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Miguel Frederico Hilgenberg Neto
Universidade Federal do Paraná
Departamento de Construção Civil
TC-057 Estruturas de Madeira
(41) 9951-9090
mfhneto@gmail.com





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SUMÁRIO
CAPÍTULOS ..................................................................................................... cap. 0 pag. 3
LISTA DE FIGURAS........................................................................................ cap. 0 pag. 3
LISTA DE TABELAS ........................................................................................ cap. 0 pag. 6
REFERÊNCIAS NORMATIVAS ....................................................................... cap. 0 pag. 7
NOTAÇÃO ........................................................................................................ cap. 0 pag. 7
BIBLIOGRAFIA ……………………………………………………………………... cap. 0 pag. 15
SITES DE MADEIRAS ..................................................................................... cap. 0 pag. 16


CAPÍTULOS
Capítulo 1 – O material de construção madeira ............................................... cap. 1
Capítulo 2 – Ações e segurança nas estruturas de madeira ........................... cap. 2
Capítulo 3 – Propriedades mecânicas da madeira .......................................... cap. 3
Capítulo 4 – Solicitações nas barras das estruturas de madeira ..................... cap. 4
Capítulo 5 – Elementos compostos de peças múltiplas ................................... cap. 5
Capítulo 6 – Ligações nas peças estruturais de madeira ................................ cap. 6
Capítulo 7 – Desenho de estruturas de madeira .............................................. cap. 7
Capítulo 8 – Estruturas de madeira para coberturas ....................................... cap. 8
Capítulo 9 – Contraventamento de estruturas de madeira .............................. cap. 9
Capítulo 10 – Formas e escoramentos de madeira para estruturas ................ cap. 10


LISTA DE FIGURAS
Figura 1 Direções características das fibras de uma peça de madeira cap. 1 pag. 3
Figura 2 Composição de uma amostra de madeira cap. 1 pag. 4
Figura 3 Direção a considerar para a determinação da resistência cap. 1 pag. 6
Figura 4 Cisalhamento vertical cap. 1 pag. 7
Figura 5 Cisalhamento horizontal cap. 1 pag. 7
Figura 6 Cisalhamento perpendicular cap. 1 pag. 7
Figura 7 Peça sujeita à flexão simples cap. 1 pag. 7
Figura 8 Tronco de madeira bruta cap. 1 pag. 8
Figura 9 Peça maciça de madeira serrada cap. 1 pag. 8
Figura 10 Chapa de madeira compensada cap. 1 pag. 8
Figura 11 Peça de madeira laminada e colada cap. 1 pag. 9
Figura 12 Chapa de madeira recomposta cap. 1 pag. 9
Figura 13 Treliças e tesouras tipo “PRATT” e “HOWE” cap. 1 pag. 10
Figura 14 Tesouras tipo “BELGA” e “BOWSTRING” cap. 1 pag. 10
Figura 15 Vigamento comum de madeira cap. 1 pag. 11
Figura 16 Arco de madeira cap. 1 pag. 11
Figura 17 Pórtico de madeira cap. 1 pag. 11
Figura 18 Seção transversal de ponte de madeira cap. 1 pag. 11
Figura 19 Escoramento de estrutura de concreto cap. 1 pag. 12
Figura 20 Forma para vigas e lajes de concreto cap. 1 pag. 12
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Figura 21 Casa de madeira cap. 1 pag. 12
Figura 22 Compressão localizada cap. 4 pag. 5
Figura 23 Compressão inclinada em relação às fibras cap. 4 pag. 6
Figura 24 Tensões de flexão na seção retangular cap. 4 pag. 7
Figura 25 Entalhes em peças com h
1
>0,75 cap. 4 pag. 9
Figura 26 Entalhes em peças com h
1
 0,75 cap. 4 pag. 9
Figura 27 Contra-flechas em vigas de madeira cap. 4 pag. 10
Figura 28 Flexão oblíqua cap. 4 pag. 11
Figura 29
Elementos compostos por peças justapostas, solidarizadas
continuamente
cap. 5 pag. 1
Figura 30
Elementos compostos por peças solidarizadas
descontinuamente
cap. 5 pag. 1
Figura 31 Elementos compostos por espaçadores interpostos cap. 5 pag. 3
Figura 32 Elementos compostos por chapas laterais cap. 5 pag. 3
Figura 33
Propriedades geométricas nos arranjos “a” e “b” de elemntos
compostos por peças solidarizadas descontinuamente
cap. 5 pag. 4
Figura 34
Esforço gerado nas ligações de elementos compostos por
peças solidarizadas descontinuamente
cap. 5 pag. 6
Figura 35
Esforço gerado nas ligações de elementos compostos por
peças solidarizadas descontinuamente (novo modelo da NBR-
7190)
cap. 5 pag. 6
Figura 36
Flambagem local de peças isoladas em elementos compostos
por peças solidarizadas descontinuamente
cap. 5 pag. 7
Figura 37
disposições construtivas adicionais, nos elementos
solidarizados descontinuamente
cap. 5 pag. 7
Figura 38 Elemento com alma de tábuas cruzadas cap. 5 pag. 7
Figura 39
Elemento com alma de chapa compensada ou de madeira
recomposta
cap. 5 pag. 8
Figura 40 Elemento composto por lâminas coladas cap. 5 pag. 9
Figura 41 Encaixes cap. 6 pag. 1
Figura 42 Pinos cap. 6 pag. 1
Figura 43 Conectores cap. 6 pag. 1
Figura 44 Viga colada cap. 6 pag. 1
Figura 45 Estribos e grampos cap. 6 pag. 2
Figura 46 Mecanismo de apoio do pino sobre a madeira cap. 6 pag. 3
Figura 47 Seções de corte em ligações cap. 6 pag. 4
Figura 48 Distribuição do esforço entre os pinos nas ligações cap. 6 pag. 4
Figura 49 Ruptura por esmagamento cap. 6 pag. 5
Figura 50 Ruptura por cisalhamento cap. 6 pag. 5
Figura 51 Ruptura por flexão do pino cap. 6 pag. 5
Figura 52 Pinos em corte simples cap. 6 pag. 6
Figura 53 Pinos em corte duplo cap. 6 pag. 6
Figura 54 Corte simples em peças multiplas cap. 6 pag. 6
Figura 55 Ligações em peças múltiplas cap. 6 pag. 7
Figura 56 Espaçamento entre pinos consecutivos cap. 6 pag. 8
Figura 57 Bordos carregado e descarregado nas ligações cap. 6 pag. 8
Figura 58 Espaçamento dos pinos aos bordos cap. 6 pag. 9
Figura 59 Espaçamento dos pinos na direção normal à carga cap. 6 pag. 9
Figura 60 Alternância da cravação dos pinos cap. 6 pag. 9
Figura 61 Ligações com conectores cap. 6 pag. 12
Figura 62 Símbolos para peças de madeira cap. 7 pag. 3
Figura 63 Direção das fibras em uma peça de madeira cap. 7 pag. 3
Figura 64 Indicação da direção das fibras em uma peça específica cap. 7 pag. 3
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Figura 65 Representação de ligações com pregos cap. 7 pag. 4
Figura 66 Representação de ligações com parafusos cap. 7 pag. 4
Figura 67 Exemplo de desenho de projeto estrutural cap. 7 pag. 6
Figura 68 O sistema “frame” cap. 8 pag. 1
Figura 69 Soluções de cobertura em arco cap. 8 pag. 2
Figura 70 Ginásio de Esportes em Lajes-SC – fonte : Battistella cap. 8 pag. 2
Figura 71 Composição de seção de arcos planos cap. 8 pag. 3
Figura 72 Coberturas em treliças cap. 8 pag. 3
Figura 73 Treliça espacial para cobertura em madeira cap. 8 pag. 4
Figura 74 Pórtico de madeira cap. 8 pag. 4
Figura 75 Solução convencional de galpões cap. 8 pag. 5
Figura 76 Determinação das ações nos nós de estruturas cap. 8 pag. 6
Figura 77 Determinação das ações nas terças cap. 8 pag. 6
Figura 78 Flexão oblíqua em ripas, caibros e terças cap. 8 pag. 7
Figura 79 Ligações de um nó de estrutura metálica cap. 8 pag. 8
Figura 80 Ligações de um nó de estrutura de madeira cap. 8 pag. 8
Figura 81 Nó de extremidade de tesoura cap. 8 pag. 9
Figura 82 Configuração dos nós e suas cargas cap. 8 pag. 9
Figura 83 Planta de cobertura de uma residência cap. 8 pag. 10
Figura 84 Estrutura de cobertura do telhado de uma residência cap. 8 pag. 10
Figura 85 Estruturação com pontaletes cap. 8 pag. 11
Figura 86 Detalhe do apoio das telhas cap. 8 pag. 11
Figura 87 Instabilidade lateral cap. 9 pag. 1
Figura 88 Força convencional de instabilidade cap. 9 pag. 2
Figura 89 Contraventamento de peças comprimidas cap. 9 pag. 3
Figura 90 Contraventamento por tração cap. 9 pag. 4
Figura 91 Contraventamento de vigas cap. 9 pag. 4
Figura 92 Estabilidade global de estruturas cap. 9 pag. 5
Figura 93 Dimensionamento de contraventamentos cap. 9 pag. 5
Figura 94 Formas para pilar de seção retangular cap. 10 pag. 2
Figura 95 Formas para seções circulares e variáveis cap. 10 pag. 3
Figura 96 Formas para vigas cap. 10 pag. 3
Figura 97 Formas para vigas isoladas cap. 10 pag. 4
Figura 98 Escoramento para lajes pré-moldadas cap. 10 pag. 4
Figura 99 Formas para escadas cap. 10 pag. 5
Figura 100 Empuxo horizontal nas formas cap. 10 pag. 6
Figura 101 Carregamento dos painéis de lajes cap. 10 pag. 6
Figura 102 Carregamento de gravatas de pilares e de vigas cap. 10 pag. 7
Figura 103 Escoras solicitadas à compressão cap. 10 pag. 7
Figura 104 Travamento e contraventamento de escoras cap. 10 pag. 8













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LISTA DE TABELAS
Tabela 1 Dimensões comerciais da madeira em Curitiba-PR cap. 1 pag. 10
Tabela 2 Classes de carregamento cap. 2 pag. 4
Tabela 3 Coeficientes de ponderação para ações permanentes indiretas cap. 2 pag. 11
Tabela 4
Coeficientes de ponderação para ações permanentes de
grande variabilidade
cap. 2 pag. 11
Tabela 5 Coeficientes de ponderação para ações permanentes indiretas cap. 2 pag. 12
Tabela 6 Coeficientes de ponderação para ações variáveis cap. 2 pag. 12
Tabela 7 Fatores de minoração cap. 2 pag. 13
Tabela 8 Classes de umidade cap. 3 pag. 2
Tabela 9 Relações entre as propriedades mecânicas cap. 3 pag. 4
Tabela 10 Classes de resistência das CONÍFERAS cap. 3 pag. 5
Tabela 11 Classes de resistência das DICOTILEDÔNEAS cap. 3 pag. 5
Tabela 12
Valores médios de madeiras dicotiledôneas nativas e de
florestamento
cap. 3 pag. 6
Tabela 13
Valores médios de madeiras dicotiledôneas nativas e de
florestamento
cap. 3 pag. 7
Tabela 14
Valores médios de madeiras coníferas nativas e de
florestamento
cap. 3 pag. 7
Tabela 15
Valores médios de madeiras dicotiledôneas nativas e de
florestamento
cap. 3 pag. 8
Tabela 16 Valores de k
mod,1
cap. 3 pag. 10
Tabela 17 Valores de k
mod,2
cap. 3 pag. 10
Tabela 18
Coeficientes de fluência |
cap. 4 pag. 4
Tabela 19 Valores de
n
o cap. 4 pag. 5
Tabela 20
Inércias efetivas de elementos compostos por peças
solidarizadas continuamente
cap. 5 pag. 2
Tabela 21 Valores de o
E
cap. 6 pag. 3
Tabela 22 Diâmetros de parafusos lisos cap. 6 pag. 10
Tabela 23 Bitolas comerciais de pregos cap. 6 pag. 10
Tabela 24 Valores de o
m
cap. 9 pag. 3























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REFERÊNCIAS NORMATIVAS
NBR 5984 - Norma geral de desenho técnico
NBR 6118/03 - Projeto e execução de obras de concreto armado
NBR 7808/82 - Símbolos gráficos para projeto de estruturas
NBR 8681/84 - Ações e segurança nas estruturas
NBR 6120/80 - Cargas para o cálculo de estruturas de edificações
NBR 6123/87 - Forças devidas ao vento em edificações
NBR 6627/81 - Pregos comuns de aço para madeira
NBR 7187/86 - Projeto e execução de pontes de concreto armado e protendido
NBR 7188/84 - Cargas móveis em pontes rodoviárias e passarelas de pedestres
NBR 7189/85 - Cargas móveis para projeto estrutural de obras ferroviárias
NBR 8800/86 - Projeto e execução de estruturas de aço de edifícios - método dos estados
limites
Eurocode n
o
5 - Design of Timber Structures – 1991

NOTAÇÃO
Letras romanas maiúscul as
A - área
A
w
- área da seção transversal bruta da peça de madeira
A
wc
- área da parte comprimida de A
w

A
wt
- área da parte tracionada de A
w

A
o
- área da parte carregada de um bloco de apoio
A
s
- área da seção transversal de uma peça metálica
A
sv
- área da seção transversal de peças metálicas submetidas a corte
A
sv1
- área da seção transversal de um pino metálico submetido a corte (pino, prego,
parafuso)
A
sn
- área da seção transversal de uma peça metálica submetida a tensões normais
(tirantes, montantes)
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C - momento de inércia à torção
E - módulo de elasticidade, módulo de deformação longitudinal
E
s
- módulo de deformação longitudinal do aço
E
w
- módulo de deformação longitudinal da madeira
E
wn
ou E
wo
- módulo de deformação longitudinal paralela às fibras da madeira
E
wn
ou E
w90
- módulo de deformação longitudinal normal às fibras da madeira
F - ações (em geral), forças (em geral)
F
d
- valor de cálculo das ações
F
k
- valor característico das ações
G - ação permanente, módulo de deformação transversal
G
d
- valor de cálculo da ação permanente
G
k
- valor característico da ação permanente
G
w
- módulo de deformação transversal da madeira
I - momento de inércia
I
t
- momento de inércia à torção
K - coeficiente de rigidez (N/m)
L - vão, comprimento (em substituição a l para evitar confusão com o número 1)
M - momento (em geral, momento fletor)
M
r
- momento resistente
M
s
- momento solicitante
M
d
- valor de cálculo do momento (M
d
, M
rd
, M
sd
)
M
k
- valor característico do momento (M
k
, M
rk
, M
sk
)
M
u
- valor último do momento
M
eng
- momento fletor de engastamento perfeito
N - força normal (N
d
, N
k
, N
u
)
Q - ação acidental (variável) (Q
d
, Q
k
, Q
u
)
R - reação de apoio, resultante de tensões, resistência
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R
c
- resultante de tensões de compressão
R
t
- resultante das tensões de tração
S - Solicitação, momento estático de área
T - momento de torção
U - umidade
V - força cortante (V
u
, V
d
, V
k
), volume
W - carga do vento, módulo de resistência à flexão
Letras romanas minúsculas
a - distância, flecha
b - largura
b
f
- largura da mesa das vigas de seção T
b
w
- largura da alma das vigas
c - espaçamento
d - diâmetro
e - excentricidade
f - resistência de um material
f
d
- valor de cálculo da resistência
f
k
- valor característico da resistência
f
m
- valor médio da resistência
f
w
- resistência da madeira
f
wo
- resistência da madeira paralelamente às fibras
f
wco
- resistência à compressão paralela às fibras
f
wc90
- resistência à compressão normal às fibras
f
wto
- resistência à tração paralela às fibras
f
wt90
- resistência à tração normal às fibras
f
wvo
- resistência ao cisalhamento na presença de tensões tangenciais paralelas às
fibras
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f
wv90
- resistência ao cisalhamento na presença exclusiva de tensões tangenciais
normais às fibras
f
weo
- resistência de embutimento paralelo às fibras
f
we90
- resistência de embutimento normal às fibras
f
wtM
- resistência à tração na flexão
g - carga distribuída permanente (peso específico para evitar confusão com ¸
coeficiente de segurança
h - altura, espessura
i - raio de giração
k - coeficiente (em geral)
k
mod
- coeficiente de modificação
 - vão,comprimento(pode ser substituído por L para evitar confusão com o número1)
m - momento fletor por unidade de comprimento ou largura, massa, valor médio de
uma amostra
n - força normal por unidade de comprimento ou largura, número de elementos
q - carga acidental distribuída
r - raio, índice de rigidez =I/L
s - espaçamento, desvio padrão de uma amostra
t - tempo em geral, espessura de elementos delgados
u - perímetro, componente de deslocamento de um ponto
v - força cortante por unidade de comprimento ou largura, velocidade, componente
de deslocamento de um ponto
w - carga de vento distribuída, componente de deslocamento de um ponto
x - coordenada
y - coordenada
z - coordenada, braço de alavanca
Letras gregas minúsculas
o (alfa) - ângulo, coeficiente
| (beta) - ângulo, coeficiente, razão
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¸ (gama)- coeficiente de segurança, peso específico (pode ser substituído por g),
deformação tangencial específica

f
¸ - coeficiente de ponderação das ações

m
¸ - coeficiente de ponderação das resistências dos materiais

s
¸ - coeficiente de minoração da resistência do aço

w
¸ - coeficiente de minoração da resistência da madeira
o (delta) - coeficiente de variação
c (épsilon)- deformação normal específica
c
w
- deformação específica da madeira
c
wc
- deformação específica da madeira comprimida
c
wcc
- deformação específica por fluência da madeira comprimida
c
wt
- deformação específica da madeira tracionada
c
wtc
- deformação específica por fluência da madeira tracionada
c
wn
(c
w90
)- deformação específica normal às fibras

wp
c
(c
wo
) - deformação específica paralela às fibras
c
ws
- deformação específica de retração por secagem da madeira
, (zeta) - coordenada adimensional (z/L)
q (eta) - razão, coeficiente, coordenada adimensional (y/L)
u (theta) - rotação, ângulo
ì (lambda)- índice de esbeltez =L
o
/i
µ (mü) - coeficiente de atrito, momento fletor relativo adimensional, média de uma
população
v (nü) - coeficiente de Poisson, força normal relativa adimensional
ç (csi) - coordenada relativa (x/L)
o (ómicron)- deve ser evitada
t (pi) - emprego matemático apenas
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µ (ro) - massa específica (densidade)
µ
bas
- densidade básica
o (sigma) - tensão normal (o
d
,

o
k
, o
u
), desvio padrão de uma população
t (tau) - tensão tangencial (t
d
,

t
k
, t
u
)
t
w
- tensão tangencial na alma da viga
u (üpsilon)- deve ser evitada
¢ (psi) - coeficiente
e (omega)- coeficiente, velocidade angular
Índi ces gerai s
b - aderência
c - concreto, compressão, fluência
d - de cálculo
ef - efetivo
f - mesa da viga de seção T
i - inicial, núcleo
j - número
k - característico
m - material, média
p - pino, prego ou parafuso
s - aço, retração
t - tração, torção, transversal
u - último
v - cisalhamento
w - madeira, vento, alma das vigas
y - escoamento dos aços
Índi ces formados por abreviações
adm - admissível
amb - ambiente
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anel - anel
cav - cavilha
cal - calculado
cri - crítico
eng - engastamento
eq - equilíbrio (para umidade)
esp - especificado
est - estimado
exc - excepcional
ext - externo
inf - inferior
int - interno
lat - lateral
lim - limite
max - máximo
min - mínimo
sup - superior
tot - total
var - variável
vig - viga
Índices especiais
br - contraventamento (bracing)
ef - valores efetivos; valores existentes
eq - equilíbrio
t - tempo
C - classe de utilização
G - valores decorrentes de ações permanentes
M - valores na flexão
Q - valores decorrentes de ações variáveis
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R - valores resistentes (pode ser substituído por r)
S - valores solicitantes (pode ser substituído por s)
T - temperatura
Simplificação
Quando não houver motivo para dúvidas, os símbolos devem ser empregados com o menor
número possível de índices.
Assim, o índice w para madeira, frequentemente pode ser eliminado.






















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BIBLIOGRAFIA
Bibliografia básica:

CALIL J R., C.; BARALDI, L. T.; STAMOTO, G. C.; FERREIRA, N. S. S. SET 406 - Estruturas
de madeira (notas de aula), USP - São Carlos, Departamento de Estruturas
(http://www.eesc.sc.usp.br/servgraf ) , 1998.
PFEIL, W; M. PFEIL. Estruturas de madeira , Livros Técnicos e Científicos Editora S. A., 6
a

edição, ISBN 85-216-1385-7, 2003.
CALIL J R., C.; LAHR, F. A. R.; DIAS, A. A. Di mensionamento de elementos estruturais de
madeira , Editora Manole Ltda, 1
a
edição, ISBN 85-204-1515-6, 2003

Bibliografia suplementar:
GESUALDO, F. A. R. Estruturas de Madeira, URL:
http://www.feciv.ufu.br/docentes/francisco/franscisco.htm, 2003
MOLITERNO, A. Caderno de projeto de telhados em estruturas de madeira, Editora
Edgard Blücher, ISBN 85-212-0116-8, 2
a
edição ampliada, 1997.
ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TËCNICAS. Projeto de estruturas de
madeira, NBR 7190/97 (http://www.abnt.org.br ), Agosto, 1997.
CALIL J R., C.; OKIMOTO, F.; STAMOTO, G. C.; PFISTER, G. SET 613 -Formas de madeira
para concreto armado, USP- São Carlos, Departamento. de Estruturas
(http://www.eesc.sc.usp.br/servgraf) , 1998.
MONTEIRO, J . C. R. Tesouras de Telhado, Editora Interciência Ltda, ISBN 85-7193-006-6, 4
a

Reimpressão, 1998.
MILBRADT, K. , P. Timber Structures, In: Structural Engineering Handbook, 4
th
Edition, Edited
by E. H. Gaylord et alli, McGraw-Hill, Section 16, pp. 16-1,16-42, 1997.
MAINIERI, C. E CHIMELO, J . P. Madei ras Brasileiras - Fichas das características, IPT,
1989.
BUCHER, L. M. RICHTER, H. G. Anatomia da Madeira, Livraria Nobel S. A., ISBN 85-213-
0669-5, 1991.

























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SITES DE MADEIRAS

Site informativo sobre madeiras:
http: //www.madeiratotal.com.br

Empresa de projeto e execução de estruturas especiais de madeira:
http: //www.emadel.com.br
http: //www.vetorestruturas.com.br

Eucaliptos tratados com CCA(cromo, cobre arsênio) através de autoclave:
http://www.postesmariani.com.br

Madeiras laminadas coladas:
http://www.esmara.com.br
http://www.stella.com.br

Sistemas construtivos de casas pré-fabricadas:
http://www.canteiro.com.br
http://www.casema.com.br
http://www.diamondhouse.com.br
http://www.boavistacasasdemadeira.com.br

Placas de compensado:
http://www.triangulo.com.br
http: //www.leomadeiras.com.br

Painéis de madei ra OSB:
http://www.apawood.org
http://www.sba-osb.com

Painéis MDF:
http: //www.tafisa.com.br

Tratamento de madeiras em Autoclave:
http://www.stella.com.br
http://www.postesmariani.com.br

Treliças construídas com ligações metálicas do tipo gang-nail:
http://www.gangnail.com.au
http://www.gangnail.com.br

FPL – Forest Products Laboratory
http://www.fpl.fs.fed.us
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1
11
O
OO M
MMA
AAT
TTE
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LL D
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IIR
RRA
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1
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GGe
een
nne
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rr a
aal
ll i
ii d
dda
aad
dde
ees
ss
A madeira é um material orgânico, vegetal, abundante e renovável na natureza. Pela
facilidade de ser trabalhada, e grande quantidade disponível, sempre foi muito utilizada na
construção civil.
Em que pese o fato de que as chamadas aqui no Brasil “Madeiras de Lei”, denominação
das espécies correspondentes às Dicotiledôneas, terem sido muito exploradas nas décadas
passadas e hoje existirem apenas em regiões longínquas aos grandes centros consumidores,
existe uma enorme quantidade de espécies reflorestadas, e que podem continuar a servir à
Construção Civil.
Provavelmente, a madeira é o mais antigo material de construção, tendo antecedido à
própria pedra.
É também, um material que oferece ao homem grande afinidade visual e tátil.
Podemos avaliar o seu vasto emprego, pelas respectivas aplicações :
a) Em obras definitivas : a.1) pontes
a.2) estruturas de cobertura
a.3) casas e edifícios em geral

b) Em obras provisórias : b.1) escoramentos
b.2) andaimes
b.3) ensecadeiras

c) Como material auxiliar : formas para estruturas de concreto

d) Como material de acabamento : d.1) lambris
d.2) forros
d.3) vistas e rodapés
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Do ponto de vista da aplicação estrutural, a madeira compete com o concreto e o aço,
embora haja um preconceito quanto à sua durabilidade (especialmente) e resistência, por parte
daqueles que não a conhecem bem.
O que explica este preconceito é o fato de que as indústrias de cimento e de aço sempre
foram desenvolvidas em unidades de grande porte e em pequeno número, acompanhando-se
de pesquisa e ótimas Normas Técnicas, o que resultou na padronização daí decorrente.
J á a madeira quase sempre foi um produto de serrarias de pequeno porte e disseminadas
por todo o país, agindo desordenadamente e quase sem acompanhamento técnico, resultando
em mau uso, que por sua vez criou uma má imagem.
Para uma aplicação racional da madeira, devemos compor um painel comparativo das
suas vantagens e desvantagens, e assim estabelecer um critério adequado da escolha do
material a ser utilizado na solução da estrutura de uma certa obra.
Vantagens :
a) Elevada resistência mecânica :
|
.
|

\
|
=
2 30 C , MADEIRA , cd
cm
kN
20 , 1 f X |
.
|

\
|
2 20 C , CONCRETO , cd
cm
kN
21 , 1 ~ f

b) Facilidade de ser trabalhada :
Qualquer carpinteiro pode, com ferramentas simples, construir os detalhes
necessários à execução da grande maioria das estruturas usuais de madeira.

c) Ótimo isolamento térmico :
A madeira cumpre muito bem a função térmica que as construções de modo
geral requerem : uma ilustração disto é a apresentação dos valores do
coeficiente de condutibilidade térmica de alguns materiais conhecidos :
madeira de PINHO-PR :
C . hora . m
kcal
. 093 , 0
o 2
(direção normal às fibras)
C . hora . m
kcal
. 170 , 0
o 2
(direção paralela às fibras)
material cerâmico :
C . hora . m
kcal
. 700 , 0
o 2

concreto :
C . hora . m
kcal
. 200 , 1
o 2


d) Obtenção do material em local próximo à obra :
Este é um fator comprovado mesmo em regiões consideradas remotas.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.1 pg. 3/12
Desvantagens :
a) Falta de Homogeneidade :
a.1) Anisotropia :
É a variação das propriedades físicas e mecânicas, conforme a direção
considerada da peça.
São elas : L =direção Longitudinal
R =direção Radial
T =direção Tangencial



Figura 1 – Direções características das fibras de uma peça de madeira

Na prática, agrupam-se as direções Radial e Tangencial em uma única direção,
dada a pequena variação das propriedades nestas duas direções. Esta direção única
costuma receber a denominação de “direção normal às fibras”.
A outra direção (Longitudinal) também tem uma denominação comum que é
“direção paralela às fibras”.
a.2) Variação das propriedades físicas e mecânicas dentro da própria espécie.
a.3) Apresentação de defeitos.

b) Higroscopia :
É a variação dos volumes e das resistências mecânicas, conforme varia o teor de
umidade da madeira.

c) Durabilidade limitada quando desprotegida :
Isto acontece por conta dos ataques de fungos e/ou insetos. No entanto,
processos de secagem e tratamentos preservativos adequados, podem garantir
durabilidade de até 50 anos, ou mais.

d) Defeitos :
A maior ou menor quantidade de ocorrências determina a qualidade das
amostras (dos lotes que as amostras representam).
L
R
T
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Pode-se classificar as árvores em dois grandes grupos distintos, sob o ponto de vista da
utilização estrutural :
a) MADEIRAS MOLES ou CONÍFERAS, ou “SOFT WOODS”.
b) MADEIRAS DURAS ou DICOTILEDÔNEAS, ou “HARD WOODS”.
No Brasil, as madeiras Dicotiledôneas de resistência superior, costumam ser
denominadas também de “Madeiras de Lei”.

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1.2.1) Umidade :

|
|
.
|

\
| ÷
= 100 x
m
m m
2
2 1
e ; equação 1.1
onde : w : umidade (%) ; m
1
: massa úmida da amostra ; m
2
: massa seca da amostra.
A determinação da umidade de amostras de madeira deve ser feita obedecendo o
que prescreve a NBR-7190, no seu “ANEXO B”.
Na figura 2, mostra-se esquematicamente a composição global de uma amostra de
madeira :

MADEIRA SÓLIDA
ÁGUA LIVRE
ÁGUA IMPREGNADA

Figura 2 – Composição de uma amostra de madeira

Madeira sólida : sem qualquer teor de umidade.
Água livre : contida nas cavidades das células, e fácil de ser eliminada, por secagem.
Água impregnada : contida nas paredes das células, e difícil de ser eliminada.
Ponto de Saturação das Fibras : teor de umidade correspondente ao mínimo de
água livre e máximo de água de impregnação : é um teor de aproximadamente 25% nas
madeiras Brasileiras.
Para fins de aplicação estrutural da madeira, a NBR-7190 especifica a umidade de
12% como Teor de Referênci a para Ensaios e Cálculos.

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.1 pg. 5/12
1.2.2) Densidade :
aturado s volume
sêca massa
básica densidade = : equação 1.2
é apontada como valor de referência, na literatura internacional.
saturado volume
(padrão) 12% a massa
aparente densidade = : equação 1.3
é utilizada na classificação da madeira, e no cálculo estrutural.

1.2.3) Retratibilidade :
É a redução das dimensões das peças de madeira, ocasionada pela saída da água de
impregnação. Esta propriedade apresenta-se com valores diferentes de acordo com a
direção considerada das fibras da madeira.

1.2.4) Resistência da madeira ao fogo :
Ao contrário do que se pensa, a madeira não tem baixa resistência ao fogo. A peça
exposta ao fogo torna-se combustível para a propagação das chamas, porém, após
alguns minutos de queima, a camada externa carbonizada torna-se um isolante térmico,
retardando o efeito do incêndio.

1.2.5) Durabilidade Natural :
Varia de acordo com com as características de cada espécie. A baixa durabilidade natural
pode ser compensada por tratamentos preservativos.

1.2.6) Resistência Química :
A maior parte das espécies de madeira conhecidas têm boa resistência à ação química,
fato pelo qual a solução é muito adotada em ambientes com agressividade química.

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1.3.1) PROPRIEDADES ELÁSTICAS :
1.3.1.1) Módulo de Elastici dade Longi tudinal (E):
De acordo com a NBR-7190 :

0
E =obtido do ensaio à compressão da madeira
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20
E
E
0
90
= equação 1.4
madeira da flexão à ensaio do obtido E
m
=
Para as CONÍFERAS :
0 m
E x 85 , 0 E = equação 1.5
Para as DICOTILEDÔNEAS :
0 m
E x 90 , 0 E = equação 1.6
1.3.1.2) Módulo de Elasticidade Tranversal (G):
Poderá ser estimado, de acordo com a NBR-7190 :

20
E
E G
0
90
= = equação 1.7
1.3.1.3) Coefi ciente de POISSON ( v ):
Não é referido pela NBR-7190.

1.3.2) PROPRIEDADES DE RESISTÊNCIA :
São diferentes segundo as três direções principais da madeira, mas muito parecidas
para os eixos Tangencial e Radial. Por esta razão, como já foi salientado, na prática, são
referidas apenas como as direções paralel a às fibras e normal às fibras.

1.3.2.1) Resistência à compressão :
a) compressão paralela (//) às fibras :
0 c
f
b) compressão normal (±) às fibras :
90 c
f
c) compressão inclinada (Z) em relação às fibras :
o c
f
Para sua determinação, utiliza-se a expressão de HANKINSON :

o + o
=
o 2
90 , c
2
0 , c
90 , c 0 , c
, c
cos . f sen . f
f . f
f equação 1.8



Figura 3 – Direção a considerar para a determinação da resistência

1.3.2.2) Resistência à tração :
a) tração paralela (//) às fibras :
0 t
f :
Elevada resistência mecânica e baixa deformabilidade.
o
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b) tração normal (±) às fibras :
90 t
f
Baixa resistência mecânica e alta deformabilidade. Esta resistência da madeira é
muito baixa e difícil de determinar, devendo-se evitar a sua consideração nos
projetos.

1.3.2.3) Resistência ao cisalhamento :
São três diferentes tipos de ocorrência na madeira :
a) cisalhamento vertical :
Não é crítico; muito antes da ruptura por cisalhamento, ocorre ruptura por
compressão normal.


Figura 4 – Cisalhamento vertical

b) cisalhamento horizontal :


Figura 5 – Cisalhamento horizontal

c) cisalhamento perpendicular :


Figura 6 – Cisalhamento perpendicular

1.3.2.4) Resistência à flexão simples :
Na flexão simples, ocorrem quatro tipos diferentes de solicitações :




Figura 7 – Peça sujeita à flexão simples

V
V
V
V
d
c
b
a
V
V
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a) Compressão paralela às fibras, no banzo superior, para momentos positivos.
b) Tração paralela às fibras, no banzo inferior, para momentos positivos.
c) Cisalhamento horizontal entre as fibras.
d) Compressão normal às fibras, na região dos apoios.

1.3.2.5) Resistência à torção :
É um fenômeno pouco conhecido e estudado na madeira. A NBR-7190
recomenda evitar a torção de equilíbrio nas estruturas.

1.3.2.6) Resistência ao choque :
É a capacidade (acentuada na madeira) de absorver energia pelas deformações.

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1.4.1) Maciças :
1.4.1.1) Madei ra roliça ou bruta : troncos, na sua forma natural, sem casca.


Figura 8 – Tronco de madeira bruta

1.4.1.2) Madei ra serrada : seções comercialmente disponíveis, de seção retangular.


Figura 9 – Peça maciça de madeira serrada

1.4.2) Industri alizadas :
1.4.2.1) Madeira compensada : chapas produzidas com lâminas de pequena
espessura, sobrepostas, coladas entre si, com a orientação das fibras
alternadamente dispostas.


Figura 10 – Chapa de madeira compensada

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.1 pg. 9/12
1.4.2.2) Madeira laminada col ada : seções retangulares convencionais, de
comprimentos variáveis, compostas por lâminas de espessura média
(aproximadamente 2 a 3 cm), sobrepostas, coladas entre si, com a orientação
das fibras paralelamente dispostas.


Figura 11 – Peça de madeira laminada e colada

1.4.2.3) Madeira recomposta : chapas produzidas por fibras de madeira de
comprimentos pequenos (~até 10 cm), recompostas sem a necessidade de
orientação das mesmas. São conhecidas como painéis OSB (Oriented Strand
Board).

Figura 12 – Chapa de madeira recomposta

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Obedecem a critérios regionais. Em Curitiba, há um costume de se comercializar madeira
serrada em dimensões proporcionais a 2,5 centímetros. Há também uma prática arraigada de
se fazer a referência a estas dimensões, exprimindo os valores em polegadas.
Exemplo disto é a tábua de 2,5 cm por 15 cm de seção transversal. Esta peça apresenta-
se serrada em bruto (sem beneficiamento, ou plainagem) com as dimensões referidas, porém ,
principalmente entre comerciantes, compradores, carpinteiros e até mesmo engenheiros, com
as dimensões de 1” X 6” (uma polegada por seis polegadas) de seção transversal. Sabe-se que
a polegada é ligeiramente superior a 2,5 cm, mas a referência é generalizada.
Não se deve esquecer que em estruturas de madeira aparentes, muito comuns, as
dimensões da seção transversal das peças brutas, acabam perdendo em torno de 0,5 cm por
superfície plainada. Sendo assim, a verificação das peças, assim como o projeto das ligações
devem levar em conta esta perda. Não se devem transgredir as espessuras mínimas exigidas
pela NBR-7190, após o trabalho de plainagem. Uma peça de 5 X 10 cm
2
, após plainagem nas
suas quatro faces, apresenta-se aproximadamente com uma seção de 4 X 9 cm
2
.
Outra característica importante a ser observada no projeto, e também na relação de
material final, é o fato de que as peças de madeira são comercializadas em comprimentos
correspondentes a múltiplos de 50 cm.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.1 pg. 10/12
A tabela 1 dá uma noção da nomenclatura utilizada na Construção Civil em Curitiba, com
as dimensões expressas em centímetros :

Nome : Dimensões aproximadas : Nome : Dimensões aproximadas :
ripas 1,25 X 5,0 vigotas, vigas 5,0 X 10,0 ; 7,5 X 15,0
ripões 2,5 X 5,0 tábuas 2,5 X 20,0
sarrafos 2,5 X 10,0 pranchas 3,75 X 20,0
caibros 5,0 X 5,0 pranchões 5,0 X 20,0 ; 7,5 X 30,0
caibrões 5,0 X 7,5 postes
15,0 X 15,0 ; 0 , 15 = |
pontaletes 7,5 X 7,5 ; 10,0 X 10,0
Tabela 1 – Dimensões comerciais da madeira em Curitiba-PR

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1.6.1) Treliças e Tesouras :




Figura 13 – Treliças e tesouras tipo “PRATT” e “HOWE”

A solução tipo “PRATT” quase não é usada em estruturas de madeira, apesar da
geometria apresentar a conveniência de barras comprimidas mais curtas e barras
tracionadas mais longas, do que na solução tipo “HOWE”. A razão é a grande dificuldade
em dar solução às ligações das mesmas.



Figura 14 – Tesouras tipo “BELGA” e “BOWSTRING”

As tesouras tipo BELGA e BOWSTRING são variações que raramente são usadas, mas
que podem ter aplicação justificada, para atender condições especiais.

TIPO PRATT ou AMERICANAS TIPO HOWE ou INGLESAS
TIPO BELGA TIPO BOWSTRING
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.1 pg. 11/12
1.6.2) Vigamentos :
Bastante usado para a confecção de pisos, em que vigas são dispostas a distâncias
pequenas entre si, dando apoio a peças transversais e tábuas, ou dando apoio
diretamente às tábuas.



Figura 15 – Vigamento comum de madeira

1.6.3) Arcos :
Podem ser treliçados ou de seções compostas por laminas de madeira laminadas e
coladas.



Figura 16 – Arco de madeira

1.6.4) Pórticos :





Figura 17 – Pórtico de madeira

1.6.5) Pontes :



Figura 18 – Seção transversal de ponte de madeira


mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.1 pg. 12/12
1.6.6) Escoramentos :




Figura 19 – Escoramento de estrutura de concreto

1.6.7) Formas para concreto :



Figura 20 – Forma para vigas e lajes de concreto

1.6.8) Edi fícios em geral :





Figura 21 – Casa de madeira

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A NBR-7190: 1997 (Projeto de Estruturas de Madeira) estabelece no item 3.1 que o
projeto de uma construção de madeira é composto por memorial justificativo, desenhos, e,
quando houverem particularidades do projeto que interfiram na construção, por um plano de
execução.
Para a elaboração do projeto estrutural, nestas condições, deve-se observar o que
prescreve a norma NBR-7190, além de outras normas que complementam estas exigências.
Em especial, deve ser destacada a observação às prescrições da NBR-6120 (Cargas para o
cálculo de estruturas de Edificações), assim como da NBR-8681 (Ações e Segurança nas
Estruturas), que é o tema deste capítulo, e ainda a NBR-6123 (Forças devidas ao Vento em
Edificações). Não deve ser esquecida a observância da NBR-7808 (Símbolos Gráficos para
Projeto de Estruturas).
Com respeito ao Memorial J ustificativo, referido no primeiro parágrafo, a NBR-7190
determina que o mesmo deve conter :
a) descrição do arranjo global tridimensional da estrutura;
b) ações e condições de carregamento admitidas, incluídos os percursos de cargas
móveis;
c) esquemas adotados na análise dos elementos estruturais e identificação de suas
peças;
d) análise estrutural;
e) propriedades dos materiais;
f) dimensionamento e detalhamento esquemático das peças estruturais;
g) dimensionamento e detalhamento esquemático das emendas, uniões e ligações.
Os desenhos das estruturas de madeira devem ser elaborados de acordo com o Anexo A
da NBR-7190, e com a NBR-10067 (Princípios Gerais de Representação em Desenho

1
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.2 pg. 2/14
Técnico). Nestes desenhos, deve(m) constar, de modo bem destacado, a(s) Classes de
Resistência das madeiras a serem empregadas.
Por último, do Plano de Execução, quando for necessária a sua inclusão no projeto,
devem constar, entre outros elementos, as particularidades referentes a:
a) seqüência de execução;
b) juntas de montagem.

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2.2.1) Tipos de Ações
São as causas que provocam o aparecimento de esforços ou deformações nas estruturas.
As forças são consideradas ações diretas e as deformações impostas como ações
indiretas.
As ações podem ser:
a) ações permanentes, que ocorrem com valores constantes ou de pequena variação
em torno de sua média, durante praticamente toda a vida da construção (peso próprio
da estrutura e peso das telhas de uma cobertura, por exemplo);
b) ações vari áveis, que ocorrem com valores que cuja variação é significativa durante a
vida útil da construção (ação do vento e cargas acidentais, por exemplo). Cargas
Acidentais são as ações variáveis que atuam nas construções em função de seu
próprio uso (pessoas, veículos, vento, etc.);
c) ações excepcionais, que têm duração extremamente curta e muito baixa
probabilidade de ocorrência durante a vida da construção, mas que devem ser
consideradas no projeto de determinadas estruturas (enchentes, incêndios, e choque
de veículos, por exemplo).

No projeto das estruturas correntes de madeira devem ser consideradas as ações
seguintes, além de outras que podem agir em casos especiais:
a) carga permanente;
b) cargas acidentais verticais;
c) impacto vertical;
d) impacto lateral;
e) forças longitudinais;

2
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.2 pg. 3/14
f) força centrífuga;
g) vento.

2.2.2) Ti pos de Carregamentos
a) Carregamento normal
Um carregamento é normal quando inclui apenas as ações decorrentes do uso
previsto (normal) para a construção. Admite-se que corresponda à classe de
carregamento de longa duração. Deve ser verificado nos estados l imites últimos e
nos estados l imites de utilização.
Em um carregamento normal, ações de curta ou média duração terão seus valores
atuantes reduzidos, a fim de que a resistência da madeira possa ser considerada
como correspondente apenas às ações de longa duração (valor de
1 mod,
k ).
Para se levar em conta a maior resistência da madeira sob a ação de cargas de curta
duração, na verificação da segurança em relação a estados limites últimos, apenas
na combinação de ações de longa duração em que o vento representa a ação variável
principal, as solicitações nas peças de madeira devidas à ação do vento serão
multiplicadas por 0,75.
Um exemplo significativo de carregamento normal em uma estrutura de cobertura é a
consideração do peso próprio e do vento.
b) Carregamento especial
Um carregamento é especial quando inclui a atuação de ações variáveis de natureza
ou intensidade especiais, cujos efeitos superam em intensidade os efeitos produzidos
pelas ações consideradas no carregamento normal.
Admite-se que a classe de carregamento corresponda à classe de carregamento
definida pela duração acumulada prevista para esta ação variável especial.
Um exemplo de carregamento especial em uma estrutura de cobertura é o apoio de
uma carga de um equipamento que será colocado em uma posição próxima (após esta
colocação, a estrutura passa a ter apenas as ações consideradas no carregamento
normal).
c) Carregamento excepcional
Um carregamento é excepcional quando inclui ações excepcionais que podem causar
efeitos catastróficos.
Admite-se que a classe de carregamento corresponda à classe de carregamento de
duração instantânea.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.2 pg. 4/14
Um exemplo de carregamento excepcional é a ação de um terremoto.
d) Carregamento de construção
Um carregamento de construção é transitório e deve ser definido em cada caso
particular em que haja risco de ocorrência de estados limites últimos já durante a
construção.
Admite-se que a classe de carregamento corresponda à classe de carregamento
definida pela duração acumulada da situação de risco.
Um exemplo de carregamento de construção é a suspensão da estrutura principal à
sua posição na cobertura.

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Um carregamento é composto pelo conjunto das ações (diretas e indiretas) a que estará
sujeita a estrutura.
A classe de carregamento de qualquer combinação de ações é definida pela duração
acumulada prevista para a ação variável tomada na combinação em questão como a ação
variável principal.
As classes de carregamento estão especificadas na Tabela 2 (que é uma reprodução da
Tabela 1 da NBR-7190).
Classe de
carregamento
Ação variável principal da combinação
Duração acumulada
Ordem de grandeza da duração
acumulada da ação característica
Permanente Permanente Vida útil da construção
Longa duração Longa duração Mais de seis meses
Média duração Média duração Uma semana a seis meses
Curta duração Curta duração Menos de uma semana
Duração instantânea Duração instantânea Muito curta
Tabela 2 – Classes de carregamento – NBR-7190

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Em princípio, no projeto das estruturas podem ser consideradas as seguintes situações
de projeto: situações duradouras, situações transitórias e situações excepcionais.

3
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
4
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.2 pg. 5/14
Para cada estrutura particular devem ser especificadas as situações de projeto a
considerar, não sendo necessário levar em conta as três possíveis situações de projeto em
todos os tipos de construção.
2.4.1) Situações duradouras
As situações duradouras são as que podem ter duração igual ao período de
referência da estrutura.
As situações duradouras são consideradas no projeto de todas as estruturas.
Nas situações duradouras, para a verificação da segurança em relação aos estados
limites últimos consideram-se apenas as combinações últimas normais de carregamento
e, para os estados limites de utilização, as combinações de longa duração (combinações
quase-permanentes) ou as combinações de média duração (combinações freqüentes).
2.4.2) Situações transitórias
As situações transitórias são as que têm duração muito menor que o período de vida
da construção.
As situações transitórias são consideradas apenas para as estruturas de
construções que podem estar sujeitas a algum carregamento especial, que deve ser
explicitamente especificado para o seu projeto.
Nas situações transitórias, em geral é considerada apenas a verificação relativa a
estados limites últimos.
Em casos especiais, pode ser exigida a verificação da segurança em relação a
estados limites de utilização, considerando combinações de ações de curta duração
(combinações raras) ou combinações de duração média (combinações especiais).
2.4.3) Situações excepcionais
As situações excepcionais têm duração extremamente curta. Elas são consideradas
somente na verificação da segurança em relação a estados limites últimos.
As situações excepcionais de projeto somente devem ser consideradas quando a
segurança em relação às ações excepcionais contempladas não puder ser garantida de
outra forma, como o emprego de elementos físicos de proteção da construção, ou a
modificação da concepção estrutural adotada.
As situações excepcionais devem ser explicitamente especificadas para o projeto das
construções particulares para as quais haja necessidade dessa consideração.

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.2 pg. 6/14
2
22.
..5
55 H
HHi
ii p
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tt e
ees
sse
ees
ss b
bbá
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ii c
cca
aas
ss d
dde
ee s
sse
eeg
ggu
uur
rr a
aan
nnç
çça
aa
5
55

2.5.1) Estados limi tes de uma estrutura
Estados a partir dos quais a estrutura apresenta desempenhos inadequados às
finalidades da construção.
2.5.1.1) Estados limites últimos
Estados que por sua simples ocorrência determinam a paralisação, no todo ou em
parte, do uso da construção.
No projeto, usualmente devem ser considerados os estados limites últimos
caracterizados por:
a) perda de equilíbrio, global ou parcial, admitida a estrutura como corpo rígido;
b) ruptura ou deformação plástica excessiva dos materiais;
c) transformação da estrutura, no todo ou em parte, em sistema hipostático;
d) instabilidade por deformação;
e) instabilidade dinâmica (ressonância).
2.5.1.2) Estados limites de utilização
Estados que por sua ocorrência, repetição ou duração causam efeitos
estruturais que não respeitam as condições especificadas para o uso normal da
construção, ou que são indícios de comprometimento da durabilidade da construção.
No projeto, usualmente devem ser considerados os estados limites de
utilização caracterizados por:
a) deformações excessivas, que afetem a utilização normal da construção,
comprometam seu aspecto estético, prejudiquem o funcionamento de
equipamentos ou instalações ou causem danos aos materiais de acabamento
ou às partes não estruturais da construção;
b) vibrações de amplitude excessiva que causem desconforto aos usuários ou
causem danos à construção ou ao seu conteúdo.

2.5.2) Condições de segurança

5
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.2 pg. 7/14
A segurança da estrutura em relação a possíveis estados limites será garantida pelo
respeito às condições construtivas especificadas por esta Norma e, simultaneamente,
pela obediência às condições analíticas de segurança expressas por

d d
R S s , equação 2.1
onde a solicitação de cálculo S
d
e a resistência de cálculo R
d
são determinadas em
função dos valores de cálculo de suas respectivas variáveis básicas de segurança.

2
22.
..6
66 C
CCo
oom
mmb
bbi
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aaç
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AAç
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rr a
aas
ss d
dde
ee M
MMa
aad
dde
eei
ii r
rr a
aa
6
66

De acordo com a NBR-7190, deve-se fazer a suposição de todas as combinações
possíveis dos carregamentos previstos para uma estrutura, afetadas por coeficientes
apropriados, que levem em conta a probabilidade de sua ocorrência simultânea.
As ações permanentes são consideradas em sua totalidade. Das ações variáveis, são
consideradas apenas as parcelas que produzem efeitos desfavoráveis para a segurança.
As ações variáveis móveis devem ser consideradas em suas posições mais desfavoráveis
para a segurança.
As ações incluídas em cada combinação devem ser consideradas com seus valores
representativos (característicos), majorados pelos respectivos coeficientes de ponderação das
ações (
w
 ).

2.6.1) Estados Limi tes últimos
2.6.1.1) Combinações últi mas normais

¿ ¿
= =
(
¸
(

¸

+ + =
m
1 i
n
2 j
k , Qj j 0 k , 1 Q Q k , Gi Gi d
F . F . F . F    , equação 2.2
onde
k , Gi
F representa o valor característico das ações permanentes,
k , 1 Q
F representa
o valor característico da ação variável considerada como ação principal para a
combinação considerada e
k , Qj j 0
F .  , os valores reduzidos de combinação das
demais ações variáveis, determinados de acordo com a Tabela 7.
Em casos especiais devem ser consideradas duas combinações referentes às ações
permanentes: em uma delas, admite-se que as ações permanentes sejam
desfavoráveis e na outra que sejam favoráveis à segurança.


6
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.2 pg. 8/14
2.6.1.2) Combinações últi mas especiais ou de construção

¿ ¿
= =
(
¸
(

¸

+ + =
m
1 i
n
2 j
k , Qj ef , j 0 k , 1 Q Q k , Gi Gi d
F . F . F . F    , equação 2.3
onde
k , Gi
F representa o valor característico das ações permanentes,
k , 1 Q
F representa
o valor característico da ação variável considerada como principal para a situação
transitória ,
ef , j 0
 é igual ao fator
j 0
 adotado nas combinações normais, salvo
quando a ação principal
1 Q
F tiver um tempo de atuação muito pequeno, caso em que
ef , j 0
 pode ser tomado com o correspondente
j 2
 dado na Tabela 7.
2.6.1.3) Combinações últi mas excepcionais

¿ ¿
= =
+ + =
m
1 i
n
1 j
k , Qj ef , j 0 Q exc , Q k , Gi Gi d
F . . F F . F    , equação 2.4
onde
exc , Q
F é o valor da ação transitória excepcional e os demais termos
representam valores efetivos definidos em 2.6.2.2.

2.6.2) Estados Limi tes de util ização
2.6.2.1) Combinações de longa duração
As combinações de longa duração são consideradas no controle usual das
deformações das estruturas.
Nestas combinações, todas as ações variáveis atuam com seus valores
correspondentes à classe de longa duração.

¿ ¿
= =
+ =
m
1 i
n
1 j
k , Qj j 2 k , Gi uti , d
F . F F  , equação 2.5
onde os coeficientes
j 2
 estão especificados na Tabela 7.
2.6.2.2) Combinações de média duração
As combinações de média duração são consideradas quando o controle das
deformações é particularmente importante, como no caso de existirem materiais
frágeis não estruturais ligados à estrutura.
Nestas condições, a ação variável principal
1 Q
F atua com seu valor correspondente à
classe de média duração e as demais ações variáveis atuam com seus valores
correspondentes à classe de longa duração.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.2 pg. 9/14

¿ ¿
= =
+ + =
m
1 i
n
2 j
k , Qj j 2 k , 1 Q 1 k , Gi uti , d
F . F . F F   , equação 2.6
onde os coeficientes
1
 e
2
 estão especificados na Tabela 7.
2.6.2.3) Combinações de curta duração
As combinações de curta duração, também ditas combinações raras, são
consideradas quando, para a construção, for particularmente importante impedir
defeitos decorrentes das deformações da estrutura.
Nestas combinações, a ação variável principal
1 Q
F atua com seu valor característico
e as demais ações variáveis atuam com seus valores correspondentes à classe de
média duração.

¿ ¿
= =
+ + =
m
1 i
n
2 j
k , Qj j 1 k , 1 Q k , Gi uti , d
F . F F F  , equação 2.7
onde os coeficientes
1
 estão especificados na Tabela 7.
2.6.2.4) Combinações de duração instantânea
As combinações de duração instantânea consideram a existência de uma ação
variável especial
especial , Q
F que pertence à classe de duração imediata. As demais
ações variáveis são consideradas com valores que efetivamente possam existir
concomitantemente com a carga especialmente definida para esta combinação. Na
falta de outro critério, as demais ações podem ser consideradas com seus valores
de longa duração.

¿ ¿
= =
+ + =
m
1 i
n
1 j
k , Qj j 2 especial , Q k , Gi uti , d
F . F F F  , equação 2.8
onde os coeficientes
1
 estão especificados na Tabela 7.

2.6.3) Coeficientes para as Combinações de Ações
Os valores de cálculo
d
F das ações são obtidos a partir dos valores
representativos (característicos), multiplicando-os pelos respectivos coeficientes de
ponderação
f
 .
Quando se consideram estados limi tes últimos, os coeficientes
f
 de ponderação
das ações podem ser tomados como o produto de dois outros
1 f
 e
3 f
 (o coeficiente
de combinação
0
 faz o papel do terceiro coeficiente, que seria indicado por
2 f
 ).
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O coeficiente parcial
1 f
 leva em conta a variabilidade das ações e o coeficiente
3 f

considera os possíveis erros de avaliação dos efeitos das ações, seja por problemas
construtivos, seja por deficiência do método de cálculo empregado.
Tendo em vista as diversas ações levadas em conta no projeto, o índice do
coeficiente
f
 pode ser alterado para identificar a ação considerada, resultando os
símbolos ) , , ( , ,
Q G q g  
      , respectivamente para as ações permanentes, para as
ações diretas variáveis e para os efeitos das deformações impostas (ações
indiretas).
Quando se consideram estados limi tes de utilização, os coeficientes de
ponderação das ações são tomados com o valor 0 , 1
f
=  , salvo exigência em
contrário, expressa em norma especial.
2.6.3.1) Estados limites últimos - ações permanentes
Para uma dada ação permanente, todas as suas parcelas são ponderadas pelo
mesmo coeficiente
g
 , não se admitindo que algumas de suas partes possam ser
majoradas e outras minoradas.
Para os materiais sólidos que possam provocar empuxos, a componente vertical é
considerada como uma ação e a horizontal como outra ação, independente da
primeira.
Os coeficientes de ponderação
g
 relativos às ações permanentes que figuram nas
combinações últimas de ações, salvo indicação em contrário, expressa em norma
particular, devem ser tomados com os valores básicos a seguir indicados.
a) Ações permanentes de pequena variabilidade
Para o peso próprio da estrutura e para outras ações permanentes de pequena
variabilidade, adotam-se os valores indicados na tabela 3 (que é uma reprodução da
Tabela 3 da NBR-7190).
Considera-se como de pequena variabilidade o peso da madeira classificada
estruturalmente cujo peso específico tenha coeficiente de variação não superior a
10.




mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.2 pg. 11/14
Combinações
para efeitos(*)
desfavoráveis favoráveis
Normais 3 , 1
G
=  0 , 1
G
= 
Especiais ou de Construção 2 , 1
G
=  0 , 1
G
= 
Excepcionais 1 , 1
G
=  0 , 1
G
= 
(
*
) podem ser usados indiferentemente os símbolos
g
 ou
G

Tabela 3 - Coeficientes de ponderação para ações permanentes
de pequena variabilidade – NBR-7190

b) Ações permanentes de grande variabilidade
Para as ações permanentes de grande variabilidade e para as ações constituídas
pelo peso próprio das estruturas e dos elementos construtivos permanentes não
estruturais e dos equipamentos fixos, todos considerados globalmente, quando o
peso próprio da estrutura não supera 75 da totalidade dos pesos permanentes,
adotam-se os valores da tabela 4 (que é uma reprodução da Tabela 4 da NBR-
7190).
Combinações
para efeitos
desfavoráveis favoráveis
Normais 4 , 1
G
=  9 , 0
G
= 
Especiais ou de
Construção
3 , 1
G
=  9 , 0
G
= 
Excepcionais 2 , 1
G
=  9 , 0
G
= 
Tabela 4 - Coeficientes de ponderação para ações permanentes de grande
variabilidade – NBR-7190

c) Ações permanentes indiretas
Para as ações permanentes indiretas, como os efeitos de recalques de apoio e de
retração dos materiais, adotam-se os valores indicados na tabela 5 (que é uma
reprodução da Tabela 5 da NBR-7190).
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.2 pg. 12/14
Combinações
para efeitos
desfavoráveis favoráveis
Normais
2 , 1 =

 0 =


Especiais ou de Construção
2 , 1 =

 0 =


Excepcionais
0 =

 0 =


Tabela 5 - Coeficientes de ponderação para ações permanentes indiretas – NBR-7190
2.6.3.2) Estados limites últimos. Ações variávei s
Os coeficientes de ponderação
Q
 das ações variáveis majoram os valores
representativos das ações variáveis que produzem efeitos desfavoráveis para a
segurança da estrutura.
As parcelas de ações variáveis que provocam efeitos favoráveis não são
consideradas nas combinações de ações.
As ações variáveis que tenham parcelas favoráveis e desfavoráveis, que fisicamente
não possam atuar separadamente, devem ser consideradas conjuntamente como
uma ação única.
Os coeficientes de ponderação
Q
 relativos às ações variáveis que figuram nas
combinações últimas, salvo indicações em contrário, expressa em norma particular,
devem ser tomadas com os valores básicos indicados na tabela 6 (que é uma
reprodução da Tabela 6 da NBR-7190).
Combinações
ações variáveis em geral
incluídas as cargas
acidentais móveis
efeitos da
temperatura
Normais 4 , 1
Q
=  2 , 1 =


Especiais ou de
Construção
2 , 1
Q
=  0 , 1 =


Excepcionais 0 , 1
Q
=  0 =


Tabela 6 – Coeficientes de ponderação para ações variáveis – NBR-7190
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Na verificação da segurança relativa a estados limites de utilização, as ações
variáveis são consideradas com valores correspondentes às condições de serviço,
empregando-se os valores frequentes, ou de média duração, calculados pela
expressão
k 1
F .  , e os valores quase-permanentes, ou de longa duração, calculados
pela expressão
k 2
F .  .
Ações em estruturas correntes
0

1

2

- Variações uniformes de temperatura em relação à média
anual local
0,6 0,5 0,3
- Pressão dinâmica do vento 0,5 0,2 0
Cargas acidentais dos edifícios
0

1

2

- Locais em que não há predominância de pesos de
equipamentos fixos, nem de elevadas concentrações de
pessoas
0,4 0,3 0,2
- Locais onde há predominância de pesos de equipamentos
fixos, ou de elevadas concentrações de pessoas
0,7 0,6 0,4
- Bibliotecas, arquivos, oficinas e garagens 0,8 0,7 0,6
Cargas móveis e seus efeitos dinâmicos
0

1

2

- Pontes de pedestres 0,4 0,3 0,2*
- Pontes rodoviárias 0,6 0,4 0,2*
- Pontes ferroviárias (ferrovias não especializadas) 0,8 0,6 0,4*
*
Admite-se 
2
=0 quando a ação variável principal corresponde a um efeito
sísmico
Tabela 7 – Fatores de minoração – NBR-7190

0
 Os valores reduzidos de combinação são determinados a partir dos valores
característicos pela expressão
k 0
F .  e são empregados nas condições de
segurança relativas a estados limites últimos, quando existem ações variáveis de
diferentes naturezas.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.2 pg. 14/14
Os valores
k 0
F .  levam em conta que é muito baixa a probabilidade de ocorrência
simultânea de duas ações características de naturezas diferentes, ambas com seus
valores característicos. Por isto, em cada combinação de ações, uma ação
característica variável é considerada como a principal, entrando com seu valor
característico F
k
, e as demais ações variáveis de naturezas diferentes entram com
seus valores reduzidos de combinação
k 0
F .  .
1
 Na verificação da segurança relativa a estados limites de utilização, as ações
variáveis são consideradas com valores correspondentes às condições de serviço,
empregando-se os valores freqüentes, ou de média duração, calculados pela
expressão
k 1
F .  .
2
 Os valores quase-permanentes, ou de longa duração, são calculados pela
expressão
k 2
F .  .

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E
EEX
XXE
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RRC
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22
A
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EE S
SSE
EEG
GGU
UUR
RRA
AAN
NNÇ
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AA N
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AAS
SS E
EES
SST
TTR
RRU
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TTU
UUR
RRA
AAS
SS D
DDE
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MMA
AAD
DDE
EEI
IIR
RRA
AA
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rr c
ccí
ííc
cci
ii o
oos
ss r
rr e
ees
sso
ool
ll v
vvi
ii d
ddo
oos
ss
Exercício 2.1 : Combinação de Ações : Determinar as combinações das ações para a barra
indicada de uma tesoura de madeira, de acordo com o critério da NBR-7190. Considerar
Estados Limites Últimos e Combinações Ultimas Normais.
Esforços internos característicos na barra :
N
G,k
=5 kN (peso próprio +telhas +acessórios)
N
Q,k
=8 kN (carga acidental vertical)
N
w1,k
=12 kN (vento =sobrepressão)
N
w2,k
=-15 kN (vento =sucção)
Solução :
Usa-se a convenção de valores positivos para esforços de tração e negativos para
esforços de compressão.
Observando-se os valores dos esforços característicos nas barras, pode-se imaginar que
das várias combinações possíveis, haverá uma delas que apresentará o máximo esforço
de tração, e outra que apresentará o máximo esforço de compressão.
Utilizaremos a expressão genérica para Estados Limites Últimos, Combinações Normais
(equação 2.2) :
¿ ¿
= =
(
¸
(

¸

+ + =
m
1 i
n
2 j
k , Qj j 0 k , 1 Q Q k , Gi Gi d
F . F . F . F   
a) combinação 1:
G desfavorável +Q (ação variável principal) +w1 (vento sobrepressão):
kN 60 , 26 ) 12 . 5 , 0 8 ( . 4 , 1 5 . 4 , 1 ) N . N ( . N . N
k , 1 w 0 k , Q Q k , G G 1 d
= + + = + + =   

b) combinação 2:
G desfavorável +Q +w1 (vento sobrepressão =ação variável principal):
w1
w2 Q
G
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kN 08 , 24 ) 8 . 4 , 0 12 . 75 , 0 ( . 4 , 1 5 . 4 , 1 ) N . N . 75 , 0 ( . N . N
k , Q 0 k , 1 w Q k , G G 2 d
= + + = + + =   

c) combinação 3 :
G favorável +w2 (vento sucção =ação variável principal) :
kN 25 , 11 ) 15 ( . 75 , 0 . 4 , 1 5 . 9 , 0 N . 75 , 0 . N . N
k , 2 w Q k , G G 3 d
÷ = ÷ + = + =  

Resposta : a) máxima solicitação de tração : N
d
=26,60 kN.
b) máxima solicitação de compressão : N
d
=- 11,25 kN.
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3
33
P
PPR
RRO
OOP
PPR
RRI
IIE
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AAD
DDE
EES
SS M
MME
EEC
CCÂ
ÂÂN
NNI
IIC
CCA
AAS
SS D
DDA
AA M
MMA
AAD
DDE
EEI
IIR
RRA
AA

3
33.
..1
11 G
GGe
een
nne
eer
rr a
aal
ll i
ii d
dda
aad
dde
ees
ss
1
11

Deve-se considerar para a elaboração do projeto estrutural, as propriedades mecânicas
da madeira, conforme prescreve a norma NBR-7190, estabelecendo-se a distinção entre os
valores relativos à tração e à compressão. Também é importante a consideração das
respectivas direções em relação às fibras: direção paralela e normal. Além disto, a
determinação da classe de umidade orientará a definição final de tais valores.
O anexo B da norma NBR-7190, contém a metodologia de ensaios para estas
determinações.

3
33.
..2
22 P
PPr
rr o
oop
ppr
rr i
ii e
eed
dda
aad
dde
ees
ss a
aa c
cco
oon
nns
ssi
ii d
dde
eer
rr a
aar
rr
2
22

A resi stência é a aptidão da madeira em suportar tensões.
A resistência é determinada convencionalmente pela máxima tensão que pode ser
aplicada a corpos-de-prova isentos de defeitos do material considerado, até o aparecimento de
fenômenos particulares de comportamento além dos quais há restrição de emprego do material
em elementos estruturais. De modo geral estes fenômenos são os de ruptura ou de
deformação específica excessiva.
Os efeitos da duração do carregamento e da umidade do meio ambiente são
considerados por meio dos coeficientes de modificação
mod
k adiante especificados.
Os efeitos da duração do carregamento e da umidade do meio ambiente sobre a
resistência são considerados por meio dos coeficientes de modificação
1 mod,
k e
2 mod,
k também
especificados adiante.
A rigidez dos materiais é medida pelo valor médio do módulo de elasticidade, determinado
na fase de comportamento elástico-linear.

1
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
2
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.3 pg. 2/11
O módulo de elasticidade
0 w
E na direção paralela às fibras é medido no ensaio de compressão
paralela às fibras e o módulo de elasticidade
90 w
E na direção normal às fibras é medido no
ensaio de compressão normal às fibras.
Na falta de determinação experimental específica permite-se adotar:
0 , w 90 , w
E .
20
1
E  equação 3.1
A umidade interfere diretamente nas propriedades de resistência e elasticidade da madeira.
As classes de umidade têm por finalidade ajustar tais propriedades em função das condições
ambientais onde permanecerão as estruturas. Isto é feito através dos valores apresentados na
tabela 8 (que é uma reprodução da Tabela 7 da NBR-7190).

Classes de
Umidade
Umidade relativa
do ambiente U
amb
Umidade de equilíbrio
da madeira U
eq
1 % 65 s 12%
2 % 75 U % 65
amb
s s 15%
3 % 85 U % 75
amb
s s
18%
4 % 85 U
amb
> , durante longos
períodos
> 25%
Tabela 8 – Classes de umidade – NBR-7190

Todos os valores especificados na NBR-7190 são correspondentes à classe de umidade 1,
que se constitui na umidade padrão de referência. Resultados de ensaios que tenham sido
realizados com amostras de teor de umidade diferentes de 12%, contidos obrigatoriamente no
intervalo entre 10% e 20%, podem ter os seus valores corrigidos para 12% através das
seguintes expressões :
Resistência :
(
¸
(

¸
÷
+ =
100
%) 12 % U ( 3
1 . f f
% U 12
equação 3.2
Elasticidade:
(
¸
(

¸
÷
+ =
100
%) 12 % U ( 2
1 . E E
% U 12
equação 3.3
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.3 pg. 3/11
Admite-se que a resistência e a rigidez da madeira sofram pequenas variações para teores
de umidade acima de 20%. Também admite-se como desprezível a influência da temperatura
na faixa usual de utilização, entre 10
o
C e 60
o
C.

3
33.
..3
33 C
CCa
aar
rr a
aac
cct
tt e
eer
rr i
ii z
zza
aaç
ççã
ãão
oo d
dda
aas
ss p
ppr
rr o
oop
ppr
rr i
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rr a
aa
3
33

A madeira, segundo a NBR-7190, ANEXO B, deve ser ensaiada para obtenção das suas
propriedades, e o uso no projeto estrutural. São três métodos possíveis de serem utilizados :
3.3.1) Caracterização completa da resi stência da madeira serrada
Este método é apropriado para espécies desconhecidas. Nos ensaios são
determinadas as seguintes propriedades :
a) resistência à compressão paralela às fibras : f
c,0
.
b) resistência à tração paralela às fibras : f
t,0
.
c) resistência à compressão normal às fibras : f
c,90
.
d) resistência à tração normal às fibras : f
t,90
(p/ projeto estrutural, f
t,90
=0).
e) resistência ao cisalhamento paralelo às fibras : f
v,0
.
f) resistência ao embutimento paralelo e normal às fibras : f
e,0
e f
e,90
.
g) densidade básica e densidade aparente a 12% de umidade :
bas
 e
apar
 .

3.3.2) Caracterização míni ma da resistência da madei ra serrada
Este método é apropriado para espécies pouco conhecidas. Nos ensaios são
determinadas as seguintes propriedades :
a) resistência à compressão paralela às fibras : f
c,0
.
b) resistência à tração paralela às fibras : f
t,0
.
c) resistência ao cisalhamento paralelo às fibras : f
v,0
.
d) densidade básica e densidade aparente a 12% de umidade :
bas
 e
apar
 .

3.3.3) Caracterização simplificada da resistência da madeira serrada

3
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.3 pg. 4/11
Este método é apropriado para espécies conhecidas ou usuais. Nos ensaios são
determinados os valores da resistência à compressão paralela às fibras (f
c,0
).
É permitida a adoção das seguintes relações, para a determinação das demais
propriedades de resistência :

COMPRESSÃO
NORMAL
TRAÇÃO
PARALELA
TRAÇÃO NA
FLEXÃO
EMBUTIMENTO
PARALELO
EMBUTIMENTO
NORMAL
25 , 0
f
f
k , 0 c
k , 90 c
=
equação 3.4
77 , 0
f
f
k , 0 t
k , 0 c
=
equação 3.5
0 , 1
f
f
k , 0 t
k , tM
=
equação 3.6
0 , 1
f
f
k , 0 c
k , 0 e
=
equação 3.7
25 , 0
f
f
k , 0 c
k , 90 e
=
equação 3.8
CISALHAMENTO
para CONÍFERAS :
15 , 0
f
f
k , 0 c
k , 0 V
=
equação 3.9
para DICOTILEDÔNEAS :
12 , 0
f
f
k , 0 c
k , 0 V
=
equação 3.10
Tabela 9 – Relações entre as propriedades mecânicas – NBR-7190

3.3.4) Caracterização da rigidez da madei ra
a) caracterização completa :
valor médio do Módulo de Elasticidade na compressão paralela às fibras : E
c0,m
.
valor médio do Módulo de Elasticidade na compressão normal às fibras : E
c90,m
.
Admite-se : E
c0,m
=E
t0,m
. equação 3.11
b) caracterização simplificada :
valor médio do Módulo de Elasticidade na compressão paralela às fibras : E
c0,m
.
Admite-se E
c90,m
=
20
1
. E
c0,m
; equação 3.12
E
M
=0,85.E
c,0
(para coníferas) equação 3.13
e E
M
=0,90.E
c,0
(para dicotiledôneas). equação 3.14


mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.3 pg. 5/11
3
33.
..4
44 C
CCl
ll a
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sss
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ees
ss d
dde
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rr e
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cci
ii a
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mma
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rr a
aa
4
44

As classes de resistência das madeiras têm por objetivo o emprego de madeiras com
propriedades padronizadas, orientando a escolha do material para elaboração de projetos
estruturais.
As tabelas 10 e 11 (que são respectivamente uma reprodução das Tabelas 8 e 9 da
NBR-7190), definem as condições mínimas de resistência e rigidez que uma determinada
espécie de madeira ensaiada deve apresentar para ser enquadrada em uma das respectivas
Classes de Resistência.
CONÍFERAS (para teor de umidade padrão de 12%)
CLASSES
f
c0,k
MPa
f
V,k
MPa

E
c0,m
MPa

m , bas

kg/m
3
aparente

kg/m
3

C 20 20 4 3.500 400 500
C 25 25 5 8.500 450 550
C 30 30 6 14.500 500 600
Tabela 10 – Classes de resistência das CONÍFERAS
Fonte : NBR-7190/1997

DICOTILEDÔNEAS (para teor de umidade padrão de 12%)
CLASSES
f
c0,k
MPa
f
V,k
MPa

E
c0,m
MPa

m , bas

kg/m
3
aparente

kg/m
3

C 20 20 4 9.500 500 650
C 30 30 5 14.500 650 800
C 40 40 6 19.500 750 950
C 50* 50 7 22.000 770 970
C 60 60 8 24.500 800 1.000
Tabela 11 – Classes de resistência das DICOTILEDÔNEAS
Fonte : NBR-7190/1997
*Nova Cl asse de Resistênci a proposta para a NBR-7190.




4
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.3 pg. 6/11
3
33.
..5
55 R
RRe
ees
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uul
ll t
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ddo
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een
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ssp
ppé
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mma
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rr a
aa
5
55

As tabelas mostradas a seguir, contêm os valores médios das propriedades de rigidez e
resistência de algumas espécies de madeira :
Nome comum Nome científico
µap(12%) - kg/m
3
f c0,m - MPa f t0,m - MPa f t90,m - MPa fV,m - MPa Ec0,m - MPa n
ANGELIM ARAROBA VOTAREOPSIS ARAROBA
688 50,5 69,2 3,1 7,1 12.876 15
ANGELIM FERRO HYMENOLOBIUM SPP
1.170 79,5 117,8 3,7 11,8 20.827 20
ANGELIM PEDRA
HYMENOLOBIUM
PETRAEUM 694 59,8 75,5 3,5 8,8 12.912 39
ANGELIM PEDRA
VERDADEIRO
DINIZIA EXCELSA
1.170 76,7 104,9 4,8 11,3 16.694 12
BRANQUILHO TERMILALIA SSP
803 48,1 87,9 3,2 9,8 13.481 10
CAFEARANA ANDIRA SSP
677 59,1 79,7 3,0 5,9 14.098 11
CANAFÍSTULA CASSIA FERRUGINEA
871 52,0 84,9 6,2 11,1 14.613 12
CASCA GROSSA VOCHYSIA SSP
801 56,0 120,2 4,1 8,2 16.224 31
CASTELO
GOSSYPIOSPERMIUM
PRAECOX 759 54,8 99,5 7,5 12,8 11.105 12
CEDRO AMARGO CEDRELLA ODORATA
504 39,0 58,1 3,0 6,1 9.839 21
CEDRO DOCE CEDRELLA SSP
500 31,5 71,4 3,0 5,6 8.058 10
CHAMPAGNE DIPTERYS ODORATA
1.090 93,2 133,5 2,9 10,7 23.002 12
CUPIÚBA GOUPIA GLABRA
838 54,4 62,1 3,3 10,4 13.627 33
CATIÚBA QUALEA PARANAENSIS
1.221 83,8 86,2 3,3 11,1 19.426 13
EUCALIPTO ALBA EUCALYPTUS ALBA
705 47,3 69,4 4,6 9,5 13.409 24
EUC. CAMALDULENSIS
EUCALYPTUS
CAMALDULENSIS 800 48,0 78,1 4,6 9,0 13.286 18
EUCAL. CITRIODORA EUCALYPTUS CITRIODORA
999 62,0 123,6 3,9 10,7 18.421 68
EUCAL. CLOEZIANA EUCALYPTUS CLOEZIANA
822 51,8 90,8 4,0 10,5 13.693 21
EUCALIPTO. DUNNII EUCALYPTUS DUNNI
690 48,9 139,2 6,9 9,8 18.029 15
EUCALIPTO. GRANDIS EUCALYPTUS GRANDIS
640 40,3 70,2 2,6 7,0 12.813 103
EUCAL. MACULATA EUCALYPTUS MACULATA
931 63,5 115,6 4,1 10,6 18.099 53
EUCAL. MAIDENE EUCALYPTUS MAIDENE
924 48,3 83,7 4,8 10,3 14.431 10
EUCAL. MICROCORYS
EUCALYPTUS
MICROCORYS 629 54,9 118,6 4,5 10,3 16.782 31
EUCAL. PANICULATA EUCALYPTUS PANICULATA
1.087 72,7 147,4 4,7 12,4 19.881 29
EUCAL. PROPINQUA EUCALYPTUS PROPINQUA
952 51,6 89,1 4,7 9,7 15.561 63
EUCAL. PUNCTATA EUCALYPTUS PUNCTATA
948 78,5 125,6 6,0 12,9 19.360 70
1) 
ap(12%)
é a massa especifica aparente a 12% de umidade.
2) f
c0
é a resistência à compressão paralela às fibras.
3) f
t0
é a resistência à tração paralela às fibras.
4) f
t90
é a resistência à tração normal às fibras.
5) f
v
é a resistência ao cisalhamento.
6) E
c0
é o módulo de elasticidade longitudinal obtido no ensaio de compressão paralela às
7) n é o numero de corpos-de-prova ensaiados.
NOTAS
1 As propriedades de resistência e rigidez apresentadas nesta tabela foram determinadas
pelos ensaios realizados no Laboratório de Madeiras e de Estruturas de Madeira
(LaMEM) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo.
2 Coeficiente de variação a solicitações normais: δ = 18%
3 Coeficiente de variação para resistências a solicitações tangenciais: δ = 28%
Tabela 12 – Valores médios de madeiras dicotiledôneas nativas e de florestamento
Fonte : NBR-7190/1997



5
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.3 pg. 7/11
Nome comum Nome científico
µap(12%) - kg/m
3
fc0,m - MPa ft0,m - MPa f t90,m - MPa fV,m - MPa Ec0,m - MPa n
EUCAL. SALIGNA EUCALYPTUS SALIGNA
731 46,8 95,5 4,0 8,2 14.933 67
EUC. TERETICOMIS
EUCALYPTUS
TERETICOMIS 899 57,7 115,9 4,6 9,7 17.198 29
EUCAL. TRIANTHA EUCALYPTUS TRIANTHA
755 53,9 100,9 2,7 9,2 14.617 8
EUCALIPTO UMBRA EUCALYPTUS UMBRA
889 42,7 90,4 3,0 9,4 14.577 8
EUCAL. UROPHYLLA EUCALYPTUS UROPHYLLA
739 46,0 85,1 4,1 8,3 13.166 86
GARAPA RORAIMA APULEIA LEIOCARPA
892 78,4 108,0 6,9 11,9 18.359 12
GUAIÇARA LUETZELBURGIA SPP
825 71,4 115,6 4,2 12,5 14.624 11
GUARUCAIA
PELTOPHORUM
VOGELIANUM 919 62,4 70,9 5,5 15,5 17.212 13
IPÊ TABEBUIA SERRATIFOLIA
1.068 76,0 96,8 3,1 13,1 18.011 22
JATOBÁ HYMENAEA SPP
1.074 93,3 157,5 3,2 15,7 23.607 20
LOURO PRETO OCOTEA SPP
684 56,5 111,9 3,3 9,0 14.185 24
MAÇARANDUBA MANILKARA SPP
1.143 82,9 138,5 5,4 14,9 22.733 12
MANDIOQUEIRA QUALEA SPP
856 71,4 89,1 2,7 10,6 18.971 16
OITICICA AMARELA CLARISIA RACEMOSA
756 69,9 82,5 3,9 10,6 14.719 12
QUARUBARANA ERISMA UNCINATUM
544 37,8 58,1 2,6 5,8 9.067 11
SUCUPIRA DIPLOTROPIS SPP
1.106 95,2 123,4 3,4 11,8 21.724 12
TATAJUBA BAGASSA GUIANENSIS
940 79,5 78,8 3,9 12,2 19.583 10
1) 
ap(12%)
é a massa especifica aparente a 12% de umidade.
2) f
c0
é a resistência à compressão paralela às fibras.
3) f
t0
é a resistência à tração paralela às fibras.
4) f
t90
é a resistência à tração normal às fibras.
5) f
v
é a resistência ao cisalhamento.
6) E
c0
é o módulo de elasticidade longitudinal obtido no ensaio de compressão paralela às
7) n é o numero de corpos-de-prova ensaiados.
NOTAS
1 Coeficiente de variação a solicitações normais: δ = 18%
2 Coeficiente de variação para resistências a solicitações tangenciais: δ = 28%
Tabela 13 – Valores médios de madeiras dicotiledôneas nativas e de florestamento
Fonte : NBR-7190/1997

Nome comum Nome científico
µap(12%) - kg/m
3
fc0,m - MPa ft0,m - MPa f t90,m - MPa fV,m - MPa Ec0,m - MPa n
PINHO DO PARANÁ ARAUCARIA ANGUSTIFOLIA
580 40,9 93,1 1,6 8,8 15.225 15
PINUS CARIBEA
PINUS CARIBEA VAR.
CARIBEA
579 35,4 64,8 3,2 7,8 8.431 28
PINUS BAHAMENSIS
PINUS CARIBEA VAR.
BAHAMENSIS
537 32,6 52,7 2,4 6,8 7.110 32
PINUS HONDURENSIS
PINUS CARIBEA VAR.
HONDURENSIS
535 42,3 50,3 2,6 7,8 9.868 99
PINUS ELLIOTTII
PINUS ELLIOTTII VAR.
ELLIOTTII
560 40,4 66,0 2,5 7,4 11.889 21
PINUS OOCARPA PINUS OOCARPA SHIEDE
538 43,6 60,9 2,5 8,0 10.904 71
PINUS TAEDA PINUS TAEDA L
645 44,4 82,8 2,8 7,7 13.304 15
1) 
ap(12%)
é a massa especifica aparente a 12% de umidade.
2) f
c0
é a resistência à compressão paralela às fibras.
3) f
t0
é a resistência à tração paralela às fibras.
4) f
t90
é a resistência à tração normal às fibras.
5) f
v
é a resistência ao cisalhamento.
6) E
c0
é o módulo de elasticidade longitudinal obtido no ensaio de compressão paralela às
7) n é o numero de corpos-de-prova ensaiados.
NOTAS
1 Coeficiente de variação a solicitações normais: δ = 18%
2 Coeficiente de variação para resistências a solicitações tangenciais: δ = 28%
Tabela 14 – Valores médios de madeiras coníferas nativas e de florestamento
Fonte : NBR-7190/1997
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.3 pg. 8/11
Nome comum Nome científico
µap(12%) - kg/m
3
f c0,m - MPa ft0,m - MPa f t90,m - MPa fV,m - MPa Ec0,m - MPa n
AÇACU HURA CREPITANS
401 19,9 34,4 --- 4,6 6.955 ---
ANDIROBA CARGA GUIANENSIS
801 50,9 92,7 --- 8,9 18.091 ---
ANGELIM ARARAOBA VATAIREOPSIS ARAROBA
701 46,7 73,5 --- 5,8 15.923 ---
ANGELIM ROSA PLATYCYAMUS REGNELLII
902 68,2 140,7 --- 11,9 22.505 ---
ANGICO BRANCO PIPTADENIA COLUBRINA
779 46,8 101,4 --- 11,6 16.656 ---
ANGICO PRETO PIPTADENIA MACROCARPA
1.169 96,8 183,9 --- 18,0 26.013 ---
ANGICO VERMELHO PIPTADENIA RIGIDA
991 56,7 109,3 --- 13,3 15.980 ---
AROEIRA DO SERTÃO ASTRONIUM URUNDEUVA
1.347 101,7 158,9 --- 17,2 23.393 ---
CANELA NECTANDRA SP.
735 48,7 94,1 --- 9,6 17.592 ---
CEDRO CEDRELLA FISSILIS
590 38,8 75,1 --- 6,6 13.259 ---
CEREJEIRA TORRESIA CEARENSIS
668 44,6 81,7 --- 7,9 14.753 ---
CUPIUBA GOUPIA GLABRA
902 66,7 106,9 --- 10,7 20.382 ---
FREIJÓ CORDIA GOELDIANA
657 50,5 95,7 --- 7,7 17.654 ---
GUARIUBA CLARISIA RACEMOSA
623 50,9 86,2 --- 9,1 12.662 ---
IPÊ TABEBUIA SP.
1.069 89,5 165,2 --- 13,4 23.052 ---
ITAÚBA MEZILAURUS ITAUBA
1.069 78,9 137,3 --- 11,0 22.613 ---
JACARANDÁ CAVIÚNA
MACHAERIUM
SCLEROXYLON 980 56,7 112,3 --- 12,4 14.670 ---
JACARANDÁ PARDO MACHAERIUM VILOSUM
946 54,0 117,5 --- 12,2 17.295 ---
JACARANDÁ DO
BREJO
PLATHYMISCUM
FLORIBUNDUM 991 70,8 123,7 --- 12,0 20.344 ---
JACARANDÁ BRANCO PLATHYPODIUM ELEGANS
635 27,1 53,9 --- 7,1 8.950 ---
JACARANDÁ MIMOSO JACARANDA ACUTIFOLIA
579 29,3 56,3 --- 7,8 7.564 ---
JACAREÚBA
CALOPHYLLUM
BRASILIENSE 690 44,2 74,6 --- 8,4 14.753 ---
JARANA HOLOPYXIDIUM JARANA
1.035 56,1 127,4 --- 10,4 21.676 ---
JATOBÁ HYMENAEA STILBOCARPA
1.069 92,5 157,6 --- 26,4 23.598 ---
JUTAI-AÇU HYMENAEA COURBARIL
1.057 94,9 152,6 --- 16,3 23.393 ---
LOURO VERMELHO OCOTEA RUBRA
801 49,1 85,5 --- 7,9 15.953 ---
MAÇARANDUBA MANILKARA SP.
1.291 87,4 175,3 --- 15,1 28.539 ---
MANDIOQUEIRA LISA QUALEA ALBIFLORA
723 43,9 73,1 --- 7,2 17.529 ---
MOGNO SWIETENIA MACROPHYLLA
701 53,6 96,4 --- 10,0 14.487 ---
MUIRACATIARA ASTRONIUM LECOINTEI
773 71,9 120,4 --- 9,1 17.934 ---
PAU AMARELO
EUXYLOPHORA
PARAENSIS 701 56,7 111,4 --- 10,7 14.659 ---
PIQUIA CARYOCAR VILLOSUM
1.035 76,3 135,9 --- 12,0 22.441 ---
QUARUBA VOCHYSIA SP.
757 55,3 105,2 --- 8,2 23.673 ---
SUCUPIRA BOWDICHIA NITIDA
793 76,7 136,1 --- 10,8 17.778 ---
TACHI SCLEROLOBIUM SP.
634 30,5 67,4 --- 8,4 14.348 ---
UCUUBA VIROLA SURINAMENSIS
534 14,7 44,6 --- 6,2 13.052 ---
1) 
ap(12%)
é a massa especifica aparente a 12% de umidade.
2) f
c0
é a resistência à compressão paralela às fibras.
3) f
t0
é a resistência à tração paralela às fibras.
4) f
v
é a resistência ao cisalhamento.
5) E
c0
é o módulo de elasticidade longitudinal obtido no ensaio de compressão paralela às
6) n é o numero de corpos-de-prova ensaiados.
NOTAS
1 As propriedades de resistência e rigidez apresentadas nesta tabela foram estimadas a
partir de resultados de ensaios em madeira verde realizados em diversos laboratórios no
país.
Tabela 15 – Valores médios de madeiras dicotiledôneas nativas e de florestamento
Fonte : NORMAN LONGSDON - UFMT


mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.3 pg. 9/11
3
33.
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66 V
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6
66

3.6.1) Valores médios
O valor médio
m
X de uma propriedade da madeira é determinado pela média
aritmética dos valores correspondentes aos elementos que compõem o lote de
material considerado, em um determinado ensaio.
3.6.2) Valores característicos
O valor característico inferior
inf , k
X , menor que o valor médio, é o valor que tem
apenas 5 de probabilidade de não ser atingido em um dado lote de material.
O valor característico superior,
sup , k
X , maior que o valor médio, é o valor que tem
apenas 5 de probabilidade de ser ultrapassado em um dado lote de material.
De modo geral, salvo especificação em contrário, entende-se que o valor
característico
k
X seja o valor característico inferior
inf , k
X .
Tomados os valores médios das resistências, obtidos por laboratórios idôneos,
referidos ao teor padrão de umidade de 12%, pode-se transformá-los em valores
característicos pelas expressões :
m , 12 , t / c k , 12 , t / c
f . 70 , 0 f = equação 3.15
m , 12 , v k , 12 , v
f . 54 , 0 f = equação 3.16
3.6.3) Valores de cálculo
O valor de cálculo
d
X de uma propriedade da madeira é obtido a partir do valor
característico
k
X , pela expressão :
w
k
mod d
X
. k X

= equação 3.17
onde
w
 é o coeficiente de minoração das propriedades da madeira e
mod
k é o
coeficiente de modificação, que leva em conta influências não consideradas por
w
 .
3.6.4) Coeficientes de modificação
Os coeficientes de modificação
mod
k afetam os valores de cálculo das propriedades
da madeira em função da classe d|e carregamento da estrutura, da classe de
umidade admitida, e do eventual emprego de madeira de 2
a
qualidade.

6
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.3 pg. 10/11
O coeficiente de modificação
mod
k é formado pelo produto
3 mod, 2 mod, 1 mod, mod
k . k . k k = equação 3.18
O coeficiente parcial de modificação
1 mod,
k , que leva em conta a classe de
carregamento e o tipo de material empregado, é dado pela tabela 16 (que é uma
reprodução da tabela 10 da NBR-7190), devendo ser escolhido conforme a classe
de carregamento respectivo, definido como em 2.3 (capítulo 2).
O coeficiente parcial de modificação
2 mod,
k , que leva em conta a classe de umidade
e o tipo de material empregado, é dado pela tabela 17 (que é uma reprodução da
tabela 11 da NBR-7190).
3.6.5) Estimativa da rigidez
Nas verificações de segurança que dependem da rigidez da madeira, o módulo de
elasticidade paralelamente às fibras deve ser tomado com o valor efetivo :
m , 0 c 3 mod, 2 mod, 1 mod, ef , 0 c
E . k . k . k E = equação 3.19
Classes de
carregamento
Tipos de madeira
Madeira serrada
Madeira laminada colada
Madeira compensada
Madeira recomposta
Permanente 0,60 0,30
Longa duração 0,70 0,45
Média duração 0,80 0,65
Curta duração 0,90 0,90
Instantânea 1,10 1,10
Tabela 16 – Valores de k
mod,1
– NBR-7190
Classes de umidade
Madeira serrada
Madeira laminada colada
Madeira compensada
Madeira recomposta
(1) e (2) 1,0 1,0
(3) e (4) 0,8 0,9
Tabela 17 – Valores de k
mod,2
* – NBR-7190
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.3 pg. 11/11
* No caso particular de madeira serrada submersa admite-se o valor 65 , 0 k
2 mod,
= .
O coeficiente parcial de modificação
3 mod,
k leva em conta se a madeira é de 1
a
ou
2
a
categoria. No caso de madeira de 2
a
categoria admite-se 8 , 0 k
3 mod,
= e no de
1
a
categoria 0 , 1 k
3 mod,
= .
A condição de madeira de 1
a
categoria somente pode ser admitida se todas as
peças estruturais forem classificadas como isentas de defeitos, por meio de método
visual normalizado, e também submetidas a uma classificação mecânica que
garanta a homogeneidade da rigidez das peças que compõem o lote de madeira a
ser empregado. Não se permite classificar as madeiras como de 1
a
categoria,
apenas por meio de método visual de classificação.
Estas circunstâncias levam a que se adote normalmente a classificação de madeira
de 2
a
. categoria nas aplicações correntes.
O coeficiente parcial de modificação
3 mod,
k para coníferas na forma de peças
estruturais maciças de madeira serrada sempre deve ser tomado com o valor
8 , 0 k
3 mod,
= , a fim de se levar em conta o risco da presença de nós de madeira não
detectáveis pela inspeção visual.
3.6.6) Coeficientes de ponderação da resistência
3.6.6.1) Para Estados Limites Últimos (ELU) :
compressão paralela às fibras : 4 , 1
c
= 
tração paralela às fibras : 8 , 1
t
= 
cisalhamento paralelo às fibras : 8 , 1
v
= 
3.6.6.2) Para Estados Limites de Utilização (ELUt) :
valor básico : 0 , 1 = 



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E
EEX
XXE
EER
RRC
CCÍ
ÍÍC
CCI
IIO
OOS
SS C
CCA
AAP
PP3
33
P
PPR
RRO
OOP
PPR
RRI
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DDA
AAD
DDE
EES
SS M
MME
EEC
CCÂ
ÂÂN
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CCA
AAS
SS D
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AA M
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xxe
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cci
ii o
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ss r
rr e
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ll v
vvi
ii d
ddo
oos
ss :
::
Exercício 3.1 : Determinação das propriedades mecânicas : determinar os valores das
propriedades mecânicas das seguintes madeiras :
1- Conífera pertencente à classe de resistência C-30.
2- Dicotiledônea pertencente à classe de resistência C-30.
3- Madeira de Eucalipto Dunnii.
4- Madeira de Itaúba.
Solução
a) Valores característicos das propriedades mecânicas :
f
c0k
(MPa) f
v0k
(MPa) E
c0m
(MPa)
Conífera C-30 30 6 14.500
Dicotiledônea C-30 30 5 14.500
Eucal ipto Dunnii 0,7 x 48,9 =34,2 0,54 x 9,8 =5,3 18.029
Itaúba 0,7 x 78,9 =55,2 0,54 x 11,0 =5,9 22.613
b) Uniformização de unidades (kN,cm) :
f
c0k
(kN/cm
2
) f
v0k
(kN/cm
2
) E
c0m
(kN/cm
2
)
Conífera C-30 3,00 0,60 1.450,0
Dicotiledônea C-30 3,00 0,50 1.450,0
Eucal ipto Dunnii 3,42 0,53 1.802,9
Itaúba 5,52 0,59 2.261,3

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.3 pg. 2/2
c) Valor de
mod
k :
1 mod,
k =0,7 classe de carregamento : longa duração / madeira serrada.
2 mod,
k =1,0 classe de umidade 1 / madeira serrada.
3 mod,
k =0,8 madeira de 2
a
. categoria.
3 mod, 2 mod, 1 mod, mod
k . k . k k  ; 56 , 0 8 , 0 . 0 , 1 . 7 , 0 k
mod
  .

d) Valores de cálculo das propriedades mecânicas :
w
k
mod d
X
. k X

 ;
c
k , 0 c
mod d , 0 c
f
. k f

 ;
c
k , 0 c
mod d , 90 c
f . 25 , 0
. k f

 ;
d , 0 c
k , 0 c
mod
t
k , 0 c
mod d , 0 t
f
39 , 1
f
. k
) 8 , 1 (
77 , 0 / f
. k f  



;
v
k , 0 v
mod d , 0 v
f
. k f

 ;
4 , 1
c
  ; 8 , 1
v t
    ;
m , 0 c mod ef , 0 c
E . k E  .
(kN/cm
2
) f
c0d
~f
t0d
f
c90d
f
v0d

Conífera C-30 1,20 0,30 0,18
Dicotiledônea C-30 1,20 0,30 0,16
Eucalipto Dunnii 1,37 0,34 0,17
Itaúba 2,21 0,55 0,19

(kN/cm
2
) E
c0ef

Conífera C-30 812,0
Dicotiledônea C-30 812,0
Eucal ipto Dunnii 1.009,6
Itaúba 1.266,3

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4
44
S
SSO
OOL
LLI
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CCI
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EES
SS N
NNA
AAS
SS B
BBA
AAR
RRR
RRA
AAS
SS D
DDA
AAS
SS E
EES
SST
TTR
RRU
UUT
TTU
UUR
RRA
AAS
SS D
DDE
EE M
MMA
AAD
DDE
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IIR
RRA
AA

4
44.
..1
11 G
GGe
een
nne
eer
rr a
aal
ll i
ii d
dda
aad
dde
ees
ss
As barras das estruturas de madeira são solicitadas por esforços que devem ser
determinados de acordo com os princípios da Estática das Construções, admitindo-se em geral
a hipótese de comportamento elástico linear dos materiais.

4
44.
..2
22 E
EEl
ll e
eem
mme
een
nnt
tt o
oos
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ool
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cci
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ppa
aar
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eel
ll a
aa à
ààs
ss f
ff i
ii b
bbr
rr a
aas
ss
1
11

No caso de peças tracionadas, deve ser observada a seguinte condição de segurança,
relativa ao Estado Limite Último :
d , 0 t
livre
d
d , 0 t
f
A
T
s = o equação 4.1
Nesta equação, o valor T
d
corresponde à solicitação de calculo de tração, obtida das
Combinações de Ações estudadas no capítulo 2.
A área livre corresponde ao valor da área líquida da seção transversal, no ponto mais
desfavorável da barra. A área líquida obtém-se descontando-se os vazios provocados por
cortes na seção transversal, devido à colocação de pinos de ligação ou encaixes realizados.
A Norma Brasileira NBR-7190 permite, no seu item 7.1.1, que os furos das seções
transversais das peças possam ser ignorados, desde que a redução da área resistente não
supere 10% da área tracionada da peça íntegra.
Por fim, o valor da resistência de calculo à tração paralela às fibras, é determinado para
a espécie de madeira que será utilizada, de acordo com o que se estudou no capítulo 3.
A Norma Brasileira NBR-7190 permite, no seu item 7.3.1, que se ignore a influência da
eventual inclinação das fibras da madeira em relação ao eixo longitudinal da peça tracionada
até o ângulo
0
6 = o . Para inclinações maiores, deve-se considerar a redução da resistência,
através da fórmula de HANKINSON (equação 1.8).


1
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
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4
44.
..3
33 E
EEl
ll e
eem
mme
een
nnt
tt o
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ss s
sso
ool
ll i
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cci
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cco
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aal
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ll a
aa à
ààs
ss
f
ff i
ii b
bbr
rr a
aas
ss
2
22

As peças solicitadas à compressão simples paralela às fibras, devem levar em conta na
sua verificação de segurança, aos Estados Limites Últimos, a possibilidade de ocorrência da
flambagem. Para tanto, a NBR-7190 prescreve a determinação do grau de esbeltez ì da peça,
em relação aos dois eixos principais de inércia (X e Y), para determinação do procedimento
que leva à sua verificação :
i
L
0
= ì equação 4.2
Nesta expressão, L
0
é o comprimento teórico de referência (comprimento de
flambagem), considerado para as respectivas direções (ou eixos), e i o respectivo raio de
giração.
Não será permitido o emprego de peças comprimidas de seção cheia ou múltiplas, cujo
comprimento teórico de referência L
0
exceda 40 vezes a dimensão transversal correspondente.
Nas peças tracionadas, este limite é de 50 vezes.
Para elementos que têm ambas as suas extremidades indeslocáveis (rotuladas), o valor
de L
0
é igual ao comprimento efetivo L.
Para elementos que não têm esta indeslocabilidade garantida nas suas duas
extremidades, considera-se, para efeito de calculo, que o elemento seja engastado em uma
extremidade, e livre na outra, tomando-se então L
0
=2L.
Quaisquer outras hipóteses de vinculação nas extremidades dos elementos de madeira,
não podem ser considerados.
O valor do raio de giração mínimo i
min
, deve ser estabelecido em função dos dois planos
de rigidez do elemento.
Após a determinação do grau de esbeltez resultante, levando-se em conta inclusive a
possibilidade da ocorrência de diferentes comprimentos L
0
, nos respectivos planos de rigidez,
a NBR-7190 determina os seguintes procedimentos para a verificação da segurança ao Estado
Limite Último :

4.3.1) Peças curtas : Elementos com grau de esbeltez 40 s ì :
A condição de segurança (Estado Limite Último) é expressa por :

2
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 3/13
d , 0 c
d
Nd d , 0 c
f
A
N
s = =o o equação 4.3
Nesta expressão, as tensões atuantes
d , 0 c
o são determinadas através dos valores
do esforço de compressão de calculo, obtido das Combinações de Ações estudadas
no capítulo 2, e da área da seção transversal do elemento comprimido.

4.3.2) Peças medianamente esbeltas : Elementos com grau de esbeltez 80 40 s < ì :
A condição de segurança (Estado Limite Último) é expressa por :
0 , 1
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
s +
o o
equação 4.4
Nesta expressão, os valores apontados correspondem ao item 4.3.1, sendo que
Md
o
corresponde às tensões de flexão de cálculo, determinada pela equação :
W
M
d
Md
= o equação 4.5
O valor de W corresponde ao momento resistente da seção transversal, para o plano
considerado.
O valor de M
d
, é dado pela equação :
M
d
=N
d
. e
d
equação 4.6
Por sua vez, e
d
é determinado pela expressão :
|
|
.
|

\
|
÷
=
d E
E
1 d
N F
F
. e e , equação 4.7
sendo :
e
1
=e
i
+e
a
, equação 4.8
onde :
300
L
e
0
a
= , equação 4.9
em que e
a
corresponde à excentricidade acidental devida às imperfeições
geométricas do elemento, e a excentricidade inicial (ou de projeto) é :
30
h
N
M M
N
M
e
d
qd 1 gd 1
d
d 1
i
>
+
= = , equação 4.10
Nesta expressão, M
1d
é o valor do momento atuante na situação de projeto. Por sua
vez, h é o valor da altura da seção transversal correspondente ao plano de rigidez
respectivo.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 4/13
O valor da carga crítica F
E
é :
2
0
eixo ef , 0 c
2
E
L
I . E .
F
t
= equação 4.11
4.3.3) Peças Esbeltas : Elementos com grau de esbeltez 140 80 s <ì :
A condição de segurança (Estado Limite Último) é expressa também por :
0 , 1
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
s +
o o
equação 4.4
Nesta expressão, os valores apontados correspondem ao item 4.3.1, sendo que
Md
o
é calculado pela equação 4.5 .
O valor de M
d
, é dado pela equação :
|
|
.
|

\
|
÷
=
d E
E
ef , 1 d d
N F
F
. e . N M , equação 4.12
em que a excentricidade efetiva de 1
a
. ordem é determinada pela expressão :
c a i c 1 ef , 1
e e e e e e + + = + = , equação 4.13
onde e
c
é uma excentricidade suplementar de primeira ordem que representa a
fluência da madeira :
( ) ( ) 1 e . e e e
c
a ig c
÷ + = , equação 4.14
sendo :

{ }
{ }
Qk 2 1 Gk E
Qk 2 1 Gk
N . ) ( N F
N . ) ( N .
c
¢ ¢
¢ ¢ |
+ + ÷
+ +
= equação 4.15
onde :
gd
d , g 1
ig
N
M
e = , equação 4.16
O coeficiente de fluência | , é dado pela tabela 18, que é uma reprodução da tabela
15 da NBR-7190 :
Classes de carregamento
Classes de umidade
(1) e (2) (3) e (4)
permanente ou de longa
duração
0,8 2,0
média duração 0,3 1,0
curta duração 0,1 0,5
Tabela 18 – Coeficientes de fluência | - NBR-7190
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4
44.
..4
44 E
EEl
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oo n
nno
oor
rr m
mma
aal
ll à
ààs
ss f
ff i
ii b
bbr
rr a
aas
ss
3
33

As peças solicitadas à compressão simples normal às fibras, devem levar em conta a
extensão do carregamento, medida paralelamente à direção das fibras, na verificação da
segurança aos Estados Limites Últimos :




Figura 22 – compressão localizada
d , 90 c
d
d , 90 c
f
A
N
s = o equação 4.17
onde :
n d , 0 c d 90 , c
. f . 25 , 0 f o = equação 4.18
A extensão “c” do carregamento, medido na direção das fibras, define o valor de
n
o ,
através da tabela 19, que é uma reprodução da tabela 13 da NBR-7190 :












Este artifício da norma, aumentando virtualmente a resistência da madeira, na verdade
representa o aumento da capacidade da madeira de resistir a tensões de compressão
normalmente às fibras, por mobilização das fibras vizinhas à área de contato.
A figura 46, no capítulo 6 deste trabalho, ilustra esta situação.

3
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
Extensão “c” da carga normal às fibras,
medida paralelamente a estas (cm)
n
o
s 1 2,00
s 2 1,70
s 3 1,55
s 4 1,40
s 5 1,30
s 7,5 1,15
s 10 1,10
s 15 1,00
Tabela 19 – Valores de
n
o - NBR-7190
>7,5
R
c
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4
44.
..5
55 E
EEl
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mme
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ii c
cci
ii t
tt a
aad
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ss à
àà c
cco
oom
mmp
ppr
rr e
ees
sss
ssã
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oo i
ii n
nnc
ccl
ll i
ii n
nna
aad
dda
aa e
eem
mm r
rr e
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ll a
aaç
ççã
ãão
oo à
ààs
ss
f
ff i
ii b
bbr
rr a
aas
ss
4
44

As peças solicitadas à compressão simples inclinada às fibras, devem levar em conta a
expressão de HANKINSON, ressalvada a tolerância de até 6
o
, conforme previsto no item 7.2.9
da NBR-7190.


Figura 23 - Compressão inclinada em relação às fibras
d , , c
d
d , , c
f
A
N
o o
o s = equação 4.19

o o
o 2
d , 90 , c
2
d , 0 , c
d , 90 , c d , 0 , c
d , , c
cos . f sen . f
f . f
f
+
= equação 1.8

4
44.
..6
66 E
EEl
ll e
eem
mme
een
nnt
tt o
oos
ss s
sso
ool
ll i
ii c
cci
ii t
tt a
aad
ddo
oos
ss a
aao
oo c
cci
ii s
ssa
aal
ll h
hha
aam
mme
een
nnt
tt o
oo
5
55

As peças solicitadas ao cisalhamento, devem levar em conta na verificação da segurança
aos Estados Limites Últimos, a seguinte expressão :
d , 0 v vd
f s t equação 4.20
Na falta de determinação experimental específica, admite-se, de acordo com a NBR-
7190, que para as CONÍFERAS :
d , 0 c d , 0 v
f . 12 , 0 f = , equação 4.21
e, para as DICOTILEDÔNEAS :
d , 0 c d , 0 v
f . 10 , 0 f = , equação 4.22

4
44.
..7
77 E
EEl
ll e
eem
mme
een
nnt
tt o
oos
ss s
sso
ool
ll i
ii c
cci
ii t
tt a
aad
ddo
oos
ss à
àà f
ff l
ll e
eex
xxã
ãão
oo s
ssi
ii m
mmp
ppl
ll e
ees
ss r
rr e
eet
tt a
aa
6
66

4.7.1) Vão de cálculo a considerar :
Considera-se o vão teórico com o menor dos seguintes valores :
a) distância entre eixos dos apoios.
b) o vão livre acrescido da altura da seção transversal da peça no meio do vão, não
se considerando acréscimo maior que 10 cm.

4
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
5
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
6
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
o
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4.7.2) Tensões Normais de Flexão (Estados Limites Últimos) :
A condição de segurança será estabelecida mediante a verificação das seguintes
expressões :
d , 0 c d , 1 c
f s o equação 4.23
d , 0 t d , 2 t
f s o equação 4.24




Figura 24 – Tensões de flexão na seção retangular

Para a determinação das tensões máximas de bordo, empregam-se as expressões ;
c
d
d , 1 c
W
M
= o equação 4.25
t
d
d , 2 t
W
M
= o equação 4.26

4.7.3) Estabilidade lateral de vigas de seção retangular (Estados Limites Últimos) :
Em vigas sujeitas a instabilidade lateral por flambagem da região comprimida da
seção transversal, a NBR-7190 não tem um critério estabelecido para a condição de
segurança. Deverá ser utilizada uma teoria cuja validade tenha sido comprovada
experimentalmente.
No entanto, pode-se dispensar tal verificação quando forem satisfeitas as seguintes
condições :
a) Os apoios de extremidade da viga impedem a rotação de suas
extremidades, em torno do eixo longitudinal da mesma.
b) Existe um conjunto de elementos de travamento ao longo do comprimento
“L” da viga, afastados entre si de uma distância não maior que “L
1
”, que
também impedem a rotação dessas seções transversais em torno do eixo
longitudinal da peça.
O valor de “L
1
” pode ser determinado em função da largura “b” e da altura “h”
da seção transversal :
t
o
c
o
2
1
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 8/13
d , 0 c M
ef , 0 c 1
f .
E
b
L
|
s equação 4.27
2
1
2
3
f
E
M
63 , 0
b
h
b
h
. .
. 26 , 0
1
|
.
|

\
|
÷
|
.
|

\
|
=
¸
|
t
| equação 4.28
Nesta expressão, sendo o coeficiente de correção
E
| =4, e
f
¸ =1,4, resulta :
2
1
2
3
M
63 , 0
b
h
b
h
. 5 , 3
|
.
|

\
|
÷
|
.
|

\
|
= | equação 4.29
Também se dispensa a verificação da estabilidade lateral, para as peças em
que :
d , 0 c M
ef , 0 c 1
f .
E
b
L
|
> , equação 4.30
desde que a verificação da equação 4.23 seja substituída por :
M
1
ef , 0 c
d , 1 c
.
b
L
E
|
o
|
.
|

\
|
s equação 4.31

4.7.4) Tensões Tangenciais de Cisal hamento (Estados Limites Últimos) :
Nas vigas sujeitas à flexão com força cortante, a condição de segurança é expressa
por :
d , 0 v vd
f s t equação 4.20
Em vigas com seção retangular, de largura “b” e altura “h”, tem-se :
h . b
V
.
2
3
I . b
S . V
d d
vd
= = t equação 4.32
onde “S” é o momento estático da semi-seção, e “I” o momento de inércia da seção
completa.

Duas situações especiais, relativamente à verificação das tensões de cisalhamento
devem ser observadas :
4.7.4.1) Cargas concentradas junto aos apoios diretos :
Nas seções próximas aos apoios, em vigas de altura “h” que recebem cargas
concentradas (a reação de apoio da viga), que produzem tensões de
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 9/13
compressão nos planos longitudinais, a uma distância as 2.h do eixo do apoio,
o cálculo das tensões de cisalhamento pode ser feito com uma força cortante
reduzida :
h . 2
a
. V V
red
= equação 4.33
4.7.4.2) Vigas entalhadas :
Nas variações bruscas de seção transversal, devidas a entalhes, deve-se
multiplicar a tensão de cisalhamento na seção mais fraca (de altura “h”), pelo
fator
|
|
.
|

\
|
1
h
h
, respeitada a restrição h
1
>0,75 . h , obtendo-se o seguinte valor :
|
|
.
|

\
|
=
1 1
d
vd
h
h
.
h . b
V
.
2
3
t equação 4.34



Figura 25 – Entalhes em peças com h
1
>0,75

No caso em que h
1
s 0,75 . h , recomenda-se o emprego de parafusos
verticais dimensionados à tração axial, para a totalidade da força cortante a ser
transmitida, ou o emprego de mísulas como mostrada na figura 26 :




Figura 26 - Entalhes em peças com h
1
s 0,75
Em qualquer circunstância, deve-se ter 5 , 0
h
h
1
> .

4.7.5) Deformações nas vigas (Estados Limites de Utilização) :
Nas vigas sujeitas à flexão, o aparecimento de deformações excessivas deve
ser evitado, de tal modo, que os Estados Limites de Utilização não sejam atingidos.
A condição de segurança neste caso é expressa por :
lim uti , d
S S s equação 4.35
> 3 . (h - h
1
)
h
1
h
h
1
h
h
1
h h
h
1
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 10/13
Considera-se apenas as combinações de ações de longa duração (ver 2.6.2.1),
levando-se em conta o Módulo de Elasticidade Efetivo E
c0,ef
(equação 3.19).
Os valores limites de deformações prescritos na NBR-7190 são :
a) para construções correntes :
u
ef
=u
G
+u
Q

¦
¹
¦
´
¦
s
4.37 equação balanços dos .
100
1
4.36 equação vãos dos .
200
1

As flechas devidas às ações permanentes podem ser parcialmente compensadas
por contra-flechas u
0
dadas na construção. Neste caso, na verificação da
segurança, as flechas devidas às ações permanentes podem ser reduzidas de u
0

, mas não se considerando reduções superiores a
G
u .
3
2
.


Figura 27– Contra-flechas em vigas de madeira

b) para construções com materiais frágeis não estruturais :
As combinações de ações a considerar são as de média ou curta duração,
dependendo do rigor da segurança pretendida.
Para as flechas totais :
u
ef
=u
G
+u
Q

¦
¹
¦
´
¦
s
4.39 equação balanços dos .
175
1
4.38 equação vãos dos .
350
1

Para as flechas devidas apenas às ações variáveis :
u
Q

¦
¹
¦
´
¦
s
4.41 equação balanços dos .
150
1
4.40 equação vãos dos .
300
1


c) para construções especiais :
Em construções especiais, tais como formas para concreto estrutural,
cimbramentos, torres, etc, as deformações limites devem ser estabelecidas pelo
proprietário da construção ou por normas especiais.

Com relação às vibrações, nas construções de madeira de modo geral, devem
ser adotadas disposições construtivas que as evitem. Em estruturas sobre as quais
u
ef s
u
lim

u
Q
>u
G
/3

u
0
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 11/13
o público pode caminhar, devem ser evitadas vibrações que causem desconforto
aos usuários.
Em construções de acesso regular de pessoas, a menor freqüência natural de
vibração dos elementos da estrutura dos pisos não deve ser inferior a 8 Hz.
Para construções correntes, admite-se uma flecha máxima de 15 mm causada
pela vibração, na combinação de curta duração.

4
44.
..8
88 E
EEl
ll e
eem
mme
een
nnt
tt o
oos
ss s
sso
ool
ll i
ii c
cci
ii t
tt a
aad
ddo
oos
ss à
àà f
ff l
ll e
eex
xxã
ãão
oo o
oob
bbl
ll í
ííq
qqu
uua
aa
7
77






Figura 28 – Flexão oblíqua
São comuns os casos de flexão oblíqua em estruturas de telhados, dada a inclinação
necessária para as mesmas. Deve-se observar :

4.8.1) Vão de cálculo :
Considera-se como estabelecido para flexão reta.

4.8.2) Tensões Normais de Flexão (Estados Limites Últimos) :
A condição de segurança será estabelecida mediante a verificação das seguintes
expressões :
1
f
. k
f
wd
d , MY
M
wd
d , Mx
s +
o o
equação 4.42
1
f f
. k
wd
d , MY
wd
d , Mx
M
s +
o o
equação 4.43
Nestas expressões, o valor do coeficiente de correção k
M
pode ser tomado :
para seções retangulares : k
M
=0,5 equação 4.44
para outras seções : k
M
=1,0 equação 4.45


7
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
F
d
Y
X
o
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 12/13
4.8.3) Tensões Tangenciais de Cisal hamento (Estados Limites Últimos) :
Considera-se como estabelecido para flexão reta, referido a cada um dos eixos X e
Y, respectivamente.

4.8.4) Deformações nas vigas (Estados Limites de Utilização) :
Procede-se como estabelecido para flexão reta, sendo que os limites estabelecidos
anteriormente de flechas, podem ser verificados isoladamente para cada um dos eixos
principais de flexão (eixos X e Y).

4
44.
..9
99 E
EEl
ll e
eem
mme
een
nnt
tt o
oos
ss s
sso
ool
ll i
ii c
cci
ii t
tt a
aad
ddo
oos
ss à
àà f
ff l
ll e
eex
xxã
ãão
oo c
cco
oom
mmp
ppo
oos
sst
tt a
aa
8
88

4.9.1) Fl exo-tração :
Em barras submetidas à flexo-tração, a condição de segurança é expressa pela mais
rigorosa das duas expressões mostradas a seguir, aplicadas ao ponto mais solicitado da
borda tracionada, considerando-se uma função linear para a influência das tensões
devidas à força normal de tração.
1
f
. k
f f
d , 0 t
d , MY
M
d , 0 t
d , Mx
d , 0 t
d , Nt
s + +
o o o
equação 4.46
1
f f
. k
f
d , 0 t
d , MY
d , 0 t
d , Mx
M
d , 0 t
d , Nt
s + +
o o o
equação 4.47
Nestas expressões, o valor do coeficiente de correção k
M
pode ser tomado como
indicado em 4.8.2. (equações 4.44 e 4.45).

4.9.2) Fl exo-compressão :
Em barras submetidas à flexo-compressão, duas são as verificações a serem feitas :
1
a
.) Verificação da resistência :
A condição de segurança é expressa pela mais rigorosa das duas expressões
mostradas a seguir, aplicadas ao ponto mais solicitado da borda comprimida,
considerando-se uma função quadrática para a influência das tensões devidas
à força normal de compressão.
1
f
. k
f f
d , 0 c
d , MY
M
d , 0 c
d , MX
2
d , 0 c
d , Nc
s + +
|
|
.
|

\
| o o o
equação 4.48

8
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 13/13
1
f f
. k
f
d , 0 c
d , MY
d , 0 c
d , MX
M
2
d , 0 c
d , Nc
s + +
|
|
.
|

\
| o o o
equação 4.49
Nestas expressões, o valor do coeficiente de correção k
M
pode ser tomado
como indicado em 4.8.2. (equações 4.44 e 4.45).

2
a
.) Verificação da estabilidade :
Procede-se como feito em 4.3 : leva-se em conta a flambagem, considerando-
se o grau de esbeltez ì, e adota-se uma excentricidade inicial e
i
estabelecida
em função da equação 4.10.

4
44.
..1
110
00 D
DDi
ii s
ssp
ppo
oos
ssi
ii ç
ççõ
õõe
ees
ss c
cco
oon
nns
sst
tt r
rr u
uut
tt i
ii v
vva
aas
ss
9
99

4.10.1) Disposições gerais
Os projetos de estruturas de madeira devem propiciar uma definição clara do
sistema estático adotado. A obrigatoriedade de tratamentos preservativos, a facilidade de
escoamento de águas e arejamento das peças, assim como facilidade de inspeção e
reparo são atributos a serem conferidos nas estruturas.
4.10.2) Dimensões mínimas das seções transversais :
Nas peças principais isoladas, como vigas e barras longitudinais de treliças, a área
mínima das seções transversais será de 50 cm
2
e a espessura mínima de 5 cm. Nas
peças secundárias, estes limites reduzem-se para 18 cm
2
e 2,5 cm, respectivamente.
No caso de peças principais múltiplas, a área mínima da seção transversal de cada
elemento componente será de 35 cm
2
, e a espessura mínima de 2,5 cm. Nas peças
secundárias múltiplas, estes limites reduzem-se a 18 cm
2
e 1,8 cm, respectivamente.

4.10.3) Peças de seção circul ar :
As peças de seção circular, sob a ação de solicitações normais ou tangenciais,
podem ser consideradas como se fossem de seção quadrada, de área equivalente. As
peças de seção circular variável podem ser calculadas como se fossem de seção
uniforme, igual à seção situada a uma distância da extremidade mais delgada igual a 1/3
do comprimento total, não se considerando, no entanto, um diâmetro superior a 1,5 vez o
diâmetro nesta extremidade.

9
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 1/59
E
EEX
XXE
EER
RRC
CCÍ
ÍÍC
CCI
IIO
OOS
SS C
CCA
AAP
PP4
44
S
SSO
OOL
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CCI
IIT
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ÕÕE
EES
SS N
NNA
AAS
SS B
BBA
AAR
RRR
RRA
AAS
SS D
DDA
AAS
SS E
EES
SST
TTR
RRU
UUT
TTU
UUR
RRA
AAS
SS D
DDE
EE M
MMA
AAD
DDE
EEI
IIR
RRA
AA

E
EEx
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rr c
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cci
ii o
oos
ss r
rr e
ees
sso
ool
ll v
vvi
ii d
ddo
oos
ss :
::
Exercício 4.1 : Elemento tracionado : Verificar a condição de segurança da barra tracionada
de uma tesoura de madeira indicada nas figuras :
1- Conífera pertencente à classe de resistência C-30.
2- Parafusos | =3/8”, com furo prévio de 10 mm de
diâmetro.
3- Dimensões indicadas em centímetros.
4- Critério da NBR-7190 / 1997.
5- Esforços atuantes : N
k
=N
Gk
+N
Qk
;
N
Gk
=3 kN (permanente), e N
Qk
=8 kN (sobrecarga).
Solução
a) Valores de cálculo das propriedades mecânicas :
Tomamos os valores já determinados no exercício 3.1 : f
c0,d
=f
t0,d
=1,2 kN/cm
2
.

b) Combinação de ações :
E.L.U.: T
d
=1,4 x (T
Gk
+T
Qk
) =
1,4 x (3 +8) =15,4 kN
Determinação da área livre :
A
liv
= ( ) | | { }
2
cm 40 0 , 1 . 2 10 . 5 , 2 . 2 = ÷
c) Verificação da condição de segurança :
d , 0 t
*
livre
d
d , 0 t
f 5 , 1 .
A
T
s = o ;
2 d , 0 t
*
d , 0 t
cm
kN
2 , 1 f 58 , 0 5 , 1 .
40
4 , 15
= < = = o Verifica !
* Considera-se, na prática, em casos correntes, uma majoração de 50% no valor do
esforço normal, ao invés de considerar a excentricidade atuante, por conta do fato de
Seção

El evação

5

2,5

2,5

4 3

3

N
k
N
k
Planta
10
El evação
10
1
1
2,5
2,5
5
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que a peça é dupla. A consideração da excentricidade levaria a verificação para o caso
de flexo-tração. Isto é desnecessário nas aplicações correntes, visto que os efeitos da
mesma são de pequena intensidade.
Se, no entanto, ao fazer a verificação da condição de segurança, são atingidos valores
próximos do limite, convém refazê-la, através do critério de flexo-tração.

Exercício 4.2 : Elemento comprimido (peça curta) e Compressão normal às fibras :
Verificar a condição de segurança da peça comprimida de madeira, indicada nas figuras :
1- Dicotiledônea, pertencente à classe de resistência C-30.
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Critério da NBR-7190 / 1997.
4- Reação de apoio : R ; R
k
=R
Gk
+R
Qk
;
R
Gk
=2 kN (permanente), e R
Qk
=15 kN (sobrecarga).
Solução
a) Valores de cálculo das propriedades mecânicas :
Tomamos os valores já determinados no exercício 3.1 : f
c0,d
=1,2 kN/cm
2
;
f
c90,d
=0,25 . f
c0,d
=0,25 . 1,2 =0,3 kN/cm
2
;

b) Combinação de ações :
E.L.U.: R
d
=N
d
=1,4 x (R
Gk
+R
Qk
) =1,4 x (2 +15) =23,8 kN ;

c) Verificação da peça vertical (elemento comprimido : peça curta) :
c.1) grau de esbeltez :
i
min
=i
X
=i
Y
= cm 44 , 1
5 . 5
12
5 . 5
A
I
3
X
= = ; 35
44 , 1
50
i
L
MIN
0
MAX
= = = ì ;
a peça é curta : 40 < ì .
c.2) verificação da segurança :
d , 0 c
d
Nd d , 0 c
f
A
N
s = =o o (equação 4.3) :
R
peça 5x5
50
5 10
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2
d , 0 c
2
d , 0 c
cm / kN 2 , 1 f cm / kN 95 , 0
5 . 5
8 , 23
= < = = o verifica !

d) Verificação da peça horizontal (compressão normal às fibras) :
d , 90 c
d
d , 90 c
f
A
N
s = o e
n d , 0 c d 90 , c
. f . 25 , 0 f o = (equações 4.17 e 4.18) :
on
=1,3 para c =5 cm (tabela 19)
2 d
d , 90 c
cm / kN 39 , 0 3 , 1 . 2 , 1 . 25 , 0 95 , 0
A
R
= s = = o Não verifica !
Solução : aumentar a seção da peça vertical para diminuir as tensões de contato. (ver
exercício proposto 4.29.

Exercício 4.3 : Elemento comprimido (peça medianamente esbelta) : Verificar a condição
de segurança da peça comprimida de madeira, indicada nas figuras, submetida ao esforço
de compressão “N
k
” :
1- Madeira dicotiledônea, Eucalipto Dunnii.
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Critério da NBR-7190 / 1997.
4- Esforço Normal : N
k
=N
Gk
+N
Qk
;
N
Gk
=8 kN (permanente), e N
Qk
=20 kN (sobrecarga).
Solução
a) Valores de cálculo das propriedades mecânicas :
Tomamos os valores já determinados no exercício 3.1 :
f
c0,d
=1,37 kN/cm
2
, e E
c0,ef
=1.009,6 kN/cm
2
.

b) Combinação de ações :
E.L.U.: N
d
=1,4 x (N
Gk
+N
Qk
) =1,4 x (8 +20) =39,2 kN .

c) Grau de esbeltez :
I
X
=
12
10 . 5 , 7
3
=625 cm
4
;
Y
X
Seção
Transversal
10
7,5
S
S
N
k

N
k

L = L
0
= 150 cm
c = 5
R
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 4/59
I
Y
=
12
5 , 7 . 10
3
=352 cm
4
;
I
MIN
=I
Y
;
i
min
=i
Y
= cm 17 , 2
10 . 5 , 7
352
A
I
Y
= = ;
69
17 , 2
150
i
L
MIN
0
MAX
= = = ì a peça é medianamente esbelta : 80 40 < < ì .

d) Determinação de M
d
(equações 4.6 a 4.11) :
cm 25 , 0
30
5 , 7
30
h
0
2 , 39
0
N
M
e
Y
d
d 1
i
= = > = = = ;
cm 5 , 0
300
150
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=0,25 +0,50 =0,75 cm ;
kN 156
150
352 . 6 , 1009 .
L
I . E .
F
2
2
2
0
eixo ef , 0 c
2
E
= = =
t t
;
002 , 1
2 , 39 156
156
. 75 , 0
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
d
=N
d
. e
d
=39,2 . 1,002 =39,3 kN.cm .

e) Determinação das tensões
Md Nd
eo o :
2 d
Nd
cm / kN 52 , 0
10 . 5 , 7
2 , 39
A
N
= = = o ;
2
2 2
d
Md
cm / kN 42 , 0
6
5 , 7 . 10
3 , 39
6
h . b
W
M
= =
|
.
|

\
|
=
= o .

f) Verificação da segurança (equação 4.4) :
0 , 1 69 , 0
37 , 1
42 , 0
37 , 1
52 , 0
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
< = + = +
o o
Verifica !
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 5/59
Exercício 4.4 : Elemento comprimido (peça esbelta) : Verificar a condição de segurança do
pilar de madeira indicado nas figuras, submetido ao esforço de compressão “N
k
” :
1- Madeira dicotiledônea, de Itaúba.
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Critério da NBR-7190 / 1997.
4- N
k
=N
Gk
+N
Qk
;
N
Gk
=5 kN (permanente),
e N
Qk
=15 kN (sobrecarga).
Solução
a) Valores de cálculo das propriedades mecânicas :
Tomamos os valores já determinados no exercício 3.1 : f
c0,d
=2,21 kN/cm
2
, e
E
c0,ef
=1.266,3 kN/cm
2
.

b) Combinação de ações :
E.L.U.: N
d
=1,4 x (N
Gk
+N
Qk
) =1,4 x (5 +15) =28 kN .

c) Grau de esbeltez :
c.1) considerando o eixo X (L
0
=280 cm) :
I
X
=
12
10 . 5
3
=417 cm
4
; i
X
= cm 89 , 2
10 . 5
417
A
I
X
= = ; 97
89 , 2
280
i
L
X
X
X
= = = ì .
c.2) considerando o eixo Y (L
0
=160 cm) :
I
Y
=
12
5 . 10
3
=104 cm
4
; i
Y
= cm 44 , 1
10 . 5
104
A
I
Y
= = ; 111
44 , 1
160
i
L
Y
Y
Y
= = = ì .
c.3) grau de esbeltez máximo :
111
Y MAX
= = ì ì ; a peça é esbelta : 140 80 < < ì .
Apesar de que relativamente ao eixo Y, o comprimento de referência é menor
(160 cm), seu grau de esbeltez é superior.

d) Determinação de M
d
(equações 4.8 a 4.16) :
10
5
160
120
Y
X
Seção
Transversal
10
5
N
k

L = 280
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 6/59
cm 17 , 0
30
5
30
h
0
28
0
N
M
e
Y
d
d 1
i
= = > = = = ; cm 53 , 0
300
160
300
L
e
0
a
= = = ;
kN 8 , 50
160
104 . 3 , 1266 .
L
I . E .
F
2
2
2
0
Y ef , 0 c
2
E
= = =
t t
; | =0,8 (tabela 18) ;
N
Gk
=5 kN ; N
Qk
=15 kN ; ¢
1
=0,3 ; ¢
2
=0,2
( ) | |
( ) | |
qk 2 1 gk E
qk 2 1 gk
N . N F
N . N .
c
¢ ¢
¢ ¢ |
+ + ÷
+ +
= =
( ) | |
( ) | |
261 , 0
15 . 2 , 0 3 , 0 5 8 , 50
15 . 2 , 0 3 , 0 5 . 8 , 0
=
+ + ÷
+ +
;
( ) ( ) 1 e . e e e
c
a ig c
÷ + = ( ) ( ) cm 21 , 0 1 e . 53 , 0 17 , 0
261 , 0
= ÷ + = ;
e
1ef
=e
i
+e
a
+e
c
=0,17 +0,53 +0,21 =0,91 cm ;
cm . kN 8 , 56
28 8 , 50
8 , 50
. 91 , 0 . 28
N F
F
. e . N M
d E
E
ef , 1 d d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= .

e) Determinação das tensões
Md Nd
eo o :
2 d
Nd
cm / kN 56 , 0
10 . 5
28
A
N
= = = o ;
2
2 2
Y
d
Md
cm / kN 36 , 1
6
5 . 10
8 , 56
6
h . b
W
M
= =
|
.
|

\
|
=
= o .

f) Verificação da segurança (equação 4.4) :
0 , 1 87 , 0
21 , 2
36 , 1
21 , 2
56 , 0
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
< = + = +
o o
Verifica !

Exercício 4.5 : (5
o
. TE/2005) - Para a barra comprimida indicada nas figuras, verificar a
condição de segurança.
Dados :
1) critério da NBR-7190/1997.
2) dimensões em centímetros.
3) madeira =CEDRO DOCE :
2
a
. Categoria =qualidade estrutural ,
f
c,0,m
=31,5 MPa.; E
c,0,m
=8.058 MPa.
4) ELU =Combinação Normal.
7,5
10
Seção Transversal
L= 150
7,5
Elevação

N
k
N
k
1
2
X
Y
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 7/59
5) esforço normal : N
k
=N
gk
+N
qk
; N
gk
= 5 kN (permanente) ;
N
qk
= 8 kN (vento de sobrepressão).
6) vinculação das extremidades da peça :
ponto 1 : indeslocável no plano vertical , deslocável no plano horizontal .
ponto 2 : indeslocável no plano vertical , indeslocável no plano horizontal .
Solução :
a) Valores de cálculo das propriedades mecânicas :
f
com
=31,5 MPa =3,15 kN/cm
2
;
f
cok
=0,7. f
com
=0,7. 3,15 MPa =2,21 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 88 , 0
4 , 1
21 , 2
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
E
com
=8058 MPa =805,8 kN/cm
2
;
E
coef
=k
mod
. E
com
=0,56. 805,8 =451,2 kN/cm
2
.

b) Combinação de ações :
E.L.U.: N
d
=1,4 x (N
Gk
+N
Qk
) =1,4 x (5 +0,75. 8) =15,4 kN .

c) Grau de esbeltez :
c.1) considerando o eixo X (L
0
=L =150 cm =dois extremos indeslocáveis) :
I
X
=
12
5 , 7 . 10
3
=351,6 cm
4
;
A =10 . 7,5 =75 cm
2
;
i
X
= cm 17 , 2
75
6 , 351
A
I
X
= = ;
69
17 , 2
150
i
L
X
X
X
= = = ì (peça medianamente esbelta).
c.2) considerando o eixo Y (L
0
=2 L =2. 150 =300 cm ; um extremo deslocável) :
I
Y
=
12
10 . 5 , 7
3
=625 cm
4
;
i
Y
= cm 89 , 2
75
625
A
I
Y
= = ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 8/59
104
89 , 2
300
i
L
Y
Y
Y
= = = ì (peça esbelta).
c.3) grau de esbeltez máximo :
104
Y MAX
= ì = ì ; a peça é esbelta : 140 80 < < ì .

d) Verificação da segurança :
Será verificado apenas o eixo Y (ì
MAX
=104) , pois trata-se de compressão simples.
d.1 Determinação de M
d
(equações 4.8 a 4.16) :
cm 33 , 0
30
10
30
h
0
4 , 15
0
N
M
e
Y
d
d 1
i
= = > = = = ;
cm 0 , 1
300
300
300
L
e
0
a
= = = ;
kN 9 , 30
300
625 . 2 , 451 .
L
I . E .
F
2
2
2
0
Y ef , 0 c
2
E
=
t
=
t
= ;
| =0,8 (tabela 18) ;
N
Gk
=5 kN ; N
Qk
=8 kN ; ¢
1
=0,2 ; ¢
2
=0
( ) | |
( ) | |
qk 2 1 gk E
qk 2 1 gk
N . N F
N . N .
c
¢ ¢
¢ ¢ |
+ + ÷
+ +
= =
( ) | |
( ) | |
217 , 0
8 . 0 2 , 0 5 9 , 30
8 . 0 2 , 0 5 . 8 , 0
=
+ + ÷
+ +
;
( ) ( ) 1 e . e e e
c
a ig c
÷ + = ( ) ( ) cm 32 , 0 1 e . 0 , 1 33 , 0
217 , 0
= ÷ + = ;
e
1ef
=e
i
+e
a
+e
c
=0,33 +1,0 +0,32 =1,65 cm ;
cm . kN 6 , 50
4 , 15 9 , 30
9 , 30
. 65 , 1 . 4 , 15
N F
F
. e . N M
d E
E
ef , 1 d d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= .
d.2 Determinação das tensões
Md Nd
eo o :
2 d
Nd
cm / kN 21 , 0
75
4 , 15
A
N
= = = o ;
2
Y
d
Md
cm / kN 41 , 0
125
6 , 50
W
M
= = = o .
d.3 Verificação da segurança (equação 4.4) :
0 , 1 71 , 0
88 , 0
41 , 0
88 , 0
21 , 0
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
Verifica !
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 9/59
Exercício 4.6 : Elemento comprimido (peça medianamente esbelta) (1
o
TE/2006) : Verificar a
condição de segurança da barra de madeira comprimida, indicadas nas figuras.
Dados :
1) E.L.U. =Combinação normal.
2) Critério da NBR-7190/1997.
3) Dimensões em centímetros.
4) Madeira TATAJUBA, 2
a
. categoria ;
qualidade estrutural.
5) Esforços atuantes :
N
k
= N
Gk
+ N
Qk
; N
Gk
= 20 kN (permanente) ; N
Qk
= 75 kN (sobrecarga).
6) Vinculos dos extremos da barra : Indeslocáveis nos dois planos.
Solução :
a) Valores de cálculo das propriedades mecânicas :
f
com
=79,5 MPa =7,95 kN/cm
2
;
f
cok
=0,7. f
com
=0,7. 7,95 MPa =5,57 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 23 , 2
4 , 1
57 , 5
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
E
com
=19.583 MPa =1958,3 kN/cm
2
;
E
coef
=k
mod
. E
com
=0,56. 1958,3 =1.096,6 kN/cm
2
.

b) Combinação de ações :
E.L.U.: N
d
=1,4 x (N
Gk
+N
Qk
) =1,4 x (20 +75) =133 kN .

c) Grau de esbeltez :
c.1) considerando o eixo X :
I
X
=
12
10 . 15
3
=1250 cm
4
;
A =15 . 10 =150 cm
2
;
i
X
= cm 89 , 2
150
1250
A
I
X
= = ;
7 , 79
89 , 2
230
i
L
X
X , 0
X
= = = ì (peça medianamente esbelta) ;
W
X
=
6
10 . 15
6
h . b
2 2
= =250 cm
3
.
c.2) considerando o eixo Y :
I
Y
=
12
15 . 10
3
=2.812,5 cm
4
;
15
X
Y
10
L

=

2
3
0

N
k
N
k
Seção
Elevação
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 10/59
i
Y
= cm 33 , 4
150
5 , 2812
A
I
Y
= = ;
1 , 53
33 , 4
230
i
L
Y
Y , 0
Y
= = = ì (peça medianamente esbelta).
c.3) grau de esbeltez máximo :
7 , 79
X MAX
= ì = ì ; a peça é medianamente esbelta : 80 40 < ì < .

d) Verificação da segurança :
Será verificado apenas o eixo X (ì
MAX
=79,7) , pois trata-se de compressão simples.
d.1) Determinação de M
d
(equações 4.8 a 4.16) :
cm 33 , 0
30
10
30
h
0
133
0
N
M
e
X
d
d 1
i
= = > = = = ;
cm 77 , 0
300
230
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=0,33 +0,77 =1,10 cm ;
kN 7 , 255
230
1250 . 6 , 1096 .
L
I . E .
F
2
2
2
0
X ef , 0 c
2
E
=
t
=
t
= ;
e
d
=
|
|
.
|

\
|
÷
d E
E
1
N F
F
. e =
|
|
.
|

\
|
÷133 7 , 255
7 , 255
. 1,10 =2,29 cm ;
cm . kN 8 , 304 29 , 2 . 133 e . N M
d d d
= = = .
d.2) Determinação das tensões
Md Nd
eo o :
2 d
Nd
cm / kN 89 , 0
150
133
A
N
= = = o ;
2
X
d
Md
cm / kN 22 , 1
250
8 , 304
W
M
= = = o .
d.3) Verificação da segurança (equação 4.4) :
0 , 1 95 , 0
23 , 2
22 , 1
23 , 2
89 , 0
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
Verifica !

Exercício 4.7 : Elemento comprimido (peça esbelta) (1
o
TE/2006) : Verificar a condição de
segurança da barra de madeira comprimida, indicadas nas figuras.
Dados :
1) E.L.U. =Combinação normal.
2) Critério da NBR-7190/1997.
3) Dimensões em centímetros.
4) Madeira DICOTILEDÔNEA-CLASSE C- 40,
2
a
. categoria ; qualidade estrutural.
5) Esforços atuantes :
L

=

2
4
0

N
k
N
k
Elevação
1
2
15
X
Y
Seção
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 11/59
N
k
= N
Gk
+ N
Qk
; N
Gk
= 10 kN (permanente) ;
N
Qk
= 30 kN (sobrecarga).
6) Vinculos dos extremos da barra :
ponto : indeslocável nos dois planos (X e Y).
ponto : deslocável no plano Y.
Solução :
a) Valores de cálculo das propriedades mecânicas :
f
cok
=40 MPa =4,0 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 60 , 1
4 , 1
0 , 4
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
E
com
=19.500 MPa =1950 kN/cm
2
;
E
coef
=k
mod
. E
com
=0,56. 1950 =1.092 kN/cm
2
.

b) Combinação de ações :
E.L.U.: N
d
=1,4 x (N
Gk
+N
Qk
) =1,4 x (10 +30) =56 kN .

c) Grau de esbeltez :
c.1) considerando o eixo X (L
0
=L =240 cm ; dois extremos indeslocáveis) :
I
X
=I
Y
=
64
15 .
4
t
=2.485 cm
4
;
A =
4
15 .
2
t
=176,6 cm
2
;
W
Y
=
3
Y
cm 3 , 331
5 , 7
2485
x
I
= = ;
i
X
=i
Y
= cm 75 , 3
6 , 176
2485
A
I
X
= = ;
64
75 , 3
240
i
L
X
X , 0
X
= = = ì (peça medianamente esbelta).
c.2) considerando o eixo Y (L
0
=2 L =2. 240 =480 cm ; um extremo deslocável) :
128
75 , 3
480
i
L
Y
Y , 0
Y
= = = ì (peça esbelta).
c.3) 128
Y MAX
= ì = ì ; a peça é esbelta : 140 80 < < ì .

d) Verificação da segurança :
Será verificado apenas o eixo Y (ì
MAX
=104) , pois trata-se de compressão simples.
d.1) Determinação de M
d
(equações 4.8 a 4.16) :
cm 5 , 0
30
15
30
h
0
56
0
N
M
e
Y
d
d 1
i
= = > = = = ;
1
2
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 12/59
cm 6 , 1
300
480
300
L
e
0
a
= = = ;
2
0
Y ef , 0 c
2
E
L
I . E .
F
t
= ; kN 3 , 116
480
2485 . 1092 .
F
2
2
E
=
t
= ;
| =0,8(tabela 18) ;
N
Gk
=10 kN ; N
Qk
=30kN ;
¢
1
=0,3 ; ¢
2
=0,2 ;
( ) | |
( ) | |
qk 2 1 gk E
qk 2 1 gk
N . N F
N . N .
c
¢ ¢
¢ ¢ |
+ + ÷
+ +
= =
( ) | |
( ) | |
219 , 0
30 . 2 , 0 3 , 0 10 3 , 116
30 . 2 , 0 3 , 0 10 . 8 , 0
=
+ + ÷
+ +
;
( ) ( ) 1 e . e e e
c
a ig c
÷ + = ( ) ( ) cm 51 , 0 1 e . 6 , 1 5 , 0
219 , 0
= ÷ + = ;
e
1ef
=e
i
+e
a
+e
c
; e
1ef
=0,5+1,6+0,51 =2,61 cm ;
cm . kN 0 , 282
56 3 , 116
3 , 116
. 61 , 2 . 56
N F
F
. e . N M
d E
E
ef , 1 d d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
d.2) Determinação das tensões
Md Nd
eo o :
2 d
Nd
cm / kN 32 , 0
7 , 176
56
A
N
= = = o ;
2
Y
d
Md
cm / kN 85 , 0
5 , 331
282
W
M
= = = o .
d.3) Verificação da segurança (equação 4.4) :
0 , 1 73 , 0
6 , 1
85 , 0
6 , 1
32 , 0
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
Verifica !

Exercício 4.8 : Elemento comprimido (peça medianamente esbelta) (1
o
TE/2007) :
Verificar a condição de segurança da barra de madeira maciça, submetida à compressão
simples, indicada nas figuras. Considerar :
1- Critério da NBR-7190/1997.
2- Dimensões indicadas em cm.
3- ELU - Combinação normal.
4- Madeira CONÍFERA classe C-25,
2
a
. categoria, qualidade estrutural.
5- Esforços atuantes :
N
k
= N
Gk
+ N
Qk
.
N
Gk
=20 kN (permanente); N
Qk
=60 kN (sobrecarga).
6- Vinculação dos extremos da barra :
Eixo X : 2 extremos indeslocáveis. Eixo Y : 1 extremo indeslocável.
ELEVAÇÃO

SEÇÃO

20
N
k
L
=

1
8
0

Y

2
0

5
X
1
0

5

5

5 10
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 13/59
Solução :
a) Valores de cálculo das propriedades mecânicas :
f
cok
=25 MPa =2,5 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 00 , 1
4 , 1
5 , 2
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
E
com
=8.500 MPa =850 kN/cm
2
;
E
coef
=k
mod
. E
com
=0,56. 850 =476 kN/cm
2
.

b) Combinação de ações :
E.L.U.: N
d
=1,4 x (N
Gk
+N
Qk
) =1,4 x (20 +60) =112 kN .

c) Grau de esbeltez :
c.1) considerando o eixo X (L
0
=L =180 cm ; dois extremos indeslocáveis) :
I
X
=I
Y
=
12
10 . 5 . 2
12
20 . 10
3 3
÷ =7.500 cm
4
;
A =(20. 20) – 4. (5. 5) =300 cm
2
;
W
Y
=
3
Y
cm 750
) 2 / 20 (
7500
x
I
= = ;
i
X
=i
Y
= cm 0 , 5
300
7500
A
I
X
= = ;
36
0 , 5
180
i
L
X
X , 0
X
= = = ì (peça curta).
c.2) considerando o eixo Y (L
0
=2 L =2. 180 =360 cm ; um extremo deslocável) :
72
0 , 5
360
i
L
Y
Y , 0
Y
= = = ì (peça medianamente esbelta).
c.3) 72
Y MAX
= ì = ì ; a peça é medianamente esbelta : 80 40 < ì < .

d) Verificação da segurança :
Será verificado apenas o eixo Y (ì
MAX
=72) , pois se trata de compressão simples.
d.1) Determinação de M
d
(equações 4.8 a 4.16) :
cm 67 , 0
30
20
30
h
0
112
0
N
M
e
Y
d
d 1
i
= = > = = = ;
cm 2 , 1
300
360
300
L
e
0
a
= = = ;
2
0
Y ef , 0 c
2
E
L
I . E .
F
t
= ; kN 9 , 271
360
7500 . 476 .
F
2
2
E
=
t
= ;
e
1
=e
i
+e
a
=0,67+1,2 =1,87 cm ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 14/59
cm 18 , 3
112 9 , 271
9 , 271
. 87 , 1
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
= =
d d d
e . N M 112. 3,18 =356,1 kN.cm .
d.2) Determinação das tensões
Md Nd
eo o :
2 d
Nd
cm / kN 37 , 0
300
112
A
N
= = = o ;
2
Y
d
Md
cm / kN 48 , 0
750
1 , 356
W
M
= = = o .
d.3) Verificação da segurança (equação 4.4) :
0 , 1 85 , 0
0 , 1
48 , 0
0 , 1
37 , 0
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
Verifica !

Exercício 4.9 : Elemento comprimido (peça esbelta) (1
o
TE/2007) : Verificar a condição de
segurança da barra de madeira maciça, submetida à compressão simples, indicada nas
figuras.
Considerar :
1- Critério da NBR-7190/1997.
2- Dimensões indicadas em cm.
3- Critério da NBR-7190/1997.
4- ELU - Combinação normal.
5- Madeira CANELA, 2
a
. categoria, qualidade estrutural.
6- Esforços atuantes : N
k
= N
Gk
+ N
Qk
;
N
Gk
=40 kN (permanente); N
Qk
=120 kN (sobrecarga).
7- Vinculação dos extremos da barra : Eixo X e Y : 2 extremos indeslocáveis.
Solução :
a) Valores de cálculo das propriedades mecânicas :
f
c0m
=48,7 MPa =4,87 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7. f
c0m
=0,7. 4,87 =3,41 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 36 , 1
4 , 1
41 , 3
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
E
c0m
=17.592 MPa =1759,2 kN/cm
2
;
E
c0ef
=k
mod
. E
com
=0,56. 1759,2 =985,1 kN/cm
2
.

b) Combinação de ações :
E.L.U.: N
d
=1,4 x (N
Gk
+N
Qk
) =1,4 x (40 +120) =224 kN .

N
k
L

=

L
o
=

6
0
0

20
X
Y
5 5
10
Y

3
0

1
0

1
0

1
0

ELEVAÇÃO

SEÇÃO

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 15/59
c) Grau de esbeltez :
A =(20. 30) – (10. 10) =500 cm
2
;
c.1) eixo X :
L
0
=L =600 cm : dois extremos indeslocáveis ;
I
X
=
12
10 . 10
12
30 . 20
3 3
÷ =44166,7 cm
4
;
i
X
= cm 44 , 9
500
7 , 44166
A
I
X
= = ;
64 ~
44 , 9
600
i
L
X
X , 0
X
= = ì (peça medianamente esbelta).
c.2) eixo Y :
L
0
=L =600 cm ; dois extremos deslocáveis ;
I
Y
=
12
10 . 10
12
20 . 30
3 3
÷ =19166,7 cm
4
;
I
Y
= cm 19 , 6
500
7 , 19166
A
I
Y
= = ;
97
19 , 6
600
i
L
Y
Y , 0
Y
= = = ì (peça esbelta).
W
Y
=
3
Y
cm 7 , 1916
) 2 / 20 (
7 , 19166
x
I
= = ;
c.3) 97
Y MAX
= ì = ì ; a peça é esbelta : 140 80 < < ì .

d) Verificação da segurança :
Será verificado apenas o eixo Y (ì
MAX
=97) , pois se trata de compressão simples.
d.1) Determinação de M
d
(equações 4.8 a 4.16) :
cm 67 , 0
30
20
30
h
0
224
0
N
M
e
Y
d
d 1
i
= = > = = = ;
cm 0 , 2
300
600
300
L
e
0
a
= = = ;
2
0
Y ef , 0 c
2
E
L
I . E .
F
t
= ; kN 6 , 517
600
7 , 191666 . 1 , 985 .
F
2
2
E
=
t
= ;
| =0,8 (tabela 18) ;
N
Gk
=40 kN ; N
Qk
=120 kN ;
¢
1
=0,3 ; ¢
2
=0,2 ;
( ) | |
( ) | |
qk 2 1 gk E
qk 2 1 gk
N . N F
N . N .
c
¢ ¢
¢ ¢ |
+ + ÷
+ +
= =
( ) | |
( ) | |
192 , 0
120 . 2 , 0 3 , 0 40 6 , 517
120 . 2 , 0 3 , 0 40 . 8 , 0
=
+ + ÷
+ +
;
( ) ( ) 1 e . e e e
c
a ig c
÷ + = ( ) ( ) cm 57 , 0 1 e . 0 , 2 67 , 0
192 , 0
= ÷ + = ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 16/59
e
1ef
=e
i
+e
a
+e
c
; e
1ef
=0,67+2,0+0,57 =3,24 cm ;
cm . kN 5 , 1279
224 6 , 517
6 , 517
. 24 , 3 . 224
N F
F
. e . N M
d E
E
ef , 1 d d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= .
d.2) Determinação das tensões
Md Nd
eo o :
2 d
Nd
cm / kN 45 , 0
500
224
A
N
= = = o ;
2
Y
d
Md
cm / kN 67 , 0
7 , 1916
5 , 1279
W
M
= = = o .
d.3) Verificação da segurança (equação 4.4) :
0 , 1 82 , 0
36 , 1
67 , 0
36 , 1
45 , 0
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
Verifica !

Exercício 4.10 : Elemento comprimido (peça medianamente esbelta) (1º.TE-2008) - Verificar a
condição de segurança da barra de madeira maciça, submetida à compressão simples,
indicada nas figuras :
Considerar :
1- Critério da NBR-7190/1997.
2- Dimensões indicadas em cm.
3- ELU - Combinação normal.
4- Madeira Dicotiledônea – CLASSE C-40,
2
a
. categoria, qualidade estrutural.
5- Esforços atuantes : N
k
=N
Gk
+N
Qk
,
N
Gk
=30 kN (permanente), N
Qk
=100 kN (sobrecarga).
6- Vinculação dos extremos da barra :
Eixo X e Y : 2 extremos indeslocáveis.
Solução :
a) Valores de cálculo das propriedades mecânicas :
f
cok
=40 MPa =4,0 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 6 , 1
4 , 1
0 , 4
. 56 , 0
f
. k f
= =
¸
= ;
E
com
=19.500 MPa =1950,0 kN/cm
2
;
E
coef
=k
mod
. E
com
=0,56. 1950,0 =1.092,0 kN/cm
2
.

b) Combinação de ações :
E.L.U.: N
d
=1,4 x (N
Gk
+N
Qk
) =1,4 x (30 +100) =182 kN .

ELEVAÇÃO

SEÇÃO

21,2
N
k
L
=

2
8
0

2
1
,
2

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 17/59
c) Grau de esbeltez :
considerando o eixo X =eixo Y ;
lados do quadrado =21,2. sen 45
o
=15 cm ;
I
X
=I
Y
=
12
15 . 15
3
=4218,8 cm
4
;
A =15. 15 =225 cm
2
;
i
X
=i
Y
=
cm 33 , 4
225
8 , 4218
A
I
X = = ;
7 , 64
33 , 4
280
i
L
X
X , 0
Y X
= = = ì = ì (peça medianamente esbelta) ;
W
X
=
6
15 . 15
6
h . b
2 2
= =562,5 cm
3
.

d) Verificação da segurança :
Será verificado apenas um eixo (X) (ì
MAX
=64,7) , pois trata-se de compressão simples.
d.1) Determinação de M
d
(equações 4.8 a 4.16) :
cm 5 , 0
30
15
30
h
0
182
0
N
M
e
X
d
d 1
i
= = > = = = ;
cm 93 , 0
300
280
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=0,5 +0,93 =1,43 cm ;
kN 0 , 580
280
8 , 4218 . 0 , 1092 .
L
I . E .
F
2
2
2
0
X ef , 0 c
2
E
=
t
=
t
= ;
e
d
=
|
|
.
|

\
|
÷
d E
E
1
N F
F
. e =
|
|
.
|

\
|
÷
182 0 , 580
0 , 580
. 1,43
=2,09 cm ;
cm . kN 2 , 380 09 , 2 . 182 e . N M
d d d
= = = .
d.2) Determinação das tensões
Md Nd
eo o :
2 d
Nd
cm / kN 81 , 0
225
182
A
N
= = = o ;

2
X
d
Md
cm / kN 68 , 0
5 , 562
2 , 380
W
M
= = = o .
d.3) Verificação da segurança (equação 4.4) :

0 , 1 93 , 0
60 , 1
68 , 0
60 , 1
81 , 0
f f d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd < = + =
o
+
o
Verifica !


mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 18/59
Exercício 4.11: Elemento comprimido (peça esbelta) (1º.TE-2008)- Verificar a segurança da
barra de madeira maciça, submetida à compressão simples, indicada nas figuras :
Considerar :
1- Critério da NBR-7190/1997.
2- Dimensões indicadas em cm.
3- ELU - Combinação normal.
4- Madeira Dicotiledônea – CLASSE C-40,
2
a
. categoria, qualidade estrutural.
5- Esforços atuantes : N
k
=N
Gk
+N
Qk
,
N
Gk
=15 kN (permanente), N
Qk
=80 kN (sobrecarga).
6- Vinculação dos extremos da barra :
Eixo X e Y : 2 extremos indeslocáveis.
Solução :
a) Valores de cálculo das propriedades mecânicas :
f
cok
=40 MPa =4,0 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 6 , 1
4 , 1
0 , 4
. 56 , 0
f
. k f
= =
¸
= ;
E
com
=19.500 MPa =1950,0 kN/cm
2
;
E
coef
=k
mod
. E
com
=0,56. 1950,0 =1.092,0 kN/cm
2
.

b) Combinação de ações :
E.L.U.: N
d
=1,4 x (N
Gk
+N
Qk
) =1,4 x (15 +80) =133 kN .

c) Grau de esbeltez :
considerando o eixo X =eixo Y ;
I
X
=I
Y
=
12
15 . 15
3
=4218,8 cm
4
;
A =15. 15 =225 cm
2
;
i
X
=i
Y
=
cm 33 , 4
225
8 , 4218
A
I
X = = ;
8 , 87
33 , 4
380
i
L
X
X , 0
Y X
= = = ì = ì (peça esbelta) ;
W
X
=
6
15 . 15
6
h . b
2 2
= =562,5 cm
3
.

d) Verificação da segurança :
Será verificado apenas um eixo (X) (ì
MAX
=87,8) , pois trata-se de compressão simples.
ELEVAÇÃO

SEÇÃO

15
N
k
L
=

3
8
0

1
5

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 19/59
d.1) Determinação de M
d
(equações 4.8 a 4.16) :
cm 5 , 0
30
15
30
h
0
133
0
N
M
e
X
d
d 1
i
= = > = = = ;
cm 27 , 1
300
380
300
L
e
0
a
= = = ;
kN 9 , 314
380
8 , 4218 . 0 , 1092 .
L
I . E .
F
2
2
2
0
X ef , 0 c
2
E
=
t
=
t
= ;
| =0,8 (tabela 18) ;
N
Gk
=15 kN ; N
Qk
=80 kN ;
¢
1
=0,3 ; ¢
2
=0,2 ;
( ) | |
( ) | |
qk 2 1 gk E
qk 2 1 gk
N . N F
N . N .
c
¢ ¢
¢ ¢ |
+ + ÷
+ +
= =
( ) | |
( ) | |
169 , 0
80 . 2 , 0 3 , 0 15 9 , 314
80 . 2 , 0 3 , 0 15 . 8 , 0
=
+ + ÷
+ +
;
( ) ( ) 1 e . e e e
c
a ig c
÷ + = ( ) ( )
cm 33 , 0 1 e . 27 , 1 5 , 0
169 , 0
= ÷ + = ;
e
1ef
=e
i
+e
a
+e
c
; e
1ef
=0,5+1,27+0,33 =2,1 cm ;
cm . kN 82 , 481
133 9 , 314
9 , 314
. 1 , 2 . 133
N F
F
. e . N M
d E
E
ef , 1 d d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= .
d.2) Determinação das tensões
Md Nd
eo o :
2 d
Nd
cm / kN 59 , 0
225
133
A
N
= = = o ;
2
Y
d
Md
cm / kN 86 , 0
5 , 562
8 , 481
W
M
= = = o .
d.3) Verificação da segurança (equação 4.4) :

0 , 1 90 , 0
60 , 1
86 , 0
60 , 1
59 , 0
f f d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd < = + =
o
+
o
Verifica !

Exercício 4.12 : Encaixe entre peças de madeira : Projetar o nó de extremidade da tesoura de
madeira, indicada no exercício 4.3, cuja barra inclinada (asna) é solicitada por um esforço de
compressão “N
k
” :
1- Madeira dicotiledônea, Eucalipto Dunnii.
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Critério da NBR-7190 / 1997.
4- Esforço Normal N
k
=N
Gk
+N
Qk
;
N
Gk
=5 kN (permanente), e
N
Qk
=8 kN (sobrecarga).
Elevação
Seção
10
7,5
N
k

40
0
10
15
S
S
N
k

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 20/59
Solução
a) Soluções para o encaixe :
a.1) solução clássica :
Esta solução é teoricamente a mais indicada : a seção
crítica para a compressão é a pequena área de contato AB,
em que a resistência à compressão f
c(90-β),d
é igual nas
peças horizontal e inclinada.
a.2) solução corrente :
Esta solução é mais prática, do ponto de vista executivo. É
menos econômica porque a resistência de calculo na área
AB (a mais crítica), é menor na peça inclinada. Esta
solução será adotada no presente exercício.
a.3) construção do encaixe :
A confecção do encaixe não deve aprofundar o recorte na
peça além de 25% de sua altura.
Além de enfraquecer muito a peça recortada, cria-se uma
excentricidade alta para o esforço de tração na mesma (a
força de tração na barra horizontal faz parte do equilíbrio
estático entre os esforços N
k
e a reação de apoio).

b) Combinação de ações :
E.L.U.: N
d
=1,4 x (N
Gk
+N
Qk
) =1,4 x (5 +8) =18,2 kN ;

c) Esforços gerados nas áreas respectivas criadas com
a confecção do encaixe :
A força N
d
, aplicada na barra inclinada do banzo
superior (asna) da tesoura, transmite-se ao nó de
extremidade através das áreas de contato AB e BC.
O ângulo u é diferente, mas parecido com 90
o
. Por simplicidade
de calculo, adota-se :
. kN 1 , 17
2
40
cos . 2 , 18
2
40
cos . N N
o o
d d , AB
= = ~
β = (180 - α) / 2
C
B
A
β
β
α
3,75

C B
A
50
0

90
0
40
o

u

N
AB,d
N
BC,d
N
d
40
o
| = (90 - α)
C B
A
90
0
α
β
N
d
x

3,75

C
B
A
R
d

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 21/59
A componente da força N
BC,d
, é desconsiderada no calculo : sua
intensidade é pequena, e a área de contato BC é muito grande,
gerando tensões muito baixas, absorvidas com facilidade pelas
peças de madeira.
Por outro lado, o apoio da tesoura no pilar indicado, gera tensões
de contato que solicitarão normalmente as fibras da peça
horizontal :
. kN 7 , 11 40 sen . 2 , 18 40 sen . N R
o o
d d
= = =
. kN 0 , 14 40 cos . 2 , 18 40 cos . N H
o o
d d
= = =
d) Características mecânicas do Eucalipto Dunnii :
Tomamos os valores já determinados no exercício 3.1 :
f
c0,d
=1,37 kN/cm
2
; f
V0,d
=0,17 kN/cm
2
; f
c90,d
=0,34 kN/cm
2
;
2
2 2 2
d , 90 , c
2
d , 0 , c
d , 90 , c d , 0 , c
d , 40 , c
cm / kN 61 , 0
40 cos . 34 , 0 40 sen . 37 , 1
34 , 0 . 37 , 1
40 cos . f 40 sen . f
f . f
f =
+
=
+
= .

e) Verificação das tensões de contato na área AB :
2
d , 40 , c
AB
d , AB
AB
cm / kN 61 , 0 f 60 , 0
5 , 7 . 75 , 3
1 , 17
A
N
= < = = = o . Verifica !
A verificação ao esmagamento por compressão será feita pela peça menos resistente,
no caso, a peça inclinada, pois as tensões formam um ângulo de 40
o
com as fibras, ao
contrário da peça horizontal, cujas tensões são paralelas às fibras.

f) Verificação do encaixe ao cisalhamento horizontal :
d , 0 v *
d
vd
f
x . 5 , 7
H
s = t cm 11 ~
17 , 0 . 5 , 7
0 , 14
f . 5 , 7
H
x
d , 0 V
d
= = >
* largura das peças =7,5 cm.

g) Verificação das tensões de compressão no apoio da tesoura sobre o pilar :
2
n d , 90 c d 90 , c
cm / kN 37 , 0 10 , 1 . 34 , 0 . f f = = = o ; o
n
=1,1 para c =10 cm (tabela 19) ;
d , 90 c
PILAR CONTATO
d
d , 90 c
f 16 , 0
10 . 5 , 7
7 , 11
A
R
s = = = o =0,37 kN/cm
2
. Verifica !
H
d
90
o
R
d
N
d
40
o
H
d
N
d
x

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Observação :
Se não houvessem sido verificadas as tensões atuantes na face AB, poder-se-ia lançar
mão do recurso de executar dentes duplos. Com esta providência, as tensões de contato caem
pela metade, por dispor-se de duas áreas AB.
A técnica para realização do encaixe segue o critério anterior :
A componente de força N
AB
é absorvida nas duas áreas AB, e a componente H
d
é
absorvida na área b.x .
Quando se optar pelos dois encaixes, há a possibilidade de reduzir a profundidade do
encaixe e.

Exercício 4.13 : Encaixe entre peças de madeira (2
o
TE/2006) : Determinar, pela condição de
segurança, o máximo valor do esforço “N
Qk
” que pode ser aplicado ao nó de extremidade da
tesoura de madeira, indicado nas figuras.
Em seguida, para este máximo valor de “ N
Qk
” ,determinar o mínimo valor de “x”.
1- Madeira : CANELA – 2
a
. categoria –
qualidade estrutural.
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Critério da NBR-7190 / 1997.
4- Esforço Atuante : N
k
=N
Gk
+N
Qk
;
N
Gk
=10 kN (permanente), e
N
Qk
= ? kN (sobrecarga).
5- Estado Limite Último : Combinação Normal.
Solução
a) Características mecânicas da Canela :
f
c0,m
=48,7 MPa =4,87 kN/cm
2
,
f
c0,k
=0,7 x 4,87 =3,41 kN/cm
2
,
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 36 , 1
4 , 1
41 , 3
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
2
d 0 c d , 90 , c
cm / kN 34 , 0 36 , 1 . 25 , 0 f . 25 , 0 f = = = ;
2
2 2 2
d , 90 , c
2
d , 0 , c
d , 90 , c d , 0 , c
d , 30 , c
cm / kN 78 , 0
30 cos . 34 , 0 30 sen . 36 , 1
34 , 0 . 36 , 1
30 cos . f 30 sen . f
f . f
f =
+
=
+
= ;
10
N
k

5
30
0
15
N
k

10
Elevação
Seção
S
S
A
B
C
x = ?
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f
V0,m
=9,6 MPa =0,96 kN/cm
2
,
f
V0,k
=0,54 x 0,96 =0,52 kN/cm
2
,
2
V
k 0 V
mod d 0 V
cm / kN 16 , 0
8 , 1
52 , 0
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

b) Combinação das ações :
E.L.U.: N
d
=1,4 x (N
Gk
+N
Qk
) =1,4 x (10 +N
Qk
).

c) Esforços gerados em AB :
o
d
o
d d , AB
15 cos . N
2
30
cos . N N = ~
d d , AB
N . 9659 , 0 N ~
d
o
d d
N . 8666 , 0 30 cos . N H = =

d) Verificação das tensões de contato na área AB :
2
d , 30 , c
d d
AB
d , AB
AB
cm / kN 78 , 0 f
765 , 51
N
10 . 5
N . 9659 , 0
A
N
= = = = = o
N
d
=40,3 kN.

e) Valor máximo de N
Qk
:
N
d
=40,3 = 1,4 x (10 +N
Qk
)
N
Qk
=18,8 kN.

f) Valor mínimo de “x” :
d , 0 v
d
vd
f
x . 10
H
s = t
cm 22 ~ 8 , 21
16 , 0 . 10
3 , 40 . 8666 , 0
f . 10
H
x
d , 0 V
d
= = >


Exercício 4.14 : Encaixes (2
o
. TE 2007) : Determinar o máximo valor característico (G
k
) do
esforço permanente aplicado à barra inclinada do nó indicado nas figuras :
a) em função do cisalhamento na barra horizontal.
u
N
AB,d
N
BC,d
N
d
30
o
H
d
90
o
R
d
N
d
30
o
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b) Em função das tensões de contato no encaixe (área AB).
Considerar :
1- Critério da NBR-7190/1997.
2- Dimensões indicadas em cm.
3- ELU - Combinação normal.
4- Madeira de CEDRO DOCE,
2
a
. categoria, qualidade estrutural.
5- Esforço atuante : G
k
=? kN (permanente).
Solução
a) Características mecânicas do CEDRO DOCE :
f
c0,m
=31,5 MPa =3,15 kN/cm
2
,
f
c0,k
=0,7 x 3,15 =2,21 kN/cm
2
,
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 88 , 0
4 , 1
21 , 2
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
2
d 0 c d , 90 , c
cm / kN 22 , 0 88 , 0 . 25 , 0 f . 25 , 0 f = = = ;
2
2 2 2
d , 90 , c
2
d , 0 , c
d , 90 , c d , 0 , c
d , 35 , c
cm / kN 44 , 0
35 cos . 22 , 0 35 sen . 88 , 0
22 , 0 . 88 , 0
35 cos . f 35 sen . f
f . f
f =
+
=
+
= ;
f
V0,m
=5,6 MPa =0,56 kN/cm
2
,
f
V0,k
=0,54 x 0,56 =0,30 kN/cm
2
,
2
V
k 0 V
mod d 0 V
cm / kN 09 , 0
8 , 1
30 , 0
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

b) Combinação de ações :
E.L.U.: G
d
=1,4 x G
k
.

c) Esforços gerados nos encaixes :
o
k
o
d d , AB
5 , 17 cos . G . 4 , 1
2
35
cos . G G = ~ =1,335. G
k
,
. G 147 , 1 35 cos . G . 4 , 1 35 cos . G H
k
o
k
o
d d
= = =

d) Verificação das tensões de contato na área AB :
S
Seção
7,5
G
k

7,5
2,5
Elevação
7,5
35
0
10
G
k

10
G
d
10

2,5

C
B
A
G
AB,d
H
d
G
d
35
o
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2
d , 35 , c
k d , AB
AB
d , AB
AB
cm / kN 44 , 0 f
5 , 7 . 5 , 2
G . 335 , 1
5 , 7 . 5 , 2
G
A
G
= = = = = o
G
k
=6,18 kN.

e) Verificação do encaixe ao cisalhamento horizontal :
2
d , 0 v
k d
vd
cm / kN 09 , 0 f
10 . 5 , 7
G . 147 , 1
10 . 5 , 7
H
= s = = t ;
. kN 89 , 5
147 , 1
10 . 5 , 7 . 09 , 0
G
k
= s
Resposta : G
k
=5,89 kN.

Exercício 4.15 : Encaixe entre peças de madeira (2
o
TE/2008) : Projetar a ligação (por encaixe)
entre as peças 1 e 2, indicada nas figuras, estabelecendo o valor do encaixe (e), pelas tensões
decorrentes do contato entre elas.
Considerar :
1- Critério da NBR-7190/1997.
2- Dimensões indicadas em cm.
3- ELU - Combinação normal.
4- Madeira : PINUS ELLIOTTII,
2
a
. categoria, qualidade estrutural.
5- Esforços atuantes : N
k
=N
Gk
+N
Qk
,
N
Gk
=5 kN (permanente), N
Qk
=3 kN (sobrecarga).
Solução
a) Características mecânicas do PINUS ELIOTTII :
f
c0,m
=40,4 MPa =4,04 kN/cm
2
;
f
c0,k
=0,7 x 4,04 =2,83 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 13 , 1
4 , 1
41 , 3
. 56 , 0
f
. k f
= =
¸
= ;
2
d 0 c d , 90 , c cm / kN 28 , 0 13 , 1 . 25 , 0 f . 25 , 0 f
= = = ;
2
2 2 2
d , 90 , c
2
d , 0 , c
d , 90 , c d , 0 , c
d , 60 , c
cm / kN 35 , 0
60 cos . 28 , 0 60 sen . 13 , 1
28 , 0 . 13 , 1
60 cos . f 60 sen . f
f . f
f
=
+
=
+
= ;
f
V0,m
=7,4 MPa =0,74 kN/cm
2
;
f
V0,k
=0,54 x 0,74 =0,40 kN/cm
2
;
H
d
G
d
10

15
75
0
N
k

45
0
60
0
e=?

Elevação
Seção
2
,
5

N
k

2
,
5

7
,
5

1
2
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2
V
k 0 V
mod d 0 V
cm / kN 12 , 0
8 , 1
40 , 0
. 56 , 0
f
. k f
= =
¸
= .

b) Combinação das ações :
E.L.U.: N
d
=1,4 x (N
Gk
+N
Qk
) =1,4 x (5 +3) =11,2 kN.

c) Esforços gerados em AB :
o
d
o
d d , AB
30 cos . N
2
60
cos . N N
= ~
kN 7 , 9 2 , 11 . 866 , 0 N
d , AB
= ~ .

d) Verificação das tensões de contato na área AB :
2
d , 60 , c
AB
d , AB
AB
cm / kN 35 , 0 f
5 , 7 . e
7 , 9
A
N
= s = = o
e ≥ 3,7 cm ;
Considerando que o máximo valor indicado para o recorte da peça (e) é h/4 =15/4 =3,75 cm,
um encaixe simples pode resolver a ligação com segurança.

Exercício 4.16 : Flexão simples : Determinar o valor mínimo da altura “h” da viga de madeira
indicada nas figuras, para que sejam respeitadas as condições de segurança.
1- Madeira conífera, Classe de Resistência C-30.
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Critério da NBR-7190 / 1997.
4- Cargas aplicadas :
g
k
=1,0 kN/m (permanente), e
Q
k
=2,0 kN (sobrecarga).
Solução
A solução deste exercício pode ser dada calculando-se teoricamente a altura “h” em função
dos critérios da NBR-7190 / 1997. É uma solução matematicamente trabalhosa, razão pela
qual, na prática, e neste exemplo, será feita por tentativa, arbitrando-se uma altura inicial
h
h=?
5
g
k
Q
k
L/2
L
400 20 20
N
AB,d
N
BC,d
N
d
60
o
15
75
0
45
0
60
0
Detalhe
e
A
B
C
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“h” e fazendo-se as verificações. Em caso de fracasso, novas tentativas serão feitas
sucessivamente, até uma solução adequada.
O valor adotado para a primeira tentativa é h =25 cm.
a) Vão de cálculo :
L = cm 420
2
20
400
2
20
= + + , ou L =400 +25 ( cm 10 s ) =400 +10 L =410 cm.

b) Valores de cálculo das propriedades mecânicas :
Tomamos os valores já determinados no exercício 3.1 :
f
c0,d
=f
t0,d
=1,2 kN/cm
2
; f
v0,d
=0,18 kN/cm
2
; E
c0,ef
=812 kN/cm
2
;

c) Combinações de Ações :
E.L.U.: F
d
= . kN 8 , 2
cm
kN
014 , 0 0 , 2 . 4 , 1 01 , 0 . 4 , 1 F F F . F . Qd Gd Q
Q
G
G
+ = + = + = ¸ + ¸ ;
E.L.Uti.: F
d
= . kN 0 , 2 . 2 , 0
cm
kN
01 , 0 0 , 2 . 01 , 0 F . F F . F
2
Qd
2
Gd Q
2
G + = + = + = + ¢ ¢ ¢

d) Tensões normais de flexão (ELU) :
d.1) momentos fletores :
M
d
= cm . kN 2 , 581
4
410 . 8 , 2
8
410 . 014 , 0
4
L . Q
8
L . g
2
d
2
d
= + = +
d.2) Verificação das tensões de flexão (equações 4.23 a 4.26) :
W =
3
2 2
cm 8 , 520
6
25 . 5
6
h . b
= = ;
2
d
d , t / c
cm
kN
20 , 1 12 , 1
8 , 520
2 , 581
W
M
< = = = o , verifica!
Considerou-se que a viga não tem possibilidade de flambagem da região
comprimida.

e) Tensões tangenciais de cisalhamento (ELU) :
e.1) esforços cortantes :
V
d
= kN 27 , 4
2
8 , 2
2
410 . 014 , 0
2
Q
2
L . g
d d
= + = +
M
d
V
d
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e.2) Verificação das tensões de cisalhamento (equações 4.20 e 4.32) :
2
d
vd
cm
kN
18 , 0 051 , 0
25 . 5
27 , 4
.
2
3
h . b
V
.
2
3
< = = = t , verifica!
e.3) Observação :
Não foi necessário, mas a NBR-7190 permite a
redução do valor de V
d
nas regiões próximas aos
apoios diretos (equação 4.33):
V
red
=4,27 – 50. 0,014 =3,57 kN.

f) Flecha máxima (ELUti) (equações 4.35 e 4.36) :
200
L
I . E . 48
L . Q
.
I . E . 384
L . g . 5
u
X ef , 0 c
3
k
2
X ef , 0 c
4
k
d
s ¢ + = ; sendo I
X
=
4
3
cm 6510
12
25 . 5
= ,
cm 05 , 2
200
410
cm 81 , 0
6510 . 812 . 48
410 . 0 , 2
. 2 , 0
6510 . 812 . 384
410 . 010 , 0 . 5
u
3 4
d
= s = + = verifica!

g) Conclusão :
Foram verificadas as duas condições de segurança : Estados Limites Últimos, com as
respectivas Tensões Normais de Flexão e Tensões Tangenciais de Cisalhamento, e
Estados Limites de Utilização, com as deformações.
Todas as três verificações ocorreram com uma certa distância dos valores limites de
calculo, exceto pela verificação da flexão.
Como o processo de verificação foi o de tentativas, caberia uma segunda tentativa,
tomando-se h =20 cm, se não houvesse uma proximidade tão grande na verificação da
flexão.

h) Verificação da Instabilidade Lateral (equações 4.27 a 4.31) :
Caso não houvesse o travamento da região comprimida da viga, deveríamos verificar a
instabilidade lateral, considerando travamento apenas nas duas extremidades, isto é :
L
1
=L =410 cm ; h/b =25/5 =5 ; L
1
/b =410/5 =82.
V
red
2.h = 50 cm
V
d
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( )
( )
( )
( )
7 , 18
63 , 0 5
5
. 5 , 3
63 , 0
b
h
b
h
. 5 , 3
2
1
2
3
2
1
2
3
M
=
÷
=
÷
= | ;
36
2 , 1 . 7 , 18
812
f .
E
d , 0 c M
ef , 0 c
= =
|
;
L
1
/b =82 >36 ;

M
1
ef , 0 c
d , 1 c
.
b
L
E
|
o
|
.
|

\
|
s ou seja : 53 , 0
7 , 18 . 82
812
12 , 1 = > não verifica !

Exercício 4.17 : (EF-2005) Flexão simples reta : Determinar o valor mínimo de “h” (múltiplo de
2,5 cm), na seção transversal da viga de madeira indicada nas figuras, atendendo às
condições de segurança previstas na NBR-7190.
1) Critério da NBR-7190/1997.
2) Dimensões em centímetros.
3) Madeira MOGNO, de 2
a
. categoria :
f
c,0,m
=53,6 MPa , f
v,0,m
=10,0 MPa ,
E
c,0,m
=14.487 MPa .
4) ELU =Combinação Normal.
5) Cargas aplicadas :
g
k
= 1 kN/m (permanente), Q
k
=2 kN (sobrecarga).
Solução
a) combinação das ações :
E.L.U.: m / kN 4 , 1 kN 8 , 2 1 . 4 , 1 2 . 4 , 1 Q . 4 , 1 g . 4 , 1 F
k k d
+ = + = + =
  


;
E.L.Uti.: F
d
=
. kN 4 , 0 cm / kN 01 , 0 m / kN 0 , 2 . 2 , 0 cm / kN 01 , 0 F . F
Q
2
G
+ = + = ¢ +

b) propriedades mecânicas do MOGNO :
f
com
=53,6 MPa =5,36 kN/cm
2
;
f
cok
=0,7. f
com
=0,7. 5,36 MPa =3,75 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 5 , 1
4 , 1
75 , 3
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .
f
vom
=10,0 MPa =1,0 kN/cm
2
;
f
vok
=0,54. f
vom
=0,54. 1,0 =0,54 kN/cm
2
;
g
k
Q
k
300
Q
k
100 100 100
Esquema
5
h=?
Seção
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 30/59
2
c
vok
mod d 0 v
cm / kN 17 , 0
8 , 1
54 , 0
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

c) altura “h” determinada pela condição de segurança à flexão :
c.1) determinação do máximo momento fletor :
M
gd
=(1,4. 10
-2
. 300
2
) / 8 =157,5 kN.cm
M
Qd
=(2,8. 100. 200 / 300) / 8 =186,7 kN.cm
M
Q1d
=M
Q2d
=M
Qd
. 150 / 200 =140,0 kN.cm
M
d,MAX
=M
gd
+M
Q1d
+M
Q2d

M
d,MAX
=157,5 +140 +140 =437,5 kN.cm
c.2) verificação da condição de segurança à flexão :
2
d
d , t / c
cm
kN
50 , 1
W
5 , 437
W
M
s = = o ,
W > 437,5 / 1,5 =291,7 cm
3
,
W =
6
h . 5
6
h . b
2 2
= > 291,7 h > 18,7 cm.

d) altura “h” determinada pela condição de segurança ao cisalhamento :
d.1) determinação do máximo esforço cortante :
V
d
= kN 9 , 4 8 , 2
2
300 . 10 . 4 , 1
Q
2
L . g
2
d
d
= + = +
÷

d.2) verificação da condição de segurança ao esforço cortante :
17 , 0
h . 5
9 , 4
.
2
3
h . b
V
.
2
3
d
vd
s = = t h > 8,75 cm.

e) altura “h” determinada pela deformação :
cm 5 , 1
200
300
200
L
I . 3 , 811 . 2 , 28
300 . 0 , 2
. 2 , 0
I . 3 , 811 . 384
300 . 01 , 0 . 5
*
I . E . 2 , 28
L . Q
.
I . E . 384
L . g . 5
u
X
3
X
4
X ef
3
k
2
X ef
4
k
= = s + =
|
|
.
|

\
|
¢ + =

* Esta expressão refere-se à máxima flecha proporcionada por um par de cargas
concentradas aplicadas nos terços do vão da viga.
I
X,MIN
=1181 cm
4
1181,4 s
12
h . 5
12
h . b
3 3
= h > 14,2 cm.
h > (18,7 ; 8,75 ; 14,2) Resposta : h =20 cm.

g
d
Q
d
M
gd
Q
d
100 50
+
50
M
Q1d
M
Q2d
M
Qd
100
M
d
,
M
A
X

+
=
V
gd
+
V
Q2d
V
d
,
M
A
X

=
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Exercício 4.18 : (2
O
.TE-2006) : Flexão simples reta : Determinar, para a viga de madeira
indicada nas figuras, o máximo valor da carga uniforme distribuída “q
k
” que pode ser aplicada,
em função das condições de segurança (flexão, cisalhamento e deformação). Considerar
travamento lateral da região comprimida da seção, ao longo de todo o vão (sem instabilidade
lateral).
Considerar :
1) Madeira DICOTILEDÔNEA, classe de resistência C-60, 2
a
. categoria ; qualidade
estrutural.
2) Dimensões indicadas em centímetros.
3) Critério da NBR-7190/1997.
4) Cargas aplicadas :
g
k
= 2 kN/m (permanente);
q
k
= ? kN/m (sobrecarga).
5) E.L.U. =Combinação Normal.
E.L.Uti.=Combinação de Longa Duração.
Solução :
a) Características mecânicas da Dicotiledônea C-60 :
f
c0,k
=60 MPa =6,0 kN/cm
2
,
2
d 0 c
cm / kN 4 , 2
4 , 1
0 , 6
. 56 , 0 f = = ;
f
V0,k
=8 MPa =0,8 kN/cm
2
,
2
d 0 V
cm / kN 25 , 0
8 , 1
8 , 0
. 56 , 0 f = = ;
E
c0,m
=24.500 MPa =2.450 kN/cm
2
,
2
ef , 0 c
cm / kN 1372 2450 . 56 , 0 E = = .

b) ESTADOS LIMITES ÚLTIMOS :
b.1) Tensões de Flexão :
M
d
=
8
400 . ) q 02 , 0 (
. 4 , 1
8
L . q
8
L . g
2
k
2
d
2
d
+
= + =28.000 . ) q 02 , 0 (
k
+ ;
W =
3
2 2
cm 67 , 666
6
20 . 10
6
h . b
= = ;
67 , 666
) q 02 , 0 .( 28000
W
M
k
d
d , t / c
+
= = o =2,4
g
k
400
10
20
Esquema
Seção
q
k
= ?
M
d
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q
k
=0,0371 kN/cm =3,71 kN/m.
b.2) Tensões de Cisalhamento :
V
d
=
2
400 . ) q 02 , 0 (
. 4 , 1
2
L . q
2
L . g
k d d
+
= + =280. ) q 02 , 0 (
k
+ ;
25 , 0
20 . 10
) q (0,02 280.
.
2
3
h . b
V
.
2
3
k d
vd
=
+
= = t ;
q
k
=0,099 kN/cm =9,90 kN/m.

c) ESTADO LIMITE de UTILIZAÇÃO :
I
X
=
4
3
cm 7 , 6666
12
20 . 10
= ;
cm 0 , 2
200
400
200
L
7 , 6666 . 1372 . 384
400 . q . 5
. 20 , 0
7 , 6666 . 1372 . 384
400 . 02 , 0 . 5
u
4
k
4
d
= = s + = ;
q
k
=0,1744 kN/cm =17,44 kN/m.
d) RESPOSTA :
q
k,MAX
=3,71 kN/m.

Exercício 4.19 : (2
o
. TE - 2007) : Flexão simples reta - Determinar o diâmetro mínimo “d” da
escora de madeira roliça sujeita à flexão simples, conforme indicado nas figuras. Considerar
apenas o critério das tensões de flexão e deformações (omitir o cálculo pelo cisalhamento).
Considerar :
1- Critério da NBR-7190/1997.
2- Dimensões indicadas em cm.
3- ELU - combinação normal,
e ELU
TI
– combinação de longa duração.
4- Madeira de EUCALIPTO CITRIODORA,
2
a
. categoria, qualidade estrutural.
5- Esforços atuantes :
P
k
=5 kN (sobrecarga), e
g
k
=3 kN/m (permanente).



V
d
g
k
d =?
P
k
H

=

3
0
0

1
5
0

SEÇÃO
ELEVAÇÃO
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 33/59
Solução
a) Propriedades mecânicas do EUCALIPTO CITRIODORA :
f
c0m
=62,0 MPa =6,20 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7. f
c0m
=0,7. 6,20 =4,34 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 74 , 1
4 , 1
34 , 4
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
f
v0m
=10,7 MPa =1,07 kN/cm
2
;
f
v0k
=0,54. f
v0m
=0,54. 1,07 =0,58 kN/cm
2
;
2
V
k 0 V
mod d 0 V
cm / kN 18 , 0
8 , 1
58 , 0
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
E
c,0,m
=18421 MPa =1842,1 kN/cm
2
;
E
c,0,ef
= . k
mod
E
c,0,m
=0,56. 1842,1 =1031,6 kN/cm
2
.

b) combinação das ações :
b.1) E.L.U.: kN 7 m / kN 042 , 0 5 . 4 , 1 03 , 0 . 4 , 1 Q . 4 , 1 g . 4 , 1 F
k k d
+ = + = + =




b.2) E.L.Uti.: F
d
= . kN 0 , 1 cm / kN 03 , 0 0 , 5 . 2 , 0 03 , 0 F . F Q
2
G + = + = ¢ +

c) Esforços atuantes :
M
d
= cm . kN 5 , 997
4
300 . 7
8
300 . 042 , 0
4
L . P
8
L . g
2
d
2
d
= + = + .

d) Tensões normais de flexão (ELU) :
; f
W
M
d 0 c
d
Md
s = o
32
d .
2
d
64
d .
y
I
W
3
4
X t
=
t
= = ;
; 74 , 1 f
32
d .
5 , 997
d 0 c 3 Md
= s
t
= o d > 18 cm
a) Deformações :
u
ef
=u
g
+u
P
;
cm 5 , 1
200
300
I . 6 , 1031 . 48
300 . 0 , 5
. 2 , 0
I . 6 , 1031 . 384
300 . 03 , 0 . 5
u
3 4
ef
= < + = ;
I ≥ 2408,27 cm
4
;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 34/59
I =
64
d .
4
t
= 2408,27 ; d > 15 cm
Resposta : d =18 cm.

Exercício 4.20 : (2
O
.TE-2008) : Flexão simples reta :
Determinar o máximo valor do vão “L” da viga de madeira
indicada nas figuras, sujeita à flexão simples reta, para que
sejam respeitadas as condições de segurança.
Considerar :
1- Critério da NBR-7190/1997.
2- Dimensões indicadas em cm.
3- ELU - Combinação normal.
4- Madeira Dicotiledônea – CLASSE C-40, 2
a
. categoria, qualidade estrutural.
5- Esforços atuantes : g
k
=0,4 kN/m (permanente), q
k
=2,4 kN/m (sobrecarga).
Solução :
a) Características mecânicas da Dicotiledônea C-60 :
f
c0,k
=40 MPa =4,0 kN/cm
2
,
2
d 0 c
cm / kN 6 , 1
4 , 1
0 , 4
. 56 , 0 f
= = ;
f
V0,k
=6 MPa =0,6 kN/cm
2
;
2
d 0 V
cm / kN 19 , 0
8 , 1
6 , 0
. 56 , 0 f
= = ;
E
c0,m
=19.500 MPa =1.950 kN/cm
2
;
2
ef , 0 c
cm / kN 1092 1950 . 56 , 0 E
= = .

b) Propriedades Geométricas da Seção Transversal :
I
X
=
4
3
cm 4 , 2109
12
15 . 5 , 7
= ;
W
X
=
3
2 2
cm 25 , 281
6
15 . 5 , 7
6
h . b
= = .
c) ESTADOS LIMITES ÚLTIMOS :
g
k
=0,4 kN/m =0,004 kN/cm ;
q
k
=2,4 kN/m =0,024 kN/cm.
c.1) Verificação da segurança pelas Tensões de Flexão :
g
k
L=?
7,5
15
q
k

SEÇÃO
ELEVAÇÃO
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 35/59
M
d
=
8
L . ) 024 , 0 004 , 0 (
. 4 , 1
8
L . q
8
L . g
2 2
d
2
d
+
= + =0,0049. L
2
(kN. cm)
6 , 1 f
25 , 281
L . 0049 , 0
W
M
d 0 c
2
d
d , t / c
= = = = o
L ≤ 303 cm.
c.2) Verificação da segurança pelas Tensões de Cisalhamento :
V
d
=
2
L . ) 024 , 0 004 , 0 (
. 4 , 1
2
L . q
2
L . g d d
+
= + =0,020 . L ;
19 , 0
15 . 5 , 7
L) . (0,020
.
2
3
h . b
V
.
2
3
d
vd
= = = t
L ≤ 712 cm.

d) ESTADO LIMITE de UTILIZAÇÃO :
g
d
=g
k
; q
d
=
2
¢ . q
k

d.1) Verificação da flecha :
200
L
4 , 2109 . 1092 . 384
L . 024 , 0 . 5
. 20 , 0
4 , 2109 . 1092 . 384
L . 04 , 0 . 5
u
4 4
d
s + =
L ≤ 462 cm.

e) RESPOSTA :
L
MAX
=300 cm.

Exercício 4.21 : (Nv.Av. - 2008) Flexão simples reta : Verificar as condições de segurança da
viga de madeira indicadas nas figuras.
1) E.L.U. =Combinação normal.
2) Critério da NBR-7190/1997.
3) Dimensões em centímetros.
4) Madeira DICOTILEDÔNEA C-40, 2
a
. categoria, qualidade estrutural.
5) Esforços atuantes :
g
k
= 1,5 kN/m (permanente), P
k
= 1 kN (sobrecarga).
Solução
M
d
V
d
20
7,5
SEÇÃO
X
ELEVAÇÃO
g
k
P
k
450
P
k
150 150 150
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 36/59
a) propriedades mecânicas da DICOTILEDÔNEA C-40 :
f
cok
=40 MPa =4,0 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 6 , 1
4 , 1
0 , 4
. 56 , 0
f
. k f
= =
¸
= .
f
vok
=6 MPa =0,6 kN/cm
2
;
2
c
vok
mod d 0 v
cm / kN 19 , 0
8 , 1
6 , 0
. 56 , 0
f
. k f
= =
¸
= ;
E
c,0,m
=19500 MPa =1950 kN/cm
2
;
E
c,0,ef
= . k
mod
E
c,0,m
=0,56. 1950 =1092kN/cm
2
.

b) Propriedades Geométricas da Seção Transversal :
I
X
=
4
3
cm 5000
12
20 . 5 , 7
= ;
W
X
=
3
2 2
cm 500
6
20 . 5 , 7
6
h . b
= = .

c) Determinação dos esforços solicitantes de cálculo :
c.1) determinação do máximo esforço cortante :
V
d,MAX
=
|
.
|

\
|
+
1
2
450
.
100
5 , 1
. 4 , 1
;
V
d,MAX
=6,13 kN.
c.1) determinação do máximo momento fletor :
M
d,MAX
=6,13. 150 -
|
|
.
|

\
|
2
150
.
100
5 , 1
. 4 , 1
2
+
|
|
.
|

\
|
8
150
.
100
5 , 1
. 4 , 1
2
;
M
d,MAX
=742,3 kN.cm .

d) Verificação das condições de segurança :
d.1) verificação da condição de segurança à flexão :
2 d 0 c
X
d
d , M
cm
kN
60 , 1 f 48 , 1
500
6 , 741
W
M
= s = = = o . Verifica!
d.2) verificação da condição de segurança ao cisalhamento :
2
d 0 v
d
vd
cm
kN
19 , 0 f 06 , 0
20 . 5 , 7
13 , 6
.
2
3
h . b
V
.
2
3
= s = = = t . Verifica!
d.3) verificação das deformações :
g
d
P
d
M
gd
P
d
150 75
+
75
150
V
gd
+
V
P2d
=
M
P2d
M
P1d
=
M
d
,
M
A
X

V
d
,
M
A
X

+
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 37/59
;
5000 . 1092 . 2 , 28
450 . 0 , 1
. 2 , 0
5000 . 1092 . 384
450 . 015 , 0 . 5
*
I . E . 2 , 28
L . P
.
I . E . 384
L . g . 5
u
3 4
X ef
3
k
2
X ef
4
k
d
+ =
|
|
.
|

\
|
¢ + =
cm 25 , 2
200
450
200
L
cm 59 , 1 12 , 0 47 , 1 u
d
= = s = + = . Verifica !
* Esta expressão refere-se à máxima flecha proporcionada por um par de cargas
concentradas aplicadas nos terços do vão da viga.
Conclusão : a viga suporta com segurança as cargas previstas.

Exercício 4.22 : Flexão oblíqua : Verificar as condições de segurança da terça de madeira
indicada nas figuras.
1- Madeira dicotiledônea, Classe de Resistência C-30.
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Critério da NBR-7190 / 1997.
4- Cargas atuantes :
g
k
=0,80 kN/m
2
(permanente=peso
próprio +telhas),
q
k
=0,50 kN/m
2
(sobrecarga).
Solução
a) Combinações de Ações :
a.1) cargas atuantes na terça :
g
k
=0,8 kN/m
2
. 1,13 m =0,904 kN/m =0,00904 kN/cm ;
q
k
=0,5 kN/m
2
. 1,13 m =0,565 kN/m =0,00565 kN/cm .
a.2) decomposição das ações nas direções X e Y :
g
k,X
=0,00904 . cos 20
0
=0,0085 kN/cm ;
g
k,Y
=0,00904 . sen 20
0
=0,0031 kN/cm ;
q
k,X
=0,00565 . cos 20
0
=0,0053 kN/cm ;
q
k,Y
=0,00565 . sen 20
0
=0,0020 kN/cm ;
a.3) combinações de ações :
ELU : M + V :
Q Q G G d
F . F . F ¸ + ¸ =
15

120

113

113

20
o

7,5

113

113

Planta telhado

q
k
g
k
L = 200
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ELUti : f :
Q 2 G d
F . F F ¢ + = ; onde 2 , 0
2
= ¢ .

b) Características geométricas da seção transversal :
A =7,5 . 15 =112,5 cm
2
; I
X
=
12
15 . 5 , 7
3
=2109 cm
4
; I
Y
=
12
5 , 7 . 15
3
=527 cm
4
;
W
X
=b.h
2
/ 6 =7,5.15
2
/6 =281 cm
3
; W
Y
=h.b
2
/ 6 =15.7,5
2
/6 =141 cm
3
.

c) Valores de cálculo das propriedades mecânicas :
Tomamos os valores já determinados no exercício 3.1 : f
co,d
=1,2 kN/cm
2
;
f
vo,d
=0,16 kN/cm
2
; E
c0,ef
=812 kN/cm
2
.

d) Verificação das tensões de flexão (ELU) :
d.1) Eixo X :
cm . kN 6 , 96
8
200 . 0,0053 . 1,4
8
200 . 0,0085 . 1,4
M
2 2
X d,
= + = .
d.2) Eixo Y :
cm . kN 7 , 35
8
200 . 0,0020 . 1,4
8
200 . 0,0031 . 1,4
M
2 2
Y d,
= + = .
d.3) Verificação :
2
X
d , X
d , X , M
cm / kN 35 , 0
281
6 , 96
W
M
= = = o ;
2
Y
d , Y
d , Y , M
cm / kN 25 , 0
141
7 , 35
W
M
= = = o ;
1 40 , 0
20 , 1
25 , 0
. 5 , 0
20 , 1
35 , 0
f
. k
f
wd
d , MY
M
wd
d , Mx
< = + =
o
+
o
verifica !
1 36 , 0
20 , 1
25 , 0
20 , 1
35 , 0
. 5 , 0
f f
. k
wd
d , MY
wd
d , Mx
M
< = + =
o
+
o
verifica !

e) Verificação das tensões de cisalhamento (ELU) :
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 39/59
e.1) Eixo X :
kN 93 , 1
2
00 2 . 0,0053 . 1,4
2
00 2 . 0,0085 . 1,4
V
X d,
= + = ;
e.2) Eixo Y :
kN 72 , 0
2
00 2 . 0,0020 . 1,4
2
00 2 . 0,0031 . 1,4
V
Y d,
= + = ;
e.3) Verificação :
2
d , 0 V
d , X
d , X
cm / kN 16 , 0 f 03 , 0
15 . 5 , 7
93 , 1
.
2
3
h . b
V
.
2
3
= < = = = t verifica !
2
d , 0 V
d , Y
d , Y
cm / kN 16 , 0 f 01 , 0
5 , 7 . 15
72 , 0
.
2
3
b . h
V
.
2
3
= < = = = t verifica !

f) Verificação das flechas (ELUti) :
f.1) Eixo X :
. cm 1
200
200
200
L
cm 12 , 0
2109 . 812 . 384
00 2 . 0,0053 . 5
. 2 , 0
2109 . 812 . 384
00 2 . 0,0085 . 5
U
4 4
X
= = < = + = verifica !
f.2) Eixo Y :
. cm 1
200
200
200
L
cm 17 , 0
527 . 812 . 384
00 2 . 0,0020 . 5
. 2 , 0
527 . 812 . 384
00 2 . 0,0031 . 5
U
4 4
Y
= = < = + = verifica !

g) Observação final :
A norma NBR-6120, especifica, no item 2.2.1.4, que
todo elemento isolado de coberturas (ripas, terças,
barras de banzo superior de treliças), deve ser
projetado, para receber, na posição mais
desfavorável, uma carga vertical de 1 kN, além da
carga permanente :
g.1) Verificação das tensões de flexão (ELU) :
g.1.1) Eixo X :
cm . kN 3 , 125
4
200 . ) 20 cos . (1 . 1,4
8
200 . 0,0085 . 1,4
M
0
2
X d,
= + = .
100
Q
k
=1 kN
L = 200
g
k
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g.1.2) Eixo Y :
cm . kN 7 , 45
4
00 2 . ) 20 sen . (1 . 1,4
8
200 . 0,0031 . 1,4
M
0
2
Y d,
= + = .
g.1.3) Verificação :

2
X
d , X
d , X , M
cm / kN 45 , 0
281
3 , 125
W
M
= = = o ;
2
Y
d , Y
d , Y , M
cm / kN 32 , 0
141
7 , 45
W
M
= = = o
1 51 , 0
20 , 1
32 , 0
. 5 , 0
20 , 1
45 , 0
f
. k
f
wd
d , MY
M
wd
d , Mx
< = + =
o
+
o
verifica !
1 45 , 0
20 , 1
32 , 0
20 , 1
45 , 0
. 5 , 0
f f
. k
wd
d , MY
wd
d , Mx
M
< = + =
o
+
o
verifica !
g.2) Verificação das tensões de cisalhamento (ELU) :
g.2.1) Eixo X :
kN 66 , 1
2
20 cos . 1
2
00 2 . 0,0085 . 1,4
V
0
X d,
= + = .
g.2.2) Eixo Y :
kN 61 , 0
2
0 2 sen . 1
2
00 2 . 0,0031 . 1,4
V
0
Y d,
= + = .
g.2.3) Verificação :

2
d , 0 V
d , X
d , X
cm / kN 16 , 0 f 02 , 0
15 . 5 , 7
66 , 1
.
2
3
h . b
V
.
2
3
= < = = = t verifica !

2
d , 0 V
d , Y
d , Y
cm / kN 16 , 0 f 01 , 0
5 , 7 . 15
61 , 0
.
2
3
b . h
V
.
2
3
= < = = = t verifica !
g.3) Verificação das flechas (ELUti) :
g.3.1) Eixo X :
. cm 1
200
200
200
L
cm 12 , 0
2109 . 812 . 48
00 2 . 20 cos . 1
. 2 , 0
2109 . 812 . 384
00 2 . 0,0085 . 5
U
3
0
4
X
= = < = + = verifica !
g.3.2) Eixo Y :
. cm 1
200
200
200
L
cm 18 , 0
527 . 812 . 48
00 2 . 20 sen . 1
. 2 , 0
527 . 812 . 384
00 2 . 0,0031 . 5
U
3
0
4
Y
= = < = + = verifica !

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Exercício 4.23 : Flexo-tração: Verificar a condição de segurança da barra horizontal da tesoura
de madeira, indicada no exercício 4.3, supondo-se que não é possível apoiar o respectivo nó
diretamente sobre o pilar.
1- Madeira dicotiledônea, Eucalipto Dunnii .
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Critério da NBR-7190 / 1997.
4- Esforço normal no banzo superior :
N
d
=18,2 kN (exercício 4.12)
Solução
a) Esforços gerados na barra :
a.1) equilíbrio do nó :
N
d
=18,2 kN ; R
d
=18,2.sen 40
0
=11,7 kN ;
T
d
=18,2.cos 40
0
=14,0 kN .
a.2) momento fletor gerado na barra horizontal :
a.2.1) apoio deslocado :
M
d,1
=R
d
.10 =11,7 . 10 =117 kN.cm ;
a.2.2) excentricidade gerada pelo encaixe :
M
d,2
=T
d
.
2
75 , 3
=14,0 . 1,875 =26,25 kN.cm ;
M
d
=M
d,1
+M
d,2
=117,0 +26,25 =143,25 kN.cm
a.3) esforços gerados na barra horizontal :
T
d
=14,0 kN ; M
d
=143,25 kN.cm :
Observar que a seção sujeita ao momento fletor máximo, corresponde ao ponto
onde se realizou o encaixe do banzo superior, ou seja, está enfraquecida em 25%
de sua altura.

b) Características mecânicas do Eucalipto Dunnii :
Tomamos os valores já determinados no exercício 3.1 :
f
t0,d
=1,37 kN/cm
2
; E
c0,ef
=1009,6 kN/cm
2
.

15
115
T
d

El evação
Seção
10
7,5
N
d

40
0
10
S
S
N
d

90
o
T
d
R
d
N
d
40
o
M
d

10
R
d

115
e/2
T
d
e

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c) Verificação da segurança (equações 4.44 e 4.45) :
Não há momento fletor em torno do eixo Y, razão pela qual, as expressões de
verificação da segurança referidas ficam reduzidas à equação 4.44 :
2
livre
d
d , Nt
cm / kN 17 , 0
25 , 11 . 5 , 7
0 , 14
A
T
= = = o ;

2
2
X
d , X
d , X , M
cm / kN 91 , 0
6
25 , 11 . 5 , 7
25 , 143
W
M
= = = o ;
1 78 , 0
37 , 1
91 , 0
37 , 1
17 , 0
f
0
. ) 5 , 0 k (
f f
d , 0 t
d , MY
M
d , 0 t
d , Mx
d , 0 t
d , Nt
< = + =
=
= + +
o o o
verifica !

Exercício 4.24 : Flexo-compressão: Verificar a condição de segurança do pilar de madeira,
indicado nas figuras, sujeito ao esforço de compressão concentrado excêntrico G
k
e à carga
transversal distribuída do vento q
wYk
.
1- Madeira dicotiledônea, Itaúba.
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Critério da NBR-7190 / 1997.
4- Esforço atuantes :
G
k
=80,0 kN (permanente); e
X
=5 cm ;
q
wYk
=5 kN/m =0,05 kN/cm (vento).
Solução
a) Combinação de ações (ELU) :
Q Q G G d
F . F . F ¸ + ¸ = =
w G w G w Q G G d
F . 05 , 1 F . 4 , 1 F . 4 , 1 . 75 , 0 F . 4 , 1 F . . 75 , 0 F . F + = + = + = ¸ ¸

b) Esforços gerados no pilar :
b.1) ação permanente (carga concentrada
excêntrica G
k
) :
G
d
=1,4 . G
k
=1,4 . 80 =112 kN.
M
G,X,d
=G
d
. e
X
=112 . 5 =560 kN.cm

q
wYk

15
Elevação
e
X

L=L
0
= 300
G
k

q
wYk

G
k

20
e
X

Y
Seção
X
G
d
= 112 kN
M
Yd
= 590,6 kN.cm
X
M
Xd
= 560 kN.cm
15
20
Y
Seção
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b.2) ação variável (carga distribuída q
wYk
) :
q
wYd
=1,05 . 0,05 =0,053 kN/cm ;
M
w,y,d
=q
wYd
. L
2
/ 8 =0,053 . 300
2
/ 8 =590,6 kN.cm .

c) Propriedades mecânicas da Itaúba :
f
c0,d
=2,21 kN/cm
2
; E
c0,ef
=1266,3 kN/cm
2
.

d) Características geométricas do pilar :
d.1) Eixo X :
A =20 . 15 =300 cm
2
;
I
X
=
12
15 . 20
3
=5625 cm
4
;
cm 33 , 4
300
5625
A
I
i
X
X
= = = ;
69
33 , 4
300
i
L
X
0
X
= = = ì ;
3
2
2
X
cm 750
6
15 . 20
6
h . b
W = = = .
d.2) Eixo Y :
I
Y
=
12
20 . 15
3
=10000 cm
4
;
cm 77 , 5
300
10000
A
I
i
Y
Y
= = = ;
52
77 , 5
300
i
L
Y
0
Y
= = = ì ;

3
2 2
Y
cm 1000
6
20 . 15
6
h . b
W = = = .

e) 1
A
. verificação : Verificação da resistência :
e.1) determinação das tensões atuantes :
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2 d
Ncd
cm / kN 37 , 0
300
112
A
G
= = = o ;

2
X
Xd
MXd
cm / kN 75 , 0
750
560
W
M
= = = o ;

2
Y
Yd
MYd
cm / kN 59 , 0
1000
3 , 596
W
M
= = = o ;
e.2) Verificação (equações 4.48 e 4.49) :
= + +
|
|
.
|

\
|
d , 0 c
d , MY
M
d , 0 c
d , MX
2
d , 0 c
d , Nc
f
. k
f f
o o o
1 50 , 0
21 , 2
59 , 0
. 5 , 0
21 , 2
75 , 0
21 , 2
37 , 0
2
< = + + |
.
|

\
|
verifica !
= + +
|
|
.
|

\
|
d , 0 c
d , MY
d , 0 c
d , MX
M
2
d , 0 c
d , Nc
f f
. k
f
o o o
1 46 , 0
21 , 2
59 , 0
21 , 2
75 , 0
. 5 , 0
21 , 2
37 , 0
2
< = + + |
.
|

\
|
verifica !
f) 2
A
. verificação : Verificação da estabilidade (equações 4.4 a 4.11) :
f.1) eixo X :
ì
X
=69 (peça medianamente esbelta) :
f.1.1) determinação de M
d
:
cm 5 , 0
30
15
30
h
5
112
560
N
M
e
d
d 1
i
= = > = = = ;
cm 1
300
300
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=5 +1 =6 cm ;
kN 2 , 781
300
5625 . 3 , 1266 .
L
I . E .
F
2
2
2
0
eixo ef , 0 c
2
E
=
t
=
t
= ;
cm 7
112 2 , 781
2 , 781
. 6
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
d
=N
d
. e
d
=112 . 7 =784,5 kN.cm
f.1.2) determinação das tensões
Nd
o e
Md
o :

2 d
Nd
cm / kN 37 , 0
300
112
A
N
= = = o ;

2
X
d
Md
cm / kN 05 , 1
750
5 , 784
W
M
= = = o .
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 45/59
f.1.3) verificação :
0 , 1 64 , 0
21 , 2
05 , 1
21 , 2
37 , 0
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
< = + = +
o o
verifica !
f.2) eixo Y :
ì
Y
=52 (peça medianamente esbelta) :
f.2.1) determinação de M
d
:
! cm 67 , 0
30
20
30
h
3 , 5
112
6 , 590
N
M
e
d
d 1
i
= = > = = =
cm 1
300
300
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=5,3 +1 =6,3 cm ;
kN 7 , 1388
300
10000 . 3 , 1266 .
L
I . E .
F
2
2
2
0
eixo ef , 0 c
2
E
=
t
=
t
= ;
cm 8 , 6
112 6 , 1388
6 , 1388
. 3 , 6
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
d
=N
d
. e
d
=112 . 6,8 =764,3 kN.cm .
f.2.2) determinação das tensões
Nd
o e
Md
o :

2 d
Nd
cm / kN 37 , 0
300
112
A
N
= = = o ;
2
Y
d
Md
cm / kN 76 , 0
1000
8 , 772
W
M
= = = o .
f.2.3) verificação :
0 , 1 51 , 0
21 , 2
76 , 0
21 , 2
37 , 0
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
verifica !

Exercício 4.25 : (5
o
. TE/2005) Flexo-compressão: Para o elemento flexo-comprimido indicado
nas figuras, verificar a condição de segurança.
Dados :
1) critério da NBR-7190/1997.
2) dimensões em centímetros.
3) madeira =CONÍFERA C-25 :
2
a
. Categoria =qualidade estrutural
f
c,0,k
=25 MPa.; E
c,0,m
=8.500 MPa.
10
Y
15
Seção
Transversal
g
kY
Elevação

L
=
L
o
X
=

L
o
Y
=
2
2
0

N
k
g
kY
N
k
X
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4) ELU =Combinação Normal.
5) Esforços aplicados : N
k
=N
gk
+N
qk
; N
gk
=4 kN (permanente) ;
N
qk
= 8 kN (sobrecarga) ; g
kY
=3,0 kN/m (permanente).
Solução :
a) Combinação de ações (ELU) :
M
gdY
=1,4. 3,0. 10
-2
. 220
2
/ 8 =254,1 kN.cm ;
N
d
=1,4. (4 +8) =16,8 kN.

b) Propriedades mecânicas da CONÍFERA C-25 :
f
co,k
=25 MPa =2,5 kN/cm
2
;
f
co,d
=
4 , 1
5 , 2
. 56 , 0
f
. k
c
cok
mod
=
¸
=1,0 kN/cm
2
;
E
co,m
=8500 Mpa =850 kN/cm
2
;
E
c0,ef
= 850 . 56 , 0 E . k
com mod
= =476 kN/cm
2
.

c) Características geométricas do pilar :
c.1) Eixo X :
A =10 . 15 =150 cm
2
;
I
X
=
12
10 . 15
3
=1250 cm
4
;
cm 89 , 2
150
1250
A
I
i
X
X
= = = ;
76
89 , 2
220
i
L
X
0
X
= = = ì ;
3
2
2
X
cm 250
6
10 . 15
6
h . b
W = = = .
c.2) Eixo Y :
I
Y
=
12
15 . 10
3
=2812,5 cm
4
;
cm 33 , 4
150
5 , 2812
A
I
i
Y
Y
= = = ;
N
d
= 16,8 kN
Mg
Yd
= 254,1 kN.cm
X
10
15
Y
Seção
2
2
0

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 47/59
51
33 , 4
220
i
L
Y
0
Y
= = = ì ;

3
2
2
Y
cm 375
6
15 . 10
6
h . b
W = = = .
Obs.: os dois eixos deverão ser verificados, pois somente um deles tem Momento fletor
aplicado.

d) 1
A
. verificação : Verificação da resistência :
d.1) determinação das tensões atuantes :

2 d
Ncd
cm / kN 11 , 0
150
8 , 16
A
N
= = = o ;
0
MXd
= o ;

2
Y
Yd
MYd
cm / kN 68 , 0
375
1 , 254
W
M
= = = o .
d.2) Verificação (equações 4.46 e 4.47) :
= + +
|
|
.
|

\
|
d , 0 c
d , MY
d , 0 c
d , MX
M
2
d , 0 c
d , Nc
f f
. k
f
o o o
1 69 , 0
0 , 1
68 , 0
0 . 5 , 0
0 , 1
11 , 0
2
< = + + |
.
|

\
|
verifica !

e) 2
A
. verificação : Verificação da estabilidade (equações 4.4 a 4.11) :
e.1) eixo X :
ì
X
=76 (peça medianamente esbelta) :
e.1.1) determinação de M
d
:
cm 33 , 0
30
10
30
h
0
8 , 16
0
N
M
e
d
d 1
i
= = > = = = ;
cm 73 , 0
300
220
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=0,33 +0,73 =1,06 cm ;
kN 3 , 121
220
1250 . 476 .
L
I . E .
F
2
2
2
0
eixo ef , 0 c
2
E
=
t
=
t
= ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 48/59
cm 23 , 1
8 , 16 3 , 121
3 , 121
. 06 , 1
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
d
=N
d
. e
d
=16,8. 1,23 =20,7 kN.cm .
e.1.2) determinação das tensões
Nd
o e
Md
o
:
2 d
Nd
cm / kN 11 , 0
150
8 , 16
A
N
= = = o
;

2
X
dX
Md
cm / kN 08 , 0
250
7 , 20
W
M
= = = o
.
e.1.3) verificação :
0 , 1 19 , 0
0 , 1
08 , 0
0 , 1
11 , 0
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
verifica !
e.2) eixo Y :
ì
Y
=51 (peça medianamente esbelta) :
e.2.1) determinação de M
d
:
cm 5 , 0
30
15
30
h
13 , 15
8 , 16
1 , 254
N
M
e
d
d 1
i
= = > = = = ;
cm 73 , 0
300
220
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=15,13 +0,73 =15,86 cm ;
kN 0 , 273
220
5 , 2812 . 476 .
L
I . E .
F
2
2
2
0
eixo ef , 0 c
2
E
=
t
=
t
= ;
cm 9 , 16
8 , 16 273
273
. 86 , 15
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
d
=N
d
. e
d
=16,8. 16,9 =283,9 kN.cm
e.2.2) determinação das tensões
Nd
o e
Md
o :

2 d
Nd
cm / kN 11 , 0
150
8 , 16
A
N
= = = o ;

2
Y
d
Md
cm / kN 76 , 0
375
9 , 283
W
M
= = = o .
e.2.3) verificação :
0 , 1 87 , 0
0 , 1
76 , 0
0 , 1
11 , 0
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
verifica !
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 49/59
Exercício 4.26 : (Nova Avaliação/2005) Verificar a condição de segurança da barra de
madeira, flexo-comprimida, indicadas nas figuras.
1) E.L.U. =Combinação normal.
2) Critério da NBR-7190/1997.
3) Dimensões em centímetros.
4) Madeira DICOTILEDÔNEA C-60, 2
a
. categoria :
5) Esforços atuantes :
N
k
= N
Gk
+ N
Qk
;
N
Gk
= 40 kN (permanente), e
XG
=3 cm ;
N
Qk
= 50 kN (sobrecarga), e
YQ
=2 cm ; e =excentricidades das cargas normais
Solução :
a) Combinação de ações (ELU) :
N
d
=1,4. (40+50) =126 kN ,
M
GXd
=1,4. 40. 3 =168 kN.cm ,
M
QYd
=1,4. 50. 2 =140 kN.cm .

b) Propriedades mecânicas da dicotil edônea C-60 :
f
co,k
=60 MPa =6,0 kN/cm
2
;
f
co,d
=
4 , 1
0 , 6
. 56 , 0
f
. k
c
cok
mod
=
¸
=2,4 kN/cm
2
;
E
co,m
=24500 MPa =2450 kN/cm
2
;
E
c0,ef
= 2450 . 56 , 0 E . k
com mod
= =1372 kN/cm
2
.

c) Características geométricas da barra :
A =20. 15 =300 cm
2
.
c.1) Eixo X :
I
X
=
12
15 . 20
3
=5625 cm
4
;
cm 33 , 4
300
5625
A
I
i
X
X
= = = ;
69
33 , 4
300
i
L
X
0
X
= = = ì ;
3
2
2
X
cm 750
6
15 . 20
6
h . b
W = = = .
c.2) Eixo Y :
20
e
YQ
=2
X
Y
15
e
XG
=3
L
=
L
o
=
3
0
0

N
k
N
k
Seção Elevação
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 50/59
I
Y
=
12
20 . 15
3
=10000 cm
4
;
cm 77 , 5
300
10000
A
I
i
Y
Y
= = = ;
52
77 , 5
300
i
L
Y
0
Y
= = = ì ;

3
2 2
Y
cm 1000
6
20 . 15
6
h . b
W = = = .

d) 1
A
. verificação : Verificação da resistência :
d.1) determinação das tensões atuantes :

2 d
Nd
cm / kN 42 , 0
300
126
A
N
= = = o ;
2
X
Xd
MXd
cm / kN 22 , 0
750
168
W
M
= = = o ;

2
Y
Yd
MYd
cm / kN 14 , 0
1000
140
W
M
= = = o .
d.2) Verificação:
= + +
|
|
.
|

\
|
d , 0 c
d , MY
M
d , 0 c
d , MX
2
d , 0 c
d , Nc
f
. k
f f
o o o
1 15 , 0
4 , 2
14 , 0
. 5 , 0
4 , 2
22 , 0
4 , 2
42 , 0
2
< = + + |
.
|

\
|
verifica !
= + +
|
|
.
|

\
|
d , 0 c
d , MY
d , 0 c
d , MX
M
2
d , 0 c
d , Nc
f f
. k
f
o o o
1 14 , 0
4 , 2
14 , 0
4 , 2
22 , 0
. 5 , 0
4 , 2
42 , 0
2
< = + + |
.
|

\
|
verifica !

e) 2
A
. verificação : Verificação da estabilidade :
e.1) eixo X :
ì
X
=69 (peça medianamente esbelta) :
e.1.1) determinação de M
d
:
cm 5 , 0
30
15
30
h
33 , 1
126
168
N
M
e
d
d 1
i
= = > = = = ;
cm 1
300
300
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=1,33 +1 =2,33 cm;
kN 3 , 846
300
5625 . 1372 .
L
I . E .
F
2
2
2
0
eixo ef , 0 c
2
E
=
t
=
t
= ;
cm 74 , 2
126 3 , 846
3 , 846
. 33 , 2
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 51/59
M
d
=N
d
. e
d
=126. 2,74 =345 kN.cm .
e.1.2) determinação das tensões
Nd
o e
Md
o :

2 d
Nd
cm / kN 42 , 0
300
126
A
N
= = = o ;
2
X
d
Md
cm / kN 46 , 0
750
345
W
M
= = = o .
e.1.3) verificação :
0 , 1 37 , 0
4 , 2
46 , 0
4 , 2
42 , 0
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
verifica !
e.2) eixo Y :
ì
Y
=52 (peça medianamente esbelta) :
e.2.1) determinação de M
d
:
cm 67 , 0
30
20
30
h
11 , 1
126
140
N
M
e
d
d 1
i
= = > = = = ;
cm 1
300
300
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=1,11 +1 =2,11 cm;
kN 5 , 1504
300
10000 . 1372 .
L
I . E .
F
2
2
2
0
eixo ef , 0 c
2
E
=
t
=
t
= ;
cm 3 , 2
126 5 , 1504
5 , 1504
. 11 , 2
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
d
=N
d
. e
d
=126. 2,3 =290 kN.cm .
e.2.2) determinação das tensões
Nd
o e
Md
o :

2 d
Nd
cm / kN 42 , 0
300
126
A
N
= = = o ;
2
Y
d
Md
cm / kN 29 , 0
1000
290
W
M
= = = o .
e.2.3) verificação :
0 , 1 30 , 0
4 , 2
29 , 0
4 , 2
42 , 0
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
verifica !

Exercício 4.27 : (3
o
. TE/2008) Flexo-compressão: Verificar a condição de segurança da barra
de madeira, flexo-comprimida, indicadas nas figuras.
Considerar :
1- Critério da NBR-7190/1997.
2- Dimensões indicadas em cm.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 52/59
3- ELU - Combinação normal.
4- Madeira : CONÍFERA-C20,
2
a
. categoria, qualidade estrutural.
5- Esforços atuantes :
N
Gk
=20 kN (permanente), e
YG
=7,5 cm (Esforço Normal);
M
Qk
=250 kN.cm (sobrecarga) (Momento Fletor).
Solução
a) Combinação de ações (ELU) :
G G d F . N
¸ = =1,4. 20 =28 kN ;
M
QXd
=
Q
¸ . M
Xk
=1,4. 250 =350 kN. cm ;
M
GYd
=N
d
. e
YG
=28. 7,5=210 kN. cm .

b) Propriedades mecânicas da CONÍFERA C-20 :
f
co,k
=20 MPa =2,0 kN/cm
2
;
f
co,d
=
4 , 1
0 , 2
. 56 , 0
f
. k
c
cok
mod
=
¸
=0,8 kN/cm
2
;
E
co,m
=3500 MPa =350 kN/cm
2
;
E
c0,ef
=
350 . 56 , 0 E . k
com mod
= =196 kN/cm
2
.

c) Características geométricas do pilar :
c.1) Eixo X :
A =15 . 20 =300 cm
2
;
I
X
=
12
20 . 15
3
=10000 cm
4
;
cm 77 , 5
300
10000
A
I
i
X
X
= = = ;
66
77 , 5
380
i
L
X
0
X
= = = ì ;
3
2
2
X
cm 1000
6
20 . 15
6
h . b
W
= = = .
c.2) Eixo Y :
N
d
= 28 kN
M
GYd
= 210 kN.cm
X
M
QXd
= 350 kN.cm
20
15
Y
SEÇÃO
L
=
L
o
=
3
8
0

c
m

N
k
N
k
7,5
M
QX
k

ELEVAÇÃO
X
Y
e
YG
= 7,5cm
15
2
0

M
QXk

SEÇÃO
N
k
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 53/59
I
Y
=
12
15 . 20
3
=5625 cm
4
;
cm 33 , 4
300
5625
A
I
i
Y
Y
= = = ;
88
33 , 4
380
i
L
Y
0
Y
= = = ì ;

3
2 2
Y
cm 750
6
15 . 20
6
h . b
W
= = = .

d) 1
A
. verificação : Verificação da resistência :
d.1) determinação das tensões atuantes :

2 d
Nd
cm / kN 09 , 0
300
28
A
N
= = = o ;

2
X
Xd
MXd
cm / kN 35 , 0
1000
350
W
M
= = = o ;

2
Y
Yd
MYd
cm / kN 28 , 0
750
210
W
M
= = = o ;
d.2) Verificação (equações 4.48 e 4.49) :
= + +
|
|
.
|

\
|
d , 0 c
d , MY
M
d , 0 c
d , MX
2
d , 0 c
d , Nc
f
. k
f f
o o o
1 63 , 0
80 , 0
28 , 0
. 5 , 0
80 , 0
35 , 0
80 , 0
09 , 0
2
< = + + |
.
|

\
|
verifica !
= + +
|
|
.
|

\
|
d , 0 c
d , MY
d , 0 c
d , MX
M
2
d , 0 c
d , Nc
f f
. k
f
o o o
1 58 , 0
08 , 0
28 , 0
80 , 0
35 , 0
. 5 , 0
80 , 0
09 , 0
2
< = + +
|
.
|

\
|
verifica !

e) 2
A
. verificação : Verificação da estabilidade (equações 4.4 a 4.11) :
e.1) eixo X :
ì
X
=66 (peça medianamente esbelta) :
e.1.1) determinação de M
d
:
cm 67 , 0
30
20
30
h
5 , 12
28
350
N
M
e
d
d 1
i
= = > = = = ;
cm 27 , 1
300
380
300
L
e
0
a
= = = ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 54/59
e
1
=e
i
+e
a
=12,5 +1,27 =13,77 cm ;
kN 8 , 133
380
10000 . 196 .
L
I . E .
F
2
2
2
0
eixo ef , 0 c
2
E
=
t
=
t
= ;
cm 4 , 17
28 8 , 133
8 , 133
. 77 , 13
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
d
=N
d
. e
d
=28. 17,4 =487,3 kN.cm
e.1.2) determinação das tensões
Nd
o e
Md
o :

2 d
Nd
cm / kN 09 , 0
300
28
A
N
= = = o ;

2
X
d
Md
cm / kN 49 , 0
1000
3 , 487
W
M
= = = o .
e.1.3) verificação :

0 , 1 73 , 0
80 , 0
49 , 0
80 , 0
09 , 0
f f d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd < = + =
o
+
o
verifica !
e.2) eixo Y :
ì
Y
=88 (peça esbelta) :
e.2.1) determinação de M
d
:
cm 50 , 0
30
15
30
h
5 , 7
28
210
N
M
e
d
d 1
i
= = > = = = ;
cm 27 , 1
300
380
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=7,5 +1,27 =8,77 cm ;
kN 4 , 75
380
5625 . 196 .
L
I . E .
F
2
2
2
0
eixo ef , 0 c
2
E
=
t
=
t
= ;
| =0,8 (tabela 18) ;
N
Gk
=20 kN ; N
Qk
=0 kN ;
¢
1
=0,3 ; ¢
2
=0,2 ;
( ) | |
( ) | |
qk 2 1 gk E
qk 2 1 gk
N . N F
N . N .
c
¢ ¢
¢ ¢ |
+ + ÷
+ +
= =
( ) | |
( ) | |
288 , 0
00 . 2 , 0 3 , 0 20 4 , 75
0 . 2 , 0 3 , 0 20 . 8 , 0
=
+ + ÷
+ +
;
( ) ( ) 1 e . e e e
c
a ig c
÷ + = ( ) ( )
cm 93 , 2 1 e . 27 , 1 5 , 7
288 , 0
= ÷ + = ;
e
1ef
=e
i
+e
a
+e
c
; e
1ef
=7,5+1,27+2,93 =11,7 cm ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 55/59
cm . kN 1 , 521
28 4 , 75
4 , 75
. 7 , 11 . 28
N F
F
. e . N M
d E
E
ef , 1 d d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= .
e.2.2) determinação das tensões
Nd
o e
Md
o :

2 d
Nd
cm / kN 09 , 0
300
28
A
N
= = = o ;
2
Y
d
Md
cm / kN 69 , 0
750
1 , 521
W
M
= = = o .
e.2.3) verificação :

0 , 1 98 , 0
80 , 0
69 , 0
80 , 0
09 , 0
f f d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd < = + =
o
+
o
verifica !

Exercício 4.28 : (Exame Final/2008) Verificar a
condição de segurança da barra de madeira, flexo-
comprimida, indicadas nas figuras.
1) E.L.U. =Combinação normal.
2) Critério da NBR-7190/1997.
3) Dimensões em centímetros.
4) Madeira CEDRO DOCE, 2
a
. categoria, qualidade estrutural.
5) Esforços atuantes :
N
k
= N
Gk
+ N
Qk
; N
Gk
= 5 kN (permanente), N
Qk
= 10 kN (vento de sobrepressão);
M
x
=M
GXk
=150 kN.cm (permanente) , M
Y
=M
QYk
=120 kN.cm (vento de sobrepressão).
Solução :
a) Combinação de ações (ELU) :
N
d
=1,4. (N
Gk
+0,75. N
Qk
) =1,4. (5 +0,75. 10) =17,5 kN ;
M
GXd
=1,4. M
GXk
=1,4. 150 =210 kN.cm ;
M
QYd
=0,75. 1,4. M
QYd
=0,75. 1,4. 120 =126 kN.cm .

b) Propriedades mecânicas da CEDRO DOCE :
f
co,m
=31,5 MPa =3,15 kN/cm
2
;
f
co,k
=0,7. f
co,m
=0,7. 3,15 =2,21 kN/cm
2
;
f
co,d
=
4 , 1
21 , 2
. 56 , 0
f
. k
c
cok
mod
=
¸
=0,88 kN/cm
2
;
E
co,m
=8058 MPa =805,8 kN/cm
2
.

c) Características geométricas da barra :
15
10
Y
Seção
X
M
X
M
Y
X
Y
Elevação
L
=
L
0
,
X
,
Y

=

2
2
0

N
k

M
Y
M
X
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 56/59
A =10. 15 =150 cm
2
.
c.1) Eixo X :
I
X
=
12
15 . 10
3
=2812,5 cm
4
;
cm 33 , 4
150
5 , 2812
A
I
i
X
X
= = = ;
51 ~ 8 , 50
33 , 4
220
i
L
X
0
X
= = = ì ;
3
2
2
X
cm 375
6
15 . 10
6
h . b
W
= = = .
c.2) Eixo Y :
I
Y
=
12
10 . 15
3
=1250 cm
4
;
cm 89 , 2
150
1250
A
I
i
Y
Y
= = = ;
76 ~ 1 , 76
89 , 2
220
i
L
Y
0
Y
= = = ì ;

3
2 2
Y
cm 250
6
10 . 15
6
h . b
W
= = = .

d) 1
A
. verificação : Verificação da resistência :
d.1) determinação das tensões atuantes :

2 d
Nd
cm / kN 12 , 0
150
5 , 17
A
N
= = = o ;
2
X
Xd
MXd
cm / kN 56 , 0
375
210
W
M
= = = o ;

2
Y
Yd
MYd
cm / kN 50 , 0
250
126
W
M
= = = o .
d.2) Verificação:
= + +
|
|
.
|

\
|
d , 0 c
d , MY
M
d , 0 c
d , MX
2
d , 0 c
d , Nc
f
. k
f f
o o o
1 94 , 0
88 , 0
50 , 0
. 5 , 0
88 , 0
56 , 0
88 , 0
12 , 0
2
< = + +
|
.
|

\
|
verifica !
= + +
|
|
.
|

\
|
d , 0 c
d , MY
d , 0 c
d , MX
M
2
d , 0 c
d , Nc
f f
. k
f
o o o
1 91 , 0
88 , 0
50 , 0
88 , 0
56 , 0
. 5 , 0
88 , 0
12 , 0
2
< = + +
|
.
|

\
|
verifica !

e) 2
A
. verificação : Verificação da estabilidade :
e.1) eixo X :
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 57/59
ì
X
=51 (peça medianamente esbelta) :
e.1.1) determinação de M
d
:
cm 5 , 0
30
15
30
h
12
5 , 17
210
N
M
e
d
d 1
i
= = > = = = ;
cm 73 , 0
300
220
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=12 +0,73 =12,73 cm;
kN 8 , 258
220
5 , 2812 . 8 , 805 . 56 , 0 .
L
I . E . k .
F
2
2
2
0
eixo m 0 c mod
2
E
=
t
=
t
= ;
cm 65 , 13
5 , 17 8 , 258
8 , 258
. 73 , 12
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
d
=N
d
. e
d
=17,5. 13,65 =239,0 kN.cm .
e.1.2) determinação das tensões
Nd
o e
Md
o :

2 d
Nd
cm / kN 12 , 0
150
5 , 17
A
N
= = = o ;
2
X
d
Md
cm / kN 64 , 0
375
239
W
M
= = = o .
e.1.3) verificação :

0 , 1 85 , 0
88 , 0
64 , 0
88 , 0
12 , 0
f f d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd < = + =
o
+
o
verifica !
e.2) eixo Y :
ì
Y
=76 (peça medianamente esbelta) :
e.2.1) determinação de M
d
:
cm 33 , 0
30
10
30
h
2 , 7
5 , 17
126
N
M
e
d
d 1
i
= = > = = = ;
cm 73 , 0
300
220
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=7,2 +0,73 =7,93 cm;
kN 0 , 115
220
1250 . 8 , 805 . 56 , 0 .
L
I . E . k .
F
2
2
2
0
eixo m 0 c mod
2
E
=
t
=
t
= ;
cm 36 , 9
5 , 17 115
115
. 93 , 7
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
d
=N
d
. e
d
=17,5. 9,36 =163,7 kN.cm .
e.2.2) determinação das tensões
Nd
o e
Md
o :

2 d
Nd
cm / kN 12 , 0
150
5 , 17
A
N
= = = o ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 58/59
2
Y
d
Md
cm / kN 66 , 0
250
7 , 163
W
M
= = = o .
e.2.3) verificação :

0 , 1 87 , 0
88 , 0
66 , 0
88 , 0
12 , 0
f f d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd < = + =
o
+
o
verifica !




























mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.4 pg. 59/59
E
EEx
xxe
eer
rr c
ccí
ííc
cci
ii o
oos
ss p
ppr
rr o
oop
ppo
oos
sst
tt o
oos
ss :
::
Exercício 4.29 : Resolver o exercício 4.2, aumentando a dimensão c=5 cm para 10cm e
para 15 cm, respectivamente, em duas tentativas. A solução só aparece na terceira
tentativa, com c =20 cm (Atenção para a variação de
n
o , conforme varia c).
Exercício 4.30 : Resolver o exercício 4.3, reduzindo a seção da peça para 7,5 X 7,5 cm
2
,
verificando a possibilidade da peça ter assim mesmo a condição de segurança
estabelecida.
Exercício 4.31 : Resolver o exercício 4.3, mantendo a seção da peça em 7,5 X 10 cm
2
,
determinando o máximo valor de N
d
, para que a mesma tenha a condição de segurança
estabelecida.
Exercício 4.32 : Resolver o exercício 4.3, reduzindo a seção da peça para 5 X 10 cm
2
,
verificando a possibilidade da peça ter assim mesmo a condição de segurança
estabelecida.
Exercício 4.33 : Resolver o exercício 4.4, mantendo a seção da peça em 5 X 10 cm
2
,
determinando o máximo valor de N
d
, para que a mesma tenha a condição de segurança
estabelecida. (Fixar o valor de N
Gk
, variando o valor de N
Qk
)
Exercício 4.34 : Resolver o exercício 4.4, reduzindo a seção da peça para 5 X 7,5 cm
2
,
verificando a possibilidade da peça ter assim mesmo a condição de segurança
estabelecida.
Exercício 4.35: Resolver o exercício 4.4, reduzindo a seção da peça para 7,5 X 7,5 cm
2
,
verificando a possibilidade da peça ter assim mesmo a condição de segurança
estabelecida.
Exercício 4.36 : Resolver o exercício 4.22, reduzindo a seção da peça para 5 X 15 cm
2
,
em uma primeira tentativa, e 7,5 X 10 cm
2
, em uma segunda tentativa.
Exercício 4.37 : Resolver o exercício 4.24, reduzindo a sua seção para 15 X 15 cm
2
.
Exercício 4.38 : Resolver o exercício 4.26, reduzindo a sua seção para 15 X 15 cm
2
.

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 1/9
5
55
E
EEL
LLE
EEM
MME
EEN
NNT
TTO
OOS
SS C
CCO
OOM
MMP
PPO
OOS
SST
TTO
OOS
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EE P
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AAS
SS M
MMÚ
ÚÚL
LLT
TTI
IIP
PPL
LLA
AAS
SS

5
55.
..1
11 G
GGe
een
nne
eer
rr a
aal
ll i
ii d
dda
aad
dde
ees
ss
1
11

Os elementos compostos por peças justapostas, solidarizadas continuamente, como
vistos na figura 29, podem ser verificados como se fossem elementos maciços, respeitadas as
limitações de rigidez, estabelecidas na NBR-7190.





Figura 29 – Elementos compostos por peças justapostas, solidarizadas contínuamente

Por outro lado, os elementos compostos por peças solidarizadas descontinuamente
(figura 30), devem ter sua segurança verificada em relação ao Estado Limite Último de
instabilidade global, de acordo com o que está também estabelecido na NBR-7190. Estes
elementos, têm na Norma Brasileira, a previsão de uso de dois dispositivos diferentes de
solidarização, a saber, espaçadores interpostos ou chapas laterais.





Figura 30 – Elementos compostos por peças solidarizadas descontinuamente

5
55.
..2
22 E
EEl
ll e
eem
mme
een
nnt
tt o
oos
ss c
cco
oom
mmp
ppo
oos
sst
tt o
oos
ss p
ppo
oor
rr p
ppe
eeç
çça
aas
ss j
jj u
uus
sst
tt a
aap
ppo
oos
sst
tt a
aas
ss,
,, s
sso
ool
ll i
ii d
dda
aar
rr i
ii z
zza
aad
dda
aas
ss
c
cco
oon
nnt
tt í
íín
nnu
uua
aam
mme
een
nnt
tt e
ee
2
22

São previstas na NBR-7190, a composição de elementos formados por peças serradas,
solidarizadas ao longo de todo o seu comprimento, através de ligações rígidas pregadas. Tais

1
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
2
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
elevação
seção
elevação
seção
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 2/9
ligações devem ser dimensionadas ao cisalhamento, como se o elemento fosse maciço,
solicitado à flexão simples ou composta (o que inclui a compressão simples).

5.2.1) verificação da estabilidade :
São apontados três tipos de composição da seção : seção T, seção I, e seção caixão,
conforme se observa na Tabela 20, mostrada a seguir.
SEÇÃO





I
X
= I
X,th
. o
r
I
X,th
. o
r
I
X,th
. o
r

I
Y
= I
Y,th
I
Y,th
I
Y,th
. o
r

Tabela 20 – Inércias efetivas de elementos compostos por peças solidarizadas continuamente

Os valores das Inércias efetivas, de cada tipo de composição, referidos a cada um dos eixos
principais de inércia X e Y, são determinados pela expressão :
th r ef
I . I o = (
3
) equação 5.1
onde, a Inércia Efetiva é igual à Inércia Teórica, multiplicada pelo coeficientes de redução
r
o .
Por sua vez, o coeficiente de redução tem os seus valores estabelecidos em 7.7.2 da
NBR-7190.
¹
´
¦
=
3 . 5 equação caixão ou I seções para 85 , 0
2 . 5 equação T seções para 95 , 0
r
o
A área da seção transversal de qualquer composição, é igual à soma das áreas das
peças isoladas.
Estabelecidas por este processo, as propriedades geométricas do elemento composto,
passa-se à verificação das condições de segurança do mesmo, atendendo-se às prescrições
da NBR-7190, relativas à solicitação a que o mesmo está sujeito.







3
Este critério é contestado por alguns especialistas, que ponderam que o mesmo não leva em conta no fator o
r
, a
intensidade da ligação executada.
X
Y
X
Y
X
Y
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 3/9
5
55.
..3
33 E
EEl
ll e
eem
mme
een
nnt
tt o
oos
ss c
cco
oom
mmp
ppo
oos
sst
tt o
oos
ss p
ppo
oor
rr p
ppe
eeç
çça
aas
ss s
sso
ool
ll i
ii d
dda
aar
rr i
ii z
zza
aad
dda
aas
ss
d
dde
ees
ssc
cco
oon
nnt
tt í
íín
nnu
uua
aam
mme
een
nnt
tt e
ee
4
44


5.3.1) tipos de composi ção :
São previstas na NBR-7190, a composição de duas ou três peças iguais, solidarizadas
por uma das duas formas mostradas nas figuras 31 e 32, respectivamente. Estes elementos
devem ter sua segurança verificada em relação ao estado limite último de instabilidade global.
a) espaçadores interpostos :
são calços internos (ou interpostos), colocados entre as peças principais, ao longo do
comprimento do elemento, dispostos regularmente, a cada comprimento L
1
.







Figura 31 – Elementos compostos por espaçadores interpostos

b) chapas laterais de fixação :
são peças colocadas externamente às peças principais, ao longo do comprimento do elemento,
dispostos regularmente, a cada comprimento L
1
.









Figura 32 – Elementos compostos por chapas laterais

Em ambos os casos, a fixação das peças auxiliares (espaçadores ou chapas) deve ser
feita por ligações rígidas, com pregos ou parafusos. As condições de uso dos meios ligantes,
devem obedecer o que prescreve a NBR-7190, e que pode ser estudado no capítulo 6 deste
trabalho.

4
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
L
1
L
1
L
Y

X

a
1
a
1
b
1
b
1
a
a a
b
1
b
1
b
1
Y

X

a
1
a
1
a s 3.b
1
L
L
1
L
1
X

L

L
1
L
1
X

b
1
b
1
a
a
1
a
1
Y

a s 6.b
1
Y

a a
b
1
b
1
b
1
a
1
a
1
L
1
L
1
L

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 4/9
Permite-se que as ligações destes elementos sejam feitas com apenas dois parafusos
ajustados, dispostos ao longo do eixo longitudinal do elemento, afastados entre si de 4d, e das
bordas de 7d, desde que a pré-furação “d
0
” seja igual ao diâmetro “d” do parafuso.

5.3.2 ) verificação da segurança :
5.3.2.1 ) propriedades geométricas :
Admitem-se na verificação as seguintes relações :










Figura 33 – Propriedades geométricas nos arranjos “a” e “b” de elementos compostos por
peças solidarizadas descontinuamente

Para as peças simples (isoladas) :
1 1 1
h . b A = ; equação 5.4
12
h . b
I
3
1 1
1
= ; equação 5.5
12
b . h
I
3
1 1
2
= ; equação 5.6
Para as peças compostas :
1
A . n A= ; equação 5.7
1 X
I . n I = ; equação 5.8
2
1 1 2 Y a . A . 2 I . n I
+ = ; equação 5.9
Y I ef , Y
I . I
| = ; equação 5.10
com :
Y Y
2
2
2
2
I
I . m . I
m . I
o +
= | equação 5.11
onde :
m : número de intervalos na divisão do comprimento “L” ; e
¹
´
¦
= o
13 . 5 equação fixação de laterais chapas para 25 , 2
12 . 5 equação erpostos int s espaçadore para 25 , 1
Y


2 2
h

h

a
1
a
1
a
1
a
1
h
1
b
1
1
2
Y
Y
X X
1 1
arranjo a ; n=2

arranjo b ; n=3

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 5/9
5.3.2.2 ) condições de segurança :
verificação da estabilidade :
a) no eixo X :
procede-se como se o elemento tivesse seção maciça, segundo o critério da
NBR-7190, para peças comprimidas com flambagem, com as respectivas
propriedades da seção transversal, considerada com os seus valores teóricos. As
expressões respectivas são as equações 4.3 a 4.16.

b) no eixo Y :
procede-se como em relação ao eixo X, determinando-se os valores de N
d
e M
d
,
adotando-se as expressões referidas (4.3 a 4.16), porém, na verificação final,
substituem-se as equações 4.3 e 4.4 pela verificação expressa na equação 5.14 :

d 0 c
ef , Y
2
1 1
d
2 ef , Y
2 d d
f
I
I
. n 1 .
A . a . 2
M
W . I
I . M
A
N
s
|
|
.
|

\
|
÷ + + equação 5.14
onde :
2
b
I
W
1
2
2
= ; equação 5.15
Observação importante : a verificação da resistência deverá ser feita, quando tratar-se
de flexão composta.
Verifica-se o conjunto de ações atuantes : esforço normal de compressão (N
cd
), e
esforços normais de flexão (M
Xd
e M
Yd
), através das expressões 4.48 e 4.49 :
1
f
. k
f f
d , 0 c
d , MY
M
d , 0 c
d , MX
2
d , 0 c
d , Nc
s + +
|
|
.
|

\
| o o o
equação 4.48
1
f f
. k
f
d , 0 c
d , MY
d , 0 c
d , MX
M
2
d , 0 c
d , Nc
s + +
|
|
.
|

\
| o o o
equação 4.49

A verificação deve ser feita como se o elemento fosse maciço, de seção transversal
A, e momentos de inércia respectivos I
X
e I
Y,ef
.
Os valores de k
M
atendem o que foi determinado anteriormente, em 4.8.2.

5.3.2.3 ) verifiçação das ligações :
Em relação ao eixo X, a rigidez do conjunto independe das ligações. J á em relação ao
eixo Y, as ligações interferem na rigidez efetiva.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 6/9
A segurança dos espaçadores e de suas ligações com os elementos componentes deve
ser verificada, no eixo Y, para um esforço de cisalhamento cujo valor convencional de cálculo é
dado por :
1
1
d 0 v 1 d
a
L
. f . A V = ; equação 5.16






Está proposto pela NBR-7190 um novo modelo para a determinação do valor
convencional do esforço de cisalhamento nas ligações acima indicadas, visto que o valor
apontado na equação 5.16 leva a valores muito elevados, acima do que ocorre na realidade,
inviabilizando a sua execução.







O valor de F
sd
é dado por :
1
1 d
sd
a . 2
L . V
F = ; equação 5.17
onde :
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
> ì
t
÷
ì
s ì
t
÷
=
19 . 5 equação 40 para ,
L
.
N F
F
. e .
40
. N
18 . 5 equação 40 para ,
L
.
N F
F
. e . N
V
ef
d e
e
ef 1
ef d
ef
d e
e
ef 1 d
d

e :
L .
I
A
ef
ef
= ì ; equação 5.20

Acrescente-se ao modelo anterior, as exigências de disposições construtivas, por conta
deste novo modelo, conforme ilustrado na figura 37.

V
d
Figura 34 – Esforço gerado nas ligações de elementos
compostos por peças solidarizadas descontinuamente
Figura 35 – Esforço gerado nas ligações de
elementos compostos por peças solidarizadas
descontinuamente (novo modelo da NBR-7190)
F
s
F
s
F
s
F
s
F
s
F
s
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 7/9
5.3.2.4 ) verificação da estabilidade local dos trechos de comprimento L
1
:
Dispensa-se a verificação da estabilidade local (flambagem) dos trechos de
comprimento L
1
, dos elementos componentes, desde que respeitadas as limitações :
1 1 1
b . 18 L b . 9 s s ; equação 5.21
erpostas int peças para , b . 3 a
1
s ; equação 5.22
laterais chapas com elementos / p , b . 6 a
1
s ; equação 5.23












Figura 37 – disposições construtivas adicionais, nos elementos
solidarizados descontinuamente

No caso de separadores intermediários :
a . 2 L
2
> ; para elementos com chapas laterais equação 5.24
a . 2 L
2
> ; para elementos com blocos interpostos equação 5.25
No caso de separadores de extremidade :
10
L
L
20
L
3
s s ; equação 5.26

5
55.
..4
44 E
EEl
ll e
eem
mme
een
nnt
tt o
oos
ss c
cco
oom
mmp
ppo
oos
sst
tt o
oos
ss p
ppo
oor
rr a
aal
ll m
mma
aa e
eem
mm t
tt r
rr e
eel
ll i
ii ç
çça
aa o
oou
uu c
cch
hha
aap
ppa
aa d
dde
ee
m
mma
aad
dde
eei
ii r
rr a
aa c
cco
oom
mmp
ppe
een
nns
ssa
aad
dda
aa
5
55




figura 38 – Elemento com alma de tábuas cruzadas

5
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
L
1

Figura 36 – Flambagem local de peças isoladas em elementos
compostos por peças solidarizadas descontinuamente
L

L
1
L
1
L
3
L
2
L
1
L
1
L

L
3
L
2
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 8/9




figura 39 – Elemento com alma de chapa compensada ou de madeira recomposta

Estes dois tipos de composições devem ser dimensionados à flexão simples ou
composta, considerando apenas as propriedades geométricas das mesas, sem redução de
seus valores. Desprezam-se as propriedades da alma no cálculo do momento de Inércia.
A alma destas composições e as suas ligações com os respectivos banzos, devem ser
dimensionadas a cisalhamento, como se o elemento fosse de seção maciça.
No Brasil, ao contrário de outros países, estas composições foram pouco empregadas
no passado, e atualmente, quase se desconhecem tais aplicações.

5
55.
..5
55 E
EEl
ll e
eem
mme
een
nnt
tt o
oos
ss c
cco
oom
mmp
ppo
oos
sst
tt o
oos
ss d
dde
ee s
sse
eeç
ççã
ãão
oo r
rr e
eet
tt a
aan
nng
ggu
uul
ll a
aar
rr ,
,, c
cco
oom
mm l
ll i
ii g
gga
aaç
ççõ
õõe
ees
ss p
ppo
oor
rr
c
cco
oon
nne
eec
cct
tt o
oor
rr e
ees
ss m
mme
eet
tt á
áál
ll i
ii c
cco
oos
ss
6
66

Estas composições, solicitadas à flexão simples ou composta, só são aceitas pela NBR-
7190, mediante execução cuidadosa, complementada pela aplicação de parafusos que
solidarizem permanentemente o sistema.
A verificação da segurança é feita como se a seção fosse maciça, considerando a
inércia efetiva :
th r ef
I . I o = equação 5.27
sendo I
th
a inércia teórica, e o
r
, o coeficiente de redução da rigidez, estabelecido em 7.7.5 da
NBR-7190 :
¹
´
¦
= o
29 . 5 equação peças três para 70 , 0
28 . 5 equação peças duas para 85 , 0
r

Por sua vez, as ligações com conectores metálicos devem ser dimensionadas para o
esforço de cisalhamento longitudinal gerado nos planos de contato entre as peças, considerada
a seção como se fosse maciça.
Este tipo de composição caiu em desuso no Brasil, onde era utilizado em um passado
razoavelmente distante, dando lugar a outros tipos de composições possíveis.

5
55.
..6
66 E
EEl
ll e
eem
mme
een
nnt
tt o
oos
ss c
cco
oom
mmp
ppo
oos
sst
tt o
oos
ss p
ppo
oor
rr l
ll a
aam
mmi
ii n
nna
aas
ss d
dde
ee m
mma
aad
dde
eei
ii r
rr a
aa c
cco
ool
ll a
aad
dda
aas
ss
7
77

Os elementos formados por lâminas de madeira coladas entre si, devem utilizar as
respectivas lâminas com espessuras não superiores a 30 mm, de madeira de primeira

6
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
7
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
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categoria, conforme as exigências expressas em 6.4.4 da NBR-7190, coladas com adesivos à
prova de água, à base de fenol-formaldeído sob pressão, em processo industrial adequado que
solidarize permanentemente o sistema. A referência ao processo industrial diz respeito ao
controle rigoroso dos processos utilizados na sua fabricação. Não é procedimento a ser feito no
local da obra, como muitas vezes acontece.
As lâminas podem ser dispostas com seus planos médios paralelos ou perpendiculares
ao plano de atuação das cargas.
Em lâminas adjacentes, de espessura “t”, suas emendas devem estar afastadas entre si
de uma distância pelo menos igual a “25 t” ou à altura “h” da peça.
Todas as emendas contidas em um comprimento igual à altura da viga são consideradas
como pertencentes à mesma seção resistente.
As lâminas emendadas possuem a seção resistente reduzida :
ef r red
A . A o = , equação 5.30

onde “o
r
” tem os seguintes valores :
¦
¹
¦
´
¦
= o
33 . 5 equação ) inválidas ( topo de emendas para 0 , 0
32 . 5 equação 10 : 1 de inclinação com cunha em emendas para 85 , 0
31 . 5 equação ) s int jo finger ( dentadas emendas para 9 , 0
r








figura 40 – Elemento composto por lâminas coladas










h
t
t
> 25.t ou h
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 1/34
E
EEX
XXE
EER
RRC
CCÍ
ÍÍC
CCI
IIO
OOS
SS C
CCA
AAP
PP5
55
E
EEL
LLE
EEM
MME
EEN
NNT
TTO
OOS
SS C
CCO
OOM
MMP
PPO
OOS
SST
TTO
OOS
SS D
DDE
EE P
PPE
EEÇ
ÇÇA
AAS
SS M
MMÚ
ÚÚL
LLT
TTI
IIP
PPL
LLA
AAS
SS
5
55.
..1
11 E
EEx
xxe
eer
rr c
ccí
ííc
cci
ii o
oos
ss r
rr e
ees
sso
ool
ll v
vvi
ii d
ddo
oos
ss :
::
Exercício 5.1 : Elemento solidarizado continuamente : verificar a condição de segurança do
pilar de madeira de 2
a
. categoria (qualidade estrutural), indicado nas figuras .
1- Conífera, da classe de resistência C-30.
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Critério da NBR-7190/1997.
4- Esforços atuantes : N
k
=N
Gk
+N
Qk
.
N
Gk
=20 kN (permanente)
e N
Qk
=100 kN (sobrecarga)

Solução :
a) Características da seção composta :
a.1) Eixo X :

4
3 3
X
cm 12917
12
10 . 5
12
20 . 20
I = ÷ = ;

4
th , X r ef , X
cm 10979 12917 . 85 , 0 I . I = = = o ;
A =2.(20.5 +7,5.10) =350 cm
2
;
cm 60 , 5
350
10979
A
I
i
ef , X
X
= = = ;
50
6 , 5
280
i
L
X
0
X
= = = ì ;

3 ef , X
ef , X
cm 1098
2 / 20
10979
y
I
W = = = .
a.2) Eixo Y :

4
3 3
Y
cm 13229
12
5 . 10
12
20 . 20
I = ÷ = ;

4
th , Y r ef , Y
cm 11245 13229 . 85 , 0 I . I = = =o ;
cm 67 , 5
350
11245
A
I
i
ef , Y
Y
= = = ;
20
10
10
3x2,5
L
=
L
0

=

2
8
0

5
5
10
7,5 5 7,5
20
Y
X
pregos 22x42
N
k
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 2/34
49
67 , 5
280
i
L
Y
0
Y
= = = ì ;

3 ef , Y
ef , Y
cm 1125
2 / 20
11245
x
I
W = = = .

b) Propriedades mecânicas da madeira :
Tomamos os valores já determinados no exercício 3.1 :
f
c,0,d
=1,20 kN/cm
2
; E
c,0,ef
=812 kN/cm
2
.

c) Combinação última normal :
N
d

G
. N
Gk

Q
. N
Qk
=1,4 . 20 +1,4 . 100 =168 kN.

d) Verificação da segurança :
como trata-se de compressão simples com flambagem (sem flexão), basta verificar o
eixo mais desfavorável (eixo X) : equações 4.4 a 4.11 (peça medianamente esbelta).
d.1) momento M
d
:
cm 67 , 0
30
20
30
h
0 e
EIXO
i
= = > = ;
cm 93 , 0
300
280
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=0,67 +0,93 =1,60 cm ;
kN 1122 10979 . 812 .
280
I . E .
L
F
2
ef , X ef , 0 , c
2
0
X , E
= |
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
=
t t
;
cm 88 , 1
168 1122
1122
. 60 , 1
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
d,X
=N
d
. e
d
=168 . 1,88 =316 kN.cm .
d.2) tensões atuantes :

2 d
Nd
cm / kN 48 , 0
350
168
A
N
= = = o ;

2
X
dX
MdX
cm / kN 29 , 0
1098
316
W
M
= = = o .
d.3) verificação final :
0 , 1 64 , 0
20 , 1
29 , 0
20 , 1
48 , 0
f f
d 0 c
Md
d 0 c
Nd
< = + = +
o o
verifica !

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Exercício 5.2 : Elemento solidarizado continuamente : verificar a condição de segurança do
pilar do exercício anterior, considerando as seguintes excentricidades da Carga Normal N
d
:
1- Esforços atuantes : N
k
=N
Gk
+N
Qk
.
N
Gk
=10 kN (permanente)
e N
Qk
=50 kN (sobrecarga)



Solução :
a) Características da seção composta :
a.1) Eixo X :
A =350 cm
2
;
4
ef , X
cm 10979 I = ;
50
X
= ì ;

3
ef , X
cm 1098 W = .
a.2) Eixo Y :

4
ef , Y
cm 11245 I = ;
49
Y
= ì ;

3
ef , Y
cm 1125 W = .

b) Propriedades mecânicas da madeira :
f
c,0,d
=1,20 kN/cm
2
; E
c,0,ef
=812 kN/cm
2
.

c) Combinação última normal :
N
d

G
. N
Gk

Q
. N
Qk
=1,4 . 10 +1,4 . 50 =84 kN.

d) Verificação da segurança :
trata-se agora de flexo-compressão com flambagem, graças aos momentos fletores
gerados pelas excentricidades e
X
e e
Y
da carga normal N
d
. Deverão portanto ser
verificados os dois eixos respectivos.
d.1) verificação da resistência (por tratar-se de flexo-compressão) (equação 4.46) :
cm . kN 420 5 . 84 e . N M
X d dX 1
= = = ;
cm . kN 630 5 , 7 . 84 e . N M
Y d dY 1
= = = ;
2 d
Nd
cm / kN 24 , 0
350
84
A
N
= = = o ;
e
Y
=7,5
e
X
=5
N
k
20
5
5
10
7,5 5 7,5
20
Y
X
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 4/34

2
X
dX
MdX
cm / kN 38 , 0
1098
420
W
M
= = = o ;

2
Y
dY
MdY
cm / kN 56 , 0
1125
630
W
M
= = = o ;
0 , 1 82 , 0
20 , 1
56 , 0
20 , 1
38 , 0
20 , 1
24 , 0
f f f
2
d 0 c
MdY
d 0 c
MdX
2
d 0 c
Nd
< = + + |
.
|

\
|
=
o
+
o
+
|
|
.
|

\
| o
verifica !
d.2) verificação da estabilidade (equações 4.4 a 4.11 : peça medianamente esbelta) :
d.2.1) – eixo X :
ì
X
=50
cm 67 , 0
30
20
30
h
5 e
EIXO
i
= = > = cm 5 e
i
= ;
cm 93 , 0 e
a
= ;
e
1
=e
i
+e
a
=5 +0,93 =5,93 cm ;
kN 1122 F
X , E
= ;
cm 45 , 6
84 1122
1122
. 93 , 5
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
d,X
=N
d
. e
dX
=84 . 6,45 =542 kN.cm .

2
X
dX
MdX
cm / kN 49 , 0
1098
542
W
M
= = = o
0 , 1 61 , 0
20 , 1
49 , 0
20 , 1
24 , 0
f f
d 0 c
Md
d 0 c
Nd
< = + = +
o o
verifica !
d.2.2) – eixo Y :
ì
Y
=49
cm 67 , 0
30
20
30
h
7,5 e
EIXO
i
= = > = cm 7,5 e
i
= ;
cm 93 , 0 e
a
= ;
e
1
=e
i
+e
a
=7,5 +0,93 =8,43 cm ;
kN 1149 11245 . 812 .
280
I . E .
L
F
2
ef , Y ef , 0 , c
2
0
Y , E
= |
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
=
t t
;
cm 09 , 9
84 1149
1149
. 43 , 8
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
d,Y
=N
d
. e
dY
=84 . 9,09 =764 kN.cm .

2
Y
dY
MdY
cm / kN 68 , 0
1125
764
W
M
= = = o
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 5/34
0 , 1 77 , 0
20 , 1
68 , 0
20 , 1
24 , 0
f f
d 0 c
Md
d 0 c
Nd
< = + = +
o o
verifica !

Exercício 5.3 : ( 3
0
. TE – 2005) Elemento solidarizado continuamente : verificar a condição de
segurança do pilar de madeira indicado nas figuras, solicitado à flexo-compressão,
considerando :
1- Madeira de IPÊ, 2
a
. categoria, qualidade estrutural :
f
c0m
=76 MPa , E
c0m
=18.011 MPa
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Critério da NBR-7190/1997.
4- Esforços atuantes : N
k
=N
Gk
+N
Qk
(centrada).
N
Gk
=40 kN (perm.), N
Qk
=75 kN (sobrec.)
M
X(g+q)k
=150 kN.cm (perm.)

Solução :
a) Características da seção composta :
a.1) Eixo X :

4 2
3
2
3
X
cm 6 , 6765 ) 5 , 7 5 , 11 ).( 15 . 5 , 7 (
12
15 . 5 , 7
) 5 , 2 5 , 8 ).( 5 . 15 (
12
5 . 15
I = ÷ + + ÷ + = ;

4
th , X r ef , X
cm 3 , 6427 6 , 6765 . 95 , 0 I . I = = o = ;
A =(7,5.15) +(5.15) =187,5 cm
2
;
cm 86 , 5
5 , 187
3 , 6427
A
I
i
ef , X
X
= = = ;
43
86 , 5
250
i
L
X
0
X
= = = ì ;

3 ef , X
ef , X
cm 559
5 , 11
3 , 6427
y
I
W = = = .
a.2) Eixo Y :

4
3 3
Y
cm 6 , 1933
12
5 , 7 . 15
12
15 . 5
I = + = ;
cm 21 , 3
5 , 187
6 , 1933
A
I
i
Y
Y
= = = ;
78
21 , 3
250
i
L
Y
0
Y
= = = ì ;

3 Y
Y
cm 8 , 257
5 , 7
6 , 1933
x
I
W = = = .
M
X,g,k
ELEVAÇÃO
SEÇÃO
N
k
8,5
5
15
L
=
L
0

=

2
5
0

15
7,5
11,5
Y
X
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 6/34
b) Propriedades mecânicas da madeira :
f
c,0,k
=0,7 . f
c,0,m
=0,7 . 7,6 =5,32 kN/cm
2
;
2
wc
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 13 , 2
4 , 1
32 , 5
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
2
em 0 c mod ef 0 c
cm / kN 6 , 1008 1 , 1801 . 56 , 0 E . k E = = = .

c) Combinação última normal :
N
d

G
. N
Gk

Q
. N
Qk
=1,4 . 40 +1,4 . 75 =161 kN ;
M
Xd

G
. M
Gk
=1,4 . 150 =210 kN .

d) Verificação da segurança :
trata-se agora de flexo-compressão com flambagem, gerados pelo momento fletor M
Xd
e
pela carga normal N
d
.
d.1) verificação da resistência (por tratar-se de flexão composta) (equação 4.46) :

2 d
Nd
cm / kN 86 , 0
5 , 187
161
A
N
= = = o ;

2
X
dX
MdX
cm / kN 38 , 0
559
210
W
M
= = = o ;
0
W
0 M
Y
dY
MdY
=
=
= o ;
0 , 1 34 , 0
20 , 1
0
. 0 , 1
13 , 2
38 , 0
13 , 2
86 , 0
f f f
2
d 0 c
MdY
d 0 c
MdX
2
d 0 c
Nd
< = + + |
.
|

\
|
=
o
+
o
+
|
|
.
|

\
| o
verifica !
d.2) verificação da estabilidade (equações 4.4 a 4.11 : peça medianamente esbelta) :
d.2.1) – eixo X :
ì
X
=43
cm 67 , 0
30
20
30
h
1,30
161
210
N
M
e
EIXO
d
Xd
i
= = > = = = cm 1,3 e
i
= ;
cm 83 , 0
300
250
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=1,30 +0,83 =2,13 cm ;
kN 7 , 1023 3 , 6427 . 6 , 1008 .
250
I . E .
L
F
2
ef , X ef , 0 , c
2
0
X , E
= |
.
|

\
| t
=
|
|
.
|

\
| t
= ;
cm 53 , 2
161 7 , 1023
7 , 1023
. 13 , 2
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
d,X
=N
d
. e
dX
=161 . 2,53 =407,3 kN.cm ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 7/34

2
X
dX
MdX
cm / kN 73 , 0
559
3 , 407
W
M
= = = o
0 , 1 75 , 0
13 , 2
73 , 0
13 , 2
86 , 0
f f
d 0 c
Md
d 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
verifica !
d.2.2) – eixo Y :
ì
Y
=78
cm 5 , 0
30
15
30
h
0 e
EIXO
i
= = > = ;
cm 83 , 0 e
a
= ;
e
1
=e
i
+e
a
=0,5 +0,83 =1,33 cm ;
kN 308 6 , 1933 . 6 , 1008 .
250
I . E .
L
F
2
ef , Y ef , 0 , c
2
0
Y , E
= |
.
|

\
| t
=
|
|
.
|

\
| t
= ;
cm 79 , 2
161 308
308
. 33 , 1
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
d,Y
=N
d
. e
dY
=161 . 2,79 =449,2 kN.cm ;

2
Y
dY
MdY
cm / kN 74 , 1
8 , 257
2 , 449
W
M
= = = o
0 , 1 22 , 1
13 , 2
74 , 1
13 , 2
86 , 0
f f
d 0 c
Md
d 0 c
Nd
> = + =
o
+
o
não verifica !

Exercício 5.4 : ( 3
0
. TE – 2006) Elemento
solidarizado continuamente : Verificar a
condição de segurança do pilar indicado nas
figuras, segundo o critério da NBR-7190/1997,
considerando :
1) Dimensões indicadas em centímetros.
2) Madeira DICOTILEDÔNEA, classe
C-30, 2
a
. categoria ; qualidade estrutural.
3) Esforços atuantes :
N
k
= N
Gk
+ N
Qk
; N
Gk
= 20 kN (permanente) ; e
GX
=6 cm ;
N
Qk
= 30 kN (sobrecarga) ; e
QY
=5 cm .
Solução :
a) Características da seção composta :
a.1) Eixo X :

4
3 3
X
cm 5 , 7293
12
5 , 9 . 5
12
5 , 18 . 5 , 14
I = ÷ = ;
L
=
L
0

=

2
7
0

N
k
1
8
,
5

14,5
4,5
4,5
9,5
9,5
Y
e
QY
=5
Y
e
G
X

=

6

NGk
NQk
SEÇÃO
excentricidades :
ELEVAÇÃO
X
Y
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 8/34

4
th , X r ef , X
cm 5 , 6199 5 , 7293 . 85 , 0 I . I = = o = ;
A =2.14,5.4,5 +9,5.9,5 =220,8 cm
2
;
cm 30 , 5
8 , 220
5 , 6199
A
I
i
ef , X
X
= = = ;
51
3 , 5
270
i
L
X
0
X
= = = ì ;

3 ef , X
ef , X
cm 2 , 670
2 / 5 , 18
5 , 6199
y
I
W = = = .
a.2) Eixo Y :

4
3 3
Y
cm 2 , 2965
12
5 , 9 . 5 , 9
12
5 , 14 . 5 , 4
. 2 I = ÷ = ;
cm 67 , 3
8 , 220
2 , 2965
A
I
i
Y
Y
= = = ;
74
67 , 3
270
i
L
Y
0
Y
= = = ì ;

3 Y
Y
cm 0 , 409
2 / 5 , 14
2 , 2965
x
I
W = = = .

b) Propriedades mecânicas da madeira :
f
c,0,k
=30 MPa =3,0 kN / cm
2
;
2
wc
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 20 , 1
4 , 1
0 , 3
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
E
c,0,em
=14500 MPa =1450,0 kN/cm
2
;
2
em 0 c mod ef 0 c
cm / kN 0 , 812 0 , 1450 . 56 , 0 E . k E = = = .

c) Combinação última normal :
N
d

G
. N
Gk

Q
. N
Qk
=1,4 . 20 +1,4 . 30 =70 kN ;
M
GXd
=M
Xd

G
. N
Gk
. e
GX
=1,4 . 20 . 6 =168 kN.cm ;
M
QYd
=M
Yd

Q
. N
Qk
. e
QY
=1,4 . 30 . 5 =210 kN.cm .

d) Verificação da segurança :
d.1) RESISTÊNCIA :
2 d
Nd
cm / kN 32 , 0
8 , 220
70
A
N
= = = o ;

2
X
Xd
MXd
cm / kN 25 , 0
2 , 670
168
W
M
= = = o ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 9/34

2
Y
Yd
MYd
cm / kN 51 , 0
409
210
W
M
= = = o ;
0 , 1 71 , 0
20 , 1
51 , 0
20 , 1
25 , 0
20 , 1
32 , 0
f f f
2
d 0 c
MdY
d 0 c
MdX
2
d 0 c
Nd
< = + + |
.
|

\
|
=
o
+
o
+
|
|
.
|

\
| o
verifica !
d.2) ESTABILIDADE :
d.2.1) Eixo X :
ì
X
=43 =peça medianamente esbelta :
cm 4 , 2
70
168
N
M
e
d
1Xd
i
= = = ;
cm 62 , 0
30
5 , 18
30
h
e
EIXO
i
= = >
e
i
=2,4 cm ;
cm 9 , 0
300
270
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=2,4 +0,9 =3,3 cm ;
kN 5 , 681 5 , 6199 . 812 .
270
I . E .
L
F
2
ef , X ef , 0 , c
2
0
X , E
= |
.
|

\
| t
=
|
|
.
|

\
| t
= ;
cm 68 , 3
70 5 , 681
5 , 681
. 3 , 3
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
Xd
=N
d
. e
d
=70 . 3,68 =257,4 kN.cm ;
tensões atuantes :
2 d
Nd
cm / kN 32 , 0
8 , 220
70
A
N
= = = o ;

2
X
Xd
MXd
cm / kN 38 , 0
2 , 670
4 , 257
W
M
= = = o ;
verificação final :
0 , 1 58 , 0
20 , 1
38 , 0
20 , 1
32 , 0
f f
d 0 c
Md
d 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
verifica !
d.2.2) Eixo Y :
ì
X
=74 =peça medianamente esbelta :
cm 0 , 3
70
210
N
M
e
d
1Yd
i
= = = ;
cm 48 , 0
30
5 , 14
30
h
e
EIXO
i
= = >
e
i
=3,0 cm ;
cm 9 , 0
300
270
300
L
e
0
a
= = = ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 10/34
e
1
=e
i
+e
a
=3,0 +0,9 =3,9 cm ;
kN 0 , 326 2 , 2965 . 812 .
270
I . E .
L
F
2
Y ef , 0 , c
2
0
Y , E
= |
.
|

\
| t
=
|
|
.
|

\
| t
= ;
cm 97 , 4
70 0 , 326
0 , 326
. 9 , 3
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
Yd
=N
d
. e
d
=70 . 4,97 =347,7 kN.cm .
tensões atuantes :
2 d
Nd
cm / kN 32 , 0
8 , 220
70
A
N
= = = o ;

2
Y
Yd
MYd
cm / kN 85 , 0
0 , 409
7 , 347
W
M
= = = o ;
verificação final :
0 , 1 97 , 0
20 , 1
85 , 0
20 , 1
32 , 0
f f
d 0 c
Md
d 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
verifica !

Exercício 5.5 : (Nova Avaliação-2006) : Flexão simples reta/Seção Composta : Verificar as
condições de segurança da viga de madeira indicada nas figuras, segundo o critério da NBR-
7190. Considerar :
1- Dimensões indicadas em cm.
2- Madeira de PINHO DO PARANÁ,
2
a
. categoria, qualidade estrutural.
3- ELU – combinação normal.
4- Esforços atuantes :
g
k
=1 kN/m (permanente) ;
Q
k
=4 kN (sobrecarga).
Solução :
a) Características da seção composta :

4
3 3
Y
cm 2 , 19479
12
5 . 5
12
25 . 15
I = ÷ = ;

4
th , X r ef , Y
cm 3 , 16557 2 , 19479 . 85 , 0 I . I = = o = ;

3 ef , Y
ef , Y
cm 6 , 1324
2 / 25
3 , 16557
x
I
W = = = .

b) Propriedades mecânicas do PINHO DO PR :
f
c0m
=40,9 MPa =4,09 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7. f
c0m
=0,7. 4,09 =2,86 kN/cm
2
;
25 5
10
5
X
10
5 5
SEÇÃO
g
k
=1kN/m
Q
k
=4kN
300
600
600
ELEVAÇÃO
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 11/34
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 15 , 1
4 , 1
86 , 2
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
f
v0m
=8,8 MPa =0,88 kN/cm
2
;
f
v0k
=0,54. f
v0m
=0,54. 0,88 =0,48 kN/cm
2
;
2
V
k 0 V
mod d 0 V
cm / kN 15 , 0
8 , 1
48 , 0
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
E
c,0,m
=15225 MPa =1522,5 kN/cm
2
;
E
c,0,ef
= . k
mod
E
c,0,m
=0,56. 1522,5 =852,6 kN/cm
2
.

c) Esforços solicitantes ELU - comb. normal :
c.1) Flexão :
M
d
= cm . kN 1470 ) 4 / 600 .( 4 . 4 , 1 ) 8 / 600 . 01 , 0 ( . 4 , 1
2
= + ;
V
d
= . kN 7 ) 2 / 4 ( . 4 , 1 ) 2 / 600 . 01 , 0 ( . 4 , 1 = +

d) Verificação das Condições de Segurança :
d.1) Tensões normais de flexão (ELU) :

2
d
d , t / c
cm
kN
15 , 1 11 , 1
6 , 1324
1470
W
M
< = = = o . verifica!
d.2) Tensões de cisalhamento :
2
d
vd
cm
kN
15 , 0 042 , 0
) 25 . 5 . 2 (
7
.
2
3
h . b
V
.
2
3
< = = = t . verifica!
Observação : Não foi necessário, mas a NBR-
7190 permite a redução do valor de V
d
nas
regiões próximas aos apoios diretos (equação
4.33): V
red
=7 – 50. 0,014 =6,3 kN.

d.3) Flecha máxima (ELUti) (equações 4.35 e 4.36) :
200
L
I . E . 48
L . Q
.
I . E . 384
L . g . 5
u
ef , Y ef , 0 c
3
k
2
ef , Y ef , 0 c
4
k
d
s ¢ + = ;
sendo I
Y,ef
=
4
cm 3 , 16557 ,
M
d
V
d
V
red
2.h = 50 cm
V
d
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 12/34
cm 0 , 3
200
600
cm 26 , 0
3 , 16557 . 6 , 852 . 48
600 . 0 , 4
. 2 , 0
3 , 16557 . 6 , 852 . 384
600 . 010 , 0 . 5
u
3 4
d
= < = + = verifica!

Exercíci o 5.6 : ( 3
0
. TE – 2007) Elemento solidarizado continuamente : Verificar a condição de
segurança do elemento indicado nas figuras, composto por peças justapostas :
1) Critério da NBR-7190/1997.
2) Dimensões indicadas em centímetros.
3) Madeira DICOTILEDÔNEA, classe
C-40, 2
a
. categoria ; qualidade estrutural.
4) Estado limite último, combinação normal.
5) Esforços atuantes :
G
k
= 10 kN (permanente) ; Q
k
= 10 kN (sobrecarga).
Solução :
a) Características da seção composta :
a.1) Eixo X :

4
3
X
cm 3 , 14238
12
5 , 22 . 15
I
= = ;

4
th , X r ef , X
cm 5 , 12102 3 , 14238 . 85 , 0 I . I = = o = ;
A =3. 7,5. 15 =337,5 cm
2
;
cm 99 , 5
5 , 337
5 , 12102
A
I
i
ef , X
X
= = = ;
1 , 50
99 , 5
300
i
L
X
0
X
= = = ì ;

3 ef , X
ef , X
cm 8 , 1075
2 / 5 , 22
5 , 12102
y
I
W = = = .
a.2) Eixo Y :
; I cm 1 , 6328
12
15 . 5 , 7
. 3 I
ef , Y
4
3
Y
= = =
cm 33 , 4
5 , 337
1 , 6328
A
I
i
Y
Y
= = = ;
3 , 69
33 , 4
300
i
L
Y
0
Y
= = = ì ;

3 Y
Y
cm 7 , 843
2 / 15
1 , 6328
x
I
W = = = .

b) Propriedades mecânicas da madeira :
2
2
,
5

15
7,5
7,5
7,5
Y
SEÇÃO
X
Y
Q
k
ELEVAÇÃO
(NO PLANO X)
L
=
L
0

=

3
0
0

c
m

G
k
Q
k
1
5
0

1
5
0

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 13/34
f
c,0,k
=40 MPa =4,0 kN / cm
2
;
2
wc
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 60 , 1
4 , 1
0 , 4
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
E
c,0,em
=19500 MPa =1950,0 kN/cm
2
;
2
em 0 c mod ef 0 c
cm / kN 0 , 1092 0 , 1950 . 56 , 0 E . k E = = = .

c) Combinação última normal :
G
d
=N
d

G
. G
k
=1,4 . 10 =14 kN ;
M
QYd
=M
Yd

Q
. (Q
k
. L) / 4 =1,4. 10. (300/4) =1050 kN.cm .

d) Verificação da segurança :
d.1) RESISTÊNCIA :
2 d
Nd
cm / kN 041 , 0
5 , 337
14
A
N
= = = o ;

2
Y
QYd
MQYd
cm / kN 245 , 1
7 , 843
1050
W
M
= = = o ;
0 , 1 78 , 0
60 , 1
245 , 1
60 , 1
041 , 0
f f f
2
d 0 c
MdY
d 0 c
MdX
2
d 0 c
Nd
< = + |
.
|

\
|
=
o
+
o
+
|
|
.
|

\
| o
verifica !
d.2) ESTABILIDADE :
d.2.1) Eixo X :
ì
X
=50 =peça medianamente esbelta :
cm 0
14
0
N
M
e
d
1Xd
i
= = = ;
cm 75 , 0
30
5 , 22
30
h
e
EIXO
i
= = >
e
i
=0,75 cm ;
cm 0 , 1
300
300
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=0,75 +1,0 =1,75 cm ;
kN 3 , 1449 5 , 12102 . 1092 .
300
I . E .
L
F
2
ef , X ef , 0 , c
2
0
X , E
= |
.
|

\
| t
=
|
|
.
|

\
| t
= ;
cm 77 , 1
14 3 , 1449
3 , 1449
. 75 , 1
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
Xd
=N
d
. e
d
=14 . 1,77 =24,74 kN.cm .
tensões atuantes :
2
Nd
cm / kN 041 , 0 = o ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 14/34

2
X
Xd
MXd
cm / kN 022 , 0
8 , 1075
74 , 24
W
M
= = = o ;
verificação final :
0 , 1 04 , 0
60 , 1
02 , 0
60 , 1
04 , 0
f f
d 0 c
Md
d 0 c
Nd
<< = + =
o
+
o
verifica !
d.2.2) Eixo Y :
ì
X
=69 =peça medianamente esbelta :
cm 0 , 75
14
1050

N
M
e
d
1Yd
i
= = = ;
m 5 , 0
30
15
30
h
e
EIXO
i
= = >
e
i
=75,0 cm ;
cm 0 , 1
300
300
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=75,0 +1,0 =76,0 cm ;
kN 8 , 757 1 , 6328 . 1092 .
300
I . E .
L
F
2
Y ef , 0 , c
2
0
Y , E
= |
.
|

\
| t
=
|
|
.
|

\
| t
= ;
cm 4 , 77
14 8 , 757
8 , 757
. 76
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
Yd
=N
d
. e
d
=14 . 77,4 =1084 kN.cm .
tensões atuantes :
2
Nd
cm / kN 041 , 0 = o ;

2
Y
Yd
MYd
cm / kN 285 , 1
7 , 843
1084
W
M
= = = o ;
verificação final :
0 , 1 83 , 0
60 , 1
285 , 1
60 , 1
04 , 0
f f
d 0 c
Md
d 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
verifica !

Exercício 5.7 : Elemento solidarizado descontinuamente : verificar a condição de segurança do
pilar de madeira de 2
a
. categoria (qualidade estrutural), indicado nas figuras .
1- Dicotiledônea, da classe de resistência C-30.
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Critério da NBR-7190/1997.
4- Esforços atuantes : N
k
=N
Gk
+N
Qk
.
N
Gk
=5 kN (permanente)
e N
Qk
=10 kN (sobrecarga)
pregos 18x30
15
a
1

10 5
2,5
2,5
10
5
Y
X
N
k
N
k
15
60
60
60
L
=
L
0

=

2
5
5

60
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 15/34
Solução :
a) Propriedades mecânicas da madeira :
Tomamos os valores já determinados no exercício 3.1 :
f
c,0,d
=1,20 kN/cm
2
; f
V,0,d
=0,16 kN/cm
2
; E
c,0,ef
=812,0 kN/cm
2
.

b) Características das peças isoladas :
A
1
=b
1
. h
1
=5 . 10 =50 cm
2
;
A =2 . A
1
=2

. 50 =100 cm
2
;
I
1
=5 . 10
3
/ 12 =417 cm
4
;
I
2
=10 . 5
3
/ 12 =104 cm
4
;
a
1
=(5 +10) / 2 =7,5 cm ;
W
2
=I
2
/ (b
1
/ 2) =104 / (5 / 2) =41,7 cm
3
;

c) Características da seção composta :
c.1) Eixo X :

4
1 X
cm 834 417 . 2 I . 2 I = = =
.
cm 89 , 2
100
834
A
I
i
X
X
= = = ;
88
89 , 2
255
i
L
X
0
X
= = = ì : a peça é esbelta em relação ao eixo X .
c.2) Eixo Y : m =4 (número de trechos de comprimento parcial L
1
.

4 2 2
1 1 2 Y
cm 5833 5 , 7 . 50 . 2 104 . 2 a . A . 2 I . 2 I = + = + = ;
113 , 0
5833 . 25 , 2 4 . 104
4 . 104
I . m . I
m . I
2
2
Y Y
2
2
2
2
I
=
+
=
+
=
o
| ;

4
Y I ef , Y
cm 659 5833 . 113 , 0 I . I = = =| ;
cm 57 , 2
100
659
A
I
i
ef , Y
Y
= = = ;
99
57 , 2
255
i
L
Y
0
Y
= = = ì a peça também é esbelta em relação ao eixo Y .

d) Combinação última normal :
N
d

G
. N
Gk

Q
. N
Qk
=1,4 . 5 +1,4 . 10 =21 kN.

e) Verificação da segurança :
como trata-se de compressão simples com flambagem (sem flexão), basta verificar o
eixo mais desfavorável (eixo Y) : equações 4.4 e 4.9 a 4.16 (peça esbelta).
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e.1) momento M
d
:
cm 67 , 0
30
20
30
h
0 e
Y EIXO
i
= = > = ;
cm 85 , 0
300
255
300
L
e
0
a
= = = ;
kN 81 659 . 812 .
255
I . E .
L
F
2
ef , Y ef , 0 , c
2
0
Y , E
= |
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
=
t t
;

( ) | |
( ) | |
( ) | |
( ) | |
113 , 0
10 . 2 , 0 3 , 0 5 81
10 . 2 , 0 3 , 0 5 . 8 , 0
N . N F
N . N .
c
Qk 2 1 Gk E
Qk 2 1 Gk
=
+ + ÷
+ +
=
+ + ÷
+ +
=
¢ ¢
¢ ¢ |
;
cm 18 , 0 ) 1 e ( . ) 85 , 0 67 , 0 ( ) 1 e ( . ) e e ( e
113 , 0 c
a iG c
= ÷ + = ÷ + = ;
e
1.ef
=e
i
+e
a
+e
c
=0,67 +0,85 +0,18 =1,70 cm ;
cm . kN 49
21 81
81
. 70 , 1 . 21
N F
F
. e . N M
d E
E
ef , 1 d d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= .
e.2) verificação da estabilidade (equação 5.14) :
=
|
|
.
|

\
|
÷ + +
ef , Y
2
1 1
d
2 ef , Y
2 d d
I
I
. n 1 .
A . a . 2
M
W . I
I . M
A
N


2
d 0 c
cm / kN 20 , 1 f 44 , 0
659
104
. 2 1 .
50 . 5 , 7 . 2
49
7 , 41 . 659
104 . 49
100
21
= < = |
.
|

\
|
÷ + + = verifica !

f) Verificação da ligação :
f.1) esforço V
d
:
kN 64
5 , 7
60
. 16 , 0 . 50
a
L
. f . A V
1
1
d 0 v 1 d
= = =
f.2) resistência dos pregos R
vd,1
:
t =2,5 cm ; d =0,34 cm ;
35 , 7
34 , 0
5 , 2
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm
kN
54 , 54
1 , 1
60
f
f = = =
¸
;
2 d 0 c d 0 e
cm
kN
20 , 1 f f = = ;
4 , 8
20 , 1
54 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = |
lim
| |< embutimento da madeira ! ;
kN 41 , 0 20 , 1 .
4 , 7
5 , 2
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 , vd
= = =
|
.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 17/34
f.3) verificação :
16 pregos por ligação (8 em cada face) =16 x 0,41 =6,56 kN <64 kN. não verifica !
f.4) verificação da flambagem local (no comprimento L
1
) :
1 1 1
b . 18 L b . 9 s s 90 5 . 18 60 L 45 5 . 9
1
= < = < = ;
laterais chapas com elementos / p ; 30 5 . 6 10 b . 6 a
1
= < s .

Obs.: Não ocorreu, mas se houvesse necessidade de verificar a flambagem local, o
método seria :
42
5
60
. 46 , 3
b
L
. 46 , 3
1
1
1
= = = ì , a peça isolada é medianamente esbelta;
cm 17 , 0
30
5
30
b
0 e
1
i
= = > = ;
cm 20 , 0
300
60
300
L
e
1
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=0,17 +0,20 =0,37 cm ;
kN 231 104 . 812 .
60
I . E .
L
F
2
1 ef , 0 , c
2
1
1 , E
= |
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
=
t t
;
cm 39 , 0
5 , 10 231
231
. 37 , 0
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
M
d
=N
d
. e
d
=10,5 . 0,39 =4,1 kN.cm .

2
2
2
d
Md
cm / kN 10 , 0
6 / 5 . 10
1 , 4
W
M
= = = o
0 , 1 26 , 0
20 , 1
10 , 0
20 , 1
21 , 0
f f
d 0 c
Md
d 0 c
Nd
< = + = +
o o
verifica !

g) Verificação da ligação pelo novo modelo de calculo proposto para a NBR-7190 :
g.1) esforço V
d
:
99
ef , Y
= ì ;
kN 47 , 1
255
.
21 81
81
. 70 , 1 .
40
99 . 21
L
.
N F
F
. e .
40
. N
V
d e
e
ef 1
ef d
d
=
t
÷
=
t
÷
ì
= ;
kN 88 , 5
5 , 7 . 2
60 . 47 , 1
a . 2
L . V
F
1
1 d
d , s
= = = .
g.2) resistência dos pregos R
vd,1
: repete-se o cálculo anterior :
kN 41 , 0 R
1 , vd
= .
g.3) verificação :
16 pregos por ligação (8 em cada face) =16 x 0,41 =6,56 kN >5,88 kN, verifica !

L
1

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Observações :
Nunca pode ser negligenciada a verificação das condições geométricas impostas pela
NBR-7190, sejam as do modelo atual, assim como também as novas do modelo proposto.
Como se percebeu, o novo modelo (proposto) permite a verificação da ligação, o que
não ocorreu com o modelo atual da NBR-7190.

Exercício 5.8 : Elemento solidarizado descontinuamente : verificar a condição de segurança
do pilar do exercício anterior, considerando os seguintes esforços solicitantes :
Esforços atuantes :
N
d
=21 kN (ver exercício 5.7) ;
M
Xd
=42 kN.cm ; M
yd
=31,5 kN.cm .

Solução :
a) propriedades mecânicas da madeira :
f
c,0,d
=1,20 kN/cm
2
; f
V,0,d
=0,16 kN/cm
2
; E
c,0,ef
=812 kN/cm
2
.

b) características da peças isoladas :
A
1
=50 cm
2
; A =100 cm
2
;
I
1
=417 cm
4
; I
2
=104 cm
4
;
a
1
=7,5 cm ; W
2
=41,7 cm
3
.

c) características da seção composta :

4
X
cm 834 I =
;
3 X
X
cm 8 , 166
5
834
y
I
W = = = ; cm 89 , 2 i
X
= ; 88
X
= ì ;

4
ef , Y
cm 659 I = ;
3 ef , Y
Y
cm 9 , 65
10
659
x
I
W = = = ; cm 57 , 2 i
Y
= ; 99
Y
= ì .

d) verificação da segurança :
d.1) resistência (por tratar-se de flexão composta) :
2 d
Nd
cm / kN 21 , 0
100
21
A
N
= = = o ;
2
X
Xd
MXd
cm / kN 25 , 0
8 , 166
42
W
M
= = = o ;
2
Y
Yd
MYd
cm / kN 48 , 0
9 , 65
5 , 31
W
M
= = = o
M
Yd

M
Xd

a
1

10 5
2,5
2,5
10
5
Y
X
N
d
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 19/34
0 , 1 64 , 0
20 , 1
48 , 0
20 , 1
25 , 0
20 , 1
21 , 0
f f f
2
d 0 c
MdY
d 0 c
MdX
2
d 0 c
Nd
< = + + |
.
|

\
|
= + +
|
|
.
|

\
| o o o
verifica !
d.2) verificação da estabilidade (equações 4.4 e 4.9 a 4.16 : peça esbelta) :
d.2.1) – eixo X :
ì
X
=88
cm 33 , 0
30
10
30
h
2
21
42
N
M
e
EIXO
d
Xd
i
= = > = = = cm 2 e
i
= ;
cm 85 , 0
300
255
300
L
e
0
a
= = = ;
kN 103 834 . 812 .
255
I . E .
L
F
2
X ef , 0 , c
2
0
X , E
= |
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
=
t t
;

( ) | |
( ) | |
( ) | |
( ) | |
086 , 0
10 . 2 , 0 3 , 0 5 103
10 . 2 , 0 3 , 0 5 . 8 , 0
N . N F
N . N .
c
Qk 2 1 Gk E
Qk 2 1 Gk
=
+ + ÷
+ +
=
+ + ÷
+ +
=
¢ ¢
¢ ¢ |
;
cm 26 , 0 ) 1 e ( . ) 85 , 0 0 , 2 ( ) 1 e ( . ) e e ( e
086 , 0 c
a iG c
= ÷ + = ÷ + = ;
e
1.ef
=e
i
+e
a
+e
c
=2,0 +0,85 +0,26 =3,11 cm ;
cm . kN 82
21 103
103
. 12 , 3 . 21
N F
F
. e . N M
d E
E
ef , 1 d d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
2 d
Nd
cm / kN 21 , 0
100
21
A
N
= = = o ;

2
X
dX
MdX
cm / kN 49 , 0
8 , 166
82
W
M
= = = o
0 , 1 58 , 0
20 , 1
49 , 0
20 , 1
21 , 0
f f
d 0 c
Md
d 0 c
Nd
< = + = +
o o
verifica !
d.2.2) – eixo Y :
ì
Y
=99
cm 67 , 0
30
20
30
h
1,5
21
31,5
N
M
e
EIXO
d
Yd
i
= = > = = = cm 1,5 e
i
= ;
cm 85 , 0
300
255
300
L
e
0
a
= = = ;
kN 81 659 . 812 .
255
I . E .
L
F
2
Y ef , 0 , c
2
0
Y , E
= |
.
|

\
| t
=
|
|
.
|

\
| t
= ;

( ) | |
( ) | |
( ) | |
( ) | |
113 , 0
10 . 2 , 0 3 , 0 5 81
10 . 2 , 0 3 , 0 5 . 8 , 0
N . N F
N . N .
c
Qk 2 1 Gk E
Qk 2 1 Gk
=
+ + ÷
+ +
=
+ + ÷
+ +
=
¢ ¢
¢ ¢ |
;
cm 28 , 0 ) 1 e ( . ) 85 , 0 5 , 1 ( ) 1 e ( . ) e e ( e
113 , 0 c
a iG c
= ÷ + = ÷ + = ;
e
1.ef
=e
i
+e
a
+e
c
=1,5 +0,85 +0,28 =2,63 cm ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 20/34
cm . kN 75
21 81
81
. 63 , 2 . 21
N F
F
. e . N M
d E
E
ef , 1 d d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
d 0 c
ef , Y
2
1 1
d
2 ef , Y
2 d d
f
I
I
. n 1 .
A . a . 2
M
W . I
I . M
A
N
s
|
|
.
|

\
|
÷ + + ;

2
d 0 c
cm / KN 20 , 1 f 56 , 0
659
104
. 2 1 .
50 . 5 , 7 . 2
75
7 , 41 . 659
104 . 75
100
21
= s = |
.
|

\
|
÷ + + verifica !

Exercício 5.9 : ( 3
0
. TE – 2005) Elemento solidarizado descontinuamente : verificar a condição
de segurança do pilar de madeira indicado nas figuras, solicitado à compressão centrada,
considerando :
1- Critério da NBR-7190/1997.
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Madeira DICOTILEDÔNEA, classe C - 40,
2
a
. categoria, qualidade estrutural :
f
c0k
=40 MPa , E
c0m
=19.500 MPa.
4- Esforço atuante :
N
k
=N
Gk
+N
Qk
(centrada) ;
N
Gk
=30 kN (permanente) , N
Qk
=60 kN (vento de sobrepressão).
Solução :
a) propriedades mecânicas da madeira :
2
wc
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 6 , 1
4 , 1
0 , 4
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
2
em 0 c mod ef 0 c
cm / kN 1092 1950 . 56 , 0 E . k E = = = .

b) características da peças isoladas :
A
1
=b
1
. h
1
=7,5 . 15 =112,5 cm
2
;
A =2 . A
1
=2

. 112,5 =225 cm
2
;
I
1
=7,5 . 15
3
/ 12 =2109,4 cm
4
;
I
2
=15 . 7,5
3
/ 12 =527,3 cm
4
;
a
1
=(7,5 +5) / 2 =6,25 cm ;
W
2
=I
2
/ (b
1
/ 2) =527,3 / (7,5 / 2) =140,6 cm
3
.

c) características da seção composta :
c.1) Eixo X :

4
1 X
cm 8 , 4218 4 , 2109 . 2 I . 2 I = = =
;
SEÇÃO

8
0

8
0

8
0

L

=

L
0

=

2
5
5

Y

X

15

7,5 7,5 5
ELEVAÇÃO

N
k
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 21/34
cm 33 , 4
225
8 , 4218
A
I
i
X
X
= = = ;
59
33 , 4
255
i
L
X
0
X
= = = ì : a peça é medianamente esbelta em relação ao eixo X.
c.2) Eixo Y : m =3 (número de trechos de comprimento parcial L
1
).

4 2 2
1 1 2 Y
cm 7 , 9843 25 , 6 . 5 , 112 . 2 3 , 527 . 2 a . A . 2 I . 2 I = + = + = ;
278 , 0
7 , 9843 . 25 , 1 3 . 3 , 527
3 . 3 , 527
I . m . I
m . I
2
2
Y Y
2
2
2
2
I
=
+
=
o +
= | ;

4
Y I ef , Y
cm 8 , 2739 7 , 9843 . 278 , 0 I . I = = | = ;
cm 49 , 3
225
8 , 2739
A
I
i
ef , Y
Y
= = = ;
73
49 , 3
255
i
L
Y
0
Y
= = = ì : peça medianamente esbelta em relação ao eixo Y.

d) combinação ultima normal :
N
d

G
. N
Gk
+0,75 . ¸
Q
. N
Qk
=1,4 . 30 +0,75 . 1,4 . 60 =105 kN.

e) verificação da segurança :
Como trata-se de compressão simples, basta verificar o eixo mais desfavorável, a saber,
o eixo Y, cujo grau de esbeltez ì =73 :
cm 67 , 0
30
20
30
h
0 e
EIXO
i
= = > = ;
cm 85 , 0
300
255
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=0,67 +0,85 =1,52 cm ;
kN 1 , 454 8 , 2739 . 1092 .
255
I . E .
L
F
2
Y ef , 0 , c
2
0
Y , E
= |
.
|

\
| t
=
|
|
.
|

\
| t
= ;
cm 98 , 1
105 1 , 454
1 , 454
. 52 , 1
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
cm . kN 9 , 207 98 , 1 . 105 e . N M
d d d
= = = ;
d 0 c
ef , Y
2
1 1
d
2 ef , Y
2 d d
f
I
I
. n 1 .
A . a . 2
M
W . I
I . M
A
N
s
|
|
.
|

\
|
÷ + + ;
2
d 0 c
cm / KN 60 , 1 f 85 , 0
8 , 2739
3 , 527
. 2 1 .
5 , 112 . 25 , 6 . 2
9 , 207
6 , 140 . 8 , 2739
3 , 527 . 9 , 207
225
105
= < = |
.
|

\
|
÷ + +
verifica !
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Exercíci o 5.10 : ( 3
0
. TE – 2006) - Verificar a
condição de segurança do pilar indicado nas
figuras, segundo o critério da NBR-7190/1997,
considerando :
1- Dimensões indicadas em centímetros.
2- Madeira de ANGICO VERMELHO, 2
a
.
categoria , qualidade estrutural.
3- Esforços atuantes :
N
k
= N
Gk
+ N
Qk
; N
Gk
= 30 kN (permanente) ; N
Qk
= 40 kN (sobrecarga) .
Solução :
a) Propriedades mecânicas da madeira :
f
c,0,m
=56,7 MPa =5,67 kN/cm
2
;
f
c,0,k
=0,7. f
c,0,m
=0,7. 5,67 =3,97 kN/cm
2
;
2
wc
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 59 , 1
4 , 1
97 , 3
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
E
c,0,m
=15980 MPa =1598 kN/cm
2
;
2
em 0 c mod ef 0 c
cm / kN 9 , 894 1598 . 56 , 0 E . k E = = = .

b) Características das peças isoladas :
A
1
=b
1
. h
1
=7,0 . 14,5 =101,5 cm
2
;
A =2 . A
1
=2

. 101,5 =203 cm
2
;
I
1
=7,0. 14,5
3
/ 12 =1778,4 cm
4
;
I
2
=14,5 . 7,0
3
/ 12 =414,5 cm
4
;
a
1
=(7,0 +14,5) / 2 =10,75 cm .

c) características da seção composta :
c.1) Eixo X :

4
1 X
cm 7 , 3556 4 , 1778 . 2 I . 2 I = = =
;
cm 19 , 4
0 , 203
7 , 3556
A
I
i
X
X
= = = ;
62
19 , 4
260
i
L
X
0
X
= = = ì : a peça é medianamente esbelta em relação ao eixo X ;

3 X
X
cm 6 , 490
2 / 5 , 14
7 , 3556
y
I
W = = = .
c.2) Eixo Y : m =4 (número de trechos de comprimento parcial L
1
).
SEÇÃO

1
4
,
5

7,0
7,0

14,5
6
0

6
0

6
0

L

=

L
0

=

2
6
0

ELEVAÇÃO

N
k
6
0

Y

X

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4 2 2
1 1 2 Y
cm 2 , 24288 75 , 10 . 5 , 101 . 2 5 , 414 . 2 a . A . 2 I . 2 I = + = + = ;
18 , 0
2 , 24288 . 25 , 1 4 . 5 , 414
4 . 5 , 414
I . m . I
m . I
2
2
Y Y
2
2
2
2
I
=
+
=
o +
= | ;

4
Y I ef , Y
cm 0 , 4354 2 , 24288 . 18 , 0 I . I = = | = ;
cm 63 , 4
0 , 203
0 , 4354
A
I
i
ef , Y
Y
= = = ;
56
63 , 4
260
i
L
Y
0
Y
= = = ì : peça é medianamente esbelta em relação ao eixo Y .

d) Combinação última normal :
N
d

G
. N
Gk

Q
. N
Qk
=1,4. 30 +1,4. 40 =98 kN.

e) Verificação da segurança :
como trata-se de compressão simples com flambagem (sem flexão), basta verificar o
eixo mais desfavorável (eixo X) :
e.1) momento M
d
:
cm 48 , 0
30
5 , 14
30
h
0 e
X EIXO
i
= = > = ;
cm 87 , 0
300
260
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=0,48 +0,87 =1,35 cm ;
kN 7 , 464 7 , 3556 . 9 , 894 .
260
I . E .
L
F
2
ef , Y ef , 0 , c
2
0
X , E
= |
.
|

\
| t
=
|
|
.
|

\
| t
= ;
kN 71 , 1
98 7 , 464
7 , 464
. 35 , 1
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
cm . kN 7 , 167 71 , 1 . 98 e . N M
d d d
= = = .
e.2) verificação da segurança :
tensões atuantes :
2 d
Nd
cm / kN 48 , 0
203
98
A
N
= = = o ;

2
X
Xd
MXd
cm / kN 34 , 0
6 , 490
7 , 167
W
M
= = = o ;
verificação final :
0 , 1 52 , 0
59 , 1
34 , 0
59 , 1
48 , 0
f f
d 0 c
Md
d 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
verifica !

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Exercício 5.11 (EXAME FINAL 2006) : Elemento solidarizado
descontinuamente : verificar as condições de segurança do
pilar de madeira indicado nas figuras, segundo o critério da
NBR-7190. O pilar está submetido a uma carga normal N
k

excêntrica (fora do CG da seção).
Considerar :
1- Dimensões indicadas em cm.
2- Madeira de PINUS ELIOTTII,
2
a
. categoria, qualidade estrutural.
3- Esforços atuantes :
N
k
=N
Gk
+N
Qk
;
N
Gk
=10 kN (permanente) ;
N
Qk
=5 kN (vento) ; e
X
=5 cm. ; e
Y
=10 cm.


Solução :
a) Propriedades mecânicas do PINUS ELIOTTII :
f
c0m
=40,4 MPa =4,04 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7. f
c0m
=0,7. 4,04 =2,83 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 13 , 1
4 , 1
83 , 2
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
E
c,0,m
=11889 Mpa =1188,9 kN/cm
2
;
E
c,0,ef
= . k
mod
E
c,0,m
=0,56. 1189,9 =665,8 kN/cm
2
.

b) ELU : Combinação Normal :
N
d

G
. N
Gk
+0,75. ¸
Q
. N
Qk
=1,4. 10 +0,75. 1,4. 5 =19,25 kN ;
M
Xd

G
. N
Gk
. e
X
+0,75. ¸
Q
. N
Qk
. e
X
=1,4. 10. 5 +0,75. 1,4. 5. 5 =96,25 kN.cm ;
M
Yd

G
. N
Gk
. e
Y
+0,75. ¸
Q
. N
Qk
. e
Y
=1,4. 10. 10 +0,75. 1,4. 5. 10 =192,5 kN.cm .

c) Características das peças isoladas :
A
1
=b
1
. h
1
=7. 14,5 =101,5 cm
2
;
A =3. A
1
=3. 101,5 =304,5 cm
2
;
I
1
=7. 14,5
3
/ 12 =1778,4 cm
4
;
I
2
=14,5. 7
3
/ 12 =414,5 cm
4
;
a
1
=7+[(7+7)/2] =14 cm ;
W
2
=I
2
/ (b
1
/ 2) =414,5/(7/2) =118,4 cm
3
.
ELEVAÇÕES

N
k
20
70
70
70
L
=
L
0

=

3
0
0

70
Ponto de aplicação
da carga N
k

SEÇÃO

Y

X

1
4
,
5

7

7

7 7

7

35
e
X

e
Y
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d) Características da seção composta :
d.1) Eixo X :

4
1 X
cm 1 , 5335 4 , 1778 . 3 I . 3 I = = =
;
cm 19 , 4
5 , 304
1 , 5335
A
I
i
X
X
= = = ;
72
19 , 4
300
i
L
X
0
X
= = = ì : a peça é medianamente esbelta em relação ao eixo X ;
W
X
=
y
I
X
=
) 2 / 5 , 14 (
1 , 5335
=735,9 cm
3
.
d.2) Eixo Y : m =4 (número de trechos de comprimento parcial L
1
).

4 2 2
1 1 2 Y
cm 4 , 41031 14 . 5 , 101 . 2 5 , 414 . 3 a . A . 2 I . 3 I = + = + = ;
114 , 0
4 , 41031 . 25 , 1 4 . 5 , 414
4 . 5 , 414
I . m . I
m . I
2
2
Y Y
2
2
2
2
I
=
+
=
o +
= | ;

4
Y I ef , Y
cm 7 , 4697 4 , 41031 . 114 , 0 I . I = = | = ;
cm 93 , 3
5 , 304
7 , 4697
A
I
i
Y
Y
= = = ;
77
93 , 3
300
i
L
Y
0
Y
= = = ì : a peça é medianamente esbelta em relação ao eixo X ;
W
Y
=
x
I
Y
=
) 2 / 35 (
7 , 4697
=268,4 cm
3
.

e) Verificação da segurança :
e.1) Resistência :
2 d
Nd
cm / kN 06 , 0
5 , 304
25 , 19
A
N
= = = o ;

2
X
Xd
MXd
cm / kN 13 , 0
9 , 735
25 , 96
W
M
= = = o ;

2
Y
Yd
MYd
cm / kN 72 , 0
4 , 268
5 , 192
W
M
= = = o ;
0 , 1 75 , 0
13 , 1
72 , 0
13 , 1
13 , 0
13 , 1
06 , 0
f f f
2
d 0 c
MdY
d 0 c
MdX
2
d 0 c
Nd
< = + + |
.
|

\
|
=
o
+
o
+
|
|
.
|

\
| o
verifica !
e.2) Estabilidade :
e.2.1) Eixo X :
72
X
= ì , peça medianamente esbelta :
cm 67 , 0
30
5 , 14
30
h
0 , 5
19,25
96,25
N
M
e
X EIXO
d
1d
i
= = > = = = e
i
=5,0 cm ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 26/34
cm 0 , 1
300
300
300
L
e
0
a
= = = ;

e
1
=e
i
+e
a
=5,0 +1,0 =6,0 cm ;
( ) kN 5 , 389 1 , 5335 . 8 , 65 6 .
300
I . E .
L
F
2
X ef , 0 , c
2
0
X , E
=
t
=
|
.
|

\
|
t
= ;
e
d
=e
1
.
|
.
|

\
|
÷
d e
e
N F
F
=6,0. |
.
|

\
|
÷ 25 , 19 5 , 389
5 , 389
=6,31 cm ;
cm . kN 5 , 121 31 , 6 . 25 , 19 e . N M
d d d
= = = ;

2
X
d
Md
cm / kN 17 , 0
9 , 735
5 , 121
W
M
= = = o ;
Cond.Seg.:
|
.
|

\
|o
+
|
.
|

\
|o
d 0 c
Md
d 0 c
Nd
f f
s1,0 ;
|
.
|

\
|
+ |
.
|

\
|
13 , 1
17 , 0
13 , 1
06 , 0
=0,20 verifica!
e.2.2) Eixo Y :
77
X
= ì , peça medianamente esbelta :
cm 17 , 1
30
35
30
h
0 , 10
19,25
192,5
N
M
e
Y EIXO
d
1d
i
= = > = = = e
i
=10,0 cm ;
cm 0 , 1
300
300
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=10,0 +1,0 =11,0 cm ;
( ) kN 0 , 343 7 , 4697 . 8 , 65 6 .
300
I . E .
L
F
2
ef , Y ef , 0 , c
2
0
Y , E
=
t
=
|
.
|

\
|
t
= ;
e
d
=e
1
.
|
.
|

\
|
÷
d e
e
N F
F
=11,0. |
.
|

\
|
÷ 25 , 19 343
343
=11,65 cm ;
cm . kN 3 , 224 65 , 11 . 25 , 19 e . N M
d d d
= = = ;
Cond.Seg.:
d 0 c
ef , Y
2
1 1
d
2 ef , Y
2 d d
f
I
I
. n 1 .
A . a . 2
M
W . I
I . M
A
N
s
|
|
.
|

\
|
÷ + + ;
29 , 0
7 , 4697
5 , 414
. 3 1 .
5 , 101 . 14 . 2
3 , 224
4 , 118 . 7 , 4697
5 , 414 . 3 , 224
5 , 304
25 , 19
= |
.
|

\
|
÷ + + ;

2
d 0 c
cm / kN 20 , 1 f 29 , 0 = < verifica !

Exercício 5.12 (3º. TE 2007) : Elemento solidarizado descontinuamente : verificar as condições
de segurança do elemento de madeira indicado nas figuras.
Considerar :
1- Critério da NBR-7190.
2- Dimensões indicadas em cm.
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3- Madeira de MAÇARANDUBA, 2
a
. categoria,
qualidade estrutural.
4- Estados Limites Últimos : combinação normal.
5- Esforços atuantes :
G
k
=150 kN (permanente) ;
M
QYk
=500 kN.cm (sobrecarga).
Solução :
a) Propriedades mecânicas da MAÇARANDUBA :
f
c0m
=82,9 MPa =8,29 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7. f
c0m
=0,7. 8,29 =5,8 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 32 , 2
4 , 1
8 , 5
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;

2
d 0 c d 0 t
cm / kN 32 , 2 f f = = .

b) ELU : Combinação Normal :
T
d

G
. G
k
=1,4. 150 =210 kN.m ;
M
QYd

Q
. M
QYk
=1,4. 500 =700 kN.cm .
c) Características das peças isoladas :
Basta determinar as propriedades relativas ao eixo Y, tratando-se de flexo-tração (sem
flambagem).
A
1
=b
1
. h
1
=15. 10 =150 cm
2
;
A =2. A
1
=2. 150 =300 cm
2
;
I
2(Y)
=15. 10
3
/ 12 =1250 cm
4
;
a
1
=(10+10)/2 =10 cm .

d) Características da seção composta :
d.1) Eixo X : não interessam estas propriedades para esta verificação.
d.2) Eixo Y : m =4 (número de trechos de comprimento parcial L
1
).

4 3 3
Y
cm 32500 12 / ) 10 30 ( . 15 I = ÷ = ;
217 , 0
32500 . 25 , 1 3 . 12505
3 . 1250
I . m . I
m . I
2
2
Y Y
2
2
2
2
I
=
+
=
o +
= | ;

4
Y I ef , Y
cm 2 , 7048 32500 . 217 , 0 I . I = = | = ;
W
Y
=
x
I
ef , Y
=
) 2 / 30 (
2 , 7048
=470 cm
3
.

e) Verificação da segurança :
X

SEÇÃO

10

15
Y

10

10

30

G
k
G
k
M
QYk
10

10

100 100
100
320
M
QYk
ELEVAÇÃO

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2 d
Td
cm / kN 7 , 0
300
210
A
T
= = = o ;
0
W
M
X
Xd
MXd
= = o ;

2
Y
Yd
MYd
cm / kN 49 , 1
470
700
W
M
= = = o ;
0 , 1 94 , 0
32 , 2
492 , 1
0
32 , 2
7 , 0
f f f
d 0 t
MdY
d 0 t
MdX
d 0 t
Td
< = + + =
o
+
o
+
o
verifica !

Exercíci o 5.13 : (EF – 2007) - Verificar a condição de segurança do elemento flexo-
comprimido indicado nas figuras, segundo o critério da NBR-7190/1997, considerando :
1- Dimensões indicadas em centímetros.
2- Critério da NBR-7190/1997.
3- Madeira CONÍFERA C-25, 2
a
. categoria ,
qualidade estrutural.
4- Estados Limites Últimos – combinação normal.
5- Esforços atuantes :
N
Gk
= 10 kN (permanente) ; M
QXk
= 200 kN.cm (sobrecarga) .
Solução :
a) Propriedades mecânicas da madeira :
f
c,0,k
=25 MPa =2,5 kN/cm
2
;
2
wc
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 0 , 1
4 , 1
5 , 2
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
E
c,0,m
=8500 MPa =850 kN/cm
2
;
2
em 0 c mod ef 0 c
cm / kN 476 850 . 56 , 0 E . k E = = = .

b) Características das peças isoladas :
A
1
=b
1
. h
1
=5,0 . 15,0 =75 cm
2
;
A =2 . A
1
=2

. 75 =150 cm
2
;
I
1
=5. 15
3
/ 12 =1406,25 cm
4
;
I
2
=15 . 5
3
/ 12 =156,25 cm
4
;
a
1
=(5 +10) / 2 =7,5 cm ;
3 2
2
cm 5 , 62
5 , 2
25 , 156
x
I
W = = = .

c) características da seção composta :
c.1) Eixo X :
SEÇÃO

1
5

5

5

10
6
0

6
0

6
0

L

=

L
0

=

2
5
0

ELEVAÇÃO

N
k
6
0

Y

X

M
QXk
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4
1 X
cm 5 , 2812 25 , 1406 . 2 I . 2 I = = =
;
cm 33 , 4
150
5 , 2812
A
I
i
X
X
= = = ;
58
33 , 4
250
i
L
X
0
X
= = = ì : a peça é medianamente esbelta em relação ao eixo X ;

3 X
X
cm 375
2 / 15
5 , 2812
y
I
W = = = .
c.2) Eixo Y : m =4 (número de trechos de comprimento parcial L
1
).

4 2 2
1 1 2 Y
cm 8750 5 , 7 . 75 . 2 25 , 156 . 2 a . A . 2 I . 2 I = + = + = ;
186 , 0
8750 . 25 , 1 4 . 25 , 156
4 . 25 , 156
I . m . I
m . I
2
2
Y Y
2
2
2
2
I
=
+
=
o +
= | ;

4
Y I ef , Y
cm 9 , 1627 8750 . 186 , 0 I . I = = | = ;
cm 29 , 3
150
9 , 1627
A
I
i
ef , Y
Y
= = = ;
76
29 , 3
250
i
L
Y
0
Y
= = = ì : peça é medianamente esbelta em relação ao eixo Y .

d) Combinação última normal :
N
d

G
. N
Gk
=1,4. 10 =14 kN ;
M
Xd

Q
. M
QXk
=1,4. 200 =280 kN.

e) Verificação da resistência :
kN 14 N
d
= ;
cm . kN 280 M
Xd
= ;
2 d
Nd
cm / kN 09 , 0
150
14
A
N
= = = o ;

2
X
Xd
MXd
cm / kN 75 , 0
375
280
W
M
= = = o ;
0 , 1 76 , 0
0 , 1
0
0 , 1
75 , 0
0 , 1
09 , 0
f f f
2
d 0 c
MdY
d 0 c
MdX
2
d 0 c
Nd
< = + + |
.
|

\
|
=
o
+
o
+
|
|
.
|

\
| o
verifica !

f) Verificação da segurança :
f.1) eixo X :
cm 5 , 0
30
15
30
h
cm 20
14
280
N
M
e
X EIXO
d
Xd
i
= = > = = = ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 30/34
cm 20 e
i
= ;
cm 83 , 0
300
250
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=20 +0,83 =20,83 cm ;
kN 4 , 211 5 , 2812 . 476 .
250
I . E .
L
F
2
ef , Y ef , 0 , c
2
0
X , E
= |
.
|

\
| t
=
|
|
.
|

\
| t
= ;
cm 3 , 22
14 4 , 211
4 , 211
. 83 , 20
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
cm . kN 4 , 312 3 , 22 . 14 e . N M
d d d
= = = ;
verificação da segurança :
2 d
Nd
cm / kN 09 , 0
150
14
A
N
= = = o ;

2
X
d
Md
cm / kN 83 , 0
375
4 , 312
W
M
= = = o ;
verificação final :
0 , 1 92 , 0
0 , 1
83 , 0
0 , 1
09 , 0
f f
d 0 c
Md
d 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
verifica !
f.2) eixo Y :
cm 67 , 0
30
20
30
h
0
14
0
N
M
e
Y EIXO
d
Yd
i
= = > = = = ;
cm 83 , 0
300
250
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=0,67 +0,83 =1,5 cm ;
kN 4 , 122 9 , 1627 . 476 .
250
I . E .
L
F
2
ef , Y ef , 0 , c
2
0
X , E
= |
.
|

\
| t
=
|
|
.
|

\
| t
= ;
cm 69 , 1
14 4 , 122
4 , 122
. 5 , 1
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
cm . kN 7 , 23 69 , 1 . 14 e . N M
d d d
= = = .
verificação final :
=
|
|
.
|

\
|
÷ + +
ef , Y
2
1 1
d
2 ef , Y
2 d d
I
I
. n 1 .
A . a . 2
M
W . I
I . M
A
N


2
d 0 c
cm / kN 0 , 1 f 14 , 0
9 , 1627
25 , 156
. 2 1 .
75 . 5 , 7 . 2
71 , 23
5 , 62 . 9 , 1627
25 , 156 . 71 , 23
150
14
= < = |
.
|

\
|
÷ + + = verifica !

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Exercício 5.14 : (3º.TE – 2008) - Verificar a condição de segurança da barra de madeira,
comprimida, indicadas nas figuras.
Considerar :
1- Critério da NBR-7190/1997.
2- Dimensões indicadas em cm.
3- ELU - Combinação normal.
4- Madeira : PINUS ELLIOTTII,
2
a
. categoria, qualidade estrutural.
5- Esforços atuantes : N
k
=N
Gk
+N
Qk
;
N
Gk
=50 kN (permanente), N
Qk
=30 kN (sobrecarga).
Solução :
a) Propriedades mecânicas da madeira :
f
c,0,m
=40,4 MPa =4,04 kN/cm
2
;
f
c,0,k
=0,7. f
cm
=0,7. 4,04 =2,83 kN/cm
2
;
2
wc
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 13 , 1
4 , 1
83 , 2
. 56 , 0
f
. k f
= =
¸
= ;
E
c,0,m
=11889 MPa =1188,9 kN/cm
2
;
2
em 0 c mod ef 0 c cm / kN 8 , 665 9 , 1188 . 56 , 0 E . k E
= = = .

b) Características das peças isoladas :
A
1
=b
1
. h
1
=5. 20 =100 cm
2
;
A =2. A
1
=2. 100 =200 cm
2
;
I
1
=5. 20
3
/ 12 =3333,3 cm
4
;
I
2
=20. 5
3
/ 12 =208,3 cm
4
;
a
1
=(5 +5) / 2 =5 cm ;
3 2
2
cm 3 , 83
5 , 2
3 , 208
x
I
W
= = = .

c) características da seção composta :
c.1) Eixo X :

4
1 X cm 7 , 6666 3 , 3333 . 2 I . 2 I
= = =
;

cm 77 , 5
200
7 , 6666
A
I
i
X
X
= = = ;

63
77 , 5
360
i
L
X
0
X
= = = ì : a peça é medianamente esbelta em relação ao eixo X ;
6
0

6
0

6
0

L

=

3
6
0

L
0
X

=

3
6
0
;

L
0
Y

=

2
4
0


ELEVAÇÃO

N
k
X
Y
SEÇÃO

2
0

5
5

5
20
15
1
2
0

2
4
0


PERSPECTIVA
L
0
X

=

3
6
0


L
0
Y

=

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3 X
X
cm 7 , 666
2 / 20
7 , 6666
y
I
W
= = = .
c.2) Eixo Y : m =4 (número de trechos de comprimento parcial L
1
).

4 2 2
1 1 2 Y cm 7 , 5416 5 . 100 . 2 3 , 208 . 2 a . A . 2 I . 2 I
= + = + = ;
33 , 0
7 , 5416 . 25 , 1 4 . 3 , 208
4 . 3 , 208
I . m . I
m . I
2
2
Y Y
2
2
2
2
I
=
+
=
o +
= | ;

4
Y I ef , Y
cm 1787 7 , 5416 . 33 , 0 I . I
= = | = ;

cm 0 , 3
200
1787
A
I
i
ef , Y
Y
= = = ;

80
0 , 3
240
i
L
Y
0
Y
= = = ì : peça é medianamente esbelta em relação ao eixo Y .

d) Combinação última normal :
N
d

G
. N
Gk

Q
. N
Qk
=1,4. (50 +30) =112 kN.

e) Verificação da segurança :
e.1) eixo X :

cm 67 , 0
30
20
30
h
cm 0
112
0
N
M
e
X EIXO
d
Xd
i
= = > = = = ;

cm 20 , 1
300
360
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=0,67 +1,20 =1,87 cm ;

kN 0 , 338 7 , 6666 . 8 , 665 .
360
I . E .
L
F
2
ef , Y ef , 0 , c
2
0
X , E
=
|
.
|

\
|
t
=
|
|
.
|

\
| t
= ;
cm 80 , 2
112 0 , 338
0 , 338
. 87 , 1
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
cm . kN 6 , 313 8 , 2 . 112 e . N M
d d d
= = = ;
verificação da segurança :
2 d
Nd
cm / kN 56 , 0
200
112
A
N
= = = o ;

2
X
d
Md
cm / kN 47 , 0
7 , 666
6 , 313
W
M
= = = o ;
verificação final :
0 , 1 91 , 0
13 , 1
47 , 0
13 , 1
56 , 0
f f
d 0 c
Md
d 0 c
Nd < = + =
o
+
o
verifica !
e.2) eixo Y :
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 33/34

cm 50 , 0
30
15
30
h
0
112
0
N
M
e
Y EIXO
d
Yd
i
= = > = = = ;

cm 80 , 0
300
240
300
L
e
0
a
= = = ;
e
1
=e
i
+e
a
=0,50 +0,80 =1,3 cm ;

kN 9 , 203 1787 . 8 , 665 .
240
I . E .
L
F
2
ef , Y ef , 0 , c
2
0
X , E
=
|
.
|

\
|
t
=
|
|
.
|

\
| t
= ;
cm 88 , 2
112 9 , 203
9 , 206
. 3 , 1
N F
F
. e e
d E
E
1 d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
cm . kN 322 88 , 2 . 112 e . N M
d d d
= = = .
verificação final :
=
|
|
.
|

\
|
÷ + +
ef , Y
2
1 1
d
2 ef , Y
2 d d
I
I
. n 1 .
A . a . 2
M
W . I
I . M
A
N


2
d 0 c
cm / kN 13 , 1 f 11 , 1
1787
3 , 208
. 2 1 .
100 . 5 . 2
322
3 , 83 . 1787
3 , 208 . 322
200
112
= < =
|
.
|

\
|
÷ + + = verifica !





















mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.5 pg. 34/34
5
55.
..2
22 E
EEx
xxe
eer
rr c
ccí
ííc
cci
ii o
oos
ss p
ppr
rr o
oop
ppo
oos
sst
tt o
oos
ss :
::

Exercício 5.15 : Resolver o exercício 5.1, substituindo a
seção composta de perímetro 20 X 20, por uma peça
maciça, de seção 20 X 20 cm
2
. Em seguida, comparar
economicamente as duas soluções (qual delas custa mais
caro?).
A condição de segurança encontrada é de 0,54 (<<1,0).

Exercício 5.16 : Resolver o exercício 5.15, substituindo a seção maciça 20 X 20 cm
2
, por uma
seção maciça 15 X 15 cm
2
, tentando estabelecer uma economia maior ainda.
Não é possível esta solução : a condição de segurança encontrada é de 1,21 (>1,0).



20
L
=
L
0

=

2
8
0

20
Y
X
N
k
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 1/12
6
66
L
LLI
IIG
GGA
AAÇ
ÇÇÕ
ÕÕE
EES
SS N
NNA
AAS
SS P
PPE
EEÇ
ÇÇA
AAS
SS E
EES
SST
TTR
RRU
UUT
TTU
UUR
RRA
AAI
IIS
SS D
DDE
EE M
MMA
AAD
DDE
EEI
IIR
RRA
AA

6
66.
..1
11 G
GGe
een
nne
eer
rr a
aal
ll i
ii d
dda
aad
dde
ees
ss
A limitação do comprimento das peças de madeira, fruto de sua extração de troncos de
árvores, requer a adoção de meios ligantes na emenda das peças estruturais.
Assim também ocorre na união das barras componentes de estruturas reticuladas.
Uma boa maneira de visualizar as várias possibilidades, é classificar os meios ligantes :
a) ligações por penetração entre peças : encaixes
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
´
¦


b) ligações com pinos :
{
¦
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
¦
´
¦
¦
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
¦
´
¦
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
cavilhas madeira de
cavilhas
) porcas com ( lisos
chantes autoatarra
parafusos
pregos
aço de


c) ligações com conectores :
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
dentadas chapas
cos dis e anéis

d) ligações por adesão :
¦
¹
¦
´
¦
cola
Figura 41 - Encaixes
Figura 42 - Pinos
Figura 43 - Conectores
Figura 44 – Viga colada
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 2/12
As ligações por encaixes são praticadas até hoje, para peças sujeitas apenas à
compressão. Para peças tracionadas, como se fazia no passado, são anti-economicas, e não
se usam mais.
As ligações com pinos metálicos ou de madeira são as mais conhecidas e praticadas no
Brasil. O desuso de outros tipos de meio ligante explica-se pela elevada capacidade mecânica
das madeiras Brasileiras.
As ligações com anéis e discos sempre foram muito praticadas em países
desenvolvidos. No Brasil, começam-se a utilizar as chapas dentadas, nos últimos anos, devido
à sua grande praticidade.
As ligações com cola, que não caracterizam emendas de peças ou junção de barras em
nós de estruturas, começam também no Brasil a ganhar maior utilização, com o uso crescente
de peças industrializadas, produzidas a partir de laminas coladas entre si.
No calculo de ligações, a NBR-7190 não permite levar em conta o atrito das superfícies
de contato, nem de esforços transmitidos por estribos, braçadeiras ou grampos.






O critério de dimensionamento dos elementos de ligação deve obedecer a expressão :
d d
R S s equação 6.1
Sendo S
d
as solicitações de calculo nas ligações e R
d
as resistências de calculo dos
respectivos dispositivos de ligação.
Os valores das resistências de calculo devem se referir às duas possibilidades de
ruptura da ligação :
a) a resistência da madeira ao esmagamento e cisalhamento nos contatos,
b) a resistência do próprio dispositivo.

6
66.
..2
22 L
LLi
ii g
gga
aaç
ççõ
õõe
ees
ss c
cco
oom
mm p
ppi
ii n
nno
oos
ss m
mme
eet
tt á
áál
ll i
ii c
cco
oos
ss
1
11

Nas ligações com pinos, leva-se em conta a resistência da madeira ao embutimento
(esmagamento na área reduzida de contato entre o pino e as peças de madeira), conforme
estabelecido em 7.2.7 da NBR-7190 :
f
e,0,d
=f
c,0,d
equação 6.2
f
e,90,d
=0,25 . f
c0d
. o
E
equação 6.3

1
Estas referências constituem-se na maior parte, no texto da NBR-7190.
Figura 45 – Estribos e grampos
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 3/12
Sendo o
E
o parâmetro que leva em conta o efeito de compressão localizada no contato
entre pino e madeira, para ângulo de 90
0
entre esforço e fibras da peça de madeira :








O valor de o
E
é expresso pela tabela 14 da NBR-7190, reproduzida pela tabela 21 :
Diâmetro do pino “d” (cm) s 0,62 0,95 1,27* 1,6 1,9 2,2
o
E
2,5 1,95 1,68 1,52 1,41 1,33

Diâmetro do pino “d” (cm) 2,5 3,1 3,8 4,4 5 > 7,5
o
E
1,27 1,19 1,14 1,1 1,07 1,0
Tabela 21 – Valores de o
E
– NBR-7190
* Na Norma, originalmente, é 1,25.
Quando nas ligações tratar-se de esforço inclinado de um ângulo o
,
em relação à direção
das fibras, usa-se a fórmula de Hankinson na determinação da resistência equivalente :
2
d , 90 , e
2
d , 0 , e
d , 90 , e d , 0 , e
d e
cos . f sen . f
f . f
f
o o
o
+
= equação 6.4
As ligações com pinos (pregos, parafusos ou cavilhas) são consideradas deformáveis,
quando feitas com 2 ou 3 pinos. Permite-se o seu emprego exclusivamente em estruturas
isostáticas. Nunca serão permitidas ligações com um único pino.

J á as ligações com 4 ou mais pinos podem ser consideradas rígidas, se forem
respeitados os seguintes diâmetros de pré-furação da madeira :
a) pregos :
¹
´
¦
=
=
6 . 6 equação d 90 , 0 d : iledôneas cot di
5 . 6 equação d 85 , 0 d : coníferas
ef 0
ef 0

sendo :
¹
´
¦
=
÷ =
prego do efetivo diâmetro d
furação pré da diâmetro d
ef
0

Área efetiva
de contato
d
Figura 46 – Mecanismo de apoio do pino sobre a madeira
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 4/12
Se as estruturas forem de caráter provisório, dispensa-se
2
a furação prévia da madeira,
desde que sejam macias (µ
ap
s 6 kN/m
3
) e d
ef
s 1/6 da espessura da peça mais delgada.
Também deve ser estendida a distancia entre pregos na direção da carga, para 10d.

b) parafusos : 7 . 6 equação mm 5 , 0 d d
ef 0
+ s

c) cavilhas de aço e de madeira : 8 . 6 equação d d
ef 0
=

Se não forem atendidas as especificações anteriores de pré-furação, as ligações deverão ser
dimensionadas como deformáveis.

6.2.1) resistênci a dos pinos metálicos nas l igações :
A resistência total de cada pino metálico em uma determinada ligação é dada pela
soma das resistências correspondentes às diferentes seções de corte, em cada
elemento de ligação :








onde R
Vd1
é a resistência do pino correspondente a uma seção de corte.
Para até 8 pinos alinhados na direção da carga solicitante na ligação, a resistência
por pino é considerada integralmente. Para mais do que 8 pinos alinhados na direção da
carga, deve ser considerada uma redução de 2/3 na resistência individual, para os pinos
que excederem o limite de 8. Isto é feito em função da distribuição desigual da carga
aplicada entre os vários pinos alinhados :






2
A exigência da NBR-7190 de pré-furação para madeira macias é descabida. Na prática, tais madeiras recebem
pregação direta, sem a apresentação de quaisquer tipo de problemas.
Figura 48 - Distribuição do esforço
entre os pinos nas ligações
n >8
4 seções de corte por pino
R
d,PINO
=R
Vd4
=4.R
Vd1
2 seções de corte por pino
R
d,PINO
=R
Vd2
=2.R
Vd1
1 seção de corte por pino
R
d,PINO
=R
Vd1
Seções
de corte
Seções
de corte
Figura 47 – Seções de corte em ligações

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 5/12
Neste caso, o numero de pinos necessários na ligação deve ser recalculado para o
número convencional n
0
:
9 . 6 equação ) 8 n ( .
3
2
8 n
0
÷ + =
sendo :
¹
´
¦
=
=
inicial calculo do te tan resul pinos de numero n
efetivo pinos de numero n
0

Para a fabricação dos pinos de aço, a NBR-7190 especifica os valores mínimos da
resistência característica do material :
¹
´
¦
>
11 . 6 equação parafusos para , MPa 240
10 . 6 equação pregos para , MPa 600
f
yk

Os pinos devem ter os seguintes diâmetros mínimos :
¹
´
¦
>
13 . 6 equação parafusos para * mm 10
12 . 6 equação pregos para mm 3
d
*Na prática, tolera-se o uso do parafuso d =3/8” (9,5mm).
Quanto à ruptura destas ligações, devem ser consideradas as seguintes
possibilidades :
a) ruptura da madeira :
a.1) por esmagamento na área de contato pino/madeira :
Esta possibilidade é evitada quando se colocam tantos
pinos quanto necessários, para que as tensões de
esmagamento não superem a capacidade da madeira ao
embutimento (f
ed
).

a.2) por cisalhamento da madeira :
Esta possibilidade é evitada quando se guardam
distâncias suficientes entre os pinos ou aos bordos das
peças, na direção da carga, de tal forma que as tensões
de cisalhamento não superem a capacidade da madeira
ao cisalhamento (f
Vd
).

b) por ruptura do pino metálico, por flexão :
Esta possibilidade é evitada quando o diametro do pino
é suficientemente grosso (grande Inércia) em relação à
extensão do carregamento (espessura das peças), de tal
forma a limitar a sua flexão.

Figura 50 – Ruptura
por cisalhamento
Figura 51 – Ruptura
por flexão do pino
Figura 49 – Ruptura
por esmagamento
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A resistência de calculo, de um pino metálico, correspondente a uma seção de corte, é
determinada em função das seguintes características :
a) resistência ao embutimento da madeira : f
wed
.
b) resistência do aço dos pinos : f
yd
.
c) diâmetro do pino metálico : d .
d) espessura convencional “t” relativa à seção de corte correspondente.








*Observação : considerar t
1
ou t
2
separadamente, porque os valores de R
Vd1
podem ser calculados de forma separada, considerando-se para cada peça o ângulo
respectivo formado entre esforço e a direção das fibras: uma das peças pode ter um
ângulo o diferente das demais.










Deve ser acrescentada uma outra possibilidade de ligação pregada com peças
múltiplas e corte simples :







Figura 52 – Pinos em corte simples
t
2
t
1
d
t
4
t
2
t
1
d
parafusos :
d 2 t>
* ou
t
t
t
2
1
¹
´
¦
=

pregos :
0 ef
d d se * *
* * d 4 ou d 5 t
=
>
* ou
t
t
t
2
1
¹
´
¦
=
¹
´
¦
=
>
2
4
t
d . 12
t
Figura 54 – Corte simples em
peças multiplas
pregos :
0 ef
d d se * *
* * d 4 ou d 5 t
=
>
* ou
t
t
, t
t
3
2
1
¦
¹
¦
´
¦
=
¹
´
¦
=
>
2
4
t
d . 12
t
6d
t
3
t
4
t
2
t
1
d
parafusos :
d 2 t>

* ou
t
2
t
, t
t
3
2
1
¦
¹
¦
´
¦
=
t
3
2
t
2

2
t
2

t
2
t
1
Figura 53 – Pinos em corte duplo
t
3
d
t
4
t
2
t
1
d
pregos :
0 ef
d d se * *
* * d 4 ou d 5 t
=
>
* ou
t
2
t
, t
t
3
2
1
¦
¹
¦
´
¦
=
¹
´
¦
=
>
3
4
t
d . 12
t
2
t
2

2
t
2


mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 7/12
Toma-se a espessura convencional t = t
2
, desde que se respeite a distância
mínima entre pregos das faces opostas, na peça central.

Outras duas situações também merecem uma análise detalhada quanto ao apoio
dos pinos nas respectivas peças de madeira :








Conclusão :
O raciocínio básico na determinação do valor de “t”, em qualquer das peças envolvidas
na ligação, está relacionada à área de apoio respectiva do pino sobre a madeira. Como “d” é
igual para todas as peças, nesta área de apoio, o raciocínio restringe-se à espessura das
respectivas peças de madeira.

Critério da NBR-7190 :
d
t
= | equação 6.14
ed
yd
lim
f
f
. 25 , 1 = | equação 6.15
s
yk
yd
f
f
¸
= equação 6.16
10 , 1
s
= ¸ equação 6.17
Estabelecidos os valores de | e |
lim
, determina-se o tipo de ruptura que define os
valores de R
Vd1
:
a) embutimento da madeira, se
lim
| s | :
ed
2
1 Vd
f .
t
. 40 , 0 R
|
= equação 6.18
b) flexão do pino, se
lim
| |> :
yd
lim
2
1 Vd
f .
d
. 625 , 0 R
|
= equação 6.19
t
4
¹
´
¦
=
2 / t
* t ou t
t
2
3 1

figura 55 – Ligações em peças múltiplas
¦
¹
¦
´
¦
=
2
t
*
2
t ou t
t
2
3 1
t
3
t
2
t
2
t
1
t
1
6d
6d
t
2
t
1
t
2
t
1
t
3
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 8/12
Quando se tratar de ligação com cobrejuntas de aço, determina-se a capacidade
do pino, em contato com as chapas, segundo o critério da NBR-8800.

6.2.2) espaçamento entre pinos (metálicos e de madeira) nas ligações :
a) entre pinos consecutivos na direção da carga :







A respeito das ligações rígidas e deformáveis, estas últimas, aparentemente
inconvenientes, não apresentam segundo a NBR-7190, nenhuma desvantagem em relação às
primeiras. Ao contrário, podem ter as distâncias entre pinos, na direção da carga, reduzidas de
6d para 4d. Considera-se inconveniente fazer tal redução, e na prática, adota-se o valor 6d
para todas as ligações, como distância entre pinos consecutivos, na direção da carga.

b) do último pino ao bordo das peças :
Neste ponto, é interessante utilizar o conceito de bordos carregado (BC) e
descarregado (BD), nas peças de madeira envolvidas na ligação :
O bordo carregado (BC) corresponde ao bordo da peça localizado no lado onde
se desenvolvem as tensões de contato e de cisalhamento. Em caso contrário,
trata-se de bordo descarregado (BD).













Figura 57 – Bordos carregado e descarregado nas ligações
BC
BC
BD
BD
BD
BC
BC
BC
BD
BD
BD
BC
4d
6d para : pregos, cavilhas e
parafusos ajustados
4d para parafusos não
ajustados (ligações deformáveis)
Figura 56 – Espaçamento entre pinos consecutivos
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Nestas condições :










c) entre pinos na direção normal à carga :








Observação :
Nas ligações com pregos, a profundidade dos mesmos, se forem cravados de
faces opostas, devem evitar interferências, recomendando-se a alternância da
cravação, em relação ao gabarito de espaçamentos :













3d
BE
BE
3d
3d
1,5d
1,5d
3d
Figura 59 – Espaçamento dos pinos na direção normal à carga
BE = bordo externo
t
4

t =
2
t
2

t =
2
t
2

6d (4d)
t
2
2
t
2
2
t
2
t
4
Figura 60 – Alternância da cravação dos pinos
BD
BC
1,5d
BC
7d
4d
Figura 58 – Espaçamento dos pinos aos bordos
BD
4d
BC
BD
4d
1,5
d
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6.2.3) tabel a de mei os li gantes :
a) parafusos lisos, com cabeça e porca :






Diâmetros “d” (polegadas) 3/8” 1/2” 5/8” 3/4" 7/8” 1/1”
Diâmetros “d” (cm)
0,95* 1,27 1,60 1,90 2,20 2,54
Tabela 22 – Diâmetros de parafusos lisos
* utiliza-se este parafuso, embora d
min
=10 mm, pela NBR-7190.
b) pregos :


prego d L pr/kg prego d L pr/kg prego d L pr/kg
17 X21 3,0 48 291 18 X 24 3,4 55 224 19 X 27 3,9 62 150
17 X 24 56 260 18 X 27 62 198 19 X 30 69 140
17 X 27 62 240 18 X 30 69 187 19 X 33 76 136
17 X 30 69 208 18 X 33 76 171 19 X 36 83 125
18 X 36 83 153 19 X 39 90 108

prego d L pr/kg prego d L pr/kg prego d L pr/kg
20 X 30 4,4 69 106 21 X 45 4,9 104 59 22 X 42 5,4 97 49
20 X 33 76 98 21 X 48 110 53 22 X 45 104 47
20 X 39 90 85 21 X 54 124 49 22 X 48 110 46
20 X 42 97 77 22 X 51 117 43
20 X 48 110 67 22 X 54 124 38

prego d L pr/kg prego d L pr/kg prego d L pr/kg
23 X 54 5,9 124 32 24 X 60 6,4 138 25 26 X 72 7,6 166 18
23 X 60 138 29 24 X 66 152 22 26 X 78 179 16
23 X 66 152 26 26 X 84 193 14
25 X 72 7,0 166 18
Tabela 23 – Bitolas comerciais de pregos (JP x LPP)
JP =J ouge de Paris (fieira francesa), e 1 LPP ~2,3 mm (linha de polegadas portuguesas)
a determinar em cada ligação
d
L (mm)
d (mm)
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 11/12
6
66.
..3
33
L
LLi
ii g
gga
aaç
ççõ
õõe
ees
ss c
cco
oom
mm c
cca
aav
vvi
ii l
ll h
hha
aas
ss d
dde
ee m
mma
aad
dde
eei
ii r
rr a
aa
3
33

As cavilhas devem ser torneadas, constituídas de madeira dura da classe de resistência
C-60, ou com madeiras moles de
3 ap
m
kN
6 s µ , impregnadas com resinas que aumentem sua
resistência até que se caracterizem como peças da classe de resistência C-60. Só serão
admitidos os diâmetros de 16, 18 e 20 mm.
Repetem-se para as cavilhas de madeira as condições de rigidez estabelecidas para os
pinos metálicos, com a pré-furação devendo ser executada com d
0
= d
ef
.

6.3.1) resistência das cavilhas de madeira nas ligações :
A resistência total de cada cavilha de madeira em uma determinada ligação é
dada pela soma das resistências correspondentes às diferentes seções de corte, em
cada elemento de ligação.
Para uma dada seção de corte, a resistência R
vd1
é determinada em função da
resistência f
c0d
da madeira da cavilha, considerada na sua possível flexão, e da
resistência f
c90d
da mesma, considerada no seu possível esmagamento. Também
considera-se o diâmetro “d” da cavilha e as respectivas espessuras “t” das peças
envolvidas na ligação, tal como se considera nos pinos metálicos.
Cavilhas em corte simples só são aceitas em ligações secundárias.

Critério da NBR-7190 :
d
t
= | equação 6.14
CAVILHA , d 90 c
CAVILHA , d 0 c
lim
f
f
. 25 , 1 = | equação 6.20
Estabelecidos os valores de | e |
lim
, determina-se o tipo de ruptura que define os
valores de R
Vd1
:
a) esmagamento da cavilha, se
lim
| s | :
CAVILHA , d 90 c
2
1 Vd
f .
t
. 40 , 0 R
|
= equação 6.21
se f
c90d,CAVILHA
<f
ed,MADEIRA
. Em caso contrário, usa-se o valor f
ed,MADEIRA
.

b) flexão da cavilha, se
lim
| > | :
CAVILHA , d 0 c
lim
2
1 Vd
f .
d
. 40 , 0 R
|
= equação 6.22

3
Estas referências constituem-se basicamente, no texto da NBR-7190.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 12/12
6.3.2) espaçamento entre cavi lhas de madeira nas ligações :
Repete-se aqui o que se prescreve para pinos metálicos.

6
66.
..4
44 L
LLi
ii g
gga
aaç
ççõ
õõe
ees
ss c
cco
oom
mm c
cco
oon
nne
eec
cct
tt o
oor
rr e
ees
ss
4
44

São admitidos anéis metálicos de aço apenas com os diâmetros internos d =64 ou 102
mm, com espessuras de 4 e 5 mm, respectivamente. Devem acompanhá-los parafusos que
garantam a estabilidade da ligação, com diâmetros de 12 e 19 mm, respectivamente.
A resistência ao cisalhamento longitudinal f
V0d
das peças de madeira envolvidas na
ligação determina o valor da resistência correspondente a uma dada seção de corte, dado pelo
menor dos dois valores seguintes :
¦
¹
¦
´
¦
=
=
24 . 6 equação f . d . t R
23 . 6 equação f .
4
d .
R
d c 2 , ANEL
d 0 V
2
1 , ANEL
o
t

onde : d é o diâmetro do anel,
t é o profundidade de cravação do anel na respectiva peça de madeira,
f
cod
=resistência de cálculo da madeira à compressão, na
direção o, em relação às fibras.









6
66.
..5
55 L
LLi
ii g
gga
aaç
ççõ
õõe
ees
ss c
cco
oom
mm c
cch
hha
aap
ppa
aas
ss d
dde
een
nnt
tt a
aad
dda
aas
ss
5
55

De acordo com a NBR-7190, deve ser garantida a boa execução da cravação. Os
próprios fabricantes devem fornecer os respectivos valores das resistências de calculo de
chapas dentadas.
Como se vê, o uso de chapas dentadas, está confinado aos critérios de eventuais
fabricantes, o que afasta este trabalho de qualquer análise mais apurada.



4
Estas referências constituem-se basicamente, no texto da NBR-7190.
5
Estas referências constituem-se basicamente, no texto da NBR-7190.
0,75d
BC:1,5d
BD: 1 d
1,5d
t
d
Figura 61 – Ligações com conectores
0,75d
BD:0,75d
0,75d
BC:1d
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 1/68
E
EEX
XXE
EER
RRC
CCÍ
ÍÍC
CCI
IIO
OOS
SS C
CCA
AAP
PP6
66
L
LLI
IIG
GGA
AAÇ
ÇÇÕ
ÕÕE
EES
SS N
NNA
AAS
SS P
PPE
EEÇ
ÇÇA
AAS
SS E
EES
SST
TTR
RRU
UUT
TTU
UUR
RRA
AAI
IIS
SS D
DDE
EE M
MMA
AAD
DDE
EEI
IIR
RRA
AA
6
66.
..1
11 E
EEx
xxe
eer
rr c
ccí
ííc
cci
ii o
oos
ss r
rr e
ees
sso
ool
ll v
vvi
ii d
ddo
oos
ss
Exercício 6.1 : Projetar a emenda entre as peças de
madeira indicadas nas figuras, usando parafusos
como meio ligante.
1- Madeira : Garapa Roraima.
2- Dimensões em centímetros.
3- Critério da NBR-7190.
4- Esforços atuantes :
T
k
=T
Gk
+T
Qk
;
T
Gk
=12 kN (permanente) ;
T
Qk
=15 kN (vento de sobrepressão).
Solução :
a) montagem da emenda :
será feita uma tentativa adotando-se
duas peças laterais (cobre-juntas,
também denominadas “mata-juntas”, na
obra) de 2,5 X 15 cm
2
.
O dimensionamento destas peças pode ser feito como já realizado no exercício 4.1.

b) combinação das ações :
T
d
=1,4. (12 +0,75. 15) =32,6 kN.

c) propriedades mecânicas da Garapa Roraima :
f
c0m
=78,4 MPa =7,84 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7. f
c0m
=0,7. 7,84 =5,48 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 20 , 2
4 , 1
48 , 5
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

d) escolha do diâmetro do parafuso :
2,5 2,5
7,5
15
T
k

Elevação
Seção
7,5
T
k

15
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Uma sugestão razoável, que costuma trazer bons resultados finais, é tomar o diâmetro
do parafuso situado entre 1/6 e 1/5 da espessura da peça mais grossa.
Sendo assim : 50 , 1 d 25 , 1 ; 5 , 7 .
5
1
d 5 , 7 .
6
1
s s s s ; ou seja : d =1/2” ou 5/8”;
Adotaremos d =5/8” (1,6 cm), esperando uma maior capacidade do pino, em relação a d
=1/2”.

e) resistência do parafuso na ligação :
Como todas as peças envolvidas na ligação têm esforço paralelo às fibras, basta
verificar as peças laterais, onde t =2,5 cm (mais delgada).
t =t
1
=t
3
=2,5 cm ;
56 , 1
6 , 1
5 , 2
d
t
= = = | : este di âmetro não pode ser usado, pois t < 2d !
re-escolhendo o diâmetro, tomamos d =1/2“ (1,27 cm) ;
0 , 2 ~
27 , 1
5 , 2
d
t
= = | verifica ! ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
ed
=f
c0d
=2,20 kN/cm
2
;
93 , 3
20 , 2
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 75 , 2 20 , 2 .
2
5 , 2
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
R
Vd2
=2 . R
Vd1
=2 . 2,75 =5,50 kN .

f) número de parafusos necessários :
| = = = 6 ~ 9 , 5
5 , 5
6 , 32
R
T
n
2 Vd
d
; total na ligação (emenda) =12 |

g) disposição dos parafusos :
g.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado =7.d =7. 1,27 =8,9 ~10 cm (multiplos de 2,5 cm) ;
EP =entre parafusos consecutivos =6.d =6. 1,27 =7,7 ~10 cm ;
BD =bordo descarregado =4 .d =não há BD nesta ligação.
g.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo =1,5 . d =1,5 . 1,27 =1,9 ~2,5 cm ;
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EP =entre linhas de parafusos =3.d =3 . 1,27 =3,9 ~5 cm

h) croquis :









Exercício 6.2 : Projetar a ligação entre as peças de
madeira indicadas nas figuras, usando parafusos
como meio ligante.
1- Madeira : Dicotiledônea C-40.
2- Dimensões em centímetros.
3- Critério da NBR-7190.
4- Esforços atuantes :
T
k
=T
Gk
+T
Qk
;
T
Gk
=6 kN (permanente) ;
T
Qk
=6 kN (sobrecarga).
Solução :
O dimensionamento das peças de madeira pode ser feito como já realizado no cap. 4.
a) combinação das ações :
T
d
=1,4 . (6 +6) =16,8 kN.

b) propriedades mecânicas da di cotiledônea C-40 :
f
c0k
=40 MPa =4 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 60 , 1
4 , 1
4
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

c) escolha do diâmetro do parafuso :
sendo “e” a espessura da peça mais grossa envolvida na ligação :
0 , 2 d 6 , 1 ; 10 .
5
1
d 10 .
6
1
; e .
5
1
d e .
6
1
s s s s s s ;
ou seja : d =5/8” ou 3/4”;
2,5
5
5
2,5
10 10
10
1/2"
20
130mm
12 parafusos  = ½” – 6 cada ligação
25
10
3,75
3,75
25
T
k

Elevação
Seção
15
T
k

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Adotaremos d =3/4” (1,9 cm), esperando uma maior capacidade do pino.
Verifica-se a condição d 2 t > , já que o menor valor de “t” será 3,75 cm .

d) resistência do parafuso na ligação :
d.1) peças laterais :
t =t
1
=t
3
=3,75 cm ;

0
0 = o ;
2 ~
9 , 1
75 , 3
d
t
= = |
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
ed
=f
c0d
=1,60 kN/cm
2
;
61 , 4
60 , 1
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 5 , 4 60 , 1 .
2
75 , 3
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 4,5 =9,0 kN .
d.2) peça central :
= = =
2
10
2
t
t
2
5,0 cm ;

0
90 = o ;
63 , 2
9 , 1
0 , 5
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,60 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
.
E
o ;

E
o = 1,41 , para d =1,9 cm ;
f
e90d
=0,25. 1,60. 1,41 = 0,56 kN/cm
2
;
8 , 7
56 , 0
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 13 , 2 56 , 0 .
63 , 2
0 , 5
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 5/68
R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 2,13 =4,25 kN .
d.3) capacidade efetiva do pino :
prevalece o menor valor : R
Vd2
=4,25 kN .

e) número de parafusos necessários :
| = = = 4 ~ 9 , 3
25 , 4
8 , 16
R
T
n
2 Vd
d
.

f) disposição dos parafusos :
f.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado = 7.d =7. 1,9 =13,3 ~15 cm ;
4.d =4. 1,9 =7,60 ~8 cm ;
EP =entre parafusos consecutivos =6.d =6. 1,9 =11,4 ~12 cm ;
BD =bordo descarregado =1,5.d =1,5. 1,9 =2,9 ~5 cm
f.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo =1,5 . d =1,5. 1,9 =2,9 ~3,75 cm ;
EP =entre linhas de parafusos =3.d =3. 1,9 =5,79 ~7,5 cm

g) croquis :











Observações :
Em ligações entre peças não paralelas entre si, as distâncias exigidas para diâmetros
adotados muito grandes, quase sempre são excessivas. Estas são , sem dúvida, as maiores
dificuldades encontradas no projeto de estruturas de madeira.
É mais conveniente, tendo-se escolha, optar em tais ligações por diâmetros não tão
altos, e que apesar de oferecerem uma capacidade menor, podem adaptar-se melhor às
dimensões das peças de madeira.
3/4"
20
180mm
4d
1,5d
6d
7d
7,5
10
Elevação
5
8
12
3,75 3,75
Seção
4 parafusos  = 3/4”
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 6/68
Percebe-se com clareza que, no projeto de estruturas de madeira treliçadas, as
dimensões finais das peças de madeira quase sempre obedecem às necessidades construtivas
das ligações, ao invés de satisfazer aos esforços a elas aplicados.
Isto pode ser constatado na verificação à tração do montante vertical tracionado desta ligação.

Exercício 6.3 : Projetar a ligação proposta no exercício 6.2, usando parafusos com d =5/8”.
1- Madeira : Dicotiledônea C-40.
2- Dimensões em centímetros.
3- Critério da NBR-7190.
4- Esforços atuantes :
T
k
=T
Gk
+T
Qk
;
T
Gk
=6 kN (permanente) ;
T
Qk
=6 kN (sobrecarga).
Solução :
a) combinação das ações :
T
d
=1,4 . (6 +6) =16,8 kN.

b) propriedades mecânicas da di cotiledônea C-40 :
f
c0k
=40 MPa =4 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 60 , 1
4 , 1
4
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

c) escolha do diâmetro do parafuso :
Adotaremos d =5/8” (1,6 cm) .
Verifica-se a condição d 2 t > , qual seja : t =3,75 >2.1,6 =3,2 .

d) resistência do parafuso na ligação :
d.1) peças laterais :
t =t
1
=t
3
=3,75 cm ;

0
0 = o ;
34 , 2
6 , 1
75 , 3
d
t
= = = |
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
ed
=f
c0d
=1,60 kN/cm
2
;
25
Elevação
T
k

15
25
10 3,75
3,75
T
k

Seção
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 7/68
61 , 4
60 , 1
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 85 , 3 60 , 1 .
34 , 2
75 , 3
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 3,85 =7,70 kN .
d.2) peça central :
= = =
2
10
2
t
t
2
5,0 cm ;

0
90 = o ;
13 , 3
6 , 1
0 , 5
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,60 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25. f
c0d
.
E
o ;

E
o = 1,52 , para d =1,6 cm ;
Notar que diâmetros menores acentuam o efeito de compressão localizada, melhorando
a eficiência proporcional do pino.
E
o passou de 1,41 para 1,52 .
f
e90d
=0,25. 1,60. 1,52 = 0,61 kN/cm
2
;
47 , 7
61 , 0
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 95 , 1 61 , 0 .
13 , 3
0 , 5
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 1,95 =3,90 kN .
Aqui pode-se quantificar a maior eficiência proporcional da adoção do diâmetro menor :
aumentando o diâmetro do parafuso de 5/8“ para 3/4" (+ 18,75 %), ganha-se apenas um
acréscimo de 9% na resistência unitária.
d.3) resistência efetiva do pino :
prevalece o menor valor : R
Vd2
=3,90 kN .

e) número de parafusos necessários :
| = = = 5 ~ 3 , 4
90 , 3
8 , 16
R
T
n
2 Vd
d
.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 8/68
f) disposição dos parafusos :
f.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado = 7.d =7. 1,6 =11,2 ~12,5 cm ;
4.d =4. 1,6 =6,4 ~7,5 cm ;
EP =entre parafusos consecutivos =6.d =6. 1,6 =9,6 ~10 cm ;
BD =bordo descarregado =1,5.d =1,5. 1,6 =2,4 adotado: 7,5 cm (sobrou espaço)
f.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo =1,5 . d =1,5. 1,6 =2,4 ~2,5 cm ;
EP =entre linhas de parafusos =3.d =3. 1,6 =4,8 ~5 cm .

g) croquis :













Observações :
Como resultado das especulações sobre a conveniência da adoção de um diâmetro
menor, constata-se que a troca de 4  3/4" por 5  5/8" resultou em uma ligação mais
compacta (a parte das peças verticais que sobressaem à linha inferior da estrutura é
menor). Resta estabelecer se o custo dos 5  5/8" é menor do que 4  3/4".

Exercício 6.4 : Projetar a ligação entre as peças de madeira indicadas nas figuras, usando
parafusos como meio ligante.
1- Madeira : Pinho do Paraná.
2- Dimensões em centímetros.
3- Critério da NBR-7190.
4- Esforços atuantes :
5
5
5
Elevação
7,5
7,5
10
2,5 2,5
Seção
5
5
5/8"
20
180mm
5
5
7,5
7,5
10
2,5 2,5 5
2
a
. solução
5 parafusos  = 5/8”
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 9/68
T
k
=T
Gk
+T
Qk
;
T
Gk
=10 kN (permanente) ;
T
Qk
=10 kN (sobrecarga).



Solução :
a) combinação das ações :
T
d
=1,4 . (10 +10) =28 kN.

b) propriedades mecânicas do Pinho do Paraná :
f
c0m
=40,9 MPa =4,09 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7 . f
c0m
=0,7. 4,09 =2,86 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 14 , 1
4 , 1
86 , 2
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

c) escolha do diâmetro do parafuso :
sendo “e” a espessura da peça mais grossa envolvida na ligação :
0 , 3 d 5 , 2 ; 15 .
5
1
d 15 .
6
1
; e .
5
1
d e .
6
1
s s s s s s ;
Adotaremos d =5/8” (1,6 cm), já que os diâmetros recomendados são muito grossos.
J á se constatou nos exemplos anteriores que diâmetros grossos exigem distâncias muito
grandes entre pinos, e aos bordos das peças.
Verifica-se a condição d 2 t > , já que o menor valor de “t” será 5 cm .

d) resistência do parafuso na ligação :
d.1) peças laterais :
t =t
1
=t
3
=5 cm ;
0
0 = o ;
13 , 3
6 , 1
5
d
t
= = = |
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
ed
=f
c0d
=1,14 kN/cm
2
;
47 , 5
14 , 1
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;
lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
5
60
0
15
20
15 5
T
k

Elevação
Seção
T
k

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 10/68
kN 64 , 3 14 , 1 .
13 , 3
5
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
R
Vd2
=2 . R
Vd1
=2 . 3,64 =7,3 kN .
d.2) peça central :
t = = = =
2
15
2
t
t
2
7,5 cm ;
0
60 = o ;
69 , 4
6 , 1
5 , 7
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,14 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
.
E
o ;
E
o = 1,52 , para d =1,6 cm ;
f
e90d
=0,25 . 1,14 . 1,52 = 0,43 kN/cm
2
;
60 cos . f 60 sen . f
f . f
f
cos . f sen . f
f . f
f
2
d , 90 , e
2
d , 0 , e
d , 90 , e d , 0 , e
d , 60 , e 2
d , 90 , e
2
d , 0 , e
d , 90 , e d , 0 , e
d e
+
= =
o + o
=
o
;
2
2 2
d , 60 , e
cm / kN 51 , 0
60 cos . 43 , 0 60 sen . 14 , 1
43 , 0 . 14 , 1
f =
+
= ;
17 , 8
51 , 0
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;
lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 45 , 2 51 , 0 .
69 , 4
5 , 7
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
R
Vd2
=2 . R
Vd1
=2 . 2,45 =4,90 kN .
d.3) resistência efetiva do pino :
prevalece o menor valor : R
Vd2
=4,90 kN .

e) número de parafusos necessários :
| = = = 6 ~ 7 , 5
90 , 4
28
R
T
n
2 Vd
d
.

f) disposição dos parafusos :
f.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado = 7.d =7. 1,6 =11,2 ~12 cm ;
4.d =4. 1,6 =6,4 ~7,5 cm ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 11/68
EP =entre parafusos consecutivos =6.d =6. 1,6 =9,6 ~10 cm ;
BD =bordo descarregado =1,5.d =1,5. 1,6 =2,4 ~2,5 cm
f.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo =1,5 . d =1,5. 1,6 =2,4 ~2,5 cm ;
EP =entre linhas de parafusos =3.d =3. 1,6 =4,8 ~5 cm

g) croquis :













Exercício 6.5 – (4
o
TE-2005) Projetar a ligação entre as peças de madeira indicadas nas figuras,
solicitada à compressão, usando parafusos (d =5/8”=1,6cm) como meio ligante :
1- E.L.U.=Combinação normal.
2- Critério da NBR-7190/1997.
3- Dimensões em centímetros.
4- Madeira ANGELIM PEDRA, 2
a
. categoria :
f
c,0,m
=59,8 MPa.
5- Esforços atuantes :
C
k
=C
gk
+C
qk
, C
gk
=10 kN (permanente),
C
qk
=4 kN ;(vento de sobrepressão).
Solução :
a) combinação das ações :
C
d
=1,4 . (10 +0,75 . 4) =18,2 kN.

b) propriedades mecânicas de ANGELIM PEDRA :
f
c0m
=59,8 MPa =5,98 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7 . f
c0m
=0,7 . 5,98 =4,19 kN/cm
2
;
7,5
2,5
2,5
7d
Seção
7,5
Elevação
2,5
10
6d
4d
1,5d
5
5
5/8"
20
250mm
6 parafusos  = 5/8”
Elevação
120
o
16,5
9
C
k
6,5

6,5

9

5
Seção
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 12/68
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 67 , 1
4 , 1
19 , 4
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

c) resistência do parafuso na ligação :
a escolha do diâmetro do parafuso já foi estabelecida no enunciado : d =5/8”.
c.1) verificação da condição da NBR-7190 :
d 2 ) t menor ( t > , ou seja : t =4,5 >2 . 1,6 =3,2 .
c.2) peças laterais :
t =t
1
=6,5 cm ;
0
60 = o ;
f
eod
=f
c0d
=1,67 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25. f
c0d
.
E
o ;
E
o =1,52 para d =5/8”
f
e90d
=0,25. 1,67. 1,52 = 0,64 kN/cm
2
;
o + o
=
o 2
d , 90 , e
2
d , 0 , e
d , 90 , e d , 0 , e
d e
cos . f sen . f
f . f
f ;
2
2 2 d , 60 , e
cm / kN 75 , 0
60 cos . 64 , 0 60 sen . 67 , 1
64 , 0 . 67 , 1
f =
+
= ;
06 , 4
6 , 1
5 , 6
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
73 , 6
75 , 0
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | embutimento da madeira :
kN 13 , 3 75 , 0 .
06 , 4
5 , 6
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
c.3) peça central :
= = =
2
9
2
t
t
2
4,5 cm ;
0
0 = o ;
8 , 2
6 , 1
5 , 4
d
t
= = = | ;
2
yd
cm / kN 8 , 21 f = ;
f
e0d
=f
c0d
=1,67 kN/cm
2
;
52 , 4
67 , 1
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;
lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 13/68
kN 81 , 4 67 , 1 .
81 , 2
5 , 4
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
c.4) resistência efetiva do pino :
prevalece o menor : R
Vd1
=3,13 kN R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 3,13 =6,26 kN .

d) número de parafusos necessários :
| = = = 3 ~ 9 , 2
26 , 6
2 , 18
R
C
n
2 Vd
d
.

e) disposição dos parafusos :
e.1) direção paralela à carga :
BC = 4.d =4. 1,6 =6,4 ;
BD = 4.d =4. 1,6 =6,4 ;
1,5.d =1,5. 1,6 =2,4 .
e.2) direção normal à carga :
BE = 1,5 . d =1,5. 1,6 =2,4 ;
EP = 3.d =3. 1,6 =4,8 .

f) croquis :








Exercício 6.6 – (EF-2005) Projetar a ligação entre as peças de madeira indicadas nas figuras,
solicitada à compressão, usando parafusos (d =1/2”=1,27 cm) como meio ligante :
1) E.L.U. =Combinação normal.
2) Critério da NBR-7190/1997.
3) Dimensões em centímetros.
4) Madeira DICOTILEDÔNEA C-20, 2
a
. categoria :
f
c,0,K
=20,0 MPa.
5) Esforços atuantes :
C
k
=C
gk
+C
qk
, C
gk
= 3 kN (permanente),
C
qk
= 7 kN (sobrecarga).
5
3,25
3,25
2,5 6,5
3 parafusos  = 5/8”
130
o
El evação
C
k

12
16
Seção
4 4
C
k

6,5
5
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 14/68
Solução :
a) combinação das ações :
C
d
=1,4 . (3 +7) =14,0 kN.

b) propriedades mecânicas de DICOTILEDÔNEA C-20:
f
cok
=20 MPa =2,0kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 8 , 0
4 , 1
0 , 2
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

c) resistência do parafuso na ligação :
a escolha do diâmetro do parafuso já foi estabelecida no enunciado : d =1/2” (1,27 cm) .
c.1) verificação da condição da NBR-7190 :
d 2 ) t menor ( t > , ou seja : t =t
2
/2 =6,5/2 =3,25 >2. 1,27 =2,54. verifica !
c.2) peças laterais :
t =t
1
=4 cm ;
0
50 = o ;
f
eod
=f
c0d
=0,8 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25. f
c0d
.
E
o ;
E
o =1,68 p/d=1/2”
f
e90d
=0,25. 0,8. 1,68 = 0,34 kN/cm
2
;
o + o
=
o 2
d , 90 , e
2
d , 0 , e
d , 90 , e d , 0 , e
d e
cos . f sen . f
f . f
f ;
2
2 2 d , 50 , e
cm / kN 45 , 0
50 cos . 34 , 0 50 sen . 8 , 0
34 , 0 . 8 , 0
f =
+
= ;
15 , 3
27 , 1
4
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
74 , 8
45 , 0
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | .

lim
| < | embutimento da madeira :
kN 90 , 0 45 , 0 .
15 , 3
4
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
c.3) peça central :
= = =
2
5 , 6
2
t
t
2
3,25 cm ;
0
0 = o ;
56 , 2
27 , 1
25 , 3
d
t
= = = | ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 15/68
2
yd
cm / kN 8 , 21 f = ;
f
e0d
=f
c0d
=0,8 kN/cm
2
;
53 , 6
8 , 0
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;
lim
| < | ,
portanto, embutimento da madeira : kN 32 , 1 8 , 0 .
56 , 2
25 , 3
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
c.4) resistência efetiva do pino :
prevalece o menor valor : R
Vd1
=0,91 kN R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 0,90 =1,8 kN .

d) número de parafusos necessários :
" 2 / 1 8 ~ 8 , 7
8 , 1
14
R
C
n
2 Vd
d
| = = = .

e) disposição dos parafusos : f) croquis :
e.1) direção paralela à carga :
BC = 4.d =4. 1,27 =5,1 ;
EP = 6.d =6. 1,27 =7,7 ;
BD = 4.d =4. 1,27 =5,1 ;
1,5.d =1,5. 1,27 =1,9 .
e.2) direção normal à carga :
BE = 1,5 . d =1,5. 1,27 =1,9 ;
EP = 3.d =3. 1,27 =3,9 .



Exercício 6.7 : (4
o
. TE 2006) Projetar a ligação entre
as peças (1) e (2) do nó de uma treliça de madeira
indicado nas figuras, usando parafusos como meio
ligante, segundo o critério da NBR-7190,
considerando ;
1- Diâmetro do parafuso d = ½” (1,27cm).
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Madeira : EUCALIPTO GRANDIS,
2
A
. categoria, qualidade estrutural.
4- Esforços atuantes :
8 parafusos  = 1/2”
2
3X4cm
2
4
6
2
T
k
1
9
,
5

3,25
2,5
90
o
SEÇÃO
ELEVAÇÃO
1
2
45
o
1
2
3,25
9,5
9,5
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 16/68
T
k
=T
Gk
+T
Qk
; T
Gk
=3 kN (permanente) ; T
Qk
=3,3 kN (sobrecarga).
Solução :
a) combinação das ações :
T
d
=1,4 . (3 +3,3) =8,82 kN.

b) propriedades mecânicas do EUCALIPTO GRANDIS :
f
c0m
=40,3 MPa =4,03 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7 . f
c0m
=0,7 . 4,03 =2,82 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 13 , 1
4 , 1
82 , 2
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

c) escolha do diâmetro do parafuso :
Adotado d =1/2” (1,27 cm), como estabelecido no enunciado.
Verifica-se a condição d 2 t > , já que o menor valor de “t” será 3,25 cm :
t
MIN
=3,25 cm >2 . 1,27 =2,54.

d) resistência do parafuso na ligação :
d.1) peças laterais :
t =t
1
=t
3
=3,25 cm ;

0
0 = o ;
56 , 2
27 , 1
25 , 3
d
t
= = = |
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,13 kN/cm
2
;
5 , 5
13 , 1
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 86 , 1 13 , 1 .
56 , 2
25 , 3
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
=
R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 1,86 =3,72 kN .
d.2) peça central :
= = =
2
5 , 9
2
t
t
2
4,75 cm ;

0
90 = o ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 17/68
74 , 3
27 , 1
75 , 4
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,13 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
.
E
o ;

E
o = 1,68 , para d =1,27 cm ;
f
e90d
=0,25. 1,13. 1,68 = 0,47 kN/cm
2
;
48 , 8
47 , 0
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 14 , 1 47 , 0 .
74 , 3
75 , 4
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 1,14 =2,28 kN .
d.3) capacidade efetiva do pino :
prevalece o menor valor : R
Vd2
=2,28 kN .

e) número de parafusos necessários :
| = = = 4 ~ 9 , 3
28 , 2
82 , 8
R
T
n
2 Vd
d
.

f) disposição dos parafusos :
f.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado = 7.d =7. 1,27 =8,9 cm ;
4.d =4. 1,27 =5,1 cm ;
EP =entre parafusos consecutivos =6.d =6. 1,27 =7,7 cm ;
BD =bordo descarregado =1,5.d =1,5. 1,27 =2 cm.
f.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo =1,5 . d =1,5. 1,27 =2 cm ;
EP =entre linhas de parafusos =3.d =3. 1,27 =3,9 cm.

g) croquis :




mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 18/68
T
k2
T
k1 T
k,RES







Exercício 6.8 (EX.FINAL 2006) : Projetar a ligação entre as peças (1) e (2) do nó de uma
treliça de madeira indicado nas figuras, usando parafusos como meio ligante, segundo o
critério da NBR-7190, considerando ;
1- Diâmetro do parafuso d = 5/8” (1,6cm).
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Madeira : AROEIRA DO SERTÃO,
2
A
. categoria, qualidade estrutural.
4- Esforços atuantes :
T
k1
= T
Gk1
+ T
Qk1
; T
k2
= T
Gk2
+ T
Qk2

T
Gk1
= 30 kN ; T
Gk2
= 18 kN (permanentes) ;
T
Qk1
= 50 kN ; T
Qk2
= 35 kN (sobrecargas) .

Solução :
a) combinação das ações : E.L.U. : Combinação normal :
T
k,RESULTANTE
=T
k1
- T
k2
=(T
Gk1
– T
Gk2
) +(T
Qk1
– T
Qk2
) ;
T
k,RESULTANTE
=(30 – 18) +(50 – 35) kN ;
T
k,RESULTANTE
=12 kN +15 kN ;
T
d
=1,4 . (12 +18) =37,8 kN.

b) propriedades mecânicas da AROEIRA DO SERTÃO :
f
c0m
=101,7 MPa =10,17 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7 . f
c0m
=0,7 . 10,17 =7,12 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 85 , 2
4 , 1
12 , 7
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .
c) parafuso d =5/8” =1,6 cm. :
Verifica-se a condição d 2 t > , já que o menor valor de “t” será 4,5 cm :
t
MIN
=4,5 cm >2 . 1,6 =3,2.


d) resistência do parafuso na ligação :
T
k2
T
k1
2,5
T
k2
2
4
,
5

ELEVAÇÃO
1
2
2,5
T
k1
19,5
4,5
SEÇÃO
9,5
4,5
2
1
3
3
3 3
3
19,5
6,5
2,5
2,5
6,5
8,0
2,5 2,5
4,5
4 parafusos  = 1/2”
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 19/68
d.1) peças laterais :
t =t
1
=t
3
=4,5 cm ;

0
0 = o ;
81 , 2
6 , 1
5 , 4
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=2,85 kN/cm
2
;
46 , 3
85 , 2
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 2 , 8 85 , 2 .
81 , 2
5 , 4
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 8,2 =16,4 kN .
d.2) peça central :
= = =
2
5 , 9
2
t
t
2
4,75 cm ;

0
90 = o ;
97 , 2
6 , 1
75 , 4
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=2,85 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
.
E
o ;

E
o = 1,52 , para d =1,6 cm ;
f
e90d
=0,25. 2,85. 1,52 = 1,08 kN/cm
2
;
61 , 5
08 , 1
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 29 , 3 08 , 1 .
97 , 2
75 , 4
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 3,29 =6,58 kN .
d.3) capacidade efetiva do pino :
prevalece o menor valor : R
Vd2
=6,58 kN .
e) número de parafusos necessários :
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 20/68
| = = = 6 ~ 7 , 5
58 , 6
8 , 37
R
T
n
2 Vd
d
.

f) disposição dos parafusos :
f.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado = 4.d =4. 1,6 =6,4 cm ;
EP =entre parafusos consecutivos = 6.d =6. 1,6 =9,6 cm ;
BD =bordo descarregado = 1,5.d =1,5. 1,6 =2,4 cm
f.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo = 1,5 . d =1,5. 1,6 =2,4 cm ;
EP =entre linhas de parafusos = 3.d =3. 1,6 =4,8 cm.

g) croquis :






Exercício 6.9 : Projetar a ligação entre o montante e
o banzo superior (asna) da tesoura composta por
troncos de madeira, indicada nas figuras.
1- Madeira : EUCALIPTO CITRIODORA,
2
a
. categoria, qualidade estrutural.
2- Critério da NBR-7190.
3- ELU : Combinação normal.
4- Dimensões em centímetros.
5- Esforços atuantes : T
k
=T
Gk
+T
Qk
;
T
Gk
=10 kN (permanente);
T
Qk
=15 kN (vento de sobrepressão).
Solução :
A solução usual para este tipo de ligação é o
uso de parafusos e cintas de aço, de pequena
largura. A figura ao lado mostra esta solução.

O dimensionamento da mesma será executado considerando-se o apoio dos
parafusos na peça 2, e nas cintas de aço.
2,5
2
4
,
5

2,5
19,5
7
10
2,5
2,5 2,5
2x 7,25
6 parafusos  = 5/8”
Seção
T
k

Elevação
 =10
 =10
 =15
T
k

 =10
 =15
1
2
3
4
1
2
L
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 21/68
Deverá ser feita a verificação das tensões de apoio da cinta de aço na peça 1, ao
esmagamento.
Também não deve deixar de ser ressaltado, o cálculo da capacidade dos parafusos, em
contato com as tiras de aço : este cálculo será executado à luz da Norma NBR-8800. Estes
mesmo procedimentos também foram indicados na solução do exercício proposto 6.19.
As tensões de tração geradas na cinta de aço deverão ser verificadas para o esforço de
tração respectivo.

a) combinação das ações :
T
d
=1,4. (10 +0,75*. 15) =29,8 kN. *redução da ação do vento, que é de curta
duração, para transformar o resultado em efeito de longa duração.

b) propriedades mecânicas do EUCALIPTO CITRIODORA :
f
c0m
=62,0 MPa =6,2 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7. f
c0m
=0,7. 6,2 =4,34 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 74 , 1
4 , 1
34 , 4
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= ;
f
c90d
=0,25. f
c0d
=0,25. 1,74 =0,43 kN/cm
2
;
o + o
=
o 2
d , 90 , c
2
d , 0 , c
d , 90 , c d , 0 , c
d c
cos . f sen . f
f . f
f ;
2
2 2 d , 60 , c
cm / kN 53 , 0
60 cos . 43 , 0 60 sen . 74 , 1
43 , 0 . 74 , 1
f =
+
= .

c) escolha do diâmetro do parafuso :
sendo “Φ” o diâmetro da peça a ser ligada (2) :
0 , 2 d 6 , 1 ; 10 .
5
1
d 10 .
6
1
; .
5
1
d .
6
1
s s s s | s s | ;
ou seja : d =5/8” ou 3/4”;
Adotaremos d =5/8” (1,6 cm) ;
Verifica-se a condição d 2 t > , já que o valor de “t” será 5,0 cm.
( ) cm 2 , 3 6 , 1 . 2 d . 2 5 t = = > = .

d) resistência do parafuso na ligação :
d.1) no contato com a chapa de aço (3) :
cálculo de acordo com a NBR-8800 : >>11,12 kN .
d.2) no contato com a peça central (2):
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 22/68
= = =
2
10
2
t
t
2
5,0 cm ;

0
0 = o ;
13 , 3
6 , 1
0 , 5
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,74 kN/cm
2
;
43 , 4
74 , 1
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 56 , 5 74 , 1 .
13 , 3
0 , 5
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
=
R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 56 , 5 =11,12 kN .
d.3) capacidade efetiva do pino :
prevalece o menor valor : R
Vd2
=11,12 kN .

e) número de parafusos necessários :
| = = = 3 ~ 7 , 2
12 , 11
8 , 29
R
T
n
2 Vd
d
.

f) disposição dos parafusos :
f.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado = 7.d =7. 1,6 =11,2 ~12 cm ;
EP =entre parafusos consecutivos =6.d =6. 1,6 =9,6 ~10 cm ;
f.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo =1,5. d =1,5. 1,6 =2,4 ~5,0 cm.


g) Verificação das tensões de contato na peça 1 :
3 . 10
8 , 29
A
N
CONTATO
d
d 1
= = o =0,99 kN/cm
2
>>f
c60d
=0,53.
É necessário aumentar a área de contato !
L . 10
8 , 29
A
N
53 , 0
CONTATO
d
d 1
= = = o ;
1
1
d 1
o
L=3
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 23/68
cm 6 , 5
53 , 0 . 10
8 , 29
L = > ~6 cm.

h) croquis :







Exercício 6.10 : (4
o
. TE 2007) Projetar a ligação
entre as peças de madeira indicadas nas figuras,
usando parafusos como meio ligante.
DADOS :
1- Diâmetro do parafuso d = ½” (1,25cm).
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Madeira : Dicotiledônea C-60,
2
A
. categoria, qualidade estrutural.
4- Critério da NBR-7190.
5- Esforços atuantes :
N
k
=N
Gk
+N
Qk
; N
Gk
=5 kN (permanente) ; N
Qk
=25 kN (sobrecarga).
6- Estados limites últimos, combinações normais.
Solução :
a) combinação das ações :
N
d
=1,4. 5 +1,4. 25 =42 kN.

b) propriedades mecânicas da di cotiledônea C-60 :
f
c0k
=60 MPa =6,0 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 4 , 2
4 , 1
0 , 6
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

c) verificação da escolha do diâmetro do parafuso :
Adotado d =1/2” (1,25 cm), como estabelecido no enunciado.
Verifica-se a condição d 2 t > , já que o menor valor de “t” será 3,75 (7,5/2) cm :
t
MIN
=3,75 cm >2. 1,25 =2,5. verifica!

5/8"
20
110mm
12
10
10
5
6
SEÇÃO
N
k
5 5 7,5
ELEVAÇÃO
45
o
N
k
15
15
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 24/68
d) resistência do parafuso na ligação :
d.1) peça central :
t =t
2
/2 =7,5 / 2 =3,75 cm ;

0
0 = o ;
3
25 , 1
75 , 3
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=2,4 kN/cm
2
;
77 , 3
4 , 2
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento (esmagamento) da madeira :
kN 5 , 4 4 , 2 .
0 , 3
75 , 3
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 4,5 =9,0 kN .
d.2) peças laterais :
cm 5 t t t
3 1
= = = ;

0
45 = o ;
0 , 4
25 , 1
5
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=2,4 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
.
E
o ;

E
o = 1,68 , para d =1,27 cm ;
f
e90d
=0,25. 2,4. 1,68 = 1,01 kN/cm
2
;
o + o
=
o 2
d , 90 , c
2
d , 0 , c
d , 90 , c d , 0 , c
d c
cos . f sen . f
f . f
f ;
2
2 2 d , 45 , c
cm / kN 42 , 1
45 cos . 01 , 1 45 sen . 4 , 2
01 , 1 . 4 , 2
f =
+
= ;
9 , 4
42 , 1
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 55 , 3 42 , 1 .
4
5
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 25/68
R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 3,55 =7,1 kN .
d.3) capacidade efetiva do pino :
prevalece o menor valor : R
Vd2
=7,1 kN .

e) número de parafusos necessários :
| = = = 6 ~ 9 , 5
1 , 7
42
R
T
n
2 Vd
d
.

f) disposição dos parafusos :
f.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado = 4.d =4. 1,25 =5,0 cm ;
EP =entre parafusos consecutivos = 6.d =6. 1,25 =7,5 cm ;
BD =bordo descarregado = 1,5.d =1,5. 1,25 =1,9 cm
f.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo = 1,5.d =1,5. 1,25 =1,9 cm ;
EP =entre linhas de parafusos = 3.d =3. 1,25 =3,8 cm.

g) croquis :





Exercício 6.11 : (EF 2007) Projetar a ligação entre
as peças de madeira indicadas nas figuras, usando
parafusos como meio ligante.
DADOS :
1- Diâmetro do parafuso d = 3/8” (0,95cm).
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Madeira : CANELA, 2
A
. categoria, qualidade estrutural.
4- Critério da NBR-7190.
5- Esforços atuantes :
N
k
=N
Gk
+N
Qk
; N
Gk
=2 kN (permanente) ; N
Qk
=9,5 kN (vento).
6- Estados limites últimos, combinações normais.
Solução :
a) combinação das ações :
N
d
=1,4. 2 +0,75. 1,4. 9,5 =12,78 kN.
6 parafusos  = 1/2”
SEÇÃO ELEVAÇÃO
15
15
2,5
7,5
5
2,5
2,5
5
5
ELEVAÇÃO
60
o
N
k
12,5
10
SEÇÃO
2,5
N
k
2,5
7,5
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 26/68

b) propriedades mecânicas da CANELA :
f
c0m
=48,7 MPa =4,87 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7. 4,87 =3,41 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 36 , 1
4 , 1
41 , 3
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

c) verificação da escolha do diâmetro do parafuso :
Adotado d =3/8” (0,95 cm), como estabelecido no enunciado.
Verifica-se a condição d 2 t > , já que o menor valor de “t” será 2,5 cm :
t
MIN
=2,5 cm >2. 0,95 =1,9 verifica!

d) resistência do parafuso na ligação :
d.1) peças laterais :
t =t
1
=t
3
=2,5 cm ;

0
0 = o ;
6 , 2
95 , 0
5 , 2
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,36 kN/cm
2
;
0 , 5
36 , 1
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento (esmagamento) da madeira :
kN 30 , 1 36 , 1 .
6 , 2
5 , 2
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 1,30 =2,60 kN .
d.2) peça central :
cm 75 , 3
2
5 , 7
2
t
t
2
= = = ;

0
60 = o ;
95 , 3
95 , 0
75 , 3
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,36 kN/cm
2
;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 27/68
f
e90d
=0,25 . f
c0d
.
E
o ;

E
o = 1,95 , para d =0,95 cm ;
f
e90d
=0,25. 1,36. 1,958 = 0,66 kN/cm
2
;
o + o
=
o 2
d , 90 , c
2
d , 0 , c
d , 90 , c d , 0 , c
d c
cos . f sen . f
f . f
f ;
2
2 2 d , 60 , c
cm / kN 76 , 0
60 cos . 66 , 0 60 sen . 36 , 1
66 , 0 . 36 , 1
f =
+
= ;
68 , 6
76 , 0
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 08 , 1 76 , 0 .
95 , 3
75 , 3
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 1,09 =2,18 kN .
d.3) capacidade efetiva do pino :
prevalece o menor valor : R
Vd2
=2,18 kN .

e) número de parafusos necessários :
| = = = 6 ~ 9 , 5
18 , 2
78 , 12
R
N
n
2 Vd
d
.

f) disposição dos parafusos :
f.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado = 4.d =4. 0,95 =3,8 ~4 cm ;
EP =entre parafusos consecutivos = 6.d =6. 0,95 =5,7 ~6 cm ;
BD =bordo descarregado = 1,5.d =1,5. 0,95 =1,5 cm.
f.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo = 1,5.d =1,5. 1,25 =1,9 cm ;
EP =entre linhas de parafusos = 3.d =3. 1,25 =3,8 cm.

g) croquis :





6 parafusos  = 3/8”
2,0
ELEVAÇÃO
5,0
3,0
3,0
2,0
5,0
2,5
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 28/68
19
ELEVAÇÃO
60
o
C
k
9
SEÇÃO
4
C
k
4 4
Exercício 6.12 : (4º.TE 2008) Projetar a ligação entre
as peças de madeira indicadas nas figuras, usando
parafusos d=3/8” (0,95cm) como meio ligante.
Considerar :
1- Critério da NBR-7190/1997.
2- Dimensões indicadas em cm.
3- ELU - Combinação normal.
4- Madeira : ANGELIM FERRO, 2
a
. categoria, qualidade estrutural.
5- Esforços atuantes :
C
k
= C
Gk
+ C
Qk
; C
Gk
=8 kN (permanente),C
Qk
=12 kN (sobrecarga).

Solução :
a) combinação das ações :
T
d
=1,4 . (8 +12) =28 kN.

b) propriedades mecânicas do ANGELIM FERRO :
f
c0m
=79,5 MPa =7,95 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7 . f
c0m
=0,7. 7,95 =5,565 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 226 , 2
4 , 1
565 , 5
. 56 , 0
f
. k f
= =
¸
= .

c) diâmetro do parafuso :
Indicado d =3/8” (0,95 cm).
Verifica-se a condição d 2 t > , já que o menor valor de “t” será 2 cm (peça central).

d) resistências do parafuso na ligação :
d.1) peça central :
t =t
2
/2 =4/2 =2 cm ;
0
0 = o ;
105 , 2
95 , 0
2
d
t
= = = |
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
ed
=f
c0d
=2,226 kN/cm
2
;
91 , 3
226 , 2
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 29/68
lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 69 , 1 226 , 2 .
105 , 2
2
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
R
Vd2
=2 . R
Vd1
=2. 1,69 =3,38 kN .
d.2) peças laterais :
t = = =
3 1 t t
4 cm ;
0
60 = o ;
21 , 4
95 , 0
4
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=2,226 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
.
E
o ;
E
o = 1,95 , para d =0,95 cm ;
f
e90d
=0,25. 2,226. 1,95 = 1,085 kN/cm
2
;
60 cos . f 60 sen . f
f . f
f
cos . f sen . f
f . f
f
2
d , 90 , e
2
d , 0 , e
d , 90 , e d , 0 , e
d , 60 , e 2
d , 90 , e
2
d , 0 , e
d , 90 , e d , 0 , e
d e
+
= =
o + o
=
o
;
2
2 2 d , 60 , e
cm / kN 244 , 1
60 cos . 085 , 1 60 sen . 226 , 2
085 , 1 . 226 , 2
f
=
+
= ;
23 , 5
244 , 1
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;
lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 89 , 1 244 , 1 .
21 , 4
4
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
R
Vd2
=2 . R
Vd1
=2. 1,89 =3,78 kN .
d.3) resistência efetiva do pino :
prevalece o menor valor : R
Vd2
=3,38 kN .

e) número de parafusos necessários :
| = = =
9 ~ 3 , 8
38 , 3
28
R
C
n
2 Vd
d .

f) disposição dos parafusos :
f.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado = 4.d =4. 0,95 =3,8 ~4 cm ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 30/68
EP =entre parafusos consecutivos =6.d =6. 0,95 =5,7 ~6 cm ;
BD =bordo descarregado =1,5.d =1,5. 0,95 =1,5 ~2 cm
f.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo =1,5. d =1,5. 0,95 =1,5 cm ;
EP =entre linhas de parafusos =3.d =3. 0,95 =2,9 ~3 cm

g) croquis :








Exercício 6.13 : (Exame Final 2008) Projetar a ligação entre as peças de madeira indicadas
nas figuras, usando parafusos (ɸ =3/8”) como meio ligante.
1- Madeira : AROEIRA DO SERTÃO, 2ª.
categoria, qualidade estrutural.
2- Dimensões em centímetros.
3- Critério da NBR-7190/1997.
4- Esforços atuantes :
T
k
=T
Gk
+T
Qk
; T
Gk
=6 kN (permanente) ;
T
Qk
=10 kN (sobrecarga).
5- Estado Limite Último – combinação normal.
Solução :
a) combinação das ações :
T
d
=1,4 . (6 +10) =22,4 kN.

b) propriedades mecânicas da AROEIRA do SERTÃO :
f
c0m
=101,7 MPa =10,17 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7. f
c0k
=0,7. 10,17 kN/cm
2
=7,12 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 85 , 2
4 , 1
12 , 7
. 56 , 0
f
. k f
= =
¸
= .

c) verificação do diâmetro do parafuso :
Verifica-se a condição d 2 t > , já que o menor valor de “t” será 2,5 cm (2,5 >2.0,95=1,9).
9 parafusos  = 3/8”
19
ELEVAÇÃO
3
SEÇÃO
4
4 4
3
1,5
1,5
5
6
6
4
Elevação
T
k

10
12,5
12,5
7,5

2,5
2,5
T
k

Seção
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 31/68

d) resistência do parafuso na ligação :
d.1) peças laterais :
t =t
1
=t
3
=2,5 cm ;

0
0 = o ;
63 , 2
95 , 0
5 , 2
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
ed
=f
c0d
=2,85 kN/cm
2
;
46 , 3
85 , 2
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 71 , 2 85 , 2 .
63 , 2
5 , 2
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
=
R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 2,71 =5,42 kN .
d.2) peça central :
= = =
2
5 , 7
2
t
t
2 3,75 cm ;

0
90 = o ;
95 , 3
95 , 0
75 , 3
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=2,85 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
.
E
o ;

E
o = 1,95 , para d =0,95 cm ;
f
e90d
=0,25. 2,85. 1,95 = 1,39 kN/cm
2
;
95 , 4
39 , 1
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 98 , 1 39 , 1 .
95 , 3
75 , 3
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
=
R
Vd2
=2. R
Vd1
=2. 1,98 =3,96 kN .
d.3) capacidade efetiva do pino :
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 32/68
prevalece o menor valor : R
Vd2
=3,96 kN .

e) número de parafusos necessários :
| = = =
6 ~ 7 , 5
96 , 3
4 , 22
R
T
n
2 Vd
d .

f) disposição dos parafusos :
f.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado = 7. d =7. 0,95 =6,7 ~7 cm ;
4. d =4. 0,95 =3,8 ~4 cm ;
EP =entre parafusos consecutivos =6. d =6. 0,95 =5,7 ~6 cm ;
BD =bordo descarregado =1,5. d =1,5. 0,95 =1,5 ~2 cm.
f.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo =1,5. d =1,5. 0,95 =1,5 ~2 cm ;
EP =entre linhas de parafusos =3. d =3. 0,95 =2,9 ~3 cm

g) croquis :












Exercício 6.14 : (Nova Avaliação 2008) Projetar a ligação entre
as peças de madeira indicadas nas figuras, usando parafusos (ɸ
=3/8”=0,95cm) como meio ligante.
1- Madeira : PINUS ELLIOTTII, 2ª. categoria,
qualidade estrutural.
2- Dimensões em centímetros.
3- Critério da NBR-7190/1997.
4- Esforços atuantes :
3/8"
25
125mm
1,5d
7d
Elevação
5
2
Seção
6 parafusos  = 3/8”
1,5d
6d 4d
1,5d
6 4 2,5
7,5
2
3
3
ELEVAÇÃO
T
k

1
2
,
5

2
,
5

5
T
k

SEÇÃO
2
,
5

5
5
1
2
,
5

7,5
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 33/68
T
k
=T
Gk
+T
Qk
; T
Gk
=2,5 kN (permanente) ; T
Qk
=3,0 kN (sobrecarga).
5- Estado Limite Último – combinação normal.
Solução :
a) combinação das ações :
T
d
=1,4 . (2,5 +3,0) =7,7 kN.

b) propriedades mecânicas do PINUS ELLIOTTII :
f
c0m
=40,4 MPa =4,04 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7. f
c0k
=0,7. 4,04 kN/cm
2
=2,83 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 13 , 1
4 , 1
83 , 2
. 56 , 0
f
. k f
= =
¸
= .

c) verificação do diâmetro do parafuso :
Verifica-se a condição d 2 t > , já que o menor valor de “t” será 2,5 cm (2,5>2.0,95=1,9).

d) resistência do parafuso na ligação :
d.1) peças verticais :
t =t
1
ou t
3
/2 =2,5 ou 5/2 =2,5cm ;

0
0 = o ;
63 , 2
95 , 0
5 , 2
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
ed
=f
c0d
=1,13 kN/cm
2
;
49 , 5
13 , 1
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 07 , 1 13 , 1 .
63 , 2
5 , 2
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
=
R
Vd4
=4. R
Vd1
=4. 1,07 =4,28 kN .
d.2) peças horizontais :
= = =
2
0 , 5
2
t
t
2 2,5 cm ;

0
90 = o ;
63 , 2
95 , 0
5 , 2
d
t
= = = | ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 34/68
2
s
yk
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=1,13 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
.
E
o ;

E
o = 1,95 , para d =0,95 cm ;
f
e90d
=0,25. 1,13. 1,95 = 0,55 kN/cm
2
;
87 , 7
55 , 0
8 , 21
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 53 , 0 55 , 0 .
63 , 2
5 , 2
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
=
R
Vd4
=4. R
Vd1
=4. 0,53 =2,12 kN .
d.3) capacidade efetiva do pino :
prevalece o menor valor : R
Vd4
=2,12 kN .

e) número de parafusos necessários :
| = = =
4 ~ 7 , 3
12 , 2
7 , 7
R
T
n
2 Vd
d .

f) disposição dos parafusos :
f.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado = 7. d =7. 0,95 =6,7 ~7 cm ;
4. d =4. 0,95 =3,8 ~4 cm ;
EP =entre parafusos consecutivos =6. d =6. 0,95 =5,7 ~6 cm ;
BD =bordo descarregado =1,5. d =1,5. 0,95 =1,5 ~2 cm.
f.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo =1,5. d =1,5. 0,95 =1,5 ~2 cm ;
EP =entre linhas de parafusos =3. d =3. 0,95 =2,9 ~3 cm

g) croquis :




3/8"
25
200mm
4 parafusos  = 3/8”
1,5d
5
2
4d
1,5d 1,5d 3d
3,5 2
7d
2,5
4
6
6d
Elevação
Seção
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 35/68
Exercício 6.15 : Projetar a emenda do exercício 6.1,
entre as peças de madeira indicadas nas figuras,
usando pregos como meio ligante.
a. Madeira : Garapa Rorai ma.
b. Dimensões em centímetros.
c. Critério da NBR-7190.
d. Esforços atuantes :
T
k
=T
Gk
+T
Qk
; T
Gk
=12 kN (permanente) ; T
Qk
=15 kN (vento de sobrepressão).
Solução :
a) montagem da emenda :
repetiremos a montagem do exercício
6.1, adotando duas peças laterais de
2,5 X 15 cm
2
.

b) combinação das ações :
T
d
=1,4 . (12 +0,75 . 15) =32,6 kN.

c) propriedades mecânicas da Garapa Roraima :
f
c0m
=78,4 MPa =7,84 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7 . f
c0m
=0,7 . 7,84 =5,48 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 20 , 2
4 , 1
48 , 5
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

d) escolha do prego :
d.1) diâmetro do prego :
Uma sugestão razoável, que costuma trazer bons resultados finais, é tomar o
diâmetro do prego situado entre 1/10 e 1/7 da espessura da peça mais delgada.
Sendo assim : mm 6 , 3 d mm 5 , 2 ; mm 25 .
7
1
d mm 25 .
10
1
s s s s ;
Como d > 3,0 mm (NBR-7190), os diâmetros sugeri dos são d =3,0 ou 3,4 mm.
Adotaremos d =3,4 mm, o mais grosso dos sugeridos, esperando uma maior
capacidade do prego.
d.2) comprimento do prego :
Devemos sempre tentar a escolha de um comprimento do prego suficientemente
longo, para possibilitar o maior número possível de seções de corte.
Neste caso :
2,5 2,5
7,5
15
T
k

El evação
Seção
7,5
15
T
k

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 36/68
¹
´
¦
= + +
= + +
=
mm 125 25 75 25
mm 141 4 , 3 . 12 75 25
valor menor L
SC 2 , MIN










Consultando a tabela 23, vemos que para este diâmetro, o maior comprimento
disponível comercialmente é 83 mm, impossibilitando as duas seções de corte.
Desta forma, resta a opção de manter o diâmetro e projetar ligações com apenas
uma seção de corte :

¹
´
¦
= +
= +
=
mm 100 75 25
mm 66 4 , 3 . 12 25
valor menor L
SC 1 , MIN

O prego utilizado portanto, será a bitola
(18 X 30) :



d.3) análise da interferência dos pregos que
são cravados de faces opostas :
Podemos usar pregos espaçados em 6d,
na direção da carga, e considerar no
calculo t =t
2
= 7,5 cm, ou colocar os
pregos de topo (desencontrados) e
considerar t =t
2
/2 =3,75 cm. Como no
dimensionamento vai prevalecer t =t
1
=
2,5 cm, a segunda opção vai possibilitar
uma ligação mais compacta.

d.4) verificação das condições da NBR-7190 :
cm 7 , 1 34 , 0 . 5 ) d 4 ou ( d . 5 ) ada lg de mais peça na ( 5 , 2 t = = > = . verifica !

t
3
t
4
t
2
t
1
d
pregos :
0 ef
d d se * *
* * d 4 ou d 5 t


* ou
t
2
t
, t
t
3
2
1











3
4
t
d . 12
t
2
t
2

2
t
2

L =69mm
d =3,4 mm
t
4
t
2
t
1
d
pregos :
0 ef
d d se * *
* * d 4 ou d 5 t


* ou
t
t
t
2
1
¹
´
¦
=
¹
´
¦
=
>
2
4
t
d . 12
t
2
t
2
2
t
2
t
4

6d
t
2
t
4

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 37/68
e) resistência do prego na ligação :
Como todas as peças envolvidas na ligação têm esforço paralelo às fibras, basta
verificar as peças laterais, onde t =2,5 cm (mais delgada).
t =t
1
=t
3
=2,5 cm ;
35 , 7
34 , 0
5 , 2
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=2,20 kN/cm
2
;
22 , 6
20 , 2
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| > | , portanto, flexão do pino ;
kN 63 , 0 55 , 54 .
22 , 6
34 , 0
. 625 , 0 f .
d
. 625 , 0 R
2
yd
lim
2
1 Vd
= =
|
= .

f) número de pregos necessários :
52
63 , 0
6 , 32
R
T
n
1 Vd
d
= = = , 26 em cada face ;
Serão colocados 54, por simetria ; total na ligação (emenda) =108 |

g) disposição dos pregos :
g.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado =7.d =7. 0,34 =2,4 ~2,5 cm ;
EP =entre pregos consecutivos =6.d =6. 0,34 =2,1 ~2,5 cm ;
BD =bordo descarregado =4.d =não há BD nesta ligação.
g.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo =1,5 . d =1,5 . 0,34 =0,6 ~1,5 cm ;
EP =entre linhas de pregos =3.d =3 . 0,34 =1,1 ~1,5 cm .

h) croquis :






2,5 2,5 2,5 2,5
1
0

X

1
,
5

c
m


1
5

108 pregos 18X30, 54 cada face
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 38/68
Exercício 6.16 : Projetar a emenda entre as peças de madeira indicadas nas figuras, usando
pregos como meio ligante.
1- Madeira : Garapa Roraima.
2- Dimensões em centímetros.
3- Critério da NBR-7190.
4- Esforços atuantes :
T
k
=T
Gk
+T
Qk
;
T
Gk
=12 kN (permanente) ;
T
Qk
=15 kN (vento de sobrepressão).
Solução :
a) montagem da emenda :
serão colocadas três cobre-juntas : 2
peças laterais de 2,5 X 15 cm
2
e 1 peça
central de 3,75 X 15 cm
2
.

b) combinação das ações :
T
d
=1,4. (12 +0,75. 15) =32,6 kN.

c) propriedades mecânicas da Garapa Roraima :
f
c0m
=78,4 MPa =7,84 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7 . f
c0m
=0,7. 7,84 =5,48 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 20 , 2
4 , 1
48 , 5
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

d) escolha do prego :
d.1) diâmetro do prego :
Adotaremos d =3,4 mm, como já feito no exercício anterior.
d.2) comprimento do prego :
Podemos tentar a escolha de um comprimento de prego suficientemente longo,
para possibilitar ligação com 3 ou 4 seções de corte, mas não haverá
comprimento disponível comercialmente.
Neste caso :
¹
´
¦
= + +
= + +
=
mm 100 5 , 37 5 , 37 25
mm 104 4 , 3 . 12 5 , 37 25
valor menor L
SC 2 , MIN

Consultando a tabela 23, vemos que para este diâmetro, o maior comprimento
disponível comercialmente é 83 mm, impossibilitando as duas seções de corte.
T
k

Elevação
Seção
3x3,75
T
k

15
2,5
3x3,75
2,5
15
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 39/68
¹
´
¦
= +
= +
=
mm 100 75 25
mm 66 4 , 3 . 12 25
valor menor L
SC 1 , MIN

d.3) re-escolha do prego :
Escolheremos d = 4,4 mm, que oferece comprimento de 100 mm, mínimo
necessário para possibilitar uma ligação com 2 seções de corte. No caso de 5
peças de madeira envolvidas na ligação, é importante que os pregos trabalhem no
mínimo com duas seções de corte, para evitar que cada ligação tenha que ser
executada em duas etapas.
d.4) comprimento do prego :

¹
´
¦
= + +
= + +
=
mm 100 5 , 37 5 , 37 25
mm 115 4 , 4 . 12 5 , 37 25
valor menor L
SC 2 , MIN

O prego utilizado portanto, será a bitola (20 X 48) :
d.5) análise da interferência dos pregos que são cravados de faces opostas :
Usaremos pregos espaçados em 6d, vindos de faces opostas, e consideraremos
no calculo t =t
3
=3,75 cm.






e) resistência do prego na ligação :
Como todas as peças envolvidas na ligação têm esforço paralelo às fibras, basta
verificar as peças laterais, onde t =2,5 cm (mais delgada).
t =t
1
=2,5 ou t
3
=3,75 ; portanto t =2,5 cm ,
t =t
2
/2 =3,75/2 =1,875 ;
Como se percebe, nesta ligação, o cálculo será feito em
função de t
2
/2 =1,875. Assim, não convém distanciar os
pregos de faces opostas em 6d, mas sim, colocá-los de
topo, o que condensa a ligação em termos de espaço
ocupado, e não altera a resistência do prego. Estas
circunstâncias ocorreram no exercício anterior, também.
t =t
2
/2 =3,75/2 =1,875 ;
26 , 4
44 , 0
875 , 1
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
L =110 mm
d =4,4 mm
6d
3
t
2
t
3
2
t
3
6d
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 40/68
f
e0d
=f
c0d
=2,20 kN/cm
2
;
22 , 6
20 , 2
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, esmagamento da madeira.
kN 73 , 0 20 , 2 .
26 , 4
875 , 1
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
R
Vd2
=2 . R
Vd1
=2 . 0,73 =1,46 kN .
Verificação das condições da NBR-7190 :
cm 20 , 2 44 , 0 . 5 ) d 4 ou ( d . 5 ) t peça na ( 875 , 1 t
2
= = > = ; não verifica !
é necessário especificar d
0
=d
ef
, e verificar t =1,875 >4.d =4. 0,44 =1,76 verifica !

f) número de pregos necessários :
: 24 ~ 4 , 22
46 , 1
6 , 32
R
T
n
1 Vd
d
= = = , 12 em cada face ; total na ligação (emenda) =48 |

g) disposição dos pregos :
g.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado =7.d =7. 0,44 =3,1 ~5 cm ;
EP =entre pregos consecutivos =6.d =6. 0,44 =2,7 ~5 cm ;
BD =bordo descarregado =4.d =não há BD nesta ligação.
g.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo =1,5. d =1,5. 0,44 =0,7 ~2,5 cm ;
EP =entre linhas de pregos =3. d =3. 0,44 =1,4 ~2,0 cm .


h) croquis :







Exercício 6.17 : Projetar a ligação correspondente ao nó de uma tesoura de madeira, indicado
nas figuras, usando pregos como meio ligante.
1- Madeira : Conífera C-25.
2
,
5


2
,
5


5
5

X

2
,
0

c
m


1
5

48 pregos 20X48 – 24 cada face
5 5
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 41/68
2- Dimensões em centímetros.
3- Critério da NBR-7190.
4- Esforços atuantes :
T
k
=T
Gk
+T
Qk
;
T
Gk
=6 kN (permanente) ;
T
Qk
=5 kN (vento de sobrepressão).
5- Notar que as peças de madeira têm
dimensões finais correspondentes ao
trabalho de plainagem em todas as
faces.
Solução :
a) combinação das ações :
T
d
=1,4 . (6 +0,75 . 5) =13,7 kN.

b) propriedades mecânicas da Conífera C-25 :
f
c0k
=25 MPa =2,5 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 0 , 1
4 , 1
5 , 2
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

c) escolha do prego :
c.1) diâmetro do prego :
Sendo “e” =4 cm, a espessura da peça mais delgada :
mm 7 , 5 d mm 4 ; mm 4 .
7
1
d mm 4 .
10
1
s s s s ;
Os diâmetros sugeridos são d =3,9 , 4,4 ou 4,9 mm.
Escolhendo d =4,9 mm, temos :
c.2) comprimento do prego :

¹
´
¦
= + +
= + +
=
mm 145 40 65 40
mm 164 9 , 4 . 12 65 40
valor menor L
SC 2 , MIN

Consultando a tabela 23, vemos que para este diâmetro, o maior comprimento
disponível comercialmente é 124 mm, impossibilitando as duas seções de corte.
Temos portanto duas soluções para a ligação :
1
a
.) ligação com 2 seções de corte :
Adotamos um diâmetro maior, que ofereça um comprimento mínimo de 145
mm, como pode ser a bitola 23 X 66 (d =5,9 mm ; L =152 mm).
2
a
.) ligação com 1 seção de corte, mantendo o diâmetro d =4,9 mm.
T
k

4
6,5
Seção
4
Elevação
T
k

9
9
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 42/68
Esta opção será adotada em uma primeira tentativa, para avaliar o
resultado.

¹
´
¦
= +
= +
=
mm 105 65 40
mm 99 9 , 4 . 12 40
valor menor L
SC 1 , MIN

O prego utilizado portanto, será a bitola (21 X 45) :

c.3) análise da interferência dos pregos que
serão cravados de faces opostas :
São duas possibilidades de disposição :

1
a
.) dispor os pregos que serão cravados de
faces opostas de topo (alinhados), com a
precaução de desencontrá-los, e tomar para o
cálculo da resistência t =t
2
/2.

2
a
.) Podemos usar pregos que serão cravados de faces opostas, espaçados em 6d, na
direção da carga, e considerar no calculo t =t
2
.
Adotaremos a 2
a
. disposição :

c.4) verificação das condições da NBR-7190 :
cm 5 , 2 49 , 0 . 5 ) d 4 ou ( d . 5 ) ada lg de mais peça na ( cm 4 t = = > = verifica !

d) resistência do prego na ligação :
d.1) peças laterais :
t =t
1
=t
3
=4 cm ; o =90
o
;
16 , 8
49 , 0
0 , 4
d
t
= = = |
2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,0 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
. o
E
;
o
E
=2,5 para d <0,62 cm ;
f
e90d
=0,25 . 1,0 . 2,5 =0,625 kN / cm
2


;
68 , 11
625 , 0
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, esmagamento da madeira.
L =104 mm
d =4,9 mm
6d
t
2
2
t
2
2
t
2
t
4

t
4
1
a
. disposição
2
a
. disposição
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 43/68
kN 49 , 0 625 , 0 .
16 , 8
4
. 4 , 0 f .
t
. 4 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
d.2) peça central :
t =t
2
=6,5 cm ; o =0
o
;
3 , 13
49 , 0
5 , 6
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,0 kN/cm
2
;
23 , 9
0 , 1
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| > | , portanto, flexão do pino :
kN 89 , 0 55 , 54 .
23 , 9
49 , 0
. 625 , 0 f .
d
. 625 , 0 R
2
yd
lim
2
1 Vd
= =
|
= .
Neste ponto, é possível fazer um raciocínio : a opção de desencontrar os
pregos de faces opostas (2
a
. disposição, adotada nesta tentativa), revelou-se
inócua : a definição de R
Vd1
dá-se pelo menor valor de calculo (para as peças
laterais). É oportuno rever a escolha para a 1
a
. disposição, colocando os pregos
que vêm de faces opostas de topo, tomando o cuidado de desencontrá-los.

1
a
. disposição :
e) resistência do prego na ligação :
e.1) peças laterais :
t =t
1
=t
3
=4 cm ; o =90
o
;
16 , 8
49 , 0
0 , 4
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,0 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
. o
E
;
o
E
=2,5 para d <0,62 cm ;
f
e90d
=0,25 . 1,0 . 2,5 =0,625 kN / cm
2


;
68 , 11
625 , 0
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;
lim
| < | , portanto, esmagamento da madeira.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 44/68
kN 49 , 0 625 , 0 .
16 , 8
4
. 4 , 0 f .
t
. 4 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
e.2) peça central :
t =t
2
/2 =6,5 /2 =3,25 cm ; o =0
o
;
63 , 6
49 , 0
25 , 3
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,0 kN/cm
2
;
23 , 9
0 , 1
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, esmagamento da madeira :
kN 64 , 0 0 , 1 .
63 , 6
25 , 3
. 4 , 0 f .
t
. 4 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
e.3) resistência efetiva do pino :
R
Vd1
=0,49 kN .
Como se viu, a 1
a
. opção de disposição é a melhor; o valor de R
Vd1

permaneceu igual (= 0,49 kN), e a disposição dos pregos ficará mais compacta,
em termos de distâncias. A opção por defasar os pregos de faces opostas quase
sempre não se mostra conveniente.

f) número de pregos necessários :
| = = = 30 ~ 28
49 , 0
7 , 13
R
T
n
1 Vd
d
(por simetria na disposição final), 15 em cada face.

g) disposição dos pregos :
g.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado =7. d =7. 0,49 =3,5 ~4 cm ;
=bordo carregado =4. d =4. 0,49 =2,0 cm ;
EP =entre pregos consecutivos =6. d =6. 0,49 =3,0 cm ;
BD =bordo descarregado =1,5. d =1,5. 0,49 =0,8 ~2,0 cm .
g.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo =1,5. d =1,5. 0,49 =0,8 ~1,5 cm ;
EP =entre linhas de pregos =3. d =3. 0,49 =1,5 cm .

h) croquis :
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Seção
Elevação
4x1,5cm
1,5 1,5
1
2
4
9
9
3
3
30 pregos 21X45 – 15 cada face













Exercício 6.18 : Projetar a ligação correspondente ao exercício 6.17, usando pregos com duas
seções de corte, como meio ligante.
1- Madeira : Conífera C-25.
2- Dimensões em centímetros.
3- Critério da NBR-7190.
4- Esforços atuantes :
T
k
=T
Gk
+T
Qk
;
T
Gk
=6 kN (permanente) ;
T
Qk
=5 kN (vento de sobrepressão).
Solução :
a) combinação das ações :
T
d
=1,4 . (6 +0,75 . 5) =13,7 kN.

b) propriedades mecânicas da Conífera C-25 :
f
c0k
=25 MPa =2,5 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 0 , 1
4 , 1
5 , 2
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

c) escolha do prego :
c.1) diâmetro do prego :
adotemos o prego 23 X 66, conforme sugerido na 1
a
. solução, item “c”, do
exercício 6.7 :
d =5,9 mm , L =152 mm.

L =152 mm
d =5,9 mm
El evação
T
k

T
k

6,5
Seção
9
9
4 4
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 46/68
c.2) verificação do comprimento do prego :

¹
´
¦
= + +
= + +
=
mm 145 40 65 40
mm 176 9 , 5 . 12 65 40
valor menor L
SC 2 , MIN
verifica !
c.3) verificação das condições da NBR-7190 :
cm 0 , 3 59 , 0 . 5 ) d 4 ou ( d . 5 cm 25 , 3 t = = > = verifica !

d) resistência do prego na ligação :
d.1) peças laterais :
t =t
1
=t
3
=4 cm ; o =90
o
;
78 , 6
59 , 0
0 , 4
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,0 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
. o
E
;
o
E
=2,5 para d <0,62 cm ;
f
e90d
=0,25 . 1,0 . 2,5 =0,625 kN / cm
2


;
68 , 11
625 , 0
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, esmagamento da madeira :
kN 59 , 0 625 , 0 .
78 , 6
4
. 4 , 0 f .
t
. 4 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
R
Vd2
=2 . R
Vd1
=2 . 0,59 =1,18 kN .
d.2) peça central :
t =t
2
/2 =6,5 /2cm =3,25 cm ; o =0
o
;
51 , 5
59 , 0
25 , 3
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,0 kN/cm
2
;
23 , 9
0 , 1
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, esmagamento da madeira :
kN 77 , 0 0 , 1 .
51 , 5
25 , 3
. 4 , 0 f .
t
. 4 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 47/68
R
Vd2
=2 . R
Vd1
=2 . 0,77 =1,54 kN .
d.3) resistência efetiva dos pregos :
prevalece o menor valor : kN 18 , 1 R
2 Vd
= .

e) número de pregos necessários :
| = = = 12 ~ 6 , 11
18 , 1
7 , 13
R
T
n
2 Vd
d
(todos podem ser cravados na mesma face).

f) disposição dos pregos :
f.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado =7. d =7. 0,59 =4,2 ~5 cm ;
=bordo carregado =4. d =4. 0,59 =2,5 cm ;
EP =entre pregos consecutivos =6. d =6. 0,59 ~3,5 cm ;
BD =bordo descarregado =1,5. d =1,5. 0,59 =0,9 ~1,0 cm .
f.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo =1,5 . d =1,5 . 0,59 =0,9 ~1,0 cm ;
EP =entre linhas de pregos =3.d =3 . 0,59 =1,8 ~2,0 cm .
Na montagem da disposição dos pregos, percebe-se que não há espaço
suficiente para acomodar os 12 pregos necessários, com as dimensões das peças
disponíveis. Este fato vem corroborar a afirmativa feita anteriormente, já na
solução do exercício 6.2, que diâmetros mais finos, são mais convenientes sob o
ponto de vista da disposição.
Por outro lado, quanto mais grossos os diâmetros, maiores as resistências
unitárias dos pinos. A conciliação destes dois fatores, tanto nas ligações com
pregos, como também nas ligações com parafusos, é fator determinante para se
alcançar sucesso nas ligações de estruturas de madeira.
Não existem critérios seguros, no início do projeto de ligações, que
apontem as escolhas que levariam a soluções finais otimizadas (usar peças
simples ou duplas de madeira, escolha do diâmetro, ligações pregadas com 1, 2
ou mais seções de corte, etc.). Conclui-se portanto que o processo é de
tentativas. Tantas quantas forem necessárias, como foi feito em alguns dos
exemplos resolvidos e propostos neste capítulo.
De qualquer modo, estes dilemas não são exclusivos das estruturas de
madeira, pelo contrário, abrangem também as estruturas metálicas e de concreto.
Para a solução deste exercício, duas opções podem ser oferecidas :
1
a
.) aumentar a largura da peça vertical para 14 cm.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 48/68
2
a
.) aumentar a largura das peças horizontais para 14 cm.

Adotaremos a 1
a
. das duas soluções :

g) croquis :










Exercício 6.19 : (4
o
TE-2005) Projetar a ligação entre as peças de madeira indicadas nas
figuras, solicitada à tração, usando pregos (bitola =23X66) como meio ligante :
1) E.L.U. =Combinação normal.
2) Critério da NBR-7190/1997.
3) Dimensões em centímetros.
4) Madeira DICOTILEDÔNEA C-60,
2
a
. categoria : f
c,0,k
=60 MPa.
5) Esforços atuantes :
T
k
= T
gk
+ T
qk
,
T
gk
= 20 kN (permanente),
T
qk
= 40 kN (sobrecarga).
Solução :
a) combinação das ações :
T
d
=1,4 . (20 +40) =84 kN.

b) propriedades mecânicas de DICOTILEDÔNEA C-60 :
f
c0k
=60 MPa =6,0 kN /cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 4 , 2
4 , 1
0 , 6
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

c) resistência do prego na ligação :
a escolha do prego já foi estabelecida no enunciado : 23 X 66 ; d=0,59 cm ; L=152 mm.
Seção
Aumentada de 9 para 14 cm !
7 x 2,0cm
2,5
Elevação
9
5
4
2,5
2,5
12 pregos 23X66
2,5
7
,
5

10
Elevação
Seção
5
7
,
5

T
k

135
o
2,5
10
T
k

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 49/68
c.1) verificação da condição da NBR-7190 :
nesta situação, a solução é tomar t
1
=2,5 , colocando os pregos de topo ;
d 4 ou 5 ) t menor ( t > , ou seja : t =2,5 >4 . 0,59 =2,36 aumentar o furo !
c.2) verificação do comprimento do prego :
L
MIN,2SC
=25 +75 +(50 ou 12 x 5,9) =150 , como L =152, verifica!
c.3) peças horizontais :
t =t
1
=2,5 cm ;
0
0 = o ;
f
eod
=f
c0d
=2,4 kN/cm
2
;
23 , 4
59 , 0
5 , 2
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 54 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
96 , 5
4 , 2
54 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | embutimento da madeira :
kN 42 , 1 40 , 2 .
23 , 4
5 , 2
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
c.4) peças inclinadas :
= = =
2
5 , 7
2
t
t
2
3,75 cm ;
0
45 = o ;
f
e90d
=0,25. f
c0d
.
E
o ;
E
o =2,5 p/d =0,59 ;
f
e90d
=0,25. 2,40 . 2,5 = 1,50 kN/cm
2
;
o + o
=
o 2
d , 90 , e
2
d , 0 , e
d , 90 , e d , 0 , e
d e
cos . f sen . f
f . f
f ;
2
2 2 d , 45 , e
cm / kN 85 , 1
45 cos . 50 , 1 45 sen . 40 , 2
50 , 1 . 40 , 2
f =
+
= ;
36 , 6
59 , 0
75 , 3
d
t
= = = | ;
79 , 6
85 , 1
54 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;
lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 50/68
kN 64 , 1 85 , 1 .
36 , 6
75 , 3
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
c.5) resistência efetiva do prego :
prevalece o menor valor : R
Vd1
=1,423 kN R
Vd2
=2. R
Vd1
=2.1,42 =2,84 kN .

d) número de pregos necessários :
| = = = 30 ~ 6 , 29
84 , 2
84
R
T
n
2 Vd
d
; 15 em cada face.

e) disposição dos parafusos : f) croquis :
e.1) direção paralela à carga :
BC = 7.d =7. 0,59 =4,2 ;
4.d =4. 0,59 =2,4 ;
EP = 6.d =6. 0,59 =3,6 ;
BD = 4.d =4. 0,59 =2,4 ;
1,5.d =1,5. 0,59 =0,9 .
e.2) direção normal à carga :
BE = 1,5.d =1,5. 0,59 =0,9 ;
EP = 3.d =3. 0,59 =1,8 .

Exercício 6.20 : (Nova Avaliação - 2005) Projetar a
ligação entre as peças de madeira indicadas nas
figuras, usando pregos como meio ligante : escolher
o maior di âmetro entre os recomendados.
1) E.L.U. =Combinação normal.
2) Critério da NBR-7190/1997.
3) Dimensões em centímetros.
4) Madeira CEDRO DOCE, 2
a
. categoria :
f
c,0,m
=31,5 MPa.
5) Esforços atuantes :
T
k
= T
gk
+ T
qk
, T
gk
= 2 kN (permanente), T
qk
= 2 kN (vento de sobrepressão).
Solução :
a) combinação das ações :
N
d
=1,4 . (2,0 +0,75. 2,0) =4,9 kN.

b) propriedades mecânicas do CEDRO DOCE :
f
c0m
=31,5 MPa =3,15 kN /cm
2
;
Elevação
Seção
6 3
T
k

T
k

135
o
6
6
3
2
2
3
3
2
1
1
4x 2cm
30 pregos 23X66
15 cada face
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 51/68
f
c0k
=0,7. f
c0m
=0,7. 3,15 =2,21 kN /cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 88 , 0
4 , 1
21 , 2
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

c) escolha do prego :
c.1) diâmetro do prego :
mm 3 , 4 d mm 0 , 3 ; mm 30 .
7
1
d mm 30 .
10
1
s s s s ;
Os diâmetros sugeridos são d =3,0mm , 3,4 mm ou 3,9 mm. Adotaremos d =3,9
mm, o mais grosso dos sugeridos, conforme estabelece o enunciado do
problema.
c.2) comprimento do prego :
¹
´
¦
= + +
= + +
=
mm 120 30 60 30
mm 137 9 , 3 . 12 60 30
valor menor L
SC 2 , MIN

Consultando a tabela 23, vemos que para este diâmetro, o maior comprimento
disponível comercialmente é 90 mm, impossibilitando as duas seções de corte.
Desta forma, resta a opção de manter o diâmetro e projetar ligações com apenas
uma seção de corte :
¹
´
¦
= +
= +
=
mm 90 60 30
mm 77 9 , 3 . 12 30
valor menor L
SC 1 , MIN

O prego utilizado portanto, será a bitola (19 X 36) :
c.3) interferência dos pregos que são cravados de faces opostas :
Podemos usar pregos cravados de topo (desencontrados) e considerar t =t
2
/2 =
3,0 cm, porque no dimensionamento vai prevalecer t =t
1
=3,0 cm, com o ângulo
o =45
o
.
c.4) verificação das condições da NBR-7190 :
cm 2 39 , 0 . 5 ) d 4 ou ( d . 5 ) ada lg de mais peça na ( 0 , 3 t = = > = verifica !

d) resistência do prego na ligação :
d.1) peça central (esforço paralelo às fibras) :
t =t
2
/2 =3,0 cm ;
0
0 = o ; f
eod
=f
c0d
=0,88 kN/cm
2
;
77 , 7
39 , 0
0 , 3
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 54 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
L =83mm
d =3,9 mm
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 52/68
84 , 9
88 , 0
54 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = |
lim
| < | ; embutimento da madeira :
kN 41 , 0 88 , 0 .
77 , 7
0 , 3
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
d.2) peças laterais (esforço inclinado às fibras) :
t =t
1
=3,0 cm ;
0
45 = o ; f
eod
=0,88 kN/cm
2
;
E
o =2,5 para d =0,39 ;
f
e90d
=0,25. f
c0d
.
E
o ;
f
e90d
=0,25. 0,88 . 2,5 = 0,55 kN/cm
2
;
o + o
=
o 2
d , 90 , e
2
d , 0 , e
d , 90 , e d , 0 , e
d e
cos . f sen . f
f . f
f ;
2
2 2 d , 45 , e
cm / kN 68 , 0
45 cos . 55 , 0 45 sen . 88 , 0
55 , 0 . 88 , 0
f =
+
= ;
36 , 6
59 , 0
75 , 3
d
t
= = = | ;
2 , 11
68 , 0
54 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = |
lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 32 , 0 68 , 0 .
77 , 7
0 , 3
. 40 , 0 f .
t
. 40 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
d.3) resistência efetiva do prego :
prevalece o menor valor : R
Vd1
=0,32 kN.

e) número de pregos necessários :
| = = = 16 ~ 3 , 15
32 , 0
9 , 4
R
T
n
1 Vd
d
, 8 em cada face.

f) disposição e croquis dos pregos :
f.1) direção paralela à carga : f.3) croquis :

BC = 7.d =7. 0,39 =2,8 ;
4.d =4. 0,39 =1,6 ;
EP = 6.d =6. 0,39 =2,4 ;
0,75
0,75
3x1,5
3x2,0
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 53/68
BD = 1,5.d =1,5. 0,39 =0,6 .
f.2) direção normal à carga :
BE = 1,5.d =1,5. 0,39 =0,6 ;
EP = 3.d =3. 0,39 =1,2 .

Exercício 6.21 : (4
o
.TE 2006) : Projetar a ligação
entre as peças (1) e (2) do nó de uma treliça de
madeira indicado nas figuras, usando pregos como
meio ligante, segundo o critério da NBR-7190,
considerando ;
1- Diâmetro do prego d = 6,4 mm.
2- Dimensões indicadas em centímetros.
3- Madeira : EUCALIPTO GRANDIS,
2
A
. categoria, qualidade estrutural.
4- Esforços atuantes :
T
k
=T
Gk
+T
Qk
; T
Gk
=3 kN (permanente) ;
T
Qk
=3,3 kN (sobrecarga).
Solução :
a) combinação das ações :
T
d
=1,4 . (3 +3,3) =8,82 kN.

b) propriedades mecânicas do EUCALIPTO GRANDIS :
f
c0m
=40,3 MPa =4,03 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7 . f
c0m
=0,7 . 4,03 MPa =2,82 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 13 , 1
4 , 1
82 , 2
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

c) escolha do prego :
Adotado d =6,4 mm, como estabelecido no enunciado.
Verifica-se a condição d 5 t > , já que o menor valor de “t” será 3,25 cm :
t
MIN
=3,25 cm >5 . 0,64 =3,2.
c.1) comprimento do prego :

¹
´
¦
= + +
= + +
=
mm 160 5 , 32 95 5 , 32
mm 205 4 , 6 . 12 95 5 , 32
valor menor L
SC 2 , MIN

Consultando a tabela 23, vemos que para este diâmetro, o maior comprimento
disponível comercialmente é 152 mm, impossibilitando as duas seções de corte.
T
k
1
9
,
5

3,25
2,5
90
o
Seção
Elevação
1
45
o
1
2
9,5
9,5
2
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 54/68

Portanto, a solução para a ligação, usando o diâmetro pré-estabelecido, se fará
com apenas 1 seção de corte.

¹
´
¦
= +
= +
=
mm 128 95 5 , 32
mm 110 4 , 6 . 12 5 , 32
valor menor L
SC 1 , MIN

O prego utilizado portanto, será a bitola (24 X 60) :

d) resistência do prego na ligação :
d.1) peças laterais :
t =t
1
=t
3
=3,25 cm ; o =0
o
;
1 , 5
64 , 0
25 , 3
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,13 kN/cm
2
;
7 , 8
13 , 1
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, esmagamento da madeira.
kN 94 , 0 13 , 1 .
1 , 5
25 , 3
. 4 , 0 f .
t
. 4 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
d.2) peça central : 1
A
. hipótese : pregos cravados de topo : t
2
=4,75 cm.
t =t
2
=4,75 cm ; o =90
o
;
4 , 7
64 , 0
75 , 4
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
. o
E
;
o
E
=1,95 para d =0,64 cm ;
f
e90d
=0,25 . 1,13 . 1,95 =0,55 kN / cm
2


;
45 , 12
55 , 0
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, esmagamento da madeira :
kN 67 , 0 55 , 0 .
4 , 7
75 , 4
. 4 , 0 f .
t
. 4 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
d.3) peça central : 2
A
. hipótese : pregos cravados alternados : t
2
=9,5 cm.
t =t
2
=9,5 cm ; o =90
o
;
L =138 mm
d =6,4 mm
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8 , 14
64 , 0
5 , 9
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
. o
E
;
o
E
=1,95 para d =0,64 cm ;
f
e90d
=0,25 . 1,13 . 1,95 =0,55 kN / cm
2


;
45 , 12
55 , 0
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| > | , portanto, flexão do pino :
kN 12 , 1 55 , 54 .
45 , 12
64 , 0
. 625 , 0 f .
d
. 625 , 0 R
2
yd
lim
2
1 Vd
= =
|
= .
d.4) Resistência efetiva dos pregos :
1
a
. hipótese : R
vd1
=0,67 KN (<valor entre 0,94 e 0,67).
2
a
. hipótese : R
vd1
=0,94 KN (<valor entre 0,94 e 1,12).

e) número de pregos necessários :
1
a
. hip.: | = | = = = 16 14 ~ 2 , 13
67 , 0
82 , 8
R
T
n
1 Vd
d
(por simetria na disposição final), 8 cada face.
2
a
. hip.: | = | = = = 12 10 ~ 4 , 9
94 , 0
82 , 8
R
T
n
1 Vd
d
(por simetria na disposição final), 6 cada face.
A solução final mais conveniente (mais econômica) leva 12 pregos (contra 16 pregos).
Há, no entanto, que se verificar a possibilidade de dispor os pregos de forma
desencontrada, nas faces opostas.

f) disposição dos pregos :
f.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado =7.d =7. 0,64 =4,5 cm ;
=4.d =4. 0,64 =2,6 cm ;
EP =entre parafusos consecutivos =6.d =6. 0,64 =3,9 cm ;
BD =bordo descarregado =1,5.d =1,5. 0,64 =1,0 cm .
f.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo =1,5 . d =1,5. 0,64 =1,0 cm ;
EP =entre linhas de parafusos =3.d =3. 0,64 =2,0 cm.


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h) croquis : 1
A
. hipótese : 2
A
. hipótese :









Exercício 6.22 (Nova Aval. 2006) : Projetar a ligação entre as peças (1) e (2) do nó de
uma treliça de madeira indicado nas figuras, usando pregos como meio ligante, segundo
o critério da NBR-7190/1997, considerando :
1) Dimensões indicadas em centímetros.
2) ELU – combinação normal.
3) Madeira DICOTILEDÔNEA, C-30,
2
a
. categoria ; qualidade estrutural.
4) Esforços atuantes : C
k
= C
Gk
+ C
Qk
;
C
Gk
= 7 kN (permanente);
C
Qk
= 7 Kn (sobrecarga).

Solução :
a) combinação das ações :
C
d
=1,4. (7 +7) =19,6 kN.

b) propriedades mecânicas da DICOTILEDÔNEA C-30 :
f
c0k
=30 MPa =3,0 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 20 , 1
4 , 1
0 , 3
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .

c) escolha do prego :
4 , 6 d 5 , 4 ; 5 , 4 .
7
1
d 5 , 4 .
10
1
; e .
7
1
d e .
10
1
s s s s s s ;
Adotado d =6,4 mm.
Verifica-se a condição d 5 t > , já que o menor valor de “t” será 3,5 cm :
t
MIN
=3,5 cm >5 . 0,64 =3,2.

1
19,5
4,0
10,0
2,5
3,0
1
3x2,5
16 pregos 24X60
3x4,0
19,5
4,0
2,0
2,5
3,0
2 2
2x2,25
12 pregos 24X60
C
k

4,5
7
4,5
Seção
9,5
30
0
9,5
9,5
9,5
Elevação
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 57/68
c.1) comprimento do prego :
¹
´
¦
= + +
= + +
=
mm 160 45 70 45
mm 192 4 , 6 . 12 70 45
valor menor L
SC 2 , MIN

Consultando a tabela 23, vemos que para este diâmetro, o maior comprimento
disponível comercialmente é 152 mm, impossibilitando as duas seções de corte.
Portanto, a solução para a ligação, usando o diâmetro pré-estabelecido, se fará
com apenas 1 seção de corte.

¹
´
¦
= +
= +
=
mm 115 70 45
mm 122 4 , 6 . 12 45
valor menor L
SC 1 , MIN

O prego utilizado portanto, será a bitola (24 X 60) :

d) resistência dos pregos na ligação :
d.1) peça central :
t =t
2
/2 =7/2 =3,5 cm ;
o =30
o
;
47 , 5
64 , 0
5 , 3
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,20 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
. o
E
;
o
E
=1,95 para d =0,64 cm ;
f
e90d
=0,25. 1,20. 1,95 =0,59 kN / cm
2


;
30 cos . f 30 sen . f
f . f
f
cos . f sen . f
f . f
f
2
d , 90 , e
2
d , 0 , e
d , 90 , e d , 0 , e
d , 30 , e 2
d , 90 , e
2
d , 0 , e
d , 90 , e d , 0 , e
d e
+
= =
o + o
=
o
;
2
2 2 d , 30 , e
cm / kN 95 , 0
30 cos . 59 , 0 30 sen . 20 , 1
59 , 0 . 20 , 1
f =
+
= ;
45 , 9
95 , 0
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;
lim
| < | , portanto, esmagamento da madeira.
kN 85 , 0 95 , 0 .
47 , 5
5 , 3
. 4 , 0 f .
t
. 4 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
d.2) peças laterais :
t =t
1
=t
3
=4,5 cm ; o =0
o
;
03 , 7
64 , 0
5 , 4
d
t
= = = | ;
L =138 mm
d =6,4 mm
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2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=1,20 kN/cm
2
;
43 , 8
20 , 1
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;
lim
| < | , portanto, esmagamento da madeira.
kN 38 , 1 20 , 1 .
03 , 7
5 , 4
. 4 , 0 f .
t
. 4 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
d.3) Resistência efetiva dos pregos :
R
vd1
=0,85 KN (<valor entre 0,85 e 1,38).

e) número de pregos necessários :
). final disposição na simetria por ( face cada 12 24 ~ 23
85 , 0
6 , 19
R
C
n
1 Vd
d
| = | = = =

f) disposição dos pregos :
f.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado = 7.d =7. 0,64 =4,5 cm ;
4.d =4. 0,64 =3,0 cm ;
EP =entre pregos consecutivos = 6.d =6. 0,64 =4,0 cm ;
BD =bordo descarregado = 1,5.d =1,5. 0,64 =1,0 cm ;
4.d =4. 0,64 =3,0 cm .
f.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo = 1,5.d =1,5. 0,64 =1 cm ;
EP =entre linhas de parafusos = 3.d =3. 0,64 =2,0 cm.

g) croquis :








24 pregos 24X60 –
12 cada face.
1
2,0
1
9,5
3x 2,5cm
3x 2,5cm
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Exercício 6.23 (4
o
. TE-2007) : Projetar a ligação entre as peças de madeira indicadas nas
figuras, usando pregos como meio ligante.
1- Di âmetro do prego = 7,6 mm.
2- Madeira : Aroei ra do Sertão – 2
A
. categoria,
qualidade estrutural.
3- Dimensões em centímetros.
4- Critério da NBR-7190.
5- Estados Limites Últimos – combinações normais.
6- Esforços atuantes :
T
k
=T
Gk
+T
Qk
; T
Gk
=3 kN (permanente) ; T
Qk
=7 kN (sobrecarga).
Solução :
a) combinação das ações :
T
d
=1,4 . (3 +7) =14,0 kN.

b) propriedades mecânicas da Aroei ra do Sertão :
f
c0m
=101,7 MPa =10,17 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7. f
c0m
=0,7. 10,17 =7,12 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 85 , 2
4 , 1
12 , 7
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
= .
c) escolha do prego :
c.1) diâmetro do prego :
adotaremos o prego indicado na questão , com d =7,6 mm.

c.2) verificação do comprimento do prego :

¹
´
¦
= + +
= + +
=
mm 220 65 90 65
mm 246 6 , 7 . 12 90 65
valor menor L
SC 2 , MIN
não existe !
¹
´
¦
= +
= +
=
mm 155 90 65
mm 156 6 , 7 . 12 65
valor menor L
SC 1 , MIN
prego : 26 X 72
c.3) verificação das condições da NBR-7190 :
cm 8 , 3 76 , 0 . 5 ) d 4 ou ( d . 5 cm 5 , 4 2 / 9 t = = > = = . verifica !

d) resistência do prego na ligação :
d.1) peças laterais :
t =t
1
=t
3
=6,5 cm ; o =0
o
;
55 , 8
76 , 0
5 , 6
d
t
= = = | ;
L =166 mm
d =7,6 mm
Elevação
T
k

9
Seção
6,5
T
k

14
9
90
o
6,5
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 60/68
2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=2,85 kN/cm
2
;
47 , 5
85 , 2
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| > | , portanto, flexão do prego :
kN 60 , 3 55 , 54 .
47 , 5
76 , 0
. 625 , 0 f .
d
. 625 , 0 R
2
ed
lim
2
1 Vd
= =
|
= .
d.2) peça central :
t =t
2
/2 =9/2 =4,5 cm ; o =90
o
;
92 , 5
76 , 0
5 , 4
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=2,85 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
. o
E
;
o
E
=1,95 para d =0,76 cm ;
f
e90d
=0,25 . 2,85 . 1,95 =1,39 kN / cm
2


;
84 , 7
39 , 1
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| < | , portanto, esmagamento da madeira :
kN 90 , 1 39 , 1 .
92 , 5
5 , 4
. 4 , 0 f .
t
. 4 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
Neste ponto, cabe um raciocínio : pode-se usar t
2
/2 para apoiar os pregos na
metade da espessura da peça central, e mantê-los alinhados nas faces opostas,
ou, espaçá-los da distância regulamentar, e usar toda a espessura da peça
central para apoio dos pregos. Vamos determinar as duas possibilidades :
t =t
2
=9 cm ; o =90
o
;
84 , 11
76 , 0
0 , 9
d
t
= = = | ;
84 , 7
39 , 1
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;

lim
| > | , portanto, flexão do prego :
kN 51 , 2 55 , 54 .
84 , 7
76 , 0
. 625 , 0 f .
d
. 625 , 0 R
2
ed
lim
2
1 Vd
= =
|
= .
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Pode-se agora estabelecer a conveniência da adoção de t = t
2
/2

= 4,5 cm, ou t =
t
2
= 9,0 cm : quem define a capacidade final dos pregos é a peça central, já que nas
peças laterais a capacidade é de 3,60 kn (d.1) e teremos na peça central uma
capacidade maior, 2,51 kN, ao invés de 1,90 kN. Se não houver falta de espaço para
colocar os pregos, serão necessários menos pregos na ligação.
d.3) resistência efetiva dos pregos :
prevalece o menor valor, entre 2,51 e 3,60 : kN 51 , 2 R
1 Vd
= .

e) número de pregos necessários :
| = = = 6 ~ 6 , 5
51 , 2
14
R
T
n
1 Vd
d
(3 pregos em cada face).

f) disposição dos pregos :
f.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado =7. d =7. 0,76 =5,4 ~5,5 cm ;
=bordo carregado =4. d =4. 0,76 =3,1 cm ~3,5 cm ;
EP =entre pregos consecutivos =6. d =6. 0,76 ~4,65 cm ~5,0 cm ;
BD =bordo descarregado =1,5. d =1,5. 0,76 =1,2 cm ;
f.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo =1,5 . d =1,5 . 0,76 =1,2 ~2,0 cm ;
EP =entre linhas de pregos =3.d =3 . 0,76 =2,3 ~2,50 cm .

g) croquis :





Exercício 6.24 (Nova avaliação-2007) : Para o nó de uma treliça de madeira indicado nas
figuras, considerar :
1- Dimensões indicadas em cm.
2- Critério da NBR-7190.
3- Madeira: JATOBÁ, 2
a
. cat., qualidade estrutural.
4- Esforços atuantes :
T
k
= T
Gk
+ T
Qk
e C
k
= C
Gk
+ C
Qk
.
T
Gk
=3 kN e C
Gk
=3,6 kN (permanentes) ;
Elevação
9
Seção
6,5
14
9
6,5
5,5
5
3,5
2 2
2x2,5
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 62/68
T
Qk
=7 kN e C
Qk
=8 kN (sobrecargas).
Determinar :
a- o mínimo valor de “e”, para encaixe simples
(valor arredondado para numero inteiro)
b- A condição de segurança da diagonal (3),
comprimida, com L=L
0
=110 cm.
c- Projetar a ligação entre as peças (1) e (2),
usando parafusos d=3/8” como meio ligante.

Solução :
a) Propriedades mecânicas do JATOBÁ :
f
c0m
=93,3 MPa=9,33 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7. 9,33=6,53 kN/cm
2
;
2
d 0 c
cm / kN 61 , 2
4 , 1
53 , 6
. 56 , 0 f = = ;
f
v0m
=15,7 MPa=1,57 kN/cm
2
;
f
v0k
=0,54. f
v0m
=0,54. 1,57=0,85 kN/cm
2
;
2
d 0 v
cm / kN 26 , 0
8 , 1
85 , 0
. 56 , 0 f = = ;
E
c,0,m
=23607 MPa=2360,7 kN/cm
2
;
E
c,0,ef
=0,56. 2360,7=1322,0 kN/cm
2
.

b) ELU : Combinação Normal :
T
d
=1,4. (3+7)=14,0 kN ; C
d
=1,4. (3,6+8)=16,2 kN .

c) Encaixe simples :
c.1) Esforço na área AB :
. kN 97 , 14
2
45
cos . 2 , 16 C
o
d , AB
= |
.
|

\
|
=
c.2) Tensões na área AB :
f
c90,d
=0,25.f
c0,d
=0,25.2,61=0,65kN/cm
2
;
) 45 cos . 65 , 0 45 sen . 61 , 2 (
65 , 0 . 61 , 2
f
2 2 d , 45 , c
+
= ;
f
c,45,d
2
cm / kN 04 , 1 = ;
d , 45 , c AB
f 04 , 1
e . 5
97 , 14
= = = o
. cm 3 ~ 89 , 2
04 , 1 . 5
97 , 14
e = >
ELEVAÇÃO
2,5
2
1
2,5
5
SEÇÃO
3
T
k
e=?
90
o
1
45
o
10
2
3
1
5

10
C
k
L=L
0
=110
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d) Diagonal comprimida :
d.1) Grau de esbeltez :
I
X
=
12
10 . 5
3
=416,7 cm
4
;
I
Y
=
12
5 . 10
3
=104,2 cm
4

I
MIN
=I
Y
;
3
2
cm 67 , 41
6
5 . 10
W = = ;
i
min
=i
Y
= cm 44 , 1
10 . 5
2 , 104
= ;
76
44 , 1
110
MAX
= = ì peça medianamente esbelta: 80 40   ì .
d.2) Determinação de M
d
(equações 4.6 a 4.11) :
cm 17 , 0
30
5
30
h
0 e
Y
i
= = > = ;
cm 37 , 0
300
110
e
a
= = ;
e
1
=0,17+0,37=0,54 cm ;
kN 3 , 112
110
2 , 104 . 0 , 1322 .
L
I . E .
F
2
2
2
0
eixo ef , 0 c
2
E
=
t
=
t
= ;
62 , 0
2 , 16 3 , 112
3 , 112
. 54 , 0 e
d
= |
.
|

\
|
÷
= ;
M
d
=16,2. 0,62=10,04 kN.cm .
d.3) Determinação das tensões
Md Nd
eo o :
2
Nd
cm / kN 32 , 0
10 . 5
2 , 16
= = o ;
2
Md
cm / kN 24 , 0
67 , 41
04 , 10
= = o .
d.4) Verificação da segurança (equação 4.4) :
0 , 1 21 , 0
61 , 2
24 , 0
61 , 2
32 , 0
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
< = + =
o
+
o
Verifica !
e) Ligação entre as peças (1) e (2) :
e.1) verificação dos parafusos :
t
MIN
=2,5 (menor t) >2. 0,95 =1,9. Verifica !
e.2) resistência do parafuso na ligação :
t =t
1
=t
3
=2,5 cm para as peças laterais , e
t =
2
t
2
=
2
0 , 5
=2,5 cm para a peça central ;
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 64/68
0
0 = o , para as peças laterais, e
0
90 = o , para a peça central :
Basta verificar a peça central, para t =2,5 cm, e
0
90 = o (mais desfavorável) :
63 , 2
95 , 0
5 , 2
= = | ;
2
yd
cm / kN 8 , 21
10 , 1
0 , 24
f = = ;
f
e0d
=f
c0d
=2,61 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
.
E
o ;
E
o = 1,95 , para d =0,95 cm ;
E
o f
e90d
=0,25. 2,61. 1,95 = 1,27 kN/cm
2
;
18 , 5
27 , 1
8 , 21
. 25 , 1
lim
= = | ;
lim
| < | , portanto, embutimento da madeira :
kN 21 , 1 27 , 1 .
63 , 2
5 , 2
. 40 , 0 R
2
1 Vd
= = = ; R
Vd2
=2. 1,21 =2,42 kN .
e.3) número de parafusos necessários :
| = = = 6 ~ 8 , 5
42 , 2
0 , 14
n .
e.4) disposição dos parafusos :
e.4.1) direção paralela à carga :
BC =7.0,95 =6,7 cm ;
BC =4.0,95 =3,8 cm ;
EP =6.0,95 =5,7 cm ;
BD =1,5.0,95 =1,5 cm.
e.4.2) direção normal à carga :
BE =1,5.0,95 =1,5 cm ;
EP =3.0,95 =2,9 cm.
e.5) croquis :






Exercício 6.25 (4º.TE 2008) : Projetar a ligação entre as peças de madeira indicadas nas
figuras, usando pregos 19 X 36 como meio ligante.
Considerar :
1- Critério da NBR-7190/1997.
15
2 2
3 3
5
2
6
4
3
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 65/68
2- Dimensões indicadas em cm.
3- ELU - Combinação normal.
4- Madeira : ANGELIM FERRO,
2
a
. categoria, qualidade estrutural.
5- Esforços atuantes :
C
k
= C
Gk
+ C
Qk
; C
Gk
=3,5 kN (permanente),
C
Qk
=4 kN (sobrecarga).
Solução :
a) combinação das ações :
C
d
=1,4. (3,5 +4) =10,5 kN.

b) propriedades mecânicas de ANGELIM FERRO :
f
c0m
=79,5 MPa =7,95 kN/cm
2
;
f
c0k
=0,7 . f
c0m
=0,7. 7,95 =5,565 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 226 , 2
4 , 1
565 , 5
. 56 , 0
f
. k f
= =
¸
= .

c) verificação do prego :
Adotada a bitola 19X36 : d =3,9 mm, L=83 mm.
Verifica-se a condição d 5 t > , já que o menor valor de “t” será 4 ou 2 cm (peça central) :
t
MIN
=2 cm >5. 0,39 =2.
c.1) comprimento do prego :
Os pregos conseguem ultrapassar as duas peças (80 mm), sobrando apenas 3
mm., impossibilitando duas seções de corte. Portanto, a solução para a ligação, usando
o diâmetro pré-estabelecido, se fará com apenas 1 seção de corte.

d) resistência dos pregos na ligação :
Há duas possibilidades de dimensionamento da ligação, considerando uma seção de
corte : a primeira delas, com o posicionamento dos pregos de faces opostas
desencontrados, mobilizando na peça central apoio dos pregos de cada face em toda
espessura da peça central : t =t
2
. A resistência individual será maior, exigindo menos
pregos, com menor espaço para disposição. J á a segunda, com o posicionamento dos
pregos de faces opostas de topo, mobilizando na peça central apoio dos pregos de cada
face em apenas metade da espessura da peça : t =t
2
/2. A resistência individual será
menor, exigindo mais pregos, com maior espaço para disposição.
Faremos a tentativa da 1ª. opção :

L =83 mm
d =3,9 mm
11,5
ELEVAÇÃO
60
o
C
k
SEÇÃO
C
k
4 4
4
6,5
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 66/68
d.1) peça central :
t =t
2
=4 cm ;
o =60
o
;
25 , 10
39 , 0
4
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=2,226 kN/cm
2
;
f
e90d
=0,25 . f
c0d
. o
E
;
o
E
=2,5 para d =0,39 cm ;
f
e90d
=0,25. 2,226. 2,5 =1,391 kN / cm
2


;
60 cos . f 60 sen . f
f . f
f
cos . f sen . f
f . f
f
2
d , 90 , e
2
d , 0 , e
d , 90 , e d , 0 , e
d , 30 , e
2
d , 90 , e
2
d , 0 , e
d , 90 , e d , 0 , e
d e
+
= =
o + o
=
o
;
2
2 2 d , 60 , e
cm / kN 534 , 1
60 cos . 391 , 1 60 sen . 226 , 2
391 , 1 . 226 , 2
f
=
+
= ;
45 , 7
534 , 1
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;
lim
| > | , portanto, flexão do pino.
kN 70 , 0 55 , 54 .
45 , 7
39 , 0
. 625 , 0 f .
t
. 625 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
d.2) peças laterais :
t =t
1
=t
3
=4 cm ;
o =0
o
;
25 , 10
39 , 0
0 , 4
d
t
= = = | ;
2
s
yk
yd
cm / kN 55 , 54
10 , 1
0 , 60
f
f = =
¸
= ;
f
e0d
=f
c0d
=2,226 kN/cm
2
;
187 , 6
226 , 2
55 , 54
. 25 , 1
f
f
. 25 , 1
ed
yd
lim
= = = | ;
lim
| > | , portanto, flexão do pino.
kN 84 , 0 55 , 54 .
19 , 6
39 , 0
. 625 , 0 f .
t
. 625 , 0 R
2
ed
2
1 Vd
= =
|
= .
d.3) Resistência efetiva dos pregos :
R
vd1
=0,70 KN (<valor entre 0,84 e 0,70).

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 67/68
e) número de pregos necessários :
). final disposição na simetria por ( 16 ~ 15
70 , 0
5 , 10
R
C
n
1 Vd
d | = = =

f) disposição dos pregos :
f.1) direção paralela à carga :
BC =bordo carregado = 4.d =4. 0,39 =1,6 ~2 cm ;
EP =entre pregos consecutivos = 6.d =6. 0,39 =2,4 ~2,5 cm ;
BD =bordo descarregado = 1,5.d =1,5. 0,39 =0,6 ~1,0 cm ;
f.2) direção normal à carga :
BE =bordo externo = 1,5.d =1,5. 0,39 =1 cm ;
EP =entre linhas de parafusos = 3.d =3. 0,39 =1,2 ~1,5 cm.

g) croquis :






















1,5
3 x 2,5
2,5
1,0
1,0
3 x 1,5
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.6 pg. 68/68
6
66.
..2
22 E
EEx
xxe
eer
rr c
ccí
ííc
cci
ii o
oos
ss p
ppr
rr o
oop
ppo
oos
sst
tt o
oos
ss
Exercício 6.26 – Resolver novamente o exercício 6.1,
substituindo os dois cobre-juntas de 2,5 X 15 cm
2
, por
novos cobre-juntas de 3,75 X 15 cm
2
.

Exercício 6.27 – Resolver novamente o exercício 6.1,
utilizando dois cobre-juntas metálicos (chapas de aço MR-
250) de # 1/4" .


Exercício 6.28 – Resolver novamente o
exercício 6.4, usando como diagonal
uma peça de madeira maciça, de 15
cm de espessura, com dois cobre-
juntas metálicos (chapas de aço MR-
250) de # 1/4" .
Para a solução, lembrar que as duas ligações (das peças 1 e 2) são independentes, e podem
(devem) ser dimensionadas separadamente.
Para a peça 1 : t = t
2
/2 e  = 60
o
;
Para a peça 2 : t = t
2
/2 e  = 0
o
;
Desta forma, as resistências do parafuso são diferentes, e o número deles também.
Lembrar também que na verificação das chapas de aço, a NBR-8800 exige distâncias menores
aos bordos da peça (de aço) do que a NBR-7190 exige para as peças de madeira.

Exercício 6.29 – Determinar o custo do material (parafusos e pregos) usados para a ligação
exemplificada nos exercícios 6.1 e 6.15.

Exercício 6.30 – Comparar os resultados obtidos com as várias opções para a solução das
ligações exemplificadas nos exercícios 6.1 , 6.15 , 6.17 e 6.18.

Exercício 6.31 – Resolver novamente o exercício 6.2, usando pregos como meio ligante.

Exercício 6.32 – Resolver novamente o exercício 6.4, usando pregos como meio ligante.

3,75 3,75
7,5
15
#1/4” #1/4”
7,5
15
7d
6d
#1/4” #1/4”
60
0
15
20
15
T
k

El evação
Seção
T
k

2
1
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7
77
D
DDE
EES
SSE
EEN
NNH
HHO
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DDE
EE E
EES
SST
TTR
RRU
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UUR
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SS D
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MMA
AAD
DDE
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IIR
RRA
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7
77.
..1
11 G
GGe
een
nne
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aal
ll i
ii d
dda
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dde
ees
ss
O anexo “A” da NBR-7190 apresenta as regras gerais de elaboração de desenhos de
estruturas de madeira, baseado nas recomendações da NBR-10067/1995 (Princípios gerais de
representação em desenho técnico).
Também são apresentadas certas recomendações, de caráter pessoal, que visam o
enriquecimento dos desenhos, no sentido de sua melhor compreensão.
Sem dúvida, o detalhamento de estruturas de madeira no Brasil, não atingiu o mesmo
grau de desenvolvimento alcançado pelas outras duas especialidades de estruturas, a saber,
metálicas e de concreto, por conta do reduzido número de especialistas em projeto de
estruturas de madeira. É muito conhecido o fato de que a maior parte das estruturas de
madeira no Brasil, de pequeno e médio porte, são executados sem projeto estrutural.

7
77.
..2
22 T
TTi
ii p
ppo
oos
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uut
tt u
uur
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aas
ss d
dde
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mma
aad
dde
eei
ii r
rr a
aa
1
11

Os desenhos que compõem um projeto de estruturas de madeira, previst os na NBR-
7190, são classificados em :

7.2.1) desenhos de conjunto :
São desenhos que representam o arranjo geral da estrutura, por meio de plantas,
elevações, seções e cortes. A escala escolhida, dentro dos padrões da NBR-10067, deve ser
proporcional ao tamanho da obra, de tal forma que se possam identificar adequadamente cada
uma das partes.
Para obras correntes, recomendam-se as escalas 1:50 nas plantas, 1:25 nas elevações
e cortes, assim como 1:10 nas seções. Há que se desenvolver, em cada projetista, a
sensibilidade de trocar tais indicações, que são de caráter genérico, por outras escalas que
sejam mais adequadas aos projetos específicos.

7.2.2) desenhos de detalhe :

1
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.7 pg. 2/6
São desenhos que representam as minúcias do projeto, referentes á execução e arranjo
de componentes, e que não puderam ser devidamente mostrados nos desenhos de conjunto.
Uma escala adequada a tais minúcias é 1:10.

7.2.3) desenhos de montagem :
Também denominados diagramas de montagem, são desenhos que indicam as
operações seqüenciais de construção da estrutura. Algumas vezes, o projetista julga que o
arranjo estrutural é tão claro, que não ficam dúvidas quanto à tal seqüência de operações, mas
na prática, constatam-se erros devidos à falta de tal detalhamento.
Uma escala adequada a tais diagramas é 1:100.

7
77.
..3
33 T
TTi
ii p
ppo
oos
ss d
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ll i
ii n
nnh
hha
aas
ss
2
22

As linhas a serem utilizadas nos desenhos são diferenciadas pela espessura e forma.

7.3.1) espessuras das linhas :
a- traço grosso : pena 0,5 mm :
b- traço médio : pena 0,3 mm :
c- traço fino : pena 0,1 mm :

7.3.2) forma das li nhas :
a- linha cheia :
b- linha tracejada :
c- linha traço-ponto :
d- linha traço-dois-pontos :
e- linha à mão livre :

7.3.3) aplicações :
a- contorno de superfícies cortadas : linha cheia grossa :
b- arestas visíveis, setas, números de cotas, designações
e observações : linha cheia média :
c- linhas de cota e de chamada, linhas de referência,
hachuras : linha cheia fina :
d- arestas invisíveis : linha tracejada média :
e- linhas de centro, eixos : linha traço-ponto fina :
f- linhas de separações e limites de vistas e seções inter-
rompidas : linha à mão livre média :

2
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.7 pg. 3/6
7
77.
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44 S
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ss g
ggr
rr á
ááf
ff i
ii c
cco
oos
ss
3
33


7.4.1) símbolos para peças de madeira :
Os símbolos para as peças de madeira devem ser definidos para representarem as
peças em elevação, em planta, em seções e cortes :





Figura 62 – Símbolos para peças de madeira

Observação : O símbolo ( ) recomendado pela NBR-7190, para indicar a direção das
fibras da madeira, na maior parte das aplicações, é desnecessário. As próprias dimensões das
peças apontam para que a maior delas corresponde à direção paralela às fibras.


Figura 63 – Direção das fibras em uma peça de madeira

Somente quando uma peça tem dimensões muito reduzidas, e elas próprias não
conseguem definir, é necessário apontar a direção de suas fibras, para orientar o corte da
mesma.





Figura 64 – Indicação da direção das fibras em uma peça específica









3
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
ELEVAÇÕES :
SEÇÕES :
LATERAL LATERAL FRONTAL FRONTAL
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.7 pg. 4/6
7.4.2) símbolos para li gações entre peças de madeira :





Figura 65 – Representação de ligações com pregos






Figura 66 – Representação de ligações com parafusos

Observações :
a- As indicações quantitativas devem ser feitas uma única vez. Quando feitas em
elevação, por exemplo, não devem ser repetidas em planta ou seção.
b- Para maior clareza, estes símbolos devem ser feitos nos desenhos em detalhe.

7.4.3) símbolos gráficos complementares :
São os seguintes os símbolos previstos no ANEXO A da NBR-7190 :
C20, C40, C60 : classes de resistência da madeira.
Con : conífera
Dic : dicotiledônea
P : peça
Pg : prego
P
f
P : parafuso passante
P
f
P
r
: parafuso prisioneiro
P
f
T : parafuso Tirefond
P
f
S : parafuso de rosca soberba
Cav : cavilha
Tr : tarugo
CF : chapa fina
CG : chapa grossa
CPr : chapa prego
E : especificação
ELEVAÇÃO : EM PLANTA :
PARA PREGOS :
SEÇÃO :
ELEVAÇÃO :
EM PLANTA :
PARA PARAFUSOS :
SEÇÃO :
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.7 pg. 5/6
A : anel comum (liso)
AB : anel dentado
M : rosca métrica
LA : lado anterior
LP : lado posterior
C
v
: contraventamento
C
v
V : contraventamento vertical
C
v
H : contraventamento horizontal
@ : corda

7
77.
..5
55 D
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A seguir, apresenta-se um exemplo de detalhamento de uma estrutura de cobertura em
madeira, com um desenho de conjunto, correspondendo à planta geral, que dá uma idéia do
arranjo estrutural principal.
Não se apresentou neste caso um desenho de montagem, dada a simplicidade do
arranjo estrutural, em que as tesouras principais servem de apoio para as demais peças
complementares.
A terceira série de desenhos mostram os detalhes, correspondentes às ligações entre as
peças de madeira.
As especificações de materiais, procedimentos, cuidados especiais, e outras
informações relevantes constam as observações do projeto.












mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.7 pg. 6/6



































Figura 67 – Exemplo de desenho de projeto estrutural

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.8 pg. 1/12
8
88
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No Brasil, a grande maioria das estruturas de madeira refere-se a coberturas. Não há
grande tradição na construção de edifícios (residenciais ou comerciais) em madeira. Em muitos
outros países, da América do Norte e Europa, a tradição na construção de pequeno e médio
porte (residenciais ou comerciais), recai na solução em madeira.
Um dos sistemas mais utilizados é o sistema “FRAME”,
estruturado a partir de montantes verticais e placas externas de
madeira compensada, ou também de madeira recomposta. A
figura 68, mostra tal sistema construtivo.
Há uma acentuada tendência em se trocar a tecnologia
da construção em alvenaria e concreto para a de madeira, em
função da sustentabilidade da solução.
O uso de madeira autoclavada e tratada proporciona
grande durabilidade à mesma, contrapondo-se ao argumento
que, especialmente no Brasil, impediu o desenvolvimento
desta indústria. figura 68 – o sistema “frame”
J á para coberturas de pequeno, médio e até mesmo grande porte, a solução da
estrutura em madeira revela-se muitas vezes, a mais econômica.
Também é digno de nota o fato de que a solução de estrutura em madeira é a melhor,
quando se trata de construções industriais, com presença de vapores químicos. A madeira
suporta muito bem tais circunstâncias, ao contrário do que acontece com o concreto armado e
com o aço.

8
88.
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tt u
uur
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aas
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As coberturas, dada a sua finalidade, de encaminhar adequadamente as águas da
chuva, têm as suas respectivas inclinações proporcionais às telhas utilizadas.

8.2.1) Arcos :
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.8 pg. 2/12
A solução mais econômica para grandes vãos em coberturas de madeira é o arco. Isto
também se extrapola para os demais materiais.
Estas estruturas podem ser utilizadas com o arco apoiado apenas na direção do vão
principal (arcos planos) ou o arco espacial. A figura 69 ilustra estas duas soluções.








figura 69 – soluções de cobertura em arco

A solução em arco leva a uma economia de material significativa em relação à solução
em treliça. Se os arcos puderem ser atirantados (ou contidos lateralmente), nos seus pontos de
apoio, é ainda maior a economia. A presença do tirante nem sempre é possível, em armazéns
ou ginásios de esportes. A solução espacial tem a contenção feita pelo anel estrutural que
coroa os pilares de apoio.
A configuração do arco espacial pode ser feita com barras simples, compondo uma
estrutura reticulada. A figura 70 mostra esta solução, em um Ginásio de Esportes. Trata-se de
barras retangulares, compostas por lâminas coladas, de madeira de PINUS, com ligações
metálicas nos nós.











figura 70 – Ginásio de Esportes em Lajes-SC – fonte : Battistella

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.8 pg. 3/12
J á os arcos planos podem ser estruturados com a solução em treliça, seção composta
por tábuas pregadas, ou também seções retangulares ou I, compostas por lâminas coladas.






figura 71 – Composição de seção de arcos planos

8.2.2) trel iças :
São a solução para grande parte das coberturas no Brasil.
A cobertura de galpões é a solução mais simples a ser dada, com a ocorrência de duas
águas no caimento do telhado.






figura 72 – Coberturas em treliças
Das três opções, a mais econômica, na solução em madeira, é a do tipo HOWE, por
apresentar uma solução mais simples nas ligações.
A tesoura tipo PRATT é mais utilizada em estruturas metálicas.
J á a tesoura tipo BELGA, que tem a passagem central livre, muito conveniente em
certas circunstâncias, é a escolhida em situações com características muito específicas, tal
como a passagem de dutos ou instalações centrais. A passagem interna pela tesoura de tais
dutos, reduz consideravelmente a altura do galpão, em relação às tesouras convencionais.
Modernamente, o uso de telhas leves, como são as metálicas, ou do tipo “shingle”, ou de
fibro-cimento, e a imprescindível consideração da ação do vento nos cálculos, leva à
constatação da inversão da natureza dos esforços internos nas barras. Tais esforços
caracterizam-se por valores alternados de tração e compressão nas barras. Este fator tende a
complicar um pouco a solução das ligações entre as barras, pois quase todas têm, pelo menos
em uma das combinações de ações prováveis, a necessidade da verificação à compressão
com flambagem.
Em relação às estruturas de madeira de um passado recente, em que as telhas quase
sempre eram pesadas (de barro), o efeito de inversão de esforços não ocorria. Sendo assim,
planta
PRATT
HOWE
BELGA
PRATT
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.8 pg. 4/12
soluções que se tornaram clássicas para estruturas de madeira (barras tracionadas
constituídas de peças duplas, e barras comprimidas simples de maior espessura), não se
caracterizam mais, com as telhas leves.
Há necessidade de soluções mais complexas, e de dispositivos de travamento, que não
se adotavam, por serem desnecessárias, nas antigas soluções em madeira.
Estruturas treliçadas espaciais (tri-dimensionais) são uma interessante e econômica
solução em coberturas de madeira, com vãos livres acentuados. Um exemplo é a cobertura de
igreja em Curitiba-PR, ilustrada na figura 73.








Figura 73 – treliça espacial para cobertura em madeira

8.2.3) pórticos :
São soluções que podem ser desenvolvidas e aplicadas com maior freqüência no Brasil,
tal como se faz em outros países. São bastante praticados na Europa, utilizando madeiras
Coníferas tratadas adequadamente.
Um aspecto determinante de sua conveniência construtiva é o processo de pré-
fabricação. Os pórticos de madeira podem ser tri-articulados, o que possibilita a pré-fabricação
das duas metades na indústria, e o seu posterior transporte e montagem no local.
Outro aspecto muito conveniente da concepção do pórtico tri-articulado é a inexistência
de esforços de flexão nos respectivos apoios (pilares ou fundações). Isto simplifica bastante a
solução das fundações, gerando correspondente economia.





Figura 74 – Pórtico de madeira
Esta solução é muito econômica para galpões, visto que o pórtico absorve muito bem
não só as ações verticais (peso próprio mais as telhas e forrações) que são de pequena monta,
Esquema
estrutural
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.8 pg. 5/12
mas principalmente as ações do vento. Nos galpões convencionais, com pilares de concreto ou
aço engastados nas fundações, a ação do vento gera importantes solicitações de flexão nas
fundações de difícil e/ou cara solução.








Figura 75 – Solução convencional de galpões

Os pórticos bi ou tri-articulados têm a solução para a composição de sua seção, as
mesmas possibilidades ilustradas para os arcos, na figura 71.

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88.
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ss

8.3.1) ações a considerar :
A norma NBR-6120 estabelece os valores das cargas para o cálculo das estruturas. A
norma NBR-6123 aponta os valores relativos à ação do vento. Em complemento, a norma
NBR-8681, assim como a própria NBR-7190, definem os critérios para combinar as ações
previstas nas estruturas de madeira. Estas combinações foram o tema do capítulo 2 deste
trabalho.
Recordando, devemos considerar as seguintes ações, dentre as principais, nas
estruturas de madeira :
a) cargas permanentes :
Peso próprio da estrutura, peso das telhas e acessórios, instalações elétricas,
hidráulicas, tarugamento e forro, tratamentos acústico e térmico, etc.
b) cargas acidentais verticais :
Basicamente, constitui-se na sobrecarga. Em estruturas de aço, nas coberturas, a
NBR-8800 estabelece a necessidade da consideração de um valor equivalente a
0,25 kN/m
2
. A NBR-7190 não especifica um valor. Resta o que prescreve a norma
NBR-6120, que aponta 0,50 kN/m
2
, considerada exagerada por muitos especialistas.
Por analogia entre as estruturas de cobertura de madeira e de aço, adotam o valor
0,25 kN/m
2
, da NBR-8800.
vento
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.8 pg. 6/12
Não se pode omitir dos cálculos, a exigência da NBR-7190, da consideração da
aplicação de uma carga acidental equivalente a 1 kN, na pior localização de qualquer
peça isolada da estrutura de cobertura (refer-se à presença de um operário, na
construção ou na manutenção da estrutura).
c) ação do vento.

8.3.2) Ações atuantes nas barras :
Uma simplificação muito adotada na determinação das parcelas de carga sobre as
peças de uma estrutura é o cálculo por áreas de influência respectivas : determinam-se os
valores das ações atuantes e dividem-se as cargas totais proporcionalmente às áreas de
influência respectivas.







Figura 76 – Determinação das ações nos nós de estruturas









Figura 77 – Determinação das ações nas terças

8.3.3) Determinação de esforços atuantes :
a) ripas, caibros e terças :
Tratam-se de vigas, isoladas ou contínuas, dependendo da continuidade ou não
entre as peças nos vãos consecutivos, sujeitas a cargas uniformemente distribuídas,
configurando flexão reta ou oblíqua, ou flexão composta, conforme estudado no
capítulo 4 deste trabalho.

P
b
P
a
b a
planta
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.8 pg. 7/12






Figura 78 – Flexão oblíqua em ripas, caibros e terças

Não devem ser omitidos dos cálculos, as possíveis combinações das ações,
considerando também a possibilidade da atuação da carga de 1 kN, em qualquer
posição, das peças isoladas.

b) barras das estruturas :
Com base na geometria das estruturas principais, e das cargas atuantes nas
mesmas, levando em consideração as propriedades físicas e mecânicas da espécie de
madeira escolhida, procede-se à determinação dos esforços nas barras respectivas.
Programas de computador (softwares) específicos, de maior ou menor grau de
sofisticação, são ferramentas indispensáveis nesta etapa do projeto. O cálculo
simplificado, pelo equilíbrio dos nós, muito utilizado no passado, caiu em desuso, frente
à disponibilidade de ferramentas mais sofisticadas. Exemplo disto, é a possibilidade do
uso educacional do programa FTOOL, de autoria do prof. Luiz Fernando Martha,
disponibilizado pelo mesmo na Internet, e cujo “link” aparece no site desta disciplina :
solar.cesec.ufpr.br/sistemasb .
A importância da estrutura a analisar deve apontar proporcionalmente à sofisticação
da ferramenta de análise.
Os principais esforços encontrados nas barras das estruturas reticuladas são :
b.1) compressão (considerar a possibilidade da flambagem) ;
b.2) tração ;
b.3) flexo-compressão ;
b.4) flexo-tração ;

8
88.
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44 D
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aas
ss
O desenho das estruturas, após o devido calculo e dimensionamento, deve ser feita de
acordo com o que se estudou no capítulo 7 deste trabalho.
8.4.1) solução de nós :
F
d
Y
X

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.8 pg. 8/12
Muito importante, nas estruturas de madeira, é dar solução aos nós e suas respectivas
ligações, já na fase inicial do projeto, que é a de definir o arcabouço resistente como um todo.
Isto ocorre, ao contrário das estruturas de concreto, que não apresenta qualquer dificuldade na
solução da ligação entre as barras, e as estruturas metálicas também, que têm fácil solução,
com o uso de chapas (goussets) para ligar as barras (com solda ou pinos).






Figura 79 – ligações de um nó de estrutura metálica

Desta forma, a composição das barras da estrutura devem atender aos requisitos das
ligações. Um exemplo bastante claro, é ilustrado na figura 80, em que são apresentadas duas
soluções para o mesmo nó indicado na figura 79, agora com as peças de madeira.

Figura 80 – ligações de um nó de estrutura de madeira

Não se pode deixar de atender no detalhamento dos nós e suas respectivas ligações,
um pressuposto que foi estabelecido para o calculo dos esforços : a configuração adequada do
mesmo, com todas as barras convergindo para um ponto único, através dos seus eixos.
Quando isto não ocorre, geram-se esforços adicionais nas barras e nas próprias
ligações, que podem dificultar ainda mais a verificação das condições de segurança.
Um aspecto que chama bastante a atenção, quanto a esta questão, é o fato de que,
apesar de muitas vezes um projeto estrutural apresentar o alinhamento perfeito dos eixos das
barras, no seu detalhamento, a execução feita na obra deixa de atender tais configurações
geométricas, originando problemas posteriores, no funcionamento da estrutura.

8.4.2) dimensionamento das barras :
O dimensionamento das barras das estruturas de madeira será feito de acordo com o
que prescreve a NBR-7190, conforme o que foi detalhado no capítulo 4 deste trabalho.
Algumas situações, decorrentes do processo construtivo, e até mesmo da arquitetura,
devem ser avaliadas com o devido detalhe que a situação requer :
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.8 pg. 9/12
a) nós de extremidade :






Figura 81 – nó de extremidade de tesoura

É comum a falta de espaço para a configuração do nó mais importante das tesouras de
madeira, que é o nó de apoio das extremidades. A eventual excentricidade do apoio em
relação ao nó gera um esforço adicional de flexão na barra tracionada do banzo inferior, que
pode ser verificada exatamente como se fez no capítulo 4, exercício 4.10, deste trabalho.

b) nó intermediário de banzo superior de tesouras :
Nem sempre as peças secundárias, tais como terças ou caibros, configuram a
transmissão de suas respectivas reações diretamente aos nós, como teoricamente seria
desejável. Desejável para que as barras componentes da estrutura reticulada (tesoura) tivesse
a geração exclusiva de esforços internos de tração e de compressão.
Para as cargas verticais, até que é possível fazer tal alinhamento. Quanto à ação do
vento, que é normal ao plano do telhado, este alinhamento deixa de acontecer.
Também ocorre com certa freqüência, a colocação pura e simples destas peças
secundárias, em posições intermediárias das barras, para respeitar as dimensões das telhas ou
por qualquer outra razão. A verificação à flexão composta resolve tais situações.










Figura 82 – configuração dos nós e suas cargas


T
d

Elevação
10
N
d

vento
Cargas
verticais
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aa
O projeto da estrutura de uma cobertura comum, tal como
uma residência, pode ser visualizado através da soluções que
são apontadas a seguir. Considere-se a planta irregular de uma
residência, com várias águas de caimento dos telhados, e com
uma característica
diferenciada, que é a
ocorrência de uma área livre
de lajes, a saber, a área
social da mesma. A figura
83, ao lado, mostra alguns
detalhes desta situação.
Figura 83 – planta de cobertura de
uma residência

Na região sem lajes para apoio da estrutura do telhado, será concebida uma tesoura
principal T1, qua apóia-se nas duas extremidades da construção (ver fig. 84). Por sua vez, as
demais tesouras (na verdade meias-tesouras) T2 (4X) e T3 (2X), assim como a treliça T4 (1X),
apóiam-se nas bordas da construção e na tesoura T1.























Figura 84 – estrutura de cobertura
do telhado de uma residência

DET. C
B
B
A
A
SEÇÃO LONGITUDINAL AA
T4
T3
T2
T2
T4
T3
T3
T2
T2
T2
T2
T1
T2
T1
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N
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V
E
R
S
A
L

B
B

mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.8 pg. 11/12
Toda esta estruturação proporciona a colocação de terças que não têm vãos superiores
a 4 metros. Vãos muito grandes para peças isoladas de madeira sujeitas à flexão, apresentam
duas dificuldades : a primeira delas, o próprio comprimento de peça única, e a segunda, a
necessidade de grandes seções transversais, para proporcionar rigidez suficiente à flexão.
Analisando a estrutura no seu todo, sempre é fator de preocupação a questão relativa à
estabilidade do conjunto, mediante a ação das solicitações transversais (vento), que tendem a
tombar as treliças planas.
Na estrutura que se configurou, a contraposição das tesouras T1 a T4, devidamente
ligadas entre si, promove a estabilidade lateral das mesmas, sem necessidade de
contraventamentos (este assunto será tratado no capítulo seguinte, com mais detalhes).
J á a região da cobertura que tem laje abaixo, para lhe dar sustentação, pode ser
equacionada através da colocação de pontaletes (pilaretes de madeira, de pequena seção
transversal) adequadamente fixados às lajes, e que dão suporte aos caibros secundários. Esta
solução pode ser visualizada na figura 85.








Figura 85 – estruturação com pontaletes
As seções transversais AA e BB, mostram contraventamentos típicos de pontaletes, que
evitam seu tombamento, promovendo a rigidez longitudinal necessária. Transversalmente, os
caibros, ligados às lajes através de um ripão fixado na borda do beiral, configuram estabilidade
ao tombamento da estrutura como um todo.








Figura 86 – detalhe do apoio das telhas
g+q
g+q
g+q
w
w
w
caibros
ripas
terças
travejamento
s
pontalete
pontalete
terças
laje
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.8 pg. 12/12
Completando a configuração da estruturação do telhado, aparecem as terças, caibros e
ripas, que trabalham sob as condições de flexão. A figura 86 mostra tais dispositivos.
Como observação final, saliente-se que as ripas, que dão apoio direto às telhas,
trabalham à flexão oblíqua, assim como também as terças. J á os caibros, trabalham à flexão
simples, porém com o seu eixo inclinado. Esta inclinação do eixo em relação à verticalidade
das cargas, ocasiona flexão composta. Para a ação do vento, normal ao plano da cobertura, a
flexão é simples.
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9
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1
11

As estruturas reticuladas são normalmente constituídas por elementos planos.
Quando são estruturas espaciais (não planas), tendem a oferecer uma configuração que
por si mesmas realizam os travejamentos laterais. Um bom exemplo deste tipo de estrutura são
o arco e a treliça espacial ilustrados no capítulo 8 deste trabalho, através da figuras 69, 70 e 73.
No caso das estruturas planas, ocorre instabilidade lateral (tendência ao tombamento),
por conta das ligações das terças às mesmas serem rotuladas, não impedindo o tombamento.
A figura 87 mostra tal situação.





Figura 87 – instabilidade lateral

Esta instabilidade lateral dos elementos principais das estruturas de cobertura, pode ser
estendida para os demais tipos de soluções : arcos, pórticos, etc.
Este efeito de instabilidade, nas estruturas planas, pode ser solucionado, quando se
dispõem os elementos de contraventamento para absorver as solicitações do vento.
É importante discernir os dois efeitos mencionados : solicitações tranversais e
instabilidade lateral.
É relevante salientar que peças isoladas, até mesmo componentes de estruturas
reticuladas, sujeitas a esforços de compressão ou flexo-compressão, devem ter seus pontos
teóricos de travejamento devidamente contidos lateralmente, nos dois planos principais de
flambagem.
A NBR-7190, no item 7.6.1, prescreve que no dimensionamento dos contraventamentos
“devem ser consideradas as imperfeições geométricas das peças, as excentricidades

1
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
GALPÃO
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.9 pg. 2/6
inevitáveis dos carregamentos e os efeitos de segunda ordem decorrentes das deformações
das peças fletidas”.
Prossegue a Norma, estabelecendo que “na falta da determinação específica da
influência destes fatores, permite-se admitir que, na situação de calculo, em cada nó do
contraventamento seja considerada uma força F
1d
, com direção perpendicular ao plano de
resistência dos elementos do sistema principal, com a intensidade que se verá adiante”.
A figura 88 mostra tal consideração .












Figura 88 – força convencional de instabilidade

9
99.
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22 C
CCo
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ss
2
22

Para peças comprimidas por uma força N
d
, com articulações fixas em ambas as
extremidades (definindo L
o
), podem ser estabelecidos pontos intermediários de travamento,
espaçados regularmente entre si (distâncias L
1
), de acordo com a NBR-7190.
Isto ocorre quando em cada um dos pontos de contraventamento intermediários, for
considerada a aplicação da força convencional F
1d.
Deve ser tomado :
150
N
F
d
d 1
 equação 9.1

Este valor corresponde a uma curvatura inicial da peça (imperfeição geométrica) com
flechas da ordem de 1/300 do comprimento do arco correspondente.



2
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
F
1d
F
1d
mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.9 pg. 3/6












Figura 89 – contraventamento de peças comprimidas

Para que os elementos de contraventamento intermediário possam sustentar o ponto de
apoio da peça principal, absorvendo o esforço convencional transversal F
1d
, devem ter uma
rigidez mínima k
br,1
tal que :
3
1
2 ef , 0 c
2
m min , 1 , br
L
I . E .
. . 2 k

  equação 9.2
Nesta expressão :
m
cos 1
m

   equação 9.3
O valor de α
m
é uma função do número de intervalos de comprimento L
1
, referente à
peça principal. A tabela 24, que é uma reprodução da tabela 19 da NBR-7190, fornece tais
valores :
m 2 3 4 5 

m
1 1,5 1,7 1,8 2
Tabela 24 – valores de 
m

Nas expressões acima relacionadas :
I
2
=momento de Inércia da seção transversal da peça principal, relativamente ao eixo
transversal à direção das deformações.
Como os elementos de contraventamento recebem a aplicação de uma força de
compressão F
1d
, estes devem ter a sua estabilidade verificada.
deformações de 2
a
. ordem

rigidez k
br,1


N
d
N
d
F
1d
F
1d
L
1


L
1


L
1


L
0

=

m
.
L
1

F
1d
2

1

L
1


mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.9 pg. 4/6
É possível uma simplificação no sistema de contraventamento, quando houver fixação
em ambas as extremidades do mesmo, podendo ser considerada solicitação à tração em um
dos lados.











Figura 90 – contraventamento por tração

9
99.
..3
33 C
CCo
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ss f
ff l
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tt i
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dda
aas
ss
3
33

Para o contraventamento do banzo comprimido de treliças ou de vigas fletidas, de
acordo com a NBR-7190, admitem-se as premissas do item anterior.
A base para a determinação de F
1d
, passa do valor N
d
, considerado anteriormente, para
R
cd
, resultante das tensões de compressão no banzo respectivo.
No caso de vigas, para tal consideração, é indispensável o impedimento de rotação de
suas extremidades.
150
R
F
cd
d 1
 equação 9.4








Figura 91 – contraventamento de vigas


3
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
F
1d
N
d
F
1d
L
1


L
1


N
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F
1d
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99.
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44 C
CCo
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mm p
ppa
aar
rr a
aal
ll e
eel
ll o
oo
4
44

O contraventamento lateral dos elementos planos componentes de um sistema em
paralelo, deve ser feito com uma estrutura secundária transversal ao primeiro.








Figura 92 – estabilidade global de estruturas

Conforme mencionado anteriormente, se houverem efeitos transversais de
carregamento, devem ser somados aos efeitos de instabilidade, para dimensionamento dos
contraventamentos.
Simplificadamente, as estruturas de contraventamento podem ser dispostas vertical e
horizontalmente (como se observa na figura 92), em distâncias não superiores a 20 metros, nas
extremidades, e, eventualmente, em posições intermediárias.
O sistema vertical, com duas diagonais, deve ser disposto no máximo a cada três vãos,
e por peças longitudinais associadas (terças, por exemplo), que transmitem os esforços
longitudinalmente.












Figura 93 – dimensionamento de contraventamentos

4
Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
F
1d
F
1d
F
1d
F
1d
2
o
.trecho
3
o
.trecho
1
o
.trecho
F
1d
F
1d
F
1d
F
1d
F
d
F
d
F
d
ELEVAÇÃO
F
1d
PLANTA
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Em cada nó do sistema de contraventamento, deve ser considerada uma força F
d

correspondente a pelo menos 2/3 da resultante das n forças F
1d
existentes no trecho a ser
contraventado.
d 1 d
F . n .
3
2
F  equação 9.5



mfhneto@hotmai l.com UFPR-2012 Estruturas de Madeira CAP.9 pg. 1/3
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EEX
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RRC
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99
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11 E
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vvi
ii d
ddo
oos
ss :
::
Exercício 9.1 : Projetar o contraventamento da estrutura de cobertura ilustrada na figura 83 do
capítulo 8.
1- Madeira : Dicotiledônea C-40.
2- Dimensões em centímetros.
3- Critério da NBR-7190.
4- Esforço atuante no contraventamento :
F
d
=5 kN (vento)












Solução :
Será considerada a aplicação da força horizontal F
d
= 5 kN, aplicada ao quadro de
contraventamento. Não há um esforço ou uma resultante de compressão no elemento
transversal correspondente. Existem apenas vigas, como se observa nos detalhes.
A solução de contraventamento consiste na colocação de duas diagonais contrapostas,
no plano vertical, trabalhando à compressão. Quando o vento atuar da esquerda para a direita,
a diagonal que desce funciona à compressão, levando esta carga para o pé do pontalete
seguinte (o da direita). Invertendo-se o sentido do vento, a outra diagonal dirige a carga para o
pé do pontalete à esquerda do contraventamento.
A
A
SEÇÃO AA
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a) características geométricas das barras de travejamento :
A =10 . 5 =50 cm
2
;
L
0X

=
2 2
60 150 +
=162 cm ;
L
0Y

=2 . 162 =324 cm ;
a.1) eixo X (plano vertical) :
I
X
=10 . 5
3
/ 12 =104,2 cm
4
;
W
X
=I
X
/ y =104,2 / (5/2) =41,7 cm
4
;
50 2 , 104 A I i
X X
= = =1,44 cm ;
ì
X
=162 / 1,44 =112 (peça esbelta).
a.2) eixo Y (plano horizontal) :
I
Y
=5 . 10
3
/ 12 =416,7 cm
4
;
50 7 , 416 A I i
Y Y
= = =2,89 cm ;
ì
Y
=324 / 2,89 =112 (peça esbelta).
Tem-se o mesmo grau de esbeltez, para os dois eixos : basta verificar um deles.

b) propriedades mecânicas da Dicotiledônea C-40 :
f
c0k
=40 MPa =4,0 kN/cm
2
;
2
c
k 0 c
mod d 0 c
cm / kN 60 , 1
4 , 1
0 , 4
. 56 , 0
f
. k f = =
¸
=
E
c,0,ef
=k
mod
. E
c,0,ef
=0,56 . 19.500 MPa =10.920 MPa =1.092 kN/cm
2
.

c) verificação das barras de travejamento :
c.1) esforço atuante :
(F
d
=0,75 . 1,4 . F
k
) (ação do vento!) ; F
d
=5 kN.
u =arc.tg. 120 / 300 =21,8
o
;
N
d
=5 / cos 21,8
o
=5,39 kN ; N
k
=5,39 / 1,4 . 0,75 =5,13 kN.

10
10
SEÇÃO
pontalete
pontalete
S
S
5
5
terças
laje
5
10
Y
X
L
0Y
L
0X
0,6
0,6
1,5 1,5
300

120


N
d
F
d
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c.2) verificação à compressão :
será verificado o eixo X, já que ì
X

Y
.
cm 17 , 0
30
5
30
h
0 e
X
i
= = > =
;
cm 54 , 0
300
162
300
L
e
X , 0
a
= = = ;
kN 8 , 42
162
2 , 104 . 1092 .
L
I . E .
F
2
2
2
X , 0
X ef , 0 c
2
E
=
t
=
t
= ;
| =0,8 (tabela 18) ; N
Gk
=0 ; N
Qk
=5,13 kN ; ¢
1
=0,2 ; ¢
2
=0,0 (vento)
   
   
qk 2 1 gk E
qk 2 1 gk
N . N F
N . N .
c
¢ ¢
¢ ¢ |
  
 
 =
( ) | |
( ) | |
02 , 0
13 , 5 . 0 2 , 0 0 8 , 42
13 , 5 . 0 2 , 0 0 . 8 , 0
=
+ + ÷
+ +
;
    1 e . e e e
c
a ig c
   ( ) ( ) cm 014 , 0 1 e . 54 , 0 17 , 0
02 , 0
= ÷ + = ;
e
1ef
=e
i
+e
a
+e
c
=0,17 +0,54 +0,014 =0,72 cm ;
cm . kN 44 , 4
39 , 5 8 , 42
8 , 42
. 72 , 0 . 39 , 5
N F
F
. e . N M
d E
E
ef , 1 d d
=
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
÷
= ;
Determinação das tensões
Md Nd
eo o :
2 d
Nd
cm / kN 108 , 0
50
39 , 5
A
N
= = = o ;
2
Y
d
Md
cm / kN 106 , 0
7 , 41
44 , 4
W
M
= = = o ;
Verificação da segurança (equação 4.4) :
0 , 1 13 , 0
60 , 1
106 , 0
60 , 1
108 , 0
f f
d , 0 c
Md
d , 0 c
Nd
<<< = + =
o
+
o
Verifica com folga !
Observação : o maior problema na verificação da segurança das barras de
contraventamento à compressão é o seu grau de esbeltez (ì
max
s140, de acordo com a NBR-
7190). Os esforços são bastante pequenos, habitualmente.





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1
110
00
F
FFO
OOR
RRM
MMA
AAS
SS E
EE E
EES
SSC
CCO
OOR
RRA
AAM
MME
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MMA
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PPA
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AAS
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1
110
00.
..1
11 G
GGe
een
nne
eer
rr a
aal
ll i
ii d
dda
aad
dde
ees
ss
10.1.1) formas de madeira :
Formas para concreto são disposições estruturais com a finalidade de moldagem das
peças concebidas no respectivo projeto estrutural de concreto.
Não se visualiza, no atual momento tecnológico da Construção Civil, outro material que
ofereça a versatilidade, praticidade e economia como a madeira o faz, para cumprir os seus
propósitos.
Considerem-se incluídos na categoria de formas de madeira os produtos manufaturados,
tais como chapas de compensados, e de madeira recomposta, como as chapas OSB (Oriented
Strand Board).
As formas são estruturas provisórias, que têm a função de sustentar o concreto fresco
até que o mesmo atinja a cura correspondente, auto sustentando-se.
Deve-se levar em conta no seu projeto, que as mesmas contenham os empuxos laterais
respectivos, o peso próprio e do concreto, além das sobrecargas previstas durante o processo
construtivo.
Também reveste-se de grande importância a estanqueidade das mesmas, evitando-se a
segregação do concreto fresco.

10.1.2) escoramentos :
Escoramentos são disposições estruturais com a finalidade de sustentar as respectivas
formas e seus correspondentes carregamentos, mantendo-as com os devidos alinhamentos e
dimensões finais.
Neste sentido, diga-se que os escoramentos devem proporcionar a devida absorção de
ações que ocorram durante o período de sua utilização, tais como a ação do vento, passagem
de materiais, e a presença dos respectivos operários com seus equipamentos.
Todas estas solicitações apontadas devem ser absorvidas dentro dos critérios de
segurança estabelecidos na norma NBR-7190 e afins.


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10.1.3) prática usual :
Em obras de grande porte, e em algumas de médio porte, habitualmente trabalha-se
com projetos e/ou sistemas de formas e escoramento.
No entretanto, a grande maioria das obras de médio porte, e a quase totalidade das
obras de pequeno porte, via de regra não recebem o devido cuidado relativamente a estes
dispositivos.
A infeliz conseqüência destes descuidos são a muito conhecida grande incidência de
acidentes na Construção Civil.

1
110
00.
..2
22 F
FFo
oor
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mma
aas
ss d
dde
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aas
ss d
dde
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cco
oon
nnc
ccr
rr e
eet
tt o
oo
As estruturas usuais de concreto envolvem a confecção de variados tipos de peças, a
saber : blocos ou sapatas de fundação, paredes-arrimo, pilares, vigas, lajes, escadas, caixas
d’água, entre outras.
Quanto à construção de estruturas de edifícios altos, usa-se comumente a solução de
formas reaproveitáveis, e escoramentos que possam sustentar dois ou até mais pavimentos
concretados. A velocidade pretendida na construção é que vai determinar tal solução.
Serão mostradas a seguir as soluções mais freqüentes para as peças que ocorrem nas
estruturas de concreto usuais.

10.2.1) formas para pilares :
Sejam quais forem as seções transversais dos mesmos, simples ou complexas, as
formas devem reproduzir as dimensões externas com precisão. Algumas vezes, a seção
transversal dos pilares é variável ao longo da sua altura. Esta circunstância requer grande
cuidado e precisão por parte dos carpinteiros.
As figuras 94 e 95 mostram pilares e suas respectivas formas.

Figura 94 – formas para pilar de seção retangular


gravatas
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Figura 95 – formas para seções circulares e variáveis

10.2.2) formas para vigas :
As vigas requerem dispositivos um pouco mais complexos que os pilares :

a- vigas internas da estrutura :
A forma das lajes (chapas) podem servir como elemento de contenção para as paredes
da forma da viga. Um tirante (arame de aço ou parafusos) equilibram os empuxos
horizontais. A figura 96, mostrada a seguir, exibe tais situações.

b- vigas de extremidade da estrutura :
Requerem dispositivos adicionais, como se observa também na figura 94.













Figura 96 – formas para vigas

c- vigas isoladas :
Não têm os painéis das lajes para realizar os travamentos, mas podem usar gravatas
superiores com tal finalidade. A figura 97 ilustra esta situação.

Linha de enchimento
do concreto
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Figura 97 – formas para vigas isoladas

10.2.3- formas para lajes :
a- lajes pré-moldadas :
Necessitam apenas de escoramento intermediário para as nervuras, dispensando as
formas. As próprias nervuras, junto com os tijolos da laje, realizam a tarefa de sustentar
o concreto fresco lançado na laje. A figura 98 mostra tal solução.








Figura 98 – escoramento para lajes pré-moldadas

b- lajes maciças ou mistas :
As formas para estas lajes obedecem a disposição mostrada na figura 96.

10.2.4- formas para escadas :
Tratam-se de formas como se dispõem para as lajes maciças, correspondendo a lajes
inclinadas. Há necessidade adicional de moldar os degraus, juntamente com a laje, razão pela
qual são dispostas formas verticais, com esta finalidade.
A figura 99 mostra este tipo de disposição :
Linha de enchimento
do concreto
Linha de enchimento
do concreto
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Figura 99 – formas para escadas

Escadas com laje de fundo curvo (degraus compensados), requerem formas especiais,
normalmente ripas justapostas, tal como se faz algumas vezes para pilares de seção circular.

1
110
00.
..3
33 A
AAç
ççõ
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ees
ss a
aa c
cco
oon
nns
ssi
ii d
dde
eer
rr a
aar
rr
A NBR-7190 prevê, para os Estados Limites Últimos, combinações ultimas especiais ou
de construção :

¿ ¿
= =
(
¸
(

¸

+ + =
m
1 i
n
2 j
k , Qj ef , j 0 k , 1 Q Q k , Gi Gi d
F . F . F . F    , equação 2.3
Para os Estados Limites de Utilização, combinações de curta duração :

¿ ¿
= =
+ + =
m
1 i
n
2 j
k , Qj j 1 k , 1 Q k , Gi uti , d
F . F F F  , equação 2.7
Nestas expressões, todos os coeficientes definidos pela NBR-7190 estão reproduzidos
no capítulo 2 deste trabalho, através das Tabelas 3 a 7.
O empuxo horizontal do concreto fresco pode ser nas paredes das formas de madeira
pode ser estabelecido pela seguinte expressão :
h . . k p
H
  equação 10.1
onde :  =peso específico do concreto =25 kN/m
3
;
k =0,60 ;
h =altura relativa ao nível do concreto fresco.
Esta expressão configura um diagrama de empuxos tal como mostrado na figura 100. Na
maior parte das vezes, trabalha-se com um diagrama de empuxos uniformes, tomados com o
valor equivalente a 2/3 do máximo valor de empuxo gerado no diagrama triangular.


Linha de enchimento
do concreto
Formas laterais
ripas
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Figura 100 – empuxo horizontal nas formas

10.3.1) chapas horizontais ou pouco inclinadas :









Figura 101 – carregamento dos painéis de lajes

p =carga uniforme distribuída sobre o painel da forma
g =cargas permanentes
q =cargas acidentais (sobrecarga)

Trata-se de verificação à flexão, correspondendo às tensões de flexão, cisalhamento e
às deformações.
Note-se que as deformações das formas podem se somar às deformações da própria
peça de concreto, após sua cura, desforma e carregamento, resultando em deformações
aparentes exageradas.

10.3.2) chapas verticais ou muito inclinadas :
São solicitadas tal como mostrado no desenho da figura 100.


Linha de enchimento
do concreto
E
2/3E
2/3E
p =g +q
longarinas
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10.3.3) longari nas :
São elementos longitudinais que recebem as reações respectivas dos carregamentos
exercidos sobre as chapas de formas. Tratam-se de cargas distribuídas uniformente ao longo
de seu comprimento. Escoras colocadas diretamente sob estas peças reduzem os vãos das
longarinas, viabilizando a verificação de suas condições de segurança. Quanto mais livre se
desejar o espaço abaixo das formas que estão sendo preparadas ou estão aguardando a cura
do concreto, maiores os vãos das respectivas longarinas, por conta da maior distância entre as
escoras. Estas disposições podem ser observadas na figura 101.

10.3.4) gravatas :
São os dispositivos que “abraçam” as longarinas e/ou as chapas das formas. São
solicitadas à flexão, juntamente com esforços normais. A verificação deve ser feita portanto à
flexão composta. A figura 102 mostra tais solicitações em gravatas de pilares e de vigas.











Figura 102 – carregamento de gravatas de pilares e de vigas

10.3.5) escoras :
São solicitadas à compressão com flambagem, resultado das reações advindas do
sistema de formas descritos anteriormente, neste capítulo.




Figura 103 – escoras solicitadas à compressão


R
d

A
H =L
0

gravatas de pilar
gravatas de viga
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Quando a altura das escoras é elevada, o grau de esbeltez pode ser reduzido, criando-
se travamentos intermediários, como mostrado na figura 104. Estes dispositivos também são
adequado para criar no escoramento a capacidade de absorver esforços transversais, tais
como a ação do vento.







Figura 104 – travamento e contraventamento de escoras






















R
d

w
d