara ou grupo de câmaras. do CPC).

será ouvido. no prazo de 15 (quinze) dias. à competência do órgão prolator. parágrafo único. “Verifica-se. 3. A parte interessada será citada para. e IV-estar autenticada pelo cônsul brasileiro e acompanhada de tradução por tradutor oficial ou juramentado no Brasil” (artigo 5º.3-o sistema brasileiro-adotou-se. no Juízo Federal competente (artigo 12 da RESOLUÇÃO Nº 9/2005). segundo a doutrina dominante. devendo a petição inicial conter as indicações constantes da lei processual. O Ministério Público. II-terem sido as partes citadas ou haver-se legalmente verificado a revelia. por sua vez.6-procedimento-consoante o artigo 483.6-requisitos-“constituem requisitos indispensáveis à homologação de sentença estrangeira: I-haver sido proferida por autoridade competente. para que a sentença estrangeira possa gozar de eficácia no País. não houve ofensa à ordem pública e aos bons costumes” (Humberto Theodoro Júnior). além de reconhecer a . por força da EC 45/04. o “juízo de delibação”. a sentença estrangeira é tida como prova do direito por ela declarado. no prazo de 10 (dez) dias. A Alemanha reconhece eficácia da sentença estrangeira. e ser instruída com a certidão ou cópia autêntica do texto integral da sentença estrangeira e com outros documentos indispensáveis. não havendo contestação. frente ao direito nacional. na homologação de sentença estrangeira.4-competência-a competência para o processo de homologação de sentença estrangeira. Na Inglaterra. existem os que admitem o reconhecimento imediato de eficácia da jurisdição estrangeira. contestar o pedido de homologação de sentença estrangeira (artigo 8º da RESOLUÇÃO Nº 9/2005). A homologação de sentença estrangeira será requerida pela parte interessada. 3. é atribuição do presidente do STJ. e outros que negam qualquer validade em seus territórios aos pronunciamentos jurisdicionais de outros Estados. Não será homologada sentença que ofenda a soberania ou a ordem pública (artigo 6º da Resolução nº 9/2005). se está ele regular quanto à forma. § 1º. o interessado terá que obter novo julgamento por juiz local.2-eficácia da sentença estrangeira-a posição dos Estados (países). I a IV. por meio desse crivo por que passa o julgado. no direito brasileiro. Resolução nº 9/2005). diante do problema da sentença estrangeira.trata-se de decisão constitutiva. i. desde que o país de origem adote critério recíproco. o processo será distribuído para julgamento pela Corte Especial. nega qualquer efeito às decisões proferidas em tribunais de outros países.3. III-ter transitado em julgado. à autenticidade. não é uniforme. A sentença estrangeira homologada será executada por carta de sentença. 3. 3. realizado pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ. sistema proveniente da Itália. por força da Emenda Constitucional 45/04. Com efeito. todavia. do CPC. visto que. 3. bem como se penetra na substância da sentença para apurar se.5-finalidade-a homologação tem por escopo conferir à sentença estrangeira força e eficácia de decisão nacional. A homologação de sentença estrangeira. podendo impugná-la (artigo 10 da RESOLUÇÃO Nº 9/2005). aquela que acolhe o pedido homologatório. a homologação obedecerá ao que dispuser o regimento interno do STJ (EC 45/04). A Holanda.7-natureza jurídica da decisão . o STJ disciplinou a matéria através da RESOLUÇÃO Nº 9/2005. 3. Resolução nº 9/2005). assim. cabendo ao Relator os demais atos relativos ao andamento e à instrução do processo (artigo 9º. “A sentença proferida por tribunal estrangeiro não terá eficácia no Brasil senão depois de homologada pelo Superior Tribunal de Justiça” (artigo 483 do CPC). é do Superior Tribunal de Justiça (artigo 105. havendo contestação à homologação de sentença estrangeira. da CF). devidamente traduzidos e autenticados (artigo 3º da RESOLUÇÃO Nº 9/2005).

o terceiro juridicamente interessado. X. com eventual rejulgamento. outrossim. I a IX. Todavia. aquela que põe termo ao processo. lhe confere força e eficácia nacional. a parte do processo (autor ou réu) em que foi proferida a sentença rescindenda. muito embora corra o risco de acobertar alguma injustiça latente no julgamento. Surge. no mesmo processo. a legitimação é apenas do próprio confitente e só se transfere para os . a fim de fraudar a lei (artigo 487 do CPC). 4-Ação rescisória (artigos 485/495): 4.2-conceito -“chama-se rescisória à ação por meio da qual se pede a desconstituição de sentença trânsita em julgado. Contudo. a ordem pública e os bons costumes (artigo 17 da Lei de Introdução do Código Civil). § 1º. Todavia. é declaratória negativa a decisão que nega a homologação. Tratase da coisa julgada formal. 4. ofenderem a soberania nacional. isto é. por último. quando o seu grau de imperfeição é de tal grandeza que supere a necessidade de segurança tutelada pela res iudicata” (Humberto Theodoro Júnior). parágrafo único. pode ser rescindida por meio do instituto processual em estudo. a coisa julgada entra em cena para garantir a estabilidade das relações jurídicas. tornando-a imutável. e o Ministério Público se não foi ouvido no processo. vedada qualquer interpretação extensiva das situações alinhadas no sobredito dispositivo legal. por ser a coisa julgada matéria de ordem pública vinculada à estabilidade das relações jurídicas. a ação rescisória que colima reparar a injustiça da sentença transitada em julgado. da Lei de Introdução do Código Civil). também está legitimado para ofertar a rescisória. do CPC – a ação rescisória. Exauridos todos eles. pode ser objeto de ação rescisória. 4. se a sentença. que se traduz na impossibilidade de discutir. b)-o enquadramento da sentença numa das hipóteses alinhadas no artigo 485. Por outro lado. acobertada pela coisa julgada material. O sucessor da parte.1-introdução-o ordenamento jurídico assinala os recursos de que as partes podem lançar mão para impugnar as decisões judiciais.4-legitimidade-possuem legitimidade ativa quem foi parte no processo ou seu sucessor a título universal ou singular. ou seja: a)-uma sentença de mérito transitada em julgado-só a sentença de mérito.3-pressupostos-a rescisória. Não serão. além dos pressupostos inerentes a qualquer ação. a sentença prolatada. em que lhe era obrigatória a intervenção. se a sentença for de mérito. “O recurso visa a evitar ou minimizar o risco de injustiça do julgamento único. mesmo acobertada pela coisa julgada material. da matéria nela julgada” (Barbosa Moreira). fará também coisa julgada material. Esgotada a possibilidade de impugnação recursal. contiver algum dos vícios alinhados no artigo 485 do CPC. só pode ser proposta nos casos previstos em lei. da CF). se a sentença alicerçou em confissão viciada por erro. c/c o artigo 269 do CPC). homologadas as sentenças estrangeiras quando. Pode propor a ação rescisória. a seguir. Dispensa-se a homologação as sentenças meramente declaratórias do estado das pessoas (artigo 15. 3. desafia a convergência simultânea de dois requisitos básicos.validade do julgado. decidindo o mérito da causa (artigo 162. que é o impedimento de se discutir a decisão no mesmo ou em qualquer outro processo. a sentença transita em julgado.8-execução-a execução far-se-á por carta de sentença extraída dos autos da homologação e obedecerá às regras estabelecidas para a execução da sentença nacional da mesma natureza (artigo 484). A execução deve ser aforada perante a Justiça Federal (artigo 109. embora apoiadas na legislação do país de origem. dolo ou coação (vícios de consentimento). ou porque utilizados. ou porque o interessado não os aviou tempestivamente. no caso de sucessão (inter vivos ou causa mortis) na relação processual objeto da sentença. 4. ou quando a sentença é o efeito de colusão das partes.

7.1-se verificar que foi dada por prevaricação. A legitimação do terceiro deve fundar-se em interesse jurídico. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. Assim. o trânsito em julgado retroage ao último dia do prazo que a parte tinha para sua interposição. mas será contado depois do trânsito em julgado da última decisão. e não prescricional. bem como nas hipóteses alinhadas no artigo 487. mas em consideração a seus interesses pessoais. “É necessário. ou aceitar promessa de tal vantagem (artigo 317 do CP). firmou o seguinte entendimento: “O prazo decadencial da ação rescisória só se inicia quando não for cabível qualquer recurso do último pronunciamento judicial. seu julgamento. mas em razão dela. Dessa forma. no caso de apelação não conhecida em virtude de deserção. O Superior Tribunal de Justiça. o termo inicial (dies aquo) do prazo para a rescisória não retroagirá. não seria concebível que ficasse. I)-um dos princípios basilares da jurisdição é a imparcialidade do juiz. para si ou para outrem. indeterminadamente. Admite-se que o vício seja provado no curso da própria rescisória. transitada em julgado. Todavia. mas em razão dela. a e b. 4. ato de ofício. o prazo inicia-se quando o acórdão transitar em julgado. A corrupção consiste em solicitar ou receber.6-competência-o processo rescisório está no âmbito da competência originária dos tribunais. O prazo de dois anos conta-se do trânsito em julgado da sentença ou do acórdão. do CPC). 4. se dá em uma única instância. por conseguinte. III. salvo se restar demonstrada má-fé.” (Súmula 401 do STJ). A prevaricação consiste em retardar ou deixar de praticar. direta ou indiretamente. Por ser a coisa julgada matéria de ordem pública vinculada à estabilidade das relações jurídicas. não sendo suficiente um mero interesse de fato. A doutrina tem se posicionado no sentido de que quando a sentença foi atacada por recurso e este foi conhecido. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei para satisfazer interesse ou sentimento pessoal (artigo 319 do CP). ainda que fora da função ou antes de assumi-la. direta ou indiretamente. do CPC. Tem legitimidade passiva a parte contrária do processo onde foi proferida a sentença impugnada. o trânsito em julgado ocorre no momento em que se verificou a causa de inadmissibilidade do recurso. mas constitutiva negativa. parágrafo único. 4. Dessa forma. por carecer de algum dos pressupostos de admissibilidade. concussão ou corrupção do juiz (artigo 485. . Assim. indevidamente.5-prazo-o direito de propor ação rescisória se extingue em 02 (dois) anos. suspensão ou prorrogação. se o recurso não for conhecido. contados do trânsito em julgado da decisão (artigo 495 do CPC). de vantagem indevida (artigo 316 do CP). é competente o próprio tribunal que proferiu o acórdão rescindendo ou o tribunal de 2º grau de jurisdição no caso da rescisória versar sobre sentença de juiz de 1º grau. O Ministério Público pode propor a rescisória sempre que tiver sido parte no processo em que foi proferida a sentença (artigo 487. A concussão consiste em exigir. ainda que o recurso não seja conhecido.herdeiros se o falecimento ocorrer após a propositura da ação (artigo 352. ou seus sucessores. vantagem indevida. O aludido prazo tem natureza decadencial. o qual fica sensivelmente prejudicado se o juiz profere uma sentença não de acordo com aquilo que ficou apurado nos autos. porque o trânsito em julgado poderia retroceder por mais de dois anos. I. porque a ação rescisória não é condenatória. para si ou para outrem. O acolhimento da rescisória não depende da prévia condenação do juiz no âmbito criminal. pode ser rescindida quando: 4. com base no princípio de que recurso não conhecido é o mesmo que recurso não interposto. do CPC). ciente de que a aplicação desse princípio poderia trazer problemas. não admite interrupção.7-hipóteses de cabimento da ação rescisória-o artigo 485 do CPC preceitua que a sentença de mérito. aberta a possibilidade do ajuizamento de ação rescisória.

capaz. em virtude de circunstâncias legais (artigo 134 do CPC). IV)-esta hipótese de rescisão prende-se à situação jurídica de imutabilidade e indiscutibilidade do que ficou decidido por sentença de mérito acobertada pela autoridade da coisa julgada. que utilizam o processo para fins ilícito. V)-emerge a violação da lei quando o órgão prolator da decisão rescindenda afronta o direito positivo.7. consoante o magistério de Moacyr Amaral Santos. e não possa subsistir sem a prova falsa” (Marcus Vinicius Rios Gonçalves).para que seja rescindível a sentença. “é indispensável que a prova falsa tenha nexo de causalidade com o resultado. tanto as normas jurídicas materiais quanto as processuais.7. Conseqüentemente. Dessa forma.4-ofender a coisa julgada (artigo 485. pode ser alcançada pela ação rescisória. II)-a competência e a imparcialidade do juiz são pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido do processo. tanto quando a decisão é repulsiva à lei (error in judicando). cuja existência era ignorada pelo autor da ação rescisória. ou de que ele não pôde fazer uso. O juiz impedido é aquele que. no caso de decisão de órgão colegiado. por si só. Deve-se registrar que a rescisória. logo.7. nova decisão. visto que a sua imparcialidade restará severamente comprometida. O juiz absolutamente incompetente é aquele que carece de competência em razão da matéria ou da hierarquia.7-depois da sentença. para os fins a que visa a ação. cuja existência ignorava. A colusão é o conluio entre as partes. 4. uma vez violadas. isto é. como quando proferida com absoluto menosprezo ao modo e forma estabelecidos em lei para sua prolação (error in procedendo)”. citado por Humberto Theodoro Júnior.5-violar literal disposição de lei (artigo 485.3-resultar de dolo da parte vencedora em detrimento da parte vencida. a respeito do que já foi decidido. Nessas circunstâncias a decisão é viciada e autoriza o manejo da ação rescisória. ofende a coisa julgada. 4. Sentença proferida contra literal disposição de lei. o autor obtiver documento novo. a fim de fraudar a lei (artigo 485. assim. 4. III)-emerge o dolo da parte vencedora quando ela engana o juiz ou a parte contrária para influenciar o resultado do julgamento. mas aquele que existia ao tempo em que a decisão rescindenda foi proferida. só tem cabimento se ficar demonstrado que o voto do juiz que praticou o ilícito tenha influenciado no julgamento. fica proibido de atuar no processo. “é aquela que ofende flagrantemente a lei. é indispensável que o ilícito da parte vencedora tenha sido a causa de seu sucesso. a prévia condenação criminal do prolator da sentença. Caberá ao órgão julgador da rescisória. a sentença proferida por juiz impedido ou absolutamente incompetente nasce com vício insanável.7. Dessa forma.2-proferida por juiz impedido ou absolutamente incompetente (artigo 485. pode ser objeto de ação rescisória. se também transitar em julgado. 4. cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal ou seja provada na própria ação rescisória (artigo 485.7. VII)-documento novo não é aquele que se formou após a prolação da sentença. VI)-a prova falsa somente autoriza o acolhimento da rescisória se tiver funcionado como suporte da sentença rescindenda. 4. de lhe assegurar pronunciamento favorável (artigo 485. nem sequer a preexistência de processo penal contra ele instaurado. permitem a rescisão da sentença. que o comportamento do juiz corresponda a um desses tipos penais. assim. 4. que a sentença se tenha fundado nela. contudo. verificar a ocorrência dos extremos da figura delituosa invocada” (José Carlos Barbosa Moreira). É a atuação orquestrada das partes a fim de ludibriar a justiça e fraudar a lei.7. não pode ser considerado como documento novo para fins de rescisória . em outro processo. Não se exige. Dessa forma.6-se fundar em prova. ou de colusão entre as partes. ou de que não pôde fazer uso. conseqüentemente.

2-execução da sentença rescindenda-o aforamento de ação rescisória não tem o condão de suspender a execução da sentença rescindenda.7. Distrito Federal). desistência ou transação. por unanimidade de votos. ou cuja obtenção era acessível. se for o caso. resultante de atos ou de documentos da causa (artigo 485.1. concussão ou corrupção do juiz). o tribunal. além dos requisitos exigidos pelo artigo 282 do CPC.8. 2)-ação rescisória movida para rescindir sentença proferida por juiz peitado (prevaricação. a jurisprudência admite. deve formular também. o autor deve consignar na petição inicial pedido de rescisão da sentença viciada e. Todavia. profere um novo julgamento da causa. Deveras.8-houver fundamento para invalidar confissão. Nas duas últimas situações (itens 2 e 3). que a sentença esteja nele embasada.1-petição inicial-o procedimento tem início com a petição inicial dirigida ao tribunal competente contendo.9-fundada em erro de fato. bem como quando não for efetivado o depósito exigido pelo artigo 488. desistência ou transação. do CPC).caso em que apenas a rescisão (desconstituição) da sentença atacada é suficiente para restabelecer a normalidade jurídica. por si só. 4. § 1º. assinalando-lhe prazo nunca inferior a 15 (quinze) dias e nem . ademais.3-citação e prazo para resposta-o relator.8. num como noutro caso. a fim de suspender liminarmente a execução da sentença impugnada até o julgamento da rescisória. os seguintes requisitos específicos: a) pedido de rescisão (judicium rescindens) e. O documento novo tem que ser suficiente para dar suporte. Todavia. a utilização das tutelas de urgência (medida cautelar e antecipação dos efeitos da tutela). visto que tem por base sentença acobertada pela coisa julgada.aquele que não foi apresentado por desídia ou negligência. em algumas situações não há necessidade do tribunal proferir novo julgamento da causa. quando a sentença admitir um fato inexistente.8. da Defensoria Pública e do Ministério Público. Para que o erro de fato embase a rescisória é indispensável que mantenha nexo de causalidade com o resultado. nem pronunciamento judicial sobre o fato (artigo 485. caso a ação seja. declarada inadmissível ou improcedente. Providência esta que tem por objetivo coibir abusos na utilização da rescisória.8-procedimento: 4. determinará a citação do réu. cuja existência se conhecia.1-indeferimento da inicial-o indeferimento da petição inicial pode ocorrer com base nas hipóteses consignadas no artigo 295 do CPC. pedido de novo julgamento da causa (judicium rescissorium) – com efeito. 4. É indispensável. viciada. em regra. e a execução em curso que é definitiva não se torna provisória. a título de multa. toda a instrução da causa será anulada. do CPC (depósito de 5% sobre o valor da causa). pedido de novo julgamento da causa. § 2º. 4. bastando apenas a rescisão do julgado. a um pronunciamento favorável. do CPC). Estados. b) depósito de 5% (cinco por cento) a título de multa-deve a inicial ser instruída com comprovante do depósito da importância correspondente a 5% do valor da causa. em três situações basta apenas registrar na inicial pedido de rescisão do julgado: 1)-ação rescisória proposta com base em ofensa à coisa julgada . 4. além de rescindir a sentença atacada.8. estando em termos a petição inicial. IX)-há erro.7. visto que já existe uma sentença acobertada pelo manto da coisa julgada material. circunstância esta que enseja a renovação do feito em primeiro grau. 4. assim. Não se exige o sobredito depósito da Fazenda Pública (União. 3)-ação rescisória aforada para rescindir sentença proferida por juiz impedido ou absolutamente incompetente. VIII)-a ação rescisória só logrará êxito se a sentença rescindenda teve como base confissão. em que se baseou a sentença (artigo 485. 4. rescindida a sentença. II. Municípios. que não tenha havido controvérsia. ou quando considerar inexistente um fato efetivamente ocorrido (artigo 485.

com ou sem ela. 4. ao autor e ao réu. de acordo com o pedido do autor. Em consequência. quando não extinta anormalmente. em virtude do interesse público que envolve a coisa julgada. Um exemplo esclarece: o acórdão proferido em ação rescisória pode ser objeto de nova rescisória se.8-rescisória de ação rescisória-“a ação rescisória é ação de conhecimento e. Expirado o prazo para resposta. nos termos da lei civil” (artigo 486 do CPC).4-da instrução e julgamento-o relator.6-decisão – “julga-se a rescisória em três etapas: primeiro. 4. na rescisória. se houver necessidade de provas. Se. constitutiva ou declaratória. A ausência de contestação. “A norma constante no art. 5-atos judiciais não sujeitos à ação rescisória-“os atos judiciais. nela.5-o Ministério Público-o Ministério Público. o é através de sentença de mérito. no prazo para resposta.8. como fundamento de novo pedido. e. por exemplo. em caso de improcedência ou inadmissibilidade. não implica a presunção de veracidade dos fatos alegados na petição inicial. a que não acolhe o pedido rescisório é de natureza declaratória (negativa). podem ser rescindidos. reverterá em favor do réu. já a decisão proferida no novo julgamento da causa pode ter natureza condenatória. conforme o caso. finalmente. O depósito prévio.8. marcando prazo de 45 a 90 dias para conclusão da diligência e o retorno dos autos ao tribunal.7-recurso-o acórdão proferido em ação rescisória pode desafiar os recursos de embargos de declaração. Em seguida. ou em que esta for meramente homologatória. intervém obrigatoriamente nos processos de ação rescisória.superior a 30 (trinta) dias para responder aos termos da ação. visto que o autor não se exime de demonstrar o fato em que se baseia sua pretensão. pode lançar mão da contestação. como os atos jurídicos em geral. Os fundamentos da nova rescisória não podem ser mera reapreciação do que se decidiu na primeira. Caso contrário. 4. para razões finais. será aberta vista. atuou juiz impedido. O réu. 4. Concluída a instrução. embargos infringentes.8. mas devem ser inerentes à motivação que decorre dela própria. aprecia-se o mérito da causa. porém. pelo prazo de 10 (dez) dias.8. procedendo-se ao julgamento (artigo 493 do CPC). mais especificamente de ato processual praticado pelas partes ou de sentença que não tenha . rescindindo ou não a sentença impugnada (judicium rescindens). mas à ação anulatória de atos judiciais. mas sim em outra causa particular do julgamento e nele não levada em conta. a sentença de mérito da ação rescisória fica também sujeita a outra rescisão. os autos subirão ao relator. expedirá carta de ordem. depois. o impedimento do juiz da sentença da primeira causa voltar. ainda que não tenha atuado no processo anterior.8. da exceção e da reconvenção. 486 não se refere à ação rescisória. determinando ao juiz da comarca onde elas devam ser produzidas. decidiu-se que houve literal violação de lei. recurso especial e recurso extraordinário. 4.8. examina-se a admissibilidade da ação (questão preliminar). a causa tramitará observando o procedimento ordinário. por envolver a ação rescisória questão de ordem pública (coisa julgada). quando na rescisória já foi objeto de apreciação” (Ernane Fidélis dos Santos).6. realiza-se novo julgamento da matéria que fora objeto da sentença rescindida (judicium rescissorium)” (Humberto Theodoro Júnior). sucessivamente. por unanimidade. 4. a rescisão não pode fundamentar-se na necessidade de reapreciação do motivo. Não poderá. o autor poderá levantá-lo. que não dependem de sentença.1-natureza jurídica da decisão – predomina na doutrina o entendimento de que a decisão que acolhe o pedido de rescisão tem natureza desconstitutiva (constitutiva negativa).

ao contrário de outros. assim. o art. pressupõe a existência de decisão definitiva que tenha resolvido o mérito do litígio” (Elpídio Donizetti). 485. adotada pelo juiz. VIII. à luz do art. A ação rescisória. não há contradição entre o art. Sentença meramente homologatória no sentido adotado pelo art. todavia. 5. atinge diretamente o ato judicial de mérito (sentença ou acórdão). 486. que são amalgamados à sentença (de mérito). mas “os encampa e chancela como se fora uma solução dada pela própria sentença” (Elpídio Donizetti).2. com suporte num dos vícios constantes do art. 5. à luz do art. Se. inclinou-se majoritariamente para tese que admite o cabimento da ação comum de anulação de negócio jurídico para a hipótese de transação homologada em juízo. do CPC. Na separação consensual que não puder ser realizada por escritura pública. e não propriamente a sentença homologatória. 485. divisando-se pela natureza do pronunciamento judicial que combatem. 171 do CC. 486. 486 do CPC. 486. nenhum julgamento sobre o conteúdo da lide for proferido e a atividade do . só pode ser aquela proferida no procedimento de jurisdição voluntária. por exemplo. a arrematação considerar-se-á perfeita.3-sentença homologatória em processo contencioso-“a rigor. Os atos judiciais que não dependem de sentença. Tais atos atingem seus objetivos por si sós. A ação anulatória (art. com a atribuição da vitória a um dos litigantes e a imposição de derrota ao outro. 171 do CC. devemos entender aqueles atos processuais praticados pelas partes. alcança diretamente o ato das partes homologado pelo juiz.2-sentença meramente homologatória-“sentença meramente homologatória é aquela que não compõe. 486 do CPC. o primeiro referindo-se à ação rescisória. e não necessariamente pelo juiz) que não dependem de sentença. com suporte num dos vícios constantes do art. e o art. por exemplo. proferida de forma traumática.1-atos judiciais que não dependem de sentença-“por atos judiciais (judiciais porque praticados no processo. não é ato em si mesmo. É o caso. A ação rescisória combate sentença de mérito. como a transação. 5. VIII. da arrematação e da adjudicação. mas apenas um elemento que confere validade ao ato das partes. à espécie. originada de acordo de vontades manifestado pelos litigantes em juízo” (Misael Montenegro Filho). e o segundo à ação anulatória. cujo exaurimento das consequências jurídicas não reclama sentença. o reconhecimento da procedência do pedido e a renúncia ao direito sobre o qual se funda a ação. Segundo a mesma tese. 486) alicerça-se em vício no direito material das partes e nas causas de anulabilidade comuns dos negócios jurídicos. Assinado o auto pelo juiz. Na jurisdição voluntária. A ação anulatória combate sentença meramente homologatória. pode ser afastada do mundo jurídico por ação anulatória. pelo arrematante e pelo serventuário da justiça ou leiloeiro.1-distinção entre ação rescisória e ação anulatória de sentença homologatória-“o CPC permite o ataque à sentença transitada em julgado por meio de dois instrumentos completamente distintos. 5. então. com o passar do tempo. é forçoso reconhecer que a jurisprudência.composto o litígio. e não o art. que não só os homologa. mas apenas integra o negócio de particular para dar-lhes validade jurídica. A sentença meramente homologatória. como se demonstrou. a sentença não constitui solucionador de litígio. porque só aí é que o ato jurisdicional não faria coisa julgada material. pode ser afastada do mundo jurídico por ação anulatória. acabada e irretratável. Nada obstante. nem encampa a autocomposição do litígio. assim. A ação rescisória alicerça-se na própria imperfeição da decisão judicial (sentença ou acórdão). portanto. somente em procedimento de jurisdição voluntária seria possível divisar a sentença meramente homologatória. pois o primeiro deles apenas autorizaria a ação rescisória quando a transação servir de base a alguma decisão realmente de mérito. a sentença é meramente homologatória” (Elpídio Donizetti). aplicando-se.

Daniel Amorim Assumpção Neves – Manual de Direito Processual Civil. Daí caber a ação comum do art. Misael Montenegro Filho – Curso de Direito Processual Civil. Teresa Arruda Alvim Wambier e José Miguel Garcia Medina – Breves Comentários à Nova Sistemática Processual Civil. É hoje o entendimento amplamente prestigiado pela jurisprudência em todos os tribunais do País” (Humberto Theodoro Júnior). Moacyr Amaral Santos-Primeiras Linhas de Direito Processual Civil. Marcus Vinicius Rios Gonçalves-Novo Curso de Direito Processual Civil. Curso Didático de Direito Processual Civil – Elpídio Donizetti. Luiz Rodrigues Wambier-Curso Avançado de Processo Civil. Luiz Rodrigues Wambier. VIII. a eventual rescisão seria do negócio jurídico e não da sentença homologatória. Processos e Incidentes nos Tribunais. Gilson Delgado Miranda e Patrícia Miranda Pizzol – Recursos no Processo Civil. José Carlos Barbosa Moreira – Comentários ao Código de Processo Civil. Gediel Claudino de Araújo Júnior – Série Leituras Jurídicas (Processo de Conhecimento). e Código de Processo Civil. Alexandre Freitas Câmara – Lições de Direito Processual Civil. 485. Ovídio A. Baptista da Silva – Curso de Processo Civil. José Miguel Garcia Medina e Teresa Arruda Alvim Wambier – Recursos e Ações Autônomas de Impugnação. Cássio Scarpinella – Recursos. Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart – Manual do Processo de Conhecimento.magistrado resumir-se à homologação do acordo. Vicente Greco Filho – Direito Processual Civil Brasileiro. Luiz Orione Neto – Recursos Cíveis. Ernane Fidélis – Manual de Direito Processual Civil. 486 e não a rescisória do art. Bibliografia: Humberto Theodoro Júnior-Curso de Direito Processual Civil. José Carlos Barbosa Moreira – Novo Processo Civil Brasileiro. . Marcus Vinicius Rios Gonçalves – Direito Processual Civil Esquematizado.