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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DE UMA DAS VARAS CÍVEIS DA COMARCA DE BARUERI/SP

SÉRGIO, portador do RG nº e do CPF nº, residente e domiciliado à rua, nº, na cidade de Barueri/SP, por seu advogado que esta subscreve, devidamente inscrito na OAB/SP nº, com escritório profissional sito na Rua, nº, local onde recebe intimações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, propor AÇÃO DE INDENIZAÇÃO PARA REPARAÇÃO DE DANOS MATERIAIS causados em acidente de veículo de via terrestre, com fulcro nos artigos 186, 927 e 932, III do Código Civil, em desfavor da XXXXXXXXXXXXXXXXXXX, pessoa jurídica de direito privado, CNPJ nº, com sede na Rua, nº, em Campinas/SP, na pessoa de seu representante legal, pelos fatos a seguir expostos:

DOS FATOS

No dia 1º de novembro do ano de 2009, por volta das 10h 45min, o autor trafegava com seu veículo VW Passat, ano 2008, cor prata, pela Praça da República, na cidade de São Paulo/SP, quando Paulo, condutor do veículo GM S10 ano 2007, cor preta, de propriedade da Locadora Paulistana de Veículos Ltda., sem a devida cautela e

Quanto à obrigação de reparar o dano pela ré. serviçais e prepostos no exercício do trabalho que lhes competir. que se nega a assumir sua obrigação. Assim. se Paulo. fica obrigado a repará-lo. aquele que. sendo o reparo do dano orçado em R$ 18. 932. causar dano a outrem. não teve a atenção necessária e.com manifesta imprudência. Não há dúvidas que no caso em questão o dano causado ao autor se revestiu de imprudência e negligência. comete ato ilícito. a responsabilidade é atribuída à empresa jurídica demandada por força do art. conforme se pode comprovar pelos orçamentos em anexo. O autor procurou por diversas vezes a ré com objetivo de solucionar amigavelmente o conflito existente. negligência ou imprudência. ao conduzir seu veículo. por ato ilícito (art. empregado da referida locadora. advieram avarias no veículo do autor. inciso III que assim prescreve: “Art. 186 e 187).000. colidiu a lateral direita de seu veículo com a lateral esquerda do veículo do autor. 186 do Código Civil.” . uma vez que a legislação brasileira sustenta que o empregador é. Ora. sendo que em nenhuma delas obteve resultado satisfatório. violar direito e causar dano a outrem. estava conduzindo um veículo pertencente à ré e sua conduta imprudente causou danos ao autor.00 (dezoito mil reais). São também responsáveis pela reparação civil: III – o empregador ou comitente. sem justo motivo. responsável pela reparação civil em razão de danos causados por seus empregados. por ação ou omissão voluntária. 927 do Código Civil: “Aquele que. A responsabilidade da ré é clara. não há dúvidas quanto à responsabilidade da empresa. Dessa irresponsável conduta. Também preceitua o art. também. serviçais e prepostos. DO DIREITO Segundo prescreve o art. no exercício do trabalho que lhes competir. por seus empregados. não resta ao autor outra alternativa senão propor a presente ação. em desobediência às leis de trânsito. ou em razão dele. colidiu seu automóvel contra a lateral esquerda do veículo do autor. ou em razão dele. ainda que exclusivamente moral. uma vez que o condutor do veículo. 932.

2 . encontra-se presente.02. foi o que formou o convencimento do juízo para o deslinde da causa 4 .01. 238) JCCB. a falta de cuidado da Ré ao adentrar em uma a pista do lado oposto. com a reforma da sentença. Assim. a Responsabilidade subjetiva tem como requisitos a conduta.Apesar da tentativa da apelante em rechaçar o depoimento prestado por José Ricardo Rodrigues. por ação. 159 do CC. do dano.2003 – p.Assim. 3 .VÍTIMA FATAL – AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS -DEMONSTRADA CULPABILIDADE DO MOTORISTA – RESPONSABILIDADE CONSEQÜENTE DO PROPRIETÁRIO SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA COM TRÂNSITO EM . Deste modo. Des. diz a jurisprudência: CIVIL – ACIDENTE DE TRÂNSITO – COLISÃO DE VEÍCULOS – REPARAÇÃO DE DANOS – ECT – 1. II do Código Civil. In casu. está diante de um ato ilícito. o dano. – Rel. o dever de indenizar surgiu com a conduta culposa da Ré. A partir do momento em que alguém.12.038641-8 – 5ª T. a ensejar o reconhecimento da responsabilidade civil do empregador. de acordo com as normas positivadas em nosso ordenamento jurídico.14728-2 – 6ª T. (TRF 2ª R. o requisito imprescindível para caracterizar a responsabilidade prevista no art.Os elementos de prova constantes dos autos demonstram a presença dos pressupostos da responsabilidade civil relativamente à empresa de entrega rápida de documentos e mercadorias por intermédio de motocicleta. ou seja. Aplicação do disposto no art. da relação de causalidade e da culpa ou dolo. que agiu de forma imprudente que é a falta de cautela ou cuidado por conduta comissiva. Fed. 1. No mesmo sentido. 159 do Código Civil pressupõe a existência do comportamento do agente. negligência ou imprudência. positiva.Ação. Poul Erik Dyrlund – DJU 04. o nexo causal e a culpa. são demonstrativos da culpa do motorista da motocicleta. empregadora do motorista do veículo que causou o acidente de trânsito noticiado nos autos.Com efeito.Recurso conhecido. o dano causado ao autor é proveniente de ato ilícito. gerando a obrigação de indenizar.159 Com base na disposição legal supra. Com efeito. viola direito de outrem e causa-lhe dano. do Código Civil.A responsabilidade resultante do art. – Rel. aliados às circunstâncias em que ocorreu o acidente. Conv. ou causar prejuízo a outrem. Quanto à responsabilização da pessoa jurídica demandada.Apelação conhecida e provida. 932.Os documentos apresentados. DO CÓDIGO NACIONAL DE TRÂNSITO – ELEMENTOS DE PROVA – 1 . além do que dispõe o art. 3 . bem como na jurisprudência citada. violar direito. é devida a indenização. Guilherme Calmon Nogueira da Gama – DJU 04. 83. o réu tem a obrigação de indenizar o autor pelos danos causados por seu empregado. – AC 93. III. dano e nexo de causalidade comprovados pela prova existente nos autos relativamente à responsabilidade civil da pessoa jurídica empregadora. a jurisprudência também é unânime: “DIREITO CIVIL – RESPONSABILIDADE CIVIL EM DECORRÊNCIA DE ACIDENTE DE VEÍCULO – CULPA DO PREPOSTO DE EMPRESA DE ENTREGA ATRAVÉS DE MOTOCICLETA – ART. 2 . por ação ou omissão voluntária. mediante conduta culposa. 4 . e deste ato deflui o inexorável dever de indenizar. porém desprovido. 153) JCCB. impõe-se a observância da seguinte regra: "Aquele que. sem a prudência de olhar se viria outro carro no sentido contrário. como acima explicitado. – AC 1999. (TRF 2ª R.02. portanto. com fotografias esclarecedoras e croqui do local. configurado o nexo causal entre o dano e a culpa. Juiz Fed.1521” No mesmo sentido: “RESPONSABILIDADE CIVIL – ACIDENTEDE TRÂNSITO . sem observar as condições de tráfego do local.2003 – p. foi exatamente o ocorrido quando da colisão.521. Preenchidos tais requisitos. fica obrigado a reparar o dano".09.COLISÃO DE VEÍCULOS EM RODOVIA ESTADUAL .

JULGADO. prova testemunhal e outras que se fizerem necessárias à comprovação do alegado. DOS PEDIDOS Ante o exposto. de boa fé. . VEÍCULO . X.000. no prazo legal. resta demonstrada a obrigação desta em assegurar o resultado da demanda indenizatória. sopesando a dor da vítima. RECURSO PROVIDO. Emanuel Oliveira DJE).00 (dezoito mil reais) para fins meramente fiscais. da CF.000. se o contrato não foi transcrito no Registro de Títulos e Documentos. de rigor sua responsabilidade pelos prejuízos causados em decorrência do ato culposo. acrescidos de juros e correção monetária. (TJSP – APC 992051376848. INDENIZAÇÃO DEVIDA. requer a Vossa Excelência: a) A procedência da ação para condenar a ré a efetuar o pagamento ao autor na importância de R$ 18. do condutor do veículo causador do dano. bem como os fatos narrados. RESPONSABILIDADE DA DENUNCIADA À LIDE .Comprovada a transferência inequívoca do Veículo causador do dano anteriormente a data do sinistro à empresa denunciada. contestar a ação. DAS PROVAS Pretende-se provar por todos os meios de prova permitidos no direito. d) A citação do representante legal da pessoa jurídica que figura no pólo passivo para. DANO MORAL . deve ser fixada segundo uma prudente estimativa. tais como depoimento do representante legal da ré. Rel.00 (dezoito mil reais).PROPRIEDADE – A compra e venda de caminhão não prevalece contra terceiros. que resultou na morte do cônjuge e pai das autoras. 27ª CDP. VALOR DA CAUSA Dá-se à causa o valor de R$ 18. verifica-se a legitimidade das partes. Comprovada a culpa do condutor do caminhão de propriedade da empresa empregadora pelo acidente de trânsito ocorrido.” Tendo em vista o amparo legal. 489 do Supremo Tribunal Federal. a possibilidade jurídica e a necessidade do pedido. sendo de rigor o acolhimento da lide secundária. b) A condenação da requerida ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios na forma da lei. o caráter afetivo e o grau da culpa. nos estritos termos da Súmula n°. querendo.A indenização por dano moral estabelecida no artigo 5o.

Nestes termos. 1 de abril de 2010. Cidade. Pede deferimento. Advogado OAB/SP nº .