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ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA ADJUNTA DE ENSINO UNIDADE REGIONAL DE EDUCAÇÃO CENTRO DE ENSINO “VICENTE MAIA”

PROPOSTA PEDAGÓGICA DO CURSO DE ENSINO MÉDIO PARA JOVENS E ADULTOS

São Luís 2008 .

Raposo Raimundo Miguel Cutrim Roberto Carlos Vitorio dos Santos Uilbiran Chaves Santos .EJA Ana Célia Ferreira Mendes Ana Cláudia Moraes Sousa Ana Maria Ferreira Matos Arenice Freitas Da Silva Claudio de Aquino Melo Gomes Jaldyr de Jesus Gomes Varela Júnior José Carlos Ferreira José de Ribamar Lopes Ferreira Judith Carvalho Moraes Lourival de Lima Silva Maria Francisca T.CENTRO DE ENSINO MÉDIO “VICENTE MAIA” DIRETOR GERAL José Rogério de Pinho Andrade DIRETOR ADJUNTO Genésio Abreu Pereira SECRETÁRIA Vicentina Pinto Borges CORPO TÉCNICO-EDUCACIONAL Katharine Caires Moucherek Tenilde Nunes Araújo AUXILIARES ADMINISTRATIVOS Francisca Maciel Almeida Gilson Soares Lindoso CORPO DOCENTE 2008 . A. M.

as ações educativas estão fadadas ao espontaneísmo ou mesmo ao fracasso. respeitando. Por este motivo. assim. mesmo fragmentado em suas diversas partes. o Centro de Ensino “Vicente Maia” se apresenta como uma escola que busca a inserção do sujeito como aprendiz num mundo que. Nesse contexto. a especificidade de nosso alunado nesta modalidade.Proposta Pedagógica do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos APRESENTAÇÃO Apresentamos como ação complementar ao Projeto Político-Pedagógico do Centro de Ensino “Vicente Maia” a Proposta Pedagógica do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos. Sabemos que sem sistematização. busca interligá-las em uma compreensão holística e procura realizar a política pública de educação do Estado do Maranhão. . constando um conjunto de proposições que visam minimizar ou mesmo superar por completo os problemas identificados pela comunidade escolar. tendo observado a realidade de nossa comunidade escolar. construímos uma proposta pedagógica voltada para a Educação de Jovens e Adultos.

2. OBJETIVOS REQUISITOS DE ACESSO ORGANIZAÇÃO CURRICULAR ESTRATÉGIAS DE AÇÃO AVALIAÇÃO E REGISTRO DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO ESCOLAR FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES BIBLIOGRAFIA . INTRODUÇÃO DADOS DE IDENTIFICAÇÃO PRESSUPOSTOS LEGAIS E TEÓRICOS 3 5 6 6 6 6 7 9 10 10 11 13 14 16 17 3. 5.1 PRESSUPOSTOS LEGAIS 3. 6.3 PRESSUPOSTOS SOCIOLÓGICOS 3. 7.SUMÁRIO p. 3. 9. APRESENTAÇÃO 1. 8.2 PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS 3.4 PRESSUPOSTOS PSICO-PEDAGÓGICOS 4.

pelo fluxo migratório. INTRODUÇÃO: "Não é possível refazer este país. ofendendo a vida. Os cursos devem ser organizados com formato e currículo apropriados e com utilização de metodologias que articulem conhecimentos da Base Nacional Comum com as experiências de vida do alunado. a proposta pedagógica do Centro de Ensino “Vicente Maia”. superando. os quais já estão amadurecidos e engajados em uma prática social que inclui experiências. expressivo número de classes de EJA para o curso de Ensino Médio. destruindo o sonho. de família. seja. entre outros problemas. sobretudo. mas. O Centro de Ensino “Vicente Maia” tem atendido de maneira sistematizada a essa demanda. Centro de Ensino “Vicente Maia” 5 .Proposta Pedagógica do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos 1. democratizá-lo. seja por não ingresso ou por abandono da escola. considerando-se os aspectos sociais. foram e são as condições sócio-econômicas adversas que impediram e ainda impedem. O desafio no enfrentamento da questão encontra-se atualmente na superação de dificuldades que vêm se opondo à democratização de sua oferta. Se a educação sozinha não transformar a sociedade. assim como as normas brasileiras e estaduais dão suporte à necessidade de oferta da Educação de Jovens adultos. de forma que lhe propicie a compreensão e leitura da realidade. Nesse sentido. com contínua regularidade. com adolescentes brincando de matar gente. em grande parte. pois. de trabalho e comunitárias. para alcançar não somente o pleno atendimento da demanda. que se caracterizam. a muitos. saberes e responsabilidades. inviabilizando o amor. o ingresso na escola ou que os compeliram e compelem a abandoná-la. entre outras. sem ela tampouco a sociedade muda. O curso de EJA tem um caráter diferenciado em relação ao regular. de integrar-se na vida produtiva e de exercer sua cidadania. para melhor se situarem e serem protagonistas de suas trajetórias de vida. o da evasão escolar. permitindo percursos variados. que comportam pluralidade de objetivos. experiências e responsabilidades. saberes. continuamente alimentado por novos contingentes. A retomada da escolarização com formas alternativas de estudo deve propiciar o desenvolvimento de competências diretamente relacionadas com sua inclusão produtiva nas várias dimensões da vida social. Sabemos que a defasagem educacional mantém e até reforça as condições de exclusão social." Paulo Freire A legislação nacional. Essa diversidade visa suprir as necessidades educacionais dos jovens e adultos com defasagem escolar. ainda. para permanência e aprendizagem dos alunos ao longo de todo o curso. humanizá-lo. a EJA objetiva muito além de um simples preenchimento de vazios e lacunas nos conteúdos que teriam deixado de ser obtidos na infância e na adolescência. Esse resgate necessita ser tratado de forma mais orgânica e sistemática. É também de nosso conhecimento que vivemos em uma sociedade na qual todos têm direito de participar dos bens culturais. adequados às realidades dos participantes. deve incorporar flexibilidade no currículo. pois oferece. Assim. pela condição de trabalhadores com as mais diferentes histórias de vida. torná-lo sério. principalmente. pois é alto o número de jovens e adultos com defasagem escolar. e considerando a diversidade da comunidade escolar. nos espaços e nos tempos escolares. visando à desejada democratização.

nos tornamos animais políticos.Proposta Pedagógica do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos 2. O Art. mediante ações integradas e complementares entre si”.º452/1996 do Conselho Estadual de Educação. é pessoa. temores e desejos. Como coletividade. São Luís – MA. aprendemos a nos comunicar. aprendemos a pensar e a ser. No Parágrafo Segundo. consideradas as características do alunado. destacamos o Art. s/n. 3. Endereço: Rua Estados Unidos. Anjo da Guarda. enquanto humanidade. 3. Entidade Mantenedora: Governo do Estado do Maranhão.144/2006 do Conselho Estadual de Educação do Maranhão. na Resolução nº. na Resolução nº452/96 do Conselho Estadual de Educação do Maranhão. Deste modo. ingressamos no trabalho. aos jovens e adultos que não puderam efetuar os estudos na idade regular. mediante cursos e exames”. Modalidades de Ensino: Regular e Educação de Jovens e Adultos – EJA.1 PRESSUPOSTOS LEGAIS A proposta pedagógica do Centro de Ensino “VICENTE MAIA” está amparada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) Nº 9394 de 20 de dezembro de 1996. Telefone: (98) 3242-5747. Ainda no Parágrafo Primeiro determina-se que “os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente. normas que nos possibilitam a convivência grupal. pode-se falar no ser humano enquanto indivíduo e enquanto grupo. A convivência com os outros nos proporciona a aquisição do modo de ser definido pelo coletivo e. Organizando a vida coletiva e as suas relações de poder. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Nome da Escola: Centro de Ensino “Vicente Maia”. que compreenderão a base nacional comum do currículo. ou seja. por meio dela. ele é mais um com o grupo. também. oportunidades educacionais apropriadas. Nível de Ensino: Ensino Médio.2 PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS Sabemos que o homem é capaz de relacionar-se com seus semelhantes adquirindo. Centro de Ensino “Vicente Maia” 16 . Como indivíduo.38 da mesma Lei respalda igualmente nossa proposta de trabalho quando estabelece que “Os Sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos. que estabelece que as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental e para o Ensino Médio se estendem e passam e viger para a Educação de Jovens e Adultos. que aprova a Proposta Curricular do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos. que estabelece as normas para a Educação de Jovens e Adultos no Sistema de Ensino do Estado do Estado do Maranhão. que aprova a Proposta Curricular do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos.º 001/00 da Câmara de Educação Básica. ele é mais um no grupo. os valores e a cultura.º9394/96. em suma. e na Resolução n. diz a referida Lei que “o Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola. a expressar nossos anseios. 37. A característica que torna isto possível é a capacidade que temos de normatizar nossas condutas e relações. somos capazes de estabelecer regras. seus interesses. habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular”. na Resolução n. O ingresso nesta convivência coletiva somente é possível mediante a prática educativa. nos humanizamos. uma existência como grupo. A educação possibilita ao indivíduo o contato com o mundo propriamente humano e sua interiorização. assimilamos as normas. Conforme consta na Seção V do Capítulo II da Lei de Diretrizes e Bases da Educação n. condições de vida e de trabalho. Turno de funcionamento: noturno. “a educação de Jovens e Adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no Ensino Fundamental e Médio na idade própria”. conferindo-lhe um tratamento segundo a sua especificidade. PRESSUPOSTOS LEGAIS E TEÓRICOS 3.

entre outros. o acesso à informação e à cultura. não no que se alega. a cada dia que passa. A cultura. 3. passa a pertencer a uma aldeia global. torna-se mais visível e necessária. a saber: a) O lucro como motor essencial do progresso. O homem moderno crê no que se pode provar. O ter prepondera sobre o ser. cedendo lugar para o saber pragmático e utilitário. quando podemos ingressar no mundo humano e que tal processo ocorre por intermédio da prática educativa. literatura. o conhecimento necessita ser provado experimentalmente. Os valores éticos e morais passam a ser constituídos por essa comunidade global. sentir e agir de um povo. política. a sua coisificação. mas sim pela verdade construída no debate e na crítica. a teologia e filosofia se tornaram irrelevantes. nas qual nossos alunos. pensar. Filosofia. como o avanço da medicina.3 PRESSUPOSTOS SOCIOLÓGICOS A sociedade em que vivemos tem suas raízes mais próximas nas revoluções científica. A princípio fronteiras econômicas e. A Globalização pode ser entendida como a queda de fronteiras entre os países. implantou um conhecimento pragmático e uma produção mais técnica e eficaz. É inegável a presença das máquinas em nossas vidas e. a crise do emprego. arte. cabe a todos em sociedade. Podemos destacar a Globalização. cultural e tecnológica. que a priori é resultado da maneira de pensar. sentir e agir dos indivíduos é ditada pelos países que controlam este processo. no embalo. valores morais e religiosos não têm o devido reconhecimento social. também trouxe alguns problemas muitos sérios que nos afetam. viverão a plenitude de suas vidas adultas. o acesso à informação e a perda de parâmetros éticos. outro elemento que se integra nesta nova ordem mundial é a lógica da competitividade: exige-se mais competência técnica e maior qualidade de produção. a preocupação com o redimensionamento do conteúdo da educação. o saber se torna especializado e fragmentado. O legado cultural destas revoluções trouxe uma valorização do homem e sua racionalidade. Mas. a automação. dentre outros fatores. Nossa época é produto de uma série de acontecimentos históricos que se conjugaram e que a produziram trazendo benefícios incalculáveis. o que fez a cooperação e a solidariedade humanas transformarem-se em uma utopia. a fim de resgatar a sua real finalidade: formar o homem em sua integralidade para a vida e a sociedade. Estes. A maneira de ser. d) A desumanização do homem. Assim. o que desumanizou nossa época coisificando o homem como mais um produto. É a era da máquina e da robótica determinando o cotidiano. c) A propriedade privada como um direito absoluto o que leva à exploração do homem pelo próprio homem a limites extremos. da melhoria da qualidade de vida. A automação passa a ser o carro chefe do processo produtivo e das relações sócioeconômicas. do comércio à saúde e educação. surgidas nos últimos quatro séculos. fronteiras culturais e éticas. Isto implica que a política não se faz mais com “verdades reveladas” ou pelo argumento da autoridade. irão desencadear outras características mais marcantes da sociedade atual e daquela que podemos projetar para os próximos anos. Centro de Ensino “Vicente Maia” 16 . a técnica e a robótica eliminam o homem da produção.Proposta Pedagógica do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos Sabendo que a humanização se realiza na medida em que estabelecemos uma convivência com os valores produzidos pela humanidade. b) A concorrência como a lei suprema da economia e das relações cotidianas.

As novidades se propagam em tempo real pela rede mundial de computadores. Palavras como honestidade. na vida social. seja pelas desiguais oportunidades de permanência ou outras condições adversas. Não há mais espaço para a simples reprodução do conhecimento. mediante os fatores sócioeconômicos que de alguma forma contribuem para a exclusão desses jovens e adultos no processo de escolarização normal. a manejá-lo e a produzi-lo. dignidade. Centro de Ensino “Vicente Maia” 16 . das estruturas arcaicas.Proposta Pedagógica do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos O terceiro ponto a se destacar diz respeito à crise do emprego. isto é. autonomia. a qualificação é imprescindível. analítico e articulado aos desafios da contemporaneidade. somos levados a dizer e acreditar que a função social da escola é formar gerentes de informação e agentes de transformação e não meros acumuladores de dados. capacidade de resolver problemas e flexibilidade. tem poder quem tem conhecimento.000 anos quando da revolução agrícola. “propicia um patamar igualitário de formação e restabelece a igualdade de direitos e de oportunidades face ao direito à Educação”. A Função Equalizadora. honra. Não significa a extinção de todo e qualquer conteúdo. Pode mais quem sabe mais. destacamos. a Internet. Mais do que nunca. que privilegiava a memorização. Contudo. nos encontramos na era da informação. Ao velho modelo de educação conteudista. Atribui-se muito mais valor ao Ter do que ao Ser. Cientes de que a modalidade de ensino para Educação de Jovens e Adultos é definida em suas Diretrizes Nacionais como “uma categoria organizacional constante da estrutura da educação nacional. pois. A vida é manipulada geneticamente. iniciativa. Nesta realidade. A Função Permanente ou Qualificadora. A nova realidade econômica e cultural é cada vez mais sensível a atributos educativos como visão de conjunto. Diante de tal realidade. que se consubstancia na tecnologia. A perda de parâmetros éticos é o ponto paradoxal de todo este processo. só os mais preparados terão alguma oportunidade. quem pode ter acesso à informação. devem permitir que cada aluno dê o significado a tudo o que aprende e possa aplicar o aprendido em situações reais e não a situações fictícias. A tecnologia cada vez mais evidente na produção. Urge estabelecermos uma produção vivenciada e experimentada. com relação ao conhecimento. deve ser saudada como uma reparação corretiva. O homem alcançou um grau de desenvolvimento tecnológico nos últimos 400 anos superior a toda a sua existência na Terra nos últimos 10. possibilitando aos indivíduos novas inserções no mundo do trabalho. ao tempo que aumenta a produção e a qualifica. nos espaços da estética e na abertura dos canais de participação”. opõe-se um novo modelo que privilegia a habilitação metodológica da pessoa. A Função Reparadora. ocasiona a substituição da força de trabalho humana pela máquina. mas também o reconhecimento daquela igualdade ontológica de todo e qualquer ser humano”. que “significa não só a entrada no circuito dos direitos civis pela restauração de um direito negado: o direito a uma escola de qualidade. o autoritarismo e a informação do conhecimento. Uma visão moderna em educação. deve levar em consideração que Modernidade significa o desafio que o futuro acena para as novas gerações. com finalidade e funções específicas”. mas sim. estabelecer uma nova significação do mesmo no contexto escolar. conseqüentemente de atuação escolar. respeito parecem vazias de sentido na nossa nova sociedade. Assim. seu desenvolvimento moral parece não ter tido o mesmo curso. O homem passa a ser substituído por robôs e outras geringonças. Estes devem ser significativos para a pessoa. em acordo com as orientações curriculares da Supervisão de Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Estado da Educação. seja pela repetência ou pela evasão. saber crítico. através da qual é possibilitada ao indivíduo “a reentrada no Sistema Educacional dos que tiveram uma interrupção forçada. em particular seus traços científicos e tecnológicos. a concentração da riqueza nas mãos de poucos e a distribuição da miséria para muitos é cada dia maior. as funções a serem exercidas pela escola. ainda que tardia.

que o torna capaz de redimensionar o seu ser e estar no mundo físico e social.Proposta Pedagógica do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos Duas expectativas. então. em importante aliada para o processo de ensino e aprendizagem. os valores da sociedade atual. Concepção de conhecimento O conhecimento é resultado de complexas construções que mobilizam as estruturas cognitivas e afetivas do sujeito. pois requer uma instrução adequada. Pois. Ao educador se faz necessário saber lidar crítica e dialeticamente com a teoria e a prática em seu fazer pedagógico. com a retomada do emocional. pois as expectativas e experiências de jovens e adultos são geralmente pouco coincidentes. Distinguir as duas faixas etárias consignadas na modalidade de EJA é importante. É. significando a máxima freireana de que “mudar é difícil. portanto. Concepção de educação A educação se configura em permanente processo de construção. na busca pelo saber capaz de transformar. Para que se construa uma identidade de grupo efetiva. antes é necessário nos percebermos diante de diversas identidades pessoais formadas por trajetórias de vida e experiências diferentes. cotidianamente negadas as suas cidadanias. Partindo dessa premissa. Ora. A escola que pretendemos para educar o cidadão da nova sociedade deve estar pautada no lema do “aprender a aprender”. Centro de Ensino “Vicente Maia” 16 . mas não impossível”. Concepção de aluno Concebemos o educando como sujeito do conhecimento. nos aparecem mais fortes: capacidade de informação crítica e capacidade de atualização incessante. 3. compreendendo que esta exige diretividade. da pessoa humana. ou seja. no qual se incorporam as novas demandas sociais e as necessidades de cada contexto histórico. crítica e reflexiva. o que possibilita uma grande riqueza de conteúdos que emergem no processo educativo. apresenta estreita relação coma necessidade de pertencimento a determinadas esferas sócio-culturais e ainda conceitos de democracia. visando atender essa distinção permite o trato pedagógico adequado aos conteúdos de ensino. É a partir dos saberes da vida cotidiana que cada educando traz consigo que poderemos criar as condições necessárias para que ele atribua significações aos conteúdos estudados. nossos objetivos são bem traçados e desta forma. Assim. Perceber o aluno nessa perspectiva. ele traz elementos culturais acumulados em sua trajetória de vida. qualitativamente. de forma competente. A formação continuada se torna. de tal forma. sobre o lema do “aprender a aprender”. Quando temos intencionalidade. educação é tanto instrumento informativo (qualidade formal) quanto. o Centro de Ensino “Vicente Maia” tem desenvolvido em sua prática pedagógica situações de ensino e aprendizagem baseadas nos conceitos que se apresentam a seguir. a escola deve considerar que não existe sala de aula como um todo homogêneo e indivisível. o acesso ao saber formal produzido historicamente pela humanidade.4 PRESSUPOSTOS PSICO-PEDAGÓGICOS Tendo como referência maior a linha pedagógica do sócio-construtivismo. em prol dos que tiveram e ainda têm. fundamentada na preocupação com valores éticos e políticos. hoje sabemos que a aprendizagem se dá de forma individual e também coletivamente. ou seja. autonomia e alteridade. Concepção de escola Entendemos a escola enquanto instituição que tem como finalidade possibilitar o acesso aos saberes sistematizados de forma igualitária aos princípios de uma prática educativa democrática e democratizadora. sabemos aonde queremos chegar. conseqüentemente. Portanto. a abordagem adequada ao perfil do aluno. sobretudo. a escolha metodológica se faz de forma mais fácil e competente. Concepção de professor O educador deve ser indispensavelmente consciente de sua função de ensinar. nesse contexto. a finalidade de tudo (qualidade política).

3.º452/96 CEE-MA. Quanto à mobilidade. Desenvolver no indivíduo a busca pela produção de conhecimentos críticos e articulados tendo como referência as premissas apontadas pela UNESCO como eixos estruturais da educação na sociedade contemporânea. o aluno deverá apresentar documentos de identificação pessoal e comprovante de escolaridade anterior (Histórico Escolar do Ensino Fundamental). de acordo com as leis vigentes. o estudante matriculado no curso poderá prestar Exame Supletivo e. deixar de contemplar a filosofia de educação proposta pela instituição. atividade produtiva e experiência subjetiva. Proporcionar uma educação cidadã. com o Projeto Telecurso (extinto desde 2002) e o Viva Educação. Centro de Ensino “Vicente Maia” 16 . Promover a reflexão sobre projeto de vida pessoal e profissional. Esses objetivos são: 1. Nos casos em que o aluno já tenha cursado alguma série do Ensino Médio regular. 5.º 001/00 CEB e pela Resolução N. deixará de cursá-la sem prejuízo de conclusão de seus estudos. a partir do estudo e aprofundamento de diferentes áreas do conhecimento. No ato da matrícula. contudo. aprender a fazer. OBJETIVOS Os objetivos do Centro de Ensino “Vicente Maia” estão estabelecidos de forma que se articulam aos objetivos propostos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Nº 9394/96. o que implica na impossibilidade de transferência do curso regular ou projetos para o curso médio da EJA. deverá freqüentar a 1ª etapa do Ensino Médio da EJA. REQUISITOS DE ACESSO A idade mínima para o ingresso do aluno ao curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos é de 18 (dezoito) anos completos.Proposta Pedagógica do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos 4. se aprovado na(s) disciplina(s) em que se inscrever. não há correspondência das etapas do curso de Ensino Médio da EJA com as séries do Ensino Médio regular. O resultado será incluído no histórico escolar. 4. pela Resolução Nº 215/98 – CEE –MA. estimulando o desenvolvimento de uma consciência crítica e participativa. ou a completar no 1º semestre do ano (até 30 de junho). aprender a viver e aprender a ser”. através da aplicação de conteúdos que promovam o desenvolvimento de habilidades que pertençam aos três domínios da ação humana: vida em sociedade. Do mesmo modo. O estudante do Ensino Médio já aprovado em qualquer componente curricular pelo Exame Supletivo poderá matricular-se apenas na(s) disciplina(s) que complementa(m) os seus estudos. “aprender a aprender. sem. Estimular o desenvolvimento das múltiplas inteligências. Possibilitar a construção do conhecimento através da interdisciplinaridade. 2. a saber. 5. pela Resolução N.

utilização de espaços e estruturas educativas da sala de aula. que pressupõe: . 4 – Letramento pressupõe que: . Sociologia. Cultural e Social (História.flexibilização de tempos e espaços escolares. Centro de Ensino “Vicente Maia” 16 . do bairro e da cidade. país e mundo.sólida base de conteúdos conceituais. . em conformidade com a proposta apresentada pela Secretaria de Estado de Educação do Maranhão. admite a organização de situações didáticas que mobilizem práticas de construção de conhecimentos interdisciplinares. . com ampliação para além da sala de aula seriada.Proposta Pedagógica do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos 6.participação ativa.abertura da escola para o bairro. da inclusão social e da formação crítica”. .problematização e diálogo com a diversidade cultural. .A interdisciplinaridade pressupõe o relacionamento de duas ou mais disciplinas na compreensão de um objeto de estudo. . do bairro. inspirando-se nos valores da educação como um bem público.a participação como possibilidade de desenvolvimento de uma forma de pensar e agir emancipada.a prática democrática favorece a autonomia e se fortalece no diálogo e na colaboração. . da escola. . da cidadania. rompendo com o individualismo. compartilhada.) ou Ambiente Natural. Nesse sentido.garantia do direito à diferença e à inclusão social. cooperativa e dialógica: . da cidade.a leitura e escrita integrem as atividades curriculares de todas as áreas de Conhecimento. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR Quanto aos princípios que regem a prática curricular. . .textos escritos na prática social sejam objeto de leitura crítica e reelaboração nas atividades curriculares. o conceito de campo disciplinar é ampliado. 5 – Prática escolar democrática. 3 – Disciplinaridade/Interdisciplinaridade: . . criativa e reflexiva dos sujeitos da escolarização. etc.participação de diversos grupos sociais e culturais na escola. Arte etc. 2 – Integração da escola no espaço de vivência cultural .De acordo com a Proposta Curricular. procedimentais e atitudinais. do país e do mundo. . Geografia. cultura geral e cultura de grupos sociais específicos.inclusão nas práticas curriculares das experiências e vivências culturais dos grupos sociais específicos.o ambiente escolar deve criar oportunidades de leitura e escrita de textos escritos. cultura científica. do Estado. a interdisciplinaridade significa intercomunicação ou inter-relação de campos disciplinares.diversificação pedagógica e de recursos didáticos para ultrapassar diferenças de origem social. tais como linguagem (Língua Portuguesa.compromisso com a seleção crítica e ética dos conteúdos culturais. . . . Aqui.diálogo. podendo ocorrer em vários graus.a leitura e a escrita estejam presentes em todos os tempos e espaços escolares.). cidade. defende como princípios: 1 – Formação crítico-reflexiva e emancipatória.articulação entre as práticas escolares e as práticas sociais. o Centro de Ensino “Vicente Maia” busca a organização de sua prática educativa baseada em princípios que “ constroem sentidos às relações educativas. organizando os conteúdos escolares em Áreas de Conhecimento que se relacionam com outros campos disciplinares. além dos espaços de sala de aula. . da democracia. Assim. Ciências Naturais. . da justiça social. . que pressupõe: .escola democrática que reconhece a diferença e a necessidade de inclusão de todos os sujeitos sociais.

é de oferta obrigatória nas duas etapas de ensino. apresenta-se a matriz curricular. os indicadores para organização curricular do curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos são: 200(duzentos) dias letivos. duração de 2(dois) anos.394/1996 BASE NACIONAL COMUM Componentes Curriculares Língua Portuguesa e Literatura Geografia História Química Física Biologia Matemática Arte Língua Estrangeira Moderna (Inglês) Filosofia Sociologia 1ª Etapa 2ª Etapa Carga CHS CHA CHS CHA Horária Total 05 200 05 200 400 02 80 02 80 160 02 80 02 80 160 02 80 02 80 160 02 80 02 80 160 02 80 02 80 160 04 160 04 160 320 02 80 80 02 02 80 80 02 02 02 80 80 80 160 160 80 PARTE DIVERSIFICADA TOTAL GERAL 25 1000 25 1000 2000 − A disciplina LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA INGLÊS. Centro de Ensino “Vicente Maia” 16 . Base Legal RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 01/2000LEI FEDERAL Nº 9. acrescida de informações. Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e Matemática e suas Tecnologias. 05 (cinco) dias letivos semanais. articulado à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nº9394/96 e à Resolução Nº 215 / 98.Proposta Pedagógica do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos Quanto aos conteúdos de ensino. carga horária total de 2000 (duas mil) horas. o Centro de Ensino “Vicente Maia” contemplará os conteúdos que estimulem o desenvolvimento das competências estipuladas pelas áreas: Linguagem e Códigos e suas Tecnologias. A seguir. Quanto à estrutura e à duração. divididas em duas etapas de 1000 (mil) horas cada.

Sendo assim.  Programar reuniões constantes com o intuito de expor a todos tudo o que ocorre na escola. sendo uma forma de garantir um bom desempenho seguido de resultado.  Propor regularmente o uso social da leitura e da escrita.  Expor de forma prática os resultados obtidos em cada projeto. discente e da comunidade de pais e responsáveis bem como o apoio e direcionamento do setor administrativo desta escola. Com estas atitudes. visando sempre à participação consciente e crítica do corpo docente. a simples reprodução do conhecimento não mais será referência nesta escola. Para tanto.  Elaborar projetos bimestrais com temas centrais que devem ser desenvolvidos por cada docente de acordo com sua especialidade. para uma produção mais vivenciada e experimentada. passando então. a concepção de escola como centro de valorização inter e intra-social reforça a importância do trabalho desempenhado na escola.  Montar e manter uma coordenação de orientação de projetos junto ao corpo docente e discente para que ambos se sintam estimulados. estudos e realizações práticas. ou seja.  Planejar atividades que envolvam todos que fazem a escola. Centro de Ensino “Vicente Maia” 16 . ESTRATÉGIAS DE AÇÃO A proposta pedagógica a que o Centro de Ensino “Vicente Maia” se propõe executar está voltada totalmente para um âmbito aberto a discussões. chegarmos a um objetivo comum. todas as ações desta proposta deverão estar em consonância com os planos e projetos elaborados pelo corpo docente e coordenação com o apoio da direção e do colegiado escolar. de situações reais em que seu uso se faz necessário. capaz de fazer diferença na vida daqueles que se envolverem no processo. aprender a viver e aprender a ser”. Convém que não se perca de vista um dos objetivos principais que em parte confere: “aprender a aprender.Proposta Pedagógica do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos 7.  Avaliar constantemente o desenvolvimento dos trabalhos. para juntos. aprender a fazer. Como proposta básica destas ações temos:  Diagnosticar os principais problemas ocorridos na escola.

não devendo ser um momento estanque ou uma parada no processo de aprendizagem após um período pré-determinado. No aspecto quantitativo. o raciocínio. Assim. de acordo com sua carga horária. b) Possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar. para os casos de baixo rendimento escolar. a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos. tudo deve ser avaliado: o desempenho. a lei apresenta avanços significativos que podem redimensionar as práticas avaliativas até então adotadas nas escolas. de preferência paralelos ao período letivo. que no campo da realização do saber. A avaliação deve ser constante. 12. e) Obrigatoriedade de estudos de recuperação. A avaliação terá por objetivo a verificação da aprendizagem escolar em seus aspectos quantitativos e qualitativos. e ao explicitar a autonomia das instituições de ensino e do professor para o estabelecimento de meios e estratégias de recuperação dos alunos com baixo rendimento (Art. privilegiando os aspectos qualitativos sobre os quantitativos. É necessário que deva ocorrer também uma auto-avaliação. que entre outras determinações estabelece. Deverá ser contínua e cumulativa. A avaliação deve ser significativa na vida do aluno. no que se refere à Avaliação do rendimento escolar. 13. d) Aproveitamento de estudos concluídos com êxito. 75% da carga horária total (mínima de 800 horas). Ao mencionar que a avaliação deve ser contínua e cumulativa. Centro de Ensino “Vicente Maia” 16 . c) Possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado.Proposta Pedagógica do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos 8. em coerência com as especificações para a Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Estado de Educação do Maranhão (SEEDUC) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. AVALIAÇÃO E REGISTRO DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO ESCOLAR O Sistema de Avaliação escolar e o seu registro seguem as orientações do Projeto PolíticoPedagógico do Centro de Ensino “Vicente Maia”. uma vez que permita ao aluno se perceber ao avaliar a si mesmo e sua atuação no mundo. estes preponderando sobre aqueles. os resultados e as articulações que o aluno faz entre o que aprendeu e os elementos que já possuía. A avaliação deve configurar-se como qualitativa. A freqüência deverá funcionar como suporte na verificação do aluno e será considerado. onde os vários fatores interferem e interagem para se chegar a um resultado. para efeito de promoção. Art. com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais. IV). testes. quer no campo da realização pessoal e no campo da realização profissional. Lei Nº 9394/96. que deverá ser observado os seguintes critérios: a) Avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno. a avaliação será feita com o auxílio de técnicas de trabalho: provas. trabalhos em grupo e outros procedimentos didáticos a critério do professor. sem deixar de lado a realidade na qual está inserido. no artigo 24 inciso V e respectivas alíneas. V.

realizado a cada dois meses de aula. deverá dar continuidade a seus estudos. se o aluno não houver obtido como resultado final a média 7.Proposta Pedagógica do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos Os rendimentos deverão ser registrados no diário de classe e o aluno deverá tomar conhecimento a fim de que possa melhorar suas próprias deficiências. num processo complementar que deverá ser assegurado a todos os alunos. A avaliação deve ser significativa na vida do aluno. mediante a recuperação terapêutica. seguida de análise observacional do desempenho global do aluno.0 (sete). Centro de Ensino “Vicente Maia” 16 . tudo deve ser avaliado: o desempenho. a avaliação se torna coerente e cumpre seu papel. o raciocínio. os resultados e as articulações que o aluno faz entre o que aprendeu e os elementos que já possuía. A avaliação será feita pelo professor. na medida em que se realiza no processo de forma constante e sistemática. 75% da carga horária total (mínima de 800 horas). realizando diversas tarefas avaliativas visando superar as dificuldades na constituição das competências básicas e do domínio dos conteúdos necessários a esse fim.0 (sete) por componente curricular.0 (sete). sem deixar de lado a realidade na qual está inserido. contínua e cumulativa contribuindo para o desenvolvimento do aluno em todos os aspectos pedagógicos. Deverá ser contínua e cumulativa. É necessário que ocorra também uma auto-avaliação. a partir daí. tendo em vista os objetivos propostos. uma vez que permita ao aluno se perceber ao avaliar a si mesmo e sua atuação no mundo. onde os vários fatores interferem e interagem para se chegar a um resultado. quer no campo da realização pessoal e no campo da realização profissional. b) A auto-avaliação será acompanhada pelo professor e considerada no cômputo final da avaliação. pelo aluno (auto-avaliação) e pelo Conselho de Classe: a) O professor fará avaliação contínua e cumulativa durante o processo. para efeito de promoção. A preferência aos estudos de recuperação paralela vem evidenciar e reafirmar a idéia de processo. deverá ingressar na recuperação paralela ao processo pedagógico. Para organização do sistema avaliativo. Será aprovado o aluno que obtiver média igual ou superior a 7. c) O Conselho de Classe procederá à avaliação através de acompanhamento do aluno em grupo e individualmente. consideramos as orientações fornecidas em documento expedido pela Supervisão da Educação de Jovens e Adultos. que no campo da realização do saber. superando os momentos ritualizados que a fragmentam. Concluídos os quatro períodos avaliativos. A média deverá ser arredondada segundo os princípios estatísticos no final do ano letivo e nas eventuais provas finais. A avaliação deve ser constante e não um momento pontual ou uma parada no processo de aprendizagem após um período pré-determinado. Os resultados da avaliação serão apresentados em uma escala de 0 a 10 e serão computados a cada 25% da carga horária trabalhada. A avaliação deve configurar-se como qualitativa. reencaminhar novas ações na busca da superação dos entraves detectados. a fim de que se evitem eventuais prejuízos ao rendimento do aluno e se garanta a efetiva avaliação processual. A freqüência deverá funcionar como suporte na verificação do aluno e será considerado. no decorrer do processo e. estes preponderando sobre aqueles. Se a aprendizagem ocorre de maneira dinâmica e contínua. Ao final de cada registro. A avaliação terá por objetivo a verificação da aprendizagem escolar em seus aspectos quantitativos e qualitativos. se o aluno não obtiver média 7. Assim.

Para realização da pendência. atividades que propiciem a reflexão sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e as Diretrizes Curriculares. nossa escola estará construindo e reformulando periodicamente seu Plano de Formação Docente. poderá ser utilizado o contrato didático com a definição de atividades e cronograma da avaliação. tendo que concluir a pendência. Assim. até o final do 1º semestre do ano em que estiver cursando a 2ª etapa. A pior forma de presença é aquela que se situa nas antípodas da qualidade e que atende pelo termo mediocridade. de modo a atender aos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de ensino e às características de cada fase de desenvolvimento do educando”. já expresso pelo cinismo da fórmula ‘qualquer coisa serve’ ou ‘antes isso do que nada’”.. a garantia de um padrão de qualidade é um princípio que cobre o espectro da cidadania enquanto participação e enquanto exigência da clientela a que se destina. quando afirma no art. O objeto de estudo será. Os alunos da 2ª etapa que ficarem reprovados em até 02 (dois) componentes curriculares deverão ser encaminhados pela escola para a Banca Permanente de Exames Supletivos do CEJA. Nossa compreensão quanto à importância da garantia de ações formativas junto aos profissionais da educação está em consonância com as Diretrizes Nacionais.Proposta Pedagógica do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos O aluno da 1ª etapa que não obtiver resultado satisfatório em até 02 (dois) componentes curriculares (disciplinas) poderá matricular-se na 2ª etapa. E sendo esta a finalidade para o aluno. assegurar-lhe formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. 9. basicamente. a LDB é igualmente clara a este respeito. a prática pedagógica docente na EJA.0 (cinco) na(s) disciplina(s) pendente(s). sugerimos introduzir nos estudos que vão compor a formação continuada dos professores. Obtendo a média de aprovação 5. o CEJA. para que na organização da educação escolar os professores possam superar certas ambigüidades já identificadas e estabelecer as devidas articulações entre o diagnóstico. A princípio. As demais temáticas para estudo serão definidas na medida em que as questões mais relevantes para o coletivo escolar venham a emergir nos processos de planejamento. Centro de Ensino “Vicente Maia” 16 .. quando afirmam que “ Para qualquer profissional que se ocupe do magistério. Um profissional da educação que trabalha nessa modalidade precisa necessariamente reconhecer e buscar atender a especificidades que a habilitação como formação sistemática requer. O preparo de um docente voltado para a EJA deve incluir além das exigências formativas para todo e qualquer professor. aquelas relativas à complexidade diferencial desta modalidade de ensino. conforme Resolução 287/2007 do CEE. desenvolvimento e avaliação do ensino e da aprendizagem. FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES O Centro de Ensino “Vicente Maia” considera como meta o disposto no art. A empatia nas interações com nossos estudantes e o estabelecimento do exercício do diálogo se fazem condições essenciais ao processo educativo. que estipula que a educação básica tem por finalidade desenvolver o educando. os fundamentos e os demais componentes dos processos de ensino e de aprendizagem. preferencialmente. 61 que se faz necessária “A formação de profissionais da educação.22 da LDB.

Proposta Pedagógica do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos Centro de Ensino “Vicente Maia” 16 .

São Luís: CEE. DEMO. Conselho Estadual de Educação. MARANHÃO. Roberto Geraldo de Paiva. Petrópolis: Vozes. 1996. __________. 1998. Resolução n. __________. __________. Curso de Ensino Fundamental e Médio para Jovens e Adultos: Informações gerais. 2000. Centro de Ensino “Vicente Maia” .Proposta Pedagógica do Curso de Ensino Médio para Jovens e Adultos BIBLIOGRAFIA BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 452/96 do CEE. 1996. _________ . Brasília: MEC. Pedro. São Luís: CEE. 144/2006 do CEE. 1998. __________. Resolução nº. Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. 2008. São Luís: CEE. 1996. 1996. Conselho Estadual de Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Conselho Estadual de Educação.º 001/00: MEC. Diretrizes e Bases da Educação nacional: comentários e anotações. Desafios Modernos da Educação. Resolução n. _________ . Ivone. DORNAS. Conselho Estadual de Educação. Resolução nº. Ministério da Educação e do Desporto. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. 1996. Brasília: MEC. São Luís: Mimeo. Rio de Janeiro. Por uma Escola Humana. Resolução Nº 215 / 98. 1997. 1998.º452/1996. Belo Horizonte: Modelo Editorial. São Luís: CEE. BOECHAT. Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação.