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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE SAÚDE E TECNOLOGIA RURAL UNIDADE ACADÊMICA DE ENGENHARIA FLORESTAL PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FLORESTAIS

CARACTERIZAÇÃO QUIMICA DE ÓLEOS ESSENCIAIS DE Spondias mombin L., Spondias purpurea L. e Spondias sp (cajarana do sertão)

Helio Rodrigues de Brito

PATOS-PB-BRASIL 2010

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HELIO RODRIGUES DE BRITO

CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA DE ÓLEOS ESSENCIAIS DE Spondias mombin L., Spondias purpurea L. e Spondias sp (cajarana do sertão)

Dissertação apresentada ao Programa de PósGraduação em Ciências Florestais, na Área de Ecologia, Manejo e Utilização dos Recursos Florestais, da Universidade Federal de Campina Grande no CSTR – Centro de Saúde e Tecnologia Rural, como requisito parcial à obtenção do Título de Mestre em Ciências Florestais.

Orientador: Prof. Dr. Ednaldo Queiroga de Lima Co-orientadora: Profa. Dra. Elisabeth de Oliveira

PATOS-PB-BRASIL 2010

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HELIO RODRIGUES DE BRITO

TÍTULO: CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA DE ÓLEOS ESSENCIAIS DE Spondias mombin L.,Spondias purpurea L. e Spondias sp (cajarana do sertão)

Dissertação aprovada como parte das exigências para obtenção do Título de MESTRE em CIÊNCIAS FLORESTAIS – Área de concentração Ecologia, Manejo e Utilização dos Recursos Florestais.

APROVADA em ___ /___/ 2010

BANCA EXAMINADORA

Prof. Dr. Ednaldo Queiroga de Lima UFCG – Orientador

Prof. Dr. José Galberto Martins da Costa URCA – 1º Examinador

Prof. Dr. Onaldo Guedes Rodrigues UFCG – 2º Examinador

Roberta Freitas de França Brito e aos meus filhos: Júlia Freitas Brito. A minha esposa. por ter me dado coragem. PENSAMENTO “A natureza é o único livro que oferece o conteúdo valioso em todas as suas folhas”. os quais são exemplo de amor e honestidade.4 DEDICO Ao meu Deus. Tiago Freitas Brito e Eduardo Freitas Brito. JOHANN GOETHE . saúde e sabedoria para enfrentar os obstáculos do dia-a-dia e concluir este Mestrado.

Ingressou na Universidade Regional do Nordeste (URNe) em 1980. Estado da Paraíba. Campus . Cursou o primeiro e segundo graus no Colégio Estadual Pedro Aleixo em Patos-PB. Iniciou em março de 2008. na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). no Programa de Pós-Graduação (STRICTO SENSU) em Ciências Florestais.5 BIOGRAFIA DO AUTOR HELIO RODRIGUES DE BRITO. Iniciou em março de 1991.PatosPB. no Curso de Licenciatura Plena em Química e concluindo em 1989. . aos 19 de julho de 1958. Campus de Patos-PB. Ingressou na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) em 1988. no Curso de Especialização em Educação. graduando-se em Química Industrial em 1983. na área de Ecologia. na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). filho de José Djalma de Brito e Áurea Rodrigues de Brito. nasceu na cidade de Patos. Manejo e Utilização dos Recursos Florestais e concluindo em fevereiro de 2010. no Centro de Saúde e Tecnologia Rural na Unidade Acadêmica de Engenharia Florestal. Objetivando à Formação do Professor e concluindo em 1991.

A todos os Professores do Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais. José Galberto Martins da Costa e a Profª. paciência. Centro de Saúde e Tecnologia Rural (CSTR) ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais.. Elisabeth de Oliveira. nas pessoas do Prof. Aos Professores Dr. Dra. Dr. renovando a minha fé a cada dia. na pessoa de Nara Cecília de Sousa Neves e aos Laboratoristas Jair Moisés de Souza e Carlos Brilhante. por ter me concedido sabedoria. especialmente: À Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Aos Professores Dr. À Universidade Regional do Carirí (URCA). quando à frente da coordenação do Programa de Mestrado. Ednaldo Queiroga de Lima e sua esposa Dra. pela atenção que sempre tiveram conosco nas horas solicitadas. pela oportunidade de realizar este Curso. companheirismo e acompanhamento de todos os alunos mestrandos. Juarez Benigno Paes e Dra. pela dedicação e profissionalismo com que conduziram os trabalhos. Ivonete Alves Bakke. Aos funcionários da secretaria de Pós-Graduação em Ciências Florestais. fazendo com que eu superasse todos os obstáculos e desse de mim o melhor possível com ética e profissionalismo. A todos que direta ou indiretamente contribuíram para a realização deste trabalho. em nome de todos os bolsistas do Laboratório de Pesquisa de Produtos Naturais (LPPN). nos momentos difíceis. pela sempre pronta colaboração e disponibilidade aos alunos mestrandos. Joedla Rodrigues de Lima.6 AGRADECIMENTOS Ao meu DEUS. orientando e encorajando. pela ajuda nas horas solicitadas e auxílio na execução dos trabalhos. amizade. . tirando dúvidas. discernimento e prudência. pelo apoio e orientação nas realizações das extrações dos óleos essenciais no Laboratório de Pesquisa de Produtos Naturais (LPPN). pela confiança. compreensão e dedicação na orientação em todos os momentos deste estudo. na cidade do Crato-CE. Ms. pelo carinho com que nos recebia. À Profª. Fabíola Fernandes Galvão Rodrigues. À Eidla Mikaelle Maciel do Nascimento. pela sua dedicação.

a qual possibilitou uma maior dedicação aos meus estudos. na pessoa do Prof. . José Djalma de Brito e Áurea Rodrigues de Brito. da alfabetização ao ensino superior. em especial. sempre unidos em nossas atividades cobradas pelos professores e a Jacinta Maria de Figuerêdo Rolim. por todo o apoio. aos meus pais.7 Ao IFPB. Ou seja. aos quais não citarei os nomes para não correr o risco de esquecer alguém. Às Professoras do IFPB: Margarida Maria de Araújo. Obrigado aos que contribuíram indiretamente para a realização deste trabalho. pelas substituições de minhas aulas nos dias em que não pude ministrá-las por motivos extras. pelo companheirismo e dedicação aos estudos neste mestrado. sem os quais não teria tido forças e vontade de chegar até o final. Roscellino Bezerra de Mello Júnior pela redução de minha carga horária. Aos colegas de mestrado pelo convívio. À minha família. suporte e amor que ofereceram durante todo o período de estudo.

..................................................................... Resumo ................2 A Espécie Spondias sp (cajarana do sertão) ....... 2............................................................................................................................................ REFERENCIAL TEÓRICO .......................3 Método de extração com solvente....... 5............................................................................................................ 2.............. 1......4............ 2............................................................ 2.1 Metabolismo secundário de plantas .........................................4 Métodos de Extração de Óleos Essenciais .............................................. 1..... 2..... 3.............................. 3......................................2...... i ii iii iv 13 14 16 18 18 19 19 22 24 27 31 36 37 37 38 41 41 44 44 44 45 45 48 55 6......... MATERIAL E MÉTODOS ............. 2.......................................... 2................................................................................................................................. Abstract ............................2 Espécies Estudadas .......................................................................................... ............................1 O Gênero Spondias ....................................................1 Localização da Área de Estudo ..................................................................................................................................3 Extração do Óleo Essencial .................. INTRODUÇÃO ........4 Análise por Cromatografia Gasosa Acoplada a Espectrometria de Massaas ----(CG/EM) ................................................. ...... Lista de Tabelas ......1 Método de expressão.........................................2 Método de destilação ..................... 3.. 2..................................... 57 ............................................................................................................... 2.............. REFERÊNCIAS........................5........................ 3........................................................................................................................................................1 Método cromatográfico .............................................. 2.....................2........................... 1..........1 Caracterização do Ecossistema Caatinga ............................................... 2.................... 3.............. 2.............................................................................................................................................5 Métodos de Análise...................................4..............................2 Caracterização do Município de Patos ............4.............. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES .......................................................... 2.......................................................................2 Material Botânico .......1 A Espécie Spondias mombin L............................................................................. 2.......8 SUMÁRIO Lista de Figuras ...............3 Óleos Essenciais ..............................................3.....................3 A Espécie Spondias purpurea L...................... RESULTADOS E DISCUSSÃO .................................................................................................................. 4...........................................2..................

Figura 7.................. Figura 2............................................ .. 26 26 43 Figura 9. .................................. encontrado no Município de Patos-PB.. ...... Figura 4...................... 46 Figura 10....................... Leitura cromatográfica do óleo essencial de cajá............................................. ................... Exemplar de cirigueleira encontrado na UFCG – Patos-PB....... Representação esquemática dos diferentes tipos de cromatografia ................................... 17 21 22 23 Figura 5. Figura 13..9i LISTA DE FIGURAS Figura 1... Leitura cromatográfica do óleo essencial de ciriguela.................... Exemplar de cajazeira encontrado no IFPB-Cajazeiras-PB............. Figura 8..................................... 47 51 51 52 ................................. Frutos verdes de ciriguela ...................... ........... Fluxograma da metodologia de extração de óleos essenciais das folhas de cajá.. Exemplar de cajarana do sertão........... ..... Frutos maduros do cajá ... Figura 12....... ... Figura 11............... Mapa da Paraíba onde mostra a localização de Patos ............ 24 Figura 6.................. cajarana do sertão e ciriguela ............ Leitura cromatográfica do óleo essencial de cajarana do sertão............ Extrator de óleos essenciais tipo Clevenger do LPPN–URCA–Crato-CE. Frutos maduros de cajarana do sertão ................................. .... Figura 3............

................................................... 49 Constituintes químicos do óleo essencial das folhas de cajarana do sertão (Spondias sp)................ 50 Tabela 2 - Tabela 3 - Tabela 4 - Tabela 5............................. ......................................... 50 Constituintes comuns presentes nos óleos essenciais das folhas de cajá.....) ..) ....................................................................................... 49 Constituintes químicos do óleo essencial das folhas de ciriguela (Spondias purpurea L..................................................................................................................................... 48 Constituintes químicos do óleo essencial das folhas de cajá (Spondias mombin L....................... cajarana do sertão e ciriguela.- .......................ii 10 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Massa das amostras e dos óleos com seus percentuais de rendimento........

A espécie Spondias sp (cajarana do sertão). O Presente estudo foi realizado na UFCG – Universidade Federal de Campina Grande . 7 horas e entre 9 e 10 horas. Spondias purpurea L. 2010. Spondias tuberosa Arr. (Dissertação – Mestrado em Ciências Florestais). Ciriguela: 07º03’550’’ S e 37º16’539’’W e altitude de 256 metros e Cajarana do Sertão: 07°03’608”S e 37º16’488’’ W e altitude de 256 metros. apresenta-se na região sertaneja (semi-árido) com alguns exemplares das espécies: Spondias mombin L. As extrações foram realizadas no LPPN – Laboratório de Pesquisa de Produtos Naturais da Universidade Regional do Carirí – URCA – na Cidade do Crato-CE. As folhas das árvores das espécies selecionadas foram coletadas neste município. cromatografia gasosa.Campus de Patos-PB. Spondias purpurea L. óleos vegetais. apresentou em sua constituição o terpeno Fitol. que é um componente da clorofila e conhecido por melhorar a tenacidade e balancear o fluxo de óleo natural da pele.11 iii BRITO. de número par de carbonos.Câm. . O horário da coleta teve influência na composição química dos óleos.. em aparelho tipo Clevenger. por um tempo de 3 horas e tendo como solvente de arraste água destilada. As amostras foram coletadas em dois horários distintos. Dentre os terpenos encontrados nos cromatogramas. das espécies estudadas. CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA DE ÓLEOS ESSENCIAIS DE Spondias mombin L. destacaram-se o ß-cariofileno (cajá e ciriguela) e o a-humuleno (ciriguela). Spondias sp (cajarana do sertão) e Spondias spp (umbu-cajazeira). (umbuzeiro). onde os cromatogramas indicaram que os componentes majoritários das três espécies estudadas são hidrocarbonetos lineares de cadeias longas (18 a 40 carbonos) e que estes componentes. os quais apresentam importante ação antimicrobiana. 67 p.difere da literatura pesquisada. Patos-PB: UFCG. com um variado número de espécies (18) e um sabor exótico de seus frutos. Spondias purpurea L e Spondias sp (cajarana do sertão). RESUMO O Gênero Spondias. destilando-se as amostras de folhas frescas. em sua maioria. Palavras-chave: Spondias. e Spondias sp (cajarana do sertão). com as seguintes coordenadas: Cajá: 07º03’593’’ S e 37º16’498’’ W e altitude de 253 metros. O objetivo deste estudo foi fazer uma caracterização química dos óleos essenciais das espécies: Spondias mombin L. Helio Rodrigues de.(cajazeira). onde a mesma quantifica os hidrocarbonetos ímpares em plantas como majoritários.(cirigueleira).

The time of collection has influenced the chemical composition of oil. and Spondias sp (cajarana do sertão). which quantifies odd hydrocarbons as being a majority in plants. The leaves were collected from trees located in Patos-PB. with a varied number of species (18) and an exotic taste of fruits. in Clevenger apparatus by distilling the samples (1000 g of fresh leaves) for 3 hours and having distilled water as solvent drag. Spondias tuberosa Arr. The samples have been collected at two different times. 2010. with the following coordinates: yellow mombin: 07 º 03'593''S and 37 º 16'498''W and altitude of 253 meters. is present in sertão (semi arid) with some examples of the species: Spondias mombin L. in which chromatograms have indicated that the major components of the three species studied are long linear hydrocarbon chains (18 to 40 carbons) and that these components mostly of even-carbon number differ from literature. vegetable oil. which is a component of chlorophyll and seems to improve toughness and balance the flow of natural oil from skin. Spondias purpurea L. Keywords: Spondias.Câm. Among the terpenes found in the chromatograms of the species studied.iv 12 BRITO. The aim of this study is to make a chemical characterization of essential oils of the species: Spondias mombin L. The Present study was accomplished in UFCG – Federal University of Campina Grande – Patos Campus PB. Spondias purpurea L e Spondias sp (cajarana do sertão). Patos-PB: UFCG. (Dissertation – MSc in Forest Sciences) ABSTRACT The genus Spondias.. . 67 p. (purple monbin). at 7 o´clock and between nine and ten o´clock. which have a significant antimicrobial effect.Laboratory for Natural Products Research at Carirí Regional University . (Brazil plum).Crato city-CE. purple monbin: 07 º 03'550''S and 37 º 16'539'' W and altitude of 256 meters and cajarana do sertão: 07 ° 03'608 "S and 37 º 16'488''W and altitude of 256 meters. (yellow mombin). gas chromatography . Spondias purpurea L.Spondias sp (cajarana do sertão) and Spondias spp (umbucajazeira). Helio Rodrigues de.has presented in its constitution Phytol terpene. The species Spondias sp (cajarana do sertão). we highlight the ß-caryophyllene (yellow and purple mombin fruit) and ahumulene (purple mombin fruit). CHEMICAL CHARACTERIZATION OF ESSENTIAL OILS of Spondias mombin L.URCA . The extractions were performed in LPPN .

originalmente. no que se refere a extrações de óleos essenciais. como é o caso do eucalipto. o que confirma o potencial agro-sócio-econômico dessas espécies. que. cirigueleira e cajarana do sertão. 1999). ou seja. etc.Câm. ampliando o leque de produtos não madeiráveis passíveis de aproveitamento sustentável. quando se iniciaram os estudos para suas caracterizações químicas. (cajazeira). no período de safra. doces. aos países orientais. com destaque para o Egito. China e Índia. Spondias tuberosa Arr.(cirigueleira). tem aceitação muito grande por parte da população. com um variado número de espécies. polpas. Dessa forma. em sucos. de uma forma ou de outra. Spondias sp (cajarana do sertão) e Spondias spp (umbu-cajazeira). para algumas famílias. Tal ocorrência vai desde plantas rasteiras. com um sabor exótico dos seus frutos encontrados na região semi-árida nordestina. sítios e fazendas. Na região sertaneja. No entanto. As referências históricas de obtenção e utilização desses óleos estão ligadas. a venda dos mesmos nas estradas ou nas feiras livres das cidades. O estudo das Spondias cajazeira. O interesse do homem pelos óleos essenciais está baseado na possibilidade da obtenção de compostos aromáticos. até plantas de porte arbóreo. tem-se observado o interesse de fruticultores no cultivo de espécies de Spondias. nos pomares de chácaras. os quais. fazem parte do nosso dia-a-dia. Pérsia. (umbuzeiro). existindo uma procura no mercado por frutos de qualidade. Muitos desses compostos são atualmente obtidos sinteticamente. com alguns exemplares das espécies Spondias mombin L. 2005). A crescente demanda por produtos processados de frutas tropicais fez com que muitas agroindústrias se instalassem no Nordeste brasileiro. representa um valor socioeconômico local (SOUSA. A evolução de conhecimentos técnicos sobre os óleos essenciais deu-se em meados do século XVIII. como é o caso da hortelã. sorvetes. para viabilização dos cultivos há necessidade de serem solucionados os problemas tecnológicos que impossibilitam a sua exploração comercial (SOUZA & ARAÚJO.13 1 INTRODUÇÃO O Gênero Spondias. Atualmente é bastante grande o número de plantas conhecidas para a produção de óleos essenciais em bases econômicas. Spondias purpurea L. esse gênero pode ser encontrado próximo às residências. picolés. por razões . serve como um complemento na renda familiar. O conhecimento sobre óleos essenciais de plantas data desde alguns séculos antes da era cristã. poderá fornecer subsídios para formulação de planos de diversificação da forma de utilização racional. onde são consumidos dentre outras formas in natura. Japão.

000 Km2. O ecossistema Caatinga abriga.14 econômicas por dificuldades na continuidade na obtenção das plantas produtoras. FIGUEIREDO. O objetivo deste estudo foi fazer uma caracterização química dos óleos essenciais das espécies: Spondias mombin L. Cerca de 70% da superfície do Polígono das Secas são caracterizadas por uma vegetação caducifólia e têm como traço comum a deficiência hídrica durante a maior parte do ano. e extensas faixas ecotonais com o cerrado e a floresta atlântica. na produção de cosméticos. culinária. A extração de óleos essenciais de folhas destas espécies é descutido neste estudo como alternativa. representando 62% da área.000. sem dúvida. a busca pelo naturalismo tem feito crescer a demanda pelos produtos originais obtidos diretamente das plantas. as de maior riqueza florística (RODAL & NASCIMENTO. e Spondias sp (cajarana do sertão) e dependendo de suas composições químicas.1 Caracterização do Ecossistema Caatinga O Nordeste brasileiro. bem como pelo interesse na obtenção de novos componentes aromáticos. que pode ser viabilizada por meio de manejo florestal apropriado. com uma superfície de 1.. baixa profundidade do solo. 1. Além do mais. 2002).600. uma vegetação hiperxerófila do Ceará. e Seridó. prever uma possível aplicação na indústria farmacêutica. perfumes. A Caatinga subdivide-se ainda em agreste. A maior parte de seu território é revestido por uma vegetação xerófila de fisionomia e composição florísticas variadas. Spondias purpurea L.000 Km2. as florestas situadas nas serras são. a Caatinga propriamente dita. . há dificuldades para que os aromas sintéticos se aproximem da perfeição dos aromas naturais. SAMPAIO. 2004). descontinuidades litológicas nos perfis e alta salinidade (RODAL. representa mais de 18% do território nacional e nele está incrustado o Polígono das Secas com um pouco mais de 1. entre outras. Contudo. que é a transição da Mata Atlântica para o Semi-Árido. 1992). típica do clima semi-árido (IBGE-2007). que tem mantido desde o tempo do período colonial a antiga denominação indígena de “Caatinga”. Rio Grande do Norte e Paraíba (MAIA. Das diferentes formações vegetais daquele ecossistema. sem sacrificar as árvores nativas. como as florestas e cerrados situados nos enclaves e subúmidos. além da vegetação caducifólia espinhosa (VCE). que poderiam ser cultivadas e melhoradas geneticamente. outras formas de vegetais com fisionomia e flora diferenciadas. que significa mata branca.

. Possui uma população em torno de 27 milhões de habitantes. Alagoas. Na porção interior do Estado predomina o clima semi-árido. Agreste. (1999). o que condiciona a uma vegetação fortemente xerofítica (NURIT et al. A vegetação xerófila característica é afetada pela longa e irregular seca. ou seja. Caatinga e Matas Serranas. maior a demanda evaporativa e consequentemente maior a evapotraspiração. Apresenta vegetação típica de regiões semi-árida com perda de folhagem pela vegetação durante a estação seca.000 mm de chuva mal distribuída ao longo do ano.000 mm/ano). Está situado na porção oriental do Nordeste brasileiro. Dentro deste contexto situa-se o estado da Paraíba que apresenta uma vegetação bastante diversificada devido as suas condições ambientais e geomorfológicas. Ceará. e baixos índices pluviométricos de 300 a 1. do Litoral para o Sertão. Cerrado.453 Km² no Nordeste do Brasil. Segundo Duque (1980). Sergipe. registrando-se nesta área altas médias mensais de temperatura.92% do território nacional englobando de forma contínua parte dos estados do Maranhão.15 O ecossistema Caatinga possui uma extensão territorial de 844. O potencial de evaporação é bastante elevado (podendo a chegar a 3. esse aspecto de alta taxa de evaporação é devido à associação de elementos característicos da região que propiciam a aceleração da demanda evaporativa: altas temperaturas. ocupando uma área de 56. 2005). predominância maior de ventos. embora em algumas micro regiões este índice ultrapassa os 1200mm. temos: Vegetação Litorânea. a região semi-árida nordestina. ventos fortes e quentes. Campos e Matas de Restinga. altas temperaturas e elevada radiação ultravioleta. Segundo Magalhães & Oliveira. essa região tem temperaturas médias variando de 20º a 28ºC. seu índice pluviométrico varia entre 300 e 800mm anuais. maior disponibilidade de energia. As precipitações quase sempre se concentram nos meses de fevereiro a maio. Mata Úmida. de 25 a 30ºC. onde em sua grande maioria é formada por famílias de baixa renda. disponibilidade de energia. delimitada pelo polígono das secas. De forma resumida. Segundo dados do IBGE-2007. Rio Grande do Norte. se caracteriza pela baixa pluviometria (média de 700 mm). Seguindo do Leste para o Oeste. Paraíba. . quanto maior a temperatura. Bahia e parte do norte de Minas Gerais (IBGE-2007). baixa umidade relativa. Pernambuco. entre os meridianos de 34°45’45” e 38°45’45” longitude Oeste e os paralelos de 06°2’12” e 08°19’18” latitude Sul. Piauí. menor umidade relativa. ocupando uma área em torno de 9. O clima predominante na Paraíba é caracterizado por altas temperaturas e chuvas escassas e irregulares. É considerado um bioma exclusivamente brasileiro.732 Km2. Manguezais.

A pluviosidade média anual é de 675 mm com distribuição irregular de chuvas. o Capitão Paulo Mendes de Figueiredo e sua mulher Maria Teixeira de Melo. até meados do século XVII. Em 1752. embora nos últimos anos este índice vêm ultrapassando os 1000 mm. típicos de solos litólicos. toda a zona que abrange o território do atual Município de Patos era habitada pelos índios Pegas e Panatís. com vetores viários interligando toda a Paraíba e viabilizando o acesso aos Estados do Rio Grande do Norte. que ali se estabeleceram com seus escravos (IBGE-2009).27º W. Segundo a tradição. outras foram sendo formadas por colonizadores portugueses. a denominação de Patos originou-se do nome de uma lagoa.16 1. passou a chamar-se Patos.732 habitantes (IBGE-CIDADES. Os primeiros elementos civilizadores a penetrarem à região foram os membros da família Oliveira Ledo. doaram parte de suas terras a Nossa Senhora da Guia. hoje aterrada. . tendo encontrado forte resistência por parte dos gentios.79 Km² com uma população de 100.2 Caracterização do Município de Patos O Município de Patos situa-se no Estado da Paraíba.02º S e 37. O período mais seco compreende os meses de julho a fevereiro e o mais chuvoso no período de março a junho. Depois das fazendas de gado fundadas por Oliveira Ledo. Pernambuco e Ceará. 2010). É nessas terras que está edificada a cidade de Patos (IBGE-2009). representados basicamente pelos solos Bruno não cálcicos. Seus solos em sua maioria são rasos e pedregosos. Pouco a pouco foram os nativos obrigados a abandonar a região. na depressão sertaneja semiárida. situada às margens do Rio Espinharas. Segundo o IBGE. a qual era conhecida por Lagoa dos Patos. que fundaram algumas fazendas de gado. Sua extensão territorial é de aproximadamente 512. O lugar primeiramente devassado chamava-se Itatiunga – nome dado pelos gentios que significava ”pedra branca”. em virtude da grande quantidade dessas aves ali existentes (IBGE-2009). Mais tarde. Suas coordenadas geográficas são: 7. com uma altitude de 242 m. O clima da região conforme a classificação de Köppen é do tipo Bsh-semi-árido quente e seco. à medida que seus domínios eram conquistados pelos brancos. distante 301 Km da capital João Pessoa e sua sede localiza-se no coração do Estado. que residiam nos sítios de Patos e Pedra Branca. temperatura média anual de 28º C e umidade relativa do ar de 55%.

..viagemdeferias. onde mostra a localização do Município de Patos-PB Fonte: www.gif ./mapa-paraiba.17 Figura 1 – Mapa da Paraíba.com/.

o que torna viável a exploração agroindustrial dessas fruteiras (SOUZA-2005). estas são propagadas por estacas talão (estacas lenhosas grandes) plantadas diretamente no campo. . das folhas e das flores (SOUZA & ARAÚJO.).) e o pistache (Pistacia vera L.Dentre estas pesquisas.1 O Gênero Spondias A família Anacardiaceae destaca-se por agrupar diversas espécies frutíferas importantes. a mangueira (Mangifera indica L. purpúrea L. têm grande importância socioeconômica para as regiões Norte e Nordeste do Brasil. o cajueiro (Anacardium occidentale L. poucos dias antes da emissão das brotações. 6 dessas ocorrem no Nordeste e são árvores frutíferas tropicais em domesticação e exploradas pelo seu valor comercial (MITCHELL & DALY. que deve ser realizada no final da fase fenólica de repouso vegetativo da planta. dos ramos. as quais demoram a enraizar e a formar a copa da nova planta. estas espécies têm considerável importância social e econômica. que são exploradas economicamente em várias áreas tropicais e subtropicais do mundo. tuberosa Arr. como as Spondias.). mesmo assim. restaurantes e lanchonetes da região.). o umbuzeiro (S. O gênero Spondias pertence a família Anacardiaceae e possui 18 espécies. Do gênero Spondias. geléias. os híbridos caja-manga (S. mas. a cajaraneira do sertão (Spondias sp).). 1995). a cirigüeleira (S. No Brasil. mombin L.18 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2. pode-se destacar: Efeito das folhas e do tipo de estaca no . fato comprovado pela crescente comercialização de seus frutos e produtos processados em mercados. notadamente no Nordeste. Uma das prováveis causas dos freqüentes insucessos de propagação das espécies de Spondias por estaquia é a época da coleta dos propágulos. Tradicionalmente. Câm.cytherea Sonn) e a umbu-cajazeira (Spondias spp. existindo questionamentos a serem respondidos.). néctares e sorvetes de excelente qualidade e alto valor comercial.). destacam-se a cajazeira (S.(SOUZA-2005). Essas espécies são exploradas extrativamente ou em pomares domésticos e não fazem parte das estatísticas oficiais. 1999) Algumas pesquisas foram concluídas e outras estão em andamento quanto à propagação de algumas destas espécies por estaquia utilizando hormônios enraizadores. As pesquisas com as espécies de Spondias ainda são escassas. ou seja. A propagação vegetativa desse gênero por estaquia apresenta limitações e não dispõe ainda de tecnologia para produção comercial de mudas. supermercados. sucos. Seus frutos são consumidos na forma in natura ou processados como polpas.

originária da região tropical do continente americano.). Umbuzeiro como porta-enxerto de outras Spondias em condições de sequeiro: avaliações aos cinco anos. estudadas por Lima. cajazinha. vem apresentando resultados promissores na clonagem de cajazeira. As espécies de Spondias são melhores adaptadas as terras baixas do trópico quente.) por meio de estacas verdes enfolhadas. et al. et al. ser possível a divulgação de tecnologias e de recomendações técnicas para a produção de mudas das principais espécies exploradas na região (SOUZA & ARAÚJO. 2007. taperebá ou tapiriba. é uma espécie frutífera da família Anacardiaceae. apesar de pouco estudada. o que confere um porte alto a planta. Dessa forma. ainda em domesticação. também chamada de ambaló. estudadas por RIBEIRO. 1999). A crescente demanda por produtos processados de frutas tropicais fez com que muitas agroindústrias se instalassem no Nordeste brasileiro. tronco revestido por casca grossa e rugosa que esgalha e ramifica na parte terminal.. cajá-mirim. açúcares. Os frutos da cajazeira são nuculânios perfumados com mesocarpo carnoso. mas se adequadamente nutrida também podem se desenvolver satisfatoriamente em vários . 2.1999) A cajazeira (Spondias mombin L. No entanto. As árvores crescem melhor em solos férteis bem drenados. (2002). folhas caducas. estudado por Santos. Propagação de Cajarana (Spondias sp) e ciriguela (Spondias purpurea L. nas condições climáticas de Mossoró-RN.19 enraizamento de cajarana (Spondias sp).2. tem-se observado o interesse de fruticultores e agroindústrias no cultivo de espécies de Spondias. et al. 1999). amarelo de sabor agridoce.1 A Espécie Spondias mombin L. A enxertia. As investigações sobre os métodos de propagação das Spondias estão em execução. estudadas por Sousa & Araújo (1999). (2002). Tem porte alto. umbu-cajazeira e umbuzeiro. Espera-se. 2002). para viabilização dos cultivos há necessidade de serem solucionados os problemas tecnológicos que impossibilitam a sua exploração comercial (SOUZA & ARAÚJO.2 Espécies Estudadas 2. existindo uma procura no mercado por frutos de qualidade. A copa é ampla. contendo carotenóides. vitaminas A e C (BARROSO et al. vistosa e imponente quando em fase de floração e frutificação (SOUZA & BLEICHER. o que confirma o potencial agro-sócioeconômico dessas espécies. A cajazeira é uma árvore frutífera tropical lenhosa. em curto prazo. Spondias agroindustriais e os seus métodos de propagação.

só aparece na Caatinga quando plantada. 1998).onde existem em campos abertos e em convívio com outras espécies encontradas na mata paraibana (COSTA. Na Bahia e no Espírito Santo. e de forma espontânea e subespontânea. em Manaus a cajazeira floresce geralmente de agosto a setembro. campos de pastagens e pomares domésticos (SOUZA. o período de safra varia. 2000). 2000). sendo comum em lugares habitados. principalmente entre os paralelos 14ºS e 16ºS. a cajazeira é uma fruteira típica de zonas úmidas e subúmidas. Segundo Prance & Silva (1975). em matas. as cajazeiras podem ser encontradas em várias regiões do Estado. principalmente nas regiões costeiras de maior precipitação. Na Amazônia. No Ceará. onde são coletados os frutos maduros caídos ao chão. nos limites mais úmidos do agreste e nas regiões e pés de serra do Ceará e do Rio Grande do Norte (Portalegre e São João do Sabují). Na Paraíba. Dentre estas pragas pode-se destacar a moscadas-frutas (Anastrepha sp) que inicia seu ataque quando o cajá se encontra verdoengo ou de vez. as plantas . Meruoca e Ibiapaba. Apesar de não se encontrar plantios de cajazeiras tecnicamente formados. as cajazeiras são encontradas isoladas ou agrupadas. que prejudicam o desenvolvimento e a produção dessa fruteira. geléias e sorvetes. porém em estado subespontâneo (CAVALCANTE. a cajazeira floresce e inicia a frutificação a partir de outubro a novembro e os frutos amadurecem de fevereiro a abril (VINHA & MATTOS. Na Bahia. os ovos são depositados no interior dos frutos (CARVALHO & NASCIMENTO. a cajazeira é encontrada nas florestas de terra firme e de várzea. A cajazeira é uma árvore frondosa que pode atingir até mais de 15 m de altura. No Brasil. porém mais freqüentemente em povoamentos naturais na micro-região do Brejo-Paraibano. Baturité. Na micro-região do brejo paraibano. principalmente na faixa litorânea e nas serras. numa faixa de 100 km a partir do litoral. onde se recomenda colocar uma lona plástica para que os mesmos não venham a ser contaminados por impurezas do solo. A colheita dos frutos é feita manualmente. 1982). 1976). com o pico da produção de dezembro a fevereiro. vários pesquisadores já identificaram a ocorrência de pragas e doenças. Segundo Sampaio (2002). 2000). 1994). com maior concentração nos municípios onde há exploração comercial de cacau (SACRAMENTO & SOUZA. ocorre com maior freqüência nas zonas litorâneas próximas a Fortaleza e nas serras de Guaramiranga. notadamente em regiões da Amazônia e da Mata Atlântica e nas zonas mais úmidas dos Estados do Nordeste. Seus frutos são bem apreciados in natura ou em forma de polpa. a cajazeira encontra-se presente nas áreas de plantio de cacau da região Sul. Nos Estados produtores.20 solos pobres (CAMPBELL & SAULS.

não é simultânea em todos os exemplares de uma mesma região (SILVA & SILVA. Figura 2 – Exemplar de cajazeira encontrado no IFPB – Cajazeiras-PB Fonte: BRITO. recomenda-se abertura de covas com 40 x 40 x 40 cm e espaçamentos de 8 x 8 m (156 plantas/ha). – março de 2009 . Para o plantio. às margens de rodovias próximas às unidades de produção e nas indústrias de processamento de polpas localizadas na região. e a demanda a cada dia aumenta apesar da pouca existência de plantios comerciais. condições de acesso e transporte dos frutos estima-se que menos de 30% da produção de cajá. Devido a problemas de colheita. previamente adubadas com esterco curtido. no entanto. 1995).R. sejam aproveitados atualmente para consumo humano (MARTINS & MELO. A comercialização dos frutos é feita em feiras livres.21 ficam completamente desfolhadas. a polpa congelada de cajá é uma das mais apreciadas em nível nacional. essa perda de folhas. Atualmente. na região sul da Bahia e em outras regiões produtoras. H.2008).

que é um híbrido semelhante a cajarana do sertão (Spondias sp). o que proporciona uma melhor seleção dos frutos e qualidade de seus produtos. A época de colheita. pois a cajaraneira apresenta altura menor que a cajazeira. .com. néctares e sorvetes. ocorre no período de abril a julho. 2002.portalsaofrancisco. É árvore de rápido crescimento. estudando a umbu-cajazeira (Spondias spp)./caja-14.0 cm. amarelas de pele fina. os frutos dão bons refrescos. acídula ou doce. na Paraíba. relata que os frutos possuem excelente sabor e aroma. sumarenta. muito consumidos na forma “in natura”. Flores dispostas em grande panículas terminais. facilitando a coleta dos frutos. sucos. que cobre uma semente eriçada de compridos feixes lenhosos entranhados profundamente na massa da polpa.2.. medindo aproximadamente 3. A polpa é compacta. apresentando rendimento médio de 55 a 65 % em polpa.. é uma planta originária das Ilhas da Sociedade. Comestível ao natural. tendo em vista serem classificados como climatéricos. na Oceania. boa aparência e qualidade nutritiva. picolés e sorvetes (MARTINS & MELO.jpg 2. amarelo-pálida. O método de colheita pode ser o manual.br/.2 A Espécie Spondias sp (cajarana do sertão) A Cajarana do sertão (Spondias sp). com ramos grossos e quebradiços. 2008) Lima et al. folhas compostas de 11 a 13 folíolos. São drupas elipsóides ou ligeiramente obovóides. saborosos.22 Figura 3 – Frutos maduros do cajá Fonte: www. anacardiaceae. que devem ser colhidos nos estágios “verdosos” ou “de vez”. Os frutos se apresentam em cachos. com potencial para a sua utilização na forma processada como polpa congelada.

– março de 2009 . Recomenda-se o seu plantio que pode ser por mudas obtidas por estaquia. os frutos podem ser colhidos maduros. com o compasso de 7 x 7 ou 8 x 8 metros. ou seja. as espécies de Spondias são melhores adaptadas às terras baixas do trópico quente. Costa (1998) estudando o desenvolvimento e maturação dos frutos da cajazeira em Areia-PB. também podem se desenvolver satisfatoriamente em vários solos pobres. concluiu que após o período chuvoso. deteriorando-se rapidamente. H. Ao iniciar o inverno. e em aproximadamente 120 dias. além de ficarem expostos ao ataque de insetos. podendo perder líquido e entrar em processo de fermentação. nas primeiras chuvas. Figura 4 – Exemplar de cajarana do sertão encontrado no município de Patos-PB Fonte: BRITO. estas árvores perdem suas folhas e atravessam o verão em estado de dormência vegetativa guardando suas reservas nutritivas.R. mas. se adequadamente nutridas. o clima é modificado e daí começa a aparecer as primeiras flores e folhas. As árvores crescem melhor em solos férteis bem drenados.23 Os frutos maduros desprendem-se da planta e caem. a qual pertence ao mesmo gênero da cajarana do sertão (Spondias). Pelas descrições de Campbell e Sauls (1994). ocasionando danos ao se chocarem com galhos e solo.

mas. in natura. vinho. geléia.3 A Espécie Spondias purpurea L. ácido. É uma espécie originária da América Central (LEON & SHAW.5 cm de comprimento. 2008). É uma das espécies mais cultivada do gênero. pois. com epicarpo firme. jacote. É uma árvore caducifólia de 3 a 6 m de altura. ciruela mexicana (MARTINS & MELO. Folhas pinadas medindo 18-24 cm. O fruto de 15 a 20g e de forma elipsoidal de 35 cm de comprimento. 1998). licores. de 5 a 7 mm de espessura. Caribe e vários países da região Norte da América do Sul. Frutos do tipo drupa. Flores discretas. compotas e refrigerantes.) também chamada de siriguela. é doce. liso e brilhante. com polpa doceacidulada.2006 ). . roxo ou vinho. 1990). O endocarpo (semente) ocupa a maior parte do fruto (DONADIO. encontra-se distribuída no México. unissexuadas (masculinas e femininas) e andróginas na mesma planta e formadas nos meses da primavera junto com a brotação da nova folhagem.2. ameixa-daespanha. cajá vermelho. muito saborosa (LORENZI. H. amarelo. NACCHTIGAL. ciroela. em quase todos os pomares ela é cultivada. com 9-11 pares de folíolos membranáceos de cerca de 2. – maio de 2009 2. A Cirigueleira (Spondias purpurea L. Possui um mesocarpo carnoso. de sabor muito agradável.24 Figura 5 – Frutos maduros de cajarana do sertão Fonte: BRITO. apresenta um rendimento de 50% de polpa e é utilizado na fabricação de sucos. provavelmente dispersa pelo homem.R. SACRAMENTO. sorvetes.

O teor de pectina total também é elevado. 1998). mas. Para o plantio recomenda-se abertura de covas de 40 x 40 x 40 cm com o espaçamento de 7 x 7 ou 8 x 8m. nesse caso. Nos últimos anos tem-se difundido com grande sucesso a “caipirinha de ciriguela”. frutos comestíveis com sabor peculiar e agradável. Uma planta adulta pode produzir entre 80 e 120 quilos por ano (FREIRE. Sob o ponto de vista alimentar. . ferro e vitaminas A. Apesar de ser muito apreciada para o consumo fresco. em comparação com a maioria dos frutos. SACRAMENTO. 2008). A planta adulta raramente excede 7 m de altura. a colheita ocorre nos meses de dezembro a fevereiro (DONADIO. a ciriguela também é utilizada para o processamento. utilizam-se quando completamente madura.25 Segundo Figueiredo. Segundo Leon & Shaw (1990). sorvetes e doces. 2001). e em alguns casos pode-se mesmo perceber o sabor amiláceo no ciriguela fresca. mudas obtidas por estaquia. Esta fruta também é usada no preparo de bebidas fermentadas (chicha). em solos bem drenados e em locais de clima tropical e subtropical. Mesmo no fruto maduro o conteúdo de amido é elevado. No Nordeste brasileiro a ciriguela é apreciada como “tira-gosto” após a ingestão de certas bebidas alcoólicas (PINTO. por ação antrópica se dá por estacas. já que apresenta um alto conteúdo de amido nos estágios iniciais da maturação. associado ao elevado teor de amido. licores. pode dificultar a estabilização de suco ou néctar (MARTINS & MELO. da polpa podem fazer-se sucos. dificilmente se propaga por sementes e sua multiplicação. Iniciam a frutificação no terceiro ano após o plantio no campo. produz. fósforo. cálcio. trata-se de um fruto extremamente rico em carboidratos. NACHTIGAL. o que. Passador e Coutinho (2006). 1997). No sertão paraibano. B e C. vinhos e bebidas geladas.

R. H. Figura 7 . H.março de 2009. – dezembro de 2009 .26 Figura 6 – Exemplar de cirigueleira encontrado na UFCG-Patos-PB Fonte: BRITO.Frutos verdes de ciriguela Fonte: BRITO..R.

3 Óleos essenciais A ISO (International Standard Organization) define óleo essencial como o produto obtido de partes de plantas por meio de destilação por arraste com vapor de água bem como o produto obtido por expressão dos pericarpos de frutos cítricos. Há registros pictóricos de seis mil anos atrás. Diferente dos azeites e óleos lipídicos (gordurosos). Em geral. e a busca de bem estar físico através dos aromas. muitos consideram o óleo essencial equivalente à alma da planta – pois é exatamente a substância produzida que empresta o aroma e o sabor pelos quais ela é conhecida. Para seu espanto. obtido das partes específicas de certos vegetais. Para Grossman (2005). folhas. houve um acidente onde o produto que era inflamável. Em poucos dias. como resinas. 2002). mas sem nenhum fundamento terapêutico. teria ele ficado sem antibióticos. caiu em seus braços. de práticas religiosas associadas à cura de males. os óleos essenciais são produzidos em quantidade mínima e são bastante voláteis (por isso seu odor ocupa todo o ambiente rapidamente). Gattefossé veio a ficar fascinado pelas possibilidades terapêuticas dos óleos essenciais e a partir de uma experiência pessoal com o óleo de lavanda. às unções da realeza. Até então Gattefossé utilizava os óleos essenciais em seus produtos e criações com o objetivo de perfumá-los. usados diretamente sobre o corpo. são necessárias várias centenas de quilogramas de plantas frescas para se produzir apenas um quilograma de óleo essencial. eles . Fazendo uma destilação em seu laboratório. quando eram incorporados em incenso. Durante a Segunda Guerra Mundial. Segundo Angnes (2005). o que abre inúmeras possibilidades culinárias e terapêuticas. causando uma séria queimadura. o machucado havia sarado e no lugar da queimadura não ficou nenhuma cicatriz. entre os egípcios. o que levou a tentar fazer uso dos óleos essenciais. que pensava ser de água e percebeu imediatamente que a sensação de dor logo passou. Isso é o mesmo que dizer que o uso de uma simples gota (ou menos) do produto equivale aromaticamente a várias centenas de gramas da erva. sem pensar. O termo em si “aromaterapia” teria sido criado por um químico francês em 1928 e que se chamava Maurice René de Gattefossé. flores e sementes. ele mergulhou seus braços numa tina de lavanda. na prática médica popular.27 2. Num ato. Ao tratar das vítimas. O Dr Valnet serviu como médico na Frente Armada Francesa nas muralhas da China. Isto o levou a se interessar em pesquisar as possibilidades terapêuticas dos óleos essenciais (SERAFINI et al. centenas de anos da era cristã. poções e vários tipos de acessórios. As substâncias aromáticas já eram populares nas antigas China e Índia. os óleos essenciais possuem uma larga tradição de uso como agentes medicinais.

madeira. Hovell e Rezende (2009). e canela. cascas.04. o que ajudou significativamente para o aumento da produção. Segundo Simões & Spitzer (2003). cosméticos e produtos farmacêuticos e alimentares se instalaram no país (BIZZO. fornecendo substâncias purificadas como o limoneno. sua composição pode variar segundo a localização. e uma maior demanda mundial pela produção brasileira causada pela segunda grande guerra. São empregados principalmente como aromas. Os óleos voláteis podem estar presentes em certos órgãos. rizomas e frutos são matérias-prima para a sua produção. Sua exploração foi tamanha que até os dias atuais. em composições farmacêuticas e comercializados na sua forma bruta ou beneficiada. cosmética. foi o pau-rosa. estando assim. Na década de 50. menta. rizomas. Possuem grande aplicação na perfumaria. HOVELL. Cabe lembrar que a composição química de um óleo volátil. fixadores de fragrâncias. citronelal.1992) (FERRAZ et al. uma das fontes inicialmente exploradas para a extração de óleos essenciais. frutos e sementes. células parenquimáticas diferenciadas (Laureaceae. eucalipto. como o eucalípto. folhas. Devido a uma dificuldade de importar essências. possibilitado de salvar muitos soldados que de outro modo morreriam sem os antibióticos. folhas. mais um fator colaborou para o aumento da extração de essências dentro do país. Poaceae). fragrâncias. Também teria ele empregado os óleos essenciais como parte de um programa através do qual tratou com sucesso desordens médicas e psiquiátricas e estes resultados foram publicados em 1964 no livro “aromatherapie”(SERAFINI et al. empresas internacionais produtoras de perfumes. respectivamente. como nas flores. capim-limão. como pêlos glandulares (Lamiaceae). mentol e safrol. gengibre e laranja. alimentos e como coadjuvantes em medicamentos. 2002). canais oleíferos (Apeaceae) e em bolsas lisígenas ou esquizolisígenas (Pinaceae. Embora todos os órgãos de uma planta possam acumular óleos voláteis. o Brasil com isso teve a maior parte de sua venda voltada para a exportação. 2009). No Brasil. flores. Outros vegetais também foram explorados. de 03. Segundo Bizzo. a exemplo dos óleos essenciais de rosas. cascas. REZENDE. Valnet. citral. 2009). Óleos voláteis obtidos de diferentes órgãos de uma mesma planta podem apresentar composição química. os óleos voláteis podem ocorrer em estruturas secretoras especializadas. dependendo da família. Piperaceae. o IBAMA a incluiu na Lista de Espécies em Perigo de Extinção (Portaria 37/92. canela. laranja. o Dr. eugenol. caracteres físico-químicos e odores bem distintos. raízes.28 possuíam um poderoso efeito em reduzir e parar com os processos infecciosos. extraído do . Rutaceae).

Dentre as espécies produtoras de óleos essenciais que contribuem significativamente no volume mundial comercializado. condições climáticas e de solo. de acordo com.29 mesmo órgão de uma mesma espécie vegetal. pode-se destacar a menta (Mentha . além de serem também muito utilizados na medicina alternativa. Santos (2001). Alguns constituintes específicos desses óleos são utilizados como auxiliares na química orgânica sintética e nas transformações de estruturas comuns. principalmente das empresas de alimentos. podendo esta variação ocorrer tanto no período de um dia como em épocas do ano (REIS. por aromas e fragrâncias exclusivamente obtidos a partir de fontes vegetais. Estes compostos naturais possuem intensa propriedade fragrante e aromatizante. O óleo essencial de laranja apresenta-se. cosmética e higiene pessoal. perfumaria. forragens e culturas de fibras não são as únicas de importância no mercado atualmente. Isso se deve pela tendência mundial de aromatização dos bens de consumo e a existência de uma demanda mundial crescente. Os óleos essenciais são matérias-primas de origem natural. Devido a isso. Outras espécies cujo metabolismo secundário é valorizado por suas características aromáticas e terapêuticas. apresentam-se como misturas de substâncias químicas de natureza terpênica. quer como ingredientes ativos de sabor e fragrâncias da indústria de perfumaria e cosméticos. obrigando a utilização acentuada dos óleos essenciais na produção industrial. estádio de desenvolvimento. 2003). a época de coleta. 2005). como o primeiro item na pauta nacional de produção deste segmento. as espécies apresentam épocas específicas em que contêm maior quantidade de princípio ativo no seu tecido. Em geral. no cultivo da laranja e exportação de seu suco. também possuem importância econômica (GIRARD. decorrente da liderança mundial da indústria citrícola brasileira. bem como a aromatização de alimentos e bebidas. extraídos de diversas espécies vegetais. pode variar significativamente. aponta também a maior utilização das espécies aromáticas naturais e das substâncias químicas deles extraídas. por parte. cosmética e higiene pessoal. a demanda por óleos essenciais tem aumentado. Santos. Por parte do consumidor final. incluindo seus derivados alcoólicos e aldeídicos dentre outros (GIRARD. ou por serem matéria-prima para a indústria. MARIOT. responsáveis por 80% das exportações atuais deste setor. sendo largamente utilizados como matéria-prima na produção de fragrâncias para as indústrias de perfumaria. quer como constituintes nas formulações de produtos para higiene e saúde. constatou que para o período de 1990 a 2000 a ascensão e predominância dos óleos essenciais cítricos. visando à obtenção de substâncias altamente funcionais de reconhecido valor econômico. STEENBOCK.2005). As plantas alimentícias. Em geral.

florestas primitivas como também florestas implantadas (monitoradas) para exploração industrial desses óleos. Com o objetivo de reduzir os efeitos negativos do uso dessas substâncias e aumentar a produção de alimentos de melhor qualidade. A produção de óleos essenciais depende não somente do estado metabólico e síntese dos tecidos. a produtividade do óleo essencial está relacionada com fatores ambientais. existe um desconhecimento da composição química de óleos essenciais não só das Myrtáceas. De acordo com Bakkali. são usualmente extraídos por destilação da biomassa. O emprego de substâncias extraídas de vegetais que podem atuar na inibição de fungos fitopatogênicos representa uma opção no controle de doenças no campo (COUTINHO. 2005). a citronela (Cymbopogon winterianus). bem como nas raízes e algumas vezes no tronco. muitos pesquisadores têm se dedicado à busca de produtos naturais com atividade fungitóxica e sua aplicação no controle de fungos fitopatogênicos que causam grandes prejuízos para culturas de interesse econômico. O uso intensivo e indiscriminado de agrotóxicos tem causado diversos problemas ao meio ambiente. como também de toda flora brasileira tão rica no que se refere aos metabolismos secundários. mas também é altamente integrada com a fisiologia de toda a planta. Os óleos essenciais destas plantas. água e alimentos. Por outro lado. . 2005). têm-se buscado novas medidas de proteção das plantas contra as doenças. o sândalo (Santalum álbum) a manjerona (Origanum majorana) e sálvia (Salvia officinalis) (GIRARD. o eucalipto (Eucalyptus). o capim-limão (Cymbopogon flexuosos). alimentícia. Dentre as espécies presentes nas florestas remanescentes existem espécies que possuem óleos essenciais cujo aproveitamento é explorado desde muito. são conhecidos aproximadamente 3000 óleos essenciais. de cosméticos e perfumes e para agronomia. além de contribuir para o aumento do número de pragas resistentes (BONALDO et al. o gerânio (Pelargonium graveolens). Segundo Girard (2005). a lavanda (Lavanda officinalis) a camomila (Chamomilla recutita). 2005) O Estado do Paraná se destaca na extração de óleos essenciais de pinheiros. dos quais 300 tem importância comercial para indústrias farmacêutica. a rosa (Rosa damacena). como contaminação do solo.. 2007). MAGALHÃES. propiciando assim o desenvolvimento de uma agricultura "mais limpa". Comercialmente essas culturas são vendidas frescas ou na forma de óleo delas destilado.ARAUJO. Averbeck e Idaomar (2008). Nesse sentido. 1999).30 pipperita). dependendo da tecnologia disponível ou de seu uso final (GIRARD. por existir no estado. contidos nas folhas e ou nas estruturas reprodutivas. destacando-se entre elas o craveiro (Pimenta pseudocaryophyllus (Gomes) Landrum) da família das Myrtaceae (GIRARD.

1987).31 Dentre esses produtos. Diferente do primário.2008). BAERHEIM SVENDSEN. mas muitos desses óleos são também compostos de outros grupos químicos. leveduras e bactérias (JANSEN. 2002) ou ainda atuando na competição entre plantas e atração de organismos benéficos como polinizadores. Esses metabólitos ainda não possuem suas funções fisiológicas completamente elucidadas. quase todos os óleos essenciais são extremamente complexos em sua composição. por não serem necessários a todas as plantas.3. esta pode ser atribuída a ação sinérgica ou antagônica de vários componentes (BURT. mostrando que seus extratos e óleos essenciais são eficientes no controle do crescimento de uma ampla variedade de microrganismos. incluindo fungos filamentosos. Vários pesquisadores estudam a atividade biológica de plantas medicinais originárias de diversas regiões do mundo. 2. radiação solar e herbivoria (MONTANARI Jr. caracterizados como metabólitos secundários de plantas e de baixa toxicidade a mamíferos. 2008). IDAOMAR. As propriedades antimicrobianas de extratos e óleos essenciais obtidos de plantas medicinais têm sido reconhecidas empiricamente durante séculos. Em geral. viabilizando a adaptação do indivíduo no ambiente. 2007). Na realidade. entende-se por metabolismo secundário de plantas. BAKKALI. mas é imprescindível para a sobrevivência de uma espécie dentro de um ecossistema. respondendo pelas relações e interações entre plantaambiente (MONTANARI Jr. A complexidade química dos óleos essenciais dificulta a análise dos seus componentes bioativos. 2004. Em muitos casos registrados na literatura.. AVERBECK. 2002). mas foram confirmadas cientificamente apenas recentemente. em função da presença de uma grande variedade de . são amplamente testados no controle de tais pragas agrícolas (SILVIA & BASTOS. os óleos essenciais. dispersores de sementes e microorganismos simbiontes (PERES. tais como fenilpropanóides.1 Metabolismo secundário de plantas Segundo Peres (2008). no entanto sua produção é associada à defesa da planta contra ataque de patógenos. o constituinte majoritário é responsável pela atividade biológica. No entanto. terpenóides são os constituintes predominantes nos óleos essenciais das plantas. SCHEFFER. o metabolismo secundário não é essencial para o desenvolvimento do vegetal. orientados pelo uso popular das espécies nativas. o conjunto de processos metabólicos que originam compostos que não possuem uma distribuição universal nos vegetais..

64%. as características fotossintéticas e o desempenho dos tecidos. Biogeneticamente. observaram que a formação de tricomas glandulares (local de síntese e armazenamento de óleo essencial) de M. tecidos e células. Essas classes são mais adiante diversificadas como pertencentes a uma grande variedade tipos de suporte. Croteau (2000). sesquiterpenóides. jwarancusa. aumentando. Uma das características mais importantes do acúmulo de óleo é sua dependência no estágio ou fase de desenvolvimento da planta como um todo. mircínea. Por exemplo. suas variantes genéticas e os óleos essenciais delas extraídos. e o maior rendimento no estágio nove (quando as plantas apresentaram um terço das folhas na coloração marrom). mas somente em poucos casos de forma extensiva. são freqüentemente reconhecidos com base nos constituintes químicos que elas possuem. terpenos e eugenol. fenilpropanóides. Turner. Por exemplo. Apesar dos fenilpropanoides não serem constituintes comuns nos óleos essenciais.32 compostos. ficando na ordem de 0. DHAR & DHAR (1997) verificaram na espécie C.5%. entre outros). Gershenzon. Estes compostos são sintetizados a partir do aminoácido aromático fenilalamina. entre outros fatores. Desse modo. bem como com as partes. e seu isômero. um aumento na temperatura máxima reduz o conteúdo de óleo. Thappa et . piperita ocorre até o momento em que a expansão do tecido foliar cessa. são o estágio central na construção de carbono divisível ou disponível para a síntese dos componentes dos óleos (GIRARD. Quando ocorrem. 2005). que o rendimento mais baixo na produção de óleo foi no estágio I (plantas verdes) com (0. pirofosfato de dimetilalil. pertencentes a diferentes classes químicas (monoterpenóides.5%). sua natureza e propriedades alteram significativamente o valor sensorial do óleo. As espécies aromáticas. Chalchat. O carbono fixado fotossinteticamente é um importante componente do mecanismo fisiológico da produção de óleos essenciais. Parâmetros climáticos. com rendimento de 1. em gerânio. algumas espécies contém porções significantes desse componente. A ontogenia também afeta a composição do óleo. no entanto a percentagem de citronelol e seu éster formiato. Os terpenóides são sintetizados a partir de cinco unidades de carbono de pirofostato de isopentenil. órgãos. daí o nome desta classe (GIRARD. tais como limonina. tais como temperatura atmosférica e precipitação têm sido apontadas como fatores que influenciam a composição e conteúdo de óleo essencial em várias plantas aromáticas. Garry e Lamy (1994) extraíram óleo em diferentes estágios de floração da Artemísia annua e verificaram que no pico da floração o rendimento foi maior. terpenóides e fenilpropanoides são originados de precursores metabólicos primários diferentes e são gerados por meio de rotas biossintéticas específicas. 2005).

(2008). acúmulo de solutos e antioxidantes e na expressão de genes específicos do estresse (GIRARD. sesquiterpenóides) dentro das classes de metabólicos secundários. o fotoperíodo possui um forte componente de suporte no desempenho das plantas. compostos majoritários do óleo essencial.). tais como fechamento dos estômatos. Limitação na quantidade de água é uma restrição ambiental importante para a produtividade das plantas. Thappa et al. O alto custo e a demanda por fertilizantes exigem um ajuste fino quanto às necessidades e manejo das culturas (GIRARD. Isto demonstra que estes compostos são diretamente influenciados pela nutrição mineral. Além disso. A aplicação de fertilizantes. que essa espécie floresce de junho até dezembro e os fatores climáticos tais como a temperatura e a umidade afetam o índice e a composição do seu óleo essencial. Segundo Girard (2005). no capim-limão. As quantidades de óleos essenciais produzidos sobre condições de déficit hídrico podem ser alteradas ou não. (2004) verificaram com Echinacea purpurea (L.33 al (2004). plantas de menta japonesa (Mentha arvensis) em cultivo hidropônico. como por exemplo.) que tanto a temperatura como a umidade afetam o índice e a composição do óleo essencial. Samgwan. ou na seqüência final da transformação metabólica específica. levando às classes (terpenóides e/ou fenilpropanoides) ou aos grupos (monoterpenóides. especialmente no que diz respeito aos óleos essenciais de plantas que estão presentes nas folhas. Farooqi. dependendo da espécie e da magnitude do estresse. submetidas a diferentes concentrações da solução nutritiva. a partir da produção e partição fotossintética de carbono em diferentes vias metabólicas. que a concentração do óleo aumentou em plantas sob dia curto afetando também a composição do óleo. Samgwan (1999) observaram com Mentha sp. observaram em plantas de Echinacea purpurea (L. De acordo com Paulus et al. onde a proliferação vegetativa e biomassa foliar são normalmente consideradas como a “colheita de óleo”. mas também induzem várias respostas metabólicas e fisiológicas. 2005). aumentando a quantidade de biomassa produzida por unidade de área. declínio na taxa de crescimento. . Deficiências de umidade não apenas limitam o crescimento e a sobrevivência das plantas. apresentaram diferentes teores de mentol e mentona. o fotoperíodo pode manifestar sua influência pela modulação dos mecanismos metabólicos relevantes das plantas. A qualidade e quantidade de radiação eletromagnética também afetam a biossíntese dos óleos essenciais. A produção de metabólitos secundários também pode ser estimulada por um estresse ambiental. 2005). geralmente afeta a produção de óleo essencial.

Altos teores de óleo essencial de M. como para campim-citronela (Cymbopogon winterianus Jowitt) verificaram que a realização da colheita entre 9 e 11 h proporcionou um melhor teor de óleo essencial e maiores percentagens de constituintes majoritários. entre 7 e 9 horas. Ming. ocorrência de variação na produção de óleo essencial (2.34 A salinidade do solo. . pois ocorrem variações no teor e composições químicas de plantas aromáticas ao longo do dia. Rocha. Dessa forma.C. Marques (2000) estudando o efeito do horário de corte do capim-limão[(Cymbopogom citratus (D.05 %) e às 16 h (1. O horário de colheita da amostra para extração de óleos essenciais tem influência em algumas espécies. Jain (1988). porém é rara na produção de óleos essenciais.2% a 12. verificaram no estudo de óleo essencial de folhas de Achyrocline alata. concluíram que a salinidade resultou na supressão do crescimento das plantas e um declínio na concentração de óleos essenciais e na produção dessas espécies. (2002). Quadry. pois alterações significativas poderão comprometer a produção total do óleo essencial. Observaram que os melhores períodos para colheita é o da manhã entre 7h e 12 h (9 h – 1. o horário de colheita do material pode ser um aspecto relevante na produção de óleos. porém não se justifica uma coleta comercial no período da tarde.30% e 12 h – 1. Essa informação coincide com o horário de colheita utilizado por produtores. Segundo Marco et.)Stapf]. Carvalho Filho (2004) estudando manjericão (Ocimum basilicum) observou que o maior teor de óleo essencial foi obtido colhendo as 8 horas e destilando as folhas frescas.) Huds. Borges. estudando a avaliação do teor e da composição do óleo essencial de Mentha piperita (L. comparando o efeito de diferentes níveis de cloreto de sódio (NaCl) em três espécies de Cymbopogon. limita a produção de várias culturas em todo o mundo. piperita foram observados as 14 h (1.33%). constataram que a análise estatística dos resultados revelou diferenças significativas para os teores médios de óleo essencial ao longo do dia.17 %). o melhor teor se deu às 9 horas e os piores as 7 e 17 horas. (2002). durante o período diurno em cultivo hidropônico. A tolerância de culturas convencionais é vasta no que diz respeito aos efeitos da salinidade em várias culturas. O aumento no estresse salino e ácido causa a redução na produção de brotos e raízes em citronela e capim-limão.4%) e no teor dos constituintes químicos. Ansari. O horário de coleta é um parâmetro relevante para a produção de óleo essencial. Inneccor e Matos (2002) estudando capimcitronela (Cymbopogon winterianus) verificaram que ao serem testados seis horários de colheita. coletadas no período de 7 às 14 h. al. Souza. Rodrigues et al. além de ser um problema agroecológico. Queiroga e Honório (2006).

os componentes majoritários e que o mesmo apresentou atividade antibacteriana contra duas linhagens de bactérias: S. o crescimento de microorganismos multi-resistentes a drogas como Staphylococcus aureus. As taxas mais elevadas da emissão de monoterpenos nestas espécies foram encontradas no verão. japonica e P. produziram óleo com elevado nível de citronelol quando comparadas com aquelas sob regimes de temperatura variando de 27º a 32º C.42%). Klebsiellae. tendo como majoritários: Biclogermacreno (19. o (E)-ascaridol com 17.) por meio de diferentes métodos de secagem e triagem fito-química.63%. Compostos fenólicos como timol. Pseudomonas aeruginosa e Stenotrophomonas maltophilia. cultivada sob temperaturas controladas de 21º a 27º C. (Verbenácea). estudando a Lantana camara L. aureus e que o óleo apresentou um rendimento de 0.94%). obteve um rendimento do óleo essencial de 0. (2009) estudando o mastruz (Chenopodium ambrosióides). As maiores emissões destes compostos para as espécies C.97% e o carvacrol com 3.15%.05% da sua constituição sendo estes o (Z)-ascaridol com 60. Óleos essenciais de Melaleuca anternifolia inibem. obtusa isto ocorreu em árvores mais novas. Isocariofileno (16. koraiensis. flexineri (Gram -). enquanto que na espécie C.70%) e Delta-Guaieno (12. verificaram que a composição de monoterpenos variou significativamente com a espécie e a idade. carvacrol e eugenol possuem atividades contra uma ampla gama de bactérias e são empregados na indústria para a produção de cremes dentais e enxaguantes bucais. a maior parte das folhas sofre danos irreversíveis ou sofre longos períodos de recuperação após a retomada de temperaturas favoráveis. comparados com as emissões do outono e do inverno. (2005). Pinheiro (2002) avaliou o rendimento de óleo essencial de arnica (Lychnophora pinaster Mart. al. Em algumas espécies de citronela e capim-limão. Santos et al. Os resultados demonstraram que o maior rendimento foi obtido de plantas frescas. 1-8-cineol e limoneno também foram comprovadas. sua ação bactericida é atribuída ao terpinen-4-ol (EDRIS 2007).12% e com seu estudo foi possível observar a ação antibacteriana e a identificação de 86. popularmente conhecida como camara. O efeito da temperatura na qualidade do óleo de citronela. Nascimento et. em seu cromatograma do óleo essencial das sementes secas mostrou que 13 picos foram detectados. correspondendo a 88.35 As folhas velhas pertencentes ao dossel de gramíneas aromáticas são inclinadas a sofrerem danos devido à formação de orvalho durante o inverno. Enterococci. sendo o maior halo obtido na concentração de 10% para S. A ação antibacteriana de monoterpenos como linalol. foram encontradas em árvores mais velhas. Kim et al. aureus (Gram +) e S. os dois . (2007).92%.96% dos constituintes químicos do óleo.

Extração com solventes orgânicos. os métodos de Enfloração. Óleos essenciais de Salvia lavandulaefolia inibiram a enzima em questão tanto em teste in vitro como in vivo (PERRY et al. 2006). que afeta principalmente a população idosa responsável por 50-60% dos casos de demência em pessoas acima de 65 anos (HOWES & HOUGTON 2003. anticonvulsionante. foi confirmada pelo emprego de padrões. os métodos usados para extração de óleos essenciais evoluíram com o progresso tecnológico. em três categorias: Expressão. Para Grossman (2005). relata que a presença de hidrocarbonetos saturados lineares de cadeia longa (24 a 33 átomos de carbono). BARBOSA-FILHO et al. Além das atividades antimicrobianas. à medida que a doença progride aparecem características como déficit na linguagem. gastro-protetora (LAHLOU 2004) e anticolinesterásica (TREVISAN et al. Destilação e Extração com solvente. MORETTI e JULIANO. 2005). 2006). antimalárica. Prensagem. 2003). O principal sintoma é a perda de memória. e o primeiro contra Cândida albicans. A caracterização destes compostos. Extração por fluído supercrítico e Extração por arraste de vapor d´água. basicamente. 2005. Segundo Simões et al (1999). patologia neurodegenerativa progressiva. mas tanto os processos antigos como os novos podem ser agrupados. Alguns monoterpenos isolados como alfa e beta-pineno.36 últimos contra Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa (SONBOLI et al. SOMBOLI et al. 1999. óleos essenciais apresentam propriedades analgéssica. Melecchi (2005). 2002). antiinflamatória. 2005). Um dos tratamentos mais promissores para a doença é o aumento do nível do neurotransmissor acetilcolina por meio da inibição da enzima acetilcolinesterase (BARBOSA-FILHO et al.4 Métodos de Extração de Óleos Essenciais Os métodos de extração variam conforme a localização do óleo essencial na planta e com a finalidade de utilização do mesmo. existem cinco métodos de extração de óleos essenciais. coli e Staphylococcus aureus (PEANA. a saber. anticarcinogênica. 2. . encontrados em sua pesquisa não são componentes comuns a plantas. agitação e psicose. Esta última propriedade é de grande interesse no controle da doença de Alzheimer. antioxidante. dada sua escassez em espécies vegetais. BABAKHANI. depressão. alterações de humor. MEHRABIAN. E. 2006). SONBOLI. fenchol e fenchona também mostraram-se eficientes na inibição da acetilcolinesterase (MIYAZAVA & YAMAFUJI.

é possível separá-los fisicamente sem maior dificuldade.2 Método de destilação Agrupa-se o termo destilação um conjunto de três técnicas distintas. Cabe ressaltar que o óleo essencial é o produto principal deste processo. Infelizmente não é possível armazenar hidrolatos por muito tempo. Por esse motivo. uma vez que o processo fermentativo inicia-se imediatamente. o óleo essencial é separado da emulsão formada com a água por decantação. A água odorizada. quase não são encontrados hidrolatos à venda no mercado (GROSSMAN. Posteriormente. cujas glândulas encontram-se na casca dos frutos. centrifugação ou destilação fracionada (GROSSMAN. cor e viscosidade diferentes. tais como álcoois e outros. As cascas são esmagadas e o óleo essencial é ejetado na forma de um fino spray. que serão brevemente descritas a seguir (GROSSMAN. 2005). que é o subproduto. hidrodestilação e destilação por arraste a vapor. A técnica de destilação a seco por alta pressão é empregada nos casos onde a temperatura necessária para evaporação dos óleos seja muito alta. Todas as técnicas valem-se do princípio que os componentes voláteis da planta. porém versando sob o mesmo princípio básico: destilação a seco. é denominada de hidrolato.37 2. O óleo essencial é expelido através de pressão. Apesar da importância do método de expressão para obtenção de óleos vegetais fixos – à exceção dos óleos essenciais de citrus – o método não é praticamente utilizado no universo de óleos essenciais (GROSSMAN. troca de calor e pela destruição das glândulas que os mantem presos ao material vegetal. a mistura gasosa de vapor de água e óleo é resfriada dentro de condensadores e ambos tornam-se uma mistura líquida com duas fases distintas. 2005). 2005).1 Método de expressão O método de expressão a frio é o mais simples dos três grupos. É o caso dos óleos essenciais de plantas cítricas. 2. Não se trata de uma água qualquer: ela contém uma boa parte dos voláteis solúveis em água. mas somente pode ser usado em casos onde o óleo não se deteriora com altas . sendo carregados para cima pelo vapor de água fornecido. perfazendo uma água muito aromática. 2005). evaporam pelo aumento de temperatura.4. à exceção de água de rosas e outros poucos produtos. Como o óleo essencial e a água têm normalmente densidade. após contato com vapor de água ou água em ebulição.4. A seguir. É o método mais rápido de extração.

mas considerando o universo global de produção de óleos essenciais. o material vegetal se encontra em contato direto com a água em ebulição. é técnica pouco empregada (GROSSMAN. tem valor comercial baixo (SIMÕES & SPITZER 2004). o material vegetal se situa em dornas e o vapor de água é alimentado através de caldeira. 2. ou mesmo na mesma região sob diferentes técnicas. o vapor é introduzido no sistema por via indireta. entrando nas dornas pela parte inferior. 2005). Há vários processos de extração. outros compostos lipofílicos produzidos pela planta.38 temperaturas (o que normalmente ocorre). Cabe ressaltar que. ao subir pelo material vegetal. Na técnica de hidrodestilação com água mais vapor. e uma vez evaporados. Na destilação por arraste a vapor. cada qual com finalidade e técnica distintas. para o mesmo material vegetal. justamente por ser mais fácil e econômico para se implementar porém. ou “método do alambique”. Veja na ilustração abaixo uma simplificação: . 2005). traduz-se em óleos de baixa qualidade (GROSSMAN. 2005). o mesmo princípio da técnica de arraste a vapor se aplica para a separação. 2005). tanto do ponto de vista quantitativo como qualitativo. É o método mais usado nos países de terceiro mundo.4.3 Método de extração com solvente A extração com solventes orgânicos retira do material além dos óleos essenciais. que depois será condensado e vai obedecer ao mesmo princípio já descrito (GROSSMAN. Plantas cultivadas em regiões variadas. O vapor. diferentes técnicas de extração conferem distintos resultados ao óleo essencial. por este motivo. ou seja. Esta forma de extração é usada para destilar óleos essenciais de várias madeiras. também se traduzem em óleos essenciais diferentes (GOSSMAN. ou colhidas em momento separado. destrói as glândulas oleíferas arrasta junto o óleo essencial.

seja muito baixo. os rendimentos com solvente são muito mais elevados. para que tenha condições de atender aos requisitos de produtos benéficos para a saúde. etanol e hexana e suas várias combinações. fazem com que esse tipo de obtenção de essências fique direcionado apenas às plantas cujo rendimento de extração. além do óleo essencial. principalmente devido à grande desproporção entre a quantidade de óleo essencial e água na matéria-prima. 2005). Alguns solventes por serem muito tóxicos não podem ser aplicados na fabricação de aromas para aditivos alimentares. porém o arraste de componentes normalmente não é seletivo. acetato de etila. o que obriga um posterior processo de retificação do produto (GROSSMAN. ou alimentos. diclorometano. além de tóxicos. 2005). sejam cosméticos. acetona. ou quando o componente desejado não seja arrastado pela técnica de destilação. sendo a baunilha talvez a única exceção notável (GROSSMAN. As várias dificuldades operacionais. Os solventes mais utilizados são o éter de petróleo. aliadas ao custo elevado dos solventes.39 MATERIAL VEGETAL Extração com água (destilação) Extração com Etanol Extração com solvente ÓLEO ESSENCIAL (forma líquida) TINTURA/EXTRATOS (forma líquida) CONCRETO / ÓLEO RESINA (forma pastosa) diluição diluição extração com etanol ESSÊNCIAS/AROMAS ESSÊNCIAS /AROMAS (forma líquida) ABSOLUTO (forma líquida) A preparação de tinturas a partir de material vegetal não tem expressão fora do universo farmacêutico. De qualquer forma. os componentes responsáveis pela pungência. A técnica de extração de óleos essenciais por solvente utiliza um ou vários solventes. pigmentos e componentes indesejados. por destilação. . sendo muito inflamáveis. conforme o tipo de material que se deseja trabalhar. Ele acaba trazendo. O processo de extração deve retirar praticamente todo o resíduo do solvente do produto final. A maior parte dos solventes tem periculosidade no manuseio.

Isso quer dizer que é possível selecionar certos componentes como alvo. 2005). durante um certo tempo. O método de enfloração já foi muito utilizado. É principalmente aplicado em algumas plantas com baixo teor de óleo. deu espaço para um novo tipo de processo. ou para retificar a mistura desejada. ceras. será posteriormente extraído com etanol. Da mesma forma. aqui aparecem e estão completamente ausentes no processo de destilação (GROSSMAN. 2005). testam-se infinitas combinações de variações na temperatura e pressão para induzir propriedades desejadas de solvência. a óleo resina para fins de aromatização de alimentos será diluída em carreadores para obtenção do aroma (GOSSMAN. componentes mais importantes do aroma e sabor do gengibre. no caso dos aromas alimentícios. pigmentos e clorofila e. rejeitando proteínas. Outra vantagem é o aparecimento de notas de saída (voláteis) e de fundo que seriam perdidas no processo de destilação. O CO2 retira seletivamente o óleo essencial e a fração leve das resinas.40 O produto da extração por solvente chama-se concreto no caso das fragrâncias. incluindo proteínas e outros componentes. Neste ponto. carboidratos. Apesar de ser também considerado um solvente. Por exemplo. ou óleo-resina. as pétalas esgotadas são substituídas por novas até a saturação total. Durante o processo de destilação muitas vezes. Para se obter o óleo essencial. O método de extração é completamente distinto dos anteriores. quando a gordura é tratada com álcool. denominado extração por gás carbônico supercrítico. assim denominado devido à sua consistência pastosa ou sólida. Aqui é definido como estado supercrítico a fase da substância que. fazendo-se o uso das valiosas propriedades do gás carbônico (CO2) no estado supercrítico. conforme SIMÕES et al. É empregado para extrair o óleo essencial de pétalas de flores. Em seguida. Esses componentes. traduzindo em notas de mau odor. mas atualmente é empregado apenas por algumas indústrias de perfumaria. são muito importantes. sempre há degradação do material celular. sujeita à combinação de altíssima pressão e certas temperaturas. faz com que o CO2 assuma características e propriedades tanto do estado líquido quanto gasoso. A dificuldade e periculosidade na extração com solventes convencionais. não é perigoso no manuseio nem agressivo ao meio ambiente. O concreto. Essas pétalas são depositadas. cujo peso molecular situa-se entre 200 e 400. extraindo precisamente o aroma e o sabor que o processo de destilação muitas vezes não consegue. . sobre uma camada de gordura. seja para isolá-los da mistura porque tenham valor. o gingerol e shogaol. a temperatura ambiente. para que possa ser utilizado em perfumes. Isso gera quantidades de nitrogênio e compostos sulfúricos. (1999). caso objetivo seja retirá-los. o álcool é destilado a baixa temperatura e o produto é assim obtido. mas de alto valor comercial.

o qual resultou no seu grande potencial de aplicação em muitas áreas (DEGANI. a fase móvel e a fase estacionária. em conjunto com os avanços tecnológicos. CASA & VIEIRA.41 2. podendo levar a errônea idéia de que o processo seja dependente da cor. Apesar deste estudo e de outros anteriores. quando foi redescoberta. As diferentes formas de cromatografia podem ser classificadas considerando-se diversos critérios.5. levaram-na a um elevado grau de sofisticação. Nesse estudo a passagem de éter de petróleo (fase móvel) através de uma coluna de vidro preenchida com carbonato de cálcio (fase estacionária). separando-se as substâncias indesejáveis e para a separação dos componentes de uma mistura (DEGANI. A grande variedade de combinações entre fases móveis e estacionárias a torna uma técnica extremamente versátil e de grande aplicação. Casa & Vieira (1998). CASA & VIEIRA. A cromatografia pode ser utilizada para a identificação de compostos. a qual se adicionou o extrato. CASA & VIEIRA. 1998). a cromatografia foi praticamente ignorada até a década de 30. diversos trabalhos na área possibilitaram seu aperfeiçoamento e. Enquanto a cromatografia planar resume-se à cromatografia em papel (CP). Classificação pela forma física do sistema cromatográfico Em relação à forma física do sistema. para a purificação de compostos. Ela está fundamentada na migração diferencial dos componentes de uma mistura. à cromatografia por centrifugação (Chromatotron) e a . 1998): 1. Este é provavelmente o motivo pelo qual a técnica é conhecida como cromatografia (chrom = cor e graphie = escrita).5 Métodos de análise 2. que também poderiam ser considerados precursores do uso dessa técnica. por comparação com padrões previamente existentes. que ocorre devido a diferentes interações entre duas fases imiscíveis.1 Método cromatográfico Segundo Degani. O termo cromatografia foi primeiramente empregado em 1906 e sua utilização é atribuída a um botânico russo ao descrever suas experiências na separação dos componentes de extratos de folhas. a cromatografia pode ser subdividida em cromatografia em coluna e cromatografia planar. A partir daí. levou a separação dos componentes em faixas coloridas. sendo alguns deles listados abaixo (DEGANI. a cromatografia é um método físico-químico de separação. 1998) .

e a cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). usando-se na última um vapor pressurizado.42 cromatografia em camada delgada (CCD). na qual a fase móvel é arrastada através da coluna apenas pela força da gravidade. acima de sua temperatura crítica. são três os tipos de cromatografia: a cromatografia gasosa. como fases quimicamente ligadas. Suportes modificados são considerados separadamente. distingue-se entre fases estacionárias sólidas. exclusão ou misturas desses mecanismos. na qual se utilizam fases estacionárias de partículas menores. por normalmente diferirem dos outros dois em seus mecanismos de separação. separações podem ser obtidas por cromatografia gasosa (CG) e por cromatografia gasosa de alta resolução (CGAR). No caso de fases móveis gasosas. mas sua atual designação mostra-se mais adequada. os quais serão bem mais compreendidos quando classificados por outro critério. são diversos os tipos de cromatografia em coluna. sendo necessário o uso de uma bomba de alta pressão para a eluição da fase móvel. A CLAE foi inicialmente denominada cromatografia líquida de alta pressão. . líquidas e quimicamente ligadas. partição. Classificação pela fase móvel empregada Em se tratando de fase móvel. A diferença entre os dois tipos está na coluna. separações cromatográficas se devem a absorção. 2. nas quais a fase estacionária é um filme depositado na mesma. a CG utiliza colunas de maior diâmetro empacotadas com a fase estacionária. Classificação pelo modo de separação Por este critério. Classificação pela fase estacionária utilizada Quanto à fase estacionária. a cromatografia líquida e a cromatografia supercrítica (CSC). A cromatografia líquida apresenta uma importante subdivisão: a cromatografia líquida clássica (CLC). este pode estar simplesmente adsorvido sobre um suporte sólido ou imobilizado sobre ele. No caso da fase estacionária ser constituída por um líquido. 4. troca iônica. Enquanto na CGAR são utilizadas colunas capilares. 3.

Figura 8 .Representação esquemática dos diferentes tipos de cromatografia .43 Para se ter uma visão mais ampla dos diferentes tipos de cromatografia. os mecanismos estão dispostos no diagrama da figura 8.

Spondias purpúrea L.. Sua extensão territorial é de aproximadamente 515. (Cajá). na depressão sertaneja semi-árida. localizado no Município de Patos-PB. formando amostras uniformes. com vetores viários interligando toda a Paraíba e viabilizando o acesso aos Estados do Rio Grande do Norte.6 Km² com uma população de 97. com o auxílio de uma tesoura de poda em dez pontos distintos da copa de cada árvore e misturadas. com uma altitude de 249 m. 37°24’695”W e 254m de altitude. A pluviosidade média anual é de 675 mm com distribuição irregular de chuvas. Pernambuco e Ceará. amostra das folhas da espécie Spondias sp. identificadas e postas em geladeira até o horário de viagem (23 h deste mesmo dia) para o Laboratório de Pesquisa de . coletou-se no dia 16 de março. às 7 horas. 3. O clima da região conforme a classificação de Köppen é do tipo Bsh-semiárido quente e seco. amostras das folhas das espécies Spondias mombin L. com as seguintes coordenadas: Cajá: 07º03’593’’ S e 37º16’498’’ W e altitude de 253 metros. no sitio Fechado.(Cajarana do sertão). Seus solos em sua maioria são rasos e pedregosos. situadas no Município de Patos-PB. típicos de solos litólicos. que apresentava boa sanidade. (Ciriguela) e Spondias sp. Suas coordenadas geográficas são: 7º01’28” S e 37º16’48” W.278 habitantes (IBGE-2007). O período mais seco compreende os meses de julho a fevereiro e o mais chuvoso no período de março a junho.44 3 MATERIAL E MÉTODOS 3. Ciriguela: 07º03’550’’ S e 37º16’539’’W e altitude de 256 metros e Cajarana do sertão: 07°03’608”S e 37º16’488’’ W e altitude de 256 metros. nas seguintes coordenadas geográficas: 06°58’837”S. acondicionadas em sacos plásticos de cor preta. distante 301 Km da capital João Pessoa e sua sede localiza-se no coração do Estado.1 Localização da Área de Estudo O Presente estudo foi realizado no Município de Patos-PB.09. representados basicamente pelos solos Bruno não cálcicos.2 Material Botânico Inicialmente. em horário compreendido entre 9 e 10 horas. temperatura média anual de 28º C e umidade relativa do ar de 55%. que apresentavam boa sanidade. Posteriormente foram coletadas no dia 21.2009.

usando biblioteca de computador (Wiley 229). gás de portador: hélio 1. Foram injetados padrões de hidrocarbonetos. fluxo de portador 85 mL/min. As exsicatas foram depositadas no Herbário Caririense Dárdano de Andrade. baseada na fragmentação espectral. temperatura do injetor 280 ºC. 2001.3 Extração do Óleo Essencial Os óleos essenciais extraídos (1000g de folhas de cada planta).2 cm/seg. nos índices de retenção e comparação com dados de literatura (ADAMS.45 Produtos Naturais (LPPN) da Universidade Regional do Cariri – URCA – na Cidade do Crato-CE.260 ºC a 10 ºC/min (10 min). com índices kovats corrigidos pela equação linha reta. (Figura 9 e Figura 10). filtradas e armazenados sob refrigeração até as análises. Operando sob energia de ionização de 70 eV. 12 e 13). velocidade linear = 37.4 Análise por Cromatografia Gasosa Acoplada a Espectrometria de Massas (CG/EM) As análises das composições químicas dos óleos obtidos foram realizadas usando um espectrômetro Shimadzu CG-17A / EM QP5050A (sistema de CG/EM): DB-5HT coluna de capilaridade (30 m x 0.3 kPa. temperatura de detector 280 ºC. 3. Em seguida as misturas óleo/água foram coletadas. 1990). (cajá).180 ºC (1min) a 4 ºC/min.251 mm). As identificações das composições químicas foram realizadas após análises dos cromatogramas dos respectivos óleos (Figuras 11. por um período de 3 h. sob registros nº 4754 para Spondias mombin L.Lima da Universidade Regional do Cariri – URCA. então 180 . nº 4755 para Spondias purpúrea L. . no dia 08 de dezembro de 2009.0 mL/min. temperatura da coluna 60 (2min) . 3. ALENCAR. fluxo total 85 mL/min. (ciriguela) e nº 4756 para Spondias sp (cajarana do sertão). foram obtidos por hidrodestilação. utilizando aparelho tipo Clevenger. secas com sulfato de sódio anidro (Na2SO4). pressão da coluna 72.

análise por CGL/EM Identificação . Separação Óleo 1. ciriguela e cajarana do sertão. Material Botânico (Folhas) 1. Filtração Óleo essencial Solução aquosa desprezada 1. Extração em doseador tipo Cleavenger Hidrolato Óleo / Água 1.Fluxograma da metodologia de extração de óleos essenciais das folhas de cajá. Na2SO4 anidro 2.46 Figura 9 .

47 Figura 10 – Extrator de óleos essenciais. tipo Clevenger do LPPN – URCA – Crato-CE Fonte: BRITO.R. – setembro de 2009 . H.

que a cajarana do sertão apresentou o maior rendimento em óleos essenciais seguida das espécies cajá e ciriguela. Carvalho Filho (2004) e Borges et. . (Ciriguela) e Spondias sp. estudando a espécie C. mostraram diferenças em suas composições químicas.5 %).al.0518 0.0026 0.98 %) e hexatriacontano (15. foi constatado que na destilação não continha óleos essenciais e que na segunda coleta constatamos a presença de óleos essenciais. Indeno (22. (2002). al. o que está de acordo com os estudos realizados por Marco et. Spondias purpúrea L. heptacosano (21. Enquanto no óleo essencial de CIRIGUELA (Spondias purpurea L. (Cajá).Massa das amostras e dos óleos com seus percentuais de rendimentos Planta Ciriguela Cajá Cajarana do sertão Massa das folhas (g) 2000 1550 1850 Massa do óleo (g) 0. al.48 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Neste experimento na primeira coleta.51%) (Tabela 3 ).0040 Observa-se na Tabela 1. Rocha et.0746 Rendimento (%) 0.02 %).0564 0. al. (1999). estão relacionados os dados referentes às coletas e obtenção dos óleos essenciais das espécies Spondias mombin L. (2007).(Cajarana do sertão).64%.51%). Os maiores percentuais dos componentes encontrados no óleo essencial de CAJÁ (Spondias mombin L) são: octadecano (43.53 %) e tetraacantano (10.47%) e tetracosano (17. obteve um rendimento de óleo essencial de 0. havendo uma diferenciação na concentração relativa desses constituintes. no óleo de CAJARANA DO SERTÃO (Spondias sp) predominam as substâncias: Octadecano (31.5% e no estagio IX (quando as plantas apresentaram um terço das folhas na coloração marrom) rendimento de 1. estudando a Lantana camara L. Santos et.0036 0.80%). o que demonstra a influência do horário no rendimento em óleos essenciais.) (Tabela 4) destacam-se: heptacosano (28. Os óleos analisados. (2002).. que no estágio I (plantas verdes). jwarancusa.37%) (Tabela 2). Tabela 1 .12%. Os valores encontrados para as Spondias em estudo foram menores do que os encontrados por Dhar e Dhar (19997). embora constituídos de mono e sesquiterpenos. embora sejam valores bem próximos. nonadecano (19. Na Tabela 1. obteve um rendimento de 0.

41 43.51 8. Tabela 2 .56 4.50 9.12 10.06 37.08 30.) Constituinte Acetato de etila 4-hidroxi-4-metil-2-Pentanona ß-cariofileno 2.91 % 22.10 55.36 61.51 97.70 6.78 52.41 1.Constituintes químicos do óleo essencial das folhas de CAJARANA (Spondias sp) Constituinte Indeno Decil-octahidro-indeno Ácido palmítico Fitol Ácido eicosatrieno Octadecano Hexanodionato-di-etila Tetra-acantano Total identificado Tempo de Retenção (min) 31.21 55.47 . Na Tabela 5.90 65.20 52.24 1.07 31.33 3.11 53. pode ser observada claramente essa comparação.10.37 99.62 21.33 61.53 6.37 % 0.4.62 50.24 Tabela 3 .49 As análises permitem ainda identificar alguns componentes como sendo comuns aos três óleos essenciais estudados.15 tetrametilheptadecano Octadecano Tetracosano Heptacosano Hexa-triacontano Total identificado Tempo de Retenção (min) 3.83 52.22 6.Constituintes químicos do óleo essencial das folhas de CAJÁ (Spondias mombin L.48 54.19 8.98 15.

52 59.34 1.03 32.93 28.07 17.66 34.83 31.85 2.94 1.81 93. Cajarana do sertão e Ciriguela Constituinte Octadecano Heptacosano ß-cariofileno Tetracosano Indeno Folhas Cajarana.35 1.Constituintes comuns.94 53.Constituintes químicos do óleo essencial das folhas de CIRIGUELA (Spondias purpurea L.70 2.02 4.35 55.43 0.36 % 2.35 55.00 35.23 63. Constituinte 2-hidroxi-2-metil-4-pentanona ß-cariofileno Indeno a-humuleno Germacremo-D -cadineno Óxido cariofileno Nonadecano Adinol Tetracosano Lupenol Heptacosano Octadecano Total identificado Tempo de Retenção (min) 4. Ciriguela e Cajá Cajá e Ciriguela Cajá e Ciriguela Cajá e Ciriguela Cajarana e Ciriguela .11 59.20 19. presentes nos óleos essenciais das folhas de Cajá.50 Tabela 4 .80 9.91 Tabela 5 .06 30.47 1.95 38.

51 Figura 11 – Leitura cromatográfica do óleo essencial de cajá Figura 12 – Leitura cromatográfica do óleo essencial de cajarana do sertão .

Os monoterpenos são os principais constituintes dos óleos voláteis. LUTHRA 2003). Estudos feito por Pichette et al. . mono e sesquiterpenos. em geral. classificados de acordo com o número de unidades de isopreno em: hemiterpenóides. triterpenóides. atuando na atração de polinizadores. BHALLA. C40 (DUBEY. Os triterpenóides e seus derivados esteroidais apresentam uma gama de funções como proteção contra herbívoros. os quais apresentam importante ação antimicrobiana. Eles apresentam funções variadas nos vegetais. C5. ß-cariofileno e a-humuleno. C10.52 Figura 13 – Leitura cromatográfica do óleo essencial de ciriguela Na Análise dos cromatogramas das espécies estudadas. 2002). outros atuam na germinação das sementes e na inibição do crescimento da raiz (MAHMOUD & CROTEAU. os quais apresentam importante ação antimicrobiana contra distintos microorganismos patogênicos. enquanto muitos diterpenóides dão origem aos hormônios de crescimento vegetal. C20.(2006). constatou-se a presença de terpenóides. dentre eles. das espécies estudadas. diterpenóides. C30 e tetraterpenóides. constatou que 96% do óleo essencial eram constituídos dos monoterpenos a e ß-pineno. com óleo essencial de Abies balsamea. apresentam funções protetoras contra fungos e bactérias. destacamos o ß-cariofileno (cajá e ciriguela) e o a-humuleno (ciriguela). Os sesquiterpenos. monoterpenóides. Dentre os terpenos encontrados nos cromatogramas. sobre os quais são conhecidos cerca de 30. C15.000 terpenos. alguns são antimitóticos. sesquiterpenóides.

Ácido Palmítico. revelaram que a ação antiinflamatória da planta é resultado da ação do óleo essencial e que o princípio ativo responsável pela ação foi identificado como o sesquiterpeno a-humuleno.50%). e Lantana sp.42%). aparecendo a S aureus como resistente à ação dos componentes presentes no óleo. biciclogermacreno (19.54%) e ß-cariofileno (31. isocariofileno (16. DLD-1. há diversos estudos descritos na literatura relatando atividades alelopáticas relevantes para muitas das substâncias presentes nas frondes verdes de A.(2007). PC-3. Tais resultados sugeriram que tanto a depleção de glutationa e como a produção de EROS. Constantin et al. Também foi encontrado na cajarana do sertão o ácido graxo. estudando óleos essenciais de folhas de Piper regnellii. constataram a predominância dos sesquiterpenos. como ahumuleno. Os ensaios de atividade antibacteriana in vitro mostraram o óleo de L. tetraphyllum. Este composto foi capaz de induzir de forma dose e tempodependente a diminuição do conteúdo de glutationa celular e o aumento da produção de EROS (espécies reativas do oxigênio). foi identificado o terpeno fitol. (2007) estudando óleos essências de Lantana camara L. conhecido por melhorar a tenacidade e balancear o fluxo de óleo natural da pele. cuja ação foi observada em células de tumores sólidos MCF-7. o fitol é a forma reduzida do geranilgeraniol. destacaramse como majoritários no óleo de Lantana sp.(2001). podem estar implicados em sua ação citotóxica (LEGAULT. A-549. Costa. DAHI. valenceno (12. camara como inibidor do crescimento de quase todas as bactérias testadas (principalmente para Proteus vulgris (ACTCC 13315) e Escherichia coli (ATCC 25922). cujos componentes majoritários foram mirceno e linalol e de Piper cernuum.34%) no óleo de L. O óleo de Lantana sp. No cromatograma da cajarana do sertão. M4BEU e CT-26. Por exemplo.94%) e germacreno D (12. DEBITON. os autores atribuíram tal atividade aos compostos majoritários. que é reconhecida cientificamente pelas propriedades antiinflamatória. . et al. apresentaram atividade frente a Candida albicans e Staphylococcus aureus. Olivetti (2005). mostrou-se mais significativo contra Sthaphylococcus aureus (ATCC 10390). germancreno D (27. com biciclogermacreno e ß-cariofileno como majoritários. que é um dos diterpenos mais simples e importantes da natureza. que segundo Melos et al. enquanto o biciclogermacreno (13. uma vez que forma a cadeia lateral lipofílica da vitamina K e das clorofilas. 2003).70%).93%). ocasionando amplos benefícios antiidade e que segundo DewicK (2002). camara.. relata que pesquisas recentes com a espécie Cordia verbenácea.53 A atividade anticâncer de alguns sesquiterpenos também tem sido reportada.

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sementes de vinte e cinco diferentes espécies vegetais com valor econômico foram tratadas com óleos vegetais, com o objetivo de avaliar-se o efeito desses óleos sobre a germinação de tais sementes. Observou-se que, dentre as espécies testadas, houve completa inibição de germinação sobre Allium cepa, Zea mays e Tritium aestivum. O óleo continha em sua composição, ácidos graxos saturados de cadeia longa, onde se destacam os ácidos palmítico e oléico. Também há relatos na literatura identificando os ácidos oléico, esteárico e mirístico, palmítico, linoléico e linolênico e outros ácidos graxos de cadeia longa como agentes alelopáticos, sendo que os ácidos mirísticos e palmíticos são os mais potentes inibidores de germinação do sorgo e a capacidade inibitória é inversamente proporcional ao tamanho da cadeia carbônica dos ácidos. Os ácidos graxos saturados e insaturados são substâncias comuns em vegetais e, evolutivamente, são importantes para as pteridófitas, já que constituem uma barreira contra a perda de água.

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5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Com base nos resultados obtidos, é possível concluir e recomendar para as espécies estudadas que:

O horário de coleta da amostra (folhas) para a extração dos óleos essências da espécie Spondias sp (cajarana do sertão) às 7 h, nas primeiras extrações (16 de março), revelou que não continha óleo essencial. Isto se confirmou que o horário de coleta sofre influência na produção desses óleos.

A presença dos hidrocarbonetos saturados lineares de cadeia longa (18 a 40 átomos de carbono), foram os componentes majoritários nas três espécies estudadas de acordo com os cromatogramas e que estes componentes em sua maioria de número par de átomos, difere da literatura pesquisada, onde a mesma quantifica os hidrocarbonetos ímpares em espécies vegetais como majoritários. Por isso, existe pouca literatura, pois em óleos essências são raros a sua existência.

Também foram quantificados em menores concentrações nas amostras: terpenos, ésteres, cetonas, ácidos graxos (na espécie cajarana do sertão), alcoóis, hidrocarbonetos aromáticos (Indeno nas espécies cajarana do sertão e ciriguela).

Alguns trabalhos são necessários para que se possa entender com detalhes o comportamento dos óleos essenciais estudados. Neste sentido, torna-se importante a apresentação de algumas sugestões que possam contribuir para aprofundar a utilidade destes óleos:

As espécies Spondias mombin L (cajá) por apresentar em seu óleo essencial o terpeno ßcariofileno, e Spondias purpurea L.(ciriguela) por apresentar os terpenos ß-cariofileno e ahumuleno mesmo em proporções pequenas, merece atenção e poderá ser feito ensaios in vitro para testar possíveis inibições com ação antibacteriana; antiflogística; atividade de inibição da enzima acetilcolinesterase (AchE) em combinação com 1,8-cineol e antiparasitária (esquistossomose).

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A espécie Spondias sp (cajarana do sertão), por apresentar em seu óleo essencial o terpeno Fitol, que é um componente da clorofila e conhecido por melhorar a tenacidade e balancear o fluxo de óleo natural da pele, onde se converte em Ácido Fitânico em contato com as enzimas da pele, ocasionando amplos benefícios antiidade e de defesa contra a ação do tempo e o ácido graxo Ácido Palmítico, ensaios que possam confirmar o uso deste óleo essencial em formulações de creme rejuvenescedor.

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