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Þrof.

Ne|son L|ma Adr|an
C LS1ADC MCDLkNC

C LsLado enquanLo uma lnsLlLulção moderna possul a função de
admlnlsLrar e coordenar a socledade. ApresenLa um poder de caráLer
pollLlco dlferenLe de ouLras lnsLlLulções (como a famllla, a escola), pols
possul segundo o soclólogo alemão Max Weber, o !"#"$%&'"( &)*+,'!"( -.(
/"01.. L o LsLado que, por exemplo, busca organlzar a máqulna publlca,
cobrar lmposLos e mesmo crlar um exerclLo permanenLe para pollclar
fronLelra e socledade.
na modernldade o LsLado e um fenômeno relaLlvamenLe recenLe,
surglu na Luropa, no seculo xvll, no lnlclo era moderna. um perlodo
conLurbado repleLo de Lransformações econômlcas, soclals e pollLlcas. C
desenvolvlmenLo do 23!.#'4!" e mesmo o 8enasclmenLo,
compreendem formas de mudanças de menLalldade enLre os homens
europeus no lnlclo da era moderna.
C LsLado moderno e fruLo da próprla fragmenLação do mundo
feudal. Cs poderes dos senhores feudals sobre as Lerras proporclonavam
uma força fragmenLada sem um nucleo, cada feudo possula sua
auLonomla pollLlca o que dlflculLava o poder cenLrallzado do rel. LnLre os
seculos xlv e xv, a domlnação dos senhores feudals enLra em decadôncla
devldo as revolLas socals de camponeses e o cresclmenLo do comerclo na
Luropa.
C LsLado moderno surglu enLão a parLlr da crlse do feudallsmo
aLrelado ao lnlclo da cenLrallzação do poder nas mãos do monarca. Lssa
cenLrallzação se fez presenLe na formação das /"01.4( .0!.-.4, no
desenvolvlmenLo de uma )4,03,30.(530+-'6., na 6"70.#1.(-)('!$"4,"4 e na
formação de uma !893'#.( $:7&'6. com um 6"0$"( 730"608,'6" na
admlnlsLração do paLrlmônlo LsLaLal.
C LsLado Abso|ut|sta pode ser conslderado a prlmelra forma de
LsLado Moderno, cenLrallzação do poder aLraves da força pollLlca do rel. A
fragmenLação do poder da nobreza e clero, e o surglmenLo de uma nova
classe a burguesla, que em mulLo conLrlbul para o flnanclamenLo do
LsLado.
;( )4,03,30.( -"( <4,.-"(
;74"&3,'4,.(=.($0'!)'0.(/"0!.(-)(<4,.-"(>"-)0#"?@(



C poder econômlco dessa nova classe burguesa proporclonou
allanças com a monarqula absoluLlsLa. As monarqulas souberam
aprovelLar as mudanças soclals da epoca para ampllar seu poder pollLlco.
C novo LsLado, formado e apolado pela classe burguesa, acabou por
cenLrallzar Lodas as declsões pollLlcas, e sua força se esLendeu por vasLo
LerrlLórlo no conLlnenLe Luropeu.

Þ8lMLl8C CCnCLl1C
LS1AuC
Lm qualquer socledade, apenas o LsLado Lem o dlrelLo de recorrer a
vlolôncla, a coação, para obrlgar alguem a fazer alguma colsa (...) o LsLado
e essenclalmenLe um agenLe de conLrole soclal. ulfere de ouLras
lnsLlLulções, na medlda em que Lem poder para regular as relações enLre
Lodos os membros da socledade. (CLlvLl8A, Þerslo, 203, 2006)


Cs 1eór|cos e c|ent|stas do Lstado Moderno
C LsLado moderno fol anallsado e ldeallzado por grandes pensadores da
clôncla pollLlca. veremos agora os prlnclpals formadores de oplnlão
(clenLlsLas e fllósofos), sobre a flgura do LsLado e como alnda ho[e essas
Leorlas possuem uma força e lnfluencla lmporLanLes na socledade.


N|co|au Maqu|ave|
uenLro da clôncla pollLlca Lalvez não exlsLa um pensador Lão polemlco e
Lão comenLado como Maqulavel, clenLlsLa lLallano que escreveu o llvro
chamado ! "#$%&'"(, LexLo dedlcado a Lorenço de Medlcl (1449-1492),
governanLe de llorença. Lsse auLor lnaugura uma nova e polômlca forma
de falar sobre po||t|ca. Maqulavel e famoso pela expressão denomlnada
do seu próprlo nome: !.93'.AB&'6"C dando a enLender que Lodo o
lndlvlduo Laxado dessa forma e uma pessoa má.
Lm seu llvro D( $0+#6'$), Maqulavel se propõe a anallsar o poder e
as condlções pelas quals um monarca absoluLo - o prlnclpe - e capaz de
conqulsLar, relnar e manLer seu poder.
nlcolau Maqulavel (1469-1327) nasceu em llorença lLálla. ue 1302
a 1312 esLeve a servlço do governanLe Soberanla, presldenLe perpeLuo de
llorença. Maqulavel era pollLlco e a[udava seu mesLre nas declsões
admlnlsLraLlvas do LsLado e escrevla-lhe dlscursos na admlnlsLração
publlca. lol exllado da vlda publlca quando Soberanla fol desLronada por
Lourenço de Medlcl. A parLlr de enLão, llmlLou-se a enslnar e a escrever
sobre a arLe de governar e guerrear, sendo D($0+#6'$) sua malor obra.
C llvro C $0+#6'$) e llLeralmenLe um manual de como um
governanLe deve se comporLar e governar peranLe os seus sudlLos.
ulferenLe da Lradlção CrlsLão que dlz que o governanLe deve ser bom e
amado, Maqulavel desLaca que nem sempre a bondade deve ser usada
pelo governanLe, em mulLas slLuações deverá ser cruel e Lemldo para
fazer valer seu poder.
E"(/'#.&(-"(4B63&"(FGHC(I&"0)#1.(J(,)00.(#.,.&(
-)( >.93'.A)&J( ( A'A)3( 3!.( 4B0')( -)( -)4.4,0)4( #.,30.'4C( $"&+,'6"4( )( /'#.#6)'0"4C( 93)(
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(
Þara Maqulavel mulLas vezes na sua fllosofla pollLlca, "4( /'#4(
-)A)0'.!( 534,'/'6.0( "4( !)'"4. 1udo lsso para manLer o poder do
governanLe, para o pensador lLallano, o pesslmlsmo com a #.,30)L.(
M3!.#. e uma regra. Segundo Maqulavel os homens são cruels por
naLureza, ou se[a, o caráLer do ser humano o leva a se comporLar de
forma Lralçoelra, com lngraLldão, slmulação, covardla, ln[usLlça, lsso Ludo
assoclado as dlspuLas enLre os dlferenLes grupos.

;( $)#+#43&.( ',8&'6.( #.( $.44.*)!( -"( 4B63&"( FH(
$.0.( "( FHG( )0.( 3!( ,)00',%0'"( !.06.-"( $"0( '#,)#4"4( 6"#/&',"4( '#,)0#"4@( N)93)#"4(
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)P,)0#.@((

nesse caso segundo pensador lLallano, um governanLe que se
comporLasse a Lodo o momenLo com bondade Lenderla a ser um
lrresponsável na forma de governar. C governanLe compeLenLe submeLe a
mulLlplas vonLades e unlflca os lnLeresses, não porque e bom, mas por
saber usar Lodos os recursos do poder.
Q),0.,"( -)( R"30)#1"( -)( >B-'6'C( .( 93)!( >.93'.A)&(
-)-'6"3(D($0+#6'$)@(

A parLlr dessas quesLões, o clenLlsLa lLallano Maqulavel não desLaca
a pollLlca como deverla ser - mulLo menclonada pelos fllósofos gregos
anLlgos, mas a pollLlca como ela e de faLo. L nesse senLldo, a pollLlca real
pode ser cruel, menLlrosa ou mesmo Lralçoelra dependendo de cada
slLuação. Maqulavel faz de sua obra D( $0+#6'$) um manual de ação
pollLlca, cu[o ldeal e a conqulsLa e a manuLenção do poder. MosLra como
deve aglr o governanLe (prlnclpe) para alcançar e preservar o poder, como
manlpular a vonLade popular e usufrulr seus poderes e allanças.


SLCunuC CCnCLl1C
ÞollLlca Medleval
uma vez que as auLorldades caLóllcas dlLavam os llmlLes e a compreensão
do poder, manLendo um vlnculo umblllcal enLre pollLlca e rellglão, para
refleLlr e anallsar a pollLlca era necessárlo acelLar os pressuposLos do
crlsLlanlsmo, alnda somenLe de vles caLóllco. C fazer pollLlca devla esLar
aflnado com a moral crlsLã, que o papado dlzla represenLar
leglLlmamenLe. na Luropa medleval a fllosofla se enlaça com a Leologla ao
ocupar-se de Lemas pollLlcos. (uL88A, 2008)



A1lvluAuLS
01- Lxp||que com suas pa|avras as |dó|as de Maqu|ave| quanto ao
pape| do Lstado na soc|edade.
CabarlLo: Maqulavel elaborou uma Leorla sobre o processo de
formação dos LsLados modernos. Þara ele, o LsLado não Lem como
função promover a fellcldade e a vlrLude, como Llnha em menLe o
pensador grego ArlsLóLeles. Þara Maqulavel, o LsLado moderno Lem
caracLerlsLlcas mulLo especlflcas, alem de possulr sua próprla
Lecnlca, eLlca e suas próprlas lels.

02- Lxp||que como estava a con[untura soc|a| po||t|ca na ópoca de
Maqu|ave|, e como esses aspectos |nf|uenc|arão duas |dó|as.

CabarlLo: Maqulavel vlveu em um perlodo em que o LerrlLórlo
lLallano era dlvldldo em lnumeros prlnclpados, domlnados, em sua
malorla, por Llranos. A lleglLlmldade desse poder despóLlco Lornava
o exerclclo do poder pollLlco lnsLável. Asslm, Maqulavel aposLava na
cenLrallzação esLaLal, o que ellmlnarla a exLrema mulLlpolarlzação
do poder na lLálla, Lornando efeLlvo o aLo de governar. (Þassos
Manoel 2009)


8LlL8LnClA
CCS1A, CrlsLana. Soclologla lnLrodução a clôncla da socledade. Moderna,
São Þaulo. 2008.
SCuZA, nelson 8osárlo, lundamenLos da clôncla pollLlca. CurlLlba. lLSuL.
2007.



1PCMAS PC88LS

C fllósofo lnglôs 1homas Pobbes (1388-1679), depols de Maqulaval e
conslderado um dos grandes nomes na formulação pollLlca moderna.
Pobbes como fllósofo ldeallzou as bases do Lstado Moderno,
conslderando como exaLamenLe surglu a flgura do LsLado e qual o seu
prlnclpal ob[eLlvo.
Þara Pobbes a orlgem do LsLado moderno e resulLado das
mudanças que ocorreram numa socledade anLerlor a essa. nessa
socledade pre-moderna chamada de <4,.-"( -)( #.,30)L., os homens
vlvlam Lão somenLe sob o prlnclplo do ºdlrelLo naLural" e das lels naLurals,
ou se[a, não exlsLlam regras ou normals esLaLals, sendo o homem llvre
para fazer o que bem qulsesse, sob a &)'( -"( !.'4( /"0,). C problema
segundo Pobbes, e que o homem e por deflnlção mal por naLureza, o
auLor da celebre frase º"( M"!)!( B( "( &"7"( -"( M"!)!", desLaca o lado
anlmal do ser humano e sua crueldade emlnenLe. Pobbes consldera que
sem regras advlndas de um poder do LsLado, os homens enLrarão em
confllLo vlolenLo na busca da reallzação dos seus dese[os e vonLades.
Segundo Pobbes o egolsmo, a amblção, a crueldade, próprlas de
cada um, gerarlam uma luLa sem flm, Lornando dlflcll a vlda em socledade,
levando-os a desLrulção. SomenLe o LsLado, um poder aclma das
lndlvldualldades, garanLlrla segurança a Lodos. Lssa força esLaLal enLão
serla meLaforlcamenLe chamada de LevlaLã@
G&34,0.1O"( -.( 6.$.( -.( $0'!)'0.( )-'1O"( -.( "70.( -)(
2"77)4C(R)A'.,O@(
L )(*'+,-. o LlLulo do llvro de 1homas Pobbes, que se refere a um
monsLro blbllco presenLe no Llvro de !ó, nos caplLulos 40 e 41, como o
malor monsLro aquáLlco. Þols era asslm segundo Pobbes, que o LsLado
deve se comporLar, como um monsLro que provocasse medo nas pessoas
e ao mesmo Lempo proLeger os pelxes pequenos (pessoas que não podem
se defender). Cs lndlvlduos no esLado de naLureza, cansados da llberdade
sem frelos de Lercelros, resolvem nomear um governanLe para crlar lels,
normals e consolldar a ordem soclal.

2"77)4( 34.( .( '!.*)!( -)( !"#4,0"4( 7+7&'6"4(
$.0.('&34,0.0(.&*3#4(-)(4)34($)#4.!)#,"4($"&+,'6"4@(D(R)A'.,OC($"0()P)!$&"C(4'!7"&'L.("(
<4,.-"()(4)3($"-)0@(
uessa forma crla-se o LsLado, uma lnsLlLulção formada a parLlr de
um conLraLo enLre as pessoas que compõem a socledade de naLureza, e o
governanLe. nesse 6"#,0.,"( 4"6'.&, os sudlLos dão seus poderes para o
governanLe, e esse ulLlmo Lem a função de crlar as regras necessárlas para
o convlvlo soclal.


ÞkIMLIkC CCNCLI1C
LsLado de naLureza
1ambem Locke e 8ousseau lmaglnam um momenLo pre-pollLlco e o
nomelam /(0,+12.1(.%+,3#(4+", no qual os homens vlvlam conforme ºlels
naLurals". Apesar das dlferenças enLre os Lrôs fllósofos pollLlcos, esse
Lraço de semelhança fez com que eles fossem agrupados sob o róLulo de
auLores conLraLuallsLas ou º[us naLurallsLas", pols enLendem que o LsLado
moderno surglu de uma socledade pre-pollLlca (esLado de naLureza).


A acumulação de poder e a soberanla do LsLado deverlam ser
permanenLes para evlLar que os lnsLlnLos naLurals manlfesLos nos homens
rompessem o equlllbrlo necessárlo ao desenvolvlmenLo da consclôncla
raclonal. uessa forma o LsLado absoluLlsLa Leve em 1homas Pobbes o seu
grande represenLanLe Leórlco. ue um ponLo de vlsLa lóglco, a Leorla
hobbeslana procura as orlgens do LsLado, sua razão de ser.
R3+4( FGHC( "( Q)'( S"&C( ,+$'6"( 0)$0)4)#,.#,)( -.( !"#.093'.(
.74"&3,'4,.@(
LnfaLlzando a Leorla de Pobbes, podemos conslderá-lo como o
grande represenLanLe do LsLado AbsoluLlsLa. Suas ldelas quanLo a flgura
de um LsLado forLe e auLorlLárlo, proporclona conslderar Pobbes como
um auLor que enLendla o LsLado Moderno como um mal necessárlo. A
maldade do ser humano exlgla que o LsLado uLlllzasse sua forLe e
auLorldade para manLer a paz e conLer a crueldade humana.


SLGUNDC CCNCLI1C
LevlaLã
L o monsLro mlLológlco de força descomunal. Lle aparece, por
exemplo, na 8lblla como o malor monsLro aquáLlco.

(
(
A1lvluAuLS

01- Def|na a teor|a de 1homas nobbes sobre a or|gem do Lstado
Moderno.
CabarlLo: com Pobbes, surgem os fundamenLos modernos do
LsLado. A Leorla de LsLado em Pobbes e slmples. Cuando os
homens vlvem em seu esLado prlmlLlvo - pre-esLaLal, eles vlvem
como anlmals e se [ogam facllmenLe uns conLra os ouLros, com o
ob[eLlvo de sobrevlver flslcamenLe ou alcançar volume malor de
ganhos de Loda a especle. não exlsLe llmlLe para seu
comporLamenLo egolsLa. Segundo Pobbes, os homens, em seu
esLado prlmlLlvo, amblclonam, cada vez mals e de manelra
desconLrolada, poder, rlqueza e proprledades. A parLlr da
consLrução Leórlca, que efeLua, Pobbes aflrma que o
comporLamenLo humano referldo Lornava lnvlável a vlda em
socledade. A crlação de uma lnsLlLulção, dlsLlnLa da socledade, que
regula os confllLos e vlablllza a convlvôncla humana Lornou-se
fundamenLal. Lssa lnsLlLulção e o LsLado. (Þassos Manuel, 2009)





!CPn LCCkL
um dos prlnclpals pensadores Llberals, com forLe lnfluencla nas luLas
conLra o AbsoluLlsmo, fol o lnglôs !ohn Locke (1632-1704). ÞerLencenLe ao
movlmenLo llumlnlsLa, Locke pode ser conslderado como sendo um
6"#,0.,3.&'4,., ou se[a, um auLor que acredlLa que a orlgem do LsLado e
resulLado de um acordo enLre sudlLos e o governanLe, como Lambem
havla Lambem dlLo 1homas Pobbes.
Mas dlferenLe de Pobbes, que vô barbárle e maldade na condlção
da naLureza humana, Locke enLende que na socledade prlmlLlva chamado
º)4,.-"( -)( #.,30)L.", os lndlvlduos vlvlam em relaLlvo equlllbrlo e
harmonla, sob as lels dos dlrelLos naLurals. lsso porque a naLureza
humana, para ele, não e má. Sendo asslm, o esLado de naLureza não serla
uma socledade onde vence o mals forLe ou em uma permanenLe
desordem, pelo conLrárlo exlsLla o equlllbrlo proporclonado pelo respelLo
a proprledade como dlrelLo naLural.
Þara Locke, a medlda que as relações se Lornam mals complexas, as
lels naLurals se mosLram lnsuflclenLes para aLender as necessldades das
pessoas. nesse momenLo, para evlLar malores rlscos e preservar seus
dlrelLos, os homens, por llvre consenLlmenLo, decldem reallzar o conLraLo
soclal e esLabelecer o surglmenLo do LsLado. A nova lnsLlLulção,
enLreLanLo, Lerá como flnalldade manLer a segurança e a garanLla dos
dlrelLos dos lndlvlduos. A passagem do esLado de naLureza para a
socledade esLaLal vla conLraLo soclal, não represenLa o abuso do poder do
LsLado. na verdade cerLos dlrelLos lndlvlduas são manLldos como os
chamados -'0)',"4( '#.&')#8A)'4, ou se[a, lnLransferlvels, pols são naLurals:
o d|re|to à v|da, a propr|edade. A parLlr dessa ldela os lndlvlduos
esLabelecem frequenLemenLe uma vlgllâncla sobre o LsLado, C aspecLo
cenLral e lmpedlr o abuso de auLorldade do próprlo LsLado.
D4( !"A'!)#,"4( 730*3)4)4( )( .4( '-B'.4( -)( T"M#(
R"6U)(4"70)("4(-'0)',"4(&'7)0.'4@(

ConLrarlamenLe ao pensamenLo lnfluenclado pelo ldeárlo
absoluLlsLa, como Pobbes, o ºesLado de naLureza" não e uma boa
[usLlflcaLlva para a lmplemenLação de um governo dlLaLorlal, com o LsLado
Lendo um papel lmporLanLe. Locke não acredlLa na ldela pesslmlsLa de
Pobbes de que o V"(M"!)!(B("(&"7"(-"(M"!)!WC ou se[a, que de que os
seres humanos são naLuralmenLe vlolenLos. Þara Locke, mesmo no esLado
de naLureza, os homens são raclonals. Conslderando a expecLaLlva llberal
de Locke, porLanLo o LsLado surglu com o ob[eLlvo de servlr os lndlvlduos
respelLando os dlrelLos lnallenávels das pessoas.
X'0)',"(K(&'7)0-.-)("3(0)4$"#-)0(
)!(&'7)0-.-)C(*.0.#,'-"($)&.(X)!"60.6'.(R'7)0.&@(


ÞkIMLIkC CCNCLI1C
Locke: um represenLanLe do llberallsmo pollLlco
C llberallsmo pollLlco e o referenclal que valorlza o lndlvlduo como celula
fundamenLal da consLrução soclal. Þara um llberal, o lndlvlduo esLá no
ponLo de parLlda do processo hlsLórlco, ele se assocla e crla o LsLado para
sua proLeção. C lndlvlduo, na concepção LlplcamenLe llberal, não pode
Lransferlr Lodos seus poderes para o LsLado, sob o rlsco de ser vlLlma
dessa lnsLlLulção que pode se Lornar LoLallLárla e auLorlLárla. LsLe e o
malor Lemor de um llberal.



A1lvluAuLS
01- Lxp||que com suas pa|avras a teor|a de Locke sobre o Lstado e sua
função soc|a|.
CabarlLo: uo ponLo de vlsLa do papel exercldo pelo LsLado, o dese[o
supremo de Locke era o anLlabsoluLlsmo, ou se[a, a llmlLação do
poder do papel do LsLado, vlsLo como uma enLldade
emlnenLemenLe opressora, que llmlLava o papel exercldo pelos
cldadãos, sub[ulgando-os ao lnLeresse esLaLal. Pobbes enLendla a
auLorldade esLaLal como um elemenLo fundamenLal no
relaclonamenLo enLre os seres humanos e na vlablllzação da vlda
em socledade, para combaLer Loda a posslbllldade de anarqula,
aposLando, dessa forma, na auLorldade esLaLal absoluLa. Þara
Locke, o papel dessa lnsLlLulção serla ouLro. ConLer a auLorldade
esLaLal, posslblllLando, asslm, a ellmlnação do rlsco do despoLlsmo e
da arblLrarledade.

8LlL8LnClA
CCS1A, CrlsLana. Soclologla lnLrodução a clôncla da socledade. Moderna,
São Þaulo. 2008.
SCuZA, nelson 8osárlo, lundamenLos da clôncla pollLlca. CurlLlba. lLSuL.
2007.