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FACULDADE NOBRE DE FEIRA DE SANTANA (FAN) ALINE ? JOEDILSON ? JONATHAS OLIVEIRA OTHONILTON ? PEDRO ?

SURAN OLIVEIRA

COMENTÁRIO DE PROCESSOS ÉTICOS NA ENGENHARIA

FEIRA DE SANTANA / BA

2013

FACULDADE NOBRE DE FEIRA DE SANTANA (FAN) CURSO: ENGENHARIA ELÉTRICA TURMA: 5º SEMESTRE DATA: 06/06/2013 COMENTÁRIO DE PROCESSOS ÉTICOS NA ENGENHARIA Trabalho apresentado ao Curso de graduação em Engenharia Elétrica. Jeidson Antonio Morais Marques. como requisito parcial para avaliação do componente curricular Ética e Legislação. FEIRA DE SANTANA / BA 2013 . ministrado pelo professor prof. dr.

.. 00 3.....................Sumário Introdução ............................................................................................................................................ 00 Situações antiéticas............................................................. Por imprudência.............................................................. 00 1........................ 00 Conclusão................................................................................................................................................ Por negligência.................................... 00 2............................................................................ 00 O processo em si................................................................................... 00 ..................................................................................................... 00 Casos de acidentes de origem elétrica.................. 00 Conceituação ............... 00 Bibliografia............ Por imperícia...........................................................................................................................................................................................

da Câmara de Educação Superior). é essencial desenvolver competências científica e tecnológica com gestão ética. cujo reflexo se dá diretamente no ambiente que o abriga como a outrem. Um profissional apto para trabalhar com transformações e indispensável ao dias atuais. a própria legislação brasileira (resolução 11/2002. A formação técnica dos profissionais de engenharia. Face às possibilidades inteiramente novas da tecnologia. de tal modo que se deve preservar o presente para que haja o futuro. esse profissional desenvolverá a habilidade conceitual. Para tanto. como agente de transformação social. estabelece as seguintes competências e habilidades gerais para o engenheiro: . procurando harmonizá-las. atitudes e interesses da organização a qual pertence ou presta serviço objetivando apresentar uma reflexão sobre o impacto da Responsabilidade Social na formação do engenheiro. O engenheiro é o profissional que procura aplicar conhecimentos empíricos. estruturas. uma nova ética torna-se necessária e que diz respeito ao futuro do próprio planeta. pois se vive em uma época de técnicas e mudanças multiplicadas que atuam diretamente na percepção humana. a qual está diretamente associada à coordenação e integração de todas as atividades.Introdução É fundamental para o engenheiro desenvolver uma visão sistêmica do mundo. Torna-se necessário o conhecimento dos efeitos de uma determinada atividade que não podem ser percebidos a uma primeira vista – dos efeitos distantes que as gerações atuais jogam sobre os ombros das gerações futuras. Neste aspecto. técnicos e científicos à criação e à modificação de mecanismos. produtos e processos que se utilizam para converter recursos naturais e não-naturais em formas adequadas às necessidades do ser humano e do meio que o cerca. ele faz parte do todo. Ao tomar consciência da necessidade de conciliar sua habilidade técnica (a de executar sua atividade específica) com a habilidade humana (a de desenvolver o relacionamento humano proativo). cujo objeto de aplicação de seu trabalho é a de atender as necessidades da organização a qual está vinculado. ou seja: reconhecer que.

1987). a sua responsabilidade está pautada na recuperação da Ética. Em sendo assim é essencial para qualquer profissional o desenvolvimento da visão sistêmica do mundo. ou seja reconhecer que. projetar e analisar sistemas. tecnológicos e instrumentais em engenharia. Comunicar-se eficientemente nas formas escrita. . Este indivíduo é consciente de suas próprias atitudes. oral e gráfica. elaborar e coordenar projetos e serviços de engenharia. Conceber. assumindo-a como inerente ao ser humano. supervisionar. Compreender e aplicar a ética e responsabilidade profissional. humana e conceitual. procurando harmonizá-las em função de suas habilidades técnica. ele faz parte do todo. a qual nasce e tem razão de existência com o surgimento do outro. Atuar em equipes multidisciplinares. Seja qual for a sua o ramo da engenharia. opiniões e convicções acerca dos outros. formular e resolver problemas de engenharia. Identificar. Ao perceber a existência de outras atitudes. o indivíduo é hábil para compreendê-las (Mañas. Projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados. Avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia. Assumir a postura de permanente busca de atualização profissional. produtos e processos. Avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental. A habilidade humana pode ser entendida como a capacidade de o indivíduo interagir com outros. opiniões e convicções diferentes da sua. Desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas. 1999). Planejar. Supervisionar a operação e a manutenção de sistemas. como agente de transformação social. científicos. para formar um semelhante que respeite o seu semelhante e a natureza (Silber e Stelnicki. Avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas. E por esta situação é fundamental desenvolver competências científica e tecnológica com gestão ética.              Aplicar conhecimentos matemáticos.

A profissão é altotítulo de honra e sua prática exige conduta honesta. a partir das disposições deste Código de Ética Profissional. temos:  Art. 13. temos: Art. 4) Da eficácia profissional: IV . 8º A prática da profissão é fundada nos seguintes princípios éticos aos quais o profissional deve pautar sua conduta: 1) Do objetivo da profissão: I . pratique condutas expressamente vedadas ou lese direitos reconhecidos de outrem. . Constitui-se infração ética todo ato cometido pelo profissional que atente contra os princípios éticos. Dos princípios éticos. deseu ambiente e de seus valores. na forma que a lei determinar.Definições Da infração ética constante no código de ética.A profissão realiza-se pelo cumprimento responsável e competente dos compromissos profissionais.  Art. descumpra os deveres do ofício. 2) Da natureza da profissão: II – A profissão é bem cultural da humanidade construído permanentemente pelos conhecimentos técnicos e científicos e pela criação artística. tendo como objetivos maiores a preservação e o desenvolvimento harmônico do ser humano. 3) Da honradez da profissão: III . assegurando os resultados propostos e a qualidade satisfatória nos serviços e produtos e observando a segurança nos seus procedimentos. digna e cidadã. manifestando-se pela prática tecnológica.A profissão é bem social da humanidade e o profissional é o agente capaz de exercê-la. colocado a serviço da melhoria da qualidade de vida do homem. munindo-se de técnicas adequadas. A tipificação da infração ética para efeito de processo disciplinar será estabelecida. 14.

ordenadores. 7) Da liberdade e segurança profissionais: VII .5) Do relacionamento profissional: V . destinatários.A profissão é exercida com base nos preceitos do desenvolvimento sustentável na intervenção sobre os ambientes natural e construído e da incolumidade das pessoas. 6) Da intervenção profissional sobre o meio: VI . de seus bens e de seus valores. . justo e com espírito progressista dos profissionais para com os gestores.A profissão é praticada através do relacionamento honesto. sendo a segurança de sua prática de interesse coletivo.A profissão é de livre exercício aos qualificados. beneficiários e colaboradores de seus serviços. com igualdade de tratamento entre os profissionais e com lealdade na competição.

quanto em relação à coisa (exemplo: empregado conduz veículo da empresa sem freios e colide com outro veículo provocando lesões corporais generalizadas nos envolvidos).A ação ou omissão voluntária. em função de ato doloso ou culposo se indaga a respeito de: • Dolo . • "Culpa in comitendo" . . • Culpa . arte ou ofício. • "Culpa in custodiendo" . agir com precipitação. isto é. Consiste em praticar uma ação sem as necessárias precauções.negligência. • Negligência . • "Culpa in vigilando" .É a omissão voluntária de diligência ou cuidado. profissão.ato negativo ou omissão . tanto em relação aos prepostos ou empregados. falta ou demora no prevenir ou obstar um dano.origina-se da má escolha do preposto (exemplo: eletricista contratado sem a mínima qualificação necessária.prática de ato positivo que resulta em dano – ato imprudente ou ato imperito. imprudência ou imperícia.que é a ausência de fiscalização por parte do empregador. Quanto à culpa.É a atuação intempestiva e irrefletida.por dolo ou culpa . ou experiência ou de previsão no exercício de determinada função. • Imperícia . pode ela ser caracterizada como: • "Culpa in eligendo" . habilidade. provocando um acidente que lesiona colega de trabalho que o auxiliava).É falta de especial.Situações antiéticas Responsabilidade civil subjetiva A responsabilidade civil subjetiva é a decorrente de dano causado diretamente pela pessoa obrigada a reparar. inconsideração. • "Culpa in omitendo" .Decorre de ato de negligência. deixando de praticar os atos impeditivos à ocorrência do ato danoso . • Imprudência .o agente negligencia com as cautelas recomendadas.falta de cautela ou atenção. ou inconstância.

se caracterizará quando o agente causador do dano atuar com negligência ou imprudência conforme cediço doutrinariamente.° 69 DO CONFEA . • Dano. . da conjugação dos seguintes elementos: • Ação ou omissão. decorrendo. no Capitulo I . portanto. Assim sendo temos caracterizado de forma clara a obrigação da empresa de reparar o dano causado ao empregado quando este por ação ou omissão causar dano a um dos seus empregados. por ter natureza civil. constante de seu Título IX .Da Obrigação de Indenizar. DECISÃO NORMATIVA N. imprudência e negligência e dá outras providências". Aquele que. Do referido dispositivo normativo acima transcrito.Em outras palavras. por ação ou omissão voluntária. a responsabilidade civil subjetiva implica necessariamente a inclusão de um quarto pressuposto caracterizador. ainda que exclusivamente moral. 927 a 943 do Código Civil. "Dispõe sobre aplicação de penalidades aos profissionais por impelida. verificamos que a obrigação de indenizar (reparar o dano) é a conseqüência juridicamente lógica do ato ilícito. 186. • O dolo ou culpa do agente causador. Esta culpa. comete ato ilícito. • Elo de causalidade entre ação/omissão e dano. através da interpretação da primeira parte do art. conforme dispõe também os arts.Da Responsabilidade Civil. violar direito e causar dano a outrem. negligência ou imprudência. Art. 186 do Código Civil.de 23 de março de 2001.

. • Inexistência de padrões de segurança para essa tarefa. Causas imediatas • Exposição de partes energizadas. um empregado que estava utilizando uma lixadeira sofreu choque elétrico. Ao esticar o braço para concluir o reparo na bóia. expondo fiações energizadas com 127 VCA. Houve lesões decorrentes do choque (queimadura no braço e boca) e lesão aberta na boca e gengiva. O contato foi desfeito e o acidentado foi socorrido. dentro do poço da turbina. utilizada para comandar bomba de drenagem. Causas básicas • Falta de supervisão. 2º CASO Descrição do acidente: Os empregados estavam realizando trabalhos de finalização de montagem de uma turbina. realizando reparo em chave-bóia. O empregado retirou a proteção que envolvia o relé de acionamento. • Deixar de isolar ou delimitar a área de risco. sofreu vários espasmos decorrentes do contato elétrico. Soltou-se sozinho do contato elétrico. • Trabalho executado em condições de risco e sem acompanhamento. Em dado momento. Causa básicas • Inexistência de padrões de segurança para a tarefa. Causas imediatas: • Más condições de conservação da ferramenta. Como estava com o queixo apoiado em estrutura metálica sobre a qual estava debruçado.Casos de acidentes de origem elétrica Acidentes: caracterizado quando o agente causador do dano atuar com negligência ou imprudência 1º CASO Descrição do acidente: O empregado estava debruçado sobre a tampa da turbina. havendo o aterramento elétrico através de seu corpo. Falta de inspeção preliminar na ferramenta de trabalho. veio a tocar nessa parte energizada.

3º CASO Descrição do acidente: A equipe de 15kV. Posicionaram 2 escadas no poste. composta por 2 eletricistas. Causas imediatas: • Não cumprimento de procedimentos de abertura de chaves e trabalho em estrutura desenergizada. Fecharam as chaves facas "By-Pass" e abriram as chaves facas fonte e carga do religador esquecendo-se de uma chave faca fonte (lado rua) fechada. • Falta de supervisão e planejamento 4º CASO Descrição do acidente: A equipe de manutenção de Linhas de Transmissão efetuava a substituição de cruzetas em regime de linha desenergizada. levando 3 eletricistas a sofrerem choque elétrico. provocando a abertura de um arco elétrico e conseqüentemente a condução de corrente elétrica pelo corpo do acidentado até a panturrilha da perna esquerda a qual estava encostada na saia de uma das buchas. Causas básicas: • Falta de isolamento ou desenergização da rede de distribuição na área de possível contato com a linha de transmissão. realizava inspeção e medição preventiva no religador. Em dado momento houve a quebra do topo do poste de concreto fazendo com que os cabos viessem a tocar na Rede Primária da Distribuição. em cruzamento logo abaixo. • Não testaram e não aterraram o circuito. ficando desfalecido temporariamente. Posicionando-se sobre o suporte de sustentação do religador. Solicitaram a autorização ao Centro de Operação (CO) para executar o serviço. em uma estrutura. Não realizaram o teste de ausência de tensão e não aterraram as chaves verticais fonte/carga. Iniciou a execução das tarefas sacando a proteção terra no painel de controle. lado rua. . • Quebra da ponta do poste. levou a chave em direção ao terminal da bucha fonte. sendo resgatado pelo outro integrante de turma. sem as devidas proteções. uma abaixo do painel de controle e a outra abaixo da cinta inferior de sustentação do religador. • Não “bloquear” o religamento da rede logo abaixo. Causas imediatas: • Realizar manutenção (em regime de linha morta) acima de estrutura energizada. com a perna esquerda encostada em uma das saias das buchas. 69 kV. Causas básicas: • Motivação inadequada.

5º CASO Descrição do incidente: A equipe de Linhas de Transmissão realizava serviço de substituição de discos de porcelana da coluna do braço da chave seccionadora da SE. •Falha na liberação do serviço (Operação). quando os trabalhos foram interrompidos por um Técnico de Segurança (Obs. uma vez que trabalharia em regime de linha morta do lado desenergizado. • Descumprimento da norma interna. ou seja. • Falha na análise da operação. Causas imediatas: • Falha de procedimento na execução da tarefa (linha desenergizada). •Falha no planejamento e na emissão do pedido e autorização. pelo tempo. internamente. com as próprias mãos. •Desconhecimento dos procedimentos da tarefa. porém os mesmos foram realizados em regime de linha morta. pois entendeu que esta tarefa poderia ser realizada em regime de rede desenergizada (linha morta) com um lado energizado e outro desenergizado. Causas básicas: • Dúbia interpretação pelo técnico operacional responsável do termo regime de linha “energizada”. A atividade consistia na substituição dos isoladores de discos. . onde teriam que ser retirados através de contato físico.• Estrutura comprometida.: Um dos pólos da seccionadora estava energizado). não sendo permitida a utilização de nenhum caminhão guindaste para auxílio e nem andaimes isolados. os serviços seriam realizados em regime de linha energizada conforme solicitado pela equipe de manutenção através do pedido inicial. em relação as atividades que podem ser realizados pelas equipes de linha viva.

o cancelamento do registro. Tal comissão deverá então deverá tomar depoimentos. Vale lembrar que mesmo após o julgamento. e há um prazo de 10 dias entre a chegada da denúncia e o envio para julgamento. deverá ser informada. ou em casos extremos. bem como instruções do CREA de cada região. buscar provas legais. As penalidades podem ser: Advertência Reservada. Todo o processo se inicia a partir de uma denúncia. que será submetido a Câmara onde haverá o julgamento.O PROCESSO EM SI O processo ético-disciplinar é embasado pela Lei 5. O processo de cancelamento do registro só será aberto nos casos em que houver má conduta pública. alguém tido como vítima de uma infração ao código de ética faz uma denúncia à comissão de ética. que pode acatar ou não a mesma. ou seja. É importante dizer que o relator não deve não pode nem ter participado do como membro da comissão de ética e nem ser o autor da denúncia. escândalos provocados pelo profissional ou condenação definitiva por crime infamante. em caso de condenação. A análise do relatório da CEP precisa ser aprovada. e tem um prazo de 10 dias para manifestação e envio da denúncia ao CEP (Comissão de ética profissional). . a parte acusada ainda terá um prazo de 60 dias para apresentar recurso. É apenas nessa fase de julgamento que a penalidade. e em seguida gerar um relatório conclusivo. Censura Pública. em caso de condenação.194/66 e pelas resoluções 1004/03 e 1002/02.

org.aspx .creaba.Biblio: http://www.br/Pagina/126/Codigo-de-Etica.

http://www.org.pdf .ethos.br/_Uniethos/Documents/A%20Responsabilidade%20Social%2 0na%20Forma%C3%A7%C3%A3o%20de%20Engenheiros.