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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC

DIEGO LEIVAS DOS SANTOS

CONTROLE DE AQUISIÇÃO E PROCESSAMENTO DE DADOS EXPERIMENTAIS

Santo André 2013

DIEGO LEIVAS DOS SANTOS

CONTROLE DE AQUISIÇÃO E PROCESSAMENTO DE DADOS EXPERIMENTAIS

Projeto de Pesquisa apresentado à Prof. Dra. Iseli Lourenço Nantes, como requisito para obtenção de nota parcial da disciplina de BC0002 – Projeto Dirigido.

Orientador: Antonio Alvaro Ranha Neves. Co-orientador: André Sarto Polo.

Santo André 2013

irão complementar o desenvolvimento experimental dessas duas linhas de pesquisa. onde haverá disponibilidade de computadores e software para a execução do projeto. O projeto terá como base o programa LabVIEW (National Instruments).RESUMO Atualmente células solares sensibilizadas por corantes é um campo de pesquisa de muito interesse. consumo de energia e o tempo de execução da atividade. mão de obra. LabVIEW. Esse projeto será realizado no Laboratório de Processos de Transformações II e no Laboratório de Espectroscopias Ópticas e Eletrônicas. células solares. Já a ferramenta de pinças ópticas vem sendo aplicada em pesquisas de fronteira da biotecnologia e nanotecnologia. serão desenvolvidos manuais explicativos que junto com os programas. instrumentação. . O desenvolvimento dessa pesquisa permitirá acesso a técnicas modernas de caracterização de células orgânicas e de micromanipulação óptica. pinças ópticas. Além disso. Palavras-Chave: Automação. suprindo as deficiências das células inorgânicas e fornecendo uma fonte de conversão de energia adicional dada a crescente demanda. reduzindo insumos. cuja linguagem computacional foi desenvolvida para o rápido emprego em soluções de comunicações e de automação entre instrumentos.

..................................................................................... 19 ........................... JUSTIFICATIVA ........... METODOLOGIA .................................................................................. 18 6................................................................................................................................... 13 3......................................................................................... 08 2...................... 14 4.. INTRODUÇÃO .............................................................................1 Curvas de corrente versus potencial de fotocélulas (IV) ........................................... OBJETIVO ................ 19 REFERÊNCIAS ................................................................... 05 1.........................................................................................................................2 Eficiência de conversão de fótons incidentes em corrente (IPCE) ......................................1 Fotovoltaicos orgânicos ........................................................ 14 4...................................... RECURSOS PARA MATERIAL DE CONSUMO E PERMANENTES ............... 16 4........................ 14 4....................................... 17 5............................... 18 CRONOGRAMA .....SUMÁRIO RESUMO .......... PLANO DE TRABALHO .................................. 05 1...............................4 Calibração da força em um sistema de pinças ópticas .................................................................................................................................. 16 4............................................ 03 1....................2 Pinças Ópticas .............................3 Controle de posicionamento de um ou mais feixes de pinça óptica .................

Cada um dos experimentos bem distintos envolve diferentes instrumentos e complexidade do desenvolvimento do software. 1. O desenvolvimento do sistema de controle que gerencia todos os equipamentos e adquire os dados será feito baseado nas necessidades de um usuário padrão cuja interface gráfica ira fornecer todos os parâmetros e variáveis experimentais disponíveis. que vidros coloridos sejam substituídos por células solares sensibilizadas por corantes. representada esquematicamente na Figura 1. As próximas duas seções irão introduzir estas duas áreas de interesse. INTRODUÇÃO Um sistema de teste automatizado típico com vários instrumentos conecta instrumentos de bancada tradicionais a um PC para aumentar a eficiência e tornar mais fácil para analisar dados e gerar relatórios. mão de obra. converter a luz em eletricidade.1 Fotovoltaicos orgânicos As células solares sensibilizadas por corantes (Dye-Sensitized Solar Cells – DSSCs) foram apresentadas por M. para depois explicitar os objetivos e métodos. Para criar um sistema de automação e controle que reduz insumos. Os instrumentos de bancada em questão estão localizados em dois laboratórios. Este 5 . Esta nova célula solar possui uma construção totalmente diferente de seus componentes e é baseada em princípios químicos para promover a separação de carga e. Estas características permitem. o que pode resultar em fachadas envidraçadas de edifícios que sejam capazes de gerar energia! Esta célula solar. no Laboratório de Processos de Transformações II. A comunicação entre o PC e a instrumentação de fornecedores variados será via GPIB ou USB/serial. Uma das grandes vantagens e diferencial destas células solares em relação às convencionais de junção p-n é a possibilidade de transparência e de funcionar mesmo em dias nublados ou com baixos ângulos de incidência luminosa. por exemplo. como grafite ou platina. O’Reagan no início dos anos 90 como uma nova abordagem para a conversão de luz solar em elétrica [1]. os experimentos relacionados a pinças ópticas. os experimentos relacionados a células solares orgânicas. é constituída por um vidro condutor coberto por uma fina camada de catalisador. e no Laboratório de Espectroscopias Ópticas e Eletrônicas. portanto.1. consumo de energia e o tempo de inatividade vamos utilizar o software LabVIEW (National Instruments) do qual a Universidade Federal do ABC já tem licença de uso. Grätzel e B.

ele torna-se oxidado e deve ser rapidamente regenerado visando diminuir o processo de degradação térmica. Para que o corante seja rapidamente regenerado existe o mediador. denominado fotoanodo é constituído por outro vidro condutor. Após o corante injetar o elétron na banda de condução do TiO2.em nitrilas. O processo de conversão de energia solar em elétrica inicia-se com a absorção de luz no fotoanodo pelo corante sensibilizador. normalmente constituída pelo par redox I3-/I. Representação esquemática de uma célula solar sensibilizada por corantes. não absorve a luz visível. O corante sensibilizador é a espécie responsável pela captação da luz solar. O TiO2 por ser uma substância branca. Este processo de sensibilização do TiO2 à luz visível é a chave para a conversão da energia luminosa em elétrica. sobre o qual é depositada uma camada micrométrica de semicondutor. TiO2. que é preparado em concentrações adequadas de um determinado par redox de maneira que a sua espécie reduzida 6 . O elétron injetado na banda de condução do TiO2 percola pelo filme até atingir a superfície do vidro condutor e ser levado ao circuito externo. O outro eletrodo. nanocristalino e mesoporoso. Figura 1. uma vez que possui intensa absorção de luz nesta região. logo é necessário que ele tenha uma monocamada de corante sensibilizador. normalmente o óxido de titânio (IV). levado ao seu estado excitado que possui energia suficiente para injetar elétron na banda de condução do TiO2.eletrodo é denominado contra-eletrodo. Entre o contra-eletrodo e o fotoanodo é colocada uma solução mediadora.

a espécie do par redox que foi oxidada difunde-se até o contra-eletrodo para que sua regeneração também ocorra. Estes valores determinam o valor máximo de densidade de corrente e de potencial que a célula pode atingir. Representação esquemática de uma curva IV. que é dada pela razão entre a potência elétrica gerada e a potencia de irradiação aplicada.rapidamente regenere o corante oxidado. Figura 2. A partir da potencia máxima pode-se determinar a eficiência da célula solar. 7 . registrando-se o valor de corrente a cada potencial. e existe um valor máximo que é determinado potencia máxima. JSC. Por sua vez. O primeiro é a curva de corrente versus potencial e o segundo é o espectro de ação de fotocorrente. A multiplicação de cada potencial pela respectiva densidade de corrente permite que seja determinada a potencia elétrica gerada a cada potencial aplicado. A avaliação do desempenho destas células solares é feita por dois experimentos. Parâmetros elétricos de desempenho importantes são determinados nestas curvas. As curvas de corrente versus potencial (IV) mostram o comportamento elétrico da célula quando exposta à luz solar simulada. Imediatamente pode-se determinar o valor de densidade de corrente de curto circuito. Figura 2. Desta maneira as células solares sensibilizadas por corantes são totalmente regenerativas e tem a vida útil estimada em 20 anos [2]. sendo esta reação acelerada pela presença do catalisador na superfície do contra eletrodo. e o potencial de circuito aberto. VOC. Cada um destes experimentos tem uma função específica no desenvolvimento das DSSCs [3].

(2) LHE = Eficiência de coleta de luz. veio a primeira observação experimental do aprisionamento óptico em microesferas dielétricas por Arthur Ashkin [4]. a física da pinça óptica e as novas técnicas de aprisionamento e manipulação. o poder computacional para aplicação de modelos matemáticos nas interações propiciou o desenvolvimento de uma grande quantidade de realizações teóricas. temas deste estudo. sensores CCD/CMOS. Contemporaneamente. O aprisionamento óptico contribuiu para estudos 8 .2 Pinças Ópticas Utilizadas em aplicações na microfluídica e em estudos das interações DNA-fármacos. cristais líquidos. atuadores piezoeléctricos. Desde então o campo cresceu acompanhando os recentes avanços tecnológicos em fontes de laser. pois mostra quais as regiões espectrais devem ser melhoradas. determinado pela equação (2). Macroscopicamente o valor de IPCE é determinado pela equação (1).Já o segundo experimento. Φel = Rendimento quântico de injeção de elétron ηEC = Eficiência de coleta de elétrons no circuito externo. Após a demonstração do primeiro laser funcional em 1960. esta relação é extremamente importante no desenvolvimento de novos corantes sensibilizadores. fotodetectores. o espectro de ação de fotocorrente relaciona a eficiência de conversão de fótons incidentes em corrente (IPCE) com o respectivo comprimento de onda. 1. são áreas de pesquisa dinâmicas. Pirr = Potência de irradiação λ = Comprimento de onda A determinação do IPCE parâmetro permite acessar parâmetros quânticos importantes como o rendimento quântico de injeção de elétrons. (1) JSC = Densidade de fotocorrente de curto-circuito.

resulta na mudança de uma fração do momento linear (e/ou momento angular) da luz incidente e pode assim transmitir forças (e/ou torques) sobre a matéria. As forças ópticas geradas são classificadas em:   forças de espalhamento. que por aproximação de primeira ordem pode ser 9 . física atômica. biofísica. Nesta configuração. A luz espalhada por um material transparente seja por reflexão. puxando o objeto para o gradiente espacial de intensidade da luz. Nesta região focal forma-se um poço de potencial gerado pela luz para uma partícula dielétrica. o feixe de laser incidente é focalizado usando uma objetiva de microscópio com alta abertura numérica. Figura 3. A mudança no momento do feixe focalizado devido ao espalhamento de uma esfera dielétrica em seu foco requer. O principio físico da armadilha óptica reside no fato de que a luz carrega consigo momento linear e angular. refracção ou de difração. pela conservação do momento linear. uma mudança no momento de intensidade igual e em sentido contrário. ciências biológicas e químicas. forças de gradiente. minimizando assim os raios ao longo do eixo óptico que de outra forma empurrariam o objeto em vez de capturá-lo (Figura 1). para medições de alta resolução de posição e força é a pinça óptica (optical tweezers) [5].experimentais nas áreas de espalhamento de luz. empurrando o objeto ao longo da direção de propagação da luz. A configuração da armadilha óptica mais conhecida. Ilustração do principio de funcionamento de uma pinça óptica.

Quando forças ópticas de gradiente forem superiores às de espalhamento. produzindo uma ligeira deflexão do laser. sendo considerada não invasiva e estéril [6. é possível detectar movimentos sub-nanométricos na escala de tempo de poucos microssegundos. Back Focal Plane interferometry (BFP) [9]. linearidade e velocidade em todas as três dimensões. o objeto irá espalhar a luz. que geraria um sinal no detector proporcional à distancia percorrida pela partícula. Os detectores são sensíveis à mínima assimetria no padrão de interferência.8]. o objeto preso é forçado a seguir o mesmo caminho. Movimentos ao longo do eixo óptico da partícula presa também alteram o padrão de interferência. produz um padrão de interferência simétrico e um sinal nulo no detector. Em geral. Por outro lado. Isto permite o rastreamento em 3D da posição ou da força sobre a partícula com precisão sub-nanométrica ou sub-piconewton e com uma frequência de aquisição de MHz. o objeto é atraído para a região de maior intensidade formada pela luz focalizada e pode ser preso de maneira estável nesta posição em todas as três dimensões. 10 . uma microesfera pinçada é utilizada como uma sonda para detectar pequenos deslocamentos ou forças que agem sobre ela.considerado como um potencial harmônico (constante elástica linear). A interferência é medida com um fotodiodo a quadrante posicionado em um plano conjugado ao do BFP do condensador. Existem vários métodos para medir a posição de uma partícula presa. Uma microesfera presa. Sempre que a microesfera é puxada para longe do foco do laser por uma força externa. Com o deslocamento do laser no espaço. A limitação do método reside apenas no ruído eletrônico do detector e nos ruídos acústicos externos. Enfim a possibilidade de interagir sem contato mecânico preserva a natureza da amostra e por este motivo a técnica é valorizada. Com esta técnica. a imagem do BFP do condensador é projetada em um fotodiodo a quadrante. em sua posição de equilíbrio. (ou da objetiva do microscópio em uma configuração de retroespalhamento).7. mas a técnica. Esta técnica baseia-se na interferência entre a luz espalhada pela esfera aprisionada e a não espalhada. o deslocamento da posição de equilíbrio da microesfera teria um perfil de interferência assimétrica. resultando em mudanças na intensidade total no detector (Figura 2). para medir a posição tridimensional em relação à sua posição de equilíbrio. tornou-se padrão devido à sua sensibilidade. A capacidade de detectar movimentos de um objeto pinçado define a resolução espacial do instrumento enquanto a resolução temporal é determinada pelo tempo de aquisição dos dados.

cujo sinal é registrado em um fotodetector a quadrante. Portanto. (3) onde é o deslocamento vetorial da partícula aprisionada. tamanho da 11 . ou seja. que utiliza o arraste de Stokes. Esta parte da instrumentação ainda não esta disponível no laboratório. uma armadilha óptica comporta-se como uma mola de Hooke com uma constante elástica k (equação 3). Ilustração do sistema de detecção de deslocamento. mas podemos mesmo assim medir posição e força utilizando uma técnica predecessora.Figura 4. Quando a constante elástica for conhecida. para a aquisição dos dados. aprisionando uma microesfera (em azul) e cuja luz espalhada incide em um fotodiodo a quadrante (na parte superior). Uma partícula em uma pinça óptica experimenta uma força restauradora. a força pode ser determinada de acordo. abertura numérica da objetiva. Um deslocamento pequeno do equilíbrio corresponde a uma inclinação no feixe espalhado. com o feixe focalizado saindo da objetiva (abaixo). Esta constante elástica depende de um numero de parâmetros como a potencia do laser. serão necessários um fotodetector a quadrante e uma placa de aquisição de dados. sendo o valor da força proporcional ao deslocamento.

A força onde isto ocorre é denominada “força de escape”. e seu índice de refração [10]. Porem o calculo da força hidrodinâmica para uma microesfera não é um processo tão simples devido a influencia que as bordas exercem sobre a 12 . Para realizar a calibração através do método do arraste de Stokes.partícula. a micro esfera não ficará mais na armadilha. A constante elástica da armadilha é determinada. Figura 5. Quando a força de arraste exceder a máxima força óptica. é dada pela equação (4). aplicamos uma força de arraste do fluído na microesfera presa opticamente. portanto. através do deslocamento do porta amostra a uma velocidade constante ou deslocando o feixe da armadilha. a força hidrodinâmica que age em uma microesfera de raio r. Para um fluido de viscosidade . que aumenta linearmente e pode ser medida utilizando fluxos cada vez maiores. fluindo a uma velocidade v. (4) Regulando o fluxo do fluído. Valores típicos de constantes elástica variam de 1 pN/nm até 5 pN/μm. Ilustração da pinça como um sistema de Hooke. uma série de forças resultando em um deslocamento podem ser aplicadas que pode ser medido opticamente por uma câmera CCD acoplada ao microscópio. pela inclinação da reta versus . mas irá se mover junto com o fluxo. submetida a uma velocidade constante.

medição das propriedades viscoelásticas de biopolímeros. JUSTIFICATIVA A automação para controle de aquisição e processamento de dados experimentais aumenta a eficiência e dinâmica da pesquisa. refletindo a periodicidade dos dímeros da tubulina ao longo do protofilamento [15. há uma enorme diferença de tempo entre os dois métodos para um mesmo resultado. e está em uma faixa ideal para estudar proteínas motoras (≈poucos pN). aproximadamente 3. tais como os motores moleculares. pois apesar de ser possível fazê-lo manualmente. micro-reologia [13]. Usando a técnica de pinças ópticas. como por exemplo. Enfim. 13 . centralizando os comandos dos vários instrumentos utilizados numa bancada em um único software. A partir da automação. melhor análise. Estes estudos confirmaram que a cinesina produz movimentos bruscos enquanto viaja ao longo do microtúbulo. o controle da aquisição de dados de forma automatizada possibilita maior eficiência. e estudos da motilidade celular. estudo interações proteína-proteína (≈ algumas dezenas de pN).4 Å em comprimento que se move ao longo de uma molécula de DNA [17].viscosidade efetiva do liquido no qual ela esta presente e a simetria do problema. mas certamente são capazes de quebrar uma estrutura em dupla hélice do DNA. a automação desses processos experimentais facilita a análise dos resultados obtidos. As pinças também se tornaram uma ferramenta poderosa na área das ciências biológicas. menor consumo de energia e mão de obra. A pinça óptica também permitiu a medição dos passos do par de bases da RNA polimerase (RNAP). A menor força comutável medida usando uma pinça óptica ultra fraca. também capaz de gerar um relatório ao final do experimento. resultou em uma força cerca de 25 fN. onde são utilizadas na investigação de citoesqueletos. 2. diminui-se o tempo de inatividade. que alcançam resolução abaixo de 8 nm. as forças exercidas por pinças ópticas são pequenas e não podem ser utilizadas para quebrar uma ligação covalente (≈ 1 μN). Essa alteração da viscosidade pode ser compensada trabalhando a uma distancia muito maior que a dimensão da microesfera [11]. Vale a pena mencionar algumas experiências notáveis sobre moléculas individuais. maior qualidade e confiabilidade. a plotagem de um gráfico em tempo real. desde a triagem óptica [12]. e termodinâmica fora do equilíbrio [14].16]. resultante de um feixe de laser 11 mW em uma esfera de látex de meio mícron [18]. Além disso. Ou seja. pesquisadores têm alcançado grandes feitos.

OBJETIVOS Os objetivos tangíveis deste projeto de iniciação científica são:     contribuir para o desenvolvimento do pensamento científico e iniciação à pesquisa do estudante.1 Curvas de corrente versus potencial de fotocélulas (IV) O procedimento adotado para a captação dos dados de tensão e corrente das células fotovoltaicas para o seu cálculo de eficiência e plotagem de sua curva IV característica. No Laboratório de Processos de Transformações II objetiva-se controlar a aquisição de corrente versus potencial de fotocélulas e calcular a eficiência de conversão de fótons incidentes em corrente. Já no Laboratório de Espectroscopia Óptica e Eletrônica espera-se desenvolver programas de controle do posicionamento e da calibração de pinças ópticas 4. contribuir na direção de formação de recursos humanos envolvidos na pesquisa interdisciplinar. medir o valor da corrente fornecido pela mesma. Esta fonte permite variar a tensão aplicada na célula fotovoltaica e. METODOLOGIA Todo o desenvolvimento de software será feito com a ferramenta LabVIEW. consiste num programa para automação de uma fonte SourceMeter de Keithley (Modelo 2410). desenvolver os seguintes programa de controle LabVIEW para a automação dos experimentos: o curvas de corrente versus potencial de fotocélulas (IV). o calibração da força em um sistema de pinças ópticas. o eficiência de conversão de fótons incidentes em corrente (IPCE). simultaneamente. o controle de posicionamento de um ou mais feixes de pinça óptica.  publicar no mínimo um trabalho cientifico com os resultados do experimento com a aplicação da automação descrita neste plano.3. 4. desenvolver a criatividade e a aprendizagem de metodologias científicas pelo estudante. apos ser iluminada por uma fonte solar 14 .

Aplicação de uma tensão de 0 Volts para determinar a corrente máxima. Minimizar erros aleatórios. Interface de usuário do programa para a curva IV em desenvolvimento neste projeto 15 . informado previamente pelo usuário. As etapas deste programa são:       Abertura da porta de comunicação GPIB para interação com a fonte Keithley. Cálculo da eficiência da célula fotovoltaica testada. Aplicação de uma corrente de 0 Ampère para determinar a tensão máxima. desta forma definido um valor médio e seu desvio padrão.padrão.    Plotagem dos gráficos de corrente em função da tensão e de potência em função da tensão. através da aquisição de múltiplas medidas (entre 2 e 100) efetuadas para cada ponto. Escolha dos terminais conectados (frontais ou traseiros) que liga a fonte com a fotocélula. Exportação dos dados adquiridos para uma planilha do Excel. Figura 6. Interação para obtenção de dados de forma regular em um dado um intervalo de tempo e de tensão informados previamente pelo usuário. A comunicação de dados entre o computador e a fonte é feita através de uma porta GPIB (General Purpose Interface Bus).

2 Eficiência de conversão de fótons incidentes em corrente (IPCE) O procedimento para o programa seguinte de eficiência de conversão de fótons incidentes em corrente (IPCE) será similar ao anterior. O monocromador deve ter sua grade de difração controlada pelo programa.20]. da UFABC já conta com um kit de pinça óptica (Thorlabs. Figura 7. O kit é composto por:       uma construção de microscópio invertido. Para cada comprimento de onda. e consequentemente. Este kit pode ser estendido para medir força com precisão com um modulo adicional. um estágio de posicionamento piezoeléctrico nos 3 eixos da amostra.3 Controle de posicionamento de um ou mais feixes de pinça óptica A estrutura presente no Laboratório de Espectroscopia Óptica e Eletrônica. sem movimentos mecânicos de espelhos ou lentes. Hoje tem-se controle de posicionamento. como: lentidão do movimento ou um limiar de velocidade para a movimentação.4. um conjunto de espelhos galvanômetricos para o posicionamento da pinça. Este controle mecânico leva a uma série de desvantagens. um laser DFB acoplado a fibra à 975 nm com temperatura estabilizada (330mW de potencia máxima). Há outros modelos anteriores como naqueles desenvolvidos pelo orientador durante seu doutorado (Unicamp) e pós-doutorado (Itália). do qual neste projeto iremos calibrar utilizando o arraste de Stokes. pode ser realizado com osciladores acusto16 . Uma grande vantagem do controle do posicionamento da pinça no espaço com este kit em particular é na utilização de espelhos galvanométricos. 4. esta incidira parte em um detector de potencia de precisão (comunicação através da porta serial). aonde o posicionamento dependia de movimentos mecânicos de lentes e espelhos [19. e disponibilidade de computadores e software para a execução do projeto. da luz que sai do monocromador. ruído introduzido no sistema de detecção devido à movimentação das peças ópticas. uma objetiva Nikon 100x de imersão a óleo. OTKB/M). pouca reprodutibilidade devido a efeitos do tipo backlash. durante o intervalo de varredura definida pelo usuário. uma câmera CCD com interface USB. e o restante em uma fotocélula a ser investigada. com a complexidade adicional do controle de um monocromador e de um detector de potência Newport 841-USB calibrado.

Isto requer receber a imagem vídeo através da CCD. o controle dos espelhos galvanométricos permite ter múltiplas armadilhas simplesmente multiplexando o feixe de laser. espelhos galvanométricos ou com a tecnologia holográfica. com cada uma das armadilhas individuais podendo ser posicionada de forma independente. estágios de translação piezoelétrico e câmera de aquisição. e de manipular a posição da pinça através de um conjunto de tensões nos espelhos galvanométricos. e que de outra forma seria impossível de controlar o posicionamento da pinça com precisão sub micrométrica. Para isto 17 . Ilustração da instrumentação principal. 4. Em seguida realizar o primeiro programa que posiciona a pinça em qualquer localização definida pelo usuário no campo de visão da câmera CCD. faz-se necessário um programa de calibração da força óptica para podemos quantificar a força exercida pelo laser em uma determinada amostra.ópticos. Desta forma teríamos o controle da pinça para os usuários que não precisam conhecer o funcionamento e as particularidades dos espelhos galvanométricos. Figura 7. o kit de pinça óptica da Thorlabs. Inicia-se esta parte do proketo com uma aprendizagem de espelhos galvanométrico. Além da alta reprodutibilidade e precisão.4 Calibração das força em um sistema de pinças ópticas Nesta etapa.

1º Aprendizagem e familiarização com os programas computacionais e instrumentação cientifica a serem realizados no Laboratório de Processos de Transformações II (LPT2).Aprendizagem e familiarização com os programas computacionais e instrumentação cientifica a serem realizados no Laboratório de Espectroscopias Ópticas e Eletrônicas (LEOE). Para cada velocidade as imagens da CCD devem ser processadas para determinar a localização precisa do centro da esfera. Segue abaixo um diagrama do cronograma previsto onde os objetivos deste projeto foram divididos em metas específicas. permitindo assim futuras investigações de amostras biológicas. que deverá ser feito ao longo do eixo de interesse. 2º . inclusive a licença do software LabVIEW.Desenvolvimento dos programas de controle de execução dos experimentos Curva IV e IPCE.vamos utilizar o arraste de Stokes de uma microesfera de poliestireno. O estágio deve mover uma distância determinada com uma velocidade definida em um certo intervalo pelo usuário.2. PLANO DE TRABALHO O desenvolvimento do projeto será de uma forma constante com aumento de atividades durante os recessos acadêmicos e com retardamento dos trabalhos em épocas de provas e fechamento de semestre. Com estes dados podemos por fim determinar a constante elástica calibrada da pinça. Pretende-se orientar e instruir o aluno de iniciação cientifica nas técnicas de automação utilizando a plataforma LabVIEW. 4º . 5. A instrumentação adicional que requer comunicação com o PC é o do estágio de translação da amostra. como descrito na seção 1. 18 .Desenvolvimento dos programas de controle do posicionamento e da calibração de Pinças Ópticas. Este projeto foi idealizado para ser realizado em um período de um ano. RECURSOS PARA MATERIAL DE CONSUMO E PERMANENTES Todo o material de apoio à realização do projeto já foram adquiridos e estão disponíveis para uso nos Laboratórios de Processos e Transformações II e de Espectroscopias Ópticas e Eletrônicas. 3º . 6.

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