FUNDAÇÃO ARMANDO ALVARES PENTEADO – FAAP PÓS-GRADUAÇÃO

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 1ª TURMA DO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO MASTER GESTÃO DA INFORMAÇÃO DIGITAL E DO CONHECIMENTO EM CONVÊNIO COM A UNIVERSITÉ PAUL-VALÉRY MONTPELLIER III – FRANÇA

Ferramentas Web 2.0 em Centro de Documentação e Informação – Modelo de Gestão do Conhecimento

Carla Andrea Ayres Gisele Maria Ruaro Zanchet Thais Fernandes de Morais

Professor Orientador: Dr. Francisco Carlos Paletta

São Paulo 2011

FUNDAÇÃO ARMANDO ALVARES PENTEADO – FAAP PÓS-GRADUAÇÃO

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 1ª TURMA DO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO MASTER GESTÃO DA INFORMAÇÃO DIGITAL E DO CONHECIMENTO EM CONVÊNIO COM A UNIVERSITÉ PAUL-VALÉRY MONTPELLIER III – FRANÇA

Ferramentas Web 2.0 em Centro de Documentação e Informação – Modelo de Gestão do Conhecimento

Carla Andrea Ayres

Professor Orientador: Dr. Francisco Carlos Paletta

São Paulo 2011

Autorizo a reprodução total ou parcial do conteúdo deste trabalho, desde que citada a fonte.

__________________________________________________________________________ M827g Ayres, Carla Andrea

Ferramentas Web 2.0 em Centro de Documentação e Informação – Modelo de Gestão do Conhecimento / Carla Andrea Ayres. - São Paulo, 2011. 81 p. : il. ; 30 cm.

Orientador: Dr. Francisco Carlos Paletta Monografia (Especialização) – Master em Gestão da Informação Digital e do Conhecimento. Fundação Armando Alvares Penteado, 2011. Inclui CD.

1. Gestão do Conhecimento. 2. Web 2.0. 3. Soluções em Web 2.0. 4. Evolução da Web. 5. Gestão da Informação. 6. Centros de Documentação e Informação. 7. Redes sociais. I. Título.

CDD 658.4038

___________________________________________________________________________

FUNDAÇÃO ARMANDO ALVARES PENTEADO – FAAP PÓS-GRADUAÇÃO Ferramentas Web 2.0 em Centro de Documentação e Informação – Modelo de Gestão do Conhecimento Monografia apresentada à Fundação Armando Alvares Penteado – FAAP, como parte dos requisitos para a aprovação no Curso de Pós Graduação Lato Sensu Master Gestão da Informação Digital e do Conhecimento em Convênio com a Université Paul-Valéry Montpellier III – França

Elaborada por: Carla Andrea Ayres

E aprovada por todos os membros da Banca Examinadora, foi aceita pela FAAP Pós Graduação Lato Sensu e homologada como requisito a obtenção do título de Pós Graduação Master Gestão da Informação Digital e do Conhecimento. Data:____/____/____ Nota Final:____________ Banca Examinadora: _______________________________________ Prof.Dr. Francisco Carlos Paletta Orientador e Coordenador do Curso Fundação Armando Alvares Penteado _______________________________________ Profª Drª Celi Langhi Orientadora Metodologia Científica Fundação Armando Alvares Penteado _______________________________________ Prof MSc Marcos Alberto Oliveira Professor Convidado Fundação Armando Alvares Penteado

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TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 1ª TURMA DO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO MASTER GESTÃO DA INFORMAÇÃO DIGITAL E DO CONHECIMENTO EM CONVÊNIO COM A UNIVERSITÉ PAUL-VALÉRY MONTPELLIER III – FRANÇA

Ferramentas Web 2.0 em Centro de Documentação e Informação – Modelo de Gestão do Conhecimento

Carla Andrea Ayres

Master Sciences Humaines et Sociales, Mention Information et Communication, Specialite Gestion de L‘Information et de la Connaissance « Documenta», à Finalite Profissionnelle

Professor Orientador: Dr. Francisco Carlos Paletta

São Paulo 2011

FUNDAÇÃO ARMANDO ALVARES PENTEADO – FAAP PÓS-GRADUAÇÃO

Ferramentas Web 2.0 em Centro de Documentação e Informação – Modelo de Gestão do Conhecimento Monografia apresentada à Fundação Armando Alvares Penteado – FAAP, como parte dos requisitos para a aprovação no Curso de Pós Graduação Lato Sensu Master Gestão da Informação Digital e do Conhecimento em Convênio com a Universite Paul-Valéry Montpellier III – França Master Sciences Humaines et Sociales, Mention Information et Communication, Specialite Gestion del L‘Information et de la Connaissance « Documenta», à Finalite Profissionnelle Elaborada por: Carla Andrea Ayres

E aprovada por todos os membros da Banca Examinadora, foi aceita pela FAAP Pós Graduação Lato Sensu e homologada como requisito a obtenção do título de Pós Graduação Master Gestão da Informação Digital e do Conhecimento. Data:____/____/_____ Nota Final:____________ Banca Examinadora: _______________________________________ Prof.Dr. Francisco Carlos Paletta Orientador e Coordenador do Curso Fundação Armando Alvares Penteado _______________________________________ Profª Drª Celi Langhi Orientadora Metodológica Fundação Armando Alvares Penteado _______________________________________ Prof MSc Marcos Alberto Oliveira Professor Convidado Fundação Armando Alvares Penteado

Dedico este trabalho aos meus familiares e amigas pelo apoio, compreensão e carinho durante mais esta etapa de minha vida. Muito obrigada!

AGRADECIMENTOS

Francisco Paletta pelo esforço e perseverança em reunir professores renomados internacionalmente para realização deste curso.

Audilio Gonzáles Aguilar por coordenar o curso e driblar as ferramentas de informática com bom humor ao passar seu conhecimento em vários módulos do curso.

Luc Marie Quoniam por sua fantástica capacidade de apresentar como é possível disseminar conhecimento através de diversos meios informacionais.

Henri Jean-Marie Dou pelo tema: Sociedade do Conhecimento e Inteligência Competitiva.

José Antonio Moreiro Gonzalez pelo tema: Web Semântica e Ontologias.

Luis Hernando Aguilar R. Ramirez pelo tema: Representação do Conhecimento Informação e Gestão do Conhecimento.

Miguel Ángel Marzal García-Quismondo pelo tema: Padrões e Normas de Tratamento da Informação e de Documentação.

Patrick Gilli Língua e Cultura Francesa / História da Documentação

Stéphane Crozat pelo tema: Documentação e Informação Digital.

Ednelly Rios pelo ensino básico da língua francesa.

“O ciberespaço permite, ao mesmo tempo, a reciprocidade na comunicação e a partilha de um contexto. Trata-se de comunicação conforme um dispositivo “todos para todos!” Pierre Lévy

Resumo

O trabalho apresenta conceitos sobre Web 2.0, gestão do conhecimento, gestão da informação, portais corporativos, Centro de Documentação e Informação, Biblioteca Virtual, Redes Sociais. Discute de maneira sucinta o surgimento da GC e apresenta ferramentas para sua a implantação. Relata como a GC pode auxiliar as instituições e empresas na organização de suas informações e a importância na tomada de decisões. Descreve o avanço da WEB 2.0 e as facilidades que traz para a sociedade. Mostra que não existem mais fronteiras entre as pessoas e organizações, todos podem participar compartilhar, discutir e gerar conhecimento através das ferramentas que as novas tecnologias oferecem.

Palavras-chave: Gestão da informação, Gestão do conhecimento, Portais corporativos, Redes sociais, Web 2.0, Colaboração, Conhecimento, Informação.

Abstract

This paper aims to examine concepts of Web 2.0, knowledge management, information management, enterprise portals, Information and Documentation Centre, Virtual Library, and social networking. Briefly it narrates the emergency of KM tools and features to its deployment. It tells how knowledge management can help institutions and enterprises in terms of organizing their information and its importance in decision taking. It describes the advancement of Web 2.0 and the ease it brings to society. It also shows that there are no more borders between people, that everyone can share, discuss and generate knowledge through the tools that new technologies offer.

Key words: Information management, Knowledge management, Corporate portals, Social Media, Web 2.0, Collaboration, Knowledge, Information.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 11 1 GESTÃO DO CONHECIMENTO ..................................................................... 14 1.1 Conversão do conhecimento................................................................................ 16 1.2 Gestão do conhecimento e gestão da informação ................................................ 22 1.3 Tecnologia a serviço da GC................................................................................. 26 1.4 Implantando um modelo de GC .......................................................................... 30 2 CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO 2.0 ............................. 33 2.1 Passos para GC no CDi ....................................................................................... 33 2.2 Biblioteca virtual ................................................................................................. 38 2.3 Portal corporativo ................................................................................................ 40 3 WEB 2.0 ............................................................................................................ 43

3.1 Web 2.0 e seus símbolos ..................................................................................... 46 3.2 Conteúdo na Web 2.0 .......................................................................................... 48 3.3 Ferramentas que caracterizam a Web 2.0 ............................................................ 50 4 WEB SEMÂNTICA ............................................................................................. 56 4.1 Passado, presente e futuro da Web 2.0 ................................................................ 62 5 DISCUSSÃO ......................................................................................................... 70 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 73 Referências ............................................................................................................ 77

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INTRODUÇÃO

Na sociedade do conhecimento é imprescindível organizar as informações produzidas nas instituições, para que as mesmas se mantenham competitivas. A explosão informacional e o aumento da aplicação do conceito de educação continuada produzem um efeito em cadeia, quanto mais informação, mais conhecimento, sucessivamente. Porém, é preciso organizar tudo isso, não adianta apenas armazenar informações, é preciso disseminá-las e criar mecanismos para que as pessoas se apropriem disso.

Para Castels (2002) a revolução tecnológica não se caracteriza pela centralidade das informações e do conhecimento e sim pelo ciclo de realimentação cumulativo entre inovação e seu uso. O volume de informações que são difundidas em seus respectivos meios exige um gerenciamento de modo que elas possam contribuir para a gestão do conhecimento nas organizações. Neste propósito, surgiu a necessidade de planejar de forma paralela as tecnologias de informação e as tecnologias de gestão.

Organizar, disseminar e fazer uso da informação para gerar conhecimento não é uma tarefa fácil, para auxiliar neste processo, a Gestão do Conhecimento (GC) é um importante instrumento. O trabalho apresenta dois produtos que podem enriquecer a disseminação de conteúdo e auxiliar o processo de implantação e desenvolvimento da GC em um Centro de Documentação e Informação (CDi), são eles: Portal Corporativo e Biblioteca Virtual.

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Por meio de um portal corporativo, é possível:

      

Organizar e disseminar informações; Socializar e compartilhar conhecimentos; Revelar informações existentes na instituição, seu core competence, que significa o que faz de melhor e o que faz tão bem quanto seus concorrentes; Indicar as diferentes competências de seus colaboradores; Transformar conhecimento tácito em explícito, através de relatos de experiência divulgados em blogs, wikis e outras ferramentas da Web 2.0; Reutilizar o conhecimento produzido dentro da instituição, para geração de novos conhecimentos e competências; Obter uma visão sistêmica da instituição, enxergar as partes e o todo.

A biblioteca virtual será o elo entre o ambiente interno e externo, permitirá a troca de informações entre funcionários, colaboradores, usuários e, disseminará conteúdo sobre os projetos apoiados pela instituição. A informação estará concentrada em um local, e facilitará a busca e obtenção de dados e conteúdos que poderão ser utilizados para apoiar ao processo de tomada de decisões. A explosão informacional gerou um caos na organização de conteúdos.

Em consequência do excesso de informações disponíveis na Web, tornou-se impossível navegar por todos os sites preferidos e, organizar bookmarks pessoais transformou-se em algo oneroso e cada vez mais complicado. Hoje as pessoas podem contar com softwares para auxiliar na organização da informação que está na Web. Programas que comportam inúmeras funções inclusive exportam e importam dados de outros softwares.

Atualmente uma das grandes preocupações das pessoas e das instituições é divulgar informações referentes aos seus negócios de maneira clara e simples e não somente estar na Web. As empresas perceberam que devem se conectar a outros sites, outras pessoas, criar redes sociais para verem e serem vistas por todos.

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Conceitos sobre Web 2.0, Web semântica, tecnologia a serviço da GC, conversão do conhecimento, entre outros, são explorados ao longo do trabalho, permitindo o melhor entendimento do ciclo para a implantação da GC. De acordo com Tapscott e Willians (2007) a Web 2.0 é “fundamentalmente diferente tanto na sua arquitetura quanto na sua aplicação”. Os usuários podem participar ativamente da edição, organização, criação e auto-organização de conteúdos, ao invés de só receber informações de modo passivo.

O trabalho a seguir mostra os caminhos para o gerenciamento de informações e disseminação do conhecimento, relata tecnologias de comunicação e informação, mostra novas ferramentas e a importância da implantação de GC em centros de documentação de instituições e empresas.

Os principais objetivos do trabalho passam pelo relato do processo de implantação de Gestão do Conhecimento em Centros de Documentação e Informação integrando soluções de Web 2.0; inúmeras formas para divulgar informações sobre um Centro de Documentação e Informação serão apresentadas; ferramentas disponíveis para ampliar o relacionamento com usuários virtuais, através de redes sociais virtuais serão descritas e por fim, diversas formas para aplicar GC em centros de documentação e informação serão indicadas.

Para a realização do trabalho, entre os diversos tipos de pesquisa escolheu-se a técnica de pesquisa bibliográfica como a melhor opção de metodologia a ser aplicada, pois o tema evolui constantemente e para acompanhar as mudanças é necessário realizar buscas em fontes de informação atualizadas.

A coleta de dados foi feita em periódicos científicos, e-book, livros da área de Biblioteconomia, Ciência da Informação, Web, Administração, Tecnologia e, em bases de dados, buscadores e sites especializados. A busca na Internet foi realizada utilizando-se expressões booleanas nos buscadores Google e Google Scholar. A participação no evento Web Expo Fórum 2010 - realizado no Centro e Convenções Frei Caneca em São Paulo, em março de 2010 foi muito importante para localização de conteúdo revelante.

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1 GESTÃO DO CONHECIMENTO

Gerenciar o conhecimento nada mais é do que gerenciar sua própria capacidade de agir. Esta ação pode ser guiada por uma série de objetivos, às vezes, concretos e possíveis de mensurar, derivados da estratégia da organização o que comprova a importância de relacionar iniciativas de GC a esta estratégia, como, por exemplo, o Balanced Scorecard 1 e assim percebemos que não existe conhecimento sem pessoas que o detém. (CASSAPO, F. M., s.d)

A literatura apresenta diferentes definições sobre o termo gestão do conhecimento, contudo, é preciso esclarecer as diferenças entre dado, informação e conhecimento, pois muitas vezes esses termos são utilizados erroneamente. De acordo com a Figura 1 define-se:

Fonte: Autor Figura 1 – Conceituação

1

Balanced Scorecard - metodologia de medição e gestão de desempenho. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Balanced_scorecard>

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Sequência de símbolos quantificados ou quantificáveis. Portanto, um texto é um dado. De fato, as letras são símbolos quantificados, já que o alfabeto por si só constitui uma base numérica. Também são dados imagens, sons e animação, pois todos podem ser quantificados a ponto de alguém que entra em contato com eles ter eventualmente dificuldade de distinguir a sua reprodução, a partir da representação quantificada, com o original. É muito importante notar-se que qualquer texto constitui um dado ou uma seqüência de dados, mesmo que ele seja

Dado Informação

ininteligível para o leitor. Como são símbolos quantificáveis, dados podem obviamente ser armazenados em um computador e processados por ele. [...] Um dado é necessariamente uma entidade matemática e, desta forma, puramente sintática. Isto significa que os dados podem ser totalmente descritos através de representações formais, estruturais. Dentro de um computador, trechos de um texto podem ser ligados virtualmente a outros trechos, por meio de contiguidade física ou por "ponteiros", isto é, endereços da unidade de armazenamento sendo utilizada. Ponteiros podem fazer a ligação de um ponto de um texto a uma representação quantificada de uma figura, de um som, etc. Valdemar W. Setzer. http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/datagrama.html#Autor Segundo a teoria matemática da comunicação, uma informação é um acontecimento que provoca uma redução acerca de um ambiente dado. Pierre Lévy. Glossário geral de ciência da informação. http://www.cid.unb.br/123/M0011000.asp?txtID_PRINCIPAL=123 É uma abstração informal (isto é, não pode ser formalizada através de uma teoria lógica ou matemática), que representa algo significativo para alguém através de textos, imagens, sons ou animação. [...] Não é possível processar informação diretamente em um computador. Para isso é necessário reduzi-la a dados. Valdemar W. Setzer. http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/datagrama.html#Autor Estruturas simbolicamente significantes com a competência de gerar conhecimento no indivíduo, em seu grupo, ou na sociedade. Barreto, A. de A., 2002, p. 50 Glossário geral de ciência da informação. http://www.cid.unb.br/123/M0011000.asp?txtID_PRINCIPAL=123 Conjunto de dados que satisfazem a uma determinada necessidade informacional. Possui um valor agregado e precisa da intervenção ativa do usuário. Korfhage, R., 1997 Glossário geral de ciência da informação. http://www.cid.unb.br/123/M0011000.asp?txtID_PRINCIPAL=123 Toda idéia, fato ou trabalho mental que seja comunicado, armazenado, publicado e/ou distribuído formalmente ou informalmente em qualquer formato. AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION, 1983 Glossário geral de ciência da informação. http://www.cid.unb.br/123/M0011000.asp?txtID_PRINCIPAL=123

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É um ente apreendido, gerado ou decorrente da estruturação contextualizada de um conjunto de dados (fatos e/ou fenômenos) preliminarmente disponíveis ou acessíveis para um observador (também contextualizado) que busca acerca-se de um conhecimento específico. EUGÊNIO, Marconi; FRANÇA, Ricardo O. PEREZ, Rui C. Glossário geral de ciência da informação. http://www.cid.unb.br/M452/M4522012.ASP?txtID_PRINCIPAL=27 O conhecimento decorre de um processo humano complexo, com características subjetivas e profundamente relacionadas ao sistema de valores do indivíduo e de seu meio ambiente cultural. O conhecimento é criado e organizado por muitos fluxos de informações; parte da informação é proveniente do próprio indivíduo e parte é adicionada pelo meio ambiente cultural, sendo que a segunda parte pode provocar a reestruturação da primeira parte no indivíduo.

Conhecimento

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext Glossário geral de ciência da informação. http://www.cid.unb.br/123/M0011000.asp?txtID_PRINCIPAL=123 Informação aceita e assimilada que modifica o estado cognitivo do indivíduo. É organizado em estruturas mentais por meio das quais o sujeito assimila o meio. Ivette Kafure. Glossário geral de ciência da informação. http://www.cid.unb.br/123/M0011000.asp?txtID_PRINCIPAL=123 Produto da avaliação, análise e aprendizagem geradas pela informação, que pode ser usado como fonte de vantagem competitiva pela organização. Marcelo Moreira Campos. Glossário geral de ciência da informação. http://www.cid.unb.br/123/M0011000.asp?txtID_PRINCIPAL=123 É uma abstração interior, pessoal, de alguma coisa que foi experimentada por alguém. [...] não pode ser descrito inteiramente - de outro modo seria apenas dado (se descrito formalmente e não tivesse significado) ou informação (se descrito informalmente e tivesse significado). Também não depende apenas de uma interpretação pessoal, como a informação, pois requer uma vivência do objeto do conhecimento. Valdemar W. Setzer. http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/datagrama.html#Autor

Fonte: Autor Quadro 1 – Definições

1.1 Conversão do conhecimento

Conhecimento tácito é pessoal e complexo, fruto da experiência humana, difícil de mensurar e explicitar em palavras. Conhecimento explícito é formal e externalizado, totalmente mensurável, explicitado tanto em formato papel ou eletrônico através de palavras, figuras, gráficos, bases de dados e etc. (CASSAPO, F. M., s.d).

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A Figura 2 apresenta a espiral do conhecimento que se realiza continuamente através da transformação de conhecimento tácito em explícito e vice-versa disseminando e aprimorando o conhecimento organizacional e humano. Através da espiral do conhecimento percebemos a importância do conhecimento tácito e que informação é uma pequena parte da GC que busca o saber-fazer através de relatos documentados e nunca será completa e nem totalmente mensurável. (CASSAPO, F. M., s.d)

Fonte: Nonaka; Takeuchi (1997) Figura 2 – Espiral do conhecimento

Abaixo a descrição das quatro formas de conversão do conhecimento:

Socialização - interação pessoal, a transmissão do conhecimento através da convivência. Externalização - relação emissor-receptor, a transformação do conhecimento tácito em explícito. Combinação - sistematização do conhecimento explícito, processo de disseminação do conhecimento. Internalização - compreensão que o indivíduo obteve em relação ao conhecimento explícito.

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Fonte: Nonaka; Takeuchi (1995 apud CHOO, 2003) Figura 3 – Os processos de conversão do conhecimento organizacional

De acordo com Nonaka e Takeuchi (1997 apud LEITE; COSTA, 2006) “é impossível que haja criação de conhecimento sem que haja indivíduos”.

Choo (2003, p. 218) sintetiza que “Processos gerativos são os que criam novos conhecimentos no curso da solução de problemas, com os novos conhecimentos ampliando a capacidade da organização de oferecer melhores produtos ou serviços e de se aventurar por novos campos”.

No quadro 2 é possível visualizar a similaridade entre diferentes teorias desenvolvidas por 3 grupos de autores, acerca dos processos de criação de conhecimento:

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Processos de conhecimento

Fases de conversão do conhecimento

Atividades de construção do conhecimento
(D. Leonard-Barton, Wellsprings of Knowledge: Building and Sustaining the Sources of Innovation, cit.)

(S.Wikström & R. Normann, Knowledge and Value: a New Perspective on Corporate Transformation, cit.)

(I. Nonaka & H. Takeuchi, The Knowledge-creating company: how Japanese Companies Create the Dynamics of Innovation, cit.)

Partilhar o conhecimento Processos gerativos geram novos conhecimentos tácito Criar conceitos Justificar conceitos Construir um arquétipo

Solução compartilhada de problemas Experimentação e prototipagem Implementação e integração de novos processos e ferramentas Importação do conhecimento

Processos produtivos operacionalizam novos conhecimentos Processos representativos difundem e transferem novos conhecimentos

Disseminar o conhecimento

Fonte: Choo, 2003 Quadro 2 – Processos de criação de conhecimento

Nas últimas décadas, o conhecimento conquistou espaço e importância dentro das organizações e segundo Nonaka (1991 apud CRUZ; NAGANO, 2008) é a única fonte de vantagem competitiva duradoura. Destacamos a imprescindibilidade na utilização da gestão do conhecimento e inteligência competitiva, para superar as outras organizações, manter-se competitivo e gerir a criação de novos produtos e serviços. É latente a utilização do conhecimento e da inovação para que as empresas se mantenham competitivas. E é fundamental para o sucesso do negócio que a empresa organize o conhecimento e invista em pesquisa e desenvolvimento.

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A análise do gerenciamento de conhecimento pode ser visualizada como ciclos de criação contínuos do conhecimento, em que se destacam as companhias que criam novos conhecimentos, os disseminam por toda a organização e rapidamente os incorporam em novos produtos, serviços e tecnologias. (UIT BEIJERSE, 1999; NONAKA, 1991 apud CRUZ; NAGANO, 2008).

Outro autor destaca-se na explicação do ciclo da evolução do conhecimento organizacional, Wiig (2002 apud LEITE; COSTA, 2006) divide em 5 partes este ciclo:

Criação - o conhecimento é adquirido através da aprendizagem, inovação, criatividade e da importação de conhecimento do ambiente externo à organização; Aquisição - o conhecimento é retido, armazenado para uso, reuso e para um tratamento mais aprimorado em outras atividades organizacionais; Refinamento - o conhecimento é estruturado e transformado em material impresso ou inserido em bases de conhecimento, disponibilizado para uso; Disponibilização e distribuição - o conhecimento é disseminado para os pontos-de-ação pessoas, práticas, transformado em tecnologias e procedimentos, entre outros por meio da educação, programas de treinamento, sistemas automatizados de conhecimento, redes de especialistas; Aplicação - o conhecimento é empregado ou exerce influência nos processos de trabalho, sua utilização torna-se a base para a aprendizagem e inovação.

O quadro 3 descreve a criação de significado com resultado de ações mútuas, dinâmicas e constantes entre três elementos: crenças, representações e interpretações; a construção do conhecimento é promovida pela identificação de gaps no conhecimento existente da organização ou do grupo de trabalho; a tomada de decisões é provocada por uma situação em que é preciso fazer uma escolha para dar curso a uma ação. (CHOO, 2003, p. 364, 365, 367)

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Modelo

Processo

Modos

Interações/Recursos

Mudança no ambiente → Interpretação, seleção,
Criação e significado

 Processos orientados por crenças  Processos orientados por ações
Criação do significado

retenção → Interpretações representadas Olhar para trás: criação de significado retrospectiva Lacuna de conhecimento →Conhecimento tácito, explícito, cultural → Conversão, construção,

 Conversão do conhecimento  Construção do conhecimento  Conexão do conhecimento
Construção do conhecimento

Construção do conhecimento

conexão do conhecimento → Novo conhecimento Observar em muitos níveis: aprender com indivíduos, grupos e organizações de vários níveis Situação de escolha → Alternativas, resultados, preferências → Regras,

 Racional  Processual  Político  Anárquico

Tomada de decisões

rotinas → Decisões Olhar para frente: visão orientada para o futuro, para os objetivos
Tomada de decisões

Fonte: Choo, 2003. Quadro 3 - Comparação entre criação de significado, construção do conhecimento e tomada de decisões

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Neste modelo de organização de conhecimento, a criação de significado, a construção de conhecimento e a tomada de decisões são práticas socialmente distribuídas em diversos níveis e ações dentro da organização. Deste modo, a criação do significado é coletiva e resulta do diálogo generalizado que tem seu desfecho no compartilhamento de interpretações. A geração de novos conhecimentos ocorre sempre que um indivíduo descobre uma nova maneira de resolver uma questão e a divide com seus pares. A tomada de decisões admite impulsos e influências de muitas fontes internas, e depende da complexidade da situação, como por exemplo, quem fornece a informação para a tomada de decisão, quem é consultado e quem participa da decisão. O conhecimento organizacional origina-se da criação de significado, da construção de conhecimento e tomada de decisões. (CHOO, 2003, p. 370)

1.2 Gestão do conhecimento e gestão da informação

Para apresentar o tema Gestão do Conhecimento, é relevante saber a diferença entre Gestão do Conhecimento e Gestão da Informação.

Gestão da Informação (GI) integra o processo mais amplo da Gestão do Conhecimento (GC) e, ambas estão interligadas. Na figura 4, a GI compreende a informação e os processos informacionais e está direcionada aos estoques registrados (conhecimento explícito), ao seu planejamento, organização e recuperação, enquanto a GC envolve pessoas (conhecimento tácito), informações e processos.

Fonte: Cianconi (2003 apud PAULA; CIANCONI, 2007, p. 56) Figura 4 – Interseção entre GI e GC

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Gestão da Informação consiste no gerenciamento de processos, sistemas, tecnologias, conteúdos, envolvendo o mapeamento das necessidades informacionais dos indivíduos; e na produção, coleta, organização, disseminação e uso da informação. Para alcançar benefícios através do uso desta informação e gerar conteúdo de qualidade, devemos seguir os passos listados acima. (PAULA; CIANCONI, 2007)

GC é um ciclo em constante processo de inovação, informação gera conhecimento, este gera informação novamente e o ciclo segue desta maneira. Para as organizações, GC significa conhecer todos os ativos intangíveis existentes. Pressupõe bom nível organizacional; capacidade de visão sistêmica; preocupação com competitividade; base tecnológica; investimento em motivação de recursos humanos, tempo e recursos financeiros.

A GC permite à organização estar à frente das outras, organizar o conhecimento explícito e tácito dos indivíduos para a geração de novos conhecimentos, para que todos da empresa saibam o que está sendo realizado nos outros departamentos, qual o perfil de cada profissional, suas especialidades, suas características. A GC visa através de um ciclo, organizar, armazenar, disseminar e captar novas informações que serão geradoras de novos conhecimentos estratégicos.

GC é um novo modo de pensar as práticas gerenciais na era da informação, ou melhor, na era das inovações de conhecimentos já que informação e conhecimento são fatores de vantagem competitiva no mundo atual. Está além de GI porque reúne pontos ligados as questões de criação e a maneira de se usar o conhecimento dentro das organizações. As organizações que adotam este processo, não fazem apenas o gerenciamento do conhecimento que possuem, tornam-se capazes para este conhecimento porque sabem que o conhecimento só existe na mente humana e só é estimulado através da criação de contextos organizacionais favoráveis. Quem compartilha o que sabe tem o poder e isso faz a diferença em projetos de GC que reforçam a ideia de uma cultura ‘colaborativista’ ao invés da ‘individualista’ que acha que ‘informação é poder’. Valentim (2009) afirma que GC busca mapear os fluxos informais e desenvolver nas pessoas um comportamento voltado ao compartilhamento e socialização do conhecimento,

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visando a troca, ou seja, a construção de novos conhecimentos no ambiente organizacional. Visa também, o estudo sistemático de métodos e técnicas que transformam o conhecimento tácito em explícito.

De acordo com Terra (2000), gestão do conhecimento possibilita a estruturação das principais políticas, processos e recursos gerenciais e tecnológicos, para obter melhor compreensão dos processos de geração, identificação, validação, disseminação,

compartilhamento e uso dos conhecimentos estratégicos gerando resultados (econômicos) à empresa e benefícios aos colaboradores.

Nesta mesma direção, alguns autores enfatizam que para colocar em prática todas essas ações, é necessário criar mecanismos que permitam a identificação, captura, tratamento, organização, armazenamento, recuperação e disseminação de informações em diferentes fontes, internas e externas para um indivíduo ou para todos na instituição. (REYNOLDS; KOULOPOULOS, 1999 apud DIAS, 2001)

Algumas práticas destacadas para implantação e estruturação da GC, de acordo com Paula e Cianconi (2007):

 Gestão por competências;  Mapeamento de conhecimento organizacional;  Comunidades de prática;  Comunidades virtuais;  Melhores práticas;  Aprendizagem organizacional;  Ensino a distância.

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A gestão pró-ativa do conhecimento adquire um papel central para a competitividade nas organizações, contrapondo a ideia de que, para obter sucesso no mercado era necessário priorizar elementos ligados ao capital financeiro, localização geográfica, mão de obra qualificada e matéria-prima.

O objetivo principal da GC é estruturar parte do conhecimento tático dos indivíduos e organizar informações contidas nos documentos corporativos, tornando-as disponíveis a todos na organização. O conhecimento desorganizado não apresenta valor agregado e se torna inacessível. As ferramentas de GC permitem que o conhecimento circule pelos meios de comunicação disponíveis. O sucesso da implantação das ferramentas só é possível quando todos os indivíduos colaboram e inserem informações e conteúdos. (DAVENPORT; PRUZAC, 1998).

A gestão do conhecimento visa criar, disseminar, armazenar e incorporar às rotinas de trabalho, todo o conhecimento desenvolvido na organização, utilizando a capacidade dos trabalhadores para interpretação de dados e informações (por recursos disponíveis).

Murray (2005 apud LEITE; COSTA, 2006), por sua vez, a vê como “uma estratégia que transforma bens intelectuais da organização, informações registradas e o talento dos seus membros - em maior produtividade, novos valores e aumento de competitividade”.

Choo (2003) salienta a composição da GC através de ferramentas gerenciais representadas por uma metáfora em forma de guarda-chuva: - gestão estratégica da informação - gestão do capital intelectual - aprendizagem organizacional - inteligência competitiva - comunidades de prática

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1.3 Tecnologia a serviço da GC

A tecnologia da informação (TI) dá suporte ao processo de gestão do conhecimento dentro das organizações e está se tornando um ponto central e indispensável para competitividade, mas é importante enfatizar que o êxito não depende só disso. A GC está ligada a fatores gerenciais e características humanas.

Sabe-se que para o desenvolvimento da GC é necessário buscar sistemas de informação para o suporte técnico na etapa de armazenamento e disseminação do conhecimento. Sistema de informação integrado gera uma melhora na gestão do conhecimento por facilitar interações entre as pessoas e as bases de dados.

A gestão do conhecimento consiste em ações sistemáticas, baseadas em políticas e metodologias, apoiadas em grande parte, na tecnologia, que variam conforme a cultura da organização, visando facilitar a criação do conhecimento e seu aproveitamento na inteligência organizacional. (PAULA; CIANCONI, 2007).

A tecnologia da informação exerce função de infraestrutura frente à gestão do conhecimento. Empregada por organizações e indivíduos, auxilia no desenvolvimento das atividades diárias; permite uma análise de mercado; facilita o processo de melhoria da qualidade de produtos e serviços, apóia a gestão empresarial; também utilizada como ferramenta de comunicação e dentre diversas funções, possibilita o armazenamento de informações. (ROSSETTI; MORALES, 2007).

Para Silva (2004) a TI é fundamental para a combinação do conhecimento explícito, mas não contribui com o formato tácito do conhecimento. O que pode fazer para a troca de conhecimento tácito-tácito é facilitar o acesso entre as pessoas, fazer com que elas sejam contatadas e propiciar a socialização do conhecimento. Pode ainda ajudar nas outras duas conversões do conhecimento, quando o formato tácito está em equilíbrio com o explícito e

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facilitar a externalização e a internalização, auxiliar no registro do conhecimento e agilizar o acesso ao conhecimento explícito.

Sistemas de TI devem estar vinculados às definições e escolhas da estrutura da organização, pois exercem papel facilitador na realidade dos espaços organizacionais voltados ao processamento de aspectos cognitivos para colaboração do tratamento e transmissão do conhecimento explícito da organização.

Em 1970 inicia-se o uso de TI para GC, tira-se o foco de processamento de dados e volta-se para a informação. Nos anos 80 criam-se sistemas de informação baseados em conhecimento, KBS - Knowledge-based systems, sistemas de conhecimento baseados em ferramentas de inteligência artificial2.

A partir do cruzamento de dados e informações existentes em bases de dados esses sistemas através de modelos matemáticos, estatísticos e de inteligência artificial criam conhecimento, como por exemplo, Data mining3 ou mineração de dados e Data warehousing4 ou armazém de dados, que representam o conhecimento, automatizam a tomada de decisões e facilitam o registro e a representação do conhecimento explícito das boas práticas da organização.

Através da internalização e socialização cria-se a memória organizacional. A internalização através da TI (internet, intranet e recursos KBS) e a socialização principalmente pelas redes de trabalho e/ou comunidades de prática que não dependem diretamente da TI e sim de um trabalho pessoal, interativo, face a face.

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Knowledge-based systems are systems based on the methods and techniques of Artificial Intelligence. Their core components are the knowledge base and the inference mechanisms. Disponível em: <http://en.wikipedia.org/wiki/Knowledge-based_systems> 3 Processo de explorar grandes quantidades de dados à procura de padrões consistentes, como regras de associação ou sequências temporais, para detectar relacionamentos sistemáticos entre variáveis, detectando assim novos subconjuntos de dados. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Minera%C3%A7%C3%A3o_de_dados> 4 Sistema de computação utilizado para armazenar informações relativas às atividades de uma organização em bancos de dados, de forma consolidada. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Data_Warehouse>

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De 1990 até hoje a TI tem sido muito útil para a GC devido a constante evolução da internet e intranet. Essa evolução também abrange alguns tipos de KBS que facilitam a interatividade, pois possuem recursos de hipertexto e multimídia, como por exemplo, ferramentas que possibilitam o trabalho em grupo apoiadas por mecanismos de GED Gerenciamento Eletrônico de Documentos5, essencial para a GC, pois possibilitam aos usuários acesso rápido a documentos através da Web por meio da intranet e ferramentas de navegação inteligente na Web.

Recursos de internet e intranet propiciam o acesso aos conhecimentos explícitos e são ambientes favoráveis para a formação de grupos de discussões virtuais que facilitam a externalização de experiências. Esses recursos também podem ser usados em carater didático para a realização de treinamentos virtuais, que envolvem várias pessoas da organização que estão alocadas em diferentes espaços, cidades, com baixo custo e rapidez.

Silva (2004, apud SCOTT, 1998) diz que a internet e a intranet possuem uma filosofia diferente da maioria dos sistemas de informação, pois apresentam características propícias à criação do conhecimento, que são, autonomia, redundância, caos criativo, variedade, de acordo com a abordagem da constante mudança entre o conhecimento tácito e explícito.

Outra ferramenta de TI que auxilia a GC é a ERP – Enterprise Resource Planning6 sistemas de informação que integram todos os dados e processos da organização através de uma arquitetura de software que tem como finalidade facilitar o fluxo de informações entre todas as áreas da organização. É uma ferramenta que causa impacto porque tem como objetivo intervir na ação de pessoas tornado acessível quem possui determinados conhecimentos de quem os necessita. A integração desses sistemas de ERP com os sistemas de CRM – Customer Relationship Management7, que são ferramentas que automatizam as

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Tecnologia que provê um meio de facilmente gerar, controlar, armazenar, compartilhar e recuperar informações existentes em documentos. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Gerenciamento_eletr%C3%B4nico_de_documentos> 6 is an integrated computer-based system used to manage internal and external resources including tangible assets, financial resources, materials, and human resources. Disponível em: <http://en.wikipedia.org/wiki/Enterprise_resource_planning> 7 Sistema integrado de gestão com foco no cliente, constituído por um conjunto de procedimentos/processos organizados e integrados num modelo de gestão de negócios. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Customer_relationship_management>

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funções de contacto com o cliente, possibilitam a realização de inúmeras intermediações de conhecimentos de forma inteligente.

A TI ganha cada vez mais destaque na GC por auxiliar de maneira eficiente e eficaz o conhecimento explícito, segundo Silva (2004) atua em duas linhas tecnológicas com focos distintos, a primeira, sobre as tecnologias centradas nos indivíduos com o principal objetivo de facilitar o compartilhamento de interesses e experiências pessoais decorrentes de um acesso mais dinâmico ao conhecimento explícito. Essas tecnologias auxiliam com muito mais sucesso na internalização do conhecimento explícito do que nas tentativas de transmissão do tácito (socialização) como, por exemplo, os sistemas interativos hipertexto e multimídia para a aprendizagem e ferramentas de trabalho em grupo. E as tecnologias centradas na máquina que abrangem sistemas que buscam dinamizar o registro (explícito) de parte do conhecimento (tácito) propiciando a externalização e agrupando a estes vários outros conhecimentos explícitos, realizando a combinação, como, por exemplo, sistemas especialistas, ferramentas que dão suporte a tomada de decisões, bases de dados e buscadores Web.

Os autores Cândido e Araújo (2003) destacam as principais tecnologias de informação usadas para implementar e tornar viável a gestão do conhecimento, exemplos:

          

Videoconferência; Growpware; Painéis eletrônicos e grupos de discussão; Bases de dados on-line; CD-ROMs; Internet; Intranets; Sistemas especialistas; Agentes de pesquisa inteligentes; Data warehouse / data mining; Gerenciamento eletrônico de documentos (GED).

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As ferramentas para mapear os fluxos e os inter-relacionamentos das informações externas e internas de uma organização são novas maneiras de implantar e viabilizar a GC. A revisão de literatura atesta a concordância entre os autores citados. A tecnologia é extremamente importante, mas não pode ser considerada o cerne da GC.

1.4 Implantando um modelo de GC

A partir de uma informação e através da aplicação de modelos mentais e processos de aprendizagem cria-se o conhecimento. Reconhecer, administrar, explorar e desenvolver novas oportunidades com esse conhecimento criado é fazer GC.

Vive-se na era da globalização, somos a sociedade do conhecimento, as inovações tecnológicas se proliferam em ritmo acelerado e para acompanhar essa frenética transformação as organizações devem identificar e gerir de forma inteligente o conhecimento institucional dos colaboradores para manterem-se competitivas.

É fundamental para a sobrevivência das organizações na era do conhecimento a manutenção de redes de trabalho formadas por pessoas proativas e flexíveis, pois o capital humano e o gerenciamento do conhecimento são fatores de sucesso para a organização.

O principal desafio da GC é estabelecer igualdade entre as ferramentas de tecnologia e o capital humano. A interação de tecnologias e pessoas, associada a um ambiente de aprendizagem possibilita à organização administrar seu conhecimento de forma efetiva e criar condições para se manter competitiva.

Neste contexto Andreotti et al. (2008) ressalta a GC como um processo fundamental na interação sociofuncional das pessoas e das organizações. Do ponto de vista organizacional combina o saber ‘explícito’ e o ‘tácito’ e o saber fazer ‘tácito’ nos processos, produtos e na própria organização para a criação de valor.

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Sacomano Neto e Escrivão Filho (2000 apud ANDREOTTI et al., 2008) afirmam que é necessário combinar competências individuais e o conhecimento, para produzir valor, e que devemos estabelecer uma nova cultura que compartilhe boas práticas dentro das organizações, suas estruturas e redes de relacionamento de forma positiva, e direcionar o conhecimento para a organização dando valor aos ativos intelectuais na otimização do conhecimento que possui valorizando sua capacidade de utilização em cada contexto.

Para Andreotti et al. (2008) pode-se analisar a GC por quatro diferentes aspectos:

 Estratégico - é a criação de valor, está direcionado aos negócios;  Organizacional - direcionado ao trabalho, às redes de comunidades;  Instrumental - direcionado à capacitação, transferência e retenção do conhecimento e tecnologia;  Humano - direcionado a aspectos culturais, psicológicos e sociais do compartilhamento do conhecimento.

Para fortalecer a GC dentro das organizações é imprescindível formar redes de trabalho e/ou comunidades de prática que contribuem para o processo de aprendizagem coletiva, troca de experiências desenvolvida dentro de equipes multidisciplinares. As comunidades de prática formalizam redes sociais e são compostas por diversos especialistas, funcionários e colaboradores externos, que compartilham conhecimento e aproximam pessoas com objetivos e metas em comum, criando bases de conhecimento, melhores práticas, lições aprendidas, novas abordagens e soluções para problemas em comum. Essa troca de experiências entre diferentes comunidades cria e inova conhecimento e fortalece cada vez mais a formação de equipes multidisciplinares nas organizações valorizando de forma significativa o conhecimento.

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Segundo Figueiredo (2005) (apud NASCIMENTO, 2007)

Comunidade de prática pode ser entendida como um conjunto de pessoas que desempenham tarefas similares; compartilham habilidades de uso comum; atuam na solução de problemas comuns; possuem perícias técnicas similares e articulam conhecimentos relevantes de interesse comum [...] as comunidades de prática são ao mesmo tempo clientes e provedores essenciais da gestão do conhecimento, alimentando a empresa com muita experiência e conhecimento relevante. Com frequência podemos identificar as comunidades de prática atuando em favor da empresa e, consequentemente, em benefício do conhecimento. Essa atuação é percebida nos processos de comunicação, grupos de discussão, fóruns específicos, conversas em bebedouros, forças-tarefa, trabalhos em grupo, reuniões ou encontros externos como seminários e congressos. De maneira mais comum, elas se tornam evidentes em processos caracterizados pela busca de ajuda, troca mútua de conhecimento, solução de problemas em grupo, aprendizado e ensino no trabalho.

As redes são valiosas ferramentas de troca de ideias e soluções; abrem canais de comunicação; trazem know-how coletivo para inovar e resolver problemas; mudam a forma de agir e de pensar das pessoas e das organizações, pois percebem que compartilhar conhecimento é meio de sobrevivência na era da informação. Permitem que as organizações gerenciem seus ativos de forma eficaz para se manterem competitivas na sociedade do conhecimento.

É possível fazer GC em um ambiente que propicie a transformação contínua entre o conhecimento tácito e explícito. Redes de trabalho e/ou comunidades de prática possibilitam a troca de conhecimento, principalmente tácito. Através de redes de trabalho é possível estimular a capacidade criativa de um indivíduo e descobrir talentos. A organização que adota esse tipo de ferramenta para explorar o conhecimento adquire grande capacidade de aprendizagem, segundo Garvin, 1993 (apud SILVA, 2004) organização de aprendizagem é aquela em que as pessoas envolvidas estão capacitadas ou tem habilidades para externalizar, internalizar e socializar conhecimentos.

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2 CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO 2.0
Centro de Documentação e Informação oferece serviços e produtos à sociedade e o seu foco central é o usuário. Com o avanço das ferramentas de compartilhamento de informação o CDi caminha para se integrar na era 2.0, através de redes sociais para se conectar com os usuários. Porém, disponibilizar informações gerais não é suficiente, é preciso analisar o perfil dos usuários, suas necessidades, interesses e selecionar o tipo de informação e o meio a ser utilizado para divulgá-la. Por meio de uma biblioteca virtual, por exemplo, o CDi pode fazer parte da Web 2.0 e se aproximar de seu usuário, disseminando em sua página informações referentes ao escopo da instituição.

Incorporar elementos que compõem a Web 2.0 se torna essencial neste momento, pois o novo usuário se conecta ao mundo por meio da internet e atualmente, cada vez mais, através de redes sociais. Os agentes da internet exercem vários papéis, são programadores, Webmaster, autores e leitores, ou seja, podem publicar, editar, compartilhar, trocar, comentar e fazer parte da criação e manutenção de conteúdo, num processo contínuo. (BLATTMANN e SILVA, 2007).

2.1 Passos para GC no CDi

De acordo com a experiência profissional e após realizar uma extensa revisão de literatura o autor sugere um esquema para implantar a GC em um Centro de Documentação e Informação que pode ocorrer de diversas formas. Ao analisar o funcionamento deste tipo de Unidade de Informação pode se levar em consideração as seguintes etapas:

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a) Analisar o ambiente informacional interno e externo do Centro de Documentação e Informação  Ambiente interno O primeiro passo é analisar o ambiente de trabalho, os produtos e serviços oferecidos, para conhecer o core competence, o público alvo e o fluxo da informação inserida na Biblioteca Virtual, ou seja, de onde a informação é extraída, como por exemplo: documentos institucionais de interesse público: projetos, artigos científicos, teses, dissertações, patentes, eventos, entre outros.  Ambiente externo Verificar a demanda imposta pelo usuário e partir disso definir estratégias de conteúdo, como por exemplo: quais os assuntos mais pesquisados; quais trazem resultados relevantes; quais precisam ser desenvolvidos para suprir as necessidades do usuário; que tipo de informação o público procura e o mais importante, saber se a BV disponibiliza todas essas informações.

b) Reconhecer o capital intelectual da equipe, para (re)definir tarefas, selecionar pessoas-chaves para desenvolver determinada atividade Conversar com cada integrante da equipe e identificar os pontos fortes e fracos, saber como o trabalho está sendo feito, se o resultado final é satisfatório ou se algo pode ser mudado para que o resultado atingido traga benefícios; identificar se cada integrante está desenvolvendo um trabalho dentro da área que mais se identifica e se normas de trabalhos estão sendo seguidas, se está criando manuais, ou deixando claro como o trabalho é realizado para que outros consigam desenvolver a tarefa e entendê-la caso seja necessário.

c) Identificar e mapear o fluxo de informação e conhecimento oriundo do core competence Para que o fluxo de trabalho como todo seja entendido e visualizado por todos. E a partir desse momento, desenvolver fluxos; escrever manuais; criar tutoriais; implantar workshops de capacitação, treinamento e atualização; estimular a educação continuada de acordo com o perfil de cada um.

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d) Capturar informações relevantes a partir do trabalho de cada indivíduo que compõe a equipe Através da criação de um espaço coletivo e cooperativo estimular a inserção de experiências e conhecimentos adquiridos na rotina de trabalho, em eventos, leituras de livros, artigos científicos, notícias da Web, tais como blogs, wikis, listas de discussão. O indivíduo precisa se sentir parte do todo, saber que está contribuindo para o aprimoramento das atividades desenvolvidas no setor.

e) Selecionar e validar as informações capturadas Elaborar critérios para avaliar a importância da informação e definir padrões de entrada de dados, como por exemplo, assunto do documento, público alvo, fonte, data. E partir desta seleção validar quais informações serão inseridas na base de dados.

f) Organização e armazenagem Organizar o conteúdo capturado em diferentes nichos: grandes áreas de interesse da equipe e informações relevantes para o desenvolvimento do trabalho diário. Armazenar o conteúdo em uma base de dados, que pode estar hospedada dentro de uma intranet, permitindo que todos acessem as informações geradas. Tipos de materiais permitidos para armazenamento: relatórios sobre a participação em eventos; folders recebidos em eventos; atas de reuniões; relatos sobre as melhores práticas no desenvolvimento do trabalho, entre outras informações úteis a todos da equipe.

g) Compartilhamento O conteúdo cadastrado em uma base de dados estará reunido em um só lugar e de uma maneira padronizada, o que facilita a recuperação, o compartilhamento e o acesso por todos da equipe.

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h) Aplicação Por meio do acesso ao conteúdo cadastrado, os integrantes da equipe poderão elaborar novos relatórios, inovar processos e fluxos de trabalho, criar novos produtos e serviços, aprimorar seus conhecimentos sobre o trabalho diário.

i) Criação do conhecimento organizacional Nesta etapa o usuário se apropria das informações disponibilizadas na base de dados, gera novos conhecimentos e renova o ciclo da criação do conhecimento organizacional a cada nova informação inserida. Conhecimento gera conhecimento. A Figura 5 indica as etapas da GC.

Fonte: Autor Figura 5 – Etapas da GC

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Para obter sucesso na implantação dos passos acima citados, faz-se imprescindível delimitar e atingir objetivos de interesse da organização, dos stakeholders ou colaborados envolvidos no processo da GC. Alguns objetivos foram definidos e apresentados por Terra (2004):

Objetivos de interesse da instituição  Acelerar a geração de novos conhecimentos de valor competitivo;  Melhorar o processo decisório;  Reduzir custos e re-trabalho;  Descobrir capital intelectual já existente na empresa;  Gerar novas receitas com base na reutilização do capital intelectual existente na empresa;  Proteger o capital intelectual existente na empresa;  Servir os clientes.

Objetivos de interesse dos stakeholders ou colaboradores  Maior produtividade profissional e pessoal;  Acesso à informação;  Gerir excesso de informação;  Aprender continuamente;  Manter-se conectado em redes relevantes;  Desenvolver uma identidade;  Ser reconhecido.

Para facilitar o compartilhamento de conteúdo e informações dentro do CDi, é fundamental a criação de um Portal Corporativo e de uma Biblioteca Virtual que servirão como ferramentas principais para facilitar o processo de Gestão do Conhecimento dentro do setor. O CDi é responsável pelo Portal, pela BV e pela implantação da GC.

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Fonte: Autor Figura 6 – Gestão do Conhecimento suportada em soluções Web 2.0

2.2 Biblioteca virtual

A evolução da Web contribui para o compartilhamento de conteúdo e permiti interação entre informação disponibilizada e usuários. Os conteúdos podem ser modificados, comentados e o usuário passa da simples posição de leitor à função de colaborador e autor. A integração e o compartilhamento de informação e conhecimento via Web, pode ser realizado hoje, graças às novas tecnologias de informação e comunicação que compõe a Web 2.0 ou Web social.

Uma revolução, motivada pelo desenvolvimento de novas tecnologias, pode ser vista em diversos locais, dentre eles, nas bibliotecas. Estas instituições devem oferecer produtos e serviços, voltados ao usuário, que utilizem as ferramentas da Web 2.0. Os canais de divulgação como blogs, Youtube, MSN, flickr e twitter, podem ser úteis para intensificar a

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utilização do espaço real. Através do espaço virtual a biblioteca pode incitar o usuário a participar das ações e projetos promovidos.

Coyle (2007 apud BLATTMANN e SILVA 2007) destaca a missão da Web 2.0 em oferecer ao usuário a possibilidade de ler e fazer recomendações, revisões e participar da indexação de itens, a chamada indexação colaborativa.

Para organizar e classificar toda a informação disponível na rede se destaca o conceito Folksonomia, criado em 2004, consiste na criação de tags (descritores) pelos usuários para compartilhar informações textuais, vídeos, imagens, áudios e facilitar a recuperação, através da linguagem natural. (BLATTMANN e SILVA, 2007).

Bibliotecas virtuais integradas à era 2.0 devem utilizar aplicações e conceitos relacionados aos padrões atuais definidos pela evolução da Web para disseminar conteúdo dinâmico e atualizado. De acordo com Marcos (2009) a BV pode disseminar informação e interagir com seu usuário utilizando duas vertentes:

a) A biblioteca virtual 2.0 pode compartilhar conteúdo utilizando alguns recursos:

 Publicar no Flickr fotos de eventos relacionados à instituição e áreas de interesse;  Criar perfis nas principais redes sociais (Facebook, Orkut, Linkedin);  Divulgar notícias sobre a instituição na página principal da BV;  Transmitir informações sobre a BV, instituição e eventos no Twitter;  Disponibilizar vídeos institucionais e de eventos no YouTube;  Adicionar marcadores dos sites favoritos da BV no Delicious;  Oferecer informações personalizadas através do serviço DSI on line (Disseminação Seletiva da Informação).

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b) A biblioteca virtual 2.0 pode disponibilizar canais que permitam ao usuário participar e gerar conteúdos:  Desenvolvimento de blogs que permitam comentários dos leitores, sobre as notícias institucionais e assuntos interesse da BV;  Atendimento de usuários utilizando ferramentas de recebimento e envio de mensagens em tempo real;
 Produzindo postcasts com reportagens, entrevistas e notícias relacionadas a área de

interesse da BV e de seus usuários.

2.3 Portal corporativo

Neste capítulo será abordado o tema portal corporativo que é considerado a principal ferramenta para implantar a gestão do conhecimento em uma organização e que permite a integração, disseminação, democratização das informações produzidas pela organização e incorpora diversas aplicações internas como, e-mail, chat, acesso a banco de dados e gestão de documentos com aplicações externas como serviços de notícias e Web sites de consumo. (LEME, 2005; PAULA; CIANCONI, 2007)

O portal corporativo possui duas características fundamentais: integração e compartilhamento, um ambiente de produtividade que une conteúdos, pessoas e processos. Este deve permitir a customização e personalização dos conteúdos de acordo com o perfil de cada indivíduo, agregar em um único espaço, funcionalidades e informações sobre e para todos. (PAULA; CIANCONI, 2007)

Para alguns autores, portal corporativo caracteriza-se com base no conceito de rede de computadores interna nas organizações e com recursos de internet, é a evolução da intranet, que já fazia parte do ambiente empresarial. Os portais motivam a troca de informações entre os diferentes setores dentro da organização e colaboradores que estão fora dela. Alguns aspectos devem ser observados e seguidos para que os objetivos da implantação de um portal sejam atingidos; o equilíbrio entre o portal e o ambiente em que se encontra deve ser alcançado, é necessário alinhar objetivos do portal e estratégias da organização, numa

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interface simples, amigável, agradável, intuitiva, auto-explicativa, organizada e de fácil acesso; conter funções de gerenciamento e recuperação de dados e integração com outras bases existentes na organização, tornando o processo de obtenção da informação mais eficiente. (SHITDUKA, 2005; DIAS, 2001)

Para que a implantação da GC e de um portal corporativo dentro da instituição alcance o sucesso, é necessário fazer uma boa GI, trata-se do famoso “Just in time” da informação: (informação verbal8) (SALDANHA, 2008)

Fonte: Quoniam, 2008; Saldanha, 2008. Figura 7 – “Just in time” da informação

No momento da criação de um portal corporativo pode-se seguir as 15 regras de Eckerson, que ajudam na tomada de decisão sobre os melhores requisitos para um portal eficiente, transparente e dinâmico. Como visualiza-se no Quadro 4.

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Informação fornecida por Luc Quoniam em aula na Faculdade Armando Álvares Penteado, em agosto de 2008.

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Requisitos mínimos de um portal corporativo
Requisito Fácil para usuários eventuais Classificação e pesquisa intuitiva Compartilhamento cooperativo Conectividade universal aos recursos informacionais Acesso dinâmico aos recursos informacionais Roteamento inteligente Ferramenta de inteligência de negócios integrada Arquitetura baseada em servidor Serviços distribuídos Definição flexível das permissões de acesso Interfaces externas Interfaces programáveis Descrição Os usuários devem conseguir localizar e acessar facilmente a informação correta, com o mínimo de treinamento, não importando o local de armazenamento dessa informação. Encontrar informações de negócios no portal deve ser tão simples quanto usar um navegador Web. O portal deve ser capaz de indexar e organizar as informações da empresa. Sua máquina de busca deve refinar e filtrar as informações, suportar palavras-chave e operadores booleanos, e apresentar o resultado da pesquisa em categorias de fácil compreensão. O portal deve permitir ao usuário publicar, compartilhar e receber informações de outros usuários. O portal deve prover um meio de interação entre pessoas e grupos na organização. Na publicação, o usuário deve poder especificar quais usuários e grupos terão acesso a seus documentos/objetos. O portal deve prover amplo acesso a todo e qualquer recurso informacional, suportando conexão com sistemas heterogêneos, tais como correio eletrônico, banco de dados, sistemas de gestão de documentos, servidores Web, groupwares, sistemas de áudio, vídeo, etc. Para isso, deve ser capaz de gerenciar vários formatos de dados estruturados e não estruturados. Por meio de sistemas inteligentes, o portal deve permitir o acesso dinâmico às informações nele armazenadas, fazendo com que os usuários sempre recebam informações atualizadas. O portal deve ser capaz de direcionar automaticamente relatórios e documentos a usuários selecionados. Para atender às necessidades de informações dos usuários, o portal deve integrar os aspectos de pesquisa, relatório e análise dos sistemas de ente de negócios. Para suportar um grande número de usuários e grandes volumes de informações, serviços e sessões concorrentes, o portal deve basear-se em uma arquitetura cliente-servidor. Para um melhor balanceamento da carga de processamento, o portal deve distribuir os serviços por vários computadores ou servidores. O administrador do portal deve ser capaz de definir permissões de acesso para usuários e grupos da empresa, por meio dos perfis de usuário.

O portal deve ser capaz de se comunicar com outros aplicativos e sistemas. O portal deve ser capaz de ser “chamado” por outros aplicativos, tornando pública sua interface programável (API – Application - Programming Interface). Para salvaguardar as informações corporativas e prevenir acessos não autorizados, o portal deve suportar serviços de segurança, como criptografia, autenticação, firewalls, etc. Deve Segurança também possibilitar auditoria dos acessos a informações, das alterações de configuração, etc. O portal deve prover um meio de gerenciar todas as informações corporativas e monitorar o funcionamento do portal de forma centralizada e dinâmica. Deve ser de fácil instalação, Fácil administração configuração e manutenção, e aproveitar, na medida do possível, a base instalada de hardware e software adquirida/contratada anteriormente pela organização. O administrador do portal deve ser capaz de customizá-lo de acordo com as políticas e expectativas da organização, assim como os próprios usuários devem ser capazes de Customização e personalizar sua interface para facilitar e agilizar o acesso às informações consideradas personalização relevantes. Fonte: Eckerson (1999 apud DIAS, 2001). Quadro 4 - Requisitos mínimos de um portal corporativo

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3 WEB 2.0 9

O assunto abordado neste capítulo está em grande destaque atualmente, a Web 2.0 é a nova forma de visualizar e utilizar a internet. O conceito em destaque reafirma a necessidade do homem de viver em grupos. A criação de comunidades é algo inerente ao homem desde os tempos mais antigos. É uma das chaves para o desenvolvimento social que compartilha o conhecimento através da comunicação interpessoal ou de massa.

Para Marcos (2009) a comunicação de massa propagada pela internet era realizada através de um emissor para muitos receptores e não era um meio de comunicação intrínseco. Em 1994, na era da Web tradicional a informação era passada de um a um ou de um para vários como, por exemplo, troca de e-mail é feita de indivíduo a indivíduo (um a um, emissorreceptor) já os chats e as próprias páginas Web são feitas por um (autor) que disponibiliza informação a vários indivíduos (usuários). A autora divide a evolução da Web em quatro partes:

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Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0>

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Fonte: Marcos (2009). Figura 8 – A divisão da era da Web

Com o surgimento da Web 2.0 a realidade da rede de informação e conhecimento transformou-se em rede de participação onde o indivíduo exerce função de emissor e receptor e informação e conhecimento são construídos através de muitas pessoas em tempo real.

Essa nova denominação da Web foi criada por Tim O´Reilly que explica ser um termo utilizado para designar a segunda geração de comunidades e serviços baseados na plataforma Web, tendência que reforça o conceito de colaboração, participação e compartilhamento de informações entre usuários, alguns exemplos: wikis, aplicações baseadas em folksonomia e redes sociais. Embora o termo Web 2.0 apresente uma conotação de nova versão para a Web, ele não se refere à atualização das especificações técnicas, mas à mudança na forma como ela é vista por seus usuários. Para o criador do termo a
Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva.

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Tim O'Reilly (2005) sugere algumas regras para definir de forma sucinta a Web 2.0, descritas no Quadro 5: Beta perpétuo Não trate o software como um artefato, mas como um processo de comprometimento com seus usuários. Pequenas peças frouxamente unidas Abra seus dados e serviços para que sejam reutilizados por outros. Reutilize dados e serviços de outros sempre que possível. Software acima do nível de um único dispositivo Não pense em aplicativos que estão no cliente ou servidor, mas desenvolva aplicativos que estão no espaço entre eles. Lei da Conservação de Lucros, de Clayton Christensen Lembre-se de que em um ambiente de rede, APIs (Interface de Programação de Aplicativos) abertas e protocolos padrões vencem, mas isso não significa que a idéia de vantagem competitiva vá embora. Dados são o novo “Intel inside” A mais importante entre as futuras fontes de fechamento e vantagem competitiva serão os dados, seja através do aumento do retorno sobre dados gerados pelo usuário, sendo dono de um nome ou através de formatos de arquivo proprietários.
Fonte: O’Reilly, 2005 Quadro 5 – Definição sobre Web 2.0

Segundo Marcos (2009) a Web 2.0 não é algo que nasce pronto e sim fruto de uma evolução natural. O número de usuários da rede cresceu e cresce a cada dia devido ao avanço das tecnologias, a facilidade de uso de novas ferramentas e ao acesso a computadores. As conexões na rede estão mais rápidas, os equipamentos estão cada vez mais potentes e mais acessíveis ao bolso do usuário. Essa facilidade de uso é elemento essencial para a democratização da Web que antes era usada por uma minoria e agora é uma ferramenta de trabalho para muitos.

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Na Web tradicional um indivíduo disseminava informação e algumas pessoas liam e transformavam em conhecimento, com a socialização da rede milhares de pessoas perguntam, respondem, compartilham, criam, opinam e participam ativamente dessa disseminação e criação de conhecimento.

3.1 Web 2.0 e seus símbolos

Ferramentas como Wikipédia e blogs são símbolos da Web 2.0, pois os conteúdos são criados, editados e compartilhados pelos próprios usuários.

a) RSS 10

Rich Site Summary é um subconjunto de dialetos na marcação de xml com a função de agregar conteúdo. Permite aos usuários da rede se inscreverem em sites que fornecem feeds RSS (alimentadores ou fontes) assim, o usuário estará sempre atualizado em todos os sites de seu interesse sem precisar navegar em cada um deles. Com uma maneira simples de distribuir informação por meio da internet, é uma poderosa combinação de informações pull, quando o usuário solicita as informações que deseja, e informações push, quando as informações são enviadas ao usuário automaticamente.

Os feeds RSS oferecem conteúdo ou resumos do conteúdo juntamente com os links para as versões completas deste conteúdo e outros metadados. Esta informação é entregue como um arquivo no formato XML chamado RSS feed, Webfeed ou canal RSS. Este recurso é muito utilizado pela comunidade dos blogs para compartilhar as novidades, textos completos e arquivos multimídia.

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Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/RSS>

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Em 2000 grandes empresas de notícias mundiais como, BBC, CNN e Reuters começaram a utilizá-lo permitindo que outros Websites integrassem suas notícias e resumos através de vários acordos de uso.

O RSS é usado para muitas finalidades como por exemplo, marketing ou qualquer outra atividade que envolva atualização ou publicação constante de conteúdos. Um tipo de programa conhecido como "feed reader" ou agregador pode verificar páginas habilitadas para RSS para os seus usuários e informar atualizações. Estas aplicações são tipicamente construídas como programas independentes ou como extensões de navegadores ou programas de correio eletrônico. Estes programas estão disponíveis para vários sistemas operacionais, inclusive existindo versões para Web. Os leitores RSS para Web, não requerem nenhum software e trazem os feeds dos usuários para qualquer computador com acesso Web disponível. São tipicamente indicados por um retângulo laranja RSS. , com as letras XML ou

b) Blogs 11

Define-se blog como um diário eletrônico, de baixo custo para publicação na Web e disponível para milhares de usuários, estruturado para permitir a atualização rápida das informações, através de artigos conhecidos também como posts, organizados

cronologicamente de forma inversa, abordam temas relacionados ao objetivo do blog e eventualmente são escritos por diversas pessoas, de acordo com a política do blog. O blog possui ferramentas para registrar informações relativas a um site, indicar o número de acessos, as páginas visitadas, o tempo gasto, de qual site ou página o visitante veio, quais páginas acessou no site e outras informações. Os programas de criação e edição de blogs são muito fáceis de trabalhar, pois não exigem conhecimento em HTML, este é um grande atrativo para as pessoas.

11

Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20173.shtml>

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c) Wikis 12

Páginas criadas de forma comunitária na internet podem ser alteradas por todos os usuários, caso estes tenham direitos de acesso. Um fenômeno que ilustra a utilização das wikis é a Wikipédia, uma enciclopédia on-line escrita, editada e reformulada por leitores. As wikis estão sendo utilizadas em empresas, pois é uma ferramenta que facilita a troca de informações e idéias para indivíduos que trabalhem juntos em um projeto.

3.2 Conteúdo na Web 2.0 13

Na Web 2.0 o conteúdo dos sites passou por grandes mudanças, antes se compartilhava informação, agora conhecimento. O advento da Web 2.0 permitiu ao usuário criar seus próprios conteúdos, organizá-los e compartilhá-los. Com as novas ferramentas utilizadas na troca de informações, é possível modificar, comentar, avaliar ou personalizar algo que foi publicado na rede por outra pessoa.

Através dessas novas ferramentas existe a possibilidade de personalizar os conteúdos que se quer acessar, dentro de um determinado site, criando páginas pessoais, com a cara do usuário, com informações, notícias, imagens que este escolheu.

Para se moldar à Web 2.0, os sites devem disponibilizar seus conteúdos de forma aberta, uma alternativa é a utilização de licenças como Creative Commons, que permite aos criadores de conteúdo preservar seus direitos autorais e aos usuários modificar, reutilizar, e republicar o conteúdo. O que ressalta o aspecto colaborativo e participativo da Web 2.0.

Todo este conteúdo disponível na rede precisa ser recuperado, para que isso ocorra de forma rápida e simples, novas maneiras de organizar informações e conhecimento foram criadas. Atualmente, utiliza-se o conceito de tags para definir e indicar termos relacionados ao
12

Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20173.shtml> Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0>

13

49

assunto principal de um documento, foto ou vídeo. Os usuários utilizam várias palavras-chave para designar determinada informação, fazem uso da linguagem natural conhecida pela comunidade que participa. Esta nova maneira de indexar conteúdos recebeu o nome de folksonomia, uma analogia ao termo taxonomia, incluindo o prefixo folks, que significa pessoas. Na taxonomia são definidas categorias e a partir daí, novas informações são inseridas e enquadradas dentro dessas classes que foram criadas, a folksonomia liberta o usuário, gera uma classificação natural.

As tags auxiliam na recuperação e no compartilhamento dos conteúdos, muitos sites aplicam a folksonomia para disponibilizar informações, bookmarks, fotos, vídeos, músicas, alguns exemplos de sucesso na Web 2.0: del.icio.us, flickr, YouTube, last.fm.

De acordo com Isotani et al. (2009) em todo o mundo as ferramentas de colaboração estão sendo utilizadas, sites de relacionamento, blogs, wikis, recursos para compartilhar fotos, imagens, vídeos, links favoritos, permeiam o universo das pessoas que utilizam a internet. A utilização desses recursos ratifica a Web 2.0 como nova maneira de relacionamento no mundo virtual. As informações disponibilizadas podem ser acessadas, avaliadas, utilizadas, modificadas e validadas por qualquer pessoa. Ao fazer parte do conceito de colaboração os usuários podem inserir tags, comentários e se relacionar com a pessoa que disponibilizou o conteúdo ou com outras pessoas que possuem interesses semelhantes. Para os autores existe um processo de seleção natural que envolve informação, a qualidade é avaliada constantemente, e por isso somente o melhor permanece.

Outro conceito destacado pelos autores, a Web 3.0 conhecida também como Web Semântica Social é considerada a próxima era da Web, pois unifica características da Web semântica, sistemas inteligentes de busca de informações na Web através de significados; e da Web 2.0, recursos que possibilitam o compartilhamento de informações.

50

A Web 2.0 disponibiliza ferramentas de fácil utilização, essas permitem que os usuários produzam e alterem conteúdos, as informações não são geradas de forma individual e sim coletiva, esse processo é conhecido como inteligência acumulada [inteligência coletiva]. (ISOTANI, S. et al., 2009)

Para Razmerita et al. (2009), ao utilizar as ferramentas Web 2.0, as pessoas não consomem apenas passivamente a informação, eles são colaboradores ativos, e podem personalizar as ferramentas e tecnologia para o seu uso.

3.3 Ferramentas que caracterizam a Web 2.0

Para implementar características inerentes à Web 2.0 algumas ferramentas podem ser adotadas, como por exemplo:

a) Wikis

A principal ferramenta que dá suporte a realização da inteligência acumulada é o wiki, pois permite a interação dos usuários com o conteúdo armazenado, é possível ler e editar as informações cadastradas.

b) Recursos para compartilhamento de vídeos e fotos

Sites como Youtube, Picasa e Flickr facilitam a vida do usuário na hora de compartilhar vídeos e fotos e possuem uma área para comentários abaixo de cada conteúdo disponibilizado.

51

c) Sites de relacionamento

Os usuários criam perfis com informações gerais e se relacionam com pessoas que estão cadastradas na mesma ferramenta, Facebook, Orkut, MySpace e Linkedin são exemplares de sites de relacionamento na Web. Pessoas com interesses semelhantes podem formar grupos e anexar imagens e vídeos á página pessoal e o compartilhamento de informações acontece a todo tempo.

d) Redes sociais virtuais 14

A facilidade de estar ligado à rede faz com que a cada dia conheçamos mais pessoas, adquirimos informações de diversas áreas e locais do planeta, o que aumenta em número significante a lista de contatos no e-mail, no Messenger, Skype, ICQ.

Os blogs pessoais são um sucesso dentro das redes sociais. São espaços pessoais criados com a intenção de formam rede de contatos onde disponibilizam-se comentários ou notícias sobre um assunto específico ou funcionam como diários online. Um formato típico possue texto, imagens e links que remetem para outros blogs e/ou sites relacionados ao tema. A interação de autores e leitores faz com que sua atualização seja rápida. Os posts (artigos) são organizados de forma cronológica inversa, tendo como foco a temática proposta do blog e podem ser escritos por um ou vários autores de acordo com a política do blog.

Redes sociais virtuais são formadas por pessoas que através de grupos ou espaços específicos na Internet compartilhar informações e conteúdos (textos, arquivos, imagens fotos, vídeos, podcasts, etc.). Ao utilizar tais ferramentas os grupos podem se estruturar por afinidade, e contar com listas de discussão, comunidades e fóruns específicos para discussões, debates e apresentação de temas variados.

14

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_social_virtual

52

As ferramentas de redes sociais virtuais mais populares no Brasil são15:

Orkut - ferramenta filiada ao Google, criada em janeiro de 2004, com o objetivo de facilitar a criação de novas amizades e manter relacionamentos. Os usuários brasileiros representam quase 2/3 do total de usuários cadastrados no mundo.

Flickr - armazena e compartilha fotografias permitindo aos usuários inserir tags, palavras que estão relacionadas à fotografia incluída no site.

MySpace16 - criado em agosto de 2003 por Tom Anderson e Christopher DeWolfe. Trata-se de uma ferramenta de rede social virtual interativa que contém fotos, blogs, perfis de usuários e possui um sistema interno de e-mail, fóruns e grupos. Sua popularidade e funcionalidade de hospedar MP3 faz com que músicos e bandas se registrem e até o usem como site oficial para divulgação de trabalhos.

Twitter17 - criado em 2006 por Jack Dorsey, esta ferramenta de rede social virtual e microblogging permite aos usuários enviar e ler atualizações de contatos (em textos de até 140 caracteres, conhecidos como "tweets"). Para efetuar atualizações os usuários podem acessar o Website do Twitter, enviar SMS, via celular, e/ou utilizar softwares específicos de gerenciamento da conta.

O Twitter tem sido utilizado por grandes empresas para a divulgação de suas marcas, produtos, serviços. Neste contexto, o cliente se conecta diretamente a uma página com informações institucionais e esclarece dúvidas, participa de promoções, envia sugestões, compartilha opiniões. Em pouco tempo a ferramenta ganhou extensa notabilidade e popularidade por todo mundo. É constantemente descrito como o "SMS da Internet".

15 16

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_social_virtual http://pt.wikipedia.org/wiki/MySpace. Acesso em 6 mar. 2009. 17 http://pt.wikipedia.org/wiki/Twitter

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LinkedIn18 - lançado em maio de 2003 por Dan Nye, é uma rede de relacionamento para ambiente profissional onde o usuário disponibiliza seu curriculum vitae. A rede tem o intuito de permitir que usuários registrados possuam uma lista de contatos (chamadas conexões) de pessoas e qualquer um que fizer parte dessa rede pode tornar-se uma conexão proporcionando um aumento considerável em seu networking. Profissionais encontram possibilidades de trabalhos, empregadores localizam potenciais candidatos através da análise do perfil e podem disponibilizar vagas. Através do recurso LinkedIn Answers os usuários são identificados e podem fazer e responder perguntas relacionadas a negócios.

Facebook19 - lançado pelo estudante de Harvard, Mark Zuckerberg, em fevereiro de 2004 com a intenção de formam redes de relacionamentos com estudantes da própria universidade, para divulgar informações acadêmicas. Em pouco tempo se expandiu ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts, à Universidade de Boston, ao Boston College e a todas as escolas Ivy League20 e muitas outras universidades mundiais ingressaram na rede. Dois anos depois passou a aceitar estudantes secundaristas e algumas empresas.

Através das aplicações 2.0 o Facebook permite a visualização e atualização do Twitter dentro do seu espaço, nuvens de tags do Delicious em seu perfil, caixa de busca de catálogos de bibliotecas isto demonstra a interoperabilidade entre as diferentes ferramentas de redes sociais virtuais.

A internet e as redes sociais virtuais revolucionaram o modo de vida das pessoas, usuários acessam milhares de páginas em qualquer parte do mundo. A prática de criar comunidades é algo inerente ao homem, desde o início da civilização, com as redes virtuais a criação de comunidades se estabeleceu como a maneira mais rápida para falar, discutir, opinar e debater diversos assuntos; o mundo virtual não possui fronteiras, não impõe barreiras geográficas, físicas e a cada dia um grande número de empresas faz uso da internet e das redes sociais virtuais para ter acesso rápido e fácil a milhares de usuários.21

18 19

http://pt.wikipedia.org/wiki/LinkedIn http://pt.wikipedia.org/wiki/Facebook 20 Grupo de oito universidades privadas do nordeste dos EUA. 21 http://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_social_virtual

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A Web está em constante evolução e para especialistas do W3C a nova fase é denominada Web semântica. Esta traz algo a mais, sem perder as principais características da Web 2.0. A Web semântica agrega valor à Web 2.0 ao utilizar a semântica para dar significado ao conteúdo disponibilizado. (BREITMAN et al. [s.d])

A Web 2.0 faz uso de aplicações e tecnologias avançadas, tais como, Twitter, Facebook, Linkedin, blogs, wikis, RSS, etc. Permite maior interação em tempo real entre agentes da Web, produtores de conteúdo, leitores, editores e colaboradores (Figura 9). Possibilita a criação de um novo contexto para a informação por meio de mash up de informações obtidas em diferentes meios.

Por fim as palavras-chave que definem Web 2.0 são: dinâmica, interatividade e colaboração. Na Web semântica todas essas características podem ser observadas adicionando-se a elas a semântica e determinando-se como elemento chave a interoperabilidade. A figura 9 representa a participação dos atores na evolução da Web.

Fonte: http://Webilus.com/illustration/le-Web-semantique-illustre. Acesso em 08/07/2010. Figura 9 - Atores na Web

55

A figura 10 demonstra com detalhes a evolução da Web. No início os computadores eram utilizados apenas como desktops, em 1990 inicia-se a grande era da World Wide Web, atualmente vivenciamos a era da Web 2.0 e o início da Web semântica, que justapõe o colaborativismo e agrega significado ao conteúdo e antecipa a continuidade da Web chegando até a era da inteligência artificial, denomida Web 4.0.

Fonte: www.radarnetworks.com Figura 10 – Evolução da Web

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4 WEB SEMÂNTICA

A internet no início era composta apenas de redes, servidores e canais de comunicação. Com o propósito de ser um canal de comunicação entre computadores e um repositório documental, sem expressar preocupação com a qualidade dos dados armazenados. Devido ao uso crescente e ao avanço tecnológico foi necessário repensar a sua utilidade e modo de armazenamento de dados.

Para obter melhor qualidade na recuperação da informação, especialistas recorreram à semântica, utilizada para dar sentido às palavras; padronizar a linguagem dos dados e codificar os significados compartilhados. Através da análise semântica é possível indexá-los e obter eficácia nos resultados de buscas realizadas na Web. (SOUZA; ALVARENGA, 2004)

Técnicas e metodologias de registros de informação ligadas à área de biblioteconomia e ciência da informação foram aprimoradas para representar, armazenar, organizar e disseminar informações por meio das tecnologias de Sistemas de Recuperação de Informação (SRI) criados para facilitar a busca e resgate de conteúdos independentes de seu formato. (SOUZA; ALVARENGA, 2004)

É possível recuperar informações através de motores de busca que se baseiam em palavras-chave extraídas dos documentos. Porém, palavras- chave, não descrevem de maneira satisfatória, clara e objetiva o texto e neste contexto segundo Souza e Alvarenga (2004) surge a proposta da Web semântica. (SOUZA; ALVARENGA, 2004)

A Web semântica não é uma revolução ou uma nova Web. Surgiu em 2001, quando um artigo foi publicado na revista Scientific American por Tim Berners-Lee, James Hendler e

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Ora Lassila22. Segundo os autores “a Web semântica é uma extensão da Web atual na qual é dado à informação um significado bem definido, permitindo com que computadores e pessoas trabalhem em cooperação”.23 Esta transição envolve inteligência e significado.

Em entrevista concedida ao Jornal Folha de São Paulo, Nova Spivack (2007) explica que na Web 2.0 a intenção foi melhorar a experiência do usuário, através das redes sociais virtuais como Orkut, Facebook, entre outras. Na Web 3.0 o foco principal está voltado aos bastidores e não aos usuários. Em sua opinião seria mais inteligente e eficiente realizar buscas na internet, pois a Web 2.0, com suas ferramentas de compartilhamento de informação, mais a semântica (estudo dos significados) adicionada a um site, trará respostas mais precisas ao usuário.

Spivack (2007), afirmou que a Web 3.0 nada mais é do que a convergência de várias tecnologias já existentes e aplicadas ao mesmo tempo, como por exemplo, banda larga, acesso móvel à internet e tecnologia da semântica, todas utilizadas em conjunto, de maneira inteligente e atingindo a maturidade ao mesmo tempo.

O interessante é que naquele ano ele previu que levaria uns 5 a 10 anos para que tudo isso acontecesse, e tudo ocorreu mais rápido. Ferramentas como Twitter, Facebook e até o próprio Google usam tecnologia da semântica para unir usuários, compor perfis e interá-los em redes.

A Web semântica é a criação e implantação de padrões tecnológicos para descrever dados, facilitar a troca de informações entre agentes pessoais e definir uma linguagem franca para o compartilhamento mais significativo de dados entre os dispositivos e os sistemas de informação. (SOUZA; ALVARENGA, 2004)

22 23

http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_sem%C3%A2ntica http://www.w3c.br/cursos/dados-abertos/curso/Parte-1-Modulo-3-Web%20Semantica.pdf

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Nas páginas Web a linguagem utilizada é o HTML24 (HyperText Markup Language), linguagem de marcação em hipertexto derivada do SGML (Standard Generalized Markup Language), metalinguagem que descreve outras linguagens, um padrão de formatação de textos. HTML é um conjunto definido de tags com formato fixo, o que limita a descrição semântica dos documentos. No início de 1990, o W3C
25

(World Wide Web Consortium)

iniciou um estudo sobre linguagem de marcação que mescla a flexibilidade da SGML com a simplicidade do HTML, surgiu então o XML26 (eXtensible Markup Language), linguagem fléxivel que se concentra na descrição dos dados existentes nos documentos e permite que novas tags sejam adicionadas.

Não só com XML se constrói metadados para partilhar significados é fundamental que estes sejam comuns a todos, que a nomenclatura usada para descrever estes dados seja padronizada e isso foi possível através do estudo de ontologias.

A padronização de linguagens é realizada por meio de metadados, informação estruturada que especifica, resume, enriquece, descreve ou complementa características de dados, agregando valor ao conteúdo disponibilizado na Web. 27

O padrão de metadados conhecido como Dublin Core tem como objetivo descrever conteúdos digitais, por exemplo: vídeos, sons, imagens, textos e sites na Web. As linguagens utilizadas por este esquema são: XML e RDF28 (Resource Description Framework).

24

http://pt.wikipedia.org/wiki/HTML

25

Comunidade internacional que desenvolve padrões com o objetivo de garantir o crescimento da Web.
http://pt.wikipedia.org/wiki/XML http://metadados.bn.pt/

26

27

28

O RDF estabelece um padrão de metadados para ser embutido na codificação XML. Descrição dos dados e dos metadados por meio de um esquema de “triplas” de recurso -propriedade-valor, e uma forma coerente de acesso aos padrões de metadados. (SOUZA; ALVARENGA, 2004)

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Para identificar e recuperar informações por meio deste padrão é importante utilizar os quinze elementos definidos pelo Dublin Core, são eles: Título Criador Assunto Descrição Publicador Contribuidor Data Tipo Formato Identificador Origem Idioma Relação Abrangência Direitos

Os elementos Dublin Core são opcionais e podem ser utilizados repetidamente. O Dublin Core Metadata Initiative (DCMI) é o responsável por impulsionar a padronização da interoperabilidade de metadados e construir vocabulários especializados com a função de descrever fontes capazes de tornar mais inteligentes sistemas de recuperação de informações.29

A finalidade da Web semântica é classificar conteúdo em diferentes nichos de forma padronizada para facilitar o acesso. A figura 11 exemplifica os elementos que compõe a Web semântica.

29

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dublin_Core

60

Fonte: http://www.slideshare.net/Modesto/da-ficha-lascada-aos-metadados-novos-rumos-para-a-catalogao. Acesso em 15/12/2010 Figura 11 – Elementos que compõem a Web semântica

61

A figura 12 apresenta o desenvolvimento da Web semântica:

Fonte: Breitman et al. [s.d] Figura 12- The semantic Web illustrated

Segundo Breitman et al. [s.d] os objetivos da Web semântica são:

[...] enriquecer a informação disponível com semântica que pode ser entendida por máquinas; fornecer acesso inteligente a informação heterogênea e distribuída, permitindo que produtos de software possam fazer uma intermediação entre as necessidades do usuário e as fontes de informação disponíveis.

62

Em resumo, o principal objetivo da Web semântica é desenvolver tecnologias e linguagens que tornem a informação legível para as máquinas. O desenvolvimento de um modelo tecnológico possibilita divisão global de conhecimento assistido por máquinas. A junção das linguagens XML e RDF, arquiteturas de metadados, ontologias, agentes computacionais, entre outras, permitirá o surgimento de serviços Web que assegurem a interoperabilidade e cooperação.
30

Portanto, considera-se como aspecto relevante da Web

semântica, a padronização de metadados e seu compartilhamento; e a palavra chave é: interoperabilidade.

4.1 Passado, presente e futuro da Web

A Web passou por inúmeras transformações desde sua criação, na Web 1.0 as páginas eram estáticas e o conteúdo era disponibilizado apenas para consulta, sem interferência dos usuários. A figura 13 contextualiza a criação da Internet no mundo e no Brasil, desde o desenvolvimento do computador até difusão e expansão da Internet comercial no Brasil.

30

http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_sem%C3%A2ntica

63

64

Figura 13: Linha do tempo da Internet Fonte: Oliveira, 2011. Acesso em: jan. 2011.

A partir de 2000, surge a Web 2.0, composta por novas técnicas e aplicativos, nesta fase a Web tornou-se dinâmica e uma revolução pôde ser observada, os usuários passaram a editar, comentar e compartilhar as informações. Seguindo o fluxo evolutivo, o especialista John Markoff descreve o termo Web 3.0, como Web Semântica, onde a organização das informações é feita de maneira mais inteligente, utilizando a semântica para classificar o conteúdo de maneira mais precisa e possibilitar a recuperação de dados de forma mais eficiente. (WEB 4.0..., 2010) 31

A figura 14 explica como a Internet evoluiu, suas principais características, com ênfase no desenvolvimento da Web Semântica ou Web 3.0, neste contexto as tags deixam de ser apenas elementos de categorização e passam a definir o conteúdo com precisão. A figura 14 aborda também o futuro da web, que será marcado pela utilização de recursos de realidade virtual e inteligência artificial, a web como plataforma única de distribuição de conteúdos, integrada em objetos comuns do dia-a-dia, como por exemplo, TVs e geladeiras, a Internet das coisas.

31

Informação disponível em < http://www.omelhordomarketing.com.br/index.php/2010/04/13/web-4-0-futuroou-realidade/>. Acesso em: jan. 2011.

65

Figura 14: Como será a Web 3.0 Fonte: http://blogs.estadao.com.br/link/como-sera-a-web-3-0/. Acesso em: jan. 2011.

66

Em 2007, Seth Godin batiza de Web 4.0, o início de uma nova era na internet. Para o especialista, as oportunidades da web semântica são inúmeras, mas a grande expectativa está no imenso sistema operacional inteligente e dinâmico, que permitirá interações entre as pessoas, utilizando os dados disponíveis com base num complexo sistema de inteligência artificial. Alerta ainda que, a privacidade é uma ilusão, pois no momento em que o indivíduo entra na rede, independente de ter se cadastrado ou realizado uma compra no cartão de crédito, ele não é mais anônimo. (GODIN, 2007)

Para Seth Godin (apud WEB 4.0..., 2010)32, especialista em inovação, a Web 4.0 surge antes mesmo da consolidação da Web Semântica e irá propor ou dar suporte à tomada de decisões, através das interações dos usuários, integrando dados disponíveis, instantâneos ou históricos.

Grandes mudanças ocorrerão, nossas vidas serão invadidas por um sistema operacional virtual e invisível, realidade paralela à física. O mais interessante da Web 4.0 não é o sistema automatizado que apoia a tomada de decisões e sim a grande quantidade de novos hardwares que estarão disponíveis. (WEB 4.0..., 2010)33,

Atualmente existem muitos gadgets, porém não foi sempre assim, em 1941, quando o primeiro computador foi desenvolvido em Berlim, na Alemanha, toda essa evolução era inimaginável, a empresa IBM previa que até o ano 2000, menos de 10 computadores existiriam no mundo. Por acreditar nestas previsões hardwares e softwares eram considerados escassos. No final da década de 1960, Alan Key constatou que essa situação era passageira e que hardwares seriam mais baratos e disponíveis facilmente, por este motivo a utilização dos equipamentos não precisaria ocorrer de forma controlada. Hoje podemos afirmar que Alan Key estava certo, novos gadgets são lançados periodicamente. (OLIVEIRA, 2011; WEB 4.0..., 2010)34

32 33

Informação disponível em < http://www.lumina1.com.br/web4/>. Acesso em: jan. 2011. Informação disponível em < http://www.lumina1.com.br/web4/>. Acesso em: jan. 2011. 34 Informação disponível em < http://www.lumina1.com.br/web4/>. Acesso em: jan. 2011.

67

O paradigma da tecnologia se aproxima da propaganda, pois cria necessidade que as pessoas não conheciam. Muitos gadgets foram criados para suprir necessidades, solucionar problemas até então desconhecidos, antes do netbook ser desenvolvido as pessoas estavam satisfeitas com o notebook; o tablet não exista até pouquíssimo tempo; celulares multitarefas são uma febre. A utilização de todos esses dispositivos e dos que ainda serão criados, exigirá uma transformação, a Web será um sistema operacional capaz de integrá-los e interligá-los. (WEB 4.0..., 2010)35

De acordo com Seth Godin (2007), a Web 4.0 é caracteriza por 3 vertentes:

 Ubiquidade: trata-se de atividade e não apenas dados;  Identidade: os resultados são baseados em quem você é, o que você faz e o que você precisa;  Conexão: para construir a Web 4.0 é essencial, porque você não está mais sozinho.

Seth Godin (2007) explica a Web 4.0 utilizando exemplos:

 Um e-mail está sendo redigido acerca de um debate sobre o acordo de desenvolvimento de negócios com a Apple, neste momento uma pequena janela aparece, informa que um colega do escritório já abordou este assunto com a Apple e sugere que o trabalho seja colaborativo;  Um voo está marcado, porém é cancelado, a partir desta informação o telefone celular utilizada dados semânticos para indicar novos voos;

 Um compromisso agendado, porém um atraso permite ao telefone GPS avisar a todos os envolvidos sobre o atraso, pois a agenda, a localização e as informações sobre o tráfego estão integradas ao dispositivo eletrônico.

35

Informação disponível em < http://www.lumina1.com.br/web4/>. Acesso em: jan. 2011.

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Analisando este cenário, é possível visualizar a Web 4.0, como um mundo de vários grupos pessoais, que estão interligados, integrados e sobrepostos; denominados Corporações Individuais. Esses grupos estarão conectados à Web por meio de diversos dispositivos eletrônicos e irão interatuar com seus múltiplos grupos. A Web não será mais uma rede de sites acessível via computador ou celular, a fronteira entre vida real e virtual será imperceptível. (WEB 4.0..., 2010)36

O conceito engloba mais hardware do que software, a grande maioria das pessoas terá possibilidade de conversar, de se conectar e de se inter-relacionar. O autor apresenta alguns exemplos de aplicação, que não estão distantes do nosso cotidiano, máquinas de lavar roupas que via Web definem a programação de lavagem, utilizando dados que constam do ID da etiqueta; entrada em cinemas utilizando apenas o celular, sem ingresso. (WEB 4.0..., 2010)37

Seth Godin afirma que a Web 4.0 é fascinante e está chegando a partir das bordas. Não devemos esperar pelo futuro, essa tecnologia é real e já está disponível, novos dispositivos serão inventados e amplamente utilizados, a internet estará em todos os lugares, na lixeira de reciclados, que notificará a empresa sobre o momento certo da coleta ou na coleira do cachorro que alertará sobre a vacinação, a aplicação do anti-pulga e até mesmo sobre a localização. Os novos produtos estarão ligados fortemente à Web. (WEB 4.0..., 2010)38

36 37

Informação disponível em < http://www.lumina1.com.br/web4/>. Acesso em: jan. 2011. Informação disponível em < http://www.lumina1.com.br/web4/>. Acesso em: jan. 2011. 38 Informação disponível em < http://www.lumina1.com.br/web4/>. Acesso em: jan. 2011.

69

O quadro 6 sumariza as definições de cada Era da Web e seus principais precursores.

Web 1.0

Web 2.0
Tim O’Reilly

Web 3.0
John Markoff

Web 4.0
Seth Godin Caracterizada por um sistema operacional inteligente e dinâmico que permite interações dos indivíduos para auxiliar na tomada de decisão. A grande diferença está na utilização da inteligência artificial.

Primeira geração de internet comercial, marcada principalmente por páginas estáticas, permitia às pessoas encontrarem informações úteis, sem interação, via de mão única.

Páginas atrativas e dinâmicas, as pessoas podiam criar seu próprio conteúdo, discordar do conteúdo alheia, espalhando suas opiniões por toda a rede, via de mão dupla.

Marcada pela organização e uso mais inteligente de todo o conhecimento disponível na internet, mudança de World Wide Web para World Wide DataBase.

Quadro 6 – Eras da Web Fonte: Damasceno, 2010

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5 DISCUSSÃO
O trabalho apresentado trata-se de uma revisão de literatura e sumariza opiniões de diversos especialistas da área de GC. No desenvolvimento do trabalho relata-se o processo de implantação de GC em CDi e a importância de integrar ferramentas de Web 2.0 para auxiliar a equipe envolvida na colaboração, no compartilhamento e no acesso ao conteúdo.

Para implantar GC em um CDi é necessário analisar o ambiente, verificar o fluxo de informação no setor, identificar quem pode ser considerado pessoa-chave para encabeçar/orientar o desenvolvimento do projeto, explicitando a necessidade da participação/colaboração de toda a equipe.

É de suma importância que todos se sintam motivados a integrar o processo, e para que tudo ocorra de maneira satisfatória é essencial trocar experiências, relatar boas práticas e lições aprendidas ao longo do tempo, participações em eventos e vivência em redes sociais virtuais, com a utilização de ferramentas de compartilhamento de conteúdo - RSS, wikis, blogs, Twitter, Facebook, Orkut, deste modo, o acesso à informação é ampliado e difundido, pois não há barreiras físicas, geográficas, de espaço ou de tempo.

O trabalho apresenta soluções que podem auxiliar bibliotecas, centros de documentação e informação e empresas em geral a implantar a GC em sua rotina. A importância de adotar esse processo é reforçada por vários especialistas citados no trabalho, vivemos a Era do Conhecimento e para se manter competitiva as organizações precisam desenvolver estratégias que apoiem a tomada de decisão; que facilitem a disseminação da informação relacionada ao core competence; que fortaleçam o conhecimento organizacional, composto por cada colaborador.

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Para iniciar o processo, a organização deve avaliar setores, atividades, parceiros, colaboradores, clientes, ambiente interno e externo e a partir desta análise diagnosticar e escolher a melhor maneira de obter a colaboração de todos. Este processo só terá futuro se todos os envolvidos dedicarem tempo, atenção e esforço.

Após analisar o Centro de Documentação e Informação de uma agência de fomento à pesquisa determinou-se que os melhores produtos para apoiar a GC são: portal corporativo e biblioteca virtual. Essas ferramentas podem inserir o CDi na Web 2.0 e consequentemente aproximá-lo cada vez mais de seus usuários.

Com a evolução da Web novos paradigmas serão adotados; novas formas de visualizar informação e conteúdo estarão disponíveis e em meio a tantas mudanças os usuários também terão uma visão diferente sobre pesquisa, recuperação, disseminação e armazenamento de informação. Vale ressaltar que as mudanças são iminentes e irrevogáveis e a adaptação será imprescindível. A GC é um ciclo informacional e para continuar exercendo sua função primordial sofrerá alterações.

Em meio a todas essas questões existem pessoas que ainda resistem às novidades tecnológicas, muitos por não saberem lidar com os aplicativos, outros por medo de expor sua privacidade. Essas pessoas são mais resistentes e não percebem que ao acessar um site, usar o cartão de crédito, ou mesmo o bilhete único, no caso da cidade de São Paulo, já estão em rede, são facilmente localizadas e algumas de suas informações são expostas. Para isso, existem ferramentas que tornam os sites seguros e contra invasão de hackers. Até mesmo na área da Biblioteconomia e Ciência da Informação alguns profissionais não utilizam essas ferramentas Web, não participam de redes sociais, grupos de discussão criados com o intuito de trocar informações da área. Percebe-se que essa geração emergente (analfabetos digitais) na tecnologia, os imigrantes tenham mais dificuldade dos que nasceram na era da Internet, mas deve-se insistir na inclusão digital, pois como já dizem os profissionais, não há volta.

Em 1995, Nicholas Negroponte em seu livro A vida digital, disse que apesar das maravilhas que a vida digital propõe ela também teria seu lado obscuro. Ele previa que nas próximas décadas teríamos invasão de privacidade e muitos abusos de propriedade intelectual.

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Porém, sempre esteve otimista pela capacitação que a vida digital poderia propiciar. Segundo o autor: “os bits não terão fronteiras: serão armazenados e manipulados sem qualquer respeito a delimitações geopolíticas. Na verdade, os fusos-horários vão provavelmente desempenhar um papel mais importante do que as zonas de comércio no mundo digital do futuro”.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em grandes organizações a utilização de tecnologias contribui para a preservação histórica, cultural e informacional. As tecnologias de comunicação e informação (TICs) ampliam o diálogo entre o emissor e o receptor dentro das instituições e facilitam o acesso e a disseminação das informações.

A informação, neste novo cenário, passa a ser considerada como recurso estratégico. Para Beck (2003 apud CÂNDIDO; ARAÚJO, 2003), atualmente, toda empresa está envolta em amplos e diversos tipos de informações e, para competir neste ambiente altamente dinâmico, o segredo do sucesso é a agregação de valor a partir do acesso, do tratamento, da utilização e da disseminação da informação.

Neste mundo altamente interconectado, dinâmico, novas formas de cultivo e exploração da partilha de conhecimentos com clientes, fornecedores e parceiros estão forçando as organizações a ampliar seus conceitos de gestão do conhecimento. A GC é uma ferramenta poderosa que possibilita expor o conhecimento (capital intelectual) em rede e auxilia o gerenciamento dos setores no processo de obtenção do conhecimento necessário para inovar. Dentro das instituições grupos e redes são constituídos.

Quando Lévy (1996) relata que uma comunidade virtual, estaria reunida pelos mesmos interesses, aonde pessoas iriam se juntar para compartilhar seus projetos, suas paixões, angústias e alegrias ele estava completamente certo. Hoje temos redes sociais que permitem essa troca, que ajudam na integração e compartilhamento em tempo real e as pessoas estão cada vez mais conectadas umas às outras. É o mundo plano, sem paredes, sem fronteiras.

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Em meio a tudo isso o profissional da informação, o bibliotecário, precisa estar apto para utilizar as ferramentas e novas tecnologias que surgem em velocidade rápida, mas sem perder o foco, que representa a busca da informação e o gerenciamento do conhecimento. A quantidade de dados e informações encontradas na internet é imensa e cresce a cada segundo, a cada click surge uma novidade.

Hoje a sociedade presencia o fenômeno das novas tecnologias de comunicação e informação, e isso exige reflexão. Cabe a nós aproveitarmos essas novas tecnologias para agregar conhecimento, disseminar informações e navegar por esse mundo virtual desconhecido e imaginário, e às organizações criar, desenvolver e implementar tecnologias e sistemas de informação que deem suporte à comunicação empresarial e ao intercâmbio de ideias e experiências, ações essas que estimulam os colaboradores a se unirem, participarem de grupos e se reciclarem, através de redes informais. Um ambiente colaborativo propicia o desenvolvimento de competências comportamentais e técnicas. No início do capitalismo, funcionários eram vistos como máquinas e a velocidade que exerciam uma função era o fator primordial para avaliar a qualidade do trabalho, felizmente esta realidade mudou e organizações passaram a valorizam o capital humano, o conhecimento e a experiência.

O capital intelectual é um dos ativos intangíveis de maior destaque em uma organização. A GC gerencia esses ativos intangíveis, a habilidade de tratar de forma criativa diferentes conhecimentos e de transformar o conhecimento individual em coletivo, favorecendo a participação, criatividade, inovação e preparando organizações para aprender a aprender. O conhecimento se renova à medida que ideias geram novas ideias e o conhecimento partilhado permanece com o emissor e simultaneamente enriquece o receptor.

A GC pode ser definida como um conjunto de técnicas e ferramentas que permitem identificar, analisar e administrar, de forma estratégica e sistêmica, o ativo intelectual da organização e seus processos associados.

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O ponto central da GC é o ser humano. O conhecimento é o mais valioso recurso econômico para a competitividade. Organizações, colaboradores e clientes formam o capital intelectual neste novo modelo de gestão. Cândido e Araújo (2003), afirmam que “para conviver com este cenário de mudança permanente e cada vez mais veloz, os atributos da flexibilidade e da adaptabilidade passam a ser condições indispensáveis”. A GC não acontece sem que ocorram grandes mudanças nas organizações e nas pessoas.

O século XX teve o grande impacto com o início da Internet e isso mudou os hábitos e alterou a rotina das pessoas. A Web está em constante evolução e a utilização dos conceitos da Semântica pode oferecer dados mais precisos e relevantes reinterando que a Web não se fixa na busca de dados sobre dados, atualmente ela participa do cotidiano sem que percebamos isso.

Nos anos 60, o livro, 2001: uma odisseia no espaço (Arthur C. Clarke) (1968) nos mostra o homem sendo dominado pela máquina. Na época foi uma grande polêmica, pois estávamos iniciando a corrida espacial, novas tecnologias estavam sendo desenvolvidas, surgiram os primeiros computadores, enfim a expectativa era grande.

Hoje meio século depois a sociedade vive em rede, usa de suas conexões para trabalhar, jogar, namorar, enfim hoje a sociedade pode se sentir “dominada” pela máquina. Os indivíduos são atraídos para ter novos hardwares, novos aplicativos e existe a certeza de que é um caminho sem volta.

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Castells (2007) já alertava que não podemos chamar tecnologia boa e ruim, mas sim ter o cuidado em como utilizar. Esse cuidado deve ser prioridade no meio digital para que a sociedade saiba usar as ferramentas sem esquecer-se da ética e responsabilidade, pois as novas tecnologias estão para melhorar a vida das pessoas, permitindo acesso a todas as informações. Na área da pesquisa médica, da bioquímica, vem diminuir muito o tempo de grandes descobertas para a cura de doenças, melhorar nossa agricultura com novas técnicas de plantio, ajudar na preservação de florestas e nossas águas, pois de nada vale vivermos no sensacional mundo de bits e hardwares se não tivermos consciência que devemos fazer desse mundo hoje sem fronteiras, um mundo melhor e mais humano.

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