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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO – FAED PEDAGOGIA HABILITAÇÃO SUPERVISÃO ESCOLAR

TRABALHO FINAL DE ESTÁGIO

AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORE(AS)

DÉBORA DOS SANTOS ELIZABETH PACÍFICO BARBI SILVY LUDMAR DE BEM PERES DA SILVA

FLORIANÓPOLIS, JUNHO DE 2006.

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO – FAED PEDAGOGIA HABILITAÇÃO SUPERVISÃO ESCOLAR

AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORE (AS)

DÉBORA DOS SANTOS ELIZABETH PACÍFICO BARBI LUDMAR DE BEM PERES DA SILVA

FLORIANÓPOLIS, JUNHO DE 2006.

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO – FAED PEDAGOGIA HABILITAÇÃO SUPERVISÃO ESCOLAR

AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORE (AS)

COORDENADOR GERAL DE ESTÁGIOS NADIR ESPERANÇA AZIBEIRO

PROFESSORAS ORIENTADORAS DE ESTAGIO ELISA MARIA QUARTIERO

SUPERVISORA DE ESTÁGIO ROSEMERE JORGE DA SILVA

A escolha deste tema deu-se pela inclusão desta temática no Projeto Político-Pedagógico da Escola. dentro e fora da escola.RESUMO Este relatório analisa o trabalho desenvolvido durante o estágio de supervisão escolar na Escola de Educação Básica Jurema Cavallazzi. constatamos com este trabalho a criação de ambientes de formação na escola utilizando-se das novas tecnologias.639/03. tanto individuais quanto coletivos e discutir o papel o trabalho da supervisão escolar nesse processo de formação escola. como mediador. levantando a importância do trabalho do (a) supervisor (a) escolar. em processo de reformulação. Desenvolvido através da união entre dois grupos de estágio o curso abordou o tema: Diversidade Étnica na Escola: Discutindo a lei 10. como forma de viabilizar e facilitar momentos de estudos e reflexões. Ambiente virtual de aprendizagem. PALAVRAS-CHAVE: Formação de professores(as). Por fim. aplicação de questionário onde foi possível identificar uma problemática que está presente na realidade de muitos (as) professores (as) que atuam na rede municipal e estadual de educação: a falta de tempo para a formação continuada. no período de setembro de 2005 a junho de 2006. . registros. coordenador e articulador desse processo. Para isso foi desenvolvido um curso de formação continuada na modalidade a distancia O curso teve sua origem em observações. Supervisão escolar. Teve como objetivo discutir a importância das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação NTIC’s para a formação continuada dos (as) professores (as).

. 11 GRÁFICO 4: Possui outra atividade ............................................................................................ 11 GRÁFICO 5: Acesso às tecnologias.......................................................................................................................... 11 GRÁFICO 6: Frequência de acesso...................................... 10 GRÁFICO 3: Trabalha em outra escola ............................................... 12 ............................................................................................................................................................................................................. 11 GRÁFICO 8: Ferramentas mais utilizadas ........... ...................... .................... 10 GRÁFICO 2: Carga horária de trabalho na Escola .................................................................................LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICO 1: Tempo de serviço no magistério ................................... 11 GRÁFICO 7: Local de acesso...............................

.................................................................................................................................................................................................................................................... 9 3 DESENVOLVIMENTO DO ESTAGIO EM SUPERVISÃO EDUCACIONAL .............. 23 4.............................. ..........1 O PAPEL DO SUPERVISOR ESCOLAR NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES E O USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS..................... 30 4........................................... 19 4 REFLEXÕES SOBRE O ESTAGIO DESENVOLVIDO...2 A MEDIAÇÃO DO(A) SUPERVISOR(A) EDUCACIONAL NO PLANEJAMENTO E NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES(AS).................. 6 1 O CAMPO DE ESTÁGIO ............... 7 2 DESCRIÇÃO DA PROPOSTA DE ESTÁGIO NA ÁREA DE SUPERVISÃO EDUCACIONAL ....................................................................................... 15 3............................................... 46 REFERÊNCIAS ............................ 47 APÊNDICE ..................................1 AVALIAÇÃO DO CURSO PELOS(AS) PROFESSORAS(AS)........................................................................................................... 48 ................................... .............................SUMÁRIO INTRODUÇÃO ............................................................................ 22 4.......................................................................................................3 A FUNÇÃO SOCIAL DO SUPERVISOR EDUCACIONAL ......................................................................... 38 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........

Dividindo-se em seis capítulos. encontra-se as considerações finais do grupo sobre o trabalho desenvolvido na escola. o terceiro capítulo dedica-se a descrever o desenvolvimento do estágio. o segundo a descrição da proposta de estágio. sendo o primeiro a caracterização do campo de estágio. Por fim.6 INTRODUÇÃO Este trabalho apresenta os resultados obtidos através do estágio na área de Supervisão Escolar realizado na Escola de Educação Básica Jurema Cavallazzi no período de setembro de 2005 a junho de 2006. . no item quatro contêm as reflexões sobre o trabalho desenvolvido durante o estágio.

a qual era muito querida pela comunidade por dedicar muitos anos de sua vida ao ensino. a norte com a Prainha. Professores(as) efetivos. por um maior número de salas de aula a fim de atender a comunidade. com a criação do Ensino Médio de Educação Geral. ao sul com o Bairro Saco dos Limões e a leste com o Maciço Central de Florianópolis. Secretária. Assistentes Técnicos Pedagógicos. Administrador Escolar. Supervisora Educacional. hoje José Mendes. para funcionar sob a denominação de Escola Básica “Jurema Cavallazzi”. O prédio. a uma distância aproximada de quatro quilômetros do centro da cidade.º 119/SE de 14 de fevereiro de 1974. O nome da Escola é uma homenagem à professora Jurema Cavallazzi. passando a se chamar Colégio Estadual “Jurema Cavallazzi” pela portaria n. .7 1 O CAMPO DE ESTÁGIO A Escola de Educação Básica Jurema Cavallazzi está situada no entorno do Maciço Central do Morro da Cruz. limitando-se a oeste com a Baía Sul. Diretora Adjunta. bem como o seu patrimônio (constituído por bens móveis.º 009/94. A Escola foi criada pelo Decreto n. instalações e equipamentos) da Escola são propriedade do Governo do Estado de Santa Catarina. Este bairro é o menor em perímetro urbano de Florianópolis e localiza-se no centro oeste da ilha de Santa Catarina. Com a nova portaria em vigor. sendo eles: Diretora. a Escola denomina-se atualmente Escola de Educação Básica Jurema Cavallazzi. à rua Aníbal Nunes Pires no bairro José Mendes. Conta com uma equipe de profissionais. a Escola de Educação Básica Jurema Cavallazzi veio atender a uma reivindicação dos moradores do bairro Saco dos Limões. o terreno onde localiza-se. Ensino Fundamental e Médio nos períodos diurno e noturno totalizando 530 alunos da comunidade local e vizinhas. Professores(as) ACTs. Atende alunos do Pré-escolar. Inaugurada às dez horas do dia oito de março de mil novecentos e setenta e cinco. capacitadas para receber até quarenta e seis alunos. A Escola possui uma área de 628 metros quadrados e quando foi inaugurada tinha dez salas.

inicialmente apenas com o Ensino Fundamental. Atualmente os habitantes do bairro caracterizam-se por serem de classe média e média baixa. a bela paisagem e as pequenas praias de águas calmas trouxeram muitos comerciantes ricos da cidade que ali fixaram suas moradias. Inicia imediatamente seu trabalho como professora. por ela fundada . pois necessitava ajudar sua mãe com as despesas da casa. Nesta época. Jurema Cavallazzi atende esta comunidade há vinte e oito anos. A proximidade do centro da cidade influencia o processo de urbanização.E. Os primeiros habitantes do bairro foram indígenas – os seus vestígios foram encontrados em um sambaqui.8 Professora primária desde 1926. ministrando aulas em estabelecimentos oficiais de ensino e em escola e que levava seu nome. uma vez que seu pai havia falecido. Jurema Cavallazzi formou-se no curso Normal em 1928. o que resulta em um número significativo de moradias construídas aleatoriamente nas encostas do maciço que envolve o bairro.B. Foi professora durante cinqüenta anos. e em uma Oficina Lítica. acelerado e sem planejamento. articular. A E. tendo implantado o Ensino Médio em 1992. onde confeccionavam seus artefatos. passando a atender alunos de diferentes etnias e classes sociais nos três turnos. situada nas margens do riacho Costão Sul da praia José Mendes. encontrado na Ponta do Saco dos Limões.

que relatou o trabalho que desenvolve com os (as) professores(as). para momentos de estudos e reflexões coletivas na escola. do conselho de classe ou mesmo nos momentos mais descontraídos dos intervalos das aulas na sala dos(as) professores(as). então. Aos poucos. estabelecemos uma relação de amizade com os profissionais da Escola e a cada dia de estágio estávamos mais inseridas no ambiente escolar. passamos a buscar algumas informações sobre o corpo docente. um questionário aos 20 professores(as) que atuam no período matutino – período reservado para a realização do nosso estágio – com o intuito de saber do seu interesse em participar de formações utilizando este espaço e o acesso que tinham a essas tecnologias. Este contato. pretendíamos trabalhar com os(as) professores(as) aspectos relativos ao uso da tecnologia de informação e de comunicação. Aplicamos. Estávamos ansiosas e com muitas interrogações. A infra-estrutura que encontramos é favorável. bem como sua forma de entender o trabalho de supervisão educacional. pois a Escola conta com um laboratório de informática – 10 computadores conectados à Internet. estrutura física junto à secretaria da escola para compreender o contexto no qual estávamos nos inserindo. Inicialmente. uma vez que percebemos que os professores possuíam pouco tempo para a troca de experiências. alunos. Após essa primeira conversa. mais informal. possibilitou conhecermos a dinâmica de funcionamento da Escola e as relações sociais estabelecidas nesse espaço. Com as respostas obtidas traçamos o perfil do grupo de professores(as) com os quais queríamos trabalhar. como instrumento para facilitar a sua comunicação. Fomos recepcionadas pela supervisora educacional da instituição. Os dados são apresentados nos gráficos a seguir: . participando das reuniões pedagógicas.9 2 DESCRIÇÃO DA PROPOSTA DE ESTÁGIO NA ÁREA DE SUPERVISÃO EDUCACIONAL Iniciamos nossas visitas à Escola em setembro de 2005.

Os dados podem ser visualizados nos gráficos três e quatro. e cinco professores(as) possuem outra atividade profissional.10 GRÁFICO 1: Tempo de serviço no magistério Tempo de Serviço no Magistério 8 8 7 Professores 6 5 4 3 2 1 0 tempo de serviço 2 1 3 5 menos de 1 ano at é 5 anos 5 a 9 anos 10 a 20anos mais de 20 anos Constatamos que mais de 50% dos(as) professores(as) tem entre 10 e 25 anos de profissão docente. GRÁFICO 2: Carga horária de trabalho na Escola Carga horária de trabalho na escola 11 10h 20h 30h 40h 3 2 3 12 10 Professores 8 6 4 2 0 Carga Horária Grande parte dos(as) professores(as) são efetivos possuindo uma carga horária de 40 horas semanais Entre eles. quatro trabalham em outra escola. 10 e 20 horas semanais. ou seja. tais como: comerciante. farmacêutico. professor de capoeira. artesão. . babá.

GRÁFICO 6: Freqüência de acesso Frequência de acesso 12 Professores 10 6 4 2 Eventualmente Uma vez por semana Todos os dias 0 utiliza o computador acessa a Internet Professores 8 14 12 10 8 6 4 2 Em casa Local de trabalho outros 0 Utiliza o computador acessa a Internet GRÁFICO 7: Local de acesso Local de Acesso . sendo que apenas três não possuem este acesso e os demais tem acesso no local de trabalho e em outros locais. Acesso as tecnologias 17 17 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 Professores Sim Não 3 3 Utiliza Computador Acessa a internet Uma parcela considerável dos(as) professores(as) possui acesso ao computador e a Internet em sua casa.11 GRÁFICO 3: Trabalha em outra escola Trabalha em outra escola? GRÁFICO 4: Possui outra atividade Possui outra atividade profissional 4 5 Sim Não 12 Sim Não 16 profissional GRÁFICO 5: Acesso às tecnologias.

a utilização das ferramentas da Internet para o seu trabalho de troca de experiência e formação dos(as) professores(as). Google. Yahoo messenger. Cadê.htm acessado em: 17/11/2005 . Isso nos inquietou bastante. 2001.abril. Esta foi a nossa primeira dificuldade: a falta de espaço dentro do calendário escolar para a formação uma vez que já estavam definidas as atividades escolares quando chegamos na Escola. outros Orkut Home page pessoal Blogs Conheço mais não utilizo 0 Fotologs e-mail Os dados obtidos com o questionário foram satisfatórios e evidenciaram que a nossa proposta de um curso de formação para os(as) professores(as) desta Escola na modalidade a distancia era viável. disponível em: http://novaescola. dependia da disponibilidade do grupo para encontros em que haveria momentos de discussões e a construção de conteúdos que seriam disponibilizados em um ambiente virtual. destacam-se o correio eletrônico e as ferramentas de busca. o que gerou muitos questionamentos sobre os espaços possíveis de formação dentro do local de trabalho do professor.142.12 Entre as ferramentas utilizadas pelos(as) professores(as). publicada na revista nova escola on-line ed. O trabalho previsto. Entendemos. outros MSN. assim como Nóvoa (2001)1 que a escola deve ser um lugar onde o (a) professor(a) aprende e não somente o local onde ensina e esse processo se dá por meio de 1 Em entrevista a Paola Gentile.com. GRÁFICO 8: Ferramentas mais utilizadas Ferramentas da Internet utilizadas pelos professores 12 10 Professores 8 6 4 2 Utilizo Não Utilizo Nunca ouvi falar Utilizo com frequ ência Ferramentas de busca.br/ed/142 mai01/html/fala mestre.

através de chats. onde os (as) participantes trocam informações no seu tempo. para o senso comum. no seu sentido filosófico. que o processo de formação continuada em serviço é parte essencial do trabalho de coordenação pedagógica. todos conectados junto. então. entre outros. . Consideramos. definido pelo autor como a ‘ilusão’ de uma interação sensório-motora por meio de modelo computacional. No entanto. Para nos. ambientes virtuais. Segundo Lévy (1999). para a viabilização desses momentos de discussões e socialização do trabalho docente. lista de discussões. No entanto. outro grupo de estágio realizou as suas observações tendo por objetivo trabalhar com os(as) professores(as) a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (Lei 10639/2003). possível. Inevitavelmente. comunicação em tempo real. cabe ao (à) supervisor(a) educacional organizar os tempos e os espaços escolares de forma a possibilitar esses momentos de formação. assim como Christov (2005).13 reflexões partilhadas com os colegas. o ambiente virtual é o ambiente no sentido tecnológico estrito. existe sem estar presente. esse grupo esbarrava com o mesmo problema: não estavam previstos dentro do calendário escolar momentos onde o grupo pudesse realizar seu trabalho com os(as) professores(as).639/03 e fosse realizado na modalidade a distancia utilizando as novas tecnologias de informação e comunicação. a idéia de utilizar um ambiente virtual. é o que existe em potencia e não em ato. estas reflexões nos levaram a levantar questões sobre o trabalho do supervisor educacional. imaginário. através de e-mail. coordenador de um trabalho fundamentalmente coletivo. dessa forma. unir os dois grupos de estágio e realizar um curso de formação de professores(as) que abordasse a lei 10. então. por exemplo. e assíncrona. Resolvemos. fóruns. considerados aqueles que acontecem dentro de sala de aula. referem-se ao falso. Assim. Foi amadurecida. então. ilusório. Isto gera um calendário escolar que prevê poucos espaços de discussão pedagógica entre os(as) professores(as). Discutir sobre a formação continuada dos(as) professores(as) em serviço leva a refletir sobre a forma como pode-se articular esse processo de formação dentro da escola frente à falta de tempo dos(as) professores(as) e da pressão em cumprir os dias letivos. Nesta mesma Escola. possibilitaríamos aos(à) professores(as) estabelecer interações de forma síncrona. ou seja.

mas sim a utilização do ambiente virtual de aprendizagem. Em fevereiro do 2006. A etapa presencial estava prevista para acontecer em dois encontros: o primeiro encontro. sobre a organização geral do Curso. em conjunto com a outra equipe de estágio. mediante o cumprimento das tarefas solicitadas. O Curso foi planejado com uma carga horária de 40 horas. com 4 horas de duração. sendo 32 horas de atividades a distância e 8 horas presenciais. totalizando às 8 horas presenciais. o retorno as solicitações dos participantes e acesso ao ambiente. FASE 1: refere-se. onde. retornamos a Escola para a implementação do projeto que consistiu em promover um curso de formação continuada na modalidade a distância. apresentação da plataforma e suas ferramentas e outras informações de caráter prático. através de e-mail. tendo como objetivo geral a discussão da implementação da Lei 10. Na etapa a distância. questionários fechados disponibilizados na plataforma. Como critério para a conclusão do Curso os participantes deviam elaborar um plano de aula envolvendo a temática. discussão sobre a importância das tecnologias para a formação continuada.14 A nossa intenção era possibilitar aos(às) professores(as) momentos de discussões dentro e fora do ambiente escolar através de um ambiente virtual e oportunizar a discussão sobre a temática escolhida. Com isso. à avaliação da aprendizagem dos (as) professores (as). exclusivamente. não estava previsto material impresso. sobre as ferramentas de interação entre participantes e estagiarias. .639/03 na Escola e estimular a utilização dos meios tecnológicos como instrumento significativo para vida pessoal e profissional. com questões sobre a satisfação em relação ao Curso. também foram postadas todas as atividades solicitadas no decorrer do Curso. FASE 2: refere-se à avaliação do próprio Curso. poderíamos oportunizar aos (às) professores (as) um contato mais aprofundado com as tecnologias de informação e comunicação. Todos os materiais didáticos foram disponibilizados no ambiente. E ao final do curso um seminário de socialização do trabalho dos (as) participantes com mais 4 horas. A avaliação do Curso compreendeu duas fases.

criado para o Curso presencial de Biblioteconomia. data e hora de Chat.  Mural: Como o próprio nome já diz. considerando como critério tarefas cumpridas ou não. por questões de praticidade. Textos. utilizamos somente a opção “lista de freqüência”. sendo possível . Todos os usuários têm acesso às mensagens postadas no fórum. contou com as seguintes ferramentas:  Agenda: ferramenta utilizada para comunicar eventos. ou seja. imagens. No entanto. entre outros. acabamos optando por utilizar o Ambiente de Apoio a Aprendizagem – POLVO. como eventos. lembretes e recados. Onde é possível enviar mensagens a todos os participantes ou a um ou mais destinatários específicos. podendo também responder ao fórum. O ambiente.  Trabalho colaborativo: Com este recurso foi possível a realização de trabalhos em grupos. Bem como troca de arquivos. onde algumas disciplinas são administradas a distância. publicar comentários a respeito das mensagens postadas por seus colegas. para esse Curso. uma vez que o CEAD localiza-se em outro campus.  Fórum: ferramenta para debates temáticos. o que poderia gerar dificuldades para realização do Curso e administração do ambiente. essa ferramenta tinha por objetivo a publicação de recados curtos destinadas a todos os participantes. documentos e etc. encontros. datas de envios de trabalhos. Nela contém cadastrados todos os participantes e professores do curso.  Material de Apoio: No “Material de Apoio” o professor podia acesar todos os materiais necessários para o curso.  Mala Direta: é uma ferramenta de e-mail muito semelhante a qualquer outro. links para sites de pesquisa e orientações para as atividades.  Diário de classe: ferramenta para controle de freqüências e notas.15 3 DESENVOLVIMENTO DO ESTAGIO EM SUPERVISÃO EDUCACIONAL Realizamos o Curso utilizando a plataforma digital do Centro de Educação a Distância – CEAD da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC.

As professoras estavam motivadas e se mostravam bastante entusiasmadas com o Curso. Realizamos alguns atendimentos presenciais na escola. Sendo dividido em 3 módulos. seja com senha de outra pessoa ou com as nossas próprias senhas. Foi um encontro descontraído e bastante divertido.639/03. mas todos puderam acessar o ambiente naquele momento. Neste encontro lhes foi apresentado o ambiente virtual. e cada ferramenta utilizada. Ficamos com a parte de acompanhamento ao(à) professor(as). Tivemos alguns problemas com as senhas que eram geradas pelo sistema e enviada automaticamente para o e-mail do(a) participante. sendo eles: Módulo 1 – A Lei 10. foi criado então. que foi disponibilizada na sala dos(as) professores(as) por aproximadamente 15 antes do inicio do Curso. as atividades a serem desenvolvidas e outras informações de ordem práticas. telefone. Módulo 2 – A implementação da Lei 10. Iniciamos o Curso no dia 29 de abril de 2006 com um encontro presencial onde estavam presentes 15 professoras. A partir desse encontro foram encaminhadas as atividades à serem desenvolvidas a distância. quando solicitadas pelos(as) . alguns professores(as) ainda não tinham uma conta de e-mail. elaborou o conteúdo com auxílio do Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro Brasileiros – NEAB e o nosso grupo. Os(as) professores(as) que já possuíam e-mail antes de fazer a inscrição. Onde os(as) professores(as) tiveram a oportunidade de estar fora do espaço escolar compartilhando momentos de aprendizagem juntos. a organização do Curso. que foi realizada basicamente através de e-mail. Em clima de descontração alguns professores(as) estavam utilizando uma ferramenta que até então era pouco utilizada que causava uma mistura de fascínio e rejeição.639/03 na escola e Módulo 3 – A comunidade a Lei 10.16 compartilhar seu arquivo com todos os participantes ou apenas com alguém em particular. A participação dos(as) professores(as) aconteceu mediante preenchimento de uma ficha de inscrição. O grupo de estagio que desenvolveu o estagio sobre a Lei. foram previamente cadastrados e neste encontro já puderam acessar o ambiente e testar todas as suas ferramentas.639/03 e a escola. e pelo próprio ambiente virtual de aprendizagem. um e-mail para cada um. bem como. Realizado no laboratório de informática do Centro de Ciências da Educação – CCE/FAED da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. no entanto. contamos com a participação de 17 professores (as). costumizou o ambiente e elaborou algumas atividades e adaptou o material para a modalidade de aprendizagem a distância. 27 professores (as) se inscreveram sendo que destes.

parte dos(as) que realizaram o Curso somente tinham acesso na Escola. Seria mais fácil se tivesse contato com o pessoal num fórum de discussão. e-mail. destacamos algumas mensagens dos(as) professores(as) 2: Gostaria de sugerir dois excelentes filmes que tem na TVESCOLA da SED:QUILOMBO e AMISTAD (mensagem postada dia 04/06/06) Galera terminou a greve. (mensagem postada pela professora B no dia 20/05/2006). o Mural teve destaque para a postagem de mensagens entre os(as) professores(as) para recados. o que dificultou bastante a participação dos(as) professores(as). Isto pode ser evidenciado na fala de algumas dos(as) professores(as) ao responder ao Fórum que tinha por objetivo avaliar quais as suas expectativas em relação ao Curso: A principal frustração é em relação à pouca participação das pessoas.17 professores(as).) Outro impeditivo é que nem todo mundo tem computador em casa. mais com a greve praticamente não nos falamos. Zélia e Eliseu na troca de horários! Valeu muito (mensagem postada no dia 02/06/2006) . Bom retorno!!!! (mensagem postada dia 31/05/06) Amanhã é aniversário do seu João do orogongo. Dentro dessas. Não tive nada parecido na minha formação. (mensagem postada no dia 17/06/06) Gostaria de agradecer demais a compreensão da Maria. trabalho colaborativo e mala direta. As ferramentas mais utilizadas pelos(as) professores(as) foram o mural. informes gerais sobre o curso e os mais variados assuntos. Com o início da greve esse acesso ficou comprometido. não sei qual o motivo. Voltamos na 6ª feira. (mensagem postada pela professora A no dia 18/05/2006).. Como exemplo. Embora um grupo de professores(as) tenha respondido no questionário inicial que possuíam acesso a Internet. avisos. Tenho bastante dificuldade no assunto pois não tenho nenhuma experiência diante desse assunto. não trocamos idéias nem informações a respeito do assunto. E EM TEMPOS DE GREVE. a rede estadual de ensino entrou em greve. A pouca participação do pessoal. É importante ressaltar que alguns participantes do curso não responderam este questionário e em função disso o perfil não representou o grupo de participantes do Curso. Alguns dias antes de iniciarmos o curso. freqüentar a Escola fica meio out. o que gerou dificuldades na participação do Curso.. (.

2 Os nomes das mensagens foram substituídos por nomes fictícios. em função de muitos(as) estarem com dúvidas e atividades pendentes. Estiveram presentes 14 professores. Não esqueçam de sempre olhar o mural e a agenda (as novas datas para as atividades já estão lá). para os(as) professores(as) terem acesso a Internet. Neste mesmo dia aplicamos um questionário de avaliação a todos os(as) professores(as) presentes. . Um grande abraço a todas. Percebi que vocês estão acessando pouco o ambiente. bjos (e-mail enviado dia 13/05/2006) Todas as atividades realizadas pelos(as) professores(as) foram enviadas através da ferramenta Trabalho Colaborativo. (e-mail enviado no dia 04/05/2006) Olá meninas. Este encontro aconteceu no dia 03 de junho no laboratório de informática do CCE/FAED.18 Esta ferramenta possibilitou reafirmar a importância desses momentos de interação entre o grupo. É importante que vocês leiam o módulo 1 antes de fazer as atividades. Se houver alguma dúvida fiquem à vontade para entrar em contato. e colocar em dia suas tarefas e as leituras dos materiais de apoio. constamos que o trabalho realizado no ambiente virtual apesar de ser a distância aproximou os(as) professores(as). Preciso digitar e enviar atividade. Queridas Professoras. mas devido a uma necessidade dos(as) professores(as) agendamos mais um encontro presencial antes do encerramento do Curso. os(as) professores(as) puderam trocar arquivos e construir textos em grupo. onde também. Conforme citado anteriormente. O e-mail. Neste caso. Espero que todas já estejam com suas senhas. através da ferramenta Mala Direta foi o nosso principal meio de comunicação entre todos os envolvidos do Curso. Obrigada pela atenção. estavam previstos dois encontros presenciais. Não to conseguindo acesso ao trabalho colaborativo.

a seleção do material. 4 – Todos os aspectos foram positivos. Prof. 11 – Até o momento para mim o curso está sendo tranqüilo. tecnologia e aprendizagem. 7 – Acho interessante. Prof. 1 – Negativo: Com certeza. Negativo: É de ordem pessoal.639/03. Prof. 2 – Ótimo. Prof. mais aulas presenciais. parabéns. Quais aspectos você considera positivos e quais. 3 – Positivos: a estrutura. Prof. que poderiam ter mais e sobre a mesma temática.. o atendimento. Prof.19 3. pois remete-nos a uma reflexão sobre a questão Étnico – Racial muito necessária na contemporaneidade e que as pessoas ainda não se deram conta. reconstruímos e reformulamos o nosso conhecimento. a recepção ao grupo. Ficamos em função das tarefas do cotidiano e este é um momento próprio para discutir a temática. pois é uma oportunidade que não temos dentro da escola. Prof. você acha que poderiam ser melhorados? Prof. bem estruturado. 6 – O curso é importante por estar divulgando a lei 10. bem organizado. 2 – Bem estruturado. Deveria ter mais edições do curso. É uma maneira prática de unirmos educação. conseguiremos refletir sobre como ampliamos. pelo fato de instruir mais a respeito deste tema. 12 – Bem! Para mim este curso está sendo muito bom estou aprendendo cada vez mais sobre a lei 10. Pois através das interações com os outros participantes. Prof.639/03 e dando visibilidade a temática da diversidade étnico – racial e da discriminação no Brasil. Foi um recurso muito importante e interessante de curso no século XXI. Boa explicação. 8 – Está interessante ainda mais este tema que não havia até estudado tão especificamente. 10 – Bom. são prestativas e têm conhecimento do que estão fazendo. praticidade em adquirir novos conhecimentos. 3 – Muito bom. Prof. Prof.. 5 – Positivos: Para mim foi o conhecimento da lei e o aprofundamento do mesmo e a retomada na LDB . Prof. as meninas estão preparadas para nos orientar. Positivo: Enriquecimento do conteúdo (tema). porque tivemos a oportunidade de estudar. Prof. 4 – Muito bom as ministrantes com bom interesse e muito atenciosas.5 – Estou achando ótimo. Prof. pois gostei muito. 1 – Uma nova forma de aprendizagem ao qual pra mim é inovadora. 9 – Acho este curso importante. pois não tenho computador em casa em casa e dependo das instituições (escola – UDESC) para o acesso a Internet. Para mim foi de grande aproveitamento. de excelente material de apoio pedagógico.1 AVALIAÇÃO DO CURSO PELOS(AS) PROFESSORAS(AS). pesquisar e fazer os trabalhos em casa e navegar em ambiente virtual. visão. Prof. (ensino a distancia). Estou gostando muito. Como você avalia o curso ? Prof. por isso iniciativas como esta só merecem elogios. porém o acesso ao ambiente é fácil e ao enviar as atividades propostas não estou encontrando nenhum problema. em função da falta de entendimento e manuseio do meio de comunicação utilizado que é o computador. Tudo de bom!!! Prof.

8 – Está bem legal. Prof. apesar de ter encontrado algumas dificuldades para acessar os conteúdos nos módulos que não abriram abriam no meu computador ou então travavam na metade. porém acredito que teria capacidade de ter desenvolvido mais os meus trabalhos. Parabéns as estagiárias / estudantes pela iniciativa e pelo desenvolvimento das atividades. estou achando tudo ótimo. Participação completa e geral nas leituras das informações contidas sobre o tema me interessando e pesquisando mais sobre o assunto em discussão. Minha participação poderia ter sido melhor. 4 – Participação satisfatória para boa. Prof. perdendo um período presencial muito importante. Tenho me envolvido somente durante as aulas.O fato de ser a distancia e pela Internet. por ser de grande importância e necessidade pessoal e profissional. estou me sentindo insegura em relação a isso. ainda mais por ser de um tema que não tenho muito conhecimento científico. mas das dificuldades das pessoas. 6 – Os aspectos positivos são a facilidade de acesso e flexibilidade de horários para realizar as atividades por não ser presencial. Pode melhorar: Dar um retorno das atividades. 10 – Muitos cursistas não conseguiram acessar corretamente no sistema. Prof. Prof. Prof. Prof. Prof. 6 – O meu envolvimento foi satisfatório. mas com as instruções enviadas a nós. Achei legal o encontro de hoje em ajudar as pessoas a tirarem as suas dividas e poderem realizar as suas atividades para que não percam o curso. tem que haver um tempo de treinamento maior para que as pessoas acessem o curso via online com mais eficácia. Parabéns continuem com esse segmento de proposta de aprendizagem. os materiais de apoio eu não consegui abrir. já que não possuo computador em casa. 7 – 1. pois traz materiais que não temos conhecimento e que passa no entanto a ampliar nossa cultura . Prof. o fato de via Internet é muito prático. 7 – 1. Penso que os temas poderiam ser mais aprofundados. porém está tranqüilo. 3 – As que citei acima no aspecto negativo. As dificuldades iniciais foi a respeito da senha e do site. 11 – O curso em si é muito positivo.O tema é interessante e polêmico. 1 – Procurei ser assídua com a entrega dos trabalhos solicitados dentro dos prazos solicitados. penso que deveria ter uma parte de debate nos momentos presencias para interação e troca de experiência enriquecimento do próprio trabalho produzido. Ficou complicado pelo fato da greve dos professores e também por não possuir o instrumento chefe do curso. facilitou muito o trabalho. Não é problema do curso. pois as meninas são muito atenciosas e sempre dispostas a ajudar não acho que tenha algo mais para melhorar. 2. Não tive dificuldades de participar do curso. Prof. caso tenha disponibilidade de acesso nas instituições. Prof. Prof. Prof. 8 – Positivos: O tema muito interessante. 5 – Tenho sido bastante responsável na minha participação no curso. Beijos a todas. Dificuldades de manusear o computador. Como você avalia a sua participação e envolvimento no curso? Prof. Prof. Poderei adiantar mais e aproveitar muito mais os sites.20 Prof. acesso com freqüência. Demonstrei bastante interesse em aprender. Até o momento não tenho nada a reclamar. 9 – Momentos Positivos: Os presenciais. Mesmo assim tentei buscar solução pro várias vezes entrar nas atividades e realizá-las . Vou ser sincera. “mas deu pro gasto”. No inicio encontrei dificuldades de acesso. Isto acabou me deixando frustrada. E senti insegurança nas . 12 – Eu acho muito positivo. Mas estou me organizando para garantir momentos de estudo para a temática. 2 – Não me envolvi desde o inicio como deveria por trabalhar na direção da escola e ter a vida cheia de compromissos.

levantam questões importantes para reflexão. Constatamos que os professores sentiram de falta de mais encontros presencias. 10 – Positivos: A oportunidade de em seu tempo de estudar em casa para poder pesquisar as questões raciais. mas agora tenho e todo final de semana posso fazer os trabalhos que faltam. As dificuldades que encontrei foi com o ambiente virtual em função das dificuldades que tenho em lidar com o ambiente virtual. 11 – Tento participar o máximo possível enviando as atividades propostas dentro do prazo previsto. pois não tinha Internet em casa. Os professores consideraram o conteúdo abordado. o que dificultou a participação. praças. polêmica e interessante e os materiais para leitura disponibilizados no ambiente. meninas.639/03 e a discriminação dos afrodescendentes na escola e na sociedade. Prof. Prof. representados por monumentos. encontraram dificuldades em relação à utilização dos meios. tivemos troca de experiência entre os colegas do meu grupo principalmente na 3ª atividade. No dia 07/06/2006 realizamos o último encontro presencial onde tivemos a presença do professor Paulino de Jesus do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros – NEAB da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC Para a realização de uma saída a campo pelo centro da cidade de Florianópolis onde o Profº. como enriquecimento de sugestões e produção dos trabalhos. minha participação do curso não foi muito boa. Negativos: Pena que houve momentos presenciais de debates sobre os módulos e os trabalhos produzidos pelos cursistas. pela ajuda! Os(as) professores(as) avaliam de uma forma muito positiva o curso. 12 – Bem. alem disso muitos têm Internet discada. aprofundando o tema com vários professores que em sua unidade escolar serão multiplicadores. Até o momento não encontro nenhuma dificuldade. prédios. mas. uma discussão importante. fáceis de compreender. Prof. . Prof. Acesso o ambiente com freqüência para manter – me informada do que está acontecendo. no entanto.21 atividades propostas. pois nem todos possuíam acesso a Internet em casa. bairros. contribuindo com as suas opiniões e conhecimento sobre a lei 10. 9 – Eu gostei de ter feito. Paulino indicou a presença de Afrodescendentes na cidade a partir de seus principais pontos históricos. Muito abrigada. Gostaria de retorno.

.1 O Papel do Supervisor Escolar na Formação de Professores e o uso das Novas Tecnologias de Débora dos Santos.............................p 4..................................p .....3 A Função Social do Supervisor(a) Educacional de Ludmar de B... Barbi Silvy.p 4........ P.......................2 A mediação do(a) supervisor(a) educacional no planejamento e na formação continuada de professores(as) de Elizabeth P.....................22 4 REFLEXÕES SOBRE O ESTAGIO DESENVOLVIDO 4......................................... da Silva....

Levantando ainda. discussões em grupo. questões sobre as dificuldades encontradas pelos (as) professores em relação à falta de tempo. Novas Tecnologias. Palavras – Chaves: Formação Continuada. será discutida a utilização das novas tecnologias como forma de viabilizar a formação continuada em serviço. Supervisão Educacional Introdução Pretende-se com este artigo discutir a importância das novas tecnologias na formação continuada de professores (as) e papel do (a) supervisor (a) escolar nesse processo. e-mail: deh_santos2@yahoo.23 4. Em seguida. tornando-se no contexto educacional ainda mais importante. os principais problemas encontrados no contexto escolar e por fim.com. aumentando a interação e comunicação entre o grupo de professores(as). Primeiramente será levantada a discussão acerca da formação continuada em serviço dos (as) professores (as) entendida como parte do trabalho do (a) supervisor (a).1 O PAPEL DO SUPERVISOR ESCOLAR NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES E O USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS. carga horária elevada e o pouco tempo que é destinado aos estudos e discussões coletivas dentro das escolas. propõem o uso das novas tecnologias como estratégia para viabilizar os momentos de formação. Débora dos Santos3 Resumo: A formação continuada em serviço é uma exigência nas mais diferentes áreas de atuação profissional. como mediador e articulador desses momentos de formação. através de ambientes virtuais de discussão e realização de cursos na metodologia a distância. 3 Acadêmica da 8ª fase do Curso de Pedagogia – Habilitação em Supervisão Escolar da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC/FAED. o lugar que essa formação ocupa nas escolas. Este artigo discute a importância do(a) supervisor escolar nos processos de formação continuada dos(as) professores(as).br . troca de experiências. uma vez que os(as) professores(as) não podem romper com esse processo ao concluírem a formação inicial.

formação inicial diz que: formação inicial. tendo condições de discutir e questionar. Perrenoud (1993. (1998 p.uma boa medida seria criarmos condições para que a experiência pedagógica do estudante começasse o mais cedo possível.24 1. não pode transformar a globalidade da profissão docente. eliminar as dificuldades da sala de aula e do estabelecimento de ensino.116) defendem que: . . em seu curso de licenciatura. Pereira. para que os profissionais possam intervir e acompanhar essas mudanças. ao passo em que vivemos em uma sociedade que constantemente sofre transformações. sempre inacabados que somos. (1997) apud Gonçalves e Gonçalves. Gonçalves (1998 p. No que diz respeito a formação continuada infelizmente as políticas voltadas para a formação de professores (as) ainda são muito limitadas e as contratações dos professores não prevêem ou prevêem poucos momentos de formação e estudo dentro da sua carga horária de trabalho. é a formação ao longo da vida.19) apud Gonçalves e Golçalves (1998. Defendidos por autores como Elliott. Dickel. A Contribuição dos (as) Supervisores (as) Educacionais no Processo de Formação dos (as) Professores.106) é impossível às universidades formarem profissionais prontos e acabados. Lüdke. p. referindo-se às limitações da É comum ouvir. mais do que em qualquer outro momento da nossa história.. por si só. Este exercício de pensar sobre a prática poderá contribuir para a formação de profissionais reflexivos e pesquisadores. Uma das exigências hoje. Essa postura de aprendizagem contínua ganha ainda mais importância no trabalho dos professores que não podem romper com esse processo ao concluírem a formação inicial. entre outros. p. associada à teoria em estudo no âmbito universitário..130) Perrenoud. dos colegas. Neste sentido Tadeu Oliveira Gonçalves e Terezinha Valim O. dos pais e da administração. Para Freire. pois aí teria um conteúdo prático para sua reflexão sobre a prática. em diferentes cursos. inverter os mecanismos geradores de desigualdade ou neutralizar as lógicas habituais de ação dos alunos. reclamações associadas à falta de relação entre o que é estudado na academia e o que é vivenciado na prática docente. Dessa forma a aprendizagem contínua passa a ser uma necessidade. auxiliado por seus professores e colegas. nas diversas áreas de atuação profissional. nas mais variadas instituições. De acordo com as Orientações Gerais da Rede Nacional de Formação Continuada de Professores de Educação Básica. até mesmo pela natureza humana de seres inconclusos.

67. previsão de carga horária para formação. Em geral os professores possuem poucos momentos de formação durante o ano letivo. Todos nós sabemos que de fato isso não vem acontecendo.25 No que tange à formação continuada. presenciais ou a distância. Tal perspectiva amplia o alcance da formação continuada. condições de infra-estrutura. regularidade das atividades de formação. Para os autores dos outros dois grupos. de acordo com o mesmo documento. deve-se considerar o contexto institucional e social do (a) professor (a) e desqualificam as estratégias verticais de formação continuada. torna-se fundamental para a mediação. além de possuírem uma carga horária elevada que dificulta os momentos de estudos e reflexões coletivas na escola. incluindo os cursos de pós-graduação em nível de mestrado e doutorado. 2º grupo – como prática reflexiva no âmbito da escola. Ainda. vinculação da formação com o plano de carreira. 63. envolvimento dos dirigentes institucionais locais (secretários de educação e diretores de escola). De acordo com estudos de Carvalho e Simões. “que os sistemas de ensino deverão promover aperfeiçoamento profissional continuado. carecem de muitos ajustes e mudanças. seminários. medidas estimuladoras da formação que incidam sobre carreira e salário. a garantia de acompanhamento e retorno sobre os resultados das atividades de formação. No primeiro grupo os autores defendem a utilização das tecnologias educacionais para a capacitação de professores (as) em cursos. constituição e implicação de quadros locais para as atividades de formação. a vinculação do programa de formação com o projeto político pedagógico da escola. que as instituições formativas deverão manter “programas de formação continuada para os profissionais de educação dos diversos níveis”. . ainda. coordenação e articulação desses momentos. 3º grupo – para além da prática reflexiva. Como prática reflexiva articulada com as dimensões sociopolíticas mais amplas. existem três grupos de autores com concepções diferentes acerca do processo de formação continuada de professores (as). sendo eles: 1º grupo – como aquisição de informações e/ou competências. Além de estabelecer no inciso II. a LDB define no inciso III. para a implementação da formação continuada é necessária a existência de um ambiente propício e de momentos de reflexão coletiva entre pares e construção de conhecimento a partir da articulação entre a teoria e a prática. As formações de professores. art. Neste sentido o trabalho do (a) supervisor (a) escolar. inclusive com licenciamento periódico remunerado para esse fim”. isto é. do art. segundo Ana Maria Falsarella (2004). entendido aqui como coordenador de um trabalho fundamentalmente coletivo.

No entanto os poucos momentos nas escolas que são destinadas a estudos e reflexões acerca da realidade educacional encontrada no contexto da escola. oficinas entre outras atividades para a sua formação. Como uma estratégia para atender a essa demanda as instituições de ensino. Nóvoa. que buscam uma formação completar. perdem seus verdadeiros objetivos em detrimento de questões meramente administrativas e emergências e em geral as capacitações que acontecem 4 Em entrevista a Paola Gentile. . 2001. mais de 40 horas semanais. superior. é importante ressaltar. Vivemos em ritmo cada vez mais acelerado e o tempo esta se tornando cada vez mais escasso. (2001)4 defende que a escola não deve ser somente um lugar onde o(a) professor(a) ensina. mas um lugar onde ele(a) aprende através de reflexões partilhadas com os colegas. a profissão docente exige muito tempo de dedicação dos(as) professores(as). estudos e troca de experiências são muito escassos. congressos. mas sim devem partir do seu interesse e necessidades. 142. 2. que as estratégias de formação de formação continuada não devem ser verticais impostas ao professor. A Criação de espaços de formação continuada de professores utilizando-se das novas Tecnologias Informação e Comunicação. extrapolando muitas vezes. é importante que os professores tenham a oportunidade de um distanciamento da sua realidade para poder enxergá-la sobre outra perspectiva.26 Acredita-se que o processo de formação de formação de professores (as) não limita-se a reflexão da prática docente. para mediar momentos de estudos e propor estratégias de formação na escola. técnico e cursos educação profissional estão buscando a modalidade de educação a distância utilizando-se das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação – NTICs. seminários. ainda. uma vez que. Estes cursos possuem uma grande procura por parte dos(as) profissionais já formados. publicada na revista nova escola on-line ed. Por sua vez. Dessa forma o(a) professor(a) quase não arruma tempo para participar de cursos. quais as suas principais necessidades. dentro e fora da escola. Quando falamos de formação continuada de professores(as) a questão da falta de tempo ganha uma maior ênfase. nas escolas os momentos de reflexões. não priorizando o ambiente escolar como um espaço de formação também para o educador. Cabe ao supervisor identificar junto aos professores.

Diante desse contexto é preciso pensar em novas formas de viabilizar esses momentos de estudos na escola tornando-os freqüentes no cotidiano do professores. na hora o intervalo os professores só tem tempo para repassar informes. De que forma promover esses momentos de estudos na escola? O(a) supervisor(a) escolar tem um importante papel de coordenador(a) e orientador(a) do trabalho coletivo da escola a integração e comunicação do grupo depende muito do trabalho desenvolvido pelo(a) supervisor(a). Tecnologia é conhecimento aplicado. permitindo o acesso aos professores e alunos. é saber humano embutido em um processo automático ou não. p. Faz parte do seu trabalho motivar e integrar o grupo de professores da escola. planejamentos e troca de informações com os seus colegas da escola. podem estabelecer comunicação através de fóruns de discussões. uma mudança no fazer que freqüentemente embute uma correspondente mudança de concepção. grande parte das escolas da rede estadual. Segundo Sarmento Precisamos começar a desmistificar. Cada um no seu próprio tempo. possuem computadores conectados á Internet. Atualmente. Consideramos este um grande desafio para o(a) supervisor(a) escolar. e-mail. Professores(as) que trabalham em horários diferentes. Nova tecnologia é antes. notícias e recados rápidos. “Os governos medem seu grau de sintonia com a sociedade da informação baseando-se no número de escolas conectadas e na proporção de computador por alunos” (Brunner. não param nos corredores para “trocar figurinhas”. e causa uma “ilusão” de um contato sensório-motor. e outras inúmeras formas de comunicação que é possível hoje com a Internet. como máquina. como um espaço que existe. O supervisor precisa ser um parceiro no trabalho dos professores da escola. somente para alguns que ficam responsáveis em repassar para aos seus colegas na escola. que simula o real. A utilização destes espaços possibilita a interação dos professores através de ambientes virtuais para discussões coletivas na escola. implique artefato ou não. Entende-se aqui ambiente virtual. por exemplo. 2005. a visão mecanicista e reducionista de que a tecnologia é maquina. uma vez que os(as) professores(as) quase não se encontram na escola. é ferramenta. entre os educadores. 65). assim como Lévy. (Sarmento. mas não está presente. 2004 .27 ao longo do ano têm pouca duração e não são oferecidas a todos os(as) professores(as). Estes espaços poderiam ser utilizados pelos professores como um local para estudos. Mas percebe-se que em geral nas escolas os laboratórios são pouco utilizados. Tecnologia não pode ser confundida com aparato tecnológico. buscando junto soluções para os problemas encontrados no cotidiano da escola e na sala de aula. pelos professores como um espaço de estudos e trabalho.

principalmente como um instrumento que auxilie na sua formação Profissional dentro da escola e no seu trabalho docente.17). Considerações Finais É possível encontrar nas escolas muitos(as) professores(as) que ainda não estão efetivamente inseridos no contexto das novas tecnologias evidenciando a importância de programas voltados para a formação dos(as) professores(as) para o uso das tecnologias tanto com seus alunos em sala de aula como para seus próprios processos de formação.28 p. não há uma preocupação efetiva com a preparação dos professores para utilizarem essas tecnologias. . È preciso oferecer condições aos professores para acompanhar os avanços tecnológicos e poder intervir e interagir em suas conseqüências tanto positivas quanto negativas. Faz parte do trabalho do(a) Supervisor(a) Educacional mediar esses processos de formação dos professores nas escolas. contribuindo para o trabalho utilizando-se das novas tecnologias. no entanto.

(Coleção formação de professores) p. PEREIRA. Edição 163. Acesso em 24/06/2006. In: BRUNO. 1998.). junho/julho 2003. Dimensões pedagógicas e políticas da formação contínua. Terezinha Valim Oliver. Eliane Bambini Gorgueira. SARMENTO. Cartografias do trabalho docente: Professor(a) . FIORENTINI. Buenos Aires: Instituto Internacional de Planeamiento de la Educacion. SANTOS. 2004.gov.). (Orgs. Ilma Passos a.mec. São Paulo: Mercado de Letras: Associação de Leitura do Brasil – ALB. Dário. 2004. Campinas: Autores Associados. . Educação no encontro com as novas tecnologias.htm.49 GOLÇALVES. Acesso em 17/11/2005. Formação continuada e prática de sala de aula: os efeitos da formação continuada na atuação do professor.com. (org. Brasília: UNESCO.).29 Referências BRUNNEER. São Paulo: Cortez. Ana Maria. Disponível em: http://portal. São Paulo: Loyola.Pesquisador(a). In: VEIGA.br/ed/142 mai01/html/fala mestre. Tadeu Oliver. Reflexões sobre uma prática docente situada: Buscando novas perspectivas para a formação de professores. Elizabeth Monteiro de A. In: GIRALDI. Campinas: Papirus. REVISTA NOVA ESCOLA. Lucíola Licínio de Castro Paixão. GOLÇALVES. Caminhos da Profissionalização do Magistério. Joaquín José. São Paulo: Abril. Maristela Lobão de Moraes. disponível em: http://novaescola. O Coordenador Pedagógico e a Formação Docente.abril. Rede Nacional de Formação Continuada de Professores de Educação Básica.br/seb/arquivos/pdf/livrodarede. Orientações Gerais. Juan Carlos (Org. Corinta Maria Grisola. 1998. 2005.pdf. In: TEDESCO. FALSARELLA. Educação e Novas tecnologias: esperança ou incerteza? Tradução de Claudia Berliner e Silvana Cobucci Leite. O Coordenador Pedagógico e o Desafio das Novas Tecnologias.

leis.com . Palavras . Isto significa que deve haver na escola. encastelados em salas abarrotadas de livros. formação continuada. p. pareceres. sem concorrência. mas há ainda muitos profissionais que exercem o seu ofício com aquela postura conservadora. Felizmente. Embora não o faça de maneira consciente e eficaz. 5 Acadêmica da 8ª fase do Curso de Pedagogia do Centro de Ciências da Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. O papel da Supervisão Educacional junto ao planejamento “É impossível enumerar todos tipos de níveis de planejamentos necessários à atividade humana. Estes(as) supervisores(as) mantinham pouco contato com a comunidade escolar e com as ações desenvolvidas pelos(as) professores(as). Acredita-se que o paradigma da Supervisão Educacional pode até ter mudado. a pessoa humana possui uma estrutura básica que a leva a divisar o futuro. a realizar algum tipo de planejamento. propor ações e atitudes para transformá-la!” Gandin (2001. está sempre ensaiando processos de transformar suas idéias em realidade. Os(as) supervisores(as) eram profissionais temidos. Acredita-se que cada um constrói seu conhecimento na relação com o outro num trabalho solidário e colaborativo.2 A MEDIAÇÃO DO(A) SUPERVISOR(A) EDUCACIONAL PLANEJAMENTO PROFESSORES(AS) E NA FORMAÇÃO CONTINUADA NO DE Elizabeth P. planejamento. Durante muito tempo à função do(a) supervisor(a) educacional foi pautada pelas ações de fiscalização. 83). cobrança e procedimentos burocráticos. Esta nova postura ressignifica a função do(a) supervisor(a) educacional e eleva a auto-estima dos demais envolvidos no processo educacional. fiscalizadora e autoritária. os tempos mudaram e também mudou a postura do(a) supervisor(a) no ambiente educacional. elizabethbarbi@hotmail. por sua racionalidade. sendo a pessoa humana condenada.30 4. privilegiando o espírito de equipe. novas tecnologias. analisar a realidade.chaves: Supervisão Educacional. Barbi Silvy5 Resumo: Este artigo discute a importância da função do(a) supervisor(a) escolar na elaboração do planejamento e na mediação das novas tecnologias na formação continuada dos (as) professores (as) e o papel da Supervisão Educacional nesse processo. Sobretudo porque. lugar para todos.

promovendo a integração e possibilitando acompanhamento e o replanejamento. processo de previsão de necessidades e racionalização de emprego de meios (materiais) e recursos (humanos) . É fundamental que a supervisão da escola desenvolva com a comunidade o sentimento de harmonia. estabelecendo metas. por sua própria vida e pelo convívio com os demais.31 Desta forma. Planejar é uma atividade que está dentro da educação. portanto. se concretizem. faz-se necessário que o(a) supervisor(a) tenha conhecimento do que é e como se institui o planejamento educacional. e que tem como características básicas: evitar a improvisação. Isto cria um clima saudável. Para criar condições de interação e crescimento em equipe é necessário que o(a) supervisor(a) aprimore em si habilidades humanas. No ambiente escolar professores(as) buscam a realização profissional. instituições. entre recursos e objetivos. em viabilizar os sonhos coletivos. pois o(a) supervisor(a) será responsável pela comunicação interna de todos os funcionários da escola. de grupo. a ação frente à supervisão da escola consiste fundamentalmente. Planejamento é processo de busca de equilíbrio entre meios e fins. não é fácil a tarefa do(a) supervisor(a) educacional. O ato de planejar é sempre processo de reflexão. Planejar e avaliar andam de mãos dadas. estabelecer caminhos que possam nortear mais apropriadamente a execução da ação educativa. Nesta linha pautamos nossas ações por uma postura democrático-participativa onde toda organização escolar é definida a partir das discussões com o grupo. proporcionar subsídios para que os projetos oriundos do corpo docente e discente tomem forma. aberto. que embora prazerosa. propondo trabalhos. visando ao melhor funcionamento de empresas. É necessário ter clareza teórica. conhecimento pedagógico e. propiciando novas experiências. Neste contexto. de tomada de decisão sobre a ação. dos espaços de instituições de educação infantil e pela comunicação externa. pode-se dizer. com a comunidade. setores de trabalho. técnicas e administrativas. os gestores da escola devem preocupar-se em criar e recriar condições para que os(as) professores(as) sintam-se apaixonados pela profissão. prazeroso. Para que o(a) supervisor(a) consiga essa organização é necessária a elaboração coletiva de um planejamento educacional. Vemos o(a) supervisor(a) como um facilitador de vivências. de respeito mútuo. prever o futuro. fundamentalmente conquistar a confiança do grupo. prever o acompanhamento e a avaliação da própria ação. Primeiramente para falarmos de planejamento educacional com os(as) professores(as). organizações grupais e outras atividades humanas. no qual esse planejamento irá estabelecer caminhos que possam nortear a execução da ação educativa.

em prazos determinados e etapas definidas. coerente. quando o mesmo toma conhecimento da série em que vai atuar e realiza “seu” planejamento anual. repetindo muitas vezes antigos planos que deram certo em outras turmas. que o planejamento é essencial e não deve fazer parte apenas das atividades de início de ano letivo. ao comprometimento. Caberá ao(a) professor(a) com o auxílio do(a) supervisor(a). buscar novas alternativas. a partir dos resultados das avaliações. estabelece “seus” objetivos. reconsiderado.32 disponíveis. O planejamento deverá ser reconhecido como um processo de reflexão onde se estabelece “para onde ir” e quais as maneiras adequadas de alcançar as metas estabelecidas. 30). seleciona as estratégias. Enfim. em acreditar que é possível ensinar. 1995. à necessidade de transformação. sociedade local e global. lógico. redimensionado. analisado e previsto coletivamente nestes instrumentos. crescer e transformar a si próprio e ao entorno no qual vivemos. com o auxílio do(a) supervisor(a) educacional. (PADILHA. quanto as do indivíduo". as metas e as estratégias que serão adotadas. sabendo que o seu fazer. desconsiderando as características e necessidades do grupo atual. acredito que é importante que o(a) supervisor(a) crie a necessidade do planejamento e/ou a cultura do planejar nos(as) educadores(as). deixando bem claro os objetivos. construir conhecimentos. Planejamento Educacional é "processo contínuo que se preocupa com o 'para onde ir' e 'quais as maneiras adequadas para chegar lá'. tendo em vista a situação presente e possibilidades futuras. visando à concretização de objetivos. o seu planejar deve contribuir para a formação de pessoas conscientes de seus direitos e deveres e o exercício da cidadania contribuir para a . 2001. O(a) supervisor(a) deve deixar claro para o(a) professor(a). acima de tudo. cumprindo prazos estabelecidos. define “seus” projetos. criar. reinventar. p. 14) O(a) supervisor(a) terá a incumbência de transmitir ao(a) professor(a) a importância do ato de planejar que estará relacionado à possibilidade de mudança. à responsabilidade e. O planejamento educacional deverá ser simples. sendo o ponto importante no desenvolvimento do trabalho escolar. para que o desenvolvimento da educação atenda tanto as necessidades da sociedade. sendo constantemente revisto. pois toda ação estará organizada a partir do que foi pensado. p. flexível. Como processo dinâmico. de relações entre todos os envolvidos (supervisor(a)-educador(a)-educandos-escola-meio sociocultural) o planejamento sempre estará em constante transformação e readaptação. (PARRA apud SANT'ANNA et al.

exige uma mudança de postura. vitórias. repensar a educação e assumir o compromisso com a transformação da realidade que estamos vivendo. através das reuniões pedagógicas. Sabemos que cada ser humano é único com suas potencialidades. desestruturar e reconstruir a ação educativa. impulsionando conquistas. Conscientes de que esta não é uma tarefa fácil. suas necessidades. criando a necessidade de conhecer mais. será a de contribuir para uma consciência de que o(a) professor(a) é agente de suas ações e com a concretização do princípio de que o conhecimento sobre o contexto escolar em que atuam é fundamental para alargar essas possibilidades pedagógicas que são apresentadas no ambiente escolar. Acredita-se que o envolvimento de todos neste processo de planejar. . mas “uma ampla visão” da escola. 2002 p. pois apesar de todas as mudanças e transformações que ocorrem mundialmente. das perguntas. seus interesses. O supervisor(a) como mediador da formação continuada A ação supervisora na formação continuada dos(as) educadores(as). de refletir mais. fará com que se sintam mais comprometidos nesta nova tarefa que é repensar a função da escola. O supervisor tem uma contribuição específica e importante a dar no processo de ensinar e aprender – trabalhar com o professor na identificação das necessidades. alunos(as). de crescer mais. o(a) professor(a) continua a ter um papel importante na escola e na sociedade. direção e funcionários(as). O planejamento tem em si a função de construir. uma mudança de comportamento. entendendo com isso o fazer de toda a Comunidade Educativa (supervisor(a)-professor(a) – aluno(a) – escola). Nossa missão como supervisores(as) é trabalhar com essa diversidade. especialmente no que diz respeito às relações humanas. das respostas possíveis das inúmeras dúvidas que vão surgindo no seu fazer diário. Com isso. 32). É preciso enxergar a supervisão educacional em todas as suas nuances. (Medina. suas peculiaridades. não precisamos de uma “super visão”.33 concretização do projeto político-pedagógico da instituição . das satisfações. professores(as). pois não há escola de qualidade sem um ambiente saudável entre supervisores(as).

reflexivas e inovadoras. essa formação contínua consiste em diversas propostas que tem como objetivo a qualificação. p. quanto ao que se refere "à própria natureza do fazer pedagógico. construídos a partir das perspectivas dialógicas. Saviani (1996. A formação do(a) profissional da educação constitui-se a partir de um processo dinâmico e com possibilidades de aperfeiçoamento. podendo-se entendê-la como um processo contínuo. . ou formação em serviço em sentido mais estrito. Em relação a essa formação. apontado as necessidades de encaminhamentos de propostas. seminários. A questão da formação docente vem crescendo com força nas discussões referentes à educação. de cursos e de projetos de formação continuada de professores(as). Os conteúdos a serem abordados na formação contínua podem ter como objetivos solucionar problemas da sua prática docente ou até mesmo de atualização dos(as) educadores. 1998. além de trocarem experiências com os colegas e aprofundarem seus conhecimentos relativos ao processo de ensino. visando a articular os fundamentos da educação com as orientações que se impõem ao trabalho educativo". isto é.149) nos diz que nele se incluem "os conhecimentos produzidos pelas ciências da educação e sintetizados nas teorias educacionais. o domínio da práxis. p.124) denomina formação continuada ou formação contínua. é necessário que o supervisor(a) juntamente com os demais profissionais da instituição educativa crie novos ambientes de formação. seja através de palestras.44). o saber pedagógico é que fornece a base da construção da perspectiva educativa que define a idéia do educador como um profissional distinto dos demais profissionais. “todas as formas deliberadas e organizadas de aperfeiçoamento profissional do docente. Santos (1998.34 As reuniões de planejamento serão um momento para reflexão dos(as) professores(as). através dos novos saberes das diferentes áreas de conhecimento. a capacitação do docente para a melhoria de sua prática pedagógica. Para que esse processo de construção de conhecimento possa ser mais agradável. oficinas ou outras propostas". Para o autor. p. tanto no que se diz respeito à atualização em relação aos conhecimentos específicos. a fim de avaliarem sua prática educativa. de programas. acredita-se que o momento histórico atual caracteriza-se pela necessidade de uma renovação do saber-fazer educativo. cursos. Assim sendo. que é histórico e inacabado" (BARBIERI et al. Na caracterização referente ao saber pedagógico.

dos recursos humanos e materiais disponíveis para a realização dessa proposta". Essas tecnologias têm o potencial de aproximar o real do virtual. tornando-as significativas para o sujeito. p. medo e sedução”.. tornando esses ambientes mais interativos. O envolvimento dos(as) educadores(as) no trabalho de análise e utilização dos recursos tecnológicos de uma forma consciente. sem falar. Santos (1998.35 além de contribuir para o desenvolvimento da autonomia. A utilização das tecnologias como um ambiente de formação continuada.131) nos diz: ". A introdução do computador na aprendizagem impõe um desafio aos profissionais de educação. Refletir sobre a utilização da informática para o processo educacional é pensar na formação de educadores(as). Complementa Carneiro que (2002. concretos e dinâmicos para a tarefa de aprender com as tecnologias informatizadas. propiciando. uma maior compreensão em relação a formação continuada e a prática pedagógica. p. o contexto social mais amplo e as condições de trabalho na escola. vem sendo cada vez mais cogitada como o intuito de expandir essas discussões aos mais variados lugares. as informações são constantes. apresentadas em grandes quantidades. que faz com que evoluam os conceitos. planejada e com um acesso a um referencial teórico que dê embasamento ao seu trabalho.. valores. o visual do sensorial. a ação supervisora torna-se essencial nesse processo que necessita ser estabelecido para transformação de sua prática. As novas tecnologias estão presente no cotidiano das escolas. saber filtrá-las. Desse modo. “os sentimentos relacionados com o computador acontecem sob alguns aspectos principais: recusa.55). é o movimento que todo educador(a) necessita fazer. neste processo. obviamente. insere a necessidade de projetar e implementar metodologias de trabalho que apreendam temáticas e estratégias que possibilitem o diálogo entre os sujeitos envolvidos. . a melhor proposta de formação depende do grupo a ser capacitado. e muitas vezes em uma reflexão sobre a prática integrada nas questões operacionais. será imprescindível para o seu crescimento e sua formação através de todo o seu processo educacional. dos problemas identificados para serem trabalhados. dos recursos da informática. considerando suas especificidades. princípios e processos tecnológicos para melhor se adequarem e se ajustarem aos objetivos da formação pedagógica. É com essa compreensão que Batista (2005) ao falar de assumir a formação como processo contínuo. transformadas em conhecimento. o conhecimento acadêmico do operativo.

irmão. O coordenador é gente.36 Sendo assim. o aluno é gente. abrindo espaço para ação/reflexão/ação. amigo. seremos outros educadores(as). que se alegra.. Escola é. cada funcionário é gente. educar-se. Desta maneira a partir reflexões feitas sobre o trabalho do supervisor educacional. acredito que é o movimento que dá sentido a ação supervisora. horários. se estima. programas. . O lugar onde se faz amigos.. se conhece. . de ação conjunta voltada para a produção do trabalho do educador(a) como sujeito que aprende e transforma com as interações. é lógico. Partilhamos do “poema” de Paulo Freire citado na Revista da Nova Escola (2003.Importante na escola não é só estudar. crescer. possibilitando um trabalho coletivo. é conviver.. no qual diz que a Escola é. O diretor é gente. conceitos... o professor é gente. salas.. não é só trabalhar. quadros. que estuda. não se trata só de prédios. sendo mediador do processo de educar voltado para uma aprendizagem significativa. ser feliz. é também criar ambientes de camaradagem. pois a visão deixa de ser estreita. fazer amigos. parto do pressuposto de que conhecendo o educando. Numa escola assim vai ser fácil estudar. é se “amarrar nela!” Ora.. sobretudo. gente que trabalha. gente. E a escola será cada vez melhor na medida em que um se comporte como colega.. nº 163. de formação. pg 24).

Porto Alegre: Sagra / DC Luzzatto. 4ª ed. C. avaliar. M.37 REFERÊNCIAS BARBIERI. P. Planejamento de ensino e avaliação. P. Cadernos CEDES. Instituto Paulo Freire. Lucíola Licínio de Castro Paixão. São Paulo: Cortez. p./jun. O coordenador pedagógico e o espaço da mudança. São Paulo: UNESP. ENRICONE.. F. In: BICUDO. A. Laurinda Ramalho de. 11. R. Informática na educação: representações sociais do cotidiano. n. 2002. Maria Aparecida Viggiani. Dermeval. Porto Alegre: AGE. v. Dimensões pedagógicas e políticas da formação contínua.. R. L. Posição do planejamento participativo entre as ferramentas de intervenção na realidade. REVISTA NOVA ESCOLA. BATISTA. Planejamento dialógico: como construir o projeto político-pedagógico da escola.). 81-95 MEDINA. Formação continuada dos profissionais de ensino: algumas considerações. D. pp. 1995.1. UHLE. PADILHA. ANDRÉ. 29-35. Coordenar. 2002. formar:discutindo conjugações possíveis In: ALMEIDA. Celestino Alves (Org. Vera Maria Nigro de Souza. SAVIANI.. D. TURRA. tarefa da universidade. Antônia da Silva. Campinas: Papirus. Supervisão Escolar: da Ação Exercida à Ação Repensada. São Paulo: Cortez. Currículo sem Fronteira. Edição 163 São Paulo: Abril. Formação do Educador: dever do estado. CARNEIRO. SANTOS. 1995. M. M. Caminhos da profissionalização do magistério. 2005. CARVALHO. Os saberes implicados na formação do educador. junho/julho 2003.. Ilma Passos A. Sylvia Helena Souza da Silva. SILVA JUNIOR. SANT'ANNA. In: VEIGA. Educação Continuada. São Paulo. Veiga (org. jan. São Paulo: Loyola. Raquel.. B.). C. PLACCO. ed. 1996. 1998. 1. (36). 2001. .. GANDIN. 2001.

repensar essa trajetória que embalou e constituiu a supervisão no Brasil. Dessa forma. do treinamento. levanto questões realizadas através de estudos feitos por diversos autores da área. de um profissional comprometido com a construção de uma cidadania. desmistificando sua postura de “técnico” que objetivava o controle para a garantia de uma qualidade na Educação e de como se estabeleceu no Brasil. A supervisão como uma função/habilitação. atuação social e política.38 4. estruturado pela construção e aspirações do coletivo. sedimentado num trabalho de coordenação com uma visão de educador mobilizado pelas intenções sociais e política. mas o lugar da formação. foi pautada em um contexto histórico de dominação política. sendo que o capitalismo era o fio condutor de todo esse processo. de Bem Peres da Silva6 Fazer da escola não apenas o lugar da qualificação. tendo sua atuação como articulador do processo no qual está inserido. Palavras-chaves: Supervisor Educacional. Creio que esta significa fazer da escola retornar a seu futuro. contribuindo para uma discussão da importância da Supervisão.3 A FUNÇÃO SOCIAL DO SUPERVISOR EDUCACIONAL Ludmar M. demanda de nós educadores comprometidos com uma educação qualitativa e não quantitativa. Um Breve Resgate Histórico da Supervisão Educacional Compreender e refletir sobre o compromisso social e político da Supervisão Educacional em nosso país nos dias atuais. Neidson Rodrigues Resumo: Este artigo pretende apontar reflexões sobre a Supervisão Educacional deste a sua trajetória histórica. educador/coordenador. repensando seu papel. e para 6 Acadêmica da 8ª fase do Curso de Pedagogia – Habilitação em Supervisão Escolar da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC/FAED . Sendo assim. E restaurar em sua ação cotidiana a articulação entre a alegria dionisíaca e a sisudez do espírito apolíneo.

Naura Syria Carapeto (org. como afirma a professora Naura Syria F.br 7 Processo baseado nos mos moldes taylorista-fordisda. Muitos estudiosos apontam essa questão do poder e do controle para a garantia de uma “boa qualidade” na educação. Sua atuação se dava em nível de questões mais politizada. estava presente a função supervisora.ed. tendo como necessidade primordial garantia da “qualidade” educacional. perpetuando um bom tempo no Brasil. 3. relacionado a organização de um trabalho industrial. a supervisão no Brasil se constituiu através dos moldes americanos. com modelos prontos. E o controle é de fato. supervisionando e primando por essa efetivação. onde a educação se dava de forma difusa e indiferenciada. divisão técnica do trabalho. Destes os tempos primórdios que se deu iniciação a essa visão de se estar “garantindo” através do “cuidado”. p. no processo de “Taylorismo”7.com. Desta forma buscava-se sempre a E-mail: ludbem@ibest. principalmente no regime do militarismo.1981 p.) SUPERVISÃO EDUCACIONAL PARA UMA ESCOLA DE QUALIDADE: DA FORMAÇÃO A AÇÃO.40) Partilhando desse mesmo viés. da ditadura. (SILVA. a figura do supervisor como “inspetor”. como foi conhecido explícita ou implicitamente por todos os teóricos da gerência.39 “gerenciar” deveria garantir a qualidade através do controle. Correia da Silva: O capitalismo empenha-se exercer o control por meio da gerência: “to manage” (gerenciar). Vide sobre esse assunto na obra de FERREIRA. desse modo dando ênfase a produção. racionalizada. . (SAVIANI. Para pensar sobre esse aspecto Dermeval Saviani coloca ainda que: Se entende a supervisão como a “ação de velar sobre alguma coisa ou sobre alguém a fim de assegurar a regularidade de seu funcionamento ou de seu comportamento” (Foulquié 1971: 452) vê-se que mesmo nas comunidades primitivas. – S. o conceito fundamental de todos os sistemas gerenciais. de uma política sedimentada no poder e controle.14) Desta maneira. 2002. da inspeção. Paulo: Cortez. sendo que o menos importava era figura do professor (a) e do (a) aluno (a) como agentes do processo que fomenta toda a construção do conhecimento e de indivíduos conscientes de suas ações políticas e transformadores de seu próprio contexto histórico. um técnico que priorizasse essa concepção de educação através do controle. nesse sentido fiscalizador e assistencialista. métodos e técnicas no âmbito da execução. sedimentados em uma estrutura norte-americana era muito forte. 2002.

1987. 9 Parecer elaborado pelo Conselho Federal de Educação (CFE) em decorrência da atribuição que foi conferida mediante a Lei nº 5. Naura Syria F. mediante a racionalização dos planejamentos desse processo sob o controle de técnicos entendidos como habilitados. sendo que através do Parecer nº 252/699 que reformulou o curso de Pedagogia fica institucionalizada a formação dos ditos “especialistas” e estabelece assim as habilitações técnicas dentro de um curso que objetivava a eficiência e a produtividade do processo educativo. 21) Em meio a esse contexto histórico. Administração Escolar e Orientação Educacional. dividindo o currículo em dois segmentos. Como registrado por Luciene Medeiros e Solange Rosa em seus estudos: Fruto de uma política de alianças entre o Brasil e Estados Unidos. sob a denominação de supervisão escolar. implementado pelo Ministério de Educação e Cultura de nosso país.40 garantia da qualidade e a formação desses “especialistas” sob o modelo americano através do PABAEE8. 2002 e SILVA.) Et al – Campinas. 1997. programa introduzido no Brasil. SUPERVISÃO EDUCACIONAL: UMA REFLEXÃO CRÍTICA. (MEDEIROS & ROSA. garantindo a objetivação e o funcionalismo. momentos de inquietações que ocorreram por volta dos anos 70 e até meados da década de 80.540/68. Ver PAIVA. PAIXÃO. controle que determinava o que ensinar e a quem. por meio da vigilância dos (as) professores (as). formando os “especialistas” em Supervisão Escolar. foi então. de forma “modernizada”. sendo que os primeiros (as) brasileiros (as) tiveram seu treinamento na universidade de Indiana – EUA. In Silva Jr. com intuito de formar supervisores (as) tecnicista. . SP: Papirus. p. Corrêa da. – S. Petrópoles: Vozes.ed. surgi a Reforma Universitária. Naura Syria Carapeto (org. de. no qual ficaria as disciplinas conhecidas como Fundamentos da Educação e o outro a chamadas específicas das Habilitações que formaria os “técnicos em educação”. Paulo: Cortez. não havendo mais distinção entre bacharelado e licenciatura. Mas como toda ação envolve uma reflexão. a inspeção reaparece no cenário educacional brasileiro na década de 50. O PABAEE E A SUPERVISÃO ESCOLAR.ed. E Rangel (orgs. 2. regulamentado a Reforma Universitária. Lea Pinheiro. com base em gerenciamento. que as pessoas envolvidas nesse contexto começaram a refletir sobre sua atuação e muitas interrogações foram surgindo em meios as mudanças sociais e política. Foi através dos Encontros Nacionais de Supervisão Educacional 8 Programa Americano-Brasileiro de Assistência ao Ensino Elementar. 3. para garantir a efetivação de uma política desenvolvimentista que trazia em seu bojo a concepção de educação como alavanca da transformação social. desse modo fomentando uma educação constituída como instrumento político de poder. Sua atuação era meramente controladora e executora.) SUPERVISÃO EDUCACIONAL PARA UMA ESCOLA DE QUALIDADE: DA FORMAÇÃO A AÇÃO. do planejamento e do currículo. dessa forma para poderem atuar no referido programa. de que toda reforma educacional está atrelada a reforma social. Edil V. Ver em FERREIRA. 1982.

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(ENSESs)10 que eram realizados em âmbito nacional e regional, que contribuíram dessa forma para esse repensar possibilitando reflexões em torno de sua profissão, como aponta o estudioso Celestino Alves da Silva Junior em que:

O supervisor/educador foi se dando conta de que a verdade não estava pronta e depositada em suas mãos para que ele a distribuísse aos professores que só poderiam conhece-la por seu intermédio; o supervisor/educador foi descobrindo, tal como Guimarães Rosa, que “mestre não é quem ensina, mas quem, de repente, aprende”; o supervisor/educador foi percebendo, enfim, que sua tarefa não era transmitir uma mensagem pronta e acabada, mas reunir os educadores para que eles pudessem elaborar sua própria mensagem e com ela tentar mudar para melhor a vida de todas pessoas a quem a mensagem pudesse ser apresentada. (SILVA JUNIOR, 1997, p.94)

Contudo cabe pontuar que esses encontros marcaram uma trajetória de luta em reconhecimento dessa profissão, de estar reorganizando suas atribuições pautado num trabalho coletivo em prol de um saber universal, com isso percebendo a importância de um planejamento voltado para a ação escolar, rompendo assim com o autoritarismo, com os modelos prontos. A cada ENSE, a categoria se fortalecia e refletia sua ação política e profissional comprometida com as reais necessidades e anseios das camadas populares, com o repensar crítico da Supervisão, de modo a contribuir para a redefinição de seu papel na realidade brasileira, devendo atuar como agente de transformação da realidade social vigente. Buscando assim, soluções para os problemas que ocorrem a partir do contexto escolar, sendo que essa ação seja de maneira coletiva envolvendo todos profissionais da escola. Para melhor reflexão, pode ser pensado também através de uma parte do documento final do VII ENSE, citado por Medeiros e Rosa:
‘A Supervisão Educacional, neste contexto, deve atuar como agente de transformação da realidade social vigente, buscando soluções para os problemas que ocorrem a partir da escola, participando do processo de tomada de decisões e/ou liderando esse processo, orientada por uma análise dos conflitos, que ocorrem no espaço escolar ou emergem da relação escola-comunidade, escola-outros espaços sociais’. (MEDEIROS & ROSA, 1987, p. 69)

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Ver sobre esse assunto em: MEDEIROS, Luciene; ROSA, Solange. SUPERVISÃO EDUCACIONAL: POSSIBILIDADES E LIMITES. 2. ed. S. Paulo: Cortez, 1987.

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Um novo olhar sobre a Supervisão Educacional

Partindo de toda essa trajetória da Supervisão Educacional, que foi mencionada num breve histórico, faz repensar que a mudança é muito recente, que nos dias atuais muitas vezes os (as) professores (as) mostram-se um pouco arredios em relação à presença desse profissional na escola, pois ainda muito se cultiva a idéia de que é um “especialista” o responsável pela transformação. Então, faz-se necessário romper com essas práticas tecidas apontadas nesse resgate histórico, desmistificando esta realidade apresentada fazendo com que a prática pedagógica seja constituída através das reflexões coletivas, para construção de uma escola de qualidade mais humanizada, sendo assim deve-se ter um olhar sobre o real despido de qualquer “pré” conceito, então a investigação sobre essas vivências é o fio condutor de todo esse processo pedagógico. Nesta direção, é importante destacar a vivência estabelecida com os (as) educadores (as) durante as intervenções realizadas na Escola de Educação Básica Jurema Cavallazzi, de que através das temáticas propostas pelas equipes de estágio, podem-se perceber profissionais comprometidas (os) com a educação, que não esperavam nada pronto, construindo no coletivo, com compromisso social e político e não atribuindo somente a um sujeito a responsabilidade da mudança. Perceber-se, então, que essa relação de poder construída historicamente em torno da supervisão nas escolas, baseada num modelo político autoritário é sujeito a transformações e de que são possíveis as relações. Mary Rangel (2002, p. 75) nos diz que “Ao ressignificar e revalorizar a supervisão, reconceitua-se, de modo a compreendê-la na sua ação de natureza educativa e portanto sociopedagógica, no campo didático e curricular do seu trabalho, no seu encaminhamento coordenador.” Seguindo esta linha de pensamento, é possível configurar a figura do supervisor não mais como um técnico, mas como educador (a)/coordenador (a), desse modo não mais com uma “visão sobre”, no sentido de superioridade e sim de olhar todos os sujeitos e suas significações de forma articuladora. Cabe aqui, a importância de situar a supervisão educacional e não mais escolar, pois esta nova concepção está mais ligada a uma ação supervisora de compreensão em nível maior da educação, com um olhar sobre o pedagógico de maneira a fazer um trabalho de coordenação e orientação. Concordamos com a supervisora e professora de supervisão Martha Guanaes Nogueira (1989, p.20) quando fala de educação em seus estudos de que “a Educação é um

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processo com sistematização metodológica objetivando dados fins. É definida intencionalmente dentro de determinada situação histórico-social, sendo seu sentido e sua finalidade o próprio homem, em determinada sociedade.” Seguindo esta linha de pensamento, no qual o supervisor (a) possa ser um agente transformador compreendendo que a educação é um ato político, tendo seus princípios pautados na totalidade, citamos também Rangel, que nos revela em seus estudos que:
A coordenação implica criar e estimular oportunidade de organização comum e de integração do trabalho em todas as suas etapas. A orientação implica criar e estimular oportunidades de estudo coletivo, para análise da prática em suas questões e em seus fundamentos teóricos, em seus problemas e possíveis soluções, que se “trocam” e se aproximam nos relatos de experiências. (RANGEL, 2002 p. 77)

Dentro dessa perspectiva, de um trabalho de coordenação permeado pelo trabalho de pesquisa, princípio da ação de um supervisor (a)/educador (a) capaz de transformar, compreendendo a educação como um ato político, objetivando relações de pluralidade. Nesse sentido é que “esperanço” de novo, conforme dizeres de Terezinha Azeredo Rios:
Não deixo de enfrentar limites, de querer de vez em quando “largar tudo”, de ver às vezes a esperança se afastar, entretanto, é no próprio espaço do trabalho que “esperanço” de novo, que retomo com vigor a luta, que encontro possibilidades e alternativas. Auxiliam-me nesse movimento a prática e a reflexão sobre ela, o fazer e o pensar crítico sobre ele, num exercício que mescla razão e paixão. (RIOS, 2002 p. 17)

É importante destacar, diante de um cenário comprometido como uma educação politizada, não cabe mais ficar somente na teoria, no discurso, que os princípios básicos que permeiam esse processo de construção da cidadania e nossa autonomia como educadores (as), necessita de um profissional capaz de desafiar as estruturas postas, de enxergar as possibilidades de intervenção e mudança. Ler nas entrelinhas o que aflora no sistema educacional, vivenciar e trazer a tona toda inquietação que nos atinge, propondo assim uma luta democrática para propor novos caminhos para a educação. Conforme dizeres de Rios (2002, p. 26), levanto reflexões entorno da construção da cidadania de que “a cidadania não é algo pronto, mas algo que se constrói. E essa é a tarefa também da escola, delineia-se nos objetivos de trabalho docente. No núcleo desse trabalho está o desafio da comunicação, instrumento de partilha do conhecimento, da cultura.”

p. afirmada nas construções com o grupo em busca de uma educação para a cidadania. sensíveis aos problemas e dificuldades que ocorre no contexto escolar. não esquecendo sua própria realidade educacional. assim concebida. no interesse da função coordenadora e articuladora de ações é também quem estimula oportunidades de discussão coletiva. promovendo através de mobilizações comprometida com a participação de todos para a construção de um cidadão crítico. Então. com vistas ao fortalecimento do grupo e ao seu posicionamento responsável frente ao trabalho educativo. passando a se preocupar com o sentido e os efeitos da ação que desencadeia mais que os resultados imediatos do trabalho escolar. propondo articulação em torno da mesma proposta pedagógica. crítica e contextualizada do trabalho. assumidos por todo o pessoal escolar. tendo um caráter sustentador frente a esse projeto de mudança. a supervisão deixa de ser apenas um recurso meramente técnico para ser tornar um fator político. estimulando o trabalho em equipe. Myrtes Alonso coloca que: A supervisão. uma vez que implica uma ação planejada e organizada a partir de objetivos muito claros. tecendo uma relação de colaboração. dessa forma trazendo contribuições e desvelando caminhos e apontando alternativas. ativo e consciente. 147) “ “Supervisor” o que procura a “visão sobre”. Tendo em vista essa busca por um educador (a) e profissional. que tem um papel de supervisor (a) articulado e comprometido com este movimento que não deixo de pensar conforme Rangel (1997. de assumir novos posicionamentos políticos que temos uma nova concepção de supervisão.175) A interação dos momentos vivenciados no período do estágio possibilitou um olhar sobre a Supervisão Educacional estruturada na ação coletiva. como é entendido com freqüência. Nesse sentido. fazendo que comunguem dos mesmos ideais. 2002.44 É nessa busca de mudança. propiciando as trocas de experiências e a reflexão sobre a prática. mas assumindo um papel de estimuladora e articuladora do fazer docente e de toda comunidade. p. vai muito além de um trabalho meramente técnico-pedagógico.” . Nesta direção. (ALONSO apud FERREIRA. não mais autoritária como foi estruturada em épocas anteriores.

São Paulo: Papirus. Naura Syria F. Nove olhares sobre a supervisão. São Paulo: Cortez. Corrêa da. SILVA. Celestino Alves da Silva. In: JUNIOR. Compreender e ensinar: por uma docência da melhor qualidade. MYRTES. RANGEL. Alonso.) . Mary. Naura Syria Carapeto (Org. Supervisão educacional para uma escola de qualidade: da formação à ação. Organização do trabalho na escola pública: o pedagógico e o administrativo na ação supervisora. 2 ed. 1997. ROSA. Celestino Alves da Silva.). In: FERREIRA. São Paulo: Loyola. RANGEL. RIOS. 1982.45 REFERÊNCIAS JUNIOR. MEDEIROS. RANGEL. 2002. Mary (Orgs. A supervisão e o desenvolvimento profissional do professor. Supervisão Educacional. Celestino Alves da Silva.) . São Paulo: Papirus. Nove olhares sobre a supervisão. Luciene. 1989. 3. 1997. Mary (Orgs. . Terezinha Azeredo. Supervisão educacional: possibilidades e limites. 2002. Considerações sobre o papel do supervisor. Campinas. como especialista em educação. 3. na América Latina. São Paulo: Cortez. In: JUNIOR. 3. Solange. São Paulo: Cortez.). Dermeval. Supervisão educacional para uma escola de qualidade: da formação à ação. Petrópolis: Vozes. NOGUEIRA. 2002. Campinas. Martha Guanaes. A supervisão educacional em perspectiva histórica: da função à profissão pela mediação da idéia. In: FERREIRA. A questão política. Supervisão Educacional: uma reflexão crítica. SAVIANI. ed. São Paulo: Cortez. ed. Naura Syria Carapeto (Org. 1987. ed.

no entanto para isso. além desempenhar um importante papel na interação entre os(as) professores(as). É possível perceber. Tal afirmação. reorganizando o tempo/espaço para a criação de momentos de reflexões coletivas sobre os processos pedagógicos. ficou mais próxima. a importância do(a) supervisor educacional na mediação desses processos de formação dentro e fora da escola. . E ao final do curso concluímos que a interação e comunicação dos(as) professores(as). pode ser comprovada ao se constatar que o grupo.46 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho possibilitou compreendermos a necessidade de buscar estratégias para viabilizar a formação continuada dos(as) professores(as) na escola. Constatamos que a realização de cursos de formação continuada é uma alternativa possível para atender as necessidades desses profissionais. sendo necessário. ademais. a criação de programas de formação voltados para o uso das tecnologias. mesmo com algumas dificuldades de acesso utilizouse do espaço virtual para construir um conhecimento e significativo como também as trocas de experiências estabelecidas por meio dessa nova tecnologia. Percebe-se. que os professores não têm o hábito de utilizar o computador e a Internet. Um dos nossos objetivos destinava-se a promover uma maior interação dos(as) professores com as novas tecnologias e entre os(as) professores(as). uma mudança que vise à aprendizagem e não o acumulo de informações. havendo trocas de informações e experiências representativas durante o desenvolvimento do curso. O uso das tecnologias deve proporcionar dentro do ambiente escolar. as escolas precisam possuir as tecnologias necessárias para a efetiva participação dos professores. fazendo com que a utilização desses meios seja mais significativa para os professores(as).

Ana Archangelo (org.htm acessado em: 17/11/2005 LÉVY.abril.br/ed/142 mai01/html/fala mestre. Educação Continuada: Função essencial do coordenador pedagógico In: GUIMARÃES. 8.) et al. Professor se forma na escola. São Paulo: Editora 34. Paola. Pierre. trad. Edição n. O coordenador pedagógico e a educação continuada.47 REFERÊNCIAS CHRISTOV. GENTILE. 2001.com. São Paulo: Loyola. . 1999. Nova escola on-line. Luiza Helena da Silva.142 maio. Carlos Irineu da Costa. ed. Disponível em: http://novaescola. 2005. Cibercultura.

48 APÊNDICE .

29/04/2006 Apresentação das ferramentas do Ambiente de Apoio a Aprendizagem – POLVO. .49 APÊNDICE A: Nossa Trajetória em Imagens Em Fase de Elaboração e Planejamento do Curso Primeiro Encontro Presencial Realizado com os Professores.

50 Lanche para confraternização Segundo Encontro Presencial 03/06/2006 .

51 Encontro de Encerramento do Curso Saída de Campo .10/06/2006 .

.52 APÊNDICE B: PROJETO DE ESTÁGIO UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO CURSO DE PEDAGOGIA – SUPERVISÃO ESCOLAR PROJETO DE ESTÁGIO AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE EDUCADORES (AS) DÉBORA DOS SANTOS ELIZABETH BARBI LUDMAR DA SILVA Florianópolis – SC. novembro de 2005.

.....................................13 Referências...03 2 Revisão da Literatura.........................................10 4............................................................................................................................................................................05 3 Questões Norteadoras....................14 .....................10 5 Metodologia........................................11 6 Cronograma..............................................................................................................................................................................................10 4.............................................................................................................................................................................53 SUMÁRIO 1 Justificativa...............................2 Objetivos Específicos.........08 4 Objetivos...........................................................................................................................................................................................1 Objetivos Gerais....................................................................................................................................................................................

uma vez que lidam fundamentalmente com o conhecimento. utilizando as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação . A realidade muda e o saber que construímos sobre ela precisam ser revisto e ampliado sempre. através de uma reflexão partilhada pelos colegas. técnica e de ensino superior passaram a adotar a metodologia de Educação a Distância. instituições educacionais de formação comercial. (2001) o aprender contínuo é parte essencial da profissão do educador. em entrevista a Gentile. que deve se concentrar em dois pilares: a própria pessoa do (a) professor (a) e a escola como lugar de crescimento profissional permanente. Para Nóvoa. é comum escutarmos tanto de professores como de outros (as) profissionais que sentem a necessidade de uma formação continuada. Segundo. Como uma alternativa para atender essa demanda. que no decorrer de sua atividade profissional sentem necessidade de uma formação complementar. aqui entendido como um coordenador pedagógico é muito importante para mediar esses momentos de partilha e reflexão entre os educadores. que não podem romper com o processo de formação ao concluir o Magistério ou a Licenciatura. mas à procura do conhecimento em si. reclamações relacionadas com a falta de tempo para realizar algum curso. capacitação e qualificação profissional em serviço. em função de vivermos em uma sociedade em constante transformação que exige cada vez mais dos profissionais uma postura de aprendizagem contínua para poder intervir e acompanhar essas mudanças. neste sentido. Compartilhamos da mesma idéia de Luiza Helena Christov que diz que: A educação continuada se faz necessária pela própria natureza do saber e do fazer humanos como prática que se transformam constantemente. Podemos citar como exemplo um curso de especialização oferecido na modalidade a distância pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC em Florianópolis. indicando que a titulação . ele os professores devem ver a escola não somente como um lugar onde ele ensina. Essa constante formação a qual nos referimos ganha ainda mais importância quando falamos dos profissionais da educação. a presença do supervisor escolar.54 1 JUSTIFICATIVA Atualmente a formação profissional em serviço é uma necessidade nas mais diferentes áreas de atuação.NTIC`s. 09). onde uma parcela considerável dos alunos deste curso já possuíam pós-graduação. Estes cursos possuem uma grande procura por parte de profissionais já formados. em muitos casos não à procura de mais um título. oferecendo cursos de formação. mas um lugar onde ele aprende. No entanto. (2005 p.

que ficam evidentes nas próprias falas dos professores. Esse curso tem por objetivo. são restritos. pela sua inclusão no Projeto PolíticoPedagógico da escola. nossa proposta é discutir a importância das NTIC’s para a formação continuada dos (as) professores (as). algumas carências. entre as duas equipes de estágio. que a discussão deste tema se faz necessário no atual contexto da escola. tanto individuais quanto coletivos. não era o objetivo principal. Torres (2001) aponta questões importantes a respeito das reuniões pedagógicas. JORDANO. possuem ainda. Este aspecto observado por um outro grupo de estágio. por acontecerem poucas vezes ao longo do ano. Para ela é preciso resgatar os verdadeiros objetivos das reuniões pedagógicas nas escolas. A escolha deste tema para o curso se deu. havendo mais espaço para questões administrativas emergenciais do que para discussões de questões pedagógicas. aumentar a interação dos professores. reclamam que a formação oferecida ainda é insuficiente. um curso de formação continuada na modalidade a distância. (Lei 10639/2003). Por sua vez. ESPÌNDOLA.55 de especialista. mas apesar de muitos avanços neste sentido. que buscaram o curso (SANTOS. tornou-se seu objeto de pesquisa e ação nesta mesma instituição. para ele essas reuniões estão longe do ideal e o desejado. destes. Dentro deste cenário. dentro e fora do ambiente escolar. aos profissionais da Escola de Educação Básica Jurema Cavallazzi. os espaços para discussões. além de buscar uma maior aproximação dos professores com as novas tecnologias. neste caso. através das novas tecnologias e oferecer. e em função disto decidiu-se por se fazer um trabalho em conjunto. As questões da formação continuada para os professores da rede pública têm sido muito discutidas nas escolas. que está em processo de reformulação. as iniciativas do governo em oferecer essa formação continuada. reuniões pedagógicas. Julgamos então. abordar as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. que em geral. 2004). como forma de viabilizar e facilitar esses momentos de estudos e reflexões. nas escolas. estudos. . havendo pouca interação entre o coletivo da instituição para discussões das suas práticas.

FORMAR. a fim de buscar melhorias para o desenvolvimento da informática na educação. A maioria desses softwares educativos foram questionados por terem tecnicamente programas denominados tradicionais. PRONINFE. A formação do (a) profissional da educação constitui-se a partir de um processo dinâmico e com possibilidades de aperfeiçoamento. Já que se tratará menos de ‘ganhar’ a vida do que aprender a renovar sua vida. MCLUHAN A informática no Brasil teve seu início por volta da década de 70.1998. científica e social. acredita-se que o momento histórico atual caracteriza-se pela necessidade de uma renovação do saber-fazer educativo. de programas. num processo de evolução tecnológica. também. que a educação do futuro será contínua. . formação de especialistas na área de informática da educação. proporcionando assim aos educandos (as) a construção do conhecimento. podendo-se entendê-la como um processo contínuo. p.44). o domínio da práxis. tanto no que se diz respeito à atualização em relação aos conhecimentos específicos.. de cursos e de projetos de formação continuada de professores (as). Um outro marco para o início da informática foi a criação de softwares educativos com o intuito de fazer uma integração dos trabalhos desenvolvidos no laboratório de informática com as disciplinas curriculares. isto é. em que os mesmos tinham com o aluno (a) uma relação de estímulo e resposta.56 2 REVISÃO DA LITERATURA É evidente. que é histórico e inacabado" (BARBIERI et al. Em relação a essa formação. Tais como: EDUCOM. criação de laboratórios e centros para a capacitação de educadores. apontado as necessidades de encaminhamentos de propostas. acontecendo assim. A questão da formação de docentes vem crescendo com força nas discussões referentes à educação. quanto ao que se refere "à própria natureza do fazer pedagógico. Muitos desses softwares foram utilizados sem conhecimento técnico e teórico por parte dos (as) profissionais da educação. um desapontamento quanto ao uso desses programas para a educação. Diversos projetos governamentais foram implantados na década de 80. que tinham como objetivos: criar centros de pesquisas sobre informática na formação de profissionais.

é necessário a criação dos ambientes de formação. através dos novos saberes das diferentes áreas de conhecimento. dos problemas . Dessa forma. a capacitação do docente para a melhoria de sua prática pedagógica. A forma escolar caracterizase pelos cursos. p.149) nos diz que nele se incluem "os conhecimentos produzidos pelas ciências da educação e sintetizados nas teorias educacionais. o saber pedagógico é que fornece a base da construção da perspectiva educativa que define a idéia do educador como um profissional distinto dos demais profissionais. serão levantados pontos sobre situação real vivida em sala de aula. cursos. Para que esse processo de construção de conhecimento possa ser mais agradável. propiciam uma maior compreensão em relação a formação continuada e a prática pedagógica. além de contribuir para o desenvolvimento da autonomia. p. construídos a partir das perspectivas dialógicas. ou formação em serviço. Assim sendo. falta de percepção dos interesses e necessidades do grupo" (SANTOS. essa formação contínua consiste em diversas propostas que tem como objetivo a qualificação. 1998. podem ser conduzidos por duas formas: "forma escolar" ou pela "forma interativo-reflexiva". p. seminários. do cotidiano do professor. oficinas ou outras propostas". palestras. a melhor proposta de formação depende do grupo a ser capacitado. Os conteúdos a serem abordados na formação contínua podem ter como objetivos solucionar problemas da sua prática docente ou até mesmo de atualização dos (as) educadores.131) nos diz: ". em sentido mais estrito “todas as formas deliberadas e organizadas de aperfeiçoamento profissional do docente. Os processos de formação continuada.124) denomina formação continuada ou formação contínua. trazida pelos professores para serem discutidas e analisada com o grupo e com o auxílio de um (a) coordenador (a) pedagógico. encontros e outros.131).57 Santos (1998. nos quais são abordadas as diferentes temáticas. A forma interativo-reflexiva irá propor a resolução dos problemas reais.. A partir desse processo de reflexão “o professor torna-se consciente dos problemas de sua prática que podem estar relacionados tanto ao domínio do conteúdo e método de ensino. Saviani (1996.. Para o autor. seja através de palestras. conforme Santos (1998). reflexivas e inovadoras. seminários. Na caracterização referente ao saber pedagógico. visando a articular os fundamentos da educação com as orientações que se impõem ao trabalho educativo". Santos (1998. como também a problemas ligados à presença de estereótipos e preconceitos em relação aos alunos. p.

como o intuito de expandir essas discussões aos mais variados lugares. o visual do sensorial. tornando esses ambientes mais interativos. deixando de ser entendida apenas como complementação da formação inicial. Pensar na utilização da informática para o processo educacional é pensar na formação de educadores (as). dos recursos da informática. O envolvimento dos (as) educadores (as) no trabalho de análise e utilização dos recursos tecnológicos de uma forma consciente. em simultâneo. vem sendo cada vez mais cogitada. p. que faz com que evoluam os conceitos. 2000. os contornos de uma profissionalidade docente" (CANÁRIO apud PORTO. será imprescindível para o seu crescimento e sua formação através de todo o seu processo educacional. Sendo assim. Essas tecnologias têm o potencial de aproximar o real do virtual. A utilização das tecnologias como um ambiente de formação continuada. .32). p.58 identificados para serem trabalhados. “os sentimentos relacionados com o computador acontecem sob alguns aspectos principais: recusa. o conhecimento acadêmico do operativo. medo e sedução”. princípios e processos tecnológicos para melhor se adequarem e se ajustarem aos objetivos da formação pedagógica. redefinindo. Complementa Carneiro (2002. reinventando-a. vem "contribuir para melhorar a escola. e muitas vezes em uma reflexão sobre a prática integrada nas questões operacionais. valores. dos recursos humanos e materiais disponíveis para a realização dessa proposta". sem falar. A introdução do computador na aprendizagem impõe um desafio aos profissionais de educação. concretos e dinâmicos para a tarefa de aprender com as tecnologias informatizadas. a formação continuada nos dias atuais é imprescindível e. obviamente.55). planejada e com um acesso a um referencial teórico que dê embasamento ao seu trabalho.

não se restringindo a cursos e / ou treinamentos. criação e dialética com o novo. estimula a busca de outros saberes e introduz uma fecunda inquietação contínua com o já conhecido.2627) Dentro desta perspectiva de educação continuada em que o supervisor educacional está inserido. que ganha materialidade em múltiplos espaços/atividades. surpresa. motivando viver a docência em toda a sua imponderabilidade. a coordenação e mediação do processo ensino-aprendizagem. pesquisa para que possa contribuir na transformação da escola e da sua própria pratica pedagógica. Diante deste cenário. buscamos uma ação supervisora integrada com o coletivo. possibilitou um olhar reflexivo e voltado para a educação continuada. e que favorece a apropriação de conhecimentos. é de fundamental importância.59 3 QUESTÕES NORTEADORAS OU HIPÓTESES As leituras e reflexões realizadas no âmbito acadêmico juntamente com a observação no campo de estágio realizado na Escola de Educação Básica Jurema Cavallazzi.(2005 p. pois entendemos que seu trabalho não deve se resumir em planejar ações para serem executadas pelos (as) professores (as). levantamos questões que permeiam e inquietam esse processo de pesquisa:  De que forma as novas tecnologias podem servir como ferramenta e como apoio ao fazer pedagógico construtivo no âmbito educacional? Qual a importância de reorganização do tempo/espaço para a criação de momentos de  reflexões coletivas sobre os processos pedagógicos? . consideramos que: É importante destacar que se entende formação continuada como um processo complexo e multideterminado. Dessa forma. Dessa forma assim como Placco e Silva. utilizando-se de novas tecnologias que permeia o trabalho do Supervisor (a) Escolar numa visão mais ampla no que diz respeito a um trabalho voltado. a construção de espaços que levem o professor a perceber que sua prática é objeto de reflexão.

articulação. e interação dos (as) professores (as) utilizando-se de espaços virtuais? .60  Como os (as) coordenadores (as) pedagógicos podem contribuir para o processo de formação.

4.  Promover uma maior interação da supervisão escolar para a troca de experiências com os (as) professores (as) dentro e fora do ambiente escolar.  Possibilitar uma maior interação entre os (as) professores (as) da instituição através dessas tecnologias.2 Objetivos Específicos  Estimular a utilização dos meios tecnológicos como instrumento significativo para a vida pessoal e profissional. .1 Objetivo Geral Discutir a importância das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação – NTICs para o processo de formação continuada de professores.  Realizar um curso de formação continuada na modalidade a distância abordando a temática das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana “. (Lei 10639/2003).61 4 OBJETIVOS 4.

Utilizaremos as seguintes ferramentas da plataforma: Agenda – onde os (as) participantes podem acompanhar as atividades. e elaborado a partir da união de dois projetos de estágios. A etapa presencial está prevista para acontecer em dois momentos: Um seminário de introdução à educação a distância. situada no Bairro José Mendes. A etapa a distância será realizada basicamente através do computador. discussão sobre a importância das tecnologias para a formação continuada e apresentação da plataforma. Mural – Espaço para informes e recados. O curso totalizará uma carga horária de 40 horas. O conteúdo e as atividades. eventos e outros. realizaremos um curso na modalidade a distância através da plataforma digital do Centro de Educação a Distância – CEAD da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. artigos e textos. ainda não definida. Fórum – espaço para publicar suas produções onde todos (as) participantes têm acesso para comentários. abordará as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (Lei 10639/2003). sites. os conteúdos de domínio da lei 10. . também deverão ser postadas todas as atividades solicitadas no decorrer do curso. textos estarão disponíveis na plataforma. totalizando as 8 horas presenciais. para posterior expedição de certificados. as inscrições estarão disponibilizadas na secretaria da própria escola. Este curso atenderá os (as) profissionais da Escola de Educação Básica Jurema Cavallazzi. Esta etapa constituir-se-á de módulos. onde estão cadastrados todos (as) participantes do curso para o envio de mensagens.639/03.. Material de apoio – materiais diversos. objetivos e ementas. observando-se a carga horária previstas para cada módulo. não está previsto nenhum tipo de material impresso. de boas vindas e apresentação. sendo 32 horas de atividades a distância e 8 horas presenciais. Mala direta – uma ferramenta muito semelhante ao e-mail tradicional. Os participantes receberão um manual contendo todas as informações e contatos necessários para a realização desta etapa. Todos os materiais didáticos. Para a participação os (as) professores deverão fazer sua inscrição. serão elaborados em conjunto com outra equipe de estagio. onde. apreciações. suas ferramentas e outras informações de caráter prático.62 5 METODOLOGIA Na intenção de buscar novos olhares e reflexões sobre a formação continuada dos (as) professores (as) no contexto educacional utilizando as novas tecnologias. Chat – uma ferramenta de comunicação em tempo real. com 4 horas de duração. E ao final do curso será realizado um seminário de socialização do trabalho final dos (as) participantes com mais 4 horas.

sobre as ferramentas de interação entre participantes e estagiarias. Este curso será objeto de análise para tentar responder nossa questão problema. a interação com as estagiarias. . FASE 1: A primeira fase da avaliação refere-se. exclusivamente. o retorno as solicitações dos participantes.63 A avaliação do curso compreenderá duas fases. a organização geral. os elementos necessários à avaliação de todo o curso. Essa avaliação abrangerá todo o processo fazendo com que cada participante avalie o conteúdo programático. questionários fechados disponibilizados na plataforma. Como critério para a conclusão do curso os participantes deverão elaborar um plano de aula envolvendo a temática. buscar-se-á junto aos (às) participantes. sobre a organização geral do curso. Esta avaliação será feita mediante o cumprimento das tarefas solicitadas e demais instrumentos elaborados pelas estagiarias. o tempo de retorno das solicitações. Buscaremos acompanhar a participação de cada professor (a) e identificar junto a eles se houve uma mudança na relação em que eles estabelecem com as tecnologias e se de alguma forma contribuiu para facilitar seu cotidiano pessoal e profissional. o próprio sistema de avaliação e por fim qual a contribuição que este curso trouxe para a vida profissional. FASE 2: A segunda fase da avaliação refere-se à avaliação do próprio curso. à avaliação da aprendizagem dos (as) professores (as) que participam do curso. com questões sobre a satisfação em relação ao curso. acesso ao ambiente. Através de uma entrevista elaborada pelas estagiarias aplicada através de e-mail.

64 6 CRONOGRAMA ATIVIDADES MÊS FEVEREIRO  Revisão do projeto de estágio  Inscrições do curso  Seminário apresentação do projeto MARÇO  Atividades a distância  Acompanhamento aos participantes ABRIL  Atividades a distância  Acompanhamento aos participantes MAIO JUNHO  Seminário final de socialização dos planejamentos  Trabalho final de estágio  Seminário de Estagio do Centro de Ciências da Educação CCE/FAED .

65 REFERÊNCIAS CARNEIRO. Alda Junqueira (Org. 1998. ed. SILVA. Professor se forma na escola. Luiza Helena da Silva. A formação do professor: reflexões. Raquel. Dermeval. 8. In: VEIGA. Edição n. Laurinda Ramalho de. MERCADO. Disponível em: http://novaescola. ed. Vera Maria Nigro de Souza.142 maio.).abril. Formação Continuada de Professores e Novas Tecnologias. Educação Continuada: Função essencial do coordenador pedagógico In: GUIMARÃES. São Paulo: Loyola. Paola. Sylvia Helena Souza. 1999. Campinas: Papirus. Maceió: EDUFAL. O coordenador pedagógico e a educação continuada. São Paulo: Cortez. PLACCO. GENTILE.) et al. Veiga (org. Luiza Helena da Silva. Formação do Educador: dever do estado. SILVA JUNIOR. Educação continuada: reflexões alternativas. Lucíola Licínio de Castro Paixão. desafios e perspectivas. 1996. CHRISTOV. Caminhos da profissionalização do magistério. Celestino Alves (Org.htm acessado em: 17/11/2005. 2005. ALMEIDA. 2005. Maria Aparecida Viggiani. Informática na educação: representações sociais do cotidiano. tarefa da universidade.com. Ana Archangelo (org. Ilma Passos A. Dimensões pedagógicas e políticas da formação contínua. PORTO. São Paulo: Loyola. São Paulo: UNESP. SAVIANI. In: BRUNO. In: BICUDO.).). O coordenador pedagógico e a formação docente.br/ed/142 mai01/html/fala mestre. Yeda da Silva. 2000. Campinas: Papirus. 6. 2002 CHRISTOV. Nova escola on-line. 2001. Luís Paulo Leopoldo. Os saberes implicados na formação do educador. Eliane Gorgeuira. SANTOS. Formação continuada: a prática pedagógica recorrente In: MARIN. .

( ) Treinamento ou Atualização 3. ( X ) Aperfeiçoamento 1. ( ) Regional 4. ( ) Divulgação 2. CULTURA E COMUNIDADE COORDENADORIA DE EXTENSÃO Fone: (48) 231-1506 / 231-1610 Fax: (48) 231-1530 CURSO / EVENTO DE EXTENSÃO TÍTULO: Diversidade Étnica na Escola: as diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana IDENTIFICAÇÃO: Isolado ( ) Unidade executora: Vinculado a Programa ( Depto: ) Área Temática de Enquadramento Institucional da Atividade de Extensão ( ) Área 1 – Comunicação ( ) Área 5 – ( ) Área 2 – Cultura ( ) Área 3 – Direitos Humanos e Justiça Produção ( 4 ) Área 4 – Educação Linhas de Extensão: Meio Ambiente ( ) Área 6 – Saúde ( ) Área 7 – Tecnologia e ( ) Área 8 . ( X ) Local 2. ( 5. ( ) Nacional ) Internacional ABRANGÊNCIA TIPO DO EVENTO . ( ) Estadual 3.66 APÊNDICE C: PROJETO DE EXTENÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO.Trabalho Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros – NEAB/UDESC Período de realização: início 01 /04/2006 término 01/06/2006 Local de realização: Solicitação de recursos ao PAEx: Sim ( ) Não ( x ) Instituições/Unidades envolvidas: Recebe financiamento de outra(s) Instituição(ões) ? Não ( x ) Sim ( ) Qual(is)? Carga horária total do Curso/Evento: 40 horas CARACTERIZAÇÃO / MODALIDADE: TIPO DO CURSO (*) ABRANGÊNCIA 1.

(Resolução 146/92 . ( X ) Local 2. ( ) Internacional (*) Carga horária mínima: Mini-curso = 06h/aula. DISCENTES NOME CURSO CARGA HORÁRIA SEMANAL FUNÇÃO . ( ) Ciclo de Palestras 10. ( 2.: Fone res. ( ) Nacional 5. Jurema Cavallazzi Horário:de 2ª a 6ª. ( 4.E. ( ) Oficina ) Mini-curso ) Congresso ) Seminário 5. ( ) Jornada 9. Curso de Aperfeiçoamento: Professores de 1o e 2o graus. ( 6.CONSEPE). ( 7. ( 3. Estimada Interno: Externo: Professores e funcionários da EEB Jurema Cavallazzi 30 (**) Curso de Divulgação: comunidade universitária e/ou extra-universitária. DOCENTES NOME DEPTO E-mail CARGA HORÁRIA SEMANAL FUNÇÃO B. ( ) Regional 4. das 08:00 as 12:00.B. ( ) Encontro ) Simpósio ) Feira 8. Funcional: CPF: Endereço: Fone trab. ( X ) Outros: 1.br Carga Horária Total: Sexta Sábado Carga horária semanal total Horário de Funcionamento do Curso Dias Turno Matutino Vespertino Noturno Segunda Terça Quarta Quinta RECURSOS HUMANOS: A. ( ) Estadual 3. Curso de Atualização ou Treinamento: alunos ou profissionais da área de conhecimento do curso. Oficina = 03h/aula (**) PÚBLICO ALVO : Caracterização Quant. INSCRIÇÕES Período:03/04/06 a 20/04/06 Fone informações: Local: E. técnicos e profissionais graduados na área de conhecimento do curso. das 13:30 as 17:30 e das 18:30 as 21:00horas Número de vagas: 50 vagas IDENTIFICAÇÃO DA EQUIPE COORDENADOR (A) Nome: Elisa Maria Quartiero Lotação: Cat.67 1.: Horas semanais dedicadas à atividade: Matrícula: Titulação: RG: Fax: E-mail: F2emq@udesc.

639/03.639/03. a implementação da Lei 10. Jurema Cavallazzi. etc. TÉCNICOS NOME ÓRGÃO D. em março de 2003. a Lei 10. RESUMO O curso destina-se a colocar em pauta os estudos feitos até hoje. CARGO Função: Bolsista. a melhor forma de trabalhar pedagogicamente temas que envolvem a questão racial no Brasil. Docente. CARGO C. SEM. Coordenador. SEM. ou seja.68 Débora dos Santos Elizabeth Pacifico Barbi Pedagogia Pedagogia Ministrante Ministrante Ludmar De Bem Peres Pedagogia Milena Rosa Senhorinha Tatiana Ramos de Amorim Cabral Gislene Prim Pedagogia E-mail Ministrante Ministrante Pedagogia Pedagogia Ministrante Ministrante CARGA HOR. OUTROS NOME ORGÃO E-mail CARGA HOR. Voluntário. O que pretendemos com esse curso é discutir juntamente com os professores e funcionários da E. JUSTIFICATIVA Desde que o governo federal sancionou. tentando desconstruir preconceitos e construir uma Pedagogia Multicultural.Voluntário de Extensão (PROVEX). que já desenvolvem trabalhos nessa temática.MEC que .B.E. sobre diversidade étnica na escola e as diretrizes para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

nessa sociedade que ainda é marcada por processos discriminatórios. a obrigatoriedade da Lei e a discussão existente na Escola de Educação Básica Jurema Cavallazzi para incluir este tema no Projeto Político Pedagógico.63). racista. (2005. deficientes físicos. em seu livro Ação Afirmativa & Principio Constitucional da Igualdade. induzir transformações de ordem cultural. Atualmente. tendo em vista grupos vulneráveis como as minorias étnicas e raciais. percebemos que .Barbosa Gomes. etc.69 instituiu a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira no currículo escolar do ensino fundamental e médio. coibir a discriminação presente. os objetivos das ações afirmativas são o de concretizar a igualdade de oportunidade. visando tirar do imaginário coletivo a idéia de supremacia racial versus subordinação racial e/ou de gênero. Tendo em vista. eliminar os efeitos persistentes (psicológicos. as observações ocorridas durante o período de estágio supervisionado em Supervisão Escolar I. e mais. A Lei seria a consolidação de um dos objetivos das políticas de ação afirmativa. pedagógica e psicológica. culturais e comportamentais) da discriminação do passado. Faz apenas dois anos que a Lei surgiu. implantar a diversidade e a representatividade dos grupos minoritários nos diversos setores. mas também da ação dos/as docentes em se atualizarem sobre a temática. pensa-se muito em políticas públicas de ações afirmativas para inserir os afrodescendentes em setores que não são marcados pela sua presença. e não souber lidar adequadamente com a questão. se despirem de seus preconceitos em relação a assuntos que falam sobre discriminação racial no Brasil. e a sua consolidação depende não só do poder público. as mulheres. Nas palavras de Ana Lúcia Valente. De nada adianta dispor de livro didático e currículo apropriados se o professor for preconceituoso. Segundo Joaquim B. e de uma luta árdua para que os/as afrodescendentes sejam reconhecidos/as como cidadãos/ãs de direitos e deveres. passaram a permear os setores que lidam e pensam em políticas publicas para a educação do nosso país. p.639/03. Essas políticas se constituem em medidas especiais e temporárias que tem por objetivo acelerar o processo de concretização do tão propalado princípio constitucional da igualdade. diversas discussões sobre a situação do currículo e do sistema educacional. Uma proposta de formação/capacitação dos professores para trabalhar com a temática é capaz de enfrentar o desafio lançado para a implementação da lei 10.

200.639/03 que instituiu a obrigatoriedade do Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana no currículo escolar do ensino fundamental e médio. Acreditamos que “é papel da escola.07). aos professores e funcionários da E. além de proporcionar aos professores um amplo debate sobre a obrigatoriedade da Lei. de forma democrática e comprometida com a promoção do ser humano na sua integralidade. estimular a formação de valores. ESPECÍFICOS: . OBJETIVO (S) GERAL(IS) E ESPECÍFICO(S) GERAL:  Oferecer um curso de formação continuada na modalidade à distãncia. p.639/03 de forma crítica e contextualizada com a comunidade escolar. no qual 14 professores/as responderam que conhecem a Lei. Uma outra questão abordada refere-se ao interesse em participar de uma oficina para discutir a aplicação da Lei. A pesquisa aconteceu com 19 professores/as do Ensino Fundamental e Médio. A partir desta análise. nossa proposta visa contribuir para a reflexão e implementação da Lei 10. e suas Diretrizes. possibilitar um espaço de formação continuada para que saibam lidar adequadamente com a questão. onde se percebe uma grande concentração de afrodescendentes. para a reflexão e discussão da implementação da Lei 10. 04 disseram que não a conhecem e 01 não respondeu. Diante disso. hábitos e comportamentos que respeitem as diferenças e as características próprias de grupos em minorias” (DCN. 14 professores/as responderam que sim e 05 responderam que não queriam participar. Jurema Cavallazzi. Para analisar melhor essa suposição realizamos um questionário com o grupo docente para verificar o conhecimento destes e destas sobre a temática.E.B. acreditamos que trazer a temática racial para o espaço escolar através do Curso Diversidade Étnica na Escola irá desmistificar questões que envolvam a situação de discriminação pela qual os afrodescendentes passam no país.70 ainda existe um desconhecimento dos professores e professoras diante dessa proposta. já que a escola está inserida em uma comunidade situada no Maciço Central de Florianópolis caracterizada como de baixa renda. assim como.

71  Oferecer um curso formação continuada na modalidade à distância. serão elaborados em conjunto com outra equipe de estagio.  Promover a reflexão das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana de forma crítica e contextualizada com a comunidade escolar. e elaborado a partir da união de dois projetos de estágios. textos estarão disponíveis na plataforma. objetivos e ementas. O conteúdo e as atividades. Esta etapa constituir-se-á de módulos. E ao final do curso será realizado um seminário de socialização do trabalho final dos (as) participantes com mais 4 horas. O curso totalizará uma carga horária de 40 horas. abordará as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (Lei 10639/2003). onde. Utilizaremos as . sendo 32 horas de atividades a distância e 8 horas presenciais.639/03 e sua aplicação pedagógica no espaço escolar. realizaremos um curso na modalidade a distância através da plataforma digital POLVO do Centro de Ciências da Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. METODOLOGIA DE EXECUÇÃO E AVALIAÇÃO Na intenção de buscar novos olhares e reflexões sobre a formação continuada dos (as) professores (as) no contexto educacional utilizando as novas tecnologias. sobre a Lei 10. suas ferramentas e outras informações de caráter prático.639/03. Para a participação os (as) professores deverão fazer sua inscrição. com 4 horas de duração. discussão sobre a importância das tecnologias para a formação continuada e apresentação da plataforma.  Estimular a utilização dos meios tecnológicos como instrumento significativo para a vida pessoal e profissional. Este curso atenderá os (as) profissionais da Escola de Educação Básica Jurema Cavallazzi. Os participantes receberão um manual contendo todas as informações e contatos necessários para a realização desta etapa. também deverão ser postadas todas as atividades solicitadas no decorrer do curso. para posterior expedição de certificados. não está previsto nenhum tipo de material impresso. ainda não definida. os conteúdos de domínio da lei 10. observando-se a carga horária previstas para cada módulo. as inscrições estarão disponibilizadas na secretaria da própria escola.. A etapa presencial está prevista para acontecer em dois momentos: Um seminário de introdução à educação a distância. Todos os materiais didáticos. de boas vindas e apresentação. totalizando as 8 horas presenciais. situada no Bairro José Mendes. A etapa a distância será realizada basicamente através do computador.

com questões sobre a satisfação em relação ao curso. Chat – uma ferramenta de comunicação em tempo real. A avaliação do curso compreenderá duas fases. FASE 2: A segunda fase da avaliação refere-se à avaliação do próprio curso. a interação com as estagiarias. questionários fechados disponibilizados na plataforma. Material de apoio – materiais diversos.72 seguintes ferramentas da plataforma: Agenda – onde os (as) participantes podem acompanhar as atividades. o tempo de retorno das solicitações. Fórum – espaço para publicar suas produções onde todos (as) participantes têm acesso para comentários. sobre a organização geral do curso. exclusivamente. onde estão cadastrados todos (as) participantes do curso para o envio de mensagens. artigos e textos. buscar-se-á junto aos (às) participantes. Mala direta – uma ferramenta muito semelhante ao e-mail tradicional. Mural – Espaço para informes e recados. os elementos necessários à avaliação de todo o curso. o próprio sistema de avaliação e por fim qual a contribuição que este curso trouxe para a vida profissional. a Escola e a Comunidade. Através de uma entrevista elaborada pelas estagiarias aplicada através de e-mail. FASE 1: A primeira fase da avaliação refere-se. 10 horas/aula 20 horas/aula . Esta avaliação será feita mediante o cumprimento das tarefas solicitadas e demais instrumentos elaborados pelas estagiarias. o retorno as solicitações dos participantes. acesso ao ambiente. apreciações. sites. sobre as ferramentas de interação entre participantes e estagiarias. à avaliação da aprendizagem dos (as) professores (as) que participam do curso. Essa avaliação abrangerá todo o processo fazendo com que cada participante avalie o conteúdo programático.639/03 MÓDULO 2 – A Implementação da Lei 10.639/03 na Escola MÓDULO 3 – A Lei. Como critério para a conclusão do curso os participantes deverão elaborar um plano de aula envolvendo a temática. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO (Curso) DESCRIÇÃO CARGA HORÁRIA 10 horas/aula MÓDULO 1 – A Lei 10. eventos e outros. a organização geral.

Guia de direitos dos brasileiros afro-descendente: O negro na educação e no livro didático. Elomar C. p. Belo Horizonte: Autêntica. Mazza Edições. O Jogo das Diferenças. Formação continuada de professores . 2 ed. Brasília: Ministério da Justiça. 1998.por quê? como? E pra quê? Revista de Tecnologia Educacional.639/03. Secretaria de Estado dos Direitos Humanos. 26. LEMOS. A lei nº 10. GONÇALVES E SILVA. V. Luiz Alberto Oliveira. Castilho. Petronilha Beatriz.639/03 como fruto da luta anti-racista do Movimento Negro. Sales Augusto dos. Luís Paulo Leopoldo. . 1998.43. MERCADO. V. Formação Continuada de Professores e Novas Tecnologias. 2001. 1999. SILVA.73 CRONOGRAMA MÊS / ATIVIDADES 1º mês 2º mês 3º mês 4º mês 5º mês 6º mês 7º mês 8º mês 9º mês 10º mês 11º mês 12º mês Início do Curso e apresentação da proposta do ambiente virtual X X Desenvolvimentos dos temas e atividades X X Encontro presencial para finalização e socialização BIBLIOGRAFIA (utilize folha complementar. Out/Nov/Dez. n. Almanaque Pedagógico Afrobrasileiro: uma proposta de intervenção pedagógica na superação do racismo no cotidiano escolar. Maceió: EDUFAL. In: Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal nº 10. se necessário) BARILLI. SANTOS. Secretaria Especial de Políticas de promoção da Igualdade Racial. Brasília: Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. 2004. GONÇALVES. Rosália de Oliveira. Rosa Margarida de Carvalho.143. ROCHA. Petronilha Beatriz Gonçalves e (relatora).

2005. Ações afirmativas no Ensino Superior: a experiência da UNEB. quem é branco: desempenho escolar e classificação racial de alunos. CARVALHO. Florianópolis. Texto apresentado no Seminário Políticas de Ação Afirmativa no Ensino Superior em Santa Catarina. Fábio Batista. In: Revista Brasileira de Educação. científica e/ou econômica. Divulgação do Curso. educação. Pertinência técnica e metodológica da atividade. Atuação transformadora e de impacto sobre questões regionais prioritárias. ambiental. Caráter interdisciplinar interdepartamental. tecnologia e produção e trabalho. 8. intercentros. Centro e Instituição. Quem é negro. Ana Lúcia. 7. cultural. Marília. direitos humanos e justiça. saúde. Parecer do Departamento Relator Data de aprovação: Chefe do Departamento / / . In: Revista Brasileira de Educação. relações raciais e educação básica. 4. Pontuação TOTAL: Cada Item receberá até 1 (um) ponto. VALENTE. Os itens acima correspondem ao Edital Nº 01/2005 – PROEX e devem ser utilizados para a análise de cada atividade recebendo a pontuação adequada. pesquisa e produção artística e cultural. 2005. Compatibilidade entre recursos solicitados e as exigências da atividade Possibilidade de impactos das ações do projeto. 5. 9. artística.74 Brasília: MEC. 10. Articulação entre ensino. Ação afirmativa. Atendimento as áreas temáticas: Comunicação. LIMA. Interação concreta com a comunidade e seus segmentos significativos 3. Relevância social. CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE SELEÇÃO NO CENTRO 1. 2005. 2. no processo de qualificação social dos estudantes e dos cursos envolvidos na execução. meio ambiente. cultura. 2005. interinstitucional. 6.

75 Parecer Comissão de Extensão Relator(a) Data de aprovação: Parecer Conselho do Centro: / / Presidente da Comissão Relator(a) DATA DA APROVAÇÃO NA UNIDADE EXECUTORA: / Presidente do Conselho / RESERVADO A PROEX Entrada: / Aprovado em: / Florianópolis. / / / / Não Aprovado: Relator(a): / / .

Desejamos a todos (as) um ótimo trabalho. É muito importante que você explore o ambiente acesse todos os ícones. para eventuais dúvidas que possam surgir. .76 APÊNDICE D: MANUAL DO PROFESSOR Caro (a) Professor (a). caso você não consiga sanar suas dúvidas consultando este manual recorra a um dos tutores do curso. Para isso criamos um manual que explica detalhadamente cada recurso que está sendo disponibilizado para este curso. Você está iniciando um curso de Formação Continuada a Distância para que você tenha um maior aproveitamento é importante que você se familiarize com o seu ambiente de trabalho.

polvo. . você deverá informar o seu número de usuário e senha.br Abrindo a página do POLVO.77 Para acessar o ambiente basta digitar o endereço abaixo www.udesc.

. Elisa Maria Quartiero”.78 Você deverá clicar em “Diversidade Étnica na Escola – Profa. para entrar no curso. Clique aqui .

79 Este é o seu ambiente de trabalho! Do lado esquerdo da tela. indicado pela seta. sendo eles: . você encontra todos os recursos que serão utilizados no decorrer do curso.

Fórum: O Fórum é uma ferramenta de debates temáticos. podendo também responder ou fórum. datas de envios de trabalhos.80 Explicaremos agora passo a passo cada um deles: Agenda: Para comunicar eventos. Diário de Classe: O diário de classe é uma ferramenta para controle de freqüências e notas. data e hora de Chat. que será debatida por todos. neste curso usaremos somente a opção “lista de freqüência”. Como responder ao Fórum? O Fórum sempre será aberto por um professor do curso som alguma problemática. entre outros. Todos os usuários têm acesso às mensagens postadas no fórum. Para responder ao Fórum você deverá proceder da seguinte forma: . publicar comentários a respeito das mensagens postadas por seus colegas. utilizando os critérios de tarefas cumpridas ou não. No entanto. Somente o administrador do ambiente pode cadastrar novos eventos. ou seja. encontros. alguma situação polêmica.

Primeiramente você deverá clicar em cima do nome do fórum.81 Este é o fórum “teste”. abrirá esta janela. onde você deverá escrever sua mensagem. Após escrever sua mensagem basta clicar aqui para cadastrá-la . Depois de clicar aparecerá a seguinte tela: Clique aqui para postar a sua mensagem Do lado direito da tela você encontra o tema do fórum “Como responder a um fórum??” Clicando no local indicado. conforme indica a seta.

Para ler as mensagens e seus comentários. Agora o fórum “Teste” já possui uma mensagem. com a data em que foi postada e o nome de quem enviou a mensagem. basta clicar em cima de cada uma delas. Agora outras pessoas poderão ler suas mensagens e respondê-la. E ele Ficou assim: Você pode visualizar o tema do fórum no canto direito da tela e as mensagens abaixo.82 Pronto! Você postou sua mensagem com sucesso. .

Você poderá mandar mensagens para uma ou mais pessoas. de acordo com a ilustração. Clique aqui para selecionar o destinatário Escreva e sua mensagem e envie.83 Mala Direta: Mala Direta é uma ferramenta de e-mail muito semelhante a qualquer outro. . basta selecionar no campo indicado. Nela contém cadastrados todos os participantes e professores do curso.

textos. Para visualizar os arquivos. Clique aqui para visualizar o arquivo. Clique aqui para cadastrar uma mensagem . ao acessar os sites sugeridos basta clicar conforme está indicado na imagem acima. Somente o professor do curso poderá alterar os materiais. recados e qualquer informação que seja destinada a todos os participantes do curso. Mural: O Mural onde todos podem cadastrar mensagens. links para sites e todo material necessário para o curso. Clique no link e vá direto ao site sugerido.84 Material de Apoio: No “Material de Apoio” é onde estarão todas as atividades. imagens. cadastrar novos arquivos ou excluí-los. avisos.

Observe que não há nenhum registro. ou seja. basta clicar aqui.85 Aqui você escreve a sua mensagem Depois de escrever a sua mensagem basta clicar em cadastrar e pronto! Sua mensagem foi cadastrada com sucesso. . Ela aparecerá assim: Trabalho Colaborativo: Este é um recurso que possibilita a realização de trabalhos em grupo e a construção de textos coletivos. o professor não cadastrou nenhuma atividade Agora temos uma atividade cadastrada.

. Aqui você deverá colocar um breve resumo ou um comentário a respeito do seu texto. Aqui você clica para procurar seu texto que deverá ser digitado em Word. Clicando em postar nova mensagem abrirá esta janela onde você deverá escrrever sua mensagem e anexar seu trabalho.86 Abrindo a atividade. você pode postar sua mensagem. Atenção! Você deverá digitar o seu texto no Word e anexar o arquivo. Siga as orientações abaixo: Clique para postar sua mensagem.

87

Depois que você escreveu sua mensagem e já a anexou você precisa escolher para quem vai está mensagem. Você tem duas opções: Enviar para todos ou particular, selecionando somente as pessoas com quem você deseja compartilhar o seu arquivo. Veja a ilustração acima. Se você não deseja compartilhar seu texto com todos os participantes selecione a opção “particular” e aparecerá a relação de todos os usuários. Veja a seguir:

88

Selecione um ou mais usuários Agora que você já localizou seu arquivo basta enviar a mensagem. Cadastre sua mensagem.

89

Pronto, sua mensagem foi cadastrada com sucesso!

Agora o trabalho colaborativo já possui uma mensagem. Veja como ele ficou:

Clique aqui para visualizar o texto

Aqui sinaliza que a mensagem é particular.

Veja o exemplo abaixo: .90 Você pode ainda cadastrar seus dados.

91 Clicando em “Meus Dados” abrirá a seguinte tela com seus dados iniciais obtidos na sua inscrição. Clique aqui para atualizar ou alterar seus dados .

Elisabeth e Ludmar.92 Basta preencher este formulário e atualizar. . Clique aqui para anexar uma foto Desejamos um ótimo curso a todos (as)! Débora.

93 APÊNDICE E: QUESTIONÁRIO UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIENCIAS DA EDUCAÇÃO – CCE/FAED CURSO DE PEDAGOGIA / HABILITAÇÃO SUPERVISÃO ESCOLAR Questionário Nome: (opcional)________________________________________________________________ Quantos anos exerce a profissão?___________________________________________________ Carga horária de trabalho nesta escola? ( ) 10hs ( ) 20hs ( ) 30hs ( ) 40hs Você trabalha em outra escola? ( ) Sim ( ) Não Quantas horas dedica? ( ) 10hs ( ) 20hs ( ) 30hs ( ) 40hs Possui outra atividade profissional? ( ) Sim Qual__________________________________________________________________________ Você utiliza o computador? ( ) Sim ( ) Não Com que freqüência? ( ) Eventualmente ( ) Uma vez por semana ( ) Todos os dias Onde? ( ) Em casa ( ) Local de trabalho ( ) Outros Você utiliza a Internet? ( ) Sim ( ) Não Com que freqüência? ( ) Eventualmente ( ) Uma vez por semana ( ) Todos os dias Onde? ( ) Em casa ( ) Local de trabalho ( ) Outros .

) MSN. Autavista. Yahoo Messenger. e outros Orkut Home Page pessoal Blogs Fotologs e-mail Você gosta das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação? Acredita que elas podem ser instrumentos importantes para o trabalho dos(as) professor(as)? ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ Gostaria de participar de um espaço virtual para momentos de discussões coletivas. troca de experiências e informações? ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ .94 PREENCHA O QUADRO ABAIXO utilizo Utilizo com freqüência Não utilizo Conheço mas não utilizo Nunca ouvi falar Ferramentas de busca(Google. etc. Cadê.

95 APÊNDICE F: QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO Diversidade Étnica na Escola: Discutindo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana Avaliação do Curso Como você avalia este curso? Quais os aspectos você considera positivos e quais você acha que poderiam ser melhorados? Como você avalia a sua participação e envolvimento no curso? Quais as principais dificuldades encontradas? .