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UEMG - Univesidade do Estado de Minas Gerais Campus de Frutal

Biologia Aplicada

Prof: Osania Ferreira

Composição do solo
Biológica Sólida

„

4 Fases

Líquida

Gasosa

COMPONENTES DO SOLO

Substâncias minerais e orgânicas

Contém água (substâncias dissolvidas)

Contém ar

Horizonte O
„

Fase sólida

Horizonte A Horizonte B Horizonte C

Fase líquida
Adsorção
„

3 tipos de água

Capilar Gravitacional

Componentes do Solo
minerais primários

Fase sólida (50%)

Matéria mineral (46%) Matéria orgânica (4%)

minerais secundários

-

M. argilosos - Oxi-hidróxidos Fe, Al, Mn - Silicatos não cristalinos - Carbonatos

Porção viva (raízes das plantas, fauna do solo) Porção não viva (restos de organismos vegetais e animais com vários graus de decomposição + produtos de decomposição) Água higroscópica (fortemente retida por adsorção)

Fase líquida (25%)
Fase gasosa (25%)

Solução do solo Atmosfera do solo

Água capilar (microporos: fracamente retida, disponível para as plantas Água gravitacional (macroporos: não é retida pelo solo) O2, CO2, N, vapor de água

Capacidade de campo
É o máximo que um solo armazena de água sem que haja perdas por percolação. Isto ocorre por que neste momento a força da Gravidade exercida para baixo através do peso, entra em equilíbrio com as forças de capilaridade dos poros, cessando assim a percolação de água (-1 A -3)

Ponto de murcha permanente
Teor de água de um solo no qual as folhas de uma planta que nele crescem atingem um murchamento irrecuperável, mesmo quando colocada em uma atmosfera saturada de vapor d'água. +/- -15 atm

ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA PLANTAS SUPERIORES
C, H, O

Não Minerais (%) 6 a 45 % Macronutrientes (g kg-1) 1,0 a 50,0 g kg-1

C, H, O, N, P, K, Ca, Mg, S

B, Cl, Cu, Fe, Mn, Mo, Zn, Ni

Micronutrientes (mg kg-1) 0,1 a 1000 mg kg-1

Nutrientes na matéria seca da parte aérea de plantas
Teores Médios 450 450 60 15 2 10 5 2 1 20 6 10 50 0,1 20 100 3 Cana-Planta (4meses) folha +3 19 2 11 8 2 3 15 8 200 100 0,15 25 21 3 13 10 3 3 50 10 500 250 0,3 50 Extração em Cana-de-açucar (100 ton de colmo) 132 8 110 14 19 12 4 5 3132 1566 2 486 132 9 109 26 19 14 82 12 68 47 32 26 200 300 2000 1000 350 -

Elemento Carbono (C) Oxigênio (O) Hidrogênio (H) Nitrogênio (N) Fósforo (P) Potássio (K) Cálcio (Ca) Magnésio (Mg) Enxofre (S) Boro (B) Cobre (Cu) Ferro (Fe) Manganês (Mn) Molibdênio (Mo) Zinco (Zn) Cloro (Cl) Níquel (Ni)

UI g kg-1 g kg-1 g kg-1 g kg-1 g kg-1 g kg-1 g kg-1 g kg-1 g kg-1 mg kg-1 mg kg-1 mg kg-1 mg kg-1 mg kg-1 mg kg-1 mg kg-1 mg kg-1

Média
UI

115 10 96 29 23 17 102 153 2566 1283 2 418 -

kg ha-1 kg ha-1 kg ha-1 kg ha-1 kg ha-1 kg ha-1 kg ha-1 kg ha-1 kg ha-1 g ha-1 g ha-1 g ha-1 g ha-1 g ha-1 g ha-1 g ha-1 g ha-1

Fonte: Malavolta (1980); Marschner (1995); Orlando Filho (1994); Catani...

Absorção dos nutrientes

Estrutura anatômica de uma raiz principal

Rotas para absorção de água e nutrientes

Rotas para absorção de água e nutrientes

Absorção de água pela raiz e transporte de curta distância
Apoplástico

Pode ser por 3 caminhos
„

Simplástico

Transcelular

MOVIMENTO DOS ÍONS DO SOLO PARA AS RAÍZES
„ a. „ b. „ c.

Interceptação Radicular Fluxo em Massa Difusão

Interceptação Radicular
„

As raízes crescem explorando o solo em todas as direções!!! Contato direto com os nutrientes a ser absorvido Raízes ocupam em média apenas 1% ou menos do volume total do solo

„

„

Fluxo em Massa
„

A água absorvida pelas plantas forma um gradiente de potencial hídrico que arrasta os nutrientes dissolvidos no solução do solo De modo geral, os íons muito solúveis, podem até se acumularem, principalmente, quando a taxa de absorção e de transpiração de água são muito altas. O fluxo em massa é influenciado basicamente pela: a. Concentração do nutriente na solução do solo b. Taxa de transpiração da planta

„

„

Difusão
„

A partir da absorção estabelecendo-se um concentração ao longo se move.

pelas raízes, gradiente de do qual o íon

„

A difusão é rápida a curtas distâncias e lenta a longas distâncias

Contribuição relativa de diferentes mecanismos ao fornecimento de certos elementos minerais as plantas
% fornecida por Elemento Intercep Fluxo Difusão tação Massa N 4,0 3,0 93,2 P 1,0 10,0 89,0 K 2,3 20,0 77,7 Ca 35,0 65,0 Mg 4,4 74,0 21,6 S 5,0 95,0 -

Transporte de longa distância
Teoria da tensão e coesão Puxão transpiracional Fluxo em massa

FATORES QUE AFETAM A ABSORÇÃO DE ÍONS

Concentração na superfície radicular

Área Radicular

Absorção de íons
Fatores intrínsecos

FATORES QUE AFETAM A ABSORÇÃO DA ÁGUA
NEGATIVOS 9Alta umidade relativa do ar (diminui transpiração) 9Sistema radicular pouco desenvolvido 9pH inadequado 9Umidade do solo 9Baixa aeração 9Nematóides ou outras pragas 9Compactação do solo

POSITIVOS 9Alta transpiração das plantas 9Solos com boa estrutura e bom suprimento de O2 9Teor de matéria orgânica 9Atividade dos microorganismos 9pH adequado 9Sistema radicular bem desenvolvido

FATORES QUE AFETAM A ABSORÇÃO DA ÁGUA
A taxa de absorção da água pelo sistema radicular depende de fatores quer endógenos, quer exógenos. Dos endógenos é importante salientar o desenvolvimento dos pêlos radiculares e o seu potencial hídrico. Dos exógenos, os mais importantes são a temperatura, a presença de O2 e CO2, a umidade do solo, e as propriedades do perfil da vegetação.

Potencial hídrico dos pêlos radiculares:
Se o potencial hídrico dos pêlos radiculares for mais baixo que o da água do solo, então, entrará água para o seu interior. Se o potencial hídrico dos pêlos aumentar (ficar menos negativo), a água pode deixar de entrar para o seu interior, o crescimento das plantas é inibido ou pode mesmo parar, as plantas murcham e diminui a produção (Sebanek, 1992).

Temperatura:
efeito de baixas temperaturas na absorção da água pelo sistema radicular das plantas é muito importante. Por exemplo, em pepino (Cucumber sativus), em tabaco (Nicotiana tabacum), e outras espécies ocorre uma diminuição acentuada da absorção da água a temperaturas de 5 a 10 ºC, que pode mesmo parar completamente a temperaturas abaixo dos 4 ºC levando à paragem do crescimento e à morte da planta (Sebanek,1992).
„O

Oxigênio e dióxido de carbono:
„A

falta de oxigênio pode parar a absorção de água pelo sistema radicular levando à paragem do crescimento. No solo o conteúdo ótimo em oxigênio é da ordem dos 10 a 12 %. Do mesmo modo um nível demasiado elevado ou demasiado baixo em CO2 inibe, ou pode mesmo parar, a absorção de água pelas plantas. O conteúdo ótimo em CO2 do solo é de cerca de 5 a 15 % (Sebanek, 1992).

Umidade do solo:
„A

absorção ótima de água pelas plantas ocorre de 60 a 70 % da capacidade máxima do solo. Para prados, plantas hortícolas e plântulas de espécies lenhosas em viveiros, este valor pode atingir os 80 % (Sebanek, 1992)

Efeitos interiônicos
4 possibilidades: „ Antagonismo – a presença de um elemento inibe a absorção de outro. Ex.cobre e cálcio. „ Inibição – diminuição da absorção provocada pela presença de outro. - Competitiva: pode ser anulada quando se aumenta a concentração.Ex: Mg e K - Não competitiva: a concentração não interfere. Ex: Alumínio e fosfato

Sinergismo – a presença de um elemento aumenta absorção de outro. Ex: potássio e cálcio (baixa concentração) „ Indiferença – absorção do sódio não sofre interferência quando o cálcio está presente. Ex. prático →adubação = excesso de K causa carência de Ca e Mg; adubação fosfatada causa carência de zinco.
„

Exemplos de efeitos interiônicos
Íon Cu 2+ Mg 2+ K+, Ca 2+, Mg 2+ Zn2+ H2BO 3H2BO43K+ MoO4 2Segundo íon presente Ca 2+ K+ Al 3+ Mg 2+ NO 3-, NH4+ Al3+ Ca2+baixa concentração H2PO4 2alta concentração

Efeito do 2º sobre o 1º Antagonismo Inibição competitiva Inibição competitiva Inibição competitiva Inibição não competitiva Inibição não competitiva Sinergismo Inibição competitiva Sinergismo

Transporte de longa distância
Representação esquemática da condução da seiva bruta atráves do xilema.(A) Ao perder água por transpiração, as folhas criam uma tensão que puxa a seiva dos vasos xilemáticos e, com isso , (B) toda a coluna líquida sobe, como se fosse uma corda sendo puxada para cima , (C) A tensão da coluna chega até as raízes, retirando água de suas células e obrigando-as a absorver água do solo. Fundamentos de biologia moderna. Amabis, José Mariano et.al. 3ª ed. Moderna; 2002

Transpiração e abertura estomática

Fundamentos de biologia moderna. Amabis, José Mariano et.al. 3ª ed. Moderna; 2002

Importância da transpiração
„ „

Reduz T0 Promove o puxão transpiracional Promove a distribuição de seiva nas diferentes partes da planta

„

Abertura Estomática
Físico - depende da turgescência

„

Dois mecanismos
Químico – depende de: teor de Co2, K+, luz, temperatura, etc.

LUZ ABERTURA ESTOMÁTICA

Fotossíntese TURGIDEZ

-T > 300 C (células-guarda) - Escuro - ↑CO2 -Estresse hídrico → ABA (ácido asbscisico)
↓CO2 ↓ pH

Entrada de água

↓Potencial hídrico ↑ ↑K+ ↑malato(células guarda) ↑Cl← ATP Transp. Ativo K+

FECHAMENTO ESTOMÁTICO

Suculentas (abacaxi, cacto) e membros da família Crassulaceae (plantas CAM)
ABERTURA ESTOMÁTICA

Metabolismo ácido NOITE

Captação de CO2

Conversão em ác.Orgânico

Libera CO2

Fotossíntese

FECHAMENTO ESTOMÁTICO

DIA

Fatores ambientais que afetam a transpiração:
Temperatura, umidade, atmosfera, correntes e ventos de ar Condições ambientais
Intensidade de luz Concentração de CO2 Suprimento de água Alta Baixa Alta Baixa Alta Baixa

Comportamento do estômato
Abre Fecha Abre Fecha Abre Fecha

Gutação
dias frios e úmidos, estando o solo encharcado de água, as raízes podem, excepcionalmente empurrar seiva bruta até copa onde esta, não podendo ser evaporada por causa da baixa temperatura e da saturação de umidade do ambiente, sai pelos bordos da folha através de pequenas aberturas que são os hidatódios. Este fenômeno é denominado de sudação ou gutação.
„Em

Gutação

Bombeamento de Íon para o xilema http://olhares.aeiou.pt Pressão da raiz (+)

Hidatódios

Saída da água

http://tecnocientista.info