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ARBORIZAÇÃO URBANA: IDENTIFCAÇÃO E AVALIAÇÃO DE ESPÉCIES ARBÓREAS NO MUNICÍPIO DE ARAPIRACA

Lincolemberg Canuto L. Araújo¹², Aline Alves¹², Wellington Justino¹² RESUMO No Brasil estima-se que haja mais de cinco mil espécies nativas de árvores distribuídas entre os biomas sendo, grande parte desconhecidas pela população. Este fato é refletido nas cidades, quando se diz respeito a arborização, criando um cenário paisagística sem identidade cultural. Isto pode ser facilmente notado diversos lugares do país e são poucos os lugares que preservam uma vegetação local ou regional como símbolo do patrimônio cultural e social – como em cidades litorâneas onde se preferem espécies tipicamente regionais para arborização. No conceito de arborização urbana, a preferencia em muitas cidades, na maioria das vezes, se dá pela escolha de espécies mais conhecidas, de valor comercial e ornamental. É sabido que grande dessas medidas, partem da gestão pública das cidades. Para que essa realidade possa ser modificada, é importante que haja pesquisas e práticas sobre arborização e paisagismo regionais. Seguindo esta linha de raciocínio, a pesquisa, para obter informações e poder avaliar as espécies arbóreas presentes no corredor área verde Dom Constantino Lüers em Arapiraca – AL, precisamente na quadra 5 onde foi registrado 21 árvores e sendo identificadas constituindo, ao todo, 4 espécies de árvores distintas com maior ocorrência para Pithecellobium Dulce (mata-fome) e Tabebuia heptaphylla (ipê-roxo). PALAVRAS-CHAVE: espécies arbóreas, diversidade de espécies, arborização urbana. ABSTRACT Estimates, in Brazil, that exist are over five thousand native species of trees distributed in the biomes, being almost unknown by the peoples. About the choice of trees, this fact, reflected in the cities, creating a false landscape scenario, without identity. This can be seeing noticed in many places in the country and are few cities that preserve vegetation local or regional like a symbol of heritage, cultural and social - can be seen in coastal cities where the species typically local are preferred for urban forestry. And for urban forestry, And for urban forestry, the governments choose commercial plants or ornamental species. It known in fact, that choice comes from the public management. It’s very important for modified this reality some practices and studies for urban regional afforest. Following this mind, the present study could to get information and assess the trees species present in the Green Area Dom Constantino Luers at Arapiraca AL, precisely at block 5 that had 21 trees that was identified and, in total, 4 species of distinct trees were registered with more plants of Pithecellobium Dulce and Tabebuia heptaphylla. KEYWORDS: tree species, diversity of species, urban forestry.

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¹ Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL, Campus I ² Graduando do curso de Ciências Biológicas da UNEAL

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2011). necessitam de ambientes arborizados que ofereçam benefícios à população através da melhoria da qualidade do ar. praças ou jardins. serve como barreira sonora. é preciso levar em consideração que. a precipitação e a circulação do ar. Segundo a Secretaria do verde e do meio ambiente (2005). pode deixa esses ambientes prejudicados. E o órgão gestor da arborização deve trabalhar em acordo com políticas comprometidas com um manejo que reconheça não somente a importância da presença das árvores na cidade. Cidades de clima quente como Arapiraca. são afetados pelas condições de artificialidade do meio urbano. Além de que. Nesse contexto. o projeto de arborização deve. proporciona sensação de conforto e bem-estar. 2001).INTRODUÇÃO A arborização exerce um papel de vital importância para as populações que vivem em centros urbanos. 2004). entre outros fatores. através das óticas econômica. alterando a sensação de conforto ou desconforto das pessoas (CEMIG. pois. ou de plantas exóticas inaptas à região. por exemplo: deixa a planta sufocada pela falta de espaços permeáveis que ajudem na infiltração da água e na aeração do solo (SVMA. CARVALHO. Para suprir estes problemas as árvores. a temperatura. que possuem mecanismos ambientais. 2005). 2 .. o planejamento da arborização passa pela gestão pública em sua mais ampla concepção. ambientais e de memória de uma cidade. As áreas verdes são distribuídas no espaço urbano como parques. como habitação. Um simples detalhe pode ocasionar um problema maior futuro. por princípio. que possui um clima tropical semiárido (AMA. Sendo assim. a arborização urbana assume um papel muito importante (ROCHA et al. caracterizadas pela ocupação por edificações contínuas e pela existência de equipamentos sociais destinados às funções urbanas básicas. alterações climáticas como a intensidade de radiação solar. social e ambiental. que são pré-requisitos básicos para o planejamento e administração das áreas verdes. trabalho. abrigo à fauna silvestre. a umidade relativa do ar. conservação da flora nativa. podem surgir como uma solução para aliviar o stress da urbanização. 2004). Para tal. 2011). Seguindo os princípios básicos para arborização e paisagismo de parques. formando um conjunto paisagístico. condiciona qualidade de vida às pessoas que entram em contato com elementos naturais. é preciso conhecimentos e análise das estruturas da cidade e suas funções. redução da poluição. oferecendo lazer e melhores condições para exercícios físicos e caminhada. respeitar os valores culturais. Grande parte da população mundial vive hoje em cidades. preserva a vegetação local e contribui como patrimônio cultural de uma cidade ou região. jardins ou praças públicas (MARX. Consequentemente. a arborização tem a capacidade de atenuar as duras linhas do espaço urbano. mas que efetivamente respalde as práticas necessárias à sua boa condução. influenciando famílias sobre onde morar na opção por lugares arborizados. na busca de melhores condições de vida para os habitantes. a escolha de espécies nativas é melhor ao invés de exóticas. É preciso levar em consideração que a implantação inadequada de plantas em áreas verdes. diminuição da temperatura a sombra das copas arbóreas. com efeitos de bem-estar cidadãos (ANHAIA. recreação e circulação.

tais como o rompimento de cabos condutores. queima de eletrodomésticos e comprometimento da iluminação pública (CEMIG.A convivência entre a arborização e as redes de distribuição da energia elétrica deve ser planejada. 2011). A figura 1 mostra alguns exemplos de copas de árvores. a escolha de espécies também deve levar em consideração o tipo de copa que essa árvore vai formar. Porte das árvores e forma das copas. podem ocorrer acidentes. pois. interrupção no fornecimento de energia. responsáveis por uma série de transtornos. Figura 1. 3 . caso contrário.

a esquerda.18" (latitude) e -36. por padrão. com uma sub divisão a direita contendo as arvores 19. arbustos e gramíneas quando não há estudo do solo e do clima local. usados para calcular o volume de madeira ou avaliar o crescimento das árvores. uma vez que um planejamento mal elaborado pode comprometer a energia elétrica que é de fundamental importância para desenvolvimento e qualidade de vida das sociedades. ficaram as árvores do nº1 ao nº7. para facilitar a identificação posteriormente.É indispensável para o planejamento da arborização de qualquer local a participação de profissionais capacitados. Além do hipsômetro. os seguintes materiais foram utilizados: uma máquina digital fotográfica.30m. cada.644780 (longitude). 20 e 21 (figura 2). Os métodos utilizados para identificação das espécies foram de acordo com a bibliografia específica dos autores LORENZI (1992) e (2003) e BACKES (2002). Atualmente. na coluna 2 do nº 8 ao nº13 e na coluna 3 ficaram as arvores do nº14 ao nº18. O valor da altura do peito. 4 . é feita a medição da circunferência ou diâmetro da árvore. 2010). uma trena de 3 metros e dois cadernos com canetas. Ao todo foram registradas 21 arvores. exatamente a -9° 44' 34. divididas em 3 colunas sendo enumeradas do 1 a 21. Neste ponto. aumentar a proliferação de pragas e insetos e ocasionar a morte de arvores. É comum em inventários o uso do CAP (circunferência à altura do peito) e DAP (diâmetro à altura do peito). e outros métodos para a obtenção do DAP e CAP das espécies (CMQ. O objetivo deste trabalho foi identificar e verificar as características de algumas espécies de árvore presentes na área verde Dom Constantino Lüers no município de Arapiraca-AL. também se é usado para chegar à taxa de carbono presente numa floresta. Na coluna 1. Para estimar a altura das espécies foi utilizado um hipsômetro de Christen improvisado seguindo os métodos dendrométricos de SILVA (2006). MATERIAIS E MÉTODOS A pesquisa de campo foi realiza na área verde Dom Constantino Lüers do município de Arapiraca-AL no espaço que compreendia a 5ª quadra. destacando pontos importantes para manter uma arborização urbana eficiente. Seus respectivos valores podem ser obtidos através da seguinte fórmula: . é 1.

800m² e 1172m². sendo concluída aprox. respectivamente. A área total e parcial (referente à quadra 5) foram de aproximadamente 10. às 12h.41m de comprimento. propício a leve pancadas de chuvas e apresentava um clima ameno entre 24 e 25º C.Figura 2. 5 . E na quadra referente à pesquisa. Ao todo. a área verde tinha cerca de 20m de largura por 550m de comprimento. O céu estava parcialmente nublado. A pesquisa ocorreu no dia 18/05 de 2013 e teve inicio as 08h30min da manhã.40m de largura por 60. havia 19. Ilustração da 5ª quadra da Área Verde Dom Constantino Lüers representando todas as árvores presentes enumeradas e divididas em coluna.

10m 1. 6 . Além da identificação das espécies.. DAP.2cm 35cm 45. 10m Aprox. também conhecida como “falso-neem”.1cm 31.2cm 34. como apresenta as tabelas 1 e figura 3.42m Aprox.4cm 25. 12m Aprox. 10m Aprox.7cm 23.6cm 25. 12m Aprox. CAP.7cm 44. 12m Aprox.39m 1. 12m Aprox.6cm 33.6cm 25. 11m Nativa Nativa Nativa S S S 8 9 Ipê-roxo Ipê-roxo tabebuia heptaphylla tabebuia heptaphylla tabebuia heptaphylla Pithecellobium Dulce Pithecellobium Dulce Pithecellobium Dulce tabebuia heptaphylla Ceiba Specisa Pithecellobium Dulce Pithecellobium Dulce Pithecellobium Dulce Pithecellobium Dulce Pithecellobium Dulce Pithecellobium Dulce 35.15m 1. 12m Aprox.2cm 36. altura estimada.4cm 36.06m 74cm 68cm 79cm 98cm 1.5cm 21.4cm 40. havia 7 espécies de Ipê-roxo (tabebuia heptaphylla). 11m Aprox.11m 1.55m 63cm 90cm 1. 11m Aprox. 12m Nativa Nativa Nativa S S S Nativa Nativa S S S S S S 10 Ipê-roxo 11 Mata-fome 12 Mata-fome 13 Mata-fome 14 Ipê-roxo 15 Paineira 16 Mata-fome 17 Mata-fome 18 Mata-fome 19 Mata-fome 20 Mata-fome 21 Mata-fome Legenda: S – espécie considerada subespontânea.3. 12m Aprox. 10m Aprox.1cm 28cm 85. lista de arvores presente na quadra 5 da Área Verde Dom Constantino Lüers e informações uteis para inventário das espécies.26m 88cm Aprox. foram obtidas informações como.09m 1. 10m Aprox. 11m Aprox. 12 espécies de mata-fome (Pithecellobium Dulce) e 1 amargoseira (Melia azedarach ). 12m Aprox. entre outros dados. 11m Aprox.5cm 1. Tabela 1.RESULTADOS E DISCUSSÕES A pesquisa revelou que das 21 espécies arbóreas existentes. 10m Aprox.15m 80cm 80cm 1.2cm 1.6cm 49.5m Origem Exótica 2 3 4 5 6 7 Ipê-roxo Ipê-roxo Ipê-roxo Mata-fome Mata-fome Mata-fome tabebuia heptaphylla tabebuia heptaphylla tabebuia heptaphylla Pithecellobium Dulce Pithecellobium Dulce Pithecellobium Dulce 27. N º 1 Nome Vulgar Cinamomo ou amargaseira Nome Científico Melia azedarach DAP 9.12m Aprox. 1 paineira. (Ceiba Specisa).5cm CAP 30cm Altura Aprox.3cm 20cm 28. 12m Aprox.

Altura das arvores 21 19 17 15 13 11 9 7 5 3 1 0 2 4 6 8 10 12 Altura das arvores média: 10. Segundo o botânico Antônio Sérgio Castro (2013). o mata-fome. Consegue sobreviver em terras secas e em climas como o do semiárido sendo muito usada no nordeste para arborizar ruas. entre outras espécies. Apresenta folhas bipinadas formando um par de folíolos oval-oblongos em cada lado. não é recomendado este tipo de arvore para arborização. com a média de 10. Pertencendo ao grupo das leguminosas. Apesar disso. dificultando o desenvolvimento e regeneração da vegetação nativa. e suas raízes são superficiais. Pode chegar até 20 metros de altura e em condições ambientais adequadas chega a 10m. nativa do México.  Pithecellobium dulce Conhecida por mata-fome. o uso de espécies exóticas como o mata-fome (Pithecellobium Dulce). 1980). parques e praças. Foi introduzida no Brasil sendo considerada uma espécie subespontânea. Altura estimada de todas as árvores quadra 5.9m. deve ser evitado por serem consideradas plantas invasoras. 2003). a maioria das árvores entre 10 e 12 metros. através de suas flores. O caule é retorcido e tem espinhos meio arredondados nos troncos. acácia-mimosa e espinheiro. em 5 ou 6 anos (NAS. produzem uma vagem com polpa comestível de sabor adocicado (LORENZI.9 metros Figura 3. É da família Fabaceae (Mimosacea). América Central e norte da América do Sul. o nim (Azadirachta indica). 7 .

um limonóide de ação inseticida e citotóxica (ARAÚJO et al. de cor verde-escura na superfície superior e mais pálido em baixo. (Henderson. Nova Zelândia. cinamomo. por este motivo muitos a conhece por “Falso-Neem”. Falso-Neem*. No Brasil. Havaí. As inflorescências são axilares.. Segundo Henderson (1991). É uma árvore nativa do sul da Ásia. como a azadiractina. Melia azedarach A espécie M. ramificadas. a M. frutos e sementes. Indonésia. e Bermuda sendo considera subespontânea em muitos lugares. casca do tronco. Caracterizadas por uma casca pouco espessa. 1991). muitos folíolos com pecíolos curtos e aos pares a partir do pecíolo comum. entre outros fatores. 2009). ruas e parques devido a um bom sombreamento de sua copa semi-arredondada (FERNANDES & PAROLIN. Paquistão. e seus frutos são semi-arredondados de cor marrom amarelado (Lorenzi et al. como também. O seu cultivo nas cidades é muito frequente por ser considerada uma arvore ornamental e boa para arborização de praças. 8 . 1997) sendo folhas alternas. A Melia azedarach juntamente com a Azadirachta indica (conhecida como Neem). azedarach. exalando um cheiro forte quando esmagada (MELLE. 1991) A arborização dessas espécies em espaços públicos é muito comum devido ao seu valor ornamental.. flores. alta produção de folhas (BURKS. 2010). é uma espécie tóxica para seres _____________________________ * A amargoseira é facilmente confundida com a Azadirachta indica (Neem ou Nim) espécie da família da Meliacea. produzindo compostos considerados promissores. folhas. não é recomendado o uso dessas espécies para arborização. 2002). santabárbara. da família Meliaceae. lilás-róseas. Mas. pois. formadas de setembro a novembro. mélia. Apresentam muitas atividades medicinais e inseticidas. este tipo de é planta altamente tolerante ao calor e à seca. ao lado de ribeiras ou ainda em regiões com variações pluviométricas de 600-1000 mm anuais (MELLE. Japão. podendo ser cultivadas também em climas áridos com irrigação. Também pode ser encontrada na Índia. conhecida como amargoseira. China. Austrália. África. o cinamomo requer sol aberto para o seu desenvolvimento não sendo tolerante à sombra. As partes mais utilizadas da planta são a casca da raiz. entre outros nomes. 2003). de crescimento rápido podendo chegar até 20m de altura. a condições pobres de solo. bipinada compostas ou às vezes tri-penadas. 1991). sul dos Estados Unidos. Considerada uma espécie invasora. baseado em descrições gerais sobre o habitat da espécie. porém. lilás-do-japão. são plantas de produção abundante e utilizadas como planta bioativa comprovadas contra insetos (Martinez. com numerosas flores pequenas. América do Sul. lineares e perfumadas. muitos autores consideram esta planta como exótica. forma lanceolada das folhas (às vezes ovadas). azedarach adapta-se melhor a climas tropicas e úmidos.

É uma espécie nativa do Brasil. ipê-rosa. Sua floração ocorre entre setembro e fevereiro e frutificação de agosto-novembro.  Ceiba speciosa Popularmente. Inflorescência do tipo tirso. com folhas compostas digitadas e opostas.humanos. Esta espécie não é nativa na vegetação alagoana.55m de diâmetro. pau-d’arco-roxo.  Tabebuia heptaphylla Árvore popularmente conhecida como Ipê-roxo. (2008) as Melia azedarach estão entre as invasoras com maior potencial de prejuízos ambientais e sociais. Frutos do tipo cápsula. pois. (BACKES. reduz a densidade de espécies mais jovens devido a competitividade entre elas etc. e nos ramos quando a espécie já está adulta. possuem as sementes envoltas em paina. 2002). rosadas ou esbranquiçadas. com casca de cor cinzenta ou marrom. O fruto é tipo síliqua alongada de até 35 cm de comprimento e sementes aladas (BACKES. a planta pode causar problemas respiratórios nas pessoas que entrem em contato com a paina que cai dos frutos da árvore e por seus acúleos que oferecem certo risco as pessoas. Apresenta uma casca parda e grossa. é considerada uma espécie ornamental e muito comum na arborização urbana. 2002). digitadas. é conhecida como paineira sendo uma espécie nativa do Brasil. e se chamava Chorisia speciosa mas uma revisão botânica reclassificou a espécie. (BACKES. com 3 a 7 folíolos. Esta espécie vai de 15 a 30 metros. principalmente da região sul e sudeste brasileiro. Não se recomenda o cultivo dessas espécies para se arborizar praças ou parques. É uma arvore muito usada para a arborização de praças e parques por ser ornamental devido a suas belezas espetaculares que revela quando florida. alternas. Suas folhas são compostas. entre outros nomes. o caule é fotossintetizante revelando fissuras de cor esverdeada. Segundo o INSTITUTO HÓRUS. hermafroditas com corola tubulosa de até 5 cm de comprimento. Além disso. 2002). Esta espécie foi muito desmatada por ter uma madeira de boa qualidade e cascas com propriedades medicinais. Pertence à família Malvaceae. O caule apresenta peculiaridades como: espinhos (acúleos) quando jovem. de até 20 cm de comprimento. principalmente por suas grandes e abundantes flores róseas que são belas. As flores são roxas. 9 . porém. curtos. com fustes retos e longos de até 1. ovais. As árvores podem chegar até 35 metros de altura.

pois. Segundo o princípio de exclusão competitiva (hipótese de Gause). contribui para a diminuição de pragas por herbívoros e patógenos que através de um processo de competição entre espécies ocasiona à diminuição das espécies jovens próximas a planta mãe (Connell 1971. Recomenda-se um maior número de espécies diferentes. território e luz podendo levar a morte de algumas espécies (VANCLAY. 2004). 1994). ocupando 57% do número de árvores. 2007). preferem espécies de crescimento rápido ou exóticas inadequadas para a região (Marx. Diversidade de espécies arbóreas da área verde Dom Constantino Leürs na quadra 5. Foi constatada a presença de espécies exóticas e nativas de outras regiões do país. 5% 1. como apresenta a figura 4. 10 . Janzen 1970). 5% Pithecellobium Dulce (matafome) tabebuia heptaphylla (Ipêroxo) Melia azedarach (Cinamomo) 7. Fica evidente a baixa diversidade de espécies com maior predomínio de Pithecellobium Dulce. além de pouca diversidade de espécies. Diversidade de espécies arbóreas 1.Todas as espécies presentes na quadra foram plantadas a uma distância regular. 57% Ceiba Specisa (Paineira) Figura 4. pois. é importante mandar uma diversidade de espécies de nichos diferentes. isso pode aumentar a competição entre elas por nutrientes. há mais de 5 mil espécies arbóreas sendo poucos tipos utilizadas na arborização de cidades devido a um maior interesse comercial por parte dos gestores públicos e cultivadores que muitas vezes. No Brasil. 33% 12.. o que diminui as chances de morte provocadas pela competição quando arvores crescem próximo demais umas das outras (Rossi et al.

A escolha correta das espécies é primordial para um bom planejamento da arborização urbana. Lista de 80 espécies sugeridas para arborização urbana. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente de Guarulhos. Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Nome Popular Açaí Açoita cavalo Aldrago Alecrim de Campinas Algodão de praia Angelim rosa Angico do cerrado Araçá Araribá-amarelo/ Araribá Araticum Aroeira branca Aroeira mansa Aroeira salsa Cassia Grande Babosa branca Bacuri Buriti Cabeleira de velho Cabreuva Café de bugre Cambuci Canafístula Canela sassafraz Capitãozinho Caroba Cedro Cereja do rio grande Nome Científico Euterpe oleracea Luehea grandiflora Pterocarpus violaceus Holocalyx balansae Hibiscus pernambucensis Andira fraxinifolia Anadenanthera falcata Psidium guineense Centrolobium robustum Annona cacans Lithraea molleoides Schinus terebinthifolius Schinus molle Cassia grandis Cordia superba Attalea phalerata Mauritia flexuosa Euphorbia leucocephala Myroxylon peruiferum Cordia ecalyculata Campomanesia phaea Peltophorum dubium Ocotea pretiosa Terminalia triflora Jacaranda cuspidifolia Cedrela fissilis Eugenia involucrata Copaifera langsdorffii 11 . as espécies sugeridas para a arborização urbana pode ser (tabela 2): Tabela 2.

pardo Tápia Manacá da serra Manacá de cheiro Mirindiba rosa Pau branco Palmito juçara Canela amarga Pau Brasil Pau cigarra-Aleluia Erythrina crista-galli Lafoensia pacari Cecropia pachystachya Casearia sylvestris Alchornea sidifolia Cassia leptophylla Senna macranthera Psidium guajava Eugenia brasiliensis Campomanesia xanthocarpa Schizolobium parahyba Esenbeckia leiocarpa Aspidosperma olivaceum Inga cylindrica Handroanthus chrysotrichus Tabebuia roseo-alba Tabebuia avellanedae Handroanthus impetiginosus Myrciaria cauliflora Hymenaea courbaril Cariniana legalis Syagrus romanzoffiana Cordia trichotoma Alchornea triplinervia Tibouchina mutabilis Brunfelsia uniflora Lafoensia glyptocarpa Cordia oncocalyx Euterpe edulis Drimys brasiliensis Caesalpinia echinata Senna multijuga Caesalpinia ferrea Triplaris brasiliana 12 .Aleluia Goiabeira Grumixama Guabiroba Guapuruvu Guarantã Guatambu Ingá Ipê amarelo Ipê branco Ipê rosa anão Ipê roxo Jaboticabeira Jatobá Jequetibá rosa Jerivá Louro .29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 Copaíba Corticeira Dedaleiro Embaúba branca Guaçatonga Tápia Falso-barbatimão Fedegoso/ Manduirana .

A quantidade de espécies exóticas foi baixa (5%). eram oriundas de outra região brasileira. pois em caso de pragas de herbívoros ou patógenos pode acarretar na morte de várias espécies. isso ajuda a manter o equilíbrio entre elas. O numero de indivíduos da mesma espécie é preocupante. como é o caso das Pithecellobium Dulce. 5% de Ceiba speciosa e 5% de Melia azedarach. Das 21 arvores presentes 57% eram Pithecellobium Dulce. A ideia de preservar espécies nativas da região não foi priorizada. como a Tabebuia heptaphylla e Ceiba speciosa que são do Sul e Sudeste. 33% de Tabebuia heptaphylla.63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 Pau ferro Pau formiga Pau marfim Pau mulato Pau-jacaré Pau-viola/ Pombeiro Peroba Peroba .rosa Pindaíva Pitanga Jacatirão Capororoca Quaresmeira Casca d'anta Sangra d'água Sapucaia Sibipiruna Suinã Balfourodendron riedelianum Calycophyllum spruceanum Piptadenia gonoacantha Citharexylum myrianthum Aspidosperma cylindrocarpon Aspidosperma polyneuron Duguetia lanceolata Eugenia uniflora Miconia cinnamomifolia Rapanea ferruginea Tibouchina granulosa Rauvolfia sellowii Croton urucurana Lecythis pisonis Caesalpinia peltophoroides Erythrina falcata Trema micrantha Eugenia pyriformi CONCLUSÃO Foi constatado que havia pouca diversidade de espécies arbóreas com ênfase para as ornamentais na quadra 5 da área verde Dom Constantino Lüers. 13 . as espécies nativas presentes na quadra 5. em contrapartida. apresentando apenas a Melia azedarach. Para uma arborização urbana eficiente é importante que haja uma quantidade significativa de espécies arbóreas diferentes. preferencialmente da vegetação nativas. pois.

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