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ELETRONUCLEAR

Gerência de Treinamento - GTR.O

CALDEIRAS

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ÍNDICE

1. Considerações Gerais.........................................................................................................6 1.1. TERMOS LIGADOS AOS GERADORES DE VAPOR...............................................7 2. COMPONENTES CLÁSSICOS........................................................................................8 3. TIPOS DE CALDEIRAS.................................................................................................10 3.1 CALDEIRAS FLAMOTUBULARES...........................................................................12 3.1.1 CALDEIRAS HORIZONTAIS...................................................................................13 3.1.2 CALDEIRAS VERTICAIS.........................................................................................18 3.2 Caldeiras Aquotubulares.................................................................................................19 3.2.1 CALDEIRAS AQUOTUBULARES DE TUBOS RETOS........................................20 3.2.2 CALDEIRAS AQUOTUBULARES DE TUBOS CURVOS.....................................23 3.2.3 CIRCULAÇÃO DA ÁGUA EM CALDEIRAS AQUOTUBULARES......................26 3.2.4 CALDEIRAS DE CIRCULAÇÃO POSITIVA FORÇADA......................................27 3.3 CALDEIRAS ELÉTRICAS...........................................................................................29 3.3.1 TIPOS DE CALDEIRAS ELÉTRICAS.....................................................................30 4. FORNALHAS..................................................................................................................33 4.1 CLASSIFICAÇÃO DAS FORNALHAS.......................................................................33 4.2 Fornalhas sob Suporte....................................................................................................34 4.2.1 Fornalha de Suporte Estático......................................................................................34 4.2.2 Fornalha de Suporte Movimentado.............................................................................41 4.3 Fornalha de Queima em Suspensão................................................................................45 4.3.1 Queimadores de Combustíveis Líquidos......................................................................45 4.3.2 QUEIMADORES DE COMBUSTÍVEIS GASOSOS................................................48

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4.3.3 QUEIMADORES DE COMBUSTÍVEIS SÓLIDOS PULVERIZADOS..................49 5. ACESSÓRIOS E DISPOSITIVOS DE CALDEIRAS....................................................51 5.1 APARELHOS DE ALIMENTAÇÃO DE ÁGUA.........................................................51 5.1.1 INJETORES................................................................................................................51 5.1.2 BOMBAS ALTERNATIVA.......................................................................................52 5.1.3 BOMBAS CENTRÍFUGAS........................................................................................53 5.1.4 CONTROLE AUTOMÁTICO DE ÁGUA DE ALIMENTAÇÃO.............................53 5.1.4.1 APARELHO DE CONTROLE DE ALIMENTAÇÃO DE ÁGUA LIGADESLIGA..................................................................................................................54 5.1.4.2 APARELHOS DE CONTROLE DE ALIMENTAÇÃO DE ÁGUA MODULANTE ...................................................................................................................................55 5.2 ALIMENTAÇÃO DE COMBUSTÍVEL.......................................................................60 5.2.1 CONTROLE AUTOMÁTICO DE COMBUSTÃO...................................................61 5.3 ALIMENTAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA..............................................................61 5.4 VISOR DE NÍVEL........................................................................................................62 5.5 MANÔMETROS............................................................................................................63 5.6 DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA.............................................................................65 5.6.1 VÁLVULAS DE SEGURANÇA................................................................................65 5.6.2 PROTEÇÃO E CONTROLE DE CHAMA................................................................68 5.7 DISPOSITIVOS DE CONTROLE................................................................................69 5.7.1 PRESSOSTATOS.......................................................................................................69 5.7.2 CHAVE SEQÜÊNCIAL.............................................................................................70 5.7.3 VÁLVULAS E TUBULAÇÕES.................................................................................70 5.7.4 OUTROS ACESSÓRIOS...........................................................................................75 5.7.4.1 PREAQUECEDOR DE AR.....................................................................................75 5.7.4.2 ECONOMIZADOR..................................................................................................77

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..............................1 DEFINIÇÕES........................3....85 7.....................................................83 6......................................1......101 CALDEIRAS - 4 ..........................................93 8....................... COMBUSTÃO E COMBUSTÍVEL....................................84 6....................87 7.93 8.........................82 6..........................85 7..........................................................................................................101 8......................................................................CALDEIRAS 5....4 CONTROLE DE AR EM EXCESSO E EM FALTA....................................................................................2 TIRAGEM FORÇADA E INDUZIDA..........................2 CÁLCULO DO AR NECESSÁRIO À COMBUSTÃO ..................3..................................3..79 5................2 DESMINERALIZAÇÃO..................................................................3 ESTEQUIOMETRIA DA COMBUSTÃO....82 6...........................90 8..............4........................................................................3......3...................4 CONTROLE DE TIRAGEM..1...............97 8..............................3 TIRAGEM MISTA OU BALANCEADA..............................................................................1 TRATAMENTOS EXTERNOS................90 8............................84 7.........88 8...........3.....................4 REMOÇÃO DA SÍLICA...............91 8.........................1....................................88 7......7..................................................................................................................................................... ÁGUA DE ALIMENTAÇÃO DAS CALDEIRAS...............................................4 CONSIDERAÇÕES FINAIS................2 TRATAMENTO INTERNO.................................................................................96 8......................................................4...5 CHAMINÉ.81 6........................................1 TIRAGEM NATURAL...........................................3 TRATAMENTOS E APARELHAGENS......................................................1 ABRANDAMENTO..........................7..............................................................................................97 8....101 8............3 SUPERAQUECEDORES...................................3 DESGASEIFICAÇÃO...........................................................................4 PURGADORES.........................2 ANÁLISE DA ÁGUA.......................................................................................COMBUSTÍVEL LÍQUIDOS ................................. TIRAGEM.................................1...............................................................................1 UNIDADES ADOTADAS.82 6.

.CALDEIRAS 10.............................. BIBLIOGRAFIA..............103 CALDEIRAS - 5 ...............................................................

devendo ser ajustada quando necessário. aquecimento. O preaquecimento do óleo combustível é fundamental para atingir os limites adequados de viscosidade necessários para uma boa pulverização. ou seja. Quanto mais alta a viscosidade do combustível. É constituída por diversos equipamentos integrados. frigoríficos. É importante salientar que esta temperatura não deve aproximar-se muito do ponto de fulgor do óleo combustível. mercúrio ou outros fluídos e que utilizam qualquer tipo de energia. outras empresas. hospitais. CONSIDERAÇÕES GERAIS Atualmente. para permitir a obtenção do maior rendimento térmico possível e maior segurança. hotéis. a linha de caldeiras de água quente. inclusive a elétrica. não só para movimentar máquinas mas também para limpeza (esterilização). principalmente. a partir da energia térmica fornecida por uma fonte qualquer. utilizam. escape de motores Diesel ou turbinas a gás. apenas com temperatura elevada para ser aproveitado nos processos de aquecimento (calefação). Algumas vezes. mais difícil será a sua divisão em gotículas. mais difícil será a sua nebulização. Para produzir o vapor d'água. se refere. cada vez mais vapor gerado pelas caldeiras. também. pela absorção da energia térmica desprendida pela fissão do urânio.CALDEIRAS 1. deste modo. entre outros calores residuais de processos industriais. sejam as que vaporizam água. e participação direta no processo produtivo. é necessário que haja a combustão na caldeira. como por exemplo: restaurantes. graças a todos os aperfeiçoamentos e a intensificação da produção industrial. A produção de vapor pode ser conseguida. O material contido neste trabalho. a fonte produtiva de calor é um combustível especificamente utilizado com esta finalidade mas podem ser aproveitados. Caldeira é um trocador de calor que. o fluído permanece no estado líquido. formando. Além da indústria. Quase sempre. Esta definição abrange todos os tipos de caldeiras. CALDEIRAS - 6 . a caldeira ocupa um lugar muito importante pois gera o vapor indispensável a muitas atividades. o equipamento é chamado "Caldeira de Recuperação". a partir de combustíveis sólidos ou líquidos. trabalhando com pressão superior à pressão atmosférica. a temperatura de aquecimento não é fixa. como matéria-prima. Neste caso. Tendo em vista a variação de viscosidade do óleo combustível. produz vapor. também. às caldeiras que produzem vapor d’água.

“boiler horse-power”. vazão em massa de combustível (kg/h). .m C = vazão em massa de vapor fornecido. onde 1BHP ≅ 15. c) Quilo de vapor por metro quadrado (kgv/m2 )de superfície de aquecimento. • CALOR ÚTIL É a parcela de calor produzida pelo combustível que se transferiu para a água formando vapor. podendo ser representada por: a) quilo de vapor ou tonelada de vapor por hora (kgv/h.tv/h). CALDEIRAS - 7 . hvs. hve = entalpia do vapor de saída. = m v ( hv s − hv e ) m c ⋅ PCI ⋅ . b) BHP .65 kg/h.CALDEIRAS 1. TERMOS LIGADOS AOS GERADORES DE VAPOR • CAPACIDADE DO GERADOR DE VAPOR É o quanto a caldeira produz de vapor. entrada (kJ/kg) PCI = poder calorífico inferior do combustível queimado (kJ/kg)..1. ηT ⋅ m V . • EFICIÊNCIA TÉRMICA É a relação entre o calor útil e o conteúdo térmico total do combustível queimado. • SUPERFÍCIE DE AQUECIMENTO É a área de tubulação (placa metálica) que recebe o calor dos gases quentes responsável por vaporizar a água (m2).

Cinzeiro Lugar onde depositam as cinzas e ou eventualmente restos de combustíveis que atravessam o suporte de queima sem completarem sua combustão. préaquecedores de ar. ou integralmente irradiada. à pressão. D. Câmara de combustão Volume onde se deve extinguir toda a matéria combustível antes dos produtos de combustão atingirem e penetrarem no feixe de absorção do calor por convecção. As unidades menores destinadas a gerar vapor de calefação em pequenas e médias indústrias dispensam a quase totalidade dos componentes citados anteriormente. economizadores. Economizador Onde a temperatura da água de alimentação sofre elevação. os componentes clássicos das caldeiras são listados a seguir. líquidos ou gasosos. G. que ao receber calor se transforma em vapor E. e outros. Assim sendo. com tubos. Esta câmara por vezes se confunde com a própria fornalha dela fazendo parte. ou revestida de tubos (parede de água). graças ao aproveitamento do calor sensível dos gases da combustão. F. CALDEIRAS - 8 . Superaquecedor Responsável pela elevação da temperatura do vapor saturado gerado na caldeira. seja para a queima de combustíveis sólidos. A. captadores de fuligem. Caldeira de vapor Corresponde ao vaso fechado. Todo o vapor ao passar por este aparelho se superaquece. principalmente quando destinados a queima de combustível sólidos que incluem superaquecedores. Fornalha Local onde se instala a início do processo de queima. B. com a ressalva que nem todos os componentes abaixo. contendo a água no seu interior. cuja função é aquecer o ar de combustão para a seguir introduzi-lo na fornalha. COMPONENTES CLÁSSICOS Atualmente os geradores de vapor de grande porte são constituídos de uma associação de componentes.CALDEIRAS 2. necessariamente. antes de serem eliminados pela chaminé. A câmara de combustão pode ser constituída pela própria alvenaria refratária. C. extratores mecânicos de cinza. de maneira a constituírem um aparelho complexo. Aquecedor de ar Também conhecido como pré-aquecedor de ar. aproveitando o calor sensível residual dos gases da combustão. fazem parte de todos os geradores de vapor. Outras vezes separa-se completamente.

2. a tiragem se diz forçada. a figura 2. Neste exemplo. porém. Tomando por base a unidade mais complexa. Chaminé É a parte que garante a circulação dos gases quentes da combustão através de todo o sistema pelo chamado efeito de tiragem. A circulação dos gases também poderá ser assegurada por um ventilador soprador de ar de combustão com pressão suficiente para vencer toda a perda de carga do circuito. Estes canais podem ser de alvenaria ou de chapas de aço conforme a temperatura dos gases que neles circulam. Neste caso se diz que a tiragem é induzida.CALDEIRAS H. Canais de gases São trechos intermediários ou finais de circulação dos gases de combustão até a chaminé. Quando a tiragem.1 CALDEIRAS - 9 . Princípio de funcionamento de uma unidade complexa com fornalha para queima de lenhas em toras Fig. é promovida por ventilador exaustor. I.1 permite identificar os componentes clássicos e o princípio de funcionamento da instalação. sua função se resume no dirigir os gases da combustão para a atmosfera.

2 ou 3 passes. TIPOS DE CALDEIRAS Existem diversas formas para se classificar as caldeiras. Por exemplo. B) Aquotubulares Tubos retos Tubos curvos Perfil A Perfil D Perfil O Lâmina. elas podem ser classificadas sob os seguintes aspectos: • Quanto à Localização Água-Gases: A) Flamotubulares Verticais Horizontais Fornalhas corrugadas Traseira seca Traseira molhada Observação: Todos os tipos acima com 1. cortina ou parede de água C) Mistas • Quanto à Energia Empregada para o Aquecimento: A) Combustíveis Sólidos Líquidos Gases B) Elétricas Jatos-de-água Eletrodos submersos Resistores CALDEIRAS - 10 .CALDEIRAS 3.

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C) Caldeiras de Recuperação Gases de outros processos Produção de soda ou licor negro D) Nuclear • Quanto à Montagem: A) Caldeiras pré-montadas (compactas) B) Caldeiras montadas em campo • Quanto à Sustentação: A) Caldeiras auto-sustentadas B) Caldeiras suspensas C) Sustentação mista • Quanto à Circulação de Água: A) Circulação natural B) Circulação forçada C) Combinada • Quanto ao Sistema de Tiragem: A) Tiragem natural B) Tiragem forçada C) Tiragem balanceada ou induzida Aguardaremos, neste trabalho, a classificação quanto à localização relativa água-gases e, à parte, as Caldeiras Elétricas:

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CALDEIRAS FLAMOTUBULARES Este foi o primeiro tipo de caldeira construída. É também chamada de tubo-de-fogo, tubo-de-fumaça ou pirotubular, por causa dos gases quentes provenientes da combustão que circulam no interior dos tubos em um ou mais passes, ficando a água por fora dos mesmos. É o tipo de caldeira mais simples. Muito usada em locomotivas e navios, mesmo com o aparecimento de caldeiras mais modernas, este tipo ainda continua em uso.Posteriormente, com alguns aperfeiçoamentos, passou a chamar-se caldeira escocesa. Segundo o esquema, notamos que a caldeira tipo flamotubular não passa de um cilindro externo que contém a água e um cilindro interno destinado à fornalha. Sua tiragem ou saída de gases é normal. A carcaça é construída de chapas que variam de espessura de acordo com o porte da caldeira e a sua pressão pode variar entre 5 a 10 quilogramas-força por centímetro quadrado, sendo que as maiores unidades atingem a produção de 6 tv/h, saturado e pressões não superiores a 17 kgf/cm2. Maiores produções e pressões determinam a utilização de caldeiras aquotubulares. Sucessivos estudos visando ao aperfeiçoamento das caldeiras revelaram que a temperatura oscilava entre 316 a 4270 (graus Celsius), que era perdida na chaminé. Resolveram aproveitar esta perda, a fim de reduzir o custo do combustível que, na época era o carvão mineral. O problema foi resolvido, aumentando a superfície de aquecimento da água colocando tubos em quantidade suficiente e forçando os gases quentes a passarem pelos tubos em passes, depois, pela tiragem na chaminé. Com isso, o rendimento foi aumentado, embora esse tipo de caldeiras não tivesse eficiência superior a 60%. Podemos, ainda classificar as caldeiras flamotubulares em: VERTICAIS. HORIZONTAIS E

Fig.3.1

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3.1.1 CALDEIRAS HORIZONTAIS A) Caldeira Cornuália: Consta de um cilindro colocado inteiramente no sentido horizontal, ligando a fornalha até o local de saída dos gases. Seu funcionamento é simples, apresenta baixo rendimento e sua pressão não ultrapassa 10 Kg/cm2 (figura 3.1). B) Caldeira Lancaster: Sua construção é idêntica à Conuália, podendo apresentar de dois a quatro tubos internos.(figura 3.2)

Caldeira Cornuália e tipos de caldeiras lancaster, corte transversal Figura 3.2 Estes tipos de caldeiras são chamados de tubo-de-fogo-direto; porque os gases percorrem os tubos da caldeira uma única vez. Dentro ainda das caldeiras flamotubulares horizontais de fogo direto existem as multitubulares, que contam com vários tubos internos conforme pode ser visto na figura 3.3. Há caldeiras que apresentam Tubos-de-fogo e de retorno; os gases desprendidos durante a combustão na fornalha, circulam por tubos que os fazem retornar ao lado da fornalha e em seguida para a chaminé.

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3 C) Caldeiras Multitubulares de Fornalha Externa: O aquecimento é feito diretamente na base do cilindro e os gases retornam pelos tubos-de-fogo. CALDEIRAS - 14 .4). A fornalha pode ser construída em alvenaria e ocupa quase a extensão do cilindro (figura 3.multitubular Fig.3.CALDEIRAS Caldeira flamotubular horizontal .

chamadas de cinzeiro. Sua característica principal é a fornalha que apresenta uma dupla parede em chapa. na parte inferior um conjunto de grelhas que servem para manter a lenha em posição de queima e dar escoamento às cinzas. Estas são captadas em uma caixa colocada logo abaixo das grelhas. por ser construída de forma que todos os equipamentos colocados formam uma única peça.3. além de ser um dispositivo de segurança. Os gases produzidos na fornalha circulam várias vezes pela tubulação. Fig. podendo ser acionada mecanicamente onde não houver energia elétrica. tanto na locomotiva parada como em marcha.5) O largo emprego deste tipo de caldeira se deve à facilidade de transferência de um local para outro. o cinzeiro. por onde circula a água. um regulador de tiragem. Quando se trata de locomotivas. sendo de fácil transporte e pode ser operada de imediato. CALDEIRAS - 15 . Seu diâmetro é bastante reduzido. possui. Quando o combustível é lenha ou carvão. é também. O combustível usado é unicamente óleo ou gás.4 D) Caldeiras Locomotivas ou Locomóveis: Também é do tipo multitubular.3. (Fig.3. sendo impulsionados por ventiladores.CALDEIRAS Fig.5 E) Caldeiras Escocesas ou Compactas: Este tipo de caldeira teve largo emprego na Marinha.

A figura 3. traseira seca.6 da um exemplo de caldeira escocesas com 3 voltas de chama. dois e três passes. gás ou combustível sólido. Fig.6 CALDEIRAS - 16 .3.CALDEIRAS podendo seu rendimento atingir a 83%. As caldeiras escocesas apresentam diversas disposições construtivas (figura 3. para aumentar a superfície de troca térmica. podendo ter queima de óleo.7) contando com traseira molhada. fornalha corrugada.

7 CALDEIRAS - 17 .CALDEIRAS Fluxo de gás em caldeiras tipo escocesa Fig. 3.

8) ou de fornalha externa. Os tubos são colocados verticalmente dentro do cilindro e a fornalha interna fica no corpo do cilindro.CALDEIRAS 3. carvão. etc.1. já as caldeiras verticais de fornalha externa são aplicadas principalmente quando é usado combustível de baixo PCI (bagaço de cana. Os gases resultantes da queima na fornalha sobem pelos tubos e aquecem a água que se encontra por fora dos mesmos. Geralmente as fornalhas internas são envolvidas por uma câmara de água formada pelo prolongamento do corpo cilíndrico.) CALDEIRAS - 18 . Esta caldeira é usada em locais onde o espaço é reduzido e não requer grande quantidade de vapor. Existem tipos cuja fornalha é externa. Fig. mas alta pressão. casca de laranja.2 CALDEIRAS VERTICAIS Este tipo de caldeira tem as mesmas características da caldeira horizontal multitubular. madeira.8 Podem ser de fornalha interna (figura 3. 3.

no interior dos tubos circula a água e por fora os gases quentes através do caminho formado pela alvenaria e chicanas internas. a eles se unindo para constituírem um feixe tubular de água que compõe a parte principal de absorção de calor. A figura 3.. permite a obtenção de grandes superfícies de aquecimento. 3.9 representa uma seção transversal de feixe aquotubular unindo dois tambores. O fato dos tubulões estarem situados fora dos corpos das caldeiras.2 CALDEIRAS AQUOTUBULARES Somente foi possível a obtenção de maiores produções de vapor.CALDEIRAS Atualmente a grande maioria das caldeiras flamotubulares em operação são automáticas ou semi-automáticas embora se encontre ainda pequenas caldeiras pirotubulares operando normalmente. Vapor nível de água tubulão de vapor tubulão de lama descarga CALDEIRAS - 19 . Os dispositivos automáticos mais comumente encontrados são os alimentadores de água e de óleo. a pressões elevadas e altas temperaturas com o aparecimento das caldeiras aquotubulares (tubos de água).

A produção de vapor nestes tipos de caldeiras pode atingir capacidades de 600 até 750 tv/h com pressões de 150 a 200 kgt/cm2.caldeiras aquotubulares de tubos retos. A flexibilidade permitida pelo arranjo dos tubos que constituem os feixes ou parede d’água possibilitam um vasta variedade de tipos construtivos conforme veremos na classificação a seguir: . vaporiza e sobe até o tambor superior.2. A medida que a caldeira aquotubular aumenta sua capacidade. através de câmaras.CALDEIRAS Circulação de água em uma caldeira aquotubular Fig. podendo. . temperaturas de 450 . quantidade de tubos e por conseqüência as perdas de cargas no circuito hidráulico tornando a circulação por meio de bombas necessária. os tambores estarem colocados no sentido longitudinal ou transversal. dando lugar à nova quantidade de água fria que será vaporizada e assim sucessivamente. no sentido longitudinal ou transversal. sendo que através dos espaços existentes entre os tubos CALDEIRAS - 20 . que podem apresentar de um a mais de quatro tambores. Consiste em um feixe de tubos retos e paralelos que se interligam com o tambor de vapor. provocada apenas pela diferença de peso específico entre a água ascendente e descendente.500 oC existindo unidades com pressões críticas (226 atm) e supercríticas (350 kgf/cm2).Caldeiras aquotubulares de circulação positiva.9 A água é vaporizada nos tubos que constituem a parede mais interna. . são as chamadas caldeiras de circulação forçada.3. é característica das chamadas caldeiras com circulação natural. Esse tipo de circulação de água. Recebendo calor primeiro. aumenta também seu tamanho.1 CALDEIRAS AQUOTUBULARES DE TUBOS RETOS Essas foram as primeiras caldeiras tubo-de-água que surgiram e tinham uma capacidade de produção de 3 a 30 toneladas-vapor/hora com pressões de até 45 Kg/cm2. Os projetos foram apresentados pelas firmas Babcok & Wilcox e a Steam Muller Corp. 3.caldeiras aquotubulares de tubos curvos.

As figuras 3.10 e 3.CALDEIRAS circulam os gases quentes.11 são dois exemplos deste tipo de gerador de vapor com tambor longitudinal e transversal respectivamente CALDEIRAS - 21 .

10 Caldeira aquotubular de tubos retos e tambor transversal Fig.12 apresenta uma das formas de fixação dos tubos mais usadas na fabricação de caldeiras.Caldeira de tubos retos e tambor longitudional Fig.3.3.11 A figura 3. .

. reduziu-se o número e o diâmetro dos tubos. Com o objetivo de se aproveitar melhor o calor irradiado na fornalha. existindo modelos com dois tambores inferiores. o que representa grande economia na fabricação e facilidade na manutenção.Feixe de tubos expandidos nas câmaras onduladas (coletores ondulados) Fig.3. e um grande volume de água.2 CALDEIRAS AQUOTUBULARES DE TUBOS CURVOS A principal característica deste tipo. e acresceu-se uma parede de água em volta da fornalha o que serviu como meio de proteção ao refratário da mesma. eliminação total dos refratários de alta qualidade e vaporização mais rápida.12 3.2. Além de serem bastantes práticas para limpar. possibilitam a produção de grande quantidade de vapor. Partindo deste modelo. Na figura 3. diminuição da caldeira. foram projetadas novas caldeiras. com três tambores superiores e um inferior. As primeiras caldeiras deste tipo foram idealizadas por Stirling. são os tubos curvos que se unem aos tambores por solda ou madrilamento. Apresentavam um número de tambores variados.13 apresentamos um esquema desse tipo de caldeira.

Fig. enquanto a figura 3.14 .3.15 mostra uma caldeira com três tambores transversais.14 representa uma caldeira com dois tambores transversais e parede de água.13 A figura 3.3.Fig.

16 . conforme esquema da figura 3.Fig.15 Dentro da categoria de tubos curvos cabe analizar em separado.3. uma versão que mantém grande projeção no mercado consumidor: a caldeira aquotubular compacta de operação totalmente automatizada.3.16. Corte de uma caldeira aquotubular compacta Fig.

Com produções até 100 toneladas de vapor por hora e obtenção de eficiência térmica elevada (até 80%). Cabe. 590ºC para os aços martensíticos e 650ºC para outras ligas martensíticas.5 vezes. Sabe-se que a circulação natural da água fica mais comprometida a medida que a pressão se eleva. fazendo apenas as interligações e instalações elétricas-eletrônicas e hidráulicas. Ultrapassando estes limites as propriedades destes materiais utilizados na construção de caldeiras começam a diminuir sua resistência mecânica. estas unidades são oferecidas para pronto funcionamento. . graças a tendência natural provocada pela diferença de pesos específicos existentes entre a água situada nas partes mais frias da caldeira e aquela contida nas zonas de alta temperatura dos gases. Os aços aplicados na construção das caldeiras expostas aos gases quentes precisam ser continuamente resfriados por água ou mistura água-vapor para conservarem suas qualidades de resistência.17 apresenta quatro diferentes esquemas. Constata-se que o vapor a pressão de 35 kgf/cm2 pesa por unidade de volume 45 vezes menos que a água. à 140 kgf/cm2 7. Unidades não transportáveis num único pacote são fornecidas ou em blocos semicompactos ou em componentes unitários desmontados.5 vezes menos e a 210 kgf/cm2 apenas 2. seja vapor. Assim sendo o resfriamento da superfície metálica que é submetida a tais temperaturas é vital para a segurança do equipamento. Numa unidade convencional a circulação da água se processa livremente. seja no estado líquido. mediante uma circulação permanente.2.3 CIRCULAÇÃO DA ÁGUA EM CALDEIRAS AQUOTUBULARES. de tal maneira que no local de instalação estes componentes são unidos para completar a unidade. controlada e orientada. a água este papel. estes materiais conservam suas propriedades mecânicas. 3. portanto. cada um esclarecendo como se processa a circulação natural da água no interior dos tubos. pois até a temperatura limite de 450ºC para os aços carbonos comuns. A figura 3. dispensado a montagem no campo. Dai concluí-se que a circulação controlada por meios forçados é fundamental nas caldeiras e altíssimas pressões. normalmente acima de 160 kgf/cm2.

através do economizador.2. transformando-se diretamente em vapor. Fig.17 3.Circulação Natural de água no interior dos tubos. No 2º tipo. A bomba de alimentação injeta na caldeira exatamente a quantidade de vapor a produzir. caldeira e superaquecedor. diferentes concepções. toda água introduzida na caldeira circula uma só vez.4 CALDEIRAS DE CIRCULAÇÃO POSITIVA FORÇADA Há dois tipos de concepções que se destinguem pelo sistema de circulação. para resistir às altas pressões de operação das unidades. além da bomba de alimentação existe outra destinada a recirculação da água na caldeira.3. todas utilizando como meio de circulação uma bomba centrífuga de construção especial. . No 1º tipo.

conforme esquema da figura 3.5 a 0. Além disso apresentam dimensões menores. e de capacidade. a qual se caracteriza pela construção monotubular. já no estado de vapor. A primeira concepção de caldeira de circulação forçada foi dada por Benson. Este coleta cerca de 4% da água evaporada para aquecimento da água de alimentação. Em contrapartida exigem apurado controle da água de alimentação e manutenção cuidadosa na bomba de circulação associado a aperfeiçoados e sensíveis instrumentos de controle.18 Fig. ausência de formação de depósitos internos.3.As caldeiras de circulação positiva apresentam inúmeras vantagens como a ausência de limite de pressão. A caldeira “Le Mont” aproveitou a idéia do tambor separador com bomba de recirculação (figura 3. A bomba de circulação opera com pressão superior a da caldeira consumindo de 0.19. exibem rendimentos altos e dispensam grandes tambores. . desde a entrada até a saída. através da qual circula a água unidirecionalmente. conhecendo-se exemplos com pressões supercríticas. geram vapor instantaneamente. aplicam tubos de pequeno diâmetro (da ordem de 25 a 28mm).20).6% da energia produzida pela própria caldeira. que é a mesma caldeira Benson acrescida de um tambor separador intermediário entre a seção geradora de vapor e o super aquecedor conforme figura 3.18 Existe também a caldeira Belser ou Sulzer.

O casco é um vaso de pressão. cilíndrico-vertical.19 Princípio Le Mont Fig. os quais ficam dentro da cuba imersos em água. isolado termicamente e convenientemente aterrado. sendo um por fase.3 CALDEIRAS ELÉTRICAS São basicamente constituídas pelo casco ou tambor.3. um por fase. . portanto devem-se adicionar determinados sais à mesma para que se possa obter uma determinada CONDUTIVIDADE. dispostos a 1200 e fixados com isoladores na parte superior do tambor. A cuba é isolada elétricamente por meio de porcelanas adequadas. contendo uma cuba interna e os eletrodos. Na extremidade inferior das eletrodos suporte estão montados os eletrodos de contato.20 3. provoca seu aquecimento e vaporização. passando através da água. A água pura é considerada um mau condutor de CORRENTE ELÉTRICA. A alimentação de energia elétrica é feita através de três eletrodos-suportes. no interior da cuba.3. A corrente elétrica.Principio Sulzer Fig.

Na maioria das vezes são do tipo horizontal. geralmente.modulação da produção de vapor de forma rápida e precisa.baixo nível de ruído. b) Tipo Jato de Água (cascata): destinada a pressões de vapor elevadas e grandes quantidades de vapor.não necessita de área para estocagem de combustível.8 a 13. .área reduzida para instalação da caldeira.22.3.distância entre os eletrodos. . .1 TIPOS DE CALDEIRAS ELÉTRICAS a) Tipo Eletrodo Submerso: geralmente destinado a trabalhar com pressões de vapor não muito elevadas (aproximadamente 15 Kgf/cm2. 3. A figura 3. .melhora do Fator de Potência e Fator de Carga. utilizando resistências de imersão.tratamento de água rigoroso.). existe também nessa modalidade a alta tensão (3800 a 13800 V). utilizando o sistema de eletrodos submersos a baixa tensão (220 a 440 V). . disponíveis apenas para alta tensão (3.ausência total de poluição (não há emissão de gases). a pequenas produções de vapor.condutividade da água.21 mostra um dos possíveis esquemas. c) Tipo Resistência: destinada. . A quantidade se vapor gerada (Kg/h) depende diretamente dos seguintes parâmetros: .0%). .Alguns fabricantes recomendam a adição cáustica ou fosfato trisódico na água de alimentação (observe que esta deve ser calculada e colocada após o tratamento químico da água de alimentação).nível da água.necessidade de aterramento da caldeira de forma rigorosa. • PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DAS CALDEIRAS ELÉTRICAS . . . .alto rendimento térmico (aproximadamente 98. Observe um dos possíveis esquemas na figura 3.8 kV). .

Corpo da Caldeira 2 .3.1 .Câmara de Vapor 4 .Bomba de Circulação 5 .Bomba de Alimentação de Água 6 .Válvula de Segurança Caldeira elétrica tipo eletrodo submerso (baixa tensão) Fig.Eliminador de Água 7 .21 .Eletrodo 3 .

Caldeira Elétrica tipo eletrodo jateado Fig.Válvula de Descarga de Fundo 2 .Contra eletrodos 12.Isoladores 7 .3.Injetores 11.Aquecedor de Partida 13.Haste do Condutor 6 .Eletrodo 9 .22 Legenda: 1.Válvula de Saída de vapor 8 .Cilindro com Injetores 10.Bomba de Circulação 3 .Válvula Controle de Vazão 4 -Válvula de Segurança 5 .Entrada de Água de Alimentação .

sendo assim optou-se pela classificação que engloba todas as fornalhas em apenas duas categorias: 1. óxido de magnésio. No interior da fornalha as paredes devem ser revestidas com uma camada de tijolos refratários responsáveis por reter o calor no interior da fornalha.Fornalhas que queimam sobre suporte 2. grafite e silício. 4. além de propiciar a proteção e os suportes necessários para o aparelho de combustão. até atingirem suas características de operação.Fornalhas de queima em suspensão . elevar a temperatura do combustível até a combustão espontânea proporcionando uma combustão completa. que se aplique pouco calor nos primeiros momentos e se vá aumentando gradativamente. quando da utilização de tijolos refratários novos. Exemplos de aparelhos de combustão são as grelhas rotativas. A câmara de combustão é representada por um volume adequadamente dimensionado onde se desenvolve a chama e se completa a combustão. resistência ao choque térmico e dilatação quase nula.1 CLASSIFICAÇÃO DAS FORNALHAS Várias são as maneiras de se classificar este componente importante dos geradores de vapor. a gás. etc. o queimador a óleo.4. FORNALHAS Fornalha é a denominação genérica que se dá para o local onde se queima o combustível e donde partem os produtos desta combustão.O aparelho de combustão 2. as grelhas basculante. A fixação desses tijolos é feita com argamassa refratária. Recomenda-se. É formada por duas partes distintas: 1. Os principais componentes dos materiais refratários são o óxido de sílica. criar turbulência para misturar o ar e o combustível e finalmente impedir a troca de calor entre os gases quentes produzidos e o ambiente. A fornalha deve evaporar toda a umidade do combustível e destilar suas substâncias voláteis. por isso devem ter refratariedade e alto ponto de fusão.A câmara de combustão O aparelho de combustão compreende um conjunto de componentes que oferecem as condições necessárias para a queima de combustível.

.A primeira categoria engloba todas as fornalhas que queimam combustíveis sólidos à granel. A figura 4. Projetos maiores.1 FORNALHA DE SUPORTE ESTÁTICO Neste grupo incluímos todas as fornalhas onde o combustível introduzido. A segunda se preocupa com a queima de combustíveis líquidos. permanece praticamente em repouso sob o suporte até sua completa extinção. grosseiramente divididos. O suporte todo costuma possuir ligeira inclinação para a parte posterior de 10 a 15 graus para facilitar o manuseio do combustível durante os períodos de movimentação das toras a que são submetidos. as seguintes fornalhas: • Fornalha de Grelhas Planas São adequadas para a queima de lenha em toras de um metro. A partir desta capacidade o suprimento manual do combustível se complica o ponto de inviabilizá-lo. Se enquadram nesse grupo.1 mostra a instalação de uma grelha plana em caldeira flamotubular. picados e britados. 4. seu grau de divisão e mecanização da alimentação. A aplicação deste tipo de grelha é limitado à caldeiras com capacidade de gerar até 15 tv/h. jamais deveriam adotar este sistema de queima sob pena de contribuir para o desperdício de reversas florestais comprometidas com outros programas mais coerentes com a economia da Nação.2. gasosos ou sólidos finamente pulverizados que podem ser queimados em suspensão. as fornalhas sobre suporte são subdividas em dois grupos: • fornalhas de suporte estático • fornalhas de suporte movimentado 4. Segundo a quantidade de combustível manipulado.2 FORNALHAS SOB SUPORTE As fornalhas sob suporte congregam uma série de concepções construtivas especificamente projetadas para a obtenção das melhores condições necessárias aos variados combustíveis disponíveis para a queima.

Estas grelhas.3.caixa de fogo. b. apoiados em travessões inclinados. preenchendo todo o suporte.1 Fornalha de Grelha em Escada Como o nome sugere. A figura 4.Grelha Plana : a. desce até formar um monte equilibrado. quando alimentadas mecanicamente se prestam para caldeiras de até 20 tv/h.ponte de fornalha Figura 4. d. formando degraus. O combustível é arrastado ou projetado no início do plano inclinado. Em seguida na figura 4. Acima deste valor. apresenta-se algumas disposições construtivas dos travessões inclinados que servem de apoio às placas que compõem os degraus. c.barras de grelha. .2 apresenta quatro exemplos de grelha tipo escada. há outros processos mais adequados e de mais fácil manutenção. esta grelha é construída por placas de FOFO.suporte da grelha.

2 . 4.Quatro exemplos de grelhas em escada Fig.

Se prestam pois. Esses tubos.Componentes da grelha de escada Fig. afastados um do outro.4). para queimar cavacos de lenhas. resíduos industriais. 4. Aplicam-se em unidades geradoras de até 100 tv/h para a queima de qualquer biomassa. cerca de 60 a 120 mm são soldados em dois coletores.3 • Grelha Resfriada Inclinada É uma variante da grelha anterior e consta de um plano inclinado constituído pelos próprios tubos de circulação de água da caldeira. . um alimenta o feixe inclinado e o outro que recebe a água em circulação conectado com o resto da caldeira (figura 4. cascas de cereais e outras bio-massas. resíduos florestais. mesmo aquelas contendo teores de umidade superiores a 50%.

versáteis e satisfatória quanto a performance. o combustível é despejado. A figura 4. geralmente introduzidos com uma velocidade entre 8 a 15 m/s. 4. sobre cujo piso. casca de madeira. porém a aplicação mais generalizada tem sido na queima de bagaço de cana.4 • Fornalhas Celulares Extremamente simples. proporcionando a secagem parcial e queima. como: cavacos. .5 mostra como opera uma fornalha deste tipo. serragem. identificando os tubeiros sopradores de ar. formando um monte que recebe ar insuflado em todos os planos. cascas de cereais e de lenha.Gerador de Vapor com Grelhas Inclinadas Fig. São utilizados para queima de diferentes bio-combustíveis. são verdadeiras câmaras de alvenaria refratária.

. a grelha é formada por piso plano constituído por placas perfuradas.7). 4.5 • Fornalhas com Grelhas Basculantes A figura 4. A cada ação do pistão corresponde um basculante. que também pode ser visto pela figura 4. As fornalhas desta categoria se aplicam para caldeiras de até 150 tv/h Como se observa no desenho.6 apresenta um projeto de caldeira com grelhas basculantes para queima de casca de arroz. As placas se apoiam em travessões lisos que giram em torno de mancais laterais mediante a ação de um pistão pneumático.7. Há dois tipos de distribuidores. um denominado aspegidor pneumático e outro mecânico (figura 4. observe que o ar ingressa por baixo do piso basculante.Fornalha celular Fig. Esta concepção construtiva possui alimentação de combustível sempre por projeção. durante o qual as cinzas caem no cinzeiro.

6 Aspegidor de Combustível Sólido Tipo Mecânico Fig.4. 4.7 .Caldeira Aquotubular com Grelha Basculante Fig.

• Grelha Caminhante por Arraste Trata-se de uma grelha inclinada constituída de elementos articulados que promovem um movimento alternativo das placas de suporte. reside no seguinte: . A figura 4.grelha com alimentação por baixo. O movimento é lento. As placas móveis. de forma a provocar um deslocamento com velocidade de queima necessária à caldeira. deslocando o leito do combustível no sentido do plano inclinado no movimento de vai e vem. mediante ação de um mecanismo correm guiadas sobre as fibras. O cilindro (e) é responsável por projetar a escória mais leve ao reservatório de escória (i) que recebe também detritos da grelha pela saída (k). localizados acima da grelha. . regulado por “dampers” através do controle da corrente de ar inferior (h). auxiliam na queima do pó de carvão em suspensão e do coque volátil. esta grelha também é conhecida pelo nome de grelha vai e vem. O ventilador (f) introduz o ar de combustão que penetra na grelha pelas câmaras de corrente de ar inferior (g). . . De acordo com o mecanismo aplicado para provocar o deslocamento do combustível. Bocais de ar (l). todas apoiadas por estruturas de ferro fundido.8 ilustra este tipo de grelha com inclinação aproximada de 20 o em que a rosca sem fim (a) força o carvão sobre as barras de suporte (b) apoiadas nas vigas de acionamento (c) movimentadas por uma engrenagem regulável (d) que lhe confere o movimento de vai e vem. Há placas móveis e fixas. .grelha oscilante. As principais características que se distinguem das anteriores.4.grelha com esteira contínua.grelha caminhante por arraste. distingui-se os seguintes tipos: .suportes constituídos por componentes que percorrem toda extensão do plano inferior da fornalha com movimento contínuo assegurado por acionamento mecânico.alimentação contínua e mecanizada do combustível .2.2 FORNALHA DE SUPORTE MOVIMENTADO Grande número de concepções construtivas se enquadram nesta segunda sub-divisão de fornalhas de suporte.

Atingindo o topo do leito. que continuamente projeta o combustível na parte inferior da grelha. As laterais recebem as cinzas que são basculadas por meio de alavancas (e). A escória é direcionada para a saída f da figura 4.9 (seção A-B). vai se aquecendo eliminando os voláteis e incandescendo-se.8 • Grelha de Alimentação por Baixo O combustível é admitido por meio de uma rosca (a). . A grelha (c) propriamente dita é inclinada e transversalmente apresenta dupla inclinação de ambos os lados do. de forma que o combustível caminhe do centro para os lados. O carvão. onde é totalmente queimado sobre a grelha de combustão (d). conforme representação na figura 4. canal central (b). caindo em seguida nos cinzeiros.Fig. a medida que é forçado a subir para as partes superiores do leito. o carvão rola sobre si mesmo lateralmente até sua extinção total na grelha de combustão. acionada por motor elétrico (h) com transmissão por engrenagens (g).9. 4.

Grelha com Movimento Oscilatório Fig.Fig. 4. graças a impulsos produzidos por mecanismo oscilante (figura 4.9 • Grelha Oscilante São grelhas que provocam o caminhamento do combustível sob o suporte.10 . 4.10).

formando um piso ligeiramente inclinado para o fundo. A grelha é adaptável para a queima de qualquer combustível de biomassa e do carvão com médio e baixo teor de cinzas. Carvão com alto poder calorífico. por sua vez. onde os óleos das correntes recebem as placas perfuradas que formam o piso do leito. Fig.O suporte é constituído por placas perfuradas.11 . fundem as placas e inutilizam a fornalha. no lado oposto às barras.11). se reúnem a lâminas flexíveis. são rigidamente fixadas a uma estrutura solidamente chumbada no concreto da fundação. Modelo mais avançado é a grelha oscilante resfriada que queima carvão com alto poder calorífico pois contém. 4. Foram concebidos com a finalidade de desempenhar automaticamente boas condições de carregamento. as quais. • Grelha com Esteira Contínua Também conhecidas como grelha rotativa. Estas placas são fixadas em barras. fato este que tem limitado sua aplicação. junto ao piso da grelha tubos resfriados pela própria água da caldeira além de apresentar na sua parte inferior compartimentos por onde passa o ar de combustão. lembra um transportador. Estas lâminas flexíveis. distribuição do combustível e extração de cinzas (figura 4. uma ao lado da outra.

queimadores de combustíveis líquidos. os queimadores são denominados de baixa pressão (até 500 mmca) ou de média pressão (da ordem de 100 mmca). São indicados para unidades de pequeno porte. a) Pulverização a ar . Conforme o tipo de combustível empregado.O óleo escoa por gravidade ou por impulsão de uma bomba de baixa pressão. sendo o veículo responsável pela pulverização do óleo em gotículas (figura 4.12) Maçarico a Óleo Com Pulverização a Ar Fig. o ar é insuflado por ventilador. . são utilizadas para aplicação em caldeiras de produção superiores a 39 t/h até 150 t/h. 4.queimadores de combustíveis sólidos pulverizados. gases ou combustíveis sólidos pulverizados. queimando uma quantidade máxima de 50 kg óleo/h.1 QUEIMADORES DE COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS Os combustíveis líquidos são queimados nas câmaras de combustão. Cada classe de fornalha emprega queimadores especiais para proporcionar as condições de queima adequada.3.queimadores de combustíveis gasosos.3 FORNALHA DE QUEIMA EM SUSPENSÃO São as fornalhas usadas quando se queima óleos .12 Conforme a pressão do ar. utilizando para tal. 4. equipamento especial chamado maçarico ou combustor. podemos ter: . 4. .Entre todas é a de montagem mais complexa porque envolve uma mecanização mais elaborada. na forma pulverizada por meio de vários processos. responsável pela dispersão do combustível na fornalha de forma homogênea. O ar de . sempre em suspensão.

4. Uma concepção mais moderna deste tipo.14). representa 20% do ar total necessário à combustão. Queimador de Ar Comprimido com Rotação do Fluido Auxiliar Primário Fig.Substituem o ar pelo vapor produzido na própria caldeira.13 b) Pulverização a vapor . Maçarico a Óleo com Atomização a Vapor . denominado ar primário. Opera com 30 a 40% de excesso de ar e apresentam uma pulverização não uniforme. procura dar uma rotação aos dois fluxos. dificultando a regulagem da queima. quando este for saturado (figura 4.13). Tem o inconveniente de parte do calor produzido na combustão ser consumido pelo vapor. promovendo uma pulverização mais fina e fortemente acentuada pelo aquecimento.pulverização. o que tem permitido uma melhora na sua performance (figura 4.

4.15). garantindo a pulverização do óleo por escoamento estrangulado em alta velocidade através de orifícios de pequenas dimensões (figura 4. que projeta o combustível na forma de um anel cônico de encontro a um fluxo de ar rotativo de alta pressão.15 Uma versão melhorada do princípio acima exposto é o queimador de “copo rotativo”. largamente aplicado nos geradores de vapor limitados à capacidade de queima de 500 kg óleo/h. 4.14 Queimador de Copo Rotativo Fig. . A colisão de ambos fluidos provocam simultaneamente a pulverização e a mistura do combustível com o comburente (figura 4.16). A energia necessária para o líquido atravessar o orifício em alta velocidade é mantida por uma bomba de engrenagens. O funcionamento baseia-se na formação de um filme de óleo no interior de um copo tronco cônico girando a alta rotação (3600 rpm).Fig. c) Pulverização mecânica: Caracterizados pela ausência completa de peças rotativas. embora alguns tipos especiais com alta rotação (10000 rpm) chegam a capacidade de 3000 kg óleo/h.

c).18. Basicamente distinguem-se dois tipos: • queimadores de mistura • queimadores de difusão.a). cruzadas (figura 4. já os queimadores de difusão tem por princípio injetar ambos os fluidos separadamente. o gás é o combustível mais simples de ser queimado pois a mistura com o comburente se processa de forma muito mais fácil do que com qualquer outro combustível. tendo concepções que insuflam cada fluido em correntes paralelas (figura 4. proporcionando a mistura de ambos no interior da câmara de combustão. Os primeiros promovem a mistura do ar com o gás antes de injetá-los na câmara de combustão (figura 4.18.Fig.16 4.4. .b) ou ainda turbulentas (figura 4.3.18.17).2 QUEIMADORES DE COMBUSTÍVEIS GASOSOS Graças ao estado gasosos. podendo ter sua velocidade de ignição consideravelmente aumentada mediante pré aquecimento do suprimento do comburente.

b) cruzadas e c) turbulentas. . o bagacilho. Esquemático Fig.4.3. a borra de café.Queimador de Mistura. a serragem e resíduos florestais macerados. Há contudo. outras matérias orgânicas pulverizadas e resíduos de processos industriais que servem a queima.4.17 (a) (b) (c) Esquema dos tres tipos de Queimadores de difusão: a) em correntes paralelas. que são reduzidos a tamanhos de alguns milímetros e queimados em suspensão. como é o caso do bagaço de cana. Fig.3 QUEIMADORES DE COMBUSTÍVEIS SÓLIDOS PULVERIZADOS A utilização dos combustíveis sólidos apresentam como exemplo mais importante o carvão mineral utilizado nas grandes unidades geradoras de vapor das centrais Termo Elétricas. encontrados nas grandes unidades geradoras de vapor. quando insuflados na câmara de combustão.18 Existem também queimadores de difusão para queimar a combinação de gás e óleo é até carvão pulverizado. 4.

19 mostra. Após a britagem segue-se a secagem do carvão pelos mais variados aparelhos cilindrícos rotativos. acompanhada da complexidade da aparelhagem de preparação do combustível. de forma esquemática um queimador a carvão pulverizado tipo ciclone que associa a injeção pneumática com a formação de forte movimento vorticoso no interior da câmara de combustão. existindo concepções mais modernas que distribui os queimadores (geralmente em número de quatro) tangencialmente à câmara de combustão. O processo possibilita a queima de combustíveis sólidos finos de carvão com alto teor de cinzas. aproveita os finos resultantes da preparação do próprio carvão e admite a queima de grandes quantidades. possibilitando uma larga faixa de controle de combustão. de bolas ou cônicos e o transporte do pó de carvão efetua-se normalmente por via pneumática geralmente a alta pressão. assegurando sua aplicação nas grandes caldeiras.A figura 4.4. do consumo de energia para acionamento das máquinas e do calor dispendido na secagem do carvão.19 Em contrapartida apresenta algumas desvantagens. a principal representada pela maior facilidade das partículas escaparem para o meio ambiente. Para a pulverização definitiva usamse moinhos de rolos. A redução parcial do tamanho das pedras de carvão para 10 a 20mm de diâmetro se processa com britadores de martelo. Fig. .

deve corresponder equivalente quantidade de água injetada.Apostila Fevereiro / 98 51 . as superfícies metálicas. começa a baixar. com bomba centrífuga.GTR. nenhum dano ocorre ao equipamento. vigiar permanentemente o nível exibido pelo visor transparente existente na caldeira.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. expostas ao contato dos gases quentes. que o nível ultrapassar o limite mínimo ao estabelecido. Enquanto. embora auxiliado pela automação do processo de alimentação.42 – CALDEIRAS . cabe ao operador. o nível de água. A introdução da água. Tubulão de vapor Válvula de controle Bomba de alimentação Esquema de uma Linha de Alimentação de Água de Caldeira Fig 5. no interior da caldeira.1.1. No momento porém. realiza um trabalho representado pelo deslocamento de uma massa de água associada a uma pressão capaz de vencer as resistências oferecidas pelo circuito. Sob o ponto de vista termodinâmico.A figura 5. controlada automaticamente por uma válvula. Criam-se condições de ruptura das paredes metálicas ou mesmo de explosões devido o superaquecimento da placa metálica. estiverem banhados pela água.O 5. se faz com os aparelhos de Alimentação. o aparelho de alimentação. nos Geradores de Vapor.Por essa razão. apresenta um esquema típico de instalação de alimentação de água.1 INJETORES TGM.1 5. Não se verificando a reposição. ACESSÓRIOS E DISPOSITIVOS DE CALDEIRAS 5.1 APARELHOS DE ALIMENTAÇÃO DE ÁGUA A cada quilograma de vapor extraído da caldeira. compromete-se a segurança da unidade.

onde existem os cônicos divergentes e as válvulas de retenção.1.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. TGM. forma vácuo. Seu princípio. duas válvulas de retenção e um êmbolo.42 – CALDEIRAS . de controle.3. Se a água entra em excesso. representada na figura 5. Sua constituição esquemática. Quando o ar ou vapor passa pelos cônicos divergentes. sai através de uma válvula de sobrecarga.2. A bomba acionada eletricamente tem sido aplicada em pequenas caldeiras que operam em pressões elevadas. conta com uma câmara. de ação direta ou de deslocamento positivo. pois as bombas centrífugas para altas pressões dificilmente atingem pequenas capacidades.2 5. Injetor de Água Fig.Apostila Fevereiro / 98 52 . faz com que a válvula de admissão seja aberta e arrasta por sucção a água do reservatório para dentro da caldeira. baseia-se no uso do próprio vapor de caldeira ou de ar comprimido que é injetado dentro do aparelho.2 BOMBAS ALTERNATIVA Também conhecidas como bombas de pistões. podem ser acionadas por motores elétricos ou a vapor.O São equipamentos para alimentação de água usados em pequenas caldeiras de comando manual e também foram muito empregados em locomotivas a vapor. conforme figura 5.5. e de sobrecarga.GTR. simples.

GTR. geralmente. Seu funcionamento consiste em um disco com um jogo de palhetas que giram em alta velocidade e fazem a sucção da água. pela simplicidade de seus componentes.3 BOMBAS CENTRÍFUGAS São bombas que têm dado os melhores resultados. cumprem o papel de bomba de reserva. Podem.1. por isso. e por operar em regime contínuo. apresentam o inconveniente de arrastarem óleo para o interior da caldeira. cuja quantidade pode variar de acordo com a capacidade da bomba. ao contrário das bombas alternativas onde a alimentação se processa em golpes contínuos. 5. As bombas centrífugas são passíveis de serem acionadas por motores elétricos ou por turbinas a vapor. Nestas o vapor aciona o par de pistões de maior diâmetro movimentando assim os pistões menores de injeção de água.4 CONTROLE AUTOMÁTICO DE ÁGUA DE ALIMENTAÇÃO TGM.000 litros de água por hora. pela grande vazão que nos oferece.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. disponíveis no mercado para atender geradores com produções de vapor até 50 t/hora e pressões até 21 kgf/cn2. ter carcaça cilíndrica e bipartida. ainda. facilidade de manutenção. Nas caldeiras de baixa pressão empregam-se bombas com apenas um estágio e nas de alta pressão são usados multiestágios. atingindo até 500.3 As bombas acionadas a vapor mais difundidas são as denominadas Bombas duplex a vapor ou também conhecidas por Burrinhos.Apostila Fevereiro / 98 53 .O Bomba Alternativa ou de Êmbolo Fig.42 – CALDEIRAS . 5. Estes tipos de bombas.5. Cada disco forma um estágio.1. estas últimas aplicáveis apenas em geradores de maiores capacidades e pressões. devido a presença de lubrificação contínua dos cilindros.

através de três eletrodos que podem ser de aço inoxidável e tamanhos diferentes. Este dispositivo é montado na parte superior do tambor de vapor. o máximo e o mínimo. 5. através de seus contatos.O Os aparelhos de controle automático de alimentação dividem-se em dois grupos. a um nível de água: o central. • Regulador De Nível Com Eletrodos Este sistema consiste em aproveitar a condutividade elétrica da água. A haste movimenta-se dentro do recipiente (5).1 APARELHO DE CONTROLE DE ALIMENTAÇÃO DE ÁGUA LIGA-DESLIGA. 5. TGM.5.GTR. alimentando ou não a caldeira.4).4. presa na parte superior por uma haste (3). A bomba entrará em funcionamento quando a água atingir a ponta de eletrodo central e deverá parar quando a água atingir o eletrodo de nível máximo ( o menor eletrodo). correspondendo. • Regulador De Nível Com Bóia Poderão ser construídos de várias formas mas os principais constam de uma garrafa que é ligada ao tambor de vapor e uma bóia que flutua no seu interior. cada tamanho. Se o nível da água atingir a ponta do eletrodo maior o relé desligará o queimador ou em alguns sistemas poderá fazer funcionar um alarme que dará ao operador a indicação do defeito (figura 5. um denominado Regulador de Nível com Eletrodo e o outro Regulador de Nível com Bóia.42 – CALDEIRAS . e os eletrodos estão ligados a um relé de nível de água que. das chaves de mercúrio. Há dois aparelhos básicos que respondem por esta característica. e ao passar pelo campo magnético (2) produzido pelo imã permanente (1) faz movimentar a célula de mercúrio (4) pelo pino pivotado (A).ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. conforme fig. A bomba assim fica dependendo do sistema liga-desliga. identificados pelo critério de funcionamento (liga-desliga) ou modulante. comandará a bomba de alimentação de água. Qualquer flutuação do nível interno é transmitidos a esta bóia.1.Apostila Fevereiro / 98 54 .

VDRN = Válvula de dreno reguladora de nível.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. CN = Coluna de nível e TP-1 e 2 = Torneiras de prova 1 e 2.2 APARELHOS DE CONTROLE DE ALIMENTAÇÃO DE ÁGUA MODULANTE TGM.4 Demonstração Esquemática de um Regulador de Nível com Bóia usando Chaves de Mercúrio Fig.O Indicador De Nível Com Eletrodo.GTR.5.5.4. Fig.Apostila Fevereiro / 98 55 .42 – CALDEIRAS . VVN -1 e 2 = Válvula do visor de nível superior e inferior. onde: E = Eletrodo.5 5. VDN = Válvula do dreno de nível.1.

fazendo.O • Elemento Termostático Para Controle De Nível Tem a finalidade de controlar o fluxo da água na caldeira. a água para repor a quantidade que está sendo evaporada. o tubo se dilata movimentando o conjunto de comando da válvula de admissão da água. água do tambor de vapor.Apostila Fevereiro / 98 56 . Sua construção é bastante simples. Uma porca de regulagem. localizada na extremidade do tubo. pela parte de baixo. Um amortecedor protege o regulador contra esforços bruscos quando a válvula está fechada e o tubo de expansão está contraído TGM. À medida que a água vai entrando no tambor. dando lugar à água que é bem mais fria que o vapor. dentro de limites razoáveis. sendo que em uma das extremidades é rigidamente ligado a serpentina de aquecimento e a outra extremidade permanece livre. portanto. fazendo com que a mesma se abra dando passagem à água de alimentação. este se contrai.GTR. O tubo termostático abrange quase toda a extensão da fornalha.42 – CALDEIRAS . a fim de poder dilatar-se e mover a válvula de admissão da água. Quando a caldeira está com uma queima total.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.6). Faz também a ligação com o tambor de vapor em um ponto correspondente ao nível mínimo. Com isso. desta forma. apenas. a extremidade livre do tubo termostático mantém a válvula de admissão em posição que passe. fazendo com que o conjunto de comando faça a redução da entrada de água até que o nível seja equilibrado. com que o tubo. sendo que o tubo externo é o tubo de expansão e o interno serve para fazer a ligação com o tambor de vapor pela sua parte superior. aumentará a temperatura do elemento termostático. recebendo. agora se contraia em virtude da mudança de temperatura: à medida que a temperatura diminui no interior do tubo. pode ser girada para proporcionar o nível desejado mesmo com a caldeira em funcionamento. É formado por dois tubos concêntricos. devido ao aumento da quantidade do vapor dentro do tubo. a quantidade de vapor dentro do tubo termostático também vai diminuindo. Se houver uma baixa no nível de água. Seu funcionamento baseia-se no principio da dilatação dos corpos pelo calor (figura 5. que se havia expandido pelo calor. onde recebe uma quantidade de vapor. O nível normal de água na caldeira poderá ser elevado ou baixado à vontade.

5.42 – CALDEIRAS .GTR.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.O Controle De Nível Proporcional A Um Elemento De Ação Mecânica Por Efeito Termostático Fig.Apostila Fevereiro / 98 57 .6 TGM.

conforme figura 5.O • Elemento Termohidráulico Para Controle De Nível Uma outra concepção.7.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.Apostila Fevereiro / 98 58 . TGM. que opera agora graças à dilatação e contração da água contida numa câmara cilíndrica anelar fechada.5. O primeiro.7 O sistema compreende um duplo cilindro concêntrico.42 – CALDEIRAS . enquanto o interno une-se ao tambor de forma a receber as oscilações do nível de água. forma uma camisa fechada. denomina-se controle de nível termohidráulico. Controle de Nível Proporcional a um Elemento com Princípio de Atuador TermoHidráulico Fig. aletado em toda extensão. instalado com uma inclinação pré definida em relação ao nível interno da caldeira.GTR.

A caldeira entrando em operação.O O tubo externo. posições diferentes de ingresso ou interrupção da passagem da água.8 exibe uma versão mais moderna de controle de nível em caldeiras. liga-se pela parte inferior ao diafragma de uma válvula de controle. O aumento de volume reflete sobre o diafragma da válvula de controle.5.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.8 TGM. Pela conexão superior desta camisa introduz-se água limpa até o fluido transbordar. portanto sobre o orifício de passagem de água de alimentação. respondendo com variações nas dilatações e contrações do fluido de maneira a transmitir à válvula de controle. • Controle de Nível Pneumático A figura 5. introduzindo o ar comprimido como fluido auxiliar.GTR.42 – CALDEIRAS . À medida que o nível oscila. por sua vez.Apostila Fevereiro / 98 59 . Fig. a água contida na câmara recebe contato com maior ou menor superfície de aquecimento. apenas uma parcela desta câmara entra em contato com o vapor o qual promove o aquecimento e conseqüente dilatação da parte correspondente de água.

em razão da viscosidade imprópria.5.GTR.9 TGM. Caso o óleo combustível seja muito viscoso.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. a fim de elevar e manter a temperatura do óleo acima do ponto de fluidez (ponto de baixa viscosidade). uma válvula de gaveta e a linha de retorno do excedente ao depósito.Apostila Fevereiro / 98 60 . No início de funcionamento. Esse reservatório deve ser instalado no circuito mais próximo da bomba de óleo tendo antes um filtro da bomba. evitando-se problemas de flutuação de carga e baixa temperatura do combustível no bombeamento. quando o óleo não está ainda a uma temperatura ótima de pulverização. Bomba de óleo combustível Fig.9). deve-se usar querosene. Devido à quantidade do “Fuel oil” fornecido com alto teor de parafina o sistema de aquecimento deve ser misto (eletricidade e vapor). sendo sua principal finalidade o aquecimento de óleo (figura 5.2 ALIMENTAÇÃO DE COMBUSTÍVEL No caso de combustível líquido o fornecimento não deve ser feito diretamente do tanque principal para o consumo e sim passar por um reservatório intermediário. antes de ser admitido na caldeira para não entupir o pulverizador.42 – CALDEIRAS . ele deve ser recirculado no sistema de preaquecimento até atingir a temperatura ideal.O 5.

ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. 5. de modo que uma queda na pressão significa falta de combustível. • manter as condições de operação da fornalha dentro de parâmetros satisfatórios. 5. de acordo com a demanda do processo.. além de outros comandos como o de nível de água que controla as bombas de alimentação e os relés de alta pressão. A quantidade de combustível se ajusta com a pressão da caldeira. ou seja.GTR.Apostila Fevereiro / 98 61 . deve ser vigiada por uma ação paralela. A intervenção nesta fonte de calor determina a modificação do volume de ar necessário à sua queima. No fundo os objetivo são os mesmos.O No caso dos combustível sólidos a alimentação pode ser manual ou mecanizada No caso de alimentação manual de combustível sólido deve ser armazenada na casa da caldeira uma quantidade suficiente para até duas horas. significa combustível a mais. alcançar a máxima eficiência. No caso de caldeiras de alimentação por combustível sólido (lenha) os quadros de comando são mais simples pois basicamente possuem apenas o comando de nível TGM. que garanta a sua (gases) extração completa de forma a assegurar uma pressão definida na câmara de combustão da caldeira. implica necessariamente na modificação do suprimente de combustível. evitando-se o acúmulo de combustível que retira a liberdade de ampla circulação que o operador deve ter.3 ALIMENTAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA É feita através do quadro de comando que é o componente da caldeira onde estão os dispositivos elétricos que permitem a operação da caldeira. Para o caso das caldeiras com alimentação a combustível líquido eles são mais complexos pois comandam o acendimento automático e o controle da chama.1 CONTROLE AUTOMÁTICO DE COMBUSTÃO Três são as grandezas relacionadas com o problema de malha aberta que responde pela regulagem automática da combustão: • o consumo de combustível • o consumo de ar para a combustão • a extração dos gases formados O controle destas três grandezas visam: • manter o suprimento de calor da fonte supridora.2. Esta variação provocada na formação de volumes de gases de combustão. e excesso. • assegurar um mínimo de consumo de combustível para atingir as condições propostas.42 – CALDEIRAS . Portanto a regulagem da pressão de forma a mantê-la dentro dos limites fixados na operação. dentro dos parâmetros compatíveis com uma combustão perfeita.

GTR. Na maioria das caldeiras o nível de água é exatamente no centro do tubo de vidro. chave de liga e desliga o ventilador de exaustão.4 VISOR DE NÍVEL Consiste em um tubo de vidro colocado no tambor de vapor (figura 5. Existem.Apostila Fevereiro / 98 62 . Visor de nível Fig. TGM. 5. chave de ligar e desligar a bomba d’água.O automático que controla o funcionamento das bombas de alimentação de água e o aumento de pressão. o que corresponde ao centro do tambor de vapor. alarme sonoro de advertência.5.10 Manter o nível de água da caldeira é um importante papel do operador que terá que dispensar-lhe uma especial atenção. lâmpada piloto. caldeiras que não seguem esta regra cabendo ao operador certificar-se do quanto corresponde a marca de nível dos indicadores.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.42 – CALDEIRAS . Os comandos são colocados em um armário que os abrigam da poeira e umidade.10) e que tem a finalidade de dar ao operador a noção exata da altura onde se encontra a água da caldeira. chaves magnéticas de ligação do nível automático. tais comandos são basicamente: • • • • • • seleção do comando manual ou automático. porém.

Existem vários tipos de manômetros: manômetro tubular.Apostila Fevereiro / 98 63 . como também. que experimenta um tubo de bronze curvado. não só sob o ponto de vista de segurança. o nível é importantíssimo porque dará ao operador uma noção exata de quanto a água deverá ser introduzida na caldeira. e outros tipos que são abordados em instrumentação e controle não constituíndo objetivo principal do presente curso. A tabela abaixo dá a correspondência entre estas unidades. de forma esquemática. Nas caldeiras manuais. para verificar a pressão de caldeiras e de vasos sob pressão. A escala de uma manômetro pode ser graduada em quilograma. O conhecimento desta pressão é obrigatório. em seu interior. entre outros fins. para a operação econômica e segura da caldeira.11 mostra as partes Internas. de vapores e de outros fluídos. de um manômetro de Bourdon padrão cujo funcionamento baseia-se na tendência de flexão.7 1 TGM. A figura 5.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.068 psi 14.22 14. quando é aplicada. em libras-força por polegada quadrada (lbf/pol2 ou psi).96 0. a fim de que se eliminem algumas impurezas que por ventura tenha-se localizado no nível ou nas conexões do mesmo. de seção elíptica. fazendo girar a agulha indicadora.5 MANÔMETROS Aparelho com o qual se mede a pressão de gases.42 – CALDEIRAS . Geralmente o tubo se curva em arco de circunferência.O Antes de se iniciar a operação da caldeira. 5.033 1 0. que é ampliado mediante um sistema de alavancas que atuam sobre o setor dentado. ou em qualquer outra unidade de pressão. atm 1 0. Ao atuar a pressão no interior do tubo.065 Kgf/cm2 1. uma pressão superior à atmosfera. força por centímetro quadrado (Kgf/cm2). É muito utilizado na indústria. em atmosferas (atm).GTR. manômetro com líquido amortecedor (glicerina ou silicone). manômetro diferencial. deve ser feita uma drenagem no nível. sua extremidade livre descreve um pequeno movimento.

ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. A pressão máxima de funcionamento da caldeira deverá estar sempre marcada sobre a escala do manômetro. Cada caldeira tem uma capacidade de pressão determinada. a pressão atmosférica local (pressão absoluta = pressão manométrica + pressão atmosférica). tem-se que somar à pressão indicada no manômetro.5.11 A indicação em psi é usual no sistema inglês e no Brasil utiliza-se mais correntemente indicações em kgf/cm2.O Partes internas de um manômetro de Bourdon Fig. Sendo assim. os manômetros utilizados em cada caldeira devem ter a escala apropriada.GTR. indicam a pressão relativa (também denominada pressão manométrica) e não a “pressão absoluta”. TGM. com um traço feito a tinta vermelha. de um modo geral. para servir de alerta ao operador no controle da pressão. para se obter a pressão dita “absoluta”. Isso quer dizer que.42 – CALDEIRAS .Apostila Fevereiro / 98 64 . Os manômetros.

a ação de pressão abre parcialmente a válvula. O vapor escapando.GTR.6. • de alto curso.6 DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA 5. As válvulas de mola predominam nos dias de hoje. • Promover a inspeção das sedes das válvulas pelo menos uma vez por ano. Para a aferição da válvula devem ser observadas as porcentagens acima indicadas. No segundo tipo. deve-se observar o seguinte: • Todas as válvulas de segurança deverão ser experimentadas uma vez ao dia. Para garantir um perfeito funcionamento da válvula de segurança. uma delas deverá abrir com 5% acima da pressão máxima de trabalho permitida e a outra com 10% acima da pressão máxima permitida. TGM. e os outros dispositivos de segurança venha a falhar. em seguida.1 VÁLVULAS DE SEGURANÇA Sua função é de promover o escape de excesso do vapor. Há dois tipos de válvulas de mola: • de baixo curso. As válvulas de contrapeso são as mais simples. a pressão do vapor atuando sobre a área do disco de vedação. Quando uma caldeira possui duas válvulas de segurança. Isto se faz colocando uma manômetro aferido na caldeira e.Apostila Fevereiro / 98 65 .42 – CALDEIRAS . e também deve-se observar que durante o teste a pressão máxima da caldeira não deve ultrapassar 10% da pressão máxima permitida. Estas válvulas são muito mais perfeitas. A força de reação completa a abertura da válvula. abre totalmente a válvula. caso a pressão máxima do trabalho permitida da caldeira venha a ser ultrapassada. acionando-se a alavanca de teste manual. Sua vedação nem sempre impede vazamentos contínuos.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. porém não atendem os requisitos atrás anunciados. projeta-se sobre um disco provido de anel de regulagem que provoca a mudança de direção do fluido. No primeiro tipo. abrindo e fechando instantaneamente. • Fazer periodicamente um teste de funcionamento da válvula.O 5. fechando todas as saídas de vapor até que a válvula comece a funcionar.

GTR. • eliminar vazamentos contínuos. Permanecer perfeitamente vedada para pressões inferiores à sua regulagem. Permanecer aberta enquanto não houver queda de pressão ou seja. a contínua elevação da pressão no gerador de vapor.Apostila Fevereiro / 98 66 . 2. Na operação: • não permitir acréscimo de peso na válvula.42 – CALDEIRAS . Abrir totalmente a um pressão definida. 3. Fechar instantaneamente e com perfeita vedação logo após a queda de pressão. instaladas corretamente e ser submetidas a sistemáticas inspeções e mantidas em condições de funcionamento perfeito. as válvulas de segurança devem ser fabricadas. • acertar o prumo (velocidade da válvula) • evitar alterar a regulagem original do fabricante. As válvulas de segurança exigem cuidados especiais desde a sua instalação. dois tipos de válvulas de segurança: a) de contrapeso (figura 5. desde que se forneçam a vazão e pressão do vapor. Para assegurar esta performance.12) b) de mola (figura 5. Podemos encontrar. • testar diariamente seu funcionamento. 4. retorno da pressão para as condições de trabalho do gerador.13) TGM. sob controle de qualidade. Na instalação deve-se: • evitar choques.O Os fabricantes fornecem estas válvulas nas dimensões adequadas. basicamente. portanto.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. evitando o desprendimento de vapor antecipadamente. As válvulas de segurança evitam. Válvulas de segurança corretamente dimensionadas devem: 1.

5.42 – CALDEIRAS .5.13 TGM.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.12 Fig.Apostila Fevereiro / 98 67 .O Fig.GTR.

.GTR.. fazendo com que a caldeira seja parada e religada automaticamente.Apostila Fevereiro / 98 68 . Os dispositivos usualmente empregados nestes sistemas de proteção são dos seguintes tipos: POR TERMOELÉTRICOS São formados por lâminas bimetálicas (lâminas de metais diferentes) e de uma chave elétrica. controlando perfeitamente a água de alimentação e os limites de pressão. TGM.. Conforme a concentração da mistura (ar/combustível).6. A maior parte dos casos de explosão. Utiliza-se das irradiações infravemelhas das chamas e faz uso de amplificadores especial. ocorrem durante o acendimento da chama. Estes controladores funcionam como equipamentos de segurança. GLP. um amplificador e um relé. interrompendo o circuito dos queimadores. As lâminas bimetálicas ficam instaladas no caminho dos gases e também estão ligadas ao circuito. a magnitude de explosão poderá se tornar perigosa. Ocorrendo uma destas falhas. líquidos (BPF.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. Se estas se apagarem a luminosidade no interior da fornalha será diminuída... que não é possível acender o queimador com a chave aberta.O 5.2 PROTEÇÃO E CONTROLE DE CHAMA Caldeiras que usam queimadores de sólidos pulverizados (carvão). causando danos ao equipamento e provocando risco de vida ao seu operador. • falta de chama por qualquer motivo. diesel.. POR CÉLULAS FOTOELÉTRICAS Trata-se de um sistema bem aperfeiçoado que trabalha com uma célula fotoelétrica. de tal modo. Os amplificadores conseguem estabelecer diferenças entre o calor das chamas e o calor dos refratários da fornalha. Acendendo a caldeira.42 – CALDEIRAS . queimando-se a caldeira as lâminas e se contraem abrindo e interrompendo o circuito elétrico do queimador. a fornalha da caldeira ficaria sujeita a uma explosão. O seu funcionamento é baseado na coloração das chamas.) ou gasosos (gás de gasogênio. o calor dos gases desprendidos dilata as lâminas.) necessitam de um sistema de proteção e controle de chama para supervisionar principalmente: • procedimento incorreto de ligação. a célula fotoelétrica comandará o amplificador e o relé que abrirá seus contatos. sendo modificado o tipo de célula. Os sistemas fotocondutivos para segurança de chama tem quase o mesmo funcionamento dos fotoelétricos. caso não houvesse a interrupção imediata do fornecimento do combustível.

42 – CALDEIRAS .Apostila Fevereiro / 98 69 .14 • Pressostato Modular De construção quase idêntica ao pressostato de máxima pressão. Quando a pressão for restabelecida o fole (ou diafragma) se dilata e fará a abertura dos contatos.14).7 DISPOSITIVOS DE CONTROLE Estes dispositivos são projetados para garantir que a caldeira funcione em perfeita segurança. faz a regulagem do óleo e do ar para os queimadores. fechando o circuito elétrico. dando partida ao queimador. À medida que diminui a pressão dentro da caldeira o fole (ou diafragma) se contrai. A sua diferença para o pressostato acima.7. Fig.1 PRESSOSTATOS PRESSOSTATO DE CONTROLE DE MÁXIMA PRESSÃO DA CALDEIRA Tem a finalidade de controlar a pressão interna da caldeira por meio de um comando para os queimadores (figura 5. impedindo que seja reacendido manualmente. Nas caldeiras semi-automática e chave interrompe o circuito do queimador.5. é que TGM.GTR. 5. quando atingida a pressão de corte e mantém o circuito travado.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. interrompendo o funcionamento dos queimadores.O Também efetua a parada de emergência comandada pelo circuito de segurança. 5. até que seja atingida a pressão de operação. É constituído de um fole metálico (ou de um diafragma) que comanda uma chave elétrica por meio de um dispositivo de regulagem da pressão.

abrindo a passagem do combustível. Nas cadeiras flamotubulares com queima a óleo ou a gás.2 CHAVE SEQÜÊNCIAL Tem a finalidade de promover na caldeira um ciclo completo de operações ou seja: a) b) c) d) e) modulação automática ignição elétrica apagar a caldeira por motivo de segurança limitar a pressão promover a ignição automaticamente. abrindo e fechando. dando um perfeito equilíbrio ao regulador de ar-combustível.42 – CALDEIRAS . por assegurarem controle mais perfeito da vazão. Todo este trabalho é conseguido através do motor modulador que consiste (além dos enrolamentos do motor) de um relé de equilíbrio e de um reostato de balanceamento. 5. 5.7. e vapor. Portanto o motor trabalha junto com o reostato da chave moduladora. Seu funcionamento é parecido com o do pressostato modulador.3 VÁLVULAS E TUBULAÇÕES • Válvula Solenóide São comandados eletricamente. sendo destinados um para cada operação a ser feita. só que ao invés de apresentar o reostato para regulagem de velocidade do motor. que. ou gás. Um bom lubrificante para a haste móvel da válvula solenóide é o grafite em pó. Ele regula a velocidade do motor nas pressões intermediárias às prefixadas. o óleo diesel. atrai o obturador pelo campo eletromagnético formado. Portanto quando termina um ciclo de operação.O este não faz a simples partida ou parada de motor da bomba de combustível e regulador de ar nos pontos preestabelecido de pressão. • Válvula Principal De Saída De Vapor Permite a vazão de todo o vapor produzido pela caldeira. imediatamente. TGM. quando energizada. Na maior parte das aplicações são válvulas do tipo globo. dotada de uma bobina.7.GTR.Apostila Fevereiro / 98 70 . dando passagem ao óleo. para a chama piloto é controlada por uma válvula solenóide. começa outro. apresenta um conjunto de contatos.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.

sem responsabilidade sobre o controle da vazão.Apostila Fevereiro / 98 71 . á válvula de alimentação permanece totalmente aberta.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.GTR. Fig. Apresenta dimensões de ¾ “a 1”. colocadas logo após a anterior. aplica-se em grandes unidades.15 • Válvulas de Escape de Ar Outra válvula do tipo globo que controla a saída ou entrada de ar na caldeira.O A válvula conhecida como gaveta.42 – CALDEIRAS .5. São do tipo globo com passagem reta (figura 5.15). • Válvula De Alimentação Destinam-se a permitir ou interromper o suprimento de água no gerador de vapor. impedem o retorno da água sob pressão do interior da caldeira (figura 5. As válvulas de retenção.16). TGM. • Válvula de Retenção Geralmente. nos inícios e fins de operação.

O figura 5. É uma válvula de passagem reta do tipo globo.GTR. TGM. cuja função principal é assegurar a perfeita vedação do sistema. recebem outro sistema de descarga para assegurar uma dessalinização contínua da água. caldeira de certo porte.Apostila Fevereiro / 98 72 . Além da descarga de fundo. Estão sempre ligadas às partes mais inferiores das caldeiras.16 • Válvulas de Descarga Também conhecidas como válvulas de dreno. O lodo do material sólido em suspensão. assegurando a vazão da água com violência capaz de arrastar os depósitos internos. Há dois tipos de válvulas de descarga que se instalam em série: 1º Válvula de descarga lenta. quando se abrem estas válvulas. que abre a secção plena instantaneamente. feita por meio de válvula globo agulha.42 – CALDEIRAS . 2º Válvula de descarga rápida. geralmente acumulado no fundo dos coletores ou também inferiores das caldeiras é projetado violentamente para fora da unidade. permitem a purga da caldeira.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.

A rede de água não deve ter vazamentos. passando antes pelo preaquecedor (se a caldeira assim estiver equipada). a admissão é feita abaixo do nível de água e o mais distante possível da fornalha. Se a água for lançada na parte onde tem vapor.42 – CALDEIRAS . para evitar que o óleo combustível atinja pressões superiores aos níveis adequados no mesmo. A primeira emprega-se quando se procede o tratamento interno de água da caldeira. estando ela bem mais fria. aquém dos limites máximos permitidos para evitar incrustações. como: − bombas de alimentação − aquecimento de óleo − injetores • Válvulas de Introdução de Produtos Químicos e de Descarga Contínua São ambas do tipo globo agulha de fina regulagem. A segunda assegura a descarga contínuo da caldeira. É recomendável que a água sofra um tratamento químico antes de ser bombeada para dentro da caldeira. Sua função é assegurar o suprimento de vapor para acionamento de órgãos da própria caldeira. permitindo a vazão regulada de produtos químicos. Nesse trecho.GTR. Esta rede se inicia no fornecedor de água para a caldeira. a fim de manter a concentração de sólidos totais em solução na água.O • Válvula de Vapor de Serviço É uma válvula do tipo globo . que poderá causar sérias conseqüências. dependendo da caldeira. • Válvulas de Alívio É uma válvula instalada na parte superior do préaquecedor de óleo. Considerando que foi feito o tratamento. Portanto. a água é bombeada para o interior da caldeira.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. ativando e desativando a bomba. cuja secção corresponde a 10% da válvula principal. TGM. provocará um choque térmico. • Tubulações Rede geral de alimentação de água. há todo um jogo de dispositivos automáticos que controlam o momento em que deve ser a água adicionada e o momento que ela já é suficiente.Apostila Fevereiro / 98 73 .

principalmente em linhas de vapor saturado. corre-se o risco do choque térmico e da provável implosão da caldeira.Apostila Fevereiro / 98 74 . esfriando a caldeira. sujeiras e composto de corrosão que se acumulam dentro dela. para o qual os diversos materiais podem ser empregados. Os esquemas de distribuição do combustível variam. onde é maior a formação de condensado. é feita. Rede de Vapor O vapor é um fluido pouco corrosivo. e com solda de topo para diâmetro maiores.42 – CALDEIRAS . até a sua temperatura limite de resistência mecânica aceitável. De maneira geral. eliminar os detritos.estabelece demanda de vapor para os utilizadores. TGM. também . onde não possa atingir algumas pessoas. isto é. Alguns projetista têm por norma colocar.Registro de saída de vapor . é acionada manualmente e convém estar protegida. Os tubos do aço (de qualquer tipo). Deve-se diminuir o fogo a até apagá-lo.O Não se deve injetar água fria em caldeira quente quando o nível d’água estiver baixo. Se a rede de água não deve ter vazamentos. Rede Geral de Óleo Combustível Esta rede começa no reservatório principal de combustível. principalmente em função da resistência à fluência dos diversos materiais. . etc. normalmente. algumas vezes. Além disso. Para auxiliar a drenagem.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. O objetivo é drenar a caldeira. são ligados com solda de encaixe para diâmetro até 1 ½ .GTR. a instalação dos tubos com um pequeno caimento constante na direção do fluxo. Os combustíveis são inflamáveis. criam ainda outra condição insegura no trabalho. Todas as tubulações de vapor devem ter isolamento térmico. Rede de Drenagem Esta é a rede que sai da parte mais baixa da caldeira e vai terminar fora da caldeira. por meio de purgadores. Caso isto não seja observado. pois eliminam o atrito e o operador pode acidentarse por quedas. Esta rede. Próximo da caldeira ela tem uma válvula comum. esta menos ainda. Em quaisquer tubulações para vapor.2”. Os limites de temperatura estão fixados. eliminadores de ar nos pontos altos das tubulações. é muito importante a perfeita e completa drenagem do condensado formado. dispositivos elétricos controlam a bomba e dosam o fluxo de combustível para a mistura correta com o ar. portanto podem provocar acidentes. pois dependem do projeto do fabricante. conduzindo o mesmo até a bomba e daí ao combustor. A rede conduz uma mistura de água e vapor para um local protegido.

17).7.4.Rede de vapor para preaquecimento do óleo combustível no tanque de armazenamento . O preaquecedor transfere o calor dos gases quentes para o ar que está entrando para a combustão.1 PREAQUECEDOR DE AR O preaquecedor de ar é um equipamento que tem a finalidade de aproveitar o calor dos gases no aquecimento do ar necessário à combustão (figura 5.Estabelece demanda de vapor preaquecimento de óleo combustível no preaquecedor. Fig.5.GTR.42 – CALDEIRAS .ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.Estabelece demanda de vapor para preaquecimento do óleo combustível no tanque de armazenamento.17 Classificação TGM.4 OUTROS ACESSÓRIOS 5.O .7.Apostila Fevereiro / 98 75 .Rede de vapor para preaquecimento óleo combustível no preaquecedor . . 5.

5.O Os preaquecedores podem ser classificados de acordo com o princípio de operação. Preaquecedor de ar regenerativo Fig.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.18 b) Preaquecedor com colmeia metálica TGM. o calor dos gases de combustão é transferido indiretamente para o ar.Apostila Fevereiro / 98 76 .GTR. por onde passa o ar e o gás de combustão.42 – CALDEIRAS . alternadamente. através de um elemento de “armazenagem”. em: a) Preaquecedor regenerativo Nos preaquecedores regenerativos.18. conforme desenho esquemático da figura 5.

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Esse preaquecedor é constituído de placas de aço finas e corrugadas que são aquecidas quando da passagem dos gases de combustão e resfriadas quando da passagem do ar. Seu formato assemelha-se a uma roda gigante, girando lenta e uniformemente (figura 5.19).

Fig.5.19 c) Preaquecedor com colmeia refratária Os gases quentes, ao passarem pela colmeia refratária trocam o calor com o frio para a combustão (figura 5.20).

Fig.5.20 5.7.4.2 ECONOMIZADOR
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Sua finalidade é aquecer a água de alimentação da caldeira (ver esquema da figura 5.21). Está localizado na parte alta da caldeira entre o tambor de vapor e os tubos geradores de vapor sendo que os gases são obrigados a circular através dele, antes de saírem pela chaminé.

Fig.5.21 Existem vários tipos de economizadores e na sua construção podem ser empregados tubos de aço maleável ou tubo de aço fundido com aletas. Os economizadores podem ser: SEPARADO Usados nas caldeiras de baixa pressão (25 kg/cm2) e construído geralmente de tubos de aço ou ferro fundido com aletas; no seu interior circula a água e por fora os gases de combustão. INTEGRAL Empregado na maioria dos geradores de vapor, apesar de requerer mais cuidados que o economizador em separado. Deverá ser retirado da água de alimentação todo o gás carbônico e o oxigênio, isto porque, quando estes elementos são aquecidos aumentam a corrosão dos tubos. Este economizador tem grande capacidade de vaporização e é constituído por uma serpentina e tubos de aço maleável.

A corrosão nos tubos dos economizadores pode ser tanto de dentro para fora como de fora para dentro. Os furos de fora para dentro são causados pelos gases que aquecem e arrastam enxofre contido no óleo. Ao se juntarem com o oxigênio e com
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outros elementos contidos nos gases, formam um poderoso agente corrosivo (Ácido sulfúrico, por exemplo). Os furos de dentro para fora são causados pela circulação da água não tratada que contém oxigênio e gás carbônico, principais agentes da corrosão interna dos tubos. 5.7.4.3 SUPERAQUECEDORES a) Considerações sobre o vapor saturado superaquecido. Se aquecermos água em um recipiente fechado, quando a água atingir uma certa temperatura esta se transforma em vapor (temperatura de 100ºC aproximadamente, ao nível do mar). Enquanto existir água dentro do recipiente, o vapor será saturado e a temperatura não aumentará. Mantendo-se o aquecimento até que toda a água se evapore teremos o vapor superaquecido, com o conseqüente aumento de temperatura. Este processo de superaquecimento do vapor seria impraticável nas caldeiras, pois quando a água evaporasse, os tubos se queimariam e também não haveria uma demanda suficiente na rede de vapor. Assim sendo, empregamos aparelhos destinados a elevar a temperatura do vapor sem prejuízo para a caldeira. O vapor saturado é mais indicado para uso em aquecimento, pois devido à mudança de fase permite a troca de calor a temperatura constante, apresentando como inconveniente a grande formação de condensado. O vapor superaquecido é utilizado em turbinas a vapor, devido a ausência de umidade exigida para operar nessas turbomáquinas por questões de deteriorização das pás, vibração e queda de rendimento. Contudo existem situações de utilização do vapor superaquecido para aquecimento e processo, é o caso em que se tem extensas tubulações de vapor, isto é, a parcela de calor de superaquecimento serve para vencer as perdas térmicas da linha, chegando ao processo como vapor saturado com um mínimo de umidade (~2%), necessário a determinados processos industriais.

b) Processo de superaquecimento de vapor

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Apostila Fevereiro / 98 80 . apresentar o superaquecedor em separado (figura 5.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.23).22). Os superaquecedores são construídos de tubos de aço em forma de serpentina cujo diâmetro varia de acordo com a capacidade da caldeira. Estes aparelhos normalmente aproveitam os gases da combustão para dar o devido aquecimento ao vapor saturado. entre dois feixes de tubos. Neste caso. Quando instalados dentro das caldeiras estão localizados atrás do último feixe de tubos.O Para superaquecer o vapor empregam-se aparelhos denominados superaquecedores. Estes tubos podem ser lisos ou aletados.42 – CALDEIRAS . A caldeira pode. ele dependerá de uma fonte de calor para o aquecimento. é instalada uma outra fornalha. sobre os feixes de tubo ou ainda sobre a fornalha (figura 5.GTR. normalmente. transformando-o em vapor superaquecido.22 TGM. Figura 5.

que possam estar presentes.4 PURGADORES São dispositivos automáticos que servem para eliminar o condensado formado nas linhas de vapor e nos aparelhos de aquecimento.5.Apostila Fevereiro / 98 81 . o ar e outros gases incondensáveis. Os bons purgadores. por exemplo). eliminam. também. além de remover o condensado.O Fig. (CO2. TGM.GTR.42 – CALDEIRAS .ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.7.23 5. sem deixar escapar vapor.4.

6.GTR. forçada e mista. aspirando os gases e projetando-os para a atmosfera. podendo apresentar várias disposições construtivas. graças a diferença de temperaturas existentes na sua base e no seu topo.O 6. Tiragem Forçada Fig. Nas caldeiras em que os gases são eliminados através de exaustores.1 TGM. a tiragem é chamada induzida (figura 6.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. alimenta a chama e sai pela chaminé. dos gases provenientes da combustão. A tiragem pode ser efetuada de várias maneiras: natural. dependem da capacidade da caldeira para um suficiente suprimento de ar de combustão e para que os gases sejam totalmente eliminados).2). Suas dimensões porém.1). a tiragem chama-se forçada (figura 6.2 TIRAGEM FORÇADA E INDUZIDA No caso em que os gases são eliminados com a ajuda de ventiladores sopradores. 6.6.42 – CALDEIRAS . TIRAGEM É o processo de retirada da caldeira para a atmosfera.1 TIRAGEM NATURAL Quando normalmente sem a ajuda de equipamentos especiais o ar entra na fornalha.Apostila Fevereiro / 98 82 .

conforme esquema da figura 6.6.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.3. são empregados dois ventiladores sendo que um deles tem a finalidade de introduzir o ar dentro da caldeira (ventilador soprador) e o outro tem a finalidade de retirar o ar da caldeira (ventilador exaustor).6.42 – CALDEIRAS .3 TGM. Tiragem Induzida Fig.3 TIRAGEM MISTA OU BALANCEADA Neste sistema. Tiragem mista Fig.GTR. através de suas paredes ou duplos invólucros.O As caldeiras que possuem este tipo de tiragem são chamadas de caldeiras despressurizadas e precisam ter muito boa vedação para evitar a entrada de ar falso.2 6.Apostila Fevereiro / 98 83 .

Isso. a tiragem tem que ser muito bem controlada.GTR. Este controle é feito por registros colocados no circuito dos gases. As chaminés podem ser construídas de chapas de aço ou de alvenaria. TGM.Apostila Fevereiro / 98 84 . indica a presença de combustível não queimado pela deficiência na alimentação de ar. empregandose tijolos comuns.5 CHAMINÉ Ajudam a tiragem devido à diferença entra a sua base e o seu topo. levando-se em conta a quantidade e a velocidade dos gases da base. Estes registros constam de uma ou mais palhetas que podem ser comandada manual ou automaticamente. 6. chamados de “dampers”.O 6. do tipo de material empregado e a pressão atmosférica no local. porém. Em qualquer dos casos. pode indicar um pequeno excesso de ar e quando sua coloração for escura. sua construção deve ser muito rigorosa. Em nenhuma hipótese poderão existir fendas que possibilitem a entrada falsa de ar. A maneira mais segura de determinar as quantidades de gás carbônico que se desprendam pela chaminé é fazer uma análise com aparelhos indicadores.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.4 CONTROLE DE TIRAGEM Para que uma caldeira possa ter um bom funcionamento. vapor d’água (H2O) e outros compostos. Pela chaminé deverão sair o gás carbônico (CO 2). na maioria das vezes não ocorre e junto com o gás carbônico há um grande desprendimento de fuligem que contribui para a poluíção da atmosfera. A fumaça que sai pela chaminé. de forma a atingir uma relação ar-combustível adequado.42 – CALDEIRAS . provocada pela diferença de temperatura dos gases da combustão. quando apresentar uma coloração clara.

óleo de xisto.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. c) GASOSO metano. lulha. alcatrão. carvão vegetal. turfa. TGM. gasogênio. álcool e óleos vegetais.GTR. COMBUSTÃO E COMBUSTÍVEL 7. b) LÍQUIDOS petróleo.O 7. GLP (butano e propanol). hidrogênio.Apostila Fevereiro / 98 85 . CLASSIFICAÇÃO DOS COMBUSTÍVEIS Os combustíveis podem ser classificados em: a) SÓLIDOS madeira. biogás. principalmente. além de outros que o compõe. coque de carvão. COMBURENTE É o elemento que entra na reação de combustão como fonte de oxigênio.42 – CALDEIRAS . coque de petróleo. etc.1 DEFINIÇÕES COMBUSTÃO A combustão é produzida pela reação química de duas substâncias: combustível e comburente. etc. linhito. COMBUSTÍVEL É a substância que queima e contém em sua composição. carbono e hidrogênio. gás de coqueira (siderurgica).

se combinam com o oxigênio do ar. queima-se combustíveis que não se compõem. O preaquecimento do óleo combustível é fundamental para se atingirem os limites adequados de viscosidade necessários para uma boa pulverização. apenas. mais difícil será a sua divisão em gotículas. conforme visto nas reações acima. mas também de hidrogênio (H2) e enxofre (S). A seguir é exposto as principais exigências de um eficiênte processo de combustão: a) o comburente deve formar com o combustível uma mistura homogênea. de oxidação.200 Kcal/kgS Observa-se pelas reações anteriores.42 – CALDEIRAS . bem como a temperatura correta do óleo são fatores essenciais para uma queima ideal.Apostila Fevereiro / 98 86 .). c) quanto maior a viscosidade do combustível. devendo ser ajustada. de carbono (C). A combustão é completa quando todos elementos combustíveis contidos no combustível em questão (C. sempre. A fonte usual é o oxigênio do ar atmosférico.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. a reação que ocorre é denominada. orientar a queima no sentido de se obter o CO2 pois assim se tem uma maior liberação de calor. ou seja. Na prática. Estes fatores propiciam a gaseificação do combustível. fornecendo os produtos finais correspondentes. O oxigênio está contido no ar atmosférico na proporção de 23% em percentagem por peso atômico ou 21% em percentagem volumétrica. É importante salientar que esta temperatura não deve aproximar-se muito do ponto de fulgor do óleo combustível. etc. quando necessário. mais difícil será a sua pulverização. b) o comburente deve estar em quantidade suficiente em relação ao combustível para que a reação química da combustão seja completa.100 Kcal/kg C C + ½ O2 →CO + 2. Deve-se trabalhar com o mínimo de excesso de ar. H2 S. C + O2 →CO2 + 8. basicamente.GTR. O uso de queimadores apropriados. TGM.400 Kcal/kg C 2H2 + O2 →2H2O (L) + 34100 Kcal/kg H2 S + O2 →SO2 + 2.O REAÇÕES DA COMBUSTÃO Na combustão. Tendo em vista a variação de viscosidade do óleo combustível. que se deve. a temperatura de aquecimento não é fixa.

5%. A quantidade teórica de ar necessária à combustão pode ser calculada pela seguinte fórmula: mtar = 11.O 7. Exemplificando.6 kg ar/kg BPF Considerando que o ar possuí 23% em percentagem por peso atômico do oxigênio.GTR.66 + 3.5 . com a seguinte composição média: C = 84%. teremos: 13.5%.35 x 0. 2) Determine o volume de ar real necessário à queima do combustível do exercicio 1 nas seguintes condições de pressão e temperatura: 27ºC e 700 mmHg: Solução: 87 0 .7845 + 0.62 kg ar/kg óleo Dessa forma. cinzas e enxofre são obtidos em laboratório. aldeído e monóxido de carbono. podemos considerar a queima de um óleo combustível tipo A (BPF). Exercicio: 1) Calcular a relação ar/combustível teórico para um combustível com a seguinte composição: C= 81%.8 (H-O/8) + 4. S Onde mtar = massa teórica de ar necessária a combustão (kg ar/kg comb).0. Havendo combustão incompleta teremos fuligem.174 mtar = 13.35. então teremos: O2 = 0. O2 = 0.04) TGM. H2= 10%.84) + 34.COMBUSTÍVEL LÍQUIDOS A combustão é completa quando a quantidade de ar é a necessária e suficiente para oxidar os elementos constituintes do combustível utilizado.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.Apostila Fevereiro / 98 . Os percentuais de água.5 C + 34.6 = 3.2 CÁLCULO DO AR NECESSÁRIO À COMBUSTÃO . cinzas = 0.1 kg O2 / kg de BPF.23 x 13. S = 4% e O2 = 1% mtar = (11. além de não ocorrer a liberação total do calor do combustível. ou especificados pelo fornecedor do combustível.11 mtar = 9. S = 8%.42 – CALDEIRAS . H2 = 11%. 01 8 )+ (4.8 (0.

perda de eficiência no processo. Este volume de ar necessita entrar na câmara de combustão na proporção correta em relação ao combustível queimado. pois o ar que não participa de combustão tende a retirar calor da chama. consequentemente. 287 kJ kg . calculado no exercicio 1. T = 273 = 27 = 300 (K) RAR = R Mar = 8 .K mtar . é normal admitir-se um excesso de ar.Apostila Fevereiro / 98 88 . além do teóricamente necessário.O PV = mRT P = 700 mmHg = 93. Dependendo da temperatura ambiente. 13. 7. Logicamente é necessário controlar esse excesso de ar. Como na prática não se consegue uma atomização perfeita nem se garante que todo o ar admitido possa misturar-se intimamente com o óleo durante o processo de combustão.6 kg de ar. aproximadamente.42 – CALDEIRAS . esta quantidade de ar corresponderá a um dado volume. Determinados combustíveis exigem maior ou menor excesso de ar. Partindo-se de uma análise elementar de um óleo combustível.325 (Kpa) . chegou-se à conclusão que um quilo de óleo ao queimar. Cada unidade de peso de determinado combustível requer uma quantidade determinada de ar.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. 315 29 =0 . já que a combustão perfeita é quase impraticável. estaremos aquecendo um volume de ar desnecessariamente. de forma tal que ele atinja níveis mínimos.GTR. Se a proporção de ar e combustível não for mantida haverá insuficiência ou excesso de ar e.3 ESTEQUIOMETRIA DA COMBUSTÃO Proporção correta do volume de ar x combustível queimado: Sabemos que a combustão é perfeita quando a quantidade de ar utilizada é a necessária e suficiente para a completa combustão. com conseqüente perda de calor pela chaminé. necessita de. a fim de se garantir a queima perfeita do combustível. o que implicará num aumento de velocidade de circulação dos gases quentes.4 CONTROLE DE AR EM EXCESSO E EM FALTA TGM.064 mmHg. além do que. 1 bar = 102 Kpa = 750. 7. sem contribuir para a reação.

42 – CALDEIRAS .O A forma mais prática e rápida de se calcular o calor perdido através dos gases de combustão é pela medição de sua temperatura na base da chaminé. Como foi visto. associando-se ao teor de CO2 medido no mesmo ponto. As medições do teor de CO2 nos gases de combustão são efetuadas por meio de um medidor de CO2 tipo “Firyte” ou “Orsat”. Com a determinação dos valores de CO2 e temperatura. Esse tipo de medidor de CO 2 funcionam pela absorção deste gás por uma solução de hidróxido de potássio concentrada contida numa coluna graduada. obteremos informações tais como: a perda percentual de calor pela chaminé e a percentagem de excesso de ar. que fornece o teor de CO2 por leitura direta.GTR. pois para o mesmo volume de CO2 teremos aumentado o volume total dos gases. TGM.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. sabemos que o excesso de ar reduz a percentagem de CO 2 presente nos gases de combustão.Apostila Fevereiro / 98 89 .

tais como gases dissolvidos existentes na fonte fornecedora ou mesmo resultante da decomposição de matérias orgânicas igualmente presentes. são fracos condutores de calor.42 – CALDEIRAS . Conforme a sua procedência. em concentrações bem diversas. com aderências de diferentes tipos. constituindo um depósito denominado pêlos caldeireiros de incrustações. Conhecem-se outras unidades mais comuns nas análises inglesas: gpg= grãos americanos por galão pts/100. rios. 8. seu acúmulo sobre as superfícies metálicas tendem a criar maiores resistências ao escoamento do calor. permanecem na forma de um lodo de fácil remoção.Apostila Fevereiro / 98 90 . ou seja. outros se incorporam a própria parte metálica na forma de resíduos resistentes. passa a produzir menor quantidade de vapor e a apresentar uma diminuição no seu rendimento térmico. O emprego direto das águas “in natura”. Os resíduos. também se liberam.O 8. Certos produtos depositados. Outros produtos. lagos. entretanto.GTR. diante de uma condição de trabalho que prejudica a troca de calor entre os fluidos do processo.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. com conseqüentes concentrações dos produtos minerais dissolvidos. Evidentemente. implica num processo de evaporação da fase líquida. a caldeira.1 UNIDADES ADOTADAS A unidade mais universal para exprimir a concentração das substâncias em solução nas águas naturais é o ppm.000 partes de água gpg imp= grãos por galão inglês Entre as diferentes unidades há as seguintes equivalências: TGM. partes por milhão. de remoção mais difícil. tais águas podem conter diferentes produtos dissolvidos ou em suspensão.000= partes por 100. contribuindo para uma sensível diminuição do Coeficiente de Condutividade entre os gases quentes e a água situada no interior da tubulação. e de outros mananciais contendo reservas deste fluido. de conformidade com a natureza do material acumulado. formam depósitos sobre as superfícies metálicas das caldeiras. ÁGUA DE ALIMENTAÇÃO DAS CALDEIRAS As águas de alimentação de caldeiras provêm de fontes naturais como poços. córregos. após a evaporação da fase líquida. Como esses depósitos incrustantes. como água de alimentação de caldeiras.

sulfato silicato ou cloreto. francês ou inglês.07 gpg imp = 10lb/1.O grau de dureza exprime a concentração dos sais de cálcio seja na forma de carbonato. O método consiste na determinação dos seguintes valores: • dureza • alcalinidade • cloretos • fosfatos • pH Certas águas obrigam a determinação de outros dados como sejam: • sólidos totais • resíduos calcinado • matéria orgânica • concentração de O2 livre.GTR. assumindo o pêso de 1 kg por cada litro de água sem levar em conta a correção pela temperatura. − Dureza . 8. entre os quais há uma relação: Grau F = 0.000 galões ingleses As análises são sempre feitas com referência ao volume de água e não ao pêso.7 grau I TGM.2 ANÁLISE DA ÁGUA Toda água de alimentação deve ser conhecida e controlada.Apostila Fevereiro / 98 91 .0583 gpg = 0. foram formulados métodos simplificados suficientemente satisfatórios para assegurar um controle rotineiro.5 grau A Grau A = 0. Baseado no fato de se conhecer quais as impurezas normais das águas naturais.1 ppm 1 ppm= 1 mg/l = 1 g/m3 1 ppm = 0. Pode ser expressa em grau alemão.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. • sílica.O 1 gpg = 17.000.42 – CALDEIRAS .

Estes sais. Destes os mais expressivos são os carbonatos e hidróxidos. − Cloretos . O pH é determinado por escala comparativa de indicadores padrões.3 . carbonatos. etc. A solubilidade do oxigênio chega a ser até 5. todos os que contribuem para a alcalinidade da água. − Fosfatos . Os sólidos totais são uma medida da possibilidade de formação de espuma.Exprime a presença de ions dos sais de bicarbonato..As águas naturais contém sempre gases dissolvidos. A intensidade da côr é proporcional à concentração do fosfato. silicatos.3 mg CaCO3/litro O grau A eqüivale a 10mg CaCO3/litro − Alcalinidade . porém.O O grau F eqüivale a 10 mg CaCO3/litro O grau I eqüivale a 14. − Gases dissolvidos . Sua determinação se faz por processo quantitativo. magnésio. Sua determinação se processa com reagente de molibdato de amônio. sódio. As águas naturais são geralmente ligeiramente ácidas: 6.Indica a acidez ou alcalinidade das águas.É a soma dos sólidos em suspensão e dos sólidos dissolvidos. facilmente eliminável por aquecimento. por serem altamente solúveis permitem. arraste TGM. para caldeiras de pressões mais elevadas. fosfatos.É responsável pelas incrustações mais difíceis de serem removidas das superfícies metálicas. − pH . atacando o metal da caldeira. acima de 21 kg/cm2 é obrigatória. respondendo por sérios problemas de corrosões nos superaquecedores e também nas caldeiras.Podem comparecer nas águas na forma coloidal ou de algas microscópicas. Geralmente não comparecem nas águas naturais. ferro e outros. Sua determinação se faz pelo processo do permanganato.6.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. ou seja.5 pH. O método para determinação do oxigênio exige cuidados especiais e deve-se a Winkler baseado na rápida ação oxidante do elemento em soluções de hidróxido manganoso Mn (OH)2. Sua determinação se faz com solução de Nitrato de Prata N10 padrão empregando como indicador o Cromato de Potássio. O aumento da temperatura da água acentua a agressividade deste gás. A escala comparativa já indica a concentração dos fosfatos.7 ml/l à 25ºC. hidróxidos.42 – CALDEIRAS .GTR. − Sílica . O oxigênio é extremamente agressivo. − Sólidos totais . − Matéria orgânica .Os sais de fosfatos são auxiliares valiosos no tratamento de água. sejam de cálcio.Apostila Fevereiro / 98 92 . O CO2 se apresenta com concentração até 50 ppm. Sua determinação. em primeira aproximação. A concentração é feita por teste colorimetrico comparativo com escala padrão.São geralmente muito solúveis. estabelecer a porcentagem de descarga da caldeira.

que é uma purga contínua e. Quando a pressão interna do vaso do filtro acusa valores superiores a pressão atrás indicada promove-se uma inversão do fluxo da água que passa a circular no sentido ascendente. embora fortemente carregada de sais dissolvidos. 8. arrastando para o esgoto todo o material acumulado sobre a camada superior de areia. se recorre a um filtro de camadas de areia e antracito. cujo teor tolerável é inversamente proporcional à pressão de operação.3 TRATAMENTOS E APARELHAGENS Basicamente apresenta-se em dois métodos sempre associados. pela extração de fundo. a aplicação de um filtro de areia aberto com remoção das impurezas por gravidade ou uma variante de filtro auto lavável.3.GTR. O método tradicional de simples filtração só obtém resultado quando a água procede de poços artesianos profundos. com duração aproximada de 5 a 10 minutos. Esta operação se prolonga até o visor existente no circuito. compacto que promove a circulação da água sob pressão até no máximo de 10 m c.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. os quais as vezes já dispõe de uma água límpida. quando necessário. Na ausência de espaço para se instalar um filtro deste tipo.1 TRATAMENTOS EXTERNOS O primeiro passo no tratamento da água é sua clarificação a fim de remover todas as partículas sólidas existentes em suspensão responsáveis pela sua turbidez. acusar passagem de água límpida. O outro método é chamado de TRATAMENTO INTERNO realizando as reações químicas de tratamento no interior da própria caldeira.a. atendem as necessidades do processo. TGM. limitando assim a concentração de sólidos totais admissíveis na água de caldeira.1). Supondo que o tratamento d’água está obtendo o máximo de eficiência possível. (vide fig. proporciona o melhoramento da qualidade da água antes de sua introdução no gerador de vapor. é necessário purgar a caldeira para reduzir sua concentração.O de sílica volátil e formação de depósitos. o primeiro método denominado de TRATAMENTO EXTERNO. que é uma purga intermitente. como se segue: 8. fechado. Nessa hipótese. também aberto. Esta purga é realizada pela extração de superfície.Apostila Fevereiro / 98 93 .8.42 – CALDEIRAS .

antes da filtração. a turbidez da água igualmente se deve a presença de matérias coloidais dificilmente retidas nos filtros anteriores. Os aparelhos clarificadores recebem a água bruta tal qual procedem das fontes de suprimento juntamente com agentes coaguladores que promovem a formação de flocos gelatinosos dotados de grande capacidade de absorção das impurezas existentes no fluido. Enquanto um deles atende a operação de limpeza. humanos.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.1 Naturalmente durante esta limpeza o suprimento de água fica interrompido.42 – CALDEIRAS . denominado clarificação. instalar dois aparelhos em paralelo. vegetais e minerais. o segundo continua suprindo água ao processo. 94 TGM. porém.8. Os agentes coagulantes minerais mais divulgados são compostos de ferro e de alumínio estes últimos de maior aplicação.Apostila Fevereiro / 98 . A periodicidade da operação limpeza depende da qualidade da água.GTR. Todavia. Dificilmente hoje se encontra um córrego. Esta ocorrência é comum nos mananciais de superfícies que agregam águas correntes com todos os tipos de rejeitos por onde passam.O Fig. ser de boa norma. na maioria dos casos não ultrapassa 24 horas com um mínimo de 12 horas. rio ou lago que disponha de água límpida sendo forçoso o acréscimo de um pré tratamento. razão pela qual.

que eliminam a sua TGM. e ali serem submetidas ao chamado tratamento interno descrito páginas adiante.2 mostra um esquema de um decantador estático tipo cilíndrico cônico.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.Apostila Fevereiro / 98 95 . a pressão da caldeira e a pureza do vapor. arrastando para o fundo do aparelho toda a turbidez da água.42 – CALDEIRAS . Os aparelhos destinados a formar os flocos são denominados floculadores.O O hidróxido de alumínio formado no aparelho com o aspecto de flocos gelatinosos vão paulatinamente decantando. Determinadas águas uma vez isentas de turbidez. os destinados a decantar são os decantadores. principalmente aquelas que se destinam a suprir vapor para centrais térmicas exigem águas absolutamente isentas de impurezas. A segunda etapa dos tratamentos externos praticados pela tecnologia. Caldeiras de maior responsabilidades. a qualidade da água. ou seja. As duas funções podem ser verificar num único aparelho denominado Clarificador. Serão parâmetros determinantes na decisão do processo de tratamento a ser adotado.GTR.2 A água límpida a seguir deve ser submetida a outros tratamentos para eliminar as impurezas dissolvidas. Decantador Cilindrico Cônico Fig. podem ser introduzidas diretamente no interior das unidades geradoras de vapor de baixa pressão. A figura 8. encontram-se aqueles que promovem apenas o abrandamento da água.8.

momento a partir do qual se torna forçoso a regeneração. e outros projetados para fornecer uma água totalmente desmineralizada. O sódio presente na resina substituí o cálcio e o magnésio da água num processo contínuo até o seu exaurimento. em seguida.3 -a exibe um aparelho abrandador de um estágio. já a figura 8. se acrescenta a desgaseificação.1 ABRANDAMENTO Existem na literatura diversos métodos para se obter o abrandamento da água.3-b representa o corte em perspectiva de um abrandador de leito misto. O abrandamento da água consiste em passar a água dura através de uma coluna de resina aniônica a base de sódio.1. Feita a regeneração. dentre eles o mais difundido atualmente é o abrandamento por troca de íons. volta a operação.Apostila Fevereiro / 98 96 .42 – CALDEIRAS .do ciclo de tratamento. Este método se baseia na propriedade de certas areias naturais que imersas em água provocam um intercâmbio de íons. Neste estágio se interrompe a passagem da água a ser tratada substituíndo-a por uma solução de cloreto de sódio a qual recompõe o cátion consumido e remove o cálcio e o magnésio do aparelho diretamente para o esgoto.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. TGM.3. com tanque de salmoura para regeneração e todas as tubulações de operação. A figura 8. Em ambos. 8.GTR.O dureza.

íons.3.GTR.1.3 8. bombas dosadoras e aparelhos registradores. caso nas usinas térmicas para geração de potência. Fig.Apostila Fevereiro / 98 97 . 8.42 – CALDEIRAS .3. b) Corte em Perspectiva de um Permutador Abrandador de Leito Mixto. é o tratamento escolhido para a alimentação das caldeiras com pressões acima de 40kgf/cm2.2 DESMINERALIZAÇÃO Efetuada sobre uma série de trocadores de . Uma unidade para suprimento de água desmineralizada contém os aparelhos de troca aniônicos e catiônicos.1.8.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.O (a) (b) a) Instalação de abrandador de um Estágio. especialmente quando estas caldeiras comportam superaquecedores ou alimentam turbinas. conforme a exigência da qualidade da água e se complementa com outros aparelhos como preparadores das soluções regenerativas.3 DESGASEIFICAÇÃO TGM.

aplica bandejas perfuradas de forma a criar uma série de jatos cilíndricos de água em queda vertical aumentando a superfície de contato das fases.8.GTR. parte condensa parte escoa pelo escape na atmosfera arrastando consigo os gases incondensáveis.Apostila Fevereiro / 98 98 . Todavia. podem dispensar o acréscimo da aparelhagem. também conhecido como tipo de bandejas. como por exemplo o oxigênio. sobretudo o oxigênio.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. O degaseador de cascata. denominada DEGASEADOR. adotando métodos químicos para atenuar o efeito corrosivo. para a atmosfera. Uma variação mais moderna deste tipo. A Hidrazina simples ou catalizada vem sendo mais utilizada para neutralizar a corrosão do oxigênio. gás carbônico. • Aparelhos Desgaseificadores O degaseador a pulverização (Vide figura 8. TGM.4) dispersa a água em finas gotas através de pulverizadores na câmara de vapor do aparelho proporcionando um aumento da superfície de contato das fases. sulfídrico e outros. conforme esquema da fig. despejando a água a partir de um distribuidor superior na forma de múltiplas cascatas através do qual o vapor flui em sentido contrário. A fase líquida se aquece ao longo do percurso até se acumular no vaso de reserva. unidades que operam com baixas pressões.42 – CALDEIRAS . O vapor. operam em contra corrente. Os produtos mais difundidos neste tipo de tratamento são o Sulfito de Sódio e a Hidrazina.5.O Tem a finalidade de eliminar todos os gases ainda dissolvidos na fase líquida. porquanto ela seqüestra este gás dissolvido na água. A eliminação dos gases Normalmente é executada por aparelhagem específica.

Apostila Fevereiro / 98 99 .8.42 – CALDEIRAS .4 TGM.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento.O Esquema de um degaseador a pulverização Fig.GTR.

Deve-se acrescentar na instalação destes aparelhos. uma série de acessórios de controle de nível. indicadores de nível.GTR. da pressão do vapor de injeção.Apostila Fevereiro / 98 100 .5 Os gases incondensáveis são arrastados pelas bolhas de vapor em excesso para a coluna do aparelho que dispõe de uma distribuição da água de ingresso na forma de cascatas.42 – CALDEIRAS . no início do processo de aquecimento provoca fortes golpes de aríete pela instântanea condensação do vapor.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. O aparelho deste tipo precisa ser rigidamente fixado a base. TGM. As melhores construções destes aparelhos contém em cada orifício de distribuição do vapor um misturador para atenuar os efeitos da forte trepidação resultante do golpe de aríete. manômetros e termômetros.8. a providência de adequado isolamento.O Degaseador de bandejas perfuradas Fig. da pressão interna de operação. bem como. e todos os acessórios firmemente atados. dado que a injeção do vapor diretamente no fundo do vaso cheio de água fria.

Apostila Fevereiro / 98 101 . é o trifosfato de sódio.1. 8. vai acumulando e concentrando os sais que ingressam com a água. de onde são eliminados por meio de descargas intermitentes. o aparelho opera com uma pressão interna ligeiramente superior a pressão atmosférica. Excetua-se o método da distilação. 8. depositam-se nas partes inferiores da caldeira. mediante um dosador contínuo. A concentração deve ser mantida até o limite de solubilidade a partir do qual há precipitações que concorrem para incrustração.4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Apesar do tratamento mais rigoroso que se possa adotar. As reações do fosfato no interior da caldeira precipitam os sais de cálcio. O produto básico destas composições.O Na maioria das instalações de degaseamento. a sílica está presente na água como ácido salicílico e silicatos solúveis. TGM. portanto. não turvas.GTR. adicionando-se produtos químicos que reagem no interior da caldeira.42 – CALDEIRAS . A caldeira com a água que produz vapor. cujas doses são prescritas pêlos fabricantes em função das impurezas encontradas pela análise da água.4 REMOÇÃO DA SÍLICA Como já foi observado anteriormente. numa forma não aderente a superfície metálica e tornam altamente solúveis os sais que davam dureza a água. É o método mais econômico que consiste em adicionar uma solução dos sais de tratamento no próprio tanque de alimentação de água ou no tubo de injeção desta.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. Há varias composições no mercado.3. porém. 8. arraste de partículas sólidas pelo vapor e formação de espuma. sob forma de um lodo. é impossível eliminar da água todos os sais em solução. O precipitado formado pelas reações. no interior da caldeira.3.2 TRATAMENTO INTERNO Aplica-se em água de baixa dureza. de conformidade com a temperatura desejada na água degaseada. Forma incrustações de difícil remoção que podem ser retirados pelo tratamento com óxidos por troca iônica.

O arraste consiste de diminutas gotículas de água que são carregadas pelo vapor no momento que este se desprende da superfície da água. podem ser carbonizados resultando uma deposição de carbono na caldeira.42 – CALDEIRAS . Dependendo da temperatura. etc.GTR. Outro contaminante indesejável é o óleo ou graxa presentes na água de caldeiras os quais são grandes formadores de espuma. nas caldeiras aquotubulares. • FORMAÇÃO DE ESPUMA E ARRASTE. A intensidade desta espuma depende da natureza dos compostos químicos na água da caldeira. graxas. As causas da formação espuma são: • excessiva concentração de sólidos na água • excessiva alcalinidade cáustica • matéria orgânica em suspensão na água como óleo. Formam também uma película isolante sobre a superfície interna dos tubos da caldeira provocando superaquecimento. além de problemas de corrosão e erosão. Assim.O É a descarga da caldeira que mantém a concentração destes sais dentro dos limites convenientes. Em condições normais de operação. nas pás das turbinas e no sistema de condensado. o arraste de água é uma possibilidade remota pois os internos do tubulão superior são projetados para evitar que isto ocorra.ELETRONUCLEAR Gerência de Treinamento. os produtos químicos são lançados no espaço de vapor e carregados por ele.Apostila Fevereiro / 98 102 . além de arrastar o lodo que se acumula nas partes inferiores da caldeira. Entretanto. pode ocorrer este tipo de arraste se houver: • • • • danos nos aparelhos separadores de vapor nível alto no tubulão variação brusca de carga presença de espuma no tubulão superior A formação de espuma é devida a concentração de produtos químicos provocando redução de tensão superfícial da película de água que envolvem as bolhas de vapor em geração. O problema de arraste provoca a formação de depósitos no superaquecedor. TGM.

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