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Carbono do solo e atributos de fertilidade em resposta à calagem superficial em plantio direto

Clever Briedis(1), João Carlos de Moraes Sá(1), Eduardo Fávero Caires(1), Jaqueline de Fátima Navarro(1), Thiago Massao Inagaki(1) e Ademir de Oliveira Ferreira(2)
(1) Universidade Estadual de Ponta Grossa, Departamento de Ciência do Solo e Engenharia Agrícola, Campus de Uvaranas, Avenida Carlos Cavalcanti, no  4.748, CEP  84030‑900  Ponta  Grossa,  PR. E‑mail:  cleverbriedis@yahoo.com.br, jcmsa@uepg.br, efcaires@uepg.br, jaquenavarro@hotmail.com, thiago811@yahoo.com.br (2)Universidade Federal de Santa Maria, Prédio  42, Laboratório de Manejo e Conservação do Solo e da Água, Avenida Roraima, Camobi, CEP 97105‑900 Santa Maria, RS. E‑mail: aoferreira1@yahoo.com.br

Resumo – O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da aplicação de calagem superficial sobre o conteúdo de carbono orgânico total (COT) do solo, em plantio direto, e identificar a relação entre esse conteúdo e outros atributos de fertilidade. O experimento foi realizado em Latossolo Vermelho de textura média, em Ponta Grossa, PR. Os tratamentos consistiram da aplicação de calcário dolomítico na superfície do solo, nas doses 0 e 6 Mg ha‑1, em 1993, e da reaplicação de 0 e 3 Mg ha‑1, em 2000, nas parcelas com e sem calcário. O solo foi coletado em 2008, e foram analisados os conteúdos de COT e os atributos de fertilidade. A calagem produziu aumento do conteúdo de COT e da saturação por bases, e diminuição da saturação por alumínio. O conteúdo de COT apresentou relação linear com a capacidade de troca catiônica (CTC) efetiva e correlação com os teores de P e K. A CTC potencial apresentou correlação com o COT, e a CTC efetiva com o pH. A calagem superficial em sistema plantio direto, em longo período, proporciona aumento no conteúdo de COT e de N total. Termos para indexação: atributos químicos, CTC, matéria orgânica do solo, plantio direto.

Soil carbon and fertility attributes in response to surface liming under no‑tillage
Abstract – The objective of this work was to evaluate the effect of surface liming on the content of total organic carbon (TOC) of a soil under no‑tillage, and to identify the relationship between that content and other fertility attributes. The experiment was carried out on a medium‑textured Oxisol in Ponta Grossa, PR, Brazil. The treatments consisted of the application of 0 and 6 Mg ha‑1 of dolomitic lime on soil surface in 1993 and of the reapplication of 0 and 3 Mg ha‑1 in 2000, on plots with or without lime. The soil was collected in 2008, and the TOC content and fertility attributes were evaluated. Liming increased TOC content and base saturation, and decreased aluminium saturation. TOC content showed a linear relation with the effective cation exchange capacity and correlation with the levels of P and K. The potential CEC showed correlation with TOC, and the effective CEC with pH. Liming under no‑tillage, for a long period of time, increases TOC and total N contents. Index terms: chemical attributes, CEC, soil organic matter, no‑tillage.

Introdução
Os solos em regiões de clima tropical e subtropical, em sua maioria, apresentam predominantemente argilas cauliníticas e óxidos de ferro e alumínio em sua fração argila. Esses colóides geram cargas dependentes de pH (Soares et al., 2005; Weber et al., 2005) e têm elevado ponto de carga zero (PCZ), em razão do número baixo ou inexistente de cargas negativas permanentes e da alta atratividade de seus grupos funcionais pelo hidrogênio. A matéria orgânica do solo (MOS) também apresenta carga variável. Contudo, o pH para a dissociação de seus grupos funcionais, principalmente o carboxílico, é muito baixo (Sposito, 2008). Por esse motivo, a MOS,

em solos tropicais e subtropicais, é responsável por 75 a 90% da capacidade de troca catiônica (CTC) do solo (Fontana et al., 2006; Bortoluzzi et al., 2009). Como a MOS tem papel fundamental na determinação da carga líquida negativa dos solos e, portanto, na retenção de nutrientes para as plantas, práticas agrícolas que mantenham ou elevem os teores de carbono orgânico total (COT) no solo são necessárias. Além disso, os solos nessas regiões são geralmente ácidos e apresentam baixas reservas de nutrientes. A  calagem é a prática mais eficiente para resolver os problemas relacionados à acidez, à elevação do pH, aos suprimento de Ca e Mg, e à saturação por bases (Ernani et al., 2004; Caires et al., 2008; Moreira & Fageria, 2010).

Pesq. agropec. bras., Brasília, v.47, n.7, p.1007-1014, jul. 2012

. e de 1993 a 2008. 240 e 465  g  kg‑1 de argila.4 mmolc dm‑3 de K+. na dose de 0 e 6  Mg  ha‑1. em plantio direto. 130 g kg‑1 de Mg e 90% de PRNT.0x6. As amostras do solo foram coletadas logo após o manejo da cultura de aveia‑preta. 1997). indicaram: pH em CaCl2 de 4. sem estação seca definida. O calcário dolomítico utilizado em 1993 continha 176 g kg‑1 de Ca. com vistas à elevação da saturação por bases para 65%. 16  mmolc  dm‑3 de Ca+2. 10 mmolc dm‑3 de Mg+2. 50°5'W). as análises químicas e granulométricas do solo. pode promover a decomposição mais acelerada da MOS (Yao et al. 2. 9. que representou o controle)... Em longo prazo. foi estimada com base no índice de colheita (IC) da produção de grãos e na relação raiz/parte aérea..47. conforme a classificação de Köppen. de 1969 a 1978. 2003.1% de goetita (26. atribuídos a melhorias nas condições edáficas e. Contudo. com conversão da vegetação em áreas de lavoura. 6  mmolc  dm‑3 de Al+3. e saturação por bases de 32% (Pavan et al. Utilizou-se o delineamento experimental de blocos ao acaso. Antes da instalação do experimento. acidez potencial (H+Al) de 58  mmolc  dm‑3. em 1993. respectivamente. o que promove a manutenção de agregados e evita a exposição da MOS (Caires et  al. 2006a). p. em maio de 1993. 2008). de 1978 a 1993. Briedis et al. PR (25°10'S.1% de caulinita (265. bras. em um Latossolo Vermelho distrófico de textura média (Santos et  al.8ºC. 6+0 (6 Mg ha‑1 em 1993 e 0 Mg ha‑1 em 2000). conforme método de Bouyoucos (Claessen. no entanto.3  m. Durante os 15 anos do experimento. com 295. o que. foi calculada com base na análise do solo. a calagem é realizada em superfície sem que ocorra o revolvimento do solo. As  parcelas. em razão dos efeitos indiretos relacionados à maior produção de fitomassa por área. 2010). 2009). n. tendo-se considerado a análise química da amostra retirada da camada de 0–20 cm. e a precipitação pluvial média anual de 1.7. cujas dimensões foram de 4. em outubro de 2008. em curto prazo. Os seguintes tratamentos foram formados: 0+0 (0 Mg ha‑1 em 1993 e 0 Mg ha‑1 em 2000. em 2000. Na fração argila. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da aplicação de calagem superficial. jul. com três cultivos de arroz e sete cultivos com sucessão soja e trigo. principalmente. o solo apresentava 90. a área vinha sendo cultivada no SPD por 15  anos: em 1969. 19  g dm‑3 de COT. da camada de 0–20  cm. 1. Em sistema plantio direto (SPD). 136 g kg‑1 de Mg e poder relativo de neutralização total (PRNT) de 84%. As subparcelas foram constituídas pelas camadas de coleta de solo. é do tipo Cfb.4  g  kg‑1). 0+3 (0 Mg ha‑1 em 1993 e 3 Mg ha‑1 em 2000) e 6+3 (6 Mg ha‑1 em 1993 e 3 Mg ha‑1 em 2000). nas parcelas experimentais. passadas em peneira de 2 mm e armazenadas em sacos de plástico.8  g  kg‑1).1008 C. foi mantida a mesma sequência de culturas para todas as parcelas experimentais. Após a coleta. A temperatura média anual é de 17. nas profundidades de 0–2.8% de hematita (2. Em  2000. 2012 . com três repetições. O conteúdo de C na matéria seca foi determinado em cada espécie.1007-1014.553 mm. realizou-se a reaplicação de calcário na dose de 0 e 3 Mg  ha‑1 nas parcelas que haviam ou não recebido tratamento prévio com calcário em 1993. Os aportes de matéria seca e de C no período avaliado são apresentados na Tabela 1. A reaplicação de 3 Mg ha‑1. ao elevar o pH do solo. silte e areia. em cada tratamento. período do experimento com calagem sob SPD. sobre o conteúdo de COT no solo.. Hati et al. Mijangos et  al. enquanto o usado em 2000 continha 196 g kg‑1 de Ca.8  g  kg‑1) e 0. com 15  anos com sequência de cultivos sob SPD. Material e Métodos O experimento foi realizado em Ponta Grossa. A entrada anual de C oriundo de resíduos culturais (parte aérea e raízes). A dose de 6 Mg ha‑1 em 1993 foi aplicada para elevar a saturação por bases da camada de 0–20  cm do solo para aproximadamente 90%. 1990. v.5. no tratamento com 6 Mg ha‑1 de calcário em 1993. O clima da região.... consistiram da aplicação de calcário dolomítico na superfície do solo. 1992).. sob plantio convencional. agropec. a dinâmica da MOS em relação à calagem pode ser diferente. 2001). 5–10 e 10–20 cm. subtropical úmido mesotérmico.5–5. e identificar a relação entre esse conteúdo e outros atributos de fertilidade. com verões frescos e ocorrência de geadas severas e frequentes no inverno. as amostras de solo foram secadas ao ar.5. a calagem também eleva sua atividade microbiana (Ekenler & Tabatabai. em razão da neutralização do Al3+ (Ridley et al. 2006). Brasília. com uso de minitrincheiras com dimensões de 20x20  cm. 9  mg  dm‑3 de P. Pesq. e utilizado para o cálculo da quantidade de C adicionada (Sá et al. Até a instalação do experimento.

9 2.1 6.1 2. p.2 3. Ap. St.1 8. em uma relação solo/solução 1:10 (v v‑1).4 8.0 Ap 13. a calagem proporcionou. Pesq. A análise de regressão foi usada para avaliar a relação de COT com V. em comparação ao controle.0 4.2 3.5 8. trigo.7 5. 2012 .1 3.47.9 3.4 3.3 3.6 158. por titulação com EDTA 0.4 8. até a camada de 10–20 cm.7 8. m e CTCe. Brasília. resulta também em maior retorno de resíduos culturais no sistema (Tabela 1). na camada de 0–2. maior aumento para o tratamento que recebeu calagem.9 2. Além disso.7 4.6 7.3 g kg‑1.2 3.7 3.8 Ap 7.4 5.0 7. 1992).3 9.4 2.5 cm.7 3. a 0. e os teores diminuíram a partir da superfície – de 29. Tt.2 9. EUA). com ganho até a última camada amostrada (10–20 cm). Dessa forma. para (1) Sj.1 8.7 10.5 cm.0 P 14.2 Tr 5.2 4. v  v‑1).1 Ap 6. nos tratamentos com doses de calcário em superfície. Já a saturação por alumínio (m%).9 9. jul. A calagem superficial também promoveu aumento no conteúdo de COT em todo o perfil do solo (Figura  1).9 9.1 7. Tr. Segundo Caires et  al. Ano Culturas(1) Verão Inverno 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Total Sj MI Sj Sj Sj Sj Sj Ml Sj Sj Sj Ml Sj Sj Sj ‑ 0+0 RC C Er+Ap 7.4 21. Tabela  1. Foram determinados o Al3+ (acidez trocável – KCl).7 3.0 2.5 9. a 5% de probabilidade.7 14.9 Ap 7. O pH do solo foi determinado em suspensão de CaCl2.7 21.. a calagem promoveu variações nos atributos químicos do solo (Tabela  2). Mg2+. As maiores diferenças nos teores de COT entre os tratamentos foram observadas na camada de 0–2.01  mol  L‑1 (1:2.2 2.0 mol L‑1. P. Aportes anuais (Mg  ha‑1) de resíduos culturais (RC) e carbono (C). (2005). milho.9 2. do Ca2+ e do Mg2+ trocáveis.0 2.7 2.4 2.2 2.1 7..6 4. A saturação por bases (V) foi calculada pela fórmula: V(%) = 100(Ca2+ + Mg2+ + K+)/CTCp. e diminuição do H+Al3+ e o Al3+ trocável.9 3. Os atributos de fertilidade melhoraram com a aplicação de 6 Mg ha‑1 de calcário apenas em 1993.0 66.5 Os resultados foram submetidos à análise de variância.1 145.2 9.0 9. foi calculada pela fórmula: m(% ) = 100(Al3+⁄CTCe).025  mol  L‑1.4 Tr 5.2 Ap 16.7 3. em 13 safras.7 6+3 RC C 8. Essas melhorias nos atributos de fertilidade do solo são importantes para viabilizar maior produção das culturas.5 8.7 19.5 Ap 6.8 8. 2006b.5 cm.2 5. o aumento na produção de grãos.3 60.9 4. as maiores modificações ocorreram nas camadas mais superficiais. H+Al3+ e Al3+ trocável apenas na camada de 0–2.1 6.2 5. ganho de 11% na produção acumulada de grãos. soja.2 7.9 19. Observou-se diferença significativa quanto às variáveis pH.9 2. Corrêa et al. triticale.3 3. n.7 4. O coeficiente de correlação de Pearson foi utilizado na avaliação do grau de afinidade entre COT e os atributos de fertilidade. Resultados e Discussão Após 15  anos da primeira aplicação e sete anos da reaplicação.5 2.2 3..6 9.5 solo/solução. o teor de COT no tratamento 6+3 foi 29% superior ao 0+0. o tratamento 6+3 promoveu aumento do pH.4 6.4 4.0 17. v. MI.0 Ap 6. consórcio de ervilhaca e aveia‑preta.4 ‑ 124.8 9.8 7..1007-1014. Joseph.4 5.6 3. pousio.8 2. e as médias foram comparadas pelo teste LSD.5 10. Ca2+ e Mg2+ trocáveis. Er+Ap.4 5.0 8.4 Ap 7.4 9. por fotometria de chama (Pavan et al. aveia‑preta.  MI. K+) mais H++Al3+. o Ca2+ e o Mg2+ foram extraídos com KCl neutro a 1. referentes ao período de 1994 a 2008.1 9.6 7.7. A CTC efetiva (CTCe) foi calculada a partir da soma de bases mais Al3+. 2008).5 11.2 20.0 3. por titulação com NaOH 0. Porém. 0+3 (0 Mg ha‑1 em 1993 e 3 Mg ha‑1 em 2000) e 6+3 (6 Mg ha‑1 em 1993 e 3 Mg ha‑1 em 2000).9 2.5 Ap 7.6 17. o controle de Al3+ e o aumento de bases trocáveis podem promover aumento da produção de raízes (Caires et al. e o K+.3 3. A CTC potencial (CTCp) foi calculada a partir da soma das bases trocáveis (Ca2+.0 6. agropec.7 3.5 52.5 Tratamentos(2) 6+0 0+3 RC C RC C 8.2 Tt 4.2 18. Verificou-se. tanto em 1993 quanto em 2000. O Al3+ trocável.0 168. Quando comparado ao tratamento controle (sem aplicação de calcário).5 10. Nesta camada.Carbono do solo e atributos de fertilidade 1009 O conteúdo de COT e nitrogênio total (NT) foram determinados pelo método da combustão seca.9 3. em razão da sequência de culturas.7 3. e o K+ com Mehlich‑1. o Ca2+ e o Mg2+. em solos que receberam calcário.1 3.3 10. Os  coeficientes de correlação foram avaliados a 5 e 1% de probabilidade. 6+0 (6 Mg ha‑1 em 1993 e 0 Mg ha‑1 em 2000). em Latossolo Vermelho sob sistema plantio direto.6 10.8 4.5 10.9 Ap 7. Os tratamentos 6+0 e 0+3 proporcionaram valores intermediários nos atributos químicos do solo. bras. com uso de determinador elementar de C e N TruSpec CN Leco 2006 (Leco Corporation. (2)Doses de calcário: 0+0 (0 Mg ha‑1 em 1993 e 0 Mg ha‑1 em 2000).5 4.4 2.7 2.1 3.6 4.025  mol  L‑1.6 10.5 70.

em 15 anos de experimento.30 8.7 0+0 6+0 0+3 6+3 0+0 6+0 0+3 6+3 0+0 6+0 0+3 6+3 0+0 6+0 0+3 6+3 DMS 4. afetados pela calagem superficial em um Latossolo Vermelho sob sistema plantio direto.3 32.1 4.47.9 0.7 0. a calagem.62 11.6 0.2 11.8 4.0 18.8 1. Atributos químicos do solo. na última camada amostrada.1010 C.7 2.2 5.8 60. Corrêa et al.5 0.5 0.7 0. no qual o aumento da fertilidade do solo.0 4. Pesq. diferença mínima significativa. com decréscimo no perfil de 32%.. na camada de 10–20 cm.7 g kg‑1.5 3. em diferentes camadas. pela aplicação de P e calcário..8 38.4 0.1 0.42 8.0 Camada de 2.2 38. a qual está amplamente relacionada aos resíduos culturais. eleva a quantidade de resíduos no sistema (Tabela 1).5 1.3 8. Dose(1) (Mg ha‑1) pH CaCl2 H+ + Al3+ Al3+ Ca2+ Mg2+ K+ P Mehlich‑1 Saturação por bases Saturação por Al3+ ‑‑‑‑‑‑-------------------‑‑-‑ (cmolc dm‑3)‑--------------‑‑‑‑‑‑ (mg dm‑3) ‑‑‑‑‑‑---------------------‑ (%)‑-------------------‑‑‑‑‑‑ Camada de 0–2.5–5.0 Camada de 5–10 cm 11.8 2. para 15. 2009). v. 2012 .5 7.0 50.9 0.1 1.8 29.3 0.8 2.1007-1014.8 6. O acúmulo de COT na camada superficial do solo.46 9.6 5.3 0.20 7. em conjunto.9 4.9 1. a calagem proporcionou aumento da saturação por bases (V) e promoveu decréscimo na saturação por Al3+ (m) do solo (Tabela  2).3 4. Estes dois fenômenos.0 0.2 3.0 51.0 11.7 0.2 4. responsável por sua estratificação ao longo do perfil. 6+0 (6 Mg ha‑1 em 1993 e 0 Mg ha‑1 em 2000). Desse modo.3 4. bras. jul.3 3.16 4.2 10.20 3.5 4.0 0.7 0. 2008). em longo período.4 8.0 0.12 4. em especial nas camadas superficiais do solo (Figura 1). 16.8 33.4 Camada de 10–20 cm 10.6 12. como polissacarídeos totais e lábeis e carbono extraído em água quente.7.1 0.2 54.2 4. 2006b.9 2.9 16.28 9. o que representa diminuição de 42%.9 4.3 1.0 5. promove acréscimo nos teores de COT e em outros compartimentos da MOS. n.25 9.0 1.6 0.4 53.8 0. Esses resultados estão de acordo com os de estudo em solos ácidos da Austrália.6 29.21 5.5–5 cm (Figura 1).1 1.3 (1) Doses de calcário: 0+0 (0 Mg ha‑1 em 1993 e 0 Mg ha‑1 em 2000). Briedis et al.5 0.9 1.17 8. p. Brasília. promove maior retorno de C ao sistema via culturas.4 0.0 3.8 8. é comumente observado em SPD e deve-se ao aporte contínuo de resíduos sem o revolvimento do solo (Franzluebbers. com reduções da primeira para a última camada de 39 e 35%.8 3.0 0.21 7.24 11.5 1. Briedis et  al.7 6.2 0.4 1. A  prática da calagem.6 0.1 1. ao promover melhorias nos atributos químicos do solo (Tabela  2) e maior produção das culturas (Caires et al. em um Tabela 2. exceto na camada de 2.5 cm 9. Os tratamentos 6+0 e 0+3 apresentaram gradiente intermediário de concentração do COT. DMS.5 2. Além dos atributos de fertilidade.5 3.18 10. respectivamente.28 14.7 7.2 23.2 3. Portanto.9 2.5 2. a 5% de probabilidade.6 2. tendo-se observado diferença significativa em todos os tratamentos.9 3.5 18.63 14. a calagem proporcionou aumento no NT.2 1.0 cm 11. Estes autores também observaram que o maior aumento proporcional de COT ocorre na fração lábil da MOS.5 0.4 0. o que aumenta o COT no solo.2 0.0 0.2 31.8 0.8 2.2 6. agropec.5 cm.4 15. O conteúdo de NT também foi alterado pela calagem.4  g  kg‑1.3 1.. na camada superficial.5 2.1 7. o teor de COT variou de 22. na camada superficial de 0–2.9 45. em longo período.4 5. foram os principais responsáveis pelo acúmulo de COT nos 15 anos de experimento (Figura  2).7 7.6 0.3 1. essa prática proporcionou acúmulo de COT.4 1.7 0.5 9.4 3.6 48. (2012) demonstraram que a prática da calagem em SPD.4 0.4 4. 0+3 (0 Mg ha‑1 em 1993 e 3 Mg ha‑1 em 2000) e 6+3 (6 Mg ha‑1 em 1993 e 3 Mg ha‑1 em 2000). com maior ganho no tratamento 6+3.0 4.5 0. 2002.7 17.3 8. 2005.9 g kg‑1.8 0.0 0.8 41. Sá & Lal.5 26.3 4.0 1. Nas demais camadas. No  tratamento controle.7 0.2 17. Em estudo recente.1 9.8 1.4 8.6 1.

7. Soares & Alleoni (2008). Relação da saturação por bases (V) e saturação por Al3+ (m) com o teor de carbono orgânico total (COT) no solo. Relação entre capacidade de troca catiônica efetiva (CTCe) e teor de carbono orgânico total (COT) do solo. **Significativo pelo teste diferença mínima significativa (DMS).. principalmente. influenciado pela calagem. Brasília. Pesq. aumentou o estoque de COT em 11. a 5% de probabilidade. 6+0 (6 Mg ha‑1 em 1993 e 0 Mg ha‑1 em 2000).Carbono do solo e atributos de fertilidade 1011 período de 68 anos..8  Mg  ha‑1. na camada de 0–10  cm (Ridley et  al.47.01). Figura  1. a 1% de probabilidade. em função da aplicação de calcário na superfície: 0+0 (0 Mg ha‑1 em 1993 e 0 Mg ha‑1 em 2000). bras. Figura  3. 0+3 (0 Mg ha‑1 em 1993 e 3 Mg ha‑1 em 2000) e 6+3 (6 Mg ha‑1 em 1993 e 3  Mg  ha‑1 em 2000).37x1. ao avaliar 30 diferentes tipos Figura  2. 1990). nsNão significativo.000/1. 2012 . O efeito da melhoria da fertilidade do solo no aumento de COT pode ser atribuído. **Significativo pelo teste diferença mínima significativa (DMS). 2008). ao aumento do retorno de resíduos nessas condições. As  barras representam o erro‑padrão da média (n = 3). a calagem com a aplicação de fertilizantes (NPK) promoveu aumento significativo no COT após 29  anos.. jul. Conteúdo de carbono orgânico total (COT) e nitrogênio total (NT) no perfil de um Latossolo Vermelho sob sistema plantio direto.1007-1014. promoveu o aumento da CTCe no solo (Figura  3). em comparação ao tratamento que recebeu somente NPK (Hati et al.*Significativo pelo teste diferença mínima significativa (DMS).724). p. a 1% de probabilidade. v. agropec. O aumento de COT. O  coeficiente angular da equação de regressão linear simples mostrou que a CTCe da matéria orgânica é de aproximadamente 215 cmolc dm‑3 (0. Em experimento de longa duração em solos com predominância de caulinita e ilita (Typic Haplustalf) na Índia. Esses atributos apresentaram alta correlação (p<0. n.

68). Aliado a isto.28ns 0. pH Ca Mg K P CTCe CTCp SB COT pH 0. mudanças conjuntas ocorridas no pH e em COT. a maior disponibilidade de Ca2+ na solução do solo. da caulinita. o pH apresentou correlação elevada com a CTCe (r = 0.** e *Significativo pelo teste t. 2005). O  COT também pode aumentar a disponibilidade de P. e de óxidos de Fe e de Al. 2006). O aumento de COT no solo proporciona elevação na capacidade de troca catiônica potencial e efetiva. o aumento da capacidade potencial de cargas negativas do solo foi mais influenciado pelo aumento de COT (Figura 2). SB. em razão dos tratamentos com calagem.18pH + 0. Briedis et al. favoreceram o número de cargas negativas no solo (potenciais e efetivas). A CTCp teve maior afinidade com o COT (r = 0.30) (Tabela 3).1007-1014. em razão de seu aumento possibilitar a dissociação de grupamentos carboxílicos da MOS e grupamentos silanol e aluminol da caulinita (Alleoni et  al. Portanto.83** 0.77** 0. Brasília. proporciona aumento no conteúdo de carbono orgânico total (COT) e de N total. capacidade de troca catiônica potencial.45** 0. Pesq.88** Ca Mg K P CTCe CTCp 0. O aumento de COT no solo está relacionado ao aumento de saturação por bases e à diminuição da saturação por alumínio. Conclusões 1.96** 0. com consequente conversão para formas indisponíveis (Santos & Tomm.20ns 0. respectivamente.49** 0. também resultado da calagem. v. O COT no solo correlaciona-se aos conteúdos de P e K. CTCe. O  aumento do pH.70** 0. a 1 e 5% de probabilidade. A correlação existente de COT com P e K (Tabela 3) indica a possibilidade da matéria orgânica do solo disponibilizar esses elementos para as plantas.40** 0.47. Em  relação ao K. 2005). em comparação ao pH (r = 0. 2. A calagem superficial em sistema plantio direto. 2008). Nesse aspecto. p. de solos do Estado de São Paulo. e à Fundação Agrisus – Agricultura Sustentável –. 2005).31* 0.25ns 0.80** 0.80). 2003).. a prática da calagem promoveu aumento da CTCe tanto pelo aumento de carbono no perfil do solo (Figura 1) quanto pela elevação do pH (Tabela 2). ns Não significativo. o que favorece a manutenção de P disponível (Negassa et  al.66** 0. carbono orgânico total. As correlações entre COT e os atributos de fertilidade do solo avaliados foram significativas (Tabela  3).30* 0. pelo apoio financeiro.66** 0. pode ter promovido a associação argilo‑húmica. Assim. CTCp.5 + 3. obtiveram contribuição média do carbono na CTC de 164  cmolc  kg‑1.43** 0.. 2009. Matriz de correlação entre os atributos de fertilidade do solo. que são pH‑dependentes (Sposito. O  aumento da CTC também foi relacionado ao aumento do COT em outros trabalhos realizados em ambientes subtropicais e tropicais (Sá et al. pois aproximadamente 65–75% do K absorvido pelas plantas é proveniente de resíduos anteriores (Malavolta.58** 0. o que acarreta aumento da CTCe (Alleoni et  al.62** 0. COT. pois evita sua adsorção com outros elementos. a equação de regressão linear múltipla (n = 48) do pH e do teor de COT (variáveis independentes) com a CTCe (variável dependente) do solo foi expressa por: CTCe = ‑11. Portanto. pela concessão de bolsa.. n. Contudo.15COT (R2 = 0.86** 0. capacidade de troca catiônica efetiva.97** 0.26ns 0.46** 0.98** 0.75** 0.7.1012 C. Anda & Kurnia. 4. cujos argilominerais dominantes são constituídos por caulinita e óxidos de ferro e alumínio. jul. principalmente os carboxílicos.25ns 0. 2010). A CTC da matéria orgânica origina-se da dissociação de grupos funcionais. em longo período. 2008).98** 0. por meio de ponte catiônica mediada pelo elemento (Bronick & Lal.32* 0.53** 0. Tabela  3. com a calagem. do que pelo aumento de pH. Já a correlação entre COT e P pode ser atribuída ao aumento de cargas negativas com o aumento de COT. promovido pela calagem. a sua correlação com o COT está relacionada à grande quantidade de resíduos culturais. como ferro e alumínio.92***). 2012 .98** 0. Isso é de suma importância em solos tropicais. a qual foi 44  vezes superior à contribuição da fração argila (4  cmolc  kg‑1).97** 0.. agropec.62** 0. que contribuiu para uma maior dissociação dos grupos funcionais da matéria orgânica acrescida. proporciona a dissociação de H+ de grupos OH da matéria orgânica. soma de bases.28ns 0..66** 0. A  elevada correlação encontrada entre COT e Ca indica ter ocorrido a estabilização de COT nas argilas.48** Agradecimentos À Fundação Araucária.68** 0. 3. bras.

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