You are on page 1of 5

Problema 3 – Subunidade 1

1- Identificar como a irradiação pode interferir no ciclo celular. – pg.252 Robbins: A radiação causa quebra de cromossomos, translocações e, menos frequentemente, mutações pontuais. Biologicamente, as quebras da dupla-fita do DNA parecem ser a forma mais importante de lesão do DNA causada pela radiação. A relevância particular para a carcinogenese é a capacidade de lesar o DNA por formar dímeros de pirimidina (geralmente a Timina) O mecanismo do cancro pela radiação reside na sua capacidade de induzir mutações. Essas mutações podem resultar de algum efeito direto da energia radiante ou de efeito indireto intermediado pela produção de radicais livres a partir da água ou do oxigénio. As radiações na forma de partículas (como partículas alfa e neutrões) são mais cancerígenas do que a radiação eletromagnética (raios X, raios gama). A radiação de alta energia (raios gama, beta e alfa) também causa mutações. A origem mais significativa desta radiação não é as centrais ou acidentes nucleares, mas sim a radiação cósmica, partículas geradas em buracos negros ou supernovas que viajam milhões de anos-luz acabando por causar cancros nos seres vivos da terra. A nuvem radioativa que se libertou em Chernobyl teve implicações na vida das pessoas afetadas, sendo que entre essas implicações está o aparecimento de diversas e gravíssimas alterações genéticas. Foram encontradas evidências de que as radiações nucleares em pequenas doses poderiam provocar mudanças do ADN humano e ainda que essas alterações seriam transmitidas às gerações seguintes. Foram feitas análises a crianças que nasceram depois da explosão nuclear de Chernobyl (e com pais que tiveram algum tipo de relação com a central nuclear), sendo que essas análises mostraram um grande aumento de mutações, que poderão ser de longa duração. Mesmo hoje em dia, passados tantos anos, esta catástrofe continua a condicionar a vida dos habitantes de Chernobyl, uma vez que foram muitas as crianças mutantes que nasceram depois da explosão, e o risco de mais casos é um risco real, o que traz aos habitantes receio de ter filhos. Radiações ionizantes: raios X, a, b, gama. Induzem a formação de íons reativos e radicais livres, bem como provocam alterações nas bases e quebras na cadeia do DNA (de uma ou ambas as fitas). Radiações não-ionizantes: raios ultravioleta. Embora não possuam energia suficiente para ionizar o DNA, carregam energia suficiente para alterar a molécula. A mais conhecida ação da radiação UV no DNA é a indução de dímeros de pirimidina. Trata-se da indução de ligações carbono-carbono entre pirimidinas adjacentes, sendo mais comum com a timina. Isto resulta na distorção da molécula ou ligações entre moléculas adjacentes, o que temporariamente pára a replicação do DNA. 2- Compreender qual a função da p53 e a sua regulação em relação ao ciclo celular. O Gene p53 é conhecido como guardião do genoma, ou supressor de tumor. Ele atua regulando por 3 mecanismos: ativação da interrupção temporária do ciclo (quiescencia), indução da interrupção permanente do ciclo (senescência), ou disparando a morte celular programada. Em células saldáveis, o p53 tem uma meia vida curta (20min), pois a MDM2, liga-se a ela e a destrói. Mas quando a célula esta estressada (com defeitos no seu DNA), a p53 se

induzida por um programa de suicídio rigorosamente regulado. Se o DNA for reparado com sucesso. após sofrer algumas modificações. incluindo a p53 e proteínas de reparo do DNA.que interrompe o crescimento e lesão do DNA. não induzindo uma reação inflamatória. 3. . levando a sua destruição. no qual as células destinadas a morrer ativam enzimas capazes de degradar seu próprio DNA e as proteínas nucleares e citoplasmáticas. Sua membrana plasmática permanece intacta. ou que tenham sobrevivido mais que sua utilidade. Estas últimas quando ativas param o ciclo celular iniciando o sistema de reparo. a p53 ativa a MDM2. Necrose: se refere ao aspecto das alterações que ocorrem após a morte celular de um tecido vivo resultando de uma ação progressiva de enzimas na célula que sofreram uma lesão fatal. Esse mecanismo serve para eliminar células potencialmente prejudiciais. quando a p53 atua sobre a p21 que quebra os complexos CDK-ciclina D evitando a fosforilação da pRb. As células necróticas são incapazes de manter a integridade da membrana e seu conteúdo geralmente extravasa. impedindo a continuidade do ciclo. A interrupção do ciclo ocorre no fim da fase g1. Necrose é a morte da célula que ocorre devido a uma lesão exógena irreversível.liberta da MDM2. aumenta sua meia vida e se torna ativa como fator de transcrição. sofrendo apensas algumas transformações que a transforma em alvos dos fagócitos. A p53 ativa proteínas de reparo do DNA como a GAD D45. mantendo a EF2 ligada a ela. Apoptose: Via de morte celular.Diferenciar necrose de apoptose. A célula morta é rapidamente removida antes que seu conteúdo extravase. Os iniciadores da via de identificação do DNA danificado são duas proteínas a ATM e a ATR. estas quando ativadas fosforilam vários alvos.

ligada ao E2F. Ele atua em G1. Pg 227 . promotores e vigilantes. impedindo que esse ative a síntese de ciclina E. Em G1. que permitira a transição da fase G1 para a fase S. Seu estado ativo encontra-se hipofosforilado. incluindo nos potooncogenes. Esses genes vigilantes afetam a proliferação celular e a sobrevivência indiretamente porque influencia a capacidade do organismo reparar lesões não letais nos outros genes. Essa proteína se torna inativa quando é fosforilada pelo complexo CDK-D4. como o reparo do DNA. 5.Conhecer outros genes supressores de tumor. Os genes supressores são colocados de duas maneiras. a pRb encontra-se ativa. iniciando a replicação do DNA. no qual uma mutação no gene leva à transformação porque libera os freios da proliferação celular. seu produto de maior funcionalidade. Já os genes vigilantes são responsáveis pelo processo que assegura a integridade do genoma. – pRb *Ambos os alelos do gene devem estar lesados para a mutação ocorrer.4. Gene RB: Esse gene condifica a proteína pRb.Entender o que são protooncogenes e oncogenes. grupos fosfatos são removida da pRb regenerando a forma hipofosforilada e tornando-a novamente inativa.6 fazendo com que ela liberte o E2F. Os promotores são os genes supressores tradicionais (pRB e p53). ou entre a mitose e a fase S. genes supressores de tumor e genes que regulam a apoptose. já seu estado inativo é hiperfosforilado. Já no final da mitose.

eventos que podem dar início a uma neoplasia. + Características dos neoplasmas tumor maligno ou benigno . oncogene. persistindo da mesma maneira excessiva após o termino dos estímulos que provocam a alteração. ciclina D. Geralmente formado por células anaplasicas (fazendo com que as células do parênquima se desdiferenciem possuindo m caráter indiferenciado. torna-se um indutor de tumor.Diferenciação e anaplasia – quanto maior o numero de mitoses e menos diferenciadas as células são provavelmente são malignas. sejam malignos ou benignos. • Neoplasma: é uma massa anormal de tecido. 6. Uma característica importante dos oncogenes é que eles têm efeito dominante na célula. O segundo é essencial para o desenvolvimento do neoplasma. CDK4.RB) está mutado na maioria dos canceres humanos.Proto-oncogenes: Genes celulares normais cujos produtos ajudam a regular o crescimento e a diferenciação celular. . • Tumor: 2 componentes sempre presentes: 1.parênquima neoplásico (alterado) e 2estroma de sustentação (não neoplásico) formado por tecido conjuntivo. mas é um desenvolvimento pontual. – Benigno: Aquele se desenvolve. Mitoses limitadas e especializadas. Mitoses numerosas e atípicas.Taxa de crescimento: Geralmente os tumores benignos crescem lentamente. ou seja. e assemelham-se ao tecido de origem. . e frequentemente quanto mais rápido o crescimento menos diferenciadas são as células. Esses genes são responsáveis por aumentar ha proliferação celular. . um único alelo mutado é suficiente para alterar o fenótipo de uma célula normal para maligna. permitindo que as células que forem formadas futuramente a partir dessas sejam muito diferentes (pleomorfismo marcante)). ao mesmo tempo em que inibem a apoptose. Genes relacionados com o surgimento de tumores. Tem como sufixoOMA. Já os tumores malignos. Se ocorre ativação do proto-oncogene ou dos seus produtos. esses geralmente afetam RB fazendo com que o ponto de controle de G1. bem como genes que quando deixam de funcionar normalmente. 229 *O paradigma emergente é que a perda do controle normal do ciclo celular é essencial para a transformação maligna e que pelo menos um dos quatro reguladores-chave do ciclo celular (p21.Explicar o processo de formação das neoplasias. Oncogene: Versões mutantes dos protooncogenes que funcionam autonomamente sem necessidade de sinais promotores de crescimento. que é colocado no nome do tecido neoplásico. sem manifestação em outros tecidos. geralmente possuem um crescimento acelerado. vasos sanguíneos e células inflamatórias. Geralmente os oncogenes são proto-oncogenes que sofreram mutações ativadoras. Também estão envolvidos com a transdução de sinal e com a execução de sinais mitóticos. que passaram a ter ganho de função ou hiperexpressao. Pág. passe despercebido. E será acessível à remoção cirúrgica. transformam uma célula normal numa célula cancerosa. ou seja. cujo crescimento é descontrolado e ultrapassa o do tecido normal.Maligno: lesão que pode invadir e destruir regiões adjuntas causando a morte.

mas muitos distúrbios que compartilham uma desregulação profunda do crescimento. como resultado da radiação que afetou as células do organismo.Metástase: Invasão do tumor em outros tecidos. onde recebem sinais dos receptores do fator de crescimento ativados e os transmitem para o núcleo por meio de segundos mensageiros. o o o . Receptores dos fatores de crescimento: proteínas do receptor mutante liberam sinais mitogênicos continuamente para as células. a partir desse momento as células cancerosas presentes no tumor passam a deslocar-se em direção a outros tecidos. destruição e penetração dos tecidos circundantes. Os tumores benignos geralmente são bem circunscritos e podem possuir uma capsula já os tumores malignos são pouco circunscritos e invadem o tecido normal circundante. * O tumor maligno.. contribuindo para sustentar a proliferação. Essas proteínas estão associadas ao folheto interno da membrana plasmática. . invasão.Invasão Local: Constitui a característica mais confiável que diferencia o tumor benigno do maligno. o Fatores de crescimento: Muitas células cancerosas adquirem autossuficiência no crescimento obtendo a capacidade de sintetizar os mesmos fatores de crescimento aos quais elas respondem. *Câncer não é uma doença. Os genes mutados geralmente estão associados a uma ação persistente ou superexpressao. desenvolvendo um circuito autocrino. * Cânceres crescem por infiltração progressiva. Quando é benigno encontra-se localizado na sua origem. Fatores de transcrição nuclear: a autonomia de crescimento pode então ocorrer como uma consequência de mutações que afetam os genes que regulam a transcrição do DNA. que são derivados de mutações dos protooncogenes e tem a capacidade de promover o crescimento celular na ausência de sinais promotores normais de crescimento. • Seis pontos fundamentais do câncer 1Autossuficiência nos sinais de crescimentos – Oncogênes. cresce até entrar em contato com os vasos sanguíneos. Característica exclusiva do tumor maligno. Proteínas transdutoras de sinais: mecanismo pelo qual as células cancerosas adquirem autonomia de crescimento. mesmo na ausência do fator de crescimento no ambiente.