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OS SENTIDOS EM DESCARTES: FONTE DE ERRO OU DE CONHECIMENTO

OS SENTIDOS EM DESCARTES: FONTE DE ERRO OU DE CONHECIMENTO

Leandro Santos da Silva* Manoel Messias de Oliveira**

RESUMO O objetivo deste ensaio é analisar a idéia que René Descartes tem dos sentidos, nas obras: Discurso do Método e As Regras Para a Direção do Espírito, buscando uma releitura da afirmação feita pelo filósofo de que os sentidos são fontes de erro, ou seja, que eles nos enganam. Na Meditação Primeira da obra Meditações, o filósofo diz que tudo aquilo que havia recebido e que ele mesmo julgava como verdade e também como algo seguro, aprendera dos sentidos ou através dos mesmos, mas segundo Descartes em alguns momentos a experiência adquirida desta forma, pelos sentidos foi enganadora, sendo assim fonte de erros, e por isso ele diz que não devemos confiar inteiramente naquilo que para nós já foi fonte de enganação. Mas ao analisarmos as obras citadas, surgiram alguns questionamentos acerca deste assunto: Os sentidos são realmente fonte de erro e enganação para Descartes? Será que nas entrelinhas foi isso mesmo que ele quis dizer sobre os sentidos? PALAVRAS-CHAVE: Sentidos. Erro. Conhecimento.

INTRODUÇÃO René Descartes (31 de Março de 1596, La Haye en Touraine, França — 11 de Fevereiro de 1650, Estocolmo, Suécia), por vezes chamado de "o fundador da filosofia moderna" e o "pai da matemática moderna", é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. Inspirou contemporâneos e várias gerações de filósofos posteriores; boa parte da filosofia escrita a partir de então foi uma reação às suas obras ou a autores supostamente influenciados por ele. Muitos especialistas afirmam que a partir de Descartes inaugurou-se o racionalismo da Idade Moderna - enquanto que décadas mais tarde se assentaria nas Ilhas Britânicas, através de John Locke e David Hume, principalmente, um movimento filósofico, em muitos aspectos diverso do desencadeado por Descartes, que se convencionou chamar de empirismo. É um racionalista, porque de acordo com ele a única e exclusiva fonte de conhecimento é a razão, não é necessário que passemos pela experiência para aquisição do conhecimento, porque todo ser
Graduando do Curso de Filosofia da Faculdade Católica de Uberlândia. E-mail: leandroseminarista@hotmail.com ** Mestrando do programa de Filosofia Moderna e Contemporânea da Universidade Federal de Uberlândia. Especialista em Filosofia Moderna e Contemporânea e em Ciências da Religião, ambas pela Universidade Federal de Uberlândia . Professor da Faculdade Católica de Uberlândia. E-mail: messiasfilo@yahoo.com.br Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 1, p. 97-103, 2009 – www.catolicaonline.com.br/revistadacatolica 97
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se falham na menor coisa. 97-103. embora ela não seja utilizada adequadamente. na matemática. na Primeira Parte da obra Discurso do Método ele diz: Portanto. Uberlândia. p. (DESCARTES. v. encontrar-se-ão talvez também muitos outros que se terá razão de não seguir. que eles também podem ser ideias atualmente impressas nos sentidos. sem ser danoso a ninguém. demonstra que para ele os sentidos não são bons. ou também semelhantes às percebidas por atender as paixões e operações do espírito. Descartes não quis apresentar o seu método como sendo o melhor. 37) Descartes na obra Meditações Metafísicas. espero que ele será útil a alguns. 2009 – www. conhecido por todos como o Método Cartesiano. se o preferirdes. mas somente mostrar de que modo me esforcei por conduzir a minha. não propondo este escrito senão como uma história. p. o enganaram em determinados momentos. entre alguns exemplos que se podem imitar. 2004. são por isso censuráveis. e. ele então chega à conclusão de que se estes sentidos o enganaram. Berkeley relata o seguinte: É evidente a quem tome para examinar os objetos do conhecimento humano. experimentei algumas vezes que esses sentidos eram enganosos. Descartes diz que: Tudo o que recebi. ou seja. n. e este é baseado na mathesis universalis.br/revistadacatolica 98 . meu propósito não é ensinar aqui o método que cada qual deve seguir para bem conduzir sua razão.com. p. na qual. Revista da Católica. e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez (DESCARTES. pois segundo o pensador os sentidos que foram responsáveis em transferir a ele o que era tido como verdadeiro e seguro. o filósofo irlandês George Berkeley (1685 – 1753) tem uma outra concepção de sentidos. talvez isto tenha sido o grande impacto de sua filosofia. reto e curto. ou. 1. ou seja. 86) Em contrapartida. não são confiáveis e consequentemente não são bons. a elaboração do Método. até presentemente. um caminho a seguir. estes para ele são úteis ao conhecimento humano. nem muito menos dizer que alguém deva segui-lo como sendo uma imposição. Mas.catolicaonline. como o mais verdadeiro e seguro. aprendi-o dos sentidos ou pelos sentidos: ora. uma vez que para ele todos os objetos deste conhecimento são realmente ideias impressas nos sentidos. em sua obra Tratado sobre os Princípios do Conhecimento Humano. 1. como uma fábula. e que todos me serão gratos por minha franqueza. De acordo com o filósofo para utilizarmos adequadamente esta razão necessitamos de um método. 1979. Os que se aventuram a fornecer normas devem considerar-se mais hábeis do que aqueles a quem as dão. e de preferência que seja o mais certo. ou finalmente ideias formadas por ajuda da memória e imaginação.OS SENTIDOS EM DESCARTES: FONTE DE ERRO OU DE CONHECIMENTO humano é um animal racional e a razão é um patrimônio da humanidade.

sensações de dor e quimeras. Pelo tato eu percebo. taste. 1 p. p. portanto esta é a diferença que queremos mostrar: para Descartes os sentidos não são confiáveis. sabores. significada pelo nome maçã1 (Tradução do Autor) Berkeley apresenta na passagem acima. Neste caso. are accounted one distinct thing. pedissem que lhes fossem mostradas as duas câmaras ou concavidades. todos seriam conhecidos ou percebidos pelos homens através dos sentidos. “.br/revistadacatolica 99 1 . Rios. Uberlândia. 1.. forma e consistência se observados juntos.catolicaonline. smell. for example. olfato. motion and resistance. casas. or else such as are perceived by attending to the passions and operations of the mind. Thus. são tidos como para explicar uma coisa distinta. e a audição traz sons para o espírito em toda sua variedade de tons e composição. or lastly ideas formed by help of memory and imagination. Pela vista eu tenho a ideia de luz ou de cores com seus diversos graus e variações. Assim.. por exemplo. O DISCURSO DO MÉTODO E OS SENTIDOS Na obra Discurso do Método do filósofo francês René Descartes podemos apontar alguns trechos nos quais ele menciona os sentidos: “. E como os diversos destes são observados na companhia um do outro. e de todos estes os de menor ou maior quantidade ou grau. or barely representing those originally perceived in the aforesaid ways. que as ideias impressas nos sentidos. Smelling furnishes me with odours. mas uma leitura apressada desta obra poderia levar o leitor a tirar conclusões precipitadas acerca do seu entendimento. and of all these more and less either as to quantity or degree. duro ou macio. sabores. visão.. that they are either ideas actually imprinted on the senses. ou simplesmente representando aquelas originalmente percebidas do modo supracitado.. 1. (PHK. n. signified by the name apple. o paladar. v. 41 e 51). a certain colours. By sight I have the ideas of light and colours with their several degrees and variations. By touch I perceive. os trechos citados nos permitem observar com clareza a presença dos sentidos. nesta o filósofo faz menção à utilização dos It is evident to anyone who takes a survey of the objects of human knowledge.com. paladar. 2009 – www.. quente ou frio. é mostrar através deste estudo a análise de duas partes da obra já citada anteriormente. por este motivo a nossa intenção a partir deste momento... heat and cold. and hearing conveys sounds to the mind in all their variety of tone and composition.OS SENTIDOS EM DESCARTES: FONTE DE ERRO OU DE CONHECIMENTO também compondo. p..”. dividing. the palate with tastes. either compounding.. And as several of these are observed to accompany each other. Iniciaremos com a Primeira Parte. they come to be marked by one name. e esta percepção é realizada pelos sentidos. movimento e resistência. e nesse caso são renomeados como uma coisa. O olfato fornece-me aromas. eles vem marcados por um nome. que lhes fossem mostradas com cuidado as onze membranas. and so to be reputed as one thing. certas cores. for example..” (DESCARTES. é de se entender que tudo o que é objeto de conhecimento humano é percebido. aromas. tato. dividindo. 97-103. sabendo que os nossos sentidos às vezes nos enganam. hard and soft. 2008. audição. paixões. operações da mente bem como as ideias formadas pela memória e imaginação são todos objetos de conhecimento. 24) Revista da Católica. Sendo assim. enquanto para Berkeley é o contrário eles são úteis ao conhecimento. por exemplo. figure and consistence having been observed to go together.

42) Parece-nos que com o trecho citado acima. ele descreve que viu muita coisa que por vezes são pensadas por nós como sendo extravagantes e ridículas. 1. e. desejaria que todos os que não são peritos em anatomia se dessem ao trabalho. mas que ao mesmo tempo o levam a tirar maior proveito das coisas que por eles lhe são apresentadas. mas que desejam conhecer o funcionamento de um coração façam o seguinte antes de ler suas considerações acerca do assunto: E.br/revistadacatolica 100 .OS SENTIDOS EM DESCARTES: FONTE DE ERRO OU DE CONHECIMENTO sentidos. pois agora percebemos que o mesmo está dizendo que tirou um maior proveito daquilo que viu. mas será que foi isto mesmo que Descartes quis dizer. e que peçam Revista da Católica. n. que podemos caracterizar como sendo uma experiência sensitiva. antes de ler isto. A orientação é que todos os indivíduos que não conhecem muito de anatomia. 2004. são comumente recebidas e aprovadas por outro grandes povos. é o movimento do coração o que se observa em primeiro lugar e de forma mais geral em todos os animais. outro ponto em que Descartes incentiva a utilização dos sentidos. 97-103. para que seja mais fácil entender o que vou dizer a esse respeito. que segundo ele. v. se livrando de enganos que atrapalham a ação da razão.catolicaonline. de mandar cortar diante deles o coração de um grande animal que possua pulmões. já que é em tudo parecido com o do homem. livrei-me de muitos enganos que ofuscam a nossa razão e nos tornar menos capazes de ouvir a razão. mas estas mesmas coisas para outros povos são recebidas e aprovadas. p. fica complicado por demais pensar em sentidos que fazem o indivíduo cair no erro. ao engano? Ou será que os sentidos são úteis ao conhecimento? Analisando a Quinta Parte do “Discurso do Método” é possível observarmos de forma mais declarada. Descartes está contrariando o que ele próprio disse nas Meditações Metafísicas com relação aos sentidos. (DESCARTES. e que por isso não se pode confiar naquilo que outrora lhe foi traiçoeiro. como pode dizer então que tirou maior proveito do que viu? Uma vez que ele nas Meditações Metafísicas nos diz que os sentidos o enganaram. p. pouco a pouco. mais especificamente o sentido da visão. e por isso ele começa a não acreditar convictamente no que lhe foi assegurado através de exemplo e de hábito. aprendi a não acreditar com demasiada convicção em nada do que me havia sido inculcado só pelo exemplo e pelo hábito. que os sentidos levam ao erro. vendo uma quantidade de coisas que. Nesta parte nos é apresentado o funcionamento do coração humano. ora. 1. mas se nas Meditações e até mesmo em outro ponto do Discurso do Método o nosso francês julga os sentidos como sendo fonte de erros. dessa maneira. 2009 – www. Esta passagem da obra se desdobra assim: De forma que o maior proveito que daí tirei foi que. apesar de nos parecerem muito extravagantes e ridículas. Uberlândia.com.

pensar em sentidos que de acordo com o filósofo francês René Descartes enganam. XVII. p. 1. p. Nas regras que nos são dadas pelo filósofo nesta obra. quando ele diz “. quanto para estabelecermos.. 74) Mais uma vez. 2004.br/revistadacatolica . dos sentidos e da memória. antes de ler o conteúdo escrito por ele a este respeito. mandar cortar diante deles o coração de um grande animal. o indivíduo só vai entender o funcionamento do coração quando o mesmo visualizar isto.OS SENTIDOS EM DESCARTES: FONTE DE ERRO OU DE CONHECIMENTO para ver as duas câmaras ou concavidades nele existentes. é possível perceber que neste outro trecho. uma ligação adequada que as permita reconhecer. Descartes presenteia os leitores com a sua elaboração das linhas gerais do novo sistema filosófico e científico. p. 2008. como não chegamos até o momento em alguma conclusão. 1. entre as coisas procuradas e as coisas conhecidas. passaremos à análise da obra As Regras para a direção do Espírito. para que não se omita nenhum recurso dos que estão ao alcance dos homens. isto não é senão uma experiência visual.com. Observemos em primeiro lugar a regra de número XII que diz: Finalmente. o indivíduo é incentivado pelo filósofo a se valer dos sentidos.. Mais uma vez nos vemos no campo de duas possibilidades: uma que diz serem os sentidos fonte de erro. porque segundo Descartes. AS REGRAS PARA A DIREÇÃO DO ESPÍRITO2 Esta obra inacabada foi escrita no final da segunda década do séc. 105) 2 As linhas gerais do novo sistema filosófico e científico elaborado por Descartes estão expostas nesta obra inacabada escrita no final da segunda década do séc. podemos destacar duas que apontam para os sentidos. leve o indivíduo a alcançar determinado conhecimento sobre o funcionamento do coração. surge então a seguinte questão: Se os sentidos são fonte de erro e enganação como posso confiar neles para apreender o funcionamento do coração? Parece um tanto quanto contraditório. é preciso utilizar todos os recursos do entendimento. mas que ao mesmo tempo através de uma experiência incentivada por ele. XVII. da imaginação. e outra que nos diz serem eles úteis ao processo do conhecimento humano.. n. 2009 – www. e nos parece que a ideia que o autor tem dos sentidos nada tem haver com a aquela já mostrada anteriormente no Discurso do Método. v.catolicaonline.”.. (DESCARTES. Uberlândia. como também para encontrar as coisas que devem ser comparadas entre si. tanto para termos uma intuição distinta das proposições simples. 101 Revista da Católica. 97-103. e levam ao erro. (DESCARTES.

com. podemos observar que o filósofo francês em questão. 97-103. entendemos que os sentidos ajudam o intelecto a ficar mais atento. v. 1.catolicaonline. Mas para alcançarmos este objetivo. Nesta regra. a imaginação. fato que é muito intrigante e questionador. trabalha os sentidos dentro das duas obras citadas Revista da Católica. Também aqui como em outras partes já citadas das obras de Descartes. por isso insistimos na apresentação de mais uma questão acerca do assunto referido. Novamente é possível fazer um questionamento acerca do pensamento cartesiano. Disto podemos deduzir que nós conhecemos os objetos que estão por conhecer por meio do ENTENDIMENTO. por este meio. alcançarmos o conhecimento das coisas.br/revistadacatolica 102 . a saber: imaginação. n. 2008. auxiliado pela imaginação. quase sempre. os sentidos e a memória. Uberlândia. 131). pelos sentidos e pela memória. o entendimento. sentidos e memória.OS SENTIDOS EM DESCARTES: FONTE DE ERRO OU DE CONHECIMENTO Podemos inferir desta regra que o conhecimento está ligado a duas coisas. porque se assim fossem não proporcionariam nenhum benefício ao intelecto. observamos a presença e valorização dos sentidos. Descartes diz que para nós que somos agentes do conhecimento. precisamos do entendimento e este entendimento será auxiliado por outras fontes. que é a aquisição do conhecimento. Na regra apresentada acima. e estas devem ser necessariamente levadas em conta. no que diz respeito aos sentidos. Diante disto perguntamos: Os sentidos são fontes de erro ou de conhecimento? Se os sentidos forem realmente fonte de erro e engano como afirma o autor. ou seja. p. p. eles não são ruins. só podemos contar com quatro faculdades. como podemos adquirir conhecimento por meio do entendimento que é auxiliado pelos mesmos sentidos? A regra XV diz que: “É útil também. ou seja. seja mais fácil conservar atento nosso pensamento” (DESCARTES. estamos falando de nós enquanto agentes do conhecimento. 1. traçar estas figuras e apresentá-las aos sentidos externos. nós que conhecemos as coisas e também as coisas a conhecer. para que. podem ser eles facilitadores em manter nosso pensamento atento? CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao concluirmos este ensaio. Sendo os sentidos fonte de erro e gerador de enganos. que contempla o pensamento de René Descartes analisado nas obras Discurso do Método e As Regras Para a Direção do Espírito. 2009 – www.

São Paulo: Nova Cultural. prefácio e notas de Gérard Lebrun.P. New York: Oxford U. As paixões da alma. Cartas. 2008. Guinsburg e Bento Prado Júnior. – 2. v.OS SENTIDOS EM DESCARTES: FONTE DE ERRO OU DE CONHECIMENTO de maneira diferente à trabalhada em sua outra obra intitulada Meditações Metafísicas. pois leva o indivíduo a ter maior proveito em determinadas situações. Portanto. introdução de Gilles-Gaston Granger. uma vez que eles já o enganaram em outro momento. Os pensadores). 1999 DESCARTES. REFERÊNCIAS BERKELEY. Regras para a Direção do Espírito. 2. conhecer o funcionamento de um coração. A Obra-Prima de cada Autor). Seria então campo para um novo estudo a ser realizado posteriormente acerca do pensamento cartesiano e de forma particular aquilo que diz respeito aos sentidos que é o objeto deste ensaio. (Col. 2009 – www.br/revistadacatolica 103 . reimpressão – São Paulo: Martin Claret. 97-103. René. tradução de Pietro Nassetti. 1. consultoria de José Américo Motta Pessanha. and. e ainda que estes sentidos podem ajudar o nosso pensamento a se conservar atento. vemos que Descartes despreza os sentidos por serem estes fontes de erro e de enganação. Nas duas obras analisadas observamos como ele nos apresenta a utilização dos sentidos. Revista da Católica. ed. e tal utilização é vista por ele como algo bom. p. não são confiáveis. (Col. 1. Uberlândia. e por serem assim. 2004. Col. 1979. pois ora os sentidos nos são apresentados como enganadores. – São Paulo: Abril Cultural. ora como um dos elementos que auxilia o entendimento na aquisição do conhecimento. n. tradução de J. ficaria difícil apresentar aqui respostas aos questionamentos sugeridos neste estudo. Three Dialogues / edited with introduction by Howard Robinson. Os pensadores ______. ______. Principles of Human Knowledge. adquirir conhecimentos a partir do entendimento que conta com o auxílio também dos sentidos. Já nas Meditações Metafísicas. Descartes – Vida e Obra.catolicaonline. Discurso do Método. Discurso do Método. Meditações. Objeções e respostas. George.com.