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A Escola do Planejamento – Processo Formal

As mensagens centrais da escola de planejamento sintonizavam perfeitamente com toda a tendência em ensino de Administração e com a prática empresarial e governamental: procedimento formal, treinamento formal, análise formal. A estratégia devia ser guiada por um quadro de planejadores altamente educados, uma parte de um departamento especializado de planejamento estratégico com acesso direto ao executivo principal. A aparição da "administração estratégica" como campo oficial para cursos e conferências coroava toda essa atividade. . A Escola do Planejamento teve seu auge nos anos 70 quanto ocorreram muitas publicações nos meios de negócio e artigos que exaltavam as virtudes da formalização do planejamento estratégico. Este fato foi considerado como bem-sucedido, pois estabeleceu um processo moderno e progressivo em termos de gerência. Apesar do grande crescimento da literatura, a declinação desta escola ocorreu quando, pois este processo aconteceu de forma quantitativa e muito pouco de forma qualitativa repetindo diversas vezes, muitas delas impondo, sempre um mesmo conjunto de ideias formado a partir do modelo básico da escola do Design e, além disso, poucas pesquisas foram realizadas para descobrir se o planejamento realmente funcionava. . Dentre os modelos que compõem o planejamento estratégico, está o modelo básico, que tem como principais etapas: O Estágio de Fixação dos Objetivos; O Estágio da Auditoria Externa; O Estágio da Auditoria Interna; O Estágio da Avaliação Estratégica; O Estágio da Operacionalização da Estratégia; O Estágio da Programação de Todo Processo. . Além disso, a escola de planejamento estratégico tem apresentado progressos recentes: o Planejamento de Cenários e o Controle Estratégico. O primeiro baseia-se na ideia de especulação de uma série de possibilidades de futuros, ampliando, assim, perspectivas, e tornando-se mais viável o planejador estabelecer soluções para os desafios possíveis. O segundo, por outro lado, possui diferentes interpretações para diferentes autores. Para Mintzberg, o sentido de controle estratégico precisa ser ampliado para além do seu planejamento e de sua implementação bem-sucedida, sendo importante a organização das estratégias, que não necessariamente precisam ser deliberadas para serem eficazes. . A década de 80 foi marcada pelo declínio e pela redução das atividades que tangem o planejamento estratégico. Dentre os problemas que afetaram o processo, estava a ideia de que o planejamento se concentrava no jogo mais excitante de fusões, aquisições e vendas, em detrimento do desenvolvimento do negócio básico, resultando no uso inadequado das ferramentas oferecidas pelo planejamento; a ideia de que o planejador tomava suas decisões antes mesmo de estabelecer uma série de alternativas estratégicas; e a ideia de que o planejamento negligenciava os aspectos organizacionais e culturais da estratégia. . As falácias do planejamento estratégico são: - A falácia da predeterminação: o planejamento estratégico requer não só previsibilidade, depois de formada a estratégia, mas também estabilidade, durante usa formação. - A falácia do desligamento: se o sistema faz o trabalho de pensar, então pensamento deve ser desligado da ação; a estratégia das operações; a formulação da implementação; os pensadores dos executores e os estrategistas dos objetos e de suas estratégias. Essa ideia é falaciosa, pois, gerentes desligados, juntamente com planejadores abstraídos, não só fazem más estratégias, mas na maioria dos casos, não fazem estratégia nenhuma.

as descrições dos agrupadores tendem a ser mais simples e mais fáceis de compreender. Esse processo produz ciclos de vida organizacional. Um primeiro tipo. mas não necessariamente mais precisas. . colocando-se em seguida uma série de questões amplas como diferentes estratégias se ligam uma às outras. portanto. histórica. . Qualquer estratégia é possível: são também configurações dependentes do tempo e lugar. é possível estabelecer dois tipos de planejadores nas organizações. planejados e controlados como proposto por esta escola e sim confiar em modelos mais flexíveis que suportam maiores níveis de adaptações da organização. A melhor crítica à escola de configuração pode ser a sofisticação do trabalho de certos separadores que conseguiram combinar uma ampla variedade de questões em teorias complexas e cheias de nuances.. atuam como catalisadores. um descreve estado como configurações e o outro descreve o processo de geração de estratégia como transformação. motivando qualquer forma de planejamento estratégico.A grande falácia do planejamento estratégico: Assim como análise não é síntese. O segundo grupo. agregá-las. A abordagem era. mas eles não podem ser internalizá-las. mas cada uma em um contexto bem definido. trata de continuidade – seja como plano deliberado para estabelecer padrões de comportamento ou como padrão emergente pelo qual esses padrões são estabelecidos. Em ambientes com cenários onde ocorrem mudanças drásticas é onde não se pode confiar totalmente nas formas de formulação do processo totalmente formais. política e missionária. consolidá-las. pois a expressão atualmente utilizada mostrou ser uma contradição. profissional. A eficácia nas organizações são as correlações entre vários atributos. diversificada. . o planejamento estratégico nunca foi geração de estratégias. denominado canhotos. O planejamento formal e totalmente inflexível se aplica aos ambientes estáveis ou que tenham um mínimo de previsibilidade. Uma organização pode ser descrita por características estáveis associadas a estratégias. nunca explicaram isso. Escola de Configuração . Os sistemas formais podem processar mais informações. sintetizá-las. Isto as torna mais amplamente aceitas na prática. na realidade. compreendê-las. As premissas dessa escola abrangem aquelas das outras escolas. que forças provocam mudanças estratégicas. Ele deveria ter sido chamado de programação estratégica. transformações. quando as estratégias são impostas deliberadamente e quando e como elas emergem. As estabilidades podem dar lugar eventualmente a saltos.A falácia da formalização: os mapas de planejamento estratégico não explicam como as estratégias são realmente criadas. A transformação é uma consequência inevitável da configuração. denominado destros. Em comparação. pois os planejadores atuam como analistas. de modo que o nome do planejamento estratégico está errado. as organizações foram descritas como sendo empreendedora. máquina. concebida para identificar períodos de estratégia estável e de transformações. que encorajam o modelo criativo em busca de estratégias emergentes para as ações carentes de suas organizações. é possível concluir que a Escola do Planejamento possui um papel importante. .Processo de Transformação A escola de configuração tem dois lados principais. examinam estratégias. movimentá-las. se preocupam mais com a formalidade da análise estratégica e sua programação nitidamente pretendida. pois os autores. Portanto. provendo dados na entrada. Além disso.

Desenvolvimento organizacional é um esforço planejado. são eles: Mobilizar o empenho para mudar através do diagnóstico dos problemas do negócio. ou seja. Delegar a outros poderes para agir sobre a visão.Os pesquisadores de administração estratégica focalizaram tipos diferentes de organizações e diferentes episódios em seu desenvolvimento e fenômenos. Não faz sentido mudar a estrutura sem mudar sistemas e pessoas. que tudo pode variar do conceitual até o concreto. são eles: Estabelecer um senso de urgência. Os estrategistas podem aprender de forma incremental e conduzir mudanças estratégicas de forma revolucionária. estrutura e processo. ou mudar a visão sem repensar posições estratégicas e também reprojetar programas e produtos. Na transformação de cima pra baixo. tornando as coisas demasiado simples para o gerente. bem como sua configuração particular de tecnologia. assim como combiná-las em algum tipo de estrutura abrangente. usando conhecimentos das ciências comportamentais. Mas ela também pode ter uma séria desvantagem. Comunicar a visão. inventora e observante. Criar uma visão. Consolidar melhorias e produzir ainda mais mudanças. embora objetive resultados concretos. ao passo que o aprendizado estratégico ou desafio político pode variar entre um e outro. Disseminar a revitalização em todos os departamentos sem empurrá-la de cima. a mudança planejada através de conduzida até evoluída corresponde à escala de formal para informal no cubo de mudança. Uma organização pode mudar facilmente um único produto ou individuo. há oito passos para transformar sua corporação para seus gerentes gerais. E também a quatro categorias no comportamento corporativo. de âmbito organizacional e gerenciado do topo. sistemas e estruturas formais. Institucionalizar a revitalização através de políticas. para elevar a eficácia e a saúde da organização através de intervenções planejadas nos processos da organização. Deve-se notar. ela teria de saltar de uma configuração para outra. as organizações são percebidas como configurações. há seis passos para a mudança eficaz para executivos no nível de unidade de negócios ou fábrica. A configuração pode ser a essência da estratégia: como estratégia é padrão. competência para decretá-la e coesão para levá-la em frente. aventureira. Formar uma poderosa coalizão orientadora.Nessa linha de estudo. Na mudança de baixo para cima. Assim. cada uma com sua estratégia única para se relacionar com o(s) mercado(s) que escolheu. torna mais difícil a imitação e permite à organização reagir mais rapidamente. que levam do sucesso ao fracasso: A trajetória focalizante. Promover consenso para a nova visão. analistas e reativos. Desenvolver uma visão comum de como organizar e gerenciar para competitividade. Quatro trajetórias principais. entretanto. O planejamento estratégico pode ser bastante conceitual. Institucionalizar novas abordagens. A fim de transformar uma organização.agrupamentos coerentes de características e comportamentos. . Planejar e criar vitórias a curto prazo. A respeito das vantagens da configuração. exploradores. as quais são chamaram de defensores. sendo que nesse instante ocorreria uma mudança estratégia. Monitorar e ajustar as estratégias em reposta a problemas no processo de revitalização. nenhuma coerência ou consistência ao longo do tempo significa nenhuma estratégia. Isto indica como é importante apreciar cada escola de pensamento a respeito do processo de estratégia.