UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ COORDENAÇÃO DE ENGENHARIA QUÍMICA

AULA PRÁTICA 1 : MEDIDAS LINEARES

RELATÓRIO AULA EXPERIMENTAL Nº 1 DE FÍSICA

PONTA GROSSA 2011

do 1º Período de Engenharia Química.ARY AUGUSTO LEITE DA SILVA DE CARVALHO FÁBIO KALAT LARISSA CHMILOUSKI TARACIUK LUCIO MAEYAMA MATEUS GOMES ALMEIDA AULA PRÁTICA 1 : MEDIDAS LINEARES Relatório apresentado ao professor José Carlos Alves Galvão. da disciplina de Física I. PONTA GROSSA 2011 . na Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

Uma estimativa de comprimento pode ser 3. A importância dos algarismos significativos é que eles indicam a precisão das medidas. Os dígitos à direita do 4 não podem ser estimados usandose esse tipo de régua. observa-se que ambos os dígitos 3 e 2 são conhecidos com certeza e pode-se estimar o terceiro dígito. Ao determinar o comprimento da peça qualquer. Os dígitos obtidos como resultado de uma medida chamam-se algarismos significativos. a menos que se diga o contrário. então uma da outra. visitou-se o Laboratório de Física. encontram-se. utilizando-se dois instrumentos de medida diferentes.2 ou de 3. Como as leis e teorias baseiam-se nas quantidades medidas. de uma mesma quantidade.1 INTRODUÇÃO Com objetivo de aprofundar o conhecimento a respeito de medidas lineares. existe sempre incerteza quanto ao segundo algarismo. frequentemente. repetindose uma medida usando-se a régua graduada em centímetros espera-se obter valores que diferem de aproximadamente 0.3 cm. O termo precisão refere-se a quão próximas duas medidas. Por exemplo. para medidas nas quais se utiliza esse tipo de régua. e portanto. Ao discutir as quantidades medidas. embora algumas pessoas possam achar que deva ser 3.2 cm. Para se chegar a este número teve-se que estimar o segundo algarismo. Tomando-se uma régua graduada em centímetros. materiais de medição foram apresentados aos alunos. Como se está fazendo uma estimativa. isto é. considera-se que somente o último algarismo da direita é impreciso.1 cm.24 cm. considerar os . intui-se que o valor mais confiável é aquele que tem maior número de algarismos significativos. é inteiramente desconhecido. foram obtidos dois valores diferentes. A medida 3. Portanto.25 cm. pode-se assim. Ao se escrever um número que representa o resultado de uma medida. decidiu-se se o comprimento era mais próximo de 3.24 cm contém três algarismos significativos. quanto ao terceiro algarismo.23 cm ou 3. uma vez que o 3 e o 2 são efetivamente conhecidos e somente o 4 possui alguma incerteza. assim como a maneira que devem ser utilizados. não são escritos. Em uma régua graduada em milímetros. as palavras precisão e exatidão. pode-se ler o comprimento de uma peça qualquer como sendo igual a 3. Nele. não se justifica a referência a números com mais de dois algarismos. a nossa confiança relaciona-se diretamente à qualidade dos dados em que se baseiam.

um valor de 3.24 cm. maior será a precisão dessa medida. também está mais próximo do comprimento verdadeiro. Uma régua não calibrada. Repetindo-se as medidas com a régua graduada em milímetros obtêm-se valores que diferem cerca de 0. que possui três algarismos significativos.4 cm sugere que se a medida for repetida o resultado estará uns poucos centésimos de centímetros distante de 3. O valor 3.2 cm tanto quanto uns poucos décimos de centímetros. . No exemplo.01cm. a incerteza nas medidas feitas neste caso estão em torno de ±0. Os valores obtidos com a segunda régua possuem incerteza menor e são considerados mais precisos. o valor de 3.01cm.2 cm.comprimentos medidos com esta régua com uma incerteza de cerca de ±0. Geralmente. implica uma medida de maior precisão do que 3. ainda que possam ser lidos com três algarismos significativos na escala. e provavelmente. conduzirá a resultados com erros. quanto mais algarismos significativos existirem em uma medida. em que seu erro de calibração não é observado. Há ocasiões em que um número pode ser preciso. mas não exato. O valor de 3.1cm. O termo exatidão refere-se a quão próximo uma observação experimental está do valor verdadeiro.2 cm implica que se a medida for feita novamente o resultado pode diferir de 3. Em geral. Por outro lado. uma medida mais precisa é também uma medida mais exata.24 cm.2 cm.24 cm é mais preciso que 3.

MATERIAS UTILIZADOS Nos seis procedimentos foram utilizados os seguintes materiais: 1. Também foram calculados a variância (V) e o desvio padrão (∂). 2. As medidas encontradas por cada observador foram anotadas em uma tabela. As medidas encontradas por cada observador foram anotadas em uma tabela.2 DESENVOLVIMENTO 1. Também foram calculados a variância (V) e o desvio padrão (∂). 2. Também foram calculados a variância (V) e o desvio padrão (∂).4 Procedimento 4 O corpo de prova número 1 foi medido com o paquímetro por cada componente do grupo por três vezes.2 1. e a média desses resultados foi calculada. 2.1 Procedimento 1 O corpo de prova número 1 foi medido com a régua graduada em decímetros por cada componente do grupo.3 Procedimento 3 O corpo de prova número 1 foi medido com a régua graduada em milímetros por cada componente do grupo. e a média desses resultados foi calculada. e a média desses resultados foi calculada.2 Procedimento 2 O corpo de prova número 1 foi medido com a régua graduada em centímetros por cada componente do grupo.1 Régua graduada em decímetros 1.3 1.5 Régua graduada em centímetros Régua graduada em milímetros Paquímetro Corpos de prova 1 e 2. As medidas encontradas por cada observador . As medidas encontradas por cada observador foram anotadas em uma tabela. 2.4 1. PROCEDIMENTOS 2.

Os valores obtidos foram somados. Deve-se ressaltar que o paquímetro serviu para conferência dos resultados obtidos a partir da régua graduada em centímetros.6 1.25 0 0.5 Procedimento 5 A partir dos resultados encontrados nos quatro procedimentos inicias. . calculou-se o erro percentual das medidas dos três primeiros procedimentos.25 0. Tabela 1 – Resultados do procedimento Observador Fábio Lucio Mateus Ary Larissa MÉDIA (x) Medida (dm) 1.6 1. utilizou-se a régua graduada em centímetros e o paquímetro para descobrir seus diâmetros e assim encontrar o volume dos cilindros. 2.6 1. e a partir deles a variância e o desvio padrão foram calculados. RESULTADOS E DISCUSSÕES 3.6 (X-x) 0 1. 3. foi utilizado o corpo de prova 2. 2. Utilizou-se o resultado encontrado com o paquímetro como a medida real do corpo de prova 1.65 1.1 Procedimento 1 Cada componente do grupo encontrou os seguintes resultados com a régua graduada em decímetros.5 ∑ (X-x)² = (X-x)² 0 0 0.55 -0.6 Procedimento 6 Para a realização do procedimento seis. e para a determinação de seu volume.55 1. Também foram calculados a variância (V) e o desvio padrão (∂). e a média desses resultados foi calculada.foram anotada em uma tabela. Este é composto por três cilindros de tamanhos distintos.5 Subtraiu-se da média a medida encontrada por cada aluno e o resultado foi elevado ao quadrado.5 0 0.

31162277660168 3.8 (X-X) 0 -0.9 15.8 15.1 0.01 0 0 0.1 0 0 ∑ (X-X)² = (X-X)² 0 0.02 Subtraiu-se da média a medida encontrada por cada aluno e o resultado foi elevado ao quadrado.02/5 V = 4.10-3 3.1.2 Cálculo do desvio padrão: ∂=√ ∂ = 0.1 Cálculo da variância V = (x-x)² / N V = 0.5 / 5 V= 0. Os valores obtidos foram somados. e a partir deles a variância e o desvio padrão foram calculados.2.x)² / N V= 0.8 15. 3.01 0.7 15.2. 06324 .2 Procedimento 2 Cada componente do grupo encontrou os seguintes resultados com a régua graduada em centímetros: Tabela 2 – Medidas encontradas em centímetros Observador Fábio Lucio Mateus Ary Larissa MÉDIA Medida (cm) 15.1 Cálculo da variância: V = (X.1 3.1.8 15.3.2 Cálculo do desvio padrão ∂=√ ∂ = 0.

023 -0.000529 0.3.30 156.25 156.0 (X-X) 0 0 0 0 0 ∑ (X-X)² = (X-X)² 0 0 0 0 0 0 Como todos os observadores alcançaram os mesmos valores. Observador Fábio Lucio Mateus Ary Larissa MÉDIA Medida (mm) 156.20 156.000529 0.023 -0.01129 Subtraiu-se da média a medida encontrada por cada aluno e o resultado foi elevado ao quadrado.000529 0.20 156.0.023 -0.027 . 3.023 0.023 ∑ (X-X)² = (X-X)² 0. o desvio padrão e a variância resultaram em zero.0 156.20 156.25 156.000729 0.0 156. .005929 0.25 156. Os valores obtidos foram somados.027 -0.225 (X-X) 0.20 156.4 Procedimento 4 Os integrantes do grupo chegaram aos seguintes valores para a medida do corpo de prova 1 com o paquímetro: Tabela 4 – Medidas encontradas com o paquímetro: Observador Fábio Lucio Mateus Ary Larissa Fábio Lucio Mateus Ary Larissa MÉDIA Medida (mm) 156.0 156.077 -0.027 0.000529 0.0 156. e a partir deles a variância e o desvio padrão foram calculados.000729 0.000529 0.20 156.000529 0.0 156.023 0.000729 0.20 156.3 Procedimento 3 Cada componente do grupo encontrou os seguintes resultados com a régua graduada em milímetros: Tabela 3 – Resultados obtidos com a régua graduada em centímetros.

4.2 Cálculo do desvio padrão ∂=√ ∂ = 1. Portanto.1 Cálculo da variância V = (x-x)² / N V = 0.2 Erro percentual do procedimento 2: E% = 1.137 3.00213 3.3. Utilizou-se a seguinte equação para encontrar o erro percentual: 3.4.41 3.5.001004 3.1 Erro percentual do procedimento 1: E% = 2.5. ela foi utilizada como valor real no cálculo do erro percentual das medidas encontradas nos outros procedimentos.3 Erro percentual do procedimento 3: .5.5 Procedimento 5 A medida encontrada através do paquímetro para o corpo de prova 1 foi considerada a mais precisa.

14 3.46 cm2. Então. portanto o volume do cilindro menor é de 4. a partir da fórmula utilizada anteriormente. e os valores de seus volumes foram alcançados por medições e cálculos matemáticos. em que a área da base é multiplicada pela altura. obtêm-se 18. A área da base. e sua altura vale 1. O cilindro intermediário tem raio igual a 2. descobre-se o valor de seu volume: 73.E% = 0.45 cm.6 Procedimento 6 O diâmetro encontrado para o cilindro menor é de 2. O raio vale 1. através da operação de soma: 4. A área de sua base.45 cm. é possível determinar que o valor do volume total desse corpo vale 95.29 cm. Para a medição dos outros dois cilindros maiores. .553 cm3.212 cm3 de volume.088 cm3. Como a altura do cilindro maior vale 4. O cilindro maior possui um raio de 2.45 cm.14 cm 2 e a altura 1. Se a área da base vale 3. foi utilizado o mesmo método do primeiro. que tem formato circular.212 cm3 + 73.0 cm. obtida a partir da fórmula S = πr2 . multiplicando-a pelo valor da área da base.553 cm3 + 18.088 cm3. vale 16.853 cm3. r2. Realizou-se o cálculo do volume desse cilindro pela fórmula básica. foi descoberta a partir da fórmula S = π .56 cm2 e a altura 1. portanto a área da base vale 12. e. Como o corpo de prova 2 é formado por três cilindros.0 cm e para π utilizou-se o valor de 3.0 cm.44 cm.14 cm.

3 CONCLUSÃO .

.Rj: Ltc. Robert. 2008. WALKER. HALLIDAY. 410 p. 1995. HUMISTON. ed. Rio de Janeiro . Gerard E. James E. RESNICK. David. .4 REFERÊNCIAS   BRADY. ed.. 8. 352 p. Rio de Janeiro .Rj: Ltc. Jearl. 2. Fundamentos da Física: Mecânica. Química Geral.