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FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR PROCON - SÃO PAULO CONCURSO PÚBLICO Nº 01/2013

Analista de Tecnologia da Informação e Comunicação I 11 vagas - Remuneração: R$ 4.319,67

Inscrições: de 15/05/2013 a 18/06/2013 Data Prevista para Prova Objetiva: 28/07/2013 às 14h (maiores informações: www.vunesp.com.br)

ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO I

1. ATRIBUIÇÕES DA FUNÇÃO ............................................................................................................................ 04

2. LÍNGUA PORTUGUESA (10 QUESTÕES) ....................................................................................................... 05 2.1. Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários) 2.2. Sinônimos e antônimos 2.3. Sentido próprio e figurado das palavras 2.4. Pontuação 2.5. Classes de palavras: substantivo, adjetivo, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção 2.6. Concordância verbal e nominal 2.7. Regência verbal e nominal 2.8. Colocação pronominal 2.9. Crase

3. LÍNGUA INGLESA (10 QUESTÕES) ............................................................................................... ................. 23 3.1. Compreensão e interpretação de texto (sentido global do texto, localização de determinada ideia, palavras cognatas) 3.2. Conhecimento de vocabulário fundamental e de aspectos gramaticais em nível funcional, ou seja, como acessório à compreensão do texto

4. LEGISLAÇÃO (05 QUESTÕES) ......................................................................................................................... 04 4.1. Lei Estadual nº 9.192, de 23 de Novembro de 1995, que autoriza o Poder Executivo a instituir a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor - PROCON; 4.2. Decreto n° 41.170/96 - Regulamenta a Lei nº 9.192, de 23 de novembro de 1995, e institui a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor - PROCON e dá providências correlatas; 4.3. Lei Estadual nº 10.294/1999, que dispõe sobre Proteção e Defesa do Usuário do Serviço Público do Estado de São Paulo e dá outras providências; 4.4. Lei n° 12.527/11- Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do artigo 5.º, no inciso II do § 3.º do artigo 37 e no § 2.º do artigo 216 da Constituição Federal; altera a Lei n.º 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei n.º 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei n.º 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras providências

5. RACIOCÍNIO LÓGICO (05 QUESTÕES) .......................................................................................................... 05 5.1. Estruturas lógicas, lógicas de argumentação, diagramas lógicos, sequências

6. CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS (30 QUESTÕES) ...................................................................................... 06 6.1. Bancos de dados relacionais: conceito, entidades, atributos; relacionamentos: cardinalidade 1:1, 1:N e N:M, chaves primárias, chaves estrangeiras e chaves candidatas 6.2. Normalização 6.3. Interpretar diagramas 6.4. Tipos de dados 6.5. Comandos DDL, DML, SQL, DCL, transações, gatilhos, stored procedures, funções 6.6. Arquitetura e funcionamento de bancos de dados MS SQL Server e MySQL 6.7. Recuperação de bancos, otimização de bancos; conceito de distribuição de banco de dados, procedimentos de segurança e recuperação, suporte ao desenvolvimento, suporte à criação de scripts 6.8. Programação: algoritmos e estrutura de dados 6.9. Programação estruturada: noções de depuração de código 6.10. Estruturas sequenciais, condicionais e de repetição

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36.22. Java e PHP 6.15. diagrama de casos de uso.17. Gerência de E/S 6.NET 6.34. sobrecarga 6. Gerência de redes: protocolo SNMP 6. swapping. técnicas e automação de testes 6.41. encapsulamento. Projetos de interface: diagramação. POP. propriedades. Ethernet/Gigabit. Sistemas de arquivos 6. WINS. IMAP 6.28. memória virtual. SMTP. Redes de comunicação: princípios e fundamentos de comunicação de dados. administração. garantia de integridade. Redes virtuais 6. fases. Arquitetura e funcionamento de ambiente virtualizado VMWARE Página | 3 .43.24. Arquitetura de aplicação ASP. polimorfismo. NTP. Desenvolvimento de sistemas: ASP. diagrama de componentes. objetos. Windows 2003 Server. Internet 6. bridges.37. Sistemas operacionais: instalação. Ethernet e Wireless 6. customização. herança.47.NET. interfaces.27. certificação digital 6. Elementos de interconexão de redes de computadores (gateways. switches. Noções de processo de testes de software: conceitos. memória.11.44.48.13.39. diagrama de colaboração/comunicação. Noções de gestão de configuração e controle de versão 6. Programação orientada a objetos: conceitos de orientação por objetos. Firewall: detecção de vulnerabilidades a análise de riscos. Modelo de referência OSI e principais padrões internacionais 6. Protocolo TCP/IP. hubs.19. SSL. IDs e IPs.42. TELNET. repetidores. logging 6. NAT 6. topologias de redes de computadores.29. Qualidade de serviço (QoS). Proxy cache.26. roteadores) 6.49.35.12. FTP.46. Framework de tecnologias de informação e gestão 6.21. Gerência de processador. diagrama de implementação 6. Noções de análise e projeto orientado a objeto com UML: conceitos gerais. antivírus.32. classes.14. Gerência de projetos e qualidade de software 6. Tecnologias de redes locais Ethernet/Fast. serviços diferenciados e serviços integrados 6.40. inventário e tunning de sistemas aplicativos 6. assinatura digital. Análise e projeto estruturado de sistemas 6. diagrama de estados.16.45.33.18.25. operação e suporte em ambiente Linux. Conhecimento de programação visual para aplicações WEB e padrões de acessibilidade 6. Noções de mecanismos de segurança: criptografia. SSH. proxy reverso 6. Conceitos de AJAX 6.20. usabilidade e acessibilidade 6. análise de desempenho. Conceitos e configuração de serviços de nomes de domínios (DNS): HTTP. FTP 6. diagrama de sequência.38.23.31. Programação de scripts Shell. métodos. controle de acesso. diagrama de classes/objetos. DHCP. Noções de web services 6.30. Arquitetura cliente-servidor 6.6. diagrama de atividades. topologias seguras 6. Conceito de VPN e VLAN 6. Serviços DHPC. Protocolo TCP/IP 6. DNS. arquitetura e protocolos de redes de comunicação 6. Windows 2008 Server. Integração de serviços e redes 6. Proxy squid 6. Conhecimento de ferramentas para administração. máscaras e sub-rede 6. Active Directory 6.

relatórios. bem como orientar os usuários quanto a utilização dos recursos de informática. Desenvolver. Fazer "backups" diários e periódicos de arquivos e sistemas. etc.ATRIBUIÇÕES DA FUNÇÃO ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO I Realizar a instalação e manutenção de hardware. esclarecendo dúvidas no que se refere a software e/ou hardware. aplicativos e infraestrutura de rede. seguindo a metodologia estabelecida. implantar. Elaborar e aplicar treinamentos de sistemas. cartazes. atuando como facilitador junto a equipes de desenvolvimento de sistemas e suporte aos usuários. catálogos. manuais e apostilas. buscando agilizar e assegurar a qualidade dos trabalhos. sistemas operacionais. Participar de projetos de redes (física e lógica). Planejar e executar o levantamento de dados junto aos usuários objetivando a implantação de 28 sistemas informatizados. Página | 4 . controlando desempenho dos recursos de hardware e software. Prestar suporte técnico aos usuários do sistema/rede. Orientar compras de suprimentos e equipamentos de informática. aplicativos e assuntos correlatos aos usuários. bem como elaborar memorial descritivo em sua área de atuação. documentar e manter sistemas. Administrar redes locais. Realizar a administração e manutenção em banco de dados. consultas a banco de dados. prestando orientações técnicas. Elaborar material informativo. procedendo a instalação e configuração de sistemas servidores. Manter um controle atualizado das tarefas realizadas. buscando facilitar a operacionalização dos recursos disponíveis. Utilizando conhecimentos e recursos informatizados apropriados. executando configurações. folders.

CONHECIMENTOS GERAIS LÍNGUA PORTUGUESA LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DIVERSOS TIPOS DE TEXTOS (LITERÁRIOS E NÃO LITERÁRIOS) Página | 5 .

OBSERVAÇÃO . Nota-se que o relacionamento entre as frases é tão grande. PARAFRASEAR .É muito comum. A essa interligação dá-se o nome de CONTEXTO. polissemia. formando um todo significativo capaz de produzir INTERAÇÃO COMUNICATIVA (capacidade de CODIFICAR E DECODIFICAR). INTERTEXTO Comumente. Esse tipo de recurso denomina-se INTERTEXTO. há certa informação que a faz ligar-se com a anterior e/ou com a posterior. IDENTIFICAR . c) Capacidade de observação e de síntese d) Capacidade de raciocínio. numa prova. figuras de linguagem. INTERPRETAÇÃO DE TEXTO O primeiro objetivo de uma interpretação de um texto é a identificação de sua ideia principal. Isso acontece porque lhes faltam informações específicas a respeito desta tarefa constante em provas relacionadas a concursos públicos.é reconhecer os elementos fundamentais de uma argumentação. ou explicações.é concentrar as ideias centrais e/ou secundárias em um só parágrafo. criando condições para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. leitura e prática. TEXTO É um conjunto de ideias organizadas e relacionadas entre si. os textos apresentam referências diretas ou indiretas a outros autores através de citações. de um processo. estilístico (qualidades do texto) e semântico. os quais definem o tempo). o candidato é convidado a: 1. fazem-se necessários: a) Conhecimento Histórico – literário (escolas e gêneros literários. COMPARAR . CONTEXTO Um texto é constituído por diversas frases. sinonímia e antonimia. opinando a respeito. de uma época (neste caso. denotação e conotação.é relacionar o conteúdo apresentado com uma realidade. vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento de responder as questões relacionadas a textos.é reescrever o texto com outras palavras. se uma frase for retirada de seu contexto original e analisada separadamente. RESUMIR . que levem ao esclarecimento das questões apresentadas na prova. poderá ter um significado diferente daquele inicial. Página | 6 . COMENTAR . Em cada uma delas. EXEMPLO: TÍTULO DO TEXTO PARÁFRASES A INTEGRAÇÃO DO MUNDO A INTEGRAÇÃO DA HUMANIDADE A UNIÃO DO HOMEM HOMEM + HOMEM = MUNDO A MACACADA SE UNIU (SÁTIRA) "O HOMEM UNIDO” Para interpretar um texto. Normalmente.é descobrir as relações de semelhança ou de diferenças entre as situações do texto. b) Conhecimento gramatical. 5. localizam-se as ideias secundárias. procuram-se os verbos e os advérbios. entre outros. 4. que. estrutura do texto). 2. A partir daí. entre os candidatos a um cargo público a preocupação com a interpretação de textos. as argumentações.na semântica (significado das palavras) incluem-se: homônimos e parônimos. ou fundamentações. 3. Por isso.

ERROS DE INTERPRETAÇÃO É muito comum. ENTENDIMENTO. • O autor permite CONCLUIR que. orações. C) CONTRADIÇÃO Não raro. • É possível DEDUZIR que.. a ocorrência de erros de interpretação. o que deve ser levado em consideração é o que o AUTOR DIZ e nada mais. • É SUGERIDO pelo autor que. TIRAR . INFERE-SE que. mais do que se imagina. errando a questão. Em outras palavras.. uma conjunção (NEXOS). DEDUZIR REALMENTE ESTÁ ESCRITO . a coesão dá-se quando. consequentemente. quer por conhecimento prévio do tema quer pela imaginação. entre eles.. Assim sendo. Pode ser que existam. o que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema desenvolvido.. a saber: QUE (NEUTRO) ..TIPOS DE ENUNCIADOS • Através do texto. JULGAR. Os pronomes relativos são muito importantes na interpretação de texto. B) REDUÇÃO É o oposto da extrapolação.RELACIONA-SE CONDIÇÕES DA FRASE QUAL (NEUTRO) IDEM AO ANTERIOR QUEM (PESSOA) COM QUALQUER ANTECEDENTE. através de um pronome relativo. aquele do seu antecedente.EXPLICAR.TIPOS DE ENUNCIADOS: • O texto DIZ que.INTERPRETAR x COMPREENDER COMPREENDER SIGNIFICA INTERPRETAR SIGNIFICA . COESÃO É o emprego de mecanismo de sintaxe que relacionam palavras. MAS DEPENDE DAS Página | 7 .. pois seu uso incorreto traz erros de coesão. ATENÇÃO AO QUE CONCLUSÕES. Este depende da regência do verbo. deve-se levar em consideração que existe um pronome relativo adequado a cada circunstância. • Qual é a INTENÇÃO do autor ao afirmar que. é CORRETA ou ERRADA a afirmação. está o mau uso do pronome relativo e do pronome oblíquo átono. Dá-se atenção apenas a um aspecto. o texto apresenta ideais contrárias às do candidato. esquecendo que um texto é um conjunto de idéias. por isso a necessidade de adequação ao antecedente... COMENTAR.. fazendo-o tirar conclusões equivocadas e... frases e/ou parágrafos entre si. Os mais frequentes são: A) EXTRAPOLAÇÃO (VIAGEM) Ocorre quando se sai do contexto. Não se pode esquecer também de que os pronomes relativos têm. acrescentado ideais que não estão no texto. mas numa prova de concurso qualquer.. OBSERVAÇÃO Muitos pensam que há a ótica do escritor e a ótica do leitor. • O narrador AFIRMA.INTELECÇÃO. valor semântico. cada um. .. • De acordo com o texto. OBSERVAÇÃO São muitos os erros de coesão no dia-a-dia e.. há uma relação correta entre o que se vai dizer e o que já foi dito... ou um pronome oblíquo átono.

. não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto. por esta ligação representar uma convenção. eu lhe vi ontem”. Página | 8 . o chamado sentido verdadeiro.). dependendo do contexto. O OBJETO POSSUÍDO.“Ele correu risco de vida”. uma nova relação entre significante e significado. Os textos literários exploram bastante as construções de base conotativa. Neste caso. real. porém . ponto de vista. Já o uso conotativo das palavras é a atribuição de um sentido figurado. Ainda com base no signo linguístico. como. a palavra ponto: ponto de ônibus. ponto de cruz. necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto. é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete. encontra-se o conceito de polissemia (que tem muitas significações). neste caso. O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários. Algumas palavras. É baseado neste conceito de signo linguístico (significante + significado) que se constroem as noções de denotação e conotação.“No bar: “ME VÊ um café”. numa determinada construção frasal. estabelece-se. numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações diferenciadas em seus leitores. VÍCIOS DE LINGUAGEM Há os vícios de linguagem clássicos (BARBARISMO. CACOFONIA. e sim ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e esclareçam o sentido. depende do contexto. no dia-a-dia. . DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO Sabe-se que não há associação necessária entre significante (expressão gráfica. e. existem expressões que são mal empregadas. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica. COMO (MODO) ONDE (LUGAR) QUANDO (TEMPO) QUANTO (MONTANTE) EXEMPLO: Falou tudo QUANTO queria (correto) Falou tudo QUE queria (errado . deveria aparecer o demonstrativo O). assumem múltiplos significados. Além disso. há o mau uso TEXTO Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um leitor autônomo. por força desse hábito cometem-se erros graves como: . Torna-se. Sendo assim.antes do QUE. por exemplo. Portanto. APARECE O POSSUIDOR E DEPOIS.CUJO (POSSE) . quando a verdade o risco era de morte. . além do erro de posição do pronome. o pronome correto oblíquo átono correto é O. além de necessitar de um bom léxico internalizado. Este procedimento justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer. palavra) e significado.. fantasioso e que. SOLECISMO. para sua compreensão. assim.ANTES DELE. ponto final.“Senhor professor.

são também um recurso para instaurar a dúvida no candidato. passagens importantes. A primeira deve ser feita de maneira cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. No caso de textos literários. Nunca deixe de retornar ao texto. a fim de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes. mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. desta maneira a resposta será mais consciente e segura. mas não ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra alternativa mais completa. Página | 9 . uma resposta pode estar certa para responder à pergunta. deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e de reconhecimento e a interpretativa. a interpretação pode ficar comprometida. Desta leitura. A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de resposta. Por isso. cabe destacar palavras-chave.COMO LER E ENTENDER BEM UM TEXTO Basicamente. respectivamente etc. o que responde melhor ao questionamento proposto. exceto errada. há limites. Este tipo de procedimento aguça a memória visual. trabalha-se com o conceito do "mais adequado". A descontextualização de palavras ou frases. embora a interpretação seja subjetiva. em interpretação. Leia a frase anterior e a posterior para ter ideia do sentido global proposto pelo autor. certas vezes. Durante a interpretação propriamente dita. A preocupação deve ser a captação da essência do texto. Muitas vezes. Não se pode desconsiderar que. outros textos e manifestações de arte da época em que o autor viveu. extraem-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo nível de leitura. favorecendo o entendimento. bem como usar uma palavra para resumir a ideia central de cada parágrafo. Se não houver esta visão global dos momentos literários e dos escritores. Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento do texto transcrito para ser a base de análise. que fazem diferença na escolha adequada. é preciso conhecer a ligação daquele texto com outras formas de cultura. isto é. Aqui não se podem dispensar as dicas que aparecem na referência bibliográfica da fonte e na identificação do autor. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não.

Exemplo: “A luz reina sobre as trevas. As bancas de concurso sabem que muitos candidatos não dão atenção devida à leitura. inseparável c) indizível. Página | 10 . insubstituível e) sutil. ela o ajudará a resolver questões semelhantes a anterior. estão a serviço da coesão do texto. e. Veremos os conceitos. intransferível d) infindável. inelutável b) estranho. um inefável prazer. Ou foi aprovado ou reprovado”. Observe: “São Paulo é uma cidade distante da Bahia. Esse é adquirido através da leitura e da consulta ao dicionário. Ele é bom em História e ruim em Matemática.SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS As palavras podem. É por isso que ela é um direito inalienável do homem". Significam. ser classificadas em sinônimos e antônimos. respectivamente: a) raro. Inalienável é algo intransferível Logo. Inefável é aquilo que não se pode exprimir por palavras (indizível) II. a resposta correta é a letra C! Não deixe a leitura de lado! Certamente. então exploram questões do tipo: “A leitura propicia conhecimento. Não se esqueça de que falar em sinônimo é também falar em conhecimento vocabular. Na coesão de um texto. quanto à forma e ao sentido. . ainda. mas apresentam sentidos parecidos. exemplos e análise de uma questão de concurso sobre este tema. a função do sinônimo é evitar a repetição.SINÔNIMOS: são palavras com grafia diferente e significado semelhante ou aproximado. mas. que são palavras sinônimas. por exemplo. portanto.ANTÔNIMOS: palavras de grafia diferente e significação oposta. Podemos afirmar. mesmo longe. fundamental Para resolver essa questão bastava saber que: I. . precisaremos ir até lá”. As palavras "longe" e "distante" são diferentes na escrita. evitando repetição. Elas. muitas vezes.

FIGURAS DE LINGUAGEM Página | 11 . (cobra = tipo de réptil peçonhento) 2.é o sentido literal. "expert") No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido comum (ou literal). Nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado em sentido figurado. A sogra dele é uma cobra. O cara é cobra e computador! (cobra = pessoa que conhece muito sobre alguma coisa. "figurado".é o sentido "simbólico". que adota condutas pouco apreciáveis) 3. uma delas relacionada a sua forma escrita e os seus sons (denominada significante) e a outra relacionada ao que ela (palavra) expressa. ou seja. (cobra = pessoa desagradável. ao conceito que ela traz (denominada significado). Sentido Figurado .SENTIDO PRÓPRIO E FIGURADO DAS PALAVRAS Pela própria definição acima destacada podemos perceber que a palavra é composta por duas partes. A cobra picou o menino. o sentido comum que costumamos dar a uma palavra. Vamos analisar a palavra cobra utilizada em diferentes contextos: 1. Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras se subdividem assim: Sentido Próprio . que podemos dar a uma palavra.

Zeugma consiste na omissão de um termo já empregado anteriormente. Comparação é uma atribuição de característica de um ser a outro em virtude de uma determinada semelhança. Existem três tipos de silepse: gênero. é o emprego de uma palavra no sentido figurado por falta de um termo próprio. Silepse ocorre quando a concordância é realizada com a ideia e não sua forma gramatical. Hipérbole é um exagero intencional com a finalidade de tornar mais expressiva à ideia. Seguem exemplos: Metáfora é o emprego de uma palavra com o significado de outra em vista de uma relação de semelhança. ou de um fato que o celebrizou. Antítese consiste no uso de palavras de sentidos opostos. METÁFORA Página | 12 . Eufemismo consiste em suavizar palavras ou expressões que são desagradáveis. Metonímia é a substituição de uma palavra por outra. ou seja. reforçando seu significado. Anáfora consiste na repetição de uma palavra ou expressão para reforçar o sentido. Prosopopéia atribui características humanas a seres inanimados. Assíndeto ocorre quando há a ausência da conjunção entre duas orações. quando existe uma relação lógica. Pleonasmo consiste na intensificação de um termo através da sua repetição. tão usual que já não percebemos. Ironia consiste na inversão dos sentidos. Aliteração consiste na repetição de um determinado som consonantal no início ou interior das palavras. contribuindo para uma maior expressividade. identificado facilmente. uma proximidade de sentidos que permite essa troca. afirmamos o contrário do que pensamos. ou seja. Anacoluto consiste numa mudança repentina da construção sintática da frase. Elipse consiste na omissão de um termo que fica subentendido no contexto. Perífrase é a designação de um ser através de alguma de suas características ou atributos. Catacrese é uma metáfora desgastada. número e pessoa. Polissíndeto é a repetição da conjunção entre as orações de um período ou entre os termos da oração.As figuras de linguagem são recursos não convencionais que o falante ou escritor cria para dar maior expressividade à sua mensagem. Sinestesia consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes. Onomatopéia consiste na reprodução ou imitação do som ou voz natural dos seres.

“O carro dele é rápido como um avião”. PROSOPOPÉIA É uma figura de linguagem que atribui características humanas a seres inanimados. (homens públicos = políticos) HIPÉRBOLE É um exagero intencional com a finalidade de tornar mais expressiva a ideia. a catacrese é o emprego de uma palavra no sentido figurado por falta de um termo próprio. “Os homens públicos envergonham o povo”. Exemplo: “Ele foi repousar no céu. tão usual que já não percebemos. “Aquela criança tem um olhar tão doce”. “A Cidade Maravilhosa está tomada pela violência”.É o emprego de uma palavra com o significado de outra em vista de uma relação de semelhanças entre ambas. “Essa rua é um verdadeiro deserto”. Exemplo: “Li Jô Soares dezenas de vezes”. Exemplo: “Suou muito para conseguir a casa própria”. ou de um fato que o celebrizou. Exemplo: “Raquel tem um olhar frio. Exemplo: “Minha boca é um túmulo”. desesperador”. COMPARAÇÃO Consiste em atribuir características de um ser a outro. Também podemos chamá-la de PERSONIFICAÇÃO. Exemplo: “O menino quebrou o braço da cadeira”. Exemplo: “O céu está mostrando sua face mais bela”. SINESTESIA Consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes. (a obra de Jô Soares) O continente pelo conteúdo . (ginásio está substituindo os torcedores) A parte pelo todo . Ocorre metonímia quando empregamos: O autor pela obra. (Cidade Maravilhosa = Rio de Janeiro) ANTÍTESE Consiste no uso de palavras de sentidos opostos. quando existe uma relação lógica. “Tudo sem Deus é nada”. em virtude de uma determinada semelhança. “O cão mostrou grande sisudez”. (repousar no céu = morrer). “Muitas pessoas morriam de medo da perna cabeluda”. Exemplo: “Ela chorou rios de lágrimas”. Assim. Exemplo: “Nada com Deus é tudo”. IRONIA Página | 13 . Exemplo: “A Veneza Brasileira também é palco de grandes espetáculos”. EUFEMISMO Consiste em suavizar palavras ou expressões que são desagradáveis. ao relento”. junto ao Pai ”. “A manga da camisa rasgou”. Exemplo: “O ginásio aplaudiu a seleção”. CATACRESE É uma metáfora desgastada. uma proximidade de sentidos que permite essa troca. METONÍMIA É a substituição de uma palavra por outra. É uma comparação subentendida. Exemplo: “O meu coração está igual a um céu cinzento”. Exemplo: “Vários brasileiros vivem sem teto. (Veneza Brasileira = Recife). (suor substitui o trabalho) PERÍFRASE É a designação de um ser através de alguma de suas características ou atributos. (teto substitui casa) O efeito pela causa.

PLEONASMO Consiste na intensificação de um termo através da sua repetição. “Se você gritar mais alto. Página | 14 . Exemplo: “O rato roeu a roupa do rei de Roma”. Exemplo: “Chegamos de viagem e tomamos banho e saímos para dançar”. Exemplo: “Nós cantamos um canto glorioso”. Exemplo: “Ele come carne. depois saímos para dançar”. Nota: o anacoluto ocorre com frequência na linguagem falada. Cada alma é um rio correndo por margens de Externo Para Deus e em Deus com um sussurro noturno”. ZEUGMA Consiste na omissão de um termo já empregado anteriormente. nenhuma fratura”. ou seja. Exemplo: “Chegamos de viagem. Exemplo: “Cada alma é uma escada para Deus. contribuindo para uma maior expressividade. nada podia assustá-lo”. POLISSÍNDETO É a repetição da conjunção entre as orações de um período ou entre os termos da oração. eu verduras”. ANACOLUTO Consiste numa mudança repentina da construção sintática da frase. reforçando seu significado. Cada alma é um corredor-Universo para Deus. tomamos banho. ALITERAÇÃO Consiste na repetição de um determinado som consonantal no início ou interior das palavras. Exemplo: “Ele. Existem três tipos de silepse: gênero. Exemplo: “Após a queda. afirmamos o contrário do que pensamos. eu agradeço”. Exemplo: “Com o au-au dos cachorros. ONOMATOPÉIA Consiste na reprodução ou imitação do som ou voz natural dos seres. não sabem nem somar”. (Fernando Pessoa) SILEPSE Ocorre quando a concordância é realizada com a ideia e não sua forma gramatical. os gatos desapareceram”. identificado facilmente. quando o falante interrompe a frase. ELIPSE Consiste na omissão de um termo que fica subentendido no contexto. ANAFÓRA Consiste na repetição de uma palavra ou expressão para reforçar o sentido. abandonando o que havia dito para reconstruí-la novamente. número e pessoa. Exemplo: “Que alunos inteligentes.Consiste na inversão dos sentidos. ASSÍNDETO Ocorre quando há a ausência da conjunção entre duas orações.

afirmam ser essa alteração mais forte. mas nesse exemplo a concordância se deu com a pessoa a que se refere o pronome de tratamento e não com o sujeito). Não aconteceu apenas uma inversão do sujeito e predicado. o verso estaria disposto desta maneira: “Os claros raios da lua rutilavam”. HIPÉRBATO “Do tamarindo a flor abriu-se. estariam na seguinte forma: “Há pouco a flor do tamarindo abriu-se. há pouco. a anástrofe e a sínquise são figuras de sintaxe que têm por característica a inversão dos termos da oração ou dos períodos. O adjunto adnominal “ do tamarindo”. Leia o seguinte verso de Camões: “Da lua os claros raios rutilavam” Na ordem direta. Na ordem direta. Alguns gramáticos afirmam que ocorre anástrofe quando a inversão ocorre geralmente entre o sujeito e predicado. De número . (nesse tipo de silepse. essa mudança será tão acentuada que prejudicará a compreensão em uma primeira leitura. No hipérbato. Exemplo: “As mulheres decidimos não votar em determinado partido até prestarem conta ao povo”.De gênero . Exemplo: “Vossa excelência está preocupado com as notícias ”. figura de linguagem que consiste na inversão brusca da posição normal dos termos de uma oração ou das orações de um período. (nesse caso a concordância se deu com a ideia de plural da palavra boiada). como no exemplo de Camões. De pessoa.”(Gonçalves Dias) Lendo os versos acima. Exemplo: “A boiada ficou furiosa com o peão e derrubaram a cerca ”. Na sínquise. percebemos que houve uma mudança na ordem dos termos da oração. o falante se inclui mentalmente entre os participantes de um sujeito em 3ª pessoa). (a palavra vossa excelência é feminina quanto à forma. O hipérbato. Página | 15 . apareceu no início dos versos. comumente localizado após o substantivo “flor”.” Nesses versos de Gonçalves Dias ocorre o hipérbato.

Página | 16 . por exemplo. não há problema algum em repetir o ponto de exclamação ou interrogação. enfim. ou seja. garoto! (vocativo) c) Nas frases que exprimem desejo: Oh. porém. na escrita. no entanto. dormiu. conjunções e conectivos: isto é. E em abreviaturas: Sr. Vejamos aqui alguns empregos: VÍRGULA. intenções e anseios.Quando a intenção comunicativa expressar. veio assistir à reunião. nos casos do ponto. Além de pausa na fala e entonação da voz. Qual será a minha colocação no resultado do concurso? Será a mesma que imagino? (expectativa) PONTO DE EXCLAMAÇÃO. minha cara. pois. questionamento e admiração. num. Não esperava que fosse receber tantos elogios! Será que mereço tudo isso? (surpresa). C. (Nessa oração. súplica.. é muito mais do que esperava. como complemento ou adjunto: Uma vontade indescritível de beber água. nos casos do ponto de exclamação e de interrogação. não me deixe aqui! (súplica) Que horror! Não esperava tal atitude. vírgula e ponto e vírgula. os sinais de pontuação reproduzem. a vírgula separa os verbos). chorou e. Ltda. para representar pausas na fala. vv. nossas emoções. por exemplo. ou entonações.PONTUAÇÃO Para que servem os sinais de pontuação? No geral. o uso dos pontos de interrogação e exclamação é permitido. etc.gritou a mãe desesperada ao ver o filho em perigo. adj. além disso. É usado ao final de frases para indicar uma pausa total: a) Não quero dizer nada. surpresa. Deus. assim. ordem. É usada para: a) separar termos que possuem mesma função sintática na oração: O menino berrou. tais como: entusiasmo. obs. ex-integrante da comissão. d) isolar termos antecipados.. PONTO-FINAL. b) isolar o vocativo: Então. 30 de janeiro de 2009. ajude-me! Observações dignas de nota: . Observe: Que que eu posso fazer agora?! . Note: Não!!! . não há mais o que se dizer! c) isolar o aposto: O João. eu senti quando olhei para aquele copo suado! (antecipação de complemento verbal) e) separar expressões explicativas. que você indicou para mim. ao mesmo tempo. g) isolar orações adjetivas explicativas: O filme.. PONTO DE INTERROGAÇÃO.. f) separar os nomes dos locais de datas: Brasília. b) Eu amo minha família. horror. a. mas. (espanto) Seja rápido! (ordem) b) Depois de vocativos e algumas interjeições: Ui! que susto você me deu. Esse sinal de pontuação é utilizado nas seguintes circunstâncias: a) Depois de frases que expressem sentimentos distintos... espanto: Iremos viajar! (entusiasmo) Foi ele o vencedor! (surpresa) Por favor. É usado para: a) Formular perguntas diretas: Você quer ir conosco ao cinema? Desejam participar da festa de confraternização? b) Para indicar surpresa. expressar indignação ou atitude de expectativa diante de uma determinada situação: O quê? Não acredito que você tenha feito isso! (atitude de indignação). (interjeição) Foi você mesmo.Quando se deseja intensificar ainda mais a admiração ou qualquer outro sentimento.

) Onde está ela. São usados quando se quer explicar melhor algo que foi dito ou para fazer simples indicações. a nossa casa. . há o predomínio de vírgulas).. Ele comeu. Página | 17 . ASPAS. gírias: Nada pode com a propaganda de “outdoor”.) b) Eu gostei da nova casa. TRAVESSÃO.PONTO E VÍRGULA. mas do quintal. Amor.. PARÊNTESES. c) Colocar em evidência uma frase. Não aja dessa forma – falou a mãe irritada – pois pode ser arriscado. Ainda na edição. não brigue com seus colegas e não responda à professora. por isso. O travessão é indicado para: a) Indicar a mudança de interlocutor em um diálogo: .financeira.Não importa. b) Separar orações intercaladas. São usadas para indicar supressão de um trecho. interrupção ou dar ideia de continuidade ao que se estava falando: a) (. RETICÊNCIAS. os 25 anos do MST e o bloqueio de 2 bilhões de dólares do Oportunity no exterior” (Carta Capital on -line. muito obrigado! b) se quer indicar uma enumeração: Quero lhe dizer algumas coisas: não converse com pessoas estranhas. São usadas para indicar: a) citação de alguém: “A ordem para fechar a prisão de Guantánamo mostra um início firme. expressão ou palavra: O prêmio foi destinado ao melhor aluno da classe – uma pessoa bastante esforçada. 30/01/09) b) expressões estrangeiras. É usado quando: a) se vai fazer uma citação ou introduzir uma fala: Ele respondeu: não.. desempenhando as funções da vírgula e dos parênteses: Precisamos acreditar sempre – disse o aluno confiante – que tudo irá dar certo.Não sei se serão bem-vindas. (o e aparece repetido e. . e almoçou. Gostaria de parabenizar a pessoa que está discursando – meu melhor amigo. apenas olhou ao longe.. e depois saiu. .álgebra.trigonometria.. sentou por cima da grama. o fato é que assim você estará contribuindo para a elaboração deste projeto. b) separar um período que já se encontra dividido por vírgulas: Ele não disse nada. DOIS-PONTOS. .geometria. neologismos.Quais ideias você tem para revelar? . e dormiu. queria ficar sozinho com seu cão. o bem que neste mundo mais invejo? O brando ninho aonde o nosso beijo. será mais puro e doce que uma asa? (. É usado para: a) separar itens enumerados: A Matemática se divide em: ..

pois algumas de suas palavras podem ter valor de uma frase. ARTIGO . triste. Exemplo: Democracia. qualidades.São palavras que ligam orações. etc. CONJUNÇÃO . Página | 18 .palavras que se associam a verbos.classe que abriga palavras que servem para determinar ou indeterminar os substantivos.Contesta-se que esta seja uma classe gramatical como as demais. metade. um.Palavra que pode acompanhar ou substituir um nome (substantivo) e que determina a pessoa do discurso. aquilo. vinte. ADVÉRBIO . esta. carinho. etc. mas não nomeia somente seres. quente. sensações. que. nossa.palavras que expressam ações ou estados se encontram nesta classe gramatical. Exemplo: eu. SUBSTANTIVO . ADVÉRBIO. sábio. etc. etc. muito. sabor. etc. uma. Exemplo: porém. Os adjetivos servem para dar características aos substantivos. os. Exemplo: em. Exemplo: fazer. uns. estados de espírito. etc. contudo. por. eles. de. INTERJEIÇÃO . VERBO . PRONOME. etc. NUMERAL . mas. ordem. estados de espírito. ser. impor. mim. PREPOSIÇÃO . e. múltiplos. constantemente. as. Exemplo: o. expressam quantidades. como também sentimentos. antecedendoos. te. umas. partir. limpo.Servem para ligar uma palavra à outra.classe das características. a. cadeira. triplo. amarelo. nós. VERBO. Andréia. portanto. PREPOSIÇÃO E CONJUNÇÃO ADJETIVO. Exemplo: primeiro. horroroso. Exemplo: querido. Mesmo assim. adjetivos ou outros advérbios. amor. sempre.como o nome diz. andar. modificando-os. ADJETIVO . conceitos filosóficos ou políticos. Exemplo: não. frações.é dita a classe que dá nome aos seres. Deus. estabelecendo relações entre elas. etc.CLASSES DE PALAVRAS: SUBSTANTIVO. PRONOME . etc. para. podemos definir as interjeições como palavras ou expressões que evocam emoções. estabelecendo entre elas relações de coordenação ou subordinação.

neste caso. sendo assim. Quem saiu cedo? Ele esse é o sujeito da oração. As candidatas reclamaram mesmo da prova. se a palavra modificar o verbo ou se ligar a um advérbio ou a um adjetivo. Repare que o verbo HAVER fica no singular. Ele saiu cedo. Repare: Aqueles dois competentes executivos parecem muito aplicados. pois tem como sujeito “DUAS PESSOAS”. as instituições que elaboram provas para concursos devem colocar o sujeito posposto ao verbo ou anteposto. pois está ligada ao substantivo “CANDIDATAS” é um pronome. portanto não varia. modifica um verbo “RECLAMARAM”. indicando existência. pois é impessoal e a oração não tem sujeito. é impessoal e sempre fica na terceira pessoa do singular o mesmo acontecendo com o verbo FAZER se indicar tempo transcorrido ou clima. palavra que se liga a substantivo deve concordar com ele em número e gênero. Observe que a única palavra que não variou foi “MUITO” pois está ligada ao adjetivo “APLICADO”. enquanto o verbo “EXISTIR” ficou no plural. Melhor dizendo basta observar o seguinte. Observe: Havia naquela multidão duas pessoas em silêncio. pois é um advérbio. Exemplo: Os alunos do curso fizeram as tarefas. concorda em número e gênero. A palavra “MESMAS” variou.CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL CONCORDÂNCIA VERBAL O verbo da oração concorda em número e pessoa com o seu sujeito (mais precisamente com o núcleo do sujeito que é um substantivo sem preposição ou seu representante. As candidatas mesmas reclamaram da prova. portanto invariável.). Existiam naquela multidão duas pessoas em silêncio. Aqui a palavra “MESMO” não variou. CUIDADO COM O VERBO HAVER: Este. Página | 19 . Cuidado. CUIDADO: diz-se que o verbo está na forma neutra. Quem fez as tarefas? Os alunos do curso esse é o sujeito da oração e seu núcleo é alunos que é um substantivo. é advérbio. deverá intercalá-lo do verbo com um adjunto adverbial ou uma oração deslocada. um pronome que é o representante do substantivo. é um advérbio. CONCORDÂNCIA NOMINAL O adjetivo concorda em número e gênero com o seu substantivo. acontecimento ou tempo decorrido.

transitivo direto e indireto ou intransitivo e qual a preposição relacionada com ele. determinadas formas vão sendo incorporadas pela língua culta. transitivo indireto. Na realidade o que estudamos na regência verbal é se o verbo é transitivo direto. em sua maioria.A regência nominal estuda os casos em que um nome (substantivo. O fato de um nome ou um verbo exigir determinada preposição ou não exigir prende-se ao uso que os falantes do idioma vão fazendo da língua. embora continuem.REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL REGÊNCIA NOMINAL . Normalmente. No que se refere à regência nominal. quase não há diferença de usos. A regência verbal estuda a relação de dependência que se estabelece entre os verbos e seus complementos. se compararmos a língua popular. Página | 20 . isto é. adjetivo ou advérbio) exige um outro termo que lhe complete o sentido. REGÊNCIA VERBAL . Assim. a ser aceitas pela língua popular usada por ela. o complemento de um nome vem iniciando por uma preposição. com o passar do tempo.A regência estuda a relação existente entre os termos de uma oração ou entre as orações de um período. pela língua gramaticalmente correta enquanto outras formas consideradas incorretas vão sendo rejeitadas.

se. . a. Advérbios: “Nesta casa se fala alemão”. as. “Sigam-me e não terão derrotas”. os. “Aquilo me incentivou a mudar de atitude!”. mesóclise: pronome no meio do verbo . O verbo iniciar a oração: “Diga-lhe que está tudo bem”.MESÓCLISE A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no futuro do presente ou no futuro do pretérito: “A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã”. “Chamaram-me para ser sócio”. lhes. “Far-lhe-ei uma proposta irrecusável”. O verbo estiver no gerúndio: “Despediu-se. Página | 21 . te. conforme lhe avisaram”. . lhe. O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na oração em relação ao verbo: 1. nos e vos. A ênclise vai acontecer quando: O verbo estiver no imperativo afirmativo: “Amem-se uns aos outros”. “Não se trata de nenhuma novidade”. Preposição seguida de gerúndio: “Em se tratando de qualidade.PRÓCLISE A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: Palavras com sentido negativo: “Nada me faz querer sair dessa cama”.ÊNCLISE A ênclise é empregada depois do verbo. Houver vírgula ou pausa antes do verbo: “Se não tiver outro jeito. A norma culta não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. ênclise: pronome depois do verbo 3. alisto-me nas forças armadas”. o IG é o site mais indicado à pesquisa escolar”. São pronomes oblíquos átonos: me. beijando-me a face”.COLOCAÇÃO PRONOMINAL A colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se referem. Pronomes relativos: “A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje” Pronomes indefinidos: “Quem me disse isso?”. Conjunção subordinativa: “Vamos estabelecer critérios. Pronomes demonstrativos: “Isso me deixa muito feliz!”. “Naquele dia me falaram que a professora não veio”. próclise: pronome antes do verbo 2. O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição "a": “Passaram a cumprimentar-se mutuamente”. “Todos se comoveram durante o discurso de despedida”. o.

a crase: senhora. pois o encontro ocorreu entre duas vogais diferentes. (verbo transitivo direto . (a + a) Há crase.não exige preposição) (artigo) (substantivo feminino) Vou a Brasília. (a + o) Não há crase. senhorita e dona) Página | 22 .CRASE É a fusão de duas vogais da mesma natureza. (verbo que exige preposição a) (preposição) (palavra que não aceita artigo) NUNCA OCORRE CRASE: Antes de masculino: Caminhava a passo lento. o termo antecedente exija a preposição a. No português assinalamos a crase com o acento grave (`). Fui à cidade. Antes de pronomes de tratamento: Dirijo-me a Vossa Senhoria. obviamente. Obedecemos ao regulamento. (a + a = preposição + artigo) (substantivo feminino) Conheço a cidade. o termo consequente aceite o artigo a. Obedecemos à norma. Antes de pronomes em geral: Eu me referi a esta menina. pois temos a união de duas vogais iguais (a + a = à) REGRA GERAL: Haverá crase sempre que: I. (Há três pronomes de tratamento que aceitam o artigo e. II. Antes de verbo: Estou disposto a falar.