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TENDÊNCIAS DA INDÚSTRIA MUNDIAL
D E S A F I O S P A R A O B R A S I L

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA .CNI PRESIDENTE ARMANDO DE QUEIROZ MONTEIRO NETO 1º VICE-PRESIDENTE CARLOS EDUARDO MOREIRA FERREIRA VICE-PRESIDENTES FRANCISCO RENAN ORONOZ PROENÇA ROBSON BRAGA DE ANDRADE JOSÉ DE FREITAS MASCARENHAS JOSÉ FERNANDO XAVIER FARACO ABELÍRIO VASCONCELOS DA ROCHA FRANCISCO DE ASSIS BENEVIDES GADELHA FERNANDO CIRINO GURGEL DANILO OLIVO CARLOTTO REMOR ANTONIO JOSÉ DE MORAES SOUZA ALFREDO FERNANDES JOSÉ NASSER 1º SECRETÁRIO LOURIVAL NOVAES DANTAS 2º SECRETÁRIO JOSÉ CARLOS LYRA DE ANDRADE 1º TESOUREIRO ALEXANDRE HERCULANO COELHO DE SOUZA FURLAN 2º TESOUREIRO PAULO AFONSO FERREIRA DIRETORES FERNANDO ANTONIO VAZ JOÃO OLIVEIRA DE ALBUQUERQUE CARLOS SALUSTIANO DE SOUSA COÊLHO JORGE PARENTE FROTA JÚNIOR JORGE MACHADO MENDES IDALITO DE OLIVEIRA SIVALDO DA SILVA BRITO DAGOBERTO LIMA GODOY OSVALDO MOREIRA DOUAT LUIS EULALIO DE BUENO VIDIGAL FILHO CARLOS ANTÔNIO DE BORGES GARCIA FERNANDO DE SOUZA FLEXA RIBEIRO ANTONIO FÁBIO RIBEIRO JORGE ALOYSIO WEBER OLAVO MACHADO JÚNIOR JORGE WICKS CÔRTE REAL CONSELHO FISCAL EFETIVOS JULIO AUGUSTO MIRANDA FILHO RONALDO DIMAS NOGUEIRA PEREIRA JOSÉ BRÁULIO BASSINI SUPLENTES ADALBERTO DE SOUZA COELHO FERNANDO FERNANDES DE OLIVEIRA JORGE ANTÔNIO PEREIRA LOPES DE ARAÚJO ○ ○ ○ ○ ○ .

...........: (61) 317-9000 Fax: (61) 317-9500 http://www...CNI SBN Quadra 01 Bloco C – 17º andar 70040-903 ........ O QUE O BRASIL PRECISA FAZER PARA “CHEGAR LÁ”? ............© 2005... Responsabilidade Ambiental 11.....org.......... 46 p.................... Educação 12................................................. Infra-Estrutura 3...................... ONDE O BRASIL QUER ESTAR EM 2015? ....................... 22 VIII....... – Brasília: CNI/DIREX........... NOVOS PADRÕES DE CRESCIMENTO ................ FRISCHTAK............................ CRESCIMENTO E COMPETITIVIDADE: UMA VISÃO AMPLA................... OS GRANDES BLOCOS ECONÔMICOS.... Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida.. ESTRATÉGIAS DOS OITO PAÍSES DE ELEVADO CRESCIMENTO 1965-2002 ............................................ Gestão Empresarial 6....................................... Claudio.................. IMPLICAÇÕES PARA O BRASIL ............ Responsabilidade Social 10................................................... ÍNDIA E CORÉIA DO SUL ... CNI – Confederação Nacional da Indústria........................................................ Carl... Desenvolvimento Sustentável 8....... 2005......... 32 ...................... PONTOS FORTES E LIÇÕES DA EXPERIÊNCIA DOS PAÍSES RELEVANTES PARA COMPARAÇÃO: CHINA......... NOVOS INDUTORES DA COMPETITIVIDADE .....br ○ ○ ○ ○ ○ SUMÁRIO I............................... 30 IX..................................... Produtividade 9........................................................ 10 III........ 16 VI............. Indústria Brasileira 2...... Pequenas e Médias Empresas 7......................... 20 VII.............. 12 IV.................... 14 V.....................cni............................... : il.................. Sistema Regulatório 4.............. ANÁLISE DO BRASIL NA ECONOMIA GLOBAL DO CONHECIMENTO ............................ Tendências da Indústria Mundial: Desafios para o Brasil............................. Saúde CDU 65 (81) CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA .......br E-mail: sac@cni................... 6 II......... Inovação 5................................................................................ ISBN 85-88566-54-0 1......... 32 X.............................DIREX Ficha Catalográfica C748t DAHLMAN.........Brasília – DF Tel.......................................................................... desde que citada a fonte...org.................... CNI Diretoria Executiva .......................

6 I. CRESCIMENTO E COMPETITIVIDADE: UMA VISÃO AMPLA PARTICIPAÇÃO NO PIB MUNDIAL – US$ CONSTANTES (1960-2002) ○ ○ ○ ○ ○ 15 MAIORES ECONOMIAS: PIB 2002 (Trilhões de US$ em PPP) 7 .

8 PIB (US$ Correntes) 1990 – 2000 ○ ○ ○ ○ ○ PARTICIPAÇÃO NO PIB MUNDIAL (US$ Internacionais Correntes PPP*) *PPP – Paridade do Poder de Compra 9 .

Resumo e Implicações para o Brasil O mundo está dividido tradicionalmente em três grandes blocos econômicos concorrentes. • Falta de mecanismos efetivos de governança global. Infra-estrutura econômica e institucional. Avanços rápidos na infra-estrutura e aplicações de TIC. Mercado regional mais fragmentado: • Não apenas entre países a despeito da ASEAN +3. por meio de: • Maiores esforços relativos em P&D. EUA sofrem crescentes desequilíbrios fiscais e de conta-corrente. Agilidade na compreensão e captura das novas tecnologias. Redução dos custos de transação com introdução da moeda única. Baixo crescimento econômico e da produtividade que exigirá: Integração e ganhos de escala nos mercados de produtos.10 II. Força militar incontrastável — pólo dominante de poder. • Modernização das infra-estruturas de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação). 11 . e no interior dos próprios países. Avanços na CE Desafios para a CE Ampliada Desafios para os EUA Outros países estão se aproximando. e sob ameaça: • Maior incerteza econômica. que permite rápida realocação de recursos para usos mais eficientes e alto crescimento da produtividade: • Competição forte. Origem de maior número de multinacionais. O Brasil tem que se integrar com os três blocos regionais e com o bloco de grandes países em desenvolvimento do qual faz parte. Pressão adicional sobre novos entrantes no sentido da modernização institucional e das estruturas regulatórias para alcançar os padrões da CE. especialmente da China. • Pesados investimentos em educação. Ampla infra-estrutura educacional de nível superior e população altamente educada. Cultura empresarial disseminada na sociedade. e • Inexistência de uma moeda comum. contrabalançar as economias de escala dos EUA e vêm ganhando participação na renda global em termos de PPP . Setor de serviços menos desenvolvido. Cultura empresarial mais conservadora. (embora metade das trocas internacionais se originem ou tenham destino para esta região). • Apoio a novas grandes empresas multinationais. porém ainda não bem integrado. dado o elevado nível de incerteza internacional. com alvos móveis. exceto por Japão e Coréia do Sul. Crescimento acelerado dos esforços de P&D. Ampliação do espaço econômico com incorporação de dez novos países em 1° de maio de 2004. Poder militar mais limitado. Ganhos educacionais rápidos e significativos. Dificuldades de coordenação de um conjunto ampliado de sistemas nacionais. Sistemas educacionais e de inovação mais fracos. para prover um melhor equilíbrio da ordem internacional. entre outros. e ao assumir papel excessivamente amplo de polícia está perdendo os “corações e mentes” de grande parte do mundo. e com elevadas economias de escala. Forte infra-estrutura de pesquisa. Países estão se agrupando em arranjos regionais para • Melhorias continuadas no regime econômico e na institucionalidade européia. • Mercados de capital e de trabalho densos e eficientes. e risco de criação de uma divisão de conhecimento entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. mas também dentro dos países. Maior estabilidade regional com progressiva resolução dos conflitos. enquanto que o dos grandes países em desenvolvimento é o maior em termos econômicos (medidos em PPP) e tem as melhores perspectivas de crescimento. que pode causar devastação nos mercados financeiros. ○ ○ ○ ○ ○ Avanços no Leste da Ásia Região do mundo de mais rápido crescimento. Cadeias de valor. Massa crítica em P&D e capital humano. Continuidade do processo de reestruturação em toda a CE. Sistema global muito interdependente e frágil. O bloco asiático é o mais dinâmico. Densa infra-estrutura de informação e de comunicação. • Aumento do risco de terrorismo. • Estruturas gerenciais e organizacionais flexíveis. da pesquisa e da inovação. inclusive do cyber terrorismo. Desafios para o Leste da Ásia Institucionalidades ainda pouco desenvolvidas e mais rígidas quando comparados aos EUA. Status do Sistema Global Situação muito dinâmica. • Sistema de justiça que funciona relativamente bem. marketing e redes de distribuição menos desenvolvidas. Sede de número crescente de multinacionais. Mercado regional grande. OS GRANDES BLOCOS ECONÔMICOS A Posição Proeminente dos EUA Mercado doméstico amplo e integrado. e • Fortalecimento da educação.

em 1990. PARTICIPAÇÃO DECRESCENTE DA AGRICULTURA E DA INDÚSTRIA NO PIB MUNDIAL (1971 – 2000) ○ ○ ○ ○ ○ PARTICIPAÇÃO DECRESCENTE DOS PRODUTOS PRIMÁRIOS NO COMÉRCIO MUNDIAL (1980 – 2001) Alterações na Estrutura das Exportações de Manufaturados com Ênfase em Produtos de Alta Tecnologia na OCDE Participação das indústrias de alta tecnologia ampliou-se. As indústrias de média/baixa tecnologia reduziram sua participação de 17. houve um interesse renovado nos direcionadores do processo de crescimento: • Evidência em nível micro da importância crescente das novas tecnologias: Revolução das tecnologias de informação e comunicação. para 25. cerca de 2/3 das exportações de manufaturados dos países da OCDE são de alta ou média tecnologia. Em síntese.1%. • Evidência no plano macro de mudanças no padrão e na natureza do crescimento nos países da OCDE: Expansão surpreendentemente forte da economia dos EUA em 1995-2002.12 III. Participação das indústrias de média/alta tecnologia passou de 38. 13 . Participação crescente de produtos de alta tecnologia nas exportações. Reversão da tendência de convergência da renda per capita nos países da OCDE.8%.3%.1%.7% para 39. passando de 18. NOVOS PADRÕES DE CRESCIMENTO Na última década.3% para 21.3%.9% para 14. e Indústrias de baixa tecnologia de 24. em 1999.

marca etc. NOVOS INDUTORES DA COMPETITIVIDADE Maior valor agregado na produção provém atualmente do conhecimento. marketing. Mão-de-obra educada. velocidade e qualidade são agora essenciais. flexível e treinada. não partindo necessariamente da produção. • Inovação e serviços de alto valor devem se tornar alvos prioritários. Adequada infra-estrutura física e de comunicações. Exige novas estratégias: • É essencial se articular às cadeias globais de valor. Inovação e espírito empreendedor para enfrentar a revolução do conhecimento. Alvos da inovação em constante mudança. distribuição. Mudanças no Paradigma da Produção Indutores Críticos do Crescimento e da Competitividade Políticas e instituições econômicas que permitam a mobilização e alocação eficiente dos recursos.14 IV. • O valor provém de: inovação. e estimulem a criatividade. Agilidade. • É fundamental gerar novas cadeias de valor. mas na velocidade e na inovação: • A velocidade é agora crítica para ter sucesso no mercado. que possa aprimorar continuamente suas habilidades. design. Informação é um insumo básico para a competitividade. DIVISÃO DE TRABALHO NAS REDES / CADEIAS DE VALOR GLOBAIS ○ ○ ○ ○ ○ Mudanças na Natureza da Competição Baseada não apenas nos custos. mas a intensa competição traz os lucros para perto de zero. 15 . • A produção de commodities está alocada a produtores com menores custos.

e mais recentemente em TIC. têm sido: • Altas taxas de investimento em capital físico. Comparação de Parâmetros Macro (2003) 17 . ESTRATÉGIAS DOS OITO PAÍSES DE ELEVADO CRESCIMENTO (1965 – 2002) OITO ECONOMIAS QUE CRESCEM MAIS RAPIDAMENTE PIB PER CAPITA 1965 – 2002 (1995 US$ constantes) ○ ○ ○ ○ ○ Poucos Países Sustentaram Altas Taxas de Crescimento por Longos Períodos A maioria destes países são.16 V. países em desenvolvimento. • Pesados investimentos em educação. ou foram até recentemente. pressões para competir internacionalmente e de um sistema judiciário estável. Eles perseguiram estratégias bem-sucedidas de transferência e disseminação de conhecimento. além do bom gerenciamento macroeconômico. • Inserção nas redes de conhecimento global. Os elementos-chave destas estratégias.

transparente. conferências. Utilização do Conhecimento: • Educação. Sistema legal e regime regulatório apropriados. • Regime legal e regulatório para a E-economia. conteúdo. • Revistas técnicas. Internet. • Fornecedores de equipamento. 19 . Oportunidades de aprendizado ao longo dos anos. relevância. inputs complementares. viagens. Comparação de Parâmentros do Sistema de Inovação ○ ○ ○ ○ ○ Tipologia Esquemática de Estratégias Bem-Sucedidas Temas Principais Referentes à Infra-estrutura de Informação Escopo e densidade da infra-estrutura de comunicações (do rádio à Internet). frente à necessidade de reestruturação. e forte apoio ao empreendedorismo. Disseminação do Conhecimento: • Barreiras ao crescimento das empresas mais eficientes. e industriais voltadas para PMEs. fixação de preços e regulação em Telecom. • Instituições especializadas de P&D. Financiamento & funções públicas e privadas. criatividade). privado. confiável e responsável. Grande Temas em Recursos Humanos Acesso aos diferentes níveis de educação. Sistema financeiro capaz de mobilizar e alocar capital para usos mais produtivos. Equilíbrio entre diferentes níveis de educação. • Treinamento em novas competências. Exclusão digital (acesso. P&D básico vs. contratos de transferência de tecnologia. capacidade institucional. • Software. Uso das TIC: • Governo. idioma). Governo efetivo. Sistema Nacional de Inovação: aspectos críticos Acesso ao Conhecimento Global: • Comércio.18 Prinicipais Elementos do Regime Econômico e Institucional Ambiente competitivo como estímulo à contínua melhora de desempenho. Qualidade do conteúdo educacional (competências. Mercados de trabalho flexíveis. serviços técnicos e informação. investimento externo bi-direcional. Papel do Ministério da Educação e suas relações com o mercado de trabalho. • Regime econômico e institucional. business. Criação e Adaptação do Conhecimento: • P&D público vs. aplicado. Competição. • Serviços de extensão: agrícolas. educação e saúde. apoiados por políticas e instituições orientadas à adaptação e (re)capacitação dos trabalhadores.

. Ethos nacional centrado no progresso e no desenvolvimento econômico. Mercados financeiros relativamente sólidos. de modo que a Coréia é atualmente líder global na utilização da banda larga. e de sociedade industrial para sociedade do conhecimento. • Investimentos em capital humano técnico. passando de exportações de mão-de-obra intensivas a um maior conteúdo tecnológico. na última década. Excelente acesso ao conhecimento global. Governo voltado a atingir os objetivos nacionais. Massa crítica de mão-de-obra educada.. • provisão de meios institucionais para o crescimento. que é responsável por mais de 70% dos 3% do PIB gastos em P&D. Fortalecimento da orientação exportadora e busca de alianças Integração à economia mundial como motor do crescimento. Taxas de poupança e de investimento muito altas. Importância do Estado para: • desenvolvimento de uma estratégia de longo prazo para o país. Fortes investimentos em educação e treinamento. • transição para a economia de mercado em bases realistas. Forte capacitação em ciência e engenharia centradas nas áreas de química e software. Coréia do Sul: Lições Crescimento de PIB alto e sustentável pode ser induzido pela efetiva inserção no mercado internacional.20 VI. por meio do investimento direto estrangeiro e da diáspora chinesa. Hyundai.a. tecnologia e finanças. possuidores de marcas próprias: Samsung. ao crédito e educação. • manutenção de quadro macroeconômico estável. possibilitando articulação com mercados. e.a. Massa crítica em P&D sendo reorganizada para aumentar competitividade. a menos que mitigada pelo acesso à terra. treinada e que fala inglês. No caminho de se constituir centro de relocalização de P&D para empresas multinacionais. científico e gerencial de alto nível. Grandes recursos alocados ao P&D. Tornou-se centro mundial de desenvolvimento de softwares e de serviços de terceirização corporativas (offshore outsourcing). LG. nas fases iniciais de industrialização. em décadas passadas. e na maior resiliência e capacidade de reestruturar a economia para responder a mudanças no ambiente global. 21 . por meio de redes dos Institutos Tecnológicos Indianos e de Institutos de Management Indianos. para 6-8% a. Base da manufatura mundial. e na superação da escassez de recursos naturais. Investimentos em capital humano produzem ganhos de médio e longo prazos na produtividade. Gastos maciços em educação desde década de 50 de tal forma que hoje a Coréia exibe as mais expressivas conquistas na área educacional mundialmente. PONTOS FORTES E LIÇÕES DA EXPERIÊNCIA DOS PAÍSES RELEVANTES PARA COMPARAÇÃO: CHINA. propiciando vantagem de baixos salários. Ascenção rápida na cadeia de valor. estratégicas. • Desenvolvimento de um sistema financeiro para capturar e alocar a poupança. Oferta muito grande de excedente de mão-de-obra. Rede de indianos bem-sucedidos nos EUA e na Europa. Investimentos elevados em infra-estrutura e na utilização de TIC. Número crescente de global players altamente dinâmicos e competitivos. reduzir o custo de capital e sustentar o crescimento econômico. Crescimento econômico geralmente associado à crescente desigualdade de renda. O sistema nacional de inovação desempenha papel determinante na transição de importador de tecnologia para líder tecnológico. particularmente pelo setor privado. • Integração internacional para acelerar e sustentar o crescimento. Logística de exportação eficiente. Coréia do Sul: Pontos Fortes País vem sustentando taxas elevadas de poupança e de investimento. SK Telecom e outros. Acumulação de capital humano como passo fundamental para a transição. Índia: Pontos Fortes China: Lições ○ ○ ○ ○ ○ Índia: Lições Importância de: • Criação de um ambiente macroeconômico estável. Crescimento da economia acelerou de 2-3% a. ÍNDIA E CORÉIA DO SUL China: Pontos Fortes Escala dos mercados internos.

22 VII. ○ ○ ○ ○ ○ LESTE DA ÁSIA E PAÍSES DA AMÉRICA LATINA PARTICIPAÇÃO NO PIB MUNDIAL (1980 – 2002) 23 . O País está de novo se arriscando. É preciso desenvolver estratégias para usar tanto o conhecimento já existente. • Desenvolver um plano de ação para que o País avance. É necessário: • Avaliar a posição em que o Brasil se encontra. porque tem dificuldades de explorar o potencial de um estoque crescente de conhecimento global. seja em termos de crescimento ou distribuição de renda. como o novo. • Desenvolver novos setores competitivos. O Brasil perdeu uma oportunidade no início da década de 80 ao não aprofundar sua integração à economia mundial e às correntes de comércio. • Explorar oportunidades para um salto em áreas específicas. de modo a: • Melhorar o desempenho de setores tradicionais. IMPLICAÇÕES PARA O BRASIL O desempenho econômico brasileiro ao longo das últimas duas décadas não foi notável.

24 LESTE DA ÁSIA E PAÍSES DA AMÉRICA LATINA PARTICIPAÇÃO NAS EXPORTAÇÕES MUNDIAIS (1980 – 2002) ○ ○ ○ ○ ○ ESTRUTURA DAS EXPORTAÇÕES 25 .

26 BRASIL: PONTOS FORTES E FRACOS ○ ○ ○ ○ ○ BRASIL: OPORTUNIDADES E AMEAÇAS 27 .

Universalizar a educação básica e melhorar a qualidade da educação em todos os níveis. padrões.28 Brasil: Ações Prioritárias em Políticas de Educação e Treinamento Aumentar a escolaridade média da força de trabalho. • Clusters e redes de empresas. setorial e de arranjos produtivos locais (APLs). como também empresas e outros entes geradores/ disseminadores de conhecimento: • Informação técnica & serviços de extensão. Desafios para Desenvolver um Sistema de Inovação Efetivo O foco dos policymakers geralmente não está nos elementos mais importantes do sistema de inovação nos países em desenvolvimento. organizações mais eficientes. Sistema Nacional de Inovação Deve incluir não somente instituições e universidades engajadas em P&D. para fazer uso efetivo do conhecimento disponível. Aumentar as taxas de matrículas na educação superior. e sua interação com empresas e instituições de pesquisa. Desenvolver oportunidades de aprendizagem vitalícia para facilitar uma contínua recapacitação das pessoas. • Fornecedores especializados. Importância do ambiente macro e dos incentivos econômicos para investimento em inovação. • A aplicação bem-sucedida do conhecimento requer melhorias na gestão das empresas. • Fundos de capital de risco e inovação. Fortalecer a capacidade de pesquisa das universidades. Necessidade de prestar maior atenção no que pode ser feito no nível empresarial. • Consultoria técnica e de gestão. e adoção de novas tecnologias em informação e comunicação. e estímulo a empreender. P&D não é a fonte principal de inovação: • Setores de alta tecnologia são uma parte pequena das economias em desenvolvimento. testes. controle de qualidade. como para criar novo conhecimento. ○ ○ ○ ○ ○ ESTRATÉGIAS DIFERENCIADAS 29 . • Metrologia. • Setor de serviços tem a maior participação na atividade econômica.

ONDE O BRASIL QUER ESTAR EM 2015? ○ ○ ○ ○ ○ ONDE A INDÚSTRIA BRASILEIRA QUER ESTAR EM 2015? 31 . Incentivar maior interação entre atores domésticos e geradores externos de conhecimento. Estimular uma maior interação entre três atores-chave domésticos: instituições públicas de P&D. e incentivar o setor privado a intensificar seus esforços em P&D. Promover a circulação de cientistas e pesquisadores.30 Ações Críticas para o Brasil Melhorar seu Sistema de Inovação Ampliar e aumentar a eficácia do financiamento público de P&D. VIII. universidades e o setor produtivo. Facilitar spin-offs resultantes dos esforços públicos em P&D. entre instituições nacionais e estrangeiras. Fortalecer o desenvolvimento de clusters regionais de conhecimento.

criativas e capacitadas. avaliar e modificar o processo? X. e para o surgimento do empreendedorismo. da sociedade? Como se pode organizar o processo? Como se deve monitorar. do setor privado. Infra-estrutura dinâmica de informação. Scorecard básico para 14 variáveis em dois pontos no tempo.worldbank. O QUE O BRASIL PRECISA FAZER PARA “CHEGAR LÁ”? O que se deve fazer no curto prazo (até 2007)? O que se deve fazer no médio prazo (até 2015)? Quais são as ações prioritárias em cada período? Como se pode criar a consciência do que deve ser feito? Qual o papel do governo. ○ ○ ○ ○ ○ BENCHMARKING: O BRASIL NA ECONOMIA GLOBAL DO CONHECIMENTO 33 . ANÁLISE DO BRASIL NA ECONOMIA GLOBAL DO CONHECIMENTO Formato para Analisar a Habilidade de um País para tirar Proveito do Rápido Desenvolvimento e Disseminação do Conhecimento: Quatro Áreas Funcionais Críticas Regime econômico e institucional capaz de criar pressões e recompensas ao uso eficiente do conhecimento existente e novo. Metodologia KAM KAM: 76 variáveis estruturais/qualitativas para fazer um benchmark de desempenho nas quatro áreas funcionais. Variáveis normalizadas de 0 (pior) a 10 (melhor) para 121 países.org/kam. Índice de Economia do Conhecimento Agregado (KEI). Sistema nacional de inovação efetivo. www. Pessoas educadas. (1995 e 2002).32 IX.

34 O BRASIL EVOLUI AO LONGO DO TEMPO ○ ○ ○ ○ ○ COMPARAÇÃO DO BRASIL COM A CHINA E A CORÉIA 35 .

36 BRASIL: VARIÁVEIS DO REGIME ECONÔMICO ○ ○ ○ ○ ○ BRASIL: VARIÁVEIS EDUCACIONAIS 37 .

38 BAIXA ESCOLARIDADE DA POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA ○ ○ ○ ○ ○ BAIXAS TAXAS DE MATRÍCULAS NO SEGUNDO GRAU EM RELAÇÃO À RENDA PER CAPITA NO BRASIL 39 .

40 BAIXAS TAXAS DE MATRÍCULAS NO TERCEIRO GRAU EM RELAÇÃO À RENDA PER CAPITA NO BRASIL ○ ○ ○ ○ ○ A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO TAMBÉM É BAIXA NO BRASIL 41 .

42 BRASIL: VARIÁVEIS TIC ○ ○ ○ ○ ○ BRASIL: VARIÁVEIS DE SISTEMA DE INOVAÇÃO 43 .

44 GASTO TOTAL MÉDIO EM P&D: ECONOMIAS TOP 20 ○ ○ ○ ○ ○ INTENSIDADE DE INOVAÇÃO: RECURSOS ALOCADOS E RESULTADOS (RELATIVOS À POPULAÇÃO) 45 .

46 INTENSIDADE DE INOVAÇÃO: RECURSOS ALOCADOS E RESULTADOS (EM VALORES ABSOLUTOS) .

AVALIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO . Diagramação e Revisão GRÁFICA POSITIVA Impressão DIRETORIA EXECUTIVA .SUPOG Superintendente: Carlos Francisco Moniz Aragão UNIDADE JURÍDICA – UJ Coordenador: Hélio José Ferreira Rocha UNIDADE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – UNICOM Coordenador: Edgar Lisboa UNIDADE CORPORATIVA DE AUDITORIA – AUDIT Coordenador: Vitor Manuel Ribeiro da Cruz Moura UNIDADE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO SISTEMA CNI – UNICOM Coordenação do Projeto Gráfico.COMEX Coordenador: José Frederico Álvares UNIDADE DE POLÍTICA ECONÔMICA – PEC Coordenador: Flavio Pinheiro de Castelo Branco UNIDADE DE RELAÇÕES DO TRABALHO E DESENVOLVIMENTO ASSOCIATIVO .GABIN Chefe de Gabinete: Cid Ferreira Lopes Filho Confederação Nacional da Indústria – CNI DIRETORIA EXECUTIVA – DIREX SUPERINTENDÊNCIA CORPORATIVA .COMPI Coordenador: Maurício Otávio Mendonça Jorge UNIDADE DE COMÉRCIO EXTERIOR .DIREX Diretor: José Augusto Coelho Fernandes DIRETORIA DE OPERAÇÕES – DIOP Diretor: Marco Antonio Reis Guarita UNIDADE DE GESTÃO DE DEFESA DE INTERESSES – GDI Coordenadora: Elizabeth da Silva Marinho UNIDADE DE ASSUNTOS LEGISLATIVOS – COAL Coordenador: Carlos Alberto Macedo Cidade UNIDADE DE COMPETITIVIDADE INDUSTRIAL .PAD Coordenador: Renato da Fonseca COMITÊ DE SERVIÇOS COMPARTILHADOS Coordenador: Antonio Carlos Brito Maciel SUPERINTENDÊNCIA DE SERVIÇOS COMPARTILHADOS – SSC Superintendente: Silvio Andriotti .RT Coordenadora: Simone Saisse Lopes UNIDADE DE NEGOCIAÇÕES INTERNACIONAIS – NEGINT Coordenadora: Soraya Saavedra Rosar UNIDADE DE PESQUISA. Diagramação e Revisão SUPERINTENDÊNCIA DE SERVIÇOS COMPARTILHADOS – SSC ÁREA COMPARTILHADA DE INFORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO – ACIND Normalização: Janaina Miranda INFORMAÇÃO COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Projeto Gráfico. ORÇAMENTO E GESTÃO .SUCORP Superintendente: Antonio Carlos Brito Maciel SUPERINTENDÊNCIA DE PLANEJAMENTO.PRESIDÊNCIA Presidente: Armando de Queiroz Monteiro Neto GABINETE DA PRESIDÊNCIA .