You are on page 1of 16

Immanuel Kant (Königsberg, 22 de abril de 1724 — Königsberg, 12 de fevereiro de1804) foi um filósofo prussiano, geralmente considerado como o último

grande filósofo dos princípios da era moderna, indiscutivelmente um dos pensadores mais influentes. Depois de um longo período como professor secundário de geografia, começou em 1755 a carreira universitária ensinando Ciências Naturais. Em 1770 foi nomeado professor catedrático da Universidade de Königsberg, cidade da qual nunca saiu, levando uma vida monotonamente pontual e só dedicada aos estudos filosóficos. Realizou numerosos trabalhos sobre ciência, física, matemática, etc. Kant operou, na epistemologia, uma síntese entre o racionalismo continental (deRené Descartes e Gottfried Leibniz, onde impera a forma de raciocínio dedutivo), e atradição empírica inglesa (de David Hume, John Locke, ou George Berkeley, que valoriza a indução). Kant é famoso sobretudo pela elaboração do denominado idealismo transcendental: todos nós trazemos formas e conceitos a priori (aqueles que não vêm da experiência) para a experiência concreta do mundo, os quais seriam de outra forma impossíveis de determinar. A filosofia da natureza e da natureza humana de Kant é historicamente uma das mais determinantes fontes do relativismo conceptual que dominou a vida intelectual do século XX. No entanto, é muito provável que Kant rejeitasse o relativismo nas formas contemporâneas, como por exemplo o Pós-modernismo. Kant é também conhecido pela filosofia moral e pela proposta, a primeira moderna, de uma teoria da formação do sistema solar, conhecida como a hipótese Kant-Laplace.
Índice
[esconder]

  

1 A menoridade humana 2 Vida 3 Filosofia, o "Criticismo"

o o o o o o       

3.1 Juízo Estético de Kant 3.2 A paz perpétua 3.3 Crítica e sistema 3.4 Metafísica e epistemologia de Kant 3.5 Filosofia Moral 3.6 A Geografia em Kant

4 Kant e a Revolução Francesa 5 Marcos na vida de Kant 6 Obras 7 Referências 8 Bibliografia 9 Ver também 10 Ligações externas

Aquele que tentar sozinho terá inúmeros impedimentos.[editar]A menoridade humana Kant define a palavra esclarecimento como a saída do homem de sua menoridade. Os homens quando permanecem na menoridade. Segundo esse pensador. Para Kant. viveu e morreu em Königsberg (atual Kaliningrado). [editar]Vida [1] Túmulo de Immanuel Kant em Kaliningrado (antigo Königsberg) Kant nasceu. um momento em que o ser humano. sem deixar enganar pelas crenças. ou seja. A covardia e a preguiça são as causas que levam os homens a permanecerem na menoridade. o homem é responsável por sua saída da menoridade. A permanência do homem na menoridade se deve ao fato de ele não ousar pensar. tradições e opiniões alheias. teve uma educação austera numa escola pietista. Um outro motivo é o comodismo. Kant define essa menoridade como a incapacidade do homem de fazer uso do seu próprio entendimento. pois seus tutores sempre tentarão impedir que ele experimente tal liberdade. É cômodo que existam pessoas e objetos que pensem e façam tudo e tomem decisões em nosso lugar. É bastante cômodo permanecer na área de conforto.são incapazes de tomar suas próprias decisões e fazer suas próprias escolhas. como uma criança que cresce e amadurece. na altura pertencente à Prússia. É mais fácil que alguém o faça. Em seu texto O que é o Iluminismo?. Nele. pois já existem outros que podem fazer por mim. descreve o processo de ilustração como sendo "a saída do homem de sua menoridade". do que fazer determinado esforço. se torna consciente da força e inteligência para fundamentar. Kant sintetiza seu otimismo iluminista em relação à possibilidade de o homem seguir por sua própria razão. um artesão fabricante de correias (componente das carroças de então) e da mulher Regina. Foi o quarto dos nove filhos de Johann Georg Kant. sob o conhecimento à priori. Kant afirma que é difícil para o homem sozinho livrar-se dessa menoridade. Nascido numa família protestante (Luterana). são incapazes de fazer uso das próprias pernas. pois ela se apossou dele como uma segunda natureza. a sua própria maneira de agir. que . são poucos aqueles que conseguem pelo exercício do próprio espírito libertar-se da menoridade. sem a doutrina ou tutela de outrem.

dentre elas (. Inscrições ao longo da tumba de Kant.)"O céu estrelado por sobre mim e a lei moral dentro de mim" (…) Nos cerca de vinte anos seguintes. Kant nunca deixou a Prússia e raramente saiu da cidade natal. preferindo o bilhar ao estudo. mas foi então que uma breve crise existencial o assomou. ele desenvolveu a noção de um argumento transcendental para mostrar que.. Kant leu a obra do filósofo escocês David Hume. mas nada do que fez antes dos 50 anos lhe garantiria qualquer reputação histórica. Neste livro. era apenas um metafísico menor numa universidade prussiana. Com essa idade. Tinha a convicção curiosa de que uma pessoa não podia ter uma direcção firme na vida enquanto não atingisse os 39 anos. Kant sentiu-se profundamente inquietado. que aparições no espaço e no tempo obedecem a leis da geometria. que lidava com a moralidade de forma similar ao modo como a primeira crítica lidava com o conhecimento. apesar de não podermos saber necessariamente verdades sobre o mundo "como ele é em si". que lidava com os vários usos dos nossos poderes mentais. Por volta de 1770. O seu edifício da filosofia crítica foi completado com a Crítica da Razão Prática.frequentou graças à intervenção de um pastor. Ele próprio foi um cristão devoto por toda a sua vida. Apesar da reputação que ganhou. sólido mas não espetacular. Kant foi um respeitado e competente professor universitário durante quase toda a vida. e a Crítica do Julgamento. Passou grande parte da juventude como estudante. etc. Viveu uma vida extremamente regulada: o passeio que fazia às 15:30 todas as tardes era tão pontual que as mulheres domésticas das redondezas podiam acertar os relógios por ele. Achava o argumento de Hume irrefutável. daaritmética. a produção de Kant foi incessante. Hume é por muitos considerados um empirista ou um cético. que não . era considerado uma pessoa muito sociável: recebia convidados para jantar com regularidade. Pode argumentar-se que teve influência na posterior direcção. em suma. mas as conclusões inaceitáveis. insistindo que a companhia era boa para a constituição física. com 46 anos. até a morte em 1804. Durante 10 anos não publicou nada e. um dos livros mais importantes e influentes da moderna filosofia. muitos autores o consideram um naturalista. da física. que cada evento estará causalmente conectado com outros. então. Por exemplo. estamos forçados a percepcionar e a pensar acerca do mundo de certas formas: podemos saber com certeza um grande número de coisas sobre "o mundo como ele nos aparece". em 1781 publicou a "Crítica da Razão Pura"..

este manuscrito foi então publicado como Opus Postumum. para indicar apenas os maiores. Os sintéticos. aindependência americana e a Revolução Francesa. política e a aplicação da filosofia à vida. Quando morreu. Os trabalhos de Kant são a sustentação e ponto de início da moderna filosofia alemã. Tais juízos independem da experiência. o julgamento estético e teleológico conectam os nossos julgamentos morais e empíricos um ao outro. frutificou com força e riqueza só comparáveis à do socratismo na história da filosofia grega. como diz Hegel. Kant escreveu alguns ensaios medianamente populares sobre história. a posteriori resultam da experiência e sobrepõem ao [4] . estava a trabalhar numa projetada "quarta crítica". Nos primeiros (o quadrado tem quatro lados e quatro ângulos internos). e a ciência. As questões de partida do Kantismo são o problema do conhecimento. É nesta obra que o filósofo delimita as funções da ação moralmente fundamentada e apresenta conceitos como o "Imperativo categórico" e a "Boa vontade". são universais e necessários. A Fundamentação da Metafísica dos Costumes é considerada por muitos filósofos a mais importante obra já escrita sobre a moral. atinge hoje em dia grande destaque entre os estudiosos da filosofia moral. Encontra-se sepultado no Cemitério do [3] Caliningrado. Uma das obras. [editar]Filosofia. O "criticismo" kantiano parte na confluência do racionalismo. em particular. Hegel. Schelling. o predicado aponta um atributo contido no sujeito. o "Criticismo" "Heróis da Paz" Kant esculpido na Estátua equestre. fundados no princípio de identidade. Como Kant os entendeu. Fichte. A ciência se arranja de juízos que podem seranalíticos e sintéticos.conferem conhecimento factual e nem nos obrigam a agir: o julgamento estético (do Belo e Sublime) e julgamento teleológico (Construção de Coisas Como Tendo "Fins"). tal como existe. Seu caminho histórico está assinalado pelo governo de Frederico II. Kaliningradskaya Oblast' na Rússia. unificando o seu sistema. do empirismoinglês (David Hume) e a ciência física-matemática de Isaac Newton. inscrevem-se na linhagem desse pensamento que representa uma etapa decisiva na história da filosofia e [2] está longe de ter esgotado a sua fecundidade. Schopenhauer. Caliningrado. Morrera em 12 de fevereiro de 1804 na mesma cidade que nascera e permanecera durante toda sua vida. por ter chegado à conclusão de que seu sistema estava incompleto.

ou seja. mas não coisa sem espaço. determiná-la. Objeto de intuição. coincide totalmente com a experiência. Para os juízos sintéticos a priori são admissíveis na matemática porque essa ciência se fundamenta no espaço e no tempo. Só é possível conhecer coisas extensas no espaço e sucessivas no tempo. de saber como são possíveis os juízos sintéticos a priori na matemática e na física. internos ou externos. ou aparecem.). um conjunto de leis a priori. não deriva da experiência. A geometria analítica (Descartes) permite reduzir as figuras a equações e vice-versa. e sintéticos objetivos. Compreendemos que a natureza é regida por leis matemáticas que ordenam com rigor o comportamento das coisas (o que permite ciências como engenharia. Na apresentação "transcendental" do espaço. Ora. As diversas formas do juízo deverão. carro. e só há um espaço (o nada. pode conhecer as coisas "em si". cavalo. As condições de possibilidade do conhecimento sensível são. enquanto se manifestam. Forma vazia. O tempo é. pois não podemos ter intuição do objeto de um conceito (pedra. fundados na experiência. se fossem sintéticos um hábito sem fundamento (o calor dilata os corpos porque costuma dilatá-los). e nada se poderia dizer a seu respeito. formas a priori da sensibilidade. e se são possíveis na metafísica ("Dialética transcendental". o espaço não é nem uma coisa nem outra. mas "para nós". quando aplicada. o pressupõem. a função principal dos juízos é pôr. a priori. serem possíveis o determinismo com certa regularidade). O espaço é a priori.). sendo. a forma a priori da sensibilidade interna e externa. "fenômenos. Ora. Não há como saber das coisas com apenas percepções sensíveis. O cálculo infinitesimal (Leibniz) arremata essa compenetração definindo a lei de desenvolvimento de um ponto em qualquer direção do espaço. por isso. mas não podemos conceber os acontecimentos fora do tempo. etc. O espaço é o objeto de intuição e não conceito. ou relacionamento (do sujeito com o objeto). A geometria pura. Se existisse não se poderia a conhecer enquanto tal. e. não pode ser conceito. Uma indagação eminente que o levara à sintetização do pensar: Que juízos constituem a ciência físico matemática? Caso fossem analíticos. etc. porque o espaço é a forma a priori da sensibilidade externa. Os juízos da ciência devem ser. portanto. Trata-se pois. as formas a priori da sensibilidade. quer dizer. ocorrendo sucessivamente. conter as diversas formas da realidade. ("Estética transcendental" e "Analítica transcendental"). torna possíveis por exemplo os juízos sintéticos a priori na aritmética. . Na "analítica transcendental". A função principal dos juízos da natureza. cujas operações (soma. não. que coincidem com a experiência e a tornam cognoscível. pois. Podemos concebê-lo sem acontecimentos. Não existe a "coisa em si". intuição pura. gênero ou espécie.sujeito no predicado um atributo que nele não se acha previamente contido (o calor dilata os corpos ). Se o conhecimento é relação. O tempo é. colocar a realidade e. a ciência sempre diria o mesmo (e não é assim). A matemática é pois. Há um conhecimento a priori da natureza. privados e incertos. em seguida. portanto.. mas é sua condição de possibilidade. a priori. Kant determina as condições subjetivas ou transcendentais da objetividade. referindo ao espaço). ao mesmo tempo. universais e necessários. Esse privilégio explica a compenetração da geometria e da aritmética. intuições puras e não conceitos de coisas como objetos. etc. partes da Crítica da razão pura). Kant analisa a possibilidade dos juízos sintéticos a priori na física. impressões. também. Podemos pensar o espaço sem coisas. subtração.

todavia. ao incondicionado. Em tal descoberta consiste a "inversão copernicana". a existência e a inexistência de Deus. etc. a relação a substância. as condições prévias da objetividade. além disso. o objeto só se torna cognoscível na medida em que o sujeito cognoscente o reveste das condições de [5] cognoscibilidade. mas o sujeito que determina o objeto. finalmente Kant examina a possibilidade dos juízos sintéticos a priori na metafísica. "antinomias". Na "Dedução transcendental" das categorias. a existência e a necessidade. devem proceder de nós mesmos. De acordo com Kant para se ter uma investigação crítica a respeito do belo. Kant volta a classificação aristotélica.Essa formas estão estudadas desde Aristóteles. enfim. Tais categorias são as condições de possibilidade dos juízos sintéticos a priori em física. não nos é dada em experiência alguma. [editar]Juízo Estético de Kant Retrato de Immanuel Kant. a tornam possível. A metafísica é impossível como ciência. que as classifica de acordo com a quantidade. realizada por Kant. A ciência da natureza postula a existência de objetos. particulares e contingentes. Ora. à quantidade. a possibilidade. A "coisa em si" (alma. Não é o objeto que determina o sujeito. correspondem a unidade. O juízo estético é abordado no livro Crítica da Faculdade do Juízo. Em suma. a priori. a pluralidade e a totalidade. a relação e a modalidade. Em suma. à qualidade a essência. por isso.). dando-lhe novo sentido. Se as categorias universais. a liberdade e o determinismo. ao absoluto. Assim. Kant mostra que a razão pura demonstra. pois não se pode chegar mais. puros. a qualidade. a negação e a limitação. essência do cosmos. fazendo a síntese das sínteses. a causalidade e a ação recíproca. à modalidade. o objeto só se torna cognoscível na medida em que o sujeito que determina o objeto. anteriores à experiência e que. Deus. porque aspira ao infinito. a finitude e a infinitude do universo. de nosso entendimento. Na "dialética transcendental". Ultrapassando os limites da experiência. sua consistência e as relações de causa e efeito. como chega a razão a formar esses objetos? Sintetizando além da experiência. As categorias são conceitos. Nas célebres. aplica arbitrariamente as categorias e pretende conhecer o incognoscível. como se acabe de ver. "indiferentemente". As condições do conhecimento são. devemos estar orientados pelo poder de .

Para garantir a necessidade dessas leis empíricas. existem diversas leis. Kant também discorre sobre o Juizo Reflexionante. pertencendo a todo sujeito. que vão empregar cada qual um conceito. somada as diferentes opiniões que foram apresentadas pelos indivíduos. ele lança mão do juízo reflexionante. torna aquele valor universal.. ratificando Kant. ao passo que. com o quadro Monalisa. nas ciências baseadas na observação empírica. em Paris. o belo "é o que agrada universalmente. [8] seria também responsável pela harmonia observável no mundo natural) . Essa situação fica bem evidente quando visitamos um museu. confirmem essa posição? Ou então somos obrigados a admitir que todo objeto que julgamos como sendo belo é uma valoração subjetiva? O poder de julgar. Em sua Crítica da Faculdade do Juízo. padrões e comportamentos regulares que não são determinados analiticamente a partir das leis a priori do entendimento. Portanto a investigação crítica que Kant se refere diz respeito às possibilidades e limitações das faculdades subjetivas que agem sob princípios formulados e que pertencem à essência do pensamento. Esse ideal de organização sistemática nos encaminha a considerar a existência de um propósito maior. julga o belo como universal. mas sim um sentimento que é universal e necessário. . observaremos que as impressões causadas serão as mais diversas. Detendo-nos na análise dos comentários favoráveis notaremos que. [. Kant reconhece que.julgar. de acordo com a percepção. tal raciocínio leva esse filósofo a reconhecer a necessidade de uma ideia de finalidade que englobe toda a Natureza enquanto tal (e que. no tocante à observação da Natureza. após a contemplação da Monalisa. representa uma reivindicação para tornar universal um juízo subjetivo. a partir da minha apreciação de uma forma bela da natureza ou da arte. Como podemos desnudar o fenômeno que explica o nosso gosto? Se fizermos uma experiência com vários indivíduos e o defrontarmos com um objeto de arte. o belo não está arraigado em nenhum conceito.] procede da diversidade particular das leis a um princípio unificador [6] transcendental” .. dos vários indivíduos que vão apreciar a obra de Leonardo da Vinci. Para Kant apenas sobre gosto se discute. Pois. Então chegaremos à conclusão de que a observação atenta e valorativa daquele objeto. o qual. especulativo e prático. Os sujeitos têm em comum um princípio de avaliação moral livre que determina a avaliação estética e. E a indagação básica que move essa investigação crítica a respeito do belo é: existe algum valor universal que conceitue o belo e que reivindique que outras pessoas. encontraremos desde pessoas especializadas em arte até leigos. perceberemos que os mais diversos comentários serão tecidos a cerca dessa obra tão famosa. portanto. como eu ou você. nos dá respaldo para afirmar que o gosto tem que ser discutido. E. no caso tratado. dessa forma. é universal e congraça o julgamento estético. O juízo estético está relacionado ao prazer ou desprazer que o objeto analisado nos imprime e. sem relação com qualquer conceito". que possibilite uma experiência unificada para o [7] entendimento da Natureza . A universalidade do juízo estético é detectada por envolver um exercício persuasivo de convencimento de outro sujeito que aquela determinada forma da natureza ou da arte é bela. Então isso comprova que não existe uma definição exata a cerca do belo. como se refere Kant. Digamos que essa experiência fosse realizada no Museu do Louvre. “comparável à indução científica. Se nos colocarmos como observador.

afirmaríamos que tudo se passa como [10] se a mesma existisse . em [14] seguida. No entanto. pois a Física. caso o visitante mantenha-se pacifico. Então. Também. para que ele compreenda os seres vivos e o ambiente natural. o juízo teleológico conseguirá transitar da ideia de uma harmonia interna ao sujeito transcendental (das faculdades mentais subjetivas. E para falar de uma finalidade em um objeto da Natureza. mas não de imputação como tal. no seu domínio. não seria possível hostiliza-lo. visto que tal direito persiste a toda espécie humana. Devemos estar sempre conscientes de que se trata de uma pressuposição. Kant define dois métodos para se investigar a Natureza. mas sim. investigar suas partes. não se trata de um direito que obrigatoriamente o visitante poderia exigir daquele que o tem assim. Consequencialmente. Dessa forma. É nesses termos que se torna coerente a tese de que nunca poderia haver um “Newton dos Talos de Grama”. Kant traz no terceiro artigo definitivo de um tratado de paz perpetua. os quais se organizam a si mesmos e. o do direito de apresentar-se na sociedade. sem meios de ser comprovada a priori por nosso aparato cognitivo. o fato de que existe um direito cosmopolitano relacionado com os diferentes modos do conflito dos indivíduos intervirem nas relações com outros indivíduos. no contexto mais amplo. em segundo lugar. pode repelir o visitante se este interfere em seu domínio. para uma [12] harmonia que resida na própria Natureza . e. A pessoa que está em seu território. é imprescindível para o estudo concernente aos fenômenos vitais. O juízo teleológico terá uma importância primordial na obra kantiana. por seu turno. O juízo teleológico que. definida com base em conceitos puros do entendimento a priori. está ancorado no juízo reflexionante. estaria em um grau de certeza superior aos conhecimentos que necessitam da suposição de um princípio regulador teleológico (visto ser necessário supor que a grama tem [11] como finalidade o seu próprio crescimento). que é a pressuposição para o juízo estético). Enfim. Em vez de afirmar que existe realmente essa finalidade. ou mesmo na Natureza enquanto todo orgânico para. e o todo. Já o indivíduo deve tolerar a presença do outro. mas a qual [9] precisamos adotar para resolver nossas questões práticas de conhecimento . conforme se faz na Física. o juízo em foco deve ser um fio condutor [15] para o cientista da Natureza. [editar]A paz perpétua A paz perpétua trata que o direito cosmopolítico deve circunscrever-se às condições de uma hospitalidade universal.Note-se que a referida ideia de finalidade atribuída ao mundo natural é apenas um princípio regulador. que inicia por supor finalidades em um ser vivo. o direito da posse comunitária da superfície terrestre pertence a . visto que somente a partir dele será possível intermediar a causalidade natural com a finalidade moral. Primeiro. cujo exemplo é a Física. O direito de cada um na superfície terrestre pode ser limitada no sentido da superfície. sem interferir nele. no determinismo causal. de maneira que o “nexo das partes seja tal que cada parte pareça determinada pelo todo. de um direito que persiste em todos os homens. formam uma harmonia maior: o ambiente natural. não seja [13] possível senão pelas partes” . como vimos. de um entendimento intuitivo. Embora não possamos aplicá-lo com o rigor de uma causa eficiente. é preciso que esse objeto seja causa final de si mesmo. portanto. Os principais exemplos dos objetos em questão serão os seres orgânicos. o conhecimento discursivo fundado nas causas eficientes e.

todos aqueles que gozam da condição humana. numa teoria sistemática. o fanatismo e a superstição. O relacionamento entre as pessoas está na construção dos direitos de cada um. proporcionando a esperança de uma possível aproximação do estado pacífico. [editar]Metafísica e epistemologia de Kant . Kant foi um dos grandes construtores de sistemas."o céu estrelado por sobre mim e a lei moral dentro de mim" . sendo indispensável para a compreensão do direito cosmopolítico de modo a garantir as condições necessárias para termos uma hospitalidade universal.é um resumo dos seus esforços: ele pretendia explicar.Crítica da razão pura. que se podem tornar nocivos a todos e. levando a cabo a ideia de crítica nos seus estudos da metafísica. Mesmo que o espaço seja limitado. o fatalismo. aquelas duas áreas. Uma citação famosa . Por fim. existindo uma tolerância de todos a fim de que se alcance uma convivência plena. cujo objectivo primário era "criticar" as limitações das nossas capacidades intelectuais. ética e estética. por último. O seu interesse na ciência também o levou a propor em 1755 que o sistema solar fora criado a partir de uma nuvem de gás na qual os objectos se condensaram devido à gravidade. a não violação do direito cosmopolitano e o direito público da humanidade criará condições para o favorecimento da paz perpetua. Esta teoria envolvia a assunção de forças naturais de que os homens não se apercebem." Kant.[16] Apesar de ter adaptado a ideia de uma filosofia crítica. mas que são usadas para explicar o movimento de corpos físicos. também o idealismo e o cepticismo. Esta Hipótese Nebular é amplamente reconhecida como a primeira teoria moderna da formação do sistema solar e é precursora das actuais teorias da formação estelar. Isaac Newton tinha desenvolvido a teoria da física sob a qual Kant queria edificar a filosofia. Veja que o ato de hostilidade está presente no ato do direito de hospitalidade. os indivíduos devem se comportar pacificamente com o intuito de se alcançar a paz de convívio mútuo. que são sobretudo perigosos para as escolas e dificilmente se propagam no público. B XXXIV. a incredulidade dos espíritos fortes. [editar]Crítica e sistema "Só a crítica pode cortar pela raiz o materialismo. o ateísmo.

O livro mais lido e mais influente de Kant é a Crítica da Razão Pura (1781). por isso. também conhecida como "primeira crítica". a saber: Kant se perguntou como são possíveis juízos sintéticos a priori? Para responder a essa pergunta. diz Kant. O entendimento nos fornece as categorias com as quais podemos operar as sínteses do diverso da experiência. Assim. Tente imaginar alguma coisa que existe fora do tempo e que não tem extensão no espaço. Em segundo [5] . A mente humana não pode produzir tal ideia.como causa e efeito . há. Contudo. Mas além das formas da sensibilidade. Assim. já vemos que não podemos conhecer fora do espaço e do tempo. como são possíveis juízos sintéticos a priori? São possíveis porque há uma faculdade da razão . ou aquilo que não está no campo fenomenológico da experiência. não nos é possível conhecer a coisa em si. Kant escreveu esse livro portentoso.que nos fornece categorias a priori . Na perspectiva de Kant.que nos permitem emitir juízos sobre o mundo. mas que só podem ser usadas na experiência. de mais de 800 páginas.o entendimento . Nada pode ser percebido excepto através destas formas. Kant vai nos dizer que há também o entendimento.Capa da obra Crítica da Razão Pura. e os limites da física são os limites da estrutura fundamental da mente. De acordo com o próprio autor. na filosofia crítica de Kant. de forma a poder compreender a massa sussurrante de experiência crua. Kant vai mostrar que tempo e espaço são formas fundamentais de percepção (formas da sensibilidade) que existem como ferramentas da mente. Elas não podem ser empregadas fora do campo da experiência. o conhecimento a priori de algumas coisas. é resultado da leitura deHume e do seu despertar do sono dogmático. as categorias são próprias do conhecimento da experiência. Na primeira crítica. não-interpretada que se apresenta às nossas consciências. a obra. Daí porque. que seria uma faculdade da razão.1781. uma vez que a mente tem que ter estas categorias.

Apesar da interpretação exacta desta frase ser contenciosa. da filosofia crítica com a revolução copernicana na astronomia. uma coisa é um objecto apenas se puder ser percepcionada. a percepção não é o critério da existência dos objectos. Para Kant. [editar]Filosofia Moral . as condições de sensibilidade espaço e tempo . Antes. ela remove o mundo real (a que Kant chamou o mundo numenal ou númeno) da arena da percepção humana. foi assumido que todo o nosso conhecimento deve conformar-se aos objectos. Para Berkeley.física. no sentido de discussão do mundo perceptível.lugar. para usar a frase de Henry Allison. e não se pode definir o campo até que se tenha definido o limite do campo da física . como os de Berkeley. Kant afirma. Até aqui. em síntese. por tentativas. que não somos capazes de conhecer inteiramente os objetivos reais e que o nosso conhecimento sobre os objetos reais é apenas fruto do que somos capazes de pensar sobre eles. Mas esse idealismo transcendental de Kant deverá ser distinguido de sistemas idealistas. requeridas para que conheçamos objectos no mundo dos fenómenos. uma maneira de a compreender é através da comparação de Kant. que ver se temos ou não mais sucesso nas tarefas da metafísica. Enquanto Kant acha que os fenómenos dependem das condições da sensibilidade. por falhar. Tal como Copérnico revolucionou a astronomia ao mudar o ponto de vista. O idealismo transcendental descreve este método de procurar as condições da possibilidade do nosso conhecimento do mundo. Kant denominou a filosofia crítica de "idealismo transcendental". por meios de conceitos. a filosofia crítica de Kant pergunta quais as condições a priori para que o nosso conhecimento do mundo se possa concretizar. esta tese não é equivalente à dependência-mental no sentido do idealismo de Berkeley. acabaram. Mas todas as nossas tentativas de estender o nosso conhecimento de objectos pelo estabelecer de qualquer coisa a priori a seu respeito. Temos pois. nesta suposição. Kant tinha querido discutir os sistemas metafísicos mas descobriu "o escândalo da filosofia": não se pode definir os termos correctos para um sistema metafísico até que se defina o campo. espaço e tempo.oferecem as "condições epistémicas". no segundo prefácio à "Crítica da Razão Pura". se supusermos que os objectos devem corresponder ao nosso conhecimento.

nunca meramente como meio". As nossas obrigações morais podem ser resultantes do imperativo categórico. Kant também foi professor de Física. que ele acreditava serem mais ou menos equivalentes (apesar de opinião contrária de muitos comentadores): § A primeira formulação (a fórmula da lei universal) diz: "Age somente em concordância com aquela máxima através da qual tu possas ao mesmo tempo querer que ela venha a se tornar uma lei universal". ou uma obrigação que temos independentemente da nossa vontade ou desejos (em contraste com o imperativo hipotético). A contribuição de Kant à Geografia deu-se tanto por seu . Lógica. O imperativo categórico pode ser formulado em três formas. Age de tal modo que a máxima da tua ação se possa tornar princípio de uma legislação universal. Antropologia. Podemos pensar em nós como tais legisladores autônomos apenas se seguirmos as nossas próprias leis. quer na tua pessoa como de qualquer outra.Estátua de Immanuel Kant em Kaliningrado Immanuel Kant desenvolve a filosofia moral em três obras: Fundamentação da Metafísica dos Costumes (1785). sempre ao mesmo tempo como fim. Nesta área. Diz que deveremos agir por forma a que possamos pensar de nós próprios como leis universais legislativas através das nossas máximas.. § A terceira fórmula (a fórmula da autonomia) é uma síntese das duas prévias. O imperativo categórico. [editar]A Geografia em Kant Além de seu trabalho filosófico. em termos gerais. é uma obrigação incondicional. Crítica da Razão Prática (1788) e Crítica do Julgamento (1790). Kant é provavelmente mais bem conhecido pela teoria sobre uma obrigação moral única e geral. que explica todas as outras obrigações morais que temos: o imperativo categórico. Geografia. Metafísica e outras disciplinas. § A segunda fórmula (a fórmula da humanidade) diz: "Age por forma a que uses a humanidade.

objeto da Geografia. ou seja. permitiu que um antigo aluno publicasse uma obra contendo as notas de sua disciplina. À Geografia cabe o título de ciência [23] de síntese dos fenômenos naturais . dentro de seu sistema filosófico sobre o conhecimento humano. Essa publicação autorizada condensa muito do conhecimento geográfico existente na época de [18] Kant e torna-se um dos livros referenciais na história do pensamento geográfico. nos define a Geografia como a ciência da diferenciação da crosta terrestre. além de propiciar ao aluno uma base de conhecimentos empíricos. e Teológica (a distribuição das [19] religiões). Kant também classificou as ciências quanto ao seu objeto. também consistiria em um primeiro contato com o que seria uma propedêutica do [17] conhecimento científico do mundo. Na segunda. dimensão. era ofertado no período inicial dos cursos universitários e tinha como proposta apresentar aos alunos um “sumário da natureza”. Essa segunda definição será de grande relevância para classificação científica da Geografia dentro do sistema Kantiano. sendo que estas últimas seriam responsáveis por aglutinar e integrar os conhecimentos das demais ciências. dividindo-as em ciências específicas (de um só objeto) e ciências de síntese. um quadro geral do saber humano mostrando ser possível conhecer o mundo de uma maneira integrada e sistemática. Porém. Geografia Moral (os costumes e o caráter do homem em relação ao meio ambiente). [editar]Kant e a Revolução Francesa . Nesse tocante. Esse quadro geral. que lhe assegura um lugar no rol das ciências. cumpre destacar duas grandes contribuições à Geografia: [1] a classificação da Geografia como ciência dentro do esquema do conhecimento humano e [2] as obras kantianas que tratam sobre o tema da observação e do estudo dos fenômenos [20] naturais .trabalho como professor geógrafo. ao fim de sua vida. abarcavam todos os fenômenos perceptíveis. Política. Kant nunca publicou um livro específico sobre o seu curso de Geografia. O curso de Geografia Física. necessários para os raciocínios e pesquisas científicos posteriores de seu curso. Na primeira. Kant identificava a Geografia em cinco partes. quanto também por suas reflexões sobre o papel da Geografia no estudo dos fenômenos naturais. ministrado por Kant. Em sua obra filosófica. inclusive a [24] observação da sociedade humana sobre o espaço . cabe ressaltar que os fenômenos naturais. devido à importância da intuição de espaço na teoria do conhecimento de sua obra “Crítica da Razão Pura”. a saber: Geografia Matemática (forma. Enquanto a História seria a responsável pela descrição temporal dos fenômenos. Mercantil (comercial). enquanto à Antropologia cabe o de síntese dos conhecimentos sobre a estrutura humana. seria a ciência responsável pela [21] descrição das coisas em termos de espaço . e movimento da Terra). cabe à [22] Geografia a descrição dos dados em sua organização espacial . Essa organização confere um status de especificidade ao método geográfico (descrição espacial). Kant nos apresenta duas definições da Geografia.

a perspectiva é já completamente diferente. Kant. afirma ainda cheio de optimismo: "A passagem gradual da fé eclesiástica ao domínio exclusivo da pura fé religiosa [25] constitui a aproximação do reino de Deus". começando por ver na [Revolução Francesa] uma tentativa de instaurar o domínio da razão e da liberdade. e na imortalidade. ou seja. eram irracionais. Kant volta a reflectir sobre a prometida razão e liberdade.. no seu ensaio "Uma resposta à questão: o que é o Iluminismo?". a par do fim natural de todas as coisas. o "reino de Deus" anunciado nos Evangelhos recebia como que uma nova definição e uma nova presença: a Revolução podia apressar a passagem da fé eclesiástica à fé racional. então o pensamento dominante dos homens deveria tomar a forma de rejeição e de oposição contra ele. Observando a evolução e as realizações práticas. Toda a Europa do Iluminismo contemplava então fascinada os acontecimentos revolucionários em França. pela "mera fé racional.Estátua de Immanuel Kant na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG.. Em 1784. os cépticos que diziam que a crença em Deus. na liberdade. Kant visava vários grupos que tinham levado o racionalismo longe demais: os metafísicos que pretendiam tudo compreender acerca de Deus e da imortalidade. No plano religioso. onde chegasse a Revolução a "fé eclesiástica" seria superada e substituída pela "fé religiosa". (baseado presumivelmente . no livro Das Ende aller Dinge ("O fim de todas as coisas").] inauguraria o seu regime. perverso: Se acontecesse um dia chegar o cristianismo a não ser mais digno de amor. os cientistas que presumiam nos seus resultados a mais profunda e exacta descrição da natureza. mesmo que breve. em 1792. Kant toma agora em consideração a possibilidade de que. Kant mantinha-se no entanto optimista "Teoria política de Kant e Herder: Despotismo Esclarecido e Legitimidade da Revolução"] de Gonçal Mayos. e o anticristo [. A Revolução francesa vai no entanto ser um marco de viragem. Nessa obra. se verifique também um fim contrário à natureza." Em 1795. ao escrever a obra Der Sieg des guten Prinzips über das böse und die Gründung eines Reichs Gottes auf Erden (A vitória do princípio bom sobre o princípio mau e a constituição de um reino de Deus sobre a terra). também na filosofia de Kant.

sobre o medo e o egoísmo).Neste ano. Foi um rei que trouxe sinais de tolerância à Prússia. 1746 . o fim (perverso) de todas as coisas. Em seguida. 1755 . como ele próprio disse. Trouxe iluministas (Voltaire. embora destinado a ser a religião universal. "Emile" (uma obra filosófica sobre a educação do indivíduo) e o ensaio "Contrato social". Selo de 250 anos de nascimento de Immanuel Kant (1724-1804). Kant foi influenciado pelo desastre que foi o Terramoto de 1755. Frederico II torna-se Rei da Prússia. 1770 . 1762 . Daria aulas como docente privado. 1781 . de facto não teria sido ajudado pelo destino a sê-lo. que era uma nação célebre pela disciplina militar. [editar]Marcos na vida de Kant 1724 .1754 .Kant dá aulas a crianças em pequenas vilas das redondezas. Kant lê por volta desta altura a obra de David Hume. um protestante.Auge do movimento romântico chamado "Sturm-und-Drang". que o terá despertado do seu "sono dogmático". banidos pelo Papa. 1773 . Teria de encontrar trabalho como professor particular. Moses Mendelssohn e Johann Georg Hamannpronunciam-se com indecisão. após 14 anos como docente (pago pelos alunos). . sob o aspecto moral. Kant consegue o título de Mestre e o direito a dar aulas na Universidade Alberto. poderia verificarse. visto que o cristianismo.Kant torna-se professor de Lógica e Metafísica na Universidade. o mais famoso) para a corte e continuou a política de encorajamento à imigração que o pai tinha seguido. Kant deixou de ter sustento.Kant nasce a 22 de abril. Herder publica "Também uma filosofia da História para educação da Humanidade". 1740 . 1748 . em parte pelo resultado de tentar entender a enormidade do sismo e as consequências. Não pago pela Universidade mas pelos próprios alunos. [26] Face à violência inaudita da Revolução Francesa. em Lisboa/Portugal. Kant vai também reflectir acerca dos seus conceitos políticos. concede refúgio à Ordem dos Jesuítas. Frederico II.Falecimento do pai de Kant. e ao novo tipo de autoritarismo que se [27] firmava nas "Luzes" da razão. 1774 .Ironicamente. porém.Kant lê as recentes publicações de Rousseau.Kant publica em Maio "Crítica da Razão Pura". A reacção é pouco encorajadora. Nesse ano. publicou três textos distintos sobre o assunto.Publicação do Livro "História natural genérica e teoria dos céus".

Crítica da Razão Prática (1788).Com 80 anos de idade.Publicação do tratado "Para a paz eterna". Prolegómenos a Toda a Metafísica Futura . Kant respondeu com o seu artigo. Fundamentos da metafísica da moral (1785). A Metafísica da Moral (1797). 1789 . que era então o iluminismo. 1804 . na qual surge a perspectiva de um cidadão do mundo esclarecido. A Paz Perpétua (1795). Kant pronuncia-se inicialmente de forma favorável à Revolução. Um anónimo tinha escrito que a cerimónia do casamento já não se conformava ao espírito dos tempos do iluminismo.Publicação de "Crítica da Razão Prática".Início da Revolução Francesa. Morte do amigo Johann Georg Hamann. Prolegômenos para toda metafísica futura que se apresente como ciência (1783). A Religião dentro dos limites da mera razão (1793). Antropologia do ponto de vista pragmático (1798). após prolongada doença que apresentava sintomas semelhantes à Doença de Alzheimer. [editar]Obras               Dissertação sobre a forma e os princípios do mundo sensível e inteligível (1770).Kant escreve um artigo intitulado "O que é o Iluminismo?" para a revista "Berlinischen Monatsschrift". Um pastor perguntou na resposta. após o qual o Rei da Prússia Friedrich Wilhelm II proíbe Kant de se pronunciar sobre quaisquer temas religiosos. e sobretudo à secularização resultante. 1795 . Já não reconhecia sequer os seus amigos íntimos. Crítica da Razão Pura (1781). Crítica do Julgamento (1790). Doutrina do Direito (1796). Kant faleceu em Königsberg. Fundamentação da Metafísica dos Costumes (1785). 1788 . Primeiros princípios metafísicos da ciência natural (1786). como resposta a uma discussão na mesma.1783 .