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CARACTERÍSTICAS DE ALGUMAS ESPÉCIES DE FRUTÍFERAS

CARACTERÍSTICAS DE ALGUMAS ESPÉCIES DE FRUTÍFERAS CULTURA DO ABACAXI1 - Ananas comosus L. Merril. Aspectos Gerais O abacaxizeiro é cultivado em mais de 60 países e o seu fruto um dos mais consumidos por suas qualidades sensoriais. No Brasil, é a terceira fruteira tropical mais plantada, sendo encontrado em, praticamente, todos os Estados da Federação, onde tem experimentado expressivos aumentos, tornando o País o terceiro maior produtor mundial dessa fruta. A produtividade nacional de abacaxi também aumentou de modo considerável, desde que se passou a investir mais em pesquisa agrícola e transferência de tecnologia, saindo de apenas 8.800 frutos/ha, em 1970, para cerca de 24.000 frutos/ha, em 2002, o que representa 277% de aumento da produção e corresponde a 33,6 t/ha, se o peso médio do fruto for considerado de 1,4 kg. Este desempenho está acima da média dos principais países produtores mundiais de abacaxi. Para isso, têm contribuído o aumento da área plantada e as tecnologias geradas e adaptadas pela pesquisa, com destaque para as da Embrapa. Porém, produtividades de 40 a 60 t/ha têm sido atingidas por agricultores brasileiros e estrangeiros, que utilizam tecnologias mais desenvolvidas. Isso é um indicador potencial de crescimento da produtividade brasileira, do que depende, dentre outros aspectos, de um melhor treinamento dos técnicos e agricultores nacionais, na sua maioria pequenos produtores. A cultura do abacaxi destaca-se, dentre outros aspectos, também por oferecer um número significativo de empregos no meio rural, estimando-se a ocupação de mais de um homem para cada hectare cultivado, além da mão de obra usada nas etapas de pós-colheita, distribuição, comercialização e industrialização de produtos de abacaxi, destinados tanto para o mercado interno como para a exportação. Originário das Américas o abacaxizeiro é cultivado na Ásia, África, América (Norte, Central, Sul). Tailândia, Filipinas, Brasil, China e Índia destacam-se como países principais produtores (1994). Botânica/Descrição da Planta/ Variedades O abacaxizeiro (Ananas comosus L., Merrill) é uma planta monocotiledônea, da família Bromeliácea, que possui, aproximadamente, 50 gêneros e 2.000 espécies. Algumas dessas espécies têm valor ornamental, outras produzem fibras para fabricação de material rústico (sacos, cordões), tecidos finos etc. A maioria dessas espécies é encontrada em condições naturais de regiões tropicais das Américas, sendo que apenas algumas são observadas em áreas de clima temperado. Os indígenas brasileiros chamavam-no de ibacati (fruta cheirosa). Em língua espanhola é conhecido como "piña", no inglês "pineapple" e "ananás" por franceses, italianos, holandeses, alemães. O abacaxi é uma planta perene, arbusto baixo, tem raízes profusas pequenas que alcançam até 15 cm de profundidade, caule (haste) com gemas (cicatrizes de folhas) que garantem a reprodução da planta. Folhas planas, esverdeadas, com parte superior em calha dispostas em espiral em torno da haste central que, no término do desenvolvimento, dá origem a 150 a 200 flores brancas ou branco-roxas em espigas. Estas

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Fonte: Disponível em: http://www.seagri.ba.gov.br/Abacaxi.htm#Aspectos%20Gerais. Acesso 10/04/2008.

originam 100-200 frutos pequenos (bagas), com pontas na casca, colados entre si e dispostos em torno do eixo central (coração). O fruto inteiro (infrutescência) tem forma cilíndrica ou cônica (frutos maiores na base), com rebentos na base e coroa de folhas no ápice. A polpa do fruto é sucosa, aromática, saborosa, com leve acidez, cor amarela ou amarelo-pálida (branca). É rica em açucares (75% peso fresco), em sais minerais (cálcio, fósforo, magnésio, potássio, sódio, cobre, iodo) em vitaminas (C, A, B1, B2, Niacina); 100 g de polpa contêm 52 calorias; tem valor alimentar, portanto, ainda o fruto contém a enzima bromelina. Todas as variedades de abacaxi de interesse comercial pertencem à espécie Ananas comosus (L.) Merrill. No Brasil, especialmente na Região Amazônica, diversas cultivares de abacaxi são plantadas em pequena escala para o consumo e comercialização locais. A mais cultivada é a Smoth Cayenne, por suas características agro-industriais. - Smooth Cayenne: porte baixo, folha verde-escuro com 1 m de comprimento, fruto grande, forma cilíndrica com até 2,5 kg de peso, com 9-10 rebentos na base, com polpa amarela. Sensível às doenças fusariose e fasciação. - Pérola: planta de crescimento ereto, folhas com 65 cm de comprimento, fruto cilíndrico (levemente cônico no ápice) com cor verde-amarelada, 3-8 rebentos na base, polpa amarelo-pálida com baixa acidez. Sensível à fusariose e à fasciação. Perolera: planta com folhas verde-escuras sem espinhos, fruto com peso médio de 1,78 kg, forma cilíndrica, cor externa amarela, polpa amarela. Apresenta resistência à fusariose e menor sensibilidade à fasciação. Primavera: fruto cilíndrico, peso 1,25 kg, polpa branca, folha verde-claro sem espinhos. Apresenta resistência à fusariose e menor sensibilidade à fasciação.

Figura – Fruto e parte superior da planta de abacaxi cv. Smooth Cayenne (Caiena Lisa, Havaiano).

Figura – Fruto e mudas do tipo filhote de abacaxizeiro ‘Pérola’

Utilidade do Abacaxizeiro

vilas e jardins. Mudanças bruscas no nível de umidade podem causar fendilhamento do fruto e altos níveis de umidade propiciam a incidência de doenças. fresco. Industrializado o fruto apresenta-se como polpa.500 horas/ano e ótima entre 2. reduzindo rendimento da cultura. de fácil colheita e grande disponibilidade. O pH ideal situa-se na faixa 4. doces. A temperatura media anual mais adequada situa-se em torno de 24ºC (limites em 21ºC e 32ºC). A insolação requerida aceitável para desenvolvimento e produção do abacaxizeiro é de 1. desenvolvimento e produção do abacaxizeiro.Atua no crescimento vegetativo e na qualidade do fruto (composição. picolés. Chuvas (pluviosidade) . pois. Em áreas com boa distribuição de chuvas o total de 1. Ainda o fruto contém a enzima bromelina de propriedades digestivas e tidas como amaciante de carne. coloração). são indicados para a implantação do abacaxizal. NECESSIDADES PARA O CULTIVO As regiões que mais se prestam ao cultivo do abacaxizeiro estão situadas entre os paralelos 25º N e 25º S embora a planta adapte-se à vários ambientes. suco engarrafado. Em alguns países o suco do fruto verde é tido como vermífugo. na entrada de casas. Em regiões secas e quentes obtém-se vinho do fruto doce e fermentado.Com sistema radicular relativamente superficial e frágil o abacaxizeiro só explora a profundidade de 15 a 20 cm no solo. O caule é matéria prima para obtenção de álcool etílico. sob forma de sorvetes.A umidade relativa média está em torno de 75%. OBTENÇÃO DE MUDAS O abacaxizeiro é propagado via mudas que podem advir de: Filhote ou “muda de cacho”: Muda de vigor e ciclo intermediários entre a coroa e o rebentão.000 mm a 1. Solos . porém mais uniforme que os rebentões. luminosidade intensa pode queimar o fruto interna e externamente.000 horas/ano.1. que assegurem boa drenagem. Deve dar preferência a terrenos planos a ligeiramente declivosos (5% de declividade). Restos do abacaxizeiro podem ser usados na alimentação animal (material fresco ou ensilado). A planta requer temperaturas altas (29-30ºC) para produção de raízes e folhas.500 mm anuais satisfaz as necessidades da planta. no caso da variedade Pérola. a mais cultivada no Brasil.consumido ao natural. Ainda ventos fortes podem provocar tombamento da planta e dificultar tratos sanitários. sucos caseiros. Ventos . Assim fatores como aeração e drenagem são importantes na seleção de área para implantação da cultura. em dias curtos a floração da planta dá-se mais rapidamente.Têm grande influência sobre crescimento. xarope. Arquitetura e Escultura e usada sobre pilares de alvenaria. a planta não tolera encharcamento do terreno.200 . refrescos. Por fim o abacaxizeiro é tido como planta de dias curtos. Fruto .filhotes-rebentos (encontrado preso ao pedúnculo na base do fruto).Sua ausência na frutificação atrasa o desenvolvimento do fruto e reduz produção de mudas além de causar problemas na floração. Clima . geléia. menos uniforme que as coroas. .5.Planta . doces em calda.500 a 3. gomas e matéria para indústrias alimentares. Umidade Relativa do Ar .motivo ornamental para a Pintura. Luminosidade (radiação solar) .5 a 5. ainda que argilosos. cortado em fatias (rodelas) ou em cubos. Rebentos .Quando fortes e secos podem danificar a planta (ressecamento). Solos de textura média a leve.

tamanho uniforme (nunca abaixo de 25 cm de comprimento).provém do caule seccionado e estimulado a brotar e enraizar.0 meses. seco e sob sombra apoiadas umas as outras. vigorosas. Cura .Figura – Mudas do tipo filhote em fase de ceva Figura – Planta da cv. Coroa . sob irrigação. na posição vertical com base para baixo elas são preservadas por meses. devem ser sumariamente eliminadas pelo fogo. as mudas podem ser armazenadas/conservadas em local fresco. Após ser efetuada a seleção por sanidade. Para plantio as mudas devem ser separadas por tamanho e tipo (filhote.com base para cima . Encontrado no ponto de união do pedúnculo do fruto com o caule e rebentão encontrado na parte inferior do caule.roseta de folhas situada na parte superior do fruto. Ceva . Smooth Cayenne com mudas dos tipos filhote (as menores) e rebentão (a maior) Filhote-rebentão – Muda de produção limitada. Obtenção de mudas por seccionamento de caule (plântula) . Em geral usa-se muda tipo filhote. a eliminar excesso de umidade do material e melhorar a eficiência da seleção de mudas. vigorosa. podendo ser usada indistintamente para plantio junto com os dois últimos tipos. tipo e tamanho. podres. de boa produção. A muda deve ser também sadia.objetiva a cicatrizar tecidos feridos da muda na sua colheita. Secções do caule (talo) .consiste em deixar o rebento preso a planta-mãe pós colheita do fruto durante o tempo necessário para que ele alcance o tamanho adequado para o plantio.5 a 3. Em qualquer dos casos a muda deve ter origem em plantas sadias. em período de 2. filhote rebentão e coroa). As que apresentarem sinais de ataque de pragas e doenças. apresenta características intermediárias entre filhote e rebentão. com goma.à ação dos raios solares durante o período de 7 a 15 dias. O processo consiste em expor as mudas . Obtenção de mudas e rebentos Para melhorar a qualidade dos rebentos e prepará-los para o plantio destacam-se as operações de ceva e cura.

Os mais comuns são fileiras simples e fileiras duplas. Adubações. Fileira simples facilita tratos culturais em abacaxizais com variedades de folhas espinhosas. proximidade de centros consumidores (mercados e indústrias). mediante sua incorporação ao solo e sua queima (caso de pequenos produtores). à disponibilidade de mão-de-obra. com vigor e demais características (ciclo. O espaçamento de plantio é 10 cm x 10 cm (100 secções por m2 ). Figura: Mudas de abacaxi (plântulas) em formação no viveiro. Este processo pode proporcionar um rendimento de 85% de mudas sadias. a partir de pedaços do talo (caule) de plantas que já foram colhidas (o processo será descrito no capítulo seguinte). de filas duplas. triplas. existência de mananciais de água. grau de uniformidade etc. Quando a plantinha atingir a 25 cm de altura estará apta ao plantio em campo. quádruplas e quíntuplas. A escolha do sistema condiciona-se à disponibilidade da área. ESCOLHA DA ÁREA PARA PLANTIO Deve-se levar em conta a disponibilidade e custo da mão-de-obra.Muda produzida em viveiro (Figura). Em áreas anteriormente cultivadas com abacaxi o resto de cultura deve ser eliminado. destoca . efetuar as operações de roçagem. se necessário. Trata-se de uma muda de melhor sanidade. capinas e tratos sanitários (mesma calda acima) e irrigações fazem-se necessários.) semelhantes às da coroa. Preparo do solo Em áreas não cultivadas. ao tipo de solo. O de fileiras duplas abriga maior número de plantas por unidade de área.encoivaramento e queima da coivara. livre de fusariose. à característica física da variedade a plantar. melhor sustentação das plantas e evita . produzidas a partir de pedaços do talo da planta As secções tratadas são plantadas em canteiros de terra com dimensões 120 cm (largura) x 10 cm (altura) e comprimento variável. vias de acesso à área e para escoamento da produção. com boa antecedência ao plantio. à topografia do terreno e entre outros. Além disso. a área deve satisfazer às necessidades da cultura. SISTEMA DE PLANTIO O abacaxizeiro pode ser plantado em sistemas de filas simples.

Os espaçamentos preconizados.40 m). As plantas das duas fileiras juntas devem ser plantadas em espaços desencontrados (plantio em quincôncio).tombamentos na frutificação. Quando a produção destina-se a fins industriais . baixas densidades de plantio geralmente permitem a produção de maior percentagem de frutos grandes. o que proporciona populações em torno de 75 mil a 40 mil plantas/hectare.Sistemas de plantio em filas simples e filas duplas .50 x 0.1.5 kg). o que proporciona populações entre 48 mil a 20 mil plantas por hectare.10 x 0. A Pérola (1.40 x 0. o uso da irrigação e outros fatores. os quais tem preços mais altos. Perolera e Primavera . Figura . 30 cm a 40 cm entre filas simples e 22 cm a 35 cm entre plantas na fila. Figura – Plantio de abacaxi em covas Os espaçamentos utilizados na cultura do abacaxi variam bastante de acordo com a cultivar. o nível de mecanização.40 m) e Jupi . As plantas sem espinhos nas folhas . em geral. Fileiras duplas: 70 cm a 90 cm entre filas duplas.espaçamentos menores (para frutos com peso 1. são os seguintes: Fileiras simples: 80 cm -120 cm entre filas e 30 cm a 40 cm entre plantas.0 .variedades Smooth Cayenne (recomendam-se os espaçamentos de 1.com espinhos nas folhas .e para consumo in natura .espaçamentos maiores (para frutos acima de 1.só admitem espaçamento mais largo. Por outro lado.00 x 0. o destino da produção.permitem utilização de espaços menores. Altas densidades de plantio favorecem a obtenção de elevadas produtividades.5 kg de peso) .

coco. as culturas consortes devem ser de baixo porte para evitar o sombreamento excessivo do abacaxi. Um cuidado importante neste tipo de consórcio é manter uma distância adequada entre as fruteiras perenes e as linhas adjacentes do abacaxi. e devem ser cultivadas nas entrelinhas. em tempo. ter ciclo curto. Em meses muito chuvosos não se deve plantar o abacaxi. que façam uso muito limitado da mecanização na propriedade. As recomendações decorrentes indicam as quantidades de . o período de final da estação seca e início da estação chuvosa. o manejo do abacaxi tem que seguir as recomendações técnicas para esta cultura. restrita aos primeiros três a cinco meses. sobretudo. Plantio propriamente dito Pode ser feito em covas. das condições de umidade no solo e época em que se deseja colher o fruto. de preferência em filas alternadas e apenas na fase inicial do ciclo do abacaxizeiro. A época mais indicada é. cupuaçu e de outras fruteiras de porte arbóreo. nitrogênio. peso ou tamanho. Nos terrenos planos. Além disso. servindo para custear a instalação da cultura principal. No entanto.(sulcos ou covas devem ter profundidade para evitar tombamento da muda). fendas ou em sulcos. guaraná. Por outro lado. CONSORCIAÇÃO DE CULTURAS COM O ABACAXIZEIRO A consorciação do abacaxi com outras culturas é uma opção viável. chega-se terra a ela (sem deixar cair terra no centro da roseta foliar). abacate. magnésio. podendo estender-se durante o ano todo. Em terrenos com declive o plantio deve ser feito usando curvas de nível ou outro método conservacionista. cálcio. e que tenham interesse em ter uma produção adicional visando subsistência ou o mercado. de ciclo longo ou perene.50 m no caso da laranjeira. a qual não deve ser inferior a 1. Feijão Phaseolus. As mudas são plantadas em quadras ou talhões separados segundo seu tipo. A fenda é aberta com enxadeta (enxadeco) e a muda é colocada inclinada nela. Todavia a depender da disponibilidade de mudas. feijão Vigna e amendoim são algumas culturas adequadas ao consórcio com abacaxi. é uma boa opção para a exploração mais intensiva da terra disponível. Análise do Solo Depois de escolher o terreno. as recomendações para calagem e adubação Correção da acidez do solo/adubações Através da análise de solo são determinados os níveis de alumínio trocável. o plantio do abacaxi nas entrelinhas de pomares de citros. não superior a 120 dias. Também planta-se em camalhões com 100 cm de largura na base. fósforo e potássio além do pH do solo. para pequenos agricultores. sulcos ou covas são abertos no sentido do maior comprimento de área (aumenta rendimento das máquinas). 70 cm de largura no topo e 15 cm de altura.Época de Plantio A escolha da melhor época de plantio é crucial para o cultivo de abacaxi de sequeiro. manga. Preferem-se sulcos (quando dispõe-se do sulcador para áreas grandes) e covas (pode-se usar coveador mecânico ou pá) . Isso deve ser feito 4 (quatro) meses antes do plantio para receber. devem-se retirar amostras do solo e enviá-las ao laboratório para serem analisadas (analise química e física). Em cova ou sulco a muda é colocada na posição vertical. em geral. inclusive em relação ao suprimento de água ajustado à cultura no caso de seu cultivo em consórcio com irrigação.

baseadas em resultados analíticos de solo. ainda pouco empregada. quando se examinam as características de produção de diferentes regiões. Uma outra alternativa. dentro de cada Estado. Evitar que caia terra no “olho” das plantas. considerando-se inclusive outros países produtores de abacaxi no mundo. ou de herbicidas. ADUBAÇÃO DO ABACAXIZEIRO A utilização de adubos na cultura do abacaxi constitui uma prática quase que obrigatória. como situação ideal. fatores como: nível tecnológico adotado no cultivo. Desde que disponível na propriedade ou na região. a aplicação tem que ser feita com cuidado para evitar que o abacaxizeiro sofra os eventuais efeitos tóxicos dos .calcário dolomitico a aplicar ao solo. o abacaxizeiro ressente-se bastante da concorrência de plantas daninhas. durante o ciclo da cultura. Além das exigências nutricionais da planta e da capacidade de suprimento de nutrientes pelo solo. evidenciam que as recomendações de adubação devem ter. o que ajuda a sustentá-las e aumentar a área de absorção de nutrientes. verifica-se que a adubação nitrogenada tem variado de 6 a 10g N/planta. a qual fornece informações valiosas para a orientação do programa de adubação. nos plantios com fins comerciais. o que exige bastante mão-de-obra.5 (faixa adequada para o cultivo). devem ser uniformemente distribuídos sobre a superfície do solo. são necessárias de oito a doze capinas manuais. deve-se chegar terra às plantas (amontoa). especialmente em plantios grandes e períodos chuvosos. que contribuem para atrasar o desenvolvimento da cultura e reduzir sua produção. Grande parte dos estados brasileiros produtores de abacaxi dispõe de recomendações para a adubação da cultura. além de reduzir o aparecimento de plantas daninhas. abrangências regionais. uma parte das necessidades nutricionais da planta pode ser suprida pelo próprio solo. Por isso. a fosfatada de 1 a 4g P2O5/planta e a potássica de 4 a 15 g K2O/planta. Esta cobertura morta. (com antecedência mínima de 60 dias ao plantio) para seu objetivo maior que é elevar os teores de cálcio e magnésio mantendo o pH entre 4. evitando ou reduzindo as perdas por evaporação. recomenda-se manter a cultura sempre no limpo. além de exigir menos mão-de-obra. O controle de plantas daninhas com herbicidas é boa alternativa. As amostras de solo devem ser coletadas e enviadas ao laboratório antes da implantação da cultura. a palha seca de diversos produtos (milho.) ou os restos culturais (folhas) do próprio abacaxi. Na maioria das situações. As variações que podem ocorrer neste conjunto de fatores. sobretudo nas linhas de plantio. Entretanto. principalmente nos primeiros cinco a seis meses após o plantio. feijão. Durante as capinas manuais e logo após as adubações. é a cobertura morta (“mulch ”). Dependendo da intensidade de infestação e do tipo de plantas daninhas. aumenta o teor de matéria orgânica e conserva a umidade do solo. CONTROLE DE ERVAS DANINHAS Planta de crescimento lento e de sistema radicular superficial. diminui a perda de nutrientes por lixiviação.5 e 5. capins etc. No entanto. devido ao elevado grau de exigência da planta. destinação da produção e rentabilidade da cultura devem ser considerados para a definição sobre as quantidades de fertilizantes a serem aplicadas na cultura. As plantas daninhas devem ser controladas por meio de capinas manuais (enxada). quando o mato cresce rapidamente. minimiza a erosão. o método mais comum. Esta contribuição do próprio solo para a nutrição da planta só pode ser adequadamente determinada mediante a análise do solo da área destinada ao plantio.

também. em geral. podem. Para antecipar o início da floração e mais tarde a colheita aplica-se substâncias químicasfitoreguladoras como carbureto de cálcio. baixa radiação solar e estresse hídrico. IRRIGAÇÃO O abacaxizeiro é tido como uma planta com necessidades hídricas comparativamente pequenas. inclusive o orvalho. coberto por camada pulverulenta branca. na maioria das regiões produtoras. Também conhecida como piolho-branco é um inseto pequeno. a exemplo do outono (abril e maio) e da primavera (outubro e novembro). Smooth Cayenne. É responsável pela transmissão da doença murcha-do-abacaxi (causa sérios danos à variedade Smooth Cayeime). A floração natural ocorre mais cedo em plantas mais desenvolvidas. por suas folhas em forma de canaleta. inviabilizar a exploração da soca (segundo ciclo) e afetar a comercialização do produto. portanto. em períodos de dias mais curtos e temperaturas noturnas mais baixas. b) capacidade de coletar água de modo eficiente. Vivem em colônias nas . principalmente nos meses de junho a agosto. às vezes. devido à diminuição do tamanho médio dos frutos e à coincidência da maturação dos mesmos com o período de safra (novembro a janeiro). Pseudococcidae. As dosagens são 1 a 2 gramas de carbureto na roseta foliar em dias chuvosos. soja. Também encontrada na batatinha. INDUÇÃO FLORAL A floração natural do abacaxizeiro ocorre. outras. A sua adaptação a condições de deficiência hídrica decorre de uma série de características morfológicas e fisiológicas típicas de plantas xerófilas. Um cultivo comercial de abacaxi exige em geral uma quantidade de água equivalente a uma precipitação mensal de 60 a 150 mm. encarecendo o custo de produção. c) capacidade de reduzir consideravelmente as perdas de água (transpiração) por meio de vários mecanismos.Dysmicoccus brevipes (Cockerell. 1939). milho. bananeira. acetileno e etephon na roseta foliar ou em pulverizações foliares. A faixa de precipitação anual tida como ideal para a cultura do abacaxi situa-se entre 1000 e 1500 mm bem distribuídos.produtos químicos. sem asas. pois ocorrem de maneira bastante desuniforme nas plantações comerciais. dificultando o manejo da cultura e a colheita.0 mm/dia. ou 50 ml de solução de etephon (de solução com 20 ml do etephon. As aplicações devem ser feitas em horas frescas do dia ou à noite (entre 20 horas e 5 horas). quando a grande oferta causa a redução dos preços. Períodos de alta nebulosidade. A demanda de água do abacaxizeiro varia ao longo do ciclo da planta e a depender do seu estádio de desenvolvimento e das condições de umidade do solo. desencadear a diferenciação floral natural em outras épocas do ano. se comparado com outras plantas cultivadas. Siga as instruções apresentadas no final deste capítulo e/ou procure o serviço de assistência técnica para a devida orientação. Pérola tendem a florescer mais precocemente que as da cv. Podem. Florações naturais precoces são indesejáveis.3 a 5. tornando-se relevante a irrigação nos locais onde tal situação não é alcançada. Plantas da cv. Homoptera. 30 g de cálcio virgem e 2% de uréia diluídos em 100 l de água) pulverizados sobre a planta. Entre 7 e 14 meses as plantas podem sofrer indução floral. PRAGAS Cochonilha do abacaxi . amendoim. pode ser de 1. tais como: a) a capacidade de armazenar água na hipoderme das folhas. O pulverizador tem que ser calibrado para garantir a aplicação da dose correta de herbicida na área de plantio.

raízes e axilas das folhas sugando a seiva. Com aumento populacional o inseto ataca flores e frutos. Vivem em simbiose com formigas doceiras, atacam o abacaxizeiro a partir do 2º mês de vida. Controle - pode ser feito pela aplicação de produtos químicos à base de paration etílico ou metílico (Folidol ou Rhodiatox na dosagem de 90 ml/100 l água) ou dimetoato (60 ml/100 l água). Aplica-se pulverização preventiva - 60 ml da calda por planta - entre 60 a 150 dias pós plantio. Em períodos chuvosos usar inseticidas granulados sistêmicos de solo na dose de 0,5 a 1 g por planta (dissulfoton, aldicarbe) do produto comercial no solo junto à planta. Tratamento de mudas, com dosagens acima de paratiom ou diazinom ( 90 ml/100 l água) podem ser feitos mergulhando as mudas por 3-5 minutos. Broca-do-fruto - Thecla basilides (Geyer, 1837) Lepidoptera, Leycaenidae. Causa grandes danos em várias regiões produtoras com nível de in festação em 80%. Adulto é uma pequena borboleta cinzenta-escuro brilhante, com manchas circulares alaranjadas nas asas posteriores. A larva (forma jovem) é uma lagarta que, desenvolvida, tem cor amareloescuro, corpo ligeiramente achatado com aspecto de lesma. As borboletas põem ovos brancos na parte superior e média da inflorescência e no pedúnculo. A lagarta ataca a inflorescência, flores, mudas, folhas e frutos. O fruto atacado exsuda resina líquida que se solidifica com o ar. A lagarta empupa na parte inferior da folha. Controle - pulverizações com os produtos químicos carbaryl 85 M(260 g em 100 l de água) paration metílico ou diazinom (90 ml em 100 l de água) ou Bacilus thuringiensis ( Dipel PM -600 g/hectare) aplicando-se 30 a 50 ml da calda por inflorescência. As pulverizações devem ser feitas no "olho" da planta desde o aparecimento da inflorescência - 45 dias pós indução floral até 40 dias depois em intervalos de aplicações de 15 dias (10 dias para o Dipel). DOENÇAS Entre as principais estão a fusariose e a podridão-negra-do-fruto. Fusariose - causada pelo fungo Fusarium subglutinans, responsável pela perda de 30% da produção brasileira. O fungo infecta todas as partes da planta provocando exsudação de substância gomosa na área afetada. A planta atacada exibe encurtamento e curvatura do caule (lado da lesão). Fruto exsuda goma através da cavidade floral e a polpa apodrece. Controle - emprego de mudas sadias, nos novos plantios (mudas de seccionamento do caule), de plantas que geraram frutos sadios. Em áreas de incidência de fusariose, proceder seleção rigorosa de mudas e eliminação de restos de antigas culturas e inspeções permanentes com eliminação de plantas doentes concorrem para diminuir a infecção. Pulverizações, com início aos 45 dias pós indução floral e com intervalos de 10 dias (quatro vezes), com produtos químicos à base de benomyl (Benlate), thiabendazol (Tecto), tiofanato metílico (Cerconil) na dosagem de 250 a 300 g/100 l de água. Podridão-negra-do-fruto - Causada pelo fungo Thielaviopsis paradoxa provoca perdas significativas a frutos destinados à exportação. Essas perdas dão-se entre colheita e processamento. Podridão mole na polpa cor amarela-intenso evolui para decomposição da polpa que se liquefaz, externamente há exsudação do suco que resulta em fruto ôco.

Controle - Colher frutos com um segmento de pedúnculo (2 cm), evitar ferimentos no fruto, armazenar frutos a 8°C e manter essa temperatura no transporte e eliminar restos de antigas culturas nas proximidades de área de estocagem/manuseio de frutos. Imergir pedúnculo numa calda fungicida para proteger corte de colheita em caldas de benomyl (Benlate a 0,8%) e triadimefon (Bayleton a 0,4%). COLHEITA/RENDIMENTO/EMBALAGEM/TRANSPORTE Colheita A maturação é avaliada pela coloração da casca que passa do verde ao amarelo, progressivamente. Com aproximação da maturação a cor passa a bronzeado, os "olhos" passam de pontiagudos a achatados e o espaço entre "olhos" estendem-se, superfície do fruto fica mais lisa. Fruto para indústria é colhido maduro e para consumo in natura é colhido "de vez". A colheita é feita com facão, e os frutos são acondicionados em cestas e balaios. Frutos de plantas que sofreram indução são colhidos entre 12 e 14 meses pós plantio e frutos de plantas sem indução são colhidos aos 18 meses. Rendimento O rendimento médio de uma colheita está em torno de 80%. No espaçamento 0,8 m x 0,3 m, 41.600 plantas/hectare, com rendimento de 80% obtêm-se 33.200 frutos comercializáveis (75% frutos de 1ª qualidade e 25% frutos inferiores). Embalagem/Transporte Colhidos os frutos são levados a galpões, selecionados quanto qualidade e sanidade, classificados por tamanho/peso (segundo destino). Após tratamento contra podridões são embalados em caixa de papelão ou de madeira (520 mm x 290 mm x 290 mm) para exportação ou a granel para mercados ou indústrias. No transporte para exterior os porões de navio devem estar com 85 - 90% de umidade e 8 - 12°C de temperatura em seu ambiente. CULTURA DA MANGA2 - Mangifera indica L. Aspectos Gerais A mangueira - Mangifera indica L. Dicotyledonae, Anacardiaceae - é originária da Ásia, (Índia). Foi trazida ao Brasil pelos portugueses, tornando-se uma das principais frutíferas cultivadas no Nordeste brasileiro. A produção brasileira em 1993, foi de 563.511 toneladas destacando-se as regiões Nordeste (47%) e Sudeste (43%) como maiores produtoras de manga (IBGE). Botânica/Descrição da Planta/ Variedades A mangueira é originada do continente asiático, nativa de regiões de clima tropical. No entanto, devido à sua grande adaptação, encontra-se distribuída por todos os continentes, sendo cultivada na maioria dos países de clima tropical e subtropical. Pertencente a família Anacardeaceae, que compreende também outras fruteiras de grande valor comercial, como o cajueiro.
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Cultura da Manga. Disponível em: http://www.seagri.ba.gov.br/manga.htm#Aspectos%20Gerais acesso 10/04/2008.

A mangueira é uma planta perene, de grande porte, com copa densa, folhagem sempre verde e sistema radicular vigoroso. Sua longevidade pode ultrapassar 100 anos, principalmente quando propagado por sementes. Sua inflorescência é do tipo panícula, desenvolvida de brotação terminal do ramo, com comprimento geralmente superior a 60 cm, reunido de 400 a 1700 flores, distribuídas entre masculinas e hermafroditas, na mesma panícula, em proporções variáveis, de acordo com a variedade. O fruto (manga) é uma drupa carnosa, mais ou menos achatada lateralmente, de forma, tamanho e cor bastante variável. As variedades predominantes em cultivo comercial no Brasil são aquelas de origem da Florida – EUA, a maioria introduzida em São Paulo. São elas a Tommy Atkins, Keitt, Palmer, Haden e Van Dyke. USOS DA MANGUEIRA Fruto: a polpa é consumida ao natural chupada em pedaços, em refrescos ou processada em sorvetes, sucos concentrados, geléias, gelatina, compotas, doces, sorvetes, polpas congeladas, purês. O fruto verde presta-se a confecção de molhos, temperos - chutney - para ingleses. Árvore: caule produz resina de uso medicinal contra desinteria e a madeira é aproveitada em marcenaria. A árvore pode ser usada como ornamental. Casca da árvore, folhas, polpa do fruto, são usadas na medicina caseira. NECESSIDADES DA PLANTA Clima - deve ser tropical quente embora a planta tolere grande variação climática. Temperatura - a temperatura baixa na floração impede a abertura das flores, alta temperatura pode antecipar a época de colheita. Temperatura elevada só prejudica se acompanhada de vento e baixa umidade relativa na frutificação. A planta desenvolve-se bem e frutifica em temperaturas entre 21 e 27ºC (ótimo 24ºC). Chuvas - a planta vegeta e frutifica em área com chuvas anuais entre 450 mm. e 2.500 mm. com ideal em torno de 1.000 mm., regiões com período chuvoso e seco bem definido são ideais para o cultivo da mangueira desde que o período seco inicie-se antes da floração e o chuvoso reinicie-se pós frutificação, imprescindivelmente. Umidade relativa - não deve estar acima de 60%; umidade alta interfere na polinização e induz proliferação de doenças como oídio e antracnose que reduzem a produção dos frutos. Luz - a mangueira requer radiação solar abundante para entrar em floração e frutificar com pelo menos, 2.000 horas/luz/ano. As exposições soalheiras são as mais favoráveis e o plantio deve ser orientado no sentido norte e nordeste. Vento - ventos constantes com temperatura elevada e baixa umidade relativa causam queda de frutos (excesso de transpiração); ventos fortes causam queda de flores e de frutos. Recomenda-se uso de quebra ventos. Solos - devem ser profundos, permeáveis e ligeiramente ácidos (pH entre 5,0 e 6,0) e leves; evitar solos alcalinos (induzem cloroses), os excessivamente argilosos e os sujeitos à encharcamento. Os solos mais favoráveis à mangueira são os areno-argilosos ricos em matéria ôrganica e nutrientes, profundos, planos a ligeiramente ondulados. PROPAGAÇÃO DA MANGUEIRA

remove-se envoltório plástico da muda. retangular. Poda de formação consiste em deixar a muda com 3 ramos laterais que se originem na planta. em ramos com 7 meses e em horas menos quentes do dia) com 200 ppm de ethephon repetindo- . limpeza da área. mamão.000g. Cultivos em coroa (em torno da planta) podem ser feitos a enxada. mortos ou baixos para reduzir o porte da planta. Sugere-se a obtenção de enxertos. facilitar tratos sanitários e a colheita. x 50 cm. irriga-se com 15-20 l.com bons resultados tem-se usado espaçamento de 10 m. x 60 cm. (125 plantas por hectare) para plantios comerciais. garfagem) em viveiro para plantios comerciais visando-se obter pomares mais uniformes. Em seguida mistura-se 15-20 l. o plantio de culturas intercalares. x 8 m. podese cultivar leguminosas. de água e cobre-se a bacia com palha ou capim seco sem sementes. eliminação de ramos doentes. capina manual ou herbicidas). devem ser abertas 30 dias antes do plantio separando-se a terra dos primeiros 15-20 cm.as operações consistem de roçagem.as covas poderão ter as dimensões de 50 cm. A poda de planta adulta é feita após a colheita dos frutos com corte de ramos apicais. x 50 cm. Os formatos de plantios podem ser do tipo retângulo.plantas jovens (Keitt e Palmer) requerem podas leves de formação. com resto da mistura terra + adubos enche-se a cova. A melhor época de plantio é no início do período chuvoso e em dia nublado. abacaxi. quer para plantios caseiros quer para plantios comerciais. Espaçamento/alinhamento .pode-se antecipar a floração com uso de ethephon ou nitratos (de potássio ou de amônio) pulveriza-se plantas a partir de 4 anos de idade (entre o final da estação chuvosa a início da estação seca. triangular e em nível (curvas em terreno declivoso). a 1m. rebentos do portaenxerto e tronco. Em pomares novos (notadamente em terrenos frescos). x 60 cm. (solo leve ou pesado). Caso necessário aplica-se 1. precoces e produtivos. x 10 m . coloca-se torrão com muda na cova de modo que a sua superficie fique ligeiramente acima do solo. permitir maior penetração de luz na copa. Coveamento / adubação . é recomendável como cereais anuais. De ordinário a muda obtida via enxertia de garfagem estará apta ao plantio em campo 10 meses após semeio da semente para formação do porta-enxerto. Indução artificial de floração . em viveiristas credenciados por organizações oficiais interessadas em agricultura. FORMAÇÃO DO POMAR Preparo da área . de calcário dolomítico ao fundo da cova e cobre-se ligeiramente com terra e em seguida joga-se a metade da mistura adubos + terra separada à cova. do solo (de pontos diferentes). tangerinas. Poda . encoivaramento e destoca.A mangueira pode ser propagada por sementes (plantios domésticos) e por enxertia (borbulha. Plantio . até a mangueira entrar em franca produção. TRATOS CULTURAIS Eliminação de ervas daninhas – manter o pomar livre de ervas daninhas através do roçagem no período chuvoso (roçadeiras) e de capinas no período seco (grades. A capina em coroamento é imprescindível. faz-se bacia em torno da muda. quadrado ou quinconcio e o alinhamento pode ser quadrangular. ou 60 cm. de esterco de curral curtido + 300 gramas de superfosfato simples + 200 gramas de cloreto ao solo separado. (100 plantas/hectare) e até 10 m. queima de mato.

goiaba. (New.Pulverizações de óleo mineral para agricultura associado a inseticidas fosforados (diazinom. sem patas) alimentam-se da polpa do fruto. ressecamento (folhas. Causa grandes prejuízos econômicos a cultura da mangueira com perdas de até 50%. Controle . microaspersão. Evita-se queda de flores e frutos. Homoptera. PRAGAS Mosca-das-frutas . A escolha do sistema de irrigação está condicionada aos recursos hídricos do local.. abóbora. melão) ou com outras fruteiras (mamão.Tratamento pós colheita: imersão do fruto em água quente (46. na produção.5 m. Consorciação de Culturas Consorciar o mangueiral com culturas temporárias. a partir do quarto/quinto ano de vida irrigar durante o período de escassez de chuvas e interromper 2-3 meses antes da floração. abacaxi). Calagem/adubação de manutenção . desde pouco depois do plantio até o início da produção. enterra-se no solo de onde emerge o adulto para acasalar-se. procurando-se atingir a face inferior da folhagem no fim da tarde. Controle .Anastrepha sp. milho.Isca tóxica atrativa: melaço de cana ou proteína hidrolisada associadas (7:l melaço ou 1:l de proteína) a um inseticida (malathion . essas consorciadas devem ser plantadas a 1. . Desenvolvida a lagarta abandona o fruto. aspersão.recomenda-se adubação. malathion. nos períodos de estiagem. Ceratitis capitata. Sob sistemas de irrigação por gotejamento. Tephritidae. de porte médio a baixo (feijões.) Cochonilha . Um mês após término do tratamento ocorre a floração. Fêmea possui carapaça circular convexa e branco acinzentada. brancas. de distância da linha de plantio da mangueira.se a aplicação por 2 vezes com intervalos de uma a duas semanas. suga a seiva da planta em todas as partes verdes provocando queda das folhas e secamento de ramos e aparecimento de fumagina (cobertura preta das folhas). maracujá. as larvas (lagartas afiladas. Irrigação . Diaspididae. paratiom). 1906).Aulacaspis tubercularis.em regiões onde há ventos fortes e constantes quebra-ventos devem ser instalados antes da implantação do pomar usando-se espécies arbustivas/arbóreas e de crescimento rápido plantadas a 10-12 m. Quebra-ventos . Diptera. irrigar também nas épocas de adubação. via foliar com micronutrientes como cobre. amendoim. da primeira fileira de mangueiras. A fêmea põe ovos embaixo da casca do fruto ainda imaturo. Pulverizar a intervalos de 10 dias (100 ml de calda/planta) a cada 5 fileiras de plantas.200 ml) em 100 litros de água. Voltar a irrigar na formação/desenvolvimento do fruto com regas semanais ou quinzenais. aspectos econômicos e fatores humanos. galhos novos) diminuição da polinização (por insetos).a irrigação é importante. fatores climáticos. melancia. sulcos e microbacias a cultura da mangueira pode ser explorada. topografia do terreno. .Evitar permanência de frutos maduros na planta ou caídos no chão (devem ser enterrados a 70 cm de profundidade). de peso) e por 90 minutos (frutos entre 426 e 650 g. .1ºC) por 75 minutos (frutos até 425 g. quebra de galhos. característica do solo. zinco e manganês.

1946 . folhas. Podar e queimar inflorescencias mal formadas.Plantio com maior espaçamento.agente: fungo Colletotrichum gloeosporioides (Penz). Colapso Interno .Pulverizações preventivas com fungicidas a base de enxofre (antes da abertura das flores. Controle . a partir da formação dos frutinhos usar fungicidas cúpricos. frutos com lesões irregulares.Pulverizações preventivas (iniciadas antes da floração até alguns dias antes da colheita) quinzenais com benomyl (0. deprimidas são alguns sintomas. De grande importância econômica por danos que causa ramos novos. cor branca. Eriophyidae. DOENÇAS Antracnose .Distúrbio fisiológico que produz amolecimento da polpa e pode atingir todo o fruto. flores e frutos.Ácaro . Sayed.Pulverizar planta afetada e adjacentes com calda contendo oxicloreto de cobre (50%) acrescida de 0. Amarelecimento seguido de murcha e seca das folhas do ramo atacado. No Nordeste a colheita ocorre. . Pincelar parte cortada com pasta cuprica. . a produção econômica começa no 4º ano. Folhas com manchas escuras. Controle . Controle . flores enegrecidas que caem.Deve ser rigoroso em viveiros e pomares em formação. Indícios apontam para desequilíbrio nutricional como causador do problema.Provocada pelo fungo Ceratocistis fimbriata é das doenças mais graves que afetam a mangueira e pode provocar sua morte em pouco tempo. plantio em regiões com baixa umidade do ar. na queda das pétalas e após formação do fruto). . podas leves de limpeza e abertura da copa. Seca-da-mangueira . Infesta gemas terminais e inflorescências causando atrofiamento e morte de brotos terminais de mudas e plantas adultas. .Usar cultivares (copas e porta-enxertos) resistentes (Tommy Athins.Eriophyes mangiferae.Inspecionar pomar com freqüência e podar ramos atacados a 40 cm do ponto de infecção e queimá-lo. entre outubro e fevereiro e entre agosto e outubro (plantas induzidas). . Dizem que a broca-damangueira abre caminho para a infecção.16%). ou semanais com mancozeb (0.Doença proveniente do fungo Oidium mangiferae que causa danos graves a ramos novos. Controle .Plantio de variedades medianamnente resistentes como Tommy Atkins. flores e frutos. normalmente.4% de carbaryl (para controle da broca-da-mangueira). Desinfetar ferramenta com hipoclorito. folhas. a base de dicofol.Acari. inflorescência. Adulto tem aspecto vermiforme. e 5 a 6 meses pós floração inicia-se a colheita. quinomethionato.03%). Pulverizar com produtos. COLHEITA / RENDIMENTO Mangueira enxertada e bem conduzida inicia produção no 3º ano pós plantio. Há perda de folhas e flores e até frutos. Keitt). Oidio . Pó branco-acinzentado que se deposita sobre o órgão da planta é o sintoma clássico. Keitt. formação de bolsas de seiva com exsudação são sintomas.

mas dificilmente tem superado 2 anos. sendo importante gerador de renda. Costa Rica. Santa Catarina. que significa "alimento em forma de cuia". dentro do ano. no Nordeste brasileiro tem sido relatados rendimentos de 20-30 t/ha/ano. Sulcos e polpas são produzidos pelo Brasil. tornando-a mais previsível. de acordo com a produtividade. Rio de Janeiro (2.). Onze países do mundo (1993) são responsáveis por 80 a 90% da produção dentre eles Brasil. O período produtivo pode variar de 6 meses por ano nas regiões mais ao Sul dos pais. abrasões e choques que afetem o fruto.000 ha. Peru. Pará (8. Mais da metade da produção mundial é exportada sob a forma de suco concentrado. Venezuela. em plantas de alto porte utiliza-se da vara de colheita (bambu ou madeira flexível com aro de ferro cilíndrico de ¼" ao qual prende-se um saco). Os frutos colhidos são colocados em caixas coletoras que permanecem à sombra (evitar transpiração.).htm#Aspectos%20Gerais acesso 10/04/2008.000 hectares cultivados com o maracujazeiro. condições climáticas e tratos culturais.Frutos são colhidos desenvolvidos "de-vez" para comercialização e colhidos maduros para consumo imediato. colhe-se à mão torcendo o fruto.ba. pela divulgação de resultados de experimentos e destinação de novas verbas para pesquisas. embora nos anos 50 já existissem indústrias processadoras e envasadoras de suco de maracujá. A crescente importância deste cultivo seja pelo incremento de área plantada como pela abertura de novos mercados.300 ha. Obtem-se 500 a 700 frutos/ano/mangueira adulta.500 ha. Venezuela. Ceará e Goiás.). o que significa a formação de grupos locais visando à adaptação e a criação de novas tecnologias. pois não são muitos os grupos de pesquisadores que se dedicam a essa Passiflorácea. e em pequenas propriedades. além do que as conhecidas e enormes diferenças regionais. Atualmente. Aspectos Gerais Tem como origem a América Tropical. sendo os mais importantes São Paulo (4. Minas Gerais (4.500 ha. possibilitando ao fruticultor. . obedecidas às leis de mercado. Espírito Santo. CULTURA DO MARACUJÁ3 .). em planta de pequeno porte. cerca de 2 hectares. 3 Cultura do maracujá. Disponível em: http://www.gov. Bahia (3. A cultura do maracujazeiro ganhou destaque no Brasil a partir do início da década de 70. Equador. "Maracujá" é uma denominação indígena de origem tupi. África do Sul.000 ha. Na colheita deve-se evitar cortes. estão espalhados por quase todos os estados brasileiros. respiração e queimaduras). entre outros. Ainda assim muitas perguntas permanecem sem respostas.Passiflora edulis S. além de propiciar um período longo de colheita.). os cerca de 26. Outro aspecto que chama a atenção é o fato de que na maioria das regiões brasileiras. A vida útil do pomar tem variado muito. necessitam de tratamentos diferenciados. Peru. Nas grandes plantações usa-se colhedeira motorizada (triciclo hidráulico). até o ano todo nas regiões ao Norte. dado o elevado valor. nos últimos 10 anos. Austrália. e faturamento.seagri. o maracujazeiro esteja sendo cultivado em pequenas áreas. Sri Lanka. a obtenção de um cabedal de conhecimentos que diminuam o risco desta atividade produtiva. Quênia e outros países africanos exportam fruta "in natura" (fresca).br/maracuja. Colômbia. tem sido acompanhada.

1g de semente contém 45 sementes. polpa ácida. peso 80 a 300g. popularmente chamado de maracujá doce.6mcg). Planta com caule circular./ha. edulis Sims f. e responsável por 95% da área cultivada comercialmente no Brasil. elevada (maracujá amarelo). Fruto completa desenvolvimento em 18 dias e amadurece em 80 dias (pós-abertura da flor). cor externa e aroma). 9cm de diâmetro. No Brasil são três as espécies consideradas principais e responsáveis por praticamente 100% da área plantada.globoso. Frutos ovais ou periformes. flavicarpa Degener. vigorosa. acidez menor (suco mais "doce"). é a mais cultivada (95% da área) no Brasil.. potássio (360mg). peso de 60 a 100 gramas.7g). lipídios (0. envolve sementes numerosas. o fruto desprende-se e cai ao chão. peso 30 a 300g. É uma planta trepadeira. as flores permanecem abertas durante o dia (abrem-se pela manhã e fecham-se à noite). O fruto murcha após 6 dias de caído. sendo elas o P. tem formato ovóide (alguns oblongos). A (70mcg).Botânica/Descrição/Espécies Importantes O maracujazeiro é planta dicotiledônea da família Passifloraceae onde destaca-se o gênero Passiflora com três espécies importantes economicamente: Passiflora edúlis Sims f. A polpa do fruto. Entra em floração com 4-5 meses de vida. potencialidade de produção 30-40 t/ha. e sabor e aroma agradáveis. flavicarpa Deg . Maracujá Amarelo: é a espécie de maior interesse comercial. peso de 70-130g. O fruto (maracujá) tem formato variado . vit. esverdeada. A flor é hermafrodita com estigmas localizados acima das anteras (dificultando a polinização). sub lenhosa. sistema radicular é pouco profundo. média (maracujá roxo e acidez baixa (maracujá doce). P. C (15. ovais. calorias (54 a 90). polpa com sabor "doce acidulado" (enjoativo se tomado como refresco). proteínas (2. piríforme.. em número de 200 por fruto. . O rendimento em suco é menor que o do amarelo (14-20%). folhas lobadas e verdes com gavinhas (órgão de sustentação) gema florífera e gema vegetativa (origina rama) na axila da folha. fósforo (17g). apresenta polinização cruzada.a maracujá roxo e o P. ovóide oblongo. A planta tem produção entre 12-15t/ha mas tem potencial para produções de 30-35t. pretas. vit. acidez.2g). edúlis Sims . próprio para consumo como fruto fresco. alata Ait . suco amarelo a amarelo-alaranjado. Fruto com 30% de rendimento em suco. B1 (150mcg).amarela roxa. com rendimento e qualidade do suco semelhantes aos do maracujá amarelo e suco com maior % de açúcar e maior teor em sólidos solúveis (brix). possui baixa acidez. B2 (100mcg). de crescimento vigoroso continuo. cor variada . mais adaptada aos dias quentes. Frutos ovóides ou globosos. É rico em vitaminas e possui propriedades sedativas. É muito apreciado pelos consumidores europeus por boas características (tamanho.o maracujá amarelo ou azedo ou peroba -. coloração purpúrea quando maduros. glicidios (92. cálcio (13g). vit. de cor amarela à laranja.2g). com caule quadrangular. alata Dryand. cor amarelo-canário. edulis Sims.. A composição química do suco é (por 100 gramas): Brix (13 a 15º).6g). ferro (1. O fruto maduro possui casca fina. vit. O suco do fruto tem acidez. P. Maracujá Doce: Planta trepadeira. avermelhada. Quando maduro. a mais vigorosa. caule trepador. conhecido como maracujá amarelo ou azedo. conhecido como maracujá roxo e P. predominantemente (responsável por frutificação tamanho do fruto e % de suco).o maracujá doce. Maracujá Roxo: espécie mais indicada para regiões de altitude maior e climas frios.

Irrigação via aspersão e pivot central devem ser feitas pela manhã ou final da tarde ou a noite. A safra dura 10 meses no Nordeste. sentido norte-sul) entre as 13 e 15 horas. O rendimento da polinização artificial é de 50 flores por minuto. A produção de flores sempre se da em ramos novos do ano que favorece podas). corriola (Ipomoea) e cássia (Cássia sp). o homem utiliza-se de dedeiras de flanela para a polinização nas épocas de maior floração em um dos lados da fileira de maracujazeiro (plantio orientado. Em áreas acima de dez hectares recomenda-se a polinização artificial. em períodos de chuvas intensa espera-se redução no índice da frutificação. a preservação da mamangava e incremento da sua população é feito pela construção de abrigos usando tocos secos de bambu e pelo plantio de plantas que produzem flores atrativas como hibriscus. Deve-se efetuar a polinização cruzada desde o início da floração (e não concentrá-la nos picos da florada) e saber que a flor do maracujá amarelo permanece disponível por 4 horas para a polinização. . As flores (maracujá amarelo) abrem-se depois das 12 horas e fecham-se em torno das 18 horas e maracujá-doce entre 5 horas e 18 horas. pela manhã. 2 a 3 pessoas polinizam 1 hectare por tarde. A polinização predominante é feita por insetos (mamangavas) com pólen de outra flor (polinização cruzada). com ninhos na madeira mole. Em regiões quentes não há paralização de emissão de flores no inverno. Figura: Flor do maracujá Paralelamente os defensivos agrícolas só devem ser aplicados cedo. Obtêm-se valores de 60-80% de rendimento (frutificações). a autofecundação é rara (autoincompatibilidade) e produz frutos menores com poucas sementes. O mais importante agente polinizador é a mamangava (abelha grande cor preta e amarela) insetos não sociais. Floração/Polinização/Frutificação A flor do maracujá tem cinco estames e três estigmas em plano superior aos estames o que dificulta a polinização.Existem cerca de 530 variedades tropicais e sub-tropicais de maracujazeiro sendo 150 nativas do Brasil e 60 delas produzem frutos que podem ser aproveitados na alimentação.

Plantas eleitas para colheita de frutos para sementes devem ter flores com alta percentagem de estiletes curvos (flores TC). um sedativo natural encontrado nos frutos e nas folhas. eucaliptos.Com polpa branca (aderente a casca) e o suco prepara-se maracujada. O uso medicinal.o maracujazeiro é planta de clima quente e úmido medrando bem em regiões de clima tropical e subtropical. sucos. maturação completa no 80º dia e ponto de colheita entre 50º e 60º dia (máximo de peso). batidas. precipitações intensas em picos de floração dificultam a polinização por romper-se o grão de pólen e por afastar os insetos polinizadores. Evitar solos arenosos e argilosos de baixa fertilidade e com pH abaixo de 5. férteis e com boa drenagem.0 e 6.A planta desenvolve-se em diferentes tipos de solos . Planta de dias longos. sorvetes.6-3. proteínas (0.A polpa que envolve sementes presta-se ao preparo de refrescos.Folhas e raízes contêm uma substância semelhante à morfina . para frutificação a temperatura de 26ºC é ideal. A (717 a 2. . gordura (0.A composição do suco do maracujá é a seguinte: calorias (51 a 53). sobor e aroma. . mas também são atribuídas efeitos diuréticos e antiblenorrágicos. Em locais sujeitos a ventos fortes estabelecer barreira quebra-ventos. carboidratos (13. . musse e molhos (para acompanhar carnes.6 a 13. capim napier são algumas espécies que podem constituir barreiras quebra-ventos.é ideal para desenvolvimento frutificação em 25-26ºC. . ventos não devem ser fortes ou frios ou quentes e secos. fósforo (12.deve ser baixa. já bastante defundido. além de abortivo para o gado. Bambu. a área de plantio equivalente a 15 a 20 vezes a altura da planta adulta. com pH entre 5. geléia de maracujá.Após a abertura da flor o fruto alcança máximo desenvolvimento no 18º dia. pudins. NECESSIDADES DA PLANTA Clima . para combater as febres intermitentes. também. Temperatura .preferencialmente os areno-argilosos com bom teor de matéria orgânica – desde que sejam profundos. Vit.7g).6 mg). PROPAGAÇÃO DO MARACUJAZEIRO/FORMAÇÃO DE MUDAS . Medra bem em regiões com altitude entre 100 e 900 m e em terrenos planos a ligeiramente ondulados.67g). menos conhecidas na medicina caseira. A planta não resiste à geadas notadamente o maracujá amarelo e não frutifica sob temperaturas baixas.Casca do fruto e sementes prestam-se à alimentação animal. ela proteger. Umidade relativa do ar . Chuvas . De ordinário a água é fator importante para a frutificação. cálcio (3. As folhas são usadas. aves e peixes).410 mg).400 mm bem distribuída ao longo do ano é adequada para o maracujazeiro (limites 800 mm a 1.200 mm a 1.39 a 0.05g). Outras propriedades do maracujazeiro. baseia-se nas propriedades calmantes da passiflorina. Usos do Maracujazeiro . compota de maracujá.5. hibiscos. Solos .muito usada como calmante. industrialmente produz-se sucos concentrados. como vermífugo e febrífugo.4-24.8 mg).a passiflorina .precipitação pluviométrica ideal entre 1.700 mm / ano). a luminosidade deve ser alta (planta necessita de 11 horas de luz / dia para entrar em floração para produção de frutos com ótimo aspecto. as inflamações cutâneas e a erisipela.

os frutos fornecedores de sementes devem ser grandes ovalados. ser levemente umedecida e disposta em canteiro de 20cm. Deve-se colher poucos frutos em várias plantas selecionadas (nunca abaixo de 20 plantas).5 m (ideal 2. adicionar 2 quilos de calcário dolomítico. maduros com grande quantidade de polpa alaranjada. Sementes . exposto ao sol. casca fina.Os recipientes são sacolas de plástico de coloração preta com furos no terço inferior com dimensões 14 cm X 28 cm X 0. A mistura deve ser peneirada e disposta em camada. precoces.Propagação . em média.O viveiro deve ser instalado em local de fácil acesso. Um quilo de sementes é suficiente para formar 15. mergulhia e enxertia. . 120 sacolas. em terreno com boa drenagem. esterco de curral bem curtido (2 partes) uma parte de material volumoso curtido (serragem) ou três partes de terra (de mata). ainda não bem estudadas. esterco. Os métodos de propagação vegetativa são: estaquia (estacas lenhosas maduras com 20-25 m de comprimento e diâmetro igual ao lápis. cor amarelo-intensa. outros. vigorosas.5 m de largura) para facilitar tratos e retirar sacolas. de alta produtividade. para armazenamento por até 12 meses as sementes são colocadas em sacos de papel.O substrato para enchimento das sacolas pode ser constituído por: terra de barranco (2 partes). estes colocados em sacos plásticos e mantidos na parte inferior de geladeira doméstica (5ºC-10ºC). enraízam bem). Formação de mudas via sementes Mudas em sacolas de plástico: .2 m de largura. não são utilizadas para plantios comerciais. A germinação da semente pode dar-se entre 15 a 30 dias pós semeio (2 a 4 semanas).0 m) e ela deve deixar passar 50% da insolação.000 mudas (colocando-se 3 sementes por recipiente).0 Kg de superfosfato simples e 0. a cada metro cubico de substrato. arejado. Escoa-se a água.coletados os frutos são cortados em duas metades donde retira-se a polpa (com sementes) que é depositada em recipiente de vidro ou louça e deixada a fermentar ( sem adição de água) por 2 a 4 dias à sombra. de altura sobre . em terrenos planos a levemente ondulados livre de plantas adultas.5 Kg de cloreto de potássio . As sacolas cheias são dispostas em canteiros (encanteiradas) com máximo de 1. 1. Obtenção de sementes Frutos . coloca-se as sementes em recipiente com água mexendo-se para que fiquem em suspensão e elimina-se as que boiarem após 25 minutos. Fermentada a polpa é lavada em água corrente sobre uma peneira o que separa semente da mucilagem. esses frutos devem ser oriundos e plantas sadias (sem pragas / doenças). a altura mínima da cobertura do viveiro deve ser 1. bem conformados. em camadas finas sobre papel absorvente (jornal) ou tecido para secar á sombra por 2 a 3 dias. 1 parte de esterco de curral e 1 parte de areia. A maior dimensão do viveiro deve acompanhar o sentido Norte-Sul.02 cm (espessura) ou próximas com capacidade para 8 a 12 litros. Entre os canteiros deve haver espaços (ruas com 0. Essas sacolas são enchidas com mistura (substrato) de terra. cada metro quadrado de canteiro deve comportar. . areia. O viveiro deve estar protegido de animais domésticos. Se não utilizadas após sua obtenção as sementes podem ser armazenadas em sacos plásticos (donde retira-se a maior parte do ar) por três meses em condições ambientais. coloca-se as sementes. próximo a fontes de água de boa qualidade.A propagação utilizando-se sementes (produção de pé de franco) é o método usual para atender ao estabelecimento de pomares comerciais. sadios.

Além de nitrogênio. Espaçamento/Condução/Coveamento/Adubação . . a muda estará apta ao plantio em campo.De preferência terrenos planos a levemente ondulados. sob lona. para assentamento natural do substrato. em terrenos com declividade suave a moderada usar plantios em nível. fósforo e enxofre além dos micronutrientes manganês. entre plantas por 3m. a partir do aparecimento da 1ª folha verdadeira. deixando-o o canteiro exposto ao ar por 24 horas pós tratamento. em torno do caule e até 30/40cm. plantinhas mais fracas. Efetuar desbaste cortando com tesoura. planta com 15/25 a 30cm. A absorção de nutrientes intensifica-se a partir de 250º dia de vida (estádio de préfrutificação). IMPLANTAÇÃO DO POMAR Escolha da área/trabalhos iniciais: . entre fileiras. Deixar os sacos em repouso por 30 dias molhando-os regularmente. de altura. e 20-40cm.que indicam uso de mecanização e em pequenas áreas . deixando a mais vigorosa. . EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS/ADUBAÇÕES As raízes do maracujazeiro concentram-se num raio de 50cm. Usar. fósforo e potássio (NPK) a planta necessita de cálcio. entre plantas por 2. de profundidade.superfície cimentada para ser submetida ao tratamento de esterilização com brometo de metila. .uso de tratos manuais.A cobertura deve ser retirada gradativamente. A densidade de . Dependendo da temperatura rega-se 2 vezes/dia até a emergência das plantinhas. Tenha-se o cuidado de não encharcar o substrato. no ato deve se bater levemente com a sacola no chão para compactar o substrato e manter a sacola de pé. zinco e cobre (por ordem de importância). . cedo pela manhã e no fim da tarde. ferro. o enchimento deve ser feito 30 dias antes do plantio. uma semana antes do plantio as mudas deverão estar em pleno sol. boro.A semeadura é feita colocando-se 3 sementes por sacola a 1cm. . depois rega-se só uma vez por dia.0m. de profundidade com antecedência hábil (150 dias antes plantio) e enviar a laboratório.Entre 60/80 dias (verão/inverno) pós-emergência. entre a formação da 7ª folha verdadeira e emissão da 1ª gavinha.As regas devem ser efetuadas se necessárias em duas ocasiões. se possível.Capinas manuais devem ser feitas e as plantinhas devem ser conduzidas em haste única. com dose de 150cm3 do brometo para cada m3 de substrato em exposição por 72 horas.5 a 2. para pequenas áreas 3m.. para os acidentados usar banquetas individuais para as mudas. áreas já trabalhadas para outras lavouras.O espaçamento está condicionado ao plantio em grandes áreas .O enchimento da sacola é feito manualmente. .Coletar amostras de solo a 0-20cm. Cada m3 de substrato é suficiente para encher 580 sacolas de plástico.Plantar em áreas protegidas de ventos ou alinhar plantio na direção do vento dominante para reduzir danos à planta. de profundidade cobrindo-as com o substrato. passando a dias alternados ou mais segundo desenvolvimento da muda. quando as plantinhas tiverem 2 folhas verdadeiras. a partir de 15 dias antes do plantio em campo espacejar a irrigação. . Para grandes áreas usa-se espaçamento de 5 ou 3m. entre fileiras.

666 plantas (3. a planta deve ser conduzida em haste única – deve-se eliminar periodicamente as brotações laterais. deve ser eliminado o broto terminal para estimular o crescimento de brotos laterais. lançada no fundo da cova. . respectivamente. O arame superior deve ser fixado 10cm. 666 plantas (5x3). e por propiciar boas condições para tratos na planta. Orientar plantio sentido Norte-Sul. com dimensões 40cm. de comprimento.0m. de altura do solo e os outros 40cm. para movimentação do pomar. Essa terra é misturada ao esterco. a espaldadeira vertical é eleita. TRATOS CULTURAIS Indica-se controle de ervas daninhas através de capinas à enxada ou química na linha e uso da roçadeira na entrelinhas. As linhas de plantio devem ter 60m.111 plantas (3x3). abaixo do topo do poste. Para tal pode-se construir espaldadeira vertical (com 1 a 3 fios de arame). para evitar danos a planta fazer arranquio manual de ervas invasora num raio de 50cm em volta da planta. essa operação deve ser efetuada 30 dias antes do plantio.. no solo espaçados de 5 em 5m. Os mourões de calibre maior devem ser colocados no meio e nas extremidades da espaldadeira. o maracujazeiro precisa de suporte para vegetar e produzir satisfatoriamente. Espaldadeira vertical: é uma cerca formada por postes (mourrões. enterrados 50cm.vara fina de bambu ou barbante . (4a6).0). .plantas é. 1. Esses brotos são conduzidos em sentido contrários . Enche-se a cova. Para regiões onde há ventos fortes usar 2 fios de arame em vez de um.5m. 1. com 1.2. x 40cm. x 40cm. de comprimento deixando espaço de 34m. PLANTIO Deve ser feito no início da estação chuvosa em horas frescas do dia.Condução: planta semi-lenhosa. Se possível colocar capim seco (sem sementes) ou palha em volta da muda.5) e 1. de custo mais baixo.0 x 2. de profundidade.333 plantas (3. Mourões devem ter a parte superior chanfrada (para escorrer água) e a parte a ser enterrada descascada e tratada com pixe.fixada para conduzir o ramo principal até o arame mais elevado da espaldadeira. Na sua abertura separa-se terra retirada dos primeiros 15cm.As covas devem ser abertas nas filas entre as estacas da espaldadeira.superior deve ficar a 2. Ao atingir altura de 10 cm acima do último fio de arame. Fácil de construir. espaldadeira em T (com 2 a 3 fios de arame) e caramanchão ou latada. estacas) com 2.3 fios de arame liso nº 12 . espaçados entre si -. calcário e adubos químicos.0 x 2. retirar envoltório de plástico colocar torrão no centro da cova com sua superfície nivelada à superfície da cova. Irrigar com 15 litros de água e colocar tutor .

Na região Nordeste. aspersão (por pivot existente para sementes/grãos). Cooleoptera. Broca da haste (broca do maracujazeiro) . as ramificações que surgem em direção ao solo devem ficar livres (elimine-se as gavinhas que aparecem na haste e ramos descendentes) para facilitar o arejamento e penetração de luz importantes na produção e redução do ataque de pragas/doenças. Gotejamento e sulcos tem sido as melhores opções.No período da entressafra deve ser feita uma poda de limpeza quando retira-se todos os ramos secos e/ou doentes para melhor aração da folhagem e diminuição do risco de contaminação de novas brotações: . em áreas extensas há recomendação de pulverizações de calda contendo Bacillus thuringiensis (Dipel PM. A poda elimina a ramagem 40 cm abaixo do arame.na posição horizontal em direção aos fios sendo aí fixados.Dione juno juno.Philonis passiflorae. a fêmea ovipõe no ramo. A lagarta madura (30 mm. a lagarta é escura. Outros lagarticidas indicados são carbaryl 85 PM (Carvim. adulto põe ovos. aparecem dilatações nos ramos que podem partir-se longitudinalmente. a planta deve estar bem adubada e com solo úmido.A poda de renovação tem sido recomendada com restrições. Agraulis . . Sevin) Triclorfom 50 S (Dipterex). Vive de forma gregaria (em grupos). permitir renovação dos ramos (elimina ramos velhos e doentes). pois não aumenta a produção mas facilita penetração de luz. A irrigação pode ser feita por métodos como gotejamento (4 gotejadores por planta espaçados de 50cm.em áreas pequenas catar e destruir ovos e lagartas. ar e defensivos. As lagartas da Dione pode raspar a casca dos ramos. A lagarta é branca. isoladamente na face inferior das folhas e no caule. desenvolve-se no interior da planta formando galerias na haste e nos ramos. na planta. também. Externamente nota-se.As lagartas alimentam-se das folhas. o déficit hídrico é fator limitante. sem pernas.) tem cor amarelada com corpo coberto por espinhos. Thuricide) na dosagem de 100g do produto comercial/100l água – 300 a 600g por hectare em aplicações semanais.adulto é borboleta cor alaranjada com manchas pretas nas asas. Controle . e em sulcos (por queda natural). desfolhamento sucessivos causam morte da planta. . Ataque à haste principal causa morte da planta. É importante que a lavoura não seja submetida a nenhum stress hídrico. Posteriormente estes brotos deverão ser despontados para forçar o desenvolvimento de gemas laterais que formarão os ramos produtivos. Agraulis vanillae vanillae – Lepidoptera. Adulto é besouro cerca de 5mm.adulto é borboleta amarelada com margens das asas pretas.). IRRIGAÇÃO . Poda-se os ramos produtivos próximo a haste horizontal. melhores frutos. de comprimento e coloração marrom com manchas amareladas no dorso. sem limitações de luminosidade e temperatura. a irrigação pode antecipar o início do período produtivo. PRAGAS Lagartas das folhas . Dione . retardam o crescimento da planta o que afeta a produção. O adulto coloca ovos agrupadamente (70-130) na face inferior da folha. A lagarta morre 3 a 5 dias depois. com 30 a 35mm. Na espaldadeira vertical tem-se 2 brotações opostas laterais por fio. de comprimento e corpo coberto de espinho.

Holumenia clavigera. Holymenia: bastante ágil. Ceratitis capitata. pincelar haste principal com inseticida (ação de contato ou de profundidade). de cor parda que podem deformar o fruto e enrugar a folha. Em infestação da haste principal utilizar fosfeto de alumínio (Gastoxim pasta) ou injeção com paration metilico (2ml. na periferia da plantação. Pratylenchus) atacam o sistema radicular.aplicação em pulverização. Além desses ácaros (plano. besouro de flores que podem ser controlados com carbaryl (lagarta.a ocorrência mais freqüente dá-se em plantios novos localizados em áreas recém-desbravadas. para seu controle indica-se enxofre molhável (Kumulus. antenas pretas com extremidade branca. de comprimento. . Caetano.. de caldas contendo exicloreto de cobre + mancozeb ou benomyl. Adultos da Anastrepha são amarelos com 2 (duas) manchas amareladas nas asas. áspero. Pode-se. pecíolo de folha geralmente em tecidos novos. adultos da Ceratitis são amarelados com asas de tonalidade rosada e medem 4-5mm. cor marrom. Vistorias periódicas podem identificar focos iniciais de infestação quando se recomenda poda e queima de ramos atacados. Excesso de água e sombreamento na sementeira favorecem a doença. vermelhos) atacam folhas e ramos tenros sugando a seiva. DOENÇAS Tombamento (damping-aff) ou mela . branco.Doença por fungo com maior incidência em temperaturas amenas (15 – 22ºC) ataca frutos. pulgões (Myzus. Controle . Mosca das frutas . Controle: em áreas pequenas com catação de ovos. Percevejos .Nematoides (Metoidogyne. os ramos podem mostrar manchas alongadas que evoluem a cancros e morte dos ponteiros. Diptera. Thiovit) triazofós (Hostathion 400) em pulverizações em ambas as faces da folha. Leptoglossus gonagra.Doença por fungo que ataca folhas causando manchas pequenas que juntam-se e tornam-se pardo-avermelhadas . Diactor: cor verde-escuro com manchas alaranjadas e pernas traseiras com expansão em forma de folha. Aphis). ramos. brotações. plantio em áreas distante de cafezais.Controle .Diactor bilineatus.5 a 8mm. Controle . gavinhas. Manchas circulares de 5mm. abelhas (Irapuá e Apis mellifera). 250ml de Malatol em 100L de água pulverizando de um lado da planta 100 a 200ml da calda em 1 m2.manejo adequado da sementeira. Outras Pragas .Doença causada por fungos. Hemiptera. ultimo par de patas com expansões laterais.lagarta-da-teia. Percevejos sugam a seiva de todas as partes da planta ocasionando queda de botões florais e frutos novos além de murchamento dos frutos desenvolvidos. Antracnose . também. de melaço. besouro) malatiom. 6.). eliminação de melão-de-S. diazinom (abelhas e pulgões).Anastrepha spp. As fêmeas ovipõe em frutos ainda verdes causando seu murchamento antes da maturação ou com destruição da polpa e queda de frutos. formas jovens e adultos. Verrugose ou Cladosporiose . caracteriza-se por lesão no colo da plantinha provocando seu tombamento e morte. Leptoglossus: percevejo do melão-de-São-Caetano. Tephridae. manutenção do mato roçado. que se cobrem com tecido corticoso.catação e enterrio de frutos atacados. Controle . de comprimento. uma calda contendo 5kg. aplicar de 15 em 15 dias 100 a 200ml/planta. tem cor escura com manchas alaranjadas.

) é uma árvore elegante. No Brasil. Em estado silvestre. água). CULTURA DO ABACATE4 .ba.O rendimento médio é de 8 a 10t. Botânica/Descrição da Planta/ Variedades O abacateiro pertence à família Lauraceae.seagri. que afeta o colo da planta e lesionando a parte interna do caule. Após colheita os frutos perdem peso rapidamente a medida que permanecem no chão ficam murchos dificultando a comercialização. O ponto de colheita é caracterizado pela coleta dos frutos no chão. próprios para industrialização. o abacateiro é considerado legume na maior parte do mundo. Antilhas. (1º ano).. pode penetrar para cima e em direção das raízes. amareladas e há morte da planta. raspar a área afetada e aplicar pasta bordaleza.não plantar em solos compactados. e em solos contaminados pelo fungo. ele está maduro com 75 a 80 dias de idade. com semente grande em seu interior. sendo consumido como salada. Para mercado de frutas frescas colha frutos ainda presos à planta e com 50 a 70 dias pós abertura da flor. sua altura é bem menor. A comercialização do fruto dá-se através da fruta fresca para CEASAS.Retirar lesões iniciais.br/abacate. Quando cultivada. o abacateiro chega a 20 m de altura. em estado silvestre. carnosos.Controle . Controle . murcha (fusariose).Ainda podem acontecer as doença. 15 a 20t. é uma frutífera originária da América tropical (México. sem aeração. A coleta de frutos e feita 2-3 vezes por semana ou 1 vez por semana. acima do colo em solução contendo o produto metalaxil (200g./ha (3º ano). Aspectos Gerais O abacateiro (Persea americana L.Persea americana L. atacadistas. são preferidas as variedades com polpa amanteigada./100L. COLHEITA/RENDIMENTO O período de colheita dos frutos varia de 6 a 9 meses após o plantio definitivo no primeiro ano (segundo a região e condições climáticas). semelhantes ao azeite de oliva. definhamento precoce. 4 Cultura do Abacate. antes da coleta efetuar passagem entre as filas e derrubar frutos maduros que não caírem ou presos entre os ramos da planta. Seus frutos são verdes. sua altura é bem menor. menos oleosa.htm#Aspectos%20Gerais.Doença no solo causada por fungo. No plantio mergulhar as raízes até 20cm. mercados municipais. Fruto caído no solo tem idade acima de 80 dias. Guatemala). que engloba cerca de 150 espécies. o fruto deve ter preso a ele 1 a 2cm. Quando cultivada. Folhas tornam-se murchas. De grande importância mundial. indica-se pulverizações com caldas fungicidas a base de cobre em aplicações semanais sob chuvas e quinzenais em épocas de chuvas esparsas. bacteriose. sopa e sob a forma de conserva.ha (2ºano) e 12 a 14t. de pecíolo.gov. de caule pouco reto e que. Podridão do colo .Frutos coletados no solo devem ser destinados a indústria. Do fruto comestível também se pode extrair um óleo semelhante ao azeite de oliva. OBS. para indústria de sucos e para exportação. . Algumas variedades possuem a polpa muito ricas em óleos.doença não atinge a polpa do fruto. Curiosamente. http://www. Evitar ferimento do caule nas capinas. chega-se até 20 m de altura. Acesso em: 10/04/2008.

quando o estigma não tem mais condições de receber o seu pólen. Este fenômeno consiste na maturação dos órgãos reprodutivos (estima e antera. Portanto. de acordo com suas características. Para obter uma boa polinização. a primeira abertura da flor ocorre de manhã. Caso o agricultor queira colher abacates de uma só variedade. Mas as anteras. Nenhuma delas tolera geadas e ventos frios. leves. No preparo das mudas. o pólen saído das anteras das flores de um grupo de abacateiros vai para os estigmas das flores do outro grupo e ocorre o que se chama de polinização cruzada. só vão abrir-se na tarde do dia seguinte. quando o estigma (parte que recebe o pólen) está aberto. Polinização As flores do abacateiro apresentam o fenômeno chamado dicogamia protogínica. pronto para ser polinizado. sendo que uma planta adulta produz de 200 a 800 frutos por ano. Para o bom desenvolvimento do abacateiro. Propagação As plantas propagadas por sementes dificilmente darão frutos idênticos aos da matriz. as mais recomendadas são: pollock (B). Assim. Espaçamento e Coveamento A distância entre as plantas pode variar de 8 x 9 m a 10 x 12 m. utilizam-se sacos de polietileno de 18 x 30 cm. a abertura do estigma e da antera tem alternância diferente. Plantio .O abacateiro começa produzir frutos no terceiro ano após plantio. o melhor método de obtenção de mudas é o de enxertia por garfagem em fenda cheia. em horas diferentes do dia. simonds (A). é preciso que no mesmo pomar existam variedades de abacateiro A e B. O pólen é levado de uma planta para outra por insetos. profundos e bem drenados. O abacateiro apresenta flores completas. a mínima não deve ser inferior a 6ºC. para que ocorram a polinização e conseqüentemente a frutificação. As variedades do abacateiro dividem-se. razoavelmente distribuídas. Nos abacateiros do grupo B. nos grupos A e B. Dentro dessa divisão. que contêm os grãos de pólen. Assim.50 x 0. principalmente abelhas. Nos abacateiros de variedades A. As melhores condições climáticas são encontradas em regiões com chuvas em torno de 1 200 mm anuais. complementando as aberturas das flores dos abacateiros do grupo A. o que faz com que muitas espécies hermafroditas reproduza-se por fecundação cruzada. As covas devem ter 0. e que não sejam sujeitas a ventos fortes e frios. Solo e Clima O abacateiro desenvolve-se melhor em solos. fortuna (A).50 x 0. A temperatura média preferida oscila em torno de 20ºC. ligeiramente ácidos. feminino e masculino respectivamente) em tempos diferentes.50 m. há necessidade da presença de abacateiros diferentes quanto ao comportamento sexual (Grupo A e Grupo B). Por isso é aconselhável que as plantas polinizadoras não estejam a mais de 15 m de distância das que devem ser polinizadas. conforme variedade e os tratos culturais a ela dispensados. é preciso que haja no mínimo 10% de plantas polinizadoras do outro grupo. e quintal (B). é fundamental conhecer as características de cada variedade. A biologia da flor é a característica mais importante para a produção de abacates. mas a planta não se autofecunda porque apresenta dicogamia. e que haja duas colméias por hectare e plantação de abacateiros. que consiste na maturação do órgão feminino anteriormente à do masculino.

As lagartas são controladas com calda de fumo ou biofertilizante. porque seus frutos amadurecem tarde e alcançam melhores preços. 0. deixando-se o colo da planta cerca de 5 cm acima do nível do solo.uso de varas de colheitas. não colocar frutos sobre frutos em várias camadas. de meia-estação e tardias. os males do aparelho respiratórios e dos rins. devendo-se ter os seguintes cuidados: . Não se deve deixar os frutos amadurecerem na planta. A calagem e a adubação devem ser feitas de acordo com a análise do solo. para diminuir a evaporação da água. depois de retirar os sacos plásticos das mudas. a podridão-das-raízes. desenvolvida pelo Iapar. Composição por 100 g do fruto . é necessário fazer uma espécie de bacia ao seu redor. fazendo-se o plantio em solos leves e bem drenados. Plantada a muda. É importante interplantar variedades dos grupos A e B que floresçam no mesmo período.07 mg de vitamina B1. mão-de-obra. . ou seja. é considerada das mais lucrativas. Já a verrugose e a antracnose podem ser controladas com pulverizações de oxicloreto de cobre. repetida. o chá de suas folhas e a polpa consumida fresca para combater disenterias. pelo menos. Na fase de formação do pomar recomenda-se o plantio intercalar de culturas ance uais ou de leguminosas para adubação verde. ou capim seco. Tratos Culturais No abacateiro normalmente só se faz poda de limpeza. utiliza-se a infusão da semente torrada e moída.Deve ser feito no período das chuvas.0 cm. a cada quatro anos. Combate às Pragas e Doenças As pragas e doenças mais freqüentes são as lagartas.24 mg de vitamina B2 e 12 mg de vitamina C. e dificultar o manuseio e transporte. podem-se colher frutos o ano todo. .não formar camadas de frutos. . A variedade margarida. causando danos. Adubação A análise do solo é fundamental para determinar a necessidade e as quantidades de calcário e adubos. e a produção de uma planta adulta oscila entre 200 a 800 frutos por ano. 0. para permitir a retenção de água. 47 mg de fósforo. com terra retirada na abertura da cova. A colheita do abacate é feita manualmente.07 mg de ferro.8 a 1. com polinizadoras que floresçam na mesma época.uso de escadas. 13 mg de cálcio. Colheita O abacateiro começa a produzir no terceiro ano após o plantio. para aumentar a fecundação. Assim procedendo. pois isso poderá favorecer a queda. 0. Aconselha-se ainda colocar sobre essa bacia uma cobertura morta como a palha de arroz. Plantando-se espécies precoces.uso de sacolas de colheita. além de ser considerado afrodisíaco moderado.corte do pedúnculo deixando uma porção de 0. . a verrugose e a antracnose. tornando-os impróprios para a comercialização. Como planta medicinal. economizam-se adubo.em 100g do fruto são encontrados 162 calorias. etc. A podridão-das-raízes exige um controle preventivo. .

000 sementes negras que se inserem na cavidade interna do fruto. caroteno 110 mg. mas que 5 Cultura do Mamão. separadamente. sendo Ásia (46%).). Disponível: http://www.. Fruto é uma baga.8%).tem como origem provável uma região entre noroeste da América do Sul e sul do Mexico (América Tropical).. B1 0. altura entre 2 e 10 m.. órgão reprodutor masculino existente. notadamente de variedades do grupo ‘Solo’ havaiano e de híbridos do grupo ‘Formosa’ devido à sua grande aceitação tanto no mercado nacional quanto internacional. Nas principais regiões produtoras de mamão no Brasil predominam o cultivo de populações da raça ginóica-andromonóica. ativo e órgão reprodutor feminino rudimentar.gov. em plantas do sexo masculino. proteínas 0..03 mg.000 toneladas em 1994.200.3g. fósforo 13 mg. C 46 mg. Vit. Folhas grandes. A polpa é de consistência suave e sucosa. cor branco-amarelada a amarela com ovário com formato arredondado ou alongado (cilíndrico).Carica papaya L.). A composição por 100g. Caricaceae . calcio 20 mg.htm#Aspectos%20Gerais acesso 10/04/2008. ferro 0. Plantas masculinas . feminino e hermafrodita. Tipos florais O mamoeiro apresenta basicamente três tipos de flores que se distribuem. seguido pela Índia (24%). fácil de quebrar e encimado por coroa de folhas terminal (em capitel). pertencente à seguinte classificação botânica: Reino: Vegetal Divisão: Embryophita siphonogama Sub-divisão: Angiospermae Classe: Dicotyledoneae Sub-classe: Archiclamydeae Ordem: Violales Sub-ordem: Caricaceae Família: Caricaeae Gênero: Carica Espécie: (Carica papaya L.1g. Tailandia (8... carboidratos totais 8. Aspectos Gerais O mamoeiro . água 90g. caule geralmente único.5g.ba. fibro-esponjoso.CULTURA DO MAMÃO5 . verde a cinza-claro. fibra 0. gorduras 0.seagri. América do Sul (33%) e Africa (12%) principais responsáveis pela produção mundial.. Caracterização botânica O mamoeiro cultivado comercialmente (Carica papaya L. vermelha e até amarela com até 1. Vit.4 mg. Dicotyledonae. de polpa é: calorias 32.com flores distribuídas por inflorescências de pendúculos longos e pendentes (pendulas)..br/mamao.04 g. cor salmão. As flores são masculinas ou femininas ou hermafroditas (em indivíduos distintos). .6g. ôco e frágil. A produção mundial de mamão foi de 6.. podendo viver até os 20 anos. nasce do caule ou de pendúculo longo (macho) é arredondado.. lobadas com pecíolo longo (25-100 cm.) é planta nativa da América Tropical. Sistema radicular superficial com raízes brancas e pouco abundantes. B2 0. cilíndrico ou periforme e amarelo ou alaranjado quando maduro. alternas..Carica papaya L.1%) (FAO). Nigéria (8. Descrição / Variedades O mamoeiro é uma planta herbácea. Vit. O Brasil destacou-se como maior produtor com 29% da oferta mundial.

Flor feminina aberta com as pétalas totalmente livres até a base. mostrando-se: a .órgão masculino com 5 pares de estames dispostos em duas séries e b . Um pomar com plantas femininas necessita de mamoeiros masculinos . amarelas. . com tubo da corola terminando em 5 pétalas livres.uniformemente distribuídos no pomar para assegurar a produção. Figura – A .estigma em forma de leque. Tem forma alongada (elongata) ou arredondada (pentandrica) e seus frutos podem ser cilíndricos (preferidos comercialmente) ou arredondados. B .Flor feminina fechada.órgão feminino com ovário muito rudimentar. mamão-de-calo ou mamão-decorda . C .sem valor comercial.Corte longitudinal de uma flor feminina mostrando-se: a . Figura – A .em 10-12% dos indivíduos .Flor masculina fechada. isoladas ou em grupo de 2 a 3 que se inserem diretamente no caule. Os frutos decorrentes são arredondados a ligeiramente ovais.pode tornar-se funcional produzindo mamões deformados . B .ovário grande e arredondado e b . C .Corte longitudinal de uma flor masculina.mamão-macho. Plantas hermafroditas: Apresentam flores com órgãos masculinos e femininos na mesma flor e não dependem de outras para a fecundação. Plantas femininas: Apresentam flores femininas.Flor masculina aberta.

sob forma de purês.temperatura entre 22 e 26ºC (21 a 33ºC). com produção acima de 70 t/ha/ano. queijo. frutos redondos ou alongados. planos a levemente ondulados. (nunca acima de 800 m). Fruto .5 kg. profundos (2 m a mais). umidade relativa do ar entre 60% e 80%. saborosa e aromática é consumida. ausência de ramificação lateral. luminosidade acima de 2. porosos. Improved Sunrise Solo CV. cubos cristalizados. e masculinas tornarem-se hermafroditas (produzindo o mamão-macho).7. Evitar solos em baixadas ou sujeitos a encharcamento e os pedregosos.Figura – A . frutos com peso de 0. aguardente. Vários fatores induzem variabilidade nas flores ao longo do ciclo da planta. de ótimo sabor. do fruto verde e contém 0. Tainung nº 1: Híbrido altamente produtivo (mamão da Costa Rica X Sunrise Solo). polpa congelada. brandos e altitude ideal de 200 m.000 mm) anuais.a polpa suave. principalmente. compotas. 72/12: Precoce (8 meses pós plantio).500 a 1. A semente é usada na propagação comercial do mamoeiro (formação de mudas). Usos do Mamoeiro Planta . sucos. chicletes. porte baixo e maturação do fruto em 5-6 meses pós floração. Da semente.produz látex que contém papayna (enzima proteolítico) com propriedades digestivas. ventos moderados. fruto periforme a ovalado com 450 g de peso. A variedade comercial é caracterizada por haste vigorosa com pequena distancia entre nós. Algumas variedades de interesse comercial são: Sunrise Solo: procedente do Havaí é planta precoce. entra em floração 3 a 6 meses após semeio. em indústria (de cerveja. ao natural.Flor hermafrodita fechada.8 a 2. Os frutos em decorrência podem apresentar-se em formas diversas. O sexo da planta é identificado após a emissão das flores.5 a 6. polpa vemelho-alaranjada. polpa amarela ou avermelhada. e com pH 5. couro) e em farmacêutica (produtos para dispepsias).Flor hermafrodita aberta com as pétalas soldadas até quase a metade do seu comprimento. produção abaixo da Sunrise Solo.000 horas/luz/ano. geléias. O látex é extraído. amaciamento de carnes). as flores femininas são mais estáveis. precoce. C . Formosa: híbrida de origem chinesa. Assim flores hermafroditas podem tornar-se femininas. polpa laranja-avermelhada. só ou em mistura com polpas de outros frutos. frutos periformes ou arredondados. inserção das primeiras flores a 60 cm de altura. cremes gelados. Propagação .75% de papayna empregada em culinária (digestão.200 a 2. B .15 a 3. produtividade média 60 t/ha/ano.Corte longitudinal de uma flor hermafrodita mostrando-se: a .a carpaina .De preferência areno-argilosos.órgão feminino constituído de ovário alongado. folha e fruto extrai-se um alcalóide . Processada a polpa compõe doces. polpa laranja-avermelhada de excelente sabor indicada para consumo in natura e pode produzir 37 t/ha/ano. ricos em matéria orgânica. com peso de 400600 g. Necessidades da planta Clima . A polpa do fruto desenvolvido e ainda verde é utilizada como legume em culinária doméstica.800 mm (1.empregado em medicina como ativador do músculo cardíaco. chuvas entre 1.órgão masculino constituído de estames e b . produtivo. Solos . sem impedimentos na sub-superfície.

através da produção sintética. Os canteiros devem ter 1 m a 1. em plantações distantes das outras variedades. Em seguida são tratadas com fungicidas PCNB 75 PM13 g/kg de semente ou Thiram 70 S -2. em laboratório. baixa altura de inserção das primeiras flores. O uso deste último processo visa a manutenção do domínio da patente de cultivares hibridas). esterco de curral bem curtido na proporção 3:1:1.). Preparo do solo Uma aração a 60 dias antes do plantio e uma a duas gradagens 20 a 30 dias após consistem no preparo do solo.mistura para enchimento do saco . Muito usado.Com sementes de flores hermafroditas lança-se 3 sementes por recipiente (6 a 8 sementes de origem desconhecida) e 2 sementes da variedade Formosa. ainda. longe de plantio de mamoeiros. etc. embora possível. entre outras características. Quando as plantinhas alcançarem 5cm. entre os canteiros deve exister rua com 50-60 cm de largura. As ripas ou a maior dimensão do viveiro devem estar orientadas no sentido Norte-Sul. Antes da aração deve-se efetuar o controle de formigas e grilos e antes e depois da aração a calagem. outra). inicialmente.deve conter terra de mata (terriço): areia lavada. no verão ou.06 cm ou 15 cm x 25 cm x 0. As plantas fornecedoras de sementes devem ser hermafroditas. Espaçamentos/Coveamento/Adubação . após o desbaste aumentar o volume de água e espacejar os turnos de rega. para os descobertos 2 vezes por dia (micro-aspersão). Frutos fornecedores das sementes devem ser colhidos maduros. irriga-se sem encharcar e cobre-se levemente a superfície com palha (arroz. folhas de palmeira. 50% de sol e gradualmente permite-se mais e mais entrada de luz solar até o transplantio.O mamoeiro pode ser propagado por sementes.06 (largura x altura x espessura). Formação de mudas Característica do viveiro . em terreno de boa drenagem.0 g/kg. cortados superficialmente e sementes retiradas com colher.. Pode ser utilizada através de enxertia de brotos laterais do caule. próximo a fonte de água e em terreno plano a levemente ondulado.1.Propagação/Sementes . estaquia e enxertia (a propagação vegetativa do mamoeiro. outras.Em viveiros cobertos as irrigações devem ser diárias. plantas com bom estado sanitário. se necessário. não é economicamente viável até o momento. O substrato . Elas são lavadas em peneira sob jato de água (eliminar mucilagem) e dispostas em camadas finas sobre jornal para secar à sombra por 2 a 3 dias.2 m de largura e comprimento variável.a céu aberto. O viveiro deve estar em local de fácil acesso. ou a 80 cm de altura (bambu. alta produtividade. . A germinação deve dar-se após 10 a 20 dias. A cobertura deve permitir que as mudas recebam. o saco de polietileno deve ter dimensões 7 cm x 18. por estaquia. Por fim a semente é ensacada e armazenada na parte inferior da geladeira (6ºC). Comercialmente é viável a multiplicação por sementes. a partir do cultivo de plantas. .5 cm x 0. de altura desbasta-se deixando a mais vigorosa. bandejas de isopor. lançadas ao recipiente as sementes devem estar distantes entre si por 1 cm e serem cobertas com 1 ..5 g/kg ou Captan 3. com cobertura a 2 m de altura. Preparo das mudas Como recipientes a receber as sementes são utilizados sacos de polietileno preto com furos. tubetes. precocidade.5 cm de terra peneirada.

a. Cobrir o solo. para as outras variedades 3 mudas por cova.prática recomendada para solos excessivamente argilosos. Nestes. b) No sulco . de análise do solo aplicar 300g. Para evitar que as mudas sejam plantadas abaixo do nível do solo. em terreno plano a linha de plantio são marcadas no sentido da maior dimensão (comprimento). essa mistura é adicionada à terra retirada dos primeiro 10-15cm. Sem recomendação. deve-se fazer banquetas de 60 cm de comprimento. No sistema simples os espaçamentos podem ser 3. Plantio O plantio deve ser efetuado no início do período chuvoso. com palha ou capim seco (sem sementes). em dia fresco e nublado. compactados e de baixa fertilidade. abrir covas com 30 x 30 x 30 cm (comprimento x largura x profundidade) para plantio de duas mudas por cova e 50 x 30 x 30 cm para plantio de três mudas por cova. os preços do mamão alcançam as maiores cotações no mercado interno. Tipos de plantio: a) Na cova . Época de plantio . abrir covas com 50 x 50 x 50 cm. de preferência. Em terreno declivoso as linhas de plantio devem seguir as curvas de nível. dentro sulco. de FTE Br-8. pouco profundos e com adensamento no subsolo.2 kg de torta de mamona + 50g de cloreto de potássio + 400g. recebem 1 muda/cova. Nesta época. Sobre os sulcos formados. Plantios da variedade Formosa. com solo úmido.tem a vantagem de ser mais eficiente e de menor custo. Utilizar. No plantio retira-se o envoltório plástico e o torrão é plantado ao nível do solo. 20 a 40 cm de altura.5m. para que a inserção das primeiras flores ocorra a uma altura entre 0.70 a 0. mediante o uso de arado de três discos. O preparo do sulco compreende de duas ou três passagens com o sulcador.As covas devem ter 30cm x 30cm x 30cm a 40cm x 40cm x 40cm e os sulcos 30 a 40cm de profundidade (grandes plantações).consiste no plantio das mudas provenientes do viveiro. maio e junho). pode-se fazer plantio tanto em fileiras duplas quanto simples.Recomenda-se que a adubação básica na cova pode ser constituída pela mistura de 6. . em covas. A seguir. c) Em camalhão . adicionam-se os adubos químico e orgânico. de calcario dolomitico no fundo da cova.90 m do nível do solo e para que o início da produção coincida com o próximo período de inverno. de superfosfato simples + 70g. O preparo de solo consiste de uma a duas passagens com o sulcador.5 kg de esterco de curral bem curtido ou 1. de acordo com o espaçamento que vai ser usado dentro da linha do plantio. Usando tortas aplicar adubo 30-40 dias antes do plantio. até atingir a profundidade média de 40 a 60 cm.1) em solos mais profundos e férteis. terraceadores ou entaipadeiras.deve ser efetuado no início do inverno (abril.6m x 1.8m ou 4m x 2. mais secos. ao longo da linha de plantio. com as seguintes dimensões: a.O mamoeiro pode ser plantado em fileiras simples e fileiras duplas. Tratos Culturais . em volta da muda. . um sulcador com boa capacidade de penetração no solo. (na abertura da cova) e lançada no fundo da cova. constroem-se camalhões com. aproximadamente. à profundidade de 20 a 30 cm. no sentido das linhas de plantio. devido à baixa oferta de frutos com tamanho e qualidade de polpa mais desejável para comercialização.2) em solos menos profundos.

manga. Evitar abóbora. no mínimo. Deve-se eliminar as plantas femininas.Controle de ervas daninhas Manual . o sexo do mamoeiro. citros. é uma operação períodica (uma vez por mês) em frutos pequenos e verdes. Consórcios O milho. autopropelido ou pivot central ou. Iniciar essa prática 30 dias pós-plantio. mantendo-se uma faixa de vegetação com altura máxima de 20 cm entre as fileiras de plantio (“carreadores”). Desbaste de Frutos .no início da frutificação desbasta-se frutos defeituosos e de pequeno tamanho. arroz. feijão. eliminar a menos vigorosa. Caso ocorra mais de uma planta hermafrodita ou feminina. associada ao uso da roçadeira entre as fileiras de plantas. entre outras. Irrigação Deve ser uma prática usual.consiste de capinas manuais com enxada. entre as plantas. adubos verdes consorciam-se com mamoeiro (este cultura principal). uma faixa de 1. cortando-se o tronco a uns 30 cm do solo. sistemas localizados como gotejamento e microaspersão. melão. Neste caso a capina deve ser efetuada deixando-se. Para mamoeiros do grupo Formosa desbasta-se plantas masculinas. pepino. Pragas . em média. Após 60 dias do plantio. sempre com flores hermafroditas.no início da floração 3-5 meses pós plantio.Iniciar três a quatro meses após o plantio. Até 60 dias após o plantio pode-se utilizar um método prático e de resultados satisfatórios que é a irrigação por “gravidade motorizada”. Recomenda-se nesses caso consultar um engenheiro agrícola ou empresas especializadas para elaboração e acompanhamento do projeto de irrigação. deixando apenas uma planta hermafrodita por cova. Erradicar plantas atacadas de viroses e outras doenças.brotação lateral que nasce na axila das folhas deve ser eliminadas quando ainda pequena. goiaba. abacate. coco. Rejuvenescimento . café.00 m distante das plantas “no limpo” e a roçagem.o mamoeiro produz bem durante quatro a cinco anos. melancia. ou mesmo no início deste. Sexagem . Desbrota . O mamoeiro é usado como cultura intercalar em culturas de macadamia. devido à elevada exigência do mamoeiro em água.pode ser utilizado durante todo o ciclo da cultura e sua principal desvantagem é o baixo rendimento. por um trator de modo a possibilitar a irrigação contínua das plantas ao longo das linhas de plantios. ainda. amendoim. efetuar desbaste deixando 1 planta por cova. Este tanque deve ser movimentado. batata-doce. O corte será perfeitamente plano para evitar a acumulação de água das chuvas e realizado um pouco antes do início da estação chuvosa. deve-se utilizar conjuntos ou sistemas de irrigação mecanizados do tipo aspersão convencional. Conserva-se o broto mais rigoroso e podam-se os outros. Manual e mecanizado .000 litros. de modo sistemático. Poderá ser rejuvenescido. periodicamente. Neste caso utiliza-se de tanque com capacidade para 2. Deixar 1 a 2 frutos por axila da folha. em locais com deficiência hídrica acentuada. de onde saem duas mangueiras de duas polegadas que são levadas até às covas por dois homens (um para cada fileira). Desbaste de Plantas . visto que um homem capina 300 plantas por dia. observando-se suas flores. quando é possível distinguir com facilidade. lentamente.

por serem consideradas por vários países. ocasionou em alguns pomares. se dispersa rapidamente. Tarsonemidae. As cochonilhas são insetos fitófagos. ácaro vermelho . e devido o alto potencial biótico que apresenta. desfolhamento.aplicar acaricidas indicados para ácaro branco visando face inferior das folhas e a eliminação de focos iniciais da praga. paralização do crescimento e até morte da planta. Lagarta de folhas . algumas outras espécies. as de ocorrência mais comum. embora não se constituam como praga do mamão em condições normais de cultivo. atualmente. como pragas de importância quarentenária. mesmo consideradas de importância secundária.Hemiptera: Coccidae e Aonidiella comperei McKenzie. As moscas-das-frutas. aplicar acaricidas visando ponteiros e brotações laterais. sendo a maioria de importância secundária. redução do vigor da planta. hesperidum. Controla-se cigarrinha com pulverizações de triclofrom 50 S (240 ml.Tetranychus urticae. Entretanto. oriunda de sua alimentação.. coriacea e por fim a lamina rasga-se. destacam-se os ácaros (rajado e branco) e a cigarrinha verde do mamoeiro. efetuam posturas. esta praga. podem causar danos consideráveis à cultura.infestações severas são controladas com Bacillus thuringuensis 3. Lagarta rosca .): ao sugarem a seiva causam amarelecimento e encurvamento das folhas mais velhas que podem cair sob ataques severos. 1937 . no período de junho/1998 a março/1999. face inferior. nas nervuras mais próximas ao pecíolo onde tecem teias.controle idêntico ao acima. depreciação do fruto atacado e diminuição da produtividade. 1758 . que possuem grande número de hospedeiros.Hemíptera: Diaspididae. causando prejuízos da ordem de 70 a 100 % na comercialização dos mesmos. nos últimos anos. causando sérios prejuízos para a cultura. Provocam amarelecimento. de ampla distribuição geográfica. Controle .desbastar brotações laterais. Ácaro rajado . onde. Conhecido como ácaro tropical ou ácaro da queda do chapéu. . RN.Tetranychus desertorum e Acari. em certas condições. Ácaro branco .A cultura do mamoeiro é atacada por um significativo número de insetos e ácaros./100 l. Tetranychidae vivem nas folhas mais velhas.Cigarrinha (Empoasca sp. Dentre as espécies de ocorrência mais freqüente e de maior importância para o mamoeiro. as cochonilhas de carapaça Coccus hesperidum e Aonidiella comperei tem sido. os seus danos tema tingido níveis preocupantes. Ao se alimentarem das diferentes partes da planta. A espécie A.Polyphagotarsonemuis latus Banks. pálida. Das oito espécies já registradas no mamoeiro no País. Ainda associados ao mamoeiro encontram-se algumas espécies de pulgões e de mosca branca que são consideradas um fator de risco à cultura por atuarem como vetores de vírus de doenças importantes do mamoeiro. necrose e perfuração na folha. apresentam grande importância quando a produção se destina à exportação. de água). Controle . redução da atividade fotossintética da planta além da depreciação total da casca do fruto. Há perda do ponteiro (queda do chapéu)./ha). Ataca a superfície inferior de folhas novas e brotações laterais. Cochonilha . A folha torna-se amarelada. Em ataque severo a secreção. comperei possui tamanho menor que C. serve de substrato para o desenvolvimento de fungos saprófitas. Outras pragas . as cochonilhas causam o amarelecimento das folhas. Há desfolha da planta afetando o desenvolvimento e estragos nos frutos por ação direta dos raios solares.Coccus hesperidum Linnaeus.2 PM (250-500g. denominados comumente de “fumagina”. Na região produtora de Ceará Mirin.

. parasita Em solos argilosos e mal-drenados e em condições de umidade e temperatura elevadas há o apodrecimento do colo e raízes. posteriomente a lamina da folha apresenta porções amarelas misturadas com verdes (mosaico). início de coloração rósea da polpa). Operários devem usar luva e blusa com mangas compridas (prevenir contato com o látex). Beneficiamento dos Frutos Tratamento dos frutos pós-colheita visando prevenção contra doenças fungicas e mosca-das-frutas (tratamento termico a 47ºC por 20 minutos e rapido resfriamento) para mosca . Controle preventivo . pimenta. Lesões velhas produzem esporulação rósea intensa. melancia. varíola (folhas. colhé-los ainda verdoengos. brassicaceae (repolho. médios e grandes.Mosca-das-folhas .Classificação pelo tamanho em pequenos. Controle . de diâmetro. Pontos negros aparecem e transformam-se em lesões deprimidas com até 5cm. oidio. ocorre em frutos em qualquer fase do seu crescimento (tem preferência por frutos maduros).e de thyabendazol ou benomyl para fungos. Doenças Podridões de Phytophthora . Para comercialização os frutos devem ser colhidos quando apresentam estrias ou faixas com 50% de coloração amarela. evitar plantio em solos pesados e controle químico com Fosetyl-Al. triclorfom).causada pelo fungo Colletotrichum gloesosporioides. abobora. frutos). localizar viveiros em áreas bem distantes de mamoais. Antracnose . pepino. melão. Para evitar vias de penetração de fungos cortar o pedúnculo do fruto à faca sem torcer o fruto. etiquetagem (nome/endereço do produtor) embalagem em caixa de madeira ou de papelão (exportação).Frigoconservação entre 13ºC e 16ºC. Ainda cita-se doenças: tombamento (sementeira). Destinados a exportação ou armazenamento por período longos devem ser colhidos no momento em que a coloração da casca passa do verde escuro para o verde claro (sementes negras.palmivora P. calda/planta). couve).erradicar plantas afetadas.treinar pessoal para reconhecimento da doença. para indivíduos de porte alto utiliza-se o "canguru" (equipamento ligado ao hidráulico do trator) ou a vara de colheita (de bambu com copo de borracha . fumo).pressionado contra ápice do fruto até a ruptura do pedúnculo . todavia os frutos devem ser colhidos antes da maturação total. desinfetar galpões e vasilhames de transporte e pulverizar frutos quinzenalmente com fungicidas à base de cobre ou mancozeb (3-8l. O mamão é colhido manualmente (torção) até ruptura do pedúnculo. fentiom. .monitoramento com frascos caça-moscas e pulverização com iscas toxicas (produtos a base de malatiom. vistoriar plantio 2-3 vezes por semana erradicarndo plantas doentes. Colheita O mamão completa a maturação 4 a 6 meses após a abertura da flor. Controle: enterrar frutos atacados.caracterizada pelo amarecimento das folhas mais novas que se tornam rugosas seguindose clareamento das nervuras. erradicar e ou evitar o plantio de solanaceas (beringela. Viroses: Mosaico . . amarelecimento de folhas e queda de frutos.semelhante a desentupidor de pia). próximo de áreas com momoeiros.

Botânica/Descrição/Variedades A gravioleira é conhecida como Anona muricata L.. de altura quando adulta.. B1. é uma baga composta (sincarpo) com peso oscilando entre 0. (170 sementes/100 g.htm#Aspectos%20Gerais acesso 10/04/2008. de fósforo. Vit. e formato de coração. de ferro. C. Aspectos Gerais Tem-se como origem da gravioleira as terras baixas da América Tropical e vales peruanos. Cultivo e mercado da graviola / Abel Rebouças São José. 26 mg. a casca tem espículas carnosas moles e é verde-clara na colheita.também conhecido como jaca-de-pobre. doce a sub-ácida).05 mg. polpa mole. pode alcançar 4 a 8 m.5 mg.ba. 0. coração-de-rainha.CULTURA GRAVIOLA6 . peso 0. 2003. 24 mg. de comprimento.0 Kg. de ordinário encontra-se 100 sementes por fruto. O fruto graviola . caule único com ramificação assimétrica.) é preta na sua retirada do fruto passando a marrom dias após. a 10 Kg.No Nordeste brasileiro predomina o tipo de graviola nordestina ou crioula (com frutos cordiformes. 0. A polpa é branca sucosa. Figura: Flor e fruto da graviola A composição de 100 g. hermafroditas. As flores são perfeitas. de cálcio. REBOUÇAS. jaca-do. comprimento médio em 30 cm. conhecida como guanábano (língua espanhola). A sua importância comercial no Brasil é pequena apesar da demanda crescente pela polpa do fruto no país.5-3. no Oriente Médio e na Europa (Alemanha e Espanha). abundante sistema radicular. soursop (língua inglesa) e corossolier (língua francesa) é fruta tropical importante nos mercados da América Tropical sendo a Venezuela o maior produtor sulamericano.gov. pesando entre 1. B2.4 Kg.seagri. de proteina. A semente com 1 a 2 cm.Anona muricata L. verde-escuras a verde-claras. Vit. de polpa é: 60 calorias. – Fortaleza: Instituto Frutal. Dicotiledonea. 20 mg. Vit.07 mg.59 g.pará. . http://www. 1 g. A. . araticum manso. Vit. Anonaceae. 28 mg. 0. São José Abel. Tem hábito de crescimento ereto. 36 p.br/graviola. 6 Cultura da Graviola.

O tipo de enxertia mais utilizado é a borbulhia. Propagação/Formação de Mudas Propagação por sementes: Para formação das mudas pode-se optar em produzir mudas para um pomar de pé franco. ela é transportada para canteiros formados por apenas duas fileiras de sacos plásticos com mudas. diuréticos e xaropes anti-escorbuticos. a planta é tolerante ao ataque de brocas). dentre elas sobressae-se a Morada (que produz 40 Kg. bem drenados. As sementes são extraídas de frutos maduros lavados e secados à sombra por 3 a 4 dias e a seguir podem ser semeadas ou armazenadas por um período não superior a dois meses em condições ambientais ou em refrigerador doméstico (5-10ºC) por período de até 6 meses. de polpa/planta/ano. bebidas (Cuba).5 . chuvas acima de 1. pode-se eleger a própria graviola ou Biribá (Rollinia mucosa) como porta-enxertos ou cavalos. Clima . Propagação por enxertia: Para produzir mudas enxertadas de gravioleira.000 mm. que é feita abrindo-se uma janela no caule do cavalo a 20 cm de altura (acima do colo da muda).3 a 10 Kg. geléias. Em vez da muda ser plantada no campo definitivo.Requer temperatura média anual entre 25ºC a 28ºC (21-30ºC sem quedas abaixo de 12ºC).não sujeitos a encharcamento e argilo-arenosos. ligeiramente ácidos . polpas congeladas. isto é. cremes. umidade relativa do ar entre 75 e 80%. uma placa contendo uma gema (borbulha) obtida de ramo da planta matriz desejada. permanecendo aí por mais 2 a 3 meses até o momento da enxertia. Solos . O melhor pegamento é obtido quando utiliza-se porta-enxertos ou cavalos com diâmetro de cerca de 1. A região quente do semi-árido nordestino. induz boa vegetação e produção à gravioleira.redondo a cordiforme. sem realização da enxertia. polpa firme. Fruto: A polpa é consumida ao natural.Ph entre 6.A planta adapta-se a diferentes tipos de solo mas prefere aqueles profundos.5cm de largura na parte superior e inferior da janela e mais dois cortes paralelos com cerca de 1-2 cm de forma a unir os quatros cortes realizados. das folhas e das sementes. Necessidades da Planta Planta originária de regiões de clima tropical a gravioleira também desenvolve-se em regiões de clima sub-tropical e tem boa adaptabilidade ao Nordeste brasileiro. néctar.5 a 2 cm na região da enxertia. com açúcar ou compondo refrescos. . sucos e sorvetes apesar de ser de difícil digestão (1. sabor sub-ácido.8% de celulose)./ano bem distribuídos (100 mm. etc.5 cm. Usos da Gravioleira Planta: Alcalóides./mês). frutos. Prestando-se bem ao processamento a polpa é utilizada na indústria para produção de sucos concentrados.A EMBRAPA/CPAC (Cerrado) introduziu no país gravioleiras colombianas (1981). devidamente acondicionadas em sacos plásticos. com período seco na frutificação. bem drenados. como a anonina e a muricuna. amarra-se fortemente a placa na janela aberta no cavalo de forma a promover a . frutos grandes . são destinados à produção de inseticidas. A seguir com o auxílio de um fitilho plástico. são extraídos da casca do tronco. Os solos de aluvião. O corte no cavalo é feito com um canivete afiado. cortando-se transversalmente a casca do caule com cerca de 0. com irrigação artificial.0-6. neste caso haverá uma variação entre as plantas. ricos em materia organica. prestam-se bem à graviola. que deverá também possuir um diâmetro igual ou superior a 1. Para produzir estes porta-enxertos deve-se seguir os mesmos passos descritos para formação de mudas por sementes. A seguir retira-se a casca (retângulo) do caule e introduz-se na abertura.

2 mm de espessura. sem exagero. Prepara-se uma bacia com 10 cm de altura a 30 cm do caule com 20 cm de palha seca. encoivaramento e queima (se área de mata). leva-se a muda à cova onde retira-se o resto do saco ao tempo em que se chega terra ao torrão comprimindo-a. controle de cupins e formigas completam 3 meses antes do plantio efetuar aração (30 cm de profundidade) e uma a duas gradagens. No fundo da cova coloca-se mistura de parte da terra separada com 20 l de esterco de curral curtido e. a muda poderá ser levada para o plantio no campo definitivo. próximos a estradas. Essa operação de enxertia poderá também ser realizada diretamente das mudas após o seu plantio no campo definitivo.200 m.O espaçamento varia de 4 m x 4 m (625 plantas/há).melhor justaposição entre as superfícies cortadas. condições climáticas. destoca. 200 g de calcário. Sacos de polietileno com 35 cm de altura X 22 cm de largura e 0. Irriga-se com 20 L de água e. entre 20 e 35 dias (até 60 dias) dá-se a germinação. A variação deve-se do porte da planta. Para controle de pragas e doenças pode-se utilizar maeatiom 50 CE e oxicloreto de cobre 50 PM. Após 21 dias da enxertia. Em terreno plano utiliza-se 6 m x 6 m (quadrado). em caso de ventos. plantio consorciado ou não. Instalação do Pomar Preparo do solo . O procedimento de enxertia é o mesmo relatado para enxertia no viveiro. rico em matéria orgânica 8 m x 8m e sob clima trópical úmido 6 m x 6 m ou 7 m x 7m. recebem 6 a 8 L de mistura formada de 2 partes de terra areno-argilosa e uma de esterco de curral bem curtido. poda-se o cavalo a cerca de 10 cm acima da gema enxertada para promover a brotação e o desenvolvimento desta.passa por derrubada. muda com 30 a 40 cm de altura estará apta ao plantio definitivo. a superfície do torrão deve ficar 2 cm acima do solo. A 2 cm de profundidade coloca-se 2 a 3 sementes por saco e irriga-se. em solo fértil. em área pouco acidentada 6 m x 6 m (triângulo). Retira-se o fundo do saco. em pulverizações de 10 em 10 ou de 15 em 15 dias. Os sacos são dispostos em fileiras duplas distantes de 60 cm entre si e cobertos com sombrite ou folha de palmeira (50% de luz). a entrada de mais luz no viveiro. Em caso de correção de solo. No início da estação chuvosa efetua-se o plantio. A partir do 3o mês permitir paulatinamente. Para cada m3 da mistura adicionar 200 g de calcário dolomítico. 200 g de cloreto de potássio e 250 g de superfosfato simples. a 8 m a 8 m(156 plantas/há). em áreas planas a levemente onduladas. 4 a 5 meses pós semeio. Preparo de mudas via sementes Vinte quatro horas antes do semeio a semente é colocada em água fria para quebra de dormência. retira-se o fitilho plástico e. definitivo ou temporário. após constatado o pegamento da enxertia. Plantio: Deve ser feito em terrenos com altitude abaixo de 1. topografia do terreno. Manter solo no saco úmido. enche-se a cova com outra metade da terra separada mais 600 g de superfosato triplo. quando apresentarem cerca de 2cm de diâmetro a 20cm do solo. aplicar calcário antes da aração (metade da dose) e antes da 1o gradagem (outra metade). 200 g de cloreto de potássio e 200 g de calcário dolomítico. Espaçamento/densidade . Coveamento/ adubação básica: Covas devem ter dimensões 60 cm X 60 cm e ser abertas 60 dias antes do plantio separando terra dos primeiros 20 cm. Após cerca de 45 a 60 dias. Plantinhas com 5 a 10 cm de altura são desbastadas deixando-se a mais vigorosa. . tutora-se a muda (estaca enterrada ao lado que amarra a muda). fertilidade.

0 mm: Consorciação Cultivos consorciados são sempre interessantes. cor de rosa ou verde-pardo. Stenomidae. destroe a polpa e aloja-se na semente. O jovem (lagarta). com cabeça escura. de inseticida DDVP (10 ml.Tratos Culturais . doentes ou praguejados. A cada 3 meses aplicar 1 Kg da fórmula 10-13-15/planta. dentre outros.Poda de formação: cortar broto terminal a 60 cm do solo e selecionar 3-4 brotos bem distribuídos nos últimos 20 cm de altura do caule para formação da copa (não permitir altura acima de 2. Curculionidae.5 e 4. lagarta-das-flores (Thecla) e tripes-do-fruto (Heliothrips) que podem ser controlados com paratiom. Philonis sp (broca do ponteiro dos ramos). a lagarta. ramos secos. Broca-do-Fruto . lagarta (broca). Pragas As principais pragas que afetam as anonáceas são: Cerconota anonella (broca do fruto). Bephratelloides pomorum (broca da semente).O adulto é mariposa brancaacinzentada com 25 mm. O inseto adulto é um besouro convexo de cor quase preta. pulverizar frutos com inseticida triclorfom 50 SC (Dipterex a 0. Phomopsis sp. Anastrepha). Com outras pragas cita-se vespa-da-semente (Bephrateloides). Cratossomos spp (broca do tronco). saindo do ovo. Deve-se evitar o consórcio com bananeiras.injeção via orifício. .Adubação em cobertura: No início das chuvas aplica-se 15 litros de esterco de curral.15%) a cada 10 dias.Eliminar ramos indesejáveis. incorporando a 10 cm de profundidade numa área com limites 1/3 para dentro a 1/3 para fora do limite da copa.Cratosomus Sp. é branca.Crê-se que a necessidade de água/dia da gravioleira está entre 3. . especialmente para pequenos produtores. arroz. mamão. Ainda usa-se ensacamento do fruto com saco de papel parafinado.1830) Lepidoptera.Cerconata anonella (Sepp. Considerando o largo distanciamento entre as plantas e fileiras da gravioleira e. as quais apresentam grande sensibilidade a determinadas espécies.Poda de limpeza . feijão. O sinal do ataque é a presença de excrementos e exsudação pegajosa no tronco. Broca-do-Tonco . carbaryl. A fêmea ovipõe em orifício que faz na casca. sem patas. etc. hortaliças.2%) ou fentiom 50 CE (Lebaycia a 0. . Frutos atacados apodrecem e caem. milho. Coleoptera.2 m). penetra na madeira abre galeria no tronco e expele dejeções pelo orifício. Doenças As principais doenças que atacam a gravioleira são: antracnose (Colletotrichum gloesporioides). a forma jovem.Manter cultura livre de ervas invasoras roçando as ruas de plantio e capinando em coroamento (projeção da copa da planta). de envergadura que põe ovos sobre flores e pequenos frutos. pulgões. abacaxi. podridão parda (Rhizopus stolonifer). visando reduzir os custos de implantação e formação da cultura pode-se adotar cultivos intercalares de ciclo médio para curto como: maracujá. . podridão da casca (Lasiodiplodia theobromae). Controle . . malatiom e fentiom. Esse consórcio poderá ocorrer apenas durante o primeiro e segundo ano da implantação. moscas-das-frutas (Ceratitis.queimar frutos atacados (planta e chão). cochonilhas. /10 litros de água). O . roe a casca do fruto penetrando para seu centro. em função da ocorrência de nematóides nestas e possível transferências às gravioleiras. Controle .

Controle . como ocorre nas zonas litorâneas. nas folhas jovens. causando sérias perdas na produção. Controle: Pulverizações dirigidas ao fruto com tebuconazole (Folicur) apresentam bom controle em alternância com cúpricos. são as principais portas de entrada para o fungo. Os sintomas mais característicos da antracnose se manifestam na forma de lesões inicialmente pardas. que são disseminados pelo vento e chuva principalmente. Em regiões com elevada umidade relativa do ar.1%). As pulverizações podem ser realizadas 2 vezes ao mês alternando os produtos e quando se observa a ocorrência de podridão de frutos. . Deve-se ainda eliminar do pomar todos os frutos afetados pois é a principal fonte de disseminação. Essas lesões escurecem. O patógeno pode penetrar através do pedúnculo. causando queda na produção. Em Viveiro: Tombamento de Plantinha . o uso de sacos plásticos incrementam a ocorrência da antracnose em frutos verdes e maduros. tebuconazole.(fungos Rhizoctonia. Como tratamento pós germinação.Esta enfermidade é causada pelo fungo Rhizopus stolonifer Sac. É considerada uma doença de pré e pós-colheita. dentre outros. Gotículas de chuva levadas pelo vento podem disseminar facilmente o fungo entre as plantas. caídos ou remanescentes. O uso de sacos plásticos perfurados ou tipo mosquiteiro. A antracnose é mais severa nos períodos chuvosos ou quando a umidade relativa permanece durante alguns dias acima de 80%. Controla-se. depois atingindo a parte central do fruto.oxicloreto de cobre 50 PM (200 g.controle dessas doenças pode ser obtido com pulverizações a base de cobre (oxicloreto de cobre). podendo recobrir todo o limbo. A doença é causada pelo fungo (Colletotrichum gloeosporioides Penz). água) ou benomyl 50 PM (150 g. Que sobrevive de um ano para o outro em frutos secos. pulverizar colo das plantinhas com benomyl 50 PM (Benlate a 0. provocando uma queda significativa dos frutos afetados. Fusarium) . Essa mesma condição favorece fortemente a ocorrência de Rhizopus. benomyl. Nos frutos jovens a doença causa escurecimento e mumificação. preventivamente. promovendo a sua podridão a medida que o fruto atinge sua maturação. ajuda a diminuir a ocorrência da doença. pela ação do homem e de insetos. mancozeb . como ocorre nos sacos totalmente fechados. Em Campo Antracnose . feitos pela ação da broca-dasemente. água) em pulverizações intercaladas de 10 em 10 dias. essa doença é também a mais destrutiva. pode-se pulverizar diretamente os frutos com os mesmos produtos. Uma vez não há forte formação de umidade interna. provocando a distorção e queda das folhas. / 100 l. tratando a terra para enchimento dos sacos com brometo de metila.Amplamente disseminada em áreas produtoras.Agentes atacam colo e raízes das plantinhas tombando-as. Este patógeno necessita de umidade relativa do ar muito elevada (>90%) para seu desenvolvimento. Externamente a casca apresenta uma podridão parda e após o seu avanço pode apresentar micélios característicos na superfície da casca. Internamente a polpa pode adquirir uma coloração rosada. A infecção no fruto inicia pelo pendúnculo. chegando a afetar drasticamente as anonáceas desde o estádio de mudas até a fase produtiva. / 100 l. respingos de chuva. importante na pré e pós colheita dos frutos. Nos ramos afetados verifica-se acentuada queda foliar e seca descendente. Podridão Parda . Isso se deve ao fato do saco plástico aumentar a umidade relativa e temperatura no seu interior e favorecer os patógenos. mas os orifícios no fruto. A disseminação do patógeno pode ser feita pelo vento.

ba. Os frutos para mercado in natura devem ser embalados em caixa de 7kg. dependendo da época do ano. de madeira ou papelão. atrás da China e da Índia. . Hoje há uma área acima de 3. As flores são brancas.htm#Aspectos%20Gerais acesso 10/04/2008. A casca é típica de muitas mirtáceas.000 ha plantados com goiabeira no Vale do São Francisco (Ba).gov. produz cerca de 30 milhões de toneladas de frutas. tendo o cuidado de envolvê-los individualmente com papel jornal branco até a metade e a parte superior completamente exposta. Ao adquirir uma certa idade. além da capacidade que as plantas têm de se desenvolver em condições diversas.Colheita / Rendimento Os frutos de graviola chegam a maturação em 5 a 6 meses após a polinização. O Brasil é o o terceiro produtor mundial de goiaba. mas também pela excelente aceitação in natura. pela possibilidade de uso industrial. por 74% da produção anual.Psidium guajava L. Aspectos Gerais Planta originária da América Tropical (sul da América Central e norte da América do Sul).1987). 1988). clima e solo. tornam-se cilíndricas. Chitarra (1994) cita que a goiaba é um dos frutos com grande importância. sendo preferíveis aqueles com peso variando entre 1. sendo lisa quando nova e de cor marron-esverdeada quando adulta. Botânica/Descrição/Variedades A goiabeira pertence a família Myrtaceae. mostrando a nova casca que a substituirá.5% da produção mundial. As brotações são quadrangulares. forma ritidoma. Atualmente. A colheita comercial de um pomar de graviola inicia-se após o terceiro ano de vida.0 kg. O número de frutos por caixa deverá estar entre quatro a seis frutos. juntos. ela permanece por 10 a 15 anos As gravioleiras devem ser colhidas quando a coloração verde-escura da casca dos frutos passar para verde-claro brilhante e as espículas (espinhos) se quebrarem com facilidade. A planta é um arbusto ou árvore de pequeno porte que pode atingir 3 a 6 m de altura.br/goiaba. O número de frutos por caixa é variável em função do tamanho do fruto. As caixas podem conter entre três as sete frutos. destacando-se comercialmente. A Gravioleiras provenientes de sementes iniciam a floração no 3º ou 4º ano pós-plantio e as enxertadas já no 1º ano de vida. não só pelo elevado valor nutritivo. mas à medida em que engrossam e lignifica-se.0 a 2. esta Mirtaceae encontra-se amplamente difundida por todas as áreas tropicais e subtropicais do mundo (Medina. a depender das condições de manejo. folhas opostas que se desprendem do ramo quando amadurecem. porém. tronco tortuoso. A goiabeira (Psidium guajava L. A colheita de graviola deve ser feita manualmente e com todo o cuidado para evitar danos aos frutos. http://www. isoladas 7 Cultura da Goiaba. o que lhe confere reputação de planta rústica (Rey. o que representa 7.seagri.) é originária da região tropical da América do Sul. A colheita pode ser realizada 2 a 3 vezes por semana. que descama. visto sua habilidade em se adaptar a diferentes condições adafoclimáticas. A produção comercial aos 3 e 5 anos. Frutos muito grandes não são desejáveis para o mercado de fruta fresca. hermafroditas. São Paulo. A melhor cotação é obtida com frutos sem deformação ou manchas. gênero Psidium com a espécie Psidium guajava L. Minas Gerais e Pernambuco responderam. CULTURA DA GOIABA7 .

Em clima frio. Figura: Flor da Goaibeira . A faixa mais favorável está entre 50% e 80% de umidade relativa do ar. Umidade Relativa . sucos concentrados. cálcio (15 mg). Usos da Goiabeira Folhas . frutos com 300-700 g de peso. Fruto é baga com tamanho. de sucos. O fruto tem grande importância alimentar e elevado teor em ácido ascórbico. com 130 g de peso e polpa coloração branca.700 m de altitude.ou em grupos de 2 ou 3. Ogawa Branca . Fe (1 mg).000 mm embora medre com chuvas 800 mm e 1. nublado ou chuvoso os botões florais não se abrem. Vit. Vit.500 mm/anuais. Variedades White Selection of Florida (IPA-PE) .a goiabeira requer precipitação anual bem distribuída de 1. ovalados. geléias.05 mg). Tiamina (0. A (0. sob forma de refrescos. é consumida fresca pelo homem. peso médio 196 g e polpa de coloração amarelada. Necessidades da Planta Clima . sorvetes.frutos piriformes. Dizem que a polpa dos frutos vermelhos é apropriada para a indústria mas também.nativa de região tropical a goiabeira vegeta e produz bem desde o nível do mar até 1. proteína (1 mg). podendo influir tanto no aspecto fisiológico quanto nas condições fitossanitarias dos frutos produzidos. polpa congelada. Em regiões onde a estação seca prolonga-se por 5 meses ou mais a goiabeira produz uma só safra. Processada a polpa entra na confecção de doces (de corte.A composição por 100 g de polpa é: calorias (58).06 mg). Pentecostes (IPA-PE) . A fecundação provém de polinização cruzada (abelha/Apis principal polinizador).o chá preparado com elas é utilizado para combater desinteras em medicina caseira. . a temperatura ideal para vegetação e produção situa-se entre 25 e 30º C. polpa espessa muito doce. Chuvas . C (200-300 mg). Fruto (goiaba) .a relativa do ar é outro fator de grande importância. Fósforo (26 mg). em calda. forma e coloração de polpa variada.in natura e maduro é saboreado fresco.planta vigorosa. compotas.abaixo de 12ºC a planta não vegeta. em pasta). situando-se nas axílas das folhas e nas brotações de ramos maduros. Verdoengo o fruto tem poder adstringente.frutos arredondados. de boa produtividade. Temperatura . A goiaba é dos bons fornecedores de Vitamina C.

rústica.borbulhia de placa em janela aberta . Propagação/Formação de Mudas A goiabeira pode ser propagada por sementes (para pomares domésticos) e por enxertia . Alcançando 35cm de altura a muda enxertada é lavada para plantio em campo. com 1cm de diâmetro. rasos ou muito ácidos. A enxertia é feita em tempo quente e chuvoso em porta-enxertos com 1 ano de idade. os espaçamentos de plantio são 8m. esterco bem curtido e areia lavada na proporção de 5:3:1. feito a 15cm de altura. São transferidas para saco plástico com 3.Solos . Colocar 300g.5-6. bem drenados. . o substrato para enchimento dos sacos deve ser mistura de terra. As estacas de madeira verde são plantadas 2cm.compreende roçagem. x 60cm. A planta não prospera em terras pantanosas. esses ingredientes à terra de superfície separada na abertura da cova. A semeadura pode ser feita em canteiro de terra . que provocam o aparecimento de arbustos raquíticos e doentes. As plantas fornecedoras dos frutos devem ser sadias. Descartar frutos fora de padrão e com problemas físicos ou fitossanitários. ou 6m. Frutos selecionados são seccionados ao meio para separar a polpa das sementes.para formação de pomares comerciais e por estaquia. ricos em matéria-orgânica.6 meses pós estaqueamento. Sugere-se aquisição de mudas enxertadas a viveiristas credenciados por órgãos oficiais. x 5m. x 30 cm. Quando a muda tiver 2 5cm de altura pode ser levada ao campo (pé franco) ou para enxertia em viveiro. . em áreas irrigadas e em retângulo.os traçados de plantio em retângulo e em quinconcio são os mais usados. quando as plantas apresentarem 3 a 4 pares de folhas devem ser desbastadas deixando aquela mais vigorosa. pH 5.sulcos rasos espaçados de 15 cm.ou sacos de polietileno preto com furos. em seguida as sementes são lavadas em água corrente e colocadas a secar sombra sobre jornal por 48 horas. e as covas devem ter 60cm. 500 gramas de superfosfato simples e 100 gramas de cloreto de potássio 30 dias antes do plantio misturar. de calcário dolomitico no fundo da cova. enraízam em 60 a 70 dias. Os areno-argilosos profundos. Formação do Pomar Preparo do Solo . De um modo geral utiliza-se espaçamento de 7m. encharcadas ou úmidas. x 5m. ou com maior densidade. a goiabeira adapta-se aos mais variados tipos de solo.0 e protegidos de ventos ou do frio são preferidos pela a goiabeira. As sementes devem ser obtidas de frutos fisiologicamente maduros e autofecundados. destoca. produtivas e com raízes vigorosas. A adubação básica é feita pela aplicação de mistura contendo 15 litros de esterco de curral bem curtido. Em cada saco colocar 3 a 4 sementes. com dimensões 18 cm. x 7m. abertas com ferramentas manuais ou trados tratorizados. x 60cm. Em caso de necessidade de calcário aplicar metade antes e metade após a aração. coveamento.5l de volume (sob repado) até o plantio em campo . Um grama pode conter sessenta sementes (média). Secas podem ser tratadas com fungicida para plantio em seguida ou serem acondicionadas em saco plástico para armazenamento em até 12 meses (refrigeradas). adubação básica . evitando-se os solos pesados e maldrenados e excessivamente argilosos ou arenosos. de profundidade.. Marcação do terreno.

atacados por pragas e os que estejam comprometendo a boa arquitetura da planta. em dias nublados e frescos. doentes e entrelaçados raquíticos. do solo. a um tutor.após a produção anual deve-se eliminar ramos secos. luva) para expor o inseto . com fita plástica larga. A planta deve ser conduzida com uma só haste até altura de 60cm quando retira-se a gema terminal. Flores localizadas entre o meio e a base do ramo tem maiores probabilidades de frutificar. A lagarta violeta-amarela depreda tronco e ramos como resultado formam-se aglomerados de excrementos ligados por fios de seda à pedaços de casca. sem . Controle . Consorciações: A consorciação deve ser feita no período das chuvas na fase de formação do goiabal com culturas como caupi. Corretivas .que é destruido . irrigação + poda adequada podem orientar a safra para épocas economicamente desejáveis. tomate rasteiro. Podas De formação . Restrições são feitas para consorciações em goiabal maduro. De limpeza . cabeça parda. tornando-os imprestaveis para consumo. milho. De frutificação-raleio dos frutos . O adulto é uma mariposa. Ataca frutos. Em infestação mais intensa a superfície do tronco ou ramo deve ser raspada (escova. daí em diante a copa deve-se formar à vontade. após amadurecimento da planta esses ramos primários são podados para ficarem com 45cm de comprimento. adulto é besouro pardo escuro e forma jovem é lagarta creme. A poda de frutificação (ramos maduros com gema aptas à brotação) só deve ser feita em culturas irrigadas. melancia. Até 25 cm abaixo do ápice da planta deixa-se 4 ramos opostos 2 a 2 e orientados para os pontos cardeais e entrando desencontradamente no caule para formação da copa.Conotrachelus psidii. Irrigação .em caso de frutificação excessiva procede-se o raleio (eliminação) de frutos deixando-se os frutos mais centralizados. Pragas Broca-da-goiabeira .Timocrata albella Zeler 1939 . Os ramos inferiores da goiabeira devem estar a uma altura mínima de 45cm.com irrigação a goiabeira apresenta boa produção de frutos e até 2 safras/ano. malatiom).Coleoptera.o objetivo da poda de formação é orientar a goiabeira no sentido da arquitetura desejável da copa. Marshall .e em seguida pincela-se a área afetada com calda de carbaryl e oxicloreto de cobre. Gorgulho-das-goiabas . Fazer bacia em torno da muda e cobrir com palha ou maravalha.Plantio: O plantio deve ser feito no início da estação chuvosa.deve-se eliminar brotações que se dirigirem para o solo bem como ramos entrelaçados para terse copa aberta e arejada.Lepidoptera. Para apresentar copa funcional que permita tratos e facilidade na colheita a goiabeira necessita de poda de formação desde cedo. Tratos Culturais Controle de ervas: Prática cultural indispensável que pode ser praticada por meio de capina manual (mediante coroamento com enxada notadamente na fase de formação do pomar) ou por capina mecânica (feita cuidadosamente a evitar que as raízes sofram lesões).ao primeiro sinal de ataque ou pulverizações preventivas são feitas com inseticidas fosforados (paratiom. retirar envoltório de plástico e colocar torrão na cova de tal forma que o colo fique ligeiramente acima do solo. Efetuar rega abundante se não tiver ocorrido chuvas e amarrar a planta.

A lagarta alimenta-se das sementes e induz a uma podridão seca no fruto. Agente causal ataca tecidos novos de vários órgãos (folhas. Produção/Rendimento Em áreas irrigadas a produção alcança níveis superiores a 120 Kg/planta/ano e 10-15 toneladas de fruto/hectare. de profundidade de frutos caídos ao chão.queimar . no máximo.poda de limpeza (maior aeração da copa). Doenças Ferrugem . psilideo das folhas.Citrus sinesis L. 50 E). chlorotholonil. gemas.determinação da intensidade de ataque (frascos caça-moscas) e pulverização do pomar (produtos fentiom 50 CE. "Maduras" abandonam o fruto e deixam entrada para podridões. . As moscas que ovipõem dentro do fruto. ensacamento do fruto nesse estadio. chuva ou irrigação.fungo Puccinia psidii.ramos atacados.Índia.gov. cremes. que se alimentam da polpa.patas. Os sintomas são lesões necróticas.ba. mancozeb. evitar pancadas ou danos mecânicos no fruto. podas de limpeza (aeração da copa) eliminar . Disponivel em: http://www. de diâmetro). Seca-bacteriana . aplicação preventiva e curativa em pulverização de produtos químicos à base de triadimefom. especial (24-32 frutos por caixa) e primeira (35-45 frutos por caixa). enterrio. Deve colher 2-3 vezes por semana. Vent. também é forma de controle. Goiabas redondas são classificadas em: extra (15-21 frutos/caixa). Mosca-das-frutas . A fêmea do besouro faz postura em frutos verdes e no local de postura assemelha-se a um ponto preto que torna-se cicatriz deprimida.seagri. Colheita Efetuar colheita nas horas mais amenas do dia. Outras: Verrugose. antracnose também afetam a goiabeira. Ocorre também em flores e frutos até metade do desenvolvimento. sem patas. CULTURA DA LARANJA8 .a partir do tamanho de azeitona . China. Ceratítis capitata . Combate: pulverizações preventivas dos frutos . daí saem lagartas afiladas. frutos)..(bacteriose). Controle .evitar podas ou colheita quando planta estiver umedecida por orvalho.br/laranja. desinfetar ferramentas (água sanitária . países vizinhos de clima subtropical úmido daí foi para a Europa e para o Brasil trazida por portugueses no século XVI. flores. Aspectos Gerais A planta tem origem provável na Ásia .com inseticidas organofosforados. Colher fruto plenamente desenvolvido e no estágio de "de vez".Controle .Anastrepha sp. triclorfom 50 S. arredondadas.1:3 em água) pulverização com produtos cuprícos (da brotação do fruto até 3cm. Agente causal bactéria Erwinia psidii.Diptera. Outros: Besouros de folhas. percevejos também atacam a goiabeira. com papel resistente à umidade.htm#Aspectos%20Gerais acesso 10/04/2008. malatiom. oxicloreto de cobre. a 70cm. com formação de pústulas pulverulentas amarelo-alaranjadas. 8 Cultura da Larnja. apresenta-se nas extremidades do ramo provocando murchamento repentino dos brotos terminais (ficam avermelhados). Controle . controle de ervas daninhas.

Evitar solos rasos e sujeitos a encharcamentos. em nível caseiro.8%). da fruta fresca é: calorias (63). é melífica. Piralima.U. a laranja participa com 69%. a laranja in natura ofertou 4. ambas Dicotyledonae.8%) e Minas Gerais (3. China com 10.0 a 6.embora possa desenvolver-se em vários tipos de solos.4% (FAO).2%. Necessidades da Planta Clima . Fruto . Vitamina C (40. Botânica/Descrição/Variedades Cientificamente a laranja-doce é conhecida como Citrus sinesis e a laranja-azeda como Citrus aurantium.O sumo da laranja-doce é utilizado.377 toneladas de frutos em área próxima a 900.6%. no mercado internacional. Sementes ovóides.4 milhões de toneladas. folhas e casca do fruto retira-se uma série de óleos essenciais. ovário com 10-13 lóculos. Rutaceae. No de processados de citros o Brasil destaca-se como maior exportador mundial de suco concentrado suprindo 80% da demanda mundial. folhas tamanho médio com ápice pontiagudo base arredondada. fruto ácido e amargo. com 20-25 estames. folha com lâmina estreita. Bahia (semi-precoce). pontiaguda.420. na indústria o sumo compõe sucos concentrados e refrigerantes. Dos brotos. aromáticos. para preparo de sucos. glicídios (9. Valencia (tardia).5%. Baianinha (semi-pecoce).731. ferro (0. pecíolo pouco alado. bebidas. O ideal anual de chuvas está em 1.Contém óleo essencial utilizado em indústria.a laranjeira prefere os solos areno-argilosos e até argilosos porosos.200 mm bem distribuidos ao longo do ano. Em 1993/94. Utilização da laranjeira Folhas . base arredondada.O cultivo da laranjeira está disseminado por mais de 60 países e. maturação. sob altas temperaturas a laranjeira emite. completas. Em 1994 foram produzidas 58. proteína (0. lipídios (0.A com 16. E. Composição por 100 g. o país produziu 17. profundos e bem drenados. ao longo do ano.9 mcg). Hamlim (semi-precoce).000 toneladas participando o Brasil com 31. A laranja doce tem porte médio.U. outros). Flores . flores grandes.de arenosos a argilosos desde que sejam profundos e permeáveis . deficit hídrico deve ser corrigido com irrigação artificial.9 g). fósforo (28 mg). No Brasil a citricultura é significativa para os estados de São Paulo (80% da oferta nacional). levemente enrugadas e poliembrionicas. na produção mundial de cítricos. vários surtos vegetativos seguidos de fluxos florais que possibilitam maturação de frutos em várias épocas. solitárias ou em racimos. de alto valor em perfumaria e farmacopéia. Lima.8%). em 1994. de difícil consumo.1). Solos .42% e México com 4.A (14%) lideram esse mercado. magnésio (26 mg). de sólidos. Espanha com 4. pH na faixa 6. A umidade do ar deve estar em 80%. flores com tamanho médio.6 g). Na laranja-doce destacam-se as variedades Pêra (maturação semi-tardia). a espécie laranja-azeda é representada pelas laranjas-da-terra. doces (em calda. potássio. A laranja azeda tem porte médio a grande. refrescos e sorvetes. cristalizados).5. A casca da laranja-da-terra é utilizada para o preparo de geléias.Procuradas para ornamentação diversa. Bahia (3. a Espanha (33%) e E. calcio (45 mg). Natal (tardia). . Sergipe (4.000 hectares (IBGE). Vitamina B2 (21 mcg).a faixa de temperatura para vegetação está entre 22ºC e 33ºC (nunca acima de 36ºC e nunca abaixo de 12ºC) com média anual em torno de 25ºC.2 mg). volume de frutos. Vitamina B (40 mcg). Vitamina A (14 mcg).Clima influe na qualidade e composição do fruto (teor de suco.

Localização do pomar . em terreno plano.próximo a estradas e mercado consumidor. de fácil acesso. Plantio: No período chuvoso típico da região ou em qualquer época. A abertura deve ser feita 30 dias antes do plantio. . doentes. Preparo do solo . Valencia) que proporciona 416 plantas/hectare e 6 m x 3 m (Pera. Em plantios extensos sulcos podem ser feitos com sulcador de cana segundo as linhas de nível (terrenos acidentados). Para compor o pomar: sugere-se plantio de variedades Lima e Hamlin (10%). com 3 a 4 brotações (ramos) a 60cm. enxertia a 20 cm de altura do solo. se houver ventos fortes tutora-se a muda. sem ventos e com temperatura amena. Natal e Rubi) o que proporciona 555 plantas por hectare. As mudas raíz nua devem ter raízes barreadas (com barro) para transporte. escolher dias nublados. de água por semana. O terreno deve ser plano a ligeiramente ondulado. controle de formigas e cupins. Comprime-se a terra a medida que se enche a cova. Valencia e/ou Natal (15%) e Pera (para sucos).Eliminar brotações (ainda novas) que se apresentem abaixo do ponto de enxertia notadamente nos primeiros 2 anos de vida. .Caso não haja chuvas no pós-plantio irrigar a cova com 20 l. As operações de preparo de solo passam por desmatamento. Os espaçamentos recomendados para o plantio são: 6 m x 4 m (Baianinha.deve ser obtida a viveiristas credenciados por órgãos oficiais. com boa antecedência ao plantio (150 dias) para recomendações para corretivos e adubos. Tratos Culturais . aração e gradagens. A aplicação do corretivo (calcário dolomítico) deve ser feita antes da aração (metade da dose) e antes da primeira gradagem (segunda metade) a 60 a 90 dias antes do plantio. destoca. Caso não haja recomendação de análise de solo colocar 1 kg de calcário dolomítico no fundo da cova e cobrir com um pouco de terra logo após a abertura da cova em seguida misturar 200 g de superfosfato simples. Covas/adubação básica: as covas devem ter dimensões de 60 cm x 60 cm x 60 cm e na sua abertura separar a terra dos primeiros 15-20 cm de altura.Formação do Pomar A muda de laranjeira . 15-20 litros de esterco de curral curtido à terra separada e lançar na cova. Baianinha (15%). . com 60%. ramos ladrões vegetativos. efetuar o plantio. de altura (espaçados para formação da copa) distribuídos em espiral em torno do caule e sistema radicular abundante. Deve ser enxerto (por borbulhia) maduro vigoroso. efetuar limpeza do tronco e ramos grossos (com escova) caiando em seguida com calda bordalesa a 3%. aplicação de corretivo.Podar ramos secos. faz-se "bacia" com terra e cobre-se a bacia com palha ou maravalha ou capim seco (sem sementes). em áreas com declividade até 5% alinhar plantas em nível e em terrenos com declividade superior usar outras práticas conservacionistas além das curvas de nível. queima.se possível retirar amostras de solo e enviar a laboratório de análises. deve ser feito em retângulo. No plantio colocar colo da muda 5 cm acima da superfície do solo. A destoca pode ser feita em período de 2 a 5 anos (segundo extensão da área de plantio) e o produtor poderá cultivar lavouras de ciclo curto entre os tocos. O plantio. com auxílio da irrigação. as raízes das mudas nuas devem ficar estendidas (sem dobras) e os espaços entre as raízes cheios com terra.

tem 22 mm de comprimento e faixas e manchas amarelas no dorso. Curculionidae. . mamão e maracujá.Capturar o inseto na Maria Preta e exterminá-lo.Limpeza do(s) orifício(s) e destruição mecanica (com arame da larva). abóbora.Cabeça-de-prego: Chrysomphalus ficus (Ashmead. sugere-se culturas de amendoim. batata-doce. presença de inimigos) aplicações de químicos em focos.da falsa ferrugem. Os sinais de ataque são galerias e orifícios que expelem serragem em forma de pelotas. abacaxi.0m. O adulto é besouro com forma convexa. feijão. O seu plantio deve ser orientado no sentido leste-oeste e a cultura deve ser adubada. 1880) Escama farinha . Diaspididae.Plantio no pomar (evitar excesso de população) da planta Maria Preta que atrai os besouros.) em injeção. . a fêmea faz orifício no tronco da planta e aí deposita um ovo. malatiom. 1869) Homoptera. . DDVP em injeção (orifício do caule). 1869) Escama vírgula . diazinom). Consorciação O uso de culturas intercalares é indicado.Desobstrução do orifício e aplicação através dele de fosfina pasta (1cm. Cochonilhas . Controle: .Cratosomus flavofosciatus (Guerim.controlados com paratiom ou acefato ou pirimicarb.Pinnaspis aspidistrae (Signoret. Eclodindo o ovo libera larva (lagarta) volumosa. com grade de disco e com ceifadeira no período chuvoso. Cochonilhas . idade das plantas no pomar (até 4 anos exige aplicação de químicos). nas ruas de plantio e na época seca.) ou de paratiom metil (2cm3.Capinar. são procedimentos imprescindíveis para eficiência do controle de pragas/doenças. Vedar orifício com argila ou cera-de-abelha. Deve-se preferir culturas de baixo porte e de curta duração. grau de infestação. esbranquiçada e sem patas que broqueia o tronco e ramos grossos abrindo galerias longitudinais. feijão-de-porco) nas ruas. Iniciar controle logo que apareça serragem no solo. feijão-de-corda. da linha de plantio da laranjeira.5 a 2. são controladas por aplicação de óleo mineral + inseticidas fosforados (paratiom. Tratamento Sanitário Tratos culturais adequados (para equilíbrio populacional entre pragas x inimigos naturais). capinar com enxada (época seca) ou com foice ou estrovenga no período chuvoso. período do dia a efetuar tratamento.Mytilococcus beckii (Newman. Principais pragas: Broca-da-laranjeira . Pulgões . Pragas Inúmeras pragas atacam a laranjeira a saber: Ácaros . de quinometionato e de dicofol.que podem ser controladas com fosfina pasta.Se o custo permitir plantar leguminosas (mangalô. das gemas e da leprose e que podem ser controlados com produtos a base de enxofre. virgula) cabeça-de-prego. Em coroamento sob copa da planta. Mosca-das-frutas .. . de escamas (farinha. 1844) Coleoptera. dentre outros. inhame.controlar com fentiom ou tricloform ou malatiom. paratiom. a linha mais externa do seu plantio deve ficar a 1.de placas (Orthezia). inspeção periódica do laranjal (verificar presença de pragas. Coleobrocas . .

15 dias após aplicar mancozeb ou oxicloreto de cobre. não aplicar óleo em horas quentes do dia e sobre frutos com menos de 5 cm. Rendimento . . semeando-se 48 horas depois. contendo óleo mineral e inseticidas dimetoato ou malatiom ou metidatiom. que ataca folhas e frutos. pós florada. com fundo falso) com capacidadede 20Kg. 420 frutos (Baianinha) e 580 frutos (Pera). Pulverizar com Fosetyl ou Metalaxil em intervalos de 20 dias.Usar escada (madeira leve e arredondada) sacolas de colheita (de lona. Podar galhos secos e pulverizar. Um homem pode colher 10 mil frutos/dia. Pés safreiros (10 anos). Afeta casca e parte externa do lenho nas raízes. 200 frutos (6º ano). tombam e morrem.Aplicar benomyl. Melanose .inseto com carapaça alongada que vive no tronco. de profundidade no solo. colher frutos no mesmo estágio de maturação e evitar exposição do fruto ao sol. . Escama vírgula . 150 frutos (5º ano).De placas .inseto provido de escama circular. Controle . Doenças Estiolamento . cor violácea escura.OBS: não misturar enxofre e óleo mineral. de calda/M2). Para as outras escovar tronco e ramos e aplicar calda.carapaça de forma em vírgula.Capinar sob-copa da planta e aplicar aldicarb a 1. com benomyl ou oxicloreto de cobre. Ortheziidae. 250 frutos (7º ano). Gomose . em geral. (lâminas curtas e pontas arredondadas) e cestos ou caixas plásticas com capacidade de 27Kg. tesoura ou alicate de colheita.Sementeira (fungos).Considerando-se início de produção aos 4 anos de vida colhe-se 100 frutos por laranjeira/ano. cor marrom claro. . Colheita . Escama farinha .(Damping-off) . raspar parte doente e pincelar com pasta bordalesa. de diâmetro e a menos de 50 dias de colheita.Orthezia praelonga (Douglas.Pomar (fungo). 1891).aplicação de PCNB (regar superfície de canteiro com 2 l. A região afetada apresenta goma marrom. Pequenas lesões arredondadas. com cauda alongada (ovisaco). recobrem grandes áreas de frutos.corpo provido de placas ou laminas cereas. De placas . coloração escura. logo no aparecimento dos sintomas. esbranquiçadas.Todas alimentam-se da seiva da laranjeira e podem eliminar secreções açucaradas que atraem formigas e fungos (fumagina). evitar derrubar fruto ao solo. Cabeça-de-prego . ou aplicar benomyl ou quintozene preventivamente. vivendo em folhas e frutos. tronco (colo) e até ramos. haste e folhas que tomam aspecto esbranquiçado. .Pomar (fungo). 300 frutos ( 8º ano). Homoptera.Sementeira e viveiro (fungo). Sementes apodrecem sem germinar plantas novas ficam amareladas (colo apodrecido)..No ato de colher rejeitar frutos orvalhados ou molhados. vive em folhas e ramos. planta pode morrer. folhas e ramos. Controle . Lesões em folhas e brotos impedem o crescimento apical da planta. Verrugose .Evitar machucar o fruto. afeta alguns porta enxertos. podem produzir 350 frutos (Bahia).5cm. romper a sua casca e o apodrecimento. pulverizar plantas infestadas com fosalone ou dicrotofos para a cochonilhas de placas. .

empresas fornecem. Deve-se dar preferência aos dias nublados e de temperaturas mais amenas. que emitirão as devidas orientações. As podas são práticas imprescindíveis na cultura do citros.gov. e finalmente cobrese com palha ou capim-seco. 82. Como principais porta-enxerto são indicados. com cinco pétalas brancas. Os tipos de enxertia mais usados são: T normal ou T invertido. de coloração verde. o limão "Cravo". A laranja Pera deteve em 1990. Ponkan. Dancy. O espaçamento recomendado é de 6 m x 4 m x 5 m x 4 m. Murcott: híbridos de tangerina e laranja. China e países vizinhos de clima sub-tropical e tropical úmido. com glândulas de óleo essencial na forma de pontos translúcidos. Propagação Por enxertia . foram daí levadas para a Europa bem antes do desenvolvimento da América. coriáceas. Deve-se tutorar a muda se houver ventos fortes. entre outros locais do Oriente Médio. A correção da acidez do solo (calagem) e adubação devem ser feitas com base em análises de solo efetuadas por laboratórios competentes.br/tangerina.seagri. sem ventos. A amarração. . Faz-se. Montenegrina.Comercialização . As borbulhas deverão ser triangulares ou redondas.htm#Aspectos%20Gerais acesso 10/04/2008. As covas devem ter dimensões de 60 cm x 60 cm. a 10 ou 15 cm do solo. que se tocam. http://www. Variedade ou cultivares As espécies mais cultivadas são: mexerica. uma bacia em torno da muda e rega-se. Cultivadas nos pomares da Babilônia e da Palestina. variando um pouco na forma e em tamanho.o enxerto com as copas escolhidas se faz seis a oito meses depois do transplante dos cavalos. deverá ser cortada quinze a vinte dias depois da enxertia. 9 Cultura da Tangeria. As frutas cítricas em geral são originárias da Ásia. As flores são normalmente solitárias. em seguida. laranjas à rede de supermercados. as tangerinas "Cleopatra" e "Sunki". quando os espaçamentos adotados tornam-se insuficientes para as plantas. e trazidas para o Brasil pêlos portugueses. copa arredondada ou mais ou menos piramidal. a oferta cresce de maio a setembro quando alcança o pico (69% do total anual colhido). numerosos estames e um pistilo. CULTURA DA TANGERINA9 .24% dos frutos comercializados na Bahia.Há forte presença de agente intermediário com poucos produtores vendendo diretamente ao consumidor. com fita plástica. sob contrato.Citrus reticulata. Plantio As mudas são plantadas sempre no início do período chuvoso de cada região ou quando exista água suficiente para irrigar ou regar as mudas. A poda lateral é conveniente em caso de superpopulação. sombreando abordo da árvore e impedindo a frutificação em maior área. Cravo. com folhas aparentemente simples. Procede-se ao plantio dispondo-se a muda de modo que seu colo fique um pouco acima do nível do solo (mais ou menos 5 cm).ba. Aspectos Gerais Árvore de porte médio. provavelmente da Índia.

5Kg sendo mais comum na região. copa com 7 m. quebrável. da família Sterculiaceae e conhecida como Theobroma grandiflorum Schum. de comprimento. ácaros. cochonilhas. Doenças: Tristeza. O estado do Pará é considerado a "terra do cupuaçuzeiro". exocorte e xiloporose (são as mais comuns) outros importantes são: estiolamento. fósforo. C. ferro. proteínas. O cupuaçuzeiro pode viver 80 anos. Entre as variedades do cupuaçuzeiro encontram-se: Cupuaçu-redondo . peso de 1. Pragas e doenças Broca do tronco e ramos. Cupuaçu-mamaú .2 a 4. tem com origem o tupi. http://www. antracnose. Vit.5Kg.B1. 0. verrugose. de altura (estado silvestre) e 8 m. variando de uma região para outra.fruto arredondado sem sementes. alcança 20-30 m.Theobroma grandiflorum Schum. Aspectos Gerais Também chamado de cupu o cupuaçuzeiro é originário da Amazônia. mosca das frutas. de largura e 1. leprose. 30mg. cancro cítrico.htm#Aspectos%20Gerais acesso 10/04/2008. podridão-das-raízes. Devem ser armazenados a 7. 10-12cm. A. a planta foi domada pelos japoneses a partir de 1980 e. Fala-se ainda nas variedades . 10 Cultura do Cupuaçu. 26mg. 33mg. Os sistemas de colheita dependem do método de comercialização. resistindo ao transporte e armazenagem durante 1 a 8 semanas. sorose. Vit. Vit. nematóides. Fruto considerado dentre os melhores da flora amazônica.76g.gov. A composição por 100g de polpa é: 72 calorias. Sua denominação deriva de sua semelhança com o fruto de mamorana (Bombax aquatica Schum). para posterior venda da fruta a intermediários ou à indústria de suco. polpa amarela ou esbranquiçada. É a variedade que produz os frutos de maior tamanho e peso. Colheita .2ºC. Variedades encontrada na localidade de Pacajá.ba.casca fina .br/cupuacu.A capina dos pomares pode ser manual. lenhosa.marmorama. nos últimos cinco anos. declínio e clorose-variegada-dos-citris. iniciou-se o plantio de cupuaçuzeiro em escala comercial. (cupuaçu de massa). sob umidade relativa de 85-90%. Botânica/Descrição da Planta/ Variedades É uma planta dicotiledonae. podridão-parda. 2.frutos arredondados com peso médio de 1.5 Kg.frutos com extremidades alongadas e 2. de peso.de-colares .0Kg. casca dura. (cultivado). município de Cametá. CULTURA DO CUPUAÇU10 .04mg. Contudo. predomina na Bahia a colheita efetuada pelo produtor. . cálcio.seagri.6mg. tem sabor acido e cheiro agradável. sendo comum e bastante difundida no interior na abreviação de "cupu". mecânica ou química. 1. A denominação cupuaçu. desde se que tenha cuidado para não danificar o sistema radicular das plantas.consiste na prática mais onerosa do pomar e é a que maiores cuidados exige. no Rio Tocantins-PA. de peso. 23mg. de diâmetro. O fruto tem 30 a 40 sementes e se desprende com facilidade da planta. tem 12 a 25cm. Cupuaçu -mamorana .

doces.1%).4m x 0. cheios com mistura composta por terra da mata + esterco de curral curtido + areia lavada + cinza na proporção 4:3:1:1. completa-se com serragem curtida úmida.2m de largura.4m. misturar à terra separada e colocar no fundo da cova até 15 cm de altura. Um kg.5. Escolhem-se as sementes maiores e mais pesadas (formam mudas mais robustas). Plantio A planta jovem requer sombreamento parcial e a adulta sombreamento relativo. compotas. pós semeio. Vassourade-bruxa controlada por eliminação (queima) de plantas atacadas e pulverizações preventivas quinzenais com agroquímicos à base de oxicloreto de cobre (calda a 0.prima para sucos. profundos. A cova deve ter dimensões 0. irrigação sem encharcar e adubação foliar a cada 15 dias. deve-se eliminar manualmente as ervas.para preparo de chocolate claro de qualidade "fina".solos de terra firme. No semeio trata-se a semente com fungicida à base de cobre (oxicloreto. Enche-se o saco até 3cm abaixo da parte superior. Mudas O cupuaçuzeiro pode ser multiplicado via vegetativa (enxertia por borbulhia ou garfagem de topo) e por sementes. cremes. de altura. de frutos grandes e plantas sadias. dimensão 17cm x 28cm. O viveiro deve estar sob 50% de luz solar. lavadas e postas a secar em local ventilado por 24 horas.900mm.4m x 0. Muda com 80cm. Via sementes . No fruto a semente não deve permanecer por mais de 10 dias. chuvas anuais entre 1. boa fertilidade.temperatura média anual entre 22 e 27ºC. Sacos em canteiros com 1. sorvetes. néctares. A casca do fruto pode ser usada como adubo orgânico e como ração animal. . Necessidades para o cultivo Clima . com boa constituição física e pH entre 6. de altura apta ao plantio.3%) e triadimefon (calda a 0. Para plantas pé-franco recomenda-se espaçamento de 8m x 8m (179 plantas/ha em triângulo equilátero) e para enxertos 6 x 6 m.estas devem vir de plantas de boa produção. biscoitos e bolos.as mudas devem ser obtidas de viveiros credenciados por órgãos oficiais. A muda deve ter 80cm.100mm. licores. A polpa também é consumida ao natural e exportada para Japão e Suécia. de porte baixo. Para enchimento misturar 50g de superfosfato triplo + 10l de esterco de curral. não colocar terra de baixo. tortas.O Cupuaçuzeiro: A polpa do fruto é matéria . Semeia-se em sacos furados de polietileno preto. Solos .0 e 6. com boa retenção de água. coloca-se 10g de superfosfato e. o plantio de um hectare (179 plantas) requer 200 sementes. devem ser esfregadas com serragem fina e seca. de semente contém 200 unidades. e 3. geléias. mais o conteúdo da semente é matéria .prima . óxido) e coloca-se em local úmido cobertas com aniagem até aparecer ponto branco na semente (raiz). A semente contém 48% de substância gordurosa comestível .cupulate . umidade relativa do ar média entre 77 e 88%. na abertura separar terra dos primeiros 15cm. Via borbulhia ou garfagem . (319 plantas/ha). pode-se cultivá-la em sub-bosque.semelhante à manteiga de cacau sementes.

5 anos (enxertos) e 3 anos pós plantio (pé-franco).148 frutos) renderia 644kg. frutos mumificados. Podas . Produção/colheita/rendimento .Retirar fundo do saco. Um hectare com 179 plantas (2. Controlar notadamente na época chuvosa. superbrotaçramos baixos e brotações abaixo de 1. á 1.As plantas iniciam a floração com 2.O rendimento do fruto. Doenças Vassoura-de-bruxa .75m. é de 30% e em sementes. podem controlar a vassoura. 21%. de polpa e 451 de sementes frescas e limpas.Frutificação entre novembro e março (pico em fevereiro). Antracnose e queima-do-fio . Quatro a quatro meses e meio após a floração. CULTURA DO LIMÃO TAHITI – Citrus limon L. A colheita é feita apanhando-se os frutos caídos. . definitivamente. paratiom e carbaryl.0m. que dificulta os tratos culturais (com retirada de ramos secos. nas linhas a roçagem precede o coroamento (a cada 3 meses) e nas entrelinhas a cada 6 meses..Cada planta pode produzir até 40 frutos -média 12 frutos. broca-do-tronco também atacam o cupuaçuzeiro.(Costalimaita sp. saúva. O controle é feito através pulverizações periódicas com agroquímicos à base de malatiom. .são duas as podas recomendadas em cupuaçuzeiro. em volta da muda. Irrigar com 10 litros de água e cobrir com capim seco (sem sementes) ao redor da muda. .feito à enxada. Beneficiamento . pulgão. sendo uma de formação do fuste que visa a retirada de ramos muito baixo. Gafanhotos. ataca mudas pequenas perfurando folhas severamente. retirar saco e colocar resto da terra de superfície deixando o colo da planta 5cm. Aspectos Gerais O limão Taihti tornou-se conhecido em 1875 na Califórnia (EUA) com origem provável em Tahiti. ou mecanizada com máquina despolpadora. Flores aparecem em junho e desaparecem em março (pico novembro a janeiro). A doença causa superbrotamento dos ramos levando-os à morte. Amarelo-queimado. Pragas Besouro . Tratos culturais Roçagem . estabeleceu-se. com auxílio de tesoura. Coroamento . podendo esta tarefa ser manualmente.).nas linhas e entrelinhas do plantio. o fruto está maduro e cai da planta. Poda e queima dos ramos atacados por 2 vezes/ano. sem cavar.o beneficiamento do cupuaçu consiste na retirada da polpa que envolve as sementes. no sul do estado da Flórida. num raio de 0.5m) e de limpeza planejada para o fim de safra (com retirada das vassoura-de-bruxa).são doenças controladas por pulverizações quinzenais com agroquímicos à base de cobre. em polpa. acima da superfície. colocar muda sobre a terra dentro da cova. .(fungo Crinipellis perniciosa).

porém agradável. porque propaga-se por enxertia. 20 a 40 mg de ácido ascórbico (Vit. casca lisa ou ligeiramente rugosa. O seu valor de mercado está relacionado à ausência de sementes. É o limão de maior valor comercial no Brasil. As sementes são raras ou ausentes nesta variedade. Limão Cravo . O limão tahiti trata-se de um híbrido da lima da pérsia com o limão cravo. Dicotyledonae. mesmo cercado pela cultura da laranja. (Tanaka). Estados Unidos da América. Enfim. Forte e saudável. Parecido com uma tangerina. bem como remédios. muitas são as utilidades deste cítrico fácil de achar durante o ano todo. Outras variedades conhecidas. é rica em suco e de sabor ácido. porém difícil de ser encontrado nas grandes cidades. entre outros. de formato arredondado. Rutaceae. o limão cravo. tendo como base (cavalo). necessita de sol e umidade para gerar frutos suculentos e graúdos. é uma variedade que praticamente não necessita o uso de agrotóxicos. Com seu suco.trata-se fruto redondo. apesar de ser mais produtivo de dezembro a maio. com plantios acima de 40 mil hectares. limão capeta. Fruto robusto. o torna mais adequado ao consumo "in natura". Egito. vigorosa. Mais adaptado ao clima tropical. A polpa tem de cinco a seis sementes. motivo pelo qual recebe também o nome de lima ácida. distribui ou dissemina pragas. cor e aroma exóticos (na Europa) e à sua capacidade de produzir o ano inteiro. Tal característica. muito suculenta e qualidade menos ácida. sorvetes. além de casca e polpa na cor laranja-avermelhado. onde a produtividade de frutos por pé é exuberante. o limão Tahiti tem grande importância comercial.trata-se de uma variedade bem rústica. Tudo nele é aproveitável. polpa esbranquiçada. Da casca. de coloração verde. de menos valor comercial: Limão Galego . preparam-se refrigerantes. São tantas as aplicações do limão (várias variedades) na vida doméstica que fica difícil enumerá-las. retira-se uma essência aromática usada em perfumaria e no preparo de licores e sabões. xaropes e produtos de limpeza. No Brasil. C). O suco representa 50% do peso do fruto. não se contamina. curvada. juntamente com a ausência de sementes. Bastante comum nos quintais do nordeste e centro-oeste brasileiro. Devido à sua robustez. A floração ocorre ao longo do ano (principalmente setembro e outubro). Com porte médio a grande a planta é expansiva. tendo excelente potencial de exportação. nas suas diversas variedades. os estados maiores produtores são: São Paulo com 70% e Rio de Janeiro com 8% da produção nacional.Entre os principais produtores mundiais de limas ácidas encontram-se o México. Botânica/Descrição/Composição O limão Tahiti é propriamente uma limeira ácida conhecida por Citrus latifolia. mas seu consumo foi substituído pelo limão Tahiti. tem teores médios de 9% (brix). no brasil. A planta é de porte médio e produz muito o ano inteiro. Até recentemente era um limão muito popular. limão vinagre. motivo pelo qual é conhecido por vários nomes regionais: limão rosa. . Disseminado pelos passarinhos é comum de ser encontrado no campo e quintais do interior brasileiro. molhos e aperitivos. acidez em 6%. Índia e Brasil. As folhas adultas têm cor verde e são lanceoladas e as folhas novas e brotos tem cor purpurea. por ter a casca levemente solta da polpa. Apresenta casca fina e lisa. pequeno e muito suculento. de cor verde ou amarela-clara.

sem estarem enoveladas. de indiscutível qualidade.200 mm anuais (1. Solos . frutos de qualidade e maior tolerância à seca embora sensíveis à podridão radicular.Solos mais adequados para o limão Tahiti são os leves. abundante em sementes e suco ácido. por ser a variedade com menor teor de frutose. possuir três a quatros ramos (galhos) a 60 cm do solo e raízes desenvolvidas. profundos. Deve-se evitar o plantio nos dias de muito sol. em caso de aplicação de corretivo do solo em área total aplicar metade da dose antes da aração e a segunda metade antes da 1ª gradagem. A muda. Preparo da área Consiste na roçagem destoca e enleiramento do mato. Os enxertos sobre tangerina Cleopatra são aceitáveis. Tem sido usado com sucesso no Brasil como porte (cavalo) para o enxerto do limão Tahiti. Em seguida efetuar aração e gradagens.Tem sabor e aroma bem característicos. utilizando primeiro a camada superficial misturada com adubos e calcários dolomítico (a utilização do calcário é feita somente se for necessário corrigir o pH do solo. Em medicina caseira o fruto é utilizado como auxiliar no tratamento de gripes e deficiência de Vit. É recomendado que se prepare a cova com bastante antecedência para que o calcário possa agir.5 e 6. .Devem resultar de enxertos sobre limão Cravo ou limão Rugoso que proporcionam crescimento rápido. boa produção. C. Solos areno-argilosos (de arenoso a levemente argiloso) são preferidos. Em locais com ventos fortes tutorar a planta. e estas devem ter 60 x 60 x 60cm.Óleo da casca do fruto é aromático. pH entre 5. enxertia feita a 25-30 cm de altura. o que geralmente ocorre) e completando o enchimento com a terra retirada da parte inferior da cova. O Plantio deve ser efetuado no período chuvoso ou em outra época desde que exista água suficiente para irrigar. massas. a abertura das covas pode ser feita manualmente ou utilizando-se trados. arejados. Plantio No plantio definitivo. na limpeza e preparo de alimentos (carnes. essas operações devem ser feitas 5-6 meses antes do plantio. Comprimir a terra sobre as raízes e ao redor das plantas para dar maior fixação a planta e maior contato das raízes com o solo.000 2. confeitos) e no preparo de refresco . sem impedimento para penetração da raízes. bolos. Usos do Limão ‘Tahiti’ O suco do limão Tahiti é usado em culinária. Separar a terra da camada superficial e da inferior e inverter sua posição no enchimento. Necessidades da Planta Clima . bem drenados.limonada. devem ter dimensões 40 cm x 40 cm x 40 cm a 60 cm x 60 cm x 60 cm.Temperatura deve estar entre 26 e 28ºC (25 a 31ºC) as chuvas em torno de 1. Topografia plana a levemente ondulada. taiti e galego usa-se o espaçamento de 6 x 8m ou 9 x 5m. a umidade relativa do ar entre 70% e 80%.000) bem distribuídos (120 mm mensais). Para os limoeiros var. Um outro cuidado que deve-se ter é deixar o colo da muda em torno de 5 cm acima do nível do solo. deve ter procedência e sanidade garantidas. na abertura separar a terra dos primeiros 15-20 cm de altura.5. Coveamento/Adubação As covas podem ser abertas à mão ou com implementos. Implantação do Pomar Mudas .

15 cm de profundidade.é efetuado pela aplicação de inseticidas sistêmicos granulados aplicados ao solo em torno da planta a 10 . A praga é mais prejudicial no período seco e expolia a planta. no pomar jovem do limão Tahiti. feijão. Culturas intercalares Cultivo intercalar é prática em pequenas/médias propriedades. vento.Devem reduzir-se à eliminação de galhos secos. Em regiões úmidas a irrigação pode elevar a produção em 35% a 75%. Ortheziiae. Deve -se usar régua de plantio para bom alinhamento. Tratos Culturais Controle de Ervas Daninhas . eficiente sugador o inseto injeta toxina na planta ao sugar a seiva e sua excreção estimula aparecimento da "fumagina" (cobertura escura) nas folhas. Nos cerrados maiores produtividades foram obtidas utilizando-se sistema de gotejo a cada metro (120 l água/planta em turnos de rega de 4 dias). doentes ou praguejados e nascidos abaixo do ponto de enxertia..Orthezia praelonga (Doug. e situar-se a distância de 1.Também chamada cochonilha de placas. Sulcos. Em cultivos irrigados no semi-árido usa-se roçadeira nas entrelinhas e herbicidas na projeção da copa. 1991) Homoptera. Pragas Orthezia . controle de ervas pode ser feito com grade (2 operações/ano) na época seca e com ceifa do mato na época de chuvas. vestimentas disseminam o inseto. carbofuran. . no semi-árido a irrigação é indispensável. aplicar 1 kg de calcário dolomitico ao fundo de cada cova cobrindo-o com um pouco de terra. Plantio O plantio deve ser feito em horas frescas do dia ou em dias nublados com o solo úmido. As plantas devem ser "coroadas" sempre que houver mato alto (com enxada). bacia de inundação temporária são outros métodos. Entre os indicados cita-se aldicarb. pode-se usar leguminosas (feijão de porco. batata doce.5 . Ajusta-se a muda na cova de modo que o colo da planta fique ligeiramente acima do nível do solo e os espaçamentos entre raízes cheios com terra. microaspersão) que aplica água em geral abaixo da copa da planta. milho. Controle . crotalaria) ou abacaxi. dissulfoton. misturar 50 g de cloreto de potássio com 200 g de super fosfato simples e 10 litros de esterco de curral bem curtido à terra separada e lançar em cada cova. Irrigação A irrigação aumenta a produção e eleva a qualidade do fruto. mandioca. Observar o período de carência do produto químico. Podas . tem corpo provido de placas ou lâminas cereas com cauda alongada que acumula ovos. atacando folhas e frutos. Após plantio fazer uma "bacia" em torno da muda regar com abundância sem encharcar e cobrir solo com capim seco (sem sementes) ou com palha. leucena.Em caso de não haver recomendações (decorrentes de análises de solo) para calagem e adubação.2 m da linha de plantio do limoeiro. amendoim. As culturas intercalares devem ter baixo porte e ciclo curto.O cultivo do solo. Mudas. Os sistemas de irrigação mais utilizados são os de aspersão e o de irrigação localizada (gotejamento.

Crescimento limitado. Tristeza .Crysomphalus ficus (Aslmd. Curculionidae.Cratosomus flavofasciatus (Guerin. . Controle .usar variedades resistentes. Coleobroca . de malatiom e 15 litros de água.Infesta folhas. vegetação esparsa e folhas com coloração de pouco brilho. convexa. paratiom).(Vírus). Controle . Controle . Gomose . Acari. Ovos são depositados no tronco e ramos.éfeito pela injeção de calda inseticida via orifício utilizando-se formicida liquido.o controle é via pincelamento de tronco e ramos com o seguinte preparo: 1 Kg (enxofre molhável). retirando-se sua casca.uso de borbulhas vindas de plantas imunizadas. os frutos apresentam tamanho. 1879). peso e percentagem de suco reduzidos.Cochonilha com carapaça. Eriophyidae.Inseto adulto é besouro preto com faixas amarelas no tórax e asas. Em infestação severa há queda acentuada de folhas e frutos. Exocorte . 1844) Coleoptera. em forma de petalas. Cochonilha Cabeça de Prego . 0. bacterias e distúrbios fisiológicos. pelo orifício de entrada.(Vírus). Doenças Causadas por vírus. ou pasta de fosfeto de alumínio (que libera gás). Diaspididae. nas raízes e galhos baixos. Em galhos ou ramos. quinometionato ou enxofre molhável são indicados para o controle. gasolina. 1880) Homoptera. As folhas podem desenvolver doença (mancha de graxa).Escama-Farinha . enxertia alta. Ácaro-da-Ferrugem .é feito por pulverizações com produtos químicos à base de óleo mineral a 1% ou óleo mineral + inseticidas fosforados (diazinom. 15 g. Diaspididae.Phyllocoptruta oleivora (Aslm. ataca tronco e ramos que apresentam coloração esbranquiçada. Controle . querosene. 1869) Homoptera.. observa-se caneluras (riscos). Controle .(fungo). cor violácea. tesoura de poda). Doença transmitida por enxertia ou ferramentas contaminadas (canivete. fungos. a lagarta esbranquiçada penetra. cava galerias no sentido longitudinal e expele serragem. Períodos secos com alta temperatura favorecem a multiplicação do inseto. A sucção da seiva da planta pelo inseto causa rachadura na casca e facilita a penetração de agentes de doenças (gomose). Após aplicação fechar orifício com cera de abelha. usar de fungicidas sistémicos (fosetyl-Al) em pulverizações ou pincelamento do tronco. facilitar aeração da base da planta e drenagem do terreno. com exsudação de goma pelo fendilhamento. suga seiva e liquídos e deprecia os frutos comercialmente. lesões pardas aparecem na base ou colo da planta. A planta apresenta redução no crescimento já nos viveiros. 2 Kg de cal. malatiom.5 Kg de sal de cozinha. ramos e frutos causando nestes cor prateada à casca além de àspecto aspero.Importante na fase jovem do pomar a cochonilha tem forma circular. Controle .efetuar controle quando 10% de frutos apresentarem 30 ou mais acaros. Doenças das mais prejudiciais em regiões tropicais úmidas. Controle .uso de borbulhas comprovadamente sadias. Acariciadas à base de dicofol. argila ou sabão. de diazinom ou 35 g. Localiza-se na face inferior das folhas e nos frutos. Mais adiante ocorre apodrecimento dos tecidos. Folhas novas com nervuras polidas e frutos com diametro reduzido (coquinhos).Pinnaspis aspidistrae (Sing.

que se reduz à medida em que as flores vão se abrindo.Declínio . CULTURA DA BANANEIRA .128 frutos/planta (113 kg) ou 403. órgão subterrâneo de formato aproximadamente esférico. a seguir inclinada.gov. variam muito entre as cultivares. Murchamento irreversível da folhagem. rente ao cálice. Em condições normais.htm Acesso 22/04/2008. Aos 11 anos de vida a produção alcança 1. cujo verdadeiro caule é o rizoma. a limeira ácida Tahiti apresenta produção significativa a partir do 3º ano de vida. Produção Precoce.seagri.emater-rondonia.com. http://frutasefloresexoticas.000 frutos/hectare.Musa spp Aspectos Gerais Alguns pesquisadores consideram a bananeira oriunda do quente úmido Sudeste asiático. 64 a 86 kg/planta (5º ano) e 98-117 kg/planta (7º ano).uso de porta-enxertos diversificados. Evitar retirar frutos com varas ou ganchos. tem crescimento continuo em regiões úmidas. assim como as exigências em tratos culturais e insumos. O gênero Musa. porte das plantas. demonstração de deficiência de manganês e zinco em níveis elevados.br/Limao.br/limao-origem-variedades.docelimao. resistência a pragas. Dada a característica de emitir sempre novos rebentos. A bananeira é uma planta herbácea. que dão origem a ovos rebentos. Botânica/Descrição da Planta/ Variedades As bananeiras pertencem à família botânica Musácea.blogspot. http://www. sem brotações. em forma de vela. o bananal é permanentemente na área. as folhas tem posição vertical. cestos e caixas plásticas para 27 kg. de raízes fibrosas. feita de lona com fundo falso. que inclui as bananeiras. com nervura central bem desenvolvida.com.000 frutos hectare (300 frutos por planta). http://www.todafruta.htm Acesso 22/04/2008. depois há queda de folhas.com. frutos excessivamente maduros ou verdes. São longas e largas. Não machucar os frutos na colheita e transporte.htm Acesso 22/04/2008. As folhas originam-se do cilindro central. caracteriza-se pela diversidade.br/LimaoTahiti. hibernando somente em condições de temperatura ou umidade desfavorável. http://www. derrubar frutos ao solo.Pomares paulistas produzem 8-15 kg/planta (3º ano).br/ Acesso 22/04/2008. morte de ponteiros. Colheita O material deve ser de sacola de colheita (20 kg).(distúrbio fisiológico). inclinada para baixo.com/2008/04/cultura-limo-tahiti. onde já a cultivavam milhares de ano antes de Cristo. e finalmente. Suas flores encontra-se dentro de uma estrutura volumosa em forma de coração. passando para a horizontal. frutos molhados ou orvalhados. Quando emergem.html Acesso 22/04/2008. no Recôncavo Baiano um pomar aos 4 anos produz produz 107. que serve de apoio as demais partes da planta. Controle . Ainda se discute a origem da bananeira. doenças e frio. a planta produz um cacho por ano.ba. O rizoma é o órgão de reversa da planta e possui varias gemas. Usar tesoura cortando o pedúnculo. O Brasil é o maior produtor de banana. São tipicamente de tropicais. http://www. Tipo de frutos. porém com as plantas renovando-se ciclicamente. contribuindo com um terço da produção mundial. e se .

o tamanho do cacho. entretanto o solo ideal deve favorecer a penetração das raízes. areno-argilosos ou franco-argilosos. pois afeta o ciclo. . bem drenados.Para o mercado externo: Nanicão e Grande Naine. Cultivares . Os locais sujeitos a baixas temperaturas e geadas devem ser evitados. 60 a 80 cm de profundidade.A maior porcentagem (70 %) das raízes da bananeira encontram-se nos primeiros 30 cm do solo. Possui alta capacidade de resposta em condição de alta tecnologia. Maçã. Com relação a altitude e latitude. ou dos frutos em crescimento ("chilling" ou "friagem") impedindo que o fruto atinja o seu máximo crescimento. Nanicão. Solo . Os solos preferidos são os ricos em matéria orgânica.mantêm presa a planta até a maturação do cacho de bananas. porém não tem a mesma rusticidade da cultivar Nanicão. porém o porte é um pouco mais baixo. argilosos ou mistos. . Os frutos não necessitam de polinização. Nanica e Ouro. estas quando maiores. Chuva bem distribuída (100 . aumentam os ciclos de produção.possui grande semelhança com a cultivar Nanicão.Para o mercado interno: Prata. principalmente para os cultivares Nanica e Nanicão. a qualidade e conservação dos frutos. que possuam boa disponibilidade de água e topografia favorável. A luminosidade é importante para o desenvolvimento da bananeira. sendo desejável que receba entre 10002000 horas de luz / ano. principalmente na época da inflorescência ou no início da frutificação.A bananeira é uma planta que exige calor e umidade constantes e não tolera geada. pois podem ocasionar a "queima" da planta. pois se formam por partenocarpia. Clima . no mínimo. Tem sido a cultivar mais plantada no mercado externo.180 mm / mês ) durante o ano. favorece o desenvolvimento da bananeira. Características de algumas cultivares: Grande Naine .

procurando incorporar o calcário dolomítico. 3 a 4 meses antes do plantio. Frutos com polpa ligeiramente amarela. de preferência os que já sofreram a primeira colheita. dominando o mercado interno e de exportação. eliminando-se as raízes e os rebentos que ele possuir. Propagação Mudas: dá-se o nome de muda de bananeira a um parte dessa planta provida de uma ou mais gemas vegetativas. doce e macia com sabor semelhante ao da banana-prata. porém com séria limitação para seu cultivo devido ao mal-do-panamá Nanica .Maçã . frutos menores e mais curvos e apresenta problema de "engasgamento" no lançamento dos cachos no inverno. cujo desenvolvimento dará formação a uma nova bananeira. são arrancados com o auxílio de uma vanga. A seguir retalha-se radialmente o rizoma obtendose pedaços com forma de cunha.cultivar que apresenta a melhor conformação de cachos e de frutos. O pseudocaule é eliminado através de um corte transversal à altura de 5 a 10cm do colo do rizoma. Estes rebentos.semelhante à ‘ Nanicão ’. Nanicão . Mudas Pedaços de Rizoma: os rizomas com mais de 5. Obtenção das Mudas: estes tipos de mudas são obtidos geralmente de bananais comerciais em produção.porte médio /baixo. com folhas ligeiramente arqueadas. . Calagem e Adubação Para se usarem calcário e adubos nas quantidades certas. Mudas de Rizoma Inteiro: é o arranquio de brotações laterais da bananeira. As mudas tipos pedaços de rizoma podem ter de 800gr a 4000gr. de porte mais baixo. com folhas lanceoladas.apresenta ótima qualidade e excelente aceitação no mercador consumidor. nas profundidades de 0–20 e 20 – 40 cm. Resistente ao mal-do-panamá. Deve-se cuidar para que a gema lateral de brotação mais visível. 60 dias antes do plantio. até eliminar por completo todos os tecidos necrosados. assim como toda a sua parte escura (região cortical externa). é preciso analisar a terra. altura de 3 a 5 m. Estas mudas sofrem o mesmo processo de limpeza. Fazer aração e gradagem. se necessário. planta vigorosa e frutos idênticos aos do cultivar Prata.com limitação de cultivo devido ao mal-do-panamá. fique no centro da parte externa da cunha. Prata . Ouro da Mata ( ENCAPA 602 ) apresenta plantas vigorosas. Prata-anã enxerto ou Prata-de-Santa-Catarina . Tipos de Mudas: os vários tipos de mudas podem ser classificados em apenas 3 tipos: rizomas inteiros. É tolerante ao frio e mediamente tolerante a nematódeos.0 kg são arrancados. pedaços de rizoma e mudas micropropagadas. Faz-se a limpeza destes rizomas. Retire as amostras para análise. Preparo do Solo.

Chifrinho . medindo de 50-60 cm de altura. . chifre rebentos: em estádio médio de desenvolvimento.. com 2 a 3 meses de idade e com aproximadamente 1 kg. Conforme o desenvolvimento desta brotação lateral. Brotação lateral. com folhas lanceoladas. Figura: Muda tipo “chifrinho”. brotação lateral. pesando entre 1-2 kg. ligada a planta mãe. com 20 cm de altura. apresentando a emissão floral normal. sendo que o pseudocaule é cortado a uma altura de 20cm. .rebento apresentado a primeira folha normal. Figura: Muda tipo chifrão. com folhas lanceoladas. pesando entre 2-3 kg.Chifrão . .citado anteriormente. recebe denominações diferentes.rebento recém brotado.

rebento bem desenvolvido. com mais de 1 metro de altura e pesando entre 35 kg. Brotação apresntando fohas largas. Apresentam grande uniformidade e estão isentas de nematóides. que já de início apresenta folhas largas. São vendidas embaladas em envoltórios plásticos e regeneradas a partir da gema apical. utilizado como replante das falhas em bananais formadas ou em formação.Micropropagadas . os rebentos que não possuem folhas lanceoladas. ou seja. da broca da bananeira e de fungos patogênicos .:. são chamados de mudas guarda-chuva. muda alta ( muda replante ) . Figura: Muda por micropropagação .Mudas obtidas em laboratórios ou biofábricas. . desligadas da planta mãe Obs. Figura: Muda tipo guarda-chuva. Este tipo de muda não é a preferida para o plantio.

Na prática. No caso de plantio em morro este filho. além da cultivar utilizada. f) formação de um microclima (quente e úmido) favorável ao desenvolvimento da planta e uniformidade dos cachos. Levando-se em conta os fatores considerados. c) controle de ervas daninhas. Observações O termo planta "mãe" é aqui utilizado para a planta mais velha da touceira. dentro de 2 dias após o tratamento. l) a partir de certo limite prejudica a execução de práticas culturais. e) até um certo limite. porte e peso do cacho. se seguidas as orientações recomendadas para o plantio. sendo plantada em espaçamentos de 2x2 até 3x3 metros. em qualquer idade do bananal. d) redução no número de filhos (sombreamento). O plantio deverá ser efetuado no máximo. a adubação utilizada e o controle de pragas e doenças. as vezes superior e conduzida com uma ou mais "famílias" por touceira. num espaço de tempo menor. c) aumento na altura das plantas. nota-se que os espaçamentos densos tem as seguintes vantagens: a) aumento da produção por área. As desvantagens dos espaçamentos densos são os seguintes: a) diminuição no peso médio do cacho (agravado no ciclo dos seguidores). A cultivar enxerto é plantada. e) atraso no desenvolvimento dos filhos. A escolha do espaçamento torna-se difícil. pelo sombreamento. aumenta o problema de tombamento). deverá estar localizado em posição superior na encosta. b) diminuição na percentagem de cachos colhidos.O tratamento das mudas visa controlar a broca e evitar apodrecimento após o plantio. Deve-se efetuar a limpeza do rizoma e mergulha-los em uma solução contendo fungicida e inseticida. em relação a planta "mãe". já que está intimamente relacionada com o clima. d) diminuição no diâmetro do pseudocaule (juntamente com o fator anterior. no caso de encosta). é plantada em espaçamento muito amplo e conduzida com um grande número de "famílias" por touceira. com menor mão-de-obra no desbaste. Neste caso a escolha deve recair sobre o filho mais desenvolvido. Espaçamento de plantio e desbaste Uma das principais técnicas da cultura da banana é a escolha de um espaçamento adequado e de uma forma de condução adequada para cada situação. A seguir coloca-lo para secar á sombra. Em diversos trabalhos consultados. a fertilidade do solo. As variedades banana Nanicão e Grand Naine recebem uma condução um pouco melhor. devido ao menor tamanho do fruto. A cultivar Branca é plantada em espaçamentos de 4x4 até 6x6 metros. no sentido da condução do bananal. não se utilizando o desbaste ou utilizando-o ocasionalmente. m) necessidade de renovar os bananais. no caso de várzeas e acima da planta "mãe". a escolha deste filho às vezes é difícil. raramente efetuandose o desbaste. Espaçamento. localizado na posição desejada (dentro da linha de plantio. f) entrelaçamento de raízes (competição por água e nutrientes). Recomenda-se o uso de mudas provenientes de viveiro registrado. os espaçamentos mais indicados para as diversas cultivares. em espaçamentos de 4x4 até 6x6 metros. j) prejuízo na qualidade do fruto. Atualmente a grande maioria dos bananais. b) maior número de cachos colhidos por área (principalmente na primeira safra). deixando-o imerso durante 5 minutos. i) desuniformidade nos filhos e na época de colheita. Desclassificação ou perda de classe. facilita os tratos culturais. g) aumento do ciclo de produção do bananal (agravado no ciclo dos seguidores). h) sobreposição de folhas (competição por luz e dificuldade nas pulverizações). estariam em torno dos relacionados a seguir: .

dezembro e abril.Com o facão ou outro instrumento semelhante cortam-se. Ao retirar a lurdinha do interior do rebento. deve ser realizado quando os brotos atingirem 60 cm. portanto. deixando-se em cada cova apenas uma geração: "mãe. fazendo-se em seguida pressão para baixo ate sentir que a rigidez do rizoma dificulte a penetração da ferramenta.5 metros ou 2. como a "Nanicão" e a "Enxerto". Permite colheitas em épocas de melhor cotação do produto no mercado.•2x2 metros ou 1. em pomares já formados. visando manter mãe e filho. até o lançamento da inflorescência pela planta-mãe. geralmente aos 4. a "Prata" e a "Mysore". A brotação deixada tem um melhor desenvolvimento e será responsável pela produção da nova safra.5x2 metros para bananeiras de porte baixo. eliminando-se todas as demais. com aproximadamente 20 a 30 cm de altura. com o objetivo de se obter uma produção econômica. Aplicar anualmente 20 litros de esterco de curral curtido por cova. junto sai a gema de crescimento.Inicia-se o desbaste quando o filhote (rebento) este ainda bem novo. Inclinar o aparelho para o lado (+ ou . em bananal adulto distribuir os adubos em meia-lua em frente à planta-neta ou em faixa de 50 cm de largura nas entrelinhas. As capinas podem ser com enxadas. Época de desbaste . O "filho" escolhido para a produção da próxima safra será aquele com melhor desenvolvimento. Nesta fase escolhe-se um novo broto junto ao filho que passará a ser o "neto". Desbaste – Consiste na eliminação da brotação existente em excesso no bananal. É feito após a desfolha. pode-se conduzir tecnicamente o bananal. deixando o solo próximo (40 cm) da touceira no limpo. no ponto em que elas se separam.45º ) para quebrar a gema. •2x2 metros. filho e neta".5x2. Para a seleção do "neto". 6 e 10 meses no bananal em formação e. coloca-se a ponta da ‘lurdinha’. •2x3 metros. rente ao solo. Pique a bananeira cortada e espalhe os pedaços nas entrelinhas do bananal. Adubação As adubações em cobertura devem ser feitas a 50 cm das plantas. Corte o resto da bananeira rente ao solo 40 dias depois. como a "Branca". No local do corte.Com a lurdinha. Não se deve gradear ou passar rotativa devido a superficialidade das raízes. O desbaste deverá ser realizado periodicamente. Corte do pseudocaule ou da bananeira – depois de colher o cacho. usa-se o mesmo critério. Tratos Culturais Capinas . 3x3 metros e 4x4 metros para cultivares de porte alto. Levar em consideração o período em que se pretende colocar o produto no mercado.mantenha o bananal livre de mato. que irá eleger a planta mãe. máquinas ou herbicidas. que é responsável pelo desenvolvimento do filhote. O primeiro desbaste. Deixar crescer junto à planta-mãe apenas uma única brotação (filho).É usado para se ter no bananal o numero ideal de plantas. . 2x2. em agosto. em terrenos inclinados faze-las em meia-lua do lado de cima. Para que serve . como a "Nanica". Época de Plantio Iniciar o plantio com as primeiras chuvas ou em qualquer época com o uso de irrigação.3 metros para cultivares de porte médio. corte as folhas no alto da bananeira (roseta ) . O número de desbastes varia de 3 a 5 vezes/ano. Como fazer o desbaste . Condução do bananal . todas as brotações (filhotes) considerados indesejáveis.

queima dos restos de cultura. As larvas destroem os tecidos internos dos rizomas. descorticamento do rizoma. Cercospora fijiensis Morelet. Sinonímia: Mycosphaerella fijiensis var. uso de ferramentas esterilizadas. de baixo para cima. produzindo galerias. As folhas amarelecem. e uso de cultivares resistente. utilização de mudas sadias. no caso de regiões onde é comum a ocorrência desta doença. protegendoos contra atritos. uso de pedilúvio e rodolúvio no acesso à lavoura.12 cm. ajunte-as em leiras nas entrelinhas do bananal. plantio em solos não infectados. Nas folhas. tratamento das mudas com nematicidas. Fungicidas sistêmicos diluídos em óleo mineral. É considerada a mais grave doença da cultura.também conhecida como moleque-da-bananeira. cortando-as junto ao pecíolo. devendo-se executar bom manejo da irrigação. Controle: pulverizações com produtos á base de óleos minerais. Irrigação A irrigação deverá ser feita nos períodos de seca prolongada. Nas variedades sem resistência. que depois murcham. Quebra-se a ráquis masculina ("rabo-do-cacho") junto ao botão floral. Sigatoka Amarela ou Cercosporiose – provoca desfolhamento precoce. também são recomendados.uso de cultivares tolerantes. sempre verificando as condições de umidade do solo. enfraquecimento da planta. Controle: seleção das mudas. implantação de viveiros com mudas isentas da doença. por isso. ataque de pragas e de produtos utilizados no tratamento fitossanitário. cerca de 10 . como a prata e a maçã. Controle . dando á planta um aspecto de guarda-chuva fechado. aumenta o peso do cacho (cerca de 5% no peso do cacho) e provoca a diminuição de trips e traça-da-bananeira. O inseto adulto é um besouro preto. Nematódeos causam lesões nas raízes. a doença reduz bastante a produção e pode destruir todo o bananal. plantio de mudas sadias. as plantas ficam com o crescimento prejudicado e sujeitas ao tombamento. envenenados ou não. tratamento das mudas e das covas com inseticidas e o emprego de iscas de pseudocaule ou rizomas. Pseudocercospora fijiensis (Morelet) Deighton).Desfolha ou retirada das folhas secas – retire as folhas secas logo depois de cada adubação de crescimento. aparecem manchas de cor amarela nas bordas e acinzentadas no centro. Corte do coração ou umbigo – faça o corte do umbigo 15 dias depois que se formou a ultima penca. Sigatoka Negra: Mycosphaerella fijiensis Morelet (Paracercospora fijiensis (Morelet) Deighton. os cachos ficam pequenos e as plantas ficam sujeitas ao tombamento. Ensacamento do cacho com plástico polietileno – pratica que melhora a qualidade dos frutos. Sintomas: As manchas . Doenças principais Mal-do-panamá – os sintomas começam com amarelecimento nas folhas mais velhas. aumenta o comprimento dos últimos frutos. Na cultura irrigada a produção é maior e de melhor qualidade. difformis Mulder & Stover. secam e se quebram ficando pendentes. a cada 15 ou 21 dias nos períodos chuvosos. Pragas principais Broca-da-bananeira . Este procedimento acelera o desenvolvimento ("engordamento") das bananas. rotação de culturas. Traz também maturação precoce de frutos isolados no cacho. cachos com poucas pencas e frutos pequenos. porem. Controle: plantio em áreas livres de nematódeos. quando houver entre ele e a última penca. de movimentos lentos e hábitos noturnos.

5) e. como os próprios nomes sugerem. as bananas podem ser colhidas com grau de maturação mais avançado. A estria muda da cor café para prelo. Rio Grande do Norte. participando com menos de 15% na produção mundial. L. Aspectos Gerais Originário do sudeste da Ásia o coqueiro foi introduzido no Brasil através da Bahia (daí côco-daBaia) donde disseminou-se pelo litoral nordestino que é responsável por 90% da produção nacional. quentes.6m.(material cultivado. mantendo-se de cor café. conhecido como Cocus nucífera. para baixo). para lados e até 0.produzidas pelas duas Sigatokas são bastante semelhantes. à primeira vista. Raiz fasciculada (vai a 1. observando-se as lesões pela parte inferior da folha.8m. não satisfaz às suas necessidades. Folha constituída de pecíolo curto e por vários pseudo . 6. principalmente em estádios intermediários de desenvolvimento. 2.25 cocos pé/ano . 3. com peso definido do conteúdo. com tufo de folhas (3035) bem verdes na extremidade. altura em torno de 25m. Outros aspectos diferenciais incluem: maior concentração de lesões ao longo da nervura principal (Prancha 13. A estria aumenta em diâmetro e comprimento. a produtividade é baixíssima . Papua. mas. Índia. sendo considerada como mancha.folíolos. Colheita As bananas são colhidas o ano todo. 4. Inclui uma pequena estria de cor café dentro da área descolorida. com peso médio de 18 kg e a caixa mineira (mi) com 20 kg. enquanto na Sigatoka amarela predomina o amarelo. colhe-se a fruta mais atrasada em seu desenvolvimento. Pequena descoloração ou despigmentação. só observada na página inferior da folha. Indonésia. inflorescência axilar em forma cacho com flores femininas globosas. Bahia. visível nas faces superior e inferior da folha. manejo inadequado). Os conhecimentos adquiridos até então permitiram definir seis estádios de desenvolvimento para as lesões de Sigatoka negra: Estádio Descriminação 1. Nova Guiné). Se as distancias são longas. Não é visível através da luz. são os maiores produtores. caule indiviso chamado estipe ou espique. A . produtores mais tecnificados já estão usando também caixa de plástico e de papelão. CULTURA DO COCO . e os dias. Pequena estria de cor café. Planta arbórea. O Brasil. 5.Cocus nucífera. Comercialização As caixas comumente utilizadas são a do tipo torito (to). com 6m de comprimento e 1-2 anos de vida. Botânica/Descrição da Planta/ Variedades O coqueiro é uma planta monocotiledônea. da família Palmae. Para as distancias curtas e dias frios. A mancha negra está rodeada por um halo amarelo A mancha novamente muda de cor. L. Sergipe. deprime-se e nas áreas mais claras (cinza-claro) observam-se os peritécios (pontos negros). Os continentes Ásia e Oceania são responsáveis por 90% da produção mundial (Filipinas. predomina a cor escura na Sigatoka negra. (coqueiro gigante) copa densa e elegante. a cor prevalecente é o marrom.

vermelhos e amarelos. caule: lenho de indivíduos idosos para marcenaria e ornamentação.). Cidades grandes e de porte médio da Bahia (Feira de Santana.planta é monóica (órgãos masculinos e femininos na mesma planta).41%). além de influenciar na evapo-transpiração o vento desempenha papel importante na polinização do coqueiro.o coqueiro requer temperatura média anual acima de 22ºC.000mm. Importância / Uso do coqueiro Cultivado em mais de 80 países tropicais o coqueiro oferece mais de 360 modalidades diferentes de aproveitamento com 200 deles constituindo-se em alimentos (água-de-coco. polinização cruzada.9%). substâncias azotadas (8. doce. Ótimo em 27-28ºC.9%)./mensais (ótimo em 150 mm. camada fibrosa (mesocarpo) e parte dura (endocarpo). chapéus. Obs. População. Juazeiro. tem autofecundação e frutos destinados ao consumo da água-de-coco e híbrido . leite de coco. substâncias albuminoides (5.800 horas/ano já é nível critico.O coqueiro é típico de regiões quentes. O fruto também é conhecido como noz-semente. Umidade relativa do ar . não tem informações conclusivas sobre seu material. leite de coco e água de coco. é predominante. As variedades de coqueiro são: Gigante . jangada mourões.06%). Itabuna. . Dentre os usos do coqueiro destacam-se segundo o órgão: raízes: fabricação de balaios. O coco gigante seco é adquirido por intermediários para consumo como coco seco para culinária ou para indústrias.também chamado de típico. indústrias e fabricas são atendidas pelas modalidades. o coco verde (anão) é levado para consumo in natura. outros). 1. esteios. para sabões. para alimentos. (ótimo entre 1. úmidas e ensolaradas. amêndoa para copra. esteiras.a radiação solar ou insolação acima de 2. óleos (35. temperatura elevada com baixa umidade é condição danosa para a planta. pisos de pontes.proveniente do cruzamento natural ou artificial gigante x anão. palmito (broto terminal comestível). Temperatura . sorvete.representado por tipos com frutos verdes. Alagoas.200mm. tapetes. cocos destinados à industrialização. coco ralado. a água é o fator mais importante para o coqueiro e depois temperatura e radiação solar. matéria para balaios.000 horas/ano é ideal para o coqueiro. Na sua parte interna encontra-se a amêndoa e a "água-de-coco".97%). O albúmen do coco tem seguinte composição: água (46%). óleos. Chuvas . semente.) com mínimo de 130 mm.se excessivos podem tombar a planta. escovas. fruto verde.600mm. outras) de transformação (grande mercado) são destino do produto. tem grande altura. peneiras. folha: como forragem (folhas novas). cinzas (0. Condições de cultivo Clima . Fruto é drupa com casca (epiderme) lisa. Vitória da Conquista) e agroindústrias (Sergipe. fruto: fibras para cordas. Anão . Em locais com chuvas abaixo de 1. farinhas.o coqueiro exige saturação do ar igual ou superior a 80% sem ultrapassar 90% as mínimas mensais não devem cair abaixo de 60%. Luminosidade . celulose (2./ano lançar mão da irrigação.: em relação a altitude a planta encontra seus limites (comercialmente) aos 600 metros.Precipitação média anual superior a 1. Em alguns países bebe-se a seiva da inflorescência (toddy).700 e 2. Ventos .

de profundidade. ricos em matéria orgânica. Viveiro em sacolas . dimensões de 40cm. com bom número de folhas e sem pragas. (3 meses). na vertical) forte.2mm.0 e 6. ereta. com lençol freático entre 1 a 4m. A irrigação será de 10l/m2 (até 2 meses).Solos . as que permanecerão de 7 a 9 meses o espaçamento será de 80cm. 12l/m2//dia (2-4 meses). argilosos e silico-argilosos. As nozes devem receber entalhe na protuberância mais alta do lado que se prende à inflorescência. mancozeb. com terra peneirada de superfície com matéria orgânica (10 litros). à presença de sais solúveis e de sódio no solo. Viveiro . em triângulo. (gigante) e furos no terço inferior (3 fileiras espaçadas de 5cm. Cada m2 de canteiro recebe 22 a 24 nozes. Pode-se regar em dias alternados. potássio. profundidade. fósforo. x 60cm. duplos ou triplos.como no germinador o terreno é arado gradeado e limpo convenientemente. (4 meses). evitar solos ácidos ou com muito alumínio. x 80cm. cálcio e magnésio e com pH entre 6. pesada. paratiom 60 E. com 0. 24g. A irrigação deve proporcionar 6 a 7mm. Mudas que permanecerão 6 meses são plantadas no espaçamento de 60cm. quando a plantinha da noz alcançar 15cm. bem fixado na casca. retorcidos. 14l/ m2//dia (4 a 6 meses) e 16l/ m2//dia de 6 meses em diante. (2 meses). A planta é tolerante. é tolerante a solos arenosos. O espaçamento é igual ao do viveiro terra firme. O adubo é colocado ao redor da noz incorporado à terra de superfície e procede-se a uma irrigação. Um mês após repicagem efetuar adubação em cobertura com mistura de uréia (1 parte). (planta 1 mês).deve ter solo escarificado. Situado próximo ao germinador o viveiro deve receber 60% das mudas germinadas. de altura deve-se fazer a repicagem para viveiro em terra firme ou em sacolas plásticas. Os terrenos para coqueirais devem ser planos a ligeiramente ondulados (até 3%). superfosfato simples (2 partes) e cloreto de potássio (3 partes) aplicando 18g.fornece a noz semente. Deve ser vigorosa. Se aparecer podridão do olho queimar plantas doentes e aplicar TEMIK 10 g na área. Produção de mudas Planta matriz . em triângulo equilátero. dimetoado 50 E. Viveiro em terra firme . Rejeitar nozes com brotos raquíticos. (anão). x 40cm. Deve selecionar mudas com um só broto (reto.5. A semente deve ter 11 a 12 meses de idade. com matéria orgânica ou pó-de-serra incorporado (facilitar arranquio). deve descansar de 10 a 21 dias após colhida. esbranquiçados. requer solos bem drenados. 36g. 1 a 2m. Os sacos são cheios até 2/3 de sua capacidade. ligeiramente. a proteção fitossanitária é feita utilizando-se os químicos carbaryl 85 M.os sacos devem ser de polietileno preto. a 50cm.). arredondada. da casca. 30g. 36g. Preparo da área .). (a partir de 5 meses).) da área do viveiro. x 50cm. Controle de ervas dentro e ao redor (10m. com entalhe para cima e para a mesma direção. Germinador .. com copa verde intenso.canteiro com 15cm. idade entre 15 e 30 anos. com fertilidade média a alta. de espessura. coloca-se o material proveniente do germinador e completa-se o enchimento do saco. Retira-se a muda do germinador (com gancho de ferro) e corta-se as raízes a 1-2cm. casca sem indícios de pragas./dia ( 6 a 7l/m2 /dia).o coqueiro exige solos profundos (profundidade efetiva entre 1 e 2m. entalhadas as nozes são colocadas lado a lado. de largura por comprimento variável (irrigação).

. x 1. x 7. de torta de mamona). Uso da cobertura . com raio de 1. Quando for necessário o uso de calagem. conserva o solo. coleto com 15-18cm. nesse período.8m.folhas mais velhas. Roçagem .0m. Gradagem: se necessária uma vez por ano no final da estação chuvosa. da base. (160 plantas / ha para o híbrido) e 7. com traçado de triângulo equilátero .0m. deve-se proceder à retirada de amostras do solo para análise química. Indica-se amendoim. deve-se proceder ao desmatamento.5m. Devese colocar terra sobre a noz somente para recobri-la sem que o coleto fique enterrado. Do fundo para a superfície enche-se a cova com casca de coco (voltada para cima) com altura de 30cm. da linha de plantio do coqueiro. x 1..6m. x 0. feijões. (143 plantas para o gigante).8m. em caracter superficial.da vegetação nativa das entrelinhas do plantio. 800 gramas de superfósfato simples e por fim terra de superfície. x 9. essa deve ser feita com calcário dolomítico. a planta livre de pragas e doenças. x 0. A operação é efetuada com enxada ou com aplicação de herbicidas ( mistura de paraquat e diuron ). Limpeza da planta . porém. antes da gradagem. 8. (204 plantas / ha para o anão). de altura (da noz à folha mais nova aberta em posição normal).é a eliminação de ervas em circulo de tamanho variável em torno do coqueiro. deixando-se a parte externa do coleto (início do caule) voltada para os ventos dominantes. o destocamento. a partir do 5º ano. recomendando-se aplicar metade antes da aração e o restante após.5m. após 3-4 meses o pé do pecíolo apodrecido é retirado. Tratos culturais: Controle de ervas daninhas Coroamento . e.6m. deve-se optar por culturas de ciclo curto a serem plantadas no período chuvoso do ano e a 2m. amareladas e secas devem ser eliminadas.0m. fornece matéria orgânica ao solo.5m. que pode ser executado mecanicamente e/ou manualmente. para coqueiro gigante.0m. as folhas são cortadas a 20-25cm. Após a limpeza da área. de mistura de terra de superfície e matéria orgânica (15l. x 0. Obs. evita crescimento de ervas daninhas. centraliza-se a muda na cova. Evitar cortar folhas verdes ou arrancar pecíolo amarelado. Culturas intercaladas .o uso de culturas intercaladas pode ser feito nos primeiros anos de vida do coqueiro. com cobertura morta num raio de 80cm.) para coqueiro anão e 1.0m. Plantio Proveniente do viveiro a muda ideal deve ter 1m. sorgo. indicados são 9. de circunferência.: Se a análise do solo recomendar calagem o calcário deve ser colocado no fundo da cova. ou de acordo com tamanho da projeção da copa.protege o solo em torno da planta. segue-se camada de 20cm.5m. O coleto deve ficar ao nível do solo e a terra ao redor da muda deve ser bem socada mantendo-o na posição vertical. com 5 a 7 folhas vivas. Entre a retirada da muda do viveiro e o plantio não deve permear muito tempo.5m. sob sombra. Em algumas áreas de plantio faz-se 4 coroamentos por ano.Em seguida irriga-se a cova com 15 litros de água e cobre-se em volta da noz. do 1º ao 4º ano do plantio efetua-se o coroamento com raio de 1m. (ou 0.. entre outras. de esterco curral ou 3Kg. milho. As covas podem ter dimensões de 0. mantém umidade do solo. com auxílio de foice e machado.8m.6m. Os espaçamentos. posteriormente. No ato do plantio se a muda tiver raiz longa deve ser podada.Quando se tratar de área não cultivada. x 0. x 8. a muda de raiz viva deve estar abrigada.

Possui um "rostro" comprido e recurvado. durante os três primeiros anos do plantio. com um total de aproximadamente 250 ovos.5 cm de comprimento. Figura . e nas entrelinhas. e colocando-se. a traça da inflorescência (Hyalospila ptychis). atraindo o inseto para a armadilha. a partir do pé incorporando-se levemente. A mistura tem o objetivo de manter a isca sempre úmida.) O adulto é um besouro de cor preta.Preparo da cova e plantio da muda de coqueiro Pragas Entre as pragas que atacam o coqueiro no Brasil. A fêmea põe os ovos no 'olho' da planta.Como o controle químico é caro e de difícil aplicação em virtude do porte do coqueiro. que medem cerca de 7. . numa faixa de 30cm. Desses. quando se objetiva recomendar a calagem. na região do coroamento. seguindo-se todas as recomendações do Laboratório de Análises. com emprego de baldes de 20 litros com funil acoplado na tampa. com 4. A coleta de solo para a amostragem deve ser realizada sempre sob a copa das plantas. a cada dois anos. de cloreto de potássio. o ácaro (Eriophyes guerreronis).0 cm de comprimento. além das formigas cortadeiras. entre essas.(Rhynchophorus palmarum L. As adubações em cobertura são: no mesmo ano do plantio no final da estação chuvosa efetua-se uma adubação com 200g. A cada 15 dias deve se proceder à substituição da isca. Adubação em cobertura: O potássio é o elemento de maior importância para o coqueiro bem como o enxofre e o magnésio. as que se apresentam em maior freqüência e com prejuízos significativos são: as coleobrocas. Esse último é feito com o uso de iscas atrativas para a broca-do-olho. no seu interior. Controle . bem como destruir os insetos capturados. destruindo o meristema apical da planta e provocando a morte do coqueiro.as adubações seguintes obedecem ao quadro I (no início da estação chuvosa e próximo do seu fim). em seguida. As amostras de solo devem ser colhidas próximo do final da estação seca.5 a 6. As larvas alimentam-se da parte interna do tronco. por planta a lanço ao redor da planta. as lagartas-das-folhas (Brassolis sophorae e Automeris sp). de uréia e 200g. quando se deseja recomendar adubação. sugere-se o emprego de um controle cultural preventivo mediante a eliminação das plantas atacadas e o monitoramento da praga. saem as larvas brancas. recoberto por pêlos pretos na parte superior nos machos.Calagem e adubação: Deve ser feita com base na análise química de amostras do solo. pedaços da planta de coqueiro ou porções de canade-açúcar e melaço na proporção de um litro de melaço para quatro litros de água. As principais pragas e seu controle serão descritos a seguir: Broca-do-olho . a broca-do-olho (Rhinchophorus palmarum) e a broca-do-estipe (Rhinostomus barbirostris).

(Hyalospila ptychis Dyar) O adulto é uma mariposa pequena. Lagarta-das-folhas .3 cm comprimento.(Rhinostomus barbirostris Fabricius) O adulto é um besouro preto de 1. As lagartas fazem ninhos unindo vários folíolos com fio de seda no interior. além de tornarem-se pouco atrativos para o consumidor de "coco-verde". Se alimentam do limbo foliar e provocam o desfolhamento do coqueiro. posteriormente.(Eriophyes guerreronis Keif.Controle . podendo levar a um desfolhamento total da planta. surgem lagartas brancas. possuem cabeça avermelhada e listras longitudinais marrons -escuras no dorso.Devem ser controladas com o . de ocorrência esporádica e apresentam-se dispersas nas folhas. Controle . O adulto da lagarta Automeris é uma mariposa. onde se alimentam dos tecidos e abrem galerias.Broca-do-estipe . provocando o desfolhamento total das plantas. Ácaro . cobrindo-os com uma camada cerosa para protegê-los do ressecamento. as larvas penetram no tronco. Quando o ataque é intenso e ocorre próximo à copa do coqueiro. onde passam o dia e só saem à noite para se alimentarem. As lagartas são verdes e urticantes. Dos ovos. com aspectos ásperos e freqüentemente apresentando rachaduras. podendo ser usados apenas produtos de ação sistêmica. caem antes de atingir o ponto ideal de colheita. de hábito diurno.Sugere-se proceder à eliminação das inflorescências atacadas pela traça e queimá-las como forma de diminuir a fonte de inóculo. visto que o controle químico somente deve ser empregado em casos de alta infestação. Controle . colocando os ovos e. com rostro recoberto por pêlos avermelhados. com pigmento no dorso e cabeça amarelada. Formigas . Controle . sugando a seiva da epiderme e provocando cloroses que se estendem longitudinalmente por todo o fruto . que aumentam de diâmetro à medida que a larva cresce. que faz a postura na inflorescência. Traça da inflorescência . a área danificada torna-se marrom-escura. perdem peso e.(Brassolis sophorae e Automeris cinctistriga Felder) O adulto é uma borboleta grande (Brassolis sophorae) medindo de 6 a 10 cm. como mencionado para a broca-do-olho. Mesmo não havendo a quebra da planta. A fêmea difere do macho por apresentar rostro mais curto e sem pêlos.1 a 5. podendo atingir 9 cm. destruindo o sistema vascular da planta e formando galerias. danificando os carpelos da flores femininas e perfurando os frutos novos na região das brácteas. Os frutos danificados se deformam.Em função das dificuldades de controle químico.) Normalmente o ácaro desenvolve-se sob as brácteas dos frutos novos. Entretanto. sugere-se o controle mediante inspeções constantes e periódicas no coqueiral visando a detectar a postura e raspá-las com facão para destruição dos ovos. As lagartas desenvolvem-se nas inflorescências recém-abertas do coqueiro. às vezes. Instalam-se sob as mesmas. poderá ocorrer uma redução na capacidade produtiva em até 75%.Sugere-se a derrubada das lagartas com o emprego de varas e destruição mecânica das mesmas. As lagartas surgidas dos ovos chegam a medir de 6 a 8 cm de comprimento. Controle . Se alimentam do limbo foliar dos folíolos. o controle com a utilização de produtos químicos de ação por contato fica comprometido. Ela põe os ovos no tronco do coqueiro.Em razão de os ácaros se encontrarem protegidos pelas brácteas dos frutos. onde faz perfurações com o rostro. a qual faz a postura na base do pecíolo das folhas e folíolos. podendo ocorrer desde o período do viveiro até a fase adulta no campo. Após o nascimento. Dos ovos. São de hábito diurno. provocando a queda dos frutos atacados ainda pequenos.As formigas saúvas causam sérios danos nos três primeiros anos de plantio da muda e também no viveiro. uma vez que podem deixar resíduos nos frutos. esses produtos devem ser recomendados com restrições. pode ocorrer a quebra do estipe pela ação de ventos fortes. Posteriormente. surgem larvas de cor esbranquiçada que podem atingir até 5 cm de comprimento.

Em caso de suspeita da doença. como recomendado anteriormente. O controle químico só deve ser efetuado quando se verificar elevados índices de ocorrência da doença.Tem como agente causal um nematóide do sistema vascular (Bursaphelenchus cocophilus) e sua disseminação ocorre principalmente pela broca-do-olho do coqueiro. As folhas arreiam em torno do estipe. reduzir a população do inseto vetor. a intervalos de 15 dias. o controle é efetuado pelo do controle do inseto. Controle . para uso doméstico ou industrial (coco maduro seco) e para multiplicação (semente. Sphaerodothis acrocomiae – Lixa-grande) e Queima-dasfolhas ( Botryosphaeria cocogena). sendo caracterizada por uma coloração marromavermelhada em forma de "V". remoção da planta atacada para uma área fora do coqueiral e queima do coqueiro doente. com posterior remoção da área e queima do material. ocorrem a seca e morte da folha que serve de sustentação para o cacho. Além desses danos. antes que esse se encontre no ponto de colheita. iniciando na extremidade da folha e caminhando em direção a ráquis. acreditando-se que a lixa seja a porta de entrada para o fungo causador da queimadasfolhas. a lixa (Phyllachora torrendiella) e a queima-das-folhas ( Botryosphaeria cocogena): Anel-vermelho . Com a evolução da doença. com o uso de armadilhas.(Phyllachora torrendiella – Lixa-pequena. que se inicia na ponta da folha e avança em direção à ráquis. Doenças Entre as doenças. Lixa . A doença é de natureza letal.se uma coloração avermelhada em forma de anel no cilindro central do estipe. Colheita/Rendimento/Beneficiamento Colhe-se coco para fornecimento da água-de-coco (coco imaturo).Pelo fato de a doença ser letal ao coqueiro e ser disseminada principalmente pela broca-do-olho. Internamente. O controle químico para a lixa ainda não apresentou resultados satisfatórios definitivos. Controle . coco tendendo a secar). conferindo um aspecto de guarda-chuva. Deve -se ter o cuidado de abrir o estirpe ao meio antes de se efetuar a queima para destruir as larvas da broca que se encontram no interior do estirpe e. o ideal é que se procure um engenheiro agrônomo.Em função da indisponibilidade de material genético resistente. e repetindo-se a aplicação dos mesmos produtos após três meses. por meio de um corte transversal do estipe. Para água de coco colhe-se entre o 6º e 8º mês . destacam-se como de maior importância o anel-vermelho do coqueiro (Bursaphelenchus cocophilus). sendo aplicado em conjunto com a eliminação das folhas atacadas. tendo-se o cuidado de controlar os formigueiros tanto dentro quanto fora da propriedade. em conjunto com o arranquio. dessa forma.1% + Carbendazim a 0. Essa última manifesta-se nas folhas mais velhas.emprego de formicidas adequados. observa . A colheita é feita a cada 60 ou 75 ou 90 dias (segundo costumes da região ou da propriedade). ou seja. que é o inseto vetor. ocorre uma redução na área foliar da planta com queda significativa na produtividade. A doença só ocorre após a exteriorização do estipe. o qual consiste de três aplicações de Benomyl a 0. a “Queima-das-folhas” deve ser controlada culturalmente pela da eliminação da fonte de inóculo. em função do elevado custo do controle.1%. caracterizando-se externamente por uma coloração amarelo-ouro das folhas basais. A lixa e a queima-das-folhas são doenças fúngicas e geralmente ocorrem de forma associada. Isso leva à queda prematura dos cocos em função do penduramento do cacho e obstrução do transporte de nutrientes para os frutos. por meio de corte das partes atacadas das folhas.

Satisfeitas as necessidades climáticas e com bom manejo (adubações e tratos fitossanitarios) as variedades de coqueiros podem duplicar a produção acima. Os preços recebidos pelos produtores são sensivelmente afetados pela intensa intermediação ocorrida no processo. principalmente pequenos e médios.500 frutos num dia. de forma que sua longevidade não seja afetada. Na colheita aproveita-se para efetuar limpeza da copa (eliminação de restos florais secos. Normalmente. podendo os frutos ser também comercializados em feiras-livres. recomenda-se a colheita dos frutos por meio do corte do cacho com um golpe de facão. Assim. Normalmente.seagri.com.htm acesso 15/04/2008 http://www. se responsabilizam pela colheita e respectivas despesas.htm acesso 15/04/2008 . Um tirador de coco (gigante) é capaz de colher 60 plantas/dia. Um homem descasca 1.cultura do murici . os frutos devem ser colhidos com idade que variam entre oito e nove meses após a abertura da inflorescência. a comercialização ocorre por meio de agentes intermediários.emater-rondonia. a colheita deve ser feita entre 11 e 12 meses.br/BolExtensao/pdfBE/bol_95.pdf acesso 15/04/2008 http://www. centrais de abastecimento. Aos 10 anos de vida um coqueiro gigante pode produzir 80 frutos/ano e o coqueiro anão 120 frutos/ano. tendo-se cuidado de amarrá-lo com uma corda e segurá-lo para diminuir o impacto dos mesmos com o solo.gov. Como o coco-anão é destinado basicamente para o mercado de coco-verde. A organização de produtores em grupos. devendo ser mantido protegido do sol. a perda de frutos por rachaduras.ba. O beneficiamento primário do coco seco é o descascamento manual com uma barra de ferro firmemente encravada no solo tendo uma lamina cortante na extremidade superior ajuda um operário a descascar (bate o coco na lamina para tirar a fibra. o coco-verde é objeto de uma média de quatro transações comerciais até chegar ao consumidor. Em média são colhidos 12 cachos/ano/planta do coqueiro gigante e 14 cachos/planta/ano do coqueiro anão. O coqueiro anão começa a produzir no 2º ano pós plantio e o coqueiro gigante no 4º-5º ano de vida. O coco-verde é comercializado em cachos ou a granel. algumas vezes. deixa-se proteção perto dos "olhos"). lanchonetes. de 180 a 250 cocos por planta/ano. para copra ou semente colhe-se o fruto em plena maturação e não antes do 11º mês de vida. os preços pagos ao produtor são baixos. a variedade Anão mantém-se produtiva por um período de 40 anos. Colhe-se cocos caídos (maduros) ou apanha-se cocos verdes e maduros subindo no coqueiro (através de "peia").editora. quando a água se encontra com sabor mais agradável. recomenda-se que antes do período de preparo da produção para a colheita. é importante entrar em contato com possíveis compradores em diversos locais para se obter informações sobre a evolução dos preços e intenção de compra. Caso o objetivo seja a industrialização ou utilização da semente para a produção de mudas. http://www.br/coqueiro.ufla. Quando as plantas apresentarem porte elevado. em média. em razão do consumo da água.de vida do fruto. Em áreas irrigadas. assim. os quais. são colhidos. ao passo que os consumidores compram o produto a preços mais altos. Evidentemente. etc. é a melhor alternativa para diminuição dos custos de colheita e transporte e aumento do seu poder de barganha diante dos compradores. reduzindo. folhas secas).br/Murici. Na maioria dos casos. podendo-se chegar a 250.

As flores são perfeitas. com pedúnculo longo e pouco mais de 1 cm de diâmetro. tanto que há divergências quanto à sua correta classificação botânica. havendo alguns pés que produzem frutas com 2000 mg/100 g de polpa. indicando falta de eficiência na polinização aberta (vento. o que corresponde a até 80 vezes a quantidade encontrada em limões e laranjas. e outros insetos). com os ramos densos e espalhados. em razão da existência de condições bastante favoráveis de clima e solo em grande área do país. a porcentagem de pegamento é maior quando a autopolinização e a polinização cruzada são feitas artificialmente. que esses teores variam muito de planta para planta. infere-se que existam indivíduos de mais de uma espécie sendo cultivados no Brasil. o tamanho varia de 1 a 2.5 a 7. é uma planta rústica. opostas. ou mesmo Malpighia emarginata D. Assim. leva-se de 22 a 32 dias. Em 100 g de polpa pode haver até 5000 mg dessa vitamina. Pela grande variação encontrada na arquitetura das plantas. O Brasil ocupa o primeiro lugar na produção e exportação da acerola. podendo chegar a 7 safras. os frutos maduros podem apresentar diferentes tonalidades. forma e peso variáveis. A abertura da flor é observada aproximadamente dos 15 aos 17 dias após o aparecimento dos botões. A aceroleira possui baixo índice de pegamento natural dos frutos. que fez da acerola uma fruta altamente requisitada no mercado mundial para o preparo de sucos e consumo “in natura”.. com 2 a 3 m de altura. O fruto da aceroleira é uma drupa de tamanho. Uma das grandes vantagens do cultivo dessa frutífera é o elevado número de safras/ano. coloração das flores e também pela presença de acúleos urticantes nas folhas de algumas plantas em pomares comerciais dessa frutífera. O sabor varia de levemente ácido a muito ácido. A maioria dos autores supõe-se tratar de Malpighia glabra L. A casca é fina e delicada. apesar da abundância de flores. que vão do amarelo ao vermelho intenso ou roxo. com 2. mas há aqueles que julgam que a espécie cultivada é Malpighia punicifolia L. no total. sendo geralmente quatro/ano. também conhecida como cerejeira das Antilhas. abelhas.5 cm de comprimento. . Possuem normalmente três sementes protegidas por invólucro com consistência de pergaminho.C.Malpiglia glabra L. e. A forma pode ser oval ou subglobosa. de coloração rosaesbranquiçada a vermelha. no entanto. de porte arbustivo. destaca-se o teor de vitamina C (ácido ascórbico). até o amadurecimento dos frutos. com pecíolo curto. de tamanho médio. disposição das folhas. pequenas. As folhas são ovatas a elítico-lanceoladas. de coloração verde-escura e brilhante na face superior e verde pálida na face inferior. São dispostas em cachos de 3 a 5 flores nas axilas dos ramos em crescimento. sendo encontradas variações dentro dos limites de 30 a 1800 mg de ácido ascórbico por 100 g de polpa. Análises recentes feitas em São Paulo indicam. no caso de cultivos irrigados. sendo a polpa conhecida pelo seu teor de vitamanina C. Entre seus componentes. Botânica/Descrição da Planta/ Variedades A aceroleira é uma planta ainda pouco conhecida.CULTURA DA ACEROLEIRA . Quanto à cor. Outro fator é a grande importância nutricional dos frutos. Aspectos Gerais A aceroleira. com formato trilobado. Malpighia glabra é um arbusto glabro.5 cm de diâmetro e o peso de 3 a 15 g.

a porcentagem de frutificação é relativamente alta e o fruto grande. Embora altamente produtiva. passando a vermelho-escuro quando completamente maduro. podendo ser facilmente conduzida para formar tronco único. e tem hábito de crescimento ereto. prolífica e tem tendência a produzir muita ramagem. comparativamente seu teor em ácido ascórbico é baixo. . Tanto a produção de frutos como a de ácido ascórbico são boas. com coloração laranja avermelhada quando completamente maduros. pode atingir 5m de altura.Rehnborg: A planta é de formação compacta. têm coloração vermelho-púrpura quando plenamente maduros. C. líder. vermelho-cereja e até vermelho-púrpura quando bem maduros. É recomendada para plantios caseiros. esparramado e aberto. Desenvolve tronco único e exige pouca ou nenhuma posa. atingindo até 5m de altura.Observa-se a importância da escolha do material que será utilizado para a formação de novos plantios. s abor e teor de vitamina C existente na polpa. sendo necessário dispor-se de plantas selecionadas. baixo. Fruto grande. As folhas geralmente pequenas e estreitas. Seus ramos são alongados. de tamanho médio. Os frutos. de bom sabor. passa do vermelho-cereja para o vermelho-púrpura quando em plena maturação. cor do fruto. sendo facilmente conduzida para formar tronco único. Haley: Forma boas árvores para pomares. Boa produtora. Seus frutos são de coloração amarelo avermelhada quando completamente maduros. seus ramos são eretos e ao mesmo tempo compactos. rendimento. seus frutos são idênticos aos da Manoa Sweet. necessitando de controle para desenvolver tronco único. Igualmente. pesando 9. com ramagem lateral não esparramada. A variedade ideal para o cultivo deve propiciar um alto nível de produtividade (mínimo de 100 Kg de frutos/planta/ano). Jumbo: Possui tronco único e crescimento compacto. tamanho do fruto. Esta variedade adapta-se melhor às áreas mais secas.F. demonstrou superior performance nas áreas bastante chuvosas e seu fácil e manejável crescimento fizeram dela um clone desejável. frutos de coloração vermelha quando maduras. é de coloração atrativa. Embora seja arbusto baixo. além de outros atributos). É vigorosa. densamente ramificada. Tropical Ruby: O hábito de crescimento lembra a anterior. Não podada. Há uma grande variabilidade de plantas com características bastante heterogêneas. Red. deve ser conduzida de maneira a formar tronco único. F. São doces. Variedades ácidas: J. Seus frutos são pequenos. produtividade.Beaumont: Este clone é compacto. em média. Hawaiian Queen: Seu hábito de crescimento é ereto.H. o que pode ser praticado cem menor esforço que as anteriores. com ramagens densas e hábitos de crescimento que pode ser facilmente conduzido para formar arbusto de tronco único. ramagem bem distribuída e hábito de crescimento baixo. a acerola é dividida em 2 grupos: Variedades doces: Manoa Sweet: Apresenta copa ereta e estendida. aceroleiras matrizes que reúnam o maior número possível de características desejáveis (porte. Maunawili: Embora não se destaque quanto ao conteúdo de ácido ascórbico.3g. com peso superior a 6 g e teor de vitamina C acima de 2000 mDge/1 a0c0o grd doe c poomlp ao. Apresenta fruto grande com coloração laranja avermelhada.

Uma das grandes vantagens do cultivo dessa frutífera (acerola) é o elevado número de safras/ano, sendo geralmente quatro/ano, podendo chegar a 7 safras, no caso de cultivos irrigados. Em pomares irrigados na região do Submédio São Francisco, é possível ter produção o ano inteiro. Condições cultivos Clima - os climas que favorecem o desenvolvimento e a produção da aceroleira são os tropicais e subtropicais. O florescimento ocorre apenas na época em que a temperatura se eleva e as chuvas se iniciam; durante o período seco e frio, a planta permanece em repouso. Temperatura - as temperaturas médias ideais para o cultivo da aceroleira são de 26°C. As geadas podem ser prejudiciais à cultura, que não resiste a baixas temperaturas. Uma árvore adulta resiste a uma temperatura de até –2°C por um curto período. Pluviosidade - o excesso de chuvas durante o ano deve variar de 1200 a 1600 mm. A quantidade excessiva de chuvas favorece o ataque de doenças e provoca a formação de frutos aquosos, com menores teores de açúcares e vitamina C. Solo - quanto ao solo, os mais recomendados são os argilo-arenosos. Também deve ser observado se o solo é isento de nematóides, já que a aceroleira é muito suscetível a essa praga. Propagação Propagação via sementes A propagação via sementes ainda é a forma mais comum no estabelecimento de plantios comerciais de aceroleiras no Brasil. Os “caroços” são selecionados de plantas bem conformadas e nutridas, extraídos de frutos senescentes (totalmente maduros) através da maceração em peneira em água corrente ou por fermentação. Deve-se lavar bem os “caroços” e deixar secar à sombra por dois dias, podendo semeá-los imediatamente ou armazená-los em geladeira por até quatro meses. Para selecionar os “caroços” ideais, deve-se colocá-los em um balde com água limpa, descartando-se assim os “caroços” que boiarem. A semeadura deve ser realizada em sulcos distanciados de 10 cm, com profundidade de 0,5 a 1,0 cm, em canteiros com dimensões de 1,0 m de largura e 1,5 m de comprimento, contendo substrato constituído de terra + matéria orgânica na proporção de 2:1. Deve-se efetuar regas diárias com regador, sendo que a germinação ocorre de 20 a 30 dias após a semeadura. Em seguida, deve-se repicar as mudas para saquinhos de dimensões de 16 X 25 cm (volume de 2 litros) com substrato constituído de terra + matéria orgânica na proporção de 3:1, misturando-se 600 g de superfosfato simples por m3 de substrato. Quando as mudas atingirem 25-30 cm de altura, elas devem ser transplantadas para as covas. Esse tipo de propagação tem causado prejuízos consideráveis aos produtores, por causa da grande variabilidade de plantas e frutos, gerando desuniformidade na produção e na qualidade dos frutos. Outro grande problema é a baixa taxa de germinação, que normalmente varia de 25 a 30 %, em virtude da incompatibilidade na polinização, gerando ausência ou problemas na formação do embrião (“caroços” chochos). Propagação por estaquia A propagação por estaca é um método que permite a obtenção de plantas uniformes; porém, é mais difícil de ser executado e de custo de produção mais elevado. Recomenda-se a utilização de estacas semilenhosas contendo um par de folhas medindo de 15 a 20 cm de comprimento e 3 a 6 cm de diâmetro. As estacas devem ser coletadas antes do período de floração. Após a coleta, coloca-se a base da estaca em

solução hormonal de 6000 ppm de AIB (Ácido Indolbutírico) em pó por 15 segundos, colocando-se as estacas para enraizar em bandejas de polietileno com 72 células, contendo como substrato areia lavada ou substrato comercial vermiculita. Essa etapa deve ser realizada em casa-de-vegetação com sistema de irrigação por nebulização intermitente e temperatura controlada. Após 60 dias, realiza-se a transferência das estacas enraizadas para saquinhos de dimensões de 16 X 25 cm (volume de 2 litros) contendo substrato composto de terra + matéria orgânica na proporção de 3:1, misturando-se 600 g de superfosfato simples por m de substrato. Quando as mudas atingirem 25-30 cm de altura, a partir do colo da planta, deve-se transplantá-las para as covas. A enxertia propicia como vantagens a redução do porte da planta, o que facilita os tratos culturais e a colheita, a manutenção das características desejáveis da variedade utilizada como matriz, a precocidade no início da produção e uniformidade. Implantação do pomar e tratos culturais Preparo do solo e correção Para o estabelecimento do pomar, as primeiras operações a serem feitas são a roçagem, destoca, aração, gradagem e preparo da rede de drenagem, quando necessário. A análise do solo deve ser feita baseada em amostras obtidas nas profundidades de 0 a 20 cm e de 20 a 40 cm. Com base nos resultados, é possível concluir sobre as necessidades de calagem, fosfatagem ou adubações. No caso da calagem, a aplicação do calcário deve ser seguida de aração e gradagem a uma profundidade de 15 a 30 cm, para que ocorra a incorporação. Em caso de baixo teor de fósforo, recomendase uma fosfatagem para elevar o teor de P a um valor acima de 12 ppm. Espaçamento O espaçamento recomendado é de 4 x 4 (625 plantas/ha), pois uma alta densidade de plantas gera uma maior produtividade nos primeiros anos. Entretanto, o espaçamento pode variar, adequando-se da melhor forma às técnicas de manejo e tratos culturais aplicados. Marcação e abertura das covas Deve ser feito alinhamento quadrado, marcando-se com piquetes rústicos o local das covas. Em terrenos com declive acentuado, é recomendado alinhar em curva de nível. As covas devem ser de 40 x 40 x 40 cm de largura, comprimento e profundidade, respectivamente. Na retirada da terra durante a abertura das covas, é necessário separar a camada mais superficial de solo (0 a 20 cm) da mais profunda (20 a 40cm). Isso é recomendado, pois, no fechamento da cova, essas camadas de terra devem ser invertidas, sendo misturados a elas calcário, esterco e fertilizantes químicos. Adubação de plantio Nutrição, Adubação e Calagem Apesar de o cultivo da aceroleira envolver uma planta rústica facilmente adaptável aos mais variados tipos de solo, requer manejo correto quanto à adubação e nutrição das plantas, principalmente nos pomares orientados para a exportação. A fertilização é de suma importância em termos percentuais, para o aumento da produtividade. Feita uma aplicação correta o retorno de investimentos realizados reflete-se no aumento da produção por unidade

de nutriente aplicado. A ineficiência de fertilizantes significa baixa produtividade e baixo lucro, resultado que pode inviabilizar o retorno dos investimentos. Para a exportação o manejo racional, dos fertilizantes é fundamentalmente necessário, estas técnicas de manejo básico e essencial, estão a seguir: Análise de solo – É um excelente meio de se diagnosticar, com maior precisão, o fertilizante e a quantidade a ser aplicada. Análise foliar – Tornou-se um importante recurso para a diagnose de problemas nutricionais, principalmente em culturas perenes. Se associada à análise de solo proporciona orientação segura no manejo dos nutrientes ao longo do ciclo fenológico da cultura. Testes de tecidos – Os testes rápidos ou testes de tecidos são muito conhecidos nos Estados Unidos e Europa. No Brasil o seu uso ainda é muito limitado. São utilizados na avaliação nutricional das plantas, sobretudo no que diz respeito a nitrogênio, fósforo e potássio. Feitos no campo, dão uma idéia imediata da situação nutricional do pomar. Observação dos sintomas de deficiência de nutrientes – Permite a identificação visual da deficiência de nutrientes em plantas, com vistas ao diagnóstico e à previsão dos problemas do pomar. Conhecimento dos fatores que afetam a disponibilidade de nutrientes – É fundamental para a tomada de decisões a cerca da aplicação de micronutrientes. Esses fatores, entre outros, o nível do pH do solo e a presença do alumínio em níveis tóxicos. As covas para plantio devem ser preparadas com, pelo menos, 60 dias de antecedência, e a adubação da cova deve ser feita de acordo com os resultados da análise de solo. Podas As podas na cultura da acerola são fundamentais, em regiões tropicais a planta chega até 9 safras/ano, com colheitas diárias. Podas de formação, limpeza e drásticas bem executadas facilitarão os tratos culturais e na colheita. Após o pegamento da muda no local definido, serão necessárias podas de formação para conduzi-las em haste única até a altura de 30-40 cm do solo. Esta haste após podada a gema apical, deverá ficar entre 50 a 60 cm de altura, sendo com isto estimulada a brotação das gemas laterais. Estas gemas originarão ramos laterais dos quais serão escolhidos 3 ou 4 ramos eqüidistantes, com alturas diferentes na metade superior da haste permitindo simetria e equilíbrio físico entre os ramos. Também é importante podas corretivas a fim de eliminar as brotações que surgem nos três ou quatro ramos principais, especialmente os que se dirigem para o solo. Esta poda é para evitar que os ramos cubram o solo na área da projeção da copa e atrapalhe na prática de cultura – irrigação, adubação e cobertura morta. A poda de ramos indesejáveis deve ser feita assim que necessária para evitar que a planta gaste energia com ramos que mais tarde terão que ser podados. Se feito isto tardiamente, poderá determinar a formação de uma copa defeituosa. Quando cultivada em boas condições de manejo, a aceroleira é uma planta de crescimento rápido. A copa deve ser conduzida visando a arquitetura semelhante a uma taça, para propiciar melhor aproveitamento da luminosidade. Dessa forma, em plantios comerciais, recomenda-se que sejam feitos três tipos de podas: de formação, de limpeza e de limpeza drástica.

deverá ser podada na porção apical. o uso da irrigação de forma racional permiti no mínimo a duplicação da produção e o aumento no número de safras. A poda corretiva deverá ser feita após cada ciclo fenológico de produção ou quando necessária. tornando-os aquosos e reduzindo seus teores de açúcar. fitossanitários. quando a planta atingir uma altura de aproximadamente 70 cm. As aceroleiras de copa globosa. Em plantios comerciais. que definirão a copa da planta. A poda de limpeza é feita durante toda a vida útil das aceroleiras e torna indispensável a manutenção da conformação desejada. situadas em diferentes pontos. Observa-se também que o volume de copa está diretamente relacionado com a quantidade de água colocada. e pesquisas antes que tal prática possa ser implementada em pomares orientados para a produção comercial. O sistema de irrigação mais utilizado tem sido o de gotejamento. Não se recomenda as podas destinadas a estimular a frutificação. A poda de limpeza deve ser utilizada para retirar ramos com anomalias. Esse processo irá favorecer as brotações laterais. Irrigação A irrigação na cultura da acerola tem sido usada especialmente em regiões com problemas de insuficiência e/ou má distribuição de chuvas (abaixo de 1. Á medida que se reduz a disponibilidade de água. sempre que necessário. Entretanto. volumosa e de porte mais baixo. O manejo da água é muito importante em plantios de aceroleira. A poda de limpeza drástica deve ser feita em torno do segundo ano de plantio ou de acordo com parecer técnico.5 a 2 m. aeração ou luminosidade. Pragas . reduzindo os teores de vitamina C. Dessas brotações. quando o diâmetro atingido pela copa dificultar os tratos culturais. e todas as brotações laterais deverão ser eliminadas. pois o mesmo é manual. está diretamente relacionada com suprimento de água no solo. por exemplo. diminui o crescimento do sistema radicular e da parte aérea da planta. É de forma generalizada. porém a água em excesso provoca diminuição da qualidade do fruto. observa-se que sob irrigação abundante os frutos se avolumam. com inserção em diferentes alturas e bem distribuídas diametralmente. de modo a manter as plantas na altura padrão do pomar. pois ainda carece de estudos. mas a irrigação também pode ser feita por aspersão convencional. Essa poda deve retornar o diâmetro da copa da aceroleira para 1. A variação no tamanho do fruto.A poda de formação deve ser iniciada logo após o pegamento da muda. Daí a necessidade de agir com cautela no que concerne às podas de frutificação. pois geralmente diminuem o volume da copa da planta o que em algumas espécies prejudicam a produção. em torno de dois metros de altura. microaspersão ou por superfície (sulcos). já os sistemas de aspersão e microaspersão se prestam melhor aos solos arenosos e areno-argilosos.600mm anuais). Devendo ser feita quando a planta estiver se flores e frutos. devem ser escolhidos os ramos laterais acima de 50 cm de altura em relação ao nível do solo. o excesso de água no fruto prejudica a qualidade. Mais tarde. gerando um maior custo de produção. que as aceroleiras com maior volume de copa são mais produtivas. secos ou que atrapalhem o arejamento da copa. chegando até a dobrar de peso. são consideradas ideais para o processo de colheita. A planta deverá ser conduzida em haste única. Os sistemas de irrigação por sulcos e gotejamento são indicados para solos argilo-arenosos.

Como a mosca das-frutas é uma praga nômade. Controle . O controle biológico ainda não é uma medida amplamente conhecida e explorada. e isso se reflete no crescimento da copa da planta.a sua preferida . Provoca lesões profundas.(Aphis spiraecola) . Eliminar as outras espécies do gênero Malpighia existentes próximas ao pomar. É comum o pulgão atacar flores e frutos em formação. podendo a aplicação de produtos químicos provocar danos às flores. Doenças Mancha de cercosporidium . alterando seu aspecto e desqualificando-os para a comercialização. Atacam geralmente a extremidade tenra dos ramos . biológico e químico. o produtor deverá consultar um engenheiro agrônomo.Como medida de controle.Seu dano é causado pela fêmea adulta e pela larva. O controle deve ser .Estes insetos destacam-se na estação seca. atingindo frutos de qualquer idade.Este inseto faz a sua oviposição no ovário das flores e nos frutos em desenvolvimento. o nematóide é a de maior importância econômica. As plantas ficam enfraquecidas e se desenvolvem menos na parte aérea e nas raízes que encurtam e engrossam. destaca-se a coleta de frutos atacados e posterior eliminação. Controle . A infecção das raízes. Causa um apodrecimento interno. biológico e químico. aos insetos polinizadores e aos próprios frutos. que serve como alimento a eles. pois ocorre uma grande desuniformidade da floração e. como. Nematóides . por não ser possível ocorrer a degradação de resíduos durante o curto período de tempo de sua formação e colheita diária. predadores e patógenos.cultural. que consiste no uso de frascos caçamoscas.obter mudas sadias. o enterrio ou a queima. Dentre as medidas de controle cultural. regulares e com coloração escura. Quase sempre os frutos atacados pelo bicudo se deformam. utilizar leguminosas como Crotalaria spectabilis e Crotalaria paulinea para posterior incorporação no solo. Assim. induzindo-as a formação de galhas. seu controle fica difícil e restrito a uma diminuição no pico da praga. produzidas em solos não infetados por fitonematóides. sabe-se que ocorre o controle da mosca-das-frutas pela mortalidade causada por parasitóides. conseqüentemente. o produtor deve ficar muito atento ao intervalo de segurança ou carência do produto químico que utilizar.É uma doença que deprecia totalmente o fruto na sua aparência. da colheita.Pulgão . úmida e escurecida. ficando a área atacada decomposta.químico.De todas as pragas que atacam a aceroleira. Bicudo . Mosca-das-frutas . Estes parasitos atacam as raízes. Controle .(Anthomonus flavus Boheman) . o uso de armadilhas ou iscas tem sido o mais eficiente. Percevejos . entretanto.após um surto de crescimento.Recolher e enterrar todos os frutos caídos no chão. recomendam-se pulverizações com inseticidas biológicos durante os períodos de frutificação. unicamente em frutos. o que pode ser feito mediante medidas de controle cultural. Em casos de necessidade de inseticidas químicos. Controle . o que força a planta a gerar brotos laterais. provocam seu murchamento e morte. prejudicando a produtividade geral da cultura. Ao sugarem a parte final dos ramos. atrapalha na absorção da água e nutrientes do solo. O maior problema dessa cultura é quanto ao controle químico. Controle .Atacam principalmente os frutos. por exemplo. Uma mesma planta pode apresentar flores e frutos em diferentes fases de desenvolvimento. Os pulgões podem causar sérios prejuízos à planta. A aceroleira é muito sensível ao ataque dessa praga.

é feito com aplicações semanais de oxicloreto de cobre. por ferimentos provocados por ventos. sua meta de produção e um programa rígido e sistemático de controle de qualidade dos frutos produzidos pra que possa conquistar e permanecer num mercado externo altamente exigente e competitivo. ou seja. principalmente. Por isso os frutos devem ser colhidos. dos tratos culturais adotados e do manejo da irrigação. provocando nesses lesões profundas e regulares. Os sintomas são. No que se refere ao rendimento alcançado por planta e por hectare. Controle . Colheita e manejo da fruta A colheita dos frutos da aceroleira destinados ao consumo in natura ou de sucos para fins de exportação deve ser feita de maneira criteriosa. Controle . . pões o sucesso na comercialização do produto. começam a produzir cedo. o período de carência deve ser respeitado. com precipitação anual média em torno de 1. apresentaram produções entre 2. tratores e outros. pode-se dizer que este apresenta grandes diferenças entre as áreas cultivadas. Antracnose . dependendo principalmente da variedade ou clone explorado. lesões escuras sob a casca do tronco e ramos. facões. com quatro safras ao ano (Batista e outros.É uma doença que ataca principalmente os frutos. Em seguida.A forma de controlar a doença é a eliminação de ramos e plantas mortas. poderá influir fortemente na produção e produtividade da aceroleira. inicialmente.deve ser feito com pulverizações à base de oxicloreto de cobre. ateado às condições edafoclimáticas da região. chuva de pedras. Controle . Os colhedores devem ser treinados e conscientizados da importância de evitar que as acerolas sofram pancadas ou danos mecânicos. e pode atacar botões florais. a cada dez dias. fornecendo às plantas os tratos culturais adequados. É importante salientar que o potencial genético das plantas. o peso total dos frutos produzidos é apenas relativa. O produtor de acerola – para consumo in natura ou produção de suco – que estiver interessado em abastecer os grandes centros consumidores interno e o mercado externo.5 ou 1. Os frutos atingidos tornam-se inviáveis para o mercado. entre outros fatores. sempre nas horas de temperatura mais amena. deve-se tentar descobrir a causa primária da doença. flores e frutos. Podridão seca dos ramos . É importante frisar que. É importante lembrar que. é importante que o produtor implante em seu pomar uma plantação de aceroleiras com maior conteúdo possível de ácido ascórbico. Produção e produtividade A planta oriunda de sementes ou estacas. levando ao secamento de galhos e à morte da planta.480mm. uma vez machucados ou lesionados terão o processo de deterioração acelerado.e frutifica três a quatro vezes ao ano.É uma doença muito comum em plantios não irrigados. Plantas conduzidas em áreas de sequeiro em regime de dependência das chuvas. 1989). no caso dos pomares de aceroleira orientados para a exportação a importância do fator quantidade. Verrugose . 2 a 2. na opção por benomil.01 e 27. Os frutos atingidos apodrecem rapidamente após a colheita.5 anos após o plantio. deverá estabelecer. enxadas.É uma doença bastante comum. Os fungos podem penetrar nos tecidos através de aberturas naturais (axilas dos ramos) e.feito com fungicidas à base de oxicloreto de cobre a 250g/100 L ou benomil a 60g/100 L de água. pois o fungo provoca deformações e a formação de um tecido corticoso na casca.11kg.

cápsulas de vitamina C pura e produtos liofilizados. Deve-se utilizar caixa de PVC de tamanho pequeno. principalmente maduros.pdf ACESSO 15/04/2008 . verde amarelado ou até o início da pigmentação vermelha) quando se destina a fabricação de produtos em pó. deve ser efetuada duas a três vezes por semana. Pelo grande número de formas de aproveitamento da acerola. Seu congelamento deverá ser após a seleção e lavagem. No caso de utilizar caixas de PVC tradicionais. suco. Os principais produtos obtidos da acerola são: polpa/suco congelado e fruta congelada. No processo de congelamento lento ocorrem alterações físicas muito drásticas no produto. xarope. os frutos não têm sido normalmente comercializados como produto fresco. juntamente com o Brasil. o equilíbrio entre a oferta e a demanda do produto. prevê-se para um prazo muito longo. mas ainda firmes para suportar o manuseio. dependendo do pique de produção. Entretanto. Comercialização A acerola pode ser explorada comercialmente na forma de produtos processados ou “in natura”. Os frutos podem ser colhidos no inicio da maturação (verde.br/BolExtensao/pdfBE/bol_26. os frutos deverão ser colhidos com coloração vermelho intensa. As acerolas destinadas a mercados consumidores distantes devem ser colhidas “de vez”. pois o peso das camadas superiores pode provocar o rompimento da casca dos frutos colocados em posição inferior.br/BolExtensao/pdfBE/bol_95. cápsulas. Os países produtores de acerola que. disputam o mercado internacional são a Colômbia. geléia.pdf ACESSO 15/04/2008 http://www. que podem perfurar as células. conserva. http://www. Dentre outros. baixa acidez e menos teor de vitamina C. o suco é utilizado principalmente para acrescentar vitamina C aos sucos de outras frutas. Ilhas do Caribe. liberando enzimas responsáveis pela degradação dos principais constituintes (açúcares. que podem ser utilizados na fabricação de polpa. ou diariamente. Neste estádio o fruto apresenta elevado teor de açúcar. preferir as com aberturas laterais ou então protegê-las com plástico esponjoso para evitar injúrias mecânicas no transporte e fissuras provocadas pela grade da caixa.ufla. concentrado.ufla. concentrados para o enriquecimento de outros alimentos. entretanto ainda supera cerca de 20 a 30 vezes os frutos cítricos tidos como ricos em vitaminas C. que permitam coluna de frutos até 15cm. para evitar que caiam depois de determinado ponto de maturação. compota. O congelamento deve ser realizado no menor espaço de tempo possível. principalmente formação de cristais de gelo.O fator determinante do ponto de colheita é o destino que se pretende dar aos frutos. A conservação dos frutos dura algum tempo quando armazenados em recipientes hermeticamente fechados e em temperaturas de refrigeração de 7ºC. já as vendidas aos mercados locais e indústrias processadoras devem ser colhidas maduras. entre outros) e provocam alterações indesejáveis na cor (amarelecimento). Filipinas. Venezuela.editora. Por causa de sua perecibilidade. devem ser acondicionados nas caixas de colheita em poucas camadas. No caso de congelamento ou processamento. o mercado tem crescido cada vez mais para os processados. vitaminas. Vietnã e EUA. levados para câmara ou túnel de congelamento em recipientes que permitem a passagem uniforme de fluxo de ar frio pelos frutos. Os frutos. purê.editora.

o muricí é uma planta nativa do norte/nordeste brasileiro. o murici-de-flor-vermelha.) Rich. também. são bastante semelhantes aos do murici mais comum. Geralmente é encontrado no litoral. Os muricis do Brasil são muitos e variados. nos cerrados do Mato Grosso e Goiás e no litoral do norte e do nordeste do pais. Possui tronco cilíndrico. o murici-branco. o de maior dispersão. em suas regiões. de porte médio. desconhecendo-se as técnicas agronômicas adequadas para seu cultivo e propagação. é saborosíssimo e suavemente perfumado. o murici-de-florbranca. A polpa é carnosa e pode ser consumida "in natura". Aspectos Gerais O murici Byrsonima crassifolia (L. casca escura. desconhecendo-se seu valor nutricional e o potencial de utilização do fruto por parte das indústrias especializadas. entre outros. Originárias da terra. o murici-da-praia. sendo. A espécie conhecida como murici-do-campo (Byrsonima basiloba) difere da anterior. sendo. sendo inclusive muito utilizada pelos índios amazonenses como fonte de alimentação. o murici-da-mata. numa faixa que se inicia no Ceará e se estende até o Acre. Botânica/Descrição da Planta/ Variedades As características da planta: Fruteira arbustiva da família Malpighiaceae. o mais conhecido e o que fornece os frutos mais apreciados é o Byrsonima crassifolia.Byrsonima crassifolia (L. mas é mais apreciada na forma de sucos. O fruto possui em média 2 cm de diâmetro e. maiores do que a outra e revestidas de finos pêlos. Um deles.) Rich. pequeno e amarelo. geléias e doces. As flores são amareladas formando cachos de 10 a 15 cm. Suas folhas são. cujo fruto. Suas folhas são rígidas e brilhantes. esta frutífera ainda não foi devidamente pesquisada. áspera e copa estreita. dando ao tato a sensação do velado. Trata-se de uma pequena árvore de no máximo 5 metros de altura. sorvetes. pelo mesmo nome de murici. freqüentes nas regiões serranas do sudeste. são conhecidos o murici-amarelo. basicamente. duas espécies de muricizeiros estão sendo destacados. em sua maioria. por suas cores e locais de ocorrência Assim.CULTURA DO MURICI . à qual também pertence a reputada acerola. também. Mas os muricis não são exclusivos da floresta. não sendo ainda devidamente domesticado. de galhos retorcidos e típica da região dos cerrados. Aqui. Arvore de tamanho médio. os muricis distinguem-se. o murici-do-brejo. é uma planta nativa do norte/nordeste brasileiro. Variedades . Seus frutos e seus usos. plantas da família botânica das Malpiguiáceas. possui a casca e a polpa de um amarelo intenso. o murici-vermelho. alguns deles. quando maduro. néctares. o murici-dascapoeiras. Apesar de grande importância nas regiões de origem. tendo sabor e cheiro característico e é muito rico em Vitamina "C". podendo chegar a 5 metros de altura. o murici-da-chapada. por seu porte. o murici-da-serra. porém. chega a alcançar cerca de 10 metros de altura. licores. Em suas diferentes variedades. sendo apreciado pela população privilegiada com a ocorrência desta deliciosa fruteira nativa em suas matas e nas zonas praianas. essas plantas podem ser encontradas por todo o continente e são designadas popularmente. o murici-do-campo.

o "Muricí da praia".emater-rondonia.Existe no Estado do Pará um grande interesse em desenvolver pesquisas sobre o muricizeiro. Cultivo . ficando em torno de 4.as sementes germinam em substrato argiloso necessitando de local sombreado. o "Muricí do campo" e o "Muricí do mato". manufaturadas ou industrializadas. o que além de baratear os custos de produção tornam o muricí uma fruta de consumo seguro. dificultando sobremaneira a colheita. devido ao grande consumo desta fruta pela população.htm acesso 15/04/2008 . onde. até agora. livre da utilização de defensivos agrícolas. As outras diversas formas. Como cada planta pode produzir em média 15 kg/ano de frutos. Ainda não foram detectadas pragas nem doenças que atingem o muricizeiro. A lenda Segundo a lenda. http://www. No entanto. possuindo uma pluviosidade mínima de aproximadamente 600 mm. A colheita ainda é efetuada de maneira rudimentar. preferindo aqueles que possuem uma boa drenagem. devido a grande incidência de queda dos frutos maduros e até mesmo dos que ainda estão "de vez". sendo portanto uma cultura. Existem três variedades conhecidas.com. dependendo da incidência de chuvas. sabe-se que a planta não tolera solos encharcados.Euterpe oleracea Mart. com todas as dificuldades existentes em culturas que ainda não possuem dados agronômicos seguros. a produtividade alcançada nestes plantios chega a ser de certa forma muito boa. não sendo definidas por diferenças agronômicas específicas. são comercializadas nas lanchonetes. podendo se estender até março em algumas regiões. estas denominadas apenas pelo local de ocorrência. Comercialização A comercialização ocorre em grande parte com a fruta "in natura" nas feiras livres e mercados públicos das cidades e capitais nordestinas litorâneas. O início da floração ocorre no final de agosto e a frutificação começa do final de setembro e se estende até meados de janeiro. Condições de cultivo Solos .a planta se desenvolve bem em solos areno-argilosos. hoje.o clima deve ser quente e úmido. trazendo um retorno razoável para aqueles produtores que queiram introduzir a cultura em suas terras. Clima . já existe naquele Estado alguns produtores cultivando esta frutífera de modo racional. O desenvolvimento é lento. há muitos e muitos anos vivia uma tribo indígena. Na época da safra do muricí.br/Murici.18/05/2008 CULTURA DO AÇAÍ . torna-se uma fruta de grande procura pela população devido a sua grande aceitação pelo seu delicioso sabor. existem naquele Estado plantios racionais com o espaçamento de 6 X 6 m contendo desta forma em torno de 280 plantas por ha. Espécie também utilizada como ornamental. está situada a cidade de Belém. sorveterias e supermercados dessas cidades. Em virtude dessa grande procura. com ventilação constante. . Numa determinada época a escassez de alimentos se tornou um problema para seus habitantes. mas já foram encontrados exemplares vegetando normalmente em solos arenosos e em solos muito argilosos e até mesmo em piçarras. no que diz respeito às contaminações por parte desses defensivos. feita com a mão de obra familiar dos produtores.200 kg de frutos por ano. Espaçamento Apesar da falta de conhecimento desta fruteira por parte dos produtores paraenses.

em homenagem à sua filha Iaça (Açaí ao contrário). tirando daí o vinho para alimentar os índios da tribo. Porém. O açaizeiro. a filha do cacique. e acabou revogou o decreto que proibia o nascimento de crianças. precatória e E. porém. mas de consistência e textura mais rígida do que o das espécies E. abraçada ao tronco dessa árvore. nativa da Amazônia oriental. O cacique não voltou atrás em sua decisão e mandou matar seu próprio neto. ficou grávida. . a produção. E. que exige atenção aos seguintes itens: Inventário Estimar o número de açaizeiros por área nas diferentes classes de desenvolvimento. Possui palmito do tipo doce. Atualmente esta espécie é responsável por cerca de 90% da produção nacional. Euterpe oleracea Mart. a produção contínua das fábricas beneficiadoras de palmito e a qualidade do produto (apenas em relação a diâmetro e textura). a longo prazo. predominante ao longo dos igarapés. O açaí é um fruto consumido há muito tempo pelos indígenas e moradores da região amazônica. garante. O cacique pediu. A exploração do palmito açaizeiro no estuário amazônico teve início a partir dos anos 60 devido à escassez de palmito na Região Sudeste do País. edulis. Nas regiões sul e sudeste vem sendo popularizado e consumido como complemento alimentar. Às frutinhas ele chamou Açaí. então. que os cachos da fruta fossem apanhados.levando o cacique a decretar a proibição de nascimentos. é palmeira tropical. MANEJO DOS AÇAIZAIS NATIVOS PRODUÇÃO DE PALMITO A melhor forma de exploração de palmito de açaizais nativos é o sistema de manejo sustentado. realizar a extração do palmito dos estipes (troncos) grandes (com diâmetro à altura do peito superior a 10cm). principalmente pelas pessoas que buscam vigor físico. Intervalo de corte É estimado em 4 anos. para estimular o perfilhamento e fornecer melhores condições de insolação e menor competitividade com os perfilhos intermediários. É também largamente utilizado para a produção de um refresco (“vinho” de açaí). Por ironia do destino. Possuindo farto perfilhamento desde 2 a 3 anos de idade possibilita. que se chamava Iaça. Deixar 50 ou mais plantas com um estipe adulto (em pleno florescimento e frutificação) por hectare para assegurar a preservação da espécie. definindo estoque imediato para corte. No manejo sustentado. No dia seguinte a índia Iaça foi encontrada morta. gerada pela extração indiscriminada e predatória. permitindo ainda a colheita de frutos juntamente com a produção de palmito na mesma touceira. pois o açaí bastava para alimentar a todos. até que uma noite ouviu o choro do filho vindo da direção de uma árvore que tinha umas frutinhas cor de vinho. Iaça chorava dia e noite a perda do filho. na mesma área. A prática de deixar um estipe grande por touceira aumenta a regeneração natural via sementes. espiritosantensis. a curto prazo e por área. perene. teoricamente. número de palmeiras para reposição das plantas cortadas. número e tipo de intervenções necessárias para aumentar ou regular o estoque. uma exploração sustentada de suas populações nativas para palmito. é menor do que no sistema predatório. Colheita seletiva Partindo de uma área não explorada.. devido as suas qualidades nutritivas. terrenos de baixada e áreas com umidade permanente.

Recuperação de açaizais degradados Procedimentos são indicados: 1 .Para açaizais muito degradados fazer ainda semeaduras sucessivas. Deste total. comum e anão.Raleamento da touceira deixando 2 a 3 perfilhos mais desenvolvidos por planta. dunas e restingas. constituído por árvores e arbustos tropicais e subtropicais que apresentam ramos sempre providos de canais resiníferos e folhas alternadas. apresentando porte elevado. copa homogênea. na segunda metade da década de 60. Ceará e Rio Grande do Norte. deveu-se. 1995). na África do Sul (Frota & Parente. Botânica/Descrição da Planta/ Variedades O cajueiro pertence a família Anacardeaceae. altura inferior a 4 m. todas elas originárias da América Central e do Sul à exceção de Anacardiumencardium provavelmente procedente da Malásia. principalmente. iniciando o florescimento entre 6 e 18 meses. o cajueiro vem sendo estudado em dois grupos. encontrando-se disperso numa extensa faixa compreendida entre os paralelos 27o N. através da Sudene. à colheita seletiva. também conhecido como gigante. em diversos ecossistemas. e 28o S. à maior concentração de indústrias de beneficiamento de castanhas e pedúnculos e ao grande incentivo proporcionado pelo governo federal. altura entre 8 e 15 m e envergadura (medida da expansão da copa) que pode atingir até 20 m. compondo a vegetação de praias. Plantio por mudas pode ser usado em áreas com má distribuição de plantas. Além disso. utilizando-se sementes de outras localidades. O tipo anão caracteriza-se pelo porte baixo. especialmente nas zonas costeiras. Mais de 98% da área ocupada com cajueiro no Brasil se encontra na Região Nordeste. no Sudeste da Flórida. às condições climáticas favoráveis. única espécie cultivada e a de maior dispersão do gênero. com plantas que produzem abaixo de 1 kg até próximo de 180 kg de castanha por safra. é provável que o seu cultivo tenha origem no Nordeste. Aspectos gerais da cultura Originário da América Tropical. é o mais difundido. O tipo comum.Anacardium occidentale L. que inclui árvores e arbustos tropicais e subtropicais. ao baixo preço das terras. sem estipulas sendo composta por mais de 60 gêneros e 400 espécies. coriáceas.) pertence à família Anacardiaceae. onde toda uma tradição de exploração pelas tribos indígenas da região é descrita pelos primeiros colonizadores. 80% são cultivados nos Estados do Piauí. diâmetro do caule e envergadura de copa inferiores ao do tipo comum. Usar adubos orgânicos e minerais mediante análise de solo. o cajueiro (Anacardium occidentale L. A maior diversidade de cajueiro. A espécie mais . CULTURA DO CAJÚ . A capacidade produtiva individual é muito variável. a cada dois anos. basicamente. Deixar a área em descanso (sem cortes) por 4 anos procedendo-se após. em função do porte das plantas. De grande variabilidade genética. A expansão da cultura nesses três estados. 2 . definidos. precocidade etária. O gênero Anacardium apresenta um pequeno número de espécies. Seguir os procedimentos indicados para o cultivo. encontrase no Nordeste brasileiro.

tem alto valor no mercado internacional. causa queda de flores. O vento é prejudicial. quando torrada.importante é a Anarcadium occidentale L. Em declividades superiores a 6%. ferro e fósforo. compota e desidratados. A calagem e a adubação estão sendo realizadas com base em um sistema de análise de solo que apresenta algumas inovações em relação ao que vinha sendo utilizado anteriormente. é perene e apresenta crescimento contínuo. com mínimas superiores a 22ºC. Espaçamento é de 7 x 7m para o cajueiro-anão e 10 x 8m para o cajueiro-comum. podendo atingir até 20m de altura. A amêndoa do caju (fruto verdadeiro). Manter cobertura vegetal rasteira no período chuvoso. que é um processo que simula a ação das raízes e. principalmente quando jovem. Quando necessário. O cajueiro é uma planta brasileira. fazer terraços. mais uma estação seca para florescimento. quando intenso. preparadas 1 mês antes do plantio. doces em massa. É favorecido por precipitações anuais de 800 a 1. medicinal e culinário. devido ser a única cultivada em escala comercial e que apresenta o maior grau de dispersão em todo o mundo.500mm. Vermelho ou Mesclado) e Anão Precoce. Desde a época do descobrimento. A temperatura média ideal é de 27ºC. fazer patamares. plantas adultas apresentam redução de floração/frutificação nessas condições. o replantio é feito por meio de mudas preparadas em sacos plásticos e de mesma idade das plantas no campo. distribuídos de 5 a 7 meses. podem-se utilizar mudas enxertadas. Realizar o desbaste após 60 a 90 dias. É rico também em cálcio. Para aumentar a uniformidade das plantas. a calagem passa a ser feita visando aumentar a saturação por bases do solo e garantir um teor mínimo de magnésio. de uso cosmético. As covas são feitas nessas dimensões de 40 x 40 x 40cm. Pertence à família Anacardiceae. De coloração amarela ou vermelha. Se superiores a 15%. mesmo sendo o principal agente polinizador. deixando-se a muda mais sadia e vigorosa. o cajueiro comum. O pedúnculo (falso fruto) é o que se consome ao natural. amplamente distribuída pelo litoral nordestino. Assim. Práticas e conservação do solo: Plantio em nível. Clima e solo Planta tipicamente tropical. extrai-se o fino óleo de amêndoas. São necessárias 204 mudas por hectare (anão) e 125 por hectare (cajueiro-comum). Plantio e espaçamento Semeadura direta no início da estação chuvosa. Da castanha (amêndoa e casca). Calagem e adubação Elevar o índice de saturação por bases a 60%. é mais eficiente na avaliação da disponibilidade do nutriente no solo. sempre roçada. Prefere regiões de alta temperatura e elevadas precipitações. assim. Cultivares: Comum (Amarelo. sendo utilizado para sucos concentrados. Tratos culturais . os índios já consumiam o caju como fruta fresca ou bebida fermentada. possui de 180 a 230mg de vitamina C por 100g de suco. Os solos mais indicados são os leves. A adubação fosfatada leva em conta a determinação de fósforo no solo pelo método da resina. profundos e bem drenados. É sensível ao frio e a geadas.

não pode emitir panículas imediatamente após o plantio. roçagem (manual e mecânica). Retirada de panículas No cultivo de cajueiro anão em função de sua precocidade. ramos. Essa prática reduz substancialmente os efeitos nocivos das erosões hídrica e eólica. é a mais amplamente disseminada. possibilitando o ataque mais intenso às inflorescências. Essas operações são fundamentais para que a planta expresse todo o seu potencial produtivo. Nos ramos. as lesões são deprimidas e alongadas. determinando áreas mortas ou contorcidas nas margens. poda. no ano de instalação do pomar. controle de plantas daninhas e coroamento. que ataca folhas. Os frutos jovens (maturis). O controle das plantas daninhas pode ser realizado via capina mecânica. com maiores prejuízos para a produção. Doenças O cajueiro (Anacardium occidentale L. que deve estar direcionada para o seu crescimento vegetativo. como conseqüência a ampliação dos problemas fitossanitários. Assim. o desenvolvimento da cultura trás. facilitar a mecanização dos cultivos. efetua-se mais de uma roçagem mecânica no período chuvoso. durante a floração. Caso necessário. retirada de panículas. inicialmente de coloração parda. O agente causal da doença ‚ Glomerella cingulata Ston. o ápice ou qualquer ponto do limbo. já que nessa fase constituemse numa fonte de desvio de energia. principalmente com a ocorrência da das "chuvas do caju". Controle de plantas daninhas e coroamento As entrelinhas da cultura devem ser roçadas para minimizar a concorrência com plantas daninhas. além da inspeção do sistema de irrigação. Poda Os pomares jovens devem ser conduzidos de modo a formar uma copa compacta. inflorescência. próximas aos cotilédones ou desenvolvidas no porta-enxerto. ainda. equilíbrio entre o sistema radicular e a parte aérea e redução dos custos da póda nos anos subseqüentes . assegurando o retorno econômico do investimento. As principais vantagens são: menor desgaste da planta no período seco pela redução da área foliar. ) é considerado uma planta rústica extremamente adaptada as condições do litoral do Nordeste Brasileiro. Antracnose . onde ocorre espontaneamente na forma de pomares nativos. de tamanho e forma variável. Estas devem ser removidas até o oitavo mês de idade da planta.Os principais tratos culturais recomendados para o cajueiro são: desbrota.Dentre as doenças que afetam o cajueiro. Desbrota Consiste na retirada das brotações laterais inferiores da planta. com ampla superfície produtiva. exigindo esforços crescentes no aprofundamento do conhecimento dos mesmos e na busca de meios eficiente para combate-los.afim de reduzir o potencial de inóculo . quando o cultivo é irrigado. que consiste na capina mecânica. quando atacados.. isoladas ou confluentes. as operações de adubação de manutenção e calagem. livre de entrelaçamento e da concorrência de plantas daninhas e. seguida de capina manual ou química na área sob a copa do cajueiro. pedúnculos e frutos. Efetua-se logo após o período chuvoso.. sofrem danos severos desde deformações até a seca e queda agravando mais inda quando associados ao ataque de tripes e pulgão. Controle . depois negra. tendo sido constatada em praticamente todos os Países onde se cultiva o caju. Nas folhas surgem manchas necróticas pardo-avermelhadas. No período seco. A doença torna-se particularmente severa nos anos de maior pluviosidade. realiza-se o coroamento.

colhendo e queimando as partes mais afetadas. Fumagina .Díptera. os maturis ficam deformados. Outras doenças sem menor importância atacam o cajueiral como: Mancha de Alga. ou ataque as inflorescências. provocando sua murcha. Bolor Verde etc. O plantio de “variedades” resistentes a doença seria a forma de controle mais viável e econômica como também o controle do patógeno por métodos biológicos.O agente causal é o fungo ectoparasita Oidium anacardii Noack. Controle . de um revestimento ralo. Pragas O cajueiro Anacardium occidentale L. Mancha de Cercóspora ou Cercosporiose. empregando-se microorganismo antagônicos. onde prevalecem condições favoráveis ao complexo do fundo que a compõem. normalmente.o uso de inseticidas adequados para controle da praga (pulgão. As folhas fortemente afetadas secam prematuramente e as novas retardam seu crescimento. no início do período chuvoso e antes do fluxo foliar. as quais são também atacadas. cochinilha e mosca-branca. constatados em diferentes regiões do País porém sem expressão econômica como pragas da cultura.Selenothrips rubrocinctus Giard. A incidência da doença e detectada pela presença. Cecidomyiidae. . na forma de uma película de cor negra e aspecto veludoso. Pulgão da inflorescência . Mofo Preto. recomenda-se uma poda de limpeza. cochinilha e mosca-branca) é. Binapacryl e Quinometionato. apresentando maior incidência nas épocas em que ocorrem maiores infestações de insetos excretores de substâncias açucaradas. A doença é comumente encontrada nas áreas de cajucultura. há o aparecimento do “mela’. resultante do intenso desenvolvimento do micélio e estruturas reprodutivas do patógeno.do fungo. Gelechiidae . Tripes . com graves conseqüências para a produção. Oídio . ponteiros. As partes afetadas tornam-se cloróticas a princípio passando depois para uma cor prateada. Ocasionalmente atacam as inflorescências. nas folhas. Abaixo relacionamos as pragas mais comum e áreas de ataque. As larvas atacam as gemas terminais e com a morte dos brotos a planta emite novas brotações laterais. suficiente para a eliminação da fumagina.em casos de manifestação muito severa. Os levantamentos sistemáticos de praga e inspeções realizadas periodicamente vem mostrando um aumento sensível da ocorrência de insetos e ácaros nessa cultura. mediante a aplicação de fungicidas a base de enxofre ou específicos para o oídio como: Dinocap. Larva do Broto Terminal . constituída pelas próprias estruturas vegetativas e reprodutivas dos fungos. branco-acinzentado e pulverulento.Aphis gossypii Glover. apresenta problemas de ordem fitossanitária que crescem a cada ano nas diferentes áreas produtoras. facilmente destacável. Lepiddoptera.A Broca das pontas afeta diretamente a produção. A fumagina geralmente apresenta-se recobrindo total ou parcialmente a superfície das folhas. pois abre galerias nas pontas dos ramos e nas inflorescências. imediatamente. inflorescências e frutos. como se fossem prejudicadas pela antracnose. Outros insetos que ocorrem sobre o cajueiro. a fumagina merece referência em razão de sua elevada incidência. As inflorescências atacadas ficam murchas ou secas. justifica-se a adoção de medidas de controle. tais como pulgão. Os tripes atacam a face inferior das folhas.Embora não seja propriamente uma doença parasitária. Controle . alguns dos quais apresentando alta potencialidade como praga.

br/arquivos/artigo_2600. . 1965 . que lhe serve como abrigo. . Culturas Intercalares Culturas anuais. Traça das castanhas .com.Cajueiro Anão: 1. que recobre as folhas c as inflorescências. Cigarrinha – Homoptera. destruindo as células. embora de pouco monta. Cercopidae.cnpat. Lagarta saia justa . CULTIVO DO AÇAIZEIRO Cultivares . passando os últimos instares separadas. As larvas são mais vorazes que os adultos. Esse invólucro apresenta na parte central um diâmetro maior. Mosca-Branca . destroem o limbo foliar causando séries prejuízos. As folhas apresentam amarelecimento nas partes atacadas dando posterior ressecamento.Crimissa cruralis stal.Localizam-se na face inferior das folhas. Cochonilha . Besouro vermelho . protegidas por secreção pulverulenta branca.Tenuipalpus anacardii De Leon.Anacampsis Spp . http://www.300 kg/ha de castanha e 13 t/ha de frutos. sendo também conhecida como mini-saia.pdf Acesso 20/04/2008. são parcialmente reconhecidos.Cicinnus callipius Sch. As cochonilhas sugam intensamente a seiva das plantas. A cigarrinha ataca a base das inflorescências e frutos novos. Comercialização Frutos para mercado interno. em gavetas de papelão. sugando a seiva.emater-rondonia. daí seu nome vulgar. 1858 .br/todafruta/mostra_conteudo.A larva é quem causa prejuízos ao cajueiro. envolvidas em uma folha. polpa congelada e castanha de caju torrada.Cajueiro Comum: 900 kg/ha de castanha e 9 t/ha de frutos.Aleurodiclis cocois Curtis. localizando-se ao longo das nervuras.substância excretada pelos insetos e que servem de substrato para o aparecimento do fungo “fumagina”. preferir leguminosas.htm Acesso 20/04/2008. dando um péssimo aspecto a arvore.asp?conteudo=13900 Acesso 20/04/2008. até o 5º ano.As lagartas nos primeiros estágios ficam agrupadas nas folhas do cajueiro. destruindo-lhe toda a amêndoa e tornando-a imprestável para a comercialização.com. atacando a castanha.todafruta.embrapa.ceinfo. Tais danos. . colher frutos maduros nas próprias plantas. onde produz uma espuma caracteri5tica para a proteção das ninfas. principalmente na nervura central. http://www. Colheita Colher os frutos caídos e retirar as castanhas. Ácaro-amarelo . Produtividade normal . ambos após estabilização da produção. provocando ressecamento no local afetado. http://www. semelhante a uma saia justa. para o cajueiro comum. agrupadas em colônias numerosas.Pseudaonídia trilobitiformis Breen. início de produção: 3º ao 5º ano para cajueiro comum e 10 a 18 meses para cajueiro anão precoce. Se o caju se destina à industrialização. iniciando pela área das nervuras.br/Caju.Tanto a larva como o adulto são fitófagos.Habitam na face interior das folhas. provocando maiores prejuízos.

na estação seca (agosto a dezembro).o açaí não é exigente em solos. atritar os frutos sobre as malhas de peneiras grossas (de café ou de feijão). Semeadura direta É mais econômico do que o de plantio de mudas. porém sem afetá-las. em sua região de origem. para evitar a autofecundação forçada. para fácil reconhecimento. No entanto. Para evitar ataque de insetos. acondicionar os frutos recém-colhidos em sacos plásticos e umedecer. e cobrir com terra. deve ser recomendada apenas para plantio em área adjacente. Semear de agosto até dezembro. trocando-a diariamente. Esses híbridos são plantas rústicas. é possível armazená-las por até cinco meses. Colheita de sementes Colher frutos pretos e opacos. Marcá-las de modo permanente. para não fermentar. retiradas de açaizeiros nativos. especialmente quando jovem (até 60cm de altura). crescendo mesmo em solos pobres e ácidos. ou imergir totalmente os frutos em água. desenvolve-se mais rapidamente em solos com maior fertilidade. número de folhas e sanidade). desde que acondicionadas em sacos plásticos bem fechados e mantidos sob refrigeração (temperatura entre 5 a 10ºC). Fechar o saco. que possui de duas a cinco mil sementes. para separação da polpa.600mm por ano). despolpar. que perfilham. precoces e com boa qualidade de palmito. Formação de mudas de viveiro . Colocar um plástico ou encerado embaixo da palmeira e derrubar os cachos maduros sobre ele. Armazenamento das sementes As sementes do açaizeiro perdem rapidamente o poder germinativo. Após três a quatro dias. Não desbastar as mudas. Transplante de mudas A utilização de plântulas com raiz nua de 15 a 20cm. Solo . roedores e outros animais. Colher somente os frutos que estão no cacho. quase cerosos. Não tolera geadas. A produção de palmito em áreas de baixa fertilidade devese basear na reposição de nutrientes através de adubações anuais parceladas. Para isso. Clima .o clima tropical úmido (temperatura média anual acima de 22ºC e precipitação acima de 1.A própria espécie botânica (com variações morfológicas e de desenvolvimento marcantes dependendo do local de coleta) ou híbridos entre essa espécie e o palmiteiro (Euterpe edulis). Germinação Leva de 3 a 11 meses para se completar. Despolpar os frutos para acelerar o processo germinativo e permitir a obtenção de lotes homogêneos de mudas (germinação em 2 a 5 meses). em água corrente. mantendo-o à sombra e à temperatura ambiente. recolhendo apenas os frutos que caírem sobre o encerado. porém. Semear de 2 a 3 sementes por cova. Propagação Por sementes colhidas de palmeiras selecionadas (diâmetro. com o auxílio de um chuço. enterrar as sementes entre 3 a 4cm. Efetuar semeaduras na mesma área a cada dois anos para manter um povoamento de plantas em diferentes idades ou estádios. que devem estar em conjunto com outras da mesma espécie e no mesmo estádio de desenvolvimento. Depois de 3 ou 4 dias.

retirada da superfície da própria mata. efetuar a semeadura direta (três sementes novas por cova) a cada um ou dois passos. preenchendo os espaços vazios com terra de superfície. No cultivo consorciado. com 20 a 30cm de altura e com 3 a 4 folhas vivas (entre o décimo e o décimo quarto mês após a semeadura). sempre com o cuidado de não pisar as plântulas de açaizeiros. é possível iniciar o corte para palmito entre o quarto e o quinto ano. Acrescentar calcário para elevar a saturação por bases a 60%. em seguida. Adubação do substrato Usar solo de boa qualidade. Densidade de plantio ou semeadura Para o cultivo solteiro: 2. acrescido de uma fonte de matéria orgânica curtida (esterco de curral. com cuidado para não danificar a palmeira. Evitar queda . e mais 500g de P2O5 e 100g de K2O por m3 do substrato (terra + esterco). Repetir a operação a cada dois anos. Plantar as mudas no campo. Em consórcio com seringueiras ou outras plantas perenes. fazer antes uma roçada da vegetação mais baixa. Em áreas de mata nativa. manejar os perfilhos deixando 3 a 4 bem distribuídos por touceira. já existentes. O sombreamento do viveiro deve ser semelhante àquele que a muda receberá quando estiver no local definitivo. e um perfilho novo por ano. quando a densidade for baixa. Colocar uma semente despolpada por saco plástico de polietileno preto (20 a 25cm de altura x 20cm de boca x 8 a 12mm de espessura e com 6 a 8 frutos) cheio com 2 a 3. poupando as essências nativas de valor. Não capinar.Ganham-se 2 a 3 anos em desenvolvimento. poupando um estipe por planta para a produção de sementes. Plantio de mudas Deve ser feito no período das águas. Cortar o saco plástico na altura de 2cm da base. Na falta. É comum o consórcio com seringueiras (Hevea brasiliensis). comparado com a semeadura direta. Preparo da área para semeadura ou plantio Sob mata nativa. plantar duas a três linhas de açaizeiros na faixa central da entrelinha do cultivo principal.5kg de terra de boa qualidade. comprimento para manter a muda firme.5m. Manejo de perfilhos Para aumentar o desenvolvimento da touceira e permitir corte de palmito a curto prazo. Colheita do palmito Colher somente em palmeiras que apresentem DAP (diâmetro à altura do peito) acima de 10cm. ou palha de café) na proporção de 3:1. nativas ou não. poupando-se as essências nativas de valor econômico. em volume. rica em matéria orgânica. podando as raízes e. Assim. devido ao sistema radicular superficial.5m. cada linha separada das outras por dois ou três passos. com o espaçamento entre as plantas de 2.5 x1. ou composto de usina de beneficiamento de algodão. seguir o mesmo preparo de solo da cultura principal. ou composto de lixo. tefrósia ou leucena. em áreas sem cobertura vegetal fazer antes um sombreamento temporário com guandu. a partir do terceiro ano de plantio. no campo. utilizar mistura de 3 partes de solo e 1 de matéria orgânica bem curtida (vide adubação do substrato). cortar e retirar o saco e colocar a muda na cova com o torrão inteiro. Irrigar diariamente. Tratos culturais Roçadas periódicas para apressar o desenvolvimento.5 ou 1.

que ajuda a combater os radicais livres. A presença de vitamina B1 e o teor elevado de pigmentos anticianianos que são antioxidantes. quando mantido com 4 capas (bainhas externas). percebidas em duas semanas de consumo. Tem uma caroço proporcionalmente grande e pouca polpa. indicado no tratamento de anemias e fortalecimento muscular. cálcio. entre várias outras formas. Em condições de campo. mas sim à rápida decomposição da matéria orgânica (“litter”) em sua superfície. favorece a circulação sanguínea. seu componente mais importante é o ferro. . dura no máximo 5 a 7 dias. Intervalo ou ciclo de corte: Em torno de 2 a 4 anos. Mas. potássio e vitaminas. Duração e pós-colheita do palmito Após colhido. não chegam a ser problema.br/todafruta/mostra_conteudo. não devido às condições de solo. para palmito de primeira qualidade. não há nenhuma doença séria que mereça controle.asp?conteudo=13988 Acesso em 20/04/2008. em sucos. temos os de viveiro (gafanhotos.brusca do palmito. Escurece e apodroce devido à ação de fungos. A colheita de açaí é abundante durante o ano inteiro. pois isso causa escurecimento interno e rápida decomposição. Já com relação a insetos. fósforo. quase preta. pulgões e ácaros) e os de campo (especialmente o coleóptero Rhyncophorus). lembrando uma jaboticaba pequena.com. Por ser rico em ferro. Doenças e pragas A principal doença do açaizeiro é a antracnose. regiões de origem da fruta. Em áreas muito degradadas (mata e açaizal) fazer adubação para recuperação após análise do solo. Fazer o corte alto (50 a 80cm) para reciclar os nutrientes para os perfilhos na touceira. Adubação Normalmente as áreas de distribuição natural do açaizeiro são ricas em nutrientes. cochonilhas. A alta concentração de fibras melhora as funções intestinais. que são muito apreciadas. Por suas características microbiológicas o açaí é considerado uma das mais nutritivas frutas da Amazônia.VINHO O manejo é o mesmo descrito anteriormente para a produção de palmito. a fruta parece ter saído do laboratório dos nutricionistas de encomenda para geração saúde. como doces e sorvetes. O tombo e o corte acidental de partes do palmito aceleram a decomposição. sobretudo no Norte e Nordeste do Brasil. O Açaí é uma palmeira típica da Região Amazônica. Colhe-se açaí abundantemente durante todo o ano. gordura vegetal.todafruta. que em culturas e explorações bem manejadas. minerais. comuns em matéria em decomposição. especialmente no outono. diferindo apenas na densidade de plantio. perdendo apenas para a castanha-do-pará. PRODUÇÂO DE FRUTOS . Ela só é limitante em condições de viveiro e em regiões frias e úmidas. http://www. Seu consumo é feito in natura. cigarrinhas. especialmente no outono. Os Benefícios do Açaí O fruto originário de uma palmeira que cresce nas várzeas do Rio Amazonas. pois visa a produção de frutos. o açai é uma frutinha arredondada e muito roxa. é rico em lipídios e vitamina E. fibras. Além de ter um sabor delicioso e refrescante. na mesma touceira.

um importante produto econômico. Inflorescência . Maranhão. algumas espécies são desprovidas de espinhos. Fruto .5 cm de diâmetro nos frutos sem caroço (partenocárpicos) a até 7 cm nos frutos normais.B. O diâmetro do caule varia de 15 a 30 cm e o comprimento dos entrenós de 2 a 30 cm. estão definitivamente integrados nos hábitos alimentares da área que cobre os estados do Acre. ovóides ou cônicoglobosos. Todo esse impulso que a cultura vem recebendo é motivado pelas boas perspectivas do mercado de palmito. tais como nutrição ou polinização deficiente. Hoje essa espécie encontra-se distribuída desde Honduras até a Bolívia. sendo comum encontrar exemplares com 5 perfilhos.K. de sabor muito apreciado. oleoso ou não.o ápice do estipe sustenta uma coroa de 15 a 25 folhas do tipo pinadas. amarelo.B. até São Luiz. estiagem. Amazonas. Aspectos Gerais A pupunha (Bactris Gasipaes H. Acre. principalmente no Sudeste.B. da família das palmáceas. Os entrenós apresentam numerosos espinhos rígidos e pretos ou marrom escuro. Rondônia e Roraima. tamanho e cor variáveis. constituindo diferentes variedades. a pupunheira está sendo plantada em praticamente todo o estado.a inflorescência monóica aparece nas axilas das folhas senescentes. e também ao longo da costa do Pacífico. Seus frutos. Rondônia e Mato Grosso.K.). Caule . formam o palmito. foi cultivada pelos ameríndios précolombianos na região neotropical úmida. Folhas . Característica importante desta planta é a sua capacidade de perfilhamento. no Maranhão.são frutos de forma. VARIEDADES Possibilidades comerciais e industriais da pupunha . Na região ainda predomina o consumo do fruto. localizadas no centro da coroa. Botânica/Descrição da Planta/ Variedades A pupunha (Bactris Gasipaes H. e ataque de insetos e doenças podem causar o aborto e contribuir para o baixo peso médio do cacho. atualmente. as vezes mais ou menos fibroso. empírica e instintivamente. hoje é possível encontrar populações de pupunheiras com características bastante diversas.).K. competição. mas a produção de palmito a partir de cultivos da pupunheira começa a se dinamizar. os cachos podem conter entre 50 e 1000 frutos.CULTURA DA PUPUNHA . da família das palmáceas. Mato Grosso. Pará. Após a polinização. As folhas tenras não expandidas. tendo a base mais ou menos aplanada. carnoso-amiláceo. cujos folíolos inseridos em diferentes ângulos. um melhoramento das características genéticas da pupunha através da seleção de plantas com frutos de bom tamanho ou sem espinhos na estipe (o que facilitava o manejo). A cultura também passa por intenso processo de disseminação fora da Amazônia. o tamanho varia de 1 a 1. Deste modo.Bactris Gasipaes H. Diversos fatores. espesso. com plantios em escalas consideráveis no Pará. cálice persistente. Amapá. Em São Paulo. porém. Ocorre na costa atlântica das Américas Central e do Sul. num processo semelhante ao que ocorreu com a seringueira anos atrás. quando maduros podem ter o epicarpo (casca) vermelho. quanto à forma podem ser globosos. Os ameríndios começaram a realizar. do sul da Costa Rica até o norte do Peru. o mesocarpo é amareloalaranjado.a pupunha é uma palmeira caespitose (multi-caule) que pode atingir até 20 m de altura. alaranjado ou totalmente verde.

e de outras palmáceas nativas da Mata Atlântica. sua importância como alimento e o seu potencial tecnológico têm sido incentivado através de pesquisas realizadas no Brasil. vigorosas e que tenham muitos perfilhos. . mas não passados. apresentando maior diâmetro do que o açaí. podem ser consumidos como palmito. podem eles gerar uma série de subprodutos após industrializados. suas folhas. sua raiz como vermicida. após cozimento em água e sal. seu estipe (tronco) como madeira para construção de casas. Depois do cozimento dos frutos pode ser obtida uma farinha seca. o cultivo da pupunheira. visando à produção de palmito. cresce melhor quando a chuva é abundante (1. milho e trigo. A germinação é de 50 a 60 % e ocorre em 30 a 100 dias. anteriormente abundantes. de alto valor para alimentação. estão quase dizimadas pela exploração predatória. até 800metros de altitude. Atualmente o palmito é extraído principalmente do açaí. As plantas assim escolhidas na lavoura são reservadas para a produção de sementes. Os caules secundários. similar às farinhas de mandioca. são comidos cozidos. o palmito é hoje produzido sobretudo a partir das grandes concentrações naturais de açaizeiros do estuário amazônico. arcos. Todo o processo para elaboração desses produtos é realizado de forma artesanal. com altas precipitações pluviais e solos pobres.000mm) e pode ser cultivada desde o nível do mar. O ponto ideal para colheita é quando eles começam a modificar a coloração de verde para amarela. A massa oriunda dos frutos também produz um sorvete muito saboroso. depois de caírem.A pupunheira pode ser aproveitada totalmente: sua palmeira é empregada em paisagismo. que perfilham e oferecem condições de corte no segundo ano de vida. os frutos de aparência inferior podem ser aproveitados na fabricação de ração para animais. Além do consumo direto dos frutos. em nível experimental. Nesse contexto surge. Existem na região Amazônica inúmeras plantações de pupunha sem espinhos. com palmito de excelente qualidade. Este produto pode ser consumido junto com outros alimentos e na elaboração de bolos e pizzas. Assim. Embora dando mostras de abrandamento nos últimos anos. teceduras de cestas e outros objetos. Gastam-se em media 17 quilos de sementes para formar mudas para o plantio de um hectare. fortificações. A maturação de seus frutos ocorre principalmente nos meses de dezembro a julho. seus frutos. pastelaria e outros alimentos à base de farinha. cereais que a região amazônica importa em grande quantidade. suas flores masculinas. de ocorrência na região norte. flechas. Floresce quase o ano inteiro. pode ser utilizado em panificação. porém com maior intensidade durante os meses de agosto a dezembro. Peru e Costa Rica. Solo e Clima A planta está adaptada a uma ampla faixa de condições ecológicas nos trópicos. sem uma escala industrial convencional. Na colheita. como tempero. o processo de exploração dos açaizais nativos tem usado os mesmos métodos que levaram à quase dizimação das palmáceas da Mata atlântica. na coberturas para habitações. motivo principal do cultivo praticado pelos índios. Além disso. Originária das regiões tropicais. Produção de mudas A produção de mudas é feita normalmente por meio de sementes. como alternativa complementar à exploração extrativista. estendendo-se ate 180 dias. Um quilo de sementes contem cerca de 500 sementes. arpões e varas de pescar. Colômbia. Estas últimas. os frutos devem estar maduros. é importante colher frutos de plantas matrizes sadias.900 á 6. Para obtenção de sementes. Atualmente.

cobertas com folhas de palmeira. Observações 1. Secar à sombra por 3 a 4 horas. ou semear direto no canteiro. A semeadura também pode ser feita em sulcos de 3 centímetros de profundidade distanciados de 5 centímetros entre si. Guardar em saco plástico duplo. friccionando as sementes com areia grossa. 0 tempo . contidos por paredes de tijolos. diminuir o tempo necessário para a germinação. Eliminar as sementes com defeitos (perfuradas ou com fungos) ou aquelas que boiarem. com isso. Neste caso. Sobre um terreno nivelado e em pleno sol. devendo o canteiro ser bem irrigado diariamente. No caso de lavoura irrigada. ou saco de dois quilos de capacidade. A primeira adubação pode ser feita vinte dias depois da repicagem. ripado ou sombrite. largura de 1 metro ou 1 metro e vinte e comprimento variável. As plantas daninhas devem ser controladas. trocando-se a água uma vez por dia. conforme a quantidade de mudas desejadas. para ventilação. A repicagem pode começar quando as mudas estiverem emitindo a segunda folha. Repicagem Usar saco plástico de 18 por 22 centímetros. Encher o seco com uma mistura contendo duas partes de terra. Depois de limpas. uma camada de serragem de 10 a 15 centímetros. espalhando-se. durante 2 a 5 minutos. quando é feito o plantio definitivo no campo. os canteiros podem ser construídos diretamente sobre o solo. As mudas devem ficar no viveiro à meia . uma parte de esterco e 12 quilos de superfosfato simples por mil litros da mistura. As mudas com espinhos devem ser eliminadas nesta fase. 2. as sementes são distribuídas nos sulcos com espaço mínimo entre elas e cobertas com a mesma mistura do leito. é recomendável que a semeadura da pupunha seja feita em canteiros elevados. utilizando-se de uma solução com uréia ( um copinho de café para 10 litros de água ). para evitar a fermentação. No fundo dessa caixa. usando-se uma mistura de areia e serragem em partes iguais.Preparo das sementes As sementes devem ser separadas da polpa e deixadas de molho em água limpa por 1 a 3 dias. uma abertura de 20 a 30 centímetros entre a superfície do leito e a cobertura de plástico. aumentar a temperatura ambiente e. tipo sanfona. com uma altura de 20 a 30 centímetros. as sementes são cobertas com 2 a 3 centímetros de serragem. assim. Semeadura Em regiões muito chuvosas. as sementes devem ser desinfetadas. Caso haja resíduos aderidos às sementes. constroi-se uma caixa de tijolos sem rejunte com altura de 40 centímetros. por cima desta. A semeadura é feita sobre a camada de serragem. 4 quilos de sementes por metro quadrado de canteiro. uniformemente. deixando-se. A aplicação pode ser repetida a cada 10 dias. Depois de distribuídas. o plantio definitivo poderá ser feito em qualquer época. Feita a semeadura. esses podem ser retirados facilmente. Em regiões pouco chuvosas e em terrenos de fácil drenagem.sombra. mergulhando-as em uma mistura com um litro de hipoclorito de sódio para 9 litros de água. cobre-se o canteiro com plástico transparente. Consegue-se. ate a chegada do período chuvoso. para plantio posterior. colocam-se uma camada de areia de 20 centímetros de altura e.

Mas o uso desse tipo de muda não é recomendável. Na Costa Rica. deve-se utilizar espaçamentos bem maiores. nas três dimensões. manejo e outras condições que a propriedade possa ter. recomenda-se o espaçamento 2 x 1 m (5000plantas/ha) ou 1. Para solos férteis ou bem adubados. os filhotes podem ser portadores de nematódeos e fungos. 5 x 5 m (400 plantas/ha). Produção de fruto Se o objetivo for a produção de frutos.manter a cultura livre de plantas daninhas. combatendo-se essa praga com os inseticidas usuais. . disposição da plantação. Plantio O tamanho das covas são 30 a 40 centímetros. que se espalhariam por diversos pontos do terreno quando transplantados. Espaçamentos Produção de palmito Os espaçamentos mais utilizados para produção de palmito dependem da topografia da área. Pragas e doenças A cultura deve ser protegida contra a ataque da saúva. aplicando-se calcário sempre que a saturação de bases for inferior a 50 %. Para lavouras mecanizadas. Devem ser feitas análises de solo a cada três anos. Um mês antes de as mudas irem para o campo. de forma a elevar o pH para 5. uma vez que a pupunha atinge até 20 m de altura. produtividade e qualidade da produção.5 m. sugere-se suspender temporariamente a adubação nitrogenada. pois a pupunheira paralisa o seu crescimento no período seco.0 x 1. recomenda. Calagem e Adubação Os estudos sobre nutrição da pupunheira ainda não estão totalmente concluídos. Alem de sua dificuldade em lançar raízes para se desenvolver. recomenda-se o 3 x 1 m. O replantio deve ser feito 3 meses após o plantio.5 x 1. tipo de mecanização. para adaptação das plantas ao sol.se 2. mas pode-se recomendar uma calagem na área toda. diminuir a irrigação e manter maior ventilação entre as mudas.0 a 5. No caso de incidência de helmintosporiose nas folhas. As mudas devem ser regadas diariamente. roçagem ou herbicidas. Em solo pobre ou não adubado. Controle de ervas daninhas .da muda no viveiro é de seis a sete meses. A abertura de sulcos nas linhas de plantio. O controle da lagartas e doenças que atacam as folhas torna-se problemático em seu aspecto legal. fertilidade do solo. onde serão marcadas as covas. 6 x 6 m (278 plantas/ha) ou plantar em fileiras duplas de 4 x 4 x 8 m (416 plantas/ha).5 e a saturação de bases para 60%. facilita a operação de adubação e plantio. Para solos férteis ou bem adubados. recomenda-se para solos pobres. a sombra devera ser retirada gradualmente.5 m (3330 plantas/ha). Os defensivos experimentalmente eficientes não estão registrados para uso na cultura. Irrigação É uma operação necessária quando se objetiva precocidade. com o uso de cobertura morta. Observação Os filhotes produzidos pela pupunheira também poderiam ser aproveitados para o plantio.

nota-se freqüentemente o formato cônico tanto do estipe quanto do palmito. O intervalo entre a colheita do palmito e o seu processamento deve ser o mais curto possível. Manejo de Perfilhos Não se recomenda manejo de perfilhos em função da falta de informações sobre o assunto. pois os perfilhos apresentam-se com o formato mais cilíndrico. O primeiro corte é o menos produtivo. recomenda-se que. deixando-se as duas últimas bainhas. Primeiramente efetua-se um corte abaixo da terceira folha aberta. Colheita O clima. a colheita ocorre entre 18 e 36 meses após o plantio em campo. A colheita deve ser feita por pessoal treinado. Quando o objetivo é a produção de frutos ou sementes. medido a 80 cm do solo. De acordo com o diâmetro desejado para o palmito. cortando-se eventualmente alguns estipes em excesso e utilizando-os para produção de palmito. Estipes mais grossos normalmente possuem palmitos também mais grossos. Descasca-se então o palmito. A produtividade esperada é de 1500 a 1700 kg de palmito inteiro/ha e 2500 kg de picadinho e rodelas/ha. não havendo necessidade de desbaste de perfilhos. mas não causam problema quando utilizam-se embalagens destinadas à comercialização no atacado ou quando o palmito for cortado em rodelas ou picadinho. Acredita-se que cada planta estabelece sua própria dinâmica de crescimento. Os toletes devem ser arrumados em feixes e levados à fábrica.Adubação de Plantio Caso haja disponibilidade. Por ocasião do primeiro corte. Em seguida. adubação e espaçamento irão determinar o início da colheita do palmito de pupunha. parcelar apenas a uréia e o cloreto de potássio. exigência de mão-de-obra habilitada (para não danificar a planta) e transmissão de doenças. recomenda-se dividir as doses em três vezes. o manejo de perfilhos não é feito. pode-se utilizar esterco de curral curtido (5 a 20 t/ha ou 5 a 10 kg/cova). Se optar por adubos simples. o que garante palmitos com o diâmetro ideal (2. mede-se 70 cm abaixo do ponto cortado. o que dificulta o envasamento do palmito inteiro em vidros pequenos. seco e arejado. Essa ocorrência é normal e tende a desaparecer com os cortes subseqüentes. . Deixa-se a planta crescer sem desbaste. sendo o armazenamento feito em local fresco. e caso resolva-se pelo desbaste. contando-se de cima para baixo e retirando-se a copa da pupunheira. Entretanto. obtendo-se o tolete. efetua-se de 1 a 3 cortes/planta/ano. Utilizando adubos formulados. visando principalmente a não danificar os perfilhos e a aumentar o rendimento. o excesso de perfilhos (mais que 8) pode prejudicar o desenvolvimento da planta-mãe. A adubação química é feita em função da fertilidade do solo. secionando-se pela segunda vez. eliminem-se os mais fracos. por ocasião da colheita da planta-mãe. deformados e mal localizados deixando-se 4 a 6 perfilhos. De uma maneira geral. fertilidade do solo. compostos ou tortas. Estarão prontas para serem colhidas as plantas que possuírem diâmetro entre 7 e 9 cm. O superfosfato simples deve ser aplicado de uma só vez no plantio.5 cm). com mais de 25 a 30 cm de altura e bem distribuídos na touceira.

galo". BACABA (Oenocarpus bacaba Mart) Família: Arecaceae Nome comum: Bacaba. http://www. A produção inicia após os seis anos de idade. estirpe liso. o diâmetro de corte será alcançado quando a haste do perfilho a ser colhido tiver de 180 a 210 cm de altura.O resíduo do corte deve.br/ Acesso em 23/04/2008. ficam mais vermelhas e formam cachos parecidos com "rabo-de. Tocantins e Mato Grosso. Nos cortes subseqüentes.gov. É uma palmeira monocaule de porte alto.htm Acesso 22/04/2008. Fruto: É pequeno e arredondado. muito semelhante ao vinho do açaí. As folhas são usadas pela populaçao do interior como cobertura de moradias. e em nossas condições e para o tipo de palmito de maior aceitação (acima de 2. Dele se faz um vinho de sabor agradável. Possui como habitat a mata virgem alta de terra firme. depois. bacaba verdadeira (Brasil) A bacaba é uma palmeira nativa da Amazônia.ufla. Característica: Altura .br/radar/CULTIVO%20DA%20PUPUNHEIRA.verdadeira. têm coloração entre branca e amarela.viga e cabo de ferramentas. enquanto o tronco serve como esteio. corta-se um palmito na mesma touceira a cada 8 meses. BACABA–DE–LEQUE Origem: Região Amazônica – É mais encontrada no Maranhão. http://www. uma palmeira. tem coloração roxo-escura e a sua polpa é comestível.0 gramas. Os cachos pesam normalmente 6 a 8 quilos. http://www. Em condições normais. Flores: Quando jovens. leitoso. subglobosa quando adulto podendo atingir até 3. permanecer no próprio local. A colheita deve ser escalonada com base no diâmetro da planta (entre 10 e 14 cm. As amêndoas e os restos de macerado da polpa são utilizados na alimentação de suinos e aves.com. quando a planta está com 3 m a 4 m de altura. A polpa do fruto é utilizada no preparo do "vinho de bacaba". bacaba-açu. com maior freqüência no Amazonas e Pará.editora. Esse material irá se decompor naturalmente. http://www. O fruto é uma drupe subalongado quando jovem. bacaba. cobrindo o solo das entrelinhas. Folhas: Podem chegar a medir 5 metros de comprimento. Pode atingir até 20 metros de altura e 20 a 25 cm de diâmetro. protegendo o solo do sol e chuva diretos e devolvendo os nutrientes para os perfilhos. contendo uma semente. plantas em primeiro corte alcançam esse diâmetro quando a haste principal está entre 160 a 180 cm.pdf Acesso em 23/04/2008.todafruta. bacaba-açu.emater-rondonia.br/Pupunha.com. Distribui-se por toda Bacia Amazônica.pdf Acesso em 23/04/2008.br/BolExtensao/pdfBE/bol_29. A periodicidade de colheita por planta é variável.A árvore. inclusive em . Outros nomes: Bacaba. podendo ocorrer acima de 20 quilos.5 cm de diâmetro). apresentando crescimento lento. pode atingir até 20 metros. de preferência. A propagação é feita por sementes que germinam entre 60 e 120 dias.ceplac. a 50 cm de altura).

htm#Aspectos%20Gerais. Manual de fitopatologia/editado por Hiroshi Kimari . mistura esse vinho a farinhas diversas e produz uma espécie de papa.br/ Acesso em 23/04/2008.termos nutricionais (ver matéria já publicada – Açaí). Abacaxi: manejo cultural e mercado / Getúlio Augusto Pinto da. .ba. Polpa: Tem coloração branco-amarelada e produz um óleo comestível adocicado. Fortaleza: Instituto Frutal.. Marin. São José. Irrigação e Reforma Agrária – SAGRI-BA.seagri. Disponível em: http://www. Cultivo e mercado da graviola / Abel Rebouças São José.todafruta. de uso culinário e equivale a cerca de 25% do conteúdo da polpa. Getúlio Augusto Pinto da.seagri. Mamão Papaya: produção. Sérgio Lúcio David. 2003.br/abacate. Acesso em 10/04/2008.3. Cultura – Abacate. 36 p. Acesso em 10/04/2008.com.htm#Aspectos%20Gerais.br/Abacaxi.br/manga. Cultura – Manga.br/maracuja. Disponível em: http://www.ba. São Paulo: Agronômica Ceres. Secretaria de Agricultura.gov. Cultura – Abacaxi.ba. – Fortaleza: Instituto Frutal.htm#Aspectos%20Gerais. 1995. [et al]. 82 p. CUNHA. Cultura – Maracujá. Acesso em 10/04/2008. Secretaria de Agricultura. Irrigação e Reforma Agrária – SAGRI-BA. 127 p. Secretaria de Agricultura.seagri.gov. com muita criatividade. A população. 2004. Acesso em 10/04/2008.seagri.1997. Disponível em: http://www. 2v.: il. 2003..gov. Disponível em: http://www. ed.ba. pós-colheita e mercado / Sérgio Lúcio David Marin – Fortaleza: Instituto Frutal. Secretaria de Agricultura. Abel. .gov. ou então fazem suco ou refresco.htm#Aspectos%20Gerais. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA REBOUÇAS. http://www. Irrigação e Reforma Agrária – SAGRI-BA. Irrigação e Reforma Agrária – SAGRI-BA.

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